 * KURSK ; DA SEGURANA A UMA GRANDE FATALIDADE *

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 * Esta matria sobre o submarino KURSK tem por finalidade

 imortalizar em resumo os fatos acorridos no trgico ms de agosto

 de 2000 com essa belonave russa .
 Os fatos aqui pesquisados por si

 s , levam ao leitor , o drama dos tripulantes , a aflio e angustia

 de parentes , governantes e militares russos .
 O KURSK sem dvida

 ser lembrado sempre nas pginas da histria mundial e muito

 especial na histria e nas mentes do povo russo .

 Os homens sempre sonharam em construir veculos que pudessem

 viajar ao fundo do mar.LEONARDO DA VINCI , fez projetos de

 aparelhos que seriam capazes de viajar sob a gua , quando o famoso

 italiano j chegava ao final de sua vida.No entanto coube ao

 holands CORNELIUS JACOBZOON DREBBEL -1572-1633 - realizar o

 grande sonho na construo do submersvel no ano de 1578 .
 O famoso

 inventor holands utilizou projetos feitos pelo matemtico ingls

 WILLIAN BAUNER .

 O submarino feito por CORNELIUS JACOBZOON , tinha um casco externo

 impermevel feito de couro , engraxado e esticado sobre uma armao

 de madeira e remos colocados nas laterais que na verdade era a

 propulso do barco , tanto na linha d'gua quando submerso .

 O primeiro passageiro a testar o barco de DREBBEL foi o Rei JAMES

 I na Inglaterra.O rei desceu com DREBBEL a uma profundidade de

 aproximadamente 4,5 metros por vrios minutos.Devido  experincia

 feliz de DREBBEL , o assunto " submarino " foi alvo de matria mais

 discutida na sociedade londrina e a grande preocupao dos

 cientistas navais da poca .

 Para se ter uma idia exata da importncia do"submarino " em 1727 ,

 catorze patentes foram registradas e concedidas na Inglaterra

 sobre submarinos , e entre elas de um desconhecido inventor cujo

 submersvel foi o precursor dos tanques de lastros , em que usou

 bolsas de pele de cabra acoplados ao casco , sendo cada uma delas

 conectadas a uma abertura no fundo da nave .

 Quando o submarino submergia as bolsas enchiam de gua e puxava o

 submarino para baixo , quando queria voltar a superfcie , um eixo

 de rotao forava a gua para fora da bolsa .

 Em 1776 DAVID BUSHNEL que era americano construiu o submarino

 TURTLE , primeiro submersvel a ser utilizado como arma de guerra .

 Esse submarino teve uma tentativa frustrada quando quiseram

 durante a guerra de Independncia Americana colocar uma bomba de

 plvora em um navio ingls .

 Mas foi em 1955 , que a Marinha Norte-americana lanou ao mar o

 submarino NAUTILUS , o primeiro submersvel nuclear , com alcance

 subaqutico ilimitado e uma velocidade mxima de 20 ns .

 Aqui comea uma pequena histria de um grande submarino ; o KURSK ,

 submarino pertencente  MARINHA DA RUSSIA .

 O KURSK era um submarino nuclear estratgico pertencente  classe

 OSCAR II .
 Construdo em 1994 era a " menina dos olhos " da Marinha

 Russa .
 Entrou em servio em 1995 , sendo uma das mais modernas e

 poderosas embarcaes da Armada Russa .

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 Hoje a Rssia mantm sete unidades iguais ao KURSK em operaes .
 O

 KURSK era um submarino nuclear projetado para atacar porta-avies

 e podia lanar at 24 msseis de cruzeiro de uma s vez .
 Esse tipo

 de submarino pertencente  classe OSCAR II , segundo denominao

 dada pela OTAN , formam a espinha dorsal da flotilha russa

 antiporta-avies.Os msseis disparados por submarinos como era o

 KURSK so supersnicos e podem conter ogivas nucleares .
 Cada um

 dos msseis pesa cerca de sete toneladas e tem um alcance de

 500KM .
 Completando o armamento existiam tambm no KURSK os

 torpedos .
 Quando do seu afundamento o KURSK era comandando pelo

 CMTE GENNADY LYACHIN de 45 anos .

 [ INLINE ] O submarino KURSK a esquerda , em uma das bases do Mar de Brents .

 * Essa maravilha da Armada Russa que era o KURSK tinha um

 comprimento de 155 metros , levava 116 homens , tinha duas turbinas

 de propulso nuclear , levava 32 minas , 28 torpedos teleguiados , 24

 msseis de cruzeiro com ogivas convencionais ou nucleares ,

 velocidade de 19 a 28 ns , peso de 13.900 toneladas ; teve o seu

 dia de tragdia .
 O submarino participava de uma manobra naval no

 dia 12 de agosto - domingo - quando houve uma forte exploso a

 bordo , ficando preso no fundo do mar sem condies de

 emergir.Naquela ocasio o chefe da Marinha Russa VLADIMIR

 KUROYEDOV manifestou :

 " So poucas s chances de resgatar a tripulao porque a

 temperatura  muito baixa e a presso da gua  muito alta " .

 Havia na realidade , grandes temores das autoridades russas , que

 houvesse um vazamento de material radioativo , o que no aconteceu .

 Comeou ento uma corrida contra o tempo na fracassada tentativa

 de salvar os marinheiros que estavam no fundo do oceano .
 O KURSK

 ficou submerso a uma profundidade de 150 metros e s teve energia

 para bombear oxignio por mais 48 honras aps o afundamento como

 tambm para manter o aquecimento interno.O acidente com o KURSK

 ocorreu a 180 Km a nordeste do porto russo de MURMANSK , acima do

 Crculo Polar rtico , quando as comunicaes com a base foram

 interrompidas bruscamente .

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 Com os motores parados , com o sistema de aquecimento desligado , o

 frio no interior do submarino foi intenso , as inundaes das

 instalaes eltricas desaprendem hidrognio e causou a asfixia e

 mais exploses e por fim faltou oxignio .

 " mal-estar , tonteira , taquicardia , delrio e desespero " .
 Segundo o

 Capito JOSEPH EL-MANN , mdico do CENTRO DE RECUPERAO DE AFOGADOS DO

 GRUPAMENTO MARTIMO DA BARRA DA TIJUCA - RJ - " esses foram os primeiros

 sintomas que acometeram parte da tripulao do KURSK , que conseguiram

 abrigar-se em alguns compartimentos depois da exploso a bordo " .

 O tempo de sobrevivncia depende da resistncia individual.Os homens

 que morreram por afogamento logo depois da exploso tiveram um morte

 rpida de um a trs minutos " afirmou o Capito JOSEPH EL-MANN .

 O Diretor de Ps-Graduao da Faculdade de Medicina da UFRJ ,

 PROF.NELSON SPECTOR afirma : " a medida que o oxignio vai diminuindo a

 pessoa vai ficando prostrada , sonolenta e adormece .
 Ela entra em coma

 por baixo oxignio .
 Podem existir sobreviventes em compartimentos com

 alguma reserva de oxignio que , mesmo inertes podem estar vivas " .

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 A Sra Valentina chora a morte de seu querido filho DMITRI tripulante do

 Submarino KURSK

 Cada organismo resiste de forma diferente a falta de oxignio .
 Alguns

 tripulantes morreram em poucas horas e outros dias depois , isso

 dependeu tambm da quantidade disponvel de ar no ambiente .
 Com o

 passar dos dias , a chance de salvar tripulantes no existiu mais ,

 tanto que as tentativas da Marinha Russa inicialmente de fixar

 equipamentos  embarcao para ajudar a restaurar a energia e o

 suprimento de ar e servir de meio de escape no deram certo , devido ao

 mau tempo na regio e as fortes correntes existentes .

 Assim expressou o Almirante VLADIMIR KUROYEDOV :

 " apesar de todos os nossos esforos , as possibilidades de um final

 feliz  para essa histria no so muito grande " .

 As autoridades russas sabiam que , se no houvesse o resgate em 48

 horas tudo estaria perdido , e o pior que no houve dentro desse prazo

 um pedido do governo russo de ajuda , embora Gr-bretanha e Estados

 Unidos , colocaram-se para colaborar , mas Moscou rejeitou as ofertas .

 A Rssia s anunciou o acidente dois dias depois afirmando que os

 reatores atmicos haviam sido fechados quando os submarinistas

 perceberam o problema e que no era necessrio ajuda externa .

 Segundo algumas verses , os tripulantes estavam vivos.Mas a Marinha

 Russa firmava que no havia contato com a embarcao no fundo do

 oceano .
 Navios prximos a rea do acidente e institutos sismolgicos

 registraram duas exploses.Quando o governo russo aceitou ajuda era

 tarde demais .
 Equipes de mergulhadores britnicos e noruequeses

 chegaram ao local somente uma semana depois do acidente.Naquela altura

 no havia mais chance de encontrar marinheiros com vida .

 A imprensa e a populao russa , criticaram muito a demora do governo em

 aceitar ajuda exterior para tentar resgatar os tripulantes do

 KURSK.Embora os Estados Unidos e Gr-bretanha oferecessem ajudas

 antecipadamente , somente dia 16 de agosto , foi que o governo russo

 reconheceu que no possuia aos meios necessrios para salvar os 116

 tripulantes da belonave russa .

 Assim manifestou o Vice-Presidente do parlamento BORIS NEMTSOV :

 " se em um prato da balana esto os segredos militares e , no outro a

 vida de 116 marinheiros ento devemos salvar os 116 homens do KURSK .

 Tambm o jornal ISVEZTIA no poupou crticas ao Presidente PUTIN ao

 afirmar :

 "  preciso haver orgulho nacional , mas no uma arrogncia nacional

 intil " .

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 Uma Pequena Cronologia do drama do KURSK

 Dia 14 de agosto de 2000 - segunda-feira : a Marinha Russa anuncia que o

 KURSK , com problemas tcnicos est afundando no Mar de Brentes , com

 116 homens .
 O almirante VLADIMIR JUROYEDOV comandante-em-chefe da

 Marinha , diz que a avaria do submarino se deveu a uma exploso abordo .

 Dia 15 de agosto de 2000 - tera - feira : a Marinha admite a hiptese de

 exploses no primeiro compartimento dos torpedos e estima que a

 tripulao tem oxignio suficiente at o dia 18.Sobreviventes estariam

 lanando mensagens de SOS .
 Fracassa a primeira tentativa de resgate

 por causa das tempestades .

 Dia 16 de agosto de 2000 - quarta - feira : fracassa a segunda tentativa

 de resgate durante a noite : a falta de visibilidade impede que o

 aparato de salvamento seja conectado ao submarino .

 Dia 17 de agosto de 2000 - quinta - feira : o primeiro ministro russo

 MIKHAIL KASSIANOV , diz que a situao a bordo se aproxima de uma

 catstrofe .
 A Tv russa RTR divulga as primeiras imagens diretas do

 local onde o KURSK afundou , mostrando as avarias do barco .

 Dia 18 de agosto de 2000 - sexta feira : uma cpsula de resgate consegue

 chegar ao submarino , mas no pode abrir a escotilha.PUTIN volta para

 Moscou e diz quem desde o incio sabia que havia pouco a fazer .

 Dia 19 de agosto de 2000 - sbado : a Marinha faz seu mais dramtico

 pronunciamento afirmando que 70 % dos tripulantes morreram no sbado ,

 aps duas exploses .

 Compartimento de submarino podem ser isolados em caso de inundao ,

 mas a tripulao do KURSK enfrentou sries infindveis de outros

 riscos , alm de afogamento .
 A inundao causou aumento violento da

 presso dentro do barco ; se a presso dentro do submarino aumentou ao

 equivalente a sete metros de profundidade , os submarinistas do KURSK

 sofreriam o mal da descompresso , se fossem levados lentamente a

 superfcie em uma cmara de descompresso .
 Esse mal provoca torpor ,

 zumbido nos ouvidos , problemas urinrios e problemas

 cardio-respiratrios .

 No entanto o grande perigo para a tripulao foi o gs de cloro txico

 liberado quando a gua do mar entra em contato com as baterias do

 barco .
 Existiu o perigo de sufocamento devido ao acmulo de dixido de

 carbono exalado pelos homens de bordo , embora a Marinha Russa tenha

 afirmado que o KURSK tinha purificadores e esses instrumentos usariam

 o hidrxido de ltio para remover o dixido de carbono do ambiente .

 Nada disso adiantou , e todos os valentes marinheiros do KURSK

 pereceram com o acidente .

 Com o passar do tempo os moradores da cidade de SEVEROMORSK no extremo

 norte da Rssia , que  a Base Naval de SEVEROMORSK casa do KURSK , no

 escondiam mais seus sentimentos de tristeza e pavor com o acidente com

 o submarino .

 ALGUNS SUBAMRINOS QUE TAMBM AFUNDARAM

 Alm do Kursk esto no fundo do mar cinco submarinos nucleares que

 afundaram a mais de dez anos segundo a Fundao BELLONA , organizao

 norueguesa ambiental .

 10 de abril de 1963 : o submarino americano THRESHER , afundou na costa

 da Nova Inglaterra , com 129 tripulantes , a 2.559 metros de

 profundidade .

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 22 de maio de 1968 : o submarino da Marinha Norte-Americana SCORPION

 afundou apo leste da Ilha dos Aores no atlntico com 9 tripulantes , a

 2.958 metros de profundidade .

 11 de abril de 1970 : um submarino russo afundou no Golfo de Vizcaya no

 atlntico com 53 tripulantes .
 Est a 4.606 metros .

 03 de outubro de 1986 : submarino russo incendeia e afunda no leste da

 Bermudas.Quatro marinheiros morrem.Esta a 4.921 metros de

 profundidade .

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 07 de abril de 1989 : o submarino russo KOMSOMOLETS , incendeia e

 afunda nas costas da Noruega .
 Morrem 42 tripulantes dos 69 a bordo .
 O

 submarino est a 1.350 metros de profundidade .

 SEVEROMORSK  uma cidade naval , fundada a pouco mais de 50 anos , deve

 sua existncia  FROTA DO NORTE , ali baseada - e a qual o KURSK

 pertenceu -. A maioria dos moradores tem parentes que servem ou j

 serviram na Marinha Russa .
 No cas uma esttua um marinheiro parece

 olhar desafiadora o mar

 Aps quatro dias do acidente , e cinco tentativas frustradas para

 resgatar os 116 tripulantes que estavam a bordo do KURSK , o Presidente

 PUTIN aceitou finalmente a ajuda externa , admitindo inclusive que a

 situao era crtica , deixando de lado a relutncia em aceitar ajuda

 dos primeiros dias , dando ordens para que aceite auxilio " venha de

 onde vier ".No entanto o que no foi pensado naquele momento , que o

 socorro no chegaria a tempo , devido principalmente pelas condies de

 sobrevivncia no interior do submarino , mas porque sabia que no havia

 mais sinais de vida dentro da embarcao. ( afirmao de autoridades

 russas e servios de inteligncia ocidentais )

 A deciso de receber ajuda do exterior s foi tomada aps PUTIN manter

 ligaes com o ento Presidente BILL CLINTON , que reiterava naquela

 oportunidade as ofertas j feitas anteriormente .
 Tambm a Gr-Bretanha

 e a Noruega tambm se prepararam caso a Rssia pedisse auxilio .
 Tanto

 que no dia 16 de agosto , foi levado de avio ao porto da Noruega de

 Trondhein o minisubmarino de resgate ingls LR5 um dos mais modernos

 existentes , com a viva esperana de resgatar alguns tripulantes do

 KURSK .

 Nesse perodo os russos tentaram cinco vezes salvar os tripulantes ,

 mas todos as tentativas fracassaram .
 Colocou-se uma cpsula para

 tentar o acoplamento do submarino , mas o problema  que o KURSK ficou

 inclinado a 60 e as cpsulas foram desenhadas para acoplar no mximo

 45 .

 A falta de rudo dentro da embarcao - j que os tripulantes das

 cpsulas batiam SOS no casco - foi interpretado pelos russos como uma

 indicao de que j no havia sobreviventes no submarino.O tempo das

 exploses no KURSK e as tentativas de socorre-lo foi grande demais e

 as condies de sobrevivncia no interior do KURSK inexistiam .

 Com o passar do tempo , dia 19 de agosto , finalmente o governo russo

 admitiu claramente pela primeira vez que provavelmente toda a

 tripulao do KURSK , avariado desde o dia 12 ( j tinham passados 7

 dias ) a 108 metros de profundidade no MAR DE BARENTS est morta .
 At

 a prpria Marinha Russa , sempre muito calada , manifestou atravs do

 Vice-Almirante da Frota do Norte MIKHAIL MOTSAK : " a tragdia pode ter

 sido causada por duas exploses sucessivas na parte da frente da

 embarcao " .

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 Foi realmente o que ocorreu .
 Como 70 % da tripulao nessa parte da

 embarcao , com as exploses esses tripulantes tiveram morte

 instantnea , os demais morreram afogados e asfixiados.O Vice-Almirante

 afirmava que a embarcao tinha ficado ( e realmente ficou ) toda

 inundada , por isso as equipes de resgates no iriam encontrar

 sobreviventes .

 " Lamentavelmente no podemos mais assegurar que a tripulao esteja

 viva .
 Nossos piores tremores esto se concretizando " ALMIRANTE MOTSAK .

 Enquanto MOTSAK afirmava o bvio , uma equipe britnica de resgate

 munida de um sofisticado minisubmarino chegava  rea do desastre .

 Tambm no se pode colocar sobre as costas da Marinha Russa o fracasso

 no salvamento dos tripulantes por falta de tecnologia para esse fim ,

 mas sim as precrias condies que o KURSK ficou aps as exploses .

 " Ficar preso no fundo do mar  pior pesadelo para quem trabalha em um

 submarino .
 O seu destino passa para as mos dos outros .
 Essa  uma

 situao para qual ningum Pode se preparar .
 Voc pode treinar como

 escapar , e a Marinha Britnica faz isso no HMS DOLFHIN em GOSPORT .
 Mas

 vemos uma srie de circunstncias que foram voc a se adaptar.Para

 isso no h treinamento .

 Os tripulantes do KURSK devem ter enfrentado longos perodos em que

 no tinham mais o que fazer a no ser sentar e pensar na famlia , se

 iriam v-las novamente , e , pior de tudo no que aconteceria a eles .

 Devem ter sentido um desconforto fsico cada vez maior .
 Nessa hora no

 se deve fazer nada e  preciso racionar os suprimentos .
  a que entra

 o que considero os trs principais atributos que um marinheiro deve

 ter : treinamento , disciplina e camaradagem .

 Num submarino voc precisa ter uma grande considerao pelos

 outros.Isso faz parte da vida principalmente quando j esto juntos

 por meses .
 Em essncia o forte ajuda o fraco .
  responsabilidade do

 sobrevivente mais experiente no importa se  o comandante ou outro

 oficial superior , saber a hora de afrouxar as regras do manual de

 escape - o livro com as instrues do que fazer numa circunstncia

 dessas - restringir os suprimentos e monitorar o estado de esprito do

 grupo .

 Como sobrevivente mais experiente  seu papel tentar manter os demais

 de cabea erguida para que no percam o interesse em continuar lutando

 pela vida.L embaixo tudo poa gerar em torno de liderana , disciplina

 e camaradagem .

  importante que o forte tome conta do mais fraco , e que o moral seja

 mantida alta .
 Do contrrio no estaro em condies de responder ao

 resgate quando o socorro chegar .
 Sobrevivncia  uma questo mais de

 resistncia moral do que resistncia fsica .

 E ento finalmente , vem aquele , momento mgico em que voc conseque

 sair , mas em um submarino no se pode relaxar , porque o mar est l

 querendo te abraar " .

 JEFF TALL : ex-comandante de submarinos nucleares .
 HMS CHURCHILL , HMS

 REPULSE da Marinha Britnica .

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 A resistncia russa em aceitar ajuda do ocidente no caso do KURSK 

 uma prova que a ex-superpotncia em seu mago  ainda complicada .
 

 sabido que os russos ainda desconfiam muito do mundo ocidental , 87 %

 dos russos acham que os Estados Unidos se aproveitam do declnio russo

 para aumentar sua influncia no mundo ; 69 % acham que o Ocidente est

 torcendo para que a economia russa entre em mais decadncia .
 A

 tragdia do KURSK  uma prova que o arsenal nuclear russo  decadente

 e que a Rssia no precisa mais dele .
 A Rssia mudou , mas quase 10

 anos depois do fim da URSS , muita coisa na Rssia continua igual.Lidar

 com um sistema que mudou , mas na sua maioria  igual  complicado .

 Para o Professor JONATHAN ADELMAN da Escola de Estudos Internacionais

 da Universidade de Denver , no Colorado , " o presidente Vladimir Putin

 no se saiu melhor do que foram Yeltsin ou Gorbatchov.A imagem de

 Putin foi atingida.Os russos liberaram informaes desencontradas

 mentiram ao dizer que o acidente foram num domingo , forneceram nmeros

 errados de tripulantes e recusaram a ajuda ocidental quando ela talvez

 ainda pudesse salvar vidas .
 O governo russo agiu no velho estilo

 sovitico .
 Ao meu ver , o segredo  parte do mundo militar e os Estados

 Unidos tambm no gostariam de ter os russos por perto em uma

 emergncia ; o problema  a confiabilidade das informaes " .

 Os especialistas em resgates de submarinos afirmam que as decises

 cruciais so tomadas nas primeiras 24 horas .
 Depois vem a corrida

 contra o tempo para levar os equipamentos ao local antes que os homens

 morram .

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 Marinheiro de um submarino russo da classe ANTEI ( OSCAR II ) em operao no

 interior da belonave .

 Nenhum especialista pretendia saber com certeza que tipo de

 providncia poderia ter ajudado mais a tripulao do KURSK .
 As

 informaes transmitidas pela MARINNHA RUSSA e pelo prprio governo

 foram diminutas e contraditrias. ( isso prejudicou muito s primeira

 providncias ) No sabiam quantos homens sobreviveram as exploses , e

 em qual regio do submarino estavam.A atuao dos mergulhadores da

 Noruega foi magnfica tanto que no dia 20 de agosto consequiram filmar

 o submarino KURSK a 108 metros de profundidade mostrando o KURSK no

 fundo do oceano , embora no tenha detectado nenhum sinal de vida .

 Aps tentativas frustradas para resgatar o KURSK , uma equipe de 218

 mergulhadores , 12 russos e 06 noruegueses comearam no dia 21 de

 outubro a perfurar o casco do KURSK no fundo do mar em ma misso

 extremamente perigosa a 108 metros de profundidade .
 Fizeram uma

 abertura de um metro e meio , a primeira de sete que foram feitas e l

 foram encontrados corpos de trs tripulantes , que foram levado a

 superfcie .
 Logo depois os mergulhadores investigaram a frente do

 submarino , s possibilidade de encontrar corpos em condies de

 identificao , mas no existiam porque nela ocorreram uma das

 exploses .

 O Brasil tambm acompanhou com muita tristeza o drama do KURSK e em

 especial os homens da MARINHA DE GUERRA DO BRASIL que formam a " Fora

 de Submarinos da Marinha " localizada na Ilha de Mocngue .
 Para esses

 homens , a morte dos marinheiros russos foi to sentida como fossem

 seus companheiros .
 Os sentimentos dos submarinistas brasileiros foram

 os mesmos de que , o KURSK poderia ser uma belonave brasileira .

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 CapitO de Fragata MARCELO CARVALHO na proa do submarino brasileiro TUPI onde

 ficam os tubos de lanamentos de torpedos e o refeitrio das praas .
 " o espao

  pequeno dentro de um submarino "

 " MARINHA DO BRASIL "

 O Capito-de-Fragata MARCELO CARVALHO , oficial de logstica do Comando

 da Fora de Submarinos assim se expressou : " o sentimento que temos 

 comum ;  como estivssemos l " .

 O Vice-primeiro Ministro russo ILYA KLEBANOV afirmou categoricamente

 que no havia mais meios de salvar marinheiros , baseado em uma carta

 escrita pelo Tenente-capito DMITRI KOLESNIKOV carta esta encontrada

 em seu bolso embrulhada em plstico , aps seu corpo e de mais trs

 marinheiros serem resgatados no dia 25 de outubro , em uma arriscada

 operao .

 Assim escreveu o Tenente-Capito Dmitri Kolesnikov : " so treze horas e

 quinze minutos .
 Todo o pessoal dos compartimentos seis , sete e oito

 foram para o compartimento nove .
 Esto 23 marinheiros aqui , tomamos

 esse deciso por causa de um acidente .
 Nenhum de ns podemos chegar

 at a superfcie " .

 Mas depois de um ano de tragdia , o KURSK foi iado a superfcie em

 uma complexa operao , em que envolveram mergulhadores ( 30 )

 noruegueses , holandeses e russos .
 Foi adaptado um navio holands de

 transporte de carga pesada .
 A embarcao que puxou o KURSK tinha 140

 metros de comprimentos 36 de largura e 26 macacos hidrulicos que

 foram puxados os cabos de ao adaptados aos KURSK .
 A parte dianteira

 do KURSK , permaneceu no fundo do mar , justamente onde houve as

 exploses e responsveis pelo afundamento do submarino .
 Justamente na

 proa do KURSK , onde houve as exploses esto instalados os torpedos , e

 o governo e os militares russos acharam prudente deixar que esta parte

 seja iada pelos militares russos .

 O Vice-primeiro ministro russo Ilya Klebanov afirmou que a tragdia

 com o KURSK fora provocado pela exploso de um torpedo a bordo .

 O KURSK foi levado ao porto de ROSLYOKOVO .
 L foram retirados dia 29

 de outubro de 2001 , mais cinco corpos que somaram a mais de 40

 resgatados desde que o submarino fora levado  costa .
 Recuperou-se

 tambm 22 msseis cruzeiros que afundaram com o submarino em agosto de

 2000 .

 " Quando a hora da morte chegar , embora eu esteja afastando esses

 pensamentos , quero ter tempo para sussurar uma coisa : querida eu te

 amo " .

 ( bilhete deixado em sua casa pelo Tenente-Capito Dmitri Kolesnikov ,

 tripulante do KURSK , a sua esposa OLGA KOLESNIKOVA antes de partir na

 fatdica e ltima viagem do KURSK )

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 Tenente-Capito DMITRY KOLESNIKOV e sua esposa OLGA KOLESNIKOVA no convs do

 KUSK na Base Naval de SEVEROMORSK .

 Esta pesquisa foi uma pequena homenagem que presto aos bravos e

 hericos tripulantes do KURSK , submarino pertencente a MARINHA DA

 RUSSIA .
 A vocs marinheiros Dmitri e Kusznetsov , CMTE do Kursk GENNADY

 LYACHIN , ao Tenente - Capito Dmitri Kolesnikov , representando aqui

 toda a tripulao do KURSK , e tambm aos pais , esposas irmos ( a ) , os

 parentes , amigos comandantes , comandados do KURSK , submarinistas de

 todas as marinhas a minha admirao e respeito .

 O drama do KURSK , emocionou o mundo , no existindo , raas , religies e

 ideologias que no tenham lamentado , emocionado e sofrido com essa

 trgica fatalidade .

 " a vida  um dever a cumprir , uma dor a suportar e um apostolado a

 exercer " .

 - RAVINGNAN -

 Joo Loureno da Silva Netto .

 Advogado-Professor-Historiador .

 Pesquisador .

 Juiz de Fora-Fevereiro de 2002 .

 e-mail : jlourenco@terra.com.br

 Participao de :

 Prof. Rosa Maria de Q. Loureno .

 Formada em Educao Fsica pela UFJF .

