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 [ LINK ] Movimento Nacional em Defesa

 da Lngua Portuguesa

 NOSSO IDIOMA

 Os crioulos de lngua portuguesa no mundo

 [ INLINE ]

 Joo Alves das Neves ( * )

 A primeira estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica ,

 segundo a qual , contados j 95,25 % dos habitantes , o Brasil deve reunir 167

 milhes de pessoas , permite-nos fazer um balano provisrio sobre o nmero de

 falantes em Lngua Portuguesa nos 5 Continentes .

 Se adicionarmos os 78 milhes de moambicanos , aos 12 de Angola , aos 1.100.000

 da Guin-Bissau , mais 800.000 timorenses , 330.000 caboverdianos e 130.000 de

 So Tom e Prncipe , juntaremos 209.360.000 lusfonos .
 E se a estes reunirmos

 os provveis 5.000.000 de emigrantes ( 3.500.000 portugueses , 1.500.000

 brasileiros e outros ) , poderemos concluir provisoriamente que o Mundo do idioma

 Portugus  hoje um dos maiores , entre as grandes comunidades lingisticas , com

 214.360.000 pessoas .
 Um Mundo que seria influente nas instituies

 internacionais se os 8 pases estivessem suficientemente unidos , poltica e

 diplomaticamente .

 Podero argumentar os de m conscincia que nem todos os angolanos ,

 moambicanos ou guineenses de Bissau se exprimem em portugus o que  verdade .

 Mas poderemos justificar a soma esclarecendo que a lngua oficial dos 8 pases

  a portuguesa , sem prejuzo dos direitos e prticas , por exemplo , das lnguas

 africanas das naes citadas e de outras .
 E todos os 8 esto hoje ligados ,

 embora no o estejam na execuo das suas polticas autonomas , por uma

 comunidade que  , sem dvida , supranacional .

 Minha lngua , minha ptria - No funciona a Comunidade Lingstica , ainda que

 quotidianamente ela se cumpra , no somente atravs dos povos dos 8 pases mas

 at de mais de duas centenas de institutos universitrios ( e no temos

 documentao sobre os de outros nveis ) , com relevo para os Estados Unidos ,

 onde funciona no menos de uma centena desses rgos que lecionam as diversas

 disciplinas ( sobre os mltiplos aspectos das Culturas de Portugal e do Brasil ,

 de Cabo Verde e da Guin-Bissau , de So Tom e Prncipe , Angola , Moambique e

 Timor ( que dever ser Nao em 2001 ) e dos conhecidos ncleos de Goa , Macau e

 dos emigrantes .

 Em todos eles se fala a Lngua Portuguesa .
 E no  tudo : aquele conceito

 contemporneo Minha Ptria  a Lngua Portuguesa prolonga-se at alm do idioma

 em toda a sua pureza , tal como a analisou David Lopes : ( ...
 ) a lngua

 portuguesa foi durante trs sculos de uso corrente entre as populaes

 martimas de grande parte do Oriente .
 Mostra-se com as referncias dos

 viajantes estranhos que visitaram aquelas paragens nesse tempo ou ainda com

 documentos oficiais especiais ; mostra-se com o vocabulrio portugus que passou

 para muitas das lnguas vernculas daquelas partes e com as obras de carter

 didtico publicadas para ensino do portugus concorrentemente com as lnguas do

 pas ; e mostram-no finalmente a formao de crioulos portugueses e as numerosas

 impresses em lngua portuguesa que os missionrios protestantes de Batvia ,

 Colombo , Trangambar e Vepery fizeram para exercer a sua ao doutrinal. ( David

 Lopes , Expanso da Lngua Portuguesa no Oriente nos sculos XVI , XVII e XVIII ,

 Portucalense ed. , Porto , 1969 ) .

 Os crioulos portugueses - Desse falar portugus e das dezenas de livros

 religiosos e de outros usos no idioma , muito persistiu para alm dos sculos .
 E

 ainda persiste .

  um tipo de fala que , no dizer de Serafim da Silva Neto , tem uma

 caracterstica especfica : Os crioulos so falares de emergncia , com

 caracteres definidos e vida prpria , que consistem na deturpao e

 simplificao extrema de uma lngua , quando imperfeitamente transmitida e

 apreendida por gente de civilizao inferior ( in Histria da Lngua

 Portuguesa ) .

 O lingista brasileiro aponta os vrios elementos essenciais que constituem os

 crioulos :

 a )  um falar transitrio ;

 b ) tem caracteres definidos , mas um fio condutor ;

 c ) dispe de vida prpria , isto  , o grupo expressa-se atravs dele ;

 d )  a deturpao e a simplificao de um idioma ;

 e ) lngua transmitida deficientemente , ainda que seja bsica , pois nunca lhe

 ensinaram uma fala correta ;

 f )  o instrumento de comunicao entre pessoas no instrudas .

 No menos significativo  que os grupos ou tribos que recorrem ao crioulo

 mantm os seus padres culturais , inclusive a lngua original .
 E  neste ponto

 que o crioulo se distingue do sabir ( da Idade Mdia ) , do pidgin-english e do

 chinook , que so apenas crioulizantes .
 H igualmente o semicrioulo , ilustrado

 pelo choque entre o falar europeu e o crioulo , explicando Serafim da Silva

 Neto : Este vai sendo , pouco a pouco , invadido por palavras e giros do falar das

 pessoas socialmente mais bem dotadas .
 O semicrioulo encerra , pois , formas e

 torneios semicultos .

 Variedade do portugus - Eram tantos os crioulos portugueses na sia nos

 sculos XVI , XVII e XVIII que David Lopes salienta : Durante esses sculos , ela

 foi a lngua de comunicao dos europeus com os naturais dos diferentes pases ,

 e at dos europeus entre si quando falavam diferentes lnguas .
 E no morreu

 inteiramente at os nossos dias , ela vive aqui e acol na forma dos vrios

 crioulos : os de Ceilo , Malaca e Tugu so os principais .

 Por seu turno , Ivo Castro pondera que a origem dos crioulos interessa 

 histria do idioma : Pela simples razo de que , se entendermos que o crioulo  o

 produto e combinao de uma lngua , neste caso , o portugus , com diversas

 lnguas africanas , ou outras , ento seremos justificados em considerar que o

 crioulo  uma derivao do portugus , ou mesmo  uma variedade do portugus ,

 devendo assim os vrios crioulos ser inventariados no quadro geral da geografia

 da lngua. ( in Curso de Histria da Lngua Portuguesa , Universidade Aberta ,

 Lisboa , 1991 ) .

 No ainda oportuno Esquisse dune dialectologie portugaise , Leite de Vasconcelos

 catalogou 9 crioulos indo-portugueses : os de Diu , Damo , norteiro ou do norte

 da costa ocidental da ndia , Goa , Mangalor , Cananor , Mah , Cochim , costa de

 Coromandel .
 Destacou ainda o crioulo portugus de Ceilo , o de Macau e dois

 dialetos crioulos malaio-portugueses : o de Java e o de Singapura .

 Quantas mudanas ocorreram desde 1901 , data do Esquisse , at hoje ?
 No h

 estudos rigorosos que as identifiquem , mas em O proto-crioulo portugus e a sua

 universalidade nos sculos XVI , XVII e XVIII , Celso Cunha enumerou a

 persistncia de 6 , no Oriente os de Malaca , Macau , Sri Lanka ( antigo Ceilo ) ,

 Chal e Korlai ( ndia ) , Tellocherry , Cananor e Forte Cochim ( tambm na ndia ) e

 o crioulo de Tugu ( na ilha de Java ) .

 Da ndia a Ceilo - Nos dois livros que publicou , A Presena Oculta e Cantha

 sen vargonya ( as edies em portugus so de Macau , 1995 e 1996 ) , o professor

 Kenneth David Jackson , da Universidade de Yale , ao estudar os 500 anos de

 Cultura Portuguesa na ndia e no Sri Lanka , admitiu que h cada vez menos

 falantes ativos do dialeto crioulo indo-portugus , cujos testemunhos foram

 documentados no sculo XIX por Dalgado , Adolfo Coelho e Tavares de Melo :

 Os antigamente vivos crioulos de Diu e Damo foram prejudicados pela

 uniformizao goesa do sculo XIX , enquanto o bilinguismo de Goa , cuja lngua

 materna , o concani , coexistia com a norma padro continental , atrasou o

 desenvolvimento de uma lngua crioula , embora alguma crioulizao se tenha

 tornado evidente em Goa , desde 1961 , segundo Graciete Batalha ( 1982 ) : No porto

 de Damo ainda hoje se pode ouvir um crioulo portugus semelhante ao crioulo

 norteiro descrito por Hugo Schuchardt e Sebastio Dalgado , e  falado por

 vrios milhares de pessoas ( Clemente , 1988 ) .
 O crioulo coexiste com o portugus

 padro , como lngua de baixo extrato social , embora nenhum estudo lingstico

 exista que documente as possveis incurses do ingls e do Jujerati ou do

 portugus imposto pela administrao de Goa .

 A par das tradies orais e literrias portuguesas em Goa , persistem as

 manifestaes folclricas da mesma origem escreve o Prof. K. D. Jackson : Em

 Goa , por exemplo , a msica de dana de salo originria do sculo XIX , que se

 chama mand , exemplifica um caso de concretismo mais recente do portugus com o

 folclore gos e as tradies concani .
 As formas e ritmos do mand seguem a

 poesia da lngua concani , geralmente de trs versos cada , descrevendo um

 acontecimento ou um estado de esprito .

 No estudo Situao e perspectivas do portugus e dos crioulos de origem

 portuguesa na ndia e no Sri Lanka , apresentado pelo lingista romeno Laurentiu

 Theban no Congresso sobre a situao da Lngua Portuguesa ( Lisboa , 1983 ) ,

 afirma-se que tal presena tem por base principal a existncia de numerosas

 variedades de crioulos :

 O portugus padro , mais ou menos indianizado , pode encontrar-se nas reas de

 Goa , Damo e Diu , que at 1961 , ano da sua integrao na Unio Indiana , tiveram

 como lngua oficial o portugus , embora atualmente , e devido a fatores

 sociopolticos , esteja a ceder o seu lugar  lngua inglesa , que funciona como

 lngua veicular na ndia .
 As razes desta decadncia encontram-se num fato

 essencial : na maioria destas comunidades o portugus  a segunda lngua aps a

 materna .

 Os casos de Goa e Ceilo - A explicao  do Prof. Ivo Castro , devendo

 esclarecer-se que a integrao de Goa no foi pacfica ( conforme ocorreu com

 Macau , quando voltou  China ) , mas pela fora das armas .
 No obstante , a lngua

 portuguesa continua a ser a da famlia , em muitos casos , o que foi confirmado

 no I Encontro dos Intelectuais e Artistas da Dispora , promovido em 1990 pelo

 Centro de Estudos Fernando Pessoa , no extinto Museu da Literatura de So Paulo ,

 quando foram apresentados 4 vdeo-tapes , gravados pouco antes em residncias

 goesas : toda a gente falava em portugus , no diremos consoante o de Portugal

 ou do Brasil , mas perfeitamente com as fontes mais genunas .

 No livro Lngua Portuguesa em Goa estado atual , diz a professora Graciete

 Nogueira Batalha ( que vivia em Macau mas conseguiu visitar Goa em 1980 ) que

 encontrou muita gente que continua a falar portugus , que tem diferentes

 variedades regionais , assim como o concani .
 E no h um dialeto portugus , mas

 diferentes maneira de o falar , em Goa , conforme o nvel cultural .
 E sustenta a

 opinio de que o portugus em Goa no chegou a crioulizar-se como aconteceu em

 Damo e nas chamadas terras do Norte , onde se fixou como dialeto , o dialeto

 norteiro .
 E acrescenta que o nvel do portugus das pessoas ou a sua

 convivncia com portugueses ou com goeses de portugus culto .

 Na regio de Pangim , o falar  semelhante ao de Goa , com maiores ou menores

 desvios , testemunha a escritora , antes de assinalar que o ensino da lngua

 portuguesa fora excludo ( limitava-se ao ingls ou marata ou concani e este

 ltimo s a nvel primrio ) , embora no secundrio os alunos pudessem optar por

 uma segunda lngua francs , portugus , marata ou snscrito .
 Ora , o concani  a

 lngua materna : para o luso-indiano catlico a lngua de cultura ainda era ,

 ento , a portuguesa .
 Durante mais de quatro sculos , o portugus foi a lngua

 oficial , em particular para os goeses cristos .
 E ainda  , com o concani , o

 idioma materno , identidade e herana cultural de vrios sculos .

 No estudo fundamental que consagrou ao Dialeto Indo-Portuguez de Ceylo , em

 1990 , o padre gos Sebastio Rodolpho Dalgado  categrico : Foi de pouca dura a

 dominao dos portugueses no Oriente ( hoje , Sri-Lanka ) acabou-se com a rapidez

 com que se adquiriu , mas a represso holandesa de 140 anos no extinguiu o

 idioma portugus : Proclamou-se que no se falasse nenhuma outra lngua , a par

 das indgenas , alm da oficial ( holandesa ) ; decretou-se que nas escolas se

 ensinasse s o holands e em holands .
 Raspava-se a cabea de todos os escravos

 que o no aprendessem e usassem exclusivamente ; multavam-se os seus senhores

 que fossem negligentes neste assunto de interesse capital !
 Porm , o portugus

 sobreps-se ao holands , que poucos vocbulos deixou na antiga ilha de Ceilo .

 Garante o antigo vigrio-geral de Ceilo : No admira , portanto , que o crioulo

 de Ceilo ocupe um lugar proeminente entre os dialetos portugueses coloniais ,

 seja o mais conhecido no estrangeiro , valha a pena ser estudado no interesse da

 dialetologia em geral e da portuguesa em especial .
 Imprevistamente , os

 missionrios protestantes holandeses viam-se obrigados a pregar em portugus , a

 fim de serem entendidos , ou em ingls , singals e tamul .

 Com traos comuns ao crioulo da ndia e at de Macau e Cabo Verde , o de Ceilo

 recorre aos arcaismos portugueses , adota termos orientais aportuguesados ,

 locues portuguesas indianizadas e os mesmos vocbulos estrangeiros

 introduzidos .

 Ontem e ainda hoje , como veremos a seguir , mas no sem ilustraes impressas :

 Monsenhor Delgado enumera mais de 30 livros publicados sobre a problemtica

 lingstica da populao ceilonesa , quer religiosa , quer de outros aspectos ,

 incluindo 3 jornais : O Bruffador ( de 1883-95 ) , Voz da Verdade ( 1895-97 ) e O

 Brussador , 2. fase do Bruffador , que era mensal e durou mais de 11 anos ,

 enquanto o Voz da Verdade no chegou a perfazer dois anos de publicao da 2.

 fase do Brussador , que era quinzenal ; segundo o Padre Dalgado apenas 6 edies ,

 esclarecendo que o da 1. fase foi dirigido pelo Rev. Willenburg e gozava de

 maior autoridade com relao ao estudo do crioulo genuno em todos os seus

 estilos .
 Teve , ento , larga circulao e era patrocinado por largas camadas da

 sociedade , podendo o seu redator gloriar-se de ter sido o mais assduo e

 devotado cultor do crioulo .
 Em compensao , o seu novo homnimo era inferior no

 esmero da redao e na vernaculidade dialetal .

 No se furta Monsenhor Dalgado de proclamar no seu livro : Dentre todos os

 crioulos portugueses , o de Ceilo  o nico que se gloria de ter uma literatura

 assaz considervel sobre variados assuntos , em produes originais ou em

 tradues , embora seja quase impossvel dar notcia completa de todas as obras

 publicadas na ilha .
 E , a par de uma ampla gramtica , reproduz-se uma antologia

 de textos religiosos de um vocabulrio de 44 pginas , de fraseologia ( 9 pginas

 e 16 discursos sacros , um dos quais sobre o Natal : Dezenove sculos mais

 adiantados , minha amada irmos , n 25 d decmber , n mo anoute , num anjo d o

 Senhor , todo brilhante e fremoso , j disc d cos sber o cidade de Bethlehem ,

 e j parc o pastors quem tinha al viziando sua ranchos ...

 Nos dois volumes j referidos do Prof. Kenneth David Jackson outros elementos

 nos demonstram que os crioulos portugueses ainda hoje no falados no somente

 no Sri Lanka ( ex - Ceilo ) mas tambm na costa ocidental da ndia .
 Desde 1973

 at 1988 , o estudioso da Universidade de Yale fez 6 viagens ao Sri-Lanka em

 busca de documentao sobre os crioulos , reunindo o suficiente para poder

 sintetizar os seus estudos : A histria cultural do portugus na sia rivaliza

 com a sua evoluo lingstica pelo seu papel na transformao das sociedades

 onde floresceu .

 Descobriu no Museu Britnico o que denominou Manuscrito Neville de Poesia

 Portuguesa Cingalesa , 40 flios , divididos em 3 partes , transcritos de fontes

 orais , cada uma das quais com 100 a 180 estrofes .
 Encontram-se estes documentos

 no acervo Hugh Nevill da referida Biblioteca londrina .
 Os pormenores do estudo

 do Prof. Jackson so pormenorizados e comparam os versos transcritos por Nevill

 com os recolhidos por vrios especialistas , desde Dalgado a Silva Rego e a

 muitos outros , incluindo o prprio Jackson :

 Amor e paixam ,

 Ta me cai na tentaam

 Que larg minha igreya

 Depois a devoam .

 A transcrio  do Prof. Jackson , mas alguns versos de Nevill so tambm

 perfeitamente legveis para qualquer um , instruindo o essencial por entre

 inmeras variantes a persistncia do crioulo portugus no Sri Lanka :

 Sie Kerra canta

 Cant saen vargoya

 Eau nuva Kappala

 Per cuspi pessoya

 ( Se queres cantar

 Canta sem vergonha

 Eu no sou cobra

 Para cuspir peonha. )

 Do crioulo  lngua di Macau - No livro Portugueses influence in Indunesia ,

 Antnio Pinto da Frana ( ed. Fundao Calouste Gulbenkian , Djakarta e Lisboa ,

 1970 e 1985 ) , so apresentadas mais de 1.000 palavras nas diferentes lnguas da

 Indonsia , tal como so utilizadas em algumas das milhares de ilhas daquele

 pas .
 Oficialmente , so apenas 74 os vocbulos lusos no idioma oficial , mas em

 Tugu a cifra vai a 624 palavras e na ilha das Flores ( que foi portuguesa ) at

 186 .
 Dvidas no existem : corpo passou a ser korpu , cabea  kabessa , mas rosto

 continua a ser o mesmo rosto e testa a mesma testa , cabelo  kabelu e pestana

 mudou para kabelu olu , j que olho  olu , nariz  nariz , boca  boka , etc .

 O Prof. Ivo Castro cr que o portugus literrio , ou portugus padro ,

 permanece apenas na fossilizao de umas 300 palavras de origem portuguesa no

 vocabulrio malaio .
 Contudo , no acontece o mesmo com o crioulo originado a

 partir da miscigenao dos grupos malaio-portugus : a lngua kristang dos

 arquiplagos malsios .
 E prossegue com a afirmao de que apenas em Malaca o

 kristang continua a ser a primeira lngua da comunidade .
 Cita Alan Baxter ,

 segundo o qual este nosso crioulo  atualmente falado por perto de 1.000

 pessoas em Malaca .

 Paralelamente aos estudos filolgicos , poderiam citar-se os de nvel

 jornalstico ( a revista Macau publicou vrias reportagens muito interessantes

 sobre os portugueses de Malaca ) e podemos informar que durante a srie de

 artigos que divulgamos h anos no jornal O Estado de S.Paulo recebemos , entre

 outros , o telefonema de uma senhora de So Paulo que , estando em Singapura ,

 ouviu duas senhoras malaias falando numa lngua que lhe sugeria palavras

 familiares .
 Depois de hesitar , a senhora paulistana perguntou-lhes que idioma

 estavam falando e obteve a seguinte resposta :

 Estamos a falar cristo ...

 Cristo ?

 Sim ,  o nosso papi familiar ...

 Resposta idntica poderia ser obtida em Macau , onde a lngua di Macau tem ou

 teve , por vezes , a mesma denominao : papi cristo di Macau , cujo ltimo

 grande cultor foi o poeta , ficcionista e ensasta mais conhecido por Ad , cujo

 nome verdadeiro era o de Jos dos Santos Ferreira .

 Infelizmente , a maioria dos habitantes de Macau fala cada vez menos a sua

 lngua .
 A preferncia vai para o chins cantonense , por que 70 % da populao

 veio dali e o ingls  mais usado que o portugus padro com o incremento dos

 contatos econmicos e culturais no fim do sculo XX e tem vindo a desaparecer

 progressivamente , supondo o professor da Universidade de Lisboa que ningum

 mais o fala .
 E adianta que desse crioulo macaense ainda podem encontrar-se

 alguns vestgios entre famlias de Hong-Kong , devido  emigrao de famlias e

 pequenas comunidades chegadas de Macau e de Xangai , nos ltimos anos de sculo

 XX .
 Mas at quando poder sobreviver ?

 De acordo com Graciete Nogueira Batalha , a lngua de Macau , macasta ou pato ,

  o velho dialeto crioulo , quer dizer , um dialeto colonial que se enraizou aqui

 e foi transmitido de pais a filhos durante trezentos anos , at ao sculo XX ,

 tendo sido usado como linguagem familiar mesmo nas casas mais distintas .
 Foi

 usado tambm pelos chineses na comunicao diria com os macaenses , e ainda

 pelos escravos africanos e asiticos de vrias procedncias trazidos no squito

 dos pioneiros , e depois por seus filhos aqui nascidos pelos tempos fora .
 E

 observa que cientificamente  um falar , pois j no  propriamente um dialeto .

 Noutra passagem do seu livro Lngua de Macau o que foi e o que  , Graciete

 Nogueira Batalha admite que grandes mudanas ocorreram no portugus de Macau ,

 nomeadamente no tratamento de tu , vs e voc e explica : Atualmente , ao voc ,

 que  a forma mais familiar e mais ntima de tratamento , como acontece no

 Brasil , mistura-se o tu , quer com as respectivas variantes pronominais e

 correspondentes formas verbais , quer seguido da 3. pessoa , como em tu acha , tu

 no sabe .

 Ainda como no portugus do Brasil , os dois tratamentos usam-se indistintamente

 entre as mesmas pessoas , o que nunca acontece em Portugal .
 Mas no Brasil , que

 saibamos , essa mistura d-se apenas no tratamento familiar , ao passo que em

 Macau  vulgar ouvir-se um tu ou um teu no tratamento mais respeitoso :  Senhor

 Doutor , a tua mulher est  tua espera ( ...
 )

 Finalmente , da sia vamos at Timor , onde o crioulo mantm raros vestgios

 ( assim como na ilha de Slor e na j mencionada Flores , que em tempos

 pertenceram , administrativamente , a Macau , no perodo colonial ) .
 O novo pas ,

 que adotar a lngua portuguesa como oficial , est subdividido em inmeros

 dialetos , que devem manter futuramente a sua autonomia  o que se prev .

 Com 90.000 falantes , o ttum  destacado entre os mais importantes e utiliza

 numerosas palavras do idioma portugus , podendo aumentar esta simbiose .
 Na

 verdade , j so quase comuns as frases e palavras : Bom dia  bondia , com

 licena  konlissensa , eu sou professor equivale a ha u mestre etc .

 De acordo com Geoffrey Hall , autor de Tetum Language for East Timor ( 1999 ) , o

 ttum absorveu ou aportuguesou inmeros vocbulos e esta tendncia poder

 acentuar-se enquanto nasce e se constri o novo Timor o 8. pas de Lngua

 Portuguesa com os seus 800.000 habitantes , onde predominam os catlicos .

 Crioulos Atlnticos - Serafim da Silva Neto estuda atentamente a permanncia de

 palavras portuguesas no Surin , com relevo para o chamado taki-taki , falado por

 escravos ( que depois se deixaram influenciar pelo ingls ) .
 Pretendem alguns que

 essa presena se deve no s  proximidade do Brasil , mas , sobretudo ,  chegada

 dos judeus portugueses , em meados do sculo XVII , que fugiram do Nordeste do

 pas depois de terem colaborado com os invasores holandeses ( que os trouxeram ,

 alis , da prpria Holanda , onde muitos deles continuaram a considerar-se

 portugueses , apesar de expulsos pelo rei D. Manuel de Portugal , no fim do

 sculo XV e incio do XVI ) .
 H uma srie de documentos que historiam as origens

 deste crioulo portugus , mas os vestgios no vo hoje muito alm da

 continuao de alguns nomes aportuguesados ou abrasileirados .

 Outro ser o papiamento de Curaau , Aruba e Bonaire , ilhas que foram colnias

 holandesas : a propsito da primeira , Serafim da Silva Neto reproduz a opinio

 de Rodolfo Lenz : El papiamento es en el fondo una lengua neolatina , derivada

 del portugus imperfectament apreendido por los mismos portugueses .
 Su

 vocabulrio habr sido , al comienzo casi exclusivamente portugus .

 German de Granda opina , por sua vez , que los eslavos negros importados llegaban

 a Amrica en posesin de una ms o menos desarrollada modalidad lingustica

 criolla de base portuguesa , que slo se relexific y reestructur en direccin

 a las hablas standard de los territorios en que finalmente se assentaron sus

 portadores al cabo de cierto tiempo y cuando se cumplieron determinados

 condicionamentos sociolgicos , es perfectamente lgico que deduzcamos que ,

 durante lapsos temporales variables , las poblaciones negras tradas a la

 Amrica espaola como esclava siguieron practicando , aunque com modalidades

 crecientemente prximas al castellano , su prpria variante criolla de base

 portuguesa .

 Diz mais German de Granda : El papiamento actual representara , segn esta

 hiptesis , una etapa intermedia en el camio entre la base portuguesa y la meta

 espaola , totalmente recorrido ya , en las dems reas americanas , por las

 poblaciones de color. ( In Acerca de los portuguesismos en el espaol de

 Amrica , Instituto Caro y Cuervo , Bogot , 1968 ) .

 H divergncias sobre a presena da lngua portuguesa no papiamento das 3

 ilhas , que nunca foram colnias de Portugal .
 Em Cabo Verde , h quem pretenda

 que o papiamento das trs ilhas antilhanas  de procedncia caboverdiana , mas

 outros crem que ele foi ali introduzido pelos judeus que saram do Nordeste do

 Brasil , aps terem servido os holandeses .

 A tese  proposta pelo escritor brasileiro Origenes Lessa , que foi

 propositadamente a Aruba averiguar o que se passara , tendo chegado a essa

 concluso depois de visitar o cemitrio judeu , onde praticamente todos os nomes

 eram portugueses .
 E publicou um curioso folheto sobre o tema ...
 Alis , de

 Surin a Curaao , Bonaire e Aruba no  assim to longe !
 Antnio Carreira

 observa , no seu livro O Crioulo de Cabo Verde Surto e Expanso ( Lisboa , 1984 ) :

 Tenhamos em ateno que s nas Antilhas o nmero ( estimado ) de crioulfonos ( na

 base de lnguas europias ) excede 13 milhes ; e os de Cabo Verde , Guin e reas

 perifricas talvez no ultrapassem o milho .

 Para finalizar , passemos para o outro litoral atlntico , fixando-nos

 inicialmente em Cabo Verde , onde o portugus  a lngua oficial e a do ensino ,

 enquanto o crioulo  o dialeto mais falado , explicando-se que h um portugus

 correto mas polvilhado de modismos ou regionalismos com sua cor local ,

 paralelamente a um portugus muito rudimentar , falado por camadas populares em

 determinados momentos , particularmente os solenes esclareceu Belmiro Ramos , na

 comunicao ao Congresso sobre a situao atual da Lngua Portuguesa no mundo

 ( Lisboa , 1983 ) .

 De resto , h dois grupos de crioulos em Cabo Verde o de Barlavento ( ilhas de

 So Vicente e Santo Anto ) e o de Sotavento ( Santiago , Fogo e Brava ) ,

 considerando-se este mais prximo do portugus das descobertas .
 Para o fillogo

 Celso Cunha , os usurios caboverdianos oscilam entre o crioulo pesado e outro ,

 intermdio , mais perto do portugus o crioulo levinho .

 Por sua vez , o escritor caboverdiano Baltazar Lopes esclarece , no Prlogo ao

 estudo , publicado em 1957 , sobre o Dialeto Falado em Cabo Verde ( do fillogo

 portugus Rodrigo de S Nogueira ) , que em Cabo Verde , a lngua da Metrpole

 teve de sustentar forte luta com as lnguas dos negros .
 Dessa luta saiu o

 portugus vencedor , mas no inclume : os golpes que sofreu foram tais que ficou

 coberto de cicatrizes , tantas e tais que  primeira vista se no reconhece a

 sua personalidade ...
 no se conservou , no verdadeiro sentido , da expresso : ela

 ( a lngua ) metamorfoseou-se .

 Explica ainda Baltazar Lopes : Parece-nos que o crioulo caboverdiano , como os

 crioulos em geral , procede de uma fase inicial bilinge , a que teria segudio , a

 breve prazo , uma outra em que o africano haveria j assimilado uma estrutura

 gramatical simplificada do portugus .
 Desta base simplificada inicial  que

 temos de partir , suponho eu , para podermos compreender como  que o crioulo de

 Cabo Verde apresenta uma vitalidade que torna impossvel a sua erradicao como

 fala comum , e at uma viabilidade literria incontestvel , a contrastar com a

 magreza da sua estrutura morfolgica. "

 E mais adiante prossegue : Estando o reinol ( puro em contaminaes tropicais ) em

 ntida minoria , foi o homem crioulo que teve a ltima palavra ; e o reinol no

 teve outro remdio seno acultar-se idiomaticamente. Note-se que esta adoo ,

 em alguns casos , e adaptao em outros , do natural da Metrpole  linguagem ,

 radicados no arquiplago , ou por chegarem a uma posse total do crioulo , ou por

 deixarem que portugus se contamine de peculiaridades regionais do portugus ,

 como se fala em Cabo Verde .

 Em So Tom e Prncipe ( e o mesmo ocorre em Cabo Verde ) no h lnguas nativas

 mas vrios crioulos : forro , monc e angolar o portugus  oficial e o do

 ensino , visto que os crioulos esto cheios de palavras africanas , raramente

 coincidentes , por exemplo , entre caboverdianos , guineenses e so tomenses .

 Fenmeno idntico  o da Guin-Bissau : oficialmente , a lngua  a portuguesa ,

 mas somente 11,1 % a falam ( com 0,15 % de monolingues do portugus ) , havendo 44 %

 que se exprimem no crioulo ( com 4,5 % monolingues ) .
 E h tambm as lnguas

 nacionais ( manjaca , papel , balanta , fula , mandinga etc. ) , sendo clara a

 situao de bilinguismo entre o crioulo e as lnguas nacionais ou o portugus .

 Textos em crioulo de Lngua Portuguesa :

 [ INLINE ]

 1 ) de Cabo Verde ( poema Batuque )

 2 ) de Goa ( duas canes de Damo cantadas em Goa )

 3 ) de Cochim - ndia ( dois poemas em crioulo e em portugus )

 4 ) de Ceilo - Sri Lanka ( Canes Populares )

 5 ) da Indonsia ( dois poemas )

 6 ) de Macau ( Macau Jvi )

 7 ) de Curaao ( duas notcias em papiamento )

 Cabo Verde :

 BATUQUE

 Nho Duque , Marqus de Pombl ,

 P na tchon , cabl na cabea ,

 Sori gra , dente na boca ,

 ra quda , m na dinhro ,

 Nho d-n fi de cabl de nh ,

 P-n manda ncantada Lisboa !

 Nho Duque , Marqus de Pombl !

 T sombra baxo

 P de sabola ,

 T dta baxo

 P de dinhro :

 Qui d-n ro na calm ,

 Qui d-n corz na bali !

 Nho Duque , Marqus de Pombl !

 Faca tchitcha , ponta margura ,

 Bainha quato minina noba :

 Tchitcha nha Maian

 Co nha M Sameda ;

 Nha Bdja Cora

 Co Xinxum dAlmeda ,

 Pretas djaraon de branco !

 ( do livro Folclore Caboverdeano , de Pedro Cardoso , Porto , 1933 )

 Goa :

 Duas canes de Damo cantadas em Goa :

 I II

 Barra di Damo No inverno rigrso

 Minh Luzi Sermbai

  estreit e comprid Nascem flrinhas no cho

 legre n entrad E assim nasceu meu amor

 Minh Luz Sermbai

 Trist na sd Dentro do meu corao .

 Ar , Mari Pitach Sermba

 Ar , Mari Pitach !
 Diga

 Pr amor de vs ( vos ) Me dig

 Minh Luz Me dig

 Mim faz soldd Dig

 Faz sentinl Se gost de mim

 Minh Luz Sermba .

 Lv chictd Burra do mainat ( mainato )

 Are Mari Pitach J qubrou mo

 Are Mari Pitach !
 J qubrou p

 J marrou pau

 J fez em p .

 Remai marinhr

 Chega  outra banda

 Marinhr

 L vai seu dinhr .

 Dmpaca , dmpaca , bai ( ?
 )

 Kal ( ?
 )

 Que caril jantou

 Caril de cachopinho

 Kal

 Baixo mangueirinh .

 ( do livro Lngua e Cultura Portuguesas em Goa Estado Actual , de Graciete

 Nogueira Batalha , Macau , 1982 ) .

 Cochin ( ndia ) :

 I II

 Shingly Nova , Shingly Nona Eu pas sa po bassa pota

 Eu kara casa Pardra fini chucha na pai

 Casa notha , Porta notha Ke mal dithu thras minyana

 Kalai lo casa Panja rosa cum so pai .

 Hapa lo assa Rosa prathu , Rosa branku

 Minha nona Rosa varde Kavalathu

 Pootoo lo kusa Isie thras rosa

 Hasi minha nona Fasa parmi pathuvadu

 ( minja dosi nona ) Anatha da unka consalaisam

 Nos lo casa .
 Theru minja donu da coraisam

 Jafoy panja rosa , Anatha

 Nay althu monthany , Anatha

 Rosa ja thum greethi , Anatha

 Eu ja tha um cararu , Anatha .

 ( 1987 )

 Dona Cingalesa , Dona Cingalesa Eu passava pela vossa porta

 Eu quero casar Uma pedra fina feriu ( - me ) o p

 Casa no tenho , porta no tenhoTrs meninas namoradeiras

 Como vamos casar ?
 Apanhavam rosas com os ps .

 Vou assar hapa Rosa preta , Rosa branca

 Minha dona Rosa verde estouvada

 Vou cozer bolos de arroz Estas trs rosas

 Assim minha dona Deixaram-me perturbado .

 ( Minha doce dona ) Anatha , d-me consolao

 Ns vamos casar .
 Tira a minha dona do ( meu ) corao

 Fui apanhar rosas , Anatha

 No alto da montanha , Anatha

 As rosas deram um grito , Anatha

 Eu ( fugi ) , Anatha .

 ( do livro Canta sen vergonya tradies orais em verso crioulo indo-portugus ,

 de Kenneth David Jackson , ed. Macau , 1996 ) .

 Ceilo :

 Canes Populares :

 Cambran t salt

 Mais alto doque serra ,

 Sujo n caba

 Querr faz guerra .

 Amor sua valia quem pod fall ?

 Mais precioso doque diamante ,

 Muito mais bonito doque prata ,

 Quem ach amor , no sint triste .

 Aqui n este cmber t bail

 Menina galante .

 Sua fremesura per olh

 Val diamante .

 ( do livro Dialecto Indu-Portugus de Ceylo , de Sebastio Rodolpho Salgado ,

 Lisboa , 1901 ) .

 Indonsia :

 Alpada ku istera Moresco - LOCAL

 Rabana ku gitera. Anda-anda na bordi de mare

 Keng bira ola ?
 Mienj korsan nunka contenti

 Io deli supa sinjo !
 Io buska ja mienja amada

 Pes porko , meolo bong Nunka sabe ela j undi .

 Boltea , boltea dentru fugan.Io buska mienja amada

 Tjua pitji , ptji Ia mienja noiba mienja amoor ,

 Tjua kabrota. Io buska at tuda banda

 Torna kabrota. Isti corsan teeng tantu door .

 Toma Nona Mitji Io prunta fulae strella

 Bota ke gaiola Bosoter munka ola un tenti

 Bate bate porta Fula e strella nunka resposta ;

 Pidi agua keri bebe Mienja korsan nunca contenti .

 Perlas keri entra O , bie aki mienja amada

 Io tjuma keri tabe. Mienja noiba , o moler bonito

 Io espara con esparansa

 ( cano de Tugu-Djakarta ) E canta contigo Moresco

 ( do livro Portuguese Influense in Indonsia , de Antnio Pinto de Frana , ed. em

 Djakarta , 1970 , e em Lisboa , 1985 )

 Macau :

 Crioulo Portugus de Macau ( Papi Cristan )

 MACAU JVI

 Macau s unga tra , Mas m-lngu fal ,

 De tnto fantasia ; le s chuchumca !

 Qui na paz , qui na gura , Busc sarna cu ,

 Tudo s alegria .
 Pa ns gast sapca .

 Su gente s capaz , Si nunca s assi ,

 S gost divert. nde Cugat , Pash ,

 Non tm sim de cartaz , Sabe vm ns aqui ,

 Qui ndi vm aqui .
 D brinco ns ol ?

 Ns tm unga Ministro , Inkspot co tr Latino ,

 Qui tudo s faz. Iturbi co Giovne ,

 Tm cara de calistro , S Ministro ladino

 Co sorte pa vend .
 J vir faz grnde .

 Ministro j cart , Gente qui ta Papi ,

 Quel tnto artista S tm mau coram .

 Pa vm repesent , Nhum qui ms invej ,

 Insagu ns sua vista .
 S nhum de pco am !

 Tm tnto musiquero , Nunga mundo de treva ,

 Tm mgico chistoso ; Tm laia-laia gente .

 Tm dotr gatunero Ministro ndi reva ,

 Tm cfri habilidoso .
 Lgo ri , mostr dente .

 ( do livro Macau s assim , de Jos dos Santos Ferreira - Ad - , Macau , 1967 ) .

 Curaao :

 Papiamento

 RIBA DELIMITASHON PLATO CONTINENTAL :

 VENEZUELA Y ANTIYAS A LOGRA PROGRESO SUBSTANCIAL

 WILLEMSTAD Ayera a termina aki na Korsow e kombersashonnan riba delimitashon

 diplato continental entre Antiyas y Venezuela kwal a tuma kasi un siman .

 Durante di un kombersashon kwal nos a hiba awe mainta ku e Ministro di

 Struktura Estatal Sr. Max Croes kende a fungi komo lider di e delegashon

 Antiyano ne kombersashonnan , el a informa nos ku e kombersashonnan a bai den un

 atmosfera hopi bon y hopi amical ; tabatin komprenshon pa otro su punto di bista

 door di kwal un progreso substancial por a wordu logra .

 Ministro Croes a bisa mas alew ku e ta konsidera ku awor nan e yega minserka di

 un solushon. Riba nos pregunta ku si tini puntonan riba kwai nan no por hanya

 otro breekpunt , el a bisa ku esaki no ta e kaso y ku e no por bai tampoko den

 detayes riba esaki , abase di un konvenio existente .
 E konvenio aki ta enserra

 ku ningun informashon konkreto riba e deliberashonnan no ta wordu suministra na

 medionan ni na Korsow y tampoko na Venezuela .

 Riba nos pregunta ki dia lo tini reanudashon di e kombersashonnan Ministro

 Croes a duna di konose ku e delegashonnan awor a hala bek pa delibera ku nan

 respektivo Gobierno riba e kombersashonnan ; tur dos delegashon a express e

 desso p reuni atrobe ribe termino horto , apesar di ki ningue fecha katogoriko

 no a wordu menshona .

 Excerto do Jornal La Prensa , de Curaao 21 de Janeiro de 1978 .

 B.C. di St .
 Maarten a jega na akwerdo ku personal di ontvanger

 GOBIERNO TA CUMPLI KU MAYORIA

 PHILIPSBURG ...

 Do Jornal La Prensa de Dissabra , 21 de Janeiro de 1978 ( Curaao ) .

 ( * ) Joo Alves das Neves publicou este artigo em 31/12/2000 no Jornal da

 Tarde / O Estado de So Paulo , e em 14/1/2001 tambm no Jornal do Commercio , do

 Recife .

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