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 Reproduo

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 2 Bienal - Antonio Bandeira

 Escrito por carla s 18h21

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 Reproduo

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 Eliana Bordin : Sem ttulo , 2001

 Escrito por carla s 18h10

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 ARTES PLSTICAS

 Galerista Arturo Schwarz , que reuniu as obras , fala sobre o amigo e a

 atualidade do surrealismo

 Mostra " off-Bienal " ter 75 Duchamps

 FABIO CYPRIANO

 DA REPORTAGEM LOCAL

 A semana que antecede a abertura oficial da 26 Bienal de So Paulo , no prximo

 sbado , esquenta , de forma vertiginosa , a programao de artes plsticas da

 cidade .
 Pelo menos 20 exposies sero abertas nos prximos cinco dias , alm de

 outras programadas para os dias seqentes  inaugurao .

 O foco , como no poderia deixar de ser ,  a arte contempornea , mas " Sonhando

 de Olhos Abertos " , que ser aberta no dia 23 , no Instituto Tomie Ohtake , aps

 ser vista em Curitiba , traz 75 trabalhos de Marcel Duchamp ( 1887-1968 ) , artista

 precursor da produo contempornea .

 E no  apenas Duchamp .
 A exposio apresenta 240 trabalhos de cem artistas ,

 entre eles Man Ray , Joan Mir , Francis Picabia e Jean Arp , que pertencem 

 coleo Vera e Arturo Schwarz , do Museu de Israel , em Jerusalm .

 Galerista , poeta , editor , militante de esquerda , filsofo , Schwarz conviveu com

 grande parte dos artistas presentes na coleo .
 Amigo de Duchamp , com quem

 costumava jogar xadrez - para o artista , tal jogo  uma forma de arte - , Schwarz

 foi quem viabilizou , em 1964 , as reprodues dos " ready-mades " de Duchamp , como

 a " Fonte " e " Roda de Bicicleta " , ento perdidos , o que possibilita que tais

 obras-primas sejam vistas em vrios museus do mundo e agora em So Paulo .

 Por telefone , da Itlia , Schwarz , 80 , contou como era jogar com Duchamp , " um

 jogador incrvel , tcnico do principal jogador americano , Bob Fischer ; eu

 apenas ganhava uma ou duas em cada dez partidas " .
  Folha , ele conta o que o

 levou a reunir tal coleo , por que produziu as cpias dos " ready-mades " e fala

 sobre uma traumtica experincia no Brasil .

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 Folha - O que o levou a colecionar arte dada e surrealista ?

 Arturo Schwarz - Em 1944 , eu vivia no Egito , escrevendo poemas , e mandei uma

 carta a Andr Breton [ 1896-1966 , poeta que lanou o " Primeiro Manifesto do

 Surrealismo " , em 1924 ] , com toda a audcia de um jovem .
 No sabia nada do

 surrealismo .
 A carta me tornou amigo de Breton e me tornei um militante no

 grupo surrealista , at a morte de Breton .
 Comprei muita coisa desses amigos ,

 sempre o que gostaria de ter em casa .
 Depois , em 1949 , fui expulso do Egito por

 ser comunista e abri uma livraria em Milo , onde expunha livros ilustrados por

 meus amigos surrealistas e os vendia .
 Depois passei a vender gravuras e ,

 finalmente , pinturas , na minha galeria .
 Em cada exposio que realizava , ficava

 com duas obras .

 Folha - Como foi o processo para realizar as cpias dos " ready-mades " de

 Duchamp ?

 Schwarz - Foi o prprio Duchamp quem me pediu para realizar uma edio de oito

 cpias dos mais importantes " ready-mades " que ele havia feito , pois ele

 acreditava que os " ready-mades " eram uma parte essencial da sua iniciativa

 artstica , se  que podemos chamar iniciativa artstica , j que sua produo 

 muito mais conceitual e filosfica do que artstica .
 Eu o vejo como um grande

 filsofo da arte e do comportamento .

 Folha - Como um artista conceitual , portanto , parece incrvel ele propor as

 cpias .

 Schwarz - Duchamp acreditava que todos os produtos que ele criou e elaborou em

 sua vida so como pginas de um livro .
 Se no temos todas as folhas desse

 livro , no podemos conhecer o trabalho .
 De fato , ele mesmo escreveu essa idia .

 Por isso , ele estimulou outro amigo a comprar todas as suas pinturas , hoje

 depositadas no Museu de Arte da Filadlfia .
 O MoMA , por exemplo , tem

 pouqussimos trabalhos dele .

 Folha - Estamos s vsperas da abertura da Bienal de So Paulo , onde o sr .

 apresentou vrios " ready-mades " de Duchamp , em 1987 .
 Como foi a experincia ?

 Schwarz - Francamente , do ponto de vista da reao do pblico , foi incrvel ,

 fiz vrias conferncias e todos pareceram muito interessados .
 Mas do ponto de

 vista da organizao foi uma catstrofe .
 Dois itens foram muito danificados e

 nunca recebi o reembolso do seguro , o que me causou perda de U$ 600 mil .
 Foi um

 desastre , decidi nunca mais exibir obras em So Paulo .
 Essa mostra s ocorre

 pois agora as peas pertencem ao Museu de Israel .
 Espero que a situao a

 tenha mudado .

 Folha -  por isso que o sr. no vem para a abertura ?

 Schwarz - No vou porque no fui convidado , seno estaria a .
 Espero , ao menos ,

 que me mandem o catlogo .

 Folha - Vrios museus tm organizados exposies sobre o surrealismo , como a

 Tate , de Londres , e esta agora .
 Qual  a atualidade do surrealismo para tanta

 ateno ?

 Schwarz - Ao contrrio de outros movimentos estticos , como cubismo ,

 expressionismo e tantos outros , o surrealismo nunca foi uma receita pictrica .

  uma filosofia de vida , uma nova viso do mundo , o que o torna atual .
 O

 surrealismo  a recusa do princpio da autoridade e a tentativa de explorar

 novos caminhos , baseado no respeito e na reavaliao do amor .
 O que importa ,

 para os surrealistas , no  a competio mas a colaborao .
 No  o que

 precisamos hoje ?

 Escrito por carla s 17h06

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 Fico  a leitura preferida dos internautas

 Enquete da Cmara Brasileira do Livro indica que os livros de fico so os

 preferidos dos internautas brasileiros .
 O estudo foi realizado de 15 de agosto

 a 15 de setembro , com a participao de 559 pessoas .
 O gnero ( que inclui

 romance , conto e poesia ) ganhou disparado , com 50 % dos votos .
 Depois vieram as

 obras tcnicas e cientficas ( 14 % ) , reportagem e biografia ( 12 % ) , religiosos

 ( 9 % ) auto-ajuda ( 9 % ) e livros de arte ( 5 % ) .

 Advillage

 Escrito por carla s 16h59

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 Caf

 Como se chama a sensao fuida de todo final de tarde ?
 O sopro escorrendo pelo

 estmago sem desenlace seguro , o que era ?
 Estava sentado num caf , absorto

 nesse laivo de instante .. E isso lhe deixaria aquele sumidouro de lembrana

 cada vez mais distante de uma nascente precisa .
 Como se pegasse o gozo fininho

 j em curso , pronto para ultrapass-lo .
 Pediu o caf de sempre .
 Arrependeu-se ,

 sumiu sorrateiro .
 Na rua parou , olhou a camisa na vitrina .
 Em sua cabea

 apareceu o garom trazendo o pedido .
 Verificando a sua ausncia , atnito .

 ( Extrado de Mnimos , mltiplos , comuns , de Joo Gilberto Noll )

 Escrito por carla s 16h08

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 Viglia

 Se ele quisesse , ela deixaria de ser quem era para se dissolver em partculas

 luminosas sobrea areia .
 Que viesse pis-la ; no uma , mas em mil .
 Tudo muito

 bobo , quase a ponto de dissolv-la como ela prpria pedia em seu delrio.Da sua

 satisfao , sentada no caf , sozinha , reavivando no um grande amor mas um

 frenesi intransitivo , que no sabia explicar .
 Por quem seria capaz de se

 dissolver em pontos faiscantes , hein ?
 Isso , de fato , no sabia nem queria

 supor .
 Via apenas a palmos do nariz : cubos de gelo no suco ...
 J nem lembrava a

 fruta daquele esverdeado .
 Sabia que a pedra de gelo que colocara

 disfaradamente sob o decote escorregava pelo corpo , deixando rastro de

 ardncia que um surdo gemido curou .
 Pediu a conta e nunca mais voltou .

 ( Extrado de Mnimos , mltiplos comuns , de Joo Gilberto Noll )

 Escrito por carla s 15h59

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 Divulgao

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 Obra sem ttulo

 Escrito por carla s 17h49

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 Divulgao

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 " Panamericano " ( 2004 )

 Escrito por carla s 17h47

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 Divulgao

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 " Outono "

 Escrito por carla s 17h41

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 da Redao

 Acontece de 26 de setembro a 19 de dezembro a 26 Bienal de So Paulo ,

 que tem como tema Territrio Livre .

 Com curadoria do alemo Alfons Hug , a exposio rene obras de 136

 artistas contemporneos de 55 pases .

 Nesta edio tero salas especiais os brasileiros Paulo Bruscky ,

 Beatriz Milhazes e Artur Barrio , os chineses Cai Guo Qiang e Huang

 Yong Ping , o chileno Eugenio Dittbonr , o alemo Thomas Struth e o

 belga Luc Tuymans .

 A novidade este ano  que a entrada ser franca , em homenagem aos 450

 anos da cidade .
 So esperadas mais de um milho de pessoas .
 A ltima

 Bienal , em 2002 , foi vista por 670 mil visitantes .

 26 Bienal de So Paulo

 Quando : de 26/09 a 19/12 ; de segunda a quinta , das 9h s 22h , sextas ,

 sbados , domingos e feriados , das 9h s 23h .

 Onde : Pavilho da Bienal ( parque do Ibirapuera , porto 3 ) .

 Informaes : ( 11 ) 5574-5922 .

 ndice de Notcias

 Escrito por carla s 17h23

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 Divulgao

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 Escrito por carla s 16h51

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 Escrito por carla s 16h45

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 Reproduo

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 O oitavo quadro mais caro do mundo

 Os ris , de Vincent Van Gogh , vendido em 11 de novembro de 1987 por US$ 53,9

 milhes .

 Escrito por carla s 13h38

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 Sai lista de finalistas do prmio literrio da Portugal Telecom : Foram

 anunciados os dez livros finalistas do Prmio Portugal Telecom de

 Literatura de 2004 .
 Escolhidas por um jri composto por 15 crticos

 literrios e professores universitrios , as obras finalistas

 representam um pouco de tudo do panorama da produo atual nacional .

 Prosa , poesia e teatro foram contemplados .

 So eles os finalistas :

 A margem imvel do rio , Luiz Antonio de Assis Brasil ( prosa , L & PM )

 Bangal , de Marcelo Mirisola ( prosa , Ed. 34 )

 Budapeste , de Chico Buarque ( prosa , Companhia das Letras )

 Cu de lona , de Dcio Pignatari ( pea teatral , Travessa dos editores )

 Geografia ntima do deserto , de Micheliny Verunschk ( poesia , Landy )

 Macau , de Paulo Henriques Britto ( poesia , Companhia das Letras )

 Memrias inventadas a infncia , de Manoel de Barros ( contos , Planeta )

 Monglia , de Bernardo Carvalho ( prosa , Companhia das Letras )

 No , de Augusto de Campos ( poesia , Perspectiva )

 O vo da madrugada , de Srgio SantAnna ( contos , Companhia das Letras )

 Para o professor universitrio Flvio Loureiro Chaves , a lista dos

 escolhidos reflete o esprito do prmio : ser bem heterogneo , um

 mosaico de tendncias .
 Para o poeta e membro da Academia Brasileira de

 Letras , Antonio Carlos Secchin , os dez livros selecionados contm a

 multiplicidade de gneros , geraes e regies do pas .
 Foi como se

 tirssemos um instantneo da produo atual nacional , diz .

 Essa diversidade , dizem os jurados , acabou tornando algumas decises

 difceis .
 Eram obras muito diferentes para serem comparadas .
 O jri

 passou trs horas reunido ontem num hotel em So Paulo , durante as

 quais cada um apresentou e justificou suas escolhas .
 No final disso ,

 cada jurado selecionou seus dez preferidos ( de uma lista de trinta ) ,

 num voto secreto .
 Houve uma grande troca de idias entre os crticos ,

 considera a professora da Universidade Federal de Minas Gerais ,

 Letcia Mallard .
 Acho que vai ter muita gente relendo os livros depois

 desse debate , diz ela .

 No dia 10 de agosto foram escolhidos tambm os cinco jurados que iro

 compor , ao lado dos cinco membros da comisso tcnica do prmio , o

 jri final .
 So eles : Antonio Carlos Secchin ( RJ ) , Luiz Costa Lima

 ( RJ ) , Regina Zilberman ( RS ) , Flvio Loureiro Chaves ( RS ) e Hildeberto

 Barbosa ( PB ) .

 Os vencedores sero anunciados em cerimnia no dia 9 de novembro de

 2004 .
 O primeiro lugar receber R$ 100 mil ; o segundo , R$ 30 mil ; o

 terceiro , R$ 20 .

 Escrito por carla s 19h09

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 fico LANAMENTO [ LINK ]

 " Lorde "

 por Joo Gilberto Noll

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 Leia o incio do novo livro de Joo Gilberto Noll , que est sendo lanado pela

 editora W11

 The secret interiors of these post-human fortresses solicit conspiracy , acts of

 sexual transgression. Illicit exchanges between dealers .

 Iain Sinclair , London Orbital

 Quando sa pela porta da alfndega , duas pesadas malas , sacola pendurada no

 ombro , nem pensei em olhar para os que esperavam atrs de uma corda os

 passageiros que chegavam a seu destino .
 Sbito me tornara incrivelmente calmo .

 Se ele no aparecesse , iria para um hotelzinho barato e retornaria para o

 Brasil no dia seguinte .
 Eu continuaria a andar pelo corredor com aquelas

 sombras expectantes atrs da corda na minha lateral - esses que costumam esperar

 os viajantes como se no tivessem mais nada a fazer alm de aguardar

 sedentariamente aqueles que no param de se movimentar , partir e chegar .
 Eu

 estava chegando ao aeroporto de Heathrow , em Londres .
 Sendo chamado por um

 cidado ingls para uma espcie de misso .
 Embora ele tivesse me mandado as

 passagens Porto Alegre-So Paulo-Londres e tudo , no sei , algo me dizia que ele

 iria faltar .
 Que no adiantaria ligar para os telefones londrinos que ele me

 passara , um do seu escritrio , outro de sua residncia .
 Que a partir daquele

 momento esses telefones no lhe pertenciam mais , talvez nem existissem no

 catlogo da cidade .
 Revolver nisso tudo ali , andando por aquele corredor

 interminvel que me levaria com certeza  porta do aeroporto e aos txis , eu

 sabia , revolver nisso tudo ali era cutucar um sintoma que eu pretendia apagar .

 Eu agora estava em Londres por uma razo especial , o ingls tinha me afianado .

 Mas  bem provvel que ele nem sequer aparecesse no aeroporto ou em qualquer

 parte daquela cidade em pleno inverno , inverno que eu ainda no conseguira

 sentir naquele aeroporto com temperatura isolante do mundo l fora ; ele talvez

 quisesse se vingar da minha credulidade para com o seu convite , mal sabendo que

 eu no sofria exatamente de credulidade , vivera at o dia da viagem me

 retorcendo em dvidas com relao s intenes dele , desse tal ingls : sim , a

 pura verdade vinha de que eu no tivera escolha .
 Ento eu vim .
 Parece fcil

 dizer ento eu vim - algum todo preparado para atravessar o Atlntico de uma

 hora para outra , sem ter nada o que deixar que carecesse da sua presena .
 Mas

 afirmo que essa  uma das frases mais espinhosas que j pronunciei nesta j no

 to curta existncia : Ento eu vim .
 Poderia dizer que antes eu teria de

 resolver isso e aquilo .
 No , que nada , eu teria apenas de trocar minha solido

 de Porto Alegre pela de Londres .
 E ter na Inglaterra uma graninha extra para me

 sustentar .
 Ele me prometia uma misso , no disse ?
 , um trabalho em princpio

 como outro qualquer , mas eu no sabia direito , qualquer finalidade improvvel

 poderia me esperar , e eu queria acreditar caminhando naquele corredor do

 aeroporto , queria acreditar que estava preparado at para que ele no

 aparecesse e eu tivesse de passar aquela noite num hotelzinho barato no Soho ,

 quem sabe , sem disponibilidade nenhuma para sequer mais de um dia fora do

 Brasil - no bolso trinta libras talvez , se tanto .

 Escrito por carla s 18h56

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 Dica da semana :

 Toque seus projetos , acredite em si mesmo , abra qualquer porta que

 possa estar ao seu alcance !

 Escrito por carla s 18h35

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 Mente fica mais positiva na Primavera

 Carta de Ottawa explica o fenmeno

 Por Dr. Joel Renn Jr .

 H quem diga que a Primavera  a mais bela das estaes .
 Dizem que 

 na Primavera que os coraes mais se apaixonam e que as pessoas so

 mais amveis umas com as outras .
 Da Primavera diz-se tambm que  o

 perodo em que as pessoas esto no melhor do seu humor .
 Se estas

 coisas so verdade ou no , ainda no temos como comprovar , pois no h

 dados cientficos para isso .

 Entretanto , uma coisa  certa : na Primavera h um clima de boas

 expectativas .
 Isso ocorre por causa da bela aparncia da vegetao ,

 por causa das aves e de outros animais que se manifestam aos nossos

 olhos com mais constncia e abundncia .
 Se a Primavera  ou no a

 estao mais importante , tambm no temos como saber , porm esta  a

 estao mais citada pelos poetas , romancistas , cantores e

 compositores .

 A Primavera faz brotar em ns um ar de comeos e recomeos .
 Parece

 que , dentro de ns , a gente comea a dizer : " a partir de agora tudo

 vai ser diferente " ; " tudo vai dar certo " ; " tudo vai mudar pra melhor " .

  isso mesmo , parece que na Primavera h mais espao para os sonhos e

 alegrias que estavam acorrentados em nossos coraes e em nossas

 mentes .
 Parece que h algo no ar que nos faz mais otimistas .
 E

 realmente h algo no ar .
 No s no ar , mas tambm no mar pois ele fica

 bem mais bonito .
 No s no ar e no mar , mas tambm na terra , pois ela

 fica mais verde , mais florida .

 A Primavera  sem dvida nenhuma a fase boa da natureza .
  nesta

 estao que a natureza est equipada de toda a sua beleza .
 Ento ,

 quando contemplamos tantas maravilhas , logo enchemos o corao de

 jbilo e a boca de risos .
 Assim podemos pensar que nossa mente se

 prepara para a transformao .

 Escrito por carla s 18h23

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 LITERATURA / LANAMENTO

 Biblifilo , dono de acervo de mais de 35 mil ttulos , conta como

 iniciou sua valiosa coleo

 Mindlin vasculha memria de sua biblioteca em livro

 KATIA CALSAVARA

 DA REDAO

 " A gente passa , os livros ficam. " A frase  de um dos mais

 reconhecidos biblifilos brasileiros , Jos Mindlin , que , do alto de

 sua 90 primavera , diz considerar-se o mesmo " compulsivo patolgico "

 na arte de colecionar livros .
 Aos treze anos , ele j costumava passear

 de bonde com o irmo para percorrer os sebos de So Paulo .

 Tambm contador de histrias , Mindlin no poderia deixar de reavivar e

 registrar algumas das aventuras que o levaram a reunir os mais de 35

 mil ttulos que conserva em sua casa-biblioteca , ou vice-versa , no

 bairro do Brooklin , em So Paulo .

 Parte de suas peregrinaes em busca de exemplares raros e a histria

 de como fundou a Biblioteca de Guita e Jos Mindlin esto em " Memrias

 Esparsas de uma Biblioteca " , obra lanada hoje pela Imprensa Oficial .

 Nesse mar de livros , existiria um preferido ?
 " Uma caracterstica da

 bibliofilia  a poligamia .
 No h como dizer prefiro este ou aquele " ,

 diz .
 Com esforo , seleciona uns poucos " pupilos " , entre eles a verso

 original de " Grande Serto : Veredas " , de Joo Guimares Rosa , a

 primeira edio de " Os Lusadas " , de Cames , e outras primeiras

 edies , como as de " O Guarani " , de Jos de Alencar , e " A Moreninha " ,

 de Joaquim Manuel de Macedo .

 No mesmo evento em So Paulo ser lanada obra de Cristina Antunes ,

 " Memrias de uma Guardadora de Livros " , que trabalha no espao de

 Mindlin h 23 anos .
 Os dois livros fazem parte da coleo Memria do

 Livro .

 Em suas lembranas , Mindlin relembra a passagem pelos sebos da capital

 paulistana e tambm pelos do Rio de Janeiro , conta histrias de

 negociao , com perdas e ganhos para obter parte de seu acervo .
 Alis ,

 cerca de 16 mil ttulos nacionais da biblioteca de Mindlin iro compor

 um novo acervo da USP , em prdio especial que j tem projeto de

 construo .

 Mindlin conta que sua mdia de leitura , antes de ser acometido de um

 problema nos olhos , era de oito ttulos por ms .
 O tambm dono da

 verso original do romance " Vidas Secas " , de Graciliano Ramos , diz que

 jamais conseguiria avaliar sua biblioteca .

 Engraado e bem-humorado , Mindlin contou  Folha at que ponto pode

 chegar o empenho de um biblifilo por uma edio rara .
 " Eu passei 15

 anos atrs de um exemplar de " O Guarani " .
 Soube que estava com um

 grego , mandei muitas cartas a ele , que nunca respondia .
 Estava em

 Paris quando um livreiro me disse que estava com esse grego .
 Depois de

 muitas idas e vindas , o livro est comigo. "

 Cristina Antunes , uma das maiores colaboradoras de Mindlin , conta em

 sua obra o processo de catalogao dos livros , a informatizao e a

 transio do acervo para a USP .
 A caixa com os dois volumes custa

 38,00 .

 Escrito por carla s 15h42

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 Nem sempre precisamos ser aquilo que sempre fomos .

 De Lya Luft in : Perdas e Ganhos

 Escrito por carla s 12h16

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 Tarda o entardecer .

  como se o dia se demorasse a morrer .

  preciso no ter pressa .

 Esperar cansada o anoitecer .

 Escrito por carla s 17h51

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 Ponto de Vista do dia :

 A rainha da nossa perplexidade , que torna o presente to importante , o

 amor to urgente , a bondade to necessria , a tica to essencial , a

 arte to inexplicvel - ela , a majestosa morte , deveria nos tornar

 muito melhores do que somos.Muito mais generosos .
 Muito mais

 audaciosos.Muito mais abertos para a vida , a alegria , a claridade , em

 lugar de to enredados em nossas intrigas mesquinhas , nossas

 reclamaes cotidianas , nossas vinganas minsculas .

 Porque s com vida bem vivida , com decncia , coragem e

 doura , prepara-se algum , ainda que sem muita habilidade , para isso que

 chamamos morte : que nos espreita na cama , no carro , no avio , na

 calada , ou na escola invadida por um terrorista alucinado .

 De Lya Luft , escritora , in : Veja , 22/09/04

 Escrito por carla s 17h13

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 Abaixo alguns preferidos da Bienal em sua 26a .
 edio , desta vez com

 arte de graa .

 Escrito por carla s 16h57

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 Divulgao

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 Luc Tuymans faz parte dos pintores cujas obras esto na Bienal .

 Escrito por carla s 16h47

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 Divulgao

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 Beatriz Milhazes  um dos destaques no campo da pintura .

 Escrito por carla s 16h44

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 Divulgao

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 Uma sala especial foi dedicada  brasileira Beatriz Milhazes .

 Escrito por carla s 16h39

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 Divulgao

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 Outra sala especial foi dedicada ao artista belga Luc Tuymans .

 Escrito por carla s 16h33

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