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 Pintor espanhol , representante do surrealismo , pintou algumas das

 obras clssicas dessa escola , empregando desenho refinado e tcnica

 meticulosa para criar imagens provocativas e alucinadas que se chamava

 " sonhos fotogrficos pintados  mo " .

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 Salvador Dal foi um grande artista que era tambm um grande promotor

 de si mesmo e showman .
 A combinao foi uma frmula irresistvel para

 o sucesso .
 Dal , com os bigodes arrogantemente arrebitados , tornou-se

 uma figura familiar para milhes de pessoas que nunca tinham chegado

 perto de uma galeria de arte .

 Dal era espanhol , nascido em 11 de maio de 1904 , na pequena cidade

 catal de Figueras .
 De certo modo , o mundo interior de Dal era

 Figueras , a plancie de Ampurdn onde ela se localiza , a aldeia de

 pescadores , logo atrs das montanhas , e o vizinho Port Lligat onde ele

 construiu seu lar .
 Estes so os cenrios da grande maioria de seus

 trabalhos , at mesmo quando o fundo  ocupado por uma crucificao ou

 por uma guerra civil .

 Proveniente de uma famlia slida de classe mdia , amigos ricos e

 cultos incentivavam o jovem Dal e o mantinham extraordinariamente bem

 informado sobre os desenvolvimentos no mundo das artes .
 Ele j tinha

 uma bagagem artstica muito boa quando foi estudar pintura em Madri

 ( 1921-6 ) , e o perodo teve mais importncia pelas amizades que fez com

 o poeta Lorca e o diretor de cinema Luis Buuel , com quem filmou o

 famoso Un Chien Andalou ( 1929 ) .

 A partir de 1929 , Dal foi sendo cada vez mais atrado pelo

 Surrealismo .
 Este movimento sediado em Paris , influenciado pelas

 teorias relativamente novas de Sigmund Freud , criava obras ditadas

 pelo inconsciente atravs dos sonhos , com a escrita automtica e

 outros procedimentos voltados para libertar o artista da tirania da

 racionalidade .

 Em 1929 , com a ajuda da mulher que seria sua amante , esposa ,

 " zeladora " e musa , Gala Eluard , o pintor se estabeleceu como membro do

 grupo .
 Gala parece ter [ INLINE ] salvo Dal de uma grave crise mental ,

 e sem a sua ajuda e f no gnio dele , talvez ele no tivesse tido

 tanto sucesso ; por outro lado , foi Gala , cada vez mais gananciosa e

 extravagante , que o incentivou a comercializar e freqentemente

 banalizar sua arte .
 O prprio Dal promoveu um culto exagerado a Gala ,

 cujos diversos aparecimentos em suas obras culminaram em imagens quase

 deificadas .

 Dal pintou suas obras mais famosas , e provavelmente as melhores , na

 dcada de 1929-39 , usando um " mtodo crtico-paranico " que ele mesmo

 imaginou .
 Este mtodo envolvia vrias formas de associaes

 irracionais , notadamente imagens que variavam conforme a percepo do

 observador , de tal maneira que um grupo de soldados guerreando pudesse

 de repente ser visto como o rosto de uma mulher .
 Uma caracterstica

 distintiva da arte de Dal  que , alm de serem fantsticas , elas eram

 sempre pintadas com uma tcnica " acadmica " impecvel e preciso

 " fotogrfica " que a maioria dos artistas de vanguarda contemporneos

 considerava fora de moda .

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