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 outubro 11 , 2003

 Fado

 Canoa de vela erguida ,

 Que vens do Cais da Ribeira ,

 Gaivota , que andas perdida ,

 Sem encontrar companheira

 O vento sopra nas fragas ,

 O Sol parece um morango ,

 E o Tejo baila com as vagas

 A ensaiar um fandango

 Canoa ,

 Conheces bem

 Quando h norte pela proa ,

 Quantas voltas tem Lisboa ,

 E as muralhas que ela tem

 Canoa ,

 Por onde vais ?

 Se algum barco te abalroa ,

 Nunca mais voltas ao cais ,

 Nunca , nunca , nunca mais

 Canoa de vela panda ,

 Que vens da boca da barra ,

 E trazes na aragem branda

 Gemidos de uma guitarra

 Teu arrais prendeu a vela ,

 E se adormeceu , deixa-lo

 Agora muita cautela ,

 No v o mar acord-lo

 [ Carlos do Carmo ]

 Parabens .

 Gosto do Fado como gosto do meu pas ,  nestas coisas que realmente

 nos podemos orgulhar de ser quem somos  nestes homens que nos

 afirmamos , encontramos a nossa identidade em qualquer lugar e nos

 encontramos como Portugueses de raz .

 No sou do Fado , no sou de Lisboa , tenho na minha vida um Fado , este

 Fado da minha vida ....

 Publicado por Antonio em outubro 11 , 2003 10:29 PM

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