«Dirno Jurandir Pires Ferreira» nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 7 de setembro de 1926, filho de Jurandir de Castro Pires Ferreira e de Norat Pires Ferreira. Seu pai foi deputado federal pelo Distrito Federal de 1946 a 1950 e em 1962, além de presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1957 a 1961. Seu avô, Joaquim de Lima Pires Ferreira, foi deputado federal pelo Piauí de 1895 a 1896, 1900 a 1908, 1912 a 1917 e 1928 a 1929 e ainda senador por esse estado de 1947 a 1955.
Estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, onde ingressou na política estudantil, elegendo-se presidente da Associação dos Estudantes Secundários. Em 1949 diplomou-se pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e, em 1951, pela Faculdade Nacional de Direito, na mesma cidade. Ainda em 1949, atuou como assessor da delegação do Senado Federal à II Conferência Nacional das Classes Produtoras, reunida no mês de julho na cidade de Araxá (MG).
Jornalista, foi redator político do «Jornal da Noite», secretário do matutino «Força da Razão» e diretor do diário «A Voz Trabalhista», todos no Rio de Janeiro. Superintendente do serviço gráfico do IBGE, foi diretor e chefe de gabinete do presidente desse instituto.
No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal pelo Piauí, na legenda da Coligação Democrática Piauiense, integrada pelo Partido Social Democrático (PSD), o Partido Republicano (PR), o Partido de Representação Popular (PRP) e o Partido Social Progressista (PSP). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, foi reeleito em outubro de 1962, dessa vez na legenda das Oposições Coligadas, constituídas pelo PSD, o Partido Democrata Cristão (PDC) e a União Democrática Nacional (UDN). Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), em junho do ano seguinte tornou-se vice-líder do PSD na C"mara mas, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Nessa legenda obteve uma suplência de deputado federal no pleito de novembro de 1966. Deixando a C"mara ao final da legislatura, em janeiro de 1967, em abril do ano seguinte voltou a assumir uma cadeira no Legislativo Federal, exercendo o mandato até agosto desse mesmo ano.
No pleito de novembro de 1970 conseguiu eleger-se deputado federal pelo Piauí. Empossado em fevereiro do ano seguinte, participou das comissões de Saúde, de Economia, de Orçamento, de Fiscalização Financeira, de Finanças e de Redação. Reeleito em novembro de 1974, tornou-se membro efetivo da Comissão de Finanças e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.
Adversário político do grupo arenista liderado pelo senador Petrônio Portela, Dirno Pires foi um dos coordenadores da dissidência de seu partido que apoiou a emenda do senador André Franco Montoro (SP), de junho de 1978, conhecida como emenda Montoro, que restabelecia as eleições diretas para governador em novembro desse ano e suprimia a instituição do voto para senador indireto. Em setembro de 1978, contudo, votou favoravelmente à emenda do senador paranaense Francisco Acióli Filho, substitutiva à emenda Montoro e derrotada no plenário. Em novembro de 1978 candidatou-se à reeleição, obtendo apenas uma suplência e, em janeiro do ano seguinte, deixou definitivamente a C"mara Federal.
Foi diretor-presidente do «Diário de Brasília», presidente da agência de notícias Trans-Press e assessor legislativo do Senado Federal.
Lecionou economia dos transportes na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi professor de geografia econômica na Faculdade de Economia do Rio de Janeiro e de economia política na Faculdade Nacional de Ciências Estatísticas.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 6 de maio de 1986.
Era casado com Maria José Franklin Pires Teixeira, com quem teve dois filhos.
Publicou «Fatalismo econômico» (1956) e «Economia dos transportes» (1969).