 [ INLINE ] Projeto Cultural

 " Grandes Pintores

 da Histria "

 Ministrio da Casa Civil

 Principado de Sofia

 Julho de 2003

 Fascculo 2 - Salvador Dal

 Pintor espanhol , representante do surrealismo , pintou algumas das obras

 clssicas dessa escola , empregando desenho refinado e tcnica meticulosa para

 criar imagens provocativas e alucinadas que ele mesmo chamava de " sonhos

 fotogrficos pintados  mo " .

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 Dream Caused by a Bee Flig

 Salvador Dal foi um grande artista , que era tambm um grande promotor

 de si mesmo e showman .
 A combinao foi uma frmula irresistvel para

 o sucesso .
 Dal , com os bigodes arrogantemente arrebitados , tornou-se

 uma figura familiar para milhes de pessoas que nunca tinham chegado

 perto de uma galeria de arte .

 Dal era espanhol , nascido em 11 de maio de 1904 , na pequena cidade

 catal de Figueras .
 De certo modo , o mundo interior de Dal era

 Figueras , a plancie de Ampurdn onde ela se localiza , a aldeia de

 pescadores , logo atrs das montanhas , e o vizinho Port Lligat onde ele

 construiu seu lar .
 Estes so os cenrios da grande maioria de seus

 trabalhos , at mesmo quando o fundo  ocupado por uma crucificao ou

 por uma guerra civil .

 Proveniente de uma famlia slida de classe mdia , amigos ricos e

 cultos incentivavam o jovem Dal e o mantinham extraordinariamente bem

 informado sobre os desenvolvimentos no mundo das artes .

 Ele j tinha uma bagagem artstica muito boa quando foi estudar

 pintura em Madri ( 1921-6 ) , e o perodo teve mais importncia pelas

 amizades que fez com o poeta Lorca e o diretor de cinema Luis Buuel ,

 com quem filmou o famoso Un Chien Andalou ( 1929 ) .

 A partir de 1929 , Dal foi sendo cada vez mais atrado pelo

 Surrealismo .
 Este movimento sediado em Paris , influenciado pelas

 teorias relativamente novas de Sigmund Freud , criava obras ditadas

 pelo inconsciente atravs dos sonhos , com a escrita automtica e

 outros procedimentos voltados para libertar o artista da tirania da

 racionalidade .

 Em 1929 , com a ajuda da mulher que seria sua amante , esposa ,

 " zeladora " e musa , Gala Eluard , o pintor se estabeleceu como membro do

 grupo .
 Gala parece ter salvo Dal de uma grave crise mental , e sem a

 sua ajuda e f no gnio dele , talvez ele no tivesse tido tanto

 sucesso ; por outro lado , foi Gala , cada vez mais gananciosa e

 extravagante , que o incentivou a comercializar e freqentemente

 banalizar sua arte .
 O prprio Dal promoveu um culto exagerado a Gala ,

 cujos diversos aparecimentos em suas obras culminaram em imagens quase

 deificadas .

 Dal pintou suas obras mais famosas , e provavelmente as melhores , na

 dcada de 1929-39 , usando um " mtodo crtico-paranico " que ele mesmo

 imaginou .
 Este mtodo envolvia vrias formas de associaes

 irracionais , notadamente imagens que variavam conforme a percepo do

 observador , de tal maneira que um grupo de soldados guerreando pudesse

 de repente ser visto como o rosto de uma mulher .
 Uma caracterstica

 distintiva da arte de Dal  que , alm de serem fantsticas , elas eram

 sempre pintadas com uma tcnica " acadmica " impecvel e preciso

 " fotogrfica " que a maioria dos artistas de vanguarda contemporneos

 considerava fora de moda .

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 Santiago El Grande , 1957

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 La Tentation de St .
 Antoine

 No final da dcada de 1930 , Dal estava comeando a ser reconhecido

 nos Estados Unidos , onde as atitudes em relao s novidades

 artsticas eram menos conservadoras do que no Velho Mundo .
 O incio da

 Segunda Guerra Mundial e a vitria dos alemes sobre a Frana , em

 1940 , levaram Dal a fugir para os EUA , onde ficou oito anos .
 A

 Amrica proporcionou inmeras oportunidades para ele usar seu talento

 e tambm despertou seu lado exibicionista .
 Tornou-se uma

 supercelebridade , encenando happenings muito antes da inveno deste

 termo , e eventualmente at aparecendo em comerciais de TV .

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 Rose Meditative

 Entretanto , Dal tambm continuava trabalhando muito e com seriedade ,

 mantendo-se prolfero como artista , projetista e escritor .
 Viveu o

 bastante para se tornar um cone da gerao hippie e criar um

 monumento pessoal fantstico na forma do Museu Dal em Figueras , todo

 um ambiente repleto de objetos e murais bizarramente criativos .

 Os ltimos anos da Dal foram obscurecidos por um distanciamento de

 Gala , embora ele se sentisse arrasado com sua morte em 1982 .

 Subseqentemente , crescia a preocupao com a quantidade de obras

 falsas circulando atribudas a Dal .
 Perdurou virtualmente como um

 espectro vivo at sua morte , em 20 de janeiro de 1989 .
 Est enterrado

 no Museu Dal em sua terra natal .

 Fascculo j publicado : Leonardo da Vinci .

 Nos prximos

 fascculos :

 Matisse , Picasso , Rembrant , Renoir , Van Gogh , e muito mais ...

 Prepare-se !
 Vem a o I Festival de Artes de Sofia .

 Em breve mais informaes .

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