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<DOCNO>PUBLICO-19950727-059</DOCNO>
<DOCID>PUBLICO-19950727-059</DOCID>
<DATE>19950727</DATE>
<CATEGORY>Mundo</CATEGORY>
<AUTHOR>JAF</AUTHOR>
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China termina testes ao largo de Taiwan
A REPÚBLICA Popular da China anunciou ontem o fim dos testes com mísseis, ao largo de Taiwan, que provocaram algum nervosismo na ilha. «O teste com mísseis teleguiados conduzido pelo Exército Popular de Libertação terminou», disse a agência Nova China. Navios e aviões poderão retomar a actividade normal na zona, a cerca de 140 quilómetros a norte de Taiwan, acrescentou. Taipé informou que Pequim disparou seis mísseis entre sexta-feira da semana passada e segunda desta, naquilo que o regime nacionalista classificou como prova de força para intimidar os esforços da ilha em adquirir um perfil internacional mais vasto. As relações entre os comunistas do continente e os seus rivais nacionalistas em Taiwan, que começaram a melhorar lentamente nos anos 80, desceram de novo a um nível de tensão quando o Presidente Lee Teng-hui efectuou em Junho uma visita privada aos Estados Unidos. A China considera Taiwan como uma província rebelde desde que os nacionalistas perderam a guerra civil e lá se refugiaram em 1949. Pequim diz que Taipé não tem direito a protagonizar relações internacionais e que usará da força se os nacionalistas procurarem a independência da ilha.
Sri Lanka, Estado federado
O GOVERNO do Sri Lanka vai apresentar à comunidade minoritária tamil um plano de paz que inclui uma revisão constitucional, descrevendo o país como «união de regiões» em vez de «Estado unitário», e a devolução de poderes aos conselhos regionais. «Trata-se de uma visão federalista, embora o termo usado seja união de regiões», disse o líder do Partido Liberal, Chanaka Amaratunga, que descreveu a proposta como «o esquema mais progressista de descentralização desde a independência» da Grã-Bretanha, em 1948. Os Tigres de Libertação do Tamil Eelam estão empenhados na luta armada pela independência do nordeste da ilha desde 1983, numa guerra que já provocou mais de 50 mil mortos.
Arafat, pai babado ...
«O BÉBÉ é bonito e a mãe está bem», declarou ontem aos jornalistas, em Paris, o líder da OLP, Yasser Arafat, depois de ter visto a filha, Zahwa, nascida segunda-feira no hospital americano de Neuilly. Arafat, que segundo a AFP se mostrou «tímido» ao falar da filha, aproveitou a sua estada em Paris para se encontrar o presidente da Assembleia Nacional, Philippe Séguin, e o Presidente Jacques Chirac, que desejou que Zahwa cresça «num ambiente de paz». Já sem qualquer timidez, o líder da OLP referiu-se ao diálogo com Israel sobre a extensão da autonomia à Cisjordânia, manifestando-se contra a retomada do diálogo fora do Médio Oriente: «Estamos no fim das negociações, e necessitamos de contactos directos com a direcção palestiniana», disse.
... e Rabin aliviado
O PRIMEIRO-ministro israelita Yitzhak Rabin afastou ontem à justa um projecto de lei cuja adopção teria torpedeado o processo de paz com a Síria impedindo a devolução dos Golã. «A direita fracassou na sua tentativa de sabotar a política de paz do Governo», disse Rabin aos jornalistas. «Se a lei tivesse passado, teria levado a Síria a acusar-nos de travar o processo de paz», acrescentou. A coligação do primeiro-ministro beneficiou do apoio de 59 deputados, contra outros 59 da oposição, significando a igualdade a rejeição do projecto, apresentado por três deputados trabalhistas dissidentes, nos termos do qual passaria a ser necessária uma maioria especial -- 70 deputados em 120 ou uma maioria de 65 por cento de eleitores em referendo -- para aprovar qualquer retirada dos Golã, ocupados por Israel em 1967.
Peru e Equador de acordo
O PERU e o Equador concluiram um acordo para a criação de uma zona desmilitarizada entre os dois países, anunciou ontem, em Williamsburg, no encontro que reuniu durante dois dias, naquela cidade da Virgínia, Estados Unidos, 34 ministros da Defesa americanos (ver página 12), o vice-ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Sebastião do Rego Barros. Os exército dos dois países voltaram a confrontar-se em Janeiro, na região da Cordilheira do Condor, por uma antiga disputa, desde os anos 40, sobre pouco mais de sete dezenas de quilómetros. Lima e Quito negociaram depois sob a égide da Argentina, Brasil, Chile e EUA. Terça-feira já circulavam rumores sobre um acordo, mas só ontem ele foi anunciado.
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