Logo aps o fim da Segunda Guerra Mundial, a Aeronutica Militar Portuguesa viu-se na necessidade de substituir rapidamente os avies de treino bsico Miles "Master" Mk.II e Mk.III que ainda estavam em uso na Escola Militar de Aeronutica (EMA) - Granja do Marqus. Os Miles "Master", tanto na verso Mk.II, equipada com motores Pratt&Whitney de 825 hp (mais fiveis), como na verso Mk.III, equipada com motores Bristol de 820 hp, tinham atingido o fim de vida til.
Entretanto nos Estados Unidos, em fins de 1945, tanto a USAAF como a USN encontravam-se na posse de um nmero de T-6 e de SNJ que ultrapassava largamente as suas necessidades. Avies que tinham custado cerca de US$30000  sada da fbrica, comearam a ser vendidos directamente das linhas de frente das bases de treino a US$100 por avio (US$10 por motor novo ou revisado!). Muitas empresas civis americanas compraram centenas de avies com esta origem e, nos anos que se seguiram, ofereceram-nos para venda a pases Europeus como Portugal, Espanha, Frana, Sucia, etc.

Recebimento de aeronaves
Os primeiros avies deste tipo foram recebidos em Portugal, em 1947. Em 1948 chegou um segundo lote de apareIhos; em 1949 um terceiro e em 1950 o ltimo lote de origem U.S. surplus para a Aeronutica Militar.
Inicialmente, os AT-6 foram pintados com o esquema de pintura tpico dos avies de treino da poca ("Tiger Moth", Miles "Master", etc.), sendo a fuselagem em azul escuro, com nmero de srie em branco e asas amarelas, com a Cruz-de-Cristo dentro de crculo branco nos quatro planos das asas.
Devido ao grande sucesso destes avies na Aeronutica Militar que, at ento, nunca tinha operado aparelhos com tamanho grau de prontido, em 1950 a Aviao Naval decidiu recorrer  mesma origem para reequipar o Centro de Aviao Naval (CAN) de So Jacinto. O esquema de pintura dos SNJ-4 era simples, sendo a fuselagem, asas e planos em cor alumnio, o leme de direco com as cores da Bandeira Nacional, a matrcula em ambos os lados, a meia fuselagem, em frente ao posto de pilotagem dianteiro e a Cruz-de-Cristo nos quatro planos das asas. Por vezes alguns avies tinham a andorinha, smbolo da Base de So Jacinto, pintada no lado esquerdo, a meia fuselagem, entre os dois postos de pilotagem.
No final dos anos 40, a Aeronutica Militar abandonou o esquema de pintura habitual azul/amarelo, trocando-o por uma pintura mais simples semelhante ao utilizado pela Aviao Naval.
Em 1951, chegaram 20 T-6G de origem norte-americana ao abrigo do acordo "MDAP - Mutual Defence and Assistance Pact''. O esquema de pintura era o avio totalmente amarelo-treino, nmero de srie pintado na parte inferior da asa esquerda e na parte superior cla asa direita, com Cruz-de-Cristo nos lados opostos e em ambos os lados traseiros da fuselagem, Bandeira Nacional sem escudo em ambos os lados da deriva, com verde na frente e vermelho atrs, sobreposta pelo nmero de srie. Devido a ser j conhecido o esquema de numerao a utilizar na FAP, a qual seria formada no ano seguinte, estas foram as primeiras aeronaves matriculadas com nmero de srie da quatro dgitos.
Em 1956, a FAP obteve da Marinha Real Britnica (F.A.A., Fleet Air Arm), quinze "Harvard" Mk.III com destino  E.M.A., na Granja do Marqus. Curiosamente, a partir da integrao destes ltimos avies e enquanto em operao na BA1, todos os T-6 e SNJ-4 passaram tambm a ser conhecidos por HARVARD.
