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 De : Amadis < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
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 XmXup-wI4cy3 >

 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:27

 Objet : Antnio Batic Ferreira

 Antnio Batic Ferreira

 25 .
 12 .
 1939

 il est n  Canchungo ( Guine-Bissau ) .
 Licenci en Mdecine

 de l'Universit de Lausanne .
 Il a collabor  plusieurs

 publications. Pote .

 La Mer

 Regardez : la Mer a une influence singulire

 Sur moi. Les animaux aquatiques sont si nombreux !

 Cela vaudrait la peine de les poursuivre en haute mer ;

 Cela vaudrait la peine de les voir sauter au travers des vagues .

 La Mer , ce monde que les hommes n'habitent pas ,

 Il est immense , si beau et si parfait !

 La Mer a une influence singulire

 Sur moi. Je voulais bien aller voir les vagues :

 Cela vaudrait la peine de les regarder courir

 Follement ; cela vaudrait la peine

 De voir quelle est celle qui entrerait en premier dans la baie .

 Ah !
 la Mer vaste , cependant , ici dans le langage

 Oui , elle nous parle intrieurement ,

 Et nous comprenons sa langue :

 C'est une langue qui se comprend .

 ( Ah !
 quelle impression nous fait la Mer !
 )

 Poesia & Fico

  Instituto Cames , 2001

 3

 De : Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
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 2 - AUAq41iEuJV - - nV4uQ >

 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:30

 Objet : Imigrantes Somos Todos !

 Dever de Hospitalidade

 A tradio humanista europeia define a hospitalidade como um

 dever moral de qualquer ser humano .
 O fundamento deste

 dever est no reconhecimento que todos temos os mesmos

 direitos sobre a Terra , o nosso bem comum .

 Este dever configura um ideal caro a todos os cosmopolitas : a

 criao de sociedades abertas , multiculturais , assentes no

 reconhecimento da igualdade de direitos de todos os seres

 humanos , independentemente da sua raa , nacionalidade ,

 religio ou condio social .
 Mais

 Imigrao em Portugal e Direitos Humanos

 Durante sculos fomos um povo de emigrantes ,

 espalhamo-nos pelas diferentes partes do mundo .
 No inicio

 dos 3.milnio constatamos que tambm somos um pas de

 imigrantes .
 Constituem 5 % da populao , 11 % da populao

 activa e proveem de mais de 180 pases .
 Nmeros que s por

 si revelam a dimenso do fenmeno e que necessariamente

 tem que ter profundos impactos na sociedade portuguesa .
 Mais

 Estudos sobre Imigrao

 Correspondendo ao enorme aumento da imigrao depois de

 2001 , comeam finalmente a a multiplicarem-se os estudos

 sobre esta realidade nova : Portugal como Destino de Imigrao .

 Desde finais dos sculo XIX que se registam estudos sobre

 imigrantes em Portugal .
 Na sua esmagadora incidiam sobre

 comunidades muito especficas de imigrantes que haviam

 adquirido alguma expresso numa dada poca , regio ou at

 em certas actividades econmicas .
 Mais

 As Novas Invases

 As migraes de pessoas e povos no so de hoje mas de

 sempre .
 A espcie humana formou-se nessas andanas .
 Se os

 nossos antepassados comuns no tivessem imigrado para a

 savana , provavelmente nunca teramos existido .
 Foi esta

 migrao primordial que criou as condies para a gestao do

 homo sapiens .

 A verdade  que as migraes s em condies excepcionais ,

 so bem recebidas.Mais

 Que Responsabilidades ?

 Qual a responsabilidade que tem as antigas potencias

 coloniais , como Portugal , para com as suas ex-colnias ?
 Esta

 questo que hoje est no centro dos debates sobre frica e os

 imigrantes africanos na Europa , no  de fcil resposta  luz

 dos modelos ticos ocidentais .
 Mais

 Sociedades Integradoras

 e Sociedades Segregadoras

 Quando Karl Popper , em 1943 , publicou a " Sociedade Aberta e

 os Seus Inimigos " , a questo de se colocava em todo o mundo

 era a de decidir entre Sociedades Fechadas ( totalitrias ,

 racistas , xanfobas , chauvinistas , etc ) e Sociedades Abertas

 ( Democrticas .
 ) Mais .

 " frica para os Africanos , Europa para os Europeus "

 Um dos maiores paradoxos dos nossos tempos , marcados

 pela globalizao ,  o do regresso dos discursos etnocentricos .

 Ao mesmo tempo de se assiste  liberalizao dos mercados ,

 reclama-se em muitos pases , sobretudo nos africanos , a

 simples expulso dos estrangeiros sejam eles brancos ou de

 de outra cor qualquer .
 Mais

 Entre a Excluso e a Integrao

 O aumento do nmero de imigrantes em Portugal , 

 semelhana do que aconteceu em outros pases , recoloca com

 outra dimenso velhos problemas , como  o da integrao ou

 insero de novos residentes.Mais

 Do Racismo e das Suas Manifestaes

 Em todo o mundo , os imigrantes so os alvos privilegiados de

 manifestaes racistas .
 Mas o que  o racismo ?
 Quais so as

 suas causas e manifestaes ?
 Mais

 4

 De : Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
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 P3t6a21Tbm8a3__Goh7iOEP96i818z59OXODIgtfyaC6wMY82saFfzv6zGn7uzYAmy61ya

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:31

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Dever de Hospitalidade

 A tradio humanista europeia define a hospitalidade como um

 dever moral de qualquer ser humano .
 O fundamento deste

 dever est no reconhecimento que todos temos os mesmos

 direitos sobre a Terra , o nosso bem comum .

 A igualdade destes direitos fundamenta um projecto social caro

 a todos os cosmopolitas : a criao de sociedades abertas ,

 multiculturais , assentes no reconhecimento da igualdade de

 direitos de todos os seres humanos , independentemente da

 sua raa , nacionalidade , religio ou condio social .

 Era nestas sociedades ideais que pensava Jonh Lock ou E .

 Kant , quando defendiam a universalidade dos direitos

 humanos .
  para as mesmas que aponta igualmente a

 Declarao Universal do Direitos do Homem , aprovada em

 1948 , na ONU .

 Entre o ideal e a realidade vai todavia uma enorme distncia .
 A

 Europa d-nos sobre a questo da hospitalidade devida aos

 estrangeiros os melhores , mas tambm os piores

 exemplos.Uma coisa  certa.Salvo alguns momentos

 excepcionais , o que tem predominado so as restries  sua

 entrada de estrangeiros nas diferentes sociedades europeias .

 O motivo alegado foi quase sempre o mesmo : a necessidade

 de preservar a paz , o equilibrio social e a identidade nacional .

 Numa poca que tanto se fala de direitos humanos e em

 globalizao , voltou a ressurgir nos pases mais desenvolvidos

 a questo da necessidade de limitar a entrada de novos

 imigrantes e refugiados .
 A razo  simples : o aumento da

 pobreza a nvel mundial est provocar uma deslocao em

 massa , para os mesmos , de milhes de pessoas provenientes

 das regies mais atingidas pela misria , desemprego e

 violncia .

 Na Europa a questo no se reduz todavia  simples limitao

 da entrada de novos imigrantes e refugiados .
 Pretende-se

 muito mais , exige-se agora tambm a adopo de programas

 para a sua completa integrao cultural nas diferentes

 sociedades de acolhimento .
 O objectivo  acabar com a sua

 diversidade cultural , anulando as culturas identitrias ,

 sobretudo se estas forem muulmanas .

 Estamos perante o fim anunciado do multiculturalismo , mas

 tambm de um dos direitos fundamentais de todo o ser

 humano : o de perservar a sua prpria identidade cultural .

 CF

 5

 De : Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
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 TLMh0KLnWqIK8EvMf7QUzSafLTZN8C7Dc7_39nk3sQRjnqqZCM1H_FZAKDbCwn4fytNLzE

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:32

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Imigrao em Portugal e Direitos Humanos

 .

 Portugal Pas de E / Imigrantes

 Durante sculos fomos um povo de emigrantes ,

 espalhamo-nos pelas diferentes partes do mundo .
 No inicio

 dos 3.milnio constatamos que tambm somos um pas de

 imigrantes .
 Constituem cerca de 5 % da populao , 11 % da

 populao activa e provem de mais de 180 pases .
 Nmeros

 que s por si revelam a dimenso do fenmeno e que

 necessariamente tem que ter profundos impactos na sociedade

 portuguesa .

  preciso todavia dizer que este  relativamente recente .
 Ainda

 nos anos 80 a imigrao era encarada como algo marginal ao

 tecido social .
 No Censo de 1960 , registava-se a presena de

 apenas 29 mil estrangeiros , dos quais 67 % provinham da

 Europa , 22 % eram brasileiros e apenas 1,5 % africanos .
 Aps o

 25 de Abril de 1974 , em resultado da descolonizao , mas

 tambm dos dramticos conflitos que posteriormente

 devastaram a maioria das ex-colnias portuguesas , aumentou

 sem cessar o nmero dos imigrantes africanos .
 Em 1980 , num

 total de 58 mil estrangeiros residentes em Portugal , 48 % eram

 j oriundos de frica , 31 % da Europa e 11 % da Amrica Latina .

 Apesar de tudo estes valores eram pouco significativos em

 termos demogrficos .
 A maioria destes imigrantes continuava a

 estar fortemente concentrada na regio da grande Lisboa .

 O grande surto da imigrao em Portugal , deu-se nos anos 90 ,

 em virtude de uma srie de efeitos conjugados :

 1 .
 A profunda crise em que mergulhou o continente africano e a

 Amrica Latina .
 O crescimento desigual da riqueza a nvel

 mundial tornou os ricos mais ricos e os pobres cada vez mais

 endividados ;

 2 .
 A derrocada da ex-Unio Sovitica , a partir de 1989 , entre

 outras conseqncias teve a de engrossar o contingente de

 imigrantes  escala mundial ;

 3 .
 O desenvolvimento econmico que se regista em Portugal ,

 depois da adeso  CEE , em 1986 , trouxe consigo o

 crescimento exponencial das obras pblicas que no tardaram

 a atrair milhares de imigrantes .

 A provenincia dos imigrantes diversifica-se , e estes

 espalham-se por todo o pas .
 Hoje nas aldeias mais recnditas

  possvel encontrar imigrantes .
 Facto que s por si constitu

 uma completa novidade .

 O Quadro Negro do Acolhimento

 A presena dos imigrantes desperta sempre sentimentos e

 reaces contraditrias , mesmo quanto estes vm suprimir

 recursos humanos que escasseiam , e que se perspectiva que

 se venham a agravar ainda mais no futuro .

  semelhana do que ocorre em todos os fluxos emigratrios ,

 repetem-se em Portugal os mesmos problemas e dramas

 humanos : Seres humanos violentados nos seus direitos mais

 bsicos .
 Trata-se uma dimenso de imigrao exposta e

 explorada quotidianamente pela imprensa .
 Importa agora

 destacar alguns dos seus aspectos .

 Entregues  sua sorte , em terra amiga mas estranha , se no na

 lngua , pelo menos na cultura , hbitos e costumes , estes

 imigrantes sofrem de trs terrveis males : a precaridade de

 condio , a solido e falta de interpretes fiveis com a realidade

 em que vivem .

 O primeiro do males marca desde logo o imigrante ,

 remetendo-o para os piores trabalhos e condies salariais .
 O

 imigrante faz o que os naturais se recusam a fazer , as suas

 escolhas so mnimas .
 Por mais qualificado e produtivo que

 seja est , em geral , " condenado " a receber muito menos pelo

 seu trabalho .
 Neste caso tambm aqui trabalho igual no

 significa salrio igual .

 O segundo mal - a solido - , produz freqentemente a tendncia

 para os comportamentos auto-destrutivos ( suicdio , alcoolismo ,

 etc .
 ) .
 Trata-se de um drama vivido intimamente pela maioria

 dos imigrantes que por vezes conhece um desfecho trgico .

 O terceiro decorre das dificuldades de comunicao .
 Vivendo

 uma situao de enorme fragilidade , os imigrantes procuram

 entre os seus pares a segurana e fora indispensvel para

 enfrentarem as diversas situaes .
 Se a sua comunidade vive

 em alojamentos precrios , ser provavelmente nestes

 ambientes degradados que se far a sua integrao social .

 Esta integrao torna-se deste modo no primeiro passo para

 um longo processo de auto-segregao que os ir impedir de

 se afirmarem na sociedade que os acolhe .

 Mais tarde , estas situaes que foram aceites como " naturais " ,

 sero vividas pelos seus filhos como humilhantes e

 discriminatrias .

  neste contexto que a questo os seus direitos , est quase

 sempre no fim de uma longa cadeia de aspiraes e desejos ,

 onde  cabea esto preocupaes mais imediatas como a

 sobrevivncia , o trabalho , o alojamento , a legalizao , o

 portugus com lngua de comunicao , a famlia , etc .
 Este  um

 dos pontos fundamentais que condiciona a afirmao e

 integrao dos imigrantes na sociedade e os leva a aceitarem ,

 por vezes , situaes reconhecidamente degradantes .

 Para a populao que os recebe , a vinda de estrangeiros para

 se fixarem e trabalharem no seu pas ,  entre outros aspectos

 marcada pela dimenso do seu nmero .
 Poucos passam

 despercebidos e sobretudo so facilmente integrveis .
 Mas

 quando so bastante significativos , como  o caso actual em

 Portugal , no deixam de despertar reaces que se podem

 traduzir em sentimentos de ameaa .
 Ameaa por uma possvel

 diminuio dos empregos disponveis , mas tambm pelo medo

 uma perca da identidade cultural .
  neste terreno movedio ,

 onde se alimenta o racismo e xenofobia , que muitos atentados

 contra os direitos humanos so cometidos .
 Nem sempre estas

 reaces se manifestam de forma flagrante , freqentemente

 assumem uma dimenso institucional .
 As estatsticas

 demonstram que a probabilidade de se ser preso e

 severamente punido  muito maior para os imigrantes do que

 para os portugueses , excepto se estes forem negros .

 Reconhecimento da Dignidade e dos Direitos

 A questo da imigrao no pode ser separada da questo

 mais vasta dos direitos humanos .
  preciso em primeiro lugar

 pr fim  lgica utilitarista dominante , onde os seres humanos

 so encarados como mera mercadoria .

 No actual contexto portugus , no quadro de um projecto

 humanista assente na convico que  possvel construirmos

 um mundo de seres humanos livres e iguais em direitos e

 dignidade , destacamos alguns objectivos mobilizadores :

 1 .
 A promoo de polticas de integrao que garantam a todos

 os trabalhadores imigrantes um tratamento igual a todos os

 trabalhadores nacionais , e assegure a todos eles , legais ou

 ilegais , o respeito pelos direitos humanos .
 Como a experincia

 demonstra esta  a forma mais conseqente para acabar com

 o trfico e a escravatura de seres humanos .

 2 .
 A promoo do conhecimento da lngua portuguesa entre os

 imigrantes .
 Sem a aquisio deste instrumento bsico de

 comunicao  sabido que os imigrantes se tornam presa fcil

 dos mais " variados interpretes locais da realidade " ,

 nomeadamente de redes mafiosas .

 3 .
 A promoo do conhecimento da identidade cultural dos

 vrios grupos de imigrantes , de forma a possibilitar o seu

 efectivo reconhecimento como seres humanos , ultrapassando

 a sua humilhante identificao como meros instrumentos de

 trabalho .
 Na verdade s se est disponvel para aceitar como

 igual aquilo que se conhece .

 4 .
 O empenho efectivo do Estado na soluo das questes

 relacionadas com a imigrao clandestina , nomeadamente

 atravs de acordos bilaterais entre os pases de e / imigrao ,

 projetos de cooperao especficos e oportunidades mais

 amplas de obteno da permanncia legal no pais .

 5 .
 A formao dos agentes da Administrao Pblica sobre a

 realidade da imigrao , o respeito pela dignidade de cada

 pessoa , independentemente de sua origem .

 6 .
 A denncia e o combate ao trfico de seres humanos .

  preciso , por ltimo , promover uma concepo positiva da

 imigrao a partir daquilo que a histria nos mostra .
 A

 imigrao no constitui uma ameaa  identidade cultural dos

 povos , mas pelo contrrio representa uma enorme

 oportunidade para que estes se enriqueam com novas

 experincias e saberes alargando-lhes os horizontes .

 Carlos Fontes

 Comunidades de Pases Lusfonos

 Oito pases diferentes ,

 muitos sculos de histria em comum

 Africanos em Portugal

 Associaes de Imigrantes

 Moambique : Retrato de um Pas

 Emigrao Portuguesa

 Angola .
 Brasil .
 Cabo Verde .
 Guin-Bissau .

 Moambique .
 Portugal .
 So Tom e Principe .
 Timor

 Olivena : O Etnocdio Perfeito

 Pases onde existem antigas e histricas comunidades

 lusfonas :

 ( Em construo !
 )

 ndia : Goa , Do e Diu

 China : Macau

 Principais Pases de Imigrantes do Leste da Europa :

 Ucrnia , Moldvia , Romnia , Rssia

 6

 De : Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
 postID =

 6fPODD7 _NVkFWientY_HKo8TTTCBWLwbyh-H0hvXtAHFs8rktehpnUfs9ZGMvBhPsfoiOx

 GPvxrK8_2dMiEo3e0 >

 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:34

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Estudos sobre a Imigrao em Portugal

 .

 Estudos sobre Imigrao

 Correspondendo ao enorme aumento da imigrao depois de

 2001 , comeam finalmente a multiplicarem-se os estudos

 sobre esta nova realidade nova : Portugal como Destino de

 Imigrao .

 Desde finais dos sculo XIX que se registam estudos sobre

 imigrantes em Portugal .
 Na sua esmagadora incidiam sobre

 comunidades muito especficas que adquiriram alguma

 expresso numa dada poca , regio ou at em certas

 actividades muito concretas , como foi o caso dos judeus ,

 mercadores estrangeiros , galegos e ciganos .

 Nos anos 70 do sculo XX , comearam a surgir os estudos

 sobre as comunidades caboverdianas e depois sobre os

 africanos em geral .
 Trata-se em todo o caso de uma imigrao

 de reduzidas propores , apesar do seu crescente peso na

 sociedade portuguesa .
 Assistimos agora ao aparecimento de

 estudos sobre a imigrao num contexto mais global de

 sociedades abertas , onde a imigrao atinge dimenses sem

 paralelo no passado .
 Os seus impactos so enormes e visveis

 em todos os domnios da sociedade .

 Oposio  Entrada de Mais Imigrantes

 A maioria dos portugueses ( 3 em cada 4 ) , discorda da vinda de

 mais imigrantes , independentemente da sua origem : africana

 ( 74,4 % ) , brasileira ( 71,7 % ) ou do Leste da Europa ( 73,4 % ) .
 Os

 que possuem graus de instruo mais baixos so tambm os

 que mais rejeitam novas entradas .

 Estes nmeros constam de um estudo encomendado pelo

 ACIME ,  Universidade Catlica Portuguesa , e foi baseado

 numa sondagem realizada  populao portuguesa em

 Novembro de 2002 , abrangendo 1.419 pessoas .

 Outros Dados interessantes :

 97,2 % dos inquiridos considera que os imigrantes devem ter os

 mesmos direitos que os portugueses .

 93 % defende que os imigrantes legalizados devem trazer as

 suas famlias .

 84 % acha que devia ser facilitada a naturalizao dos

 imigrantes .

 79 % acham que se devia facilitar o processo de legalizao .

 92,4 % defende uma maior proteco dos imigrantes em

 relao aos patres exploradores .

 Estudo divulgado em Junho de 2003 .

 Imigrantes no Concelho de Loures

 Estudo socio-antropolgico

 Levado a cabo pela Universidade Nova de Lisboa , em parceria

 com o Instituto Superior de Cincias Sociais e da Empresa , o

 trabalho incidiu sobre Loures , que j em 1991 surgia como o

 terceiro concelho do distrito de Lisboa com maior nmero de

 imigrantes e o terceiro a albergar a maior comunidade de

 africanos .

 Mas depois do forte fluxo de angolanos , cabo-verdianos ,

 guineenses e so-tomenses , a imigrao da Europa de Leste

 tornou-se o movimento mais representativo dos ltimos anos .

 Uma realidade que  justificada pelos testemunhos expressos

 no estudo por Portugal " no controlar as entradas de uma forma

 eficaz. " Para l desse facto , " Portugal  um destino secundrio. "

 " A atraco das comunidades estrangeiras por Loures , deve-se ,

 segundo os autores do trabalho , Graa ndias Cordeiro e Lus

 Baptista , ao facto de este conjugar a proximidade da capital com

 a existncia de amplos espaos livres , pouco povoados e com

 marcas de ruralidade , que do azo  instalao de novos

 residentes .
 Mas embora todo o concelho conte com a presena

 de imigrantes , as zonas escolhidas j diferem conforme a

 origem dos mesmos .
 Enquanto os oriundos das ex-colnias se

 concentram predominantemente nas freguesias urbanas da

 zona oriental do municpio , os imigrantes de Leste esto

 espalhados de uma forma mais dispersa , que inclui as

 freguesias rurais , como Bucelas , Fanhes e Lousa .
 J os

 indianos esto maioritariamente instalados em Camarate ,

 Frielas , Loures , Moscavide , Portela , Santo Antnio dos

 Cavaleiros e Unhos .
 Os chineses preferem Camarate , Loures e

 Moscavide e os brasileiros , por sua vez , esto na sua maioria

 em Camarate , Loures , Moscavide e Unhos .

 Em termos de habitao , este estudo revela tambm que as

 diferenas imperam quando se fala de africanos e de hindus ou

 de imigrantes de Leste e brasileiros .
 Enquanto os primeiros

 tm uma forte presena em zonas de habitaes precrias e

 aglomerados de barracas , os segundos dificilmente vivem em

 bairros de lata , optando por quartos em penses e reas

 menos populosas .

 Muita da populao de Leste residente no nosso pas

 encontra-se a trabalhar na agricultura .

 Segundo os coordenadores do estudo , uma das grandes

 dificuldades durante a sua elaborao foi a " desconfiana "

 demonstrada por alguns imigrantes , justificada pelo facto de

 estarem ainda em Portugal em situao ilegal .

 Por isso , foi necessrio recorrer a " informantes " , como

 imigrantes mais antigos ou a outros interlocutores que lidam

 directamente com os imigrantes , refere a agncia Lusa .

 Um artigo exaustivo sobre este estudo foi publicado na revista

 " Sociologia - Problemas e Prticas "

 Catarina Serra Lopes ,

 Pblico , 31 de Outubro de 2002

 Os Imigrantes Face aos Portugueses

 O Alto-Comissrio para a Imigrao encomendou 

 Universidade Catlica a realizao de dois estudos , um sobre o

 olhar dos portugueses em relao ao imigrantes e outro sobre

 estes em relao aos primeiros .
 Estas sondagens foram

 realizadas em Outubro de 2002 .

 Na referente ao olhar dos imigrantes sobre a receptividade dos

 portugueses , foram inquiridos 1051 cidados em 15

 dependncias do Servio de Estrangeiros e Fronteiras ( SEF ) .

 Embora tivessem reconhecido alguns erros de carcter

 metodolgico , os seus autores chegaram s seguintes

 concluses :

 Qualificaes.concluso que os imigrantes de Leste " so , de

 longe , os mais qualificados " : 45,2 por cento disseram ter

 profisses superiores , contrastando com os outros grupos -

 brasileiros ( 7,9 ) e africanos ( 6,6 ) , sendo o grupo " residual " dos

 outros aquele que mais se aproxima dos imigrantes do Leste

 ( 27,8 ) .

 Remuneraes.A grande maioria ( 48,3 ) disse , ainda , ter

 auferido , no ltimo ms , um salrio entre os 500 e 1000 euros ,

 sendo os africanos os menos abonados e os brasileiros os

 privilegiados .

 Razo da Escolha .
 No que respeita s razes que motivaram a

 imigrao para Portugal , cerca de 60 por cento invocou " as

 oportunidades de trabalho ou de negcios " .
 Ainda assim ,

 apenas nove por cento chegaram ao pas j munidos com um

 contrato de trabalho , condio que hoje em dia j  obrigatria

 para a maioria dos casos de autorizaes de permanncia .

 Satisfao .
 Quanto ao grau de satisfao com a vida em

 Portugal , a tendncia parece ser positiva , com 38,2 por cento a

 afirmar estar " muitssimo " ou " muito satisfeito " , ao passo que

 15 por cento se diz " pouco " ou " nada satisfeito " .
 Os restantes

 entrevistados , a maioria , todavia , respondeu estar

 medianamente satisfeita .

 Discriminao.Os africanos so , mais uma vez , aqueles que

 demonstram sentir-se pior , ideia corroborada quando se lhes

 perguntou como eram tratados pelos portugueses .
 Apenas um

 em cada quatro referiu que " mostram respeito e considerao " ,

 sendo que um em cada cinco os acusou de " racistas " e de

 serem " indiferentes e sobranceiros " .

 Ver o estudo

 Os Portugueses Face aos Imigrantes

 A anlise do inqurito realizado a 1419 cidados portugueses

 revela alguns dados inquietantes .

 Receptividade a Novos Imigrantes .
  pergunta " Concorda com a

 vinda de mais imigrantes para o nosso pas ?
 " , trs em cada

 quatro portugueses opem-se a novos fluxos

 migratrios.Desagregao das respostas por origem dos

 imigrantes :

 No - Sim

 Africanos 74,4 - 25,6

 Brasileiros 71,7 -28,3

 De Leste 73,4 - 26,6

 Os menos desejados.Quando desagregados os dados pela

 origem dos imigrantes verificou-se que a comunidade africana

  a mais indesejada ( sendo alvo de 74,4 por cento das

 discordncias ) , seguindo-se a do Leste ( 73,4 ) e , por fim , a

 brasileira ( 71,7 ) .

 Qualificaes .
  pergunta " Os imigrantes tm habilitaes a

 mais para os trabalhos que fazem ?
 " , as respostas espelham a

 percepo das disparidades de qualificaes :

 No - Sim

 De Leste 32,6 - 67,4

 Brasileiros : 83,7 - 16,3

 Africanos : 88 - 12

 Xenofobia.A ideia da imigrao como ameaa seria reforada

 com as opinies demonstradas relativamente s diferenas

 culturais ,  ligao entre a insegurana e a imigrao , bem

 como com os receios invocados no que respeita ao mercado de

 trabalho .
 A ttulo de exemplo , trs em cada dez portugueses

 responderam que " os imigrantes cometem mais crimes que os

 portugueses " ; trs em cada quatro acha que os imigrantes

 ilegais " devem ser mantidos sob vigilncia para no causarem

 problemas " ; e dois em cada dez afirmaram recear que os

 cidados de Leste " venham a ocupar lugares de maior

 importncia que muitos portugueses " .

 Proteco aos Imigrantes.Acontece que quando este tipo de

 tendncia  cruzada com a forma como os nacionais encaram

 os direitos dos imigrantes introduz-se alguma complexidade na

 caracterizao , parecendo que a populao no consente com

 um tratamento desigual  luz da lei .
 Assim , se apenas um

 quarto  a favor da vinda de mais imigrantes para o pas , 79,7

 por cento  da opinio que os imigrantes em situao irregular

 devem ser legalizados .
 Mais de 90 por cento concorda , tambm ,

 que eles " devem ser protegidos contra a explorao dos

 patres " .

  pergunta se " Todos os imigrantes ilegais devem , sem

 excepo , ser enviados para os seus pases ?
 " as respostas

 so preocupantes :

 No - Sim - NS / NR

 35,2 - 45,6 - 19,2

 A maioria dos inquiridos.O estudo , apresentado na

 Universidade Catlica e que contou com o patrocnio da

 Fundao para a Cincia e Tecnologia , ressalvou no entanto

 que a maioria dos entrevistados possui nveis de instruo

 abaixo do 9 ano de escolaridade .
 E isso reflecte-se nos

 nmeros , uma vez que se confirma que so os inquiridos com

 graus de escolaridade mais baixos " quem mais discorda da

 vinda de imigrantes para Portugal " , salientam os autores do

 inqurito , Mrio Lages e Vernica Policarpo , do Centro de

 Estudos e Sondagens de Opinio daquele estabelecimento de

 ensino .

 Ver o estudo

 Impacte dos Imigrantes nas contas pblicas

 " O saldo entre as contribuies fiscais e de segurana social

 dos imigrantes e as despesas que o Estado tem com os

 estrangeiros ultrapassou , em 2001 , os 311 milhes de euros

 No ano de 2001 , cada estrangeiro a trabalhar em Portugal

 ( legalizado ou em vias de o ser ) ter sido um contribuinte

 lquido do Estado em cerca de 1390 euros , montante que baixa

 para 995 euros se forem considerados tambm os imigrantes

 no empregados .
 Os nmeros constam de um estudo sobre o

 " Impacte da Imigrao em Portugal nas Contas do Estado " , da

 autoria de Corra de Almeida , ontem apresentado , em Lisboa ,

 pelo Alto Comissariado para a Imigrao e Minorias tnicas .

 De acordo com as estimativas usadas no estudo , os

 estrangeiros legalizados em Portugal foram , em 2001 ,

 contribuintes lquidos para o Estado , totalizando um saldo de

 311.038.470 euros , resultante da diferena entre as receitas

 proporcionadas por esses trabalhadores ( cerca de 1041

 milhes de euros ) e as despesas que originaram ( cerca de 729

 milhes de euros ) .
 Entre as receitas estimadas para 2001 ,

 sobressaem as contribuies patronais ( cerca de 503 milhes

 de euros ) , a contribuio do trabalhador para a segurana

 social ( cerca de 234 milhes de euros ) , o IVA-consumo ( cerca

 de 93 milhes de euros ) e o IRS ( cerca de 81 milhes de

 euros ) .

 Do lado das despesas , salientam-se as cifras respeitantes 

 educao do pr-escolar ao secundrio ( cerca de 173 milhes

 de euros )  prestao de desemprego ( cerca de 123 milhes

 de euros ) e  sade ( cerca de 88 milhes de euros ) .

 Face a estes dados estimados , o estudo conclui que , " apesar

 de , muitas vezes , se associar a presena das comunidades

 estrangeiras em Portugal , ou noutro qualquer pas , somente a

 situaes de parasitismo social , como se genericamente de

 um fardo se tratasse , h , aparentemente , um benefcio

 financeiro para as contas do Estado " .

 Em anexo , o estudo apresenta um quadro sobre as remessas

 dos imigrantes para os seus pases de origem em 2001 , lista

 liderada pelos ucranianos ( 45.429 , num universo estimado de

 350 mil estrangeiros residentes , excluindo cidados da UE ) .

 Os dados citados no estudo referem que , para a Ucrnia ,

 seguiram cerca de 148 milhes de euros , seguindo-se-lhe o

 Brasil ( cerca de 40 milhes de euros ) , a Moldvia ( cerca de 30

 milhes de euros ) e Angola ( cerca de 16 milhes de euros ). " .

 Pblico , 19/12/2002

 7

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:35

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 As Novas Invases

 As migraes de pessoas e povos no so de hoje mas de

 sempre .
 A espcie humana formou-se nessas andanas .
 Se os

 nossos antepassados comuns no tivessem imigrado para a

 savana , provavelmente nunca teramos existido .
 Foi esta

 migrao primordial que criou as condies para a gestao do

 homo sapiens .

 A verdade  que as migraes s em condies excepcionais ,

 so bem recebidas .

 Primeiro quando rareia a mo-de-obra e os imigrantes se

 tornam um importante recurso econmico .
 Um dos exemplos

 paradigmticos desta situao ocorreu na Europa logo aps a

 1.e a 2 .
 Guerra Mundial ( 1914-1918 e 1939-1945 ,

 respectivamente ) .
 Milhes de imigrantes foram recrutados em

 todo o mundo para o processo de reconstruo e o

 desenvolvimento econmico que ento se iniciou .
 Sem eles a

 prosperidade que se seguiu no teria existido .

 Segundo quando  necessrio povoar ou colonizar certas

 regies para melhor as dominar .
 Todas as potenciais coloniais

 utilizaram e abusaram deste recurso .

 Aos imigrantes  todavia imposta uma condio em todos estes

 processos : no perturbarem ou desafiarem o poder

 estabelecido .

 As migraes so tambm vistas como uma ameaa , por quem

 detm o poder , sobretudo se os imigrantes tiverem uma cultura

 muito diferente dos povos que os albergam e resistirem a ser

 assimilados pela cultura dominante .
 No tardam a ser

 encarados como um perigo no caso da sua expanso .

 A situao complica-se ainda mais se a imigrao ocorrer

 numa altura que se do regista um aumento do desemprego , se

 agudizam problemas de insegurana , etc .
 O imigrante  visto

 no como uma importante mais valia econmica , mas como

 um problema .

 O racismo tem as suas razes profundas neste turbilho de

 questes e sentimentos , que se manifestam no receio que a

 vinda dos imigrantes possa significar perda de poder ,

 identidade cultural , bem estar , segurana , etc .

  este fenmeno que est hoje a provocar em toda a Unio

 Europeia , Canad , EUA , Austrlia uma forte reaco contra os

 imigrantes e que tem conduzido ao recrusdescimento do

 racismo .

 O fenmeno no  novo , h todavia que ter presente a grande

 lio da histria da humanidade .
 As grandes civilizaes foram

 tambm aquelas que revelaram uma grande abertura aos

 outros , os imigrantes .
 As que foram foram capazes de absorver

 novas ideias , culturas , hbitos e costumes muito diferentes das

 que possuiam .
 As que se fecharam sobre si prprias ,

 acabaram por estiolar e no tardaram a desaparecer

.Carlos Fontes

 8

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:36

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Que Responsabilidades ?

 Qual a responsabilidade que tem as antigas potncias

 coloniais , como Portugal , para com as suas ex-colnias ?
 Esta

 questo que hoje est no centro dos debates sobre frica e os

 emigrantes africanos na Europa , no  de fcil resposta  luz

 dos modelos ticos ocidentais pautados por princpios de

 universalidade e de responsabilidade individual .
 Deste facto

 resulta enormes mal entendidos .

 Os africanos acusam actualmente os europeus e os

 norte-americanos de no quererem assumir as suas

 responsabilidades perante frica :

 - O atraso e debilidade econmico que este continente

 atravessa so o resultado de sculos de uma colonizao que

 conduziu  rapina dos recursos naturais e  destruio das

 estruturas econmicas e sociais indgenas .

 - O trfico de escravos que gerou as enormes riquezas que hoje

 ostentam os pases mais desenvolvidos , teve como

 contrapartida o extermnio de populaes inteiras , a

 interiorizao das marcas de discriminao e complexos de

 inferioridade entre os africanos , e continua a alimentar dios

 tribais .

 Face ao conceitos morais da cultura ocidental , esta questo

 no tem qualquer sentido .
 Vejamos porqu .

 Em termos ticos ser responsvel implica assumir as

 consequncias dos prprios actos .
 Este conceito de

 responsabilidade , no pensamento ocidental , tem sobretudo

 uma dimenso individual e s excepcionalmente  entendido

 numa dimenso colectiva. Trata-se de uma contribuio

 importante da filosofia , que destruiu desta maneira os

 conceitos tribais anteriores .

 Em termos polticos , a responsabilidade colectiva dos povos foi

 substituda pela responsabilidades dos seus dirigentes .
 As

 atrocidades cometidas pela Alemanha , durante a Segunda

 Guerra no so da responsabilidade do povo alemo , mas to

 somente dos seus dirigentes na altura .
 Foram eles que o

 conduziram a sua pratica .
 Por outro lado , no  seguro que

 todos os alemes concordassem com estes actos. Trata-se ,

 como dissemos , de uma maneira de colocar os problemas

 morais que superou a viso tradicional agarrada ao conceito de

 responsabilidade colectiva , que ainda est muito viva em

 frica .

  por isso que todos os europeu ou norte-americano que hoje

 condenam com veemncia os mtodos e as prticas dos seus

 antecessores em relao aos povos africanos , no se sentem

 particularmente culpados pelo que lhes fizeram os seus

 antepassados .
 A responsabilidade dos actos praticados no

 lhes pertencem , foram realizados por outros .
 O caso nada tem

 de extraordinrio .
 A Inglaterra negreira do sculo XVIII , tornou-se

 na virtuosa combatente do trfico do sculo XIX .

 Um dos pressupostos essenciais da tica ocidental  , como

 dissemos , a procura da universalizao dos prprios princpios .

 Esta  uma questo da mxima relevncia para a questo em

 anlise , na medida que tende a colocar todos os homens em

 p de igualdade .
 Segundo este princpio , a solidariedade deve

 ser prestada a todos os Homens e no a nenhum em

 particular .
 Neste sentido , por exemplo , a ajuda deve ser

 prestada a quem necessita , colocando todos em p de

 igualdade , isto  , sem atender a nenhum favorecimento

 particular ( pertencer ou no a uma ex-colnia ) .

 Neste quatro terico que est subjacente  maneira de pensar

 dos ocidentais , o sentimento de uma responsabilidade dos

 ex-colonizadores para com os ex-colonizados , tem que ser

 procurado noutra dimenso que no a razo .
 Em primeiro lugar

 na ligaes histricas entre os povos , nos seus encontros e

 desencontros .
 S a sua histria em comum  capaz de gerar

 cumplicidades e solidariedades que no encontram espao 

 luz da tica / moral ocidental .
 Estamos no terreno da

 afectividade , um domnio que a tica racional europeia tende a

 secundarizar , sobretudo agora que a globalizao tende a

 homogeneizar os povos .

 Carlos Fontes

 9

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:37

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Sociedades Integradoras

 e Sociedades Segregadoras

 Sociedades Integradoras

 e Sociedades Segregadoras

 Quando Karl Popper , em 1943 , publicou a obra " Sociedade

 Aberta e os Seus Inimigos " , a questo de se colocava em todo o

 mundo era a de decidir entre Sociedades Fechadas ( totalitrias ,

 racistas , xanfobas , chauvinistas , etc ) e Sociedades Abertas

 ( Democrticas ) .

 Sobre as primeiras chamou a ateno para o seus

 fundamentos nas sociedades tribais , assentes no princpio da

 responsabilidade colectiva e na obedincia cega aos chefes ,

 mas tambm nas concepes polticas totalitrias e racistas de

 Plato , ou nas totalitrias e messinicas de Karl Marx .

 Sobre as segundas , mostrou a fragilidade , mas tambm a fora

 dos regimes democrticos assentes no princpio da

 responsabilidade individual , na crtica permanente e abertura a

 novas ideias .

 Nas sociedades fechadas , os chefes , estavam na posse da

 verdade e apregoavam a felicidade dos povos .
 Nas sociedades

 abertas , a descoberta da verdade ou a felicidade era um

 problema que cada um tinha que procurar por si .

 Contrariando a viso tradicional da histria da Humanidade ,

 Karl Popper defendeu que no esta no obedecia a nenhuma

 trajectria previamente conhecida , todos os avanos e recuos

 eram possveis a todo o momento .

 No incio do III . Milnio da Era Crist , o problema que se coloca

 s sociedades abertas  muito diferentes , daquele que se vivia

 no sculo XX quando os totalitarismo mergulhavam o mundo no

 terror .
 O problema no se reduz agora em defender a abertura

 das sociedades  crtica e liberdade individual , mas em pugnar

 pela abertura a outras culturas e outras maneiras de pensar .

 Em estabelecer um verdadeiro dilogo de povos , uma sinfonia

 global .
 Em aceitar a diversidade e complexidade como uma

 riqueza intrnseca da Humanidade , no respeito de um conjunto

 de princpios ( os Direitos do Homem ) que j fazem parte da

 regras de co-existncia nesta aldeia global .

 Neste aspecto , a alternativa  agora entre sociedades

 segregadoras ( fechadas  diversidade , limitando a sua abertura

 a outras pessoas de outros povos e culturas ) e sociedades

 integradoras que fazem do cruzamento com outros povos e

 culturas uma riqueza para o seu desenvolvimento .

 Carlos Fontes

 10

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:37

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 " frica para os Africanos , Europa para os Europeus "

 Um dos maiores paradoxos dos nossos tempos , marcados

 pela globalizao ,  a persistncia dos discursos

 etnocentricos .
 Ao mesmo tempo de se assiste  liberalizao

 dos mercados , que os pases europeus ensaiam a construo

 de sociedades multiculturais e raciais , reclama-se em muitos

 outros do mundo , sobretudo em frica a simples expulso dos

 estrangeiros sejam eles brancos ou de de outra cor qualquer .

 A frica oferece o melhor exemplo destas tendncias

 contraditrias .

 Contradies

 Do Norte ao Sul de frica , continua a reclamar-se a frica para

 os africanos.Moammar Khadafi ( Lbia ) e Robert Mugabe

 ( Zimbabu ) esto longe de serem casos isolados neste

 continente , quando exigem a expulso dos brancos e a

 devoluo das terras aos negros .
 A luta de Nelson Mandela e

 do ANC contra o Apartheid na frica do Sul  ultimamente

 apresentada como um argumento para legitimar estas medidas

 de natureza racista e xenofoba .

 Ao mesmo tempo , de Norte a Sul de frica defende-se

 igualmente a abertura das fronteiras da Europa e da Amrica a

 milhes de emigrantes africanos .
 Apela-se ao fim do

 proteccionismo e subvenes aos agricultores nos pases mais

 desenvolvidos de modo a apoiar as exportaes dos

 agricultores africanos .
 Reclama-se tambm o aumento das

 ajudas s suas frgeis economias , no apenas em termos

 financeiros , mas tambm do saber e saber-fazer desenvolvido

 nos pases mais desenvolvidos .

 Muitas vezes reclama-se o apoio de organizaes e quadros ,

 que em tempos foram expulsos como indesejveis no

 continente africano .

 Memrias

 Na base destas aparentes contradies continuam os traumas

 da brutal colonizao europeia .
 Durante sculos , os europeus

 viram apenas nos africanos ( rabes ou negros ) mo-de-obra

 para as suas necessidades .
 Questionaram-se se os mesmo

 teriam " alma " ou " inteligncia " para poderem ser considerados

 seres humanos .
 O Continente Africano foi objecto de um

 verdadeiro saque por parte das potncias coloniais , que se

 limitavam a distribuir migalhas pelos povos locais , escravizados

 na sua prpria terra .
 Tratam-se de memrias traumticas ainda

 muito vivas , que levaro geraes a desaparecer .

 Alternativas

 A nica sada que resta s sociedades africanas , como a todas

 as outras ,  se quiserem sair do ciclo de pobreza em que se

 encontram tornaram-se sociedades abertas , multiculturais .
 A

 riqueza das naes , como mostra a Histria da Humanidade ,

 est na abertura ao exterior e na partilha de saberes , sem a

 qual no  possvel desenvolver o esprito critico e criativo nos

 povos .
 Esta  a condio indispensvel de todo o progresso .

 Mas para que esta abertura se possa fazer , sem que os pases

 africanos de tornem uma presa fcil das economias dos pases

 mais desenvolvidos , estes precisam de criar uma organizao

 social mais desenvolvida e participativa , capaz no apenas de

 regular as diversas lgicas de interesses em conflito , mas

 tambm de criar as condies para a melhoria de vida da

 populao .

 Carlos Fontes

 11

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:38

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Entre a Excluso e a Integrao

 O aumento do nmero de imigrantes em Portugal , 

 semelhana do que aconteceu em outros pases , recoloca

 entre ns , mas numa escala mais alargada o problema da

 insero social destes novos residentes .
 Esta insero tende a

 provocar quase sempre fenmenos de xenofobia e racismo .

 Inquritos  opinio pblica e a grupos especficos da

 populao portuguesa , como jovens universitrios , revelam

 que estamos perante um preocupante aumento de tendncias

 racistas .
 A comunicao social passou tambm a tratar os

 casos espordicos de crimes praticados por imigrantes numa

 forma alarmista , veiculando a mensagem que a segurana do

 pas est posta em causa .

 As principais vtimas destas tendncias so portugueses

 negros e imigrantes desta raa .
 Ningum ignorava que o seu

 aumento na populao residente em Portugal iria traduzir-se

 em novos problemas sociais , devido a crescentes problemas

 de integrao e de insero social .
 Algo semelhante aconteceu ,

 por exemplo , com os portugueses de raa branca em Frana .

 Muitos destes africanos encontram-se em situao ilegal , mas

 mais grave que isso , esto completamente desenraizados e

 sem apoios nas respectivas comunidades .
 Atravessam

 gravssimos problemas de solido , o que os torna presas

 fceis para redes de marginais e todo o tipo de exploradores .

 Outros , esto ainda de tal modo apegados s suas origens que

 se auto-excluem da sociedade que os acolheu , agravando

 deste modo a sua situao .
 A sociedade em que vivem surge

 como uma permanente agresso s suas crenas e valores .
 A

 todo o custo procuram manter a sua identidade cultural , os

 seus modos de vida tradicionais .

 H aqui todo um campo de interveno que os governos

 africanos tem descurado : o apoio aos seus emigrantes na

 Europa .
 O mesmo se poderia dizer dos pases que os acolhem

 e se servem desta mo-de-obra barata .

 Um dos principais problema dos emigrantes , em qualquer

 parte do mundo ,  sempre o da sua INTEGRAO ou

 INSERO SOCIAL nos pases que os acolhem .

 Quando existe grandes afinidade culturais , linguisticas e

 religiosas com os pases que os acolhem esta integrao est

 em princpio facilitada .

 Quando as diferenas culturais e religiosas so profundas , esta

 integrao  muito mais difcil , como acontece , por exemplo ,

 com os imigrantes de povos islamizados em pases em Frana ,

 Espanha , etc .

 Em qualquer caso , esta integrao pode ser facilitada atravs

 de programas sociais e educativos adequados ( educao

 multicultural ) .
 Sobre este ponto podemos afirmar que o que se

 tem feito em Portugal  ainda muito insuficiente , sobretudo nos

 concelhos de maior concentrao de emigrantes ( Amadora ,

 Loures , etc ) .

 No entanto  preciso ter presente que a questo nunca 

 pacifica .
 Uma " boa " integrao , representa sempre um " bom "

 processo de aculturao , o que implica quase sempre que os

 emigrantes esqueam as suas razes culturais e adoptem uma

 nova cultura , hbitos , tradies , etc .

 Acontece todavia que quando as culturas so muito distintas ,

 ocorre com frequncia problemas de desenraizamento cultural .

 O imigrante no se identificam com nenhuma das culturas , nem

 a do seu pas de origem , nem com a do pas de acolhimento .

 Este  um problema muito sentido pelas comunidades

 africanas na Europa .

 Um dos factores que agrava estes problemas de integrao ,

 ocorre ao nvel dos estratos mais baixos da populao .
 A

 mo-de-obra imigrante , na sua esmagadora maioria

 desqualificada , concorre com trabalhadores locais pouco

 qualificados , eles prprios vtimas de processos de excluso e

 auto-excluso social .
 Os imigrantes aos seus olhos surgem ,

 muitas vezes , como a causa dos seus problemas laborais ,

 como a falta de emprego , ordenados baixos , etc .

 A Integrao e a Insero Social dos imigrantes  um problema

 que requerer uma mobilizao colectiva , nomeadamente das

 comunidades educativas .

 Carlos Fontes

 Comunidades de Pases Lusfonos

 O racismo e todas as formas de discriminao assentam na

 ignorncia e no medo do Outro , os que se apresentam como

 diferentes .
 Uma lngua comum , como o portugus , pode ser um

 excelente instrumento para melhorar a nossa ptria comum , a

 Terra , mas para que isso acontea  necessrio que aqueles

 que a falam aceitem dialogar com os outros sobre os que os

 diferencia , mas tambm sobre o que os une enquanto seres

 humanos .

 Oito pases diferentes ,

 muitos sculos de histria em comum

 Africanos em Portugal

 Associaes de Imigrantes

 Moambique : Retrato de um Pas

 Emigrao Portuguesa

 Angola .
 Brasil .
 Cabo Verde .
 Guin-Bissau .

 Moambique .
 Portugal .
 So Tom e Principe .
 Timor

 Outros Pases

 ndia : Goa , Do e Diu

 China : Macau

 http : // jornalpraceta.no.sapo.pt /

 12

 De : Amadis

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 Date : Jeudi , 2 .
 Octobre 2003 13:40

 Objet : Re : Imigrantes Somos Todos !

 Sculo XXI

 A Nova Desordem Mundial : Os Sinais da Guerra EUA-Iraque

 Sculo XX : Entre o Progresso e a Barbrie

 O Estado Alemo , durante o perodo nazi ( 1933-1945 ) , pilhou

 sistematicamente os bens do judeus .
 Milhes deles foram

 mortos em campos de concentrao , muitos pelo mtodo a que

 chamavam " morte pelo trabalho " : os presos eram obrigados a

 trabalharem at  morte .

 " Ouvi como o rabino de Varsvia foi assassinado no Yom

 Kippur .
 Mandaram-no varrer a rua .
 Depois mandaram-no

 recolher o lixo no gorro de pele que trazia ; quando se baixou ,

 cravaram-lhe por trs vezes uma baioneta nas costas .

 Continuou a trabalhar e morreu a trabalhar " .

 De Notas do Gueto de Varsvia , de Emmanuel Ringelblum , 26

 de Abril de 1941 .

 No sculo XX , s carnificinas da 1 .
 Guerra Mundial

 ( 1914-1918 ) , sucedeu-se o delrio exterminador dos nazis na

 Alemanha .
 Entre as suas vtimas , contaram-se 6 milhes de

 judeus europeus , ou seja , 40 % da comunidade judaica

 mundial .
 Esta chacina  apenas a ponta de Iceberg de

 extermnios que tem varrido o mundo .

 Os motivos que alegadamente desencadearam estas

 carnificinas so os mais diversos : conflitos raciais , religiosos ,

 tnicos ou polticos , etc .
 Qualquer coisa tem servido para

 justificar a morte do prximo , a sua explorao desenfreada , a

 pilhagem dos seus bens incluindo a anexao dos seus

 territrios .

 19

 De : tito-livio.santos-mota

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 PKHDw >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 10:36

 Objet : Message de tito-livio.santos-mota , ami Teleranaute

 En provenance direct de Tlrama.fr

 pour info

 Le lien de votre ami Teleranaute

 21

 De : Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
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 vTgGaREra0FBoKiBa_VsA >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:15

 Objet : la langue portugaise

 A Lngua Portuguesa

 por Luiz Fernando Bindi

 O Portugus  o idioma oficial de 8 pases independentes : Brasil ,

 Portugal , Angola , Moambique , Cabo Verde , So Tom e Prncipe , Guin

 Bissau e Timor Leste , h pouco tornado independente ( mais

 precisamente , em 20 de maio de 2002 ) , alm de Goa ( na ndia ) , Macau

 ( na China ) e Galcia ( na Espanha ) .

 Incluindo imigrantes desses pases em outras regies do mundo , o

 portugus  falado por aproximadamente 220 milhes de pessoas .
 Deste

 total , 80 %  representado pelo Brasil , dentro ou fora do pas .
 Os sete

 primeiros pases dentre os acima citados formaram , em 1996 , a

 Comunidade dos Pases de Lngua Portuguesa , a CPLP e admitiram , em

 2002 , o Timor Leste como pas observador .

 Na Galcia ( Galiza ) , um territrio autnomo da Espanha , fala-se o

 " galego " , muito similar  Lngua Portuguesa .
 De fato , no sculo XII , elas

 eram uma nica lngua , chamada ento de galaico-portugus .

 Aps a independncia de Portugal em relao  Espanha , os idiomas ao

 longo do rio Minho tomaram seus prprios caminhos , originando a

 Lngua Portuguesa mais prxima da atual .
 Ao mesmo tempo , o galego

 sofreu influncias da dominao espanhola .
 Hoje em dia , falantes do

 Galego e do Portugus entendem-se razoavelmente e alguns especialistas

 chegam a dizer que so variaes de um mesmo idioma .

  Copyright 2003 - Libreria Editora .
 Todos os direitos reservados .

 Expediente - Aviso Legal - Poltica de Privacidade

 22

 De : Amadis

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 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:16

 Objet : Histria da Lngua Portuguesa

 Histria da Lngua Portuguesa

 por Luiz Fernando Bindi

 O perodo pr-romnico

 Os lingistas tm hoje boas razes para sustentar que um grande nmero

 de lnguas da Europa e da sia provem de uma mesma lngua de origem ,

 designada pelo termo indo-europeu .
 Com exceo do basco , todas as

 lnguas oficiais dos pases da Europa Ocidental pertencem a quatro ramos

 da famlia indo-europia : o helnico ( grego ) , o romnico ( portugus ,

 italiano , francs , castelhano , etc. ) , o germnico ( ingls , alemo ) e o clt =

 ico

 ( irlands , galico ) .
 Um quinto ramo , o eslavo , engloba diversas lnguas

 atuais da Europa Oriental .

 Por volta do sculo II a.C. , o grande movimento migratrio de leste para

 oeste dos povos que falavam lnguas da famlia indo-europia terminou .

 Eles atingiram seu habitat quase definitivo , passando a ter contato

 permanente com povos de origens diversas , que falavam lnguas no

 indo-europias .
 Um grupo importante , os celtas , instalou-se na Europa

 Central , na regio correspondente s atuais Bomia ( Repblica Tcheca ) e

 Baviera ( Alemanha ) .

 Vaso de origem celta

 Os celtas estavam situados de incio no centro da Europa , mas entre o II e =

 o I milnios a.C. foram ocupando vrias outras regies , at ocupar , no

 sculo III a.C. , mais da metade do continente europeu .
 Os celtas so

 conhecidos , segundo as zonas que ocuparam , por diferentes

 denominaes : celtberos na Pennsula Ibrica , gauleses na Frana , bretes =

 na Gr-Bretanha , glatas no centro da Turquia , etc .

 O perodo de expanso celta veio entretanto a sofrer uma reviravolta e ,

 devido  presso exterior , principalmente romana , o espao ocupado por

 este povo encolheu .
 As lnguas clticas , empurradas ao longo dos sculos

 at as extremidades ocidentais da Europa , subsistem ainda em regies da

 Irlanda ( o irlands  inclusive uma das lnguas oficiais do pas ) , da

 Gr-Bretanha e da Bretanha francesa .
 Surpreendentemente , nenhuma

 lngua cltica subsistiu na Pennsula Ibrica , onde a implantao dos celta =

 s

 ocorreu em tempos muito remotos ( I milnio a.C. ) e cuja lngua se

 manteve na Galiza ( regio ao norte de Portugal , atualmente parte da

 Espanha ) at o sculo VII d.C .

 O perodo romnico

 Embora a Pennsula Ibrica fosse habitada desde muito antes da ocupao

 romana , pouqussimos traos das lnguas faladas por estes povos

 persistem no portugus moderno .

 A lngua portuguesa , que tem como origem a modalidade falada do latim ,

 desenvolveu-se na costa oeste da Pennsula Ibrica ( atuais Portugal e

 regio da Galiza , ou Galcia ) includa na provncia romana da Lusitnia .
 A =

 partir de 218 a.C. , com a invaso romana da pennsula , e at o sculo IX ,

 a lngua falada na regio  o romance , uma variante do latim que constitui =

 um estgio intermedirio entre o latim vulgar e as lnguas latinas modernas =

 ( portugus , castelhano , francs , etc. ) .

 Vale de Ancares , na Galcia

 De 409 a 711 , povos de origem germnica instalam-se na Pennsula

 Ibrica .
 O efeito dessas migraes na lngua falada pela populao no 

 uniforme , iniciando um processo de diferenciao regional .
 O rompimento

 definitivo da uniformidade lingstica da pennsula ir ocorrer mais tarde , =

 levando  formao de lnguas bem diferenciadas .
 Algumas influncias

 dessa poca persistem no vocabulrio do portugus moderno em termos

 como roubar , guerrear e branco .

 A partir de 711 , com a invaso moura da Pennsula Ibrica , o rabe 

 adotado como lngua oficial nas regies conquistadas , mas a populao

 continua a falar o romance .
 Algumas contribuies dessa poca ao

 vocabulrio portugus atual so arroz , alface , alicate e refm .

 No perodo que vai do sculo IX ( surgimento dos primeiros documentos

 latino-portugueses ) ao XI , considerado uma poca de transio , alguns

 termos portugueses aparecem nos textos em latim , mas o portugus ( ou

 mais precisamente o seu antecessor , o galego-portugus )  essencialmente

 apenas falado na Lusitnia .

 O portugus moderno

 No sculo XVI , com o aparecimento das primeiras gramticas que

 definem a morfologia e a sintaxe , a lngua entra na sua fase moderna : em

 Os Lusadas , de Lus de Cames ( 1572 ) , o portugus j  , tanto na

 estrutura da frase quanto na morfologia , muito prximo do atual .
 A partir

 da , a lngua ter mudanas menores : na fase em que Portugal foi

 governado pelo trono espanhol ( 1580-1640 ) , o portugus incorpora

 palavras castelhanas ( como bobo e granizo ) ; e a influncia francesa no

 sculo XVIII ( sentida principalmente em Portugal ) faz o portugus da

 metrpole afastar-se do falado nas colnias .

 Frontispcio da 1a .
 Edio de " Os Lusadas " , de Lus de Cames .

 Nos sculos XIX e XX o vocabulrio portugus recebe novas

 contribuies : surgem termos de origem grecolatina para designar os

 avanos tecnolgicos da poca ( como automvel e televiso ) e termos

 tcnicos em ingls em ramos como as cincias mdicas e a informtica

 ( por exemplo , check-up e software ) .
 O volume de novos termos estimula

 a criao de uma comisso composta por representantes dos pases de

 lngua portuguesa , em 1990 , para uniformizar o vocabulrio tcnico e

 evitar o agravamento do fenmeno de introduo de termos diferentes

 para os mesmos objetos .

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 De : Amadis

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 2MFjyDlqy46cZ8gYc >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:18

 Objet : lngua portuguesa na Europa

 Na Europa

 por Luiz Fernando Bindi

 Na faixa ocidental da Pennsula Ibrica , onde o galego-portugus era

 falado , atualmente utiliza-se o galego e o portugus .
 Esta regio apresenta =

 um conjunto de falares que , de acordo com certas caractersticas fonticas =

 ( principalmente a pronncia das sibilantes : utilizao ou no do mesmo

 fonema em roSa e em paSSo , diferenciao fontica ou no entre Cinco e

 Seis , etc. ) , podem ser classificados em trs grandes grupos :

 1 .
 Dialetos galegos ;

 2 .
 Dialetos portugueses setentrionais ; e

 3 .
 Dialetos portugueses centro-meridionais .

 A fronteira entre os dialetos portugueses setentrionais e

 centro-meridionais atravessa Portugal de noroeste a sudeste .
 Merecem

 ateno especial algumas regies do pas que apresentam caractersticas

 fonticas peculiares : a regio setentrional que abrange parte do Minho e

 do Douro Litoral , uma extensa rea da Beira-Baixa e do Alto-Alentejo ,

 principalmente centro-meridional , e o ocidente do Algarve , tambm

 centro-meridional .

 Ponte sobre o Rio Minho , entre Tui e Valena do Minho , em Portugal

 Os dialetos falados nos arquiplagos dos Aores e da Madeira

 representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais ,

 podendo ser includos no grupo centro-meridional .
 Constituem casos

 excepcionais a ilha de So Miguel e da Madeira : independentemente uma

 da outra , ambas se afastam do que se pode chamar a norma

 centro-meridional por acrescentar-lhe um certo nmero de traos muito

 peculiares ( alguns dos quais igualmente encontrados em dialetos

 continentais ) .

 ndice

 A Lngua Portuguesa

 Histria da Lngua Portuguesa

 Na Europa

 No Brasil

 Na frica

 Na sia e Oceania

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 ql1DaoIh-4v6aWzi96 >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:19

 Objet : lngua portuguesa no Brasil

 No Brasil

 por Luiz Fernando Bindi

 No incio da colonizao portuguesa no Brasil ( a partir da descoberta , em

 1500 ) , o tupi ( mais precisamente , o tupinamb , uma lngua do litoral

 brasileiro da famlia tupi-guarani ) foi usado como lngua geral na colnia , =

 ao lado do portugus , principalmente graas aos padres jesutas que

 haviam estudado e difundido a lngua .

 Distribuio do Tupi-guarani pelo Brasil

 Em 1757 , a utilizao do tupi foi proibida por uma Proviso Real .
 Tal

 medida foi possvel porque , a essa altura , o tupi j estava sendo

 suplantado pelo portugus , em virtude da chegada de muitos imigrantes

 da metrpole .
 Com a expulso dos jesutas em 1759 , o portugus fixou-se

 definitivamente como o idioma do Brasil .
 Das lnguas indgenas , o

 portugus herdou palavras ligadas  flora e  fauna ( abacaxi , mandioca ,

 caju , tatu , piranha ) , bem como nomes prprios e geogrficos .

 Padre Jos de Anchieta , um dos principais jesutas a vir para o Brasil ,

 escrevendo poesias ( especialmente a Ave-Maria ) na areia .

 Com o fluxo de escravos trazidos da frica , a lngua falada na colnia

 recebeu novas contribuies .
 A influncia africana no portugus do Brasil , =

 que em alguns casos chegou tambm  Europa , veio principalmente do

 iorub , falado pelos negros vindos da Nigria ( vocabulrio ligado  religi =

 o

 e  cozinha afrobrasileiras ) , e do quimbundo angolano ( palavras como

 caula , moleque e samba ) .

 Um novo afastamento entre o portugus brasileiro e o europeu aconteceu

 quando a lngua falada no Brasil colonial no acompanhou as mudanas

 ocorridas no falar portugus ( principalmente por influncia francesa )

 durante o sculo XVIII , mantendo-se fiel , basicamente ,  maneira de

 pronunciar da poca da descoberta .
 Uma reaproximao ocorreu entre

 1808 e 1821 , quando a famlia real portuguesa , em razo da invaso do

 pas pelas tropas de Napoleo Bonaparte , transferiu-se para o Brasil com

 toda sua corte , ocasionando um reaportuguesamento intenso da lngua

 falada nas grandes cidades .

 Aps a independncia ( 1822 ) , o portugus falado no Brasil sofreu

 influncias de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do

 pas .
 Isso explica certas modalidades de pronncia e algumas mudanas

 superficiais de lxico que existem entre as regies do Brasil , que variam d =

 e

 acordo com o fluxo migratrio que cada uma recebeu .

 No sculo XX , a distncia entre as variantes portuguesa e brasileira do

 portugus aumentou em razo dos avanos tecnolgicos do perodo : no

 existindo um procedimento unificado para a incorporao de novos

 termos  lngua , certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois =

 pases ( comboio e trem , autocarro e nibus , pedgio e portagem ) .
 Alm

 disso , o individualismo e nacionalismo que caracterizam o movimento

 romntico do incio do sculo intensificaram o projeto de criao de uma

 literatura nacional expressa na variedade brasileira da lngua portuguesa , =

 argumento retomado pelos modernistas que defendiam , em 1922 , a

 necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e

 privilegiar as peculiaridades do falar brasileiro .
 A abertura conquistada

 pelos modernistas consagrou literariamente a norma brasileira .

 ndice

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 Na Europa

 No Brasil

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 Na sia e Oceania

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 De : Amadis

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 O8vP30uCB4XJeb390E0oc >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:20

 Objet : lngua portuguesa na frica

 Na frica

 por Luiz Fernando Bindi

 Em Angola e Moambique , onde o portugus se implantou mais

 fortemente como lngua falada , ao lado de numerosas lnguas indgenas ,

 fala-se um portugus bastante puro , embora com alguns traos prprios ,

 em geral arcasmos ou dialetalismos lusitanos semelhantes aos

 encontrados no Brasil .
 A influncia das lnguas negras sobre o portugus

 de Angola e Moambique foi muito leve , podendo dizer-se que abrange

 somente o lxico local .

 Igreja Catlica em Moambique

 Nos demais pases africanos de lngua oficial portuguesa , o portugus 

 utilizado na administrao , no ensino , na imprensa e nas relaes

 internacionais .
 Nas situaes da vida cotidiana so utilizadas tambm

 lnguas nacionais ou crioulos de origem portuguesa .
 Em alguns pases

 verificou-se o surgimento de mais de um crioulo , sendo eles entretanto

 compreensveis entre si .

 Essa convivncia com lnguas locais vem causando um distanciamento

 entre o portugus regional desses pases e a lngua portuguesa falada na

 Europa , aproximando-se em muitos casos do portugus falado no Brasil .

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 De : Amadis

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 4m19zQq24T2YRXJIbkzKqrmA >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:22

 Objet : lngua portuguesa na sia e na Oceania

 Na sia e Oceania

 por Luiz Fernando Bindi

 Embora nos sculos XVI e XVII o portugus tenha sido largamente

 utilizado nos portos da ndia e sudeste da sia , atualmente ele s

 sobrevive na sua forma padro em alguns pontos isolados :

  em Macau ( ou Aomen ) , hoje territrio chins , que esteve sob

 administrao portuguesa at 1999 .
 O portugus  uma das lnguas

 oficiais , ao lado do chins , mas s  falado por uma parte minoritria da

 populao ;

 Runa Jesutica em Macau

 Imagem da transferncia de Macau para a China , em 1999 .

  no estado indiano de Goa , possesso portuguesa at 1961 ;

 Praia de Goa

  no Timor Leste .
 A lngua local  o ttum , mas uma parcela da populao

 domina o portugus .

 Casa tpica no Timor Leste

 Dos idiomas portugueses da sia e Oceania , subsistem apenas os de

 Damo , Jaipur e Diu , na ndia , de Mlaca , na Malsia , do Sri-Lanka e de

 Java , na Indonsia ( em algumas dessas cidades ou regies h tambm

 grupos que utilizam o portugus ) .

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 De : Amadis

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 RlH1Z9y-1xMHjE7AtX >

 Date : Lundi , 12 .
 Janvier 2004 16:48

 Objet : escolaridade em Cabo-Verde

 Cidade da Praia - Escolaridade cabo-verdiana equiparada  de pases

 industrializados - Os indicadores da escolaridade bsica obrigatria em

 Cabo Verde esto prximos dos ndices dos pases industrializados , com

 95 % de raparigas e 96 % de rapazes a frequentarem este nvel de ensino ,

 revela o relatrio sobre a situao mundial da infncia divulgado pelo

 Fundo das Naes Unidas para a Infncia

 28

 De : LEGRE Yves

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 LuDAo_nRtU >

 Date : Mercredi , 14 .
 Janvier 2004 0:25

 Objet : merci

 salut je suis fier de me sentir parmi vous

 je serai encore plus heureux de voir les membres de mon groupe

 m'crire pour des changes culturels car de a j'ai besoins en ralit .

 Alors je compte sur votre contribution pour raliser ce rve .

 bye

 _________________________________________________________________

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 29

 De : Casa Amadis

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 cb_SY5soSvAHNTrG3a >

 Date : Mercredi , 14 .
 Janvier 2004 13:41

 Objet : Supresso de Portugus em Paris Gera Protestos

 Supresso de Portugus em Paris Gera Protestos

 Por ANA NAVARRO PEDRO , em Paris

 Sexta-feira , 09 de Janeiro de 2004

 Uma emoo profunda lavra no mundo acadmico dos estudos

 portugueses em

 Frana , e nos pases de expresso lusfona , desde que foi descoberta a

 supresso programada da Ctedra de Lngua , Literatura e Civilizao

 Portuguesa na Universidade de Sorbonne Paris IV , para ser mantida uma

 ctedra de espanhol .

 A indignao  tanto maior quanto esta ctedra tem os seus ttulos de

 nobreza no mundo acadmico , como argumenta o director do Centro

 Cultural

 Gulbenkian em Paris , Francisco Bethencourt , em cartas de protesto

 endereadas ao ministro francs da Educao , Luc Ferry , e ao presidente

 da

 Sorbonne IV , Jean-Robert Pitte : " Herdeira dos Estudos Portugueses

 fundados

 por Georges Le Gentil , protegida por Marcel Bataillon e Robert Ricard , a

 ctedra desenvolveu-se com Lon Bourdon e Paul Teyssier , e mais

 recentemente

 com Jos da Silva Terra , Marie-Hlne Piwnik e Michle Giudicelli. "

 Figura intelectual de grande relevo , primeiro tradutor e divulgador da obra =

 de Ea de Queirs em Frana , Paul Teyssier marcou esta ctedra com o

 seu

 cunho , ao ponto de ser hoje designada , coloquialmente , pelo seu nome .

 A embaixada de Portugal em Frana manifestou tambm o seu pesar junto

 das

 autoridades francesas e dos dirigentes universitrios .
 A ttulo individual , =

 Marie-Hlne Piwnik endereou uma carta ao ministro da Educao ,

 solicitando

 a sua interveno para resolver este problema delicado .
 Apanhado de

 surpresa

 com o movimento de protesto , Jean-Robert Pitte afirmou ontem ao

 PBLICO :

 " Comprometo-me solenemente a fazer publicar a abertura de concurso ,

 desde

 que tenha a certeza de que a vaga ser preenchida por algum de

 qualidade .

 Podemos assim dizer que a ctedra est apenas suspensa , e no

 suprimida. "

 A garantia de preenchimento de posto reclamada pelo presidente da

 Sorbonne

 IV passa pelo Conselho Cientfico ( CC ) , que deixa de contar com a

 presena

 de professores de portugus .
 E esta  uma das vertentes delicadas do

 problema , pois ter havido um atropelo hierrquico do Departamento de

 Estudos Ibricos , que no chegou a ser consultado pelo CC quando este

 decidiu sacrificar a ctedra de literatura portuguesa para salvar a ctedra =

 de estudos medievos espanhis , no plano de contenes de despesas

 ordenado

 pelo ministrio .

 Desde que a ctedra ficou vaga em 2003 , com a reforma de Michle

 Giudicelli ,

 houve vrias candidaturas , e isto at muito recentemente .
 " Temos

 candidaturas valiosas " , garante Marie-Hlne Piwnik .
 Mas tal como o

 Departamento de Estudos Ibricos , os trs professores emritos da

 ctedra

 no foram consultados .
 Dois correios electrnicos , um da embaixada de

 Portugal em Frana , e outro de Marie-Hlne Piwnik , foram ignorados

 pelo

 conselho de administrao .
 E , pouco antes do Natal , este votou a

 supresso

 da ctedra de portugus ( foram tambm suprimidas as ctedras de

 literatura

 holandesa , de estudos de polaco e de cincia da msica da Sorbonne IV ) .

 A investigao de portugus fica agora parada em Paris IV , pois deixa de

 haver quem possa dirigir estudos de mestrado e de diversos graus de

 doutoramento .
 Os alunos e os leitores e assistentes ficam algo

 abandonados .

 E o ensino das letras e da civilizao portuguesa em Frana conhece novas

 fragilidades , num contexto de declnio que afecta tambm outras

 universidades como a de Aix-en-Provence , Toulouse ou Lyon .

 O PS , depois da notcia do PBLICO , vai apresentar um requerimento

 em que

 acusa o Governo - e em particular a diplomacia cultural do Ministrio dos

 Negcios Estrangeiros - , de " falta de viso estratgica quanto ao ensino ,

 consolidao e projeco da lngua e da cultura portuguesas " .

 http : // jornal.publico.pt / 2004/01/09/Cultura/C03.html

 31

 De : Casa Amadis

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 9pcYOlvZAfB - Qscu8scpzE >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:08

 Objet : Oscar Niemeyer

 Oscar Niemeyer

 cre pour Paris

 Paris .
 L'architecte brsilien Oscar Niemeyer

 prsentera mardi au maire de Paris un projet de

 sculpture. Trois lieux seraient envisags pour

 installer cette sculpture :  proximit de la tour

 Eiffel ,  l'extrieur du palais de Tokyo ou sur

 l'esplanade des Invalides. ( AFP )

 Sur

 http : // www.metrofrance.com / site / home.php ?
 sec = contenu & Idarbo = 21 & I

 darbo1 = 9 & content = 1 & id = 22278 & resec = rechart & com = 0 & mots = Niemey

 er

 32

 De : Casa Amadis

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 QQR6VJ5qiHCxCOYA6Gf5-838qaLbyCAvAqBrJCukLJipFjSVAEuosJulJB_O29zREZlZGj

 U_BonQ5GWPVkT28jq1gwj4 >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:12

 Objet : Lgaliser l'avortement au Portugal

 2004-01-13 / Lgaliser l'avortement

 Chaque anne , de 20 000  40 000 IVG illgales ont lieu au Portugal

 Associations et personnalits politiques se mobilisent aujourd'hui dans le =

 pays pour que l'avortement ne soit plus considr comme un crime

 passible de prison .

 Des manifestations sont organises ce jour  l'occasion de la troisime

 session du procs d'Aveiro o comparaissent dix-sept personnes , dont un

 mdecin et sept femmes , accuses d'avoir pratiqu ou subi une

 interruption volontaire de grossesse ( IVG ) .

 Partisans de la dpnalisation totale et catholiques modrs font circuler =

 depuis novembre une ptition rclamant un nouveau rfrendum sur

 l'avortement. Plus de 30 000 personnes l'ont dj sign , mais il faut 75

 000 signataires pour que la proposition de rfrendum soit dbattue au

 Parlement .
 La consultation populaire porterait sur la dcriminalisation de =

 l'IVG ralise au cours des dix premires semaines de grossesse dans un

 tablissement mdical reconnu , afin que la femme ne soit plus passible

 d'une peine de prison .

 Un premier rfrendum , organis en 1998 , avait dbouch sur un non

 ( 50,9 % )  une dpnalisation de l'avortement jusqu' dix semaines sur

 simple demande de la femme. Le Portugal est l'un des pays d'Europe avec

 l'Irlande o la lgislation est la plus rpressive. L'avortement n'est

 autoris qu'en cas de risque pour la vie de la mre , et dans des dlais

 limits , en cas de danger pour sa sant physique et psychique , de risque

 de malformation congnitale des nouveau-ns ou de violences sexuelles .

 Lvi Fernandes / AFP

 metro  2003 - tous droits rservs

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 De : Casa Amadis

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 czd9v5aTO52cE-qjqrpw >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:14

 Objet : 30 000 immigrants brsiliens en situation irrgulire au

 Portugal

 2003-10-21 / Le chiffre du jour

 30 000

 C'est le nombre d'immigrants brsiliens en situation irrgulire au Portuga =

 l

 qui peuvent depuis hier faire une demande de permis de sjour. Selon les

 dernires estimations officielles , le Portugal compte prs de 450 000

 trangers en situation lgale , sur une population totale d'environ 10,3

 millions d'habitants .

 metro  2003 - tous droits rservs

 34

 De : Casa Amadis

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 NK9gtjRl4IVY0bK-s >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:16

 Objet : Le Portugal , un pays  dcouvrir d'urgence

 Le Portugal , un pays  dcouvrir d'urgence

 Livre .
 Maisons pastel , villages draps de blanc , plages ensoleilles de

 l'Algarve , artisanat raffin : le Portugal offre l'un des plus beaux circui =

 ts

 touristiques d'Europe. Pour s'en convaincre , Herv Champollion et

 Jacqueline Wilmes nous invitent  partir  la rencontre d'un pays aux

 richesses blouissantes qui a russi son entre dans l'Europe tout en

 prservant son art de vivre et son patrimoine. Editions de Lodi .
 Prix : 28 =

 euros .

 ( Metro )

 metro  2003 - tous droits rservs

 35

 De : Casa Amadis

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 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:17

 Objet : Le Portugal veut tirer son pingle du jeu

 Le Portugal veut tirer son pingle du jeu

 Le pays a plus que tripl son budget de promotion du tourisme en 2003

 afin d'attirer les touristes assoiffs de soleil qui boudent les destinatio =

 ns

 d'Afrique du Nord et de la Turquie en raison des craintes suscites par la =

 guerre en Irak .

 Le gouvernement a investi 14 millions d'euros au cours des trois premiers

 mois de l'anne pour promouvoir le Portugal comme une destination sre ,

 agrable et gographiquement proche .

 Les autorits prvoient encore de dpenser 24 millions supplmentaires

 pour vanter les charmes de la pninsule Ibrique .
 Notamment vers la

 Grande-Bretagne et l'Allemagne qui fournissent le gros des bataillons de

 touristes .

 La campagne semble dj commencer  porter ses fruits. Les htels de la

 rgion balnaire de l'Algarve , dans le sud du pays , ont enregistr pour le =

 long week-end de Pques un taux d'occupation suprieur  l'an dernier .

 Mme si ce frmissement reste surtout le fait , aux dires des

 professionnels , des Portugais qui se dplacent moins  l'tranger cette

 anne en raison de la rcession conomique .

 Mais s'il veut profiter  plein des rticences des Europens  se rendre en =

 Turquie ou mme en Grce qui sont proches du Moyen-Orient , le

 Portugal est bien conscient qu'il doit encore redoubler d'efforts. Pour

 capter les flux de vacanciers , l'office de tourisme de l'Algarve presse ain =

 si

 les pouvoirs publics d'acclrer les procdures d'autorisation de

 construction de nouvelles attractions et htels .
 De nombreux touristes

 trangers se plaignent en effet de la faiblesse des amnagements culturels =

 et sportifs dans cette rgion ensoleille. Le ministre de l'Economie , Carlo =

 s

 Tavares , n'est pas rest sourd  ces appels. Un programme de prts de

 250 millions d'euros vient d'tre lanc. ( AFP )

 metro  2003 - tous droits rservs

 37

 De : Casa Amadis

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 raLaayCqFlbO9X5TSlcQ >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:21

 Objet : Angola

 2004-01-14 / Le chiffre du jour

 4

 Plus de quatre milliards de dollars provenant des revenus du ptrole ont

 disparu des caisses de l'Etat angolais entre 1997 et 2002 , accuse

 l'organisation de dfense des droits de l'homme Human Rights Watch .

 Prs de la moiti des enfants angolais souffrent de malnutrition .

 metro  2003 - tous droits rservs

 40

 De : Casa Amadis

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 DFwPeekZdsktzNdMw5OQ >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:26

 Objet : kadhafi , Jean-Paul II , mme combat

 2003-07-15 / La citation du jour

 Sida , sida , sida .
 Nous n'entendons rien d'autre. C'est du terrorisme. C'est =

 une guerre psychologique. Le sida est un virus paisible .
 Si vous restez

 propre , il n'y a pas de problme .

 Le dirigeant libyen Mouammar Kadhafi , samedi ,  ses homologues runis

 pour la clture du sommet de l'Union africaine ( UA )  Maputo

 ( Mozambique ) .

 metro  2003 - tous droits rservs

 44

 De : Casa Amadis

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 irrCNFqg_uo_eJq606pT4ouR1aIrzA1QiFmq6qSVmgTO6mENjrwIOhzXzE-6cXiIiRFMms

 na-7sKAq4tE6x9bS7D >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:43

 Objet : Plus de 70 % des Portugais

 2004-01-20 / Le chiffre du jour

 70 %

 Plus de 70 % des Portugais , qu'ils soient ou non partisans d'une

 libralisation de l'avortement , sont favorables  l'organisation d'un

 nouveau rfrendum sur la question , selon un sondage publi hier par le

 quotidien Publico .
 Interrogs sur ce que seraient leurs intentions de vote , =

 69 % des Portugais indiquent qu'ils rpondraient oui tandis que 25 %

 diraient non  la dpnalisation .

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 45

 De : Casa Amadis

 < http : // fr.groups.yahoo.com / group / casa_amadis_montpellier / post ?
 postID =

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 5oshd - wairgi7uTn_7Le_pag >

 Date : Vendredi , 23 .
 Janvier 2004 22:45

 Objet : Au secours des divorcs

 2003-09-12 / Au secours des divorcs

 Le portail Vida-On propose un guide de survie aux hommes divorcs

 Changez vos draps une fois par semaine , ne lavez jamais du noir avec du

 blanc , rangez les casseroles prs de la cuisinire : ces quelques conseils =

 de

 base sont prodigus par un nouveau site Internet aux Portugais

 confronts aux affres du mnage et de la cuisine .

 " Les hommes portugais n'ont pas reu d'ducation mnagre , alors , quand

 ils divorcent , ils sont un peu perdus " , explique Jorge Oliveira , l'un des

 fondateurs du portail. Dans ce pays , les hommes habitent gnralement

 chez leurs parents jusqu' leur mariage , mme s'ils ne dcident de convoler =

 que vers 30 ans. Et c'est la mre qui se charge pour l'essentiel de la cuis =

 ine

 et du mnage .
 Aprs le mariage , la rpartition des rles reste la rgle et =

 le

 mari laisse gnralement son pouse vaquer aux occupations domestiques .

 Mais avec l'augmentation rapide du nombre de divorces , des milliers

 d'hommes sont confronts pour la premire fois aux tches de la vie

 quotidienne. L'an dernier , 27960 divorces ont t prononcs , soit une

 hausse de 46,8 % par rapport  l'anne prcdente , selon l'Institut national =

 des statistiques. Le taux de divorces au Portugal est dsormais l'un des

 plus levs d'Europe .

 Surfant sur ce march en pleine expansion , le site Vida-On dlivre aux

 hommes spars des tuyaux " typiquement fminins " sur la manire de

 faire partir une tache rebelle ou sur le meilleur produit pour nettoyer la =

 baignoire. " Tout va vous sembler plus facile , parce que nous sommes l " ,

 affiche , sur sa page d'introduction , le site Internet , qui promet " des truc =

 s

 et des astuces pour rendre son foyer habitable " .

 Conseils de sant-beaut et guide de loisirs pour hommes seuls ne sont

 pas oublis. Selon Jorge Oliveira , ce guide de survie en ligne , lanc fin

 juin , est dj consult plus de 1000 fois par jour .

 Daniel Silva / AFP

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