ĞLuís Abílio de Sousa Netoğ nasceu em Maceió no dia 1º de março de 1946, filho de Luís de Oliveira Sousa e de Maria Naida Cunha Sousa. Seu pai foi desembargador, tendo ocupado a presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas.

Formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Em 1972, começou a lecionar engenharia nessa universidade.

De 1971 a 1973, tornou-se responsável técnico da empresa Delta Engenheiros Associados e diretor-presidente dos serviços de engenharia do estado de Alagoas. Em 1973, assumiu o cargo de engenheiro da Secretaria de Educação de Alagoas, em que permaneceu até 1990. De 1974 a 1976, foi subchefe do Departamento de Engenharia da mesma secretaria. Representante da Ufal no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Alagoas (CREA-AL) de 1981 a 1983, foi ainda conselheiro no Sindicato dos Engenheiros no estado de Alagoas. De 1983 a 1988, coordenou a fiscalização do projeto MEC/BID  III da Ufal e, no último ano, assumiu a presidência do CREA-AL.

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1993 esteve à frente da Secretaria de Governo de Maceió, na gestão do prefeito Ronaldo Lessa. Presidiu o Instituto Municipal de Planejamento e Ação Regional (IMPAR) de Maceió de 1994 a 1995. Nesse último ano, voltou a participou da administração da capital como secretário de Governo, cargo em que permaneceu até 1996. No ano seguinte, foi superintendente de Transporte e Tr"nsito de Maceió na gestão da prefeita Kátia Born. Deixou o cargo em 1998, para dedicar-se à Confederação Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), ocupando a vice-presidência da entidade no período 1998-1999.

Em 1999, voltou a ocupar um cargo público, como chefe do Gabinete Civil do estado de Alagoas, no governo de Ronaldo Lessa. Em 2000, integrou a diretoria administrativa da Mútua de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Nesse mesmo ano, deixou o Gabinete Civil e assumiu a Secretaria de Planejamento do estado de Alagoas, da qual se desincompatibilizou em abril de 2002 para concorrer a vice-governador do estado na chapa encabeçada por Ronaldo Lessa, reeleito nas eleições de outubro.

Em 2005, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e em abril de 2006, com a renúncia de Ronaldo Lessa para concorrer a uma vaga de senador, assumiu o governo do estado. Durante a gestão, enfrentou dificuldades financeiras e o bloqueio de verbas pela Justiça, mas cumpriu o mandato até o fim.

Em setembro de 2008, juntamente com Ronaldo Lessa, o então deputado Maurício Quintela e outras 12 pessoas, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF/AL) por desvio de recursos federais repassados à Secretaria de Educação e destinados à de compra de merenda escolar no período de 2003 a 2005  e, como os demais, e teve seus bens tornados indisponíveis pela Justiça Federal. Em sua defesa, alegou que sua gestão se manteve dentro dos limites legais de pagamentos atrasados, não infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sancionada em 2000. Em 2009, foi enquadrado em Ação Civil Pública do Ministério Público do estado de Alagoas (MPE/AL) juntamente com Ronaldo Lessa e o ex-secretário estadual da Fazenda Eduardo Henrique Ferreira, por má gestão do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) e por desvio da aplicação de cerca de 45 milhões de reais.

Presidiu também a Fundação Manoel Lisboa, foi professor adjunto no Centro de Ciências Tecnológicas da Ufal e presidente regional do PSB.

Faleceu em Alagoas no dia 14 de abril de 2010.

Era casado com Sandra Amaral, com quem teve duas filhas.