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 CONTINENTES FLUTUANTES - Pangea

 Ao descer de um navio ou de um avio , o passageiro amedrontado muitas vezes tem

 a vontade de beijar esta " boa terra firme " .
 Qual seria sua reao ao saber que

 os continentes no so to firmes assim ?

 No primeiro quarto desse sculo , A. Wegerner formulou a hiptese , confirmada

 pelas mais recentes pesquisas geofsicas e espaciais , de que os continentes so

 grandes placas mveis deslizando sobre o manto profundo da crosta terrestre .
 A

 Amrica do Sul , por exemplo , afasta-se cinco centmetros da frica a cada

 ano , o que corresponde a 2,5 metros no perodo de vida de uma pessoa de 50

 anos , velocidade nada desprezvel do ponto de vista geolgico .

 Um filme lento que tivesse tomado um fotograma do nosso planeta a cada milho

 de anos e fosse projetado hoje a uma velocidade normal , mostraria em pouco mais

 de trs minutos cenas insuspeitadas : placas continentais que se juntam e se

 separam , adotando novas disposies ; frestas planetrias que se abrem ( nos

 moldes , por exemplo , do atual mar Vermelho ou do golfo da Califrnia ) , se

 ampliam e do origem a novos oceanos ; redemoinhos de sedimentos marinhos que

 formam grinaldas de ilhas e , mais tarde , stmos continentais ; arquiplagos que

 enfeitam as margens dos continentes ( como no Chile meridional de hoje ) e depois

 transformaram-se em grandes cordilheiras .

 Segundo os dados de que dispomos , no incio do Devoniano existiam trs grandes

 placas continentais isoladas : um supercontinente que os gelogos apelidaram de

 Gondwana , abrangendo todos os atuais continentes austrais ; o continente

 Laursia , correspondente  Amrica do Norte e  Europa , esto juntas ; e e o

 continente Angara , isto  Sibria e China isoladas do resto da terra firme .

 Durante o Devoniano , o continente Laursia comeou a se aproximar de Gondwana ,

 com o qual chegou a ligar-se por meio de stmos e regies de plataforma ,

 provavelmente no atual Caribe e , talvez , na Europa meridional , permitindo assim

 a migrao dos anfbios em sua direo .

 No perodo seguinte , o Carbonfero , o continente Angara soldou-se com a margem

 oriental da Laursia dando origem aos montes Urais e permitindo nova expanso

 dos anfbios , agora acompanhados pelos seus descendentes imediatos , os rpteis .

 A partir desse momento e at o Cretceo mdio ( isto  , entre 300 e 100 milhes

 de anos atrs ) todas as massas continentais estavam reunidas em um nico

 supercontinente que Wegener chamava de Pangea , ou seja , toda a terra firme .

 Nele , a fauna tinha movimentos relativamente livres , sendo composta de

 anfbios , rpteis , os primeiros mamferos ( evoludos dos rpteis terpsides a

 partir do Trissico mdio ou superior ) e os pssaros primitivos , tambm

 originados dos rpteis durante o Jurssico mdio .
 A migrao e expanso da

 fauna , porm , eram limitadas por uma grande cunha ocenica ( o mar de Ttis ) ,

 fincada entre o Gondwana e o grande continente setentrional , bem como por uma

 srie de mares relativamente rasos ( epicontinentais ou de plataforma ) que

 alagavam a atual regio da Amrica Central e do Caribe .

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 Existia apenas um grande corredor para a passagem norte-sul , correspondente 

 regio dos atuais Marrocos e Espanha .
 Foi nessa situao paleogrfica que os

 dinossauros apareceram , na altura do Trissico mdio-superior , e se expandiram

 rapidamente por todas as terras emersas ( at agora , s no foram encontrados

 na Antrtida ) dominando-as at o fim do Cretceo ) .

 A partir do Jurssico , no entanto , foras planetrias ainda desconhecidas , mas

 atuantes sobre as massas continentais , retomaram sua ao .
 Grandes fraturas

 abriram-se no Pangea .

 H 100 milhes de anos atrs , o Atlntico Sul e o Atlntico Norte se alargaram

 at separarem o nordeste brasileiro e a frica equatorial , afastando as

 Amricas dos outros continentes .
 Mais tarde , o Gondwana foi completamente

 destrudo , com a diviso da terra firme em placas distintas : frica , ndia ,

 Antrtida e Austrlia .
 O mar de Ttis foi quase completamente obliterado pela

 aproximao da frica e da Eursia , deixando como lembrana o mar Mediterrneo

 atual .

 Como grandes balsas , cada placa continental levava consigo , ao partir , sua

 prpria fauna , composta pelas ltimas populaes de dinossauros ( que viriam a

 desaparecer no fim do Cretceo ) , outros rpteis continentais , os anfbios , e ,

 principalmente , os mamferos , destinados a dominarem o planeta no Tercirio ,

 junto com os pssaros .
 A partir da diviso de cada continente , os mamferos

 evoluram separadamente , dando origem a faunas diferentes que foram por vezes

 postas novamente em contato competitivo pela eventual juno entre placas , como

 ocorreu quando a ndia " abalroou " a sia ou quando as Amricas se juntaram por

 ocasio do soerguimento do stmo do Panam .
 O homem pde alcanar esta parte do

 mundo atravs de uma ponte continental ou de uma grinalda de ilhas entre a

 Sibria e o Alasca .

 O mundo no parou ao atingir a fisionomia que hoje conhecemos .
 As placas

 continuam em movimento , e a Terra caminha para novas conformaes .

 A tabela abaixo apresenta em escala de milhes de anos , a sucesso dos perodos

 e suas subdivises , em ordem de antiguidade de baixo para cima e de forma

 cumulativa .

 CENOZICO

 Quaternrio .........................................
 3

 Tercirio ..............................................
 62

 MESOZICO

 Cretceo .............................................
 135

 Jurssico .............................................
 190

 Trissico .............................................
 225

 MESOZICO

 Cretceo .............................................
 135

 Jurssico .............................................
 190

 Trissico .............................................
 225

 PALEOZICO

 Permiano .............................................
 280

 Carbonfero .........................................
 345

 Devoniano ...........................................
 410

 Siluriano ..............................................
 440

 Ordoviciano ........................................
 500

 Cambriano ..........................................
 570

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 Fssil de crocodilo brasileiro tem 135 milhes de anos

 Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ) apresentaram um

 fssil de crocodilo de 135 milhes de anos , contemporneo dos dinossauros ,

 encontrado no Maranho .
 O fssil  considerado a mais importante descoberta da

 paleontologia animal no Brasil desde o fim dos anos 70 , quando foram

 identificadas grandes pegadas de dinossauros na Paraba .

 Os cientistas encontraram os ossos - crnio , vrtebras e ossos das patas - na

 margem do rio Itapecuru .
 A espcie " Candidodum itapecururare " era terrestre e

 media de 80 centmetros a um metro na idade adulta .
 O animal achado morreu

 jovem e devia medir 70 centmetros .

  a primeira vez que se encontra uma ossada dessa espcie .
 Um dente havia sido

 achado no mesmo local h 30 anos , mas pensou-se na poca que pertencia a um

 mamfero .

 Cientistas encontram ossos de dinossauro gigante nas areias do

 Saara 2/06/2001

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 FILADLFIA , Estados Unidos - - Um exemplar de um dos dois maiores dinossauros de

 cuja existncia os cientistas tm conhecimento foi descoberto no Deserto do

 Saara , no Egito , anunciaram paleontlogos na quinta-feira .

 O esqueleto do animal , um herbvoro que pesaria 70 toneladas e teria at 30

 metros de extenso da cabea at a ponta do rabo , vivia h 160 milhes de anos

 na regio , que era uma frtil rea tropical .

 A descoberta foi relatada pelo paleontlogo norte-americano Josh Smith , da

 Universidade de Pennsilvnia , na edio de 31 de maio da revista Science .

 Os cientistas chamaram o animal de Paralititano .

 " Ele comia plantas e era um dos dinossauros herbvoros de pescoo e rabo mais

 longos que j existiram " , disse Smith .

 O Paralititano era parecido com outros predadores de sua era e tambm to

 grande quanto o Giganotossauro chamado de Carcareadontissauro .

 O animal era tambm parecido com o famoso Tiranossauro rex - embora este tenha

 surgido 30 milhes de anos depois .

 " Eu no sei o quo alto ele era , mas acredito que ele olharia atravs de uma

 janela do terceiro andar de um prdio sem muitas dificuldades " , acrescentou o

 cientista .

 Smith e sua equipe comearam a pesquisar numa rea conhecida como Osis de

 Bahariya , seguindo os passos do paleontlogo alemo Ernst Stroemer .

 H mais de 60 anos , o cientista alemo havia descoberto na regio ossos de

 dinossauro , mas a rea foi destruda durante a Segunda Guerra Mundial .

 Estudando mapas da poca , Smith e sua equipe chegaram  provvel rea da

 descoberta de Stroemer e contaram com a sorte ao encontrar um osso , um tanto

 quanto por acaso .

 " O osso estava na areia ; eu gritei : ' Hei , isso parece um osso ' " , contou Smith .

 " Em seguida comeamos a escavar , e o resto  histria " .

 Hadrocodium pode ser ancestral de mamferos

 Washington - Cientistas identificaram em um pequenino crnio de 195 milhes

 anos caractersticas-chave de mamferos que , acreditava-se at agora , s teriam

 surgido 45 milhes de anos mais tarde .

 Pesando apenas 2 gramas e do tamanho de um clipe , o fssil representa um elo

 crucial do processo evolutivo dos mamferos na era dos dinossauros .

 " De todos os animais de forma mamfera nos perodos Trissico e Jurssico , esse

  o que mais se assemelha s linhagens modernas de mamferos " , disse o

 pesquisador Zhe-Xi Lou , do Carnegie Museum of Natural History , em Pittsburgh .

 O bichano , parecido com um rato , foi batizado de Hadrocodium wui .
 O fssil foi

 descoberto na China em 1985 , mas s recentemente os cientistas puderam

 estud-lo detalhadamente , por causa de seu tamanho ( 12 milmetros ) .

 Lou classifica o Hadrocodium como mamfero , mas no sabe dizer em que galho da

 rvore genealgica ele se encontra .

 Ele pode ter sido um primo distante dos mamferos que morreu sem deixar

 descendentes , um tio prximo relacionado aos mamferos modernos ou at mesmo um

 av direto da nossa linhagem .
 " No sabemos exatamente qual deles ele

 representa " , afirma Lou , cujo trabalho est publicado na revista Science .

 O fssil apresenta caractersticas bsicas de mamferos : uma grande cavidade

 cranial , ouvido mdio formado por trs ossos totalmente separados da mandbula ,

 dentes inferiores e superiores proporcionais e mandbula de " mordida " forte .

 Pescadores do Acre acham fssil de crocodilo pr-histrico gigante

 Tera , 0 7/08/2001

 Os fsseis de um crocodilo gigante de 8 milhes de anos foram descobertos no

 interior do Acre , na semana passada .

 Trata-se do Purussaurus brasiliensis _espcie que atingia 18 metros de

 comprimento e 5 toneladas de peso .
 Nas ltimas dcadas , outros vestgios do

 Purussaurus j haviam sido localizados .

 A confirmao da descoberta foi feita neste fim de semana , durante o 17

 Congresso Brasileiro de Paleontologia , que se realiza em Rio Branco at

 quinta-feira .

 A vrtebra e o crnio do animal foram encontrados em perfeito estado de

 conservao , de acordo com o professor de paleontologia Alceu Ranzi , da Ufac

 ( Universidade Federal do Acre ) .

 O stio paleontolgico foi localizado por pescadores nas proximidades de Sena

 Madureira ( 147 km a oeste de Rio Branco ) , depois que um barranco da margem

 esquerda do rio Purus desmoronou devido s chuvas .
 A ossada do animal , at

 ento escondida pela terra , ficou visvel para os pescadores e seringueiros .

 Segundo Ranzi , os primeiros ossos do animal foram retirados pelos prprios

 pescadores e levados sem nenhum tipo de cuidado especial  sede de uma rdio

 local .
 " O trabalho de amadores na remoo do fssil pode atrapalhar as futuras

 pesquisas " , disse .

 Ainda nesta semana uma equipe de paleontlogos que participam do congresso em

 Rio Branco ser enviada ao local para trabalhar no mais novo fssil acreano ,

 com a expectativa de encontrar outros fsseis .

 No Acre , assim como em toda a regio Norte do pas , o trabalho de pesquisa dos

 paleontlogos encontra dificuldades principalmente pelo ambiente local .
 O

 excesso de mata e a ao do clima dificultam a conservao dos fsseis .

 O difcil acesso aos rios faz com que os investimentos na tentativa de

 localizao das antigas espcies sejam cada vez mais escassos .

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