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<DOCNO>PUBLICO-19941224-142</DOCNO>
<DOCID>PUBLICO-19941224-142</DOCID>
<DATE>19941224</DATE>
<CATEGORY>Sociedade</CATEGORY>
<AUTHOR>RCM</AUTHOR>
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Cão mata bebé em Inglaterra
Uma bebé de três meses morreu no hospital depois de ser atacada, na quinta-feira, pelo cão da família, um bull-terrier, apesar dos esforços da mãe e da avó para a salvarem, divulgaram ontem fontes policiais. A mãe da criança, de 15 anos, preparava-se para a alimentar quando o cão atacou ferozmente a bebé e feriu a avó, que o tentava impedir. Quando a polícia chegou ao local levou a mãe e a criança imediatamente para o hospital, onde o bebé veio a morrer três horas depois. A família ordenou que o cão fosse abatido o mais rapidamente possível. Em 1991, o Reino Unido adoptou legislação referente a incidentes deste género, elaborou uma lista de raças de cães considerados perigosos cuja posse é proibida e que são abatidos quando encontrados pelas autoridades. O bull terrier, diz a Lusa, não consta da lista.
Explosões no metro de Nova Iorque
O presumível responsável pela explosão de quarta-feira no metropolitano de Nova Iorque tinha intenção de cometer mais atentados para extorquir dinheiro à empresa dos transportes públicos da cidade, informaram fontes policiais. A polícia encontrou abundante material explosivo na luxuosa casa que Eduard Leary, de 49 anos, um técnico informático no desemprego, tinha no Estado de Nova Jérsia. Leary foi detido quarta-feira de manhã no hospital onde foi internado após ter explodido acidentalmente nas suas mãos um engenho incendiário que transportava quando viajava no metropolitano. Em consequência da explosão na estação de Fulton, em pleno centro financeiro de Nova Iorque, ficaram feridas 45 pessoas, quatro delas em estado grave. Eduard Leary foi encontrado pouco tempo depois da explosão numa estação do metropolitano, no bairro de Brooklyn, com queimaduras graves e supõe-se que tenha chegado ali pelo túnel do metro que atravessa o rio East. Fontes policiais informaram que o suspeito tinha intenções de fazer explodir a «bomba rudimentar» quando o comboio se encontrasse no túnel. As autoridades de Nova Iorque consideram que Leary é também o culpado da explosão, na semana passada, de uma bomba idêntica numa estação do Harlem, que provocou ferimentos em três jovens. O chefe da polícia da cidade, William Bratton, disse que a intenção de Leary era criar «uma atmosfera de terror» no metro para exigir dinheiro aos responsáveis da empresa. Leary foi despedido há um ano do seu trabalho por problemas causados pelas suas grandes dívidas, que lhe causavam depressão.
Cocaína em roupas
Agentes de alfândega franceses, intrigados pelo cheiro, examinaram seis sacos de roupa no aeroporto de Paris Charles de Gaulle, descobrindo que estas estavam impregnadas de cocaína, informaram ontem as autoridades. A droga poderá pesar 30 quilos, um quarto do peso total das roupas, e quem a transportava, libaneses em trânsito de Bogotá para Beirute, foi detido e apresentado a um juiz. Ontem ainda não se tinha apurado qual o processo a utilizar para extrair a cocaína das roupas.
Raptores condenados na Bélgica
Os três principais acusados no processo dos raptores de Anthony De Clerck, neto de um milionário belga, foram condenados esta semana a trabalhos forçados perpétuos por um tribunal de Gand, no norte da Bélgica. Dois outros acusados foram condenados respectivamente a 20 e 13 anos de trabalhos forçados por este sequestro realizado em 1991. O neto do presidente do grupo de têxteis Beaulieu, Anthony De Clerck, tinha 11 anos quando foi levado, a 4 de Fevereiro de 1991, por vários homens armados diante da casa dos pais em Belsele, perto de Anvers. Esteve sequestrado durante 32 dias e foi libertado após o pagamento de um resgate de 260 milhões de francos belgas (1,3 milhões de contos). Quatro dos raptores estão detidos desde o dia da entrega do resgate, do qual apenas uma parte seria recuperada algumas semanas depois. Os outros acusados foram presos numa operação policial entre 25 de Maio e 3 de Junho de 1991.
Pirata do ar detido
A polícia de Xiamen, no sul da China, prendeu um homem depois de este aparentemente ter tentado desviar para a Formosa um avião com 52 passageiros e 11 tripulantes a bordo. «O voo de médio curso que deu meia volta emitiu um sinal de assalto em pleno voo», disse a rádio da Formosa. Segundo um oficial chinês contactado pela Reuter, e que recusou identificar-se, o avião tinha saído de Nanjing quando o pirata do ar ameaçou deitar fogo a uma garrafa de petróleo, sendo dominado sem que tivesse ficado ferida qualquer pessoa.
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