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 BdE - Blogue de Esquerda ( II )

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 dezembro 01 , 2004

 80 ANOS DE SURREALISMO ( 3 )

 [ INLINE ]

 Hoje em dia , a herana do movimento no se resume a salas temticas em

 museus de todos os continentes .
  certo que a sua orgnica se

 esfarelou com a morte do " papa " Breton " no que estivesse em grande

 estado antes disso deixando numa irremedivel orfandade organizaes

 em locais , como Portugal , onde a boa-nova chegara com atraso .
 Mas o

 esprito de liberdade e a concepo de " beleza convulsiva " no corao

 do Surrealismo continua hoje a contaminar pintores , escritores e

 escultores .
 Gente como Robert Longo , J. G. Ballard , os Irmos Chapman

 ou Antony Gormley  disso prova viva .

 E mais : ramos inteiros da Arte Contempornea descendem de experincias

 surrealistas .
 Por exemplo , o primero happening ficou documentado no

 n. 8 de " La Rvolution Surraliste " , com uma fotografia do " nosso

 colaborador Benjamin Pret a insultar um padre " ...

 Nos prximos dias , vou tentar lembrar-me dos meus surrealistas

 preferidos , dos " clssicos " a alguns menos conhecidos .
 Para o efeito ,

 irei socorrer-me da excelente " Phaidon encyclopedia of Surrealism " .
 E ,

 claro est , da boa vontade de quem comigo quiser colaborar nesta

 modesta celebrao ...

 Imagem : Robert Longo - " Tongue to the Heart " , 1984

 PS : No Portugal de Salazar , a vida do Surrealismo nunca poderia ser

 fcil .
 Se , de acordo com Mrio Cesariny , Vieira da Silva e Arpad

 Szenes foram os introdutores do surrealismo na pintura portuguesa da

 dcada de 30 , verdade  que Lisboa s conta com um Grupo Surrealista a

 partir de 1947 , e muito como reaco contra a corrente ento mais na

 moda , o Neo-Realismo .
 Antnio Pedro , Jos Augusto Frana , Alexandre

 ONeill e Mrio Cesariny eram as figuras de proa , sem esquecer

 contributos de Antnio Dacosta , Vespeira , Carlos Calvet , Cruzeiro

 Seixas , Mrio Henrique Leiria , Jorge Vieira , Fernando Azevedo , Mrio

 Eloy e , j desde a dcada de 30 , de Jlio .
 Tudo isto  , no entanto ,

 sol de pouca dura : no incio da dcada de 50 , as dissidncias e cenas

 tristes bem  portuguesa agudizam-se , finando-se a o carcter

 orgnico do Surrealismo luso .
 Claro est que o ambiente no era

 propcio a grandes liberdades dos surrealistas ; mas tambm parece ser

 verdade o que Luiz Pacheco garantiu : eles eram muito mauzinhos uns

 para os outros .
 No houve sequer tempo para que estes artistas

 produzissem ento obra plstica muito original ; mesmo nos melhores

 casos , as influncias de modelos estrangeiros nunca deixavam de ser

 flagrantes .
 Alis , no falta quem garanta que foi na Poesia que o

 Surrealismo deixou sementes mais produtivas por estas bandas ...

 Publicado por Luis Rainha s dezembro 1 , 2004 06:45 PM

 Comentrios

 Caro Luis , tenho algum material , que penso interessante para

 complementaralguns aspectos destes posts sobre os 80 anos do

 surrealismo ,  uma material que para mim tem um particular

 interessante.Caso esteja interessado diga alguma coisa.obrigado .

 Publicado por : bin_tex em dezembro 1 , 2004 07:07 PM

 sugiro leituras

 http : // nonioblog.blogspot.com /

 Publicado por : nonioblog em dezembro 1 , 2004 10:20 PM

 E , na poesia , Antnio Maria Lisboa .
 De acordo com Cesariny , AML   o

 nosso poeta surrealista exemplar. 

 Publicado por : jcb em dezembro 2 , 2004 12:39 AM

