 FADO

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 O quadro de Jos Malhoa Pinhal Dias  Viola Baixo - " Rest.Gira Mar " 1991

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 Foi pelo canto nostlgico de marinheiros aventureiros que surgiu o Fado em

 Portugal em pleno sc. XVIII .

 Seu nome deriva da palavra " fatum " , destino , o ter a certeza da prpria

 existncia , sofrimento , alegria e honra pela vida .

 Em 1820 tornou-se popular em Lisboa , na voz da fadista " Maria Severa " .
 J em

 finais do sc XIX foi adoptado por aristocratas ,

 para exprimirem suas emoes romnticas , assim com tambm em destaque os

 grandes poetas e escritores portugueses ...

 Ao Fado se deve o nosso vasto cancioneiro portugus ...
 " E tanto artista 

 aquele que canta , toca ...
 como aquele que escuta " ...
 ( Pinhal )

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 Escolhi para voc !
 algumas das mais bonitas letras do fado portugus !...
 e

 outras ..

 Abril em Portugal Em cinco minutos

 No passes com ela ...

 Zanguei-me com meu amor

 Amlia " a voz do Fado " Foi Deus Nem s paredes confesso

 At que a voz me doa Hoje morreu um poeta Pedra Filosofal

 Cartas de amor Menina da tranas pretas Povo que lavas no rio

 Chaile de minha me Meu Alentejo Salo Fado ( Paltalk )

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 ABRIL EM PORTUGAL

 Coimbra do choupal

 Ainda s capital

 Do amor em Portugal ainda

 Coimbra onde uma vez

 Com lgrimas se fez

 A histria dessa Ins to linda

 Coimbra das canes

 To meiga que nos pes

 Os nossos coraes e nu

 Coimbra dos doutores

 Para ns os teus cantores

 A fonte dos amores s tu

 Coimbra uma lio

 De sonho e tradio

 O lente  uma cano

 A lua a Faculdade

 Coimbra  uma mulher

 S passa quem souber

 E aprende-se a dizer saudade

 Coimbra do choupal ...
 etc

 Autores - - R.Ferro / J Galhardo

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 AT QUE A VOZ ME DOA

 Cantarei at que a voz me doa

 E cantar cantar sempre meu fado

 Como a ave que to alto voa

 E  livre de cantar em qualquer lado

 Cantarei at que a voz me doa

 O meu pas a minha terra a minha gente

 A saudade e a tristeza que magoa

 E o amor de quem ama e morre ausente

 Cantarei at que a voz me doa

 O amor a paz cheia de esperana

 A alegria e o sorriso da criana

 Cantarei at que a voz me doa

 Autores - - Jos Luis Refachinho Gordo / ...

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 CARTAS DE AMOR

 Como jurei

 Com verdade o amor que senti

 Quantas noites em claro passei

 A escrever para ti

 Cartas banais

 Que eram toda a razo do meu ser

 Cartas grandes extensas iguais

 Ao meu grande sofrer

 Estribilho

 Cartas de Amor

 Quem as no tem

 Cartas de amor

 Pedaos de dor

 Sentidas de algum

 Cartas de amor andorinhas

 Que num vai vem

 Lembram bem

 Saudades minhas

 Cartas de amor

 Quem as no tem

 Porm de mim

 Nem uma carta vulgar recebi

 Para acalmar minha dor

 Mas mesmo assim

 Eu para ti no deixei de escrever

 Pois bem sabes amor

 Que para mim

 s todo o meu viver

 Cartas de amor ...
 Etc ...

 Autores - - Alves Coelho Filho / ...

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 Chaile de minha me

 O chaile de minha me

 Que me aqueceu com carinho

 Mais tarde serviu tambm

 Para agasalhar meu filhinho

 Com suas franjas brincava

 Ou dormia docemente

 Quando minha me cantava

 As canes de antigamente

 Diz meu filho com amor

 Num um manto de rainha

 Para mim tem mais valor

 Do que o chaile da avzinha

 No h reliquia mais linda

 Que o chaile dos meus afetos

 Quem sabe se serve ainda

 Para agasalhar os meus netos

 A ambio desmedida

 Que minha alma contm

 Era v-lo toda a vida

 Aos ombros de minha me

 Autores - - Adriano dos Reis / ...

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 FOI DEUS

 No sei no sabe ningum

 Porque canto o fado

 Neste tom magoado

 De dor e de pranto

 E neste tormento

 Todo o sofrimento

 Que sinto na alma

 C dentro se acalma

 Nos versos que canto

 Foi Deus

 Que deu luz aos olhos

 De perfume s rosas

 Deu oiro ao sol prata ao luar

 Foi Deus que me ps no peito

 Um rosrio de penas que vou desfiando

 E choro a cantar

 Fez poeta o rouxinol

 Ps no campo o alecrim

 Deu as flores  primavera

 Ai ......
 E deu-me esta voz a mim

 Ps as estrelas no cu

 Fez o espao sem fim

 Deu luto s andorinhas

 Ai , .....
 E deu-me esta voz a mim

 Se canto no sei o que canto

 Nisto d'aventura saudade ternura

 Ou talvez amor

 S sei que cantando

 Sinto o mesmo quando

 Se tem um desgosto

 E o pranto no rosto

 Nos deixa melhor

 Foi Deus .....
 Que deu voz ao vento

 Luz ao firmamento

 E ps o azul nas ondas do mar

 Foi Deus ...
 Que me ps no peito

 Um rosrio de penas que vou desfiando

 E choro a cantar

 Autores - - Alberto Janes / ...

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 HOJE MORREU UM POETA

 Silncio

 Hoje morreu um poeta

 E a carne morreu esquecida

 Como esquecida viveu

 Silncio

 Hoje morreu um poeta

 Que espalhou rimas de vida

 Nos poemas que escreveu

 Fez rimar terra com po

 Emigrante com fronteira

 E rimar humilhao

 Com repulsa e bebedeira

 Fez um livro de poesia

 Com a ponta dos seus dedos

 Rimou dor com alegria ...
 ( a )

 E criana com brinquedos ...
 ( b ) ...
 ( a , b ) ...
 Bis

 Silncio Hoje morreu um poeta ...
 Etc

 Fez rimar ponte com rio

 Pescador com tempestade

 Rimou estiva com navio

 Grelhetas com liberdade

 Na inspirao maior

 Que um verso pode conter

 Rimou amor com o amor ...
 ( a )

 E ternura com mulher ...
 ( b ) ...
 ( a , b ) ...
 BIS

 Silncio Hoje morreu um poeta ...
 Etc

 Autores - - Vital de Assuno / Rui Manuel

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 MENINA DAS TRANAS PRETAS

 Como era linda com o seu ar namoradeiro

 A quem chamavam menina das tranas pretas

 Pelo Chiado caminhava o dia inteiro

 Apregoando raminhos de violetas

 E as meninas de alta roda que passavam

 Ficavam tristes a pensar no seu cabelo

 Quando ela olhava com vergonha disfaravam

 E pouco a pouco todas deixaram cresc-lo

 Passaram meses e as meninas do Chiado

 Usavam tranas enfeitadas com violetas

 Todas gostavam do seu novo penteado

 E assim nasceu a moda das tranas pretas

 Da violeteira j ningum hoje tem esperanas

 Deixou saudade foi-se embora e  tardinha

 Est o Chiado carregado de mil tranas

 Mas tranas pretas ningum tem como ela tinha .

 Autores - - Maria do Rosrio / Vicente da Cmara / Lino Teixeira

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 MEU ALENTEJO

 Eu no sei o que tenho em vora

 Que de vora me estou lembrando

 Ao passar o rio tejo

 As ondas me vo levando

 Abalei do Alentejo

 Olhei para trz chorando

 Alentejo da minha alma

 To longe me vais ficando

 Ceifeira que andas  calma

  calma ceifando o trigo

 Ceifa as penas da minha'alma

 Ceifa-as e lev's contigo .

 Autores - - Joo Camilo / ...

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 NO PASSES COM ELA  MINHA RUA

 Ao fim de tantos anos de ser tua

 Amaste outra casaste foste ingrato

 Vi-te passar com ela  minha rua

 Abracei-me a chorar ao teu retrato

 Podia insultar-te quando te vi

 Ferida neste amor sofrido e farto

 Mas vinguei-me a chorar chorei por ti

 Por entre as persianas do meu quarto

 Casaste s feliz Deus te proteja

 No te desejo mal e tanto assim

 Que no tenho cimes nem inveja

 Como a tua mulher teve de mim

 Mas olha meu amor eu no me importa

 Antes que fosses dela eu j fui tua

 Podes sempre bater  minha porta

 Mas no passes com ela  minha rua .

 Autores - - Carlos Conde / Casimiro Ramos

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 NEM S PAREDES CONFESSO

 No queiras gostar de mim

 Nem que eu te pea

 Nem me ds nada que ao fim

 Eu no merea

 V se me deitas depois

 Culpas no rosto

 Eu sou sincero

 Porque no quero

 Dar-te um desgosto

 Estribilho

 De quem eu gosto

 Nem s paredes confesso

 E nem aposto

 Que no gosto de ningum

 Podes rogar

 Podes chorar

 Podes sorrir tambm

 De quem eu gosto

 Nem s paredes confesso

 Quem sabe se te esqueci

 Ou se te quero

 Quem sabe at se  de ti

 Por quem eu espero

 Se gosto ou no afinal

 Isso  comigo

 Mesmo que penses

 Que me convences

 Nada te digo

 De quem eu gosto ...
 etc .

 Autores - - Maximiano de Sousa / Ferrer Trindade / Artur Ribeiro

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 POVO QUE LAVAS NO RIO

 Povo que lavas no rio

 Que talhas com teu machado

 As tbuas do meu caixo

 Pode haver quem te defenda

 Quem o compre teu cho sagrado

 Mas a tua vida no

 Fui ter  mesa redonda

 Beber em malga que esconda

 O beijo de mo em mo

 Era o vinho que me deste

 gua pura fruto agreste

 Mas a tua vida no

 Vida de mundo e de lama

 Dormi com eles na cama

 Tive a mesma condio

 Povo povo eu te perteno

 Deste-me alturas de incenso

 Mas a tua vida no

 Povo que lavas no rio

 Que talhas com teu machado

 As tbuas do meu caixo

 Pode haver quem te defenda

 Quem compre o teu cho sagrado

 Mas a tua vida no

 Autores - - Pedro Homem de Melo / Joaquim Campos

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 ZANGUEI-ME COM MEU AMOR

 Zanguei-me com meu amor

 No o vi em todo dia

  noite cantei melhor

 O fado da mouraria

 O sopro duma saudade

 Vinha beijar-me hora a hora

 P'ra ficar mais  vontade

 Mandei a saudade embora

 De manh arrependida

 Lembrei-o pus-me a chorar

 Quem perde um amor na vida

 Jmais devia cantar

 Quando regressou ao ninho

 Ele que mal assobia

 Vinha a assobiar baixinho

 O fado da mouraria .

 Autores - - Linhares Barbosa / Jaime Santos

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 PEDRA FILOSOFAL

 Pedra filosofal

 ^ ( A ) Eles no sabem que o ^ D sonho

  uma constante da ^ F # 7 vida

 to concreta e definida ^ G

 como outra coisa qualquer ^ A

 como esta pedra cinzenta

 em que me sento e descanso

 como este ribeiro manso

 em serenos sobressaltos

 como estes pinheiros altos

 que em verde e oiro se agitam

 como estas rvores que gritam

 em bebedeiras de azul

 eles no sabem que sonho

  vinho ,  espuma ,  fermento

 bichinho alacre e sedento

 de focinho pontiagudo

 que fua atravs de tudo ^ Em ^ A7

 no perptuo movimento ^ D

 Eles no sabem que o sonho

  tela  cor  pincel

 base , fuste ou capitel

 arco em ogiva , vitral

 Pinculo de catedral

 contraponto , sinfonia

 mscara grega , magia

 que  retorta de alquimista

 mapa do mundo distante

 Rosa dos Ventos Infante

 caravela quinhentista

 que  cabo da Boa-Esperana

 Ouro , canela , marfim

 florete de espadachim

 bastidor , passo de dana

 Columbina e Arlequim

 passarola voadora

 pra-raios , locomotiva

 barco de proa festiva

 alto-forno , geradora

 ciso do tomo , radar

 ultra-som , televiso

 desembarque em fogueto

 na superfcie lunar

 Eles no sabem nem sonham

 que o sonho comanda a vida

 e que sempre que o homem sonha

 o mundo pula e avana

 como bola colorida

 entre as mos duma criana

 Msica : Manuel Freire Letra : Antnio Gedeo ...
 jj , Fernando Faria , Jos

 Martins

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 EM CINCO MINUTOS

 H cinco minutos

 Que sau daqui

 a como louca

 Os olhos vermelhos

 E um sorriso triste

 Ao canto da boca

 H cinco minutos

 Estive eu parado

 A espiar-lhe os gestos

 Olhava de longe

 Como se os minutos

 Lhe fossem fonestos

 Tu ainda no sabes

 Como o tempo passa

 Com a divina graa

 Nuns olhos enchutos

 Mas como o remorso

 Se  como um castigo

 Na alma aparece

 A gente envelhece

 Em cinco minutos

 H cinco minutos

 Estive eu a lembrar-me

 Do tempo passado

 Do tempo em que andava

 Perdido por ela

 Sonhando acordado

 H cinco minutos

 Fiz contas  vida

 E aquilo foi breve

 Mas tu nem calculas

 Nem fazes ideia

 Do que ela me deve

 Autores : Frederico de Brito / ...
 ( artista : Tristo da Silva )

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 SALO DO FADO

 ONTEM VIM A ESTA SALA

 EM PLENA NOITE DE GALA

 FACE  MUITA QUALIDADE

 DOS FADOS QUE ENTO OUVI

 E ME QUEDEI POR AQUI

 COM NOSTALGIA E SAUDADE

 DOS FADISTAS RELEMBRADOS

 QUE CANTARAM LINDOS FADOS

 DE COIMBRA E DE LISBOA

 E O BISELE MAL CONTIDO

 TEM DE ESTAR AGRADECIDO

 AO AMIGO XANANDOAH

 POR LHE TER FEITO O CONVITE

 E ABERTO O APETITE

 PARA MAIS FADO OUVIR

 QUEM NESTA SALA ENTRAR

 APENAS PR'A VISITAR

 VAI SER DIFCIL SAR

 COM TANTAS BOAS PRESENAS

 PINHAL QUERO QUE TE CONVENAS

 TENS AQUI A MELHOR SALA

 PARA FAZER JUZ AO FADO

 BISELE NO FICA CALADO

 QUANDO DO FADO SE FALA

 Autor : Alfredo Louro ( 16/10/04 ) - em msica " Marcha de Alfredo Marceneiro "

 Dedicado  Sala do Fado que o Pinhal Dias modera no PALTALK - " FADO EM

 PORTUGAL "

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 Amlia ...
 a Voz do Fado

 Amlia !...

 Nome de voz sublime ,

 Para ns , quase sagrado ,

 Que com enlevo se exprime ,

 Mesmo em verso que no rime ,

  nome que sabe a fado ...

 Nome pequeno ...
 talvez ,

 Mas de enorme dimenso ,

 To grande como a paixo

 E a perene gratido ,

 Deste povo portugus .

 Amlia !...

 Foi imperatriz ,

 Da Cano do seu Pas ,

 Que levou p'ra tanto lado ...

 Foi Diva , Dona e Senhora ,

 Talentosa detentora ,

 Dessa voz que o Povo adora

 E fez rainha do fado .

 Amlia !...

 Dizem que no foste me ...

 Mas so tantos os teus filhos ,

 Deixados na tua voz !

 Fados ...

 Fados , so filhos tambm .

 Foste tu que os geraste

 E com carinho os legaste ,

 Por herana a todos ns ...

 So muitos os filhos teus ,

 Que embalaste a cantar :

 Ai Mouraria ...
 e Foi Deus ,

 O Barco Negro e O Mar .

 Confesso ...
 e Sabe-se L ,

 O Fado das Tamanquinhas ,

 Fado Malhoa e Timpanas

 E a Casa da Mariquinhas ...

 Cime  chama maldita ,

 Lisboa ...
 no sejas Francesa ,

 O Namorico da Rita

 E uma Casa Portuguesa !...

  Amlia ...

 Com quem as ruas de Lisboa

 E as escondidas vielas

 De Alfama e Madragoa ,

 Segredavam os mistrios da Cidade !...

 Sem ti ...
 j no tm alegria ...

 Agora ...
 expressam apenas melancolia ...

 De semblante mudado ,

 Por nelas existir fado ...

 Resta uma eterna saudade !...

  Amlia ...

 Deixaste de luto o fado

 E com ele a Ptria inteira ,

 Este Povo que te ama

 E te chora consternado !...

 E as guitarras !?....

 Essas tuas companheiras ,

 Dos momentos de glria ,

 Trinam agora dolentes ,

 A soluar comoventes ,

 Carpindo em tua memria !...

 E num lamento sem fim ,

 Sofrem !...
 Pesarosas e ss ,

 Por verem calar assim ,

 Para sempre a tua voz .

  Amlia ...

 Suaviza a tristeza do teu Povo ,

 Roga ao Divino ,

 Que te deixe voltar de novo

 Por quimrico segundo ...

 Queramos voltar a ver ,

 Esse teu sorriso ,

 Do tamanho do mundo ...

  Amlia ...

 Quo mlico para ns ,

 Seria ouvir tua voz ,

 Mesmo a ...
 da eternidade .

 Se cantar ...
 no  pecado ,

 Implora  Divindade ,

 Esse prodgio Sagrado .

 Mitiga ...
 a nossa saudade ...

 E volta a cantar o fado !...

 Autor : Euclides Cavaco

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