«João Pinheiro da Silva Filho» nasceu em Caeté (MG), no dia 14 de outubro de 1902, filho de João Pinheiro da Silva e de Helena de Barros Pinheiro. Seu pai foi um dos mais importantes líderes políticos mineiros do período posterior à Proclamação da República, tendo governado Minas Gerais em 1890 e de 1906 a 1908 e representado o estado na C"mara Federal de 1891 a 1893 e no Senado em 1905. Seu irmão Israel Pinheiro foi constituinte de 1946, deputado federal de 1946 a 1956, prefeito de Brasília de 1960 a 1961 e governador de Minas Gerais de 1966 a 1971.
Fez os primeiros estudos em Belo Horizonte e os preparatórios no Ginásio Mineiro, na mesma cidade. Formou-se em dezembro de 1923 pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais.
Iniciando suas atividades profissionais, militou de 1923 a 1925 no foro da comarca de Frutal (MG). Em 1926 advogou em Barretes (SP) e no ano seguinte foi nomeado pelo governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, delegado regional da Polícia Civil em Poços de Caldas (MG). Promovido em 1928 a delegado auxiliar, ainda nesse ano tornou-se prefeito comissionado de Poços de Caldas e representante do governo mineiro junto ao Instituto do Café do estado de São Paulo. No ano seguinte viajou, a serviço do governo mineiro, à Europa e a países do Oriente.
Partidário da Aliança Liberal (1929-1930), participou da Revolução de 1930, integrando o estado-maior das forças revolucionárias em Minas Gerais. Em 1931 exonerou-se do cargo de delegado auxiliar, passando a se dedicar a atividades industriais na Companhia Metalúrgica Barbará, pertencente à família de sua mulher, Marina Barbará Pinheiro. Membro do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Minas Gerais, foi indicado em junho de 1933 deputado à Assembléia Nacional Constituinte, na condição de representante dos empregadores. Empossado em novembro do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve seu mandato estendido até maio de 1935. Ainda em 1934 foi eleito quarto vice-presidente da Confederação das Indústrias do Brasil.
Ausente das atividades políticas durante o Estado Novo (1937-1945), integrou de 1945 a 1946 o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial. Em outubro de 1950 tornou-se membro do Conselho Nacional de Economia, que presidiu interinamente de maio a outubro de 1951 e efetivamente dessa data a outubro de 1952, tendo colaborado na elaboração do seu regimento interno.
Como industrial foi ainda acionista da Companhia Cer"mica João Pinheiro, fundada por seu pai em 1890. Dirigiu também a Empresa de Águas Lambari, a South America Gold Areas Company, formada por capitais canadenses e brasileiros e sediada em Toronto, no Canadá, a Companhia Geral de Empreendimentos e a Transamerican Development Corporation, sediada em Nova Iorque.
Sócio-fundador do Instituto Brasileiro de Cultura, colaborou em jornais e revistas, escrevendo artigos sobre temas econômicos, financeiros e sociológicos. Foi sócio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Pen Clube do Brasil.
Faleceu no dia 10 de julho de 1956.
De seus quatro filhos destacou-se João Pinheiro Neto, jornalista e ministro do Trabalho em 1962.
Publicou «Problemas brasileiros» (1918).