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<DATE>940119</DATE>
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Da Reportagem Local
O sistema Ibirapuera –que ontem ficou desligado por sete horas– alimenta 20 mil consumidores da região da Paulista, de pequenos apartamentos a grandes prédios de escritórios. O nome do sistema se deve ao fato de a subestação alimentadora ficar próxima ao parque Ibirapuera.
O consumo desse sistema é de 34 mil kilowatts, o suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes ou manter acesas 340 mil lâmpadas de 100 watts. Direta ou indiretamente, estima-se que pelo menos 500 mil pessoas foram prejudicadas pelo blecaute.
Os danos poderiam ser maiores se os sistemas atingidos fossem o Brigadeiro ou o Augusta, que têm subestações na região e também abastecem o espigão da Paulista. É que a região concentra o maior número de hospitais, clínicas, laboratórios de análises e consultórios médicos da América Latina. Mesmo com geradores próprios, grandes hospitais como o Santa Catarina –que escapou do blecaute por cem metros– teriam de interromper a maioria dos seus procedimentos.
Na região também estão os hospitais Nove de Julho, Maternidade São Paulo, Hospital do Coração, Hospital Brigadeiro e Oswaldo Cruz, entre outros. A atividade desses hospitais não chegou a ser afetada ontem, embora o trânsito engarrafado tenha dificultado o acesso dos pacientes.
O complexo do Hospital das Clínicas, que inclui o Instituto do Coração, também foi atingido pelo engarrafamento. O funcionamento do metrô da linha Paulista –que é alimentado por um sistema próprio– evitou que a situação se agravasse ainda mais.
Dos 136 sistemas ou subestações da Grande São Paulo, apenas os três da Paulista e oito do centro velho são subterrâneos. Mesmo as ruas dos Jardins próximas à Paulista ainda são alimentadas por sistema aéreo. Embora os postes e fios atrapalhem a paisagem e as árvores, o sistema é mais prático quando se trata de localizar panes ou problemas.
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