 [ LINK ] [ LINK ] [ LINK ] [ LINK ] [ LINK ] [ LINK ] [ LINK ]

 Home

 ltimas Notcias

 ltimas Imagens

 Arte e Lazer

 Autos

 Bate-Papo

 Bookmark

 Canal do Leitor

 Canal Aventura

 Casa Escritrio

 Cincia e Meio Ambiente

 Classificados

 Defenda-se

 Economia

 Educao

 Esportes

 Estadinho

 Finanas Pessoais

 Fruns

 Guia de Hotis

 Horscopo

 Internet grtis

 Loterias

 Magazine

 Mundo

 Poltica

 Relacionamento

 Suplementos

 Taxas e Cotaes

 Tecnologia

 Tempo

 Turismo

 Webmail

 AE Data

 Capa

 Editoriais

 Economia

 Caderno 2

 Cidades

 Esportes

 Assinaturas

 Capa

 Poltica

 Cidades

 Economia

 Mundo

 Esportes

 Variedades

 Suplementos

 Artigos

 Busca

 ndice de Notcias

 Assinaturas

 ae setorial

 ae financeiro

 ae agro

 ae brazil

 ae midia

 ae comunicao empresarial

 ae foto

 newspaper

 ae data

 conhea a agncia estado

 conhea o estado

 [ LINK ]

 busca _________ [ IMAGE ] - Submit avanada

 Domingo , 18 de maio de 2003 - 22h51

 sees [ INLINE ]

 convergncia digital

 mdia digital

 sociedade virtual

 pontoweb

 suplementos [ INLINE ]

 o estado de s.paulo

 jornal da tarde

 outros canais [ INLINE ]

 taxas e cotaes

 conversor de moedas

 imagens

 loterias

 bookmark

 dirio do passado

 defenda-se

 colunistas

 editoriais

 manual de redao

 classificados [ INLINE ]

 imveis

 veculos

 empregos

 oportunidades

 produtos ae [ INLINE ]

 ae setorial

 ae financeiro

 ae agro

 ae brazil

 ae midia

 ae foto

 ae comunicao empresarial

 [ LINK ] [ LINK ]

 > Drummond 100 anos

 > Prmio Estado

 > Ccero Dias

 [ LINK ]

 por Michael Stanton

 Como construir as novas redes pticas

 Leitores deste espao j devem saber da minha absoro pelas redes pticas ,

 viabilizadas nos ltimos anos pela ampla disponibilidade de cabos pticos

 instalados em toda parte .
 Na coluna de 30 de setembro de 2001 foi descrita a

 situao ento vigente no Brasil , quando a capacidade nacional de explorar esta

 tecnologia j era grande .
 Nos ltimos 18 meses ela s tende a aumentar e a se

 espalhar geograficamente .
 Com o fim do duoplio no mercado de telecomunicaes ,

 as empresas de telecomunicaes vm correndo para montar a infra-estrutura

 necessria para estender seus servios de comunicao para cidades espalhadas

 por todo o pas .
 A concorrncia empresarial neste setor tende a reforar a

 multiplicidade de alternativas de comunicao  disposio da sociedade ,

 deixando mais robusta a capacidade nacional de oferecer solues de comunicao

  sua populao .

 Esta capacidade depende no apenas da infra-estrutura fsica de cabos pticos ,

 estendidos ao longo dos leitos das estradas de ferro ou de rodagem , ou seguindo

 o traado dos dutos de transporte de gs ou petrleo e seus derivados , ou das

 linhas de transmisso e distribuio de energia eltrica , ou ao longo da

 litornea no fundo do mar .
 Cada cabo destes contm , tipicamente , algumas

 dezenas de fibras pticas , capazes de conduzir sinais de luz ( geralmente da

 faixa infra-vermelha do espectro ) por centenas ou at milhares de quilmetros

 em condies ideais .
 Adicionalmente so necessrios investimentos em

 equipamentos que iluminem as fibras nestas cabos pticos , isto  , que possuam

 lasers que injetem os sinais de luz que sero propagados .
 Por motivos

 histricos , boa parte dos equipamentos adquiridos para esta finalidade pelas

 empresas de telecomunicaes emprega tecnologias usadas neste setor desde os

 anos 1970 , no auge da digitalizao das telecomunicaes , para transportar

 grandes nmeros de circuitos de voz ( das chamadas telefnicas ) .
  importante

 reconhecer que as caractersticas de trfego de telefonia tradicional so

 bastante diferentes do trfego de dados entre computadores .
 H muitos anos , foi

 demonstrado que a infra-estrutura de equipamentos e linhas de comunicao

 eficiente para transportar dados  bem diferente do que para voz tradicional ,

 devendo substituir a comutao de pacotes no lugar da comutao de circuitos .

 Mais importante , os equipamentos usados para dados so hoje bem mais baratos do

 que para telefonia .

 Independente de se so usados circuitos ou pacotes , a propagao por uma fibra

 ptica de um nico sinal de luz carregando informao a 10 gigabits por segundo

 utiliza apenas 0,02 % da capacidade desta fibra !
 Para tornar mais eficiente o

 uso de fibra ptica , foi desenvolvida nos anos 1990 a tecnologia WDM ( Wave

 Division Multiplexing ) de juntar na mesma fibra vrios sinais de luz de cores

 diferentes , ou lambdas , cada um gerado por um laser separado .
 No destino os

 sinais de cores diferentes so novamente separados .
  comum hoje usar fibras

 com algumas dezenas de lambdas , para aumentar a utilizao da fibra , assim

 barateando o custo do transporte .
 Nestes sistemas WDM , o custo de acrescentar

 mais um lambda  relativamente barato , pois  compartilhada e reaproveitada a

 maior parte das funes dos equipamentos usados para os lambdas anteriores .

 Com o crescimento da importncia da Internet em comunicao remota , o trfego

 em redes se tornou majoritariamente de dados , e passou a ser questionado

 seriamente porque as redes no deveriam ser especializadas para atender a este

 tipo de trfego , ao invs de para o transporte de chamadas telefnicas .
 Hoje em

 dia  perfeitamente vivel oferecer servios de telefonia numa rede de dados -

 a chamada telefonia IP .
 A telefonia IP converte a chamada telefnica em apenas

 mais uma aplicao de uma rede de dados .
 J discutimos em colunas anteriores

 alguns aspectos regulatrios de telefonia IP ( v. , por exemplo , a coluna de 24

 de junho de 2001 ) .
 A questo aqui  outra : se a telefonia for um servio

 oferecido atravs da rede de dados , os custos vo cair , por prescindir dos

 equipamentos ( caros ) usados para a tecnologia tradicional de telefonia .
 Este

 ponto  central na montagem das novas redes pticas .
 Como o uso principal das

 redes no ser a telefonia , no faz sentido investir em equipamentos

 especializadas para este servio , podendo ser usados outros , mais baratos e

 apropriados para trfego de dados .

 No Brasil , este pensamento por enquanto s vem sendo elaborado dentro da

 comunidade de pesquisa e desenvolvimento de redes , no tendo ainda penetrado no

 mundo das telecomunicaes comerciais .
 Nestas redes novas a transmisso de

 pacotes  feita diretamente nos raios de luz , sem a necessidade de uso

 intermedirio das tecnologias tradicionais ATM e SDH , presentes na

 infra-estrutura das redes de comunicao de todas as operadoras nacionais de

 telecomunicaes .
 A eliminao destas tecnologias intermedirias simplifica e

 barateia os equipamentos usados , potencialmente tornando pouco competitivo

 financeiramente o modelo tradicional .
 Esta nova abordagem de redes pticas tem

 sido demonstrado e posto em uso cotidiano no servio da comunidade acadmica em

 vrios pases , notadamente EUA , Canad , Japo e da UE .
 Em todos estes pases j

 existem grandes redes pticas que interligam as universidades e centros de

 pesquisa , oferecendo a seus usurios taxas de comunicao de dados de vrios

 gigabits por segundo .
 As redes destes pases tambm esto interligadas por

 conexes internacionais e intercontinentais de capacidade semelhante .
  nestas

 redes que esto sendo desenvolvidas e demonstradas as aplicaes que sero

 usadas na Internet do nosso futuro , e que serviro de motivao para sua

 montagem e operao .

 O exemplo dado por outros pases da implantao de redes de grande capacidade

 para servir a comunidade de educao e pesquisa  muito aplicvel tambm no

 Brasil .
 A motivao  mltipla : da mesma forma que nesses outros pases 

 necessrio desenvolver uma capacitao prpria no pas para projetar , implantar

 e operar as redes que empreguem estas novas tecnologias , pois estas

 caracterizaro a infra-estrutura essencial da nossa sociedade em breve .
 Na

 medida do possvel , devero ainda ser desenvolvidos equipamentos e servios

 apropriados para estas redes , como j vem sendo feito , por exemplo , no Projeto

 GIGA , que vem sendo realizado em conjunto pela Rede Nacional de Educao e

 Pesquisa ( RNP ) e pela Fundao CPqD com a participao da academia e do setor

 produtivo nacionais ( v. coluna de 16 de dezembro de 2002 ) .
 Ainda mais podemos

 observar que o acesso a estes recursos de comunicao modernos nivelar o campo

 para permitir que nossos cientistas e pesquisadores tenham amplas condies

 para colaborar com seus colegas em outros pases , algo ainda limitado pelas

 restries hoje encontradas na comunicao .
 Finalmente , com planejamento

 adequado poderemos antecipar a extenso dos benefcios destas recursos de

 comunicao para outros comunidades de interesse pblico , especialmente as

 escolas de ensino mdio e primrio , as bibliotecas pblicas e os hospitais e

 postos de sade .

 Nos EUA e Canad est bastante evoludo o desenho de modelos para o

 planejamento e a construo destas novas redes .
 No Canad o governo federal

 est investindo 110 milhes de dlares canadenses para a organizao CANARIE

 montar e operar a mais recente rede acadmica nacional , a CA * net4

 ( www.canarie.ca / canet4 / index.html ) .
 Uma parte deste dinheiro  usada pela

 CANARIE para adquirir o direito de uso de fibras pticas por perodos de at 20

 anos , e ela j detm estes direitos para os milhares de quilmetros necessrios

 para estender o alcance desta rede a todas as provncias desse pas .

 Futuramente , as mesmas fibras podero ser reaproveitadas e iluminadas com

 equipamentos mais modernos para melhorar o servio .
 No Canad , a CANARIE

 somente cuida da conectividade nacional e internacional das universidades - em

 cada provncia existem redes provinciais usando a mesma tecnologia , que

 permitem o acesso individual destas universidades e centros de pesquisa .

 Nos EUA , a rede ABILENE da iniciativa Internet2 est migrando para uso da mesma

 tecnologia , o que dever ocorrer ao longo de 2003 .
 A questo candente nesse

 pas  a maneira de administrar os recursos fsicos de cabos pticos usados

 para implementar estas redes novas .
 H diversas iniciativas interessantes que

 surgiram nos ltimos tempos , entre estas a Fiberco e a USAWaves .
 A Fiberco

 ( National Research and Education Fiber Corporation )  uma empresa sem fins

 lucrativos incorporada recentemente para adquirir e manter recursos de fibra

 ptica e coloc-los  disposio de outras iniciativas , regionais ou nacionais ,

 que objetivem a iluminao desta fibra para a montagem de redes de comunicao

 para a comunidade de pesquisa e educao .
 A Fiberco j estabeleceu um contrato

 com o provedor Level 3 , pelo qual sero cedidos direitos de uso por 20 anos de

 pelo menos 4000 km de fibras ainda este ano , junto com acordos de longo prazo

 para facilitar a instalao e operao de equipamentos para iluminar esta

 fibra .
 Estima-se que mais de 20.000 km da rede fsica da Level 3 podero vir a

 ser usados em suporte de projetos a nveis nacional e regional. ( Para maiores

 detalhes sobre a Fiberco , deve-se consultar a apresentao de Steve Corbat , na

 recente conferncia da Internet2 -

 http : // www.internet2.edu / presentations / spring03 / 20030411 - Optical-Corbato.pdf )

 USAWaves  o nome de fantasia adotado pela " National Buyers Cooperative " ( NBC ) .

 A NBC  uma cooperativa de universidades e instituies de pesquisa ,

 inicialmente do sudeste dos EUA , que hoje inclui mais de 80 organizaes sem

 fins lucrativas .
 Seu objetivo  adquirir servios de comunicao ( fibra apagada

 ou lambdas ) para a comunidade de pesquisa e educao .
 Inicialmente estabeleceu

 um relacionamento com a operadora Velocita , mas quando este faliu e teve seus

 ativos leiloados para a AT & T , a NBC concluiu um acordo de longo prazo com esta

 operadora .
 Alm de conseguir a cesso gratuita de fibras apagadas da rede

 NexGen ( que havia sido da Velocita ) , e ainda a doao dos roteadores Cisco da

 falida Velocita , combinou-se um custo baixo para a futura cesso de direitos de

 uso de fibra apagada adicional .
 Alm da fibra apagada , o acordo com a AT & T

 prev o aluguel de lambdas na sua prpria rede de produo , por preos que

 correspondam ao custo incremental de iluminar esteslambdas .
 Este acordo permite

 acesso a preo de custo  maior rede de comunicao existente nos EUA , com

 pontos de presena em mais de 600 cidades , alm de redes de acesso a nvel

 metropolitano em vrias cidades .
 O acordo entre a NBC e a AT & T  considerado

 uma marca importante no desenvolvimento das redes acadmicas nos EUA , porque

 alterou fundamentalmente as prticas histricas nas relaes entre operadoras e

 a comunidade acadmica. ( Para maiores detalhes sobre a USAWaves , deve-se

 consultar a apresentao de Jerry Draayer , na recente conferncia da Internet2

 - http : // www.internet2.edu / presentations / spring03 / 20030411 - Optical-Draayer.pdf )

 Estes tempos so considerados ainda propcios para encontrar oportunidades para

 deitar slidas fundaes para as prximas geraes de redes para pesquisa e

 educao aproveitando as novas tecnologias de redes pticas .
 Nos EUA , as redes

 extensas de fibras pticas das operadoras Level 3 , AT & T e a falida Velocita ,

 alm de diversas outras no mencionadas aqui , foram construdas com grande

 excesso de capacidade , pois esta capacidade tem um custo marginal extremamente

 baixo , dependendo apenas da incluso de mais uma fibra dentro do cabo que j

 contm dezenas delas .

 A situao brasileira no  radicalmente diferente , pois valem aqui as mesmas

 economias de escala que ditem a colocao em cada cabo ptico o maior nmero de

 fibras possvel , mesmo que estas fibras no venham a ser usadas to cedo .

 Devido  privatizao das telecomunicaes , o pas conta com diversas

 iniciativas concorrentes de montagem de redes de comunicao ptica de grande

 extenso , em alguns casos alcanando boa parte da populao nacional .
 Alm das

 grandes operadoras ( Telemar , Telefnica , Brasil Telecom e Embratel ) , existem

 outras empresas menos tradicionais que tambm j realizaram pesados

 investimentos em infra-estrutura ptica , e sabe-se que boa parte da fibra

 ptica instalada ainda no foi , e talvez jamais seja iluminada .
 Nos trechos de

 fibra onde  usada a tecnologia de mltiplos lambdas na mesma fibra , no teria

 sido esgotado o limite do nmero mximo de lambdas possvel .

 Entre as operadoras no tradicionais no pas existe uma de grande porte - a

 Eletronet ( http : // www.eletronet.com / ) , que construiu uma rede de 16.000 km de

 extenso , baseada na explorao das linhas de transmisso de energia eltrica

 do sistema Eletrobrs , radiando das usinas das empresas Furnas , CHESF ,

 Eletronorte e Eletrosul .
 Por vrias razes , foi decidida recentemente a

 autofalncia desta empresa

 ( www.estadao.com.br / tecnologia / telecom / 2003/mar/31/131.htm ,

 www.estado.estadao.com.br / editorias / 2003/04/01/eco015.html ) .
 Ainda no ficou

 esclarecida qual ser o futuro da sua grande rede , mas supe-se que , como a

 rede da Velocita nos EUA , ela seja vendida para outra operadora , uma vez que a

 Eletrobrs no tem nas telecomunicaes seu foco principal .

 Este breve retrato do estado da infra-estrutura de fibra ptica no pas tem

 como objetivo demonstrar que Brasil j possui condies objetivos para criar

 uma nova gerao de redes para as comunidades de educao , pesquisa e sade ,

 nos mesmos moldes que elas vm sendo montadas nos outros pases mencionados .

 Tambm , como argumentado acima , temos motivos para fazer isto .
 Para poder

 montar e operar estas redes a custos aceitveis para os cofres pblicos , ser

 necessrio conseguir o acesso s fibras pticas em condies to favorveis

 quanto vm sendo praticadas nos EUA .
 Precisamos do nosso equivalente da Fiberco

 ou da NBC , que represente no sentido amplo os interesses da comunidade de

 pesquisa e educao para negociar acordos de longo prazo com as operadoras de

 telecomunicaes no pas , e repassar os benefcios destes acordos para os

 provedores de rede para esta comunidade e para outras de interesse pblico .
 As

 condies objetivas e a motivao j existem : falta apenas definir como vo ser

 aproveitadas .

 Michael Stanton ( michael@ic.uff.br ) , que  professor do Instituto de Computao

 da Universidade Federal Fluminense e tambm Diretor de Inovao da Rede

 Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP ) , escreve neste espao desde junho de 2000

 sobre a interao entre as tecnologias de informao e comunicao e a

 sociedade .
 Os textos destas colunas esto disponveis para consulta .

 [ INLINE ]

 [ LINK ] imprimir [ LINK ] enviar [ LINK ] comentrio [ LINK ] fotos do dia

 [ INLINE ]

 [ INLINE ]

 CURSOS ON-LINE

  Englishtown

  ecurso.com

  green card

 conhea a Agncia Estadocadastro | fale conosco

 conhea o Estado anuncie aqui | privacidade

 Copyright  2004 Agncia Estado .
 Todos os direitos reservados .

