<DOC>
<DOCNO>FSP941004-035</DOCNO>
<DOCID>FSP941004-035</DOCID>
<DATE>941004</DATE>
<TEXT>
Da Reportagem Local
Depois de ver encolher em 50% os seus negócios no Brasil, o grupo japonês Matsushita, dono da marca Panasonic, anuncia que quer dar a volta por cima.
A empresa acaba de lançar o plano ``Take off Now''. O objetivo do programa, que pode ser traduzido como decolagem, tem a ambição de fazer deslanchar suas atividades no país.
Jota Fujita, diretor presidente da Panasonic do Brasil, reuniu 120 revendedores para anunciar o fim do programa de reestruturação da empresa e apresentar a nova linha de produtos importados e nacionais.
``Tivemos que reduzir o tamanho da Panasonic para depois reerguê-la. Agora é a hora da decolagem'', diz Fujita, que desde março dirige a empresa no Brasil.
Em 1989 e 1990, a Panasonic esteve entre os três maiores fabricantes de televisores do país -são 10. Hoje, ela amarga a última colocação no ranking.
No encontro com os clientes, que aconteceu durante dois dias, em São Paulo, ela mostrou que está viva.
Havia em exposição cerca de 90 produtos –entre televisores, videocassetes, forno microondas, fax, telefones, câmeras de vídeo, mini-systems, sistemas integrados de som etc.
``A idéia é programar a importação de acordo com os pedidos dos clientes'', diz Fujita. ``O aumento do consumo e a redução das alíquotas de importação animaram os lojistas. Mas não podemos importar tudo o que eles querem porque não sabemos até quando a demanda vai se manter.''
Após sofrer uma queda de faturamento de US$ 300 milhões (em 1990) para US$ 100 milhões em 1993, a empresa deve fechar o ano com receita de US$ 140 milhões.
Fujita trabalha com a previsão de que a Panasonic vai crescer 40% este ano no país.
Para 1995, a empresa reserva investimentos entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões em modernização e campanhas publicitárias.
``Não queremos ser somente importadores. A idéia é fazer aqui qualquer produto que justifique volumes de fabricação'', diz Fujita.
Reativação
Em Manaus, a Panasonic faz TVs (de 14 e 20 polegadas), videocassetes, fornos microondas e está neste mês reativando uma linha de sistemas integrados de som. Em São José dos Campos, ela fabrica pilhas.
Fujita confere tratamento especial ao setor de pilhas. Explica-se: durante quatro anos ele foi responsável por esta linha de produtos na Índia e por muitos anos no Japão.
Segundo ele, a Panasonic fabrica no país 20 milhões de pilhas por ano –50% vão para o mercado externo.
</TEXT>
</DOC>