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 Maria Martins ( 1900 - 1973 ) Verso para impresso

 Biografia Cronologia Contexto Critica Referencias Links

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 Maria de Lourdes Martins Pereira de Souza ( Campanha MG 1900 - Rio de Janeiro RJ

 1973 ) .
 Escultora , desenhista , gravadora , escritora .
 Desenvolve grande parte de

 sua carreira no exterior em virtude das atividades do marido , o embaixador

 Carlos Martins .
 Inicia-se na escultura em 1926 e aperfeioa-se , na Blgica , com

 o escultor Oscar Jespers ( 1887-1970 ) , em 1936 .
 Em 1939 , muda-se com Carlos

 Martins para Washington D.C .
 Posteriormente , aluga um apartamento em Nova York

 onde estuda escultura com Jacques Lipchitz ( 1891-1973 ) , realizando trabalhos em

 bronze .
 Em 1941 , faz sua primeira exposio individual , na Corcoran Art

 Gallery , em Nova York .
 Conhece Andr Breton ( 1896-1966 ) , que a apresenta a

 artistas europeus ligados ao surrealismo e ao dadasmo , como Michel Tapi

 ( 1909-1987 ) , Andr Masson ( 1896-1987 ) , Yves Tanguy ( 1900-1955 ) , Max Ernst

 ( 1891-1976 ) e Marcel Duchamp ( 1887-1968 ) .
 Em 1947 , Andr Breton assina o

 prefcio do catlogo de sua mostra individual , realizada na Julien Lery

 Gallery , em Nova York .
 Em 1948 , muda-se para Paris , onde seu ateli torna-se

 local de encontro de intelectuais e artistas .
 Volta definitivamente ao Brasil

 em 1950 .
 Colabora na organizao das primeiras Bienais Internacionais de So

 Paulo e na fundao do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM / RJ .
 Como

 escritora , assina coluna no Correio da Manh e publica entre outros livros , A

 ndia e o Mundo Novo , A sia Maior e o Planeta China .

 COMENTRIO CRTICO

 Com sua potica extremamente individualizada , Maria Martins apresenta-se como

 figura singular na histria da arte moderna brasileira .
 Devido ao casamento com

 o embaixador Carlos Martins , em 1926 , passa a maior parte da vida adulta no

 exterior .
 Estuda msica e pintura na juventude , e comea a se dedicar

 inteiramente  escultura na Blgica , em 1936 , sob a orientao de Oscar Jesper .

 Transfere-se para Washington D.C. em 1939 , permanecendo nos Estados Unidos at

 1948 .
 Nesse pas desenvolve a maior parte de sua produo artstica e obtm o

 reconhecimento dos crculos de vanguarda da poca .

 Ao longo dos anos , Maria Martins fica conhecida como uma das principais

 escultoras ligadas ao movimento surrealista .
 Entretanto , em sua primeira

 exposio , em 1941 , na Corcoran Art Gallery , em Washington D.C. , apresenta

 esculturas figurativas realistas com temas retirados da cultura brasileira ou

 temas religiosos , de materiais diversos ( gesso , madeira , terracota e bronze ) .

 No mesmo ano estabelece ateli em Nova York , onde estuda com Jacques Lipchitz

 ( 1891-1973 ) e Stanley William Hayter ( 1901-1988 ) .
 Nesse momento , a cidade vive

 clima de efervescncia artstica em virtude da emigrao de vrios artistas

 europeus que ali se estabelecem para fugir da Segunda Guerra Mundial

 ( 1939-1945 ) .
 Tal vivncia provavelmente leva a artista a absorver novos

 contedos , incorporando elementos surrealistas .

 A mudana torna-se visvel em sua segunda exposio individual , em 1942 , na

 Galeria Valentine , em Nova York , na qual apresenta formas onricas de

 inspirao surreal realizadas em bronze .
 Devido a essa mostra conhece expoentes

 do surrealismo como o crtico e escritor Andr Breton ( 1896-1966 ) , os artistas

 Andr Masson ( 1896-1987 ) , Yves Tanguy ( 1900-1955 ) , Marcel Duchamp

 ( 1887-1968 ) , ^ 1 Max Ernst ( 1891-1976 ) e Michel Tapi ( 1909-1987 ) .
 Sua segunda

 exposio na galeria nova-iorquina , em 1943 , Amazonia ,  um verdadeiro

 sucesso. ^ 2 A artista continua a trabalhar com temas advindos dos mitos e

 tradies brasileiros , e a referncia  natureza passa a ser feita como smbolo

 da potncia do selvagem e do desejo , em contraposio  natureza dominada da

 civilizao ocidental .
 Com bronze , Maria Martins cria formas orgnicas cada vez

 mais livres de qualquer figurao realista , utilizando ttulos sugestivos , como

  caracterstico de outros artistas surrealistas .
 Destacam-se , nesse perodo ,

 obras como No Te Esqueas Nunca que Eu Venho dos Trpicos ( 1942 ) , Cobra Grande

 ( 1943 ) e Sem Eco ( 1943 ) .

 A nfase na fora do selvagem e do desejo encanta Breton , que em texto de 1947

 escreve : " Maria , e atrs dela - quer dizer , nela - o Brasil maravilhoso onde

 sobre os mais vastos espaos ...
 paira ainda a asa do irrevelado .
 A porta

 imensa apenas entreaberta sobre as regies virgens onde as foras intocadas ,

 completamente novas , do futuro , se escondem. ( ...
 ) As angstias , as tentaes ,

 as agitaes , mas tambm as auroras , as felicidades e mesmo de vez em quando as

 puras delcias , eis o que Maria , em bronzes como Yaci , Bouina e Yemanj , soube

 captar como ningum em sua fonte primitiva. ( ...
 ) Ela no deve nada  escultura

 do passado ou do presente ". ^ 3 A partir desse perodo , Maria Martins participa

 de grandes mostras do surrealismo , como a organizada , em 1947 , em Paris pelo

 escritor francs .

 Em Maria Martins , a evocao de uma natureza no dominada pela tcnica une-se a

 elementos do inconsciente para criar imagens de forte impacto visual ,

 carregadas de erotismo , violncia , mas tambm de certa docilidade e lirismo .
 Na

 obra Impossvel ( 1944 ) , que teve vrias verses de bronze , uma delas adquirida

 pelo Museu de Arte Moderna de Nova York - MoMA , em 1946 , seres hbridos ( homem

 e mulher com aspecto de animais ancestrais ) so colocados frente a frente ,

 sugerindo uma situao de desejo profundo , mas tambm de agressividade e morte ,

 como que apontando os limites da unio plena entre os seres. ^ 4 Nesse sentido ,

 certos animais como a cobra e a aranha saem do universo mitolgico das lendas

 amaznicas para encarnar smbolos relacionados  vivncia da artista .
 Em

 However ( 1944 ) , a serpente do desejo comprime o corpo da mulher ,

 aprisionando-a .
 No caso de A mulher Perdeu Sua Sombra ( 1946 ) , duas serpentes

 saem da cabea de um corpo feminino hirto , provavelmente como referncia a

 pensamentos libidinosos .

 Em 1948 muda-se para Paris e se torna amiga de Constantin Brancusi ( 1876-1957 ) ,

 Benjamin Pret ( 1899-1959 ) , Amde Ozenfant ( 1886-1966 ) e Michel Seuphor

 ( 1901-1999 ). ^ 5 Em 1950 volta definitivamente ao Brasil .
 Ajuda na organizao da

 1 Bienal Internacional de So Paulo , da qual participa como artista convidada .

 Contudo , sua potica surrealista no seria bem recebida no meio artstico

 brasileiro da primeira metade dos anos 1950 , dominado pelas questes do

 construtivismo e da arte abstrata .
 Isso acarreta a posio marginal da artista

 em relao  verso dominante da arte moderna brasileira .

 Sua ltima individual ocorre em 1956 , no Museu de Arte Moderna do Rio de

 Janeiro - MAM / RJ , instituio que ajuda a fundar .
 Pelo que se observa do

 catlogo da mostra , essa j se d num clima de hostilidade , pois Maria Martins

 publica texto que defende a liberdade de expresso do artista. ^ 6 No entanto ,

 crticos importantes escrevem sobre seu trabalho , como Mrio Pedrosa

 ( 1900-1981 ) e Murilo Mendes ( 1901-1975 ) .
 Interessante observar que ambos os

 crticos apontam para o desafio de unir a tcnica surrealista de " automatismo

 psquico " ao trabalho com o bronze .
 Nota-se ainda que as esculturas realizadas

 nesse perodo tornam-se mais abstratas , mas sem perder o sentido alusivo dos

 ttulos ( por exemplo O Canto do Mar , 1952 , e A Soma dos Nossos Dias ,

 1954/1955 ) .

 NOTAS

 ^ 1 A artista mantm intenso relacionamento amoroso com o artista francs .
 Cf :

 CANTON , Ktia .
 Maria Martins : a mulher perdeu sua sombra .
 In : BIENAL

 INTERNACIONAL DE SO PAULO , 24. , 1998 , So Paulo , SP .
 Ncleo histrico :

 antropofagia e histrias de canibalismos .
 So Paulo : Fundao Bienal de So

 Paulo , 1998 .
 p. 288 .

 ^

 ^ 2 Nessa ocasio , Maria Martins dividiu o espao da galeria com o amigo Piet

 Mondrian ( 1872-1944 ) .
 Enquanto a brasileira conseguiu vender quase todas as

 obras , a exposio de Mondrian da srie New York foi um fracasso .
 No fim da

 mostra , Maria Martins decide comprar do amigo a tela Broadway

 Boogie-Woogie , que doa ao MoMA , de Nova York .

 ^

 ^ 3 O texto Maria foi escrito para o catlogo da exposio da artista na Galeria

 Julian Lvy , em Nova York ( 1947 ) , e posteriormente republicado no livro

 de Breton Le Surralisme et la Peinture .

 ^

 ^ 4 Sobre a obra a artista afirmou : " O mundo  complicado e triste ,  quase

 impossvel que as pessoas se compreendam " .

 ^

 ^ 5 Seuphor , em seu Dictionnaire de la Sculpture Moderne , apresenta Maria

 Martins como a grande escultora do surrealismo .

 ^

 ^ 6 Nesse catlogo so publicados tambm textos de Andr Breton , Benjamin Pret

 e Murilo Mendes .
 Citaes de Marcel Duchamp e Rainer Maria Rilke falam da

 liberdade do artista e sua relao de hostilidade com a crtica .

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 NASCIMENTO / MORTE

 1900 - Campanha MG .
 Muitas vezes a data de nascimento da artista aparece como

 sendo 1894

 1973 - Rio de Janeiro RJ - 27 de maro

 VIDA FAMILIAR

 Casada com o embaixador Carlos Martins

 FORMAO

 1936 - Bruxelas ( Blgica ) - Aperfeioa-se em escultura com Oscar Jespers

 1941 - Nova York ( Estados Unidos ) - Estuda escultura com Jacques Lipchitz

 ( 1891-1973 ) , gravura com Stanley William Hayter ( 1901-1988 ) e faz trabalhos em

 bronze

 1942 - Nova York ( Estados Unidos ) - Entra em contato com o surrealismo por

 intermdio do crtico Andr Breton ( 1896-1966 ) .
 Conhece Michel Tapi , Andr

 Masson ( 1896-1987 ) , Yves Tanguy ( 1900-1955 ) , Max Ernst ( 1891-1976 ) e Marcel

 Duchamp ( 1887-1968 )

 ca .1948/1949 - Paris ( Frana ) - O ateli da artista , na Rue de LUniversit ,

 torna-se local de encontro de artistas e intelectuais

 CRONOLOGIA

 Escultora , desenhista , gravadora , escritora

 Assina por vrios anos uma coluna no Correio da Manh .
 Publica sia Maior :

 Brama , Gandhi , Nehru e sia Maior : O Planeta China e estudos sobre a vida e a

 obra dos poetas Rimbaud e Paul Verlaine .
 Tambm escreve sobre Nietzsche

 1926 - Equador e Japo - Comea a esculpir em madeira .
 No Japo , passa a

 utilizar outras tcnicas e materiais como terracota , cermica , mrmore e cera

 perdida

 1930/1933 - Vive em Copenhague ( Dinamarca )

 1934/1935 - Vive em Tquio ( Japo )

 1936/1938 - Vive em Bruxelas ( Blgica )

 1939/1948 - Vive em Washington D.C. ( Estados Unidos )

 1946 - Nova York ( Estados Unidos ) - Segundo estudiosos de arte , duas obras de

 Marcel Duchamp foram dedicadas  artista : Paisage Fautif e tant Donns : 1 la

 chute d'eau 2 le gaz d'clairage , esta ltima realizada em segredo por cerca

 de vinte anos

 1947 - Nova York ( Estados Unidos ) - Andr Breton assina o prefcio do catlogo

 da sua mostra individual na Julien Lery Gallery

 ca .1948/1949 - Vive em Paris ( Frana )

 1950 - Regressa definitivamente para o Brasil

 1950 - So Paulo SP e Rio de Janeiro RJ - Colabora ativamente na organizao

 das primeiras Bienais de So Paulo e na fundao do Museu de Arte Moderna do

 Rio de Janeiro , sendo membro do conselho deliberativo

 EXPOSIES INDIVIDUAIS

 1941 - Washington ( Estados Unidos ) - Primeira individual , na Corcoran Art

 Gallery

 1942 - Nova York ( Estados Unidos ) - Individual , na Valentine Gallery

 1943 - Nova York ( Estados Unidos ) - Individual , na Valentine Gallery

 1944 - Nova York ( Estados Unidos ) - Individual , na Valentine Gallery

 1946 - Nova York ( Estados Unidos ) - Individual , na Valentine Gallery

 1947 - Nova York ( Estados Unidos ) - Individual , na Julien Lery Gallery

 1947 - Nova York ( Estados Unidos ) - Maria : recent sculptures , na Julien Lery

 Gallery

 1949 - Paris ( Frana ) - Maria Martins , na Galerie Ren Drouin

 1950 - Rio de Janeiro RJ - Individual , na ABI / RJ

 1950 - So Paulo SP - Individual , no MAM / SP

 1956 - Rio de Janeiro RJ - Maria , no MAM / RJ

 EXPOSIES COLETIVAS

 1940 - Filadlfia ( Estados Unidos ) - Coletiva , na International Philadelphia

 1941 - Nova York ( Estados Unidos ) - 3 Latin America Exhibition of Fine Arts

 1942 - Nova York ( Estados Unidos ) - Hommage Fait  Rodin , na Buchhlz Gallery

 1942 - Nova York ( Estados Unidos ) - Maria Martins , na Valentine Gallery

 1943 - Nova York ( Estados Unidos ) - Maria Martins , na Valentine Gallery

 1944 - Ohio ( Estados Unidos ) - Religious Art of Today , na Dayton Ohio

 1946 - Saint Louis ( Estados Unidos ) - Origins of Modern Sculpture , na City Art

 of St .
 Louis

 1947 - Paris ( Frana ) - Exposition International e Surraliste , na Galerie

 Maeght

 1949 - Paris ( Frana ) - De Rodin  Nos Jours , na Maison de la Culture Franaise

 1949 - Salzburgo ( ustria ) - A Msica e as Artes Plsticas

 1951 - So Paulo SP - 1 Bienal Internacional de So Paulo , no Pavilho do

 Trianon - artista convidada

 1953 - So Paulo SP - 2 Bienal Internacional de So Paulo , no MAM / SP - 2

 prmio escultura

 1954 - So Paulo SP - Arte Contempornea : exposio do acervo do Museu de Arte

 Moderna de So Paulo , no MAM / SP

 1955 - So Paulo SP - 3 Bienal Internacional de So Paulo , no MAM / SP - prmio

 melhor escultor nacional

 1959 - Leverkusen ( Alemanha ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas

 Brasileiros na Europa

 1959 - Munique ( Alemanha ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros

 na Europa , no Kunsthaus

 1959 - Viena ( ustria ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros na

 Europa

 1960 - Hamburgo ( Alemanha ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas

 Brasileiros na Europa

 1960 - Lisboa ( Portugal ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros

 na Europa

 1960 - Madri ( Espanha ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros na

 Europa

 1960 - Paris ( Frana ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros na

 Europa

 1960 - Utrecht ( Holanda ) - Primeira Exposio Coletiva de Artistas Brasileiros

 na Europa

 1967 - So Paulo SP - 1 Exposio Surrealista , no Teatro Itlia

 EXPOSIES PSTUMAS

 1973 - So Paulo SP - 12 Bienal Internacional de So Paulo , na Fundao Bienal

 1978 - Rio de Janeiro RJ - Escultura Brasileira no Espao Urbano : 50 anos

 1979 - So Paulo SP - 15 Bienal Internacional de So Paulo , na Fundao Bienal

 1982 - So Paulo SP - Um Sculo de Escultura no Brasil , no Masp

 1984 - Petrpolis RJ - Individual , no Palcio de Cristal

 1984 - So Paulo SP - Tradio e Ruptura : sntese de arte e cultura

 brasileiras , na Fundao Bienal

 1985 - Belo Horizonte MG - Rio : vertente construtiva , no MAP

 1985 - Rio de Janeiro RJ - Rio : vertente surrealista , na Galeria de Arte Banerj

 1985 - So Paulo SP - A Arte do Imaginrio , na Galeria Encontro das Artes

 1985 - So Paulo SP - Rio : vertente construtiva , no MAC / USP

 1987 - So Paulo SP - 19 Bienal Internacional de So Paulo - Sala Imaginrios

 Singulares , na Fundao Bienal

 1987 - So Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC : 1951 a 1985 , no MAC / USP

 1987 - Paris ( Frana ) - Modernidade : arte brasileira do sculo XX , no Muse

 d'Art Moderne de la Ville de Paris

 1988 - Nova York ( Estados Unidos ) - The Latin American Spirit : art and artists

 in the United States : 1920-1970 , no The Bronx Museum of the Arts

 1988 - So Paulo SP - MAC 25 anos : destaques da coleo inicial , no MAC / USP

 1988 - So Paulo SP - Modernidade : arte brasileira do sculo XX , no MAM / SP

 1989 - El Paso ( Estados Unidos ) - The Latin American Spirit : art and artists in

 the United States : 1920-1970 , no El Paso Museum of Art

 1989 - San Diego ( Estados Unidos ) - The Latin American Spirit : art and artists

 in the United States : 1920-1970 , no San Diego Museum of Art

 1989 - San Juan ( Porto Rico ) - The Latin American Spirit : art and artists in

 the United States : 1920-1970 , no Instituto de Cultura Puertorriquea

 1990 - Miami ( Estados Unidos ) - The Latin American Spirit : art and artists in

 the United States : 1920-1970 , no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of

 Date

 1992 - Poos de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira : acervo do Museu de Arte

 Contempornea da Universidade de So Paulo , na Casa da Cultura de Poos de

 Caldas

 1992 - So Paulo SP - A Seduo dos Volumes : os tridimensionais do MAC , no

 MAC / USP

 1992 - Zurique ( Sua ) - Brasilien : entdeckung und selbstentdeckung , no

 Kunsthaus

 1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil 100 Anos de Arte Moderna , no MNBA

 1994 - So Paulo SP - Arte Moderna Brasileira : uma seleo da Coleo Roberto

 Marinho , no Masp

 1994 - So Paulo SP - Bienal Brasil Sculo XX , na Fundao Bienal

 1996 - So Paulo SP - Arte Brasileira : 50 anos de histria no acervo MAC / USP :

 1920-1970 , no MAC / USP

 1996 - So Paulo SP - Mulheres Artistas no Acervo do MAC , no MAC / USP

 1997 - Florianpolis SC - 5 Salo Nacional Victor Meirelles , no Masc

 1997 - Rio de Janeiro RJ - Maria Martins : retrospectiva , na Galeria Jean

 Boghici

 1997 - So Paulo SP - Escultura Brasileira : perfil de uma identidade , no Espao

 Cultural Safra

 1997 - So Paulo SP - Maria Martins , na Fundao Maria Luisa e Oscar Americano

 1997 - So Paulo SP - O Mistrio das Formas , no MAC / USP

 1997 - So Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Sculo XX , no

 Ita Cultural

 1997 - Washington D. C. ( Estados Unidos ) - Escultura Brasileira : perfil de uma

 identidade , no Centro Cultural do BID

 1998 - Nova York ( Estados Unidos ) - The Surrealist Sculpture of Maria Martins ,

 na Andr Emmerich Gallery

 1998 - Rio de Janeiro RJ - A Coleo Constantini no Museu de Arte Moderna do

 Rio de Janeiro , no MAM / RJ

 1998 - So Paulo SP - 24 Bienal Internacional de So Paulo , na Fundao Bienal

 1998 - So Paulo SP - A Coleo Constantini no Museu de Arte Moderna de So

 Paulo , no MAM / SP

 1999 - Lima ( Peru ) - Mostra Brasil 500 Anos , no Museu Pedro de Osma

 1999 - Rio de Janeiro RJ - Maria Martins : Les sculptures surralistes des anns

 40 , na Galeria Jean Boghici

 2000 - Braslia DF - Exposio Brasil Europa : encontros no sculo XX , no

 Conjunto Cultural da Caixa

 2000 - Lisboa ( Portugal ) - Sculo 20 : arte do Brasil , no Centro de Arte Moderna

 Jos de Azeredo Perdigo

 2000 - So Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento .
 Arte Moderna , na

 Fundao Bienal

 2000 - So Paulo SP - Escultura Brasileira : da pinacoteca ao Jardim da Luz , na

 Pinacoteca do Estado

 2001 - Nova York ( Estados Unidos ) - Brazil : body and soul , no Guggenheim Museum

 2001 - Nova York ( Estados Unidos ) - Brazil : body and soul , no Solomon R .

 Guggenheim Museum

 2001 - Rio de Janeiro RJ - Surrealismo , no CCBB

 2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleo Fadel : da inquietao do

 moderno  autonomia da linguagem , no CCBB

 2002 - So Paulo SP - Arte Brasileira na Coleo Fadel : da inquietao do

 moderno  autonomia da linguagem , no CCBB

 2003 - Braslia DF - Arte Brasileira na Coleo Fadel : da inquietao do

 moderno  autonomia da linguagem , no CCBB

 2004 - Rio de Janeiro RJ - O Sculo de um Brasileiro : Coleo Roberto Marinho ,

 no Pao Imperial

 2004 - So Paulo SP - O Preo da Seduo : do espartilho ao silicone , no Ita

 Cultural

 2005 - So Paulo SP - O Corpo na Arte Contempornea Brasileira , no Ita

 Cultural

 2005 - So Paulo SP - O Sculo de um Brasileiro : Coleo Roberto Marinho , no

 MAM / SP

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 TEXTOS CRTICOS

 " As expanses e contraes orgnicas da escultura de Maria Martins - ela , de

 fato , a nica a ter tido ligao com o movimento surrealista - apontam para

 outra rea de interesse do fantstico .
 Importa , antes de tudo , reconhecer a

 obstinao dessa obra marcada pelo excesso , pela profuso incontrolvel de uma

 figurao discursiva num contexto - o do Brasil dos anos 50 - que se esfora

 por impor uma visualidade regida por princpios abstratos , racionais e

 generalizantes , que devem dar conta da desordem originria da realidade

 brasileira .

 A obra de Maria faz o trabalho inverso : expressa ingenuamente essa desordem em

 dois tipos de figurao .
 A primeira , apresentando-se como inconsciente mtico

 da prpria alma brasileira , surgida do esforo tortuoso de materializao de

 uma natureza generosa e exuberante , mas ao mesmo tempo inculta e indomvel .
 

 significativo observar aqui a srie de obras que a artista dedicou  Amaznia .

 A segunda , irrompendo como o desrepresamento do inconsciente psicolgico ,

 entregue despudoradamente  transcrio quase retrica de suas imagens .
 Em

 ambas , a crena de poder materializar imediatamente o inconsciente

 transbordante , uma natureza primordial que se vai instalar como viscosidade

 insondvel num mundo ordenado e controlado .
 Por essa falta de comedimento , essa

 quase deselegncia , Mrio Pedrosa apontou a ausncia de monumentalidade em sua

 escultura .
 Aspira a algo grande , majestoso , mas se dilacera na impossibilidade

 da prpria grandeza de seu discurso .
 Por isso , vive nesse limiar , sempre a um

 passo alm ou aqum da escultura : vive nessa dvida , desejando incessantemente

 ostentar uma potncia que a ultrapasse at o infinito " .

 Snia Salzstein e Ivo Mesquita

 SALZSTEIN , Snia ; MESQUITA , Ivo .
 Imaginrios singulares .
 In : IMAGINRIOS

 singulares .
 So Paulo : Fundao Bienal de So Paulo , 1987 .
 p. 18 .

 " Os volumes na sua escultura , em bronze , metal polido ou madeira , no tm

 consistncia , articulao ou hierarquia de planos .
 Tendem a igualar-se uns aos

 outros , tratados como se fossem apenas uma superfcie escorrida ou uma

 superfcie porosa. ( ...
 ) Em fases posteriores , os volumes macios esvaziam-se ,

 abrem-se brechas neles e o espao circundante tende a penetr-los .
  quando a

 escultora melhor se realiza .
 D-nos , ento , uma trama feita de galhos , de

 lianas , de troncos em que a sensualidade do material escolhido , poroso ,

 verdoengo , numa consistncia de pau podre , exprime , com menos derrames

 sentimentais e mais plasticamente , seu esprito torturado " .

 Mrio Pedrosa

 PEDROSA .
 Mrio .
 Maria a escultora .
 In : BIENAL BRASIL SCULO XX. Catlogo .
 So

 Paulo : Fundao Bienal de So Paulo , 1994 .
 p. 145-146 .

 " As esculturas que Maria expe atualmente em Nova York acusam ainda mais a

 preocupao de despojamento e no deixam de situ-la nos antpodas de uma arte

 que - ao lado de Brancusi , Arp e Giacometti - no cessou nestes trinta anos de

 ressecar o intelectualismo .
 Em Hasard Hagard , Sur Doute , a despedida dada ao

 anedtico  tal que no se poderia de modo algum interpretar como uma mudana

 de orientao sua .
 E sim que ( o importante  que ) a dmarche de Maria a trouxe

 do macrocosmo ao microcosmo , em vez de faz-la percorrer o caminho inverso , o

 qual , sabe-se , s possui emboscadas e engodos .
  , nunca se repetir o

 suficiente , o universo que deve ser interrogado em primeiro lugar e a partir do

 homem e no o homem a partir do universo .
 O que prenuncia os grandes acordes

 acrobticos de Maria , o tour de force dessa maleabilidade total no rgido , no

  a ' cera perdida ' , SO AS SEIVAS " .

 Andr Breton

 BRETON , Andr .
 Maria Martins .
 A Phala - Revista do Movimento Surrealismo. v. 1 ,

 p. 112-113 .

 " A ao de Maria como escultora consistiu em romper com os postulados da ordem

 greco-romana num pas que deve criar formas novas , pois no sofre com o peso da

 tradio , e marcha sob o signo dos mais violentos contrastes fsicos e

 sociolgicos .
 Pas que procura frmulas de uma possvel comunho coletiva ao

 mesmo tempo que afirma sua forte conscincia individualista. ( ...
 )

 Tendo rejeitado as ?
 solues ?
 academizantes ou neomodernistas , enfrentou Maria

 o difcil problema de exprimir essa atmosfera de terror selvagem , frtil em

 exploses de instinto e rude lirismo , numa tcnica que exige , como a escultura ,

 longa preparao , visto lidar com materiais duros , rebeldes  improvisao e 

 facilidade .

 Diante das resistncias de base , oferecidas por essa tcnica severa , a

 inspirao recua , os elementos trazidos pelo subconsciente , mais dcteis 

 interveno da pena ou do pincel , subvertem-se , afundam-se .
 O escultor , frente

 a essa realidade espacial que j estabelece a priori seus limites , pra ,

 hesita , procurando a demarcao entre o territrio fsico em trs dimenses , e

 a rea impalpvel que o esprito , carregado de sortilgios e aluses mgicas ,

 projeta alm das fronteiras oficiais do tempo e do espao. ( ...
 )

 As esculturas de Maria manifestam , de modo geral , a energia , e tendem a extrair

 a carga de espiritualidade contida na matria .
 Trata-se de tocar o smbolo no

 controlado pela inteligncia , antes abertamente manifestado , nu , implacvel : o

 que Maria consegue , a meu ver , nas peas fundamentais .
 Trata-se , numa era

 tcnica , de provocar a passagem do estado mecnico ao estado mgico .
 Trata-se

 de fixar , dobrando a matria plstica , os termos de relao entre certos dados

 do ?
 continente do terceiro dia da criao ?
 , mal surgido do caos , e nosso

 aparelho captador de sensaes , montado  base europia de cultura " .

 Murilo Mendes

 MENDES , Murilo .
 In : MARTINS , Maria .
 Maria Martins .
 Apres .
 Gilberto

 Chateaubriand .
 So Paulo : Fundao Maria Luisa e Oscar Americano , 1997 .
 p. 33 .

 " ' ( ...
 ) no era nada menos que o Amazonas , que cantava nas suas obras , que

 tive a felicidade de tanto admirar , em Nova York , em 1943 .
 Cantava com todas as

 suas vozes imemoriais a paixo do homem , do nascimento at a morte , tal como

 souberam condens-la em smbolos mais envolventes que todos os outros ( ...
 )

 Maria soube captar , como ningum , na fonte primitiva , de onde ela emana , asas e

 flores , sem nada dever  escultura do passado ou do presente ( ...
 ) .
 ' O texto ,

 de Andr Breton para uma exposio da artista em Nova York ,  emblemtico do

 encantamento que a obra de Maria produz dentro de uma esttica surrealista dos

 anos 40 , nos Estados Unidos .

 A produo de Maria Martins , a partir de 1942 , marca justamente a diferena

 cultural da artista em relao a seus colegas europeus e norte-americanos ,

 sublinhada em ttulos pessoais , como  o caso da obra No Te Esqueas Nunca Que

 Eu Venho dos Trpicos , ou apresentando cones da tradio popular narrativa e

 religiosa do pas , em obras como Yemanj , Boina , Cobra Grande e Yara , expostas

 na mostra Amaznia , que a artista realizou na galeria Valentine , em 1943 .

 As obras dessa fase tecem a imagem de uma ' brasilidade ' cnica .
 Materializam a

 atitude nostlgica de uma exuberncia e sensualidade primitivas , que alimentam

 o imaginrio europeu .
 Carregam , desde ento , a marca da inquietude trazida pela

 somatria entre o Brasil de origem , pas vivido de fato , e o Brasil primitivo e

 imaginrio , repositrio de lendas amaznicas e imagens de uma natureza

 selvagem , simblica do desejo .

 De fato , a liberdade com que mergulha e emerge de universos estticos e

 culturais diversos , constantemente carimbados com uma marca narrativa

 extremamente pessoal , intuitiva e emocional , faz com que Maria Martins seja

 desde o incio identificada com o surrealismo .
 Maria Martins participa , a

 partir dos anos 40 , das principais exposies ligadas ao movimento , como a

 grande mostra Le Surralisme , organizada por Breton e realizada na Galerie

 Maeght , em Paris , em 1947 , e  includa em publicaes de autoria dele .

 ( ...
 )

 No amlgama entre o humano , o animal e o vegetal , Maria Martins constri uma

 reserva biolgica prpria , capaz de , em sua simbiose metamrfica , captar e

 sintetizar aspectos da vida , em sua carnalidade , dor , solido , erotismo e

 evanescncia .

 A artista lida com sua arte como discurso , infiltrando-a de textos , poemas e

 ttulos , que a imbuem com uma literalidade emblemtica da arte contempornea

 deste final de sculo .
 Nesse sentido , tal como aconteceu recentemente com

 Louise Bourgeois ,  preciso realinhar Maria Martins dentro da histria da arte

 ocidental , que praticamente a ignorou .
 Para isso seria necessrio , no entanto ,

 rever e redefinir os prprios cnones dessa mesma histria " .

 Katia Canton

 CANTON , Ktia .
 Maria Martins : a mulher perdeu sua sombra .
 In : BIENAL

 INTERNACIONAL DE SO PAULO , 24. , 1998 , So Paulo , SP .
 Ncleo histrico :

 antropofagia e histrias de canibalismos .
 So Paulo : Fundao Bienal de So

 Paulo , 1998 .
 570 p. , il. color. p .288-294 .

 DEPOIMENTOS

 " Pouco importa essa ou aquela forma de expresso desde que o artista transmita

 a mensagem que  sua e em seu idioma prprio , e no use essa espcie de

 ' modismo ' , muitas vezes responsvel pela grande pobreza de artistas de real

 valor .
 Para melhor me explicar diria que , para mim , quando em uma pintura ou

 escultura ressalta  primeira vista a escola ou movimento a que pretende filiar

 o seu autor , sem que tal escultura ou tal pintura desperte maior interesse de

 admirao ou mesmo de repulsa , essa obra no passa de ' modismo ' e morrer ,

 ainda que conhea sucesso momentneo " .

 Maria Martins

 MARTINS , Maria .
 Maria .
 Rio de Janeiro : MAM , 1956 .

 [ INLINE ]

 FONTES DE PESQUISA

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 Museu de Arte Contempornea da Universidade de So Paulo :

 perfil de um acervo .
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 So Paulo : Techint Engenharia ,

 1988 .
 391 p. , il.color .

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 Traduo

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 So Paulo : MASP , 1994 .
 147 p. , il. color .

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 Bienal

 Brasil Sculo XX : catlogo .
 Apresentao Edemar Cid Ferreira .
 So Paulo :

 Fundao Bienal de So Paulo , 1994 .
 516 p. , il. color .

 BIENAL INTERNACIONAL DE SO PAULO , 15. , 1979 , So Paulo , SP .
 Catlogo geral .

 So Paulo : Fundao Bienal de So Paulo , 1979 .
 309 p. il. , p & b .

 BRASIL Europa : encontros no sculo XX. Apresentao Francisco Knopli , Alain

 Rouqui .
 Braslia : Conjunto Cultural da Caixa , 2000 .
 79 p. , il. color .

 BRETON , Andr .
 Maria Martins .
 A Phala - Revista do Movimento Surrealismo. v. 1 .

 , p. 112-113 .

 BRETON , Andr .
 Maria .
 In : Le Surralisme et la peinture. Paris : Gallimard ,

 1979 .

 CANTON , Ktia .
 Maria Martins : a mulher perdeu sua sombra .
 In : BIENAL

 INTERNACIONAL DE SO PAULO , 24. , 1998 , So Paulo , SP .
 Ncleo histrico :

 antropofagia e histrias de canibalismos .
 Apresentao Paulo Herkenhoff ,

 Francisco Weffort .
 So Paulo : Fundao Bienal de So Paulo , 1998 .
 570 p. , il .

 color. p .288-294 .

 CANTON , Katia .
 Maria Martins : mistrio das formas .
 So Paulo : Paulinas , 1997 .

 11 p. , il. color. ( Lua Nova .
 Srie Olharte ) .

 IMAGINRIOS singulares .
 So Paulo : Fundao Bienal de So Paulo , 1987 .
 136 p. ,

 il.p & b .

 JORGE Eduardo : aquarelas do Brasil ; Maria Martins : Les sculptures surralistes

 des annes 40 .
 Rio de Janeiro : Galeria Jean Boghici , 1999 .
 1 folha dobrada , il .

 p & b. color .

 MARTINS , Maria .
 Maria Martins .
 So Paulo : Fundao Maria Luisa e Oscar

 Americano , 1997 .

 MARTINS , Maria .
 Maria .
 Rio de Janeiro : MAM , 1956 .
 [ 24 ] p. , il. p & b .

 PERFIL da Coleo Ita .
 Prefcio Olavo Egydio Setubal .
 So Paulo : Ita

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 256 p. , fotos color .

 SANTANA FILHO , lcior Ferreira de ( coord. ) ; FILUS , Cludio ( coord. ) .
 Escultura

 Brasileira : perfil de uma identidade .
 Apresentao Enrique V. Iglesias ,

 Francisco Weffort , Marcos Mendona ; introduo Maria Lcia Montes ; traduo

 David Coles , Eloisa Marques , Daril Collard .
 So Paulo : Imprensa Oficial , 1997 .

 207 p. , il. color .

 SURREALISMO .
 Rio de Janeiro : Centro Cultural Banco do Brasil , 2001 .
 267 p. , il .

 color .

 TRIDIMENSIONALIDADE : arte brasileira do sculo XX. Apresentao Ricardo

 Ribenboim .
 2 .
 ed .
 So Paulo : Ita Cultural : Cosac & Naify , 1999 .
 264 p. , il .

 color .

 ZANINI , Walter ( org. ) .
 Histria geral da arte no Brasil .
 So Paulo : Instituto

 Walther Moreira Salles : Fundao Djalma Guimares , 1983 .
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