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 " A ARTE MODERNA BRASILEIRA "

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 21h44

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 O final do sculo XIX decorre cheio de insatisfao e angstia nos meios liter

 rios e artsticos .
 Tudo velho , nada de renovao .
 Raimundo Correa reclama do

 retraimento na literatura e na vida intelectual do pas de um modo geral .

 Mas o sculo XX logo se inicia e os acontecimentos sociais e econmicos trazem

 novo alento .
 A inveno de Santos Dumont , a urbanizao do Rio de Janeiro , a

 construo de estradas de ferro , a iluminao eltrica e o crescente prestigio

 na indstria trazem para o povo um forte sentimento de nacionalidade .
 A

 prosperidade econmica favorece as viagens e estudos no Velho Mundo .
 Um grupo

 de jovens , chefiados por Oswald de Andrade , lana a semente do Movimento

 Modernista Brasileiro , incendiando e contagiando um grupo de intelectuais .

 Criticam a dicronia brasileira , o atraso em relao aos movimentos

 internacionais , o apego ao academicismo e o arcasmo das artes brasileiras .

 Em 29 de janeiro de 1922 , uma nota do Correio Paulistano anunciava a

 realizao , entre 11 e 18 de fevereiro , da " Semana de Arte no Teatro Municipal

 de So Paulo " , com a participao de msicos , arquitetos , artistas e escritores

 do Rj e SP .

 Arte Moderna  uma tendncia artstica desenvolvida sob vrias formas , em

 diversos pases , reunindo amostras de vrios estilos artsticos : Fauvismo ,

 Futurismo , Expressionismo , Suprematismo , Arte Metafsica , Dadasmo ,

 Surrealismo , Abstracionismo , Impressionismo , No-Impressionismo , Cubismo ,

 Concretismo , Tachismo , Surrealismo .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 21h31

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 O final do sculo XIX decorre cheio de insatisfao e angstia nos

 meios literrios e artsticos .
 Tudo velho , nada de renovao .
 Raimundo

 Correa reclama do retraimento na literatura e na vida intelectual do

 pas de um modo geral .

 Mas o sculo XX logo se inicia e os acontecimentos sociais e

 econmicos trazem novo alento .
 A inveno de Santos Dumont , a

 urbanizao do Rio de Janeiro , a construo de estradas de ferro , a

 iluminao eltrica e o crescente prestigio na indstria trazem para o

 povo um forte sentimento de nacionalidade .
 A prosperidade econmica

 favorece as viagens e estudos no Velho Mundo .
 Um grupo de jovens ,

 chefiados por Oswald de Andrade , lana a semente do Movimento

 Modernista Brasileiro , incendiando e contagiando um grupo de

 intelectuais .
 Criticam a dicronia brasileira , o atraso em relao aos

 movimentos internacionais , o apego ao academicismo e o arcasmo das

 artes brasileiras .

 Em 29 de janeiro de 1922 , uma nota do Correio Paulistano anunciava a

 realizao , entre 11 e 18 de fevereiro , da " Semana de Arte no Teatro

 Municipal de So Paulo " , com a participao de msicos , arquitetos ,

 artistas e escritores do Rj e SP .

 Arte Moderna  uma tendncia artstica desenvolvida sob vrias formas ,

 em diversos pases , reunindo amostras de vrios estilos artsticos :

 Fauvismo , Futurismo , Expressionismo , Suprematismo , Arte Metafsica ,

 Dadasmo , Surrealismo , Abstracionismo , Impressionismo ,

 No-Impressionismo , Cubismo , Concretismo , Tachismo , Surrealismo .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 21h29

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 Independncia e sorte

 Esse era o ano em que o pas comemorava o primeiro centenrio da

 Independncia e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil ,

 libertando-o das amarras que o prendiam aos padres estrangeiros .

 Seria , ento , um movimento pela independncia artstica do Brasil .
 A

 Semana foi a modernizao da nossa cultura , uma cultura , at ento

 atrasada , tradicionalista .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 21h23

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 O catlogo oficial da Semana assim apresenta os seus participantes :

 Pinturas e desenhos - Anita Malfatti , Di Cavalcanti , Zina Aita ,

 Vicente do Rego Monteiro , Ferrignac ( Incio da Costa Ferreira ) , Yan de

 Almeida Prado , John Graz , Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi ,

 Vicente do Rego Monteiro e Zina Aita , Di Cavalcanti , e Regina Graz .

 Escultura - Vtor Brecheret , Hildegardo Leo Velloso e Wilhelm

 Haarberg ,

 Arquitetura - Antnio Garcia Moya e Georg Przyrembel

 Escritores - Mrio de Andrade , Oswald de Andrade , Menotti del Picchia ,

 Srgio Milliet , Plnio Salgado , Ronald de Carvalho , lvaro Moreira ,

 Renato de Almeida , Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida .

 Musica - Villa-Lobos , Guiomar Novais , Ernni Braga e Frutuoso Viana .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 21h22

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 A estes nomes ainda se acrescentam alguns , segundo historiadores de

 arte .
 O programa oficial foi publicado nos jornais da poca da

 seguinte forma :

 PROGRAMA DO PRIMEIRO FESTIVAL

 Segunda - feira , 13 de fevereiro

 1 PARTE

 * Conferncia de Graa Aranha : " A emoo esttica na arte moderna " , ilustrada

 com msica executada por Ernani Braga e poesia de Guilherme de Almeida e Ronald

 de Carvalho .

 * Msica de cmara : Villa-Lobos , Sonata II para violoncelo e piano ( 1916 ) ,

 com Alfredo Gomes e Luclia Villa-Lobos ; Trio Segundo para violino , violoncelo

 e piano ( 1916 ) , com Paulina d'Ambrsio , Alfredo Gomes e Fructuoso de Lima

 Vianna .

 2 PARTE

 * Conferncia de Ronald de Carvalho : " A pintura e a escultura moderna no

 Brasil " .

 * Solos de piano por Ernani Braga : " Valsa Mstica " ( 1917 , da Simples

 Coletnea ) ; " Rodante " ( da Simples Coletnea ) ; A fiandeira .

 * Octeto ( Trs danas africanas ) : " Farrapos " ( 1914 , " Danas dos moos " ) ;

 " Kankukus " ( 1915 , " Danas dos velhos " ) ; " Kankikis " ( 1916 , " Danas dos

 meninos " ) .

 Violinos : Paulina d'Ambrosio , George Marinuzzi .

 Alto : Orlando Frederico .

 Violoncelos : Alfredo Gomes ; baixo : Alfredo Corazza .
 Flauta : Pedro Vieira ;

 clarinete : Anto Soares .
 Piano : Fructuoso de Lima Vianna .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h35

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 O QUE  ARTE ?

 A arte  uma manifestao humana criada com a essncia e inspirao de

 seu momento ou necessidade .

 A arte  pensamento que se realiza por imagens .
 No existe arte sem

 imagem .
 Arte  uma das formas que distingue os homens dos outros

 animais .
 Arte  caracterstica do ser humano , pois  atravs da ARTE

 que desenvolvemos o nosso potencial criador , no importando qual seja

 a rea do conhecimento .

 Arte  expresso , e  atravs das cinco expresses ( oral , escrita ,

 musical , corporal e plstica ) que fazemos arte .
 Fazemos arte porque

 temos necessidade de nos comunicar .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h06

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 PICASSO ( PERFIL )

 PABLO Diego Jos Francisco de Paulo Juan Nepomuceno Maria de Los

 Remdios Crispin Crispiniano Santssima Trinidad RUIZ Y PICASSO ( 1881

 - 1973 ) , pintor espanhol ,  considerado o " gnio do sculo " das artes

 plsticas e fundador da arte moderna , por ter construdo a maior e

 mais rica obra de toda a histria da arte .
 Produzindo desde os oito

 at os noventa e um anos de idade , Picasso foi pintor , desenhista ,

 gravador , litografo , ceramista e escultor .
 Sua arte , antes de ser uma

 expresso da sociedade ,  a arte de um homem inovador e irreverente .
 A

 caracterstica mais marcante de sua obra  o polimorfismo , e a

 inovao est sempre presente , seja no contedo artstico , nas formas

 inditas , tcnicas inovadoras ou aplicao de novos materiais , sendo

 " Guernica " , de 1937 , seu trabalho mais famoso .

 A grandiosidade do artista se revela na evoluo de suas obras a

 partir do perodo azul para o perodo rosa , passando atravs dos

 perodos : negro , verde , cubista , cristal , romano , clssico ,

 expressionista , surrealista , trgico , intimista .

  impossvel etiquetar o artista , porque nas suas obras encontramos

 uma constante renovao , uma diversidade de expresso que abrange

 todos os sentimentos da humanidade .

 Picasso no foi senhor de uma nica vertente artstica , o que o fez

 passar por diversas fases pictricas .
 Fiel acima de tudo s prprias

 emoes , cada fase de sua pintura indicava um estado de esprito ,

 traduzido nos temas , combinaes das cores e linhas de suas obras .

 Aos 85 anos de idade , fez um retrospecto de sua carreira , agrupando ,

 em uma srie de desenhos , os seus preferidos temas : pastorais , circo ,

 mulheres fazendo toilette , nus deitados , entre outros .

 Picasso teve atividade artstica at o fim de sua vida , complexo e

 irreverente , repudiou toda e qualquer conveno .
 A descontinuidade de

 sua obra reflete o homem Picasso , o criador inesgotvel , inventor de

 formas , pronto a abandonar a qualquer instante o que vinha fazendo

 para fazer algo diferente no instante seguinte .
 Seria uma diminuio

 aos seus trabalhos e ao seu valor , tentar catalogar Picasso .

 Sem dvida , Pablo Ruiz Picasso , sempre ser considerado o mais clebre

 e prestigioso expoente da arte contempornea .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h25

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 NOVA FIGURAO

 Este  mais um dos movimentos que nasceu dentro da Arte Contempornea .

  uma volta ao humanismo , dando prioridade  figura humana .
 Mostra o

 homem solitrio dos grandes centros urbanos com suas tenses ,

 conflitos ntimos , e mesmo suas alegrias , nas vrias expresses

 dirias da vida. ( Francis Bacon ) .

 ARTE FANTSTICA

 O artista contemporneo procura mostrar neste estilo um mundo povoado

 de fantasmas , fico cientfica .
 Diferente do Surrealismo ( psicanlise

 - Freud ) .
 Ele procura desmistificar os mistrios desvendados pela

 cincia atual .
 So visionrios de um mundo novo. ( Ana Gunther ) .

 OP-ART

  a arte apoiada nos estudos sobre a percepo .
 As cores e as formas

 se movem pelos efeitos ticos que elas produzem na viso humana .
  uma

 oposio ao termo Pop-Art ,  uma das correntes mais intelectualizadas

 da arte contempornea. ( Victor Vassarely ) .

 " Toda forma  a base para a cor , toda cor  tributo da forma "

 ( Victor Vassarely )

 Vassarely nasceu na Hungria , em 1906 , e morreu em 1997 .
 Fascinado pelo

 rigor matemtico das formas usadas na Arte Abstrata Geomtrica ,

 comeou a pesquisar a criao de uma arte ptica que provocasse no

 espectador a iluso do movimento , a partir da disposio das formas e

 das cores .

 Vassarely conseguiu atravs dos fenmenos pticos criar no espectador

 a iluso de imagens tridimensionais que vibram e se movimentam .

 Exemplo : O cubo transparente que pode se modificar e apresentar-se em

 trs ( 3 ) dimenses .

 ARTE CINTICA

 O artista consegue uma obra que se move realmente .
 O artista , faz a

 fuso da tcnica , da cincia e da sensibilidade na arte cintica .
 O

 espectador , diante de uma obra de arte destas , deixa a sua passividade

 e pode modific-la , tocando-a ou acionando-lhes os mecanismos .
  a

 participao ldica do espectador na criao artstica .
 Ela se

 modifica na forma , nas cores iluminadas , no movimento , e s vezes at

 nos sons. ( Nicolas Shoffer ) .

 VANGUARDAS

 O artista oferece um espetculo mais real que a prpria realidade

 ( hiper-realismo ) .
 Movimento prprio dos grandes centros urbanos .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h15

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 ARTE CONTEMPORNEA

 A Arte Contempornea surgiu na dcada de 60 , logo aps a Arte Moderna

 ( Revoluo Industrial ) , esgotando o movimento Abstracionista , marcando

 a volta do Figurativo .

 Principais Caractersticas :

  Pretende reunir Cincia , Tecnologia e Humanismo , restaurando

 valores humanos e valorizando a natureza ;

  Interao do artista e do espectador na obra ( pintura ,

 escultura , msica , teatro , moda ...
 ) ;

  No pretende se impor e nem impor nada ;

  O espectador tem participao na obra porque  tratado como

 amigo e espera-se que ele assuma o papel de associado na criao ;

  Reciclagem ( Utiliza-se de materiais diversos , deixando a arte

 existir mais na mente do que na tela ) ;

  Novos termos : Costumizar , costumizao ( reformar uma saia

 velha ) , Metrosexual ( novo homem , aquele que se cuida ,  vaidoso ) .

 Da arte contempornea surgiu :

  Pop-Art ;

  Nova Figurao ;

  Arte Fantstica ;

  Op-Art ;

  Arte Cintica ;

  Vanguardas .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h12

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 NEOLTICO

 * instrumentos de pedra polida , enxada e tear ;

 * incio do cultivo dos campos ;

 * artesanato : cermica e tecidos ;

 * construo de pedra ; e

 * primeiros arquitetos do mundo .

 IDADE DOS METAIS

 * aparecimento de metalurgia ;

 * aparecimento das cidades ;

 * inveno da roda ;

 * inveno da escrita ; e

 * arado de bois .

 Cavernas

 Antes de pintar as paredes da caverna , o homem fazia ornamentos

 corporais , como colares , e , depois magnficas estatuetas , como as

 famosas " Vnus " .

 Existem vrias cavernas pelo mundo , que demonstram a pintura rupestre ,

 como :

 CAVERNA DE ALTAMIRA : Espanha , quase uma centena de desenhos feitos a

 14.000 anos , foram os primeiros desenhos descobertos , em 1868 .
 Sua

 autenticidade , porm , s foi reconhecida em 1902 .

 CEVERNA DE LASCAUX : Frana , suas pinturas foram achadas em 1942 , tm

 17.000 anos .
 A cor preta , por exemplo , contm carvo modo e dixido

 de mangans .

 CAVERNA DE CHAUVET : Frana , h ursos , panteras , cavalos , mamutes ,

 hienas , dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos , descoberta

 em 1994 .

 GRUTA DE RODSIA : frica , com mais de 40.000 anos .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 16h02

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 ARTISTA NEOLTICO

 A fixao do homem da Idade da Pedra Polida , garantida pelo cultivo da

 terra e pela manuteno de manadas , ocasionou um aumento rpido da

 populao e o desenvolvimento das primeiras instituies , como famlia

 e a diviso do trabalho .
 Assim , o homem do Neoltico desenvolveu a

 tcnica de tecer panos , de fabricar cermicas e construiu as primeiras

 moradias , constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo .
 Conseguiu

 ainda , produzir o fogo atravs do atrito e deu incio ao trabalho com

 metais .

 Todas essas conquistas tcnicas tiveram um forte reflexo na arte .
 O

 homem , que se tornara um campons , no precisava mais ter os sentidos

 apurados do caador do Paleoltico , e o seu poder de observao foi

 substitudo pela abstrao e racionalizao .
 Como conseqncia surge

 um novo estilo , com sinais e figuras mais que sugerem do que

 reproduzem os seres .
 Os prprios temas da arte mudaram : comearam as

 representaes da vida coletiva .

 Alm de desenhos e pinturas , o artista do Neoltico produziu uma

 cermica que revela sua preocupao com a beleza e no apenas com a

 utilidade do objeto , tambm esculturas de metal .

 Desse perodo temos as construes denominadas dolmens .
 Consistem em

 duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no cho , como se

 fossem paredes , e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre

 elas , parecendo um teto .
 E o menir que era monumento megaltico que

 consiste num nico bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical .

 O Santurio de Stonehenge , no sul da Inglaterra , pode ser considerado

 uma das primeiras obras da arquitetura que a Histria registra .
 Ele

 apresenta um enorme crculo de pedras erguidas a intervalos regulares ,

 que sustentam traves horizontais rodeando outros dois crculos

 interiores .
 No centro do ltimo est um bloco semelhante a um altar .
 O

 conjunto est orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no

 dia do solstcio de vero , indcio de que se destinava s prticas

 rituais de um culto solar .
 Lembrando que as pedras eram colocadas umas

 sobre as outras sem a unio de nenhuma argamassa .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 15h59

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 PALEOLTICO INFERIOR

 * aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C. ;

 * primeiros homindios ;

 * caa e coleta ;

 * controle do fogo ; e

 * instrumentos de pedra e pedra lascada , madeira e ossos : facas ,

 machados .

 PALEOLTICO SUPERIOR

 * instrumentos de marfim , ossos , madeira e pedra : machado , arco e

 flecha , lanador de dardos , anzol e linha ; e

 * desenvolvimento da pintura e da escultura .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 15h57

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 PALEOLTICO SUPERIOR

 A principal caracterstica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada  o

 naturalismo .
 O artista pintava os seres , um animal , por exemplo , do

 modo como o via de uma determinada perspectiva , reproduzindo a

 natureza tal qual sua vista captava .
 Atualmente , a explicao mais

 aceita  que essa arte era realizada por caadores , e que fazia parte

 do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na

 captura de animais , ou seja , o pintor-caador do Paleoltico supunha

 ter poder sobre o animal desde que possusse a sua imagem .
 Acreditava

 que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido

 mortalmente num desenho .
 Utilizavam as pinturas rupestres , isto  ,

 feitas em rochedos e paredes de cavernas .
 O homem deste perodo era

 nmade .

 Os artistas do Paleoltico Superior realizaram tambm trabalhos em

 escultura .
 Mas , tanto na pintura quanto na escultura , nota-se a

 ausncia de figuras masculinas .
 Predominam figuras femininas , com a

 cabea surgindo como prolongamento do pescoo , seios volumosos , ventre

 saltado e grandes ndegas .
 Destaca-se : Vnus de Willendorf .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 15h56

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 PR - HISTRIA :

 Um dos perodos mais fascinantes da histria humana  a Pr-Histria .

 Esse perodo no foi registrado por nenhum documento escrito , pois 

 exatamente a poca anterior  escrita .
 Tudo o que sabemos dos homens

 que viveram nesse tempo  o resultado da pesquisa de antroplogos ,

 historiadores e dos estudos da moderna cincia arqueolgica , que

 reconstituram a cultura do homem .

 [ INLINE ] Escrito por Veranir s 15h56

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 [ USEMAP ]

 .
 [ USEMAP ]

 ENTRADAS E ENIGMAS

 DO IMAGINRIO SURREALISTA

 Ren Magritte

 .

 Ren Magritte

 Lessines , Blgica , 1898

 Bruxelas , Bjgica , 1967

 [ LINK ]

 " La Belle Captive "

 1967 - guache sobre papel

 29,8 x 45,2 cm

 Coleo Communut Franaise de Belgique

 ADAGP , Paris , 1998

 O qu ?

 Esta obra  tomada como imagem-semente , ponto de partida deste convite ao aluno

 para uma atitude potica e crtica por meio de leituras contnuas , chamadas

 aqui como a  es antropofzgicas contnuas aos enigmas do imaginzrio surrealista :

 [ INLINE ] Leitura das obras de arte como antropofagias contnuas ;

 [ INLINE ] Magritte e suas inser  es na histria da pintura do sculo XX : o

 Cubismo , o Dadasmo e o Surrealismo ;

 [ INLINE ] A antropofagia do mundo pela pintura : um estudo do papel da imaginao

 produtiva no processo de criao de Magritte e do Surrealismo em geral .

 Por qu ?

 Magritte coloca em justaposio em suas telas situa  es muitas vezes

 contraditrias apresentadas de uma forma virtualmente realista .
 Ao compor

 imagens paradoxais , dilui os limites entre o imaginzrio e o mundo real ,

 questiona as rela  es entre arte e vida e critica as fronteiras entre o belo

 natural e o belo artstico .

 [ INLINE ] O aprendizado do conceito de leitura da obra de arte como uma " ao "

 antropofzgica , enfoca o papel da percepo imaginante como inauguradora de um

 processo aberto de construo de sentidos , que buscarz atingir como

 desdobramento educativo final a conscientizao potica e crtica em relao ao

 mundo pelo aluno estabelecendo inser  es recprocas entre a arte e a vida .

 Para qu ?

 Por intermdio do Surrealismo , inserir no sistema educativo metas e conceitos

 de arte mais amplos , ligados ao universo artstico contemporneo .

 [ INLINE ] Conscientizar sobre as inter-rela  es entre a esfera privada , do

 inconsciente e dos sonhos , com o mundo pblico das transforma  es culturais de

 nosso sculo .

 [ INLINE ] Desenvolver uma nova atitude do aluno perante o mundo da arte / mundo

 cultural e perante a produo dos discursos artsticos , que possa resultar em

 respostas criativas para a reflexo e conscientizao da prpria condio

 humana .
 .

 Como ?
 ( Quando ?
 Onde ?
 )

 Ao adotar o conceito de antropofagias contnuas e densidade nas oficinas de

 criao surrealista , este material busca promover o aprendizado experimental do

 processo criativo de Magritte e , por conseguinte , do Surrealismo , com produo

 de situa  es comunicantes ( ou situa  es paradoxais , surpresa ) de metzforas ou

 enigmas , utilizando a tcnica de colagem de imagens ( antropofagia de imagens^1 )

 e a " assemblage " ( combinao ) de diferentes objetos , para expressar as

 condi  es culturais individuais e coletivas dos alunos .

 [ INLINE ] As oficinas , que so propostas de desdobramentos educativos que

 estimulam o exerccio da imaginao produtiva e o processo criativo

 surrealista , trabalham as seguintes propostas :

 [ INLINE ] construo compartilhada ( em equipe ) de " assemblages " com objetos

 significativos ligados aos sonhos e s vis  es de mundo dos alunos ;

 [ INLINE ] desenvolvimento de oficinas de criao surrealistas com textos

 redigidos coletivamente ;

 [ INLINE ] produo de imagens utilizando tcnicas mistas de desenho , pintura

 sobre colagem etc .

 1 .
 Antropofagia de imagens

 As pinturas de Magritte so " colagens pintadas a mo " de acordo com as palavras

 de Max Ernst ( 1891-1976 ) .
 Trinta obras de Magritte foram selecionadas pela

 curadoria de Didier Ottinger para o Ncleo Histrico da XXIV Bienal , que

 ilustram a conexo desse artista com " canibalismo e antropofagia " .
 O sentido de

 canibalismo de imagens refere-se ao mtodo surrealista de criao que se

 apropria e descontextualiza diferentes imagens passando a fazer parte de uma

 nova ordem impactante por seu aspecto enigmztico. Justaposio , fuso ,

 canibalismo e antropofagia so diferentes palavras que remetem igualmente ao

 processo ou  metodologia surrealista utilizada por Magritte .
 Essa fuso

 " canibal " de imagens refere-se tanto ao uso de elementos de outras culturas

 ( no europias ) como tambm  constante recorrncia de Magritte s histrias

 policiais , aos detetives e desenhos animados .
 Fundem-se na obra de Magritte

 imaginzrios de natureza diferente , num processo chamado pelo curador , Didier

 Ottinger , de " canibalismo fusionista " .
 Essa dimenso conciliadora de opostos

 torna-se vizvel pelo uso da colagem como modelo estrutural .

 Antropofagia do primeiro olhar : estranhamento e interao

 [ INLINE ] Construo da experincia esttica do individual para o

 coletivo .
 A partir de trocas de vis  es e rea  es , desenvolver uma

 experincia compartilhada .

 [ INLINE ] Mudana de atitude do aluno como leitor da obra de arte

 portador de sentidos / significados .
 Enfrentamento do desafio

 comunicativo da obra de arte .
 Desenvolver no aluno entendimento e

 atitude criativa perante o objeto artstico como um objeto intencional

 comunicativo .

 [ INLINE ] Desenvolvimento da percepo imaginativa .
 Elaborao de

 rela  es e decodifica  es de sentidos entre experincia sensvel e

 cognitiva .

 [ INLINE ] Ao professor cabe lembrar a importncia de se explorar o

 primeiro encontro com a imagem ( no caso , a reproduo da pintura de

 Magritte ) como ponto de partida para um processo de construo de

 sentidos abertos ( leituras / antropofagias contnuas ) .
 Aqui o primeiro

 sentido  o olhar !
 Desenvolver a percepo imaginativa^2 e

 compartilhar vis  es e vers  es so os objetivos especficos na

 inaugurao desse processo antropofzgico .

 [ INLINE ] Ao apresentar a reproduo da obra para os alunos , o

 professor concentra-se no que se revela da obra apenas pelo primeiro

 olhar e primeiro impacto , sem fazer referncias neste primeiro momento

 ao autor , ttulo da obra ou movimento artstico ( evite at mesmo dizer

 a palavra Surrealismo^3 ) .

 [ INLINE ] A antropofagia do primeiro olhar / sentir abrange o tempo do

 encontro com a obra , a vivncia direta das rea  es diante da obra , o

 que prop  e uma percepo inteira do objeto / imagem .
 Este momento 

 seguido da experincia compartilhada de construo e interao do

 grupo com a obra .
 O que a obra / imagem diz para cada um , quais foram as

 primeiras rea  es dos alunos .
 Cabe ao professor conduzir o dizlogo

 chamando a ateno para a importncia das trocas de impress  es e

 express  es pelo grupo .

 [ INLINE ] Em forma de dizlogo com os alunos , o professor pode comparar

 e tirar partido das diferentes rea  es e respostas diante da mesma

 obra .

 [ INLINE ] Procure instigar o grupo para a observao dos elementos

 constituintes da imagem , das rela  es entre eles , dos espaos , das

 cores , das apropria  es de coisas do mundo etc. , ao mesmo tempo em que

 o grupo considera e observa suas prprias rea  es diante dos detalhes .

 [ INLINE ] A arte deve ser apresentada ao aluno como ponto de encontro

 para trocas em grupo de experincias do primeiro olhar / sentir .
 Voc

 no pode estar errado a respeito de suas rea  es ?

 [ INLINE ] Por meio de detalhes e pistas o artista chama a ateno para

 a ordem e a subverso da ordem lgica ou natural das coisas do mundo

 totalmente possvel dentro do mundo da arte .
 Onde ela ocorre estz um

 enigma intencional .

 [ INLINE ] Pode a pintura ser entendida como um mundo em si , estranho e

 paralelo ao mundo real ?

 [ INLINE ] O aprofundamento das leituras em forma de dizlogos exige a

 formao de um ambiente de confiana mtua entre os alunos .
 A

 instaurao desse ambiente de trocas durante as leituras serz em si um

 dos parmetros qualitativos para a avaliao da aprendizagem .
 Esta

 avaliao considera a verificao do fluxo de interioriza  es e

 express  es dos diversos sentidos multidisciplinares da obra pelos

 alunos como articulao e desenvolvimento do pensamento crtico e

 potico. Pode-se considerar como medida de aprendizagem ou avaliao

 qualitativa a participao dos alunos na construo ( fluxo ) e

 expresso de uma reflexo potica / crtica .

 2 .
 Percepo imaginativa

 Segundo Bachelard , " pretende-se sempre que a imaginao seja a faculdade de

 formar imagens .
 Ora , ela  antes a faculdade de deformar as imagens fornecidas

 pela percepo ,  sobretudo a faculdade de libertar-nos das imagens primeiras ,

 de mudar as imagens .
 Se no hz mudana de imagens , unio inesperada das

 imagens , no hz imaginao , no hz ao imaginante .
 Se uma imagem presente no

 faz pensar uma imagem ausente , se uma imagem ocasional no determina uma

 prodigalidade de imagens aberrantes , uma exploso de imagens , no hz

 imaginao ...
 " Como proclama Blake : " A imaginao no  um estado ,  a prpria

 existncia humana " .

 3 .
 Surrealismo

 De acordo com Giulio Carlo Argan , o Surrealismo ( 1920 ) tem suas razes no

 Dadasmo e no contexto cultural europeu de guerras e crises do sujeito

 racional .
 Ao se estudar o Surrealismo , tem-se como pano de fundo uma dimenso

 de desencanto com o domnio da razo sobre a realidade que dominava a Europa no

 incio do sculo .
 O Surrealismo , em suas origens , busca uma teoria do

 irracional e do inconsciente na arte .
 Seus porta-vozes so os poetas Andr

 Breton ( 1896-1966 ) , que era tambm mdico psiquiatra , Louis Aragon ( 1897-1982 )

 e Paul Eluard ( 1895-1952 ) .
 Sob as influncias das teorias do inconsciente de

 Freud , Breton , juntamente com os poetas da primeira fase do Surrealismo , vai

 explorar o universo de imagens do inconsciente , e dessa maneira trazer para a

 superfcie os contedos profundos do inconsciente .
 Se o consciente  a regio

 onde se elaboram as distin  es , o inconsciente serz por sua vez o centro do

 indistinguvel .
 A pintura surrealista irz materializar esse universo de imagens

 com colagens , na qual o artista e por conseguinte o espectador podero se

 inserir nesse mundo sem fronteiras entre o real e o imaginado .
 As imagens

 surrealistas so uma enorme fonte onrica de comunicao vital .

 [ INLINE ]

 Freud : Sigmund Freud ( 1856-1939 ) foi um mdico neurologista austraco

 responszvel pela criao e divulgao da psicanzlise .
 Suas teorias sobre o

 papel do inconsciente e dos sonhos no funcionamento da mente inspiraram os

 artistas surrealistas a propor novos mtodos de criao em arte .

 Antropofagia cultural : conscientizao cultural e admirao

 Estratgias / objetivos especficos

 [ INLINE ] Os aprofundamentos de conhecimento / aprendizagem : passagens

 para a antropofagia cultural .
 Eles devem ser alcanados como parte de

 um fluxo de questionamentos e descobrimentos , realizados pelo aluno ,

 que conduzem a um sentido de " ad-mirao " , significando que estz

 ocorrendo o processo de construo de sentidos estabelecidos entre as

 rela  es pessoais e as culturais .

 [ INLINE ] Nesse nvel , prop  e-se um dizlogo entre as percep  es

 ( leituras ) individuais e o sistema de signos / smbolos culturais

 envolvidos na obra .
 Dizlogos tambm significando o confronto entre as

 condi  es culturais do estudante - leitor da obra - e a expresso de

 valores culturais estrangeiros e / ou universais ligados  inteno

 comunicativa do artista e ao contexto cultural no qual a obra foi

 criada .
 Da cabe tambm ao professor estar atento s oportunidades de

 realizar inser  es interdisciplinares possveis .

 [ INLINE ] Participao dos alunos nos dizlogos .
 Essa participao sobre

 os conceitos relacionados  obra so medidas qualitativas de avaliao

 da aprendizagem , desenvolvimento de vocabulzrio e articulao de

 conhecimentos mais elevados adquiridos na leitura da obra .

 Entradas : sugestes de questionamentos

 O que h por trs desta obra

 [ INLINE ] O ttulo da obra , " Beleza cativa " , sugere questionamentos e

 debates sobre a relao arte e beleza : o que significa capturar a

 beleza ?
 O professor pode abrir um debate sobre a distino entre o

 belo natural ( a beleza do mundo natural ) e o belo artstico ( valores

 do belo que regem a produo artstica de uma poca e de uma cultura ) .

 Quais so as entradas e as possibilidades de inser  es desta obra com

 os problemas da Histria da Arte ( pintura ) e da cultura no sculo XX ?

 [ INLINE ] Crise da " re-presentao " do mundo real na pintura no sculo

 XX ( referncias histricas ao Cubismo^4 ) explorada por Magritte em

 vzrias obras .

 Pistas e enigmas : antropofagias do mundo pela arte / pintura

 Explorando o sistema de signos e smbolos da obra :

 [ INLINE ] Comentar com os alunos como Magritte^5 representa

 metaforicamente o desafio antropofzgico entre arte ( pintura ) e

 realidade .

 [ INLINE ] Alm desta polaridade entre o belo natural e o belo na arte ,

 esta imagem pode ser vista como o ponto de encontro entre vzrias

 dimens  es ( elementos ) opostos da existncia : o cu e a terra , os

 diversos nveis de ilus  es da vida , do teatro ( o palco e a cortina ) e

 da pintura ( o cavalete ) .

 [ INLINE ] Qual  o smbolo de beleza que estz cativo ?

 [ INLINE ] O cu azul como smbolo de beleza .

 [ INLINE ] Debater e estudar com os alunos que outros significados o cu

 azul pode ter , incluindo em outras culturas :

 [ INLINE ] smbolo religioso cristo : salvao e recompensa na

 eternidade ;

 [ INLINE ] para um navegante : bom tempo ;

 [ INLINE ] para um poeta : o inatingvel , a esperana , o imponderzvel

 etc. ;

 [ INLINE ] O que significa a esfera escura ?
 Serz uma bomba ?
 Um enigma ?

 Uma aluso  Guerra Fria , que ocorria em 1965 , data da pintura ?

 4 .
 Cubismo

 Para muitos o Cubismo  considerado o incio da arte moderna .
 O Cubismo

 desenvolveu-se em Paris entre 1907 e 1914 a partir das pesquisas e cria  es de

 Pablo Picasso ( 1881-1873 ) e George Braque ( 1882-1963 ) , influenciadas por Paul

 Czanne ( 1839-1906 ) .
 Suas experimenta  es na pintura estavam ligadas 

 construo de uma imagem fragmentada do objeto / realidade .
 Essas deforma  es

 intencionais rompem com os paradigmas herdados da pintura renascentista ; a

 pintura cubista abandona o uso da perspectiva , recurso usado na construo da

 iluso do espao tridimensional na tela ( " trompe-l'il " ) .
 Da o Cubismo estz

 ligado  crise da representao na pintura europia .
 Com o Cubismo , o ponto de

 vista do artista perante o objeto representado passa a ser tambm mvel , no

 fixo como anteriormente , e conseqentemente , junto com a cincia , a arte

 reconhece a Teoria da relatividade .
 O Cubismo conquista dessa forma a autonomia

 da pintura perante o mundo real .

 5 .
 Magritte

 Ren Magritte ( Lessines , Blgica , 1898 - Bruxelas , Blgica , 1967 )  um dos

 principais artistas do movimento surrealista , que muito influenciou a arte

 latino-americana .
 Magritte tem especial interesse pela disfuno entre um

 significante ( elemento-imagem , o texto ) e seu sentido .
 Da suas pinturas

 procurarem causar um estranhamento pela associao de elementos contraditrios

 numa nica pintura .
 As primeiras pinturas de Magritte ( 1920 ) foram

 influenciadas pelo Cubismo .
 Ele nessa poca tambm se interessa pelas

 manifesta  es em defesa da arte pura , expressas na pintura liberada da

 representao ilusionista do espao tridimensional .
 O interesse de Magritte por

 situa  es enigmzticas surge de seu encontro com a obra de Giorgio de Chirico .

 Uma outra importante referncia para a produo criativa de Magritte foi o

 contato com as colagens de Max Ernst : ambos contribuem para alimentar o

 interesse de Magritte no impacto e mistrio de justaposio de diversas

 imagens , formando um cenzrio " surreal " .

 [ INLINE ]

 Giorgio de Chirico : ( Volo , Grcia , 1888 - 1978 ) : sua produo anterior a 1930

 foi muito bem recebida pelos artistas ligados ao Cubismo e ao Surrealismo ;

 nessas obras , criou o estranhamento de objetos e de paisagens , colocando-os em

 associa  es no habituais , formando rela  es inesperadas que causam

 inquieta  es no espectador .

 [ INLINE ]

 Max Ernest : ( Bruhl , 1891 - 1976 ) : artista alemo integrante dos movimentos

 Dadasta e Surrealista .
 Criou na pintura um processo equivalente  escrita

 automztica por meio da " frottage " , decalcando texturas de tecidos , folhas ,

 madeiras etc. , completando-as na forma de paisagens e de seres estranhos

 Antropofagia potica : respostas poticas

 Objetivos especficos

 [ INLINE ] Estimulo  formao do ser potico / crtico .
 Este estmulo

 pode ser realizado pela passagem da percepo imaginativa para a

 imaginao produtiva com propostas przticas dos recursos poticos

 ligados ao mtodo de criao surrealista .

 [ INLINE ] Desenvolvimento da fluncia criativa .
 Por meio de exerccios

 de antropofagia potica , a multiplicao de respostas criativas ou

 poticas a partir dos conceitos do Surrealismo .
 A " re-construo " ,

 apropriao do processo criativo do artista / obra ( antropofagia ) , deve

 ser promovida buscando ao mzximo o ancoramento das propostas de

 desdobramentos com os elementos e as condi  es existenciais e

 culturais dos estudantes ( " glocalizao " ) .

 [ INLINE ] Entendimento da presena / apropriao / antropofagia dos

 recursos poticos .
 Estes inaugurados pelo Surrealismo / Dadasmo^6 no

 mundo contemporneo da propaganda e da arte .

 [ INLINE ] Aprendizado do conceito de arte como linguagem .
 Objeto

 intencional comunicativo , com pistas e enigmas .
 Aprendizado do

 conceito de leitura da obra de arte como processo aberto de

 aprofundamentos contnuos , vis  es e ( sub ) vers  es que constituem em si

 uma antropofagia contnua .

 6 .
 Dadasmo

 As primeiras obje  es ao racionalismo cubista nasceram dentro do interior do

 prprio Cubismo .
 Ele jz era considerado por uma certa faco de artistas um

 movimento conservador burgus .
 Pois Marcel Duchamp ( 1887-1968 ) apontava o

 Cubismo como mantenedor de uma relao da arte com a produo de objetos ,

 sustentando assim o projeto burgus para a arte moderna como consumo e

 investimento em bens culturais .
 Em 1913 , pela primeira vez , Francis Picabia

 ( 1878-1953 ) lana a idia de arte " amorfa " - que no  mais nada alm de gesto .

 Sem possibilidade de ser consumida como bem material para investimento no

 mercado das artes internacionais .
 Nesse momento o que se busca romper - ou

 expandir -  a prpria relao da arte como produtora de objetos - mercadorias .

 A autntica vanguarda artstica de acordo com o Dadasmo serz " anti arte " , anti

 objetos comercizveis .
 O Dadasmo tem em sua base um paradoxo de ser a prpria

 anti arte .
 No gesto de Picabia , na famosa " Marie " de Duchamp - utilizando

 imagens sobre suportes no tradicionais - tem-se incio o despertar de uma

 ateno ao espectador como sujeito construtor de significados .
 O artista passa

 a ser portador de significados ou situa  es significantes a serem lidas como

 arte .

 Exerccios de criao surrealista

 Oficina de canibalismo de imagens

 Expressar em forma de linguagem visual , com os recursos da colagem ou da

 " assemblage " , com o propsito de impactar por seu carzter inusitado .

 [ INLINE ] O conceito ligado ao ttulo " Belezas cativas " : elaborar imagem usando

 os smbolos de beleza dos alunos ;

 [ INLINE ] Imagem representando as fronteiras entre beleza natural e beleza

 cultural :

 [ INLINE ] reunir material visual a partir de revistas , jornais , propagandas e

 fotos dos prprios alunos .
 Buscar a produo de imagens por um processo o mais

 automztico possvel ; pode-se sugerir imagens relacionadas com sonhos etc .

 Sugesto : verificar exemplos da propaganda impressa ou da televiso nos quais

 seja identificada a utilizao de recursos poticos surrealistas , como , por

 exemplo , colagens^7 .

 7 .
 Colagens

 Picasso , em contato com uma grande quantidade de objetos ritualsticos vindos

 da frica , apropriou-se de mzscaras africanas como fonte de inspirao formal

 para o desenvolvimento de seus retratos cubistas , exercendo uma forma de

 antropofagia da cultura europia sobre a cultura africana .
 Alm desse

 " canibalismo cultural " , de apropriao de objetos de outras culturas , a pintura

 cubista tambm lana mo de colagens na tela de elementos do cotidiano europeu ,

 como por exemplo rtulos de garrafas de bebidas , pedaos de jornal e outros

 tecidos .
 Em vez de reproduzir na tela uma cpia dos objetos , com esse artifcio

 o Cubismo critica o virtuosismo do " trompe-l'il " e redefine novos

 atributos / poticas da pintura na representao do mundo .

 [ INLINE ]

 Trompe l'il : o termo significa iludir o olhar , recurso utilizado na pintura

 europia desde o Renascimento com o propsito de iludir o espectador , criando na

 tela , por intermdio da perspectiva e das normas da pintura , uma iluso de

 realidade equivalente  viso que teramos caso observzssemos a mesma cena por

 uma janela .

 Produo de textos coletivos

 Histrias e poemas em que cada participante adiciona uma frase sem ter acesso s

 frases anteriores .
 Esse tipo de exerccio foi criado pelo movimento

 Surrealista .

 [ INLINE ] Todas essas przticas tm como objetivo a busca pela superao dos

 limites entre o racional e o inconsciente , to importantes para o mtodo

 surrealista de criao .

 Antropofagia do mundo pelo desenho / pintura

 Exerccios relacionados com a representao do mundo real na pintura .
 Este

 exerccio visa promover a experincia da " Beleza cativa " .

 [ INLINE ] Representar paisagens explorando o cu azul com nuvens brancas em

 desenhos ou pinturas com tcnica mista de fotocolagens .
 Discutir com os alunos

 esse exerccio de desenhar o cu infinito : significando " representar " o

 infinito - o inalcanzvel - dentro de uma moldura - o espao finito da tela ou

 do papel .

 [ INLINE ] Outras propostas de desenhos e pinturas podem ser sugeridas a partir

 de temas escolhidos pelo aluno no mundo real - tambm ligados aos valores de

 beleza natural do grupo ou do indivduo .
 Cabe aqui promover debates com os

 alunos sobre a apreciao do belo na natureza e a beleza do mundo cultural .

 Avaliao

 Avaliar qualitativamente  buscar pontos de verificao de uma transformao de

 contedo dos alunos em forma de atitudes , ampliao de conceitos e viso de

 mundo .
 Lembrando Oswald de Andrade , " Alegria  a prova dos nove " , o term-metro

 do aprendizado autntico. Critrios para avaliao qualitativa de cada uma das

 trs fases deste percurso :

 [ INLINE ] Desenvolvimento da percepo imaginativa : expresso do pensamento

 crtico a partir da anzlise de imagens .

 [ INLINE ] Aprendizado dos processos de criao dos discursos artsticos : mtodo

 de criao surrealista^8 .

 [ INLINE ] Desenvolvimento da imaginao produtiva : pensamento criador / potico ,

 que significa transformar idias , sentimentos , crticas culturais , imagens da

 realidade em um discurso artstico ( sistema de signos / metzforas ) .

 8 .
 Mtodo de criao surrealista

 H. Read cita as defini  es de surrealismo de Breton : " Puro automatismo

 psquico , pelo qual se pretende expressar , verbalmente ou por escrito , ou de

 qualquer outra maneira , o processo real do pensamento .
 Ditado do pensamento ,

 livre de qualquer controle pela razo , independente de qualquer preocupao

 esttica ou moral " .
 Como filosofia : " O surrealismo assenta numa convico da

 realidade superior de certas formas de associao at agora negligenciadas , da

 onipotncia do sonho , do jogo desinteressado do pensamento .
 Tendo ,

 definitivamente , a destruir todos os outros mecanismos psquicos e a

 substitu-los na soluo dos principais problemas da vida " .
 Estratgias e

 recursos poticos relacionados com o Cubismo , o Dadasmo e o Surrealismo :

 automatismo , " assemblage " , fotomontagem , " found objects " ( objetos achados ) .

 [ INLINE ]

 Automatismo : o automatismo  sobretudo uma estratgia teraputica de liberao

 ou superao do indivduo de sua faculdade crtica por meio " de um monlogo

 despejado o mais rapidamente possvel , no tendo qualquer controle " , inspirado

 nos mtodos de investigao de Freud do inconsciente .
 Andr Breton , que alm de

 poeta foi tambm psiquiatra , aps experimentz-lo como exerccio de criao de

 texto , prop  e o automatismo como mtodo de criao potica surrealista .

 Sugestes de continuidade

 O estudo da obra de Magritte e de seu contexto pode ser alvo de um projeto

 envolvendo outras disciplinas .
 Estudar as rela  es com o contexto cultural

 europeu do perodo entreguerras - a Primeira Guerra Mundial ( 1914-1918 ) e a

 Segunda Guerra Mundial ( 1940-1945 ) .
 Outras rela  es podem ser investigadas com

 a psicanzlise de Sigmund Freud ( 1856-1939 ) , o estudo do inconsciente e suas

 ramifica  es nas explora  es artsticas .

 [ INLINE ] [ INLINE ] [ INLINE ]

 [ INLINE ]

 Glosszrio

 Ad-mirao : conceito baseado numa perspectiva de aprendizagem existencial

 segundo Paulo Freire , na qual o indivduo se reconhece aprendiz dentro de uma

 relao com algo que lhe  estranho e que o remete a um processo de

 conscientizao de sua identidade .

 " Assemblage " : trabalho tridimensional freqentemente feito com objetos e

 materiais achados , coletados e reunidos em uma nica pea , colados formando uma

 escultura sem nenhuma interferncia de entalhe .

 Fotomontagem : colagem de imagens fotogrficas em princpio reunidas ao acaso ou

 sem um sentido lgico .

 Found objects ( objetos achados ) : apropriao de objetos do dia-a-dia dentro de

 uma nova conotao ou potencialidade de sentidos .
 Comparar com " assemblage " ou

 " ready made " .
 Bibliografia

 ARGAN , Giulio Carlo .
 " El arte moderno : 1770-1970 " .
 Fernando Torres :

 Valencia , 1984 .
 ( 6a edio. )

 BACHELARD , Gaston .
 Ensaio sobre a imaginao do movimento .
 In : " O ar e

 os sonhos " .

 DUBOIS , Philippe .
 " O ato fotogrfico " .
 Campinas : Papirus , 1994 .

 DUFRENNE , Mikel .
 O estado potico .
 In : " O potico " .
 Porto Alegre :

 Globo , 1969 .

 FREIRE , Paulo .
 " Ao cultural para a liberdade e outros escritos " .
 8 .

 ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra , 1982 .

 GALE , Mathew .
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 Londres : Phaidon Press , 1997 .

 NASH , J.M .
 " O Cubismo , o futurismo e o construtivismo " .

 Labor do Brasil .

 READ , Herbert .
 " Histria da pintura moderna " .
 So Paulo : Crculo do

 Livro .

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