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Da Agência Folha, em Porto de Galinhas
O ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, chegou sábado à noite em Porto de Galinhas (58 km ao sul de Recife) fazendo planos de nadar no domingo, com ou sem cinegrafistas por perto.
Ontem às 11h, cercado por crianças, vendedores de acarajé e banhistas, Ricupero foi à praia e nadou por dez minutos. Depois ficou boiando próximo aos arrecifes até as 11h20.
Antes, sentou-se na areia e pediu que as câmeras não o registrassem tirando a camiseta branca e a bermuda. O ministro ficou hospedado com a mulher, Marisa, e as filhas Cristina e Mariana na casa de praia do governo do Estado.
A casa de praia também servia de refúgio para o deputado Ulysses Guimarães, quando o governador de Pernambuco era Miguel Arraes.
Ao caminhar pela praia, deu autógrafos e ouviu elogios como "o senhor é o pai de todos nós".
O professor Paulo Barros, 30, foi incisivo. Perguntou ao ministro "que inflação é essa embutida no real" e quis saber "como é que o trabalhador vai viver com R$ 70, se tudo custa R$ 1,00?"
Ricupero respondeu que a ausência de inflação aumenta o poder aquisitivo e citou como prova o fato de o consumo ter aumentado. "Entendi, mas não me convenceu", disse Barros.
Depois de nadar, o ministro saiu de lancha com o governador e usou uma máscara para observar os peixes numa piscina natural.
Voltou depois de uma hora e 15 minutos para almoçar camarão, cuscuz, carne de sol e farofa de girimum (abóbora). Ao saber dos pratos, lembrou do candidato à Presidência Fernando Henrique Cardoso (PSDB): "Gosto muito da comida do Nordeste, mas não chego ao ponto do meu antecessor, que diz que está apaixonado por buchada de bode".
(CG)
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