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<DOCNO>FSP950105-120</DOCNO>
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<DATE>950105</DATE>
<CATEGORY>TURISMO</CATEGORY>
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Do enviado especial
A cidade de Charleston, onde vivem 80 mil habitantes, é considerada uma mescla de São Francisco, Barbados e Boston.
Diferentemente da capital, Columbia, que exibe traços de metrópole moderna, Charleston, a antiga capital, conserva a essência da Carolina do Sul –uma condensação dos costumes do Velho Mundo adaptados ao novo continente.
Entre a Guerra da Independência e a Guerra Civil, Charleston atingiu seu apogeu econômico. Junto com a agricultura, a indústria têxtil foi a mais importante fonte de recursos. Foi o maior exportador de índigo, em 1850.
O encanto romântico da época colonial foi conservado graças, principalmente, aos cuidados de gerações de moradores –o que fez prosperar a indústria do turismo.
Há em Charleston um provérbio segundo o qual "os proprietários da casas eram muito pobres para pintá-las, mas orgulhosos para conservá-las apenas com cal".
O resultado disso é que diversos estilos arquitetônicos, provenientes da Europa, e jardins foram preservados por 300 anos.
As ruas foram desenhadas para serem transformadas em barricadas, à época dos ataques de piratas. Paralelepípedos eram usados como lastro de navios a vela.
Balcões, grades e outros ornamentos de ferro fundido estão espalhados pela cidade. Foram esculpidos por artesãos alemães. Um deles, Christopher Werner, é autor de uma réplica em ferro da árvore palmetto, típica da região.
A linguagem popular é diferente da do resto do país. A influência africana também está presente –os negros utilizam gírias provenientes do "gullah", curioso dialeto que mistura sotaque inglês britânico, norte-americano e africano.
Três ilhas próximas foram transformadas em centros de lazer. Na ilha de Palms, ao norte, barcos a vela emolduram as praias. Ao sul fica a tranquila Kiawah, para quem gosta de retiros. Seabrook, também ao sul, é conhecida pelos resorts e clubes de equitação.
(NB)
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