 FATORES HUMANOS / PSICOLOGIA NA AVIAO
O Homem  uma mquina e pode ter panes, como o estresse....

Vamos comparar a mquina humana com uma aeronave.
Assim como uma aeronave, a mquina humana possui limites. Com o decorrer dos tempos, a medicina e a psicologia passaram a conhecer melhor esta mquina maravilhosa que  o corpo humano. Cada componente tem uma funo especifica e interage com o todo, funcionando de forma sincronizada. Tambm, com o passar dos anos, no processo de aberutura do envelope dessa mquina, foi se descobrindo seus limites. Alguns desses, ao serem ultrapassados, provocam a perda total do equipamento, ou seja, a morte sbita. Outros limites, ao serem excedidos, geram danos aos componentes que a fazem funcionar, gerando panes que podem resultar em perda do controle em vo, digo, em vida.

Uma aeronave de ltima gerao, com tecnologia avanada, projetada pelos melhores engenheiros e pilotada pelos melhores pilotos, ainda assim no resistiria  falta de manuteno adequada e a esforos para os quais no foi criada.

A mquina humana foi projetada pelo melhor engenheiro e  pilotada por cada um de ns. Sim, somos os pilotos dessa mquina. Na maioria das vezes, temos as informaes de seus limites e, quando no, a mquina sinaliza que est para dar pane. Porm, muitas vezes ignoramos esses sintomas. O TCAS avisa de um conflito, os sinais "aural warning" tocam, porm  comum ignorarmos os sistemas de proteo.

Acreditamos que estamos indo na proa certa, at o momento de um acidente ou incidente, quer seja na forma de um desmaio sbito, um princpio de enfarto, ou uma depresso que tira o nimo de vida, derruba a resistncia orgnica e deixa vulnervel a doenas situacionais. Neste momento, o piloto da mquina humana percebe que algo esta errado, mas, por no aceitar que ultrapassou os limites do projeto, procura recursos para os sintomas que se manifestaram, esquecendo que a causa principal que est dentro dele mesmo.

Fazendo uma investigao do incidente acima, observamos que a mquina humana tem um projeto original padro a todos, porm cada piloto dessa mquina tem conceitos e valores diferentes que foram impostos pelos pais, escola, sociedade, organizao em que trabalha, auto cobrana, medos e temores, que o seguem e o fazem queimar mais combustvel, levando a manete a frente numa velocidade acima do permitido, a fim de cumprir o ensaio ou a misso que projetou para vida. Nesta ansiedade, tende a perde a conscincia situacional, levando-o a coliso com o solo.

LEMBRETE

* FASE DE ALERTA OU ALARME - aqui se d a reao aguda de estresse, normal, como comportamento de ataque ou fuga. H estimulao do sistema nervoso autonmico. Depois da reao, o equilbrio interno se reestabelece.
* FASE DE RESISTNCIA - h intensificao da reao ao estresse, com os efeitos perdurando por mais tempo. O corpo tenta se adaptar s demandas fisiolgicas depositadas nele;
* FASE DE ESGOTAMENTO OU EXAUSTO - a exposio prolongada a estressores provoca danos irreversveis. Os ndices normais de atividade orgnica se alteram, acontece diminuio da resistncia imunolgica, a reao interna concentra-se em um determinado rgo, surgindo patologias, alm de sintomas psquicos.

RECOMENDAES

  importante que cada piloto da mquina humana avalie as metas que projetou para sua vida.
 A sociedade e a tecnologia andam numa velocidade supersnica, a qual a mquina humana no aprendeu a acompanhar, no adianta tentar ultrapassar os limites estipulados pelo engenheiro criador dessa mquina.
 Para a manuteno saudvel  necessrio dar ouvidos aos sinais Aural Warning.
 Quando sair da fase de alerta e entrar na fase de resistncia, identifique os sintomas, avalie suas causas, pare para um "check C" (reviso da aeronave em torno de 4000 horas de vo) busque os motivos que esto gerando as panes e tente elimin-los, antes que voc tenha que parar para um "check D", ou pior ter perda total do equipamento. 
