 [ INLINE ]

 Morte

 GLOSSRIO

 Cnon

 Carolngio

 Catacumba

 Clnis

 Comunho

 Cristo

 Deus

 Dptico

 Finados

 Igreja

 Igreja Peregrina

 Jesus

 Liturgia

 Missa

 Monastrio

 Monge

 Necrologia

 Orao

 Pago

 Pscoa

 Romanos

 Sacramentrio

 Santo

 Dia de Finados

 Origens

 Os finados , os falecidos , sempre estiveram presentes nas celebraes da Igreja

 e no Memento dos mortos no cnon da missa , desde os primrdios do Cristianismo .

 Por que ento a liturgia crist interessou-se pelos mortos tambm fora do

 memento da missa ?
 Por que a Igreja dedicou um dia exclusivo  lembrana dos

 finados ?

 Os mrtires , a perseguio , os encontros e oraes em catacumbas , cemitrios e

 reas isoladas marcaram o incio da vida eclesial de muitos cristos .
 Os mais

 antigos sacramentrios romanos atestam o uso de missas pelos defuntos .
 No

 sendo realizadas nos funerais ( devido s perseguies etc. ) , as celebraes

 funerrias aconteciam depois , como comemorao .
 A essa prtica esto vinculadas

 diretamente as missas de stimo e trinta dias .

 Paralelamente surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas

 missas , como pratica-se ainda hoje em toda a Igreja .
 Esse costume est bem

 documentado na poca carolngia ( IX-X sculos ) .
 Isso tomou o lugar dos antigos

 dpticos , tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas .

 Esses registros eram chamados de livros da vida ( Libri vitae ) e , como foi dito ,

 incluam vivos e mortos .
 Depois , os mortos foram separados dos vivos nessas

 listas .
 Desde o sculo VII ( Irlanda ) , escreviam-se os nomes dos mortos em rolos

 que circulavam como informao entre monastrios e comunidades .
 Era tambm uma

 maneira de comunicar a morte de monges e membros das comunidades , num contexto

 carente de meios de informao , muito diferente dos dias de hoje .

 Dessa tradio surgiram as necrologias ( lidas nos ofcios ) e obturios

 ( lembrando servios fundados ou obras de misericrdia dos defuntos em suas

 datas ) .
 Passou-se claramente das menes globais aos nomes individuais .
 Os

 libri memorialis carolingianos continham de 15.000 a 40.000 nomes a serem

 lembrados !
 As necrologias clunisianas ( Abadia de Cluni na Frana ) mencionavam

 de 40 a 50 nomes por dia !
 A lembrana litrgica estava garantida duravelmente

 aos mortos nominalmente inscritos .
 Rapidamente , em toda a Igreja , o tempo da

 morte individual se impe doravante nos registros morturios .

 Existe uma importante contribuio e originalidade clunisiana no cuidado devido

 aos mortos pela Igreja , que corresponde aos anseios da comunidade e  viso de

 uma Igreja Peregrina em comunho com a Igreja Transcedental ou Triunfante

 ( comunho dos santos ) .
 Entretanto , um certo carter elitista marcava essa unio

 dos vivos com os mortos , pois dizia respeito , em geral , aos grupos dirigentes .

 Por essas razes , a Igreja decidiu estender  totalidade dos mortos , de forma

 solene , uma vez por ano , essa ateno litrgica .

 No sculo XI , entre 1024 e 1033 , Cluni instituiu a comemorao dos mortos no

 dia 2 de novembro , em contato com a festa de todos os santos .
 A Festa dos

 Mortos ser rapidamente celebrada em todo mundo cristo e pago .
 Ela surge como

 um vnculo suplementar entre vivos e mortos na prtica da Igreja , destinada a

 todos .
 O prprio mundo profano , em geral , tambm vai aderir a essa prtica .

 Trata-se hoje de um dos feriados mais universais .
 So cerca de 1000 anos de

 celebrao de Finados pela f na ressurreio !

 Principais aspectos celebrados nos Finados

 O texto anterior evocou a origem histrica dos Finados .
 Agora destacam-se os

 principais aspectos , smbolos e imagens dessa festa crist .
 No dia de Finados ,

 no festejamos a morte .
 Seria uma ignorncia e uma contradio .
 Celebramos sim ,

 nossa f na ressurreio e a esperana do encontro na morada que Jesus nos

 preparou , no seio amoroso de Deus .

 Nos Finados , lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes ,

 aqueles que nos antecederam ( pais , avs , parentes e amigos ) .
 Paramos um minuto .

 Acendemos uma vela .
 Proferimos uma orao .
 Vamos  missa nos cemitrios ou

 comunidades .
 Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possveis e

 viventes .
 No somos filhos do nada , nem comeamos em ns mesmos .
 Os filhos do

 nada so sementes de caos .
 Somos sementes do Cosmos , do amor de Deus ,

 transmitido por avs , pais e antepassados .
 Essa cadeia de geraes nos

 transmitiu vida e f , como expresso da tradio catlica , a transmisso pela

 Igreja das verdades da f .

 A luz , que nos iluminou atravs de pais , avs , parentes ou amigos , no se

 apagou com suas mortes .
 Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos

 iluminando , em nossos coraes .
 Veneramos seus exemplos e imitamos sua f ( Hb

 13,7 ) .
 Enfeitamos as sepulturas com flores , smbolo da ressurreio .
 Nossos

 mortos so plantados como sementes , regadas com nossas lgrimas , e florescem

 ressuscitados no jardim do Senhor .

 Cada um de ns recebe de Deus dons especiais , como sementes do Reino .
 Durante a

 vida devemos cultivar esses dons , deix-los florescer e perfumar os irmos e

 irms .
 A Igreja catlica  o jardim perfumado do Senhor .
 Ela no condena , mas

 ama e acolhe .
 Quem busca caminhar com Jesus na vida , estar com Ele na morte e

 eternidade .
 Nossa morte no  um fim .
  nossa pscoa , nossa passagem para a

 casa do Pai .

 Nada pode nos separar do amor de Cristo .
 Os mortos e os vivos participam da

 comunho dos santos .
 Quem morre sai deste mundo , destas dimenses e entra na

 eternidade .
 Na eternidade no existe tempo , nem espao .
 Deus v sempre como

 presente nossa orao , passada ou futura .
 Por isso ainda oramos pela converso

 do outro malfeitor ao lado de Jesus e por nossos entes queridos falecidos que

 morreram na esperana da ressurreio .

 Nos Finados ns no rezamos aos mortos mas pelos mortos .
 Os mortos no saram

 da economia eclesial e participam da comunho dos santos .

 Na morte a vida no  tirada mas transformada .
 Nossa vida  eterna .

 ( Prof. Dr. Evaristo Eduardo de Miranda , escritor , doutor em ecologia , diretor

 do Instituto Cincia e F )

 [ LINK ]

 [ LINK ] webmaster@santamissa.com.br - direitos - responsabilidades

 [ INLINE ]

 Todas as partes da celebrao comentadas em detalhe .

 Preces para dar graas e para pedir a luz divina .
 Exemplos de vida

 crist .
 Prolas da sabedoria do Rei Salomo .
 Artigos e comentrios

 atuais .
 Calcula as festas e datas mveis para qualquer dia e ano .

 Definio de termos usados no site .

 A Missa diria para seu conforto espiritual .

