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 Segunda-feira , Junho 20 , 2005

 FEDERICO GARCA LORCA

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 Imagens : Lorca e Ana Beln

 Ainda sob o signo de gmeos , que vai at amanh 21 de junho , pensei em escolher

 um famoso e escrever .

 Fiquei perdida , pois geminianos quando no falam ( existem alguns bem calados ) ,

 escrevem , danam , pintam e bordam , de preferncia tudo ao mesmo tempo , j que

 vivem sob a batuta de Mercrio .

 Sobre quem falaria ?
 O leque  imenso .

 Poderia ser Fernando Pessoa ou Wanderla .

 Poderia ser Machado de Assis ou Erasmo ( Carlos ) , Ana Paula Arsio , M. Fernanda

 Candido , Maquiavel ...
 Chico Buarque ?
 Bela idia ...
 Eu agradaria a todas as

 mulheres .

 Che Guevara , a Cacau adoraria !
 Judy Garland a Sonja , Degas a Hel , Jonnhy Depp ,

 igualmente a grande maioria das mulheres .

 Jos Lins do Rego , Gauguin , Lawrence Olivier , Jacques Cousteau , Boby Dylan ,

 Cole Porter , Wagner , Walt Whitman .

 Marylin Monroe todos os homens , fanticos ou no .

 Recebi ento de presente da Rubia um CD de Ana Beln , maravilhosa cantora e

 atriz , geminiana de 27 de maio .
 No CD , o qual j furei ; viu , Ru ?
 Preciso de

 outro ( rss ) .

 Ana interpreta poemas de Garcia Lorca .
 Eu enlouqueci .

 Apaixonei-me por Ana e pela personagem do Ramancero Gitano de Lorca , Soledad

 Montoya .

 No paro de ouvir esta msica .
 Sem contar que Garcia Lorca  geminiano de 05 de

 junho , dia da Polly , vejam s .

 J prometi para a Lilia na esperana de que ela goste .
 Mando para o Milton na

 certeza de que ele vai amar .

 Prometo neste exato momento ao Ery .
 Voc quer ?
 Avise-me .

 Rubia prometeu para a amabilssima Adorvel e para o no menos amvel Marco , se

 no estou enganada .

 Resolvi agradar a mim mesma e escrever sobre a breve , mas vibrante vida de

 Garca Lorca e seu trabalho , ainda que inacabado , ma-ra-vi-lho-so ( leiam bem

 devagar esta palavra ) .

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 Imagem

 " H quase sessenta anos , em 19 de agosto de 1936 , morre um dos maiores poetas e

 dramaturgos da primeira metade do sculo XX , uma das vitimas mais famosas da

 guerra civil espanhola ; trinta e oito anos antes , no mesmo ano que duas outras

 grandes figuras da literatura mundial , o americano Hemingway e o alemo Brecht ,

 nasceu no povoado de Fuentevaqueros , na provncia de Granada , na Andaluzia ,

 Federico Garca Lorca .

 A influncia da sua regio natal se encontra em toda a sua obra , desde as

 " Primeiras Canes " at " A Casa de Bernarda Alba " , numa combinao da tradio

 secular e do modernismo do sculo XX .
 Um exemplo do seu interesse  a Festa da

 Cantata Jondo ( cantata tradicional do Sul da Andaluzia ) que organizou em 1922 ,

 com outro andaluz , seu amigo , o compositor Manuel de Falla , nascido em Cdiz .

 Onze anos depois , Garca Lorca participou das representaes da obra " mestre "

 de Manoel de Falla , " O Amor Bruxo " , obra muito influenciada pela tradio

 andaluza e espanhola .

 Em 1914 comea seus estudos ( direito , filosofia e letras ) na Universidade de

 Granada .
 Com seu professor Martin Dominguez Berrueta viaja por toda a Espanha e

 descobre os tesouros culturais do pas .
 Cinco anos depois , comea sua

 " carreira " de estudante em Madrid ( ser estudante aqui at 1928 ) .
 Aqui conhece

 o grande poeta Juan Ramn Jimnez e o cineasta Luis Buuel .
 Aqui nascem suas

 primeiras obras literrias , o " Livro de Poemas " e sua primeira obra de teatro

 " Mariana Pineda " .
 Durante esse perodo , fica ntimo do mestre catalo do

 Surrealismo , Salvador Dal .
 Forma-se o aspecto moderno da obra de Garcia Lorca .

 Cria em 1928 em Granada , uma revista literria : " Gallo " .
 No houve mais que

 dois nmeros , mas armou muito barulho no mundo artstico espanhol .
 O segundo

 nmero contm , por exemplo , um " Manifesto Anti-Artstico Catalo " , assinado

 por ...
 Salvador Dal .

 Depois de seus estudos na Espanha , viaja pelos Estados Unidos .
 Ali estuda e faz

 conferncias na " Universidade de Columbia " em New York .
 Vai tambm a Cuba que

 lhe impressiona muito .
 As obras desse perodo esto reunidas no livro de poemas

 " Poeta em Nova York " .
 Ao voltar para a Espanha cria o teatro universitrio

 ambulante " A Barraca " , que encena obras dos grandes mestres espanhis

 ( Caldern , Cervantes , Lope de Vega ...
 ) por toda Espanha .
 Durante uma viagem a

 Amrica do Sul , obtm um verdadeiro triunfo em Buenos Aires em 1933 .
 Nesse

 momento , Federico Garca Lorca  conhecido por todo o mundo e os xitos

 continuam , com os xitos de suas obras de teatro : " Yerma " foi representada mais

 de cem vezes .

 Federico Garca Lorca nunca foi de algum movimento literrio , como o Dadasmo

 de Tristan Tzara e Guillaume Apollinaire e o Surrealismo de Andr Breton e

 Salvador Dal .
 Sempre negou o ttulo de Surrealista , ainda que algumas

 caractersticas do Surrealismo se encontrem na sua poesia , como as associaes

 de palavras estranhas .
 Em troca , no usou a escrita automtica como lhe props

 o terico do Surrealismo , Andr Breton .
 Nisso , se pode comparar Federico Garca

 Lorca com o autor francs , nascido em Montevidu , Jules Superville , que tambm ,

 sempre recusou o ttulo de Surrealista .
 Mas h tambm um aspecto tradicional em

 sua obra .
 Seus temas so inspirados amide na tradio andaluza e espanhola .
 Um

 tema que , por exemplo , se encontra em todas suas obras dramticas ( " Yerma " ,

 " Bodas de Sangue " ...
 ) e em grande parte de sua poesia ( em o " Cancioneiro

 Cigano " , no " Poema da Cantata Jondo " ...
 ) .
 Dos poemas da Cantata Jondo ( " Da

 Profundeza " e " Malaguenha " ) sero utilizados pelo compositor russo ,

 Shostakovich , em sua Dcima Quarta Sinfonia , um ciclo de canes sobre a morte .

 Seu mais belo livro de poemas , tambm  inspirado na morte .

 Em 1934 morre , em seu traje de luzes , Ignacio Snches Mejas , toureiro muito

 famoso , amigo do poeta e mecenas do mundo.Alguns meses depois , Garca Lorca

 compe " Pranto por Ignacio Sanches Mejas " .

 Desde 1933 , Federico Garca Lorca conhece muitos xitos .
 Mas , neste mesmo

 perodo , nuvens pesadas se formam no cu da poltica internacional .
 H onze

 anos Mussolini governa na Itlia , e na Alemanha cai a frgil repblica de

 Weimar .
 O novo chanceler se chama Adolf Hitler .
 A primeira deflagrao de

 violncia ocorrer na Espanha .

 Em 13 de julho de 1936 , Jos Calvo Sotelo , lder do partido monarquista ,

 " Renovao Espanhola " ,  retirado de sua casa e assassinado em um cemitrio de

 Madrid .
 Comea a insurreio de uma grande parte do exrcito .
 Federico Garca

 Lorca no  de nenhum partido poltico .
 Mas um artista moderno  , por definio

 ( se pensa no conceito da " arte degenerada " ) , um inimigo para um regime

 autoritrio e para aqueles que interrompem o discurso do reitor da Universidade

 de Salamanca , Miguel de Unamuno , com gritos : " Morram os intelectuais !
 Viva a

 morte !
 " .
 Garca Lorca foge de Madrid para Granada , mais tranqila .
 Depois de

 uma denncia annima ,  detido por milcias nacionalistas .
 Em 19 de agosto 

 assassinado e seu corpo , encontrado em um barranco da Serra Nevada .

 No mesmo ano tambm morre o filsofo Miguel de Unamuno , preso em sua prpria

 casa , renegado por republicanos e franquistas , sozinho , num ambiente brbaro .
 A

 guerra civil continuar por trs anos , causar um milho de vtimas , o exlio

 de centenas de milhares de espanhis , de quase todos os intelectuais do pas .

 O compositor e amigo de Garca Lorca , Manuel de Falla , vai em 1939 para a

 Amrica do Sul .
 Morrer sete anos depois em Buenos Aires sem ver seu pas natal

 novamente .

 Em 16 de junho de 1936 , abandona Madrid rumo a Granada , onde est sendo

 impresso , pela Universidade , seu novo livro de poesias : " Divan de Tamarit " .

 Segundo o escritor Falla , Lorca , descoberto em casa de um amigo ,  preso pelo

 governo franquista .
 No se sabe se por engano ou por vingana pessoal , o poeta ,

 arrancado da priso ,  levado ao lugar de sacrifcio nas ladeiras da Serra .

 Em 17 de julho , estoura o movimento militar falangista contra a Repblica e ,

 uma das primeiras notcias trgicas a abalar o mundo ,  o fuzilamento de

 Federico Garca Lorca " .

 Traduzido daqui .

 por Monica s 2:04 PM Comentrios :

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 Sbado , Junho 11 , 2005

 PREFCIO

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 Imagens : Livro e DVD

 No sou escritora e nem tenho pretenso de ser .

 Mas este livro e obviamente o autor , me tocam de tal maneira , que correr o

 risco de escrever algumas palavras , para celebrar esta nova edio , me faz

 muito feliz .

 Da mesma forma que pessoas nos conquistam , livros tambm conquistam e por

 vezes , aparecem em nossas vidas por estranhos caminhos .

 Vou contar-lhes como 84 , Charing Cross Road ( Nunca Te Vi , Sempre Te Amei ) ,

 apareceu em minha vida .

 Estava sentada sozinha na praia de Fire Island , quando um homem de andar lento

 e casual se aproximou .

 Nunca havia visto o rapaz e para minha enorme surpresa ele disse : " Acabo de ler

 algo que seria perfeito para voc " .

 No dia seguinte , sentei-me no mesmo local e ele veio at mim novamente , s que

 desta vez com um livro na mo .
 Seu entusiasmo parecia to sincero que me

 contagiou , fiquei intrigada .

 Assim que ele se foi , no sem antes me presentear com o livro , abri o pequeno

 volume e comecei a ler .
 E foi como comeou meu " romance " com " Nunca Te Vi ,

 Sempre Te Amei " .

 Como muitos de vocs sabem e outros tantos vo descobrir ,  difcil ou

 impossvel comear este livro sem terminar .

 A trilha da correspondncia de Helene Hanff com Frank Doel e seus colegas da

 Marks & Co , nos leva , cativados , s idiossincrasias do mundo feminino , passando

 pela literatura Inglesa , alm do encantamento do leitor ao partilhar da

 educao erudita e da profundidade das palavras de Helene .

 A princpio parece ser um livro comum , mas ao longo da leitura , vamos

 descobrindo edies raras , os desejos dos leitores , os livros alugados , bem

 como os recebidos e enviados , por Helene e Frank .

 Como eles so veculos de conversas , troca de idias , amizade , afeio ,

 generosidade !
 Em outras palavras , todas as coisas boas que compartilhamos e que

 a vida nos oferece .
 Toda a livraria se envolve com as palavras trocadas pelos

 dois .

 O que me faz pensar : Como um livro assim fino pode me dizer tanto ?!

 Quanto mais eu ouvia a voz peculiar , irnica , atraente e charmosa de Helene ,

 mais ouvia ecos da voz de uma antiga amiga .
 Estudamos juntas e como Helene ela

 era fascinada por livros .
 Livros animavam sua existncia , seu mundo .

 A cada pgina , a voz de Helene e de minha amiga , se fundiam em minha memria ,

 ressoavam em meus ouvidos .

 Ambas tinham respeito , carinho , necessidade e amor pelos livros o que

 caracterizava essa paixo mtua .

 Coincidentemente , quando aquele homem entregou " Nunca Te Vi , Sempre Te Amei " em

 minhas mos , eu estava de luto pela morte dessa pessoa , luto sentido .

 Ento , as palavras trocadas pelos dois sobre amigos , me levava todo o tempo a

 pensar na amiga que havia recm partido .
 Isto s fez enriquecer e encantar a

 leitura , com todo o sabor que o livro j possui .

 Logo depois , sabendo de meu amor pelo livro , meu marido adquiriu os direitos

 autorais e presenteou-me no dia de meu aniversrio .

 Foi assim que representei Helene , alm de ter a grata satisfao de conhec-la

 pessoalmente .

 Se ao menos eu fosse uma boa escritora , poderia descrever o dia em que fomos

 apresentadas  Rainha Me para recebermos uma comenda e Helene esticou a mo

 como se a rainha fosse sua velha amiga .
 Isto faz parte de minhas memrias ;

 impossvel esquecer ...

 Agora , no gostaria de " vender " , como leitora , minha impresso sobre a

 magnitude de Helene , e nem procurar a pessoa que colocou este livro em minhas

 mos .
 No obstante , minha experincia com este livro abenoado , revela o que

 uma edio , e o que palavras podem trazer s pessoas .

 A troca de cartas entre Helene e Frank ultrapassa os limites de tempo e o

 espao , a geografia inexiste e uma enorme e linda amizade acontece .
 A troca de

 livros entre eles , leva Helene aos seus amados e inesquecveis autores

 ingleses , bem como a todos os funcionrios da livraria .

 Concluo que no precisamos ver uma pessoa para am-la , porque com palavras ,

 conhecemos-lhe a alma .

 O que provavelmente o leitor no perceber  a presena constante de minha

 amiga querida que ora partiu , mas acreditem , ela est l , o tempo todo , nas

 entrelinhas .

 ANNE BANCROFT

 Traduo e adaptao Mnica A .

 No aniversrio da 25 edio do livro " 84 , Charing Cross Road " - " Nunca Te Vi ,

 Sempre Te Amei " - Anne Bancroft que representou Helene no cinema , foi convidada

 a prefaciar o livro .
 Isto em 1986 , e escreveu esta introduo , que me foi

 enviada pela querida Sonja , com os seguintes dizeres : " Espero que goste .
 Achei

 no newsgroup - alt.obituaries - e fiquei emocionada , pois os livros so meus

 eternos amantes .
 No vivo sem eles ...
 "

 por Monica s 1:01 PM Comentrios :

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 Tera-feira , Junho 07 , 2005

 OBRIGADA !

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 No vou encontrar palavras para descrever tanta alegria , tanta amizade , tanto

 carinho .

 Recebi flores , as mais lindas .
 Recebi beijos , abraos , presentes e presenas ,

 palavras , telefonemas ...

 Recebi tudo o que faz um ser humano se sentir querido e eu me senti .

 Aos amigos reais j agradei pessoalmente .

 Os virtuais gostaria de abraar cada um apertado e dizer obrigada olhando

 dentro dos olhos .

 Acontece que j se foi o tempo em que eu imaginava que amigo s de perto .
 Que

 amigo mesmo  amigo antigo , amigo precisava ser " olhos nos olhos " .

 Bobagem !
 Hoje sei que tenho amigos em toda parte e de alguns nunca ouvi a voz .

 Conhecemo-nos atravs de palavras .
 A fora da palavra  tamanha que nos

 aproxima ...

 Quem escreve promove aquilo que dizia Gilberto Freyre : " E a carne se fez

 verbo " !
 Quantas vezes o verbo  divino !

 Talvez " falemos " aqui coisas que pessoalmente no " falaramos " .

 Sartre dizia que escrever  fazer streap-tease verbal .

 Ento no posso dizer que no conheo meus amigos , pois escrevemos aquilo que

 somos ...
 Alguns despem a alma .

 Amigo virtual ou recente , falta passado , falta histria de vida , mas o futuro

 desabrocha bonito .

 Amar a quem no se conhece o rosto ?

 Sim , claro , bvio , pois conhecemos antes a alma .

 E se porventura viermos a nos conhecer pessoalmente , como j aconteceu com

 tantos ...
 Da  o presente maior ...
 conhecer de corpo e alma .

 Algum duvidou da especial amizade entre Helene Hanff ( Anne Bancroft ) e Frank

 Doel ( Anthony Hopkins ) em " Nunca Te Vi Sempre Te Amei " ?

 Fica registrado aqui um desejo : conhecer pessoalmente , cada vez mais , cada um

 de vocs , e rever os que j conheo ...

 Obrigada a todos !

 Pelos e-mails , telefonemas , flores virtuais , lindos posts , comentrios ...

 Obrigada !

 Vocs me emocionam .

 No vou citar nomes desta vez , porque vocs sabem no somente quem so , como

 tambm o quanto os amo !

 " No distance of place or lapse of time

 can lessen the friendship of those

 who are thoroughly persuaded of each other's worth " .

 Robert Southey

 P.S. :

 Meu corao  grande e nem tem ordem alfabtica .

 A imagem  pequena e no aceita nomes maiores ...

 Mas a gratido , o bem querer , so iguais .

  como quando o maestro cumprimenta o " spalla " , simbolizando um cumprimento 

 toda a orquestra ...

 Um grande beijo .

 UPDATE : Falo acima da fora da palavra e cito a especialssima Anne Bancroft .

 Morreu nesta segunda-feira , esta atriz de mltiplas facetas , que sabia fazer o

 espectador rir e chorar com o mesmo garbo .

 Tinha classe , talento e beleza .
 Rosto marcante , interessante , do tipo que

 esconde ou traz consigo histrias para contar .

 Suas performances reluzentes lhe rederam cinco indicaes para o Oscar ; recebeu

 um , alm de dois Emmies , dois Tonys e dois Golden Globes .

 Esta atriz forte e elegante , sem nenhuma dvida , marcou o cinema e deixa

 saudades .

 por Monica s 11:24 AM Comentrios :

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 Sexta-feira , Junho 03 , 2005

 PARABNS , ME

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 Mes

 Danuza Leo

 Mes , geralmente  a vocs que cabe a educao dos filhos ,

 sobretudo no captulo modos  mesa , arrumao do quarto etc .

 No sejam preguiosas !
  mais fcil fazer que ensinar .

 Mas tenham coragem , ensinem .

 E comecem cedo para que os bons hbitos se tornem

 uma segunda natureza e no um procedimento

 para se ter s na frente das visitas .

 Seja rigorosa !
 Eles vo te odiar s vezes .

 Voc vai querer esgan-los freqentemente .

 Faz parte entre as pessoas que se amam .

 Mas um belo dia algum vai dizer o quanto seu filho  educado ,

 prestativo , gentil , querido .

 Voc vai desmaiar de surpresa e felicidade .

 Eu nunca me esqueo daquela histria da me que

 se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber

 com que idade ela deveria colocar seu filho no curso .

 Ao saber que o filho estava com trs meses de idade ela

 respondeu :

 " Mas talvez j seja muito tarde !
 " .

 No morra de vergonha se seu filho der um vexame

 na frente dos seus amigos .

 No valorize os erros nem de bronca em pblico .

 Nunca trate a criana com se ela fosse uma dbil mental ,

 elas entendem tudo !

 Alguns mandamentos :

 No sair pra se servir correndo na frente dos outros .

 O ideal , alis , seria que as crianas

 at certa idade fizessem as refeies antes dos adultos ,

 com as mes ali ao lado , patrulhando as boas maneiras .

 No deixar cair um gro sequer na mesa .

 No encher demais o prato .
 A fome no mundo , etc , etc ...

 Se encher que coma tudo .

 A partir dos cinco anos , no cortar a carne toda de uma vez .

 Cinco ?
 Talvez eu tenha exagerado .
 Sete .

 Eu adoro bebs !
 Quando comea a idade da correria ,

 eu confesso que j adoro um pouco menos .

 Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra no ofender as mes .

 Vamos ento falar dessa fase sublime :

 Elas gostam de passar no espao de

 quinze centmetros que existe entre o sof e a mesa ,

 brincam de pique numa sala de dois por trs .

 Colocam a cadeira na frente da televiso ,

 se penduram nos lustres , pintam as paredes da sala ,

 o teto e etc , etc e tudo aos gritos .

 Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser

 humano .

 Ah ,  a idade das guerras de travesseiros ,

 das almofadas que voam pela janela .

 Jovens pais adoram essas traquinagens .

 Tudo bem .

 Mas no ache to estranhos se alguns de seus amigos

 no curtirem tanto quanto voc essa fase to

 adorvel dos seus filhotes .

 Crianas so difceis mesmo ,

  preciso muita pacincia pra agentar

 o que elas freqentemente aprontam .

 Nem amigos comuns se deve ter por precauo .

 Portanto quando o destino colocar vocs na mesma festa ,

 parea o que eles querem que voc seja , anule-se .

 Tenha pouca , pouqussima personalidade .

 Faa o tipo distinto e alegre , se possvel ,

 use uma peruca grisalha .
 Seja discreta e assexuada ,

 tenha poucas opinies , se enturme com os mais velhos

 e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona ,

 nada mais .
 Ria das historias deles e no conte nenhuma sua .

 Me no tem passado .

 S fale de receitas , crianas ,

 se oferea pra levar um vestido na costureira pra consertar ,

 tenha bons endereos pra fornecer .

 Dicas de cozinha , conte como era o mundo do seu tempo ,

 seus filhos vo adorar e depois dessa festa ,

 v correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju

 pra no ter um enfarte .

 Em compensao , na frente dos netos ,

 faa tudo que no deve e muito mais !

 Netos costumam adorar avs , digamos , fora dos padres .

  que eles sabem que ao poder contar com elas

 como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais .

 Cruel ?
 No ...
 apenas verdade .

 E mais : Isso  que faz o Equilbrio da Vida .

 Neste dia do seu aniversrio sou eu - a filha - que est postando aqui , para

 dizer o quanto amo essa mulher , me , av , amiga , companheira , que torna minha

 vida mais feliz com o seu humor e seu jeito divertido de ser .

 Love you !

 Flvia

 por Monica s 7:32 AM Comentrios :

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 Tera-feira , Maio 31 , 2005

 SIMPLESMENTE , YAMAND

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 Imagem

 " Eu sou gacho l do Passo Fundo e trato todo mundo com muito respeito ,

 Mas se algum me pisar no pala o meu revolver fala e o buchincho est feito ...
 "

 Nunca tinha assistido a um show de Yamand .

 Sua figura , pouco simptica a princpio , pala no ombro direito , nariz empinado ,

 performtico e com jeito de poucos amigos , me fez lembrar a msica de

 Teixeirinha .

 - Esse cabra deve ser bravo , pensei eu .

 E o menino disse boa noite e comeou a tocar .
 Tocar ?

 Tocar  muito pouco .
 Ele arrebenta o violo de oito cordas .
 Toca para si

 prprio , transforma-se em um luntico .

 Luntico sim , pois olha para cima , para a lua , para o cosmo , para o interior de

 sua prpria alma .

 Yamand sai de si ,  transportado e nos leva junto .

 A cada msica uma afinao diferente .

 E ele manda outra ...
 vai de Tom Jobim , Danilo Caymmi , Radams Gnatalli ,

 Piazolla , Ernesto Nazar , Villa Lobos .

 Sua tcnica apurada  combinada a um repertrio delicioso , alm de ser um

 grande compositor .

 Improvisa o tempo todo .

 Conta-se que ainda muito pequeno , foi tocar com um primo que o abandonou no

 palco em plena a apresentao .
 Assim ele comeou a improvisar .
 O que faz

 magnificamente bem at hoje .

 Filho de msicos viveu no meio artstico a vida toda .

 Pegava o violo aos quatro anos e aos sete j tocava .

 No acredito que isto tenha feito dele a estrela maior que  , no sei se estuda

 como louco .

 Acho que  um predestinado , um virtuose .

 Aos dezesseis anos ouviu um elogio : - Voc vai ser grande , importante e ter

 muito a fazer pela msica brasileira .
 O autor do elogio foi Baden Powell .

 Profticas palavras .

 De Angelino Oliveira , toca " Tristeza do Jeca " , em homenagem a av .
 O pblico se

 emociona , eu inclusive .

 A av foi ao concerto e ele tocou certa vez , para agrad-la , j que ela o havia

 embalado ao som da cano caipira .

 - Gostou , v ?
 perguntou ele animado no final .

 - Bah !
 Uma merda !
 Tu no cantas !

 Ele conta que a cada improviso a velhinha revira os olhos , no gosta .

 E assim ele foi terminando , o pblico delirando e avisou que tocaria a ltima

 msica .

 Todos reclamaram e ele graciosamente acrescentou :

 - Eu toco , saio , vocs aplaudem , eu volto e toco outra .

 Voltou , tocou " Carinhoso " ao som da voz dos espectadores .

 Yamand toca com dedos rpidos , com o corpo , com a alma .

 A preciso dos acordes impressiona ao mesmo tempo em que brinca de tocar .

 Ao entregar-nos seu CD autografado , nos convidou a sentar em sua mesa .

 E aquele gnio , aquele " demnio " que tem mos que percorrem o violo sem que

 percebamos onde est indo , mas que eu achava muito srio , antiptico , snob at ,

 mostrou-se engraado , educado e com muito senso de humor .

 Obviamente no pisei em seu lindssimo pala ...

 Ento penso : Como no me apaixonar ?

 por Monica s 12:44 PM Comentrios :

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 Tera-feira , Maio 24 , 2005

 FELCIA LEIRNER E YAMAND COSTA ...
 QUE DUPLA !

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 Estava sentada em uma cadeira de vime , admirando o bucolismo da paisagem ,

 aquelas montanhas e rvores , que so todas minhas amigas ntimas h tantos

 anos , ao som de Yamand Costa , e pensei alto :

 - Este menino me comove ...

 Todos comentaram que ele  mesmo timo .

 Coincidncia ?
 No sei , mas um amigo querido que estava hospedado em minha casa ,

 voltou das compras para o almoo ...
 aquele almoo de comer rezando , e

 alvoroado comentou : - Yamand toca hoje em Campos do Jordo , no auditrio

 Cludio Santoro , s 8 da noite .

 No tive a menor dvida , disse imediatamente : - Eu vou !
 Aquele jeitinho de

 " quem quiser me siga , porque eu vou mesmo " .
 Coisa rarssima de acontecer .
 No

 sou grande f de Campos do Jordo e gosto mesmo de ficar enfiada no mato entre

 flores , cavalos , pssaros e hortas .

 Acontece que era Yamand e ele me  irresistvel , ou aos meus ouvidos .

 Chegamos no auditrio , que fica ao lado do Museu Felcia Leirner , em Campos ,

 numa rea de 50.000 m2 , rodeada por alamedas , bosques e jardins .

 Conheci Felcia pessoalmente na infncia .
 Linda pessoa , sorriso franco ,

 escultora de primeira linha .
 Gostava de ouvi-la falar , gostava de sua voz .

 A filha de Felcia conheci vagamente e hoje , virtualmente , conheo a neta ,

 temos quase a mesma idade ...

 Ao entrar no Auditrio folheei um livro : " A arte como misso " .
 Lindo livro .

 Pensei na neta .

 Felcia era fantstica : fina , educada e na contra-capa do livro tem sua foto de

 cabelos brancos , sorridente , junto com um gatinho tambm branco .

 " Iniciou seus estudos como aluna no ateli de Victor Brecheret , em 1948 ;

 estudou pintura com Yolanda Mohalyi .
 Casou-se com Isai Leirner , industrial que

 teve importante papel no cenrio das artes paulistas na dcada de 40 e foi um

 dos fundadores e diretores do Museu de Arte Moderna de So Paulo - MAM / SP , alm

 de ter sido o criador do prmio Leirner de Artes Visuais " .

 Em 1965 , mudaram-se para Campos do Jordo , SP , onde , em 1978 , foi inaugurado o

 Museu Felcia Leirner , com mais ou menos 70 esculturas , a cu aberto .
 Lindo de

 se ver .

 A neta de Felcia  a minha querida Sheila.Tem um blog extraordinrio .
 Adoro ,

 visito freqentemente .
 Nem sei quem descobriu quem .
 Eu a descobri , acho , para

 meu deleite e intuo que conhecerei ( como conheci a av e a me ) , um dia , Deus

 sabe quando .

 Se eu escrevi algo errado , me corrija , s'il te plait ( j'ai crois que je peut te

 tutoyer , d'accord ?
 ) .

 Ia falar de Yamand , mas me excedi com Felcia .

 Admirar a obra de Felcia e ouvir Yamand no mesmo dia  ddiva divina ,  para

 coraes fortes .

 Ento Yamand , uma grande paixo , fica para mais tarde ...

 por Monica s 11:40 AM Comentrios :

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