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 Arnaldo Nogueira Jr

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 Nome :

 Machado de Assis

 Nascimento :

 21/06/1839

 Natural :

 Rio de Janeiro - RJ

 Morte :

 29/09/1908

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 Machado de Assis

 ( ...
 ) Assim so as pginas da vida ,

 como dizia meu filho quando fazia versos ,

 e acrescentava que as pginas vo

 passando umas sobre as outras ,

 esquecidas apenas lidas .

 " Suje-se Gordo !
 "

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 Joaquim Maria Machado de Assis , cronista , contista , dramaturgo , jornalista ,

 poeta , novelista , romancista , crtico e ensasta , nasceu na cidade do Rio de

 Janeiro em 21 de junho de 1839 .
 Filho de um operrio mestio de negro e

 portugus , Francisco Jos de Assis , e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis ,

 aquele que viria a tornar-se o maior escritor do pas e um mestre da lngua ,

 perde a me muito cedo e  criado pela madrasta , Maria Ins , tambm mulata , que

 se dedica ao menino e o matricula na escola pblica , nica que freqentar o

 autodidata Machado de Assis .

 De sade frgil , epiltico , gago , sabe-se pouco de sua infncia e incio da

 juventude .
 Criado no morro do Livramento , consta que ajudava a missa na igreja

 da Lampadosa .
 Com a morte do pai , em 1851 , Maria Ins ,  poca morando em So

 Cristvo , emprega-se como doceira num colgio do bairro , e Machadinho , como

 era chamado , tornasse vendedor de doces .
 No colgio tem contato com professores

 e alunos e  at provvel que assistisse s aulas nas ocasies em que no

 estava trabalhando .

 Mesmo sem ter acesso a cursos regulares , empenhou-se em aprender .
 Consta que ,

 em So Cristvo , conheceu uma senhora francesa , proprietria de uma padaria ,

 cujo forneiro lhe deu as primeiras lies de Francs .
 Contava , tambm , com a

 proteo da madrinha D. Maria Jos de Mendona Barroso , viva do Brigadeiro e

 Senador do Imprio Bento Barroso Pereira , proprietria da Quinta do Livramento ,

 onde foram agregados seus pais .

 Aos 16 anos , publica em 12-01-1885 seu primeiro trabalho literrio , o poema

 " Ela " , na revista Marmota Fluminense , de Francisco de Paula Brito .
 A Livraria

 Paula Brito acolhia novos talentos da poca , tendo publicado o citado poema e

 feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo .

 Com 17 anos , consegue emprego como aprendiz de tipgrafo na Imprensa Nacional ,

 e comea a escrever durante o tempo livre .
 Conhece o ento diretor do rgo ,

 Manuel Antnio de Almeida , autor de Memrias de um sargento de milcias , que se

 torna seu protetor .

 Em 1858 volta  Livraria Paulo Brito , como revisor e colaborador da Marmota , e

 ali integra-se  sociedade ltero-humorstica Petalgica , fundada por Paula

 Brito .
 L constri o seu crculo de amigos , do qual faziam parte Joaquim Manoel

 de Macedo , Manoel Antnio de Almeida , Jos de Alencar e Gonalves Dias .

 Comea a publicar obras romnticas e , em 1859 , era revisor e colaborava com o

 jornal Correio Mercantil .
 Em 1860 , a convite de Quintino Bocaiva , passa a

 fazer parte da redao do jornal Dirio do Rio de Janeiro .
 Alm desse , escrevia

 tambm para a revista O Espelho ( como crtico teatral , inicialmente ) , A Semana

 Ilustrada ( onde , alm do nome , usava o pseudnimo de Dr. Semana ) e Jornal das

 Famlias .

 Seu primeiro livro foi impresso em 1861 , com o ttulo Queda que as mulheres tm

 para os tolos , onde aparece como tradutor .
 No ano de 1862 era censor teatral ,

 cargo que no rendia qualquer remunerao , mas o possibilitava a ter acesso

 livre aos teatros .
 Nessa poca , passa a colaborar em O Futuro , rgo sob a

 direo do irmo de sua futura esposa , Faustino Xavier de Novais .

 Publica seu primeiro livro de poesias em 1864 , sob o ttulo de Crislidas .

 Em 1867 ,  nomeado ajudante do diretor de publicao do Dirio Oficial .

 Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais , e ,

 menos de trs meses depois , em 12 de novembro de 1869 , casa-se com Carolina

 Augusta Xavier de Novais .

 Nessa poca , o escritor era um tpico homem de letras brasileiro bem sucedido ,

 confortavelmente amparado por um cargo pblico e por um casamento feliz que

 durou 35 anos .
 D. Carolina , mulher culta , apresenta Machado aos clssicos

 portugueses e a vrios autores da lngua inglesa .

 Sua unio foi feliz , mas sem filhos .
 A morte de sua esposa , em 1904 ,  uma

 sentida perda , tendo o marido dedicado  falecida o soneto Carolina , que a

 celebrizou .

 Seu primeiro romance , Ressurreio , foi publicado em 1872 .

 Com a nomeao para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do

 Ministrio da Agricultura , Comrcio e Obras Pblicas , estabiliza-se na carreira

 burocrtica que seria o seu principal meio de subsistncia durante toda sua

 vida .

 No O Globo de ento ( 1874 ) , jornal de Quintino Bocaiva , comea a publicar em

 folhetins o romance A mo e a luva .
 Escreveu crnicas , contos , poesias e

 romances para as revistas O Cruzeiro , A Estao e Revista Brasileira .

 Sua primeira pea teatral  encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho

 de 1880 , escrita especialmente para a comemorao do tricentenrio de Cames ,

 em festividades programadas pelo Real Gabinete Portugus de Leitura .

 Na Gazeta de Notcias , no perodo de 1881 a 1897 , publica aquelas que foram

 consideradas suas melhores crnicas .

 Em 1881 , com a posse como ministro interino da Agricultura , Comrcio Obras

 Pblicas do poeta Pedro Lus Pereira de Sousa , Machado assume o cargo de

 oficial de gabinete .

 Publica , nesse ano , um livro extremamente original , pouco convencional para o

 estilo da poca : Memrias Pstumas de Brs Cubas - - que foi considerado ,

 juntamente com O Mulato , de Alusio de Azevedo , o marco do realismo na

 literatura brasileira .

 Extraordinrio contista , publica Papis Avulsos em 1882 , Histrias sem data

 ( 1884 ) , Vria Histrias ( 1896 ) , Pginas Recolhidas ( 1889 ) , e Relquias da casa

 velha ( 1906 ) .

 Torna-se diretor da Diretoria do Comrcio no Ministrio em que servia , no ano

 de 1889 .

 Grande amigo do escritor paraense Jos Verssimo , que dirigia a Revista

 Brasileira , em sua redao promoviam reunies os intelectuais que se

 identificaram com a idia de Lcio de Mendona de criar uma Academia Brasileira

 de Letras .
 Machado desde o princpio apoiou a idia e compareceu s reunies

 preparatrias e , no dia 28 de janeiro de 1897 , quando se instalou a Academia ,

 foi eleito presidente da instituio , cargo que ocupou at sua morte , ocorrida

 no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908 .
 Sua orao fnebre foi proferida

 pelo acadmico Rui Barbosa .

  o fundador da cadeira n . 23 , e escolheu o nome de Jos de Alencar , seu

 grande amigo , para ser seu patrono .

 Por sua importncia , a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de

 Casa de Machado de Assis .

 Dizem os crticos que Machado era " urbano , aristocrata , cosmopolita , reservado

 e cnico , ignorou questes sociais como a independncia do Brasil e a abolio

 da escravatura .
 Passou ao longe do nacionalismo , tendo ambientado suas

 histrias sempre no Rio , como se no houvesse outro lugar .
 ...
 A galeria de

 tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observao

 psicolgica .
 ...
 Sua obra divide-se em duas fases , uma romntica e outra

 parnasiano-realista , quando desenvolveu inconfundvel estilo desiludido ,

 sarcstico e amargo .
 O domnio da linguagem  sutil e o estilo  preciso ,

 reticente .
 O humor pessimista e a complexidade do pensamento , alm da

 desconfiana na razo ( no seu sentido cartesiano e iluminista ) , fazem com que

 se afaste de seus contemporneos. "

 BIBLIOGRAFIA :

 Comdia :

 Desencantos , 1861 .

 Tu , s tu , puro amor , 1881 .

 Poesia :

 Crislidas , 1864 .

 Falenas , 1870 .

 Americanas , 1875 .

 Poesias completas , 1901 .

 Romance :

 Ressurreio , 1872 .

 A mo e a luva , 1874 .

 Helena , 1876 .

 Iai Garcia , 1878 .

 Memrias Pstumas de Brs Cubas , 1881 .

 Quincas Borba , 1891 .

 Dom Casmurro , 1899 .

 Esa Jac , 1904 .

 Memorial de Aires , 1908 .

 Conto :

 Contos Fluminenses , 1870 .

 Histrias da meia-noite , 1873 .

 Papis avulsos , 1882 .

 Histrias sem data , 1884 .

 Vrias histrias , 1896 .

 Pginas recolhidas , 1899 .

 Relquias de casa velha , 1906 .

 Teatro :

 Queda que as mulheres tm para os tolos , 1861

 Desencantos , 1861

 Hoje avental , amanh luva , 1861 .

 O caminho da porta , 1862 .

 O protocolo , 1862 .

 Quase ministro , 1863 .

 Os deuses de casaca , 1865 .

 Tu , s tu , puro amor , 1881 .

 Algumas obras pstumas :

 Crtica , 1910 .

 Teatro coligido , 1910 .

 Outras relquias , 1921 .

 Correspondncia , 1932 .

 A semana , 1914/1937 .

 Pginas escolhidas , 1921 .

 Novas relquias , 1932 .

 Crnicas , 1937 .

 Contos Fluminenses - 2 .
 volume , 1937 .

 Crtica literria , 1937 .

 Crtica teatral , 1937 .

 Histrias romnticas , 1937 .

 Pginas esquecidas , 1939 .

 Casa velha , 1944 .

 Dilogos e reflexes de um relojoeiro , 1956 .

 Crnicas de Llio , 1958 .

 Conto de escola ( 2002 )

 Antologias :

 Obras completas ( 31 volumes ) , 1936 .

 Contos e crnicas , 1958 .

 Contos esparsos , 1966 .

 Contos : Uma Antologia ( 02 volumes ) , 1998

 Em 1975 , a Comisso Machado de Assis , instituda pelo Ministrio da Educao e

 Cultura , organizou e publicou as Edies crticas de obras de Machado de Assis ,

 em 15 volumes .

 Seus trabalhos so constantemente republicados , em diversos idiomas , tendo

 ocorrido a adaptao de alguns textos para o cinema e a televiso .

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 comentrios e sugestes .

 A todos , muito obrigado .
 Arnaldo Nogueira Jnior .
  @ njo

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