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<DOC DOCID="HAREM-00J-00008">
Religiosos haitianos dizem basta
Do nosso enviado
Adelino Gomes, em Port-au-Prince
Pela primeira vez no Haiti um padre foi assassinado por motivos políticos.
Uma mensagem dos militares no poder para mostrarem quem ainda manda no país, interpretam meios eclesiásticos, que reafirmam a disposição de continuar a luta «pela libertação do povo haitiano».
A Conferência Haitiana de Religiosos, cuja direcção é tida por moderada, vem respondendo ao crime com jejum, orações, missas ao ar livre e homilias em que o engajamento do padre Jean-Marie ao lado dos «pobres e oprimidos» é apontado como exemplo.
Pode vir a ser o ponto de viragem na Igreja, cuja hierarquia, com a excepção de um único bispo, prefere os militares golpistas a Aristide, o Presidente eleito democraticamente, ele próprio um padre que os salesianos expulsaram da ordem.
Há, no ar, uma certa ideia de invasão.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-32L-00011">
Mas é também neste espaço que cabem as esperanças dos que querem travar o modelo das oito regiões. 
Dos dois lados da barricada, a opinião é a mesma: 
se o «não» na primeira pergunta do referendo for maioritário na mais populosa das oito regiões propostas, isso significará, quase de certeza, a certidão de óbito do modelo nascido do acordo entre o PS e o PCP. 
«Se isso vier a acontecer, a regionalização ficará adiada por 10 ou 15 anos», reconhece Narciso Miranda, líder da Federação do Porto do PS, que acredita numa «vitória esmagadora» do «sim» no Entre Douro e Minho. 

Dois escritores, um actor, uma série de televisão 
O horror de tudo se perder 
Pense-se em Kingsley Amis, Malcolm Bradbury e Albert Finney. 
Dois escritores, um actor. 
Pense-se no romance que o primeiro escreveu -- «The Green Man» --, que o segundo adaptou e o terceiro interpretou. 
Pense-se num enredo mirabolante, centrado num herói desfeito, o anti-herói Maurice Allington, e na maneira como o impensável -- o fantasma de Thomas Underhill -- o cerca. 
No fim, obtém-se uma série de televisão. 
Uma boa série de televisão: a que a RTP estreou ontem à noite, na TV2, e à qual nada ligou -- pouco mais do que «primeiro episódio» escreveu na apresentação. 
 
Motor: Económico, com grande elasticidade e bom nível de potência. 
 
Caixa: Mais um Toledo «salvo» por uma caixa bem escalonada, com destaque para as três primeiras velocidades. 
 
-- É o único candidato que me parece capaz de promover uma mudança de paradigma na vida política americana. 
Clinton é mais novo na idade e nas ideias. 
Bush endureceu na atitude de conservação a todo o preço de uma ordem histórica condenada. 
A América tem de preparar-se para o futuro. 
Com Bush, não conseguirá fazê-lo. 
 
Narana Coissoró, líder parlamentar do CDS 
-- George Bush. 
 
-- Em primeiro lugar porque conhece os problemas europeus; em segundo lugar pelo papel que desempenhou na política mundial nos últimos quatro anos e, em terceiro lugar, porque o CDS é sempre mais ligado aos republicanos do que aos democratas. 
 
Para Eurico de Melo só faz sentido convocar um referendo se se chegar à conclusão da sua necessidade para cumprir «um formalismo constitucional». 
Nãodesvalorizou, porém, a convocação do Conselho de Estado por entender que «não deve subsistir a menor dúvida sobre os formalismos constitucionais a cumprir nem sobre a vontade política de adesão ao Tratado». 
 
Eurico de Melo defende que as decisões de Maastricht «são de grande importância para o país» na medida em que reflectem uma linha de «mais compromisso político com a CE». 

Segundo a «Comissão de Afectados pela Barragem do Lindoso», entidade promotora da concentração, o objectivo perseguido mantém-se: prosseguir no seu protesto contra o que entendem ser «uma atitude de chantagem da EDP». 
 
Em declarações ao PÚBLICO, um dos elementos da «Comisão dos Afectados» manifestou esperanças na possibilidade de reatamento do diálogo interrompido a 16 de Dezembro último, remetendo para os resultados de uma reunião que irá juntar no Porto o governador civil de Ourense, o  presidenta da Câmara do concelho de Lovios (Ourense) e Marques Seabra, responsável da EDP, e que está prevista para sexta-feira, embora sujeita ainda a confirmação. 
A mesma fonte afirmou que os afectados pela barragem estarão dispostos a permitir que prossigam os trabalhos de remoção da igreja de Aceredo, que irá ficar submersa pela albufeira, logo que a «arbitragem acordada entre as partes seja assumida em documento assinado perante um notário». 
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<DOC DOCID="HAREM-417-00025">
 Caros colegas,
 Gostava de vos convidar a contribuir para melhorar a bibliografia que a Signe Oksefjell está a criar, em 
 http://www.portugues.mct.pt/publicacoes.html 
 Esta bibliografia foi feita maioritariamente com a informação que se encontra na Web, e por isso há divergências de formato e de informação nela contida, que não pensamos numa primeira fase normalizar. 
 O objectivo foi juntar o máximo de informação que possa ser útil à comunidade do processamento computacional do português, deixando os pormenores estilísticos para os próprios utilizadores desta lista de referências. 
 Pedindo desde já a vossa compreensão pelo facto de que certamente a bibliografia se encontra ainda muito incompleta, e que contém possivelmente muitas imprecisões e mesmo erros de classificação, gostávamos que nos ajudassem a torná-la melhor. 
 Além de sugerir reclassificações e adições, assim como revisões pontuais, gostaríamos que os autores nos mandassem (ou pusessem acessíveis) três a dez linhas sobre cada artigo seu que considerem sobre o processamento computacional da língua portuguesa (ou pertinente para figurar numa bibliografia sobre este assunto), de forma a ser mais fácil para um leitor a navegação na lista. 
 Também nos oferecemos para disponibilizar artigos no nosso servidor de Web a todos aqueles autores que não tenham possibilidade de o fazer eles próprios. 
 De resto, apontaremos para todo o material que já se encontra acessível. 
 Desde já obrigada pela colaboração, 
 Diana 
 Diana Santos Processamento computacional do português 
 SINTEF Telecom and Informatics Tel. (directo) +47 22 06 73 12 Forskningsveien 1 Tel. +47 22 06 73 00 
 Box 124 Blindern Fax. +47 22 06 73 50 
 N-0314 Oslo Email: Diana.Santos@informatics.sintef.no 
 Noruega http://www.portugues.mct.pt/. 
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<DOC DOCID="HAREM-732-00031">
 Notícias do dia 29 de agosto de 2000 Governo terá programa de renovação da frota de táxis O governador Almir Gabriel lançou nesta terça-feira (29) um programa de renovação da frota de táxis de Belém, em parceria com o Banco do Brasil, que facilitará os financiamentos na aquisição
de até 3 mil veículos no Estado.
Mais de 16 associações e cooperativas de motoristas de táxis se reuniram com o governador, ontem, no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG).
Pelo acordo, o Governo vai abrir mão dos 6% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que lhe cabem nas compras de carros
de outros Estados, reduzindo os preços dos veículos a serem adquiridos em pacotes, pelo banco, nas montadoras.
A aquisição de um grande volume de carros através do banco vai diminuir os preços nos financiamentos aos taxistas, que terão juros menores e
condições facilitadas de pagamento.
O acordo vai beneficiar não só cooperativas e associações, mas também motoristas autônomos.
A nova linha de crédito será uma evolução do Cooperfat, a linha de crédito do Banco do Brasil para cooperativas, que usa recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas cujo limite é de apenas R$ 10 mil, insuficiente para a compra de carros.
O gerente de Núcleo do BB, Alcir Fernando Franco, presente à reunião, informou que a nova linha de crédito, em parceria com o Estado, será implantada ainda este ano.
O ICMS na compra de carros, que é de 12%, será reduzido à metade graças à parceria com o Governo do Estado.
É estimada a compra de até 3 mil veículos pela nova linha de crédito, renovando a frota de táxis em circulação na capital.
O governador pediu aos representantes do BB pressa na formação do primeiro grupo de 200 carros a serem adquiridos pelos taxistas, a preços abaixo dos de mercado.
Circula atualmente em Belém uma frota de 5.680 táxis, dos quais 30% a 40% (cerca de 2.200 táxis) estão com mais de dez anos de uso.
O programa de renovação poderá abranger, em breve, outros municípios do Estado.
Notícias de responsabilidade da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do Pará.
E-mail:imprensa@prodepa.gov.br Home I O Pará a mais de 2000 I Conheça o Pará I Economia I Turismo I Cultura I Cidadania I O Governo I Invista no Pará I Notícias I Fale com Almir
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<DOC DOCID="HAREM-82G-00036">
Marcha Mundial das Mulheres
2000 boas razões para marchar 

Por Anabela Fino «Queremos iniciar o próximo milénio com a certeza de que podemos mudar o mundo, pacificá-lo e humanizá-lo . 

Marcharemos de forma pacífica para que o ser humano esteja no centro das nossas preocupações, para mundializar a nossa solidariedade.» 

Este é, em síntese, o objectivo da Marcha Mundial das Mulheres que culminará a 17 de Outubro numa concentração mundial em Nova Iorque, frente às Nações Unidas .
Um objectivo desassombrado de quem tem pelo menos «2000 boas razões para marchar», no dizer do lema mundial escolhido para o evento, o que é uma forma de afirmar que as mulheres estão em luta para que os seus direitos fundamentais sejam definitivamente reconhecidos como inseparáveis dos direitos humanos universais . 

Mudar o mundo é uma tarefa de envergadura, mas existem não só forças bastantes para o fazer como se trata de uma necessidade cada vez mais imperiosa . 

Dos 6000 milhões de pessoas que hoje constituem a população mundial, 4000 milhões - dois terços da humanidade - vivem abaixo do limiar da pobreza relativa, das quais a grande maioria são mulheres e crianças; 70 por cento dos 1300 milhões que vivem na pobreza absoluta são mulheres . 

Esta realidade não traduz qualquer fatalidade ou uma eventual incapacidade humana em provir às suas necessidades; traduz, isso sim, a desumanidade de um sistema que permite que os ricos sejam cada vez menos e mais ricos, e os pobres cada vez mais e mais pobres . 

Os dados respeitantes aos últimos trinta anos demonstram que as desigualdades entre os países se têm vindo a acentuar de forma brutal: 

o rendimento dos países mais ricos é actualmente 59 vezes superior ao dos países mais pobres (em 1960 a proporção era de 30); 

no mesmo período, duplicou a diferença entre os 20 por cento de pessoas mais ricas e os 20 por cento de pessoas mais pobres; 

a riqueza mundial aumentou cinco vezes, mas o mesmo sucedeu com o número de pessoas mais pobres, cuja proporção passou de três para um para 15 para um . 

Poder-se-ia pensar que este não é um problema particular das mulheres, mas não é verdade . 

De facto, as mulheres representam metade da população mundial e efectuam 2/3 das horas de trabalho, mas ganham apenas 1/10 do rendimento mundial e possuem menos de 1/100 da riqueza mundial . 

Se a esta realidade de exploração e discriminação se acrescentar todas as formas de violência que tradicional e universalmente se abatem sobre a mulher (violência conjugal, agressões sexuais, mutilações sexuais, violações sistemáticas em tempo de guerra), estão reunidas razões mais do que necessárias e suficientes para que as mulheres de todo o mundo conjuguem os seus esforços na luta comum por um mundo mais justo . 

Por mais que se manipulem os dados, é incontestável que o fenómeno da pobreza é uma construção política, económica, cultural e social, pelo que compete a cada um nós acabar com ele . 

Daqui resulta a necessidade de atacar as causas estruturais deste fenómeno, que na sua história mais recente deriva das políticas geradas pelo capitalismo neoliberal, produto reciclado do capitalismo por força da mundialização dos mercados, como afirma o documento de proclamação da Marcha Mundial das Mulheres . 

De Pequim a Nova Iorque 

A ideia de uma iniciativa mundial contra a pobreza surgiu na Conferência de Pequim (1995) sobre a situação mundial das mulheres . 

A partir da experiência colhida na sua «Marcha do Pão e das Rosas», no mesmo ano, a Federação das Mulheres do Québec meteu mãos à obra para dar vida ao projecto da Marcha Mundial das Mulheres contra a pobreza e a violência . 

O primeiro encontro internacional, realizado em Outubro de 1998, mostrou a viabilidade do empreendimento: contou com a presença de 140 delegadas de 65 países de todos os continentes . 

Portugal não faltou à chamada, através de uma delegação do UMAR (Movimento para a Emancipação Social das Mulheres Portuguesas) . 

Neste evento foi criado um Comité de Ligação Internacional composto por 40 mulheres de diferentes regiões do mundo . 

A Marcha começava a dar os primeiros passos . 

Em Paris, em Abril do ano passado, realiza-se novo encontro . 

Portugal, já representado pelo MDM (Movimento Democrático de Mulheres) e pelo UMAR, passa a integrar o grupo de oito países que formam o comité de Ligação Europeu ao Comité Internacional e ainda o Secretariado Europeu de Coordenação da Marcha . 

As duas organizações portuguesas assumem-se como as principais dinamizadoras da iniciativa a nível nacional, que entretanto recolhe o apoio de muitas outras (Mulheres da CGTP, do PSR, Ninho, Mulheres Agricultoras /CNA, Ilga Portugal, Associação de Mulheres Contra a Violência, Associação de Mulheres Cabo-Verdianas, Organização de Mulheres Comunistas, SEIS) . 

O arranque oficial das acções da Marcha está agendado para 8 de Março, dia Internacional da Mulher, devendo ter lugar entre Março e Setembro diferentes iniciativas regionais e das organizações envolvidas . 

Sob o lema «2000 boas razões para marchar», a organização da Marcha Mundial, que conta com o apoio da UNESCO, propõe-se, entre outras coisas, promover um abaixo assinado (a quota proposta a cada país é de conseguir assinaturas de um por cento da população nacional) exigindo às Nações Unidas e aos seus Estados membros que tomem medidas para eliminar a pobreza e assegurar uma justa distribuição das riquezas do planeta, para eliminar a violência contra as mulheres e para assegurar a igualdade entre os sexos . 

Até final do ano passado tinham aderido à iniciativa perto de 3000 organizações de 139 países, das quais 59 por cento são organizações não governamentais, 12 por cento mistas, 10 por cento de solidariedade internacional, nove por cento religiosas, nove por cento sindicais e quatro por cento coligações . 

O mundo em que vivemos 

A análise que as organizadoras das Marcha Mundial fazem do mundo em que vivemos é tão lúcida quanto assustadora . 

O mundo em que vivemos, dizem, é um mundo em que triunfam as desigualdades, um mundo de paradoxos . 

A par de um desenvolvimento técnico e científico espectacular, do aumento recorde da produtividade industrial e agrícola, da verdadeira revolução dos meios de comunicação, há cada vez mais gente sem trabalho e sem acesso às condições mínimas para uma vida digna . 

Ser cada vez mais pobre em países cada vez mais ricos é hoje a perspectiva de vida para milhões de seres humanos, não por falta de recursos nem de riqueza, mas pela falta de uma justa divisão e gestão desses mesmos recursos e riquezas . 

Vivemos igualmente num mundo em crise de identidade, de valores, de projectos, de solidariedade social, em que as relações humanas são preteridas em favor do economicismo; em que se perdem referências e proliferam os fundamentalismos; em que grassam as intolerâncias e se sucedem as guerras agora ditas de «baixa intensidade; em que se esgotam recursos e se devasta o meio ambiente; em que a corrupção a todos os níveis passou de excepção a regra; em que cada vez mais os Estados deixam de assumir as suas responsabilidades para com os seus cidadãos . 

Vivemos num mundo, enfim, «em que a democracia está em perigo porque o futuro do mundo está nas mãos dos novos 'senhores da guerra' que agem sem lei nem apoio social, sem dar satisfação a ninguém, fora de todo o controlo democrático, . sem responsabilidade de cidadania» . 

Principais vítimas deste sistema, as mulheres estão dispostas a lutar por um mundo novo . 

O mundo que queremos 

«A Marcha Mundial das Mulheres no Ano 2000 quer romper em todo o planeta e de forma definitiva com o capitalismo neoliberal . 

Não se trata simplesmente de alterar as regras do jogo mantendo intacto o sistema.» 

É com esta frontalidade que o documento que proclama a Marcha Mundial enuncia os seus objectivos . 

Num caminho que só pode ser de luta, as mulheres querem pôr termo definitivamente e em todo o planeta ao patriarcado e a todos as formas de violência de que são vítimas; exigem o pleno respeito pela integridade do seu corpo; reivindicam que o conjunto dos direitos da pessoa sejam interdependentes, para que a igualdade, a paz e a solidariedade sejam os valores dominantes . 

Pelo mundo em que querem viver as mulheres vão marchar a 17 de Outubro exigindo medidas concretas para eliminar a pobreza, entre as quais se destaca: 

- aplicação da taxa Tobin (imposto de 0,1 a 0,5 por cento sobre cada transacção especulativa), que deve revertar para políticas sociais; 

- anulação da dívida dos países do Terceiro Mundo (por cada dólar de «ajuda pública ao desenvolvimento os países endividados pagam três dólares para pagamento da dívida externa); 

- aplicação da fórmula 20/20 nas ajudas internacionais (a «Iniciativa 20/20, proposta em 1994 pelo director executivo da UNICEF, James Grant, estabelece que 20 por cento das verbas atribuídas pelos países doadores devem ser destinadas ao desenvolvimento social e que 20 por cento das despesas do Estado que as recebeu devem ser consignadas a programas sociais . 

- uma representatividade equitativa entre países ricos e pobres, e uma representatividade paritária entre mulheres e homens; 

- levantamento de todos os embargos e bloqueios . 

Vale a pena marchar por estes objectivos . 

O mundo que as mulheres querem é um mundo melhor . 

Retrato português * 

(...) O Relatório que Portugal certamente apresentará até à próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, a realizar em Junho do corrente ano para fazer a avaliação da concretização nos primeiros 5 anos das medidas constantes da Plataforma de Acção de Beijing, não poderá deixar de reflectir alguns dos problemas com que se debatem as mulheres portuguesas . 

É certo que a nossa legislação se situa seguramente entre as mais avançadas no que toca aos direitos das mulheres . 

Conhece nos últimos tempos, e em sede legislativa, um interesse especial pelas questões da violência, após a aprovação em 1991 de um projecto de Lei do PCP reforçando as garantias e a protecção dos direitos das mulheres vítimas de violência, que é hoje a lei 62/91 . 

No entanto, o Relatório não poderá deixar de reflectir a vida real das mulheres portuguesas . 

Nomeadamente a que se relaciona com índices que revelam inquietantes taxas de feminização da pobreza e degradação de condições de vida . 

Não poderá deixar de reflectir a real violência de que são vítimas as mulheres nos locais de trabalho, e que se cifra, nomeadamente, na privação de exercício de direitos decorrentes da maternidade . 

A verdade é que não pode abstrair-se de dados constantes de estudos do INE, do próprio Ministério do Trabalho e Solidariedade, dos dados relativos ao rendimento mínimo garantido . 

Aumenta o número de famílias monoparentais femininas . 

Regista-se um decréscimo na frequência da escolaridade obrigatória . 

Torna a registar-se um aumento do índice de envelhecimento . 

A provar que é preciso mudar a vida . 

A precaridade de emprego vai aumentando 

As mulheres ocupam 70% dos empregos a tempo parcial . 

Aumenta o número de desempregados com o ensino superior . 

Entre todos os titulares do rendimento mínimo a maioria são mulheres: 68% . 

Dados de Julho de 1999 . 

As famílias monoparentais femininas titulares do rendimento mínimo são 21%, enquanto as monoparentais masculinas são 1% . 

As mulheres sozinhas são 14% e os homens sozinhos são 10% . 

As mulheres ganham em média menos 25% do que os homens . 

Os nados vivos de mães adolescentes representam cerca de 7% do total, o que revela uma alta taxa de gravidezes adolescentes (cabe perguntar: para quando a execução dos diplomas sobre educação sexual nas escolas? ) 

Mais de metade das mães adolescentes são inactivas . 

As mães jovens foram as que tiveram maior proporção de gravidezes não assistidas (3, 2%) . 

Acrescentemos o que consta do último Relatório sobre o Desenvolvimento Humano das Nações Unidas: nos países da OCDE uma mulher com filhos trabalha em média mais 3,3 horas por dia - trabalho não pago . 

O nosso Retrato revela: as mulheres portuguesas são vítimas de discriminações e desigualdades . 

Estão bem longe de gozar da plena cidadania . 

Da plena liberdade . 

E liberdade, segundo alguém escreveu «é o direito de escolher, o direito de criar para si mesmo a escolha alternativa . 

Sem a possibilidade de escolha e o exercício desse direito, o ser humano não é nada mais do que um instrumento, uma coisa.» 

* Excerto da intervenção da deputada Odete Santos na Assembleia da República a propósito da Marcha Mundial das Mulheres 

Homem rico, mulher pobre ... um exemplo esclarecedor 

O presidente da conhecida empresa Nike tem uma fortuna de 4500 milhões de dólares e recebe um salário de um milhão de dólares . 

Uma operária indonésia, empregada da Nike numa das suas empresas de subcontratação repartidas pelo mundo (com um total de 75 000 trabalhadores, dos quais 70 por cento são mulheres entre os 17 e os 21 anos), ganha o equivalente a 360 dólares por ano . 

Quantos séculos teria de trabalhar para atingir um salário anual idêntico ao do presidente da empresa? 

Uma conta simples 

A Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) estima em 40 000 milhões de dólares por ano a soma necessária para eliminar a pobreza extrema e permitir um acesso universal à água potável e aos serviços essenciais, especialmente à saúde e à educação . 

Um pequeno imposto de 0,1 por cento aplicado a mil milhões de dólares diários geraria 72 000 milhões de dólares de rendimentos anuais, o dobro do necessário para eliminar a pobreza extrema . 

Com um imposto de um por cento os rendimentos ascenderiam a 720 000 milhões de dólares por ano, uma soma que permitiria tecnicamente acabar com a pobreza no mundo . 
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<DOC DOCID="HAREM-051-00043">

Lions Clube de Faro
DM-115CS
Portugal
O Algarve , a região mais a sul do território continental de Portugal, tem por capital a cidade de Faro. É no Hotel Eva, situado na lateral da marina, que se reune o Clube Lions, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, pelas 21 horas.
Um pouco de História
As actividades mais relevantes do Lions Clube de Faro, estendemse ao longo dos vários anos da sua existência, sendo preocupaçâo constante
auscultar as carências da regiâo em que se inserem. Têm-se privilegiado, pelas constantes necessidades de ajuda, instituiçôes como as casas de Santa Isabel (que acolhe meninas desprotegidas), da Madre Teresa de Calcutá, e a Conferência de São Vicente de Paula. Nos anos lionísticos de 88/89 e 90/91, foram angariados fundos para o Instituto D.Francisco Gomes, Casa dos Rapazes e, a partir de 1991 a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem sido alvo de múltiplas campanhas, tendo em vista a construção da sua sede. Pontualmente foram contempladas instituições de tratamento contra a droga, tais como o SER, e o GATO, a Associação de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, o CACE - centro artístico e cultural de Estói, a ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve, etc...
Correspondendo ao apelo do Lions Internacional, o Clube de Faro angariou, em 93/94, fundos para a campanha de prevenção da cegueira "Sight First", tendo, no ano imediato, participado na campanha "Bengala Branca".
Dentro da perspectiva cultural o Lions de Faro tem apoiado e vindo a criar várias iniciativas, tais como espectáculos, palestras e, em 96/97 dinamiza o Prémio Literário que pretende envolver não só a região, mas a comunidade lusófona.
Administrador: Marcelo Calixto - LC Faro | Suporte Técnico: José Machado - IP | Esta página tem o apoio da IP

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<DOC DOCID="HAREM-811-00058">
W. JAMES
Willian James
Willian James, filósofo e psicólogo. Foi o mais influente dos pensadores dos EUA, criador do pragmatismo. Nasceu e, Nova Iorque, a 11 de Janeiro de 1842. O seu pai, Henru James, era um teólogo seguidor de Emanuel Swedenborg. Um dos seus irmãos foi o conhecido novelista Henry James. Concluiu os seus estudos de medicina, em 1870, na Universidade de Harvard, onde iniciou a sua carreira como professor de fisiologia em 1872. A partir de 1880 ensinou psicologia e filosofia em Harvard, universidade que abandonou em 1907, proferindo conferências nas universidades de Columbia e Oxford. Morreu em Chocorua, New Hampshire, a 26 de Agosto de 1910.
Obras
Princípios de Psicologia (1890), uma obra monumental que o projectou na comunidade científica e filosófica do tempo. A Vontade de Crer e Outros Ensaios Sobre Filosofia Popular (1897), A Imortalidade Humana (1898), Diversidade da Experiência Religiosa (1902). Pragmatismo: um nome novo para velhas formas de pensar (1907). Esta obra resume as contribuições de Willian James para o pragmatismo, termo empregue pela primeira vez por Charles Peirce.
Principais Domínios de Investigação
Willian James aplica à psicologia o princípio do funcionalismo, integrando-a no conjunto das ciências experimentais.
Durante décadas aplicou os seus métodos empíricos à investigação de temas religiosos e filosóficos. Explorou a questão da existência de Deus, a imortalidade da alma, o livre arbítrio e os valores éticos, como fonte da experiência religiosa e moral.
O método pragmático, desenvolvido a partir da análise do fundamento lógico das ciências, converte-se na base da avaliação de qualquer experiência. O significado das ideias só pode ser analisado a partir das suas consequências. Se não produzem efeitos as ideias não têm sentido As ideias metafisicas são desprovidas de sentido porque não podem ser comprovadas. As teorias com significado, segundo Willian James, são aquelas que permitem resolver problemas que decorrem da experiência. 
Carlos Fontes
Navegando na Filosofia
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Depoimento de Arlete Lopes Crispino              
              
P - Vamos começar, a senhora diga o seu nome completo, lugar onde a senhora nasceu, quando e nome dos seus pais, seus avós e, se possível, onde eles nasceram.              
              
R- Então, eu me chamo Arlete Lopes Crispino, nasci em Pinheiros, numa cidade pequenininha na Central do Brasil. Meus pais são João de Araújo Lopes, também da Central, da cidade de Resende e Elisa de Souza Valente Lopes, nascida em uma fazenda em Pinheiros e criada em pinheiros também.              
Depois ela estudou em Guará , viveram muito tempo na Central, naquela cidade da Central do Brasil.              
              
P - Conta alguma coisa da sua família: como foi sua infância, seus pais,seus irmãos, sua casa.              
              
R- A gente começa a ter lembrança da infância lá para os 5, 6 anos. Antes não me recordo das coisas, sei das coisas porque minha mãe teve sempre o hábito do diário, então a gente sabe o que aconteceu na vida toda porque o diário dela é da vida inteira, mas da minha lembrança mesmo começa em Marília. Uma infância cheia de dificuldades porque meus pais tiveram muitos filhos e ele era um homem assim muito aventureiro; ele tinha uma profissão mas ele se interessava por tudo, queria estar em todos os lugares; então quando ele se casou com minha mãe ele era farmacêutico formado, então os primeiros filhos nasceram em Queluz onde ele tinha duas farmácias e uma posição muito boa. Minha mãe logo deixou de lecionar porque ele quis fazer o curso de medicina e foi para o Rio de Janeiro fazer o curso de medicina, então ela parou de lecionar, deixou a cadeira dela. Ele fez o curso de medicina, lá a família cresceu mais um pouco e depois de formado ele voltou para Pinheiros, que era a terra dela e um pouco dele também, aí comprou terras no Paraná, ele queria ser fazendeiro. Tinha idéias avançadas; ele foi dono de uma fábrica de latas, que naquele tempo a lata era o máximo, estava entrando no Brasil, 1920, antes até, ele foi dono do primeiro jornal de Queluz, que ele queria fazer circular as notícias, mas a cidade era tão pequena que antes do jornal ficar pronto, todo mundo já sabia de tudo.   
Assim ele se aventurou por muitas coisas e quando ele comprou a fazenda, ele praticamente largou a medicina e foi se dedicar a fazenda. Mas a fazenda era no norte do Paraná e eles então se mudaram para lá, foram morar em uma cidade pequena chamada Itaporanga; lá a mamãe recomeçou a lecionar porque ela viu que ele se dedicava tanto a fazenda, ele se pegava tanto com aquilo que não dava, né, então ela voltou a lecionar. Então quando eu fui para Itaporanga eu fui no colo, tinha 2 anos. Lá mamãe teve mais filhos e ele sempre tudo o que ele ganhava, porque ele atendia também, a medicina, não é que ele abandonou de uma vez, mas ele se dedicava mais a fazenda e nesse tempo ele começou a ler sobre cooperativismo e queria fazer cooperativa então minha mãe sempre ali com o ordenado dela sustentando a família e ele com as fantasias dele. Ele ia fazendo tudo, ele queria tudo e depois de Itaporaga nós mudamos para Marília em 1929, que não era a Marília de hoje, era uma coisinha. Não tinha calçamento, não tinha água encanada, luz elétrica já tinha e fomos para lá e a família aumentando, porque mamãe teve ao todo 13 filhos, né, e ele ali se firmou um pouquinho mais, mas sempre com aquelas idéias que ele externava muito de cooperativismo, ele já passou para socialismo e com o tempo ele ficou sendo o comodista (comunista?) da cidade. Então a toda hora ele era detido, era encaminhado para São Paulo e minha mãe lecionando e a família grande, a família grande.
             Mas a gente era criança e a vida para gente ótima, porque tinha o pai, tinha a mãe; as vezes o pai viajava, né, entre aspas, se ausentava, depois voltava e a vida da gente era boa, alegre, a casa cheia de criança, muitos amigos, muita criançada em volta, mamãe sempre lecionando, muito querida. Então assim foi. Da primeira casinha que nós moramos, que era de tijolo, coisa rara em Marília, passamos para uma grande casa de madeira e lá ele pôs o consultório e até ia indo muito bem. Aí veio a Revolução de 1930 e depois a de 32, né, então ele sempre comentava com a família o avanço das tropas legalistas, os paulistas se afastando, ele marcava no mapa e comentava tudo; olha, não sei porque, ele ficou mal visto e foi preso pela primeira vez lá e veio para São Paulo e daí para cá ele foi diversas vezes detido e a mamãe sempre firme com a família, todo mundo estudou e ele nesse vai e vem. Foi assim no tempo do Getúlio também, foi...depois do Getúlio,              
negócio de intentona, aquelas coisas todas, né; e ele finalmente... caiu em ciladas, assim, até te contei, de porem material dentro do consultório dele e quando ele abriu a porta viu aquele material lá, não deu tempo de sair porque a policia entrou atrás dele, essas coisas injustas e tudo. Então nós éramos uma família visada de duas maneiras: muito respeitada, mas ao tempo assim, né, "o pai deles é comunista", mas a mamãe nunca perdeu a linha dela, ela foi diretora em Marília do grupo escolar e todos fizeram o curso ginasial lá. Como não tinha mais nada para fazer lá, e a gente então fomos, uma a uma, fazendo escola normal em Agudos. Mas a vida para nós era muito boa, muito gostosa, porque mamãe não deixava faltar nada. Tinha uma vizinha nossa bem de família, bem economicamente, os pais tinham padaria, então ela adorava ir tomar lanche lá em casa porque todo dia tinha bolo de fubá, mamãe fazia bolo, ela achava que lá em casa tinha muito mais, né, mas a mamãe fazia da mão dela, né, naquele tempo punha o bolo em cima da chapa, punha a tampa em cima da panela e enchia de brasa em cima e ela sabia direitinho quando podia tirar a tampa e derrubar as brasas e o bolo já estava crescido; quer dizer foi um tempo que não tinha nada, eu acho que hoje a vida é facílima, porque o que uma mulher tinha que trabalhar naquele tempo, né, de roupa para levar, para passar de ferro de brasa, eu passei muita roupa de ferro de brasa porque ela nos punha todas para trabalhar, e toca por brasa dentro do ferro e toca sacudir o ferro e toca soprar o ferro; fazíamos todos esses trabalhos caseiros e ela bordava a roupa da gente, ela costurava a roupa da gente, então a gente estava sempre em ordem, mas ali, porque ela não perdia um minuto com outras coisas a não ser a família. Depois quando a gente veio aqui para São Paulo aí conhecemos o fogão elétrico, posteriormente o fogão a gás, nossa, quando a gente lembrava de Marília, o que era a vida dura, né, não tinha água encanada, a gente morava numa casa, essa casa de madeira, tirando água do poço, o poço até servia a nossa casa e a do vizinho; tirando água do poço, enchendo tinas de água, carregando a água para cozinha, carregando a água para o chuveiro, que ele tinha uma cordinha, descia, o chuveiro era redondo e tinha um ralo em baixo por onde descia a água. Então quando enchia a água o ralo estava fechado aí a gente ia tomar banho e puxava o ralo pela cordinha, suspendia la qualquer coisa e a água descia pelo ralo; a gente tomava banho de chuveiro, mas era um chuveiro improvisado, tudo improvisado. Então a gente conheceu a vida na forma mais dura, então acho que hoje a gente tem tudo, todos esses modernismos aí que veio em benefício da mulher, porque mulher sofria, viu?(riso). Mas depois em Marília, depois de morarmos nessa casa grande tábua, papai começou a construir uma casa de tijolos e foi uma casa muito gostosa e ele teria sido o precursor das coisas, ele era muito para frente, sabe, por isso ele era inquieto. O quanto ele tinha de inquieto ela tinha de pé no chão para ali segurar as barras, né, então ele mandou já instalar canos e posteriormente, quando Marília recebeu água encanada, já estava em casa. Nessa casa também ele fez o poço e ao invés da gente puxar a água assim em balde, ele fez uma espécie de bomba, você sabe um filme de mocinho que eles bombam a água assim? Então a gente bombava e cada um tinha que bombar um pouco e com isso enchia uma caixa alta que tinha no quintal e dessa caixa nos servia, então a gente já teve água encanada antes da água encanada chegar em Marília, que ele providenciava as coisas. Papai sempre que mudava para uma casa, a primeira preocupação dele era por um filtro de água para os filhos, os filhos tinham que ter tudo água filtrada, sempre uma preocupação assim. E dessa antecipação dele, então nós tivemos uma banheira dentro de casa, que erauma novidade também e também um sanitário, né, e lá fora tinha a fossa séptica então passava tudo pela fossa. Então ele foi assim, ele via as coisas, ele lia, se interessava, queria por em prática, ele vivia um pouquinho fora da época dele, adiantado. Mas a mamãe ali dentro sustentando tudo.              
              
P - Como é que ela enfrentava as situações?              
              
R- Como ela enfrentava?              
              
P - Principalmente quando seu pai...              
              
R- Com muita coragem, olha, com muita coragem. Eu me lembro dela falar muitas vezes assim: "João, lembra nos seus filhos, deixa a situação mundial, pensa nos seus filhos. Você quer consertar o mundo João? olha para os filhos!" (riso). Mas ele falava: "o mundo é para eles, nós temos que consertar o mundo porque o mundo é para eles!". E eles ficavam assim, né, para acertar era difícil, porque ele via muito longe e ela via a família.              
Mas foi assim, mas a gente sempre admirou porque ele via mesmo na frente, quando nós mudamos para cá em 44, ele já estava lendo muito sobre naturismo e falando muito de alimentação natural e ele teve, com uma pessoa que o ajudou, o primeiro restaurante naturista daqui de São Paulo. Comidas muito gostosa, mas não entrava carne, né, uma variedade enorme. Então tudo a gente vê que ele era na frente, ele era um precursor, sei lá. Agora lá em Marília a gente passou dificuldades, mas que eu criança não percebia. Comecei a perceber depois do ginásio que a gente era meio, olha, a gente não era excluída, não é, mais falavam assim : "Ah, elas são filhas do Doutor Lopes." Falava em Doutor Lopes e todo mundo já sabia quem era. Então "São filhas do Doutor Lopes e Dona Elisinha", que já era diretora naquele tempo lá, né, ela foi diretora substituta bastante tempo, ela nunca fez o concurso para direção; naquele tempo punha-se assim para dirigir e ficava. E estudamos, né, eu ganhei um curso secundário grátis porque tinha sido uma boa aluna no quarto ano então recebi o diploma e recebi também a possibilidade de freqüentar o ginásio do estado sem pagar. E o ginásio, a gente tinha muita honra de freqüentar porque era um ginásio exigente, os professores começaram a modernizar o ensino, vamos dizer, né, o professor nos levando a noite para a parte de cima do colégio para a gente ver as estrelas, as constelações, localizar, localização de norte, sul, a criar laboratórios e a gente a freqüentar laboratórios, quer dizer, eram experiências simples, mas era uma novidade, era uma mudança no ensino, né?              
Tivemos uma professora de música também maravilhosa, ela é viva até hoje, se chama Regina Epingauss(?), ela era moça, hoje eu sei que ela tinha 21 anos, mas para nós ela era uma senhora bonita, loira, filha de alemães e ela dava música de uma maneira completamente diferente. Ela levava trechos de óperas, árias, nos fazia pesquisar biografias de Beethoven, Mozart, Lizst, tudo e gente foi se interessando de tal maneira pela música que era uma matéria que a gente gostava, que ela levava uma vitrolinha, olha, porque naquele tempo era uma vitrola de dar corda, na sala de aula era uma coisa extraordinária. A professora de português também, que nos fazia ler livros e comentar livros e dizer dos personagens dos livros, era uma coisa tão diferente, era uma professora extraordinária também, se chamava Berta Camargo Vieira, uma coisa, nós a considerávamos uma sumidade. Ela providenciou a primeira biblioteca do ginásio com os alunos indo de casa em casa pedindo livros e a população dava os livros, né, e os livros eram depois os livros separados por matéria, por assunto, então foi organizado a primeira biblioteca, né e o todos os professores muito assim diferentes. O professor de química, gostaria de lembrar o nome dele, fazendo experiências com a gente...era, vamos dizer assim, uma palavra bem assim daquele tempo, era uma plêiade de professores muito bons, então a gente orgulho de estudar naquele ginásio. Que depois passou a ser estadual. Porque a gente comentava assim, quem não passa no nosso ginásio vai estudar no colégio das freiras. 
Então a gente tinha aquela coisa de criança, né,: nós estudamos numa escola mais exigente!" Depois nos formamos e uma a uma minha mãe consegui que fosse estudar em Agudos, que era onde tinha uma escola normal livre que se chamava Escola Normal Livre de Agudos e era dirigida por freiras alemãs, essas freiras, a última delas morreu a pouco tempo, elas fizeram o ensino de Agudos, formaram olha, não sei quantas turmas de professoras> lá, né e eram muito modernas, vamos dizer também; eram freiras que, aos sábados, punham o rádio para tocar no pátio interno e nós dançávamos. Isso era coisa que naquele tempo freira não fazia e elas nos deixavam a gente dançar, fazia carnaval, pulava. Elas nos levavam a chácaras para comer frutas, íamos em fila, nos tirávamos do internato então, porque éramos interna, eram freiras diferentes mesmo. Ficaram famosas na região porque eram muito abertas. Então esse tempo foi muito bom também para nós e então a vida foi passando e gente foi entendendo o porque daquela situação assim que antes nos envergonhava, mas depois deixou de envergonhar porque cada um tem o direito de pensar como pode, como quer e o meu pai pensava daquele jeito pelo bem de todos, ele pensava em todos, não pensava nele. Assim foi a vida dele, muitas vezes veio para cá, ficou no Dops que o trazia para cá, ficou no Presídio Maria Zélia, ali ele fez relações, aí é que ele foi estudar a política, porque ele conheceu muita gente boa, Caio Prado, né, encaminhou ele a leituras muito boas, mas era uma vida de prisão. Então uma vez que meu pai ficou quase um ano e meio aqui, ele voltou gordo, a gente quase não reconheceu porque era ler, cantavam, jogavam dama, baralho, conversavam muito e as conversas eram muito instrutivas e ele cada vez foi se instruindo mais naquilo que ele era acusado sem dever, ele falava em cooperativismo, em socialismo e de repente ele tinha virado um comunista.              
              
P - Mas ele não militava assim, era só umas idéias?              
              
R- Quando aqui o partido entrou na legalidade, em 45, ele se aproximou mesmo do partido, porque aí ele já conhecia muita gente que ele tinha conhecido lá preso, sem conhecer, sem saber e durante os anos de legalidade, ele freqüentou, mas sempre com a recriminação da mamãe. Então quando caiu outras vez na ilegalidade, que foi Marechal Dutra que tirou a legalidade do partido, ali ele já era amigo até de Prestes, né, Prestes o visitou quando ele estava doente, tudo. Pessoas muito boas, o Doutor Samuel Pessoa, tudo gente boa, ele conheceu nessa época e Dona Joelfina(?) foi muito boa também e então a gente tinha aquele receio, porque a mamãe não nos deixava, nesse ponto ela nos segurava. A gente admirava ele e via quantas coisas justas ele pensava, mas ao mesmo tempo não tinha coragem de aderir assim abertamente, né?              
              
P - Ele conversava muito sobre política com vocês?              
              
R- Nossa! Ele lia os jornais: "Vem aqui, vem aqui olha!" e lia trechos ou passava em vermelho trechos e falava: "Vocês precisam ler isto." E quando não nos fazia ouvir aquilo que ele estava lendo mesmo e falava: "Vocês tem de ler as entrelinhas, não é só ler não, é pensar." E assim ele nos levou a um raciocínio que tudo que a gente lê agente fala "o que será que tá nessas entrelinhas, tem coisa por aí". Me lembro quando a gente ainda mal entedia de nada ele falou: "Olha aí, a Ford comprou uma concessão enorme de terras no Amazonas e assim que eles vão se apoderar das nossas terras!" E agente então falava: "Ah, já estão vendendo o Brasil"(riso). Olha, tem tanta gente comprando o Brasil até hoje (riso), não muda nada.              
              
P - Aqui em São Paulo ele continuou a mesma coisa?              
              
R- Aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais, principalmente porque o naturismo deu muito retorno para ele. Ele criou também casa de banho a vapor, também nunca tinha ouvido falar que São Paulo tinha banho a vapor. Ele fez muito primitivamente, mas no consultório dele tinha banho a vapor.              
Então ele aliava o regime aos banhos a vapor, à ginástica, porque ele era um ginasta fervoroso, de fazer diariamente. Tinha um programa no rádio do Professor Osvaldo Diniz Magalhães, de lá do Rio, interessante; ele fazia ginástica pelo rádio e ele nos acordava: "Vamos, sai da cama, vocês ficam dormindo aí até tarde, vamos fazer ginástica!" As vezes a gente acompanhava, as vezes tinha vindo de baile, não queria, mas ele sempre assim. Mas aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais e foi bem sucedido e tudo. E dizia que ia viver 120 anos ele dizia assim, tadinho: "Vou enterrar vocês todos." Mas ele foi quase que com a idade que eu estou, ele foi com 68 anos, morreu de câncer. E ele se alimentava bem, ele não bebia, ele não fumava, ele ginasticava, ele fazia excursões, nos levava para o Pico do Jaraguá, para Guarapiranga, que naquele tempo não era nada, para Santos; muita atividade que ele tinha e teve a doença fatal, né, e minha mãe que era magrinha, que lutava e tudo, viveu até os 98 anos e meio (riso). Mas aqui então a vida, a gente já veio para cá recém formada,              
tivemos dias muito bons em Marília, a despedida de Marília foi uma festa que a gente fez em casa que coincidiu com o aniversário da minha irmã Odila, então foi uma festa que todo o pessoal do clube veio porque o que tinha em Marília? Cinema, que nós íamos uma vez por semana só porque não tinha meios de mandar aquela turma toda ao cinema mais do que uma vez por semana; baile, todos os domingos chamava-se Domingueira no Tênis Clube de Marília, a gente saia do cinema e aí fazia na avenida o footing, ficava que nem amostra, para lá e para cá, para lá e para cá e os moços parados, né, vendo as moças circularem e então a gente dava volta na avenida, era bem larga e após isso íamos para a Domingueira. A gente vinha sempre acompanhada de amigos, mamãe sempre perguntava "com quem vocês voltar?" e a gente falava com quem ia voltar e era aquela segurança absoluta porque eram moços, né, gente fina (riso), não tinha perigo. Bailes que terminavam quatro da manhã também, saía-se, como hoje, a gente passava no bar, tomava café ou então comia pão fresco na padaria, mas ia para casa direitinho. "vocês vieram com fulano?" "Viemos mamãe", pronto então estava tudo ok, né?              
              
P - E os namoricos?              
              
R- Os namoricos, saí de lá com 16 anos, naquele não namorava ainda com 16 anos. É porque aí eu fui interna, lá no internato é que eu comecei com namorico, e depois já fomos para São Paulo, mas eram namoros...olha, tem sempre de tudo, né, a gente tinha aquela maneira da mamãe, que ela dava liberdade mas ao mesmo tempo ela cobrava, então a gente queria respeitar aquela liberdade que ela dava. Tinha de tudo né, tinha moças com mais liberdade, mas por exemplo, andar de namorado, de mão dada, de abraço, de beijo, mas nem sonhar! Isso daí nem de jeito nenhum, isso daí foi bem depois e ainda com medida, ainda com bastante medida. Então esse último mês que a gente passou lá e fizemos a festa, que foi em casa e tudo, a vitrola ainda era vitrola de manivela, a gente dava corda e com sentia que a corda chegou, bom, aí punha os discos, punha a agulha, tocava; tocava alguns discos aquela corda, depois renovava a corda. Mas foi muito gostosos, todos os moços foram, do Tênis, as amigas, a miss Marília que se chamava Dalva Sentini estava lá, uma outra que já tinha sido também, a Gláucia Amaral, todas as moças, porque a gente tinha muitas amizades. E no baile, agente distribuiu assim, para o moço e para a moça, o nome de amores famosos, vamos dizer assim Romeu e Julieta, Otelo e Desdêmona, que mais que tem?              
Aberlado e Heloísa, esses amores famosos, né, e então um tinha que procurar o outro. se a moça era a Desdêmona, tinha que procurar o Otelo, né, e então depois que os pares se formaram, então teve a valsa e dançamos e tudo. Foi uma festa muito gostosa, eram essas festas inocentes que a gente fazia né, a música que deixou lembrança dessa festa foi Céu Cor de Rosa, uma música muito bonita, acho que nossa, naquele tempo não tinha isso de música estrangeira infiltrada aqui, né? E depois então viemos para cá e aqui nós continuamos com essa tradição de festinhas em casa; então essa casa da Avenida Pompéia, onde nós moramos 25 anos e que tinha um hall imenso, mas maior que isso só o hall era maior que isso e a sala de jantar maior que isso também, a gente fez muita festa lá. A gente era daquele tipo de moça do interior e fomos nos ambientando, devagarinho, devagarinho. Eu fui substituindo o grupo escolar Miss Brown, eu e a Iná, a minha irmã Odila logo, nós mudamos em julho e ela, em janeiro no ano seguinte, ela logo escolheu cadeira. Então ela não substitui aqui em São Paulo assim muito tempo e a gente substituíamos, era uma hora em Casa Verde, uma hora em Perus (fim da fita)              
              
Joelfina              
Mais uma palavra não decifrada              
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<DOC DOCID="HAREM-732-00083">
Electro Gun
 Como seria se você pudesse oferecer ao seu cliente um tratamento para os insetos que atacam a madeira sem o uso de produtos químicos, sem ter que fazer furos na madeira ou sem a necessidade de desocupar o local para realizar o tratamento?
Hoje, isso é possível, já na sua quarta geração, desde 1979, o Eletro-Gun é um inovador sistema eletrônico portátil que combina alta frequência e alta voltagem para superar a resistência natural da madeira como condutora de corrente elétrica.
Utilizando quatro designs patenteados nos Estados Unidos, este sistema permite que a corrente elétrica penetre na madeira e circule por suas
galerias atingindo os insetos e seus ninhos contidos na madeira, eliminando-os através de choque elétrico .
O Eletro-Gun foi desenvolvido após extensas pesquisas e testes, que foram inicialmente conduzidos pelo Dr. Walter Ebeling, professor emérito
da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Estados Unidos, e autor do livro "Entomologia Urbana".
E, mais recentemente, novas pesquisas foram realizadas em Berkeley, pelo Dr. Vernard Lewis, um dos maiores especialistas americanos em cupim
de madeira seca.
Na pesquisa do Dr. Lewis, uma réplica de estrutura foi construída, criando as condições encontradas numa típica residência.
Madeiras naturalmente infestadas foram colocadas em diversas áreas da construção.
Os testes realizados pelo Dr. Lewis provaram que, quando usado em conformidade com as instruções do fabricante, o Eletro-Gun elimina 100% da
infestação no local.
O sistema Eletro-Gun não deve ser confundido com nenhum aparelho eletrônico que você pode ter visto em propagandas na TV ou em revistas, e que supostamente livram o ambiente de todas as pragas .
O Eletro-Gun é o único, poderoso, efetivo, inédito e viável produto que, a cada dia, mais e mais controladores de pragas nos Estados Unidos,
e agora no Brasil, num empenho para se manterem evoluindo, conjuntamente com as tendências do mercado de controle de pragas e em constante crescimento, rumo a um maior profissionalismo, estão incluindo o Eletro-Gun no seu arsenal de ferramentas.
Caso queira mais detalhes a respeito do Eletro-Gun, clique aqui.
PS.
: O arquivo para download é um auto-descompactador, após o download, clique duas vezes no arquivo, escolha o diretório a ser salvo e clique em "Unzip" Se quiser fazer parte deste time que está utilizando o Eletro-Gun, basta preencher o formulário de cadastro, que marcaremos uma visita de demonstração aqui em São Paulo/Capital.
Clique aqui para preencher o formulário de cadastro.
PS - O Eletro-Gun não é vendido, mas somente locado por períodos de 6 ou 12 meses.
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Serrambi Viagens e Turismo
 Bem-vindo ao site da Serrambi Viagens e Turismo O objetivo deste site é oferecer todos os nossos serviços aos clientes e ao público em geral.
Nossa História A Serrambi Viagens e Turismo é uma das mais tradicionais agências de viagens de Pernambuco.
Com 12 anos de existência, a Serrambi oferece a seus clientes todos os serviços ligados a área de turismo como: passagens aéreas, excursões nacionais e internacionais, locação de automóveis no Brasil e no exterior, seguro viagem, congressos e etc. E tem mais A Serrambi Viagens e Turismo promove eventos de grande importância para o turismo de Pernambuco e do Brasil, destacamos as Excursões Pedagógicas, o Trem do Forró e as excursões com grupos de colégios (só em julho/99, cerca de 2.000 alunos de vários colégios viajaram conosco em excursões rodoviárias, de aproximadamente 6 dias de duração, para diversos destinos como Porto Seguro, Fortaleza, Natal etc).
Além do Trem do Forró, evento criado e produzido pela Serrambi Turismo, que hoje desponta como uma das principais atrações turística do Brasil que acontece no mês de junho.
Leva turistas de todas as partes do país à cidade de Caruaru, à 130 Km da capital Pernambucana.
Em média, são dez viagens a cada ano, transportando cerca de cinco mil passageiros.
Endereço: Rua da Amizade, 38, Graças, Recife - PE - CEP 52.011.260.
Fone/Fax: (81) 423-5000.
C.G.C 12.012.159/0001-05 - Embratur: 063.64.00.41-05 Abav Nº 117 - Snea Nº 4316 - Iata 5750217-4 Email: serrambi@truenet.com.br | A Empresa | Passagem Aérea | Locação de Automóveis | Seguro Viagem | Trem do Forró | | Galeria do Trem | Excursões Nacionais | Excursões Internacionais | Sua Palavra | 

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Portugueses mal colocados 
Último teorema de Fermat: agora é de vez? 
 
Andrew Wiles, o investigador britânico que anunciou prematuramente, no ano passado, ter demonstrado o último teorema do matemático francês do século XVII Pierre de Fermat, talvez tenha finalmente levado este trabalho a bom termo -- noticiou o diário «New York Times» na semana passada. 
 
Rui Vilar, ex-comissário da Europália 91 e ex-presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), vai ter uma tarefa difícil. 
O património da Gulbenkian é valiosíssimo, está estimado em cerca de 260 milhões de contos, a valores de 1994, mas a desvalorização do dólar nos últimos três anos tem afectado significativamente os rendimentos que permitem a sua sobrevivência. 
 
A administração sempre foi bastante conservadora nas suas aplicações de capital, que se traduzem principalmente por investimentos no sector do petróleo e pela gestão de uma carteira de títulos no valor de dois biliões de dólares nos Estados Unidos, composta por acções e obrigações. 
Só no ano de 1994, o património da Fundação diminuíu, em valor, cerca de 30 milhões de contos por causa das perdas cambiais do dólar contra o escudo. 
Recorde-se que as receitas são obtidas na sua quase totalidade em dólares, que depois é necessário converter para a moeda nacional. 
 
Com «O Fim», as réplicas cruzadas formam uma rede ainda mais inextricável, um verdadeiro concerto desconcertante, mas afinado, em que, de vez em quando, as palavras parecem disparos, explosões, rajadas de metralhadora. 
Parecem. 
Mas quem não se fiar nestas aparências descobrirá que, nesta amálgama de sonoridades informes -- ou nesta acumulação de nuvens (cinzentas) com formas caprichosas -- toma forma um discurso feito de premonições, ameaças, trovões e relâmpagos, mortes anunciadas. 
Um clima abafado, prenúncio de catástrofes. 
 
Quando, na primeira cena, Tomé -- amigo e cúmplice de Mateus no assassínio da moça -- fala do macaquinho que um amigo lhe vai trazer de Angola, está a falar da arma do crime, do «macaco» com que Mateus matará Sandra. 
E, a propósito do macaco, Mateus sugere que, em vez disso, tragam um tigre. 
Aí, começam a instalar-se nos diálogos as alegorias da caça, do caçador e da presa, do predador, dos carnívoras e dos omnívoros, da comida que se devora -- alegorias que dominam toda a peça, evocando «a priori» ou «a posteriori» o crime que é o ponto de chegada do espectáculo. 
Assim, todas as palavras com que Mateus (Manuel Wiborg) contribui para as conversas de caserna anunciam ou recordam o estupro e o assassínio de Sandra, bem como o suicídio com que ele se vai autopunir no final do espectáculo. 
 
Apesar dos esforços desenvolvidos pela presidência luxemburguesa para conseguir o acordo da totalidade dos estados membros, a Itália manteve a sua oposição ao acordo final em sinal de protesto pela redução da quota do leite. 
 
Não possui hoje Vendas Novas praça de toiros, razão por que a corrida aconteceu numa desmontável, mas António Morais, no seu livro «A Praça de Toiros do Campo Pequeno», ao referir-se às outras praças do país, diz que José Valério construiu uma praça em Vendas Novas em 1862, tendo nela havido festas de toiros até 1875, ano em que soldados da Escola Prática de Artilharia, por descuido, provocaram o seu incêndio. 
Regista ainda na terra a existência de uma praça nos anos 20 com capacidade para 3400 espectadores, que julgamos ter sido a que existiu até há cerca de 20 anos. 
 
Desta feita, redimiu-se a Escola Prática, ajudando à montagem da praça instalada no campo da feira e nela fizeram as cortesias José Maldonado Cortes, Nuno Pardal, o praticante José Francisco Cortes e o amador José Soudo, a quem saudamos o regresso após convalescer do gravíssimo percalço que lhe aconteceu na praça da Malveira. 
Lidou-se um curro de toiros de José Luís Sommer de Andrade, que o Grupo de Forcados amadores da Moita pegou. 
 
Comportamento asiático 
Acompanhando o comportamento dos principais mercados asiáticos, a Bolsa de Sidney terminou a sessão de ontem em alta pronunciada. 
Para os operadores, também aqui as valorizações se ficaram a dever à reentrada de novos investidores, nomeadamente fundos de investimento internacionais. 
O índice AOI encerrou nos 2034 pontos. 
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<DOC DOCID="HAREM-122-00147">
Zanardi estuda volta para a FCart
 Zanardi estuda volta para a FCart F1 News 13 de Dezembro de 1999 às 21:34 O engenheiro Mo Nunn, que foi o responsavel pelo carro de Alessandro Zanardi nos dois anos - 1997 e 1998 - em que ele venceu o campeonato da FCart, dirigindo para a equipe de Chipa Ganassi, fez um convite ao italiano para que volte a correr na FCart, dirigindo para a Mo Nunn Racing, que vai alinhar carros Reynard-Mercedes.
Apesar de dizer que tem contrato com a Williams até o fim de 2001 e que ir para a FCart nesse momento seria uma fuga sem glória, sabe-se nos bastidores que há um entendimento entre Zanardi e a equipe inglesa, para encontrar uma saida honrosa para o italiano.
De um lado o piloto quer continuar na F1, de outro sabe que a equipe perdeu a confiança nele.
Mo Nunn conversou com Alessandro, que está com 33 anos, e disse que ele está em dúvida sobre o seu futuro.
"Eu adoraria tê-lo em minha equipe, mas não estou muito certo de que ele queira voltar para os Estados Unidos.
Ele vai receber muito dinheiro se rescindir o contrato e pode optar por abandonar as pistas".
Zanardi bate sempre na mesma tecla.
"Tenho contrato com a Williams e não me parece atitude leal a de discutir esse assunto quando o time está empenhado em fazer um carro competitivo".
Sabe-se, porém, que ele não descarta a possibilidade de voltar a correr na FCart.
"Esse é um assunto que ainda não acabou para mim.
Não me sinto ainda preparado para pendurar o capacete, mas sinto que ir para os Estados Unidos no ano que vem é acenar bandeira branca para a F1.A FCart foi para mim uma época boa, me diverti muito e senti falta dela.
Se eu tiver a oportunidade correta, posso decidir pela volta", disse o italiano.
Fonte: O Globo On - www.oglobo.com.br [ F1 Race ]
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<DOC DOCID="HAREM-43K-00149">
Portugal financia operação
Primeira Carta Social de Cabo Verde começa a ser elaborada
2004-06-02 10:10:28
Cidade da Praia - Foi lançado, terça-feira, em Cabo Verde, um inquérito para recolher dados com vista à elaboração da primeira Carta Social do país. A operação, que é financiada por Portugal e está orçada em cerca de 73 mil euros, decorre até ao próximo dia 1 de Julho.
Durante este mês, 43 inquiridores e seis supervisores vão fazer o levantamento dos equipamentos e serviços sociais existentes no arquipélago, adiantou a agência de notícias PANA.
Segundo o ministro do Trabalho e Solidariedade de Cabo Verde, Sidónio Monteiro, os dados recolhidos serão utilizados pelo Governo cabo-verdiano para melhorar a gestão das estruturas sociais do país.
A acção é financiada pelo Ministério da Segurança Social de Portugal, no âmbito de um protocolo de cooperação bilateral assinado com o Ministério do Trabalho e Solidariedade de Cabo Verde.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-445-00152">
  Um pouco de HISTÓRIA

No passado dia 7 de Dezembro, os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico da Escola de Codeçoso, sob a orientação da professora, no âmbito do concurso promovido pela Biblioteca Municipal de Montalegre, decidiram entrevistar um par de idosos do lugar de Codeçoso, fregueisa da Venda Nova, sobre o Natal dos seus tempos de juventude, assim como algumas recordações que lhes deixaram saudade. Trata-se da senhora Teresa Gonçalves Bastos, de 88 anos e do senhor António Gonçalves Bastos de 90 anos.Mónica: - Será que podiam conversar um pouco connosco?

D.Teresa: - "Antão" não haveríamos de querer conversar com estes três meninos tão azadinhos e com a senhora professora. 

Mónica: - Lembra-se como festejava o Natal antigamente?

D.Teresa: - Se lembro! Até me dão saudades!

Mónica:- O que costumavam comer na noite de Consoada?

D.Teresa:- Comíamos um bocadinho de bacalhau, polvo, couves, batatas e no fim as rabanadas e a aletria.

Professora: - E já chegava cá o polvo nessa altura?

D.Teresa:- Nós já o comíamos porque o senhor Domingos Afonso, que era muito nosso amigo e tinha uma loja de tudo em Braga, mandáva-nos sempre um caixote de mercearia, o bacalhau e o polvo seco. Depois deitava-o de molho e ficava cá com uns olhos!

Mónica:- E as pessoas cá da aldeia, como passavam elas a noite de Consoada?

D.Teresa:- Para essa noite havia sempre. Era uma noite diferençada, é que esse Domingos Afonso, na maré do Natal, dava a todos os pobres um quilo de bacalhau, alguma mercearia e cinco mil reis em dinheiro.

Mónica:- O que se fazia durante o serão da noite de Consoada?

D.Teresa:- No fim de comer rezava-se o terço. Depois, os vizinhos vinham até nossa casa. Os homens jogavam às cartas, as crianças e as mulheres olhavam e também se contavam histórias. Comia-se figos e bebia-se aguardente.

Mónica:- E o dia de Natal como era passado?

D.Teresa:- Íamos à missinha e no fim íamos ao cemitério beijar a campa da minha mãezinha que Deus tem. Sabeis, é que eu fiquei sem mãe muito cedo e fui criada com o meu avô Manuel Fernandes Campos, que era um homem bom e farto. 

Mónica:- E então como era o almoço no dia de Natal?

D.Teresa:- Na nossa casa nunca faltava a vitela nesse dia porque o meu avô ia a Ruivães a pé, buscá-la.

Mónica:- E vestiam roupa nova?

D.Teresa:- Ai roupa nova! Às vezes remendada e nos pés umas socas de madeira.

Mónica:- E nesse dia recebiam prendas?

D.Teresa:- Num havia prendas para ninguém . O dinheiro era pouco. Num havia cá pinheiros nem luzes a piscar, havia muita alegria, coisa que agora é rara.

Professora:- Tem saudades do seu tempo de juventude?

D.Teresa:- Se tenho! Antes me queria no tempo de "dantes". Agora é tudo triste e só se ouvem desgraças.

Professora:- Mas agora há mais fartura!

D.Teresa:- Pois há, mas uma rachinha de bacalhau naquela altura sabia pela vida e agora nada sabe bem à gente. Esses venenos que botam na terra estragam tudo. Até as sardinhas sabiam melhor, e em minha casa, graças a Deus, apanhávamos cada fartote! Dava-se seis ovos e em troca recebíamos meio cento de sardinhas.

Mónica:- Sabe ler e escrever?

D.Teresa:- Eu não, mas o meu irmão António fez o exame da 4º classe na Venda Nova. Aprendeu com a D.Maria da Conceição, mulher de um farmacêutico.

Professora:- Naquela altura, ter o exame da 4ª classe era bastante?

Sr.António:- Ai era! Fui para a tropa para Braga em 1930 e fui 1º Cabo. Quando acabei a tropa, vim a pé de Braga a Codeçoso e como as botas eram apertadas e pesadas, pu-las às costas.

Professora:- D.Teresa, ouvi dizer que lhe chamavam noutro tempo a "Mãe dos pobres", é verdade?

D.Teresa:- Dava o que podia aos mais pobres porque naquele tempo havia fome. Todos queriam saber quando é que eu metia a fornada porque eu dava pão a quem precisava. Cozia sempre um bolo para a criançada e uma broa era logo espatifada no forno. E não estou arrependida, ainda cá fica muito. Se as esmolas valerem, eu tenho lá algumas.

Professora: - D.Teresa foi muito bom conversar consigo, até um dia deste e obrigada.

D.Teresa:- Adeus senhora professora. Adeus meus meninos azadinhos. Até quando quiserem.

A D.Teresa deu à Mónica uma moeda de 20$00 para deitar nas Alminhas. Regressámos à escola muito mais ricos e deveras entusiasmados com tão belo testemunho de vida. Resolvemos então registar, fazendo HISTÓRIA!....Este trabalho ficou classificado em terceiro lugar no concurso promovido pela Câmara Municipal de Montalegre, subordinado ao tema "Natal Barrosão".
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<DOC DOCID="HAREM-00K-00158">
Ouvi muito falar ao longo do dia, sem que houvesse, apesar de muitas verdades terem sido ditas nesta sala, sem que nunca houvesse um real debate sobre esse problema e eu convido-vos a fazerem esse debate, ouvi muito falar sobre o problema da disponibilização dos resultados: disponibilização dos resultados da investigação, disponibilização de corpora, etc. Este problema tem de ser absolutamente clarificado. Eu posso-vos garantir que, da parte que diz respeito ao Estado, eu exigirei que esse problema seja clarificado. Não é possível manter nesta matéria ambiguidades. Eu não sei o que está a acontecer. Sei que há queixas dum lado e doutro, que há afirmações que são contraditórias. A ciência é o mundo da verdade e se nós não formos capazes de resolver a verdade nestes problemas mais simples, duvido que sejamos capazes de a resolver nos problemas mais complexos, que são os problemas da investigação e da descoberta. Uma coisa é certa. É absolutamente indispensável que o mais rapidamente possível ultrapassemos carências que todos nos apontam, os estrangeiros em primeiro lugar, que todos nos apontam, de bases de dados, de elementos de base, de matéria prima quer para a investigação, quer para a produção comercial de produtos sem o qual a língua não existe. É uma coisa absolutamente básica. Não existe língua hoje em dia, se não houver livros publicados, ou seja, indústria livreira. Não existe língua agora já, mas certamente não existirá língua, nem cultura, nem civilização em torno dessa língua dentro de 10-20 anos, se a produção, a edição em formato digital, o seu processamento, a recolha de informação, o tratamento de informação não estiverem profundamente enraízados nas oportunidades de negócio em Portugal e doutros países. Não é possível dissociar, não é possível dissociar nunca a economia da cultura. Neste campo concreto é ainda menos possível dissociar a economia da cultura. Não há aqui as empresas, por um lado, que têm a maldição de querer fazer negócio e os investigadores por outro que têm a benção de produzir a verdade. A benção de produzir a verdade, se ninguém produzir os instrumentos que de facto toda a gente deve utilizar, não serve para nada. O outro lado também não consegue, de maneira nenhuma, funcionar se a investigação não lhe servir de apoio. Se hoje em dia já existe alguma migração de pessoas do mundo da investigação para dentro das empresas, essa migração ainda é muito insuficiente. É verdade que ainda hoje temos muitas deficiências de recursos humanos, ainda há pouco a Isabel Trancoso me dizia a dificuldade que existe do mundo académico e do mundo das universidades em convencer grande parte das empresas a recrutar a níveis superiores e designadamente a níveis pós-graduados. Mas o mesmo é verdade. o inverso também é verdade. Também é verdade que em muitos casos, a universidade e os institutos de investigação só querem ouvir das empresas o que lhes convém e têm dificuldade em ouvir as mensagens que as empresas, na língua que conhecem, são capazes de lhes transmitir. O que vos gostava de transmitir com a maior ênfase que possa transmitir-vos é que ou se salvam todos juntos, ou vão para o fundo todos juntos. Não há aqui ninguém que se possa salvar sózinho.

Existem instrumentos públicos de apoio a estes desenvolvimentos? Existem. Mas precisam contudo de ser especializados e reforçados. Existem instrumentos genéricos que apoiam a investigação em consórcio. Têm sido fracamente utilizados neste domínio. Têm sido muito utilizados noutros domínios, designadamente em domínios de engenharia mecânica, electrotécnica, química, farmacêutica ou outra. Têm sido pouco utilizados neste domínio e contudo, são instrumentos abertos, sem definição disciplinar à partida. O que quer dizer esta deficiente procura de instrumentos de investigação em consórcio nesta área? Não sei e importava esclarecer. Porque outras áreas científicas e tecnológicas eventualmente menos problemáticas têm demonstrado maior dinamismo na utilização destes instrumentos de apoio financeiro do Estado. O mesmo se passa relativamente aos projectos de investigação ou às bolsas de estudo. Gostava de recordar que a política que seguimos nesta matéria, relativamente às áreas científicas, é uma política de total garantia de independência do Estado relativamente às diferentes áreas científicas. Nós entendemos que compete ao Estado garantir absolutamente a liberdade de investigação académica. 
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<DOC DOCID="HAREM-332-00161">
Minas Gerais - Potencial de Desenvolvimento
 POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO A proximidade dos principais centros de consumo e portos do País, a infra-estrutura e a mão-de-obra qualificada tornam Minas Gerais a opção natural de todos aqueles que desejam investir no Brasil, um dos mais promissores mercados do mundo.
O Estado oferece inúmeras oportunidades de investimento no setor industrial.
No que diz respeito à agroindústria, existem boas perspectivas para "joint-ventures" na área de alimentos - especialmente produção e processamento de frutas, de carne, laticínios, grãos, etc. Minas Gerais, ao lado de São Paulo, detém a produção de automóveis no País, sendo responsável por
30% da produção nacional de veículos.
A crescente participação da Fiat Automóveis na produção nacional de veículos e a atração crescente de empresas de autopeças para o Estado têm contribuído para a consolidação do complexo automotivo que vem se instalando em torno da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com reflexos ao longo do eixo Belo Horizonte/São Paulo.
A fábrica de Betim participa com 33% do mercado nacional e é a segunda maior fabricante de veículos do País.
Recentemente anunciou novos investimentos em Minas, que vão totalizar US$ 2,1 bilhões, incluindo a instalação de uma fábrica de utilitários em Belo Horizonte.
As exportações da indústria representaram 11% das vendas externas mineiras.
A decisão da Mercedes-Benz de instalar sua primeira fábrica na América Latina em Juiz de Fora também vai contribuir com o aumento da produção automobilística do Estado.
A Mercedez vai investir um total de US$ 800 milhões em sua unidade para a produção de seu carro mundial, o Classe-A.
A JPX, montadora de utilitários, com previsão de produção de 3.500 veículos/ano já está instalada no Sul de Minas.
A existência em Minas Gerais de dois pólos de indústria eletrônica e as previsões de crescimento da demanda para esse setor propiciam condições favoráveis para a instalação de projetos eletrônicos e de suporte a essa área (insumos, plásticos, mecânica de precisão, etc), essencial ao atendimento do setor de energia elétrica, telecomunicações, microeletrônica e instrumentação e controle de processos.
Outra área promissora relaciona-se à fabricação de embalagens, produtos hospitalares, papel e celulose, elastômeros e derivados de cloro.
O fato de o desempenho da economia mineira nos últimos 20 anos ter superado os índices de crescimento da economia nacional evidencia o grande potencial de desenvolvimento de Minas Gerais.
Voltar à Minas Gerais sugestões e comentários: grice@fiemg.com.br volta ao índice
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<DOC DOCID="HAREM-911-00183">
1º Congresso do Futebol Algarvio - Mensagem do Presidente da AFA
1º Congresso do Futebol Algarvio
Fortaleza, 12 e 13 de Junho de 2002
Pelo futebol algarvio
Reflectir sobre o estado do futebol algarvio, corrigir defeitos notados e melhorar o que de bom temos, definindo caminhos para o futuro que contribuam para um crescimento sustentado: é esse o desafio a que nos propomos em dois dias de discussão e debate sobre matérias particularmente interessantes e sensíveis, no Congresso do Futebol Algarvio.
Esperamos de todos um contributo importante para a valorização do futebol da nossa região, sabendo que teremos connosco pessoas que pela sua experiência e pelas funções que desempenham ou desempenharam podem ajudar-nos a dar os passos mais acertados com vista a uma desejável melhoria qualitativa.
Longe do nosso Algarve - onde os afazeres de cada um nem sempre permitem a disponibilidade necessária para pensar em questões deveras importantes como as que vamos discutir - mas com o pensamento no futebol da região onde residimos e em muitos casos nascemos, que queremos ver vivo e dinâmico.
Trata-se de uma iniciativa que considero importante, com a vantagem de não implicar custos para a Associação de Futebol do Algarve ou para os clubes, e decerto regressaremos a casa com uma visão mais alargada das questões do futebol algarvio, o que nos deixará mais ricos e mais aptos para construirmos o futuro.
JOÃO GOMES, presidente da Associação de Futebol do Algarve
Comunicado | Mensagem | Programa | Prelectores | Conclusões do Congresso
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<DOC DOCID="HAREM-43J-00192">
Os jogadores se dividem pelos dez quartos do alojamento, equipados com frigobar, ar condicionado, televisão e telefone.
«É uma coisa do Primeiro Mundo», afirmou o levantador Maurício (leia matéria ao lado).

Além de Maurício, Carlão e Paulão, a seleção deve contar hoje com Giovane.
O atacante, que deveria ter se apresentado anteontem à noite, pediu mais um dia de folga ao treinador.

Na volta de uma viagem ao exterior, vale a pena trazer uma impressora matricial.
Free shops dos aeroportos internacionais também vendem o equipamento.

O modelo Lx 810, da Epson, é vendido em Miami por US$ 178.
O preço de lista nas revendas brasileiras é de US$ 422.
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<DOC DOCID="HAREM-352-00198">
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..... 
Acupuntura e impotência Conhecida no Oriente há milhares de anos, a acupuntura tem sido utilizada em tratamentos para problemas que vão de dor nas costas a depressão. 
A partir de agora, pelo menos de acordo com pesquisadores austríacos, a impotência pode ser acrescentada a esta lista. 
As causas da impotência variam de hormônios desequilibrados a problemas emocionais. 
E justamente este último aspecto foi objeto de estudo por parte de pesquisadores do Hospital Leinz, em Viena. 
Os resultados preliminares, divulgados em um encontro de urologistas realizado no início de maio, mostraram-se promissores para os pacientes. 
Os 13 voluntários que participaram da pesquisa, todos com 42 anos, foram divididos em dois grupos. 
Todos tiveram agulhas espetadas no corpo, só que um dos grupos recebeu as agulhas em locais não relacionados com o problema, já que os médicos queriam comprovar a existência do "efeito placebo", ou seja, se os pacientes seriam sugestionados pelo tratamento. 
A experiência durou cerca de dois meses e os resultados se mostraram animadores:  
"Dois terços dos pacientes que receberam o tratamento verdadeiro relataram bons resultados e se consideraram curados", relata Paul Engerhardt, coordenador do estudo. 
O outro terço, segundo ele, contou ter notado ereções um pouco melhores, mas não o suficiente para se sentirem curados. 
"Por isso, acrescentei Viagra ao tratamento". 
Michael Heltemes, outro médico participante do encontro de urologistas na Áustria, destacou o fato de que profissionais e pacientes estão sempre em busca de um medicamento mágico para curar a impotência, "mas é interessante notar que uma parte dos médicos está seguindo um caminho por onde os recursos do próprio organismo são utilizados para corrigir a disfunção". 
Por Sérgio Maia, Shop Med / Info Med / Classificados / Notícias / Doutor Online Chat / Home / e-mail /Forúm Todos os direitos reservados, Copyrigth 2000, Cadê Médico Resolução recomendada 800 x 600  
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<DOC DOCID="HAREM-30B-00201">
A Carta
Pero Vaz de Caminha


Senhor, 
posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! 
Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. 
Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. 
E portanto, Senhor, do que hei de falar começo: 
E digo quê: 
A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. 
Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser ! 
Fez o capitão suas diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais ! 
E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas -- os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos. 
Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! 
Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças. E ao sol-posto umas seis léguas da terra, lançamos ancoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitura à terra, indo os navios pequenos diante -- por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, doze, nove braças -- até meia légua da terra, onde todos lançamos ancoras, em frente da boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas, pouco mais ou menos. 
E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. 
Então lançamos fora os batéis e esquifes. E logo vieram todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor. E ali falaram. E o Capitão mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se para lá, acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte. 
Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas que querem parecer de aljôfar, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar. 
À noite seguinte ventou tanto sueste com chuvaceiros que fez caçar as naus. E especialmente a Capitaina. E sexta pela manhã, às oito horas, pouco mais ou menos, por conselho dos pilotos, mandou o Capitão levantar ancoras e fazer vela. E fomos de longo da costa, com os batéis e esquifes amarrados na popa, em direção norte, para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde nós ficássemos, para tomar água e lenha. Não por nos já minguar, mas por nos prevenirmos aqui. E quando fizemos vela estariam já na praia assentados perto do rio obra de sessenta ou setenta homens que se haviam juntado ali aos poucos. Fomos ao longo, e mandou o Capitão aos navios pequenos que fossem mais chegados à terra e, se achassem pouso seguro para as naus, que amainassem. 
E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada. E meteram-se dentro e amainaram. E as naus foram-se chegando, atrás deles. E um pouco antes de sol-pôsto amainaram também, talvez a uma légua do recife, e ancoraram a onze braças. 
E estando Afonso Lopez, nosso piloto, em um daqueles navios pequenos, foi, por mandado do Capitão, por ser homem vivo e destro para isso, meter-se logo no esquife a sondar o porto dentro. E tomou dois daqueles homens da terra que estavam numa almadia: mancebos e de bons corpos. Um deles trazia um arco, e seis ou sete setas. E na praia andavam muitos com seus arcos e setas; mas não os aproveitou. Logo, já de noite, levou-os à Capitaina, onde foram recebidos com muito prazer e festa. 
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. 
Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma confeição branda como, de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar. 
O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, mui grande, ao pescoço. E Sancho de Tovar, e Simão de Miranda, e Nicolau Coelho, e Aires Corrêa, e nós outros que aqui na nau com ele íamos, sentados no chão, nessa alcatifa. Acenderam-se tochas. E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar ao Capitão; nem a alguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata! 
Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. 
Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. 
Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. 
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. 
Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. 
Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. 
Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo. 
Isto tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto não queríamos nós entender, por que lho não havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. E então estiraram-se de costas na alcatifa, a dormir sem procurarem maneiras de encobrir suas vergonhas, as quais não eram fanadas; e as cabeleiras delas estavam bem rapadas e feitas. 
O Capitão mandou pôr por baixo da cabeça de cada um seu coxim; e o da cabeleira esforçava-se por não a estragar. E deitaram um manto por cima deles; e consentindo, aconchegaram-se e adormeceram. 
Sábado pela manhã mandou o Capitão fazer vela, fomos demandar a entrada, a qual era mui larga e tinha seis a sete braças de fundo. E entraram todas as naus dentro, e ancoraram em cinco ou seis braças -- ancoradouro que é tão grande e tão formoso de dentro, e tão seguro que podem ficar nele mais de duzentos navios e naus. E tanto que as naus foram distribuídas e ancoradas, vieram os capitães todos a esta nau do Capitão-mor. E daqui mandou o Capitão que Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias fossem em terra e levassem aqueles dois homens, e os deixassem ir com seu arco e setas, aos quais mandou dar a cada um uma camisa nova e uma carapuça vermelha e um rosário de contas brancas de osso, que foram levando nos braços, e um cascavel e uma campainha. E mandou com eles, para lá ficar, um mancebo degredado, criado de dom João Telo, de nome Afonso Ribeiro, para lá andar com eles e saber de seu viver e maneiras. E a mim mandou que fosse com Nicolau Coelho. Fomos assim de frecha direitos à praia. Ali acudiram logo perto de duzentos homens, todos nus, com arcos e setas nas mãos. Aqueles que nós levamos acenaram-lhes que se afastassem e depusessem os arcos. E eles os depuseram. Mas não se afastaram muito. E mal tinham pousado seus arcos quando saíram os que nós levávamos, e o mancebo degredado com eles. E saídos não pararam mais; nem esperavam um pelo outro, mas antes corriam a quem mais correria. E passaram um rio que aí corre, de água doce, de muita água que lhes dava pela braga. E muitos outros com eles. E foram assim correndo para além do rio entre umas moitas de palmeiras onde estavam outros. E ali pararam. E naquilo tinha ido o degredado com um homem que, logo ao sair do batel, o agasalhou e levou até lá. Mas logo o tornaram a nós. E com ele vieram os outros que nós leváramos, os quais vinham já nus e sem carapuças. 
E então se começaram de chegar muitos; e entravam pela beira do mar para os batéis, até que mais não podiam. E traziam cabaças d'água, e tomavam alguns barris que nós levávamos e enchiam-nos de água e traziam-nos aos batéis. Não que eles de todo chegassem a bordo do batel. Mas junto a ele, lançavam-nos da mão. E nós tomávamo-los. E pediam que lhes dessem alguma coisa. 
Levava Nicolau Coelho cascavéis e manilhas. E a uns dava um cascavel, e a outros uma manilha, de maneira que com aquela encarna quase que nos queriam dar a mão. Davam-nos daqueles arcos e setas em troca de sombreiros e carapuças de linho, e de qualquer coisa que a gente lhes queria dar. 
Dali se partiram os outros, dois mancebos, que não os vimos mais. 
Dos que ali andavam, muitos -- quase a maior parte --traziam aqueles bicos de osso nos beiços. 
E alguns, que andavam sem eles, traziam os beiços furados e nos buracos traziam uns espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha. E alguns deles traziam três daqueles bicos, a saber um no meio, e os dois nos cabos. 
E andavam lá outros, quartejados de cores, a saber metade deles da sua própria cor, e metade de tintura preta, um tanto azulada; e outros quartejados d'escaques. 
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam. 
Ali por então não houve mais fala ou entendimento com eles, por a barbana deles ser tamanha que se não entendia nem ouvia ninguém. Acenamos-lhes que se fossem. E assim o fizeram e passaram-se para além do rio. E saíram três ou quatro homens nossos dos batéis, e encheram não sei quantos barris d'água que nós levávamos. E tornamo-nos às naus. E quando assim vínhamos, acenaram-nos que voltássemos. Voltamos, e eles mandaram o degredado e não quiseram que ficasse lá com eles, o qual levava uma bacia pequena e duas ou três carapuças vermelhas para lá as dar ao senhor, se o lá houvesse. Não trataram de lhe tirar coisa alguma, antes mandaram-no com tudo. Mas então Bartolomeu Dias o fez outra vez tornar, que lhe desse aquilo. E ele tornou e deu aquilo, em vista de nós, a aquele que o da primeira agasalhara. E então veio-se, e nós levamo-lo. 
Esse que o agasalhou era já de idade, e andava por galanteria, cheio de penas, pegadas pelo corpo, que parecia seteado como São Sebastião. Outros traziam carapuças de penas amarelas; e outros, de vermelhas; e outros de verdes. E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela. Nenhum deles era fanado, mas todos assim como nós. 
E com isto nos tornamos, e eles foram-se. 
À tarde saiu o Capitão-mor em seu batel com todos nós outros capitães das naus em seus batéis a folgar pela baía, perto da praia. Mas ninguém saiu em terra, por o Capitão o não querer, apesar de ninguém estar nela. Apenas saiu -- ele com todos nós -- em um ilhéu grande que está na baía, o qual, aquando baixamar, fica mui vazio. Com tudo está de todas as partes cercado de água, de sorte que ninguém lá pode ir, a não ser de barco ou a nado. Ali folgou ele, e todos nós, bem uma hora e meia. E pescaram lá, andando alguns marinheiros com um chinchorro; e mataram peixe miúdo, não muito. E depois volvemo-nos às naus, já bem noite. 
Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. 
Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho. 
Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção. 
Enquanto assistimos à missa e ao sermão, estaria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos, como a de ontem, com seus arcos e setas, e andava folgando. E olhando-nos, sentaram. E depois de acabada a missa, quando nós sentados atendíamos a pregação, levantaram-se muitos deles e tangeram corno ou buzina e começaram a saltar e dançar um pedaço. E alguns deles se metiam em almadias -- duas ou três que lá tinham -- as quais não são feitas como as que eu vi; apenas são três traves, atadas juntas. E ali se metiam quatro ou cinco, ou esses que queriam, não se afastando quase nada da terra, só até onde podiam tomar pé. 
Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta. Embarcamos e fomos indo todos em direção à terra para passarmos ao longo por onde eles estavam, indo na dianteira, por ordem do Capitão, Bartolomeu Dias em seu esquife, com um pau de uma almadia que lhes o mar levara, para o entregar a eles. E nós todos trás dele, a distância de um tiro de pedra. 
Como viram o esquife de Bartolomeu Dias, chegaram-se logo todos à água, metendo-se nela até onde mais podiam. Acenaram-lhes que pousassem os arcos e muitos deles os iam logo pôr em terra; e outros não os punham. 
Andava lá um que falava muito aos outros, que se afastassem. Mas não já que a mim me parecesse que lhe tinham respeito ou medo. Este que os assim andava afastando trazia seu arco e setas. Estava tinto de tintura vermelha pelos peitos e costas e pelos quadris, coxas e pernas até baixo, mas os vazios com a barriga e estômago eram de sua própria cor. E a tintura era tão vermelha que a água lha não comia nem desfazia. Antes, quando saía da água, era mais vermelho. Saiu um homem do esquife de Bartolomeu Dias e andava no meio deles, sem implicarem nada com ele, e muito menos ainda pensavam em fazer-lhe mal. Apenas lhe davam cabaças d'água; e acenavam aos do esquife que saíssem em terra. Com isto se volveu Bartolomeu Dias ao Capitão. E viemo-nos às naus, a comer, tangendo trombetas e gaitas, sem os mais constranger. E eles tornaram-se a sentar na praia, e assim por então ficaram. 
Neste ilhéu, onde fomos ouvir missa e sermão, espraia muito a água e descobre muita areia e muito cascalho. Enquanto lá estávamos foram alguns buscar marisco e não no acharam. Mas acharam alguns camarões grossos e curtos, entre os quais vinha um muito grande e muito grosso; que em nenhum tempo o vi tamanho. Também acharam cascas de berbigões e de amêijoas, mas não toparam com nenhuma peça inteira. E depois de termos comido vieram logo todos os capitães a esta nau, por ordem do Capitão-mor, com os quais ele se aportou; e eu na companhia. E perguntou a todos se nos parecia bem mandar a nova do achamento desta terra a Vossa Alteza pelo navio dos mantimentos, para a melhor mandar descobrir e saber dela mais do que nós podíamos saber, por irmos na nossa viagem. 
E entre muitas falas que sobre o caso se fizeram foi dito, por todos ou a maior parte, que seria muito bem. E nisto concordaram. E logo que a resolução foi tomada, perguntou mais, se seria bem tomar aqui por força um par destes homens para os mandar a Vossa Alteza, deixando aqui em lugar deles outros dois destes degredados. 
E concordaram em que não era necessário tomar por força homens, porque costume era dos que assim à força levavam para alguma parte dizerem que há de tudo quanto lhes perguntam; e que melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens desses degredados que aqui deixássemos do que eles dariam se os levassem por ser gente que ninguém entende. Nem eles cedo aprenderiam a falar para o saberem tão bem dizer que muito melhor estoutros o não digam quando cá Vossa Alteza mandar. 
E que portanto não cuidássemos de aqui por força tomar ninguém, nem fazer escândalo; mas sim, para os de todo amansar e apaziguar, unicamente de deixar aqui os dois degredados quando daqui partíssemos. 
E assim ficou determinado por parecer melhor a todos. 
Acabado isto, disse o Capitão que fôssemos nos batéis em terra. E ver-se-ia bem, quejando era o rio. Mas também para folgarmos. 
Fomos todos nos batéis em terra, armados; e a bandeira conosco. Eles andavam ali na praia, à boca do rio, para onde nós íamos; e, antes que chegássemos, pelo ensino que dantes tinham, puseram todos os arcos, e acenaram que saíssemos. Mas, tanto que os batéis puseram as proas em terra, passaram-se logo todos além do rio, o qual não é mais ancho que um jogo de mancal. E tanto que desembarcamos, alguns dos nossos passaram logo o rio, e meteram-se entre eles. E alguns aguardavam; e outros se afastavam. Com tudo, a coisa era de maneira que todos andavam misturados. Eles davam desses arcos com suas setas por sombreiros e carapuças de linho, e por qualquer coisa que lhes davam. Passaram além tantos dos nossos e andaram assim misturados com eles, que eles se esquivavam, e afastavam-se; e iam alguns para cima, onde outros estavam. E então o Capitão fez que o tomassem ao colo dois homens e passou o rio, e fez tornar a todos. A gente que ali estava não seria mais que aquela do costume. Mas logo que o Capitão chamou todos para trás, alguns se chegaram a ele, não por o reconhecerem por Senhor, mas porque a gente, nossa, já passava para aquém do rio. Ali falavam e traziam muitos arcos e continhas, daquelas já ditas, e resgatavam-nas por qualquer coisa, de tal maneira que os nossos levavam dali para as naus muitos arcos, e setas e contas. 
E então tornou-se o Capitão para aquém do rio. E logo acudiram muitos à beira dele. 
Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. 
Também andava lá outra mulher, nova, com um menino ou menina, atado com um pano aos peitos, de modo que não se lhe viam senão as perninhas. Mas nas pernas da mãe, e no resto, não havia pano algum. 
Em seguida o Capitão foi subindo ao longo do rio, que corre rente à praia. E ali esperou por um velho que trazia na mão uma pá de almadia. Falou, enquanto o Capitão estava com ele, na presença de todos nós; mas ninguém o entendia, nem ele a nós, por mais coisas que a gente lhe perguntava com respeito a ouro, porque desejávamos saber se o havia na terra. 
Trazia este velho o beiço tão furado que lhe cabia pelo buraco um grosso dedo polegar. E trazia metido no buraco uma pedra verde, de nenhum valor, que fechava por fora aquele buraco. E o Capitão lha fez tirar. E ele não sei que diabo falava e ia com ela para a boca do Capitão para lha meter. Estivemos rindo um pouco e dizendo chalaças sobre isso. E então enfadou-se o Capitão, e deixou-o. E um dos nossos deu-lhe pela pedra um sombreiro velho; não por ela valer alguma coisa, mas para amostra. E depois houve-a o Capitão, creio, para mandar com as outras coisas a Vossa Alteza. 
Andamos por aí vendo o ribeiro, o qual é de muita água e muito boa. Ao longo dele há muitas palmeiras, não muito altas; e muito bons palmitos. Colhemos e comemos muitos deles. 
Depois tornou-se o Capitão para baixo para a boca do rio, onde tínhamos desembarcado. 
E além do rio andavam muitos deles dançando e folgando, uns diante os outros, sem se tomarem pelas mãos. E faziam-no bem. Passou-se então para a outra banda do rio Diogo Dias, que fora almoxarife de Sacavém, o qual é homem gracioso e de prazer. E levou consigo um gaiteiro nosso com sua gaita. E meteu-se a dançar com eles, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem fez ali muitas voltas ligeiras, andando no chão, e salto real, de que se eles espantavam e riam e folgavam muito. E conquanto com aquilo os segurou e afagou muito, tomavam logo uma esquiveza como de animais montezes, e foram-se para cima. 
E então passou o rio o Capitão com todos nós, e fomos pela praia, de longo, ao passo que os batéis iam rentes à terra. E chegamos a uma grande lagoa de água doce que está perto da praia, porque toda aquela ribeira do mar é apaulada por cima e sai a água por muitos lugares. 
E depois de passarmos o rio, foram uns sete ou oito deles meter-se entre os marinheiros que se recolhiam aos batéis. E levaram dali um tubarão que Bartolomeu Dias matou. E levavam-lho; e lançou-o na praia. 
Bastará que até aqui, como quer que se lhes em alguma parte amansassem, logo de uma mão para outra se esquivavam, como pardais do cevadouro. Ninguém não lhes ousa falar de rijo para não se esquivarem mais. E tudo se passa como eles querem -- para os bem amansarmos ! 
Ao velho com quem o Capitão havia falado, deu-lhe uma carapuça vermelha. E com toda a conversa que com ele houve, e com a carapuça que lhe deu tanto que se despediu e começou a passar o rio, foi-se logo recatando. E não quis mais tornar do rio para aquém. Os outros dois o Capitão teve nas naus, aos quais deu o que já ficou dito, nunca mais aqui apareceram -- fatos de que deduzo que é gente bestial e de pouco saber, e por isso tão esquiva. Mas apesar de tudo isso andam bem curados, e muito limpos. E naquilo ainda mais me convenço que são como aves, ou alimárias montezinhas, as quais o ar faz melhores penas e melhor cabelo que às mansas, porque os seus corpos são tão limpos e tão gordos e tão formosos que não pode ser mais! E isto me faz presumir que não tem casas nem moradias em que se recolham; e o ar em que se criam os faz tais. Nós pelo menos não vimos até agora nenhumas casas, nem coisa que se pareça com elas. 
Mandou o Capitão aquele degredado, Afonso Ribeiro, que se fosse outra vez com eles. E foi; e andou lá um bom pedaço, mas a tarde regressou, que o fizeram eles vir: e não o quiseram lá consentir. E deram-lhe arcos e setas; e não lhe tomaram nada do seu. Antes, disse ele, que lhe tomara um deles umas continhas amarelas que levava e fugia com elas, e ele se queixou e os outros foram logo após ele, e lhas tomaram e tornaram-lhas a dar; e então mandaram-no vir. Disse que não vira lá entre eles senão umas choupaninhas de rama verde e de feteiras muito grandes, como as de Entre Douro e Minho. E assim nos tornamos às naus, já quase noite, a dormir. 
Segunda-feira, depois de comer, saímos todos em terra a tomar água. Ali vieram então muitos; mas não tantos como as outras vezes. E traziam já muito poucos arcos. E estiveram um pouco afastados de nós; mas depois pouco a pouco misturaram-se conosco; e abraçavam-nos e folgavam; mas alguns deles se esquivavam logo. Ali davam alguns arcos por folhas de papel e por alguma carapucinha velha e por qualquer coisa. E de tal maneira se passou a coisa que bem vinte ou trinta pessoas das nossas se foram com eles para onde outros muitos deles estavam com moças e mulheres. E trouxeram de lá muitos arcos e barretes de penas de aves, uns verdes, outros amarelos, dos quais creio que o Capitão há de mandar uma amostra a Vossa Alteza. 
E segundo diziam esses que lá tinham ido, brincaram com eles. Neste dia os vimos mais de perto e mais à nossa vontade, por andarmos quase todos misturados: uns andavam quartejados daquelas tinturas, outros de metades, outros de tanta feição como em pano de ras, e todos com os beiços furados, muitos com os ossos neles, e bastantes sem ossos. Alguns traziam uns ouriços verdes, de árvores, que na cor queriam parecer de castanheiras, embora fossem muito mais pequenos. E estavam cheios de uns grãos vermelhos, pequeninos que, esmagando-se entre os dedos, se desfaziam na tinta muito vermelha de que andavam tingidos. E quanto mais se molhavam, tanto mais vermelhos ficavam. 
Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. 
Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. 
E o Capitão mandou aquele degredado Afonso Ribeiro e a outros dois degredados que fossem meter-se entre eles; e assim mesmo a Diogo Dias, por ser homem alegre, com que eles folgavam. E aos degredados ordenou que ficassem lá esta noite. 
Foram-se lá todos; e andaram entre eles. E segundo depois diziam, foram bem uma légua e meia a uma povoação, em que haveria nove ou dez casas, as quais diziam que eram tão compridas, cada uma, como esta nau capitaina. E eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoável altura; e todas de um só espaço, sem repartição alguma, tinham de dentro muitos esteios; e de esteio a esteio uma rede atada com cabos em cada esteio, altas, em que dormiam. E de baixo, para se aquentarem, faziam seus fogos. E tinha cada casa duas portas pequenas, uma numa extremidade, e outra na oposta. E diziam que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os encontraram; e que lhes deram de comer dos alimentos que tinham, a saber muito inhame, e outras sementes que na terra dá, que eles comem. E como se fazia tarde fizeram-nos logo todos tornar; e não quiseram que lá ficasse nenhum. E ainda, segundo diziam, queriam vir com eles. Resgataram lá por cascavéis e outras coisinhas de pouco valor, que levavam, papagaios vermelhos, muito grandes e formosos, e dois verdes pequeninos, e carapuças de penas verdes, e um pano de penas de muitas cores, espécie de tecido assaz belo, segundo Vossa Alteza todas estas coisas verá, porque o Capitão vo-las há de mandar, segundo ele disse. E com isto vieram; e nós tornamo-nos às naus. 
Terça-feira, depois de comer, fomos em terra, fazer lenha, e para lavar roupa. Estavam na praia, quando chegamos, uns sessenta ou setenta, sem arcos e sem nada. Tanto que chegamos, vieram logo para nós, sem se esquivarem. E depois acudiram muitos, que seriam bem duzentos, todos sem arcos. E misturaram-se todos tanto conosco que uns nos ajudavam a acarretar lenha e metê-las nos batéis. E lutavam com os nossos, e tomavam com prazer. E enquanto fazíamos a lenha, construíam dois carpinteiros uma grande cruz de um pau que se ontem para isso cortara. Muitos deles vinham ali estar com os carpinteiros. E creio que o faziam mais para verem a ferramenta de ferro com que a faziam do que para verem a cruz, porque eles não tem coisa que de ferro seja, e cortam sua madeira e paus com pedras feitas como cunhas, metidas em um pau entre duas talas, mui bem atadas e por tal maneira que andam fortes, porque lhas viram lá. Era já a conversação deles conosco tanta que quase nos estorvavam no que havíamos de fazer. 
E o Capitão mandou a dois degredados e a Diogo Dias que fossem lá à aldeia e que de modo algum viessem a dormir às naus, ainda que os mandassem embora. E assim se foram. 
Enquanto andávamos nessa mata a cortar lenha, atravessavam alguns papagaios essas árvores; verdes uns, e pardos, outros, grandes e pequenos, de sorte que me parece que haverá muitos nesta terra. Todavia os que vi não seriam mais que nove ou dez, quando muito. Outras aves não vimos então, a não ser algumas pombas-seixeiras, e pareceram-me maiores bastante do que as de Portugal. Vários diziam que viram rolas, mas eu não as vi. Todavia segundo os arvoredos são mui muitos e grandes, e de infinitas espécies, não duvido que por esse sertão haja muitas aves! 
E cerca da noite nós volvemos para as naus com nossa lenha. 
Eu creio, Senhor, que não dei ainda conta aqui a Vossa Alteza do feitio de seus arcos e setas. Os arcos são pretos e compridos, e as setas compridas; e os ferros delas são canas aparadas, conforme Vossa Alteza verá alguns que creio que o Capitão a Ela há de enviar. 
Quarta-feira não fomos em terra, porque o Capitão andou todo o dia no navio dos mantimentos a despejá-lo e fazer levar às naus isso que cada um podia levar. Eles acudiram à praia, muitos, segundo das naus vimos. Seriam perto de trezentos, segundo Sancho de Tovar que para lá foi. Diogo Dias e Afonso Ribeiro, o degredado, aos quais o Capitão ontem ordenara que de toda maneira lá dormissem, tinham voltado já de noite, por eles não quererem que lá ficassem. E traziam papagaios verdes; e outras aves pretas, quase como pegas, com a diferença de terem o bico branco e rabos curtos. E quando Sancho de Tovar recolheu à nau, queriam vir com ele, alguns; mas ele não admitiu senão dois mancebos, bem dispostos e homens de prol. Mandou pensar e curá-los mui bem essa noite. E comeram toda a ração que lhes deram, e mandou dar-lhes cama de lençóis, segundo ele disse. E dormiram e folgaram aquela noite. E não houve mais este dia que para escrever seja. 
Quinta-feira, derradeiro de abril, comemos logo, quase pela manhã, e fomos em terra por mais lenha e água. E em querendo o Capitão sair desta nau, chegou Sancho de Tovar com seus dois hóspedes. E por ele ainda não ter comido, puseram-lhe toalhas, e veio-lhe comida. E comeu. Os hóspedes, sentaram-no cada um em sua cadeira. E de tudo quanto lhes deram, comeram mui bem, especialmente lacão cozido frio, e arroz. Não lhes deram vinho por Sancho de Tovar dizer que o não bebiam bem. 
Acabado o comer, metemo-nos todos no batel, e eles conosco. Deu um grumete a um deles uma armadura grande de porco montês, bem revolta. E logo que a tomou meteu-a no beiço; e porque se lhe não queria segurar, deram-lhe uma pouca de cera vermelha. E ele ajeitou-lhe seu adereço da parte de trás de sorte que segurasse, e meteu-a no beiço, assim revolta para cima; e ia tão contente com ela, como se tivesse uma grande jóia. E tanto que saímos em terra, foi-se logo com ela. E não tornou a aparecer lá. 
Andariam na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e de aí a pouco começaram a vir. E parece-me que viriam este dia a praia quatrocentos ou quatrocentos e cinqüenta. Alguns deles traziam arcos e setas; e deram tudo em troca de carapuças e por qualquer coisa que lhes davam. Comiam conosco do que lhes dávamos, e alguns deles bebiam vinho, ao passo que outros o não podiam beber. Mas quer-me parecer que, se os acostumarem, o hão de beber de boa vontade! Andavam todos tão bem dispostos e tão bem feitos e galantes com suas pinturas que agradavam. Acarretavam dessa lenha quanta podiam, com mil boas vontades, e levavam-na aos batéis. E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. 
Foi o Capitão com alguns de nós um pedaço por este arvoredo até um ribeiro grande, e de muita água, que ao nosso parecer é o mesmo que vem ter à praia, em que nós tomamos água. Ali descansamos um pedaço, bebendo e folgando, ao longo dele, entre esse arvoredo que é tanto e tamanho e tão basto e de tanta qualidade de folhagem que não se pode calcular. Há lá muitas palmeiras, de que colhemos muitos e bons palmitos. 
Ao sairmos do batel, disse o Capitão que seria bom irmos em direitura à cruz que estava encostada a uma árvore, junto ao rio, a fim de ser colocada amanhã, sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para eles verem o acatamento que lhe tínhamos. E assim fizemos. E a esses dez ou doze que lá estavam, acenaram-lhes que fizessem o mesmo; e logo foram todos beijá-la. 
Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E portanto se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles qualquer cunho que lhe quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o Ele nos para aqui trazer creio que não foi sem causa. E portanto Vossa Alteza, pois tanto deseja acrescentar a santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim! 
Eles não lavram nem criam. Nem há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao viver do homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos. 
Nesse dia, enquanto ali andavam, dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som de um tamboril nosso, como se fossem mais amigos nossos do que nós seus. Se lhes a gente acenava, se queriam vir às naus, aprontavam-se logo para isso, de modo tal, que se os convidáramos a todos, todos vieram. Porém não levamos esta noite às naus senão quatro ou cinco; a saber, o Capitão-mor, dois; e Simão de Miranda, um que já trazia por pagem; e Aires Gomes a outro, pagem também. Os que o Capitão trazia, era um deles um dos seus hóspedes que lhe haviam trazido a primeira vez quando aqui chegamos -- o qual veio hoje aqui vestido na sua camisa, e com ele um seu irmão; e foram esta noite mui bem agasalhados tanto de comida como de cama, de colchões e lençóis, para os mais amansar. 
E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar acima do rio, contra o sul onde nos pareceu que seria melhor arvorar a cruz, para melhor ser vista. E ali marcou o Capitão o sítio onde haviam de fazer a cova para a fincar. E enquanto a iam abrindo, ele com todos nós outros fomos pela cruz, rio abaixo onde ela estava. E com os religiosos e sacerdotes que cantavam, à frente, fomos trazendo-a dali, a modo de procissão. Eram já aí quantidade deles, uns setenta ou oitenta; e quando nos assim viram chegar, alguns se foram meter debaixo dela, ajudar-nos. Passamos o rio, ao longo da praia; e fomos colocá-la onde havia de ficar, que será obra de dois tiros de besta do rio. Andando-se ali nisto, viriam bem cento cinqüenta, ou mais. Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre frei Henrique, a qual foi cantada e oficiada por esses já ditos. Ali estiveram conosco, a ela, perto de cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelho assim como nós. E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar, como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim como nós estávamos, com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fez muita devoção. 
Estiveram assim conosco até acabada a comunhão; e depois da comunhão, comungaram esses religiosos e sacerdotes; e o Capitão com alguns de nós outros. E alguns deles, por o Sol ser grande, levantaram-se enquanto estávamos comungando, e outros estiveram e ficaram. Um deles, homem de cinqüenta ou cinqüenta e cinco anos, se conservou ali com aqueles que ficaram. Esse, enquanto assim estávamos, juntava aqueles que ali tinham ficado, e ainda chamava outros. E andando assim entre eles, falando-lhes, acenou com o dedo para o altar, e depois mostrou com o dedo para o céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim o tomamos! 
Acabada a missa, tirou o padre a vestimenta de cima, e ficou na alva; e assim se subiu, junto ao altar, em uma cadeira; e ali nos pregou o Evangelho e dos Apóstolos cujo é o dia, tratando no fim da pregação desse vosso prosseguimento tão santo e virtuoso, que nos causou mais devoção. 
Esses que estiveram sempre à pregação estavam assim como nós olhando para ele. E aquele que digo, chamava alguns, que viessem ali. Alguns vinham e outros iam-se; e acabada a pregação, trazia Nicolau Coelho muitas cruzes de estanho com crucifixos, que lhe ficaram ainda da outra vinda. E houveram por bem que lançassem a cada um sua ao pescoço. Por essa causa se assentou o padre frei Henrique ao pé da cruz; e ali lançava a sua a todos -- um a um -- ao pescoço, atada em um fio, fazendo-lha primeiro beijar e levantar as mãos. Vinham a isso muitos; e lançavam-nas todas, que seriam obra de quarenta ou cinqüenta. E isto acabado -- era já bem uma hora depois do meio dia -- viemos às naus a comer, onde o Capitão trouxe consigo aquele mesmo que fez aos outros aquele gesto para o altar e para o céu, (e um seu irmão com ele). A aquele fez muita honra e deu-lhe uma camisa mourisca; e ao outro uma camisa destoutras. 
E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente, não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, do que entenderem-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como nós mesmos; por onde pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar; porque já então terão mais conhecimentos de nossa fé, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje também comungaram. 
Entre todos estes que hoje vieram não veio mais que uma mulher, moça, a qual esteve sempre à missa, à qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram-lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, não se lembrava de o estender muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal que a de Adão não seria maior -- com respeito ao pudor. 
Ora veja Vossa Alteza quem em tal inocência vive se se convertera, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação. 
Acabado isto, fomos perante eles beijar a cruz. E despedimo-nos e fomos comer. 
Creio, Senhor, que, com estes dois degredados que aqui ficam, ficarão mais dois grumetes, que esta noite se saíram em terra, desta nau, no esquife, fugidos, os quais não vieram mais. E cremos que ficarão aqui porque de manhã, prazendo a Deus fazemos nossa partida daqui. 
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos -- terra que nos parecia muito extensa. 
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! 
Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé! 
E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo. 
E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê. 
Beijo as mãos de Vossa Alteza. 

Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. 

 Pero Vaz de Caminha. 
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<DOC DOCID="HAREM-649-00204">
- Não faço mistério disso; mora com seu pai em uma pequena chácara no bairro de Santo Antônio, onde vivem modestamente, evitando relações, e aparecendo mui raras vezes em público. Nessa chácara, escondida entre moitas de coqueiros e arvoredos, vive ela como a violeta entre a folhagem, ou como fada misteriosa em uma gruta encantada. 

- É célebre! - retorquiu o doutor - mas como chegaste a descobrir essa ninfa encantada, e a ter entrada em sua gruta misteriosa? 

- Eu vos conto em duas palavras. Passando eu um dia a cavalo por sua chácara, avistei-a sentada em um banco do pequeno jardim da frente. Surpreendeu-me sua maravilhosa beleza. Como viu que eu a contemplava com demasiada curiosidade, esgueirou-se como uma borboleta entre os arbustos floridos e desapareceu. Formei o firme propósito de vê-la e de falar-lhe, custasse o que custasse. Por mais, porém, que indagasse por toda a vizinhança, não encontrei uma só pessoa que se relacionasse com ela e que pudesse apresentar-me. Indaguei por fim quem era o proprietário da chácara, e fui ter com ele. Nem esse podia dar-me informações, nem servir-me em coisa alguma. O seu inquilino vinha todos os meses pontualmente adiantar o aluguel da chácara; eis tudo quanto a respeito dele sabia. Todavia continuei a passar todas as tardes por defronte do jardim, mas a pé para melhor poder surpreendêla e admirá-la; quase sempre, porém, sem resultado. Quando acontecia estar no jardim, esquivava-se sempre às minhas vistas como da primeira vez. Um dia, porém, quando eu passava, caiu-lhe o lenço ao levantar-se do banco; a grade estava aberta; tomei a liberdade de penetrar no jardim, apanhei o lenço, e corri a entregar-lho, quando já ela punha o pé na soleira de sua casa. Agradeceu-me com um sorriso tão encantador, que estive em termos de cair de joelhos a seus pés; mas não mandou-me entrar, nem fez-me oferecimento algum. 

- Esse lenço, Álvaro, - atalhou um cavalheiro, - decerto ela o deixou cair de propósito, para que pudesses vê-la de perto e falar-lhe. É um apuro de romantismo, um delicado rasgo de coquetterie. 

- Não creio; não há naquele ente nem sombra de coquetterie; tudo nela respira candura e singeleza. O certo é que custei a arrancar meus pés daquele lugar, onde uma força magnética me retinha, e que parecia rescender um misterioso eflúvio de amor, de pureza e de aventura... 

Álvaro pára em sua narrativa, como que embevecido em tão suaves recordações. 

- E ficaste nisso, Alvaro! - perguntava outro cavalheiro; - o teu romance está-nos interessando; vamos por diante, que estou aflito por ver a peripécia... 

- A peripécia?.., oh! essa ainda não chegou, e nem eu mesmo sei qual será. Esgotei enfim os estratagemas possíveis para ter entrada no santuário daquela deusa; mas foi tudo baldado. O acaso enfim veio em meu socorro, e serviu-me melhor do que toda a minha habilidade e diligência. Passeando eu uma tarde de carro no bairro de Santo Antônio, pelas margens do Beberibe, passeio que se tornara para mim uma devoção, avistei um homem e uma mulher navegando a todo pano em um pequeno bote. 

Instantes depois o bote achou-se encalhado em um banco de areia. 

Apeei-me imediatamente, e tomando um escaler na praia, fui em socorro dos dois navegantes que em vão forcejavam por safar a pequena embarcação. Não podem fazer idéia da deliciosa surpresa que senti, ao reconhecer nas duas pessoas do bote a minha misteriosa da chácara e seu pai... 

- Por essa já eu esperava; entretanto o lance não deixa de ser dramático; a história de seus amores com a tal fada misteriosa vai tomando visos de um poema fantástico. 
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<DOC DOCID="HAREM-432-00215">
CLIPSEGURO - o clipping mais SEGURO da Internet
Novo modelo de apólice cobrirá safra agrícola Data: 25/02/2000 Fonte: Jornal do Commercio Autor: Matéria: O Governo quer disponibilizar o novo modelo do seguro agrícola para os agricultores brasileiros já na próxima safra de grãos e frutas, que começa a ser cultivada em julho. 
 A informação é do ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que já esteve reunido duas vezes com os seguradores para discutir o novo formato desse produto, o qual vem sendo desenhado com base na troca de informações entre Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Ministério da Agricultura. 
 Os seguradores também têm pressa na aprovação do produto. 
 A expectativa é de que o modelo em discussão possa ser posto em votação no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) já no próximo mês. 
 Na visão do ministro, o seguro agrícola terá importante papel a desempenhar no projeto do Governo de estimular a agricultura, através do programa Brasil Empreendedor Rural. 
 "Esse seguro é a plataforma para desenvolvimento da agricultura", assinalou Pratini de Moraes, no último encontro com seguradoras, há quinze 
 dias. 
 A adoção de um novo modelo de seguro agrícola no Brasil, com o apoio governamental, provocou um aumento do interesse de grupos estrangeiros na compra da Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp). 
 Embora tenha acumulado resultados negativos nesse ramo de seguro, a Cosesp tem uma extensa carteira de negócios, que inclui produtores rurais. 
 Um prato cheio para conglomerados do exterior, voltados para o ramo agrícola, que fazem planos para explorar o quase virgem mercado brasileiro em de coberturas para o agrobusiness. 
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<DOC DOCID="HAREM-211-00216">
Escher
M. C. Escher
Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.
Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.
Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações . Porém, no preenchimento de superfícies, Esche r substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.
anjos.jpg (84417 bytes)
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Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação, descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia "Day and Nigh t", uma das gravuras mais emblemáticas da carreira de Escher.
"Day and Night"
Xilogravura de 1938
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<DOC DOCID="HAREM-697-00224">
 PROSSIGA: PORTAL COM UM MILHÃO DE VISITAS              
 O Prossiga (http://www.prossiga.cnpq.br), programa do CNPq, direcionado para a informação e comunicação para a pesquisa, atingiu em março a marca de um milhão de visitas, desde o lançamento de suas primeiras páginas em 1997. Número que reafirma a posição do Prossiga como o conjunto de sites da área de ciência e tecnologia mais visitado de toda a Internet brasileira.               
 Esta marca histórica é explicada principalmente pela qualidade das informações disponibilizadas nas milhares de páginas dos serviços do Prossiga, tanto no que diz respeito às informações propriamente ditas, como também ao tratamento apurado que elas recebem.               
 Dessa forma, o Prossiga cumpre a função crucial de ser o portal especializado em serviços de informação e comunicação para a pesquisa no País.               
 Para tal, o Prossiga desenvolveu um conjunto de metodologias de seleção, ordenação e classificação das informações relevantes para a pesquisa que estavam dispersas na Internet, facilitando dessa forma a busca, ao mesmo tempo que cria condições favoráveis ao surgimento de comunidades virtuais de pesquisadores através dos seus vários serviços de comunicação.               
 Este número de um milhão de visitas é um indicador bastante expressivo de que o Prossiga desempenha um importante papel para a ciência e a tecnologia que vêm sendo desenvolvidas no País.
  Visite o DataGrama Zero a Revista Eletrônica de Ciência da Informação ou  
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<DOC DOCID="HAREM-90C-00237">
Hoje, encontramo-nos na fase de execução de um elemento importante da co-decisão e desejamos agradecer à Comissão por ter feito à partida uma proposta relativa a um montante de 700 milhões de ecus, o que corresponde exactamente à proposta que o Parlamento teria apresentado, se tivesse tido a iniciativa nesta matéria. Partimos, assim, de boas bases e, antes de abordar o aspecto financeiro, gostaria de recordar alguns elementos da proposta da Comissão, proposta essa que é tudo menos banal, visto que a Comissão, sob o impulso da senhora comissária Cresson e do senhor comissário Bangemann, optou efectivamente por proceder não a um «lifting», mas sim a uma alteração em profundidade da orientação do Quarto Programa-Quadro.

Com efeito, muitos de nós lamentáramos, na altura, que o Quarto Programa-Quadro seguisse, por assim dizer, por domínios banalizados, já adoptados nos programas-quadro anteriores, e que ficássemos com vários programas específicos, diluindo assim os nossos meios.

A Comissão apresentou uma proposta em torno de cinco task forces que encontraram modalidades de financiamento, ou pelo menos de refinanciamento, no programa-quadro. Citarei, neste domínio, o software educativo multimédia, a aeronáutica, o automóvel pouco poluente, a intermodalidade dos transportes e a tecnologia da água.

Trata-se de propostas que, embora fortes, possuíam um valor relativamente desigual, não convencendo todas de igual maneira o Parlamento Europeu, pelo menos na fase actual. Não duvido que por ocasião do Quinto Programa-Quadro estejamos mais no mesmo comprimento de onda.

Havia também, na proposta anexa ao refinanciamento do Quarto Programa-Quadro, neste caso a proposta Euratom, um certo número de elementos nomeadamente relativos ao desenvolvimento, e mais especificamente - sublinho isto propositadamente - ao desenvolvimento de uma cooperação estreita com os países da Europa Central e Oriental em matéria de segurança nuclear.

Na sequência desta proposta da Comissão, que se revestia de um carácter eminentemente inovador e não deixou de suscitar as reacções mais diversas no seio do Parlamento, o relator, senhor deputado Linkohr, apresentou o seu documento, um texto em que sublinha um certo número de aspectos. O primeiro assume, evidentemente, a forma de uma crítica à Comissão, baseada no facto de que, contrariamente ao acto de codecisão de 26 de Abril de 1994, a que há pouco aludi, não houve verdadeiramente um relatório prévio de avaliação independente. Desde então, após alguns contactos com a Comissão, tentou-se colmatar essa lacuna, mas teríamos preferido que esse texto, esse relatório, interviesse mais cedo no processo. Em seguida, e isso está talvez na origem das dificuldades que conhecemos, cometemos o erro de não estabelecer a hierarquia das task forces .

Dito isto, o relator aprovou o conjunto das propostas da Comissão, excepto no aspecto de, à semelhança dos principais grupos do Parlamento, desejar que, neste refinanciamento, os esforços financeiros se concentrassem em torno de três task forces : por um lado, a aeronáutica, por outro, as tecnologias da água e, por fim, o software educativo. Quanto ao resto, em resultado da compreensível insistência dos nossos amigos da Comissão dos Transportes e do Turismo, nós, Grupo do Partido dos Socialistas Europeus e Grupo do Partido Popular Europeu, seremos provavelmente levados a elaborar, em conjunto, uma proposta de compromisso acerca da intermodalidade, e considero, que com isso responderemos aos desejos de uma grande maioria dos membros do Parlamento.

Entre as outras propostas apresentadas pelo relator, senhor deputado Linkohr, gostaria de insistir muito em especial naquela que se refere, não a uma task force , mas sim a um projecto especial de investigação sobre os problemas ligados à detecção de minas terrestres. Trata-se de um problema que preocupa muito, não só o senhor deputado Rolf Linkohr, mas também muitos de nós. Sabemos quantas mortes as minas causam em todo o mundo; era, pois, necessária uma mensagem forte. Fizemo-la passar graças a este relatório.

Resta o aspecto financeiro. Nesta matéria, sabemos perfeitamente que o êxito do refinanciamento dos 700 milhões de ecus dependerá muito largamente da revisão das perspectivas financeiras que os chefes de Estado vão discutir na Cimeira de Florença. A fim, precisamente, de facilitar as discussões dos chefes de Estado, propus, em nome da Comissão dos Orçamentos, que aprovou a minha proposta, no que foi seguida pela Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, que se encarasse a possibilidade de, em caso de necessidade, desdobrar este refinanciamento de 700 milhões de ecus por três exercícios, ou seja pelos exercícios de 1997, 1998 e 1999, sendo o exercício de 1999 partilhado entre a última fatia de refinanciamento e a primeira dotação orçamental do Quinto Programa-Quadro. É uma proposta que pretende ser, à partida, uma proposta transaccional.
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<DOC DOCID="HAREM-648-00244">
As Mudanças do Novo Código Civil

O Novo Código Civil é um marco de superação e renovação no âmbito do Direito Civil, concebido como um novo estatuto para as relações patrimoniais e uma mudança de paradigma nas relações sociais.
Com o intuito de debater essas alterações, que acarretam mudanças no gerenciamento das empresas e na vida pessoal dos empresários, a Mission - Desenvolvimento Profissional Desenvolveu a Conferência sobre As Mudanças no Novo Código Civil - Suas Causas e Efeitos.
Neste evento, proporcionaremos aos participantes a possibilidade de ouvirem especialistas sobre os principais pontos e alterações do Novo Código, com destaque para os princípios constitucionais no âmbito Empresarial, Civil e Comercial.
As Mudanças no Novo Código Civil - Suas Causas e Efeitos é destinado para Advogados, Consultores, Empresários, Diretores e a você que gostaria de conhecer e discutir as mudanças e os pontos polêmicos do Novo Código Civil.
Aguardamos a sua presença!

1º DIA DE CONFERÊNCIA - 18 DE MARÇO 2º DIA DE CONFERÊNCIA - 19 DE MARÇO

8h30 - Recepção aos Participantes

9h00 - Abertura da Conferência pelo presidente da mesa

Dr. Moacyr Toledo das Dores Júnior


Oliveira Neves &amp; Associados Consultoria Jurídico - Empresarial

9h15 - PROTEGENDO A EMPRESA DE INTERVENÇÕES DE TERCEIROS QUE PODEM ADQUIRIR DIREITOS NA SOCIEDADE LIMITADA · Esclarecendo o direito de família e o seu impacto nas empresas.

· Discutindo os novos direitos dos cônjuges e dos conviventes · Entenda a nova relação dos credores com os sócios

· O novo regime das quotas de responsabilidade limitada Dr. José Gabriel Assis de Almeida


Siqueira Castro Advogados


10h30 - COFFEE - BREAK


10h45 - AS NOVAS REGRAS SOCIETÁRIAS


· Novo conceito da sociedade empresarial


· Conhecendo o panorama geral dos tipos societários previstos no Novo Código Civil · Entendendo todos os aspectos que envolvem as Sociedades Simples e as Sociedades Limitadas, desde a responsabilidade dos sócios até sua exclusão · Verificando as mudanças nas Sociedades Coligadas, Nacionais e Estrangeiras · Saiba a nova estrutura dos Estabelecimentos Comerciais Dr. Ricardo Madrona


Felsberg, Pedretti, Manrich e Aidar Advogados e Consultores Legais


12h00 - AS ALTERAÇÕES PARA OS CONDOMÍNIOS NO NOVO CÓDIGO CIVIL · Entenda as novas estruturas dos condomínios


· Saiba como será as relações na vida condominial com a entrada do Novo Código Civil Dr. Everaldo A. Cambler

Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados.

13h15 - ALMOÇO


14h30 - PRINCÍPIOS GERAIS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO


· Títulos de crédito como nova espécie de documento no Novo Código Civil · Títulos de crédito atípicos no Novo Código Civil


· Títulos de crédido eletrônico


Dr. Mauro Rodrigues Penteado


Autor da proposta ao projeto do Novo Código Civil em matéria de Títulos de Crédito Advocacia Mauro Rodrigues Penteado


15h45 - COFFEE BREAK

16h00 - O NOVO CÓDIGO CIVIL E O SEGURO: MUDANÇAS E PROSPECTIVAS · Saiba qual foi o impacto e suas repercussões.

Dr. Ernesto Tzirulnik


Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro Dr. Flávio Queiroz Cavalcanti


Dr. Ayrton Pimentel


Diretores do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro


18h30 - ENCERRAMENTO DO PRIMEIRO DIA DE CONFERÊNCIA


8h30 - Recepção aos Participantes


9h00 - Abertura da Conferência pelo presidente da mesa


Dr. Moacyr Toledo das Dores Júnior


Oliveira Neves &amp; Associados Consultoria Jurídico - Empresarial


9h15 - O NOVO ESPÍRITO DO CÓDIGO CIVIL


· Perfil da nova lei; confrontando passado e presente

· Causas que induziram à edição do Novo Código e sua repercussão no momento de interpretá-lo · Os efeitos verificados nas áreas de família, propriedade, contratos e obrigações.

Dra. Sônia Ribeiro

Cunha Takada Advogados Associados


10h30 - COFFEE - BREAK


10h45 - AS MUDANÇAS TRAZIDAS PELO NOVO CÓDIGO CIVIL NO ÂMBITO EMPRESARIAL · Esclarecendo os objetivos das alterações


· Adaptando sua empresa as novas mudanças estruturais

· Aplicando a proteção patrimonial aos tipos societários.

Dr. João Antônio Wiegerinck

Wiegerinck &amp; Pires Advogados Associados


12h00 - PRAZOS PRESCRICIONAIS NO NOVO CÓDIGO CIVIL


· Conheça as diferenças de Prescrição e Decadência


· Esclarecendo as causas que impedem ou interrompem a Prescrição · Saiba os prazos de Prescrição


Dr. Ricardo Maffeis Martins


Maffeis, Bottini e Braga Advogados


13h15 - ALMOÇO


14h30 - ASPECTOS DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL · A responsabilidade civil nos contratos de licença de marca, patentes e direitos autorais · Hipóteses de anulabilidade de contratos

· A questão da proteção ao nome comercial.

Dra. Juliana L. B. Viegas

Trench, Rossi e Watanabe Advogados.

15h45 - COFFEE BREAK


16h00 - AJUSTANDO-SE ÀS NOVAS OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS

· Entenda os novos princípios:

Sociabilidade, Eticidade e Operabilidade


Dr. José Luiz Toro da Silva

Toro Advogados Associados.

17h45 - A HISTÓRIA DA ELABORAÇÃO DO NOVO CÓDIGO CIVIL

· Discuta os aspectos polêmicos e inovações relevantes do Novo Código, com reflexos na atividade empresarial · Saiba as considerações sobre as principais críticas recebidas · Conheça as perspectivas de alterações na lei.
Os projetos em andamento.

Dr. Mário Delgado

Fiúza, Marques, Santiago &amp; Glasner Advogados Associados


18h30 - ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA


Informações Gerais


Data: 18 e 19 de Março de 2003


Horário: 08:30 às 18:30h

Local: Hotel Ca´d´Oro - Rua: Augusta - 129 - São Paulo - SP Incluso na Inscrição: Material Didático, Coffee-break, Almoço, Estacionamento e Certificado.
«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»
Inscrições e Investimento, consulte-nos:

Toll free: 0800 14 30 40 - Telefone: (5511) 3067-6700 - Fax: (5511) 3067-6718 E-mail: telemarketing@mission.com.br

Site: www.mission.com.br

Realização e Coordenação Apoio

Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
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<DOC DOCID="HAREM-33J-00251">
 Para se ter uma idéia, no Brasil a melhor marca é de Hilma, com 3,12 m..
 Não por acaso, o técnico Bernardinho diz que o time cubano ataca do terceiro andar.

Parar esse ataque no bloqueio é uma missão quase impossível.

SEçãO: EDITORIAL
Candidatura oficial
O presidente Itamar Franco tem, como qualquer cidadão brasileiro, o direito de apoiar a candidatura para a Presidência da República de quem bem entender.
Pode também cobrar dos membros de sua administração que apóiem o seu candidato ou deixem o governo.
Ainda assim, os planos do Planalto de dedicar apoio total ao ex-ministro Fernando Henrique Cardoso, como esta Folha revelou na edição de ontem, esbarram em problemas.

Embora não ocorra no Brasil há muito, é absolutamente normal, nos países de maior tradição democrática, que o governo tenha um candidato e o apóie.
Ronald Reagan não poupou esforços para eleger seu vice, George Bush, presidente dos Estados Unidos, em 1988.
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<DOC DOCID="HAREM-202-00285">
Geraldo Azevedo
 Geraldo Azevedo Foto: Dário Azevedo (Site Oficial) Geraldo Azevedo nasceu em Petrolina, Pernambuco.
Essa origem nordestina talvez tenha sido a responsável pelo tempero tão variado de ritmos e balanços que este grande músico possui.
Sua forma de tocar o violão mistura as harmonias sofisticadas com os ritmos quentes do nordeste, o destaca dentro do cenário nacional .
Em seu trabalho é possível encontrar, lado a lado, líricas canções de amor como Dia Branco e números caribenhos cheios de swing como "Veneza
Americana".
Geraldo Azevedo também é conhecido pelos seus incandescentes frevos (a dança de rua típica do carnaval pernambucano), muitas vezes seus shows se encerram com frevos eletrizantes, como "Tempo Tempero", "Pega Fogo Coração", "Tempo Folião", etc...
É esta mistura, aliada a seu violão impecável, que o torna um dos mais conceituados músicos nordestinos.
É autodidata, aos 12 anos de idade já tocava violão.
Ao mudar-se para Recife onde foi estudar, Geraldo se juntou ao grupo folclórico intitulado Grupo Construção onde conheceu Teca Calazans, Naná Vasconcelos , Marcelo Melo e Toinho Alves (componentes do Quinteto Violado) iniciando aí toda a sua trajetória musical.
Em 1967, seguiu para o Rio de Janeiro e depois de trabalhar com Eliana Pittman, juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin formando o Quarteto Livre, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até que, devido a problemas políticos com o governo militar, o grupo se dissolveu.
Foi depois de sua apresentação, junto com o amigo Alceu Valença, no Festival Universitário da TV Tupi, que Geraldo Azevedo teve o convite de
gravar seu primeiro disco pela Gravadora Copacabana.
Nesse mesmo ano a Copacabana lançou o disco "Alceu Valença &amp; Geraldo Azevedo" marcando a estréia de dois jovens cantores e compositores que se tornaram dois dos maiores nomes da nossa música brasileira.
Participou de alguns importantes projetos coletivos de discos como "Asas da América", "Cantoria" e "O Grande Encontro", além de fazer parte de várias coletâneas.
Mesmo não estando na boca da mídia nem vendendo números astronômicos, Geraldo Azevedo já se firmou como uns dois maiores músicos nordestinos
da atualidade.
Tatiana Rocha Ai Que Saudade Docê Bicho de Sete Cabeças Canção da Despedida Canta Coração Caravana Chorando e Cantando Dia Branco Moça Bonita Página Oficial: http://www.geraldoazevedo.com.br Informações: mpbnet@cambui.com.br Região Estilo Índice Geral HomePage
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<DOC DOCID="HAREM-41L-00302">
Mas para além dos temas desse álbum, e em particular da versão minimalista de «All apologies», um original de Kurt Cobain que Sinéad adoptou já depois da morte do líder dos Nirvana, espera-se ainda a interpretação de algumas das outras canções que a tornaram notada, em particular as do álbum «I Do Not Want What I Haven' t Got» (que continha «Nothing Compares 2 U já que as do trabalho que se seguiu, «Am I Not Your Girl?», constituído apenas por versões de velhos clássicos da música popular acompanhados por orquestra, deverão ficar de fora, por razões óbvias. 
 
Sinéad O' Connor 
Coliseu dos Recreios, Lisboa,  domingo, 25 de Junho, 22h 
Num país com mais de sete mil ilhas e onde os golpes de Estado se foram sucedendo quase mensalmente nos anos 80 e onde a guerrilha fundamentalista islâmica avança na zona meridional do arquipélago, os incidentes de ontem permitiram à comissão de eleições dizer que «o dia foi relativamente calmo». 
 
Os cinco mortos e 26 feridos foram vítimas aparentes da guerrilha independentista muçulmana, que atacou com fogo de morteiro várias localidades nas ilhas de Mindanao, Sulu e Jolo, de maioria muçulmana. 
Nas eleições locais de 1988, ocorreram 149 mortos, e nas presidenciais de 1992 o balanço foi de 63 mortos. 
 
Olhem para o «Gil» 
No Porto, a gare do aeroporto de Pedras Rubras era ontem pequena demais para albergar a confusão de gente que a inundou. 
Havia bichas para tudo, desde a tabacaria até aos bares, onde as provisões mostravam uma perigosa tendência para se esgotar. 
As pessoas viam-se obrigadas a improvisar lugares para esperar os aviões que se iam atrasando. 
Atrasos que, segundo as informações recolhidas junto dos balcões da TAP e da ANA, não se deviam à greve dos pilotos, mas ao elevado volume de tráfego e a um elemento que tem mais poder sobre os céus que os pilotos: o nevoeiro. 
 
Os passageiros que se preparavam para partir, na sua esmagadora maioria, para férias não se mostravam muito preocupados com os atrasos que nalguns casos ultrapassavam as três horas. 
E quanto à tão falada questão de segurança, pelo menos Andreia Silva, de partida para Dublin, garantia que «não havia meio de transporte mais seguro» e aludia ao acidente da madrugada na portagem dos Carvalhos para exemplificar como viajar por terra é mais perigoso do que pelo ar. 
Mesmo o «Gil», a mascote da EXPO 98, de braços abertos junto à zona das partidas, parecia concordar com ela. 
 
Sem os necessários e competentes requisitos técnicos e a adequada experiência para o exercício daquele complexo e difícil cargo, dadas as suas exíguas habilitações, e sem um mínimo de conhecimentos de gestão, este mesmo senhor tem vindo a «gerir» a dita instituição de maneira desastrada, discricionária e inábil, transformando mesmo aquela jóia do património duriense numa casa arruinada! 
É confrangedor olharmos hoje em dia para os meios de comunicação social e verificarmos o caos financeiro em que se encontra atolada aquela casa de tão nobres tradições. 
São notícias de penhoras, pelos tribunais, execuções fiscais, montes de dívidas à banca e à Segurança Social, esbanjamento de vários milhões em negócios pouco claros com a Real Companhia Velha, etc. etc. 
Uma gestão calamitosa e incrivelmente ruinosa que os vinicultores durienses deveriam responsabilizar criminalmente! 
 
Mas o que é mais espantoso no meio de tudo isto é que toda esta bagunça provocada pelo senhor Mesquita Montes tem contado com a complacência dos sucessivos governos, nomeadamente os seus vários  ministros e secretários de Estado da tutela! 
Tem contado também com o completo alheamento do Parlamento, que tão pressuroso se mostra, por vezes, a discutir assuntos de «lana caprina» e nada faz para esclarecer este monstruoso escândalo! 
 
E o mau exemplo dos Estados Unidos impede que a maior potência militar possa herdar a tarefa de controlar os conflitos que persistem ou estejam a caminho. 
A partir de agora, as guerras como a de Angola ou da Bósnia são praticamente impossíveis de travar de fora e qualquer intervenção -- cirúrgica ou não, em nome da ONU ou não -- acarreta um grau de incerteza tão grande que, ao ser accionada, não só pode eternizar os fogos que se pretendiam extinguir como ainda desencadear incêndios em zonas dantes poupadas. 
 
Queima de Coimbra já tem programa 
Foi já em tom de festa que a Comissão Central da Queima das Fitas de Coimbra anunciou o pré-programa da grande celebração dos estudantes deste ano, que terá pela primeira vez uma mascote: um morcego de ar matreiro, que em sete «poses» diferentes retrata o estudante ao longo dos sete longos dias da Queima. 
Só da Serenata Monumental e do Sarau não se falou: 
a Comissão Central continua a contar com a participação da Secção de Fado, como exige o regulamento, afirmando desconhecer «oficialmente» a decisão daquela de não participar no programa da Queima das Fitas/96. 
Tudo por causa da atribuição a outro grupo académico, a Fan-Farra, de uma actividade que os Fados consideram sua: o Festival de Tunas (ver PÚBLICO de 23/2). 
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-28H-00303">
Matosinhos abre 10 parques infantis               
               
A Câmara de Matosinhos vai investir cerca de 120 mil contos na construção de dez parques infantis nas freguesias de Guifões, Perafita, S. Mamede de Infesta e Matosinhos.               
Os parques serão construídos nos complexos de habitação social de Sendim (três), Guarda, Cruz de Pau e Biquinha (dois em cada) e do Seixo (um).               
O projecto da autarquia prevê que os parques infantis sejam vedados, arborizados e dotados de equipamento urbano, como papeleiras, bancos de jardim e iluminação pública.               
Todos os brinquedos disponíveis para as crianças serão construídos em madeira, estando prevista a criação de uma área destinada aos mais pequenos (dos três aos seis anos) e outra para os mais velhos (dos seis aos dez anos).               
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-428-00312">
Acidentes Ambientais

Prevenir acidentes é uma das responsabilidades das empresas que manuseiam, transportam ou utilizam produtos poluentes e perigosos


19 de Agosto de 2003 - Auditório Pontes de Miranda - São Paulo


::Como Prevenir Acidentes no Transporte de Produtos Perigosos ::Como Agir em Situações de Emergência no Transporte, Armazenagem e Distribuição ::Como Investigar e Recuperar Áreas Atingidas


::Avaliar e Analisar os Riscos Ambientais


Objetivo

Debater os pontos emergenciais em relação ao meio ambiente, através de painéis e casos práticos, onde terá uma visão completa do processo de planejamento e prevenção de segurança ambiental e sua legislação.
Como valorar os danos, apresentação dos principais riscos e as soluções ligadas a toda a cadeia logística de grandes empresas, que manuseiam e transportam produtos químicos, petroquímicos, resíduos sólidos ou líquidos de alto risco de contaminação, visando a prevenção de acidentes dentro de vários modais.
Ainda estaremos enfocando a conscientização em qualidade, qualificação de fornecedores e atendimento emergencial.
Obterá soluções e estratégias para investir e redirecionar as questões de SMS e aprimorar a meta de prevenção de acidentes.

Público Alvo

Destina-se a profissionais da área técnica e estratégica de meio ambiente, exercendo atividades de regulação, fiscalização, auditoria, planejamento e controle ambiental, peritos judiciais ambientais.
Envolve áreas de SMS, Produção, Transporte, Estocagem, Recursos Hídricos, Serviços de Água e Esgoto, Florestas, Resíduos Sólidos, Mineração, Metalurgia, Siderurgia, Obras de Infra-Estrutura, Petróleo e Gás.
Advogados e Associações ligadas ao Meio Ambiente.

Programa do Seminário


8h30 Recepção aos Participantes


9h00 Início do Seminário pelo presidente de mesa


Paulo Finotti


Presidente


Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA


9h05 O Conama como Fórum dos Grandes Pactos Ambientais Nacionais :: O sistema nacional do meio ambiente - SISNAMA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA :: Incumbências iniciais, composição atual e a legitimidade do CONAMA :: Competências atuais


:: A estrutura, missão institucional do CONAMA


:: Exemplos de resoluções: Proconve; EIA/RIMA; licenciamentos ambientais ;política nacional de resíduos sólidos ;mitigação de acidentes ambientais Paulo Finotti


Presidente


Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA


9h55 O Envolvimento do Operador Rodoviário e Prestador de Serviço em relação ao Meio Ambiente :: Responsabilidade civil e contratos de concessão em relação ao meio ambiente :: Implantação de sistemas, novos procedimentos para prevenir e minimizar ocorrências ambientais :: Convênio para fornecimento de mudas com o Instituto Florestal Hamilton Amadeo


Diretor Operacional


Concessionária Ecovias Imigrantes


10h45 Coffee Break


10h55 Aspectos Técnicos e Exigências Legais Vigentes sobre Danos Ambientais :: Responsabilidade civil, criminal, administrativa em danos ao meio ambiente :: Monitoramento ambiental durante a prestação de serviços :: Plano de gerenciamento de risco e programa de manutenção :: Estratégias de ação e a recuperação de meio ambiente Marco Antonio Gallão


Advogado


Grupo Ceam - Transporte de Produtos Perigosos


11h45 Gestão do Transporte de Produtos Perigosos


:: Conseqüências de acidentes no meio ambiente


:: Etapas de um atendimento de acidentes


:: Estudo de análise de risco


:: Exemplo de sistema de qualificação de transportadora José Luís Rabaneda


Diretor Executivo


Suatrans


12h35 Almoço


14h00 Painel de Debates da Daimlerchrysler do Brasil e seu Sistema de Gestão Ambiental com foco em Fornecedores e Prestadores de Serviços Carlos Fogolin


Supervisor da Área de Engenharia de Sistemas de Gestão e Meio Ambiente Daimler Chrysler do Brasil

Auditoria e Avaliação Ambiental de Prestadores de Serviços e Fornecedores::: De que forma avaliar e garantir a responsabilidade ambiental dos prestadores de serviços que destinam resíduos perigosos minimizando o risco de danos ao meio ambiente assim como a imagem da empresa :: Metodologia de Trabalho.

Etapas que compreendem a avaliação ambiental :: Critérios quantitativos e qualitativos

:: Feedback aos prestadores de serviços e fornecedores


:: Auditoria ambiental de conformidade legal


:: Consultoria e acompanhamento técnico


:: Resultados atuais e PERSPECTIVAS FUTURAS


Alessandra Costa


Engenheira de Meio Ambiente


Daimler Chrysler do Brasil

15h00 Responsabilidade Civil e Penal por Danos Ambientais :: Distinção entre a responsabilidade civil, administrativa e penal por danos ambientais :: Responsabilidade ambiental e princípios jurídicos para a mensuração do dano e ações civis de proteção :: Responsabilidade penal das pessoas jurídicas e seus problemas.
A lei 9.605/98.

:: Casos Práticos

Toshio Mukai


Advogado


Mukai Advogados Associados


15h50 Coffee Break


16h00 Grandes Conquistas na Área Ambiental através de Novos Sistema de Gestão e Investimentos com vistas à Prevenção de Emergências :: Sistemas de gestão: custos operacionais e novos investimentos :: Aplicando as práticas gerenciais: pesquisas, produção, armazenagem, transporte, manuseio, utilização :: Redução de riscos decorrentes de atividade ligadas ao transporte e armazenagem do petróleo e derivados Jorge Ibirajara E. Coelho


Consultor Técnico


Petrobras/ Transpetro

16h50 Acidentes Ambientais: Sistema de Atendimento a Acidentes e Emergências do IBAMA - PROATEND.

:: Ações imediatas pós-evento, potencial de gravidade

:: O processo da investigação


:: Avaliação de Danos Ambientais

:: Plano de ação corretivo / preventivo.

Indicadores de desempenho: seleção e evolução :: Casos Práticos: REFUC, FCA, CATAGUASES

Jõao Batista Drummond Câmara


Coordenador de Controle e Qualidade Ambiental


Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA


17h40 Encerramento do seminário

Informações Gerais:

19 de agosto de 2003 das 8h30 às 17h40


Auditório Pontes de Miranda - Alameda Santos ,2.400 - Cerqueira César Incluso: material didático, coffee-break, almoço, certificado e estacionamento

Apoio:

Apoio: ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Concedido desconto de 20% para seus associados.

Inscrições e forma de pagamento


Consulte-nos


Toll Free: 0800.143040 - (11) 3067.6700


e-mail: telemarketing@mission.com.br


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Este curso poderá ser realizado In Company


contate-nos: (11) 3067.6918

«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»
Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-912-00313">
Pagina dos Dinossauros (Tutorial sobre HTML)
 DINOSAUR´S WEB "Os répteis são criaturas repugnantes por causa de seu corpo frio, coloração pálida, pele asquerosa, cheiro incômodo, esconderijos miseráveis e veneno terrível;
seu Criador, portanto, não exerceu o poder de criar muitos deles" (Linnaeus, 1797) Esta é a página dos velociraptores, tiranossauros e pterossauros.
Aqui você encontra tudo sobre dinossauros...
bem, hmmm...
na verdade, este é só um exemplo para você aprender HTML.
Se você realmente procura algo sobre dinossauros, sugiro que procure no índice do Yahoo ou faça uma busca no WebCrawler, ou veja os links no
final desta página.
Este é mais um parágrafo da página sobre dinossauros.
Dinossauros eram animais enormes que habitavam a terra há milhões de anos atrás.
A grande maioria deles se alimentavam de plantas e insetos, mas havia também espécies carnívoras que se alimentavam d os outros.
Sumário Períodos da Era Mesozóica Lista de Dinossauros Tabela Imagens Outras fontes de informação Períodos da Era Mesozóica Triássico: de 250 a 208 milhões de anos atrás.
Jurássico: de 208 a 144 milhões de anos atrás Cretáceo: de 144 a 66 milhões de anos atrás Lista de Dinossauros Tabela de Dinossauros Dinossauro Nome Científico Período Tiranossauro Tyranossaurus Rex Cretáceo Velociraptor não sei Cretáceo Tabela 1 Imagens de Dinossauros Este é um Estegosauro: , animal do grupo Ornitischia do final do período Jurássico.
A figura do estegossauro foi incluída neste parágrafo sem alinhamento vertical.
O Triceratops , dinossauro do grupo Ornitischia que viveu na America do Norte no final do período Cretáceo, foi incluído neste parágrafo com
alinhamento pelo meio da linha.
O Apatossauro (ou brontossauro) é um dinossauro do grupo Saurischia, que viveu no período Jurássico.
Neste parágrafo ele foi alinhado com a parte de cima da linha.
Finalmente, esta barata (Arghh!
) também foi alinhada pelo meio (não sei se a barata é dinossauro, mas não resisti em colocá-la aqui).
Se você clicar sobre a barata, re ceberá uma barata maior!
Outras Fontes de Informação Se você realmente procura alguma coisa um pouco mais séria sobre dinossauros, confira o Dinosaur Hall.
Se procura imagens e informações sobre o filme Parque dos Dinossauros , veja Billy´s Place of Info and Pictures.
Finalmente, se você quer entrar para o clube da Sabedoria dos Dinossauros e escolher seu dinissauro preferido, vá para a Saurintology Page.
Volta para Tutorial.
Para mais informações entre em contato com dino@raptor.ingen.com.
(endereço fictício) Criado em 31 de fevereiro de 75.340.522 A.C. (Cretáceo)
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22K-00320">
P - E como é que era a casa da infância, o local, assim... o  que  é  que  o senhor lembra da casa da infância?

R - Bom, eu morei de  48  até  54  numa  casa  grande,  na  Brigadeiro  Luís Antônio, e... pela idade e pela, e pelo fato de ser na rampa  da  Brigadeiro Luís Antônio, eu não tinha acesso  à  rua,  então  a  gente  se  limitava  a brincar dentro de casa. Em 54 nós mudamos para uma  travessa  da  Brigadeiro Luís Antônio, mais lá embaixo, que era a Rua Honduras. E lá  era  uma  casa, era um lugar plano, e onde eu já tinha uma idadezinha que dava para  começar a andar de  bicicleta,  enfim...  São  Paulo  naquela  época  não  tinha  os problemas de hoje, a gente tinha acesso a jogar futebol na rua, jogar  taco, ... enfim, brincar com a vizinhança, era uma vida extremamente saudável.  Eu morei ali até 67, e passei praticamente minha puberdade e adolescência  ali. E... fizemos muitas besteiras, tipo arrumar briga  com  outras  turmas,  ... aprontava coisa de moleque. Na época do DKW, existia o  olho  de  gato,  não sei se você chegou a conhecer, mas era uma peça que  quando  batia  o  farol iluminava, então, era moda roubar olho de gato dos  carros,  e  fazer  essas besteiradas, essas coisas de moleque, né.

P - Quantos irmãos, seu Gilberto?

R - Eu tenho três, e eu sou o mais velho, tenho mais dois irmãos homens,  um trabalha comigo, o caçula; o outro é médico,  dermatologista,  e  tenho  uma irmã. Minha irmã é a do meio, é a terceira.

P - Eu queria que o senhor contasse um pouco sobre a escola,  as  lembranças que o senhor tem da época da escola...

R - Da escola? Ich...! Isso vai ser puxado, ficar registrado... (riso)  Bom, no tempo de escola, eu estudei  no  Colégio  Dante  Alighieri,  ...  durante muitos anos; quando eu me formei no curso  secundário,  no  ginasial,  eu... não  queria  fazer  clássico  nem  científico,  então  eu  optei  por  fazer contabilidade. E o Dante Alighieri naquele  ano  estava  inaugurando  ...  o primeiro curso de contabilidade. E eu fiz, mas eu estava na  minha  fase  de 16/17 anos, é uma fase meio impulsiva, eu acabei repetindo de  ano.  No  ano seguinte eu quis me manter na contabilidade, mas não tinha número de  alunos  suficiente para manter  a  classe  de  contabilidade.  Então  eles  fundiram contabilidade com secretariado. E eu acabei estudando numa  classe  onde  só tinha eu de homem e 45 mulheres. (risos) E, coincidentemente, nesse ano  meu pai me deu um carro, na época, um Fissori. E... eu  estudando  secretariado, com 45 mulheres na classe, não precisa dizer o que  aconteceu,  não?  (riso) Eu acabei sendo expulso do Dante, e fui terminar no São Luís, e  aí  comecei a estudar à noite, e aí acabou um pouco da moleza. Depois  do  São  Luís  eu fui para o Mackenzie e acabei me formando lá.

P - O senhor começou a trabalhar com que idade?

R - Com 16 anos, 1964.

P - E onde o senhor começou a trabalhar?

R - Na própria loja, onde eu estou, no Rei do Armarinho.

P - E o Rei... eu queria que o senhor falasse um pouco da loja. A Ao Rei  do Armarinho foi fundada quando...

R - É, o Rei do Armarinho é uma loja bem antiga, foi fundada em  1926,  e... era uma loja pequena, quer dizer, com todas as dificuldades  da  época,  não existiam uma grande variedade no ramo e existia muita  concorrência.  Então, o cliente era praticamente pego na raça, na unha, na amizade, na  conquista: era uma cantada em  cima  do  cliente!  E  assim  o  Rei  do  Armarinho  foi crescendo, com muita luta, com  muita  garra,  com  muita  honestidade,  com muita disposição de vencer. E... com o decorrer dos  anos,  vamos  dizer,  a loja mudou para um endereço maior e... já com mais opções de  produtos,  com um pouco mais de funcionários,  ...  e  ela  veio  tomando  o  seu  rumo  de desenvolvimento. Há mais ou menos 35 anos, talvez  até  um  pouquinho  mais, meu pai comprou um terreno, na Cavalheiro Basílio Jafet,  junto  com  o  meu tio que é sócio, e resolveu construir um prédio  para  que  fosse  a  futura sede da empresa e que fosse um prédio próprio. E com muita luta,  com  muita dedicação, acompanhando a obra no  dia-a-dia,  se  construiu,  se  conseguiu construir esse prédio, onde atualmente a empresa se encontra, e aí se  mudou para lá usando metade do prédio e alugando a outra  metade  para  um  banco,  para que  ajudasse  a  custear  as  despesas  da  construção,  a  dívida  da construção. Aí, com o decorrer dos anos, aí  já  eu  trabalhando  lá,  vamos dizer, o banco resolveu mudar de lá, e  nós  resolvemos  usar  o  espaço  do banco expandindo a loja. E hoje a loja usa, além do prédio,  nós  adquirimos mais um vizinho e alugamos uma boa parte no fundo, mais  um  primeiro  andar enorme para depósito: a gente ocupa aproximadamente  5.000  m2.  É  uma  das  lojas mais antigas do ramo e ao mesmo tempo é uma das  lojas  mais  modernas do ramo, em termos de linha de produto, forma de atendimento,   a  gente  se  dedica demais sobre esse aspecto. Nós  fomos  a  primeira  loja  de  toda  a região central - caracterizando como empresa familiar -, a primeira  loja  a ter  computador  na  região  central.  Nós  pusemos  o  primeiro  computador funcionando em 1976. E desenvolvemos  bastante  sistemas,  partimos  de  uma forma muito séria para organização e...  é  uma  loja  que  é  absolutamente controlada por sistemas, com 18 para 19 anos de experiência  nisso.  Hoje  a gente tem tudo por scanner, por código de barras, enfim, os  processos  mais modernos. A gente procura estar sempre... e... estar  sempre,  vamos  dizer, naquilo que tem de mais moderno, que está ao alcance da gente. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouquinho antes, de  quando  o  senhor começou, em 64. Como é que era o Rei do Armarinho nessa época?  Como  era  a loja, as mercadorias que eram vendidas, o que é que o senhor fazia? 

R - Bom, eu comecei em 64, como um garoto rebelde! A  loja  era  bem  menor, tinha aproximadamente 17 funcionários é...e a gente, eu tentei  aprender  um pouco com cada funcionário, aprender o meu lugar  é...  porque  a  gente  no começo se achava filho do dono, e achava que mandava, e não era  bem  assim. E eu fui tendo que conquistar o meu espaço lá dentro, tendo que ser,  deixar de ser o filho do dono e  tentar  ser  o  Gilberto.  Isso  foi  uma  batalha difícil, ao longo dos anos, porque você,  se  impor  como  sendo  a  pessoa, requer muito mais de  você.  Você  tem  que  adquirir  esse  respeito,  essa confiança perante as pessoas, pessoas que estavam na empresa muito antes  de eu nascer, então realmente era difícil você conseguir atingir uma linha  que você pudesse comandá-los no futuro.
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<DOC DOCID="HAREM-425-00322">
Qual é o seu nome?

Ventura Pires da Cruz.

Local de nascimento?

Pisões.

Quando é que nasceu?

Dia 7 de Maio de 1939.

Qual é o nome do seu pai?

José Pires da Cruz.

Qual é o nome da sua mãe?

Aurintina Afonso.

Diga o nome dos seus avós?

Não me lembro.

Sabe a origem do nome da sua família?

Nos Pisões e em Brandim.

De onde vieram os seus avós?

O pai do meu pai era de Viade e a minha avó da Venda Nova.

De onde vieram os seu pais?

O meu pai de Pisões e a minha mãe de Brandim.

Quantos irmãos tem ?

Irmãos éramos sete e agora somos dois e uma irmã.

Descreva a casa onde morou durante a sua infância.

Era de 2 andares e feita de pau.

Quem morava na casa?

O meu pai, a minha mãe e os meus irmãos.

Como eram divididas as tarefas?

Um ia com as ovelhas, outras com as cabras e outros lavravam as terras.

Quais eram os momentos mais marcantes na sua família?

A primeira vez que calcei umas botas tinha 18 anos.

Em que local ficava a sua casa?

Ficava onde é a central.

Gostava da sua casa?

Gostava.

Qual era a actividade dos seus pais?

Trabalhavam na agricultura.

Quem tinha mais autoridade na família?

Era o pai.

Como descreveria o seu pai?

O meu pai era médio.

Como descreveria a sua mãe?

Era gorda.

Você relacionava-se melhor com algum deles? Porquê?

Mais com a mãe porque era mais boa.

Como descreveria os seus irmãos?

Eram bons.

Como era a relação entre vocês?

Dávamo-nos bem.

Convivia com que membros da família?

Com todos e com um bando de cabras e vacas.

Quais as actividades incentivadas pela sua família?

Gosto de lavrar com arados de paus.

Quando é que entrou na escola?

Entrei com 7 anos.

Qual foi a sua primeira escola?

Foi no Antigo de Viade.

Qual é a sua lembrança mais forte da escola?

De ir a pé e voltar a pé. Levava um saco com broa e carne forda.

Como é que descreveria a educação que recebeu?

Foi boa além de não haver comida.

Quais as principais características dessa educação?

Era dada pela mãe e do pai.

O que é que essa educação influenciou a sua personalidade?

Acho que havia mais educação.

Até que idade estudou?

Estudei pouco, entrei com 7 anos saí com 11 anos.

Como ia para a escola?

Ia a pé 7 km.

Como é que se descreveria como criança?

Era como vós hoje.

Como era a sua relação com os amigos?

Era malhar o corpo aos outros.

Como era a relação com a família?

Éramos amigos.

O que queria ser quando crescesse?

Motorista.

Quais eram as suas brincadeiras preferidas?

À choca e jogar à bola feita de trapos.

Quando é que saiu da casa dos seus pais? Porquê? Conte-nos como foi essa mudança de casa.

Saí quando tinha 18 anos porque queria ser independente. A mudança de casa foi triste.

É casado? Conte-nos como foi o seu casamento e o namoro.

Sou. Escrevíamos por cartas.

Tem filhos?

Tenho.

Tem netos?

Tenho 6 netos.

Quando é que chegou a Pisões?

Eu morei sempre aqui. Morei sempre na moagem no meio do monte.

Qual foi a sua primeira impressão da aldeia?

Foi sempre bonita.

Qual é a lembrança desta aldeia?

Eram os moinhos.

Como escolheu o queria fazer? Porquê?

Queria saber ler e escrever.

O que fez depois disso?

Fui tirar a carta de condução.

Gostaria de ter continuado a estudar?

Gostava.

Qual foi o seu primeiro trabalho?

Era ir com as cabras e lavrar nos campos do meu pai.

Foi escolha própria ou por pressão familiar?

Porque a família precisava.

Gosta do que faz profissionalmente?

Gostava do que fazia.

Se nascesse novamente escolheria a mesma profissão?

Não.

Com quem mora actualmente?

Com a mulher e com os filhos.

Actualmente, qual é a actividade mais importante da sua vida?

É ser motorista.

Quais são as suas principais preocupações?

É fazer tudo bem feito.

O que é que faz nas suas horas de lazer?

Vou ver os campos.

Qual é o seu maior desejo?

É comprar um bom carro.

O que espera da vida?

Que melhore.

Teve alguma decepção?

Sim.

Quais são os seus sonhos?

É que a vida corra melhor do que tem corrido.

Qual é a sua melhor qualidade?

É o descanso onde tenho pouco tempo para descansar.

Tem facilidade nos relacionamentos?

Não.

Como descreveria a sua vida hoje?

Que a vida hoje é mais fácil

O que achou da entrevista?

Muito boa.
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<DOC DOCID="HAREM-718-00325">
A.Casa.do.Mp3@trd.sintef.no

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<DOC DOCID="HAREM-12J-00329">
Benetton volta a chocar com cartaz
A Benetton volta a provocar polêmica com um cartaz da série «United Collors».
Desta vez, com uma camiseta branca furada a bala e empapada de sangue acima de calças militares.
A empresa informou que a roupa era de Marinko Gagro, soldado croata-bósnio morto em julho do ano passado.

«L'Osservatore Romano», o jornal do Vaticano, qualificou a campanha de US$ 15 milhões como «terrorismo de imagem».
Os franceses «Le Monde» e «Le Figaro» e o alemão «Frankfurter Allgemeine» recusaram o anúncio.

Ilmar Galvão e Moreira Alves votaram pela concessão do mandato de segurança.
Eles sustentaram que a renúncia interrompeu o processo de impeachment.

Moreira Alves também votou a favor de Collor em outros dois mandatos de segurança, mas foi vencido nos dois julgamentos.

Aquele pensamento provocou-me um arrepio estranho e delicioso.
Não falei nada, mas visualizei a Sra. Oke, sentada no salão amarelo, o mesmo salão onde nenhum Oke de Okehurst exceto ela ousava permanecer sozinho, envergando o vestido de sua antepassada e confrontando-se, por assim dizer, com aquela coisa vaga, plangente, que parecia permear o aposento ... aquela vaga presença -- assim me parecia do galante poeta assassinado.
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<DOC DOCID="HAREM-13H-00339">
Grupo Recreativo e Cultural de Alvito recebe certificado do INATEL 

O Grupo Recreativo e Cultural de Alvito -- S. Pedro, em Barcelos, recebe sábado, pelas 21h30, o Certificado de Inscrição como Centro de Cultura e Desporto do INATEL .
No final da cerimónia, que vai decorrer na sede da colectividade, o Grupo de Teatro do Centro Recreativo e Cultural de Campelos, Guimarães, apresenta a peça "Catrineta vai à Expo" .
Para o mesmo dia, mas às 21h00, está agendada a actuação do grupo musical "Água viva", de Lamaçães, na Associação Cultural e Recreativa de Parada de Bouro, em Vieira do Minho .
Meia hora depois, o grupo musical "Os Rouxinóis", de Vimieiro, actua na Vila do Gerês .
No mesmo local, mas dia 14, às 16h00, realiza-se um espectáculo pelo grupo "Almas Gémias", de Braga .
Estas duas últimas iniciativas são especialmente dedicadas aos participantes na prova de orientação denominada "Curta/99" .

Turismo social tem vagas disponíveis 

O INATEL tem ainda algumas vagas para viagens, no âmbito do turismo social Outono/Inverno, cujas inscrições podem ser feitas na delegação de Braga daquela organização, na Avenida Central, por telefone ou ainda via fax .
De 13 a 20 de Março decorre um programa de férias no Algarve, com partida prevista de Braga para as 8h00 do dia 13 .
A viagem, organizada em colaboração com a delegação de Viana do Castelo, inclui alojamento em Albufeira e o preço é de 40 mil escudos por pessoa, em quarto duplo .
Para o período entre 30 de Março e 1 de Abril está marcada uma viagem à Serra de Estrela, com partida de Braga marcada para as 9h00 .
A excursão, organizada simultaneamente pelas delegações do Porto e Viana do Castelo, tem o preço de aproximadamente 21 mil escudos por pessoa, em quarto duplo .
Entre os dias 4 e 11 de Abril realiza-se uma viagem a Palma de Maiorca, em Espanha, organizada conjuntamente com as delegações do Porto e Viana do Castelo, cujo preço por pessoa, em quarto duplo, é de cerca de 70 mil escudos .
Para o período entre 5 e 10 de Abril está agendada uma excursão às ilhas da Madeira e Porto Santo, em que cada pessoa, em quarto duplo, terá de pagar aproximadamente 72 mil escudos .
A 17 de Abril realiza-se um cruzeiro pelo rio Douro, estando a saída de Braga marcada para as 6h45, com o preço por pessoa de cerca de 15 contos .
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-041-00358">
Jorge Alexandre Cabrita Morgado
Jorge Alexandre Cabrita Morgado Comunicação entre Grupos de Processos Utilizando o Modelo Editor-Assinante. Tese submetida para provas de mestrado em Informática Departamento de Informática Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Março de 2000. Sumário Os canais de mensagens constituem uma abstracção que permite suportar a coordenação entre aplicações distribuídas sem obrigar à associação explícita entre os intervenientes. De acordo com esta abstracção, as aplicações interagem através de um terceiro componente, designado por canal, que recolhe mensagens publicadas por processos editores e as entrega a processos assinantes. Os canais de mensagens podem ser voláteis, caso em que as mensagens publicadas são entregues apenas aos assinantes activos no momento da publicação, ou persistentes, caso em que o canal armazena as mensagens para posteriormente serem recuperadas por assinantes que se encontrem inactivos no momento da publicação.
Este trabalho propõe uma arquitectura que permite acrescentar características de persistência a canais de mensagens voláteis tirando partido de mecanismos de comunicação fiável entre grupos de processos. A arquitectura executa o armazenamento de mensagens assincronamente, fora do caminho crítico das mensagens trocadas entre os editores e assinantes activos. Uma concretização da arquitectura é proposta para o iBus, um sistema de canais de mensagens voláteis desenvolvido em Java. Publicações Comunicação entre Grupos de Processos Utilizando o Modelo Editor-Assinante J. Morgado . Tese de Mestrado. Departamento de Informática Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Março, 2000. Available BibTeX , thesis (gzip postscript). Canais de Mensagens Persistentes para Sistemas Distribuídos Tolerantes a Faltas J. Morgado and L. Rodrigues. Actas da Segunda Conferência sobre Redes de Computadores (CRC'99) October, 1999, Évora, Portugal Available BibTeX , extended report (gzip postscript). Código Código do protótipo realizado e instruções de instalação disponíveis aqui . Localização actual
KPNQwest Schweiz AG P.O. Box 1600, Hohlstrasse 550, CH-8048 Zurich Tel: +41-1-439 439 0, Fax: +41-1-439 439 1 Jorge Morgado, Network Engineer E-Mail: jorge.morgado@kpnqwest.ch
Luís Rodrigues
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<DOC DOCID="HAREM-24H-00361">
Macedo de Cavaleiros amplia praia fluvial 

A Câmara de Macedo de Cavaleiros vai ampliar a praia fluvial do Azibo, num investimento superior a 40 mil contos que pretende dar resposta à procura que se verifica no Verão.
A praia, situada no Parque Natureza do Azibo, tornou-se na área mais atractiva do concelho e uma das principais apostas da autarquia, que já ali investiu cerca de 400 mil contos na criação da área protegida e em infraestruturas de lazer .
A zona da albufeira, que é actualmente utilizada pelos banhistas, um parque de merendas, um cais, acessos e zonas de estacionamento são alguns dos melhoramentos já concretizados .
O investimento agora anunciado justifica-se porque, segundo Luís Vaz, presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, «tem-se verificado que as condições existentes já não dão resposta ao número de pessoas que durante o Verão utiliza o local» .
Segundo o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, já estarão, no entanto, em curso nessa altura as obras de ampliação da praia fluvial, das zonas de estacionamento e de criação de novos acessos ao local» .
Luís Vaz referiu ainda que, «no futuro, o mais provável é que seja necessário construir uma nova praia fluvial no lado oposto da que actualmente existe», mas acrescentou que, «apesar de já se ter pensado nisso, o projecto demorará o seu tempo» .
A instalação de uma escola de desportos naúticos e de um parque de campismo são outros dos projectos da autarquia para o local .
Relativamente ao parque de campismo, o projecto previsto há vários anos obrigou ao pedido de revisão do plano de ordenamento do Parque Natureza do Azibo, já que o actual obrigava a um elevado investimento para a sua concretização .
«Seriam necessários mais de 400 mil contos para construir o parque no local previsto no actual plano de ordenamento devido às condições adversas do terreno, o que tornaria o projecto inviável», salientou o autarca .
Segundo Luís Vaz, «com a revisão do plano, já autorizada pelos secretários de Estado, será possível escolher um local mais adequado e menos dispendioso» .
Nessa perspectiva, o parque de campismo, inicialmente previsto para a zona de Santa Combinha, passará para a área de Podence, junto do IP4 (Porto/Bragança) .
A reabilitação da aldeia de Santa Combinha, um dos principais núcleos do Parque Natureza do Azibo, é outro dos investimentos previstos no projecto global, mas que ainda não foi concretizado, por falta de dotação financeira da administração central .
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<DOC DOCID="HAREM-641-00368">
BuBix.net
BuBix.net - Revista Online http://www.bubix.net
 Governo chinês quer alternativa ao Windows
 Colocado em Net&amp;Tek por Miguel Silva Costa em Quarta, Julho 31 2002 @ 11:21 WEST Informação sobre Internet e Tecnologia De acordo com um jornal chinês, o governo daquele país planeia criar um sistema operativo que concorra com o Windows, da Microsoft. Especialistas acreditam que o sistema poderia ser criado a partir de programas já disponíveis gratuitamente na internet. 
 O "Diário do Povo", que está relacionado com o governo chinês, deu a conhecer que um grupo de 18 empresas e universidades chinesas começaram a trabalhar no projecto. Segundo a publicação, o sistema imitará o Windows 98 e será compatível com os programas do Office (Word, Excel, PowerPoint etc.). Segundo o texto, os criadores do programa desejam enfraquecer o domínio da Microsoft no mercado chinês. A reportagem enfatiza: "O monopólio dos programas de escritório será rompido". Uma versão de testes, que se chama Yangfan, supostamente já estaria em uso em algumas repartições públicas da China.
Segundo a empresa de análises IDC, o sistema operacional chinês poderá ser baseado no Linux. Já existe uma versão chinesa para o Linux: a Red Flag . O programa Wine, que permite instalar programas do Windows no Linux, poderia ser empregado pelo governo chinês.
Criar uma cópia exacta do Windows 98 seria demorado, complexo, com muitos custos e cheio de problemas a nível legal. Mesmo se os programadores conseguissem fazer um clone a partir do zero, não conseguiriam saber ao certo quais os programas que iriam funcionar no sistema. Isto acotnece porque a Microsoft não publica todas as características internas do Windows.
Tim Harris, que é especialista em sistemas operativos na Universidade de Cambridge, acredita que fazer uma réplica de um sistema inteiro seria muito difícil. "Chegar a algo que fosse estável e fiável o bastante para os utilizadores seria uma tarefa gigantesca", diz.
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<DOC DOCID="HAREM-31J-00371">
Eletropaulo
Em entrevista à Folha, Angarita elogiou a iniciativa do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, que articulou uma ação judicial para tentar suspender a venda de ações da Eletropaulo.

Cutler admitiu que as conversas entre funcionários da Casa Branca e do Tesouro sobre investigações sobre o banco de McDougal não eram «recomendáveis», mas não constituíram crime.
Essas conversas levaram em março à demissão de Bernard Nussbaum, amigo da primeira-dama, do cargo de assessor jurídico da Casa Branca.

Fiske começou seu trabalho em 20 de janeiro.
Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso Whitewater começa a funcionar dia 29.

O relatório não diz se as reuniões entre funcionários da Casa Branca e do Tesouro violaram a ética.
O secretário do Tesouro, Lloyd Bentsen, disse que a questão ética vai ser examinada agora.
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<DOC DOCID="HAREM-611-00376">
Instituto da Cooperação Portuguesa
ATRIBUIÇÕES
1. O Instituto prossegue as seguintes atribuições:
a) Participação na definição das políticas de cooperação com os países em desenvolvimento;
b) Enquadramento da execução das acções, projectos e programas de ajuda ao desenvolvimento e de cooperação empresarial, no âmbito das políticas de cooperação definidas para os países em desenvolvimento;
c) Coordenação, acompanhamento da excução e avaliação das acções, projectos e programas de cooperação promovidos por órgãos do Estado e serviços públicos;
d) Promoção e execução de acções, projectos e programas de cooperação para o desenvolvimento;
e) Promoção, coordenação e execução de programas de formação de pessoal de países beneficiários da ajuda externa portuguesa e de recrutamento de agentes da cooperação;
f) Preparação e coordenação da negociação dos acordos de cooperação em articulação com os competentes departamentos do Estado;
g) Participação nas organizações internacionais que prossigam objectivos de cooperação para o desenvolvimento, sem prejuízo da competência do Ministério das Finanças no referente às instituições financeiras internacionais;
h) Prestação de apoio aos promotores da cooperação, publicos ou privados;
I) Centralização da informação relacionada com o esforço financeiro global da cooperação portuguesa.
2. No âmbito das suas atribuições o Instituto assegura a representação do Estado Português nas organizações internacionais, sem prejuízo das competências do Ministério das Finanças no referente às instituições financeiras internacionais.&amp;acute;
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<DOC DOCID="HAREM-071-00386">
Uma vila no Interior
Um simbolo de grande beleza
As terras de S. Martinho foram povoadas desde remotas eras, graças à fertilidade do rio Bestança e à facilidade de defesas naturais e pontos estratégicos como a Pena ou Pedra Sobreposta, em Paus, e a Mogueira, perto de S. Martinho.
No morro da Mogueira há vestígios evidentes da presença dos Celtas, e dos Romanos.
Trata-se de um castro romanizado.
A estes povos seguiram-se os Suevos, os Visigodos, depois os Mouros que lhe deram o nome, e por fim, os povoadores cristãos da Reconquista.Atendendo ao nome «S. Martinho», pode concluir-se que deve ter sido paróquia desde os primórdios da cristianização destas paragens.
Paus, S. João e Gosende eram, nessa época, simples povoados desta freguesia.
Dada a sua fertilidade, os Mouros com todas as suas forças a reconquista cristã, motivo pelo qual, sendo já cristão todo o noroeste(de Resende ao Porto) e estando ainda S. Martinho nas mãos dos Mouros, os cristãos de Resende, falando de S. Martinho, lhe chamavam de «Mouros».
Após a reconquista, em 1058, tentou-se o repovoamento com a doação de terras a senhores da nobreza, concretamente com as Honras de Cardoso, de Cantim, de Fonseca, de Paredes e de Temonde.
S. Martinho foi concelho desde tempos anteriores à nacionalidade, pois recebeu foral de Fernando Magno, confirmado por D. Teresa em 1 de Março de 1121, e novo foral do rei D. Manuel em 20 de Outubro de 1513.
Foi também julgado medieval, abrangendo uma longa faixa de território, desde o Douro à cruz do Rossão no montemuro, e desde a serra das Meadas a terras do concelho de Aregos e da honra de Resende.
O julgado foi suprimido por decreto de 28 de Dezembro de 1840 e incorporado na comarca de Lamego e o concelho foi extinto em 24 de Outubro de 1855, data em que, tanto o concelho como o julgado passaram a fazer parte do concelho e da comarca de Resende.
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<DOC DOCID="HAREM-941-00390">
Novalec
Novalec - Electrónica Industrial de Protecção e Comando, Lda. Página Inicial Produtos Contactos Contacte-nos
Quem somos
A NOVALEC foi fundada em 1991 e dedica-se à comercialização de equipamentos e produtos nos ramos da electrónica industrial, automação, instrumentação, relojoaria industrial e também no desenvolvimento de projectos específicos nestas áreas. A nossa área geográfica de actuação é o centro do País, estendendo-se desde a linha imaginária Santarém - Portalegre até à IP5. A NOVALEC está sediada em Leiria (Guimarota), numa zona central (junto do MacDonalds), de fácil acesso, com bons estacionamentos e próximo das principais vias de comunicação da cidade.
O que fazemos
A NOVALEC apresenta-se no mercado como representante exclusivo na sua área de todos os produtos representados pela Infocontrol. Temos como missão apresentar soluções inovadoras aos nossos clientes, contando para isso com a qualidade dos produtos e do know-how de toda uma equipa técnica de mais de 10 engenheiros. Prestamos consultoria nas áreas das nossas especialidades, tendo como objectivo fundamental a satisfação e confiança dos nossos clientes. Um lugar importante na nossa actividade é atribuido à formação e à realização de seminários técnicos sobre os nossos produtos. São de realçar os seminários recentes sobre sobretensões e a qualidade da energia.
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Numa altura em que as necessidades de competitividade, qualidade e competência são preocupações primordiais de todos os que querem ter um papel activo no desenvolvimento da indústria Nacional, pretendemos cada vez mais estar presente junto dos nossos clientes, para em conjunto fazermos face aos seus problemas do dia a dia.
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<DOC DOCID="HAREM-511-00404">
Recolhas de Domingos Morais - arquivo DMWDR87
Recolhas de Domingos Morais - arquivo DMWDR87 Músicas recolhidas nos Açores Neste arquivo tornam-se disponíveis os fonogramas em MP3 e respectiva informação associada (título, data, músicos, duração, local de registo, tipo). Arquivo catálogo geral - informação completa acerca de cada fonograma Directoria com os mp3 originais (202 músicas) Informação contida nos CDs - Track, título, duração, local.
procurar contendo...
Domingos Morais (Novembro de 2000) domingos@eselx.ipl.pt José João Almeida jj@di.uminho.pt História do projecto
Em Outubro de 1987, o Departamento de Música Popular da Westdeutscher Rundfunk de Colónia (Alemanha), uma instituição pública sem fins comerciais, que incluía na sua programação semanal cerca de 12 horas dedicadas a música étnica de todo o mundo, apoiou uma missão de recolha de música popular portuguesa nos Açores (Terceira, Flores, S. Miguel e Stª Maria). O objectivo era gravar música e músicos que não tinham acesso a gravações de editoras comerciais para a realização de programas semanais de cerca de 50 minutos dedicados à música popular que se faz em Portugal.
A direcção científica do projecto foi assegurada por Domingos Morais, que seleccionou as situações a documentar e a preparação das sessões de gravação com os participantes. Walburga Manemmann, da WDR de Köln, responsável pela programação daquela estação de rádio alemã, acompanhou a equipa técnica e realizou posteriormente uma série de programas sobre Portugal. José Pedro Caiado coligiu as notas que acompanham os fonogramas. Uma cópia das gravações efectuadas foi oferecida ao Centro de Estudos de Etnologia, para consulta e divulgação, desde que sem fins comerciais.
Nota: Em Novembro de 2.000 todas as gravações foram digitalizadas e organizadas por ordem cronológica da data da recolha, em CD. Uma base de dados com todas as informações de que dispomos permite informar os interessados de todos os detalhes. Qualquer utilização destes fonogramas, para além da consulta e cópia pessoal para fins educativos ou de investigação, deverá ser previamente autorizada pela WDR, sediada em Appellhofplatz 1 / 5000 Köln 1 / Alemanha.
©2001 Domingos Morais &amp;Alfarrábio
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<DOC DOCID="HAREM-709-00405">
Dom Casmurro
Machado de Assis

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CAPÍTULO PRIMEIRO / DO TÍTULO 

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso. 

-- Continue, disse eu acordando. 

-- Já acabei, murmurou ele. 

-- São muito bonitos. 

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: "Dom Casmurro, domingo vou jantar com você."--"Vou para Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renania; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo."--"Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça." 

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração - se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto. 
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<DOC DOCID="HAREM-117-00412">
O CRESCIMENTO DA INTERNET NO BRASIL
 Internet brasileira cresceu 4 mil por cento nos ultimos tres anos, diz Ibope Nos ultimos tres anos, o numero de usuarios brasileiros da Internet cresceu 
 4.000%, chegando aos 3,4 milhoes em meados de 98. 
 A progressao geometrica indica que a cada dia 3 mil novos internautas passam a utilizar a rede no pais. 
 Os dados sao da 3ª edicao da pesquisa Cade? 
 /Ibope, publicada em outubro deste ano. 
 No mundo, existem 151 milhoes de internautas, de acordo com a Nua Internet Systems, e na America Latina sao 8,5 milhoes de usuarios, segundo a Saatchi &amp; Saatchi. 
 Para 2001, os analistas preveem que o Brasil terá 7 milhoes de pessoas navegando na rede. 
 A pesquisa do Cade/Ibope talvez seja hoje o melhor termometro sobre o comportamento dos internautas brasileiros. 
 Alem de reunir um dos maiores portais da rede no pais com o maior instituto de pesquisas local, a metodologia do estudo vem sendo depurada a cada ano. 
 Mais mulheres na rede 
 Em 98 é interessante notar que a terceira edicao da analise aponta para um crescimento da populacao feminina online de 25% para 29%; a penetracao da rede nas escolas cresceu de 11% para 19%; e a utilizacao da Internet no ambiente de trabalho passou de 41% para 45%. 
 Mas tentar encontrar um denominador comum para os numeros sobre a Internet brasileira pode se transformar em tarefa herculea. 
 Alem da desatualizacao da maior parte dos estudos, as metodologias distintas e o crescimento acelerado nao deixam que a realidade ser traduzida em numeros. 
 O Comite Gestor, por exemplo, estima que existam menos de 2 milhoes de cidadaos brasileiros com acesso à Internet a partir do trabalho ou de casa. 
 Já o DataFolha indica a existencia de mais de 2 milhoes de usuarios e coloca a Internet brasileira no oitavo lugar do ranking mundial. 
 A Network Wizards aponta que, em julho de 98, havia 163.890 mil hosts de Internet no pais, o que significou crescimento de 42% sobre o ano anterior, e colocou o pais na 18º posicao no raking dos paises com maior concentracao de maquinas da rede do planeta. 
 Brasil, o primeiro apos EUA e Canadá 
 Nas Americas, o pais fica atras apenas dos EUA e Canadá. 
 O Internet Steering Comittee apontava em setembro de 97 a existencia de 
 24.183 nomes de dominio registrados no Brasil, numero que cresceu para 
 67.407 em dezembro de 98, de acordo com a Fundacao de Amparo à Pesquisa do Estado de SP (Fapesp). 
 A Associacao Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet) estima que existam menos de 400 provedores de acesso com operacoes em territorio nacional, sendo que nos proximos anos este mercado encolherá 50%. 
 Segundo a Abranet, cada provedor de acesso gera cerca de 25 empregos no pais, o que representaria novos 2 mil empregos nos ultimos dois anos. 
 Publicidade 
 Estatisticas dos provedores brasileiros indicam que a verba publicitaria destinada à midia online deverá ser de US$ 25 milhoes em 98. 
 100 milhoes. 
 De acordo com estudo da International Data Corp. (IDC), o numero de assinantes de servicos de Internet na America Latina deve crescer 90% em 99. 
 As contas dial-up devem aumentar 87% e as conexoes dedicadas 124%. 
 Para dar conta do crescimento acelerado, os provedores de acesso investiram em 98 cerca de US$ 6,3 milhoes em equipamentos de telecomunicacoes, segundo o IDC. 
 O que chama a atencao no mercado de provedores latino-americano é que o Brasil possui o maior indice de usuarios domesticos, com percentual de 79%. 
 A Febraban informa que, no final de 97, pelo menos 10 bancos ofereciam servicos relacionados à Internet, somando cerca de 3 milhoes de usuarios do home banking. 
 O numero, de acordo com a Modulo, representa 19% dos clientes de servicos bancarios naquela epoca. 
 A empresa estima que até o final de 99 cerca de 30% de todas as transacoes bancarias no pais serao executadas via Internet ou sistemas online baseados na rede 
 (CNN, 26/12 e publicado no JC Email 1177) 
 == A ANCIB DESEJA AOS SEUS ASSOCIADOS E AMIGOS UM 
 OTIMO 1999 
 Lista de discussao e divulgacao da ancib : ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB 
 ICQ , 25328270 
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<DOC DOCID="HAREM-125-00429">
Como se chama? 

Júlia Gonçalves Afonso.

Quantos anos tem? 

75 anos. 

Porque começou a tecer? Quem a ensinou? 

Comecei a tecer porque precisava. Tecia para me fazerem o trabalho com o gado. Punha-me ao pé das pessoas que teciam a chegar os fios para enfiarem as teias, e aprendi. 

Havia muitas tecedeiras naquela época? 

Havia. Em quase todas as casas havia tecedeiras. 

Quais as peças que teciam nos teares? 

Linho, mantas de farrapos, cobertores, cobertas e o burel. 

Essas peças eram para vender, ou para casa? 

A maior parte era para casa e para os amigos. Às vezes ia tecer até para aldeias de fora, para quem me pedia. 

Onde se guardavam? 

Guardavam-se nas caixas ou penduravam-se nas traves dos sobrados para não dar a traça nas peças de lã. 

Como se chamava ao conjunto dessas peças todas? 

Chamava-se a 'limpeza da casa'. 

Tinha grande valor a 'limpeza da casa'? 

Tinha muito valor, ainda hoje tem. Eu ainda tenho lençóis bordados e desfiados. Usavam-se para enfeitar a casa quando vinha o padre benzer na Páscoa. Eu até fazia renda de nó, parecido com uma rede e depois bordava-se por cima dessa rede. 

Hoje ainda tece? 

Ainda no outro dia teci, tenho uma peça posta. Mas a minha coluna não deixa. Estive dois dias no tear e agora estou bem mal. 

O que faz? 

Cobertas, cobertores, com linho comprado em fio ainda há pouco teci uma toalha para o padre Manuel. 

Quem costuma procurar estas peças para comprar? 

Se a gente as tivesse havia muito quem comprasse: emigrantes, turistas, etc. 

Acha importante participar em feiras de artesanato e exposições? 

Acho muito importante. Eu gostava muito. 

Diga algumas em que já participou? 

Já fui a Vila Real, Soajo, Gerês e em todas as feiras de Montalegre, até já fui convidada para Espanha. Tenho agora um convite para ir à Maia mas como a Câmara não dá transporte, não vou. 

De qual gostou mais? Porquê? 

Gostei muito da feira do Soajo. Foi bonito e muito alegre. 

Qual era o seu trabalho nestas feiras? Vendia as peças que levava? 

Numas tecia, noutras fazia croça e em algumas fazia croché. E expunha os trabalhos já feitos. Não nunca vendi nada. Custavam muito a fazer. A quem tocarem sempre me rezarão uma missa por alma. 

Acha que as pessoas se interessavam por estes trabalhos? 

Interessavam, gostavam muito de ver. Queriam comprar mas eu não vendia. 

Alguma das suas filhas sabe tecer? 

Sabe a Ana Maria. As outras casaram cedo. A Ana Maria tece mas se eu lhe puser a teia e para já só tece mantas de farrapos. Fui eu que lhe comprei o tear. Eu já fui monitora de um curso de tecedeiras em Montalegre. 

Sei que além de tecedeira também é croceira, aliás tem uma fotografia numa página da Internet, fale um pouco deste trabalho. 

As croças também davam muito trabalho. Eu gostava mais do tear. Mas os rendimentos eram poucos e tínhamos que nos agarrar a tudo. Além disso as croças faziam muita falta para nos abrigarmos no Inverno. Eram pesadas mas mais quentes que estas capas de borracha que usam hoje. Também fui monitora de um curso para croceiras a raparigas da minha aldeia e de fora. Além de croças fazia também as plainas. Neste curso chegamos a ir apanhar os 'jungos' a Paradela, Pisões, etc. Por esses lameiros todos, para ensinar a preparar e tratar os 'jungos'. 

Conte-nos um pouco da história da sua vida... 

Em pequena fui à escola a Viade, depois fui servir. Estive em casa do Pinto, em Brandim e depois em casa do Miranda cá em Parafita, estive lá muitos anos. Onde além dos trabalhos agrícolas, tecia, fazia croça e remendava os criados. Foi em casa dos Mirandas que conheci o meu marido que era de Brandim. Depois casei contra vontade da minha família. Trabalhou, o meu marido na barragem e mais tarde foi para França onde morreu (tinha a minha filha mais nova 2 anos). E eu fiquei sozinha com 8 filhos, cá os criei. Naquela altura não soube tratar dos documentos e não recebi nada. Mais tarde é que um advogado me tratou dos papéis e consegui tirar uma pequena reforma mas nesta altura já tinha os filhos criados.
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<DOC DOCID="HAREM-54K-00433">
Já Não Tenho Tempo nem Paciência para Responder a Certas Pessoas. 
Domingo, 28 de Novembro de 2004 

Bruno Prata 

O gabinete de Pinto da Costa está virado do avesso. Habitualmente organizado ao detalhe, com os troféus dispostos por ordem de importância nas prateleiras das estantes de madeira preta, tal como as molduras das fotografias - designadamente aquelas em que surge ao lado do Papa João Paulo II -, o espaço mais nobre do 14º andar da Torre das Antas parece ter, nesta manhã, os mesmos problemas de arrumação que a equipa portista vem mostrando esta época. Mas provavelmente mais fáceis de resolver, porque Pinto da Costa irá repor o método e a ordem no seu espaço presidencial dentro de dias, quando se mudar para o novo gabinete no Estádio do Dragão. Nesta segunda-feira, poucas horas antes de uma viagem para Moscovo, é preciso serpentear por entre caixotes empilhados à espera da mudança. 

Sentado à secretária, com uma vista panorâmica da zona oriental da cidade do Porto e da arquitectura única que Manuel Salgado soube dar ao Estádio do Dragão, tem o jornal aberto à sua frente. Deixa escapar uma gargalhada divertida: 

"Ninguém acreditava que a Brigitte Bardot ia dedicar-se aos cãezinhos e gatinhos aos 30 e tal anos e ela foi", leu, em voz alta e entre sorrisos, uma declaração do seu amigo Luís Filipe Menezes, a propósito da hipótese do autarca abandonar a vida política. "Então do que é que vamos falar?", perguntou, como se o mote da entrevista não estivesse bem definido: o livro que escreveu, "Largos Dias têm 100 anos", que será lançado a 4 de Dezembro. 

P - O que o convenceu a escrever a sua biografia? 

R - Sinceramente, esta ideia já me tinha sido proposta há muito tempo. O falecido e querido amigo Rui Guedes foi a primeira pessoa a propor-me fazer um livro sobre a minha vida desportiva, como ele lhe chamava. Não se concretizou, porque infelizmente ele faleceu. A seguir a esta proposta tive outras, mas nunca me entusiasmaram, até que o dr. Paradela de Abreu, o responsável pela editora, me falou disso com tanto entusiasmo e com tanta vontade de o fazer que realmente me convenceu e senti-me até sensibilizado pela forma como ele mostrou tanto interesse em fazê-lo. Foi uma experiência muito trabalhosa, porque decidi, de acordo com ele, ser eu mesmo a escrevê-la. Tenho caixas e caixas de manuscritos. Porque escrevia à noite, tirou-me muitas horas de sono, mas acho que foi curioso, foi uma ideia interessante e não estou arrependido. 
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<DOC DOCID="HAREM-714-00435">
 Governo discute hoje regras para conversão 
 Proprietários de imóveis e inquilinos se reúnem com Milton Dallari, assessor da Fazenda para preços, em SP 
 PAULO ROSA 
 Da Reportagem Local 

 Representantes do governo e de proprietários de imóveis e inquilinos se reúnem hoje na sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo, para discutir as regras de conversão dos aluguéis ainda não repactuados para a nova moeda, o real . 


 O assessor do Ministério da Fazenda para abastecimento e preços, José Milton Dallari, levará uma avaliação preliminar da proposta entregue na sexta-feira por entidades do setor . 


 Elas propõem a simples conversão para real, em 1º de julho, do valor que estiver sendo pago em cruzeiros reais, que serão corrigidos pelo indexador estipulado no contrato quando se completarem os seis meses desde o último reajuste . 


 Essa proposta, que a rigor manteria os aluguéis em valores de pico com a nova moeda, recebe resistências de profissionais ligados ao setor de locação . 


 "Ela é impossível de ser praticada" . 

 Inflação embutida 

 "Estamos falando de converter um cenário inflacionário para um de estabilidade", afirma Arruda Carneiro . 


 "Se a conversão for pelo pico, trazemos para a nova realidade toda a perspectiva de inflação que era embutida nos valores anteriormente", diz . 


 Para Arruda Carneiro, "a média nada mais é que estabilizar a moeda, manter o equilíbrio entre as partes" . 


 Outra fórmula, segundo o advogado, geraria muitas ações judiciais por parte de eventuais prejudicados, inquilinos ou proprietários . 


 "O governo foi muito inteligente até agora e não acredito que ele vá deixar essa brecha", afirma o advogado Arruda Carneiro . 


 A quebra de contrato, alegada para manter a correção integral da inflação e os índices de correção pactuados, vai acontecer de qualquer forma, diz o advogado, porque a moeda estipulada para o pagamento, o cruzeiro real, vai deixar de existir . 


 Logo, teoricamente, se poderia questionar que é impossível pagar o valor acordado . 


 Segundo Carneiro, eventuais desajustes, como valores convertidos ficarem abaixo dos de mercado, são problemas que devem ser resolvidos depois, entre as partes . 

 Intervenção 

 O diretor jurídico do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Márcio Bueno, afirma que é difícil o governo aceitar a proposta de manutenção do reajuste integral nos valores dos aluguéis em cruzeiros reais quando chegar a nova moeda . 


 "O governo mexeu nos aluguéis em todos os planos anteriores e não acredito que agora seja diferente" . 


 Um indício é o artigo 36 da Medida Provisória da URV (Unidade Real de Valor), que impede que o resíduo de inflação em cruzeiros reais medido pelos índices tradicinais em julho seja aplicado aos contratos em geral . 


 O presidente do Creci, Roberto Capuano, afirma que a fórmula proposta por entidades do setor não é justa . 


 "Não leva em conta que os preços iniciais dos aluguéis embutiam um valor para compensar perdas com a inflação até a época do reajuste", diz o presidente do Creci . 


 Capuano também não entende como uma associação de inquilinos concorda com o projeto . 

 Inquilinos 

 O presidente da Associação dos Locatários de São Paulo, Plínio Rangel Pestana, acha absurda a iniciativa da Associação dos Inquilinos Intranquilos de aprovar proposta de correção integral dos aluguéis mesmo com o real . 


 "A alegação de que isso vai ajudar a trazer de volta imóveis fechados ao mercado e incentivar investimentos no setor é a mesma usada para aprovar a atual Lei do Inquilinato . 


 Pestana, que diz não ter sido convidado para a reunião de entidades que definiu a proposta, até desafia: "Me dêem os endereços dos 27 mil imóveis que dizem estar fechados em São Paulo" .
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<DOC DOCID="HAREM-92B-00437">
A Seroa é uma freguesia portuguesa do concelho de Paços de Ferreira, com 6,05 km² de área e 3 661 habitantes (2001). Densidade: 605,1 h/km².

Casas do Soeiro é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, com 5,88 km² de área e 501 habitantes (2001). Densidade: 85,2 h/km².
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-71J-00465">
A verdade é simples.
Lula cresceu e prosperou enquanto tudo dava errado no país.
Fácil subir nos palanques, defendendo que é necessário «mudar tudo o que está aí».
Seu sucesso estava, essencialmente, sustentado no fracasso.

No clima de sinistrose, as fragilidades do PT não ficaram tão visíveis à opinião pública: a dificuldade de se fazerem alianças capazes de sustentar Lula quando virasse presidente; os aloprados que conquistaram posições estratégicas no partido; a falta de generalizada convicção sobre o valor da democracia.

No final da reunião, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, leu um documento de 45 parágrafos, pelo qual 140 países consideram que o crime organizado é o maior inimigo das democracias.

Segundo números da ONU, os cartéis do crime como a Máfia, a Yakuza japonesa e os cartéis de Cali e Medellín, na Colômbia, faturam anualmente US$ 750 bilhões em atividades ilícitas.

Os «contratos de gaveta», vistos pela CPI como mais um indício de que as empreiteiras atuavam em cartel, são compromissos sigilosos entre as empresas.
O sigilo é uma das exigências contratuais.
Além do contrato com a Servaz, há outros do mesmo tipo, envolvendo mais empreiteiras.
Os documentos foram encontrados em papel ou retirados de disquetes apreendidos na casa de Ailton Reis, diretor da Odebrecht.

Com a Servaz, segundo o documento obtido pela Folha a Odebrecht acerta o pagamento de US$ 110 mil mais uma porcentagem referente a obras de abastecimento de água em Roraima, ainda a serem licitadas.
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<DOC DOCID="HAREM-911-00469">
A APEVT
A APEVT -Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica edita três vezes por ano o Boletim INFORMAR. Esta publicação tem um carácter informativo e formativo, e orienta-se pelos seguintes objectivos: Difundir reflexões e experiências de natureza artística, científica, tecnológica e pedagógico-didáctica no âmbito da E.V.T. Divulgar iniciativas que ajudem à qualificação das práticas de ensino e aprendizagem da E.V.T. Informar os associados sobre as posições mais recentes da associação relativamente ao desenvolvimento do sistema de ensino. Divulgar propostas de formação específica para os docentes de E.V.T. O boletim é uma publicação aberta à participação de todos os nossos associados e colaboradores, podendo esta ser concretizada através do envio para a sede da nossa associação de sugestões, notícias, reflexões, experiências, artigos, informações úteis, etc. Pretendemos que o boletim -INFORMAR seja uma publicação dinâmica, onde a colaboração e intervenção de todos aqueles que nos lêem sirva para melhorar-mos o nosso trabalho adequando-o às expectativas, motivações e ansiedades dos docentes de E.V.T.
ÚLTIMA EDIÇÃO
inFormar nº 18 Julho 2002 SUMÁRIO
boletim
-Estatuto Editorial
-Área de Projecto.Concepção e gestão.Desafios à formação inicial e contínua de professores[José Pires]
-Concurso de projectos temáticos em Educação Visual e Tecnológica
-Encontros regionais da APEVT
-Centro de Formação
-Protocolo APEVT-Fundação Serralves
-A expressão criativa e o desenvolvimento da criança [Elsa Soares]
-Imaginário e Educação [Márcia da Silva Portugal]
-Orgãos sociais da APEVT
[REGRESSAR]
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<DOC DOCID="HAREM-824-00476">
 Mercosul, democracia e realismo 
 JOSÉ ARTUR DENOT MEDEIROS 

 O Mercosul já ultrapassou o que poderia ser chamado de sua fase heróica: o tempo das decisões seminais, das grandes definições conceituais, da passagem dos ideais abstratos para a práxis econômica . 
  Desde a assinatura do Tratado de Assunção, em 26/3/1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai lograram avanços em tantas áreas diferentes que, muitas vezes, parece difícil acreditar que tanto foi consegudido em tão pouco tempo . 
  Ainda resta é claro muito por fazer, porém se pode afirmar sem temor que o mais importante já foi concretizado . 


 Ao longo desses últimos meses, o processo integracionista foi ganhando dinâmica própria, que continuará a exigir decisões políticas difíceis . 


 No caso do Mercosul uma coisa é certa: bastaria seu êxito comercial para justificá-lo e para estimular sonhos ainda mais ambiciosos sobre o futuro da integração . 
  O comércio intraMercosul saltou de US$ 3,6 bilhões, em 1990, para US$ 8 bilhões, em 1993; e o volume de transações continua a crescer dia após dia . 
  Mas a iniciativa é muito mais do que um projeto meramente econômico-comercial: a superação definitiva da rivalidade regional; a consolidação de nossas democracias (a democracia é, a um tempo, a raiz e o fermento da integração); o motor da "coopeação por decisão", que substituiu o da "cooperação por necessidade"; a crescente participação da sociedade civil no processo; a melhoria da competitividade de nossas economias "vis-à-vis" a concorrência internacional, entre outros . 


 Maturidade, transparência e realismo têm sido os pilares essenciais da política brasileira no Mercosul . 


 Hoje sabemos que o futuro das relações econômicas está na globalização dos mercados . 
  A regionalização é etapa necessária desse enredo . 


 O dia 1º de janeiro de 1995 é uma data-chave para o Mercosul . 
  Marcará a finalização de uma zona de livre comércio completa e o início da etapa seguinte: uma união aduaneira, alicerçada em uma Tarifa Externa Comum (TEC), que abrangerá a imensa maioria dos produtos importados pelos países membros de fora do Mercado Comum . 
  Até o momento, já foi negociada a TEC de cerca de 85% dos produtos . 
  Conforme pactado na 5ª Reunião do Conselho Mercado Comum, em Colônia, Uruguai, a 17/1/1994, o restante da TEC será negociado até junho deste ano . 
  Um cronograma de negociações foi estabelecido para definir-se a TEC para os setores ainda não acordados: bens de capital, informática e produtos da área de telecomunicações . 


 Os desafios até 1995 são enormes: além de definir, até junho deste ano, a TEC, no segundo semestre de 1994, deveremos também negociar a natureza e a estrutura das instituições permanenttes do Mercosul para o período posterior a 1995 . 


 Este balanço sucinto serve para fundamentar duas constatações . 
  Primeiro: os resultados do Mercosul são excepcionais . 
  Se não foram maiores, até aqui, é porque as relações entre países respeitam a lógica da razão do Estado: nenhum país deixa de fazer aquilo que percebe como de seu interesse e vontade nacionais . 


 Assim, são simplesmente infundadas as críticas localizadas de que os resultados do Mercosul estão aquém do esperado ou de que o governo tem conduzido o processo de forma autoritária . 


 A crítica de "autoritarismo estatal", por seu turno, é também improcedente: nesses últimos anos, foram promovidos um grande número de seminários e de encontros entre governo, entidades patronais e sindicais e representantes da Academia, nos principais Estados da federação, nos quais sempre reinou total franqueza e transparência sobre os rumos da iniciativa . 
  A Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul tem criado condições para maior sintonia entre o Executivo e o Legislativo . 


 O Mercosul nasceu, claramente, da iniciativa política dos governos . 
  Mas, na verdade, o fortalecimento de sua dinâmica econômica, além de reforçar o próprio domínio do político, chega, hoje, mesmo a superá-lo . 
  Neste ponto, é fundamental destacar a sinalização inequívoca que o empresariado tem recebido das esferas públicas dos quatro países sobre a irreversibilidade da iniciativa . 


 Evidentemente, ainda há muito espaço para tentar-se uma maior conscientização da sociedade brasileira sobre o Mercosul, suas realizações, suas dificuldades naturais, seu futuro . 
  Este tem sido um esforço permanente . 
  Para tanto, o Itamaraty estará realizando, nos próximos meses, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (em fase final de negociação), seminários sobre o processo de integração em praticamente todos os Estados do Brasil . 


 O Mercosul vai-se afirmando como uma das mais importantes iniciativas diplomáticas deste final de século . 
  O Brasil encontra no Mercosul um instrumento vital para uma inserção mais eficiente e moderna na economia internacional e para desvencilhar-se dos resíduos de um protecionismo ultrapassado, incompatível com as novas realidades do mundo contemporâneo . 
  É compreensível, assim, que um projeto dessa profundidade continue a despertar opiniões apaixonadas e frequentemente antagônicas . 


 JOSÉ ARTUR DENOT MEDEIROS, 50, embaixador, é subsecretário-geral de Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Itamaraty e coordenador nacional do Grupo Mercado Comum .
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<DOC DOCID="HAREM-91K-00487">
 
 A opinião de: Machado da Graça 
	 
 JOGOS DE PALAVRAS 
	 
Consumada a tragédia, estamos a assistir a uma série de jogos de palavras dos principais participantes para fugir às suas responsabilidades, atirá-las para o outro lado e preparar novas matanças. E vou começar pelo lado da Renamo.
	 
Não há jogos de palavras sobre manifestações pacíficas que possam esconder o que se passou em Montepuez. Tudo quanto tem vindo a público leva a que acreditemos que os homens que entraram em Montepuez nunca foram para participar numa manifestação pacífica. Não sei se receberam ordens da estrura central para fazerem o que fizeram, ou se foi iniciativa local mas que aquilo foi violência selvagem e criminosa não há dúvidas.
	 
Igualmente perigosas parecem as palavras de Afonso Dhlakama que fala em "proteger os manifestantes" nas próximas manifestações. Se bem percebemos o que ele quer dizer isso, só pode anunciar novos e piores confrontos.
	 
Falemos agora do lado do governo.
	 
Com um arsenal de orgãos de informação muito mais forte do que a Renamo, o governo começou a bombardear a opinião pública com a sua versão dos acontecimentos desde muito mais cedo. Bombardeio que se centra, como seria de esperar, sobre os acontecimentos de Montepuez, construindo as declarações de forma que o público faça mentalmente a generalização do caso Montepuez a todos os outros sítios onde houve mortes e feridos.
	 
Esse exercício atingiu o seu ponto mais alto no comunicado do Conselho de Ministros agora divulgado. Segundo o texto, os homens da Renamo assassinaram seis agentes da Polícia, mutilaram outro, torturaram mais dois. Assim, claramente, com indicação de quem fez o quê a quem.
	 
A partir daí, as coisas mudam completamente. Todos os outros mortos, seja de Montepuez, de Balama, de Sofala, apenas "perderam a vida". Ninguém os matou. Ninguém disparou contra eles balas de armas de guerra. Dá a impressão de que eles próprios, sozinhos, decidiram morrer e morreram.
	 
Terá sido isso que aconteceu?!!
	 
Dos mortos de Nampula nem sequer se fala no comunicado. Sabe-se lá porquê.
	 
Aquilo que, para mim, é o aspecto mais importante disto tudo, só é referido de raspão: O facto de, onde as manifestações foram toleradas, não ter havido distúrbios, nem mortes nem feridos.
	 
Para mim está claro que não posso confiar nem nas versões de um lado nem do outro. Daí o meu completo apoio à sugestão de D. Dinis Sengulane de se criar uma comissão de inquérito independente para analisar os acontecimentos.
	 
E, antes que as coisas possam piorar ainda mais, apelar aos dirigentes dos dois lados para pararem de tomar medidas que possam pôr mais gasolina na fogueira. Evitem fugir para a frente, para o terreno de mais confrontações. Recuem, dos dois lados, para as posições anteriores. Qualquer avanço é criminoso.
	 
 BASTA!   
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<DOC DOCID="HAREM-542-00488">
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 Agradecimentos Vários foram os amigos que me ajudaram a presidir nossa escola desde o início da minha presidência e, embora não cite aqui o
nome de todos, até porque não haveria espaço para tal, estou certo de que cada um sabe o que fez e que pelo que fizeram serei eternamente grato.
Permiti-me, entretanto mencionar algumas personalidades, cuja participação na minha gestão foram de imensa importância para a escola.
A primeira dessas personalidades foi o Dr. ROBERTO MARINHO, Presidente das Organizações Globo, que me propôs um convênio entre a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO e a MANGUEIRA para a implantação da iniciação esportiva dos MENINOS DA MANGUEIRA.
Dr. Roberto Marinho é recebido na Quadra da Verde e Rosa pelo Presidente Bira da Mangueira Dr. Roberto Marinho na Quadra da Verde e Rosa, ladeado por Professores de Educação Física da Fundação Roberto Marinho Dr. Roberto Marinho é homenageado pela MangueIra com um show e apresentação das mulatas da Escola.
Dr. Roberto Marinho e Bira assinam convênio entre a Fundação Roberto Marinho e a Mangueira.
A segunda foi o Exmo. Dr. FRANCISCO HORTA, Juiz de Execuções Penais e Presidente do Fluminense Futebol Clube, que nos cedeu um ginásio onde às quintas feiras a MANGUEIRA organizava ensaios pagos, cuja renda revertia em benefício da escola.
O terceiro foi JOSE BONIFÁCIO DE OLIVEIRA, o BONI, então Diretor da Rede Globo de Televisão, que ajudou a promover a escola, realizando gravações de programas de televisão em nossa quadra, bem como patrocinando um show pago em benefício da escola no Estádio de Remo da Lagoa, onde ficou pessoalmente responsável pela montagem, cenário, iluminação e pela presença de artistas renomados como CLARA NUNES, ALCIONE e outros.
Bira bate um papo com a cantora Alcione Bira, Clara Nunes, Dominguinhos do Estácio, Dida e Conjunto Nosso Samba - Show no Estádio de Remo da
Lagoa - 1977 Bira, Clara Nunes e o Apresenta- dor e Radialista Jorge Perlingeiro - Show da Rede Globo em Homena- gem a Mangueira no Estádio de Remo da Lagoa Agradeço, ainda, a IMPRENSA ESPORTIVA em geral, sobretudo o pessoal da RADIO GLOBO pelo carinho e ajuda com que facilitaram meu trabalho de divulgação.
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<DOC DOCID="HAREM-239-00490">

Num lugar da Mancha, cujo nome não desejo lembrar, vivia, não faz muito tempo, um desses fidalgos de lança no cabide, escudo antiquado, cavalo magro e galgo corredor. Morava numa fazenda com uma ama que passava dos 40, uma sobrinha que não chegava aos 20 e um criado que tanto selava o cavalo como empunhava a podadeira. A idade de nosso fidalgo beirava os 50 anos: era de complexão rija, seco de carnes, enxuto de rosto, grande madrugador e amigo da caça. Dizem uns que levava o sobrenome de Quixada, outros o de Quesada, segundo os diferentes autores que sobre ele escreveram. Mas isso pouco importa, desde que não nos afastemos da verdade. 

O importante é saber que nos momentos de ócio - que eram muitos - o referido fidalgo se punha a ler livros de cavalaria com tanto empenho e prazer, que quase se esquecia por completo da caça e da administração da fazenda; e tanta era sua paixão por essas histórias que chegou a vender parte de suas terras para comprar livros de cavalaria, levando para casa todos os que pôde comprar. Encantado com a clareza da prosa e os volteios do estilo, o pobre cavaleiro foi perdendo o juízo. Enfim, envolveu-se tanto na leitura que passava as noites em claro e os dias a cochilar. De tanto ler e pouco dormir, se lhe secou de tal maneira o cérebro, que perdeu a razão. Sua imaginação foi tomada por tudo o que nos livros lia - feitiçarias, contendas, batalhas, desafios, ferimentos, amores, tormentas e disparates inacreditáveis; e de tal modo lhe pareceu plausível toda a trama das sonhadas invenções nele contidas que, para ele, nada no mundo havia de mais verdadeiro. 

Foi assim que, já fraco do juízo, acudiu-lhe a mais estranha idéia que jamais ocorrera a outro louco neste mundo: pareceu-lhe conveniente e necessário, tanto para o aumento de seu prestígio como para o serviço da pátria, fazer-se cavaleiro andante, sair pelo mundo com armas e cavalo, em busca de aventuras e viver tudo o que havia lido sobre cavaleiros andantes, desfazendo injustiças e enfrentando perigos, para assim conquistar fama e eterno renome. E com tão agradáveis pensamentos, deu-se pressa em pôr em prática o que desejava. Primeiramente limpou as armas que haviam pertencido aos bisavós e que, cobertas de ferrugem e mofo, jaziam esquecidas num canto da casa. Em seguida, examinou seu cavalo e, embora fosse magro e pouco elegante, julgou-o à altura do cavalo de Alexandre, o Grande. 

Quatro dias passou a meditar que nome lhe daria e terminou por denominá-lo de Rocinante, nome que lhe pareceu elevado e sonoro. Batizado o cavalo, quis batizar a si próprio, no que refletiu durante oito dias ao fim dos quais passou a chamar-se Dom Quixote de la Mancha. Aí então imaginou que nada mais lhe faltava a não ser uma dama, de quem se enamorasse, já que cavaleiro andante sem amores é como corpo sem alma, pois é diante dela que se devem prostrar os malfeitores por ele derrotados. Foi então que se lembrou de uma jovem lavradora de ótima aparência e de quem, por algum tempo, andou enamorado, embora ela nunca tenha sabido ou desconfiado disso. Chamava-se Aldonza Lorenzo e era necessário dar-lhe outro nome, que melhor se ajustasse à condição de princesa e grã-senhora. Pôs-lhe então nome de Dulcinéia del Toboso, já que em Toboso nascera. 
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<DOC DOCID="HAREM-44B-00492">
Catarata 
 
Doença ocular resultante da degradação do cristalino que, habitualmente transparente, se torna opaco. Esta situação causa uma redução acentuada e progressiva da visão, constituindo a primeira causa de cegueira em todo o mundo, devido à enorme população dos países em vias de desenvolvimento, onde, muitas vezes, os doentes não têm acesso à cirurgia. 

Esta doença afecta geralmente ambos os olhos e ocorre sobretudo em pessoas idosas. Estima-se que afecte entre 37 e 59 por cento da população com idades entre os 70 e os 84 anos e mais de 60 por cento dos idosos com 85 anos. 

Causas 

Os principais factores que podem aumentar o risco de cataratas são: as radiações ultravioletas; a diabetes; o consumo diário de tabaco e a duração da exposição ao fumo; o consumo de álcool, certos medicamentos também estão associados ao aumento do risco de cataratas, como é o caso dos corticosteróides utilizados em tratamentos de longo prazo, de alguns diuréticos tiazídicos, de alguns neurolépticos e de vários tratamentos anticancerosos. A catarata pode também desenvolver-se devido a um traumatismo nos olhos, por exemplo, perfuração do cristalino. Também pode tratar-se de um problema de nascença, catarata congénita. 

Sintomas 

O principal sintoma das cataratas reside numa sensação progressiva de visão turva e desfocada. Também se diagnostica alteração na forma como se vêem as cores, dificuldade em conduzir à noite, sensibilidade à luz e visão dupla. 

Tratamento 

Algumas medidas que podem ser suficientes durante algum tempo, para melhorar a visão são: mudar a graduação das lentes dos óculos, usar lentes bifocais mais fortes ou recorrer a uma lupa para ler. Não existe nenhum tratamento preventivo nem curativo da catarata, a não ser o da remoção e substituição do cristalino. O cristalino é a estrutura ocular que funciona como lente do olho, que concentra os raios luminosos e os leva a incidir na retina, onde se formam as imagens. 

A cirurgia justifica-se principalmente quando a falta de visão constitui um verdadeiro obstáculo, quando as cataratas afectam o dia-a-dia, alterando significativamente as actividades do paciente. A cirurgia também se justifica quando se sofre de glaucoma grave induzido pela catarata. 

Durante a intervenção cirúrgica, faz-se uma incisão para introduzir uma sonda de forma a esta chegar ao cristalino. Os ultra-sons desfazem a catarata, sendo esta, posteriormente, aspirada. Seguidamente, o cirurgião introduz uma lente de material plástico.
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<DOC DOCID="HAREM-535-00493">
Qual é o seu nome e a sua data de nascimento? 

Paula Maria da Silva Anjo. Nasci em Angola, a 2 de Junho de 1968. 

Os nomes dos seus pais? 

O meu pai é Modesto Moreira Anjo e a minha mãe é Maria de Lurdes Carlos Silva Anjo. 

Tem irmãos? 

Tenho quatro irmãos. Três rapazes e uma rapariga. 

E os seus avós? 

Da parte da minha mãe morreu o meu avô há dois anos e da parte do meu pai estão os dois vivos. 

Onde é que mora? 

Lugar das Parretas em Braga. 

Morou sempre na cidade de Braga? 

Sempre, desde que vim de Angola. 

Com que idade veio de Angola? 

Com 7 anos. 

Tem algumas recordações de Angola? 

Eu não tenho muitas recordações da Angola, nem da infância porque quando eu vim de lá era tempo de guerra e acho que varreu-me completamente as lembranças de quando eu era pequena. 

Mas lembra-se da guerra? 

Lembro-me da guerra e não me lembro da minha infância. 

Quando veio de Luanda veio logo morar aqui para Braga? 

Não. Eu não me lembro se vim de barco ou de avião, mas a minha mãe diz que viemos de avião. A única coisa que me ficou na memória, foi quando nós chegamos à estação de Nine. Viemos de comboio do Porto para Nine. E quando chegamos à estação era noite, a minha mãe não tinha ninguém à espera dela e não sabia para onde se havia de virar. Sentou-se nos bancos da estação com nós os dois, eu e o meu irmão mais velho que eu um ano, e começamos todos a chorar. Queríamos comer, queríamos dormir. Não tínhamos onde ir. A minha mãe não sabia onde morava a minha avó. E então, um casal de senhores, já assim de idade, viu-nos a chorar, viu a minha mãe deseperada, e ofereceu-se para andar à procura da casa da minha avó. 

Então quando saiu de Luanda o objectivo era juntar-se aos pais da sua mãe? 

Sim. 

E depois disso quando é que chegou a Braga? 

Tivemos para aí um ou dois anos em Nine, até a minha mãe arranjar casa em Braga. Depois quando arranjou casa viemos para Braga. A casa era em Nogueira, perto da universidade porque a minha mãe trabalhava na universidade. A casa ficava ao pé da Quinta da Capela, quem vai para o Sameiro. 

Há quantos anos foi? 

Há quinze ou vinte. 

E qual a lembrança mais antiga da cidade? 

São João do Souto. A parte do seminário, a ruinha que vai dar ao São João do Souto e aquela parte das frigideiras. Da escola, lembro-me de uma professora que era um bocado rígida. 

Não se lembra que tipo de relações tinha com os seus irmãos, já aqui em Braga? 

Depois quando vim para cá fui para um colégio interno. Andei praticamente de colégio em colégio. Estive muitos anos num colégio nas Taipas. 

Quer falar-nos um bocadinho da experiência de viver num colégio interno? 

Quando viemos para Braga fomos para um seminário em Santiago e a minha mãe, como eu era a única rapariga e como todos os retornados iam para o seminário, para me proteger colocou-me num colégio interno em Guimarães e eu só vinha a casa de quinze em quinze dias ou de mês a mês. 

E dentro do colégio relacionava-se bem com as outras colegas?

Relacionava-me.

Que tipo de relação e brincadeiras é que tinham?

Aquelas de criança, de brincar ao jardim da celeste, à rodinha, à corda, às vezes lá fazia algumas traquinices, mas depois as freiras castigavam-me de noite. 

Que tipo de castigo?

Por exemplo, quando eu dormia de tarde, não me deixavam ir para o recreio, tinha que ficar retirada. Outras vezes, cortavam-me os doces, coisas assim. 

As horas de estudo no colégio eram muito rigorosas?

A parte de estudo, da escola e de catequese eram muito rigorosas. Para a catequese também tinha horas fixas. 

E depois porque saiu do colégio?

Terminei a escola nese colégio em Guimarães, depois estive no colégio na Rua Santa Margarida, em frente à Sá de Miranda. Fiz todo o meu percurso escolar nos colégios. 

Sempre internos? 

Lembro-me que estive um tempinho no seminário e também me lembro de andar na escola São João de Souto. Andei em Braga, na São João do Souto talvez na primária e depois é que mudei para o colégio. Aqueles primeiros tempos, enquanto não se arranjava colégio em Guimarães, estive em Braga. 

Em sua casa que recordações é que tem? 

Lembro-me dos fins-de-semana. Vinha de autocarro para Braga e ajudava a minha mãe na cozinha a fazer bolos, que eu gostava de fazer bolos, e ajudava a arrumar. Às vezes pedia para me deixar sair, mas eu era mais caseira, gostava de ficar em casa a ver televisão ou a brincar. 

Os irmãos também frequentaram os colégios? 

Não. 

E então quando chegava a casa a relação que mantinha com eles era mais íntima? 

Ai não, com muitas saudades. 

Vivia com a mãe e com o pai? 

Sim, com os dois. Também tenho uma irmã, praticamente fui eu que a criei. Ela tem 10 anos, nasceu assim fora do tempo. 

Que tipo de relação é que tem com ela? 

É praticamente a minha filhinha. 

Isso ajudou-a na sua vida adulta? 

Ajudou-me depois de casar, que eu dizia que não queria ter mais filhos, porque tomar conta da minha irmã deu-me muito trabalho. Levantava-me de manhã com ela a berrar que não se queria vestia. Eu vestia-a e ela despia-se. Ia para o colégio de pijama e as freiras depois vestiam-na. E eu dizia: "Eu nunca vou querer filho!" 

Em termos profissionais tinha algum sonho. Alguma carreira que gostasse de seguir?

A carreira que eu gostava de seguir era ginástica desportiva, daquela de salto, porque eu adoro o desporto. Adorava ver aquelas ginastas, aqueles saltos no solo. Ainda estive um ano em desporto, depois a minha mãe dizia que o curso de desporto era assim mais para homens, não ficava bem em mulheres, e não me deixou seguir. Optei então, por outro curso. 

Cuidar da irmã, estudar em colégios, até que ponto isso influenciou a sua vivência?

Eu acho que o andar em colégios, o facto de não poder vir cá para fora falar com as pessoas, tornou-me uma pessoa mais isolada. Acho que, ainda hoje, me isolo muito à conta de ter andado nos colégios. Posso ser aberta no serviço porque já tenho muita confiança, mas toda a gente me pergunta porque é que, fora da universidade, ando sempre sozinha ou ando com a filha e nunca ando com o marido. Eu acho que fiquei um bocado distanciada, isolada, por causa de andar nos colégios.

Era capaz de definir o tipo de educação que teve?

Não posso dizer que foi uma educação rígida porque eu gostei. Agora, gosto mais do que gostei no colégio, porque naquela altura o que eu queria era sair de lá. Mas pensando bem, reflectindo o que passei lá, gostei do que estive lá a fazer durante muitos anos.

Gostava de ter continuado a estudar?

A minha intenção era tirar o curso de ginástica. 

Como surgiu a profissão de assistente administrativa na Universidade do Minho?

Quando eu andava a estudar, comecei a ir para o trabalho da minha mãe, que também era secretária na Universidade do Minho.Ela tinha o computador e eu ia mexendo no computador, ia fazendo umas coizinhas, e depois os professores começaram a ver que eu já me desenrascava um bocadito e começaram a pedir-me para fazer trabalhos. Já que estava a estudar ia ganhando algum e comecei a fazer trabalhos na Abade da Loureira, no Instituto de Educação. Ia fazendo currículos, ia fazendo relatórios e eles iam-me pagando. Comecei a gostar dos computadores, apegou-se o bichinho e comecei a aperfeiçoar-me melhor. Tirei o curso de formação, no Centro de Formação de Informática do Minho.

E nessa altura já trabalhava na universidade?

Não, ainda não estava a trabalhar na Universidade do Minho, estava a estudar, Alberto Sampaio e ia concorrendo. Cada vez que saíam concursos nos jornais para a função pública, eu fazia uma candidatura e mandava. Ia fazendo o curso aumentava o currículo e mandava. Ia mandando, até que uma vez deu-me para ir às provas e fiquei.

E daí ficou efectiva na Universidade?

Efectiva, para um dos lugares internos do quadro.

Apesar de não ser o curso de paixão, gosta do que faz?

Gosto.

Se pudesse neste momento escolhia outra coisa?

Neste momento só tentei concorrer para os bancos, por uma questão monetária. Nos bancos ganha-se muito melhor. Não tem a ver com o facto do serviço ser melhor ou deixar de ser, porque eu acho que o vencimento de um funcionário público não é justo, em relação ao que eles trabalham. Uma pessoa está aqui há treze anos, sempre na mesma categoria, sempre a receber aquele dinheiro, mais dois continhos num mês, mais dois no outro ano.

Não mudam de escalão?

De três em três anos.

Só nessa altura é que são aumentados?

Mais dois ou três continhos, e é por causa disso que uma pessoa tem que arranjar sítios melhores. Por isso é que já concorri para bancos.

Continua a fazer trabalhos extras?

Agora cada vez há menos, não há tanta procura como antigamente. Agora toda a gente tem computador.

Agora os professores já não procuram tanto?

Os professores talvez, mas alunos já tive mais do que actualmente. Os professores, também já tive mais, mas tenho um número de clientes fixos.

O facto de a universidade disponibilizar os computadores para os alunos também influenciou isso?

Eles têm os laboratórios no Centro de Informática. Só me aparecem quando é para entregar o trabalho no dia seguinte e não o têm feito: - "Ai, eu preciso de entregar o trabalho amanhã!"

É casada?

Sim, sou casada há sete anos.

Quantos filhos tem?

Uma menina, Bruna Filipa Anjo Dias, com quatro anos e meio, veio sem eu contar.

Não estava previsto?

Não, senão também nunca mais tinha.

Mas está contente?

Estou.

Quando saiu da casa dos seus pais?

Há sete anos, na altura em que casei.

Como é que foi sair da casa dos pais?

Chorei tanto nesse dia! Até na igreja quando estava vestida de noiva chorava, e o meu pai dizia - "Não te cases!"
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<DOC DOCID="HAREM-64K-00494">
 Editorial 
 	 
 LUTO 
	 
De que é que o governo e/ou o parlamento estão à espera para decretar o luto nacional pelos trágicos acontecimentos de quinta-feira? É o mínimo que o Estado pode e deve fazer para marcar, como perda nacional, a morte dos civis e polícias.
 
Quanto a recomendações imediatas, a mais sensata parece-nos ter sido a de Dom Dinis Sengulane que gostaria de ver instituida imediatamente uma comissão de inquérito independente. É uma sugestão que corresponde plenamente ao amplo sentimento popular anti-guerra. Não só ajudaria a conter as emoções, como ajudaria a corrigir muita coisa e a pressionar os nossos vários poderes políticos no sentido de porem de lado, definitivamente, o recurso à violência.
	 
 PERCEPÇÃO FALSA 
"Na solidão da viagem, o ruído distrai as massas" - uma leitora do "mt"
 
Os trágicos acontecimentos de quinta-feira indicam quão perto estamos, ainda, de uma derrapagem para uma sociedade de anarquia anti-civil na qual só beneficiam - e pouco - fatias cada vez mais diminutas da nossa feudalidade. É uma anarquia que começa nos postos cimeiros da Frelimo e da Renamo.
 
Primeiro, veio o tom guerreirista do PR quando da operação policial de recolha de armas da Renamo na Beira. A seguir, o SG da Frelimo, Manuel Tomé, veio a público corrigir esse tom, dizendo, ao contrário do que insinuava o PR, que a recolha prosseguiria apenas nos locais onde não houvesse perigo de violência. E depois disso apareceu o PR, durante a sua visita à Beira, com um tom democraticamente conciliatório para com a intenção da Renamo de organizar manifestações, encarando-as como um exercício natural da democracia. 
 
Mas logo a seguir, a Polícia, por escolha própria ou instrução política, decide proibir as manifestações, num gesto claramente de sinal contrário ao do PR em Sofala. 
Por seu turno, na Renamo os indícios são de idêntica incoerência. Em certos locais, a instruções parecem ter sido de não provocação de distúbrios, mas noutros, os acontecimentos legitimam a percepção de que houve o intuito de levar a Polícia a fazer precisamente aquilo que a direcção da Renamo dizia que a Polícia faria - disparar.
 
Há, pois, que fazer perguntas difíceis. É pouco provável que se possa provar uma teoria de conspiração neste momento. Mas uma leitura orgânica da nossa política é claramente indicativa da existência de uma ala da Frelimo que, quando a Renamo mais precisa dela, lá aparece activamente a responder a provocações e, portanto, a legitimar a tradicional política de destabilização do partido de Dhlakama. E enquanto essas alas descarregam sobre o povo esta política de ataques mútuos, os verdadeiros problemas do país ficam por discutir e por resolver.
 
Qual o antídoto? Uma terceira força, claro - uma força que conteste o palco central, as eleições legislativas e presidenciais. Nesse momento, substanciais alas da Frelimo e da Renamo unir-se-ão contra o novo adversário comum, acabando de vez com esta falsa percepção de que são inimigas uma da outra. 
 
Mas isso leva tempo. Para já, oxalá toda a sociedade civil se comece a manifestar a favor da manutenção da paz, contra esta lógica de instabilidade permanente que impede Moçambique de se desenvolver.
  
 A opinião de: Machado da Graça 
  
 CUIDADO ! 
	 
O senhor Nataniel Macamo, porta-voz da Polícia, foi aos microfones da Rádio Moçambique, na noite de sábado, para tentar calar todos aqueles que se têm insurgido contra a actuação da Polícia no caso das manifestações da Renamo.
 
Com um discurso em que falava de um "equilíbrio" que tem que haver entre a liberdade de expressão e as questões de segurança, o discurso daquele responsável policial pisou, perigosamente, a área da liberdade de informação, constitucionalmente consagrada. Dois dias depois da sangrenta repressão do direito de manifestação, ao abrigo de uma lei cuja constitucionalidade me deixa sérias dúvidas, o discurso de Nataniel Macamo no RM jornal pareceu-me de muito mau agoiro para a democracia moçambicana.
 
Penso que é mais do que tempo de a sociedade civil sair à rua para dizer BASTA às manifestações violentas, como aconteceu em Montepuez, e à repressão a tiro de arma de guerra de outras manifestações, em outros pontos do país, antes de se saber se iriam ser pacíficas ou não.
 
Até onde sei, onde as manifestações foram autorizadas, isto é Maputo, Gurué e outros distritos da Zambézia, não houve distúrbios, mortos ou feridos.
 
Em nenhum país democrático a Polícia enfrenta manifestações da oposição com armas de guerra, disparando a matar.
 
Se dirigentes da Frelimo e da Renamo não percebem que a guerra acabou e que o povo quer que ela continue acabada, há que sair à rua, em massa, para lhes explicar isso. Temos que defender a democracia e a paz. Organizemo-nos para isso. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-23L-00500">
Se quiser telefonar -- serviço manual -- para o Transkei prepare-se para pagar 51000 por minuto, o mesmo que, por exemplo, para o Afeganistão, Qatar, Gâmbia, Brunei ou Honk-Kong. 
Já se quiser falar, ainda por serviço manual, para Trindade e Tobago, Tortola, Estados Unidos, Jamaica ou Austrália, o custo por minuto será de 34000. 
 
Um Hércules C 130 da Força Aérea Portuguesa seguiu ontem para Moçambique e poderá vir a servir, no sábado ou no domingo, para o transporte de São Tomé para Lisboa de mais um grupo de estrangeiros que entretanto sejam retirados do Huambo. 
Na sua viagem para Maputo, o avião militar português transportou 27 militares moçambicanos, dois cabo-verdianos e seis são-tomenses, que participaram em acções de formação em Portugal, para além de algum material destinado aos portugueses do batalhão de comunicações (BT 4) que integra a missão das Nações Unidas em Moçambique (Onumoz). 


Cavaco queixa-se do «Semanário» 
O gabinete do primeiro-ministro vai apresentar queixa na Alta Autoridade para a Comunicação Social contra o jornal «Semanário», que ontem titulou em primeira página que «Cavaco deu 2,5 milhões de contos ao PSD». 
De acordo com a nota oficiosa emitida pelo gabinete de Cavaco Silva, o referido título é «completamente falso e abusivo» porque «o primeiro-ministro não dá dinheiro aos partidos», e associa o teor da notícia a um procedimento legal à luz da lei de financiamento dos partidos. 
 
Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço «top» contra cerca de 817 mil contos em CD também de «top»), devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro. 
A cassete do mesmo escalão continua a não ir muito bem. 
Vendendo menos que o vinil: pouco mais de 103 mil, o que corresponde a uma facturação de cerca de 124 mil contos. 
 
Os discos mais vendidos são os que chegaram ao fim do ano passado já com maior número de galardões. 
É o caso por excelência de «Waking Up The Neighbours», de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades). 
As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. 
O único grupo português que alcançou este estatuto foram os Onda Choc com «Ela Só Quer, Só Pensa Em Namorar». 
O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril. 
 
P. -- Face aos dados de que dispõe, continua a acreditar em poder alcançar a maioria absoluta? 
 
R. -- Continuo. 
 
P.  -- Já percebemos a sua cautela. 
Define a maioria absoluta como um objectivo, mas, se não a atingir, isso também não será para si uma derrota ...  
 
Direcção comunista está reunida para analisar situação na União Soviética 
Contestação sobe ao Comité Central do PCP 
O  Comité Central do PCP está reunido para analisar a situação na União Soviética. 
Em cima da mesa, ainda a situação interna do partido. 
Mas os dirigentes irão também poder ler um documento saído de uma reunião em que o inédito aconteceu. 
Militantes comunistas encontraram-se em público e exigiram a antecipação do XIV Congresso. 
Querem novos dirigentes, nova ideologia, novo programa, novos estatutos. 
Em suma, um novo partido. 
Estão dispostos a lutar por isso, mas vão fazer uma pausa até  6 de Outubro. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-83J-00506">
Voltando à rua que durante décadas evocou o talentoso marido de D. Maria II, citemos mais um passo do já referido relatório da Câmara do Porto, que nos permite avaliar até que ponto a concretização da Rua de D. Fernando ficou aquém das intenções que lhe estiveram na origem.

Esclarecendo que a ideia de rasgar esta rua partiu do administrador-geral do distrito, António José d'Ávila, depois duque de Ávila e Bolama -- que para o efeito ofereceu, enquanto representante do governo, «a porção de terreno nacional que compreendesse a mesma rua» --, o dito relatório passa a enumerar as virtudes do projecto:
«A conveniência desta rua é palpável; uma cómoda estrada desobstruída de tortuosidades e declives, desde a Foz ao coração da cidade, especialmente para seges e carros, o que até aqui mal se consegue antes de chegar ao sítio do banco de S. Domingos [ leia-se o Banco Comercial do Porto, que fora fundado poucos anos antes e detinha autorização para emitir notas ]».
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22B-00520">
Forte de Banastarim ou S. Tiago

Este forte é dos mais antigos em Goa e não tenho informações quanto à presente conservação deste forte. Localizava-se na ponta oriental da cidade de Goa (Velha Goa), a caminho do canal de Combarjua e na sua margem direita. Certos guias mostraram-me uns murais lateríticos na aldeia de Banastari, mas é duvidosos que se trate do antigo forte. Contudo esta zona é de rara beleza e vale a pena uma visita.

História

Esta praça foi conquistada ao Hidal-Kan por Afonso de Albuquerque em 2 de Abril de 1512 e foi baptizada de Fortaleza de São Thiago. A fortaleza é de origem moura e a Igreja de S. Tiago construída em 1541, já no século XIX estava em ruínas. Há algumas referência curiosas a este forte no passado. Falando desta fortaleza, o Marquês de Pombal, nas Instruções que em nome do rei D. José deu ao governador e capitão geral da Índia em 1774 diz: "Ha na fortaleza de S. Thiago dezeseis peças, e uma d'ellas do genero de canhão de disforme grandeza."

Também referindo-se a este grande canhão o secretario Claudio Lagrange Monteiro de Barbuda já no século XIX dizia: "Mas ainda estava assestado em 1839, sobre os restos de um baluarte désta fortaleza, provavelmente construida pelos mouros, esse canhão de não tão disforme grandeza, como dizem as Instruções, (...). Alguns escriptores lhe dão o nome de mourisca, talvez por ser obra dos mouros."
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-228-00530">
Junho - 2003

São Paulo, 16 de Maio de 2003

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<DOC DOCID="HAREM-907-00547">
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 Esperamos que novos simpatizantes da Lista se associem. 
 A anuidade continua congelada em 60 reais. 
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 A Ancib, como associada da SBPC permite seus socios podem serem membros da SBPC por 30 reais, receber o Boletim da SBPC pelo correio e ter desconto de 50 % nas reunioes anuais da SBPC. 
 A Lista ancib-l continuara' aberta para todos. 
 Socios e nao socios. 
 Contudo, o Alternex esta' atualizando seu sistema de listas e os socios da ANCIB terao consulta on line da lista ancib-l e ao arquivo de todas as mensagens dissiminadas. 
 Discussoes online sob topicos disseminados no dia , tambem , esta' previsto para os socios. 
 Se voce quer se tornar um - novo - socio da ANCIB va ate'. 
 Se voce ja' e' um dos nossos socios : 
 IMPORTANTE : 
 Pagar anuidade de R$ 60,00, na conta da ANCIB no Banco do Brasil, Agencia: 
 0287-9 Botafogo, Rio de Janeiro, Conta n. 309.086-8 e contatar Selma Santiago : Telefax (21) 2750049 ou Email para repassar o comprovante de deposito e receber o seu Recibo de Pagamento da Anuidade. 
 Um grande abraco em todos. 
 Aldo de Albuquerque Barreto, Presidente
 Associacao Nacional de Pesquisa e Pos-Graduacao em 
 Ciencia da Informacao
 http://www.alternex.com.br/~aldoibct/ancib.html
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-91L-00557">
É ali no porão do Discovery que o Hubble vai ser reparado no decurso de quatro passeios no espaço, com seis horas de duração cada um, que serão feitos pelos astronautas Mark Lee, Steve Smith, Greg Harbaugh e Joe Tanner. 
O primeiro, o mais importante desta missão, estava previsto precisamente para a noite passada. 
Se tudo correu como estava previsto, fez-se a substituição de dois instrumentos de observação do Hubble -- o Goddard High Resolution Spectrometer e o Faint Object Spectrograph -- e a instalação de dois novos instrumentos destinados a ampliar significativamente as suas capacidades de observação: o Space Telescope Imaging Spectrograph (STIS) e o Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer (NICMOS), cada um do tamanho de uma cabine telefónica. 
 
A perspectiva de as duas empresas competirem entre si sem se terem em conta os incómodos resultantes para os aveirenses acabou por ditar uma solução de consenso, tendo a autarquia funcionado como intermediária para o bom entendimento entre as partes. 
E a possibilidade de as ruas de Aveiro se transformarem num estaleiro permanente, com um operador a abrir valas onde o seu concorrente as tinha fechado uns dias antes, não seria de todo inadmissível, até porque a legislação permite a livre concorrência entre os concessionários da TV por cabo. 
 
Segundo o acordo estabelecido, a TV Cabo Mondego, que entrou já em força no mercado local de assinantes, utiliza as fibras ópticas da rede telefónica já instaladas pela Portugal Telecom, enquanto a Pluricanal se servirá, mediante uma comparticipação financeira, das condutas do gás natural. 
Para o presidente da autarquia, Celso Santos, este acordo, que será formalizado através de um protocolo alargado à EDP e à Lusitâniagás, permitiu à Câmara «controlar o processo de instalação das novas tubagens e evitou que as ruas permanecessem intransitáveis durante muito tempo». 
 
O vice-presidente Andriessen participa na Reunião de Coordenação da Ajuda Internacional à CEI, no Centro Cultural de Belém. 
A reunião termina amanhã. 
 
Domingo, 24 de Maio 
Reunião informal dos ministros da Agricultura, na Curia. 
Termina no dia 25 deste mês. 
 
Ora existem muitas funções (ordenamento territorial, incentivos ao desenvolvimento, ambiente, turismo, cultura, vias de comunicação, educação, etc.), para as quais os municípios são demasiado pequenos e o Estado demasiado distante. 
É para isso que em todos os países, grandes ou pequenos, existe uma autarquia territorial (ou mesmo duas) entre o Estado e os municípios. 
Nós próprios, desde a revolução liberal até 1974, sempre tivemos acima do município ora o distrito, ora a província. 
As regiões administrativas não são mais do que a restauração da figura das províncias, com atribuições mais centradas no ordenamento territorial e no desenvolvimento. 
 
É evidente que as regiões administrativas terão também condições para reivindicar uma mais equilibrada repartição dos recursos orçamentais, mesmo nas funções que hão-de continuar a ser do foro da administração central. 
Nas minhas deslocações de comboio a Lisboa não posso evitar um quase sentimento de revolta, quando comparo a escandalosa indigência da estação de caminhos-de-ferro de Coimbra, mais própria de um apeadeiro terceiro-mundista, com a sumptuosidade megalómana da nova Gare do Oriente, que pelos vistos corre o risco de vir a ser o mais oneroso dos apeadeiros de luxo do mundo. 
E sou levado a pensar que a existência de regiões poderia contribuir também para evitar estas gritantes disparidades de tratamento regional ... 
 
3 . Que a posição do Vaticano possa ser entendida deste modo por um intelectual desta craveira -- sobretudo a ideia de um malvado voluntarismo de Deus que lhe está subjacente -- deveria fazer reflectir os argumentadores oficiais da doutrina da Igreja. 
Parece-me que nela se continuam a misturar alhos com bugalhos e a não hierarquizar adequadamente nem as convicções de fé nem as razões. 
Neste sentido, espero que o interessante documento de trabalho do Conselho Pontifício da Família, «Evoluções demográficas: dimensões éticas e pastorais», Lisboa, 1994) leve uma grande volta. 
Se, como nele se diz, «a Igreja deseja encetar um diálogo construtivo com os que continuam convencidos da necessidade de realizar um controle imperativo da população e com os governos e as instituições que se ocupam de políticas da população, já que existem problemas demográficos reais, apesar de frequentemente serem vistos a partir de uma perspectiva errada e de se proporem soluções depravadas para os resolver» (nº24), não pode favorecer os mal-entendidos. 
 
O grande êxito do Vaticano na Conferência realizada há dez anos, na cidade do México, está condensado numa frase muito curta: 
«Em nenhum caso o aborto deveria ser promovido como método de planificação familiar.» 
Esta é uma posição fundamental que não pode ser trocada por nada, sejam quais forem as chantagens dos patrões deste mundo na Conferência do Cairo ou fora dela. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-49H-00558">
Corpo retirado do rio Douro 
Um corpo de uma mulher aparentando cerca de 30 anos foi ontem retirado do rio Douro, próximo da Afurada, informou fonte da GNR de Canidelo. 
O corpo, em estado de decomposição, foi visto por populares a boiar nas águas do rio, tendo sido dado o alerta, cerca das 14h45, para a GNR de Canidelo e os Bombeiros Sapadores de Gaia. 
Segundo a fonte, as circunstâncias que levaram ao afogamento são, para já, desconhecidas. 
O corpo, não identificado, foi transportado para a Casa Mortuária do Centro Hospitalar de Gaia. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-83J-00562">
O máximo que consigo ficar com alguém é dois anos») 
Só o procurou tempos depois, quando o secretário de Assuntos Especiais, Eliezer Baptista, resolveu preparar o macroplanejamento do país uma idéia esplendorosa que, infelizmente, não resistiu ao impeachment de Collor e convocou Mourão para sua equipe.

Com medo de perder poderes, Modiano chamou Mourão e, numa atitude mesquinha, comunicou-lhe que, como o financiamento do projeto seria bancado pelo BNDES, ele iria para lá, mas na qualidade de representante do banco.

A tela de abertura do programa é simpática.
Uma sala tem como ícones uma pilha de discos, um aparelho de som, uma enciclopédia e uma janela que mostra a encruzilhada onde Robert Johnson teria feito um pacto com o diabo, trocando a alma pelo sucesso.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-112-00568">
Fundo de Financiamento do Nordeste privilegia poucas empresas
 Informativo TCU Fundo de Financiamento do Nordeste privilegia poucas empresas Auditoria operacional realizada pelo TCU para avaliar a gestão dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) constatou que houve excessiva concentração de financiamentos para poucas empresas, contratações contrárias a pareceres técnicos, descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e falta de fiscalização adequada por parte do Banco Central.
O FNE - criado em setembro de 1989 para fomentar o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste - é administrado pelo Banco do Nordeste
do Brasil (BNB), que não segue normas do CMN para provisionar os créditos de liquidação duvidosa.
A instituição financeira estabeleceu, por meio de resolução interna, dois anos para o provisionamento total, enquanto o CMN determina a contabilização em, no máximo, um ano.
De um total de 334 mil 812 operações realizadas, 3 mil 776 (1%) abocanharam R$ 2,5 bilhões (40%) dos recursos.
A inadimplência global atinge a 27,05%, acentuando-se ainda mais nos devedores com saldos superiores a R$ 100 mil, que chega a 51,11%.
Foram constatadas concessões de crédito a empresas consideradas de risco, contrariando pareceres técnicos do próprio BNB.
A equipe do TCU verificou, também, que o Banco Central nunca fiscalizou as operações de crédito realizadas com recursos do FNE.
Segundo o ministro Adylson Motta, relator da aditoria, com a renegociação das dívidas, os saldos que estavam em atraso transformaram-se em saldos normais, fazendo com que o balanço do FNE apresente um ativo saudável, quando na verdade seria de liquidez questionável.
O TCU determinou a realização de audiências do atual presidente do BNB, Byron Costa de Queiroz, e de João Alves de Melo, ex-presidente da instituição financeira, para que apresentem as justificativas para os atos praticados em desacordo com a legislação e normas do BC.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93L-00597">
Perigos de Carnaval 
Em vésperas de Carnaval, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) mostra-se preocupada com a utilização de explosivos nas brincadeiras carnavalescas, responsável todos os anos por inúmeros acidentes, sobretudo com crianças em idade escolar. 
Em comunicado, a DECO considera essencial a informação dos consumidores sobre este assunto, causador também de ruído e perturbação da ordem pública, especialmente nas escolas. 
As bombas de Carnaval pertencem ao conjunto de explosivos tecnicamente designado como bombas de arremesso, cuja venda -- regulamentada por lei -- só pode ser feita a pessoas, com mais de 18 anos, que tenham autorização das autoridades competentes para as comprar. 
Mas de faltas de correspondência entre a lei e a realidade dos factos está o país cheio. 
Por exemplo, lembra também a DECO, entre os «brinquedos» preferidos pelas crianças nos festejos carnavalescos encontram-se os estalinhos, considerados brinquedos ou artifícios pirotécnicos que podem rebentar por choque ou através de um detonador. 
Encontram-se em todo o lado e, no entanto, o seu fabrico é proibido por lei. 
 
CGTP prepara congresso 
Hoje, Bush tem na agenda as cidades de Baidoa e Bali-Dogle e mais visitas a soldados, orfanatos e organizações humanitárias. 
 
O único incidente registado ontem em Mogadíscio ocorreu na embaixada francesa quando um somali tentou entrar nas instalações e não obedeceu à ordem de parar de um sentinela, anunciou o comando francês da operação «Oryx». 
O soldado disparou para o ar, mas o indivíduo continuou a avançar e foi atingido mortalmente. 
 
Lawrence Summers evitou atacar os países do G7, mas não pôde deixar de falar no Japão, sublinhando que os EUA «não manipulam artificialmente as taxas de câmbio» e que é seu desejo e de todo o mundo que este país «volte a ter um crescimento rápido». 
 
O Japão respondeu que concorda com as sugestões norte-americanas e que apoia uma acção concertada para travar a valorização do iene, considerada como brutal a ambígua -- já que se pode conduzir à diminuição do excedente comercial japonês pode também pôr em causa o crescimento mundial, na opinião do secretário do Tesouro dos EUA, Lloyd Bentsen. 
 
As multidões não acorreram à abertura, domingo, da exposição «A Idade do Barroco em Portugal», organizada pela National Gallery de Washington e a Secretaria de Estado da Cultura portuguesa, através do Instituto Português de Museus (IPM). 
Mas a exposição estará patente até 6 de Fevereiro e é provável que, nas suas visitas de rotina aos museus, grande parte dos washingtonianos venham a visitá-la. 
 
«Isto é maravilhoso, é um verdadeiro tesouro, que não imaginei que existisse». 
Mary Sue, 55 anos, entrou com a amiga na exposição, por acaso. 
Na realidade, vieram ao museu por causa da exposição sobre os «Pássaros da América», que está nas salas ao lado. 
Mas não se arrependeram. 
«É um povo e uma época fascinantes. 
Estamos mortas por visitar Portugal». 
 
Estas novas atitudes correspondem à célebre frase de Robert Fillion . 
«a arte é o que faz a vida parecer mais interessante que a arte». 
 
Esta exposição nasceu, ainda no dizer de Jean de Loisy, da leitura do célebre artigo de Allan Kaprow: «A herança de Jackson Pollock». 
Kaprow pretende que Pollock não teve tempo de levar as suas obras até às últimas consequências, as quais teriam sido, não limitar o quadro à tela posta no chão, mas de nele integrar o próprio chão do atelier, os objectos, os ruídos da rua, em suma, a vida. 
Este artigo, escrito em 1957, posiciona a arte numa nova direcção, da qual a exposição tenta ser o reflexo. 
Accionismo, novo realismo, «happening», poesia sonora, Fluxus, «performance», arte corporal, «environnements», são alguns dos nomes que, segundo os períodos e os países, foram dados a estas novas formas de arte. 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-521-00601">
Editorial Num momento em que o caminho de mesmo tempo que decorriam traba- ferro português está à beira de lhos vultuosos na construção de ou- decisões estratégicas que o for- tras novas linhas e na modernização matarão por décadas, a FER XXI dá o da rede existente, a REFER demo- seu contributo para que o esclareci- rará cerca de três anos para cons- mento das questões seja profundo. truir cerca de 5 Km de linha entre Coina e Penalva. Haja Deus. As intervenções de especialistas e forças vivas da sociedade civil nas Não podíamos também deixar de sessões públicas da ADFER sobre alta desmitificar a ideia «politicamente velocidade, bitola europeia e loca- correcta» de que o tráfego misto é lização do novo aeroporto de Lisboa incompatível com a alta velocidade, são concerteza um factor cujo peso publicando artigos que mostram não é despiciendo, o qual o poder como as mercadorias convivem com o político não poderá deixar de consi- tráfego de passageiros nestas linhas derar, pela sua valia técnica e repre- por essa Europa desenvolvida fora. sentatividade social. Talvez alguns gurus mais ou menos mediáticos finalmente sintam a care- Ao promover a sua divulgação, esta- ca descoberta. mos a prestar um serviço que as ge- rações futuras agradecerão, com um A Bombardier, agora com a compra sistema de transportes potenciador do da ADTranz, é um importante cons- desenvolvimento harmonioso do País. trutor de material circulante fer- roviário em Portugal. Actor incon- Há comparações que mostram bem a tornável deste sector, este número dá ineficácia do «sistema» instalado na espaço à sua visão, imprescindível ferrovia portuguesa: enquanto neste momento de transformação. Espanha construiu integralmente num só ano um troço de 300 Km de linha nova de Alta Velocidade Diogo Andrade Correia no itinerário Madrid-Lérida, ao Director-Adjunto da FER XXI 1
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-43K-00602">
 Urbanização da Misericórdia 

  A recolha do lixo esteve por se fazer durante quatro dias, na Urbanização da Misericórdia e na Rua do Princípe Perfeito, em Viseu, alegadamente porque os camiões do Sistema de Recolha de Resíduos Sólidos e Urbanos de Viseu estavam avariados e porque estavam a ser sujeitos a uma revisão mecânica . 
  Os moradores não gostaram e queixaram-se dos maus cheiros que invadiram as suas casas . 
  Ontem, Teresa Isabel, uma das moradoras daquela urbanização voltou a queixar-se para o Serviços de Recolha do Lixo e denunciou a situação no nosso Jornal . 
  Do serviço voltaram a responder-lhe que «iam ver o que podiam fazer», depois de a moradora ter ameaçado com a apresentação de uma queixa junto do Ministério do Ambiente . 
  Cerca de uma hora depois os homens e os camiões lá estavam a proceder à recolha do lixo acumulado nos contentores e na via pública... 

CSP
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-802-00616">
SENAI / SC
 SENAI/SC abre inscrições para cursos técnicos em São José, Brusque e Jaraguá do Sul O SENAI/SC está aceitando inscrições para os cursos técnicos nas áreas de automobilística (em São José), eletrônica, estilismo e vestuário (em Jaraguá do Sul), mecânica e têxtil (em Brusque) e eletromecânica (em Jaraguá do Sul e Brusque).
O curso de Automobilística - destinado à formação de profissionais para indústrias montadoras, revendas e prestadoras de assistência técnica de veículos - terá 60 vagas, em duas turmas, e será realizado no Centro de Desenvolvimento Empresarial-Cedep (fone 048 343 0111), em São José.
As inscrições vão até o dia 12.
O SENAI/Jaraguá do Sul abriu 50 vagas, em duas turmas (pela manhã e à noite) para o Curso Técnico em Eletrônica, 60 vagas para o Curso Técnico em Confecção do Vestuário (também duas turmas) e 30 vagas para o Curso Técnico em Estilismo.
Os cursos de Confecção e Estilismo serão oferecidos em parceria com o Instituto Europeu de Design, de Milão, que fornecerá a tecnologia e treinamento dos instrutores.
As inscrições no SENAI/Jaraguá do Sul (fone 047 370 7722) também encerram-se no dia 12.
O SENAI/Brusque tem 25 vagas para o Curso Técnico em Mecânica e 30 vagas para o Curso Técnico Têxtil, ambos à noite.
O Curso Técnico em Eletromecânica será realizado em Jaraguá do Sul (com 64 vagas) e Brusque (50 vagas).
Nas duas cidades serão abertas turmas pela manhã e à noite.
O SENAI/Brusque (fone 047 351 3595) aceita as inscrições até o dia 18.
Os candidatos devem apresentar o comprovante de que está cursando segundo grau, exceto o curso de Técnico em Mecânica, de Brusque, que exige a conclusão do segundo grau.
Em todas as cidades haverá teste de seleção.
Outras informações podem ser obtidas através do SENAI On Line (0800 48 1212) ou diretamente nas unidades.
Florianópolis, 05.01.99
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-811-00623">
www.abola.pt - Sporting (edição de quinta-feira)
Sporting Clube de Portugal
Dias da Cunha usou um ditado popular para responder a Luís Filipe Vieira
Vozes de burro não chegam ao céu
A troca de palavras entre altos responsáveis dos velhos rivais lisboetas, numa fase da SuperLiga em que muita coisa está ainda por decidir, parece prolongar-se. Ontem, embora tenha moderado o teor das críticas, Dias da Cunha aproveitou «um ditado antiquíssimo» para responder a Luís Filipe Vieira: «Vozes de burro não chegam ao céu», disse. O presidente do Conselho Directivo evitou, contudo, alongar-se nas considerações, por entender que «os problemas sérios devem ser tratados de forma séria»...
Treino ligeiro em Alcochete para um plantel reduzidíssimo
Uma hora a brincar com a bola
O plantel leonino voltou a treinar-se ontem de manhã na Academia Sporting, em Alcochete, à porta fechada. Uma sessão dominada pelo trabalho com bola " pela primeira vez esta semana " e na qual apenas Niculae se treinou de forma condicionada, para um plantel ainda limitado pelas muitas ausências nas selecções. Aliás, ainda não será hoje que Bölöni poderá ensaiar movimentos de conjunto para o encontro de domingo com os vimaranenses, uma vez que Tello e Contreras apenas regressam amanhã à tarde a Lisboa... rumando de imediato a Alcochete. Tal como Kutuzov.
Revelações de José Bettencourt dão imagem do rigor
Campeões sem prémio pela vitória na Supertaça
Uma decisão inédita: os campeões nacionais nada receberam pela conquista da Supertaça Cândido de Oliveira. Uma medida «negociada com os jogadores e inédita na história do clube», revelou José Eduardo Bettencourt. Também a Taça de Portugal não proporcionou qualquer bónus. «Só se valesse a presença na UEFA», revelou o responsável. Sintomático do apertar do cinto em Alvalade.
Classificação
Informações gerais
Homenagem pela «dobradinha»
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<DOC DOCID="HAREM-021-00639">
Plano de Actividades 2000/2001
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ESCOLA SECUNDÁRIA DE D. JOÃO DE CASTRO
Plano de Actividades
Manter a edição regular (no mínimo trimestral) do Boletim, dirigido á Escola, mas em particular aos pais e encarregados de educação.
Continuar a garantir a presença dos nossos representantes nos órgãos de Administração Escolar.
Manter um regular apoio e enquadramento dos pais eleitos como delegados de turma, de modo a cumprirem da melhor forma a sua actividade nos Conselhos de Turma.
Aprofundar a relação de trabalho com a Comissão Provisória da Escola.
Continuar a encetar contactos com o Ministério da Educação / DREL no sentido de se continuarem a melhorar as condições gerais da Escola com cooperação com os seus órgãos.
Articularmo-nos através de reuniões periódicas com a Associação de Estudantes e em particular neste ano lectivo colaborarmos no projecto que os alunos se propuseram, para a remodelação da sala de estudantes.
Promover novos Encontros/Debates dirigidos a pais e encarregados de Educação, versando assuntos temáticos do seu interesse e em particular, relacionados com a educação e a promoção integral do aluno para a cidadania (tema do projecto educativo da Escola).
Colocação de um novo placard informativo junto à Secretaria bem como de uma Caixa de Correio/Sugestões, no mesmo local.
Lisboa, Outubro de 2000
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<DOC DOCID="HAREM-837-00666">
O VALOR JURIDICO E PROBATORIO DE DOCUMENTOS ELETRONICOS.NOS ORGAOS PUBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS
 O Chefe da Casa Civil da Presidência da República torna pública a proposta de projeto de lei que dispõe sobre a autenticidade e o valor jurídico e probatório de documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio eletrônico. 
 A relevância da matéria recomenda a ampla divulgação da proposta, a fim de que todos possam contribuir para o seu aperfeiçoamento. 
 Sugestões deverão ser encaminhadas, até 15 de janeiro de 2001, para o endereço a seguir indicado: 
 Casa Civil da Presidência da República, Palácio do Planalto, 4o andar, sala no 113, CEP 70150-900 - Brasília-DF, E-mail: doc.eletronico@planalto.gov.br PEDRO PARENTE 
 Projeto de Lei 
 Dispõe sobre a autenticidade e o valor jurídico e probatório de documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio eletrônico, e dá outras providências 
 CONGRESSO NACIONAL decreta: 
 Art. 
 1o Os documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, bem como pelas empresas públicas, por meio eletrônico ou similar, têm o mesmo valor jurídico e probatório, para todos os fins de direito, que os produzidos em papel ou em outro meio físico reconhecido legalmente, desde que assegurada a sua autenticidade e integridade. 
 Parágrafo único. 
 A autenticidade e integridade serão garantidas pela execução de procedimentos lógicos, regras e práticas operacionais estabelecidas na Infra-Estrutura de Chaves Públicas Governamental - ICP-Gov. 
 Art. 
 2o A cópia, traslado ou transposição de documento em papel ou em outro meio físico para o meio eletrônico somente terá validade se observados os requisitos estabelecidos nesta Lei e em seu regulamento. 
 Art. 
 3o A reprodução em papel ou em outro meio físico de documento eletrônico somente terá validade jurídica se autenticada na forma do regulamento. 
 Art. 
 4o O documento eletrônico a que se refere esta Lei deverá ser acessível, legível e interpretável segundo os padrões correntes em tecnologia da informação. 
 Art. 
 5o Fica autorizado o arquivamento por meio magnético, óptico, eletrônico ou similar, de documentos públicos ou particulares. 
 Art. 
 6o Atendido o disposto nesta Lei, os documentos arquivados na forma do artigo anterior, assim como suas certidões, traslados e cópias obtidas diretamente dos respectivos arquivos em meio magnético, óptico, eletrônico ou similar, produzirão, para todos os fins de direito, os mesmos efeitos legais dos documentos originais. 
 Art. 
 7o O arquivamento deverá garantir a integridade e autenticidade dos documentos, assegurando, ainda, que: 
 I - sejam acessíveis e que os respectivos dados e informações possam ser lidos e interpretados no contexto em que devam ser utilizados; II - permaneçam disponíveis para consultas posteriores; 
 III - sejam preservados no formato em que foram originalmente produzidos. 
 Art. 
 8o O sistema de arquivamento na forma autorizada por esta Lei deverá ainda: 
 I - manter equipamentos de computação necessários para a recuperação e a exibição dos dados arquivados, durante o prazo em que as respectivas informações permanecerem úteis; 
 II - dispor de métodos e processos racionais de busca e trilhas de auditoria; III - conter dispositivos de segurança contra acidentes e emergências, capazes de evitar a destruição ou qualquer dano que impossibilite o acesso aos dados arquivados ou em processo de arquivamento. 
 Art. 
 9o Os documentos em papel ou em outro meio físico e que tenham sido arquivados em meio magnético, óptico, eletrônico ou similar poderão, a critério da autoridade competente, ser eliminados por incineração, destruição mecânica ou outro processo adequado para este fim. 
 § 1o A eliminação a que se refere o caput far-se-á mediante lavratura de termo circunstanciado, por autoridade competente. 
... 2o Os documentos de valor histórico não serão eliminados, e poderão ser arquivados em local diverso da repartição que os detenha, para sua melhor conservação. 
 Art. 
 10. 
 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 Brasília, 
 FONTE: http://www.planalto.gov.br/. 
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<DOC DOCID="HAREM-591-00669">
 APOGEP
Procurar:  em: Escolha um canal... A APOGEP Notícias Eventos Associados Certificações Links Perguntas Frequentes Espaço do Sócio Sobre a IPMA Universo IPMA In English Contacte-nos Adesão   A APOGEP Notícias Eventos Associados Certificações Espaço do Sócio Perguntas Frequentes Sobre a IPMA Universo IPMA Links     28-03-2003
 
Convocatória para Assembleia Geral
Está agendada para o próximo dia 26 uma sessão da Assembleia Geral Ordinária da APOGEP para a eleição dos Corpos Gerentes para o triénio 2003-2005.Com abertura das urnas de voto para as 17 horas, a reunião que decorrerá no Hotel Lisboa Plaza, junto do Parque Mayer, tem o seu inicio marcado para as 18 horas, onde para além da eleição se realizará a aprovação do Relatório e Contas de 2002 e a apresentação do plano de actividades e orçamento para 2003
Sovnet organiza o 17º congresso mundial da IPMA
O 17º congresso mundial em Gestão de Projectos decorrerá entre os dias 4 a 6 do Junho, em Moscovo, tendo como principais linhas de acção a 
análise da gestão de projectos na sociedade, nos negócios e no próprio Estado. O evento incluirá também conferências sobre a gestão inovadora de projectos e no desenvolvimento de serviços profissionais. Além disso, serão apresentados vários casos práticos e as melhores práticas nesta área.
  Notícias EVM e gestão de riscos em análise WeDo adere à APOGEP   IPMA alarga presença internacional   Eventos SOVNET - Congresso Mundial IPMA, Moscovo - Russia     In English  |  Contacte-nos  |  Adesão © 2002 Associação Portuguesa de Gestão de Projectos Concepção e Produção:  Link Consulting S.A.
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<DOC DOCID="HAREM-73C-00675">
Fiquei admirada, surpreendida - agradavelmente surpreendida - quando ouvi na semana passada a Presidência, através da Ministra da Cultura, afirmar que convinha aplicar o artigo 151º. É certo que há que aplicar o artigo 151º do Tratado de Maastricht mas, ao lê-lo, verifico que é incitativo. Há que favorecer, há que incentivar, há que encorajar. Talvez fosse conveniente fazer mais alguma coisa. Hoje falamos também de educação e sabemos que ela avança mais rapidamente porque já não estamos apenas numa fase de encorajamentos mas de decisões. Num momento em que está a ter lugar a Convenção, em que se fala de refazer, de reformular determinado número de textos fundamentais, talvez seja necessário colocar também a questão do artigo 151º de uma forma que não a da sua simples aplicação.

É certo que os problemas que se nos depararão para o "Cultura 2000" e para a cultura em geral, que são problemas de orçamento, nos parecerão insuficientes. O orçamento não se prende apenas com uma questão de caixa, prende-se também com a questão da unanimidade ou da maioria qualificada. Prende-se também com os verdadeiros debates de fundo. Concordo com algumas intervenções que precederam a minha - pequeno ou grande projecto, cidadania e animação cidadã ou encorajamento, apoio à criação? Sem dúvida, prende-se com os dois aspectos. Ainda assim, há que pensar nos dois de uma forma diferente mas, ao mesmo tempo, conjunta. Qual deve ser a acção dos Estados? O que compete às iniciativas dos Estados? O que compete à União Europeia? Eis porque, Senhora Comissária, me permito propor que avancemos para uma Barcelona da cultura.

Senhora Presidente, em primeiro lugar, gostaria de fazer uma reflexão que se aplica a todos os assuntos tratados na Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, de que sou membro. As verbas atribuídas a todos estes domínios não chegam a um por cento do orçamento comunitário. É-me difícil aceitar que os referidos assuntos constituam objectivos importantes deste Parlamento, quando lhes atribuímos uma parcela tão pequena do orçamento. Espero que esta situação se altere num futuro próximo.

Em segundo lugar, gostaria de referir que há poucos meses participei, no Círculo de Belas Artes de Madrid, num fórum que contou com a presença de responsáveis pela Cultura de diversos Estados-Membros, entre os quais se encontravam directores de museus nacionais, e lamento dizer que todos se manifestaram bastante descontentes com o programa CULTURA 2000. Muitos deles afirmaram considerar que se trata de um retrocesso em relação aos anteriores programas ARIANE e RAFAEL e que, face às despesas incorridas em trâmites burocráticos para poder solicitar uma ajuda, esta acabava, no final, por não se revelar compensadora. Em geral, acabaram por expressar a opinião de que se sentem um pouco enganados.

Creio que devemos procurar que as verbas disponíveis sejam distribuídas em moldes tendentes a criar mais apoios do que descontentamento, objectivo que considero extremamente importante para a imagem do que representa a cultura a nível europeu. 

Importante também é procurar simplificar a burocracia, pois todos os participantes no referido fórum concordaram em que este é um obstáculo de peso. Importa igualmente assegurar que não haja atrasos nos pagamentos, pois um grande número dos beneficiários não se pode permitir tais atrasos. Devemos também garantir que nenhum projecto seja rejeitado por motivos puramente formais, havendo que dar oportunidades também às pequenas organizações. Esta foi outra questão em relação à qual foram manifestadas queixas. 

Senhora Presidente, minhas Senhoras e meus Senhores das Instituições europeias, sejam sinceros: estão convencidos de que o direito europeu da concorrência, as normas sobre a altura dos assentos dos tractores ou as directivas sobre a liberalização do mercado da energia fazem bater mais depressa os corações para o processo da integração europeia? Falta provavelmente um outro factor de identificação para as pessoas dos nossos Estados-Membros. O intercâmbio cultural e a partilha cultural podem multiplicar a atenção positiva, podem fazê-lo muito mais do que, por exemplo, um controverso regulamento. A herança cultural e a diversidade cultural da Europa devem, desde o Tratado de Maastricht - a partir daí, a palavra cultura passou a existir nos Tratados -, fazer parte de toda a política comunitária, mas tal só acontece em teoria. Na prática, os Estados-Membros vigiam ciosamente a sua soberania cultural, quer no plano nacional, quer regional. Em questões culturais, o Conselho persiste no princípio da unanimidade, tendo como regra trabalhosos processos de concertação e tendo como consequência consensos a um baixo nível, bem como arreliadores atrasos - veja-se o programa CULTURA 2000.

E nem estamos sequer a falar de muito dinheiro. A percentagem das despesas com a cultura, inscritas no orçamento comunitário, sendo nada mais, nada menos do que 0,04%, é mais do que escassa. Para os operadores culturais e artísticos é altamente desanimador saber de antemão que a sua candidatura tem 90% de probabilidades de ser recusada, pois nem sequer 10% das candidaturas chegam a ser contempladas. Também para nós, deputados, não tem graça nenhuma, vermo-nos forçados a dar uma série de respostas negativas, gorando constantemente as expectativas depositadas.

Ninguém quer privar os países membros da sua competência, mas um pouco mais de sinceridade ficava-lhes bem. Lamentavelmente, esta também falta na aplicação prática do programa CULTURA 2000. Para mencionar apenas duas críticas: uma burocracia prejudicial, já foi dito, e os ruinosos atrasos nos pagamentos aos promotores dos eventos, dificultam desnecessariamente a vida aos candidatos. Por último, falta também um esquema de conteúdo lógico para o esclarecimento da questão: qual é o verdadeiro objectivo a promover? Chegar até ao maior número possível de pessoas sob a forma de grandes eventos? Ou dar ao maior número possível de operadores artísticos uma oportunidade de desenvolver actividades transfronteiriças? A clássica alta cultura tem mais facilidade em se manifestar. Mas o caminho para o coração das pessoas passa mais por apoiar operadores artísticos menos conhecidos, redes e iniciativas de cidadãos. É que são eles que produzem a mais-valia europeia.

A União Europeia constitui o mais poderoso espaço económico do mundo e disso gostamos de nos vangloriar com desassombrado orgulho. Mas a União Europeia é também um espaço cultural de uma imensa diversidade. Um bem destes é para arregalarmos os olhos e não para os desviarmos, e não estou a referir-me apenas ao programa CULTURA 2000. 
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<DOC DOCID="HAREM-092-00681">
Mosteiro São Geraldo de São Paulo 
Segunda fase de nossa história A segunda fase da história de Itapecerica que se costuma identificar estende-se desde a vinda dos colonos alemães, em 1828, até nossos dias. 
Esta fase pós1828 é tida como um processo de recolonização, uma nova fundação que teria redirecionado a história para os dias atuais. 
A valorização dessa fase histórica é reforçada pela falta de documentação sobre a fase anterior. 
Mas este hiato histórico é questionado pelo geógrafo Pasquale Petrone, que argumenta existir, ainda na década de 1960, fortes traços herdados de uma cultura indígena, especialmente nas atividades agrícolas (Corrêa, 1999, p. 
16). 
O antigo aldeamento foi então transformado em colônia e os alemães ocuparam uma localidade denominada quilombo. 
Mas, novamente, as características paisagísticas de Itapecerica, com matas cerradas e relevo acidentado, mostravam-se mesmo mais adequadas para abrigar negros refugiados em quilombos do que para colonos europeus. 
Assim, a maior parte dos colonos alemães acabou deslocando-se para Santo Amaro. 
Em 1841, a colônia foi elevada à categoria de Freguesia de Itapecerica pela Lei Provincial no 12, excluindo-se assim da jurisdição da Vila Piratininga e incluída na jurisdição da recém-criada Vila de Santo Amaro, à qual ficou subordinada por 36 anos. 
Em 08 de maio de 1877, a Lei Provincial nº 33 eleva Itapecerica à categoria de Vila, atribuindo-lhe emancipação política e administrativa e, desmembrando-a da então de Santo Amaro. 
Mas essa emancipação não apagou ainda os sinais de decadência que ainda marcavam Itapecerica desde a expulsão dos jesuítas. 
Estrada de Itapecerica, sem número - Bairro da Ressaca Itapecerica da Serra,SP - Brasil Tel.
:  (0xx11)>7947-1378 Fax:  (0xx11 )7947-1143 E-mail: csj@csasp.g12.br 
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<DOC DOCID="HAREM-312-00687">
Expedição Monte Roraima
 Diário de Bordo 30 de janeiro de 1999 Boa Vista - Presidente Figueiredo Partimos de Boa Vista com um certo atraso: a Rede Globo local procurou-nos para algumas filmagens; 
 saímos para consertar o farol baixo do Toyota que tornou a dar problemas e também procuramos um fusível para o inversor de corrente usado no
Land Rover. 
Solucionados os problemas, pé na estrada (9h55). 
Este trecho da estrada já era nosso conhecido, pois havíamos passado por lá na ida para o Monte Roraima.
O que mais nos ansiava era a passagem pela reserva Waimiri-Atroari (os 120 km de estrada que a cortam). 
Pouco antes da reserva, paramos na Praça do Centro da Terra, onde passa a linha do Equador, para filmarmos e fotografarmos.
Quando entramos na reserva, paramos diversas vezes para filmar os vários pássaros que vimos: araras, ararinhas e tucanos. 
Na divisa de Roraima com Amazonas, ainda na reserva, paramos para um maravilhoso banho no rio Alalau. 
É turma, banho num rio da Floresta Amazônica!
A Lua resolveu aparecer um pouco mais cedo e, antes de deixarmos o rio, viajamos no lindo visual que ela trouxe. 
Chegamos a Presidente Figueiredo às 19h30 e, coincidentemente, encontramos o Sub-Secretário de Turismo, que já nos aguardava, devido a um contato feito pelo pessoal da Secretaria de Turismo de Roraima.
Jantamos com o Secretário de Turismo, que relatou-nos tudo o que está acontecendo em Presidente Figueiredo no que tange o turismo ecológico.
Ficamos muito surpresos, pois o desenvolvimento da região é muito promissor. 
Fomos convidados para participar de um passeio off-road por algumas trilhas da região, o que nos fez mudar de idéia em relação a nossa ida a
Manaus. 
Ficaremos mais um dia e aproveitaremos para conhecer algumas "quebradas" daqui. 
Após o jantar, alguns de nós foram a um clube da cidade para conhecer de perto o famoso "Boi", que é a música típica da região. 
A noitada foi boa... 
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<DOC DOCID="HAREM-112-00694">
Nossa História
 A Leonardo da Vinci existe desde 1952. 
Conforme pesquisa feita com intelectuais e personalidades, e publicada no Jornal do Brasil, foi escolhida como a melhor livraria de nossa cidade.A responsável por este sucesso chama-se Vanna Piraccini, ou melhor dizendo, a D. Vanna. 
Nascida em Bologna, Itália, veio para o Brasil em 1952 acompanhando seu marido advogado e no mesmo ano abriria as portas da Leonardo da Vinci. 
D. Vanna é uma livreira à moda clássica. 
Conhece pessoalmente seus clientes, troca idéias com eles ou orienta-os quando jovens. 
O nome escolhido por D. Vanna, é o que ela espera que sua livraria represente: uma proposta de Renascimento do Homem e do Saber. 
Temos portanto não apenas um endereço na internet, mas também uma sede, com livros de verdade em estoque, e pessoas de carne e osso para atendê-lo. 
Somos uma livraria internacional, ou seja, trabalhamos não apenas com livros publicados no Brasil , mas também com livros procedentes dos Estados Unidos e da Europa. 
No momento, estamos importando regularmente dos EUA, da França, da Inglaterra, da Itália, da Espanha e da Alemanha, além de dispormos de obras editadas em Portugal e que contam com uma distribuição no país. 
Em nossa loja virtual, você poderá consultar nosso catálogo, ordenado por autores, títulos e assuntos, independente da língua ou da origem do livro. 
Na maioria dos casos, temos o título em estoque, embora eventualmente, o mesmo possa estar em falta.
Nesse caso, poderemos efetuar o pedido para você. 
Uma de nossas principais diferenças em relação a outras "lojas virtuais" reside justamente na existência de um catálogo rico e variado, embora dispondo de um número limitado de exemplares de cada livro, devido a problemas de espaço. 
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<DOC DOCID="HAREM-514-00713">

 Brizola desiste de fazer alianças e diz que vai "correr por fora" 
 PLÍNIO FRAGA 
 Da Sucursal do Rio 

 O governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), 72, disse à Folha que não acredita que consiga concretizar alianças com outros partidos e está decidido a "correr por fora" . 
  O PDT sondou o PSB e a ala gaúcha do PMDB, mas sem sucesso . 
  Brizola afirma que o "sistema" quer uma polarização entre o virtual candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para que este seja eleito . 


 Folha  Como o sr. recebeu o resultado da pesquisa Datafolha, na qual aparece com a maior índice de desaprovação entre os governadores? 


 Leonel Brizola  A pesquisa impressiona mas não são dados definitivos apresentando-me com 52% de ruim ou péssimo a esta altura . 
  Considero que representa o ônus que paga um governante que não fez propaganda, que trabalha com austeridade e sobretudo porque tem um gigante, quase um monopólio da comunicação, contra mim, deformando e discriminando permanentemente . 
  Esse nosso segundo governo é muito melhor que o anterior e a população vai também chegar a essa conclusão . 
  Isto não me surpreende . 


 Folha  O sr. ainda está tentando articular uma aliança com parte do PMDB ou com outro partido? 


 Brizola  Penso que não teremos alternativa senão correr por fora . 


 Folha  O adversário principal do sr. será Lula ou o ministro Fernando Henrique Cardoso? 


 Brizola  Ambos . 
  Representam duas grandes imposturas . 
  O sistema quer que eles polarizem . 
  Para chegar à eleição do candidato do sistema, que é o Fernando Henrique . 
  A candidatura Lula vem para ensejar a vitória do outro . 
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<DOC DOCID="HAREM-724-00729">
 Livro 'infantil' traz poesias com reflexão sobre linguagem 
 Da Redação 

 "Num Zoológico de Letras" é o mais novo livro para crianças do artista plástico Guto Lacaz e do poeta Régis Bonvicino, colaborador da Folha . 
  A coletânea, de dez poemas, tem ilustrações coloridas . 


 O livro não é exatamente infantil . 
  Bonvicino diz que não se considera escritor de livros infantis . 


 Por sua vez, Lacaz define todo seu trabalho como adulto-infantil, que pode ser lido por qualquer público." 
 Mas se esse público nos aceitar, nosso trabalho subirá na escala . 


 Régis considera o livro "coisa de artistas oferecida às crianças, que tenta contribuir para criar o hábito de artistas se dedicarem à poesia infantil, como Cecília Meireles e Vinicius de Moraes" . 


 Lacaz diz que a parceria é antiga . 
  "Era admirador do Régis, escrevi um livro que partiu de um poema dele . 


 O texto inspirou a imagem e vice-versa": "O focinho, tomada/ as patas, pés-de-cabra/ o rabo, fio-pavio/que não acende nada/ o nome, diabo, briaco/ imundo, sujo e torpe/ o que de pior existe/ já os olhos tão tristes/ tu que um dia já foste/ o javali de Asterix" . 
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<DOC DOCID="HAREM-149-00749">
	Leôncio impaciente e com o coração ardendo nas chamas de uma paixão febril e delirante não podia resignar-se a adiar por mais tempo a satisfação de seus libidinosos desejos. Vagando daqui para ali por toda a casa como quem dava ordens para reformar o serviço doméstico, que dai em diante ia correr todo por sua conta, não fazia mais do que espreitar  todos os movimentos de Isaura, procurando ocasião de achá-la a sós para insistir de novo e com mais força em suas abomináveis  pretensões. De uma janela viu as escravas fiandeiras atravessarem o  pátio para irem jantar, e notou a ausência de Isaura. 
	- Bom!... vai tudo às mil maravilhas, murmurou Leôncio com satisfação; nesse momento passava-lhe pela mente a feliz lembrança de mandar o feitor levar as outras escravas para o cafezal, ficando ele quase a sós com Isaura no meio daqueles vastos e desertos edifícios.
	Dir-me-ão que, sendo Isaura uma escrava, Leôncio, para achar-se a sós com ela não precisava de semelhantes subterfúgios, e nada mais tinha a fazer do que mandá-la trazer à sua presença por bem ou por mal. Decerto ele assim podia proceder, mas não sei que prestígio tem, mesmo em uma escrava, a beleza unida à nobreza da alma, e à  superioridade da inteligência, que impõe respeito aos entes ainda  os mais perversos e corrompidos. Por isso Leôncio, a despeito de todo o  seu cinismo e obcecação, não podia eximir-se de render no fundo  d'alma certa homenagem à beleza e virtudes daquela escrava excepcional,  e de tratá-la com mais alguma delicadeza do que às outras. 
	- Isaura, - disse Leôncio, continuando o diálogo que deixamos apenas encetado, - fica sabendo que agora a tua sorte está inteiramente entre  as minhas mãos.
	- Sempre esteve, senhor, - respondeu humildemente Isaura.
	- Agora mais que nunca. Meu pai é falecido, e não ignoras que sou eu o seu único herdeiro. Malvina por motivos, que sem dúvida terás adivinhado, acaba de abandonar-me, e retirou-se para a casa de seu pai. Sou eu, pois, que hoje unicamente governo nesta casa, e disponho do teu destino. Mas também, Isaura, de tua vontade unicamente  depende a tua felicidade ou a tua perdição.
	- De minha vontade!... oh! não, senhor; minha sorte depende unicamente da vontade de meu senhor.
	- E eu bem desejo - replicou Leôncio com a mais terna inflexão de voz, - com todas as forças de minha alma, tornar-te a mais feliz das criaturas; mas como, se me recusas obstinadamente a felicidade, que tu, só tu me poderias dar?...
	- Eu, senhor?! oh! por quem é, deixe a humilde escrava em seu lugar; lembre-se da senhora D. Malvina, que é tão formosa, tão boa, e que tanto lhe quer bem. É em nome dela que lhe peço, meu senhor; deixe de abaixar seus olhos para uma pobre cativa, que em tudo está pronta para lhe obedecer, menos nisso, que o senhor exige... 
	- Escuta, Isaura; és muito criança, e não sabes dar ás coisas o devido peso. Um dia, e talvez já tarde, te arrependerás de ter rejeitado o meu amor.,
	- Nunca! - exclamou Isaura. - Eu cometeria uma traição infame para com minha senhora, se desse ouvidos às palavras amorosas de meu senhor.
	- Escrúpulos de criança!.., escuta ainda, Isaura. Minha mãe vendo a tua linda figura e a viveza de teu espírito, - talvez por não ter filha alguma, - desvelou-se em dar-te uma educação, como teria dado a uma filha querida. Ela amava-te extremosamente, e se não deu-te a liberdade foi com o receio de perder-te; foi para conservar-te sempre junto de si. Se ela assim procedia por amor, como posso eu largar-te de mão, eu que te amo com outra sorte de amor muito mais ardente e exaltado, um amor sem limites, um amor que me levará à loucura ou ao suicídio, se não... mas que estou a dizer!... Meu pai, - Deus lhe perdoe, - levado por uma sórdida avareza, queria vender tua liberdade por um punhado de ouro, como se houvesse ouro no mundo que  valesse os inestimáveis encantos, de que os céus te dotaram.  Profanação!... eu repeliria, como quem repele um insulto, todo aquele  que ousasse vir oferecer-me dinheiro pela tua liberdade. Livre és tu,  porque Deus não podia formar um ente tão perfeito para votá-lo à  escravidão. Livre és tu, porque assim o queria minha mãe, e assim o quero  eu. Mas, Isaura, o meu amor por ti é imenso; eu não posso, eu não  devo abandonar-te ao mundo. Eu morreria de dor, se me visse forçado a largar mão da jóia inestimável, que o céu parece ter-me destinado, e que eu há tanto tempo rodeio dos mais ardentes anelos de minha  alma...
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<DOC DOCID="HAREM-04L-00778">
Palma Inácio, ex-comandante operacional da LUAR, numa entrevista ao «Expresso», afirma que não reconhece, aos que contra ele se colocam, envergadura moral para o ofender e lembra que o ELP de Spínola foi a organização mais terrorista de Portugal. 
 
O templo, de configuração quadrangular, com cerca de 15 metros de largo, foi descoberto quando Sérgio Coutinho, proprietário de um terreno, ali quis fazer um estabelecimento de turismo rural. 
Os arqueólogos chamados ao local avaliaram o achado como sendo da época de Júlio César, mas só agora, após diversas investigações das arqueólogas Ana Arruda e Catarina Viegas, acompanhadas por técnicos do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, se chegou a um «consenso pleno». 
Na mesma zona em que foi encontrado o templo, a Alcáçova, a caminho das Portas do Sol, foram ainda descobertas cisternas romanas que estão também a ser objecto de escavações e estudos arqueológicos. 
 
Para o autarca José Noras, em declarações à agência Lusa, o achado arqueológico «permite descodificar a presença romana na velha «Scalabis» e explicar a importância estratégica de Santarém no contexto da Península dessa época». 
O município vai agora preservar o monumento e promover o seu conhecimento por arqueólogos e estudantes. 
 
Ontem, até os futebolistas brasileiros Ronaldo, Roberto Carlos e Denilson ajudaram à festa («O nosso favorito era Kuerten; agora é Rios»), aplaudindo o vencedor de pé. 
E Pioline saboreou esse instante: 
«Tenho um lado exibicionista que ainda não tinha explorado bem.» 
 
O próximo adversário será o «artista» Hicham Arazi que garantiu nova presença nos quartos-de-final do Grand Slam francês. 
Vindo  do anonimato em 1997 graças a quatro vitórias consecutivas (a última das quais sobre Marcelo Rios) em Roland Garros, Arazi (47º ATP) parece disposto a fazer melhor este ano depois de ter eliminado Alberto Berasategui (cabeça de série nº16), um dos tenistas em melhor forma esta época sobre a terra batida (vitórias-derrotas: 18-4). 
«Não tenho feito grandes resultados ultimamente, mas quando começo a bater umas bolas aqui sinto-me logo melhor», reconheceu o marroquino após o triunfo por 6-2, 6-4, 3-6 e 6-3. 
 
A economia é muito, mas não é tudo para aferir da força vital que sai das entranhas de um povo. 
 
O sistema encontra-se disponível no mercado português e faz parte do pacote proposto aos franchisados. 
 
Miguéns Cardoso, da Triunfo / Il Fornaio, considera que, em termos de «software», uma solução integrada e o apoio do consultor informático é a solução mais adequada à gestão de uma rede comercial deste género. 
O Grupo apostou nesta solução desde 1990 e as perspectivas são para a abertura de uma nova loja por mês. 
 
Uma associação de consumidores de Coimbra exigiu de novo a extinção do Instituto do Consumidor, que acusa de ter gasto em 1994 dinheiro sem proveito visível para os consumidores. 
A Deco tem uma posição oposta e o organismo visado limita-se a propor uma leitura atenta do relatório de actividades desenvolvidas. 
 
O Instituto do Consumidor (IC) gastou em 1994 mais de meio milhão de contos sem resultados visíveis, acusa a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), que endereçou uma carta ao primeiro-ministro propondo a «extinção», ainda antes das eleições, daquela estrutura do Ministério do Ambiente. 
Cada dia que passa torna mais evidente que o voto dos eleitores do Entre Douro e Minho vai ser decisivo para o resultado final do referendo. 
É para esta região que se viram os olhos dos partidários do «sim», ansiosos por uma votação que compense a quebra anunciada pelas sondagens noutras zonas do país. 
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<DOC DOCID="HAREM-642-00800">
 NOTÍCIAS Clinton diz que a Sérvia será livre e democrática Os Estados Unidos estão dispostos a admitir a Sérvia como parte integrante da nova Europa se os sérvios aceitarem seus valores de liberdade e democracia, afirmou ontem o presidente Bill Clinton num discurso sobre o conflito em Kosovo.
Mas o presidente norte-americano reafirmou a determinação da OTAN de continuar atacando a Iugoslávia enquanto o presidente Slobodan Milosevic não aceitar os princípios básicos apresentados pelos aliados.
"A Sérvia tem opção", disse o presidente norte-americano.
"Milosevic e seus aliados puseram seu povo no caminho do ódio racial e religioso (...
) Mas há outro caminho disponível: o daquelas pessoas de diferentes origens que trabalham em conjunto para que o futuro multiétnico seja melhor", acrescentou.
"Estamos preparados para aceitar a Sérvia dentro de uma nova Europa se os sérvios desejarem tomar e aceitar este futuro, se eles estiverem dispostos a construir uma Sérvia e uma Iugoslávia democráticas, respeitando os direitos e a dignidade de todas as pessoas".
Clinton, que falou para uma assembléia de ex-combatentes, criticou duramente o presidente Slobodan Milosevic e acusou-o de ter cimentado seu poder há 10 anos estimulando o ódio racial e religioso em seu país.
Também ressaltou a importância estratégica que tem o conflito em Kosovo, tanto para a Europa como para os Estados Unidos.
"Se nos desinteressarmos pelo assunto -disse- teremos toda uma série de problemas nos anos futuros".
Informou que uma investigação do Tribunal Internacional Penal para a ex- Iugoslávia (TPI) encontra-se em andamento contra Milosevic, que é acusado de "crimes de guerra, execuções maciças e limpeza étnica".
"Apesar destas operações de limpeza étnica não serem a mesma coisa que o extermínio étnico praticado durante o Holocausto, as duas matanças estão vinculadas e expõem uma opressão perversa, premeditada e sistematicamente alimentada pelos ódios étnicos e religiosos", expressou.
Clinton disse que durante a sua visita, na semana pasada, à sede da OTAN, em Bruxelas, reforçou sua convicção de que "nós ganharemos" o conflito
contra a Iugoslávia.
Finalmente esclareceu que as forças sérvias enfrentam a cada dia "mais dificuldades para se proteger, manter e atacar os kosovares que ainda permanecem na província" devido aos ataques das forças aliadas.
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<DOC DOCID="HAREM-32J-00801">
A Assembleia aprovou ainda moções que reclamavam a divulgação dos resultados provisórios da avaliação das universidades, a fiscalização da constitucionalidade da Lei de Financiamento do Ensino Superior Público, e insistiam nas campanhas de divulgação das queixa dos estudantes, aproveitando, por exemplo, a presença da comunicação social no próximo jogo Académica-Benfica.

Entre as propostas mais ousadas, decidiu-se pedir ao Presidente da República que proponha um referendo sobre a Lei do Financiamento, desafiar as televisões a promoverem um debate entre o ministro da Educação e todos os dirigentes associativos, pintar de negro a sede da Direcção Regional de Educação do Centro e remeter envelopes com folhas de papel higiénico ao ministério.

E não seria mais útil que o dr. Soares que, enquanto primeiro-ministro, deixou a educação no caos que se conhece, dirigisse mensagens a lançar o debate sobre o que há a reformar no ensino, em vez de passar a vida a exigir uma televisão tão livre que Eduardo Moniz tenha liberdade para criticar toda a gente excepto .. o dr. Soares?

... E, se o dr. Soares tivesse praticado desporto na escola, será que, hoje, pensaria da mesma maneira?
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<DOC DOCID="HAREM-352-00803">
Marfinite - Origem -Quem Somos ?
DADOS SOBRE A EMPRESA Colocada entre as três primeiras no «ranking» dos fabricantes de produtos moldados com injeção de termoplástico, a MARFINITE é uma empresa de capital 100% nacional, fundada em 1961 e pode ser considerada a pioneira no ramo de termoplásticos a abrir pontos de venda em todo o país, desde 1970.
Atualmente conta com 250 revendedores espalhados por todo o território nacional.
Tem loja e depósito instalados à Rua Costa Aguiar, 590, no bairro do Ipiranga, na capital paulista.
Emprega diretamente 600 pessoas.
A administração, vendas e a fábrica da MARFINITE ficam em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, num terreno de 230 mil metros quadrados, com 25 mil metros quadrados de área construída.
Basicamente a empresa trabalha com injeção de termoplásticos (polipropileno e polietileno).
Utiliza-se de resinas da indústria petroquímica nacional, que são modificadas na fábrica de Itaquaquecetuba, com cargas minerais, fibras e estabilizantes à luz, seguindo formulações tecnicamente das mais avançadas para acrescentar qualidade extra aos produtos.
Possui mais de 60 máquinas de injeção, contando com equipamentos do tipo prensa BATTENFELD, capaz de produzir monoblocos de até 35 Kg.
de plástico injetável por vez.
A empresa tem capacidade instalada para produzir 12.000 toneladas / ano.
Muito conhecida pelo grande público como produtora de móveis para jardim, praia e campo a MARFINITE conta com as seguintes linhas de produtos: a) móveis e objetos para exteriores: jardim, piscina, praia e campo b) móveis e objetos para interiores: indústria, comércio e residências c) caixas p / armazenagem, acondicionamento e transportes de produtos diversos e «containers» de vários tamanhos d) utensílios domésticos: com mais de 120 itens, que vão de bacias e baldes a potes térmicos e saladeiras centrífugas e) construção civil: caixas d' água com reservatórios com capacidade para até mil litros, bem como cones para sinalização de ruas, estradas e obras f) embalagens para indústria alimentícia. g) bolas de boliche e bilhar e esferas para desodorantes tipo "roll-on " Em 1997 a MARFINITE tem como objetivo reforçar o plano de expansão de sua área comercial, ampliando seu leque de revendedores.
Com a meta de aumentar seus pontos de venda, a MARFINITE abre perspectivas de negócios e geração de empregos, através de novos distribuidores no Brasil e no exterior que estejam interessados em vender no varejo suas múltiplas linhas de produtos.
Em 1996 seu faturamento foi da ordem de 35 milhões de dólares.
A filosofia da empresa é a de sempre investir na produção e desenvolvimento de novos produtos.
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<DOC DOCID="HAREM-727-00808">
UMA EX-ESPERANÇA
Inovação tecnológica concentrada entre grandes e médias empresas e uma forte dependência a grupos estrangeiros no que se refere à pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) estão deixando o Brasil para trás na corrida tecnológica.
Estudo realizado pelo "Observatoire des Sciences et Techniques" (OST), instituição francesa voltada ao recenseamento de pesquisa científica e tecnológica, concluiu que a produção científica da União Européia ultrapassou em volume a dos Estados Unidos pela primeira vez.
No que se refere ao Brasil, o diretor da OST, Rémi Barré, o coloca ao lado da Índia, definindo os dois países como "ex-esperanças" de desenvolvimento na era da tecnologia da informação.
A opção pela desarticulação de uma política nacional de P&amp;D é corroborada por outro levantamento, realizado em 1996 pela Fundação Seade, através da sua "Pesquisa da Atividade Econômica Paulista" (Paep), que ouviu 400 mil empresas do estado.
Como assinala a "Gazeta Mercantil", constatou-se que as inovações tecnológicas estão concentradas apenas em parte das maiores empresas e que centros de pesquisa, universidades e consultorias, entre outros organismos, não são fontes de informação prioritárias para o empresariado paulista.
(Análise da AcessoCom, 10/1/2000)
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<DOC DOCID="HAREM-13K-00819">
P - Ironia? 

R - Não, não, é uma realidade! Provo que foi um aliado precioso. 

P - Porquê? 

R - Isso agora há que ler o livro, onde está tudo explicado. Aliás, começo por dizer [e lê]: "Apesar de hoje estar incompatibilizado com Luís Filipe Vieira, como cidadão e presidente do Benfica, devo reconhecer, por imperativo de consciência, que como presidente do Alverca foi um precioso aliado." Depois explico em quê. 

P - Esse é o capítulo dos "aliados". Não tem, também, um capítulo dos inimigos? 

R - Não, não. Este é um livro, pela positiva, da história da minha vida. E em relação à minha vida, tanto desportiva, que é o que está em causa, como particular, tenho sempre o cuidado de valorizar o que é importante, que é a amizade, a solidariedade, a dignidade. Em relação ao resto, esqueço e não dou confiança. 

P - Quer dizer que Luís Filipe Vieira só está nesse capítulo e em mais nenhum? 

R - Sim, não está em mais nenhum. Ele é meu inimigo em quê? Ele só segue uma estratégia... O homem agora só pensa no Benquerença e em mim, mas isso é estratégia, que ele, coitado, não é má pessoa. [sempre com as folhas do manuscrito nas mãos] Tenho aqui a história da penhora da retrete, depois tenho um capítulo especial para a história da Taça UEFA, a polémica do PPA [Plano de Pormenor das Antas], igualmente um capítulo, a Champions League... Depois menciono os objectos mais especiais das minhas recordações... 

P - O prefácio do livro é da autoria do presidente da UEFA, Lennart Johansson. Foi por vontade sua? 

R - Não. Até lhe digo que no início achei que não lho deviam pedir, porque tinha ideia de que Johansson não estaria disponível para o fazer. 

P - Por estar ainda no activo? 

R - Nem é por estar no activo. Sei que Johansson tem por mim uma grande estima, da mesma forma que eu tenho por ele. Pensava eu que acontecia com ele o mesmo que acontece um pouco comigo, ou seja, também me têm sido pedidos muitos prefácios para muitos livros - fiz um a um poeta, João Coelho dos Santos, que foi presidente do Automóvel Clube de Portugal, mas esse foi uma excepção. Eu pensava que ele iria responder dizendo que, por não ser norma, não o poderia fazer. Quando li o prefácio fiquei admirado e muito sensibilizado, porque representa, para mim, uma grande prova de consideração pública. 

P - O livro já terá garantida a pré-venda de 80 mil exemplares. Surpreende-o? 

R - Muitíssimo. Quando o editor me falou em 80 mil, achei que ele estava a brincar. Admito que ele possa ter razão, ainda que só quando os vir vendidos é que lha dou por inteiro. Mas quando chegaram propostas, tanto a ele como a mim, para publicar o livro fazendo uma edição em inglês, ou para o ir apresentar a Espanha - aliás, será feita uma apresentação no dia 16 em La Toja -, fiquei admirado. 
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<DOC DOCID="HAREM-974-00827">
Da Reportagem Local
Uma boa opção de programas para quem tem drive de CD-ROM no computador é a linha de fotos da Corel. 
Composta por 250 títulos em CD, a linha Corel Photo CD funciona em PC e Macintosh. 
Entre os títulos disponíveis no Brasil estão "Fireworks", com fotos de fogos de artifício, "The Artic" (neve e gelo) e "Aviation Photography" (aviões). 
Cada CD, com cem fotos de uso livre, custa R$ 29 na CI-Compucenter. 
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<DOC DOCID="HAREM-301-00832">
Hi-Training
Como especialista de comunicação online , a Hi-Media tem assumido um papel de interveniente activo e dinamizador neste segmento de mercado. Em Março de 2001 e de forma pioneira, lançou as 4&amp;ordf;s Feiras Temáticas, um programa de Acções de Formação "in house", dedicado a todos os profissionais que de forma directa ou indirecta se relacionam com o "mundo da publicidade on-line" e que contou com a presença de 172 participantes.
Em Setembro a Hi-Media lança o Hi-Training , respondendo ao interesse demonstrado por várias empresas que solicitaram uma adaptação dos conteúdos das acções às suas necessidades de formação.
O Hi-Training éum programa constituído por 6 módulos temáticos independentes , cujos conteúdos se destinam a todos aqueles que querem aprender a tirar partido deste novo e revolucionário meio de comunicação, estando previsto um limite máximo de 12 participantes por acção.
Saber Navegar éPreciso, Descodificar a linguagem éFundamental, Comunicar de forma Apelativa faz a Diferença, Rentabilizar o investimento e Controlar resultados éCrucial, Conhecer as potencialidades do meio éPrimordial, Actualizar Conhecimentos descobrindo novos horizontes dá-lhe Vantagem!
Faça o diagnóstico dos conhecimentos Web da sua equipa. Seja qual for o ponto de situação, dê-nos o seu briefing para que possamos adaptar o(s) conteúdo(s) do(s) ao seu caso. Contacte-nos!
Se quer saber mais sobre o Hi-Training contacte Benedita Simas pelo telefone 21 355 27 21 ou pelo endereço e-mail: bsimas@hi-media.com
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<DOC DOCID="HAREM-27C-00833">
Reinício sessão
 Declaro reaberta a sessão do Parlamento Europeu, que tinha sido interrompida na quinta  feira, 21 de Setembro de 2000.
Aprovação acta da sessão anterior
A acta da sessão de quinta  feira, 21 de Setembro de 2000, já foi distribuída.
Há alguma observação ?
Senhora Presidente, gostaria de levantar uma questão em relação à acta.
Por alguma estranha razão, o meu nome não consta da lista de presenças.
Solicito a correcção e, ao mesmo tempo, aproveito para dizer que, hoje, vir da Finlândia a Estrasburgo demorou apenas nove horas.
É quase o meu recorde pessoal deste semestre !
Com certeza, Senhora Deputada Thors, vamos corrigir a acta.
(O Parlamento aprova a acta)
Comunicação da Presidência sobre a situação no Médio Oriente
 Caros colegas, nestes últimos dias, como sabem, Jerusalém, bem como outras cidades, e os territórios palestinianos entraram infelizmente em pé de guerra e as vítimas são já numerosas.
Hoje mesmo, helicópteros bombardearam alvos em Gaza, agravando assim a situação.
Devo expressar, em nome do Parlamento Europeu, a minha mais profunda emoção face a esta nova explosão de violência, e, às famílias das vítimas, o quanto partilhamos a sua dor e a sua dura experiência.
O estatuto de Jerusalém esta triste realidade demonstra  o  constitui uma das chaves da paz no Próximo Oriente.
A cidade está carregada de símbolos poderosos para as três religiões monoteístas.
Qualquer atentado contra ela significa negar a vontade de paz e travar a procura de uma solução aceitável por todos.
Todavia, sabemos que existem homens de paz, de ambos os lados, desejosos de andarem para a frente.
A presença conjunta de Ahmed Qurie e de Avraham Burg, respectivamente Presidente do Conselho Legislativo palestiniano e Presidente da Knesset, aqui mesmo, no nosso período de sessões de Setembro, demonstrou  o mais uma vez.
Relativamente à questão de Jerusalém, deram mostras de um espírito de abertura e de uma capacidade de ouvir portadores de esperança.
Neste momento em que se inicia o nosso período de sessões do Parlamento Europeu, faço um apelo à comunidade internacional no sentido de fazerem os possíveis por retomarem o mais rapidamente possível o diálogo.
A União Europeia já reagiu.
Espero que multiplique os seus esforços, para os quais o Parlamento Europeu dará toda a sua contribuição.
 (ES) Senhora Presidente, quero antes de mais, em nome do Grupo Socialista, apoiar as suas palavras e exprimir a nossa total conformidade com as mesmas.
Permitir  me  á propor, em nome do meu grupo, que este tema da máxima importância, que afecta as responsabilidades da União Europeia  a Senhora Presidente, de resto, salientou  o , seja incluído no debate que vamos realizar amanhã sobre a Cimeira de Biarritz.
É evidente que a situação no Médio Oriente figurará entre os temas que deverão abordar  se nesta cimeira, embora esta tenha carácter informal.
Além disso, queria referir que a Senhora Presidente salientou correctamente que houve uma provocação inadmissível por parte de um líder da extrema direita israelita conhecido pelas suas atitudes extremistas no passado.
Penso também, porém, que devemos dirigir  nos, fundamentalmente, aos nossos amigos israelitas para lhes dizer que um governo democrático e legitimamente constituído, como é o caso do Governo  israelita, não pode responder com disparos e com tanques contra crianças e jovens que arremessam pedras.
Trata  se de uma resposta absolutamente desproporcionada que em nada contribui para o processo de paz.
Penso, Senhora Presidente, que depois da visita  por convite seu  que nos fizerem os Presidentes dos parlamentos israelita e palestiniano no mês passado, temos suficiente legitimidade moral para nos dirigirmos aos nossos parceiros do Médio Oriente nos termos mais enérgicos, disponibilizando também os nossos bons ofícios.
 (FR) Senhora Presidente, dirigi  lhe uma carta em nome do meu grupo no sentido de lhe pedir uma modificação da ordem do dia sobre a questão que a senhora acaba de abordar com toda a dignidade.
Uma vez que o senhor deputado Barón Crespo também usa da palavra, proponho que abordemos a questão imediatamente.
Efectivamente, penso que, uma vez que o nosso Parlamento, com muita oportunidade, convidou conjuntamente, há um mês, os Presidentes da Knesset e do Conselho Legislativo palestiniano, precisamente no sentido de afirmar a sua vontade de intervir como actor a favor do processo de paz, não podemos, enquanto Parlamento, calar  nos hoje.
A senhora relatou, com palavras que partilho profundamente, a situação dramática que se vive neste preciso momento na Palestina e em Israel.
Compreendo muito bem que o senhor Presidente Prodi, amanhã, que o Conselho, que nós próprios, alguns de nós, intervenham no debate geral.
Não está certo.
Por conseguinte, sugiro, em nome do meu grupo, que se tente, amanhã se possível, ou noutro dia se necessário, dedicar uma hora a este assunto tão importante e adoptar uma resolução.
Se tal não for possível, sugiro que este assunto seja pelo menos objecto de uma questão no debate sobre questões actuais e urgentes.
Mas, seja como for, peço expressamente que ninguém, no final deste período de sessões, possa afirmar que o Parlamento enquanto tal, no espírito e no seguimento da sua magnífica declaração, não se pronunciou a favor do retorno da paz em Israel e no Próximo Oriente.
 Caros colegas, se assim o entenderem, apresentarei uma espécie de ponto de ordem.
Ainda não chegámos à apreciação da ordem dos trabalhos.
Recebi facto o pedido que me dirigiu.
É portanto nessa altura que lhe proponho debater a oportunidade ou não de inscrever essa questão no dia de terça  feira.
Em contrapartida, recebi uma série de invocações do Regimento, que vamos abordar.
Tenho algumas declarações a fazer  lhes e, em seguida, procederemos à fixação da ordem dos trabalhos.
Senhora Presidente, caros colegas, o que está a acontecer no Médio Oriente é uma tragédia.
Estou  lhe muito grato por ter feito referência a esta problemática.
O nosso grupo político pode dar  lhe o seu pleno aval.
No que diz respeito ao tratamento desta difícil temática aqui no plenário, considero adequado que os oradores do Parlamento, os presidentes dos grupos políticos ou seja quem for que falar em nome do grupo, abordassem amanhã a problemática do Médio Oriente no debate com o Presidente do Conselho e o Presidente da Comissão.
Não creio que seja possível alterar toda a ordem do dia, uma vez que temos um grande número de assuntos a debater esta semana.
 (FI) Senhora Presidente, naturalmente também o meu grupo está extremamente chocado com os acontecimentos do fim  de  semana no Médio Oriente.
Entre as propostas apresentadas quero apoiar, em primeiro lugar, a do senhor deputado Wurtz para que possamos encontrar uma ocasião propícia para solicitarmos ao Conselho e, eventualmente, também à Comissão que apresentem uma comunicação.
O nosso grupo aceita também que o Parlamento apresente uma comunicação própria sobre esta matéria.
Certamente todos encetaram os esforços possíveis no sentido de se levantar esta questão, mas, em todo o caso, a proposta do  senhor deputado Wurtz é desta vez a mais oportuna e a que merece a maior consideração.
 Obrigada, Senhora Deputada Hautala, mas, como já disse ao senhor deputado Wurtz, a senhora está a antecipar  se ligeiramente à fixação da nossa ordem dos trabalhos.
Um ponto de ordem, Senhora Presidente.
As suas palavras reflectem os sentimentos de todas as pessoas desta assembleia e, sem dúvida, os dos membros do meu grupo.
É importante que debatamos a questão e que ela seja tratada como uma questão por direito próprio e não como parte de uma longa lista de questões, que nos obriga a discutir uma enorme quantidade de assuntos antes de Biarritz.
O meu grupo apreciaria muito se conseguíssemos encontrar uma maneira de examinar este assunto separadamente.
 Obrigada, Senhor Deputado Sterckx, tomamos nota da sua declaração.
 (FR) Senhora Presidente, a minha intervenção incidirá sobre um assunto completamente diferente.
Mas, como o Parlamento sabe muito bem, a Convenção encarregue de elaborar a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia acaba de completar os seus trabalhos.
Podemos congratular  nos com o facto.
Todavia, enquanto que a nossa Instituição fez tudo para que os trabalhos da Convenção tivessem êxito, de tal forma que pôs nomeadamente à disposição da Convenção as suas instalações, neste momento em que tem início o nosso período de sessões plenárias aqui em Estrasburgo, lamento que não tenha sido possível organizar em condições dignas a apresentação da Carta aqui em Estrasburgo após a conclusão dos trabalhos da sua redacção.
Teria representado um símbolo forte para a nossa Instituição e penso que foi pena.
 (EL) Senhora Presidente, na qualidade de presidente da Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu e também como deputado grego, gostaria de fazer uma referência ao naufrágio do ferry  boat Express Samina, ocorrido na passada terça  feira.
Até este momento temos 79 mortos e 2 desaparecidos.
Trata  se de um naufrágio verdadeiramente horrível e revoltante.
O factor humano  a incúria dos membros da tripulação  parece ter tido um papel determinante.
Existem, porém, indícios muito sérios de violação do direito comunitário, especialmente no que se refere ao registo dos passageiros e à observância das normas de segurança estabelecidas pelas directivas comunitárias.
Penso que por esse motivo deveríamos saudar antes de mais a reacção da Comissão Europeia, que já está a investigar se o direito comunitário foi cumprido.
Neste contexto, não deverá haver derrogações para os Estados  Membros, como as que existem actualmente para a Grécia para os ferry  boats com mais de 27 anos.
Considero igualmente que não é correcta a derrogação concedida à Grécia relativa à liberalização dos transportes até 2004, pois penso que tal contribui para degradar ainda mais as normas de segurança no país em questão, que por acaso é o meu.
Antes de dar a palavra ao senhor deputado Watts sobre o mesmo assunto, gostaria apenas de os informar que, após essa terrível catástrofe, escrevi evidentemente ao Presidente do Parlamento grego, o senhor Kaklamanis, para lhe comunicar em vosso nome a minha profunda tristeza e a nossa solidariedade para com as famílias das vítimas.
Senhora Presidente, no seguimento dos trágicos acontecimentos da semana passada no mar Egeu, tenho a certeza de que a suspensão, ontem, de mais de 60 navios de passageiros gregos que não respeitam as leis da UE é bem acolhida por todo o Parlamento.
Além de transmitirmos as nossas condolência.
o que me apraz verificar que já fe.
e a nossa gratidão a todas as pessoas que participaram nas operações de salvamento durante aqueles trágicos acontecimentos, poderia a Senhora Presidente pedir que, na reunião que a Comissão da Política Regional, dos Transportes e do Turismo vai realizar na próxima semana, se investigue por que razão foi preciso morrerem 79 pessoas antes de se suspender a actividade desses navios ?
É urgente que aquela comissão averigúe por que razão os Estados  Membros estão a ignorar as leis da UE em matéria de segurança marítim.
e não se trata apenas da Grécia.
Temos pedir a essa comissão que examine por que razão se concedem a certos Estados  Membros prolongados regimes de excepção quanto ao cumprimento das leis relativas à segurança marítima.
 (EL) Senhora Presidente, agradeço  lhe muito a simpatia que manifestou ao Presidente do Parlamento grego perante esta tragédia sem precedentes ocorrida nas águas gregas.
É verdade que existem falhas na aplicação dos regulamentos, não só nacionais mas também europeus, e o Governo grego tem tratado esta questão com todo o cuidado possível.
No que se refere aos 65 navios que estão proibidos de navegar, penso que vale a pena esclarecer que a navegação desses navios teria sido proibida em 1 de Outubro, independentemente do facto de terem morrido 79 pessoas.
São duas coisas independentes, pois a data de entrada em vigor dos regulamentos da OMI calhou ser a 1 de Outubro e esses navios estão abrangidos por não terem condições.
É por este motivo que se proíbe a navegação dos referidos navios e não por terem morrido, infelizmente, essas pessoas.
Considero, Senhora Presidente, que esta questão é extremamente séria para ser explorada pela oposição e é extremamente grave para ser tratada no âmbito do debate sobre questões urgentes e através de uma resolução muito simples.
Por esse motivo, o Grupo Socialista vai votar contra a inscrição desta matéria nas questões urgentes, o que não significa, de forma alguma, que a tragédia não nos comoveu e que, seja como governo seja como Grupo Socialista, não iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aumentar a segurança dos navios no Egeu, que tem três mil e quinhentas ilhas e um grande número de ferries, e este acidente, embora grande, se pensarmos no número de viagens que se fazem todos os verões no Egeu, é um acidente no meio de muitas travessias sem problemas.
Apesar de tudo isto, evidentemente, é trágico, as condições são tais que exigem uma reapreciação muito mais atenta das condições da navegação no nosso país e em toda a Europa, mas isso não significa que os mares gregos sejam menos seguros do que os de qualquer outro Estado  Membro.
Pretendeu  se justamente evitar que decisões relevantes fossem tomadas numa base tão mal informada como aquela em que a senhora Presidente, lamentavelmente, se baseou quando fez o seu comentário.
O povo dinamarquês pretende uma delimitação muito mais clara dos assuntos sobre os quais a UE se deve ocupar e os assuntos cuja decisão deve continuar a ser da competência dos parlamentos nacionais.
Entretanto, pretende  se introduzir, já em Dezembro, em Nice, decisões por maioria relativamente aos artigos 42 º e 137 º, em matérias que dizem respeito aos aspectos sociais e ao mercado de trabalho.
Se, em seguida, com base no artigo 42 º, for aprovado o alargamento do círculo de pessoas ao qual se refere o Regulamento n º 1408 e se, com base no artigo 137 º, forem introduzidas decisões por maioria, por exemplo, em relação aos critérios de atribuição de subsídio de desemprego, as consequências, tanto para a política social como para a política do mercado de trabalho, serão muito significativas na Dinamarca.
 (EL) Senhora Presidente, agradeço as condolências que enviou em nome do Parlamento Europeu e que exprimem os sentimentos de todos nós.
Infelizmente, as 79 ou 80 vítimas pereceram no altar do lucro do capital armador.
Por muito que alguns se esforcem por lançar as responsabilidades sobre a tripulação, ninguém pode contestar que a embarcação tinha mais de 35 anos, que segundo as normas em vigor não deveria estar em funcionamento e que se afundou com demasiada rapidez, não permitindo o salvamento de um maior número de pessoas.
Na sua impunidade, os armadores tiveram e têm os governos gregos do seu lado.
Não é a primeira, é a enésima vez que temos vítimas a lamentar e nenhum dos governos gregos tomou quaisquer medidas para evitar mais acidentes.
Independentemente facto de um debate de urgência não poder ser aprofundado, o acidente foi extremamente grave, 80 pessoas perderam a vida, e julgo que é particularmente imperiosa uma tomada de posição imediata por parte do Parlamento Europeu.
 (FR) Senhora Presidente, gostaria de voltar por um momento ao drama recordado pelo nosso colega belga, vivido por certos refugiados neste momento, na Europa, em algumas das nossas fronteiras, para lhes comunicar que me desloquei, há uma semana, ao centro de Sangatte aberto pelo Governo francês e gerido pela Cruz Vermelha.
Este centro acolhe refugiados que tentam passar para a Grã  Bretanha, atraídos aparentemente por condições de acolhimento mais favoráveis, e também porque as dificuldades de entrada são maiores noutras fronteiras.
Informo  os de que este centro vê passar em média entre 800 e 1000 candidatos por dia, provenientes do mundo inteiro e, sobretudo, do Irão, do Iraque e de uma parte da Turquia, isto é, da parte curda da Turquia, e que, desde a sua abertura há onze anos, o centro recebeu 16 000 refugiados.
É a consequência directa de uma ausência de harmonização das condições de acolhimento e dos estatutos dos refugiados na Europa.
 (ES) Senhora Presidente, muito obrigado por me ter concedido a palavra em último lugar, apesar de ter sido o primeiro deputado a solicitá  la.
Mais cem povos históricos na Europa preenchem a condição de ser uma nação, e milhões de pessoas na Europa são nacionalistas e têm apego à sua nação.
Nacionalismo é também o apego e a defesa do Estado  nação.
Senhora Presidente, peço  lhe respeito para com os nacionalistas que estão nesta assembleia, entre os quais me incluo, que são pessoas moderadas, pacíficas e democráticas.
Peço  lhe respeito para com os povos históricos da Europa e peço  lhe respeito para com as centenas de milhões de europeus que se consideram nacionalistas de forma democrática e pacífica.
 (ES) Senhora Presidente, é com prazer que informo a Assembleia que, juntamente com os outros dois Vice  presidentes espanhóis deste Parlamento, tive a honra e o privilégio de acompanhar a senhora  Presidente Nicole Fontaine na sua visita a Espanha e de testemunhar, de forma emocionada, o seu compromisso corajoso, firme, exemplar para com a democracia e para com os valores que esta Assembleia defende.
A senhora Presidente Nicole Fontaine, ao pronunciar a frase aludida pelo senhor deputado Ortuondo Larrea na sua intervenção, referia  se aos nacionalismos intransigentes, redutores e xenófobos, àqueles nacionalismos que põe, acima dos princípios democráticos, a raça, o território ou o sangue.
Era a isso que a senhora Presidente se referia, porque, como digo, fui testemunha, em todos os momentos, dessa visita.
Se o senhor deputado Ortuondo Larrea, enquanto nacionalista, não faz parte de nenhum desses tipos de nacionalismo, não tem motivos para estar preocupado.
É isso que pedimos, é isso que pede a resolução.
É isso que se pretende, Senhora Presidente.
 Senhor Deputado Trakatellis, a nossa assembleia vai decidir sobre o assunto dentro de momentos, no âmbito da fixação da ordem dos trabalhos.
 Senhora Presidente, acabo de chegar de Bruxelas, onde participei na última reunião sobre a Carta dos Direitos Fundamentais.
Esses direitos são muito importantes, mas um dos direitos fundamentais dos cidadãos da UE é poderem exercer a de liberdade de circulação no que se refere a si mesmos e às mercadorias que alguns deles possam querer transportar.
Nas últimas semanas, muitos cidadãos viram  se impedidos de exercer esse direito em consequência de várias perturbações numa série de postos fronteiriços, nomeadamente, os dos portos do Canal da Mancha e, também, noutros postos interiores.
Neste Verão, encontrei  me com membros da Comissão para lhes perguntar que indemnizações se pagam, nos casos em que sejam pedidas e em que se justifique pagá  las, às pessoas que transportam mercadorias e que são impedidas de o fazer.
Porém, os nossos regulamentos não contêm qualquer disposição em que se preveja a possibilidade de os cidadãos que se encontram em viage.
seja de turismo ou de negócio.
pedirem uma indemnização nessas circunstâncias.
A Conferência dos Presidentes recusou o meu pedido de aplicação do processo de urgência, mas este problema mantém  se dia após dia, semana após semana.
Peço  lhe, portanto, que insista com a Comissão para que apresente, o mais rapidamente possível, propostas de regulamentos que concedam aos cidadãos, no caso de serem impedidos de exercerem a liberdade de circulação a que têm direito, os mesmos direitos que possuem aqueles que transportam mercadorias.
Entretanto, foi tomada uma decisão, e há que a respeitar.
Gostaria aproveitar a oportunidade para felicitar a senhora deputada Ulla Sandbæk pela vitória, pois não são apenas os conservadores ingleses tolos e o Jürgen Haider que consideraram a vitória do «não «como um bom resultado.
 Evidentemente que o farei, Senhor Deputado Davies.
Senhora Presidente, os incidentes racistas ocorridos na Alemanha desde a última sessão do Parlamento tornam necessário, infelizmente, que volte a pedir a palavra.
Desde então foi despedido um sargento do Estado  Maior do Exército da República Federal da Alemanha devido a afirmações de carácter racista e três agentes da polícia de Colónia foram suspensos do serviço por terem ofendido um motorista de táxi tunesino, tendo  lhe batido violentamente e pontapeado.
Num incêndio provocado num lar de acolhimento de refugiados, em Wuppertal, duas crianças sofreram ferimentos ligeiros, depois de um cocktail molotow ter sido lançado contra o edifício.
Existe a suspeita de se tratar de motivos racistas, continuando as investigações nesse sentido.
Já foram detidos indivíduos suspeitos da autoria do atentado.
Em Dusseldórfia, cerca de 20 pessoas atacaram um indivíduo negro, ferindo  o.
Tinha  se pronunciado contra grosserias de teor racista, tendo sido espancado violentamente em consequência disso.
 Obrigada, Senhora Deputada Schröder.
Ordem trabalhos
 (FR) Senhora Presidente, não vou repetir o que já dissemos há pouco.
Faço referência à sua declaração pelas razões que a senhora expôs e muito bem.
Assim, neste momento, podemos dizer que tudo pode acontecer, que as hipóteses de uma paz duradoura se arriscam a ser quebradas, pelo que se impõe uma iniciativa do Parlamento.
Pela minha parte, o que importa antes de mais é que o Parlamento possa exprimir  se, que ouçamos o Conselho e que possamos continuar a ser actores do processo de paz no Próximo Oriente.
Tudo o resto é secundário.
Mas se o senhor deputado Wurtz mantiver este pedido relativo a terça  feira, vou perguntar se algum orador que deseja expressar a sua desaprovação.
Se o senhor deputado Wurtz propuser uma solução de compromisso que consiste em adiar o seu pedido para quinta  feira, então a questão está resolvida no que respeita a terça  feira.
Penso que é este o caso.
 (FR) Proponho que a minha proposta seja adiada para a tarde de quinta  feira, na presença de Javier Solana.
 Sim, trata  se de um esclarecimento importante para que os colegas decidam.
E saliento que o meu grupo entende, e creio que os restantes também, que este tema  que está já incluído no tema da segurança marítima na respectiva comissão parlamentar  seja examinado com a maior brevidade possível.
Recebi um pedido de votação nominal sobre este ponto.
 (FR) Senhora Presidente, quero apenas explicar em alguns segundos porque é que pedimos este adiamento.
Trata  se de um relatório controverso que junta a questão dos OGM a um tema que a Comissão não abordava.
 Senhora Deputada Auroi, a senhora já explicou o seu pedido, o que é perfeitamente correcto, mas suponho que o senhor deputado Poettering deseja intervir contra.
 Senhor Deputado MacCormick, relativamente à ordem do dia de sexta  feira, o seu pedido chegou fora de prazo.
Assim, posso dizer  lhe desde já que não podia ser tomado em consideração.
Eis a razão pela qual não há modificações para sexta  feira.
Todavia, posso dar  lhe de boa vontade a palavra para uma invocação do Regimento, se assim o desejar profundamente.
Senhora Presidente, verifico que a pergunta oral sobre professores de línguas, que foi inserida extremamente tarde na nossa ordem do dia de sexta  feira, não tem proposta de resolução anexa.
Admito que, dadas as circunstâncias bastante caóticas desta segunda  feira, apresentei demasiado tarde o pedido no sentido de se incluir uma proposta de resolução.
Trata  se de um assunto importante, e gostaria de perguntar se, após o encerramento do debate, se poderá fixar um prazo limite para a apresentação de propostas de resolução sobre o tema em questão.
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<DOC DOCID="HAREM-904-00837">
Programas são destaque na nova Nikon 
 Câmera F70 tem recursos para fotos noturnas, para aumentar área de foco e flash regulável em várias posições 
 ANA MARIA GUARIGLIA 
 Enviada especial a Colônia 

 A F70 é a câmera fotográfica mais recente da indústria japonesa Nikon . 


 Essa câmera deverá ser a sucessora da F801s, câmera profissional da Nikon já disponível no mercado há mais tempo . 


 Tem um sensor de foco muito mais rápido, que regula foco para toda a área a ser fotografada ou apenas para parte dela . 


 Possui flash embutido, que pode ser usado em quatro posições, o que permite, por exemplo, realçar cenas sob o sol ou reduzir o avermelhamento dos olhos na foto . 


 O flash também tem as opções do sincronismo lento, para quando a máquina está regulada para tempos maiores de exposição, e do disparo retardado, que produz efeitos como rastros de luz . 


 A câmera tem programas para tipos específicos de fotos, como "Portrait", para retratos, que ressalta o objeto e desfoca suavemente o segundo plano . 


 O programa "Hyperfocal" aumenta a área de foco, salientando os detalhes da cena . 


 Com o "Night Scene", a máquina escolhe velocidades baixas, para fotos noturnas, mantendo a profundidade de campo . 


 A F70 permite ajuste de exposição para os modos manual, prioridade de abertura da objetiva e prioridade de velocidade . 


 A F70 também possui controle de compensação de exposição para ajustar o nível do brilho da foto . 


 O mesmo controle é usado no flash para aumentar ou diminuir a intensidade de luz, conforme a cena a ser registrada . 


 Todo o sistema da câmera é controlado por um módulo de sensores, um microprocessador e um software (programa) projetados pela Nikon para otimizar o desempenho da máquina . 


 A F70 é leve, compacta e, apesar da multiplicidade de funções, seu manejo é muito fácil . 

 ONDE ENCONTRAR 
 A jornalista Ana Maria Guariglia viajou a Colônia a convite da T.Tanaka, Kodak, Merc. Interfoto e Tropical 
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<DOC DOCID="HAREM-141-00844">
A Eléctrica, Lda
A ELÉCTRICA, LDA., foi fundada por António Dias Costa em Fevereiro de 1924 na sequência da transformação da empresa DIAS COSTA &amp;C., LDA. que datava de 1914.
Foi declarado como objecto da empresa o comércio, aluguer e reparação de automóveis, instalações eléctricas, podendo ainda explorar outros não especificados.
Após a segunda guerra mundial (1946/47) iniciou-se o fabrico das primeiras bombas centrífugas, inicialmente de baixa pressão. Em 1952/53 já se fabricavam bombas de alta pressão assim como compressores de ar e outro equipamento diverso (máquinas "corta-mato", aspersores, etc.).
Em 1957 iniciou-se o fabrico de cabines de pintura equipadas com bombas AE 800 verticais.
Em 1960 começou o fabrico, sob licença Max Azoulay (França), de estufas, túneis e máquinas de lavar (TTS). O fabrico deste equipamento industrial levou grande incremento na década de 60 com o início das montagens de automóveis em Portugal. Outras indústrias metalomecânicas e não só adquiriram também equipamentos fabricados pela A ELÉCTRICA, LDA..
Actualmente orgulhamo-nos de contar entre os n/ clientes conceituados grupos industriais como Renault Portuguesa, Citroen Lusitâna, Efacec, Corticeira Amorim, Quintas &amp;Quintas, General Motors e muitos outros.
Nos últimos anos desenvolveu-se um processo de internacionalização da empresa que nos permitiu já a exportação de importantes equipamentos para os mais variados países, nomeadamente, França, Alemanha, China, Brasil, etc..
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<DOC DOCID="HAREM-805-00856">
 Como se chama? Quantos anos tem e onde mora? 

Maria Joaquina Fernandes de Moura. Tenho 39 anos, moro em Paredes de Rio. 

 Viveu sempre aqui em Paredes?

 Não, só desde que me casei, antes vivia em Pitões das Júnias. Só vivo aqui há 16 anos. Foi aqui a história dos porcos. 

 Conte lá a história.

  Uma vez eu fui com o meu sogro e o meu cunhado a Espanha, o meu cunhado ainda andava na tropa. Saímos daqui às 5 da manhã chegamos aonde estavam os porcos às 4 da tarde. Depois compramos os porcos, trouxemos ao para cá, vínhamos a meio do caminho, o meu sogro diz-nos que o caminho não é por ali. Fez-nos dar a volta aos porcos passámos perto de Sezelhe. Depois de Sezelhe eu disse ao meu cunhado: - "Olha que eu não vou mais para baixo. Vamos dar a volta que o caminho não é por aí, temos que vir para aquele lado". Demos a volta aos recos e o meu sogro num queria, mas lá veio atrás de nós. Lá demos a volta aos recos viemos, chegamos a um porto, passámos na água já era quase de noite, sacudiu-me a saia toda com o gelo. Viemos era meia-noite quando chegamos a casa. Mas antes de chegar a casa ao alto da estrada vimos passar um gipe, escondemo-nos. Apareceu-nos uma luz com um foco, pensámos que era a guarda, era o meu marido a saber de nós. Depois passámos, estivemos duas horas, o meu cunhado como andava na tropa com medo que o caçasse, fugiu. Estivemos duas horas à espera, a ver se os guardas se iam embora. Depois prontos viemos embora. Metemos os recos por umas terras molhadas abaixo, chegamos a casa era meia-noite. Eu toda molhada, farta de chorar, enervada que vinha, lá metemos os requinhos à corte. Cheguei a casa disse para a minha sogra e para o meu sogro: - "Ficai-vos requinhos que enquanto eu for Maria Serafim ao Couto não volto mais".

 Eram muitos os porcos?

 Oito.

 Iam lá buscar para casa? 

 Para casa. 

 Foi lá buscar coisas sempre para casa? 

 Era sempre para casa.

  Não chegou a ir lá buscar mais nada?

   Depois ia várias vezes buscar feijões, levávamos café, linhas de cozer e trocávamos por feijões.

 Levavam as coisas que eles não tinham lá? 

 Ora nós semeávamos poucos feijões e depois como o café, a cevada, era baratita levávamos sacos de cevada para trazer sacos de feijões.

  Nunca foi apanhada pelos guardas? 

 Uma vez, tentámos esconder-nos, estava muito nevoeiro e depois chegamos ao meio da serra, perdemo-nos, como saímos do caminho perdemo-nos, e tivemos que lá dormir até para o outro dia, que vimos que era dia para ver o caminho para vir para casa.

 E os guardas? 

 Não nos viram mais, escondemo-nos, nós mudamos de caminho. Depois para acender o lume tive que queimar a travessa do cabelo, as meias dos pés, os aventais e a cinta. Queimamos tudo para acendermos o lume, para estarmos ao lume. Se não morríamos de frio toda a noite. 

 E os guardas nunca chegaram a apanhar? 

 Os guardas não nos apanharam.

 E a senhora não tinha medo de ir sozinha?

Não ia sozinha. Íamos três, três mulheres para irem para Espanha fazer a troca dos feijões.

 Em Pitões não havia um posto da Guarda?

 Havia.

  E eles sabiam?

 Não sabiam de nada. Os recos quando chegavam ao alto do monte a gente metia-os com as rês e passavam à porta do quartel no meio das rês. Quando era para Pitões das Júnias era mais fácil. Quando era para aqui era mais difícil porque tínhamos que atravessar essa estrada por aí abaixo. 

 Em que ano é que foi isso?

  Os recos foi antes que me casei, vai para aí para 12 anos. O resto já foi quando eu era nova, que tivesse vinte anos, que ainda não os tinha.

 Não apanhou a Guerra Civil de Espanha como o seu pai? 

 Não, não. Foi mais tarde.

 Ali toda a gente ia...

 Ali era tudo através do contrabando.

 Viveu sempre em Pitões? 

 Foi sempre até que me casei, 23 anos sempre em Pitões.

 E o seu marido conheceu-a em Pitões?

 O meu marido conheceu-me em Pitões. Ia lá ao apeadeiro, à festa e conheceu-me lá. Ia daqui a pé, noites de Inverno grandes ia a pé só para me ver. 

 Chegou a andar na escola em Pitões? 

 Andei na escola de Pitões três anos. Fiz a primeira e a segunda de uma vez. Fiz a terceira de outra e a quarta de outra vez. 

 Tudo em três anos. Quando o seu pai foi para a França, lembra-se?

 Não, tinha três anos. Só me lembra do meu pai naquele dia comprar uma caixa, uma maceira, uma mesa para casa. De resto, foi sempre nós e a minha mãe a tomar conta da casa, até à idade que já éramos grandes quando o meu pai veio de lá. 

 Trabalhou sempre na lavoura? 

 Sempre na lavoura, nunca tivemos outro trabalho, e íamos a Espanha buscar coisas, até a carne se lá ia buscar para comer. 

   Iam lá levar as coisas que eles não tinham...

 E eles davam-nos feijões, carne, o que calhava. O contrabando maior que eu carreguei foi tabaco para o meu pai fumar. Todos os meses ia lá ao tabaco. 

 Traziam aos volumes grandes?

 Eram aos volumes de 50 maços de cada vez e de cem, consoante calhava, consoante havia o dinheiro era o que nós trazíamos.

 Passava lá pelo meio e os guardas nunca... 

 Nós vínhamos por uns carreiros por baixo, ninguém nos via. Lá por aqueles montes, os guardas não sabiam tanto como nós, que eles não eram de lá. 

Ai não eram de lá? Eles também não deviam ligar muito. 

Ai ligavam, aquilo levavam para casa deles. Quando eram coisas pequenas de casa não entregavam a ninguém, ficavam com as coisas para eles.

 Então ia lá buscar o tabaco e as coisas para casa? 

 Tabaco, azeite, massa, arroz, essas coisas assim. Depois casei vim para aqui e só fui aos recos. Só daquela vez, depois dissera que não voltava ao Couto e não voltei.
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<DOC DOCID="HAREM-211-00867">
www.abola.pt - Benfica (edição de quarta-feira)
Sport Lisboa e Benfica
Estádio da Luz começou a ser esventrado
Máquinas avançaram!
A Somague tomou definitivamente conta das operações e o Estádio da Luz já não é o mesmo. Os camarotes da zona norte do recinto estão a ser destruídos, mas a demolição propriamente dita do que resta da catedral só acontecerá lá mais para o final do mês. No exterior, as rampas número 3 e 4 perderam a vida, permitindo assim a passagem das máquinas.
Armando Jorge e Victor Fonseca sacrificaram-se para responder às exigências de Camacho
Três meses sem folgas para curar meio plantel
Há muitos meses que o departamento médico do Benfica não estava tão desanuviado. Apenas Mantorras não está a trabalhar com o restante plantel, dado que Roger e Cristiano já evoluem a caminho da recuperação plena. Com a chegada de Camacho e as alterações no departamento médico os hábitos alteraram-se, com os fisioterapeutas Armando Jorge e o jovem espanhol Victor Fonseca a terem trabalho redobrado a ponto de acumularem centenas de horas e gozarem poucos dias de descanso em três meses. É, por isso, com grande orgulho que têm, neste momento, o luxo de gozarem um domingo inteiro de folga. Este último foi passado, em parte, com A BOLA.
Reforma do departamento médico dependerá da continuidade do técnico
Mais três fisioterapeutas a caminho
Uma das grandes bandeiras de Luís Filipe Vieira visando a reestruturação do futebol profissional prende-se, em muito, com a alteração do departamento médico. Prevenir e curar rapidamente lesões é sinónimo de poupança de milhares de euros e o trabalho acumulado por Armando Jorge e Victor Fonseca prende-se com dois factores: a exigência aumentou e o número de elementos é reduzido. Por isso, à semelhança dos grandes clubes, o Benfica poderá contar na próxima época com cinco fisioterapeutas e dois médicos. Bastará renovar com José Antonio Camacho que a nova ordem avançará.
Classificações Informações gerais
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<DOC DOCID="HAREM-841-00873">
Centro Social dos Montes Altos
Quem Somos?
O Centro Social dos Montes Altos é uma Instituição Particular de Solidariedade Social prioritariamente vocacionada para a intervenção junto da população idosa. Foi criado em 1993, numa altura em que Montes Altos contava com menos de dez habitantes, correndo o risco de desaparecer do mapa, à semelhança de algumas povoações vizinhas. O Centro Social travou efectivamente o processo de desertificação da povoação de Montes Altos, traduzido na quadruplicação do número de habitantes no espaço de uma década.
Inicialmente a Instituição diligenciou no sentido de assegurar a melhoria das condições de vida dos habitantes da povoação, que se traduziu, designadamente, na construção de balneários públicos, alcatroamento das ruas no interior da povoação e do troço de estrada que faz ligação com a Mina de São Domingos, distribuição domiciliária de água canalizada e realização de obras de adaptação de uma das antigas escolas primárias (que é hoje o Centro Social).
O Centro Social dos Montes Altos é um polo dinamizador da vida social e cultural de Montes Altos, bem como das povoações vizinhas, desempenhando igualmente um importante papel ao nível do desenvolvimento económico e social da região, nomeadamente pela criação de postos de trabalho e desenvolvimento de projectos em diversas áreas.
Nos dias de hoje o Centro Social oferece um extenso leque de serviços de apoio à população idosa - Centro de Convívio e de Dia, Apoio Domiciliário e Lar de Terceira Idade. Constitui-se assim como referência no concelho de Mértola, ao testemunhar uma notável capacidade de afirmação do local e de auto-organização da população.
Quem Somos? Onde Estamos Área Intervenção Filosofia Nota do Presidente Corpos Sociais Funcionários Organigrama Projectos Memórias Imprensa Portfólio Edições Montes Altos *** Sugestões Ligações Livro de Visitas Lista de mail Contactos Intranet © 2002-2003, Todos os direitos Reservados » Rui Serra
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<DOC DOCID="HAREM-692-00887">
Untitled Document
 :: Delegação olímpica brasileira tem agenda cheia no Rio
 Parte dos atletas que vão representar o Brasil em Sydney estiveram ontem de manhã no Rio de Janeiro, para tirar a foto oficial da delegação.
A cerimônia foi realizada na Escola Naval da cidade.
Junto com os 90 atletas olímpicos presentes estavam 40 profissionais que vão a Sydney, entre médicos, psicólogos, chefes de equipe e presidentes de confederações.
Todos vestiam o uniforme social, que será usado no desfile da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 15 de setembro.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também participou do evento.
Após a foto oficial, os integrantes da delegação foram vacinados contra a gripe australiana.
Em seguida participaram do seminário "Transformando sonhos em medalhas", do médico e consultor Roberto Shyniashiki, que acompanhará a delegação aos Jogos.
Ele enfocou a importância da força do pensamento para a realização do sonho olímpico.
Esse foi o primeiro evento de integração dos atletas promovido pelo COB.
De acordo com o comitê, a equipe brasileira em Sydney será composta por 205 atletas.
Esse número pode aumentar caso os tenistas André Sá, Fernando Meligeni e Miriam D'Agostini consigam a classificação pelo ranking geográfico das associações de tênis e o velocista Sanderlei Parrela seja absolvido da acusação de doping.
O doping, aliás, foi um tema bastante presente durante o evento.
Nuzman alertou os atletas para que não comam nada que não seja oferecido por um componente da comissão técnica de sua modalidade.
O presidente do COB enfocou que seria uma vergonha ter de enfrentar um caso positivo de doping durante os Jogos.
VOLTAR 

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<DOC DOCID="HAREM-33J-00891">
Palmeiras e Corinthians treinam hoje
Os jogadores do Palmeiras treinam às 9h, no Centro de Treinamento.
O treino deve ser só recreativo.

Depois do treino, os jogadores voltam ao Lord Hotel, onde estão concentrados desde a noite de ontem.

Interessado em organizar um livro de arte sobre viajantes, Ronaldo Graça Couto, da produtora Metavídeo/Metalivros, tomou conhecimento da pesquisa e procurou Belluzzo.
Ficou então sabendo de sua intenção ou sonho de transformar o resultado em uma exposição, inclusive dos primeiros contatos nesse sentido com a Pinacoteca de São Paulo

Couto procurou a Odebrecht.
Entre 40 outras idéias, «Brasil dos Viajantes» foi selecionado para comemorar os 75 anos de atividade do grupo empresarial.
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<DOC DOCID="HAREM-527-00903">
 Na referencia que repassei ontem nao dei oa direção para o Relatorio: 
 Making New Technologies Work for Human Development 
 http://www.undp.org/hdr2001/. 
 FAZENDO AS NOVAS TECNOLOGIAS TRABALHAREM PARA 
 O DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 Este é o Relatorio do programa das nações unidas para para o desenvolvimento, recentemente lançado para o ano de 2001. 
 As redes de tecnologia transformaram a agenda tradicional de desenvovimento expandondo um novo horizonte de realizações para o ser humano. 
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<DOC DOCID="HAREM-221-00911">
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Na realidade, as grandes empresas ao lançarem um projecto de
e-Business precisam de adquirir hardware, software, configurar e parametrizar servers e centenas de postos de trabalho, formar milhares de colaboradores e articular dezenas de níveis hierárquicos.
Ao contrário as PME's, pela agilidade, dimensão e capacidade de adaptação, podem responder, MAIS DEPRESSA, às necessidades do mercado, instalar e desenvolver soluções de e-Business, daí resultando vantagens competitivas face àconcorrência.
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<DOC DOCID="HAREM-40J-00912">
Revista tem fotos pornô de Harding
A patinadora Tonya Harding, banida das competições por ter planejado atentado contra a rival Nancy Kerrigan, será o destaque de setembro da revista «Penthouse».

Segundo o jornal «USA Today», a revista publicará fotos nas quais Harding aparece mantendo relações sexuais com seu ex-marido, Jeff Gillooly.

A legislação prevê multa de 300% sobre o valor da venda para quem se recusar a emitir a nota.
Depois, haverá campanha de fiscalização e aplicação de multas para quem for pego em flagrante.

O objetivo da campanha é aumentar a arrecadação dos impostos.

É gratificante exibir opiniões progressistas, dessas que fazem chover cartas de apoio no «Painel do Leitor».
A verdade, porém, não dá cartas nem votos.
A verdade ofende «somos uns boçais».

O fato é que o caos sangrento de nossas ruas é o resultado conjunto de nossas próprias ações, embora ninguém individualmente tenha a intenção de produzí-lo ou sequer tenha poder para isso.
A responsabilidade é a um só tempo de todos e de ninguém.
Nós, motoristas, pais e jovens brasileiros, somos os piores inimigos de nós mesmos.

É um equívoco reduzir a liberalização comercial ao neoliberalismo.
Afinal, a abertura começou na economia brasileira movida por considerações pragmáticas e objetivas.
Simplesmente tornara-se impossível, por razões tecnológicas, comerciais e financeiras, estimular o desenvolvimento com base na substituição de importações.
Tal política convertera-se, com o avanço da globalização econômica, em sinônimo de proteção ao atraso, ao desperdício e à ineficiência.
</DOC> 
<DOC DOCID="HAREM-359-00937">
Os outros que aproveitassem obter informações dos defuntos, situação e paradeiro dos antepassados. 0 corvo, através da sua tradução, responderia às perguntas. Os pedidos logo acorreram, numerosos. Zuzé já não tinha quarto, era gabinete. Não dava conversa, eram consultas. Prestava favores, adiava as datas, demorava atendimentos. Pagava-se com tabela: morridos no ano corrente, cinquenta escudos; comunicação com anos transactos, cento e cinquenta; mortos fora de prazo, duzentos e cinquenta. 
E aqui entra na história Dona Candida, mulata de volumosa bondade, mulher sem inimigo. Recém-viúva, já ex-viúva. Casou rápido segunda vez, desforrando os destemperos da ausência. Quando recasou, escolheu Sulemane Amade, comerciante indiano da povoação. Não tinha passado tempo desde que morrera Evaristo Muchanga, seu primeiro marido. 
Mas Candida não podia guardar a vida dela. Seu corpo ainda estava para ser mexido, podia até ser mãe. Verdade é que, nesse intervalo, nunca foi muito viúva. Era uma solitária de acidente, não de crença. Nunca abrandou de ser mulher. 
- Casei. E depois? Preciso explicar o quê? 
E nestas palavras, Dona Candida começou sua queixa para Zuzé Paraza. Quando se soube solicitado, o adivinho até adiantou a data da consulta. Nunca tinha chegado uma mulata. Os préstimos de Zuzé nunca tinham sido chamados tão acima. 
Não sou qualquer, Sr. Paraza. Como é que me sucede uma coisa dessas?  
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-97I-00943">
DUAS EXPOSIÇÕES EM PORTUGAL

TERESA REBELO

O PASSADO DA IMPRENSA EM MACAU
Desta exposição "200 Anos de Jornalismo Português em Macau" saímos com a certeza de que os portugueses foram os grandes impulsionadores do jornalismo na China e no Extremo Oriente, exercendo Macau um papel fundamental em todo este processo

Promovida pela Missão de Macau, Instituto Cultural e Gabinete de Comunicação Social de Macau, a exposição está instalada por agora na Torre do Tombo, em Lisboa, mas depois de 15 de Setembro será transferida para o Museu da Imprensa no Porto.
Conscientes de que vamos entrar na era do passado, não por já sabermos de antemão que o peso da imprensa portuguesa no território está pendente do futuro, mas porque entramos na Torre do Tombo, somos logo informados de que o primeiro jornal impresso do continente chinês e da Ásia Oriental segundo a moderna tecnologia da época, em caracteres móveis metálicos, foi "A Abelha da China", uma publicação surgida em 1822, escrita em português, com uma opinião crítica e política da realidade de Macau. Como bem podemos ver exposto e ler no exemplar fac-similado que nos é oferecido, o primeiro número deste jornal mostra-nos que o seu objectivo jornalístico era divulgar os ideais do liberalismo saídos da Constituição de 22, justapostos aos limites castradores da administração então vigente.
Depois do "Abelha da China" apareceram nove jornais portugueses, todos eles mencionados nesta mostra, sendo muito mais demorado o surgimento do primeiro jornal chinês pela mão de um macaense, com o nome de "Ching- Hai Tsung Pao" ou "O Echo Macaense". Fundado em 1893, publicado em versão chinesa e portuguesa, este jornal foi o veículo das doutrinas revolucionárias do líder histórico Sun Iat Sen que, tanto pelo seu carisma político como pela sua colaboração em vários jornais de Macau, tem reservados nesta exposição vários lugares de destaque. Aliás, são várias as figuras mediáticas de Macau mencionadas em jeito de referência temática e outra delas é Monsenhor Manuel Teixeira a quem se presta homenagem por ser o português mais antigo no território a assinar uma coluna num jornal e pela sua obra A Imprensa Portuguesa no Extremo Oriente em que dá notícia do número de títulos de jornais impressos em português no Oriente, títulos como "O Português" ou "O Petardo", que eram jornais de Hong Kong impressos em Macau (ler artigo na Revista Macau, n.º 47, Março 96).
São cerca de 90 os títulos dos jornais que registaram os acontecimentos dos últimos dois séculos de presença portuguesa no local, muitos deles expostos na Torre do Tombo numa panóplia de vitrinas, que provam que Macau exerceu influência determinante em todo o processo jornalístico português a Oriente. Se a conservação dos títulos portugueses impressos foi quase inexistente ao longo de todos estes anos, o mesmo aconteceu com a Imprensa Chinesa, e o que resta para a realização duma História da Imprensa em Macau esteve guardado nos arquivos da Biblioteca do Leal Senado e na Biblioteca Sir Robert Ho Tung. 

Liberdade de imprensa e censura

Bem lembrado nesta mostra está o primeiro acto de censura à Imprensa em Macau. Em 1824, uma ordem do governo local publicada na "Gazeta de Macau" ordenava um auto-de-fé ao número L do "Abelha da China" classificando-o de "infame", "mandando-o dilacerar e queimar" por "artigo de ofício ". Ficamos a saber que nem sempre foi evidente a liberdade de expressão jornalística em Macau ; durante a II Guerra Mundial tanto a Imprensa Portuguesa como a  Chinesa eram controladas por censores japoneses e, para ilustrar isto, reparamos nos exemplares expostos, a forma como os jornais chineses reagiam ao lápis da censura: frequentes vezes, em substituição do texto reprimido, punham cruzes ou deixavam espaços em branco. Depois da revolução de Abril, referenciada não só nos jornais portugueses mas também nos jornais chineses fixados num painel próprio, notamos que o jornalismo que se fez em Macau conheceu um certo florescimento, mas é certo que, passados tantos anos sobre o 25 de Abril e as suas conquistas, fala--se agora na existência de outro tipo de censura naquela pequena parcela da China, por ventura tanto ou tão mais castradora da liberdade de expressão: a auto-censura jornalística, talvez mais frequente na imprensa chinesa. 
A exposição pretende ilustrar uma certa herança de liberdade, tolerância e pluralismo que os portugueses vão deixar quando transferirem a administração do território para a China. A isto, o director do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, Afonso Camões, afirma na brochura da exposição : "o futuro da liberdade de Imprensa em Macau dependerá, em boa medida, daqueles que a exercem hoje. Mas caberá sempre lembrar aos potenciais fautores que as liberdades de expressão e de imprensa estão salvaguardadas na Lei Básica que há-de vigorar para lá de 1999."

Mais perto do presente

Mais perto do passado, do presente e do futuro está a Revista MacaU, em predominante destaque na exposição tanto pela quantidade de revistas expostas e para consulta como pela qualidade dos artigos expostos que cobrem os acontecimentos mais relevantes dos últimos anos no Território. Esta revista mostra ser uma referência fundamental na Imprensa local tanto pelo seu papel dinamizador do registo dos acontecimentos sociais e políticos em Macau para o futuro, como pelo esforço de registo histórico sobre a Presença dos Portugueses em todo o Oriente ao longo dos séculos. Assuntos como a Unificação do Território, o Ecumenismo Religioso, a Construção do Aeroporto ou o Sistema de Ensino em Macau caminham lado a lado com outros assuntos não menos importantes para a nossa História no Território, como os trabalhos publicados na revista sobre "A Sociedade da Rosa" ou "A Oferta dum Leão ao Imperador da China no séc. XVII".Todos estes assuntos são tratados pela importância que têm para a memória colectiva de Macau junto da diáspora portuguesa e das comunidades macaenses espalhadas pelo mundo e justificam por si só a relevância com que estão expostos na Torre do Tombo.
Actualmente existem oito jornais chineses em Macau, destacando-se os dois mais importantes que são o "Ou Mun" e o "Va Kio" e não esquecendo que apenas são aí tratados os acontecimentos portugueses com repercussões directas na população local. Na Imprensa portuguesa, destacam-se até pelos exemplares existentes para consulta na exposição os diários "Jornal Tribuna de Macau", "Macau Hoje" e "Futuro de Macau" assim como os semanários "Ponto Final" e "O Clarim". São estes actualmente os jornais impressos que constituem o quadro editorial de Macau, mas cuja sobrevivência é indissociável da importância que a comunidade portuguesa terá no futuro naquele território. A salientar também o convite à navegação pela Internet, em que os visitantes podem consultar uma base de dados, a Página Oficial de Macau e a Página da Lusa entre outras.
Para salvaguardar a memória desta exposição foi editada uma brochura sobre o evento, embora seja indiscutível que há matéria histórica para a publicação de um verdadeiro almanaque sobre a História da Imprensa em Macau. Se é certo que em 200 anos de Jornalismo exposto conseguimos perceber a importância da Imprensa Portuguesa em Macau, tão certo não será seguramente a sua relevância depois da transferência do território para a China.

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ORIENTE/OCIDENTE: MACAU NO PORTO

"Oriente/Ocidente: Artistas de Macau" é o título da exposição patente no Porto entre 18 de Junho passado e 12 deste mês de Julho, no edifício do antigo Mercado Ferreira Borges.
A iniciativa, espécie de reencontro entre duas cidades geminadas pelos respectivos municípios, coube ao Leal Senado de Macau e à Câmara Municipal do Porto e reuniu um conjunto de 144 obras de 34 artistas, abrangendo as áreas da Pintura, do Desenho, da Ilustração, da Gravura, da Fotografia e do Design Gráfico.
A abertura do evento contou com a presença de Fernando Gomes, presidente da Câmara Municipal do Porto, e do vereador Wan Chun, em representação de Sales Marques, presidente do Leal Senado, a qual foi enriquecida com um pequeno concerto em que os instrumentistas Wong On Yuen e António Ferro, tocando ehru e viola-baixo, respectivamente, interpretaram várias peças editadas no disco compacto Sinais de Yuanju.
O amplo espaço das três naves do recinto, cujo edifício data de finais do século passado e foi recuperado há alguns anos para receber eventos de natureza diversificada, acolheu com dignidade aquela exposição, comissariada por António Andrade, o qual considera ter-se conseguido ´uma amostragem bastante representativa do desenvolvimento alcançado pelas artes plásticas contemporâneas de Macau". 
F.A.
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<DOC DOCID="HAREM-108-00949">

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<DOC DOCID="HAREM-33K-00951">
 Estágio da União de Leiria 

  A União de Leiria cumpriu ontem o segundo dia de estágio em Ofir . 
  A equipa realizou treinos bi-diários: de manhã com bola e à tarde, na Mata de Ofir foi a vez de "puxar" pelo aspecto físico . 
  A intensidade dos treinos foi maior que nos outros dias . 
  Na sessão matinal, marcaram-se os primeiros golos do estágio . 
  Primeiro, Leandro inaugurou o marcador, com um soberbo golo de cabeça, a passe de Quim-Quim junto à linha de canto . 
  Batrinu imitou-o, de seguida, também com um bonito golo de cabeça . 
  De referir o poder de elevação do ex-jogador do Dínamo de Bucareste . 
  Em relação ao treino de anteontem verificaram-se algumas alterações nos dois conjuntos . 
  Assim, os "verdes" alinharam com Miroslav (Mingote), Bilro, Renato, Batrinu, Nuno Valente, Vouzela, Leão, Chiquinho, Zezinho, Paulo Vida, João Manuel . 
  Tendo-se registado alterações a nível de meio campo e ataque . 
  Na zona da frente, saiu Herivelto e entraram Chiquinho, Zezinho e Paulo Vida . 
  Sem colete jogaram Baptista, Paulinho, Ramos, Paulo Duarte, Morgado, Hugo, Dinda, Leandro, Reinaldo, Herivelto, Quim-Quim . 
  No final, a "peladinha" registou um empate . 
  Mário Reis apostou na velocidade em ambas as sessões e os jogadores chegaram ao final do dia «estoirados» . 
  Apesar do esforço físico despendido pela totalidade dos atletas, a maioria tem dado provas de estar a entrar bem no ritmo exigido . 
  Paulo Vida e Herivelto atacam Ramos e Batrinu defendem Os avançados Paulo Vida e Herivelto destacaram-se na sessão de treinos matinal . 
  Ambos os jogadores tiveram mudanças de velocidade que dificultaram a acção defensiva do "adversário" . 
  Por seu lado, o sector defensivo mostrou duas novas contratações em grande plano . 
  Ramos, apesar da sua juventude, evidenciou segurança e "raça", sem medo de ir à bola . 
  O romeno, com o seu bom porte atlético, ganhou nos lances aéreos . 
  Embora, ainda longe do entrosamento ideal com os seus novos companheiros, Batrinu pode ser uma das opções válidas de Mário Reis para a zona mais recuada do terreno . 
  A primeira dispensa João Armando foi a primeira dispensa registada na equipa leiriense . 
  O jogador, que a priori já desconfiava que não ia ficar na equipa, abandonou ontem o estágio, à tarde, partindo para Paços de Ferreira, clube que vai representar na época 1999/2000 . 
  Esperam-se ainda mais dispensas, já que o plantel deve ficar reduzido a 26 jogadores . 
  Tal como nos outros dias, o plantel da União tem um treino agendado para as 9.30 horas, no campo do Neves e à tarde volta à Mata de Ofir para trabalhar o aspecto físico . 

Elisabete Cruz
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<DOC DOCID="HAREM-541-00955">
Planeamento Regional e Urbano
O doutoramento em Planeamento Regional e Urbano surge na sequência do Curso de Mestrado em Planeamento Regional e Urbano que é organizado dentro da Universidade Técnica por um conjunto de 5 Escolas: Instituto Superior Técnico, Instituto Superior de Economia e Gestão, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e Faculdade de Arquitectura.
Destina-se a mestres e licenciados nos domínios de arquitectura, engenharia civil, do território etc., silvicultura, paisagismo, geografia, antropologia, direito e planeamento regional e urbano, visando reforçar a multidisciplinaridade na investigação avançada e sua aplicação.
Pretende-se o aprofundamento metodológico e de desenvolvimento de instrumentos de planeamento territorial, assegurando a sua integração interdisciplinar e a demonstração da sua aplicabilidade e/ou aplicação em Portugal.
Os candidatos a doutoramento devem dominar ou adquirir a capacidade de saber utilizar as interfaces com a estatística a construção/informática, a modelística, estarem dispertos para os valores do património cultural e para o significado da imagética urbana, entender os meandros da Administração Pública e dos condicionamentos jurídicos, e dominar a linguagem ecológica e avaliar questões de ordem biológica e sócio-económica.
Como domínios interdisciplinares para investigação aplicada, apontam-se os seguintes:
Ordenamento do Território, Problemática das áreas Históricas, Habitação e Equipamentos, Desenho Urbano, Paisagismo, Transportes e Uso do Solo, Infraestruturas Regionais e Urbanas, Desenvolvimento Regional, Ordenamento Agro-Florestal, Planeamento Regional e Gestão Urbanística.
Planeamento Regional e Urbano - Doutoramentos atribuídos em anos anteriores
Nome do Aluno
Orientador
Título da Dissertação  Fernando Alves Paulo Dias Correia Avaliação da qualidade do espaço público urbano - proposta metodológica
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Copyright © 1997 - Instituto Superior Técnico
Av. Rovisco Pais
1049-001 Lisboa
Portugal
Tel. +351-218417000
Fax. +351-218499242
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<DOC DOCID="HAREM-722-00957">
Andréia Cristina B
Andréia Cristina B. Ramos - Mestrado - FOUSP - 1998 Orientador: Prof. Dr. Carlos de Paula Eduardo Título: Microinfiltração marginal em cavidades de classe V preparadas com alta rotação e com laser de Er:YAG - Estudo in vitro. 
 Resumo: A microinfiltração é uma das causas de insucesso da restauração. 
 Ela pode promover a descoloração marginal, cáries recorrentes, hipersensibilidade e o desenvolvimento de patologias pulpares. 
 Vários materiais e técnicas têm sido investigados com o propósito de minimizar ou eliminar a microifiltração ao redor das restaurações, especialmente nas margens gengivais de cavidades de Classe V, devido à ausência, na maioria dos casos, de esmalte nesta área. 
 O uso clínico de laser de Er:YAG em Dentística Restauradora é baseado principalmente na habilidade que este sistema possui de realizar preparos cavitários sem contato mecânico. 
 A ablação dos tecidos duros resulta em preparo cavitário com superfícies irregulares, proporcionando uma forma adicional de retenção micromecânica para os materiais restauradores estéticos e talvez melhorar o selamento marginal. 
 O propósito deste estudo foi avaliar através de lupa estereomicroscópica, microscópio eletrônico de varredura e também caracterizá-las através de análise por energia dispersiva de raios X, os graus de microinfiltração marginal encontrados em cavidades de Classe V preparadas com o laser de Er:YAG e comparar com os graus encontrados nas cavidades preparadas com alta rotação. 
 Para este estudo, foram utilizados 36 dentes terceiros molares humanos extraídos, divididos igualmente em 3 grupos: grupo 1 - preparado com alta rotação e condicionado com ácido fosfórico a 35%, grupo 2 - preparado com laser de Er:YAG e condicionado com ácido fosfórico a 35%
 e grupo 3 - preparado e condicionado com laser de Er:YAG.
 Os espécimes foram restaurados com sistema adesivo dental Single bond (3M) e resina composta fotopolimerizável Z100 (3M), estocados a 37ºC em estufa por 24 horas, termociclados, imersos em solução de nitrato de prata a 50% por 24 horas em total ausência de luz e revelados em solução reveladora sob luz fluorescente por 6 horas.
 Foram seccionados e avaliados através de lupa estereomicroscópica, microscópio eletrônico de varredura e análise por energia dispersiva de raios X. Os resultados foram submetidos aos testes estatísticos de Kruskal-Wallis e Mann-Whithey. 
 Concluiu-se que as cavidades preparadas com o laser de Er:YAG, assim como as preparadas com alta rotação, ambas condicionadas com ácido fosfórico a 35% (grupos 1 e 2) mostraram menores graus de microinfiltração do que as cavidades preparadas e condicionadas com o laser de Er:YAG (grupo 3). 
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<DOC DOCID="HAREM-802-00958">
 VII CONGRESSO NACIONAL DE REGISTRO CIVIL Segue reprodução fiel do material de divulgação do VII Congresso Nacional de Registro Civil, publicado na página do Recivil-MG na Internet.
Aproveitamos o ensejo para agradecer ao presidente da entidade Paulo Alberto Risso pelo convite para proferirmos naquele evento palestra sobre informatização das serventias.
O governo federal manifestou interesse em participar do VII Congresso Nacional do Registro Civil, em Belo Horizonte, e deverá enviar representantes do Ministério da Justiça, Comunidade Solidária e Secretaria de Direitos Humanos.
Os registradores poderão discutir com o governo a campanha em torno da Gratuidade Universal, que deverá ser lançada em novembro.
O congresso foi adiado para os dias 09, 10 e 11 de outubro.
Mas tudo indica que o evento será da mais alta qualidade.
O local escolhido para o encontro foi o Merit Plaza Hotel, que fica bem no centro da capital mineira, para facilitar o acesso aos participantes.
Está confirmada a presença do Dr. Walter Ceneviva, considerado uma dos maiores especialistas em registro civil do Brasil.
Além de autoridades do Chile e da Argentina, relatando experiências do registro civil naqueles países.
Pois simultaneamente, estará sendo realizado o I Congresso Latino-Americano de Registro Civil.
Entre os temas a serem debatidos estão a Lei da Gratuidade Universal, vistoria de veículos, o Selo de Fiscalização e a própria modernização dos serviços cartorários.
Você, oficial do registro civil, não pode ficar de fora!
É o futuro da classe que está em jogo.
Todos precisam participar da discussão.
Entre em contato com a secretaria do Recivil, para fazer sua inscrição e obter mais informações.
Av. Prudente de Morais, 901 sl 507 Belo Horizonte, MG - Brasil CEP 30380-000 E-mail: recivil@recivil.com.br Telefone : (031) 297-2141
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<DOC DOCID="HAREM-27H-00966">
Incêndio em habitação causa dois feridos 

Um incêndio numa habitação provocou ontem de madrugada um ferido grave e um ligeiro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, informou fonte dos bombeiros. 
O fogo, que deflagrou cerca das 06h50 numa casa térrea, causou ferimentos numa idosa de 82 anos, o caso mais grave, e no seu enteado, um homem de 32 anos, ambos transportados para o Hospital de São João, no Porto. 
Segundo a fonte, o incêndio ocorreu numa habitação situada numa "ilha", na Rua Coronel Sarsfield, em Leça da Palmeira, a cerca de 500 metros do quartel dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça, o que facilitou a pronta intervenção para impedir que as chamas atingissem as casas vizinhas. 
No combate às chamas, cujas causas são desconhecidas, estiveram envolvidos oito homens dos Voluntários de Matosinhos-Leça, com duas viaturas. 
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<DOC DOCID="HAREM-232-00969">
Universidade do Sagrado Coração
1953.
0 Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus recebe autorização para o funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus, através do Decreto nº 34.291/53.
Geografia, História, Letras e Pedagogia são os cursos autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura.
Vestibular e a Primeira Aula.
primeiro vestibular ocorre em 1954.
A primeira aula é proferida em 7 de março do mesmo ano, sendo a Faculdade reconhecida antes da formatura de sua primeira turma, em 1956.
Faculdade de Música.
Dez anos após a instalação da Faculdade de Filosofia, o Instituto das Apóstolas;
consegue transformar o antigo Conservatório Musical Pio XII em Faculdade de Música.
1967.
Expansão do Ensino Superior.
Instala a partir deste ano novo novos cursos em atendimento ao mercado de trabalho, Ciências, Psicologia, Formação de Psicólogo e Estudos Sociais.
1970.
Novas e Modernas Instalações.
Deixando o tradicional prédio da avenida Rodrigues Alves, é inaugurada a grande obra arquitetônica que constitui hoje a USC - Universidade do Sagrado Coração.
1971.
Instituição do Primeiro Ciclo.
Consciente do hiato existente entre o ensino colegial e os estudos universitários, as Faculdades do Sagrado Coração o Primeiro Ciclo, cujo objetivo é o de superar as insuficiências do ensino pré-universitário e desta forma, promover o ajustamento do vestibulando as novas exigências dos Cursos Superiores.
De 1970 a 1999.
Na década de 70 são instalados os cursos de Habilitação em Biologia e Enfermagem, nos anos 80, Farmácia, Nutrição e Fonoaudiologia e na última década os cursos de Tradutor, Secretáriado Executivo Bilíngüe, Matemática, Química, Análise de Sistemas, Filosofia, Administração, Habilitação em Artes Cênicas, Fisioterapia, Odontologia e Terapia Ocupacional.
Hoje.
Uma USC Vibrante.
Sob a direção geral da Dra. Irmã Jacinta Turolo Garcia e contando com aproximadamente 6.000 alunos, distribuidos nos seus 29 cursos e suas habilitações, possuindo na sua docência 350 professores, com apoio numa equipe técnica de sustentação sob a responsabilidade de 290 funcionários, a Universidade do Sagrado Coração cumpre um trabalho da mais alta relevância, forma um novo homem, cidadão, para um mundo mais justo e basicamente cristão.
© Copyright 2000 - IASCJ.
Todos os Direitos Reservados E-mail: webmaster@usc.br
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<DOC DOCID="HAREM-248-00970">

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<DOC DOCID="HAREM-872-00971">
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 COMPRAS As melhores compras incluem os pulôveres das Ilhas Aran, os produtos de lã ( jaquetas, coletes, boinas, chapéus, saias), os cristais de Waterford, as cerâmicas, o artesanato em linho e as jóias e bijuterias inspiradas nos desenhos do Book of Kells e nos mitos celtas.
As plantas locais e a vida selvagem também são inspiração para essa arte.
O Condado de Galway produz o Claddagh ring "tradicional anel de noivado " feito em ouro, prata ou em pedras.
Os artefatos religiosos também valem ser destacados.
Ler é uma paixão nacional, portanto existem excelentes livrarias.
Em Dublin, a maior é a Eason and Son,que tem uma variedade enorme da literatura irlandesa.
Os instrumentos musicais são feitos em várias regiões, mas o Condado de Clare é conhecido como "the singing county".
As harpas são especialmente feitas em Dublin e Mayo.
Nào poderia esquecer, é claro do whiskey e de algumas guloseimas como as algas marinhas secas, que são comidas cruas ou misturadas na comida.
Em Dublin passeie no shopping St.
Stephen's Green, na Grafton Street e na a O'Connell Street.
Tem muitas lojas para apreciar.
Em Waterford, visite a fábrica de cristais Waterford (Waterford Crystal Factory), que foi fundada em 1783 e fica a 2,5 km ao sul do centro da cidade.
Você verá o processo de fabricação das peças.
O linho irlandês é famoso no mundo todo e de alcance inigualado.
Há uma variedade enorme que inclui colchas extravagantes, toalhas de mesa encaracoladas, guardanapos, etc. Enfeites em linho com finos entrelaços estão por toda a Irlanda, mas principalmente em Limerick e Kenmare.

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<DOC DOCID="HAREM-638-00988">

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<DOC DOCID="HAREM-435-00992">
 Mas custou-lhe?

 Custou muito habituar-me à vida de casada. Sentia falta da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos.

 Sentia-se sozinha?

 Não era bem sozinha porque o marido estava sempre ao meu lado, era falta da companhia dos pais e dos irmãos. Ainda por cima, tinha muitas saudades da minha irmã pequenita. No casamento ela não me largava, com medo que eu saísse.

  Foi morar para longe dos seus pais?

 Não, não é longe, é rápido. Agora com a via rápida é um tirinho.

 Quantos anos chegou a namorar com o seu marido?

 Para aí dois anos.

 E como recorda esse tempo de namoro?

 Conheci-o na Cruz Vermelha, estava a tirar o curso de Socorrista. Quando me disseram que tinha que me preparar para os cortes, para socorrer acidentados, eu desisti porque acho que não tenho coragem. Só fiz dois mesitos de curso e foi durante esse tempo que conheci o meu marido. Começamos a sair. Eu conheci a família dele, gostei da família e juntamos os trapos.

 E agora como tem sido o casamento?

 É como dizem sempre os casados - "Se soubesse não casava!" Eu acho que toda a gente diz isso! A gente só quer casar, experimentar, para depois poder também dizer isso. A vida de casada é diferente! Eu acho que não temos tanta liberdade como em solteiros. Quando uma pessoa quer ir a algum lado, tem que dizer ao marido, se não digo ele fica chateado. É diferente! Uma pessoa se quiser comprar qualquer coisa fora do orçamento tem que dizer "Dá para comprar?" É diferente! Enquanto que em solteira fazíamos aquilo que queríamos.

 Mas é uma pessoa independente?

 Sou.

 Acha que a referência da sua mãe a trabalhar cá influenciou o concurso para a Universidade do Minho?

 Não, a minha mãe não é muito de "arranjar padrinhos", ela não gosta muito de pedir, sempre foi contra isso e ainda bem. Eu também sou contra esses princípios de tentar meter a pessoa tal, porque às vezes não conhecemos bem a pessoa e depois ficamos mal. Mas não foi com palavras da minha mãe, com "cunhinhas" da minha mãe, que eu entrei.

 Quando entrou para a Universidade?

 Entrei para a Universidade em 1987 ou 88,  estava a estudar e concorri para a Função Pública, quando dei por ela fui aceite. Depois tive que escolher entre continuar a estudar ou começar a trabalhar e optei por começar a trabalhar.

 Qual a primeira função?

 Secretaria da escola de Engenharia, trabalhar com o senhor Falcão.

 Onde ficavam as instalações?

 Eram nos pavilhões junto às piscinas da rodovia, que se chamavam Pavilhões Verdes.

 Como eram as instalações?

 Aquilo era um bocado horroso, parecia uma prisão, era tudo em blocos, não parecia uma universidade. Quando cheguei lá e olhei para os pavilhões fiquei espantada com as instalações da universidade, aquilo era provisório. Estive lá uns cinco anos a trabalhar.

 E como era o ambiente?

 Eu sempre tive bom ambiente de trabalho. Gostei de trabalhar com o Falcão, aprendi muitas coisas, foi um bom chefe, muitos conhecimentos do meu trabalho devo a ele. Depois fomos para a D.Pedro V e mais tarde vim para  Gualtar.

 E na D. Pedro V como era?

 Era ainda pior! Eu não gostei porque estava num buraco. Eram apartamentos. O ambiente de trabalho também era espectacular, só não gostava do local de trabalho onde estava a exercer funções porque uma pessoa chegava ao fim do dia e sentia fisicamente e mentalmente um desgaste muito forte. Agora, em relação a este local de trabalho, aqui em Gualtar, é muito mais espaçoso, tem luz natural e luz artificial. Em D.Pedro V, o gabinete era muito apertado, muito pequeninho, não havia nenhuma janela, Também estive pouco tempo lá.

 Quem trabalhava consigo?

 Era só eu. A Luísa trabalhava lá antes de eu entrar, mas ela não estava a secretariar o Departamento de Informática, estava a secretariar o INESC, não fazia parte do departamento. Quando eu fui fazer parte do departamento estava sozinha.

 Em que ano veio para Gualtar?

 Deve ser para aí há três anos que estamos aqui.

  E recorda-se de alguma história engraçada que se tenha passado durante esse percurso que está cá na Universidade?

 Só fixei uma coisa com a doutora Isabel Ferreira. Ainda tinha entrado há pouco tempo no Departamento de Informática e o Falcão mandou-me ir ao pavilhão de Física que ficava em frente. O pavilhão tinha um sistema de segurança nas portas , naquela altura, porque já tinha sido assaltado várias vezes. O Falcão mandou-me ir buscar uns papéis. Eu entrei no pavilhão, a porta estava aberta.  Daqui a pouco aparece-me a doutora Isabel - "O que é que você está aqui a fazer?" Pega-me na camisola e leva-me lá para fora. Não me deixou falar nem nada. Eu queria explicar-lhe, mas ela só dizia: - "Não tem nada que estar aqui! Escorraçou-me do pavilhão. Depois eu fui ter com o Falcão e expliquei-lhe, e passado um bocado entra a doutora Isabel no nosso pavilhão e vê-me na secretaria e pergunta-me:- "Ai você é que é a funcionária?" E eu - "Pois sou." "Então porque é que não me disse?", "Não me deixou explicar, puxou logo por mim cá para a rua" . Foi assim uma cena engraçada.

  E nessa altura lembra-se quantos alunos existiam cá em informática?

 Números assim certos não sei, sei que eram mil e tal.Docentes eram cinquenta e tal.

 Quando veio para a Universidade do Minho tinha já o 12º ano?

 Não, ainda não tinha o 12º ano. Quando optei por vir para a universidade trabalhar, parei de estudar. 

 Então não chegou a concluir depois os estudos?

 Não, depois fiquei preguiçosa para ir estudar.

 Então quando é que acabou o 12º ano?

 Para aí há um ano ou dois.

 O que é que a fez retomar os estudos mais tarde?

 Tanta gente a concorrer para aqui, tudo com o 12º e eu sempre com o 10 incompleto. Foi então que decidi- "Tem que ser agora, senão fico para trás nos concursos." Porque podia prejudicar a minha vida profissional.

 Mas foi-se mantendo sempre actualizada, foi fazendo o curso de formação?

 Eu fui fazer um curso de formação, no IGAP, no Porto e disse que nunca fazia cursos no Porto. Eu já disse aos meus superiores: -"Vou tentar arranjar cursos cá em Braga." Agora estou a fazer aquela acção de formação aqui, em Gualtar, que é gratuíta. Sempre que for em Gualtar eu prontifico-me e quero ir fazer cursos, agora para o Porto, nunca mais.

 Mas porquê?

 É muita confusão, perde-se muito tempo. Eu nos restaurantes ou outros sítios assim, eu perdia-me. Uma vez perdi-me lá numa rua. Meti-me numa rua para tentar arranjar restaurante, depois já não sabia onde é que estava, já não sabia ir ao sítio do curso.

 Mas então vai sozinha, não vão outros colegas consigo, cá da universidade?

 Eu ia com uma colega, mas ela juntava-se a um grupinho e eu não ia estar-me a meter. É como eu disse sou um bocado independente, isolo-me um bocado.

  Mas as funções que exerce cá tem evoluído? De alguma forma sente que exigem mais formação?

 Nós funcionários, vamo-nos sempre actualizando. A gente nunca sabe tudo, temos sempre coisas para aprender e, ainda por cima, na área dos computadores, todos os dias  aprendemos coisas novas. Acho que é um serviço um bocado monótono, e temos que diversificar mais um bocadinho. É por isso que eu gosto de fazer muita coisa. Ás vezes posso estar sobrecarregada com trabalho, mas gosto de fazer porque não gosto de estar sempre com aquela aflição - "Fazer só isto?" Eu gosto de ter muita coisa para fazer porque assim vou variando.

 Que género de actividades é que tem cá?

 Ora bem, atendimento aos alunos, aos professores, faço contratações de pessoal, docentes novos que entram, faço tanta coisa.

 E o atendimento aos alunos?

 Ora bem, com os alunos, não me dou assim muito bem, é por isso que estou agora a tirar o Curso de Função ao Atendimento, para ter mais um bocado de calma e paciência com os alunos.  Eu lido mais directamente com os professores, parte das burocracias, aquela papelada toda, as deslocações que eles fazem e os mestrados, mais com os mestrados. É como um apoio administrativo, tipo secretária, só que é secretária de um grupo grande de pessoas.  Acho que os alunos às vezes chateiam-nos com perguntas - "O professor tal está ali e não está aqui? E a que horas é que ele vem?" Parece que a gente tem que saber o horário do professor, quando é que ele está cá, quando não está. Os alunos pressionam-nos um bocado nesta parte, entendem que a gente tem de saber quase obrigatóriamente a vida do docente, se ele vem de manhã ou de trade. Eu tento explicar ao aluno, mas às vezes é difícil eles perceberem. Nós não temos obrigação de saber onde anda o professor.

  Quando entrou na universidade as suas funções eram exactamente as mesmas ou houve alterações entretanto?

 Houve, eu estava a trabalhar com o senhor Falcão, que actualmente é o chefe da Repartição dos Recursos Humanos, que me ensinou muita coisa. Naquela altura, era diferente, era eu que fazia as papeladas, tudo que era para fazer da parte das burocracias, vinha tudo do Falcão, ele dizia o que eu tinha que fazer. Actualmenete, eu já sei como é que é, e faço eu. As coisas vêm do director, que me diz o que quer, e eu faço. 

 Então nessa altura o seu ambiente de trabalho, o seu dia-a-dia era diferente?

 Era diferente porque tinha alguém acima de mim, tinha o chefe da secretaria que me dizia o que tinha que fazer e o que não tinha que fazer. Agora não sou regulada por ninguém.

 Agora ainda mantém relacionamento com os colegas que entraram consigo na mesma altura?

 Na altura trabalhava com o Falcão, a dona Ilda, uma senhora que se reformou, o Orlando e o Paulo. Esses dois últimos, foram para outros departamentos, porque, entretanto, extinguiu-se essa secretaria e passaram a existir as secretarias de departamentos. Antigamanente, era só uma secretaria para todos os departamentos e agora cada departamento tem uma secretaria. Quando começaram a dividir o pessoal por secretarias, eu fui para o Departamento de Informática. Lembro-me do primeiro dia que vim, levaram-me ao professor Valença. Chorei tanto porque não queria ir para um departamento com muita gente e a maior parte homens. Tinha medo em me adaptar mal a este departamento. O professor Valença foi muito simpático, andou a mostrar-me os gabinetes, a apresentar-me ao pessoal. Era a Luísa, a funcionária que estava a secretariar o INESC.Havia uma parte do INESC que estava sediada em D. PedroV, e ela estava a dar mais apoio ao INESC do que ao departamento, e então, eu fui para lá, para um gabinete que era buraquinho mesmo, era um quarto. Aquilo no D. Pedro V era tipo um apartamento, e eu não tinha luz directa no gabinete, não tinha janela nem nada. Ficava todo o dia ali, num quarto. O departamento começou a funcionar na D. Pedro V, mas acho que já funcionou, antes ao pé da Gulbenkian. O Centro de Informática também era lá, no tempo do professor Maia Neves como director, já não foi do meu tempo. Do meu tempo o director era o professor Valença, e por aí adiante, depois viemos para cá.

 Quer falar-nos um bocadinho mais do processo de adaptação ao departamento?

 Comecei aos bocadinhos a adaptar-me e o professor Valença também me ajudou a mostrar que naquele departamento as pessoas davam-se bem, que eu ia ser bem recebida, que ia correr tudo bem. Depois começou a pedir-me as coisas aos bocadinhos para não me assustar. Começou a pedir-me para tratar disto, para tratar daquilo, comecei a entrar no mecanismo e depois foi sempre a aviar. Começou a pedir coisas mais complicadas, mais difíceis e depois eu comecei a gostar.

 A dimensão da universidade era muito diferente daquela que é hoje?

 Ai era! Até no próprio departamento. Eu comecei a gostar tanto do departamento que abri um bar para os professores. Era eu que fazia a gerência do bar, ia buscar coisas fresquinhas de manhã e bebidas.

 A transição para Gualtar foi complicada?

 Quando vim para Gualtar já não vim sozinha, já vim com mais uma funcionária. Estive uns quatro anos sozinha, depois entrou a Helena. Eu lembro-me bem de uma coisa que o professor Pedro Henriques disse numa entrevista quando foi a Helena, perguntou-lhe se estava habituada a confrontar-se com o stress e disse-lhe para ela se preparar para o stress que ia ser aqui no departamento e ela respondeu - "Não há probelma nenhum!". E ela ainda se lembra disso: - "O professor Pedro Henriques tinha razão, uma pessoa às vezes sai daqui pior que sei lá o quê." Nós temos muito trabalho.

 Dentro dessa evolução de estar numa secretaria geral e passar para uma secretaria de um departamento, quais as mudanças?

 Foi logo o espaço, que é muito importante para me sentir melhor. Mas antes de virmos para aqui, ainda estivemos a trabalhar ao lado do Departamento de Matemática. Era um sítio melhor do que em D.PedroV, tinha mais espaço na secretaria, já havia janelas e tinha melhor material. O professor Valença também comprava logo o que eu queria. Eu queria um IMAC, um Macintosh, para me sentir bem e o professor Valença comprava. O que eu gostei mais foi quando viemos para cá, tinha as coisas mais perto de mim. Por exemplo, se eu precisasse de ir tratar qualquer coisa aos serviços académicos ia a pé, se precisasse de ir a um departamento qualquer lá ia eu. Não precisava de meter as coisas no correio, ia buscar infomação mais rápido.
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<DOC DOCID="HAREM-324-01011">
MOZART DE NOVO 

 Depois do redundante fracasso de "Dove Siete? 
  Io Sono Qui", a diretora italiana Liliana Cavani prepara um filme sobre as infâncias de Mozart e de sua irmã Mariana . 
  Difícil agora é achar as duas crianças . 
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<DOC DOCID="HAREM-221-01015">
APIR - Historial - Objectivos
Página Inicial (Home Page)
A P I R
Associação Portuguesa de Insuficientes Renais
Breve historial
L ançada em Novembro de 1977, por iniciativa de um grupo de IRC que se encontravam em hemodiálise em Espanha, e contando com o apoio de vários Insuficientes Renais e seus familiares, de médicos, enfermeiros e de outros trabalhadores de saúde no País, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais - APIR - viria a ser legalizada em 16 de Outubro de 1978, com a designação de APDR - Associação Portuguesa de Doentes Renais , através de escritura publicada do Diário da Republica nº 261, III Série, de 13 de Novembro de 1978.
Hoje, a APIR é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, não governamental, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que tem Associados e Representantes em todos os distritos do País, de Faro a Bragança, da Madeira aos Açores e na maioria dos centros de hemodiálise de Portugal. Por isso se assume como legítima representante dos Insuficientes Renais Portugueses, embora não menospreze a actividade que outras entidades possam desenvolver em favor destes doentes.
Elaborados em 1978, altura da Fundação, os Estatutos viriam a sofrer a primeira alteração em 1984. Em 1993 e após a experiência percorrida, tornou-se necessário actualiza-los às novas realidades e ao dia a dia da APIR .
Agora, meados de Julho de 2001 iniciou-se um novo processo de revisão dos actuais Estatutos no sentido de flexibilizar e agilizar ainda mais a sua aplicação à nossa actividade diária.
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<DOC DOCID="HAREM-514-01043">
 Filhos entram em campanha 'por tabela' . 

 Ter mãe ou pai candidatos é ver a casa cheia de "corpos estranhos" e aprender a conviver com desaforos 
 PRISCILA SÉRVULO 
 Da Agência Folha 

 Ser filho de político é, em geral, uma tarefa difícil . 


 Se o país inteiro comenta a votação de 3 de outubro, imagine o que acontece com quem mora na casa dos candidatos . 


 São eles quem aguentam ver a casa transformada em comitê . 


 Eduardo, 23, filho do candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Barros Munhoz, compara a campanha a uma guerra . 
  "É um grupo unido e mobilizado 24 horas por dia em busca de um objetivo concreto." 


 Thiago Cobra, 16, filho da vereadora e candidata a deputada federal pelo PSDB Zulaiê Cobra, diz que não entende muito de campanha . 
  Fica nervoso quando a mãe viaja . 
  "Ela acorda cedo, não come, nem dorme direito." 


 João Amin, 14, que tem o pai e mãe candidatos, descarta a possibilidade de ser político . 
  Sua mãe, Ângela Amin, quer se eleger governadora de Santa Catarina . 
  Seu pai, Esperidião Amin, concorre à Presidência da República . 


 João e os irmãos Luis Henrique Munhoz, 21, e Eduardo acham que sobra pouco tempo para ficar com a família . 


 Já Fabrício Cobra, 19, afirma que a política está no sangue . 
  "Eu abro o jornal, vejo os problemas e penso nas soluções." 


 Mas Fabrício acha importante ter uma carreira antes . 
  "Eu quero fazer economia a mesma profissão de meu pai." 


 João Suplicy, 20, filho da candidata a deputada federal pelo PT Marta Suplicy, deseja boa sorte à mãe, que tenta um cargo público pela primeira vez . 


 João também espera que ela não se decepcione . 
  "Tomara que não seja diferente do que ela imagina . 
  O trabalho de político pode não ser tão agradável." 
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<DOC DOCID="HAREM-141-01053">
A Perseguição do FBI: Pistas e Suspeitos
"Responsabilidade pelas atrocidades terroristas nos Estados Unidos, 11 de Setembro 2001"
A 4 Outubro 2001 o gabinete do Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, divulgou àimprensa um documento de
21 páginas onde se reuniam as principais provas obtidas contra Osama bin Laden que era possível divulgar sem comprometer a investigação.
O documento sublinhava na sua introdução que, devido ànecessidade de proteger certas fontes de informação e devido às "estritas regras de admissibilidade" de provas judiciais, o documento não pretendia obedecer às regras de um dossier judiciário a apresentar num tribunal. Trata-se, antes de mais, do fruto do trabalho dos serviços de informação.
A introdução vincava ainda que este documento não divulgava todos os indícios ou provas na posse do Governo britânico. Noutras ocasiões já tinha sido afirmado que os Estados Unidos revelariam a informação disponível aos seus parceiros segundo o nível de necessidade e que apenas uma pequena parte da informação disponível seria tornada pública.
Na realidade, o documento divulgado por Blair ficou ainda aquém do que se esperava, fazendo pouco mais do que sistematizar as provas circunstanciais que já eram conhecidas.
A razão por que foi Tony Blair a divulgar este documento àcomunidade internacional e não a Administração dos Estados Unidos não foi explicada.
Pode ler o documento original, intitulado "Responsability for the terrorist atrocities in the United States, 11 September 2001", na íntegra e em inglês, aqui .
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<DOC DOCID="HAREM-099-01055">
Lembro-me que foi a trinta e um de Janeiro, pois o levámos para casa do capitão Galho (era a mais próxima) e o jovem degredado recebeu-nos à porta, num sólido e frio mutismo de mármore. Como sempre, no aniversário da sua desgraça, trazia vestido o uniforme de gala e o peito refulgia com o esplendor das medalhas. Após uma larga hesitação fez sinal para que entrássemos e ele próprio tratou de ir buscar uma esteira onde estendemos o morto. O padre chegou nessa altura, ainda compondo a batina e resfolegando como um cavalo marinho; vinha afogado em suor, vacilante e desgrenhado, maldizendo alto a inclemência do Sol. Ao ver o capitão deteve-se com uma expressão de sincero desgosto:
 Merda! -- exclamou -- tinha-me esquecido que hoje é trinta e um de Janeiro. 
Só nos atrevemos a sair com o nosso morto, para o levar à igreja, depois que o Sol começou a enfraquecer e o ar se encheu do canto ansioso das cigarras. Cá fora aguardava-nos o inevitável cortejo de carpideiras, "velhas senhoras industriadas", como gostava de repetir Quipangala, "no muito antigo e piedoso ofício de prantear a dor alheia". 
Nessa mesma noite baptizámos o estranho com o nome de Lázaro, rezámos por sua alma uma missa breve e ao entardecer do dia seguinte levámo-lo a enterrar com festiva pompa e circunstância. A banda do carpinteiro Brito acompanhou o féretro à frente de toda a população da vila, tocando para conforto geral as severas mas gradáveis marchas do costume.
Fez o elogio do morto o velho Quipangala, conhecido aquém e além matos pelo fulgor do seu verbo, pela côncava voz de catástrofe e pela solenidade que pesa em tudo quanto dizia, ainda que nada de extraordinário tivesse para dizer. Para agrado de Deus Nosso Senhor e perpétuo logro de Satanás, o Maldito, criou para Lázaro uma vida novinha em folha, pródiga em devoções e em virtudes. Alongou-se em metáforas de inusitado brilho, falando do defunto como de um amigo de infância, recordando-nos a sua meninice ingénua, o mancebo grave e belo que ele havia sido. Ouvindo-o falar chorámos com ele lágrimas autênticas, já Lázaro se fazia parente de todos, já com a sua morte se extinguia irremissivelmente algo de nós.  
Estávamos nisto quando principiou a crescer do rio um grande rumor de vozes.
Ninguém se voltou ou desfez a compostura; mas em breve o alarido se tornou mais forte que a poderosa voz do orador e logo se fez tão claro que antes mesmo de vermos surgir os primeiros homens (eram serviçais que trabalhavam na construção da ponte) já todos tínhamos compreendido do que se tratava.
Dessa vez o rio trouxera um cadáver de ossos acanhados, que podia ser de uma criança ou de uma mulher. Porém, este tinha já qualquer coisa de insensato: perdera quase inteiramente a cor, e o rosto (porque demasiado inchado?) não apresentava formas. Mesmo assim demos-lhe o nome de Ofélia e repetimos com ela o que fizéramos a Lázaro. Todavia a missa foi pobre e às exéquias faltou o lustro habitual. Quipangala tinha bebido em excesso e parecia um funâmbulo tentando a custo equilibrar-se nas altas pernas de garça. Ao invés do esperado elogio da morta quis produzir uma espécie de longa alegoria sobre a beleza da Mulher, mas depressa se tornou evidente que falava não da infeliz Ofélia, triste e desconjuntada na sua gaiola de tábuas, e sim da jovem e exuberante esposa do chefe do concelho, Angelina Santoni, por quem alimentava desde há anos uma pública paixão de adolescente.
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<DOC DOCID="HAREM-27A-01056">
Depoimento de Gilberto Afif Sarruf 
Entrevistado por Valéria Barbosa e Roney Cytrynowicz 
Estúdio da Oficina Cultural Oswald de Andrade 
 
São Paulo, 21 de novembro de 1994 
  
Transcrita por Teresa Furtado 
 
P - Eu queria que o senhor nos dissesse o seu nome, o local e a data de nascimento. 
R - Bom, meu nome é Gilberto Afif Sarruf, sou nascido em São Paulo, e nascí em 14 de abril de 1948. 

P - Qual que é o nome dos pais do senhor e onde que eles nasceram? 

R - Meu pai era chamado Afif Sarruf, nasceu em Homs, na Síria em 1915,  hoje ele já é falecido. 
Minha mãe é nascida no Brasil, em São Paulo,  e é filha de libaneses... é filha de libanês com árabe... com sírio. 

P - Qual que é o nome dela? 

R - Renée Lotaif Sarruf. 

P - E qual que era a atividade do pai do senhor? 

R - Meu pai veio para cá pequeno, veio com oito anos de idade, e estudou um período, até crescer um pouco mais, e começou a trabalhar com os irmãos,  e quando adquiriu aproximadamente 14/15 anos,  começou a trabalhar  com comércio de armarinhos, e... que deu origem ao nome Ao Rei do Armarinho,  e que existe até hoje,  estou aqui eu continuando,  e eventualmente meus filhos. 

P - E por que é que... qual que foi o motivo da vinda dos pais do senhor para o Brasil, por que escolheram o Brasil? 

R - Talvez, no começo do século,  vamos dizer, a situação na Síria não estivesse das melhores, e algumas pessoas que imigraram antes escreveram, ou foram bem sucedidas, ou analisaram o Brasil como um mercado promissor e acabaram vindo. Primeiro os irmãos mais velhos do meu pai,  sentiram,  e realmente endossaram isso, e acabou vindo o resto da família. 

P - No caso dos irmãos... mais velhos, eles estavam no ramo de armarinhos, como é que era? 

R - Não,  não vieram especificamente para o ramo de armarinhos. Eles começaram como mascates! Vieram,... vamos dizer, com a cara e a coragem, para cá. Vieram se aventurar, eram solteiros,  e... tentar,  vamos dizer, arriscar uma vida nova. E de repente viram que existia possibilidade, que o Brasil oferecia condições favoráveis para isso, um país de clima tropical, São Paulo uma cidade que já, desde o começo do século, inspirava que seria um grande pólo de desenvolvimento, eles acreditaram e vieram, com a raça e a coragem. 

P - Quando eles chegaram, no caso, o pai do senhor, quando ele chegou aqui no Brasil, onde que ele foi morar, onde era a casa? 

R - Eles moravam no Brás, no Belenzinho, mais especificamente. 

P - Junto com outros parentes? 

R - Morava a família inteira, numa casa grande. Meu pai tinha diversos irmãos, dez ou 11 irmãos, mais os pais dele ; o pai dele,  e... eu sei que era uma casa grande, vamos dizer, onde a família se cotizava,  se ajustava ali e praticamente eu ouvi falar alguma coisa, não cheguei a conhecer. 

P - E o senhor nasceu em que bairro aqui em São Paulo ? 

R - Onde eu morava? 

Onde eu nascí? 

P - Isso. 

R - Eu morava na Brigadeiro Luís Antônio,  quase esquina com a Alameda Santos. 

P - E como é que era a casa da infância, o local, assim... o que é que o senhor lembra da casa da infância? 

R - Bom, eu morei de 48 até 54 numa casa grande,  na Brigadeiro Luís Antônio, e... pela idade e pela, e pelo fato de ser na rampa da Brigadeiro Luís Antônio, eu não tinha acesso à rua,  então a gente se limitava a brincar dentro de casa. Em 54 nós mudamos para uma travessa da Brigadeiro Luís Antônio, mais lá embaixo, que era a Rua Honduras. E lá era uma casa, era um lugar plano, e onde eu já tinha uma idadezinha que dava para começar a andar de bicicleta,  enfim... São Paulo naquela época não tinha os problemas de hoje, a gente tinha acesso a jogar futebol na rua, jogar taco,... enfim, brincar com a vizinhança, era uma vida extremamente saudável. Eu morei ali até 67, e passei praticamente minha puberdade e adolescência ali. E... fizemos muitas besteiras, tipo arrumar briga com outras turmas, ... aprontava coisa de moleque. Na época do DKW, existia o olho de gato,  não sei se você chegou a conhecer, mas era uma peça que quando batia o farol iluminava, então, era da roubar olho de gato dos carros,  e fazer essas besteiradas, essas coisas de moleque, né. 

P - Quantos irmãos, seu Gilberto? 

R - Eu tenho três, e eu sou o mais velho, tenho mais dois irmãos homens,  um trabalha comigo, o caçula ; o outro é médico,  dermatologista,  e tenho uma irmã. 
Minha irmã é a do meio, é a terceira. 

P - Eu queria que o senhor contasse um pouco sobre a escola,  as lembranças que o senhor tem da época da escola... 

R - Da escola? Ich...! Isso vai ser puxado, ficar registrado... (riso)  Bom, no tempo de escola, eu estudei no Colégio Dante Alighieri, ... durante muitos anos ; quando eu me formei no curso secundário,  no ginasial,  eu... não queria fazer clássico nem científico,  então eu optei por fazer contabilidade. E o Dante Alighieri naquele ano estava inaugurando... o primeiro curso de contabilidade. E eu fiz, mas eu estava na minha fase de 16/17 anos, é uma fase meio impulsiva, eu acabei repetindo de ano. No ano seguinte eu quis me manter na contabilidade, mas não tinha número de alunos suficiente para manter a classe de contabilidade. Então eles fundiram contabilidade com secretariado. E eu acabei estudando numa classe onde só tinha eu de homem e 45 mulheres. (risos) E, coincidentemente, nesse ano meu pai me deu um carro, na época, um Fissori. E... eu estudando secretariado, com 45 mulheres na classe, não precisa dizer o que aconteceu,  não? (riso) Eu acabei sendo expulso o Dante, e fui terminar no São Luís, e aí comecei a estudar à noite, e aí acabou um pouco da moleza. Depois do São Luís eu fui para o Mackenzie e acabei me formando lá. 

P - O senhor começou a trabalhar com que idade? 

R - Com 16 anos, 1964. 

P - E onde o senhor começou a trabalhar? 

R - Na própria loja, onde eu estou, no Rei do Armarinho. 

P - E o Rei... eu queria que o senhor falasse um pouco da loja. A Ao Rei do Armarinho foi fundada quando... 

R - É, o Rei do Armarinho é uma loja bem antiga, foi fundada em 1926,  e... era uma loja pequena, quer dizer, com todas as dificuldades da época,  não existiam uma grande variedade no ramo e existia muita concorrência. Então, o cliente era praticamente pego na raça, na unha, na amizade, na conquista: era uma cantada em cima do cliente! E assim o Rei do Armarinho foi crescendo, com muita luta, com muita garra,  com muita honestidade,  com muita disposição de vencer. E... com o decorrer dos anos,  vamos dizer,  a loja mudou para um endereço maior e... já com mais opções de produtos,  com um pouco mais de funcionários, ... e ela veio tomando o seu rumo de desenvolvimento. Há mais ou menos 35 anos, talvez até um pouquinho mais, meu pai comprou um terreno, na Cavalheiro Basílio Jafet,  junto com o meu tio que é sócio, e resolveu construir um prédio para que fosse a futura sede da empresa e que fosse um prédio próprio. E com muita luta,  com muita dedicação, acompanhando a obra no dia-a-dia,  se construiu,  se conseguiu construir esse prédio, onde atualmente a empresa se encontra, e aí se mudou para lá usando metade do prédio e alugando a outra metade para um banco, para que ajudasse a custear as despesas da construção,  a dívida da construção. Aí, com o decorrer dos anos, aí já eu trabalhando lá,  vamos dizer, o banco resolveu mudar de lá, e nós resolvemos usar o espaço do banco expandindo a loja. E hoje a loja usa, além do prédio,  nós adquirimos mais um vizinho e alugamos uma boa parte no fundo, mais um primeiro andar enorme para depósito: a gente ocupa aproximadamente 5.000 m2. É uma das lojas mais antigas do ramo e ao mesmo tempo é uma das lojas mais modernas do ramo, em termos de linha de produto, forma de atendimento,  a gente se dedica demais sobre esse aspecto. Nós fomos a primeira loja de toda a região central - caracterizando como empresa familiar -, a primeira loja a ter computador na região central. Nós pusemos o primeiro computador funcionando em 1976. E desenvolvemos bastante sistemas,  partimos de uma forma muito séria para organização e... é uma loja que é absolutamente controlada por sistemas, com 18 para 19 anos de experiência nisso. Hoje a gente tem tudo por scanner, por código de barras, enfim, os processos mais modernos. A gente procura estar sempre... e... estar sempre,  vamos dizer, naquilo que tem de mais moderno, que está ao alcance da gente. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouquinho antes, de quando o senhor começou, em 64. Como é que era o Rei do Armarinho nessa época? Como era a loja, as mercadorias que eram vendidas, o que é que o senhor fazia? 

R - Bom, eu comecei em 64, como um garoto rebelde! A loja era bem menor, tinha aproximadamente 17 funcionários é...e a gente, eu tentei aprender um pouco com cada funcionário, aprender o meu lugar é... porque a gente no começo se achava filho do dono, e achava que mandava, e não era bem assim. E eu fui tendo que conquistar o meu espaço lá dentro, tendo que ser,  deixar de ser o filho do dono e tentar ser o Gilberto. Isso foi uma batalha difícil, ao longo dos anos, porque você,  se impor como sendo a pessoa, requer muito mais de você. Você tem que adquirir esse respeito,  essa confiança perante as pessoas, pessoas que estavam na empresa muito antes de eu nascer, então realmente era difícil você conseguir atingir uma linha que você pudesse comandá-los no futuro. 

P - E qual que era a clientela nessa época? 

R - Bom, eram clientes do Brasil inteiro... O Brasil de 64 era um país extremamente mais pobre de rodovias, de, de meios de comunicação,  então as pessoas vinham, vamos dizer, de uma forma até sacrificante, até São Paulo, para fazer as compras para distribuir no seu estado. Então,  nós tínhamos clientes do Brasil inteiro onde a gente vendia muito para  regiões atacadistas, como Recife,  Fortaleza,  Belém do Pará,  que sempre foram regiões fortes de distribuição,  mas... as pessoas faziam verdadeiras maratonas para poder vir à São Paulo comprar, e conseguir distribuir essa mercadoria lá. Então, o cliente naquela época era extremamente exigente com relação a preço, porque uma vez que ele se sacrificava para vir até São Paulo, ele brigava por qualquer centavo para poder tentar tirar o custo da viagem e o sacrifício dele,  para poder levar o máximo possível de mercadorias. E era um,  um período difícil,  era outro... um  perfil completamente diferente do de hoje, né. As mercadorias ficavam dentro de balcões, eram solicitadas, vamos dizer, eram muito menos produtos e esses produtos eram conhecidos nominativamente, ou até pela referência,  e isso facilitava muito fazer uma concorrência de preços. Vamos dizer, eram poucas indústrias em cada ramo, então, isso permitia com que o cliente em 2horas  ou 3 horas ele fizesse um pesquisa na região inteira. Hoje,  esse perfil é bem diferente, a gama de produtos é extremamente maior, ... nós passamos por um período de inflação que o preço muda todo o dia,  então a memória, hoje, das pessoas com relação a preço ainda é muito curta. Agora,  com a estabilização do real, pode ser que comece a renascer esse aspecto. 
P - Seu Gilberto, quais seriam os produtos compreendidos como armarinho e se isso mudou ao longo do tempo? 

R - É, armarinho é uma palavra muito vaga,  né. Eu já tentei analisar o fundamento dessa palavra. Na realidade, armarinho ele é um conglomerado de coisas, das quais fazem parte os artigos de costura, que o termo correto é aviamento. Então, o armarinho é uma somatória de aviamento com demais outros produtos que definem, vamos dizer, uma linha mais ampla de coisas. É difícil você dar uma definição clara. Por exemplo, baralho, não tem nada a ver com costura, para uns faz parte do armarinho ; bola de gude,  pião,  pião de soltar com a corda, ... pequenos brinquedos,  algumas coisinhas de plástico, assim, coisa de... jarra plástica,... e vai por aí afora,  é um sem fim de itens, né! Na realidade, a nossa linha,  a nossa empresa chama Rei do Armarinho, mas a gente não trabalha com esses ítens que eu estou mencionando. É só para dar um noção de amplitude. 

P - Quais são exatamente os ítens? 

R - A gente trabalha muito mais voltado para costura. A nossa linha mais específica são as fitas, rendas, bordados, galões, linhas, zíperes... 

P -... elásticos... 

R -...elásticos, cadarços, cordões, coisas para cortinas,  tipo acessórios para cortina, botões, aliás, botões é um dos pontos fortes nosso. É e,  à medida que a loja foi crescendo, vamos dizer, foi tendo mais espaço para que a gente agregasse novas coisas. Então, numa determinada época do ano a gente valoriza um pouco o material escolar, em função da volta às aulas ;  no carnaval você agrega alguma coisa que sirva para fantasias etc. ;  no Natal você se especializa colocando enfeites para árvores, guirlandas etc. Então a gente complementa o armarinho tradicional ou o aviamento tradicional com coisas de cada época do ano. Então, isso acaba dando uma certa movimentação na, na atividade, porque uma boa parte da nossa clientela é rotativa,  o cliente vem hoje, volta cada período. Uns semanalmente, outros mensalmente, e eles vêm na expectativa de encontrar alguma coisa para aquela ocasião para pôr na sua loja, ou para sua necessidade em si. 

P - Quantos tipos de botão o senhor vende, mais ou menos? 

R - Deve ter mais de mil. Botão... botão tem algumas variantes que cabe frisar. Botão, além de existir de diversos tamanhos,  existem diversas cores, existem diversos materiais: existe botão de plástico,  de metal,  de alumínio, botão para forrar... tem uma variedade enorme de tipos! E existe o dourado, o prateado, existe o mesclado,  entre cor e dourado,  cor e prateado. Então, para que a gente possa ter toda essa variedade,  você precisa ter uma área bem grande e... e precisa ter um sortimento bem grande para que você possa atender todas as necessidades e para que as pessoas possam se direcionar para lá na expectativa de encontrar o que deseja. 

P - O senhor estava falando do armarinho na época que o senhor começou a trabalhar, quer dizer, eram os balcões, né... 

R -... é, eram os balcões... 

P -...e a mercadoria não ficava exposta da forma que,  por exemplo, visitando a loja do senhor hoje, está... 

R - É, hoje é praticamente um auto-serviço. Na época as pessoas se dirigiam aos vendedores e o vendedor tomava nota do pedido,  não separava na hora. Então, o cliente perguntava quanto custa tal produto,  se servisse a quantidade ele dizia quanto queria comprar e... e o vendedor anotava num bloco para separar a mercadoria no estoque posteriormente. Era uma praxe da época. Depois, à medida que os anos foram passando,  o cliente passou a ter mais pressa, queria levar a mercadoria com ele, então nós passamos a adotar um sistema de carrinho de supermercado.

P - Quando que foi? 

R - Isso foi mais ou menos por volta de 1970/69. Nós fomos a primeira empresa a adotar, no atacado, essa prática. Inclusive o cliente,  o cliente homem, se sentia inibido de puxar, de empurrar o carrinho,  né. Quando era mulher era mais fácil, porque já tinha o hábito do supermercado ;  mas o homem, a gente tinha que, a gente empurrar o carrinho para ele porque (riso) o machismo não permitia isso! E depois,  pouco a pouco foi se quebrando essa barreira. O cliente tinha mais pressa, é... então ele ia... nós fomos gradativamente transformando a loja para que ele tivesse acesso ao produto. Fomos substituindo os balcões,  gaveteiros,  por mercadoria exposta. Isso foi uma transformação muito acentuada na época, e que depois todos os concorrentes acabaram copiando a gente. E hoje,  vamos dizer,  a gente também copiando os sistemas internacionais, ... quanto mais a mercadoria estiver ao alcance do  cliente,  vamos  dizer,  maior  a probabilidade de compra. O cliente hoje compra muito por impulso, né? E as pessoas, vamos dizer,  se sentem também um certo ponto, até um certo ponto inibidas em ficar perguntando a todo instante:  "Onde está isso,  onde está aquilo. " Então, ele passeando com o carrinho por dentro da empresa e tendo os preços marcados e a especificação técnica do produto,  ele acaba se sentindo mais à vontade para pegar a quantidade que deseja,  então a gente já não trabalha nem com vendedores, hoje a gente trabalha com coordenadores de área, que orientam o cliente, ou dão alguma informação técnica. Mas é praticamente o cliente que compra, não é o vendedor que vende. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco da disposição da loja atual, quer dizer... o dia em que eu visitei, eu percebí que existia em vários setores o nome do coordenador da área. 

R - Exatamente. 

P - Como é que funciona isso? 

R - A área, ela é dividida geograficamente em oito partes. Cada uma dessas partes tem um coordenador de área, e esse coordenador de área,  nós fizemos um quadro com a fotografia dele e o nome dele e o nome do assistente dele. Então, pelo nosso lado, pela parte técnica,  ele é obrigado a conhecer absolutamente tudo a respeito dos produtos que estão na sua área. Então,  se alguma pessoa vier comprar na loja ou querer uma informação a respeito de algum daqueles ítens que estão na sua área, ele é obrigado a saber se tem em estoque, se não tem,  quando vai chegar,  qual é a composição desse material,  enfim,  qualquer detalhe  técnico,  inclusive  a  nível  de concorrência, ele é obrigado a estar 100% informado a respeito para poder passar essa informação para o cliente. Dentro da nossa filosofia,  é mais fácil cada coordenador conhecer um pedaço da loja bem,  do que querer que todos conheçam tudo. Então, com isso nós formamos oito experts,  um para cada área, e como substituto têm seus assistentes, que na sua ausência,  nas suas férias, ou por qualquer motivo de substituição, o assistente sabe dar as mesmas informações. E a cada seis meses, aproximadamente, nós mudamos as pessoas de área,  para que também não fiquem excessivamente bitoladas. Então, com isso, a gente vai se aprofundando. Esses coordenadores ajudam a comprar mercadoria, ajudam a dizer o que não está vendendo muito,  ajudam a informar o departamento de compras o que estão pedindo mais,  qual é a tendência da evolução daqueles produtos. E com isso a comunicação fica muito mais estreita entre compras e vendas. Isso ajuda a formar uma parceria no sentido de decisão. 

P - Seu Gilberto, como que a, a região da 25 de Março começou a ficar caracterizada como região de armarinhos e de tecidos? E a ordem,  né, armarinho, tecidos. 

R - Isso já é de longa data. Bem antes de eu nascer já era assim. E... aliás eu diria o seguinte, que há muito tempo atrás, ela era muito forte e muito expressiva com relação a armarinhos e tecidos,  talvez alguma pouca coisa a mais que isso. Inclusive era uma região extremamente menor do que é hoje. Hoje tem muitas das ruas que fazem parte das adjacências da 25 de Março, se transformaram em lojas também, mas na época que eu comecei a trabalhar em 64, a Barão de Duprat, a Rua Cantareira eram lojas de frutas. Era um anexo do mercado, e não um anexo da 25 de Março. Então, hoje... isso cresceu bastante, hoje você tem nesses prédio lojas em andares,  coisa que antigamente não funcionava. Hoje, cada pedacinho é bem ocupado e com a maior variedade possível de ramos diferentes. Você tem:  bijuterias, brinquedos, agora então que abriu a importação,  você tem de tudo! Você tem... as coisas mais variadas possíveis em termos de quinquilharias em geral, além do tecido e do armarinho. 

P - O seu pai quando começou ele era mascate especificamente de alguns ítens de armarinho? 

R - Não, meu pai não começou como mascate. Os irmãos dele mais velhos que começaram como mascate. Quando meu pai veio, ele já pegou a situação um pouquinho melhor. 

P - Já como loja? 

R - É. Ele trabalhou com os irmãos um tempo,  porque os irmãos começaram como mascates, ganharam algum dinheiro, conseguiram se estabelecer, meu pai foi trabalhar com eles um tempo, e depois adquiriu uma loja e começou já com uma idade um pouquinho maior. 

P - E eles mascateavam no interior de São Paulo? 

R - Mascateavam pelo interior. 

P - Vendendo, também, ítens de armarinho? 

R - Isso, armarinho, alguma coisa de tecido. 

P - No caso da loja do pai do senhor, quando ele fundou,  qual que era a mercadoria... não tinha essa diversidade de hoje... 

R - Era bem mais restrito. Uma das mercadorias dita por ele, porque eu não tenho o histórico disso, era Linhas Corrente. Então, antigamente se vendia muito Linha Cruz. Linha Cruz era um produto extremamente utilizado. É uma linha de carretel que se usa até hoje, em menor escala. Aquilo se vendia de caixa, de caixotes fechados. Eram poucos produtos mas esses produtos eram vendidos em larga escala, era realmente um atacado. Se vendia alguma coisa de perfumaria, tipo Leite de Rosas,... alguma coisa a nível de fraldas,... que mais? Botão de calça. Hoje calça nenhuma usa mais botão,  todos foram substituídos pelo zíper, mas existe um botão, ainda existe hoje,  meio...que é o botão 200 por 22, é a referência dele, tamanho  22,  que era vendido, vamos dizer, em embalagens enormes! A gente, para ter uma noção de tamanho, embalava essas compras em caixa de geladeira,  que era... as geladeiras antigamente eram embaladas em, em caixa de madeira,  e a gente comprava, quer dizer, eles compravam caixa de geladeira usada,  caixa de madeira usada, para embalar geladeira,  para embalar os armarinhos,  para despachar paras longas distâncias, né. 

P - Quantidade enorme... 

R - Era uma quantidade grande para compensar a viagem, né? O cliente vinha, duas, três vezes por ano, né. Avião era precário,... transporte de ônibus era sem asfalto, então, tinha uma série de dificuldades. O cara quando vinha para São Paulo fazer compras era uma aventura!

P - E, no caso, tanto o pai do senhor, quanto o senhor sempre trabalharam com varejo e com atacado? 

R - Não, antigamente a loja era bem direcionada a atacado. Depois,  com o decorrer dos anos, o perfil da 25 de Março foi mudando, foi ficando misto. A própria Rua 25 de Março ela hoje é uma rua de varejo. As travessas ainda conseguem ter algum atacado. Por exemplo, se a nossa loja hoje estivesse na Rua 25 de Março, ela jamais poderia ser do jeito que é,  teria que se adaptar a um perfil diferente. 

P - Qual que é essa diferença? 

R - A diferença é a seguinte: a 25 de Março é uma rua que... é extremamente mais populosa, vamos dizer; a quantidade de pessoas que passa por,  por minuto, ou por hora, é extremamente maior do que as travessas; as travessas selecionam um pouco mais. Então, se vocês observarem, a 25 de Março,  é uma rua que a grande maioria das lojas se adaptou colocando bancas com ofertas na porta, e, assim, pegando um público de classe mais... classe D,  classe E, vendendo mais coisas de oferta. Enquanto que as travessas conseguem selecionar um pouquinho melhor o tipo de estrutura e o tipo de gente que entra para comprar. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco dessa clientela,  da mudança, das transformações. 

R - Bom, aí tem diversos clientes, diversos perfis. Nós temos o cliente de bazar, o cliente que compra para revender no varejo, e que, vamos dizer,  é cliente de longo tempo com a gente, então ele é um cliente que se sente em casa,  dentro da nossa loja;  é um cliente que compra sem a  menor dificuldade, sem ninguém precisar atendê-lo,  é um perfil. Nós temos o confeccionista; o confeccionista é um cliente mais exigente,  ele vem especificamente para procurar determinado produto,  para coleção que ele está lançando, ou vem... ... olhar o que existe para poder desenhar a coleção que ele vai desenvolver. Então ele precisa de um atendimento personalizado. E nós temos o público de passagem,  o público que vem na região, vamos dizer, sabendo que a Rua 25 de Março é uma rua que vende mais em conta, e... até pela tradição, pela, vamos dizer,  pelo conhecimento da nossa loja,... as pessoas vêm até lá para,  para ver se conseguem achar alguma coisa diferenciada e mais em conta para,  para seu próprio uso e consumo. Então, a gente tem um público bem expressivo,  hoje. Vamos dizer, hoje a gente tem um misto entre o cliente lojista, o cliente confeccionista e o próprio consumidor. Nós atendemos uma média de 1.800 a 2.000 pessoas por dia, que compram na loja. E a gente tem uma estimativa de que entram na loja aproximadamente 2.800 a 3.000 pessoas. E nessa época do ano,  agora em novembro/dezembro, a gente tem uma estimativa de que chega a entrar quase 4.000 pessoas/dia. É um público extremamente diverso. E a gente,  em determinados períodos, em função do que eu falei anteriormente,  quando a gente coloca produtos de época,  a gente agrega outras atividades. Por exemplo, agora, com... nas proximidades do Natal, a gente tem vendido muito para shopping centers, para fazer a decoração de shopping centers,  para fazer a decoração de prédios,  para fazer a decoração de consultórios, escritórios, que são clientes especificamente dessa época, são clientes que não compram da gente o resto do ano. E que acabam tomando conhecimento através de algum anúncio, através de alguma informação, ou de algum colega, ou de algum conhecido, ou às vezes, eventualmente,  até através de alguma reportagem. 

P - O senhor falou de anúncio. Eu queria que o senhor falasse sobre a questão do marketing da empresa do senhor. Vocês trabalharam com isso, quando que foi a primeira, a primeira propaganda do Rei do Armarinho...

R - Bom, a primeira propaganda eu não conheço,  não saberia precisar para você, mas eu já participei de algumas promoções e propagandas que nós fizemos. Nós fizemos uma coisa bonita quando a empresa completou 50 anos, em 1976. Foi pela primeira vez, nós contratamos uma agência de publicidade, e nós desenvolvemos um logotipo, que é esse reizinho que a gente tem, logotipo ou logomarca, né, porque ele vem associado ao nome, e nós fizemos um... uma divulgação através, através da imprensa,... tentando... bastante institucional,  tentando valorizar as pequenas coisas:  o armarinho,  o botãozinho, o zíper, a linha. E a base da campanha era:  "O mundo é feito de pequenas coisas ". E mostrava... um bustiê preso por um botão,  quer dizer, se caísse aquele botão...  (riso) ia fazer estrago ;  a mesma coisa com o zíper... e foram feitos diversos desenhos,  diversas fotos,  diversas montagens, e foi uma campanha extremamente interessante,  deu um resultado de conhecimento, de valorização do tipo de atividade muito grande,  tanto perante fornecedores, como perante os clientes e funcionários nossos. E não te respondendo à sua pergunta mais uma vez,... vou te responder,  a última promoção que nós fizemos. O ano passado, a gente vem... veio em crise desde o Plano Collor para cá, e... já até no desespero de ver que as coisas não iam bem, nós fizemos uma promoção bastante interessante,  foi a primeira empresa a fazer isso, em termos individuais: nós pusemos um ômega dentro da loja, fizemos um... um concurso: a cada X de compras dava direito a um cupom, e no final de um período se sorteava o carro. E isso realmente deu uma alavancada extraordinária na empresa,  e nós conseguimos reportagens variadas em inúmeros jornais de... de primeira classe, como O Estado de S. Paulo, que nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno de Economia, a Folha de S. Paulo nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno Cidades,  o DCI a mesma coisa,  e outros jornais de menor expressão. E isso tornou a nossa empresa, tanto a nível de varejo como de atacado, extremamente mais conhecida, mais agitada,  mais,  mais dinâmica. Deu realmente um resultado muito interessante, né. Agora, esse ano nós não fizemos nada, quem sabe o ano que vem se faça alguma outra coisa diferente. 

P - Essa idéia de colocar um carro, fazer sorteio ela se esgota depois de alguma tempo ou o senhor pode fazer isso a cada tanto tempo e isso vai atrair consumidores? 

R - É... o que eu penso é o seguinte:  eu acho que o consumidor hoje, naquela época foi ótimo, o consumidor hoje ele quer mais do que um sorteio. O consumidor hoje quer produto, quer qualidade, quer... quer preço. Então, sorteio já tem tantos por aí! Você vai abastecer o carro num posto,  um dá sorteio de automóvel, outro dá desconto, outro dá prazo no cheque... quer dizer, você vai em qualquer shopping center, tem aí dezenas de carros sendo sorteados. Então, hoje, o consumidor já saturou um pouco,  isso deixou de ser novidade. Quando nós fizemos isso, talvez um ou dois shoppings tinham feito na época, então ainda era muito novidade,  o interior inteiro não conhecia isso. Como a gente vende a nível nacional,  era uma novidade. Tinham clientes que punham 1.000, 2.000, 3.000 cupons na urna,  porque eles compram no atacado, então dava direito,  pelo valor da compra,  a muitos cupons. Então, a chance crescia sensivelmente de participar,  e como tinha um prazo definido para terminar,... isso agilizou, vamos dizer,  antecipou compras, vamos assim dizer. Antecipou e direcionou,  tirou da concorrência porque lá oferecia alguma coisa a mais. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco sobre a relação com os fornecedores. 

R - Bom, nós... vamos dizer, até por tradição - isso não é mérito nosso - sempre tivemos um extraordinário relacionamento com os fornecedores. E hoje, até fazendo parte da modernidade,  quer dizer,  a gente tenta,  na medida do possível, trabalhar a nível de parceria com todos eles. Temos alguns fornecedores extremamente afiados com a gente,  tanto no lançamento de produtos, como na definição do lançamento do produto,  como até no aspecto exclusividade para nós por um período por ajudar essa definição, por a gente estar mais sensível ao mercado. 

P - O senhor faz vendas,  por exemplo,  de linhas específicas,  uniforme militar, coisas desse tipo? 

R - Não. 

P -... de armarinho para...? 

R - Não, não fazemos. Isso também já foi um pouco a época. Isso depende de concorrência pública, é um aspecto mais complicado. 

P - E se alguém entrar na loja pedindo um botão diferente...? 

R - A gente mostra a seção, fala para ele ver se gosta de algum,  não é? (riso) 

P - Na loja, eu, eu lembro que tinha um vídeo com um desfile de,  de modas, assim... 
R - É, isso a gente tem constantemente. 

P - Como é que é...? 

R - O que acontece é o seguinte: a gente... todos... em todos os desfiles internacionais é feito uma filmagem, e depois do desfile é vendido a fita. Então nós temos pessoas que viajam constantemente e que a gente encomenda para que tragam os vídeos de cada feira, de cada exposição, seja em Paris, seja em Frankfurt,  seja em Milão. Então,  a gente constantemente está passando esses, esses vídeos desses costureiros famosos,  e às vezes até generalizado, para mostrar tendência de moda. Como a gente joga com uma estação de atraso em relação à Europa, então, vamos dizer, a gente, já está passando o verão quando a gente já está no inverno,  ou vice-versa. E o pessoal das confecções,  o pessoal... mesmo curiosos,  ou aqueles que eventualmente queiram desenvolver uma roupa,  já vão se preparando para próxima estação, né, analisando a tendência, que tipo de produto que vai usar... isso ajuda bastante a gente. 

P - Bom, eu queria que o senhor falasse um pouco da Univinco. Atualmente o senhor é conselheiro da Univinco, o senhor foi fundador... eu queria que o senhor falasse um pouco da associação. 

R - Bom, a Univinco é uma coisa antiga... A história da Univinco é a seguinte: mais ou menos por volta de 1970, a Rua 25 de Março tinha... e os comerciantes da região da 25 de Março,  tinham uma série de desejos com relação à prefeitura, com relação aos órgãos... aos órgão públicos em geral. Então, existia deficiência de telefonia, um mau calçamento,  um mau asfalto,... pouca segurança,  não tinha iluminação adequada,  e assim sucessivamente. Então,  nasceu a idéia de  se  juntarem  alguns  dos comerciantes e fundarem uma associação com o espírito de fortalecer... fortalecer os comerciantes em relação aos órgãos públicos,  eh... essa associação, vamos dizer,  representava uma região que... historicamente representa,  vamos dizer,  um potencial expressivo de faturamento,  de arrecadação de tributos etc. E individualmente cada comerciante pouco conseguiria. Então, na época foi fundado, a... Univinco com aproximadamente 20 a 25 diretores, um numero até grande para uma associação, mas o espírito era tentar, vamos dizer, envolver o máximo possível de pessoas para tentar sensibilizar prefeitura, estado etc. E com isso nós conseguimos grandes passos na região, como foi mudada toda a iluminação,  uma boa parte da região hoje já tem fiação subterrânea,  então não fica aquele monte de postes com aquela fiação exposta,  foi feito calçamento,  foi  feito recapeamento asfáltico, foi colocado segurança, foi feito algumas reformas na região... antigamente a 25 de Março tinha um problema de enchente,  né, então, vamos dizer, a Univinco, ajudou até a canalizar... foi fazer pressão para canalização do Rio Tamanduateí, e... limpeza de bueiros etc, etc. E a Univinco, vamos dizer, foi muito atuante durante muito tempo, e como toda a associação tem seus altos e baixos, vai mudando a diretoria,  um é mais interessado, outro menos, mas ela se mantém até hoje e é uma entidade forte, é uma entidade respeitada ;  já ganhou alguns prêmios,  prêmios de decoração de rua em época de Natal,  já teve participação... bastante atuante a nível de eleger políticos, então. assim como ela necessita de respeito, ela também é respeitada, né. Hoje eu sou um mero conselheiro, presidente do conselho,  mas vamos dizer... inclusive  a  gente  vem conseguindo, vamos dizer, eu atuei inclusive nesse aspecto também,  na... questão de se construir um terminal de ônibus para... terminal de ônibus de excursão. Um ônibus que vem de fora de São Paulo,  para... as pessoas se juntam numa determinada cidade, vêm com o ônibus durante a noite,  chegam aqui de manhã cedo, fazem compra e voltam à noite. Então elas economizam hotel, economizam o frete de despacho que o ônibus de carreira cobra para levar os produtos e... viajam entre amigos. E sai muito mais em conta,  né. E dentro desse aspecto, vamos dizer, como esses ônibus vêm crescendo,  cada vez mais ônibus vêm à região, e a região é difícil para estacionar carro, imagine ônibus, então nós conseguimos junto a prefeitura que se faça um terminal para ônibus de turismo, que já está quase por vias de inaugurar. 

P - Bom, no... nessa questão do comércio de armarinhos, e tal, o que é que o senhor mais gosta de fazer, assim... 

R - Em termos de...? 

P - Do trabalho... da atividade do senhor. 

R - Bom, eu sou um pouco idealista, né, mais do que um bom comerciante. Então, vamos dizer, a minha maior vibração está em descobrir alguma coisa nova, em acrescentar alguma coisa que nos torne diferenciados dos demais, que agrade o cliente dentro do aspecto dele sentir que lá dentro é sempre alguma coisa especial, sempre tem alguma coisa especial. Então eu olho muito sobre esse enfoque, além de cumprir aquela rotina chata do dia-a-dia, né...  (riso). Mas esse é o ponto mais vibrante meu. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco do casamento do senhor:  como que o senhor conheceu sua esposa, o nome dela... 

R - Bom, minha esposa se chama Solange,  e eu conhecí namorando com uma amiga dela e ela namorando com um amigo meu, não é... e... de repente nós trocamos. (riso) Eu acabei gostando dela,  e ganhei a simpatia dela,  e acabou dando certo,  nos casamos ;  hoje,  especificamente hoje,  eu estou completando 20 anos de casado e eu acho ela uma mulher formidável,  me deu muita força, me deu, foi sempre companheira nas horas difíceis,  sempre procurou me estimular, ir em busca dos meus objetivos,  sempre procurou apoiar, dar força, nunca tentando me desviar daquilo que é meu sonho, é meu desejo, é minha ambição profissional. A gente vive bem, temos três filhos, já numa idade... expressiva, um de 19, um de 18, um de 13. 

P - Qual o nome deles? 

R - O mais velho, de 19 anos, chama Patrick, o do meio se chama Pierre, tem 18 anos, e o pequeno se chama Felipe, e tem 13 anos. 

P - São comerciantes? 

R - Dois,  com tendência. O pequeno ainda não deu para sentir. Mas, principalmente o segundo, parece que corre no sangue nas veias, aí.

P - E ele quer trabalhar com o senhor? 

R - Já trabalha comigo, os dois mais velhos trabalham. Mas o segundo, Pierre, especificamente,  a gente percebe que tá no sangue o ato de comercializar, né. O Patrick já é mais tipo sonhador, um outro estilo. 

P - Assim como o senhor, vamos dizer, inovou uma série de coisas em relação ao seu pai, o que é que o senhor acha que vai ser... 

R -...em relação a eles? 

P -...em relação a eles inovar. No que é que haveria para inovar,  ou como é que eles vêem, vamos dizer, a atividade armarinho? 

R - Olha, eu já acho o seguinte, eu acho que o armarinho... nesse ponto que nós estamos chegando, já não é o principal: eu acho que a verdadeira arte está em tentar acompanhar a evolução dos tempos. E é fundamental para essa geração nova conhecer profundamente a área de informática. Porque produtos, nós vamos ter tantos lugares vendendo, tantas coisas, com essa abertura de mercado, então nós vamos precisar ter um melhor sistema, o mais dinâmico,  o mais evoluído, o mais rápido, para que possa superar uma nova fase. Nós estamos vivendo hoje ainda a fase de entusiasmo,  porque está cheio de novidades, mas já, já a gente se acostuma com essas novidades e elas deixam de ser isso. Então, a concorrência vai se tornar cada vez mais forte. Então, eu acho que criar mecanismos através do computador que possam... possam continuar tornando interessante ou criar facilidades para que a pessoa compre sem precisar se locomover tanto... quer dizer,  é mais ou menos essa a linha do futuro que a gente enxerga meio de binóculo e que isso vai precisar ser depurado, e eu acho que já é essa a próxima geração que vai ter essa incumbência. 

P - Seu Gilberto, no caso,  se o senhor pudesse mudar alguma coisa na trajetória de vida do senhor, o senhor mudaria... ou não? 

R - É uma pergunta difícil. Eu brinco muito porque eu gosto muito de viajar, talvez o meu maior hobby é esse e talvez eu pudesse fazer isso com mais intensidade. Então, é muito sonho, muito desejo e pouca realização. E eu sou especificamente apaixonado pela Alemanha, pela França, enfim,  aquele miolozinho da Europa em que... talvez até eu... em vidas passadas eu tivesse passado por lá. E... aquilo me encanta! O fato de eu poder imaginar... de estar morando lá um período, ou vivendo um período lá, ... mexe com o meu sentimento, com a minha sensibilidade. Mas, isso é fantasia. Eu não sei te dizer especificamente se eu seria melhor sucedido ou mais realizado se fosse um engenheiro, ou se fosse um médico,  ou se tivesse outra profissão. Eu acabei na... na geração em que eu nascí,  o filho não tinha tanta opção de escolha. A gente ia meio na base do,  do que o pai manda. E eu acabei entrando. Não que fosse forçado a isso,  mas fui relativamente induzido a isso, e acabei abraçando e... sem comparar isso com outras atividades. Eu me sinto feliz, me sinto realizado,  acho que eu proporcionei muita coisa saudável para nossa empresa e para própria região. E quem sabe até para muitos clientes e muitos fornecedores. E eu me sinto uma pessoa feliz com o que faço e realizado com as coisas que passaram pela minha mão. 

P - Bom, o senhor se definiu como uma pessoa sonhadora. Qual é o grande sonho do senhor? 

R - Ich... 

P - Eu sei que tem vários, mas... (riso) 

R - Meu grande sonho? Não tenho assim um sonho tão... vamos dizer,  uma coisa, um desejo forte de alguma coisa especificamente. Eu desejo,  vamos dizer, ter saúde, ter uma família,  vamos dizer,  legal,  encaminhar meus filhos, poder parar de trabalhar um dia sabendo que alguém vai fazer isso por mim e fazer melhor do que eu faço, para que eu possa curtir mais um pouco a vida! Não,  não tenho grandes ambições,  nem... vamos dizer... grandes necessidades de mudanças. Não tenho assim um sonho específico. 

P - Bom, para gente concluir, eu queria que o senhor falasse o que é que o senhor acha, o que é que o senhor achou de passar essa hora aqui com a gente, de deixar registrada aqui a trajetória de vida do senhor, a história do Rei do Armarinho, da 25 de Março, um pouco dessa história. Eu queria que o senhor falasse o que o senhor acha disso. 

R - Bom, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer essa oportunidade que eu tive de estar sendo entrevistado por vocês, de ter sido escolhido para fazer esse trabalho num universo de inúmeras pessoas, e isso me dá um,  uma sensação de orgulho, uma sensação de um dia eu até poder me ver no futuro num computador, saber as besteiras que eu vim falar... Acho que é um trabalho extremamente válido,  um  trabalho  extremamente... sensível, inclusive, até pelo fato de eu ser idealista,  eu acho que nós estamos registrando, não só com a minha entrevista, mas como com a entrevista que vocês estão fazendo com outras áreas e com outras pessoas, de marcar um... vamos dizer, a década de 90, vamos dizer,  da nossa São Paulo. Acredito que... a somatória desses depoimentos deva dar uma noção,  vamos dizer,  de como as pessoas vivem e... e o histórico do seu passado,  eventualmente seu sonho futuro, vamos dizer, registrado a nível de comerciantes da nossa cidade. Cada um com a sua história, com a sua procedência e com a sua ambição. 

P - Bom, a gente agradece. 

R - Tá, eu que agradeço vocês,  muito obrigado por essa oportunidade,  e espero um dia...poder pelo menos me assistir. (riso) 

P - (riso) Com certeza. Obrigada. 
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Leonardo da Vinci
Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença. 
 Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias. 
 Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Os seus desenhos, combinando uma precisão científica com um grande poder imaginativo, reflectem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática. 
 Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções. A seguinte imagem resulta destes seus interesses. 
 Os pensadores renascentistas viam uma certa perfeição matemática na forma humana. Esta imagem representa o corpo humano inserido na forma ideal do círculo e nas perfeitas proporções do quadrado. 
 A imagem foi usada por Luca Pacioli na ilustração do seu livro De Divina Proportione
«De Divina Proportione»
1490
 Os pintores do Renascimento, e em particular Da Vinci, recorreram a conceitos de geometria projectiva (centro de projecção, linhas paralelas representadas como linhas convergentes, ponto de fuga) para criar os seus quadros com um aspecto tridimensional. A obra prim a «A Última Ceia» é um bom exemplo disso. 
 «A Última Ceia »
 1495-1498
 O ponto de fuga está colocado no olho direito de Cristo onde ele domina o primeiro plano. Os seus próprios braços, ao longo das linhas da pirâmide visual, reforçam a perspectiva. 
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<DOC DOCID="HAREM-132-01065">
Minas no Mundo - Turismo - Cidades Históricas - Português
 São João Del-Rey A aristocrática São João Del-Rey, a 185 quilômetros de Belo Horizonte, é dona do mais importante conjunto histórico ferroviário do Brasil e do mundo.
A cidade abriga hoje o Centro de Preservação da História Ferroviária, tombado oficialmente pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em janeiro de 1990.
A antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, que deu origem ao Centro, foi inaugurada em agosto de 1881, pelo imperador Dom Pedro II.
Com clima de inverno seco e verão quente e chuvoso, a cidade registra temperaturas médias anuais máximas de 25,8 graus e mínimas de 14,1 graus centígrados.
O acesso se dá pelas BRs 040 e 383.
Entre as atrações da cidade estão as velhas pontes de pedra da Cadeia e do Rosário, ambas de 1800, e o chafariz da Legalidade, de 1833.
Entre os museus, destacam-se o Municipal, o do Ex-combatente, o Histórico, o Ferroviário e o de Arte Sacra.
Ricas igrejas reúnem peças raras em São João Del-Rey, como a Catedral-basílica de Nossa Senhora do Pilar e a de São Francisco de Assis, cujo crucifixo do altar possui dois rubis como gotas de sangue.
Uma boa opção é o passeio de Maria Fumaça até Tiradentes.
Secretaria de Turismo (032) 371 3522 ramal 229 Hotel Porto Real (032) 371 1201 Pousada Casarão (032) 371 1224 Camping Del-Rey (032) 371 1952 Restaurante Quinto do Ouro (032) 371 2176 Cantina do Ítalo (032) 371 2862 Restaurante Rex (032) 371 1449 Voltar English .
Españhol .
Português e-mail: minas@estaminas.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-23J-01070">
Título: The Music of Chance
Autor: Paul Auster
O último romance de Paul Auster-- que ainda não está traduzido.
Nashe encontra Pozzi, um jogador, com quem inicia um póquer extravagante.

Faber and Faber
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A decoração também é divertida. 
Detrás do balcão, as bebidas protegidas pela barreira visível de um vidro estão ligadas a mangueiras, que entornam os preciosos líquidos computadorizadamente para os nossos copos. 
Isto equivale a não poder servir melhor o «whisky» de um amigo, a não ser que lhe mangueire dois para dentro do copo. 
E aí tem de se haver com o computador, que lhe cobra os dois! 
Enfim, este convívio com computadores custa-nos um bocado. 
É que são uns antipáticos que nunca oferecem copos. 
A não ser que os homens, seus donos, lhes ordenem! 
Boa! 
Mas, para além de não nos oferecer copos, a não ser que a obriguem, esta máquina é muito bonita. 
É tão gira que a empresa que a comercializa se chama Coisas Giras. 
 
R. -- Vamos lá a ver. 
Houve mais que um olhar: 
nos primeiros tempos, a minha visão era a de um homem que vivia numa boa casa, com ar condicionado, boa comida, comodidades. 
Nesses tempos até olhávamos com alguma sobranceria para as populações, eu ainda não me tinha apercebido de que os negros talvez não fossem afinal uns selvagens, tinham era uma cultura diferente ... 
Depois, foi na guerra, quando tive de penetrar no mato e andar pelas bolanhas da Guiné ou pelas savanas de Angola, quando descobri povoações isoladas, etc., que passei de facto a conhecer África. 
 
P. -- Onde estava quando começaram os massacres em Angola? 
 
A anomalia criou dificuldades, nomeadamente, em fábricas e restaurantes locais. 
 
Também, ontem, em entrevista à RDP- Madeira, Alberto João Jardim, presidente do governo regional madeirense, surgiu em defesa de Jorge Sampaio, numa autêntica trégua, face à aproximação da presidência aberta de Sampaio no arquipélago. 
Mostrando dúvidas quanto à interpretação da lei que revogou a obrigatoriedade do PR ouvir o CEMGFA na recondução de um chefe de ramo, Sampaio, disse o líder do PSD-Madeira terá agido bem, já que, sublinhou, «uma carta daquelas não se escreve ao Presidente da República». 
Até porque Fuzeta da Ponte, nas palavras de Alberto João, não era «grande espingarda» e «antipático», devendo por isso ter sido «demitido logo». 
 
Depois, Jardim aproximou-se da tese defendida pelo PCP, da exigência da demissão de Veiga Simão, ao defender que o actual ministro da Defesa, com Marcelo Caetano já dera «cabo da Educação». 
 
*com Celeste Pereira 
TEATRO NACIONAL DE D. MARIA II. 
Hoje, às 21h30; amanhã, às 16h00 e às 21h30; dom., às 16h00; 2ª, às 21h30. 
 
TEATRO NACIONAL. 
Dias 5 e 7, às 18h00. 
 
A Grã-Bretanha estará preparada para impor o seu domínio directo sobre Gibraltar, para controlar a banca e o sistema legal respectivos, numa tentativa para acabar com as alegações de que a colónia se transformou num centro de lavagem de dinheiro, informou ontem o jornal Sunday Telegraph. 
Funcionários do Governo britânico confirmaram que a Grã-Bretanha foi aos arames com as posições das autoridades gibraltinas sobre a concretização de directivas da União Europeia, bem como sobre o tema da lavagem de dinheiro. 
O jornal acrescenta que os gibraltinos receiam que a medida seja um primeiro passo para os britânicos desistirem da soberania sobre o rochedo, situado num promontório no sul de Espanha, devolvendo-o aos espanhóis. 
O jornal garante, embora um porta-voz oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros não o tenha confirmado, que o Governo britânico está pronto para, «antes do Verão», tomar medidas para que Gibraltar deixe o seu estatuto de colónia com governo próprio, passando a depender directamente da Coroa britânica. 
 
Pernas decepadas e recoladas 
Um miúdo de três anos cujas pernas foram cortadas por uma ceifeira-debulhadora foi operado para a reimplantação dos dois membros e recupera no Hospital Rei Eduardo VIII em Durban, África do Sul, informou ontem fonte hospitalar. 
Amos Mosea brincava no meio de um milheiral, sexta-feira, numa quinta perto de Underberg, a 200 quilómetros da cidade portuária de Durban, no Oceano Índico, quando foi atropelado pela ceifeira-debulhadora e lhe cortou as pernas abaixo dos joelhos. 
Os gritos da criança alertaram um vizinho que a conduziu a uma clínica local, em estado de coma e sangrando abundantemente. 
Mas o miúdo saiu de coma para dizer: «Estou doente». 
Conduzido de helicóptero para Durban com os cotos das pernas mergulhados em gelo, foi imediatamente operado durante oito horas. 
 
Pouco a pouco, foi-se esquecendo em grande parte o objectivo primordial que para ali levara norte-americanos, paquistaneses, italianos e outros soldados de meio mundo: distribuir comida a muitos africanos que estavam perigosamente à beira da morte. 
E a situação passou a ser, em primeiro lugar, a de um confronto cada vez mais agudo entre a força expedicionária estrangeira e as milícias locais, muito em particular a de Aidid, que se tem feito passar por um nacionalista e um paladino da cultura islâmica. 
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<DOC DOCID="HAREM-62K-01074">
Carta do Brasil 

  Timor-Leste chegou ao limiar da independência, graças, acima de tudo, ao esforço heróico e persistente de seu povo . 
  Não houve ajuda externa; nem havia dinheiro para adquirir armas e munições; nem os grupos de resistência contaram com qualquer auxílio dos países vizinhos, ou receberam a solidariedade das grandes potências ocidentais, que sempre estiveram do lado de Jacarta; nem a luta foi fácil ou travada contra um inimigo impreparado: pelo contrário, a Indonésia apostou em cheio na integração e a ditadura do presidente Suharto fez o que pôde para esmagar os focos de resistência do povo maubere . 
  Pois nesse quadro profundamente adverso, Timor-Leste, durante 24 anos de ocupação, jamais desistiu de ser livre . 
  Enterrou 200.000 mortos, viu milhares de estudantes e de trabalhadores serem presos, ou fugirem para as montanhas; ouviu gritos dos torturados pela polícia e enxugou lágrimas de crianças e de mulheres que eram violentadas no meio da noite; teve de receber gente de outras ilhas, levada à força pelas autoridades de Jacarta; sofreu o silêncio e a indiferença dos governos estrangeiros, que não se incomodaram com o terror implantado em Díli e noutras cidades . 
  Timor-Leste resistiu a tudo: aos genocídios e à violência; às represálias da administração e às chantagens dos partidos políticos; à divisão das famílias e ao temor dos indonésios de que o mau exemplo separatista pudesse transmigrar de Díli para Irian Jaya ou para Aceh . 
  É o caso de se perguntar: mas, então, onde os timorenses foram buscar forças e energia para suportar, sozinhos, tanta adversidade e tantas coacções por parte da Indonésia? 
  Sem querer reduzir os méritos dos líderes da Resistência, a coragem e a determinação dos que arriscaram tudo pela liberdade, a bravura e o estoicismo dos que combateram dia e noite a opressão, a solidariedade das populações e a "cumplicidade" da Igreja Católica, não há dúvida de que em todo este processo de luta, como pano de fundo, estiveram presentes as componentes da história, da etnia, da língua, da fé e da cultura do povo timorense . 
  Em síntese, prevaleceram a sua identidade e as diferenças que o distinguem dos demais povos que formam e habitam a República da Indonésia . 
  Essas especificidades não iam desaparecer com a força das armas, nem com as transmigrações forçadas, nem com as promessas da autonomia oferecida . 
  Os "gens" de um povo, os traços de uma cultura, os mistérios de uma religião, o uso de um idioma, nada disso se dissolve por decreto, ou se corta à catana, ou se explode com uma bomba . 
  Foi o que se viu em Timor-Leste durante 24 anos de ocupação: muitos eram mortos, mas apareciam outros para lutar; muitos tiveram de fugir, mas os que ficavam resistiam por todos; muitos tinham de arriscar e puseram a vida, em espírito de missão, ao serviço da liberdade . 
  Ao abrir um novo ciclo da sua existência, o povo timorense continua o mesmo . 
  Veja-se, por exemplo, a sua adesão ao referendo: mais de 98% foram votar e desses quase 4/5 votaram por uma pátria livre, sem temer a coacção de Jacarta ou os tiros das milícias . 
  É um povo sem medo e é, também, um povo com esperanças . 

A. Gomes da Costa

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-94C-01077">
Desejamos dizer muito claramente ao Conselho que não estamos dispostos a ceder relativamente ao montante de 700 milhões, mas que estamos prontos a discutir as modalidades. Espero que o Conselho escute esta mensagem. Em todo o caso, fá-la-emos ouvir alto e bom som, nos contactos futuros.

Senhor Presidente, vou transmitir o parecer da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial em nome do meu colega, deputado van Welzen. A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial pode subscrever a criação de task forces como instrumento passível de conseguir uma maior proximidade entre o mercado e a investigação, se tudo se processar numa base experimental, com vista a reforçar a metodologia para o quinto programa-quadro; no entanto, isso não deve significar um compromisso a priori . A comissão parlamentar exorta a Comissão a constituir task forces multissectoriais e multidisciplinares e a envolver, tanto quanto possível, a indústria europeia na formulação das candidaturas de projectos de investigação, para evitar uma abordagem do cimo para baixo.

Os critérios e dados para a selecção de task forces têm de ser transparentes; em particular deveria ser apresentada uma comparação da sua utilidade decorrido um determinado período experimental. A comissão parlamentar exorta a Comissão a utilizar na preparação do quinto programa-quadro, não só as experiências colhidas até ao momento com as task forces , como também os critérios de melhor prática do Livro Verde sobre Inovação.

A comissão parlamentar exorta ainda a Comissão a levar em conta as formas de cooperação com outros parceiros europeus e pequenas e médias empresas recomendadas pelos agentes económicos, para reforçar desse modo as probabilidades de êxito das task forces .

Em resumo, consideramos as task forces um método positivo mas encaramo-las, sobretudo, uma experiência, que só terá sucesso se simultaneamente as vias de processamento das candidaturas forem encurtadas, for possível a um melhor envolvimento das pequenas e médias empresas e for garantida a transparência na selecção dos temas.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas! Inicialmente, a Comissão dos Transportes e do Turismo do Parlamento Europeu apreciou muito as propostas da Comissão para criação destas task forces , em particular porque o sector dos transportes recebera um tratamento excelente: a task force Aeronáutica e Astronáutica, as acções em matéria de investigação e desenvolvimento no sector automóvel, a intermodalidade e a interoperabilidade dos transportes, sistemas marítimos e o comboio do futuro. Assim como assim, a proposta da Comissão previa a afectação ao grande sector dos transportes de 55 % destes 700 milhões de ecus, ou seja, de 385 milhões de ecus.

Maior não podia ser pois o nosso espanto na Comissão dos Transportes e do Turismo com o resultado da votação na Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, já que de todos estes projectos no sector dos transportes afinal, apenas acabou por ser contemplada a aeronáutica e astronáutica. Os membros da Comissão dos Transportes e do Turismo apresentaram, por conseguinte, uma alteração de sua iniciativa, a nº 60, que prevê pelo menos a task force "Intermodalidade» com a correspondente afectação de verbas. Na verdade, precisamos de tomar consciência que precisamente a interoperabilidade é um tema europeu. Assim, temos por exemplo cinco sistemas de troca de tensão diferentes nos transportes ferroviários europeus e admiramo-nos depois como facto de perdermos muitas horas nas locomotivas. Não temos esta perda de tempo com os veículos pesados. Também está em causa neste domínio o aumento da competitividade na União Europeia, enquanto que, por exemplo, o sector automóvel também pode perfeitamente ser abordado numa perspectiva nacional.

Considero precisamente a interoperabilidade como o tema europeu por excelência. Os dois maiores grupos políticos apresentaram uma proposta de compromisso com uma afectação de verbas um pouco reduzida. A Comissão dos Transportes e do Turismo deseja que esta proposta mereça o voto favorável do plenário. Sei que ainda temos de falar do dinheiro aparte, mas ao incluirmos também o título, ficou claramente traçado o rumo a seguir em matéria de política de transportes europeia.

Senhor Presidente, tenho muita pena que o deputado Rolf Linkohr não esteja hoje presente para apresentar o seu relatório. Gostaria de felicitá-lo pela qualidade do seu trabalho. A exposição de motivos é um documento bastante valioso e espero que os meus colegas se dêem ao trabalho de estudá-lo.
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<DOC DOCID="HAREM-417-01086">
REVISTA CIENCIA DA INFORMACAO
 Conforme antecipamos em comunicação anterior, o 2º número da revista Ciência da Informação, de 1999, contará com a colaboração do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP-IBICT), e terá como tema a Política e Gestão da Informação na sociedade contemporânea. 
 Estamos, assim, convidando-os a enviar um trabalho de sua autoria para esse número, dentro desta temática e abordagem. 
 O trabalho deverá ser original e o prazo final de entrega do mesmo será no dia 20 de maio. 
 No site do IBICT estão disponíveis às normas de publicação, assim como os números anteriores da revista Ciência da Informação: 
 http://www.ibict.br.cionline. 
 Os trabalhos deverão ser remitidos, por esta vez, ao endereço do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação -PPGCI , UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 Esperamos contar com sua colaboração, como em outras oportunidades. 
 Atenciosamente 
 Lena Vania Ribeiro Pinheiro 
 Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa 
 DEP-IBICT - MCT 
 Programa de Pós-Graduação em 
 Ciência da Informação- PPGCI 
 UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 E-mail: lenavan@omega.lncc.br 
 Maria Nélida González de Gómez 
 Coordenadora 
 Programa de Pós-Graduação em Ciência da 
 Informação- PPGCI 
 UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 E-mail: nelida@ax.apc.org 
 ENDEREÇOS: 
 Rua Lauro Muler, 455 - 5º andar 
 22290-160 Botafogo 
 Rio de Janeiro, RJ 
 POLÍTICA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO 
 Se o conhecimento e a informação são fatores principais no desenvolvimento das sociedades contemporâneas, por outro lado, as lógicas econômicas e do mercado parecem substituir todas as outras lógicas da ação coletiva. 
 Ao mesmo tempo, as novas tecnologias apresentam-se como capazes de agregar e comutar todas as mensagens nas redes digitais da informação. 
 Qual seria o papel e a relevância da política de informação nesse novo cenário? 
 Qual é hoje a divisão social do trabalho de organizar e transmitir os conhecimentos, entre os diferentes atores sociais: o Estado, as empresas, a universidade e a cidadania? 
 Como as informações são geradas e comunicadas às diversas clientelas e a sociedade, em forma geral? 
 Estamos capacitados a atender a essas novas demandas no atual contexto da Sociedade Brasileira? 
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-556-01087">
SISTEMA ADENIL-CICLÁSICO               
Um dos mecanismos de transdução mais frequentemente utilizado pelas hormonas hidrófilas e pelos neurotransmissores, é o sistema adenil-ciclásico, assim designado pelo facto de recorrer a uma enzima, a adenil-ciclase.               
Em termos gerais, pode-se decompor este mecanismo em 5 etapas:               
Uma molécula mensageira entra em contacto com um receptor e a ele se fixa especificamente;               
Nestas circunstâncias, a proteína receptora altera a sua conformação e adquire a propriedade de poder induzir a activação de várias ( n1 ) moléculas de adenil-ciclase (proteína intrínseca da membrana);               
A adenil-ciclase produz um mensageiro intracelular: a adenosina monofosfato cíclica (AMP cíclico ou AMPc), a partir da adenosina trifosfato ou ATP.               
Cada molécula de adenil-ciclase produz n2 AMPc.               
Cada AMPc activa, por sua vez, uma outra enzimas, uma proteína quinase AMPc dependente, cuja missão consiste em fosforilar certas proteínas da célula, isto é, transferir para elas um fosfato do ATP;               
Se a proteína fosforilada for uma enzimas, esta será activada e actuará de seguida sobre n3 outras moléculas X, transformando-as em outras tantas moléculas Y.               
No limite, uma só molécula mensageira induziu , sem penetrar na célula, a produção de n1xn2xn3 moléculas Y.               
Este mecanismo implicou a transdução do sinal externo num sinal interno (o AMPc) e a amplificação de sinal por uma cascata de activação enzimática.               
A cascata acima descrita compreende apenas duas enzimas.               
Em muitos casos concretos (ver glicogenólise), verifica-se a existência de um maior número de enzimas intermédios, o que se traduz naturalmente, por uma maior amplificação de sinal.               
No homem, por cada descarga de adrenalina atinge uma concentração de 10-9 M e daí resulta um aumento da concentração da glucose no sangue de 5.10-3.               
A amplificação de sinal hormonal pode ser estimada em 5.10-3/10-9 , isto é , em 5.106 vezes: 1 molécula de adrenalina desencadeia a libertação de 5 milhões de moléculas de glucose a partir do glicogénio armazenado no fígado.               
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<DOC DOCID="HAREM-816-01096">
SISTEMA NERVOSO Neurologia _ 1

O Sistema Nervoso tem a capacidade de receber, transmitir, elaborar e armazenar informações. Recebe informações sobre mudanças que ocorrem no meio externo, isto é, relaciona o indivíduo com seu ambiente e inicia e regula as respostas adequadas. Não somente é afetado pelo meio externo, mas também pelo meio interno, isto é, tudo que ocorre nas diversas regiões do corpo.As mudanças no meio externo são apreciadas de forma consciente, enquanto as mudanças no meio interno não tendem a ser percebidas conscientemente. 
Quando ocorrem mudanças no meio, e estas afetam o sistema nervoso, são chamadas de estímulos. 
O sistema nervoso, junto com o endócrino, desempenha a maioria das funções da regulação do organismo. O sistema endócrino regula principalmente as funções metabólicas do organismo. 
Com a denominação de sistema nervoso compreendemos aquele conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio organismo e do mundo externo as sensações. 
No sistema nervoso distingue-se uma parte nervosa central, formada pelo eixo cérebro-espinhal, da qual partem os estímulos e à qual chegam as sensações, e uma parte nervosa periférica, formada pelos nervos, os quais servem para "conduzir" a corrente nervosa. Os nervos transportam à periferia os estímulos e dela recebem as diversas sensações que, com percurso inverso, são conduzidas ao sistema nervoso central. 
O sistema nervoso central é a parte nobre do nosso organismo: por presunção é a sede da inteligência, o lugar onde se formam as idéias e o lugar do qual partem as ordens para a execução dos movimentos, para a regulação de todas as funções; é o anteparo ao qual chegam as impressões da vista, do ouvido, do tacto, do olfato, dos sabores. No sistema nervoso central fica, em suma, o comando de todo o organismo, seja entendido no sentido físico, seja no sentido psíquico. Toda a lesão que ocorra em uma parte qualquer do sistema nervoso central é quase sempre permanente e não pode ser reparada. As células do sistema nervoso têm caráter "definitivo", não se regeneram quando são destruídas, como acontece, por exemplo, com os outros tecidos, como a pele, os músculos, etc. 
O tecido nervoso é constituído por uma parte nobre, à qual está confiada a atividade nervosa, e de uma parte de sustento, que tem a função de constituir o arcabouço da primeira. A primeira parte é o tecido nervoso propriamente dito, a segunda é chamada neuróglia. Ela desempenha no sistema nervoso aquela função que nos outros aparelhos é desempenhada pelo tecido conjuntivo. 
O tecido nervoso é formado de células e fibras nervosas. A célula nervosa é caracterizada por numerosos e longos prolongamentos chamados dendrites. Entre esses há um mais longo do que os outros, o cilindro-eixo.. que, a certa distância do corpo celular, se reveste de uma bainha chamada neurilema (análoga ao sarcolema da fibra muscular) e constitui a fibra nervosa. Os outros prolongamentos da célula nervosa, as dendrites, servem para estabelecer os contactos com as outras células. A fibra nervosa, ao contrário, unindo-se aos cilindros-eixos de outras células, isto é, com outras fibras, forma o nervo. O complexo formado por uma célula nervosa, pelas dendrites e pelo cilindro-eixo toma o nome de neurônio, o qual constitui uma unidade fundamental nervosa. 
Ao estudar o sistema sensorial constatamos que ele funciona em conjunto com o sistema nervoso. 
Para compreender melhor como percebemos os estímulos externos e como respondemos a eles é fundamental conhecer o sistema que forma a rede de comunicação do corpo. 
Pegue o lápis que está sobre a sua mesa. 
Ter ossos e músculos sadios basta para que alguém faça essa tarefa, pegar o lápis ? Por quê ? 
Não. Porque para captar a mensagem são necessários os órgãos de sentido da audição, que é ouvir a ordem; da visão, identificar o lápis sobre a mesa; e movimentar o braço, mão e dedos, sob o comando do sistema nervoso. 
OS NEURÔNIOS 
o sistema nervoso é formado pelo conjunto de órgãos que têm a capacidade de captar as mensagens, os estímulos do ambiente, decodificá-las, isto é, interpretá-Ias, arquivá-Ias ou 
elaborar respostas, se solicitadas. As respostas podem ser dadas na forma de movimentos, de sensações agradáveis ou desagradáveis ou, apenas, de constatação. 
O sistema nervoso integra e coordena praticamente todas as funções do organismo e funciona por meio de mecanismos elétricos e químicos, conjugados a eletroquímicos. 
O tecido nervoso é formado por células nervosas, os neurônios. As células típicas deste sistema têm a forma alongada e ramificada, o que representa uma vantagem na condução das mensagens, isto é, dos impulsos do sistema nervoso. 
A célula ou unidade estrutural e funcional do tecido nervoso é o neurônio. É uma célula muito especializada cujas propriedades de excitabilidade e condução são as bases das funções do sistema. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-11L-01109">
P. -- ... e mais: já depois da derrota continuou a tentar nos jornalistas, e na comunicação social, os bodes expiatórios da derrota ... 
 
R. -- ... não generalizo mas houve aspectos na comunicação social que tiveram que ver com os resultados das eleições. 
Mas, é verdade, estava completamente convencido de que o PSD iria ganhar e, inclusive, poderia ter maioria absoluta. 
Enganei-me: não serie nem o primeiro nem o último, espero .. 
 
Observador privilegiado, o francês Michel Platini, ex-jogador, ex-seleccionador nacional e actual coordenador do Comité Organizador do Campeonato do Mundo de futebol de 1998 em França, deita um olhar sobre aquilo que foi o «Mundial» dos Estados Unidos. 
Por entre críticas à falta de vontade dos políticos franceses, faz algumas comparações e previsões. 
No que se refere às regras do jogo, considera que o futebol deve continuar a ser futebol. 
Daí que seja avesso a profundas alterações das suas regras. 
 
L'ÉQUIPE -- De que maneira viu o recente Campeonato do Mundo de futebol? 
 
Não pondo em causa o direito dos clínicos de exigirem melhores condições remuneratórias e de trabalho, Maria Belém lembrou que, para se pedir mais dinheiro, «temos de mostrar que fazemos mais e melhor». 
O recado não tinha apenas como destinatários os médicos algarvios, mas toda a classe. 
A este propósito, argumentou que as «dificuldades e os constrangimentos do país» exigem um grande controlo dos gastos. 
No seu entender, o seu Ministério já fez um esforço para que os trabalhadores da Saúde beneficiassem de um aumento superior ao resto da função pública. 
Por conseguinte, um novo aumento salarial, de acordo com a ministra, terá necessariamente de ser acompanhado de um aumento de produtividade. 
Nesse sentido, adiantou que o «Ministério está disponível para negociar a alteração dos regimes de trabalho, em sede dos centros de responsabilidade integrados», tendo já convidado os sindicatos para para iniciar esse processo. 
No caso do Hospital de Faro, onde existe um conflito entre os cardiologistas e a administração, renovou a confiança no órgão de gestão. 
 
Maria de Belém aproveitou esta deslocação ao Algarve para inaugurar o centro de saúde de Lagoa, que já estava a funcionar, mas encontrou a maioria dos médicos em greve. 
 
As divisões políticas actuais -- II 
Portugal encontra-se hoje mergulhado numa crise que parece ter-se instalado predominantemente na Europa, mas afecta toda a humanidade. 
Não há por isso, para além da prossecução das políticas que privilegiam o modelo de sociedade escolhido, soluções específicas para o nosso país. 
 
Com franqueza, Atanásio Ivanovitch, não sei a que outras guloseimas te queres referir! -- 
respondeu a anafada beldade, fingindo não o perceber.» 
 
«A Feira de Sorotchinetz», Nicolau Gogol 
Dez canções para lembrar a carreira de Cassandra Wilson no catálogo JMT, a casa que lhe abriu o mundo. 
Uma das mais prometedoras cantoras dos últimos anos, Cassandra usa um grão de voz e um jeito de desenhar e se apropriar do verso que tem raízes em Carmen McRae. 
Nascida no seio da estética M-Base, de que se tornou a única porta-voz vocal, à medida que foi avançando mar adentro, Cassandra soube libertar-se do lastro que lhe ajudou a voz a crescer mas que ameaçava paralisá-la. 
Despojada da preocupação de fazer novo e diferente a cada passo, o canto virou árvore, ganhou espaço, trepou ao céu. 
No dia em que Wilson inventar o tempo &amp; o modo de combinar a tradição (de que se tem aproximado progressivamente, como o mostra, de forma exemplar, o álbum «Blue Skies») com os novos sons que lhe adubaram a voz (do rap e hip-hop à inquietação experimental vivida ao lado de Steve Coleman), uma nova porta se abrirá ao jazz vocal. 
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<DOC DOCID="HAREM-12H-01119">
O congresso do PS visto de Braga 

O Diário do Minho foi falar com os líderes das estruturas distritais do PS, PSD, PP e PCP para tentar um olhar bracarense sobre o congresso socialista, que terminou no passado Domingo, no Coliseu dos Recreios em Lisboa .
À procura da opinião de António Reis, Fernando Reis, Nuno Melo e José Antunes sobre uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições, a candidatura de Mário Soares ao Parlamento Europeu e as novas paixões socialistas: a Saúde e a Segurança Social .
Antonio Reis, deputado à Assembleia da República e Presidente da Federação Distrital de Braga do Partido Socialista faz um balanço positivo do congresso por vários motivos .
A nível regional, o deputado mostrou-se satisfeito com o aumento de representantes do distrito na Comissão Política Nacional .
O distrito de braga passou de 12 para 18 elementos naquele órgão nacional .
O Presidente do PS/Braga mostrou-se satisfeito com o espírito de coesão e de unidade com que o partido se apresentou durante o encontro e pela «grande unanimidade» dos congressistas em relação ao programa de acção apresentado por António Guterres .
o deputado realça as «duas novas paixões» de um futuro governo socialista, as questões ligadas à saúde e à segurança social .
Duas linhas de força, diz, a acrescentar à preocupação com a educação .
O anuncio da disponibilidade de Mário Soares para encabeçar as listas do PS ao Parlamento Europeu merece também o destaque de António Reis .
Para este dirigente a candidatura de Soares vem trazer a estas eleições uma importância acrescida .
A participação naquele órgão de um homem com o perfil dele, diz, é «um incentivo à construção europeia», num momento, explica, «em que escasseiam na Europa figuras com a dimensão de Estado» como o ex-presidente da República .
A sua candidatura, conclui, «vai ser uma mais-valía não só as listas do PS, para Portugal, mas também para a causa Europeia» .
Assinalado a grande coragem demonstrada por Mário Soares ao aceitar este desafio, António Reis desvaloriza as críticas quanto ao facto de este estar a quebrar uma promessa de não participação na vida política activa .
O líder bracarense afirma-se compreensivo com «o incómodo sentido pelos partidos de oposição quando viram o anuncio desta candidatura» .
O deputado socialista recorre às palavras do ex-presidente da República para dizer que Soares irá principalmente «sensibilizar cada vez mais os portugueses para as questões Europeias» .

Legislativas: «pedir o voto a cada eleitor» 

Olhando para as próximas eleições legislativas e para o que sobre elas foi dito neste congresso, o Presidente da Federação Socialista bracarense referiu também a questão da maioria absoluta, ou, como diria António Vitorino, da maioria Absolutamente inequívoca .
Na opinião de António Reis, o PS não pode pedir, «em abstrato», uma maioria absoluta .
O partido, justifica «deve pedir a cada um dos portugueses que vote socialista, e esperar que o «somatório destes votos» reunisse uma maioria absoluta .

PP: Soares é uma candidatura de Peso 

Foi por esta questão, precisamente, que Nuno Melo, dirigente da Distrital de Braga do Partido Popular, começou o seu comentário .
E logo para lembrar que nos tempos das maiorias do Prof. Cavaco silva, a oposição socialista «repetia o discurso acerca dos vícios da maioria absoluta» .
«Curiosamente», continua, «agora que os socialistas são poder, o discurso é precisamente o contrário» .
Para Nuno Melo «Mário Soares é um candidato de peso e vai potenciar muito, só por si, os resultados do Partido Socialista nas eleições e europeias» .
O dirigente do PP julga que os partidos de centro/direita terão de «ser capazes de encontrar uma alternativa, seja o Dr. Paulo Portas, seja outra que se entenda melhor .
(No momomento desta conversa ainda não havia conhecimento da escolha, anunciada ao fim da tarde, de Leonor Beleza para cabeça da lista da Alternativa Democrática às europeias) .
Comentando as «novas paixões» de um futuro governo socialista, Nuno Melo pensa que a «súbita» importância dada às questões da saúde é «um reflexo de uma das preocupações, pela negativa», do actual governo .
A crise da Saúde, argumenta, tem sido demonstrada «quer pelos utentes, que diariamente se manifestam pela incapacidade» do Sistema Nacional de Saúde, quer também pela própria classe médica, como «ficou demonstrado pela greve "Self-Service" dos médicos e a possível greve dos enfermeiros .
Outros aspectos negativos apontados pelo líder popular são a segurança, a justiça, e outras que «deveriam ser paixões do PS se quisessem melhorar algumas coisas que estão mal em Portugal» .
Reagindo às afirmações de António Guterres para quem «o PS é o único referencial de estabilidade no país» político, Nuno Melo desvaloriza-as, justificando que «cada partido tem a tentação» de ver assim .
«Outro tipo de discurso não seria compreensível, por parte de quem pretenda ser governo», conclui .

PCP: «Mário Soares não tem palavra» 

Para a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, «não havendo nenhuma crise, estando o parlamento a funcionar normalmente, com um diálogo democrático em que propostas e projectos de vários partidos são aprovados» não se compreende «como é que agora o Partido Socialista venha pedir a maioria absoluta» .
José antunes julga que esta vontade é um «retrocesso» em todo o sistema parlamentar .
Para o PCP, os partidos devem «dialogar e procurem em cada momento encontrar o melhor para os portugueses» .
«Quando se pede uma maioria absoluta, argumenta, «é porque se quer fazer algo escondido» .
«Se o nosso sistema é multipartidário, porque é que querem trabalhar sozinhos», questiona .
Desvalorizando a candidatura de Mário Soares ao Parlamento Europeu, José Antunes qualifica o ex-presidente como um candidato a deputado como outros que o PCP apresentará .
Mas assinala «o facto de mais uma vez o Dr. Mario Soares vir mostrar que não tem palavra, pois hoje diz uma coisa e amanhã diz outra» .
Foi ele, lembra «que anunciou por múltiplas vezes que se iria retirar da política» .
Quanto às novas paixões socialistas, o líder comunista crítica o incumprimento da paixão pela educação e argumenta que o importante é «resolver realmente os problemas dos portugueses» .
E para o PCP não será com «o recurso cada vez maior aos sistemas privados de saúde e de segurança social» que se atingirá esse objectivo .

PSD: AD «respondeu bem» à candidatura de Soares 

Fernando Reis, Presidente da Distrital de Braga do PSD, não esperava a candidatura de Mário Soares ao Parlamento de Estrasburgo .
«Nunca pensei que ele se prestasse ao papel de ser candidato pelo Partido Socialista», diz .
«Até porque», lembra, «ele atingiu uma dimensão social e política em Portugal demasiado elevada» para se «sujeitar» a isto .
O presidente da Câmara de Barcelos julga que Soares só concorre «a pensar na hipótese da presidência do Parlamento Europeu» .
Este cargo é apenas uma possibilidade, depende de resultados eleitorais em toda a Europa, mas Fernando Reis afirma que, como português ficaria muito satisfeito se tal viesse a acontecer .
Na opinião do autarca social democrata, «a Alternativa Democrática teve uma resposta rápida e eficaz ao apresentar a primeira vice-Presidente do PSD», Leonor Beleza, como cabeça de lista a estas eleições .
«É uma aposta numa figura muito grata, porque é do distrito de Braga e porque foi cabeça de lista do PSD às ultimas legislativas», recorda .
Os candidatos apresentados pelos vários partidos vão, segundo Fernando Reis, «tornar mais disputadas as eleições europeias, mobilizando os eleitores para as propostas a apresentar» .
Acerca das novas «bandeiras eleitorais» do PS, fernando Reis julga que os socialists estão a «tentar iludir os portugueses» .
«A grande paixão da educação não foi uma batalha ganha», justifica e estas «novas apostas» só servem para «desviar atenções» .
No entanto, refere, ao escolher estas bandeiras, o PS só está a ler o «pensamento dos portugueses, que estão preocupados com estas questões»
O autarca barcelense encara com naturalidade o pedido de uma maioria absoluta por parte do PS .
Exemplificando com a sua experiência em Barcelos, Reis argumenta que «é legítimo» que se deseje sempre «governar com as melhores condições» .
O líder social democrata só estranha que «depois das críticas feitas à maioria absoluta» nos governos de Cavaco Silva, o PS «venha agora pedir» as mesmas condições .

Abel Coentrão 
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<DOC DOCID="HAREM-731-01122">
Lions Clube de Faro
Lions Clube de Faro
DM-115CS
Portugal
O Algarve , a região mais a sul do território continental de Portugal, tem por capital a cidade de Faro. É no Hotel Eva, situado na lateral da marina, que se reune o Clube Lions, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, pelas 21 horas.
Um pouco de História
As actividades mais relevantes do Lions Clube de Faro, estendemse ao longo dos vários anos da sua existência, sendo preocupaçâo constante auscultar as carências da regiâo em que se inserem. Têm-se privilegiado, pelas constantes necessidades de ajuda, instituiçôes como as casas de Santa Isabel (que acolhe meninas desprotegidas), da Madre Teresa de Calcutá, e a Conferência de São Vicente de Paula. Nos anos lionísticos de 88/89 e 90/91, foram angariados fundos para o Instituto D.Francisco Gomes, Casa dos Rapazes e, a partir de 1991 a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem sido alvo de múltiplas campanhas, tendo em vista a construção da sua sede. Pontualmente foram contempladas instituições de tratamento contra a droga, tais como o SER, e o GATO, a Associação de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, o CACE - centro artístico e cultural de Estói, a ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve, etc...
Correspondendo ao apelo do Lions Internacional, o Clube de Faro angariou, em 93/94, fundos para a campanha de prevenção da cegueira "Sight First", tendo, no ano imediato, participado na campanha "Bengala Branca".
Dentro da perspectiva cultural o Lions de Faro tem apoiado e vindo a criar várias iniciativas, tais como espectáculos, palestras e, em 96/97 dinamiza o Prémio Literário que pretende envolver não só a região, mas a comunidade lusófona.
Administrador: Marcelo Calixto - LC Faro | Suporte Técnico: José Machado - IP | Esta página tem o apoio da IP
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<DOC DOCID="HAREM-62H-01124">
Senhor dos Passos na Quaresma de Belinho 

Os paroquianos de Belinho vão assistir amanhã à procissão do Senhor dos Passos num dia em que se inaugura o cruzeiro comemorativo do Grande Jubileu .
O cortejo solene sairá da igreja paroquial cerca das 15h00 e vai percorrer algumas das ruas da paróquia, passando pela vertente oeste do monte da Guia, onde se erguem os calvários .
Aí será proclamado o sermão do encontro .
Ali perto, em Marinhas, a Cúria da Legião de Maria de Esposende celebra a festa anual da Acies .
Os "praesidia" de Apúlia, Gandra e Marinhas vão reunir-se dando assim cumprimento a uma das disposições do manual, num gesto de piedade, de mútua colaboração, de apostolado e de louvor à sua padroeira, Nossa Senhora .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-12J-01129">
Eles se intitulavam filiais da MIT Dealing Management Inc., dos Estados Unidos.
A empresa norte-americana informou à PF que não tem filiais ou representantes no Brasil.
A MIT brasileira não aplicava o dinheiro.
O golpe foi denunciado por funcionários da empresa.
A ação da PF começou às 16h30 de anteontem e só terminou ontem às 15h30.

A MIT operava no mercado desde junho passado.
A PF ainda não levantou os números exatos do golpe, mas acredita que pelo menos cem pessoas tenham perdido seu dinheiro.

Em nível internacional, há um processo de conglomerização de empresas que, ao permitir a integração de softwares, conferiu aos grandes grupos vantagens expressivas sobre os independentes.

Tem que se pensar, para o Brasil, em uma empresa com modelo acionário flexível, que permita incorporar, em uma única marca, os esforços individuais desses criadores e dispor da sinergia necessária para investir no mercado internacional.

«A minha situação é diferente da de Romário porque no Deportivo eu resolvo tudo com diálogo.» 

O jogador disse que antes de voltar à Espanha visitará o Estado onde nasceu, a Bahia.
Ontem levou, no Rio, os dois filhos a uma visita de rotina ao pediatra.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-524-01144">
 Sepúlveda diz que bônus é só recibo caro

 REGIS MALLMANN 

 Da Agência Folha, em Florianópolis

 O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Sepúlveda Pertence, disse ontem em Florianópolis que o bônus eleitoral é uma instituição que nasceu "manca" . 
 Pertence afirmou que sem uma lei de incentivos fiscais os bônus se transformaram nos "recibos mais caros do mundo" . 

 Segundo ele, a impressão dos bônus em papel moeda custou ao TSE cerca de R$ 6 milhões . 

 "A utilidade dos bônus se restringe agora aos canhotos que serão usados para conferir quem doou dinheiro para as campanhas", afirmou . 

 Pertence disse que os bônus não conseguirão limitar o volume de recursos que cada candidato vai gastar durante a campanha . 

 "É impossível saber quanto vai custar esta eleição", afirmou . 

 Segundo ele, apesar das deficiências a nova lei eleitoral acabou com a hipocrisia dos dispositivos que regulavam as campanhas eleitorais no país . 

 "A lei era feita para não ser cumprida, era hipócrita", afirmou Pertence . 
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<DOC DOCID="HAREM-807-01146">
V CICLO DE ESTUDOS SOBRE A ESCOLA LATINO-AMERICANA DE COMUNICACAO 
 Tema central: 
 MARXISMO E CRISTIANISMO, 
 MATRIZES DAS IDÉIAS COMUNICACIONAIS 
 NA AMÉRICA LATINA 
 Local e data: 
 São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil 
 21 a 23 de maio de 2001 
 Línguas de trabalho: 
 Português 
 Espanhol 
 Coordenação: 
 JOSÉ MARQUES DE MELO 
 MARIA CRISTINA GOBBI 
 WALDEMAR KUNSCH 
 Promoção: 
 Cátedra UNESCO de Comunicação 
 Universidade Metodista de São Paulo 
 Programa 
 Dia 21 de maio (segunda-feira) 
 CONTRIBUIÇÕES DO MARXISMO PARA AS IDÉIAS COMUNICACIONAIS DA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Dia 22 de maio (terça-feira) 
 CONTRIBUIÇÕES DO CRISTIANISMO PARA AS IDÉIAS 
 COMUNICACIONAIS DA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Dia 23 de maio (quarta-feira) 
 ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS COMUNICACIONAIS: 
 O DEBATE ENTRE CRISTÃOS E MARXISTAS 
 NA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Inscrição de comunicações 
 Email: marques@metodista.br 
 Envio de sumários: 30 de novembro de 2000 
 Recebimento de aceites: 20 de dezembro de 2000 
 Remessa de textos completos: 30 de março de 2001 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-145-01159">
Como se chama?

José Fernando Marques Teixeira, na sua oficina situada na Rua da Reboleira, Ribeira, a 26 de Novembro de 1999. Eu sou José Fernando Marques Teixeira.

Onde nasceu?

Nasci a 22 de Dezembro de 1946, no Muro dos Bacalhoeiros, no Porto, nº111 e agora vivo na Rua da Fonte Taurina, no Porto.

Os seus pais eram naturais da Ribeira?

O meu pai nasceu no Muro dos Bacalhoeiros no mesmo número e a minha mãe nasceu em Gaia.

Qual a profissão dos seus pais?

O trabalho da minha mãe era lavar roupa para fora, era a chamada lavadeira do rio. Ela ia recolher a roupa à casa das pessoas que tinham mais posses, e depois entregava-a lavada e passada a ferro. Quando eu era bebé, a minha mãe leváva-me dentro de uma bacia e lá ficava, até que ela acabasse de lavar a roupa. Quando chorava ela dáva-me um pano com açucar. Antigamente, as pessoas ganhavam dinheiro a lavar roupa para fora. O meu pai andava aí nas fragatas, a ir buscar carga a Lisboa a trazer para cá e a levar para lá. Passava pouco tempo em casa.

Quantos irmão tem?

Os meus irmãos foram nascendo e a minha mãe teve 22 filhos. Agora estamos nove vivos. Os meus irmãos foram morrendo, ainda agora morreu uma irmã ceguinha com diabetes. Outros morreram de acidente.

Quando vinha da escola ajudava a trabalhar em casa?

Não, quando andava na escola não trabalhava em casa. As minhas irmãs desde pequeninhas faziam tudo, desde o comer.

Conte-nos como foi a sua infância?

"Não podíamos andar descalços porque a polícia prendia-nos"

A infância foi um bocado mal passada. A minha mãe fazia uma panela grande de sopa para todos. Ela trabalhava e o meu pai trabalhava. A infância foi a pedir pão aos outros. A andar descalço, que não se podia andar porque éramos multados. Não podíamos andar descalços porque a polícia prendia-nos, e se andássemos assim com o cabelo grande havia a desinfecção, que éramos presos, rapavam-nos o cabelo todo e botavam creolina na cabeça por causa dos piolhos. Se andássemos descalços éramos presos e multados, pagavam, já nem sei, eram 12 ou 13 escudos. E então o que é que a gente fazia, botava um pano amarrado num pé e arranjávamos outro pé. O meu pai fazia socas em madeira, mas a gente até no lixo ou no rio se arranjava e se houvesse só uma a gente ponha um pano no outro pé. Mas éramos muitos, aqui toda a gente fazia isso. Nesta zona, a pobreza foi muito grande, mesmo porque o trabalho parou. Isto depois da Segunda Guerra Mundial, por aí fora, uns 10, 15 anos, toda a gente aqui passou mal. Havia empregos, só que os empregos que havia ganhava-se pouco e eram muitos filhos. Todas as famílias aqui tinham para cima de cinco filhos. E então, o dinheiro que os pais ganhavam, se fosse filhos com distância uns dos outros de quatro ou cinco anos, os mais velhos já trabalhavam, mas nós éramos distância um ano de cada um. O a seguir a mim é mais novo do que eu um ano e o mais velho do que eu, é mais velho um ano. Era tudo assim, e então o que é que acontece, a minha falecida mãe morreu com 48 anos devido a um enfarte no coração. Uma mulher nova! O mal todo era isso! O trabalho não era muito. Havia muito frio. As roupas para se vestir eram poucas. As roupas para as camas eram poucas. A gente dormia no chão. Os meus irmãos encostavam-se uns aos outros para dormir mais quentes. As casas também eram velhas, como elas são. E o que é que acontecia, as pessoas pegavam aqueciam-se com as mulheres, agarravam-se a elas. 

Que tipo de brincadeiras tinha quando era miúdo?

As brincadeiras no rio Douro foi desde pequenino. Mas as brincadeiras típicas que a gente tinha aqui era fazer barcos com pedras da rua. No chão, púnhamos pedras, tiradas da rua, uma espécie de proa e uma poupa. Depois os outros para entrar no barco tinham que mostrar aqueles bilhetes de eléctrico. Era assim que brincávamos. Também jogávamos à bola e quando não estávamos a fazer isso andávamos às escondidas; jogávamos à macaca. Junto com as raparigas havia poucas brincadeiras, era jogar ao pião. Havia uns indivíduos aqui que eram mais ricos e os filhos tinham merenda e a gente para eles darem a merenda, fazíamos de zangados e não deixávamos entrar nas nossas brincadeiras. E então, eles tinham que dar o pão que traziam como lanche. Iam a casa buscar o lanche para a gente poder comer. A fome era tanta! No Inverno, quando as águas estavam altas vinha muita fruta pela água abaixo, fruta tocada. A gente ia e atirava-se ao rio, mesmo com o frio, para ir agarrar essa fruta. Depois com a navalha tirava-se o podre e comia-se. Eu, por exemplo, atirava-me ao rio no Inverno para ir às barcas, que estavam ao largo, buscar verguinhas para vender no sucateiro, para ter dinheiro para ir à isca, para comer. Nunca na vida os moços da minha idade, gastavam esse dinheiro para comprar cigarros. A gente fumava mas eram baronas. Comprar nunca comprávamos, nem nas lojas vendiam à gente, mesmo às vezes a dizer que era para o pai, não vendiam.

Que actividades existiam na sua infância?

As actividades na minha infância eram as mais saudáveis que podia haver e havia de haver, era o remo e a natação. Eu já fui nadador do Clube Fluvial Portuense quando era moço mais novo. Já remei no Fluvial, mas não era remador, por falta de remador, e então, fui sócio do Fluvial até à pouco tempo porque eles encareceram muito as quotas e não dá para se ser sócio de um clube a pagar um conto e tal por mês de quota. Então, havia natação, havia futebol, por exemplo, eu ainda sou tesoureiro do Clube Desportivo Infante D. Henrique que tem 50 anos. Havia esses grupos assim que eram os amadores que se pagava para jogar, tinha-se que pagar a bola e as botas. Naquela altura, fazíamos treinos, mas jogar era quando era pior, uma equipa ajeitava o campo, alugava o campo, pagávamos entre todos e jogávamos a bola. Mas para treinos e tudo era ali em cima, no Jardim do Infante ou na Serra do Pilar, em sítios que houvesse um espacito.

Quando começou a trabalhar?

Eu frequentei a escola até à 4ª classe e comecei a trabalhar aos 12 anos na José Rodrigues Pinto, uma firma de transporte de mercadorias, barqueiros e fragateiros, no rio Douro, a ganhar 50 escudos por semana. Já era bom, era muito bom, era mais do que qualquer homem a trabalhar. Eu ganhava bem porque o patrão era um senhor que morava mesmo no Muro dos Bacalhoeiros, os escritórios também eram lá, e ele tinha pena dos meus pais e dáva-me 50 escudos por semana. E eu aí já comecei a ganhar e daí foi sempre a andar até sair para outros patrões, outros e outros, até embarcar.

Quando é que embarcou pela primeira vez?

Embarquei com 14 anos, andei num navio que só tinha velas, não tinha motor que era o Tiofol. Andei nele ainda moço e depois do Tiofol saí para outros navios até que cheguei a petroleiros. Andei nos navios petroleiros até me reformar, fazia viagens para o Golfo Pérsico e do Golfo Pérsico para cá. Depois de embarcar a vida correu sempre bem. Já havia dinheiro, eu ganhava muito bem e fazia uma vida boa. Naná vestido de marinheiro no navio petroleiro Dondo.

Que idade tinha quando casou?

Eu casei com 16 anos, ela era mais velha do que eu 2 anos, tinha 18 anos. Eu ganhava bem. Nessa altura, já tinha uma motorizada que me custou nove contos e que comprei às prestações.

Quantos filhos tem?

Tenho nove filhos cinco da minha esposa e quatro são de fora. Netos só tenho três, são dos filhos da minha esposa, os de fora não sei, nem me dizem nada, estão zangados comigo. Dois estão em Lisboa, dois estão aqui no Porto, mas nem para mim falam, não querem saber de mim. Da minha mulher verdadeira foram cinco filhos, o resto é de outras mulheres por fora. Agora estou com uma que nem filhos tem. Mas tive vinte e tal anos com a minha mulher, depois separei-me dela. Não estamos divorciados ainda, separámo-nos e prontos, ficou ela para o lado dela, ficamos amigos na mesma, eu vou lá a casa quando quero. Eu era demais, eu para ela era demais.

Mesmo depois de casado continuou a embarcar?

Mesmo depois de casado continuei a embarcar. Andei sempre embarcado, passava meses, quando ia ao Golfo era um mês para lá e um mês para cá. Eu ia ao Golfo Pérsico por Freetown, Serra Leoa,, não ia pelo canal Suês [mar mediterrâneo], porque se fosse pelo canal Suês a coisa ficava mais perto. Na altura que a gente ia eram uns navios muito velhos - eu andei no Fogo e no Dondo, eram navios antigos, agora já há muitos mais modernos- e era trinta dias para lá e trinta dias para cá. 

Nunca passou por uma situação perigosa em alto mar?

Uma vez vínhamos de lá para cá carregados de grude, petróleo em bruto, e apanhamos tanto mar em Freetown, na Serra Leoa, que até rebentou os cravos. Aquele navio era tão velho que era cravado, não era soldado, de maneira que largou cravos e viemos a largar petróleo pelos cravos até Lisboa, até chegarmos aos estaleiros da Lisnave para ajeitar.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22J-01160">
Desde 1990 que estava na mesa a reformulação das «secretas».
A primeira intenção do Governo era ver legislado algo que, ignorando a lei, era um facto desde o início: a inexistência efectiva do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), que nunca foi mais que uma alínea da lei-quadro nunca levada à prática.
Com argumentos economicistas e de operacionalidade, o Executivo de Cavaco Silva sempre se escusou a concretizar o SIED, cujas competências foram, entretanto, transferidas para o SIM(Serviços de Informações Militares), por via de um polémico acto administrativo do Governo, que assim chamava a si matérias da exclusiva competência da AR.

Ou seja, em dez anos, nunca a Lei dos Serviços de Informações foi integralmente cumprida, com uma estrutura que estava «no papel» sem existência prática (o SIED) e outra que assegurava as funções da primeira (a Dinfo).
Facto que, ao longo do tempo, foi repetidamente denunciado, tanto pelos partidos da oposição (onde se destacaram o PCP e o PS), como pelo Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações nomeado pela AR.
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<DOC DOCID="HAREM-281-01176">

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VILA NOVA DE OLIVEIRINHA
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(Fotografia do Quartel Construído em 1935)
CLIQUE AQUI para enviar uma mensagem
Visitas desde 13/05/2001
Mensagem do Presidente da Direcção
Caros amigos dos Bombeiros:
A nossa página na Internet já está activa desde o dia 13 de Maio de 2001, data em que se comemorou mais uma Festa dos Carolos (2001) .
A Festa dos Carolosé uma tradição desta terra que os Bombeiros querem manter viva neste começo do novo milénio.
E como nesta nova era as solicitações são diversas, os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha têm bem presente os novos desafios.
Assim, paralelamente à construção do Novo Quartel dos Bombeiros --temos dado passos bastante importantes!--, vamos continuar a melhorar esta página na Internet.
Continuamos a receber conteúdos para dotarmos esta página com bastante informação, pelo que a vossa ajuda pode ser determinante. Para tal,
podem escrever-nos, enviar um fax ou uma mensagem via correio electrónico. Para isso, visite a página de CONTACTOS .
Vamos todos ajudar os Bombeiros.
Vamos todos divulgar aquilo que é este corpo, o Corpo dos Bombeiros Voluntários de V. Nova de Oliveirinha.
Caros amigos, fiquem pois atentos às actualizações desta página.
Com os melhores cumprimentos.
Eduardo Pereira
(Presidente da Direcção)
NOTA:
Clique aqui ou na imagem do Quartel para continuar a navegar!

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<DOC DOCID="HAREM-401-01197">
Museus e outros Estabelecimentos Dependentes
Museus
A Faculdade de Ciências dispõe de um espólio museológico do grande valor. Além de serem unidades de apoio ao ensino, os diferentes núcleos museológicos são, também, importantes elementos de ligação à comunidade.
Museu de História Natural
O Museu de História Natural foi criado em Março de 1996. Tem como funções primordiais: conservar, expor, divulgar e reutilizar cientificamente os testemunhos materiais da Natureza e do Homem, que constituem o seu património e que, em grande parte, são também testemunhos da História da própria Faculdade.
Museu da Ciência
Outros Estabelecimentos Dependentes
Centro de Cálculo
O Centro de Cálculo é responsável pelas infraestruturas de comunicação e processamento de dados bem como pela prestação de serviços informáticos.
Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros
Localizado no Monte da Virgem, o Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros desenvolve actividades de investigação, desenvolvimento, serviços àcomunidade e extensão cultural.
Instituto Geofísico (Observatório Meteorológico da Serra do Pilar)
O Instituto Geofísico foi fundado em 1833. Fica situado na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, num edifício centenário de grande valor patrimonial. Departamentos  |Investigação  |Estudos Pós-Graduados  |Prestação de Serviços
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<DOC DOCID="HAREM-125-01209">
 Isso mudou o seu quotidiano de trabalho?

 Comecei a mexer-me mais, não ficava  tanto tempo sentada. Mexia-me mais e despachava as coisas mais rápido do que em D.PedroV.

 O número de docentes e alunos aumentou nestes últimos anos?

 Actualmente são 58 docentes, mas o departamento foi desdobrado, houve umas trinta ou vinte pessoas que foram para o departamento de Guimarães.

 Quandos funcionários e docentes existiam no Departamento de Infomática?

 Os funcionários era eu e o Peixoto. O Peixoto já era antiguinho, ele está como segurança, mas naquela altura estava na recepção. Quando eu entrei éramos só dois funcionários, e docentes deviam ser para aí uns trinta e tal.

 E o seu relacionamento com os colegas?

 Eu sempre me dei bem com toda a gente, enquanto não houver problemas.

 Recorda-se de algum episódio da sua vida cá?

 A despedida de solteira. Fiz um lanche muito bonito na despedida de solteira e ofereceram-me muitas coisas, lembranças do Departamento de Informática. Foi engraçado. Tenho fotografias e, de vez em quando, ainda olho para elas. Foi giro. Aqui o Departamento de Informática é como se fosse uma família.

 Então o ambiente de trabalho é bom?

  É óptimo.

 Gostava que a sua filha viesse a trabalhar aqui na universidade do Minho ou a estudar?

 Ela é que tem de decidir se quer estudar ou se quer trabalhar, isso cabe a ela decidir, mas toda a mãe gosta de ter um filho licenciado. Qual é a mãe que não gosta de ter? Até a minha mãe queria que eu me metesse na universidade, mesmo assim, ainda diz muitas vezes - "Concorre, concorre". Toda a gente gosta de ter filhos licenciados.

 Porque não concorre?

 Porque se eu concorrer aqui à universidade já sei que a maior parte das vezes não vou às aulas, porque eu dedico-me demais ao trabalho.

 De qualquer das formas que desejo gostaria de ver na sua filha concretizado?

 Que ela siga a profissão dela, que consiga realizar o sonho profissional. Como eu não consegui, ao menos que ela consiga.

 Ainda é muito nova para desistir?

 Já desisti do sonho de ginasta, já não sei fazer as piroletas.

 Mas pratica desporto?

 Pratico natação e depois ainda faço umas coisinhas de ginástica, fazia aeróbica mas desisti. A natação, não posso ir frequentemente porque tenho problemas de audição, e isso prejudica-me mais. Tenho muita flexibilidade. Os exercícios que a gente vai fazendo ajudam-nos a manter a flexibilidade. Sempre que posso dou uma corridinha. Gosto de subir o escadório do Bom Jesus, não tenho às vezes companhia, vou sozinha. Mas agora com os anos em cima de nós, a gente começa a precisar de companhia, eu acho que é com a idade que vamos precisando de companhia.

 E o seu marido não a acompanha?

 Ele está mais vezes na mãe. A mãe trabalha no campo e precisa da ajuda dos filhos. As filhas solteiras é que estão com ela, mas os filhos casados vão ajudar.

 Qual é a actividade mais importante da sua vida neste momento?

 É o trabalho. Eu ponho o trabalho acima de tudo, às vezes até acima da família. Eu sou daquelas pessoas que "não gosto de deixar para amanhã o que posso fazer hoje", e depois eu gosto de fazer tudo. Às vezes as pessoas dizem que as coisas ficam mal feitas porque a gente quer fazer tudo. E agora nesta época com as salas, os horários, eu nem durmo direito.

 Para além disso o que é que a preocupa mais?

 Ter saúde que é para pagar as dívidas, a casa e o carro. O principal, é ter saúde, que com saúde arranja-se dinheiro.

 Além do desporto o que faz nas horas de lazer?

 Gosto muito de ler revistas e jornais. Ler faz-nos bem. Eu acho que a gente aprende muita coisa a ler, não é só ver televisão. O meu problema é que eu não gosto de ler livros sem imagem, mas eu gostava de ter alguma coisa em mim que gostasse de ler esses livros. Compro um livro leio uma, duas páginas depois encosto. Ás vezes compro para me incentivar, para me motivar - "Vou ler este livro!" Mas só leio uma, duas páginas.

 E se for ligado à ginástica?

 Talvez, por acaso nunca pensei nisso.

 Um dia assim normal da sua vida conseguia descrevê-lo?

 Saio de casa, ainda ontem apanhei uma grande molha, e levo a filha ao colégio. Tenho sorte em estar na função pública porque não pico ponto porque se picasse o ponto, a minha ficha estava sempre no vermelho, tanto a entrar como a sair. Não me importo de estar aqui até às 8/9 da noite, mas entrar cedo é a pior coisa que me podem fazer. O professor Pedro Henriques bem dizia: - "Tenta vir às 9." Eu - "Está bem professor vou tentar mas não prometo nada". A parte que me custa mais é levantar, mas levanto-me normalmente às 8 horas, visto a miúda - e também custa-me sair de casa sem tomar o pequeno almoço, mas é o que tem acontecido por causa de ficar uns minutos na cama saio sem o pequeno almoço - depois levo a miúda ao colégio, e às vezes chego cá irritada porque ela fica a chorar, não quer ficar no colégio. Chego à universidade por volta das dez menos um quarto. Depois fico aqui toda a manhã. Algumas vezes não almoço, ainda hoje, comi umas sandes e continuo a trabalhar às oito da noite.

 Vai buscar a sua filha?

 Não, vai o meu marido, também cabe a ele ir bucar. Ás vezes ela pede-me para ir buscar e eu vou buscá-la, mas não quero habituá-la porque depois ela habitua-se e só quer vir aqui para o serviço, e eu não quero que ela se habitue. Depois de manhã visto-a e depois ela também quer vir para o meu trabalho. Já andei aqui com ela duas vezes e depois ela estava com aquela mania de vir para aqui de manhã e tudo, então, eu cortei, já deixei de a ir buscar ao colégio. Ao fim do colégio vai para a minha sogra. 

 Janta em casa normalmente?

 Não, janto na minha sogra o que é bom, é por isso que eu fico aqui até às oito. De vez em quando, faço aqui uns extras, aqueles trabalhos particulares, como não tenho computador em casa, trabalho aqui, tenho os recursos aqui vou fazendo uns trabalhitos.

 Mas não dorme na sua sogra?

 Não, depois vamos para casa à dez. Agora vou mais cedo, que é para habituar a miúda a dormir mais cedo, nove e meia saímos e vamos para casa.

 Mora com o seu marido e a sua filha?

 Sim, moramos num apartamento T3, que compramos três anos antes do casamento.

 Qual é o seu maior desejo na vida?

 O meu maior desejo é ver toda a gente feliz.

 Mas não há algo que gostaria de realizar, que ainda não realizou, mas se pudesse que o fazia?

 Gostava de viajar, embora tenha medo dos aviões, mas gostava de viajar. Um dos meus sonhos é ir à Madeira, é um sítio onde eu gostava de ir. Ainda vou juntar uns troquinhos para ir à Madeira, deve ser um sítio muito bonito. Para além de viajar, também gostava de aprender línguas. Eu sempre gostei de falar inglês, francês nem tanto, mas gostava de falar francês, alemão, todas as línguas porque acho giro.

 Algum acontecimento mais decepcionante ou positivo na sua vida?

 Tive uma coisa que me marcou muito, foi quando acabei de tirar a carta de condução. Tinha muito medo de conduzir! Mal comecei a conduzir tive logo dois acidentes, depois apanhei um medo e não queria andar de carro. Estive uns meses sem andar de carro e foi isso que me marcou. Quando comprei o primeiro carro, um mini, tive logo um acidente. Eu até decorei a música que vinha a cantar com a minha tia- "Não há estrelas no ceú para adorar o meu caminho". Mas não tive culpa nesse acidente. O segundo acidente, tinha um carro novo, um Yugo, que não tinha nem um mês, foi logo uma batedela forte. A primeira vez que saí de Braga bati logo com o carro, depois não saí de Braga com o carro por uns tempos.

 Já demonstrou que o seu relacionamento com as pessoas que a rodeiam é bom, mas ao mesmo tempo gosta de se isolar, de estar sozinha. Como gere esse seu relacionamento com os outros?

 Eu acho que também já fui mais faladeira com as colegas aqui do serviço. Eu acho que com o tempo retraio-me mais porque tem a ver com o serviço, quando tenho mais serviço não faço tanto diálogo com elas, e elas às vezes põem-se a imaginar - "Se calhar está de trombas! Está zangada e a gente não lhe fez nada!" Mas não é. Eu isolo-me um bocado para me tentar concentrar, tentar fazer o serviço. E às vezes quando reflito à noite o que aconteceu durante o dia penso "Eu falei tão pouco hoje com as colegas, com a Cristina e com a Helena. Elas se calhar vão pensar que estou zangada e não estou!" Eu gosto de me isolar um bocado e elas às vezes podem pensar que estou zanagada.

 Mas tem uma facilidade no relacionamento com as pessoas?

 Sim, estou sempre com os dentes à mostra. Dou-me bem com toda a gente.

 Se lhe pedisse para descrever como é a sua vida hoje, como é que o faria?

  Uma vida stressada. Por exemplo, eu não consigo dormir nestes últimos dias por causa dos horários. Só vejo salas, só vejo horários, parece que estoua construir os horários na memória. A época de início do ano é mesmo stressante. Há contratos para fazer. O professor ainda ontem perguntou-me por que é que o contrato não estava feito e ainda tenho outros atrás para fazer.

 Não sei se quer acrescentar alguma coisa à entrevista?

 Não, acho que disse tudo.

 Falou que não tinha nenhum tempo para conversar, já que tivemos esta conversa e este espaço para o diálogo, o que achou de ter falado?

 Foi bom. Foi diferente. Desabafei um bocado e agora também estou a gostar deste curso que estou a ter, dá para desanuviar um bocadinho o trabalho, mas depois venho para aqui às seis horas e estou a trabalhar até às oito. Eu bem quero fazer o meu trabalho. Até tenho medo que a doutora me ligue a perguntar por que é que eu ainda não entreguei as coisas que ela me deixou, mas ao menos as horas voam, é rápido. Quando uma pessoa dá por ela são oito horas, enquanto que se a pessoa não tiver nada para fazer, nunca mais sai dali. As horas comigo voam.

 Isso também justifica que aproveita muito bem o tempo?

 Aproveito. A gente tem de ter tempo para tudo, é como dizia um padre. Fui a uma missa, gostei tanto de ouvir o padre, que agora vou sempre lá. O padre é de Real e ele disse: - "Nós temos oito horas para dormir e oito horas para trabalhar. O que é que fazemos ao resto das horas? É para estar em frente aquela máquina, à caixinha de surpresas especial." Porque a maior parte das pessoas passa o resto das horas em frente à televisão. O que é que a gente faz ao resto das oito horas? 

 Passa muito tempo com a sua filha?

 Ponho-me a pensar, às vezes não tenho tempo nenhum e dou pouco tempo à minha filhota. Havia de lhe dar mais tempo.

 Que acha da nossa ideia de estar a fazer a recolha de depoimentos para construir a história da Universidade do Minho?

 Uma coisa interessante e gira. Quero ver como vai ser no final, como vai ficar.

 Acha que é bom para a Universidade?

 É bom. Muita gente desconhece o que se passa aqui, tem pouca informação do que se passa aqui, do que é a Universidade do Minho, como foi criada, como funciona, e nós, os funcionários públicos, temos uma má imagem lá fora.
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<DOC DOCID="HAREM-24J-01230">
O atual perfil dos poupadores ajudará a manter o dinheiro aplicado.
Segundo o BC, mais da metade dos recursos da caderneta são de poupadores de médio e grande porte em tese, menos sujeitos a achar que o dinheiro perdeu rendimento com a queda da inflação.

A previsão de saques reduzidos sobre a poupança é compartilhada por especialistas.
«O ceticismo em relação a planos econômicos faz a população manter reservas», diz o ex-diretor de Política Monetária do BC, Luís Eduardo de Assis, diretor de investimentos do Citibank.

«Às vezes peco por falta de experiência, mas me considero um piloto rápido», afirmou ontem o brasileiro, em entrevista à Folha por telefone, da Itália.
Diniz começou sua carreira automobilística em 1989, no Brasileiro de Fórmula Ford, campeonato em que obteve a sexta posição na classificação final.

Ex-pastor acusado de estupro e morte é preso
A Polícia Civil de Ourinhos (371 km a oeste de São Paulo) prendeu ontem à tarde o ex-líder religioso Jonas Rúbio, 45, acusado de matar na quarta-feira a estudante Claudirene Contijo, 13, com um tiro de espingarda.
O delegado Celso Antonio Borlina, 38, disse que Rúbio confessou o crime.
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<DOC DOCID="HAREM-051-01253">
Rainha D. Maria II 
Foto da Biblioteca 
Biblioteca Central da Marinha 
Situada, desde 1891, na Praça do Império, na imediata proximidade do Mosteiro dos Jerónimos, a Biblioteca Central da Marinha (BCM) é sucessora da antiga Biblioteca da Real Academia dos Guardas-Marinhas, que seguiu com a côrte para o Brasil e foi transferida para o Rio de Janeiro aquando da 1ª invasão francesa, tendo ficado em grande parte naquele país. A sua fundação, como "Biblioteca de Marinha", deve-se à Rainha D. Maria II, por decreto de 7 de Janeiro de 1835, ficando de ínicio integrada no Arsenal Real de Marinha e instalada no andar nobre do respectivo edíficio da Ribeira das Naus. 
Em 1960, recebeu a designação de Biblioteca Central da Marinha, ficando a reger-se por um regulamento próprio como organismo na dependência do então Superintendente dos Serviços da Armada, estando, presentemente, na dependência do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e o seu Director, quando Oficial General, desempenha em acumulação as funções de Presidente da Comissão Cultural da Marinha. 
Especializada, desde sempre, em matérias ligadas ao mar e a tudo que com ele se relaciona, a BCM possui actualmente cerca de 80.000 volumes correspondendo a perto de 45.000 títulos. A partir de 1994, em consequência da reestruturação orgânica operada na Marinha, passou a integrar o Arquivo Central da Marinha que, do antecedente, constituía um organismo autónomo. 
Encontra-se aberta ao público todos os dias úteis das 09:30 às 16:45 horas tendo sido, em 1997, consultados 4498 livros a que correspondeu uma frequência de 1308 leitores dos quais 90% de nacionalidade portuguesa e 10% de estrangeiros. 
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<DOC DOCID="HAREM-90K-01262">
Segundo Procuradoria-Geral da República
Investigações apontam para a não existência de tráfico de órgãos humanos em Moçambique
2004-02-23 14:06:18
Maputo - As investigações preliminares levadas a cabo pela Procuradoria Geral da República (PGR) de Moçambique sobre o alegado tráfico de órgãos humanos na província de Nampula, denunciado há cerca de um ano e meio por uma freira brasileira, apontam para a não existência de tráfico no país, anunciou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, em Maputo, o procurador-geral, Joaquim Madeira.
Segundo Joaquim Madeira, a perícia à exumação dos corpos de pessoas alegadamente vítimas de tráfico de órgãos humanos não encontrou «nenhumas evidências» deste tipo de práticas em Nampula. Das investigações feitas, acrescentou, «não se pode estabelecer, com exactidão, uma ligação entre mortes e o tráfico de órgãos». 
Entretanto, a PGR está a preparar um programa conjunto com a polícia para a montagem de um posto policial em cada localidade onde existem suspeitas desta prática no país, revelou ainda o responsável pelo Ministério Público moçambicano acrescentou.
As conclusões da PGR contrariam as afirmações feitas pela missionária brasileira Elilda dos Santos, residente há sete anos em Nampula, que denunciou junto da Procuradoria e da polícia a existência de uma suposta rede de tráfico de crianças e de órgãos humanos, depois de ter tomado conhecimento do aparecimento de cadáveres de crianças sem órgãos.
Em declarações à RDP/África, a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabota, afirmou não estar surpreendida com os resultados da PGR, afirmando colocar algumas reticências à conclusão apresentada pelos médicos legistas.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-61C-01264">
Os diferentes costumes que, na União Europeia variam de região para região devido ao clima, aos hábitos alimentares e mesmo ao poder de compra dos cidadãos, geram estudos de mercado diferentes, sendo portanto o resultado previsível desta directiva a redução do número de modelos de frigoríficos no mercado e a orientação do mesmo para produtos mais eficientes, é certo, mas de gama mais alta e de preço superior, sobretudo nos países do Sul. Não se trata aqui de aderir à ideia da poupança energética, que foi já conseguida, ou de tomar decisões quanto ao destino das futuras gerações, mas sim de determinar se esta medida se revelará oportuna e equitativa ou se, pelo contrário, favorecerá um sector industrial em detrimento de outro, através do subterfúgio - permitam-me que o diga - da confusão entre poupança energética, que é o nosso objectivo, ou seja a não produção de anidrido carbónico, e a eficácia energética.

Para os convencer de que a poupança energética e a eficácia energética não são exactamente a mesma coisa, basta dizer-lhes que um Mercedes pode ser enegeticamente mais eficaz do que uma scooter , mas que esta consome evidentemente muito menos energia do que o primeiro. Quem anda de scooter poupa mais energia do que quem anda de Mercedes, mas també dispõe de um veículo muito menos menos eficiente.

Após uma análise aturada, a directiva em questão não parece constituir de todo uma medida equilibrada, visto que carece de um estudo socio-económico dos custos no que toca aos consumidores do Norte e do Sul. No que se refere ao segundo step de eficácia - depois do primeiro, sobre o qual estamos no entanto de acordo - proponho a este Parlamento que aprove uma alteração que, embora vaga, integra o reforço contido na alteração nº 5. E isso não para tornar o referido step evasivo, mas sim para permitir que a Comissão o possa determinar melhor e voltar a este assunto. Foi, com efeito, esta a posição defendida pela Comissão na Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, sendo igualmente a posição do Conselho. Recomendo portanto ao Parlamento que aprove a alteração nº 5.

Senhor Presidente, caros colegas, Senhor Comissário, os frigoríficos e congeladores domésticos são responsáveis por 7 % da totalidade do consumo eléctrico na União Europeia. Um consumo de energia de 15 % pode, portanto, conduzir a uma poupança considerável, isto é, 1 % menos de consumo de electricidade e emissões mais baixas de CO2 na União. O Conselho propôs um período de transição de três anos para a directiva, em vez dos dois anos propostos pelo Parlamento Europeu. Isto foi calculado com largueza de vistas, considerando, sobretudo, que um frigorífico dura facilmente uns 20 a 25 anos. Além disso, não está comprovado que melhor rendimento energético leve ao aumento do custo do frigorífico. Pelo contrário, também existem aparelhos de refrigeração mais económicos em matéria de consumo de energia cuja aquisição não fica mais dispendiosa que a do frigorífico médio. Isso não significa, portanto, custos mais elevados para o consumidor nem, provavelmente, para o fabricante.

Senhor Presidente, o Grupo do Partido Europeu dos Liberais, Democratas e Reformistas apoia a proposta do relator no sentido de se estabelecer uma segunda série de normas após a avaliação da primeira fase. Por iniciativa dos Países Baixos a Comissão tentou, durante cinco anos, chegar a um acordo voluntário com o sector industrial, coisa que se verificou ser impossível. Daí esta proposta de uma directiva europeia e as propostas de alteração apresentadas pelo senhor deputado Macartney, que o meu grupo irá apoiar sinceramente.

Senhor Presidente, com esta minha intervenção tentarei resumir em duas frases a posição de uma parte significativa do Grupo do Partido Socialista: pleno apoio à posição comum do Conselho - uma vez que ela reúne os objectivos fundamentais que permitirão uma melhoria do rendimento energético - e oposição total às alterações do senhor deputado Macartney, que fez ouvidos moucos a uma parte importante dos deputados desta câmara e a uma parte importante de países, que se pronunciaram contra as mesmas.

Estas alterações não versam sobre poupança energética nem sobre o ambiente. Elas abordam outro tema: uma latente e dissimulada guerra comercial. Não é possível não ter em conta as diferentes condições dos vários países europeus; não é possível afirmar-se que existe um só estudo, quando existem vários, que garantem e justificam a necessidade de diversificar os diferentes aparelhos electrodomésticos de refrigeração. Concretamente, o prazo concedido à indústria para se adaptar às disposições da directiva e a colocação no mercado de aparelhos de refrigeração das classes climáticas tropical e subtropical é, do ponto de vista de uma parte importante desta câmara, fundamental para que tenhamos em conta não apenas a melhoria do rendimento energético, como a não invocação da protecção do ambiente para, de forma dissimulada, apoiar determinados interesses comerciais.

A própria alteração nº 3 do senhor deputado Macartney, na qual se refere a oferta dos frigoríficos de quatro estrelas, é, em termos técnicos, uma alteração absolutamente incorrecta. Actualmente, os aparelhos de refrigeração não possuem um só compartimento. O compartimento de quatro estrelas destina-se à congelação, mas há outros compartimentos que requerem menos estrelas, que não têm coeficientes e que, no entanto, caso se atribuam os coeficientes, as condições da directiva poderão ser cumpridas.

Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao senhor deputado Macartney o seu relatório e o seu contributo durante a segunda leitura no Parlamento.

Tal como o senhor deputado Macartney salientou, a proposta que analisamos é, de facto, particularmente importante porque faz parte da estratégia da União Europeia para a estabilização das emissões de dióxido de carbono. Em termos absolutos, esta proposta não irá dar o contributo máximo para a estabilização das emissões. Todavia, é uma proposta necessária se desejarmos atingir esse objectivo. Se efectivamente esperamos atingir esse objectivo, temos que aplicar todas as medidas economicamente eficazes. E esta medida oferece uma relação favorável custos/benefícios para a sociedade no seu todo.
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<DOC DOCID="HAREM-73L-01271">
Alterações ao Código Civil que incidem sobre o direito da família. 
 
Uma proposta de lei a aprovar por a Assembleia da República que permita a alteração do Código de Procedimento Administrativo. 
Remodelação ministerial na África do Sul não convence nacionalistas negros 
ANC insiste num Governo de transição 
O CONGRESSO Nacional Africano (ANC) reiterou ontem, em comunicado, como «insuficiente» a remodelação ministerial realizada pelo Presidente De Klerk, na sequência do escândalo sobre o financiamento secreto de Pretória ao partido zulu Inkhata, anunciando que vai intensificar a sua campanha para obter a mudança do Governo sul-africano por um Executivo de transição. 
 
UM GRUPO de alegados assaltantes, acusados do roubo de diamantes no valor de um milhão de contos da central de escolha de uma operadora portuguesa em Angola, está a ser submetido a interrogatórios que forneçam pistas sobre uma presumível rede de tráfico. 
 
Cerca de um milhão de contos em diamantes, em gemas e para uso industrial, foi roubado na noite de 14  para 15 de Setembro da estação de escolha da Sociedade Portuguesa de Empreendimentos (SPE), no Ocapa, Lunda Norte. 
 
O que consta é que os militares têm bastante cuidado para evitar esse tipo de situações. 
Sabendo antecipadamente o grau hierárquico da personalidade que vai actuar, fazem-se representar em conformidade. 
Para um secretário de Estado, um vice-chefe. 
 
No entanto, no Ministério da Defesa não há grandes preocupações quanto à funcionalidade da gestão se houver vacatura com a provável saída de Nogueira. 
Se os chefes militares, actualmente, despacham com o ministro de 15 em 15 dias, farão o mesmo com o primeiro-ministro e o secretário de Estado governa o Ministério. 
É tudo uma questão de tempo e ainda falta conhecer os resultados do congresso do PSD e saber a altura exacta em que o Presidente da República tomará decisão relativamente ao Governo. 
 
Entretanto, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) notificou ontem a SIC pela não cobertura da campanha eleitoral do candidato Jerónimo de Sousa, na sequência de uma queixa por este apresentada. 
A estação de Carnaxide tem um prazo de 48 horas para responder, devendo a CNE na sua próxima reunião tomar uma decisão, que, se for desfavorável à SIC, lhe poderá custar uma coima entre os mil e 10 mil escudos. 
Entre um e dez contos, exactamente. 
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<DOC DOCID="HAREM-44K-01281">
  Nacional da II divisão B 

  O Beneditense e o Recreio de Águeda jogaram a penúltima final na difícil luta pela permanência na II divisão «B» . 
  Os forasteiros tiveram a primeira oportunidade logo no início: aos 4 minutos por Tito, que flectiu pela ala direita rematando forte para uma defesa espectacular de Paulo . 
  O Beneditense sacudiu a pressão e Santiago aos 25 minutos rematou ligeiramente ao lado da baliza de Luís Miguel . 
  Porém aos 31 minutos Roger inaugurou o marcador, para o Recreio de Águeda com muitas culpas para o sector recuado dos donos da casa . 
  Dois minutos depois Cristiano de cabeça não conseguiu empatar por centímetros . 
  Aos 35 minutos Santiago cruzou na ala direita do ataque Beneditense Neca apareceu de primeira e empatou a partida . 
  No segundo tempo o jogo foi muito musculado a meio-campo e com oportunidades para as duas equipas, até que aos 60 minutos Milla foi derrubado na área do Recreio de Águeda, contudo o árbitro assim não entendeu mostrando o amarelo ao dianteiro da casa . 
  Era o tudo por tudo dos donos da casa, até que aos 76 minutos o guarda redes do Recreio, Luís Miguel viu a cartolina vermelha por defendido uma bola fora da área . 
  Para o seu lugar foi um jogador de campo uma vez que todas as substituições já haviam sido esgotadas . 
  Mico passou a ser o guarda redes desempenhando muito bem a sua missão . 
  O golpe fatal nas aspirações beneditenses foi dado por Carlos Miguel, que aproveitou um mau alívio da defesa da casa e colocou a equipa de Águeda na condição de vencedora . 
  Com dez unidades e um resultado positivo o Águeda remeteu-se para a sua zona defensiva o que tornou a missão quase impossível aos avançados beneditenses . 
  Eram pernas as mais para espaços a menos . 
  Com este resultado tudo se torna mais complicado para as cores da Benedita e só um milagre no próximo domingo na Lourinhã poderá tornar possível o sonho da permanência . 
  O senhor Nuno Mendes, que viajou do Algarve teve uma actuação sofrível . 

Olímpio Félix
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<DOC DOCID="HAREM-511-01285">
Polícia Judiciária
DETIDO PRESUMÍVEL RESPONSÁVEL PELA EXPLOSÃO OCORRIDA NO CONCELHO DE BRAGA 2002/07/05
A Polícia Judiciária, através da Directoria do Porto , procedeu no dia de ontem à detenção de um indivíduo, de 58 anos de idade, presumivelmente responsável pela prática de, pelo menos, um crime de posse de substâncias explosivas.
Tal acção teve lugar numa localidade do concelho de Braga e decorreu da realização de várias diligências relativas a inquérito pendente nesta Polícia desde 25 de Junho do corrente ano, pela ocorrência de uma explosão numa residência particular, a qual teve como consequência imediata, para além dos avultados danos materiais provocados, a morte de uma criança de cinco anos de idade.
O detido é um familiar da vítima, sobre quem recaem fortes suspeitas de possuir, na residência onde ocorreu a referida explosão, elevadas quantidades de gelamonite, alguns detonadores, cordão detonante e cordão lento, fora das condições legais exigidas para esse efeito.
Em face dos elementos já recolhidos na investigação, tudo parece fazer crer que tais substâncias, que terão estado na origem imediata dos factos, foram anteriormente descaminhadas dos serviços da Câmara Municipal de Braga, onde agora foram também apreendidas várias quantidades de outras substâncias similares e com características em tudo semelhantes às dos vestígios anteriormente recolhidos no local da explosão.
O mesmo foi presente às competentes autoridades judiciárias para efeitos de primeiro interrogatório judicial e submissão a adequadas medidas de coacção, aguardando-se a respectiva decisão.
5 de Julho de 2002
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<DOC DOCID="HAREM-048-01288">

Técnicas de Redação e Interpretação de Contratos de Prestação de Serviços de Obras

Curso

25 de junho de 2003 - Hotel La Residence, São Paulo, SP

A terceirização sistemática para suprir a organização com obras e serviços, na busca da excelência com baixo custo é questão de sobrevivência na administração moderna.
A correta operacionalização da terceirização enseja a celebração de contratos com qualidade.
Neste cenário, a competente redação dos contratos, que vai determinar o desenvolvimento operacional e as implicações jurídicas, aliada ao competente gerenciamento dos vínculos firmados, surge como procedimento imprescindível para garantir os ganhos e minimizar os riscos do processo de contratação.

a) Orientar os participantes a elaborar contratos de prestação de serviços, desmistificando-os e indicando os caminhos corretos para sua elaboração, execução e conclusão;
b) Fornecer subsídios suficientes para a elaboração de contratos terceirizados que contemplem corretamente aspectos operacionais e legais, com foco na qualidade, segurança e economia;
c) Analisar os diversos tipos de contratos existentes na organização, visando apresentar recomendações que minimizem inadimplementos, buscando a qualidade e a segurança jurídica, além de apresentar aos participantes uma visão moderna da Terceirização.


o Profissionais ligados direta ou indiretamente à atividade de contratação de terceiros / fornecedores, na parte de redação dos instrumentos contratuais, ou mais concentrados na administração / gestão destes vínculos, tais como: técnicos, auditores internos de contratos e serviços, advogados, economistas, administradores, engenheiros, contadores.
Enfim, todos aqueles profissionais que mantenham relacionamento com terceiros ou que assessorem internamente a organização nesta área, na estruturação ou efetiva operação das rotinas internas.


1. A IMPORTANCIA DO INTRUMENTO CONTRATUAL PARA ALCANÇAR A EXCELÊNCIA EM TERCEIRIZAÇÃO - Conhecendo a ferramenta contrato


- Peculiaridades da empresa pública


- Identificando o escopo da contratação


- Especificação dos serviços X roupagem jurídica


- Momento da participação do usuário X do jurídico


- O planejamento tributário


- Eliminando os passivos


- Efeitos dos contratos


- Fixando objetivos ao celebrar contratos


- Eliminando falhas de planejamento


- Identificando o escopo do que se quer contratar para receber o esperado - Redigindo e criticando a minuta do contrato


- A Lei de licitações


- Outras legislações importantes aplicáveis ao tema contratos - O contrato como guia / roteiro de atividades


«Book» de obrigações da contratada


(trabalhistas, previdenciárias e Tributárias)




- Identificação das cláusulas obrigatórias


- Inserindo cláusulas relevantes para segurança gerencial e jurídica - Padronização de contratos - vantagens / desvantagens


- Identificando cláusulas perigosas


- Localizando e ordenando cláusulas interdependentes


- Identificando e retirando disposições desnecessárias («Gorduras») - Excluindo cláusulas inócuas


- Cláusulas de sigilo e propriedade de resultados


- Cláusulas de confidencialidade e reserva


- Cláusulas Nebulosas, vagas, com lacunas, ambíguas, contraditórias e absurdas; - Procuradores


- Testemunhas


- Formalização dos instrumentos contratuais


4. ADITIVOS, RESILIÇÕES, RESCISÕES E TERMOS DE ENCERRAMENTO DEFINITIVO E PARCIAL - Alteração de objeto (quantidade e qualidade)


- Alteração do prazo X abono de prazo X multa


- Mudança de critério ou valor de remuneração

- Alterações de preços:

Reajustes, reequilíbrio, variação cambial, fato do príncipe ;IAM (Índice de atualização monetária);Fórmula paramétrica, paridade de reajustes em contratos terceirizados com parcela financiada




- Pagamento por resultado (cláusula de ônus X bônus)


- Cláusulas contratuais abusivas


- Cláusulas de arbitragem


- Aspectos de QSMS (Qualidade, saúde ocupacional, meio ambiente e segurança industrial) - Penalidades


- Garantias


- Critérios de medição (Preço unitário, preço global, empreitada integral) - A crescente aplicação do Código de Defesa do Consumidor e seus efeitos - A influência do novo Código Civil nos contratos de Prestação de Serviços e Obras



Coordenador de auditoria de empresa multinacional.
Anteriormente auditor da Deloitte, Haskins &amp; Sells e colaborador da Price Waterhouse na consolidação de balanços auditados de grandes empresas.
Auditou mais de 50 empresas de médio e grande porte em diversos ramos de atividade, no Brasil e nos EUA, tais como: Antártica, Aracruz, BR Distribuidora, Braspetro, Castrol, Copene, Petrobras, Cias de Mineração, Dataprev, Fiat, Laboratórios Knoll e Schering, Líquid Carbonic, Lojas Americanas, Petroquímica União, Shell Petróleo, Chase Manhattan Bank, Shell Química, ABN-AMRO Bank.
Articulista de revistas e jornais especializados.
Co-autor do Livro: «Temas controvertidos em licitações e contratos administrativos» Concluindo o seguintes livros:

- Fraudes em contratos - Como prevenir e detectar


- Fiscalização competente de contratos terceirizados


- Auditoria de contratos terceirizados


- Auditoria em compras para gestores de suprimentos


- Técnicas de redação de contratos terceirizados

Conferencista em diversos eventos ligados ao tema contratações e auditoria; Graduado em Ciências Contábeis;
Pós-graduado em auditoria e contabilidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Especialista em finanças empresariais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ) Diretor da ATAC - Assessoria e Treinamento em Terceirização, Auditoria e Contratações Ltda.
Diretor de treinamento do AUDIBRA / IIA (Instituto dos Auditores Internos do BrasiL Presidente do IBRACOF - Instituto Brasileiro de Combate à Fraude.

Professor De Auditoria de Logística da FGV
28 Anos de experiência na área, atuando em empresas de médio e grande porte.

No Brasil e no exterior



25 de junho de 2003


das 09h00 às 18h00

Al.

Jaú, 1606 - São Paulo, SP
Incluso na inscrição:

coffee-break, almoço, material didático, certificado e estacionamento


Inscrições, investimentos e formas de pagamentos, consulte-nos Toll free 0800.143040 - Telefone: (11) 3067.6700 - fax: (11) 0800.143041 telemarketing@mission.com.br - www.mission.com.br


Este evento poderá ser realizado In Company

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Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
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<DOC DOCID="HAREM-61H-01294">
Moreira de Cónegos debate ambiente 

A Escola EB 2,3 São Paio de Moreira de Cónegos, em Guimarães, promove hoje uma palestra subordinada ao tema "As Ciências e o Ambiente", disse fonte da Comissão Instaladora daquele estabelecimento de ensino .
A iniciativa terá uma duração de cerca de duas horas e será proferida por José Manuel Leão Martins .
«Educar para o Ambiente, alertar para os perigos da poluição ambiental, reconhecer a importância da reutilização e reciclagem como forma de preservação do ambiente» são alguns dos objectivos desta acção de formação .
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<DOC DOCID="HAREM-32L-01301">
O orçamento para a nova época ronda os 25 mil contos e o principal objectivo é garantir a permanência do Esgueira no escalão principal. 
O Beira Mar, a outra equipa da cidade de Aveiro, procedeu também no início desta semana à substituição do norte-americano Mike Smith pelo seu compatriota Deshon Washington. 
Segundo responsáveis do clube aveirense, Mike Smith apresentou-se em deficientes condições físicas e sem ritmo competitivo. 
Deshon Washington, que joga na posição de extremo-poste, tem 23 anos de idade, mede 2,02 metros, e vai fazer dupla com o seu compatriota Kip Jones. 
O técnico do Beira Mar, Aniceto Carmo, tem ainda ao seu dispor os seguintes atletas: Catarino (ex-Esgueira), Paulo Sousa (ex-Salesianos), Rebelo, Traylor, Moreira, Mourinho, Alex Pires, Renato, João Miguel e Pinto. 
Tendo como objectivo intrometer-se na luta pelo título, o Beira Mar disporá, para a nova temporada, de um orçamento a rondar os 40 mil contos, verba substancialmente inferior à da época passada. 
 
Na sua globalidade, as respostas alimentam, apesar de tudo, um certo optimismo entre os que se interessam pela sorte dos bichos. 
Para Jorge Rocha, o inquérito demonstrou «que há muitas câmaras do país que têm uma atitude de grande dignidade pelos animais», apesar de serem letra morta as parcas disposições da legislação que regulamenta esta matéria e do imenso atraso no nosso país em relação a outros países europeus, onde há inclusivamente seguros e assistência à doença. 

 
Protecção 
De um modo geral, os animais domésticos que vivem no campo têm uma existência mais feliz do que os citadinos. 
Nas grandes cidades, os animais domésticos são normalmente mais maltratados, pois, em certa medida, entram em concorrência com as pessoas, ocupando as ruas, fazendo ruído nos prédios», observa o veterinário municipal da Câmara do Porto, Vítor Aires. 
Nos concelhos rurais, essa concorrência não existe e os bichos mantêm, até, determinadas funções úteis, como a guarda ou a caça». 
 
Atrás de Kerrigan na lista das grandes favoritas está a japonesa Yuka Stao, quarta nos «Mundiais» e que nos últimos tempos bateu patinadoras de grande nome como a alemã Tanja Szewczenko e a canadiana Josée Chouinard. 
A China aposta tudo em Chen Lu, terceira classificada nos últimos dois «Mundiais», apontada com a atleta que melhor alia a técnica e a beleza. 
Só depois surge Tonya Harding, campeã dos Estados Unidos. 
E a grande dúvida é se as suspeitas da agressão à sua rival serão um «handicap» ou uma motivação. 
 
Com 28 anos e tecnicamente ultrapassada por todas estas jovens, que não teriam mais de dez anos de idade quando conquistou a sua primeira medalha de ouro olímpica, em Sarajevo/84, está a «senhora patinagem» Katarina Witt, a mulher que explicou o facto de ser «sexy» em pista da seguinte forma: 
Antes de entrar, escolho um homem na assistência e danço só para ele.» 
 
«A Guerra do Golfo», 1991 
Homens ensopados da cabeça aos pés por uma chuva de petróleo, com as chamas e o fumo deixados pelas tropas iraquianas como cenário de fundo. 
As imagens que Sebastião Salgado registou da guerra que opôs os Estados Unidos ao Iraque e que começou pela invasão do Kuwait não mostram mísseis Scud, nem a ferocidade dos exércitos dos dois inimigos. 
Revelam a missão perigosa dos homens das 27 equipas de bombeiros enviadas para o «inferno» que os iraquianos atearam em 788 poços de petróleo quando se retiraram do Kuwait e que permitiram ao fotógrafo brasileiro concluir o seu «portfolio» sobre o homem e o trabalho. 
 
«O Massacre na Argélia», 1997 
A fotografia foi publicada na imprensa de todo o mundo há cerca de um ano, quando de o massacre de Bentalha, na Argélia, onde morreram cerca de duas centenas de pessoas, na noite de 22 para 23 de Setembro. 
Cinco meses mais tarde, a imagem de uma mulher chorando a perda dos seus oito filhos, baptizada como «` pietà argelina», voltava a ser impressa, desta feita porque o seu autor, escondido atrás do pseudónimo Hocine por razões de segurança, recebia o Prémio World Press Photo 1997. 
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<DOC DOCID="HAREM-72H-01315">
Parlamento pede carta secreta 

A Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias vai solicitar ao primeiro-ministro o envio da carta que recebeu do embaixador Monteiro Portugal, na qual alegadamente afirma ter recebido instruções de Veiga Simão para vigiar chefias militares.
Esta decisão foi tomada ontem, em reunião da comissão parlamentar, depois de os membros do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) se terem recusado a divulgar a controversa carta perante os deputados .
O Conselho alegou que a missiva escrita pelo ex-director dos Serviços de Informações de Estratégia e Defesa Militares (SIEDM) ao chefe do Governo contém matéria suceptível de ser considerada «segredo de Estado» .
Para tornear a recusa dos três membros do Conselho de Fiscalização do SIRP, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS José Magalhães apresentou então uma proposta no sentido de que a comissão solicite directamente ao primeiro-ministro o envio da carta do embaixador Monteiro Portugal, «com a devida chancela de confidencialidade» .
No final da reunião, o presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP, Faria Costa, justificou a recusa na divulgação da carta com base no argumento de que o seu elenco «faz a interpretação própria da lei» e analisa matérias sujeitas a «segredo de Estado» .
«Efectivamente o primeiro-ministro enviou-nos essa carta (do embaixador Monteiro Portugal), mas este Conselho de Fiscalização, embora emane da Assembleia da República, não pode ter uma natureza política», afirmou Faria Costa .
Ou seja, perante os deputados, os três membros do Conselho de Fiscalização do SIRP explicaram que o caso entre o ministro Veiga Simão e o ex-director do SIEDM envolve uma componente política .
Face a estas posições assumidas pelo Conselho de Fiscalização do SIRP, o PSD e o PCP entenderam reforçar o pedido de ouvir explicações directas do primeiro-ministro sobre o caso .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-866-01320">
É o centro metabólico, contém o núcleo e a maioria dos organitos. 
Geralmente , o corpo celular dos neurónios situa-se a nível do Sistema Nervoso Central, à excepção de neurónios sensitivos primários e neurónios efectores terminais do  Sistems Nervoso Autónomo onde os corpos celulares se agregam formando gânglios. 
No Sistema Nervoso Central os corpos celulares localizam-se apenas na substância cinzenta. 
A  substância branca não apresenta corpos celulares de neurónios, mas apenas os seus prolongamentos. 
Núcleo 
É longo, esférico ou ovóide, aparece pouco corado e com a cromatina descondensada sugerindo a grande actividade sintética da célula. 
Cada núcleo tem em geral um nucléolo único, grande e central. 
Na proximidade do núcleolo ou da membrana nuclear observa-se, no sexo feminino, cromatina sexual, sob a forma de um grânulo esférico bem distinto e que corresponde a um cromossoma X inactivado, que permanece condensado na interfase.
Reticulo endoplasmático liso 
É abundante e menos evidente, com uma distribuição a nível de toda a célula. 
Está em continuidade com o RER e preenche muito do espaço entre os corpos de Nissl. 
Aparelho de Golgi 
Localiza-se apenas no perikaryon em torno do núcleo. 
Consiste em membranas lisas, que constituem vesículas achatadas e dispostas paralelamente entre si , formando grupos que são paralelos ao envólucro nuclear. 
Além das vesículas achatadas , encontram-se também vesículas menores e esféricas. 
Em algumas técnicas clássicas de estudo do aparelho de Golgi, como a impregnação pela prata ou a coloração com o ósmio , ele aparece como uma rede filamentosa irregular. 
Esse aspecto é consequência da impregnação das membranas do aparelho de Golgi e sua deformação pela técnica usada. 
Tem um papel importante na produção de elementos da membrana celular, bem como na formação de lisossomas e de neurotransmissores.
A baínha de mielina não é parte do neurónio, mas sim um folheto envolvente resultante do enrolamento de células da glia, nomeadamente as células de Schwann. 
Os neurónios que apresentam esta baínha de mielina são por isso designados de neurónios mielinizados - ao contrário dos que não apresentam a mesma baínha mielínica.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-034-01328">
 Encontros incluem pesagem, aplauso e receitas 
 Da Reportagem Local 

 Além de seguir o cardápio proposto e fazer exercícios, quem ingressa nos Vigilantes participa de reuniões semanais . 


 Depois uma orientadora diz, em voz alta, o quanto cada um emagreceu na semana . 


 Cada sócio possui uma espécie de caderneta onde anota seu peso inicial, o quanto perdeu e o quanto está pesando . 


 As reuniões também servem para ensinar receitas e tirar dúvidas . 


 Em um dos encontros a orientadora Silvana Del Priore falou sobre "imaginação" . 
  "Você é o que imagina ser, então imagine-se tendo sucesso." 

 Os Vigilantes do Peso não possuem um programa específico para adolescentes. Os cardápios usados para adultos são adaptados à necessidade dos jovens, que podem comer mais. Enquanto os adultos podem consumir até 1.500 calorias, os jovens consomem até 2.000 calorias por dia 

 Também não há reuniões só para teens . 
  A orientadora Silvana Del Priore defende a criação deste tipo de atividade . 
  "Eles não têm paciência de ficar em uma sala onde a maioria é de mulheres mais velhas." 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-279-01347">
UMAS FÉRIAS

VIERAM DIZER ao mestre-escola que alguém lhe queria falar.

-- Quem é? 

-- Diz que meu senhor não o conhece, respondeu o preto. 

-- Que entre. 

Houve um movimento geral de cabeças na direção da porta do corredor, por onde devia entrar a pessoa desconhecida. Éramos não sei quantos meninos na escola. Não tardou que aparecesse uma figura rude, tez queimada, cabelos compridos, sem sinal de pente, a roupa amarrotada, não me lembra bem a cor nem a fazenda, mas provavelmente era brim pardo. Todos ficaram esperando o que vinha dizer o homem, eu mais que ninguém, porque ele era meu tio, roceiro, morador em Guaratiba. Chamava-se tio Zeca. 

Tio Zeca foi ao mestre e falou-lhe baixo. O mestre fê-lo sentar, olhou para mim, e creio que lhe perguntou alguma cousa, porque tio Zeca entrou a falar demorado, muito explicativo. O mestre insistiu, ele respondeu, até que o mestre, voltando-se para mim, disse alto:

-- Sr. José Martins, pode sair.

A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto. Tinha dez anos apenas, gostava de folgar, não gostava de aprender. Um chamado de casa, o próprio tio, irmão de meu pai, que chegara na véspera de Guaratiba, era naturalmente alguma festa, passeio, qualquer cousa. Corri a buscar o chapéu, meti o livro de leitura no bolso e desci as escadas da escola, um sobradinho da Rua do Senado. No corredor beijei a mão a tio Zeca. Na rua fui andando ao pé dele, amiudando os passos, e levantando a cara. Ele não me dizia nada, eu não me atrevia a nenhuma pergunta. Pouco depois chegávamos ao colégio de minha irmã Felícia; disse-me que esperasse, entrou, subiu, desceram, e fomos os três caminho de casa. A minha alegria agora era maior. Certamente havia festa em casa, pois que íamos os dous, ela e eu; íamos na frente, trocando as nossas perguntas e conjeturas. Talvez anos de tio Zeca. Voltei a cara para ele; vinha com os olhos no chão, provavelmente para não cair.

Fomos andando. Felícia era mais velha que eu um ano. Calçava sapato raso, atado ao peito do pé por duas fitas cruzadas, vindo acabar acima do tornozelo com laço. Eu, botins de cordovão, já gastos. As calcinhas dela pegavam com a fita dos sapatos, as minhas calças, largas, caíam sobre o peito do pé; eram de chita. Uma ou outra vez parávamos, ela para admirar as bonecas à porta dos armarinhos, eu para ver, à porta das vendas, algum papagaio que descia e subia pela corrente de ferro atada ao pé. Geralmente, era meu conhecido, mas papagaio não cansa em tal idade. Tio Zeca é que nos tirava do espetáculo industrial ou natural. -- Andem, dizia ele em voz sumida. E nós andávamos, até que outra curiosidade nos fazia deter o passo. Entretanto, o principal era a festa que nos esperava em casa.

-- Não creio que sejam anos de tio Zeca, disse-me Felícia.

-- Por quê?

-- Parece meio triste.

-- Triste, não, parece carrancudo.

-- Ou carrancudo. Quem faz anos tem a cara alegre. -- Então serão anos de meu padrinho...

-- Ou de minha madrinha...

-- Mas por que é que mamãe nos mandou para a escola? -- Talvez não soubesse.

-- Há de haver jantar grande...

-- Com doce...

-- Talvez dancemos.

Fizemos um acordo: podia ser festa, sem aniversário de ninguém. A sorte grande, por exemplo. Ocorreu-me também que podiam ser eleições. Meu padrinho era candidato a vereador; embora eu não soubesse bem o que era candidatura nem vereação, tanto ouvira falar em vitória próxima que a achei certa e ganha. Não sabia que a eleição era ao domingo, e o dia era sexta-feira. Imaginei bandas de música, vivas e palmas, e nós, meninos, pulando, rindo, comendo cocadas. Talvez houvesse espetáculo à noite; fiquei meio tonto. Tinha ido uma vez ao teatro, e voltei dormindo, mas no dia seguinte estava tão contente que morria por lá tornar, posto não houvesse entendido nada do que ouvira. Vira muita cousa, isto sim, cadeiras ricas, tronos, lanças compridas, cenas que mudavam à vista, passando de uma sala a um bosque, e do bosque a uma rua. Depois, os personagens, todos príncipes. Era assim que chamávamos aos que vestiam calção de seda, sapato de fivela ou botas, espada, capa de veludo, gorra com pluma. Também houve bailado. As bailarinas e os bailarinos falavam com os pés e as mãos, trocando de posição e um sorriso constante na boca. Depois os gritos do público e as palmas...

Já duas vezes escrevi palmas; é que as conhecia bem. Felícia, a quem comuniquei a possibilidade do espetáculo, não me pareceu gostar muito, mas também não recusou nada. Iria ao teatro. E quem sabe se não seria em casa, teatrinho de bonecos? Íamos nessas conjeturas, quando tio Zeca nos disse que esperássemos; tinha parado a conversar com um sujeito.

Paramos, à espera. A idéia da festa, qualquer que fosse, continuou a agitar-nos, mais a mim que a ela. Imaginei trinta mil cousas, sem acabar nenhuma, tão precipitadas vinham, e tão confusas que não as distinguia, pode ser até que se repetissem. Felícia chamou a minha atenção para dous moleques de carapuça encarnada, que passavam carregando canas, -- o que nos lembrou as noites de Santo Antônio e S. João, já lá idas. Então falei-lhe das fogueiras do nosso quintal, das bichas que queimamos, das rodinhas, das pistolas e das danças com outros meninos. Se houvesse agora a mesma cousa... Ah! lembrou-me que era ocasião de deitar à fogueira o livro da escola, e o dela também, com os pontos de costura que estava aprendendo. -- Isso não, acudiu Felícia.

-- Eu queimava o meu livro.

-- Papai comprava outro.

-- Enquanto comprasse, eu ficava brincando em casa; aprender é muito aborrecido.

Nisto estávamos, quando vimos tio Zeca e o desconhecido ao pé de nós. O desconhecido pegou-nos nos queixos e levantou-nos a cara para ele, fitou-nos com seriedade, deixou-nos e despediu-se.

-- Nove horas? Lá estarei, disse ele. -- Vamos, disse-nos tio Zeca.

Quis perguntar-lhe quem era aquele homem, e até me pareceu conhecê-lo vagamente. Felícia também. Nenhum de nós acertava com a pessoa; mas a promessa de lá estar às nove horas dominou o resto. Era festa, algum baile, conquanto às nove horas, costumássemos ir para a cama. Naturalmente, por exceção, estaríamos acordados. Como chegássemos a um rego de lama, peguei da mão de Felícia, e transpusemo-lo de um salto, tão violento que quase me caiu o livro. Olhei para tio Zeca, a ver o efeito do gesto; vi-o abanar a cabeça com reprovação. Ri, ela sorriu, e fomos pela calçada adiante.

Era o dia dos desconhecidos. Desta vez estavam em burros, e um dos dous era mulher. Vinham da roça. Tio Zeca foi ter com eles ao meio da rua, depois de dizer que esperássemos. Os animais pararam, creio que de si mesmos, por também conhecerem a tio Zeca, idéia que Felícia reprovou com o gesto, e que eu defendi rindo. Teria apenas meia convicção; tudo era folgar. Fosse como fosse, esperamos os dous, examinando o casal de roceiros. Eram ambos magros, a mulher mais que o marido, e também mais moça; ele tinha os cabelos grisalhos. Não ouvimos o que disseram, ele e tio Zeca; vimo-lo, sim, o marido olhar para nós com ar de curiosidade, e falar à mulher, que também nos deitou os olhos, agora com pena ou cousa parecida. Enfim apartaram-se, tio Zeca veio ter conosco e enfiamos para casa.

A casa ficava na rua próxima, perto da esquina. Ao dobrarmos esta, vimos os portais da casa forrados de preto,-- o que nos encheu de espanto. Instintivamente paramos e voltamos a cabeça para tio Zeca. Este veio a nós, deu a mão a cada um e ia a dizer alguma palavra que lhe ficou na garganta; andou, levando-nos consigo. Quando chegamos, as portas estavam meio cerradas. Não sei se lhes disse que era um armarinho. Na rua, curiosos. Nas janelas fronteiras e laterais, cabeças aglomeradas. Houve certo rebuliço quando chegamos. É natural que eu tivesse a boca aberta, como Felícia. Tio Zeca empurrou uma das meias portas, entramos os três, ele tornou a cerrá-la, meteu-se pelo corredor e fomos à sala de jantar e à alcova.

Dentro, ao pé da cama, estava minha mãe com a cabeça entre as mãos. Sabendo da nossa chegada, ergueu-se de salto, veio abraçar-nos entre lágrimas, bradando:

-- Meus filhos, vosso pai morreu!

A comoção foi grande, por mais que o confuso e o vago entorpecessem a consciência da notícia. Não tive forças para andar, e teria medo de o fazer. Morto como? morto por quê? Estas duas perguntas, se as meto aqui, é para dar seguimento à ação; naquele momento não perguntei nada a mim nem a ninguém. Ouvi as palavras de minha mãe, se repetiam em mim, e os seus soluços que eram grandes. Ela pegou em nós e arrastou-nos para a cama, onde jazia o cadáver do marido; e fez-nos beijar-lhe a mão. Tão longe estava eu daquilo que, apesar de tudo, não entendera nada a princípio; a tristeza e o silêncio das pessoas que rodeavam a cama ajudaram a explicar que meu pai morrera deveras. Não se tratava de um dia santo, com a sua folga e recreio, não era festa, não eram as horas breves ou longas, para a gente desfiar em casa, arredada dos castigos da escola. Que essa queda de um sonho tão bonito fizesse crescer a minha dor de filho não é cousa que possa afirmar ou negar; melhor é calar. O pai ali estava defunto, sem pulos, nem danças, nem risadas, nem bandas de música, cousas todas também defuntas. Se me houvessem dito à saída da escola por que é que me iam lá buscar, é claro que a alegria não houvera penetrado o coração, donde era agora expelida a punhadas.

O enterro foi no dia seguinte às nove horas da manhã, e provavelmente lá estava aquele amigo de tio Zeca que se despediu na rua, com a promessa de ir às nove horas. Não vi as cerimônias; alguns vultos, poucos, vestidos de preto, lembra-me que vi. Meu padrinho, dono de um trapiche, lá estava, e a mulher também, que me levou a uma alcova dos fundos para me mostrar gravuras. Na ocasião da saída, ouvi os gritos de minha mãe, o rumor dos passos, algumas palavras abafadas de pessoas que pegavam nas alças do caixão, creio eu:-- "vire de lado,-- mais à esquerda,-- assim, segure bem..." Depois, ao longe, o coche andando e as seges atrás dele...

Lá iam meu pai e as férias! Um dia de folga sem folguedo! Não, não foi um dia, mas oito, oito dias de nojo, durante os quais alguma vez me lembrei do colégio. Minha mãe chorava, cosendo o luto, entre duas visitas de pêsames. Eu também chorava; não via meu pai às horas do costume, não lhe ouvia as palavras à mesa ou ao balcão, nem as carícias que dizia aos pássaros. Que ele era muito amigo de pássaros, e tinha três ou quatro, em gaiolas. Minha mãe vivia calada. Quase que só falava às pessoas de fora. Foi assim que eu soube que meu pai morrera de apoplexia. Ouvi esta notícia muitas vezes; as visitas perguntavam pela causa da morte, e ela referia tudo, a hora, o gesto, a ocasião: tinha ido beber água, e enchia um copo, à janela da área. Tudo decorei, à força de ouvi-lo contar.

Nem por isso os meninos do colégio deixavam de vir espiar para dentro da minha memória. Um deles chegou a perguntar-me quando é que eu voltaria.

-- Sábado, meu filho, disse minha mãe, quando lhe repeti a pergunta imaginada; a missa é sexta-feira. Talvez seja melhor voltar na segunda.

-- Antes sábado, emendei.

-- Pois sim, concordou.

Não sorria; se pudesse, sorriria de gosto ao ver que eu queria voltar mais cedo à escola. Mas, sabendo que eu não gostava de aprender, como entenderia a emenda? Provavelmente, deu-lhe algum sentido superior, conselho do céu ou do marido. Em verdade, eu não folgava, se lerdes isto com o sentido de rir. Com o de descansar também não cabe, porque minha mãe fazia-me estudar, e, tanto como o estudo, aborrecia-me a atitude. Obrigado a estar sentado, com o livro nas mãos, a um canto ou à mesa, dava ao diabo o livro, a mesa e a cadeira. Usava um recurso que recomendo aos preguiçosos: deixava os olhos na página e abria a porta à imaginação. Corria a apanhar as flechas dos foguetes, a ouvir os realejos, a bailar com meninas, a cantar, a rir, a espancar de mentira ou de brincadeira, como for mais claro.

Uma vez, como desse por mim a andar na sala sem ler, minha mãe repreendeu-me, e eu respondi que estava pensando em meu pai. A explicação fê-la chorar, e, para dizer tudo, não era totalmente mentira; tinha-me lembrado o último presentinho que ele me dera, e entrei a vê-lo com o mimo na mão.

Felícia vivia tão triste como eu, mas confesso a minha verdade, a causa principal não era a mesma. Gostava de brincar, mas não sentia a ausência do brinco, não se lhe dava de acompanhar a mãe, coser com ela e uma vez fui achá-la a enxugar-lhe os olhos. Meio vexado, pensei em imitá-la, e meti a mão no bolso para tirar o lenço. A mão entrou sem ternura, e, não achando o lenço, saiu sem pesar. Creio que ao gesto não faltava só originalidade, mas sinceridade também.

Não me censurem. Sincero fui longos dias calados e reclusos. Quis uma vez ir para o armarinho, que se abriu depois do enterro, onde o caixeiro continuou a servir. Conversaria com este, assistiria à venda de linhas e agulhas, à medição de fitas, iria à porta, à calçada, à esquina da rua... Minha mãe sufocou este sonho pouco depois dele nascer. Mal chegara ao balcão, mandou-me buscar pela escrava; lá fui para o interior da casa e para o estudo. Arrepelei-me, apertei os dedos à guisa de quem quer dar murro; não me lembra se chorei de raiva.

O livro lembrou-me a escola, e a imagem da escola consolou-me. Já então lhe tinha grandes saudades. Via de longe as caras dos meninos, os nossos gestos de troça nos bancos, e os saltos à saída. Senti cair-me na cara uma daquelas bolinhas de papel com que nos espertávamos uns aos outros, e fiz a minha e atirei-a ao meu suposto espertador. A bolinha, como acontecia às vezes, foi cair na cabeça de terceiro, que se desforrou depressa. Alguns, mais tímidos, limitavam-se a fazer caretas. Não era folguedo franco, mas já me valia por ele. Aquele degredo que eu deixei tão alegremente com tio Zeca parecia-me agora um céu remoto, e tinha medo de o perder. Nenhuma festa em casa, poucas palavras, raro movimento. Foi por esse tempo que eu desenhei a lápis maior número de gatos nas margens do livro de leitura; gatos e porcos. Não alegrava, mas distraía.

A missa do sétimo dia restituiu-me à rua; no sábado não fui a escola, fui à casa de meu padrinho, onde pude falar um pouco mais, e no domingo estive à porta da loja. Não era alegria completa. A total alegria foi segunda-feira, na escola. Entrei vestido de preto, fui mirado com curiosidade, mas tão outro ao pé dos meus condiscípulos, que me esqueceram as férias sem gosto, e achei uma grande alegria sem férias. 
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<DOC DOCID="HAREM-498-01354">
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<DOC DOCID="HAREM-931-01358">
Quem Somos
QUEM SOMOS
António Augusto Pereira &amp;Filho, Lda.
A empresa António Augusto Pereira &amp;Filho, Lda., com sede em Avanca - Concelho de Estarreja Distrito de Aveiro, está ligada ao comércio de máquinas, ferramentas, material de jardinagem, material de protecção, discos de diamante, bricolage, materiais para construção civil e utilidades diversas.
Fundada em 1989, começou por operar em espaços com cerca de 200m2., sendo conhecida como Drogaria Moniz.
Em 1994 a empresa passa a dedicar-se também ao mercado de revenda efectuada através da equipa comercial, que se distribui por todo o país, com produtos e marcas de grande qualidade e prestigio, obtendo também a representação de alguns produtos para o mercado nacional que lhe permite oferecer ao mercado um leque diferenciado de bens e serviços que possuem uma relação preço/qualidade adequada ás necessidades e exigências dos clientes permitindo aos mesmos uma satisfação de acordo com as expectativas criadas e que serve de base para um relacionamento comercial que perdura ao longo dos anos.
É também seu objectivo, e logo que a situação política nesses países o permita, expandir a sua actividade aos países africanos de língua oficial portuguesa(PALOP's), nomeadamente Angola, Moçambique e Cabo Verde, com os quais esporadicamente já tem efectuado transações comerciais.
A empresa assume cada vez mais uma postura de credibilidade no mercado pela sua imagem e marcas que comercializa. Pretende dinamizar a sua actividade numa perspectiva de qualidade global, enfrentado de forma sustentada os desafios do futuro.
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<DOC DOCID="HAREM-342-01359">
CRÍTICA LITERÁRIA
 CRÍTICA LITERÁRIA O PRESENTE DO FAZEDOR DE MACHADOS Não é comum, mas às vezes costumam chegar ao mercado alguns livros que, embora não sejam ficções, são tão bem escritos como, e mérito ainda maior se os escritores forem cientistas mal acostumados a se comunicarem em nossa língua.É precisamente isso que faz seus autores, que também são cientistas do M.I.T. Ao mesmo tempo em que abordam um assunto espinhoso como a antropologia, o fazem de maneira singular, clara, lógica e fluente.
E não é só na forma que eles se superam, mas também na surpresa agradável que é o livro como um todo, no assunto, que a principio pode não chamar muita atenção, mas acreditem, é ótimo.
Primeiro porque parte de uma teoria singular, segundo a qual o mundo é o que é pelo esforço daquelas pessoas que são capazes de pensar linearmente, o que vem acontecendo desde a antigüidade quando o homem (não era bem homens....
) teve de se adaptar a vida nas savanas da África Oriental e, a partir disso, desenvolver a inteligência que o fez sobressair de todos os demais.
Sobretudo essa explicação sobre o desenvolvimento da inteligência através da teoria evolucionista de Darwin é ótima e muito convincente.
Leia com prazer e lembrem-se de mim nessa páscoa.
O livro foi lançado essa semana pela editora Bertrand, e custa 36,00 na Books e 42,00 na Bom Livro.
" Os Textos neste espaço são de inteira responsabilidade do escritor, que contribui espontaneamente para o Localcyber.
A revista on-line agradece sua colaboração!
".
LUIS CARLOS SANTI, professor de Marketing na Universidade Estadual de Londrina e proprietário da Livraria Books nesta cidade.
Mestrando em Marketing Internacional pela UEL.
Escreve nesta revista nas sextas-feiras.
Luis Carlos Santi.
books@localcyber.com.br 01/04/99 Outras Críticas 
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<DOC DOCID="HAREM-19H-01369">
Norte-americanos disparam contra posições iraquianas
Aparelhos norte-americanos dispararam mísseis e lançaram bombas sobre posições iraquianas no norte do país «em resposta a disparos de artilharia anti-aérea» do Iraque, anunciou o Pentágono em comunicado.
Segundo o departamento da defesa, aviões F-15 «que efectuavam voos de rotina na zona de exclusão aérea no norte do Iraque» dispararam primeiro três mísseis e lançaram bombas guiadas por laser contra um centro de comando militar e uma estação de rádio.
Um pouco mais tarde, outros aparelhos F-15 lançaram cinco bombas contra objectivos não identificados perto de Mossul.
Os aparelhos regressaram à sua base na Turquia, acrescenta o comunicado do Pentágono.
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<DOC DOCID="HAREM-53C-01383">
Vejamos, por exemplo, o acompanhamento e a avaliação. O Parlamento reconhece que há melhorias ao nível do acompanhamento e da avaliação. Encontramo-nos, neste momento, empenhados num programa de avaliação do SÓCRATES II que estará na origem das propostas da Comissão para acções novas, que vão suceder-se ao programa SÓCRATES. E, Senhor Presidente da comissão, informaremos regularmente a sua comissão sobre as análises e o seu resultado.

Depois, há as relações entre a Comissão e as agências nacionais: a descentralização. Como sabem, desenvolvemos esforços consideráveis para estruturar as relações entre a Comissão e as agências e continuamos a trabalhar para as melhorar. Todos os intervenientes se referiram a procedimentos administrativos pesados. Também aqui - e os senhores reconheceram-no - desenvolvemos esforços para tornar a administração do programa mais simples e menos burocrática. Reformámos o contrato institucional ERASMUS de forma a reduzir em quase 50% o número de contratos que os beneficiários têm de assinar. E os meus serviços estão, do mesmo modo, a examinar a possibilidade de modificar a decisão Sócrates, como recomenda a senhora deputada Pack, a fim de impedir um aumento da carga burocrática, nomeadamente para as escolas que participam nos pequenos projectos. Lá chegaremos, Senhora Deputada Pack, com a ajuda, como é evidente, do Parlamento. Peço-vos essa audácia, pois tudo avançará mais rapidamente se o Parlamento se agitar um pouco a propósito destas questões.

Há um único ponto menor a que não posso responder positivamente. Propõe-se eliminar o co-financiamento para os pequenos projectos. Isso agradar-me-ia bastante, mas o financiamento integral seria contrário às novas regras financeiras comunitárias que adoptámos, mais uma vez, com a anuência do Parlamento. Seria necessário, em primeiro lugar, reformar as regras financeiras pela base para, depois, se poder avançar mais um pouco e lanço, portanto, um aviso ao Parlamento, caso queira avançar nessa direcção.

Quanto aos atrasos nos contratos de pagamento, a situação melhorou bastante. Ainda não conseguimos superar todos os atrasos, mas o ano 2001 será melhor que o ano 2000 e 2002 será melhor que 2001. Os novos procedimentos já foram lançados. Antecipámos a reunião dos comités e simplificámos a base jurídica para financiamento dos países candidatos.

Uma palavra sobre o SYMMETRY: urge aperfeiçoar um sistema de gestão de dados e, apesar dos problemas iniciais, vamos avançar. Na sequência de um concurso público, foi escolhido um contratante em 2001. Em 2002 e 2003 vamos desenvolver o SYMMETRY. A entrega está prevista para Agosto de 2003.

Finalmente, as acções conjuntas. Caros colegas, têm toda a razão, importa que haja muitas acções conjuntas. 2001 foi um ano preparatório para um número limitado de temas de interesse comum ao SÓCRATES, ao LEONARDO e ao JUVENTUDE. O convite para apresentação de propostas 2002 será publicado em Abril e os temas escolhidos são os seguintes: integração social dos grupos-alvo, cidadania activa dos jovens, redes locais de orientação, aprendizagem não formal e informal. Como vêem, Senhor Presidente, caros colegas, levamos muito a peito as propostas do Parlamento, não por serem apresentadas por ele mas porque o Parlamento tem razão, o que é uma consequência do seu desejo de melhorar esta Europa cidadã onde os jovens cidadãos se encontram na base da criação desse continente europeu que, em conjunto, estamos a construir e onde é bom viver.

Obrigado, Senhora Comissária.

Está encerrado o debate.

A votação terá lugar às 11H00.

Programa CULTURA 2000
Segue-se na ordem do dia o relatório (A5-0018/2002) do deputado Graça Moura, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a aplicação do programa "Cultura 2000" (2000/2317(INI)).

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, a execução do programa Cultura 2000 tem sido uma preocupação constante da comissão parlamentar a que pertenço. Tanto eu como os meus colegas temos procurado, por um lado, acompanhar as várias frentes por que o Programa se desdobra e a metodologia ou metodologias que têm sido adoptadas para a sua execução; por outro lado, realizar uma auscultação junto dos nossos eleitorados e dos agentes e operadores culturais europeus em geral, de modo a ficarmos a conhecer as reacções que o Programa suscita e, o que é mais importante de tudo, de modo a podermos avaliar os seus resultados. Vai passada metade desta legislatura e o programa-quadro também atingiu já praticamente metade da sua duração prevista. A Comissão terá de proceder à sua revisão dentro em pouco, nomeadamente na perspectiva das insuficiências financeiras que desde o princípio foram assinaladas, que se fazem sentir cada vez mais e que o senhor presidente acaba de invocar. Também se torna necessário que todos comecemos a reflectir sobre o pós Cultura 2000, isto é, sobre o programa que sucederá ao actual e que deverá ter em conta os êxitos e os insucessos dele.

O relatório que apresento corresponde à opinião profunda e alargada de todos os colegas que o votaram na comissão parlamentar. Uma vez que se trata de um relatório de acompanhamento, o relator fez questão de promover e de estimular a apresentação de alterações, uma vez que estas tenderiam a acrescentar outros tantos elementos pertinentes à análise em questão. E, assim, foram integradas no texto praticamente todas as alterações apresentadas. Corresponde, portanto, às múltiplas sensibilidades que são espelhadas na comissão parlamentar e traduz muito expressivamente as reacções dos nossos eleitores.
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<DOC DOCID="HAREM-722-01395">
UFRN - Reitoria
 Reitor: Ótom Anselmo de Oliveira Vice-Reitora: Técia Maria de Oliveira Maranhão GABINETE DO REITOR Ao Gabinete do Reitor compete assistir o
Reitor(a) e o Vice-Reitor(a) em suas funções e atribuições, coordenar o fluxo de informações e a divulgação de assuntos de interesse da Reitoria, entre outras atividades.
O Gabinete do Reitor é formado, principalmente, por: Assessoria Internacional Assessoria de Comunicação Social Auditoria Interna Procuradoria Chefe de Gabinete do Reitor: Ana Teresa Porpino ASSESSORIA INTERNACIONAL A Assessoria Internacional tem como atribuição manter a administração informada de ofertas de cooperação internacional, acompanhar professores e técnicos visitantes, orientar professores, alunos e técnicos no exterior, articular-se com agentes financiadores internacionais e participar na elaboração de propostas de convênio, juntamente com a Pró-Reitoria de Planejamento.
Assessora: Maria Beatriz Piccoli Dias e Souza.
Site: http://www.ufrn.br/assint ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL A Assessoria de Comunicação Social tem como finalidade divulgar a Universidade e coordenar a comunicação interna, através de contatos com os meios de comunicação da cidade e da distribuição de um jornal mensal - o Folha do Campus e de um boletim semanal - o UFRNotícias.
A Assessoria produz semanalmente um clipping com as notícias veiculadas na imprensa escrita, denominado sinopse, distribuída a todos os setores da Universidade, com ênfase para a Administração Central Assessora: Maria da Conceição Sousa Silva AUDITORIA INTERNA A Auditoria Interna é o órgão vinculado ao Conselho de Curadores, com a finalidade de exercer orientação, controle e fiscalização dos atos e fatos administrativos da UFRN, com base no Manual de Auditoria.
Chefe da Auditoria: Cristiana Maria Fernandes Lopes PROCURADORIA A Procuradoria tem como objetivos fazer a defesa da Universidade perante a Justiça e emitir parecer jurídico, quando solicitado pelo Reitor.
Procurador Geral: Prof. Giuseppi Costa © 2000 UFRN [ Expediente ]
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<DOC DOCID="HAREM-802-01397">
Serviço telefônico recebe .
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 Serviço telefônico recebe denúncias em SP Controle dos alimentos oferecidos exige teste de qualidade feito por fornecedores LÍGIA FORMENTI A qualidade da merenda servida em escolas da rede estadual de São Paulo tem um poderoso aliado: o disque-merenda.
Segundo a diretora do Departamento de Suprimento Escolar da secretaria, Célia Regina Falotico, um grande número de denúncias e sugestões são registradas pelo serviço.
"Procuramos investigar todos os casos que chegam até nós", garante.
Além disso, a secretaria procura cercar-se de outros mecanismos para garantir a qualidade do programa, que atende atualmente 5 milhões de crianças, residentes nos 625 municípios do Estado.
"Nos últimos dois anos, estamos realizando uma série de mudanças no sistema para garantir a qualidade da merenda", afirma.
Os cuidados começam na licitação.
Baseada em um estudo do Instituto de Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma série de exigências sobre a composição dos alimentos e as embalagens passou a ser feita.
"Para participar da licitação, é preciso atender a todos os quesitos", garante Célia.
Testes de qualidade precisam ser feitos pelos fornecedores, em institutos de pesquisa relacionados pela secretaria.
"O custo das análises fica por conta das empresas e, caso haja algum problema, eles têm de fornecer outro lote, com análises demonstrando o atendimento às nossas exigências.
" Estrutura - O Estado adquire alimentos suficientes para abastecer escolas em 20 municípios que não têm programa descentralizado.
Nesse esquema, é atendido 1,5 milhão de crianças.
"Isso vale apenas para alimentos não perecíveis;
frutas, legumes, ovos e carnes são adquiridos pelas próprias escolas.
" Nas cidades onde o sistema é descentralizado, a aquisição e fiscalização fica por conta das próprias administrações.
"Nesses locais, fazemos inspeções por amostragens e avaliação com diretores de ensino e professores", afirma.
"Quando algum problema é constatado, procuramos dar as orientações necessárias.
" No Estado, o programa de merenda recebe uma verba suplementar que atualmente atinge 1.400 escolas.
No ano passado, a verba para o programa foi de R$ 7,3 milhões.
O número do disque-merenda é (0--11) 864-7104.
(Fonte: O Estado de S. Paulo - Terça-feira, 9 de maio de 2000) Índice - Notícias Passadas Página Principal Próxima Notícia
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<DOC DOCID="HAREM-51H-01403">
Política ambiental e educativa do Governo criticada pelo Conselho Nacional da JSD 

A política ambiental e educativa do Governo socialista foi ontem alvo de duras críticas pela JSD no seu primeiro Conselho Nacional de 1999, em que a actuação do Executivo foi definida como «uma fraude» .
A co-incineração dos resíduos industriais tóxicos nas cimenteiras de Souselas e Maceira e a ausência de Portugal no estudo da OCDE sobre as competências dos alunos de 15 anos foram as duas matérias mais discutidas no encontro .
Pedro Duarte, presidente da JSD, disse à Agência Lusa que o Governo «não tem uma política ambiental definida» e mostrou-se solidário com a contestação das populações de Souselas e Maceira sobre a queima dos resíduos industriais tóxicos nas cimenteiras locais .
«É uma polémica com razão perante uma decisão precipitada, sem qualquer suporte técnico», afirmou o líder da JSD, salientando que a solução para o problema passa primeiro pela recolha de dados sobre a quantidade de lixo produzido e pela realização de estudos de impacto ambiental «minimamente sérios» para posteriormente se tomar uma decisão «sem afectar a saúde das populações» .
Sobre as acções anunciadas sexta-feira pelo primeiro-ministro de criação de comissão independente para acompanhar o processo e a instalação de filtros de mangas em todas as cimenteiras, Pedro Duarte classifica-as de «medidas de cosmética» .
«Não trazem de novo e deviam ter sido tomadas logo no início do processo e não agora», acrescentou .
A ausência de Portugal no Programa Internacional para a Avaliação dos Estudantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) demonstra para a JSD que «a paixão do Governo pela educação não passa de uma fraude desde a primeira hora» .
No encontro ficaram marcadas as eleições para a semana de 23 a 30 deste mês dos delegados da JSD ao congresso do partido, a realizar a 19 e 20 de Fevereiro no Porto, bem como a realização de um novo Conselho Nacional para 13 de Fevereiro, tendo em vista analisar o texto que Marcelo Rebelo de Sousa apresentará no congresso sobre a Alternativa Democrática .
«A JSD poderá apresentar um contributo escrito para complementar a proposta do líder do PSD, já que não pretende ter uma posição passiva em todo o processo», salientou Pedro Duarte .
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<DOC DOCID="HAREM-82K-01416">
P - Quem escolheria como melhor candidato para a Câmara do Porto? 

R - Se fosse eu a escolher? Luís Filipe Menezes, obviamente. Não tenha a mínima dúvida de que ganhava. E eu votaria nele, sem qualquer problema. Desde que me apareça um um bom candidato à Câmara do Porto e não um candidato que esteja lá para servir de muleta para outros e a defender o seu lugar. Se João Amaral, que já faleceu, fosse candidato, eu votaria nele. 

P - Já ganhou duas Ligas dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental, 13 campeonatos nos últimos 20 anos. Como é que consegue renovar permanentemente a ambição de um vencedor? 

R - O senhor come todos os dias. Há 40 anos que come. Como é que consegue sentar-se à mesa todos os dias? É o apetite. [risos] E esse apetite temo-lo sempre. Há uma coisa importante: as vitórias do FC Porto, para mim, não são vitórias minhas. Penso sempre que quando o FC Porto ganha, sobretudo internacionalmente, faz a felicidade de milhares, até de milhões de pessoas que têm uma vida infeliz, que se vêem aflitas para pagar a renda da casa, para dar de comer aos filhos, para ver um sorriso na face dos seus filhos. 

P - Falou em Del Neri, já admitiu publicamente que foi um erro, mas como é que esse erro se explica? 

R - Na teoria havia razões para o contratar. O Mourinho marcou uma fase importante, portanto não há que pensar onde é que está outro Mourinho, porque Mourinho há aquele e foi à vida dele, por vontade sua. Não se trata de cortar com o passado, porque o passado faz parte da nossa história ainda mais brilhante, mas havia que seguir em frente com um indivíduo diferente. Agora, que não viesse dar cabo do que estava feito. As referências que me deram - e que hoje não tenho dúvidas de que foram bem intencionadas porque algumas vieram da Roma, que até o contratou - eram de que, sim senhor, era de perfil adequado. Depois, na prática, acho que ele não se apercebeu da grandeza e ambição do FC Porto e, ao mesmo tempo, não percebeu a saída do Mourinho. 
Não direi que o Mourinho saiu numa lógica de progressão de clube, porque o Chelsea não existe quando comparado em termos desportivos com o FC Porto - enquanto nós temos cinco ou seis vitórias internacionais, eles chegaram a uma meia-final, e foi muito bom -, mas em termos financeiros não há a mínima hipótese de competição. Mourinho saiu por isso. 

Quando o sr. Del Neri veio dizer que "agora era tudo diferente, por isso é que mandaram o Mourinho embora", essa frase, para mim, foi a gota final no copo de água. Porque o sr. Del Neri não percebeu que o Mourinho não foi mandado embora, aliás nós tivemos muito pena que o Mourinho fosse embora sem cumprir o seu contrato, por questões financeiras e de ambição. 

P - No último ano, a SAD do FC Porto teve 24 milhões de euros de saldo positivo, conseguiu 46 milhões de euros líquidos em transferências e teve receitas totais de 110 milhões de euros. Não lhe passou pela cabeça pegar nesses resultados, pôr o passivo a zero e dizer: consegui os êxitos desportivos e deixo também o clube financeiramente equilibrado? 

R - Não, embora tivesse consciência de que, depois de ter sido campeão europeu, de ter ganho o campeonato, podia pôr o passivo a zero e dizer: "Sim senhor, meus amigos, cumpri a minha missão, têm aqui o clube, não deve nada, quem vier para cá agora não precisa de fechar a porta, que ela está fechada, entre e governe." 
Era o mais cómodo para mim. Não o fiz, não por não ter consciência de que isso era sair em beleza e no auge. Entendi que depois dos êxitos e de um resultado anormal em qualquer sociedade desportiva, não devia usar isso. Seria fácil e bom para mim, mas achei que devia assumir e procurar manter o clube no lugar em que tem estado nos últimos anos, que é no "top" do futebol europeu. Como tal, foi preciso investir. 

Perdemos três ou quatro jogadores importantíssimos, mas contratámos jogadores cujo valor ninguém pode pôr em causa. O Diego e o Luís Fabiano são internacionais da selecção campeã do mundo. Acho que isto quer dizer alguma coisa. O Ricardo Quaresma foi contratado ao Barcelona. São três jogadores que, postos em qualquer equipa do meio da nossa tabela, são capazes de pôr essa equipa a lutar pelo título. 

P - Não se cansa nunca das tricas do futebol, de discutir se o árbitro A o prejudicou, se o dirigente B foi incorrecto, etc.? 

R - Já não. Em relação ao árbitro que prejudicou já estou tão calejado nisso, como aconteceu no último fim-de-semana [FC Porto-Boavista], que não vale a pena, já faz parte da história. Se for à história do futebol, à história do FC Porto e à história de Lucílio Baptista, árbitro de futebol, verifica que se encontram, confundem-se. Tudo o que é desgraça... 

P - Explique melhor isso. 

A carreira do sr. Lucílio Baptista está sempre ligada ao FC Porto e o FC Porto está ligado ao sr. Lucílio Baptista. É ver o que tem acontecido ao longo dos anos. Olhe, assim de cabeça, lembro-lhe que, curiosamente, o sr. Lucílio Baptista apitou os três últimos jogos do FC Porto com o Sporting em Alvalade. É uma coincidência engraçada para o Sporting, triste para nós. E na final da Taça foi a desgraça que se viu. Mas já nem isso me faz preocupar, porque, pronto, é assim o género de um imposto que tem de se pagar e nós temos o imposto do Lucílio Baptista. Já sabemos que temos de o gramar duas ou três vezes por ano, por isso já nem isso me faz incomodar. 

Em relação aos dirigentes, cada vez ligo menos ao que eles dizem. Agora há uma nova vaga que fala, mas é depois do lançamento de um vinho tinto, portanto, nessas circunstâncias, tem de se dar desconto ao que dizem; outros podem até ter dias mais infelizes tendo em conta a sua saúde mental. Já não tenho tempo nem paciência para responder a certas pessoas. 

P - Não está preocupado com a actual equipa do FC Porto? 

R - Não estou preocupado e não estou satisfeito. Não estou preocupado, porque sei que estamos no bom caminho em termos de trabalho, não de resultados, e temos um plantel que sem lesões nos dá todas as garantias. Agora, não podemos esquecer que fizemos um grande esforço para contratar um ponta-de-lança da selecção do Brasil que praticamente fez um jogo. Quando esse jogador estiver apto, será uma mais-valia que, de certeza absoluta, vai ter resultados práticos. Isto para dar um exemplo. 

P - Nenhum de nós é especialista na matéria, designadamente no assunto das lesões, mas não acha que a equipa pode estar a pagar a pré-temporada e a mudança dos métodos de trabalho? 

R - Não, não. [pausa] Pode ser em parte, porque aquelas subidas de rampas, uma ou duas vezes por semana, no tempo do Del Neri, deixaram marcas. Mas se calhar estamos a ser vítimas da caça ao homem que existe aos artistas do futebol. Em Barcelos, aos cinco minutos, o Diego já tinha sofrido quatro faltas às pernas, sem bola, e o árbitro não exibiu qualquer cartão amarelo. 

P - Continua convicto de que Víctor Fernández foi uma boa aposta? 

R - Não tenha a mínima dúvida! Agora não posso exigir ao Víctor Fernández que prepare uma equipa quando tem um jogador na África do Sul, outro na Grécia, não sei quantos lesionados, outros na selecção de esperanças, outros na A. 

P - Mantém a vontade de lhe renovar o contrato? 

R - Mantenho, mantenho. Ele só não renovou porque não quis. Tenho a certeza absoluta de que a nossa aposta é uma aposta boa e que é um grande treinador. Aliás, isso é reconhecido por todos. Agora, é evidente que não é o treinador o responsável por um jogador, à meia hora de jogo, decidir agredir outro. Nem é ele o responsável que o juiz de linha esteja tão atento a essas situações e depois se distraia e permita um golo ilegal que decide um jogo.  
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<DOC DOCID="HAREM-13K-01419">
Depoimento de Antônio Serafim de Oliveira
Entrevistado por Silmara (e Vasinick?)
São Paulo, 17/10/1992
Realização Museu da Pessoa
Fita n.º 19, entrevista n.º 40
Transcrito por Surya Aaronovich Pombo de Barros

P1 - Então pode começar.

R - Nasci no dia 27 de julho de 1921 no bairro da Bela Vista e o meu pai era Brasílio Serafim de Oliveira e minha mãe Dona Aurora Maria Augusta de Oliveira. E meu pai era jornalista e minha mãe era professora primária.

P1 - Certo. Seu nome?

R - Meu nome é Antônio Serafim de Oliveira.

P1 - Seu Serafim, eu gostaria que o senhor falasse um pouco como era a sua infância, que tipos de brincadeiras vocês faziam...

R - A minha infância é o seguinte: desde quando eu me conheci por gente, com  quatro ano de idade já tinha amizade com todos os vizinhos, assim, era incomum, na Rua País 60, né, e brincava os primeiros brinquedo meu, assim, foi com uns sete, oito anos. Brincava com pião, muito, papagaio, empinava quadrados e era uma infinidade de criança assim que brincava na rua. A rua ainda não era de, não era calçada, tinha uma estrada. Depois quando tinha dez anos eles calçaram a rua com paralelepípedo. E os brinquedos era sempre, era balões, todos anos e Santo Antônio, São Pedro, São João; era uma infinidade de balões que eram. E se via à noite mais tocha de balão do que estrela. E durante os dia então eram aquela fantasia de balão no ar, era cruz, coroa, figura, e sempre tinha prêmios, assim, sempre tinha uma pessoa no cada bairro, de destaque, que gostava de brincar com a criança, assim, ganhar uns 500 merréis que era antigamente, no balão eles soltava, aquela criança andava 1 quilômetro, 2 quilômetro para pegar o dinheiro, né? Aí eu fui crescendo, tal, com 11 anos, 12 anos, então tinha um tempo de chegar o dia 31 para 1º do ano, meia noite em pontinho aquele bate-poste que não acabava mais; era menina, menino, e aquilo ia até às duas horas da manhã, né? Eles que faziam, as crianças. Aí eu fui passando quase meio da adolescência, uns 14, 13 anos...Então, tinha aquela brincadeira assim que eles pegavam a placa de médico, punha no sapateiro, o sapateiro punha no médico, de parteira punha no dentista e de manhã eles levantavam e aquela trapalhada toda, né? Era o que fazia antigamente, brincadeira de criança. E  tinha o tempo de pião, tinha o tempo de pratinha, era cerveja que se jogava...eh, casinha, era, montava três varetinhas lá com uma bola de tênis, batia, era um brinquedo. Aqui em São Paulo, antigamente, eu vivia, de adolescente até mocinho, era futebol. Era a terra do futebol. Assim, o futebol não é do Brasil, é da Inglaterra mas aqui só se via sábado e domingo só aquelas crianças com saco nas costa, pegando esses bonde aberto e ia para lá para Vila Mariana, era um torneio de futebol e fazia mais ou menos, vamos comparando, um torneio como, assim, uma copa do mundo.  Mas sempre tinha um chefe, uma pessoa do bairro, um dentista, um médico, um advogado, que tinha seu time. E na Rua Paim tinha, hoje o que é o Teatro de Maria Della Costa, era um campo de futebol, era um campo, era um barranco e ali jogavam muito futebol. Homem já feito. Então tinha o Lusitana, tinha o tal de Vai-Vai, tinha o Caveira de Ouro e depois jogava alguns garotos, que era o Bloco Azul, Bloco Júnior, uma infinidade, Bela Vista de Baixo, Besta Vida de cima, então a gente jogava futebol ali.

P1 - O senhor jogava?

R - Jogava, eu jogava de goleiro. E em todos bairro tinha um campo. Dado pelo prefeito. E aquilo ali era uma farra de criança, que... E tudo dentro da boa harmonia, ninguém brigava, ninguém, né, e aquele tempo não tinha aquele negócio de, ginásio, no ginásio tinha quatro, cinco ginásio do Estado e um grupo escolar ali. Eu fiz o grupo escolar no Grupo Maria José, na Rua Mané Dutra e depois fiz o colégio no Colégio Santa Isabel, perto da Santa Casa na Rua Santa Isabel. E antes me preparei, que não existe mais, para o Externato Nacional, um ginásio, na Rua Augusta e a minha vida foi assim. Era um, por exemplo...era alegre. As criança não tinha o que tem hoje, né? De muita doença. O que morava dentro de São Paulo era o tifo. Era o tifo e aquele tifo os médico da saúde pública vinha vacinar as criança em casa, entendeu? Eles vacinava a criança, já dava um corte no braço, ficava um calombo lá, uma coisa horrível, aquele tempo em que era isso aí que fazia.

P1 - Certo.

R - E tinha muita brincadeira de... os primeiros parque infantil que eu conheci foi o de Getúlio Vargas. O primeiro que eu brinquei foi o Parque D. Pedro II, tinha umas gangorra que falava, uma, uns balanço e areia para criança, aquele negócio. Então a vida era tão fácil aquele tempo, quer dizer, era difícil assim para os pai da gente não se queixava de miséria não. Eu não sei se era a classe média, mas era tudo igual, o branco, o preto, japonês, brincava tudo igual. Tinha uma igualdade. E não tinha tanta malvadeza como existe hoje de criança, aquele negócio todo. Aí a gente foi crescendo e aí tinha as (perapagens?) mas que os outros faziam, mas não era ali. Por exemplo, a Rua Paim tinha uma divisa que o pessoal não se dava muito, aí num tempo foi povoando, aparecendo umas crianças do outros estados, aquele negócio, e criaram que nem um território: Rua Paim de baixo e Rua Paim de cima. Então fazia aquela divisa, com a Rua Santo Antônio com a Rua Paim. Então tinha uns morro, parecendo o Rio de Janeiro, até comparar aqui os morro, né? E tinha a Rua Rocha, o Largo da Saracura, tinha a Rua (Martirião?), né, que tudo aquela redondeza. E um dos menino lá, depois ele era maior do que eu, ele assistiram, viram a Revolução de 1924 e eu não cheguei porque era, eu sou de 21, né, e eles inventaram uma guerra entre a Rua Paim e a Rua Santo Antônio, que fazia divisa. E na rua Santo Antônio tinha uma senhora lá que não era muito boa do sistema nervoso, e o marido era sapateiro. Então ele ficava numa casa no alto, a única casa que tinha boa; a Rua Paim, tudo, não era calçada, tinha faixas de casa mas não era... Aquela rua que atravessava a rua parece que é Anhandava, uma rua assim, né, ela abriu me lembro quando abriu à ponta de picareta aquilo. E seguindo a Rua Paim do lado, no fim quase da Rua Martinico Prado que tem aqueles escadão que desce da Frei Caneca para Nove de Julho e tinha chácara muito grande ali chamado Teixeirinha e essa chácara tinha fruta, pombo, pássaro. Então pagava 200 réis e a gente comia, não podia levar, açaí, se divertia, né, entre a Consolação, quase, e aquele viaduto Jacareí, é isso. Era esse que... 

P1 - E daí quê que vocês brincavam nessa Rua Paim?

R - Ah, a Rua Paim brincava muito à noite. Tinha umas brincadeira de pai-chumbo que falava: um pulava em cima do outro que não agüentava mais, quem ia sair ficava embaixo, entendeu? Essas brincadeiras que eles faziam. Jogavam figurinha, que naquele tempo tinha também figurinha. As primeira figurinha que apareceu aqui, talvez no Brasil, viu, no Brasil, inteiro, foi chamado bala holandesa, ela era uma bala e tinha uma figurinha. Então tinha um álbum instrutivo, até. Primeiro as página, página de flor, a outra de animais, peixe, e assim por diante. Quem preenchia aquele, aquele álbum, era o cravo dual e o macaquinho, então ganhava uma bola de futebol. E depois teve a bala Travessura, tinha a bala Piolin que na época tinha aquele palhaço que morreu, deu risada tudo quanto era criança, divertiu a criança. E tinha muito circo em São Paulo, tinha o Circo Garcia, tinha o Souza, tinha o Circo Piolin, Chicharrão, Bolinha, então as criança gostava de circo. E aquele tempo tinha até um tal de João Minhoca. Aquele palhaço, fazia, e Ben-Hur e depois, coisa né... Então era, isso foi a infância que eu passei. E o pessoal também tinha as peraltagem dele. Perto daquela escada na Frei Caneca com que hoje é a atual Nove de Julho. Eu vi abrir aquela Nove de Julho, foi por o ano de 1935, por aí, começaram as primeira picareta a comer ali. Não tinha trator, não tinha nada. Era no muque. E era muito interessante, depois que vinha vindo a evolução da cidade, 32 para cá que começou a evoluir a cidade e eles começaram pôr paralelepípedos na rua e depois que começou crescer graminha nos vãozinho andava lá uma porção de  velhinho que passava de seus 60 anos, 70; com uma espécie de uma fonte e eles ficava fazendo aquele barulho de manhã, plépléplé, a tarde inteirinha. (risos) Todas as rua de São Paulo eles faziam isso. E eu cheguei de todo um tempo que também tinha lampião, quando chegava as 5 e meia passava aqueles velhinhos, acendiam o lampião e vinha molequinho safado, trepava no lampião, apagava, upa, ele ficava bravo (risos) e acendia outra vez. São Paulo ela era escura. Depois de 29, 28, por aí que as primeiras rua foi, a Augusta que foi tudo iluminada, aquele negócio. E eu, na Rua Augusta eu tinha oito anos de idade, foi em 1929 para 30, quando Getúlio tomou a posse e pegou São Paulo, aí começou a apertar. Assim, as criança não tinha muita liberdade, né, que já tinha. Então a gente brincava. Quando chovia, a Rua Paim, a Rua Augusta, tinha uma bacia onde vinha os menino, (sabe?), pegava o fundo dessas mala, dessas antiga, que vinha 1 quilo de boi, aquilo é um baú grande e a gente sentava naquilo e vinha da Avenida Paulista descia inteirinho, até a Rua Martinho Prado, dentro da água porque os bonde tudo parava. E a Rua Paim, a Rua Augusta era estreitinha, tinha um bonde, um camarão. Era um fechado que tinha duas porta automática, dos primeiro que saíram. E tinha um bonde aberto e tinha um bonde que chamava cara-dura, um verdinho que pagava um tostão, então o operário viajava muito porque o outro era muito caro. Então ele tinha uma hora pra passar, ele passava das três horas, quatro, cinco, até seis horas. E de manhã também, era de cinco e meia e tem umas horas marcada, sabe? E São Paulo era tudo bonde antigamente. Por exemplo, o bonde que eu cheguei pra ir... pegava ali na Rua José Bonifácio, fazia aquele circuito da José Bonifácio, descia pro Anhangabau que chamava Picos e subia a rua, subia a brigadeiro e outro ia pra Augusta, até o Jardim Paulista, o Jardim América, Jardim Europa, Pinheiros, esses bondes, Perdizes... Perdizes pegava aqui na parte da, ele vinha até a Praça Marechal Deodoro, às vezes se estendia mais. E tinha um bondinho muito conhecido aqui em São Paulo que era o bonde do Vila Clementino, ele saía ali da Rua Dubas do Nascimento e ia até a Escola Paulista de Medicina. Mais tarde, depois da guerra, ele começou a fazer um, dar circunferência ali, dar uma volta ali onde tinha um matadouro e voltava, né? Depois terminou os bonde, foi lá pro 66, uma coisa assim, e  terminou os bonde e começou com mais ônibus, aquele negócio. Porque antigamente tinha uma espécie de uma jardineira, nem ônibus não era. Era um carrinho alto e aquele... E São Paulo era tão, bem atrasado, eu era garoto e quando morria uma pessoa, assim, um cavalheiro, uma dama. Então as casa  não tinha uma divisão que tem hoje e uma estrutura de corredor e só tinha poucos sobrado. Sobradão grande, mas a maioria ali na Bela Vista, no Bexiga, era a maioria tudo casa térrea. E eu tinha um medo das pessoas que morriam, né? Então, as criançada quando saía do grupo o pessoal fazia o seguinte: eles deixava o cadáver simples lá em cima da mesa, né, na varanda, então devia de entrar naquela porta que era a sala, atravessava o quarto e eu olhava na cara do falecido lá, com alecrim, viu, olhava... E eu tinha um medo... Meu irmão era maior do que eu: "Vai, vai ver Antônio, vai", "Não, não , não quero". E um dia na forçada eu com um medo fechava os olhos e fui chegando. Quando chegou na porta da cozinha eu vi um negócio, tum, branco assim, parecia uma caixa, era uma circunferência, uma bola em cima. Eu abri os olhos, era uma geladeira. Não era um defunto. É uma senhora que veio da América do Norte e trouxe uma geladeira, que ninguém conhecia. Aquela geladeira que era, tinha gás embaixo, lamparina, um negócio assim. Então ela fazia sorvete, dava pras criançada, né? Mas acho que um doido acabou fechando as porta lá. Então São Paulo assim não tinha enceradeira, eu não conhecia máquina fotográfica, depois começou as de fole, né. E tem essas máquina que tem hoje. Não tinha nenhum aparelho de eletricidade assim que tem hoje. O indivíduo ficava doente, tinha o médico do bairro. Tinha o Dr. Costa, o Dr. ..., tinha vários médico e eles atendiam em casa. Vinham com uma maletinha, pá e coisa, consultava. E no outro dia seguinte vinha saber como é que estava o paciente. Não é que hoje que tem grandes hospitais, coisa, era uma, o que eu conheci que era no meu tempo era só  Santa Casa de Misericórdia e alguns postos de saúde. E quanto  à higiene de São Paulo, apesar de ser atrasado tinha uma higiene bem eficiente. O Instituto de Higiene, tinha aqueles fiscais, eles colocavam uma bandeirinha na porta e virava tudo quanto é lata que tinha, queria limpeza. Ele pregava no toalete um papelzinho para marcar a volta e a pessoa assinava. Todas as casa, não escapava um. E não tinha favela que existia hoje, não, era cortiço, só. Morava tudo debaixo de porão. O indivíduo passava assim na Rua Augusta, pisava quase na mão do indivíduo, o indivíduo puxava, eles ficava tudo olhando. Era um negócio assim que foi a minha infância, durante... Mas era muito interessante, quando na adolescência era mocinho eu, que tinha mais força, assim, na sociedade era a religião católica. O catolicismo tinha catecismo pros menino, as professora ensinava, aquelas freira. É, o pessoal lá é tão educado, não se era atrasado ou é educado, e eles via uma freira ou um padre e beijava a mão, no meu tempo. O padrinho também. Então tinha o Congregado Mariano e tinha as moça que era Filha de Maria, né, tinha aquela congregação; à noite jogava pingue-pongue, jogava, jogava roleta... Essa era os divertimento. Tinha uns cinemas muito disputado aqui em São Paulo. Era o Recreio que era ali na Praça João Mendes, tinha o Santa Helena na Praça da Sé, tinha o Avenida na esquina da Avenida Paulista, tinha o Hispéria que era no Bexiga, ali perto da Rua Rui Barbosa; era o cinema. Então a gente ia ao cinema com os garoto, tinha os cinema dos maiorzinhos. Os menores iam no circo. Então tinha isso. O mais interessante de São Paulo era o jogo de futebol. Eles disputavam com taça que não acabava mais; esse Vai-Vai até hoje existe um que é o sambista, né, que tem um cordão que, e tinha o Caveira de Ouro que era só um clube de futebol que tinha. Tinha o São Paulo Futebol Clube, o Juvenil, toda a parte juvenil que jogavam, disputavam jogo. Agora interessante que cada ano eles saía. Por exemplo: tempo de vento era só papagaio que se via no ar. Então tinha uns menino safado, mais vivo, eles faziam o seguinte: eles pegava a linha - tinha dois tipo de linha - a linha hoje não é, hoje é sintética, antigamente era mesmo algodão, né, uma linha que chama 24, era dura, pra linha passava uma cerinha e pra roupa. Os moleque moía vidro e com cola de sapateiro eles passavam. Fazia uma bolinha e ia passando no fiozinho. Empinava os quadrado e quando chegava perto do 
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<DOC DOCID="HAREM-71J-01425">
Cimeira sindical ibérica talvez só em Janeiro de 92
A cimeira sindical ibérica já não deverá realizar-se este ano, segundo apurou o PÚBLICO.
Um reunião ao mais alto nível a realizar na segunda-feira entre a CGTP e a UGT (na sede desta última central) poderá desbloquear anteriores dificuldades e levar à marcação de uma data.

Na Europa Ocidental tem-se assistido a uma queda acentuada da fecundidade, o que fez surgir o problema da não substituição das gerações.
Cada vez nascem menos bebés, com o inevitável envelhecimento progressivo da população.
Em Portugal, a realidade não é diferente -- entre 1960 e 1991, os valores da taxa de fecundidade passaram de 94,9 por cento para 47 por cento.
Quer isto dizer que a percentagem da população nacional que, em determinado período, procriou baixou para metade em quatro décadas.

«Os Padrões Recentes da Fecundidade em Portugal», estudo que será lançado na próxima semana, foi elaborado pelas sociólogas Ana Nunes de Almeida e Cristina Ferreira e pelas geógrafas Filipa Ferrão e Isabel Margarida André.
Editado pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos da Mulher, este trabalho pretende contextualizar a «queda recente e vertiginosa da fecundidade em Portugal».
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<DOC DOCID="HAREM-131-01426">
NÃO ESQUECER OS CUIDADOS CONSIGO PRÓPRIO
G rupos de
A uto - A juda
Os Grupos de Auto-Ajuda (GAA) são um dos mais significativos movimentos sociais contemporâneos, em grande expansão, baseado no facto de serem constituídos e liderados pelos próprios utentes, revelando uma grande riqueza na inovadora abordagem dos problemas. Distingue-se da generalidade dos grupos de apoio por ser orientado por um conjunto de princípios e valores que assentam no respeito pela diversidade das pessoas, das capacidades individuais e da comunidade, na identificação e criação de recursos adequados.
Antes do início dos GAA são levadas a cabo Sessões Psicopedagógicas onde conceituados psiquiatras prestam esclarecimentos generalizados sobre Saúde Mental aos associados. São abordados temas especialmente relacionados com a doença Unipolar (Depressiva) e Bipolar (Maníaco-Depressiva).
Inicialmente, técnicos da ADMD participam nas Sessões. Numa segunda fase, afastam-se progressivamente e é eleito um líder e um vice-líder. Estes coordenarão então o grupo, dando oportunidade aos membros de gerir a sua dinâmica interna.
Os GAA constituem um local de convívio onde pessoas partilham ideias, sentimentos, opiniões e experiências. O objectivo é elevar a auto-estima, a auto-confiança e a estabilidade emocional.
Este espaço constitui uma ponte entre indivíduos isolados pela doença, facilitando o contacto com experiências paralelas distantes mas semelhantes, fomentando a intercomunicação e o estabelecimento de relações de suporte positivas.
Dr.ª Renata Frazão
Psicóloga Clínica da ADMD
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<DOC DOCID="HAREM-117-01429">
PUBLICACOES CIENTÍFICAS LANÇAM REDE DE REFERENCIA PRIVADA
 A Science de 19 de novembro de 1999, comunicou que, apos manifestarem pouco interesse em participar do plano do governo norte- americano de criar um site com livre acesso a artigos científicos, 12 organizações privadas sem fins lucrativos anunciaram um esquema proprio: lincar artigos de suas publicacoes por meio de listas de referencia, facilitando aos pesquisadores a localizacao e o acesso ao texto de um artigo, via Internet. 
 Neste caso, os editores conservam os textos completos em seus próprios sites e controlam o acesso a eles. 
 A Academic Press e a John Wiley, que organizam o projeto, trabalharam na criacao de um servico sem fins lucrativos, com tags (etiquetas) que possam rastrear e encontrar artigos. 
 Mas o acesso pleno ao texto integral poderia exigir uma senha ou o pagamento de uma tarifa, a depender dos editores. 
 O plano e' etiquetar e colocar na Internet cerca de 
 3 milhoes de artigos no inicio do ano 2000. 
 Serviço de Referencia de Publicacoes : n. 
 de publicacoes 
 1. Elsevier Science - n. 
 de publicacoes 1.200 
 2. Kluwer Academic Publishers -n. 
 de publicacoes + de 400 
 3. Springer-Verlag - n. 
 de publicacoes 400 
 4. John Wiley &amp; Sons - n. 
 de publicacoes + de 300 
 5. Academic Press - n. 
 de publicacoes 235 
 6. Blackwell Science - n. 
 de publicacoes 200 
 7. Institute of E+E+E+ - n. 
 de publicacoes 105 
 8. Oxforfd Un. Press -n. 
 de publicacoes 100 
 9. American Inst Physics mais de 50 
 10. A CM - n. 
 de publicacoes 21 
 11. Nature - n. 
 de publicacoes 7 
 Publicado em Pesquisa, Fapesp, n. 48 
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<DOC DOCID="HAREM-70J-01445">
A defesa apresentará o «recurso extraordinário» no último dia do prazo: três dias úteis após a publicação no Diário da Justiça da decisão do TSE sobre o «embargo declaratório» pedido pelos advogados de Lucena.

Os advogados de Lucena calculam que isso não deve ocorrer antes de terça ou quarta, com Lucena já eleito, segundo acreditam.

O embargo é uma medida para que o TSE admita a constitucionalidade da questão o que permite que o assunto seja levado ao STF.

FHC -- Não há temor de recessão.
Não estamos fazendo política recessiva.
Não estamos diminuindo investimentos do setor privado e, no setor público, o BNDES está mudando a orientação de investimentos do Nordeste.
Estamos num ciclo de expansão.

Folha -- Mas no momento em que a nova moeda for criada, se os preços forem convertidos no pico, não será necessário um aperto monetário, uma recessão temporária?
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<DOC DOCID="HAREM-834-01448">
 "Master" ganha versão em CD 
 Da Reportagem Local 

 Adeus às fichas e tabuleiro de mesa . 


 O tradicional jogo de perguntas e respostas ganha versão multimídia e traz uma reprodução da estátua grega do Pensador . 


 Tanto faz o número de jogadores na frente do micro: de um a seis . 
  A cada resposta errada, a estátua mostra uma placa com a figura de um burro . 


 Caso você acerte a resposta, a figura da estátua comemora . 


 O preço de sugestão é R$ 78 . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-81B-01476">
Nos Açores 
A previsão do Instituto de Meteorologia (IM) para hoje no arquipélago dos Açores é a seguinte: 
No grupo Ocidental, prevê-se a ocorrência de períodos de céu muito nublado (com boas abertas a partir da tarde), aguaceiros durante a manhã e vento moderado. 
No grupo Central, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado, aguaceiros e vento moderado a fresco, embora por vezes muito fresco (com rajadas). 
No grupo Oriental, o IM prevê céu geralmente muito nublado, aguaceiros e vento moderado a fresco, mas por vezes muito fresco (com rajadas). 
As temperaturas máximas previstas para hoje são nomeadamente de 16 graus em Santa Cruz das Flores, 16 na Horta, 16 em Angra do Heroísmo e 16 em Ponta Delgada. 

Na Madeira 
O Instituto de Meteorologia prevê para hoje no arquipélago da Madeira céu muito nublado com abertas a partir da tarde e vento moderado a forte de sudoeste com rajadas, sendo 
moderado no Funchal. 
Prevê também períodos de chuva, passando a aguaceiros e pequena subida da temperatura. 
As temperaturas máximas previstas para hoje são de 20 graus no Funchal e 19 no Porto Santo.. 
 
Em Portugal continental 
A previsão do Instituto de Meteorologia (IM) para hoje em Portugal continental é a seguinte: 
No Norte, prevê-se céu muito nublado, vento moderado (com rajadas) e períodos de chuva. 
No Centro, a previsão aponta para céu muito nublado, vento moderado (com rajadas), períodos de chuva e a possibilidade de trovoadas. 
No Sul, o IM prevê períodos de céu muito nublado, vento moderado (com rajadas), aguaceiros e a possibilidade de trovoadas. 
As temperaturas máximas previstas para hoje são nomeadamente de 18 graus em Viana do Castelo, nove em Bragança, 11 em Vila Real, 17 no Porto, 16 em Coimbra, 13 em Viseu, seis em Penhas Douradas, 13 em Castelo Branco, 16 em Lisboa, 16 em Évora, 16 em Beja e 18 em Faro. 
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<DOC DOCID="HAREM-642-01494">
Comércio - Waldemar Henrique
 Entre a composição e o trabalho no comércio Aos 14 anos, Waldemar Henrique compôs sua primeira canção, Olhos Verdes.
Mas suas composições para canto e piano passaram a ser conhecidas somente a partir de 1923, destacando-se Minha Terra e Felicidade, interpretadas por Helena Nobre, Phyllys Chase e Wanda Marques Coelho.
Em 1924, Waldemar entrou para o exército, participando da Intentona Comunista.
Ficou preso durante 3 meses.
Quando solto, seu pai, já descrente do futuro do filho, arranjou-lhe um emprego no Banco Moreira Gomes e Cia. Durante 4 anos abandonou seus estudos musicais para fazer a vontade do pai.
No entanto, passou a freqüentar a vida social de Belém, tocando em festas, concertos, teatros e serenatas, sendo considerado um grande pianista de festas em casa de amigos.
Nesta época, alguns intelectuais e artistas, como Ettore Bósio, resolveram levar ao governo a proposta da restauração do Instituto Carlos Gomes, finalizada em julho de 1929.
Waldemar Henrique, entusiasmado com a idéia, abandonou o emprego para estudar no estabelecimento de ensino musical que foi transformado no Conservatório Carlos Gomes, sob a direção de Bósio.
Obtendo o total apoio do maestro italiano, que se fixara em Belém, Waldemar foi aconselhado pelo mestre a estudar com a professora Beatriz de Barros Simões, uma das melhores recitalistas de seu tempo.
Em 1930, Waldemar já contava com um bom número de composições, como Candura, Morena, Porque partiste?
e Marcha dos havaianos.
Apesar do compositor já estar impregnado do folclore de sua região, a maioria das canções ainda apresentava influências estrangeiras.
Trabalhando na direção artística do Rádio Clube do Pará, compôs a partitura musical para a revista teatral Na casa da viúva Costa, com textos de Antônio Tavernad e Fernando de Castro.
Promoveu também o recital Noite da canção paraense, no antigo Palace Teatro, apresentando ao público suas obras para canto, piano e orquestra.
A crítica saudou Waldemar Henrique como "um vitorioso da música regional".
Infância em Portugal As aulas de piano escondidas do pai Entre a composição e o trabalho no comércio O Mensageiro da Amazônia no Rio de Janeiro O sucesso no rádio e nas casas noturnas O convívio com pintores, escritores e músicos O afastamento temporário dos concertos O retorno aos palcos De volta à terra natal Sua obra musical Waldemar Henrique Divisão de Música e Arquivo Sonoro
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<DOC DOCID="HAREM-03H-01498">
D. Jacinto Botelho visitou paróquia de Golães 

O Bispo Auxiliar de Braga, D. Jacinto Botelho, efectuou, no passado domingo, a visita pastoral à freguesia de Golães, no arciprestado de Fafe .
A deslocação de domingo foi, no entanto, preparada por anteriores encontros com entidades e associações da freguesia .
O ponto alto da visita pastoral centrou-se na administração do Santo Crisma, a 188 pessoas, tendo sido o prelado coadjuvado pelo cónego Valdemar Gonçalves, natural de Golães .
Na sua homilia, D. Jacinto Botelho salientou o valor do Baptismo, o amor de Deus e a solidariedade para com os homens concretos, realçando que todos devem passar a ser não só praticantes mas sobretudo professantes .
Para os crimandos, o Bispo Auxiliar de Braga deixou um apelo directo, incitando-os a serem sal da terra e luz do mundo .
No final da celebração, o bispo auxiliar de Braga ouviu palavras de apreço, com votos de visitas mais frequentes, deixando também uma última palavra de entusiasmo  .
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<DOC DOCID="HAREM-731-01504">
Quem somos? 
Somos o grupo de professores que lecciona Língua Portuguesa no Instituto de Formação Turística, na Região Administrativa Especial de Macau. No IFT são ministrados essencialmente dois cursos: Turismo e Hotelaria. Em ambos, o português é língua (disciplina) obrigatória e tem lutado contra o estigma de ter sido durante muitos anos a língua do ocupante e colonizador. Por esta e outras razões, talvez menores, os professores têm feito tudo para despir o português da(s) farda(s) que o vestiam como se de um colete de forças se tratasse e pintar a língua, a cultura e a sociedade portuguesa com novas cores, algumas delas nunca imaginadas. Nas aulas, os professores têm dado primazia à abordagem comunicativa e a (outros) novos rumos da didáctica das línguas. Paralelamente, tem sido frequente solicitar aos aprendentes pequenos trabalhos de pesquisa que depois são apresentados oralmente. 
Iniciámos esta página, porque achamos que muitos desses trabalhos têm qualidade suficiente para serem mostrados fora da sala de aula. Além disso, saber que os trabalhos serão postos on-line responsabiliza o aprendente e obriga-o a confrontar e aumentar os seus critérios de qualidade. Finalmente, queremos afirmar a nossa convicção que esta página jamais se tornará numa feira de vaidades. Com o esforço de todos, professores e alunos, será um espaço de convívio de ideias, de reflexão, ou seja, de crescimento. 
Esta página será actualizada pelo menos uma vez por mês e estará sempre em construção. 
contacte-nos 
Voltar para a página inicial 
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<DOC DOCID="HAREM-214-01510">
Argentina analisa extradição de Priebke 

 O governo da Argentina anunciou que vai dar "tratamento imediato" ao pedido de extradição do ex-capitão nazista Erich Priebke, emitido pela justiça da Itália . 
  Priebke, 81, foi descoberto há uma semana em Bariloche . 

 EUA revelam índices de terrorismo 

 97 atentados e sequestros terroristas ocorreram em 1993 na América Latina, segundo informe divulgado ontem pelo Departamento de Estado dos EUA . 

 Berlusconi deve apresentar governo 

 O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deve apresentar seu ministério para aprovação presidencial hoje, seis semanas depois de vencer as eleições . 

 Acusado de terror confessa outro crime 

 O inglês Patrick Haines, acusado de fabricar bombas para o Exército Republicano Irlandês (IRA), disse ontem em seu julgamento ser culpado por um atentado pelo qual outro homem já havia sido condenado . 

 Atentados matam 33 na Colômbia 

 Forças guerrilheiras colombianas intensificaram atentados às vésperas das eleições presidenciais, matando pelo menos 33 pessoas desde sexta-feira . 


 Quayle lança novolivro nos EUAO ex-vice-presidente dos EUA, Dan Quayle, fez ontem em Nova York a noite de autógrafos de seu novo livro "Standing Firm" (Permanecendo Firme) . 

 João Paulo 2º volta a andar com aparelho 

 O papa João Paulo 2º, operado há onze dias na perna, voltou a andar com um aparelho de rodinhas, disse ontem o Vaticano . 

Juiz antidrogas renuncia na Espanha 
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<DOC DOCID="HAREM-362-01520">
Infinite - Ufologia  em Serra Negra 
 FATO OCORRIDO NO DIA 8 DE SETEMBRO DE 1967 Fui convidada pela família M.A.T., de São Paulo capital, para, junto com um amigo, seus pais e um tio, ir à uma festa na cidade de Lindóia. 
Fomos de Kombi. 
Por volta de mais ou menos 19:30h ao passarmos pelo bairro "Três Barras" avistamos claramente uma luz muito estranha brilhante, amarelada e vermelha, enorme e redonda, no alto de uma montanha. 
O amigo que estava ao meu lado, também ficou impressionado com o fenômeno e chegamos à conclusão de que não era uma luz normal. 
Retornamos à Serra Negra mais ou menos 23:00 h, sem observar mais nada no local. 
Porém os pais e o tio de meu amigo voltaram à Lindóia para um baile. 
Era uma noite maravilhosa, mas de repente começou a chover fortemente no local "Três Barras", onde havíamos observado a luz. 
Pela madrugada, tornando a voltar para Serra Negra, e já próximos a entrada do Vale do Sol, a estranha luz apareceu novamente perto do asfalto e puderam observar que era da forma de um disco. 
A Kombi passou a não funcionar mais, a parte elétrica ficou totalmente desativada e todos ficaram muito apavorados. 
O tio de meu amigo começou a passar mal fisicamente apresentando náuseas e distúrbios intestinais. 
Um carro que se encontrava à frente desapareceu, sem que eles pudessem entender o que havia acontecido. 
Por sorte, estavam numa descida, conseguiram sair de lá em ponto morto e chegar perto da cidade. 
Na mesma noite moradores do mesmo bairro , relataram que a cerca de arame de um sítio foi totalmente destruída e animais que estavam no pasto amanheceram mortos. 
C.L. página principal.... 
Clique aqui e veja mais relatos,,,  
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<DOC DOCID="HAREM-842-01521">
Vampiros
 VAMPIROS Cadáver que, supostamente, retorna à vida durante a noite para sugar o sangue humano.
De acordo com muitas lendas, o vampiro precisa de uma reserva constante de sangue fresco, que ele obtém mordendo o pescoço das suas vítimas adormecidas.
As vítimas perdem a força, morrem e também se tornam vampiros.
A maior parte das histórias de vampiros são dos países da Europa oriental e dos Balcãs, tais como Albânia, Grécia, Hungria e Romênia.
Há muitas superstições sobre vampiros.
As pessoas que se suicidam, que morrem de forma violenta ou que são condenadas pela Igreja supostamente tornam-se vampiros.
De acordo com as histórias, um vampiro pode ser destruído se tiver o coração atravessado por uma estaca de madeira.
Lendas sobre a existência de terríveis criaturas chupadoras de sangue já são mencionadas nas antigas literaturas egípcia e grega.
A crença nestes seres deve ter nascido devido à percepção de que os moribundos enfraquecem com a perda de sangue.
Assim, pessoas de pouca cultura devem ter concluído que beber sangue restaurava as forças ou, até mesmo, que o sangue dos vivos podia ressuscitar os mortos.
Mas a principal fonte para compor o mito sobre foram as crendices profundamente enraizadas da Romênia rural.
Segundo a religião ali dominante, a da Igreja Ortodoxa Oriental, as pessoas que morriam excomungadas ou sob maldição eram transformadas em mortos-vivos até serem absolvidas pela Igreja.
Diziam ainda as lendas romenas que certas pessoas, como as crianças ilegítimas ou as não-batizadas, as bruxas e o sétimo filho de um sétimo filho, estavam condenadas a serem vampiros.
Também acreditavam na existência de pássaros demoníacos, conhecidos como Strigoi, que só voavam de noite, ávidos por carne e sangue humanos.
Além de trazer a morte para a vítima atacada, os vampiros também eram considerados os causadores da peste, sendo desta maneira extremamente odiados e temidos.
Acreditava-se também que vampiros odiavam alho;
assim os aldeões esfregavam o tempero em todas as portas e janelas para protegerem-se de possíveis ataques noturnos dos bebedores de sangue.
Em algumas aldeias quem se recusa a comer alho torna-se suspeito de vampirismo, especialmente estranhos recém-chegados.
O conto de horror Drácula (1897), do escritor inglês Bram Stoker, é considerado a mais famosa história de vampiro.
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<DOC DOCID="HAREM-412-01536">
Informativo Garcafé
 Informativo da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Garça Ano IV - Nº 39 - Abril/99 - Editor: Vanderley Sampaio IRRIGAÇÃO Encontro de
Araguari teve mais de mil participantes O Encontro contou com a participação de importantes membros da economia e política cafeeira.
Também realizou-se a III Feira de Irrigação em Café do Brasil e o II Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Aconteceu, entre os dias 24 e 27 de março, em Araguari, Minas Gerais, o V Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado.
Paralelamente ao Encontro, ocorreu a III Feira de Irrigação em Café do Brasil, que atraiu grandes empresas do agronegócio, e o II Simpósio Brasileiro de Pesquisas em Cafeicultura Irrigada, espaço destinado para o estudo de pesquisas sobre a irrigação na cafeicultura.
Segundo o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari, Reinaldo Caetano, o Encontro teve uma repercussão maior do que a esperada.
"Tivemos grandes nomes que vieram discutir os diversos aspectos da cafeicultura e alcançamos 1102 inscrições, de 12 estados, o que aponta o grande interesse dos produtores", disse.
Caetano ressaltou que durante os quatro dias do evento aconteceram explanações de especialistas de diversas áreas, como engenheiros agrônomos, políticos e representantes de organizações de classe.
"Estiveram presentes Bolívar Moura Rocha, Arlindo Porto, Carlos Melles, Silas Brasileiro, Gilson Ximenes, Eustáquio Corrêa, que representou o ministro Francisco Turra, Luís Suplicy Hafers, os deputados Nilo e Osvaldo Coelho, enfim, o Encontro de Araguari serviu para reunir grandes
expressões do agronegócio café", apontou.
Feira A III Feira de Irrigação em Café do Brasil atraiu 58 empresas do setor, acomodadas em 80 stands.
"Pela situação da economia não se esperavam grandes negócios na Feira, contudo os resultados foram bastante favoráveis e as empresas conseguiram estabelecer bons contatos", relatou Reinaldo Caetano.
A movimentação decorrente da Feira ficou em torno de R$ 3 milhões, valor que atingiu as expectativas dos organizadores do evento.
No Simpósio de Pesquisas em Cafeicultura foram apresentados mais de 50 trabalhos que estão sendo efetuados com a irrigação no cerrado mineiro.
"Também tivemos um dia de campo, na Fazenda Paraíso, no qual os participantes puderam observar os resultados práticos das pesquisas em irrigação com a cafeicultura", dispôs o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari.
Voltar ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:04/06/99 Este site está no ar desde 14/11/1998 Sampaio Assessoria de Comunicação®
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<DOC DOCID="HAREM-412-01539">
ruthheidrich
 Ruth E. Heidrich - Dra. em Fisiologia Olá a todos, Tenho uma dieta com baixo teor de gordura há 16 anos, tendo abandonado a SAD (Standard American Diet - Dieta Americana Padrão) devido a um diagnóstico de câncer de mama (1982).
Sendo eu corredora desde 1968, decidi vencer os obstáculos e começar a treinar para o Triatlon Ironman (3,8 km de natação, 180 km de bicicleta e 42 km de maratona).
Os exercícios pesados, mais a dieta, tiveram resultados tão positivos que comecei a competir em várias outras corridas todos os anos, chegando no ano passado a correr 63 vezes.
A recompensa foi mais energia, força, evidente reversão do processo de envelhecimento, a não recorrência do câncer, taxa de colesterol que passou de 236 para 129, pressão sanguínea normal, densidade óssea aumentada dos 50 aos 60 anos (em uma época que os especialistas dizem que ela DEVE baixar) e mais de 700 troféus de corridas em todo o mundo.
Também detenho o recorde mundial em aptidão em minha faixa etária da prestigiosa Clínica Cooper, em Dallas, Texas.
Comecei a falar para grupos em 1984;
escrevi "Uma Corrida pela Vida" (A Race For Life) e um livro de receitas;
fiz dois vídeos (mesmo tema, naturalmente);
ajudei a fundar a Sociedade Vegetariana do Havaí e fui sua Presidente por 3 anos, e tenho um programa de rádio de duas horas semanais, "Nutrição e Você" há mais de 10 anos.
Fazia Ph.
D em Psicologia quando percebi que estava no campo errado e mudei para uma especialização em fisiologia, com ênfase em nutrição e exercício,
concluindo meu doutorado em 1992.
Tudo ia muito bem quando ao treinar bicicleta para o próximo triatlon, fui atropelada por um caminhão, machucando minha perna esquerda e a bacia.
Isso foi há sete meses.
Agora, com uma placa na tíbia consigo nadar, andar de bicicleta e correr na água, o que faço por cerca de duas horas diárias.
Portanto, além de falar e escrever sobre nutrição, exercícios, câncer e corridas, agora falo sobre a recuperação de traumas.
Ruth E. Heidrich, Ph.
D. 1415 Victoria St.
#1106 Honolulu, HI 96822 Fale com a Dra. Ruth em: vegsource.
com Website:http://www.breakfree.net Página de chegada / Que Sítio é este / Perguntas&amp;Respostas / BrasilVeg / Notícias Artigos / Livros / Receitas / Links / Junte-se ao Sítio / Lista de discussão / Por que sou vegetariano(a)
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<DOC DOCID="HAREM-03B-01548">
O Euro é a moeda comum para as nações que pertencem à União Europeia e que aderiram à zona Euro. As moedas de euro têm dois lados diferentes; um lado comum, europeu, mostrando o valor da moeda e um lado nacional, mostrando um desenho escolhido pelo país membro da UE onde a moeda foi cunhada. Cada país membro tem um ou vários desenhos únicos a esse país.

Para visualizar as imagens do lado comum e para ter uma descrição detalhada das moedas, ver moedas de euro.

As moedas de euro gregas apresentam um desenho diferente em cada uma das 8 denominações. Foram todas desenhadas por Georgios Stamatopoulos sendo que moedas de menor valor representam navios gregos, as de valor intermediário gregos famosos, e as de maior valor exemplos da história e mitologia grega. Todos os desenhos têm as 12 estrelas da União Europeia e o ano de cunhagem. As moedas gregas são as únicas que usam um alfabeto diferente do latino. O cêntimo de euro chama-se lepton en Grego, ao contrário de outras linguagens que adaptaram a palavra "cent".

Verso das moedas de Euro gregas 0.01 euros   0.02 euros  0.05 euros
   
Uma trirreme ateniense, doséc. 5 a.c. 
Uma corveta (or dromon) do ínicio do séc. 19 
Um petroleiro moderno, símbolo
da indústria grega. 
 0.10 euros  0.20 euros  0.50 euros 
   
Rigas Velestinlis-Fereos 1757-1798, poeta grego 
Ioannis Kapodistrias 1776-1831, estadista grego 
Eleftherios Venizelos 1864-1936, político grego 
 1.00 euros  2.00 euros  2.00 euros Moeda comemorativa 
    
Imagem de um dracma ateniense do séc. 5 a.c.
(uma moeda numa moeda) O rapto de Europa por Zeus, sob a forma de touro 
Uma moeda comemorativa de 2  euros, para os Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas. 

No rebordo da moeda de 2 euros encontram-se as palavras República Helénica na língua e alfabeto grego.
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<DOC DOCID="HAREM-712-01552">
Moçambique - Danças (Portal Folclore Brasileiro)
 Não sabemos a sua origem, embora o nome Moçambique,leve muitos a dar-lhe origem africana.
Mas não foi trazido pelos escravos.
Uma dança guerreira, muito antiga.
Na Inglaterra é conhecida por "morris dance", dança moura.
Assemelha-se à dança dos pauliteiros de Miranda, cidade de Portugal.
Pode ter sido praticada pelos mouros na península ibérica, e não foi difícil ao catequista aproveitá-la na catequese no Brasil como precioso fator de recreação popular.
O canto é um louvor a um santo (São Benedito).
Daí a lenda de que foi este santo quem inventou a dança para alegrar seus devotos.
Esta dança é de São Benedito São Benedito foi quem dançou ele dançou e subiu pro céu hoje dançamos nós pecadores.
No bailado do Moçambique existem várias danças.
A parte dramática é insignificante.
As danças têm nomes religiosos: Escada de São Benedito, Estrela da Guia, etc. A confraria dos moçambiqueiros é mais folclórica do que a das congadas.
A maior parte dos participantes é jovem.
O regulamento é oral e são normas simples, criadas pelos grupos que dirigem as "Companhias de São Benedito" Para dançar usam bastões de madeira,
que são batidos como espadas.
Saltam e desenvolvem uma coreografia complicada sob o comando do tarol (caixinha de guerra), reco-reco, pandeiros, rabeca, tamborins, violas.
Cantam louvações religiosas.
O Moçambique está em franco desenvolvimento.
O ponto maior da presença do Moçambique é no Vale do Paraíba do Sul, em São Paulo.
Entretanto, também é encontrado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
No Santuário de Aparecida do Norte, praticamente todos os domingos, os romeiros do Vale do Paraíba do Sul (os piraquaras) dançam o Moçambique, cumprindo promessas.
Direitos Autorais Reservados© 1999/2000
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<DOC DOCID="HAREM-535-01553">

  Antes dos petroleiros em quais navios andou?

  Antes de andar nos petroleiros, andei em muitos navios, andei pelos Açores quase 11 anos, para os Açores e para a Madeira a levar correio. Primeiro, levava mantimentos, quando era na Açoriana, noutra empresa, porque eu era muito rebelde, era e sou porque sou comunista e qualquer coisa que não está bem digo e depois mandam-me embora. Eu mudei muitas empresas por causa disso, mas naquele tempo ainda era pior. E então eu passava sempre de empresa para empresa por causa dessas coisas.

  Não tem nenhuma história engraçada das suas viagens aos Açores?

   Uma ocasião fomos levar correio ao Açores no navio chamado Dione, à vinda para o Continente o navio largou o leme. O navio era tão velho que largou o leme. A gente vinha a governar em cima e o leme andava sempre à roda em baixo. A gente a guiar, a guiar e aquilo não governava o barco porque não tinha o leme debaixo. Andamos oito dias à deriva. Apanhámos vagas muito altas, em que nenhum salva- vidas nos foi buscar. Foi um arrastão de pesca que nos deu reboque para virmos para os estaleiros. Tivemos o cozinheiro que ficou louco, começou a ver coisas, ficou louco mesmo, quis-me matar. Tivemos uma altura que quisemos matar o cão para comer porque não tínhamos nada, nada, nada para comer. O cão, infelizmente, também caiu pela borda fora e foi para o mar. Já coisas que naquele tempo passava-se com mais dificuldade. Agora os barcos andam sozinhos, não precisam de ninguém a guiá-los, nem nada.

 Como surgiu a ideia de construir barcos?

  O meu pai fazia barquinhos e barcos grandes de passagem, no cais da Ribeira, ele nunca chegou a ter uma oficina. Os barcos grandes vendia-os e os barcos em miniatura oferecia aos médicos por olharem pelos filhos e aos patrões. Depois o meu irmão mais velho começou a fazer barcos também no cais para oferecer. Quando vim reformado comecei a fazer e a vender porque não dava para estar a oferecer. Ao princípio, fazia para os meus filhos, eles brincavam com os barcos na rua e roubábam-los, chegavam a casa a chorar já sem barco. Eu morava aqui onde é o CRAT, morava no 3º andar, os meus filhos vinham para a rua brincar ali para o largo, chegavam a casa já sem barco.

 Há quanto tempo tem a oficina?

  Esta oficina, eu vim reformado com 46 anos tenho 53, a oficina tem sete anos.

  É uma das poucas actividades antigas que perdura. Apesar do seu pai fazer barcos grandes.

  O meu pai fazia grandes e pequenos. Eu também já fiz grandes, eu fiz um e vendi para Setúbal, tinha 7 metros e tinha cozinha, beliche para dormir, tinha velas, um mastro com velas e tudo. Tenho ali a fotografia dele. Barco de recreio construído pelo Naná em 1979. Na proa do barco está o Naná acompanhado pelos amigos. Prontos, fiz um grandes desses com cabine e tudo e fiz ``caíques'' com 6 metros fiz 4 caíques.

  O que são caíques?

  São uns barcos a remos.

  Como aprendeu a fazer barcos?

  Eu aprendi isto com o meu pai, eu ao ver tantas vezes o meu pai a fazer, ia pegar numa navalha e num pau e ia para a beira dele e depois a ver a fazer e a fazer, ele dizia: "Lixa isto pá", e eu lixava. "Agora raspa isto" e eu com vidro raspava para a madeira ficar coisa. Comecei a pegar num pau e a pregar a outro e a raspar, comecei a interessar-me por isso e depois comecei a fazer também. Quando andei nos navios petroleiros tinha muito tempo livre, eu era coromestre, só fazia quatro horas ao leme e depois tínhamos tempo livre e uma carpintaria, lá comecei a fazer barcos. E comecei a oferecer a várias pessoas, a oferecer, a oferecer. Cheguei a ter 16 em casa, para todo o lado que a mulher olhava tinha barcos, era barcos em todo o lado.

  Quanto tempo é que demora a fazer os barcos?

  É conforme o barco que for. Tenho barcos que demoram muito, tenho outros que demoram menos, eu por exemplo, acabei agora de fazer vinte rabelos, já comecei mais ou menos a semana passada. Tenho pessoal aqui a ajudar-me e é com a ajuda deles e tudo, senão não era capaz.

  Quanto custa um barco?

  Eu tenho a vários preços, os barcos rabelos por exemplo, a pessoa encomendou-me 15 eu fiz um preço mais barato, para ele fiz a seis contos cada um, mas eu vendo-os a sete contos. Mas tenho aí barcos de dez contos, com o mesmo trabalho que estes a bem dizer, tenho uns de quinze, quer dizer depende, depende. Eu nem sei fazer preços. Eu comecei a fazer isto e comecei a meter preços sem saber fazer preços.

  Quais são os barcos que gosta mais de fazer?

  Os que eu gosto mais de fazer são os de dois metros de dez. Estes são os que eu mais gosto de fazer, os mais fáceis de fazer, e os que eu vendo mais caro, cem contos cada um. É os que eu faço melhor porque são grandes, prego à vontade os pregos, não parte com tanta facilidade, essas coisas todas.

  Quais são os seus clientes?

  Dois barcos grandes vão para os alemães, para a Alemanha, vão correr a Alemanha toda. Os dois barcos vão metidos numa caixa para ir para uma cidade, para outra, para andar a correr a Alemanha toda. Dois vão levar na vela o nome da casa dos vinhos do Porto.Agora eu tenho um barco de dois metros e tal, em cada aeroporto, todos os aeroportos portugueses têm um barco meu, com o nome da GRAHAM'S. De resto faço para quem quiser comprar, para toda a gente que quiser comprar.

  Costuma fazer exposições dos barcos?

  Esta fiz no mercadoFerreira Borges. Mas eu costumo mandar quando me pedem para as exposições e eu tenho barcos, eu mando os barcos para as exposições, mas eu não vou lá porque não tenho tempo para estar nas exposições. Quando me pedem para expor, eu mando, empresto e tudo.

  Além dos turistas as empresas também são clientes?

  As empresas do vinho do Porto, quase todas, não é todas, mas algumas encomendam-me muitos barcos. Eu estou sempre a trabalhar para eles, mais para eles. Eu faço toda a qualidade de barcos e os barcos que eu vendo mais é para as caves do vinho do Porto. Qualquer das maneiras, tenho pessoas daqui portuguesas que gostam de ter um barco e vêm aqui e compram.

 Tem algum filho que vai seguir esta arte? 

  Nenhum filho quer seguir. Tenho uma filha que já fez e até está ali um ou dois feitos por ela, agora anda de bebé. Ela sabe fazer, mas não quer fazer. Isto não dá para viver.Tenho um filho que está preso em Custóias que também faz, não sabe assim com muita perfeição tanto como a irmã, mas sabe fazer. Está ali um feito por ele em fósforos, mas ele também não quer fazer isto. A minha filha está de bebé agora, sabe fazer porque passava o tempo dela em casa à minha beira a fazer comigo, ela fazia o mesmo comigo. Eu fazia um, ela fazia o mesmo barco que eu estava a fazer.

  Não há aqui nenhum construtor de barcos?

  Aqui há muita gente que faz. Eu tenho ensinado várias pessoas, eu ensino quem quiser. Há pessoas que fazem, só que fazem para elas, não é para vender porque por exemplo, eu demoro um mês para fazer um barco e as pessoas demoram seis meses para fazer o mesmo barco que eu faço.

  É uma arte difícil de aprender?

  Não, é fácil mesmo. Eu já dei aqui cursos a professores de trabalhos manuais. Dei aqui e eles começaram, como é uma coisa fácil de aprender, mas sem saber como são os princípios de fazer as coisas e tudo, dá a impressão que é um bocado complicado, mas não é. Não é complicado por exemplo, para quem souber pegar nas ferramentas que é muito importante e depois saber qual o princípio das coisas, dos barcos. Para fazer só por imaginação é um bocado mais difícil e arriscado. Agora, fazendo e ver o outro fazer e tudo, a coisa começa-se a fazer com facilidade.  Há barcos, que se fazem só com uma navalha e um pau. Risca-se o pau com um lápis e só com a navalha faz-se um barco e barcos bonitos mesmo. Barcos feitos só com um pau, quer dizer em lugar de ser em tábuas e cabernas e tudo que dá muito trabalho, faz-se só com um pau. Só com um pau, aquilo leva cortes, só quem sabe como eu é que pode ensinar. Dá-se aqueles cortes com a navalha, faz-se redondo de um lado e redondo do outro e ele fica logo um barco.

  Da Ribeira, o que é que tem mais saudades?

  Da Ribeira a coisa que mais saudades me dá e que mais me faz lembrar, era a amizade que havia nas pessoas da Ribeira. As pessoas da Ribeira todas se conheciam umas às outras, todas falavam umas com as outras, quando era preciso alguma coisa todas ajudavam umas às outras, era uma espécie de família. Não havia ninguém de fora que viesse namorar uma rapariga daqui sem que a gente autorizasse ou não autorizasse. Nós é que tínhamos de autorizar, senão iam corridos à pedrada.A Ribeira era muito unida, eram pessoas sérias, embora com dificuldades eram pessoas sérias. Agora não, agora a maioria que estão aqui, que dizem que são da Ribeira não são, da Ribeira agora estão pouquexinhos, mesmo aqui se tiver umas 50 ou 60 pessoas daqui já é muito, de resto não é ninguém daqui. Donos aí dos cafés, dos restaurantes, não é ninguém daqui.

  Como eram as noites da Ribeira na sua adolescência?

   À noite juntava-nos todos a contar histórias uns aos outros, contar anedotas e fazer estes jogos da patéla e jogos onde houvesse um bocadinho de luz íamos fazer todos esse jogo às escondidas. Era onde a gente dava uns beijos aos namoros, às raparigas, era quando era às escondidas. A gente a fazer que se escondia. As brincadeiras eram essas.

  Namoravam às escondidas?

  A gente nunca podia namorar às escondidas porque as raparigas, normalmente, oito horas da noite estavam em casa porque os pais não as deixavam. A gente se fosse de dia éramos muito surpreendidos por pessoas que passavam. Se fôssemos para um sítio mais escondido, já não podíamos ir porque era atrás dos portais e mesmo atrás dos portais éramos muito surpreendidos. Pessoas que subiam e desciam as escadas, éramos logo agarrados, tinha que ser um beijo muito à pressa, senão não dava nada.

  Como era o mercado da Ribeira antigamente?

  O mercado da Ribeira era uma coisa mais típica, a pessoa chegava ali e não tinha nada aonde esconder, era tudo ali à vista dos clientes, não tinha barraca nenhuma para meter nada lá dentro, era tudo ali, chegava-se ali e o que tem, tem o que não tem, não tem. 

  Que produtos se vendiam no mercado?

  Vendia-se de tudo, hortaliças, peixe sempre fresquinho. Vinham ali muitas pessoas. Este mercado da Ribeira era aonde os barcos chegavam com o peixe mais fresco e a maior parte das pessoas vinham por causa do peixe, também vinham por causa das várias frutas, que vinham nos barcos rebelos. Era o sítio aonde se vendia mais fruta era aí. A fruta às vezes saía daqui e ia para o mercado Ferreira Borges. Ia para lá, as mulheres levavam à cabeça daqui para o mercado Ferreira Borges, para venderem lá, mas lá era muito mais caro, enquanto aqui na Ribeira à saída do barco era tudo muito mais barato.

  Gosta mais da Ribeira de hoje ou da Ribeira do passado?

  Gostava mais da Ribeira de antigamente.

  E em relação ao ambiente?

  Ai o ambiente! Gostava mais do antigo, isto agora modificou e eu vou acrescentar uma coisa, se os governadores que estão aqui no Porto, o presidente da Câmara e até o Governo mesmo, tentar fazer daqui desta zona do Porto o que fizera em vários países, eles estão a cometer o maior erro do mundo que é tirar os moradores da cidade, porque a cidade vai ser a cidade da cultura, e então, há vários países que tiraram os moradores de lá e puseram os moradores noutros lados. Fica sem vida nenhuma a cidade, fica uma cidade morta mesmo, muito límpinha, tudo limpo as ruas pode-se comer no chão, são umas cidades mesmo limpas, mesmo bonitas, mas é só para ver e os turistas até se chateiam de vê-las. Tem casas só para venda, mas não tem a vida da cidade. A vida da cidade é esta que você vê aqui, esta oficina , é os moradores a trabalhar, a irem para o trabalho, isso é que é vida. Agora se eles fizerem como, até aqui no Norte há uma em Espanha, que eu nem sei bem o nome dela, dessa cidade que tiraram os moradores de lá. Aquilo lá é muito lindo, mas está uma cidade fantasma, não tem vida nenhuma, e fizeram aí na Europa e há vários sítios onde fizeram isso. Aqui estão a renovar as casas, estão a modificar as pessoas. Estão a mandar pessoas que não são de cá da Ribeira a pô-las aqui na Ribeira, que é para misturar a cultura, que é para a cultura da Ribeira ficar mais coisa. A Ribeira tinha uma coisa de mal, falava muito mal, mas quando falavam mal era um falar mal sem ofender ninguém, era um falar mal de nervos. Em lugar de pegar num ferro e dar logo uma pancada na cabeça da pessoa, a pessoa falava mal e desabafava. O outro ia ofendido levava a pancada a falar mal. E era isso, a Ribeira ficou assim famosa de falarem mal. De resto quando havia roubos, coisas na Ribeira eram os outros de fora que vinham cá fazer isso, não eram os de cá.

  O que atraí aqui os turistas?

  O que atraí aqui os turistas é a vida que a Ribeira tem.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-30B-01581">
Forte de Tivim / Forte do Meio

Não tenho informações quanto à presente existência desta fortificação. Parece estar em ruínas, como demonstra uma foto que circulava recentemente pela Internet.
História

O forte de S. Tomé de Tivim foi construído em 1681 e o do Meio em 1625. A respeito destas fortificações apresentou o engenheiro Manuel Peres da Silva o seguinte parecer em 1 de Dezembro de 1686: "A fortificação de Tivim é um simples muro comprido, feito em parte da fronteira de Bardez (concelho de Goa) com umas três pequenas atalaias, a que chamam fortes. Tem um fosso, feito para dividir as Velhas das Novas Conquistas por aquelle lado, o qual não está acabado, mas projectada a sua conclusão, para com ela se comunicarem os rios de Chaporá com o de Bardez (Mandovi)."

No forte denominado de S. Sebastião ou do Meio lia-se sobre a porta principal a seguinte inscrição: "REINANDO O CATHOLICO REI DÕ FILLIPE X3X GOVERNANDO ESTE ESTADO O VIGILÃTISSIMO DÕ MIGUEL DE NORONHA CONDE DE LINHARES SE FEZ ESTA OBRA 1635."

Próximo deste forte está a igreja de Colual, que foi fundada pelos franciscanos em 1591, reconstruída em 1678 e renovada após o incêndio que sofreu na invasão de Sambhaji em 1683.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-541-01596">
ADAPT - Motivar (para Desenvolver)
Estratégia
Sintetizando, o objectivo do projecto ADAPT "MOTIVAR (para Desenvolver)" foi, essencialmente, alertar os micro e pequenos empresários rurais no sentido de optimizarem a produtividade dos seus recursos humanos, preparando-se e preparando-os para se adaptarem aos constrangimentos do mercado e para enfrentarem as mutações estruturais que estão a decorrer.
Para o cumprimento deste objectivo, seguiu-se uma estratégia de actuação assente em 4 pressupostos:
1º - Testar Novas Metodologias a um Público-Alvo Novo: utilização efectiva das metodologias activas, assentes na experiência de formandos e formadores, em sessões temáticas de mesa-redonda. Os formadores são mais um parceiro de trabalho, com a tarefa acrescida de provocar, coordenar e informar. Público-Alvo Novo porque a maioria dos participantes assistiram a acções de formação pela primeira vez, pois as estruturas de formação existentes e actuantes no terreno orientam e canalizam os seus esforços para as médias e grandes empresas existentes na região.
2º - Estabelecer Parcerias Activas com entidades regionais e nacionais com reconhecido know-how nas áreas e temáticas de trabalho propostas. O mundo rural depende da cooperação entre todos os que nele vivem. Torna-se cada vez mais necessário estabelecer parcerias fortes que anulem as barreiras entre os actores e os sectores, através de uma abordagem integrada para resolver os problemas existentes.
3º - Fornecer "Instrumentos" simples, práticos e úteis de aplicação diária nas empresas.
4º - Descentralizar a formação e efectuar um acompanhamento directo e muito personalizado: formação em vários locais, com um cariz de maior proximidade com empresas, instituições e pessoas, estando sempre presentes os responsáveis da Associação e do Projecto, que integraram os grupos de trabalhos.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-81J-01606">
A bem dizer, todos têm razão.
O árbitro porque o terreno de jogo estava quase impraticável.
Henrique Calisto porque o terreno estava quase impraticável, o 
Leixões defendera o adiamento da partida antes do seu início e tinha menos um homem em campo que o adversário, por expulsão de Sérgio.
Eurico e Milton Areal  porque o terreno estava quase impraticável, mas nem melhor nem pior do que na primeira metade do encontro e o Tirsense parecia mais fresco e estava em situação de vantagem numérica.

Quanto ao jogo, ele dividiu-se em dois períodos distintos: antes e depois da expulsão de Sérgio.
Antes, o Leixões marcou um golo, por intermédio de Maurício, na sequência de um canto apontado por Barriga, e foi a equipa que melhor se adaptou às condições do terreno.
Depois, o Tirsense tomou conta da partida, criou várias situações de golo e conseguiu a igualdade através de uma grande penalidade marcada por Rui Manuel, a castigar carga de Correia sobre Batista.
Com o dilúvio como pano de fundo, o empate traduz de forma feliz um jogo que ficou no meio.

Durante a análise do relatório de actividades passadas, foram identificadas como principais insuficiências a ausência de uma orientação nacional junto dos quadros técnicos, e o fraco recrutamento e pouca contribuição na área da Ciência e Tecnologia.
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<DOC DOCID="HAREM-084-01630">
Quem produziu a crise 
Três presidentes seguidos José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco incluiram por diversas vezes entre seus presumíveis feitos, a manutenção da democracia e das liberdades. 
Nada mais falso. 
Em alguns momentos de seu governo, os três comportaram-se como incendiários. 
Não conseguiram colocar a democracia em xeque, mais pelo amadurecimento da sociedade civil e militar, do que por convicção democrática propriamente dita. 
Desde o início de seu governo, Itamar foi estimulado por seus auxiliares menos escrupulosos a criar situações de confronto, que permitissem ao grupo ganhar espaço de manobra, ainda que às custas de crises políticas. 
José de Castro 
Agora, há indícios consistentes de que o principal estimulador dessa atitude de Itamar foi o presidente da Telerj, José de Castro, para recuperar a influência que tinha sobre o governo. 
Desde que Itamar assumiu o governo, depois de denúncias da imprensa José de Castro foi obrigado a voltar atrás em diversas operações pouco claras, articuladas tanto na Consultoria Geral da República quanto na presidência da Telerj. 
De lá para cá, José de Castro limitou-se a sobreviver politicamente alimentando algumas colunas com notas pouco convincentes, a respeito de uma suposta influência que ainda mantinha sobre Itamar só divulgadas devido ao fato de ter a Telerj sob seu controle. 
A crise já tinha sido solucionada, após uma reunião na casa do procurador geral Aristides Junqueira, que juntou as principais lideranças do Congresso, membros do Supremo Tribunal Federal e FHC. 
Lideranças do Congresso, empenhadas em resolver a atual crise institucional, suspeitam que José de Castro tenha se valido de duas circunstancias para influenciar o presidente a criar o impasse atual. 
De um lado, sentimentos menores de Itamar, com ciúmes da popularidade conquistada por FHC, em contraste com sua própria imagem, arruinada após os episódios do sambódromo. 
"Alma árida" 
Este papel de José de Castro teria ficado claro segundo fontes parlamentares quando procurou FHC, com um comportamento classificado de autoritário e arrogante por estas fontes, dizendo-lhe que Itamar "proibira" qualquer alteração na MP da URV. 
A informação teria sido passado em tom de ordem . 
No fim da tarde, as declarações do diretor da Polícia Federal, Wilson Romão, demonstram que o presidente está apostando em um endurecimento político. 
Só um impasse grave conseguirá mudar o atual sistema institucional e convencer os donos do Estado a permitirem sua reforma por uma constituinte exclusiva, composta por representantes da sociedade civil. 
Mas o impasse atual não tem grandeza. 
É hora de se encarar seriamente a hipótese de processar o presidente da República por crime de responsabilidade. 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-911-01645">
ATLANTIS
CRISAL GLASS É NOME DE VIDRO
A Crisal Glass é uma marca de produtos
de vidro automático, integrada no Grupo Atlantis , possuindo a única fábrica
do género em Portugal e assumindo-se como o único produtor ibérico com centro
de decisão local.
As instalações fabris situam-se na zona industrial da Marinha Grande onde se encontra instalada capacidade para produzir cerca de 100 milhões de peças por ano.
A fábrica possui dois fornos com capacidade de fusão de 100 ton/dia os quais alimentam 7 linhas de produção. O forno mais recente entrou em funcionamento no último trimestre de 1998 proporcionando, à Crisal - Cristalaria Automática, S.A., uma duplicação da capacidade disponível com evidentes vantagens para os nossos clientes, quanto a variedade e disponibilidade de artigos e competitividade dos mesmos.
A qualidade dos produtos tem sido uma prioridade absoluta para a Crisal, reflectindo-se na qualidade do vidro, na sua resistência e ainda no nível de serviço oferecido aos clientes. Como resultado da sua dedicação à causa da qualidade, foi-lhe concedida a certificação NPEN ISO 9002, sendo a qualidade dos artigos verificada segundo metodologia da norma ISO 2859 suportada por NQA's estabelecidos internamente, contribuindo assim, para reforçar a confiança dos seus clientes.
Por tudo isto a Crisal exporta os seus produtos para cerca de 50 países nos 5 continentes.
Morada:
Crisal - Cristalaria Automática S.A.
Zona industrial do Casal da Lebre
2431-903 Marinha Grande
Tel. Geral 351-244-545800
Tel. Loja da Fábrica 351-244-545870
Fax 351-244-545801
ONDE ESTAMOS?
Loja da Fábrica na Marinha Grande
Lojas Casa Alegre
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-637-01674">
 1- Ciencia da Informação
 UNB 4 
 Federal Paraiba 2 
 UFMG 5 
 IBICT-Ufrj 5 
 Puc de Campinas 3 
 Comunicação 
 UFRJ-ECO 4 
 Puc SP 4 
 Puc do RG do SUL 4 
 UNB 3 
 Federal do R+G SUL 5 
 Unisinos 5 
 Federal da Bahia 5 
 UFMG 5 
 UFF 5 
 Fonte capes 29/08/2001 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-34H-01681">
José Gomes 

Acha que foi um frete o convite do Conselho Geral a João Gomes Oliveira .
Não disse que era um frete .
Quem disse que podia ser entendido como um frete foi o Dr. Albuqurque .
Eu entendo que na defesa da posição do sr. João Gomes Oliveia, ele deverá candidatar-se .
A melhor maneira de se defender o sr. João Gomes Oliveira é canddiatar-se Não é passar a imagem de que está a fazer um frete ao clube .
Ele tem que se assumir que quer ser presidente .
Vai-se assumir como candidato se não for feito aqulo alguma coisa vai ser feita .
Se João Gomes assumir candidatura com aquela clareza que eu disse, concerteza que não me mexerei .
Se não a assumir darei todos os passos possíveis para aparecer uma candidatura alternativa .
Foi um acto de coragem e frontalidade não aceitar a nomeação do Conselho Geral .
Ele compeendeu que se aceitasse a nomeação ia ser uma nomeação manca .
João Oliveira
Ate terminar o prazo remeto-me pura e simplestemente ao silêncio e continuo a fazer a gestão do clube enquanto o processo estiver em curso e até que as coisas sejam repostas .
Se aparecer candidadutar muito bem, se não aparecer o presidente do Conselho Geral tomará as medidas que entender tomar em função daquilo que lhe é permitido estatutariamente .
mais nada .
António Duarte
Pode ser candidato .
A situação não se coloca dessa maneira .
O que não ficou esclarecido foi a situação da SAD e do Clube .
Continuamos no mesmo ponto de partida, ou seja, ninguém vai assumir o Clube sem saber a situação da SAD .
Pretende conhecer contas da SAD .
Sou sócio responsável e irei tentar saber as contas do Clube e da SAD .
mas as condições desta não se cnhecem só em termos de contas, é no conhecimento profundo do seu interior .
Não sei qual é o quadro que se pode traçar .
vamos vou tentar saber qual é a situação do Clube ou da SAD .
Depois vai avançar?
Depois disso vou fazer uma análise e naturalmente tomar uma decisão, eu ou qualquer outro associado .
É que podem acontecer muitos cenários .
Não faço comentários pessoais .
O entendimento é que quando há um vazio ele é provocado pelo próprio presidente e dá a entender que esse vazio é para o Clube .
Há notícias na Comunicação Social onde ele diz que não se recandidatava e que até apoiava quem viesse .
Eu li isso .
Aqui o que se coloca é isto: o Clube tem uma situação e a SAD outra .
Há que ter o conhecimento profundo das duas situações para qualquer associado, em consciência, decidir .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-32K-01691">
P - A publicação deste livro não pode ser vista como a preparação da sua saída de presidente do FC Porto? 

R - É evidente que a preparar a saída estou eu desde 1987, que foi a primeira vez que fiz intenções de sair. Anunciei-o publicamente. As pessoas sabem que eu não posso estar eternamente no FC Porto. Primeiro, não sou eterno, para sorte de alguns [risos]; segundo, é óbvio que cada ano que passa está mais perto, muito mais perto, a minha saída. Vou-lhe dar um exemplo concretíssimo: a SAD vai mudar-se para o Estádio do Dragão e eu não estive de acordo com o que me foi apresentado há quatro ou cinco meses, que tinha que ver com a organização dos gabinetes nas novas instalações. Só que, na altura, pensava que não seria o actual presidente do FC Porto, pelo que entendi não alterar nada. Ou seja, há meia dúzia de meses não fazia tenções de hoje ser o presidente do FC Porto. Estamos a falar da altura em que estávamos nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, ou até antes, por altura dos jogos com os franceses. Nessa ocasião, se me perguntasse se estava a preparar a saída, eu dir-lhe-ia que já estava preparada. 

P - Agora vai ter de encontrar outra solução para a organização dos gabinetes... 

R - Já está mudada. E não foi por mim. Foi por pessoas que trabalham na organização e que por elas, e pela dignidade dos cargos, entendi que não estavam bem. Agora fui lá e alterei, porque enquanto presidente tenho de pôr as coisas como entendo que devem estar. E agora pergunta-me como é que mudei de opinião? Foi muito simples: foi entendido que uma saída minha naquela altura, e estamos a falar do mês de Abril, podia perturbar o objectivo principal, que, a partir da eliminação do Manchester, passou a ser a Liga dos Campeões. Depois, porque seria complicado sair o Mourinho e ao mesmo tempo haver mudança na presidência. Por isso, este livro não tem nada a ver com a saída. O meu primeiro cartão de dirigente está aqui [volta às folhas manuscritas] e é de 1962, salvo erro. O livro acaba precisamente na Supertaça ganha em Coimbra. O que se passou de lá até hoje se calhar dá para um livro... 

P - Os adeptos portistas têm dificuldade em ver o FC Porto com outro presidente, até porque não encontram solução alternativa... 

R - Acho que não se trata de encontrar solução, porque há solução para tudo, até para a morte. As pessoas morrem e julgam que as instituições e as empresas vão acabar, mas não acabam, porque encontram sempre soluções. Um antigo jogador nosso que está ligado ao clube dizia, há algum tempo, que começou nos juniores, fez toda a carreira no FC Porto, já deixou de jogar, e eu continuo como presidente. A questão é essa. Eu sou presidente há quase 23 anos. Há milhares que hoje têm 30 anos, portanto pessoas que terão começado a saber quem é o FC Porto aos sete, e sempre viram o FC Porto comigo como presidente. Portanto, faz-lhes um bocado de espécie como é que isto se vai alterar. 

P - Já pensou no que vai fazer depois de deixar de ser presidente? 

R - Tenho mais três anos de mandato. Quando deixar de ser presidente, se for no fim deste mandato - como é possível -, já não me vou meter em empreendimentos ou coisas do género. 

P - Mas pode ter algum tipo de intervenção. Política, por exemplo... 

R - Não, isso não. Se me quisesse meter nisso, já o tinha feito. Isso não faz o meu gosto. 

P - Provavelmente existirão muitas pessoas com alguma expectativa em ver essa área abordada no seu livro, como as suas desavenças com Rui Rio... 

R - Não, isso não tem nada de político. No livro falo do problema do diferendo com o presidente da câmara em relação ao Plano de Pormenor, mas nada tem de político. Trata-se do presidente da câmara e do do FC Porto. 

P - Continua sem conhecer Rui Rio? 

R - Nunca me foi apresentado, como é que eu o conheço? Hoje sei quem é, mas não o conheço. Mas isso nada tem que ver com política. 

P - O que diria se tivesse de fazer um breve balanço da presidência de Rui Rio na Câmara do Porto? 

R - Só gosto de falar de coisas boas, portanto, não diria nada. 

P - E de uma pessoa que conheceu no âmbito desportivo, Santana Lopes, à frente do Governo? 

R - É tão pouco tempo... Há uma coisa de que não tenho dúvida: ele está bem intencionado e disposto a procurar fazer um bom trabalho. Ele só vai poder ser julgado nas próximas eleições. Se eu entender que ele fez um bom trabalho, não tenho problema nenhum em votar nele; se entender que ele fez mau trabalho, não voto, porque a minha vantagem em não ter filiação em qualquer partido é a de votar sempre em quem eu entendo que serve melhor o país ou a cidade. Já votei no Partido Comunista para as Europeias, porque entendi que a Ilda Figueiredo era quem melhor defenderia os nossos interesses. E não sou comunista. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-61H-01692">
Capucho propõe alterações para evitar cabeças de lista PP 

O ex-secretário-geral do PSD António Capucho vai recomendar no próximo Congresso do partido alterações ao Acordo Político da AD para afastar por completo a possibilidade do CDS-PP vir a ter cabeças de lista nas próximas eleições legislativas .
Depois de se ter manifestado publicamente contra a hipótese do CDS-PP ter cabeças de lista nas eleições legislativas de Outubro, o ex-secretário-geral dos sociais-democratas vai avançar com «duas alterações» ao Acordo Político da AD .
Uma fonte próxima do ex-vice-presidente do Parlamento Europeu garantiu à agência Lusa que António Capucho proporá ao Congresso do próximo fim-de-semana uma alteração ao Acordo Político para afastar por completo a hipótese do CDS-PP ter cabeças de lista nas legislativas .
A primeira alteração que António Capucho vai levar ao Congresso do Porto prende-se com o ponto seis do Acordo Político da AD rubricado por Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas .
«A composição das listas conjuntas para todas as eleições obedecerá, no que respeita à proporção e ordenação nas listas dos candidatos de cada um dos partidos, ao critério da transposição dos resultados obtidos nas últimas eleições homólogas em que os partidos, na ausência de qualquer acordo, se tenham separadamente apresentado», refere o documento rubricado por Marcelo e Portas .
António Capucho pretende fazer um aditamento ao «critério» do Acordo Político da AD e especificar que a aplicação dos resultados das legislativas de 1995 serão transpostos para as actuais listas «de acordo com os resultados alcançados em cada círculo eleitoral» pelos partidos que integram a coligação e não através dos totais nacionais .

Jardim exige dois terços para AD 

Alberto João Jardim convocara um novo congresso caso os sociais-democratas nao subscrevam com uma maioria de dois tercos, no congresso do Porto, o acordo politico que formaliza a coligacao do PSD com o PP .
O presidente do Governo Regional da Madeira, que é tambem o presidente do Congresso do PSD, disse à Agência Lusa que, alem de convocar um novo congresso, remetera todas as responsabilidades dai provenientes para as pessoas que contribuirem para que os dois tercos pedidos pelo lider do partido, Marcelo Rebelo de Sousa, nao se venham a concretizar .
Alberto Joao Jardim considerou esse cenario «um absurdo» porque, como sustentou, esta «convencido que, num momento destes, o problema nem se põe porque o PSD e um partido responsável» .
No entanto, o presidente do Congresso do PSD salientou que «se, por absurdo -- e eu so penso no assunto por absurdo -- isso nao se verificar, obviamente quem terá de assumir as responsabilidades do partido a partir desse momento serão os responsáveis por essa atitude» .
Confrontado com o «absurdo» dos congressistas não darem os dois terços exigidos por Marcelo Rebelo de Sousa, Alberto Joao Jardim foi taxativo: «marcava um novo congresso e tornava público que os responsáveis por isto são o senhor beltrano e sicrano, porque eu gosto de chamar as coisas pelos seus nomes, e remetia para eles o favor de tomarem conta do partido» .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-332-01697">
Conefor,
 Conefor, rumo à Escola Sindical Até hoje, a Região Nordeste do país é a única que não possui uma Escola Sindical orgânica à CUT.
As atividades de formação na Região Nordeste do país é realizada, desde 1992, por uma articulação organizada pelos secretários estaduais de formação das CUTs Estaduais da Região, chamada de Coletivo Nordeste de Formação da CUT, Conefor.
O Conefor, instalado na sede da CUT Pernambuco, tem por objetivo coordenar a Política Nacional de Formação, PNF, e ampliar o trabalho no âmbito regional, levando sempre em conta as especificidades e mantendo parceria, em alguns temas, com a Escola Quilombo dos Palmares, EQUIP (criada em 1987 por iniciativa de dirigentes e assessores sindicais de Pernambuco, Paraíba e Alagoas para servir o movimento sindical cutista).
Este Coletivo é constituído pelos nove secretários de Formação das CUTs Estaduais da Região Nordeste, representantes das respectivas CUTs Estaduais da Região, representantes dos coletivos estaduais de formação, a Secretaria Nacional de Formação e representantes das Escolas Maria Aragão e EQUIP.
Para dirigir os trabalhos, o Conefor conta com uma coordenação política, composta pelos secretários de formação das CUTs Estaduais do Maranhão, Pernambuco e Alagoas.
Além disso, possui dois educadores financiados através da cooperação internacional.
Esta cooperação também arca com 40% das atividades do Conefor.
As CUTs Estaduais e os sindicatos filiados arcam com os outros 60% restantes.
O trabalho de formação no Nordeste prioriza a qualificação político-metodológica de educadores, na perspectiva de ampliar a rede de formadores da Região e o fortalecimento das CUTs Estaduais.
Rumo à escola orgânica Até hoje, o Nordeste é a única Região do país que ainda não tem uma Escola Sindical orgânica à CUT.
No entanto, as discussões que se sucederam a partir da criação do Conefor, em 1992, foram retomadas em julho de 1996, durante um seminário regional sobre "Estruturação da Formação da CUT no Nordeste", quando foi discutida a proposta de criação da Escola, a ser debatida nos Estados.
Sete meses depois, foi lançada, em Pernambuco, a campanha pela constituição da Escola, como um espaço democrático de debate e elaboração de questões sobre o mundo do trabalho, sindical e das diversas correntes de idéias presentes no movimento sindical cutista.
No entanto, o Conefor faz uma advertência;
a Escola só será possível se for inteiramente assumida política e financeiramente pelas CUTs Estaduais e sindicatos, até o ano 2000.
Vale lembrar que a criação da Escola será tema de debate nos respectivos Congressos Estaduais das CUTs na Região Nordeste.
Já está decidido, no entanto, que o Estado de Pernambuco sediará a nova Escola.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-429-01702">
      O visconde entrou afadigado, dizendo que a sege não podia tardar, e convidando a filha para dar alguns passeios no salão do teatro. Elisa satisfez a carinhosa ansiedade do pai, dizendo que se sentia boa, e pedindo-lhe que se demorasse até mais tarde.
      
- "Onde julgavas tu que eu existia ? No cemitério, não é assim ?" ? perguntou Henriqueta.
- "Não : sabia que vivias, e profetizava que devia encontrar-te! Que história me queres tu contar ?! A tua ? Essa já eu sei! Imagino-a! Tens sido muito infeliz! Olha, Henriqueta! Deixa-me dar-te esse tratamento afectuoso com que nos conhecemos, com que fomos tão amigas, alguns fugitivos dias, no tempo em que o destino nos marcava com o mesmo estigma de infortúnio!"
- "O mesmo! Não !!" ? atalhou Henriqueta.
- "O mesmo, sim, o mesmo! E se me forças a contradizer-te, direi que invejo a tua sorte, seja ela qual for!"
      
      Elisa chorava, e Henriqueta emudecera. Carlos estava impaciente pelo desfecho desta aventura, e desejava, ao mesmo tempo, reconciliar estas duas mulheres, e fazê-las amigas, sem saber a razão porque eram inimigas. A beleza impõe-se à compaixão. Elisa era bela, e Carlos era de uma sensibilidade extremosa. A máscara poderia ser, mas a outra era um anjo de simpatia e formosura. O espírito gosta do mistério que esconde o belo ; mas decide-se pela beleza real, sem mistério.
      
      Henriqueta, depois de alguns minutos de silêncio, durante os quais não era possível avaliar-lhe o coração pela exterioridade da fisionomia, exclamou com ímpeto, como se despertasse de um sonho, daqueles íntimos sonhos de dor, em que a alma se reconcentra :
      
- "Teu marido ?"
- "Está em Londres."
- "Há quanto tempo o não visite ?"
- "Há dois anos."
- "Abandonou-te ?"
- "Abandonou-me."
- "E tu ?! Abandonaste-o ?"
- "Não concebo a pergunta!"
- "Ainda o amas ?"
- "Ainda!"
- "Com paixão ?"
- "Com delírio!"
- "Escreves-lhe ?"
- "Não me responde! Despreza-me, e chama-me Laura."
- "Elisa !" ? disse Henriqueta, com a voz trémula, e apertando-lhe a mão com entusiasmo nervoso ? "Elisa ! Perdoo-te! És bem mais desgraçada que eu, porque tens um homem que pôde chamar-te Laura, e eu não tenho senão um nome! Sou Henriqueta ! Adeus."
      
      Carlos pasmou do desenlace cada vez mais embrulhado daquele prólogo de um romance. Henriqueta tomo-lhe o braço com precipitação, e saiu do camarote abaixando levemente a cabeça aos cavalheiros, que se davam tratos por adivinhar o segredo daquela conversa.
      
- "Não pronuncies o meu nome em voz alta, Carlos. Sou Henriqueta ; mas não me atraiçoes, se queres a minha amizade."
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-14J-01729">
Reginaldo Duarte pertence a uma família de políticos de Juazeiro do Norte (CE), mas nunca havia disputado eleição.
«Sempre fugia da raia.
Achava que não tinha vocação política», explica.

Em 90 ele não pôde fugir.
«O Tasso Jereissati quis homenagear a minha região e pediu um nome.
Fui escolhido e não queria aceitar.
Mas aceitei porque foi uma gentileza do governador», diz.

Jônice Tristão afirma que acompanha a vida política de Elcio Álvares há duas décadas.
Nunca havia disputado mandatos eletivos.
Acha que foi escolhido como suplente pela sua imagem empresarial formada em mais de 50 anos.

O técnico Sacchi elogiou ontem a «bravura» de seus jogadores, especialmente de Baggio, «com seu toque mágico para ganhar partidas».

Ainda assim, foi a mídia que amplificou as acusações, ao divulgá-las sem uma checagem mais aprofundada.
Culpa da mídia, então?
À primeira vista, sim, mas é aí que se chega ao verdadeiro nó da questão.

Por partes: a lista de nomes mais completa foi ao ar durante o Jornal Nacional, da Rede Globo, por volta de 20h.
De que adiantaria os jornais do dia seguinte omitirem os nomes, se eles já haviam sido arrastados à lama por um noticiário que atinge cerca de 60 milhões de pessoas, certamente mais do que a tiragem conjunta de todos os jornais brasileiros?

O treinador Levir Culpi não quis adiantar o substituto de Éder Aleixo.
Segundo ele, a saída do meia-ponta representa uma «perda importante» para o time.
«Vamos com calma achar o substituto do Éder», disse.

Culpi, no entanto, acha que o time pode suportar a pressão e «confirmar a vantagem» em São Paulo.
O time pode empatar a segunda partida para se classificar.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-621-01731">
Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto
HISTORIAL
A Universidade do Porto foi sempre um local propício à criação e descoberta. O Orfeão Universitário do Porto fundado meio ano depois da própria Universidade, veio preencher um importante espaço na formação dos seus estudantes. Aqui, as tradições académicas andam de mãos dadas com as necessidades artísticas dos alunos.
A Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto surge inovando. As rondas feitas pelos tunos faziam já parte do quotidiano da Cidade Invicta desde há cerca de cem anos. À tradição, um grupo de orfeonistas junta o espírito dos tempo modernos. A Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto nasce em 1988, fruto da necessidade de dar lugar e voz, a um grupo musical feminino até então ausente do espetáculo do Orfeão. Da mesma forma, há cem anos atrás Carolina Michaëlis acreditou no papel da mulher na sociedade, ao ser a primeira mulher a concluir os estudos universitários no país.
A sua estreia no Sarau Cultural da Queima das Fitas de 1988, deu origem a um novo fenómeno: o das Tuna Femininas. Contudo, foi no ano de 1989 que toda a sua estrutura instrumental e vocal se consolidou, resultando num reportório identificativo e qualitativo de uma Tuna Feminina Portuguesa. A sua inclusão no espetáculo do Orfeão Universitário do Porto em 1990, constituiu um passo importante no seu percurso académico.
Ao longo da sua existência, a Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto, a mais antiga Tuna Feminina do país e principal responsável pelo aparecimento das mesmas em Portugal, participou com sucesso em várias actividades académicas no nosso país (Continente e Ilhas) e no estrangeiro, das quais se destacam actuações em representação do Orfeão Universitário do Porto, em Espanha, França, Brasil, Holanda, Estados Unidos da América, China, Macau, Hong-Kong, Índia, Cabo Verde, África do Sul, Angola, Malásia e Tailândia.
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<DOC DOCID="HAREM-23J-01736">
A lição parece clara em ambos os casos: não será um artifício legal nem a boa vontade dos governos que protegerão a riqueza dos poupadores ou o poder de compra dos assalariados, mas sim um ambiente de estabilidade econômica consistente.

Pelas razões alinhadas, que não refletem apenas conjeturas teóricas, mas a experiência duramente vivida pela nação nas últimas duas décadas, se impõe dar um basta definitivo a todos os remanescentes de indexação formal, sejam eles nas taxas de juros nominais (TR), no recolhimento dos tributos (Ufir e correlatos) e nos salários (IPC-r).

O castelo de cartas ruiu logo.
Há uma esquerda reformista no PSDB.
Mas ela parece ser mera exceção.
Agora, o partido retirou a máscara.
Mostrou que a maioria dos seus políticos profissionais cuja respeitabilidade não pode ser posta em dúvida oscilava entre o centro nacionalista e os radicais do PMDB.
Considerados globalmente, não faziam diferença.
Eram o retrato do coração e do cérebro deste partido.
Nada mais!
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<DOC DOCID="HAREM-09H-01758">
Legião da Boa Vontade comemora 10º. aniversário
 
A Legião da Boa Vontade comemora amanhã o 10º. aniversário da sua implantação em Portugal com cerimónias de carácter religioso e de convívio -- disse ontem fonte da organização. 
Uma reunião terá lugar no espaço de cultura ecuménica do Porto, que contará com a presença de benfeitores, colaboradores, amigos e simpatizantes interessados. 
A Legião da Boa Vontade, instituição educacional, cultural, beneficente e filantrópica, foi fundada no Brasil pelo jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur no programa de rádio «Hora da Boa Vontade», na Rádio Globo do Rio de Janeiro. 
Após a morte de Alziro Zarur, José Paiva Netto, também jornalista, radialista e escritor, presidiu a esta obra, tendo-a expandido a outros países. 
A Legião da Boa Vontade ocupa, hoje, o 4.º lugar entre as organizações inscritas na Organização Mundial das Nações Unidas. 
Em Portugal, a Legião da Boa Vontade iniciou o seu trabalho a 2 de Março de 1989, dando ajuda material e espiritual à população portuguesa mais carenciada através de programas como « Um passo em frente » ,  « Ronda-da-caridade » e  Semente da Boa vontade » . 
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<DOC DOCID="HAREM-41K-01762">
 Constatação feita na inauguração 

  Em cerimónia presidida por Vítor Ramalho, secretário de Estado Adjunto do ministro da Economia, a Feira Industrial, Agrícola e Comercial da Bairrada (FIACOBA), abriu portas ao princípio da noite do passado sábado . 
  Dinâmica e sucesso foram os adjectivos mais utilizados para caracterizar um certame que estará patente na escola Secundária de Oliveira do Bairro, até ao próximo domingo . 
  Diamantino Lopes, presidente da Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB) - agora a principal entidade dinamizadora da feira - abriu a série de intervenções da cerimónia inaugural da FIACOBA . 
  Num discurso que deambulou entre as perspectivas futuras do tecido empresarial, a relação entre o poder político e a forma de apoiar a actividade empresarial, o próprio posicionamento da ACIB perante os novos desafios e naturalmente a FIACOBA em si, o presidente daquela estrutura associativa deixou transparecer um sentimento de preocupação perante as mudanças que são necessárias operar a vários níveis de agora em diante . 
  Pegando num tema que já tinha abordado aquando da sua recente tomada de posse, na recondução do cargo associativo, Diamantino Lopes aproveitou a presença de um número considerável de empresários e associados da ACIB, para relembrar que o concelho de Oliveira do Bairro atravessa uma fase de progresso acentuado que «nos vai colocar perante exigências muito grandes para as quais precisamos de nos preparar» . 
  Querendo referir-se ao posicionamento que a própria associação deve tomar, aquele dirigente considera ser necessário que a ACIB encontre novas formas de obtenção de verbas, que a coloque a um nível adequado de poder responder aos novos desafios . 
  Verbas que, como na maioria das associações, são escassas . 
  Neste contexto, Diamantino Lopes não se escusou a solicitar o apoio dos principais interessados, os empresários e associados que a associação representa . 
  A política também veio à baila, não rejeitando aquele dirigente a opinião de ser necessário o poder político «repensar o modo de dar o seu contributo» . 
  Deixando perceber a existência de algumas arestas por limar entre poder político e associação, Diamantino Lopes apelou à necessidade de «passar por cima de querelas partidárias para se resolverem os verdadeiros problemas . 
  A sua posição sobre os parques industriais também foi focada . 
  Admitindo a existência em Oliveira do Bairro de zonas industriais que estão no bom caminho, aquele dirigente alertou para o facto de não se deixar que «essas zonas se transformem em ghetos . 
  Para rematar a sua intervenção, Diamantino Lopes não deixou de sublinhar a melhoria significativa obtida com a mudança de local da FIACOBA . 
  «Deu muito trabalho, mas vai ser um sucesso» . 
  As perspectivas de novo sucesso para a feira deste ano foram também focadas por Acílio Gala, presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, que não se esqueceu de referir o apoio financeiro disponibilizado pela autarquia para «tornar a realização da feira possível» . 
  Câmara que, recorde-se, está na génese deste certame . 
  Na circunstância, Gala fez também referência ao desenvolvimento empresarial que o concelho está a conhecer nos últimos tempos, fruto de zonas industriais bem estruturadas e definidas, como é caso da Zona Industrial de Oiã . 
  Vítor Ramalho encerrou a cerimónia, referindo que a FIACOBA, feira que ele conhece bem, tem revelado uma evolução louvável e que o certame deste ano reflecte uma dinâmica empresarial que é de sublinhar . 
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<DOC DOCID="HAREM-942-01763">
O retorno - Waldemar Henrique
 O retorno aos palcos Em 1948, Waldemar Henrique realizou um recital com Mara no auditório da ABI, homenageando a senhora Roberto Marinho, quando foram executadas, em primeira audição, diversas canções inéditas de sua autoria.
No fim desse ano, a imprensa carioca classificou como os 3 maiores acontecimentos artísticos do ano: a apresentação, na Broadway, da ópera Magdalena, de Villa-Lobos;
a "volta triunfal" de Waldemar Henrique;
a exposição individual de Fayga Ostrower.
Waldemar, nos recitais, conseguira superar, em parte, o artritismo que o afastara por longo tempo das apresentações públicas.
O governo português convidou o duo para uma visita oficial ao país.
Nessa mesma época, o governo do Pará oferecera a Waldemar a direção do Conservatório Carlos Gomes, convite que, na oportunidade, não pôde ser aceito devido à viagem do compositor à Europa.
Ao retornar ao Brasil, o duo preparou uma longa turné pelas capitais do norte e nordeste.
Logo depois, foi nomeado para a Rádio Roquette Pinto.
Assumiu a direção do setor de música orquestral, produzindo vários programas, como o famoso Convite ao Folclore.
Em 1955, realizou nova excursão à Europa, apresentando-se em Lisboa, Madri e Paris, tendo, dessa vez como intérprete, Maria d'Apparecida.
A cantora fez tanto sucesso em Paris, que foi contratada como solista pela Ópera de Paris, substituindo Maria Callas, que havia ficado doente na temporada de Carmen, de Bizet.
Em 1958, Waldemar Henrique foi eleito, por indicação de Radamés Gnatalli, para a Academia de Música Popular do Rio de Janeiro.
No ano seguinte, recebeu a medalha Roquette Pinto.
Infância em Portugal As aulas de piano escondidas do pai Entre a composição e o trabalho no comércio O Mensageiro da Amazônia no Rio de Janeiro O sucesso no rádio e nas casas noturnas O convívio com pintores, escritores e músicos O afastamento temporário dos concertos O retorno aos palcos De volta à terra natal Sua obra musical Waldemar Henrique Divisão de Música e Arquivo Sonoro
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<DOC DOCID="HAREM-30C-01771">
Intimamente ligada à política social e do emprego está, naturalmente, a carga fiscal. Por isso, votamos igualmente contra uma coordenação europeia no domínio fiscal. As decisões sobre impostos devem ser tomadas o mais próximo possível dos cidadãos.

As questões sociais, da igualdade de oportunidades, do desenvolvimento sustentável e de uma maior taxa de emprego são muito importantes. Apoiamos calorosamente muitas das ideias, ainda que longe de serem todas, expressas no relatório do senhor deputado Bullmann - mas unicamente a nível nacional ou local.

Em Março de 2000, o Conselho Europeu de Lisboa tomou uma decisão míope. O desejo legítimo de garantir a segurança de subsistência para todos não se traduziu numa repartição mais justa do emprego existente por via de uma redução geral do tempo de trabalho, da reforma antecipada ou do crescimento dos serviços públicos, mas sim no desejo de aumentar ainda mais o crescimento económico das empresas privadas. Em consequência desse crescimento e da concorrência com as outras duas grandes potências económicas, os serviços públicos existentes, o abastecimento energético, os correios e as telecomunicações deveriam, para cúmulo, passar para as mãos de grandes grupos internacionais. Esse é um caminho catastrófico que torna os nossos povos dependentes da concorrência e que, no momento em que a Europa perder essa concorrência, empurrará a nossa parte do mundo para uma profunda crise económica. Além disso, essas privatizações corroem o poder decisório das nossas representações populares democraticamente eleitas e geram pressão para poupar nos custos de produção. Deste modo não se chegará à "Europa Social" que defendem alguns paladinos das decisões do Conselho Europeu de Lisboa, mas apenas a uma "Europa do Capital". Infelizmente, o relatório Bullmann prossegue por esse caminho equívoco de confundir "social" com "capital", mas para a ala direita tudo isto não vai ainda suficientemente longe, o que para mim constitui motivo para votar contra.

- (SV) Votei contra o relatório porque, no seu nº 29, o Parlamento "solicita uma coordenação fiscal europeia sempre que seja necessária para conseguir os objectivos do Tratado" e "convida a Comissão e o Conselho a impulsionarem o processo de convergência do imposto sobre o valor acrescentado (...) bem como dos impostos sobre o rendimento das sociedades".

O Partido Democrata-Cristão da Suécia, a que pertenço, opõe-se a que se retire aos parlamentos nacionais - no caso da Suécia, ao Riksdag - o direito de decisão sobre os impostos dos seus cidadãos. Se a UE se apropriasse deste poder de decisão, os parlamentos nacionais e os Estados-Membros seriam privados de uma das suas competências mais fundamentais. Se assim fosse, toda a política seria centralizada a nível europeu, em Bruxelas, cada vez mais longe dos cidadãos. As responsabilidades passariam a ser mais indefinidas e difusas e aumentaria a distância entre os representados, os cidadãos/eleitores, e os eleitos. A política passaria a ser mais anónima e inacessível. A UE passaria a ser um projecto, não só de cooperação, mas também de constituição de um Estado - não constituído por um mesmo povo, o que representa o fundamento afectivo necessário e a condição para que possa manter-se unido no longo prazo.

Votei contra o relatório Bullmann porque defende a liberalização de uma forma unilateral e se congratula com o Pacto de Estabilidade e Crescimento e com o resultado da Conferência de Doha. O mais grave de tudo, porém, é não reconhecer a necessidade de equilíbrio entre os indicadores económicos e sociais relacionados com o ambiente e o facto de na reunião do Conselho de Gotemburgo se ter aprovado uma estratégia para o desenvolvimento sustentável, introduzindo uma dimensão ambiental no já existente processo de Lisboa.

Lamento que a Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor não tenha emitido qualquer parecer sobre o relatório e que, assim, as posições desta comissão sejam apresentadas na Cimeira de Barcelona sob a forma de uma resolução separada. E lamento-o, especialmente, depois de constatar a preocupante singeleza das declarações da Presidência espanhola a propósito da dimensão ambiental, nomeadamente na preparação da avaliação anual relativa ao desenvolvimento económico sustentável e à coesão social. O próprio director da Agência Europeia do Ambiente, EEA, Domingo Jiménez-Beltran, afirma que não existe uma verdadeira reflexão ambiental no relatório da Comissão à Cimeira de Barcelona e que os dados e análises mais relevantes sobre a situação ambiental na União não são acessíveis aos decisores.

Relatório Karas (A5-0031/2002)

Senhor Presidente, o documento assinado pelo senhor deputado Karas - um relatório acerca dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 e das suas consequências económicas para a Europa - é um documento que nós discutimos, votámos, é certo - e eu também votei a favor -, mas em relação ao qual senti um ligeiro mal-estar. Porquê falar-se tanto sobre essa questão, inclusivamente nesta importante assembleia, onde tanta gente, como vê, em geral me ouve, incluindo os senhores deputados Dell' Utri e Fiori que, como sempre, estão entre aqueles que mais atenção prestam às minhas declarações de voto? Eles estarão certamente de acordo comigo em como era melhor não se falar de modo algum das consequências económicas dos actos terroristas. Seria bom não se falar nunca das consequências dos actos terroristas, porque falar a esse respeito significa amplificar o seu alcance e ajudar involuntariamente quem cometeu esses mesmos actos terroristas.

A entrada do ciclo económico em período recessivo em 2001, não foi só agravada pela quebra na procura mundial e pelas consequências sectoriais decorrentes dos atentados nos EUA, mas por uma política de aplicação estrita do Pacto de Estabilidade e uma obsessão pela convergência nominal. Na prática, são esquecidas as questões que afectam a qualidade e o nível de vida da população, como o investimento produtivo, nomeadamente o investimento público, a manutenção de um crescimento salarial compatível e impulsionador da produtividade, as profundas desigualdades na distribuição de rendimentos, o elevado desemprego e a pobreza. Objectivos prejudicados pela rigidez da política monetária em que assenta o euro e que criará, a prazo, dificuldades acrescidas ou um aumento não desejado da flexibilização noutras áreas, nomeadamente sobre os vínculos laborais e o trabalho.

Não é, por isso, de estranhar, que um relatório que devia versar sobretudo as formas de apoiar os sectores directamente afectados pelos atentados de 11 de Setembro acabe por ser um reafirmar do dogma vigente: o que é necessário é, em Barcelona, acelerar as liberalizações e as reformas do mercado de trabalho e cumprir, de uma forma cega, os objectivos traçados no Pacto de Estabilidade sem se ter em conta os problemas da fase do ciclo em que nos encontramos.

O relator levanta, contudo, duas questões positivas: o facto das empresas não deverem utilizar o 11 de Setembro como desculpa para reduzirem pessoal e a insistência junto ao Banco Central Europeu para reduzir a sua taxa de juro de referência. Contudo, perante os pressupostos iniciais, só podemos votar contra este relatório.

Relatório Blak (A5-0024/2002)

Senhor Presidente, votei a favor da quitação pela execução do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 1999, como muitos outros colegas meus, até porque sou bastante a favor daquilo que li no considerando D desse documento, nomeadamente que "o Conselho e os Estados-Membros são responsáveis por uma eficaz utilização dos recursos" . Dizer isso neste documento significa afirmar que nós somos impotentes para controlar a forma como é gasto o dinheiro da Comunidade. É a União Europeia que gasta o orçamento para melhorar as condições de vida dos cidadãos europeus, mas quem controla se esses gastos servem para alguma coisa? Os Estados-Membros! E então? Se os Estados-Membros controlam tudo, o que estamos nós hoje a fazer, aqui em Bruxelas, aprovando as directivas e os regulamentos e, sobretudo, gastando dinheiro que não podemos controlar? Por isso, muito bem esse considerando D!
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<DOC DOCID="HAREM-637-01784">
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<DOC DOCID="HAREM-834-01796">
 Jair Pereira arrisca hoje contra o Grêmio 
 Treinador coloca time em campo com apenas Zé Elias como volante, para tornar Corinthians ultra-ofensivo 

 ALBERTO HELENA JR . 

 Da Equipe de Articulistas 

 E Jair segue arriscando: hoje, contra o Grêmio, volta a colocar em campo seu esquema ultra-ofensivo, com apenas Zé Elias de volante . 
  E logo contra o Grêmio, que tem uma história longa e gloriosa de contragolpes . 


 Na verdade, não há esquema ofensivo nem defensivo no papel . 


 Ainda no domingo passado, levando um papo com Luxemburgo, do Palmeiras, ele insistia num ponto: o futebol brasileiro só voltará a ser encantador quando os defensores souberem atacar como verdadeiros avantes e vice-versa . 


 Essa é a mesma tese de Telê . 
  E não é nova . 


 Pois, de volta da excursão de 1968 à Europa um desastre, Aymoré preconizava o recuo de Gérson, o Canhota de Ouro, para a cabeça-de-área, a fim de ter por ali um jogador não apenas raçudo, tipo Denilson, o genuíno xerife de meio-campo da época, mas alguém com maior lucidez para fazer a bola rolar suave e maliciosamente em direção aos companheiros . 


 Aymoré caiu ali mesmo, pela boca . 


 Em contrapartida, Rubens Minelli, nos dois anos seguintes (75/76), levantou a taça brasileira, com uma equipe arrasadora lá na frente, inaugurando o ciclo dos dois volantes (e até três): o Inter, de Caçapava, Falcão e Batista . 


 Fui tão longe para não reprisar o passado tão recente do São Paulo de Telê, bicampeão do mundo, com dois, três, quatro e até cinco volantes . 


 Com isso, quero dizer que não dá para prever como se comportará hoje o Corinthians hoje . 
  Mas um meio-campo composto por Zé Elias, Boiadeiro e Souza com Marcelinho, Viola e Marques à frente, se bem treinado e imbuído de deveres, pode perfeitamente cumprir as duas funções básicas do setor marcar e armar . 


 O episódio Mesquita Pimenta, ao menos, serve para se levantar novamente a questão da estrutura dos clubes . 


 São entidades privadas que adquiriram um perfil de administração nos tempos do amadorismo, perfil que se fixou mesmo ao longo dos anos de profissionalismo contido e que nos acompanhou até a década de 80 . 


 Trata-se de um complexo quadro de negociações que não pode mais ser tocado por dirigentes amadores, do tipo que, durante o dia, cuida do seu ganha-pão e, no fim de tarde, dá expediente no clube . 


 É raro um abnegado milionário, como Vicente Matheus, que se confunde com o clube de tal maneira que já não se sabe quem serve a quem . 
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<DOC DOCID="HAREM-201-01809">
Polícia Judiciária
APREENSÃO DE HAXIXE: OPERAÇÃO "OCASO 2" 2002/06/19
A Polícia Judiciária, através da Direcção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes (DCITE) , desencadeou, na zona de Sesimbra, uma Operação que designou "Ocaso 2".
Nesta acção policial foram detectados três indivíduos na posse de produto estupefaciente suspeito de se tratar de haxixe, com peso que se admite permitir obter cerca de 223.000 doses individuais, trazido de Espanha por dois deles e destinado ao terceiro indivíduo, que trataria de introduzir esta droga no nosso mercado.
Os três detidos, todos de nacionalidade portuguesa, têm idades compreendidas entre os 46 e os 50 anos, sendo dois do sexo masculino, ambos com a profissão de industriais de hotelaria e o outro do sexo feminino com a profissão de doméstica, e todos têm antecedentes policiais por diversos crimes.
O produto estupefaciente apreendido vinha dissimulado numa viatura.
No âmbito desta operação apreenderam-se, ainda, duas viaturas, vários telemóveis, uma pistola e documentação diversa, tendo os três detidos, depois de presentes ao Juiz do Tribunal de Instrução Criminal, visto as suas detenções confirmadas pelo que aguardam em prisão preventiva o desenrolar do inquérito.
Esta operação insere-se numa investigação que vem decorrendo desde há cerca de quatro meses que possibilitara já no início de Abril a detenção de outros três indivíduos e a apreensão de produto estupefaciente.
19 de Junho de 2002
</DOC> 
<DOC DOCID="HAREM-89A-01822">
Memória oral dos idosos 
Depoimento de Lázara Matos de Camargo 
Centro Cultural Três Rios da Secretaria da Cultura 
São Paulo, 9 de outubro de 1992 
Realização Museu da Pessoa 
Entrevista número 12 
Transcrito por Mariana Fontes 
 
P - Dona Lázara, nós já conversamos um pouco com a senhora lá na outra sala e já temos algumas informações, mas a gente gostaria de confirmar alguns dados que a senhora já nos deu. O nome da senhora completo, por favor. 
 
R- Lázara de Matos Camargo. 
 
P - Qual a data do seu nascimento? 
 
R- 17/4/24. 
 
P - A senhora nasceu aonde? 
 
R- Tijupá. 
 
P - Estado de São Paulo? 
 
R- Estado de São Paulo. 
 
P - Qual o endereço da senhora hoje? 
 
R- Rua Joaquim Alves Diniz, 704. 
 
P - São Paulo capital? 
 
R- Vila São Francisco, São Paulo. 
 
P - Agora a gente vai tentar lembrar de coisas de sua vida, seu passado e eu queria começar com o seu pai, o nome do seu pai, o nome da sua mãe; quem foram essas pessoas e local de nascimento do pai, da mãe. 

Bem. Local de nascimento do meu pai, eu não sei, mas é Estado de São Paulo. 
 
P - E como era o nome dele? 
 
R- Gabriel Tolinho de Matos. 
 
P - E da sua mãe? 
 
R-Francisca Maria da Conceição. 
 
P - E ela nasceu aonde? Também no Estado de São Paulo? 
 
R- Nasceu numa cidade perto daqui, Conchas. Já ouviu falar? 
 
P - Sei, sei. Perto de Laranjal Paulista, Conchas, Tatuí, aquela região. E os avós, a senhora sabe o nome deles, de que local eles eram? 
 
R- O meu avô paterno era Paulino. 
 
P - De onde ele era? 
 
R- Também da mesma região. A minha avó era Ana. Meu avô materno era Salvador, Salvador Teles, este eu estou lembrando. E minha avó materna, Maria Teles. 
 
P - Eram todos da mesma região? 
 
R- Todos. 
 
P - A família já está lá a muito tempo naquela região? 
 
R- É. Eles morreram aqui, mas nasceram e se criaram e casaram, criaram seus filhos lá. 
 
P - Como era a vida lá na cidade em Conchas, quando a senhora era pequena? Como é que se vivia lá, como era sua infância? 
 
Ah, muito feliz, porque criança é sempre feliz, não tem problema, se tem não é da criança, é dos outros, né, então muito feliz, porém pobre, né, mas saudável e feliz. 
 
P - Viviam na cidade ou na roça? 
 
R- Uma hora na roça, outra hora na cidade mas sempre por ali por perto, a gente sempre mudava. 
 
P - Era sítio? 
 
R- Era um pouco no sítio, um pouco na fazenda, outro na cidade, a gente tava sempre mudando, meu pai gostava de mudar. E eu também! Moro três anos numa casa, estou louca de vontade de mudar já. 
 
P - Que beleza! 
 
R- Não mudo porque aqui não tem jeito. Tenho uma casa e tenho vontade de vender e comprar outra, só para mudar. Mudar minha cama, mudar minhas coisas, parece que é tão gostoso na primeira noite que a gente vai dormir, que não tá naquela velha lá, tá na outra. 
 
P - E quando a senhora era pequena gostava quando o pai fazia as mudanças? 
 
R- Gostava. Gostava. 
 
P - E ele trabalhava com o que? 
 
R- Na roça e carpinteiro também. 
 
P - E a mãe da senhora? 
 
R- Minha mãe sempre em casa, cuidando de nós, cuidando de tudo. 
 
P - Eram muitos irmãos? 
 
R- Eram sete. 
 
P - Sete irmãos, homens e mulheres? 
 
R- Bom, não. Sete irmãs e dois irmãos, me lembro bem agora. 
 
P - São nove. Bastante gente. E lá na cidade, a senhora estudou na cidade mesmo, lá em Conchas? 
 
R- Estudava em Fartura. Não em Conchas foi só mamãe. 
 
P - Em Fartura. E qual escola era? 
 
R- Só no Grupo Escolar de Fartura. 
 
P - Ficou lá até que época? 
 
R- Até 50. 
 
P - Casou lá? E Quem era seu marido? 
 
Casei lá. Lázaro Vieira de Camargo. 
 
P - Ele era também da região? Quer dizer, era Lázaro ele, Lázara a senhora... 
 
R- Sim. Os dois nomão feio se ajeitou. O mesmo nome. 
 
P - E como é que foi a adolescência, como é que conheceu o namorado, como é que vivia na cidade? 
 
R- Andando, paras as festinhas, para os bailinhos, cineminha, essas coisa aí. Praça no jardim da cidade, em frente à Matriz. 
 
P - A senhora trabalhava nessa cidade? 
 
R- Não, quase não trabalhava não. 
 
P - Só estudava? 
 
R- É, bom, estudei só um pouco também, mas não fazia muita coisa não. Ajudava minha mãe em casa. 
 
P - E seu marido, quando a senhora casou? Em que época, em que ano? 
 
Eu casei em 1940, 12 de outubro; Ish, tá perto de fazer 52 anos. 
 
P - Tá pertinho, segunda-feira. E conheceu ele lá na cidade, na praça? 
 
R- Na praça. 
 
P - E como era esse passeio na praça, como era a vida lá na praça? 
 
R- Andando, tomando sorvete, conversando. 
 
P - A senhora falou que sua família lá era um pouco pobre, o seu pai tinha terras? Como é que era, conta isso... 
 
R- Bom, tinha terras, mas você sabe, tendo terras não é rico, porque dinheiro não se tinha, né, então pobre mesmo. 
 
P - O que que ele plantava? 
 
R- Arroz, feijão, milho, batata doce, amendoim, essas coisas aí. 
 
P - E a senhora trabalhava na roça também? 
 
R- Eu ia lá para a roça, mas eu fazia mais é bagunça. Eu era igual moleque. 
 
P - Era igual a que? 
 
R- Moleque. Eu acompanhava o meu irmão, meu irmão muito trabalhador na roça, eu acompanhava ele, tudo que ele fazia de brincadeira e malvadeza, era comigo mesmo. 

P - Que tipo de malvadeza a senhora gostava de fazer? 
 
R- Ah, em trilha, assim, tinha um monte de mato, a gente amarrava um negocinho lá, a pessoa passava e caía um tombão. E a gente ficava escondido, eu e meu irmão. Ninguém via, o pai mandou nós cortar capim para as cavaladas lá, nós fomos. Mas chegando lá, meu irmão brigou com outros meninos e aquele facão que meu pai deu para a gente cortar o capim, ele em 
vez de cortar capim, começou a brigar com os outros: "É porque eu sou valente, vem aqui" e começou a fazer assim com o facão. Tudo coisa de 11 anos, 12 anos. De repente o facão escapou e foi para o mato. E agora para achar? Ele chorava e chamava eu: "Venha me ajudar!" E eu dava risada, "Você não era valente ué? Como é que você tava fazendo com o facão assim para assustar os outros?" E o medo de apanhar, né, meu pai, ele era... 
 
P - Ele era muito severo? 
 
R- Não, ele quase não...a gente também respeitava muito, né? Meu pai ele segurava, não deixava a gente ir para as festas. Mas eu ia, porque depois que eles dormiam, eu pulava a janela. Eu ia e depois antes de ficar de dia, eu já pulava a janela e dormia. Ficava bem lá dormindo. Mas era só eu, os outros não faziam assim não. Eu e meu irmão que era assim. Hoje eu sou uma pessoa de tanta responsabilidade, pode confiar em mim porque eu tenho mesmo muita responsabilidade. Conto tudo do meu dever, sou até boba de tão honesta, meu irmão também. 
 
P - Mas fazer isso não significava ser desonesta, significava ser esperto, né, para se divertir. 
 
R- É, gostava de pegar faca de ponta e falava para mim: "Quanto você aposta comigo que eu acerto a ponta da faca naquele caldeirão lá?", o caldeirão que estava pendurado. E furava o caldeirão. 
 
P - Nossa! 
 
R- Era malvadeza. 
 
P - E sua mãe, não dizia quando via? 
 
A minha mãe era muito boa. Meu era bravo para nós e para minha mãe também. 
 
P - Era bravo como? 
 
R- Ah, bravo, exigente, queria tudo certinho, a gente não podia fazer coisa errada, mas só que a gente fazia, mesmo assim. Mas a minha mãe, nossa, era um respeito para ele. Mas ele era bom sim, ele era bom. Eu lembro que eu ia nas festas de noite, depois eu vinha aqui montada no pescoço de meu pai, quando eu era pequena, quando cansava. Então era muito bom. 
 
P - E qual eram as festas que a senhora gostava mais? 
 
R- A gente ia em tudo, porque quando tem pouco, tudo que tem a gente vai, né? A gente vai no casamento, a gente ia no batizado, a gente ia no baile, a gente ia na festa junina; de fogueira, de quentão, de tanta coisa; de baile de sanfona, tudo isso a gente ia quando a gente era criança. Depois que fiquei moça eu ia também; mas depois que eu fiquei moça meu pai já não gostava que eu fosse, ele deixava algumas vezes, mas quando ele não deixava eu ia do mesmo jeito! Só se fosse muito longe, mas se fosse perto, não. Esperava todo mundo dormir, depois pulava a janela e ia. 
 
P - E as outras irmãs eram mais calmas? 
 
R- Mais calmas, era só eu que era assim. 
 
P - E essas irmãs também casaram? 
 
R- Casaram, casaram. 
 
P - Lá mesmo no interior? 
 
É, Lá mesmo no interior tem duas, três irmãs que já morreram, uma é mais nova que eu, as outras duas é mais velhas. 
 
P - E seu marido era também da mesma cidade, ele trabalhava em que? 
 
R- Da mesma cidade. 
 
P - E fazia o que, qual atividade? 
 
R- Ele tinha um sítio pequeno, ele plantava as coisas dele. 
 
P - Ah, ele plantava. E quando a senhora casou, foi morar no sítio com ele? 
 
R- Fui morar no sítio com ele. 
 
P - E viveu muitos anos lá no sítio? 
 
R- Uns 20 anos. 
 
P - Como foi que a senhora conheceu o seu marido? A senhora lembra do dia? 
 
R- Ah, o dia não dá para lembrar. 
 
P - Mais ou menos assim, por onde ele andava? 
 
R- Você diz o dia, ou o lugar? 
 
P - O lugar. 
 
R- Ah, o lugar lá da cidade de Fartura, onde a gente se ajuntava, tudo os jovens de um lugar, de outro, era bom, divertido igual hoje, né, gostoso era muito saudável tudo, né? 
 
P - E namorou muitos anos? 
 
R- Não naquele tempo a gente namorava e já logo casava. Acho que eu namorei uns quatro ou cinco meses e já foi o casamento. 
 
P - E como é que foi o casamento? 
 
R- Ah, festa, comida... 
 
P - Conta a festa, tudo o que a senhora lembra deste casamento. 
 
R- Era leitão assado, frango assado, aquele monte de comida. Baile, baile de sanfona, violão, cavaquinho, muito bonito. E o casamento, a gente morava numa chácara pertinho da cidade, né, e nós fomos a pé casar, fomos a pé. Era bem pertinho. 
 
P - Casou na igreja, depois voltou para a casa, para a festa? 
 
R- É, casei na igreja, depois voltei para a casa. A gente ficou só um pouquinho na festa, depois voltei para casa porque a gente já estava com tudo pronto, né? Viajar, lua de mel, isso não era com nós não, porque a gente não podia. Como fazem hoje, hoje os casamentos é mais bonito, apesar de durar pouco. 
 
P - Bom, é preferível então... 
 
R- Apesar de durar pouco, é tudo mais bonito. 
 
P - Outra coisa, lá nesse período que a senhora morou 20 anos, os seus filhos nasceram todos nessa época? 
 
R- Nasceram. Foram um atrás do outro. 
 
P - E quantos filhos foram? 
 
R- Sete. 
 
P - Sete. E quais são os nomes destes filhos? 
 
R- Maria Inês, Maria Teresa, Maria Clara, Maria de Fátima, Ana Maria, Maria 
Benedita e José. 
 
P - O mais novo é o José? 
 
R- O mais velho que é o José. 
 
P - Ah, então primeiro veio o filho, depois as filhas. E eles viveram todo o tempo lá com a senhora? 
 
R- Viveram. 
 
P - E nessa época como era a sua vida de casada? 
 
R- Casada? 
 
P - Como era a vida de casada lá no sítio com as crianças? 
 
R- Ah, mais ou menos, sabe, não era boa como no tempo de minha mãe e meu pai; quando eu casei já não...Dava para a gente viver. 
 
P - A senhora não era apaixonada por seu marido? 
 
R- Era, mas depois ele começou a beber aí acabou todas as paixão, pulou tudo pela janela. 
 
P - Ele fazia que tipo de trabalho? 
 
R- Trabalhava em roça, plantava as coisa, ele é trabalhador sim, dessas coisas aí não podia me queixar, amoroso com as crianças, mas tinha mania de beber, então já não era muito bom. 
 
P - Era perto da cidade onde a senhora tinha o sítio? 
 
R- Era bem perto. 
 
P - E as crianças estudavam? 
 
R- As crianças estudavam. Ia a pé para a cidade. 
 
P - Então era bem perto. Porque a senhora saiu de lá depois desses anos todos? 
 
R- Porque a minha mãe depois mudou para São Paulo, a minha irmã; fiquei com vontade também. 
 
P - Nessa época a senhora já era viúva, ou não? 
 
R- Ainda não. 
 
P - Ele veio também? 
 
R- Veio mas depois foi embora. Foi embora e deixou nós aqui. 
 
P - Aí ficou a senhora com os filhos aqui. E já eram crianças grandes aqui. 
 
R- Já. Era pouca coisa um mais velho que o outro. Cresceu quase de uma vez, casou um atrás do outro também. 
 
P - A senhora veio morar em São Paulo onde? 
 
R- No Bairro do Limão. 
 
P - Que ano a senhora chegou no Bairro do Limão? 
 
R- Em 60. 
 
P - E ficou muitos anos no Bairro do Limão ou não? 
 
Em 68 eu fui para Osasco. 
 
P - Quando o seu marido foi é que foi que a senhora fez para viver? 
 
R- Trabalhava de dia e de noite. 
 
P - A senhora tinha trabalhado antes? 
 
R- Já, mas não tanto. Trabalhei muito, muito mesmo. 
 
P - Que tipo de trabalho a senhora fazia? 
 
R- Eu trabalhava numa lavanderia, mas eu fazia faxina. Depois mudei, fui trabalhar numa pensão também fazendo faxina. Tudo o meu trabalho era esse. 
Aí depois eu trabalhava assim, mas eu tinha um trabalho na Vinte e Cinco de Março, ali num prédio 959 o número do prédio. Ali eu trabalhava e o prédio era inteirinho de comércio eu saía do meu trabalho e vinha trabalhar a noite ali, o comércio ia embora aí eu limpava a escadaria. Além da escadaria, tinha um moço bailarino que morava naquelas quitinete, ali era época do comércio mas tinha umas quitinete, coisinha assim pequenininho, ele pedia para mim limpar, eu ganhava mais um pouquinho dele, ganhava um salário mínimo na limpeza, assim que eu fui fazendo. 
 
P - E as crianças ficavam com quem? 
 
R- Eles ficavam com eles mesmo. 
 
P - E alguns já trabalhavam para ajudar a casa? 
 
R- O mais velho, trabalhava muito já logo aprendeu a trabalhar de funileiro, foi trabalhar na Carroceria Graça lá na Vila Leopoldina, me ajudou bastante. E tinha uma menina que era mais velha aquela lá cuidava da casa, cuidava das crianças, levava as crianças na escola, buscava, depois ia para o ginásio de noite. 
 
P - Era duro! 
 
R- Era, mas... 
 
P - A senhora vinha do Limão para trabalhar... 
 
R- Nas Perdizes. 
 
P - Vinha como, como é que a senhora fazia, tinha ônibus? 
 
R- Ônibus. Descia na Barra Funda. 
 
P - Sábado e domingo o que a senhora fazia? 
 
R- Uh, imagina. Lavava roupa, hoje que é uma festa. Marina me conheceu lá no bairro, hoje chama Vila Lapa. Mas nos tempos que as criança...só trabalhava. Sábado e domingo eu limpava a casa, eu lavava a roupa. No mesmo prédio que eu trabalhava lá na Vinte e Cinco de Março, tinha umas fábricas de lenço, uns lenço fininho de náilon, sobrava muito aqueles pedacinho eu levava para fazer acolchoado para as crianças, para as crianças não passar frio. E também levava as camisas do menino que era bailarino para lavar e passar em casa, para mim trazer para ele para ganhar um pouquinho mais. 
 
P - A senhora arrumava formas de... 
 
P - E a sua mãe e a sua irmã, onde é que estavam nessa hora? 
 
R- Também na mesma rua que eu, pertinho. Minha mãe dava uma mão, às vezes tinha que levar criança para tomar vacina, essas coisas. E sabe quem me ajudou também? O Juizado de Menor. 
 
P - Sim, porque a senhora ficou com as crianças menores. 
 
E que que ele fazia? Me dava dinheiro mensal, ia receber lá em Pinheiros, na Rua Fradique Coutinho. 
 
P - Mas a senhora recebia pensão do seu marido ou era pensão do juizado? 
 
R- Do juizado. 
 
P - E seu marido foi parar onde? 
 
R- Meu marido abandonou nós. 
 
P - E onde ele foi? 
 
R- Foi para o mesmo lugar que morava, Fartura. 
 
P - E a senhora nunca mais viu? 
 
R- Aqui trabalhei, consegui aposentar e graças a Deus, hoje não tenho problema nem de saúde nem nenhum. 
 
P - E ele nunca mandava pensão para ajudar os meninos? 
 
R- Não, nunca. 
 
P - Por isso que a senhora recebia do juizado. 
 
R- Por isso que eu recebia do juizado. Então eu recebia de quatro criança na mão, cada uma que fazia 14 eles cortavam, assim foi. Depois quando ficou a outra que não tinha 14 ainda eu fui lá e disse: "agora não vou mais receber não". Não quis mais. 
 
P - Porque? 
 
R- Por que já estava só uma, ia ficar pouquinho, não vou receber mais não. Mas eu não lembro quanto era de dinheiro, mas dava para mim comprar alguma coisa, já ajudava. 
 
P - Quando a senhora foi morar em Osasco, os filhos já estavam grandes? 
 
R- Estavam grandes. 
 
P - Mas solteiros ainda? 
 
R- É, solteiros, estavam grandes; não, já tinha uma casada. Lá eu morei um tempo, depois eu mudei para cá. 
 
P - Lá em Osasco a senhora trabalhava também? 
 
R- Trabalhava, nunca deixei de trabalhar. 
 
P - Fazendo o que, nessa época? 
 
R- Limpeza. 
 
P - Lá mesmo em Osasco, ou vinha fazer em São Paulo? 
 
R- Na cidade, nas Perdizes mesmo. 
 
P - De Osasco a senhora foi morar onde? 
 
R- Eu fui morar na Vila de São Francisco. 
 
P - E hoje a senhora mora lá com a família ou mora sozinha? 
 
A família. Com duas filhas. 
 
P - São solteiras? 
 
R- São. Ah, trabalhei também de 70 a 80, eu trabalhei de motorista de uma mulher. Ela tinha carro e ia trabalhar, entrava sete horas na Penha. Eu ia levar ela de madrugada para ficar trabalhando, de noite eu ia buscar. O marido dela morreu no carro junto comigo. Já passei tudo isso na vida. 
 
P - Como foi? 
 
R- Eu levava ela todo dia, mas ele não sei, gostava de ir também, levantava cedinho e ia junto; porque nenhum do dois guiava e ela já estava quase na hora de aposentar. Aí eu deixei ela, ela trabalhava numa pastelaria, então tinha que entrar muito cedo, deixei ela e depois viemos. E ele estava sentado atrás e ela sentada comigo, mas quando eu deixei ela eu falei: "Ah, senta aqui para frente, né, Seu Irineu, porque senão fica parecendo que eu sou chofer de praça". (riso) Parece que foi Deus que mandou eu fazer isso porque ele desceu e sentou na frente comigo. Mas depois ele estava aqui do meu lado e fazia com esta mão assim, na minha perna; aí eu pensei mal dele, ele ficou, aí eu olhei o rosto dele e ele estava com a cabeça baixa assim e caindo baba. O homem estava morrendo! Ainda tinha neblina, era muito cedinho. Vim correndo para o Hospital Municipal do Tatuapé, ali na Celso Garcia e socorreram ele e tudo, mas...aí então tive que explicar tudo para 
a patroa. 
 
P - Ah sim... 
 
R - Mas aí depois eles viram, né, tinha que morrer naquela hora e estava no carro comigo. 
 
P - Alem desse trabalho como motorista a senhora teve outros trabalhos diferentes? 
 
R- Não. Depois disso eu não trabalhei mais. 
 
P - E lá na Zona Leste, essas duas filhas solteiras, a casa é da senhora, é delas? 
 
R- É nossa. 
 
P - É de vocês. A senhora parou de trabalhar quando? Faz muito tempo? 
 
R- Faz tempo. Eu parei de trabalhar que eu comecei de trabalhar como motorista, né, eu ganhava mais ou menos; mas eu continuei pagando o INPS; 
quando eu fiz 65 anos aposentei, aí não trabalhei nunca mais. 
 
P - Como é que é sua vida desde então? Melhorou, piorou? 
 
R- Melhorou. 
 
P - É? O que a senhora faz todo dia? 
 
R- Nada. 
 
P - Nada? Como é não fazer nada? 
 
R- Corro atrás das coisas, hoje eu fui lá na Rua Augusta atrás de um inventário de uma propriedade no interior. 
 
P - Faz quanto tempo que a senhora está aposentada? 
 
R- Desde... Três anos. 
 
P - Aí acorda vai ver uma conta, vai ver outra? 
 
R- Isso, vou pagar conta, vou pagar conta de telefone, vou lá levar para registrar o inventário, porque só agora que saiu o inventário. Fui no banco, fui em um banco, depois fui em outro banco. Essas coisas assim, né? Domingo eu vou na Penha dançar, naqueles bailes lá no Círculo dos Trabalhadores. 
 
P - A senhora faz parte desse grupo de pessoas idosas? 
 
R- Faço. 
 
P - E tem muitas festas, muitas atividades? 
 
R- Tem, tem festa junina, tem festa baile do Havaí todo ano em novembro; tem viagem, excursão. 
 
P - A senhora já fez alguma viagem com o grupo? 
 
R- Eu fui em Aparecida, só uma vez. Não viajo muito não. 
 
P - Gostou da viagem? 
 
R- Gostei. Sempre gosto de lá. 
 
P - O grupo é interessante? 
 
R- Ah, é! É tudo a mesma coisa, é tudo a mesma da mesma família. 
 
P - E são muitos? 
 
R- Ah, nem dá para saber quanto. 
 
P - E a sua família, como está agora? 
 
R- Bem, com saúde. 
 
P - Tem muitos netos? 
 
R- Tenho, até perdi a conta já. 14 ou 15. 
 
P - Nossa! Muitos netos. Bisnetos, não? 
 
R- Bisneto também tenho. Deixa eu ver, tenho...acho que eu tenho seis. 
 
P - Seis bisnetos? É bastante gente. 
 
P - Dona Lázara, a senhora lembra qual foi a coisa na sua vida que mais lhe marcou? 
 
R- Lembro. 
 
P - Que que foi? 
 
R- É que eu tinha um namorado chamado Alfredo...que eu nunca amei ninguém na minha vida, homem, né, igual aquele lá. Antes do homem que eu casei. E ele, na última vez que eu vi, ele cutucou uma varinha e tirou umas folhinhas e deu para mim. Podia ter trazido, eu tenho a varinha. 
 
P - Ainda tem a varinha? 
 
R- Tenho, mas tá meio pó. 
 
P - Porque a senhora não casou com ele, o que aconteceu? 
 
R- Não sei, acho que meu irmão atrapalhou. Mas eu amo até hoje, se eu ver acho que eu agarro! (riso) 
 
P - E ele anda por onde? Não procurou descobrir não? 
 
R- Também! Tem dias que dá uma vontade de botar a boca no trombone, porque às vezes tá casado, tá velhinho, tá tudo, né, porque ele é mais velho que eu uns cinco anos; cinco não, uns quatro. 
 
P - E a senhora nunca deixou de pensar nele? 
 
R- Nunca, nenhum dia. Então essa varinha me marcou, me marcou, me gravou, me filmou, me tudo. Não esqueço nunca; mas é uma saudade bonita, gostosa. Uma coisa que não tem cura, né? (fim da fita) 
 
P - A senhora não tem  idéia de onde ele vive, nada? 

R- Ah, quando ele separou, né, foi para Marília. Mas como é que vou bater de porta em porta lá? Mas ele era muito bonito também, mas só que ele era meio preto. 
 
P - E foi por isso que seu irmão atrapalhou? Como é que foi isso, a senhora lembra? 
 
R- Não, não é por isso não porque meu irmão também gostava da irmã dele. A irmã dele não quis o meu irmão e meu irmão começou a brigar forte, a chutar cadeira, né, de não sei que, mas era de despeito porque a irmã dele o desprezou, então ele achava que não era justo, né, deve ser isso...não estou gostando de falar muito nisso não. 

P - Este tempo passou... 
 
R- Ah, é? Eu falo sinto bem, eu falo, acho gostoso de lembrar, as minhas filhas falam para mim: "Porque você não vai para o Silvio Santos e pede na Porta da Esperança?" Já assistiu? Então: "Porque não vai lá e acha o seu 
amado, nem que seja velhinho."(riso) 
 
P - E as suas filhas sabem? 
 
R- Claro que sabem! 
 
P - E seu marido sabia? 
 
R- Não! Mas as filhas sabem, também porque também ele já não vive mais, então deixa saber, ué. Não tem mais problema! 
 
P - Agora me diga uma coisa, para a senhora mudar o assunto: lá na sua cidade tinha estação de rádio, ouvia rádio? 
 
R- Não. Tinha um...alto falante. Hoje acho que tem. 
 
P - Mas na época era auto falante, que ficava na praça. 
 
R- É, punha disco lá, cantava. 
 
P - E outra coisa, tinha jornalzinho, tinha revista, almanaque? O que que a senhora lia mais, almanaque, revista? 
 
R- Tinha. Revista. E ficava admirando aquelas moças bonitas que tinha na revista, que tinha vontade ser igual elas. 
 
P - E almanaque, tinha também? 
 
R- Tinha, Almanaque do Pensamento. 
 
P - Como era Almanaque do Pensamento? 
 
R- Não me lembro mais, sei que achava coisa da vida da gente, também achava de agricultura, também achava isso. Signo, não sei que lá mais, que nasceu em tal dia, tal coisa, não me lembro muito bem. Tinha também sobre agricultura, quando que planta, quando que colhe, que lua, essas coisas. E tinha o jornal. 
 
P - E dessa época, quando a senhora namorava ele, tem alguma música que a senhora lembra, que marca? 
 
R- Tem. 
 
P - Então, qual é a música? 
 
R- Do Tonico e do Tinoco, cantava lá no alto falante. 
 
P - Como era a música? 
 
R- Não era Tonico e Tinoco não, era...como é que era? "Sertanejo se eu pudesse, se papai do céu me desse um espaço para eu voar/Eu corria, eu corria, acabava com a tristeza só para não te ver chorar" É assim? "Saudade do Matão" também, essa daí, mas a que mais é a "Sertaneja". 
 
P - E outra coisa: qual é o maior sonho da senhora hoje? 
 
R- O meu sonho, ah, quero ter um carro, que eu não tenho. 
 
P - E não é encontrar o seu ex-namorado? 
 
R- Não, isso eu já desisti; ele pode ter uma família, pode não dar certo, né, porque se for uma pessoa como eu, entende, não fica com raiva, faz amizade até. Mas nem todo mundo são iguais, né? A gente não pode, não é preso. Porque se eu estou velhinha, ele também está e a mulher dele também deve estar; então é normal, se eu correr atrás de um velhinho, tem outra velhinha para ficar com ciúmes. Mas agora fosse eu, eu entedia. Bom, também não sei porque... 
 
P - Se a senhora tivesse que dizer alguma coisa para as pessoas, para os seus filhos, seus netos, seus bisnetos, para a geração mais nova que a senhora, o que que a senhora diria para eles hoje? 
 
R- O que eu diria ou o que que eu digo toda hora? 
 
P - Ou o que a senhora diz toda hora, melhor ainda. 
 
R- Que fuja da má companhia, que fuja das droga; que nem converse com gente estranha, que não pegue nem um doce, nenhuma bala na porta da escola. É isso que eu falo para todos os jovens; para os meus e para os dos outros, é isso que eu falo. 
 
P - Agora, me diga mais uma coisa: a senhora acha que foi importante ter registrado a sua história de vida hoje, aqui fazer esse depoimento? 
 
R- Acho, né, porque faz muito tempo que eu não converso assim com ninguém. Porque eu não converso com ninguém; eu não converso com ninguém, nem com vizinho, com ninguém. Então eu achei bom. Mas, sabe, não tem quem pergunte nada para mim, né? Só os netos que perguntam umas perguntinhas, eu respondo; às vezes nem espera eu dar a resposta e sai correndo. Então eu não converso. Só às vezes, quando eu encontro a minha irmã, então a gente conversa bastante, a gente sai junto, do contrário, ninguém conversa comigo. Eles, as vezes conversam e eu vou conversar também e meu papo é diferente, não interessa para eles, né, mas com os meus netos e com os amigos dos meus netos, eu falo quase todo dia, assim que eu tenho chance, eu estou dando conselho e falo: "Ainda não estou com 100 anos, mas eu já vivi 100 anos". Já sofri muito, tenho muito experiência, sou muito experimentada, muito sofrida, né, parece que eu tenho 100 anos de vida. 
 
P - Que que a senhora, hoje, depois desses 100 anos de vida, o que a senhora, se pudesse mudar alguma coisa na sua vida, o que a senhora mudaria? 
 
Que que eu mudaria? Só queria ter aquilo que falei para você, eu queria um carro, mas parece não dá para comprar, juntar dinheirinho, mas nunca que chega lá que dá, porque eu nunca tenho a quantia, o carro está lá mais para cima, então... 
 
P - A senhora gostaria de dizer mais alguma coisa para a gente gravar? 
 
R- Não sei, você que sabe, o que quiser perguntar, eu respondo. 
 
P - Tem alguma coisa que a senhora acha importante? 
 
P - O que o seu coração esteja com vontade de dizer mais alguma coisa? 
 
R- Por exemplo, eu posso fazer pergunta, assim? O que que tem aqui nessa casa? 
 
P - Aqui nesse prédio? Ah, tem atividades as mais variadas, tem cursos para músicos, para teatro, bailarino, tem vários cursos. 
 
R- Ensina a dançar? 
 
P - Ensina a dançar, inclusive tem um curso para terceira idade que ensina a dançar tango. 
 
R- E a gente consegue aprender? 
 
P - Consegue, a senhora tem vontade de fazer? 
 
Eu tenho vontade de aprender a dançar direitinho. 
 
P - Dona Lázara, muito obrigada pela ajuda, pelo trabalho da senhora e até uma outra ocasião. 
 
R- Desculpa aí viu? 
 
P - Não, nós é que agradecemos. 
 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-52H-01833">
Junta e Assembleia de Freguesia 

Participação de Falecimento de 

Francisco José Alves 

A Junta e Assembleia de Freguesia de Espinho, participa o falecimento de FRANCISCO JOSÉ ALVES, Pai de José de Silva Alves, Presidente da referida Assembleia de Freguesia .
O corpo encontra-se em câmara ardente na sua residência e o seu funeral realiza-se-á às 16h30 de hoje, 13-3-99, sendo sepultado no cemitério de referida freguesia em jazigo de família .
Braga, 13-3-99

A JUNTA E ASSEMBLEIA DE FREGUESIA 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-21H-01850">
Salve 19-02-1923 

Manuel Joaquim Moreira Anjo 

Tua esposa, filho, nora, netos e bisnetos desejam-te muitas felicidades pela passagem das tuas 76 primaveras.
Parabéns 

Guimarães: AM analisa actividade camarária 

Realiza-se na próxima segunda-feira, em Guimarães, a continuação da Sessão Ordinária da Assembleia Municipal .
O evento decorre, pelas 21h00, no auditório da Universidade do Minho, com vista à análise da actividade da autarquia e Serviços Muncipalizados de Água e Saneamento (SMAS) daquela localidade .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-522-01856">
historiaPalm
 História do Palmeiras A fundação do Palestra Itália.
No início do século, o imigrante italiano Luigi Servo, funcionário das Indústrias Reunidas Matarazzo, vivia quebrando a cabeça para arrumar um jeito de fundar em S. Paulo, cidade então com 300.000 habitantes, um clube que reunisse todos italianos e seus descendentes.
Outros 3 amigos de Luigi, Vincenzo Ragonetti, Ezequiel Simone e Luigi Emmanuelli Marzo, acham a idéia maravilhosa e tratam de procurar a melhor maneira de colocá-la em prática.
O incentivo que eles precisavam chega no início de 1914, através de 2 times italianos que excurssionavam por S. Paulo.
A fraca Pro Vercelli e o poderoso Torino.
A campanha da Pro Vercelli na cidade é decepcionante.
Perde de 1x0 para a Seleção Paulista, é goleada pelo combinado paulistano Scoth-Paulistano por 5x1, empata em 2x2 com o Palmeiras - Mackenzie, e em 1x1 com o São Paulo-Ypiranga.
Já o Torino não decepciona seus fãs italianos.
Começa arrasando o Internacional por 6x0, depois goleia a Seleção Paulista por 5x1.
Na 3ª partida, 3x0 sobre o Lusitano, e finalmente, 2 vitórias seguidas sobre o Corinthians, que era o orgulho da cidade, 3x0 e 2x1.
A exibição dos craques italianos marca profundamente os membros da colônia em S. Paulo.
Os ingleses tinham seu clube, os alemães e portugueses também.
Mas os italianos, maior colônia da cidade, tinham que se contentar em ver seus jogadores vestindo a camisa de times comandados por outros imigrantes.
Isso não podia continuar.
Os 4 amigos, sabiam que a hora tinha chegado e trataram de aproveitar o bom momento proporcionado pelo sucesso do Torino.
Ragonetti, que era jornalista, faz publicar no dia 13 de agosto de 1914 uma carta em forma de anúncio no Jornal Fanfulla.
Nela, ele pede que os italianos se unam em torno da fundação de um clube, exatamente como tinham feito os ingleses e os alemães.
5 dias depois o Fanfulla esgota a sua edição, ao noticiar uma reunião marcada para 20:00 hs no salão Haliembra, na Praça Marechal Deodoro, nº 2A.
A reunião dura várias horas.
Na madrugada do dia 20, 35 pessoas ainda discutem, gritam, ameaçam sair no tapa para decidir se o clube seria tradicional, com reuniões literárias, bailes e teatro;
ou apenas esportivo.
Diante de toda confusão, é marcada uma nova reunião para o dia 26.
Luigi Servo, apontado como virtual presidente do clube, retira sua candidatura à favor do amigo Ezequiel Simone, eleito provisoriamente.
Simone politicamente trata de atender as reivindicações de todos, e desta maneira na presença de 46 pessoas nasce o PALESTRA ITÁLIA, com finalidades culturais e esportivas.
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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-90H-01857">
Valença estuda abastecimento de água 

A Câmara Municipal de Valença aprovou ontem, em reunião ordinária, a criação de uma Comissão de Estudo para o Abastecimento de Água e Saneamento .
O presidente da Autarquia, Fernando Barbosa, justificou a apresentação desta proposta com «a necessidade de fazer transparecer uma análise séria e realista às centenas de milhares de contos de fundos comunitários aplicados, há menos de 10 anos, no saneamento e no abastecimento público de água» .
Segundo o autarca, «os investimentos realizados na captação e redes de abastecimento água previam uma capacidade para 50 anos e ainda não passaram 10 anos e as condutas já tem de ser renovadas» .
Fernando Barbosa referiu igualmente que «está a ser efectuado um estudo rigoroso de todas as medidas possíveis, pelos Serviços Técnicos Municipais, a implementar a curto prazo, para atenuar a situação e que podem passar pela instalação de filtros na Estação de Tratamento de Água de Ganfei e a colocação de várias câmaras de filtragem da água, desde Ganfei até aos postos de captação de água na ilha do Conguedo, no rio Minho» .
De acordo com o presidente da Câmara, «esta medida urgente estima.se em muitos milhares de contos mas justifica.se dado que está em causa a qualidade da água e a saúde pública» .
O Executivo municipal aprovou, também, o Plano de Transportes Escolares .
Este plano inscreve circuitos a efectuar pelos transportes municipais e pela empresa de transportes Courense .
Aprovado foi igualmente o estabelecimento de um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Valença e a Segurança Social sobre a educação pré.escolar .
A Câmara aprovou, ainda, a abertura de concurso para concessão da exploração de estabelecimento de bebidas, concessão da exploração de ginásio, concessão da exploração de loja comercial, concessão da exploração de salão de beleza . cabeleireiro e concessão da exploração de salão de beleza . esteticista na Piscina Municipal de Valença .
A autarquia valenciana aprovou, também, a realização de uma Feira de Antiguidades e Velharias num dos largos da Praça Forte no terceiro sábado de cada mês, a realização do XI Encontro de Boletins Municipais em Valença no ano 2000 .
Por último, foram concedidos vários transportes a estabelecimentos de ensino e colectividades do concelho e aprovada a realização de uma reunião extraordinária no próximo dia 5 de Janeiro para debater várias problematicas .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93L-01867">
Se, espectador distraído, os nomes de actores como Teresa Roby, Inês Câmara Pestana, António Filipe, Elisabete Piecho, Manuela Pedroso, Marina Albuquerque, Orlando Ségio e Rui David não te dizem nada, aproveita a noite de hoje (às 22h) para ir à Rua do Século ver o prodígio de uma companhia em que os actores parecem ligados à corrente. 
Porque corrente magnética não falta à encenadora, que, em espectáculos como «Crimes e Interlúdios», «Carícias», «Kvetch» e «Zucco», fez do Teatro do Século uma referência incontornável no panorama do teatro português nos anos 90. 
 
Equilíbrio a Norte 
Angola 
Butros-Ghali deixou promessas 
O SECRETÁRIO-GERAL da Organização das Nações Unidas (ONU), Butros Butros-Ghali, deixou ontem ao princípio da tarde Luanda com a promessa de que até ao fim de Agosto deverão chegar a Angola as unidades de infantaria que faltam para se completar a Missão de Verificação (Unavem III). 
 
Ele pintor, 26 anos, chamado Johnson, ela professora, 28 anos, Edel de seu nome, entraram no carro de um taxista de apelido São Pedro, 40 anos. 
A troca de palavras menos agradáveis começou logo, antes de arrancarem, por causa da curta distância da viagem. 
 
No sinal vermelho seguinte, a coisa ficou tão feia que o casal abriu as portas e saiu do carro. 
O taxista não se ficou e, com a segurança que a dimensão do seu porte lhe dá, foi atrás deles, exigindo o seu dinheiro. 
 
A actual administração da TVI, presidida por Miguel Paes do Amaral, líder do grupo SOCI, e a Antena 3 espanhola assinaram ontem um acordo de parceria estratégica, em que se comprometem a duplicar o actual capital social do quarto canal português. 
A Media Capital (do grupo SOCI), que gere a TVI, apresenta assim mais um argumento para a assembleia de credores que se realiza no próximo dia 14. 
 
Nessa assembleia devem ser apresentados, pelo menos, dois projectos de recuperação da TVI: o da Media Capital e da Antena 3 (a principal televisão privada espanhola) e o do grupo Lusomundo, associado ao empresário macaense Stanley Ho. 
De momento, ambos os grupos estão em contactos com os vários credores para assegurarem o respectivo apoio, pois é necessário que os votos favoráveis a uma das propostas venham de um conjunto de credores que detenham pelo menos 75 por cento da dívida da TVI, que ascende a 17 milhões de contos. 
 
Entre as mais belas «fotografias de cinema» do mundo as da agência Magnum ocupam o primeiro plano. 
São as que procuraram o cinema fora do cenário; 
são as que procuras os actores, mas também os maridos e mulheres e amigos; as cenas de repouso, o cinema no trabalho. 
Estas imagensque publicamos de Cartier-Bresson, Robert Capa, Eve Arnold ou Dennis Stock, entre outros, demonstra, uma vez mais, a vocação totalizadora da Magnum, a capacidade em acompanhar de perto fenómenos mais importantes da história da humanidade. 
Uma exposição de fotografias, concebida em conjunto com o livro «Magnum-Cinema», poderá ser vista em Fevereiro, em Lisboa, na Culturgest. 
 
Ter como amigos pessoas sábias, bem sucedidas e eventualmente belas é um privilégio. 
Digamos que a qualidade dos amigos, para além da qualidade da sua amizade, constitui para mim um factor importante de qualidade de vida. 
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<DOC DOCID="HAREM-01C-01868">
Senhor Presidente, não há dúvida de que do ponto de vista quantitativo e funcional o programa SÓCRATES registou progressos consideráveis e isso fica a dever-se também à senhora Comissária Reding. Temos igualmente observações muito boas feitas pela relatora, senhora deputada Pack, que não deve por isso desqualificar a sua proposta transformando esta sala num campo de batalha e condenando oradores com os quais não está de acordo. Considero que, tratando-se de uma matéria tão difícil como é o ensino na Europa, todas as opiniões aqui expressas são úteis.

Quero observar que é importante, em primeiro lugar, aumentar o financiamento e a participação comunitária, em segundo lugar, simplificar ainda mais os procedimentos, e, em terceiro lugar, ouvir a opinião das pessoas que participam nos programas. Especialmente no ERASMUS, apesar de ser positiva a possibilidade de as crianças estudarem no exterior, existe o perigo de se romper a coesão do programa preparatório único. Se perguntarmos a muitas crianças que participaram nos programas elas dirão: "as experiências foram boas, mas, de um modo geral, o ensino preparatório para a obtenção de um diploma apresenta muitos problemas" .

O último ponto que quero comentar é que este programa, pela sua natureza, é um programa de liberdade, de liberdade de circulação dos estudantes, de liberdade de circulação das ideias e dos conhecimentos. Temos de fazer aqui uma grande reflexão, uma vez que o programa se estende também a países exteriores à União Europeia, nomeadamente à Turquia, temos de fazer uma grande reflexão porque existem dezenas de milhar de crianças, de jovens, como esses que se encontram nas tribunas, que não podem estudar na sua língua materna, a língua curda. Não devemos esquecer isso, não devemos fechar os olhos, temos de fazer com que este programa seja no seu conjunto um programa de liberdade.

Permitam-me que, em primeiro lugar, reconheça o valor e o potencial do Programa SÓCRATES e ao fazê-lo, agradeça à relatora o seu trabalho. Congratulo-me com o presente relatório, que considero positivo. A sua aprovação permitirá uma utilização mais eficaz e acessível dos programas. A relatora merece ser saudada pelos esforços que envidou no sentido de acolher as experiências dos que estão directamente envolvidos nestas questões e gostaria, especialmente, de agradecer o facto de as opiniões da agência irlandesa, Largos, estarem reflectidas no texto. Concordo plenamente com a necessidade de simplificar os procedimentos administrativos e de tornar os programas mais acessíveis e adequados às agências nacionais bem como aos participantes, em especial a proposta de desenvolvimento do sistema de gestão de informações SYMMETRY.

A proposta da relatora de elaborar relatórios de progressos periódicos sobre o desenvolvimento de acções conjuntas permitirão uma constante avaliação, assegurando dessa forma o valor máximo no que se refere ao financiamento e, mais importante ainda, uma maior eficácia dos próprios programas.

Saúdo os vários participantes voluntários e, em particular, os professores, sem cuja contribuição os programas não podiam ter êxito. Encontrei-me com muitos deles e pude verificar, em primeira mão, a sua capacidade e dedicação.

Em suma, o Programa SÓCRATES responde de uma forma única e eficaz à necessidade de uma maior acção intracomunitária no campo da educação, permitindo assim uma maior compreensão e partilha da diversidade cultural da Europa.

Senhor Presidente, caros colegas, antes de mais, um grande "obrigada" à relatora, senhora deputada Pack, e a todo o Parlamento. É que, ao longo desta aventura comum para construir os programas educativos e para pôr de pé a Europa da educação, o Parlamento foi um cúmplice e uma ajuda inestimável. Não teríamos chegado onde estamos se o Parlamento não tivesse dado uma ajuda. Muito obrigada!

Agradeço-lhes também, Senhora Deputada Pack e todos os colegas que intervieram, a avaliação positiva que fizeram dos programas para os jovens. É certo que é esta a verdadeira Europa que desejamos, a Europa que não se decide do topo para as bases mas que está a construir-se das bases para o topo. Centenas de milhar de jovens têm a oportunidade de estudar noutro país, centenas de milhar de turmas trabalham com uma turma de outro país, centenas de milhar de professores fazem intercâmbio. Isto é maravilhoso! E concordo com todos quantos afirmam que este programa maravilhoso, que funciona tão bem embora com alguns problemas pontuais, deve ser desenvolvido. Concordo igualmente com quem diz que há riscos financeiros, que as bolsas são muito reduzidas. Como sabem, encontro-me com muitos estudantes Erasmus. Nunca encontrei um único descontente. Dizem sempre que, se pudessem, repetiriam a experiência. Mas todos dizem também que a bolsa é muito pequena. Sabemo-lo e gostaríamos que os Ministros das Finanças nos dessem mais meios, nos dessem mais possibilidades de transferir este dinheiro para os estudantes de forma a que não houvesse diferenças sociais entre os que podem permitir-se, do ponto de vista financeiro, viajar, e os outros que não podem. Estou do vosso lado, sei que os senhores deputados vão ajudar-me a fazer força para, de futuro, termos mais meios financeiros para estes programas, e isto, sobretudo, tendo em conta o alargamento da União. É certo que, para já, estamos a preparar os novos países para serem parte integrante dos nossos programas de educação, mas a partir do momento em que façam parte da União, é seguro que os custos vão aumentar dramaticamente e, se não queremos reduzir as bolsas, há que aumentar os meios postos à disposição. Trata-se de uma batalha que temos de travar e sei que o Parlamento estará comigo.

Os senhores deputados fizeram algumas observações a que gostaria de responder.
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<DOC DOCID="HAREM-924-01877">
 A infância vai ao ataque 

 Pode não ser um grande filme . 
  Mas ninguém negará a "Esqueceram de Mim" a virtude de captar certos fantasmas do universo infantil, como o abandono pelos pais ou a ameaça de ter o lar invadido por ladrões . 
  As duas coisas acontecem a Macaulin Culkin . 
  É tudo o que ele precisa para demonstrar sua fidelidade à família que o esquece em casa quando sai em viagem de férias . 
  Para combater os ladrões Joe Pesci e Daniel Stern ele sai da defesa ao ataque com imaginação infantil, inocente e perversa . 
  O filme projetou Macaulin Culkin como astro infantil, o que é uma bondade, tais as suas limitações . 
  Mas tem dois vilões de primeira linha . 

 (Inácio Araujo) 

 ESQUECERAM DE MIM (Home Alone) . 
  EUA, 1990, 90 min. Direção: Chris Columbus . 
  Com Macaulin Culkin, Joe Pesci, Daniel Stern .
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<DOC DOCID="HAREM-717-01883">
Aos Associados da ANCIB
 Em setembro de 1997 quando me candidatei e fui eleito presidente da ANCIB tinha como certo que poderia fazer algo de novo para a Associacao. 
 Identifiquei naquela ocasiao tres areas prioritarias para trabalhar: a) a comunicacao entre os associados, b) a visibilidade interinstitucional e 3) problemas de integracao a um ideario comum. 
 Acredito que nesses dois anos e meio consegui alguns bons resultados nas questoes da comunicacao e na visibilidade externa da ANCIB. 
 A lista de divulgacao e discussao e' hoje reconhecida e bem recebida no Brasil e no Exterior; teve um enorme impacto na comunicacao da area para posicionamentos em decisoes importantes e cumpriu uma importante tarefa de trazer para a reflexao dos associados as questoes mais recentes da tecnologia da informacao no momento em que eram discutidas , tambem , no resto do mundo. 
 A ANCIB ficou conhecida no Brasil e no exterior. 
 Hoje todas as Agencias de fomento e avaliacao consultam a Ancib na formacao de seus quadros acessores, todas as iniciativas importantes no governo ou no setor privado procuram a parceria da ANCIB para em seus planos, programas, encontros e eventos. 
 A Ancib hoje confere valor , quando apoia, qualquer atividade ou evento na area de sua influencia. 
 Ademais todas as iniciativas necessarias para colocar a Associacao legalmente como uma entidade cientifica e de representacao de pesquisa e pos-graduaçcao foram quitadas e acertadas. 
 Contudo, a operacionalizacao de acoes que viessem a possibilitar uma maior integracao de ideais comuns entre os associados e entre estes e a propria area de nossa representacao nao foi conseguido , pelo menos em nivel por mim desejado. 
 E' nesse ponto que poderei concentar esforcos em um segundo mandato, para o qual agora peco novamente o seu apoio. 
 Nao pdemos esquecer ainda, que a falta de manutencao para as acoes de sucesso e reportadas anteriormente, resultara' em uma sem duvida em uma perda na posicao ja' alcancada. 
 A partir de marco sera' lancado o edital, para as eleicoes de 2000 em Brasilia, quando todos os candidatos deverao apresentar uma chapa completa e um programa de acao para os proximos tres anos. 
 Gostaria de contar com a cooperacao de voces para enriquecer este programa que deverei fazer e apresentar. 
 Espero que outras chapas se apresentem, mas coloco aqui minha pretensao, valida pelo Estatuto, a uma reeleicao para o periodo 2000-2003. 
 Um abraco, 
 Aldo de A+ Barreto. 
 ANCIB 2000 
 COMUNICACAO 
 VISIBILIDADE 
 INTEGRACAO 
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<DOC DOCID="HAREM-33J-01891">
A maior facilidade criada é a supressão das barreiras alfandegárias para a importação de produtos de um país pelo outro.
Isso vai facilitar as atividades de franqueadores que precisam importar produtos para distribui-los a seus franqueados que operam em outro deles.
Por exemplo: o master-franqueado da Arby's no México enfrentará menos problemas e menos burocracia para importar o rosbife (que, ao contrário do que ocorre com a Arby's Brasil, vem dos EUA) e as batatinhas (canadenses) que serve em seus restaurantes próprios e franqueados.

O maior impacto do Nafta a curto prazo será sobre as franquias do setor automotivo.
Pelo acordo, são reduzidas de imediato todas as barreiras tributárias e alfandegárias relacionadas à importação por qualquer país do acordo, de veículos automotores, autopeças e acessórios fabricados nos demais países membros.

Crédito de usados 'sumiu' nos anos 70
Roberto Capuano, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis">), diz que o mercado de usados sofre com a carência de financiamentos desde 70.

«Em 79 houve uma leve reabertura de crédito, mas nada significativo», afirma.
Segundo ele, hoje as concessões de financiamento bancário são restritas e elitistas.
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<DOC DOCID="HAREM-732-01896">
 Feira Grande Apoio Histórico Não há datas registradas na história da cidade que apontem, com precisão, a chegada de Francisco José Gonçalves, considerado o primeiro habitante da região, vindo de Lagoa de Cima, município de Traipu.
A fertilidade do solo atraiu outras famílias, formando o povoado.
Chamado antigamente de Mocambo, o povoado pertencia a São Braz, que foi extinto em 19 de fevereiro de 1938 e anexado a Arapiraca.
Depois, o decreto 2.422, de 26 de outubro, desmembrou o distrito de Arapiraca e o anexou a Traipu.
Em 30 de novembro de 1938, pelo decreto-lei 2.435 o povoado foi elevado à categoria de vila.
Quando começou a construção do trecho da Rede Ferroviária do Nordeste, ligando Palmeira dos Índios a Porto Real do Colégio, expandiu-se ainda mais a movimentação na região, por causa dos operários que trabalhavam na obra.
Oficialmente, pelo decreto-lei 2.902, de 1953, que fixou a divisão territorial para o quinquênio 1944-1948, o nome Mocambo foi substituído por Feira Grande, por ser a feira do município a maior entre as que se realizavam nos povoados e vilas das imediações.
A lei 1.785, de 1954, elevou Feira Grande à categoria de município, instalado oficialmente pelo governador Arnon de Mello e sob a proteção de Nossa Senhora da Conceição.
As festividades do município são um atrativo à parte, destacando-se a Festa de Emancipação Política (25 de abril), com o desfile pelas ruas da cidade e apresentação de grupos folclóricos e da padroeira Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro).
Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Arapiraca.
Limites: Lagoa da Canoa, Campo Grande, Porto Real do Colégio, Arapiraca e São Sebastião.
Altitude: 150 metros acima do nível do mar.
Área: 136 km².
Clima: Temperado.
Máxima de 37° e mínima de 20°.
População: 19.998 habitantes.
Economia: Lavoura.
Educação: 5.300 vagas (redes estadual e municipal) Saúde: 08 postos de atendimento e 01 centro de saúde/maternidade (8 leitos).
Acesso: AL-485.
Endereço da Prefeitura: Rua do Comércio, s/n - CEP: 57.340-000 - Tel.
(82) 524-1153/0120
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-141-01898">
Interv. Arqueológica
Intervenção Arqueológica - Passaporte de Voluntário
O programa de voluntariado no Museu Municipal de Arqueologia da Amadora, foi recentemente reformulado na sua orgânica, com a introdução do Passaporte de Voluntário , que irá servir simultaneamente de instrumento de incentivo à participação, e de forma de controle dessa mesma participação. Assim, este terá dois níveis distintos: Passaporte Branco , para todos aqueles que iniciam a sua actividade no Museu, e Passaporte Cinzento , para os voluntários que já possuem o Passaporte Branco, e que pretendem desenvolver a sua actividade no âmbito de um projecto específico. Após completar um dos passaportes, será entregue ao voluntário um certificado de participação emitido pela ARQA.
Este programa integra pessoas dos mais variados escalões etários, com o objectivo de proporcionar a ocupação de tempos livres, por intermédio de uma abordagem ao trabalho em equipa em parâmetros menos clássicos e, por isso mesmo, mais produtivos, bem com obter por intermédio da acção do voluntariado um valor acrescentado ao desenvolvimento das várias áreas de trabalho do Museu. Enquadrando-se no Protocolo estabelecido entre a ARQA e Câmara Municipal da Amadora , a sua gestão encontra-se cargo desta associação, com o apoio financeiro da CMA. Aguardamos a sua participação!
Para mais informações sobre o Passaporte de Voluntário contacte o Museu Municipal de Arqueologia:
Morada: Núcleo sede: Av. Eduardo Jorge, 43 -R/c 2700 Amadora
Contactos: Telef: 21 498 67 70 Fax: 21 498 67 76
Copyright © 2002 ARQA.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-71K-01905">
Autoridades ultimam preparativos
Moçambique prepara-se para receber cimeira da ACP
2004-06-18 11:01:17
Maputo - As autoridades moçambicanas estão a finalizar os preparativos para a cimeira dos países de África, Caraíbas e do Pacífico (ACP) que irá decorrer em Maputo, na próxima semana, de 21 a 24 de Junho. O encontro é precedido de uma sessão ministerial de dois dias que reunirá os chefes da diplomacia dos países ACP.
Cerca de 40 países, dos quais 17 representados pelos seus chefes de Estado e ou de Governo, confirmaram já sua participação na cimeira, revelou à imprensa o vice-presidente do conselho técnico da Comissão Ministerial dos Eventos Nacionais e Internacionais Maiores (CIGENE), Gonçalves Sengo.
O encontro marcará também o lançamento das negociações para a criação de parcerias económicas regionais no seio do grupo ACP, declarou a embaixadora de Moçambique junto da União Europeia (UE), Manuela Lucas, responsável pela coordenação da cimeira.
De acordo com a agência de notícias PANA, à margem da reunião, o grupo dos países ACP deverá igualmente organizar uma mini-cimeira para se debruçar sobre a questão do livre acesso ao mercado mundial do açúcar.
(c) PNN - agencianoticias.com

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<DOC DOCID="HAREM-77B-01906">
A Evolução Da Colônia portuguesa na América, a partir da segunda metade do século XVII, será profundamente marcada pelo novo rumo que toma Portugal como potência colonial. Na época em que esteve ligado à Espanha, perdeu esse país o melhor de seus entrepostos orientais, ao mesmo tempo que a melhor parte da colônia americana era ocupada pelos holandeses. Ao recuperar a independência, Portugal encontrou-se em posição extremamente débil, pois a ameaça da Espanha -- que por mais de um quarto de século não reconheceu essa independência -- pesava permanentemente sobre o território metropolitano. Por outro lado, pequeno reino, perdido o comércio oriental e desorganizado o mercado do açúcar, não dispunha de meios para defender o que lhe sobrara das colônias numa época de crescente atividade imperialista. A neutralidade em face das grandes potências era impraticável. Portugal compreendeu, assim, que para sobreviver como metrópole colonial deveria ligar o seu destino a uma grande potência, o que significaria necessariamente alienar parte de sua soberania. Os acordos concluídos com a Inglaterra em 1642-54-61 estruturaram essa aliança que marcará profundamente a vida política e econômica de Portugal e do Brasil durante os dois séculos seguintes.               
Aí conseguiu o governo lusitano que a França renunciasse a quaisquer reclamações sobre a foz do Amazonas e a quaisquer direitos de navegação nesse rio. Igualmente nessa conferência, Portugal conseguiu da Espanha o reconhecimento de seus direitos sobre a colônia do Sacramento. Ambos os acordos receberam a garantia direta da Inglaterra e vieram a constituir fundamentos da estabilidade territorial da América portuguesa.
Transferindo-se o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e operando-se a independência sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal transferiram-se automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou vários decênios mais para eliminar a tutelagem que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, dentro da tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal -- inclusive os de extraterritorialidade -- e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que negociando esses acordos o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas eram bem mais promissoras que as de Portugal.               
Eliminando o obstáculo do tratado de 1827, estava aberto o caminho para a elevação da tarifa e o conseqüente aumento do poder financeiro do governo central, cuja autoridade se consolida definitivamente nessa etapa. O passivo político da colônia portuguesa estava liquidado. Contudo, do ponto de vista de sua estrutura econômica, o Brasil da metade do século XIX não diferia muito do que fora nos três séculos anteriores. A estrutura econômica, baseada principalmente no trabalho escravo, se mantivera imutável nas etapas de expansão e decadência. A ausência de tensões internas, resultante dessa imutabilidade, é responsável pelo atraso relativo da industrialização. A expansão cafeeira da segunda metade do século XIX, durante a qual se modificam as bases do sistema econômico, constituiu uma etapa de transição econômica, assim como a primeira metade desse século representou uma fase de transição política. É das tensoes internas da economia cafeeira em sua etapa de crise que surgirão os elementos de um sistema econômico autônomo capaz de gerar o seu próprio impulso de crescimento, concluindo-se então definitivamente a etapa colonial da economia brasileira.
O rápido Desenvolvimento da indústria açucareira, malgrado as enormes dificuldades decorrentes do meio físico, da hostilidade do silvícola e do custo dos transportes, indica claramente que o esforço do governo português se concentrara nesse setor. O privilégio, outorgado ao donatário, de so ele fabricar moenda e engenho de água, denota ser a lavoura do açúcar a que se tinha especialmente em mira introduzir. Favores especiais foram concedidos subsequentemente àqueles que instalassem engenhos: isenções de tributos, garantia contra a penhora dos instrumentos de produção, honrarias e títulos, etc. As dificuldades maiores, encontradas na etapa inicial, advieram da escassez de mão-de-obra. O aproveitamento do escravo indígena, em que aparentemente se baseavam todos os planos iniciais, resultou inviável na escala requerida pelas empresas agrícolas de grande envergadura que eram os engenhos de açúcar.               
A mão-de-obra africana chegou para a expansão da empresa, que já estava instalada. É quando a rentabilidade do negócio está assegurada que entram em cena, na escala necessária, os escravos africanos: base de um sistema de produção mais eficiente e mais densamente capitalizado.               
 Os gastos monetários de reposição, que cabe deduzir para obter o monte da renda líquida, podem ser estimados grosso modo em 110 mil libras: 50 mil libras para reposição dos escravos -- admitindo-se uma vida média útil de oito anos, 15.000 escravos 25 libras por cabeça - e 60 mil libras para a parte de equipamentos importados - admitindo-se que a terça parte do capital fixo (inclusive escravos) estivesse constituída por equipamentos importados e que estes tivessem uma vida útil média de dez anos.               
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<DOC DOCID="HAREM-70C-01925">
Nesta perspectiva, o centro de gravidade político nestes próximos anos deverá ser, mais do que a moeda comum, inclusivamente mais do que a PESC, a vinculação dos cidadãos à ideia de que somos uma Comunidade e à procura e defesa de uma cultura europeia. Trinta e três milhões de euros é uma verba bastante reduzida para financiar o único programa cultural europeu que se irá desenvolver durante este período, mas resta-nos o consolo, Senhor Presidente, de pensar que as conclusões deste relatório irão contribuir para melhorar o seu funcionamento.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o programa Cultura 2000 é por excelência o programa para promover uma cooperação cultural europeia. Desse modo, como já aqui se observou há instantes, teremos também um sentimento e uma alma na Europa. Quero exprimir a minha gratidão ao senhor deputado Graça Moura pela sua iniciativa de fazer uma avaliação intercalar deste programa. Isso é particularmente útil. Trata-se de um relatório consciencioso, sobre o qual gostaria de me debruçar alguns instantes.

A ambição de abranger todo o espectro da nossa herança cultural fez com que o programa Cultura 2000 se tivesse tornado num programa difícil de gerir, facto esse que, segundo me foi dado perceber, colocou a Comissão perante graves problemas, seguramente durante o primeiro ano. E, não obstante o facto de ter havido realmente algumas melhorias, o afluxo de queixas ainda não cessou. Como já aqui foi dito, os enormes entraves administrativos assustam muitos dos potenciais participantes, sobretudo quando se trata de projectos de pequena dimensão, frequentemente inovadores, criados por participantes que, apesar de inexperientes, se atrevem a dar esse passo - o que se verifica, naturalmente, com frequência no sector da cultura. Assim, este projectos correm o risco de serem rejeitados logo na primeira fase com base em critérios meramente formais, o que é contraproducente. Os critérios são muitas vezes pouco claros, e até mesmo as agências nacionais têm dificuldades com eles.

Penso que teremos de reflectir em conjunto sobre os objectivos que pretendemos alcançar no futuro com a política cultural e de estabelecer prioridades para os nossos instrumentos. Por esse motivo, gostaria que este assunto fosse inscrito na ordem do dia a fim de podermos também ter influência sobre a Convenção.

Por último, gostaria de dizer algo a respeito das finanças: trata-se de um orçamento limitado e, como já tive ocasião de dizer, concordo inteiramente com isso. No entanto, independentemente da questão de saber se os meios financeiros são ou não suficientes, gostaria de frisar que estes têm de ser geridos de forma eficiente, pois neste momento uma grande parte dos mesmos não é utilizada.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o senhor deputado Roy Perry, no último relatório sobre educação, já referiu o auxílio anual concedido ao cultivo da oliveira: 167 mil milhões para cinco anos - esmolas para a cultura. Enquanto actriz, esta situação não é nova para mim. Conheço-a bem. É triste que não possamos modificá-la e melhorá-la. Para o relator vão os meus agradecimentos, em especial pelo diálogo aberto que manteve com os relatores-sombra. Teve uma presença efectiva no sentido de recolher todos os pontos, havendo posterior debate sobre eles.

Existem dois grandes problemas. Um prende-se com a orientação para o futuro, com as questões que agora nos colocamos. Não se trata de uma antecipação de debate, a colega Pack já o referiu, mas o debate tem de se realizar agora, de modo que, de 2004 para 2005, quando precisarmos, possamos ter uma nova ideia, configurar um novo programa, partindo do princípio de que, nessa altura, a sua existência se mantenha.

A outra problemática diz respeito à administração, ao dispêndio burocrático, aos critérios demasiado vagos de selecção, havendo que modificar os métodos de aplicação. Trata-se de uma série de pormenores que podem ser consultados no relatório. Mas o que eu pretendo neste momento é fazer publicamente a apologia deste programa, do programa CULTURA 2000. A cultura, os programas culturais, constituem a alma da Europa, já o ouvimos da boca de todos os colegas. Como sabem, a arte e a cultura são os multiplicadores da nossa política de integração e, se perdermos estes parceiros no nosso percurso comum, aí estaremos a tornar-nos cada vez menos e cada vez mais fracos nesta luta, que, de facto, queremos travar em conjunto. É que, as palavras a favor da cultura, ouvimo-las e lemo-las em qualquer suplemento do jornal de domingo, mas os actos não se lhes seguem. Já estou cansada de dizer isto, mas temos de o dizer a toda a hora. Não são apenas os Ministros da Cultura que detêm esta responsabilidade, são também os Ministros das Finanças.

Nesta nossa Europa, todos pretendem encontrar o seu lugar na sociedade em que vivemos. Todos o tentam desde o berço até ao caixão, para usar mais uma vez esta citação. Todos pretendem rever-se nesta sociedade europeia, ver-se neste espelho da sociedade da Europa, e isto é arte e a cultura. Temos de conseguir, temos de ser bem sucedidos a dominar os conflitos, possivelmente logo na origem, cortando o mal pela raiz, pois esta é uma responsabilidade que detemos conjuntamente na Europa. O Parlamento luta, a Comissão luta, mas, se não conseguirmos ganhar o Conselho para a nossa causa, então iremos ficar sozinhos com ela.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o Conselho - que não está aqui - organizou uma Barcelona da cultura, o que significa objectivos reconhecidos, indicadores estabelecidos e avaliações pedidas. Não é este o ponto em que nos encontramos quando elaboramos um relatório de avaliação intercalar do "Cultura 2000" e nos apercebemos que há uma série de problemas a resolver? Os problemas são muitíssimos. É claro que se poderia criticar o "Cultura 2000" devido à falta de transparência, às dificuldades de selecção, em suma, tudo aquilo a que chamamos método. Mas é evidente que o método não é o único ponto em jogo no "Cultura 2000" e que talvez nos encontremos num momento charneira. As dificuldades que se nos deparam no "Cultura 2000" - e quando digo nós, refiro-me tanto ao Parlamento como à Comissão - são sinal que há que avançar, de preferência a elaborar mais um programa. Dantes havia pedaços de programas, agora temos um grande programa. E agora, que temos um grande programa, que vemos? Vemos que se, em dez anos, conseguimos que cerca de dois mil e quinhentos projectos e doze mil operadores estivessem envolvidos nos programas desde Maastricht, em contrapartida entre 1996 e 2000 houve oito mil que foram rejeitados em quarenta mil operadores. É nítido que a procura é bem mais significativa do que tudo o que podemos oferecer e que o problema não se resume ao método. Ora, se o problema não é meramente de método, então, há que encontrar outras soluções que não tentar saber como levar a bom porto este programa.
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<DOC DOCID="HAREM-12J-01929">
PT no governo
BRASÍLIA Pesquisa Datafolha publicada hoje revela um dado supreendente: recusando uma postura radical, a esmagadora maioria (77%) dos eleitores quer o PT participando do Governo Fernando Henrique Cardoso.
Tem sentido -- aliás, muitíssimo sentido.

Muito mais do que nos tempos na ditadura, a solidez do PT está, agora, ameaçada.
Nem Lula nem o partido ainda encontraram um discurso para se diferenciar.
Eles se dizem oposição, mas ainda não informaram o que vão combater.
Muitas das prioridades do novo governo coincidem com as prioridades do PT.
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<DOC DOCID="HAREM-52J-01933">
Com a acareação entre Paradela de Abreu e o cónego Melo, terminaram anteontem as diligências previstas no acordão que determinou a reabertura do processo do padre Max.
Para a acusação, o balanço é positivo, mas para a defesa um novo arquivamento do caso está mais próximo.
Até porque o juiz acaba de indeferir uma acareação entre os sete suspeitos.

0 juiz titular do processo do padre Max, Artur Oliveira, indeferiu um pedido do procurador-geral adjunto nomeado pela Procuradoria-Geral da República para acompanhar a investigação deste caso, no sentido de promover uma acareação entre os sete indivíduos indiciados na acusação provisória como responsáveis pelo crime-- três como autores morais e os restantes como autores materiais. 
Paulo Sá pedia ainda uma acareação entre o industrial portuense Manuel Macedo, Ramiro Moreira e o tenente da Marinha Pedro Menezes, todos testemunhas neste caso.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-12J-01939">
Pinhão
Apesar de morarem aqui do lado em Miami, Teresa e Emerson Fittipaldi não dão nem tchuns para a Copa.

Pegam os dois pimpolhos Joana e Luca e se mandam para Lake Powell, Arizona.

Para tanto é imprescindível priorizar algumas ações como a recuperação de unidades armazenadoras de cereais e das rodovias, além do incentivo à utilização das ferrovias.

Também é necessário alertar toda a sociedade para a importância de se reduzir as perdas de alimentos.
Aos horticultores é preciso oferecer informações de mercado seguras e atuais para a programação da produção e desenvolver novas alternativas para o acondicionamento e embalagem dos produtos.
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<DOC DOCID="HAREM-729-01945">
- Os guerreiros de meu sangue trazem a morte consigo, filha dos tabajaras. Não a temem para si, não a poupam para o inimigo. Mas nunca fora do combate eles deixarão aberto o camucim da virgem na taba de seu hóspede. A verdade falou pela boca de Iracema. O estrangeiro deve abandonar os campos dos tabajaras. 

- Deve: respondeu a virgem como um eco. 

Depois a sua voz suspirou: 

- O mel dos lábios de Iracema é como o favo que a abelha fabrica no tronco da andiroba : tem na doçura o veneno. A virgem dos olhos azuis e dos cabelos do sol guarda para seu guerreiro na taba dos brancos o mel da açucena. 

Martim afastou-se rápido; mas voltou lentamente. A palavra tremia em seu lábio: 

- O estrangeiro partirá pata que o sossego volte ao seio da virgem. 

- Tu levas a luz dos olhos de Iracema, e a flor de sua alma. 

Reboa longe na selva um clamor estranho. Os olhos do mancebo alongam-se. 

- É o grito de alegria do guerreiro Caubi: disse a virgem. O irmão de Iracema anuncia que é chegado aos campos dos tabajaras. 

- Filha de Araquém, guia teu hóspede à cabana. É tempo de partir. 

Eles caminharam par a par, como dois jovens cervos que ao pôr do sol atravessam a capoeira recolhendo ao aprisco de onde lhes traz a brisa um faro suspeito. 

Quando chegavam perto dos juazeiros, viram que passava além o guerreiro Caubi, vergando os ombros robustos ao peso da caça. Iracema caminhou para ele. 

O estrangeiro entrou só na cabana. 

Na cabana silenciosa medita o velho Pajé. 

Iracema está apoiada no tronco rudo, que serve de esteio. Os grandes olhos negros, fitos nos recortes da floresta e rasos de pranto, estão naqueles olhares longos e trêmulos enfiando e desfiando os alfajôres das lágrimas, que rorejam as faces. 

A ará, pousada no jirau fronteiro, alonga para sua formosa senhora os verdes tristes olhos. Desde que o guerreiro branco pisou a terra dos tabajaras, Iracema a esqueceu. 

Os róseos lábios da virgem não se abriram mais para que ela colhesse entre eles a polpa da fruta ou a papa do milho verde; nem a doce mão a afagara uma só vez, alisando a dourada penugem da cabeça. 
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<DOC DOCID="HAREM-02B-01948">
Mário Pinto de Andrade e a questão das literaturas nacionais.
Por: Maria NAZARETH SOARES FONSECA
 
Entre os primeiro intelectuais que conheci estava Aimé Césaire - imagine a emoção de um jovem, na minha época, ao ir ver Aimé Césaire. (Mário Pinto de Andrade, 1997) 

Um dos momentos bastante significativos para a reflexão sobre as condições de uma literatura nacional negra foi, sem dúvida, o do Congresso de Escritores e Artistas Negros realizado, em Paris, em setembro de 1956. A importância desse acontecimento fica ressaltada com o depoimento de Mário Pinto de Andrade, de Angola, sobre fatos direta e indiretamente ligados ao referido Congresso. A entrevista feita por Michel Laban com Andrade durante o período de março de 1984 a junho de 1987 ilumina pontos importantes para a compreensão do pensamento político do teórico angolano e para o entendimento de questões ligadas ao pensamento negritudinista, em França e em Portugal. Um dos fatos discutidos na entrevista diz respeito à querela entre Aimé Césaire e René Depestre que se tornou pública principalmente por causa do poema "Réponse à Depestre, poète Haïtien (éléments d'un art poétique), publicado no número 1-2 da Revista Présence Africaine, de abril-julho de 1955, com o título de "Lettre brésilienne" . 

Esse poema, "verdadeiramente um poema sangrento, de ruptura" como acentua Andrade, na entrevista, é retomado pelo escritor angolano, quando este comenta fatos que explicam tanto a feitura do texto quanto a defesa de uma poética comprometida com a história dos negros haitianos, os negros marrons, que conseguiram edificar a primeira nação negra das Américas. Uma leitura do poema que deixa de lado os dados importantes recuperados por Andrade provavelmente não acentuaria as nuances de uma questão que, caracterizando-se como literária, é intensamente política, pois diz respeito à defesa de uma poética negra, tal como a entendiam os criadores da Negritude. É, portanto, a partir da reflexão que se produzia em Paris, a partir dos anos 30 e que teve um novo impulso com a criação da revista Présence Africaine, que se deve procurar compreender os versos do poema. Nesse sentido é importante o testemunho de Andrade sobre os antecedentes do Congresso porque esclarece, por exemplo, questões relacionadas com a definição de uma literatura nacional negra, pensada por ele como inerente à fase pós-colonialista, mas já delineada no poema de Césaire como comprometida com as lutas dos negros em busca de sua expressão legítima. O depoimento de Andrade estabelece estrita relação entre o que se diz no poema de Césaire e algumas questões relacionadas com a defesa de uma expressão própria das culturas negras. Mostra-se, então, bastante lúcido, ao acentuar em sua análise do poema esses aspectos políticos. 

O texto de Aimé Césaire foi escrito como resposta à intenção de René Depestre de apoiar uma proposta de Louis Aragon, publicada em Les Lettres Françaises, sobre o retorno às regras tradicionais da versificação e ao soneto. Deve-se ressaltar que a proposta de Aragon referia-se à poesia francesa e não teria tido, talvez, grande repercussão, se a ela não tivesse aderido René Depestre que, sendo haitiano e negro, expunha publicamente um desacordo com a Negritude, que defendia o resgate dos ritmos de uma África mítica e a rejeição aos modelos de construção poética legitimados pelas culturas européias. É, portanto, a partir desse contexto cultural, que o poema de Césaire, de que Mário Pinto de Andrade foi certamente um dos primeiros leitores, deve ser analisado e nele buscados movimentos, como os definidos pela marronagem, que procuram reverter a situação instalada pelo colonialismo e pelos modelos de expressão legitimados por ele (FONSECA, 1993, p. 49). 

Andrade retoma, na entrevista que concede a Michel Laban, algumas passagens desse célebre poema, em que se registram elementos de uma "poética negra". A leitura pertinente do teórico angolano destaca partes que dizem respeito a intensas polêmicas e a uma luta que se desenvolvia também nas colônias portuguesas na África em busca da definição dos significantes da diferença negra e que, como acentua Pires Laranjeira, "fizeram correr rios de tinta" (LARANJEIRA, 1995, p. 86). O poema de Césaire resgata os movimentos de resistência à assimilação cultural, como o que se desenvolveu nas Antilhas, particularmente no Haiti. Sobre essa questão, Boukmann, líder de uma revolta de escravos no Haiti do século XVIII, é, certamente, referência obrigatória. 

De certa maneira, os versos iniciais do poema nos fazem lembrar outros do Cahier d'un retour au pays natal, também de Aimé Césaire, publicado, em primeira edição, em 1947 pela Editora Bordas em Paris. O verso desse poema "Ao bout du petit matin", repetido em várias estrofes para repudiar as imagens paradisíacas que escondem a miséria e a pobreza do seu país e do seu povo ecoa, certamente, nos versos iniciais do Lettre Brésilienne: 

C'est une nuit de Seine/ et moi je me souviens comme ivredu chant dément de Boukmann accouchant ton pays/ aux forceps de l'orage (p. 109). 

Essa estrofe introdutória retoma os movimentos da resistência negra que, na história do Haiti, definem a luta dos escravos contra a opressão escravagista. No entanto, desloca essas lutas para o contexto da enunciação, fazendo com que a referência à independência do Haiti consagre a coragem dos negros escravos que a fizeram. Daí que a referência a essas lutas fortalece a intenção do poeta martiniquense de conclamar René Depestre a assumir a força e a tradição de seus ancestrais: 

Marronons-les Depestre marronons-les/ comme jadis nous marronions nos maîtres à fouet (p. 110). 

De algum modo, já se anunciam nesses versos os elementos de uma poética, que insistindo na busca de uma expressão livre, não se intimida, metaforicamente falando, com o chicote nas mãos do feitor. Por outro lado, é interessante observar o modo como o poeta se apropria, no poema, de estereótipos construídos pelo discurso escravagista, para desconstruí-los, no entanto: 

Depestre j'accuse les mauvaises manières de notre sang/ est-ce notre faute/ si la bourrasque se lève/ et nous désapprend tout soudain de compter sur nos doigts/ de faire trois tours de saluer. 

No poema, além do tom altamente irreverente com que o poeta se apropria de imagens depreciativas sobre o negro, percebe-se uma deliberada insurreição às regras da versificação tradicional. A falta de pontuação e um ritmo mais livre quebram a sisudez e funcionam como marcos de uma atitude contestatória à poesia bem comportada proposta por Aragon. Por isso o poeta conclama Depestre à insubordinação, à transgressão: rions buvons e marronons (p. 110). É particularmente com relação à fetichização da pele e do sangue, vistos como marca indelével da inferioridade do negro, que o poeta se insurge, reforçando intenções marcadamente irônicas. Se é por causa do "sangue ruim" que os negros são incapazes de reter as normas aprendidas, esse sangue é, na verdade, "um vaudou puissant", energia criadora de expressões rebeldes e indomadas. 

Andrade salienta ainda, no poema de Césaire, os versos que aludem à difícil relação entre poesia e revolução e, embora, na época, o poeta martiniquense ainda pertencesse aos quadros do Partido Comunista, fica clara, no poema, a sua censura ao controle da arte. 

Mas há, ainda, no poema, outras referências que nos permitem aludir a um movimento que, querendo traçar percursos mais abrangentes para a Negritude, insistem em perceber os espaços demarcados pela escravidão, nas Américas, e os africanos como semelhantes. Daí, o fato de estar em Paris mas psicologicamente envolvido com as lutas dos negros marrons, ultrapassa as referências espaciais e poéticas, ressaltando outras questões. Andrade chama a atenção, nesse sentido, para a importância desse poema na compreensão do vasto cenário de lutas a que ele se refere: 

É preciso ler todo o poema e fazer uma análise semântica para ver tudo o que ele veicula como revolta de um poeta que afirma a sua negritude e que aconselha o outro a renunciar, imediatamente, ao perigoso caminho da domesticação da poesia e do ritmo. (ANDRADE, 1997, p. 128) 

Pode-se dizer que muitas das idéias defendidas por Césaire eram também as de Mário de Andrade, principalmente as que se referem à denúncia do sistema de opressão imposto ao homem negro e à sua cultura. Algumas dessas idéias ficam evidentes no seu poema A canção de Salabu, publicado na Antologia da poesia negra de expressão portuguesa, organizada por ele e por Francisco José Tenreiro e publicada em 1953. Nesse poema, o drama do negro submetido às leis severas do sistema colonialista era sentido como condizente com uma ordem desumana que era preciso denunciar e expurgar. A voz que lamenta, no poema de Andrade, a vida e a sina dos "deserdados da terra" alude ao drama dos inominados, daqueles que foram transformados em "utensílios de trabalho", como bem acentua René Depestre, referindo-se à mão de obra escrava que foi utilizada à exaustão no sistema escravocrata nas sociedades modernas (DEPESTRE, 1980). 

Na entrevista dada a Michel Laban, o teórico angolano salienta a importância do pensamento de Aimé Césaire e também da literatura produzida por ele e pelos poetas norte americanos, principalmente Langston Hughes na conscientização da situação do negro explorado como força de trabalho. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-228-01980">

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<DOC DOCID="HAREM-401-01988">
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Programa de Adaptação à Faculdade ( Mentorado )
Mentores de Estatística Mentores de Física
O que é o Mentorado?
O Mentorado tem como principal objectivo facilitar a integração dos novos alunos na FCUL aproveitando a experiência dos alunos mais velhos - os mentores. Os programas de Mentorado são utilizados há muitos anos em instituições de ensino superior europeias e de outros continentes, com bons resultados. Na FCUL este programa foi baptizado com o nome de PAF - Programa de Adaptação à Faculdade
O PAF é uma espécie de praxe?
Não. Embora o PAF também possa, ou deva, ter um ambiente lúdico e informal, ele procura fazer um acolhimento e acompanhamento mais aprofundado e específico que as praxes, aproveitando as actividades e espaços de encontro para fomentar a aproximação entre os novos alunos e prevenir o isolamento, partilhar com eles informações importantes sobre o espaço físico da FCUL, sobre o funcionamento do Departamento e do curso, sobre o planeamento das cadeiras e do estudo, etc. Além disso, é suposto que esse acompanhamento seja feito de forma regular ao longo das primeiras semanas do primeiro semestre e não apenas no início das aulas.
Como nasceu o PAF na FCUL?
O PAF nasceu no Departamento de Física, a partir de uma primeira iniciativa espontânea dos seus alunos, que foi depois continuada com o apoio do Conselho Directivo, da Comissão Coordenadora do Departamento e do GAPsi . Desde o começo que houve a ideia de alargar o PAF por fases a toda a FCUL, tendo o DEIO sido escolhido para a segunda etapa desse processo.
Quem é responsável pela implementação do PAF?
O PAF é uma iniciativa do Conselho Directivo e da Comissão Executiva do DEIO, com o apoio e coordenação da equipa de psicólogos do Gabinete de Apoio Psicopedagógico da FCUL - GAPsi . Contudo, na prática o PAF é sobretudo um programa feito por alunos para alunos. São os mentores que contactam directamente com os novos alunos e que em última análise têm liberdade para determinar o tipo de acolhimento e acompanhamento que fará mais sentido para eles. O GAPsi tem sobretudo um papel de preparação inicial dos mentores e de apoio e coordenação durante o seu decurso.
Os Psicólogos Coordenadores
Cláudio Fernandes Guiomar Gabriel José Simões
Texto fornecido aos novos alunos
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<DOC DOCID="HAREM-71B-02005">
Oates, Joyce Carol
(1938-)

Escritora e ensaísta norte-americana. Natural de Lockport, Nova Iorque. Os seus romances são frequentemente descrições agressivas e realistas das forças do mal e da violência na cultura moderna.

Oates explorou sempre a ligação entre a violência e o amor na vida americana, nos seus romances cheios de surrealismo. Sendo uma escritora prolífica, a autora utiliza uma extensa gama de géneros e cenários, incluindo a comédia Unholy Loves (1979), o terror gótico de A Bloodsmoor Romance (1982) e o thriller Kindred Passions (1987).

Em 1999, a escritora lançou a obra Blonde, uma mistura de ficção com factos reais da vida de Marilyn Monroe. Entre 1968 e 1978, Oates leccionou na Universidade de Windsor no Canadá. Durante este período muito produtivo, paralelamente à sua vida académica, Oates escreveu novos livros, uma média de dois ou três por ano. Oates tornou-se numa escritora mais respeitada e homenageada dos Estados Unidos.
Em 1978, mudou-se para Princeton, New Jersey, onde continuou a leccionar na Universidade de Princeton. Pouco tempo depois de chegar a Princeton, Oates iniciou a obra Bellefleur (1980), o primeiro de uma série de romances góticos.

Publicados em 1980, estes romances marcaram uma tendência do realismo psicológico dos seus primeiros trabalhos.

Entre os seus outros romances incluem-se With Shuddering Fall (1964), A Garden of Earthly Delights (1967), Expensive People (1968), Them (1969), vencedor do Prémio "National Book", Wonderland (1971), Do with Me What You Will (1973), The Assassins (1975), Childwold (1976), The Triumph of the Spider Monkey (1976), Son of the Morning (1978), Mysteries of Winterburn (1984), Solstice (1985), Marya: A Life (1986), You Must Remember This (1987), American Appetites (1989), Because It Is Bitter, and Because It Is My Heart (1990), Black Water (1992), Foxfire (1993), What I Lived For (1993), First Love (1996), We Were the Mulvaneys (1996), Zombie (1996), On Boxing (1997), Come Meet Muffin! (1998), Broke Heart Blues (1999), My Heart Laid Bare (1999), Starr Bright Will Be With You Soon (2000), The Barrens (2001), Beasts (2002), Big Mouth and Ugly Girl (2002) e Middle-Age (2002). 
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<DOC DOCID="HAREM-31C-02021">
Partilho igualmente a concepção do senhor deputado Spencer, também manifestada por outros oradores, de que há necessidade de nos empenharmos em relação àquilo que podemos fazer aqui na União, mas, se quisermos realmente resolver estes problemas, é importante promover o tal diálogo, o qual se torna tão premente em relação a China e à Índia, por exemplo.

Vários oradores abordaram a questão do programa SAVE-II. Nomeadamente a senhora deputada Dybkjær e também o senhor deputado Blokland que achou que faltavam meios adicionais para um programa de investigação orientado por objectivos. Devo dizer que aquilo que se passou no Conselho da Energia, onde o meu colega, o senhor comissário Papoutis, se debateu energicamente contra o corte efectuado, me pareceu profundamente injusto e leva, aliás, a que surjam algumas dúvidas em relação ao que realmente será possível alcançar no campo da investigação, facto que, apesar disso, não nos deve impedir de prosseguir até onde nos seja possível ir.

O senhor deputado Lannoye referiu-se especificamente à proposta alemã e aos objectivos que a mesma encerra. Presentemente estamos a trabalhar com diversas propostas vindas de países da União, e apoiamos com agrado, porque necessitamos de objectivos ambiciosos para podermos avançar, algumas das propostas apresentadas, porque desejamos avançar com as negociações. Isto constitui um objectivo geral em relação ao qual é possível avançar.

A única intervenção desta noite que de facto não compreendi muito bem foi a da senhora deputada OomenRuijtens, e não a compreendi porque a sua intervenção dava a entender que na Comissão nos teríamos simplesmente cruzado os braçosa, só porque não conseguimos levar por diante o imposto sobre as emissões de CO2 . Estou certa de que a deputada Oomen-Ruijten se recorda que, quando se mostrou ser evidente que não iríamos conseguir a aprovação daquele imposto, a Comissão apresentou algumas linhas de orientação que permitiriam aos Estados-membros prosseguir esse objectivo, justamente porque não nos queríamos conformar com o impasse criado no Conselho da Ecofin, e assim continuámos os nossos trabalhos. Existe um novo mandato, que o Comissário Monti está a analisar, e quanto às conferências internacionais discutidas aqui esta noite nada têm a ver com o referido imposto mas sim com os objectivos, e por conseguinte temos de escolher os meios que queremos aplicar neste campo.

Estamos - como poderei dizer à senhora deputada Van Putten - empenhados na ajuda às ilhas menores e na resolução dos problemas que referiu. Irei com muito gosto procurar estudar em conjunto com, nomeadamente, o Comissário Pinheiro outras possibilidades. Estamos muito atentos a esta questão, registando-se uma óptima colaboração neste domínio.

Gostaria ainda de dizer ao senhor deputado Virgin que um dos objectivos da conferência de Roma relativamente aos meios económicos era, justamente, analisar o que foi realizado pelos Estados-membros, como por exemplo a Suécia, mas também por outros Estados-membros, quando procuraram aplicar esses meios, designadamente, como funciona, quais os pontos fracos e como prosseguir. O verdadeiro avanço neste domínio estará nas negociações que irão decorrer na conferência intergovernamental, nomeadamente, pelas deliberações por maioria nos vários domínios, mas isso é - e julgo que o Parlamento e eu estamos de acordo neste ponto - uma discussão diferente que terá de ficar para outra altura.

Senhor Presidente, verifico que a senhora comissária diz não me ter compreendido. Gostaria de esclarecer um pouco isto.

Em primeiro lugar, verifico que, devido a estas alterações climáticas, estabelecemos alguns acordos no sentido de promover a redução do CO2 ; que já há quatro anos andamos a discutir este assunto entre nós; que, entretanto, a Comissão surgiu com essa taxa sobre a energia CO2 ; e que essa taxa não vai por diante. A minha pergunta é: que conseguiu a Europa de concreto, em termos de redução do CO2 ? Niente , nada, zero.

Senhor Presidente, verificando isso, pergunto: por que motivo se não poderá então, a par do plano relativo ao CO2 , do plano que traçámos relativamente a essa taxa, tentar também conseguir alguma coisa através do instrumento da redução voluntária, da passagem voluntária de combustíveis fósseis para outros renováveis, coisa que, devo dizer-lhe, funcionou bem nos Países Baixos? Por que motivo não pode a senhora fazer alguma coisa a este respeito? Este é, no fundo, o meu pedido: em vez de esperarmos resignadamente, vejamos se, com coisas novas, ainda será possível conseguir, de facto, algo.

Senhor Presidente, a senhora comissária respondeu a uma das minhas duas perguntas, mas não à outra. A segunda pergunta referia-se à existência ou não de uma proposta eventualmente emanada dos serviços da Comissão, limitando a um máximo de 550 PPM a concentração aceitável de CO2 na atmosfera, no futuro. Esta levaria, é preciso que se diga, a um aumento de 2 graus na temperatura média. Essa proposta existe ou não? Constitui uma base de discussão?

Gostaria de dizer ao Senhor Deputado Lannoye que, segundo entendi, essa proposta não é nossa, e embora tenha sido incluída nas negociações, não me quero pronunciar sobre esta matéria sem a ter aprofundado melhor, pelo que irei estudá-la para depois poder dar uma resposta cabal.

Gostaria de repetir à Senhora Deputada Oomen-Ruijten que compreendi perfeitamente a sua primeira intervenção, a qual se distinguiu de todas as outras feitas aqui esta noite por opinar que a Comissão nada tinha feito, em virtude de não ter conseguido levar por diante a questão do imposto sobre as emissões de CO2 . Isso não é verdade. Conforme salientei registaram-se progressos, tendo sido apresentado um conjunto de linhas de orientação precisamente com o objectivo de melhorar a situação. Além disso insistimos, com veemência, para que fossem apresentados objectivos e temos estado activos neste campo, a última vez por ocasião da Conferência de Berlim. Os objectivos foram alcançados por vários países de formas diferentes. Descrevemos algumas das formas em como isso foi conseguido. Nós próprios continuámos a trabalhar. Consta do nosso programa de trabalhos que irá surgir um acordo voluntário, por forma a ver como podemos contribuir, não só em relação às mudanças climatéricas como também noutras áreas, e tenho grandes expectativas no sentido de conseguir, na reunião da Comissão de amanhã, a aprovação do programa dos lubrificantes para automóveis que tem muito a ver com as emissões e com a possibilidade de reduzir as mesmas. Por isso, ao mesmo tempo que mantemos que seria sensato e correcto criar um imposto sobre as emissões de CO2 , debruçámo-nos sobre as linhas de orientação e trabalhámos, conforme referi, com um conjunto de outras propostas, e, além disso, também não vamos desistir de, no âmbito da conferência internacional, conseguir a inclusão de algumas normas que nos parecem razoáveis nas negociações que irão decorrer com os outros países.

Dou por encerrado o debate .

(A sessão é suspensa às 19H40)
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-238-02030">
Campisport 2001

Animação - Vale a pena participar!
A EXPONOR - Feira Internacional do Porto responde ao apelo dos portugueses e acolhe a 23.ª edição da CAMPISPORT - Exposição de Campismo, Caravanismo e Desporto.
Mais uma edição que vai decorrer de 24 de Novembro a 2 de Dezembro, mais uma oportunidade de, antecipadamente, ficar a conhecer as novidades do mundo do lazer e dos tempos livres para 2002.
Em Portugal, as actividades desportivas e o contacto com a natureza têm registado, de ano para ano, um crescimento no número de adeptos.
Para fugir ao quotidiano, cada vez mais portugueses escolhem o campismo e o caravanismo, aproveitando todos os espaços de tempo permitidos pelo calendário.
Constituindo uma mostra completa e especializada do sector, a CAMPISPORT destina-se aos amantes e praticantes do campismo, do caravanismo e de todas as actividades destinadas ao lazer e aos tempos livres.
Paralelamente decorrem também os seguintes eventos:
EXPOMÓVEL HABITAT NATAL - Precisamente um mês antes do Natal, a EXPONOR acolhe, pelo segundo ano consecutivo, a exposição de Inverno de mobiliário, decoração, artesanato e lazer.
O "artigo do dia" surge como uma das grandes novidades da edição deste ano.
Os produtos em exposição e a extensa gama de estilos e propostas decorativas permitem aos milhares de visitantes o contacto com um universo de soluções para decorar ou remodelar os diferentes espaços da casa e do jardim.
EXPOLIVRO - Numa coorganização com a União dos Editores Portugueses (UEF), a EXPONOR vai realizar a primeira edição do que será, certamente, um dos certames mais importantes do sector.
A EXPOLIVRO contará com actividades paralelas inovadoras e com espaços destinados a sub-sectores: espaço infantil, espaço BD, espaço viagens, entre outros.
Os três eventos terão o seguinte horário de abertura ao público:

· fim-de-semana: das 15 às 23 horas

· dias de semana: das 17 às 23 horas

· último dia: das 15 às 20 horas.
Não perca estes eventos na EXPONOR!

Exponor - info@exponor.pt Copyright® 2001

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<DOC DOCID="HAREM-401-02031">
DIRECÇÃO DA ANIMAR REUNE EM ÉVORA
Acolhida calorosamente pela Associação de Desenvolvimento Rural TRILHO, reuniu em Évora, nos dias 24 e 25 de Maio, a Direcção da ANIMAR. A reunião visou, no essencial, realizar o balanço da MANIFesta 2001, e em parte dela estiveram também também presentes dois elementos da IN LOCO que participaram activamente na coordenação do evento, Miguel Velez e Anabela Garibaldi.
Durante a primeira fase dos trabahos foram admitidos seis novos associado, dois colectivos e quatro individuais. Depois disso, fez-se um ponto da situação de várias actividades, projectos e participações da ANIMAR. O balanço da MANIFesta 2001 ocupou, naturalmente, parte substancial das reunião. Os Directores e outros presentes foram unânimes ao considerar que este evento foi um sucesso e um passo importante na afirmação da vitalidade do movimento de desenvolvimento local. Destacou-se a importância do processo da Assembleia, a riqueza dos debates, a diversidade e qualidade da animação e a intensidade global do programa, que captou a atenção de milhares de visitantes. A Direcção sublinho o papel dos Dinamizadores Regionais e saudou a colaboração incansável e empenhada dos membros da INLOCO, assim como de muitos outros voluntários. Foram ainda identificados alguns pontos fracos do processo e debatidas perspectivas quanto à futura MANIFesta, nomeadamente a necessidade de abrir de imediato candidatura para selecção dos promotores locais.
Outro ponto em destaque foi a participação da ANIMAR na organização dos II Encontros Mundiais do Desenvolvimento Local, que terão lugar em Portugal em Abril de 2002. A Direcção reafirmou o interesse do evento e a disponibilidade para participar. Contudo, considerou ser necessário definir algumas premissas chave em matéria de organização e assunção de responsabilidades, no sentido de clarificar a sua presença na estrutura do evento e definir os Directores que neles representarão a ANIMAR.
No final da reunião houve tempo para um breve encontro com representantes de ADLs do Alentejo. Em Évora fazia calor, mas as intalações disponibilizadas para a reunião, em pleno centro da cidade, foram um pequeno oásis, que muito contribui para o bom ritmo dos trabalhos.
Évora, 25 de Maio de 2001
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-744-02045">
 Rodoviárias esperam queda no movimento 
 Da Reportagem Local 

 Quem for viajar saindo de São Paulo neste feriado de Corpus Christi vai encontrar menos movimento nas estradas, aeroportos e estação rodoviária do que no último feriado prolongado, de 21 de abril (Tiradentes) . 


 Pelos quatro terminais rodoviários da cidade, devem passar 670 mil pessoas até segunda-feira . 


 Durante o feriado prolongado de Tiradentes, o movimento foi de 750 mil pessoas . 


 Há lugares para todos os destinos, mas até ontem à noite eram poucas as passagens, em ônibus extras, para Campos do Jordão (SP), litoral sul do Rio de Janeiro e para Brasília . 


 Quem quiser viajar de avião hoje vai ter menos horários para escolha, mas ainda deve encontrar passagens, de acordo com o quadro de reservas de ontem à noite . 


 Na Varig, só havia lugares para o Nordeste e Sul nos vôos da tarde de hoje . 


 Na Vasp, quem quiser ir para o Centro-Oeste e Foz do Iguaçu (PR) vai ter que ficar em lista de espera . 


 Nas estradas não havia congestionamentos na noite de ontem . 


 Na Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo à região Sul do país, há um desvio pelo acostamento nos dois sentidos no km 473,5 (veja texto ao lado) . 


 Na Imigrantes, a operação descida vai até hoje às 15h e se reinicia amanhã às 17h, até 12h de sábado . 


 A rodovia Marechal Rondon está com obras de duplicação em um trecho de 279,5 km entre Bauru e a divisa com o Mato Grosso do Sul, o que obriga o motorista a atravessar vários desvios e reduções de pista . 


 A Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, também está com obras de duplicação . 
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<DOC DOCID="HAREM-12J-02049">
O russo será uma das seis línguas principais usadas por João Paulo II amanhã e depois, no Encontro Mundial da Juventude, no Santuário Mariano de Czestokowa, onde se prevê a presença de um milhão de jovens, o dobro dos que há dois anos se congregaram em Santiago de Compostela.
É que, além de a proximidade geográfica da URSS e dos outros países do Leste, muita coisa aconteceu nos últimos 24 meses na grande Casa Comum Europeia.

Ao chegar, às 9 horas (TMG) de hoje, ao aeroporto de Cracóvia, João Paulo II será recebido com um mínimo de formalidades.
É a quinta vez que Karol Wojtyla pisa, como Pontífice, o solo da sua pátria.

Mas convencionou-se que esta sua deslocação de três dias, para presidir ao Encontro dos Jovens em Czestochawa, seria considerado um complemento ainda da sua recente viagem à Polónia, de 1 a 9 de Junho passado.
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<DOC DOCID="HAREM-737-02055">
 Para quem vai ficar em casa os "carnival cocooners" envio esta seria de sites com diversao garantida para os quatro dias se souberem bem explorar os links e sib-links: 
 Votos doa afro americanos na Florida: descrenca 
 http://www.sptimes.com/News/021801/State/Black.voters.believe. 
 shtml http://www.sptimes.com/News/021801/State/Disbelief..hard.feeli.shtml http://www.sptimes.com/News/021801/State/It.s.2001..but.racism.shtml http://www.sptimes.com/News/021901/State/Governor.s.rating.dro.shtml 
 Anatomia de um golpe constitucional 
 http://www.lrb.co.uk/v23/n03/acke2303.htm 
 Guias para escrever ao editor de seu jornal diario 
 http://www.pubpol.duke.edu/courses/op-ed/national/. 
 http://www.ragged-edge-mag.com/mediacircus/opedtips.htm http://www.casanet.org/communications/graphic-standards/opeds.htm http://www0.mercurycenter.com/opinion/write/. 
 http://www.opinion-pages.org/. 
 http://www.spannet.org/cc/mnt61.html 
 http://mav.net/guidelines/oped.shtml 
 http://www.geocities.com/cikusa/oped.html 
 http://www.2020vision.org/press2.html 
 http://www.accucom.net/pwirth/oped.html 
 http://www.govspot.com/pulse/opedpages.htm 
 Crusadas em privacidade 
 http://www.jacksonville.com/tu-online/stories/022001/met.5443870.html 
 Monitoramento Visual 
 http://www.ai.mit.edu/projects/vsam/. 
 A reinvencao da Privacidade 
 http://www.theatlantic.com/issues/2001/03/lester.htm 
 Propriedade Intelectual 
 http://tm0.com/sbct.cgi?s=112055577&amp;i=306504&amp;d=1073726 
 Novas Tecnologias podem imterromper seu downloading 
 http://www.latimes.com/business/20010220/t000015255.html 
 Artigos de ponta do Independente de Londres 
 http://www.independent.co.uk/argument/Leading.articles/. 
 O Jornal Asiatico de Tecnologia e Negocios 
 http://www.nikkeibp.asiabiztech.com/wcs/leaf? 
 CID=onair/asabt/intvw/123985 
 Sobre canetas e Tinteiros 
 http://www.pentrace.com/index.html 
 O Dallas Morning News 
 http://www.dallasnews.com/. 
 O Mercado de Educacao a Distancia esta' esfriando 
 http://economist.com/printedition/PrinterFriendly.cfm? 
 Story.ID=505047 
 Cidades Eletronicas 
 http://www.digitalplaces.uli.org/. 
 Uma Terra dos Sioux 
 http://chronicle.com/free/v47/i24/24a04601.htm 
 Um site so sobre Cartoons 
 http://www.cartoonbank.com/. 
 Uma Newsletter sobre conteudo Cultural 
 www.cordis.lu/ist/ka3/digicult/en/newsletter.html 
 Novas Perspectivas sobre Tecnologia da Informacao 
 http://news.cnet.com/news/persarchive/0,11016,0-1270,00. 
 html 
 O Audio do Discurso de Mandela de 1964 
 http://www.observer.co.uk/mandela/0,8221,435855,00. 
 html 
 Projetando Interfaces 
 http://www.asktog.com/basics/firstPrinciples.html 
 Globalizando a Democracia 
 http://www.prospect.org/print/V11/20/barber-b.html 
 Comunicacao, Arte, Ciencia e Technologia 
 http://netzspannung.org/cast01/. 
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<DOC DOCID="HAREM-404-02082">
 Filhos não buscam pais quando asilos fecham 
 Apenas 10% dos idosos são procurados por parentes 
 Da Reportagem Local 

 Menos de 10% dos idosos são procurados por parentes no mesmo dia do fechamento de um asilo, diz o promotor João Estevam da Silva, que comanda as vistorias nos asilos de São Paulo . 


 O Ministério Público realiza vistorias desde maio . 


 Até agora, 13 das 67 casas de repouso visitadas foram fechadas . 


 A maioria é acusada de maus-tratos, crime afiançável . 


 Os fechamentos dos asilos são sempre pelos mesmos motivos: comida estragada, falta de higiene, falta de médico responsável no local, remédios vencidos, idosos mantidos em cárcere privado etc . 


 Em algumas casas de repouso foram encontrados idosos vivendo em condições subumanas: feridos, passando fome e dormindo no chão . 


 A maioria das casas visitadas é denunciada por telefone . 


 Dos 67 asilos visitados, somente 15 tinham algum registro . 
  Todos os outros funcionavam clandestinamente . 
  A Secretaria de Estado de Saúde tem 107 asilos cadastrados . 


 O Ministério Público faz vistorias todas as terças e quintas em asilos da cidade . 


 (Lúcia Martins)Como denunciar um asilo  O MP recebe denúncias pelo telefone (011) 254-1146 . 
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<DOC DOCID="HAREM-821-02084">
Dossiers especiais
Dossier especial
Os números do sector. A saúde começa a funcionar como um mercado controlado pelo Estado, onde os fornecedores de equipamentos e fármacos constituem os grupos de pressão, ainda assim não tão mediatizados como o dos médicos ou dos farmacêuticos. Neste primeiro dossier, dedicado ao sector, fazemos-lhe uma introdução, explicando os números envolvidos. A missão do Estado. Neste segundo dossier, debatemos que papel deve o Estado assumir numa nova estratégia para a Saúde e pomos em confronto as correntes dos partidos políticos com assento parlamentar. Da direita liberalizante à esquerda oposta ao reforço do papel dos privados, o Governo aposta em modelos que passam por delegar a gestão e manter as funções de regulação e supervisão. A força dos privados. Que papel estão os privados a assumir no sector da saúde? Neste terceiro dossier, conheça os principais actores do sector e que investimentos estão a fazer. Salvador de Mello, presidente do maior grupo privado português com negócios na saúde, resume: «a população não quer saber de ideologias; o que quer é ter bons cuidados de saúde». Os privados prometem a solução. Desafios para o futuro. A encerrar esta série de dossiers especiais dedicados à Saúde, deixamos-lhe notas de optimismo, onde falamos do futuro, sobre como as novas tecnologias estão a facilitar o desenvolvimento da medicina e a aumentar a satisfação dos utentes; como as alternativas nos seguros de saúde podem complementar os esquemas de Segurança Social. Patrocinadores Site Optimizado para 800x600 e Internet Explorer 4.0 ou superior. Copyright© 2000 MediaFin, Sociedade Editora, SA.
Todos os direitos reservados. Politica de Privacidade. 248
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<DOC DOCID="HAREM-512-02094">
Pastoral Familiar - Notícias - Diocese 13/jul/2000
 Diocesana 13/jul/2000 Retiro Diocesano da Pastoral Familiar.
André L. Kawahala, pela equipe de comunicação A Coordenação da Pastoral Familiar Diocesana promoveu mais um retiro neste último domingo, 09/jul/2000.
O encontro aconteceu na catedral de Santo Antônio, em Osasco, e tinha abertura prevista para as 8 horas.
Houve um pequeno atraso para o início do retiro, porém sem qualquer prejuízo às atividades programadas para o dia.
Estiveram presentes representantes das 6 regiões pastorais e da diocese, num total estimado de quase 70 pessoas.
Além dessas tivemos também as pessoas que deram suporte ao evento trabalhando na cozinha, e tomando conta das crianças, que puderam se divertir nos fundos da catedral, enquanto os pais participavam das palestras.
A parte da manhã reservou uma palestra sobre o conteúdo do livro Cântico dos Cânticos, apresentada pelo seminarista Adílson.
Ele explanou sobre as condições do povo judeu à época em que o poema foi escrito, e depois trabalhou a leitura dos 8 capítulos do livro.
Após o almoço, o padre Omar, assessor diocesano da pastoral, dirigiu os trabalhos, coordenando um momento de interiorização, que culminou com a dinâmica do "deserto", onde cada casal pôde refletir a dois o conteúdo da escritura em suas vidas.
O dia encerrou-se com uma missa bem animada, celebrada pelo próprio padre Omar.
Os que estiveram presentes ao retiro, com certeza puderam levar consigo um grande conteúdo para poderem prosseguir com seus trabalhos regionais, paroquiais e comunitários, assim como também para suas vidas pessoais.
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<DOC DOCID="HAREM-724-02105">
 CPI do Inamps pede fim de guias de internação 
 Da Agência Folha, em Maceió 

 O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de inquérito) do Inamps, deputado federal José Caboclo (PDT-SP), afirmou ontem em Maceió (AL) que o relatório final dos trabalhos vai propor o fim das AIHs, que são as guias de internação hospitalares . 


 As AIHs, segundo apurou a CPI nos últimos quatro meses, são a principal fonte de subsídios para as fraudes das verbas da saúde . 


 Como é feito hoje o repasse de verbas federais para os hospitais, segundo a CPI, há um superfaturamento no número de internações, o que lesa os cofres públicos . 


 Para promover e justificar um número maior de internações das que realmente foram executadas, muitos hospitais do país promovem verdadeiras "barbaridades clínicas" . 


 A CPI dispõe de casos de pacientes do sexo masculino que sofreram, por exemplo, cirurgia de laqueadura (ligação das trompas) . 


 Ou ainda, internações desnecessárias para doenças que não justificam a presença do paciente no leito hospitalar . 
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<DOC DOCID="HAREM-222-02106">
Andradas Hoje Online 
 Ano III - Número 118 Edição Digital nº 40 Andradas, 07 de Maio de 2000 Esportes Futebol - Estádio em Reforma - Perfil Rio Branco enfrenta América em BH O time de Andradas treinou toda a semana para o difícil compromisso deste domingo, às 17 horas, no Estádio Independência América
Mineiro está em 3º lugar e ainda briga por uma das vagas na final do Campeonato Mineiro, sendo que uma vaga já é do Atlético Mineiro, que soma 25 pontos. 
O Cruzeiro vem a seguir, com 15 e o próprio América em seguida, com 13 pontos. 
Sendo assim, o jogo é de suma importância para o time da Capital e, por outro lado, o time de Andradas também, briga para ser o melhor do interior, onde muitas emoções com certeza estarão reservadas para esta partida. 
Até o fechamento desta edição, o técnico Ivan Silva ainda não tinha definido a equipe considerada titular. 
Nos trabalhos realizados durante a semana aconteceram diversas mudanças no time titular: saíram Celson (goleiro), Samis (lateral), Arilson (volante) e Washington (atacante);
foram aproveitados Vítor, Celinho, Rafael e Kelinho. 
Em outros trabalhos da semana, houve novas mexidas no time e a confirmação só vai acontecer no dia do jogo. 
Quarta- feira tem Cruzeiro em BH O time deverá permanecer na capital mineira até a próxima Quarta-feira, quando enfrentará o Cruzeiro no Mineirão, em partida válida pela 3ª rodada do 2º turno. 
Sem dúvida, serão dois jogos dificílimos e, ao mesmo tempo, de grande importância em termos de classificação. 
A exemplo do que aconteceu no 1º turno, onde o Rio Branco enfrenta os três times da capital em jogos seguidos. 
Derrota para o Atlético Mineiro A partida disputada no último sábado em Andradas contra o Atlético Mineiro teve dois tempos distintos, onde o Atlético aproveitou a apatia do Rio Branco e fez 3 X 0 no 1º tempo. 
Após algumas mudanças e muita conversa no intervalo, o Azulão voltou disposto a apagar a má impressão dos 45 minutos iniciais e conseguiu. 
Mostrar um bom futebol, fazendo dois gols, que, se não foram suficientes para empatar a partida, serviu para resgatar o bom desempenho que o 
RB vem apresentando nos últimos tempos.
Aos 27 minutos do 1º tempo, aconteceu um fato curioso: com, a queda de energia em duas torres de iluminação, causada por um curto em um dos cabos de energia, o jogo ficou parado por quase 1 hora. 
Depois de muito corre-corre, tudo voltou ao normal e, pela movimentação e pelos gols, a partida agradou aos torcedores! 
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<DOC DOCID="HAREM-21B-02110">
Wilma Maria de Faria. Nasceu em 17 de fevereiro de 1945 em Mossoró, Rio Grande do Norte (Brasil). Professora e política potiguar, é mãe de quatro filhos. Primeira mulher a governar o Rio Grande do Norte. Filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde é Professora (atualmente licenciada para exercer o cargo de Governadora) do Departamento de Educação do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas.

Wilma de Faria iniciou sua vida pública em 1979, quando foi nomeada para a presidência do MEIOS - Movimento de Integração e Orientação Social - pelo Governador do Rio Grande do Norte e, à época, seu marido, Lavoisier Maia Sobrinho.

Em 1983, Wilma de Faria assume a Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social (STBS) durante o governo de José Agripino Maia. Nesse mesmo ano é eleita para a Câmara dos Deputados, exercendo o mandato de Deputada Federal durante a Assembléia Constituinte. Seus votos em temas relacionados a direitos sociais e dos trabalhadores fizeram-na figurar entre os deputados nota 10, distinção concedida pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (DIAP).

Em 1988, Wilma vence a eleição para a Prefeitura de Natal, cumprindo um mandato de quatro anos até 1992. Com a sua popularidade em alta, consegue eleger o seu sucessor, Aldo Tinôco. Em 1994, perde a eleição para Governador. Em 1996, já rompida politicamente com Aldo, volta a disputar a Prefeitura de Natal e vence novamente. No ano 2000 é reeleita. Em abril de 2002, renuncia à prefeitura para disputar o governo do estado, sendo eleita com 820.541 votos, correspondentes a 61,05% dos votos válidos. 
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<DOC DOCID="HAREM-901-02114">
Notícias
Campanha de vacinação contra sarampo foi prolongada em Kabul
A actual campanha de vacinação em Kabul vai ser prolongada até ao dia 12 de Janeiro. A campanha começou a 1 de Janeiro e estava prevista para durar 7 dias. Este prolongamento vai permitir que crianças em zonas mais inacessíveis da cidade possam ser vacinadas .
Até agora, os resultados são encorajadores e esperamos que pelo menos meio milhão de crianças recebam as vacinas. Perto de 1.000 pessoas que administraram as vacinas, integradas em 200 equipas, foram treinadas pela OMS para saberem lidar com os potenciais riscos da vacinação. A vacina do sarampo pode ter efeitos adversos se não for administrada de forma correcta.
A OMS considera muito positiva a participação activa das mães nas actividades relacionadas com a vacinação, agora que podem movimentar-se sem restrições, e regista o apreço que muitas delas manifestaram por esta medida de saúde preventiva para os filhos.
Em Kabul a vacinação é o primeiro passo de uma campanha apoiada pela UNICEF e pela OMS, que vai decorrer ao longo de três meses por todo o país para proteger as crianças contra esta doença de efeitos tão devastadores. O sarampo é a principal causa de morte no país, calculando-se que provoque cerca de 35.000 mortes por ano. A equipa que está em Kabul está a preparar-se para seguir para as Províncias Parwan, Capesa, Wardak e Logar na segunda fase da campanha.
A OMS deu início a um programa de formação para profissionais de cuidados de saúde. Em Termez, estabelecemos contactos com diversos médicos que querem trabalhar no Afeganistão. Os cursos não estão ainda definidos mas é muito provável que venham a ser centrados em doenças contagiosas e saúde reprodutiva. A OMS dará apoio em termos de instalações, assistência técnica e materiais para os cursos.
Voltar
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<DOC DOCID="HAREM-429-02122">
CAPÍTULO X / ACEITO A TEORIA 

Que é demasiada metafísica para um só tenor, não há dúvida; mas a perda da voz explica tudo, e há filósofos que são, em resumo, tenores desempregados. 

Eu, leitor amigo, aceito a teoria do meu velho Marcolini, não só pela verossimilhança, que é muita vez toda a verdade, mas porque a minha vida se casa bem à definição. Cantei um duo tecnicismo, depois um trio, depois um quatro... Mas não adiantemos; vamos à primeira parte, em que eu vim a saber que já cantava, porque a denúncia de José Dias, meu caro leitor, foi dada principalmente a mim. A mim é que ele me denunciou. 
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<DOC DOCID="HAREM-132-02130">
Jiu- jitsu
 Jiu-Jitsu, Um potencial 
Página principal Cada vez mais cresce o interesse do público ligado ao Jiu-Jitsu e a outras lutas por produtos que se
referem ao tema.
E o mercado editorial não fica atrás, além das revistas Tatame e Gracie Magazine há constantes lançamento de livros como o "Brazilian Jiu-Jitsu e Defesa Pessoal" de André Brandão e Ricardo Jucá e "Manual do Jiu - Jitsu" de autoria do bi-campeão mundial Fábio Gurgel, ambos lançados recentemente, que visam ao ensinamento didático das técnicas da luta.
Já contando, atualmente, com cerca de 20 mil atletas, cadastrados pela Confederação Brasileira que tem parceria com a Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro, o Jiu-Jitsu parece que elegeu mesmo o Rio como a capital mundial da luta.
Tanto é que os grandes campeonatos, como também, os lançamentos no mercado editorial são, quase sempre, na Cidade Maravilhosa.
O campeoníssimo amazonense - carioca de coração e adoção - Ismail Wallid defende o esporte , dizendo que o Jiu-Jitsu além de auxiliar no aspecto
pessoal, pois entre outras coisas, mantém a forma física e a disciplina, é relevante, também, sob o ponto de vista social, pois abre as portas de emprego para muita gente em vários segmentos.
Para ter bom desempenho o atleta tem que levar uma vida saudável, com a prática de bons hábitos.
Isso acaba despertando o interesse de empresários do ramo de saúde pelo Jiu-Jitsu.
- A prova é que surgem volta e meia patrocinadores dessa área investindo nos atletas, afirma Wallid, ostentando o patrocínio do Biochem -produto
que integra a linha de suplementos da americana Country Life - e da Rede Vitamins &amp; Minerals.
Página principal

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<DOC DOCID="HAREM-237-02138">
Selecao para os Programas de Doutorado e Mestrado em Ciencia da Informacao em 99 -UFRJ-IBICT 
 A partir do dia 9 de setembro, estara aberta a inscricao de candidatos a Selecao ao Doutorado e Mestrado em Ciencia da Informacao, do Programa de Pos-graduacao em Ciencia da Informacao (PPGCI). 
 Primeira Pos-graduacao da area no pais, criado em 1970 pelo Instituto Brasileiro de Informacao em Ciencia e Tecnologia do CNPq (IBICT/CNPq), se desenvolve, atraves de acordo, no arcabouco institucional da Escola de Comunicacao da UFRJ (Eco/UFRJ). 
 Com 270 dissertacoes de Mestrado e, aproximadamente, 10 teses de Doutorado apresentadas e aprovadas, o resultado das pesquisas sao divulgados, também, em artigos e relatorios, e sobretudo atraves das revistas especializadas "Ciencia da Informacao" e "Informare". 
 Para informacoes e editais: Secretaria de Pos-graduacao da Escola de Comunicacao/UFRJ, avenida Pasteur 250, Fundos, Urca, RJ. 
 Fones: (021) 
 295-9499 (Abeneser) e 275-4268/5994 (Lucia ou Aliette). 
 E+mail: e 
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<DOC DOCID="HAREM-92B-02147">
Feijoada 

Ingredientes: 

2 kg feijão preto 
½ kg costelinha de porco salgada (de molho, trocando a água) 
½ kg paio 
½ carne seca (de molho, trocando a água) 
1 kg lombo defumado 
2 rabinhos salgados (de molho, trocando a água) 
½ kg linguiça para feijoada 
300 g bacon defumado 
05 maços de couve 
15 laranjas 
Farofa ou farinha de milho torrada 
tempero verde (alho, cebola, salsa, cebolinha, vinagre, pimentão) 
Molho de pimenta (suco de 4 limões, bastante pimenta malagueta e um maço de cebolinha bem picadinho) 
Confecção: 

Deixe o feijão de molho de um dia para o outro.
As carnes salgadas também devem ficar de molho, trocando a água pelo menos três vezes à noite.
Cozinhe o feijão na panela de pressão apenas com a água e reserve.
Bata o tempero verde no liquidificador (4 dentes de alho, 3 cebolas grandes, 1 maço de salsa, 1 maço de cebolinha, 1 pimentão verde e vinagre para misturar).
Numa panela grande frite o bacon em pedaços bem pequenos. Refogue junto com ele o tempero pronto e vá colocando todas as carnes picadas, exceto o lombo defumado, em pedaços não muito grandes e o paio e a linguiça em rodelas. Tampe um pouco a panela e espere juntar um pouco de água. Despeje o feijão na panela com as carnes e deixe cozinhar até que a costelinha de porco esteja bem macia e cozida. Prove o sal. Quando já estiver pronto, coloque o lombo cortado em fatias finas e deixe cozinhar por mais um tempo.
Sirva com arroz branco, laranjas cortadas sem a pele, couve mineira bem fininha e farofa. Para cortar a couve, tire o talo e enrole as folhas fazendo um canudo. Corte o mais fino que puder. Frite a couve no óleo e coloque um pouquinho de sal. Frite a farinha de mandioca ou a farinha de milho no óleo com um pouco de sal.

Para acompanhar faça uma boa Caipirinha:

12 limões 
1 litro de cachaça 
açúcar ou adoçante 
gelo à vontade

Corte os limões em quatro pedaços e retire a pele branca que fica por dentro do limão. Numa vasilha de vidro esprema os limões junto com o açúcar e a cachaça. Coloque algumas pedras de gelo e... bom apetite.

Você pode usar vodca ao invés de cachaça. 


fonte: Jussara Albuquerque -  Minas Gerais
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<DOC DOCID="HAREM-868-02153">
Psicomotricidade 
eppa [eppa@eppa.com.br ] 
Psicomotricidade 
 
Programa de Treinamento e Desenvolvimento 
Conheça os 90 Cursos de formação continuada da EPPA: 
Clínica 
Educacional 
Organizacional 
EPPA News 
Fale conosco 
Cursos 2003
Site da EPPA 
Bom dia! 
O curso oferece ao participante um entendimento prático através de referenciais científicos e das técnicas que norteiam os procedimentos de intervenção. 
Aborda conceitos da inter-relação dos aspectos cognitivo, afetivo e motor, que favorecem o entendimento na comunicação da linguagem corporal. 
 
Conteúdo Programático 
 
* Principais conceitos da Psicomotricidade: Esquema e Imagem corporal, Tônus e o desenvolvimento. 
* Principais aspectos do desenvolvimento neuro-psicomotores da criança * Condutas motoras de base: Percepção, organização e estruturação temporal, Espacial e rítmo. 
* Condutas neuro-motoras: Lateralidade e o papel dos hemisférios cerebrais. 
* Técnicas e recursos em psicomotricidade 
* Materiais utilizados nas sessões . 
 
Destina-se 
 
Psicólogos, Pedagogos, Educadores, Assistentes Sociais e Profissionais de áreas afins. 
 
Docente
 
*Vânia Ramos - Profª de Educação Física; Psicopedagoga; Psicomotricista; Mestre em Gerontologia (PUC). 
 
Status 
 
C/horária 033 
 
Parcela R$. 
 
Nº parcela 3 Total 444,00 
 
Início 
 
Término 09/05/2003 
 
Dia Sex 19  às 22h  
 
Local 
 
Rua 13 de Maio, 733 - Bela Vista - (11) 3262 3256 
 
Para participar deste Programa de Treinamento e Desenvolvimento, é muito simples: basta acessar a PRÉ- RESERVA, selecionar este curso e aguardar nosso contato! 
Você está recebendo este informativo por estar cadastrado no site da EPPA, para interromper futuros recebimentos, basta preencher o formulário. 
 
Caso não visualizar este e-mail, clique aqui 
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<DOC DOCID="HAREM-254-02159">
México prende assessor de deputado do PRI 
Das agências internacionais 
A polícia mexicana prendeu ontem um funcionário da Câmara por suspeita de envolvimento no assassinato do secretário-geral do Partido Revolucionário Institucional (PRI, governista ), José Francisco Ruiz Massieu, 48, ocorrido quarta-feira na Cidade do México. 
Fernando Rodríguez González, assessor do deputado Manuel Mu¤oz Rocha, do PRI, teria hospedado o assassino na capital enquanto o crime era preparado. 
Rodríguez foi implicado por Daniel Aguilar Treviño, 28, que foi preso em flagrante minutos após o crime e confessou ontem. 
Aguilar que "não fuma, não bebe e é analfabeto", segundo a polícia disparou contra Ruiz com uma submetralhadora Uzi na avenida Paseo de la Reforma (centro). 
A arma travou após o primeiro tiro, que atingiu Ruiz no pescoço. 
Vinte pessoas já foram detidas sob suspeita de envolvimento no atentado. 
Carlos Angel Cantú Narvaez seria quem contratou Aguilar para cometer o crime, por 50 mil pesos (US$ 15 mil), e teria estado com ele no momento do assassinato. 
Outra hipótese levantada ontem é a de vingança pessoal. 
Rubio foi condenado a partir de investigação ordenada por Ruiz, então governador de Guerrero. 
Pesquisa de opinião publicada ontem pelos jornais "Reforma", da capital, e "El Norte", de Monterrey, diz que 29% dos entrevistados acreditam que Ruiz foi morto por ordem da "velha guarda" do PRI (no poder desde 1929). 
Para 72%, o crime está relacionado ao assassinato de Luis Donaldo Colosio, candidato presidencial do PRI, em 23 de março. 
Dos 920 entrevistados, 15% culpam os cartéis do narcotráfico e 14% responsabilizam o presidente Carlos Salinas de Gortari ou alguém próximo a ele. 
A hipótese de envolvimento dos cartéis da droga está relacionada ao fato de um dos irmãos de Ruiz, Mario, ser o subprocurador-geral da República encarregado do combate ao narcotráfico. 
Os 299 deputados eleitos pelo PRI para a próxima legislatura escolheram ontem Humberto Roque Villanueva para substituir Ruiz como líder da bancada. 
Em Brasília, o Itamaraty divulgou mensagem enviada a Salinas pelo presidente Itamar Franco, "repudiando mais esse ato de violência absurda". 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-319-02161">
Fora uma exigência da mamã. E em Londres ela, desorientada na enorme e estranha cidade, doente também, deixara-se levar pelas tontas ideias da mãe. Tomaram uma casa mobilada, muito cara, nos bairros de luxo, ao pé de Mayfair. A mamã falava em organizar ali o centro de resistência dos bonapartistas refugiados; no fundo, a desgraçada pensava em criar uma casa de jogo em Londres. Mas ai! eram outros tempos... Os imperialistas, sem império, não jogavam já o bacarat. E elas em breve, sem rendimentos, gastando sempre, tinham-se achado com aquela dispendiosa casa, três criados, contas colossais e uma nota de cinco libras no fundo duma gaveta. E Mac-Gren metido dentro de Paris, com meio milhão de prussianos em redor. Foi necessário vender todas as jóias, vestidos, até as peliças. Alugaram então, no bairro pobre de Soho, três quartos mal mobilados. Era o lodging de Londres em toda a sua suja, solitária tristeza; uma criadita única, enfarruscada como um trapo; alguns carvões húmidos fumegando mal na chaminé; e para jantar um pouco de carneiro frio e cerveja da esquina. Por fim faltara mesmo o escasso shiling para pagar o lodging. A mamã não saia do catre, doente, sucumbida, chorando. Ela ás vezes ao anoitecer, escondida num water-proof, levava ao prego embrulhos de roupa (até roupa branca, até camisas!) para que ao menos não faltasse a Rosa a sua xícara deleite. As cartas que a mamã escrevia a alguns antigos companheiros de ceias na Maison d'Or ficavam sem resposta: outras traziam, embrulhada num bocado de papel, alguma meia-libra que tinha o pavoroso sabor duma esmola. Uma noite, um sábado de grande nevoeiro, indo empenhar um chambre de rendas da mamã, perdera-se, errara na vasta Londres numa treva amarelada, a tiritar de frio, quasi com fome, perseguida por dois brutos que empestavam a álcool. Para lhes fugir atirou-se para dentro dum cab que a levou a casa. Mas não tinha um peny para pagar ao cocheiro; e a patroa roncava no seu cacifro, bêbeda. O homem resmungou; ela, sucumbida, ali mesmo na porta rompeu a chorar. Então o cocheiro desceu da almofada, comovido, ofereceu-se para a levar de graça ao prego, onde ajustariam as suas contas. Foi; o pobre homem só aceitou um shiling; até mesmo supondo-a francesa grunhiu blasfémias contra os prussianos, e teimou em lhe oferecer uma bebida.

Ela no entanto procurava uma ocupação qualquer costura, bordados, traduções, cópias de manuscritos... Não achava nada. Naquele duro inverno o trabalho escasseava em Londres; surgira uma multidão de franceses, pobres como ela, lutando pelo pão... A mamã não cessava de chorar; e havia alguma coisa mais terrível que as suas lágrimas - eram as suas alusões constantes à facilidade de se ter em Londres dinheiro, conforto e luxo, quando se é nova e se é bonita...

- Que te parece esta vida, meu amor? exclamou ela, apertando as mãos amargamente.

Carlos beijou-a em silêncio, com os olhos humedecidos.

- Enfim tudo passou, continuou Maria Eduarda. Fez-se a paz, o cerco acabou. Paris estava de novo aberto... Somente a dificuldade era voltar.
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<DOC DOCID="HAREM-422-02172">
Correio Sete Colinas
 Gal - Uma das melhores vozes de nossa MPB.
Batata mantém liderança em Capoeiras O que deveria ser uma reunião simples para 300 mulheres, quando a candidata do PSDB à prefeitura de Capoeiras, Fátima Vieira iria apresentar um vídeo sobre a importância do sexo feminino na vida política do País, acabou se transformando numa manifestação com a presença de mais de três mil pessoas.
O fato ocorreu no sábado, dia 09, no município vizinho e a explosão de gente nas ruas tem uma só explicação: o carisma do deputado federal Carlos Batata, que não é candidato a nada, nesta eleição, mas por onde passa arrasta gente igual ao que fazia no passado o frei Damião de Bozzano.
Garanhuns vive o X Festival de Inverno Garanhuns vive o X Festival de Inverno de sua história.
A festa, que este ano teve reforçada a sua programação cultural, começa com um concerto da Orquestra Sinfônica de Pernambuco em plena Praça Guadalajara e só termina no dia 22, com a apresentação do grupo de música pop Barão Vermelho.
Jarbas investe no Agreste Meridional O governador Jarbas Vasconcelos anuncia uma série de investimentos no Agreste Meridional, principalmente em
Garanhuns.
Em entrevista exclusiva ao CORREIO SETE COLINAS, Jarbas revelou as principais ações desenvolvidas na região e falou também sobre o Festival de Inverno, evento que considera completamente consolidado.
Bartolomeu e Izaías reúnem Imprensa Os candidatos à prefeitura de Garanhuns Bartolomeu Quidute, PSDB, e Izaías Régis, PPB, reuniram a imprensa local em restaurantes da cidade para anunciar seus planos de trabalho.
Quidute acusou Izaías de não cumnprir um acordo de união das oposições.
O ex-dirigente da ACIG negou a acusação e disse que o candidato tucano quer fazer política com o projeto de se vingar de Silvino Andrade.
"Eu não concordo com isso pois não tenho nada contra o prefeito", declarou Izaías.
Núbia A jornalista Núbia Kênia, com passagens pelo Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco, resolveu se unir ao CORREIO SETE COLINAS, fortalecendo mais ainda este periódico.
Ela estréia já neste número, trazendo as colunas, reportagens e anunciantes que eram do jornal Meridional.
"Estamos muito felizes com a fusão do Meridional e do CORREIO, porque achamos que esta união de forças irá contribuir para uma profissionalização maior do jornalismo local", declarou o editor geral Roberto Almeida, ao comentar a junção entre os dois jornais.
CORREIO SETE COLINAS Garanhuns - Pernambuco - Brasil É proibida a reprodução total ou parcial sem citar foto ou para fins comerciais.
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<DOC DOCID="HAREM-224-02174">
 El Salvador chega de ônibus 
 Dos enviados especiais 

 A seleção de El Salvador não é, na realidade, uma equipe nacional . 


 Os organizadores do jogo não sabiam qual seria o time para hoje à tarde . 


 A chegada dos jogadores estava prevista para ontem à tarde, às 18h30 (22h30 em Brasília) . 


 A seleção brasileira enfrentou a de El Salvador apenas uma vez . 
  Foi em 15 de outubro de 1975, no estádio Azteca, no México, pelos Jogos Pan-Americanos . 


 O último jogo desse combinado de El Salvador foi em maio, contra a seleção da Colômbia . 

 (FR e MM) 
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<DOC DOCID="HAREM-019-02188">
- E ides então casar a Roma?...

- Sim... Em qualquer lugar onde haja um altar e uma estola. Isso não falta em Itália... E é então, Ega, que reaparece o espinho de toda esta felicidade. É por isso que eu disse «quasi.» O terrível espinho, o avô! - É verdade, o velho Afonso. Tu não tens ideia como lhe hás-de fazer conhecer esse caso?...

Carlos não tinha ideia nenhuma. Sentia só que lhe faltava absolutamente a coragem de dizer ao avô: «esta mulher, com quem vou casar, teve na sua vida estes erros»... E além disso, já reflectira, era inútil. O avô nunca compreenderia os motivos complicados, fatais, iniludíveis que tinham arrastado Maria. Se lhos contasse miudamente o avô veria ali um romance confuso e frágil, antipático à sua natureza forte e cândida. A fealdade das culpas feri-lo-hia, exclusivamente; e não lhe deixaria apreciar, com serenidade, a irresistibilidade das causas. Para perceber este caso dum carácter nobre apanhado dentro duma implacável rede de fatalidades, seria necessário um espírito mais dúctil, mais mundano que o do avô... O velho Afonso era um bloco de granito: não se podiam esperar dele as subtis discriminações dum casuísta moderno. Da existência de Maria só veria o facto tangível: - caíra sucessivamente nos braços de dois homens. E daí decorreria toda a sua atitude de chefe de família. Para que havia ele pois de fazer ao velho uma confissão, que necessariamente originaria um conflito de sentimentos e uma irreparável separação domestica?...

- Pois não te parece, Ega?

- Fala mais baixo, olha o cocheiro.

- Não percebe bem o português, sobretudo o nosso estilo... Pois não te parece?

Ega raspava fósforos na sola para acender o charuto. E resmungava:

- Sim, o velho Afonso é granítico...

Por isso Carlos concebera outro plano, mais sagaz: consistia em esconder ao avô o passado de Maria - e fazer-lhe conhecer a pessoa de Maria. Casavam secretamente em Itália. Regressavam: ela para a rua de S. Francisco, ele filialmente para o Ramalhete. Depois Carlos levava o avô a casa da sua boa amiga, que conhecera em Itália, M. de Mac-Gren. Para o prender logo lá estavam os encantos de Maria, todas as graças dum interior delicado e sério, jantarinhos perfeitos, ideias justas, Chopin, Beetoven, etc. E, para completar a conquista de quem tão enternecidamente adorava crianças, lá estava Rosa... Enfim, quando o avô estivesse namorado de Maria, da pequena, de tudo - ele, uma manhã, dizia-lhe francamente: «Esta criatura superior e adorável teve uma queda no seu passado; mas eu casei com ela; e, sendo tal como é, não fiz bem, apesar de tudo, em a escolher para minha esposa?» E o avô, perante esta terrível irremediabilidade do facto consumado, com toda a sua indulgência de velho enternecido a defender Maria - seria o primeiro a pensar que, se esse casamento não era o melhor segundo as regras do mundo, era decerto o melhor segundo os interesses do coração...

- Pois não te parece, Ega?

Ega, absorvido, sacudia a cinza do charuto. E pensava que Carlos, em resumo, adoptara para com o avô a complicada combinação que Maria Eduarda tentara para com ele - e imitava sem o sentir os subtis raciocínios dela.

- E acabou-se, continuava Carlos. Se ele na sua indulgência aceitar tudo, bravo! dá-se uma grande festa no Ramalhete... Senão, foi-se! passaremos a viver cada um para seu lado, fazendo ambos prevalecer a superioridade de duas coisas excelentes: o avô as tradições do sangue, eu os direitos do coração.

E, vendo o Ega ainda silencioso:

- Que te parece? Dize lá. Tu andas tão falto de ideias, homem!

O outro sacudiu a cabeça, como despertando.

- Queres que te diga o que me parece, com franqueza? Que diabo, nós somos dois homens falando como homens!... Então aqui está: teu avô tem quasi oitenta anos, tu tens vinte e sete ou o quer que seja... É doloroso dize-lo, ninguém o diz com mais dor que eu, mas teu avô há de morrer... Pois bem, espera até lá. Não cases. Supõe que ela tem um pai muito velho, teimoso e caturra, que detesta o Sr. Carlos da Maia e a sua barba em bico. Espera; continua a vir à Toca, na tipóia do Mulato; e deixa teu avô acabar a sua velhice calma, sem desilusões e sem desgostos...

Carlos torcia o bigode, mudo, enterrado no fundo da vitória. Nunca, nesses dias de inquietação, lhe acudira ideia tão sensata, tão fácil! Sim, era isso, esperar! Que melhor dever do que poupar ao pobre avô toda a dor?... Maria de certo, como mulher, estava desejando ansiosamente a conversão do amante no marido pelo laço de estola que tudo purifica e nenhuma força desata. Mas ela mesma preferiria uma consagração legal - que não fosse assim precipitada, dissimulada... Depois, tão recta e generosa, compreenderia bem a obrigação suprema de não mortificar aquele santo velho. De resto, não conhecia ela a sua lealdade sólida e pura como um diamante? Recebera a sua palavra: desde esse momento estavam casados, não diante do sacrário e nos registos da sacristia - mas diante da honra e na inabalável comunhão dos seus corações...

- Tens razão! gritou por fim, batendo no joelho do Ega. Tens imensamente razão! Essa ideia é genial! Devo esperar... E enquanto espero?...

- Como, enquanto esperas? acudiu Ega, rindo. Que diabo! Isso não é comigo!
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<DOC DOCID="HAREM-11K-02199">
 Uns sancionados, outros não 
 
(Maputo) A detenção de agentes policiais e outros dirigentes de nível local, supostamente implicados nas mortes da cadeia de Montepuez, estão a inquietar populares locais de diferentes camadas sociais. Eles defendem que essas detenções são bodes expiatórios pois, alegam, "algumas das pessoas que estão a conduzir as investigações e a instrução dos processos tinham chegado a Montepuez, vindos de Maputo, mesmo antes das mortes". Ou seja, quando a morte colectiva se deu "esses nvestigadores de Maputo já estavam cá. Hoje parece que vão ficar impunes. E parece que alguns acabam de ser promovidos", disse-nos fonte idónea contactada a partir de Maputo. A fonte referiu que em Montepuez e em Pemba está-se a "falar muito mal. As pessoas perguntam se é regionalismo, se o sul nos quer dominar aqui no norte". 
 
Colocamos a alegação a Raúl Freia, Superintendente da Polícia afecto no Ministério do Interior. Ele respondeu-nos que "depois da ocorrência, o ministério tomou uma medida: investigar e trazer esclarecimentos. Foram as investigações que determinaram as detenções. Sobre casos específicos, vamos esperar que as investigações terminem para se ver o grau de culpabilidade". A uma outra pergunta, Freia respondeu que muitos agentes policiais já visitaram Montepuez, a partir de Maputo, consoante as fases de investigação". Ele escusou-se a fornecer-nos o número desses agentes. (A.A.)  
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<DOC DOCID="HAREM-23L-02210">
Pelo seu lado, José Augusto de Carvalho preferiu sublinhar que o aumento supera em muito o valor previsto para a inflação no próximo ano (dois por cento), acrescentando que o actual Governo tem cumprido a Lei das Finanças Locais em vigor. 
«A Associação Nacional de Municípios Portugueses pode ter outra leitura, mas esta realidade é inequívoca», acrescentou. 
 
Título: Salazar e Caetano -- Cartas Secretas (1932-1968) 
Autor: José Freire Antunes 
Das vésperas da institucionalização do Estado Novo à queda da cadeira que afastou Salazar, meio milhar de cartas trocadas entre o ditador e o seu delfim, que «ilumina zonas vitais de um longo e complexo relacionamento que foi feito de solidariedade e de conflitualidade, de intensidade e de distanciação, de sintonia e de divergência». 
Com prévio enquadramento histórico. 
 
Editor: Círculo de Leitores 
Nos pavilhões da FIL, os visitantes poderão apreciar a variedade da oferta de embarcações a motor -- a lancha Campion Marine, de 18 pés, por 3200 contos; a Status 180, um arrojado exemplar de 18 pés, com atrelado, a 4730 contos; ou a sofisticada linha italiana Cranchi, especialmente a de 36 pés e a Azimute, o mais luxuoso «fly bridge» do mundo, que custa 50 mil contos. 
Entre os extremos, vê-se também uma colecção de embarcações da tradicional Bayliner, a refinada Caravelle, Celebrity, Searay, Argus, Chaparral, Rinker, Fairline, Gobbi, Sealine, Nimbus e Cobalt, a última considerada o «Rolls Royce» dos mares. 
Como atracções extra, apresenta-se o Balt, um pequeno barco de 5,30 metros, com motor de 50 cavalos, vocacionado para o uso em rios, por 3679 contos, e a Cobia, uma linha de barcos para pesca com consola central. 
 
Nos veleiros, as opções não são tantas, sendo a principal novidade representada pelo Jeanneau 24, de 24 pés, que se pretende organizar em classe nacional para futuros campeonatos, além dos populares e práticos veleiros McGregor e dos conhecidos GibSea, barcos de cruzeiro seguros e confortáveis. 
Em termos de navegação, há uma oferta vasta e actual de equipamentos de convés e electrónicos, especialmente sondas (com um novo modelo que permite a visualização do fundo, além da proa, o Echopilot Incastec) e GPS (Global Posiotioning System). 
 
Desde o Verão de 1993 mais de sete mil xiitas iraquianos fugiram para o Irão, atravessando imensos lamaçais, para escapar às perseguições e ataques do Exército do presidente Saddam Hussein. 
Calcula-se que mais de 20 mil pessoas tenham abandonado as suas vilas e aldeias e se dirijam para áreas próximas da fronteira. 
 
Já em território iraquiano contam -- em relatos que têm surgido nos últimos meses, sobretudo na imprensa britânica -- o pesadelo que deixaram para trás: quilómetros e quilómetros de terrenos lamacentos onde anteriormente existiam pântanos, rios, lagos, culturas agrícolas; aldeias destruídas, populações massacradas, animais e plantas mortos em consequência do que se suspeita serem ataques com armas químicas. 
 
As bases de dados piratas existentes em Portugal dedicam-se à afixação e difusão de cópias ilegais de programas sujeitos a protecção, de resultados de experiências de penetração em sistemas informáticos, de informação acerca de protecções, de «portas de acesso» e de «passwords» de entrada nas redes Telenet, Telepac, Itapac e, em alguns casos, números de cartões de crédito. 
 
Algumas das chamadas «portas de entrada» vendidas eram da Lusa, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da empresa Aeroportos e Navegação Aérea (ANA). 
 
A heterogeneidade dos alunos que nos dias de hoje chegam à escola determina diferentes atitudes e, obviamente, diferentes tipos de indisciplinas. 
Durante o debate foram claramente distinguidos dois deles: aquele que é típico do ensino preparatório e das classes baixas e aquele que se verifica mais no secundário e que é protagonizado em conjunto por jovens das classes médias-altas, que se sentem protegidos pela sua origem. 
 
Momentos antes deste verificação, Albino Esteves, professor da Secundária Clara de Resende, enunciava medidas preventivas para a indisciplina na escola: o olhar reprovador do professor, o silêncio táctico, a sobrevalorização dos pequenos sucessos dos alunos mais fracos e o acompanhamento discreto das crises dos alunos. 
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<DOC DOCID="HAREM-404-02213">
 Pour memoire 

 Lembrete para o eleitor assalariado: nesta eleição, uma campanha para deputado federal custou até US$ 10 milhões . 
  Para saber quanto bufunfa isso significa, considere que, no fim da 2ª Guerra, para se levar vida de paxá era necessário possuir um saldo bancário de US$ 1 milhão daí o surgimento do termo "milionário" . 

 Dois em um 

 Excesso de zelo mudou de nome . 
  Agora, chama-se consciência . 
  É o que se deduz pela festa black-tie em prol dos meninos carentes da praça da Sé, oferecida no último sábado por Mario e Beatriz Pimenta Camargo em sua fazenda, a São Martinho, de Campinas . 
  No weekend anterior à festa, na mesma São Martinho, os Pimenta Camargo casaram a filha em grandíssimo estilo . 

 Helenismo 

 Na próxima terça, o arquiteto Charles Bosworth inaugura no restaurante Helena exposição de pinturas baseadas na fórmula da proporção áurea . 
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<DOC DOCID="HAREM-521-02220">
Biblioteca da Universidade de Évora
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<DOC DOCID="HAREM-817-02240">
 V JORNADA DE PESQUISADORES EM FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS do centro de filosofia e ciencias humanas da universidade federal do rio de janeiro. 
 dias: 25, 26 e 27 de outubro de 1999. local: campus da praia vermelha da ufrj. 
 VEJA PROGRAMACAO NO ENDERECO: 
 http://www.cfch.ufrj.br/Jornadas/programa.html 
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<DOC DOCID="HAREM-055-02244">
O meu pai era um lutador, defendia as suas ideias a ferro e fogo.
Imagine que uma das coisas que ainda hoje me faz impressão, só se podia subir de categoria no correios se dissesse que sabia francês.
Todos os colegas se inscreveram dizendo que sabiam francês porque sabiam dizer «merci beaucoop», que é «muito obrigado».
O meu pai disse: «Não, isso não é saber francês.
Eu não sei.»
Foi o único que não subiu.
Era um homem recto.
Admira-me o governo ponha uma condição dessas.
Para quê saber francês naquela altura ?
Isso ficou-me de exemplo para o longo da minha vida procurar ser recto, sério.
E os seus irmãos, como é que os descreve na infância ?
É curioso que nós tínhamos dois / três anos de diferença, mas convíviamos pouco porque quando eu estava na instrução primária, o meu irmão já estava na Escola Industrial.
Na Covilhã ainda não havia liceu nessa altura.
Uma cidade que não tinha liceu, tinha uma Escola Industrial muito boa, uma formação muito boa que podia entrar logo no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
O meu pai duvidou de ir para a Covilhã, e queria que fosse para Guarda, que tinha liceu, era a capital de distrito.
Mas de facto, a Escola Industrial foi muito boa e o meu irmão andava na escola.
Nos escuteiros eu era lobito e ele já era lobo.
Mas demo-nos sempre muito bem, embora não tivessemos convivido muito os dois.
Olhe convivemos muito mais aqui em Braga, quando estávamos na Faculdade de Filosofia, estivemos dois anos juntos.
Foi o único tempo da vida que estivemos juntos.
Éramos muito amigos, quando nos encontrávamos.
Ele morreu há uns 10 anos.
E a sua irmã ?
Ainda vive.
Actualmente, a minha família é ela.
Juntamo-nos sempre pela Páscoa, no Verão, mas a nossa convivência é mais pelo telefone do que directamente.
Só quando ela vem cá ou eu lá vou.
E quando era criança ?
Ela faz uma diferença muito grande de idade, são sete / oito anos de diferença.
Também não convivi porque eu não estava em casa nessa altura, encontrávamo-nos nas férias, era quando havia mais convivio.
Quais eram as actividades que faziam em família ?
Eu compria as minhas obrigações nas aulas e o resto eu queria era brincar.
E quando vinha alguma coisa séria, eu dizia:"Isso é com o meu irmão !»
Porque as tias eram um pouco chatas, as tias andavam sempre atrás dos meninos e eu queria era brincar com os meus primos.
Para mim a única coisa séria era estudar e o resto era para a brincadeira.
Isso é que me marcava e ainda hoje penso nisso.
Que tipo de brincadeiras ?
Jogar os jogos das crianças daquele tempo.
A família infleunciou a sua educação ?
Sim, sim, a família marcou-me e disso não tenho dúvida, tanto no aspecto religioso, na minha vida católica, embora os meus tios foram todos jesuítas, mas os meus pais não praticavam.
Apesar de tudo eram tolerantes uns com os outros.
Havia na família republicanos dos dois partidos, havia monárquicos, mas sempre se deram muito bem na família.
O que me marcou também muito sabe.
Os meus amigos ainda hoje, eu dou-me bem com toda a gente porque, podemos ter alguma discussão, mas nunca daquelas discussões, apenas troca de ideias.
Evidentemente, eles sabem o que eu penso, respeitam-me como é natural.
Isso também me marcou porque, do ponto de vista político e até religioso, havia de tudo.
Como descreve essa educação que recebeu ?
Culturalmente não foi lá que a aprendi, é evidente.
Foram os meus cursos, depois fui estudando, tive ocasião de estudar muita coisa porque para ser professor de Filosofia tive que estudar Economia em Bilbau, foi durante a guerra, não podia sair de Espanha, e depois em Levanda fiz Ciências Políticas e Filosofia aqui na Faculdade de Filosofia.
Portanto, a cultura não foi lá.
Mas o aspecto humano de convivência ai sim.
O carácter, a maneira de ser, ai sim, eu sinto-me Craveiro, marcado pela família.
E depois da primária para que escola é que foi ?
Isso para mim foi muito fácil porque como ia bem preparado da instrução primária, os meus companheiros com muitas dificuldades, mas eu nunca tive essas dificuldades porque era a continuação.
Estava preparado para ir cumprindo por aí fora.
Ao longo dos meus estudos nunca tive dificuldade porque estudava com facilidade e com gosto, mas tive sempre um princípio que eu hoje resumo «quem não sabe descansar, não sabe trabalhar».
E de facto, eu atribuo a essas causas porque eu depois gostava de brincar e de me distrair.
E assim nunca tive esses cansaços, esses esgotamentos, nem o desencanto pelo estudo.
Sempre gostei de saber e isso foi o meu professor de instrução primária que me meteu.
Para que escola foi quando acabou a instrução primária ?
Para o Ensino Secundário, em Castelo Rodrigo, a cidade mais próxima era «Cáseres».
Aí estive 5 anos, porque os jesuítas não podiam entrar em Portugal nessa altura.
Depois fui para Oia aqui na Galiza, onde entrei na Companhia de Jesus.
Estive lá só uns sete ou oito meses porque depois viemos para Portugal, para Braga, onde continuei os meus estudos de Ciências e Filosofia.
Depois fui professor de Literatura em Guimarães, foi lá que eu comecei a minha vida de professor, por isso foi uma cidade que marcou.
Estive lá três anos de professor.
Depois fui para o estrangeiro.
Comecei a estudar Teologia em Granada, Economia em Bilbau e Ciências Políticas em Levanda.
E como eu sempre fui um pouco sério nos meus estudos, tirei licenciaturas.
Para não estar só assim mais ou menos, tirei licenciatura em Economia em Bilbau, Ciências Políticas em Levanda e doutorei-me em Filosofia aqui.
Fui o primeiro doutorado de Braga.
Fiz o doutoramente em Braga.
E antes não existia a universidade, só existia a Faculdade de Filosofia.
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<DOC DOCID="HAREM-72L-02245">
O incidente de ontem é grave mas não é o primeiro. 
Várias vezes, nos últimos dois meses, afegãos e iranianos trocaram acusações sobre violações do território ou do espaço aéreo, alegações nunca confirmadas por fontes independentes. 
 
Em Agosto, por exemplo, Teerão anunciou uma troca de tiros, que terá sido efémera e com um número indeterminado de vítimas, sem conseguir no entanto provar uma agressão. 
Luís de Matos apresenta 45 minutos de magia com «Pequenas Grandes Ilusões». 
 
A música do Chile pelo grupo Alturas . 
 
A nossa participada A. DE MATOS atingiu uma facturação de cerca de 1.150.000 contos, mais 48% do que no ano anterior. 
 
Na sua actividade tomou um peso importante a venda de produtos transformados, na linha de estratégia que fixámos. 
 
«O mau tempo atrasou consideravelmente as operações», disse Ajit Vardi, um dos responsáveis da coordenação das operações em Bombaim, capital do estado de Maharashtra. 
 
Entretanto, a Índia rompeu com a sua tradição, aceitando com gratidão a ajuda material estrangeira. 
Recusou, contudo, as propostas dos governos estrangeiros de enviar para o país equipas de especialistas. 
O Governo indiano considera que dispõe de meios suficientes para realizar com sucesso as operações de socorro, mostrando-se reticente, segundo um responsável da distribuição da ajuda internacional, no que respeita a receber pessoal estrangeiro. 
Equipas propostas pela Rússia, Áustria, Itália, Alemanha e Suíça estavam a postos para partir para a Índia. 
Mas o estado de alerta foi suspenso no sábado com a justificação de que já era demasiado tarde para encontrar sobreviventes e que a Índia não fizera um apelo oficial, considerando suficientes os seus próprios recursos. 
 
Em relação à situação da Fonte da Telha e às demolições que ali já se efectuaram, Marçal Pina afirma não saber explicar por que é que parte do entulho se mantém no local, remetendo a explicação para o Ministério do Ambiente. 
Ministério que, aliás, acusa de ser culpado de parte dos problemas que se vivem na Costa da Caparica. 
«Desde o anterior Governo que as promessas são feitas, nomeadamente a aprovação do projecto urbano das praias e o da frente de praias, reiteradas pelo actual Executivo, mas nada é feito, não existindo qualquer espécie de diálogo entre o Governo e as autarquias.» 
 
O  vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Almada, CMA, José Luís Leitão, por seu turno, refere que a limpeza das matas que envolvem a zona da Fonte da Telha, que é feita, dentro do possível, pela autarquia, deveria ser competência do Instituto de Conservação da Natureza, ICN, pois a área está sob a sua alçada, através da tutela do Ministério do Ambiente. 
 
Temporada «made in USA» 
-- «The Edge», realizado por um neozelandês em Hollywood, Lee Tamahori, e baseado numa peça de David Mamet, acabou de estrear.«The Edge», realizado por um neozelandês em Hollywood, Lee Tamahori, e baseado numa peça de David Mamet, acabou de estrear. 
Junta Anthony Hopkins e Alec Baldwin no Alaska, depois de um desastre de avião. 
Hopkins é um bilionário, e pensa que Baldwin, um fotógrafo de moda, está a dormir com a sua mulher, Elle MacPherson, «top model» a tentar que a sua carreira cinematográfica pegue. 
Hopkins diz que, ao contrário dos seus filmes anteriores, que «eram tão divertidos quanto ver tinta a secar» e «bons exercícios de disciplina e economia e tudo isso», este é um filme do tipo que lhe apetece fazer agora -- acção. 
 
-- «U-Turn», de Oliver Stone, com Sean Penn, também acabou de ser distribuído nos ecrãs americanos. 
Penn tem um problema no seu carro que o obriga a parar numa pequena cidade de loucos no meio do Arizona. 
De lá não vai conseguir sair. 
Não vai ser um filme que obrigará Stone a pedir desculpa a dezenas de pessoas nas próximas dezenas de anos, como ele ainda hoje anda a fazer depois de «J.F.K.» e de «Assassinos Natos». 
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<DOC DOCID="HAREM-822-02248">
 ARLINDO MARTINS RIBEIRO Nasceu em 31 de março de 1872, em Xiririca, São Paulo.
Filho de Diogo Martins Ribeiro e da Sra. Anna Rufina De Almeida Ribeiro.
Muito criança foi para o Rio, onde viveu no comércio, tornando-se viajante de importante firma.
Em 17 de Abril de 1901, casou-se em Guarapuava com a Sra. Herminia Saldanha Branco, que veio a falecer dois anos e meio mais tarde.
Em 24 de janeiro de 1906, contraiu segunda núpcia com a Sra. Maria das Dores Branco Ribeiro, como sua primeira esposa filha do Coronel Eugênio Lopes Branco e que faleceu em 11 de abril de 1926.
Viúvo pela Segunda vez, viveu retirado na fazenda Trindade, de propriedade do seu sogro.
Mas já teve vida pública bastante ativa, tendo prestado vários serviços à terra de seus filhos.
Procurando manter-se alheio à política, foi, entretanto, eleito camarista para o período 1908 - 1912, em que com seus companheiros de edilidade,
desenvolveu trabalho muito ativo e proveitoso para o município.
Em 1916 foi eleito deputado estadual, como representante das classes conservadoras.
A sua passagem pelo Legislativo do Paraná foi assinalada com vários trabalhos de valor, que aumentaram o conceito em que já era tido no seio da população guarapuavana.
E tanto se impôs a sua pessoa ponderada, criteriosa, empreendedora e cheia de esforços que a população de Guarapuava logo pensou no seu nome quando quis colocar á frente do município uma pessoa que o fizesse progredir, livrando-o das peias da política profissional.
Homem de princípios, espírito calmo e todo ponderação, sempre procurou conhecer os problemas que mais de perto afetam o meio em que vive, tirando deduções e manifestando sua opinião, muitas vezes solicitada.
Em toda a sua obra, percebe-se que sempre se norteia para o lado prático dos assuntos que atraem a sua atenção.
Muito dedicado aos seus, excelente chefe de família, pai extremoso, solícito para como todos - soube criar à sua volta um ambiente de extrema simpatia e admiração.
Transcrito dos originais por Sandro Casagrande
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<DOC DOCID="HAREM-88E-02254">
Sua Excelência Senhor Presidente da República
Sua Excelência Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Senhor Representante Especial do Secretário-Geral da ONU
Caros Colegas Membros do Governo
Senhor Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Representante Residente do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas
Senhores Comandantes das F-FDTL e da PNTL
Senhores Representantes do Corpo Diplomático
Senhoras e Senhores 

Uma vez mais celebramos o dia dos Direitos Humanos proclamado há cinquenta anos atrás.

Este ano assinala-se o quinquagésimo quinto aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948 que se tornou o padrão universal para a defesa e promoção dos direitos humanos em todo o mundo.

Durante os 25 anos de ocupação estrangeira de Timor-Leste o desrespeito pelos direitos humanos foi uma constante na vida dos timorenses. Por isso, o respeito e a promoção dos direitos humanos têm sido sempre uma preocupação para os timorenses. Aliás foram no passado recente motivos da nossa luta de libertação.

O povo de Timor-Leste entende as ideias básicas de direitos humanos quando pedem mais segurança, liberdade, igualdade e justiça bem como desenvolvimento económico para cada um deles e as suas famílias.

Timor-Leste como país independente está empenhado no respeito, na defesa e na promoção dos direitos humanos. No preâmbulo e nos artigos 16.o a 73.o da nossa Constituição é explícito e inequívoco o apoio aos direitos, deveres, liberdades e garantias fundamentais e de outros direitos análogos.

O Governo da República Democrática de Timor-Leste tem reiterado e demonstrado o seu empenho em criar e manter um ambiente seguro onde haja o respeito pelos direitos humanos, considerando e incluindo estes como aspectos nucleares na política do desenvolvimento.

Por exemplo, o Plano Nacional de Desenvolvimento elaborado entre Setembro de 2001 e Maio de 2002 através de um processo participativo no qual se destaca o "Road Map" para o desenvolvimento do país nos próximos vinte anos, baseia-se em princípios fundamentais dos direitos humanos.

Na área da educação o Estado reconhece e garante ao cidadão o direito à educação criando um sistema público de ensino básico universal. O Estado promove a literacia, aquisição de conhecimentos e capacitação aos cidadãos de forma a que possam participar activamente no desenvolvimento económico, social e político;

Promove também a igualdade social e a unidade nacional, factores pertinentes a estabilidade do país e de cada um dos cidadãos.

Promove a igualdade do género, o acesso as oportunidades, serviços, bens e privilégios, a não-discriminação no trabalho e noutras oportunidades.

Defende e impulsiona o tratamento igual aos diversos grupos das populações de áreas diferentes;

Tem feito esforços no sentido de impregnar a honestidade, imparcialidade, professionalismo, integridade, empenho, dedicação ao trabalho, eficiência, transparência e responsabilidade nos serviços públicos;

Tem promovido o respeito e preservação dos valores e culturas dos vários grupos que constituem a sociedade timorense;

A democracia, soberania, respeito dos direitos humanos e o princípio da legalidade, igualdade perante a lei, etc. estão consagrados na Constituição.

Como devem recordar-se reunimo-nos em 10 de Dezembro do ano passado para celebrarmos a assinatura de Timor-Leste dos tratados e convenções aos quais se obrigou.

Hoje, temos razões para celebrar este dia aquí em Timor-Leste.

É justo dizer que se verificaram avanços significativos no sector dos direitos humanos durante o corrente ano. Os direitos consagrados na Declaração Universal os quais se incluem os direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais são respeitados em Timor-Leste. 

O direito à igualdade, o direito à vida, a liberdade e segurança e integridade pessoal, a proibição da tortura, da discriminação e de tratamentos degradantes, o direito à justiça, a privacidade, a crença, a liberdade de opinião, de associação, a segurança social, o direito ao trabalho e a educação, estão entre outros consagrados na lei fundamental de Timor-Leste.

O Conselho de Ministros aprovou o projecto de lei sobre o Provedor de Justiça que está neste momento no Parlamento Nacional. É preocupação do Governo promover a boa governação.

A formação e o treino das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, da Polícia Nacional de Timor-Leste e dos guardas prisionais são orientados pelos princípios dos direitos humanos. O mesmo acontece com o desenvolvimento e a implementação dos programas para os direitos das mulheres e das crianças. É do interesse do Governo que haja melhor aproximação entre as instituições do Governo e as ONGs bem como com outras organizações.

Contudo, existe um certo número de áreas que necessitam de atenção urgente. Como por exemplo, a adaptação do direito interno aos tratados e convenções de que Timor-Leste é parte e o reforço do sistema judiciário e prisional.

O Governo está ciente e entende que ao melhorar a opinião pública e da aceitação dos seus direitos e obrigações contribuirá ao fortalecimento e a defesa contra os abusos e violações dos direitos humanos. Esta é a razão da criação e do desenvolvimento de mecanismos de forma a assegurar a primazia dos direitos humanos em Timor-Leste e também de combater violações de direitos humanos onde quer que aconteçam.

O Governo e os representantes de grupos de direitos humanos estão a elaborar um Plano de Acção Nacional de Direitos Humanos com o objectivo de realizar através de acções concretas os instrumentos ratificados em 2002 e 2003. Este Plano criará estruturas apropriadas de forma a promover e tutelar efectivamente os direitos humanos em Timor-Leste identificando também as prioridades, criando programas e fiscalizando os mecanismos de forma consistente e de harmonia com os propósitos políticos, culturais, legais, sociais e económicos.

O Governo pretende incentivar, no próximo ano, diversidades sociais, económicas e culturais de acordo com as Convenções das Nações Unidas sobre os direitos económicos, sociais e culturais. No entanto, para que se possa realizar é necessário que haja contribuição de todos.

O respeito pelos direitos humanos depende de cada um de nós, como indivíduos, organizações e instituições. Para que se torne realidade em Timor-Leste é necessário que cada um de nós seja um verdadeiro actor no processo.

Vamos todos celebrar esta data exercendo e gozando os direitos a nós inerentes não esquecendo contudo das nossas obrigações. 

Obrigado !
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<DOC DOCID="HAREM-00H-02258">
Montalegre constrói piscinas 

A Câmara Municipal de Montalegre vai investir 150 mil contos (cerca de 750 mil Euros) na construção das piscinas municipais, revelou fonte camarária .
A autarquia adjudicou também a primeira fase do Centro Cultural de Salto, um investimento que ronda os 54 mil contos (270 mil Euros) .
De acordo com a mesma fonte, a câmara aprovou ainda o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil e o protocolo celebrado entre a autarquia e a Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Agrícola do Vale do Tâmega para avançar com o projecto «Urbanismo Comercial em Montalegre» .
A Câmara de Montalegre atribuiu ainda subsídios de oito mil contos (40 mil euros) à Probarroso e de 900 contos (4.500 euros) à Junta de Freguesia de Outeiro, pela derrocada do muro de suporte da rua principal de Parada .
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<DOC DOCID="HAREM-32H-02261">
O Diário do Minho continua hoje com a publicação de algumas opiniões sobre temas que foram notícia durante o ano de 1998 .
Desse balanço, publicamos agora os depoimentos de Jorge Cruz, administrador-delegado do Parque de Exposições de Braga, Henrique Barreto Nunes, responsável pela Biblioteca Pública de Braga, e José Eduardo, jornalista da área do desporto do Diário do Minho .
A conclusão da auto-estrada "A3", a acção cultural da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a passagem do Sporting de Braga a Sociedade Anónima Desportiva são os temas desenvolvidos .
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<DOC DOCID="HAREM-33J-02267">
Dias Gomes reescreverá «Irmãos Coragem»
A novela que Janete Clair assinou entre junho de 70 e julho de 71 ganhará nova versão na Globo em 95
O baiano Dias Gomes, 70, está se preparando para ressuscitar um clássico da teledramaturgia brasileira.
Semana que vem, começa a reescrever «Irmãos Coragem», novela de Janete Clair que a Globo exibiu com enorme sucesso entre junho de 70 e julho de 71.

A emissora pretende lançar o «remake» em janeiro de 95, às 18h, no lugar de «Tropicaliente».

TUDO PELO CLIENTE
No centro de todos esses nossos esforços de qualidade está o nosso cliente.
É tudo pelo cliente.
A principal meta da melhoria da qualidade da Degussa no Brasil é a satisfação total do cliente.

É o cliente quem define os requisitos que teremos de cumprir e, até mesmo, superar, praticando qualidade em sua plenitude e obtendo, assim, seus benefícios, que são competitividade, lucratividade e satisfação.

Entendemos que palavras como respeito, atenção e ética, incluindo a eficiência na prestação dos serviços, devem mais do que nunca, nortear nossa conduta nas relações com nossos clientes.
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<DOC DOCID="HAREM-804-02277">
TCHAU! 


 A agência italiana de notícias "Ansa" informa que em NY circula o boato de que em outubro Sinatra fará na Itália seu último concerto . 
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<DOC DOCID="HAREM-622-02282">
ECONOMIA
 CORREIO DO POVO PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 1999 Justiça autoriza adição do MTBE à gasolina A mistura do produto metil-tércio-butil-éter (MTBE) à gasolina está autorizada no Estado.
Por unanimidade, a 3&amp;ordf Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4&amp;ordf Região negou ontem o agravo de instrumento interposto pela União e Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra a liminar concedida em 17 de fevereiro pelo juiz federal da 5&amp;ordf Vara de Porto Alegre, Cândido Leal Júnior.
A medida desobrigava o Estado a adicionar o álcool anidro à gasolina, conforme determina a Lei 8.723/93.
Hoje a proporção do álcool na gasolina varia de 22% a 24%.
Desde março, o MTBE, que era produzido no Pólo Petroquímico de Triunfo, deixou de ser misturado à gasolina, na proporção de 14%.
Com a troca pelo álcool, vindo de São Paulo e Paraná, o secretário da Fazenda, Arno Augustin, estimou uma perda de R$ 40 milhões em arrecadação de ICMS este ano, cálculo baseado no preço da gasolina em março.
Conforme técnicos da Refap, cerca de 30 milhões de litros de MTBE eram adicionados mensalmente à gasolina no Estado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sulpetro/RS), Antônio Goidanich, a decisão judicial anterior, mantida pelo TRF, proibia a obrigatoriedade da adição do álcool à gasolina.
A decisão da volta do MTBE à gasolina, agora, depende das distribuidoras, avalia Goidanich.
Os técnicos da Refap acham difícil o uso do MTBE, pois o litro do álcool custa entre R$ 0,30 e R$ 0,40 às distribuidoras, enquanto o MTBE tem valor próximo a R$ 0,70 o litro.
Correio do Povo Porto Alegre - RS - Brasil
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<DOC DOCID="HAREM-273-02298">
Empates na Honra
O Ovarense-Amora e o Nacional-Académica, dois jogos da 26ª jornada da II Divisão de Honra antecipados para ontem, terminaram empatados. Em Ovar, a equipa da casa esteve mesmo a perder com o Amora, quando um erro defensivo permitiu a Rui Maside inaugurar o marcador (14'). A Ovarense atacava mais, mas só aos 64' conseguiu marcar, por Emanuel, que de cabeça concluiu um canto marcado por Quinito. O Amora teve dois expulsos -- João Paulo (56') e Gil (72') -- mas manteve o empate até ao final. Na Madeira, o Nacional empatou a zero com a Académica num jogo fraco e onde o calor foi o dado mais assinalável. A 26ª jornada ficará completa hoje com os seguintes jogos: Penafiel-Rio Ave, Famalicão-Espinho, Portimonense-Estoril, Torreense-Leça, Feirense-Felgueiras, União Lamas-Paços Ferreira e Aves-Campomaiorense
Bremen à frente
O Werder Bremen já alcançou o Borussia Dortmund no primeiro lugar do campeonato alemão de futebol, tendo anteontem vencido o Duisburg por 5-1 e beneficiado do empate (0-0) cedido pelo Borussia na deslocação a Estugarda. O Werder Bremen abriu o marcador logo aos 18' pelo líbero egípcio Hany Ramzy e chegou ao intervalo a ganhar por 3-0, com golos de Mario Basler (24') e Bernd Hobsch (36'). Marco Bode fez o 4-0 aos67', o Duisburg reduziu por Markkus Marin (78') e foi Andreas Herzog quem estabeleceu o resultado final, a sete minutos do fim. Sem poder contar com Stephane Chapuisat, Steffen Freund e Matthias Sammer, o Borussia não foi ontem além de um empate a zero em Estugarda, onde só ganhou uma vez nos últimos 12 anos. O Borussia Moenchengladbach, que venceu em Bochum por 2-0 (golos de Thomas Kastenmaier e Heiko Herrlich), e o Kaiserslautern, que derrotou o Schalke por 1-0 (golo de Steffan Kuntz) aproximaram-se dos líderes, estando agora a apenas dois pontos. Eis os resultados da 23ª jornada: Werder Bremen-Duisburg, 5-1; Estugarda-Borussia Dortmund, 0-0; Bochum-Borussia M'Gladbach, 0-2; Dynamo Dresden-Hamburgo, 1-1; Bayern Munique-TSV Munique, 1-0; Schalke-Kaiserslautern, 0-1; Bayer Uerdingen-Eintracht Frankfurt, 1-1;Bayer Leverkusen-Freiburg, 2-4; Karlsruher-Colónia, 0-0. Classificação após 23 jogos: Borussia Dortmund e Werder Bremen,  34 pontos; Borussia Moenchengladbach e Kaiserslautern, 32; Freiburg e Bayern Munique, 30; Karlsruher, 25; Bayer Leverkusen, Hamburgo e Estugarda, 22; Colónia e Eintracht Frankfurt, 21; Schalke, 20; Bayer Uerdingen, 16; Bochum e TSV Munique, 14; Duisburg, 13; Dynamo Dresden, 12.
França teve Taça
O Paris St. Germain e o Bastia ficaram ontem apurados para a final da Taça da Liga de França, em futebol. A equipa parisiense venceu fora o Le Havre, com um golo de Raí na conversão de um penalti, e defrontará na final o Bastia, que derrotou na Córsega o Montpellier por 3-1. O Bastia marcou primeiro, por Bruno Rodriguez (43'), mas Thierry Laurey chegou ao empate seis minutos depois. E só nos últimos dez minutos o Bastia assegurou a presença na final, com dois golos de Franck Burnier (82') e Anton Drobnjak (88'). O vencedor da Taça da Liga terá direito a estar presente na Taça UEFA da próxima época.
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<DOC DOCID="HAREM-432-02309">
DeMaria em Recife
 DeMaria em Recife Estivemos no início de setembro em Recife, capital do Estado de Pernambuco, a pedido de nosso cliente, o tabelião Carlos Alberto Ribeiro Roma, do Tabelionato João Roma.
Na ocasião, que antecedeu uma reforma no ambiente físico do mesmo, pudemos avaliar a estágio atual daquela serventia no que diz respeito à informática no setor de firmas e autenticação, e sua estrutura de atendimento.
O principal entrave que lá encontramos foi, decididamente, a quantidade de fichas existente nos acervos do cartório.
Usuária do módulo de Firmas do DOC já há alguns anos, a serventia ainda hoje não usa todas as potencialidades do produto, o que se deveu, em
parte, a problemas ocorridos com um antigo responsável pela informática e também ao gigantismo dos arquivos.
Segundo nossas avaliações, apenas 10% do total de firmas estão cadastradas, o que significa que boa parte das buscas realizadas durante o dia só são bem sucedidas caso se recorra ao arquivo antigo, não informatizado, em uma lenta pesquisa manual.
Nosso aconselhamento, em resumo, foi que a serventia, em conjunto com a reforma nas instalações, também investisse na aquisição de novos equipamentos e na montagem de uma pequena equipe para a digitação do acervo, em um ambiente de rede.
Reafirmamos, na ocasião, que as demais providências por nós indicadas como necessárias (como, p.
ex, o uso de etiquetas de segurança em substituição aos carimbos), embora também úteis, em se considerando a qualidade no atendimento ficariam em segundo plano se comparadas com a providência principal, ou seja, aquela de se indexar todo o acervo de aproximadamente 500 mil fichas.
Sem dúvida um desafio !
Aproveitamos o ensejo para informarmos que como nossa estadia na cidade foi muito rápida, não pudemos proceder uma visita a todos os nossos clientes da região.
Em um dos percursos Cartório-Hotel, demos uma "parada-relâmpago" no Registro Civil de Pina, onde reencontramos Francisco e sua mãe titular da serventia D. Maria Aparecida Lauria Araújo Soares.
Registramos a ocorrência em uma foto e solicitamos que transmitisse nossas desculpas a todos os outros Oficiais Registradores clientes da DeMaria naquela cidade pela falta de tempo para uma visita "de verdade".
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<DOC DOCID="HAREM-132-02310">
FUJIFILM do Brasil
 EXPOSIÇÃO NA CASA DA FOTOGRAFIA FUJI RETRATA O POVO BRASILEIRO A Casa da Fotografia Fuji abre ao público, a partir do dia 22 de setembro, a exposição "Brasilidade", um retrato do povo brasileiro, a partir do olhar do fotógrafo Canário Caliari e do geógrafo Sérgio Rondelli.
São 49 imagens que registram o brasileiro que vive em contato com a natureza no Cerrado, no Pampa, na Caatinga, na Mata Atlântica, no Pantanal, na Floresta Amazônica e no Litoral.
Segundo Canário Caliari, o objetivo principal é retratar o cotidiano do povo brasileiro inserido no ambiente em que vive e, a partir dele, descobrir o Brasil.
"Para você conhecer um país é preciso conhecer as pessoas, olhar para o povo".
Nesta busca, ele flagrou o cotidiano das pessoas, a relação com o meio ambiente, o artesanato, a culinária, o folclore etc. O resultado é a cara 
do Brasil, que muitos brasileiros desconhecem.
"Os estrangeiros sempre estiveram 'de olho' nas potencialidades do Brasil, mas o brasileiro desconhece o seu próprio país.
Por isso, queremos mostrar a cara do Brasil para os brasileiros", afirma Canário. 
Projeto Brasil 2 mil As imagens que compõem a exposição "Brasilidade" fazem parte do projeto Brasil 2 mil: 500 anos em 500 dias, uma iniciativa de Canário Caliari e de Sérgio Rondelli com o objetivo de documentar o Brasil nesta virada de milênio.
Durante exatos 500 dias - de 9 de dezembro de 1998 a 22 de abril de 2000 - eles percorreram todos os ecossistemas brasileiros totalizando 86 mil 
quilômetros de carro e 20 mil quilômetros de barco, canoa, balão, avião, helicóptero, cavalo e a pé.
O vasto e rico material produzido durante a expedição - 30 mil fotos e 150 horas de vídeo - está reunido em uma exposição itinerante, que vem percorrendo diversas localidades do país.
Para divulgar este trabalho, Rondelli e Caliari também realizam palestras e, em breve, vão lançar um livro para contar as histórias e aventuras que colecionam desde 93, quando realizaram a primeira expedição pelo Brasil, percorrendo a pé os 300 quilômetros de praias entre Itaúnas, litoral 
do Espírito Santo e Porto Seguro, na Bahia.
O Projeto Brasil 2 mil contou com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio da FUJIFILM.
A aventura pode ser conferida pela internet no site: http://www.brasil2mil.com.br.
Informações p/imprensa: Ateliê de Textos c/ Alzira Hisgail e Isabel Silvares Telefax: (11) 3675.0809 e-mail: atelie@uninet.com.br Home | Contatos Copyright © FUJIFILM
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<DOC DOCID="HAREM-311-02315">
SAPO ADSL.PT
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2 Endereços de e-mail com o domínio do Sporting CP (ex: meunome@mail.sportingcp.pt) ;
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E tudo isto com uma tecnologia de acesso à Internet que lhe permite:
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Estar sempre ligado: usufrua de uma ligação à Internet sempre disponível, sem pagar mais por isso;
Controlar os seus custos através de uma mensalidade fixa: navegue o tempo que desejar, sem pagar quaisquer custos telefónicos adicionais de dados;
Telefonar enquanto acede aos seus conteúdos favoritos;
Deduzir os custos no IRS: deduza na sua declaração fiscal o custo do seu kit SAPO ADSL.PT, bem como o custo da activação e das mensalidades do serviço.
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<DOC DOCID="HAREM-002-02323">
 Carneiros Apoio Histórico O município de Carneiros registra suas origens na história recente de Alagoas.
Os primeiros registros indicam, apenas em 1923, a existência de uma única casa - integrante do Sítio Carneiros - propriedade de João Francisco, que deu esse nome ao lugar por conta de uma cacimba de acordo com os moradores locais que teria sido aberta por um carneiro.
Daí sua primeira denominação ter sido "Cacimba do Carneiro", sendo depois reduzida apenas para Carneiros.
Virgulino Ferreira, o destemido Lampião, teve sua passagem registrada na história do município no dia 02 de dezembro de 1930.
Para os moradores, porém, o fato não teve grande importância.
Os primeiros comerciantes foram Adão Vieira de Melo e seu cunhado José Lino, que, junto, aos pioneiros Alfredo Rodrigues Melo e Euclides Alves Feitosa deram início ao desenvolvimento da localidade, fazendo com que agricultores de outras regiões - atraídos pela fertilidade das terras se instalassem na região.
A primeira missa e também a primeira feira do povoado foram realizadas em 25 de dezembro de 1945, atraindo grande número de pessoas de toda a região, e transformando-se numa tradição dominical.
O então povoado de Carneiros foi elevado a distrito em 1960, subordinado a Santana do Ipanema.
Liderada por Alfredo Rodrigues de Melo, Agenor Rodrigues dos Anjos, Oton Gaspar de Farias, José Alves Bulhões, Ormindo Joaquim de Santana, Eronildes
Soares Ribeiro, entre outros, a emancipação política ocorreu em 11 de julho de 1962.
Os festejos do município resumem-se na festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e a da emancipação, ambas bem movimentadas.
Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Batalha.
Limites: Santana do Ipanema, São José da Tapera e Olho D'Água das Flores.
Altitude: 300 metros acima do nível do mar.
Área: 86 km².
Clima: Temperado.
Máxima de 32° e mínima de 20°.
População: 5.938 habitantes.
Educação: 2.818 vagas (redes estadual e municipal).
Saúde: 03 Postos de Saúde.
Acesso: AL 497.
Endereço da Prefeitura: Rua Cônego José Bulhões, s/n - CEP: 57.505-000 - Tel.
(82) 627-1122/1121/1114.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-63L-02334">
E.G.: A A.B.P.ganhou bastante e acrescento que nunca houve em Delegação nenhuma,uma tão grande afluência de sócios para a votação,como se verificou nestas Eleições. 
Isto significa que os Barmens não estão esquecidos. 
Continuo a dizer que acho bem que os Barmens saibam que a Delegação está aberta para todos eles,e gostaria imenso que eles aparecessem em vez de uma vez por mês, dez vezes porque temos todas as condições criadas para os receber. 
Podemos beber um copo,jogar gamão,damas,snooker,ver televisão,etc. 
 
Judo (52.500 contos)Nelson Brás,Sílvia Henriques,Pedro Caravana,Michel Almeida,Guilherme Bentes,Pedro Soares e Filipa Cavalleri. 
 
Lutas Amadoras (7 mil contos)-- David Maia. 
Foi por via de o filho de Pedro Anes,de seu nome Gonçalo Reimão,que o Campo de Vale Formoso passou a ser conhecido como campo,ou quinta,do Reimão; 
um documento de meados do século XVII refere já uma Rua do Reimão. 
Situada extramuros,a nordeste da Porta do Cimo de Vila,a fértil quinta do Reimão,alimentada por o ribeiro de Mijavelhas,chegou depois,por via hereditária,à posse dos Cirne; 
daí que surja muitas vezes referida como Campo do Cirne. 
 
Rua onde ainda hoje se concentram algumas das mais antigas casas de mármores e cantaria da cidade,a Avenida de Rodrigues de Freitas conta ainda com duas instituições de especial relevo para a história da cidade,descontado o já referido recolhimento para órfãs: a Biblioteca Pública Municipal do Porto -- cuja fachada lateral está voltada para a Rua de D.João IV e para o Jardim de Marques de Oliveira (vulgo de S.Lázaro)-- e a Escola Superior de Belas-artes do Porto. 
 
Passados seis meses sobre o anúncio oficial da existência da arte paleolítica do Côa,continuamos pois à espera de iniciativas válidas e de boa fé para que,independentemente da decisão final que venha a ser tomada sobre a barragem,o monumento seja estudado com os meios que a sua grandeza requer. 
Até quando permitirão os cidadãos portugueses,cujos impostos sustentam a hierarquia do IPPAR,e cujas contas de electricidade alimentam os orçamentos sumptuários da EDP,que esta vergonha continue? 
 
* Docente do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa 
Presidente da Secção de PréHistória da Associação dos Arqueólogos Portugueses 
Membro do Conselho Permanente da Union Internationale des Sciences Pré et ProtoHistoriques (UISPP) 
 
O segundo dia terá a economia como tema comum às três sessões. 
Incluirá,naturalmente,o debate sobre a UEM,numa perspectiva europeia e portuguesa,a posição europeia na economia mundial e,ainda,o papel da UE no processo de reintegração da Rússia na economia internacional ou a dimensão económica e política das relações transatlânticas. 
Entre os participantes,estarão Alan Milward,Jacques Attali,Vítor Constâncio,Leonardo Ferraz de Carvalho,Vítor Martins,Artur Santos Silva,Jorge Jardim Gonçalves e Pedro Ferraz da Costa. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-944-02337">
 As eleições e a casa dividida 
 José Sarney 

 Qualquer que seja o resultado das eleições, o importante para o Brasil é encerrar um período exacerbado de divisão nacional . 


 Nas democracias, as crises se resolvem pela eleição . 


 Nosso país ficou dividido, na rasteira da confrontação ideológica mundial em que uns estavam condenados à salvação e outros à perdição . 


 O Brasil precisa de conciliação . 
  Está cansado de permanecer dividido em que todos julgam, mas ninguém quer ser julgado . 


 Um país se faz com idéias mobilizadoras . 
  O país não pode nutrir-se permanentemente na fonte das idéias negativas, nas quais os fatores de desagregação são predominantes . 
  O ufanismo do passado transformou-se no pessimismo do presente . 
  O exercício do poder tornou-se sobrecarregado de demandas, difuso e conflitivo . 


 As eleições, assim, devem ser um fator capaz de conduzir à recuperação da autoconfiança da sociedade brasileira . 


 Esse é o caminho da democracia, um valor permanente e positivo que o Brasil conquistou . 
  Uma democracia que não é formal, na qual todos os segmentos sociais se interagem e se integram, participam e decidem . 
  A democracia é um fim em si mesmo, é um valor absoluto . 


 Custou muito recuperá-la . 
  Não como uma troca de homens e de governo, mas como mudança da sociedade, de conduta, de estado de espírito . 


 As eleições não podem ser uma hipótese de riscos, mas de oportunidades que não podem ser desperdiçadas . 


 Acredito que a solução dos nossos problemas, num momento em que se dissipam as nuvens da crise, funda-se na conciliação . 


 A política, no Brasil, tem que adquirir um caráter transitivo . 


 O grande projeto político brasileiro passa pela capacidade de construir áreas de entendimento e de concordância, o que nada tem a ver com acordos e bargalhas . 


 Lembremos Lincoln no seu discurso da casa dividida . 

 José Sarney escreve às sextas-feiras nesta coluna.
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<DOC DOCID="HAREM-34B-02351">
Forte de Corjuem

Este forte está completamente isolado entre o concelho de Bardez e Sanquelim e só poucoas pessoas sabem da sua existência, embora seja de alguma grandeza e tenha uma certa importância histórica na expansaõ portuguesa na Índia. Situa-se numa pequena ilha e é só acessível via ferry-boat. Está em mau estado de conservação. Com muros bem grandes e envolto pela natureza intacta está cheio de atmosfera e é possível imaginar como os soldados portugueses ansiosos por voltar a Portugal aqui esperavam pelos ataques devastadores dos maratas ou muçulmanos inimigos.

História

Consegui descobrir muito pouco sobre o passado deste forte. Até ao século XVIII o rio de Mapusa servia de fronteira natural entre os portugueses e os muçulmanos, e alguns muros antigos deste forte podem ser vistos perto do ponto de ferry em Aldona. Contudo em 1705 os portugueses iniciaram a a expansão para leste e foi sensivelmente nesta altura que foi construído o forte de Corjuem.

Conta-se que um dos defensores do forte foi Ursula e Lancaster (Lencastre?), uma mulher portuguesa que estava determinada em triunfar no mundo dos homens, e que se disfarçou de soldado e viajou pelo mundo fora. Chegada a Corjuem como soldado foi no entanto descoberta após ser capturada e despida, mas o final foi feliz e acabou por casar o capitão.
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<DOC DOCID="HAREM-43L-02352">
Trinta e sete anos 
Ao sair da penumbra, arrastando uma coisa parecida com névoa cinzenta e oleosa, suspensa a dois palmos da cabeça, João Carlos andou três ou quatro passos e parou com um suspiro, como se as suas pernas utilizassem um sistema de suspensão a ar. 
Via-se que, por várias causas, João Carlos se cansa com facilidade, pois também baixou os ombros e inclinou o queixo para o peito, sem nunca olhar para os lados das grandes janelas do tribunal. 
E depois a juíza chamou-o, vendo um homem com uma gabardina enorme, ainda maior que ele, um homem com cabelos grossos e brilhantes como crina de cavalo que tem andado à chuva, sem acompanhamento veterinário e com pouca forragem. 
 
Os olhos dele saíam para fora da cara e quase chegavam ao nível da cana do nariz, no caso de se apanhar de perfil a figura perdida e magríssima de João Carlos, que tanto podia ter vinte e poucos anos (estragados), como muitos mais, e de facto tinha. 
Com (37 anos, João Carlos acabara de ser preso mais uma vez por furto num supermercado. 
Com todo o respeito pelas suas opções criminosas, um crime ridículo: 
passou as caixas registadores trazendo escondidas nos bolsos 12 embalagens de 10 lâminas de barbear. 
Mas poderia vende-las. 
É aliás certo que as venderia num reles mercado negro, com tanto orgulho como, há umas décadas, uns senhores vendiam numa ruela da Baixa de Lisboa os esticadores de colarinho, e parece que disso viviam (disso e de preservativos clandestinos). 
 
Madrid também fechou em alta de (0,55 por cento (mais (2,05 por cento), com o seu índice geral a atingir (376,82 pontos. 
A alta madrilena foi causada pela abertura em alta de Wall Street e pela subida dos mercados obrigacionistas, que compensaram os sustos com o anúncio da demissão do general russo Alexander Lebed. 
O volume de negócios da sessão de ontem (31,2 milhões de contos. 
Em Frankfurt, registou-se uma subida de (0,05 por cento, com o índice DAX a fechar a (2.176,26 pontos, devido à baixa que atingiu Wall Street na quarta-feira. 
 
Nos mercados orientais, Tóquio foi a excepção e, ao meio da manhã, a bolsa tendia para uma alta marginal, com o índice Nikkei a marcar (12,07 pontos no fim da sessão da manhã. 
As baixas dos demais mercados marcaram uma tendência. 
Em Hong-Kong, no entanto, houve uma quebra e o índice Hang-Seng atingiu (61 pontos negativos, com uma subida posterior para (46 pontos. 
Singapura também fechou com uma ligeira baixa de (2,54 pontos. 
 
Vance destacou a aceitação pelos beligerantes do envio de uma força de manutenção da paz e sustentou que o novo cessar-fogo «indica, ao contrário dos anteriores, os procedimentos necessários para um acordo específico». 
Nas breves declarações que prestou aos inúmeros jornalistas que se acotovelavam à entrada do Palácio, Vance ainda teve tempo de alertar para a importância do novo acordo ser, de facto, respeitado no terreno: 
«O ponto mais crítico reside agora nas possibilidades em manter o cessar-fogo. 
Agora vou para Nova Iorque, onde relatarei a Butros-Ghali [ secretário-geral da ONU ] o que aconteceu nos últimos dias», afirmou antes de entrar apressadamente no Mercedes preto, já com o motor a trabalhar. 
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<DOC DOCID="HAREM-822-02356">
Fome no Nordeste
 Estatais foram privatizadas com dinheiro público A verdadeira natureza e caráter da equipe FHC estão estampados no balanço do BNDES.
Com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, criado por Jango Goulart para ser um banco de fomento do desenvolvimento industrial, o
BNDES de FHC emprestou, em 1997, US$ 16,9 bilhões para grandes bancos nacionais e internacionais e até estatais estrangeiras assumirem o controle de estatais nacionais.
Pelo menos US$ 7 bilhões desse total foram destinados a financiar a Banda B. E metade dos pagamentos pelas outras estatais privatizadas, foi
feita com títulos públicos comprados a preços vis no mercado secundário.
Enquanto isso o Programa Nacional de Agricultura Familiar não foi capaz de investir nem US$ 1 bilhão, assim mesmo com exigências absurdas para os tomadores de empréstimos.
No momento, junto com o Proger - Programa de Geração de Emprego e Renda, está suspenso por determinação superior, porque a inadimplência bateu a casa dos 4%.
Universidades Sob o tacão do autoritarismo e do congelamento salarial Há quatro anos sem qualquer reajuste, ao lado de todos os servidores públicos, os professores e servidores das universidades federais vivem também o drama do esvaziamento do ensino superior.
Para o neoliberalismo do Planalto, educação é um luxo.
Quem quiser que vá buscar nos balcões do ensino privado.
Enquanto isso, os professores lutam para restaurar o ideal do mestre Anísio Teixeira, que diz que, a educação é o único meio capaz de transformar o povo bestializado em ator principal dos acontecimentos;
é a única forma de criar cidadãos capazes de cuidar da coisa pública e de construir uma sociedade verdadeiramente democrática.
A vergonha O Brasil continua amargando os piores indicadores sociais do Continente.
No relatório "Futuro em Risco", divulgado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID em meados de abril, apresentamos um índice de reprovação na 1ª série da rede pública fundamental de ensino de 53%.
A média da América Latina é 42%.
Se juntarmos as seis primeiras séries do ensino básico constata-se que apenas 1% dos alunos completam o ciclo sem reprovação.
Igual ao Haiti.
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<DOC DOCID="HAREM-94H-02357">
Sérgio Machado dos Santos fala sobre medicina na UM 

O Rotary Clube de Braga promove hoje uma conferência subordinada ao tema "Medicina na Universidade do Minho" .
É orador Sérgio Machado dos Santos, ex-Reitor da Universidade do Minho .
A iniciativa tem lugar pelas 21h30, no Hotel Turismo, em Braga .
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<DOC DOCID="HAREM-34L-02371">
Se for a bem, tudo bem» 
Esta foi a argumentação apresentada na reunião de Câmara, que mereceu, invariavelmente, alguma diplomacia na resposta dada pelo presidente. 
Disse vezes sem conta Manuel Machado que, «no que for válido e legítimo», a edilidade está disposta a encontrar «uma alternativa possível». 
E «não ajuda muito técnicas de bloqueios a máquinas. 
Se for a bem, tudo bem; se for a mal, arranja-se aí um ` 31 ' que só o tribunal resolve. 
É preferível concertação de soluções», advertiu. 
Besteiros replicou entre dentes: 
Mas se a alternativa for a estrada, não é possível». 
 
Manuel Machado foi mais longe: 
por falar em alcatrão, o presidente relembrou aos moradores que, por altura das campanha para as eleições autáquicas de 1993, lhe tinha sido pedido alcatrão para o local. 
Depois alertou para outro aspecto: 
Constata-se que nem sempre, na altura própria, os munícipes dão atenção aos editais. 
Porque nenhum loteamento avança em Coimbra sem publicação de editais». 
E concluiu: 
Não falem em falta de diálogo. 
Nenhuma audiência dos moradores foi pedida à Câmara. 
Foi apenas recebido um fax da CHEM a mandar parar as obras, mas não se pode retomar o PREC numa situação desta natureza». 
 
Redução orçamental na Áustria 
Os dois principais partidos austríacos chegaram ontem a um acordo para fazer reduções orçamentais no valor de 100 mil milhões de xelins (perto de 1500 milhões de contos) em 1996 e 1997. 
Dois terços dessas economias serão obtidas através de cortes nas despesas do Estado Federal, províncias e autoridades comunais, estando o resto dependente de um aumento de receitas. 
As medidas, anunciadas pelos ministros da Economia, Johannes Ditz (conservador), e das Finanças, Viktor Klima (social-democrata), numa conferência de imprensa comum, destinam-se a assegurar o cumprimento dos critérios de convergência, assegurando que a Aústria possa entrar no primeiro comboio da União Económica e Monetária. 
Sem estas reduções, o défice público representaria 6,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e 6,5 em 1997, valores muito acima do limite de três por cento imposto por Maastricht. 
 
PIB desce em França ... 
O PP decidiu ontem em reunião do grupo parlamentar adoptar a liberdade de voto e Helena Santo ficou à-vontade perante o debate parlamentar da próxima quinta-feira em que serão votados os projectos de alteração e liberalização do aborto. 
 
A deputada não decidiu ainda, contudo, se se vai abster ou votar a favor do texto de Strecht Monteiro, mas assume claramente que considera o projecto «pró-natalista» e «vem corrigir a lei em vigor», pelo que «merece simpatia». 
 
Este afirmou que o seu objectivo é devolver à CIA a credibilidade perdida. 
Precisou que ia «realizar mudanças profundas na gestão da CIA», designadamente em o que respeita aos critérios aplicados no recrutamento de agentes. 
Os EUA têm de ter a melhor capacidade do mundo para recolher informações», concluiu. 
 
Aldricht Ames, após ter sido descoberto, confessou que espiava a favor de Moscovo havia nove anos, desde Abril de 1985. 
Devido à acção de Ames, explicou o actual director da CIA, foi muito mais difícil para os EUA compreender o que se passava na URSS durante aquele período crítico, porque ele denunciou aos soviéticos muitos agentes que trabalhavam para os serviços americanos. 
 
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<DOC DOCID="HAREM-93J-02375">
Alberto Roberto
Tudo indica que os telejornais da Globo vão ganhar novo repórter especial.

Antes de estrear como editor senior da «Playboy», Nirlando Beirão fez uma série de testes de vídeo.

Amazônia tem contaminação por petróleo
Cientistas dos EUA confirmaram ontem em Quito (Equador) a contaminação causada por atividades petrolíferas na Amazônia equatoriana.
Segundo eles, casos de doenças de pele em índios estariam relacionados à contaminação.

O Centro para Direitos Econômicos e Sociais e médicos da Universidade Harvard informaram que amostras de água têm níveis entre 10 e 1.000 vezes maiores que os recomendados pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

Exército e polícia combatem as drogas no Rio
Para tentar resolver o problema do tráfico de drogas e da violência no Rio de Janeiro, o governador do Rio e o Presidente da República chamaram o Exército.
Agora, os soldados e a polícia estão trabalhando juntos para prender os traficantes.
Eles estão fazendo uma «guerra» contra o tráfico.

Só quando há problemas muito graves, como o do Rio, o Exército é chamado para ajudar.
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<DOC DOCID="HAREM-804-02376">
Nordeste já assiste a campanha
 PAULO MOTA 
 Da Agência Folha, em Fortaleza
 e PAULO FRANCISCO
 Da Agência Folha, em Natal

 O presidente do Banco do Nordeste, João Melo, disse que já iniciou contatos com bancos europeus para a obtenção dos US$ 600 milhões necessários para a primeira etapa do projeto de transposição das águas do São Francisco . 

 Para a liberação das verbas, segundo Melo, os bancos exigiram estudos de viabilidade técnica e econômica e de impacto ambiental . 

 De acordo com o presidente do banco, o estudo de viabilidade econômica está sendo feito por técnicos do banco e deve ficar pronto até a próxima sexta-feira . 

 Segundo Melo, o BNB deverá contar com a ajuda do Banco do Brasil na tarefa de captação dos US$ 2 bilhões necessários para a execução de todo o projeto . 

Campanha 

 O empresário cearense Francisco Deusimar Queiroz, 47, está coletando assinaturas de apoio ao projeto de transposição de águas do São Francisco . 

 Dono da rede de farmácias Pague Menos, com 77 estabelecimentos no Ceará e Rio Grande do Norte, Queiroz lançou a campanha "Águas do São Francisco, um milhão de amigos" . 

 O empresário coleta as assinaturas em sua rede de farmácias, mas quer incluir na campanha os clubes de diretores lojistas dos quatro Estados beneficados pelo projeto . 

 Telefonema 

 O ministro Aloísio Alves, natural do Rio Grande do Norte, telefonou para o empresário e agradeceu a iniciativa . 

 Queiroz afirmou que sua decisão não tem conotação política . 
  "Estou cansado de ver em todas as secas o povo faminto fugindo para as esquinas de Fortaleza." 

 Segundo ele, desde abril, já foram coletadas 200 mil assinaturas apenas no Ceará . 

 Em Natal, em apenas três dias, mais de 2.000 pessoas assinaram o documento . 
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<DOC DOCID="HAREM-521-02377">
Quem Somos?
O que é a APPACDM?
A APPACDM Distrital de Braga é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de Utilidade Pública, vocacionada muito especialmente para atendimento, o mais diversificado e da melhor qualidade, ao Cidadão com Deficiência Mental do Distrito de Braga (sua área de actuação). É especialmente vocacionada para o atendimento à Deficiência Mental mas não deixa de atender, já, ao nível de ATL, Creche e Jardim de Infância, todas as crianças em geral, no sentido não só de rentabilizar os Técnicos da Associação, mas também como forma de fazer uma intervenção atempada prevenindo situações de deficiências, dificuldades de aprendizagem, problemas emocionais e do comportamento.
Foi implantada em Braga em 3 de Maio de 1974 e foi crescendo e tornando-se grande e prestativa e é empenho da sua Direcção fazê-la progredir em bem-fazer continuamente.
Merecem os nossos filhos com Deficiência Mental, só pelo facto de o serem, todo o amor redobrado de seus Pais, e que estes, por Eles, invistam na Amizade a fim de lhes garantirem, nos Amigos, aquela base de apoio de retaguarda que lhes será indispensável, quando, por lógica da vida... os Pais faltarem!
A APPACDM Distrital de Braga é de Pais e Amigos. Claro está que compete aos Pais cativar os Amigos, lembrando-se de que a Amizade gera Amizade, esta será de suprema valia e conforto, para os cidadãos com Deficiência Mental, quando os Pais, mesmo «fazendo bem...», forem passando!
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<DOC DOCID="HAREM-548-02383">
Aspectos Trabalhistas e Sociais sobre o uso de Drogas e Álcool no Ambiente de Trabalho

Seminário Internacional



26 de agosto de 2003 das 8h00 às 18h30


Hotel Ca' D'oro - Rua Augusta, 129 - São Paulo - SP

Objetivos: Venha identificar como as dependências podem interferir e influenciar nos rumos de sua empresa e na vida das pessoas que nela trabalham.
As dependências são ou não uma doença?
Como identificar os dependentes?
Quais os efeitos?
Qual o papel da empresa?
Quais os passos no caminho da recuperação?
Os tratamentos?
Os problemas de relacionamento.
Público: Profissionais de RH, Empresários e Empreendedores, Consultores, Advogados Trabalhistas, Psicólogos, Assistentes Sociais, Médicos do Trabalho e todos aqueles que de alguma forma desenvolvam ou pretendem desenvolver algum projeto ou trabalho nesta área.

Programação


08h30 - Recepção aos participantes


9h00 - EL CONSUMO DE ALCOHOL Y DROGAS EN LOS CENTROS

DE TRABAJO - Problematica e Soluciones (O consumo de álcool e drogas no ambiente de trabalho - Problemas e Soluções) - Palestra em espanhol PALESTRANTE: ERNESTO CISNEROS SCHAEFFER, advogado, formado pela Universidade Nacional Autônoma do México; mestre em administração pública pela Universidade Nacional Autônoma do México onde obteve o título de mestre em gerenciamento de empresas no colégio de graduados; na área pedagógica lecionou na Faculdade de Direito da Universidade Ibero-Americana, a matéria de Medicina Forense; e Relações Públicas na Universidade UNAHUAC, ministrou conferências em várias universidades mexicanas.
sua trajetória profissional na administração pública ostentou diversos cargos, entre os quais se destacam; Subdiretor de Relações Públicas da Direção Geral de Relações Públicas do Departamento do Distrito Federal; Secretário Particular e Diretor Administrativo do escritório do Secretário Técnico do Gabinete Econômico da Presidência da República; Secretário Técnico da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Ecologia, Coordenador dos programas de parceria com a iniciativa privada; Diretor Geral na comissão metropolitana para a Previdência e Controle da Contaminação Ambiental no Valle de México coordenando diversos programas de apoio ao meio ambiente entre a iniciativa privada e o Departamento do Distrito Federal; no que se refere ao seu desempenho na iniciativa privada, em 1992, desempenhou a função de Diretor Corporativo, criou a área de Relações Públicas, governamentais e ecologia da Pepsi Gemex coordenando as estratégias de parceria com o setor público, nos meios de comunicação massiva e na comunidade e também a comunicação corporativa interno do grupo; a partir de 1996 ocupou o cargo de Diretor Corporativo de Comunicação e Segurança Patrimonial do Consórcio Açucareiro Escorpión; atualmente é Diretor Geral de Premeditest, empresa da qual é fundados, que é a primeira empresa na América Latina dedicada à detecção e reabilitação precoce de dependentes de álcool, drogas e seu abuso nas empresas, por meio de provas rápidas e programas de integração adaptados para melhorar a moral e a produtividade; é um incentivador da nova cultura de empregados e empresas saudáveis e famílias mexicanas livres de vícios.
por essa razão é um ativo conferencista e participa de múltiplos foros, com temas relacionados com programas preventivos no consumo de álcool e drogas, principalmente nas plantas produtivas, instituições públicas e comunidades acadêmicas.

10h30 - Coffee Break

10h45 - O Impacto e as Influências do Uso de Álcool e Drogas no Ambiente de Trabalho e Negócios da Empresa :: PROBLEMAS e CONSEQÜÊNCIAS:

O Panorama Brasileiro das Drogas no Ambiente de Trabalho Principais Causas da Inserção das Drogas no Local de Trabalho Conseqüências e Custos das Drogas no Trabalho e nos Negócios Legislação Brasileira sobre Drogas


O Usuário de Drogas como Empregado


Dimensão do Problema


Pontos de Alerta para Identificação da Dependência Química na Empresa O que leva um Empregado a procurar ajuda

A Responsabilidade Civil e Criminal do Administrador / Empregador frente ao Empregado Dependente Químico :: SOLUÇÃO, OBJETIVO e METODOLOGIA:

Programa de Prevenção para o Trabalho Livre de Drogas Vantagens da Adoção de um PPAD na Empresa


Estabelecimento de Política de Local de Trabalho Livre de Drogas Fundamentos de um Programa Preventivo e Corretivo - Modelo de PPAD Programa de Comunicação e Treinamento


Demonstrativos de Resultados Comprovados


Cases Empresariais de Sucesso


A Testagem de Drogas e sua Legalidade


Organização e Desenvolvimento de um Programa de Detecção Indicação e Limites das Análises Toxicológicas A Privacidade e o Dano Moral Trabalhista

DEISE NEVES BOTELHO REZENDE, Advogada, especialista em Direito do Trabalho, Auditora, Consultora Empresarial e Assessora de Relações Trabalhistas e Sindicais, com 16 anos de atuação e vivência em entidades estatais e grandes empresas dos ramos Industrial, Comercial e de Prestação de Serviços, nas áreas do Direito Empresarial, do Trabalho e de Auditoria Trabalhista, com diversos artigos publicados na imprensa.
Ministra Cursos, Seminários e Palestras sobre legislação trabalhista, Auditoria, Recursos Humanos, dentre outros, em diversos estados do Brasil.

13h00 - Almoço

14h30 - O Impacto do Uso de Drogas nos Locais de Trabalho e a sua Relação com as Fraudes Corporativas PALESTRANTE: IBRAIM LISBOA, Administrador de Empresas pela Esan - Escola Superior de Administração e Negócios - SP; Contador pela PUC - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Pós -Graduado em Direito Empresarial pela USJT -SP.
Consultor Empresarial com 20 anos de experiência em Auditoria, Perícias, Prevenção de Riscos Empresariais e Investigação de Fraudes Corporativas.

15h45 - Coffee-break


16h00 - INDEPENDÊNCIA OU MORTE

A dependência química vem sendo debatida e combatida cada vez mais em nossa sociedade.
Este grave problema alem de produzir muitos traumas na vida dos dependentes e de seus familiares, colabora por agravar os problemas sociais gerando desemprego e violência.
Como se não bastasse, este problema está se tornando cada vez mais comum no ambiente empresarial, e pode acarretar uma serie de outros traumas, incluindo o bem estar financeiro das corporações.
Muitas empresas tem se deparado com esta situação em seus quadros e precisam desenvolver uma solução rápida para o problema.
O debate alem de necessário se torna cada vez mais urgente para encontrar as soluções.
«Não devemos ter medo dos confrontos.
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas».

Charles Chaplin
Programa:
Conceito de Saúde Mental segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde;

1. Classificação e efeitos no organismo das drogas psicoativas; · Álcool


· Barbitúricos


· Anabolizantes


· Anfetaminas


· Xaropes


· Cocaína


· Maconha


· Ópio, Morfina e heroína


· Tabaco


· Anti-colinérgicos


· Alucinógenos


:: Cogumelos e plantas


:: Sintéticos - LSD e Êxtase


· Ansiolíticos


· Solventes e Inalantes

2. Aspectos psicológicos da farmacodependência;
3. O papel da empresa na questão da dependência química;

4. Tratamentos oferecidos para o dependente e sua família


5. Reinserção social


6. Níveis de Prevenção


· Primária


· Secundaria


· Terciária




Casos Práticos

PALESTRANTE: SILVIA REZENDE AZEVEDO; Formada em Pedagogia pela PUC/SP e Psicologia pela UNIP/SP.

Trabalha como professora em projetos de educação especial - Ensino de Deficientes; Desenvolve palestras e cursos na área da psicologia com aplicações a dependentes; Coordenadora de cursos livres e profissionalizantes do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo de 1997 a 2000 Psicoterapeuta no atendimento individual e familiar; Desenvolvimento e assessoramento em dinâmicas para adultos

18h30 - Encerramento

Informações Gerais:

Data: 26 de agosto de 2.003 das 8h30 às 18h00


Hotel Ca' D'oro - Rua Augusta, 129 - São Paulo - SP

Incluso na inscrição:
material didático, coffee-break, almoço, estacionamento e certificado.
Inscrições e Investimento consulte-nos:

Toll free 0800.14 30 40 - Tel. (11) 3067.6700 - Fax. (11) 3067.6718


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<DOC DOCID="HAREM-92H-02407">
A Igreja tem de ser um colo universal 
-defende José da Silva Lima 

"Não há senda mais importante que outra, nem lugar mais puro ou impuro; onde está o homem, Deus quer estar, decidiu habitar, bate para entrar, deseja ficar em casa e torna possível nele uma história de regresso".
Esta ternura de Deus foi um dos sublinhados de José da Silva Lima, na conferência que ontem proferiu na Faculdade de Teologia de Braga .
E foi a partir da reflexão de um Deus que se aproxima no caminho real dos homens que o conferencista afirmou o dever da Igreja mostrar que "é sempre possível dar a volta à vida" e que "nunca é tarde para o encontro" .
Ou seja: Silva Lima propôs na VII Semana de Estudos Teológicos de Braga uma meditação sobre Deus-família, cuja comunhão vem sobre o mundo; e fê-lo para daí extrair a obrigação de a Igreja ser o colo universal "que actualiza no presente a simpatia de Deus e a todos convida para o jogo gratuito da comunhão" .
Assim, se Deus "não Se revela e Se afasta logo a seguir, deixando cada um abandonado às suas próprias forças", mas permanece "presente e respeitador", também a Igreja não pode ser uma comunidade poderosa "que arrasta ideologicamente"; antes se deve deixar inundar pela convicção de que o seu serviço aos homens só será eficaz se respeitador .
Para Silva Lima -- cuja conferência se intitulou "De Deus família, à família humana" -- a Igreja é "uma comunidade que aponta caminho", "uma comunidade que aconselha com docilidade", "uma comunidade que aceita a unidade como meta", "uma comunidade de feição fraterna e universal" .
Mas sê-lo-á apenas na medida em que aprender "a lição do Pai que não desiste, mas respeita a caminhada sinuosa de cada filho, atento aos passos mais dificultosos" .
Sê-lo-á -- explicou ainda -- se "descobrir alguma ternura pastoral", demonstrada na dedicação delicada e perseverante aos que ficam á margem do caminho .
Silva Lima teve, entretanto, o cuidado de afirmar que esta ternura pastoral "não é tanto o fruto técnico de uma aprendizagem, mas mais o dom recebido e cultivado na presença do Espírito que renova todas as coisas" .
Uma sabedoria, enfim, fruto da "escola da meditação" .
É assim que na meditação do Deus que está no caminho dos homens, todos nos descobrimos seus familiares por vocação, devendo "ensaiar a fraternidade", no intuito de acedermos à plenitude daquilo que somos .
José da Silva Lima sublinhou, entretanto, que a fraternidade em que o Pai se compraz, não é senão -- e sem contradição -- uma "fraternidade na diferença" .
"Todos os homens são diversos -- disse -- mas selados na origem e na finalidade como irmãos uns dos outros, o que não permite qualquer atitude xenófoba nem se compadece com comportamentos racistas de qualquer índole; qualquer desprezo do outro é desprezo de si, quando se confessa que Deus é Pai de todos os homens" .
Na Igreja, concluiu José da Silva Lima, "esta confissão é...árdua tarefa de missão": "A nossa missão é de aproximação do Filho, no intuito de ver o Pai que Ele nos mostra, o `nosso Pai' comum, próximo e infinitamente distante da nossa pequenez .
Rezar ´Pai nosso' é suplicar a proximidade entre os irmãos de toda a família humana, na diversidade religiosa que nos caracteriza, rumo à unidade do Deus família" .

Silva Lima: urge descobrir "alguma ternura pastoral" 
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<DOC DOCID="HAREM-361-02413">

Fernando Ferreira
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CMAF- Universidade de Lisboa Gabinete A2-31 Avenida Professor Gama Pinto, 2 Telefone do Gabinete: 217904893 P-1649-003 Lisboa Extensão interna: 4293 Portugal Email: ferferr@cii.fc.ul.pt | Departamento de Matemática | Faculdade de Ciências | Universidade de Lisboa | CMAF
Apresentação
Bem vindos àminha página pessoal. Sou Professor Associado do Departamento de Matemática da Universidade de Lisboa e membro do Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais - CMAF. Clique aqui para obter o meu CV.
Interesses Académicos
Lógica Matemática, em especial teorias fracas da aritmética e da análise. Filosofia  e Fundamentos de Matemática . Tenho um interesse amador (no sentido latino da palavra) por alguns problemas da Filosofia Antiga , particularmente no problema da falsidade em Parménides e Platão. Também escrevi alguns ensaios expositórios sobre temas da lógica: clique aqui para os ver.
Ensino
No presente semestre dou aulas teórico-práticas de Álgebra 2, cadeira do segundo ano das licenciaturas em Matemática. O Professor José Perdigão Dias da Silva éo regente da cadeira.
No semestre passado fui responsável pelas cadeiras de Topologia e Introdução àAnálise Funcional, do terceiro ano das licenciaturas em Matemática, e de Teoria da Demonstração, do 
Mestrado em Matemática.
No ano passado ensinei a cadeira de Lógica Matemática aos finalistas de Matemática e licenciaturas relacionadas. Clique aqui para
ver a página desta cadeira. Também dei a cadeira Lógica de Primeira-Ordem ao primeiro ano das licenciaturas em Informática e Engenharia da Linguagem e do Conhecimento. A página web desta cadeira ainda se encontra disponível on-line em html://www.alf1.cii.fc.ul.pt/~ferferr/lpo.html .
Também colaboro no Mestrado em Filosofia da Linguagem e da Consciência da Faculdade de Letras.
Eventos
De 25 a 28 de Junho decorrerá em Lisboa, no CMAF, a School on Real Algebraic and Analytic Geometry and O-minimal Structures .
Às quintas-feiras decorre o Seminário de Lógica Matemática (SLM), organizado por mim e pelo Professor Narciso Garcia do Instituto Superior Técnico. Se quiser ter notícias regulares sobre o SLM, por favor contacte-me.
Vária
Sou co-editor da Disputatio , uma revista de Filosofia Analítica.

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<DOC DOCID="HAREM-121-02425">
Resultados líquidos da Portucel atingem 52,8 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, valor mais de dez vezes superior ao alcançado em igual período de 1999. O total de vendas correspondeu a cerca de 400 milhões de euros.
Efectuada a redenominação do capital social da empresa para euros e alterado o valor nominal das acções para 1 euro, com efeitos a partir de 25 de Janeiro de 2001.
A Portucel chegou a acordo para a aquisição da participação que a Arjo Wiggins Appleton (AWA) detinha na Soporcel (Sociedade Portuguesa de Papel) , representando 40% do capital da empresa, ao preço de 18 euros por acção, acrescido de 0,5 euros relativos ao dividendo acordado. A Portucel chegou, igualmente, a acordo com a Papercel (holding que concentra as participações estatais no sector) para a aquisição de 40% do capital que esta empresa detinha na Soporcel, também pelo preço de 18 euros por acção, mais dividendo.
A Portucel Empresa Produtora de Pasta e Papel S.A., é a nova empresa resultante da fusão entre a Portucel Industrial e a Papeis Inapa.
Reunimos os elos de uma cadeia sustentada que vai da floresta ao papel. Ou de uma folha à outra.
Produzimos um papel de elevada qualidade no mais profundo respeito pela floresta, fonte renovável de matéria prima e de riqueza para o País.
A nova empresa fabrica anualmente 275.000 toneladas de papéis para impressão e escrita da gama até agora comercializada pela Papéis Inapa, ao mesmo tempo que detém uma liderança no sector da pasta e do papel, sendo o 2º produtor na Europa e 4º a nível mundial de pasta branqueada de eucalipto, com uma capacidade de produção de 700.000 toneladas/ano.
O nosso volume anual de negócios ascende a mais de cem milhões de contos.
Crescemos com um sentido. Queremos estar na linha da frente de um mercado cada vez mais competitivo à escala internacional. AGORA, PORTUCEL TAMBÉM SIGNIFICA PAPEL.
Para esclarecimentos adicionais, contactar:
Gabinete Relações com Investidores
Leonor Cardoso
Tel.: + 351 265 729 445
Fax: + 351 265 729 457
Departamento de Imagem e Comunicação Institucional
Ana Nery
Tel.: + 351 265 700 570
Fax: + 351 265 700 553
English version
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<DOC DOCID="HAREM-242-02432">
Histórico do Grupo Folclórico Grünes Tal
 Histórico do Grupo Folclórico Grünes Tal Na busca incessante de resgatar e preservar a cultura de nosso povo, a Escola da Comunidade de Rio
Cerro II, "Colégio Estadual Professor João Romário Moreira" se envolve, buscando, em maio de 1989, as primeiras idéias para se formar um grupo de danças folclóricas alemãs.
Tendo então como principal objetivo resgatar e preservar tradições germânicas, o Grupo iniciou suas apresentações com a categoria Juvenil e hoje conta com quatro categorias: Mirim, Infantil, Juvenil e Adulto.
No ano de 1991, o Grupo passa a se chamar Grünes Tal, que traduzindo significa "Ambiente Verde" se referindo, desta forma à localidade de Rio Cerro II.
O traje usado pelo Grupo Adulto tem sua origem na Pomerânia, região do Norte da Alemanha, região dos seus antepassados.
O grupo é aberto a estudantes pertencentes a Unidade Escolar (Colégio Estadual Professor João Romário Moreira) e a pessoas da Comunidade, que queiram reviver o espírito folclórico germânico, que se faz presente na Comunidade do Rio Cerro II.
O Grupo se enriquece culturalmente através de intercâmbios em Seminários na Casa da Juventude no Rio Grande do Sul, com a Liga dos Grupos Folclóricos do Vale do Itapocu e com grupos folclóricos da Alemanha, que fazem apresentações locais.
As apresentações acontecem em festas típicas locais, no município, em outras cidades do Estado de Santa Catarina, bem como no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Tendo assim um variado repertório de danças.
O Grupo é coordenado por Magali Gruetzmacher Ittner que reúne os jovens às Terças-feiras e aos Sábados, com um total de 87 dançarinos.
O Grupo recebe doações anuais de Sociedades (Alvorada e Aliança) e empresas locais, Telefones para contato: 392-3029 e 376-1633.
O Grupo reúne os jovens de 3 a 14 anos, todas as terças-feiras das 16 às 19h, na Sociedade Recreativa Aliança (Rio Cerro II), aos sábados ensaiam na Sociedade Recreativa Alvorada com o grupo adulto (15 a 34 anos).
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<DOC DOCID="HAREM-624-02454">
 Minas exige noções de primeiros socorros 
 Da Agência Folha,em Belo Horizonte 

 A partir de hoje todas as pessoas que quiserem tirar a carteira de habilitação em Minas Gerais serão obrigadas a conhecer, além da Legislação de Trânsito, as noções básicas de atendimento pré-hospitalar (primeiros-socorros) e direção defensiva . 


 A medida inédita no país, segundo a Cruz Vermelha foi tomada no final do ano passado pelo Detran mineiro, que publicou a portaria 44.039/93 . 


 O secretário-geral da Cruz Vermelha em Minas, Eduardo Cosso, foi o técnico em emergências médicas encarregado de preparar nos últimos três meses 265 instrutores de auto-escolas e fiscais da banca examinadora do Detran em 43 municípios do Estado . 
  "A cada semana morrem de duas a três pessoas em Minas em função da falta de atendimento em acidentes." 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-33K-02481">
Memória Oral do Idoso
Depoimento de Adolfo Giuliana
São Paulo, 13 de outubro de 1992
Realização Museu da Pessoa
Fita 11
Transcrito por Liamara Guimarães de Paiva

P - Seu Adolfo, eu queria que primeiro o senhor se apresentasse, falasse seu nome, onde o senhor nasceu, a data, o nome do seu pai, da sua mãe. 

R - Eu nasci na Itália, perto do ("Comuni de Mulacio"?), província de ___________, 13 de janeiro de 1916. E, logo, tinha talvez um ano, meus pais me levaram para o Egito onde eu fui criado e freqüentei as escolas francesas e as escolas italianas. 

P - Como é o nome do seu pai e da sua mãe? Do que eles trabalhavam? 

R - O nome do pai era Angelo Giuliana, ele nasceu no Egito e tinha uma fábrica de móveis, minha mãe era dona de casa, cuidava da casa. 

P - Senhor Adolfo, o senhor poderia contar um pouco da sua infância? Como é que foi sua infância, contar um pouco como é que foi a sua vida quando pequeno? 

R - Eu fui criado nas escolas francesas. Lá tinha muitas escolas, cada comunidade tinha a própria escola, unidade grega, armênia, franceses, ingleses, cada comunidade tinha sua escola. Seu hospital também. Era um ambiente mais ou menos cosmopolita, lá todo mundo falava três ou quatro idiomas. Eu não cheguei a acabar o curso colegial devido à guerra e interrompi os estudos. Então, fui trabalhar numa livraria antiquária, durante a guerra, e depois eu abri uma loja de livros antigos para mim mesmo. Agora, em 56, infelizmente, veio a questão do Canal de Suez, que foi ocupado pelo ______________. E, aquele conflito ingleses franceses. Devido a isto eu perdi todos meus fregueses ingleses, franceses, israelitas... E, fiquei até 60. Em 60 tive de ir embora porque não tinha mais nada para... 

P - O senhor poderia contar um pouco sobre este período da guerra, contar algumas histórias da guerra do Egito? 

R - No tempo da guerra no Egito, muitos "egitarianos" foram, a maioria dos "egitarianos" foram no campo de "concentramento". Eu nunca me tinha me ocupado de política, por isso só entre os povos que nunca ocuparam de política que ficaram fora. 

P - O senhor lembra de algum episódio, do cotidiano da guerra no Egito? Da sua vida no Egito quando adolescente? Do cotidiano, como é que era a vida? 

R - Olha, a vida para os europeus em geral era muito fácil. Até 1936. E, depois, os movimentos nacionalistas, o Egito, coitado, passou uma ocupação dos pérsios, dos gregos, dos romanos, dos turcos, Napoleão, os ingleses e estavam fartos de estrangeiros. Então, aquele movimento natural de cada nação. Então, daí um movimento muito forte que acabou explodindo com a ocupação do Canal de Suez pelo _____________. Agora, eu como livreiro antiquário perdi a maioria dos meus clientes, ingleses, franceses, israelitas... Então, até 60, 1960, fiquei tentando sobreviver, depois não dava mais. Então, como tinha comprado uma biblioteca, nessa biblioteca tinha um livro em francês de (Stephan ______?) que a tradução do título é "Brasil terra do futuro". Eu li esse livro e disse: "Eu vou lá". Meu irmão foi para a Argentina. Eu disse: "Não, eu vou para o Brasil." 

P - E como é que o senhor se tornou livreiro? Como é que o senhor aprendeu a trabalhar com livros e ter uma loja de livros? Como é que o senhor aprendeu a ser livreiro, a trabalhar com livros antigos? 

R - Justamente, que eu comecei a trabalhar numa livraria antiquária. 

P - Foi seu primeiro trabalho? 

R - Sim. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-60K-02494">
 Nacional da II Divisão B 

  O escalão secundário B dá no próximo domingo, a partir das 17 horas, o pontapé de saída para a época 2000/2001, com o distrito de Leiria enfraquecido em dois clubes, face à descida do Beneditense e GD Peniche . 
  Em jeito de compensação, foi promovido o CD Fátima que, embora não inserido na mesma área geográfica, tem grande afinidade com a região leiriense  

 A abrir, Atlético Marinhense, Caldas Sport Clube e Centro Desportivo de Fátima actuam junto dos seus públicos, cabendo ao Sporting de Pombal estrear-se em reduto alheio, por sinal no Campo da Mata, propriedade dos caldenses Pelas pré-temporadas levadas a cabo, com toda a carga de subjectividade que a análise encerre, prevemos algumas dificuldades de imposição a marinhenses e caldenses, não obstante tenham de suplantar os problemas em sua própria casa . 
  Os adversários são perigosos, principalmente os pombalenses que possuem um maior número de soluções para os diversos sectores da equipa . 
  Para além disso, há que não esquecer que na final da Taça de Honra, diante do Marinhense, o Caldas SC perdeu dois atletas, excluídos com cartão vermelho directo Para os pupilos de João Carlos Pereira, apesar do jogo se disputar no Estádio Municipal da cidade vidreira, o confronto com os torrejanos não será fácil, tanto mais que já é de tradição o grupo liderado por José Vasques efectuar boas exibições sobre aquele relvado Resta-nos o CD Fátima que, no derradeiro apronto de preparação, enfrentou e venceu o Oriental por 3-1 . 
  Uma vitória importante já que a equipa da parte oriental de Lisboa não costuma ser pêra doce para ninguém . 
  Por outro lado, o opositor chama-se Sanjoanense e é um dos mais sérios candidatos á subida à II Liga . 
 Um jogo que promete Jogos para domingo  

 17 horas  

Marinhense - Torres Novas  

 Arrifanense - SU Torreense  

Oliv.ª Bairro - Acadº. Viseu  

 AC Cucujães - Sp. Covilhã  

 Caldas SC - Sp. de Pombal  

 Despº. Alcains - Oliveirense  

 U. Coimbra (*) - R. Águeda  

 Lourinhan .  - Vilafranquense  

 Despº. Fátima - Sanjoanense  

(Folga o CD Feirense)  

 Angelo Gomes
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<DOC DOCID="HAREM-924-02497">
Veja o que comprar para seu filho 
 Lojas aproveitam Dia da Criança para atrair público e vender produtos para computador 
 MARIJÔ ZILVETI 
 Free-lance para a Folha 

 Este mês 12 de outubro é Dia da Criança pode ser boa oportunidade para dar ou pedir de presente jogos para computador, programas e acessórios . 


 Também é boa época para comprar um kit e transformar seu PC em uma estação multimídia . 


 Lojas em São Paulo e nas principais capitais tentam atrair compradores com ofertas . 


 A Microsoft aproveita o mês e se instala em quatro shopping centers da cidade de São Paulo com estandes e micros multimídia . 
  Os produtos da linha Home estarão à venda por preços tentadores . 
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<DOC DOCID="HAREM-03C-02508">
Ponto 1. Quando poderemos ter uma política portuária comum, que seja seguida por todos os Estadosmembros? Ponto 2. Será possível fazer da iniciativa fair pricing , etc., uma questão que o Conselho de Ministros considere com seriedade? Irão surgir iniciativas mais concretas e resoluções sobre a mesa?

Gostaria agora de fazer algumas referências às propostas de alteração. Agradeço as contribuições vindas da Comissão da Política Regional, da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial, do Conselho de Concertação Social e do Comité das Regiões. Foi uma experiência positiva trabalhar em conjunto com comissões internas e externas, e uma vez que o relatório não teve assim tantas propostas de alteração, isso significa que o procedimento adoptado funcionou. Conseguimos chegar a todos os pontos da Europa. Ao longo da discussão deste tema conseguimos chegar a cada porto e a cada navio.

Serão debatidas hoje duas propostas em concreto. Uma é apresentada pelo deputado Myller e outros deputados. Já anteriormente considerei útil solicitar à Comissão que avaliasse o número crescente de navios fluviais low-standard que operam na Europa. São provenientes dos antigos países da Europa Oriental. Por isso, esta proposta é aceitável. Quanto à outra proposta de alteração, apresentada pelo deputado Wijsenbeek, tive ocasião de a discutir com este último. Devo dizer que não cabe nesta parte da discussão.

Gostaria ainda de apresentar os meus agradecimentos ao secretariado e à Comissão, e espero que o Conselho de Ministros, que irá planificar o desenvolvimento dos transportes europeus, consiga alcançar um bom resultado. Permitam-me sublinhar, a título meramente pessoal e tendo em mente tanto o meu pai como o meu avô, que em dada altura o futuro estava na navegação. A navegação é menosprezada há muitos anos. Penso que se utilizarmos um procedimento correcto, o Parlamento, a Comissão e o Conselho poderão levar a cabo a tarefa de colocar de novo a navegação em lugar cimeiro. Se quisermos chegar a algum lado, a resolução tem cabimento. A política é querer, é ter a vontade para. Não é ficar à espera para ver como o mercado evolui. Não devemos pensar que a política europeia dos transportes se modificará a não ser que sejam tomadas decisões a nível europeu.

Senhor Presidente, em nome do Grupo do PSE, gostaria de associar-me aos agradecimentos do relator à Comissão por este contributo importante no debate sobre o sector marítimo e o seu futuro e, em particular, o papel do transporte marítimo de curta distância. Gostaria igualmente de destacar a observação feita pelo relator de que precisamos de vontade política nesta matéria e gostaria ainda de agradecer ao relator Sindal a vontade política manifestada durante as observações feitas pelo Parlamento em relação a esta comunicação. Agradeço-lhe todo o seu esforço evidenciado neste relatório que garantiu que todas as partes interessadas no futuro do sector marítimo participassem activamente na elaboração da nossa resposta.

O papel desempenhado pelo transporte marítimo de curta distância precisa de ser claramente desenvolvido. Muitos deputados sabem que esse tipo de transporte já desempenha um papel-chave no transporte de mercadorias no território da União Europeia, uma vez que cerca de 30 % ou 40 % do nosso comércio já é efectuado por transporte marítimo de curta distância. É óbvio que esse papel necessita de ser desenvolvido, e não apenas por razões de natureza histórica ou sentimental. Embora seja representante da histórica cidade portuária de Dover e saiba perfeitamente da necessidade de recordar a nossa história, reconheço que o sector marítimo e, em particular, o transporte marítimo de curta distância poderiam desempenhar um papel vital na evolução futura das políticas de transporte, no sentido de cumprir os nossos objectivos económicos e ambientais.

Gostaria de fazer uma breve abordagem individual destes dois objectivos. Em primeiro lugar, os objectivos económicos: o desenvolvimento dos portos, das infra-estruturas portuárias e do transporte marítimo de curta distância seriam ideais para o cumprimento do nosso objectivo de ajudar a Irlanda e as regiões periféricas. Muitas das regiões degradadas da União Europeia com elevadas taxas de desemprego, estão frequentemente ligadas a estes portos e zonas costeiras. Assim, se apoiarmos as medidas delineadas pelo relator, facilitaremos a regeneração das zonas periféricas degradadas. Em segundo lugar, se tornarmos o transporte marítimo de curta distância mais competitivo na Europa, melhoraremos a competitividade industrial em toda a União Europeia.

O meu segundo interesse prende-se com o ambiente. Não podemos descurar o facto de que o transporte marítimo de curta distância pode desempenhar um papel-chave no cumprimento dos nossos objectivos ambientais. Tal como provavelmente muitos outros deputados no Reino Unido, o Senhor Presidente terá ficado chocado ao descobrir que não estão a ser cumpridos os compromissos da União Europeia, assumidos durante a Cimeira da Terra realizada no Rio de Janeiro, de manter no ano 2000 o nível de emissões de CO2 de 1990, e que elas iriam exceder esses limites por uma margem significativa. Assim, necessitamos de garantir, desesperadamente, o fomento do transporte marítimo de curta distância para que a UE possa cumprir as suas obrigações internacionais.
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<DOC DOCID="HAREM-722-02522">
Histórico
 CENTRO EDUCACIONAL "CASA DO ESTUDANTE"· Em maio de 1993 foi estabelecida legalmente a empresa Centro Educacional Casa do Estudante, uma empresa
para prestação de serviços na área de Educação.
· Em julho de 1993, início da construção das instalações físicas da primeira unidade escolar, na Rua Alegria, Centro de Aracruz.
· Em 24 de fevereiro de 1994, início do 1o ano letivo com turmas da 1a , 2a e 3a séries do Ensino Médio e Pré-Vestibular, com um total de 270 alunos.
· Já em seu 1o ano de funcionamento, a Casa do Estudante obteve expressivos resultados em vestibulares por todo o país, com mais de 100 aprovações.
· Em 20 de fevereiro de 1995, é iniciado o 2o ano letivo, com turmas de 5a a 8a série do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Pré-Vestibular, com um total de 550 alunos.
· Em 1996, estudaram na Casa do Estudante 670 alunos esgotando a capacidade da 1a unidade escolar.
· crescimento assustador de matrículas provocou a construção das instalações físicas da 2a unidade escolar na Rua Mário Pimentel Rocha, Bairro Nova Aracruz .
· Em 1997, início do 4o ano letivo, com turmas de Educação Infantil, Ensino Fundamental completo, Ensino Médio e Pré-vestibular, com um total de
1.100 alunos.
Esta unidade escolar possui uma área construída de 6.380 m2 em um prédio de 3 andares, 22 salas de aulas, biblioteca, laboratório de ciências e de informática, auditório refrigerado com 140 lugares, banheiros, piscina semi - olímpica, pátio coberto, quadra de esportes, parque infantil, campo de futebol.
· Em 1998, o Centro Educacional casa do Estudante estendeu sua atuação nos municípios de João Neiva, Itabatan e Mucuri, na Bahia.
Nessas unidades escolares, com a unidade de Aracruz, há uma média de 1.800 alunos.
· ano de 1998 começou com 153 aprovações nos vestibulares mais difíceis como: ITA, UNICAMP, FUVEST e AFA.
· A Casa do Estudante atende alunos que moram na sede do município, Bairro Coqueiral, Barra da Sahy, Barra do Riacho e que moram nas cidades vizinhas de Ibiraçu, João Neiva, Fundão e outras.
· A Casa do Estudante sente-se orgulhosa e feliz por poder participar dos 150 anos da emancipação política de Aracruz.
· Sente-se feliz por ser parte deste grande município de Aracruz.
Sente-se feliz por ajudar na construção e formação do cidadão atuante, crítico, responsável.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93J-02527">
A aumentar a confusão geral nos meios jornalísticos, chegou entretanto às redacções um outro fax, este assinado pelo deputado Pacheco Pereira, em que se afirma:
A frase que o senhor primeiro-ministro leu, não foi ele-- 
fui eu.»
(Há quem defenda, no entanto, que se trata de um fax apócrifo, realmente escrito pelo deputado José Magalhães, o qual teria, aliás, imitado a letra do ex-deputado António Barreto.

Fontes fidedignas -- que o mesmo é dizer, não jornalísticas -- garantiram entretanto que, entre as frases atribuídas ao 
senhor primeiro-ministro que, de facto, lhe não pertencem estão o comentário ao congresso «Portugal e o futuro», a resposta ao deputado Adriano Moreira quando este o interrogou sobre a sua concepção de federalismo e -- até! -- a contestada frase sobre a fidedignidade dos jornalistas.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-90J-02547">
O Benfica voltou ontem a vencer o Lokomotiv de Moscovo pela diferença mínima (3-2), passando aos quartos-de-final da Taça das Taças em futebol.
O jogo chegou a estar complicado para a equipa de Paulo Autuori, essencialmente porque o Lokomotiv marcou muito cedo (8 ') e os jogadores portugueses  não conseguiam adaptar-se ao estado do relvado.
Mas a expulsão prematura e estúpida de Gurenko, quando ainda não estava decorrida meia hora de jogo, seguida, pouco depois, da entrada de Panduru, foi o suficiente para dar a volta ao resultado.

O Benfica apresentou o seu esquema habitual, com Jamir e Tahar mais recuados e insistindo com a utilização de Valdo na esquerda.
Em contrapartida, o Lokomotiv actuava com três centrais, com o líbero Chugainov, como habitualmente, a comandar o jogo e o lateral-esquerdo Solomatin muito activo.
Muito bem estavam também os três médios -- Maminov, Drozdov e Kharlachev --, desempenhando Kosolapov as funções de «pivot» do ataque.
Por isso, e também porque os russos estavam mais bem adaptados ao muito enlameado e escorregadio relvado, o Lokomotiv era mais rápido sobre a bola, ganhando a maior parte dos duelos na zona fulcral do terreno, situada entre o meio-campo e a defesa do Benfica.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-728-02555">

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<DOC DOCID="HAREM-81J-02566">
Todos os nomes citados derivam desta cena, que rapidamente foi superada por outras modas.
Qualquer deles prosseguiu na linha da pop electrónica, todavia, só Marc Almond e os Erasure seguem hoje uma atitude «camp», embora ambos com algumas «nuances» que de algum modo tendem a atenuar-lhes a envolvência escandalosa.
Almond é o único que continua a cantar teatral e amaneirado, fazendo das suas interpretações casos de incandescência incontrolável, assente no culto do personagem instantâneo, à boa maneira tradicional do «camp» de Oscar Wilde.

Se isso fica uma vez mais reiterado em «Memoribilia», a compilação dos seus êxitos a solo e nos Soft Cell, que parcialmente regravou para o efeito, também é visível que nos respectivos novos vídeos colados às antigas canções qualquer coisa mudou em Almond.
O exemplo paradigmático é «Say hello and Wave Goodbye», cujo primeiro «clip» consistia numa verdadeira orgia de excessos e que agora é substituído por um teledisco de um romantismo asseado repleto de modelos em câmara lenta, que mais se tende a ligar aos «dessexuados» Black ou Don Henley.
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<DOC DOCID="HAREM-63J-02614">
O tancredismo concedeu ao seu principal teórico, professor e senador Fernando Henrique Cardoso, a oportunidade de esboçar a filosofia política do mudancismo.
Na prática, os que iriam constituir o cerne e a base do partido iam mais longe: condenavam o autoritarismo, o oportunismo, o clientelismo e o fisiologismo.
Ostentavam um patamar aparentemente sólido, que evidenciava a radicalidade dos estratos médios e dos intelectuais envolvidos na rejeição do «status quo».

Na largada, Ayrton Senna, que havia feito a pole position, manteve a primeira colocação.
Por causa de um acidente envolvendo o finlandês J.J. Letho, da Benetton, e o português Pedro Lamy, da Lotus, o «safety car» entrou na pista.

Durante seis voltas, os pilotos tiveram que manter suas posições por razões de segurança e aproveitavam para aquecer os pneus enquanto os carros envolvidos no acidente eram retirados.

RECEITA RECEBE US$ 1,5 MILHÃO DE ENVOLVIDOS, EDNA DANTAS (Da Sucursal do Rio)  
O «caso Paubrasil» já rendeu à Receita Federal, segundo o coordenador-geral de fiscalização do órgão, Luiz Henrique Barros de Arruda, cerca de US$ 1,5 milhão em crédito tributário -- a soma do imposto devido, multas, correção monetária e juros de mora -- de cerca de 20 empresas envolvidas no escândalo que procuraram a Receita espontaneamente.

Essas empresas, diz Arruda, reconheceram ter emitido «notas frias», sem o recebimento de nenhum serviço da empresa do pianista João Carlos Martins e de seu sócio Ettore Gagliardi.
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<DOC DOCID="HAREM-01L-02628">
FMI define plano para o Brasil 
No poema sobre o violoncelo, que M. S. Lourenço deu como paradigmático da melopeia, o ouvido é explicitamente convocado -- «Que ruínas (ouçam)!» --, e há jogos densos e subtis de sons, ritmos, timbres que parecem jogos onomatopaicos: 
a «música» verbal parece pedir a correspondência com a música do violoncelo, e uma e a outra são associadas a ideias e sentimentos de ruína e ruptura, embora a sua produção e perfeição impliquem, talvez, um alívio e uma catarse. 
No entanto, o poema foge a cada momento do mundo sonoro para o mundo visual, ou sobrepõe este àquele: 
o violoncelo é desde logo visto como objecto, não só como instrumento (musical), pois metafórica ou diaforicamente, directa ou indirectamente, o poeta aponta os seus arcos, as suas cordas, os seus níveis exteriores e altos (pontes, mastros, balaústres, astros, esvoaçam) e os seus níveis interiores e baixos (sorvedouro, fundas, por baixo); 
e a sua forma, ou a sonoridade que produz, é expressa por imagens bem visíveis ou concretas: pontes, arcos, arcadas, balaústres; rio, caudais, sorvedouro; barcos, lemes, mastros; urnas, blocos de gelo. 
Aliás, há no poema uma alusão explícita à cor («brancos os arcos», para não falar na implícita dos «alabastros» e dos «blocos de gelos») e várias imagens cinéticas: «de que esvoaçam», «por baixo passam», «se despedaçam», «caudais de choro», «trémulos astros» ... 
 
O rondó, ou «rondel» (como lhe chamou o poeta), «Viola chinesa» imita e fala de um som lento, monótono, fastidioso, idêntico ao de uma «parlenda» ou de uma «lengalenga», que todavia repercute subitamente na consciência do enunciador, ou no seu coração, tornando visível uma sua «cicatriz melindrosa» e permitindo a distensão das suas «asitas». 
 
A relação cambial entre o escudo e a peseta não tem constituído matéria pacífica nos últimos meses. 
Por um lado estão os empresários, defensores de uma maior estabilidade cambial entre as duas divisas. 
Opinião diferente têm por vezes as autoridades monetárias nacionais, empenhadas em fazer passar a ideia de que o escudo não tem sempre de seguir a evolução da moeda espanhola. 
Mas os agentes económicos e o mercado consideram que há uma ligação inevitável entre as duas moedas, enquanto o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças vão reafirmando a autonomia cambial do escudo, embora na prática sigam parcialmente a peseta. 
 
Este tema é alvo de uma análise no último relatório da SAER -- Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, entidade ligada ao ex-ministro das Finanças  Ernâni Lopes. 
Para a SAER, a recente apreciação do escudo face à peseta poderá não ter sido a decisão mais correcta. 
Isto porque, «nestas condições, e atendendo ainda a que Portugal e Espanha produzem e vendem, grosso modo, a mesma gama de bens e serviços, deixar o escudo apreciar-se relativamente à peseta reduz a capacidade concorrencial das nossas empresas no país, em Espanha e em terceiros mercados, ao mesmo tempo que facilita a penetração das exportações espanholas no mercado nacional e em mercados nossos clientes». 
 
Hoje em Moscovo 
Nacionais-comunistas aliam-se contra Ieltsin 
Os principais opositores do Presidente russo, Boris Ieltsin, vão reunir-se hoje em Moscovo para definirem uma estratégia que os leve ao poder. 
Foi pelo menos essa a intenção do ex-vice-Presidente Aleksandr Rutskoi e do líder do Partido Comunista, Guennadi Ziuganov, quando convocaram o encontro que vai juntar, no centro parlamentar em Moscovo, a oposição nacional-comunista e as forças conservadoras que recusaram assinar, em Abril, o pacto de paz civil de Ieltsin. 
 
A peseta continuou no topo do mecanismo de taxas de câmbio do SME onde a divisa portuguesa ocupa agora o terceiro lugar. 
 
O Banco de Portugal não interveio no mercado interbancário. 
A taxa média do «overnight» desceu para 4,949 por cento. 
 
No mercado da dívida pública foram colocados 15 milhões de contos de Bilhetes do Tesouro a 182 dias, à taxa média ponderada de 4,4593 por cento, contra 4,4887 conseguidos no último leilão da mesma maturidade, realizado a 15 de Janeiro. 
 
A criação da comissão de inquérito da AMS foi motivada por uma denúncia de moradores de São Marcos, freguesia de Agualva-Cacém, de alterações efectuadas nas cartas de ordenamento do PDM, após a sua aprovação pelos deputados municipais, em que espaços antes urbanos passaram a zonas industriais. 

Funcionários da fiscalização municipal foram também acusados de aconselharem residentes a venderem as suas propriedades. 

Na proposta de relatório elaborada pelo relator, Silvino Teixeira (CDU), constata-se que desde 1982, início da elaboração do PDM, até Março de 1993, a autarquia «esteve totalmente alheada da génese, definição, estudo e acompanhamento» do plano. 
Mas a situação não melhorou após a aprovação pela AMS, em Abril de 1994, pois as linhas mestras do ordenamento do concelho não foram enviadas para ratificação governamental, como a presidente anunciara, mas terão ficado «nas gavetas ou prateleiras da Câmara». 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-64J-02634">
Papel de parede
O mesmo não se pode dizer da pintura de Cy Twombly.
Da segunda geração de expressionistas abstratos, Twombly é também do segundo time.
É um grande pintor, e sua última fase é o que mais sustenta a afirmação; mas é irregular, tem fracassos evidentes.

Ainda que Robert Hughes, da revista «Time», ache que o tema de Twombly é mesmo o fracasso, um fracasso é sempre um fracasso.

«Os brasileiros escolhem Cardoso» foi o título na primeira página.
O jornal compara a eleição presidencial brasileira à francesa, afirmando que o premiê Edouard Balladur, ex-favorito, também pode perder, em abril de 95.

«A explicação da reviravolta não reside em uma pretensa especificidade brasileira, que seria um coquetel de leviandade, inconstância e pusilanimidade, tudo ao som de salsa», ironiza o editorial.

Os empresários abriram mão de posições históricas, eventualmente visando sua proteção, para construir e defender idéias exclusivamente de interesse coletivo para o desenvolvimento global.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-32J-02637">
O MERCADO AMERICANO para desenhistas é o tema da oficina com David Campitti (veja trabalho dele ao lado), roteirista de histórias do Super-Homem e criador de vários personagens. 
Outros profissionais brasileiros, que atuam nos EUA, também participam.
Informações pelo {011) 263-4700.

São Paulo teme a violência do Inter na semifinal júnior
Caio entra no lugar de Catê, caso ele seja suspenso hoje pela manhã
Ontem pela manhã, os atletas que não atuaram contra o Vitória, participaram de um coletivo com a equipe principal.
Os que jogaram, fariam treino de recuperação à tarde no Projeto Acqua.

Murici reclamou da postura do time do Vitória.
«Eles bateram muito.
O que fizeram com o Pereira foi um absurdo», disse.
Pereira levou um pisão na cabeça, mesmo estando caído no chão.
Murici espera que o Inter não tenha a mesma atitude.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-909-02639">
- Tanto pior para eles, - retorquiu o doutor; - eis aí um indício bem mau, e que mais me confirma em minhas desconfianças. Fossem eles inocentes, e bem pouco se importariam com as suspeitas do público ou da policia, e continuariam a viver como dantes. 

- Tuas suspeitas não têm o menor fundamento, meu doutor. Eles têm poucos meios, e por isso evitam a sociedade, que realmente, impõe duros sacrifícios às pessoas desfavorecidas da fortuna, e eles... mas ei-los, que chegam... Vejam e convençam-se com seus próprios olhos. 

Entrava nesse momento na ante-sala uma jovem e formosa dama pelo braço de um homem de idade madura e de respeitável presença. 

- Boa noite, senhor Anselmo!... boa noite, D. Elvira!... felizmente ei-los aqui! - isto dizia Álvaro aos recém-chegados, separando-se de seus amigos, e apressurando-se para cumprimentar a aqueles com toda a amabilidade e cortesia. Depois oferecendo um braço a Elvira e outro ao senhor Anselmo, os vai conduzindo para as salas interiores, por onde já turbilhona a mais numerosa e brilhante sociedade. Os três interlocutores de Álvaro, bem como muitas outras pessoas, que por ali se achavam, puseram-se em ala para verem passar Elvira, cuja presença causava sensação e murmurinho, mesmo entre os que não estavam prevenidos. 

- Com efeito!... é de uma beleza deslumbrante! Que porte de rainha!... 

- Que olhos de andaluza!... 

- Que magníficos cabelos! 

- E o colo!... que colo!... não reparaste?... 

- E como se traja com tão elegante simplicidade! - assim murmuravam entre si os três cavalheiros como impressionados por uma aparição celeste. 

- E não reparaste, - acrescentou o Dr. Geraldo, - naquele feiticeiro sinalzinho, que tem na face direita?... Álvaro tem razão; a sua fada vai eclipsar todas as belezas do salão. E tem de mais a mais a vantagem da novidade, e esse prestígio do mistério, que a envolve. Estou ardendo de impaciência por lhe ser apresentado; desejo admirá-la mais de espaço. 

Neste tom continuaram a conversar, até que, passados alguns minutos, Álvaro, tendo cumprido a grata comissão de apresentador daquela nova pérola dos salões, estava de novo entre eles. 

- Meus amigos, - disse-lhes ele com ar triunfante. - convido-os para o salão. Quero já apresentar-lhes D. Elvira para desvanecer de uma vez para sempre as injuriosas apreensões, que ainda há pouco nutriam a respeito do ente o mais belo e mais puro, que existe debaixo do Sol, se bem que estou certo que só com a simples vista ficaram penetrados de assombro até a medula dos ossos. 

Os quatro cavalheiros se retiraram e desapareceram no meio do turbilhão das salas interiores. Foram, porém, imediatamente substituídos por um grupo de lindas e elegantes moças, que cintilantes de sedas e pedrarias como um bando de aves-do-paraíso, passeavam conversando. 

O assunto da palestra era também D. Elvira; mas o diapasão era totalmente diverso, e em nada se harmonizava com o da conversação dos rapazes. Nenhum mal nos fará escutá-las por alguns instantes. 

- Você não saberá dizer-nos, D. Adelaide, quem é aquela moça, que ainda há pouco entrou na sala pelo braço do senhor Álvaro? 

- Não, D. Laura; é a primeira vez que a vejo, parece-me que não é desta terra. 

- Decerto; que ar espantado tem ela!... parece uma matuta, que nunca pisou em um salão de baile; não acha, D. Rosalina? 

- Sem dúvida!.., e você não reparou na toilette dela?... meu Deus!... que pobreza! a minha mucama tem melhor gosto para se trajar. 

Aqui a D. Emília é que talvez saiba quem ela é. 

- Eu? por quê? é a primeira vez que a vejo, mas o senhor Álvaro já me tinha dado notícias dela, dizendo que era um assombro de beleza. 

Não vejo nada disso; é bonita, mas não tanto, que assombre. 

- Aquele senhor Álvaro sempre é um excêntrico, um esquisito; tudo quanto é novidade o seduz. E onde iria ele escavar aquela pérola, que tanto o traz embasbacado?... 

- Veio de arribação lá dos mares do Sul, minha amiga, e a julgar pelas aparências não é de todo má. 

- Se não fosse aquela pinta negra, que tem na face, seria mais suportável. 

- Pelo contrário, D. Laura; aquele sinal é que ainda lhe dá certa graça particular... 

- Ah! perdão, minha amiga; não me lembrava que você também tem na face um sinalzinho semelhante; esse deveras fica-te muito bem, e dá-te, muita graça; mas o dela, se bem reparei, é grande demais; não parece uma mosca, mas sim um besouro, que lhe pousou na face. 

- A dizer-te a verdade, não reparei bem. Vamos, vamos para o salão; é preciso vê-la mais de perto, estudá-la com mais vagar para podermos dar com segurança a nossa opinião. 

E, dito isto, lá se foram elas com os braços enlaçados, formando como longa grinalda de variegadas flores, que lá se foi serpeando perder-se entre a multidão. 
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<DOC DOCID="HAREM-122-02642">
Eldorado FM - Pedalando nos Tigres Asiáticos
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Pedalando nos Tigres Asiáticos Clique nas fotos para visualizar em tamanho maior A sintonia da aventura viajou na garupa das bicicletas de Leonardo Arantes e Christian Zanata de Singapura, a Bangcok, na Tailândia.
O Projeto Pedalando Nos Tigres Asiáticos percorreu 2000 km de uma das rodovias mais bonitas do mundo, durante um mês.
Além de conhecer belíssimas paisagens e culturas exóticas, Pedalando Nos Tigres Asiáticos quis comprovar a eficácia do cicloturismo como forma de contato com culturas e ecossistemas diferentes daqueles que vemos aqui no Brasil.
Segundo eles, a bicicleta é um ótimo transporte para turismo, pois permite uma imersão na cultura do local visitado.
"A bicicleta proporciona a velocidade e liberdade ideal para se perceber as características da natureza, dos povos e de suas culturas", afirmam.
"Mais do que isso, o cicloturismo permite perceber a transição da geografia e culturas ao longo do quilômetros, quando se cruzam zonas climáticas e fronteiras nacionais".
Clique nas fotos para visualizar em tamanho maior Na Malásia, Leonardo Arantes e Christian Zanata seguiram diretamente ao centro da cultura malaia, no estado de Kelantan.
Eles também conheceram o carnaval malaio e passaram ainda pelo Parque Nacional de Taman Negara, onde conheceram um pouco da floresta tropical que um dia cobriu grandes extensões do país.
Na Tailândia, eles pedalaram por grande parte do litoral tailandês, paraíso tropical com cavernas semi-submersas e águas transparentes.
Leonardo e Christian mergulharam na cultura muçulmana e na paisagem dos países visitados.
Também enfrentaram o calor, o cansaço e a dificuldade de comunicação.
Confira algumas fotos da viagem e ouça os boletins exclusivos do Projeto Pedalando Nos Tigres Asiáticos para a Eldorado FM.
Se você quiser conhecer mais detalhes sobre esse projeto, acesso o site oficial da aventura http://www.pedalare.com.br Clique nas fotos para visualizar em tamanho maior [Volta]
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<DOC DOCID="HAREM-94J-02657">
Tal como na última final do Campeonato do Mundo, disputada em Nova Iorque e Lion, Kasparov tenta apresentar-se como o «bom reformador» contra o «mau conservador» (Karpov).
A FIDE, que organiza a competição desde 1948, declarou estar pronta para defender os seus direitos em tribunal, e acusou Kasparov e Short de privilegiarem os seus interesses económicos ao tentarem conseguir uma verba superior à oferecida pela cidade de Manchester para organizar a final e que rondava os 250 mil contos.

Este «golpe de Estado» deixa céptica a maior parte grandes mestres de xadrez (cerca de 300 em todo o mundo), que esperam ver a situação clarificada, independentemente da parte que acabe vencedora.
Por outro lado, a expulsão de Kasparov, detentor do título mundial desde 1985, criará dificuldades à FIDE
 para convencer Manchester a acolher uma falsa final entre Karpov e Timman.
Isto no caso de os dois xadrezistas aceitarem o convite.
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<DOC DOCID="HAREM-411-02662">
Howard Aiken
Howard Aiken não é propriamente uma das pessoas mais famosas do mundo, mas o seu trabalho, sim. Foi uma das pessoas que começou a trabalhar em informática, dando origem, mais tarde, aos computadores.
Sabias que era um matemático muito respeitado? Era capaz de fazer contas quase impossíveis de imaginar!
Em colaboração com engenheiros da IBM, em 1939, começou a trabalhar na construção de uma calculadora automática, utilizando peças de uma máquina-padrão.
Em 1944, a equipa concluiu um dos primeiros computadores: o Automatic Sequence Controlled Calculator, conhecido
por Harvard Mark I.
O Mark I era um computador programável controlado por uma fita de papel perfurado e que utilizava cartões perfurados para funcionar e fazer o que lhe era pedido.
Claro que o Harvard Mark I ainda era essencialmente um dispositivo mecânico, embora tivesse já algumas características electrónicas.
Media 15 m de comprimento e 2,5 m de altura, e pesava mais de 30 toneladas! Uma operação de adição demorava 0,3
segundos e uma multiplicação 4 segundos.
Compara isto com uma calculadora ou um computador normal que usamos hoje em dia!
Tinha capacidade para manipular números com 23 casas decimais e armazenar 72 números...
O Mark II, concluído em 1947, era uma máquina totalmente electrónica, necessitando apenas de 0,2 segundos para a adição e 0,7 segundos para a multiplicação.
Podia armazenar 100 valores com dez algarismos cada e os respectivos sinais.
Sabias que Howard tinha como assistente uma mulher de nome Grace Hopper? Naquele tempo não era nada comum haver
mulheres nesta área, mas ele respeitava-a como uma cientista, tal como ele!
Este assunto interessa-te?
Então procura livros e outros materiais na Lojinha Júnior.
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<DOC DOCID="HAREM-32K-02674">
Projecções conhecidas
Susilo Bambang Yudhoyono dado como novo Presidente da Indonésia
2004-09-20 16:35:20
Jacarta - Todas as projecções conhecidas esta segunda-feira sobre as eleições presidenciais do fim-de-semana na Indonésia apontam para uma mudança no poder. Susilo Bambang Yudhoyono, general na reserva, é apontado como vencedor do escrutínio e já fala nessa qualidade.
«Agradeço a Deus por estes resultados, agradeço ao povo indonésio por me manifestar a sua confiança, agradeço a Megawati por ter conduzido esta nação no caminho da democracia», afirmou Yudhoyono, o sucessor da Presidente Megawati Sukarnoputri.
Os resultados, ainda provisórios, indicam que Yudhoyono terá conseguido cerca de 60% dos votos, contra os perto de 40% da actual Presidente Megawati. 
O apuramento de votos será demorado, pelo facto de a Indonésia ser um país muito populoso, com cerca de 215 milhões de habitantes. É também o maior território islâmico do mundo, reunindo 184 milhões de muçulmanos.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-834-02676">
 PETISCO - Flagrantes de um dos botecos mais simpáticos da cidade, o Pé Pra Fora, é o que mostra a exposição do fotógrafo Iatã Cannabrava . 
  São 12 fotos em preto-e-branco . 
  A abertura é no dia 12, no próprio bar (av . 
  Pompéia, 2.517), às 19h . 


 LANÇAMENTO - "Líbano, Impressões e Culinária" é o livro de Leila Kuczynski, sócia e responsável pela cozinha do restaurante Arábia (r . 
  Haddock Lobo, 1.397, Jardins), a ser lançado ali na segunda-feira . 

 (JM 
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<DOC DOCID="HAREM-812-02687">
CVRD
 direitos minerários A Companhia é detentora de diversos direitos minerários que efetivamente não puderam ser avaliados até às vésperas do leilão de privatização, pois demandariam tempo em pesquisas e investimentos.
Em decorrência disso, a Companhia realizou a emissão de debêntures participativas, cujo objetivo é proteger os acionistas e assegurar os seus direitos sobre áreas que venham a se revelar economicamente viáveis, bem como sobre áreas que já se encontram em operação e cuja vida útil ultrapassará o período (30 anos) previsto nos fluxos de caixa descontados utilizados para avaliação do valor presente líquido da Companhia.
As debêntures participativas, no total de 388.559.056, foram emitidas em 8 de julho de 1997, com valor nominal de R$ 0,01, para todos os acionistas registrados em 18 de abril de 1997, à razão de uma debênture para cada ação possuída.
Estes títulos propiciarão aos respectivos detentores, observadas as condições estabelecidas na Escritura de Emissão de Debêntures Participativas, participar dos benefícios financeiros potenciais, futuros, da produção mineral ou dos direitos minerários, existentes à época da privatização.
O quadro a seguir resume os termos de pagamento às debêntures participativas: Área Mineral Remuneração Sistema Sul Minério de Ferro 1,8% da receita líquida, após um total acumulado de 1,7 bilhão de toneladas, desde maio de 1997.
Sistema Norte Minério de Ferro 1,8% da receita líquida, após um total acumulado de 1,2 bilhão de toneladas, desde maio de 1997.
Igarapé Bahia, Alemão, Pojuca, Andorinhas, Liberdade e Sossego Ouro e Cobre 2,5% da receita líquida, desde o início da produção Comercial (após 70 toneladas de ouro no caso de Igarapé Bahia).
Outras áreas, excluindo Carajás/Serra Leste Ouro 2,5% da receita líquida (após 26 toneladas de ouro no caso de Fazenda Brasileiro).
Outras áreas Outros Minerais 1% da receita líquida, após 4 anos desde o início da produção comercial.
Todas as áreas Venda de Direitos 1% do preço das vendas à vista.
As debêntures participativas não são resgatáveis nem conversíveis em ações ordinárias ou ações preferenciais.
A obrigação da Companhia em efetuar pagamentos sobre as debêntures participativas terminará após a exaustão dos recursos minerais relevantes.Negociação As debêntures somente poderão ser negociadas 3 meses após a realização da oferta pública pelo Tesouro Nacional, de ações da CVRD,
prevista na Escritura de Emissão das Debêntures Participativas.
Remuneração Prêmio, pagável semestralmente quando os direitos minerários não valorizados até a privatização da CVRD vierem a ser explorados ou alienados.
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<DOC DOCID="HAREM-941-02707">
SICT - Sistema de Informação sobre Ciência e Tecnologia
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SICT, Sistema de Informação sobre Ciência e Tecnologia, tem como principal objectivo oferecer um conjunto de serviços de informação multimédia, actualizados e de fácil acesso, sobre as entidades e actividades da ciência e tecnologia do espaço de influência da AURN - Associação das Universidades da Região Norte: Universidade de Aveiro, Universidade Católica Portuguesa (CRP), Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Este sistema foi desenvolvimento no âmbito do projecto GeIRA, em colaboração com a AURN. A sua originalidade resulta da adopção do principio de que a informação deve ser criada e mantida como propriedade dos seus originadores. A utilidade está nas possibilidades da partilha de informação através dos diversos serviços que o SICT disponibiliza. A participação na Base de Dados implica uma atitude de criação, manutenção e aproveitamento da informação que fica assim ao dispor dos membros do SICT (indivíduos, projectos ou instituições). Este sistema éuma fonte de informação de grande utilidade e importância para a nossa comunidade académica. A constituição de um repositório de informação vivo e representativo, só será possível com a participação e empenho de todos.
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<DOC DOCID="HAREM-42B-02712">
Odessa (Odesa em ucraniano) é uma cidade costeira ucraniana, situada junto ao Mar Negro.

Nos tempos da União Soviética, Odessa era o porto de comércio mais importante do país e igualmente base naval.

Odessa, como porto, tem pouco valor militar, pois a Turquia (membro da NATO) controla o tráfego entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo.
A cidade tem dois grandes portos, um na cidade propriamente dita e outro nos suburbios da cidade - o Yuzhny (terminal petrolífero importante em termos internacionais).

Odessa é a quinta maior cidade da Ucrânia. No século XIX era a quarta maior cidade da Rússia (depois de Moscovo, S. Petersburgo e Kiev).

História
Odessa foi fundada oficialmente em 1794, depois de a Rússia ter anexado territórios anteriormente da Turquia (Tratado de Iasi). O nome da cidade provém da antiga colónia greco-romana de Odessos na Trácia.

De 1803 a 1814 Duc de Richelieu - francês - foi nomeado governador de Odessa. Ele tinha ajudado o exército de Catarina II contra os turcos. É considerado um dos pais fundadores da cidade.

Durante 1823-1824 o grande poeta russo Alexander Pushkin viveu em Odessa em exílio interno. Nas suas cartas ele escreveu que Odessa era uma cidade onde "se pode cheirar a Europa. Fala-se Francês e há obras e revistas europeias para ler".

Não só no século XVIII, mas também ao longo do século seguinte, formou-se uma larga comunidade judaica em Odessa, proveniente da parte ocidental do país, tornando-se na cidade mais judia entre as grandes cidades do Império Russo.

Houve uma grande fome em Odessa em 1921-1922 devido aos resultados da guerra. Na II Guerra Mundial, a cidade foi ocupada por exércitos romenos e alemães e foi finalmente libertada em Abril de 1944.

Em 1991, depois do colapso da União Soviética, Odessa ficou a ser parte da Ucrânia. Hoje a cidade conta com cerca de 1 100 000 habitantes.

Vários
O clima em Odessa é seco e temperado. Em Janeiro a temperatura média é de -2 C, e em Julho 22 C.

Odessa continua a ser um destino de férias importante. Embora o Ucraniano seja a língua oficial, a língua mais usada é o Russo. A cidade apresenta uma mistura de várias nacionalidades e grupos étnicos, entre eles ucranianos, russos, judeus, gregos, romenos, bulgaros, caucasianos, turcos e vietnamitas, entre outros.
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<DOC DOCID="HAREM-801-02718">
Multi - Multimédia e Informática, Lda. - Inscrição
O lançamento no mercado do novo Sistema Operativo da Microsoft - Windows 2000, está a levar a uma grande procura de formação por parte dos profissionais de informática, por forma a ganharem qualificações e actualizarem conhecimentos neste novo sistema
A Multi e a Cap Gemini Ernst &amp;Young promovem nos meses de Junho e Julho, em Ponta Delgada, 2 acções de formação certificada para profissionais de Informática em Windows 2000 .
A formação certificada, designação que utilizamos para toda a formação que tem o apoio explicito de um editor ou fabricante, constitui uma oferta especifica na formação profissional e tem como aspecto positivo fundamental o facto de ser criada pelos próprios produtores.
São eles que desenvolvem os programas de formação, criando os cursos, tópicos, sequências e durações, documentação, exercícios e laboratórios bem como os slides de apresentação, testando os cursos previamente e implementando-os através da sua rede de parceiros por todo o mundo.
A Cap Gemini Ernst &amp;Young écertificada pela Microsoft, Novell, Lotus e BACT para implementar acções de formação e está autorizada pela Sylvan Prometric para desenvolver todos os testes de certificação disponíveis mundialmente.
A Multi agradece
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<DOC DOCID="HAREM-52J-02724">
FLÓRIDA ADOTA DISCURSO ANTIIMIGRAÇÃO, Carlos Eduardo Lins da Silva
Governador do Estado acusa governo federal dos EUA de não impedir entrada de estrangeiros (De Washington) 
O governador da Flórida, Lawton Chiles, 63, resolveu processar o governo dos EUA para recuperar os US$ 739 milhões anuais que ele diz estar gastando em despesas com imigrantes ilegais em seu Estado.
Ele acusa o governo federal de não cumprir bem sua missão de impedir a entrada no país de estrangeiros e de não repor o dinheiro gasto pelos Estados com eles.

A decisão tem evidentes objetivos eleitorais.
Chiles, que pertence ao Partido Democrata e ao mesmo grupo neoconservador que ajudou Bill Clinton a chegar à Casa Branca, vai tentar se reeleger em novembro deste ano.
Sua popularidade está mais baixa do que nunca e um de seus possíveis oponentes é filho de George Bush.
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<DOC DOCID="HAREM-31H-02736">
Famalicão homenageia José Saramago 

A Câmara de Famalicão vai atribuir a Medalha de Honra do município a José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, em reconhecimento do valor da sua obra e do contributo que deu à divulgação da literatura portuguesa .
A decisão da autarquia será tomada na reunião do executivo municipal de segunda-feira, tendo uma fonte da Câmara de Famalicão admitido que a entrega da condecoração poderá acontecer ainda em Fevereiro .
O facto de José Saramago ser o primeiro escritor lusófono laureado com o Nobel da Literatura e de ser o autor português mais traduzido e lido no estrangeiro são alguns dos motivos que originaram a proposta do presidente da Câmara de Famalicão para a atribuição da Medalha de Honra do município .
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<DOC DOCID="HAREM-118-02739">
Exmo(a) Sr.(a), 

O mês de Outubro é marcado pela passagem para o euro de alguns produtos e serviços BPI.
Assim e no que diz respeito ao BPI Net, todas as operações, são agora, por defeito apresentadas em euros.
Para seu auxílio, nos ecrãs de confirmação são apresentados os valores em euros e em escudos, pelo que aconselhamos que verifique sempre ambos os valores.
Para mais informações, poderá utilizar a Linha BPI Internet 808 289 289 ou enviar um email para o endereço bpinet@bancobpi.pt.

Com os melhores cumprimentos, 


BPI Net


Se não desejar receber informações do BPI por este meio, envie-nos o seguinte email: mailto:bpinet@bancobpi.pt?subject=Rejeitar.E-mails
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<DOC DOCID="HAREM-021-02754">
UNICEF - Catálogo Natal 2002
COLECÇÃO EMPRESAS 2002
Cada cartão incluído nesta colecção é exclusivo da UNICEF e reproduz um trabalho artístico cuidadosamente escolhido a pensar nas necessidades da sua empresa. Os motivos seleccionados são impressos com a máxima qualidade, para que os seus cartões UNICEF transmitam a imagem que pretende. Estamos certos de que encontrará a opção que mais lhe convém.
Envie votos de Boas Festas em Cartões da UNICEF para empresas e mostre aos seus clientes e amigos que se preocupa com as crianças do mundo que mais precisam de ajuda. Na verdade, a sua compra de cartões salva vidas, pois dá às crianças a possibilidade de sobreviverem, de terem saúde e de começarem a escolaridade aos 5 anos - aspectos fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, auto-suficiente e produtiva.
Apresentação destes Cartões
Abertos sem dobra e sem texto (com um vinco que permite a sua fácil dobragem), interior em branco.
Vendidos em maços de 100 cartões iguais com os respectivos envelopes.
Porquê esta apresentação
Para permitir a fácil personalização dos seus cartões (impressão do nome da empresa, logotipo, mensagem...).
Encomendas
- A partir do mês de Setembro (quanto mais cedo a sua encomenda chegar aos nossos serviços, mais cedo será satisfeita).
- Preencha a Nota de Encomenda anexa, não esquecendo a indicação do nome da pessoa responsável pela compra bem como do número de telefone.
- Para evitar perda de tempo e despesas de expedição pode fazer a sua encomenda por fax para a nossa Sede, Loja da Av. A. A. Aguiar, Loja de Chelas ou Delegações Regionais . Assim que a sua encomenda estiver pronta será contactado pelos nossos serviços, devendo proceder ao seu levantamento no prazo de 5 dias úteis.
Imprimir em PDF
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<DOC DOCID="HAREM-56H-02765">
Escutismo distingue Câmara de Santo Tirso  
O Corpo Nacional de Escutas (CNE) atribuiu ontem à Câmara de Santo Tirso o diploma de Mérito Nacional, a sua mais alta distinção, pelo «apoio incondicional da autarquia ao escutismo no concelho».  
A atribuição desta distinção surge no âmbito das comemorações dos 75 anos de existência do Movimento Escuteiro de Portugal, cujas festividades decorreram durante o mês de Dezembro.  
«A Câmara de Santo Tirso tem apoiado, incondicionalmente e desde sempre, o escutismo no concelho, criando melhores condições para que os Agrupamentos de Escuteiros existentes no município façam chegar às escolas e aos jovens locais os seus inúmeros projectos educativos», sublinhou fonte da CNE.  
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<DOC DOCID="HAREM-13L-02779">
O Alverca foi feliz e conseguiu o golo logo aos 4 '. 
Foi na sequência de uma jogada bonita de Raúl, que subiu bem e deu para Ramirez. 
O mais novo reforço do Benfica -- do Alverca, no caso -- centrou bem e, na área, Akwá cabeceou para dentro da baliza. 
 
Se a primeira volta das eleições foi marcada por um inenarrável caos organizativo, a segunda correu relativamente bem. 
As chuvas atrasaram as operações em algumas regiões. 
Mas o grande motivo do atraso no anúncio dos resultados parecia ser a proximidade dos números. 
Na segunda-feira à noite, segundo os dados parciais da CNE, Nino tinha uma vantagem tangencial. 
 
Esta é aliás a primeira grande surpresa de 1994, que a primeira volta deixara entrever: 
a vontade de mudança dividiu ao meio o eleitorado, algo de impensável meses atrás. 
 
Um «tunnelier» é uma autêntica fábrica debaixo do solo. 
É composto por uma cabeça escavadora, parecida com uma roda dentada, com pontas de carboneto de tungsténio. 
É este material super-resistente que permite roer a rocha à média de duas a três voltas por minuto e avançar à velocidade vertiginosa de 200 metros por semana. 
Em cada volta desta roda avança-se 10 centímetros e são trucidadas cinco toneladas de rocha. 
 
Depois da cabeça vem uma autêntica fábrica ambulante que tritura as pedras e as envia para o exterior, ao mesmo tempo que vai enfiando uns aros em betão armado, impermeáveis e resistentes a uma pressão de 200 bars, que revestem o túnel. 
O tempo da dinamite, pá e picareta já acabou há muito. 
Estes monstros são comandados e controlados por meios electrónicos e informáticos. 
 
Lancia Y, um novo arrojo italiano 
Teimosamente exclusivo 
«Tinha que ser bonito», invocaram os responsáveis pelo projecto Y, a nova arma compacta da Lancia para o fim do século, mais um dos refinados produtos do «design» italiano, ainda que saído dos esboços de um engenheiro. 
Maior que o seu antecessor, o Y10, o Y assume formas tridimensionais e curvilíneas, sempre exclusivas e eternamente femininas. 
 
Esta cumplicidade de «conversa constante entre vítimas da mesma sociedade» -- na definição de Liberto Cruz -- doou ao teatro de marionetas o infortúnio e o orgulho da marginalidade. 
Bonecos e bonecreiros foram desde sempre perseguidos e interditados, e é sintomático que o dramaturgo António José da Silva, «O Judeu», tivesse morrido na sacra fogueira da Inquisição -- condenado pelas peças para marionetas que escrevia e representava no seu Teatro do Bairro Alto. 

 
Fogueira das maldades 
Os esbirros da Inquisição apareciam sempre aos pares, perturbando o Século das Luzes, a julgar pela Sala António José da Silva do Museu da Marioneta, em Lisboa. 
Um par de presenças enlutadas fazem aqui as vezes de personagens das trevas, no meio de uma vitrina de bordados barrocos, azuis debruados e rendas de brilho transparente: os personagens das peças «Vida do Glorioso D. Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança» e «Guerras do Alecrim e da Manjerona». 
Ambos os textos foram recuperados para a cena pela companhia Marionetas de São Lourenço (seguindo textos do «Judeu»), cujos fundadores são também os responsáveis pela constituição do Museu -- Helena Vaz e José Gil. 
 
Ministérios da Cultura e Educação criam grupo de trabalho 
Em prol da rede de bibliotecas escolares 
Foi anteontem empossado o grupo de trabalho interministerial que vai preparar a articulação entre as bibliotecas escolares e as da rede de leitura pública. 
Chefiada pela escritora Isabel Alçada, a equipa, constituída por representantes dos ministérios da Cultura e da Educação, tem três meses para analisar a situação e fazer propostas. 
 
No entanto, realça, «não são as OPP quem está mal», mas a «componente oficial»: 
«A administração pública não tem capacidade do ponto de vista veterinário para fiscalizar e punir os prevaricadores». 
</DOC> 
<DOC DOCID="HAREM-177-02780">
CNPq, MCT e Soc. Cientificas 
NOTA DA DIRETORIA DA SBPC SOBRE A REUNIAO COM O SECRETARIO-EXECUTIVO DO MCT 
 
Carlos Americo Pacheco, com as Sociedades Cientificas Associadas A diretoria da SBPC reuniu-se, em sua sede em SP, com representantes das Sociedades Cientificas Associadas e depois, junto com estes representantes, recebeu o secretário-executivo do Ministerio da C&amp;T, Carlos Americo Pacheco, que veio acompanhado do já então nomeado presidente do CNPq, Evando Mirra (a designação fora assinada na segunda-feira).  
 Sobre estas atividades, a diretoria da SBPC emitiu esta nota: "A atual Diretoria da SBPC deu início ao seu programa de atividades conjuntas com as Sociedades Cientificas a ela associadas, reunindo-se, em 13 de setembro, na sede da Maria Antonia, com os seus 32 representantes.  
 Estas reunioes deverao acontecer periodicamente, de acordo com calendario apresentado, para discussoes de temas actuais e visoes de futuro envolvendo ciencia e tecnologia. 
 O esforço multidisciplinar empenhado nesta iniciativa deverá criar condicoes para a comunidade cientifica reflectir e expressar suas abordagens do desenvolvimento cientifico e tecnologico no pais.  
 
 Na Segunda parte da reuniao, o Secretario Executivo do MCT, Dr. Carlos Americo Pacheco, apresentou o Plano Plurianual  do Governo para C&amp;T + Debatendo o PPA, diversos participantes acreditam que, dentre outros aspectos, o orcamento previsto para os proximos anos nao contempla as oportunidades de expansao da area de absorcao, de recem-doutores e tampouco a desvalorizacao da moeda.  
 O Dr. Carlos Pacheco aproveitou a oportunidade para anunciar, em primeira mao, o nome de Evando Mirra, presente à reunião, como o novo Presidente do CNPq.  
 A indicacao foi muito bem acolhida pelos participantes."  
 
 Conheca o novo presidente do CNPq, Evando Mirra  
 
 Leia aqui alguns dados biograficos de Evando Mirra, cuja designacao para presidente do CNPq foi assinada nesta segunda-feira e saiu publicada hoje no Diario Oficial da Uniao:  
 
 Nome completo: Evando Mirra de Paula e Silva.  
 Nasceu em Andrelandia, MG, em 20 de marco de 1943.  
 Foi nomeado diretor e presidente em exercicio do CNPq, em março deste ano.  
 Professor titular da Escola de Engenharia da UFMG, ja' foi pro-reitor de Pesquisa e vice-reitor daquela Universidade.  
 Foi tambem presidente do Centro Tecnologico de MG (Cetec).  
 Graduou-se em Engenharia Mecanica e Eletrica pela UFMG, obteve o grau de mestrado em Metalurgia e Ciencia pela Coppe/UFRJ e o grau de doutorado pela Ès Sciences Physiques/Universidade de Paris.  
 Tem curso de aperfeicoamento na George Washington University, EUA, e desenvolveu varios trabalhos em Universidades na Franca, EUA e Japao.  
 E' autor de cerca de 80 publicações cientificas, orientou 26  teses de Pos- Graduacao e cerca de 50  alunos de Graduacao em iniciacao cientifica.  
 Coordenou diversos cursos de Metalurgia Fisica e Ciencia e Engenharia de Materiais.  
 Ministrou ainda cerca de 40 cursos de Extensao Tecnologica em industrias brasileiras.  
 É membro dos comites editoriais das revistas cientificas Science et Genie des Materiaux (Franca) e Materia (revista virtual latino-americana de Engenharia de Materiais).  
 Foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq, do Conselho Curador da Fapemig, da Comissao de Coordenacao do do Programa de Nucleos de Excelencia (Pronex) e do Conselho da SBPC.  
 Desenvolveu varios trabalhos como consultor no MCT, MEC, CNPq, Capes, Finep e Fapemig.  
 Foi eleito recentemente Membre d'Honneur da Societé Francaise de Metallurgie et de Materiaux (Franca), recebeu a Ordem Nacional do Merito Cientifico do Governo Federal e diversos premios cientificos como o Premio Fundep e o Premio Brasimet.  
 
 (Informacoes fornecidas pela Assessoria de Comunicacao Social do CNPq)(retirado do JC Email SBPC)  
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<DOC DOCID="HAREM-91J-02787">
Folha -- Quais são as implicações que o encerramento da revisão traz para a economia?

Resposta -- Já pedimos a criação de um conselho para produzir essa definição.

À medida que o grupo de serviços que entram nos lares e nas empresas evolui, a definição de serviço universal vai evoluir também.
Deve haver, no mínimo, uma linha digital chegando a cada casa, mas acho que serviço universal deveria significar muito mais do que isso, mais do que o fio.

Amato -- O cenário ideal para o Plano Real seria a vitória inequívoca de um dos candidatos já no 1º turno das eleições.

Folha -- Quem vence?

TERRA VIRGEM
Infância:
«Eu tenho uma origem política.
Meu avô materno foi prefeito de Limeira, meu pai foi duas vezes prefeito de Itapira, onde passei toda minha infância.
Desde cedo fui orador da turma, sempre gostei de declamar.

Passamos por dificuldades: meu pai perdeu praticamente todo o seu patrimônio por se dedicar 100% à política»
Fantasia infantil:
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<DOC DOCID="HAREM-032-02791">
A biotecnologia
 --------- 05/09/00 Última atualização Eduardo Linhares é homenageado na Expointer GAP Genética O produtor rural homenageado com a Medalha Assis Brasil, na abertura oficial da Expointer/2000, em Esteio (RS), em 31 de agosto, foi o proprietário da GAP Genética, Eduardo Linhares, que recebeu a comenda das mãos do governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, em meio à presenças ilustres, como o Ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, por exemplo.
Eduardo Linhares é o líder da equipe responsável pela seleção genética objetiva de bovinos em fazendas espalhadas por todo o país.
A empresa, com quase um século de atuação, e que há 20 anos desenvolveu o Programa Natura, tornou-se um exemplo de propriedade produtiva.
O resultado desse trabalho será ofertado nos leilões GAP TOP e GAP Cinco Estrelas, em 22 e 23 de setembro, respectivamente, na Estância São Pedro, em Uruguaiana (RS).
No primeiro remate, a GAP Genética ofertará 200 bezerros(as) elite, que entrarão em duplas: o comprador escolhe um e o outro volta para o plantel da promotora.
"É o que a empresa produziu de melhor na safra de terneiros de 1999 das raças angus, brangus, hereford e braford", informa Eduardo Linhares.
No GAP Cinco Estrelas, parceria da GAP Genética e mais oito empresas, a oferta é de 630 reprodutores com avaliação genética do Programa Natura.
GAP Genética contorna aftosa A GAP Genética informa que já contornou o problema da febre aftosa no Rio Grande do Sul.
Segundo Eduardo Linhares, a empresa elaborou um esquema obedecendo as instruções do Ministério da Agricultura.
"Os animais farão a quarentena de origem na Estância São Pedro, indo depois para a Fazenda Santa Luzia, em Rancharia (SP), para a quarentena
de destino.
Tudo isso para possibilitar a aquisição dessa genética de ponta por criadores de todo o território nacional", diz.
A GAP Genética entregará os animais livres de qualquer problema sanitário na Fazenda Santa Luzia, em Rancharia.
Rodrigo Fonseca de Almeida Mais informações: João Paulo Shneider da Silva (Kaju) (55) 412-3688/9973-8430 Heloísa Linhares (51) 337-9470/224-6490 Publique PRESS Al. Itu, 1063, 2º andar São Paulo, SP Fone/Fax (11) 3064-2993/3064-8101 ai01@wiznet.com.br setembro/2000
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<DOC DOCID="HAREM-54B-02793">
Genoma Humano 
 
A totalidade dos genes que constitui a informação genética de um indivíduo contida nos seus cromossomas. O termo também pode ser aplicado à gama de genes encontrados numa dada espécie.

Genoma humano

O genoma humano é o conjunto de todo o ADN numa célula humana, incluindo os genes. O genoma humano está distribuído por vinte e quatro cromossomas, que contêm toda a informação que determina aquilo que cada um de nós é, por exemplo, a altura, o sexo, a cor da pele e dos olhos, propensão para algumas doenças e até características da nossa personalidade. Cada cromossoma é constituído por proteínas e ADN que se encontram nos núcleos das células. 

O ADN é a fonte da nossa informação genética, guardada através de um código construído com sequências de combinações de apenas quatro substâncias denominadas bases: adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T). Em cada cromossoma, o ADN é uma molécula muito longa, condensada em forma de dupla hélice, que pode conter entre cinquenta a duzentos e cinquenta milhões de bases. O número total de bases em todos os cromossomas de uma única célula humana é aproximadamente de seis mil milhões. Um gene é uma parte de uma molécula de ADN, na qual estão contidas entre alguns milhares e dois milhões de células. É em cada gene que estão definidas determinadas características da espécie. 

Cada cromossoma é formado por milhares de genes, sendo relevante para a informação contida em cada cromossoma, não só o número, tamanho e composição de cada gene, mas também a sua localização relativa no cromossoma. Considera-se que o genoma humano tenha entre oitenta mil e cem mil genes e sequências de três mil milhões de bases. As sequências resultantes são analisadas em computador e unidas em sequências mais longas de genes. Estes são submetidos a uma avaliação mais específica. Depois de validada, a nova sequência é incluída na base de dados e publicada.

Sequenciação do ADN

A sequenciação do ADN é o processo que permite determinar a ordem exacta dos três mil milhões de pares de bases químicas que constituem o ADN. Esta sequenciação é o ponto de partida para identificar os cerca de oitenta mil a cem mil genes, perceber o que eles codificam e como se processa a regulação entre eles. O material biológico necessário para se realizar a sequenciação genética resulta de amostras de diferentes indivíduos. O ADN foi colhido a partir do esperma, nos homens, e do sangue, nas mulheres, no total de dez indivíduos com características anatómicas diferentes. O resultado é uma amostra generalizável à espécie e, por isso, é designado genoma humano.

Human Genome Project - Projecto do Genoma Humano

O Human Genome Project (HGP), um projecto de investigação, nasceu em 1990, nos EUA, com o objectivo de cartografar a sequência nucleótida completa do ADN humano. Dez anos depois, passou a consórcio internacional financiado com verbas públicas, com a participação, entre outros, de centros universitários de cerca de vinte países, dos quais se destacam o Centro Sanger, em Londres, que decifrou um terço da informação.
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<DOC DOCID="HAREM-636-02795">
O Princípio da Incerteza de Heisenberg

O elétron é uma partícula muito pequena, difícil de detectar a sua posição e sua velocidade ao mesmo tempo. Werner Heisenberg em 1926 propôs substituirmos o conceito de órbita pelo conceito de probabilidade de posição. Quanto maior a densidade eletrônica, maior a probabilidade de encontrarmos um elétron.

A Contribuição de Schrödinger

Em 1927, quando este austríaco formulou, por pura intuição matemática, uma equação de ondas válida para o elétron do átomo de H, tinha início a mecânica ondulatória. Sua adequação às observações experimentais ocasionou sua aceitação imediata e um grande desenvolvimento da mecânica quântica nos anos subsequentes.

Depois da equação de Schrödinger não se podia mais admitir uma órbita precisa para o elétron. Essa equação, passada pelo devido tratamento matemático, revela figuras tridimensionais que sugerem uma probabilidade de encontrar elétrons em determinados volumes. Isto está exatamente de acordo com o que Heisenberg propôs.

Estas regiões de máxima probabilidade de encontrarmos elétrons no átomo, foram chamadas de orbitais, diferenciando-se das órbitas de Böhr.

Até agora, temos as seguintes partículas constituintes do átomo:

Prótons

Neutrons

Elétrons

Porém, nos anos 60 intensas pesquisas revelaram que estas particulas basicas são compostas de mais unidades basicas chamadas de quarks.

Isto foi concluido nos anos 80, as partículas constituintes da matéria são os quarks, e são responsáveis pelas forças que mantém o núcleo unido. Quarks são particulas maciças, que tem um spin de 1/2 a suportam uma fração de carga elétrica. Os quarks sempre se encontram combinados com outras particulas. Existem 6 tipos de quarks: up, down, top,botton, strange e charm. Apenas o up e o down, ocorrem nos protons e neutrons. Os demais só aparecem em particulas instaveis que espontaneamente decaem em frações de segundo.

Agora mais algumas partículas atômicas: 

BARYONS - Hadrons que consistem de 3 quarks

BOSONS - Partículas que suportam as forças físicas básicas

FERMIONS - Todas as partículas com spin 1/2 ou 3/2. Exemplos incluem leptons e baryons.

GLUONS - Bosons que suportam intensas forças entre dos quarks.

GRAVITONS - Bosons que se supões suportar as forças gravitacionais. Estas partículas já vem sendo observadas.

HADRONS - Todas as partículas que são compostas pelos quarks.

LEPTONS - Partículas que foram encontradas fora do núcleo. Existem seis tipos de leptons: eletrons, muons, taus, e os respectivos neutrinos.

MESONS - Hadrons formados por um quark e antiquarks.

MUONS - Leptons que são menos pesados que os elétrons. Embora estas partículas existam desde os primeiros instantes da formação do universo, elas agora existem apenas em partículas aceleradas e raios cósmicos.

NEUTRINOS - Partículas sem carga elétrica e com nenhuma ou pouca massa.

PHOTONS - Bosons que carregam força eletromagnética. São as partículas que compõe a luz.

QUARKS - Partículas que compõe os neutrons e os protons.

TAUS - São leptons mais pesados. Hoje estas partículas podem apenas ser encontradas em partículas aceleradas e em raios cósmicos, embora fossem abundantes no início da formação do universo.

VECTOR MESONS - (Também chamados de W+, W- e Z bosons). Bosons que carregam fracas forças, responsáveis por alguns tipos de decaimentos radioativos.

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<DOC DOCID="HAREM-201-02800">
Astronomia2002
Mais uma vez acontece a Astronomia no verão, um evento onde pode aprender e divertir-se com esta ciência maravilhosa. Observações em todo o país com entrada gratis.
Este ano a Aquila irá participar novamente, desta vez será nos Foros da Amora, junto ao Clube Aguias Unidas a partir das 20:30 aos fim-de-semanas durante todo o Agosto. Será realizado: observações astronómicas, identificação de constelações e localização de objectos celestes não observáveis à vista desarmada e uma actividade com 1 prémio final (1 livro sobre Astronomia).
É um evento espalhado por todo o país, para mais informações e para saber os locais clique aqui ou telefone 808 200 205 (10:00 - 22:00).
Em baixo encontra-se o itenerário do observatório móvel do Museu da Ciência, já que existem elementos da Áquila presentes nesse observatório, mas não são as únicas zonas do país onde irá realizar o evento, existirão observatórios montados por todo Portugal.
Apareçam.
ASTRONOMIA NO VERÃO 2002
Pela Noite Dentro
OBSERVATÓRIO MÓVEL DO MUSEU DA CIÊNCIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA Data Dia da Semana Localidade Agosto 1 Quinta Lisboa - Museu da Ciência 2 Sexta Lisboa - Museu da Ciência 3 Sábado Lisboa - Museu da Ciência 6 Terça Castro Verde 7 Quarta Castro Verde 8 Quinta Castro Verde 9 Sexta Lagos 10 Sábado Lagos 11 Domingo Lagos 13 Terça Abrantes 14 Quarta Abrantes 15 Quinta Entroncamento 16 Sexta Nisa - Astrofesta 2002 17 Sábado Nisa - Astrofesta 2002 18 Domingo Nisa - Astrofesta 2002 21 Quarta Vendas Novas 22 Quinta Montijo 30 Sexta Nazaré 31 Sábado Nazaré Para um calendário de todo o país e pesquisa carreque aqui.
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<DOC DOCID="HAREM-235-02806">
 O senhor com que idade foi para a tropa?

Fui para a tropa com 19 anos, acentei praça em Braga depois fui para Tomar ainda cá vimfazer 23 anos. Estive na Guiné.

Em que lugaresteve da Guiné?

À fronteira da Guiné francesa .Nós entramos em Bissau e fomos a pé até ao fim da Guiné, que é aRepública da Guiné francesa a pé, por etapas, não é, íamos para estequartel estávamos ali 3/4 meses, "Agora ides para outro lado", a gentefoi sempre a pé em colunas militares até Brontuma que faz fronteira com a Guiné, Conakry. Nós de lá do nosso quartelamentovíamos lá um quartel de soldados da Guiné francesa, até diziam quandoeles nos vinham atacar que eles ajudavam. Depois tínhamos lá um senhorque era do Porto, o senhor alferes Monteiro, também era meio preto,era mau e o que ele fazia era atirar primeiro para eles e depois nooutro dia estávamos bem servidos outra vez, já estávamos outra vez afugir. Era assim a vida na Guiné.  À noite tínhamos para ládeterminada altura que não íamos para a cama sem que, chamavámos nósna altura, eu ia aplicar o termo não sei se vou aplicar bem se não,eram os terroristas, e a gente já não ia para a cama sem eles virem, evinham mesmo. Até a determinada altura estávamos lá à espera que elesviessem, há um rapaz que estava lá assim num altozinho, levou um tirona barriga teve que vir no outro dia de manhã, porque à noite ohelicóptero não podia ir lá buscá-lo e trazê-lo aqui para Lisboa, veiologo embora. Nunca mais o vi esse rapaz. E depois tivemos diversasemboscadas, tivemos muitas emboscadas, tivemos sim senhora, aí é que agente tinha mais um bocado de receio, ai ali em cima das viaturas nãosabia quando ia-se atirar para baixo, essa coisa toda depende. Uma vezcairam lá três rapazes depois veio-se a verificar que foi de bater coma cabeça nas valetas. Duvidavasse que houvesse fogo, mas não foi nãosenhora.

Qual era o seu nome que era conhecido láno pelotão? 

Era Ferreira. Eu era Ferreira, sehouvesse outro Ferreira aqui de Famalicão, chamavam-lhe Famalicão queera para a gente conhecer. O Famalicão era o outro, o Ferreira era eu,enfim diversos nomes.

Qual era o seu equipamentobásico como soldado?

Era só o camurflado. Lá sótínhamos o camurflado.

O que farda éessa?

É aquela farda camurflada, não é, como aindaàs vezes andam para aí pessoas com elas, era essa farda, a gente lánão usava outra, não queríamos outra, não é. Andávamos sempre decalçõeszitos sem nada, não é.

E quearmas?

Era a G3, era a G3, mas às vezes tambémpegávamos em duas granadazinhas ao pescoço, cartucheiras, caixinhas nobolso. 

Quais eram as funções básicas doatirador?

 Nós íamos em fila indiana, claro elesapareciam e a gente pimba para lá. Aliás que levávamos armas pesadas,era bazuca, era murteiro, era tudo, era metralhadoras, era tudoisso. Uma vez tivemos um combate, que por acaso esse rapaz já morreu,também era de cá da minha freguesia, chegamos lá às seis da manhã,sempre toda a noite ali a andar a pé, sempre, sempre e viemos emborasó à uma da tarde. Sempre ali, sempre ali, helicópteros a vir buscaros feridos, a trazer munições e à uma da tarde lá vamos embora, massempre a fugir. E bombardeiros também connosco, dois T6 sempre em cimade nós, a ajudar-nos, não eram contra nós, não é, senão então Deus melivre.

Em alguns desses casos o senhor percebeuque corria perigo de vida?

 Oh por amor de Deus!Temos feito até convívios e tivemos até um alferes com quem falamosnisso, a nós só nos faltava esgadanhar na terra, com o -----------(faixa3 2m54s) ali Deus me livre. As balas, não sei se sabe mas a gentedeitava-se no chão, e elas fumegavam por ali, e esse alferes "Ei rapazeu até só faltou esgadanhar no chão, fazer um buraco no chão parameter lá a cabeça". Ai perigo de vida, muito perigo de vida,atravessamos muito perigo mesmo.

Como o inimigoatacava?

Bem o inimigo atacava como o senhor sabeou faz ideia, vinham por aí fora estavam à nossa espera, a gentetínhamos que ir a determinado objectivo, chamava-se lá na altura, epronto. Às vezes éramos capazes de chegar ali aquela mata, estava alium dava um tiro no ar, e a gente "Alto, eles não estão muito longe",mas a gente caminhava sempre porque ele dava o tiro e fugia paraavisar os outros lá atrás e a gente às vezes quando lá chegava aquilo,Deus me livre, estava tudo à nossa espera, tudo à nossa espera. Era atáctica deles e nós tínhamos a nossa. Os oficiais iam ali sempre ànossa frente e a gente lá ia, chegávamos a ir cento e tal homens paracada operação, companhias da Guiné, os pretos também iam connosco,também por nós, iam connosco.

Como se chamava oseu comandante?

Álvaro Vastes de Miranda, capitão,era um senhor ---------------- que foi connosco a Tomar, estivemos comele à dias também. Aliás ele aparece sempre a estes convíviosmilitares.

Nunca foi apanhado em nenhumaemboscada?

Emboscadas, muitas, muitas. Emboscadasera o que a gente mais apanhava, maiores, mais pequenas é claro, eraconforme, emboscadas era conforme. Depois eles também depende ou erammuitos ou eram poucos, durava mais tempo, durava menos, depois elesfugiam e a gente seguia o nosso caminho, queria era fazer a operaçãoque tinha a fazer. Eles apareciam ao caminho e a gente lá ia porque jásabia que lá adiante, o objectivo era mesmo para a agente lá ir. Lá éque depois era perigoso, lá é que era pior. Às vezes ia a avioneta como comandante por cima "Mais para a frente", e a gente lá ia, ocomandante mandava e a gente lá ia, todos ali em filinhaindiana.

Como era a comunicação com Portugal, coma sua família?

 Era só, como é que se chamava naaltura, esquece-me o nome, eram umas coisinhas próprias que eles davamaté de graça e a gente escrevia lá, tinha outro nome masesqueço-me. Posso vir-me a lembrar mas de momento não me recordo. Erasó assim, mais nada.

Como era a vida no quartelquando não havia combate?

Era, estávamos alitodos, jogávamos às cartas, íamos à cantina, entretínhamo-nos. Umacervejinha, uma latinha disto, uma latinha daquilo juntávamos asoutras, comprávamos um franguito, assávamos lá nós, comíamos todos eera assim. À noite tínhamos um telefone, ficávamos em abrigossubterrâneos, em abrigos de dez, à noite tocava o telefone e a genteficava "Porra para o diabo, lá vamos nós", "Aparecer cá em baixo todosna parada com a arma na mão", e a gente lá aparecia. Era para ir parao mato, fora do quartel. Saíamos. Aí é que nós tínhamos um bocado dereceio porque de noite era muito perigoso, era um muitoperigoso.

Na tropa o senhor tinha algumas pessoasque eram mais amigas?

Sim, geralmente nóstentávamos ser sempre amigos uns dos outros e tínhamos que ser mesmoporque a gente lá chegava a um certo ponto que dizia: - "A gente jánasceu aqui, a gente já não vai embora", "O tempo nunca mais sepassa", a gente falava assim uns para os outros. Só quando a coisa secomeçava a aproximar do fim a gente "Ó diabo a coisa está mesmo aterminar". Depois aí é que a gente começava a sair com um bocado demedo para o mato "Oh falta um mês", "Falta isto", "Falta aquilo", issoaí é que e gente tremia um bocadinho. Ia para o mato sempre com receioporque em qualquer altura estávamos nós numa emboscada e às vezesaqueles que eles acertassem primeiro, era escusado fosse onde fosse.

O senhor perdeu um amigo maispróximo?

Nós tivemos vinte e tal mortos nacompanhia. Aos três dias tivemos logo um rapaz aqui de Joane, amigomesmo, mas foi de acidente, foi uma camioneta uma GMC grande que sevirou, estava a chover e esse rapaz morreu. Mas tivemos ui, só uma veznuma mina tivemos seis ou sete mortos, lá na estrada, aquilo na alturaainda era terra, não é, amigos mesmo. Todos nós tínhamos que seramigos uns dos outros, ali não se podia ir para o mato e ser inimigosuns dos outros, nem pensar nisso. 

Quando o senhorse apresentou ao exército o senhor imaginava que essa ida à Guiné iaser dessa maneira? 

Na altura, a gente já sabiaque quem fosse para a tropa não se livrava, nem que fosse manco,ninguém se livra não é, na altura era assim. A gente foi andando,quando chegou à altura "Para onde vais?", "Para a Guiné", "Ui Jesus,vamos para a Guiné. Vamos para o matadouro". Quando fui para o barco,nunca mais me esqueço, na altura lá no Cais de Alcantara, aquilo eraterrível, as pessoas mesmo a chorar, as famílias e tudo, pessoascasadas. Eu subi lá para cima, meti-me dentro de uma balieira nemcomer fui, quando acordei já ia lá não sei para onde, não se vianada. Para lá fui, "Quando Deus quiser vou-me embora", com receio, mastinha que ser, não podíamos fugir nem dizer quenão.

Como é que aconteceu avolta?

Ai a volta, quando chegou aquilo nem fazideia, eu nem dormia, vínhamos para o cais ver quando o barco vinha,porque a gente sabia que o barco vinha e nós para vir embora viemos noNiassa , quando o barco apareceu Deus me livre. Depois mais um dia,nunca me esqueço, éramos para embarcar no dia da feira de Maio aqui emFamalicão, que era o dia 8, depois atrasou um dia , embarcamos no dia9. Nem dormimos nem nada, Deus me livre, era só cá por baixo, sóemoção. Quando a gente começou a subir as escadinhas do barco por lácima, é formidável, é formidável mesmo. Quando viemos, "Prontosestamos safes, se o barco não for ao fundo não há problemas". Graças aDeus não foi.

Onde é que o senhor desembarcou?

Em Lisboa na mesma, depois veimos no comboiopara Tomar.

 E como foi o reencontro com a suafamília?

Maravilha, o senhor imagina tanto temposem os ver quando os vi, Deus me livre.

Mas já eracasado nessa altura?

Não, era solteiro. Quando vio meu irmão, aquele que faleceu, ai senhoraeu...

O senhor regressou e foi logotrabalhar?

Logo trabalhar para a casa de onde saí,engatei logo novamante. Depois sabe como é, comecei a pensar e mudeipara outro lado, onde estive trinta anos, numa mercearia em Famalicão,à beira do Tanoeiro. Depois claro, todas estas grandes superíficies, acoisa começou a ficar complicada, o pessoal começou a fugir e eu "Ohdiabo vou ficar aqui sozinho". Eu não queria ir para o fundodesemprego, não queria nada. Deixei e aqui estou até quando Deusquiser.

E hoje como é o seu dia a dia detrabalho?

O meu dia-a-dia de trabalho é o melhorque pode haver, nunca tive um trabalho assim, sinceramente digo, nemgente tão minha amiga.

E como é o seu dia-a-dia? Osenhor acorda...

 Estou aqui, chego estou prontopara o que for preciso, seja para onde for. Faço trabalho para asenhora doutora Susana lá em cima no museu, ao senhor doutor JoséManuel, à doutora Luísa e à doutora Fátima, é para o que forpreciso. Estou aqui para o que forpreciso.

Agradeço a suaentrevista.

De nada.
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<DOC DOCID="HAREM-518-02823">
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<DOC DOCID="HAREM-901-02827">
Honda - Informação de Imprensa
NOVO HONDA JAZZ
Sintra, 19 de Junho de 2001 - A Honda revela hoje um novo automóvel que irá estabelecer novos padrões no segmento B.
O novo Honda Jazz comprova a capacidade inovadora da Honda em conceber novas carroçarias, motores avançados e tecnologias de segurança proporcionando elevados níveis de segurança, de funcionalidade e de eficiência nos consumos de combustível aos actuais clientes de automóveis deste segmento.
Este novo automóvel compacto de 5 portas estará disponível com duas motorizações: motores a gasolina de 1,2 L e 1,4 L, com 4 cilindros, ambos com tecnologia i -DSI.
O interior espaçoso acomoda 5 ocupantes e estabelece novos padrões de espaço, flexibilidade e requinte como demonstra a revolucionária versatilidade do banco traseiro.
O novo automóvel estará à venda primeiro no Japão no final deste mês com o nome de Honda Fit.
O Honda Jazz será apresentado ao público na Europa no próximo Salão Frankfurt em Setembro deste ano. As vendas na Europa terão início em 2002.
Dimensões:
Comprimento 3830mm Largura 1675mm Altura 1525mm Distância entre eixos 2450mm
i-DSI -O Sistema Honda de Ignição Sequencial de Duplo Ponto consiste na existência de duas velas por cilindro numa câmara de combustão compacta com ignição sequencial que proporciona baixas emissões e elevada economia de combustível
Honda Jazz será produzido na fábrica da Honda de Suzuka no Japão.
O nome Jazz já foi utilizado num automóvel sub-compacto em 1984-86.
© Copyright Honda 2000
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<DOC DOCID="HAREM-398-02829">
Você sabia... 
Véu da Noiva [ veudanoiva@veudanoiva.com.br ] 
Véu da Noiva 
Noiva, Festa, Masculino, Infantil e Acessórios 
 
Você sabia...que na Copa do Mundo da França, em 1998, uma Brasileira e um Norueguês se casaram bem no centro do gramado do estádio Vélodrome, em Marselha. 
A cerimônia aconteceu antes da partida Brasil X Noruega. 
Precisando de uma bela roupa para aquela ocasião inesquecível... não deixe de passar no Véu da Noiva. 
Véu da Noiva, desde 1992 festejando com você! 
 
Av. do Contorno 6888 lj 101 - Lourdes - Belo Horizonte / MG - Tel.: ( 31) 3225-5545 
 
Estacionamento conveniado na Rua Barão de Macaúbas 48  
veudanoiva@veudanoiva.com.br 
 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-328-02831">
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<DOC DOCID="HAREM-40H-02842">
Lotaria Popular 

O primeiro prémio da Lotaria Popular, no valor de 7.500 contos, saiu ontem ao número 55.582, da terceira série.
Os segundo e terceiro prémios -- respectivamente de 2.750 contos e de 1.500 contos -- saíram aos números 94.230 e 22.844 também da terceira série .
Em relação ao quarto prémio da Lotaria Popular, de 1.000 contos, saiu ao número 84.042 .
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<DOC DOCID="HAREM-981-02848">
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Trigésimo Aniversário de John Wesley
Dia do Culto do Pacto com Deus
2003 - Um Tempo Oportuno, C. Sousa
No dia 25 de Dezembro de 1747, John Wesley fez um apelo a todos os metodistas para renovarem o seu pacto com Deus.
O primeiro culto do Pacto com Deus, organizado por Wesley, foi celebrado no ano de 1755. Desde aquele ano tem continuado este serviço na Igreja Metodista (primeiro Domingo de cada ano), sendo uma rica fonte de bênção para os que o usam.
O Conselho Europeu Metodista reuniu no passado mês de Setembro em Stuttgart, Alemanha.
De Portugal à Rússia, 40 Metodistas partilharam as suas experiências e perspectivaram o futuro da missão na Europa.
"Não se pode perder de vista a nossa realidade, ou seja, todos nós constituímos a grande família humana. Já é tempo de sabermos cuidar uns
dos outros, de tal forma que a vida seja uma alegria para todos e todas. A paz precisa de uma oportunidade para poder ser uma realidade." (Bispo Sifredo)
- Carta ao Primeiro Ministro
- A Paz precisa de uma Oportunidade
- Manifesto Ecuménico Jovem contra a guerra
- World Council of Churches - "Wars cannot be won, only peace can"
- World Alliance of Reformed Churches - condena a guerra no Iraque
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Copyright 2002 - Igreja Evangélica Metodista Portuguesa
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<DOC DOCID="HAREM-80L-02866">
Hélder cumpriu bem na sua estreia. 
Com a particularidade de ter jogado fora do seu posto habitual. 
«Penso que foi por o John Toshack saber que eu conheço bem o Amunike. 
Pediram-me para desenrascar, mas prefiro jogar a central», explicou o português. 
A satisfação do dever cumprido, reforçada pelo elogio do técnico: 
«O Hélder tem razões para estar contente. 
Esteve bem, tendo em conta que era a sua estreia, que jogou fora da sua posição e o adversário se chamava Barcelona.» 
 
Pelo caminho, tinha repudiado uma insinuação de Damásio, que, no seu discurso, se referiu à sua comissão como sendo constituída por «críticos ou opositores da actual direcção». 
E o mesmo fez o orador seguinte, José Diogo, este representante do grupo responsável pela terceira proposta. 
 
A reunião prosseguia ainda à hora de fecho desta edição. 
 
Sim, porque as pessoas acabam por passar por todas, apesar das diferenças. 
 
J.S.R. -- Uma das condições fundamentais para se criar outros gostos nas pessoas são os concertos. 
Cá não há apresentação ao vivo de quase nenhuma música. 
E isso é muito importante. 
 
Mas nos demais casos em que a lei permite a cobrança coerciva pelos tribunais fiscais, pode ser discutida a legalidade da dívida, o que quer dizer que não há título executivo. 
 
A não ser que estejamos perante um dos documentos do art.46º do Código do Processo Civil, aqui sim, plenamente aplicável, ou haja lei especial que tal disponha. 
 
A norte de Porto Dinheiro, na Lourinhã, elementos da Guarda Fiscal apreenderam, cerca das 4h30 de ontem, uma traineira (presumivelmente registada no porto de Peniche) que transportava 138 caixas de tabaco americano, com valor da ordem dos 22.500 contos. 
Na sequência da operação foram detidos quatro indivíduos, entre os quais o mestre da embarcação, a qual foi, também, apreendida. 
A GF confiscou ainda uma viatura ligeira de marca Bedford, envolvida na rede de contrabando, ontem descoberta. 
 
Quantidade idêntica de tabaco -- seis caixas de marca Camel e 124 de Winston -- foi aprendida, na madrugada de terça-feira, na zona de Vila do Bispo, por elementos do comando da Guarda Fiscal do Algarve. 
A mercadoria, proveniente de um desembarque, foi encontrada numa carrinha suspeita. 
 

Alverca -- 
Sem meia dúzia de jogadores (os emprestados pelo Benfica), o recém-promovido Alverca ganhou o seu primeiro ponto da época e logo fora de casa. 
A perder, o treinador Mário Wilson arriscou com a entrada de três jogadores e saiu de Campo Maior com mais moral para enfrentar a difícil tarefa da manutenção. 
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<DOC DOCID="HAREM-01J-02868">
O Ambulim foi um dos centros que contribuíram para um estudo apresentado na 5ª Conferência Internacional sobre Transtornos Alimentares, de 29 de abril a 1º de maio em Nova York.

Dados sobre abuso sexual em bulímicas no Brasil, Áustria e Estados Unidos foram centralizados por Harrison Pope, da Escola de Medicina de Harvard.
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<DOC DOCID="HAREM-71J-02875">
Seis milhões em dez anos
O museu, a desenvolver sob orientação de uma comissão de notáveis, dirigida pelo Presidente da República, está orçado em seis milhões de contos, valor incomportável para a Força Aérea.
Daí que a Cameron Hall tenha caído do céu.
«A proposta é muito bem vista, porque será mais vantajosa do que se houver só um pólo de interesse no local», afirmou o major Carlos Barbosa, das relações públicas da Força Aérea, admitindo que, com o parque temático, «se o interesse for diversificado, toda a gente fica a ganhar». 
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<DOC DOCID="HAREM-052-02894">
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<DOC DOCID="HAREM-901-02897">
Louis Bleriot
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Pioneiro da aviação francesa, nasceu em Cambrai, França, a 1 de Junho de 1872. Louis Bleriot era graduado em pela Escola Central de Paris. Bem sucedido como um brilhante homem de negócios na indústria automóvel, a partir dos 30 anos dedicou toda sua vida à aviação. Em 1907 fez o seu primeiro voo em Bagatelle, France, num avião desenhado por si, aprendendo por si mesmo a voar, enquanto aperfeiçoava o seu desenho quanto a comportamento e erros. Em apenas dois anos a sua companhia de aviação produzia uma linha de aviões conhecida pelas suas alta qualidade e performance. Louis Bleriot foi aclamado no mundo inteiro por ser o primeiro a atravessar de avião o Canal de Inglaterra, um feito inédito para aqueles tempos. Em 25 de Julho de 1909, no Modelo X125, um monoplano, embora com condições de tempo adversas, e 22 milhas de mar tempestuoso, voou de Les Barraques, na França, para Dover, na Inglaterra. Estes 40 minutos de voo valeram-lhe pelo feito a compensação do London Daily Mail de 1000 libras esterlinas. Na Guerra de 1914 a 1918, a sua companhia produziu o famoso S.P.A.D., o avião de combate que voou para todas as nações aliadas. A sua excepcional perícia e engenho foram significativas no avanço da ciência aérea da época, e popularizaram a aviação como desporto. Permaneceu activo na indústria aeronáutica até à sua morte em 2 de Agosto de 1936.
Réplica construída em 1989, representando o primeiro avião a voar em Portugal, a 27 de Abril de 1910, a partir do Hipódromo de Belém, pilotado pelo francês Mamet.
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<DOC DOCID="HAREM-147-02919">
INFOÉTICA
 OS DESAFIOS ETICOS, JURIDICOS E SOCIOCULTURAIS DA SOCIEDADE DA INFORMACAO NA AMERICA LATINA E CARIBE
 Nos dias 26 e 27 de outubro será realizado no Rio de Janeiro o workshop temático InfoÉtica 2000 Os Desafios Éticos, Jurídicos e Socioculturais da Sociedade da Informação na América Latina e Caribe. 
 O objetivo é produzir uma proposta que retrate o pensamento latino-americano e caribenho sobre as questões legais e éticas no uso da informação em ambientes eletrônicos. 
 Esse documento será levado ao 3 o. 
Congresso Internacional da UNESCO sobre Desafios Éticos, Jurídicos e Sociais do Ciberespaço, que ocorrerá em Paris, de 13 a 15 de novembro. 
 Promovido pela UNESCO, Programa Sociedade da Informa-ção e Ministério da Ciência e Tecnologia. 
 Informacao: 
 (61) 217.6332
 (61) 3211798
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<DOC DOCID="HAREM-641-02922">
www.abola.pt - Atletismo (01) (edição de quarta-feira)
Guerra também vai de metro
As ruas da capital vão voltar a ser palco de uma festa do atletismo. Na manhã de domingo, dia 13 de Abril, será dado o tiro de partida para a Corrida do Metropolitano. Ontem, os gémeos Castro apresentaram os 15 quilómetros que marcam o regresso de Paulo Guerra.
Dizem que é o transporte mais eficaz da capital. Económico e rápido. Por menos de um euro pode-se viajar por quase toda a cidade. Subterrânea. Mas ontem, a Castro Brothers, empresa dos gémeos Castro, lançou convite diferente durante a apresentação da 12.ª Corrida do Metropolitano de Lisboa. É uma das grandes corridas populares do calendário nacional. Este ano a aposta mantém-se nos anónimos, apesar de contar com alguns atletas de elite. Confirmado está já Paulo Guerra, que aproveitará os 15 quilómetros para regressar à competição depois da paragem forçada que o fez falhar os Mundiais de Crosse. Entre os estrangeiros duas presenças: o queniano Joseph Ngolepus, vencedor da Maratona de Berlim em 2001 e um dos mais rápidos na meia, e a sua compatriota Helen Kimutai.
Entre as atletas portuguesas as dúvidas são grandes. Tudo porque este ano o Metro chocou com o Challenge Europeu de 10 mil metros, a única mágoa, segundo Dionísio. «Futuramente teremos de reconsiderar as datas. Da equipa dos Gémeos Castro os que não forem convocados para a Grécia vão correr no Metropolitano. Mas como as selecções ainda não foram divulgadas teremos de aguardar.»
Na continuidade do empolgamento dos portugueses pela Meia-maratona de Lisboa espera-se, pois, que as ruas da capital voltem a ser inundadas de cor.
A partida será dada na Pontinha, às 10 horas de domingo (13 de Abril) e a chegada acontecerá no Rossio. Os ingressos rondam os cinco euros cada e estão disponíveis ou no Metropolitano ou na empresa Castro Brothers.
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 Todos terão nove dígitos 

  Os portugueses vão acordar na madrugada de amanhã, domingo, com uma numeração telefónica nova, com os números alargados a nove dígitos, que passam a incluir sempre os correspondentes ao indicativo . 
  O novo Plano Nacional de Numeração (PNN) telefónica vai provocar uma pequena revolução nas agendas dos portugueses, que terão de substituir os velhos números de telefone, quer se trate dos fixos, dos móveis ou de uma série de outros serviços de telecomunicações, nomeadamente a Internet . 
  A alteração será feita em simultâneo nas redes fixa e móvel às zero horas de 31 de Outubro, ou seja, na passagem de hoje para amanhã . 
  Para prevenir percalços durante ou após a introdução do plano, o ICP assegurou já o encaminhamento de chamadas para o Número Nacional de Socorro, o 112, um dos poucos números que não será alterado . 
  Para o efeito, as três operadoras de rede móvel terão a capacidade de encaminhar directamente as ligações de emergência . 
  A Portugal Telecom, a TMN, a Telecel e a Optimus prevêem que a troca de base de dados do actual para o novo plano de numeração ocorra sem incidentes de maior . 
  No entanto, a Telecel e a Optimus admitem a hipótese de haver uma interrupção do serviço por poucos minutos . 
  A partir de dia 31 de Outubro se quiser, por exemplo, ligar para a agência Lusa de Lisboa, em vez de marcar 7116500 se estiver na região ou 01-7116500 se estiver fora, passa a ter de marcar sempre, onde quer que esteja, o 217116500 . 
  Como o zero desaparece como indicativo e é substituído pelo dois, quando quiser ligar, por exemplo, para um número do Porto liga 22 em vez de 02, para Ponta Delgada 296, em vez de 096 e para Funchal o 291 em vez de 091 . 
  Nos telefones móveis cai o zero e o três a seguir ao nove e terá de marcar-se o número sempre da mesma maneira, mesmo que se esteja a ligar para um telemóvel da mesma rede . 
  Sendo assim, para a Telecel passa a marcar-se 91 em vez de 0931, para a Optimus 93 em vez de 0933 e para a TMN 96 em vez de 0936 . 
  No serviço de chamadas de pessoas ("bip" e "paging") sai o zero inicial mantendo-se os restantes três números . 
  Por sua vez, no serviços de transmissão de dados, nomeadamente Internet, sai o zero inicial e acrescentam-se três zeros no fim do número, passando a marcar-se 67xxxx000, em vez de 067xxxx . 
  Nos chamados números verdes, a única alteração é a saída do zero inicial . 
  Quando se quiser fazer uma chamada para um número verde passa a ligar-se apenas o 800 em vez e 0800 . 
  A maneira de fazer chamadas internacionais de Portugal para o estrangeiro mantém-se inalterada . 
  Além disso, todos os números de telefone passam a ter nove algarismos e a ser sempre os mesmos . 
  Por isso, a partir de domingo, se um número de telefone tiver mais ou menos de nove dígitos está errado. 
  Uma das excepções a esta regra são os números curtos, como o 112 (emergência) ou o 117 (protecção às florestas), que se mantêm inalterados . 
  No caso de haver dúvidas, os interessados poderão ligar para o 155, um número grátis de informação sobre o plano nacional de numeração . 
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<DOC DOCID="HAREM-561-02948">
Os Melhores Hotéis da Costa Rica com Acomodações de Cinco Estrelas
Hotéis da costa rica, férias na américa central, estâncias na costa rica, spas de saúde, acomodações de cinco estrelas, estância com spa, recuperação física, recuperação emocional
Hotel Martino
Rodeado de jardins arranjados manualmente, instalações de alojamento excelentes e uma spa moderna, oferecendo a última tecnologia em boa forma e recuperação física e emocional, a Estância de Cinco Estrelas Martino atria pela sua beleza clássica.
Situada dentro de um parqued de 6 acres e somente a alguns minutos do aeroporto internacional e da cidade, a Estância de Cinco Estrelas Martino éo lugar mais conveniente para se ficar na Costa Rica para umas férias agradáveis, e o lugar ideal a partir do qual você pode viajar por todo o País.
A Estância Martino , um pequeno hotel de luxo de cinco estrelas, presta atenção particular a todos os detalhes, inspirado pela cadeia de hotéis europeia "Chateau &amp;Relais". A Estância tem somente 34 suites júniores, porque nós acreditamos que só um hotel pequeno pode oferecer serviço perfeito.
Por favor compreenda que ao entrar no nosso site todo o conteúdo éem Inglês. Adicionalmente, toda a correspondência deverá ser em Inglês.
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All Content and Photos ©2001-2Resort Martino
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<DOC DOCID="HAREM-902-02949">
Sportweb
 Pára-quedismo Brasileiro de páraquedismo já tem seus favoritos O campeonato brasileiro de páraquedismo, que acontece entre 19 e 27 de agosto e Campinas, já tem uma equipe que se destaca como favorita.
É a Skybrothers de Freefly, que competindo em casa pretende seguir na hegemonia do circuito, já que venceu as três primeiras etapas (Campinas, Rio de Janeiro e Ponta Grossa).
foto - divulgação A equipe é composta pelos irmãos Felipe e Guto Soares e pelo cameraflyer (cinegrafista) Marcos Terraguar.
Eles treinam semanalmente na Escola Azul do Vendo e atualmente somam 22 pontos no Circuito Ford Ranger de Páraquedismo (o campeonato brasileiro também vale pela 4ª etapa do Ford Ranger).
O segundo colocado desse ranking é a equipe Funky Freak, com 14 pontos.
Os Skybrothers disputam na categoria Freefly, onde o intuito é inovar o máximo nas posições durante a queda.
Outros destaques do campeonato estão na categoria Formação em Queda-Livre com quatro integrantes (FQL-4), com o pega entre as equipes Azul do Céu (Piracicaba) e Sai de Baixo (Campinas), líder e vice-lider do circuito Ford Ranger, após três etapas realizadas.
Já está confirmada a presença de Luiz Henrique "Sabiá" dos Santos e do belga Cedric Dumont, seu parceiro.
Ambos se inscreveram para as competições na modalidade Sky Surf , onde encontrarão oponentes de peso como Thiago Minitti e João Tamborindeguy.
No evento em Campinas, haverá disputas em FQL-4, FQL-8, Pouso de Precisão, Sky Surf e Free Fly.
Os ganhadores do campeonato brasileiro adquirem o direito de representar o Brasil em competições internacionais, enquanto os segundo colocados ganham R$ 3 mil de premiação.
Datas 19 a 20 - Sky Surf, Free Fly e FQL-4 Estreantes 25 a 27 - Pouso de Precisão e FQL 4 e 8 - Intermediário e Pro | Sportweb® 2000- todos direitos reservados
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Estratégia 2003

Quércia Seminários e WebManager apresentam o seminário:

Estratégia 2003: Lucro, Balanço e Impostos


Otimizando Fluxo de Caixa e ICMS


Local: Alameda Santos, 1893 - São Paulo - SP


Data: 26 de Agosto - das 13:30 às 18:30 horas


Inscrições aqui até 20 de Agosto ou pelo telefone (11) 5505-1968


Patrocínio: Silveira e Quércia Advogados Associados, E-Auditor e Concept Consulting


Palestrantes


- Orestes Fernando C. Quércia


- José Gianfrancesco Netto


- Ageu de Barros

Foco do Seminário: Planejamento estratégico e tributário, auditoria de créditos de ICMS, administração de passivos tributários, adjudicação e outras alternativas legais.
Publico-alvo: Diretores, Gerentes, Contadores e Advogados de empresas comerciais ou industriais.

Programação


- Abertura do Seminário - 13:30 às 13:45


- BALANÇO PROJETADO - 13:45 às 15:15


- Planejamento Estratégico 2003


- Revisando o Orçamento de 2003


- Modelagem de Lucro e Balanço 2003


- PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO - 15:15 às 16:15


- Administração dos Riscos Fiscais

- O novo cenário econômico-fiscal;
- A evolução da tecnologia fiscal e o contribuinte; - As tendências para 2004.

- Simulações de Lucro Real x Lucro Presumido


- Cenários de Lucratividade 2003


- Break-Even Econômico / Fiscal


- Preparando o Formato 2004


- Coffee-Break - 16:20 às 16:40


- ICMS: ALTERNATIVAS DE GESTÃO - 16:40 às 18:00


- Auditoria de Créditos de ICMS


- Alternativas Jurídicas para Reduzir Riscos e Passivos - Liquidando o Passivo via Adjudicação de Bens ao Estado


- Intervalo para dúvidas, discussões e encerramento dos trabalhos - 18:00 às 18:30


Valor líquido para depósito


R$ 360 por pessoa


Desconto e parcelamento para alunos das Faculdades de Direito


Inscrições aqui até 25 de Julho ou pelo telefone (11) 5505-1968


Leia aqui o programa completo dos seminários e faça sua inscrição ou ligue para (11) 5505-1968

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Radioactividade - Conceitos básicos

- Nuno Pinhão (*) Fala-se hoje muito do urânio, das suas utilizações militares e das consequências para a população civil ou militar a ele exposta . 

No entanto o nível dos conhecimentos gerais sobre o comportamento no núcleo atómico, o fenómeno da radioactividade e respectivos riscos ou benefícios, é muito baixo originando, nuns casos, receios infundados e noutros, que a natureza dos perigos reais passem despercebidos . 

A acrescentar a isto alguns jornais, jornalistas, «comentadores profissionais» ou ministros cuidam pouco de informar ou exprimir com correcção, não sendo raro ouvir ou ler coisas que poriam os cabelos em pé a qualquer estudante dos anos terminais do ensino secundário em alguns países Europeus . 

Ora o exercício da democracia - pelo menos com nós a concebemos - pressupõe uma informação clara e transparente, única forma de permitir decisões conscientes e avisadas . 

Não seria natural que o Governo, através dos meios de comunicação públicos promovesse a informação - cientificamente correcta - e o debate sobre esta problemática? 

Em vez disso envia-se uma «missão científica» a fazer trabalho técnico de recolha de amostras e medições em zonas onde, no dizer de um elemento da equipa, sabiam que não iriam encontrar nada pois a NATO já lá tinha andado a medir... 

No entanto os conceitos de base explicam-se em poucas palavras e servirão de aperitivo para os outros artigos deste suplemento . 

O nível de explicação é necessariamente simples e o rigor científico é, pontualmente, sacrificado à pedagogia . 

Esperamos porém que este pequeno texto ajude a entender melhor o tema em discussão . 

1 . 

Átomos e núcleos O nosso ponto de partida será o átomo, a mais pequena parte de um elemento químico que mantém as suas propriedades . 

Numa imagem grosseira mas facilmente perceptível podemos comparar a estrutura de um átomo à do sistema solar - um núcleo central onde grande parte da massa se concentra, envolto a grande distância, por pequenas partículas girando em seu torno . 

No entanto a comparação acaba aqui, sendo a natureza das partículas que compõem o átomo e as forças e leis dominantes diferentes do que ocorre no sistema solar . 

No núcleo existem dois tipos de partículas muito semelhantes [1] - neutrões e protões - que se distinguem essencialmente por as primeiras terem carga eléctrica nula e as segundas uma carga positiva . 

Ao número total dessas partículas chamamos número de massa . 

É o número de protões no núcleo - que designamos por número atómico, Z - que identifica o tipo de elemento . 

Este núcleo é envolto por outras partículas - electrões - de massa muito menor e com carga negativa . 

Os electrões, arrumados em «camadas», são mantidos em torno do núcleo pela atracção electroestática dos protões . 

São os electrões das últimas camadas que intervêm nas ligações químicas já que os núcleos atómicos estão sempre, a esta escala, muito distantes das camadas externas . 

Se as cargas positivas no núcleo do átomo fossem deixadas livres e devido à repulsão electroestática, rapidamente se afastariam, destruindo o núcleo e com ele o átomo . 

É pois necessário uma «cola» muito forte para manter o núcleo unido sendo esse o papel dos neutrões [2] . 

No entanto essa «cola» tem um alcance muito curto . 

Assim, para um mesmo elemento químico (isto é, para o mesmo número atómico) podemos ter átomos com núcleos com mais ou menos neutrões no núcleo (isto é, diferente número de massa) . 

É a esses diferentes núcleos que chamamos isótopos . 

Do que dissemos o leitor pode já antecipar que se tivermos «neutrões a menos» esse núcleo acaba por se transformar expontaneamente, sendo o inverso igualmente verdadeiro, se o núcleo for demasiado grande devido ao curto alcance da «cola» que o mantém unido . 

É a esta característica de transformação expontânea e aleatória dos núcleos que chamamos de radioactividade . 

Essa transformação ocorre num tempo característico de cada isótopo e usamos o conceito de meia-vida - isto é, o tempo necessário para que uma dada quantidade de um elemento se reduza a metade - para a caracterizar . 

2 . 

Partículas emitidas Quando a radioactividade começou a ser estudada observou-se que podiam ser emitidas três tipos de partículas que, por ausência de uma correcta identificação, se designaram pelas letras gregas alfa, beta e gama . 

Mais tarde foram identificadas como sendo, respectivamente, o núcleo de um átomo de hélio (composto por dois protões e dois neutrões), electrões (para emissão beta-) e fotões de elevada energia . 

Quando uma partícula alfa é emitida o número atómico diminui de 2 e o número de massa de 4 . 

Na emissão de uma partícula beta- o número atómico aumenta de um (a emissão beta- ocorre quando um neutrão se transforma num protão, emitindo um electrão) . 

Estas partículas têm diferente poder de penetração na matéria envolvente que depende não só do tipo de partícula mas também da sua energia inicial . 

Mais uma vez a analogia com o que se passa à nossa escala é ilustrativa . 

Assim por exemplo a radiação alfa (por ser uma partícula grande e pesada) é facilmente absorvida por uma simples folha de papel realizando danos unicamente à superfície . 

Quanto aos seus efeitos, no essencial as radiações comportam-se como uma bola de «bowling» atirada para uma garrafeira - até dissipar toda a sua energia cinética e parar vai destruir ligações químicas e deslocar outros átomos das suas posições . 

As consequências desta destruição são complexas, dependendo do tipo de materiais ou órgão biológico, dose recebida, local onde ocorrem, etc. 3 . 

O urânio O elemento estável mais pesado é o chumbo com Z = 82 . 

Todos os elementos com número atómico superiores são radioactivos decaindo ou por emissão alfa ou beta . 

O urânio é o elemento natural mais pesado, com um número atómico Z = 92, e encontram-se na natureza três isótopos - 238U (cerca de 99,27%), 235U (cerca de 0,72%) e 234U (cerca de 0,006%), onde o índice representa o número de massa . 

O decaimento do urânio origina uma cadeia de decaimentos consecutivos até chegar a um elemento estável, neste caso o chumbo . 

Os isótopos 238 e 235 originam duas cadeias distintas enquanto que o isótopo 234 surge na cadeia de decaimento do 238U . 

A abundância relativa de cada elemento na cadeia depende da sua meia-vida, sendo determinante o isótopo com meia-vida mais longa . 

No caso das séries do urânio estes são os isótopos do urânio, com meias-vida de 4,49 mil milhoes de anos para o 238U e 0,71 mil milhões de anos para o 235U . 

Note-se que, embora do ponto de vista radiológico os diferentes isótopos sejam diferentes, do ponto de vista químico, não há diferença entre os vários isótopos . 

3.1 Propriedades e aplicações do Urânio O isótopo 235 tem aplicação como combustível nuclear ou em armamento nuclear . 

Assim o urânio natural é sujeito a um processo de enriquecimento neste isótopo desde os 0,72% em que ocorre na natureza para valores da ordem de 3,2-3,6 % para a utilização em reactores ou até 90% para utilização em armas nucleares . 

O resultado desse enriquecimento é designado urânio empobrecido (DU) . 

No entanto deste processo resulta também uma variação da concentração do isótopo 234U para cerca de 0,0008% sendo contudo importante considerar este isótopo para a avaliação da actividade total do DU . da do urânio natural e a correspondente a actividade alfa de 57% . 

Devido à sua densidade elevada o DU é usado quer como contrapeso em aviões (um 
avião como o Boeing 747 necessita de 1500 kg de contrapeso) quer como escudo para absorção de outras radiações, por exemplo para armazenamento de combustível nuclear usado . 

Por outro lado, do ponto de vista químico é um metal pesado que, embora haja ainda falta de estudos científicos extensos, sabe-se ter efeitos tóxicos para o organismo quando partículas finamente dispersas são ingeridas ou inaladas . 

Apesar da manipulação de DU exigir algumas medidas de protecção e de limitação do tempo de contacto, na forma de peças com dimensões razoáveis não representa um risco significativo . 

3.2 Aplicações militares 

A utilização do DU em aplicações militares acarreta outra consequência importante - é que o urânio tem um ponto de fusão a uma temperatura relativamente baixa - 1132 ºC e facilmente se oxida (arde) dispersando-se em partículas finas . 

Pode assim dispersar-se por uma zona relativamente larga contaminando terrenos, linhas de água e a cadeia alimentar . 

Mesmo que as concentrações sejam baixas, a não serem feitos onerosos trabalhos de descontaminação de terrenos, os seus efeitos farão sentir-se ao longo de gerações . 

Mas esta temática certamente estará mais desenvolvida noutros artigos . 

Por agora fiquemos nos conceitos de base . 

[1] Na realidade existem mais e os próprios neutrão e protão são compostos por outras partículas . 

[2] mais uma vez a realidade é mais complexa, ocorrendo a troca de uma partícula . 

(*) Cientista, do Instituto Tecnológico e Nuclear 

CGTP mobiliza imigrantes 

Urânio empobrecido: 

A ponta do icebergue 

Síndroma dos Balcãs 

Bombas da NATO matam em Bratunac 

Radioactividade: conceitos básicos 

Urânio empobrecido? 
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<DOC DOCID="HAREM-117-02963">
NOVA COMISSAO MEC-SESU
 Acaba de ser criada as nova Comissao de especialistas do MEC/SESU para a ciencia da informacao com diversas atribuicoes normativas para a area. 
 A Comissao de ciencia da Informacao que inclui, a ciencia da informacao, e os cursos de bibliotecnomia, arquivologia e museologia, criada para o periodo dos 2 proximos anos esta' assim constituida: 
 Leilah S+ Bufrem (UFPR) 
 Luis Milanesi (USP) 
 Ligia Dumont (UFMG) 
 Katia de Carvalho (UFBA) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-92C-02967">
Para que o mercado único prospere e para que a Europa prospere, precisamos de uma mão-de-obra instruída e móvel, confiante na possibilidade de trabalhar fora das suas fronteiras nacionais. O Programa SÓCRATES é essencial para que isso aconteça e por conseguinte, torná-lo mais eficaz, como o relatório da senhora deputada Pack insta a que se faça, reveste-se da maior importância.

As competências linguísticas são certamente importantes para a mobilidade laboral. Todos nós sabemos que os estudantes que participam no Programa SÓCRATES colhem grandes benefícios dessa participação; infelizmente são poucos os estudantes que o fazem. Quanto aos estudantes do meu país, verifica-se constantemente um desfasamento entre o número de estudantes do Continente que querem ir para o Reino Unido e o número extremamente limitado de estudantes britânicos dispostos a ir para os países do Continente. Qual a razão deste desfasamento? É muito simples - a falta de competências linguísticas entre os estudantes britânicos. Temos de dizer ao Governo britânico que deverá voltar atrás com a sua terrível decisão, tomada nas últimas semanas, que permite aos estudantes do ensino secundário não aprenderem, pura e simplesmente, nenhuma língua estrangeira. Esta não é certamente a forma de garantir que a Europa venha a progredir ou que o Reino Unido colha os melhores benefícios da sua qualidade de membro da União Europeia.


Senhor Presidente, Senhora Comissária, Senhores Deputados, o programa SÓCRATES é um bom exemplo de uma actividade próxima dos cidadãos que gera um valor acrescentado europeu muito considerável. Também pudemos constatar isso na Finlândia, que durante as negociações de adesão já teve a possibilidade de participar no programa. A Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos deseja que os actuais países candidatos à adesão aproveitem as oportunidades que este programa oferece.

O centro que na Finlândia se ocupa do intercâmbio internacional de pessoas e da gestão do programa SÓCRATES publicou recentemente um estudo sobre as experiências de estudantes que participaram nesse intercâmbio. Estamos muito contentes pelo facto de a Finlândia ser um país de acolhimento que desperta interesse. Recebemos por ano mais de 3 000 estudantes estrangeiros. Dado que o estudo pode eventualmente ter um interesse universal, passo a resumi-lo: os inquiridos acentuaram a importância de estudar num país estrangeiro, antes de mais, sob o ponto de vista do desenvolvimento pessoal e social. Os estudos decorreram também razoavelmente bem. Os estudantes que participaram no intercâmbio obtiveram, em média, trinta e três créditos por ano lectivo. A Finlândia foi particularmente elogiada pelo bom nível do equipamento das escolas superiores, nomeadamente pela possibilidade de utilizar computadores e bibliotecas, e pela forma como estão organizados a orientação dos estudos e o alojamento dos estudantes.

Sob o ponto de vista da mobilidade da mão-de-obra, é interessante verificar que os estudantes se declararam mais dispostos a pensar na possibilidade de desenvolver uma carreira profissional na Finlândia. Esse é especialmente o caso dos estudantes vindos da Europa Central; por sua vez, os estudantes do sul da Europa quase não manifestaram interesse em trabalhar num país nórdico. No relatório agora em debate chamamos especialmente a atenção para o tratamento das candidaturas e para a fluência dos pagamentos. Apesar dos progressos registados, ainda subsistem problemas. Afirma-se no relatório que os atrasos injustificados nos pagamentos dificultam a execução do programa e desacreditam as instituições comunitárias.

Confiante na compreensão dos colegas, julgo poder chamar a atenção dos meus caros colegas de trabalho para o papel do Parlamento neste domínio como entidade orientadora. Ao mesmo tempo que exigimos eficácia e flexibilidade, podemos por outro lado estar a aumentar a burocracia e a tornar mais lento o tratamento dos assuntos. Por exemplo, antigamente, a Comissão pagava de uma só vez uma determinada quantia ao Gabinete de Assistência Técnica para os pagamentos a efectuar. Agora, por vezes, chega a ser necessário preencher mil e oitocentas ordens de pagamento diferentes. É óbvio que isto afecta a rapidez do tratamento. Ademais, a execução dos programas nos Estados-Membros tem de ser submetida a uma avaliação de auditores externos. Deste modo, por exemplo, uma pequena universidade finlandesa do interior do país tem de aplicar um procedimento muito dispendioso para executar apenas dois projectos de pequena dimensão, embora a repartição da inspecção das finanças públicas esteja obrigada por lei a fazer o mesmo trabalho. Se pretendemos evitar abusos e erros, há que implementar boas práticas administrativas em vez de elaborar sistemas de controlo ainda mais complicados.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, estamos todos de parabéns, nós e as entidades competentes, por este excelente programa. Permitam-me iniciar a minha intervenção, retomando o simpático hábito de saudar a relatora: foi espectacular, Doris!

Partilhamos todas as críticas, não vou agora enumerá-las, embora até talvez fosse necessário, mas um minuto não é suficiente. Qual é então meu papel? É promover publicamente quilo que é um excepcional programa! Não se trata de um folheto publicitário de luxo, trata-se da vivência de estar próximo dos cidadãos, trata-se de uma resposta europeia a muitas perguntas. Só que as respostas que nós damos com o programa SÓCRATES são um pouco escassas. O programa SÓCRATES não resolve quaisquer problemas de fundo. O programa SÓCRATES ajuda, faz perguntas políticas em círculo restrito, fá-las também à opinião pública, mas não retira a responsabilidade aos Estados-Membros. E eu gostava de saber notícias a este respeito dos nossos Estados-Membros, não apenas sobre o programa SÓCRATES, mas também sobre a sua responsabilidade relativamente ao significado que o ensino tem para a Europa. Sobre o espaço europeu do ensino, gostaria bastante de efectuar conversações públicas com as entidades competentes.

Sabem o que, para além das questões de conteúdo, também conseguimos com o programa SÓCRATES? Conseguimos que os nomes dos antigos europeus fossem utilizados - Comenius. Erasmus, Grundtvig - e estes antigos nomes são agora falados pelos jovens como se de jovens estrelas se tratasse. Conseguimos exactamente aquilo que nos tínhamos proposto. A colega Doris Pack mencionou que o programa SÓCRATES nos acompanha desde o berço até ao caixão e, assim sendo, eu formularia o desejo de que não começássemos apenas na idade escolar, mas logo na mais tenra infância. Pois, como todos referimos, a aprendizagem de línguas estrangeiras é imensamente importante, reveste-se de enorme importância e nós também sabemos que todo esse processo deve ter início no infantário. Talvez consigamos dar esse próximo passo para lá chegar.
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<DOC DOCID="HAREM-351-02982">
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Publicidade Governadora Civil visitou quatro instituições do Concelho - A Governadora Civil do Distrito de Lisboa, Teresa Caeiro, esteve de visita ao Concelho da Lourinhã, no passado sábado, dia 15 de Março. A visita iniciou-se na Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Marquiteira que recebeu a Governadora Civil com um almoço de caldeirada, com a particularidade de ter sido pescada e confeccionada por elementos dos órgãos sociais daquela colectividade.
Última alteração dia 2003-03-27 às 08:46:45
Semana do Teatro na Lourinhã já arrancou - O Sector de Cultura da Câmara Municipal da Lourinhã, como forma de assinalar o Dia Mundial do Teatro está a promover, desde ontem e até sexta-feira, a Semana do Teatro. Nesse âmbito, a autarquia traz à Lourinhã 4 companhias de teatro com sessões dirigidas a todas as escolas do concelho (desde o pré-escolar à secundária) e à população.
Última alteração dia 2003-03-25 às 12:49:37
Ouvir Som Rodrigo Maurício lança novo disco - Ao Entardecer é o nome do segundo disco, lançado pelo acordeonista Lourinhanense, Rodrigo Maurício e que será apresentado no próximo dia 24 de Maio, na Associação para o Desenvolvimento de Miragaia. Lançado cerca de dois anos após o primeiro trabalho discográfico, Ao Entardecer apresenta também catorze temas, sendo cinco da autoria do próprio Rodrigo Maurício.
Última alteração dia 2003-03-24 às 08:57:03
Ovos de dinossauro vistos com o pormenor possível - O Museu da Lourinhã é conhecido pelos seus ovos e embriões de dinossauro, os únicos da Europa e dos mais antigos do Mundo. Desta vez o Museu lourinhanense está a usar Tomografia Axial Computorizada (TAC) para descobrir se existem mais ovos com embriões, os ossos dos dinossauros antes de Habitualmente usado para fins médicos, o equipamento de TAC foi disponibilizado pelas clínicas Cedima/IRM e Montepio das Caldas da Rainha em colaboração com os médicos Francisco Rita e José.
Última alteração dia 2003-03-22 às 00:59:26
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<DOC DOCID="HAREM-714-02985">
 Diagnósticos por histeroscopia são mais precisos 
 Especial para a Folha 

 A histeroscopia tem uma série de vantagens sobre outros métodos para detectar alterações uterinas . 


 O ultra-som (o métdo menos "invasivo") não fornece imagens nítidas da cavidade uterina . 


 A curetagem diagnóstica (raspagem da parede uterina para uma posterior análise microscópica do material colhido) é feita "às cegas" e fornece apenas uma idéia indireta do que está acontecendo . 


 Segundo Bianchi, a curetagem pode falhar em 20% dos casos . 


 A histeroscopia é menos agressiva que a curetagem . 


 O ginecologista tem visão direta de dentro do útero . 
  As imagens são detalhadas . 


 A sensibilidade da histeroscopia (capacidade em detectar um problema existente) torna o método mais confiável que os demais . 


 Por outro lado, a histeroscopia requer maior treinamento por parte dos ginecologistas . 


 O método apresenta algumas limitações . 
  Cerca de 3% das mulheres têm o canal do colo do útero (porção inferior do órgão) muito estreito o que não permite a passagem do aparelho . 


 A pesquisa das causas de esterilidade feminina e a procura de dispositivo intra-uterino (DIU) "perdido" são outras indicações para o uso da histeroscopia . 


 O aparelho permite visualizar bloqueios nas trompas e auxilia no processo de desobstrução . 


 O DIU pode ser localizado dentro do útero e "pescado" por uma pequena pinça que é introduzida por dentro do equipamento . 

 (JB) 
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<DOC DOCID="HAREM-255-02996">
  Qual o seu nome?

 Lúcio Craveiro da Silva.

 Onde nasceu?

Tortosendo, Covilhã.

  E data de nascimento?

 27 de Novembro de 1914.

 Qual o nome do seu pai e da sua mãe?

  Meu pai é Gabriel Raimundo da Silva. Minha mãe, Maria de Lurdes Craveiro da Silva.

  E os seus avós?

  José Craveiro da minha mãe. Do meu pai é que não sei.

 Sabe qual a origem da sua família?

  O meu pai era agricultor da fronteira, S.Pedro do Rio Seco, e depois seguiu a vida profissional de funcionário dos correiros. A mãe era de Tortosendo. O meu avô era comerciante e a família depois desenvolveu-se. Depois os meus tios, um é médio, outro é indústrial e as minhas tias casaram e seguiram a sua vida. Era uma família de Tortosendo muito conhecida. Tivemos uma reunião de família, juntaram-se mais de cem pessoas, Craveiros, isto foi em 1998 que nos juntamos todos. É que estamos todos espalhados por este Portugal porque o interior tem poucas possibilidades de vida. A Beira-Interior é pobre, e portanto, quem quer fazer alguma coisa na vida acaba por ir embora. É por isso estamos espalhados por Portugal fora, e mesmo aqui em Braga, na Universidade do Minho, tenho primos que vieram para aqui, para professores. 

 E sabe qual a origem do seu avô que era comerciante?

 O meu avô era comerciante de Tortosendo, da parte da minha mãe, que era o que eu conhecia. Da parte do meu pai eram agricultores. Da parte do meu pai desapareceu a família toda, foi para o Brasil e para a Argentina e nunca mais tive notícias deles. Da parte da minha mãe esses são de Tortosendo e continuam lá.

  Que recordações é que tem desse avô materno?

 Olhe uma maravilha. O meu avô era muito meu amigo. Um dia deu-me uma bofetada e depois quase que me pediu perdão e eu fiquei -"Não! O avô teve razão em dar-me a bofetada!". Porque toda a minha formação vem da família da minha mãe, porque a família do meu pai, como digo, estava longe, e foram para o Brasil e desde aí nunca mais os vi. Ao passo que, da minha mãe conheci toda a família e foi na família Craveiro, no fundo, que eu nasci e desenvolvi como criança.

 Como descreve esse seu avô?

 Um homem empreendedor, muitas simpatias à volta dele. Era um homem que sabia conviver, não tinha inimigos, eram todos muito amigos dele e por isso, quase todos os que vinham para a Covilhã, daquela região, paravam na loja dele para conversar um pedaço e depois é que seguiam para a Covilhã. É uma coisa interessante. E o pai dele tinha umas ligações entre Coimbra e Covilhã, que era a ligação que faziam em "galeras", carros de comércio, entre Coimbra e Covilhã. E creio que o meu bisavô, que eu conheci, da parte do meu pai, que veio para Tortosendo para fugir à vida militar. Tortosendo tinha o privilégio das tábuas vermelhas, que é daqui de Guimarães, e as terras que tinham as tábuas vermelhas estavam dispensados do serviço militar. E então, ele veio de Lisboa para ali e ali se fixou para não ir para a vida militar. Isto já nos princípios do séc.XIX. Velhinho, mas ainda passeei com ele, devia ter uns 3 ou 4 anos. E é o que eu conheço da minha família. 
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<DOC DOCID="HAREM-411-03000">
100 top hits of the late century
Leonaldo de Almeida, o Nanau, éuma figura inevitável na tradição da modernidade nocturna alfacinha.
Basta dizer que foi o primeiro DJ do Frágil.
Mas talvez seja melhor acrescentar que depois, quando o Frágil se tornou uma escola de onde saíram os melhores DJs que hoje abrilhantam as noites lisboetas (e não só) foi ele o mentor de todos eles. Hoje em dia dedica-se com bastante sucesso àpintura e continua a ilustrar as tardes do bar do Lux.
Além de escolher a música, a Nanau sempre se interessou por ela. Lê, ouve, colecciona. Tem uma discoteca impressionante. Poderia escrever sobre música, se quisesse e gostasse de escrever. Aqui há dois anos ainda o conseguimos convencer a publicar na Alface, mas tínhamos que gravar o que ele dizia e depois transcrever as fitas. Assim nasceram os Nanáulogos, cerca de uma dúzia, até Abril de 1999.
Agora, o Nanau fez uma lista dos 100 discos de que mais gosta dos últimos quarenta anos, nas décadas de 60, 70, 80 e 90 do século passado. Ele mesmo diz que não são os mais importantes ou os melhores; apenas os que mais gosta.
De facto não seria possível eleger uma lista absoluta, que agradasse a toda a gente. A música éuma experiência pessoal e cada pessoa tem o seu ego e a sua líbido, para não ir mais longe. Há discos nesta lista que dificilmente agradaram àmaioria, talvez nem mesmo a uma minoria. E faltam discos que são considerados antológicos.
Não interessa. Éa opinião de uma pessoa que provavelmente ouviu quase todos, que foi uma referência para muita gente e que tem um gosto fundamentado. Concorde ou discorde, não deixará de se divertir a percorrer esta lista. Se édesses tempos, lembrar-se-á de grandes momentos da sua vida; se não é, vai ficar a saber como se ouvia música na última metade do seculo XX.
Resta acrescentar que a listagem segue uma ordem apenas cronológica - não há um primeiro, um segundo e por aí fora, todos são "number one"! E as capas são todas absolutamente originais; LPs para 60, 70 e 80, e CDs para a década de 90.
LISTA DOS 100 DISCOS
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<DOC DOCID="HAREM-301-03008">
Page Title
APEVT Largo de Noeda -Escola nº 33 -4300 PORTO Telef. 225102547 /225107244 Tlm 912355500 Fax: 22 5102547 email: apevt@esoterica.pt
A Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica,APEVT, resulta da transformação da Associação Nacional de Professores de Trabalhas Manuais, APTM (1984), aprovada em Assembleia Geral realizada em 1994, correspondendo contudo a um processo de maturação e participação sócio-educativa já com 12 anos de existência e experiência.
Hoje, com cerca de 2000 associadas desenvolve uma actividade do tipo incrementalista, pautada por forte sentido sócio crítico ,construtivo perseguindo um objectivo central de melhoria da qualidade do ensino.
Dos seus estatutos destacamos:
1 . A dignificação do ensino da Educação Visual e Tecnológica que integra a componente Estética, Técnica e Científica, dentro de uma área pluridisciplnar;
2 . A dignificação do ensino da Educação Tecnológica que solicita a aquisição de uma Cultura Tecnológica como componente de integração dos saberes, onde os aspectos Estéticos, Científicos e Tecnológicos se associam necessariamente ao saber fazer operativo e instrumental;
3 . A dinamização dos Professores associados na defesa dos seus interesses científicos, pedagógicos, culturais e profissionais;
4 .A promoção do aperfeiçoamento das competências profissionais dos docentes associados, nos domínios da prática pedagógica, tendo em vista a melhoria da Educação e do Ensino;
5 . O apoio á actividade profissional e á autoformação concebida como factor de produção, pesquisa, experimentação e inovação pedagógica;
6 . A defesa da liberdade do ensino e da investigação.
[REGRESSAR]
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<DOC DOCID="HAREM-30H-03011">
AMAVE "pacífica" relativamente a Vizela e Trofa 

A integração dos recém criados concelhos de Vizela e Trofa na Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE) ainda não é uma certeza .
A AMAVE «não sabe se a Trofa quer pertencer à Área Metropolitana do Porto e Vizela ao Vale do Sousa» .
Quem o disse foi Agostinho Fernandes, que ontem falava durante um encontro em que apresentou à comunicação social o balanço do último ano de actividades da Associação a que actualmente preside .
De qualquer modo «tem que haver um entendimento entre os diferentes municípios da região, devido à continuidade territorial existente» .
Quanto a Vizela, «tem havido alguns contactos sobre diversas matérias e também diferentes formas de cooperação» .
Agostinho Fernandes disse ainda que Guimarães «já virou a página» do descontentamento relativamente ao novo concelho vizinho .
No que diz respeito ao concelho português mais recente, o presidente da AMAVE afirmou que actualmente as relações com a Trofa «são de expectativa e cooperação» .
Agostinho Fernandes comparou este processo a um "divórcio", em que inicialmente as "coisas" são difíceis mas, nalguns casos, as pessoas passado determinado tempo ficam amigas .
Hoje «está tudo em paz» .
Agostinho Fernandes, reafirmou no entanto a sua posição contra a criação "sem critérios" de concelhos no nosso país .
O autarca de Famalicão defendeu a necessidade de uma Reforma da Administração Pública, afirmando que «um concelho com dois mil ou três mil habitantes não pode existir, mas uma freguesia com 150 mil pessoas tem que ser concelho» .
O presidente dos municípios do Vale do Ave disse ainda que a criação de novos concelhos tem que ser «doseada» e que quer o Governo, quer o presidente da República já entenderam essa situação .
O presidente da AMAVE afirmou que «ao haver uma operação destas [de criação de novos concelhos], devia-se prever determinadas situações, como é o caso da transferência de funcionários .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-118-03019">

Olha,

descobri na internet um site muito interessante, totalmente voltado para a construção civil.
Isto mesmo, se você é engenheiro(a), arquiteto(a) ou pretende construir, é hora de conhecer o novo site do construtor.
Falar nisso, no site tem três programas para cálculo de fundações, veja:

Cálculo tubulões


Cálculo Sapatas


Cálculo bloco armado p/ estacas

Um grande abraço e clique na figura para conhecer.
Participe do nosso grupo de discussões de engenheiros e arquitetos ou envie para algum amigo.
vale a pena !!

Fernanda/2003

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<DOC DOCID="HAREM-127-03026">
CONSELHO NACIONAL DE C&amp;T REUNE-SE NO PALACIO DO PLANALTO
 O presidente FHC reuniu nesta quinta-feira, 'as 16h, no Palacio do Planalto, DF, o Conselho Nacional de Ciencia &amp;Tecnologia, formado por 16 membros, oito ministros de estado e oito representantes da comunidade cientifica e do setor produtivo. 
 Esta sera' a terceira reuniao do Conselho sob a presidencia de FHC. 
 Cabe ao Conselho propor planos, metas e prioridades de governo para a area da C&amp;T no Brasil. 
 (Assessoria de Imprensa do MCT, em 21/3 e JC E-Mail de 22/marco/2001) 
 OS MEMBROS DO CCT: 
 MEMBROS PERMANENTES ·Presidente da República, Presidente do Conselho - Fernando Henrique Cardoso ·Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Executivo do Conselho - Ronaldo Sardenberg ·Ministro da Defesa - Geraldo Magela da Cruz Quintão ·Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Alcides Lopes Tápias ·Ministro da Educação - Paulo Renato Souza ·Ministro da Fazenda - Pedro Malan ·Ministro da Integração Nacional - Fernando Bezerra ·Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão - Martus Tavares ·Ministro das Relações Exteriores - Celso Lafer 
 TITULARES 
 CARLOS JOSÉ PEREIRA DE LUCENA Doutor em Ciência da Computação pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (EUA). 
 Professor titular de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 
 EDUARDO MOACYR KRIEGER Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializado em Fisiologia Cardiovascular. 
 Doutor, livre-docente, professor adjunto e professor titular pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP 
 FERNANDO GALEMBECK Doutor em Ciências e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo e professor titular da UNICAMP. 
 Especializado em Química (Físico-Química e Química dos Materiais). 
 Entre prêmios e condecorações, recebeu a Medalha 30 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
 HERMANN HEINEMANN WEVER Presidente do Grupo Siemens no Brasil, desde 1987, Hermann Wever é engenheiro civil e eletricista formado pela Universidade Mackenzie. 
 JOSÉ FERNANDO PEREZ Engenheiro eletricista, modalidade Eletrônica, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1967). 
 Bacharel (1967) e mestre em Física (1969) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. 
 OZIRES SILVA Aviador militar da Força Aérea Brasileira, engenheiro aeronáutico, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, mestre em Ciências Aeronáuticas no California Institute of Technology (EUA). 
 Doutor Honoris Causa da The Queen's University of Belfast (Irlanda). 
 Especializado em Tecnologia Aeronáutica, integrou o grupo que criou a Empresa Brasileira de Aeronáutica S+A (Embraer), sendo seu diretor até 1986. 
 PAULO ROBERTO HADDAD Economista graduado pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 
 Especializado em planejamento econômico no Instituto de Estudos Sociais, em Haia, Holanda. 
 Fundador e primeiro diretor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, da UFMG. 
 ROBERTO FIGUEIRA SANTOS Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, é doutor em Ciências Médico-Cirúrgicas (1953) pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia e livre docente de Clínica Propedêutica Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, onde também é professor titular. 
 CLÁUDIO MIGUEL BARRETO VIANA Engenheiro de Aeronáutica formado pelo ITA. 
 Trabalhou na VARIG entre 1955 e 1967, onde foi chefe do Departamento de Engenharia e diretor assistente de Manutenção. 
 FERNANDO ADOLPHO RIBEIRO SANDRONI Engenheiro eletricista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1961), pós graduado em Curso de Aperfeiçoamento para Engenheiros, ministrado pelo CENAP-PETROBRAS (1962). 
 "Maître Ès-Sciences" pela École Nationale Superiéure de L'Aéronautique, Paris (1966/1967) 
 GUILHERME CALDAS EMRICH Formado em Engenharia Mecânica pela UFMG, é pós-graduado em Engenharia Econômica na Universidade Católica de Minas Gerais. 
 JOSÉ GALIZIA TUNDISI Presidente do Instituto Internacional de Ecologia e pesquisador da mesma instituição. 
 Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados, em São Carlos/SP. 
 Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1995-1998). 
 LUIZ BEVILACQUA Engenheiro Civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. 
 Com especialização em Estruturas: T+ H+ Stuttgart, Alemanha. 
 OSVALDO MOREIRA DOUAT Formado em Direito e Administração de Empresas, exerce, hoje, as funções de diretor-presidente da DOUAT Companhia Têxtil, da OTM Logística Ltda. 
 e da THORATEX Trading Ltda. 
 VILMAR EVANGELISTA FARIA Doutor em Sociologia pela Universidade de Harvard. 
 Professor titular do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Estadual de Campinas e do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo. 
 Aldo de Albuquerque Barreto 
 LISTA DE DISCUSSAO E DIVULGACAO DA ANCIB 
 A Ancib e' Associada a Sociedade Brasileira 
 para o Progresso da Ciencia - SBPC 
 Ancib: 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-42J-03027">
O impacto provocado pela jazzística trilha de «A Marca da Maldade», com temas influenciados por Stan Kenton e até por pianistas de bordel, chamou a atenção de Edwards, que em 1958 procurava um músico novo, talentoso e barato para compor o prefixo da telessérie «Peter Gunn».
O jovem (34 anos), talentoso e barato Mancini entrou rachando.
A fanfarra que a seguir compôs para «Dizem que É Amor» (High Time) só não ficou também gravada na memória de todo mundo porque, daquela vez, Edwards nem sequer chutou na trave.

Parceria
De todo modo, uma sólida e longa parceria se configurava, alternando comédias e dramas cuja qualidade cinematográfica variava infinitamente mais que as virtudes de suas trilhas sonoras.
Quando os dois acertavam juntos («Bonequinha de Luxo», «Vício Maldito», «A Pantera Cor-de-Rosa»), era uma festa para todos os sentidos.
E faturamento em dobro para o compositor, que não perdia uma chance de estourar no «hit parade» com uma canção.
Por duas delas, «Moonriver» e «Days of Wine and Roses», ambas com letra de Johnny Mercer, ganhou o Oscar.
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<DOC DOCID="HAREM-348-03041">
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Parágrafo (a) (2) (c), Decreto S1618, Título3o.,aprovada pelo 105o. Congresso Base das Normativas Internacionais sobre SPAM, que estabelece: «um e-mail não poderá ser considerado SPAM quando incluir uma forma de ser removido pelo destinatário».
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<DOC DOCID="HAREM-81J-03046">
Terça-feira de Carnaval: Cavaco não «dá» feriado
Cavaco Silva não assinou o habitual despacho que dá tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval- o que significa que, ao contrário do que é tradicional, este ano não há o feriado do Entrudo.
Ontem, começou a chegar às direcções-gerais (através de uma circular) a informação de que o dia 23 será um dia «normal» para os funcionários públicos.
Registe-se que a terça-feira de Carnaval não é um feriado legal, mas tão-só «tradicional»: ou seja, todos os anos o primeiro-ministro tem que produzir um despacho, publicado em «Diário da República», em que decreta a tolerância de ponto.
Este ano, eventualmente condicionado pela polémica que o opõe ao Presidente da República em torno dos feriados (recorde-se que Soares enviou a lei para o Tribunal Constitucional) 
Cavaco decidiu, pura e simplesmente, «acabar» com a terça-feira de Carnaval.
Aliás, era contra as «terças-feiras», propiciadoras de sugestivas «pontes», que a lei governamental mais se batia ...
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<DOC DOCID="HAREM-32J-03051">
Sarney cultiva a tolerância em suas crônicas
O senador pode ser lido não como ex-presidente, mas como uma espécie de parente distante da família
De a Equipe de Articulistas
Quando José Sarney começou a escrever semanalmente para a Folha, chegaram protestos à redação.
Como aceitar que, depois de uma passagem tão ruim pela Presidência, Sarney dispusesse de espaço privilegiado no jornal?

O tom familiar, coloquial, benigno de suas crônicas (agora reunidas em «Sexta-feira, Folha», ed. Siciliano) foi pouco a pouco vencendo as resistências do público.
Como cronista, Sarney toma o cuidado de não indignar ninguém, e é difícil antipatizar com ele.

Como a separação das marcas é tida como uma tendência irreversível, caberia à Volkswagen construir sua própria fábrica.

Antena ligada
A TV-A atribui ao Plano Real a conquista de 17 mil assinantes em outubro, contra a média de 10 mil assinaturas/mês no início do ano.
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<DOC DOCID="HAREM-60K-03054">
 ENSINO 

  Os estudantes bolseiros mais carenciados do Instituto Superior Politécnico de Viseu (IPV) «vão receber o mês de Fevereiro o mais brevemente possível, através do Orçamento do IPV» . 
  A revelação partiu de Rosa Rodrigues, responsável pelos Serviços de Acção Social do Instituto Em relação ao mês de Março, Rosa Rodrigues fez questão de salientar que «os bolseiros mais carenciados recebem adiantadamente o dinheiro» que, no entanto, «não chega para todos» . 
  A situação - que se repete com frequência - de atraso da entrega aos alunos do montante referente às respectivas bolsas de estudo «é normal», uma vez que «tudo depende do reforço orçamental do Fundo de Apoio ao estudante» . 
  Interrogada sobre o porquê dos atrasos, Rosa Rodrigues respondeu que eles são consequência do facto «do novo Orçamento de Estado ainda não se encontrar em execução» . 
  Perante a nossa referência de que tal situação já se tinha repetido em Agosto do ano passado, altura em que os estudantes receberam as bolsas de Junho, a nossa interlocutora sublinhou «estar-se perante uma situação conjuntural e normal», já que «o Orçamento de Estado não possui o valor todo relativo aos bolseiros» . 
  Quem não se encontra nada contente com tudo o que se passa são os estudantes, para quem as bolsas representam o seu pão de cada dia, «havendo mesmo alunos que chegam a pedir dinheiro emprestado a professores» . 
  A afirmação foi feita pelo presidente da Associação de Estudantes, Filipe Carvalho . 
  «A verdade é que não temos culpa sobre o que se passa, ou seja, da razão dos atrasos . 
  Tudo isto parece indicar que Governo está a precisar de uma melhor gestão das finanças do Estado», apontou . 
  Filipe Carvalho pergunta «porque razão não se procede como na Universidade de Aveiro, em que os bolseiros recebem o seu dinheiro em Março e no final do ano» . 
  Aqui fica a sugestão, para quem de direito se debruçar sobre ela . 
  Como não será estranho perceber, o Diário Regional de Viseu tentou falar com o assessor do ministro da Educação, não tendo sido possível porque, à hora do fecho da nossa edição de hoje, se encontrava numa reunião . 

SM
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<DOC DOCID="HAREM-13L-03062">
Novas competências 
Nos termos do novo regulamento, devem ainda ser destacadas algumas inovações. 
Estabelece-se que «não há lugar à suspensão ou demissão do médico veterinário coordenador ou dos executores no decurso do programa sanitário anual, a não ser por motivo de força maior, devidamente justificado e aceite pela direcção regional de agricultura, com posterior homologação pela Direcção Geral de Veterinária». 
Consagra-se também o direito desta última «efectuar visitas de inspecção e auditoria técnica às OPP e explorações nelas integradas, bem como aos produtores individuais, impor as correcções tidas como necessárias ou propor medidas sancionatórias». 
 
Antes do relator-geral, falaram o cardeal Angelo Sodano, prefeito da Congregação para os Religiosos e os Institutos Seculares, e o arcebispo Jan Schotte, secretário-geral do Sínodo, que fizeram a síntese dos trabalhos preparatórios. 
 
Durante esta semana e parte da próxima, os cerca de 350 participantes -- bispos, superiores de congregações religiosas masculinas e femininas, peritos e auditores -- estarão reunidos na «aula sinodal», ou sessão plenária. 
As intervenções são feitas com base nos temas e conteúdos do «documento de trabalho», elaborado precisamente em resultado do processo preparatório. 
Depois desta fase, os participantes dividem-se em «círculos menores», por grupos linguísticos, de modo a produzir sugestões para os documentos finais. 
 
«Perdoa-nos, Erich Honecker» era o título de primeira página do antigo jornal do Partido Comunista soviético, «Pravda, segundo o qual os actuais dirigentes da Rússia teriam aberto um precedente para si próprios ao entregar o seu «antigo amigo e camarada». 
 
A mulher de Honecker, Margot, abandonou ontem a embaixada chilena em Moscovo, tendo seguido directamente para Santiago do Chile, onde vive a sua filha Sonya, e não para Berlim como chegou a ser anunciado. 
Margot, a quem os alemães de leste chamavam de «bruxa», foi ministra da Educação da ex-RDA e actualmente está a ser investigada por suspeita de ter forçado vários dissidentes políticos a entregarem os seus filhos para adopção. 
 
Um processo embaraçoso 
O professor Marcelo Rebelo de Sousa, ao exigir o referendo nacional, está a facilitar imenso a resolução de tão momentoso problema. 
 
Não estamos esquecidos de que o engº Guterres fez da sua promessa da criação das regiões administrativas uma das principais bandeiras da sua campanha eleitoral. 
Queremos que cumpra a promessa, mas de maneira digna e sensata. 
 
O tempo, quente e húmido, impediu a obtenção de grandes marcas, mas não foi obstáculo ao domínio fácil de Pinheiro sobre os seus mais directos adversários -- Pedro Pessoa, do Bairro Santiago (31m31s), Luís Vieira, da AA Peniche-Óptica 2000 (31m55s) e Carlos Almeida, da UR Dafundo (31m57s). 
Em senhoras, Paula Laneiro também não teve dificuldades em bater Umbelina Nunes, do Casal Privilégio (267ª da geral e primeira veterana), e Luísa Almeida, do Cruz Quebradense (295ª). 
 
A identificação do segundo classificado levantou dúvidas à organização: 
inicialmente, apareceu na lista de classificação como sendo Octávio Sousa, do Super Estrelas. 
Isto deve-se possivelmente ao facto de Pedro Pessoa ter feito a prova com dorsal trocado. 
Casos semelhantes a este são frequentes nas corridas de estrada que se efectuam em Portugal e dificultam e falseiam a elaboração das classificações individuais e colectivas. 
 
Magalhães Mota, que se confessou «muito perturbado» ao tomar conhecimento da morte do seu «grande amigo», evocou um encontro de ambos, há cerca de um mês, na Buchholz, livraria lisboeta que o professor Miller Guerra frequentava assiduamente. 
 
Conta Magalhães Mota: 
«Quando folheávamos os livros acabados de sair, Miller Guerra lembrou-se, a propósito da situação política actual, de uma frase de Camus -- ' É preciso imaginar o Sísifo ditoso ' -- e acrescentou que a democracia tem este aspecto: 
é uma luta indefenidamente recomeçada e é uma luta que é preciso travar com felicidade.» 
 
R. -- Não. 
Peço-lhes para desligar e tentar nova ligação porque estão a invadir a privacidade do meu auscultador. 
 
P. -- Um amigo precisa de emprego e concorre à sua empresa. 
Outra pessoa com melhor currículo candidata-se ao mesmo emprego. 
Dá o emprego ao seu amigo? 
 
P.- O «pay-tv» chega tarde a Portugal? 
 
R.- Chegou um pouco atrasado porque Portugal começou mais tarde com a rede de cabo. 
Mas se tivermos em conta a nossa dimensão, ninguém em tão pouco tempo cobriu o país como nós. 
Se estamos atrasados, é um ano ou dois. 
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<DOC DOCID="HAREM-611-03063">
CIP - Centro de Inspecções Periódicas a Veículos Automóveis, Lda.
Centro de Inspecções Periódicas a Veículos Automóveis, Lda.
Quem somos Horário Preços Documentos obrigatórios Calenário de inspecções Inquérito Contactos
TC
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Quem somos
O CIP iniciou a sua actividade no dia vinte de Julho de 1994, com o objectivo de se tornar numa mais valia na segurança rodoviária, em particular daqueles que nos preferem e que temos o orgulho de ter como clientes e, de um modo geral, para todos os utentes da rede viária nacional.
Este centro tem o seu sistema de qualidade acreditado pelo IPQ (Instituto Português da Qualidade) , condição esta que, embora de carácter obrigatório, é ainda assim motivo de orgulho na medida em que foi o 3º. Organismo de Inspecção a nível Nacional, a ter um sistema de qualidade acreditado, conforme é visível na nossa Marca de Acreditação 95/IPO.003. Na sequência desta acreditação, o centro está também aprovado pela DGV (Direcção-Geral Viação) , que é o orgão do estado que gere todo o sistema das inspecções técnicas de veículos.
Estamos dotados com duas linhas de inspecção (uma para veículos ligeiros e uma para ligeiros e pesados), e o nosso Quadro de Pessoal Técnico é composto por sete inspectores, todos eles devidamente credenciados e com formação profissional adequada para o desempenho das suas funções. Para além do pessoal técnico, temos também uma funcionária para a área administrativa.
Porque também valorizamos o bem-estar dos nossos clientes, temos uma sala de espera com as condições que julgamos essenciais para quem nos visita, ainda que, por pequenos períodos de tempo.
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<DOC DOCID="HAREM-008-03078">

Informatize sua empresa !!!

47 Programas Comerciais por apenas R$ 49,00

Com apenas R$ 49,99 você adquire as licenças, sem restrições de uso e de revenda, dos 47 programas comerciais mais requisitados por empresas e escritórios do mercado.
Com este pequeno investimento, você obtém o direito de usar 47 programas de grande utilidade em sua empresa além de poder revendê-los livremente, sem nenhuma limitação.
E com uma taxa adicional de R$ 19,99 você também obtém o código fonte de todos os 47 programas, assim, você mesmo poderá alterá-los para gerar programas personalizados de acordo com as necessidades da sua empresa ou dos seus clientes.
Lista Completa dos Programas que fazem parte do CD:
01) Controle Empresarial Integrado:

-Cadastro de clientes, fornecedores e vendedores -Cadastro de produtos com foto


-Emissão de pedidos, orçamento


-Comprovante de renda no balcão


-Emissão de nota fiscal


-Cálculo de comissões


-Controle de contas a pagar e receber


-Fluxo de caixa


-Controle de estoque


-Impressão de relatórios com cabeçalho e logotipo da empresa -Impressão de etiqueta de cliente para mala direta


02) Auto-Peças


03) Estacionamento


04) Impressão de Holerith


05) Vendas no Balcão


06) Cadastro de Clientes


07) Mala Direta


08) Controle de Estoque


09) Contas a Pagar e a Receber


10) Administração Escolar


11) Vídeo Locadora


12) Auto Escola


13) Farmácia


14) Controle Industrial


15) Bina (Detector de chamadas telefônicas no computador)


16) Ordem de Serviço


17) Loja de Informática


18) Impressão de etiquetas de Código de Barras


19) Validação CPF/CNPJ


20) Álbum de Fotos


21) Impressão de Requerimento


22) Declaração de Firma Individual


23) Impressão de Darf


24) Impressão de Folha de Cheque


25) Agenda


26) Despesas Domésticas


27) Controle de Funcionários


28) Impressão de Recibo


29) Imobiliária


30) Boleto Bancário


31) Curriculum


32) Controle Bancário


33) Controle Clinico


34) Cronômetro


35) Eletrônica


36) Leitor de Relatório


37) Nota Fiscal


38) Promissória


39) Receita Médica


40) Vale Postal


41) Venda Fiado


42) Cliente c / Bina

E muito mais...

Preço: R$ 70,00

Como efetuar o pagamento?
Quando você estiver decidido a comprar o CD faça um depósito ou transferência bancária no valor de R$ 70,00 em nome de:

Aldenir Mendes


Caixa Economica agência: 1300


Conta Poupança: 00069135-1



Para receber o CD com os 47 programas em sua casa ou empresa, você precisará confirmar seu depósito através do fax:


Caso, você tenha optado em efetuar o pagamento através de transferência bancária, envie o comprovante para:

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Assim que o depósito for identificado o CD lhe será enviado no mesmo dia.
Obs: Não esqueça de enviar junto com a confirmação do depósito o endereço de entrega do CD.

Se você precisar de recibo, nota fiscal, ou qualquer outra informação, entre em contato com Luzia ou luiz carlos através dos telefones: (92) 233-8157 - (92) 9148-0766 - (92) 9119-0519 ou pelo e-mail: amainfo@amainfo.com.br

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<DOC DOCID="HAREM-832-03081">
Museu do Telephone - Telemar
 Carioca de Quintino, criado no Méier, Custodio Coimbra, 46 anos, é um apaixonado pelo Rio de Janeiro.
Fotógrafo profissional há 25 anos, começou sua carreira no jornal Repórter, em 1975, de onde saiu para a Última Hora e, de lá, para o Jornal do Brasil.
Há 11 anos no jornal O Globo, Custodio registrou com sua câmera, ao longo do tempo, grandes acontecimentos da vida do país, como o velório de Tancredo Neves, em Belo Horizonte, cuja melhor foto acabou publicada em mais de sete mil jornais do mundo.
Foi enviado especial em diversas viagens, no Brasil e no exterior.
Na cobertura esportiva, acompanhou a seleção brasileira à Argentina, Chile, Venezuela e Alemanha.
Em 1990, cobriu para O Globo a Copa do Mundo na Itália e, em 95, esteve nos XII jogos Panamericanos de Mar del Plata, na Argentina.
Exibiu seu trabalho em dezenas de mostras e publicou fotos em vários livros, como O Rio sob as lentes de seus fotógrafos, edição da Prefeitura do Rio de Janeiro;
Retratos do Rio de Janeiro, do Centro Cultural Banco do Brasil;
Criança - Veredas da Dignidade, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e Prefeitura do Rio de Janeiro;
Anuário de Subjetividade e Política, do Departamento de Psicologia Social da UFF;
Guardiães Da Ordem, de autoria da irmã, Cecília Coimbra, sobre a recente história do País;
Tons Sobre Tom, sobre a vida e a obra de Tom Jobim;
e Rio Botequim 1998/1999, edições da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Casado há 14 anos com a jornalista Cristina Chacel, também carioca, de quem é sócio na Fotolegenda Produções, responsável pela coordenação geral
da exposição Baía de Guanabara - Espelho do Rio, é pai de Joana, 20 anos, Julia, 17, Alexandre, 15, e Barbara, de dez anos.
Com Cristina divide, há dez anos, a paixão pela história e o cotidiano da cidade, que encontra na Baía de Guanabara expressiva representação.
O casal desenvolve também, há sete anos, pesquisa histórica e fotográfica na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis.
Prestigiado entre seus pares, Custodio recebeu menção honrosa do Prêmio Wladimir Herzog, em 1994, o prêmio A Foto do Ano, de O Globo, em 1997, o
Prêmio Funarte de Fotografia, menção honrosa, em 1997, e o Prêmio Finep, menção honrosa de 1998.
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<DOC DOCID="HAREM-338-03091">
Oportunidade de Negócio

Empresa em Expansão

Empresa Norte Americana esta em expansão no Brasil e em busca de pessoas sérias para trabalhar nas horas vagas a partir de casa com computador e internet, com todo apoio e treinamento em sua região.

Ganhos de R$ 500,00 á R$ 7.000,00
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<DOC DOCID="HAREM-527-03092">
 A PREMISSA E A PROMESSA DE UMA INFRAESTRUTURA GLOBAL DE INFORMACAO (The Premise and Promise of a Global Information Infrastructure" ) Borgman, Christine L+. 
 First Monday 5(8) (August 7, 2000) 
 (http://www.firstmonday.org/issues/issue5.8/borgman/). 
 A autora - Borgman avalia o rapido crescimento das condicoes de rede mundiais sobre o vies do interralacionamento entre a tecnologia e as forcas politicas que governam a introducao destas tecnicas para uso da sociedade. 
 Ela argumenta que as redes universais elaboram em uma premissa racional mas a promessa, a promessa e' muito mais exitante , porque existem oportunidades reais para empurrar a tecnologia para o momento e o espaco onde ela e' mais necessaria em termos sociais globais. 
 Assim os caminhos, pelo menos os dois mais evidentes, para se chegar ao local de onde e como tracar a linha que divide a racionalidade e o beneficio social sao: o evulucionario e o revulucionario. 
 Neste artigo merecedor a autora argumenta, de maneira convincente, que os sistemas politicos existentes e as crencas culturais e' que terao a maior influencia na penetracao e operacinalizacao de uma infraestrutura de informacao tanto em um mundo compartilhado como em um pais especifico. 
 Estes dois polos indicarao o quanto a premissa limitara' a promessa. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-524-03093">
 "Não têm por que chiar" 
 Da Reportagem Local 

 "Os empresários não têm por que chiar contra os juros . 
  Eles subiram antes os preços . 
  Agora, os preços têm de cair . 


 "Reduzam os preços que o Banco Central (BC) derruba os juros", completa João César Tourinho, do banco Europeu . 


 Tereza diz que a taxa de juros praticada pelo BC está "dentro do esperado . 
  É a taxa máxima . 


 O juro alto no início do Plano Real tem duas funções: 1) manter os recursos no mercado financeiro, impedindo a migração para o consumo; 2) impedir a especulação com estoques . 


 Tereza diz que os juros conseguiram cumprir este objetivo . 
  "Ninguém está comprando nada . 
  Em parte, isto é efeito dos juros e, em parte, dos próprios preços." 


 Ela prevê que a trajetória de queda das taxas já terá início na próxima segunda-feira . 


 Estimando uma inflação média para julho ao redor de 5%, o juro real (acima da inflação) projetado ficará em torno de 2,75% ao mês ou o equivalente a 38,5% ao ano . 


 "Na verdade, o BC não subiu o juro real . 


 Tourinho acredita, porém, que houve uma clara mudança de política . 
  Antes, o objetivo era conseguir um determinado nível de juro real; agora, "é fixar uma taxa nominal de juros que consiga controlar a emissão de reais" . 

 (JCO) 
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<DOC DOCID="HAREM-11B-03099">
30 DE NOVEMBRO
Dia Nacional da Escócia. Dia de Santo André, apóstolo.

Factos:
1807 - Entrada do exército de Junot em Lisboa.
1840 - Os restos mortais de Napoleão I são trasladados da ilha de Santa Helena para os Inválidos, em Paris.
1914 - Charlie Chaplin estreia-se no cinema, ainda sem a sua bengala e chapéu de coco, com a curta-metragem Making a Living, produzida por Mack Sennett.
1939 - A URSS invade a Finlândia.
1977 - Por decisão do Conselho de Ministros, é extinto o diploma da quarta classe, passando a escolaridade obrigatória a ser de seis anos.
1977 - A poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner ganha o Prémio Teixeira de Pascoaes.
1988 - O líder da OLP, Yasser Arafat, tenta entrar nos EUA, para se dirigir à Assembleia Geral da Nações Unidas, mas foi-lhe recusado um visto.
1988 - O ensaísta português Eduardo Lourenço é galardoado na Suíça com o Prémio Europeu de Ensaio.
1990 - Publicação do último número do Diário de Lisboa, fundado em 7 de Abril de 1921.
1995 - O Conselho Superior da Defesa Nacional autoriza o envio de 900 soldados portugueses para a Bósnia.
1997 - A modelo portuguesa Diana Almeida, de 14 anos, vence o concurso Super Model of the World.

Nasceu:
1508 - Andrea Palladio, arquitecto italiano.
1667 - Jonathan Swift, escritor irlandês.
1835 - Mark Twain, escritor norte-americano.
1840 - Guilherme de Azevedo, escritor português.
1857 - José de Sampaio Bruno, ensaísta português.
1858 - Sir Jagadish Chandra Bose, ciêntista britânico.
1874 - Winston Churchill, estadista britânico.
1960 - Gary Lineker, futebolista inglês.

Morreu:
1846 - Maria Severa Onofriana, fadista portuguesa.
1900 - Oscar Wilde, dramaturgo irlandês.
1935 - Fernando Pessoa, poeta português.
1957 - Beniamino Gigli, cantor de ópera italiano.
1979 - Zeppo Marx, actor e cómico norte-americano.
1986 - Cary Grant, actor norte-americano.
1988 - Henrique Medina, pintor português.
1995 - Fernando Assis Pacheco, jornalista e escritor português.
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<DOC DOCID="HAREM-324-03101">
 Ela sabe seu lugar 

 Sonia Fabiano, 30, está sempre metida em moda, música e movimento . 


 É independente desde os 14, quando deixou Londrina para visitar um irmão e ficou aqui . 
  De cara, encarou mesa de recepcionista, num consultório . 


 Sorte . 
  Trabalhou numa loja de roupas, mostrou talentos, conheceu o meio, ganhou amigos e convites . 
  "Daí, estava sempre no lugar certo." 
  Virou assistente da banda Capital Inicial . 


 Fez e faz muito de tudo: produção de desfiles, fotos, festas, figurinos para teatro . 


 Na profissão-gincana, diz, venceu com o jeito e o espírito de equipe . 
  "Vou devagar", afirma . 
  E chega onde quer . 
  Menina, em Londrina, cismou de estudar no melhor colégio da cidade . 
  Os pais não podiam bancar . 


 Ali teve o primeiro contato com o preconceito . 
  A diretora, japonesa, chamou Sonia, disse para ela não andar mais com certa menina . 
  "Você é negra, eu sou japonesa, temos que saber nosso lugar" . 
  Sonia não entendeu . 
  "É que sempre fui alegre, orgulhosa de mim mesma." 


 Hoje, ela assina coluna nova na Revista da Folha, a "Black" (pág. 66), que é orgulho só: gente interessante, música, literatura . 
  "Sou da diversão, não das bandeiras." 

Heloisa Helvecia 
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<DOC DOCID="HAREM-141-03120">
Passatempo 
 LEVE AS CRIANÇAS AO TEATRO! 
 O Site da Educação e o Teatro Municipal Maria Matos oferecem-lhe 5 bilhetes duplos para, no dia 4 de Maio (Sábado), às 15 horas, assistir ao espectáculo - A Escolha de Tomé.
 Para ganhar responda àpergunta , preencha os campos da ficha e clique em "Enviar". 
 Encontrará as respostas na página do programa do Teatro Municipal Maria Matos.
 Para lá chegar clique aqui 
 Pergunta: Quem ajuda o Tomé durante a sua viagem? 
Nome E-Mail Telefone Resposta 
 Tomé éum rapaz que descobre que éuma simples personagem de um conto para crianças. Com a ajuda do Narrador, figura sábia e conhecedora da alma humana, Tomé faz uma longa viagem. Ao longo desta viagem, Tomé será submetido a três difíceis provas. Em cada prova, haverá uma escolha a fazer. 
 As crianças do público, acompanharão o Tomé nesta viagem e com ele terão de tomar decisões e efectuar as escolhas acertadas. Em cada prova o público será consultado. De mão no ar, agitando uma bandeirola verde ou encarnada cada criança será chamada a opinar sobre as escolhas do Tomé. E de acordo com as escolhas feitas, o final da nossa história poderá ser diferente de espectáculo para espectáculo. Será que Tomé se tornará uma verdadeira pessoa? A escolha também vai depender do público. 
 Se desejar obter mais informações ou fazer reservas contacte: 
 Teatro Municipal Maria Matos Tel: 218 438 806 (reservas)
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<DOC DOCID="HAREM-041-03122">
uarce1
CIP
CIP - CONFEDERAÇÃO DA INDUSTRIA PORTUGUESA
A ANIA sucedeu ao Grémio Nacional dos Industriais de Arroz em 1975, data da sua formação como Associação Nacional. No mesmo ano, aderiu como membro fundador àCIP - Confederação da Indústria Portuguesa.
A Associação tem continuado a acompanhar e a participar nas iniciativas da CIP, fazendo parte de alguns dos seus Grupos de Trabalho, para além de pertencer ao seu Conselho Fiscal, através do seu Presidente - Professor Doutor Ernesto Morgado.
Tem dado também todo o seu empenho na colaboração que tem sido solicitada nomeadamente nas áreas da concertação social e na concorrência dos mercados.
Com o deteriorar das relações entre a Indústria na generalidade e a Agro-Alimentar em particular e a Grande Distribuição, a CIP tem tido um papel determinante na intervenção junto das autoridades com vista àresolução dos problemas emergentes. A criação de uma Comissão de Acompanhamento para o Código de Boas Práticas Comerciais tem-se mostrado do maior interesse e oportunidade e tem vindo a permitir um melhor entendimento entre as partes. Assim, qualquer empresa de uma das partes que tenha motivos de queixa de uma empresa da outra parte, pode levar o caso ao arbítrio da Comissão de Acompanhamento.
Compreendemos e felicitamos a direcção da CIP no trabalho desenvolvido, que mais não édo que a procura do bom relacionamento entre os agentes económicos e a melhoria da economia do país.
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<DOC DOCID="HAREM-627-03140">
VI ENEBCI
 ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA E 
 CIENCIA DA INFORMACAO 
 Local: PUC-Campinas, SP 
 Período: 30 de maio a 02 de junho de 2001 
 Horário: das 08:30h às 18:00h 
 Promoção: Associação Brasileira de Ensino de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - ABEBD 
 Objetivo Geral 
 Discutir questões relacionadas à pesquisa nos cursos brasileiros de Biblioteconomia/Ciência da Informação, visando ao intercâmbio de experiências entre os cursos e ao delineamento de perspectivas de ações integradas com outros países do Mercosul. 
 Objetivos Específicos 
 -apresentar e discutir os resultados da pesquisa nacional realizada junto aos cursos de Biblioteconomia do Brasil com vistas à proposta a ser levada ao Paraguai em junho/2001 (instrumento em anexo); 
 -discutir os impactos das atuais políticas de pesquisa e ensino na área de Ciência da Informação e na identidade do profissional bibliotecário 
 Programa 
 30 de maio 
 19:30h - Sessão solene de Abertura do VI ENEBCI 
 20:30h - Coquetel 
 31 de maio 
 09:00h - 12:00h - Mesa-Redonda: A PESQUISA NA ÁREA DE CIENCIA DA INFORMACAO Coordenadora: Vera Sílvia Marão Beraquet - Puccamp 
 Debatedores: 
 -Cristina Maria Menezes dos Reis - Cnpq 
 - Aldo de Albuquerque Barreto - ANCIB 
 - Johanna W+ Smit - Capes 
 12:00h - 13:30h - Intervalo/Almoço 
 13:30h - 17:00h - Painel: A Pesquisa Docente nos Cursos de Biblioteconomia no Brasil 
 Coordenador: José Augusto Chaves Guimarães - UNESP/Marília 
 Apresentadores: 
 - César Augusto de Castro (UFMA) - Coord. 
 Regional Norte 
 - Elisabeth Márcia Martucci (UFSCar) - Coord. 
 Regional SP 
 - Mara E+ Fonseca Rodrigues (UFF) - Coord. 
 Regional Sudeste 
 - Marilene L+ Abreu Barbosa (UFBA) - Coord. 
 Regional Nordeste 
 - Oswaldo F+ de Almeida Júnior (UEL) - Coord. 
 Regional Sul 
 - Vera Lúcia F+ G+ Abreu (UFMG) - Coord. 
 Regional Centro-Oeste 
 17:30 -19:30h - Reunião do Conselho Diretor da ABEBD 
 01 de junho 
 8:30h - 10:30h - Painel: Pesquisa Discente nos Cursos de Graduação Coordenadora: Marta Lígia Pomim Valentim (UEL) Apresentadores: 
 - Mara Eliane Fonseca Rodrigues (UFF) - César Augusto de Castro (UFMA) - José Augusto Chaves Guimarães (UNESP/Marília) 
 10:30h - 11:00h - Intervalo 
 11:00h - 12:00h - Elaboração de Documento Síntese Assumpción/Paraguay 
 12:00h - 13:30h - Intervalo/Almoço 
 14:00h - 16:30h - Painel: Ciência da Informação: denominação de cursos e diretrizes curriculares 
 Coordenadora: Marisa Marques Zanatta (PUCCAMP) Apresentadores: 
 - Ana Maria Cardoso (PUC/MG) - Maria Lourdes Blatt Ohira (UDESC) - Curso Gestor da Informação (UFPR) 
 16:30h - 18:00h - Debates 
 02 de junho 
 08:30h - 10:00h - Reunião de Diretores e Docentes - Assembléia Geral 
 10:30h - 12:00h - Palestra: Biblioteconomia e Ciência da Informação: identidade e 
 atitude" 
 Coordenador: Elisabeth Márcia Martucci (São Carlos/SP) 
 Palestrante: Luís Augusto Milanesi (USP/MEC/SESU/CECI) 
 12:00h -13:00h - Debates 
 13:00h - Encerramento 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-331-03153">
Antena de Telecomunicações - Toda a História
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ESCOLA SECUNDÁRIA DE D. JOÃO DE CASTRO
A Antena de Telecomunicações
da D. João de Castro
Caros Pais,
Como concerteza têm tido conhecimento pelas notícias sobejamente apresentadas na maioria dos meios de comunicação social, tem vindo a decorrer, desde o início de Fevereiro deste ano, uma campanha levada a cabo por alguns pais desta Escola, com vista a desactivar e remover a antena de comunicações móveis existente à entrada deste estabelecimento de ensino.
A AP lamenta apenas ter tido conhecimento desta iniciativa (de que não retira o mérito), através da notícia publicada no Diário de Notícias em 6 de Fevereiro. No entanto, reunimos de imediato, tendo deliberado da forma que entendemos ser a que melhor salvaguarda a saúde dos nossos filhos e educandos, e a de toda a comunidade escolar.
A AP tem acompanhado atentamente o desenrolar da situação, conforme se comprova pela cronologia das iniciativas ocorridas na Escola.
A AP, na sua qualidade de estrutura representativa de todos os pais e encarregados de educação da Escola D. João de Castro, reafirma o seguinte:
Continuaremos a acompanhar atentamente o evoluir da situação até que se proceda à desactivação e remoção da antena, e prosseguiremos, na medida das nossas capacidades, na avaliação do que de mais recente e sério se publique sobre os efeitos da radiação das antenas e da utilização dos próprios telemóveis;
Estamos (como sempre temos estado) ao dispor de todos os pais para os representar na procura de soluções para os problemas da Escola e em todas as iniciativas que visem a melhoria da qualidade escolar;
Continuaremos, com persistência, a defender e a lutar pelo direito dos nossos e vossos filhos e educandos a uma escola segura, saudável e com um ensino de qualidade.
Mantemos a nossa confiança na Escola Secundária D. João de Castro e continuaremos a colaborar com os seus órgãos de gestão, no sentido de a tornar na escola de excelência que todos desejamos.
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<DOC DOCID="HAREM-632-03194">
Primeiro dia de matrícula é marcado por dúvidas 
 Quinta-feira, 7 de janeiro de 1999 O Estado de São Paulo Primeiro dia de matrícula é marcado por dúvidas JULIANA JUNQUEIRA Apesar de tranqüilo, o primeiro dia de matrículas das crianças com 7 anos incompletos foi marcado por algumas dúvidas por parte dos pais. 
 Ainda estão indefinidos, por exemplo, os horários de aulas das salas emergenciais e a distribuição dos alunos por períodos. 
 "Só vamos ter esses dados depois de finalizadas as matrículas", afirmou ontem o secretário municipal da Educação, João Gualberto de Carvalho
 Meneses. 
 Será após esse período que a secretaria saberá quantas salas emergenciais serão necessárias e onde irão funcionar. 
 "Um balanço de primeiro dia nos indicou a necessidade de 168 salas emergenciais", disse o secretário. 
 "Vamos colocar à disposição 680 salas", afirmou. 
 O secretário garantiu ontem que nenhuma criança em idade escolar ficará fora das escolas. 
 Em Capela do Socorro, bairro da região sul da capital, um grupo de pais e alunos invadiu um posto de saúde com o objetivo de transformar o local em escola. 
 Segundo o diretor da Escola Municipal Miguel Vieira Ferreira, Carlos Alberto Giannazi, que participou do movimento intitulado Marcha dos Sem-Vaga, a região sofre pela carência de vagas nas escolas. 
 A secretaria enviou ao local uma equipe do SOS Matrículas e um engenheiro para avaliar o caso. 
 "Não sei dizer se há deficiência de vagas naquela região", disse Meneses. 
 "~Mas a região sul tem alguns pontos localizados em que o problema existe", afirmou. 
 Segundo Giannazi, as escolas na região de Capela do Socorro estão com lista de espera e não há garantia de vaga para todos. 
 Sem filas na frente das escolas, a preocupação de alguns diretores, ontem, era quanto à duplicidade de matrículas. 
 É que alguns pais desconheciam a rematrícula automática das escolas de educação infantil para as do ensino fundamental na rede municipal e fizeram matrícula também em escolas estaduais. 
 A interligação entre as secretarias detectou o problema, mas as crianças ficarão matriculadas na primeira escola em que se inscreveram. 
 Copyright 1999 - O Estado de S. Paulo - Todos os direitos reservados Carlos Giannazi
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<DOC DOCID="HAREM-238-03200">

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<DOC DOCID="HAREM-23H-03201">
Caminho de Santiago é exemplo da construção europeia 

-- afirma Fraga Iribarne 

O presidente da Junta da Galiza, Manuel Fraga Iribarne, disse hontem no Porto que, neste final de milénio, o Caminho de Santiago «é um exemplo histórico de obra colectiva» que a Europa deve ter presente .
«Neste final de milénio que nos corresponde viver, no que a Europa continua a debater e a defender a sua personalidade comum, orientando-se a um esperançado futuro de leal convivência, o Caminho de Santiago é um exemplo histórico de obra colectiva que devemos ter presente», afirmou, na inauguração da exposição «Porto-Santiago: A espiritualidade e a peregrinação jacobeias» .
Para o presidente galego, «a personalidade cultural da Europa possui entre os seus pilares o legado espiritual e histórico da peregrinação a cidade de Santiago de Compostela e ao túmulo do apóstolo» .
«Somos depositários de um tesouro espiritual e histórico que constitui uma parte da essência da Europa como civilização», salientou, acrescentando que o Ano Jacobeu de 1999 «é um empreendimento compartido com todos aqueles povos que, como Portugal, mantém viva a chama da tradição jacobeia» .
Fraga Iribarne realçou que o itinerário Lisboa-Coimbra-Porto-Valença é «uma das principais rotas europeias de peregrinação a Compostela» .
Sobre a exposição, que já esteve patente, com algumas adaptações, em Lisboa (na Expo-98) e em Coimbra, o presidente da Galiza destacou a sua «inequívoca relação com Portugal», nomeadamente os caminhos dos peregrinos e as obras de artistas portugueses .
A comissária da exposição, Maria Garcia Alen, salientou que «a união que a rota jacobeia concebeu pouco a pouco entre os habitantes da incipiente Europa conformou, mesmo assim, até a actualidade uma rede de peregrinação única, pela sua espiritualidade e o seu carácter unificador a que hoje se chama cultura ocidental» .
O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Vieira de Carvalho, referiu que «os caminhos e a devoção a Santiago constituiram um dos traços de união de Portugal e da Galiza» .
«Não há fronteiras entre Portugal e a Galiza .
O que há é a mesma gente, que voltou, talvez, a reencontrar-se mais vivamente», sublinhou .
Vieira de Carvalho referiu que a Área Metropolitana do Porto, em parceira com a União das Misericórdias Portuguesas, vai participar na exposição do Jacobeu'99 com uma mostra de arte sacra .
A inauguração da exposição «Porto-Santiago», que estará patente até 21 de Março no edifíco da Alfândega, contou com a presença de, entre outros, Adriano Moreira, Valentim Loureiro, Luís Braga da Cruz, Baquero Moreno e Carvalho Guerra .
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<DOC DOCID="HAREM-707-03224">
 A Funarte Fundação Nacional de Artes, subordinada ao Ministério da Cultura, através da sua Coordenação de Documentação e Informação em Arte, juntamente com as unidades de informação que compõem a Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte e Cultura Redarte (ver Anexo), criada no final de 1995, promoverá o Seminário de Informação em Arte, nos dias 6 e 7 de outubro próximo, na cidade do Rio de Janeiro, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ. 
 O Seminário tem por objetivo aproximar os profissionais e usuários de informação em arte (artes plásticas e gráficas, arquitetura, desenho industrial, cinema, fotografia, música, teatro, dança, circo, ópera e arte e cultura popular) através de: 
... conhecimento de necessidades e demandas de informação em arte; § intercâmbio entre instituições; 
... divulgação dos acervos de arte no Brasil e seus respectivos sistemas/redes; § estímulo à utilização e ao aprimoramento dos serviços e produtos de informação já existentes no Brasil; 
... divulgação de novas tecnologias usadas no tratamento e disseminação de informação em arte. 
 O público alvo é constituído de: 
... alunos de graduação e pós-graduação das diversas artes; § professores de graduação e pós-graduação das diversas artes; § profissionais de informação das diversas artes, sejam eles bibliotecários, cientistas da informação, arquivistas ou museólogos; § pesquisadores de arte; 
... artistas e produtores culturais. 
 O Seminário está estruturado em 4 módulos, quais sejam: 
... As Artes e seus Recursos Informacionais 
 - tipologia dos documentos, materiais especiais, linguagens; - unidades de informação: bibliotecas, centros de documentação/informação, museus, centros culturais etc; 
 06 e 07 de outubro de 1999 Rio de Janeiro, RJ 
 - sistemas e redes; 
 - serviços e produtos (bibliografias, catálogos, filmografias, discografias, abstracts etc.) 
... Pesquisa, Arte e Informação 
 - pesquisas de informação em Arte; 
 - ensino e pesquisa em Arte e a demanda de informação. 
... Arte e Mídia: a Divulgação das Artes nos Meios de Comunicação 
... Virtualidade, Arte e Informação 
 - arte e novas tecnologias; 
 - bibliotecas, museus, centros culturais, galerias etc. virtuais. 
 A comissão organizadora é composta pelos seguintes membros da Redarte: Eliane Vieira da Silva (Biblioteca do Museu Histórico Nacional/IPHAN), Fátima Fonseca da Silva (Biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil), Helena Dodd Ferrez (Coordenadora de Documentação e Informação da Funarte), Márcia França Ribeiro (Centro de Pesquisa e Documentação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), Maria do Carmo de Almeida Silva (Biblioteca B do Centro de Educação e Humanidades/UERJ), Marília Coelho Martins (Biblioteca da Faculdade de Letras/UFRJ), e Mary Komatsu Shinkado (Biblioteca do Museu Nacional de Belas Artes/IPHAN). 
 As inscrições estarão abertas de 23 de agosto a 23 de setembro, e poderão ser feitas nas bibliotecas das unidades abaixo discriminadas. 
 O preço para estudantes é de R$ 5,00 (cinco reais) e de R$ 15,00 (quinze reais) para os demais interessados. 
 Para inscrições fora do Rio de Janeiro: 
... depósito bancário em nome da Sociedade de Amigos do Centro de Memória Fluminense-SACEM, Unibanco (banco nº 409), agência 0938, conta corrente nº. 
 104.994-0 e 
... enviar o comprovante de depósito juntamente com a ficha de inscrição preenchida. 
... Biblioteca da Escola de Belas Artes/UFRJ 
 Cidade Universitária, Prédio da Reitoria, 7º andar Tel: 290.2112, r. 
 2776 
... Centro de Documentação e Informação/Funarte 
 Rua São José, nº 50, 6º andar Centro; 
 Tel: 262.4516 
... Biblioteca Central do Gragoatá/UFF 
 Rua Visconde do Rio Branco, s/nº, Campus do Gragoatá, São Domingos Tel: 620.8689 
... Biblioteca "B" do Serviço de Educação e Humanidades/UERJ Rua São Francisco Xavier, nº 524, bloco "C", sala 1102 
 Tel: 587.7658 
... Biblioteca da ECO/UFRJ 
 Av. Pasteur, nº 250, fundos 
 Tel: 541.1349 
 Helena Dodd Ferrez 
 Coordenação de Documentação e Informação em Arte/FUNARTE Rua São José, nº 50/6º andar, Centro 
 20010-020, Rio de Janeiro/RJ 
 Telfax: (021) 262.4516 
 e-mail: cedoc@funarte.gov.br 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-924-03227">
 Cena com caixões assusta moradores 

 Os moradores de Itaboraí (30 quilômetros do Rio) levaram um susto na manhã da última terça-feira, ao verem sete caixões na porta do cemitério local . 
  Como o tempo é de chacinas, pensaram tratar-se de uma nova matança . 
  Mas não . 

 Trupe teatral sofre assalto 

 A atriz Denise Fraga e seus colegas da trupe de "Trair e Coçar... 
 É Só Começar" são as mais recentes vítimas da violência urbana paulistana . 
  Na última semana, todo o dinheiro arrecadado em uma noite de espetáculo foi levado por assaltantes armados, que renderam funcionários do teatro . 

 Xuxa põe cenas reais em seu clip 

 Em agosto, quando lançar seu próximo LP, "Sexto Sentido", a apresentadora Xuxa pretende fazer "aparições surpresa" em discotecas do Rio de Janeiro, São Paulo e interior paulista . 

 Adriana Esteves visita SBT 

 A próxima produção do núcleo de teledramaturgia do SBT, "As Pupilas do Senhor Reitor", já está movimentando os estúdios do Sumaré . 
  Na quarta-feira, quem visitou as instalações da emissora foi Adriana Esteves contratada da Globo . 

 Crianças exigem elenco infantil 

 Uma avalanche de telefonemas do público infantil exigiu e o SBT acatou: as crianças da primeira fase de "Éramos Seis" voltam a aparecer na segunda parte da trama . 
  Os personagens Carlos (Caio Blat), Carmencita (Julia Ianina), Alfredo (Wagner Santisteban), Lúcio (Roberto Lima) e Raio Negro (Wellington Amaral) serão vistos novamente em sonhos de Lola e demais membros da família . 
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<DOC DOCID="HAREM-417-03242">
SOBRE A INDISSOCIABILIDADE DO ENSINO, PESQUISA E EXTENSAO, artigo de Renato Dagnino
 O autor e' professor da Unicamp. 
 Artigo publicado no "Correio Popular de Campinas": 
 Em artigo anterior procurei argumentar que a assertiva das autoridades das Universidades estaduais paulistas, de que a expansao das vagas nao implica em perda de qualidade, nao poderia ser aceita sem que o conceito de "qualidade" fosse precisado. 
 Neste, pretendo abordar um outro ponto que parece tambem merecer aprofundamento - o do perfil da Universidade que queremos - sob pena de que a mera expansao (quantitativa) do "modelo" vigente nao represente uma mudanca (qualitativa) na direcao desejada. 
 O "modelo" da Universidade publica brasileira esta' baseado na indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensao. 
 Para entende-lo melhor comecemos pela extensao. 
 A preocupacao com a extensao (e o proprio conceito) nasce como uma resposta à critica que fazia uma parte da comunidade academica dos anos 60, ao "cientificismo" e à pouca relevancia social da pesquisa realizada. 
 Esta resposta teve como resultado uma a introducao explicita da extensao no estatuto de nossas Universidades publicas. 
 Isto, no entanto, sem que se alterasse o que era o objetivo propriamente dito da critica que se fazia. 
 Isto e' a forma como se construia a agenda de pesquisa, fortemente influenciada pelo "main stream" e buscando emular a ciencia considerada de fronteira que se fazia nos paises avancados na expectativa de que a "oferta" de ciencia (pesquisa e recursos humanos) criaria sua propria "demanda". 
 Este suposto evidentemente mecanicista e muito improvavel no nosso meio dependente e mimetico, em que nao existe uma "teia social de atores" capaz de demandar conhecimento localmente produzido foi mantido. 
 Seguiu-se fazendo pesquisa da forma como a comunidade cientifica, como implementador da politica de C&amp;T sabia e queria fazer (pois que atraves da imitacao se legitimava mais facilmente com seus pares no exterior), e como formulador, travestida de burocrata nos orgaos de fomento, achava que deveria ser feito. 
 A diferenca e' que, por outro lado, se tentava fazer com que os resultados desta pesquisa, cujo carater era definido ex-ante segundo a preferencia dos cientistas, fosse ex-post impingida à nossa difusa teia social. 
 Embora em menor proporcao, tambem o ensino padece da mesma enfermidade. 
 Às vezes ate' com uma boa intencao de nao adaptar-se mecanicamente ao "mercado" e formar um "cidadao responsavel" e um "profissional critico", ela nao se tem preocupado muito em revisar de forma sistematica e periodica seus curriculos. 
 Nem para adapta-los acriticamente ao mercado, como muitas vezes faz a Universidade privada, nem para adequa-los a um projeto academico institucional proprio. 
 Muito menos para desvendar e alavancar um futuro percebido como transformador e coerente com os anseios da maioria da populacao. 
 Para idealizar (e, em seguida, com seguranca, efetividade e rapidamente, construir) um novo perfil para a Universidade, que leve à mudanca qualitativa que a sociedade parece desejar devemos interpretar a questao da indissociabilidade "pensando a Universidade" ao contrario do que tem sido a norma ate' agora. 
 Teremos que comecar pela prospecao do que a sociedade espera e deseja como "extensao". 
 Quais sao as necessidades de conhecimento e de pessoal qualificado que coloca o cenario da democratizacao que os movimentos sociais organizados estao construindo em cada rincao de nosso pais. 
 Depois vamos ver como podemos satisfazer a esta demanda existente e, principalmente futura, projetada, dada a capacidade instalada e o potencial que temos. 
 Como vamos combinar o conhecimento existente com o que podemos transferir de outras realidades e com o que teremos que produzir porque nao existe. 
 E ai, como resultado e nao como comeco do processo de concepcao do perfil futuro da Universidade, vamos definir o conteudo dos cursos que vamos oferecer, a modalidade em serao oferecidos, enfim, o carater do profissional que e' necessario formar para alavancar o futuro que a sociedade deseja. 
 E entao, por ultimo, definir em quais setores, em que locais, e quando sera' necessario, (e seguramente o sera', e muito) fazer pesquisa. 
 Essa sequencia de atividades pode parecer longa e paralisante. 
 Aos que consideram que a comunidade academica nao pode perder tempo com "discussoes interminaveis sobre modelos" enquanto a maioria da sociedade continua sem poder ter acesso à Universidade fica o lembrete: o tempo que ja' perdemos insistindo num modelo inadequado e perseguindo uma pretensa "qualidade" nao admite que sigamos errando. 
 (Divulgado pelo JC Email da SBPC) 
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<DOC DOCID="HAREM-041-03245">
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<DOC DOCID="HAREM-827-03247">
ARTIGO
 BIBLIOTECAS DIGITAIS AUMOMATIZADAS: 
 PODERAO OS COMPUTADORES SUBSTITUIR OS PROFISSIONAIS BIBLIOTECARIOS EM TAREFAS TECNICAS 
 "Automated digital libraries: how effectively can computers be used for the skilled tasks of professional librarianship?" 
 por Arms, William. 
 D-Lib Magazine 6(7/8)(July/August 2000) 
 (http://www.dlib.org/dlib/july00/arms/07arms.html) 
 Este e' um artigo que recomendo a leitura. 
 No seu artigo ARMS ( um cientista da computacao trabalhando como desenvolvimento de bibliotecas digitais) colaca a questao acima , mas depois esquece de responde-la. 
 A unica resposta que ele encena perde o foco da questao. 
 Para comecar ele reduz o problema a uma questao de custos. 
 Isto e' : podem os servicos automatizados serem um " substituto aceitavel" a um custo menor ? 
 Aparentemente eles podem , se pensarmos que o pesquisador da internet Google, totalmente automatico, pode oferecer um servico melhor e mais barato que a base Inspec , que usa interferencia de pessoal especializado. 
 Como este nao e' o espaco para refutar as condicoes de custo/qualidade que o autor determinou ,so' indo ao artigo para cada um formar seus proprios argumentos. 
 ARMS concorda que os servicos de referencia, por sua caracteristica e subjetividade dificilmente serao substituidos por maquinas So resta esperar e com forte esperanca, que este nao seja o pensamento de todos os cientistas da computacao, que como o autor desacredita as bibliotecas e o valor de que agregamos a construcao de nossos acervos e servicos. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-03H-03258">
IPIP promete aprofundar democracia cristã 

Um grupo de militantes do CDS/PP, maioritariamente afectos a Manuel Monteiro vai formalizar hoje, em Guimarães, a constituição do Instituto Popular de Intervenção Política (IPIP), disse fonte da Comissão Instaladora.
Aberto à participação de não militantes, o IPIP pretende «dar formação política aos militantes e simpatizantes do PP e promover a discussão ideológica na área da democracia-cristã», referiu António Pedras, membro da Comissão Instaladora .
O IPIP assume-se como «um espaço de debate externo ao Partido Popular», onde se «poderá falar sem estar sujeito a disciplina partidária», mas sem actuar como "contrapoder" a actual direcção do PP .
Embora a maioria dos fundadores seja afecta a Manuel Monteiro e contra a actual direcção de Paulo Portas, o ex-dirigente da Distrital de Braga, António Pedras, ele próprio um não-alinhado no interior do partido, garantiu à Agência Lusa que «o Instituto não foi criado para afrontar a estrutura partidária» .
Com os olhos postos no «aprofundamento do pensamento democrata cristão», o IPIP -- salientou -- «quer apenas ser uma estrutura que reflicta o sentir das bases, manifestando opiniões e posições sobre todos os assuntos que interessem ao partido e ao país» .
Recentemente, alguns dos militantes que agora constituem o IPIP manifestaram-se no interior dos órgãos distritais do partido contra o facto de Paulo Portas ter aceite o terceiro lugar nas listas da AD para o Parlamento Europeu e chegaram mesmo a exigir explicações sobre o assunto .
Entre os fundadores do Instituto contam-se Luís Teixeira e Melo (Guimarães), José Leones (Viana do Castelo), Tome Fernandes e Policarpo Gonçalves (Porto), Miguel Matos Chaves (Lisboa) e os militantes da secção de Braga, António Pedras, Fernando Rocha e Álvaro Maio .

Apoiantes de Monteiro formalizam instituto popular de intervenção política 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-30J-03271">
Estava vivo o sentimento étnico e nativista.
Seu instrumento de ser ouvido era a força da violência.
Em dois países esses índios ainda não esqueceram o trauma da conquista: Cortéz, no próprio México, e Pizarro, no Peru.
É o delírio que alimenta o Sendero Luminoso.
É a vigorosa história mexicana que surpreende em Chiapas.

O acordo não se tornou público, mas, agora, se sabe que foram feitas muitas concessões políticas.
Nas grandes cidades, multidões imensas saíram às ruas em apoio aos rebeldes.
A rebeldia não é a revolução, como bem acentua Octavio Paz.
A rebeldia é um ato pessoal; a revolução é uma manifestação coletiva.

Mesmo asim, Van Himst pretende surpreender a defesa saudita, colocando dois atacantes velozes.

Além do zagueiroGrun e do centroavanteWeber, o lateral-esquerdoVital Borkelmans encontra-se também com um cartão amarelo e pode ficar de fora hoje.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-431-03273">
Associação Portuguesa de Demografia
A Associação Portuguesa de Demografia, foi fundada em 8 de Setembro de 2000 por iniciativa dos membros da Comissão Organizadora do 1º Congresso Português de Demografia. Trata-se de uma associação cientifica sem fi ns lucrativos cujos principais objectivos, definidos no artigo 2º dos Estatutos, são os seguintes:
promover o desenvolvimento da Demografia; incentivar e divulgar estudos demográficos, em particular os relativos à população portuguesa; encorajar a investigação e dinamizar a comunicação e o debate científicos; promover a integração dos demógrafos portugueses na comunidade demográfica internacional; promover a actividade profissional dos demógrafos; divulgar junto das instituições e da opinião pública, a natureza e os contributos da demografia; favorecer o relacionamento com outras disciplinas.
A Associação Portuguesa de Demografia está aberta a todos os que se interessam pela afirmação e desenvolvimento da Demografia em Portugal.
CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEMOGRAFIA BIÉNIO 2001/2002
Assembleia Geral Presidente Maria Luís Rocha Pinto Vice-Presidente Heitor José Freire Duarte Secretário José Luís Costa Bicho
D irecção Presidente Mário Leston Bandeira Vice-Presidente Ana Alexandre Fernandes Vogais Isabel Tiago de Oliveira Maria Isabel Baptista Sónia Isabel Cardoso
Conselho Consultivo Presidente Gilberta Rocha Ana Romão Jorge Arroteia Jorge Macaísta Malheiros Maria da Graça David de Morais Maria de Nazaré Amorim de Oliveira Roca Maria José Carrilho Marie Françoise Royer Cruz Mário Lages Teresa Rodrigues
Conselho Fiscal Presidente João Peixoto Vogais Claudia Pina Rui Branco
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-621-03301">
Abertura da sessão da ADFER em Braga pelo Presidente da Associação Industrial do Minho Dr. António Marques «O TGV ­ Um Comboio que o Minho não pode perder» Devo em primeiro lugar agradecer, naturalmente, a presença desta magnífica Mesa. As boas-vindas é o que desejo a todos os empresários e a todos aqueles que se associaram a este nosso debate sobre o Projecto Português de Alta Velocidade, comumente designado por TGV, um comboio que não pode passar ao lado da Região do Minho. Quero agradecer ao Senhor Engº. Arménio Matias por estar aqui connosco. É uma pessoa intimamente liga- do a estas questões e vai dar concerteza um contribu- to de grande valor a este debate. Ao Senhor Presidente da Câmara que desde o primeiro momento se associou a esta questão estratégica, como a todas as outras que envolveram a região e veio aqui dar prova disso. E ao Senhor Reitor da Universidade do Minho que, na mesma sequência e com o mesmo enquadramento, se tem associado a estas questões extremamente impor- tantes para a Região. A primeira nota é, de facto, de boas-vindas agrade- cendo a vossa presença. Contamos muito com este esclarecimento. Quero dizer, desde já, que da parte da Associação Industrial do Minho este é apenas o primeiro passo no sentido de que o Minho não pode perder o TGV. Ou seja, dizer que o Projecto de Alta Velocidade para Portugal não pode, obviamente, passar ao lado desta Região. E portanto vamos aprender com este pequeno passo. Contamos convosco nos próximos passos, e contamos na- turalmente com todas as entidades da Região, para que o Minho esteja presente também nesta acessibilidade que é o TGV, que é o Projecto Português de Alta Velocidade. Só em Setembro/Outubro, o Governo Português vai dar nota pública sobre o que está pensado para este grande projecto estruturante. E nós estamos aqui não só para aprender mas também para colaborar numa opinião que a Região tem, segu- ramente institucional, sobre esta matéria. Estamos aqui para debater, analisar e pensar formas de fazer do Projecto Português de Alta Velocidade também um projecto do e para o Minho. 78
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-511-03302">
Grécia -1
o partir para a Grécia todos vamos mais ou menos atraídos por um certo "mito". O admirável éque a descoberta da Grécia éa descoberta dos seus contrastes, e que estes resultam da sedimentação de uma história milenária até àactualidade, que éa de um país recém integrado na CE. Com efeito, a Grécia procura com rapidez recuperar o tempo perdido: guerras, lutas internas e territoriais que a têm sufocado ao longo dos últimos séculos e das ultimas décadas (conflito greco-turco, ocupação alemã, guerra civil, ditadura militar).
Partimos para a Grécia com um compromisso: percorrer a pé a região de Meteora com os seus mosteiros e por outro lado cumprir o fado do "turista civilizado" que viaja em autocarro, ouve atentamente os guias e desfila com seriedade nos museus. Édesta experiência que vos falo e também duma escapadela a este esquema turístico de forma a contactar um pouco com a "outra" Grécia.
ntre Atenas e Meteora foi uma jornada de autocarro, estradas sossegadas num mês de Abril com poucos (mas já muitos) turistas. Passámos por Boiotia e o seu lago, Thermophyles, Lamia, os lagos Neohori e Plastira. Campos de oliveiras e laranjeiras atapetados de papoilas, prímulas, piunias, petúnias malmequeres.
Entrámos na Thessalia no esplendor da sua primavera: florestas de castanheiros, de olaias carvalhos e uma panóplia de árvores e arbustos floridos de rosa, violeta, carmim: rododendros, mirtas, medronheiros, hibiscos, buganvílias.  Ao fundo, as montanhas ainda cobertas de neve rodeavam os vales e os lagos.
Chegados ao entardecer àestância turística de Kardisha na Meteora, pudemos ainda subir e descobrir, do alto, junto a um mosteiro, os vales verdes que contrastavam com os grandes rochedos onde se anichavam os mosteiros.4 Nos dias seguintes foram caminhadas subindo e descendo moles de rochas de formas fantásticas num tom cinzento a invocar uma imagem de dinossáuricos elefantes.
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<DOC DOCID="HAREM-52L-03303">
Também na Madeira, a delegação da Cáritas no Funchal tem recebido inúmeras solicitações de famílias do arquipélago dispostas a receber crianças da Bósnia. 
Apesar dos muitos pedidos de adopção, as pessoas estão a ser informadas que as crianças apenas serão recohidas temporariamente, «entre nove a doze meses», segundo o «Jornal da Madeira». 
 
Ecologistas falam em mercado negro na região de Castilla y Léon 
Lobos leiloados junto a Montesinho 
Os lobos não têm fronteiras, para além das que eles próprios delimitam. 
Mas, um simples salto sobre a linha que divide o Parque Natural de Montesinho da Reserva Regional de Caça da Serra da Culebra, na região espanhola de Castilla y Léon, pode significar um passo da vida para a morte. 
Protegido em Portugal, o lobo é considerado uma espécie cinegética no lado de lá da fronteira, onde, desde há dois anos, tem vindo a ser leiloado o seu abate e a prosperar um mercado negro em torno dos seus restos. 
 
Curiosamente, na conferência de imprensa em que anunciou o «adeus», o primeiro-ministro não apresentou justificações de peso para a decisão. 
Decidi demitir-me hoje. 
Pensei ser chegado o tempo de renovar as pessoas do Governo e começar de fresco no ano novo» -- afirmou, revelando que tomara a decisão dia 1. 
 
A justificação, para muitos analistas, pode procurar-se na frase de alívio de Murayama após o seu copo de «saké». 
A impopularidade pessoal e do seu executivo tornara-se demasiada. 
 
Eles fizeram da nossa aldeia um cemitério», contou uma velha. 
 
O cemitério de Sidi Hammed vai ter de ser alargado -- 
até agora, as pessoas morriam de doença ou de velhice. 
Homens e pás cavavam ontem freneticamente, que já tinha passado um dia, e camiões descarregavam cimento em quantidades que a aldeia, de casas de argila e telhados de chapa, nunca tinha visto. 
 
Atletismo: recorde do disco a 65,40m 
Teresa Machado a nível mundial 
A sportinguista Teresa Machado estabeleceu no domingo, numa pequena reunião realizada em São Jacinto, perto de Aveiro, um novo recorde nacional do disco, alcançando a marca de 65,40m. 
O anterior máximo fora conseguido no mesmo local a 8 de Agosto de 1993, com 63,70m. 
A sportinguista abriu a sua série com 62,16m, subiu a seguir para 63 metros exactos e o novo máximo chegou na terceira ronda. 
A acabar confirmou a sua regularidade com 61,87m, 62,84m e 63,09m. 
 
O Sporting já ganhou (a Taça de Portugal) e já voltou a perder (com o Benfica no jogo de repetição, na quarta-feira, no Restelo, com meio plantel ainda sob os festejos do fim do jejum de 13 anos). 
Mas pelas bandas de Alvalade continua ainda por deslindar o mistério do irlandês Niall Quinn, contratado num dia pelo novo Sporting de Santana Lopes e descontratado no dia seguinte com o mesmo espalhafato mediático. 
Só porque, de facto, o actual clube do irlandês, o Manchester City, tratou o Sporting como «um clube terceiro-mundista», como alegou Santana Lopes? 
Ou a história tem mais que ver com os números do negócio (mais de 400 mil contos por um jogador à beira dos 30 anos, indesejado pelos técnicos de Alvalade e «chumbado» pelo respectivo departamento médico)? 
A ser verdade, o Sporting continua a fazer negócios à Cintra. 
E a portar-se à Cintra, não dando cavaco, sequer, ao jogador ,que até já vendera a casa lá na Old England. 
Será que está a nascer o Sporting Cavaco Lopes? 
 
De um modo aparentemente displicente, mas evidentemente estudado nos seus efeitos, surgem referências a Nitsch Hermann e a Rodolf Schwarzkogler, por exemplo, personagens que, com Arnulf Rainer e Günter Brus, compuseram um grupo de artistas vienenses capaz de, nos anos 60, provocar escândalo não só na cena pantanosa e hipócrita da arte austríaca do pós-guerra, como no conjunto da arte ocidental. 
Radicalizando a ideia das vanguardas em reduzir cada linguagem artística à sua especificidade, eles acabaram por inverter a lógica de purificação de meios do modernismo. 
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<DOC DOCID="HAREM-224-03322">
 ERRAMOS 
 URV, monetaristas e estruturalistas 
 ANTONIO KANDIR 

 Com a sagacidade e a ironia cáustica que lhe são peculiares, o ex-ministro e agora deputado Roberto Campos saiu-se com esta a respeito do plano de estabilização: "Hoje são os monetaristas os defensores das reformas estruturais, enquanto os antigos estruturalistas acreditam num macete monetário para derrotar a inflação" . 


 Que reformas estruturais são necessárias para assegurar o sucesso da estabilização, não há como negar . 
  Tenho insistido no assunto com a persistência dos chatos (pelo que me desculpo com os leitores) . 


 Primeiro, sem querer ser indelicado, gostaria de lembrar que a utilização do que o dr. Campos qualifica de "macete" monetário, a URV, é necessária justamente para preparar o funeral do macete monetário por ele criado no primeiro governo militar: a correção monetária, de funestas consequências para a economia brasileira, ainda que seu autor não pudesse prevê-las em toda a extensão . 


 Segundo, chamo a atenção para o fato de que, em regimes democráticos, a execução de reformas é bem mais complexa que em regimes autoritários, já que não depende da vontade exclusiva de uns bancos . 
  Depende das condições políticas . 
  Se estas não estão dadas, trata-se de criá-las . 


 Quanto às dificuldades de empreender as reformas, ressaltem-se as características peculiares do governo Itamar Franco . 
  Não me refiro apenas à presença de setores chamados "atrasados", mas sobretudo à desarticulação do governo enquanto centro decisório . 


 Nesse contexto, no qual houve momentos em que governo e elite política pareciam liquefazer-se, como imaginar que o plano de estabilização pudesse vir, de saída, acompanhado das reformas necessárias para sua sustentação a longo prazo, tendo em vista o alto teor conflitivo de todas elas? 


 Se não estou errado a este respeito e se dr. Campos e eu não nos equivocamos quanto à necessidade das reformas, ainda que certamente discordemos quanto ao conteúdo de cada uma delas, a questão relevante passa a ser: o plano de estabilização ajuda ou atrapalha a criação de condições políticas para que se realizem as reformas sem as quais ele não poderá sustentar-se a longo prazo? 


 Uma análise apressada da situação poderia levar a crer que mais atrapalha do que ajuda, já que o exame e votação da MP 434 tendem a ocupar as atenções dos congressistas, reduzindo o "espaço" da revisão constitucional . 


 Se o Congresso não estropiar a lógica do plano com alterações descabidas na MP 434; se os congressistas e pessoas do governo não cederem à tentação de "politizar" a questão do salário mínimo; se o Executivo não errar a mão na engenharia de alta precisão que caracteriza a reforma monetária em curso, então abre-se um cenário que seria impensável houvesse o governo preferido um "feijão com arroz" ou uma aventura de duração tão efêmera quanto desastrosa em seus resultados . 


 Nesse cenário, a inflação cai, por força de uma reforma monetária sustentada no ajuste fiscal e em condições favoráveis ao manejo dos instrumentos de política econômica; o governo Itamar ganha condições de promover transição sem traumas para o próximo período presidencial; e criam-se as condições políticas para a convergência das forças reformistas . 


 Convergência tanto agora, na revisão constitucional, quanto em outubro, na eleição presidencial que decidirá a sorte definitiva da estabilização e das reformas estruturais da qual a primeira depende para fazer-se definitiva . 


 ANTONIO KANDIR, 40, engenheiro, doutor em Economia, foi secretário de Política Econômica do então Ministério da Economia (governo Collor) . 
  É autor de "A Dinâmica da Inflação" (ed . 
  Nobel) e coordenador de "Um projeto para o Brasil - A proposta da Força Sindical" (ed . 
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<DOC DOCID="HAREM-814-03336">
 Cantina com tradição e fartura 

 É provável que você ainda não tivesse nascido quando a cantina Roperto começou a servir seu fusilli ao sugo no Bexiga afinal, isso foi há 50 anos . 

 Josimar Melo 
 Roperto 

 R. Treze de Maio, 634, Bela Vista, região central . 
  Tel. 288-2573 . 
  Todos os dias: 11h/15h e 19h/0h30 . 
  Estacionamento . 
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<DOC DOCID="HAREM-821-03343">
ACTO - Intituto de Arte Dramática
O ACTO Início Apresentação As Pessoas Agenda Criações em Curso Granuaile Um Sorriso Próximas Criações Formação / Sensibilização Workshops Infância e Juventude Eventos / Programação Festival ESTA aTelier Contactos Clube de Imprensa Links Contacte-nos O ACTO éuma estrutura de pesquisa, criação, formação e programação na área das artes cénicas. Fundado em 1992, fixa-se em Estarreja em 1996.
Enquanto laboratório de pesquisa e criação centra a sua atenção no desenvolvimento dos aspectos técnicos, metodológicos e criativos da arte do actuante (performer), no desenvolvimento de linguagens artísticas resultantes da interacção disciplinar e na construção de discursos poéticos contemporâneos, que anseiam dar resposta às necessidades criativas dos seus membros.
Estas procuras consubstanciam-se na apresentação pública de criações cénicas e na partilha das suas conclusões práticas em workshops, estágios e demonstrações destinadas aos mais variados públicos, desde os profissionais das artes performativas, estudantes, o público infantil, e.o.
Como programador cultural, assume-se responsável pela sensibilização, formação e criação de novos públicos, organizando eventos como o ESTA, festival internacional de teatro, dança e música ou o aTelier da Juventude. Historial | ACTO. Instituto de Arte Dramática procura ser tanto.... Download PDF Localização | Visualizar mapa Criações 1995 / 2000
O Pescador e a Alma (1995), a partir de Oscar Wilde Composição 522 (1996) Claridade dada pelo tempo (1996) O Corpo (con) sentido (1997)
a partir da poesia de Estima de Oliveira Nocturno (1997) As Marionetas (1998) (Prémio O Teatro na Década) O Ramo Dourado (1999)
a partir da obra de J. Frazer Como uma Formidável
Cascata Gelada (1999) 20 Canções de amor e 1 Poema Desesperado (2000) Manifestos Artísticos: A Vanguarda éo meu corpo, e o meu corpo éa Tradição... Min Tanaka .Música e Teatro, por José Filipe Pereira | download PDF
.Metodologia vs Método, por José Filipe Pereira e Christine de Villepoix | download PDF
.Sobre o Teatro de Marionetas, Henrich von Kleist | download PDF
.Performer, J Grotowsk | download PDF
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<DOC DOCID="HAREM-21J-03360">
A bordo do veleiro polaco Dar Mlodziezy, patrocinado pela Cutty Sark,os tripulantes e passageiros tiveram que esperar até às 13 horas de ontem para, finalmente, pisarem o cais.
Ancorado fora do porto de Cádis durante toda a noite, o grande veleiro foi tomado de assalto pelos 18 passageiros portugueses a cantar fados até de madrugada.
Desde as 10 horas da manhã, as manobras de entrada do porto eram aguardadas ansiosamente e por três horas toda a guarnição permaneceu no convés, pronta para receber ordens do piloto a bordo do rebocador que coordenou as manobras de atracação ao lado do veleiro Esmeralda, da armada chilena.

Os organizadores da regata ainda davam os últimos retoques nas instalações à volta do porto quando a frota desembarcou.
Várias tendas ofereciam os mais variados serviços aos tripulantes, como restaurantes, cabines telefónicas, serviços bancários e de correios enquanto na sala de imprensa os empregados da Telefónica ainda instalavam os telefones e máquinas de fax para o batalhão de jornalistas que chegou à cidade.
Mesmo com a confusão administrativa da escala, o «show náutico» continua a todo o pano por quatro dias.
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<DOC DOCID="HAREM-43H-03362">
Metro arranca segunda-feira 

O ministro João Cravinho inaugura segunda-feira as obras de construção do metropolitano do Porto, quatro anos e meio depois de ter sido aberto o concurso público internacional.
O processo, marcado por sucessivos avanços e recuos do governo, queixas a Bruxelas e pedidos de impugnação, acabou por sofrer grandes atrasos em relação ao calendário previsto, culminando a 26 de Dezembro de 1997 com a escolha do vencedor .
O consórcio NORMETRO (ADTranz Portugal/Soares da Costa), com uma proposta de cerca de 169 milhões de contos, ganhou este concurso, mas a contestação do agrupamento derrotado prolongou o processo até finais de 1998, altura em que o governo aprovou os documentos necessários para o início das obras .
A cerimónia de segunda-feira destina-se a assinalar a abertura do primeiro estaleiro de obras, que ficará instalado em Campanhã, onde terá início a perfuração do túnel que vai levar o metropolitano até à Trindade, no centro do Porto .
Um segundo estaleiro deverá ser criado em breve na Senhora da Hora, Matosinhos, estando ainda previsto um terceiro, a instalar nas imediações do Estádio do SC Salgueiros e da Via de Cintura Interna (VCI), onde terminará o túnel com origem na Trindade .
Inicialmente previa-se que os portuenses pudessem começar a andar de metropolitano no ano 2000, mas actualmente as previsões mais optimistas admitem que as primeiras composições apenas comecem a circular no final de 2001 ou no início de 2002, devendo a rede completa estar operacional três anos depois .
A rede de metropolitano do Porto terá uma extensão de 70 quilómetros, a maior parte dos quais resultará da adaptação das actuais linhas ferroviárias da CP .
O traçado subterrâneo corresponde às ligações Campanhã/Trindade e Trindade/Salgueiros, sendo toda a restante rede feita à superfície .
Nesta primeira fase estão previstas as linhas Santo Ovídeo/Hospital de S. João, Campanhã/Trindade/Senhora da Hora/Matosinhos, Campanhã/Trindade/Senhora da Hora/Póvoa de Varzim e Campanhã/Trindade/Senhora da Hora/Trofa .
A Junta Metropolitana do Porto, dona da obra, espera que a ligação do metropolitano a Gondomar, através do prolongamento da linha em Campanhã, possa vir a ser concretizada ainda durante a primeira fase .
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<DOC DOCID="HAREM-971-03383">
Actv Home Page
Aeroclube de Torres Vedras Esta Página está no SAPO.
[ Page Banner Image ].
Benvindos à página Web do Aeroclube de Torres Vedras.
Se quer saber algo mais do nosso clube, das nossas actividades, ou do que poderá usufruir sendo sócio do nosso clube, prossiga nesta visita à nossa página.
Nesta página do ACTV pode ficar a conhecer um dos mais antigos Aeroclubes nacionais.
Dar a conhecer alguns apontamentos históricos, mas principalmente as nossa actividades, de lazer ou formação profissional, tal é o nosso objectivo.
Disfrute desta informação.
E venha ter connosco para nos conhecer melhor e, quem sabe, dar os seus primeiros passos nesta aventura que é VOAR !
[ HRule Image ].
Quem Somos
Somos um dos mais antigos aeroclubes nacionais, comemoramos este ano 51 anos de existência.
Voamos e ensinamos a voar desde 1946 !
Somos um clube dedicado à divulgação e ao ensino aeronáutico, oferecemos em ambiente de amizade, os mais baixos preços e grande qualidade.
Estamos situados junto à praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, tendo a nossa sede nas nossas instalações no aeródromo municipal.
Dispomos uma frota de 9 aviões, de 2 e 4 lugares, um planador e um ultra ligeiro com motor.
A nossa Escola de Pilotagem utiliza 3 salas de aulas, 1 quais em Lisboa, estando equipada com modernos meios audio visuais.
Dispomos um laboratório para a prática de comunicações aeronáuticas e de um treinador de procedimentos de voo assistido por computador.
Voam connosco actualmente dezenas de pilotos todos os anos, por prazer, para treino ou para aumentar a sua experiência de voo, tendo em vista um futuro acesso a uma carreira de piloto profissional.
A nossa Escola de Pilotagem ajudou a formar dezenas de pilotos particulares e profissionais, sendo actualmente dirigida pelo Cmdt. João Filhó, um profissional da aviação que trabalha na Portugália, e que é um entre as dezenas de profissionais que iniciaram ou reforçaram a sua actividade de pilotos no ACTV.
Comentários sobre esta página podem ser enviados por e-mail para pedromaya@mail.telepac.pt
Contactos com o ACTV para:
ACTV Aeródromo Municipal de Santa Cruz 2560 SILVEIRA
ou por e-mail para opsactv@actv.pt ou pedromaya@mail.telepac.pt
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<DOC DOCID="HAREM-23J-03390">
Feira é uma boa «escola»
Ir a uma feira livre serve de aula para os principiantes aprenderem a comprar frutas, legumes e verduras mais baratos e de melhor qualidade.

Mas é preciso disposição para andar a feira toda, com caderno e lápis na mão, comparando os preços dos produtos.

O advogado Mariano Gonçalves Neto, autor da ação popular que se arrasta há 12 anos, acusa os ex-ministros de aprovarem uma superavaliação dos terrenos entregues pelo grupo Delfin como pagamento de uma dívida que, em 1982, chegava a Cr 70 milhões.

O ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas (governo Figueiredo) disse que sua participação no episódio limitou-se a um «de acordo» no processo que teria vindo pronto do Banco Nacional de Habitação, subordinado na época ao Ministério do Interior.

O episódio é emblemático do tipo de política externa exercitada pelo governo Clinton e ajuda a explicar por que ela é tão mal avaliada.

Até agora, o Bradesco Visa financiava em até quatro parcelas, com os juros cobrados sobre os cruzeiros reais.

Para o lojista, a nova modalidade não traz mudança alguma.
Ele receberá o valor à vista após 30 dias.
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<DOC DOCID="HAREM-862-03412">
Concurso Para Auditor Fiscal do INSS              
 Já está pronta a minuta do edital do concurso para auditor fiscal do INSS, que oferecerá 150 vagas, prometidas pelo governo federal, conforme revelou o chefe de Divisão na Coordenação Geral do INSS, Maurílio Gonçalves Dias.              
O INSS aguarda apenas a autorização oficial, para dar início ao processo seletivo.              
No dia 30 de junho, a Comissão de Controle e Gestão Fiscal, do Ministério da Fazenda, publicou, no Diário Oficial, uma recomendação ao Ministério de Orçamento e Gestão, pela autorização para a abertura de concursos.              
No total, a oferta será de 3.728 vagas, em carreiras de nível superior, conforme promessa feita no dia 30 de maio.              
Uma fonte do INSS disse que é grande a possibilidade da Universidade de Brasília (UnB) organizar o seu concurso.              
A instituição é a mesma que coordenou o último processo seletivo do INSS, realizado em 1998.              
Para participar do concurso é necessário ter concluído curso superior em qualquer área.              
A remuneração é de R$2.409,66, podendo chegar a R$3.613, com a Gratificação de Desempenho por Atividade Tributária (GDAT), obtida em função do alcance das metas de arrecadação e dos resultados obtidos com a fiscalização.              
O diretor de Arrecadação Fiscal do INSS, Luiz Alberto Lazinho, acredita que o conteúdo programático das provas seguirá o modelo do último processo seletivo, realizado em 1998.              
"Os candidatos devem dar especial atenção a Contabilidade, Direito Tributário e Legislação Previdenciária", sugeriu Luiz Alberto Lazinho.              
Para aqueles que vão participar do processo seletivo, o professor de Direito Previdenciário Fábio Zambite dá uma dica importante: os candidatos devem estudar com bastante atenção o Decreto 3.048/99, que aprova o Regulamento da Previdência Social.              
"A Legislação é muito extensa.              
Ao invés de estudar as Leis de Custeio e de Benefícios, além do Regulamento da Previdência Social sugiro que o candidato estude diretamente o Decreto 3.048/99, que reproduz o que dizem essas leis.              
Assim, o candidato ganha tempo na hora de estudar", orienta.              
Outra sugestão do professor é que os concorrentes analisem com especial atenção a Lei 9.876/99, que introduz alterações na Previdência Social.              
"Uma dessas alterações diz respeito à mudança no cálculo das aposentadorias.              
Essa lei também cria o fator previdenciário, que certamente será uma das questões da prova", disse.              
              
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<DOC DOCID="HAREM-148-03413">
Caro Senhores,

Conforme poderão visualizar em nosso site: http://www.fenet.com.br, a FENET é um site de FEIRAS VIRTUAIS Comerciais e de Serviços.
Dentre as FEIRAS DE SERVIÇOS (entretenimento puro e simples), já contamos com as: BADALAÇÃO, CARTÕES VIRTUAIS, CHAT, CINEMA, GIFS, HUMOR, JOGOS, SHOWS e TEATROS.
Neste momento estamos dando início a novas feiras de serviço, entretenimento e informação.
O nosso intuito seria linkar o site dos senhores às nossas FEIRAS DE SERVIÇOS com um simples logo no tamanho de até 75x60px (gif ou jpg), acompanhado de sua URL.
Esta URL de preferência, seria direcionada diretamente à página em questão.
Os visitantes de nosso Site, ao clicar no botão «Entrar» abaixo do seu logo, entrará em seu Site, aumentando suas visitas diárias.
Esta é uma parceria sem CUSTOS aos participantes das feiras.
Os participantes serão expostos de acordo com a ordem de chegada, conforme forem confirmando, porem, serão deslocados pelos VISITANTES, que irão determinar com seus cliks, onde eles irão ficar.
Os mais visitados ficarão nos primeiros locais e assim por diante.
Sem mais, ficaremos no aguardo.

Atenciosamente,

Aline Bocuzzi.
Fenet - Feiras na Internet.
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<DOC DOCID="HAREM-618-03414">

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<DOC DOCID="HAREM-44C-03422">
Tal como nos anos anteriores, as fortes chuvas desde Dezembro danificaram as nossas estradas e pontes, impedindo o acesso a várias áreas do país. Desde 2000 que os batalhões de engenharia da Força de Manutenção da Paz das Nações Unidas, ou PKF, e os adjudicatários financiados e supervisionados por projectos do FCTL têm vindo a levar a cabo grande parte dos trabalhos periódicos de manutenção e de reabilitação. Durante o presente ano, a presença da PKF foi reduzida, sendo que grande parte dos elementos que ficaram irá partir nos próximos dias. De igual modo as operações de manutenção de estradas foram sendo cada vez menos e as condições das estradas foram-se deteriorando, em consequência da redução dos projectos do FFTL e das apertadas afectações orçamentais do FCTL neste ano fiscal. Estes aspectos estão a afectar de forma adversa o acesso aos mercados, o emprego fora da agricultura nas áreas rurais e o desenvolvimento rural em geral.

Até aqui, o grosso da assistência internacional tem estado centrado em Díli e noutros centros urbanos, sendo que só uma fracção dessa assistência chega às bases. Os fluxos de recursos para as áreas rurais diminuíram consideravelmente durante o AF de 2003-04, com o fim ou redução de muitos programas bilaterais e multilaterais, incluindo os subordinados ao FFTL. O impacto destes desenvolvimentos foi adverso na economia rural e nas pessoas do campo. O Governo está a explorar opções incluindo o teste de um Fundo de Desenvolvimento Comunitário ou Local com assistência do PNUD, por forma a canalizar verbas em bloco para entidades locais. Contudo, esta será uma iniciativa muito pequena para lidar com uma questão de dimensão assaz considerável. Será necessário dirigir recursos mais substanciais para as áreas rurais nos próximos anos. Esperamos de vós todo o apoio neste campo.

É esperado que a recuperação da economia nos últimos dois anos do período do Plano, isto é, nos AFs de 2005-06 e de 2006-07, seja modesta. O efeito líquido é que a economia ficará em grande parte estagnada durante os cinco anos do período do Plano. Ao mesmo tempo, a nossa população tem vindo a crescer cerca de 3% por ano, o que perfaz cerca de 16% durante o período do Plano. A estagnação virtual da economia e o crescimento da população resultarão num aumento na incidência da pobreza e no número de pobres. Esta é uma preocupação séria para todos nós.

O emprego no sector formal diminuiu devido ao declínio na despesa pública, tanto através do FCTL como fora do FCTL no orçamento de fontes combinadas. Ao mesmo tempo, cerca de 15,000 entram no mercado de trabalho a cada ano, o que vem aumentar o número de desempregados. Nem o sector público nem o sector privado formal estão a criar empregos em número suficiente para absorver a força de trabalho que cresce a cada dia. Cerca de 800 timorenses estão a deixar o país a cada ano em busca de melhor sorte noutras paragens. Estamos a explorar formas de enviar mão de obra para países vizinhos, como sejam a Malásia e a Coreia do Sul.

Com o intuito de rejuvenescer a economia e de alargar as oportunidades de emprego, temos vindo a trabalhar em Programas de Investimento Sectorial, ou PIS, a médio prazo, com assistência técnica da parte de vários parceiros de desenvolvimento. De momento estão a ser preparados cerca de 14 PIS. Os nossos funcionários fizeram uma apresentação a representantes dos parceiros de desenvolvimento residentes em Díli sobre algumas das propostas de PIS em Março, seguida de uma reunião sobre o estado actual na primeira semana de Maio. A apresentação que a Vice-Ministra fará amanhã dará mais detalhes sobre os PIS. Devo salientar que o exercício dos PIS é um esforço conjunto do Governo e dos nossos parceiros de desenvolvimento com a finalidade de rejuvenescer a nossa economia, criar oportunidades de emprego e reduzir a pobreza.

Quero aqui reiterar que o teste supremo para a boa governação é a capacidade de dar resposta às necessidades do nosso povo. Estas necessidades incluem a prestação de bons serviços de ensino, a prestação de serviços de saúde de qualidade, o abastecimento de água potável e o saneamento seguro, a redução da carga sobre as mulheres e crianças, a construção e manutenção de estradas de acesso e o fornecimento de electricidade. Acima de tudo, passa por criar as condições que permitam às pessoas trabalhar com afinco e saírem da pobreza. Estamos em crer que estes são os objectivos essenciais da boa governação em Timor-Leste de presente. Agradeço a continuação da vossa parceria nesta jornada para dar resposta aos desafios e conseguir progressos que nos permitam ajudar o nosso povo.

Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Antes de darmos esta reunião por encerrada, permitam-me que vos lembre que a redução da pobreza e o crescimento económico são os objectivos centrais do nosso Plano de Desenvolvimento Nacional. A redução da pobreza nas suas várias dimensões é igualmente o tema principal dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, ou ODM. Preparámos o primeiro Relatório dos ODM para o país, em conjunto com o Corpo Técnico da ONU em Timor-Leste liderado pelo Sr. Hasegawa, o Coordenador Residente da ONU. O Relatório avalia a situação de Timor-Leste em relação aos ODM e estabelece alvos e indicadores nacionais pro-rata preliminares. Está-se a continuar a trabalhar no sentido de adaptar os alvos dos ODM à situação do país, bem como de explorar as políticas e estratégias e recursos necessários para atingir os alvos nacionais, tudo isto em conjunto com a preparação do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2004 para Timor-Leste.

O Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foi enviado às Nações Unidas na semana passada. Temos muito prazer em difundir o primeiro Relatório dos ODM neste Fórum.

Tenho dito,

Muito Obrigado.
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<DOC DOCID="HAREM-442-03423">
DOMINGOS DA GUIA - O DIVINO MESTRE
 Domingos da Guia Quando chegou à Gávea em 1937, tinha 24 anos e já era um zagueiro consagrado em passagens pelo Bangu (início da carreira aos 17 anos), Vasco, Nacional do Uruguai e Boca Juniors da Argentina.
Deixou o Flamengo seis anos depois sem ter feito um gol.
Mas quem sobreviveu a passagem do tempo garante que não apareceu beque igual.
Numa época de chutões Domigos era a classe em campo, lutava contra cinco atacantes (na época o esquema tático mais usado era o 2-3-5) e mesmo assim levava vantagem sobre os adversários.
Fazia poucas faltas e quando perguntavam como desarmava os atacantes quase sem se mexer, ele respondia com uma frase só:
"Eu vou pelo atalho".
Frio e cerebral ao extremo ele é o precursor da tática de diminuir os espaços para dificultar a vida dos atacantes adversários.
Praticamente intransponível ele esperava pacientemente pela hora de dar o bote e sair com a bola dominada para um passe tranqüilo em direção ao meio
de campo.
Quando jogou e foi campeão no Uruguai ganhou o apelido de El Divino Mestre.
Durante uma parida do campeonato argentino, Domingos teve uma discussão violenta com o árbitro e acabou sendo expulso.
A conseqüência da expulsão foram 6 meses de suspensão, aí começou início da lua de mel com o Flamengo que duraria seis anos.
A punição só era válida para o campeonato argentino então ele foi emprestado ao Flamengo para retornar ao Boca no final da punição.
No ano seguinte, 1937, o Divino Mestre voltou ao Brasil e assinou o contrato com o Flamengo e anos depois definiu como tinha sido sua passagem pelo Flamengo:
"Vivi os melhores momentos da minha carreira".
O desempenho de Domingos foi tão bom que lhe valeu a convocação para a Copa de 1938, onde conquistou a terceira colocação, e Domingos foi escolhido o melhor zagueiro da competição.
Jogando pelo Flamengo foi 3 vezes campeão carioca (1939/42/43) e conquistou 2 títulos brasileiros pela seleção do Rio de Janeiro.
Em 1943 foi a última temporada pelo Flamengo, em seguida se transferiu para o Bangu onde encerrou sua carreira.
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<DOC DOCID="HAREM-11J-03429">
O governo se comprometeu a não «garfar» a poupança, nas palavras do presidente do BC.
Estabeleceu que as tarifas públicas vão todas marchar ao compasso da URV até meados de maio.
Depois será a vez dos financiamentos rurais e, no início de junho, acenará os rumos que poderão tomar os pontos fundamentais do plano a política monetária e a política cambial.

Sem revelar o coração do plano, Itamar rebatizou o conjunto de medidas elaboradas pela equipe econômica do ex-ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, de Plano Real
Ao justificar sua necessidade, o presidente da República abriu uma fresta para a realidade na propaganda sobre as virtudes da URV.
Mesmo indexado, «o salário convertido em cruzeiros reais continua a ser corroído pela inflação».

Mais de 110 mil pessoas assistiram à partida, no estádio Santiago Bernabeu.


O atacante Romário não atuou bem.
Afastado de seu companheiro de ataque, Stoichkov, pegou pouco na bola.

Para Itamar, Stepanenko 'está perdido'.
O presidente Itamar Franco disse ontem que o ministro Alexis Stepanenko(Minas e Energia) autor de vários bilhetes pedindo apoio ao candidato Fernando Henrique Cardoso «está perdido».

«Ele está perdido na China», disse Itamar, com bom humor.
Stepanenko viajou para a China há uma semana e deve voltar na sexta-feira.
A demissão do ministro é dada como praticamente certa.
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<DOC DOCID="HAREM-01B-03438">
Artistas no poder 
Peter Turrini

A coisa que o senhor Haider mais queria no mundo, segundo conta a irmã, era ser actor. Ao que ela diz, ele passava os dias a estudar papéis e a suspirar por uma oportunidade de aparecer nos palcos. O senhor Prinzhorn, destinado por Haider a um lugar de ministro, costuma recitar os seus poemas em privado. O senhor Mölzer, o ideólogo-chefe do partido de Haider, publica romances. O senhor Westenthaler, chefe do grupo parlamentar do partido de Haider, expõe as suas aguarelas numa galeria de Simmering. O senhor Sichrovsky, deputado europeu do partido de Haider, escreve peças de teatro. O senhor Morak, secretário de Estado da Cultura do novo governo, é actor de teatro e cantor pop. O senhor Schüssel, o chanceler federal, toca piano - Artistas no poder! 

No princípio de toda a carreira de artista, está a impotência. Os artistas são pessoas que trazem ao mundo uma proposição estética de que o mundo de modo nenhum estava à espera. À rejeição por parte deste, a maioria dos artistas reage com um reforço da sua proposição, com uma atitude megalómana. No início do século XX, a situação de Oskar Kokoschka e de Adolf Hitler era bastante parecida: um tentava vender os seus óleos em cafés vienenses, o outro, as suas aguarelas num asilo para homens. Nenhum vendia nada e ambos sonhavam vir a ser grandes artistas. 

Todos nós sonhamos o sonho da arte, independentemente de termos ou não termos talento. Quem quer que seja capaz de formar uma frase, de manejar um pincel, perpetua-se no papel, faz pinceladas na tela, na esperança de ter exprimido uma originalidade imorredoura. Qualquer jornalista da nossa terra embrulha o seu aranzel do dia-a-dia entre as duas capas de um livro, ansiando por que sobreviva eternidades fora. A burguesia vienense, e não apenas esta, põe os filhos a aprender piano à força e nada deseja mais ardentemente do que pequenos Mozarts e Schuberts. Todo o director de jornal com posses para tal paga a um escritor americano borracho para que o faça entrar literatura. Todo o jornalista de televisão arranja maneira de meter o nome no genérico do filme, mesmo que mais não tenha feito do que servir de moço de recados entre o canal de televisão e a produção do filme. Todo o leitor de editora malha com os seus conhecimentos de alemão, há muito ultrapassados, no manuscrito que lhe foi apresentado, ele gostaria pelo menos de rasgar algumas feridas no corpo do escritor. Não há político que não compile a soma dos seus crimes, das suas incapacidades, dos seus subornos, na forma de memórias, apontando assim a si próprio o caminho da imortalidade. Todo o dono de um jardinzinho tem esperança de que pelo menos o anão de jardim o ultrapasse em altura quando ele, o dono de um jardinzinho, estiver debaixo da terra. E está bem que assim seja. 

Tornamo-nos artistas, sonhamos o sonho da arte, porque não queremos espichar, porque temos medo de que a lápide funerária com o nosso nome caia e só fique à vista a face lisa e sem nome, para todo o sempre. Quando nada restar de nós, tem a arte que restar de nós, e se nada de seu produziu, o ser humano tem pelo menos que ter estado próximo da arte. Qualquer guarda de museu se acha mais importante, mais próximo da imortalidade, do que o porteiro de uma estação de tratamento de esgotos. 

Eu tenho uma profunda compreensão por este mecanismo, considero-o até uma necessidade. Desde que o bom Deus não pode já garantir-nos a perspectiva da imortalidade, desde que a ideia democrática dá importância a todos e não apenas às cabeças coroadas, também gozamos dos mesmos direitos quanto à exigência de eternidade. Qualquer um tem direito a fazer-se imortal, mesmo que só os amigos e a família acreditem nisso. Não há diferença nenhuma entre a estátua de Palas Atena e um anão de jardim de Grossgöpfritz, salvo quanto à qualidade. A ânsia, o sonho de arte que subjaz a ambos é o mesmo.

Ai de nós todos, quando este sonho de arte estoira, quando o sonhador de arte descobre toda a sua incapacidade, quando não tem remédio senão reconhecer o seu insucesso, quando é forçado a olhar de frente a sua própria falta de talento, o seu semitalento. A sua decepção, a sua raiva, o seu medo do nada e a paranóia daí resultante, a sua vingança, são imensuráveis. Não existe vingança mais feroz do que a do semitalento, nenhum castigo mais violento do que o que o sem-talento inflige ao talentoso, e o que acordou, ao que sonha: todos os críticos agem movidos por esta humilhação. Adolf Hitler, o maior dos sonhadores de arte, reprovou no exame de admissão à Academia de Belas-Artes de Viena; em consequência, destruiu depois metade do mundo, para que nenhum sonho de arte pudesse jamais sobreviver. Quando entrou em Viena, a primeira coisa que fez foi mandar destruir os registos da Academia de Belas-Artes em que estava consignado o seu fracasso. Joseph Goebbels, ao ser obrigado a reconhecer que os seus dramas, que tinham uma certa tendência de esquerda, nenhum teatro os queria, pôs-se a congeminar teorias de conspiração e juntou-se aos nazis. Jörg Haider, ao ver que não conseguia um lugar no Teatro Estadual de Linz ou no Teatro Municipal de Klagenfurt, elegeu para palco o país inteiro, mais, o mundo inteiro. O senhor Mölzer, ao ver que não conseguia publicar a sua suada prosa varonil em nenhuma editora, mas só em edição de autor, tornou-se conselheiro cultural de Haider. É patente nele a vontade de se vingar dos seus colegas mais bem sucedidos, e a imprensa austríaca não porá limites a essa vontade. Peter Sichrovsky, que tentou insinuar-se junto de Claus Peymann como autor do Teatro Nacional e foi posto a andar, apelou na sequência ao público para que tomasse de assalto o Teatro Nacional quando da estreia da peça Heldenplatz, de Thomas Bernhard. A que autores caberá agora, com o poder de Estado por detrás, serem tomados de assalto? E Franz Morak, o mais talentoso e mais trágico de todos, que espreita com cenho carregado do peso do cargo e que não tardará, de qualquer modo, a ser um político de empréstimo em festas de Carnaval? E Schüssel, chamado do sonho à realidade? 

Os sem-talento, os meio-talento, os três-quartos-de-talento, ei-los agora no poder, autênticos artistas da governação. Agora, podem finalmente erguer de novo o seu ofendido ego de artistas, o seu narcisismo recalcado, a sua amesquinhada consciência de artistas, podem alçá-los a uma dimensão monumental, podem elevar-se para o céu com o pedestal do Estado sob os pés: prontos para levarem com a caca dos pombos. 

Viena, 8/2/2000

Tradução de António Sousa Ribeiro
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<DOC DOCID="HAREM-421-03445">
HELENIZAÇÃO DE ROMA
A influência grega foi actuando lenta e progressivamente nos Romanos, após a conquista do Sul de Itália e da Sicília, acentuando-se com a conquista da Grécia e redução a província romana, no séc. II a.C.. Foi a partir daí que Roma nasceu para as artes, sob o impulso e a imitação da civilização grega. Esta tornou-se depois de tal modo familiar que a esse propósito escreveu Horácio:
Graecia capta ferum uictorem cepit et artes
intulit agresti Latio...
Nesta evolução cultural desempenhou papel fundamental o círculo dos Cipiões, onde se salientava a personalidade de Cipião Emiliano e autores como Terêncio e Lélio.
A helenização de Roma exerceu-se praticamente em todos os domínios, mas principalmente nos campos da filosofia, oratória, filologia e literatura.
Vindos do mundo helenístico, chegam a Roma homens de cultura que aí vão exercer o seu magistério. Os filósofos Carnéades (aristot?rlico), Critolau ( platónico), Diógenes (epicurista) e Panécio (estóico) aproveitam a sua estadia em Roma para fazerem conferências sobre os princípios das suas escolas. Os romanos cultos dirigem-se àGrécia onde, em contacto com os mestres gregos, aprofundam a sua cultura nos domínios da filosofia e da oratória. O interesse filológico leva àorganização de bibliotecas. Assim, a pouco e pouco, o velho ideal do ciuis romanus vai cedendo o passo a um ideal de homem humanista e universal.
Este helenismo invasor da vida intelectual romana teve em Catão um feroz opositor.
A partir de 160, o fenómeno éimparável e de extraordinária importância na evolução cultural de Roma. Mas os romanos nunca deixaram de apreciar os valores tradicionais e foi a síntese entre o seu e o alheio que produziu uma cultura de raiz universalista e éhoje o substrato cultural da civilização ocidental
Literatura
- importância dos serui docti , de Lívio Andronico, Névio e Énio
- repercussão da helenização nas comédias de Plauto
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<DOC DOCID="HAREM-611-03446">
Tarzam
Tarzan
Tarzan, o Rei da Selva, na versão original do seu criador, o escritor americano Edgar Rice Borroughs (1875-1950), era um pequeno nobre inglês- Lorde Greystoke que foi abandonado na selva e adoptado por macacos. Esta personagem rapidamente se tornou num dos temas mais populares de filmes, bandas desenhadas e depois de programas de televisão. Ao longo dos anos a história de Tarzan não parou de ser re-escrita de modo a contemplar todo o tipo de públicos.
Para muitos autores a personagem inspirava-se directamente na obra de Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês e autor da célebre teoria da evolução das espécies . Na história original tudo se passa simbolicamente como se o homem voltasse às suas origens (a selva primitiva), para aí se reencontrar com os seus "antepassados" pelos quais é adoptado. A sua relação com o sexo oposto insere-se, numa outra fase e já no quadro da moral cristã: Jane, a sua esposa, surge na história para criar um filho e garantir a continuação da raça.
Para o cinema terão sido feitas mais de 80 longas metragens e um número idêntico de séries para a televisão. O primeiro filme de Tarzam, Tarzan of the Apes, foi feito em 1918 e o mais recente, Greystoke-A Lenda de Tarzan , em 1984. Os Tarzans mais conhecidos foram o antigo nadador e medalha de ouro olímpica Johnny Weissmuller (1904-1984), Lex Barker (1919-1973) e Gordan Scott (1927...). Reflectindo a popularidade desta personagem, em Portugal, estrou-se, em 1958, o filme " O Tarzan do 5º. Esquerdo ", do realizador Henrique de Campos.
Na banda desenhada, Tarzan liga-se a uma revolução neste género. Até 1929 a BD era conhecida por Comics devido ao facto das suas histórias serem cómicas. Neste ano Harold Foster, inspirou-se na história de Tarzan e criou pela primeira vez uma BD realista. Quando deixou de desenhar estas aventuras criou outras não menos populares, o Príncipe Valente, uma das melhores histórias de quadradinhos. A BD de Tarzan realizada por Burne Hogarth, atinge o estatuto de uma verdadeira obra de arte.
Carlos Fontes
Carlos Fontes
Referências Históricas
Navegando na Filosofia
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<DOC DOCID="HAREM-91L-03447">
O círculo vicioso, entre o enunciado da mudança e a prudência aconselhada pelo momento eleitoral, deixou pouco sabor na boca. 
O mau momento seria agravado pelos resultados do primeiro debate televisivo, com um Felipe González acabrunhado pela avalanche das críticas dos conservadores. 
 
A livre concorrência 
O programa televisivo Falar Claro viveu, na segunda-feira, um dos seus mais acalorados momentos. 
Isto porque o jornalista Joaquim Furtado, sem peias nem concessões como é seu timbre, decidiu esta semana tomar o pulso ao estado do futebol português. 
 
Espetou duas lâminas na cara da boneca. 
Deitou-lhe para cima sangue ou tinta vermelha, não se percebia bem. 
Começou a bater-lhe com um martelo. 
Cortou-lhe a cabeça com uma navalha. 
Depenou-a. 
Deve ter passado meia -hora. 
Vera apagou a luz. 
Vestiu o casaco. 
Bebeu água. 
Pegou no papel e na caneta e foi-se embora. 
 
Mais tarde disse que teve a sensação que as pessoas estavam à espera do climax que não aconteceu. 
De facto, estavam. 
Vera quis mostrar a «usurpação da carne» e chamou à sua performance «Foda de Morte» porque num ensaio de Angela Carter sobre Sade, a foda levava à morte das mulheres. 
É a «death fuck». 
 
Os automobilistas, esses, continuam à espera ... 
 
Três centenas e meia de pessoas a ver, ouvir e aplaudir o espectáculo montado pela Associação Timorense Lafaek. 
Ontem à noite, num clube desportivo de Darwin, muitos australianos sentaram-se ao lado dos estudantes e levantaram-se para gritar «Viva a missão de paz!», «Viva Timor-Leste», «Viva Xanana», quando está próxima a chegada do Lusitânia. 
Crianças e adultos da Associação dançaram, vestidas com os trajes e panos coloridos que há séculos os timorenses fabricam. 
Leu-se o poeta Borja da Costa e o cântico que Xanana Gusmão escreveu na montanha para a «Mulher Timor». 
Rui Marques, coordenador da missão que quer ir a Díli, foi chamado para ler a carta enviada clandestinamente pelos estudantes timorenses presos na Indonésia. 
Palavras lacónicas, mas que fizeram explodir a sala em aplausos: 
«Obrigado pela vossa visita a Timor-Leste». 
 
Depois, num cúmulo de música e emoção, cantou-se «Peace Mission», o hino composto e ensaiado para o primeiro dos dois dias de festa. 
«Venham e juntem-se à missão de paz. 
(...)Duzentos mil já morreram. 
Acreditam? 
Acreditam? 
Ouçam o nosso apelo! ...» 
Num local da enorme sala, um jovem timorense vestido de guerreiro soluçou e chorou abraçado às pessoas. 
 
Ajuda para fechar central 
O movimento ecologista búlgaro Ecoglasnost pediu aos países da CEE para fornecer gratuitamente energia à Bulgária com o objectivo de possibilitar o encerramento da central nuclear de Kozlodoui, situada no Danúbio e considerada perigosa pelos peritos búlgaros e internacionais. 
Os quatro reactores ainda em funcionamento da central, de 440 megawatts cada um, foram construídos entre 1974 e 1975 e inspeccionados recentemente por uma missão da Agência Internacional da Energia Atómica. 
Dois deles estão num estado extremamente envelhecido. 
 
«Como é que explicamos todas estas medidas israelitas? 
Chamamos a isto terrorismo de Estado organizado», acrescentou Arafat. 
 
Enquanto a violência de palavras entre Israel e a OLP aquece, a violência continua a marcar a cena no Líbano, onde caças israelitas lançaram ontem mais dois raides contra forças hostis ao processo de paz. 
No bombardeamento da base da Frente Popular de Libertação da Palestina- Comando Geral, na fronteira líbano-síria, ficou ferido um guerrilheiro. 
No ataque anterior contra uma base do Hezbollah, no vale de Bekaa, Líbano, morreu um guerrilheiro fundamentalista e outros três ficaram feridos. 
 
Ramos Horta não veio a Portugal só para receber os parabéns pelo Prémio Nobel da Paz com que foi distinguido juntamente com o bispo Belo. 
O representante especial do Conselho Nacional da Resistência Maubere, que ontem começou a cumprir uma intensa agenda de contactos políticos em Lisboa, trouxe consigo uma proposta muito concreta para submeter às autoridades portuguesas: 
13 anos depois da última votação sobre Timor-Leste na ONU, chegou o momento de voltar a levar o tema ao julgamento da Assembleia Geral daquela organização. 
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<DOC DOCID="HAREM-72B-03455">
Forte de Gaspar Dias

O forte de Gaspar Dias está situado exactamente do lado oposto, do outro lado do rio, ao Forte de Reis Magos, perto da cidade de Panjim, no concelho de Tiswadi. Este lugar chama-se hoje Miramar e do forte não existe mais nada, a não ser alguns canhões. É um lugar bastante frequentado por turistas indianos e tem uma pequena praia fluvial.
 

História

O forte de Gaspar Dias foi mandado construir pelo conde da Vidigueira, D. Francisco Gama, no ano de 1598, com o propósito de defender a foz do Rio Mandovi. Continha 18 peças de artilharia. Numa revolta militar em 4 de Março de 1835, por ocasião da restauração do trono da rainha e da carta constitucional em Portugal, houve um motim neste forte e este foi parcialmente destruído. Em 1842 este foi reconstruído pelo governador interino José Joaquim Lopes da Lima.

As peças de artilharia que eram originárias deste forte estão hoje espalhadas pelos mais diversos edifícios governamentais na capital.
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<DOC DOCID="HAREM-902-03500">
Discurso Testes Nucleares
 Perdido?
veja o mapa O que você achou do novo www.gabeira?
queremos sua opinião registre-se aqui e receba mais informação e-mail dúvidas, sugestões e críticas Testes nucleares 6/9/95 "Sr. Presidente,
Uso o tempo regimental do Partido Verde para comunicar à Casa, mais uma vez, que a França, ontem, às 18h25min, explodiu o seu primeiro artefato nuclear, este ano, de vinte quilotons no Atol de Mururoa, independente de todos os clamores e apelos da opinião pública mundial.
Aqui no Brasil, a Câmara dos Deputados já se manifestou através da Comissão do Meio Ambiente, e já entregamos à Embaixada da França um apelo
e um protesto pela série de testes nucleares que estão sendo realizados neste momento no Pacífico.
Uma mesma Comissão da Câmara dos Deputados procurou o Presidente da República, obtendo de S. Exª., naquele momento, a promessa de que se pronunciaria assim que acontecesse a primeira explosão francesa no Atol de Mururoa.
Já se passaram mais de doze horas da explosão, e ainda não ouvimos o pronunciamento do Sr. Presidente da República.
Portanto, o Partido Verde, a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, que neste momento represento, uma vez que foi uma posição unânime, a Câmara dos Deputados, que enviou não exatamente para Mururoa, mas para Papeete um de seus representantes, o Deputado Luciano Pizzatto, do PFL, que está lá com a bandeira do Brasil participando das manifestações da Polinésia, esperam do Presidente da República uma manifestação.
O Brasil tem sucessivamente aberto mão das possibilidades de entrar para o "clube nuclear".
Nossas disposições são pacíficas e nosso compromisso com a humanidade é desenvolver a paz e desarmar progressivamente não só todo os armamentos nucleares, mas também os convencionais.
Em nome dessa paz, Sr. Presidente, protesto contra a França, país que respeito muito, onde vivi e com cuja cultura tenho vínculos bastante estreitos.
Não posso aceitar que, neste momento da História da Humanidade, tenhamos dado um passo atrás, tão horrível e tão lamentável.
Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente.
"
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<DOC DOCID="HAREM-989-03506">
Cansei-me, todavia, de ser cossaco e de esperar por Lu, que não chegava nunca. Talvez ignorasse a existência daquela boate; resolvi transferir-me para outra, não muito distante, tipicamente nordestina, necessitada de um cangaceiro na porta. Gostaram de minha cara e deram-me o uniforme de Lampião, com a exigência de que eu dissesse "óxente" pelo menos três vezes por noite. A mudança de cossaco
para cangaceiro provocou-me alterações psicológicas. Passei a ter algum medo da polícia e pesadelos nos quais o Valete de Espadas era o personagem central. Sonhei que estava cercado numa gruta: eu, o Valete e Lu, vestida de Maria Bonita. O pessoal da volante disparava. No fotograma seguinte, minha cabeça estava exposta no Museu Nina Rodrigues, na Bahia, reduzida e escurecida, sob a observação curiosa de estudantes. Na mesma prateleira, Lu e o Valete. Que sonho horrível, meu Deus! Fiquei tão impressionado que resolvi não mais voltar àquela boate. 
Fui ser porteiro de uma boate decorada com motivos africanos. Pintaram-me de preto, pele de onça, turbante e um enorme facão à cintura. É muito divertido vestir-se assim, uma vez ou talvez duas, mas, ao transformar-me pela centésima vez em congolês, comecei a sofrer terrível complexo de inferioridade e um medo de levar uma flechada nas costas.
Foi uma insignificante mariposa, que batia as asas perto da boate, a pessoa que informou: Lu fora vista em Santos, devia estar em Santos, morar lá. Imediatamente fui à pensão, dei adeus à mulata, porém deixei com ela algumas roupas, prometendo voltar outro dia para apanhá-las. No dia seguinte, tomei um ônibus rumo ao litoral.
Foi o sol, suponho, com seus estímulos, que me projetou aos braços de uma loira sardenta, pesada e imbecil, proprietária de uma espelunca chamada O Farol. Érika era dona de um corredor comprido e escuro onde se vendiam chopes, lingüiça, provolone e salsicha. Ela, com um sorriso monstruoso, ficava na caixa, contando o dinheiro que entrava. Três ou quatro zabaneiras paravam nesse corredor, sentadas em mesinhas de ferro, à espera de fregueses incautos. Felizmente, Érika deu-me a mão e mostrou-me um quarto dos fundos onde eu e ela nos amaríamos. Minha situação não favorecia escolhas. Iniciei um romance hipócrita e dramático que convenceu a rotunda teutônica da sinceridade em que me imbuía. Assim, passei de servidor a patrão, o que me permitiu mais horas de vagabundagem pelas ruas imprevistas do cais. Tudo é uma questão de ambiente e atmosfera. Creio que minha personalidade alterou-se: perdi muito da velha classe, sempre em companhia de negrinhas que falavam inglês, marinheiros bêbedos, vendedores de tóxicos, vagabundos sem eira nem beira, valentões praianos e habitantes de muquifos e favelas. Sabia que tinha cama e comida garantidas. Aliás, Érika possuía admirável resistência no trabalho. Permanecia no seu posto durante as dezesseis horas em que o bar ficava aberto. Enquanto houvesse a possibilidade de arrancar um tostão a mais de alguém, não ia dormir. Na verdade, não me dava muito dinheiro, pagando-me apenas com segurança e tranqüilidade. No Natal, deu-me uma roupa nova, no que fez muito mal.
Eu, com um terno novo, sou um perigo e venço qualquer preconceito. Com um vinco perfeito, meto a cara, falo grosso, convenço, conquisto corações, conto mentiras, exibo a cultura dos almanaques e perco o medo do mundo. 
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<DOC DOCID="HAREM-92B-03507">
Calvino, João
(1509-1564)

Reformador da igreja e teólogo protestante suíço, natural de Noyon, na Picardia (França). Foi o chefe da Reforma em Genebra, onde fundou uma comunidade religiosa austera. O seu sistema teológico é conhecido por calvinismo, e o governo da sua igreja como presbiterianismo. Em 1536, Calvino escreveu (em latim) A Instituição da Religião Cristã, assim como comentários sobre o Antigo e o Novo Testamento.

Calvino estudou Teologia e, posteriormente, Direito. Por volta de 1533, tornou-se conhecido em Paris como o pregador evangélico. Em 1534, foi obrigado a deixar Paris, retirando-se para Basileia, onde estudou hebraico. Em 1536, aceitou um convite para trabalhar na Reforma, em Genebra, na Suíça. No entanto, em 1538, como consequência da reacção do público contra as excessivas e drásticas mudanças que introduziu, acabou por ser expulso. Em 1541, voltou a Genebra, e, apesar da forte oposição que encontrou, estabeleceu uma rigorosa teocracia (governo de sacerdotes). 

Em 1553, testemunhou a condenação e execução do teólogo espanhol Servetus, queimado por heresia. Apoiou os huguenotes na sua luta em França, e os protestantes ingleses perseguidos pela rainha Maria I.
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<DOC DOCID="HAREM-842-03517">
TRABALHOS ON LINE - Central do Ensino
 Lei De Thomas Malthus LEI DE MALTHUS O sociólogo e economista inglês Thomas Malthus é o primeiro a teorizar sobre o desequilíbrio ambiental.No livro Ensaio sobre o princípio da população, de 1798, estabelece uma relação entre o crescimento populacional e o de alimentos conhecida como lei de Malthus: enquanto a produção de alimentos cresce em escala aritmética, a população cresce em escala geométrica.
Malthus prevê que chegará o momento em que o contingente populacional será superior à capacidade do planeta de alimentá-lo.
Mais tarde, os avanços tecnológicos aplicados à agricultura permitem relativizar o rigor da visão malthusiana.
Na atualidade, porém, suas idéias são retomadas com um outro sentido: o crescimento da população mundial aumenta a pressão sobre o meio ambiente e pode tornar inviável a vida no planeta.
Thomas Robert Malthus (1766-1834) estuda em Cambridge e é ordenado sacerdote da Igreja Anglicana em 1797.
Em 1805 passa a lecionar economia política em Haileybury e vive como um modesto vigário rural.
Ganha celebridade com a teoria exposta em Um ensaio sobre o princípio da população, de 1798, elaborada de acordo com as estatísticas da época.
Segundo Malthus, a produção de alimentos cresce em progressão aritmética e a população em progressão geométrica, gerando fome e miséria das grandes massas.
A natureza corrige essa desproporção por meio das guerras e epidemias, que reduzem a população.
Malthus recomenda ao governo antecipar-se à natureza negando assistência social às populações, especialmente hospitais e asilos.
Às populações, aconselha a abstinência sexual como forma de diminuir os índices de natalidade.
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<DOC DOCID="HAREM-114-03527">
 Edson Cordeiro conserva ecletismo 
 SYLVIA COLOMBO 
 Da Redação 

 "Estou perdendo a culpa de cantar, de amar, de interpretar, assumi o pecado." 


 O repertório é variado e um pouco autobiográfico . 
  "Minha relação com Deus fica explícita em letras de louvor, como 'Alle-Psalite Cum-Luya', canto gregoriano do século 13, e outras de medo." 


 A gravação da música "Paranóia", de Raul Seixas é um destes momentos . 
  "Minha mãe me disse há um tempo atrás/Deus vê sempre tudo que cê faz/Mas eu não via Deus/Achava assombração." 


 Edson pertencia à Igreja Evangélica quando adolescente e a deixou quando se entregou à vida artística . 
  "Eu queria o proibido." 


 Para ele, a música teve a conotação de perigo deste cedo . 


 O enfrentamento do risco fica claro logo na abertura do CD, na música "Zorongo Gitano", do poema de João Cabral de Melo Neto . 


 O disco traz também canções que Edson vem interpretando em seus shows . 


 "Coming", tema do filme "Orlando" foi gravada em videoclipe . 
  "Ela sintetiza transformações da minha própria vida, passagens entre o medo e a descoberta." 


 Edson passeia por vários ritmos . 


 O flamenco marca sua presença . 
  "Ele junta raiva e emoção, além de ser muito cênico e abrir propostas de interpretação no palco." 


 Edson vêm lançar o disco em São Paulo no mês de novembro, no Palace . 


 "Serão shows teatrais" . 

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<DOC DOCID="HAREM-341-03528">
DAEIST - Página principal
A Direcção é o órgão executivo da AEIST. Como tal, tem como principais competências:
a gestão dos recursos económicos;
a representação da Associação e dos seus membros (vocês) nos órgãos onde tem assento (como o Conselho Directivo e a Assembleia de Representantes, entre outros) bem como para a sociedade em geral;
a dinamização e coordenação de todas as actividades que as estruturas da AEIST levam a cabo.
O nosso trabalho abrange todas as áreas que se possam imaginar, desde a definição da posição da AEIST em relação aos problemas de política educativa, até à organização do Super-Arraial, passando pela gestão do que se pode considerar uma pequena empresa, com perto de 30 funcionários e um movimento anual de centenas de milhares de contos.
É a este órgão social da AEIST que te deves dirigir para resolveres os teus problemas pedagógicos ou os relacionados com a acção social, entre muitos outros, como poderás verificar nos vários pelouros.
Para quem não sabe, a sede da DAEIST (Direcção) é no primeiro piso do edifício da AEIST (aquele da cantina, ou para quem vem pela Alameda D. Afonso Henriques, o primeiro edifício do lado esquerdo quando se entra no Técnico).
É nosso dever estar sempre cá para resolver os teus problemas, assim como é dever de todos os membros da AEIST a colaboração e a defesa da nossa Associação.
A Direcção (99/2000) está dividida nos seguintes pelouros:
Pedagogia
Informação
Gabinete de Estágios
Intervenção Académica
Recreativa e Cultural
Gestão / Desportiva
A Direcção da AEIST nunca poderia fazer metade das coisas a que se propõe sem os indispensáveis colaboradores . Já agora, aproveitamos este pequeno espaço de divulgação para vos dizer que:
COLABORADORES PRECISAM-SE. Apareçam e venham ver como é o trabalho na Direcção da vossa Associação dos Estudantes.
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<DOC DOCID="HAREM-912-03531">
Tudo sobre Minha Mãe
 Um Almodóvar querido Eleito o melhor filme do ano no festival espanhol de San Sebastian e aplaudido em todo o mundo, Tudo sobre Minha Mãe valeu a Pedro Almodóvar o prêmio de melhor diretor em Cannes em 1999.
O título é uma referência ao clássico All About Eve (A Malvada) de Joseph Mankiewicz, com Anne Baxter e Bette Davis, a quem Almodóvar dedica
o filme, além de sua mãe, que morreu em setembro.
Almodóvar mais uma vez celebra a profundidade emocional do universo feminino em uma história que privilegia as mulheres, com um elenco que conta com Marisa Paredes, Candela Peña, Penélope Cruz e a argentina Cecilia Roth, que volta a trabalhar com Amodóvar depois de treze anos.
Veja os horários das sessões Manuela (Cecilia Roth) trabalha como coordenadora de transplantes em um hospital em Madrid.
Vive sozinha com o filho adolescente, Esteban (Eloy Azorín), e se recusa a revelar ao garoto maiores informações sobre o pai, limitando-se a
a dizer que ele morreu antes de seu nascimento.
Interessado em literatura, Esteban mantém um inseparável bloco de anotações e está escrevendo um conto sobre sua mãe.
Uma noite, ao sair da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, Cecilia involuntariamente comenta com o filho seu passado com o pai.
Tentando conseguir um autógrafo da estrela da peça, Huma (Marisa Paredes), o garoto é atropelado e morre.
Enlouquecida pela dor, Cecilia vasculha os pertences do filho e encontra anotações, onde Esteban insiste em conhecer a identidade paterna.
A jornada redentora começa então com a volta a Barcelona, à procura do pai de Esteban.
Ele é Lola, la Pionera (Toni Cantó), um travesti que ganha a vida nas ruas e sequer imagina a existência de um filho.
Cecília irá encontrá-lo para a difícil tarefa de revelar que estava grávida quando o deixou, há 17 anos, que deu seu nome ao primogênito quando ele ainda não usava silicone e mudara de nome, e que seu filho agora está morto.
Nessa jornada, Cecilia irá reencontrar um velho amigo transformado agora em drag queen, Agrado (a atriz Antonia San Juan, uma revelação tida
como a próxima musa do diretor), Huma, a atriz veterana reverenciada por seu filho, e uma jovem freira que descobre estar grávida, Rosa (Penélope Cruz), entre outras personagens inesquecíveis.
Para saber mais sobre o filme, clique abaixo: Risco Duplo Pokémon - O Filme Stigmata Joana D'Arc Xuxa Requebra A História de Nós Dois Toy Story Tudo sobre Minha Mãe Cinemas / Shows / Exposições / Teatros Stand By / Especial / Secretaria de Cultura / Cursos
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<DOC DOCID="HAREM-63J-03534">
Inez Teixeira expõe em S. Bento
Inez Teixeira é uma jovem pintora que tem exposto regularmente desde há uns dois anos.
Agora, num espaço de exposições também recente, mostra uma série de obras de pequeníssimo formato feitas a grafite sobre tela.

E julgamos ainda estar longe de casos como o do banco britânico NatWest que guardava as opiniões religiosas e políticas e mesmo os hábitos alimentares de alguns dos seus 6,5 milhões de titulares de contas.

Em paralelo, há sempre o perigo de estas BD irem cair nas mãos de pessoas menos escrupulosas.
Em Janeiro de 1994, noticiava-se a introdução na Alemanha de um supercomputador que regista as impressões digitais dos candidatos a asilo político, para tentar detectar fraudes nos subsídios da segurança social.
Na mesma altura, começou a funcionar um sistema informático que permite distribuir mais rapidamente os estrangeiros pelos campos de refugiados.
Nada fez parar esta compilação de dados, nem o receio de que os endereços pudessem cair nas mãos de grupos nazis que ficariam assim a conhecer onde moram os seus «alvos».
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<DOC DOCID="HAREM-83J-03536">
A pouco mais de um mês do lançamento nacional do Rendimento Mínimo Garantido (RMG), o número de famílias já abrangidas pelos projectos-piloto deste programa de apoio aos agregados mais desfavorecidos não pára de aumentar.
O último diagnóstico elaborado pela Comissão Nacional do RMG não deixa dúvidas:
7.777 famílias, totalizando 26.668  pessoas, estão já a usufruir do rendimento destinado a garantir condições consideradas mínimas de sobrevivência e reinserção de cidadãos excluídos socialmente.
O balanço -- a que o PÚBLICO teve acesso -- traçado pela comissão revela que o número de pessoas abrangidas pelo RMG aumentou 36 por cento relativamente ao último balanço de 30 de Março.

Este crescimento «resulta da opção de alargar o número de projectos-piloto, de modo a cobrir uma parte do território nacional até ao dia 1 de Julho», referiu ao PÚBLICO o presidente da Comissão Nacional do RMG, Paulo Pedroso.
Para tal, referiu aquele responsável, «foram montadas mais estruturas, mais zonas estão abrangidas e, por isso, mais pessoas se podem candidatar».
E tantos foram os candidatos que o período destinado a testar a aplicação do RMG acabaria por ceder lugar a um processo efectivo de financiamento.
A instituição deste direito só será, contudo, efectivado depois do lançamento nacional do projecto dentro de pouco mais de um mês.

Mais metafórico foi o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Adriano Pimpão, que comparou o acordo a «uma embraiagem».
Porque é a embraiagem «que põe o motor em contacto com as rodas que geram o movimento, que para nós é o desenvolvimento».
Para que não surjam avarias, Pimpão pediu aos presentes que se empenhem na execução dos termos do acordo, sob pena de a embraiagem se transformar em «travão».
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<DOC DOCID="HAREM-58H-03548">
Quatro militares mortos em atentados do Hizbollah
Quatros militares israelitas morreram ontem num duplo ataque com explosivos reivindicado pelo grupo fundamentalista xiita Hizbollah (Partido de Deus), segundo o primeiro balanço oficial. 
  Uma bomba de forte potência telecomandada explodiu pouco antes do meio dia local (10h00 de Lisboa) na estrada para Marjayoun, onde se situa o quartel-general das forças israelitas no sul do Líbano, em Kawkaba. 
  A Resistência Islâmica, ala armada do Hizbollah, apoiada pelo Irão e pela Síria, reivindicou o ataque num comunicado em que disse que visara «uma coluna de líderes israelitas». 
  Segundo o mesmo comunicado, um segundo engenho explosivo foi activado 20 minutos mais tarde, à chegada de reforços israelitas. 
  O duplo atentado foi seguido de forte tiroteio israelita contra o sul da planície de Bekaa, sob controlo sírio. 
  Mais de 70 obuses cairam em meia hora nas encostas e colinas da área, onde o Hizbollah está bem implantado, segundo a polícia libanesa, que não deu pormenores. 
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<DOC DOCID="HAREM-93C-03557">
Peço ao Parlamento para avançarmos com uma resolução firme para termos uma série de normas claras para a segunda fase. Todavia, estamos preparados para apoiar algumas concessões por forma a poder aceitar o compromisso do Conselho. Peço ao Parlamento para aprovar in toto as alterações propostas pela comissão, pois de outra forma o tempo por nós dispendido terá sido em vão. Contudo, confio plenamente na sabedoria deste hemiciclo e na assiduidade dos seus deputados e estou plenamente convicto que irá haver uma plena maioria na votação de amanhã e que o Parlamento alcançará uma vitória no domínio do rendimento energético, que beneficiará o planeta e os consumidores.

Senhor Presidente, venho apresentar em nome da colega Kirsten Jensen, que infelizmente não pode estar presente, os seguintes comentários: na proposta em apreço é salientado que a UE se comprometeu a baixar os níveis das emissões de CO2 . É também referido que os frigoríficos consomem muita energia eléctrica e que, por isso, este é um campo em que a UE pode intervir. A proposta pretende retirar do mercado os maiores sorvedouros de energia mas, infelizmente, ela não terá um efeito superior ao efeito resultante da inovação natural no interior deste sector. A tecnologia está disponível, cabendo agora a este sector utilizá-la.

O elemento mais relevante desta proposta reside no facto de a Comissão se comprometer a apresentar outra série de normas que possa acompanhar a oferta da tecnologia moderna. Com a primeira série de normas iremos apenas desembaraçar-nos dos maiores sorvedouros de energia. A Comissão explica que será vantajoso para os consumidores, para a sociedade e para o ambiente existirem frigoríficos e congeladores mais económicos em termos de energia e que isto, tecnicamente, é viável. Enquanto esperamos pelo imposto sobre as emissões de CO2 , podemos, nos termos previstos, recorrer aos mecanismos do mercado interno.

Ao longo desta semana, a futura estratégia climatérica da União esteve na ordem do dia. Seria grave não conseguirmos, neste contexto, chegar a acordo sobre a proposta que, apesar de tudo, representa um avanço. Não há muito com que nos regozijarmos em relação às emissões de CO2 . Ao que parece, a UE não irá conseguir cumprir os objectivos de estabilização das emissões de CO2 no ano 2000 aos níveis de 1990. Conforme o senhor comissário Papoutsis salientou, e muito bem, vai uma grande distância entre os objectivos e os meios. Por exemplo, o Conselho procedeu recentemente a um corte no programa SAVE II, de 150 milhões para 45 milhões de ecus. Isto suscita uma forte desconfiança em relação à existência de uma vontade política por parte do Conselho de fazer alguma coisa em relação à problemática do CO2 . A AIE realizou uma análise comparativa global das normas relativas a frigoríficos e congeladores. Por exemplo, em 1998 será introduzida nos EUA uma terceira série de normas muito mais ambiciosa do que a proposta do Conselho, e isto acontece num país tão liberal como os EUA. A Europa está muito atrasada neste aspecto. Embora estejamos todos preocupados com as implicações que terá a nível do clima quando mil milhões de chineses e muitos milhões de indianos aumentarem o seu consumo energético, eu pergunto-me se nós, aqui no Ocidente, podemos exigir tanto deles quando nós próprios não conseguimos alcançar os níveis com que nos comprometemos no plano internacional.

Senhor Presidente, gostaria de indicar, muito sinteticamente, qual será a posição do Grupo do Partido dos Socialistas Europeus relativamente às propostas do senhor deputado Macartney.

De maneira geral, o Grupo do Partido dos Socialistas Europeus tenciona apoiar as cinco alterações do senhor deputado Macartney. As duas últimas são alterações relativamente formais. Em compensação, as três primeiras são alterações importantes, uma vez que, nomeadamente na alteração nº 1, se fixa a taxa de eficácia em 20 %, não só na primeira fase, mas também na segunda, e que, nas alterações nº 2 e 3 se reduzem os prazos de colocação no mercado para indústrias locais e se tomam várias disposições relativas aos frigoríficos tropicais e subtropicais.

Poderia ficar por aqui, mas, em abono da verdade, devo confessar ao senhor deputado Macartney que não será apoiado pela totalidade do Grupo do Partido dos Socialistas Europeus. Com efeito, uma forte minoria deste grupo tenciona opor-se às três alterações que acabo de referir pela razão seguinte. De maneira geral, consideramos que uma vez que a Comissão - e muito provavelmente o Conselho - não podem associar-se a elas, iremos envolver-nos possivelmente num processo de conciliação, e essa conciliação parece-nos, no actual estado de coisas, um luxo. Desejaríamos que houvesse mais vontade de conciliar, de algum modo, as posições das diversas instituições. Sendo assim, salvo a referida excepção, que não afecta as propostas do senhor deputado Macartney quanto ao fundo, ele terá o apoio do Grupo do Partido dos Socialistas Europeus, mas apenas de uma parte, maioritária, desse grupo.

Senhor Presidente, o objectivo da redução do efeito de estufa é inteiramente louvável, visto que existem provas macroscópicas cabais de que o planeta está a aquecer; seria, de facto, útil proceder a novas investigações in situ , a fim de que se possa conhecer melhor os mecanismos de desvio dos raios infravermelhos, se me é permitida um pequena divagação, inclusivamente através do trabalho dos satélites suspensos em linha como o que efectuou um missão experimental em 1992, graças aos quais é possível explorar os extractos mais altos da atmosfera onde os balões não chegam e os satélites não podem permanecer. Talvez fosse um tema elegível para o quarto programa-quadro. De volta à directiva que nos ocupa, este documento identifica a poupança energética e aplica unicamente o critério da eficácia energética a uma grande variedade de frigoríficos europeus.
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<DOC DOCID="HAREM-521-03565">
Filatelia
Filatelia
Edição de Norberto Almeida
Os CTT comemoraram a inauguração do caminho de ferro sobre a ponte 25 de Abril com a emissão de dois selos - de 51$ e 95$ - e dois blocos, ambos com um selo de 350$00.
No dia da inauguração, 29 de Julho, foram apostos carimbos de 1º dia nas principais cidades do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Faro, Funchal e Ponta Delgada) e, ainda, na estação de correios do Pragal.
No dia 30 foram apostos sobre as correspondências mais dois carimbos comemorativos: um na estação ferroviária de Sete Rios e outro na do Pragal.
Os correios alemães emitiram a 12 de Agosto um bloco de quatro selos de 1 marco e 10 pfennig, alusivos ao tema "Design na Alemanha".
Um dos selos refere-se ao comboio de levitação magnética "Transrapid", desenhado por Alexander Neumeister em 1982.
A Administração Postal das Nações Unidas colocou em circulação em 23 de Agosto três séries de quatro selos, uma emitida em Genebra, outra em Viena e uma outra em Nova Iorque, comemorativas do 125º aniversário da União Postal Universal.
Os selos estão dispostos em quadra, tendo cada uma delas, ao centro, um globo terrestre, em volta do qual estão representados todos os meios utilizados no transporte do correio, incluindo, obviamente, o comboio.
Nota Importante: Na edição "papel" do Bastão-Piloto apenas existem fotos a cores na capa sendo as fotos das páginas interiores a "preto e branco", tal facto deve-se como é óbvio a razões económicas pois a impressão a cores é cara, ultrapassando as actuais capacidades da nossa Associação.
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<DOC DOCID="HAREM-234-03566">
 O MELHOR DA TV 
 Amistoso da Seleção 
 Transmissão ao vivo do Recife do jogo Brasil x Argentina 
 Globo/Bandeirantes, 21h30 

 "Que?" 

 Filme de Roman Polanski com Marcello Mastroianni 
 CNT/Gazeta, 23h45 
 "Os Limites do Amor" 
 Documentário da BBC sobre os costumes sociais ao redor do mundo 
 Cultura, 0h30 
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<DOC DOCID="HAREM-149-03569">
Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam. Uma só cousa pudera desconsolar ao pregador, que é serem gente os peixes que se não há-de converter. Mas esta dor é tão ordinária, que já pelo costume quase se não sente. Por esta causa mão falarei hoje em Céu nem Inferno; e assim será menos triste este sermão, do que os meus parecem aos homens, pelos encaminhar sempre à lembrança destes dois fins.
Vos estis sal terrae. Haveis de saber, irmãos peixes, que o sal, filho do mar como vós, tem duas propriedades, as quais em vós mesmos se experimentam: conservar o são e preservá-lo para que se não corrompa. Estas mesmas propriedades tinham as pregações do vosso pregador Santo António, como também as devem ter as de todos os pregadores. Uma é louvar o bem, outra repreender o mal: louvar o bem para o conservar e repreender o mal para preservar dele. Nem cuideis que isto pertence só aos homens, porque também nos peixes tem seu lugar. Assim o diz o grande Doutor da Igreja S. Basílio: Non carpere solum, reprehendereque possumus pisces, sed sunt in illis, et quae prosequenda sunt imitatione: «Não só há que notar, diz o Santo, e que repreender nos peixes, senão também que imitar e louvar.» Quando Cristo comparou a sua Igreja à rede de pescar, Sagenae missae in mare, diz que os pescadores «recolheram os peixes bons e lançaram fora os maus»: Elegerunt bonos in vasa, malos autem foras miserunt. E onde há bons e maus, há que louvar e que repreender. Suposto isto, para que procedamos com clareza, dividirei, peixes, o vosso sermão em dois pontos: no primeiro louvar-vos-ei as vossas virtudes, no segundo repreender-vos-ei os vossos vícios. E desta maneira satisfaremos às obrigações do sal, que melhor vos está ouvi-las vivos, que experimentá-las depois de mortos.
Começando pois, pelos vossos louvores, irmãos peixes, bem vos pudera eu dizer que entre todas as criaturas viventes e sensitivas, vós fostes as primeiras que Deus criou. A vós criou primeiro que as aves do ar, a vós primeiro que aos animais da terra e a vós primeiro que ao mesmo homem. Ao homem deu Deus a monarquia e o domínio de todos os animais dos três elementos, e nas provisões em que o honrou com estes poderes, os primeiros nomeados foram os peixes: Ut praesit piscibus maris et volatilibus caeli, et bestiis, universaeque terrae. Entre todos os animais do Mundo, os peixes são os mais e os peixes os maiores. Que comparação têm em número as espécies das aves e as dos animais terrestres com as dos peixes? Que comparação na grandeza o elefante com a baleia? Por isso Moisés, cronista da criação, calando os nomes de todos os animais, só a ela nomeou pelo seu: Creavit Deus cete grandia. E os três músicos da fornalha da Babilónia o cantaram também como singular entre todos: Benedicite, cete et omnia quae moventur in aquis, Domino. Estes e outros louvores, estas e outras excelências de vossa geração e grandeza vos pudera dizer, ó peixes; mas isto é lá para os homens, que se deixam levar destas vaidades, e é também para os lugares em que tem lugar a adulação, e não para o púlpito.
Vindo pois, irmãos, às vossas virtudes, que são as que só podem dar o verdadeiro louvor, a primeira que se me oferece aos olhos hoje, é aquela obediência com que, chamados, acudistes todos pela honra de vosso Criador e Senhor, e aquela ordem, quietação e atenção com que ouvistes a palavra de Deus da boca de seu servo António. Oh grande louvor verdadeiramente para os peixes e grande afronta e confusão para os homens! Os homens perseguindo a António, querendo-o lançar da terra e ainda do Mundo, se pudessem, porque lhes repreendia seus vícios, porque lhes não queria falar à vontade e condescender com seus erros, e no mesmo tempo os peixes em inumerável concurso acudindo à sua voz, atentos e suspensos às suas palavras, escutando com silêncio e com sinais de admiração e assenso (como se tiveram entendimento) o que não entendiam. Quem olhasse neste passo para o mar e para a terra, e visse na terra os homens tão furiosos e obstinados e no mar os peixes tão quietos e tão devotos, que havia de dizer? Poderia cuidar que os peixes irracionais se tinham convertido em homens, e os homens não em peixes, mas em feras. Aos homens deu Deus uso de razão, e não aos peixes; mas neste caso os homens tinham a razão sem o uso, e os peixes o uso sem a razão.
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<DOC DOCID="HAREM-44J-03572">
V.C. -- Mas é quase disco de prata [ faltam seis mil, segundo a editora, a BMG ]!
Comprar um CD não está ao alcance de todas as pessoas que compravam os nossos discos, mas acreditamos nos jovens, porque temos a certeza que aderem a isto.
É lógico que estamos a aproveitar o facto de os portugueses aderirem outra vez à música popular.

P. -- E qual é a vossa opinião sobre a música portuguesa actual?
O que é que acham que mudou desde os anos de apogeu do conjunto?
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<DOC DOCID="HAREM-61H-03574">
Tráfico de droga dá nove anos de cadeia 

O Tribunal de Círculo de Guimarães condenou ontem a nove anos de prisão o cidadão espanhol José Manuel Anon Cotelo, pelo crime de tráfico de droga .

Assalto e sequestro a empregado de gasolineira 

Três jovens sequestraram e roubaram um empregado de uma área de serviço em Barcelos e escaparam a uma perseguição automóvel da GNR, abandonando posteriormente a vítima .

Esposende controla água dos fontanários 

A água de 40 fontanários de Esposende vai ser controlada pela câmara e delegação de saúde locais .
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<DOC DOCID="HAREM-931-03580">
"Associação Fern&amp;atild;o Mendes Pinto"
Divisão Administrativa e Financeira
A Divisão Administrativa e Financeira tem um papel fundamental, como qualquer outra, na Associação. Apresenta-se como uma Divisão de linha da frente no contacto com os clientes e fornecedores da instituição (veja-se que a maior parte dos encarregados de educação aqui liquidam as mensalidades respeitantes àfrequência dos seus educandos nas várias valências da acção social). Também por aqui passa a maior parte do historial da Associação em termos documentais, sobretudo os que implicam fluxos ou ex-fluxos, financeiros.
A importância desta Divisão, pode-se dizer, resulta do encontro de três áreas fundamentais: Contabilidade; Tesouraria; Serviços Administrativos.
Objectivos:
Adoptar o Euro na Contabilidade - A Associação como promotora de eventos concelhios sobre a nova moeda europeia e vencedora dos prémios nacional e europeu de divulgação do Euro, não se deve auto-excluir deste desígnio. Assim, ao antecipar a data limite de utilização obrigatória do Euro (01/01/2002), previu eventuais erros de software e assegurou a sua resolução. Note-se que toda a documentação comercial (Factura, Recibo, Venda a Dinheiro, etc.) já está a ser emitida com a dupla afixação de preços.
Inventariar todo o activo imobilizado, bem como proceder àsua etiquetagem, cumprindo na integra o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado.
Elaborar fichas de produtos para que o inventário permanente de matérias primas, subsidiárias e mercadorias, seja implementado na totalidade, na sequência da sua adopção no ano 2000.
Prestar contas àDirecção pelo menos uma vez por mês. Com o arranque do terceiro Quadro Comunitário de Apoio (III QCA), a prestação de contas terá que ser feita mensalmente às entidades financiadoras dos projectos.
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<DOC DOCID="HAREM-131-03581">
Bit 9
Um Clube Informático que disponibiliza livremente Equipamento, Tecnologia e Internet
Coordenação de António Gil e Marcelo de Jesús
Um Clube de associados com um interesse comum, a informática, os instrumentos da sociedade da informação. Este clube criou e disponibiliza uma plataforma tecnológica avançada, em hardware e software, bem como acessos Internet. Disponibiliza-se ainda o conhecimento técnico dos formadores do "Projecto Jovens Século XXI", e institui-se o principio geral da entre-ajuda, principio segundo o qual um utilizador mais avançado deverá sempre auxiliar alguêm que necessite. Com quase dois anos de vida este clube alcançou a adesão de mais de 350 associados. As salas e o equipamento estãodisponíveis, sempre que não estiverem a ser utilizados pelas escolas primárias no âmbito do "Projecto Jovens Século XXI" das 10H00 às 23H00 nos dias úteis e das 14H00 às 23H00 aos Sábados. Não prestamos quaisqueres serviços de natureza comercial. Apenas actividade lúdica, educacional, formadora e comunicacional. Uma plataforma que é também fortemente potenciadora da produção de conteúdos originais e que, via Internet, pretende ser uma verdadeira janela para o mundo por onde se vislumbre também a diversidade destas ilhas. O Site do Clube Informático Kairós Bit 9 pode ser visitado clicando no simbolo abaixo:
Clique aqui para entrar no site do Bit 9.
Contacto com Ana Gil :
Rua da Mesericordia , nº 42 / 1º Andar , 9500 Ponta Delgada
Telefone : 096 - 628817
bit9@mail.telepac.pt
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<DOC DOCID="HAREM-731-03584">
Os Melhores Hotéis da Costa Rica com Acomodações de Cinco Estrelas
Hotéis da costa rica, férias na américa central, estâncias na costa rica, spas de saúde, acomodações de cinco estrelas, estância com spa, recuperação física, recuperação emocional
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Hotel Martino
Rodeado de jardins arranjados manualmente, instalações de alojamento excelentes e uma spa moderna, oferecendo a última tecnologia em boa forma e recuperação física e emocional, a Estância de Cinco Estrelas Martino atria pela sua beleza clássica.
Situada dentro de um parqued de 6 acres e somente a alguns minutos do aeroporto internacional e da cidade, a Estância de Cinco Estrelas Martino éo lugar mais conveniente para se ficar na Costa Rica para umas férias agradáveis, e o lugar ideal a partir do qual você pode viajar por todo o País.
A Estância Martino , um pequeno hotel de luxo de cinco estrelas, presta atenção particular a todos os detalhes, inspirado pela cadeia de hotéis europeia "Chateau &amp;Relais ". A Estância tem somente 34 suites júniores, porque nós acreditamos que só um hotel pequeno pode oferecer serviço perfeito.
Por favor compreenda que ao entrar no nosso site todo o conteúdo éem Inglês. Adicionalmente, toda a correspondência deverá ser em Inglês.
Clique aqui para entrar
All Content and Photos ©2001-2 Resort Martino
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<DOC DOCID="HAREM-631-03588">
e-Chiron- Gestão de Aplicações de Software, SA
e-Chiron no Seminário "Outsourcing de Produtos e Serviços de TIs" Sun
CIE Jacques Delors adjudica outsourcing total
O Centro de Informação Europeia Jacques Delors adjudicou o outsourcing total da gestão e operação da infra-estrutura informática àe-Chiron e contratou o novo IXIS Gestão Documental, em regime ASP.
Os serviços de IT Outsourcing que a e-Chiron presta ao Centro de Informação Europeia Jacques Delors incluem a Gestão de 40 Postos de Trabalho; Help Desk; e a Gestão de E-mail, de Acesso àInternet, de Partilha de Ficheiros, de Serviços de Impressão e de Segurança de Rede.
Soluções e Serviços Centro de Clientes A e-Chiron O Modelo ASP Press Room Oportunidades de Emprego
e-Chiron obtém Certificação ISO 9001:2000
A e-Chiron terminou o ano de 2002 com a obtenção da Certificação do seu Sistema de Gestão de Qualidade, concedida pela APCER - Associação Portuguesa de Certificação, de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2000, aplicável a toda a actividade da empresa: prestação de serviços integrados de tecnologias de informação nas suas várias vertentes, incluindo comunicações, segurança, aplicações, hospedagem e administração de sistemas, gestão de redes e helpdesk.
A Certificação pela APCER reconhece que a e-Chiron assegura a conformidade com todos os requisitos aplicáveis da Norma, e que procura prestar serviços de elevada Qualidade, sempre de acordo com as especificações e expectativas dos seus Clientes, quer na área de ASP - Application Service Provider, quer na área de Outsourcing em Tecnologias de Informação.
A norma de referência pela qual a e-Chiron está certificada privilegia a orientação para o cliente, a melhoria contínua e a gestão por processos, o que vem comprovar o empenhamento de todos os seus colaboradores e o comprometimento de toda a organização na procura da excelência.
Mapa do Site Registo Contactos SIOCOPS
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<DOC DOCID="HAREM-704-03595">

 Polícia Militar x Guarda Civil 
 Falta à Guarda Civil fundamento para ações de policiamento ostensivo 
 DIOGENES GASPARINI 

 Os jornais têm noticiado atritos, alguns bem graves, envolvendo integrantes da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo . 


 Ao que se sabe, tais confrontos são causados pelos guardas civis que tentam exercer funções próprias da Polícia Militar, como são as "blitz" e a busca em veículos . 


 Estaria certa a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo? 


 Falta para a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo fundamento para essas e outras ações de policiamento ostensivo e, em razão disso, inexiste supedâneo legal para a atuação de seus milicianos . 


 É restrita, limitada, a finalidade das Guardas Municipais e, como tal, da Metropolitana de São Paulo, já que as referidas leis maiores somente permitem que sejam constituídas para a proteção dos bens, serviços e instalações municipais . 


 Somente têm legitimidade para a prática de atos destinados a esses fins . 


 À Polícia Militar, por força de mandamento constitucional federal (art . 
  144, Parágrafo 5º), cabe a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública . 


 Às Guardas Municipais, melhor seria sua colaboração para a segurança pública se se ativessem, como lhes determina a Lei Maior federal, a proteger hospitais, creches, escolas, parques, monumentos e cemitérios, serviços e instalações municipais . 


 Esse entendimento está calcado no Parágrafo 8º do art. 144, da Constituição Federal: "Os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei" . 
  Praticamente iguais são as regras que versam essa matéria na Constituição Estadual de São Paulo (art . 
  147) e na Lei Orgânica Paulista (art . 


 Cremos ter, em estreita súmula, destacado pontos importantes que podem nortear a retomada do caminho da legalidade, do qual a Guarda Civil Metropolitana jamais deveria ter saído . 


 Com efeito, se a Guarda Civil Metropolitana não tem competência para o policiamento ostensivo e de preservação da ordem pública, não há como justificar a aquisição e uso de viaturas, fardas especiais e armas pesadas em ações da competência exclusiva da Polícia Militar . 


 DIOGENES GASPARINI, 59, advogado, é mestre e doutor em Direito Administrativo pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e professor titular da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo . 
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<DOC DOCID="HAREM-92H-03607">
Campomaiorense, 3 -- Sporting de Braga, 2 

Fora da Taça... por culpa própria 

l Arsenalistas não conseguiram manter uma vantagem que chegou a ser de 2-0. 

À semelhança do que num passado recente aconteceu no Estádio 1º. de Maio, o Sporting de Braga voltou ontem a não conseguir segurar uma vantagem que chegou a ser de dois golos no terreno do Campomaiorense... e acabou por ser afastado da Taça de Portugal .
Gorada fica assim a hipótese dos bracarenses não só continuar a fazer «história» na Taça, como também manter acesa a luta por uma prova europeia que, à semelhança do ano passado, poderia surgir por esta via .
Num encontro bastante disputado, o Campomaiorense continuou a mante a «máxima» de que manda em «casa», pelo menos frente ao Sporting de Braga .
Foi assim para o campeonato (2-0), num desfecho que afastou Vítor Oliveira do comando dos arsenalistas, e foi também ontem .
Entrando praticamente a vencer, com um golo do «central» Odair no primeiro minuto, após a marcação de um pontapé de canto, apontado por Karoglan e que teve ainda a intervenção de Jordão, o Sporting de Braga chegaria ao 2-0 pouco depois, com Silva a converter uma grande penalidade a castigar uma falta cometida sobre si, na área do Campomaiorense, por Fernandes .
O caminho parcia aberto para a vitória do Sporting de Braga, mas segurar este resultado foi tarefa extremamente difícil e não conseguida .
É que o avançado brasileiro voltou a ser «profeta» frente ao Sporting de Braga e aos 23 minutos reduziu a desvantagem, ao converter uma grande penalidade, a castigar derrube de Luís Miguel sobre o avançado Laelson .
Ainda antes do intervalo, a equipa alentejana obteve o golo do empate aos 31 minutos, novamente por Isaías, que fez o remate vitorioso, na sequência de uma jogada de insistência .
O empate ao intervalo era um resultado aceitável, embora o Campomaiorense tenha estado mais perto do 3-2 .
Na segunda parte, a partida perdeu qualidade, principalmente pela escassez de grandes oportunidades de golo, e ainda porque as expulsões ditaram «leis» em Campo Maior .
E a equipa mais «prejudicada» foi o Sporting de Braga que jogou durante bastantes minutos reduzida a nove unidades, por expulsão, primeiro, de Mozer, e depois de Sérgio .
Por seu turno, o Campomaiorense também ficou sem o concurso de Sousa .
E foi numa situação de dez contra nove que, aos 84 minutos, o Campomaiorense conseguira o tento do triunfo (3-2), com Laelson, a passe de Jorginho, a ser o seu autor .
Pouco depois terminava o encontro onde o Sporting de Braga teve o pássaro na mão (ou mesmo na gaiola) e acabou por deixá-lo fugir .
O árbitro António Cost «fartou-se» de exibir cartões (amarelos e vermelhos), deixando fortes marcas nas equipas, sobretudo nos bracarenses .

Ficha técnica 

Jogo no Estádio Capitão César Correia .
Ao intervalo: 2-2
Marcadores :
0-1, Odair, 01 minuto .
0-2, Silva, 07 (g.p.)
1-2, Isaías, 23 (g.p.)
2-2, Isaías, 31 .
3-2, Laelson, 84 .
As equipas:
Campomaiorense: Paulo Sérgio, Quim Machado (Sabugo, 82), Marco Almeida, René, Carlos Fernandes, Sousa, Mauro Soares (Nuno Campos (88), Isaías, Jorginho (Jorge Ferreira, 94), Demetrius e Laelson .
(Suplentes: Poleksic, Nuno Campos, Wellington, Sabugo e Jorge Ferreira) .
- Sporting de Braga: Paulo Morais, Luís Miguel (Toni, 83), Odair, Sérgio, Lino, Mozer, Gamboa (Vítor Pereira, 77), Jordão, Castanheira (Bruno, 51), Karoglan e Silva .
(Suplentes: Quim, Vítor Pereira, Cabral, Toni e Bruno) .
Árbitro: António Costa, de Setúbal .
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Carlos Fernandes (06), Sérgio (20 e 75), Luís Miguel (22), Sousa (33, 70), Odair (48), Mozer (49 e 67), René (49), Laelson (50), Marco Almeida (72), Nuno Campos (91), Paulo Sérgio (92) .
Cartão vermelho, por acumulação de advertências com o amarelo, para Mozer (67), Sousa (70), Sérgio (75) .
Assistência: Cerca de 1.000 pessoas .
Lusa/Fim
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<DOC DOCID="HAREM-404-03612">
 Vectra da HP tem desconto de 10% . 


 A Compushop está fazendo um desconto de 10% na compra de micros da Edisa Hewlett-Packard . 
  O modelo Vectra VL2E está sendo vendido na Compushop por R$ 1.988 . 

 Kits Tropcom vêm com soft da Lotus 

 Quem comprar o kit PC-BOX da Tropcom vai levar o pacote de programas "SmartSuite", da Lotus . 
  Ao montar o micro, o consumidor terá processador de textos, planilha, banco de dados, programa de apresentação e agenda . 
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<DOC DOCID="HAREM-31L-03618">
Exposições
«Duas Viagens», uma exposição de fotografias a preto-e-branco de Francisco Villa-Lobos, feitas em 1995 em Tóquio, Nagasaqui e Quioto, nos intervalos de rodagem do filme «Os Olhos da Ásia», de João Mário Grilo, pode ser vista até 7 de Novembro na sala Laman do Centro Cultural de Belém. 


 
«Impermanência -- Um Caminho para o Auto-Conhecimento» é o título de uma exposição / instalação de Regina Chulam, que joga com vários auto-retratos pintados pela artista e que pode ser apreciada, a partir das 18h30, na Casa Fernando Pessoa (R. Coelho da Rocha, 16), em Lisboa. 
 
Outros dissidentes conhecidos ainda presos, envolvidos na «Primavera de Pequim» são Wang Juntao e Chen Zimin, jornalistas, 35 e 40 anos, respectivamente, condenados em 1990 a 13 anos de prisão, Liu Gang, estudante, 32 anos, condenado a seis anos, Reng Wanding, operário, 48 anos, condenado a sete anos, e Bao Tong, 60 anos, antigo braço-direito do secretário geral Zhao Ziyang, condenado a sete anos. 
 
Não havia cruzamento, não se tratou de uma tentativa de ultrapassagem, nem sequer de uma travagem brusca. 
Segundo o relato da agência Lusa, o Volvo deslizou sozinho de uma garagem particular onde estava estacionado. 
E só o inesperado encontro com o Mercedes o fez parar. 
Sabe-se lá até onde poderia ter ido, deslizando pelo piso molhado da Rua das Flores. 
 
O incrédulo automobilista, por não ter interlocutor, achou por bem chamar a polícia e relatar-lhe como tudo se passou. 
Afinal, há que apurar responsabilidades em matéria de seguros, mesmo em situações insólitas com esta. 
 
Nova gestão na Ponte 25 de Abril 
As tropas ficariam fora dessa espécie de estrada, que na altura não foi sequer definida, concentradas em determinados pontos, que também não foram definidos. 
 
O que os negociadores vão fazer amanhã é tornar mais claro o que andaram a combinar: 
vão definir esse corredor e determinar os pontos de acantonamento dos soldados. 
Se não se incomodarem um ao outro é porque há condições para partir para a fase seguinte. 
Que também não se sabe ainda qual é. 
 
João Braga apresenta fado universal no CCB 
Fados d' Aquém em Belém 
Os «Fados d'Aquém e d'Além-Mar» que João Braga concebeu para o Centro Cultural de Belém traduziram-se numa exibição confrangedora de equívocos e falta de preparação onde couberam amigos, muito Fernando Pessoa, uma boa voz, de Rita Guerra e uma anedota brasileira de mau-gosto. 
O fado, esse, ficou aquém. 
 
O defesa português Hélder estreou-se no campeonato espanhol e encontrou logo pela frente um seu velho conhecido: o ex-sportinguista Amunike. 
Bateu-se bem, ganhou-lhes muitos lances e anulou o flanco esquerdo do ataque dos visitantes, mas acabou por ver o remate decisivo da partida tabelar no seu corpo antes de a bola chegar às redes. 
Fui infeliz, a bola bateu-me nas costas e entrou. 
Mas, pelo que fez na segunda parte, o Barcelona mereceu ganhar. 
No entanto, não vamos desanimar, o ` Barça ' e o Real ainda vão perder pontos.» 
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História

Os primeiros estudos sobre o código genético remontam a 1865, quando Gregor Mendel, um monge austríaco, estabeleceu as primeiras leis da hereditariedade, que implicam a existência de elementos autónomos e reprodutíveis que controlam as características hereditárias. Em 1910, Thomas Morgan descobre que as unidades de hereditariedade estão localizadas nos cromossomas. Em 1953, James Watson e Francis Crick descobrem a estrutura molecular do ADN, o material hereditário da vida. A possibilidade de se vir a descodificar o genoma humano é analisada pela primeira vez, em 1985. No ano seguinte, é anunciada a iniciativa de desenvolver o projecto do genoma humano. Com um orçamento de 5,3 milhões de dólares começam os projectos-piloto para desenvolvimento de recursos e tecnologias. Um ano depois, uma comissão de aconselhamento propõe a realização de um projecto multi-disciplinar de quinze anos, para mapear e sequenciar o genoma humano. Em 1988, a Organização do genoma Humano (HUGO) é fundada por cientistas para coordenar os esforços internacionais.

Em Outubro de 1990, inicia-se oficialmente o projecto de mapeamento e sequenciação do genoma humano, com um prazo previsto de quinze anos. Três anos mais tarde, são publicados os primeiros mapas genéticos e físicos dos cromossomas humanos, que permitem localizar determinadas sequências conhecidas ao longo do cromossoma, de modo a reconstituir a sua continuidade. Em 1995, é sequenciado o primeiro genoma não viral, o da bactéria Haemophilus influenzae. No ano seguinte, o genoma da levedura Sacharomyces cerevisae é sequenciado por um consórcio internacional. Em 1997, é sequenciado o genoma da bactéria Escherichia coli, o principal microorganismo utilizado nas técnicas de clonagem.

Em Maio de 1998, Craig Venter, um dos investigadores que se destacou nas pesquisas do genoma, abandona o projecto público por incompatibilidade com os seus responsáveis e forma a sua própria empresa, a Celera Genomics. Arrancava então o primeiro projecto privado. Em apenas um ano, a empresa colocou-se a par do projecto público. A Celera utilizava um novo processo de sequenciação do ADN idealizado por Venters e que propusera ao projecto público quando lá estava a trabalhar, mas que não foi aceite.

Em Janeiro de 1999, os responsáveis pelo projecto público anunciaram que poderiam ter pronta uma primeira versão do genoma na Primavera de 2000. Em Dezembro a HGP, o Projecto Genoma Humano, publicou a sequência do primeiro cromossoma humano, o cromossoma 22. Em Março de 2000, o Presidente dos EUA, Bill Clinton, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, apelaram para que toda a informação relativa ao genoma fosse de acesso livre. A Celera mostrou-se disposta a partilhar os seus dados. 

No mesmo mês, foi publicada a sequência do genoma da mosca-da-fruta, com 250 000 000 bases, organizadas em cinco cromossomas, em resultado de uma colaboração entre a Universidade da Califórnia e a Celera. Em Junho, 90 por cento do genoma estava sequenciado. Este rascunho já é suficientemente preciso para iniciar a aventura de descodificar aquilo a que se chama o "livro da vida". Os 90 por cento da sequência são considerados um rascunho porque a sequência não é contínua ao longo dos três mil milhões de bases do genoma, isto é, há hiatos ao longo dos três mil milhões de pares-bases que constituem o ADN. Portanto, não tem o grau de fiabilidade que se pretende para a versão final. Cada fragmento de ADN foi sequenciado cinco vezes, mas para obter a descodificação de 99,9 por cento do genoma, com uma margem de erro de uma em cada dez mil bases, será necessário sequenciar cada fragmento dez vezes. 

Em Fevereiro de 2001, a Celera Genomics e a HGP, divulgaram em conferência de imprensa o resultado do estudo que revelou que a diferença entre os seres humanos e as outras espécies não é assim tão abissal como se pensava inicialmente, há cerca de 30 mil genes no código do genoma humano, apenas o dobro dos que tem uma mosca e só mais 300 dos que tem um rato. Aparentemente um número baixo, quando se chegou a pensar em 140 mil genes. Isto não significa que o corpo humano seja menos complicado e que no futuro será mais fácil decifrar o código genético, pois a resposta está na compreensão das proteínas cujo fabrico os genes comandam.

Numa altura em que a sequenciação dos três mil milhões de pares de letras que compõem o livro de instruções para fazer o Homo sapiens está praticamente completa. Assim o primeiro pensamento que se tem é a necessidade de procurar as diferenças entre nós, mas na realidade o que está evidente são as grandes semelhanças que unem os cerca de seis mil milhões de pessoas que habitam a Terra, pois partilhamos todos 99,9 por cento do material genético. Matematicamente, os seres humanos são uma multidão de gémeos.

A sequenciação do genoma humano pode ajudar a compreensão da própria evolução do Homem. Actualmente já é possível dizer que a noção de raça é completamente inutilizada pela análise do genoma. A nossa origem africana verifica-se pelo facto da diversidade genética ser maior em África do que em qualquer outro lugar, o que leva a pensar em vagas de migração humana a partir de África. Uma diferença entre nós e os chimpazés é o facto de termos evoluído sem que se verificassem grandes subdivisões. Podem-se, inclusive, verificar mais diferenças genéticas entre um louro nórdico e um outro louro seu vizinho do que entre eles e um africano.

Benefícios da descoberta do genoma na Medicina

Todas as doenças têm uma componente genética, quer por hereditariedade quer em resultado da resposta do organismo às agressões ambientais, como os vírus ou as toxinas. O conhecimento do genoma humano permite aos cientistas a identificação de genes que causam uma doença ou contribuem para o seu aparecimento. O grande objectivo é utilizar esta informação para desenvolver novos métodos de diagnóstico, tratamento ou prevenção. Os cientistas que será possível fazer medicamentos por medida para cada pessoa. 

Também nos casos em que a doença é provocada por uma malformação, identificada no seu genoma, poderão ser aplicados tratamentos de terapia genética para corrigir o problema. Porém, colocam-se potenciais problemas éticos associados ao conhecimento da constituição genética de um indivíduo e surgem receios em relação às manipulações genéticas que daí podem resultar. Até agora, apenas em 1100 genes dos cerca de 30 mil que constituem o ser humano se conseguiu detectar uma mutação genética relacionável com várias doenças.

A sequenciação do genoma humano revelou já alguns genes que deverão relacionar-se com a doença de Alzheimer, a esquizofrenia, a depressão e a asma. No entanto não se esperam descobertas retumbantes que expliquem perturbações comportamentais, como o gene para a toxicodependência.

Patentes sobre genes humanos

O património genético inscrito em cada célula do nosso corpo, não é totalmente nosso. A verdade é que nos últimos anos várias companhias de biotecnologia pediram patentes sobre genes humanos. Os EUA são os principais impulsionadores da apresentação de patentes sobre produtos biológicos. Em 1952, o Congresso norte-americano deliberou que tudo o que é feito pelo homem pode ser patenteado. Desde então que muitos pedidos foram apresentados, neste momento existem patenteados animais, plantas, e até mesmo pedaços do código genético humano. Uma patente concedida nos EUA é igualmente válida na Europa e vice-versa ao abrigo de tratados como TRIP (Trade-Related Intelectual Property Rights), que entrou em vigor em 1995, no âmbito das negociações da Organização Mundial do Comércio. 

Na Europa a atribuição das patentes é gerida pelo Instituto Europeu de Patentes, sediado em Munique, que emite patentes em 20 Estados europeus e regula a entrada em vigor na Europa de patentes atribuídas por outros países. A Europa sempre foi muito conservadora em termos de atribuição de patentes a produtos biológicos, porém em 1998, altura em que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarava o genoma património da Humanidade, a UE cedeu à pressão norte-americana e permitiu a atribuição de patentes sobre genes. Esta directiva entrou em vigor no Verão de 2000, com possibilidade de revisão em 2001.
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<DOC DOCID="HAREM-859-03643">
IX              
              
O sono da manhã pousava nos olhos do Pajé como névoas de bonança pairam ao romper do dia sobre as profundas cavernas da montanha. '               
              
Martim parou indeciso; mas o rumor de seu passo penetrou no ouvido do ancião, e abalou seu corpo decrépito.               

              
- Araquém dorme! murmurou o guerreiro devolvendo o passo.               
              
O velho ficou imóvel:               
              
- O Pajé dorme porque já Tupã voltou o rosto para a terra e a luz correu os maus espíritos da treva. Mas o sono é leve nos       
        
olhos de Araquém, como o fumo do sapé no cocuruto da serra. Se o estrangeiro veio para o Pajé, fale; seu ouvido escuta.               
              
- O estrangeiro veio, para te anunciar que parte.               
              
- O hóspede é senhor na cabana de Araquém; todos os caminhos estão abertos para ele. Tupã o leve à taba dos seus.               
              
Vieram Caubi e Iracema:               
              
- Caubi voltou: disse o guerreiro tabajara. Traz a Araquém o melhor de sua caça.               
              
- O guerreiro Caubi é um grande caçador de montes e florestas. Os olhos de seu pai gostam de vê-lo.               
              
O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo:               
              
- Filha de Araquém, escolhe para teu hóspede o presente da volta e prepara o moquém da viagem. Se o estrangeiro precisa de guia, o guerreiro Caubi, senhor do caminho , O acompanhará.               
              
O sono voltou aos olhos do Pajé.               
              
Enquanto Caubi pendurava no fumeiro as peças de caça, Iracema colheu a sua alva rede de algodão com franjas de penas, e acomodou-a dentro do uru de palha trançada.               
              
Martim esperava na porta da cabana. A virgem veio a ele:               
              
- Guerreiro, que levas o sono de meus olhos, leva a minha rede também. Quando nela dormites, falem em tua alma os sonhos de Iracema.               
              
- Tua rede, virgem dos tabajaras, será minha companheira no deserto: venha embora o vento frio da noite, ela guardará para o estrangeiro o calor e o perfume do seio de Iracema.               
              
Caubi saiu para ir à sua cabana, que ainda não tinha visto depois da volta. Iracema foi preparar o moquém da viagem. Ficaram sós na cabana o Pajé que ressonava, e o mancebo com sua tristeza.               
              
O sol, transmontando, já começava a declinar para o ocidente, quando o irmão de Iracema tornou da grande taba.               
              
- O dia vai ficar triste , disse Caubi. A sombra caminha para a noite. É tempo de partir.               
              
A virgem pousou a mão de leve no punho da rede de Araquém.               
              
- Ele vai! murmuraram os lábios trêmulos.               
              
O Pajé levantou-se em pé no meio da cabana e acendeu o cachimbo. Ele e o mancebo trocaram a fumaça da despedida.               
              
- Bem-ido seja o hóspede, como foi bem-vindo à cabana de Araquém.               
              
O velho andou até à porta para soltar ao vento uma espessa baforada de tabaco; quando o fumo se dissipou no ar, ele murmurou:               
              
- Jurupari se esconda para deixar passar o hóspede do Pajé. Araquém voltou à rede e dormiu de novo. O mancebo tomou as armas que chegando, suspendera às varas da cabana, e dispôs-se a partir.               
              
Adiante seguiu Caubi; a alguma distancia o estrangeiro; logo após, Iracema.               
              
Desceram a colina e entraram na mata sombria. O sabiá do sertão, mavioso cantor da tarde, escondido nas moitas espessas da ubaia , soltava os prelúdios da suave endecha.               
              
A virgem suspirou:               
              
- A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.               
              
O mancebo se voltara. Seu lábio emudeceu, mas os olhos falaram. Uma lágrima correu pela face guerreira, como as umidades que durante os ardores do estio transudam da escarpa dos rochedos.               
              
Caubi avançado sempre, sumira-se entre a densa ramagem.               
              
O seio da filha de Araquém arfou, como o esto da vaga que se franja de espuma e soluça. Mas sua alma, negra de tristura, teve ainda um pálido reflexo para iluminar a seca flor das faces. Assim em noite escura vem um fogo-fátuo luzir nas brancas areias do tabuleiro.               
              
- Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema... e foge!               
              
A boca do guerreiro pousou na boca mimosa da virgem. Ficaram ambos assim unidos como dois frutos gêmeos do araçá, que saíram do seio da mesma flor.               
              
A voz de Caubi chamou o estrangeiro. Iracema abraçou para não cair, o tronco de uma palmeira.               
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<DOC DOCID="HAREM-61L-03644">
A dinâmica do «debate» teve apenas uma utilidade: 
mostrou que, apesar das boas palavras, a capitalização de protagonismo político está acima da discussão séria e profícua. 
O representante do Governo voltou a insistir nos insinuantes ataques à CNA, «uma organização tutelada pelo PCP», como se este dado fosse relevante para a matéria em causa; 
o homem da Confagri, antes de analisar as questões que a nova PAC coloca às cooperativas, mais pareceu o ponta-de-lança da equipa governamental; 
o delegado da CAP insistiu nas utopias da dependência dos agricultores, face ao Estado, como se os actuais preços garantidos na Europa não fossem igualmente uma dádiva política; 
e o homem da CNA, repetiu a confrangedora ideia que o documento inicial da reforma protegia as explorações extensivas e que o documento final as penalizava, quando, afinal, poucas linhas se alteraram nesta questão. 
 
A conquista de mercados parece ser, no entanto, a preocupação imediata da Soporcel para os próximos tempos. 
Até à data, a rede de distribuição da Wiggins Teape «demonstrou que a nossa opção estratégica tem sido a mais correcta», considerou Álvaro Barreto, realçando a necessidade de um parceiro externo que opere nos mercados mundiais do papel. 
Além disso, a Soporcel está em vias de adquirir uma «importante posição» numa distribuidora espanhola, divulgou o presidente do Conselho de Administração da Soporcel. 
 
Os mercados da Europa do Sul são para já os alvos estratégicos para a distribuição do papel produzido pela empresa, principalmente os dos países Ibéricos «que são os que mostram mais elevada taxa de crescimento», cerca de 4,5 por cento ao ano. 
Os produtos fabricados são, fundamentalmente, o papel de cópia, o papel de impressão «offset» e os papéis de computador,  que representam os mercados mais promissores. 
 
Luísa Senos, chefe de Divisão de Sismologia do Instituto de Meteorologia (IM), relatou os últimos progressos da rede nacional de sismógrafos. 
Gerida pelo IM, a rede funcionava desde os anos 70 com nove estações analógicas em Portugal continental, 11 nos Açores, uma na Madeira e outra em Macau. 
«Em cerca de 600 sismos no continente, só em dez a 12 por cento se conseguia calcular os parâmetros sísmicos». 
Razão que levou o IM a decidir a instalação de duas redes digitais. 
 
Uma das redes digitais, em fase de instalação entre 1994 e 1997, custará 150 mil contos, terá 14 estações (12 no continente e duas na Madeira). 
Neste momento, conta já com seis estações no continente. 
Os registos falam por si, pois as estações analógicas não detectavam sismos de magnitude inferior a três na escala de Richter. 
«Em 1995, duplicou o número de sismos detectados. 
Com a rede digital detectaram-se sismos de magnitude inferior a dois». 
A segunda rede digital, que será instalada nos Açores entre 1997 e 99, terá 12 estações e custará cerca de 200 mil contos. 
 
O Trifásica é um bar da 24 de Julho, isto é, longe das minuscularias do Bairro Alto. 
É muito engraçado. 
As portas e janelas são no número das letras do bar, ostentando, uma a uma, cada letra da palavra T-R-I-F-Á-S-I-C-A, em torno do gaveto das Escadinhas da Praia com a 24 de Julho, num vidro fosco, em que só transparece o corpo da letra. 
Nove corpinhos bem feitos. 
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<DOC DOCID="HAREM-82J-03649">
Quatro meses depois do atentado, o governo argentino ainda não conseguiu avançar nas investigações sobre o atentado.

No início do mês, o persidente Carlos Menem criou um fundo especial de US$ 1 milhão para recompensar quem fornecesse informações que ajudem nas investigações.

Quando os britânicos retomaram o Egito em 1801 a pedra foi parar no Museu Britânico, mas os franceses fizeram cópias dela.
O resultado foi que um francês, Jean-François Champollion, que só visitou o Egito em 1828, foi o primeiro a decifrar os hieroglifos.

Uma carta de Champollion de 1822 à Academia de Inscrições e Belas Artes, mostrando seus resultados, é o nascimento da egiptologia, segundo Vercoutter.

Hoje, a praia ganhou nova infra-estrutura com bares, quiosques, sistema de iluminação, banheiros e quadras de esportes.

Os jovens têm se encontrado em Atalaia, principalmente entre quarta-feira e domingo, quando são realizados jogos de voleibol.
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<DOC DOCID="HAREM-73J-03660">
Como naquela época ainda não existia a fotografia, eram os pintores que faziam os retratos das famílias.
Rembrandt era o preferido das pessoas mais importantes.
Ele era tão bom artista, que muitos pintores quiseram aprender a pintar com ele.

O livro «Apresentando Rembrandt -- Pintor, Gravador, Professor» (editora Klick), de Alexander Sturgis, conta muitas outras coisas sobre a vida e as obras do pintor.

Paraíba 1
O governo do Estado realizará um concurso público para preencher 200 vagas de agente fiscal.
As inscrições começam no próximo dia 12, nas agências dos Correios.
A taxa é de CR$ 4.300,00.

Paraíba 2
Cerca de 20 mil pessoas fizeram cursos proficionalizantes no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) no ano passado, na Paraíba .
Segundo o diretor regional da entidade, Glauco Pereira Chaves, a crise no mercado de trabalho estaria dificultando o aproveitamento dos formandos.
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<DOC DOCID="HAREM-722-03662">
Síndrome de Down e Doença Celíaca
 Síndrome de Down e Doença Celíaca (*) Pesquisadores holandeses confirmaram que um número bem maior de casos de Doença Celíaca ocorre entre os portadores de Síndrome de Down.
Na população normal, a frequência de Doença Celíaca é de 1 em cada 2.000 nascimentos, isto é, 0,05%.
Entre os portadores de Síndrome de Down, a ocorrência é de 1 em cada 14 nascimentos, isto é, 7%.
A Doença Celíaca consiste na inabilidade de digerir gluten, um componente natural de diversos cereais (aveia, centeio, trigo, cevada e seus derivados).
Os sintomas mais comuns são dores abdominais, intumescimento do abdomem e diarréia à noite.
A doença é diagnosticada através de uma dieta de exclusão ( http://www.celiac.com/allergy.html#exclusion): alguns meses sem ingerir este s cereais e leite, laticínios, soja e ovos, seguidos da reintrodução destes alimentos um a um, para se identificar aquele causador da intolerância.
A confirmação da doença, após a dieta de exclusão, é feita através de biópsia do intestino delgado.
Para saber mais sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos, consulte a Celiac Support Page ( http://www.celiac.com) .
(*) traduzido do boletim informativo "The Parent Perspective", de Janeiro de 1997 e pesquisado na internet.
(*) Agradecemos ao Dr. Ruy do Amaral Pupo Filho, médico pediatra e sanitarista e presidente da Associação Up Down pelas anotações e transcrição das apresentações feitas na Conferência Médica Internacional sobre Síndrome de Down, realizada em Barcelona, em 14 e 15 de março de 1997.
Dr. Ruy do Amaral Pupo Filho viajou com passagens de cortesia da VASP, através da Federação das Associações de Síndrome de Down, e sua inscrição
foi paga pela Associação Up Down.
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<DOC DOCID="HAREM-012-03667">
Belo Horizonte - Meio Ambiente
 Meio Ambiente, uma preocupação constante Continuar com o processo de desenvolvimento econômico de BH, precavendo-se, porém, contra a degradação do seu meio ambiente.
Este é um dos principais objetivos da Administração Municipal.
A Indústria sem chaminés Com altitudes que variam entre 750 e 1.390 metros, Belo Horizonte é um exemplo de equilíbrio entre a obra da natureza e a mão do homem.
O clima ameno, com temperatura média anual de 21ºC e ótimo índice de solaridade.
A manutenção, preservação e ampliação das áreas verdes é uma preocupação constante, Além do Parque Municipal Américo René Giannetti, com 180.000m2 de árvores seculares, em pleno centro da cidade.
Estão também à disposição do público os parques JK, Julien Diante, Santo Agostinho e Lagoa do Nado, entre outros.
A 1.100 metros de altitude, na Zona Sul da cidade, destaca-se o Parque das Mangabeiras.
Nele, pequenos animais, como esquilos, convivem pacificamente com os visitantes, que vão em busca de tranqüilidade.
São 3.000.000m2 de mata nativa, com trilhas, regatos, quadras de esportes, mirantes, lagos e muito ar puro.
Além de seus atrativos naturais, os parques freqüentemente apresentam variada programação artística e cultural, levando a todas as camadas da população, especialmente às crianças, uma forma sadia de lazer, desenvolvendo, paralelamente, a consciência ecológica.
Outra grande atração turística de Belo Horizonte, de projeção internacional, é a Pampulha, que começou a ser implantada em 1940, com a construção de um lago artificial de 18 km de perímetro.
Às suas margens, monumentos artísticos e arquitetônicos, como as obras de Niemeyer e Ceschiatti, onde destacam a Igreja de São Francisco, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e do Cassino, hoje Museu de Arte.
Mais recentemente, foram construídos na Pampulha inúmeros clubes de lazer e esportes, além do Mineirão, estádio com capacidade para 130 mil pessoas, e do Mineirinho, ginásio coberto para esportes especializados e shows artísticos, podendo receber até 25 mil espectadores Também na Pampulha se localiza um dos mais completos jardins zoobotânicos existentes no Brasil.
Também são atrações em Belo Horizonte: o Museu Histórico, localizado na Casa Grande remanescente de uma fazenda que existia na região, antes
da implantação da cidade, além de diversos museus especializados, como o de Mineralogia, o de Telecomunicações, o Ferroviário, e de História
Natural e o de Arqueologia.
Próximo ítem Voltar à Belo Horizonte sugestões e comentários: grice@fiemg.com.br volta ao índice
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<DOC DOCID="HAREM-921-03669">
A Music Minus One oferece Gravações para Acompanhamento de canto
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De igual forma, toda a correspondência deverá ser efectuada em Inglês.
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<DOC DOCID="HAREM-621-03677">
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CINEL o primeiro Centro de Formação Profissional Certificado pela Norma NP EN ISO 9001:2000
O CINEL - CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DA INDÚSTRIA ELECTRÓNICA , foi o primeiro Centro de Formação Profissional a obter a certificação segundo a Norma NP EN ISO 9001:2000. Neste sentido, foi definida a seguinte Política da Qualidade.
A gestão de topo assume a responsabilidade e o empenho da melhoria contínua do Sistema de Gestão da Qualidade. O Conselho de Administração, o Director e todos os colaboradores, no âmbito da Política de Gestão da Qualidade do CINEL, comprometem-se a:
1. Assegurar que os serviços que o CINEL fornece, correspondam às necessidades e expectativas dos clientes, externos e internos, nomeadamente quanto à qualidade e funcionalidade do serviço de formação;
2. Criar as condições prioritárias à optimização da satisfação dos clientes;
3. Estimular a participação activa de todos na implementação da Política de Gestão da Qualidade, para uma melhor eficiência dos recursos e uma máxima eficácia face aos objectivos propostos;
4. Assegurar a formação adequada para o desempenho das diferentes funções e fornecer as condições de higiene e segurança necessárias ao correcto desempenho das mesmas;
5. Estimular o trabalho solidário de equipa, com o objectivo de aproveitamento de sinergias das capacidades individuais.
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<DOC DOCID="HAREM-748-03685">
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<DOC DOCID="HAREM-918-03707">

Ache seu velho amigo de escola na internet !!!

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<DOC DOCID="HAREM-20J-03710">
Concertos em mi menor, RV 277 («Il Favorito»), em mi bemol, RV 253 («La tempesta di mare»), em lá maior, RV 353, em mi maior, RV 271 («L'amoroso»)
Monica Huggett
London Vivaldi Orchestra (1984)
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<DOC DOCID="HAREM-11H-03717">
AR discute "bug" informática 

A questão do «bug» informático do ano 2000 vai ser discutida no Parlamento, por sugestão do deputado do PCP António Filipe .
Na reunião de ontem da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais o deputado comunista sugeriu que o Parlamento realizasse uma reunião sobre o tema, ouvindo o ministro da Ciência, Mariano Gago .
A ideia foi aceite por todos, faltando encontrar uma data e o formato em que a discussão será realizada .
O chamado «bug» informático do ano 2000 ameaça tornar o primeiro dia do próximo ano num caos, dado que muitos computadores não estão preparados para uma data em que os dois últimos dígitos são zeros (00) .
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<DOC DOCID="HAREM-81C-03726">
Um relatório desta natureza não pode deixar de reafirmar os grandes objectivos do Cultura 2000 e o seu papel na construção da cidadania europeia e na defesa da diversidade cultural e do pluralismo linguístico. E não pode também deixar de reafirmar os grandes princípios inspiradores a que o Programa obedece desde a sua concepção, que não podem ser postos de lado em fase de execução sob nenhum pretexto. É que tanto estes princípios como aqueles objectivos devem reputar-se peças fundamentais de uma construção europeia e de um desenvolvimento da cidadania democrática que aproveitem a todos os cidadãos da União. Como tal foram maduramente ponderados, aprovados e subscritos não apenas por esta Câmara, mas ainda pelo Conselho e pela Comissão, e não se vê qualquer razão para tais posições serem entretanto alteradas. Trata-se de linhas de política cultural que interessam a todos os países membros e, na perspectiva do alargamento, a todos os europeus. Trata-se de construir o espaço cultural europeu como um espaço essencial da liberdade e das liberdades.

Por fim, Senhor Presidente, gostaria de pedir à senhora comissária Viviane Reding que encarasse este relatório como um instrumento de trabalho que pode ajudar a Comissão a realizar melhor as tarefas que lhe incumbem nesta matéria, as suas tarefas presentes, uma vez que o Programa se encontra a meio percurso, as suas tarefas futuras, uma vez que da experiência entretanto colhida - como disse - será possível que ao Cultura 2000 suceda um programa ainda melhor. O voto desta Câmara marcará assim uma data importante na cooperação entre o Parlamento e a Comissão. No plano da Cultura 2000 será também o coup de main de que falava a senhora comissária há momentos a propósito do Programa SÓCRATES.

Senhor Presidente, os meus sinceros agradecimentos ao colega Graça Moura, por ter tentado, com extremo cuidado e determinação, que as linhas de orientação do PE, também subjacentes a este programa, fossem reproduzidas na aplicação deste mesmo programa. Por exemplo: onde é que o programa abre o acesso e aumenta a participação dos cidadãos nas actividades culturais? Que acções abrangem os nossos concidadãos? O grande dispêndio burocrático, os critérios de utilização do programa não podem sobrepor-se a estes objectivos, que o programa tinha inicialmente, e não podem pô-los em causa.

Na sequência do presente relatório há que dizer claramente: o que esperamos realmente de uma política cultural europeia, especialmente no contexto do alargamento e face à Convenção que se avizinha? Quando, hoje, falamos com os operadores culturais, constatamos que todos têm medo de que a cultura seja a vítima no âmbito desta Convenção, no âmbito do debate sobre a subsidiariedade. Espero que assim não seja, e contra isso lutaremos.

Como podemos tornar o programa mais operacional, de modo que este se torne um verdadeiro instrumento de acção cultural, indo ao encontro das necessidades dos operadores culturais, bem como dos cidadãos? Deve o programa funcionar em prol da categoria de intervenção dos operadores culturais ou, em vez disso, a bem dos cidadãos? Trata-se de perguntas que, face à situação actual, temos de nos colocar, no caso de pensarmos no futuro. Naturalmente que, também este programa, necessita de uma melhor dotação financeira, de modo a não dar origem a frustrações entre aqueles que podiam ficar satisfeitos.

Não pretendo, com isto, antecipar o debate sobre o programa subsequente, a seguir a 2004, mas o próprio colega Graça Moura o referiu, pois, na Comissão, este debate já começou. Em todo o caso, o relatório incentiva-nos a que, pelo nosso lado, iniciemos verdadeiramente esta reflexão, de modo que, na Convenção, não venhamos a ceder terreno aos inimigos de todo e qualquer trabalho em termos de política cultural ao nível da UE.

Recordo a todos nós que a política cultural europeia, no respeito pelas diferenças e pelas tradições culturais, conduz os cidadãos ao centro do debate político, significando isto que esta é a única maneira de darmos uma alma à Europa.

Senhor Presidente, estamos perante um procedimento que é normal em qualquer parlamento, isto é, o controlo de um programa no decurso da sua execução. Por conseguinte, classifico de muito oportuno o relatório do senhor deputado Graça Moura, que - faço desde já saber - merece o apoio e a aprovação do Grupo PSE.

Na sequência do processo de conciliação a que aqui se fez referência, manifestei ao Conselho o meu descontentamento pela sua intransigência em aprovar o nível de financiamento que havíamos solicitado. Desta atitude do Conselho resulta que um programa que afecta directamente aquilo a que chamamos a alma da Europa, e que se inscreve no seguimento de outros programas que, nos últimos anos, foram os que maior aceitação tiveram entre os cidadãos mais jovens e mais dinâmicos da União Europeia, possui actualmente uma dotação anual de pouco mais de 33 milhões de euros. Trata-se de uma verba tão pequena do já de si modesto orçamento comunitário que não pode deixar de entristecer aqueles de entre nós para quem a Europa é algo mais do que apenas despesas agrícolas e despesas estruturais.

Partindo dessa premissa, importa ter presente duas circunstâncias. Em primeiro lugar, o programa CULTURA 2000 coincide no tempo com outras resoluções deste Parlamento das quais devem emanar orientações para a sua aplicação. Citarei, como exemplo de destaque, o relatório Ruffolo, no qual, entre outras coisas, se solicita à Comissão a criação de um Observatório europeu para a cooperação cultural ou um plano trienal de cooperação cultural.

A Comissão deve, por conseguinte, manter uma abordagem dinâmica em relação ao programa CULTURA 2000, nele integrando todos os anos as novas orientações emanadas deste Parlamento.

Em segundo lugar, os anos que restam de vigência do programa vão coincidir, quase totalmente, com um período de trabalho, iniciado pelo Conselho de Nice, que temos vindo a designar de "constituinte". Haja ou não Constituição no final, é mais que certo que entre os principais objectivos da Convenção hão-de figurar quer o reforço dos vínculos de cidadania europeia entre as suas populações quer o despertar, em cada cidadão, de um sentimento de pertença ao espaço cultural comunitário.

Será que existe uma base constituinte suficiente entre as populações europeias? Haverá alguma identidade cultural entre elas? Muitos de nós pensamos que a base constituinte deve ser a cultura europeia, segundo o conceito de Bruckmanns. Isto é, um comportamento comum, uma atitude semelhante perante a vida, ideais partilhados, um património artístico e cultural comum, etc.
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<DOC DOCID="HAREM-711-03732">
UA: Laboratorio Central de Analises
Laboratório Central de Análises
Este laboratório constitui uma unidade funcional da Universidade de Aveiro responsável pela execução e fornecimento de serviços de análise e de formação profissional de nível médio, na área analítica, solicitados por entidades internas e externas a UA.
O LCA dispõe dos seguintes meios humanos e materiais que permitem o fornecimento de serviços de excelência quer no âmbito analítico, quer no âmbito da formação profissional:
Um edifício constituído por uma série de laboratórios onde se encontra sediado algum do equipamento de análise química;
Pessoal qualificado para a realização de trabalhos de rotina de índole analítica e de estudos que envolvam a Química Analítica com ciência base;
Infra-estruturas científicas de grande porte (por exemplo, espectrómectro de emissão atómica de plasma, espectrómetro de fluorescência de raios-X, espectrómetro de massa, espectrómetro TEM-STEM, microscópio SEM, espectrómetros de ressonância magnética nuclear cuja utilização ao serviço do LCA é objecto de protocolo entre o LCA, o Departamento e o Grupo de Investigação responsável pelo exploração do equipamento em questão.
A gestão corrente do LCA é actualmente garantida por uma Direcção, com um mandato de dois anos, constituída por três membros: o presidente nomeado pela Reitoria, o Director Executivo e o Presidente do Conselho dos Utilizadores em representação do mesmo Conselho.
A Universidade participa activamente no Parque de Ciência e Tecnologia do Porto, orientada pelos seguintes objectivos:
Estabelecer permanentemente o balanço entre necessidades de inovação e capacidade de concretização, potenciando os resultados da investigação universitária no sentido do desenvolvimento
Fornecer no PCTP um conjunto de serviços especializados que dêem satisfação as necessidades imediatas das Empresas e outros organismos.
Contribuir para a disseminação da inovação tecnologica, através da formação de meios humanos capazes de a interpretar e concretizar.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-631-03736">
Piet Mondrian
Piet Mondrian
Pieter Cornelis Mondrian, nasceu em Amersfoort na Holanda e embarcou na carreira artística apesar de todas as objecções da sua família. Estudou na Academia de Belas Artes de Amsterdão de 1892 a 1895 e depois começou a pintar. Os primeiros trabalhos de Mondrian, na sua grande maioria, eram pinturas de calmas paisagens em tons de suaves cinzentos, cor de malva e verdes escuros . Por volta de 1908, sob a influência do pintor holandês Jan Toorop, começou a experimentar cores mais brilhantes no intuito de transcender a natureza, criando uma série de pinturas de árvores e flores nas quais desenvolveu um estilo cada vez mais abstracto.
"Amaryllis"
Mondrian, 1910
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Mudou-se para Paris em 1912, e é então que Mondrian toma contacto com pintores cubistas, rendendo-se às suas ideias e mudando progressivamente de seminaturalista para a crescente abstracção. Mondrian encontrou novos caminhos! Durante a primeira guerra mundial, Piet pinta na Holanda, e ajuda a fundar uma revista de artes "De Stijl", que influenciou a pintura, o design e a arquitectura europeia.
O princípio do século XX ficou marcado pela tentativa de representar a realidade das maneiras mais abstractas, onde a pintura é um exemplo por excelência desse novo olhar. O pintor holandês levou a abstracção até ao máximo dos seus limites.
"Composition in line and color"
Mondrian, 1913
"Ocean 5"
Mondrian, 1915
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-737-03737">
EM BUSCA DO LUCRO E DO CONHECIMENTO NA INTERNET
 A Fathom (numa traducao literal, "profundidade"), um empreendimento online liderado pela Universidade de Columbia, tem por objetivo encontrar um ponto de equilibrio entre os mundos empresarial e academico atraves de seu site comercial que ira' disponibilizar recursos intelectuais de ponta. 
 O site ira' comercializar cursos de educacao 'a distancia e textos academicos, alem de disponibilizar gratuitamente artigos e aulas escolares. 
 Juntamente com a Columbia, participam da Fathom a Biblioteca Publica de Nova Iorque, a Faculdade de Economia e Ciencia Politica de Londres, a Editora da Universidade de Cambridge, a Biblioteca Britanica e o Museu de Historia Natural do Smithsonian. 
 O site foi oficialmente apresentando no mes passado e ainda nao tem disponibilizado nenhum artigo. 
 Quando Ann G+ Kirschner, que desenvolveu o popular site de Internet da NFL (National Football League - a Liga Nacional de Futebol Americano), apresentou o conceito do Fathom dois anos atras, ela nao pensava que o site poderia ser criado dentro de uma universidade. 
 Entretanto, ela descobriu que a Columbia estava preocupada com a possibilidade do setor comercial assumir o controle dos negocios de distribuicao de conteudos educacionais e uniu forcas com a instituicao. 
 A Fathom ira' se esforcar para dar retorno aos investimentos feitos sem deixar de lado o seu empenho no sentido de manter a enfase educacional. 
 (Chronicle of Higher Education, 05 Maio 2000) 
 (Edupage da RNP) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-12L-03739">
Condenado a prisão perpétua 
Raisa Gorbatchov ganha Donna -- 
O prémio literário Donna -Cidade de Roma, 1992, foi atribuído a Raisa Gorbatchov, pela sua biografia-testemunho, «Io Spero», editada no Verão passado, anunciou ontem, na capital italiana, a presidente do júri, a escritora Gabriella Sobrino. 
O galardão será entregue numa cerimónia a decorrer a 28 de Março, mas ainda não está confirmada a deslocação de Raisa a Itália. 
 
Quadros falsos descobertos em Paris -- 
Telas atribuídas a Picasso, Miró e Martinez foram descobertas ontem, pela polícia Judiciária de Paris, na casa de um galerista de origem americana, Theodor Robertson. 
A descoberta aconteceu na sequência de uma busca efectuada à sua residência, em França. 
Robertson era alvo de um mandato internacional de captura, por acusações de fraude e falsificação. 
 
Movimento reduzido no «floor» lisboeta leva à extinção da direcção de operações 
Luzostela e nove empréstimos retirados da Bolsa de Lisboa 
Nove empréstimos por obrigações e as acções da Luzostela foram ontem retirados da cotação na Bolsa de Lisboa. 
Dificuldades financeiras são o motivo invocado para a medida. 
Os responsáveis do mercado lisboeta decidiram também extinguir a direcção de operações. 
A reduzida actividade do «floor» já não justificava a sua existência. 
 
O escândalo Augusta explodiu no seguimento das investigações sobre o assassinato, em 1991, de um antigo ministro socialista francófono, André Cools. 
De acordo com Philippe Moureaux, ex-vice-primeiro-ministro do mesmo partido, a sua morte ocorreu no momento em que Cools estaria prestes a revelar o pagamento das «luvas» pela firma italiana. 
 
O PS foi o primeiro atingido pelo caso: 
em Janeiro de 1994, os «três Guys» -- Guy Spitaels, ministro-presidente da Valónia, Guy Coeme, ministro da Defesa, e Guy Mathot, ministro regional -- foram forçados a demitir-se para assegurar a sua defesa depois de a sua imunidade parlamentar ter sido suspensa. 
 
Neste caso, há duas coisas que custam sobremaneira a Fernando Neves. 
Primeiro: o processo coloca-o na ingrata posição de delator dos seus camaradas. 
Segundo: a queixa foi apresentada pelo governador civil, um homem que Neves chegou a louvar pela sua disponibilidade para o diálogo, que contrastou com o silêncio comprometido do presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Antero Gaspar. 
Não estava nada à espera disto», diz o mineiro. 
 
Entretanto, por causa deste processo, a agitação ameaça voltar ao Pejão. 
Os mineiros estão dispostos a manifestar-se na sede do concelho em solidariedade com o seu camarada, ao mesmo tempo que está a ser preparado um abaixo-assinado. 
Se querem prender alguém, têm que nos prender a todos, porque fomos nós todos juntos que cortámos a estrada e barricámos a empresa. 
Sempre quero ver se têm prisões que cheguem para lá meter dentro 500 mineiros!», diz Manuel Vasconcelos. 
 
Crime em Armamar 
Manuel Marta continua fugido 
O médico Manuel Almeida Marta, principal suspeito do crime de Armamar, continua a ser procurado pelas autoridades. 
As buscas duram há 72 horas, sem que tenha sido descoberto o paradeiro do médico que por pouco escapou a um linchamento popular. 
 
Muito mais não diz, nem vale a pena, apenas um sussurro curto de remorso. 
Estou arrependido, mas não tinha comido nada. 
Foi só por isso.» 
O Tribunal de Polícia entende as palavras de Agostinho como pesar sincero, e esta é uma pequena condição muito prezada pela letra e forma da lei. 
Mas uma atenuante não é um perdão, e os códigos esticam as penas em caso de reincidência. 
Ainda se considera, pela última vez, ser desnecessária a prisão», dita o juiz para o escrivão, convertendo os cinco meses na penitenciária em 45 mil escudos de multa, ou, em alternativa, em cem dias de detenção. 
Atende-se, também, à «situação económica do arguido» e autoriza-se o pagamento da multa em dez prestações. 
 
Quanto ao carvão, que já regressara ao restaurante quando Agostinho saiu do tribunal, foi grelhar carne para quem a come. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-61K-03744">
P - E o senhor sentiu muita diferença do modo de vida do Egito para o Brasil?

R - O modo de vida é quase igual com o tempo de antes desse movimento nacionalista. Que todos os europeus, os egípcios era tudo uma coisa comum, como uma comunidade, uma irmandade unida, apesar das diferenças de opiniões mas todo mundo vivia em paz. Então, o Brasil é mais ou menos como os bons tempos do Egito.

P - O que o senhor gosta mais do Brasil?

R - Do Brasil? Gosto do Brasil, que eu considero um paraíso. Gosto do povo que apesar de ser sofredor ainda pode sorrir. Tem gente que sorri apesar da situação. Agora, mais do que isso? Não sei. Se gosto do país e do povo apesar de ser sofredor? Agora, é um país que infelizmente foi mal administrado. Isso não é de ontem é uma série de governos. Não sei, incapacitados ou, bom, como disse (Stephan ______?) "Terra do futuro."

P - O que o senhor faz atualmente? 

R - Atualmente? Estou aposentado. 

P - O seu cotidiano como é? O que o senhor faz diariamente? 

R - Diariamente estou tentando dar umas aulas de italiano, de inglês, de francês. É um pouco difícil porque a situação está difícil para todo mundo. 

P - Seu Adolfo, quais são as suas perspectivas de futuro? O que o senhor ainda gostaria de fazer, seus sonhos, o que o senhor sonha ainda fazer? 

R - Meu sonho é que a situação do Brasil melhore para os brasileiros e para todo mundo. Porque aqui tem dificuldade mas tem muito mais liberdade, tem menos ódio e menos preconceitos que outras cidades e que outros países. 

P - O senhor gostaria de voltar para Itália? 

R - Não. Não porque seria começar tudo de zero e já me acostumei aqui. Estava no Egito, estava contente. Veio aquele negócio do nacionalismo, que não tenho nada contra porque os coitados: séculos e séculos uma invasão atrás da outra. A posição deles lá, cada um queria ocupar. Agora aqui não tem outro jeito, para onde ir melhor que aqui? Aqui tem uma crise mas vai olhar em volta. 

P - O senhor acha importante deixar gravado em vídeo a sua história de vida? 

R - Também seria importante para outras pessoas fazer uma opinião. A minha, aquela de outros, que não seria a opinião de jornais ou opinião de pessoas jornalistas. Serviria para outras pessoas para ter opiniões de pessoas, italianos, grego, armênio, árabe, israelita. Porque aqui não tem os conflitos que têm fora e vamos esperar que continue assim. 

P - Queria que senhor desse uma mensagem para as gerações futuras, para as gerações mais jovens, as crianças, os adolescentes que estão por aí. O que o senhor diria para eles? Desejaria para eles? 

R - Eu desejaria que o povo tivesse mais instrução e mais oportunidades de Ter boa saúde e não depender de promessa de políticos. Que tivesse verdadeiramente uma boa situação para todo mundo. Então seria o paraíso terrestre de verdade. 

P - O senhor estava contando a viagem para os Estados Unidos, gostaria que o senhor contasse um pouco dessa coisa que o senhor disse, que agora quer continuar viajando. Como é essa história? 

R - Eu tive a oportunidade de ganhar essa viagem. Eu vi o interior dos Estados Unidos, é muito bom. Fui em ___________, fui no Canadá, em (Windsor?), são cidades maravilhosas, têm um modo de vida muito mais elevado. Desejaria que esse modo, esse estado de vida fosse também o estado de vida do povo brasileiro, que sofreu muito e está sofrendo muito. O povo mesmo, não aqueles que estão lá em cima. Tem alguns que se salvam mas tem outros que não colaboram. É um egoísmo, um egocentrismo, tudo deve convergir para mim e tudo deve partir de mim para os outros como eu quero, como quero. Seria um pouco mais de justiça social. 

P - O senhor gostaria de contar alguma coisa sobre a sua vida que o senhor não contou ainda? 

R - Aqui? Graças à Deus eu não tenho do que me queixar. Depois de um mês que eu cheguei aqui, cheguei em abril, em maio já estava na (ITT?) e fiquei até 84. Tive oportunidade de ir para o Paraguai, ganhei uma viagem prêmio para os Estados Unidos e São Domingos, fui para Brasília quando o chegou o General _______, fui para o Paraguai também. Não tenho do que me queixar, trabalhei, fui útil para alguém e aproveitei das oportunidades da vida, não é só do trabalho. 

P - Obrigada seu Adolfo.

(fim da fita) 

("Comuni de Mulacio"?)
(Stephan ______?)
(ITT?)
(Windsor?) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-11J-03769">
Acordo na Holanda
O anúncio divulgado na sexta-feira pela OMS dizia que uma série de testes iniciais, realizados pelo Instituto Pasteur de Paris, em amostras de sangue das primeiras nove pessoas a morrerem eram consistentes com o diagnóstico de febre de Ebola.
Esse mesmo diagnóstico já tinha sido feito a título provisório apenas com base nos sintomas dos doentes.
Uma equipa daquela organização encontra-se desde sexta-feira passada na região para examinar as vítimas e colher amostras.

O Governo gabonês, num comunicado em que dá conta da existência de «uma epidemia» na região, pede aos habitantes que não evacuem os doentes nem para a capital da província, Makokou, nem para a capital nacional, Libreville, e que alertem para qualquer novo caso as autoridades sanitárias, para que estas possam providenciar o tratamento dos doentes «in loco».
Recomenda-se ainda às pessoas que não toquem com as mãos nuas nem nos doentes nem nos mortos e que evitem o contacto com o seu sangue, vómitos e excrementos.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-13B-03779">
Forte de Sanquelim

Sanquelim situa-se no concelho de Bicholim no noroeste de Goa. É uma pequena vila com uma grande maioria de hindus. É um bonito lugar e uma alternativa à zona costeira muito turística e densamente povoada.

História

Não há indicações quanto à presente existência do forte. De construção hindu foi conquistado e reconquistado com a anexação das Novas Conquistas nos séculos XVII e XIX. No século XIX ainda aqui se encontravam algumas dezenas de militares portugueses.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-334-03801">
 Empresas adotam oito escolas de São Paulo 
 Da Reportagem Local 

 Pelo menos oito escolas públicas de São Paulo encontraram uma maneira de fugir da crise que sucateou o ensino público no Brasil . 


 As escolas foram "adotadas" por empresas e hoje conseguem oferecer a seus alunos um ensino de qualidade surpreendente para as escolas públicas . 


 Em São Paulo, a iniciativa partiu de empresários ligados ao PNBE (Pensamento Nacional de Bases Empresariais) e à Câmara Americana de Comércio . 


 O que motiva os empresários a adotarem escolas é a repercussão positiva que a parceria traz . 


 Em nenhuma das adoções feitas até agora houve preocupação em treinar futuros empregados para as empresas . 


 "Se o Estado não tem condições de suprir todas as necessidades da escola, não vejo nada que impeça os empresários de assumir parte dessa responsabilidade", afirma Marco Antônio Setti, 44, gerente de Recursos Humanos da Natura . 


 A Natura foi uma das primeiras empresas a adotar uma escola . 


 "Eles queriam ajuda financeira para organizar uma festa e nós nos prontificamos a ajudar . 
  A partir daí, teve início um longo namoro entre escola e empresa." 


 A EEPSG Matilde Maria Cremm, em Itapecirica da Serra, adotada pela Natura, pode ser considerada hoje uma "escola-modelo" . 


 "Depois, percebemos que era preciso mais que ajuda financeira e partimos para os problemas pedagógicos." 


 "É um período de conhecimento mútuo, em que tanto a escola quanto a empresa têm medo de ir mais adiante", afirma Célia Takaian, ex-coordenadora do Grupo de Educação do PNBE . 


 No caso da Maria Matilde Cremm, depois de reformar o prédio, a Natura contratou uma empresa para diagnosticar o que precisava ser melhorado na escola . 


 Como já era esperado, o índice de evasão e repetência foi o que mais preocupou os especialistas . 


 A falta de preparo dos professores foi outro ponto crítico apontado pelo estudo . 


 "Todos saem ganhando com a parceria porque a empresa precisa ter uma boa imagem junto à comunidade em que está instalada", afirma Setti . 


 "É importante que a comunidade não veja a empresa como vilã . 
  Além disso, a escola pode ser transformada num pólo de desenvolvimento para toda a vizinhança . 
  E a empresa, é claro, vai ganhar com isso também." 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-36B-03802">
O cão é um mamífero, sendo também um animal doméstico e comumente chamado de CACHORRO. É o mais antigo dos animais domesticados, com indícios de domesticação hÁ 12.000 ou 14.000 anos, entre os povos asiáticos.


Como animal de temperamento relativamente dócil, o cão pode ser treinado para executar grande número de tarefas úteis ao homem, como cuidar de rebanhos, caçar, vigiar propriedades, guiar cegos e até puxar pequenos trenós. Ao longo dos séculos, selecionando os cães por suas aptidões, características físicas ou tipo de comportamento,o homem desenvoveu uma grande variedade de raças caninas, que atualmente são classificadas em diferentes categorias.


De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), órgão filiado ao FCI (Fédération Cynologique Internationale), existem onze grupos de raças no Brasil. São eles:

 Grupo 1: Cães Pastorese Boiadeiros(Exceto Boiadeiros Suíços) 
 Grupo 2: Pinschere Schnauzer, Molossóides, Boiadeirose Montanheses Suíçose raças assemelhadas 
 Grupo 3: Terriers
 Grupo 4: Dachshunds
 Grupo 5: Spitze cães do tipo primitivo 
 Grupo 6: Sabujos Farejadorese Raças Assemelhadas
 Grupo 7: Cães Apontadores
 Grupo 8: Cães D'água, Levantadorese Retrievers
 Grupo 9: Cães de Companhia
 Grupo 10: Lebréis de Pêlo Longoou Franj
 Grupo 11: Raças não reconhecidas pela FCI, como American Pit Bull Terrier, Ovelheiro Gaúcho e o Bulldogue Americano, entre outros. 

A onça, ou jaguar, é um mamífero (Panthera onca), da ordem dos carnívoros, família dos felídeos, encontrado em todo o continente americano, dos EUA à Argentina e em todo o Brasil. Atinge até 1,80m do focinho à ponta da cauda, e 65 cm de altura. Noctívaga, a onça vive em matas, em geral próxima a rios, e preda animais como antas, preguiças e jacarés.

A capivara é o maior entre os roedores do mundo.

Ela pode ser encontrada em certas áreas da América Central e do Sul, próximas a rios e lagos. A capivara é uma excelente nadadora e inclusive possui pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e também usa a água como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora d'água.

Nas regiões ao longo do Rio Paraná no sul do Brasil e norte da Argentina, as capivaras são frequentemente capturadas e aprisionadas para criações em cativeiro ou para serem abatidas como carne de caça. Seu nome espanhol é Carpincho.

Quando os missionários espanhóis encontraram a capivara no Brasil durante o século XVI, eles escreveram ao papa perguntando - aqui existe um animal com escamas mas que também é peludo, passa a maior parte do tempo na água mas ocasionalmente vem para terra; devemos classificá-lo como um peixe (e assim os índios podem continuar a comê-lo durante a Semana Santa)? Não havendo uma descricão clara do animal (e não querendo que os requerentes morressem de fome), o Papa concordou em declará-lo como peixe, e ainda hoje classificado assim.


O Uacari-Branco (nome científico: Cacajau calvus) é um macaco encontrado originariamente na Amazônia brasileira.
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<DOC DOCID="HAREM-522-03810">
Histórico do Grupo Theatrum do Tambo
 Entre em contato com a gente: theatrum@tca.com.br O Grupo O Tambo Histórico Montagens Em cartaz Premiações Seja nosso patrocinador Histórico do Grupo O primeiro encontro daqueles que viriam mais tarde fazer parte do Grupo Theatrum do Tambo aconteceu em 1988, durante um curso de iniciação teatral, ministrado pela atual diretora Angela Gonzaga.
O curso, previsto para 40 horas estendeu-se por um ano, sem preocupaçoes com montagens ou apresentações.
Em 1990 o grupo reuniu-se novamente pensando em sua primeira montagem:
"Quem casa quer casa" de Martins Penna.
Tendo consciência da fragilidade e do pequeno alcance que o teatro possui no interior, uma das primeiras metas a serem atingidas seria a formação de uma platéia.
Essa conquista foi colocada na mesma medida de importância da busca da qualidade do espetáculo.
Sucesso absoluto de público, a montagem que apresentava uma concepção de espetáculo bastante popular, esboçava já características que marcariam seus trabalhos posteriores: a vivacidade da cena e o ritmo violento.
O grupo estreou em Taquara, percorrendo depois cidades da região e Porto Alegre.
Trabalhando a linguagem do 'non sence', do absurdo, o grupo faz sua segunda montagem:
"Pra que lona neste circo?
", com textos do autor gaúcho Ivo Bender.
A montagem propõe uma releitura da arte circense.
Novamente sucesso de público o espetáculo viaja pelo interior e Porto Alegre, projetando o grupo a nível nacional.
Participando de vários festivais, o espetáculo vai arrecadando troféus e críticas positivas.
A partir de "Pra que lona neste circo?
" o grupo sente a necessidade de investir em um local próprio de ensaios.
Pensando nisso monta uma adaptação da "Ópera do malandro" de Chico Buarque, com a intenção de arrecadar fundos para o investimento.
Mesmo sem condições de viajar em função do número de pessoas, custos de equipamentos, etc., o grupo faz da "Ópera do malandro" seu maior sucesso de bilheteria.
Amadurecido, e já estabelecido num espaço próprio ( o Tambo), investe na pesquisa de linguagens teatrais.
Surge então "É absolutamente certo que quem sabe talvez ele venha".
Os textos do autor alemão Karl Valentin são tratados de forma inesperada.
Com um ritmo alucinante os atores se desnudam diante dos espectadores, mostrando não só um espetáculo, mas a feitura do mesmo.
Duas temporadas em Porto Alegre foram suficientes para que a montagem alcançasse repercussão de crítica e pessoal especializado, recebendo convites para viajar pelo Brasil e exterior.
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<DOC DOCID="HAREM-33C-03811">
Para terminar, desejo agradecer uma vez mais ao relator, deputado Sindal, o seu excelente parecer e ao Parlamento Europeu o estudo pormenorizado que fez da comunicação.

Está encerrado o debate.

A votação terá lugar amanhã, às 12H00.

Mudanças climatéricas
Segue-se na ordem do dia uma declaração da Comissão sobre a estratégia actual e futura em matéria de mudanças climatéricas.

Senhor Presidente, estou muito satisfeita por ter tido esta oportunidade de discutir os preparativos da segunda conferência das partes da convenção-quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climatéricas e, em particular, o papel que a União Europeia tem intenção de desempenhar nesta conferência. Não irei repetir agora o que já tive oportunidade de dizer durante a excelente audição que teve lugar no mês de Fevereiro e também não irei repetir o que todos já sabemos, isto é, que existem provas científicas suficientes de que houve mudanças climatéricas, e visto isto o que agora falta é acção política. Por isso, irei concentrar-me sobre o que está a acontecer presentemente.

A segunda conferência terá lugar em Genebra, de 8 a 18 de Julho. Ela integra-se no processo que visa conseguir que as partes contratantes assumam compromissos acrescidos. As questões-chave para este mandato são, em primeiro lugar, conseguir que os países industrializados cheguem a acordo sobre a fixação de objectivos no que diz respeito à redução dos gases que contribuem para o efeito de estufa, para os anos 2005, 2010 e, na medida do possível, 2020. Em segundo lugar, trata-se de conseguir que os países industrializados acordem medidas comuns que lhes permitam alcançar esses objectivos.

Para os países industrializados, o mandato vai muito para além do âmbito da própria convenção, a qual, essencialmente, estabelece objectivos que visam estabilizar as emissões dos gases que contribuem para o efeito de estufa no ano 2000, aos níveis de 1990. Espera-se que estes acordos assumam a forma de um protocolo à própria convenção-quadro. É a primeira vez, durante as negociações internacionais sobre as mudanças climatéricas, que se prevê que os países industrializados concentrem os seus esforços na definição de objectivos concretos relativamente às reduções para as próximas décadas e também nas medidas políticas concretas necessárias para alcançar estes objectivos. É isso mesmo que torna as negociações tão difíceis. De acordo com o calendário fixado no âmbito do mandato de Berlim, terá de ser alcançado um consenso sobre esta matéria durante a segunda conferência e a terceira conferência das partes, que terá lugar no final de 1997.

Entretanto as negociações entabuladas nos termos do mandato de Berlim mal começaram. O processo é complicado e difícil, não só por haver um grande número de questões diferentes a tratar, mas também porque os países industrializados, tanto dentro como fora da União, adoptam diferentes pontos de partida. Actualmente todos os parceiros estão a tentar definir que compromissos pensam poder assumir. A segunda conferência das partes deverá ser considerada como um degrau intermédio destinado a conceder orientação política adicional sobre este processo. É opinião da União Europeia que devemos continuar a ter como base o princípio da prudência e que a segunda conferência das partes deve subscrever totalmente o relatório de avaliação do intergovernmental panel on climate change , o qual foi igualmente discutido em profundidade em Fevereiro.

É muito importante, nestas negociações, que a União preserve o papel principal que detém. Tanto as metas que vierem a ser definidas, como as estratégias políticas que visam alcançar essas mesmas metas, e as medidas que visam reduzir as emissões devem ser muito ambiciosas e credíveis. No que concerne às estratégias e às medidas que devem ser definidas no futuro protocolo à convenção, a União já apresentou uma proposta que cobre um vasto leque de áreas, tais como instrumentos económicos, normas referentes à eficácia energética dos produtos, transportes e fontes renováveis de energia. Durante a segunda conferência, a iniciativa da UE será seguida noutras áreas, entre as quais posso referir a silvicultura, a agricultura e a indústria.

Se assim for, a Comissão Europeia continuará a ser a força motriz deste processo. Por isso, depois da segunda conferência das partes, decidi solicitar ao Conselho um mandato para negociar com base no artigo 228º do Tratado. A proposta relativa a este mandato, cujos preparativos estão a decorrer, irá concentrar-se na possibilidade de alcançar objectivos ambiciosos e credíveis, em termos de reduções, para o grupo de parceiros do anexo I, ou seja, fundamentalmente os países industrializados considerados como um todo, de acordo com o calendário estabelecido no seguimento do mandato de Berlim, bem como quanto ao conteúdo do protocolo no que concerne às estratégias políticas e às medidas que terão de ser tomadas nos vários níveis.

Senhor Presidente, estabelecer uma política ambiciosa e coerente relativa às mudanças climatéricas é uma prioridade da União Europeia. Para a podermos executar, teremos de ser activos e credíveis, tanto no plano interno como no plano internacional. As medidas que vierem a ser tomadas devem ser moldadas de forma a mostrar que serão alcançados resultados, melhorando dessa forma a nossa credibilidade. A Comissão tem plena consciência disto e lamenta a evolução recente que se verificou no Conselho da Ecofin em relação ao imposto sobre as emissões de CO2 , como lamenta também a redução proposta pela Comissão no Conselho de Energia em relação ao programa SAVE II. A Comissão está plenamente convencida da necessidade de existir um instrumento na UE, sob a forma de um imposto, destinado a apoiar os esforços realizados com vista a reduzir as emissões de CO2 . A Comissão não tenciona por isso retirar a proposta em apreço.


Senhor Presidente, já passaram quatro anos desde que a Comissão publicou a sua proposta inicial para a introdução de um imposto CO2 /energia à escala comunitária. Nessa altura, isso foi considerado um elemento essencial dos esforços desenvolvidos pela Comunidade para cumprir os objectivos internacionais que, afinal de contas, haviam sido acordados no Rio de Janeiro. Não obstante esse acordo, a proposta da Comissão ainda se encontra bloqueada ao fim de quatro anos pelos mesmos membros do Conselho que acordaram esses objectivos iniciais.
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<DOC DOCID="HAREM-922-03824">
News center
 Home 13 de Setembro de 2000 Brasil Telecom aprova desdobramento de ações na proporção 1/39 SÃO PAULO, 13 de setembro (Reuters) - A Brasil Telecom (TEPR4.
SA), concessionária de telefonia fixa da região centro-sul do país, aprovou um desdobramento de ações para aumentar a liquidez dos seus papéis na Bovespa, disse à Reuters uma representante da companhia nesta quarta-feira.
Cada ação que compõe o capital social da empresa dará origem a 39 novas ações, segundo comunicado enviado à Bovespa nesta quarta-feira.
"O objetivo do split é ter acesso a um maior número de acionistas, porque o preço das ações estava muito elevado na Bovespa", explicou uma representante do Departamento de Relações com o Mercado da companhia.
Os novos papéis terão igualdade de condições em relação a todos os benefícios que vierem a ser distribuídos pela empresa, disse a Brasil Telecom no comunicado.
Após a emissão dos novos papéis, o capital social da companbia, que é de 2,842 bilhões de reais, passou a ser representado por 231,5 bilhões
de ações ordinárias e 231,5 bilhões de ações preferenciais.
Com o desdobramento, as ações preferenciais da Brasil Telecom, que fecharam a terça-feira cotadas a 709,80 reais o lote de mil, abriram ao preço de 18,11 reais o lote de mil nesta quarta-feira.
Os papéis estavam em alta, negociados a 18,25 reais o lote de mil.
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<DOC DOCID="HAREM-121-03833">
Untitled Document
O nosso objectivo era transmitir em video e em directo a festa e a Procissão de domingo do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Infelizmente, a ligação dos Açores ao resto do "ciber-mundo" éextremamente limitada, não suportando a necessária largura de banda. Assim, tivemos que avançar com a nosso plano de backup: duas simples webcams que transmitem uma imagem na resolução de 320*240 que éactualizada de 30 em 30 segundos (é a taxa máxima de actualização que conseguimos obter).
Uma delas, a WebCam1, esteve localizada no campo de São Francisco e transmitiu duranto todo o fim de semana. A outra, esteve localizada numa posição estratégica e só foi activada durante a Procissão de Domingo, tendo sido pensada para permitir a quem está longe a possibilidade de ver os seus familiares, que participam na Procissão a partir das 16:30.
Com muito carinho, com um abraço do Clube Informático Kairós Bit 9 para a imensa comunidade de açorianos espalhados pelo mundo. Um abraço digital...
Se estiver interessado em conhecer todos os pormenores técnicos, clique aqui .
Este projecto foi executado em parceria pelo Clube Informático Kairós Bit 9 e pela Multi , sendo apoiado pela Câmara de Comércio de Ponta Delgada e pela Portugal Telecom .
As fotografias foram cedidas por Gilberto Nobrega e os textos foram retirados de diversas fontes, sendo a principal um trabalho de Susana Maria Soares, elaborado em 1997 no âmbito do Curso de Sociologia ministrado pelo Professor Doutor Rui Sousa Martins, na disciplina de Antropologia Cultural II, cujo o título é: "Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres na Cidade de Ponta Delgada". Um trabalho de uma aluna da Universidade dos Açores.
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<DOC DOCID="HAREM-63J-03834">
A primeira previsão do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica queda de 0,62% na área plantada nesta safra em relação a anterior.

Pocock, que publicou os resultados no último número da revista «British Medical Journal», do Reino Unido, estudou a influência do chumbo desde a gestação.

Segundo ele, a exposição ao material durante a gravidez ou nos dois primeiros anos de vida não representa perigo.

ARTES PLÁSTICAS
Último dia
OS PAPÉIS DE FLAVIO-SHIRÓ -- A mostra, que faz parte das comemorações dos 50 anos de pintura do artista japonês, reúne 25 obras em pequenos formatos.
Foi utilizada técnica mista, incluindo desenho, pastel, ceragrafia e fotografismo.

De seg a sex das 11h às 19h, sáb das 11h às 14h.
Até 30 de março.
Preço das obras: de US$ 2.000 a US$ 4.000.
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<DOC DOCID="HAREM-63J-03844">
EUA LANÇAM NAVE À LUA APÓS 21 ANOS, CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA (De Washington) 
A primeira missão lunar dos EUA em 21 anos teve início ontem, quando um foguete Titã 2 colocou no espaço a astronave não tripulada Clementine 1, que vai passar dois meses em duas órbitas da Lua para realizar completo mapeamento mineralógico e topográfico do satélite da Terra.

O nome oficial do projeto é Depse 1 (Deep Space Program Science Experiment).
Ele é patrocinado pela Organização de Defesa de Mísseis Balísticos e pela Nasa, em uma das primeiras operações espacais com fins civis e militares.
O lançamento ocorreu ontem na base aérea de Vanderberg, na Califórnia, costa oeste do país, às 8h30 locais (14h30 em Brasília).
O custo total do projeto é de U$ 55 milhões.
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<DOC DOCID="HAREM-847-03846">
BIBLIOTECA VIRTUAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
 http://www.fee.tche.br/bibvirtual 
 Convidamos todos para acessar essa base de dados e colaborar com suas críticas e sugestões. 
 Mariléa Fabião Borralho 
 Bibliotecária crb 10/161 - EMATER/RS - marilea@emater.tche.br Rua Botafogo, 1051 - 2º andar - 90150-053 - Porto Alegre/RS/ Brasil 
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<DOC DOCID="HAREM-91B-03847">
Forte de Alorna

Este forte está actualmente em péssimas condições. Situado no extremo noroeste de Goa, no concelho de Pernem, na margem direita do Rio Chaporá, este forte está protegido pelo governo como património histórico e fechado o seu acesso com um portão metálico que contudo é transponível por uma abertura. O forte está completamente coberto de vegetação e é praticamente impossível explorar o seu interior que inclui uma pequena casa e uma antiga capela. 

Vale a pena visitar o forte porque está localizado numa paisagem intacta, montanhosa e é flanqueado pelo bonito e grande Rio  Chaporá que aqui é navegável.

 Aldeões de Alorna (maioritariamente hindus) afirmam que os portugueses estiveram aqui até 1961 e perante o avanço das tropas indianas afundaram todos os canhões e objectos de valor no rio. Dizem ainda que "os portugueses eram bons para nós" e explicam orgulhosamente que "havia um homem português que conquistou este forte em tempos e por isso recebeu o título de Alorna". De facto ainda existem hoje descendentes a família nobre dos Marqueses de Alorna que vivem em Portugal. Descendente do vice-rei que conquistou o forte, esta família deve o seu título a esta aldeia.

História

Situado num ponto militar péssimo, rodeado por montanhas, mas com muralhas excelentes foi conquistado em 5 de Maio de 1746 pelo Marquês de Castelo Novo, que aqui ganhou o título de Alorna em memória do feito. Foi contudo restituído este forte aos Bhounsolés em 1761 por ordem do governo. Pouco tempo depois estes revoltaram-se com a ajuda dos Ranes de Sattary e ameaçaram as possesões portuguesas do norte. Em 25 de Agosto de 1781 a fortaleza foi reconquistada pelo governador D. Frederico Guilherme de Sousa.

Uma única porta dá acesso ao interior de forte (do lado sul). A praça é um pentágono irregular com quatro baluartes e um grande fosso que facilmente se pode inundar com as águas do rio. A artilharia consistia em 4 peças de ferro, uma em cada baluarte.

A. L. Mendes descrevia assim a localização do forte: "A situação de Alorna é risonha, aprazível e riquíssima em pitorescas paisagens. tem boa água e abunda em contrastes naturais que produzem agradáveis impressões aos viajantes."
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<DOC DOCID="HAREM-51J-03849">
Infante -- E pagaram as passagens.
Me deram uma licença de dois anos, acreditavam que o exílio ia me neutralizar.
Tinha uma família para sustentar, e pensavam que isso me impediria de fazer qualquer coisa.
Pensavam que meu livro «Três Tristes Tigres» seria recebido sem grande estardalhaço.

Outro lado de Lara: ela estudou canto lírico, adora música e costuma cantar em shows e jam sessions com amigos.
Como fazia em Madri.

A idéia para o livro surgiu após uma entrevista que Andréa fez em meados de 93 para o «Tokyo Journal» com o jogador Zico, à época atuando no Kashima.

«O editor da revista me telefonou e deu a idéia.
Fizemos um projeto e comecei a elaborar a estrutura do livro», diz Andréa.

Nos fundos de commodities há liquidez diária após 30 dias.

Na transição para o real, são mais recomendados os fundos de renda fixa DI (Depósito Interfinanceiro).
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<DOC DOCID="HAREM-337-03852">
BERKELEY ESTA' DESENVOLVENDO UM SISTEMA DE ARMAZENAMENTO MUNDIAL
 Os pesquisadores da Universidade da California em Berkeley estao desenvolvendo um sistema de armazenamento, denominado OceanStore, que sera' capaz de armazenar suas informacoes em servidores de Internet espalhados ao redor do mundo. 
 O sistema, inventado por John Kubiatowicz, recebe os documentos e outros tipos de dados que se deseja armazenar, divide-os em numerosos fragmentos e depois armazena cada uma destas partes num servidor diferente de Internet. 
 Cada fragmento do mesmo documento contem uma etiqueta de identificacao exclusiva no mundo todo, que ira' possibilitar que o sistema recupere o documento completo. 
 O sistema de recuperacao e' desenvolvido de um modo tal que ele deixa um rastro de informacoes cada vez que realiza a recuperacao de um documento, assim, as buscas sucessivas de um determinado documento acabara' consumindo um periodo de tempo menor. 
 Jubiatowicz ressaltou que o OceanStore sera' particularmente util para se evitar a perda catastrofica de informacoes, uma vez que nem todos os fragmentos de um documento serao necessarios para se recuperar o documento completo. 
 Diversas companhias, inclusive a Nortel e a IBM, demonstraram interesse pelo OceanStore e ja' disponibilizaram US$ 500.000 em financiamentos iniciais. 
 (Computerworld, 04 Junho 2001,Edupage da RNP e Ancib-L) 
 Computerworld - www.computerworld.com/. 
 OCEANSTORE 
 oceanstore.cs.berkeley.edu/. 
 oceanstore.cs.berkeley.edu/publications/. 
 citeseer.nj.nec.com/kubiatowicz00oceanstore.html 
 Prof. John Kubiatowicz 
 www.cs.berkeley.edu/~kubitron/. 
 www.cs.berkeley.edu/~kubitron/papers/. 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-321-03880">
Faculdade de Motricidade Humana - Seja bem vindo!
HOME >Seja bem vindo àFaculdade de Motricidade Humana Apresentação FMH Estrutura Interna Ensino Investigação Repartição Académica Associação de Estudantes Eventos/Novidades FMH Webmail Biblioteca Centro de Informática A sua opinião? Subscrever a "newsletter" da FMH Mapa do site Procurar: Política de Privacidade e Termos de Utilização
A Faculdade de Motricidade Humana , aprovada pela Assembleia da Universidade em 9 de Março de 1989, encerra uma história de 60 anos, marcados por sucessivas reformulações de objecto e da sua adaptação às necessidades sociais, de que foram intérpretes as instituições que a precederam - o INEF , de 1940 a 1975 e o ISEF , até 1989.
Com uma missão inicialmente centrada na integração das práticas corporais na Escola, assumindo, assim, um elevado pendor de índole pedagógico, a Faculdade está, actualmente, aberta a um conjunto de áreas que interessam novos e amplos sectores da Sociedade - o Sistema Educativo, o Sistema Produtivo, o Sistema Desportivo, o Sistema Artístico e o Sistema de Reabilitação.
A Faculdade de Motricidade Humana tem por objectivo fundamental o Desenvolvimento Humano, através da motricidade, pelo estudo do corpo e das suas manifestações na interacção dos processos biológicos com os valores sócio-culturais.
©2002 Faculdade de Motricidade Humana - Universidade Técnica de Lisboa. Todos os Direitos Reservados. Web Design: nitrodesign.com
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<DOC DOCID="HAREM-192-03897">
Nossa História
 Histórico A escola iniciou suas atividades no prédio onde funciona atualmente a Educação Infantil, tendo sido construído inicialmente para residência da família Barros Lima.
(Rua Barão da Passagem, esquina com Rua Duarte da Costa).
Histórico dos cursos Em 1967 teve início o funcionamento do Instituto com os cursos de Educação Infantil e o antigo primário (1ª à 4ª série do 1º Grau).
Em 1972 foi implantado o antigo ginasial (5ª à 8ª série do 1º Grau).
Em 1979 foi implantado o curso de 2º Grau.
Houve ampliação das instalações com a aquisição dos imóveis limítrofes da Rua Barão da Passagem e da Rua Duarte da Costa, passando a área do terreno para cerca de 4000m².
Em 06/11/1982 foi oficialmente inaugurado o prédio principal, tendo como patrono o Dr. José Getúlio Lima (advogado e professor, pai do Dr. José Carlos de Barros Lima), que atuou muito na área educacional da região tendo sido o fundador, entre outros, do ginásio "Conselheiro Lafayette" (1942) posteriormente Ginásio Estadual "Anhanguera" e atualmente E.E.S.G. "Pereira Barreto".
Implantação do Departamento de Informática Em 1992, foi implantada a Informática Administrativa com o objetivo de racionalizar os serviços burocráticos da Escola.
A partir de 1993 foi implantada a Informática Pedagógica com o objetivo de instrumentalizar o professor com mais uma ferramenta didática e dar ao aluno oportunidade de desenvolver trabalhos interdisciplinares visando a construção do conhecimento, a troca de informações e experiências sem limites de fronteiras.
No ano de 1995, foi iniciada a utilização da INTERNET para desenvolver os projetos pedagógicos da escola.
A Informática vem desenvolvendo desde 1995 um trabalho de editoração e diagramação do "Nosso Jornal - Sto Ivo" - informativo semestral iniciado em 1992, em tamanho tablóide, 12 páginas, estando no primeiro semestre de 2000 em sua 16ª edição.
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<DOC DOCID="HAREM-12B-03899">
Forte de Tiracol

O forte de Tiracol está situado num enclave, no ponto mais nortenho do estado de Goa, separada do resto do território pelo Rio Tiracol. Acessível via terrestre por norte, pelo estado de Maharastra, o ferry é uma alternativa para quem vem de sul, de Querim. 

O forte fica numa pequena colina e ao sopé desta situa-se a pequena aldeia piscatória de Tiracol com a sua população totalmente cristã. O forte foi recentemente renovado e aloja o Hotel Tiracol Fort Heritage com 10 quartos e um restaurante. De tamanho muito reduzido, este forte é contudo de longe o mais bem conservado de Goa, e dali se tem magníficas vistas sobre o Mar Árabe, o rio e a praia de Querim. 

História

Construída originalmente pelos Bhounsolos, foi conquistada pelos portugueses em 23 de Novembro de 1746, pelo vice-rei D. Pedro Miguel de Almeida e Portugal, marquez de Castello Novo. Este mandou construir no seu interior uma capela que no século XIX foi elevada a igreja e dedicada a St.º António.
Em 1835, pouco depois da revolução liberal em Portugal foi nomeado o primeiro governador goês na história da Índia Portuguesa. Bernardo Peres da Silva no entanto nem chegou a ocupar o seu posto, devido a um contra-golpe que o derrubou. Os seus apoiantes, reunidos no Forte de Tiracol foram atacados pelo governador militar Fortunato de Mello e assassinados.
Em 17 de Fevereiro de 1819 o tratado assinado pelo Rajá Bhounsoló reconhecia a autoridade britânica nos seus domínios, e assim retirou a importância estratégico-militar do forte. Já nos finais dos anos 50 o forte voltou a ganhar importância pelas constantes incursões de "combatentes da liberdade" indianos que por poucas horas o ocupavam e lá içavam a bandeira indiana.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-44J-03902">
Árbitros: Miguel Castro (Argentina) e Alfonso Bove (Itália).

Portugal -- Guilherme Silva, Paulo Almeida, Vítor Fortunato, Pedro Alves, Tó Neves; Rui Lopes (2), Paulo Alves e António Ramalho (2).
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-332-03913">
SOLO e EROSÕES
 SOLO e EROSÕES O Solo de Bauru pode ser classificado de maneira genérica em Latossolo Vermelho Fase Arenosa, provavelmente originário do Arenito Bauru, com ocorrências de solos podzolizados de Lins e Marília, da variação Marília.
Devido a estas características e a total falta de planejamento urbano, com ruas desprovidas de galerias de águas pluviais e com a ocupação desenfreada de áreas de cabeceiras e de fundos de vale, Bauru pode ser classificada como a Terra das Erosões.
São mais de 30 gigantescas erosões, sendo 16 delas localizadas dentro da área urbana.
As maiores estão localizadas no Parque Roosevelt, na Pousada da Esperança I e II, no Jd.
Gasparini, no Jd.
Jussara,Jd.
Marilú, na Vila Ipiranga, no Jd.
Pernambuco, no Parque Jaraguá, Jd.
Andorfato, Núcleo Bauru 16 e no Parque Viaduto.
Com estas erosões ocorre o assoreamento das Bacias Hidrográficas, com conseqüentes áreas de inundações e enchentes, um problema que demandaria investimentos da ordem de 15 milhões de Reais, em galerias de água pluviais, bacias de contenção, aterramentos e reflorestamento de áreas de preservação permanente.
Fota acima: Erosão localizada na nascente do Córrego Água do Sobrado, ocasinada pela ocupação irrregular nas nascentes deste córrego na construção do loteamento Joaquim Guilherme de Oliveira.
Esta erosão é a causa do assoreamento deste córrrego na altura da Avenida Alfedo Maia.
O Instituto Ambiental Vidágua protocolou denúncia contra a construtora SAT Engenharia (responsável pelo empreendimento) no Ministério Público Federal, contendo laudo técnico da AGB - Associação dos Geógrafos do Brasil.
Foto acima: Erosão localizada na nascente do Córrego Água do Castelo e que teve origem no desvio de Águas Pluviais e no desvio das águas do próprio córrego.
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<DOC DOCID="HAREM-852-03914">
....              
Intelbras - Empresa ....
 "A organização tem como princípio que o bom resultado só será obtido através da satisfação e superação das necessidades dos clientes, da manutenção de um moral elevado dos colaboradores e do atendimento das expectativas dos acionistas.              
Foi assim, praticando esta verdadeira "política da qualidade", que a Intelbras alcançou a liderança no mercado nacional, também se destacando no cenário internacional com uma forte presença na América Latina.              
Intelbras é a marca do telefone no Brasil.              
E qualidade é a marca da Intelbras".              
1976, um marco histórico da telefonia brasileira.      Nascia a Intelbras.             Desde o início o objetivo era audacioso: tornar-se a maior fabricante brasileira de centrais e aparelhos telefônicos.              
Para isso, a Intelbras direcionou sua atuação para a qualidade total de seus produtos.              
Em 1987, foi a primeira empresa a lançar uma Central tipo PABX com tecnologia nacional.              
Durante muitos anos, a Intelbras foi a fornecedora de quase todos os programas de telefonia governamentais.  
Em 1990, lançou aparelhos telefônicos, terminais inteligentes (KS), micro centrais e pequenas centrais, além de peças e acessórios, direcionando sua atuação para a iniciativa privada.              
Em 1992, uma nova filosofia administrativa foi implantada, criando Programas de Qualidade e de Gestão Participativa, aumentando a produtividade e a competitividade no mercado.              
As exportações iniciaram em 1996, principalmente para os países da América Latina.
Em 1996, o certificado ISO 9001 atestou seu nível de qualidade internacional.              
Hoje, o nome Intelbras é uma marca de qualidade e avanço tecnológico.              
Uma posição alcançada, passo a passo, numa longa história de sucesso.              
A Intelbras nasceu em 1976 com um desafio: ser uma das primeiras empresas brasileiras a atuar no mercado de telecomunicações.              
Um desafio plenamente superado, tanto que hoje já é a primeira em participação no mercado nacional.              
Com sede em São José, estado de Santa Catarina, cidade vizinha da turística capital Florianópolis, a Intelbras conta com uma área total de mais de 36 mil m², sendo 15 mil m² de área construída.              
Ali atuam mais de 600 funcionários, profissionais altamente treinados e especializados em produzir qualidade.              
Fábrica: São José - Santa Catarina - Brasil Intelbras S/A - Indústria de Telecomunicação Eletrônica Brasileira Rodovia BR 101, Km 212, Área Industrial 88.104-800 - São José - SC - Brasil Fones: Dpto.              
Comercial: (048) 281-9600 Dpto.              
Compras: (048) 281-9620 Dpto.              
Marketing: (48) 281 9595 Dpto.              
Técnico: (48) 281 9900 Fax: (048) 281-9505 CGC/ MF: 82.901.000/0001-27 Inscr.              
Estadual: 250.082.764               
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<DOC DOCID="HAREM-527-03918">
O PROGRAMA DA SOCIEDADE DA INFORMACAO NO BRASIL
 1. A VISAO 
 O que deve ser uma Sociedade da Informação no Brasil? 
 Deve ser uma sociedade em que: 
 (i) As condições de acesso a serviços e a informações são cada vez mais amplas (e não excludentes) para toda a população, e os beneficios da SI são utilizados cotidianamente pelos cidadãos. 
 (ii) As TI propiciam maior competitividade econômica no mercado globalizado e possibilite melhores e mais amplas possibilidades de empregos e ocupações bem remuneradas no pais. 
 (iii) Há incentivos concretos à cultura de "empreendedorismo" e à criação e expansão de PMEs utilizando TI. 
 (iv) Há ampla oportunidade de aprendizado contínuo em todos os níveis, tanto no ensino formal como informal, com especial ênfase em capacitação para o mercado de trabalho. 
 (v) Há qualidade de vida e solidariedade social. 
 (vi) Há promoção de cultura e preservação da identidade cultural. 
 (vii) A administração pública é eficiente, transparente, e voltada para atender 
 às necessidades dos cidadãos. 
 (viii) Há mecanismos de fomento à pesquisa e desenvolvimento em todas as áreas relevantes, e uma cultura de busca de inovações e de sua aplicação em todos os setores. 
 (ix) Há uma infra-estrutura de redes e de processamento continuamente atualizada que dá suporte à geração, apropriação e uso de TI em apoio a todas as atividades no país (governo, setor privado, educação, P&amp;D, terceiro setor). 
 OBJETIVOS BASICOS 
 Programa Soclnfo tem como objetivo conjugar ações visando assegurar que a visão acima seja perseguida em todas as atividades relacionadas com TI no Brasil. 
 Para tal, o Programa promoverá a análise, concepção, viabilização e acompanhamento de ações em sete grande linhas: 
 - Mercado e Trabalho 
 - Universalizaçâo de Serviços 
 - Educação Continuada e Profissional - Conteúdos e Identidade Cultural - Governo "On-line'. 
 -Tecnologias-chave e Aplicações - Infra-estrutura Avançada - Transferência acelerada de tecnologia de redes do setor de P&amp;D para as outras redes, e fomento à integração operacional das mesmas. 
 Outros aspectos que o Programa deverá abordar, em uma visão de convergencia matricial com as sete linhas de ação acima enumeradas, incluem: 
 - Estudos de Impacto Econômico/Social - Regionalização de Ações - Mecanismos de Padronização em TI - Mecanismos de "Governance" - Cooperação Internacional 
 3. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE AÇÃO 
 Desde 1994, quando o vice-presidente americano AI Gore lançou o desafio da Global Information Infra-structure (GU) para o mundo e sugeriu alguns princípios para a implementação da mesma, há consenso majoritário acerca de como as iniciativas nacionais e internacionais rumo à Sociedade da Informação devem se orientar. 
 O Programa Soclnfb se inspira diretamente nas diretrizes da União Européia (que acrescenta alguns aspectos interessantes à proposta original européia, especificamente quanto a impacto e preservação e identidade cultural e adota então os seguintes princípios: (i) A Sociedade da Informação deve ser implementada pelo, Setor Privado Somente o setor privado dispõe da capacidade de investimento, do dinamismo e inovação e das condições de ação abrangente e ao mesmo tempo e especifica que e' necessária para converter a visão da sociedade em realidade. 
 (ii) Governo deve concentrar seu papel em frentes catalisadoras e/ou viabilizadoras do processo. 
 Nem tudo é dirigido pelo mercado. 
 O Governo tem a responsabilidade de produzir e colocar em prática um grande desenho para a Sociedade da Informação onde as energias criativas dos empreendedores e os recursos das entidades corporativas possam vicejar. 
 Isto feito, o Governo deve concentra-se nas seguintes ftentes: 
 - Criar um arcabouço legal adequado para sustentar a iniciativa e atrair o setor privado, ao mesmo tempo em que protege o interesse púbico e do cidadão; 
 Fomentar a educação, a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em TI, para assegurar a contínua evolução e disponibilização da base tecnológica necessária para geração e manutencao de bens e serviços da Sociedade da Informação; e 
 - Converter o próprio Governo em usuário intensivo e exemplar das novas tecnologias, logrando com isto, ao mesmo tempo, aumentar sua eficiência sistêmica, responder as demandas finalísticas dos cidadãos, e impulsionar tendências no mercado de TI. 
 (iii) Deve haver um contínuo diálogo entre as partes envolvidas Todos (governo, setor privado, cidadãos) devem participar do processo de concepção e de execução das atividades que converterão uma visão pactuada da Sociedade da Informação em realidade concreta. 
 Os seguintes grupos de trabalho estão operando ou em fase de lamcamento, para a construção do LIVRO VERDE , documento para discussão com a sociedade e que devera' ser lançado antes do primeiro semestre de 2000 as reunioes destes grupos, a criterio de seu coordenador, estao abertas ao publico. 
 As atas dos encontros sao colocada na URL da Sociedade da Informacao que e': : 
 GRUPOS de Trabalho da Socinfo: 
 GT de Planejamento e Acompanhamento 
 Gt de Cooperação Internacional 
 GT de Pesquisa e Desenvolvimento em TI 
 GT de Conteúdos e Identidade Cultural 
 GT de Bibliotecas Digitais 
 GT de Regionalização 
 GT de Infraestrutura 
 GT de Tecnologias de Alto Desempenho 
 GT de Política Industrial 
 GT de fomento e Empreeendorismo 
 GT de Educação 
 GT de Acesso a Informação 
 GT de Relações com os Usuarios 
 PROGRAMA SOCIEDADE DA INFORMACAO 
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<DOC DOCID="HAREM-852-03919">
Press Releases
 EPSON LANÇA NOVO SCANNER PROFISSIONAL O Epson Expression 836XL, scanner de mesa colorido para grandes formatos, captura imagens em 36 Bits e traz resolução de até 6400 ppp.
Trabalha com as mais diversas mídias, incluindo slides, negativos, cartazes, tecidos etc. A Epson estará lançando na Comdex/Sucesu-SP South America'98 (de 31/08 à 04/09 - Anhembi-SP) seu novo scanner de mesa colorido para grandes formatos, o Expression 836XL, capaz de capturar, em 36 Bits, imagens de até 30,99 x 43,68 cm (formato tablóide).
O produto é o primeiro no segmento com resolução de até 6400 pontos por polegadas (óptica real de até 800 x 1600 ppp) e com possibilidade de trabalhar com os mais diversos tipos, formas e tamanhos de mídia: aceita slides de 35 mm, fotos coloridas, cartazes, negativos, revistas, desenhos e tecidos e outros objetos tridimensionais.
Compatível com  PCs e MACs, o Expression 836 é indicado para designeres, diretores de arte e profissionais de artes gráficas.
O novo scanner de mesa da Epson traz um exclusivo sistema de digitalização automatizada de lotes, que garante maior produtividade ao usuário.
Após uma configuração mínima, o Expression 836XL digitaliza e salva seqüencialmente imagens no disco rígido, sem que o operador precise supervisionar o trabalho.
O produto traz também um novo sistema de alinhamento de pinos que permite alinhar com maior precisão os originais.
IMAGENS MAIS VIVAS E PRECISAS Novos recursos de ajuste de nitidez, foco, iluminação e tonalidade conferem maior qualidade, com imagens mais ricas, vivas e precisas.
Através do sistema óptico de alta nitidez AutoFocus e de um alto intervalo dinâmico, o Expression 836XL proporciona detalhes ultra-nítidos e reproduções com qualidade profissional.
A Epson inclui no produto uma versão exclusiva do driver de scanner LaserSoft Silver Fast, que garante maior controle sobre variáveis como equilíbrio de cores, curvas de tonalidades, iluminação, sombra e uniformização de área reticulada.
O Expression 836XL, com um ano de garantia, inclui o software de edição de imagens Adobe Photoshop, driver de scanner Twain Pro, software utilitário de calibração e interface SCSI (versão PC).
Apresenta velocidade de digitalização de até 7,5 mseg.
 por linha, em 800 ppp e tem dimensões de 65,6 cm x 45,8 cm x 17 cm.
Entre os acessórios disponíveis estão uma unidade de transparência e um alimentador duplo automático de documentos.
EPSON DO BRASIL - Tel 0800-120-040 - fax (011) 7295 -7356 - End Av. Tucunaré, 720 - Tamboré - CEP 06460-020 - Barueri - SP Novidades Produtos Epson | Suporte Técnico | Informação Institucional Download | Contate a Epson | Worldwide | Ano 2000
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<DOC DOCID="HAREM-51J-03923">
No entanto, alguns dos analistas contactados pelo PÚBLICO, consideram que a Sumolis tem sido «esquecida» pelo mercado e que existem boas perspectivas quanto aos resultados de 1997.
Para além destes dois aspectos, surgem os habituais rumores sobre um eventual interesse comprador por parte de outros grupos empresariais do sector das bebidas, como, por exemplo, a Jerónimo Martins.
Uma possibilidade entretanto desmentida pelo grupo presidido por Soares dos Santos .
«É totalmente falso que a Jerónimo Martins esteja interessada na compra da Sumolis », garantiu ao PÚBLICO um porta-voz da empresa.

No lado das subidas, destaca-se ainda o comportamento do Banco Totta &amp; Açores que, ao contrário dos restantes títulos do sector bancário, encerrou a ganhar 3,41 por cento.
Movimentaram-se cerca de 285 mil títulos, com a cotação de fecho a situar-se nos 4359 escudos.
«Alguma coisa se passa à volta deste papel.
Existe um forte interesse dos internacionais», salientou outro responsável.
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<DOC DOCID="HAREM-612-03931">
Sem-vaga ganham nova sala de 1ª série - 02/04/98
 São Paulo, quinta, 2 de abril de 1998 Sem-vaga ganham nova sala de 1ª série CARLA CONTE da Reportagem Local Após dois meses do início das aulas, a escola municipal Doutor Miguel Vieira, na Cidade Dutra (zona sul de SP), conseguiu abrir ontem nova sala para abrigar 135 dos 600 alunos de 1ª série que estavam sem vaga.
Cada uma das três turmas de 45 estudantes começou a aprender as vogais, enquanto as outras turmas -iniciadas em fevereiro- já estão aprendendo a formar palavras e frases.
Com essa defasagem, os novos alunos terão aulas em dez sábados, no recesso em julho e em parte das férias de dezembro para finalizar o calendário escolar.
Para atender maior número de alunos, em cada turno há 45 estudantes e duas estagiárias para ajudar a professora.
Em média, as outras salas têm 35 alunos.
"Resolvemos aproveitar o espaço da sala, mas não podemos lotar uma classe sem dar condições de qualidade de ensino.
Colocamos as estagiárias para poder ter mais alunos estudando sem comprometer o aproveitamento da turma", afirma o diretor da escola, Carlos
Alberto Giannazi.
Novela das vagas O prédio onde fica a nova turma foi cedido pelo INSS após longa espera.
Atendendo ao pronunciamento do presidente Fernando Henrique Cardoso, o diretor da escola matriculou no início do ano 600 alunos além das 2.200 vagas.
Depois, pediu ao INSS dois prédios para usar como classe.
Por causa dessa medida, o diretor foi elogiado pelo MEC (Ministério da Educação) e acabou virando símbolo da campanha do governo "Toda Criança na Escola".
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, também chegou a prometer em janeiro que iria liberar para o diretor os prédios do INSS em caráter de urgência.
Apesar da promessa e de as aulas na rede municipal terem começado em fevereiro, só agora é que o primeiro prédio (o menor deles) pôde ser usado.
O INSS teve problemas com antigos inquilinos para liberar o local.
Giannazi chegou a enviar ao MEC uma lista de outros prédios que poderiam ser usados para aulas, mas ainda não houve resposta.
Carlos Giannazi
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<DOC DOCID="HAREM-332-03940">
www.funerarianet.com.br - O Legítimo Portal do Diretor Funerário
 CTAF (14) 6822.0595 Clique aqui e receba boletins diários Página Principal | Clipping | Pesquisa | Phorum Funet | Bate Papo | Links Voltar Dono de funerária é morto por concorrente em Itabuna A delegada Ana Amélia Falcão determinou as deligências para prender o comerciante ênio de Sá, proprietária da Funerária Santa Cruz, situada no centro de Itabuna, acusado de matar, na manhã de ontem, o também comerciante José Bernardo Ferreira Pires, de 50 anos.
"Zequinha", como era conhecido, foi assassinado com dois tiros, um na cabeça e outro no tórax, dados à quima roupa, no momento em que se encontrava na porta da Mortuária Santa Luzia, de sua propriedade, situada a 100 metros da loja do criminoso.
"Zequinha" foi encontrado agonizante, por policiais civis que passavam pelo local e prestaram socorro, levando-o para o Hospital Calixto Midlej Filho (HCMF), que fica a poucos metros do local do crime, onde acabou morrendo momentos depois.
Segundo amigos da vítima, pouco antes de cometer o crime, Ênio de Sá estava em companhia de um filho, num bar em frente ao HCMF, onde tomou duas cervejas.
Em seguida, saiu dizendo que ia matar o comerciante, e se encaminhou para a mortuária da vítima, que foi surpreendida quando pintava a frente de sua loja.
O criminoso se aproximou, gritou que ia matá-lo, e disparou dois tiros à quima-roupa, fugindo rapidamente numa Parati Verde.
Rixa Amigos e pessoas que trabalham no setor afirmaram que a vítima e criminoso tinham uma rixa, depois que "Zequinha" vendeu uma mortuária a Ênio de Sá, que teria pago com cheques sem fundos.
Eles afirmaram, ainda, que, há uma semana, os dois tiveram uma discussão muito forte, após uma reunião na Associação dos Comerciantes de Artigos Fúnebres (Acafi), quando "Zequinha" teria ofendido o criminoso, que então teria prometido se vingar do concorrente.
O corpo do comerciante foi levado para necrópsia no Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde funcionários lamentavam sua morte.
Um deles ressaltou que, duas horas antes ser assassinado, a vítima tinha estado no DPT e, ao sair, disse que ia vestir uma camisa velha da Acafi para pintar a frente de sua loja.
À Tarde - Salvador 21.08.2000 www.funerarianet.com.br - O Legítimo Portal do Diretor Funerário
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<DOC DOCID="HAREM-347-03946">
 Olá, parece-me que isto pode ser de interesse para o MCT português. 
 Desculpem se já sabiam... 
 Diana 
 GOVERNO PREPARA INTERNET PARA ENSINO À DISTANCIA 
 Os Ministros da C&amp;T, Ronaldo Sardenberg, e da Educacao, Paulo Renato Souza, assinaram ontem, 19/10, o Protocolo de Intencoes que possibilitará a realizacao de Pesquisa e do Ensino pela Internet. 
 Sardenberg anunciou o inicio do funcionamento experimental de uma conexao de alta velocidade entre Brasilia, BH e SP, a partir de segunda-feira, dia 
 25 de outubro. 
 Até fevereiro de 2000, segundo o ministro Sardenberg, 14 cidades estarao conectadas por meio de redes com velocidades até 17 vezes mais rapidas que as existentes no momento. 
 O ministro completou: "Será uma mola para o avanco do ensino superior e a pesquisa no pais. 
 Presentes a presidente da SBPC, Glacy Zancan, o presidente do CNPq, Evando Mirra, o secretario de Ensino Superior do MEC, Abilio Afonso Baeta Neves e o diretor do Instituto de Matematica Pura e Aplicada (Impa), Jacob Palis. 
 O Programa Interministerial de Implantacao e Manutencao da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa é iniciativa que integra o projeto de renovacao e melhoria da Internet no Brasil, enfocando o ensino à distancia e as novas tecnologias de informacao. 
 Os principais objetivos do projeto sao a alta qualidade do trafego de producao por meio da Internet, o suporte a aplicacoes de educacao superior, como o Projeto de Bibliotecas Digitais do MEC, e a interligacao dos experimentos das redes metropolitanas de alta velocidade, para testes de novas aplicacoes. 
 Segundo o Sardenberg, o projeto representa avanco significativo da qualidade dos servicos de transmissao de dados no pais: 
 "Estou muito feliz que tenhamos alcancado tais objetivos, pois colocamos o Brasil novamente no caminho das tecnologias de ponta de redes de informacao. 
 Para o MCT, os recentes avancos e os desafios que ainda existem em redes de alto desempenho demonstram a importancia da realizacao de investimentos e desenvolvimento de tecnologias, que constituirao a base da chamada Sociedade da Informacao e do Conhecimento. 
 Os primeiros esforcos de pesquisa em redes no Brasil foram empreendidos pelo CNPq, na chamada Rede Nacional de Pesquisa ­ RNP, no inicio dos anos 80. 
 Nessa primeira fase, a RNP se dispunha a oferecer o acesso à Internet ao meio academico, governo e organizacoes que nao fizessem uso comercial da Rede. 
 Alem disso, buscava disponibilizar, consolidar e implantar a infra-estrutura para o funcionamento da Rede no Brasil, interligando Universidades e Centros de Pesquisa, e, principalmente, capacitar recursos humanos para a operacao das redes. 
 Esse modelo de prestacao de servicos vem sendo mantido até hoje mas a maior parte desses objetivos foi atingida entre 96 e 98. 
 Estudo do MCT indica que a estrutura atual apresenta-se saturada e com sua capacidade de expansao comprometida. 
 A solucao mais adequada para a expansao tecnologica da Internet é a separacao das aplicacoes operadas com tecnologia atual (www, transferencia de arquivos, correio eletronico etc.), daquelas que demandam servicos de rede experimentais ou de nova geracao (educacao à distancia, bibliotecas digitais, colaboracao estendida etc.) 
 Os usuarios dessa rede, em nova modalidade, serao os pesquisadores, os professores e alunos de instituicoes de ensino e pesquisa brasileiras. 
 (Assessoria de Comunicacao do MCT) divulgado em ( JCEmail da SBPC) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-124-03958">
 'Extermínio é limpeza' . 

 Da Agência Folha, em Recife 

 O ex-motorista Mário Pereira, 23, o "Ninja", diz que gosta de matar . 


 Segundo a delegada da Polícia Civil Olga Câmara, que o prendeu em 1990, Pereira disse ter matado 115 pessoas . 


 Formalmente, porém, ele é acusado por 24 mortes . 


 Em depoimento a integrantes do Centro Luiz Freire, o ex-motorista diz ter esperança de um dia sair da cadeia e fazer o dobro das mortes que já praticou . 


 O Centro Luiz Freire obteve o depoimento após três meses de negociação para conseguir uma autorização judicial . 


 A seguir, trechos do depoimento . 


 Pergunta - Por que praticar o extermínio? 


 Ninja - Isso aí significa mais uma limpeza . 


 Pergunta - Para praticar os crimes você precisava de recursos... 


 Ninja - Você pratica outros crimes fora para dar recursos . 
  Eu não posso dizer que só matei marginais . 


 Pergunta - O que leva as pessoas a contratar esse serviço? 


 Ninja - A maioria dos casos é mais rixa, máfia . 


 Pergunta - Quanto custaria uma coisa dessas? 


 Ninja - Tem a tabela . 
  Um advogado, um padre, um juiz, um promotor, tudo ali tem seu preço . 


 Pergunta - O que é que você sentia quando praticava esses crimes? 


 Ninja - Nada . 
  Isso aí faz parte do seu serviço . 
  Você me pagou, eu tenho que ir lá e eliminar . 


 Pergunta - Você gosta de matar? 


 Ninja - Justamente . 
  Eu gosto de matar, entendeu? 
  Me sinto bem, muito bem . 
  Principalmente essas almas sebosas . 
  É pegar e matar mesmo . 
  Tenho esperança de chegar lá fora e fazer o dobro do que já fiz . 

 (Fabio Guibu) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-42K-03972">
 Crescimento da economia abaixo de 2% 
 
(Maputo) O governo acaba de finalizar a sua proposta de revisão do Plano Económico e Social (PES) que vai submeter ao parlamento dentro de dias e que, no essencial, altera drasticamente a previsão de crescimento do PIB para este ano, fixando-a, provavelmente, abaixo dos 2%.
	 
Durante as cheias, o PR insistia que, apesar do desastre, ainda era razoável continuar a prever um crescimento da ordem dos 8%. Semanas depois, o governo disse à AR que previa um crescimento na casa dos 3.8%. Mas na documentação que o governo levou ao consultivo, em Junho, falava-se de 7 a 9% ao ano, no quinquénio, tendo o Banco Mundial apresentado uma taxa mais modesta (5 a 7%).
	 
Na sua conferência de imprensa de ontem, o PM não quis especificar, mas esclareceu que as previsões do governo se situam agora abaixo dos 3.8%. "Poderá ser uns 2%, ou um pouco menos". Afinal, disse ele, "o impacto das cheias foi mais forte do que pensávamos". 
	 
Apesar disto, disse o PM, os objectivos do PES mantêm-se. 
	 
Quanto à inflacção, Mocumbi garantiu que há condições para mantê-la controlada "o mais baixo possível" até ao fim do ano. A uma pergunta do "mt", Mocumbi disse que a agricultura é o sector que mais contribuirá para a redução dos indicadores, mas os transportes também, não só o rodoviário interno mas o complexo do corredor da Beira. 
	 
No entanto, reconheceu que o decréscimo no tráfego ferro-portuário no corredor da Beira não está a ser compensado "pelo tráfego que já se começa a recuperar na linha de Nacala e na linha do Sul, entre Maputo e Ressano Garcia". 
	 
Mocumbi disse mesmo que a situação que relatou na semana passada sobre o corredor da Beira tinha piorado. "Já não temos comboios diários. Se na semana passada tínhamos 2 a 3 comboios por dia, esta semana tivemos dificuldades em encher uma formação de comboios de Harare para o porto da Beira". 
	 
Embora o que interesse a Moçambique seja mais o tráfego Harare-Beira que o Beira-Harare, este cenário está a registar-se nos dois sentidos, o que reflecte também uma redução das importações zimbabweanas.
	 
O PM não quis detalhar a forma como os vários sectores da economia contribuiram para este acautelamento de último trimestre sobre o PIB, remetendo um aprofundamento para os debates na AR. Acrescentou que o país estava, no entanto, a registar algum crescimento, mas "não ao ritmo que esperávamos". Deu o exemplo do sector da construção como estando com muita vitalidade. 
	 
O "mt" perguntou-lhe porque é que o governo não abandonava definitivamente o seu discurso triunfalista quanto ao PIB e começava a falar em decréscimo. Mocumbi respondeu que os dados que o goverrno tem divulgado baseiam-se na avaliação daquilo que se passa na economia real. "Recebemos as afirmações dos diferentes sectores produtivos e as projecções são feitas com base nisso".
	 
No que diz respeito à reconstrução pós-cheias, o PM anunciou que o governo já tem garantias de receber dos doadores 227 milhões USD para a recuperação do sector público, e 27.5 milhões para canalização ao sector privado. "Há documentos formalizados e os desembolsos estão a ser feitos". E acrescentou que isto representa um "progresso".
	 
PETRÓLEO, CROWN AGENTS E AÇÚCAR 
O governo crê que a crise no preço do petróleo a nível internacional não terá grandes impactos em Moçambique, se a OPEC aumentar, como prometeu, a produção, o que levará, segundo o PM, a uma redução do actual preço do barril de 35 para 27 USD já em Outubro. "Espero que isso influencie positivamente o preço dos combustíveis no nosso país. A nossa expectativa não é de alarme".
	 
Num momento em que o governo está a preparar o novo programa com o FMI para os próximos três anos, perguntámos ao PM se o executivo estava, nessas conversações, a insistir na protecção da indústria do açúcar.
	 
"Nós não estamos a discutir em termos de protecção. A nossa ênfase é fazer com que o país retome a produção do açúcar que foi interrompida pela destabilização. É um recurso que temos, e temos que valorizar este potencial. Se queremos o crescimento da economia moçambicana isso tem de ser feito na base dos recursos que o país tem. E que não nos imponham condições que nos impeçam de valorizar um recurso que temos e que pode ser útil para a nossa economia. Esta é a nossa posição, a de que temos que dar espaço para a indústria do açúcar se desenvolver".	 
A discussão do novo programa com o FMI, disse o PM, vai estar balizado pelas medidas e plano de actividades que o governo tem para os próximos anos, sugerindo que o executivo não está disposto a receber tantas imposições como no passado. "Se eles, e outros parceiros, tomarem em conta a vontade do governo de aplicar as suas próprias políticas, então o diálogo vai ser fácil". 
	 
O "mt" perguntou-lhe quanto é que o governo irá pagar à Crown Agents no novo contrato até 2003, e qual era a meta dada à firma britânica em termos de arrecadação de receitas.
	 
Negando detalhar valores, e remetendo-nos para um contacto com o Tesouro, Mocumbi disse que o pagamento vai ser "na base do princípio de taxa de sucesso". 
	 
Qual é a percentagem?, insistimos.
	 
"Não lhe quero dar. Contacte o Tesouro". 
	 
Acrescentou que não se tratava apenas de resultados financeiros mas também da capacitação da instituição. "Isto é o que nos interessa. Não estamos a promover uma política de colocação do sector privado estrangeiro para gerir a nossa alfândega". 
 
 (Marcelo Mosse) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-61C-03974">
Mais uma vez, o vazio deixado pela falta de vontade política é preenchido, como muito bem disse o senhor deputado Spencer, pelo negócio, pelo liberalismo e pela busca do lucro. Será conveniente deixar o governo da Europa aos cuidados das multinacionais que, por enquanto, »fazem negócio» à custa dos consumidores? Acho que não. Finalmente, a última conferência da ONU, »Habitat II» sobre as grandes cidades, prova-nos que é muito urgente que a Comissão possa fazer-se ouvir pelo Conselho de Ministros e recupere, por fim, o poder.

Senhor Presidente, às vezes tenho, de facto, a impressão de que essas catástrofes já estão a ocorrer, mas que nós ainda não queremos reconhecer nem admitir que se trata de catástrofes decorrentes das alterações climáticas. Há estudos que demonstram cada vez mais à evidência que as intervenções humanas, através de emissões de gases que provocam o efeito de estufa, levam a alterações climáticas. Até os mais empedernidos críticos de uma relação de causalidade começam a ter as suas dúvidas. Não obstante, como é exactamente essa relação é coisa que ainda parece desconhecermos. É por esse motivo que gostaria de perguntar à Comissão se não será possível estimular mais o seu programa de investigação especialmente dedicado a este assunto.

Parece-me necessário dispormos de maiores conhecimentos sobre essa relação de causalidade para gizarmos uma estratégia adequada de redução. Que pensa a Comissão a esse respeito? Qual vai ser a aposta por que vai optar a Comissão na próxima Conferência sobre o acordo relativo ao clima, no tocante aos países em vias de desenvolvimento? Que esforços estamos nós a desenvolver na Europa, e por que esforços dos países em via de desenvolvimento estamos nós dispostos a pagar o nosso contributo? Será que a senhora comissária está de acordo comigo em que é necessário existir um certo equilíbrio entre esses contributos, para continuarmos a ser credíveis, como União?

Senhor Presidente! Com o aumento da concentração dos gases resultantes do efeito de estufa, cresce a probabilidade de efeitos negativos sobre o nosso clima, devendo nós ter sempre em consideração que o clima é um sistema não linear, em que se podem verificar muito rapidamente mudanças surpreendentes que, de uma penada, provocam o desaparecimento de ecossistemas inteiros.

Sabemos hoje através de muitos relatórios científicos como devem ser as medidas destinadas a contrariar essa evolução, onde e por quem devem ser aplicadas, mas a sua introdução vai sendo atrasada, não se passando, infelizmente, das palavras aos actos.

Gostaria de citar, em particular, as medidas designadas por «no regrets ». Medidas que seja como for estão já, neste momento, a introduzir melhorias substanciais a nível do ambiente, através da redução dos poluentes, e que, seguramente, não só promovem um maior rendimento energético, como criam postos de trabalho, tal como já foi dito pelos oradores precedentes. Se pensarmos que um terço das emissões de CO2 no mundo surgem em consequência da geração e distribuição de energia, certamente haverá possibilidade de poupanças neste domínio que ainda não esgotámos totalmente, que deveríamos finalmente aplicar, porque um menor consumo de energia, não só polui menos o ambiente e reduz as emissões para a atmosfera, como também pode influenciar decisivamente a competitividade dos nossos países.

Espero, Senhora Comissária, que nas discussões a terem lugar no âmbito do mandato que lhe será conferido, recorde em particular aos membros do Conselho que decisões como os cortes no programa SAVE II se encontram em total contradição com as suas declarações.

Senhor Presidente, ao escutar a história da senhora comissária, verifico que ela diz que, na verdade, apostámos tudo numa redução do imposto CO2 . Não atingimos esse ideal, e agora, ao fim de quatro anos, voltamos a uma conferência onde vamos tentar estabelecer novos acordos. E qual foi o motivo por que, de acordo com a senhora comissária, não atingimos esse objectivo? Porque o ECOFIN não quer aceitar o nosso imposto CO2 .

Senhor Presidente, sabendo isso - e, na verdade, já há dois anos que se sabe que não aceitam essa taxa CO2 -, pergunto-me por que motivo não vamos nós, na nossa qualidade de União Europeia, estudar a possibilidade de também desenvolvermos algumas alternativas. E, nesse caso, perguntamos, por exemplo: que é preciso fazer, exactamente? Significa isso que temos de passar dos combustíveis fósseis para fontes de energia renováveis e que é preciso reduzir o consumo de energia? Que acordos estabeleceu a Comissão Europeia sobre esse ponto? Ou será que se limitaram a lamuriar-se por causa da taxa CO2 ? Que acordos concretos se fizeram?
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<DOC DOCID="HAREM-411-03995">
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Editorial
Repressão, Solidariedade e Determinação
Foram as alterações havidas na alta hierarquia do Exército em comissão de serviço na Guarda, e a nova equipa que comanda os destinos desta Força de Segurança, que são responsáveis pelo desenvolvimento de uma linha fortemente repressiva contra o jovem e representativo movimento associativo. No cerne desta brutal ofensiva contra o elemento mais consciente e que encabeça o movimento de autonomização, modernização e dignificação desta Instituição secular de Segurança, estão todos aqueles que querem manter privilégios e atitudes de comando passadistas e prepotentes e os que sempre viveram de espinha curvada, na tentativa sempre frustrada de parar a roda da história e de silenciar a voz irreverente, responsável e autorizada da maior e mais representativa Associação da Guarda.
A utilização da repressão como método, éo argumento dos incompetentes e nunca, mas nunca, foi suficiente para anular ou aniquilar a força da razão, do pensamento e da Justiça.
A vigília do passado dia 22 de Junho, frente ao Comando - Geral e convocada pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC / PJ), em representação da Comissão Coordenadora Permanente, que engloba Associações e Sindicatos da Administração Interna, Defesa e Justiça, além da inequívoca demonstração de solidariedade das duas centrais sindicais (UGT e CGTP), de partidos políticos, de magistrados, de juristas, de cidadãos anónimos, de muitos profissionais e de uma cobertura mediática sem precedentes, confirmou o forte prestígio da nossa jovem Associação e os apoios àcausa que abraçámos e a condenação vigorosa dos actos que atentam contra a dignidade humana e o processo de modernização da GNR e de direitos de cidadania para os seus profissionais. O homem da Guarda nunca voltou as costas ao perigo , àvilania e àinfâmia, e com coragem e determinação saberá mais uma vez defender os valores e causas em que acredita.
O Associativismo, a razão e a Justiça, VENCERÃO! 
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<DOC DOCID="HAREM-721-03997">
A C I F
A C I F ICPME ESCOLAS PROFISSIONAIS
"Recepção aos alunos da Escola Profissional de Fafe
SESSÃO SOLENE ABRE NOVO ANO LECTIVO
No passado dia 08 de Setembro, pelas 18h00, no Estúdio Fénix, em Fafe, a Associação Comercial e Industrial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, proprietária da Escola Profissional de Fafe, abriu solenemente o ano lectivo 2000/2001. A transição de entidade proprietária, causou alguma expectativa aos pais, alunos e professores que quase encheram o Estúdio Fénix, tornando a sessão pública bastante concorrida. Este éo primeiro ano lectivo da nova escola, pelo que foi efectuada uma demonstração informática aos alunos, de todo o historial e projectos da ACIF. Desta forma, os presentes ficaram cientes da idoneidade da instituição que vai gerir os destinos da nova escola. Os habituais discursos de ocasião, começaram com a directora executiva da Escola Profissional de Fafe, Alice Soares que passou a ideia da escola como a vida, ou seja, como um processo que se prolonga no tempo e que éconstituído por etapas fundamentais. No seguimento da sessão, Luís Caldas da A.C.I.Guimarães, anterior entidade proprietária da Escola Profissional, fez um percurso pelos anos em que a ACIG esteve áfrente da Escola Profissional, para demonstrar a importância de uma entidade gestora forte. Terminou com votos de sucessos para a ACIF, e para a nova escola, neste desafio que agora se apresenta a ambas. O Presidente da ACIF, Sérgio Silva iniciou o seu discurso referindo todo o processo que levou a ACIF do sonho àrealidade de hoje. Não deixou de referir que a luta para esta nova escola foi extenuante, o que coloca as expectativas muito altas. Alertou, por isso, todos os alunos para a necessidade do bom funcionamento da nova escola, sob pena de se enjeitar a possibilidade de encerramento, caso as coisas não corram bem. De seguida, Sérgio Silva falou dos projectos para um novo edifício escolar que possibilite a constituição de mais cursos, mais turmas e consequentemente mais alunos.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-70C-04005">
Estou convicta de que precisamos de uma política europeia dinâmica a favor da infância, de que precisamos de um defensor das crianças, que as proteja de forma eficaz e exclusiva. Tendo em vista a assembleia da ONU do próximo mês de Maio que vai proceder à revisão da Convenção dos Direitos da Criança e na qual o Parlamento Europeu deveria ter uma participação, conforme pedido por nós formulado, creio que seria muito positivo se a senhora Comissária tomasse uma iniciativa para nos dotarmos de uma política nova, abrangente e comum a favor das crianças e dos jovens a nível europeu. 

Senhor Presidente, saúdo calorosamente o relatório da senhora deputada Gröner. Apesar de um início tardio, o programa JUVENTUDE provou ser um programa de valor inestimável. Por que razão este programa se reveste de tanta importância? Porque um dos seus principais objectivos é abarcar uma proporção mais elevada de jovens desfavorecidos: indivíduos, grupos ou organizações, que de outra forma não teriam qualquer acesso a qualquer tipo de financiamento europeu. Claro que surgem as críticas sobre os elevados custos administrativos, visto que o programa compreende vários microprojectos que, pela sua dimensão, são naturalmente mais difíceis de administrar. 

Tive a sorte de ter trabalhado de perto com um grupo de jovens desfavorecidos do País de Gales, o meu próprio país, que receberam financiamento ao abrigo deste programa. Os jovens participantes beneficiaram tanto desta acção que, vê-los falar aqui em Bruxelas - alguns deles eram anteriormente jovens delinquentes -, mostrou-me claramente a importância deste programa. A inclusão de projectos válidos que visem jovens desfavorecidos, garanto-lhes, vale cada centavo do que custa. Temos de salvaguardar o programa e proteger os seus principais objectivos, isto é, chegar até aos jovens desfavorecidos. 

Senhora Presidente, talvez seja útil recordar aqui que a cultura europeia não esteve à espera da Comissão para que as artes e as línguas dos vários países europeus dessem ao mundo as provas mais tangíveis do génio humano. Encorajar tal riqueza é, decerto, uma das missões menos contestáveis da Comissão, e o relatório Gröner vai no bom sentido. Contudo, os programas que hoje estamos a discutir podem ser objecto de dois tipos de observações. 

A primeira, de ordem técnica, e que é largamente referida nos diversos relatórios hoje debatidos, tem a ver com o seu peso e opacidade. Quem os solicitou pôde verificar o verdadeiro quebra-cabeças que são os dossiês dos pedidos. Talvez a Comissão veja, aqui, uma verdadeira forma de arte. Tornar os procedimentos mais leves permitiria porém, nomeadamente, suprimir as subvenções às associações intermediárias cujo objecto é, muito simplesmente, ajudar os artistas e os estudantes a conseguirem os famosos fundos europeus. Algumas destas associações são, aliás, presididas por membros desta assembleia. Sem querer fazer aqui processos de intenções, esta mistura não é, com certeza, desejável. 

A segunda observação, de ordem política, tem a ver com a intenção mal escondida de desenvolver, a partir destes programas, uma propaganda tendente a converter os jovens cidadãos dos nossos Estados-Membros em "homo-europeus" anacionais. 

Senhora Presidente, em primeiro lugar, gostaria de felicitar a senhora deputada Gröner pelo excelente trabalho que realizou, bem como a Comissão, e em particular a senhora Comissária, pela iniciativa da elaboração deste Livro Branco, que já de si considero um grande êxito.

Devemos ter presente, porém, que é agora que somos chamados a fazer um verdadeiro esforço para assegurar a respectiva aplicação nos Estados-Membros, pois, se o não fizermos, não tiraremos partido de todo o dinheiro que investimos na elaboração deste Livro Branco, o que seria profundamente lamentável.

Não podemos esquecer que os jovens são o nosso futuro, o futuro da Europa e de grande parte do mundo, e que, neste processo, estamos a procurar aproximar jovens provenientes de mais de trinta países. Por conseguinte, não podemos permitir que o êxito deste programa se veja comprometido por prazos demasiado longos de análise dos projectos ou por atrasos nos pagamentos, se bem que, no tocante a este último ponto, me tenha congratulado ao ouvir a relatora dizer que o problema foi diminuindo à medida que o programa foi sendo executado. 

Temos de procurar que os relatórios da Comissão sejam claros e coerentes e, sobretudo, que todos os anos seja apresentado um relatório anual que abranja todas as agências nacionais de Juventude. Devemos igualmente procurar que os custos administrativos não sejam demasiado elevados e, por último, gostaria de pedir o apoio dos governos na obtenção de vistos por parte de jovens oriundos de países fora da União que pretendam participar nestes programas. 

Senhora Presidente, permita-me em primeiro lugar que agradeça a Lissy Gröner. Ela sempre foi, no Parlamento, a chave-mestra para nos lançarmos numa verdadeira política para os jovens. E, quando falamos de política para os jovens, estamos muito longe de uma política de propaganda. Estamos, mesmo, no pólo oposto, porque o programa JUVENTUDE contribui para desenvolver o conhecimento do outro, a aprendizagem de outras línguas, outras culturas, a liberdade de expressão e, consequentemente, para promover valores fundamentais como a tolerância, a diversidade, a solidariedade. São estas as bases sobre as quais deve construir-se uma Europa da cidadania. Se oferecermos a centenas de milhar de jovens, todos os anos, a possibilidade de trabalharem em conjunto, de escutarem outros jovens e outras culturas, de se empenharem para ajudar socialmente aqueles que mais necessitam, estaremos a fazer uma obra de civilização, não uma obra de propaganda. 

Foram apresentadas pelos deputados várias observações a que gostaria de responder. Tentámos melhorar a gestão do programa e simplificar o acesso a ele. Vários deputados, aliás, frisaram o esforço desenvolvido nos últimos anos, nos últimos meses. Já conseguimos abreviar os prazos do processo de decisão. Não sendo perfeita, a situação é neste momento bastante melhor do que no início, e posso garantir que vamos continuar, a fim de tornar a simplificação dos procedimentos administrativos e a redução dos prazos do processo de decisão ainda mais eficientes. 

Vários oradores salientaram a importância da abertura deste programa aos jovens desfavorecidos. Congratulo-me com os exemplos concretos apresentados pelos deputados para mostrar como os jovens desfavorecidos puderam aproveitar destes programas de uma forma positiva para o seu desenvolvimento ulterior e a sua inserção na sociedade. Vamos, é claro, manter-nos nesta via. Como sabem, 50% dos projectos centralizados são-lhes abertos. Do mesmo modo, tentaremos que os outros projectos lhes sejam mais abertos do que acontece neste momento. 
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<DOC DOCID="HAREM-248-04020">

Considerando a situação pela qual passa o nosso país e as conseqüências que isso acarreta às empresas, como a dificuldade na liquidez de seus compromissos, a Brasilian Gems Avaliações, coloca à disposição, um Ativo Financeiro de Pedras Preciosas Brasileiras de acordo com a Constituição em vigor.
O Ativo financeiro com o qual trabalhamos, são ESMERALDAS e serve como caução ou garantia de dívidas.
(Bens para penhora).
Fornecemos lotes de esmeraldas brutas ou lapidadas no valor de face do montante da dívida, conforme sua necessidade.
O material fornecido é de idoneidade comprovada, pois é acompanhado de Certificado de Legitimidade, por Laudo da USP e de Perito Avaliador credenciado pela USP e pelo Ministério da Fazenda, com mais de 40 anos de experiência no ramo de Pedras Preciosas.
Segundo a Constituição, as Pedras preciosas vêm em segundo lugar na ordem em que o devedor deve nomear bens à penhora nos termos do artigo 655 do Código do Processo Civil.
Temos experiência no fornecimento deste material, comprovada por decisões judiciais.
Caso sua empresa necessite e queira conhecer nosso material, estaremos ao seu inteiro dispor.
No aguardo de suas preciosas ordens, subscrevemos.

Márcia

Site: www.stonegems.net
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<DOC DOCID="HAREM-841-04049">
Escola Secundária Poeta António Aleixo
Antigo Liceu de Portimão
A Escola Secundária Poeta António Aleixo , antigo Liceu de Portimão , foi construída em 1965. Trata-se de um edifício monobloco, em betão, com três pisos. Tem uma área total de 23.000 m 2 , com 4.120 m 2 de área coberta e capacidade para 1200 alunos , com características próprias do sistema educativo da sua época. Localiza-se na parte nova da cidade de Portimão , na conhecida Av. 25 de Abril, estando envolvida por um importante conjunto de estruturas municipais: a Biblioteca , Museu , Sala de Exposições , Piscina , Pavilhão Polidesportivo e Auditório .
Estando Portimão situada no estuário do rio Arade, com o melhor porto de mar do Algarve e perto de praias procuradas por turistas, a Escola a acaba por reflectir, de algum modo, os condicionalismos inerentes à sua localização e ao perfil da sua população.
Embora a ESPAA esteja vocacionada para o ensino secundário, continua a manter no presente ano lectivo de 2002/03 , uma turma do Curso de Educação e Formação Profissional Inicial - Agente de Acção Educativa , e no período da noite duas turmas do ensino básico por unidades capitalizáveis. Quanto ao ensino secundário, existem este ano 19 turmas do 10º ano, com 451 alunos; 12 turmas do 11º ano, com 250 alunos e 12 turmas do 12º ano, com 308 alunos. No período da noite, existem 5 turmas do ensino secundário por unidades capitalizáveis. Existem no total 51 turmas e cerca de 1500 alunos inscritos.
A Escola tem para oferecer um leque diversificado de cursos , leccionados por um corpo docente estável, constituído por 131 professores , na sua maioria profissionalizados.
Última actualização -- 12 de Dezembro de 2002
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<DOC DOCID="HAREM-091-04065">
Concelho de Moura - Alentejo Digital
[ Home ].
Bem Vindos ao Concelho de Moura, terra do bom azeite Utilidades História Turismo Concelho Câmara Municipal Freguesias St Agostinho e S. João Amareleja Póvoa de S. Miguel St Amador Safara Sobral da Adiça St Aleixo Restauração Fotografias Termas Educação Hotelaria Farmácias Telefones Úteis Serviços Públicos Eventos
?
Cinema para o Mês de Maio ?
Jogos Desportivos Municipais Informação
A Mulher no Inicio do Novo Século
Dia 15 de Maio, pelas 9.30H, no Cine-Teatro Caridade, em Moura irá realizar-se um Fórum intitulado A Mulher no Inicio do Novo Século, tendo como organização a Câmara Municipal de Moura e a colaboração da Associação de Mulheres do Concelho de Moura.
Este Fórum será divido em vários painéis onde serão discutidos os mais variados temas tais como os Direitos Sexuais e Reprodutivos, a Participação da Mulher no Poder Local e ainda Direitos da Maternidade e Paternidade e a Política de Emprego e Inserção.
Um Brinquedo por uma Causa
O Grupo 28 da Associação dos Escuteiros de Portugal, com colaboração da Câmara Municipal de Moura, e o Rádio e Jornal «A Planície», apelam a todos os munícipes da cidade de Moura, para procurar entre os brinquedos que já estão encostados a um canto e que podem vir a fazer muitas crianças felizes para os entregar na recepção da Câmara, para no dia 1 de Junho se poder ver um sorriso nos rosto de muitas crianças.
Desporto ?
Futebol
Campeonato Distrital de Seniores (1ª Divisão)
Realiza-se dia 20 de Maio, pelas 16h no Estádio do M.A.C. mais um jogo entre Moura Atlético Clube e e Grupo Desportivo e Cultural de Neves
?
Pesca Desportiva (inserido nos Jogos Municipais) ?
2º Encontro de Basquetebol (inserido nos Jogos Municipais) ?
Cinema
Exorcista
Destaque
JOGOS DESPORTIVOS MUNICIPAIS Serviços Agenda Regional Compadre Revista de Imprensa Classificados Anedotas Tempo Webmail SMS
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Resolução aconselhada 800x600
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<DOC DOCID="HAREM-785-04076">
E como eram as instalações? 
Pobríssimas. 
Aquela faculdade que eles têm ainda fui eu que a constui, concorri para o PRODEP e ganhei. Já era professor na universidade do Minho, mas depois era jubilado trabalhava lá e aqui e como morreu o director de lá e, na altura, pediram-me para ficar por dois anos, estive que ficar oito anos, porque meti-me no PRODEP até que aquilo acabasse estive lá. 

E como veio para a universidade do Minho? 

Quando se fundou a universidade do Minho, o professor Lloyd Braga formou a comissão instaladora. E eu pensava em cumprimentá-lo, eu era do outro lado, mas queria cumprimentá-lo porque eu fiquei contente quando ouvi eles a anunciarem, porque tudo o que é cultura é bom para uma nação. Com espanto meu, é ele que lá me vai visitar. Estivemos lá 1hora a falar e tal, e depois estava eu a dar aulas no Porto e recebo um telefonema da secretária que o reitor precisava urgentemente de falar comigo, - "Olhe é impossível, porque eu estou aqui no Porto, dou aulas de manhã e de tarde, é um dia por semana, portanto só amanhã é que lé poderei ir." Eu julgava até que era para me dar os parabéns porque eu nesse dia fazia anos. Com grande espanto meu, diz-me assim o Lloyd Braga:  "Eu estava esta manhã a tomar banho e disse, eu vou convidar o professor Lúcio Craveiro." , "Está bem! Dê-me uma semana para pensar.". E ao fim da semana eu disse que sim, e portanto, passei para cá. Depois convidou-me para vice-reitor. Entretanto, ele tem que ir para Lisboa para construir a Universidade Nova, fica o professor Romero e eu. O professor Romero, que ainda vive, está muito doente, é quem devia ser o reitor. Mas o ministro tinha tido uma pega com ele em Lourenço Marques e não quis nomeá-lo. O que eu levei muito a mal. A organização da universidade foi ele que a ideou, estar em faculdades com está, foi o professor Romero. E acontece que o ministro não o queria para reitor. O professor Romero sabendo disso pediu um destacamento e fiquei eu sozinho. O ministro mandou-me chamar,  "O senhor será o reitor em Braga.". Eu disse: "Oh senhor reitor vamos ver." , "Não, porque eu nomeio-o." , "Pois aí é que está o problema. É que eu não aceito ser reitor sem consultar a universidade.". Por isso é que eu sou o primeiro reitor eleito. Acho que na vida universitária o reitor tem de ser uma pessoa que a universidade aceite e que a universidade possa escolher, porque ela é que sabe o que precisa. Era a tradição antiga das universidades. Estivemos três quartos de hora a discutir, mas eu não. Ele não lhe convinha ir buscar outro porque já estava só eu, não tinha muito por onde escolher na altura e acabou por ceder. Acabou por ceder, isto foi a fins de Outubro, fins de Novembro, mandei para lá os resultados. Só no dia 17 de Dezembro é que apareceu no Diário da República. 

De que ano? 

Foi em 1981, mas só tomei posso em 1982, em Janeiro, porque tinha que tomar posse no prazo de um mês e como no prazo de um mês era ao domingo, ia ser a 17 de Dezembro porque saiu no Diário da República a 17 de Dezembro, então contava-se o dia seguinte. E depois outra questão foram os vice-reitores. Ele queria impôr dois vice-reitores amigos dele, mas um era especialista em Pedras o outro era especialista em Química, e eu disse: "Oh senhor ministro desculpe, mas não. Eu preciso é de engenheiros porque é para construir a universidade, para Humanidades estou eu para Filosofia. Preciso é de pessoas que me possam ajudar na construção. E então, acabou por ir o Machado dos Santos e João de Deus Pinheiro, que foram reitores a seguir, foram os meus vice-reitores, precisamente porque eu não sou engenheiro, era preciso construir, é preciso saber os planos.Estive três anos até ao limite da idade. Foi então, estava a começar, os terrenos de Guimarães foram no meu tempo que se compraram porque tínhamos lá uma casa emprestada mas a universidade, foi necessário encontrar o local e comprar os terrenos. Aqui a universidade em Braga, também alarguei os terrenos que tínhamos para a construção. Escolhemos bem os professores, eu e os meus vice-reitores. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-024-04078">
 Júri manda Exxon pagar indenização 5 

 ...bilhões de dólares é o valor fixado por um tribunal do júri em Anchorage (Alasca, EUA) para a indenização a ser paga pela empresa de petróleo Exxon pelo vazamento de petróleo do navio Exxon Valdez, em 1989 . 

 Ieltsin pode concorrer à reeleição 

 O porta-voz da Presidência da Rússia deu ontem indícios de que o presidente Boris Ieltsin concorrerá à reeleição em 1996 . 

 Juiz Di Pietro lançará livro 

 O juiz Antonio di Pietro, principal nome da operação Mãos Limpas, vai lançar em breve um livro em que comenta a constituição italiana . 


 Berlusconi pede sacrifícios a italianos 

 O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, pediu ontem aos italianos que aceitem "alguns sacrifícios necessários à aprovação da nova lei financeira do país" . 
  O projeto prevê cortes de US$ 29 bilhões no orçamento . 

 Heidi Fliess é presa por drogas 

 Heidi Fliess, 28, a "Madame de Hollywood", foi presa por uso de drogas (não-especificadas) após um exame antidoping feito num tribunal em Los Angeles (Califórnia) . 

 Liberais pedem maior uso de pílula 

 O deputado Simon Hughes, do Partido Liberal Democrático, propôs ontem no Parlamento britânico que seja facilitado o acesso a pílulas anticoncepcionais para adolescentes a partir dos 11 anos de idade . 

Ministro palestino renunciou, diz OLP 
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<DOC DOCID="HAREM-381-04080">
Isotexsa - Impermeabilização para a Construção Civil, Lda ::::::..              
Última actualização: 09-01-2003              
Nº de visitas:              
Localização | Contacto | Produtos | Obras | Técnica | Tempo              
Exclusividade em Portugal              
Uma empresa com força para investir neste novo produto. É o que comprova a entrevista da semana com o Gerente da Isotexsa, Fernando Domingues.              

Era uma vez ...              
Fundada e iniciada a actividade em 1971, foi uma das primeiras empresas a representar produtos da TEXSA Portuguesa, dando origem assim ao seu nome Isotexsa.              
Situada em Leiria, com um capital social de 7.481,97 euros, inicia o mercado do distrito de Santarém e posteriormente, Leiria e Coimbra. Poucos anos depois, passa a gastar produtos de outros fornecedores nacionais e internacionais onde alarga a sua actividade a todo o país.              
Em 1986, houve uma reestruturação da empresa e um dos sócios vende a sua quota. A Isotexsa fica com dois sócios e o capital social é aumentado para 49.879,79 euros.              
Em 1989, a empresa é adquirida pelos actuais sócios gerentes, Fernando Domingues, sua esposa Cremilde Domingues e filhos, aumentando o capital social para 124.699,48 euros.              
Hoje, a Isotexsa conta com 30 colaboradores especializados na aplicação e gestão da mesma. Tem como principal objectivo, a qualidade de vida nos edifícios, onde o morador é cada vez mais exigente e merecedor de toda a informação, por parte dos projectistas, promotores, instaladoras e construtores.              
Com o sector de mercado na Construção Civil, Obras Públicas, Condomínios e obras particulares, a Isotexsa comercializa e aplica os seus produtos, em todo o continente e arquipélagos.              
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<DOC DOCID="HAREM-742-04095">
História da TV
 Música Braileira Com Estilo Americano O anos era 1963.
A TV Excelsior estava disposta a tudo para se consolidar de uma vez no primeiro lugar de audiência.
Passou a contratar os melhores artistas do mercado, que vinham da TV Tupi, TV Rio e TV Record, para ganhar salários milionários da emissora que estava disposta da gastar milhões.
No entanto o diretor Carlos Manga ( hoje diretor de criação da Rede Globo ) percebeu que para conquistar multidões nada melhor do que a nossa própria música, a popular, a MPB.
Mas como a emissora era cheia do "cascalho" nada melhor do que encher os olhos dos telespectadores com muito brilho e luxo.
Foi exatamente isso que ocorreu, cenários luxuosos foram montados e o programa foi batizado de Times Square - uma sugestão do produtor Mário
Wilson O programa tinha um elenco milionário, formado por artistas de peso que conquistaram, rapidamente o sucesso, levando o programa aos primeiros lugares no Ibope.
Participavam do programa Zélia Holfman, Aizita Nascimento, Hamiltom Ferreira, o saudoso Grande Othelo, Ema D´Àvila, Paulo Celestino, a escrachada Dercy Gonçalves, Annik Malvil, Íris Bruzzi, Ary Leite, Jaime Filho, Lilian Fernandes, Myriam Pércia, Renata Fronzi e muitos outros artistas.
O programa Times Square foi uma verdadeira Broadway Brasileira, e se transformou em um fenômeno musical até 1966 quando saiu do ar.
O programa ia ao ar todas a quintas-feiras, patrocinado pelas lojas Tele-Rio e atingia seu clímax ao apresentar o quadros dos bonecos-cantores interpretador por Castrinho e Dorinha Duval.
Mais tarde o quadro foi protagonizado por Dorinha Duval e Daniel Filho ( também diretor de criação da Rede Globo).
Um grande sucesso que deixou momentos memoráveis aos milhões de telespectadores que viveram aquela época que, mesmo em preto-e-branco, coloriu as noites da nossa televisão.
Clique aqui e mande sugestão dos programas ou novelas que você quer ver resgatadas aqui nesta sessão
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<DOC DOCID="HAREM-612-04097">
Paris Lumière | Hospedagem | 4 estrelas | Terrass Hotel
 26ºC Météo France Brasília Paris - 4 estrelas - 3 estrelas - 2 estrelas - 1 estrela - Apart hotel - Castelos Terrass Hotel 12, rue Joseph de Maistre - 75018 PARIS Telefone: 00 331 46 06 72 85 Fax: 00 331 42 52 29 11 Direção: Jean-Luc Binet E-mail:terrass@FranceNet.fr O Hotel Salão Ver Paris e sonhar... 
 um clichê turístico, mas realista desde que você abrace Paris do restaurante instalado no terraço-jardim da cobertura. 
 O serviço é completo, a cozinha é natural e sofisticada, e a vista é tão deslumbrante que os lugares são contados. 
 Aliás, cada parisiense (existem muitos, talvez ? 
) deveria levar ali pelo menos uma vez um amigo em viagem (seria demais ? 
). 
 Seja ele de Tóquio, do Rio, Chicago ou Sochaux, certamente ele voltará, fiel a tanta magia e firmemente decidido a "crer na França".
 88 quartos com banheiro privativo 13 suítes 7 andares com elevador Sala de estar Piano Bar com música ao vivo. 
 8 salas equipadas para seminários ou banquetes. 
 Dois restaurantes, no térreo e no terraço, oferecendo uma vista espetacular de Paris. 
 Salão do restaurante Restaurante no terraço panorâmico Localização Situado na colina de Montmartre, próximo à igreja do Sacré Coeur, o Terrass Hotel lhe oferece uma localização especial com vista dominante sobre Paris, aliado à tranquilidade de um bairro. 
Metrô Linha 2 Estação Place Clichy ou Blanche Linha 12 Estação Abesses Ônibus Linhas 30 - 54 - 60 - 68 - 74 - 81.
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 Com belo mobiliário de época, oferecem TV com satélite, telefone direto, controle de ar e aquecimento individual, banheiro completo, secador 
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 Preços QUARTOS Simples 1 pessoa 1110 FF Simples 2 pessoas 1320 FF Superior 1 pessoa 1320 FF Superior 2 pessoas 1540 FF Triplo - Suíte Júnior
 1860 FF Café da manhã - 75 FF QUARTOS - Promoção Internautas Simples 1 ou 2 pessoas 880 FF Superior 1 ou 2 pessoas 1040 FF Triplo - Suíte Júnior 1400 FF Café da manhã - Cortesia Aceitamos todos cartões de crédito, cheque de viagem e Euros Todos os impostos incluídos Câmbio - Valores atuais Franco Francês 1 Real= 3.8466 Francos 1 Franco = 0.2600 Reais Euro - CEE 1 Real = 0.5864 Euros 1 Euro = 1,7053 Reais Serviços Elevador Estacionamento Baby -sitting Lavanderia Serviços de quarto Mini bar Secador de cabelos Climatização individual Telefone direto TV satélite 
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<DOC DOCID="HAREM-431-04107">
Titulo do documento
Departamento de Informática Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Regras que o Aluno deve ter em conta na utilização da VPN Este documento tem como objectivo explicar o que se pode, não se pode e o que não se deve fazer quando um aluno estiver ligado ao D.I. via VPN (Virtual Private Network) O que se pode fazer:
Aceder à web usando o proxy dos alunos (proxy.alunos.di.fc.ul.pt:3128), mediante a autenticação do aluno, os consumos que fizer também contam para a quota web mensal
Aceder aos grupos de discussão, sem ser necessário usar o login e password dos newsgroups
Aceder à sua àrea pessoal e/ou de grupo via SSH
Aceder a quaisquer serviços internos fornecidos pela Administração de Sistemas aos alunos do D.I.
O que não se pode fazer:
Aceder ao software disponível apenas nas imagens de laboratório
Fazer trabalhos (compilar, executar serviços, etc) nas máquinas de projecto
Executar qualquer comando que tome acções fora da àrea de trabalhos/pessoal
Aceder às máquinas dos laboratórios
O que não se deve fazer:
Perpretar qualquer tipo de acção que vise prejudicar o bom funcionamento de máquinas e/ou serviços, em caso de haver alguma ocorrência deste tipo o aluno será responsabilizado, mediante os tramites legais
Emprestar o login e a password a terceiros para que estes possam usufruir da VPN
Tudo o que não se deve fazer quando se está fisicamente no Departamento de Informática e que possa de alguma maneira prejudicar o bom funcionamento do equipamento/serviços
Autor:
Administração de Sistemas
Bruno António
Última Revisão 12 de Fevereiro de 2003 Administração de Sistemas Informáticos
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<DOC DOCID="HAREM-71J-04115">
«Uma boa parte do público dos Stones hoje é yuppie.
É uma tendência», dizia o lojista Nivaldo Silva Costenaro, 34, cabeludo baterista de uma banda de blues.

«Escuto Stones desde os 13 anos de idade.
O fã daquela época vai ser fã sempre», acrescentou Costenaro.

Apesar de limitar a venda de quatro ingressos por pessoa, a Mesbla não evitava ontem que uma mesma pessoa comprasse mais de uma vez.

A queda nas vendas teve reflexos nas negociações entre as confecções e as lojas.

«Não está havendo cancelamento de pedidos.
Mas existem indústrias que estão sendo procuradas pelos lojistas para postergar as entregas», conta Eduardo Costa, diretor da Abravest, que reúne a indústria de vestuário.

Seca afeta pouco a produção de grãos
A seca que atingiu as áreas produtoras de grãos não deve causar grandes estragos na safra 1994/95.
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<DOC DOCID="HAREM-034-04118">
 CAMISA-DE-FORÇA 

 "100% lã, carinhosamente feita à mão por estudantes do centro de reeducação política", diz a etiqueta de uma blusa "made in China", em charge do "Buffalo News", que ironiza a "nova política de direitos humanos da China" . 
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<DOC DOCID="HAREM-23L-04120">
O estímulo imediato para a mudança de política foi o receio de que a Florida fosse invadida por uma vaga de refugiados -- uma possibilidade que traria sérios perigos políticos. 
Perder o controlo das fronteiras dos EUA seria uma desastre para qualquer Presidente; 
a incapacidade de Jimmy Carter em conter a vaga de embarcações vindas de Mariel em 1980 contribuiu para a sua derrota a favor de Ronald Reagan. 
Clinton, cuja política externa tem uma pobre reputação, ficaria seguramente mais vulnerável às críticas. 
 
É claro que nesta perspectiva as autoridades espanholas tudo tentarão fazer para integrar o pelotão da frente, cenário sem dúvida mais favorável a Portugal. 
Mas as coisas em Espanha não estão nada fáceis. 
A derrapagem da economia acentua-se. 
Os números do desemprego conhecidos na semana passada são desastrosos: 
um em cada cinco espanhóis estão sem emprego. 
O Governo socialista previa que essa fasquia fosse atingida apenas no final deste ano, depois de um forte aperto na economia, mas, supreendentemente, foi já alcançado. 
 
Com este estado de coisas, iniciou-se uma forte pressão dos mercados sobre a peseta. 
O Banco de Espanha foi chamado a intervir e começarem os rumores de que a peseta poderia tomar o caminho da libra e da lira e abandonar o SME. 
Calcula-se o que poderia posteriormente suceder ao escudo, sabendo-se, como se sabe, que os técnicos do Comité Monetário aconselham uma desvalorização substancial da moeda nacional. 
Como em França o clima é também de incertezas, agravado pelas eleições marcadas para meados do próximo mês, a Europa passa nas próximas semanas por um período periclitante. 
Tão periclitante, que se sobrevier nova tempestade cambial, o SME muito simplesmente poderá acabar e dar o lugar à tal UEM acelerada para as economias mais fortes, e mais lenta para os que ainda têm muito que convergir. 
 
O mundo, portanto, é repartido em pedaços -- 
cada unidade é uma unidade. 
O processo do desejo e da sua impossível missão. 
 
Ao entregar um cargo equiparado a ministério à representante de um partido historicamente avesso aos compromissos políticos, Itamar Franco abriu uma crise sem precedentes no Partido dos Trabalhadores (PT). 
«Eu curvei-me às razões do Presidente», disse Luiza Erundina, que contrariou o veto público de Lula à participação do PT no Governo e o próprio partido, que já havia declarado oficialmente a sua oposição a Itamar Franco. 
 
Eleita para suceder ao ex-presidente Jânio Quadros na Prefeitura de São Paulo em 1988, Luiza Erundina, de 58 anos, geriu até ao final do ano passado o terceiro maior orçamento do Brasil. 
«Fui oposição a vida toda. 
Às vezes cheguei a ser radical e sectária, mas aprendi que a gente só interfere se estiver dentro do barco», declarou a ex-prefeita à imprensa paulista, ao justificar a sua presente decisão. 
 
Relatório da Organização Internacional do Trabalho  
Conselhos de administração alérgicos a mulheres 
O mundo está a tornar-se «amigo das mulheres», mas as salas dos conselhos de administração não. 
Menos de três por cento das empresas ocidentais são dirigidas por mulheres, revela um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ontem divulgado em Genebra. 
 
O repórter da «Rádio Elmo» de Pinhel, Craveiro Lopes, foi condenado em tribunal a 14 meses de prisão e 60 dias de multa por ter criticado a actuação da PSP, informou ontem a Lusa. 
A pena foi suspensa por 28 meses, atendendo à conduta do arguido anteriormente aos factos e por ter demonstrado «algum arrependimento por os haver praticado». 
O repórter foi accionado por, em crónicas emitidas em Julho de 1992, ter criticado o comandante do posto da PSP, subchefe Amadeu Eiras e o guarda António Soares, críticas que o Ministério Público considerou difamatórias. 
De acordo com o processo, Craveiro Lopes fora detido, meses antes, por aqueles polícias «por factos susceptíveis de integrarem ilícito criminal», após o que terá dito aos microfones ser «inconcebível que, nas mãos de homens sem qualquer escrúpulo, se deposite poder». 
Em tribunal, o repórter afirmou não ter tido intenção de difamar, «mas tão só de informar», não pretendendo «atingir a honra e consideração dos visados». 
O tribunal considerou, porém, que as afirmações de Craveiro Lopes «são objectiva e subjectivamente difamatórias e susceptíveis de atingir senão a essência da personalidade destes, pelo menos o património do seu bom nome, do crédito e da confiança por eles adquiridos enquanto pessoas, cidadãos e agentes da autoridade numa comunidade pequena onde todos se conhecem». 
Em declarações à Lusa, Craveiro Lopes disse que se limitou a tornar «públicas situações de perseguição que ainda perduram». 
E acrescentou: 
«Se hoje tiver de fazer e dizer o que disse, não hesitarei». 
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<DOC DOCID="HAREM-12H-04149">
Duas listas na Casa do Douro 

Manuel António Santos e Anibal Ferreira confirmaram a sua candidatura à liderança da Casa do Douro com a apresentação de listas próprias as eleições de 21 de Março.
Manuel António Santos, presidente do Conselho Regional de Vitivinicultores do Douro, é um dos membros da comissão que tem estado a trabalhar no acordo final para pagamento da dívida da instituição duriense à Cofipsa .
A lista de Manuel António Santos, apresentada no último dia do prazo legal para entrega de candidaturas, tem como vogais António Breia, da direcção da Casa do Douro e presidente da Adega Cooperativa de Murça, e António Lobão, presidente da Adega Cooperativa de Freixo de Numão .
Anibal Ferreira, presidente da Adega Cooperativa de Pegarinhos, lidera uma lista apresentada pela UNIDOURO (União das Adegas Cooperativas da Região Demarcada do Douro) como representativa do sector cooperativo .
Esta lista, integra também António Camilo, presidente da Adega Cooperativa de S. João da Pesqueira, e Nuno Machado, presidente da mesa da Assembleia Geral da Adega Cooperativa de Mesão Frio .
Fora da corrida, fica Mesquita Montes, o antigo presidente da Casa do Douro, que renunciou em Novembro passado ao cargo que ocupou durante 24 anos para viabilizar a mediação do Governo na resolução do diferendo com a Cofipsa .
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<DOC DOCID="HAREM-921-04160">
Castelo de Alcácer do Sal
CIDADE CASTELO POUSADA FESTAS GALERIA
Castelo de Alcácer do Sal
O castelo de Alcácer do Sal, de construção muçulmana, é um dos poucos exemplares em que tecnologicamente se utiliza a taipa. As crónicas mais antigas referem que tinha duas portas, uma a norte, chamada Porta Nova, e outra para nascente chamada Porta de Ferro. Os seus muros, construídos maioritariamente em pedra, mas possuindo alguma parte de taipa, ocupam um grande espaço sendo todos cercados por grandes torres. Entre elas encontra-se uma chamada Adaga, por ter no meio esta alma esculpida numa pedra. É de cantaria, obra fortíssima e é quadrada. Além desta existem outras trinta, todas em pedra, excepto a do relógio, e a de algique, que são de taipa, altíssimas e bem formadas. De notar que o castelo possui ainda hoje uma torre avançada semelhante à torre albarran do castelo de Badajoz. Escavações realizadas nos últimos dois anos no Castelo de Alcácer do Sal revelaram importantes níveis arqueológicos quer da fase Almóada quer mesmo Califal e do período de Taifas, tendo-se recolhido abundantes objectos destes períodos, os quais integrarão o futuro Museu Arqueológico em construção no local. A história do Castelo não pode dissociar-se da própria história de Alcácer do Sal. Convém referir que actualmente o edifício do castelo comporta a Pousada D. Afonso II, bem como o um futuro Museu Arqueológico.
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<DOC DOCID="HAREM-944-04167">
Tricampeão de F-1 nasceu no kart 
 MARIO CESAR CARVALHO 
 Da Reportagem Local 

 Vinte e cinco anos separam a primeira vez que Ayrton Senna pisou num kart da conquista de seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 em 1989 . 


 Vinte e cinco anos pode parecer um número besta, mas para um piloto preocupado com milésimos de segundo é uma eternidade . 


 E o que se veria depois foi uma das carreiras mais vertiginosas do automobilismo mundial: tricampeão de F-1, recordista mundial de pole-positions (65) e 41 vitórias em 10 anos de carreira . 


 Senna pisou pela primeira vez num kart quando tinha 4 anos . 


 O próprio Senna dizia que o piloto veloz e técnico da Fórmula 1 nasceu no kart: "O kart me habilitou a andar rápido" . 


 Em 1982, quando corria na Fórmula Ford 2000 na Europa, perguntou a um amigo: "Quem você acha que é melhor do que eu: Chico Serra ou Nélson Piquet?" 


 O amigo não sabia, mas Senna sabia: "Eu tenho uma grande vantagem sobre eles . 


 Ayrton Senna da Silva nasceu às 2h35 do dia 21 de março de 1960 na maternidade de Pro-Matre, em São Paulo . 


 Seu irmão Leonardo nasceria quando ele tinha 6 anos . 


 O kart parece ter sido a salvação de Senna . 
  Até ganhar o brinquedo era um desengonçado . 


 "Confesso que temia pela sua normalidade", relata a mãe . 
  "Uma escada com mais de três degraus era um obstáculo que ele dificilmente conseguia vencer . 


 Um eletroencefalograma feito à época revelou que o garoto era normal . 


 No kart, Da Silva, como era conhecido nas pistas, já reunia algumas das carcaterísticas que seriam sua marca na F-1 . 


 Ganhava provas sob chuva, "era espetacular e meio selvagem", como define Maurizio Sala, que disputava provas de kart contra Senna nessa época . 


 Já era detalhista, quieto e obcecado por vitórias . 
  Venceu a primeira prova de kart que disputou em 1973 e foi acumulando títulos . 


 Era tão obcecado por carros que não dava muita bola para a escola . 
  Em 1977, concluiu o 2º Grau no Colégio Rio Branco em São Paulo com médias que fariam corar qualquer pai . 
  Em matemática, por exemplo, passou raspando na trave . 
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<DOC DOCID="HAREM-43J-04173">
Trata-se do segundo volume da exploração do pop asiático por David Byrne:
«Peppermint Tea House -- The Best of Shoukichi Kina».
Lançado dentro do projeto «Asia Classics», um subselo do Luaka Bop (o mesmo que lançou Tom Zé no exterior), essa coletânea é mais um passo de Byrne na sua busca do sublime na música.

No primeiro volume de «Esses Byrne» mostrou soberbas trilhas sonoras de filmes indianos.
Com Kina, ele chegou bem perto da perfeição.

Em todo o shopping, que está decorado com lanternas, leques e até um portal japonês, há exposições de iquebana (arranjos florais), bonecas, cerâmicas, armaduras, máscaras, quimonos e espadas.

Em outro espaço, há exibição de vídeos que demonstram, por exemplo, a cerimônia do chá e o teatro kabuki, além de pontos turísticos do Japão.
Próximo à praça da alimentação, um sushiman estará preparando pratos típicos, como sashimis e o sushis, que estarão à venda.

Para isso, ele afirma pretender inaugurar uma câmara setorial para discutir as questões específicas da economia no Estado.

Para atender à política desejada pelo governador eleito, Barelli vai comandar uma revisão da antiga pasta (Secretaria das Relações do Trabalho).
O economista diz que, para geração de empregos, várias propostas terão que ser analisadas.
Segundo ele, «nem os grandes países souberam resolver o problema do desemprego».

Segundo ele, italianos e belgas já descobriram que comprar imóveis em Natal é um ótimo negócio.

«Um diplomata da Bélgica comprou apartamento para passar as férias de julho e janeiro, mas fora desse período ele aluga o imóvel por US$ 1.000», diz Bezerra.
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<DOC DOCID="HAREM-65A-04177">
tenho 16 anos de Banco.

INGRESSO NO BNDES

Eu entrei no BNDES, através de concurso público. Eu já tinha uma  noção,  já sabia o que o BNDES fazia. Eu tinha interesse de vir trabalhar no Banco,  em função  da  atividade  dinâmica  de  visitar  empresas,  de   apoiar   novos empreendimentos, de conhecer o Brasil. Então,  eu  me  interessei  muito  em fazer o concurso do Banco. Fiz concurso público em  1984,  fui  admitido  em 1986.

TRAJETORIA NO BNDES

Eu sempre trabalhei, desde que eu entrei no BNDES, na  área  de  análise  de projetos e, especificamente, na Mineração, Metalurgia e Siderurgia. O  nosso trabalho  consiste  em  analisar  o  pleito  de  uma  empresa.  Esse  pleito normalmente refere-se a um pedido de  financiamento  para  expansão  de  uma planta industrial, para instalação de uma nova  planta,  para  modernização. 
Então, o nosso trabalho sempre foi de analisar o projeto,  que  chamamos  de "estudo de viabilidade econômica e  financeira".  Vemos  se  a  empresa  tem capacidade de pagamento, analisamos se  o  projeto  é  meritório  dentro  da política  de  desenvolvimento  do  Banco  e,  no  final,  nós  montamos   um relatório. Esse relatório é encaminhado à diretoria do Banco para  aprovação e concessão do financiamento posteriormente.

AVALIAÇÃO DE PROJETOS
Mina do Pico, Mina de  Águas  Claras,  Mina  da  Mutuca,  Alunorte,  Albrás, Latasa. 
Eu poderia citar vários projetos que eu participei, como a expansão da  MBR, uma empresa de mineração, instalada  em  Minas  Gerais.  Nós  financiamos  a expansão da Mina do Pico, a Mina de Águas Claras e a Mina da Mutuca  também.
Eles têm um terminal aqui, próximo a Sepetiba, e nós financiamos  toda  essa expansão. Tem um projeto da Albrás, uma das maiores produtoras  de  alumínio do Brasil, nós financiamos a expansão dela. Tem  a  fábrica  de  alumina,  a Alunorte, também no Pará, que é um insumo muito importante para o  Brasil  e o Brasil importava esse insumo. E, graças ao  financiamento  dessa  empresa, nós deixamos de importar alumina. Alumina é um insumo fundamental na  cadeia de fabricação do alumínio.  E  outros  projetos  menores,  como  a  primeira fábrica de lata de alumínio do Brasil, que foi a  Latasa.  Nós  financiamos, desde a primeira expansão da empresa em Pouso Alegre, financiamos a  fábrica de São Paulo, a fábrica do Rio de Janeiro, a fábrica de  Recife  e  acabamos de financiar recentemente a nova unidade deles, no Rio Grande do Sul. E  uma coisa que é fundamental no nosso processo de análise é conhecer, in loco,  o processo operacional, o que a empresa faz, como ela está organizada, como  é o ambiente organizacional dessa empresa e o processo produtivo.  Então,  nós sempre visitamos as empresas.

VIVENCIAS NO BNDES

Viagens

Eu tenho uma história bastante  interessante,  principalmente  para  aqueles que imaginam que a vida de um técnico do BNDES consiste em pegar  avião,  na ponte Rio-São Paulo, ficar em escritórios com ar condicionado das  empresas.
Não é assim. A  área que eu trabalhei durante 16 anos, que  foi  a  área  de Mineração e Metalurgia e Siderurgia, nós tínhamos freqüentemente viagens  ao interior do Brasil, interior  da  Selva  Amazônica,  interior  do  Pará,  do Amapá. Em uma dessas viagens, nós estávamos  visitando  um  projeto  de  uma empresa de mineração, que queria desenvolver uma lavra de ouro, em  processo industrial. E o que aconteceu de interessante nesse processo  é  que  eu,  o nosso chefe na época, o Wagner  Bittencourt  e  mais  dois  técnicos,  Mário Miceli, Eduardo Cestari, fizemos a viagem do  Rio  até  Itaituba,  no  Pará. Essa viagem foi feita num Lear Jet da empresa, no maior  conforto,  digamos, na maior mordomia. Quando chegamos em Itaituba, o deslocamento  de  Itaituba até onde tinha essa ocorrência mineral, que se encontrava  no  Rio  Tapajós, só podia ser feita de barco. E nós entramos no barco da empresa, não era  um grande barco, o que eles chamam de "voadeira". "Voadeira" é  uma  lancha  de metal, é um barco de metal de 10 metros de comprimento, mais ou menos.  Além de nós quatro do BNDES, havia dois diretores da empresa  e  o  barqueiro.  E esse barco estava carregando muito material para a  empresa.  Por  problemas de  navegação  naquele  trecho,  não  havia  uma  navegação  regular,  então procurava-se maximizar qualquer  viagem  que  fizesse  para  aquela  região, levar o máximo possível de material.  E  a  empresa,  além  de  nós,  estava levando combustível, bombas, equipamentos.  O  barco  estava  muito  pesado. Naquela época, o rio Tapajós estava num período de  pouca  chuva,  então  as pedras  estavam  muito  aflorando  na  superfície.  Nós  ficamos  um   pouco preocupados porque da margem, do ponto que nós estávamos sentados no  barco, da quilha até o nível de água, dava um palmo de diferença.  Então,  qualquer oscilação faria com que entrasse água. E realmente isso aconteceu. À  medida que nós fomos nos deslocando pelo rio Tapajós, no sentido montante,  começou entrar água dentro do barco. Como se não bastasse, o motor falhou.  O  motor falhou, nós ficamos à deriva e foi entrando  água,  foi  entrando  água.  De repente, todo mundo se apavorou e, no momento que  levantou  todo  mundo,  o barco perdeu o equilíbrio, ele virou, literalmente virou. Todos  nós  caímos dentro do rio, o equipamento foi todo perdido e nós  ficamos  cerca  de  uma hora à deriva. Para se ter  uma  idéia  do rio Tapajós,  ele  tem,  mais  ou menos, uns 900 metros de  largura.  Nós  ficamos  exatamente  no  meio  e  a correnteza puxava muito, então nós ficamos à deriva, nos  dispersamos,  mas, graças a Deus, conseguimos parar num banco de areia no meio do rio.  E  mais tarde, umas duas horas depois, uma outra "voadeira" que  passava  no  local, nos socorreu. Aí, pode ser perguntado: "Bom, a viagem de vocês terminou  aí. Vocês voltaram para Itaituba para o Rio de Janeiro?" Não.  Aproveitamos  que nós estávamos, mais ou menos perto, umas três horas do ponto que a gente  ia visitar, continuamos a viagem, visitamos o  projeto,  fizemos  todo  contato necessário. Apesar desse imprevisto, desse incidente, graças a Deus  ninguém morreu, mas nós fomos lá no local, cumprimos  a  nossa  missão.  Conseguimos coletar material para fazer análise do projeto, que  infelizmente,  não  foi aprovado, porque a questão da segurança foi um aspecto que  pesou  muito  na análise da empresa, e por essa falha, na  segurança,  no  deslocamento,  nós olhamos com mais atenção  à  segurança  do  empreendimento,  que  era  muito falha. A mina que estavam perfurando, parecia  uma  mina  daquela  época  do Velho Oeste,  aquelas  galerias  muito  mal  estruturadas.  Então,  o  Banco realmente não concedeu financiamento para essa empresa.  Isso foi  em  julho de 1988.


AVALIAÇÃO PESSOAL

Significado do BNDES
Para mim o BNDES, em primeiro lugar, ele é uma grande  escola.  É  um  local que se você quiser conhecer o que é o Brasil, como funciona o  Brasil,  como se dá o processo de desenvolvimento, não existe melhor  local.  Porque  aqui nós lidamos com toda a economia. Toda a economia do  Brasil,  todo  tipo  de atividade, é estudada, é analisada, é conhecida aqui dentro. Segundo  lugar, o Banco é uma grande família, um ambiente de trabalho excelente,  até  hoje, eu só fiz amigos aqui no Banco. É uma experiência muito gratificante,  tanto que o emprego que eu mais permaneci até  hoje,  foi  o  BNDES.  Eu  já  tive experiências anteriores, trabalhei em outros locais,  antes  do  BNDES,  mas aqui foi o local que  eu  mais  me  identifiquei,  pelo  ambiente,  tipo  de trabalho e pela importância para o desenvolvimento do país.

Projeto Memória

Sobre o Projeto Memória dos 50 anos do Banco eu agradeço  essa  oportunidade de poder deixar um registro para gerações futuras,  e  quero  parabenizar  a diretoria do Banco e a equipe pelo  brilhante  trabalho  de  registrar  essa memória do Banco, porque uma das falhas que a gente percebe no Brasil,  é  a escassez do registro do passado. À  despeito  de  outros  países  que  sabem cuidar muito bem do seu passado, cultuam, reverenciam  o  passado  como  uma forma de levar para o presente os valores importantes do passado. No  Brasil até então, isso não vinha sido tratado com cuidado.  Nós  podemos  citar  um exemplo que é comum de todo mundo, a questão  da  ferrovia  no  Brasil.  Ela teve uma importância fundamental  no  desenvolvimento  do  país,  o  próprio BNDES apoiou as ferrovias, ou a expansão da Central do Brasil e outros.  Mas hoje, não existe uma memória ferroviária para se  contar  a  história  desse meio de transporte pioneiro, que vai comemorar 150 anos agora,  em  2004,  e foi um dos vetores mais importantes para o  desenvolvimento  do  Brasil.  Eu diria, para finalizar, que a importância do  desenvolvimento  do  Brasil se deve, em primeiro lugar, às  ferrovias,  ao  seu  pioneirismo  há  150 anos atrás. Em segundo lugar, o BNDES que está alavancando tudo isso aí.
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<DOC DOCID="HAREM-526-04193">
O Átomo de Niels Böhr (1913)

Em 1913, o físico dinamarquês Niels Böhr propôs um modelo para o átomo de hidrogênio que englobava as conclusões de Rutherford, os estudos feitos em relação ao espectro do átomo de hidrogênio e o postulado de Planck, que admitia a quantização de energia. Tomando para estudo o átomo de hidrogênio, que é o mais simples, os postulados de Böhr, em linhas gerais, foram os seguintes:

o elétron do átomo de H descreve órbitas circular ao redor do núcleo; 
o elétron pode encontrar-se em uma série limitada de órbitas; 
as órbitas foram chamadas por Böhr de estados estacionários e, portanto, diz-se que o elétron está em um estado estacionário; 
as órbitas diferem pelos raios; 
o elétron só pode ocupar as órbitas que tenham determinadas quantidades de energia; 
um elétron que permanece em uma órbita determinada não irradia energia; 
a passagem de um elétron de uma órbita para outra supõe absorção ou emissão de determinada quantidade de energia, conforme o elétron se mova de uma posição menos energética para outra mais energética, ou vice-versa; 
a energia é emitida ou recebida em forma de irradiação e é calculada pela equação: DE=h.g 
cada órbita é caracterizada por um número quântico (n), que pode assumir valores inteiros entre 1,2,3,...

A Contribuição de Sommerfeld

Sommerfeld admitiu a possibilidade de órbitas elípticas no átomo de H. Ele introduziu um segundo número quântico, que chamou de k. Assim, n ficou sendo o número quântico principal e k o número quântico azimutal, relacionados pela igualdade:

comprimento do eixo maior da elipse n

----------------------------------------------- = ---

comprimento do eixo menor da elipse k

Como se pode deduzir, quando k = n a órbita é circular. Em outras palavras, quanto maior a diferença entre n e k, maior a diferença entre os tamanhos dos eixos e mais excêntricas as elipses.

 

O Parecer do próprio Böhr

Quando o próprio Niels e outros cientistas tentaram aplicar este modelo a outros átomos maiores que o H, verificaram que falhava totalmente. A conclusão é que deveria haver outros fatores a influenciar quando os átomos tinham mais de um elétron.

 

A quantização do comportamento do elétron é incontestável. A compreensão dos níveis estacionários de energia também. Então os fatores que influenciam a quantização da matéria para outros átomos maiores que o H, deveria vir do comportamento do próprio elétron dentro do átomo. A partir desta constatação, os estudos começaram a ser canalizados para o comportamento do elétron na estrutura átomo. 

 

A Contribuição de Louis de Broglie

Em 1924, o físico francês Louis de Broglie, mostrou que o elétron tem um comportamento análogo à luz. Por conseguinte, tem um caráter partícula-onda. Ora nos interessa o seu comportamento ondulatório, em em outras ocasiões o seu comportamento de partícula.

Mas as ondas eletromagnéticas podem ser interpretadas de forma matemática, através das equações, as quais já haviam sido desenvolvidas pelo físicos ao tratar do movimento ondulatório em geral. Então, os elétrons deveriam ser tratados da mesma forma.
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<DOC DOCID="HAREM-30L-04197">
Japão e EUA negoceiam 
O Japão quer continuar a negociar com os EUA tendo em vista resolver o diferendo comercial que opõe os dois países, apesar de a ameaça norte-americana de aplicação de sanções, caso as autoridades nípónicas não abram os seus mercados públicos num prazo de 60 dias. 
O ministro das Finanças de Tóquio, Masayoshi Takemura, afirmou lamentar a atitude de Washington, mas adiantou que o Japão continuará a tentar ultrapassar as diferenças entre as duas partes, em cada um dos sectores em negociação: automóvel, seguros e mercados públicos nas áreas das telecomunicações, equipamento médico, computadores e satélites. 
O ultimato para a abertura dos mercados públicos nipónicos foi imposto por Washington no último fim-de-semana, depois do fracasso das conversações bilaterais. 
 
Mandela teme fuga de investidores 
Em Portugal desde 23 de Maio, Manuel António viveu em Lisboa, cerca de três meses, deslocando-se depois para o Porto. 
Pelas 3h55 da passada quinta-feira foi surpreendido nas escadas interiores da  15ª Esquadra da PSP, na Foz do Douro, sem ter usado a porta de entrada. 
Fonte policial admite que o jovem tenha saltado o muro das traseiras das instalações. 
Na altura, Manuel António alegou sede e que queria beber água, justificando desta forma a sua entrada na esquadra através do muro. 
Indocumentado, deu um nome trocado -- Manuel Carneiro --, disse ser moçambicano e que tinha os documentos numas obras. 
Esta informação não foi confirmada pelos agentes da PSP que o acompanharam a estaleiros sitos na Foz, Boavista e no Carvalhido. 
As diligências da polícia terminaram com a sua entrega ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). 
 
Junto do Consulado de Moçambique, o SEF apurou ser falsa a nacionalidade indicada pelo Manuel António e descobriu os documentos no interior de uma pasta na posse de um tal Albertino. 
As autoridades verificaram que o Manuel António tinha dois passaportes: um angolano, verdadeiro; e outro português, falsificado. 
Este último documento terá sido adquirido no Centro Comercial Dallas, no Porto, por 15 contos e destinava--se a ser usado numa viagem a França. 
Acusado de falsificação de documentos, Manuel António viu a detenção confirmada por um juiz de instrução, que não atendeu ao facto de o jovem ter menos de 16 anos, em função do passaporte angolano de que era portador. 
Quatro dias mais tarde, o Ministério Público detectou o erro e ordenou a transferência do processo para o foro do Tribunal de Menores, a quem foi entregue ontem. 
 
Excedente no comércio externo francês 
A França alcançou, em 1995, um excedente comercial recorde de 104,5 mil milhões de francos (3,1 mil milhões de contos), o que representa um acréscimo de 27 por cento em relação aos resultados de 1994. 
O ministro do Comércio Externo, Yves Galland, anunciou ainda que, no ano passado, as exportações francesas atingiram o montante recorde de 1427 mil milhões de francos (cerca de 43 mil milhões de contos), reflectindo uma alta de 9,2 por cento relativamente ao ano anterior. 
As importações apresentaram uma progressão de 7,9 por cento, o que equivale a 108,6 mil milhões de francos (3,25 mil milhões de contos). 
O último saldo recorde do comércio externo havia sido atingido em 1993, com um excedente de 87 mil milhões de francos (2,6 mil milhões de contos). 
 
Reestruturação na Alitalia 
A Comissão Europeia aguarda uma notificação das autoridades italianas sobre o plano de reestruturação da companhia aérea Alitalia. 
O principal accionista, o grupo público italiano Iri, adoptou na última quinta-feira as grandes linhas do plano, que prevê uma injecção de capital na ordem dos 937 milhões de dólares (cerca de 142 milhões de contos) e o reforço da estratégia de alianças. 
A Comissão Europeia deverá em breve tomar uma decisão sobre a segunda parte da ajuda pública acordada com a companhia aérea grega, Olympic Airways. 
Espera-se ainda a aprovação, por parte da Comissão, da terceira parte do plano de ajuda à companhia francesa Air France, cujo montante global é de cerca de quatro milhões de dólares (cerca de 605 mil contos). 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-035-04198">
 Qual é o seu nome?

 Aurora Lourenço Roxo Videira.

 Local de nascimento?

 Em Friães.

 Quando é que nasceu?

 Nasci a 1 de Setembro de 1937.

 Qual é o nome do seu pai?

 António José Roxo.

 Qual é o nome da sua mãe?

 Ana Maria Lourenço.

 Sabe a origem do nome da sua família?

 Tem origem em famílias de agricultura.

 De onde vieram os seus avós?

 Uns vieram de Friães e outros de Lamas.

 De onde vieram os seus pais?

 A minha mãe de Lamas e o meu pai de Friães.

 Quantos irmãos tem?

 Tenho cinco irmãos, Rosa, Fátima, Diolinda, António e Mário.

 Descreva a casa onde morou na sua infância?

 Era a chamada casa do Roxo. Tinha a cozinha, a loja onde se punha o vinho, o sobrado que tinha duas camas para dormir e o quarto tinha uma.

 Quem morava na casa?

 Era os meus pais e os filhos.

 Como eram divididas as tarefas?

 Uns iam para o monte, outros ficavam a fazer o trabalho de casa, uns iam com as vacas, e outros com as rês.

 Em que local ficava a sua casa?

 Em Friães lá para o lado de Trás-de-Casal.

 Gostava da sua casa?

 Gostava.

 Qual era a actividade dos seus pais?

 O meu pai era alfaiate e a minha mãe doméstica.

 Quem tinha mais autoridade na sua família?

 Era o pai e a mãe.

 Como descreveria o seu pai?

 Muito amigo, era bonito, era baixo, tinha os olhos castanhos.

 Como descreveria a sua mãe?

 Era de altura normal, para mim era muita bonita e também tinha os olhos castanhos.

 Você relacionava-se melhor com algum deles? Porquê?

 Relacionava-me bem com os dois.

 Como descreveria os seus irmãos?

 Bons amigos e bons irmãos.

 Como era a relação entre vocês?

 Umas vezes boas e outras más .Umas vezes batíamos e outras estávamos amigos.

 Convivia com que membros da família?

 Com todos.

 Quais as actividades incentivadas pela sua família?

 Agricultura.

 Quando é que entrou na escola?

 Com 7 anos.

 Qual foi a sua primeira escola?

 Em Friães.

 Qual é a sua lembrança mais forte da escola?

 A professora era muito má.

 Como é que descreveria a educação que recebeu?

 Boa educação.

 Até que idade estudou? 

 Até aos 13 anos. 

 Como é que ia para a escola? 

 Ia a pé.

 Como é que se descreveria como criança?

 Era brincalhona.

 Como a sua relação com os amigos?

 Era boa.

 Como era a relação com a família?

 Também era boa.

 O que é que queria ser quando crescesse?

 Modista.

 Quais eram as suas brincadeiras preferidas?

 Era o jogo da pedrinha e do cantinho, não tínhamos bonecos.

 Quando é que saiu da casa dos seus pais? Porquê? Conte-nos essa mudança.

 Com 21 anos, porque já era de maior idade e fui para Lisboa. A mudança foi difícil separar-me dos pais e dos irmãos.

 È casado? Conte-nos como foi o seu casamento.

 Sou casada. Namorei 6 meses, ele estava em Friães e eu em Lisboa. Não havia beijinhos, mas havia cartas. O casamento foi em Viade de Baixo 

 Tem filhos?

 Tenho três, o Agostinho, a Rosa e a Carla.

 Tem netos?

 Uma , a Carina.

 Quando é que chegou a esta aldeia? 

 Cheguei quando nasci.

 Qual foi a sua primeira impressão desta aldeia?

 Bonita.

 Qual é a sua lembrança mais antiga desta aldeia?

 Foi a morte dos meus pais.

 Para que freguesia veio morar? 

 Para Viade de Baixo, nasci cá, mas para a casa que eu estou agora, com o meu marido.

 Em que outros locais viveu?

 Em Lisboa.

 Estudou até quando?

 Até aos 13 anos.

 Como é que escolheu o que queria fazer? Porquê?

 Foi a vocação que Deus me deu. Porque gostava mais.

 O que é que fez depois disso?

 Trabalhei em trabalhos domésticos e nas horas livres em costura.

 Gostaria de ter continuado a estudar? Porquê?

 Sim. Porque os meus pais não me deixaram. Gostaria de tirar um curso de professora.

 Qual foi o seu primeiro trabalho?

 Guardar um rebanho de anhos.

 Foi escolha própria ou por pressão familiar?

 Era mandada pelos pais.

 Gosta do que faz profissionalmente?

 Gosto muito.

 Se nascesse novamente, escolheria a mesma profissão?

 Sim, escolheria.

 Com quem mora actualmente?

 Com o meu marido.

 Actualmente, qual é a actividade mais importante da sua vida?

 Não posso trabalhar, estou doente tenho duas hérnias na coluna.

 Quais são as suas principais preocupações?

 Trabalhar e não poder, e as dores.

 O que é que faz nas suas horas de lazer?

 Vejo televisão quando estou bem disposta, se não fico na cama.

 Descreva um dia da sua vida.

 De manhã levantei-me, fiz a cama, fiz o comer, arrumei a cozinha e vi televisão.

 Qual é o seu maior desejo?

 É ter saúde. 

 O que espera da vida?

 Espero melhoras da vida.

 Teve alguma decepção?

 Tenho tido muitas.

 Quais são os seus sonhos?

 Os meus sonhos são ver os meus filhos felizes.

 Qual é a sua melhor qualidade?

 Fazer bem às pessoas se poder.

 Tem facilidade nos relacionamentos?

 Às vezes.

 Como descreveria a sua vida, hoje?

 Uns dias com mais dores, outros menos, outros alegres, outros tristes.

 O que achou da entrevista?

 Achei-a boa . 
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<DOC DOCID="HAREM-114-04199">
 ERRAMOS 
 Chico se apronta para estrear amanhã 
 Cantor vai ao Palace testar som 
 Da Redação 

 O cantor e compositor Chico Buarque esteve ontem à noite no Palace para fazer uma passagem de som . 
  Com estréia programada para amanhã, o show "Paratodos" marca o retorno de Chico Buarque aos palcos, de onde esteve ausente durante cinco anos . 
  Com temporada prevista para durar cinco semanas, o espetáculo terá, entre as 24 canções previstas no repertório, a apresentação do clássico "A Banda", um de seus primeiros sucessos na década de 60, que o cantor decidiu incluir na temporada paulistana . 
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<DOC DOCID="HAREM-119-04219">
Sermão de Santo Antonio
Pe. Antonio Vieira


Pregado em S. Luís do Maranhão, três dias antes de se embarcar ocultamente para o Reino

Vos estis sal terrae. S. Mateus, V, l3.

Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!
Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. «Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos.» Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário.
Isto é o que se deve fazer ao sal que não salga. E à terra que se não deixa salgar, que se lhe há-de fazer? Este ponto não resolveu Cristo, Senhor nosso, no Evangelho; mas temos sobre ele a resolução do nosso grande português Santo António, que hoje celebramos, e a mais galharda e gloriosa resolução que nenhum santo tomou.
Pregava Santo António em Itália na cidade de Arimino, contra os hereges, que nela eram muitos; e como erros de entendimento são dificultosos de arrancar, não só não fazia fruto o santo, mas chegou o povo a se levantar contra ele e faltou pouco para que lhe não tirassem a vida. Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António? Sacudiria o pó dos sapatos, como Cristo aconselha em outro lugar? Mas António com os pés descalços não podia fazer esta protestação; e uns pés a que se não pegou nada da terra não tinham que sacudir. Que faria logo? Retirar-se-ia? Calar-se-ia? Dissimularia? Daria tempo ao tempo? Isso ensinaria porventura a prudência ou a covardia humana; mas o zelo da glória divina, que ardia naquele peito, não se rendeu a semelhantes partidos. Pois que fez? Mudou somente o púlpito e o auditório, mas não desistiu da doutrina. Deixa as praças, vai-se às praias; deixa a terra, vai-se ao mar, e começa a dizer a altas vozes: Já que me não querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes. Oh maravilhas do Altíssimo! Oh poderes do que criou o mar e a terra! Começam a ferver as ondas, começam a concorrer os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos, e postos todos por sua ordem com as cabeças de fora da água, António pregava e eles ouviam.
Se a Igreja quer que preguemos de Santo António sobre o Evangelho, dê-nos outro. Vos estis sal terrae: É muito bom texto para os outros santos doutores; mas para Santo António vem-lhe muito curto. Os outros santos doutores da Igreja foram sal da terra; Santo António foi sal da terra e foi sal do mar. Este é o assunto que eu tinha para tomar hoje. Mas há muitos dias que tenho metido no pensamento que, nas festas dos santos, é melhor pregar como eles, que pregar deles. Quanto mais que o são da minha doutrina, qualquer que ele seja tem tido nesta terra uma fortuna tão parecida à de Santo António em Arimino, que é força segui-la em tudo. Muitas vezes vos tenho pregado nesta igreja, e noutras, de manhã e de tarde, de dia e de noite, sempre com doutrina muito clara, muito sólida, muito verdadeira, e a que mais necessária e importante é a esta terra para emenda e reforma dos vícios que a corrompem. O fruto que tenho colhido desta doutrina, e se a terra tem tomado o sal, ou se tem tomado dele, vós o sabeis e eu por vós o sinto.
Isto suposto, quero hoje, à imitação de Santo António, voltar-me da terra ao mar, e já que os homens se não aproveitam, pregar aos peixes. O mar está tão perto que bem me ouvirão. Os demais podem deixar o sermão, pois não é para eles. Maria, quer dizer, Domina maris: «Senhora do mar»; e posto que o assunto seja tão desusado, espero que me não falte com a costumada graça. Ave Maria.
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<DOC DOCID="HAREM-719-04225">
Muito louvor mereceis, peixes, por este respeito e devoção que tivestes aos pregadores da palavra de Deus, e tanto mais quanto não foi só esta a vez em que assim o fizestes. Ia Jonas, pregador do mesmo Deus, embarcado em um navio, quando se levantou aquela grande tempestade; e como o trataram os homens, como o trataram os peixes? Os homens lançaram-no ao mar a ser comido dos peixes, e o peixe que o comeu, levou-o às praias de Nínive, para que lá pregasse e salvasse aqueles homens. É possível que os peixes ajudam à salvação dos homens, e os homens lançam ao mar os ministros da salvação?! Vede, peixes, e não vos venha vanglória, quanto melhores sois que os homens. Os homens tiveram entranhas para deitar Jonas ao mar, e o peixe recolheu nas entranhas a Jonas, para o levar vivo à terra.
Mas porque nestas duas acções teve maior parte a omnipotência que a natureza (como também em todas as milagrosas que obram os homens) passo às virtudes naturais e próprias vossas. Falando dos peixes, Aristóteles diz que só eles, entre todos os animais, se não domam nem domesticam. Dos animais terrestres o cão é tão doméstico, o cavalo tão sujeito, o boi tão serviçal, o bugio tão amigo ou tão lisonjeiro, e até os leões e os tigres com arte e benefícios se amansam. Dos animais do ar, afora aquelas aves que se criam e vivem connosco, o papagaio nos fala, o rouxinol nos canta, o açor nos ajuda e nos recreia; e até as grandes aves de rapina, encolhendo as unhas, reconhecem a mão de quem recebem o sustento. Os peixes, pelo contrário, lá se vivem nos seus mares e rios, lá se mergulham nos seus pegos, lá se escondem nas suas grutas, e não há nenhum tão grande que se fie do homem, nem tão pequeno que não fuja dele. Os autores comummente condenam esta condição dos peixes, e a deitam à pouca docilidade ou demasiada bruteza; mas eu sou de mui diferente opinião. Não condeno, antes louvo muito aos peixes este seu retiro, e me parece que, se não fora natureza, era grande prudência. Peixes! Quanto mais longe dos homens, tanto melhor; trato e familiaridade com eles, Deus vos livre! Se os animais da terra e do ar querem ser seus familiares, façam-no muito embora, que com suas pensões o fazem. Cante-lhes aos homens o rouxinol, mas na sua gaiola; diga-lhes ditos o papagaio, mas na sua cadeia; vá com eles à caça o açor, mas nas suas piozes; faça-lhes bufonarias o bugio, mas no seu cepo; contente-se o cão de lhes roer um osso, mas levado onde não quer pela trela; preze-se o boi de lhe chamarem formoso ou fidalgo, mas com o jugo sobre a cerviz, puxando pelo arado e pelo carro; glorie-se o cavalo de mastigar freios dourados, mas debaixo da vara e da espora; e se os tigres e os leões lhe comem a ração da carne que não caçaram no bosque, sejam presos e encerrados com grades de ferro. E entretanto vós, peixes, longe dos homens e fora dessas cortesanias, vivereis só convosco, sim, mas como peixe na água. De casa e das portas a dentro tendes o exemplo de toda esta verdade, o qual vos quero lembrar, porque há filósofos que dizem que não tendes memória.
No tempo de Noé sucedeu o dilúvio que cobriu e alagou o Mundo, e de todos os animais quais livraram melhor? Dos leões escaparam dois, leão e leoa, e assim dos outros animais da terra; das águias escaparam duas, fêmea e macho, e assim das outras aves. E dos peixes? Todos escaparam, antes não só escaparam todos, mas ficaram muito mais largos que dantes, porque a terra e o mar tudo era mar. Pois se morreram naquele universal castigo todos os animais da terra e todas as aves, porque mão morreram também os peixes? Sabeis porquê? Diz Santo Ambrósio: porque os outros animais, como mais domésticos ou mais vizinhos, tinham mais comunicação com os homens, os peixes viviam longe e retirados deles. Facilmente pudera Deus fazer que as águas fossem venenosas e matassem todos os peixes, assim como afogaram todos os outros animais. Bem o experimentais na força daquelas ervas com que, infeccionados os poços e lagos, a mesma água vos mata; mas como o dilúvio era um castigo universal que Deus dava aos homens por seus pecados, e ao Mundo pelos pecados dos homens, foi altíssima providência da divina Justiça que nele houvesse esta diversidade ou distinção, para que o mesmo Mundo visse que da companhia dos homens lhe viera todo o mal; e que por isso os animais que viviam mais perto deles, foram também castigados e os que andavam longe ficaram livres.
Vede, peixes, quão grande bem é estar longe dos homens. Perguntando um grande filósofo qual era a melhor terra do Mundo, respondeu que a mais deserta, porque tinha os homens mais longe. Se isto vos pregou também Santo António - e foi este um dos benefícios de que vos exortou a dar graças ao Criador - bem vos pudera alegar consigo, que quanto mais buscava a Deus, tanto mais fugia dos homens. Para fugir dos homens deixou a casa de seus pais e se recolheu a uma religião, onde professasse perpétua clausura. E porque nem aqui o deixavam os que ele tinha deixado, primeiro deixou Lisboa, depois Coimbra, e finalmente Portugal. Para fugir e se esconder dos homens mudou o hábito, mudou o nome, e até a si mesmo se mudou, ocultando sua grande sabedoria debaixo da opinião de idiota, com que não fosse conhecido nem buscado, antes deixado de todos, como lhe sucedeu com seus próprios irmãos no capítulo geral de Assis. De ali se retirou a fazer vida solitária em um ermo, do qual nunca saíra, se Deus como por força o não manifestara e por fim acabou a vida em outro deserto, tanto mais unido com Deus, quanto mais apartado dos homens.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-284-04226">
Sunab autua empresas por alta abusiva dos preços 
Da Sucursal de Brasília e da Reportagem Local
A Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento) autuou 62 estabelecimentos comerciais em 16 Estados entre 27 de junho e 8 de julho último. 
O motivo da autuação foi a prática de aumento abusivo de preços acima da variação dos custos de acordo com a nova Lei Antitruste (nº 8.884/94). 
A fiscalização também foi motivada pelo descumprimento de normas de comercialização. 
Entre os autuados, estão seis supermercados e oito indústrias. 
A Sunab também constatou a prática de aumento abusivo de preços em outros 23 estabelecimentos comerciais. 
Supermercados 
A Procuradoria do Estado de São Paulo deve finalizar os pareceres sobre os sete supermercados autuados pelo Procon dentro de uma semana . 
Os autuados foram: O Barateiro, Carrefour, Pão de Açúcar, Cândia, Extra, Eldorado e Paes Mendonça . 
Eles teriam vendido em março acima da média dos últimos quatro meses de 93. 
Os supermercadistas apresentaram defesa. 
Averiguação 
As empresas de vale-refeição deverão ser alvo de um processo de averiguação preliminar feito pelo governo. 
Em representação entregue ontem ao Ministério da Justiça, elas foram acusadas de terem formado cartel para aumentar em até 200% a taxa cobrada pelos seus serviços. 
A representação foi encaminhada pelo comerciante paulista Ronaldo Cheguri de Almeida, em nome de cerca de 300 donos de bares e restaurantes de São Paulo. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-212-04238">
Analista denuncia pressão para Brasil adotar soja transgênica .
O Brasil terá maior possibilidade de expandir sua participação no comércio mundial de soja se adiar o plantio de variedades transgênicas, na
avaliação do analista de mercado de soja da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Marco Antonio Carvalho.
Ele afirma que há um pesado jogo comercial dos concorrentes para que o País adote os transgênicos e perca as vantagens comparativas que poderá obter no futuro com a produção da soja tradicional.
Só três países exportam soja no mundo e, entre eles, apenas o Brasil ainda não produz transgênicos, e os concorrentes temem esta exclusividade do País no mercado , avalia.
O analista observa que não há como distinguir a soja transgênica da tradicional, e se o Brasil autorizar o cultivo comercial, toda a produção nacional ficará em igualdade de condições com os dois outros exportadores, podendo até perder mercado para os Estados Unidos e a Argentina,
que já têm mais de 50% da área plantada com variedades geneticamente modificadas.
Com uma oferta maior de transgênicos no futuro, também haverá uma procura maior para a soja tradicional, e o Brasil poderá ganhar , acredita.A produção mundial de soja estimada para este ano é de 158 milhões de toneladas, das quais 75,2 milhões dos Estados Unidos, 31,3 milhões do Brasil e 19 milhões da Argentina.
O restante da produção vem da China (14 milhões), Índia (6 milhões), Paraguai (3,2 milhões de toneladas), Bolívia (1 milhão de toneladas), e
alguma produção da Europa.
O analista da Conab lembra que, apesar de a soja transgênica não estar proibida na Europa, existem muitos movimentos contrários que permitem
prever um cenário favorável à soja tradicional nos países europeus.
Ele afirma que não há dados estatísticos confiáveis sobre aumento de produtividade ou redução no custo de produção com o cultivo das novas variedades geneticamente modificadas.
O plantio da soja transgênica começou há quatro anos e nada ainda está comprovado , ressaltou.
Em sua avaliação, o custo da semente transgênica será muito maior que o da tradicional e, se o plantio for mesmo autorizado, o Brasil poderá
ter um problema sério, já que o País planta 20% de grãos de soja como semente.
O custo da semente transgênica é muito alto para que ela possa ser plantada como grão, e isso trará prejuízos ao País.
Carvalho defende mais transparência na discussão mercadológica dos transgênicos, argumentando que o Brasil tem um potencial enorme para ampliar a produção de soja - só no Cerrado são 50 milhões de hectares inexplorados - e conquistar divisas com exportações do produto tradicional.
(Folha de Londrina PR)
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<DOC DOCID="HAREM-001-04249">
CEA - Centro de Estatística e Aplicações
CEAUL
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O Centro de Estatística e Aplicações, sendo o maior e dos mais activos grupos de investigação nesta área, está bem posicionado para contribuir ao solicitado em aspectos variados das Ciências Estatísticas. De acordo com o plano de acção estabelecido por esta Unidade de Investigação para os próximos 5 anos, o principal objectivo é o de contribuir para o avanço e uso adequado da Estatística em Portugal e pensa-se que isto pode ser conseguido através de várias actividades interligadas.
O CEAUL foi fundado em 1975 pelo Prof. J. Tiago de Oliveira, podendo dizer-se que foi o berço da investigação em Probabilidades e Estatística no nosso País. A grande maioria dos actuais Mestres e Doutorados nestas áreas, são (ou foram) elementos deste Centro, ou foram orientados por elementos que a ele pertencem.O CEAUL albergou no seu início outras áreas, tais como Ciência da Computação e Investigação Operacional. Devido ao grande desenvolvimento verificado nestas áreas durante a década de 80, deu-se a separação inevitável a área da Ciência da Computação criou autonomia em 1985; em 1993 deu-se a separação da área da Investigação Operacional, elementos da linha de acção em Optimização e Aplicações, já que o número dos seus elementos e a actividade científica por eles desenvolvida justificava plenamente a existência de uma Unidade independente.
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<DOC DOCID="HAREM-919-04277">
Miss Sarah passeava entre o buxo, de olhos baixos, com um livro fechado na mão. Ega, que conhecia já os seus ardores nocturnos, cravou-lhe sofregamente o monóculo; e enquanto Maria se abaixara a cortar um gerânio, exprimiu a Carlos num gesto mudo a sua admiração por aquele beicinho escarlate, aquele seiosinho redondo de rola farta... Depois, ao fundo, junto do caramanchão, encontraram Rosa que se balouçava. Ega pareceu deslumbrado com a sua beleza, a sua frescura mate de camélia branca. Pediu-lhe um beijo. Ela exigiu primeiro, muito séria, que ela tirasse o vidro do olho.

- Mas é para te ver melhor! é para te ver melhor!...

- Então porque não trazes um em cada olho? Assim só me vês metade...

Encantadora! Encantadora! murmurava Ega. No fundo achava a pequena espevitada e impudente. Maria resplandecia.

E o jantar alargou mais esta intimidade risonha. Carlos, logo à sopa, falando-se de campo e dum chalet que ele desejava construir em Sintra, nos Capuchos, dissera - «quando nos casarmos». E Ega aludiu a esse futuro do modo mais grato ao coração de Maria. Agora que Carlos se instalava para sempre numa felicidade estável (dizia ele) era necessário trabalhar! E relembrou então a sua velha ideia do Cenaculo, representado por uma Revista que dirigisse a literatura, educasse o gosto, elevasse a política, fizesse a civilização, remoçasse o carunchoso Portugal... Carlos, pelo seu espírito, pela sua fortuna (até pela sua figura, ajuntava o Ega rindo) devia tomar a direcção deste movimento. E que profunda alegria para o velho Afonso da Maia!

Maria escutava, presa e séria. Sentia bem quanto Carlos, com uma vida toda de inteligência e de actividade, reabilitaria supremamente aquela união mostrando-lhe a influência fecunda e purificadora.

- Tem razão, tem bem razão! exclamava ela com ardor.

- Sem contar, acrescentava o Ega, que o país precisa de nós! Como muito bem diz o nosso querido e imbecilissimo Gouvarinho, o país não tem pessoal... Como há de te-lo, se nós, que possuímos as aptidões, nos contentamos em governar os nossos dog-carts e escrever a vida intima dos átomos? Sou eu, minha senhora, sou eu que ando a escrever essa biografia dum átomo!... No fim, este diletantismo é absurdo. Clamamos por ai, em botequins e livros, «que o país é uma choldra». Mas que diabo! Porque é que não trabalhamos para o refundir, o refazer ao nosso gosto e pelo molde perfeito das nossas ideias?... V. Exc.ª não conhece este país, minha senhora. É admirável! É uma pouca de cera inerte de primeira qualidade. A questão toda está em quem a trabalha. Até aqui a cera tem estado em mãos brutas, banais, toscas, reles, rotineiras... É necessário pô-la em mãos de artistas, nas nossas. Vamos fazer disto um bijou!...

Carlos ria, preparando numa travessa o ananás com sumo de laranja e vinho da Madeira. Mas Maria não queria que ele risse. A ideia do Ega parecia-lhe superior, inspirada num alto dever. Quasi tinha remorsos, dizia ela, daquela preguiça de Carlos. E agora, que ia ser cerrado de afeição serena, queria-o ver trabalhar, mostrar-se, dominar...

- Com efeito, disse o Ega recostado e sorrindo, a era do romance findou. E agora...

Mas o Domingos servia o ananás. E o Ega provou e rompeu em clamores de entusiasmo. Oh que maravilha! Oh que delícia!

- Como fazes tu isto? Com Madeira...

- E génio! exclamou Carlos. Delicioso, não é verdade? Ora digam-me se tudo o que eu pudesse fazer pela civilização valeria este prato de ananás! É para estas coisas que eu vivo! Eu não nasci para fazer civilização...

- Nasceste, acudiu o Ega, para colher as flores dessa planta da civilização que a multidão rega com o seu suor! No fundo também eu, menino!

Não, não! Maria não queria que falassem assim!

- Esses ditos estragam tudo. E o Sr. Ega, em lugar de corromper Carlos, devia inspira-lo...

Ega protestou requebrando o olho, já lânguido. Se Carlos necessitava uma musa inspiradota e benéfica não podia ser ele, bicho com barbas e bacharel em leis... A musa estava toute trouvée!

- Ah, com efeito!... Quantas paginas belas, quantas nobres ideias se não podem produzir num paraíso destes!...

E o seu gesto mole e acariciador indicava a Toca, a quietação dos arvoredos, a beleza de Maria. Depois na sala, enquanto Maria tocava um nocturno de Chopin e Carlos e ele acabavam os charutos à porta do jardim vendo nascer a lua - Ega declarou que, desde o começo do jantar, estava com ideias de casar!... Realmente não havia nada como o casamento, o interior, o ninho...
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SOGIPE - Aluger e Comércio de Equipamentos, Lda. 
 A SOGIPE éuma empresa vocacionada exclusivamente em Aluguer de Longa e Curta Duração. Éa resposta a uma necessidade crescente de um serviço de aluguer especializado no sector de logística. A SOGIPE disponibiliza-lhe a gama mais completa de empilhadores com mais de 70 modelos, de forma a prestar um serviço adequado às suas necessidades. A SOGIPE éespecializada em aluguer de material LINDE , sendo a LINDE o maior fabricante de material de movimentação de cargas a nível mundial, com mais de 27 milhões de contos aplicados, por ano, na área de I&amp;D. Mais de 120 pessoas, das quais mais de 70 técnicos, dedicadas a garantir o serviço do cliente. Uma frota de mais de 30 "carros oficina" equipados para todo o tipo de intervenções, a todo o momento, nas suas instalações. Centros logísticos em Loures e Benavente com salas de formação, centros de demonstração e centros de preparação para as cerca de 400 máquinas vendidas por ano. 
 8500 m2 de área coberta. Delegações em Lisboa, Matosinhos, Loures e Benavente. Mais de 30 concessionários em todo o pais, assegurando total cobertura nacional. 36.000 referências geradas de peças. Mais de 8000 máquinas vendidas e mais de 2000 clientes activos. | Empresa | Condições | Frota | Consulta | Usados | A EMPRESA - APRESENTAÇÃO CONDIÇÕES PARA ALUGUER A FROTA LINDE CONSULTA PARA ALUGUER CONSULTA PARA ALUGUER USADOS PARA VENDA
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25/02/2000
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 ERRAMOS 
 Natasha Records lança CD de Zappa pela primeira vez no país 
 ALCEU TOLEDO JÚNIOR 
 Free-lance para a Folha 

 Finalmente é lançado um CD de Frank Zappa no Brasil . 


 Zappa, que morreu de câncer no final de 1993, deixou uma vasta obra contendo mais de 50 discos, filmes, vídeos e livros, cuja complexidade desafiará os tempos . 


 Apesar de conter uma série de intervenções experimentais e jazzísticas, o grande destaque deste álbum é a faixa "Valley Girl", com a participação de sua filha Moon Unit nos vocais . 


 Com peso e agressividade típicas do punk-rock, Zappa criou uma base rítmica poderosíssima para o monólogo semi-rap de Moon, que satiriza a forma de falar e de vestir das garotas de San Francisco Valley, subúrbio de Los Angeles . 


 Mesmo sem jamais ter se caracterizado como músico de rock pesado, Zappa surpreende seus fãs na faixa "Teen-Age Prostitute", uma paulada na questão da prostituição juvenil . 


 Outra faixa pesada é "I Come From Nowhere", de letra absurda ("Eu vim de lugar nenhum e você deveria ir lá") e dissonância incomum criada pelo guitarrista Steve Vai . 


 A faixa-título e "Envelopes" são emendadas e somam 14 minutos de pura loucura, intercalados por dois longos solos de Zappa com uma guitarra Fender Stratocaster que havia sido de Jimi Hendrix . 

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<DOC DOCID="HAREM-52H-04293">
A paz não é uma coisa qualquer 

A mera ausência de guerra aberta, ou mesmo de guerra fria; a simples coexistência pacífica, ou mesmo a convivência tranquila, sem mais, não podem chamar-se Paz com maiúscula: a paz que os anjos cantaram no Natal de Belém e a que todo o ser humano aspira do fundo do coração.
A paz é muito mais que aquilo que os homens podem dar uns aos outros .
A Declaração Universal dos Direitos Humanos -- diz João Paulo II na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz -- reconhece os direitos que proclama, não os outorga .
Podemos reconhecer a dignidade da vida humana e desejar a paz que lhe corresponde; mas não damos a nós próprios tal dignidade, nem está nas nossas mãos satisfazer esse desejo infinito .
A dignidade e o desejo humanos apontam para Outro; são sinais d'Aquele que os pôs no centro do nosso próprio ser .
O Dia Mundial da Paz, no quadro do Natal, fala eloquentemente .
Naturalmente, apenas para quem quiser ouvir...
Podemos tentar enganar-nos chamando dignidade ou paz a qualquer coisa; mas a verdade do coração rejeita fatalmente o engano .
À margem d'Aquele que, na liturgia cristã, é chamado Nossa Paz, tudo o que conseguimos é um arremedo de paz, cheio de recortes, que não deixa de ser um caldo de cultura de toda a espécie de violências .
Porquê?
Essa paz com minúsculas, a única possível quando liberdade se confunde com independência, e que resulta do facto de cada um recortar um naco da sua liberdade para não deixar o outro sem ela (não costuma dizer-se que a minha liberdade termina onde começa a do outro? ) é demasiado frágil e, sobretudo, radicalmente insatisfatória .
Como há-de satisfazer ter competidores ou, em última análise, inimigos, em vez de irmãos?!
Só na base da radical novidade nascida em Belém é possível um mundo de homens realmente livres, onde a Paz se escreve com maiúsculas, porque para que os irmãos vivam em liberdade não têm de recortar a sua, mas somente vivê-la em plenitude .
O egocentrismo de um mundo fechado em si mesmo gera, necessariamente, violência entre os que chocam uns com os outros .
Uma vez mais o demonstram as bombas recentes sobre o Iraque, como sinal de tantos conflitos um pouco por toda a parte .
Mas não se quer reconhecer a evidência, procurando-se desculpas ou explicações .
Apenas o Papa falou claramente de matança inútil, de agressão, de enfraquecimento do Direito internacional...
A paz floresce -- diz o Papa na sua Mensagem para o Dia da Paz -- quando se respeitan integralmente os Direitos Humanos .
Isto é, quando se respeita a dignidade sagrada e inviolável da vida humana .
A guerra, por seu turno, nasce da transgressão e converte-se em causa de posteriores violações, ainda mais graves, dos mesmos direitos .
Não são novas estas palavras de João Paulo II .
Já chamou a atenção para estes aspectos por ocasião da guerra do Golfo de 1991 .
Os factos, por muito que se queiram maquilhar (a verdade sobre o Iraque é demasiado incómoda e pretende-se ignorar o número de vítimas), dão-lhe razão: longe de se alterar positivamente a situação no Médio Oriente, aumentou a instabilidade na zona .
O Natal, reduzido a um adorno, não é algo para celebrar .
O que celebramos não é decorativo, mas a possibilidade real de viver como autênticos seres humanos, conscientes da dignidade recebida e gozosos da Paz alcançada .

In " Alfa e Omega", boletim da Arquidiocese de Madrid, 26/XII/98

Os factos, por muito que se queiram maquilhar (a verdade sobre o Iraque é demasiado incómoda e pretende-se ignorar o número de vítimas), dão-lhe razão: longe de se alterar positivamente a situação no Médio Oriente, aumentou a instabilidade na zona
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<DOC DOCID="HAREM-138-04299">

Caro Amigo,

Visitamos a página da Empresa na internet e gostaríamos de saber para quem podemos enviar uma Proposta para Redução de Tarifas DDD e DDI, que permitirá à Empresa ECONOMIZAR ATÉ 50% em CHAMADAS NACIONAIS e INTERNACIONAIS, através de uma solução tecnológica alternativa.
Por favor, informe o NOME e EMAIL da pessoa responsável que deverá receber nossa Proposta, bem como a LOCALIDADE (ou endereço) da empresa.
Desde já antecipamos nossos agradecimentos.

Cordialmente,

Saulo Pires - Representante Comercial

(0xx11) 5594-2856

saulo.pires@globo.com
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<DOC DOCID="HAREM-421-04304">
David Hume
David Hume
Filósofo, historiador e diplomata escocês. Com Locke criou o empirismo moderno, e como tal defendia que todo o conhecimento provém da experiência. Nasceu em Edimburgo.Filho de uma grande proprietário escocês. Dedicou-se de inicio ao comércio, mas não tardou a abandonar esta actividade familiar para se dedicar às letras e à filosofia. Foi durante uma das suas estadias em França que escreveu o seu célebre Tratado sobre a Natureza Humana . Devido à acusação de ateismo, foi impedido de ensinar na Universidade de Edimburgo.Entre 1746 e 1748 foi enviado para missões diplomáticas. Enquanto esteve na Embaixada da Grã-Bretanha em Paris (1763-1765), tornou-se amigo de Jean Jacques Rousseau.
O seu principal objectivo filosófico era introduzir o método experimental nas ciências do homem.
Baseando-se em pressupostos empiristas negou o conhecimento de relações causais entre os fenómenos. Estas não passavam de simples associações provocadas pelo hábito. A influência de Hume foi enorme na filosofia de Kant, despertando-o, como este afirma, do seu "sono dogmático".
Desenvolveu uma teoria moral sem recurso à religião. Combateu a ideia de fundar a religião na necessidade do Universo ter um criador.
As suas ideias políticas influenciaram profundamente a Constituição dos EUA.
Obras:
Tratado sobre a natureza Humana-Uma Tentativa de Aplicar o método empírico de fundamentação a objectos morais (1739-1740), Investigação sobre o entendimento humano, Investigação acerca dos princípios da moral, História da Grã-Bretanha (1754-1762). Em Construção !
Carlos Fontes
Filosofia de Hume
Referências Históricas
Navegando na Filosofia
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<DOC DOCID="HAREM-83L-04306">
Porque é que isto aconteceu? 
Não é porque todos os condutores fiquem subitamente atacados de uma febre Fittipaldi quando se sentem como que rodeados por algodão doce. 
O que acontece, explica Robert Snowden, que estuda a percepção visual do movimento há mais de dez anos, é que quando está nevoeiro vemos o mundo com menos contraste. 
 
«Quanto maior o contraste detectado pelos nossos olhos, mais rápido as coisas parecem andar», diz o investigador. 
Isto porque os nossos olhos confundem facilmente uma mudança de velocidade com uma alteração do contraste. 
É que as células localizadas numa zona do cérebro chamada «área visual 5» são tão sensíveis a uma como ao outro e a linha de fronteira entre estas duas situações é ténue. 
«As pessoas que têm esta área do cérebro danificada não são capazes de ver o mundo em movimento. 
Para elas, está tudo sempre parado, numa imagem muito difusa», explicou Snowden. 
 
«O repórter estava lá» 
A peça «O repórter estava lá», publicada a 25 de Maio corrente, sobre os programas que estamos a transmitir subordinados ao tema «Oceanos -- que património para o futuro?» e que resultam de acordo estabelecido com a Expo-98 suscitam-me os seguintes comentários: 
 
-- as duas estações que constituem o consórcio em causa -- Antena 1 e Rádio Renascença -- assumiram, desde o início dos contactos que estabeleceram entre si, que os programas a realizar por cada uma das partes se norteariam pelas características que as marcam: a RR, rádio privada, a Antena 1, rádio de serviço público; 
-- tudo tem princípio, meio e fim;  
até Setembro de 1998 vamos transmitir 104 (cento e quatro) programas, pelo que me parece ser cedo para se proceder a uma análise das emissões; 
-- de toda a maneira, não aceito, enquanto coordenador, pela Antena 1, dos referidos programas, as suas afirmações de «academismo», «montagem que deixa muito a desejar», «soporífero», e a referência às «bibliotecas» como espaço a evitar por quem trabalha em rádio -- referência, no mínimo, curiosa. 
 
Com participação de elementos do grupo, neste caso Tó Pereira, será lançado pela Tribal um CD só com trabalhos da Kaos (os temas incluídos deverão repartir-se entre os primeiros lançamentos e os mais recentes) misturados numa «megamix» de Tó Pereira. 
Ainda deste, aqui sob o nome de DJ Vibe, irá ser lançado já em Janeiro um maxi-single já anunciado pela Kaos, a que se juntarão os dos Urban Dreams e Tó Ricciardi. 
 
Depois disso, a Kaos tem prevista a estreia do LL Project, do DJ Luís Leite, de um novo projecto do Porto designado Algo Rítmico, um novo maxi dos Ozone, e álbuns destes dois últimos projectos. 
Em finais de Fevereiro, princípios de Março, será editada uma segunda compilação da Kaos que vai incluir todos os lançamentos não contidos em «Totally Kaos», mais três edições exteriores à editora -- um projecto chamado Duplex de um português radicado na Alemanha, e mais dois em negociação -- e ainda uma remix pelos USL para «Bottom heavy» de Danny Tegnalia. 
 
A exploração do «aparthotel», que terá 134 quartos -- todos eles com «kitchenete» e distribuídos ao longo de oito pisos (entre o segundo e o nono) -- caberá à cadeia Orion, pertencente aos sócios franceses do grupo Amorim, maioritários na Inogi. 
 
Já a exploração das áreas comerciais, que se vão distribuir por três pisos -- o rés-do-chão, o primeiro piso e um «mezzanino» -- está ainda por definir a quem irá ser atribuída. 
«Estamos em negociações com várias empresas, entre elas a FNAC, mas não há ainda negócio fechado com nenhuma delas», disse ao PÚBLICO Almeida Guerra. 
 
O Decreto Regulamentar 19/91 (B) descobriu que a factura e a guia de remessa permitem controlar o efectivo carácter, público ou particular, do transporte, pelo que acabou com a guia de transporte. 
Menos papelada é sempre bom, ainda que saiba a pouco. 
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<DOC DOCID="HAREM-128-04309">
Se você quer algo que nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez.
Todos que ganham muito dinheiro sabem algo que você não sabe, fazem algo que você não fez.
Você pode encher sua vida com segurança, estabilidade e prosperidade, se você fizer algo que nunca fez.
Diversas empresas morrem da noite para o dia.
Como podemos planejar nosso futuro, se não sabemos se teremos nosso emprego amanhã?
É simples: devemos ter múltiplas fontes de renda.
Assim, ao perdermos uma fonte de renda, não haverá um desastre econômico, pois existirão diversas outras.
E para ganhar mais dinheiro, basta ter mais uma fonte de renda.
Acesse o link abaixo e saiba mais...
(Se não funcionar, use os comandos para copiar e colar o link acima na barra de endereço do seu navegador.)

http://www.kitwbslucro.hpg.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-51L-04313">
Descida de 20 por cento registada em Abril 
Ponte Vasco da Gama alivia trânsito em Vila Franca 
A abertura da nova Ponte Vasco da Gama parece estar a influenciar de uma forma positiva o trânsito na cidade de Vila Franca de Xira. 
A Polícia de Segurança Pública vila-franquense efectuou, durante o mês de Abril, um conjunto de recolhas de dados sobre a circulação na cidade e detectou uma redução de tráfego da ordem dos 20 por cento comparativamente com as médias registadas em 97. 

A moção apresentada pela bancada socialista defendeu com rigor o projecto do Governo para a criação de regiões administrativas, considerando-o uma boa base de trabalho, e acrescentou-lhe argumentos para impor a necessidade da sua concretização. 
Orlando Magalhães recorreu a dados estatísticos para provar que o Norte do país, apesar «do seu peso económico», tem sido a «região menos beneficiada pelos fundos comunitários», em relação às zonas do Sul e, por isso, menos desenvolvida. 
As assimetrias regionais foram, de resto, os argumentos base para defender uma moção que considera a regionalização «uma reforma essencial ao Estado». 
 
A bancada da CDU concordou e reforçou politicamente o teor do documento socialista. 
«A regionalização, além de promover o desenvolvimento, favorece a democracia participativa através do voto popular», disse o comunista António Graça. 
Pelo PP, Miguel Teixeira começou por defender as virtudes da regionalização com base na sua experiência pessoal: 
«Eu nasci e vivi em Vila Real até aos 17 anos e por isso senti na carne o isolamento do interior». 
No entanto, o deputado popular acusou «receios de bairrismos exacerbados» e acabou por seguir a linha do líder do partido, ao rejeitar a criação de regiões em favor de mais poder para as autarquias. 
 
Fundos comunitários para empresas do presidente da Câmara de Esposende 
Figueiredo pede inquérito às Finanças 
O presidente da Câmara de Esposende, Alberto Figueiredo, anunciou ontem, que vai pedir ao ministro das Finanças um inquérito a todos os fundos comunitários que as suas empresas receberam nos últimos anos. 
O pedido, feito durante uma conferência de imprensa, surge na sequência das insinuações que o candidato do PP, Franklim Torres, lhe fez de ter utilizado o seu cargo de presidente da autarquia para obter este tipo de apoios do Governo. 
Figueiredo, que se recandidata a um terceiro mandato, considera que o seu adversário «está a insinuar corrupção» e que a sua dignidade foi posta em causa, por isso não tem outro caminho senão «esclarecer estes processos para que não fiquem dúvidas». 
 
Alguns estudos em que foram usadas definições de depressão mais restritas do que as internacionais apuraram taxas mais baixas -- de três a cinco por cento. 
No entanto, este especialista, psiquiatra no Hospital de Santa Maria, considera que «não há razões médicas, culturais ou sociais que nos permitam pensar que a frequência da depressão seja diferente no nosso país, pelo que os dados internacionas podem ser extrapolados com alguma segurança». 
 
As principais preocupações médicas da actualidade são, segundo Filipe Arriaga, «a elevada morbilidade associada à depressão e ao suicídio». 
A depressão é o principal factor de risco do suicídio, está em primeiro lugar nas causas que levam ao acto suicida», acrescenta. 
 
Primeiro-ministro israelita conferencia amanhã com Arafat 
O PRIMEIRO-MINISTRO israelita, Yitzhak Rabin, e o chefe da Autoridade palestiniana, Yasser Arafat, conferenciam amanhã em Erez, ponto de passagem entre a Faixa de Gaza autónoma e o Estado de Israel, afirmou ontem à agência noticiosa France Presse um conselheiro do chefe da OLP. 
 
A peça do jovem dramaturgo Sergi Belbel (Prémio Nacional da Literatura Catalã em 91, 92 e 93) tem muito de futurista. 
Mas o futuro de que fala é mais ou menos próximo. 
Repressão, discriminação, transgressão são as molas da comédia posta em cena por  Inês Câmara Pestana. 
O repressor apela para o transgressor e vice-versa. 
A repressão do tabagismo, por exemplo, atrai a transgressão. 
E é dessa transgressão que nasce o espectáculo cruel do Teatro do Século. 
Uma verdadeira dança da morte. 
Ou da vida tomada como um desporto de altíssima competição. 
É proibido fumar. 
Mas toda a gente fuma (às escondidas) incluindo os proibicionistas. 
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<DOC DOCID="HAREM-632-04353">
Vista aérea
 Histórico Vista aérea do Sistema Central de Tratamento de Água e Administração SAMAE - Água e esgoto para uma melhor qualidade de vida O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto - SAMAE é uma autarquia municipal, criada em 28 de maio de 1968 pela Lei nº 190, com o objetivo de operar, manter, conservar e explorar, diretamente, os serviços de água potável e de esgotos sanitários na cidade de Jaraguá do Sul.
A inauguração do sistema de abastecimento de água aconteceu em 07 de novembro de 1970.
Através de convênio firmado pela Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, o SAMAE esteve sob a administração da Fundação SESP (Fundação Serviços de Saúde Pública) de 1970 à 1983.
Neste período, o SAMAE contribuiu mensalmente com a taxa de 5% sobre toda a receita, recebendo em troca assessoria administrativa, técnica e recursos a fundo perdido.
Em janeiro de 1983 foi extinto o SAMAE, quando então os serviços foram transferidos à Companhia Estadual de Saneamento - CASAN.
No mês de março do mesmo ano a Prefeitura Municipal reassumiu o Sistema de Abastecimento de Água rescindindo o convênio com a CASAN.
Em junho de 1983 é recriado o SAMAE como Autarquia Municipal, através da Lei Municipal 919/83 e em agosto deste mesmo ano é aprovado o seu Regulamento.
Vista Frontal Embora municipalizados, os serviços vinham sendo administrados pela FSESP e posteriormente pela FNS (Fundação Nacional de Saúde) até meados de 1993, quando então a municipalidade optou pela completa desvinculação, passando a ter responsabilidade total sobre o Sistema de Água
de Jaraguá do Sul.
Desde então, as ações relacionadas ao SAMAE passaram a ser decididas localmente, levando-se em consideração as particularidades próprias de nosso Município e os anseios de nossa Comunidade.
Hoje, o SAMAE, possui a sua sede localizada na Rua Erwino Menegotti, 478, onde possui o sistema central de tratamento de água, bem como as estruturas agregadas aos serviços, como escritório, almoxarifado, oficina de hidrômetros, oficina de manutenção, depósito de materiais, vestiários, refeitório e sala de treinamento.
Até então, o Samae fornecia somente a água tratada a população, o primeiro de seus objetivos, mas, restava ainda o segundo objetivo que é a coleta e o tratamento do esgoto sanitário.
Sendo assim, em 16 de março de 1998, iniciaram-se as obras de implantação do sistema de esgotos sanitários com a previsão de término para abril de 2001, obra esta financiada pela Caixa Econômica Federal.
Com os objetivos alcançados, estaremos fornecendo à população água tratada e coletando o esgoto sanitário para tratamento, valorizando o meio ambiente e o cidadão.
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<DOC DOCID="HAREM-502-04354">
Untitled Document
 Duka´s para acessar a larica da semana passada clique aqui.
Por Laura Cavallieri A calçada da rua Henrique Dumont, na altura do Bar Vinte, está sempre movimentada.
Seja voltando da praia para tomar um açaí no copo, ou na hora do almoço, para devorar um belo de um sanduíche, o Duka's reúne a qualquer hora do dia, faça sol ou faça chuva, pelo menos uma meia dúzia de jovens.
Francisco das Chagas, trabalhando no Duka's de Ipanema há 8 meses, atende aos pedidos dos "lariquentos naturebas" diariamente, das 3 da tarde à 1 da madrugada.
De acordo com seu Francisco, o que mais sai é o açaí no copo (R$1,60), mas a casa oferece uma grande variedade de sucos, em diversos tamanhos.
O copo pequeno custa R$1,40, e todos são deliciosos e naturalíssimos.
Quem já provou os sanduíches, sabe o quanto é difícil resistir à tentação de passar pela rua sem dar uma paradinha.
Não é a toa que nas horas de mais movimento chega a se formar um fila na calçada.
Como qualquer lanchonete, não poderia deixar de oferecer o famoso "Cheese-Tudo" (ou X-Tudo, para os que preferirem), que é suficiente para preencher o estômago até dos mais gulosos.
Para os que preferem coisas mais leves, há os sanduíches naturais (R$2,30) e os de filé de frango.
O de salada de atum é uma ótima pedida, e em meio a tantas opções, fica difícil não voltar no dia seguinte.
Todos feitos na hora, rapidinho, e estupidamente saborosos.
Se já tiver passada de 1h, mas bater vontade de traçar um desses sanduíches, passe no Duka's de Copacabana, que fica aberto até as 4 da manhã (menos aos domingos, quando fecha às 24hs).
Nos finais de semana, certamente você esbarrará com um pessoal voltando das baladas.
Marombeiros, naturebas, moderninhos...
quando o assunto é larica, não há distinção.
Tem espaço e comida para todo mundo!
Duka's Ipanema - Rua Henrique Novaes, 68.
Duka's Copacabana - Av. N. S. Copacabana, 3300.
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<DOC DOCID="HAREM-102-04361">
JORNAL ASEAC
 Armando a negociata A autarquia municipal de Águas e Esgotos (Amae) contrata com recursos próprios a Tecnosolo Engenharia para fazer a modelagem da privatização e elaborar um Plano Diretor para o abastecimento de água e para o esgotamento sanitário do município.
Mediante licitação por Carta-Convite, a Amae também contrata os serviços de consultoria da Empresa Tempo - Arquitetura, Assessoria de Construções Ltda.
para a elaboração do edital da privatização.
Em 22 de junho de 98, a Prefeitura publica uma justificativa da concessão no qual tenta demonstrar, sem conseguir convencer, que a Amae não tem condições de fazer os investimentos necessários.
Portanto, diz, o melhor é entregar os serviços de saneamento à iniciativa privada por um prazo de 25 anos, renováveis pelo mesmo período.
Em 3 de novembro, realiza sem qualquer divulgação uma única audiência pública, apenas para cumprir a exigência legal.
Na véspera de Natal, a prefeitura publica o Aviso de Concorrência Pública n.º 002/98, cuja realização estava prevista para o dia 12 de fevereiro, véspera de Carnaval.
Mas, devido a falhas gritantes do edital, a Prefeitura é obrigada a refazê-lo e adiar a concorrência para o dia 29 de março.
Nesse meio tempo, em 4 de fevereiro, a Câmara Municipal é convocada para alterar a lei n.º 2.929/97.
A alteração principal foi a substituição do critério de julgamento da concorrência, que antes previa a decisão com base "no maior pagamento pela outorga", substituindo-o para o de "melhor técnica e preço".
Esta alteração faz com que o quesito melhor técnica, de avaliação subjetiva, passe a ter peso decisivo de 80%, facilitando o direcionamento da licitação.
Ignorando as diversas ações na Justiça contra o processo irregular, a prefeitura realiza a licitação na data marcada e, em 1º de junho, assina o contrato de concessão com a Caenf - empresa criada pelo consórcio vencedor, do qual faz parte a multinacional americana Tyco e a empresa
Multservice.
...
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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-81C-04376">
Sabeis igualmente que o programa é aberto a uma grande variedade de potenciais beneficiários, desde que susceptíveis de desenvolver uma acção cultural e de concretizar um projecto. Por exemplo, num mesmo convite para apresentação de propostas, uma companhia de dança pode encontrar-se em situação de concorrência com uma câmara de comércio ou uma junta de turismo. É isto a abertura, é esta a realidade no terreno. Talvez seja útil pensar se continuamos nesta via ou se delimitamos as possibilidades de participação. Além disso, há que insistir no facto de, entre 2000 e 2001, o programa ter sido aberto a mais nove países: a Bulgária, a Estónia, a Hungria, a Letónia, a Lituânia, a Polónia, a República Checa, a Roménia e a Eslováquia participaram pela primeira vez no programa. Em 2001, sessenta operadores culturais destes países foram seleccionados enquanto organizadores ou co-organizadores, ou seja, 12% do total. Como vêem, o alargamento no domínio da cultura está verdadeiramente a acontecer. Não se trata de um discurso para agradar, mas da realidade. Desde aí, a Eslovénia veio juntar-se aos países participantes, aumentando o seu número para 28. Posso afirmar que os países que se juntam a nós não são um problema mas um enriquecimento, um enorme enriquecimento. Peço sempre aos operadores culturais da Europa dos Quinze que estendam a mão a um potencial parceiro nos países da adesão, para lhe ensinar a Europa da colaboração cultural.

São ainda dignos de registo os esforços desenvolvidos pela Comissão para melhorar a gestão do programa, esforços esses que deram fruto, pois houve uma aceleração do processo de selecção. Para o ano 2002, publicámos o convite para apresentação de propostas logo em 15 de Agosto de 2001, o que nos permitirá publicar os resultados finais da selecção no início da Primavera, o que, em nossa opinião, é normal. Se não conseguimos proceder imediatamente desse modo foi muito simplesmente porque o programa foi lançado com um atraso significativo, que não é imputável nem à Comissão nem ao Parlamento Europeu.

Os senhores referem também a necessidade de haver estabilidade nas orientações e objectivos mais orientados. Têm razão. A estabilidade, julgo eu, é já um facto e os critérios foram definidos e anunciados para três anos consecutivos, de 2002 até ao fim do programa. Vimo-nos forçados a modificar a nossa abordagem na concepção dos convites para apresentação de propostas sem, no entanto, nos afastarmos da decisão do programa-quadro, devido às dificuldades de gestão que mencionei e ao maior número de países que participam no programa. Os primeiros resultados dessa nova abordagem mostram que os temas prioritários, conquanto prioritários, representam apenas 48% do total dos projectos apresentados para a acção I e 58% do total da acção II. A prioridade não excluiu, portanto, as outras disciplinas do financiamento comunitário e o campo de cooperação não foi restringido, antes pelo contrário. Vimos surgirem novos operadores e novos beneficiários, o que, aliás, é indispensável ao dinamismo e ao desenvolvimento do espaço europeu de cooperação cultural. Parece-me que, pelo menos em teoria, todos pretendemos que não houvesse direitos adquiridos e não continuassem os mesmos a receber subsídios, mas que se verificasse uma renovação. Se o pretendemos e o fizemos, temos de concordar com as consequências desta escolha.

Verificámos que os deputados têm as mesmas preocupações que os operadores reunidos no fórum de 21 e 22 de Novembro de 2001 expressaram. Estes mostraram alguma reserva quanto à manutenção de prioridades por área artística. Vamos, então, reflectir em conjunto sobre outras lógicas para o futuro.

Senhor Presidente da Comissão para a Cultura, Senhor Relator, os senhores solicitam igualmente o reforço da comunicação sobre o programa e os projectos considerados. Posso dizer o seguinte: na próxima reunião informal dos Ministros da Cultura, dentro de poucas semanas, inauguraremos o portal cultural e tencionamos desenvolver todos os nossos suportes de comunicação sobre o programa preparando, nomeadamente, o lançamento de uma newsletter que dentro em pouco vos será enviada. Senhor Presidente da Comissão para a Cultura, virei também, pessoalmente, apresentar o portal "Cultura" à vossa comissão, tal como farei daqui a alguns dias com os Ministros da Cultura. Todos os resultados das selecções estarão também, é evidente, acessíveis na Internet.

Sugestões para o futuro: gostaria de agradecer ao relator, senhor deputado Graça Moura, ter aberto uma porta para o futuro, porque na verdade o facto de nem sempre haver satisfação geral não deve fechar-nos em críticas sobre o passado, mas antes obrigar-nos a tomar decisões para melhorar, se não a empreender reformas de maior importância, para o futuro. Penso que haveria ainda que discutir, por exemplo, uma melhor orientação dos objectivos, a necessidade de garantir um verdadeiro valor acrescentado europeu e a transversalidade da dimensão cultural nas outras políticas comunitárias, incluindo naquelas cuja concretização é da responsabilidade exclusiva dos Estados-Membros e, aqui, estou a pensar claramente nos fundos estruturais.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22J-04380">
Em síntese, aquele dinheiro seria a última prestação do pagamento do terreno.
Em troca, assinava-se o contrato-promessa de compra e venda.
Deolinda, com o seu advogado ao lado, deu-lhe a procuração e Manuel foi ter com Constantino para ele lhe dar também os papéis assinados.
E Constantino perguntou-lhe se ele estava a brincar, pois não lhe ia dar procuração nenhuma enquanto não recebesse a sua parte, ao que Manuel, (se ninguém no tribunal mentiu neste aspecto), lhe replicou que já tinha dado os 1095 contos a Deolinda e eles que dividissem a soma entre os dois.
E viu então pela cara de Constantino que tinha feito mal, mas muito mal, pois marido e mulher agora só partilhavam uma filha, um barracão e um ódio horrível, azedo e mútuo.
De facto, dava a impressão que marido e mulher, nesta última fase do casamento, só já comunicavam através dos respectivos advogados, um luxo estranho para pessoas quase sem dinheiro.

-- E ela disse para passar um cheque ... 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-82K-04386">
Documento ainda não revelado
Já foi elaborado relatório final sobre tráfico de órgãos em Moçambique
2004-07-26 19:06:35
Lisboa - O Ministério Público (MP) de Moçambique concluiu o relatório final acerca do caso de alegado tráfico de órgãos humanos, na província de Nampula. O teor do documento não é ainda revelado e poderá mesmo não chegar ao conhecimento geral.
O Procurador-Geral de Moçambique, Joaquim Madeira, afirmou à agência Lusa que no caso de serem incriminados suspeitos da prática de mais de uma dezena de crimes, o relatório não deverá ser divulgado por «questões de ética profissional» que deverão dar origem à instauração de processos-crime.
No entanto, as autoridades judiciais moçambicanas continuam as investigações e procuram confirmar a verdadeira existência de uma rede de tráfico de órgãos humanos em Nampula, situação denunciada no final do ano passado. Um relatório inicial da Procuradoria-Geral de Moçambique indicava que não tinha ficado provado o tráfico de órgãos humanos em Moçambique.
(c) PNN - agencianoticias.com
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-14J-04409">
China condiciona
As relações de Hong Kong com a China estão a condicionar a evolução do mercado accionista local.
São as trocas comerciais, o novo aeroporto internacional, entre outros aspectos.
Os investidores, cada vez mais sensíveis, estão a reagir prontamente não tomando posições.
Assim, está a registar-se um abrandamento na procura com a consequente queda das cotações.
O índice Hang Seng caiu 2,47 por cento, fechando nos 5481,61 pontos.

Bruxelas adia fiscalidade dos combustíveis
Harmonização «inoportuna»
A Comissão Europeia considerou ontem «politicamente inoportuno» avançar com uma proposta de harmonização dos impostos sobre os produtos energéticos que, a concretizar-se, poderia provocar um aumento do gasóleo em Portugal de quase 25 escudos em 2002.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-501-04416">
Albrech Dürer
Albrecht Dürer
Albrecht Dürer viveu entre 1471 e 1528 e foi a figura central da renascença alemã. Estudou com o seu pai, um ourives húngaro que emigrou para a Alemanha, e em 1486 começou a pintar. Tornou-se aprendiz do pintor Michael Wolgumut com quem iniciou os seus trabalhos de gravura em madeira e cobre. Dürer inspirou-se nos trabalhos dos pintores dos dois maiores centros artísticos europeus (Itália e Holanda), mas sendo muito mais inovador. A partir de 1940 Dürer viajou bastante para estudar, passando nomeadamente por Itália e Antuérpia.
As suas jornadas permitiram-lhe fundir as tradições góticas do Norte com a utilização da perspectiva dos italianos. Começa aqui o seu interesse pela matemática afirmando que "a nova arte deverá basear-se na ciência - em particular na matemática, como a mais exacta, lógica e impressionantemente construtiva das ciências".
A partir de certa altura, a arte de Dürer, mostra a influência de teorias matemáticas, tais como a da proporção. Relativamente à gravura «Adão e Eva» , Dürer descreveu as intrincadas construções de régua e compasso que ele fez para construir as figuras. O artista, expressou as suas teorias da proporção no livro "The Four Books on Human Proportions", publicado em 1528. Mas não foi só a teoria da proporção que influenciou o seus trabalhos artísticos, também a sua mestria em perspectiva conquistada através do estudo da geometria foi de grande importância.
«Adão e Eva»
1504
Durante os dez anos após 1496, Dürer passou de um artista relativamente desconhecido para alguém com uma ampla reputação como artista e como matemático. Dürer continuava interessado em aprender com os italianos, mas desta vez não no domínio das artes, mas sim no domínio da matemática. Visitou Luca Pacioli, Jacopo de Barbari e achou que deveria aprofundar ainda mais o seu conhecimento matemático.
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<DOC DOCID="HAREM-301-04429">
Polícia Judiciária
APREENSÃO DE 50 MIL COMPRIMIDOS DE DROGAS SINTÉTICAS 2002/06/21
A Polícia Judiciária, através da Direcção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes (DCITE) , realizou recentemente uma operação de combate à droga, na zona de Leiria, tendo procedido à captura de dois indivíduos e à apreensão de um produto suspeito de ser "ecstasy". Esta acção policial resulta de uma investigação, a decorrer desde meados do ano de 2001, visando uma organização criminosa vocacionada para o tráfico de estupefacientes sintéticos provenientes do centro da Europa, destinados ao mercado ilícito nacional e que, para o efeito, utilizava a rede de transportes públicos pan-europeia.
A droga era constituída por cerca de 50.000 comprimidos, contendo na sua composição "metanfetamina". Esta substância de tipo estimulante, proibida pela legislação portuguesa e na generalidade dos países civilizados, é considerada uma poderosa droga sintética e é detectada pela primeira vez em Portugal, tratando-se de uma das maiores apreensões deste tipo de droga em toda a Europa. Com a droga foram apreendidos vários telemóveis, uma viatura e documentação diversa
Os dois indivíduos ora detidos são cidadãos portugueses, um do sexo masculino e um outro do sexo feminino, sem profissão, com idades de 24 e 25 anos e um deles com antecedentes policiais por furto e posse de droga. Ambos se encontram presos à ordem do Juiz de Instrução Criminal a aguardar o desenvolvimento do inquérito que contra si está pendente.
 21 de Junho de 2002
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<DOC DOCID="HAREM-31H-04431">
Silvicultores do Ave unem esforços para desenvolver sector florestal 

Os silvicultores do Vale do Ave constituíram uma associação destinada a desenvolver o sector florestal, através da realização de projectos tecnicamente correctos para melhorar as formas de produção.
A instituição pretende criar uma estrutura capaz de se "mexer" junto do poder político, no sentido de pressionar os órgãos competentes para tomada de medidas que vão de encontro aos interesses dos pequenos proprietários florestais, como é o caso de grande parte dos membros da associação .
O trabalho a desenvolver pelo organismo fundado em Agosto passa também pela sensibilização dos proprietários e dos produtores florestais para o aproveitamento das ajudar comunitárias para esta área de actividade .
As revelações são feitas por Sequeira Braga, um dos responsáveis pela entidade sediada provisoriamente nas instalações da Adega Cooperativa de Guimarães, que sublinha a importância de uma «base técnica» em qualquer intervenção nas matas .
«Pretendemos dar informação, promover e apoiar projectos de reflorestação», adianta, referindo que a união é a única forma dos produtores fazerem face a uma série de «dificuldades» causadas pelos fogos, pelos pequenos tamanhos das propriedades e pela falta de conhecimentos especializados .
Os técnicos poderão também ter um papel determinante no combate a algumas doenças que atingem as árvores e que se têm feito sentir particularmente nos pinheiros e castanheiros .
O director da associação manifesta, no entanto, a disponibilidade dos proprietários dos concelhos de Guimarães, Santo Tirso, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Fafe para colaborarem com as entidades governamentais .
Esta colaboração pode passar pela realização de estatísticas sobre as florestas e suas características .
Sequeira Braga refere, contudo, que não existe qualquer pretensão dos silvicultores se «sobreporem às funções das entidades governamentais» .
O objectivo é pôr a estrutura associativa à disposição das entidades que tutela o sector, de forma a concretizar o «muito trabalho que há para fazer», tendo em vista a melhoria dos rendimentos dos produtores, mas também do bem-estar de toda a população .
A divulgação junto de escolas, autarquias e da população em geral das problemáticas relacionadas com o uso dos recursos florestais é outra das metas estipuladas pela associação presidida por Luís Bento Morais, de Vila Nova de Famalicão .
Nos planos a longo prazo está incluído um projecto comum a várias associações nortenhas: a gestão integrada dos recursos florestais por uma única entidade, de maneira a contornar os problemas causados pela exiguidade das parcelas .
A esta entidade caberia também a manutenção, limpeza, combate a incêndios .
O responsável sustenta que, com o actual sistema de produção, o investimento não é viável, pelo que a junção das áreas poderia ser uma inovação com benefícios para todos .
Contudo, alerta para as reticências que podem surgir neste processo, lembrando o facto de algumas experiências de emparcelamento na agricultura «não terem sido bem sucedidas» .
O argumento utilizado por Sequeira Braga para justificar a importância das matas para a sociedade prende-se com o seu «potencial de crescimento na Europa comunitária», onde existe «um défice desta matéria-prima», mas também com o seu valor ambiental e comunitário .
«A maior parte da floresta nacional pertence a proprietários privados», refere, acrescentando que se este recurso traz&amp;nbsp;«dividendos económicos» também desempenha um papel muito importante aos níveis «ambiental, cultural, recreativo e de lazer» .

LR 

Vale do Ave preocupado com gestão da floresta 
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<DOC DOCID="HAREM-439-04432">
Este homem sacudiu a poeira dos sapatos à porta das cidades, onde sonhara meio século, e veio, tendo por único arrimo a consciência, procurar o teto que, nu, o abrigara na infância e quase o recebia na velhice como de lá saíra, - teto que nem já era seu.

É uma história vulgar a deste homem. Insistir nela seria contar ao leitor coisas sabidas.

A quem reservará a sorte o privilégio de ignorar uma história assim?

Era, pois, um desgraçado. Isto bastava para que, ao seu lado, visse, olhando-o compadecido, o rosto de Margarida e, animando-o, os sorrisos de Clara.

O infortúnio chamou para junto do leito da miséria deste velho desanimado, estas duas mulheres. Ao lado de todas as cruzes aparecem desses vultos compassivos.

Com que havia de recompensar a devoção heróica de duas juventudes à velhice empobrecida, quem nada tinha a dar?

Não lhe exigiam elas a recompensa, é certo; mas pedia-lha a alma.

Dos amigos que tivera, só lhe restavam quatro; e esses lhe valeram. Eram quatro livros...

Talvez os leitores já estivessem imaginado que este homem trouxera ainda quatro amigos para a diversidade, sem serem livros. Custa-me desenganá-los; mas não trouxe. Foi nestes livros que Margarida encontrou novos alimentos para a leitura. Não sei bem ao certo quais eram eles.

Estas leituras, dirigidas agora pela crítica esclarecida e o são juízo do pobre velho, valeram imenso a Margarida, que, dentro em pouco chegou a uma cultura intelectual, a que nunca tinha aspirado.

Por isso, na ocasião de formar projetos, para se dignificar aos próprios olhos pelo trabalho, sorria-lhe principalmente a carreira do ensino. Ensinar era aprender, ensinar era amar; e estas duas necessidades daquele espírito generosos, aprender e amar, se satisfaziam assim.

Cultivar inteligências e cultivar afeições!... Que futuro! A alma no íntimo apaixonada, de Margarida, exultava só com a idéia.

Restava obter o consentimento de Clara, e que tática nãos seria necessária para isso?

- Clarinha - disse-lhe pois um dia Margarida - vou pedir-te um favor!

- É possível! - exclamou Clara, sinceramente admirada. - É esta a primeira vez que me pedes um favor, Guida. repara bem.

- Tanto mais razão para mo concederes, filha; não é verdade?

- Assim me pedisses mil, Guida, para todos te conceder também. Ora dize.

- Sabes que eu não me dou com esta vida de senhora, em que tu me tens. Que queres, minha filha? Isto de trabalhar é hábito que se ganha de pequena e não se perde mais...

- Mas, então - disse Clara, pondo-se séria como se suspeitasse vagamente o que a irmã lhe ia dizer.

- Queria que me deixasses trabalhar.

- Mas não trabalhas tu tanto, mais do que eu, Guida? Podia eu, sem ti, olhar por estas coisas de casa, de que não entendo, de que não quero entender? Só se queres vir a lavar ao ribeiro comigo. Ora! Guida, essas mãos delgadas já não foram feitas para isso.

- O que dizes que eu tenho que fazer, Clarinha, não é trabalho que ocupa muitas horas, como sabes. Resta-me ainda tanto tempo!... Olha que os dias são muito grandes.

- Mas que queres tu afinal?

- Sabes?... uma coisa que eu desejava... uma coisa que me faria alegre até!... não desejas tu ver-me andar alegre? não me ralhas tu pelas minhas tristezas?

- Mas vamos ver o que tu querias; o que é que te daria essas alegrias grandes? Alguma loucura grande também?

- Não é, não. Olha... se eu tivesse umas poucas crianças para ensinar...
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<DOC DOCID="HAREM-83C-04436">
Olhando em frente, seria necessário mobilizar apoio orçamental continuado da parte dos nossos parceiros de desenvolvimento em níveis semelhantes aos actuais durante mais dois anos - isto é, nos Anos Fiscais de 2005-06 e de 2006-07. Este aspecto é particularmente importante, já que várias despesas recorrentes relativamente grandes até aqui financiadas directamente por parceiros de desenvolvimento, incluindo as Nações Unidas, teriam de outra forma de passar a ser financiadas directamente a partir do orçamento do FCTL, do AF de 2005-06 em diante. Exemplos disto incluem as reparações de estradas e pontes levados a cabo pela PKF e por projectos do FFTL, bem como a compra e fornecimento de fármacos e de equipamentos de saúde presentemente financiados pela União Europeia. Muitas destas despesas não foram reflectidas nas projecções orçamentais do FCTL até aqui.

Para lá do AF de 2006-07, tencionamos depender das receitas domésticas e das receitas do Mar de Timor para dar resposta às necessidades em termos de recursos do FCTL.

Sabemos que os nossos parceiros de desenvolvimento ficaram impressionados com a nossa capacidade demonstrada de reduzir o défice orçamental. Mas isto foi algo de extraordinário porque, usando mecanismos de controle integrado, conseguimos, a nível doméstico, aumentar a nossa capacidade de cobrança, reduzindo o espaço de evasão fiscal, surpreendendo os maus contribuintes, cobrando com mais eficácia, incluindo muitas contribuições em atraso. Por isso, não obstante a eficácia, resta pouco a cobrar no que relaciona a impostos em atraso, o que de imediato se pode concluir a favor da normalização das receitas de hoje em diante.

Planeamos estabelecer o Fundo Petrolífero durante o curso do AF de 2004-05. O objectivo é garantir a gestão prudente, transparente e com base em regras, das receitas do Mar de Timor. Deveremos tirar o máximo retorno possível das poupanças, de forma consistente com uma gestão cuidadosa dos riscos. Devemos utilizar os recursos numa base sustentável para beneficiar não só as gerações presentes como também as gerações futuras do povo de Timor-Leste. Faremos uma consulta ampla durante o processo de estabelecimento deste Fundo. Como tem sido nossa prática, a consulta ampla e o estudo de viabilidade precedem as nossas decisões sobre questões fundamentais da nação. As nossas opções institucionais em matéria de gestão destes recursos já se reflectem hoje na forma transparente como gerimos as poucas receitas recebidas do Mar de Timor. Ficamos satisfeitos por elas serem consentâneas com a iniciativa Blair. Conhecendo contudo os méritos e os benefícios da subscrição formal da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas promovida pelo Primeiro Ministro Blair, uma eventual adesão nossa a mesma deverá ser precedida de um estudo profundo sobre os custos e os benefícios. Nada faremos que nos venha a onerar mais do que beneficiar. E isto só poderá acontecer após o estabelecimento do Fundo.

No que ao estabelecimento do Fundo, registamos com certo agrado as sugestões do FMI que nos alertam para a necessidade de o tornar mais flexível.

Permitam-me agora que fale do desempenho da nossa economia e da situação do nosso povo.

Aquando da reunião de Díli em Maio de 2002 lançámos o nosso primeiro Plano de Desenvolvimento Nacional, o qual destacava a visão do nosso povo para si próprio e para os seus filhos. A redução da pobreza e o crescimento económico são as pedras basilares do Plano. O Plano projectou o crescimento económico acelerado - com um declive no primeiro ano e uma rápida recuperação de seguida. Visualizou um declínio na pobreza, nas suas várias dimensões. Infelizmente as projecções do Plano revelaram-se optimistas! Embora não nos índices projectados inicialmente, a economia continuou a retrair-se durante os dois últimos anos, e é esperado que tal aconteça igualmente no próximo. As reduções cada vez maiores na presença externa, incluindo da ONU e de outros programas bilaterais e multilaterais, vieram contribuir para o declínio da economia. Tem sido evidente algum dinamismo em novas empresas timorenses, nomeadamente no comércio a retalho e na construção privada. Mas os seus esforços não chegam para compensar o impacto das ditas reduções na presença externa. Nos próximos três anos esperamos poder melhorar o comportamento da economia. Com um sector bancário mais dinâmico, um sistema de garantias patrimoniais mais claramente definido, e, talvez, com o início de um sistema de seguros credível e um sistema de pagamentos bancários consentâneo com os padrões internacionais a juntar-se ao quadro regulador do investimento privado, esperamos poder atrair vontades e capacidades empreendedoras nacionais e estrangeiras de modo a imprimir uma nova dinâmica no desenvolvimento da nossa economia. Mas este é o sector onde não haverá e não esperamos milagres.

O sector agrícola sofreu com o atraso na chegada das chuvas no último ano, o que obrigou o Governo a recorrer a ajuda alimentar para minorar os efeitos da fome nos difíceis de Novembro a Fevereiro. O panorama da produção agrícola este ano é positivo, fruto de chuvas mais favoráveis. Aumentar a produção é uma coisa, mas fazer com que ela chegue aos mercados nos centros urbanos a um preço razoável é outra completamente diferente.
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<DOC DOCID="HAREM-314-04443">
Malan defende a redução dos encargos trabalhistas
 Futuro ministro diz que acabaram os "bons tempos" para os exportadores
 VALDO CRUZ 
 GUSTAVO PATÚ 
 VIVALDO DE SOUSA 
Da Sucursal de Brasília

 O futuro ministro da Fazenda, Pedro Malan, 51, disse ontem à Folha que a redução dos encargos trabalhistas sobre a folha de pessoal é uma das prioridades do próximo governo . 

 "É uma das maiores diferenças do mundo a que ocorre no Brasil entre o salário real e o custo efetivo do trabalho para o empregador . 

 Segundo Malan, a redução do "custo do emprego" ajudará no combate à inflação e ao desemprego, e servirá ainda para aumentar o salário real . 

 Em sua primeira entrevista como futuro ministro da Fazenda ele mantém a reforma fiscal como o principal objetivo do governo na área econômica . 

 Embora afirme ser necessário um aperfeiçoamento da atual política de câmbio, Malan descartou a volta da correção do valor do dólar pela inflação . 
  "Os bons tempos (para os exportadores) não voltarão." 

 A seguir, a entrevista concedida em seu gabinete no BC: 

 Folha - O sr. defende que a consolidação do Plano Real seja encarada como um processo contínuo . 

 Pedro Malan - A reformulação da estrutura fiscal é a principal prioridade, como temos insistido . 

 Mas podemos definir as prioridades em cinco grupos principais, que vou citar sem que haja uma ordem de importância: reforma fiscal, redução dos custos de produção e emprego, desindexação, aperfeiçoamento do regime cambial e do regime monetário . 

 Folha - Quando estas medidas começam a ser adotadas? 

 Malan - Espero que haja avanços consideráveis ao longo de 95, em particular no primeiro semestre . 

 Folha - O ajuste que faltou ao Plano Real foi o fiscal? 

 Malan - Você tem razão no sentido de que existe até o momento um ônus excessivo recaindo sobre as políticas monetária e cambial, derivado em parte do fato de que não avançamos, como eu gostaria, no "front" fiscal ao longo de 94 . 

 Folha - E as outras prioridades? 

 Malan - A outra é essa que estamos chamando, para unificar o discurso, de redução de custo de produção de bens e serviços no Brasil, em relação ao custo aos competidores do mundo todo . 

 É desejável e indispensável que façamos coisas para reduzir o custo do capital no Brasil, reduzir o custo do investimento e da ampliação de capacidade produtiva . 

 Folha - Que mais pode ser feito? 

 Malan - É possível reduzir o custo do emprego, do fator trabalho percebido pelo empregador . 
  É uma das maiores diferenças do mundo a que ocorre no Brasil entre o salário real, recebido pelo trabalhador, e o custo efetivo do trabalho para o empregador . 


 Nós fomos ao longo de anos colocando penduricalhos, na forma de contribuições na folha de pagamentos, fazendo com que essa diferença hoje seja superior a 100% . 

 A redução desse custo permite não só a redução do custo Brasil, mas permite o aumento do emprego e pode resultar também em aumento do salário real . 

 Folha - A idéia é reduzir as contribuições que são cobradas hoje em folha de pagamento? 

 Malan - É, rever a natureza dessas contribuições, os casos em que elas podem ser reduzidas ou deixadas à negociação, ao invés de ter todas essas coisas rigidamente fixadas em lei e aplicadas a todas as atividades . 

 Folha - O governo pretende anunciar logo a desindexação? 

 Malan - O processo de desindexação também tem que ser gradual e consistente, porque ele envolve alguns dos indicadores e preços básicos da economia . 

 Folha - Mas há possibilidade de antecipar o fim do IPC-r? 

 Malan - Por enquanto, vale o previsto na lei . 

 Folha - No caso da Ufir, a tendência é transformar o indexador em trimestral no primeiro semestre do ano, semestral no segundo e extinguir em 1996? 

 Malan - É nessa direção que as coisas estão caminhando . 

 Folha - O regime cambial será rediscutido, ou aperfeiçoado? 

 Malan - Nós dissemos desde o início que o regime, ou, vamos dizer assim, o arranjo que tivemos desde julho levou em conta as enormes incertezas de 1994, não só no "front" econômico como no político . 

 Folha - Há exportadores prevendo cancelamento de operações se a política cambial não mudar . 

 Malan - O que é preciso ficar claro é que os chamados bons tempos não voltarão .
 Folha - Mas estas medidas não devem ter efeito prático já em janeiro . 

 Malan - O que queremos é que tanto as exportações quanto as importações cresçam . 
  Não há necessidade de o Brasil gerar megassuperávits comerciais, do tipo que gerou de 1983 a 1993 . 

 Folha - A crise do México alterou a forma de a equipe econômica encarar a política cambial? 

 Malan - Não, eu acho que só reforça a necessidade de se caminhar naquelas coisas que mencionei .
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<DOC DOCID="HAREM-137-04451">
 Cox, Richard J+. 
 " DECLARACAO DA INDEPEDENCIA E O TEXTO NA IDADE DA INFORMACAO " First Monday4 (6) (7 de junho de 1999) 
 (http://www.firstmonday.dk/issues/issue4.6/rjcox /) - 
 Cox nos lembra que embora o Web seja um meio com oportunidades para novas expressões, nós ainda podemos aprender sobre seu agir estudando o impacto de tecnologias passadas na liberdade de expressão. 
 Como sugere o título, ele explora o impacto da Declaração de Independência na vida pública, que tirou considerável poder do texto impresso. 
 Assim ele coloca a pergunta: se a Declaração de Independência fosse um " documento digital, " ainda poderia ser institucionalizado como um recipiente de idéias e permanecer um guia durável para a república. 
 O objetivo da preservação dos arquivos tambem é examinado neste mesmo foco. 
 Ele pergunta, " Poderamos a partir de agora confiar em uma preservação textual da mesma maneira? 
 Poderemos ter o mesmo senso de integridade dos documentos primários ou sagrados como tinhamos no passado." 
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<DOC DOCID="HAREM-809-04476">
CAPÍTULO VI / TIO COSME 

Tio Cosme vivia com minha mãe, desde que ela enviuvou. Já então era viúvo, como prima Justina; era a casa dos três viúvos.

A fortuna troca muita vez as mãos à natureza. Formado para as serenas funções do capitalismo, tio Cosme não enriquecia no foro: ia comendo. Tinha o escritório na antiga Rua das Violas, perto do júri, que era no extinto Aljube. Trabalhava no crime. José Dias não perdia as defesas orais de tio Cosme. Era quem lhe vestia e despia a toga, com muitos cumprimentos no fim. Em casa, referia os debates. Tio Cosme, por mais modesto que quisesse ser. sorria de persuasão.

Era gordo e pesado, tinha a respiração curta e os olhos dorminhocos. Uma das minhas recordações mais antigas era vê-lo montar todas as manhãs a besta que minha mãe lhe deu e que o levava ao escritório. O preto que a tinha ido buscar à cocheira segurava o freio, enquanto ele erguia o pé e pousava no estribo - a isto seguia-se um minuto de descanso ou reflexão. Depois, dava um impulso, o primeiro, o corpo ameaçava subir, mas não subia; segundo impulso, igual efeito. Enfim, após alguns instantes largos, tio Cosme enfeixava todas as forças físicas e morais, dava o último surto da terra, e desta vez caía em cima do selim. Raramente a besta deixava de mostrar por um gesto que acabava de receber o mundo. Tio Cosme acomodava as carnes, e a besta partia a trote. 

Também não me esqueceu o que ele me fez uma tarde. Posto que nascido na roça (donde vim com dous anos) e apesar dos costumes do tempo, eu não sabia montar, e tinha medo ao cavalo. Tio Cosme pegou em mim e escanchou-me em cima da besta. Quando me vi no alto (tinha nove anos), sozinho e desamparado, o chão lá embaixo, entrei a gritar desesperadamente: "Mamãe! mamãe!" Ela acudiu pálida e trêmula, cuidou que me estivessem matando, pegou-me, afagou-me, enquanto o irmão perguntava: 

--Mana Glória, pois um tamanhão destes tem medo de besta mansa?

--Não está acostumado.

--Deve acostumar-se. Padre que seja, se for vigário na roça, é preciso que monte a cavalo; e, aqui mesmo, ainda não sendo padre, se quiser florear como os outros rapazes, e não souber, há de queixar-se de você, mana Glória.

--Pois que se queixe; tenho medo.

--Medo! Ora, medo!

A verdade é que eu só vim a aprender equitação mais tarde, menos por gosto que por vergonha de dizer que não sabia montar. "Agora é que ele vai namorar deveras", disseram quando eu comecei as lições. Não se diria o mesmo de tio Cosme. Nele era velho costume e necessidade. Já não dava para namoros. Contam que, em rapaz, foi aceito de muitas damas, além de partidário exaltado; mas os anos levaram-lhe o mais do ardor político e sexual, e a gordura acabou com o resto de idéias públicas e específicas. Agora só cumpria as obrigações do ofício e sem amor. Nas horas de lazer vivia olhando ou jogava. Uma ou outra vez dizia pilhérias. 
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<DOC DOCID="HAREM-902-04482">
 (todos) Ação/Aventura Cinema Brasileiro Comédia Desenho Documentário Drama Ficção Científica Filme de Arte Guerra Infantil Musical Romance Show/Espetáculo Suspense Terror Western título diretor ator/atriz ano País Distribuidora DVD Pânico 2 PRÉ-VENDA R$35,90 MIB Homens de Preto - 
Grátis Camiseta R$37,90 DVD O Exterminador do Futuro R$29,90 DVD News Jimi Hendrix em dose dupla por Marina Person Os títulos musicais sempre são os prediletos na maioria das DVDtecas.
Já existem aqui no Brasil dois títulos particularmente saborosos pra quem curte um bom rock &amp; roll.
"Jimi Hendrix: Live at Woodstock" e "Band of Gypsys: Live at The Fillmore East" .
O primeiro dispensa apresentações, afinal se trata do maior, mais famoso e mais cultuado festival de rock de todos os tempos.
Jimi Hendrix encerrou Woodstock com performances mais do que inspiradas de clássicos como Purple Haze, Fire, Voodoo Child, e a sua histórica
versão do hino americano: The Star Spangled Banner.
O segundo título, Band of Gypsys, é um documentário que procura ir além do mito Jimi Hendrix.
Trinta anos depois da sua morte, ele ainda é considerado o pai de todos os guitarristas.
O documentário inclui entrevistas com músicos de hoje, que foram influenciados pelo seu estilo e originalidade.
Os depoimentos de Lenny Kravitz, Vernon Reid do Living Colour e Slash do Guns 'n Roses dão a dimensão do fenômeno Hendrix, o porquê dele ser
único, incomparável.
Algumas boas histórias também são contadas pelo engenheiro de som Eddie Kramer, e, claro, pelos seus companheiros de banda: Buddy Miles e Billy Cox, respectivamente o baterista e baixista da Band of Gypsys, e mais os parceiros na outra banda, Experience, Mitch Mitchell e Noel Redding.
O DVD também inclui imagens raras e inéditas em vídeo ou TV e fotos do histórico show em Fillmore East.
Imperdível!
Leia também outras matérias assinadas por Marina Person: Capital Inicial O melhor do DVD para suas férias Tubarão em DVD Marina Person comenta o MTV Movie Awards DVD Castelo Rá-Tim-Bum: repleto de extras Boas surpresas DVDs para o Dia das Mães Marina Person é colunista do site Guia DVD e VJ da MTV.
Atualmente, ela apresenta o programa Contato MTV, produz uma coluna na revista Isto É Gente e outra - sobre cinema - para o site da MTV.
Marina dirigiu, ao lado de Jorge Espírito-Santo o curta-metragem "Almoço Executivo", que recebeu os prêmios de melhor direção nos Festivais de Gramado e Riocine. 
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<DOC DOCID="HAREM-931-04494">
Linguateca: Pólo do LabEL
Linguateca - Pólo do LabEL -CAUTL/IST em Lisboa
A criação de um pólo da Linguateca , centro de recursos distribuído para a língua portuguesa, a funcionar junto do Instituto Superior Técnico, no LabEL , desde 1 de Setembro de 2001, tem como principais objectivos:
fornecer anotação gramatical de textos em português a uma comunidade diversificada de utilizadores interessados na língua portuguesa;
dar resposta ao problema dos investigadores que, tendo corpora que não podem tornar públicos, necessitam de obter informação linguística sobre o seu conteúdo;
criar um conjunto de filtros de pré e pós-processamento que permitam executar a anotação para o maior número possível de formatos e de utilizações, os quais deverão facilitar a sua reutilização em futuros pedidos. A escolha desta parceria foi motivada pelas seguintes considerações, constantes do protocolo celebrado entre a FCCN e o IST:
O Laboratório de Engenharia da Linguagem do Centro de Automática da Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior Técnico (LabEL-CAUTL/IST), tem vindo a desenvolver recursos linguísticos (dicionários e gramáticas) de ampla cobertura para processamento automático do português.
O LabEL tem tido sempre a preocupação de tornar úteis os resultados do seu trabalho, quer pondo-os à disposição da comunidade científica - http://label.ist.utl.pt/recursos-publicos.html -, quer integrando-os em sistemas informáticos de domínio público ( dicionário português para o Excalibur ). É ainda de salientar que os responsáveis deste Laboratório tomaram parte activa na discussão relativa ao Processamento Computacional da Língua Portuguesa, por ocasião da preparação do Livro Branco para a Ciência e Tecnologia, tendo-se mostrado favoráveis à disponibilização de recursos e partilha de resultados.
[ LabEL | Linguateca | Trabalho em desenvolvimento no presente pólo ]
Contacte-nos usando o endereço poloLabEL@linguateca.pt ou poloLinguateca@label.ist.utl.pt
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<DOC DOCID="HAREM-02B-04508">
A primeira fase, estendendo-se, em Angola, até 1881, antecedendo, portanto, a saída da noveleta Nga mutúri (1882), de Alfredo Troni, caracteriza-se pelo Baixo-romantismo (aplicamos aqui, para uso generalizado, a expressão de Fátima Mendonça relativa a Moçambique), de clara adopção portuguesa, embora também com contributos franceses e ingleses. O seu populismo cultural pode chamar-se exógeno, na medida em que as apetências populares, em formas e temas, dizem respeito à herança cultural lusíada, apresentada como paradigma a seguir com inequívoco deslumbramento, cedendo o passo às coisas angolanas somente em termos de encomiástica referencialidade espacial ou onomástica, não propriamente social, histórica ou política, o que apenas aconteceria mais tarde, por exemplo, com a Mensagem. De algum modo, é como se uma ideologia de apreço pela aristocracia (visível no agrado com que se dedicam poemas ao grupo possidente, com deferências para os monárquicos) convivesse descomplexadamente com, por exemplo, formas poéticas hauridas nas barcarolas venezianas, nos lieds germânicos ou nas modinhas brasileiras, ao mesmo tempo que se usa a medida popular portuguesa da redondilha maior.

Já na segunda fase, que se espraia pelas décadas de 80 e 90 do século XIX, tanto em Angola como em Cabo Verde, o Realismo, igualmente de inspiração portuguesa, deixa as suas marcas, no caso daquele território, através da notória atitude queirosiana de Alfredo Troni. Tendo em atenção que o negro surge tratado nos textos, se bem que do ponto de vista de um complexo de inferioridade, enquanto indivíduo com possibilidades de ascensão social, com frequência como figura central (em poemas ou na noveleta Nga mutúri), chamamos a esta fase a do Negro-realismo (termo criado para indicar uma realidade literária específica de África, bastante aproximada dos Negrismos americanos). Sob o signo da Conferência de Berlim, estigma colonial que marcará, a ferro e fogo, o continente africano até depois da Primeira Guerra Mundial, esta fase, que vai sensivelmente até 1900, é co-natural à "imprensa livre" e assume o negro (mais particularmente, a negra) como personagem ou figura que aspira à integração na sociedade (não o conseguindo integralmente, por preconceito ou inacabamento do processo). Alfredo Troni e Cordeiro da Matta, em Angola, Costa Alegre, em São Tomé e Príncipe, ou Campos Oliveira, em Moçambique, representam essa faceta de referir a cor da pele com preconceito, ou, então, sem a assumir descomplexadamente, mesmo que se verifique uma aculturação que, em princípio, conduziria a uma hipotética integração plena. Numa concepção irrestrita, mas não ecléctica, de Realismo oitocentista aplicado às colónias, o Negro-realismo abrange efeitos estilísticos e imagéticos pertencentes ao território do parnasianismo, do simbolismo e do decadentismo, entendidos estes como meros epifenómenos na continuação do predomínio daquele.

Segue-se a terceira fase, do Regionalismo Africano. No início do século XX, em 1901, em Angola, a intervenção colectiva de um grupo de intelectuais que se manifestou contra um artigo colonialista de jornal, reunindo colaborações sob o título de Voz d'Angola - clamando no deserto (1901), abriu uma frente de reivindicação da igualdade e fraternidade, precursora dos direitos humanos, definível como nativismo (início do Regionalismo), quer dizer, de uma postura decisivamente consciente de anseios autonomistas, reagindo às guerras de ocupação movidas pela potência colonizadora.

Qualquer modo de Regionalismo Africano (1901-194l), seja o nativismo ou o tipicismo, é também um modo de africanidade dos primeiros momentos (por localista que seja), antecedendo a decisiva assunção da africanidade negritudinista, esta muito mais radical segundo a prática pan-africanista de Césaire, Du Bois e Padmore.

O primeiro Regionalismo Africano, o do nativismo, visível na "Ode a África" e na actividade jornalística do Manduco de Pedro Cardoso (Cabo Verde), em "Surge et ambula" e outros poemas de Rui de Noronha (Moçambique), em poemas vários de Marcelo da Veiga (São Tomé e Príncipe), ou em António de Assis Júnior (Angola), transforma-se numa subtil, mas decidida, primeira "insurgência" anti-metropolitana. Caracteriza-se ideologicamente por um autonomismo supraclassista, com origem nos ideais republicanos, maçónicos, logo se associando a um pan-africanismo moderado, permitindo aceder, por essa mistura subversiva, à modernidade possível, vazada num conservadorismo formal e retórico. 
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<DOC DOCID="HAREM-819-04516">
Em um momento de expansiva conversação, Clara disse-lhe um dia, vendo-a assim triste:

- Não me dirás tu, Guida, o que hei de fazer para te ver rir e estar alegre?

- Olha, Clarinha, a gente é como as flores, que umas nascem com cores vermelhas que alegram, outras com cores escuras que entristecem. Olha tu as violetas e os suspiros, que te digam por que nasceram assim e por que, crescendo na mesma terra e sendo alumiadas pelo mesmo sol, não têm as cores brilhantes da rosa.

- Bem respondido, sim senhora; daqui em diante hei de chamar-te sempre a minha violeta.

- Criança! E tu, Clarinha, nunca te sentes triste?

-Triste por quê? Que tenho eu a desejar para ser feliz de todo?

- Tens razão. Tu... nada.

- E tu? - perguntou Clara, fitando os olhos da irmã.

- Eu...

E Margarida sem responder ficava mais triste ainda do que até ali.

Clara impacientava-se.

- Olha , Guida. Há muito tempo que ando vontade de te dizer uma coisa; mas... como que até me chega vergonha de te falar nisto. Eu não entendo nada destes enredos de justiça; mas... lembra-me, em vida de minha mãe, ouvir-te dizer muitas vezes que... nada disto era teu e... que dela recebias tu... a... 

- A esmola do agasalho que me dava; e era... e é assim.

- E era e é assim! Guida! Eu não sei lá como os homens fazem estas coisas. Mas se eu sou agora, como dizes, a senhora de tudo, não quero mais ouvir-te falar deste modo. Quero que olhes, como teu, tudo o que me pertence; que não me tornes a dizer essa palavra tão feia, que ainda agora te ouvi. De outro modo, fico de mal contigo; isso fico. Já o merecias por te estares a cansar com trabalho, sem precisão.

Margarida sorriu.

- E quando, para o futuro vier alguém tomar parte consigo nestes bens, pensará assim como tu?

- Alguém! ... como alguém?

- Sim; julgo que não estás para freira, Clarinha.

- Ai, e pensas nisso já? Pois bem, se assim for, hei de escolher quem seja digno de ser teu amigo, ou então...

- Está bom, está bom. Dá cá um beijo, e não falemos mais nisso. Farei tudo como dizes.

E a tristeza de Margarida não terminava ainda.

No entretanto o reitor ia-se afeiçoando todos os dias mais às suas pupilas.

À mais velha dizia:

- Toma-me conta de Clara. É rapariga e amiga de brincar. Faz com que te confie todos os seus segredos. Serve-te do poder que tens sobre ela para a guiares, minha filha. Dá-lhe parte do teu juízo. 

E por outro lado, dizia a Clara:

- Olha lá, rapariga. Tu anda-me com juízo, ouviste? É bom rir e estar alegre, mas em termos, em termos. Segue os conselhos de tua irmã e faz por imitá-la.

E consigo só, dizia, ao lembraram-lhe as duas:

- Excelentes corações! Deus lhe dê na terra a felicidade, que eu lhes desejo e que são dignas. A Clarita bem está... Tem dos bens da fortuna, não lhe faltarão arrumações; mas a pobre Margarida... Se ao menos, por felicidade, tiver um cunhado que seja um homem de bem!... 
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<DOC DOCID="HAREM-942-04519">
Artes e Educação Tecnológica
 Artes e Educação Tecnológica: os pioneiros por Edwaldo Augusto Won Waldow Prof. de Educação Artística e Diretor da ETFGO, de 1971 a 1976 O currículo de Educação Artística na Escola Técnica foi organizado a partir da premissa de que haveria dois objetivos a atingir.
Um, satisfazer aqueles alunos que pretendiam fazer arte, ou seja, eventualmente, tornarem-se artistas, ainda que só nas horas vagas.
O outro: mudar o comportamento com relação à apreciação da obra de arte, para aqueles em cuja vida este componente pudesse vir a proporcionar o prazer estético e eliminar o preconceito em relação a este assunto que, muitas vezes, trazemos conosco e que, no caso de alunos de uma Escola Técnica, era de se esperar fosse comum à grande maioria.
A Professora Liselotte Thilde Paula de Magalhães trabalhava efetivamente, embora não exclusivamente, na consecução do primeiro objetivo, principalmente nas áreas de pintura, desenho e escultura.
Supõe-se que a sensibilidade do artista seja inata e que na maioria das pessoas possa ser cultivada...
Liselotte é alemã.
Trouxe sua bagagem estética de lá e complementou-a aqui.
Procurou, principalmente, incentivar a pesquisa de novos materiais para a execução dos trabalhos dos alunos.
Tinha, no início, algumas dificuldades com a nossa língua mas fazia-se entender perfeitamente no que respeita às técnicas e conceitos estéticos que embasavam seu trabalho e soube repassá-los adequadamente a seus alunos, tendo contribuído para a formação inicial de alguns nomes que, hoje, despontam no meio artístico, seja na pintura, como Tolentino, seja na escultura, como Júlio Valente e Clemente Maciel.
Quando a Profa. Liselotte entrou para os quadros da Escola, aqui conviveu com seu conterrâneo, o Prof. Henning Gustav Ritter, professor de desenho de móveis para os cursos do Ginásio Industrial e de modelagem para os cursos técnicos de segundo grau, escultor renomado e seu ex-professor no
Instituto de Artes da UFG e na Escola de Belas Artes da UCG.
Ambos fizeram parte do grupo de pioneiros no ensino das Artes em nossa Escola que, a par do ensino formal, sempre procurou manter seus alunos convivendo com o objeto artístico, através de exposições de trabalhos de alunos, ex-alunos, artistas convidados e até mesmo, embora com restrições,
simples reproduções.
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<DOC DOCID="HAREM-712-04528">
Passivos trouxeram problemas
 Passivos trouxeram problemas Por Regina Scharf* São Paulo, 24 de fevereiro de 2000 - Os anos 80 e o início da década passada foram pródigos em aquisições de empresas problemáticas por multinacionais.
Muitas vezes, elas não sabiam a dor de cabeça que estavam comprando.
Realizadas numa época em que as leis ambientais brasileiras eram menos rígidas, as transações acabaram exigindo que os novos proprietários investissem milhões para eliminar depósitos contaminados ou tratar emissões.
O caso mais conhecido é o da Rhodia.
A empresa já gastou uma fortuna para corrigir os problemas herdados na compra da fábrica de produtos para o tratamento de madeiras Clorogil em 1976.
Instalada em Cubatão (SP), ela tinha uma dezena de depósitos irregulares espalhados pela Baixada Santista, contaminados com hexaclorobenzeno, substância cancerígena e teratogênica.
Em 1994, uma decisão judicial impôs à Rhodia a descontaminação de quatro áreas em São Vicente, esforço que exigiu da companhia um gasto de pelo menos US$ 8 milhões.
Outro bom exemplo é o da antiga unidade de atomatados da Cica em Patos de Minas (MG), comprada em 1993 pela Van den Bergh, divisão da Gessy Lever.
Na época, a fábrica era repleta de goteiras e colecionava multas e reclamações da vizinhança por causa do mau cheiro da lagoa de tratamento.
No esforço de saneamento, a Van den Bergh acabou conseguindo reduzir o desperdício de tomates, energia e água - esta última, à metade.
Ainda no setor de atomatados, outro caso de passivo ambiental assumido pelo comprador é o de duas unidades da Etti, compradas pela Parmalat há cerca de três anos.
Avaliado em US$ 2 milhões na época, esse passivo, conhecido da Parmalat, ajudou a abaixar o valor da transação.
Valor semelhante teve de ser assumido pela Petrom Petroquímica, de Mogi das Cruzes (SP), quando comprou a Carbocloro Oxypar, que havia acumulado
cerca de 45 mil toneladas de resíduos industriais.
Regina Scharf é reporter da Gazeta Mercantil especializada em Meio Ambiente e pioneira na cobertura do environment finance no Brasil email: rescharf@uol.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-832-04539">
Secco - Consultoria de Comunicação
 DANA PREMIA SEUS MELHORES FORNECEDORES Debater idéias, tendências e propostas para incrementar o relacionamento com a cadeia de suprimentos.Esse foi o principal tema da quarta edição do "Encontro de Fornecedores Dana", realizado em São Paulo, na primeira quinzena de agosto.
Criado na forma de um grande canal de comunicação, o evento tem como objetivo promover a união entre as diversas divisões Dana e os seus fornecedores.
O encontro também destacou o potencial de novos negócios e integrou o programa de incentivo aos padrões de qualidade ISO e QS 9000.
Para enfocar as estratégias da companhia para o gerenciamento de suprimentos e premiar os fornecedores que apresentaram os melhores desempenhos em 1998, o "IV Encontro" contou com a presença de Woody Morcott, Chairman da Dana Corporation e do Presidente da Dana América do Sul, Hugo Ferreira, além de apresentações dos diretores e gerentes da empresa.
Em ciclos de palestras, cerca de 370 fornecedores estratégicos participaram de uma análise global sobre tendências e perspectivas para o mercado automobilístico, além do contato com as visões da Dana sobre Suprimentos, Compras, Qualidade e o "Bug do Milênio".
Rafael Piñero Pratt, Diretor de Suprimentos da VW do Brasil, foi um dos palestrantes, apresentando a visão de um dos maiores clientes do setor de autopeças brasileiro.
Na quarta edição, 30 empresas foram premiadas com o título de "Fornecedor Destaque".
A seleção, realizada por um conselho formado pelos departamentos de Compra das divisões Dana, elegeu os melhores parceiros nos quesitos entrega, qualidade e preço.
Fabricante de componentes estampados em Panambi, no Rio Grande do Sul, a Bruning Tecnometal levou o troféu "Fornecedor do Ano", reconhecimento ao seu desempenho e espírito de parceria com a Dana durante o último ano.
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<DOC DOCID="HAREM-649-04544">
CAPÍTULO IV / UM DEVER AMARÍSSIMO! 

José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às idéias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, com um arco de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia. Era magro, chupado, com um princípio de calva; teria os seus cinqüenta e cinco anos. Levantou-se com o passo vagaroso do costume, não aquele vagar arrastado se era dos preguiçosos, mas um vagar calculado e deduzido, um silogismo completo, a premissa antes da conseqüência, a conseqüência antes da conclusão. Um dever amaríssimo!
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<DOC DOCID="HAREM-924-04551">
  No escuro 

 Com a queda de sua participação no mercado, a Philips interrompeu o fornecimento de dados sobre vendas de eletroeletrônicos para a Abinee . 


 Admite, no entanto, voltar a fazê-lo a cada quatro meses . 

 Por dentro 

 A Philips leva vantagem estratégica ao omitir os dados . 


 A empresa não comenta o assunto . 

 Exemplo americano 

 O leão americano está esticando suas garras para além das fronteiras dos EUA . 


 Segundo o "The Wall Street Journal", ao assinar ou renovar acordos fiscais com outros países, o governo quer garantir a obtenção de mais informações sobre contribuintes suspeitos de esconderem renda no exterior . 

 Com calma 

 Assembléia da Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias) decidiu ontem sugerir precaução quanto à iniciativa do DNER de transformar os contratos em URV . 


 "Vamos esperar as definições das regras setoriais", disse o presidente, José Alberto Ribeiro . 

 Para receber 

 A Aneor decidiu dar ao DNER dois meses de prazo para estabelecer condições para o pagamento de US$ 80 milhões, relativos à correção monetária desde 92 . 


 Depois disso, a entidade entraria com medida judicial . 

 No mercado 

 O Bradesco está desde ontem usando a URV para desconto de duplicata (2% ao mês) e capital de giro (3,5% ao mês) . 


 O diretor executivo Antônio Burani aguarda agora autorização do governo para usar o índice no crédito ao consumidor . 

 Condicionais e iniciais 

 Ao ser lançado, o plano foi chamado de FH se, tantas eram as condicionais para dar certo . 


 Agora, seria o Plano IF, caso seja alterado por Itamar Franco .
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<DOC DOCID="HAREM-94B-04557">
Divulgação do HAREM - Avaliação de Reconhecimento de Entidades Mencionadas 
A Linguateca tenciona organizar uma Avaliação Conjunta para Sistemas de Reconhecimento de Entidades Mencionadas baseados em colecções de documentos de Língua Portuguesa. 
Pede-se a todos os interessados nesta iniciativa que ainda não estão inscritos na lista avalia@linguateca.pt que se inscrevam em http://acdc.linguateca.pt/aval_conjunta/formul_areas.html, uma vez que será a principal lista de divulgação e de debate conjunto das directivas pelo qual se regirá o evento. 
Pretendemos reunir assim todos os grupos de investigação interessados para colaborar interactivamente nas tarefas preliminares do evento. A colaboração de todos os grupos participantes nas tarefas desta Avaliação Conjunta será fundamental para o sucesso desta iniciativa. 
Ao mesmo tempo, apelamos à divulgação deste evento junto a outros grupos de investigação que não estejam incluídos nas listas de divulgação, e que possam ter interesse neste evento. 
O sítio web para este evento é o http://poloxldb.linguateca.pt/harem, que conterá um resumo de intenções, datas previstas, objectivos, documentações relacionadas e referências, entre outras coisas. 
O processo de Avaliação Conjunta seguirá um modelo semelhante ao das Morfolimpíadas em que se construirá uma "colecção dourada" e sobre a qual os sistemas serão avaliados. As etiquetas serão um sub-conjunto daquelas sugeridas pelos vários 
participantes na fase preliminar. 
Agradecemos todo o tipo de sugestões, contribuições e de feedback para linguateca@xldb.di.fc.ul.pt. 
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<DOC DOCID="HAREM-918-04567">
Collatrim é um suplemento alimentar a base de colágeno hidrolizado rico em proteínas e aminoácidos.
O colágeno hidrolizado auxilia na queima de gorduras, sem perda do tecido, fortalecendo a massa magra muscular.
O colágeno também é muito importante para a manutenção da pele saudável e fortalecimento das juntas.
Conteúdo: 180 Capsúlas

Registro: M.S. 6.1968.0015

Modo de Usar:
Para Controle de Peso: Tomar de 6 a 9 cápsulas diariamente com um copo de água, antes de dormir e com o estômago vazio.
Para o sistema estrutural e saúde da pele: Tomar de 2 a 3 cápsulas com as refeições, três vezes ao dia.

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Este email não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser removido.»
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<DOC DOCID="HAREM-42K-04592">
 A versão da DHD sobre Montepuez 
 
(Maputo) A Associação Direitos Humanos e Desenvolvimento (DHD) apresentou ontem em Maputo o seu relatório sobre os acontecimentos na prisão de Montepuez, província de Cabo Delgado, designadamente aqueles que levaram à morte de 83 reclusos simpatizantes da Renamo. Uma equipa da associação regressou recentemente do local. 
Artemisa Franco, presidente da DHD, disse que o que sucedeu em Montepuez foi "muito grave". Segundo ela, primeiro morreram 8 reclusos a 19 de Novembro. Mas a Polícia "não tomou nenhumas medidas para evitar que a situação se agravasse. Estas pessoas foram enterradas sem terem sido autopsiadas". 
 
Três dias depois, a 22, "vieram a morrer mais 75 reclusos, totalizando-se 83 pessoas. Os 75 reclusos tiveram autópsias mandadas fazer pelo governo, mas essas autópsias continuam no segredo dos deuses e da justiça".
 
A DHD diz que no seu inquérito não chegou a apurar nada que justificasse a ideia de que as mortes foram causadas por magia negra. "As nossas fontes lá no terreno contam que os reclusos teriam morrido de fome. Esta versão já tinha sido avançada pelo "mt" na sua edição de 29 de Novembro , em que dizíamos, citando fontes locais, que os detidos tinham ficado 9 dias sem comer.
 
"A PRM em nenhum momento chegou a fornecer comida aos reclusos. Apenas os que tinham familiares em Montepuez é que comiam. Os outros presos viviam da boa vontade dos de Montepuez".
 
A DHD conta também que "todas as 119 pessoas que estavam na cadeia não tiveram processos-crime instaurados, pelo que se desconhece a identidade de muitos. Este é o drama do momento. Não se sabe quem é que estava na cadeia".
 
Esta organização de defesa de direitos humanos diz ainda que, depois das manifestações da Renamo do dia 9 de Novembro, "a PRM foi detendo pessoas atrás de pessoas. Houve detidos de Chiúre, Montepuez e Balama. Houve também detidos que apareceram com sinais de terem sido amarrados e torturados".
 
Artemisa Franco conta um facto curioso: "quando o incidente do dia 9 de Novembro se deu, o comandante distrital da PRM não estava presente em Montepuez. Mas no seu regresso, ele foi abrir a porta da cela e disse o seguinte: vocês vão ver. Queriam matar-me. Por isso ficam aqui dentro". Recorde-se que entre os mortos de 9 de Novembro havia agentes policiais.
 
Em Montepuez há agora um ambiente de ódio entre os simpantizantes da Renamo e da Frelimo, acusando-se mutuamente de terem morto os seus familiares. Sobre as mortes na cela de Montepuez, a DHD concluíu que "o governo tem responsabilidades civis e criminais no caso". (Victor Matsinhe) 
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<DOC DOCID="HAREM-121-04596">
historial
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A Adega Cooperativa de Almeirim, C.R.L. situa-se na cidade de Almeirim, na região do Ribatejo, onde a cultura da vinha remota aos tempos dos Fenícios e dos Romanos.
Constituída legalmente em 1958, teve no entanto a sua origem na Casa Cadaval, na vizinha freguesia de Muge, nos anos 40, e foi consequência de amontoados prejuízos dos viticultores rendeiros daquela empresa agrícola, cujos vinhos por deficientes condições de fabrico eram de menos boa qualidade.
Apoiados pela Junta Nacional do Vinho (actualmente Instituto da Vinha e do Vinho) e no sentido de obviar aquela realidade foi criada a Cooperativa, posteriormente transferida para Almeirim, ficando instalada em edifíóio daquele organismo por largo período.
Dada a receptividade por parte de muitos vinicultores do concelho, era notória, cada vez mais a necessidade de se construírem instalações próprias. Sonho este que se concretizou em 1968, ficando numa área de 38.000m^ com capacidade de laboração e armazenagem de 50.000 pipas (22.100.000 litros).
Sempre perspectivando o futuro, até pela contingência dos inconstantes mercados a granel, começou-se, de forma artesanal, em 1974 a engarrafar.
Face à receptividade do mercado, incrementou a actividade engarrafadora com a aquisição de uma linha automática em 1976/77, de 3.000 garrafas/hora.
A Adega Cooperativa de Almeirim, é hoje uma das maiores Adegas cooperativas do país, tendo 751 associados inscritos. Visando dar resposta aos novos desafios que quer o mercado interno quer o sector de exportação nos colocam, procedeu-se em 1986 a uma quase total remodelação em termos de tecnologia de fabrico, conservação e engarrafamento de vinhos.
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<DOC DOCID="HAREM-22C-04600">
Na mesma ordem de ideias, devo dizer que as prioridades - luta contra o racismo e a xenofobia - vão ser reforçadas em 2002. Tais prioridades serão tomadas em conta tanto ao nível dos países do programa como ao nível das actividades que implicam países terceiros, nomeadamente da bacia mediterrânica. Sabemos que, através do intercâmbio de jovens e do diálogo, podemos resolver, logo pela raiz, bastantes problemas e impedir que se desenvolvam no futuro. Estar à escuta do outro, tentar compreendê-lo, é fundamento de uma sociedade equilibrada.

Há, depois, a questão das raparigas. É verdade que, com estes programas JUVENTUDE, pretendemos também associá-las. Posso garantir que nos encontramos muito perto da igualdade e que o programa foi aberto a cerca de 50% de raparigas. Preocupa-nos ainda o programa "Juventude-Euromed" , onde a participação de raparigas não é tão grande. No início do ano encontrei-me com os Ministros da Juventude dos países do Magrebe e disse-lhes, de uma forma muito clara, que queremos que, também nesses países, a participação de jovens do sexo feminino seja, no mínimo, de 50%. É que, também aqui, estamos a ajudar a construir uma sociedade equilibrada e o "facto feminino" é pacificador. Incluir, portanto, o "facto feminino" nos programas JUVENTUDE é uma base indispensável para conseguirmos resultados.

Como sabe, Senhora Presidente, a política "Juventude" foi totalmente alterada após vasta consulta de centenas de milhar de jovens em todos os países membros, que lhes permitiu falarem sobre aquilo que esperam da Europa. As suas opiniões ficaram registadas no livro branco da Juventude. Em 2002 vamos também continuar esse diálogo directo com os jovens através de uma série de encontros directos e, simultaneamente, através da criação de um portal electrónico que lhes permitirá acederem a informações sobre a Europa.

Para terminar, Senhora Presidente, gostaria de dizer que o programa "Euromed-Juventude II" acaba de ser lançado. Tem uma dotação de 14 milhões de euros para o período 2002-2004, o que corresponde a um aumento de 40% dos fundos. Isto é da maior importância, pois temos de lançar pontes entre os países do sul do Mediterrâneo e os do norte de África, por forma a melhorar a compreensão e a que a imigração dessas populações para os nossos países europeus seja uma solução para o problema, em vez de criar problemas. Na mesma ordem de ideias, a Europa do sudeste e a Comunidade de Estados Independentes serão integrados no diálogo intercultural. Muito recentemente lançámos novos programas para que, no contexto do alargamento, as regiões fronteiriças assistam a um intercâmbio de jovens mais significativo.

Obrigada, Senhora Comissária Viviane Reding.

Está encerrado o debate.

A votação terá lugar às 11H00.

Votações
Segue-se na ordem do dia o período de votação.

Relatório (A5-0032/2002) do deputado MacCormick, em nome da Comissão dos Assuntos Jurídicos e do Mercado Interno, sobre o pedido de levantamento de imunidade do Deputado Charles Pasqua (2001/2202/IMM)

(O Parlamento aprova a decisão)

Relatório (A5-0033/2002) do deputado MacCormick, em nome da Comissão dos Assuntos Jurídicos e do Mercado Interno, sobre o pedido de levantamento de imunidade do Deputado Jean-Charles Marchiani

(O Parlamento aprova a decisão)

Recomendação para segunda leitura (A5-0027/2002) da Comissão da Indústria, do Comércio Externo, da Investigação e da Energia, referente à posição comum adoptada pelo Conselho tendo em vista a adopção do regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo à implementação do domínio de topo ".EU" na Internet (12171/1/01 - C5-0548/2001 - 2000/0328(COD)) (relatora: deputada Flesch)

Antes da votação:

. (EN) Senhor Presidente, gostaria de dizer que se alcançou um compromisso entre o Parlamento e o Conselho, o qual está reflectido em seis alterações de compromisso, as alterações 7 a 12, que modificam a recomendação para segunda leitura tal como votada a 24 de Janeiro, sendo que a Comissão pode aceitar as seis alterações de compromisso.

Senhor Presidente, tal como foi referido ontem à noite, a questão de uma rápida implementação do domínio de topo .eu era inseparável do compromisso alcançado entre as três Instituições. Ouvimos ontem à noite as declarações do senhor Comissário Liikanen, que faziam parte deste pacote. Falta ainda conhecer a declaração do Conselho, que penso que a Presidência recebeu, pelo que agradecia que o Senhor Presidente a lesse a esta assembleia.

Consta dos boletins de voto, mas para que fique registado, passo a ler o projecto de declaração do Conselho. "O Conselho partilha da preocupação do Parlamento em assegurar a rápida implementação do domínio de topo .eu. Tendo em conta as conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Estocolmo, nas quais o Conselho se comprometeu a, em conjunto com a Comissão, tomar as medidas necessárias para assegurar que o domínio de topo .eu esteja à disposição dos utilizadores tão cedo quanto possível.

Os Estados-Membros confirmam que envidarão todos os esforços para assegurar que as medidas relevantes necessárias à implementação do regulamento sejam rapidamente adoptadas. Os Estados-Membros reconhecem que, para que o Registo encarregado da organização, administração e gestão do domínio de topo .eu fique integralmente operacional tão cedo quanto possível após a entrada em vigor do regulamento, devem ser feitos todos os esforços para evitar atrasos indevidos, tanto na selecção do Registo como na adopção das necessárias políticas estatais."

(O Presidente declara aprovada a declaração comum assim modificada)

Relatório (A5-0056/2002) da deputada Buitenweg, em nome da Comissão dos Orçamentos, sobre a previsão de receitas e despesas suplementares 1/2002 do Parlamento Europeu para o exercício de 2002 (2002/2039(BUD))

(O Parlamento aprova a resolução)
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<DOC DOCID="HAREM-12B-04621">
COMUNICADO
4 de Novembro de 2004 - Decisões de Política Monetária
Na reunião de hoje, o Conselho do BCE decidiu que a taxa mínima de proposta aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão sem alterações em 2.00%, 3.00% e 1.00%, respectivamente.

O Presidente do BCE exporá as razões que determinaram estas decisões numa conferência de imprensa a realizar hoje às 14h30.

Banco Central Europeu
Divisão de Imprensa e Informação
Kaiserstrasse 29, D-60311 Frankfurt am Main
Tel.: +49 69 1344 7455, Fax: +49 69 1344 7404
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A reprodução é permitida, desde que a fonte esteja identificada.
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<DOC DOCID="HAREM-501-04624">
AIRC
A AIRC é uma Associação de Municípios de direito público, fundada por 30 municípios da região centro e cuja principal actividade é a produção de software e fornecimento de serviços para autarquias locais.
A AIRC iniciou a sua actividade em 1982 para um número muito restrito de clientes, tendo registado um crescimento constante e atingido, nesta data, cerca de 300 clientes pertencentes à administração pública, entre os quais cerca de 60% das Câmaras Municipais, 50% dos Serviços Municipalizados, mais de meia centena de Juntas de Freguesia e ainda outros organismos da administração pública (Associações de Municípios, Regiões de Turismo, etc.).
A AIRC possui uma forte estrutura composta por mais de meia centena de profissionais altamente qualificados, tanto ao nível da investigação e desenvolvimento de projectos, como da assistência técnica ao utilizador.
A experiência colhida ao longo de quase 20 anos junto da específica realidade autárquica, conjugada com o elevado know-how dos seus profissionais, permitiu-lhe desenvolver um pacote de software autárquico de grande qualidade, denominado Airc2000, constituído por um conjunto de módulos aplicacionais que cobrem a quase totalidade do sistema de informação das autarquias.
A construção de um novo edifício inteligente a arrancar em 2002 aliado à forte estrutura existente, permitirá à AIRC continuar a crescer, de forma sustentada, a todos os níveis, elevando constantemente os seus produtos e serviços a patamares superiores de qualidade.
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<DOC DOCID="HAREM-834-04636">

 Brasil projeta 'míssil' anticâncer 
 Pesquisadores de São Paulo pretendem embutir drogas em um tipo de colesterol que procura células cancerosas 
 MARCELO LEITE 
 Da Reportagem Local 

 Cápsulas inteligentes capazes de achar as células que devem destruir são o sonho de quem pesquisa o combate ao câncer . 


 Os resultados foram divulgados na semana passada por Raul Cavalcante Maranhão, chefe do Setor de Lípides do Incor . 


 O nome do invento, um tipo artificial de colesterol, é pouco esclarecedor: "microemulsão que se assemelha à LDL" . 


 Simplificando, trata-se de uma minúscula embarcação (seria possível enfileirar 10 mil delas em um milímetro) . 
  A idéia é usá-la para despejar veneno sobre o inimigo, mas sem provocar muita poluição pelo caminho (veja quadro à esq . 


 O inimigo são as células cancerosas . 


 O papel de veneno cabe às drogas usadas em quimioterapia . 
  Elas têm o poder de destruir as células doentes, mas são muito tóxicas . 


 Os efeitos indesejados podem ir da queda de cabelos à morte do paciente . 


 O interesse dos oncologistas (pesquisadores de câncer) pelas lipoproteínas aumentou muito depois de uma descoberta da dupla norte-americana Michael Brown e Joseph Goldstein (ganhadores do Nobel de Medicina de 1985) . 


 Eles verificaram que as células atacadas por um tipo de leucemia, a mielóide aguda, tinham 3 a 100 vezes mais receptores (portas de entrada) para a lipoproteína LDL, mais conhecida como mau colesterol por sua participação nas doenças cardíacas . 


 Como têm mais receptores, as células doentes capturam mais LDL do sangue . 


 Esta característica faz da LDL um forte candidato a míssil antileucemia . 

 Os cientistas tropeçaram já no primeiro degrau. Há muito pouca LDL no organismo (todo o sangue de uma pessoa daria no máximo 10 g). E é muito difícil separá-la. 

 Aí entra a microemulsão do Incor . 
  Por ser artificial, ela pode ser produzida em escala muito maior . 


 Em 1993, trabalho da equipe de Maranhão na revista norte-americana "Lipids" mostrou que a LDL artificial também possuía a chave para abrir células . 

 O experimento 

 É este o resultado que Maranhão apresentou em Cancún . 


 Só as células atacadas por AML têm aumento de receptores para LDL . 


 Se fossem pessoas saudáveis, por exemplo, sempre se poderia argumentar que as diferenças na absorção da LDL artificial poderiam decorrer de fatores relacionados com a doença . 


 Todos receberam injeções de uma LDL sintética marcada radiativamente . 


 As imagens da concentração da LDL injetada em diferentes órgãos não deixam dúvida . 


 Nos pacientes com mais receptores (AML), a LDL foi direto ao ponto . 


 Nos que têm menos portas de entrada, a candidata a míssil ficou perdida, circulando com o sangue . 


 Conclusão: a microemulsão é de fato um bom veículo de transporte . 
  Desde, é claro, que se consiga carregar seus porões com o veneno certo . 
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<DOC DOCID="HAREM-22K-04640">
 Combustíveis 

  O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, defendeu ontem vigorosamente a política fiscal do seu Governo sobre os combustíveis, afirmando que a sua supressão colocaria em causa o crescimento económico e a redução da taxa do desemprego Apesar do crescente movimento de contestação em todo o país contra a alta dos preços dos combustíveis, com o bloqueio a refinarias e postos de abastecimento, Schroeder reafirmou perante o Parlamento que o Governo não mudará a sua política e que os impostos sobre os combustíveis não serão reduzidos . 
  Mais de 200 camiões, autocarros e taxis dirigem-se para as fronteiras com a França e os seus motoristas afirmam que vão bloquear hoje a rede de transportes naquele país . 
  Em Itália, o presidente da CUNA, a principal organização patronal de transportadores rodoviários, declarou ontem que os camionistas italianos estão "prontos" a cessar a sua actividade se não houver uma baixa imediata do preço dos combustíveis . 
  Na Irlanda, a Associação dos Transportadores Rodoviários Irlandesa ameaçou com «operações caracol» e uma greve geral a partir de amanhã se o primeiro-ministro Bertie Ahern não anunciar uma redução dos preços dos combustíveis . 
  Na Noruega, o sindicato dos transportadores rodoviários ameaçou o Governo de apelar aos seus membros para pararem toda a actividade a nível nacional se não houver uma baixa dos impostos sobre o gasóleo . 
  Também na Polónia, o movimento de contestação contra os preços dos combustíveis começou a atingir alguns sectores, nomeadamente as pescas e os transportes privados . 
  Na Bélgica, prosseguiu ontem o bloqueio da cidade de Bruxelas, com os seus habitantes a terem de andar a pé, de patins ou de encontrar outras formas engenhosas para se deslocar na capital belga . 
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<DOC DOCID="HAREM-22H-04650">
ABC
Convocatória 

Nos termos dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral do ACADÉMICO BASKET CLUBE DE BRAGA a reunir, em sessão ordinária, no dia 12 de Fevereiro, pelas 21h00, no Auditório da Associação de Futebol de Braga, no Complexo Desportivo da Rodovia, em Braga, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1 -- Votação do Relatório e Contas da Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal .
A Assembleia Geral considerar-se-á constituída quando estiverem presentes 50% e mais um dos associados .
Não sendo possível perfazer esse número a Assembleia Geral funcionará meia hora depois mo mesmo local com qualquer número de associados -- nº. 5.2 e § único, Cap . V do R.I.
Braga, 26 de Janeiro de 1999
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Engenheiro Francisco Mesquita Machado 
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<DOC DOCID="HAREM-142-04652">
São João del-Rei On-Line
 Capela Mor A capela-mor é espaçosa e tem a singularidade de possuir duas portas que comunicam com outros cômodos laterais, o que não acontece nas outras igrejas.
Suas paredes são guarnecidas de colunas meio embutidas ornadas de anjos e finos recortes esculpidos, assim como as pilastras do arco-cruzeiro e seu intradorso.
A capela-mor é ladeada à direita por uma sacristia e à esquerda pela Capela do SS.
Sacramento.
Pelos fundos encontra-se o Definitório, o teto da capela-mor, em forma de sarapanel, é ornada de frisos artisticamente enfeitados que descansam sobre a cornija e um florão central de onde pende rica lâmpada de prata.
Os artísticos trabalhos em madeira da capela e altar-mor e dos púlpitos são de autoria do artista Manuel Rodrigues Coelho.
Altar Mor 0 altar-mor é muito bonito.
Seu retábulo é mais simples e sóbrio, sem excesso de ornamentação.
Suas colunas são em fuste estriado com capitel da ordem compósita e se encontram uma de cada lado da abertura do trono.
Entre essas colunas e pilastras estilizadas quase junto às paredes laterais estão as peanhas com dossel e fundo de cortinas onde se encontram as
imagens de Santo Elias e Santa Teresa de Jesus.
Uma rica e burilada banqueta de prata ornamenta o altar-mor, menor que a da Catedral, mas muito bonita.
Para chegar ao supedâneo deste altar sobe-se um lance de cinco degraus de pedras, que infelizmente foi picado e coberto de cimento em cor vermelho brilhante.
Nesse plano do altar-mor estão dois personagens com escudos e seguram suportes de lâmpadas com lanças.
O arco da abertura do trono tem aos lados, na parte superior, dois anjos em tamanho natural, assentados em trabalhados consolos e em atitude de quem está abrindo uma cortina pendente de um dossel.
Deixa ver três corações que simbolizam as três grandes virtudes irmanadas nos corações de Jesus, Maria e José.
Como coroação do retábulo está a figuração da Santíssima Trindade, na Pessoa do Pai Eterno e do Espírito Santo que do alto assistem ao mistério da transubstanciação no altar.
Ao alto, dentro do trono, venera-se a bonita imagem de Nossa Senhora do Carmo.
Esta imagem esculpida em Portugal, foi benta solenemente no dia 1º de maio de 1925, pelo Exmo. e Revmo.
Sr. Dom Helvécio Gomes de Oliveira, Arcebispo de Mariana.
- 039 -
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<DOC DOCID="HAREM-012-04673">
26 DE SETEMBRO DE 2
 26 DE SETEMBRO DE 2.000 CURSO AGRÍCOLA EM ARAÇATUBA/SP Promoção: Centro de Ciências Agrácias CCA/UFSCar, em parceria com a Associação Profissional da Indústria de Fabricação de Álcool, Similares e Conexos do Oeste Paulista - Udop, Associação das Indústrias de Álcool e Açúcar do Noroeste Paulista - Noroálcool e Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil - STAB Temas: - "Potencialidades e Limitações dos Solos para a Cana-de-Açúcar no Estado de São Paulo" Palestrante: Hélio do Prado, doutor em solos e nutrição de plantas pela Esalq/USP, atualmente trabalhando no Centro de Solos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).
Serão discutidos os critérios de interpretação pedológica e inter-relações com o manejo da cana-de-açúcar;
potencialidades e limitações dos solos para a cana-de-açúcar;
mapas de solos do Estado de São Paulo;
e nova nomenclatura de solos.
- "A Adubação e o Manejo Podem Reduzir os Prejuízos em Anos de Seca?
" Palestrante: Raffaella Rossetto, doutora em solos e nutrição de plantas pela Esalq/USP, atualmente trabalhando no IAC.
Serão abordados os seguintes temas: dados da seca no Estado de São Paulo em 2000;
a cana-de-açúcar e a necessidade de nutrientes;
análise do solo e a diagnose visual como ferramentas para a fertilidade do solo;
a construção da fertilidade do solo - matéria orgânica, calagem, gessagem e potassagem;
adubação da cana-de-açúcar em sistema conservacionista;
e resposta da cana-de-açúcar ao manejo em anos de seca - "Vinhaça e Irrigação - Importantes Componentes no Manejo de Cana-de-Açúcar na Usina
Iturama" Palestrante: engenheiro agrônomo Paulo F. B. Kronka, pós-graduado em gestão empresarial pela FGV e gerente agrícola da S/A Usina Coruripe Açúcar e Álcool.
Será abordada a vinhaça como poluente;
vinhaça como adubação;
vinhaça diluída como complemento de irrigação;
irrigação como garantia de produção e aumento de produtividade;
sistemas de irrigação;
e custos.
Público Alvo: Diretores, Supervisores e Gerentes Agrícolas, Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas de Destilarias, Usinas, Associações e
Fornecedores de Cana-de-Açúcar.
Local: Araçatuba/SP Mais Informações podem ser obtidas pelo pelo telefone/fax (18) 623-0528 ou pelo e-mail udop@ata.zaz.com.br Retorna
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<DOC DOCID="HAREM-81C-04696">
Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de chegada a Portugal

Lisboa . Portugal, 10 de julho de 2003 

Agradeço as gentis palavras de boas-vindas do presidente Jorge Sampaio e a presença de tantos e fraternos amigos aqui reunidos.
É uma grande satisfação estar em Portugal. Venho para renovar e aprofundar o excelente diálogo existente entre nossos países.
O simbolismo deste local é incomparável. Não existe outro lugar que marque de forma tão acentuada o cruzamento de nossos destinos como a Torre de Belém. Daqui partiram as caravelas e os grandes navegadores, que estão na origem do nosso país.
Nos reencontramos hoje para celebrar 503 anos dessa rota comum, que cada vez mais se enriquece e diversifica.
Nossos caminhos continuam hoje a fertilizar-se, graças aos vínculos históricos, ao importante intercâmbio econômico-comercial bilateral e à ação diplomática de nossos governos.
Brasil e Portugal estão embarcados em um novo desafio: a construção de um espaço comum, onde a identidade lingüística e cultural se transforma em realidade política na cena internacional. 
Não por acaso escolhi Portugal como destino de minha primeira visita de Estado. Temos com Portugal um relacionamento à altura de nosso passado. Somos países irmãos não apenas por uma amizade secular, vínculos históricos, étnicos, culturais e lingüísticos. Somos unidos cada vez mais pelas novas possibilidades que a cooperação oferece para o desenvolvimento e o bem-estar de nossos povos.
Estamos convencidos da necessidade de ampliar e estreitar ainda mais esses laços. Durante esta minha visita, estou seguro que identificaremos formas inovadoras de aprofundar e aperfeiçoar essa parceria nos campos social, econômico-comercial e científico-tecnológico.
Não há maior símbolo dessas potencialidades do que a enorme contribuição que nossos .patrícios. imigrantes têm dado a ambos os países. A presença portuguesa no Brasil é uma realidade há mais de cinco séculos e um elemento fundador de nossa identidade.
Da mesma forma, quero saudar, com carinho especial, os .brasileiros de Portugal., que aqui vivem e trabalham, integrando-se à sociedade portuguesa e participando da construção de um país que se projeta como nação tecnológica e economicamente desenvolvida. 
O Brasil que os portugueses fundaram e a Portugal que os brasileiros ajudam a desenvolver são um exemplo vivo do quanto podemos realizar juntos.
Queremos cada vez mais levar esse patrimônio de realizações e conquistas de nossos povos e países também para o plano da ação internacional. Por meio dos foros multinacionais e, mais particularmente, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, podemos continuar a estender essa fecunda colaboração.
Sob a proteção e inspiração da Torre de Belém, saberemos aprofundar a enorme identidade entre Brasil e Portugal e a profunda afinidade entre nossos cidadãos dos dois lados do Atlântico. 

Muito obrigado.
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<DOC DOCID="HAREM-024-04698">
 Cidade tem preço promocional 
 Da Reportagem Local 

 Sem o visual das praias para seduzir os turistas, São Paulo está usando sua agitada vida cultural para atrair visitantes nos fins-de-semana . 


 O São Paulo Convention &amp; Visitors Bureau lançou o Sampa Happy-End . 


 "Queremos mostrar aos turistas que, além de ser o maior centro de negócios e de eventos do país, São Paulo oferece também muitas opções de lazer", afirma Aristides de La Plata, diretor-executivo do São Paulo Convention &amp; Visitors Bureau . 


 A meta, segundo La Plata, é vender mil pacotes por mês, a um preço médio de US$ 500 (CR$ 175 mil) . 


 O programa inclui passagens aéreas, locação de carro e hospedagem, com descontos de até 50% . 
  Já participam do projeto 15 hotéis quatro e cinco estrelas, além de companhias aéreas e locadoras . 

 Há também facilidades para compras de ingressos e reservas em casas noturnas, teatros, shows etc. (MEyM) 
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<DOC DOCID="HAREM-314-04701">
 O psicótico e a "call girl" 

 "Amor à Queima-Roupa" é sobre 1) amor e 2) lealdade . 
  O amor do psicótico "soft" Clarence (Christian Slater) pela garota de programa Alabama (Patricia Arquette, dez a zero na insossa irmã Rosanna) . 


 A direção de Tony Scott garante plasticidade de clipe mesmo às cenas mais violentas (há muitas) . 


 Poderia ser mais um filmeco de ação, não fosse Tarantino e três diferenciais . 


 Outro são as referências que Scott faz à sua obra e à do irmão Ridley . 
  Na cena acima, por exemplo, a trilha é da ópera "Lakmé", de Dèlibes, já usada em seu "Fome de Viver" . 


 E as pontas . 
  Gary Oldman como um improvável rastafari, Brad Pitt de hippie vianjandão, os pouco conhecidos Saul Rubinek (como um produtor afetado) e Michael Rapaport (o amigo ator) . 
  E Val Kilmer como o espírito de Elvis Presley que aparece para "aconselhar" Clarence nos momentos difíceis . 

 Sérgio Dávila 

 Amor à Queima-Roupa (True Romance) . 
  EUA, 1993 . 
  Direção de Tony Scott . 
  A estréia estava programada para sexta, 22, no Espaço Banco Nacional de Cinema . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-81J-04710">
Decisão própria
Cerca de 72 $% dos empresários da construção querem que o próprio setor negocie a conversão dos contratos para a URV, enquanto 28 $% desejam que o governo estabeleça as regras.

Folha Qual a saída?
Broz Não tenho a receita exata, tenho a certeza de que algo precisa ser feito diante do confronto entre nacionalismo albanês e sérvio.

O candidato deu rápida entrevista no saguão do aeroporto e dirigiu-se ao Hotel Delmonicos, na Park Avenue, em Manhattan, onde a diária é de US$ 195 (CR$ 253 mil ) no fim de semana e US$ 250  (CR$ 325 mil ) de segunda a sexta-feira.

Lula e outros 20 convidados almoçaram a convite do cônsul-geral do Brasil em NY, Marco Cesar Meira Naslausky, no restaurante Peter Luger Steak House, tradicional no bairro do Brooklin.
A conta, paga pelo embaixador, ultrapassou US$ 1,4 mil (CR$ 1,8 milhão ).
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-638-04724">
(Lei Complementar nº 116/2003)

Programa: 

I - Introdução


a) Natureza da norma 


b) Características fundamentais 


c) Eficácia


d) Leis municipais compatíveis 


II - Pontos Relevantes


a) Fato Gerador: habitualidade irrelevante 


b) Serviços provenientes do exterior - incidência 


c) Serviços públicos autorizados - cobrança do imposto 


d) Denominação do serviço - irrelevância para fins de incidência e) Situações não sujeitas ao imposto: hipóteses descritas em lei f) Tomador residente no exterior - exigência do imposto 


g) Local da prestação para fins de cobrança - regra geral h) Atividades sujeitas ao pagamento no local da prestação - exceções i) Serviços contínuos (ferrovia, rodovia, dutos, etc.) - cobrança por território j) Exploração de rodovias - base de cálculo proporcional k) Conceito de estabelecimento para cobrança do imposto 


l) Retenção na fonte - prestador situado fora do município do tomador m) CONSTRUÇÃO CIVIL - dedução da base de cálculo só de materiais fornecidos n) Alíquotas mínima e máxima 


o) Nova Lista de Serviços - ampliação 


p) ATOS REVOGADOS


«Nota: a abordagem levará em conta a análise comparativa entre o DL-406/69 e a LC 116/03»


Palestrante: Sidney D' Agázio - bacharel em direito, contabilista, consultor tributário, pós-graduando em direito tributário-IBET/USP e sócio da Oliveira Neves e Associados


Informações Gerais


Data: 01 de setembro de 2003


Horário: das 13h30 às 17h30


Local: Auditório Pontes de Miranda

Al. 

Santos, 2.400 - térreo - São Paulo - SP

Incluso: material didático, coffee-break, certificado e estacionamento 


Inscrições e Investimento


Toll Free: 0800 14 30 40 - ou se preferir (11) 3067.6700 email: telemarketing@mission.com.br


Para mais informações sobre esse e outros temas acesse nosso site: www.mission.com.br

«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»  
Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-51J-04743">
Como a idéia de enxugar a Constituição enfrenta resistência inclusive nos partidos que apóiam o governo, a equipe de FHC resolveu fazer as reformas por partes.

Primeiro aprova-se o texto enxuto e depois negocia-se a aprovação, sem prazo definido, das leis complementares e ordinárias.

O Pentágono usa a Internet, que conecta computadores a sistemas telefônicos, para que seus funcionários troquem informações.

Os arquivos são protegidos por senhas e códigos, que acabaram mostrando-se vulneráveis.

Realizando o prejuízo
O conselho fiscal entende que os acionistas não devem mais «suportar investir dinheiro bom em companhia sem condições de se reerguer».

Com fé
De Mario Bernardini, da Fiesp, sobre a seleção e o real:
«Tem que torcer muito e rezar bastante, porque milagres acontecem».

QUADRINHISTAS DO BRASIL inteiro se reúnem entre sexta-feira e domingo em Araxá (MG).
É o 5º Encontro Nacional de Histórias em Quadrinhos
Haverá oficinas e um concurso.
Informações pelo telefone (034) 661-2458.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-00J-04761">
PT, PDT, PC do B e os outros «contras» (partidos contrários à revisão) exigiram que as votações do Congresso revisor começassem pela questão tributária.

A nova reivindicação irritou os partidos favoráveis à revisão, que criticaram a proposta.

No dia 1º de março, a fundação inaugurou mais uma escola.
Ela foi construída em Marília (cidade onde foi fundada o banco) com capacidade para mil alunos.

Como nas outras escolas, ali os alunos recebem gratuitamente o ensino, o material didático, o uniforme, a alimentação e tratamento médico e odontológico.

A exclusão de Maradona, por ter jogado dopado contra a Nigéria, abalou os jogadores.
O time, antes bastante aguerrido e solidário, passou a discutir em campo.

A Argentina fez uma opção bastante ofensiva.
Variava entre um 4-3-3 e um 4-2-4.
O técnico Alfio Basile tentou aproveitar seus melhores jogadores.

Ainda há muito o que fazer para desgravar completamente as exportações de impostos indiretos, conforme permitem as regras do Gatt e impõe a realidade de um ambiente internacional competitivo.
Mas a União foi ao limite em termos de desgravação das exportações.

Antes da urgente reforma constitucional, a extensão da desoneração tributária das exportações para todas as etapas da cadeia produtiva enfrenta dificuldades operacionais insuperáveis no âmbito federal.
Seria inviável estimar, por exemplo, com a acuidade necessária para a concessão de crédito fiscal, qual a incidência efetiva de PIS e Cofins em cada etapa do processo produtivo anterior à produção dos insumos usados diretamente na produção para exportações.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-812-04765">
Curso Positivo - Professores de Química
 Professor Zenewton Licenciado em Química e Ciências pela Universidade Federal do Paraná;
professor de cursos pré-vestibulares há 19 anos.
Professor Giba Engenheiro Químico pela Universidade de São Paulo;
professor de cursos pré-vestibulares há 17 anos.
Nome completo: Gilberto de Campos Lavras Cidade natal: São Paulo/SP Hobby: handebol, futebol, tênis, cinema (comédias e romances) Livro: Cem
Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez e Ilusões, de Richard Bach Música: MPB, rock e tango Ídolo: Pelé e Michael Jordan Lazer: viajar e
praticar esportes Sonho: contribuir sempre para um Brasil mais humano e com menos injustiças.
Objetivo de vida: conseguir diminuir o analfabetismo e conseqüentemente a violência.
Mensagem:
"Vocação é a felicidade de exercer o ofício da paixão!
" Professor Tadeu Engenheiro Químico pela Universidade de São Paulo (USP);
professor de cursos pré-vestibulares há 17 anos.
Nome completo: Alberto Tadeu M. Cardoso Cidade natal: São Paulo/SP Hobby: colecionar bonés e latinhas de cerveja;
comprar CD s bons Livro: Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, biografias Música: principalmente, rock progressivo, MPB, Jazz, Blues Ídolo: Jesus Cristo Lazer: música, excursões (montanhismo, cavernas), Corinthians Sonho: viver é melhor que sonhar.
Objetivo de vida: ser feliz e fazer os outros felizes.
E-mail: atadeumc@cce.ufpr.br Mensagem:
"Não faça aos outros o que você não quer que os outros lhe façam.
" Professor Tarik Licenciado em Química pela USP;
professor de cursos pré-vestibulares há 17 anos.
Nome completo: Tarik Dechoum Cidade Natal: Rio de Janeiro/RJ Hobby: cinema, vídeo, música Livro: todos do Asterix Música: Jazz, Bossa Nova, MPB, Rock Ídolo: Nelson Mandela Lazer: Viajar Objetivo na Vida: Curti-la Professor Nadim Formado em Farmácia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa;
professor de cursos pré-vestibulares há 8 anos.
Nome completo: Nadim Bady Saad Filho Cidade natal: Ponta Grossa/PR Hobby: trilhas de Jeep (Raid) Livro: Uma Breve História do Tempo Música: rock, samba e pagode Ídolo: Ayrton Senna Lazer: tiro esportivo Sonho: que a minha filha possa viver em um mundo mais justo.
Objetivo de vida: ensinar cada vez melhor.
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-793-04789">
Polémica em Vila do Conde 
PSD denuncia poluição      
A Comissão Política Concelhia do PSD de Vila do Conde divulgou recentemente um comunicado denunciando casos de poluição que assolam a freguesia de Ferreiró -- um bastião Socialista -- e que, no entender dos sociais-democratas, retratam «exemplos de má gestão» da Câmara Municipal.              
O documento «laranja» acusa a edilidade de não ter realizado as obras de saneamento da Urbanização 25 de Abril, cujos detritos, diz o comunicado, estão a ser lançados «a céu aberto» para um arruamento vizinho. Referem ainda a existência de uma sucata no «centro de uma zona residencial, onde as águas dos poços correm riscos de contaminação». Finalmente, o PSD divulga que uma fábrica local, a Ferro-Têxtil, está a poluir o «ribeiro dos peixes», colocando em causa o seu aproveitamento para as regas dos terrenos agrícolas que circundam aquela área.              
Confrontado com as acusações sociais-democratas, Saraiva Dias, vereador substituto do presidente da autarquia, referiu ao PÚBLICO que o comunicado do PSD contém «um conjunto de atoardas, distantes da realidade». No entanto, o autarca reconhece que existem problemas na Urbanização 25 de Abril, que «a Câmara está a resolver, prevendo para breve a instalação dos contentores necessários». Quanto à sucata, o vereador lembra que «foi o Governo de Cavaco Silva que legislou sobre essa matéria», permitindo a permanência das sucatas até Maio de 1996. De qualquer forma, a autarquia já comunicou aos proprietários que, após essa data, não irá permitir casos de poluição ambiental.              
Na mesma linha, o vereador lembra que a Ferro-Têxtil foi licenciada pelo Ministério da Indústria do Governo cessante, a quem deverá ser imputada a responsabilidade de eventuais problemas. Ao que o PÚBLICO apurou, a administração da empresa chegou recentemente a um acordo com a Direcção Regional do Ambiente para que os detritos sejam encaminhados para uma estação de tratamento de águas residuais a construir em Fradelos, no âmbito do projecto de despoluição do rio Ave. A.T.M.        
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<DOC DOCID="HAREM-722-04791">
FIETO Imprensa Nº 357
 Edição Anterior Próxima Edição 03/06/98 IMPRENSA Nº 357 COMEÇA NESTA QUARTA O III SEMINÁRIO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins(Fieto), Ronaldo Dimas, abre nesta quarta-feira,3, às 19:15 horas, o III Seminário de Desenvolvimento Tecnológico, que acontece hoje e amanhã no Auditório do Sistema, em Araguaína.
O evento faz parte da programação de implantação do Centro Consorciado de Recursos Tecnológicos(CCRT).
As palestras terão como público alvo, empresários e profissionais do setor de construção civil e urbanismo, especialmente do ramo de cerâmica.
Desde domingo, 31, estão sendo realizadas visitas técnicas à empresas de Porto Nacional, Palmas, Miracema, Paraíso, Miranorte e Araguaína, no sentido de conhecer a realidade das indústrias locais e melhor direcionar os temas a serem abordados pelos palestrantes.
Hoje as pessoas presentes terão a oportunidade de assistir palestras sobre "Fabricação de Cerâmica Vermelha",que será proferida pelo técnico
da Escola do Senai de São Paulo, Reinaldo Sutério dos Santos.
Ele dará destaque a aspectos de qualidade na produção, minimização dos desperdícios, queima da vegetação natural e poluição atmosférica, além do aproveitamento das cavas de exploração.
Em seguida o engenheiro da Universidade de Tecnologia de Compiègne(França), Michel Davidovics, fará uma abordagem sobre o "Processo de Fabricação de Peças Cerâmicas", com destaque para a diversificação de produtos, pisos e revestimentos de paredes.
O último palestrante da noite será o técnico do Centro de Formação Profissional do Senai de Ponta Grossa(PR), Ricardo Dutra, que falará sobre "Extração e Beneficiamento de Rochas para Decoração e Revestimento", enfoque voltado para lavras e aspectos ambientais, tecnológicos, processamento e de mercado.
Amanhã serão abordados mais dois temas:
"Planejamento Urbano - Uma Proposta para o Tocantins", com Ronaldo Pacheco Guimarães, do Centro de Tecnologia em Sanea-mento e Meio Ambiente
do Senai do Paraná, que dará destaque para a gestão do lixo e dos recursos hídricos, saneamento e sistema viário.
A última palestra fará uma abordagem sobre o tema:
"Arquitetura Ambiental para a Região Amazônica", com o professor da Unitins, Gilberto Klober Corrêa.
Este Material foi produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Sistema FIETO Av. Dom Emanuel, 1347 - Bairro Senador - CEP 77.813-520 -
Araguaina-TO.
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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-607-04794">
 Feito pela autoridade de imigração do Canadá este site, em inglês e francês indica os principais elementos culturais de cerca de 100 paises. 
 Bom para viagens, Bom para uma apreciação e referencia. 
 http://cwr.utoronto.ca/cultural/. 
 Cada país é analisado nos topicos abaixo: 
 Brazil to Canada 
 Landscape &amp; Climate 
 A Look at the Past 
 Family Life 
 The World of Work 
 Sports &amp; Recreation 
 Health Care 
 Education 
 Food 
 Communication 
 Spirituality 
 Holidays 
 Arts &amp; Literature 
 To Learn More 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-019-04798">
CAPÍTULO XI / A PROMESSA 

Tão depressa vi desaparecer o agregado no corredor, deixei o esconderijo, e corri à varanda do fundo. Não quis saber de lágrimas nem da causa que as fazia verter a minha mãe. A causa eram provavelmente os seus projetos eclesiásticos, e a ocasião destes é a que vou dizer, por ser já então história velha; datava de dezesseis anos. 

Os projetos vinham do tempo em que fui concebido. Tendo-lhe nascido morto o primeiro filho, minha mãe pegou-se com Deus para que o segundo vingasse, prometendo, se fosse varão, metê-lo na Igreja. Talvez esperasse uma menina. Não disse nada a meu pai, nem antes, nem depois de me dar à luz, contava fazê-lo quando eu entrasse para a escola, mas enviuvou antes disso. Viúva, sentiu o terror de separar-se de mim; mas era tão devota, tão temente a Deus, que buscou testemunhas da obrigação, confiando a promessa a parentes e familiares. Unicamente, para que nos separássemos o mais tarde possível, fez-me aprender em casa primeiras letras, latim e doutrina, por aquele Padre Cabral, velho amigo do tio Cose, que ia lá jogar às noites. 

Prazos largos são fáceis de subscrever; a imaginação os faz infinitos. Minha mãe esperou que os anos viessem vindo. Entretanto ia-me afeiçoando à idéia da Igreja; brincos de criança, livros devotos. imagens de santos, conversações de casa, tudo convergia para o altar quando íamos à missa, dizia-me sempre que era para aprender a ser padre, e que reparasse no padre, não tirasse os olhos do padre. Em casa, brincava de missa,--um tanto às escondidas, porque minha mãe dizia que missa não era cousa de brincadeira. Arranjávamos um altar, Capitu e eu. Ela servia de sacristão, e alterávamos o ritual, no sentido de dividirmos a hóstia entre nós, a hóstia era sempre um doce. No tempo em que brincávamos assim, era muito comum ouvir à minha vizinha: "Hoje há missa?" Eu já sabia o que isto queria dizer, respondia afirmativamente, e ia pedir hóstia por outro nome Voltava com ela, arranjávamos o altar, engrolávamos o latim e precipitávamos as cerimônias. Dominus, non sum dignus... Isto, que eu devia dizer três vezes, penso que só dizia uma, tal era a gulodice do padre e do sacristão. Não bebíamos vinho nem água; não tínhamos o primeiro, e a segunda viria tirar-nos o gosto do sacrifício. 

Ultimamente não me falavam já do seminário, a tal ponto que eu supunha ser negócio findo. Quinze anos, não havendo vocação, podiam antes o seminário do mundo que o de S. José. Minha mãe ficava muita vez a olhar para mim, como alma perdida, ou pegava-me na mão, a pretexto de nada, para apertá-la muito. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-636-04804">

SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO
 

Classificação, em biologia, identificação, denominação e agrupamento de organismos num sistema estabelecido. As numerosas formas de vida existentes precisam ser nomeadas e organizadas, de modo que os biólogos de todo o mundo tenham certeza de que conhecem o organismo exato que é seu objeto de estudo. A definição dos grupos de organismos baseia-se na seleção de determinadas características importantes, que sejam traços compartilhados, de modo que os membros de cada grupo sejam semelhantes entre si, e diferentes dos de outros grupos. 

Os métodos atuais de classificação reúnem também os grupos em categorias, de modo que estas reflitam os processos evolutivos que existem por trás das semelhanças e diferenças entre os organismos. Tais categorias formam uma hierarquia, na qual os diferentes níveis representam os diferentes graus de relação evolutiva. 

A hierarquia se estende, em sentido ascendente, a partir de milhões de espécies, cada uma constituída por organismos individuais estreitamente relacionados, até alguns poucos reinos, cada um reunindo um grande número de organismos, entre os quais muitas vezes só existe uma relação distante.

Para garantir a precisão dos métodos de classificação, os biólogos têm estudado e comparado a anatomia, a fisiologia, a genética, o comportamento, a ecologia e os fósseis do maior número possível de organismos. Todos os ramos da biologia contribuem para esses estudos, mas as especialidades mais diretamente relacionadas com a classificação são a taxonomia e a sistemática. 

Embora as duas disciplinas se superponham, a taxonomia está mais centrada na nomenclatura (denominação) e no estabelecimento dos sistemas hierarquizados. Já a sistemática estuda as relações evolutivas ainda não estabelecidas.

NÍVEIS HIERÁRQUICOS   
Os biólogos classificam os organismos individuais no nível básico de espécie. Uma espécie é formada por organismos que compartilham muitas características importantes. Além disso, nos organismos com reprodução sexuada (ver Reprodução) as espécies são formadas por populações que não podem ter descendentes férteis com membros de nenhuma outra espécie. 

As espécies que estão claramente relacionadas por compartilhar características importantes são agrupadas em um gênero e cada uma recebe dois nomes (nomenclatura binomial). A primeira palavra corresponde ao nome do gênero e a segunda é um adjetivo, geralmente descritivo ou geográfico, ou, ainda, relativo ao nome de uma pessoa. Essa forma de denominação foi estabelecida pelo naturalista sueco Lineu, fundador da taxonomia moderna. Ele utilizou nomes em latim porque era nessa língua que os eruditos de seu tempo se comunicavam. Lineu atribuiu aos seres humanos o gênero Homo (homem) e à espécie humana deu o nome Homo sapiens (homem sábio).

Para construir a classificação hierárquica, agrupam-se um ou mais gêneros em famílias, as famílias em ordens, as ordens em classes, as classes em filos e os filos em reinos. Atualmente, dentro da divisão principal dos seres vivos, são reconhecidos cinco reinos. Os grupos de organismos incluídos nessas categorias, em qualquer nível de hierarquia, recebem o nome de táxon, e cada táxon recebe uma definição que abrange as características mais importantes compartilhadas por todos os seus membros.

Para permitir uma subdivisão maior, podem-se acrescentar os prefixos sub- e super- a qualquer categoria. Além disso, em classificações complexas, pode-se utilizar categorias intermediárias especiais, como ramo (entre reino e filo), coorte (entre classe e ordem) e tribo (entre família e gênero). 

Em qualquer nível, um táxon indica uma base evolutiva comum, ou seja, todos os seus membros se desenvolveram a partir de um ancestral comum.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-038-04808">

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Prezado Gestor,

Para quem não tem tempo para fazer um MBA mais longo, oferecemos um curso de 4 meses, 96 horas.
Abaixo os tópicos do nosso II Curso de Engenharia Econômica, com inicio na sexta-feira, 01 de agosto.
O primeiro curso, realizado em Abril / Maio contou com participantes da:


Serão 8 dias de aula, de 15 em 15 dias, com homework via e-mail.
Teremos outro curso semelhante começando em 20 de setembro, desta vez aos sábados.


- Planejamento Estratégico &amp; Financeiro


Pensamento Estratégico


Análise Exógena e Endógena


Estratégia de Valor e Preço


Estratégia de Marketing


Marketing Industrial x Consumo


Estratégia convertida em Planos de Ação


- Contabilidade Gerencial


Linguagem da Contabilidade


Débito, Crédito &amp; Balancete

Lucro, Caixa, Balanço, etc.

Capital de Giro x Vendas

Preços, Impostos, Margens, etc.
Contabilidade Fiscal x Gerencial x Budget.

- Custo Industrial


Formação do Custo Industrial Tradicional


Custos Exógenos e Endógenos (buy-out x in-house)


Estoques: Custos Associados, Logística, Planejamento, etc. Alocação de Custos X Margens de Venda

Processo Fabril vs.

Processo Contábil
Mark-up, Cost-plus, Transfer Price, etc.
- Orçam.

Empresarial I (Lucro)
Definindo Mercado, Share, Investimento, etc.

Conceito de Cenário e What-if Analysis


Definindo Volume de Vendas


Preço &amp; Margem: a convergência de Marketing com Finanças Modelagem Financeira

Despesa &amp; Lucro Operacional.
- Orçam.
Empresarial II (caixa, estoques, investimentos, etc.)

Orçamento de Ativos (Capital Budgeting)

Conceito de Saldo e Fluxo


Projetando Estoques


Prazos de Compras e Vendas


Integração do Balanço com o Fluxo de Caixa

Planejamento Operacional de Caixa.

- Planejamento Econômico (Valuation, DCF, NPV, IRR)


Planejamento Econômico de Caixa (Conceito de Free Cash Flow) Conceito de Fluxo de Caixa Descontado


Equivalência Financeira e Gráfico de Fluxos


Projetos de Investimento


Valor Presente Líquido / NPV

Taxa Interna de Retorno / IRR.
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Atenciosamente,


Bárbara Mansanares


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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-52H-04813">
Orçamento da "Verde Minho" difícil de gerir 

A Região de Turismo Verde Minho dispõe anualmente de um orçamento de 70 mil contos, metade dos quais destinados a «manter a casa em pé» .
A outra metade, segundo o presidente da RTVM, Henrique Moura, é utilizada na promoção turística .
A situação não é fácil de gerir, uma vez que as verbas chegam faseadas ao longo do ano .
Na opinião do responsável pelo turismo do "Baixo Minho", tudo seria mais fácil se o dinheiro chegasse de uma só vez, logo no início do ano .
Ontem, a RTVM apresentou, publicamente, um quiosque multimédia que vai servir para divulgar o que melhor temos na região em termos turísticos .

Caminha tem três milhões para novas "aventuras" 

A Assembleia Municipal de Caminha aprovou, por unanimidade, o Plano de Actividades e Orçamento para 1999, com um valor global de 3,127 milhões de contos .
Embora com menores receitas para este ano, pelo esgotamento das verbas do II Quadro Comunitário de Apoio, a actividade do executivo irá contemplar dezenas de novos empreendimentos para as freguesias, além da conclusão de outras obras em curso e a apresentação de candidaturas a novos projectos .

Barros Pereira: estarei na AF Braga enquanto acreditar nos homens 

No dia em que reassumiu a presidência da Direcção da Associação de Futebol de Braga, Barros Pereira disse que continuará no cargo enquanto acreditar que os homens do futebol não são feios, porcos e maus .
«Quando não acreditar nisso, e porque sou feio, mas não sou porco nem mau, abandono o cargo» .
Esta a frase que encerrou o seu breve discurso .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-82L-04816">
A extrema direita fez uma campanha eleitoral «moderna», servindo-se do processo «direct mailing» americano enviando os seus panfletos xenófobos, do tipo «Hamburgo tem de permanecer um estado alemão», pelo correio, em especial a milhares de jovens eleitores. 
 
E, por ironia do destino, fazem-no a coberto da lei eleitoral hamburguesa que autoriza os serviços municipalizados a fornecerem as moradas de qualquer habitante, por cinco marcos cada. 
Esta legislação, altamente contestada pelos serviços de protecção de dados, não foi alterada a tempo pelas autoridades da cidade. 
 
Soares lembrou o que já viu nesta viagem e mostrou-se mais uma vez preocupado com os problemas da agricultura, «que está em muito mau estado», questionando: «O que será o futuro do nosso mundo rural?» 
«Uma das coisas que mais me impressionaram foi a desertificação do país no interior. 
E todos os esforços que têm sido feitos não têm dado resultado», disse o Presidente, que desculpou a actuação dos seus governos ao afirmar que «hoje temos melhores condições e melhores técnicos do que tínhamos». 
 
Mira calado 
Valente de Oliveira, que falou antes do Presidente, foi hábil ao fazer uma intervenção que quase esvaziava o discurso de Soares. 
O ministro reconheceu um rol de «grandes problemas» no Ave -- 
«há problemas de acessibilidades», «não se incentiva a educação tanto como se devia», «exagerou-se na poluição» --, embora acrescentasse sempre a frase: 
«mas estes problemas estão a ser resolvidos». 
 
Quando Borges morreu, a criada apareceu com outro testamento, que era o que desaparecera e que ele tinha procurado antes de partir para Genebra. 
Por isso, Borges fez novo testamento. 
Um e outro dizem a mesma coisa, não há qualquer problema jurídico quanto a isso, a única diferença é que, no primeiro, ele deixa uma determinada soma a Fanny e, no segundo, essa soma é um pouco menor. 
 
Você fala constantemente daqueles que se dizem «amigos de Borges», dos que lhe vinham pedir que «escrevesse os seus prólogos», e garante que a estão a acossar. 
Quem são? 
 
Judeus sírios podem emigrar 
Abriu-se a Porta de Damasco 
Roy Wilkinson, em Damasco* 
Os primeiros judeus sírios autorizados a emigrar pelo Presidente Assad já chegaram aos EUA. 
Em Damasco, outros querem seguir o exemplo, aproveitando este novo privilégio que amanhã lhes pode ser negado. 
 
Crescem pressões para a renúncia de Ieltsin enquanto Tchernomirdin negoceia Governo com Parlamento russo 
Uma coligação para abrandar as reformas 
Tchernomirdin está a cozinhar um Governo com o Parlamento. 
Sabe que se não chegar a acordo, é chumbado. 
A Rússia caminha para uma coligação. 
A maioria comunista terá uma palavra a dizer. 
A nata dos reformistas foi excluída ou auto-excluiu-se. 
Os mercados inquietam-se. 
Ieltsin garantiu a Clinton que as reformas serão uma prioridade. 
Mas o Presidente está cercado por pedidos de renúncia. 
 
O Parlamento Europeu condenou ontem a decisão anunciada pela multinacional Seagate de encerrar a fábrica de Palmela, que irá provocar o despedimento de 850 trabalhadores. 
A resolução aprovada pelos deputados europeus foi apresentada pelo grupo da coligação de esquerda e subscrita pelos três deputados comunistas, Barros Moura, Miranda da Silva e Sérgio Ribeiro. 
Considerando que a fábrica está tecnologicamente bem apretechada, com elevados níveis de produtividade e com uma excelente situação financeira, os parlamentares insistiram na necessidade da Comunidade e dos estados-membros exigirem aos parceiros comerciais, respeito das condições sociais mínimas, tendo por base as convenções e recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 
 
França decreta embargo ao Haiti 
A França está em vias de tomar medidas para a concretização de um embargo comercial ao Haiti, tendo já pedido aos seus parceiros comunitários que acompanhem Paris na tomada destas medidas. 
Um porta-voz do ministério francês precisou ainda que o Governo está em vias de congelar todos os bens públicos haitianos. 
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Roland Dumas anunciou ontem, que a França vai aplicar as decisões tomadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA). 
Decisões estas referentes à imposição de um embargo comercial, até que o presidente do Haiti, Jean-Bertand Aristide volte ao poder. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-78B-04818">
V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (V ENANCIB) 
 
Belo Horizonte, 10 
  a 14 de novembro de 2003 
 
Primeiro anúncio e chamada de trabalhos 
 
A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em ciência da Informação e Biblioteconomia 
 (ANCIB) e a  Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais 
 (ECI-UFMG) convidam os pesquisadores que atuam na área de ciência da informação para refletir 
em sobre os rumos da área e a apresentarem suas pesquisas. 
*** 
 
Normas para apresentação de trabalhos 
 
As pesquisas a serem apresentadas devem estar em 
consonância com a temática proposta para o V ENANCIB, Informação, Conhecimento e Transdisciplinaridade, bem como se enquadrarem nos temas dos grupos de estudo da ANCIB, a 
saber: 
1.	Informação Tecnológica e para Negócios;
2.	Representação do Conhecimento/Indexação/Teoria da Classificação;
3.	Novas Tecnologias/Redes de Informação/Educação à Distância;
4.	Informação e Sociedade/Ação Cultural;
5.	Comunicação e Produção Científica/Literatura Cinzenta 
6.	Formação Profissional e Mercado de Trabalho;
7.	Planejamento e Gestão de Sistemas/Inteligência Competitiva; 
8.	Epistemologia da Ciência da Informação. 

Os trabalhos deverão ser entregues em texto integral, observando-se tanto a 
estrutura conceitual e a pertinência com a Ciência da Informação, quanto a 
estrutura formal do texto, que visa a publicação dos anais: 
 
· estrutura conceitual: 
 
 . abrangência e pertinência do conteúdo; 
 . clareza e articulação dos conceitos e idéias; 
 . atualização dos conceitos. 

· estrutura formal: 

 . serão selecionadas pesquisas que apresentem pelo menos uma das seguintes especificidades: 
   1. estar concluída 
   2. encontrar-se em fase de análise de dados 
   3. ser financiada; 
 
 . indicação do grupo temático ao qual a pesquisa se enquadra; 
 . adequação do trabalho às normas da ABNT: NBR6022 (Apresentação de artigos em publicações 
  periódicas);NBR6028 (Resumos); NBR6023 (Referências	 bibliográficas - elaboração); 
 . a inclusão de tabelas, gráficos e ilustrações deverá obedecer às Normas de apresentação   tabular, do IBGE; 
 . o (s) nome (s) do (s) principal (is) pesquisador (es) deverá (ão) remeter para nota de rodapé a  identificação do título maior, vínculo institucional e e-mail; 
 . os trabalhos deverão ter de 10 a 20 páginas, digitadas em programa Word,  
  fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço duplo, sem paginação. 
 
Entrega dos trabalhos 
 
Os trabalhos poderão ser enviados: 
 · via Internet, para o endereço: ancib@eci.ufmg.br, ou 
 · em disquete devidamente etiquetado e uma cópia impressa para o endereço: 
   Comissão de Avaliação de Trabalhos ENANCIB 
   Escola de Ciência da Informação da UFMG 
   Caixa Postal 1606 
   30.161-970 Belo HorizonteMG
 · prazo para entrega: 30 de abril de 2003 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-647-04832">
 Publicado No JC Eletronico n. 1182 de 4/1/99 e na Folha de Sao Paulo de1/1/99 
 INOVACAO TECNOLOGICA, O NOVO PARADIGMA 
 artigo de Roberto Nicolsky 
 O autor é professor do Instituto de Fisica da UFRJ e coordenador do Programa de Desenvolvimento da Tecnologia de Supercondutores. 
 Este artigo foi publicado na "Folha de SP" de 1/1/99: 
 Uma nova gestao é a oportunidade de um balanco e da proposicao de novos paradigmas e metas. 
 Na C&amp;T, em particular, a gestao do seu ministerio (MCT) iniciou-se no governo anterior, o que nos dá cinco anos de dados, 1993-1997, para uma avaliacao. 
 Em dados divulgados na imprensa, o MCT afirma que, em 1997, o dispendio em C&amp;T do pais teria alcancado 1,3% do PIB (a soma de tudo o que o pais produz em um ano). 
 Como o PIB foi de US$ 804 bilhoes em 97, segundo o IBGE, chega-se US$ 10,5 bilhoes de dispendios em C&amp;T- destes, mais de US$ 7 bilhoes em recursos publicos. 
 Há muitos que questionam os criterios, as taxas de dispendio e os valores absolutos dessas contas. 
 Mas nao é intencao do artigo discuti-las. 
 Entendo que a questao maior sao os indicadores de desempenho citados para justificar o dispendio. 
 Eles revelam que um gasto desse montante nao tem uma insercao significativa no desenvolvimento economico e social do pais, pois nao atende à necessidade de competitividade de nossos produtos nem às novas tecnologias essenciais à elevacao do bem-estar social. 
 Esses dados sao complementados pela nova edicao do "Indicadores Nacionais de C&amp;T" 1990-96, publicado pelo MCT, mostrando um crescimento retroativo dos dispendios do pais com C&amp;T+. 
 A nova edicao e os dados acima revelam que o gasto medio anual em C&amp;T, de 
 1993 a 1997, teria sido de 1,1% do PIB. 
 Ou seja, R$ 42 bilhoes nesses cinco anos, mais do que os recursos do FMI. 
 Em termos de desempenho, sao apresentados como conquistas os fatos de que a oferta de bolsas de graduacao/pos-graduacao cresceu, até 97, a uma media de 12% ao ano, e o numero de artigos cientificos publicados nas revistas internacionais indexadas, chamados de "papers", cresceu mais do que a media mundial, ou seja, cerca de tres vezes de 1980 a 1997. 
 Ora, "papers" e bolsas sao apenas um meio, nao uma meta em si. 
 O desempenho em C&amp;T que se espera é atender à demanda da sociedade por tecnologias de bem-estar social e por maior competitividade da producao num mercado globalizado. 
 Ou seja, a verdadeira insercao socioeconomica da C&amp;T+. 
 Nesses cinco anos, o PIB cresceu uma quarta parte e as exportacoes cresceram 50%, mas as importacoes multiplicaram-se por tres. 
 A industria teve de competir até dentro do pais. 
 Para sobreviver, precisou equipar-se com inovacoes e tecnologias mais produtivas. 
 Qual foi a atuacao da C&amp;T nesse novo cenario? 
 Muito pouco, apenas algumas excecoes pontuais, que só confirmam a regra. 
 A economia teve, entao, de importar as tecnologias de que necessitava. 
 De fato, os gastos com o item "licenca para exploracao de patentes" cresceram, no periodo, cem vezes, os de "transferencia de tecnologia", 20 vezes, e os de software, oito vezes! 
 Como a nossa exportacao nesses itens foi desprezivel, houve um "deficit do balanco tecnologico" -de US$ 1,5 bilhao em 97 e de US$ 3,4 bilhoes no acumulado de 93 a 97. 
 E alem disso, uma imensa massa de inovacao tecnologica está contida nos produtos que ocuparam o mercado, substituindo os nacionais, que, em muitos casos, simplesmente deixaram de ser fabricados. 
 Exportaram-se, assim, muitos dos nossos empregos e se gerou um deficit comercial elevado, por falta de competitividade economica e, principalmente, tecnologica da nossa producao. 
 Com os montantes revelados acima, nao se pode alegar falta de recursos. 
 Em 97, o nosso dispendio em C&amp;T foi igual ao da Coreia (1,9% de um PIB de US$ 530 bilhoes) e 60% maior do que o da Espanha (1% de um PIB de US$ 650 bilhoes). 
 E nao há como comparar os nossos resultados em C&amp;T com o desses paises. 
 Alguns dados: a Espanha registra nos EUA (o maior mercado de patentes) dez vezes mais patentes do que nos, e a Coreia, pelo menos 20 vezes mais. 
 E a nossa producao de "papers"? 
 A producao da Espanha, que era em 80 apenas um terco maior do que a nossa, cresceu seis vezes e em 97 tornou-se quase tres vezes maior. 
 A da Coreia, que em 80 era apenas 1/13 da nossa, cresceu 44 vezes e em 97 ultrapassou-nos em 13%. 
 Tambem a China e Taiwan, bem atras de nos em 80, já nos ultrapassaram. 
 Afinal, o que faz a diferenca? 
 Por que os recursos rendem mais lá do que cá? 
 A resposta é simples. 
 Sao paises que, embora ainda emergentes, despendem os seus recursos de C&amp;T como os paises desenvolvidos, isto é, priorizando a pesquisa tecnologica. 
 Nos EUA, 75% das pesquisas sao executadas nas industrias, mas menos de dois tercos sao por elas financiados, o que significa que cerca de 30% dos dispendios publicos sao transferidos para aquelas, a fim de incentivar a inovacao tecnologica, o que gera renovacao, competitividade da producao e bem-estar social. 
 Mas, se esses paises gastam prioritariamente em inovacao tecnologica, como entender o seu maior crescimento em "papers"? 
 Ora, a propria pesquisa tecnologica para a geracao dos novos produtos solicitados pelo mercado propoe questoes cujas respostas exigem mais ciencia basica, pois o avanco tecnologico se apoia nas tecnologias existentes e no conhecimento cientifico publicado. 
 Logo, a pesquisa tecnologica sempre puxa a ciencia, como ocorre nos paises citados. 
 A reciproca, porem, nada tem de verdadeira. 
 Há dois exemplos emblematicos: Russia e India. 
 Ambas tem a melhor ciencia, com varios Premios Nobel, uma producao de "papers" algumas vezes superior à nossa, pois tem muito mais pesquisadores, mas uma geracao desprezivel de patentes, como a nossa. 
 Todos os paises do Terceiro Mundo estao nessa categoria. 
 A ciencia que produzem, mesmo quando pouca, enche-os de orgulho; mas, para desenvolver o pais, seu povo precisa adquirir no exterior a necessaria tecnologia para sua producao ou seu bem-estar social. 
 E como é em nosso pais? 
 Apesar de um certo esforco do MCT e de algumas agencias de fomento para mudar o quadro, pouco se conseguiu. 
 A nossa producao de patentes é ridicula, cerca de 300 por ano, e por isso somos tecnologicamente dependentes de outros paises. 
 O paradigma da nossa pesquisa ainda é a publicacao de "papers", que é uma transferencia gratuita de conhecimentos para paises aptos a utiliza-los e competir ainda mais com a nossa economia. 
 Precisamos, pois, ousar a ruptura com a cultura do passado e assumir a atitude dos que querem se desenvolver, elegendo um novo paradigma para a competitividade: a inovacao tecnologica. 
 Lista de discussao e divulgacao da ancib : ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB 
 ICQ , 25328270 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-624-04844">
 Saiba o queé derrame 
 JÚLIO ABRAMCZYK 
 Redator médico da Folha 

 O acidente vascular cerebral (derrame) é provocado pela deficiência na circulação de artérias cerebrais . 


 A obstrução pode ser causada por oclusão súbita de artéria cerebral . 


 A origem dos êmbolos é devida a fragmentos de trombos de origem cardíaca . 


 O derrame também pode acontecer quando um vaso arterial se rompe e provoca hemorragia . 


 A localização da área atingida pela ausência de irrigação sanguínea determina a gravidade da lesão . 


 O cérebro sofre inchaço devido ao edema, que pode provocar compressão de áreas vitais e levar à morte . 

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-364-04850">
Macho man 
O mercado para modelos masculinos tem sido um tópico levantado com frequência por leitores, como Giuliano Figueiredo Curcio, de Bom Jesus (RJ).
Alguns têm intenção de entrar neste mercado, outros apenas por curiosidade. 
Atualmente o top dos tops é Marcus Schenkenberg, que foi apresentador oficial do The Look of the Year este ano, que chega a cobrar US$ 30 mil por desfile e de quem falaremos brevemente em um The Look. 
Bebê?? 
Eu hein 
Nunca uma suposta gravidez foi tão comentada. 
A top Niki Taylor poderia estar esperando um filho do jogador de futebol Matt Martinez, o que cancelaria seu milionário contrato com a Cover Girl (já uma das cláusulas prevê este rompimento, em caso de bebê à vista). 
Ninguém confirma ou desmente nada, já que Niki é uma das tops mais reclusas do mundo da moda. 
Polivalente 
Quem achava que depois de abandonar as passarelas, Iman só se dedicaria ao maridão David Bowie, se enganou redondamente. 
Além de ter lançado recentemente sua linha de produtos de beleza para mulheres escuras, a sempre top logo estará nas telas. 
Negócios à parte 
O caso Simpson não complicou muito a vida da modelo Paula Barbieri, que namorava O. J. até o momento do assassinato de sua ex-mulher. 
Ela está bem à vontade nas páginas da Playboy americana de outubro. 
Já O. J., a história é outra. 
Fim da história 
A companhia de cosméticos Elizabeth Arden não pode mais contar com o rosto bonito de Vendela em suas campanhas. 
O contrato de seis anos que ligava as duas partes expirou e não foi renovado. 
Sld out 
A entrada de Vanessa Williams movimentou o caixa do musical ``O Beijo da Mulher Aranha'', para melhor. 
Com Chita Rivera, a lotação do Bradhurst Theater ficava em 70% de sua capacidade. 
Com Williams, é todo dia 100%. 
O produtor Garth Drabinsky tem a resposta. ``
Vanessa é a responsável. 
Ela tem uma legião de seguidores''. 
Uma mulher de visão 
Além de ter lançado recentemente um novo perfume, Femino, a estilista italiana Alberta Ferreti voltou aos noticiários ao comprar toda uma vila italiana medieval: Montegridolfo. 
Por que não eu? 
A atriz e cantora Cher se fez esta pergunta e resolveu lançar então seu catálogo de compras. 
``Sanctuary estará disponível a partir de janeiro e oferecerá móveis, roupas, jóias, porcelanas e muitos outros produtos, sempre com o aval do controle de qualidade de Cher. 
Mais que Mercedez 
Faz sete anos que Claudia Schieffer foi descoberta para o mundo, enquanto dançava em uma discoteca em Dusseldorf, na Alemanha, seu país natal. 
Schieffer é um dos melhores exemplos de que a carreira de modelo, quando bem administrada, pode durar. 
Sete anos não é pouco e manter o frescor que esta top mantém é tarefa das mais árduas. 
Seu grande mérito é não ter perdido a simplicidade que herdou de sua família de classe-média ou o carinho que tem por ela. 
Mesmo quando dá declarações do tipo ``compro sapatos em Milão, roupas modernas em SoHo, e lingeries em Saint Germain-des-Près'' não é sinal de arrogância, mas ingenuidade de menina, a mesma que manifesta quando diz que ``não gasta muito no seu figurino, pois usa e guarda suas roupas durante muito tempo''. 
Sobre sua carreira profissional é até bobagem falar. 
Depois da primeira sessão para a ``Elle'' francesa, em outubro de 1987, sob as lentes de Walter chin, a bela alemã nunca mais foi poupada.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-201-04853">
Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro
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A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) entrou em funcionamento em Outubro de 2001. A ESSUA ministra actualmente uma licenciatura em Enfermagem, quatro licenciaturas bi-etápicas nas áreas de Fisioterapia, Radiologia, Radioterapia e Terapia da Fala e um Curso de Complemento de Formação em Enfermagem, dirigido a bacharéis em Enfermagem, que confere o grau de licenciado.
Todos os cursos terão uma forte componente prática, incluindo logo desde o seu início a prática profissional em vários organismos de saúde da região. O corpo docente será constituído não só por médicos, enfermeiros, engenheiros electrónicos, biólogos, químicos, economistas e gestores, mas também por psicólogos e sociólogos, dado que colocar a relação com o doente no centro da formação é a filosofia subjacente à organização de todos os cursos da ESSUA.
No presente ano lectivo, a ESSUA acolhe no Campus Universitário da UA cerca de 260 alunos e espera contribuir para dar resposta às necessidades de profissionais de saúde em Portugal, nomeadamente de enfermagem e de diagnóstico e terapêutica.
©2003 Universidade de Aveiro
Última actualização: 20 de Março de 2003
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<DOC DOCID="HAREM-822-04856">
Ecoparaná - Projeto Campos Gerais
 Projeto Campos Gerais Elementos Estruturadores Escarpa Devoniana Municípios ao longo do Viamão Demais municípios dos Campos Gerais Principais atrativos turísticos Região de Campos Limpos e Cerrados Três elementos estruturaram o Projeto Campos Gerais no sentido Norte-Sul.
Os campos naturais e a escarpa devoniana, elementos naturais e o Histórico Caminho do Viamão.
Remanescente do Quaternário Antigo, a região dos Campos Gerais guarda em paisagem natural um ambiente onde predominam campos limpos e campos
cerrados, e onde os capões de mata com pinheiros, o contraste do relevo ondulado com vales íngremes e profundos, rios de lajedos e cachoeiras, o afloramento de rochas formando escarpas areníticas, bem como outros elementos da natureza formam uma das mais belas paisagens do Estado.
Outra característica marcante na região é a presença da Escarpa Devoniana, que separa o Primeiro Planalto do Segundo Planalto, e que segue aproximadamente o mesmo desenho sinuoso dos campos, também atravessando o Estado no sentido norte-sul.
O fato histórico que estrutura o projeto é a Estrada do Viamão.
O início do Caminho das Tropas foi em 1736, com a abertura de um caminho que partiu de Santo Antônio da Patrulha, perto de Viamão, no Rio Grande de São Pedro, evitando o antigo caminho dos Conventos ou de Araranguá.
Penetrando na capitania de São Paulo, segue até alcançar o Campos Gerais de Curitiba, de onde passa para o termo de Sorocaba, atingindo assim os centros onde o gado era comercializado.
Esta estrada viabilizou o ciclo do tropeirismo, que uniu os quatro estados sulinos, tão importante para o seu desenvolvimento econômico e para o seu povoamento.
A ocupação da região se deu ao longo de diversos caminhos, cada um com sua história e a sua época, das quais podemos destacar: Caminho do Peabirú Estrada do Viamão Estrada do Cerne Região de Campos Limpos Caminho do Peabirú Estrada do Viamão Estrada do Cerne Atualizado em 25/06/1999 - eco@pr.gov.br Copyright© 1999 - Serviço Social Autônomo - ECOPARANÁ
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<DOC DOCID="HAREM-53K-04858">
Reconhece Governo
Moçambique: Apenas 5% dos mais de um milhão de seropositivos tem acesso a anti-retrovirais
2004-07-26 16:20:07
Maputo - O Governo moçambicano reconhece que só 3.300 seropositivos beneficiam neste momento das drogas anti-retrovirais, num total de mais de um milhão de infectados, representando apenas 5% do universo dos seropositivos, mas diz nada poder fazer enquanto não tiver as condições financeiras e técnicas garantidas.
Segundo o ministro da Saúde, Francisco Songane, não é por falta de vontade que o Governo não alarga o tratamento com anti-retrovirais, sustentando que se trata de um tratamento delicado que precisa de uma «expansão cuidadosa», de forma a evitar o que está a acontecer em alguns países da região, que expandiram o tratamento sem bases de sustentabilidade e não conseguem controlar os efeitos colaterais causados pelas drogas.
O governante moçambicano disse que as pessoas estão a preocupar-se mais com o tratamento, recordando que é importante combater a SIDA e apostar acima de tudo na prevenção, para que não surjam novas infecções.
Os últimos dados sobre a doença, divulgados na capital moçambicana, pelo Conselho Nacional do Combate ao HIV/SIDA, instituição criada pelo Governo, indicam que existirão no país, até ao final deste ano, 1,4 milhões de seropositivos, que resultarão em 273 mil órfãos dos 0 aos 17 anos de idade.
Ainda este ano, ocorrerão 109 mil novos casos da doença. As projecções mostram que até ao fim de 2004 serão registados 97 mil óbitos de SIDA, baixando, deste modo, a esperança de vida dos moçambicanos para 38,1 anos contra 46,4 anos sem o vírus. Por dia, ocorrem em Moçambique cerca de 500 novas infecções.
O Executivo prevê tratar até finais deste ano oito mil doentes e outros 132 mil até 2006. Os 3.300 que recebem tratamento neste momento representam apenas 5% do total dos seropositivos.
O Governo acredita que os esforços envidados em coordenação com a sociedade civil para estancar a doença ainda não estão a surtir efeitos desejados, o que se deve, em grande parte, à resistência na mudança de comportamentos.
Para fazer face à doença, o Banco Mundial acaba de disponibilizar cerca de 954 milhões de meticais (cerca de 40 mil dólares) para financiar um total de 14 projectos submetidos por igual número de organizações da sociedade civil que desenvolvem actividades de combate ao HIV/SIDA na cidade de Maputo, a capital moçambicana.
A iniciativa pretende aumentar o número de organizações não governamentais (ONG's) que trabalham nesta área, de forma a possibilitar um apoio diversificado na redução do impacto negativo que se verifica na vida das pessoas infectadas e afectadas por esta pandemia.
Dados do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica dos anos 2001 e 2002 indicam que a cidade de Maputo apresenta actualmente uma taxa de
seroprevalência de 17,3%. A nível nacional, a prevalência do HIV/SIDA é de 13,6%.
Joana Macie - Moçambique
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-13C-04859">
Human Rights Day - UNPOL handover to PNTL, 10 de Dezembro 2003

Sua Excelência Senhor Presidente da República
Sua Excelência Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Senhor Representante Especial do Secretário-Geral da ONU
Caros Colegas Membros do Governo
Senhor Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Representante Residente do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas
Senhores Comandantes das F-FDTL e da PNTL
Senhores Representantes do Corpo Diplomático
Senhoras e Senhores 

Uma vez mais celebramos o dia dos Direitos Humanos proclamado há cinquenta anos atrás.

Este ano assinala-se o quinquagésimo quinto aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948 que se tornou o padrão universal para a defesa e promoção dos direitos humanos em todo o mundo.

Durante os 25 anos de ocupação estrangeira de Timor-Leste o desrespeito pelos direitos humanos foi uma constante na vida dos timorenses. Por isso, o respeito e a promoção dos direitos humanos têm sido sempre uma preocupação para os timorenses. Aliás foram no passado recente motivos da nossa luta de libertação.

O povo de Timor-Leste entende as ideias básicas de direitos humanos quando pedem mais segurança, liberdade, igualdade e justiça bem como desenvolvimento económico para cada um deles e as suas famílias.

Timor-Leste como país independente está empenhado no respeito, na defesa e na promoção dos direitos humanos. No preâmbulo e nos artigos 16.o a 73.o da nossa Constituição é explícito e inequívoco o apoio aos direitos, deveres, liberdades e garantias fundamentais e de outros direitos análogos.

O Governo da República Democrática de Timor-Leste tem reiterado e demonstrado o seu empenho em criar e manter um ambiente seguro onde haja o respeito pelos direitos humanos, considerando e incluindo estes como aspectos nucleares na política do desenvolvimento.

Por exemplo, o Plano Nacional de Desenvolvimento elaborado entre Setembro de 2001 e Maio de 2002 através de um processo participativo no qual se destaca o "Road Map" para o desenvolvimento do país nos próximos vinte anos, baseia-se em princípios fundamentais dos direitos humanos.

Na área da educação o Estado reconhece e garante ao cidadão o direito à educação criando um sistema público de ensino básico universal. O Estado promove a literacia, aquisição de conhecimentos e capacitação aos cidadãos de forma a que possam participar activamente no desenvolvimento económico, social e político;

Promove também a igualdade social e a unidade nacional, factores pertinentes a estabilidade do país e de cada um dos cidadãos.

Promove a igualdade do género, o acesso as oportunidades, serviços, bens e privilégios, a não-discriminação no trabalho e noutras oportunidades.

Defende e impulsiona o tratamento igual aos diversos grupos das populações de áreas diferentes;

Tem feito esforços no sentido de impregnar a honestidade, imparcialidade, professionalismo, integridade, empenho, dedicação ao trabalho, eficiência, transparência e responsabilidade nos serviços públicos;

Tem promovido o respeito e preservação dos valores e culturas dos vários grupos que constituem a sociedade timorense;

A democracia, soberania, respeito dos direitos humanos e o princípio da legalidade, igualdade perante a lei, etc. estão consagrados na Constituição.

Como devem recordar-se reunimo-nos em 10 de Dezembro do ano passado para celebrarmos a assinatura de Timor-Leste dos tratados e convenções aos quais se obrigou.

Hoje, temos razões para celebrar este dia aquí em Timor-Leste.

É justo dizer que se verificaram avanços significativos no sector dos direitos humanos durante o corrente ano. Os direitos consagrados na Declaração Universal os quais se incluem os direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais são respeitados em Timor-Leste. 

O direito à igualdade, o direito à vida, a liberdade e segurança e integridade pessoal, a proibição da tortura, da discriminação e de tratamentos degradantes, o direito à justiça, a privacidade, a crença, a liberdade de opinião, de associação, a segurança social, o direito ao trabalho e a educação, estão entre outros consagrados na lei fundamental de Timor-Leste.

O Conselho de Ministros aprovou o projecto de lei sobre o Provedor de Justiça que está neste momento no Parlamento Nacional. É preocupação do Governo promover a boa governação.

A formação e o treino das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, da Polícia Nacional de Timor-Leste e dos guardas prisionais são orientados pelos princípios dos direitos humanos. O mesmo acontece com o desenvolvimento e a implementação dos programas para os direitos das mulheres e das crianças. É do interesse do Governo que haja melhor aproximação entre as instituições do Governo e as ONGs bem como com outras organizações.

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<DOC DOCID="HAREM-24J-04860">
Daí a alguns anos, os Gershwins foram para Hollywood, a fim de fazer o que intimamente desprezavam: escrever canções para filmes.
Mas, mesmo que quisessem não conseguiriam fazer nada «menor».
Num único ano, 1937, eles compuseram «They Can't Take That Away From Me», «Let's Call the Whole Thing Off», «A Foggy Day», «Nice Work if You Can Get it», «They All Laughed», «Love Walked In»' e «Love Is Here to Stay»', e essas são apenas as que ficaram universalmente conhecidas.

Infelizmente, 1937 seria também o último ano de George, porque ele morreria em julho, de um tumor cerebral, aos 38 anos.

A desgraça é que, cientificamente, como demonstra a moderna criminologia, quase nada dessa política criminal «simbólica» serve para atenuar o gravíssimo problema da criminalidade.

A intervenção militar «localizada», que pode imediatamente oferecer algum alívio, tem como efeito principal o seguinte: o crime só muda de lugar.
Com a intervenção no Rio, que se cuide o resto do país!

Gerentes insatisfeitos
Quarenta por cento dos gerentes japoneses estão insatisfeitos com os salários recebidos, segundo pesquisa divulgada por um instituto privado em Tóquio.
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<DOC DOCID="HAREM-276-04861">
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DA MEMBRANA 
A membrana celular é uma camada com apenas 7,5 a 10 nm de espessura, constituída por lípidos intercalados com proteínas que define os limites de cada célula. 
Funciona como uma barreira de permeabilidade que permite à célula manter um meio químico apropriado para os seus processos metabólicos, regular o volume citoplasmático e transferir informação sob a forma de sinais químicos e eléctricos. 
As membranas que revestem os vários organelos (núcleo, mitocôndria, retículo endoplasmático, lisossomas e aparelho de Golgi) permitem a compartimentalização funcional da célula, com possibilidade de limitar processos bioquímicas a certos locais. 
Apesar das particularidades individuais, todas as membranas biológicas são formadas por uma dupla camada fosfolípidica e por proteínas unidas por ligações covalentes e que se comportam segundo o Modelo Mosaico Fluído. 
A maioria dos lípidos e das proteínas movem-se livremente no plano da membrana. 
Em alguns casos , há restrição deste movimento de forma a permitir à célula a realização de algumas funções em partes selectivas da sua membrana. 
É o caso da sequestração de receptores de acetilcolina ao nível da placa motora das células musculares esqueléticas. 
Os principais lípidos presentes na membrana celular são os fosfolípidos, o colesterol e os glicolípidos. 
A sua distribuição pelas duas camadas é assimétrica, o que pode reflectir as diferentes funções das duas superfícies da membrana. 
Os fosfolípidos são moléculas antipáticas e dispõem-se em bicamada com a porção hidrófoba não polar ( caudas de ácidos gordos) dirigida para o centro da membrana e com a porção hidrofílica polar (cabeça com terminal fosfato) direccionada para o exterior ou interior da célula. 
Os fosfolípidos mais abundantes são os fosfolípidos ligados à colina (fosfatidilcolina e esfingomielina) e os aminofosfolípidos (fosfatidilserina e fosfatidiletanolamina). 
O fosfatidilglicerol, o fosfatidilinositol e a cardiolipina são também importantes mas estão presentes em menores quantidades.
As Dimensões da via de difusão incluem a área de secção e a distância. 
Quanto maior a área de secção e menor a distância a percorrer, maior o fluxo. 
No pulmão e no intestino, onde a difusão é importante para a troca de  substâncias entre os meios interno e externo, a área de difusão é grande e a distância a percorrer pequena. 
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<DOC DOCID="HAREM-10B-04869">
Forte de Nanuz

O forte de Nanuz situa-se a 2 km a sul da capital do concelho de Sattari, Valpoi. Nanuz é uma pequena aldeia e para quem vem da costa é sempre surpreendente observar o grande número de muçulamanos nesta zona do interior de Goa que aqui chegam a ser maioritários em algumas aldeias.

Em princípio não existe hoje nenhum forte de Nanuz. Parece que existe ainda uma pequena gruta que originalmente pertencia á fortificação perto do Rio Mandovi, mas ninguém se atreve a explorá-la.

Hoje já só existe um pequeno pilar com uma placa que diz "Local do antigo Forte de Nanuz". Este lugar é bem bonito porque fica numa colina mesmo na margem do rio e o terreno desce abruptamente até à água. Contudo é practicamente impossível chegar a este local que está rodeado de densa vegetação. Muitos habitantes locais queixam-se do estado degradado em que se encontra o lugar, e não percebem com ainda é assinalado no mapa turístico de Goa. Afirmam que muitos turistas ao chegarem a Nanuz e sem encontrarem indicações, desistem da visita.

História

Há muito pouco material sobre este forte. Construído provavelmente bem antes da chegada dos portugueses a estas terras do interior, foi utilizado regularmente como local para as rebeliões dos camponeses e pelos "Ranés" (dinastia hindu desta região) contra os portugueses, especialmente durante o século XIX. Devido a esse facto e à dificuldade com que os portugueses enfrentavam os revoltados no terreno montanhoso e inóspito, foi demolido pelos próprios portugueses em 1895. Hoje resta um pilar com a referida placa, que suportava uma cruz de prata, que foi levada para Portugal, com autorização indiana, em 1974.
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<DOC DOCID="HAREM-60H-04884">

Agradecimento 

A Família de REGINA DOS ANJOS BARROS DE ARAÚJO, está muita grata à Direcção da Casa de Saúde de S. Lázaro, ao Ex. mo Sr. Dr. António Manuel Rodrigues Dias, à Equipa de Enfermagem e a todo o pessoal auxiliar, pela maneira eficiente e carinhosa como foi tratada a doente durante a sua permanência na referida Unidade de Saúde .
Bem hajam
Braga, 4 de Janeiro de 1999

A FAMÍLIA 
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<DOC DOCID="HAREM-331-04885">
Feira Nova de Outubro
Feira Nova de Outubro
Pequeno historial
Todos os anos o acontecimento se repete. A cor, o comércio, os "tendeiros" e os feirantes. Aí está a nossa feira! Chama-se "Feira Nova de Outubro", é organizada pela Câmara Municipal, e é bem antiga, pois remonta aos finais do século XIV. Desconhece-se o local onde se realizava nesta época, mas um simples largo dentro do burgo, constituiria o local desejável. Também não sabemos em que dia(s) e mês(es) se levava a efeito, dado a escassez de informações. Mas no início deste século, mais concretamente, nos anos de 1908 -1910, tinha lugar no sítio onde hoje se realiza, também no mês de Outubro, mas sempre nos dias 10, 11 e 12 desse mês. Era, já na altura, uma das mais importantes da região, com uma grande afluência de feirantes, ourives, quinquilheiros, sapateiros, latoeiros, e visitantes e com agradável alinhamento de barracas que a tornavam vistosa e alegre. Além do mais, de Setúbal costumavam vir muitas pessoas, pois nesta região faziam-se carreiras especiais pelo rio, no vapor "Sado". Complementarmente, para além desta vertente tradicional, a Feira Nova de Outubro inclui também um Pavilhão de Actividades Económicas, onde qualquer empresa pode comercializar e/ou fazer divulgação dos seus produtos.
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<DOC DOCID="HAREM-367-04886">
A INFORMAÇÃO NO MUNDO DA TÉCNICA 
 
 Nos dias 4, 5, 6 de setembro havera' no Inst de Matematica - IMPA do MCT - no Rio de Janeiro um Seminario sobre a FORMACAO DE RECURSOS HUMANOS EM TECNOLOGIA DA INFORMACAO PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 

Um grupo de trabalho em Contéudo e Organização da Informação (GT 5) preparou um documento base para apresentar e discutir na Reuniao que esta disponível na URL:
 www.rnp.br/ti-rj/gt5.html 
 
 O Grupo de trabalhos, como indicado, na pagina esta composto por:  
 
 Conteúdo e Organização da Informação 
 Coordenador: Liz-Rejane Legey (IBICT)  
 
 Colaboradores:  
 
 Gilda Olinto - IBICT 
 Helio Kuramoto - IBICT 
 Carlos Henrique Marcondes UFF 
 
 Vale a pena dar uma olhada no documento completo. 
As Coclusoes reproduzi abaixo:  
 
 CONCLUSAO
 
 A análise desenvolvida nesse trabalho oferece alguns elementos que permitem responder a indagação: A área de Ciência da Informação está preparada para atender a atual demanda do mercado de trabalho? 
Embora a análise aqui desenvolvida não seja suficientemente extensa para qualificar e até quantificar uma argumentação aprofundada, os dados levantados evidenciam que A CIENCIA DA INFORMACAO, ESTA DEFASADA NO QUE SE REFERE A PREPARACAO DE PROFISSIONAIS PARA O MERCADO. 
Vale notar que o termo mercado é aqui empregado de forma a incorporar também a área acadêmica e de pesquisa, já que a Ciência da Informação se desenvolve no Brasil, exclusivamente, no âmbito da pós-graduação e muitos alunos tem como objetivo ingressar na vida acadêmica. 
Certamente, a defasagem aqui referida não afeta somente a área da Ciência da Informação. 
De uma forma mais ou menos intensa, todas as áreas do conhecimento foram afetadas pelas mudanças recentes no panorama mundial ; o advento da Internet, a globalização, a difusão da TI, a transição para a sociedade do conhecimento, impõem a necessidade de uma reflexão sobre a qualidade dessas mudanças e as respostas que os vários segmentos da sociedade darão a elas. 
É importante ter claro, porém que as mudanças não são autônomas, são conduzidas e postas em movimento por interesses diversos, sobre os quais é preciso ter clareza, precaução e um posicionamento político consciente. 
Nesse sentido, o objetivo ao se repensar a formação de recursos humanos na área das tecnologias de informação é aqui norteado pela idéia de uma oportunidade para se almejar mais e melhores empregos para todos os brasileiros. 
No que se refere à área da Ciência da Informação, o desafio é particularmente grande em função da imbricação evidente entre o campo de atuação dos profissionais e as TI. 
As TI são uma ferramenta imprescindível para o profissional da área trabalhar com os conteúdos e ao mesmo tempo são canal por excelência de distribuição, desses conteúdos. 
Outro grande desafio para o qual o cientista da informação precisa estar atento diz respeito à questão da ética na profissão. 
Tal assunto afeta, de fato, todos aqueles que de alguma maneira atuam no contexto da geração, distribuição e uso de informações. 
Mas a proximidade dessas atividades com a área da Ciência da Informação requer uma preocupação ainda maior com o assunto, devendo inclusive constituir uma disciplina específica nos cursos de pós-graduação, para que o aluno tenha uma formação que possa nortear sua conduta enquanto profissional de informação. 
As mudanças na área da Ciência da Informação em função do impacto das TI já estão se processando há algum tempo. 
O currículo do curso tem sido alterado sucessivamente e o perfil dos alunos também está se alterando. 
Os dados mostram que esta área recebia, no passado, um grande contingente de alunos originarios dos cursos de graduação de biblioteconomia. 
atualmente o número de alunos provenientes dessa área está em acentuado declínio. 
De fato o perfil está tendendo a se diversificar bastante. 
Esse movimento parece compatível com o que hoje se observa no mercado de trabalho: uma tendência de selecionar empregados com determinadas qualificações e experiências sem priorizar a formação de graduação. 
É preciso considerar que a preparação do profissional para enfrentar os desafios da sociedade da informação precisa começar mais cedo, antes do curso da pós-graduação e até mesmo da graduação. 
A formação em TI precisa estar imersa nas várias disciplinas desde o curso fundamental, numa abordagem diferente do que a maioria das escolas vem adotando até agora. 
Em vez de cursos de informática as escolas devem estimular que todas as disciplinas utilizem recursos de TI, que tenham acesso à Internet e que aprendam a produzir e disseminar conteúdos. 
Tais iniciativas são essenciais na formação de uma geração que irá necessitar mais intensamente desses conhecimentos. 
A situação atual requer iniciativas especiais. 
Em primeiro lugar trata-se de formar profissionais para exercer novas atividades. 
Para isso, é preciso reestruturar os cursos de Ciência da Informação, incorporando novas disciplinas, o que remete à necessidade de aperfeiçoar as competências dos professores da área, bem como de ter acesso às novas ferramentas de TI e dispor de laboratórios e equipamentos adequados para o desenvolvimento de atividades de pesquisas em áreas de ponta. 
 
 (maiusculas no texto colocadas pela Lista)  
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<DOC DOCID="HAREM-339-04891">
Seis Norte-africanos estavam a jogar boule sob a estátua de Flaubert. As pancadas secas ouviam-se sobre o ruído do trânsito congestionado. Com uma última carícia irónica, uma mão escura lançou uma bola cor de prata. Esta tocou o chão, saltou pesadamente e curvou devagar espalhando a poeira endurecida. O jogador ficou como uma estilizada estátua temporária: os joelhos um pouco dobrados e a mão direita erguida e estática. Reparei na camisa branca arregaçada, no antebraço nu e em algo redondo na parte de trás do pulso. Não um relógio, como primeiro pensei, nem uma tatuagem, mas uma decalcomania colorida: o rosto de um chefe político muito admirado no deserto. 

Vou começar pela estátua: a de cima, a permanente, a sem estilo, a que chora lágrimas de cobre, a que lega à posteridade a imagem circunspecta de um homem com um laço desajeitado, colete quadrado, calças largas como sacos, bigode em desalinho. Flaubert não corresponde ao olhar. Olha fixamente para o Sul, da place des Carmes em direcção à Catedral, por sobre a cidade que desprezou, e que, por sua vez, o ignorou largamente. A cabeça está a uma altura proibitiva: só os pombos podem ver a extensão total da calvície do escritor. 

Esta estátua não é a original. Os Alemães levaram o primeiro Flaubert em 1941, juntamente com os corrimãos e os puxadores das portas. Possivelmente foi transformado em insígnias de bonés. Durante mais ou menos dez anos o pedestal ficou vazio. Depois, um presidente da câmara de Rouen, que gostava muito de estátuas, descobriu o molde original de gesso - feito por um russo chamado Leopold Bernstamm. - e a assembleia municipal aprovou o projecto de uma nova estátua. Rouen ofereceu-se uma estátua de metal em condições, com 93 por cento de cobre e 7 por cento de estanho: os fundidores, Rudier de Châtillon-sous-Bagneux, asseguraram que essa liga é garantida contra a corrosão. Duas outras cidades, Trouville e Barentin, contribuíram para o projecto e receberam estátuas de pedra. Essas não resultaram tão bem. Em Trouville, a parte superior da coxa de Flaubert teve de ser remendada e caíram farripas do bigode. No lábio superior os ferros da estrutura saem como ramos de um toro de cimento. 

Talvez se possa acreditar na garantia do fundidor; talvez esta segunda versão da estátua dure. Mas não vejo razões para confiar. Em relação a Flaubert nunca nada durou muito tempo. Morreu há pouco mais de um século e tudo o que deixou foi papel. Papel, ideias, frases, metáforas, prosa estruturada que se transforma em som. Isto é precisamente o que ele teria querido; só os seus admiradores é que sentimentalmente se queixam. A casa do escritor em Croisset foi destruída pouco tempo depois da sua morte e substituída por uma fábrica que produz álcool a partir de trigo estragado. Também pode não levar muito tempo a livrarem-se da sua efígie: se um presidente que gosta de estátuas a pôs ali, outro - talvez um que tenha lido uma parte do que Sartre escreveu sobre Flaubert - pode, cheio de zelo, tirá-la! 

Começo pela estátua porque foi aí que comecei todo o projecto. Por que é que a escrita nos faz procurar o escritor? Por que é que não o deixamos em paz? Por que é que os livros não bastam? Flaubert queria que fosse assim: poucos escritores acreditaram mais na objectividade do texto escrito e na insignificância da personalidade do escritor; mas mesmo assim desobedecemos e continuamos. A imagem, o rosto, a assinatura: a estátua com 93 por cento de cobre e a fotografia de Nadar; o bocado de tecido e a mecha de cabelo. O que é que nos torna ávidos de relíquias? Não acreditamos suficientemente nas palavras? Pensamos que os despojos de uma vida têm uma verdade ancilar? Quando Robert Louis Stevenson morreu, a sua ama, com um espírito de negócio de boa escocesa, começou calmamente a vender cabelo que afirmava ter cortado da cabeça do escritor quarenta anos antes. Os crentes, os investigadores, os exploradores, compraram cabelo que chegava para estofar um sofá. 

Decidi guardar Croisset para mais tarde. Tinha cinco dias para passar em Rouen e um instinto infantil ainda me leva a guardar o melhor para o fim. Será que o mesmo impulso funciona às vezes com os escritores? Adia, adia, o melhor ainda está para vir? Se assim é, então que excitantes são os livros inacabados. Lembro-me logo de dois: Bouvard et Pécuchet, onde Flaubert tentou meter e dominar o mundo todo, toda a luta humana e todo o falhanço humano; e L'Idiot de la famille, onde Sartre tentou meter todo o Flaubert. Uma apoplexia pôs fim ao primeiro projecto; a cegueira abreviou o segundo. 

Almocei no Hôtel de la Marine, sobre a baía. Ali perto amigos meus tinham morrido - os amigos inesperados que esses anos nos dão - mas não me sentia comovido. 50th Armoured Division, Second British Army. Surgiam as recordações, mas não as emoções; nem sequer recordações de emoções. Depois do almoço fui ao museu e vi um filme sobre os desembarques, depois fui dez quilómetros a guiar até Bayeux para ver a outra invasão através do Canal, nove séculos antes. A tapeçaria da rainha Matilda é como um filme na horizontal, com as imagens ligadas umas às outras. Ambos os acontecimentos são igualmente estranhos: um é demasiado longínquo para ser real, o outro é demasiado familiar para ser verdadeiro. Como é que nós agarramos o passado? Será que o podemos fazer? Quando eu era estudante de medicina uns brincalhões no baile de fim de ano soltaram na sala um leitão que tinha sido coberto de gordura. O bicho corria por entre as pernas, escapava-se quando o tentavam agarrar, grunhia imenso. Alguns caíram ao tentar segurá-lo, e fizeram uma figura ridícula. Muitas vezes o passado comporta-se como o leitão. 

No meu terceiro dia em Rouen fui ao Hôtel-Dieu, o hospital onde o pai de Gustave tinha sido cirurgião-chefe, e onde o escritor tinha passado a sua infância. Ao longo da avenue Gustave Flaubert, passa-se pela Imprimerie Flaubert e por um snack-bar chamado Le Flaubert: sentimos que vamos na direcção certa. Estacionada junto ao hospital estava uma grande carrinha branca Peugeot: tinha estrelas azuis pintadas, um número de telefone e as palavras AMBULANCE FLAUBERT. O escritor como médico? Pouco provável. Recordo a observação paternalista de George Sand ao seu colega mais novo. «Tu crias desolação», escreveu ela, «e eu crio consolação». A Peugeot devia ter escrito AMBULANCE GEORGE SAND. 

Não se sabe o que aconteceu à verdade. 
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<DOC DOCID="HAREM-63J-04904">
Essa divisão gera algumas distorções terríveis.
Um dos injustiçados é Alfredo Volpi, que recebe apenas um painel, com cinco telas que servem para ilustrar sua «evolução» de figurativo a abstrato.
Afora historicismo, isso é menosprezar um fator interno à arte brasileira, que independe de contexto internacional.
Volpi foi dos mais influentes pintores do país para além da questão da autonomia.

O panorama sofre prejuízos demais em favor da tese.
Abstratos entre medianos e medíocres, como Fukushima, Pérsio, Raimo e Douchez, têm o mesmo ou maior destaque que Volpi e nada que se possa chamar de autonomia para oferecer como lenitivo.

Talvez isto seja muito barulho por nada.

Original: Cícero.

Disse que não conseguia vislumbrar artifícios fraudulentos ou prática de peculato no protocolo assinado por Quércia.

Afirmou que o conjunto de fatos, em princípio, aponta o envolvimento de Quércia.
Recebeu a denúncia.
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<DOC DOCID="HAREM-27H-04908">
PCP de Braga promove lanche e intervenção política 
A Comissão Concelhia de Braga do PCP promove sábado um lanche e uma intervenção política, que vão decorrer no Centro de Trabalho do PCP. 
Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 78 anos de existência do PCP, que se celebram precisamente dia 6. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-802-04909">
O intercâmbio com os institutos estrangeiros
 O intercâmbio com os institutos estrangeiros Após a vitória alcançada em Berlim, em 1907, diversos pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz viajaram ao exterior para realizar estágios e estudos de aperfeiçoamento.
Para reforçar os serviços prestados à indústria pastoril, Oswaldo Cruz já tinha enviado, em 1905, um pesquisador para se aperfeiçoar em veterinária na célebre escola francesa de Alfort.
Ao longo de 1907-1908, Cardoso Fontes e Alcides Godoy viajaram para a Alemanha, Figueiredo de Vasconcellos, para a França, Henrique Aragão para os dois países, e Artur Neiva, para os Estados Unidos.
O ativo intercâmbio com a Alemanha permitiu a contratação de especialistas que se encontravam na vanguarda dos estudos em protozoologia.
Entre julho de 1908 e fevereiro de 1909, estiveram em Manguinhos dois professores da Escola de Medicina Tropical de Hamburgo: Stanislas von Prowazek, discípulo de Schaudinn, e G. Giemsa, um químico que desenvolvera um novo processo para o exame de hematozoários por meio de colorantes.
Ambos foram contratados sob a condição de ministrarem cursos sobre suas especialidades e publicarem o resultado de suas pesquisas, em primeira mão, nas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.
Prowazek estudou com Henrique Aragão a etiologia da varíola que grassou epidemicamente no Rio de Janeiro em 1908 realizando uma descoberta que causou sensação na época, não obstante se revelasse falsa mais tarde: teriam conseguido observar o micróbio da varíola, até então invisível para os bacteriologistas.
Em maio de 1909, o protozoologista Max Hartmann, do Instituto de Moléstias Infecciosas de Berlim, chegou ao Instituto para uma estada de seis meses, durante os quais participou, com Belizário Pena, da sistematização dos aspectos parasitários e anatomopatológicos da doença de Chagas.
Outro especialista contratado no exterior, em 1912, foi Hermann Duerck, professor de anatomia patológica da Universidade de Iena, vinculado,
também, ao Instituto Patológico do Hospital de Munique.
Junto com Gaspar Viana, precocemente falecido em 1914, com apenas 32 anos de idade, organizou um serviço de anatomia patológica que funcionou no Hospital da Santa Casa da Misericórdia, transferindo-se, em 1918, para o hospital que Oswaldo Cruz construiu no campus de Manguinhos (atual Evandro Chagas).
Em 1912 Twenty-two points, plus triple-word-score, plus fifty points for using all my letters.
Game's over.
I'm outta here.
, Giemsa retornou para estudar, com Cardoso Fontes e Alcides Godoy, os parasitos de peixes e o plâncton da Baía de Guanabara.
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<DOC DOCID="HAREM-948-04927">
Os Contratos de Prestação de Serviços, Compras e Obras no Novo Código Civil

«Um enfoque «prático» das novidades relativas aos contratos terceirizados»

«Avaliando os efeitos do não-cumprimento das novas regras, sob a ótica de auditoria»

Objetivos do Curso ::::::...
- Esclarecer dúvidas, e debater as mudanças decorrentes do novo Código Civil, essencialmente para contratos terceirizados;
- Orientar como proceder às alterações, essencialmente quanto aos contratos terceirizados, permitindo tomada de decisões adequadas nos casos em que a lei permite mais de uma forma de agir;
- Informar sobre tendências e estratégias geralmente praticadas por grandes corporações na área de terceirização;
- Desenvolver e aprimorar conhecimentos necessários para permitir eficácia da atividade-meio de qualquer organização, através de técnicas que permitam alcançar ganhos de qualidade, produtividade, minimizando custos.
Motivação para o Curso :::::::...
- Conhecer os efeitos das importantes transformações que o novo Código Civil trouxe para a terceirização desde 11 de janeiro de 2003.
- Atualizar-se das alterações que afetam aos contratos de Prestação de Serviços, Locação de Bens Móveis, de Empreitada e de Compras, contidas no Novo Código.

(Lei 10.406/02)
- Inteirar-se não apenas dos contratos entre empresas privadas, mas também daqueles celebrados com e pela Administração Pública, sobretudo porque o art. 54 da Lei 8.666/93 determina que aos contratos administrativos se aplicam, supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado.
Programa do Curso :::::::::...
1. PRINCIPAIS TÓPICOS REFERENTES À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - Introdução do conceito legal de contrato por prazo, em contraposição ao de contrato por objeto; - Prazo máximo de execução;
- Cessão do contrato pelo prestador;
- Responsabilidades do prestador de serviço;
- Responsabilidade do contratante;
- Normas específicas do contrato de transporte e serviços em geral; - Conseqüências práticas.


- Responsabilidades do empreiteiro e do dono da obra;
- Prazo de garantia.
- Novas normas relativas à administração do contrato de obras e manutenção; - Suspensão de execução da obra pelo empreiteiro e pelo dono da obra; - Previsão normativa da revisão do preço em favor do dono da obra; - Conseqüências práticas.
3. PRINCIPAIS TÓPICOS COMUNS AOS DOIS TIPOS DE CONTRATO - Efeito do silêncio na contratação de terceiros;
- Efeitos sobre a formação da equação econômica inicial do contrato; - Fórmula Paramétrica;
- Manutenção e recomposição da equação econômica inicial do contrato.
- Teoria da imprevisão.
- Força maior e caso fortuito.
- Inadimplemento das obrigações.
- Cláusula penal;
- Indenização por perdas e danos e lucros cessantes;
- Introdução do princípio da «boa-fé» nos contratos;
- Conseqüências práticas.
Palestrante :::::::...


Coordenador de auditoria de empresa multinacional.
Anteriormente auditor da Deloitte, Haskins &amp; Sells e colaborador da Price Waterhouse na consolidação de balanços auditados de grandes empresas.
Auditou mais de 50 empresas de médio e grande porte em diversos ramos de atividade, no Brasil e nos EUA, tais como: Antártica, Aracruz, BR Distribuidora, Braspetro, Castrol, Copene, Petrobras, Cias de Mineração, Dataprev, Fiat, Laboratórios Knoll e Schering, Líquid Carbonic, Lojas Americanas, Petroquímica União, Shell Petróleo, Chase Manhattan Bank, Shell Química, ABN-AMRO Bank.
Articulista de revistas e jornais especializados.

Co-autor do Livro: «Temas controvertidos em licitações e contratos administrativos», concluindo o seguintes livros: - Fraudes em contratos - Como prevenir e detectar


- Fiscalização competente de contratos terceirizados


- Auditoria de contratos terceirizados


- Auditoria em compras para gestores de suprimentos


- Técnicas de redação de contratos terceirizados

Conferencista em diversos eventos ligados ao tema contratações e auditoria; Graduado em Ciências Contábeis; Pós-graduado em auditoria e contabilidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Especialista em finanças empresariais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ) Diretor da ATAC - Assessoria e Treinamento em Terceirização, Auditoria e Contratações Ltda.
Diretor de treinamento do AUDIBRA / IIA (Instituto dos Auditores Internos do Brasil).
Presidente do IBRACOF - Instituto Brasileiro de Combate à Fraude.
Professor de Auditoria de Logística da FGV 28 Anos de experiência na área, atuando em empresas de médio e grande porte.
No Brasil e no exterior.
Todo participante receberá:
Material comparativo entre o novo Código e o anterior, destacando-se as principais normas, referentes a esses contratos, que foram mantidas, alteradas ou introduzidas.
O novo Código Civil, exige o estudo das importantes transformações resultantes de sua vigência.



Data: 25 de Setembro de 2003


Horário: das 09h00 às 18h00

Local: Al.

Santos, 2.400 - Auditório Pontes de Miranda, São Paulo Incluso: coffee-break, almoço, material didático e certificado

Inscrições, investimentos e formas de pagamentos, consulte-nos Toll free 0800.143040 - Telefone: (11) 3067.6700 - fax: 0800.143041 telemarketing@mission.com.br - www.mission.com.br


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Estimado Cliente,

Tem sido nosso objectivo, desde o início, mantê-lo informado sobre as diversas PROMOÇÕES que regular e sistematicamente vamos realizando, procurando, por outro lado, ligá-las quer às correntes e questões da actualidade, quer às melhores oportunidades que podemos proporcionar.
Cremos que, desse modo, não só lhe proporcionamos VANTAGENS REAIS, como também uma adequada divulgação do que melhor pode encontrar no mercado livreiro.
Anunciamos de seguida as nossas novas promoções:
- QUINZENA DO ESOTERISMO: uma criteriosa selecção dos livros mais procurados e dos que melhor poderão elucidá-lo sobre outras visões do mundo e da vida, com 20% de desconto - SALDOS das Publicações Dom Quixote: contendo decerto muitas surpresas agradáveis.
- PRESENTES: pensando já na quadra natalícia (adquira as suas prendas com tempo...), seleccionamos um conjunto de obras de referência, selecção essa que iremos renovando até ao Natal.
Chamamos ainda a sua atenção para um conjunto de NOVIDADES recentes a merecer justificado DESTAQUE.

Servi-lo cada vez melhor é o nosso propósito


Byblos


a sua livraria portuguesa online desde 1998

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www.abola.pt - F. C. Porto (edição de quarta-feira)
Futebol Clube do Porto
Treinador portista revelou-o na Catalunha
O segredo do sucesso
No último fim-de-semana, José Mourinho deu um salto a Barcelona, aproveitando para assistir a um jogo particular entre o Espanhol e a Lázio, próximo adversário na Taça UEFA, tendo também revisitado velhos amigos e localidades tão deslumbrantes como Sitges. Nessa estância de veraneio o treinador portista foi entrevistado pelo diário desportivo Sport, matéria ontem publicada.
Mourinho estará como coração apertado na visita do «seu» Vitória ao Estádio das Antas
O «dragão» do Sado
A contagem decrescente para a celebração do primeiro título de campeão nacional do terceiro milénio já começou há algum tempo pelos lados das Antas. A dar corda ao preciso e valiosíssimo relógio portista encontra-se um homem nascido há 40 anos, em Setúbal, e baptizado com o nome de José Mário dos Santos Mourinho Félix. Ele é o genuíno dragão do... Sado que este domingo poderá ficar com a alma dorida, pois em caso de triunfo da equipa azul e branca corre o sério risco de tornar-se num dos coveiros do clube do seu coração, o Vitória de Setúbal.
«Operação» Setúbal trabalhada em privado
Dezassete numa manhã de sol
De regresso à oficina ( leia-se: o centro de treinos e formação de Gaia ), José Mourinho aproveitou o dia absolutamente primaveril para ministrar o segundo treino da semana, elevando o ritmo na preparação do jogo de domingo com o Vitória de Setúbal. O treinador portista ainda só contou com 16 elementos de um plantel formado por 24 jogadores.
Classificações Informações gerais
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Conferências da Associação 1ª Conferência
A realização da primeira conferência a promover pela Associação encontra-se já agendada para Maio de 2002 e em fase de organização. Uma conferência que decorrerá sobre a temática do Censo de 2001 e no qual intervirão alguns associados, outros investigadores convidados e representantes do INE. 
Em breve será divulgado nesta página o programa da conferência, o local e a data da sua realização. 
2ª Conferência
A próxima conferência da APD, cujo programa se encontra no 3.º boletim, disponível neste site, decorrerá no ISEG no próximo dia 9 de Dezembro, às 14 horas, no Auditório 2. Esta 2ª Conferência da Associação, que incide sobre as questões da "Imigração em Portugal", tem como objectivo discutir os aspectos contemporâneos da imigração no nosso país. Serão abordadas questões demográficas, incluindo a caracterização dos imigrantes a partir dos Censos 2001, o impacto demográfico da imigração e a sua distribuição regional, e algumas modalidades sociais e económicas da imigração, incluindo a inserção social dos migrantes e as estratégias de migração. As referências empíricas incluem tanto a sedimentação da imigração "tradicional" como a nova vertente das migrações de Leste.
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Já antes do século XIV se havia iniciado o capítulo da história que une Portugal à famosa Flandres, cuja referência povoa os nossos livros de História do secundário, marcando a memória com nomes quase míticos, como o de Antuérpia. 
 
Muito mais fantástico do que essas menções soltas da realidade actual é saber que as cidades mágicas ainda existem, mesmo que por detrás de arquitecturas e modas no trajar que já nada têm a ver com os tempos em que se bailava a compassos diferentes e em que as ruas se pavimentavam com pressas diversas das nossas. 
 
O plano tem vindo a ser executado gradualmente, através de intervenções que integram ou reintegram funções antigas. 
É exemplo disso a inauguração de uma nova residência paroquial em Novembro de 1996, o primeiro passo no sentido da reafectação de espaços do monumento. 
 
Fundado no século VI, em pleno domínio suevo, o Mosteiro de Santa Maria de Tibães foi posteriormente arrasado, datando a sua reconstrução do último terço do século XI. 
A partir daí, foi sucessivamente remodelado e aumentado e, tal como hoje existe, é o resultado de campanhas de reconstrução e ampliação levadas a cabo nos séculos XVII e XVIII, respondendo actualmente a uma linguagem mista entre o primeiro barroco e o «rocaille», explica o Ippar. 
 
P.S. -- «PROJECTO DE DIPLOMA» e «Portaria» vêm em maiúsculas no texto, mas «escola» vem em minúsculas! 
A «ESCOLA de Excelência» escreve-se em maiúsculas. 
O vosso subconsciente anda a trair-vos! 
 
Recessão no Japão 
Gestores aceitam cortes nos salários 
Os gestores de topo das empresas japonesas estão a aceitar o corte dos seus salários, em face da súbita recessão que se abateu sobre a economia do país, impondo-se um teste prático quanto à solidariedade que caracteriza a imagem das empresas japonesas no exterior, e tentando contribuir desta forma, para que as firmas que administram possam suportar a crise actual. 
 
Uma vez mais o público primou pela ausência nas bancadas do Autódromo do Estoril, tornando quase «secretas» as quatro corridas ontem disputadas. 
Como que a sentirem a falta de «testemunhas», as provas também não foram particularmente emocionantes, com as vitórias decididas muito cedo. 
No Troféu Renault Clio 16V Vítor Lopes comandou de princípio a fim, construindo uma sólida liderança. 
Lopes terminaria com 10,017 '' de avanço sobre José João Magalhães e 12,378 '' sobre Celestino Araújo. 
Na Fórmula Ford, Carlos Azevedo (Swift) regressou às vitórias, terminando com uma vantagem de 2,328 '' sobre Rui Águas (Van Diemen) e 3,040 '' sobre Frederico Viegas. 
Quanto ao Troféu BMW 320iS, Jorge Petiz ultrapassou o seu irmão Alcides a meio da corrida para obter uma vitória fácil, com 2,382 '' de avanço, deixando o 3º., António Barros, a 4,788 ''. 
A fechar o programa, a corrida do Grupo N foi totalmente dominada por Ni Amorim (Opel Astra GSi) que cortou a meta com 4,936 '' de avanço sobre Mário Silva e 6,247 '' sobre António Rodrigues (ambos em Peugeot 309 GTi 
 
Chaves acabou «parado» 
O português Pedro Chaves (Lola / Cosworth) terminou ontem a corrida de Fórmula 3000 disputada em Hockenheim no 13º. lugar, parando logo a seguir à meta com o motor partido. 
O piloto português fez um bom arranque do 15º. posto da grelha, ganhando quatro lugares. 
«Depois comecei a ter problemas com a embraiagem e com o motor que aquecia muito. 
A partir de meio da corrida, o motor começou a perder potência e partiu na última volta, já perto da meta», contou Chaves. 
Caído, entretanto, no 12º. lugar, o português acabou mesmo por perder uma posição na derradeira volta. 
A vitória foi para o italiano Luca Badoer (Reynard / Cosworth) que dominou a corrida de princípio a fim, assumindo também o comando do campeonato. 
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Prémios atribuídos dia 10
Concurso do logotipo de Setúbal terminou
Alexandre Marques foi o vencedor do concurso de criação do logotipo para o porto de Setúbal aberto recentemente pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), ganhando o prémio de 200 contos. A cerimónia da entrega dos prémios será feita dia 10 de Setembro, às 17 horas, na sede da APSS. Com este concurso, a APSS teve como objectivo conseguir um logotipo para promoção da imagem comercial do porto de Setúbal, mantendo-se o logotipo institucional da APSS. O júri do concurso foi constituído pelo presidente do conselho de administração da APSS, Coelho da Mota, pelo arquitecto Eduardo Carqueijeiro e pelo artista plástico Rogério Chora.
O júri deliberou ainda atribuir o segundo prémio, no valor de 150 contos, a Miguel Bernardes e o terceiro a Rui Leal, que assim ficará com 75 contos. Na cerimónia, serão também entregues vinte menções honrosas, da selecção dos quinhentos trabalhos apresentados. Todos os desenhos a concurso, vindos de todo o país, estarão em exposição no «hall» do Centro Comercial Jumbo de Setúbal, de 10 a 18 de Setembro. Recorde-se que com este concurso, a APSS também procurou envolver os estabelecimentos de ensino da região de Setúbal, dentro da sua perspectiva de abertura do porto às escolas, já iniciada com a visita de várias turmas às instalações portuárias.
Nos termos do concurso, o logotipo terá a frase «Porto de Setúbal» e/ou «Port of Setubal», só podendo incluir três cores e os trabalhos foram apresentados como anónimos. Todos os desenhos premiados são pertença da APSS e qualquer um poderá ser adoptado como logotipo do porto de Setúbal, por decisão do Conselho de Administração, depois de ouvido o Júri, estipula ainda o regulamento do concurso, pelo que se mantém a curiosidade de saber qual e de quem é o logotipo a ser utilizado pelo porto de Setúbal.
Com esta aposta na imagem, os portos de Setúbal e Sesimbra preparam-se para o fim da década, quando tiverem como grande cliente a fábrica da Ford/Volkswagen.
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 Edição: Nacional Tamanho: M 81FEB 5, 1994 
 Seção: TV 
 Crédito Foto: Divulgação 
 Perigo premiado 

 A série "Lucas e Juquinha - Perigo! 
  Perigo! 
  Perigo!", da TV Cultura, acaba de ganhar uma medalha de ouro . 
  Ele foi considerado o melhor programa de educação e instrução para adultos pelo júri do Festival de Nova York . 
  O Festival escolhe, todo ano, as melhores produções feitas para TV e vídeo . 

Conheça um circo por dentro 
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1. E com efeito falou. Carlos ouviu um som de voz sonora, metálica e insinuante. Cada palavra daqueles lábios misteriosos saía vibrante e afinada como a nota de uma tecla. Tinha aquele não-sei-quê que só escuta nas salas onde falam mulheres distintas, mulheres que obrigam a gente a prestar fé aos privilégios, às prerogativas, aos dons muito peculiares da aristocracia do sangue. Todavia, Carlos não se recordava de ter ouvido semelhante voz, nem semelhante linguagem.

      « Uma aventura de romance ! » dizia ele lá consigo, enquanto o dominó-veludo, conjecturando o enleio em que pusera o seu entusiasta companheiro, continuava a fazer gala do mistério, que é de todas as alfaias aquela que mais alinda a mulher ! Se elas pudessem andar sempre de dominó ! Quantas mediocridades em inteligência rivalizariam com Jorge Sand ! Quantas fisionomias infelizes viveriam com a fama da mulher de Abal el-Kader !

- « Então quem sou eu ? » ? prosseguiu ela. ? « Não me dirás ?! Não dizes! Pois então, tu és Carlos, e eu sou Carlota! Fiquemos nisto, sim ? »
- « Enquanto eu não souber o teu nome, deixa-me chamar-te de « anjo » . »
- « Como quiseres ; mas sinto dizer-te que não és nada original ! Anjo !! É um apelido tão safado como Ferreira, Silva, Souza, Costa! et cetera. Não vale a pena questionarmos : baptiza-me à tua vontade. Ficarei sendo o teu « anjo de Entrudo ». E a história ?! Imagina que te possuías de um amor impetuoso por essa mulher, que fantasiaste linda, e insensivelmente lhe curvaste o joelho, pedindo-lhe uma esperança, um sorriso afectuoso através da máscara, um aperto convulsivo de mão, uma promessa, ao menos, de se mostrar um, dois, três anos depois. E essa mulher, cada vez mais sublime, cada vez mais literata, cada vez mais radiosa, protesta eloquentemente contra as tuas instâncias, declarando-se muito feia, indecentíssima de nariz, horrível até, e, como tal, pesa-lhe na consciência matar as tuas cândidas ilusões, levantando a máscara. Tu que a não crês, instas, suplicas, abrasas-te num ideal que toca as extremas do ridículo, e estás capaz de lhe dizer que te abolas o crânio com um tiro de pistola, se ela não levanta a cortina daquele mistério que te dilacera uma por uma as fibras do coração. Chamas-lhe Beatriz, Laura, Fornarina, Natércia, e ela diz-te que se chama Custódia, ou Genoveva para te aguar a poesia desses nomes, que, na minha humilde opinião, são completamente fabulosos. O dominó quer fugir-te ardilosamente, e tu não lhe deixas um passo livre, nem um dito espirituoso a outro, nem um lançar de olhos para as máscaras, que a fixam como quem sabe que está ali uma rainha, envolta naquele manto negro. Por fim, a tua perseguição é tal que a desconhecida Desdémona finge assustar-se, e sai contigo ao salão do teatro para levantar a máscara. Arfa-te o coração na ansiedade de uma esperança : sentes o júbilo do cego de nascimento, que vai ver o sol ; estremeces como a criança a quem vão dar um bonito, que ela não viu ainda, mas imagina ser quanto o seu coração infantil ambiciona neste mundo! Ergue-se a máscara !! Horror !! Vês um nariz! Um nariz-pleonasmo, um nariz homérico, um nariz maio que o do duque de Choiseul, onde cabiam três jesuítas a cavalo !! Recuas !! Sentes despregar-se-te o coração das entranhas, coras de vergonha e foges desabridamente! »
- « Tudo isso é muito natural. »
- « pois não há nada mais artificial, meu caro senhor. Eu lhe conto o resto, que é o mais interessante para o mancebo que faz do nariz de uma mulher o termómetro de avaliar-lhe a temperatura do coração. Imagina, meu jovem Carlos, que saíste do teatro depois, e entraste na Águia de Ouro a comer ostras, segundo o costume dos elegantes do Porto. E quando pensavas, ainda aterrado, na aventura do nariz, te aparecia o fatídico dominó, e se assentava ao teu lado, silencioso e imóvel, como a larva das tuas asneiras, cuja memória procuravas delir na imaginação com os vapores do vinho! Perturba-se-te a digestão, e sentes contracções no estômago, que te ameaçam com o vómito. A massa enorme daquele nariz figura-se-te no prato em que tens a ostra, e já não podes levar à boca um bocado do teu apetitoso manjar sem um fragmento daquele fatal nariz à mistura. Queres transigir com o silêncio do dominó ; mas não podes. A inexorável mulher aproxima-se de ti, e tu, com um sorriso cruelmente sarcástico, pedes-lhe que te não entorne com o nariz o copo de vinho. Achas isto natural, Carlos ?"
- "Há aí crueldade de mais! O poeta devia ser mais generoso com a desgraça, porque a missão do poeta é a indulgência não só para as grandes afrontas, mas até para os grandes narizes."
- "Será ; mais o poeta, que transgrediu a sublime missão de generosidade para com as mulheres feias, vai ser punido. Imagina que aquela mulher, pungida pelo sarcasmo, levanta a máscara. O poeta ergue-se, e vai fugir com grande escândalo do dono da casa, que naturalmente tem a sorte do boticário de Nicolau Tolentino. Mas! Vingança do céu !! aquela mulher ao levantar a máscara arranca do rosto um nariz postiço, e deixa ver a mais famosa cara que o céu alumia há seis mil anos ! O espanhol que ajoelhar àquela dulcíssima visão de um sonho, mas a nobre andaluza repele-o com um gesto, onde o desprezo está associado à dignidade mais senhoril.

2. II

      Carlos cismava na aplicação da anedota, quando o dominó lhe disse, adivinhando-lhe o pensamento :
      
- "Não creias que eu seja mulher de nariz de cera, nem me suponhas capaz de assombrar-te com a minha fealdade. A minha modéstia não vai tão longe! Mas, meu pacientíssimo amigo, há em mim um defeito pior que um nariz enorme : não é físico nem moral ; é um defeito repulsivo e repelente : é uma coisa que eu não sei exprimir-te com a linguagem do inferno, que é a única e mais eloquente que eu sei falar, quando me lembro que sou assim defeituosa !"
- "És uma enigma !!" ? atalhou Carlos, embaraçado, e convencido de que encontrara um tipo maior que os moldes tacanhos da vida romanesca em Portugal.
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<DOC DOCID="HAREM-841-04981">
PARANOID RECORDS [PAINSTRUCK]
Após serem considerados pelos leitores da revista LOUD! A melhor banda nacional sem contracto do ano 2000, os Painstruck lançaram, pela Paranoid Records, o seu álbum de estreia, "Agressive Ways To Pacify", em Junho de 2001.
Este disco foi considerado, pelos leitores da mesma revista, um dos 10 melhores do ano (Nacional / Internacional).
Durante o ano de 2001 a banda teve inúmeros espectáculos, sendo de salientar as duas datas nacionais como banda
de suporte de BIOHAZARD. Em 2002, chegou mesmo a participar no festival da Ilha do Ermal, ao lado de nomes como
SLIPKNOT e DIMMU BORGIR, sempre com boas criticas em relação àsua prestação em palco.
Cerca de 9 meses após o lançamento do seu primeiro trabalho, os PAINSTRUCK entram nos "Floyd Studios", pela mão
de Nuno Aguiar de Loureiro, para produzir a sua obra-prima àagressão "A Whole New Perception".
Este lançamento vai distingui-los definitivamente do resto devido àsua originalidade e atrevimento a tocar um som não-convencional e fora de modas, provando, mais uma vez, o seu estatuto de banda mais agressiva de Portugal,
tanto em palco como fora dele. Tecnicamente, a banda encontra-se no seu melhor, Paulo Lafaia impõe-se definitivamente como um dos melhores bateristas em Portugal. A contínua evolução e aprendizagem das capacidades vocais de
Nuno Loureiro trouxe uma nova vida ao trabalho da banda e a dupla Ivo Martins e Ricardo Veloso provou ser crucial em todos os arranjos e ideias.
Numa altura em que a originalidade parece excassear, os PAINSTRUCK conseguiram "tirar do chapéu" um espantoso álbum. A Paranoid Records tem o orgulho de introduzir "A WHOLE NEW PERCEPTION".
"Aggressive Ways To Pacify" - 2001
[13 euros]
"A Whole New Perception" - 2002
[13 euros]
Vê como encomendar este CD!
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<DOC DOCID="HAREM-751-04989">
Projecto Vercial
Projecto Vercial A maior base de dados sobre literatura portuguesa Secções Sophia de Mello Breyner Andresen Literatura Medieval
Literatura Clássica
Literatura Barroca
Literatura Neoclássica
Literatura Romântica
Literatura Pós-Romântica
Correntes do Século XX
Literatura Actual
Nota Introdutória
Índice de Autores
Índice de Obras
Outras Ligações
Biblioteca Gráfica
Letras &amp; Letras
Curso de Literatura
Fotos de Portugal
Por favor, introduza a palavra ou
expressão que deseja pesquisar:
Obras integrais de autores portugueses
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Foi casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos, que a motivaram a escrever contos infantis. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar
o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja; com a sua formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir transformações do futuro; pela sua constante atenção aos problemas do homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão. Foi agraciada com o Prémio Camões em 1999.
Obras poéticas: Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967) , Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994), etc. Obras narrativas: O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da
Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana , etc.
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- Quando penso, menino, murmurou ele mordendo sombriamente o charuto, que quasi todo um ano da minha vida foi dado àquela israelita devassa que gosta de levar bordoada...

- Que faz ela em Sintra? perguntou Carlos.

- Ensopa-se na crápula. Não há a menor dúvida que dá todo o seu coração ao Dâmaso... Tu sabes o que nestes casos significa o termo coração... Viste já imundície igual? É simplesmente obscena!

- E tu adora-la, disse Carlos.

O outro não respondeu. Depois, dentro, num ódio repentino da boémia e do romantismo, entoou louvores sonoros à família, ao trabalho, aos altos deveres humanos - bebendo copinhos de cognac. Á meia noite, ao sair, tropeçou duas vezes na rua de acácias, já vago, citando Proudhon. E quando Carlos o ajudou a subir para a vitória, que ele quis descoberta para ir comunicado com a lua, Ega ainda lhe agarrou o braço para lhe falar da Revista, dum forte vento de espiritualidade e de virtude viril que se devia fazer soprar sobre o país... Por fim, já estirado no assento, tirando o chapéu à aragem da noite:

- E outra coisa, Carlinhos. Vê se me arranjas a inglesa... Há vícios deliciosos naquelas pestanas baixas... Vê se ma arranjas... Vá lá, bate lá, cocheiro! Caramba, que beleza de noite!

Carlos ficara encantado com este primeiro jantar de amizade na Toca. Ele tencionava não apresentar Maria aos seus íntimos senão depois de casado e à volta de Itália. Mas agora a «união legal» estava já no seu pensamento adiada, remota, quasi dispersa no vago. Como dizia o Ega, devia esperar, deixar-se ir... E no entanto, Maria e ele não poderiam isolar-se ali todo um longo inverno, sem o calor sociável de alguns amigos em redor. Por isso uma manhã, encontrando o Cruges, que fora o vizinho de Maria e outrora lhe dava noticias da «lady inglesa», pediu-lhe para vir jantar à Toca no domingo.

O maestro apareceu numa tipóia, à tardinha, de laço branco e de casaca: e os fatos claros de campo com que encontrou Carlos e Ega começaram logo a enche-lo de mal-estar. Toda a mulher, além das Lolas e Conchas, o atarantava, o emudecia: Maria, «com o seu porte de grande-dame», como ele dizia, intimidou-o a tal ponto que ficou diante dela, sem uma palavra, escarlate, torcendo o forro das algibeiras. Antes de jantar, por lembrança de Carlos, foram-lhe mostrar a quinta. O pobre maestro, roçando a casaca mal feita pela folhagem dos arbustos, fazia esforços ansiosos por murmurar algum elogio «á beleza do sítio»; mas escapavam-lhe então inexplicavelmente coisas reles, em calão: «vista catita»! «é pitada»! Depois ficava furioso, coberto de suor, sem compreender como se lhe babavam dos lábios esses ditos abomináveis, tão contrários ao seu gosto fino de artista. Quando se sentou à mesa sofria um negríssimo acesso de spleen e mudez! Nem uma controvérsia que Maria arranjara caridosamente para ele sobre Wagner e Verdi pôde descerrar-lhe os lábios empedernidos. Carlos ainda tentou envolve-lo na alegria da mesa - contando a ida a Sintra, quando ele procurava Maria na Lawrence, e em vez dela achara uma matrona obesa, de bigode, de cãosinho ao colo, ralhando com o homem em espanhol. Mas a cada exclamação de Carlos - «Lembras-te, Cruges?», «Não é verdade, Cruges?» - o maestro, rubro, grunhia apenas um sim avaro. Terminou por estar ali, ao lado de Maria, como um trambolho fúnebre. Estragou o jantar. 
Combinara-se para depois do café um passeio pelos arredores, num break. E Carlos já tomara as guias, Maria na almofada acabava de abotoar as luvas - quando Ega, que receava a friagem da tarde, saltou do break, correu a buscar o paletó. 
Nesse mesmo momento sentiram um trote de cavalo na estrada - e apareceu o marquês.

Foi uma surpresa para Carlos, que o não vira durante esse verão. O marquês parou logo, tirando profundamente, ao ver Maria, o seu largo chapéu desabado.

- Imaginava-o pela Golegã! exclamou Carlos. Foi até o Cruges que me disse... Quando chegou vossê?

chegara na véspera. La fora ao Ramalhete; tudo deserto. Agora vinha aos Olivais ver um dos Vargas que tinha casado, se instalara ali perto, a passar o noivado...

- Quem, o gordo, o das corridas?

- Não, o magro, o das regatas.

Carlos, debruçado da almofada, examinava a éguasita do marquês, pequena, bem estampada, dum baio escuro e bonito.

- Isso é novo?

- Uma facasita do Darque... Quer-ma vossê comprar? Sou já um pouco pesado para ela, e isto mete-se a um dog-cart...

- Dê lá uma volta.

O marquês deu a volta, bem posto na sela, avantajando a égua. Carlos achou-lhe «boas acções». Maria murmurou - «Muito bonita, uma cabeça fina...» Então Carlos apresentou o marquês de Souzela a madame Mac-Gren. Ele chegou a égua à roda, descoberto, para apertar a mão a Maria: e à espera do Ega que se eternizava lá dentro, ficaram falando do verão, de Santa Olavia, dos Olivais, da Toca... Há que tempos o marquês ali não passava! A ultima vez fora vítima da excentricidade do Craft...

- Imagine V. Exc.ª, disse ele a Maria Eduarda, que esse Craft me convida a almoçar. Venho, e o hortelão diz-me que o Sr. Craft, criado e cozinheiro, tudo partira para o Porto; mas que o Sr. Craft deixara um cartaz na sala... Vou à sala, e vejo dependurado ao pescoço dum ídolo japonês uma folha de papel com estas palavras pouco mais ou menos: «O deus Tchi tem a honra de convidar o Sr. marquês, em nome de seu amo ausente, a passar à sala de jantar onde encontrará, num aparador, queijo e vinho, que é o almoço que basta ao homem forte.» E foi com efeito o meu almoço... Para não estar só, partilhei-o com o hortelão.

- Espero que se tivesse vingado! exclamou Maria rindo.

- Pode crer, minha senhora... Convidei-o a jantar, e quando ele apareceu, vindo daqui da Toca, o meu guarda-portão disse-lhe que o Sr. marquês fora para longe, e que não havia nem pão nem queijo... Resultado: o Craft mandou-me uma dúzia de magníficas garrafas de Chambertin. Esse deus Tchi nunca mais o tornei a ver...

O deus Tchi la estava, obeso e medonho. E, muito naturalmente, Carlos convidou o marquês a revisitar nessa noite, à volta da casa do Vargas, o seu velho amigo Tchi.

O marquês veio, ás dez horas - e foi um serão encantador. Conseguiu sacudir logo a melancolia do Cruges, arrastando-o com mão de ferro para o piano; Maria cantou; palrou-se com graça; e aquele esconderijo de amor ficou alumiado até tarde, na sua primeira festa de amizade.

Estas reuniões alegres foram ao principio, como dizia o Ega, dominicais: mas o outono arrefecia, bem depressa se despiriam as árvores da Toca, e Carlos acumulou-as duas vezes por semana, nos velhos dias feriados da Universidade, domingos e quintas. Tinha descoberto uma admirável cozinheira alsaciana, educada nas grandes tradições, que servira o bispo de Strasburgo, e a quem as extravagâncias dum filho e outras desgraças tinham arrojado a Lisboa. Maria, de resto, punha na composição dos seus jantares uma ciência delicada: o dia de vir à Toca era considerado pelo marquês «dia de civilização».

A mesa resplandecia; e as tapeçarias representando massas de arvoredos punham em redor como a sombra escura dum retiro silvestre onde por um capricho se tivessem acendido candelabros de prata. Os vinhos saiam da frasqueira preciosa do Ramalhete. De todas as coisas da terra e do céu se grulhava com fantasia - menos de «política portuguesa», considerada conversa indecorosa entre pessoas de gosto.
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<DOC DOCID="HAREM-501-05011">
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ADSL é uma tecnologia revolucionária, que se apresenta como a solução óptima para aceder à internet em banda larga .
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<DOC DOCID="HAREM-955-05032">

Quantos anos esteve em Biblau?

  Dois anos. Fiz Economia em dois anos, porque como já tinha Filosofia, estudei só dois anos, tal como fiz em Leuven. Fiz dois anos num, com dois exames. Tinha marcado -"Quantos dias eu preciso para esta licenciatura?" e lá me consegui safar.

  Recorda-se de algum momento especial que tivesse passado em Bilbau?

 Tinha os emigrantes portugueses que lá estavam. Sabe que os portugueses no estrangeiro são mais amigos que cá em Portugal?! É extraordinário. Mesmo em Bilbau a colónia de portugueses juntáva-se de vez em quando. Em Leuven, os portugueses aquilo era um grupo. Não éramos contra os outros, se eles viessem a gente também os metia, mas sabendo que com os portugueses a gente podia sempre contar. Aconteceu-me uma coisa muito aborrecida na Bélgica. Lá íamos um grupo de portugueses. Ao sair de um autocarro havia uma senhora muito gorda, que levou muito tempo. E eu disse ao meu colega:-"Espera que passe este trampolho." E no fim diz a senhora:-"Muito obrigado que sou portuguesa." Coitadinha. Ficamos arrasados! -"Oh senhora desculpe! É maneira de falar, nem pensamos sequer ofender. Era uma maneira de falar porque julgamos que ninguém nos entendia." Mas com esta ficamos bem. A senhora até compreendeu a nossa posição, que não era para ofender. Mas essa saíu-nos cara.

  Que tipo de actividades vocês portugueses faziam?

 Saíamos, discutíamos os problemas, discutíamos as dificuldades que cada um tinha, ajudávamo-nso mutuamente.

 Moravam todos perto uns dos outros?

  Cada um morava na sua residência universitária, mas juntávamo-nos sempre.

 De Bilbau foi para Leuven, como é que surgiu a ideia de ir para essa universidade?

 Acabou a guerra, eu já pode ir para Leuven porque eu queria sair de Espanha porque já conhecia a Espanha. Mas de facto, estive muito bem em Bilbau, a universidade tem uma bela biblioteca e bons professores. Realmente gostei de lá estar, mas também gostei de Leuven porque Leuven tem uma vantagem que não tem Portugal. A Bélgica está entre a Alemanha, Inglaterra e a França e tem tudo o que há de novidade. É que nós estamos na cauda da Europa e as coisas chegam cá tarde. Eu quando cheguei cá pareceu-me que não arranjava trabalho porque nós estávamos 10 anos atrasados. Nós íamos 10 anos atrasados ao que lá estava, não por incapacidade, o português gosta de aprender e aprende bem as coisas, mas precisamente porque na Bélgica o que havia da Inglaterra, da Alemanha ou da França estava ali. A Bélgica estava bem situada, ao passo que nós estamos num extremo. Hoje já há mais comunicações, e as universidades estão mais desenvolvidas, infelizmente nem todos os instutitutos universitários. Eu sempre defendo, porque há uns que atacam que algumas universidades não tem categoria, e é verdade, mas eu sempre defendo que mais vale isso do que nada. Porque antes, quem é que da minha região ia para a universidade, só quem tinha algumas possibilidades e com grande sacrifício dos pais. Era para Coimbra, não havia outro sítio. Agora felizmente têm lá a Universidade da Beira Interior. Já me convidaram lá para reitor, mas eu não aceitei. Primeiro porque estava aqui a trabalhar na Universidade do Minho, que eu gostei imenso desde o princípio. Depois porque faltavam-me quatro anos para a jubilação, e o que é que eu ia lá fazer por autro anos? Agora no fim da vida? Não vale a pena. 
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<DOC DOCID="HAREM-71K-05035">
José Maria Neves em Portugal
Primeiro-ministro de Cabo Verde preside a encontro com empresários em Lisboa
2004-10-29 16:40:52
Lisboa - O chefe do Governo cabo-verdiano, José Maria Neves, participa, na tarde desta sexta-feira, em Lisboa, num encontro com empresários promovido pela Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Portugal-Cabo Verde.
«Cabo Verde, um desafio à relocalização das empresas portuguesas» é o tema da iniciativa, que aposta na divulgação do arquipélago como destino de investimento e na procura de novas parcerias para o seu desenvolvimento.
Antes do regresso a Cabo Verde, previsto para amanhã, sábado, José Maria Neves deverá visitar Setúbal, onde reside uma numerosa comunidade cabo-verdiana, e a Associação dos Antigos Alunos do Liceu Gil Eanes, em Carnide.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-324-05036">
 O Barcelos da Vila Valqueire 
 Carlos Heitor Cony 

 RIO DE JANEIRO  Certa vez, respondendo a uma enquete de estudantes, enfrentei pergunta embaraçosa: teria eu um vício inconfessável? 
  Evidente que tenho, e vários . 
  Com o tempo, alguns deles mudaram de categoria e passaram a ser confessáveis . 


 De repente, achei que deveria assumir a grave lacuna de gosto e caráter, proclamando o que sempre escondi por vergonha ou conveniência . 


 A mídia mete o malho nesses candidatos, a maior parte dos aparelhos é desligada nessa hora . 


 Passo meus melhores momentos de telespectador vendo o Lusitano que ameaça construir uma rodovia ligando não sei o quê a Cacheira de Macacu local que não sei exatamente onde fica, nem por isso deixo de torcer para que o bravo município tenha melhor acesso à civilização do noroeste fluminense . 


 A maioria dos candidatos tem bigode de vários tamanhos e feitios . 
  Os que exercem algum mandato adquirem layout mais atual . 


 O Enéas seria excelente candidato a deputado estadual por Paracambi ou Cambuci, levando muita confusão às hostes ideológicas do eleitorado . 


 O diabo é que me reconheço nesses cidadãos que não sabem o que fazer nem com as mãos nem com as idéias, que tropeçam nas palavras, respiram mal e pensam pior os chamados problemas da comunidade . 


 Eles estão de acordo em que todos os políticos são safados, incompetentes e corruptos, que a Idade de Ouro será agora, a partir deles . 
  Gosto principalmente daqueles que começam: "Vocês já me conhecem, sou o Barcelos da Vila Valqueire, meu compromisso é com o povo" . 
  Nunca pensei em me candidatar a nada, mas me imagino com as mãos presas na mesa, preocupado em não trocar palavras, em não dizer besteira . 
  Ora, direis, que diferença faria entre dizer ou escrever besteira? 
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<DOC DOCID="HAREM-231-05043">
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Correio Electrónico
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Pode criar até 100 caixas de correio para atribuir aos utilizadores da sua empresa. Cada caixa dispõe de 15 MB de espaço para guardar as mensagens de e-mail.
Cada utilizador poderá configurar individualmente a sua caixa de correio, personalizar o endereço e-mail respectivo, reencaminhar o e-mail para outra caixa de correio em qualquer ISP ou para um telemóvel.Poderá, também, consultar o seu e-mail a partir de qualquer ponto do mundo, através da aplicação WebMail da Telepac.
Caixas de correio de volume
Uma caixa de correio de volume é um serviço de alojamento e entrega de e-mail empresarial, para clientes com um domínio registado.
Neste serviço, todo o e-mail enviado para o seu domínio é armazenado numa única caixa de correio. Quando o seu servidor se liga ao servidor da Telepac, recebe todas as mensagens num único bloco e distribui-as posteriormente pelas múltiplas caixas de correio individuais. A comunicação com o servidor da Telepac utiliza o protocolo POP3.
Para subscrever uma caixa de correio de volume necessita de ter:
um servidor SMTP;
um domínio registado (ex.: empresa.com);
um programa para receber as mensagens da sua caixa de correio de volume e enviá-las uma a uma para o seu servidor.
O espaço disponível nas caixas de correio de volume da Telepac é de 60 MB.
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<DOC DOCID="HAREM-24K-05050">
P - E a senhora lembra da sua infância assim as brincadeiras de  infância, que tipo de brincadeira vocês faziam aqui em  Araraquara  quando  a  senhora era criança?

 R - Nós éramos em muitas irmãs a gente brincava muito no  quintal,  que  eu morei logo ali na Rua 3, Rua 2 perto do banco Bradesco  então  tinha  muitas casas ali e tinha os quintais, mas a gente brincava na rua  de  roda,  pega-pega, sabe, roda podia brincar na rua, sabe.

P - A senhora lembra de alguma música de roda que ________ mais?

R - Ah todas aquelas musiquinhas  bonitas,  todas  as  musiquinhas  de  roda lembra, saudade daquele tempo porque era lindo. 

P - E eram quantos irmãos na sua casa?

R - Somos seis, eram sete morreu uma menina e somos seis, quatro mulheres  e dois homens.

P - A senhora é a mais velha?

R - Eu sou a mais velha, depois de um ano nasceu a outra a Ida, depois  mais um outro nasceu Isabel, depois o outro ano nasceu  a  Ernestina,  depois  no outro ano nasceu a Felina que morreu, depois daí nasceu o  primogênito  José que nasceu com quase 5  quiilos,  quase  não,  5  quilos.  Eu  era  parteira naquele tempo, calcula minha mãe coitadinha baixinha,  pequenininha,  né,  5 quilos ele tinha depois aí passou  mais  um  pouco  e  morreu  Felina  nesse intervalo nasceu Pedro, os dois são dentistas e as  duas  professoras  e  eu fui tudo, foi pajem de irmão, mãe e pai junto ,né, tudo que aparecia eu  fui fazendo. (riso) 

P - A senhora cuidava de todos os irmãos?


R - Sempre né, tinha empregada tudo era a gente, a gente era mais  velha,  a mãe  sempre  dizia:  "Olha,  fulano."  E  ela  costurava  tinham  moças  que aprendiam o ofício tinham rapazes que aprendiam alfaiate, a gente ia  dormir papai estava trabalhando levantava ele  estava  lá  trabalhando,  fase  dura viu, sustentava todos os filhos, a gente ganhava  presente  no  Natal  e  no aniversário e ninguém reclamava era uma felicidade, né,  hoje  eu  falo  pro meu filho: "Gente mudou tanto assim que eles não valorizam."



P - Seu pai era alfaiate?


R - Era alfaiate costurou muitos anos aí.

P - E ele aprendeu o ofício com quem?

R - Com seu André Rosito é _____ antigamente . (riso) Era lá no  largo  onde tem a biblioteca, não a  biblioteca  é  pra  cá  perto  de  casa,  não  é  a biblioteca como é que é a outra que tem do Márcia tem  a  _______,  até  que brigaram porque o prefeito fez, mas ficou bonito gostei, achei, tem o  grupo escolar, aquela praça, lá.

P - Numa praça.

R - Aquela praça e a casita dele era ali, hoje é um prédio grande ali.

P - Esse senhor ele ensinava o ofício?

R - O ofício é,  naquele  tempo  eles  aprendiam,  pagavam  pra  aprender  o ofício, né, desde pequeno iam pra  escola  mas  depois  vinham  pra  casa  e aprendiam o ofício.

P - E seu pai resolveu ser alfaiate?

R - É.

P - Ele aprendeu desde pequeno?

R - Desde pequeno, ele tinha feito datilografia mas ele gostou, era  artista naquele tempo estava até registrado na carteirinha  de  artista  eu  até  ia pegar pra mostrar pra ela, mas esqueci, não achei tá guardadinho e  a  mamãe foi criada sozinha com um irmão, também foi aprender o  ofício  também  teve que pagar pra aprender costurar e fazia os vestidos, aquelas  coisas  lindas que fechadinha cinturinha, sabe.

P - A senhora sabe com quem sua mãe aprendeu o ofício?

R - Eu não lembro o nome agora mas ela  contava,  não  era  madame  que  ele chamava, tinha outro nome que davam pra  quem  ensinava  o  ofício,  esqueci agora como é que era.

P - Era modista?

R - Não era modista, acho que era modista, né, modista era  quem  costurava, né, essas que ensinava tinha outro nome _____ sabe.

P - E ela fazia os vestidos?

R - Nossa lindo.

P - Como eram assim?

R - De época lindo, lindos tenho até hoje lá as revistas lindas,  sabe,  que traz os modelos, completamente diferente dos de hoje, que era só em preto  e branco, ________, tudo apertadinho sabe, bonito longo.

P - E ela costurava todas as roupa da família também?

R - Não, depois ela deixou, ela ajudava papai fazer calças essas  coisas  na alfaiataria e ensinava as moças, né, o ofício aprender, eram  camisas  e  as calças, e por fim foi aumentando foi melhorando aí  eles  compraram  máquina de (plissê, de roial, de ajur?), botões,  então  tinha  oficina  grande,  as moças ajudavam, né, e ela ficava junto e ela fazia os plissês  que  ela  faz prensadas lindas, faziam lá e eu estava lá por perto. Apesar que  quando  eu quis aprender, tinha uma porta que ensinava o  ofício  a  costura,  eu  quis aprender costurar papai não me deixou, aí minha avó me deu  dinheiro  (riso) porque eu adorava, né, queria aprender  costurar  e  papai  não  queria,  já queria que eu fosse pra escola mas estava ali no meio ajudando  todo  mundo, né? Aí a primeira coisa que eu fiz foi um  vestido  pra  minha  avó  ela  já estava cadinha, né, e me ensinou como é que  tinha  que  botar  o  negocinho pra, aí fui começando costurar pras minhas irmãs, fiz vestido  de  noiva  de todas elas e costurava lá, fazia  saias  pra  papai  pra  taiuller  que  ele costurava muito pra senhora  e  eu  tinha  muito  gosto,  muito  jeito  pra, gostoso.

P - Como que é a saia plissada que a senhora falou?

R - Você não lembra, não é da tua época, você nunca passou todo  esse  tempo vocês não viram, nossa é uma saia, o godê você sabe como  é  o  godê,  então tinha uma forma que ficava todo riscado, marcado papel especial, a gente  ia em São  Paulo  comprar  papel  especial,  bem  dobradinha  ficava  como  uma sanfoninha, era abrir o pano ia dobrando sabe, depois você passava a  ferro, era interessante ficava aquela saia linda,  justinha  na  cintura  e  aquele godê bonito, eu tenho uma saia ainda lá, tenho uma saia preta  bonita,  teve um tempo que ainda usou, uns quantos anos,  uns  oito  anos  atrás  agora  é capaz de voltar viu.

P - Na hora que lava não tira o plissado?

R - A tira né, aí você manda plissar, aqueles babadinhos da gola, vocês  não
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<DOC DOCID="HAREM-93J-05057">
«Se sentir que há um desejo coletivo, ele vai encaminhar as emendas constitucionais», disse Luiz Henrique após uma hora de conversa com Itamar , ontem, no Planalto.

Luiz Henrique disse que o PMDB vai procurar os presidentes e líderes dos outros partidos em busca do consenso sobre a votação da reforma fiscal e tributária.
A aprovação das emendas é considerada essencial para o Plano Real.

O corredor começará na marginal Tietê, na altura do Cebolão, passará pelo Ceagesp, praça Panamericana, Faria Lima, Luís Carlos Berrini e terminará, por enquanto, no shopping Morumbi.

O escritório de Júlio Neves já começa a preparar novos estudos para o prolongamento deste corredor além do shopping Morumbi, em direção à ponte do Socorro.
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<DOC DOCID="HAREM-569-05069">
Capítulo XV
Maria Eduarda e Carlos, que ficara essa noite nos Olivais na sua casinhola, acabavam de almoçar.
O Domingos servira o café, e antes de sair deixara ao lado de Carlos a caixa de cigarretes e o Figaro.
As duas janelas estavam abertas.
Nem uma folha se movia no ar pesado da manhã encoberta, entristecida ainda por um dobre lento de sinos que morria ao longe nos campos.
No banco de cortiça, sob as árvores, miss Sarah costurava preguiçosamente; Rosa ao lado brincava na relva.
E Carlos, que viera numa intimidade conjugal, com uma simples camisa de seda e um jaquetão de flanela, chegou então a cadeira para junto de Maria, tomou-lhe a mão, brincando-lhe com os anéis, numa lenta carícia:
- Vamos a saber, meu amor...
Decidiste, por fim ?
Quando queres partir ?
Nessa noite, entre os seus primeiros beijos de noiva, ela mostrara o desejo enternecido de não alterar o plano da Itália e dum ninho romântico entre as flores da Isola-bela: somente agora não iam esconder a inquietação duma felicidade culpada, mas gozar o repouso duma felicidade legítima.
E, depois de todas as incertezas e tormentos que o tinham agitado desde o dia em que cruzara Maria Eduarda no Aterro, Carlos anelava também pelo momento de se instalar enfim no conforto dum amor sem dúvidas e sem sobressaltos:
- Eu por mim abalava amanhã.
Estou sôfrego de paz.
Estou até sôfrego de preguiça...
Mas tu, dize, quando queres ?
Maria não respondeu; apenas o seu olhar sorriu, reconhecido e apaixonado.
Depois, sem retirar a mão que a longa carícia de Carlos ainda prendia, chamou Rosa através da janela.
- Mamã, espera, já vou !
Passa-me umas migalhas...
Andam aqui uns pardais que ainda não almoçaram...
- Não, vem cá.
Quando ela apareceu à porta, toda de branco, corada, com uma das ultimas rosas de verão metida no cinto - Maria qui-la mais perto, entre eles, encostada aos seus joelhos.
E, arranjando-lhe a fita solta do cabelo, perguntou, muito séria, muito comovida, se ela gostaria que Carlos viesse viver ver com elas de todo e ficar ali na Toca.
Os olhos da pequena encheram-se de surpresa e de riso:
-O quê !
estar sempre, sempre aqui, mesmo de noite, toda a noite ?...
E ter aqui as suas malas, as suas coisas ?...
Ambos murmuraram - «sim».
Rosa então pulou, bateu as palmas, radiante, querendo que Carlos fosse já, já, buscar as suas malas e as suas coisas...
- Escuta, disse-lhe ainda Maria gravemente, retendo-a sobre os joelhos.
E gostavas que ele fosse como o papá, e que, andasse sempre conosco, e que lhe obedecêssemos ambas, e que gostássemos muito dele ?
Rosa ergueu para a mãe uma facesinha compenetrada, onde todo o sorriso se apagara.
-Mas eu não posso gostar mais dele do que gosto !...
Ambos a beijaram, num enternecimento que lhes humedecia os olhos.
E Maria Eduarda, pela primeira vez diante de Rosa debruçando-se sobre ela, beijou de leve a testa de Carlos.
A pequena ficou pasmada para o seu amigo, depois para a mãe.
E pareceu compreender tudo; escorregou dos joelhos de Maria, veio encostar-se a Carlos com uma meiguice humilde:
- Queres que te chame papá, só a ti ?
-Só a mim, disse ele, fechando-a toda nos braços.
E assim obtiveram o consentimento de Rosa que fugiu, atirando a porta, com as mãos cheias de bolos para os pardais.
Carlos levantou-se, tomou a cabeça de Maria entre as mãos, e contemplando-a profundamente, até à alma, murmurou num enlevo:
-És perfeita !
Ela desprendeu-se, com melancolia, daquela adoração que a perturbava.
- Escuta...
Tenho ainda muito, muito que te dizer, infelizmente.
Vamos para o nosso quiosque...
Tu não tens nada que fazer, não ?
E que tenhas, hoje és meu...
Vou já ter contigo.
Leva as tuas cigarretes.
Nos degraus do jardim, Carlos parou a olhar, a sentir a doçura velada do céu cinzento...
E a vida pareceu-lhe adorável, duma poesia fina e triste, assim envolta naquela névoa macia onde nada resplandecia e nada cantava, e que tão favorável era para que dois corações, desinteressados do mundo e em desarmonia com ele, se abandonassem juntos ao contínuo encanto de estremecerem juntos na mudez e na sombra.
- Vamos ter chuva, tio André, disse ele, passando junto do velho jardineiro que aparava o buxo.
O tio André, atarantado, arrancou o chapéu.
Ah !
uma gota de água era bem necessária, depois da estiagem !
O torrãosinho já estava com sede !
E em casa todos bons ?
A senhora ?
A menina ?
- Tudo bom, tio André, obrigado.
E no seu desejo de ver todos em torno de si felizes como ele e como a terra sequiosa que ia ser consolada - Carlos meteu uma libra na mão do tio André, que ficou deslumbrado, sem ousar fechar os dedos sobre aquele ouro extraordinário que reluziu.
Quando Maria entrou no quiosque trazia um cofre de sândalo.
Atirou-o para o divã: fez sentar Carlos ao lado, bem confortável, entre almofadas: acendeu-lhe uma cigarrete.
Depois agachou-se aos seus pés, sobre o tapete, como na humildade de uma confissão.
- Estás bem assim ?
Queres que o Domingos te traga água e cognac ?...
Não ?
Então ouve agora, quero-te contar tudo...
Era toda a sua existência que ela desejava contar.
Pensara mesmo em lha escrever numa carta interminável, como nos romances.
Mas decidira antes tagarelar ali uma manhã inteira, aninhada aos seus pés.
- Estás bem, não estás ?
Carlos esperava, comovido.
Sabia que aqueles lábios amados iam fazer revelações pungentes para o seu coração e amargas para o seu orgulho.
Mas a confidência da sua vida completava a posse da sua pessoa: quando a conhecesse toda no seu passado senti-la-hia mais sua inteiramente.
E no fundo tinha uma curiosidade insaciável dessas coisas que o deviam pungir e que o deviam humilhar.
- Sim, conta...
Depois esquecemos tudo e para sempre.
Mas agora dize, conta...
Onde nasceste tu por fim ?
Nascera em Viena: mas pouco se recordava dos tempos de criança, quasi nada sabia do papá, a não ser a sua grande nobreza e a sua grande beleza.
Tivera uma irmãsinha que morrera de dois anos e que se chamava Heloisa.
A mamã, mais tarde, quando ela era já rapariga, não tolerava que lhe perguntassem pelo passado; e dizia sempre que remexer a memória das coisas antigas prejudicava tanto como sacudir uma garrafa de vinho velho...
De Viena apenas recordava confusamente largos passeios de árvores, militares vestidos de branco, e uma casa espelhada e dourada onde se dançava: ás vezes durante tempos ela ficava lá só com o avô, um velhinho triste e tímido, metido pelos cantos, que lhe contara histórias de navios.
Depois tinham ido a Inglaterra: mas lembrava-se somente de ter atravessado um grande rumor de ruas, num dia de chuva, embrulhada em peles, sobre os joelhos dum escudeiro.
As suas primeiras memórias mais nítidas datavam de Paris; a mamã, já viúva, andava de luto pelo avô; e ela tinha uma aia italiana que a levava todas as manhãs, com um arco e com uma péla, brincar aos Campos Elíseos.
A noite costumava ver a mamã decotada, num quarto cheio de cetins e de luzes; e um homem louro, um pouco brusco, que fumava sempre estirado pelos sofás, trazia-lhe de vez em quando uma boneca, e chamava-lhe mademoisele Triste-coeur por causa do seu arzinho sisudo.
Enfim a mamã metera-a num convento ao pé de Tours - porque nessa idade, apesar de cantar já ao piano as valsas da Bele Helène, ainda não sabia soletrar.
Fora nos jardins do convento, onde havia lindos lilases, que a mamã se separara dela numa paixão de lágrimas; e ao lado esperava, para a consolar decerto, um sujeito muito grave, de bigodes encerados, a quem a Madre Superiora falara com veneração.
A mamã ao principio vinha vê-la todos os meses, demorando-se em Tours dois, três dias; trazia-lhe uma profusão de presentes, bonecas, bombons, lenços bordados, vestidos ricos, que lhe não permitia usar a regra severa do convento.
Davam então passeios de carruagem pelos arredores de Tours: e havia sempre oficiais a cavalo, que escoltavam a caleche - e tratavam a mamã por tu.
No convento as mestras, a Madre Superiora não gostavam destas saídas - nem mesmo que a mamã viesse acordar os corredores devotos com as suas risadas e o ruído das suas sedas; ao mesmo tempo pareciam teme-la; chamavam-lhe Madame la Comtesse.
A mamã era muito amiga do general que comandava em Tours, e visitava o bispo.
Monsenhor, quando vinha ao convento, fazia-lhe uma festinha especial na face e aludia risonhamente a son excelente mère.
Depois a mamã começou a aparecer menos em Tours.
Esteve um ano longe, quasi sem escrever, viajando na Alemanha; voltou um dia, magra e coberta de luto, e ficou toda a manhã abraçada a ela a chorar.
Mas na visita seguinte vinha mais moça, mais brilhante, mais ligeira, com dois grandes galgos brancos, anunciando uma romagem poética à Terra Santa e a todo o remoto Oriente.
Ela tinha então quasi dezasseis anos: pela sua aplicação, os seus modos doces e graves, ganhara a afeição da Madre Superiora - que ás vezes, olhando-a com tristeza, acariciando-lhe o cabelo caído em duas tranças segundo a regra, lhe mostrava o desejo de a conservar sempre ao seu lado.
Le monde, dizia ela, ne vous sera bon à rien, mon enfant !...
Um dia, porém, apareceu para a levar para Paris, para a mamã, uma Madame de Chavigny, fidalga pobre, de caracóis brancos, que era como uma estampa de severidade e de virtude.
O que ela chorara ao deixar o convento !
Mais choraria se soubesse o que ía encontrar em Paris !
A casa da mamã, no Parc Monceaux, era na realidade uma casa de jogo - mas recoberta de um luxo sério e fino.
Os escudeiros tinham meias de seda; os convidados, com grandes nomes no Nobiliário de França, conversavam de corridas, das Tulherias, dos discursos do Senado; e as mesas de jogo armavam-se depois como uma distracção mais picante.
Ela recolhia sempre ao seu quarto ás dez horas: Madame de Chavigny, que ficara como sua dama de companhia, ia com ela cedo ao Bois num coupé estufo de douairière.
Pouco a pouco, porém, este grande verniz começou a estalar.
A pobre mamã caíra sob o jugo dum Mr. de Trevernes, homem perigoso pela sua sedução pessoal e por uma desoladora falta de honra e de senso.
A casa descaiu rapidamente numa boémia mal dourada e ruidosa.
Quando ela madrugava, com os seus hábitos saudáveis do convento, encontrava paletós de homens por cima dos sofás: no mármore das consoles restavam pontas de charuto entre nódoas de champagne; e nalgum quarto mais retirado ainda tinia o dinheiro dum bacarat talhado à claridade do sol.
Depois uma noite, estando deitada, sentira de repente gritos, uma debandada brusca na escada; veio encontrar a mamã estirada no tapete, desmaiada; ela dissera-lhe apenas mais tarde, alagada em lágrimas, «que tinha havido uma desgraça»...
Mudaram então para um terceiro andar da Chaussée-d'Antin.
Aí começou a aparecer uma gente desconhecida e suspeita.
Eram Valachos grandes bigodes, Peruanos com diamantes falsos, e condes romanos que escondiam para dentro das mangas os punhos enxovalhados...
Por vezes entre esta malta vinha algum gentleman que não tirava o paletó, como num café-concerto.
Um desses foi um irlandês, muito moço, Mac-Gren...
Madame de Champigny deixara-as desde que faltara o coupé severo, acolchoado de cetim; e ela, só com a mãe, insensivelmente, fatalmente, fora-se misturando a essa vida tresnoitada de grogs e de bacarat.
A mamã chamava a Mac-Gren o «bebé».
Era com efeito uma criança estouvada e feliz.
Namorara-se dela logo com o ardor, a efusão, o ímpeto dum irlandês; e prometeu-lhe faze-la sua esposa apenas se emancipasse - porque Mac-Gren, menor ainda, vivia sobretudo das liberalidades de uma avó excêntrica e rica que o adorava, e que habitava a Provença numa vasta quinta onde tinha feras em jaulas...
E no entanto induzia-a sem cessar a fugir com ele, desesperado de a ver entre aqueles Valachos que cheiravam a genebra.
O seu desejo era leva-la para Fontainebleau, para um cotage com trepadeiras de que falava sempre, e esperar aí tranquilamente a maioridade que lhe traria duas mil libras de renda.
Decerto, era uma situação falsa: mas preferível a permanecer naquele meio depravado e brutal onde ela a cada instante corava...
A esse tempo a mamã parcela ir perdendo todo o senso, desarranjada de nervos, quasi irresponsável.
As dificuldades crescentes estonteavam-na; brigava com as criadas; bebia champagne «pour s' étourdir».
Para satisfazer as exigências de Mr. de Trevernes empenhara as suas jóias, e quasi todos os dias chorava com ciúmes dele.
Por fim houve uma penhora: uma noite tiveram de enfardelar à pressa roupa num saco, e ir dormir a um hotel.
E, pior, pior que tudo !
Mr. de Trevernes começava a olhar para ela dum modo que a assustava...
- Minha pobre Maria !
murmurou Carlos, pálido, agarrando-lhe as mãos.
Ela permaneceu um momento sufocada, com o rosto caído nos joelhos dele.
Depois limpando as lágrimas que a enevoavam:
- Aí estão as cartas de Mac-Gren, nesse cofre...
Tenho-as guardado sempre para me justificar a mim mesma, se me é possível...
Pede-me em todas que vá para Fontainebleau; chama-me sua esposa; jura que apenas juntos iremos ajoelhar-nos diante da avó, obter a sua indulgência...
Mil promessas !
E era sincero...
Que queres que te diga ?
A mamã uma manhã partiu com uma súcia para Baden.
Fiquei em Paris só, num hotel...
Tinha um palpite, um terror que Trevernes aparecia...
E eu só !
Estava tão transtornada que pensei em comprar um revólver...
Mas quem veio foi Mac-Gren.
E partira com ele, sem precipitação, como sua esposa, levando todas as suas malas.
A mamã de volta de Baden correu a Fontainebleau, desvairada e trágica, amaldiçoando Mac-Gren, ameaçando-o com a prisão de Mazas, querendo esbofeteá-lo; depois rompeu a chorar.
Mac-Gren, como um bebé, agarrou-se a ela aos beijos, chorando também.
A mamã terminou por os apertar a ambos contra o coração, já rendida, perdoando tudo, chamando-lhes «filhos da sua alma».
Passou o dia em Fontainebleau, radiante, contando «a patuscada de Baden», já com o plano de vir instalar-se no cotage, viver junto deles numa felicidade calma e nobre de avósinha...
Era em maio; Mac-Gren, à noite, deitou um «fogo preso» no jardim.
Começou um ano quieto e fácil.
O seu único desejo era que a mamã vivesse com eles sossegadamente.
Diante suas suplicas ela ficava pensativa, dizia:
«Tens razão, veremos !»
Depois remergulhava no torvelinho de Paris, de onde ressurgia uma manhã, num fiacre, estremunhada e aflita, com uma rica peliça sobre uma velha saia, a pedir-lhe cem francos...
Por fim nascera Rosa.
Toda a sua ansiedade desde então fora legitimar a sua união.
Mas Mac-Gren adiava, levianamente, com um medo pueril da avó.
Era um perfeito bebé !
Entretinha as manhãs a caçar pássaros com visco !
E ao mesmo tempo terrivelmente teimoso: ela pouco a pouco perdera-lhe todo o respeito.
No começo da primavera a mamã um dia apareceu em Fontainebleau com as suas malas, sucumbida, enojada da vida.
Rompera enfim com Trevernes.
Mas quasi imediatamente se consolou: e começou daí a adorar Mac-Gren com uma tão larga efusão de carícias, e achando-o tão lindo, que era ás vezes embaraçadora.
Os dois passavam o dia, com copinhos de cognac, jogando o besigue.
De repente rebentou a guerra com a Prússia.
Mac-Gren entusiasmado, e apesar das suplicas delas, correra a alistar-se no batalhão de Zuavos de Charete; a avó de resto aprovara este rasgo de amor pela França, e fizera-lhe numa carta em verso, em que celebrava Jeane d'Arc, uma larga remessa de dinheiro.
Por esse tempo Rosa teve o garrotilho.
Ela, sem lhe largar o leito, mal atendia ás noticias da guerra.
Sabia apenas confusamente das primeiras batalhas perdidas na fronteira.
Uma manhã a mamã rompeu-lhe no quarto, estonteada, em camisa: o exercito capitulara em Sédan, o imperador estava prisioneiro !
«É o fim de tudo, é o fim de tudo !» dizia a mamã espavorida.
Ela veio a Paris procurar noticias de Mac-Gren: na rua Royale teve de se refugiar num portão, diante do tumulto dum povo em delírio, aclamando, cantando a Marselhesa, em torno de uma caleche onde ia um homem, pálido como cera, com um cache-nez escarlate ao pescoço.
E um sujeito ao lado, aterrado, disse-lhe que o povo fora buscar Rochefort à prisão e que estava, proclamada a República.
Nada soubera de Mac-Gren.
Começaram então dias de infinito sobressalto.
Felizmente Rosa convalescia.
Mas a pobre mamã causava dó, envelhecida de repente, sombria, prostrada numa cadeira, murmurando apenas:
«É o fim de tudo, é o fim de tudo !»
E parecia na verdade o fim da França.
Cada dia uma batalha perdida; regimentos presos, apinhados em wagons de gado, internados a todo o vapor para os presídios da Alemanha; os prussianos marchando sobre Paris...
Não podiam permanecer em Fontainebleau; o duro inverno começava; e com o que venderam à pressa, com o dinheiro que Mac-Gren deixara, partiram para Londres.
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-554-05073">
MONEY 1               
O escritor Clive Cussler, autor das aventuras de Dirk Pitt, assinou um contrato de US$ 14 milhões com a Simon &amp; Schuster para a publicação de dois livros.               
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-201-05078">
Inscrição Consular
Os portugueses residentes no estrangeiro devem proceder ao seu registo ou inscrição no Consulado de Portugal, pois énecessário para a obtenção de qualquer documento.
A inscrição éum acto consular, pelo qual a identificação dos cidadãos nacionais fica a constar nos arquivos do posto consular em cuja área de jurisdição fixaram residência ou se encontram ocasionalmente.
Só poderá ser efectuada mediante a apresentação de B.I. válido de cidadão nacional.
No acto da inscrição éexigida a presença do cidadão nacional a inscrever .
Exceptuam-se os menores de 10 anos , os quais podem ser inscritos a pedido dos seus legais representantes, que têm que estar presentes, desde que seja produzida prova bastante de que os menores se encontram na área de jurisdição do posto consular.
O registo consular écomprovado por cédula ou certificado de inscrição ou por averbamento no passaporte do interessado. A cédula éválida por cinco anos.
A inscrição consular só pode ser feita se o interessado tiver nacionalidade portuguesa.
Documentos a apresentar
Bilhete de Identidade.
Passaporte (não obrigatório).
1 fotografia tipo passe, actualizada e a cores.
Cédula Pessoal, certidão de nascimento válida ou certificado de nacionalidade, emitidos pelos Serviços competentes portugueses, para os menores de 10 anos que não possuam Bilhete de Identidade.
OBS.:
Quando o impetrante não possua o B.I. válido poderá ser feita uma inscrição consular provisória mediante a apresentação de passaporte nacional válido.
Neste caso não poderão ser emitidos documentos para os quais seja necessário a apresentação de B.I.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-314-05081">
 Válber de líbero era esperança da torcida 
 Da Reportagem Local 

 O são-paulino José Navarro, 57, acreditava, antes do jogo de ontem, que a modificação tática executada pelo técnico Telê Santana, escalando Válber como líbero, seria positiva para o time do São Paulo . 


 "Tudo que o Telê faz dá certo . 


 "O Válber tem as características necessárias para atuar como líbero, porque se coloca bem e sabe sair para o jogo", disse o torcedor . 


 José Navarro só não apoiou a escalação de Palhinha desde o início ontem . 
  "Está faltando alguma coisa para ele estourar . 
  Há muito tempo não apresenta nada." 


 O são-paulino disse que preferia a entrada de Juninho no meio-campo . 


 "Ele é um grande craque . 
  Mas fica de arma secreta . 

 (MMo) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-02J-05088">
A aplicação dessas observações ao caso americano e às relações entre negros e brancos sugere uma nova maneira de conceituar os argumentos já conhecidos do «legado da escravidão».
Não se trata simplesmente de a questão da escravidão certamente ter tido efeitos duradouros sobre a cultura negra, nem mesmo dela ter exercido um amplo efeito negativo sobre a auto-confiança e auto-estima dos negros, mas mais especificamente de a experiência da escravatura ter desvirtuado e tolhido a evolução do algoritmo etnocêntrico que os negros americanos teriam desenvolvido no decorrer normal dos acontecimentos.

Os brancos fizeram tudo em seu poder para invalidar ou menosprezar cada sinal de talento, virtude ou superioridade entre os negros.
Eles tiveram que fazer isso se os escravos fossem superiores em qualidades que os próprios brancos valorizavam, onde estaria a justificativa moral para mantê-los escravizados?
E, assim, tudo o que os afro-americanos faziam bem teve de ser colocado em termos que menosprezassem a qualidade em questão.
Mesmo a simples tentativa de se documentar esse ponto deixa uma pessoa exposta a acusações de condescendência e, assim, os brancos de fato conseguiram cooptar os julgamentos de valor.
É ainda mais óbvio que é impossível falar abertamente sobre o superioridade de muitos atletas negros sem ser sujeito a acusações de que se estar sendo anti-negro de uma maneira enviesada.

Pela segunda vez desde quando começou a coordenar as ações no Rio, há duas semanas, o Exército mudou o nome das operações.

Agora, os oficiais envolvidos se referem sempre ao comando das ações como Centro de Coordenação de Operações de Combate ao Crime Organizado (Ccocco).

LINHAS								
Cinco linhas paralelas, de mais de 400 km cada, foram descobertas por cientistas australianos no sul do país.
Elas estão separadas por espaços de 80 km a 100 km .	
As linhas, invisíveis da superfície, foram detectadas através de dados de satélites.
Pesquisadores acham que as linhas podem ser falhas geológicas.
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<DOC DOCID="HAREM-00B-05108">
Geografia da Croácia
 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
 A Croácia situa-se entre a Europa central, meridional e oriental, porque o país tem uma forma bastante peculiar, que lembra um crescente ou uma ferradura. É esse o motivo de ter tantos vizinhos: a Eslovénia, a Hungria, a parte sérvia da Sérvia e Montenegro, a Bósnia-Herzegovina, a parte montenegrina da Sérvia e Montenegro e a Itália, do outro lado do Adriático.

O terreno é variado, contendo: 

planícies, lagos e colinas no norte e no nordeste (Croácia Central e Eslavónia, parte da planície da Panónia); 
montanhas densamente florestadas em Lika e Gorski Kotar, parte dos Alpes Dináricos; 
as costas rochosas do mar Adriático (Ístria, costa norte e Dalmácia). 
A Croácia tem uma mistura de climas. No norte e leste é continental, é mediterânico ao longo da costa e na região sul-central é de terras altas. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-962-05111">
 HISTÓRICO Esta seção traz de volta um pouco da longa história do DCC.
O DCC- Departamento de Cultura Científica do Centro Acadêmico Pereira Barretto (DCC/CAPB), órgão responsável pela representação e encaminhamento científico dos alunos da UNIFESP/EPM, fundado em 1937, atua junto aos alunos promovendo vários cursos extracurriculares, palestras, conferências e discussões de interesse à área médica.
Organiza o Prêmio "Pereira Barretto", importante e conceituada premiação anual de trabalhos científicos acadêmicos, o Congresso Acadêmico Paulista de Medicina (CAPM), cursos de computação, cursos de idiomas e Revista científica.
DCC - Como começou Os alunos sempre estiveram envolvidos na estruturação da Escola Paulista de Medicina.
Poucos anos após sua fundação as atividades estudantis se intensificaram.
O DCC surge em cinco de maio de 1937 graças ao apoio de professores e ao espirito virtuoso de acadêmicos que, no afã de realizar algo mais do que apenas seguir seus currículos, inauguraram uma história de trabalho, dedicação e abnegação.
Seus primeiros diretores foram os então acadêmicos Wladimir da Prússia Gomes Ferraz (Presidente), Arulemo Santos Novaes e Jair Xavier Guimarães (Secretários).
O DCC/CAPB iniciou seus trabalhos coordenando atividades extracurriculares como Cursos, Congresso Acadêmico e instituindo Prêmios Científicos, como o Prêmio Pereira Barreto, e organizando revista científica voltada para a divulgação de trabalhos produzidos por alunos da escola e por internos do Hospital São Paulo.
A revista foi denominada Medicina e Cultura e teve o seu primeiro número publicado em janeiro de 1939.
Atualmente, o DCC organiza o Congresso Acadêmico Paulista de Medicina, o Prêmio Pereira Barreto e, em média, 20 cursos de extensão universitária por ano, que contam com a presença de acadêmicos desta e demais instituições de ensino médico.
Temos aumentado a cada ano o reconhecimento de nossos cursos.

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<DOC DOCID="HAREM-42K-05112">
Não é o Estado que deve dizer se a matemática, a física ou a química são preferíveis à biologia, à geologia ou à informática. Esse assunto não interessa ao Estado, a única coisa que lhe interessa, desse ponto de vista, é que se garanta a liberdade académica, que se combata o isolamento entre as instituições, que se combata o isolamento entre as instituições científicas e a sociedade, o isolamento entre o país e o estrangeiro e que a qualidade científica, aferida pelos próprios investigadores, num quadro tão internacional quanto possível, seja garantida pelo poder regulador do Estado. A ideia de áreas científicas académicas prioritárias definidas pelo Estado é uma ideia que recuso em absoluto. Isto não significa que para lá desta política de base, de garantia absoluta de recursos financeiros para o desenvolvimento da investigação em todas as áreas científicas segundo critérios estritos de qualidade e de abertura, o Estado não defina objectivos de interesse público, problemas de interesse público, ou porque não há pessoas em Portugal ou instituições para o resolver e por isso é preciso criar . e essa criação é assim prioritária. É mais prioritário provavelmente investir naquilo que não temos em Portugal e que temos absolutamente de ter. Isso, em geral, custa até muito pouco dinheiro. E por outro lado, em áreas problemas de interesse público estratégico. O caso da língua portuguesa é provavelmente o mais evidente desses casos e o caso do processamento computacional da língua portuguesa, pelas razões que expus anteriormente, que são essencialmente razões ligadas ao desenvolvimento da sociedade de informação no mundo e das oportunidades de utilização social das tecnologias de informação, tem aí todo o seu lugar. 

Era isto que tinha para vos dizer. Há agora o problema do futuro. Os programas, os debates não se esgotam em reuniões, por mais participadas que elas sejam e por mais informadas que elas sejam. O trabalho que começou através do forum de discussão que foi lançado, através dos documentos de base que a Doutora Diana Santos colocou na Internet à discussão de todos . e desde já agradeço a todos aqueles que quiseram ao longo destes meses contribuir para o enriquecimento dessa base de dados e desses documentos . vai continuar. Esse trabalho tem de continuar como um elemento agora de base permanente do desenvolvimento do processamento computacional da língua portuguesa, é assim que entendemos dar prioridade a este desenvolvimento. Vamos manter em permanência durante os próximos anos esta área problema sob escrutínio. Existem algumas questões que vão exigir trabalho técnico aprofundado. É o problema da disponibilização e dos resultados da investigação anteriormente financiada. Entendemos que é indispensável clarificar este problema e vamos, portanto, encomendar que sejam analisados todos os trabalhos de investigação feitos e financiados por fundos públicos até agora, que seja verificado rapidamente o que é que foi produzido, o que é que não foi produzido. Não em qualquer sentido de inspecção ou de crítica a quem fez ou a quem não fez, mas pura e simplesmente para que a base de trabalho para trabalhos futuros possa ser disponibilizada e conhecida de todos. Para que os investigadores do sector, as empresas do sector possam saber com o que é que contam e não possam estar constantemente no escuro a tentar adivinhar como trabalhar nesta área. Vamos trabalhar abertamente com todas as empresas do sector: empresas nacionais e empresas estrangeiras. Não temos aqui qualquer preferência. Estamos abertos - e essa é uma declaração pública que queria transmitir-vos em nome do Estado - estamos abertos a receber propostas de qualquer empresa nacional ou estrangeira para trabalho de investigação e desenvolvimento em consórcio com investigadores nacionais ou instituições de investigação nacionais, no sentido de desenvolver produtos que sejam relevantes para o desenvolvimento da sociedade de informação em Portugal e para a defesa da língua portuguesa. 

E por último, gostava de apelar para os mais novos, para aqueles que estão hoje nas mais variadas formações de base, que nalguns casos já têm a ver com esta mesma área, noutros têm a ver com áreas conexas, que fazem pós-graduações, no sentido de apelar para eles próprios para que tomem, nesta fase da sua formação, se tal for possível, que tomem atenção não só ao desenvolvimento de competências técnicas específicas que têm de adquirir, competências científicas que têm de adquirir, mas que participem no debate de política científica que vai, em última análise, condicionar e marcar e construir as instituições em que vão trabalhar no futuro. Muito obrigado.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-532-05131">
Global One
 Gaste menos com a Internet Marcelo de Carvalho Pereira, diretor de suporte a vendas da Global One, reconhece que os custos dos links ainda são caros no Brasil, o que acaba refletindo no custo alto das mensalidades de provimento de acesso para os usuários finais.
Mesmo assim ele assegura que o custo com o backbone não é o que mais pesa para os provedores.
Segundo ele, o link ocupa de 20 a 40% do total do orçamento de um provedor de acesso.
"Mas, mesmo assim, ainda é pouco, perto dos gastos com sistemas de cobrança, linhas telefônicas fixas e até marketing", diz.
Marcelo tem números concretos para comprovar que sua teoria tem uma certa lógica.
É sabido que os provedores trabalham com uma margem de lucro bastante reduzida, isso porque um link de 2Megabits - um padrão no mercado - custa cerca de US$ 45 mil.
"Desse total, cerca de US$ 30 mil se dirigem apenas aos custos da Rede nacional, ou seja, quando o usuário acessa um site que fica localizado num servidor aqui no Brasil".
Cerca de 60% do tráfico Internet do Brasil inteiro é direcionado para os EUA, o que volta a encarecer o backbone.
A Embratel, apesar de privatizada, ainda detém cerca de 70% do mercado de Internet no país e mantém estratégias monopolistas o que encarece o acesso para os 40% que acessam sites apenas localizados no Brasil.
Apesar de toda a dificuldade, o diretor da Global One enxerga possibilidades de baixa no custo dos backbones e, consequentemente, no custo das mensalidades dos provedores de acesso.
Está sendo implantado um segundo cabo submarino, o Américas II, que partirá de Fortaleza, Ceará, diretamente para os estados Unidos e desafogará todo o tráfego Internet no Brasil com direção aos EUA.
A previsão é de que o Américas II esteja pronto para funcionar em setembro de 1999.
Outra alternativa de baixa dos preços, segundo Marcelo, passou a ser possível quando o consórcio formado pelas empresas National Grid, France Telecom e Sprint, ganhou a concorrência para ser a primeira empresa espelho da Embratel, o que garantirá competição nesse mercado.
(Internet BR) Mais informações para a imprensa: Mário Soma Comunicação Empresarial Assessoria de Imprensa da Global One BRASIL Mário Soma - jornalista responsável (MTB 20.054) Contato: Andréa Malta - Tel.
:(011) 864-5888 E-mail: msoma4@uol.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-71L-05145">
Com uma carteira de títulos obrigatória para o estudo da obra nemesiana -- «Vitorino Nemésio.A Obra e o Homem», ed. Arcádia, 1978, «Temas Nemesianos», ed. Angra, 1981, e «Vitorino Nemésio -- à Luz do Verbo», ed. Vega, 1988, além de ter prefaciado vários livros para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, que está a publicar as Obras Completas --, Martins Garcia encontrou-s pela primeira vez com Vitorino Nemésio num exame. 
Foi em 1960, na Faculdade de Letras de Lisboa. 
 
Actualmente a leccionar Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa na Universidade dos Açores (doutorou-se, em 1985, com a tese «Fernando Pessoa: `Coração Despedaçado'»), tem sido -- a par de David Mourão-Ferreira, António Manuel Machado Pires, Fátima Morna e Maria Margarida Maia Gouveia -- um dos investigadores que mais tem contribuído para que Nemésio não caia no esquecimento. 
 
Contactado pelo PÚBLICO, o médico confirma ter entregue os medicamentos «a um senhor que se calhar facilitou e despejou [ o lixo ] de qualquer maneira». 
Esta é, para David Paiva, uma justificação suficiente para não se considerar «directamente responsável» pela situação criada. 
Mesmo depois de ter sido informado que, ao início da tarde de ontem, o PÚBLICO observou três crianças -- o António, de 8 anos, o Tiago, de 12 anos e o Luís, de 10 anos --, todos residentes no bairro camarário da Pasteleira a brincar no meio do lixo. 
«Estávamos só a mexer nas latas. 
Não tocamos nos remédios» afirmou Luís. 
Mas o Bruno, de 10 anos, e também residente no Bairro da Pasteleira, revelou que o lixo «tinha lá umas seringas que depois pusemos a arder». 
 
Apesar da evidência do perigo, David Paiva, limita-se a notar que «não se tratam de lixos do tipo hospitalar. 
São coisas secas que já estão fora da validade». 
Mas para o responsável pelos Serviços de Fiscalização da Câmara do Porto, José Adriano, os produtos encontrados «representam sempre perigo, mesmo que não estejam no prazo de validade». 
Esta versão diverge da do clínico responsável pelo despejo dos medicamentos junto à urbanização de São João da Foz: 
«São coisas que já estão de tal maneira fora de validade que já não têm acção farmacológica». 
Ou seja, podem não cumprir o fim para o qual são indicadas mas não deixam, por isso, de constituir perigo se forem ingeridos. 
«Penso que não porque o tempo também desactiva os medicamentos», remata, sem certezas, o médico. 
 
Luís Afonso -- Quando comecei a fazer o Bartoon, em 1993, tinha essa angústia. 
Mais do que isso, vivia aterrorizado com o facto de ter de arranjar uma ideia todos os dias. 
Hoje vivo em paz com esta relação. 
 
P.-- Criaste condições para isso, já que vives em Serpa. 
Rodeaste-te de algum material especial, como foi? 
 
Spielberg «mostra» holocausto 
O cineasta americano Steven Spielberg apresentou na quinta-feira, em estreia mundial, num pátio de Liceu Sophie Charlotte, em Berlim, na presença de uma plateia de jovens alunos impressionados e atentos, um documentário bastante emotivo sobre os sobreviventes do holocausto, um CD-Rom, intitulado «O Futuro da Educação». 
«É uma maravilha estar aqui convosco» disse o autor da «Lista de Schindler», que foi agraciado com a Grande Cruz de Mérito, a mais alta distinção alemã. 
 
Porque o «debate» foi um pantanal de lugares-comuns e de manobras de diversão, no qual os oradores, em vez de encararem objectivamente a realidade dos factos, procuraram, antes de mais, a minimização do papel dos outros. 
Até o moderador do debate contribuiu para o arraial, dando ares de perdição que sugeriam a imagem dos negociadores comunitários face à impossibilidade de um cessar-fogo na Bósnia. 
«E a quota do tomate», perguntou, a dada altura do caos em que se transformou a discussão sobre uma reforma que apenas contempla os sectores das culturas arvenses, do leite, da carne bovina e do tabaco. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-72C-05155">
Além disso, a proposta terá como resultado grandes economias para todos os nossos cidadãos. Quero salientar o importante contributo do Parlamento na segunda leitura, em especial da Comissão da Energia, para melhorar ainda mais o texto e permitir a formulação de uma directiva equilibrada. Todavia, não devemos esquecer que o tempo é um factor muito importante para se conseguir a redução das emissões de dióxido de carbono. E esta proposta deverá entrar em vigor o mais rapidamente possível, para podermos obter alguns resultados até ao ano 2000.

Tivemos recentemente a oportunidade de ver no seio da Comissão da Energia que existem muitos compromissos políticos a nível da União, mas, quando as directivas e as propostas concretas chegam à fase final da tomada de decisões, então regista-se uma enormidade de atrasos. Diria que é bom lembrarmos isto também agora, ao apreciarmos esta directiva, e amanhã, quando a votarmos, e não permitirmos mais atrasos, porque aquilo que poderia tornar credível tanto o Parlamento como os órgãos institucionais da União, é a possibilidade de dispormos de uma directiva, de a aplicarmos para termos resultados concretos até ao ano 2000.

Como vos recordareis, após a primeira leitura, a Comissão, com a sua proposta modificada, seguiu a exortação feita pelo Parlamento no sentido de reforçar a proposta inicial. É por isso que a posição comum se apresenta muito reforçada em relação à nossa proposta inicial. A Comissão pensa que a posição comum constitui agora o equilíbrio certo entre a protecção do ambiente, a protecção dos consumidores e, evidentemente, os interesses dos fabricantes. Por isso a subscrevemos.

No que se refere às alterações propostas, a alteração nº 1 é uma alteração extremamente importante, uma vez que se refere à institucionalização da segunda fase. A Comissão defende desde o início que se impõe uma abordagem dinâmica, com uma segunda fase de medidas que entrarão em vigor cinco anos depois da publicação da directiva. A Comissão congratula-se igualmente pelo facto de o Parlamento se posicionar a favor dos acordos voluntários que irão ser aplicados na segunda fase. E isso reflecte-se na posição comum. Todavia, de acordo com a recomendação formulada pelos nossos peritos no seu estudo alargado, é impossível determinar, de momento, qual será o nível de rendimento em termos técnicos e económicos. A Comissão considera que é importante avaliar as condições económicas e técnicas no momento em que entrar em vigor o primeiro nível e, em seguida, fixar o segundo nível de melhoria do rendimento. Por conseguinte, a Comissão pode aceitar o princípio formulado na alteração nº 1, mas não pode aceitar o texto proposto em que se refere uma melhoria quantitativa do rendimento. Não dispomos dos elementos necessários e é extremamente prematuro aceitarmos uma alteração destas.

Em vez da referência a um nível concreto de melhoria do rendimento, a Comissão poderia aceitar a expressão «uma melhoria significativa» - uma formulação que poderia também ser aceite pelo Conselho e, por conseguinte, daria a todos nós a possibilidade de acelerarmos a aprovação final da proposta. E creio que a questão política que se coloca a todos nós é precisamente esta: acelerarmos o processo de aprovação desta proposta.

A alteração nº 2, que diz respeito ao período de adaptação à primeira fase, pode ser aceite pela Comissão. E congratulo-me porque os três órgãos institucionais estão de acordo quanto aos 15 % de melhoria do rendimento durante a primeira fase, o que representa um reforço claro da proposta inicial.

No que respeita à alteração nº 3, trata-se de uma questão meramente técnica que já foi debatida pormenorizadamente na Comissão da Energia e não gostaria de trazer hoje a debate esta questão. Mas, tal como foi confirmado pelos peritos, pelo menos no que se refere aos frigoríficos-congeladores de 4 estrelas, tais coeficientes são tecnicamente justificados. Por isso nos congratulamos pelo facto de o Parlamento os ter aceite e quero declarar que a Comissão pode aceitar esta alteração.

A alteração nº 4 relativa à nova edição da Norma Europeia EN 153 de Julho de 1995 também pode ser aceite pela Comissão.

A alteração nº 5, proposta pelo deputado Malerba, sobre o artigo 8º relativo à introdução da segunda fase, aproxima-se muito da posição comum. A única diferença está no aditamento da frase «melhoria significativa». Esta alteração poderia ser aceite pelo Conselho, e além disso poder-se-ia evitar o processo de conciliação. Por esse motivo, a Comissão é a favor dessa alteração.

Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, para terminar, gostaria de pedir ao Parlamento que aprove as alterações que irão permitir a rápida adopção desta proposta. Trata-se da questão mais importante com que nos defrontamos, se realmente queremos contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono até ao ano 2000. Por isso, temos que avançar rapidamente.

Quero agradecer-vos e quero agradecer de um modo especial ao senhor deputado Macartney pelo seu contributo positivo para a melhoria e defesa desta proposta.

Está encerrado o debate.

A votação terá lugar amanhã, às 12H00.

Transporte marítimo de curta distância
Segue-se na ordem do dia o relatório (A4-0167/96) do deputado Sindal, em nome da Comissão dos Transportes e do Turismo, sobre a comunicação da Comissão (COM(95)0317 - C4-0297/95) relativa ao desenvolvimento do transporte marítimo de curta distância - perspectivas e desafios.

Senhor Presidente, tal como os meus colegas, eu quero felicitar a iniciativa da Comissão nesta área. A Comissão dos Transportes tem, nestes últimos anos, tratado de muitos assuntos do âmbito da navegação, particularmente no domínio da segurança. Chegámos agora ao capítulo que se chama o desenvolvimento futuro do transporte marítimo. Apesar de o objecto deste relatório ser apenas uma comunicação, é contudo um prazer poder apresentar um produto que complementa esta iniciativa.

Pudemos igualmente verificar, na comissão, que o Conselho tem uma posição favorável em relação a esta matéria. Infelizmente, as coisas nem sempre correm da forma desejada - como o padre prega na igreja, como dizemos na Dinamarca. Vai - se me permitem citar as palavras de Pusjkin - uma grande distância das palavras aos actos. Estamos longe da meta sobre a qual tanto falamos e escrevemos: do transporte marítimo de curta distância como uma parte integrante da rede europeia de transportes. Sim, porque é do conhecimento de todos o modo como está a decorrer o processo de conciliação. Precisamente neste momento trava-se uma disputa no Luxemburgo. É por isso que esta sala está só meio cheia, pois os meus colegas estão a lutar justamente no sentido de conseguir que o Tratado de Maastricht funcione também nesta área, mas o desejo de criar um sistema coerente de transportes na Europa é, porventura, mais difícil de realizar do que uma política de defesa e de segurança comum. Mas deixemos isso. Passemos ao relatório.

Existem dois pontos principais que são particularmente relevantes. E estes dois pontos são relevantes se quisermos incentivar a navegação nas águas europeias. Se quisermos incentivar aquilo a que hoje designamos por short sea shipping , ou seja, o transporte marítimo de curta distância. Neste contexto, temos de ter em consideraração as estruturas portuárias e tudo o que se relaciona com elas. E tem também de ser considerarada a concorrência entre as diversas formas de transporte. Ambos os aspectos serão afectados por todas as posições e pareceres que surgirem neste contexto e também no âmbito do relatório. Isto é largamente do conhecimento da Comissão e do Conselho.
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<DOC DOCID="HAREM-102-05162">
Brasil Telecom
 Em termos tecnológicos, os próximos anos enfatizarão fortemente a convergência dos serviços de voz, dados e imagem sob uma mesma plataforma, o que caracterizará um novo substrato na rede de telecomunicações.
Tais serviços de banda larga serão o principal diferencial competitivo para a telefonia fixa em relação à telefonia móvel.
Assim sendo, a rede de acesso deverá ser fortemente opticalizada e dotada de nós multisserviço que privilegiarão o provisionamento de soluções de banda larga para o mercado corporativo.
Para o segmento residencial, as soluções tipo ADSL deverão se multiplicar, norteadas pelo crescimento explosivo da demanda por acessos à Internet.
Em conseqüência, o protocolo predominante deverá ser o IP, com toda a gama de serviços associados, como o e-commerce, e-business, VoIP e outros, transportados por uma rede ATM robusta que garantirá os Service Level Agreements demandados pelo mercado.
SUPERVIA DIGITAL, 8.600 KM DE FIBRA ÓPTICA A 16 de dezembro de 1999, a Brasil Telecom concluiu a construção de sua Supervia Digital (backbone).
Com extensão de 8.600 quilômetros, a rede entrou em operação em 7 de janeiro de 2000 e é formada por anéis de cabos ópticos com 36 fibras nas faixas de domínio das rodovias federais, estaduais e municipais, atravessando o Distrito Federal e os estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
Os 3.600 quilômetros finais foram concluídos nos últimos quatro meses de 1999, em tempo recorde.
A Supervia Digital transmite voz, dados, Internet e imagem de alta definição, permitindo cerca de 540 mil ligações simultâneas.
Em caso de interrupção em um trecho, as ligações são automaticamente redirecionadas para outra rota.
Esta rede permite à empresa total independência na infra-estrutura de longa distância nos locais por onde passa e representa uma economia anual de R$ 12 milhões, após pagamento dos direitos de passagem.
Em 2000, as obras da Supervia Digital continuam nos estados do Acre e Rondônia, com o objetivo de atingir 9.900 quilômetros de extensão.
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<DOC DOCID="HAREM-22B-05170">
08 Setembro, 2004 - Publicado em 16:10 GMT

Guiné-Bissau
Considerado em tempos como um potencial modelo para o desenvolvimento do Terceiro Mundo, a Guiné-Bissau é agora um dos países mais pobres do mundo.

As condições de saúde e os índices de mortalidade infantil, a esperança de vida e a literacia são fracos mesmo pelos padrões da África Ocidental.

A acrescentar a isto, o país passou por uma amarga guerra civil nos finais dos anos 1990 em que milhares foram mortos, feridos e deslocados.

BREVE HISTÓRIA

A Guiné-Bissau conquistou a independência de Portugal em 1974 depois de uma longa luta conduzida pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de esquerda. Durantes os seis anos que se seguiram à independência o líder Luís Cabral presidiu a uma economia planificada.

Em 1980 foi derrubado pelo seu chefe do exército, João Bernardo Vieira, que o acusou de corrupção e má gestão. Vieira dirigiu o país para uma economia de mercado e um sistema multipartidário, mas foi acusado de corrupção e autocracia. Em 1994 foi eleito presidente nas primeiras eleições livres da Guiné-Bissau.

Quatro anos mais tarde foi derrubado depois de demitir o chefe do exército, provocando assim uma grave guerra civil. A guerra eventualmete terminou depois de uma mediação estrangeira ter levado a uma trégua, vigiada pelos observadores de paz da África Ocidental, e a eleições livres em Janeiro de 2000.

Kumba Yalá venceu as eleições e herdou um país com uma dívida externa maciça e uma economia que assenta pesadamente na ajuda externa. Ele foi derrubado num golpe sem sangue em Setembro de 2003.

FACTS

População: 1,5 milhões (ONU, 2003)
Capital: Bissau
Línguas principais: Português (oficial), crioulo, línguas africanas
Religiões principais: crenças indigenas, islão, cristianismo
Esperança de vida: 44 anos (homens, 47 anos (mulheres) (ONU)
Unidade monetária: 1 CFA (Comunidade Financeira Africana) = 100 cêntimos
Exportações principais: Castanha de cajú, camarões, amendoim, noz de palma, madeiras
Rendimento médio anual: US $160 (Banco Mundial, 2001)
Domínio internet: .gw
Código telefónico internacional: +245

LÍDERES

Presidente interino: Henrique Rosa
 
Henrique Rosa 

Henrique Rosa foi escolhido pelas autoridades militares para ser o chefe de Estado até que se possam realizar novas eleições depois do golpe que depôs Kumba Yalá em Setembro de 2003.

Empresário, cujo único envolvimento anterior na política tinha sido a presidência da Comissão Nacional de Eleições nas primeiras eleições livres em 1994, foi com alguma relutância inicial quie Rosa aceitou o cargo de presidente interino.

Ele foi convencido a assumir o posto pelo bispo católico de Bissau, José Camnaté, que chefiacva a comissão nomeada pelos militares para ajudar a estabelecer um governo civil de gestão.

Contrariamente a Kumba Yalá e ao grosso das forças armadas da Guiné-Bissau que pertencem ao grupo étnico balanta, Rosa é de raça mista - um trunfo possível nos esforços para unir o país durante o período pós-golpe.

Rosa disse pouco depois de assumir o cargo que esperava ser um "garante da justiça, liberdade e paz" para o povo da Guiné-Bissau.

MEDIA

Os media estatais praticam a auto-censura e raramente põem em causa ou criticam as políticas do governo.

Um pequeno número de estações de rádio privadas operam, a juntar à rádio nacional estatal.

Há alguns jornais privados, mas a falta de um cenário vibrante de media independentes poderá dever-se mais a constrangimentos financeiros do que à interferência do governo.

A pressão económica sobre os jornais é elevada devido aos custos de impressão na Imprensa Nacional.

Press

No Pintcha - jornal estatal
Correiod e Bissau - jornal privado
Fraskera - jornal privado
Banobero - jornal privado

Televisão

Rádio Televisão da Guiné-Bissau (RTGB) - estatal, a única estação TV do país
RTP África - lançada em 1997 pela portuguesa RTPI em cada uma das antigas colónias de Portugal; dirigida por gestores locais mas com estúdios e infratestruturas financiadas pelo governo português.

Rádio

Rádio Nacional - emissora nacional
Rádio Mavegro - rádio comercial privada, passa alguns programas do Serviço Mundial da BBC
Rádio Pidjiguiti . rádio comercial privada
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<DOC DOCID="HAREM-331-05173">
Casamento
Casamento
Formalidades
Os portugueses residentes no estrangeiro que pretendem casar (ou um português que pretenda casar com um estrangeiro), poderão solicitar ao Consulado ou Secção Consular da área da sua residência que realize ou registe o seu casamento. Em consequência, o respectivo Assento será lavrado por inscrição, se for efectuado perante o agente consular, ou por transcrição, se tiver sido realizado perante sacerdotes católicos ou perante as autoridades locais do registo civil do país em causa.
Casamentos celebrados pelo agente consular
O Posto Consular competente éo da área de residência de ambos os nubentes ou só de um deles, se residirem em áreas diferentes, sendo obrigatória a organização de um processo preliminar de publicações .
Casamentos transcritos pelo agente consular
Quando o casamento écelebrado perante as autoridades locais competentes, pode ou não ser precedido de um processo preliminar de publicações. Neste caso o agente consular não poderá proceder àsua transcrição sem que antes organize " àposteriori" o respectivo processo, e vigorará o regime imperativo de separação de bens, ficando prejudicada qualquer convenção antenupcial que os nubentes tenham eventualmente outorgado. OBS:
A legislação interna de alguns países poderá limitar ou impedir a aplicação destas medidas.
Normas a observar para o casamento
Os nubentes deverão apresentar no Consulado da área da sua residência os documentos exigidos por lei e solicitar a organização do processo preliminar.
Iniciado o processo, o Consulado afixará editais anunciando a pretensão dos nubentes de contraírem casamento.
No final da organização do processo preliminar será lavrado um despacho final que, sendo favorável, servirá de base àemissão pelas autoridades consulares do certificado de casamento.
Documentos a apresentar
Certidão de nascimento de cada um dos nubentes (mod. 723).
Bilhete de Identidade/Passaporte de cada um dos nubentes;
Os nubentes de nacionalidade estrangeira deverão apresentar também um certificado de estado civil e nacionalidade;
Documento comprovativo da sua residência nesse país, com indicação da data de início.
Certidão de casamento, no caso de registos por transcrição.
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<DOC DOCID="HAREM-202-05174">
Hanna e suas filhas
 Hanna e suas filhas Marianne Fredriksson Tradução: Myriam Campello 312 páginas R$ 28,10 "Este é um daqueles livros que prendem o leitor da primeira à última página.
Marianne Fredriksson consegue, com raro brilhantismo, retratar a vida rural em fins do século XIX.
O leitor acompanha, sem fôlego, a vida de três mulheres e a descrição convincente e emocionante de seus destinos.
" Odenburgische Volkszeitung Num texto em que poesia e emoção se combinam com rara sensibilidade, Mariane Fredriksson narra em "HANNA E SUAS FILHAS", lançamento da Objetiva, a saga de três gerações de mulheres de uma mesma família - Anna , uma escritora de 53 anos;
a mãe dela, Johana, e a avó materna, Hanna .
Estocolmo, 1990.
Anna acaba de chegar do hospital onde sua mãe está à beira da morte.
Deprimida, vagueia pela casa dos pais, recordando cenas da infância.
O afeto, os sonhos e medos infantis, a certeza de que o mundo era seguro porque havia o afago sereno ao alcance de qualquer olhar.
Tanto tempo, tanto...
As lembranças a envolvem, frágeis cristais que logo se estilhaçam diante da realidade - Anna cresceu e sua mãe morre num hospital.
Ela remexe gavetas, armários, tentando recuperar um pouco do que o tempo se encarregou de levar.
Encontra uma foto com a imagem de Hanna.
Recorda-se da figura assustadora e taciturna da avó e surpreende-se ao descobrir no rosto da velha senhora suas próprias feições.
Ela percebe que está descobrindo uma mulher diferente daquela que guardara em sua memória.
Hanna - personagem essencial da saga de sua família, sobre quem ouvira sua mãe contar tantas histórias.
Hanna, com sua força assombrosa, capaz de caminhar quilômetros carregando sacos pesadíssimos nas costas.
Hanna que experimentara o sabor amargo de crescer na Suécia da virada do século.
A jovem Hanna que fora brutalmente estuprada por um primo.
Hanna que nunca mais pôde confiar plenamente num homem e legou esta herança à sua família e também à neta...
Marianne Fredriksson nasceu na Suécia, em 1927.
Trabalhou como jornalista até 1988 quando passou a se dedicar à literatura.
É autora de dez romances, incluindo "Hanna e Suas Filhas", traduzido para 32 línguas, publicado em mais de 100 países, e eleito Livro do Ano na Suécia em 1994 e na Alemanha em 1997.
Ficção
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<DOC DOCID="HAREM-83B-05186">
Forte de Cabo de Rama

O forte de Chaporá deve ser dos mais lindos e atmosféricos em Goa. Situado no Cabo de Rama, uma ponta terrestre no sul de Goa, oferece uma fantástica vista sobre a costa. Em dias de bom tempo pode-se ver até uma distância de dezenas de quilómetros, até Karwar que fica no estado de Karnataka. Em mau estado de conservação, vale contudo pela sua localização isolada e também pelos antigos canhões portugueses que ainda aqui jazem.  As suas muralhas são de grande espessura e no seu interior existe uma pequena capela. A entrada consiste num edifício deste século, provavelmente construído pelos militares portugueses antes de 1961. À frente do forte, no parque de estacionamento há um pequeno cruzeiro dedicado em português a um goês enfermeiro falecido.

História

Esta fortaleza passou para o domínio português em 1763 durante o governo do vice-rei D. Manuel de Saldanha e Albuquerque, 1º Conde da Ega. Originalmente era uma fortificação mourisca, com 15 baluartes e um fosso do lado terrestre. No século XIX ainda havia aqui 21 peças de ferro. Este lugar era conhecido como sendo muito saudável e próprio para a convalescença de doenças. Tem duas nascentes de água potável, ainda hoje existentes, de diferentes temperaturas. Também existe um pequeno lago. Já no século XIX tinha perdido a sua importância militar e os cerca de 30 militares aqui estacionados nesse período limitavam-se a impedir o contrabando nas praias vizinhas.
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<DOC DOCID="HAREM-765-05192">
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-211-05193">
Seixal venceu pela 1ª vez
A 2ª jornada do Campeonato Nacional de Clubes reservou uma surpresa muito agradável: o Seixal Surfing Clube conquistou pela primeira vez a vitória na prova. Fruto não de um desempenho de uma estrela, mas sim de um grupo de atletas muito coeso e motivado o Seixal, celebrou no Minho este resultado que entra para a história não só do Clube como também do Surf nacional.
Pedro Madeira em Surf e Miguel Tavares em Bodyboard foram os "papa-pontos" da equipe, mas os outros elementos não desiludiram e juntos somaram pontos suficientes para garantir a vitória na jornada em absoluto, em Surf, e o 2º no Bodyboard.
Em Surf os cinco primeiros clubes ficaram separados por apenas 150 pontos!!!! Sendo que o Salgueiros e o Porto bem se podem queixar da sua própria equipa. O Salgueiros foi 4º com apenas 3 atletas, é difícil compreender uma falta de comparência numa equipa como esta, já a equipe do Porto, apesar de conquistar a vitória individual através do fenómeno João Guedes (ainda júnior) os restantes elementos foram eliminados precocemente e comprometeram a pontuação da equipe. O Técnico mais uma vez regular, conquistou a 3ª posição, mas a grande surpresa veio da Foz do Mondego, que na 1ª jornada nem pontuou no Surf, terminou desta vez num agradável 2º posto.
No Bodyboard o Porto colocou os quatro atletas bem posicionados e levou a taça com autoridade. Seixal conquistou um confortável 2º lugar e só a luta pelo 3º foi renhida levando a melhor Aveiro sobre o Salgueiros, que mais uma vez só se pode queixar de si próprio, depois de conquistar a vitória individual através de Rui Ferreira, os outros dois elementos contribuíram muito pouco e ficou a faltar o quarto competidor!!!
Feitas as contas finais o Seixal Surfing Clube alcança uma vitória histórica, seguido de um não menos surpreendente Foz do Mondego e em 3º o Clube de Surf do Porto que terminou com os mesmos pontos que o Seixal, mas foi vitima de uma muito contestada penalização pela falta de Juiz do clube. A equipa da casa (Viana) terminou no 6º posto.
O Nacional de Clubes continua em Agosto na cidade de Aveiro.
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<DOC DOCID="HAREM-72C-05195">
Em particular para os países do ex-Bloco de Leste, e para a China, o aumento da segurança das suas centrais nucleares desempenha um papel importante. Mas um novo acidente como o de Chernobil também pode ser extremamente perigoso para nós. Por isso, tanto por motivos de solidariedade, como por questões da nossa própria segurança, somos obrigados a aplicar e alargar os nossas possibilidades e conhecimentos sobre a prevenção de avarias.

Mas é intolerável que, por esta via, se force de maneira dissimulada ou às claras o aumento da utilização de energia nuclear. Na verdade, são muitos aqueles que defendem o abandono desta tecnologia que, por princípio, não se consegue dominar, e nós queremos entrar na era da energia solar. Por isso devia ficar claro que o apoio à investigação europeia não deve prestar-se ao desenvolvimento de novas linhas de reactores, mas promover exclusivamente o aumento da segurança de centrais nucleares já existentes, incluindo a remoção dos resíduos radioactivos. Mas esse é o limite do aceitável, e mesmo isso nos custa a aceitar, porque também as reparações técnicas para efeitos de segurança também acabam por favorecer estruturalmente o prosseguimento da exploração dessas perigosas centrais nucleares. Por princípio, essas reparações irão prolongar em mais de 40 anos a duração convencionalmente prevista em termos técnicos e de materiais.

Quanto à Europa Central e Oriental, o efeito de pingue-pongue que a seguir descrevo vai desempenhar um papel especial de que à primeira vista não nos apercebemos: por causa da carência crónica de divisas nestes países, as reparações vão ser financiadas através dos chamados negócios de contrapartida. Será refinanciado, por exemplo, não só a opção de Sosnovy Bor pela nova tecnologia nuclear, como será igualmente impedido que, por exemplo, a central nuclear alemã de Grafenrheinfeld seja encerrada. Peço-vos, portanto, minhas Senhoras e meus Senhores, porque é preciso impedir esta opção de prosseguimento da exploração, quase jurídica e legalmente processável, que subscrevam as alterações nºs 53, 54 e 62, à semelhança da maioria do meu grupo político.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, antes de mais, gostaria de agradecer, pelo trabalho realizado, ao senhor deputado Linkohr - impedido de estar entre nós, e a quem desejo um rápido restabelecimento - e aos membros da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, senhores deputados Desama, van Velzen, Ferber, Collins e senhora deputada Ahlquist, bem como aos membros da Comissão dos Orçamentos, da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial, da Comissão dos Transportes e do Turismo, da Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Defesa do Consumidor e da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação e os Meios de Comunicação Social.

Muitos foram os deputados que se mobilizaram para discutir a proposta da Comissão de complemento financeiro ao Quarto Programa-Quadro de Investigação (1994-1998). O resultado é um projecto de resolução equilibrado e construtivo, que deverá contribuir para a qualidade do debate entre as instituições e facilitar esta decisão.

Não reterei a vossa atenção durante mais tempo do que o necessário. Tendo em conta a importância do tema, gostaria, porém, de fazer algumas observações acerca de vários pontos. Vou, pois, recordar-vos o contexto da proposta de complemento financeiro da Comissão; em seguida, comentarei alguns pontos do relatório preparado pelo senhor deputado Linkohr para a Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia; finalmente, dar-vos-ei conta da posição da Comissão relativamente às diversas alterações propostas, explicitando as razões por que as aceitamos ou recusamos.

Comecemos, pois, pelo contexto. Recordo-vos que o princípio da atribuição de um complemento financeiro para o Quarto Programa-Quadro está previsto na decisão de adopção deste último; o senhor deputado Desama disse-o, aliás, claramente, há momentos. Esse complemento é diferente, por natureza, do ajustamento técnico que teve lugar no ano passado, depois da adesão de três novos Estados à União. Corresponde a um compromisso político do Conselho e do Parlamento no sentido de adaptar o Quarto Programa-Quadro, em caso de necessidade, às evoluções ocorridas após o seu lançamento. Foi uma decisão sensata. Dado ter sido lançado há mais de dois anos, o Quarto Programa-Quadro não corresponde a todas as necessidades que se manifestam actualmente.

Enquanto aguardamos o Quinto Programa-Quadro, cuja implementação não terá lugar antes de 1999, a possibilidade desse complemento proporciona-nos uma oportunidade única para melhorar a resposta dada pela investigação comunitária às necessidades da sociedade. Essas necessidades manifestam-se com maior clareza em certos domínios. A Comissão optou, assim, por concentrar esforços em algumas prioridades. A Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia e as outras comissões consultadas deram o seu acordo quanto ao princípio dessa selecção, que tem em conta as expectativas sociais particularmente fortes, a perspectiva da criação de postos de trabalho e, pelo menos, da sua conservação.

As prioridades evoluem. O senhor deputado Adam referiu a investigação sobre a BSE. Desejo precisar, de passagem, que foi um programa comunitário de investigação que permitiu que uma equipa de Edimburgo estabelecesse a ligação provável entre a doença de Creutzfeldt-Jakob e a das vacas loucas.

O excelente relatório do senhor deputado Linkohr menciona nomeadamente duas questões, sobre as quais gostaria de me debruçar. A primeira é a recomendação para melhorar os métodos e as técnicas de gestão dos programas. Sei que esta questão preocupa muitos de vós. Também partilho essa preocupação, aqui referida, nomeadamente, pela senhora deputada Quisthoudt-Rowohl. Apesar dos progressos realizados no decurso dos últimos anos, ainda é possível e necessário fazer melhorias neste plano.

Para avançar nesse direcção, realizar-se-á muito em breve um seminário que reunirá os responsáveis da Comissão e os representantes da comunidade científica e do mundo industrial. Permiti-me que tranquilize aqueles de vós que se inquietam que as pequenas e médias empresas não estejam suficientemente presentes nos programas; esse seminário tem igualmente por objectivo facilitar o seu acesso aos programas de investigação, como vários de entre vós, e nomeadamente a senhora deputada Plooij-Van Gorsel, pediram já.

O segundo ponto diz respeito ao balanço da execução do Quarto Programa-Quadro. Esta questão, que foi objecto de uma das alterações, é também amplamente referida no relatório do senhor deputado Lange sobre o relatório anual de 1995, de acompanhamento do programa-quadro, que ireis discutir no próximo mês.

Como já tive ocasião de comunicar aos membros da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, os serviços da Comissão estão a preparar um documento global sobre o estado de execução do Quarto Programa-Quadro, que será muito em breve posto à disposição do Parlamento.

De maneira geral, sou muito sensível ao desejo do Parlamento de estar estreitamente associado à preparação e à implementação das iniciativas da União em matéria de investigação. Posso anunciar-vos que a Comissão apresentará, daqui até ao fim do ano, um primeiro documento político sobre o Quinto Programa-Quadro, indicando as grandes orientações que tenciona dar à sua proposta formal, no início de 1997. A publicação deste documento nesse estádio dará ao Parlamento a oportunidade de se pronunciar suficientemente cedo para enriquecer ou inflectir as orientações propostas.

Como combinado, comunico-vos agora a posição da Comissão sobre os diversos projectos de alteração à sua proposta.

Regra geral, a Comissão aceita todas as alterações que introduzem precisões úteis ou contribuem para reforçar a sua proposta. Estão neste caso a alteração nº 9 (última parte), sobre a necessidade de uma repartição indicativa dos 700 milhões de ecus; as nº 15, 16 e 39, sobre os diferentes aspectos das actividades no domínio dos multimédia, bem como, mediante algumas reformulações, as nº 1, 2, 3, 6, 11 e 12, sobre as modalidades de acção das task forces , ou as questões de apresentação do complemento.

Relativamente à alteração nº 2, em especial, a Comissão está disposta a fazer referência à sua proposta de revisão das perspectivas financeiras, mas sem associar, todavia, a decisão sobre o complemento à adopção definitiva daquela.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-242-05205">
Revista Engenharia Agrícola
 Engenharia Agrícola Jaboticabal, v.
17, n.
1, p 1-124, set.
1997 NOSSA CAPA A atual Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) encontra-se localizada na Fazenda Experimental Lageado, fazendo parte do Câmpus Universitário de Botucatu, UNESP.
Como Unidade Autônoma, foi instituída em 1976 por meio da Lei Estadual 952 que criou a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP, como resultado do agrupamento dos antigos Institutos Isolados do Estado de São Paulo.
Contudo, originalmente, fazia parte da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (FCMBB) na qualidade de Setor de Ciências Agronômicas que oferecia o Curso de Agronomia.
O início de suas atividades se deu em 24 de maio de 1965, quando foi oferecido para a sua primeira turma, formada por 20 alunos.
Paralelamente ao Curso de Graduação em Agronomia, com 80 vagas anuais, foi também implantado, em 1987, o Curso de Graduação em Engenharia Florestal, que oferece outras 20 vagas.
A duração de ambos é de 5 anos.
A Residência em Ciências Agrárias é outra atividade de ensino desenvolvida pela FCA e destinada a Engenheiros Agrônomos e Florestais.
As atividades de pós-graduação tiveram início em 1982 com a criação do Curso de Pós-Graduação em Agronomia, formado, hoje, pelas Áreas de Concentração em Agricultura, Energia na Agricultura, Horticultura, Irrigação e Drenagem e Proteção de Plantas.
Todas as referidas Áreas contam com programas em níveis de Mestrado e Doutorado, nos quais já foram defendidas, até março de 1997, 326 dissertações e 138 teses.
Ao lado dos 9 Departamentos que compõem a FCA, encontra-se, ainda, implantados na Fazenda Experimental Lageado, o Centro de Raízes Tropicais
(CERAT), o Pólo Computacional (CINAG), a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), o Museu do Café do Lageado e a Biblioteca do Lageado que possui um acervo, somente voltado à parte aplicada, de 6.445 livros e 1.445 títulos de periódicos.
Como suporte ao Ensino, Pesquisa e Extensão, a FCA conta com 3 Fazendas Experimentais, representadas pela Lageado, Edgárdia e São Manoel, cujas áreas físicas são de 939 ha, 1.200 ha e 397 ha, respectivamente.
Em relação à Comunidade, a FCA é composta por 109 docentes, 370 servidores técnico-administrativos, 510 alunos de graduação e 362 alunos de pós-graduação.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-942-05210">
De volta - Waldemar Henrique
 De volta à terra natal Depois de realizar dois recitais em Lisboa, Waldemar Henrique, que já vinha se afastando cada vez mais de suas atividades musicais devido à miopia, resolveu trabalhar no Teatro da Paz de Belém, sendo nomeado para o cargo de diretor em 1975.
Também foi contratado pela Universidade Federal do Pará para lecionar no Centro de Letras e Artes.
Em 1976 foi lançado um disco dedicado inteiramente ao compositor, chamado Canções de Waldemar Henrique, interpretadas por Maria Helena Coelho Cardoso, tendo o compositor ao piano.
Em reconhecimento à importância de sua obra e de seu empenho em divulgar a música amazônica, Waldemar Henrique foi indicado para participar do Conselho Estadual de Cultura do Pará e da Academia Paraense de Letras.
Em dezembro de1980, aposentou-se como diretor do Teatro da Paz e passou a se envolver na produção de um disco que resumisse os 15 últimos anos de trabalho em sua cidade natal.
Em 1983, numa temporada de duas semanas, a Funarte comemorou o jubileu artístico do compositor.
Na voz de Maria Lúcia Godoy e do conjunto Viva Voz, clássicos do repertório de Waldemar foram mostrados ao público.
O maestro e compositor Waldemar Henrique faleceu em 29 de março de 1995, aos 90 anos, deixando uma obra que expressa musicalmente a riqueza da cultura amazônica.
Infância em Portugal As aulas de piano escondidas do pai Entre a composição e o trabalho no comércio O Mensageiro da Amazônia no Rio de Janeiro O sucesso no rádio e nas casas noturnas O convívio com pintores, escritores e músicos O afastamento temporário dos concertos O retorno aos palcos
De volta à terra natal Sua obra musical Waldemar Henrique Divisão de Música e Arquivo Sonoro
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<DOC DOCID="HAREM-473-05211">
Belly depois de «King» e antes dos R.E.M.
«Somos de pequenas cidades»
Os Belly são o nome mais pequeno que aparece no cartaz da actuação dos R.E.M. prevista para o próximo dia 20, em Lisboa. Será então a altura de ver Tanya Donnely, ex-Throwing Muses e ex-Breeders, e ouvir algumas das canções do seu grupo. Em antecipação, fica a conversa com o guitarrista Tom Gorman.
Apesar de em Portugal serem conhecidos apenas por uma minoria de interessados, os Belly são nos Estados Unidos e no Reino Unido um sucesso já com alguma dimensão. Tom Gorman, guitarrista do grupo, conta-nos o que se passou à volta desse sucesso e as opções tomadas para o novo álbum, «King».
PÚBLICO -- Os Belly começaram um pouco como «a vingança» de Tanya Donnely, depois das Throwing Muses e das Breeders, mas neste álbum parece haver mais contribuições dos outros elementos. Estão finalmente a desenvolver-se num colectivo?
TOM GORMAN -- Esse era o objectivo desde o início. Mas a Tanya tinha tantas canções acumuladas... Além disso, leva muito tempo aprender a tocar juntos e desenvolver um estilo conjunto. Mas com o tempo isso acontece. É um processo que nunca acaba e «King» é o exemplo de um passo em frente.
P. -- De há alguns anos para cá, tem havido uma certa tendência para as bandas lideradas por mulheres utilizarem esse facto para chamar a atenção. No entanto, os Belly nunca tentaram tirar muito partido dos seus pontos de vista femininos...
R. -- A maneira como funcionamos parece-nos natural. Há uma dinâmica entre fêmeas e machos. Consideramo-nos como uma banda, quatro pessoas que fazem música, e acontece que uns são rapazes e outros raparigas. O facto de sermos liderados por uma mulher é só um pormenor e não sentimos necessidade de explorar o facto.
P. -- O que é que a banda sabe sobre as canções da Tanya?
R. -- De um modo geral, a banda tem uma ideia vaga do que as canções significam. Ela não gosta de explicar muito o conteúdo, porque acha que as pessoas devem ouvir as palavras dentro da canção e dar-lhes um significado próprio.
P. -- «Star», o vosso primeiro álbum, chegou à marca de ouro nos Estados Unidos e à de prata no Reino Unido. Vocês, que vinham do circuito independente, estavam à espera desse sucesso?
R. -- Não, não estávamos à espera. Quando «Star» saiu pensámos: «Se tivermos sorte, talvez vendamos cem mil discos.» Mas agora, olhando para trás e notando que a paisagem da música popular estava a mudar, sobretudo na América, quase que não me surpreendo. O facto de as Breeders e outras bandas terem conseguido vender bem, mais ou menos na mesma altura, faz com que não seja assim tão estranho. No entanto, nós estamos interessados em música pop, mas num sentido um tanto para o clássico, não necessariamente naquele dos tops.
P. -- E foi fácil suportar as pressões do sucesso que de repente cresceu à vossa volta?
R. -- Sim, até um certo ponto. A Tanya agora vive em Boston mas, de certa forma, somos todos de pequenas cidades e lá ninguém nos conhece. O que nos permite fugir de tudo. Fazer digressões da maneira como nós o fizemos é definitivamente trabalho duro, mas a páginas tantas entra-se num mundo muito próprio e tudo o que está à volta -- a imprensa, etc. -- acaba por já não ter importância.
P. -- No entanto, a Tanya tem afirmado em entrevistas que o turbilhão a deixou um bocado fora de si, e que agora quer mais controlo sobre as coisas. Isso resultou num álbum mais tenso e planeado, que é o que este «King» parece ser quando comparado com «Star»?
R. -- Eu não lhe chamaria planeado. Mas, à medida que se vai conhecendo as etapas deste caminho, vai-se sabendo melhor como as coisas funcionam e o que se quer. Desta vez, no estúdio, sabíamos mais o que se estava a passar. Acho que «King» não é um álbum tão fácil quanto «Star», mas acontecem nele mais coisas interessantes. Só que leva mais algum tempo a apercebermo-nos. E é mais cru e directo.
P. -- O facto de terem convidado Glyn Jones, que trabalhou com os Beatles, os Stones, os Clash e uma série de bandas míticas, para produtor foi uma forma de tentarem captar um certo classicismo para «King»?
R. -- Sim. Nós queríamos que este disco tivesse um som próprio, que não soasse à altura em que foi gravado. Além disso, ele sugeriu que a gravação fosse feita em regime «live», o que foi bom por causa da rodagem ao vivo que já tínhamos. Mas o motivo principal da escolha foi que não queríamos um produtor do momento.
P. -- Como se vêem ao integrar a tournée dos R.E.M.? Foi uma porta para entrar no grande «show»do rock'n'roll?
R. -- É uma oportunidade de tocar em sítios novos e para audiências muito maiores. De conseguir uma certa exposição. Acho que o nosso som não é muito parecido com o deles, mas acho que pode cair um pouco na mesma categoria. Por isso, talvez consigamos ganhar novos interessados. Estamos todos muito ansiosos por esses concertos, mas não sabemos muito bem o que podemos esperar. Mas acho que vai ser divertido.
Jorge Dias
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<DOC DOCID="HAREM-63J-05214">
A década de 90não tem sido boa para a China.
O time, que nos anos 80 dominou o vôlei feminino, voltou a decepcionar no Mundial.
Novamente, não conseguiu ficar entre os quatro melhores.
Em 92, na Olimpíada de Barcelona, as chinesas terminaram em sétimo lugar, colocação que provocou grandes mudanças na equipe.

Rio Branco ganha do Santo André por 2 a 0.
O Santo André perdeu por 2 a O para o Rio Branco, de Americana, ontem à tarde no estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

Para o Rio Branco, bastou o primeiro tempo do jogo para determinar o resultado.
Souza, ponta-esquerda do time de Americana, abriu o marcador aos 25min.
Paulo Cesar, cobrando falta na cabeça da área, fechou o marcador aos 43min, sem chances de defesa para o goleiro Sílvio, do Santo André.
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<DOC DOCID="HAREM-84B-05216">
Ronald Wilson Reagan (6 de Fevereiro, 1911 - 5 de Junho, 2004) foi o 40.º (1981-1989) Presidente dos Estados Unidos da América e o 33.º Governador da Califórnia. Era canhoto. Reagan foi também actor de cinema e locutor de rádio antes de começar a sua carreira política. De todos os presidentes dos Estados Unidos, foi o que teve maior longevidade (93 anos, 119 dias) e o que foi eleito com idade mais avançada (69 anos, 349 dias).

Primeiros Anos
Reagan nasceu em Tampico, Illinois, o segundo de dois filhos de John (Jack) Reagan and Nelle Wilson. Em 1920, depois de anos se mudando de cidade em cidade, a família se estabeleceu na cidade de Dixon em Illinois. Em 1921, com 11 anos de idade, Reagan foi batizado na igreja de sua mãe, a Discípulos de Cristo, em Dixon, e em 1924 ele começou a frequentar a Dixon's Northside High School. 

Em 1926, com 15 anos de idade, Reagan começou um trabalho de verão como salva-vidas em Lowell Park, a 3 Km de Dixon na vizinha Rock River. Ele continuou a trabalhar como um salva-vidas em Rock River pelos 7 anos seguintes, tendo salvo 77 pessoas de afogamento.
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<DOC DOCID="HAREM-311-05227">
bowling
HISTÓRIA DO BOWLING
No século XII surgiu na Inglaterra um jogo de Bowling na relva, que tinha por objectivo colocar a bola o mais perto possível do alvo porém sem derrubá-lo. A popularidade desse jogo chegou ao ponto do Rei Eduardo proibir a sua prática, pois temia que ele superasse o Arco e Flecha, desporto que tinha maior importância militar.
A versão moderna do Bowling nasceu por volta do Século IV ou V na Alemanha. Tinha conotação religiosa e era jogado com 9 pinos colocados em forma de losango. Diz-se que Martinho Lutero gostava tanto desse jogo que mandou construir uma pista particular de Bowling em sua casa. Os americanos adoptaram esse jogo, modificando a colocação dos pinos para a forma triangular e acrescentando mais um pino, sendo baptizado como "ten pin Bowling". Esse jogo teve um grande impulso no início do século XX, primeiro nos Estados Unidos e depois expandiu-se pela Europa. Em 9 de Setembro de 1895, foi organizado em New York o Congresso Americano de Bowling ("ABC - American Bowling Congress"), sediado em Milwaukee, com o objectivo de aplicar medidas correctivas contra os excessos de jogatina e aperfeiçoar ainda mais as regras. O equipamento de Bowling foi então totalmente padronizado para que os jogadores de todo o mundo pudessem competir em iguais condições. Hoje existem mais de 65 milhões de praticantes somente nos Estados Unidos, onde os prémios chegam aos milhares de dólares, tanto para os profissionais como para os amadores. Além do ABC (American Bowling Congress); existem outros órgãos importantes no Bowling nos Estados Unidos, tais como o WIBC (The Women's International Bowling Congress) fundado em 1916; a YABA (Young American Bowling Alliance) fundada em 1982; e a PBA (The Professional Bowlers Association) fundada em 1958. A FIQ (Federation Internationale de Quilleurs) foi fundada em 1952 e actualmente está sedeada em Colorado Springs, CO, USA. Actualmente, no mundo, existem cerca de 250.000 pistas de Bowling e mais de 100 milhões de praticantes em mais de 90 países.
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<DOC DOCID="HAREM-21C-05230">
Com efeito, para salvaguardar vidas humanas e respeitar o meio ambiente, devem tomar-se medidas mínimas de segurança. Poderia elaborar-se uma lista nesse sentido, e há que registar, nomeadamente, a necessidade de condições mínimas de formação das tripulações. Neste aspecto, as quotas mínimas por nacionalidade, a fim de garantir uma maior qualificação, poderiam ser uma solução para a ausência de profissionalismo de certos marinheiros, contratados a baixo preço e pertencentes a países terceiros da União Europeia.

Além disso, deveriam adoptar-se normas na construção e renovação dos barcos, que são muitas vezes pequenos e velhos. Isso pode constituir a oportunidade de promover a indústria dos estaleiros europeus de reparação naval e estabelecer, assim, uma preferência europeia nesta área.

Por fim, são absolutamente essenciais normas de acondicionamento das mercadorias perigosas transportadas e de prevenção da poluição marinha, bem como normas que fixem as condições para um socorro rápido aos barcos em perigo.

Notamos, finalmente, que existe uma convergência entre todas estas necessidades e as actividades das oficinas de reparação naval existentes nos países europeus, e consideramos que seria conveniente explorar essa convergência da forma mais adequada possível.

Senhor Presidente, considerandos ambientais de não somenos importância tornam extremamente importante que se envidem os maiores esforços para deslocar da estrada para o caminho-deferro e as diversas vias navegáveis o transporte de pessoas e mercadorias. Na perspectiva de um espaço europeu interno, as vias de navegação interior deveriam assumir um papel um pouco mais importante. Perante o alargamento a Leste e do presumível rápido aumento do trânsito entre o Leste e o Oeste nas estradas austríacas, daí decorrente, a navegação interior no Danúbio representará uma importante alternativa. A configuração eficaz do transporte de pessoas e de mercadorias no Danúbio irá seguramente assumir uma dimensão regional no contexto a nível das negociações de adesão dos países de Leste banhados pelo Danúbio, e este corredor de circulação alternativo tem de ser utilizado para descongestionar as estradas já hoje em dia desesperadamente sobrecarregadas.

Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, em nome do meu colega Neil Kinnock, peço desculpa pela sua ausência. Teve que assistir à reunião do Conselho dos Transportes no Luxemburgo e, por isso, hoje não pode estar aqui connosco.

Antes de mais, queria agradecer ao senhor deputado Sindal e à Comissão dos Transportes este parecer muito positivo e construtivo. Saliento principalmente que, com este parecer, é concedido um apoio à política da Europa no que se refere às medidas propostas na comunicação, tendo como objectivo o desenvolvimento do transporte marítimo de curta distância.

Compreendo a preocupação expressa quanto à necessidade de se dar uma maior ênfase à dimensão social dos transportes marítimos. Essa dimensão, com que se acautela de um modo especial o saber fazer dos marinheiros europeus, assim como a formação profissional e o recrutamento pela União Europeia de marinheiros com qualificações adequadas, foi contemplada de forma mais pormenorizada na comunicação da Comissão sobre uma nova estratégia da navegação publicada no passado mês de Março.

A comunicação propõe uma acção comum da União e dos Estados-membros tendo em vista promover programas de formação profissional náutica, atrair os jovens para a profissão de marinheiro, conservar a especialidade náutica na União, promover um elevado nível qualitativo de emprego na União Europeia, a fim de satisfazer a actual e futura procura de marinheiros devidamente qualificados. Em tempo oportuno, o Parlamento ocupar-se-á sem dúvida das medidas especiais propostas na comunicação e estou certo de que julgará positivamente essas iniciativas.

Sob este prisma, a Comissão arrancou com um estudo sobre a formação profissional e o emprego dos marinheiros nos Estados-membros. Esse estudo irá cobrir três grandes sectores:

primeiro, tendências mundiais do emprego nas profissões marítimas; -segundo, medidas tomadas pelos Estados-membros para promover programas de formação náutica e de desenvolvimento profissional dos marinheiros, e-terceiro, outras eventuais medidas para atrair jovens para a profissão. Compreende-se certamente que colocaremos à disposição do Parlamento e dos outros órgãos comunitários as recomendações apontadas pelo estudo. O estudo será debatido tanto com os armadores como com as organizações sindicais, no âmbito da Comissão Mista dos Transportes Marítimos.Agora, para responder à pergunta do senhor deputado Watts, que perguntou quais são as iniciativas que vamos tomar de imediato, gostaria de informar o Parlamento que a Comissão está a redigir um projecto de regulamento do Conselho para alargar as acções-piloto destinadas aos transportes combinados. O programa experimental quinquenal em questão termina em Dezembro de 1996. A Comissão pretende que o novo programa PACT permita que os projectos-piloto do sector dos transportes combinados, que implicam navios de curta distância, sejam elegíveis para apoio financeiro em pé de igualdade com aqueles que dizem respeito a outros modos de transporte.

A navegação de curta distância continua a ocupar um lugar importante nas actividades em curso da Comissão, como o quarto programa-quadro de investigação e desenvolvimento, a inclusão dos portos na rede transeuropeia de transportes e a apoio às acções-piloto.

No que se refere à redução da carga burocrática constituída pelos controlos veterinários, a que se referiu o senhor deputado Van der Waal, como aliás a questão da legislação, a Comissão colabora estreitamente com os Estados-membros e creio que já estamos no bom caminho. Durante o futuro desenvolvimento da política no sector da navegação de curta distância, a Comissão irá ter em conta as indicações do Parlamento e mantêlo-á informado sobre os progressos registados. Além disso, a Comissão, como aliás é recomendado no parecer do Parlamento, entrará em contacto com o grupo que se ocupa da navegação de curta distância no âmbito do fórum de indústrias náuticas para a concretização do programa de acção previsto na comunicação. Este processo já arrancou e a sétima assembleia do Fórum, que vai ter lugar em Massalia nos dias 4 e 5 de Julho, irá fazer a primeira avaliação oficial sobre o progresso realizado.
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<DOC DOCID="HAREM-41K-05232">
P - Falou em La Toja, cujo casino acaba de lhe atribuir o Prémio Excelência, que anualmente distingue a personalidade do ano. Ficou surpreendido? 

R - Fiquei. Mas surpreende-me menos do que o interesse de ver apresentado o livro em Espanha. É que em Espanha, sobretudo na Galiza, acompanham muito o futebol português, acompanham muito o FC Porto e é evidente que esta última vitória [europeia] teve um grande impacto, até por termos eliminado na meia-final o Corunha, que sonhava em ir à final. O FC Porto ganhou a final e isso teve um impacto enorme em Espanha, dado o interesse que eles têm no futebol, ao ponto de o próprio rei D. Juan Carlos ter ido ver o jogo do FC Porto. Um livro que ainda nem sequer saiu, que não se sabe o que vai ser ou não, já ter interesse em ser apresentado em Espanha com algum aparato... confesso que me surpreendeu muito. Também tive um pouco a noção - por isso tive pena por não poder fazer isto com mais calma porque havia todo o interesse em que o livro saísse no final do mês de Novembro, ou início de Dezembro - de que ia ter impacto quando eu e o meu editor começámos a ser assediados por entidades que pretendiam fazer o lançamento do livro, desde casinos a grandes empresas. Para não ferir susceptibilidades, optei pelo Estádio do Dragão, o sítio próprio dado que a minha vida desportiva é ao serviço do FC Porto. 

P - Quanto tempo demorou a escrever o livro? 

R - Mais ou menos um mês. 

P - Nos últimos anos tem-se envolvido em algumas actividades extrafutebol, umas de âmbito social, de apoio a carenciados, outras ligadas à protecção dos animais. O que é que o levou a essa maior exposição? 

R - Eu não mudei absolutamente nada. Ainda não era presidente do FC Porto e já procurava ajudar instituições de solidariedade, como as que ajudo actualmente, e também já nessa altura gostava muito de animais. Se calhar, a partir de determinada altura, a comunicação social, ou alguma dela, passou a entender que o facto de eu me interessar por isto ou aquilo podia ser de interesse público e passou a publicitar coisas que sempre fiz - se calhar já fiz mais porque tinha mais tempo. Hoje publica-se uma notícia se, por brincadeira, declamo num determinado local, quando antes de ser presidente do FC Porto entrava em tertúlias em que se declamava e cantava, de forma espontânea, sem que os jornais o publicitassem. Hoje, quando praticamente já não o faço por falta de tempo, é que isso começou a ser notícia e a ser divulgado. 

P - Já que fala no seu gosto pela poesia... o que é que o presidente do FC Porto gosta mais? É cinéfilo? Gosta de cozinhar? 

R - [risos] Não, sou um desastre a cozinhar, não sei fazer rigorosamente nada. O meu falecido irmão cozinhava muito bem e, às vezes, queria-me dar uns tópicos, mas eu nem um ovo estrelado conseguia fazer: ou caía para o chão, ou desfazia-se. De cinema, em criança e na minha adolescência, vi muitos filmes, até porque a minha família era proprietário de um cinema, o Teatro São João. Tínhamos entradas gratuitas e quando não havia o que fazer víamos um filme. Lembro-me uma vez de um filme que esteve meses e meses em exibição, "Deus lhe Pague", e nós aos sábados convidávamos amigos diferentes e íamos ver o filme como quem vai ao café. Era um filme fantástico e devo tê-lo visto aí umas dez vezes. Embora goste de ver um bom filme, não fiquei apaixonado por cinema. 

P - Excluindo o futebol, de que é que gosta verdadeiramente? 

R - Gosto de poesia e gosto de pintura. Gosto muito de arte. 

P - Investe nessa área? 

R - Não sou um grande investidor, mas tenho algumas coisas razoáveis. 

P - Encara a hipótese de escrever "Largos Livros Têm 100 anos II"? 

R - Com esse título não, mas depende. Sinceramente, ainda não acredito tanto no sucesso como se diz. Como é que pode estar esgotada uma coisa que ainda nem sequer foi posta à venda? Acho impossível. Mas depende muito do que vier a ser do interesse do público e do que eu venha a fazer com esta editora. Uma coisa é certa: a razão primeira que me levou a escrever este livro foi a paixão que o dr. Paradela de Abreu pôs na publicação deste livro. 
Quando eu lhe dizia: "Ó doutor, olhe que isto pode ser um fiasco, o sr. ainda vai perder dinheiro." 
Ele respondia: "Para mim é uma questão de prestígio, quero ser eu a editar a sua obra." 
Não sei se vou escrever mais algum livro, ou se farei uma coisa interessante como escrever sobre as minhas relações com a comunicação social, que até poderia ajudar a Alta-Autoridade para a Comunicação Social a compreender como é que os jornalistas tratam as pessoas, no seu direito à sua vida privada... 

P - O que é que quer dizer com isso? 

Dou-lhe um exemplo, mas só se publicar. Há dias, recebi uma chamada de um amigo meu, pessoa altamente insuspeita, dizendo-me que tinha tido uma conversa com determinada pessoa, que foi procurada pelo jornal "24 Horas", oferecendo-lhe dinheiro para vir falar mal da minha mulher, Carolina Salgado. Deram-me a informação com sítios, com nomes, com tudo, sobre as conversas. A pessoa estava relutante em fazer, embora precisasse muito de dinheiro, mas responderam-lhe que dissesse quanto queria, desde que falasse mal. Portanto, quando há na comunicação social quem proceda desta maneira, se calhar pode ter interesse, até na defesa do respeito pelo cidadão comum, eu publicar um livro sobre esta matéria. 
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<DOC DOCID="HAREM-609-05234">
	- Perdão, senhor; eu não posso compreendé-lo; diz-me que sou livre, e não permite que eu vá para onde quiser, e nem ao menos que eu disponha livremente de meu coração?!
	- Isaura, se o quiseres, não serás somente livre; serás a senhora, a deusa desta casa. Tuas ordens, quaisquer que sejam, os teus menores caprichos serão pontualmente cumpridos; e eu, melhor do que faria o mais terno e o mais leal dos amantes, te cercarei de todos os cuidados e carinhos, de todas as adorações, que sabe inspirar o mais ardente e inextinguível amor. Malvina me abandona!... tanto melhor! em que  dependo eu dela e de seu amor, se te possuo?! Quebrem-se de uma vez para sempre esses laços urdidos pelo interesse! esqueça-se para sempre de mim, que eu nos braços de minha Isaura encontrarei sobeja ventura para poder lembrar-me dela.	- O que o senhor acaba de dizer me horroriza. Como se pode esquecer e abandonar ao desprezo uma mulher tão amante e carinhosa, tão cheia de encantos e virtudes, como sinhá Malvina? Meu senhor, perdoe-me se lhe falo com franqueza; abandonar uma mulher bonita, fiel e virtuosa por amor de uma pobre escrava, seria a mais feia das ingratidões.
	A tão severa e esmagadora exprobração, Leôncio sentiu revoltar-se o seu orgulho. escrava insolente! - bradou cheio de cólera. - Que eu suporte sem irritar-me os teus desdéns e repulsas, ainda vá:  mas repreensões!... com quem pensas tu que falas?...
	- Perdão! senhor!... exclamou Isaura aterrada e arrependida das palavras que lhe tinham escapado.
	- E, entretanto, se te mostrasses mais branda comigo... mas não, é muito aviltar-me diante de uma escrava; que necessidade tenho eu de pedir aquilo que de direito me pertence? Lembra-te, escrava ingrata e rebelde, que em corpo e alma me pertences, a mim só e a mais  ninguém. És propriedade minha; um vaso, que tenho entre as minhas mãos e que posso usar dele ou despedaçá-lo a meu sabor, 
	- Pode despedaçá-lo, meu senhor; bem o sei; mas, por piedade, não queira usar dele para fins impuros e vergonhosos. A escrava também  tem coração, e não é dado ao senhor querer governar os seus afetos.
	- Afetos!... quem fala aqui em afetos?! Podes acaso dispor deles?... 
	- Não, por certo, meu senhor; o coração é livre; ninguém pode escravizá-lo, nem o próprio dono.
	- Todo o teu ser é escravo; teu coração obedecerá, e se não cedes de bom grado, tenho por mim o direito e a força... mas para quê? para te possuir não vale a pena empregar esses meios extremos. Os instintos do teu coração são rasteiros e abjetos como a tua condição; para te satisfazer far-te-ei mulher do mais vil, do mais hediondo de meus negros.
	- Ah! senhor! bem sei de quanto é capaz. Foi assim que seu pai fez morrer de desgosto e maus-tratos a minha pobre mãe; já vejo que me é destinada a mesma sorte. Mas fique certo de que não me faltarão nem os meios nem a coragem para ficar para sempre livre do senhor e do mundo.
	- Oh! - exclamou Leôncio com satânico sorriso, - já chegaste a tão subido grau de exaltação e romantismo!... isto em uma escrava não deixa de ser curioso. Eis o proveito que se tira de dar educação a tais criaturas! Bem mostras que és uma escrava, que vives de tocar piano e ler romances. Ainda bem que me preveniste; eu saberei gelar a ebulição desse cérebro escaldado. Escrava rebelde e insensata, não terás mãos nem pés para pôr em prática teus sinistros intentos. Olá, André, - bra- dou ele e apitou com força no cabo do seu chicote.
	- Senhor! - bradou de longe o pajem, e um instante depois estava em presença de Leôncio.
	- André, - disse-lhe este com voz seca e breve - traze-me já aqui um tronco de pés e algemas com cadeado.
	- Virgem santa! - murmurou consigo André espantado. - Para que será tudo isto?... ah! pobre Isaura!...
	- Ah! meu senhor, por piedade! - exclamou Isaura, caindo de joelhos aos pés de Leôncio, e levantando as mãos ao céu em contorções  de angústia; pelas cinzas ainda quentes de seu pai, há poucos dias falecido, pela alma de sua mãe, que tanto lhe queria, não martirize a  sua infeliz escrava. Acabrunhe-me de trabalhos, condene-me ao serviço o mais grosseiro e pesado, que a tudo me sujeitarei sem murmurar; mas o que o senhor exige de mim, não posso, não devo fazê-lo, embora deva morrer.
	- Bem me custa tratar-te assim, mas tu mesma me obrigas a este excesso. Bem vês que me não convém por modo nenhum perder uma escrava como tu és. Talvez ainda um dia me serás grata por ter-te  impedido de matar-te a ti mesma.
	- Será o mesmo! - bradou Isaura levantando-se altiva, e com o acento rouco e trémulo da desesperação, - não me matarei por minhas  próprias mãos, mas morrerei às mãos de um carrasco. 
	Neste momento chega André trazendo o tronco e as algemas, que deposita sobre um banco, e retira-se imediatamente. 
	Ao ver aqueles bárbaros e aviltantes instrumentos de suplício turvaram-se os olhos a Isaura, o coração se lhe enregelou de pavor, as pernas lhe desfaleceram, caiu de joelhos e debruçando-se sobre o  tamborete, em que fiava, desatou uma torrente de lágrimas.
	- Alma de minha sinhá velha! - exclamou com voz entrecortada de soluços, - valei-me nestes apuros; valei-me lá do céu, onde estais, como me valíeis cá na Terra.
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<DOC DOCID="HAREM-842-05238">
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 ERVA MATE CHIMARRÃO CANCHEADA NATURAL, ISENTO DE TOXINAS...
Reanima as forças, dá resistência à fadiga e ativa a circulação.
Tradicional por sua pureza e alta qualidade.
(Em pacotes de 500g e de 1 Kg) HISTÓRIA DA ERVA MATE O mate foi descoberto pelos índios guaranis no Paraguai e cultivado pelos missionários jesuítas no século XVII.
Eles ficaram impressionados com o mate e com os efeitos que pareciam ter na saúde dos índios.
Os índios chamavam o mate "bebida dos deuses".
Dois séculos mais tarde, a bebida ainda é popular na América do Sul e a denominação dada pelos índios permanece sendo sua maior propaganda.
A erva é nativa do Brasil e Paraguai, provém de uma árvore com folhas sempre verdes, alcança a altura de 60 a 90 pés, as cultivadas são mantidas em 12 a 18 pés.
Esta árvore cresce somente em locais em que a terra é ácida e rica em ferro, com clima tropical e com 57 polegadas mínima de chuva por ano.
Estas condições necessárias limitam as áreas para cultivo entre o Brasil, Paraguai e Argentina.
A bebida usualmente tem menos de 2% de cafeína.
Possui vitaminas incluindo a C, B1, B2, E, proteínas e minerais.
O instituto Pasteur e a Sociedade Científica de Paris fizeram um estudo sobre o mate e relatou descobertas "nada menos que inacreditáveis".
Os pesquisadores concluíram que o mate contém praticamente todas as vitaminas necessárias para sustentar a vida.
O estudo também relatou "é difícil encontrar uma planta em qualquer lugar do mundo que se iguale ao valor nutricional do mate".
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<DOC DOCID="HAREM-329-05261">
CAPÍTULO II/ DO LIVRO 

Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. 

Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia. há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do tecto e das paredes é mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos blocos, de espaço a espaço. Nos quatro cantos do tecto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha do decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas. O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa. 

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não agüenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas crêem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal freqüência é cansativa. 

Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior, é outra cousa a certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira. Em verdade, pouco apareço e menos falo. Distrações raras. O mais do tempo é gasto em hortar, jardinar e ler; como bem e não durmo mal. 

Ora, como tudo cansa, esta monotonia acabou por exaurir-me também. Quis variar, e lembrou-me escrever um livro. Jurisprudência. filosofia e política acudiram-me, mas não me acudiram as forças necessárias. Depois, pensei em fazer uma "História dos Subúrbios" menos seca que as memórias do Padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade; era obra modesta, mas exigia documentos e datas como preliminares, tudo árido e longo. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que, uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos, pegasse da pena e contasse alguns. Talvez a narração me desse a ilusão, e as sombras viessem perpassar ligeiras, como ao poeta, não o do trem, mas o do Fausto: Aí vindes outra vez, inquietas sombras?... 

Fiquei tão alegre com esta idéia, que ainda agora me treme a pena na mão. Sim, Nero, Augusto, Massinissa, e tu, grande César, que me incitas a fazer os meus comentários, agradeço-vos o conselho, e vou deitar ao papel as reminiscências que me vierem vindo. Deste modo, viverei o que vivi, e assentarei a mão para alguma obra de maior tomo. Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras muitas, melhores, e piores, mas aquela nunca se me apagou do espírito. É o que vais entender, lendo. 
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Mas centrando-nos nesse primeiro trabalho, que foi de professor, foi mesmo uma escolha própria ou foi mais pela imposição que tinha?

 Foi mais por imposição, posto que dentro das possíveis escolhas eu preferi essa. Preferi a do ensino, para que tive e tenho alguma inclinação, não o local, o local não foi a minha escolha, o local foi um convite firme por orientação interna aos superiores académicos. 

Gosta do que faz profissionalmente?

 Gosto muito, gosto do que faço, sobretudo como professor, gosto pouco de muito do que faço, no que diz respeito à gestão académica, de que me tenho ocupado enormemente, nos anos que levo da Universidade do Minho. 

Mas se pudesse voltar atrás, por exemplo, escolheria a mesma profissão?

 Escolheria uma profissão, ou esta ou uma próxima. A minha preferência é, de facto, voltada para o trabalho da formação, do desenvolvimento das pessoas, digamos que há uma vocação escondida, que seria a de Psicólogo. 

Quando é que começou a leccionar na Universidade do Minho? 

Eu entrei na Universidade do Minho em 1976. A data do meu contrato é 12 de Novembro, embora tenha começado antes, na preparação das disciplinas.

 E o que é que fez no seu primeiro dia de trabalho?

 No meu primeiro dia de trabalho preparei a lição, de Antropologia Cultural e Sociologia I, no Hotel Turismo, num estúdio do Hotel. Nessa altura, o último andar do hotel era feito por pequenos estúdios, com kitchinette. Lembro-me da preparação do primeiro curso de Antropologia Cultural e Sociologia I, Comunicação e Agente de Socialização. 

E os cursos em que começou por leccionar?

 No então fundado curso de História e Ciências Sociais, uma Licenciatura que haveria de ter pequena duração, porquanto a evolução da situação política portuguesa, da própria Universidade havia de ser muito agitada nesses anos e nos seguintes, de maneira que, esse curso acabou. O curso de bacharelato em História e Ciências Sociais, porque a reforma do Ensino Secundário suprimiu as disciplinas de Sociologia, de Introdução às Ciências Sociais, que no currículo dessa altura estavam presentes, e portanto, a formação de professores nessa área caducou. De maneira que primeiro exerci o meu ensino nesse curso, também como opção, mas sempre cadeiras ligadas à Psicologia Social, Sociologia, Comunicação, para os cursos de Engenharia logo em 77, e a partir desse ano, para o curso de Relações Internacionais Culturais, nessa altura ainda era tudo junto. Foi o curso em que eu trabalhei mais nos primeiros anos na Universidade. 

E mais ou menos quantos alunos é que tinha por turma? 

Os alunos eram o máximo de 60, à volta disso. 

E quais eram as condições das salas de aula? 

Tínhamos várias condições. A Universidade, nessa altura, tinha um número bastante reduzido de alunos. As primeiras aulas eram dadas no edifício da D. Pedro V, os anfiteatros, os maiores, não podiam levar mais de 60 pessoas, eles aliás chamavam-se assim, era o "60A", o "60B", o "60C". As outras salas, eram salas pequenas, eram salas onde caberiam 48 alunos, eram salas pequeninas e rasas. Havia nessa altura a moda de não ter estrados para o professor, quando as salas eram pequenas isso suportava-se bem, quando as salas eram mais largas era mais difícil porque, sobretudo para pessoas pequenas como eu, ficava-se sem ver o rosto dos estudantes.

 E a nível de materiais didácticos auxiliares que havia na altura?

 Havia menos, mas eram suficientes. Para mim, em todo o caso, eu nunca fui muito especializado, nem convencido das técnicas pedagógicas de audiovisuais, já nessa altura havia a possibilidade de projectar os acetatos, que eram muito úteis sobretudo para esquemas. Eu nunca usei muito os acetatos para textos. As minhas aulas eram, sobretudo centradas na comunicação oral, no diálogo com os estudantes, como ainda hoje são e a policópia era, nessa altura já possível. Aquilo de que tínhamos bastante deficiência eram textos para leitura dos estudantes. A biblioteca era muito pobre, ainda estava em plena pujança, mas devo recordar que houve sempre um esforço notório, por parte dos responsáveis, para que se multiplicassem as fontes bibliográficas para os estudantes. E também, dada uma certa intimidade que havia com os estudantes, os próprios livros dos docentes, os meus livros por exemplo, passavam para os estudantes, enfim, havia um apoio razoável. Em contrapartida é evidente que os espaços eram muito estreitos. A curto prazo, nesses últimos anos da década de 70, no corredor do piso inferior, que era uma espécie de cave, que dava para o lado da Fundação Gulbenkien, eu lembro-me de ter de seguir com a minha pasta por cima do ombro, sob o risco de não passar no aperto do corredor. Isso foram tempos difíceis, não sem que eu alguma vez pensasse o que seria um desastre nesta cave, porque os estudantes estavam realmente, muito comprimidos. Mas devo dizer que havia um ambiente bom, um tempo interessante, pronto, com o reflexo desse tempo, que era um tempo ainda muito fresco da Revolução de Abril, e portanto, tínhamos estudantes muito acalorados nos debates dos conselhos pedagógicos. É um tempo que tenho como boa recordação.

Tem ideia de quantos docentes existiriam na altura quando veio para cá?

 Não do conjunto da Universidade não tenho, em Ciências Sociais, nós éramos um grupo, talvez de uma dúzia não mais.

 E os gabinetes dos professores na altura? 

Os gabinetes dos professores das Ciência Sociais eram no 3º andar da D. Pedro V, onde havia uma cozinha, metade da sala desse apartamento duplo, e depois tínhamos três gabinetes internos e dois externos. Eram cinco gabinetes para os docentes todos.

 E como era o seu dia-a-dia na Universidade?

 Desde que tivemos o gabinete da D. Pedro V, eu vinha normalmente, para a Universidade todos os dias, uma parte fazia de estudo, de leitura, preparação de fotocópias para os estudantes, preparação dos textos e as aulas, tinha aulas três/quatro dias por semana, porque tinha que dar mais do que uma disciplina. E desde cedo dei uma parte das Comissões, quer da Comissão Pedagógica do curso de Relações Internacionais, a que estive ligado desde muito cedo, quer da Unidade Científico Pedagógica das Ciências Sociais, dividia-se bastante bem entre o estudo, as aulas e a parte de preparação de materiais.

 E que colegas que trabalham actualmente consigo, vêm já desde essa altura?

 Infelizmente, uma parte dos colegas dessa altura seguiram outras orientações, também devo dizer que é uma distância de quase 25 anos, são 24 anos que nos colocam à distância que vem desse tempo. Houve um grupo em volta da iniciativa do Professor Armindo Carvalho, muito interessante. Um grupo diverso, mas que não chegou a cimentar-se, digo com alguma pena, porque como juntava uma série de pessoas notáveis, que infelizmente não chegaram a poder construir o plano que estava delineado, não pudemos levá-lo à prática talvez devido à diminuição, a breve trecho, da importância das Ciências Sociais nessa altura na universidade portuguesa, portanto na Universidade do Minho. Mas relativamente aos colegas, tenho ainda um ou outro colega que vieram dois/três anos depois, no âmbito da História. Mas infelizmente, no que respeita a Antropologia por exemplo, os colegas dessa altura o Professor Armindo Carvalho, a Dra. Alice Geral, o Dr. Palaná, esses já deixaram a prática do ensino, ou deixaram de todo, ou deixaram na Universidade do Minho.

 E na altura a dimensão da Universidade era bastante mais reduzida. 

Muito mais, muito mais reduzida. Eu devo dizer que o número de alunos seria, não posso garantir, mas seriam 2000. Os cursos centravam-se na formação de professores, nas engenharias e uma excepção que era as Relações Internacionais. Os professores durante bastante tempo nessa altura mantiveram-se nos 300. 

Os cursos leccionados andavam à volta dos que acabou de dizer?

 Sim a Universidade do Minho começou com um ideal, que foi investir em novas formações. Aliás era uma nota presente na época, para as Universidades novas, não podiam ser repetitivas relativamente às Universidades clássicas, e a Universidade do Minho lançou-se com o projecto de Engenheiros e Professores, onde veio inscrever-se, a meu ver como excepção, o curso de Relações Internacionais.

 E ao longo de todo este tempo acha que houve algumas mudanças a nível estrutural na Universidade do Minho?

 Na Universidade do Minho nestes 24 anos teve grandes mudanças, a meu ver grandes mudanças. Em todo o caso, há um esquema que se manteve na Universidade do Minho, que é o chamado modelo Matricial, que é uma espécie de tipo ideal que inspirou a organização da Universidade. Modelo que teve efeitos muito positivos, julgo, durante a fase de lançamento e criação da Universidade, do que já não diria o mesmo na actualidade.

 A nível de mudanças, as mais marcantes? 

A nível de mudanças, uma das mudanças que me está mais perto de mim, foi a própria evolução das Ciências Sociais. As Ciências Sociais cresceram até ao início da década de 80. No intuito de desenvolver um curso de Ciências Sociais na Universidade do Minho, dá-se uma inversão, por assim dizer, na programação do Ensino Secundário, regressando em força à História e diminuindo aquela saída, da revolução da importância das Ciências Sociais, da Sociologia, da Economia, da Antropologia, etc. Isso fez regredir a parte relativamente às Ciências Sociais, de tal maneira que a Unidade das Ciência Sociais cresceu nos anos 80, em desfavor das disciplinas anteriores. As Ciência Sociais cresceram mais para a História. Esta Unidade das ciências Sociais, entretanto, haveria de dar lugar a pelo menos duas outras, a saber: a divisão das Ciências Sociais da parte da Economia, da Gestão e do Direito, que se autonomizou noutra Unidade e futuramente Escola, que é a actual Escola de Economia e Gestão. Essa foi uma mudança importante, estrutural, no que diz respeito às Ciências Sociais.

 E afectou de algum modo o seu trabalho?

 Não o meu trabalho pessoal não afectou, mas o desenvolvimento daquilo que se pode considerar o conjunto académico, do ensino, da pesquisa no acto das regiões, estou convencido que afectou, com vantagens e com inconvenientes, mas afectou grandemente. Entendo que o conjunto das Ciências Sociais deveria ter sido mantido junto, de modo a que a própria Economia, e então ainda mais, a Gestão, as Relações Internacionais, a Ciência Política, e quase diria que o Direito, deveriam ter-se mantido na busca de um paradigma abrangente e unificador, do estudo, do objecto, daquilo que eu considero ser as Ciências Sociais.

 Como é que descreve o seu relacionamento com os alunos, colegas, funcionários? 

Eu tenho uma imagem de que sou uma pessoa de boas relações. Julgo ter isso como testemunho da parte de colegas, de alunos, de funcionários, de maneira que tive ao longo destes anos todos, geralmente um relacionamento muito agradável, positivo, onde não faltam também uma ou outra sombra. Mas a dominante é a de bom relacionamento, e continuo a manter em alto valor essa dimensão.

 E recorda-se de alguma história interessante passada aqui na Universidade?

 Sim, tenho histórias engraçadas, desde a documentação da minha falta de atenção,sei lá!! No princípio estava eu muito interessado em ser um docente jovem, enfim, eu já não era muito jovem, era assistente, no papel de docente com os estudantes,  sobretudo naqueles primeiros anos. E há uma aluna que depois de eu ter anunciado a marcação dos trabalhos e as datas de entrega dos projectos e tal, vem ao pé de mim, à mesa do docente e pergunta-me:- "Mas então Sr.professor, o que é que eu faço quando chegar o meu tempo?", "Quando chegar o tempo apresenta o seu trabalho.", "Não professor, mas o meu tempo..." E então nessa altura há uma colega que me diz:- "Sr. doutor já olhou bem para ela?" A senhora estava grávida. Isto são os meus desacertos. No sentido de histórias engraçadas tenho algumas com os estudantes. Aquela minha aluna a quem eu dei 15 valores na prova final. Nessa altura, as provas finais não davam imediatamente as notas finais, e eu publicava as notas, mas tinha um aviso aos estudantes que não estivessem satisfeitos com a nota, porque nessa altura eram poucos estudantes, devo dizer que isto é tudo muito possível quando há um grupo de 50 alunos. E então há uma aluna que me vem ver e diz-me:- "Sr. Dr., não fiquei contente com a nota!" Fomos ver a nota dela. "Não está contente com15 valores?", "Não Sr. doutor, eu acho que mereço mais!" e eu disse:- "Bem isso tem um remédio, é fazer uma prova oral e depois vê-se. Se a menina fizer uma prova oral em que documente que tem um domínio da matéria superior, eu não tenho dúvida nenhuma em alterar a nota.". Portanto, a aluna quis fazer a oral, e fez a oral. De facto fez uma oral muito brilhante reconhecida por mim e pelo outro meu colega. E então de facto tive que me render à evidência de lhe dar um 17. Tenho montes de histórias com os meus estudantes. Eu gosto muito de estudantes, mantenho aliás, boa imagem delas e deles. É sempre um desafio, e se alguma leve sombra tenho é de não ter podido dedicar mais às aulas. 

E gostaria por exemplo que os seus filhos estudassem aqui na Universidade do Minho? 

Eu tenho um filho a estudar na Universidade do Minho. Eu tenho confiança nos cursos da Universidade do Minho, talvez não tenha em todos igual, mas eu também, portanto, aceitei bem que o meu filho estudasse na Universidade do Minho, também teria aceite que ele estudasse noutro sítio. Acho que a Universidade tem aspectos positivos face às outras, como também tem lacunas. Mas eu concebo a Universidade como um tempo de que os jovens, sobretudo jovens, usam em boa parte à sua medida e eu julgo que a Universidade do Minho oferece condições para uma preparação razoável dos jovens, mas que esta depende sobretudo, da articulação que eles conseguem, desejam e podem dar. Visto que isto se trata de uma entrevista em que se procura estabelecer a sua história de vida, vamos deixar um bocadinho a parte da Universidade e estabelecer o seu quotidiano actual.

 Com quem é que mora actualmente?

 Moro com a minha mulher e os meus filhos. 

E a actividade mais importante na sua vida hoje?

 É a Universidade, é o trabalho da Universidade. 

E quais são as suas principais preocupações? 

Preocupações de dois índoles, preocupação de ordem profissional, que é grande, e preocupação de ordem pessoal. A preocupação pessoal está relacionada com a educação dos meus filhos. Eles nasceram quando eu já tinha alguma idade, normalmente, as crianças nascem mais cedo porque as pessoas também casam mais cedo. No meu caso isso não se verificou. E portanto, eu estou nos 60 anos e o filho mais novo tem 15 anos. E a minha grande preocupação é que ele tenha o apoio dos pais para fazer a sua própria preparação. De ordem profissional preocupa-me, digamos uma dupla vertente: preocupa-me a dispersão com que exerço o meu papel de professor, muito segregado entre a função de docente, pela qual tenho uma grande estima, da qual fiz, sem dúvida, uma razão de vida. Preocupa-me não conseguir uni-la, seguir, desempenhá-la de um modo mais satisfatório, mais adequado, sobretudo no que diz respeito ao estudo e ao encontro com os estudantes, sabendo que as aulas padecem de alguma menor preparação. Por outro lado, preocupa-me também a Universidade, o modo de conceber e regular a Universidade também me preocupa e me provoca alguma tristeza. Vejo com efeito que, no que diz respeito a mim e no que diz respeito a um grupo, temos grande dificuldade em adaptar, criar modos novos, de estimular, de promover a formação criativa e bem alicerçada dos jovens dos nossos cursos. A minha preocupação repercute-se fundamentalmente, entre e Universidade do Minho como conjunto, como Instituição e o curso a que estou predominantemente ligado, que é o curso de Comunicação Social, e aí procuro estar com os meus colegas, sobretudo na qualidade desse curso, uma vez que é o projecto a que eu estou mais ligado e eles também. Mas no conjunto da Universidade entendo que é uma estrutura altamente pesada, muito dependente também, quer da tutela, quer da sua própria complexidade e em que as acções primordiais, que são as de Ensino Superior e também a Investigação e a prestação à Comunidade, estão emperradas. Conseguimos mover-nos com pouca agilidade, o que é condição de sobrevivência no nosso mundo actual, mundo de movimento, de demasiado barulho, mas no qual é preciso distinguir o mais importante e conseguir articular as medidas e as condições para que esse mais importante vá à plena realização.

 E o que é que faz habitualmente, nas suas horas de lazer?

 As minhas horas de lazer para já são muito poucas, acho muito curtinhas. Eu gosto muito, por exemplo, de ir ao cinema e acabo por ir ao cinema raríssimas vezes, gosto muito de música e ouço pouca música, leio muito pouco romance, o que me custa, tenho agora já vários romances na minha estante, na minha casa por abrir, um a meio, tenho o último que já me foi oferecido que eu gostava tanto de ler, que é o último romance de José Saramago, que nem sequer abri. De modo que o meu tempo livre é muito dedicado às leituras obrigatórias, quer dizer à leitura de alguns documentos relativos à minha disciplina. Procuro acompanhar o jornal e algumas revistas da actualidade. O resto do tempo livre é muito dedicado à minha família, tenho isso como um ponto de honra, por exemplo, certifico muito a parte da vertente cultural, desta vertente cultural que é interessante, que faz parte do convívio com os colegas, com gente da cidade a que eu me tenho furtado de maneira quase radical para estar presente aos meus filhos e à minha mulher.

 Descreva um dia da sua vida.

 Tenho dois tipos de dia: os dias domingueiros, dias festivos e os dias de trabalho. O meu dia de trabalho, normalmente arranca com a saída de casa pelas 8horas. Deixo geralmente, o meu filho mais novo na sua escola e estou na Universidade por volta das 8h 20. Aí como a minha sina tem sido ter de modo permanente funções de gestão, ou o Departamento ou de Curso ou em simultâneo Director da Unidade, da Escola, ou de outras instâncias da Universidade, geralmente, se tenho aula, começo com a preparação mais imediata da aula, correndo o risco de muitas vezes na véspera. Aí dou a aula. Geralmente, conjugo o dia da aula, que são dois dias, com a assistência aos próprios estudantes que às vezes começo no próprio espaço da aula. E a seguir vou para o expediente, para a resposta ao expediente interno, isto da parte da manhã. Geralmente vou almoçar pela 1hora e faço um intervalo por condições de saúde, de alguns anos a esta parte faço uma paragem a meio do dia que vai até às 3horas, a não ser que alguma reunião de ordens me faça vir à Universidade antes, coisa que motivará também um almoço um pouco mais cedo. À tarde geralmente procuro ler, se não tiver estes afazeres de reunião académica, ou de expedientes que exijam o meu estudo. Na própria Universidade procuro ler, geralmente são algumas leituras de ordem, ou são trabalhos que tenho de ler, trabalhos de estudantes, trabalhos de assistentes, teses, ou alguma leitura de revistas, coisa que fica muito mal considerada, realmente tenho muita leitura com respeito aos congressos, às actas, às revistas da especialidade sobretudo da comunicação, mas também dos outros domínios, pelos quais me interessam bastante, como são os de natureza filosófica, ética e de uma maneira geral, da actualidade social, cultural. A tarde geralmente é distribuída, eu não tenho aulas à tarde há muito tempo, procuro não ter, a concentração de reuniões também se faz da parte da tarde. Por volta das 7horas geralmente estou em casa para a vida em família.

 Já falou aqui das suas preocupações, qual é o seu maior desejo? 

O meu maior desejo, nesta fase que considero já assim de não de despedida, mas enfim, mais pacífica na vida académica, no que diz respeito ao profissional, é conseguir ainda ter uma prestação de ensino, de ajuda aos jovens estudantes de maior vigor, de amadurar algumas das minha convicções de ordem académica, sobretudo o que diz respeito ao aprofundamento do saber e à sua conexão com a vida pessoal e social. Isto na ordem profissional é o que eu desejava, era concluir o meu desempenho académico com alguma espécie de destino que tivesse vigor, no sentido de ser uma via fundada para o conhecimento, com uma característica muito marcada, sobretudo do conhecimento ser sempre um caminho aperfeiçoável. E conjugar este conhecimento e o vigor da sua maturação e o interesse pessoal e social. O outro grande desejo, é que de facto os meus filhos possam vir a desfrutar do apoio dos seus pais na fase da sua formação. 

Qual é que considera ser a sua melhor qualidade? 

Costuma-se dizer que ninguém é bom juiz em causa própria. A minha melhor qualidade é talvez a de apreço pelos outros, talvez a melhor qualidade, ligada alguma vontade de afectividade positiva. 

E agora para concluir, que é que achou da entrevista?

 Achei bem, achei bem. Eu não estou talvez nos meus melhores dias porque tive aqui alguns problemas, mas achei interessante, é assim uma espécie de exame de consciência que eu não tinha preparado, que não se prepara. Eu gostei da entrevista em geral. Acho que foi muito bem conduzida, acho que a minha entrevistadora também é uma pessoa afável, serena e interessada, o que é grandemente agradável para a convivência humana e para esta em particular.
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Sportweb
 Pára-quedismo Circuito Ford Ranger de pára-quedismo detona nos céus de Campinas O Circuito Ford Ranger 2000 de pára-quedismo, realizado no último final de semana em Campinas, teve como grandes vencedoras as equipes ´Funk Freak´ e ´Freak Surf.
Ambas detonaram nos céus do interior paulista e mereceram a vitória.
A Funk Freak formou com Marcus Lacerda Ribeiro (Mico), Alex Aldemann (Sangue) e Fabian Rodrigues Caetano (Hutch).
Eles detonaram na categoria Free Fly, totalizando 411 pontos.
O grande mérito da equipe foi a rapidez no entrosamento, já que eles só tiveram oportunidade de saltar 15 vezes juntos.
Já a Freak Surf teve como integrantes Thiago Nimitti e João "Tambor" Fernandes.
Os dois abocanharam a categoria Sky Surf.
Para outras categorias também teve decisão nos céus campineiros.
Na Formação em Queda-Livre com oito integrantes (FQL8) venceu a equipe ´Radicais Livres´, com 44 pontos.
Em segundo ficou a ´Oxigênio´, com 32 pontos e o bronze ficou para a ´XV´, com oito pontos.
Enquanto isso, na FQL 4, quem detonou foi a ´Azul do Céu´ (31 pontos), seguida da ´Cavok´ (22 pontos) e ´Sai de Baixo´ (21 pontos).
O Circuito Ford Ranger volta entre os dias 21 e 23 de abril, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Na ocasião haverá também disputa de uma etapa do Mundial de Skysurf e o Free Fly Brasil 500 Anos, festejando o aniversário do País.
A terceira etapa do Ford Ranger acontece entre 24 e 25 de junho e a terceira entre 19 e 20 de agosto.
Ambas ainda não tem locais definidos.
Chamada da Capa Saiba o que rolou no Circuito Ford Ranger 2000 de pára-quedismo.
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<DOC DOCID="HAREM-732-05291">
Jornal O Povo Online - Especiais 27-09-2000
 Edição de 15/09/2000 Olimpíadas Uma disputa eletrônica nas páginas velozes da Internet A Internet é uma fonte de consulta nesse período de Olimpíada.
Com a velocidade da informação nos diversos sites, o internauta entra em Sydney sem precisar de passaporte.
Nos bastidores da diputa pelo ouro em Sydney existe outra grande competição em busca da atenção de milhares de torcedores ao redor do planeta. 
São os veículos de comunicação redobram o trabalho para a cobertura das olímpiadas e nesta batalha existe a participação de um novo e grande
integrante: a internet.
Pela primeira vez na história, os Jogos Olímpicos poderão ser acompanhados pelos computadores e entre os sites nacionais existem mais de 50 opções de páginas que os internautas podem acessar para a sua pesquisa diária.
Algumas são específicas, trazendo históricos e curiosidades, como a http://www.tudodeolimpiada.com.br.
Nesta mesma rede, veículos de informação, como a revista semanal Veja (http://www.vejaolimpiadas.com.br), e páginas sobre esportes, a exemplo da http://gynsports.com.br e da http://sportworldhp.cjb.net/, também podem ser acessados.
O Jornal O POVO está em Sydney e mantém em sua página, http://www.opovo.com.br, um link com informções sobre as Olimpíadas desde o dia 9 de setembro até a data da sua pesquisa.
Todas as informações divulgadas pelo jornal estarão à disposição.
O internauta que desejar informações mais específicas sobre determinados esportes encontra uma série de opções, entre modalidades que vão do
Taekwondo -primeira participação em olimpíadas- ao Badminton.
Na natação, a http://www.natacaobrasil.cjb.net/ informa resultados, recordes e calendários de disputas.
Alguns atletas também possuem páginas, como o judoca Aurélio Miguel, o tenista Gustavo Kuerten e o medalhista olímpico Joaquim da Cruz.
Existem, ainda, algumas páginas que são apresentam uma olimpíada determinada, como a de Berlim, em 1936.
O site traz curiosidades sobre evento ocorido em pleno período nazista de Hitler, sem esquecer da vitória, no atletismo, do americano Jesse Owens, neto de escravos, sobre a supremacia ariana.
As opções ainda são maiores para quem domina outros idiomas.
Para estes, entre outras, o canal internacional de esporte ESPN tem sua página em inglês, a www.espn.com, que além de informar sobre regras,
atletas e agendas também traz notícias atualizadas diarimente. 
SITES QUE PODEM SER VISITADOS http://www.tudodeolimpiada.com.br http://www.opovo.com.br http://www.vejaolimpiadas.com.br http://www.natacaobrasil.cjb.net/ http://www.badbrasil.hpg.com.br/ http://sportworldhp.cjb.net/ http://gynsports.com.br http://www.uol.com.br/aureliomiguel/ http://www.espn.com www.cnnsi.com/ Participe.
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Conteúdo © Jornal O POVO S/A Geração automática de páginas por INOVA TECNOLOGIAS® Última atualização em 27-09-2000 0.40.22
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INDINOR - Industrias Quimicas, SA
INDINOR: a empresa
A INDINOR é uma empresa especializada no fabrico e comercialização de produtos diversos especialmente dirigidos para as indústrias de curtumes, calçado e têxtil.
A sede da empresa está localizada no Porto, dispondo de instalações comerciais e laboratórios de aplicação no Porto e Alcanena.
As suas instalações fabris, armazéns e laboratórios de investigação e controlo da qualidade situam-se em Ribeirão - V. N. Famalicão.
Conheça a empresa nesta pequena apresentação...
Antecipar o futuro em todas as suas acções, seja na racionalização e no total aproveitamento dos seus recursos humanos, seja no desenvolvimento de novas tecnologias e processos de produção completamente limpos, tem sido uma constante na vida da Indinor - Indústrias Químicas, SA.
É assim desde 1987. E hoje, como líderes do mercado, podemos orgulhar-nos desta capacidade de ir permanentemente mais longe, de afirmar todos os dias novos e mais elevados patamares de qualidade. Como empresa direccionada para o fabrico de produtos químicos para o tratamento de peles (curtumes e calçado), a Indinor é, sem dúvida, uma referência no seu sector de actividade e conquistou a total confiança de inúmeros clientes, tanto no mercado nacional como, e em especial, no mercado externo.
Mas não se esgota aqui o nosso constante esforço de superação. Por isso continuamos a investir num projecto realmente inovador, capaz de oferecer produtos de superior qualidade reconhecidos internacionalmente.
INDINOR na Internet
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<DOC DOCID="HAREM-442-05296">
Verdao.
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 LUÍZ PEREIRA Luis Edmundo Pereira Posição : Zagueiro Data de nascimento : 21/06/1949 Local : Juazeiro do Norte - BA Títulos no Palmeiras : Luiz Pereira começou sua carreira profissional no São Bento, de Sorocaba, e em 1968 foi trazido ao Palmeiras onde ficou até 1975.
Chegou à seleção brasileira e disputou a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.
No ano seguinte, foi negociado com o futebol Espanho onde se sagrou campeão como Atlético de Madrid em 1977.
Tamanha é a importância de sua passagem pelo país ibérico que Luís Pereira foi lembrado em todas as publicações espanholas no ano passado, quando o time ganhou o título que havia conquistado pela última vez capitaneado pelo zagueiro palmeirense.
De volta ao Brasil em 1981, Luis Pereira vestiu por mais quatro anos a camisa do Palmeiras, depois de ter atuado pelo Flamengo.
Quando deixou o Verdão, desfilou seus conhecimentos e técnica em equipes como Portuguesa, Santo André, Corinthians, São Caetano e de novo São Bento, onde encerrou oficialmente sua carreira em 1994.
"Com o Palmeiras e sua torcida no coração", como faz questão de frisar, sempre.
Quando ele corria, com aqueles pés virados para dentro (culpa de uma torção congenita na tibia) e os joelhos quase se chocando, parecia que iria tropeçar e cair a qualquer momento.
Quando arrancava para o ataque, largando o posto de zagueiro para tentar o gol, seus tecnicos tremiam de medo - e a torcida vibrava, cheia de esperança.
Era seu estilo.
De correr e de jogar.
Nao mudou nunca nem um, nem outro - e não forarn poucos os treinadores que tentaram disciplina-lo.
Cair, ele não caia.
E gols, muitas vezes, fez.
"Eu ataco porque gosto de ficar perto da bola.
E que nunca tive brinquedos quando era criança", confessou um dia.
Luis Pereira chegou ao Palmeiras em 1968, contratado por 100 000 cruzeiros ao São Bento, de Sorocaba (SP).
Logo de cara ganhou o apelido de King Kong.
Depois virou Chevrolet.
Só conseguiu ser Luis Pereira quando tomou a posiçao de Baldocchi, em 1970.
Em 1975, um ano depois de ter oferecido o título de campeão paulista à torcida alviverde e ao técnico Oswaldo Brandão, foi vendido ao Atlético de Madrid.
Na Espanha, ganhou novo apelido: El Mago.
Cinco anos e oito meses depois, com 33 anos de idade, retornou ao Palmeiras pesando os mesmos 80kg para seu 1,81 m e com a mesma disposição para puxar fila nos treinos e empurrar o time para a frente nas derrotas.
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«Orelhas» para os computadores
O primeiro fabricante mundial de «ratos» para computador, a empresa suíça Logitech, apresentou esta semana numa feira especializada que teve lugar em Basileia (Suíça) um equipamento periférico denominado «Audioman» que permitirá dotar os computadores de «orelhas».
Segundo a empresa, o aparelho permite que o aparelho grave e transcreva a voz humana.
«Estamos a dotar os computadores de um novo sentido» disse Steve d'Averio, director de marketing para a Europa da Logitech.
O Audioman foi desenvolvido na Suíça em apenas sete meses e compõe-se de um microfone e de um altifalante que se podem acoplar facilmente a um computador, devendo ser comercializado ao preço de 290 francos suíços (28 contos).
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<DOC DOCID="HAREM-841-05310">
ANTROP - Press Release
Press Release
DESPACHO
Encontram-se previstas no orçamento da Direcção-Geral de Transportes Terrestres (DGTT) para 2000 verbas para comparticipações não reembolsáveis, tendo em vista a renovação e modernização de frotas e, bem assim, a melhoria do nível de exploração sob o ponto de vista económico, energético e ambiental, no sector dos transportes públicos colectivos regulares de passageiros.
Em consequência, importa definir os critérios que deverão presidir à afectação daquelas verbas.
Nestes termos, determino o seguinte:
Ao sector dos transportes públicos colectivos regulares de passageiros, serão concedidos, no corrente ano, financiamentos não reembolsáveis como incentivo ao investimento para a renovação e modernização de frotas de veículos automóveis pesados de passageiros, até ao limite de 410.000 contos.
Podem ter acesso aos financiamentos previstos no número anterior as empresas de capitais privados concessionárias da exploração de linhas regulares de transportes colectivos rodoviários de passageiros.
RENOVAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DE FROTA
O financiamento para renovação e modernização de frotas abrange a aquisição de veículos novos das categorias I e II e de veículos adaptados ao transporte de deficientes motores, desde que devidamente licenciados para o transporte colectivo e não abrangidos por anterior financiamento, bem como aqueles que venham a ser adquiridos dentro do prazo previsto no nº. 11.2.
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Comunicados Anteriores
Tributação de 20% nas ajudas de custo 16 Maio 2000
Reinvidicação ao Governo 13 Abril 2000
Proposta ao Governo 11 Abril 2000
ANTROP preocupada com a subida do gasóleo 01 Abril 2000
Preço do Gasóleo 28 Março 2000
O Estado continua a Auto-Compensar Fevereiro 2000
Aumento do Preço dos Transportes 19 Janeiro 2000
Aumento de preços desagrada aos transportadores Janeiro 2000
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<DOC DOCID="HAREM-319-05311">
     Laura humedecia os lábios com a língua. As surpresas pungentes produzem uma febre, e aquecem o mais belo calculado sangue-frio. A incógnita, profundamente conhecedora da situação da sua vítima, falou ao ouvido de Carlos :
      
-	"Estuda-me aquela fisionomia. Eu não estou em circunstâncias de ser Max! Sofro demasiado para contar as pulsações deste coração. Se te sentires condoído desta mulher, tem compaixão de mim, que sou mais desgraçada que ela."
      
      E voltando-se para Laura :
      
-	"Procuro, há quatro anos, uma ocasião de prestar homenagem à tua conquista. Deus, que é Deus, não despreza os incensos do verme da terra, nem esconde à vista dos homens a sua fronte majestosa num manto de estrelas. Tu, Laura, que és mulher, embora os homens te chamem anjo, não desprezarás vaidosa a homenagem de uma pobre criatura, que vem depor a teus pés o óbulo sincero da sua adoração."

      Laura não levantava os olhos do leque ; mas a mão, que o sustinha, tremia ; e os olhos, que o contemplavam, pareciam absortos num quadro aflitivo.
      
      E o dominó continuou :
      
-	"Foste muito feliz, minha cara amiga ! Eras digna de o ser. Colheste o fruto abençoado da abençoada semente que o Senhor fecundou no teu coração de pomba !! Olha, Laura, deves dar muitas graças à Providência, que velou os teus passos no caminho do crime. Quando devias resvalar no abismo da prostituição, subiste, radiante de virtudes, ao trono das virgens. O teu anjo da guarda foi-te leal ! És uma excepção a milhares de desgraçadas, que nasceram em estofos de damasco, cresceram em perfumes de opulência. E, quanto mais, minha ditosa Laura, tu nasceste nas palhas da miséria, cresceste nos andrajos da indigência, ainda viste com os olhos da razão a desgraça sentada à cabeceira do teu leito! e, contudo, eis-te aí rica, honrada, formosa, e soberba de encantos, com que podes insultar toda essa turba de mulheres, que te admiram !! Há tanta mulher infeliz !! Queres saber a história de uma ?!"
      
      Laura, contorcendo-se como se fosse de espinhos a cadeira em que estava, não tinha ainda balbuciado um monossílabo ; mas a urgente pergunta, duas vezes repetida, do dominó, obrigou-a a responder afirmativamente com um gesto.
      
-	"Pois bem, Laura, conversemos amigavelmente."
      
      Um dos indivíduos, que estava presente, e ouvira pronunciar Laura, perguntou à mulher que assim era chamada :
      
- "Elisa, ela chama-te Laura ?"
- "Não, meu pai!" ? respondeu Elisa, titubeando.
- "Chamo Laura, chamo! e que tem lá isso, Sr. Visconde ?" ? atalhou a incógnita, com afabilidade, erguendo o falsete para ser bem ouvida. ? "É um nome de Carnaval, que passa com os dominós. Quarta-feira de cinza torna a filha de V. Exa. a chamar-se Elisa."
      
      O visconde sorriu-se, e o dominó continuou, abaixando a voz, e falando naturalmente :
      
3. III
      
-	"Henriqueta!"
      
      Esta palavra foi um abalo que fez vibrar todas a fibras de Elisa. O rosto incendiou-se-lhe daquele encarnado do pudo ou da raiva. Esta sensação violenta não podia ser desapercebida. O visconde, que parecia estranho à conversação íntima daquelas supostas amigas, não o pôde ser à agitação febril de sua filha.
      
- "Que tens, Elisa ?!" ? perguntou ele sobressaltado.
- "Nada, meu pai! Foi um ligeiro incómodo! Estou quase boa!"
- "Se queres respirar vamos ao salão, ou vamos para casa!"
- "Antes para casa" ? respondeu Elisa.
- "Eu vou mandar buscar a sege" ? disse o visconde ; e retirou-se.
- "Não vás, Elisa!" ? disse o dominó, com uma voz imperiosa, semelhante a uma ameaça inexorável. ? "Não vás! Porque, se vais, contarei a todo o mundo uma história que só tu hás-de-saber. Este outro dominó, que tu não conheces, é um cavalheiro : não temas a menor imprudência."
- "Não me martirizes !" ? disse Elisa. ? "Eu sou infeliz de mais, para ser flagelada com a tua vingança! Tu és Henriqueta, não és ?"
- "Que te importa a ti saber quem eu sou ?!!"
- "Importa muito! Sei que és desgraçada !! Não sabia que vivias no Porto ; mas palpitou-me o coração que eras tu, apenas me chamaste Laura."
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<DOC DOCID="HAREM-44H-05312">
Feira do Fumeiro de Montalegre transformada em "S. João da chouriça" 

O presidente da Câmara de Montalegre pretende que a edição deste ano da «Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso» se transforme durante o fim-de-semana no «S. João da chouriça».
Segundo Fernando Rodrigues, que falava quinta-feira à noite à Agência Lusa no final da cerimónia de abertura oficial do certame, «a maior afluência de público neste primeiro dia de feira do que é normal em anos anteriores, dá indicações de que se vai realizar uma grande romaria no fim-de-semana e um grande volume de negócios» .
A grande afluência de público «deve-se ao facto de os organizadores terem tido um maior controle do fumeiro e durante a própria produção dos animais, o que dá garantias absolutas de que os produtos que vêm para a feira são genuínos e têm certificação garantida», afirmou .
O autarca salientou que «se houver um comprador que fique decepcionado com o que comprou a organização devolve-lhe o dinheiro, o que mostra que a garantia é total» .
Fernando Rodrigues acrescentou que nesta «VIII Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso», até ao próximo domingo, os 160 expositores esperam ser visitados por «cerca de 60 mil visitantes» .
A organização da feira é da responsabilidade da autarquia de Montalegre, e para este ano acordou os preços máximos de dois mil escudos por quilograma de presunto, 4 000 escudos por quilo de chouriça, dois mil escudos por quilo de alheira e 7 000 escudos por quilo de salpicão .
O preço de todos os outros produtos derivados do porco, como sejam pés, orelheira, peitos ou outros, são deixados ao critério do produtor .
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<DOC DOCID="HAREM-528-05313">
Nossa empresa concentra suas atividades no ramo promocional ,através da música, onde elaboramos cds nacionais e internacionais de sucesso, gravados em nosso estúdio, o qual realiza trabalhos para gravadoras e os mais consagrados artistas do Brasil.
Colocamos nossa tecnologia à sua disposição, para suas campanhas de fidelização de clientes.

Para maiores detalhes acesse o nosso site www.racmultimidia.com.br Atenciosamente,

Racmultimídia

Luis Guerra

Gerente Comercial

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<DOC DOCID="HAREM-73J-05315">
«Play-off» da NBA
Bulls mais longe do título
Os New York Knicks venceram terça-feira no seu reduto os Chicago Bulls, por 96-91, passando a liderar, por 2-0, a final da Conferência Leste da Liga Norte-Americana de Basquetebol Profissional (NBA, que se disputa à melhor de sete encontros.
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<DOC DOCID="HAREM-498-05317">
Sua Chance está Aqui !!!
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Esta mensagem é enviada com a complacência da nova legislação sobre correio eletrônico, Seção 301, Parágrafo (a) (2) (c) Decreto S. 1618, Título Terceiro aprovado pelo «105 Congresso Base das Normativas Internacionais sobre o SPAM».
Este E-mail não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser removido.
Para ser removido de futuros correios, simplesmente responda indicando no Assunto: REMOVER.
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<DOC DOCID="HAREM-74J-05335">
Silêncios e acusações
Alice não sabia o que era um fato-macaco, mas não teve coragem de perguntar.

«Não podíamos.
Afinal, os direitos dos trabalhadores estão garantidos na Constituição.

Tal como explica Luís Soares, da Iniciativa Mosaico do Ministério da Cultura, este é um seminário de exploração criativa em torno do tema de Sagres:
«Queremos que especialistas internacionais e nacionais pensem nas possibilidades que existem de abordagem do tema no contexto da sociedade da informação:
que jogos, que programas, que enciclopédias, que ` sites ' na Internet se podem fazer que traduzam o título do ` workshop '?»
Os temas escolhidos são cinco: «Património Virtual» (exploração dos monumentos portugueses usando as tecnologias da realidade virtual); «Portugal Global» (Sagres como antena de expansão e comunicação da expansão global e local dos portugueses); «Sacra Saturni» (Sagres como lugar de mistério e simbologia, tema ideal para um jogo de aventura gráfica); «Um Milhão de Navegadores» (Sagres como centro privilegiado de turismo cultural, com um milhão de visitantes por ano) e «Terràvista» (Sagres como ponto de partida para uma abordagem pedagógica, pondo os alunos no papel de produtores de informação).

Paulo Pereira, vice-presidente do Ippar, acrescenta:
«Numa primeira fase o trabalho será concretizado num ` site ' na Internet, com acesso universal e que terá sede em Sagres.
Essas páginas na Internet terão uma componente de referência a Sagres e à região costeira do Algarve, num regime de divulgação e promoção do património, com um registo diferente do clássico.
Depois, poderá haver explorações em etapas sucessivas para outras linguagens.
Poder-se-á tocar na realidade virtual, embora seja um objectivo a longo prazo.
Mas é essa a ideia: para já promover esse encontro, reunir ideias, depois se resultar material começar a incorporá-lo e dar forma a um 'site' que tem sede simbólica em Sagres.»
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Projeto BNDES 50 anos
Depoimento de Antonio Carlos Dias Pastori

Entrevista número 36


INDEXAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO
Meu nome é Antonio Pastori, eu trabalho no BNDES desde 1986, na que era a área de análise de projetos [Área de Operações Industrias]. Eu sou natural de Petrópolis, nasci em 1953, portanto estou com 49 anos, sendo que eu tenho 16 anos de Banco. 


INGRESSO NO BNDES

Eu entrei no BNDES, através de concurso público. Eu já tinha uma noção, já sabia o que o BNDES fazia. Eu tinha interesse de vir trabalhar no Banco, em função da atividade dinâmica de visitar empresas, de apoiar novos empreendimentos, de conhecer o Brasil. Então, eu me interessei muito em fazer o concurso do Banco. Fiz concurso público em 1984, fui admitido em 1986.


TRAJETORIA NO BNDES

Eu sempre trabalhei, desde que eu entrei no BNDES, na área de análise de projetos e, especificamente, na Mineração, Metalurgia e Siderurgia. O nosso trabalho consiste em analisar o pleito de uma empresa. Esse pleito normalmente refere-se a um pedido de financiamento para expansão de uma planta industrial, para instalação de uma nova planta, para modernização. Então, o nosso trabalho sempre foi de analisar o projeto, que chamamos de "estudo de viabilidade econômica e financeira". Vemos se a empresa tem capacidade de pagamento, analisamos se o projeto é meritório dentro da política de desenvolvimento do Banco e, no final, nós montamos um relatório. Esse relatório é encaminhado à diretoria do Banco para aprovação e concessão do financiamento posteriormente.

AVALIAÇÃO DE PROJETOS/
Mina do Pico, Mina de Águas Claras, Mina da Mutuca, Alunorte, Albrás, Latasa. Eu poderia citar vários projetos que eu participei, como a expansão da MBR, uma empresa de mineração, instalada em Minas Gerais. Nós financiamos a expansão da Mina do Pico, a Mina de Águas Claras e a Mina da Mutuca também. Eles têm um terminal aqui, próximo a Sepetiba, e nós financiamos toda essa expansão. Tem um projeto da Albrás, uma das maiores produtoras de alumínio do Brasil, nós financiamos a expansão dela. Tem a fábrica de alumina, a Alunorte, também no Pará, que é um insumo muito importante para o Brasil e o Brasil importava esse insumo. E, graças ao financiamento dessa empresa, nós deixamos de importar alumina. Alumina é um insumo fundamental na cadeia de fabricação do alumínio. E outros projetos menores, como a primeira fábrica de lata de alumínio do Brasil, que foi a Latasa. Nós financiamos, desde a primeira expansão da empresa em Pouso Alegre, financiamos a fábrica de São Paulo, a fábrica do Rio de Janeiro, a fábrica de Recife e acabamos de financiar recentemente a nova unidade deles, no Rio Grande do Sul. E uma coisa que é fundamental no nosso processo de análise é conhecer, in loco, o processo operacional, o que a empresa faz, como ela está organizada, como é o ambiente organizacional dessa empresa e o processo produtivo. Então, nós sempre visitamos as empresas.


VIVENCIAS NO BNDES


Viagens

Eu tenho uma história bastante interessante, principalmente para aqueles que imaginam que a vida de um técnico do BNDES consiste em pegar avião, na ponte Rio-São Paulo, ficar em escritórios com ar condicionado das empresas. Não é assim. A área que eu trabalhei durante 16 anos, que foi a área de Mineração e Metalurgia e Siderurgia, nós tínhamos freqüentemente viagens ao interior do Brasil, interior da Selva Amazônica, interior do Pará, do Amapá. Em uma dessas viagens, nós estávamos visitando um projeto de uma empresa de mineração, que queria desenvolver uma lavra de ouro, em processo industrial. E o que aconteceu de interessante nesse processo é que eu, o nosso chefe na época, o Wagner Bittencourt e mais dois técnicos, Mário Miceli, Eduardo Cestari, fizemos a viagem do Rio até Itaituba, no Pará. Essa viagem foi feita num Lear Jet da empresa, no maior conforto, digamos, na maior mordomia. Quando chegamos em Itaituba, o deslocamento de Itaituba até onde tinha essa ocorrência mineral, que se encontrava no Rio Tapajós, só podia ser feita de barco. E nós entramos no barco da empresa, não era um grande barco, o que eles chamam de "voadeira". "Voadeira" é uma lancha de metal, é um barco de metal de 10 metros de comprimento, mais ou menos. Além de nós quatro do BNDES, havia dois diretores da empresa e o barqueiro. E esse barco estava carregando muito material para a empresa. Por problemas de navegação naquele trecho, não havia uma navegação regular, então procurava-se maximizar qualquer viagem que fizesse para aquela região, levar o máximo possível de material. E a empresa, além de nós, estava levando combustível, bombas, equipamentos. O barco estava muito pesado. Naquela época, o rio Tapajós estava num período de pouca chuva, então as pedras estavam muito aflorando na superfície. Nós ficamos um pouco preocupados porque da margem, do ponto que nós estávamos sentados no barco, da quilha até o nível de água, dava um palmo de diferença. Então, qualquer oscilação faria com que entrasse água. E realmente isso aconteceu. À medida que nós fomos nos deslocando pelo rio Tapajós, no sentido montante, começou entrar água dentro do barco. Como se não bastasse, o motor falhou. O motor falhou, nós ficamos à deriva e foi entrando água, foi entrando água. De repente, todo mundo se apavorou e, no momento que levantou todo mundo, o barco perdeu o equilíbrio, ele virou, literalmente virou. Todos nós caímos dentro do rio, o equipamento foi todo perdido e nós ficamos cerca de uma hora à deriva. Para se ter uma idéia do rioTapajós, ele tem, mais ou menos, uns 900 metros de largura. Nós ficamos exatamente no meio e a correnteza puxava muito, então nós ficamos à deriva, nos dispersamos, mas, graças a Deus, conseguimos parar num banco de areia no meio do rio. E mais tarde, umas duas horas depois, uma outra "voadeira" que passava no local, nos socorreu. Aí, pode ser perguntado: "Bom, a viagem de vocês terminou aí. Vocês voltaram para Itaituba para o Rio de Janeiro?" Não. Aproveitamos que nós estávamos, mais ou menos perto, umas três horas do ponto que a gente ia visitar, continuamos a viagem, visitamos o projeto, fizemos todo contato necessário. Apesar desse imprevisto, desse incidente, graças a Deus ninguém morreu, mas nós fomos lá no local, cumprimos a nossa missão. Conseguimos coletar material para fazer análise do projeto, que infelizmente, não foi aprovado, porque a questão da segurança foi um aspecto que pesou muito na análise da empresa, e por essa falha, na segurança, no deslocamento, nós olhamos com mais atenção à segurança do empreendimento, que era muito falha. A mina que estavam perfurando, parecia uma mina daquela época do Velho Oeste, aquelas galerias muito mal estruturadas. Então, o Banco realmente não concedeu financiamento para essa empresa. Isso foi em julho de 1988. 
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<DOC DOCID="HAREM-827-05366">
BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO PROSSIGA: NOVOS RECURSOS
 Destacamos na categoria "Artigos e Outros Textos Estrangeiros": 
 +artigo de Rebecca Guenther, publicado pelo Dublin Core Metadata Initiative - DCMI, que disserta sobre o padrão Dublin Core, que é um formato de metadados, definido a partir de um consenso internacional, que determinou a descrição mínima de um recurso de informação, geralmente para uso em ambiente WWW (GUENTHER, Rebecca. 
 Library Application Profile. 
 DCMI Working Draft, Aug. 
 + ainda nesta categoria, disponibilizamos dois artigos de Stewart Granger, coordenador no Reino Unido do projeto CAMiLEON, que tratam sobre a emulação como parte do processo de preservação digital. 
 + Sobre o assunto emulação apresentamos também o artigo de David Holdsworth e Paul Wheatley, publicado pelo periódico RLG DigiNews, onde abordam também o projeto CAMiLEON. 
 (HOLDSWORTH, David, WHEATLEY, Paul. 
 Emulation, Preservation, and Abstraction RLG DigiNews, v+5, n. 4, Aug. 
 15, 2001). 
 Veja na categoria "Eventos" alguns destaques: 
 + ASIST 2001 Annual Meeting - conferência promovida pela American Society for Information Science and Technology - ASIST, que ocorre de 2 a 8 de novembro de 2001 em Washington, D+C+, EUA, com o tema Information in a Networked World: Harnessing the Flow. 
 + Electronic Books 2001 - evento que ocorre de 5 a 7 de novembro de 2001, em Washington, D+C+ Aborda os avanços da indústria de livros eletrônicos e sua expansão no mercado e em todo o mundo. 
 Está dividido em três áreas centrais: autores, aplicações e acessibilidade. 
 + Simpósio Nacional de Ciência da Informação: Século XXI: uma odisséia da informação - ocorre de 13 a 18 de novembro de 2001, em Londrina, Paraná. 
 Promove uma discussão sobre a temática da informação no século XXI em relação às perspectivas na área acadêmica da Ciência da Informação e da atuação profissional. 
 Este mês incluímos um novo periódico, que pode ser acessado por meio da categoria "Periódicos Brasileiros": 
 + DataGramaZero - que oferece gratuitamente textos reunidos por afinidade temática, que abordam assuntos relacionados às áreas interdisciplinares da Ciência da Informação, tais como Informação e Sociedade, Informação e Políticas Públicas, Informação e Filosofia ou Informação e Comunicação. 
 É produzido pelo Instituto de Adaptação e Inserção na Sociedade da Informação - IASI. 
 Recomendamos que verifique a categoria Cursos onde foram incluídos diversos novos registros. 
 Lembramos que para facilitar a localização dos novos recursos incorporados, estes recebem um selo amarelo que indica "novo". 
 Sumários Correntes 
 Na categoria Periódicos, ao final do comentário de cada título, encontra-se o link para o último número online. 
 Veja alguns dos periódicos que lançaram nova edição nos últimos meses: 
 + ARL: A Bimonthly Report on Research Library Issues and Actions from ARL, CNI, and SPARC - v+217, Aug. 
 2001 
 + Computers in Libraries - v+21, n. 8, Sep. 
 2001 
 + Current Cites. 
 Montly Publication - v+12, n. 9, Sep. 
 2001 + D-Lib Magazine - v+7, n. 9, Sep. 
 2001 
 + Informing Science - v+4, ed.3, 2001 
 + Issues in Science &amp; Technology Librarianship - ISTL - n. 31, Summer 2001 + Online - v+ 25, n. 5, Sep. 
 2001 
 + Program: electronic library and information systems - v+35, n. 4 Oct. 
 2001 
 Outras Notas 
 O Prossiga/IBICT lançou nos últimos meses quatro novas Bibliotecas Virtuais Temáticas: 
 Biblioteca Virtual em Saúde Mental - projeto desenvolvido pelo Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica - ENP, Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para Pesquisa e Treinamento em Enfermagem em Saúde Mental e o Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - EEUSP em parceria com o Programa de Informação e Comunicação para a Pesquisa - Prossiga/IBICT. 
 Biblioteca Virtual de Museus de Ciência e Divulgação Científica - desenvolvida pelo Museu da Vida/COC/Fiocruz, em parceria com o Prossiga/IBICT. 
 Tem por objetivo selecionar sites voltados para explicar os processos e progressos da ciência e tecnologia e a relação em ciência e sociedade, em linguagem acessível. 
 Biblioteca Virtual de Astronomia - trata-se de uma atividade de extensão do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa Prossiga/ IBICT. 
 Biblioteca Virtual Mulher - uma parceria entre o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher - CEDIM/RJ e o Prossiga/IBICT. 
 Esta biblioteca é um site especializado no tema Mulher e Relações de Gênero. 
 Nela, encontram-se selecionadas as informações existentes na Internet - do Brasil e do Exterior - sobre saúde, violência, trabalho, cultura, direitos e cidadania, educação e poder e participação política. 
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<DOC DOCID="HAREM-765-05370">
Quantos irmão tem?

 São dois. Um é como eu, também se fez sacerdote, mais tarde, entrou mais tarde do que eu, mas é mais velho e trabalhou aqui em Braga, na Faculdade de Filosofia e depois passou para Coimbra e lá faleceu. A minha irmã ainda vive, está casada, foi professora primária. Está reformada agora. É mais nova que eu e é doméstica, uma vez que acabou a sua vida profissional está na reforma.

 Tem recordações da casa onde passou a infância?

 Lembro-me. Onde eu me conheci foi em Tortosendo, onde o meu pai era chefe dos correios e os funcionários viviam, naquele tempo, na casa onde estavam os correios. E no quintal, foi aí que me reconheci pela primeira vez. Tenho algumas recordações daquele tempo, de brincadeiras com o meu irmão. Lembro-me muito bem que eu gostava muito de rebolar pelas escadas abaixo, para ver todo à volta. E depois mudamos para Linhais da Serra e lembro-me da primeira desobediência da minha vida porque eu andava num triciclo na estrada. Naquele tempo não havia automóveis, podíamos andar pela estrada. O que havia eram carros de bois não eram perigosos. E então, o meu pai disse-me:"Está bem, podes andar aqui na estrada, mas não podes ir para ali para diante." Eu lembro-me de lá passar para diante porque vinha meu tio de Tortosendo e disse que me trazia lá um presente para mim, e eu fui pela estrada fora. Quem me valeu foram uns homens de carro-de-bois que viram um menino de triciclo e ao cair do dia. -"Estou à espera do meu tio!" E eles disseram: " Não. Tu sabes lá se o teu tio vem." E obrigaram-me a entrar no carro-de-bois. Cheguei a casa, o meu pai deu-me uma sova, era o que eu merecia. É o que eu me lembro daqueles tempos de meninice.

 E como era essa primeira casa dos correios?

 Era normal porque tinha a parte que pertencia à parte que pertencia à parte dos Correios e depois era uma casa em que cada um tinha o seu quarto e tinha um quintal, que era onde eu brincava. Ficava mesmo no centro da povoação, que era no Bairro da Amoreira, tinha uma grande amoreira que hoje não existe. E a casa, a última vez que a vi, estava já a cair, toda esburacada.

  Quem morava na casa?

  Nós a família, o meu pai, a minha mãe e os filhos.

 Nessa altura os seus irmãos já eram nascidos?

 Não. O meu irmão nasceu em Tortosendo comigo, a minha irmã nasceu depois quando mudamos para Linhais da Serra, tinha uns 4 anos ou coisa assim, quando mudamos para Linhais da Serra e depois de lá viemos para a Covilhã.

 Como eram divididas as tarefas lá em casa?

 A minha mãe é que trabalhava em casa, era doméstica e nós estudávamos, íamos às aulas. Eu comecei a ir às aulas aos 6 anos. E lembro-me muito bem, na Covilhã, ia sozinho para a escola. Agora vão sempre de automóvel buscar as crianças porque é perigoso por causa dos automóveis. Naquele tempo não havia perigo nenhum. Ia a pé por lá cima. As aulas começavam às 10h eu saía às 9h30 de casa para chegar a tempo. Ia sozinho não havia, era uma coisa que me espantava, perigos na rua. Hoje na cidade, uma criança de 6 anos atravessar a rua é sempre perigoso. Ainda me lembro do primeiro automóvel que entrou na minha terra, essa ideia ficou-me, seria o primeiro, porque de facto eram os carros-de-bois, de cavalos, era o que havia, que não eram realmente perigosos para uma criança.

  Quais são os momentos mais marcantes da sua família?

  Olhe, o que eu tenho mais recordações da família era umas reuniões de família: os meus tios tocavam a pianola, que naquele tempo era a pianola, mas também sabiam tocar violino e outros instrumentos, e cantavam também. Lembro-me muito bem desses serões. E de vez em quando a família também saía um dia inteiro e a noite passava-a fora naquelas regiões à volta. Tenho recordações desse tempo. E devem-me ter marcado essas reuniões.

 Porquê?

  Porque essa convivência para as crianças, em que todos se entendem, cantam, contam casos. Ainda me lembro de o meu tio querer-me ensinar a aprender a dançar, mas não foi capaz.Tinha eu 7 anos. Essas brincadeiras, que eu convivia marcaram-me para sempre. Gostava da família porque realmente as famílias, naquele tempo, eram muito unidas porque não estavam dispersas como hoje, nem as mães estavam no emprego, portanto estavam em casa, e isto dava à família uma convivência neste caso muito rica, de interesse uns pelos outros, quando alguém ia bem todos se alegravam com isso, quando alguém sofria, pois todos sofriam com ele. Esta convivência que hoje é difícil existir numa família. Era uma família grande, os meus tios eram seis ou sete.

 Como era o quotidiano em sua casa?

  O meu pai saía para o trabalho, até me lembro muito bem que tínhamos que jantar mais cedo porque ele tinha que ir para o trabalho, muitas vezes até de noite. E tínhamos sempre que adaptar a hora de comer e de jantar precisamente por causa do meu pai. 

  E a que horas se levantava pela manhã?

 Geralmente levantava-me pelas 8h, o meu pai era um pouco mais cedo, comia e punha-me a caminho para estar às 10h na aula. Depois vinha almoçar a casa e às 2h tínhamos a segunda aula até às 4h. Às 4h vinha para casa para brincar com os meus amigos. O meu pai não gostava muito que eu viesse para casa. Depois houve uns tempos que eu pertencia aos escuteiros. Os escuteiros foi uma animação que me marcou muito. Os escuteiros eram uma união que a gente ia a acampamentos, tinha as suas leis determinadas de juramento, relação a colegas e cumprimento do dever. Era uma coisa interessante e que nos prendia bastante. Atravessamos a cidade em formatura, nós gostávamos muito daquilo naquele tempo. Mas marcou-me muito a questão dos escuteiros. Não passei de lobito porque na minha terra eu saí de lá aos 12 anos, e até aí eram lobitos, depois eram lobos e depois velhos lobos, era a categoria dos escuteiros. O meu irmão, esse sim foi velho lobo e até chegou a fundar um núcleo dos escuteiros em Tortosendo.

 Como se chamava a escola?

  A escola primária. Estava uma professora que nos dava as primeiras letras e depois passávamos para o professor para estudar para o exame. Todos gostávamos de passar para o professor, que era maravilhoso. Ainda havia a palmatória. Eu apanhei uma vez, mas realmente era bastante justo e a gente não levava a mal. Hoje seria impossível e inconcebível isso. Mas de facto preparávamo-nos muito bem. Eu devo-lhe dizer que a melhor nota da minha vida foi na instrução primária, tive um 20. Nunca mais consegui ter um 20 na minha vida. Nunca tive reprovações porque sempre procurei preparar os exames. E depois como eu gostei muito, ao princípio, de Literatura e Filosofia, são matérias que me entusiasmavam. Eu tive uma infância um pouco doente, por causa da vesícula, fiz uma operação. Foi o que me valeu. Depois dessa operação o médico dizia que eu não chegava aos 60 anos e ando 88. Foi uma operação que fiz, que me tiraram uma pedra da vesícula que podia gerar em cancro porque já estava em ferida, felizmente não chegou a tanto. E portanto, passava muito tempo em casa, depois vim aqui para Braga em 1934. E não podia sair muito e felizmente entusiasmei-me pelos livros, Antero de Quental e outros autores que eu gostei muito, e ainda hoje gosto, e de facto essa parte que me marcou. Depois quando me libertei da doença foi outra coisa. 

 Qual é a lembrança mais forte que tem da escola primária?

 É o professor. A escola chamava-se no Lar da Cabrada. Na altura tinha ideia que era muito grande, depois voltei lá e era muito pequenina e agora já nem existe, que até casas lá construiram. 

 O que mais gostava no professor?

 Conseguia explicar claro entusiasmando-se. Ainda me lembro do primeiro texto que eu estive a ler. Era sobre a Primavera e o meu pai muito admirado. Eu gostava porque ele consegui-me entusiasmar a ver o que estava ali escrito. E portanto eu estava ligando palavra por palavra, depois lia a segunda, depois lia segunda e a primeira, depois ia lendo. E o primeiro texto que eu li demorou 2 horas, segundo diz o meu pai. Porque ele cnseguia-nos meter entusiasmo nesse trabalho de saber o que estava escrito, o que é que isso representa, as contas. De maneira, que eu depois no ensino secundário não tive dificuldade nenhuma. Fui seguindo. Ainda agora disse, numa entrevista aqui há dias, que uma das vantagens que eu tive na minha formação foi ter um bom professor de instrução primária. Porque quando as coisas começam bem é fácil continuar, mas quando começam mal, depois endireitar. Quando os fundamentos de uma casa são bons, a casa aguenta-se, quando são maus é difícil construir uma casa. E realmente nisso devo muito ao meu professor de instrução primária. Tive sorte. 

 E lembra-se porque apanhou a primeira reguada?

 Olhe não sei porquê. Foi a professora que me mandou lá. A professora não tinha muita simpatia entre os alunos, lá houve qualquer coisa que eu terei falado, e mandou-me lá. O professor riu-se e deu-me devagarinho só para dizer que dava.

  Em casa quem é que tinha mais autoridade?

  O pai tinha autoridade ou julgava que tinha porque as mães têm muito jeito para ter autoridade. Agora quando ela dizia:"Olha que eu digo ao teu pai.", "Ai não. Se quer-me bater, bata-me a mãe." O meu pai era um homem de muito ardor que fez a sua vida. Veio lá de uma aldeiazinha e a vida foi a pulso, portanto era ditador, e às vezes um pouco violento em certas coisas. A minha mãe era muito equilibrada e eu aprendi muito com a minha mãe. Os homens levam-se melhor com delicadeza e atenção do que com empurrões. E isso a minha mãe sabia usar e a gente aprende com essas coisas. Aprende para a vida inteira. 

 Relacionava-se melhor com a sua mãe ou com o seu pai?

  Os dois, mas com a minha mãe nesse ponto entendia-me melhor. A minha mãe sabia escutar, compreender, acompanhava-me muito nos sucessos e nos fracassos e ajuda-me muito nesse aspecto.

 Com descreve a sua mãe?

 Eu fisicamente não me lembro muito bem da minha mãe, era mais a maneira de ser, isso é que me ficou de minha mãe. E digo-lhe que depois eu fui reitor, tive esses cargos todos, e quem me marcou para a vida toda foi a minha mãe nesse aspecto: saber aceitar as pessoas, ser amigo das pessoas. Há vários casos na minha vida que me têm acontecido e que sempre procurei resolver de maneira humana, o que nem sempre se consegue porque há gente amargurada que é muito difícil tratar com elas. De facto procurei sempre respeitar as pessoas com quem tratrei e pôr-me sempre do lado delas, porque se nós queremos impor a nossa visão, o nosso ponto de vista, temos que procurar compreender a perspectiva das outras pessoas e ver nesse ponto qual é a melhor solução.
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<DOC DOCID="HAREM-017-05374">
O LUGAR DO LIVRO: ENTRE A NACAO E O MUNDO
 De 28 a 30 de agosto, o ciclo de debates, promovido pela Unesco e a Fundação Biblioteca Nacional, reúne no Rio 25 pensadores brasileiros e estrangeiros. 
 Entre os convidados, estão o filósofo italiano Gianni Vattimo, o sociólogo francês Michel Maffesoli, o argentino Alberto Manguel, os escritores Lygia Fagundes Telles e Carlos Heitor Cony, além de ensaístas como Sergio Paulo Rouanet e Gerd Bornheim 
 De 28 a 30 de agosto. 
 Entrada franca 
 Local: Academia Brasileira de Letras - Sala Raymundo Magalhães Júnior (Av. Presidente Wilson, 203. 
 Centro - RJ) 
 Realização: Unesco, Ministério da Cultura e Fundação Biblioteca Nacional Coordenação Geral: Eduardo Portella e Frances Albernaz 
 * Dia 28 de agosto (segunda-feira) 
 11h - sessão inaugural 
 Vice-Presidente da República do Brasil 
 Diretor-Geral da UNESCO 
 Ministro da Cultura do Brasil 
 Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro 
 Presidente da Fundação Biblioteca Nacional 
 Reitor do Colégio do Brasil 
 12h - Conferência "Homenagem a Ítalo Calvino" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Rafael Argullol (Espanha) 
 - Gianni Vattimo (Itália) 
 - Marco Lucchesi (Brasil) 
 13h - Debate "O que acontecerá com o livro na Era eletrônica?" 
 DEBATEDORES: 
 - Carlos Heitor Cony (Brasil) 
 - Ziraldo (Brasil) 
 - Lygia Fagundes Telles (Brasil) 
 - Nizia Villaça (Brasil) 
 Mediador: Elmer Corrêa Barbosa (Brasil) 
 14h - intervalo 
 16h - Conferência/ Debate "O lugar do livro no espaço da cultura" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Homi K+ Bhabha (Índia) 
 - Goretti Kyomuhendo (Uganda) 
 - Sérgio Paulo Rouanet (Brasil) 
 Mediador: Muniz Sodré (Brasil) 
 * Dia 29 de agosto (terça-feira) 
 10h - Conferência/ Debate "As culturas do livro: afinidades, estranhamentos, dominações, dependências" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Gianni Vattimo (Itália) 
 - Maurice Aymard (França) 
 - Emmanuel Carneiro Leão (Brasil) 
 Mediador: Ronaldo Lima Lins (Brasil) 
 13h - intervalo 
 15h - Conferência/ Debate "Da palavra à escrita: cumplicidades, cidades, eticidade e subversões" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Rafael Argullol (Espanha) 
 - Alberto Manguel (Argentina/ Canadá) 
 - Georges Kutukdjian (Líbano) 
 Mediador: Carlos Guilherme Motta (Brasil) 
 * Dia 30 de agosto (quarta-feira) 
 10h - Conferência/ Debate "Quem são os novos alfabetizados da sociedade das redes?" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Gerd Bornheim (Brasil) 
 - Barbara Freitag (Alemanha) 
 - Gloria Lopez Morales (México) 
 Mediador: Márcio Tavares D'Amaral (Brasil) 
 13h - intervalo 
 15h - Conferência/ Debate "O livro e o diálogo das culturas no momento da mundialização: das relações de produção à produção de relações" 
 CONFERENCISTAS: 
 - Michel Maffesoli (França) 
 - Milagros del Corral (Espanha) 
 Mediador: Renato Janine Ribeiro (Brasil) 
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<DOC DOCID="HAREM-902-05378">
Editora Civilização Brasileira - Assim falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra)
 Assim falou Zaratustra (Also Sprach Zarathustra) Friedrich W. Nietzsche 384 páginas R$38,50 Código: 004741 ISBN: 8520004741 Obra filosófica
e poética, escrita entre 1883 e 1885, ASSIM FALOU ZARATUSTRA é a obra fundamental de Nietzsche (1844-1900), reeditada pela Civilização Brasileira com novo projeto gráfico.
Os conceitos de super-homem e eterno retorno são apresentados neste livro em sua plenitude.
O valor desta obra tem origem principalmente em seu simbolismo, nos jogos de palavras e na multiplicidade de fontes que o inspiraram, desde a Bíblia à obra de Goethe, da prosa de Lutero aos aforismos dos moralistas franceses.
É um livro paradoxal e, justamente por isso, extremamente atraente em sua originalidade.
Descendente de pastores luteranos, Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Rocken, Saxônia, no dia 15 de outubro de 1844.
Recebeu rigorosa formação humanística, o que certamente influenciou a escolha de sua carreira: dedicou-se ao estudo da filosofia grega na Universidade de Leipzig.
Foi tão brilhante aluno que, antes mesmo de se formar, já era nomeado professor catedrático dessa disciplina na Universidade da Basiléia, em
1869.
Por essa época, tornou-se amigo de Wagner, com quem rompeu anos depois por reprovar o nacionalismo, o romantismo decadente e as veleidades religiosas do músico.
Nietzsche lecionou na Universidade da Basiléia por dez anos, aposentando-se em 1879 por motivos de saúde.
Viveu modestamente, enquanto seus livros eram publicados, ainda que sem repercussão.
Só em 1886 tornou-se conhecido, quando o crítico dinamarquês Georg Brandes passou a elogiá-lo.
Porém, três anos depois, um colapso cerebral o deixou semi-inconsciente, à beira da loucura, estado em que permaneceu até a morte.
Sua obra, marcada pela aversão ao cristianismo e pela capacidade de aprofundamento psicológico, influenciou escritores como Thomas Mann, Herman Hesse, Stefan Zweig, Rainer Maria Rilke, Bernard Shaw, André Malraux e Jean-Paul Sartre, entre outros.
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<DOC DOCID="HAREM-50B-05393">
Cachoeira do Arari é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º00'41" Sul e a uma longitude 48º57'48" Oeste, estando a uma altitude de 20 metros. Sua população estimada em 2004 era de 17 127 habitantes.

Possui uma área de 3116,399 km2.
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<DOC DOCID="HAREM-04L-05398">
Nuno Guerra, presidente da Comissão Central, minimizou o diferendo entre as duas estruturas e afirmou que «a linha orientadora é trabalhar com a Secção de Fado», pelo que o convite vai ser feito, como é hábito. 
Só se o Fado não aceitar é que a Comissão assume a realização dos dois eventos. 
Problema será conseguir fazer uma Serenata Monumental sem os fadistas da Academia, que entretanto prometem fazer uma serenata paralela, no mesmo dia e à mesma hora, e em local onde os estudantes não poderão ignorar. 
 
No entanto, após esta corrida ao dólar durante a primeira metade da semana, o mercado optou por uma posição mais defensiva que provocou um ligeiro recuo do dólar face à generalidade das restantes divisas. 
 
Os factores que contribuíram fortemente para este movimento de correcção foram, por um lado, os receios de intervenções por parte da Reserva Federal travando a rápida apreciação da paridade dólar / iene e, por outro lado, o facto de o Bundesbank ter deixado uma vez mais as taxas de desconto e lombarda inalteradas respectivamente nos 5.75 por cento . e 6.75 por cento. 
A última alteração data de 22 de Outubro, quando o banco central alemão procedeu a um corte de 0.5 por cento . em ambas as taxas 
Lloyd Bentsen, secretário do Tesouro norte-americano, afirmou, num discurso proferido na quinta-feira, que um iene fraco não é solução aceitável para os problemas económicos no Japão e insistiu na necessidade urgente de um estímulo efectivo que atenue o enorme excedente comercial japonês. 
 
Vila Real 
Vereador renunciou 
Foi com duras críticas ao presidente da Câmara de Vila Real, Manuel Martins, que o «ex-número dois» desta autarquia, Caseiro Marques (PSD), renunciou esta semana ao seu mandato. 
Na sua opinião, Manuel Martins, que é também líder da Concelhia do PSD local e que agora se apresenta novamente como candidato à Câmara, «afunilou o PSD» a nível local e «não está à altura de conduzir este partido para o futuro». 
 
Até à conclusão deste complicado processo, a CGD deverá continuar a suspender a execução das dívidas, excepto para as situações de abandono. 
Este acordo surge após anos de pressões políticas e sociais para resolver a situação irregular das 234 famílias que podiam ficar na rua, uma vez que a Caixa Geral de Depósitos tinha iniciado autos de penhora. 
 
A Urbanização da Bela Vista foi construída no início dos anos 80, no âmbito de um contrato de desenvolvimento de habitação celebrado entre o antigo Fundo de Fomento da Habitação (actual IGAPHE), a Caixa Geral de Depósitos e a empresa construtora Amadeu Gaudêncio, tendo na altura a Câmara Municipal do Montijo favorecido a aquisição de um terreno e procedido à isenção de taxas por ser um contrato de habitação social com custos limitados. 
 
Novo regime nas execuções fiscais 
O processo de execução fiscal vai passar a ser exclusivamente aplicado na cobrança de dívidas ao Estado e a outras pessoas de direito público, de acordo com o decreto-lei 241/93 de 8/7/93. 
O fim desta norma é evitar a execução fiscal de dívidas de organismos sujeitos a um regime de gestão privada, como a Caixa Geral de Depósitos. 
Mas não será aplicável aos processos pendentes. 
 
Seguros dedutíveis no IRS 
Relativamente ao FEF do presente ano (um «bolo» global de 253 milhões de contos), as autarquias portuguesas deverão, assim, receber no próximo ano mais quase 18 milhões de contos. 
Um crescimento que, todavia, não deixa a ANMP satisfeita. 
«Lamentamos profundamente que as verbas para as autarquias voltem a ser atribuídas em função de uma lei desadequada e injusta, mas infelizmente os partidos não se entenderam quanto à promulgação de uma lei que cumpra a Constituição da República e que promova uma distribuição equitativa dos dinheiros do Estado», criticou Mário de Almeida. 
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<DOC DOCID="HAREM-621-05407">
Introdução
Mensagem de Boas Vindas
Ao aceder, pela primeira vez, à Internet, - ao mundo da comunicação global - a APPACDM Distrital de Braga saúda todos os Colegas e Amigos, singulares e colectivos, que já lá se encontram, e com os quais deseja colaborar e dos quais, reciprocamente, também deseja receber colaboração. Saudamos, nomeadamente, a Liga Internacional (I.L.H.S.), a ARFIE, a APRIM, a ANFFAS, a COFACE-EURAMIS, Mr. François Vittecoq, Mme. Nadine Meeus, il Signore Flavio Barello, e todos os Amigos da Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Suíça, Estados Unidos, e  de todo o Mundo. Estamos para servir o Cidadão Deficiente Mental, de modo sempre especial.
«Navegar é preciso », diz o poeta, mas não é só pelo prazer de «navegar », que a APPACDM vem à Internet, é também, e sobretudo, para ajudar, colaborar, partilhar (dar e receber): aprender e, quanto lhe seja possível, CONVIVER! Também «falar» bem de Braga e levar longe, de forma bem prestigiada, o seu nome, e suas belezas; sua história bi-milenária, o espírito de solidariedade das suas Gentes, bem concretizado e expresso nesta Obra que é a APPACDM Distrital de Braga! Venham vê-la em Braga, em Vila Nova de Famalicão, em Vila Verde, em Esposende, e fruir connosco densos momentos de uma Alegria diferente.
O Presidente,
Dr. Félix Ribeiro
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<DOC DOCID="HAREM-52J-05423">
O «cocktail» que Juppé condena é bem real.  
Mas é-o apenas porque este Governo e esta maioria, escolheram, desde Agosto do ano passado, a imigração e a política da imigração como ponto de clivagem política para as próximas legislativas, ontem mesmo marcadas para Março de 1998, em simultâneo com as regionais.

Um endurecimento nítido existe desde então neste terreno altamente perigoso.
E razão desta escolha é, obviamente, a progressão demente da Frente Nacional, que prospera sempre a apontar o imigrante como bode expiatório e simultaneamente como a fonte de todos males do povo francês. 

Surpresa e sugestões para o futuro
Foi com estupefacção e surpresa que li, na edição do passado fim-de-semana, os comunicados da direcção e da administração deste jornal.
Sou um leitor assíduo e atento do PÚBLICO, desde o primeiro número, e não poucas vezes tenho manifestado opiniões nas suas páginas, o que me leva agora a emitir o meu pensamento sobre o jornal, sobre quem o faz e sobre os ditos comunicados.

1 . O PÚBLICO veio dar à imprensa diária portuguesa uma nova dimensão e, pelo seu aparecimento, obrigou os «grandes» («JN» e 
«DN») a reformular a sua postura e também o seu grafismo.
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<DOC DOCID="HAREM-12L-05439">
Moscovo pensa proibir saída dos especialistas nucleares 
O problema do desemprego dos engenheiros e técnicos do «Minseredmash», o antigo e gigantesco complexo da URSS dirigido para a construção do «escudo nuclear da pátria», é actualmente tema de acalorada discussão na Rússia e constitui uma preocupação para os seus dirigentes. 
Os custos desta pesada estrutura tornaram-se insuportáveis para o país. 
 
Em Lisboa, enquanto a Volta decorria, o entusiasmo era enorme: 
no Olímpia, sempre com lotações esgotadas, corria um filme sobre a partida dos corredores; 
anunciava-se uma corrida de touros para o Campo Pequeno em homenagem aos valorosos corredores; 
e um estabelecimento muito chique da capital oferecia aos melhores corredores um par de relógios em ouro. 
Era o Maxime ... 
 
Quando me convenci que todos os esforços para tomar o aquartelamento se haviam tornado perfeitamente fúteis, comecei a retirar os nossos homens em grupos de oito e dez. 
(...)As nossas baixas no combate haviam sido insignificantes, 95 por cento dos nossos mortos resultou da desumanidade do Exército após a luta. 
 
Durante uma semana mantivemo-nos nos cumes da cordilheira da Gran Piedra, enquanto o exército ocupava as bases. 
Não podíamos descer, e eles não se atreviam a subir. 
Não foi a força das armas, mas sim a fome e a sede, que acabaram por vencer a nossa resistência. 
Tive de dividir os homens em grupos mais pequenos. 
Alguns conseguiram descer através das linhas do Exército; 
outros foram escoltados por Monsenhor Pérez Serantes [ arcebispo de Santiago de Cuba ] a fim de se renderem. 
 
Entre os episódios mais importantes a transmitir, além da entrevista com Giacometti, destaque-se aquele em que se fala da arte de Modigliani, mais ou menos a meio da exibição (nem sempre a ordem é respeitada pela RTP). 
Fala-se da sua vida: do alcoolismo, do desespero; também do «charme», da sua gentileza. 
E do drama da morte. 
Outro episódio importante, «Um dia na vida de Man Ray», entrevista filmada no começo de 1961. 
Ou uma memória do surrealismo dita na primeira pessoa. 
Montparnasse Revisited é assim. 
Está cheia destes tesouros. 
 
De Jean-Marie Drot 
Co-produção RM Arts, INA, France 3 e La Sept 
 
Líderes da Bósnia respondem hoje ao novo plano de paz internacional 
A incógnita sérvia 
Os parlamentos da federação croato-muçulmana e dos sérvios bósnios vão hoje pronunciar-se sobre o novo plano de paz internacional para a república. 
Os dirigentes croatas e muçulmanos já manifestaram o seu apoio ao novo projecto, mas os líderes sérvios da Bósnia continuam a manifestar profundas reservas face ao novo mapa territorial proposto pelas «grandes potências». 
 
O jogador representou na época passada a Associação Desportiva Ovarense, mas foi dispensado em virtude do seu alegado «comportamento antidesportivo», que, na opinião da direcção do clube vareiro, terá contribuído para a derrota sofrida perante o Benfica na fase decisiva dos «play-off». 
Sprewer irá ter como colegas na sua nova equipa os seus compatriotas Terrence Radford- que transita da época passada- e Ruben Cotton, um veterano de 32 anos, naturalizado português, que na época passada esteve ao serviço da Oliveirense. 
Alexandre Dias, Caetano, Moutinho, Nunes, Paulo Duarte, Rui Santos, José Ruivo e Henrique Silva completam o plantel, que será dirigido pelo técnico Orlando Simões. 
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<DOC DOCID="HAREM-112-05461">
Congresso Brasileiro de Olericultura
 Apresentação Tema Central Programação Inscrições Normas Apresentação de Trabalhos Trabalhos aceitos Prêmios Local do Evento Como Chegar ao Congresso Organizadores Patrocinadores Apoio Fale conosco O Estado de São Paulo sediará, mais uma vez e com grande satisfação, o Congresso Brasileiro de Olericultura.
A cidade de São Pedro, a 190 km de São Paulo, tem localização geográfica privilegiada no Estado.
Historicamente, o município surgiu em 1807, mas o local já era habitado por índios Paiaguás, pertencentes à tribo dos Carijós.
Foi em 1881, que a vila se transformou no município de São Pedro.
Em 1979, o governo estadual conferiu ao município o título de Capital do Bordado , transformando-o, também, em estância turística.
Com uma população estimada em 25 mil habitantes, São Pedro segue sua vocação turística, valendo-se do que a natureza lhe proporcionou: serras, cachoeiras, clima agradável e ar puro.
É nesse cenário que São Pedro prepara-se para sediar, no período de 30 de julho a 4 de agosto de 2000, o 40o Congresso Brasileiro de Olericultura, o II Congresso Ibero-Americano sobre Utilização de Plástico na Agricultura e o I Simpósio Latino-Americano de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares.
Esses três eventos simultâneos serão promovidos pela Sociedade de Olericultura do Brasil (SOB), Comitê Ibero-Americano de Desenvolvimento e Aplicação de Plástico na Agricultura (COBAPLA) e International Society for Horticultural Science (ISHS), tendo como realizadores: UNESP (Faculdades de Ciências Agronômicas de Botucatu, de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal e de Engenharia de Ilha Solteira;
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - SAA (IAC e CATI);
USP-ESALQ e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Estamos trabalhando para poder oferecer eventos de alto nível aos congressistas e muito lazer aos seus acompanhantes.
Comissão Organizadora do 40º C.B.O. © 2000 - Unesp - Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu Serviço Técnico de Informática E-mail: herrera@fca.unesp.br
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-527-05469">
ARTIGO
 "THE BINARY PROLETARIAT" ( O Proletariado Binario) por Bolt, Nate. 
 First Monday 5(5) (May 2000) 
 (http://www.firstmonday.dk/issues/issue5.5/bolt/). 
 O autor reexamina a promessa de um brilhante estilo de vida na ambiencia dot.com e acha alguns problemas familiares para a classe dos trabalhadores: horas mais longas de trabalho, mais tensao e outros pequenos segredos que prjudicam a forca de trabalho. 
 Percorrendo caminhos intelectuias ja' familiares analisa o capitalismo na era digital, e indica perspectivas interessantes para o capitalismo da nova economia. 
 A tecnologia digital possibilitou a transformação de interações físicas em estimações binárias, e a sua subseqüente transmissão pelo ar, em uma escala global. 
 Da mesma maneira que parte da população agrícola estava constantemente no ponto de passar para um esquema de em um proletariado urbano , parte do proletariado industrial restante está constantemente à beira de transformar-se em um Proletariado Binário. 
 Alguns leitores ja estao familiarizados com materias sobre a "nova economia" mas nao devem perdem este artigo que e' apresentado em estilo legível e divertido. 
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<DOC DOCID="HAREM-111-05501">
ADAPT - Motivar (para Desenvolver)
Metodologia
A ADRACES é, desde 1992, gestora de Programas e Iniciativas nacionais e comunitárias, através das quais apoia técnica e financeiramente pequenos projectos de investimento nos vários sectores de actividade. A Formação Profissional surge no seguimento desse trabalho, numa tentativa de prestar apoio suplementar de utilidade prática aos promotores de pequenos projectos.
Foram utilizadas as metodologias activas, em que a experiência e interesses dos participantes favoreceram a participação, potenciaram a capacidade de "aprender aprendendo" e permitiu a aquisição e treino de habilidades num clima de motivação e colaboração. A "provocação" por parte do responsável do grupo (Formador) assentou em exemplos práticos, retirados da ambiência do dia-a-dia dos participantes, uma vez que eles utilizam tácticas, técnicas e práticas de forma desconcertada, informal e sem noção de rigor e importância. Foi aproveitado o facto de os grupos serem heterogéneos (ao nível dos sectores representados, formação e informação) para, de forma orientada dentro do tema estabelecido para o dia, os colocar a falar sobre as próprias realidades e experiências, por forma a verificarem que as suas necessidades, oportunidades, vulnerabilidades e capacidades, são também as dos outros. Há que as colocar em conjunto, encontrar soluções, mudar, perspectivar e inovar.
De salientar que as acções realizadas destinaram-se fundamentalmente a "abrir portas", a alertar, a desafiar, a provocar a necessidade de outras que, aí sim, terão que ser muito mais específicas, concisas e temporalmente mais extensas.
Deu-se início ao processo com duas sessões alargadas de motivação para a formação. Desse grupo foram seleccionados 4 pequenos grupos: 2 de empresários e gestores de micro e pequenas empresas rurais e, 2 de técnicos fabris. As sessões de formação foram realizadas aos Sábados, por forma a não afectar o normal decurso dos trabalhos das empresas. Foram ainda dinamizadas refeições conjuntas (nos dias das sessões de formação), a fim de cumprir os seguintes objectivos:
desmistificar relacionamentos institucionais;
informalizar relações entre instituições, empresas e pessoas;
captar necessidades de formação/informação.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-132-05504">
Geral
 OAB inaugura Casa do Advogado A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subsecção de Barra Bonita, inaugurou na sexta-feira retrasada (18), a sede onde vai funcionar a Casa do Advogado na cidade.
Construída num terreno doado pela prefeitura em 1997, bem ao lado do fórum, a Casa do Advogado vai servir como um novo elo entre a classe e a comunidade.
"Não é um espaço só dos advogados de Barra Bonita e Igaraçu, mas de todos os cidadãos", resumiu o presidente da OAB local, Eduardo Márcio Campos Furtado.
Ele e seus colegas recepcio-naram autoridades dos três poderes locais e ainda representantes da OAB no âmbito estadual e federal.
A solenidade aconteceu na nova sede, seguida por um coquetel no Ideal Ponte Clube.
A função da entidade é oferecer assistência judiciária gratuita, assim como prestar serviços sociais e relacionados à área do direito à comunidade, e, agora, conta com um prédio moderno, com amplo espaço na recepção, salas para reuniões, administração e ainda um auditório para palestras e eventos sociais da classe.
A solenidade foi prestigiada pelo representante do Ministério Público local promotor Luiz Fernando Violli, pela juíza da primeira vara Paula
Maria Castro Ribeiro, pelos prefeitos José Arlindo Reginato Dias e Carlos Alberto Varasquim e por advo-gados que militam nas duas cidades.
O presidente da OAB de São Paulo, Rubens Approbato Machado e seus colegas Mário Sérgio Duarte Garcia (ex-presidente do Conselho Federal da OAB e da entidade) e Arnor Gomes da Silva, da CAASP (Caixa de Assistência dos Advoga-dos), também compareceram.
A Casa do Advogado vai funcionar de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h.
Prevenção é a única solução Porque é difícil largar o cigarro Copyright 2000 - Folha do Vale - Todos os direitos reservados
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<DOC DOCID="HAREM-11J-05507">
E assim, aos 2,5 milhões que o Ministério do Planeamento e Administração do Território já gasta no pagamento do pessoal afecto a estes organismos, vêm juntar-se os montantes das obras propriamente ditas, que os municípios, já com projectos na mão, vêm reivindicar junto do Executivo, como salienta aquele membro do Governo.
E o dinheiro «não falta só às câmaras», lembra o secretário de Estado, que considera que a solução para as autarquias é «especializarem-se em fundos comunitários».

Mas como, se muitas não dispõem, nos seus quadros, dos técnicos necessários?
«Encomendem-nos a projectistas de fora» porque, se as obras vierem a ser financiadas, eles até saem de graça, já que, nesse caso, «os fundos comunitários pagam os projectos, o mesmo não acontecendo quando eles são feitos pelos GAT», dado serem organismos do Estado.
Essa poderá vir a ser uma hipótese, até porque, no terreno, a capacidade dos GAT está cada vez mais enfraquecida.
Alguns até já desapareceram, como o de Castro Verde, e outros têm vindo a perder quadros.

Um arquitecto para 800 Km2
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<DOC DOCID="HAREM-601-05513">
Leiria - A cidade
Leiria A cidade de Leiria, capital de distrito e sede da Região de Turismo da Rota do Sol, foi fundada por D. Afonso Henriques, após a tomada do Castelo aos mouros em 1135.
O seu desenvolvimento processou-se àsombra do monte vulcânico onde se ergue o Castelo, prolongando-se depois no rincão que se abre entre os dois rios: O Lis e o Lena.
Foi ocupada antes por vários povos, entre os quais se destacaram os romanos, tendo sido elevada por D. João III, a diocese em 22 de Maio de 1545 e a cidade em 13 de Junho do mesmo ano.
A urbe divide-se hoje em duas partes bem distintas: a cidade velha que, em muito, ainda respeita a sua traça medieval, e a nova já com seus edifícios e bairros moder-nos, que lhe conferem caracter de aglomerado urbano que vem acompanhando o progresso.
As suas igrejas, monumentos, estátuas, parques, jardins, largos, avenidas, ruas e ruelas, e o magnífico passeio na margem do Lis, fazem dela uma cidade fresca, leve e atraente, onde o visitante repousa e se sente bem.
Nó rodoviário de grande importância, nela encontra o turista para visitar, além do Castelo, um dos mais belos do País, a Sé Catedral, a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, o Convento de Santo Agostinho, a Igreja de S. Pedro, etc.
No Concelho, existem as Termas de Monte Real, as mais frequentadas do País, com situação geográfica privilegiada, constituindo magnífica estância de tratamento e repouso. Mais além, a extensa Praia do Pedrógão, com o seu dourado areal e magnífico Parque de Campismo. O turista que demanda Leiria encontrará nos seus arredores paisagens magníficas e terá ainda ao seu dispôr, um óptimos parque hoteleiro, o que também acontece em Monte Real.
No Concelho existem mercados e feiras, assim como festas e romarias, especialmente a partir do mês de Maio até Outubro. Em Maio realiza-se a Feira Anual.
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<DOC DOCID="HAREM-641-05517">
Polícia Judiciária
DESMANTELAMENTO DE REDE DE FALSÁRIOS 2002/06/26
Na sequência de uma investigação relacionada com a contrafacção de notas de euros e de dólares, a Polícia Judiciária, através da Directoria do Porto, desmantelou o que crê ser a primeira tipografia clandestina que se dedicava ao fabrico de notas de euros.
Assim, no dia de ontem, em Braga, a Polícia Judiciária desenvolveu uma operação que culminou com a detenção de três pessoas e a apreensão de significativo material utilizado na contrafacção.
Os detidos, um do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 30 e 40 anos, são responsáveis pelo fabrico de notas de 50 euros e de 50 dólares, no montante, até ao momento apurado, de 72.500 euros e de 150.000 dólares.
No processo de fabrico foi utilizado diverso equipamento informático e gráfico, nomeadamente, computador, impressoras, fotocopiadora e máquina de impressão que aliado aos conhecimentos profissionais dos detidos, na área da serigrafia, permitiram uma falsificação de excelente qualidade.
Para além do equipamento referido, foi apreendido papel-moeda já pronto a ser posto em circulação e, ainda, todo o material utilizado no processo de fabrico.
A intervenção atempada da Polícia Judiciária evitou, assim, que grande quantidade de moeda falsificada entrasse em circulação.
Paralelamente, foram ainda apreendidas centenas de milhares de etiquetas falsificadas de várias marcas internacionais destinadas a peças de vestuário.
Porto, 26 de Junho de 2002
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<DOC DOCID="HAREM-41L-05532">
Um líder sempre tem os seus fiéis. 
Mas, com a normal tendência para a redução da realidade, passou-se a falar não apenas na «Escola do Porto», conceito com origem numa falácia regionalista já muito afastada, mas numa já mesquinha e inexistente «Escola do Siza». 
 
A arquitectura de Siza Vieira não o permite, talvez porque em todo o lado seja próprio da liderança cultural, o não se submeter às regras que ela própria cria. 
Como estilo que nunca se chega a definir, como caminho que está sempre interminado, a «obra do mestre» é mais a permanente inflexão que a coerência inabalável. 
 
Em Setúbal, uma pequena obra prima 
Apaixonei-me imediatamente pela «Casa dos Espíritos». 
Telefonei mil vezes para a agente de Isabel Allende, e finalmente consegui, isso foi nos Estados Unidos, onde forcei Isabel a ver «Pelle, o Conquistador» antes da estreia na Dinamarca. 
Isabel respondeu-me que ia pensar na proposta. 
No dia seguinte ligou para mim, e disse que estava interessada. 
Agora, o financiamento do projecto foi muito complicado, tentei na Suécia e mais tarde consegui na Alemanha -- 
este filme é mesmo internacional. 
Mas a adaptação ao cinema foi fácil. 
A minha ambição era a de contar exactamente a mesma história da de Isabel. 
Depois tive que encontrar os melhores actores que há neste mundo, o que também foi muito complicado e fascinante, e eu acho, sinceramente, que conseguimos criar uma família credível para a «Casa dos Espíritos». 
Optávamos por filmar em Portugal porque era demasiado difícil no Chile, onde as autoridades não vêem com bons olhos, ainda hoje, uma recriação cinematográfica do golpe de estado contra Salvador Allende. 
Tentámos na Espanha -- 
mas sairia muito caro. 
E devo dizer que a parte portuguesa da nossa grande equipa tem sido eficaz e prestável. 
As autoridades portuguesas, entre elas os militares, têm sido muito abertas», concluiu Bille August que ainda revelou que «A Casa dos Espíritos» terá a sua primeira estreia na Alemanha em Outubro deste ano. 
 
O estado da arte 
A reinvenção de Gutenberg 
Calmamente, sem grandes foguetes de «marketing», acaba de acontecer um daqueles pequenos passos na informática que podem significar uma grande revolução para o mundo da comunicação tal como o conhecemos. 
Trata-se da aliança entre a Adobe, a mais importante empresa no ramo da concepção de produtos para edição electrónica e a Netscape, que em seis meses capturou 75 por cento do mercado de programas de navegação na Internet com o produto que lhe deu o nome. 
 
Música irlandesa em Évora: os Wingers tocam na Feira de São João, naquela cidade. 
 
Às 21 h. 
No âmbito do Ciclo Jovens Compositores, organizado pelo Acarte da Fundação Gulbenkian, pode escutar-se a obra «...Há Dois Ou ...», de António de Sousa Dias. 
Os intérpretes são João Natividade (movimento), Luís Madureira (voz), Olga Pratts (piano), Pedro Wallenstein (contrabaixo), António de Sousa Dias (percussão) e Clemente Cuba (desenho de luzes). 
A as 21h30. 
 
A atleta e o seu técnico, João Campos, elegeram a corrida de 10.000m como um meio de ela se sagrar campeã olímpica. 
Apesar de ser a recordista mundial dos 5000m, é nos 10.000m que a Fernanda se exprime melhor», considera Campos. 
«Dado que os horários das duas provas, légua e dez mil, são incompatíveis, decidimos a concentração apenas no maior.» 
 
Fernanda Ribeiro não se aterroriza sequer com as condições climatéricas que, decerto, irá encontrar -- muito calor e humidade. 
O clima é igual para todos e não me preocupa muito. 
Iremos com antecedência para nos adaptarmos. 
Claro que preferia correr em condições idênticas às que encontramos em Portugal, mas, não sendo possível, paciência.» 
Quanto a adversárias, a sua posição é digna de uma recordista mundial: 
«As mais temíveis deverão ser as do costume, em especial a etíope Tulu. 
A [ sul-africana ] Meyer não sei se escolherá os 10.000m ou a maratona e as chinesas apresentam altos e baixos e nunca repetiram as marcas de 1993.» 
 
No Word, o salto da versão 2.0c para a 6.0 significou uma alteração profunda na orientação do programa. 
Em vez de acrescentar uma infinidade de características novas, o novo Word privilegiou a consistência de funcionamento e a facilidade de acesso e de aprendizagem. 
Um dos objectivos do novo Word foi também assegurar a máxima coerência entre as versões para Windows e para Macintosh. 
Desde o manual (que é o mesmo para os dois produtos) ao formato de ficheiros, tudo deverá contribuir para que a mudança entre estas duas plataformas não ofereça qualquer problema. 
Ambas as versões se baseiam no mesmo «núcleo de código», como lhe chama a Microsoft -- embora pareça que este núcleo tenha mais a ver com a versão Macintosh que com a de Windows: 
por exemplo, o excelente «search and replace» tem características que só existiam na versão 5.1 para Mac. 
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<DOC DOCID="HAREM-23C-05540">
Senhora Presidente, gostaria de insistir num aspecto muito claro: a dimensão cultural não está isolada e não se concentra apenas no programa "Cultura 2000" . Não se pretende apenas apoiar a cultura em si mas construir uma mentalidade que seja visível em todas as acções da União Europeia, quer sejam de natureza financeira, cultural, económica ou outra. Pretende-se construir um verdadeiro espaço cultural comum, como muito bem recorda o senhor deputado Graça Moura no preâmbulo, e conferir um sentido simultaneamente cultural e europeu às acções que apoiamos. Apoiar a cultura não significa apoiar alguns agentes da acção cultural mas sim apoiar as raízes dos Europeus, fazer uma obra de educação, fazer uma obra cidadã, e é este o fundamento dos nossos programas. E, se chegarmos a construir essa Europa, uma Europa onde os cidadãos conseguirão compreender que têm uma cultura forte mas que o vizinho também tem uma cultura forte, então, teremos conseguido.

Para terminar, gostaria de acrescentar que, em matéria de relações com os países terceiros, o Presidente Prodi disse muito claramente que temos de abrir o nosso continente europeu. Abrimo-lo aos países vizinhos e estamos a abri-lo aos países da adesão. Mas há que construir, também, pontes para outros continentes. Começámos a fazê-lo com programas concretos, nomeadamente para o Norte de África, com o projecto Euromediterrâneo, que prevê um empenhamento muito forte em matéria de educação, de juventude, de cultura. Essas pontes são indispensáveis se pretendemos criar o diálogo e o respeito sem os quais uma sociedade equilibrada não pode funcionar.

Obrigada, Senhora Comissária Viviane Reding.

Está encerrado o debate.

A votação terá lugar às 11H00.

Programa JUVENTUDE
Segue-se na ordem do dia o relatório (A5-0019/2002) da deputada Gröner, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a execução do Programa "Juventude" [2000/2316(INI)].

Senhora Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, a singularidade do programa JUVENTUDE consiste no facto de ele estar realmente aberto a todos os jovens, permitindo-lhes, assim, uma experiência europeia directa, numa idade que marca a sua personalidade, introduzindo a dimensão europeia na sua vida. O programa europeu JUVENTUDE foi adoptado em 13 de Abril de 2000 e prolonga-se por sete anos, até 2006. O programa dirige-se a jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos, bem como a agentes que intervêm na área da juventude, sendo dotado com 520 milhões de euros. No programa participam 30 países, nomeadamente, para além dos Estados-Membros, também a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, bem como os países candidatos, à excepção da Turquia e de Malta.

A administração do programa é bastante descentralizada, isto é, 70% das dotações são executadas através das agências nacionais. Em 2000, foram financiados 10 029 projectos com um volume um pouco superior a 80 milhões de euros. Deste modo, foi possível a participação de 103 784 pessoas no programa, o que corresponde a uma taxa de execução de 98,5%, taxa essa excelente, tendo em conta o início tardio do programa.

Tal como era nosso desejo, nas diversas acções, foi possível alcançar uma distribuição de dotações equilibrada entre o intercâmbio de jovens e o serviço voluntário. No entanto, desejamos que a Comissão nos apresente dados ainda mais claros e relevantes para os cinco domínios de acção quando for agora apresentado o relatório mais detalhado. A acção I, "Juventude para a Europa" , consta de encontros de grupos de jovens e do intercâmbio de jovens, a acção II inclui o serviço voluntário europeu. Este serviço visa jovens que vão para outro país prestar serviço voluntário, por um período compreendido entre 6 e 12 meses. A acção III consiste em iniciativas de jovens, a acção IV, em articulação com os programas SÓCRATES e LEONARDO, compreende o apoio a iniciativas que ultrapassam o quadro restrito dos diferentes programas. Não existiram quaisquer projectos em 2000 no âmbito da acção V, relativa às medidas de acompanhamento.

No primeiro ano de programação, ouvimos repetidamente queixas relativas aos prazos de tratamento demasiado longos. Nos projectos com uma gestão centralizada, em regra, decorrem entre 4 a 5 meses desde a apresentação da candidatura até à aprovação do financiamento. Deve agradecer-se à Comissão por ter reagido à nossa crítica ao longo do processo e por já ter tomado medidas no sentido da aceleração do procedimento. Espero que continuemos a ter uma boa colaboração com a Comissão neste domínio, de modo a garantirmos um processo rápido e desburocratizado aos participantes no programa.

Houve também dificuldades iniciais no pagamento das dotações que relevam do programa às agências nacionais. Espero que as dotações adiantadas não dêem origem a mais custos adicionais e não causem dificuldades excessivas aos projectos. É extremamente difícil fazer uma avaliação do programa em função do género. Desejo que a Comissão nos forneça dados mais precisos a este respeito e que vele por que se procure uma participação equilibrada dos dois sexos, de modo a não permitir que, sobretudo entre os jovens desfavorecidos, as jovens sejam prejudicadas.

A participação reforçada de jovens desfavorecidos no programa constituiu uma prioridade do Parlamento. Segundo a Comissão, foi possível envolver jovens desfavorecidos em 50% dos projectos centralizados. Nos projectos descentralizados, foi mais difícil. Seria necessário melhorar a situação nestes projectos. É igualmente ainda possível melhorar a partilha de experiências entre as agências nacionais.
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<DOC DOCID="HAREM-536-05553">
Pode-se distinguir nela um corpo, ou soma, no qual se acham os distintos orgânulos citoplasmáticos e o núcleo.
Do corpo neuronal emergem prolongações:
Dendritos: cuja função é conduzir impulsos até o corpo celular (aferentes). São numerosas, curtas e ramificadas. À medida que se ramificam vão diminuindo seu calibre. 
Axônio: sua função é a condução de impulsos do corpo neuronal (eferentes), é uma só prolongação longa de calibre uniforme em toda seu comprimento e se ramifica apenas na proximidade de sua terminação.
Segundo o número de dendritos os neurônios podem dividir-se em:
Neurônio mono ou unipolar: Um só axônio, nenhuma dendrito. Presente nos órgãos dos sentidos. Os receptores sensoriais ocupam o lugar dos dendritos. 
Neurônio bipolar: Um axônio, uma dendrito. Presente também nos órgãos dos sentidos. 
Neurônio pseudomonopolar: Dendrito e axônio se fusionam perto do corpo neuronal.
Neurônio multipolar: Várias dendritos, um axônio. Predomina no sistema nervoso central.

Células Neuróglicas
No tecido nervoso há, além das células neuronais, as células neuróglicas. Esse tipo celular cumpre a função de sustentar, proteger, isolar e nutrir os neurônios. Distinguem-se, entre elas, os astrócitos, oligodendrocitos, microglia etc. Têm formas estreladas e prolongações que envolvem as diferentes estruturas do tecido.

Nervos
Os grupos de feixes de fibras nervosas (axônios) constituem a estrutura macroscópica chamada nervo.
Os nervos são formados por:
Feixes de fibras nervosas com bainhas de células neuróglicas que as recobrem. 
Tecido envolvente conectivo. 
Vasos sangüíneos de pequeno calibre (vasa vasorum).
Os nervos conduzem impulsos de ou para o Sistema Nervoso Central. Dependendo do sentido de condução podem dividir-se em:
Nervos motores: predominantemente eferentes.Conduzem os estímulos do sistema nervoso central à periferia onde alcançam os músculos.
Nervos sensitivos: predominantemente aferentes. Transmitem os estímulos da periferia até o sistema nervoso central. 
Nervos mistos: têm um componente motor e outro sensitivo.
De um certo sentido deveríamos considerar como mistos todos os nervos periféricos. Já que nos motores também encontramos vias aferentes provenientes dos ossos musculares, e nos sensitivos se observam também fibras nervosas eferentes para as glândulas da pele e os músculos eretores dos pelos.
A palavra nervo em geral é usada para falar do sistema nervoso periférico, no sistema nervoso central as fibras formam feixes segundo a função exata que desempenham. Aqui o grupo de feixes de fibras de igual função se chama fascículo. Os fascículos têm nomes compostos. A primeira parte do nome indica onde começa o impulso e a segunda onde termina. Exemplo: corticospinal-corteza-medula.
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<DOC DOCID="HAREM-709-05558">
Mara admira-se de eu estar às voltas com a Tyrrenika, infindável anedotário etrusco do imperador Cláudio. Que proveito me trará o esforço, pergunta, se temos tão raros convidados a quem deslumbrar? Num gesto faceto, desdobra um dos rolos, soletra umas palavras ao acaso, ri e deixa-o rebolar pelo tampo da mesa. Logo as unhas afiadas do gato ressaltam, aduncas, e se preparam para grifar o papiro, como já tinham antes marcado os braços de Mara. Protesta. Mara aconchega o bicho ao colo e deixa-me, numa pequena corrida. Rito quotidiano, conhecido, trivial e amável. Mara, aprazível, afirmando-me a sua solicitude...

Preserva Mara uma vivacidade juvenil que ainda me espanta, ao fim de todos estes anos. Nunca teve paciência para desenrolar um livro; boceja e adormece quando chamo um escravo para ler algum trecho, mesmo solerte e ligeiro. Aborrece-se nesta pasmada villa, mas nunca admitiria que se aborrece. Não lhe ocorre queixar-se. «Onde Gaio está, Gaia estará». Assim foi educada. Sob aquela futilidade alegre e volátil, velam solidíssimos princípios, ancestrais, e uma recôndita lucidez que só se expõe quando motivos ponderosos a convocam. Sempre contei com a estrénua lealdade de Mara, embora ela não saiba definir o vocábulo lealdade, nem dissertar sobre ele, nem use nunca o termo «estrénuo».

Em boa verdade, os Etruscos de Cláudio interessam-me de somenos e a prosa dele flui tão entaramelada como dizem lhe saía a fala. 

Enquanto o cortejo desfilava, imundo e cansado, Proserpino procurava-me com os olhos inquietos. Distingui perfeitamente o seu olhar ansioso e a contracção da cara, num esforço de atenção, quando, ao longe, se apercebeu da minha presença. Deu dois passos, fitou melhor. Sorriu. Tinha-me reconhecido. Atirou um gesto indeciso a Mara, numa cortesia atabalhoada, e quase correu na minha direcção.
- Lúcio, Lúcio, saúde! Que bom ver-te, ao fim de todos estes anos...
Aí estava Proserpino, aos tropeços no seu disforme manto, quase a rojar-se a meus pés. Que havia eu de fazer? Não podia maltratar um hóspede que se mostrava solícito, embora não convidado. Dissimulei a contrariedade. Propus-lhe restaurar-se no balneário, fiz-lhe companhia, pedi-lhe conselhos sobre aquela minha transacção, admiti-o à mesa de mármore verde, escutei-o com paciência e urbanidade.
Depois, mandei que selassem duas mulas e acompanhei-o num passeio pelos meus domínios. Proserpino não era muito afeiçoado ao campo, escapava-lhe completamente a beleza de um sobreiro isolado numa clareira amarela de restolho, nunca tinha lido Hesíodo, passava indiferente por um santuário. Mas não deixou de citar Virgílio: «feliz é aquele que conhece os deuses campestres... ».
Quis impressionar-me, discorrendo sobre Magão e o seu tratado de lavoura. A um cartaginês, como Magão, assistiria a sensibilidade bastante para se pronunciar sobre a agricultura do lado de cá do Mediterrâneo?

- Repara - fui dizendo -, não foram os púnicos que nos invadiram desta vez. Foram os mouros da Tingitânia.
Tudo a mesma gente: púnicos, mouros... Farinha do mesmo saco. O lado errado do Marenostro.
À ceia, Proserpino esmerou-se no sumpto das sedas escuras e na especiosidade dos perfumes. Era a sua maneira de nos prestar homenagem, ainda que soubesse que costumamos ser frugais e comedidos às refeições. Mara conserva o antigo hábito, que já sua mãe lhe transmitiu, de comer sentada, junto ao triclínio, tão natural para ela como o costume arcaico de me tratar por «amigo». À mesa vieram apenas coelhos, cogumelos, pardelhas do rio, pão e gárum da região. Vinho, do nosso. A servir-nos, o velho escravo que já servira a meu pai. Uma lucerna tripla, não mais. Apenas ordenei que a cratera e os talheres fossem de prata, e que dispusessem paus de canela numa taça, a condizer exoticamente com as sedas de Proserpino, para que ele não tomasse a nossa simplicidade por exibição de avareza.
Ao instalar-se, fez-me uma oferta, e com a oferta um pequeno discurso, agradecendo a hospitalidade. Num estojo de couro trazia-me uma cópia de Catão de Curiácio Materno, que me estendeu solenemente. Agradeci, com palavras de conveniência. Mara acrescentou umas amabilidades, depois de dar uma volta distraída aos rolos.
- Nunca li, mas calculei que te desse prazer - disse Proserpino.
Era, de facto, uma boa prenda. E aquela cópia, aqueles rolos, de punhos de madeira exótica lavrada, aquele estojo, deviam ter-lhe custado bom dinheiro.
No decorrer da conversa contou-nos que tinha viajado de Tarcisis a Vipasca para tratar de formalidades legais respeitantes a negócios duma viúva, sua cliente. As minhas propriedades não ficam no caminho de Vipasca. Proserpino, no regresso, abalançou-se a um grande desvio, fora das estradas patrulhadas, só para me visitar. Viera a medo. Esperava, certamente, ser recebido com altanaria ou brusquidão, e a nossa franqueza, nas suas palavras, sensibilizava-o muito.
Contou-nos pormenores da viagem e não nos poupou à descrição dos assuntos que motivavam a sua deslocação. De vez em quando, eu olhava disfarçadamente para Mara, como perguntando: «que nos quer este?». Mara, sempre arguta, percebia o que me incomodava e apressava-se a não deixar morrer a conversação. Mal Proserpino fazia uma pausa, logo ela acudia com perguntas e comentários, mantendo a prática arredada do assunto que sabia capaz de me ferir: Tarcisis.

Acabámos o serão com Proserpino a interrogar-me sobre pontos de Mitologia. Só nessa altura, com algum alívio, me convenci de que ele não faria qualquer alusão a Iunia Cantaber...
- Achas, Lúcio, que Minos, quando poupou o Minotauro e o encerrou no labirinto, antevia já, por inspiração dos deuses, os feitos de Teseu, ou, pelo contrário, queria preservar o monstro, para manter sempre viva a materialidade da culpa de Pasifaé?
Eu ia respondendo, como me ia ocorrendo. Fui submetido a um interrogatório cada vez mais obtuso, sobre Aquiles e Próculo, Morfeu e Alcíone, e os Sete contra Tebas. Proserpino já não ouvia as minhas últimas opiniões. Os acenos de cabeça com que apoiava as minhas palavras fixaram-se, numa postura rígida de queixo colado ao peito. A respiração tornou-se-lhe regular e pesada. Mara chamou os escravos dele que o levaram, em braços, para o cubículo destinado.
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<DOC DOCID="HAREM-227-05563">
DIRETORIO DE LITERATURA ELETRONICA
 http://directory.eliterature.org/. 
 ORGANIZACAO DA lITERATURA ELETRONICA 
 http://www.eliterature.org/index2.html 
 Os enderecos acima estao preocupados com a apresentacao e a organizacao da Literatura Eletronica. 
 Literatura eletronica esta' definida no site como: qualquer literatura com um elemento eletronico disponibilizado na Internet; inclui portanto, ensaios experimentais, poemas animados , pecas de audio, e artigos completos em qualquer area. 
 O Diretorio inclue 400 endereco so' para poesia. 
 Permite ao visitante procurar informacao pelo autor, tipo de estrutura de informacao, ou por indicacoes de seu formato original. 
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<DOC DOCID="HAREM-841-05568">
Site Junior, Rua - Portugal
Afonso de Albuquerque
Afonso de Albuquerque foi uma figura muito importante na História de Portugal. Foi vice-rei da Índia e foi ele que começou a construir o grande império que Portugal teve no Oriente.
Queres saber mais?
Afonso de Albuquerque nasceu em Alhandra (no Ribatejo) em 1453. O seu pai era Gonçalo de Albuquerque e pertencia à nobreza.
Como pertencia a uma família nobre, Afonso de Albuquerque foi educado na corte de D. Afonso IV, onde estudou Matemática e Literatura.
De 1476 a 1495 aperfeiçoou as suas técnicas militares: acompanhou o futuro rei D. João II nas suas campanhas militares ao Norte de África, combateu em Arzila e Larache (terras no Norte de África) e fez parte da guarda de D.
João II.
Em 1503, o rei D. Manuel I mandou-o para a Índia com o seu primo, Francisco de Albuquerque, para tratarem dos interesses comerciais portugueses nessa região.
Para isso, era preciso dominar algumas cidades e portos importantes na Índia. Foi o que Afonso de Albuquerque fez!
Fundou uma fortaleza em Cochim, dominou Calecute e estabeleceu relações comerciais com Coulão.
Regressou a Portugal em 1504, cheio de ideias para fortalecer a presença dos portugueses na Índia.
Como o comércio das especiarias era muito importante, a ideia de Afonso de Albuquerque era fundar fortalezas nos principais portos e cidades e, assim, conseguir que os portugueses dominassem esse comércio.
D. Manuel I gostou da ideia e mandou-o de novo para a Índia em 1506. Com ele levava uma carta secreta que dizia
que ele seria o próximo vice-rei da Índia, substituindo D. Francisco de Almeida quando este terminasse o seu mandato em 1508.
Conquistou Omã, Goa, Malaca e Ormuz e começou com o seu plano de miscigenação (mistura) de portugueses e indianos, apelando ao casamento de marinheiros e soldados portugueses com mulheres indianas, para que os laços entre os dois países ficassem ainda mais fortes.
Morreu no dia 16 de Dezembro de 1515, quando regressava a Goa, deixando bem fortes as bases do Império Português no Oriente.
Este assunto interessa-te?
Então procura livros e outros materiais na Lojinha Júnior.
- A Minha Primeira História de Portugal
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<DOC DOCID="HAREM-811-05570">
ANDITEC - Interfaces para Acesso ao computador
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Wivik
Imagem de um ecrã de computador com o teclado virtual Wivik a escrever "Wivik" num programa processador de texto. Ligação a um vídeo de demonstração.
O Wivik é um software que emula o teclado do computador. Desta forma, o utilizador deste programa pode escrever utilizando o teclado que aparece no ecrã do computador, através do controlo do ponteiro do rato ou por varrimento.
Este programa permite ao utlizador escolher mais de 50 teclados diferentes disponíveis em 22 línguas diferentes. As teclas dos "teclados virtuais" podem ser configuradas na posição e tamanho que se quiser.
Para uma escrita mais rápida e eficiente o Wivik inclui um predictor de texto. Um predictor de texto prevê uma lista de palavras possíveis de ser a que o utilizador está a escrever. Ao aparecer a palavra pretendida, basta escolhê-la da lista e o resto da palavra é escrita automaticamente.
É possível ainda introduzir novas palavras ou abreviaturas à lista de palavras de predição.
Este programa funciona no sistema operativo Windows.
Ajudas para a Comunicação Ajudas para a Mobilidade Acesso ao computador Software em Português Ajudas para a vida diária
Poderá encontrar mais informações e outros produtos desta empresa, também comercializados pela ANDITEC, no site (em inglês): http://www.prentrom.com
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<DOC DOCID="HAREM-211-05576">
Untitled Document
A Origem da imagem do Senhor Santo Cristo.
Foi o Papa Clemente VII que ofereceu a duas freiras, do Vale dos Cabaços, que foram a Roma requerer a Bula Apostólica para a criação do Mosteiro da Esperança, a imagem do Ecce Homo.
Em 1541 algumas religiosas do Vale de Cabaços levaram a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres para o convento da Esperança em Ponta Delgada, pois a imagem encontrava-se ameaçada pelas várias incursões de piratas. Foi inicialmente colocada na Ermida de Nossa Senhora da Paz, sendo posteriormente movida para um altar no coro de baixo, pela Madre Teresa da Anunciada.
Madre Teresa da Anunciada
Nascida a 25 de Novembro de 1658 na freguesia de São Pedro, na Ribeira Grande, Teresa de Jesus tomou o véu de Noviça a 20 de Junho de 1682 no Convento da Esperança, tendo professado a 23 de Junho de 1683. Por sugestão de Frei Francisco da Anunciada, ela tomou o nome de Teresa da Anunciada.
Segundo as memórias da Madre Teresa, foi o próprio Senhor Santo Cristo, que a inspirou, através de sonhos e visões, para que a imagem fosse alvo de culto.
A 16 de Maio de 1738, no convento da Esperança, faleceu. Dois anos depois, D. Frei Valério do Sacramento, Bispo dos Açores, mandou abrir processo de Inquirição de virtudes da Madre Teresa, tendo resultado deste processo a resolução de que de Teresa éVenerável.
Todos os anos, na data da sua morte, celebra-se no convento da Esperança, uma Eucaristia em sua honra.
O Início do Culto
Em 1700, por inspiração do Senhor Santo a Madre Teresa, realizou-se a primeira procissão.
Foram só passados 13 anos, que a Imagem tornou a sair. Durante dias seguidos S. Miguel tinha tremido, tornando em ruínas muitas moradias, fumos surgiam de fendas, as populações estavam em pânico.
Um grupo de freiras do Convento da Esperança levou a Imagem do Santo Cristo em Procissão. Durante a procissão, um abalo mais forte fez com que a Imagem caísse. No entanto, a Imagem ficou erecta no chão e não se sujou.
Como a crise sísmica acabou neste momento, o povo mudou o nome da Imagem de Senhor Santo Cristo, para Senhor Santo Cristo dos Milagres.
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<DOC DOCID="HAREM-373-05583">
Kusturica
«Underground»
O público e a imprensa que viram «Underground», de Emir Kusturica, no último Festival de Cannes, verão de certa forma um outro filme quando a obra de Kusturica estrear comercialmente. Confirmando o que já corria quando o filme foi exibido em Cannes, o cineasta vai regressar à sala de montagem para cortar cerca de 20 minutos a essa obra demencial que recebeu a Palma de Ouro de Cannes, ex-aequo com «O Olhar de Ulisses», de Theo Angelopoulos. Os 192 minutos de «Underground» -- mais de três horas -- deverão ser reduzidos a cerca de 170 minutos. O lançamento comercial do filme do realizador da ex-Jugoslávia está agora previsto para Outubro ou Novembro.
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<DOC DOCID="HAREM-112-05586">
Fortuna e Virtude
 Beleza também põe mesa Marilena Braga O Centro de Convenções de Curitiba, endereço presente há muitos anos na cidade , escondido na Rua Barão do Rio Branco agora sendo revitalizada dentro do projeto Cores da Cidade pode ter um impulso que o coloque como ponto de convergência das iniciativas de negócios no Paraná.
Nos dias 22, 23 e 24 de agosto deste ano seus espaços 9 mil metros quadrados e um auditório com capacidade para 1.500 pessoas serão ocupados com
a Ficosul-99, Feira Internacional de Cosméticos, Perfumaria, Estética e Equipamentos.
Nos anos de 96 e 97 a mesma Feira foi realizada em Lisboa, Portugal, movimentando expositores europeus e brasileiros.
Julia Helena Basso , diretora comercial da Intercontactus, empresa promotora da Ficosul-99, conta que a reticência do público curitibano com empreendimentos desse porte é compreensível.
Vivendo em Curitiba e organizando feiras em diversos locais do Brasil, considera um desafio fazer da Ficosul-99 um êxito para a economia da região Sul e países do Mercosul, que têm uma indústria cosmética desenvolvida e, até agora, não catalogada plenamente como potencial econômico.
A Ficosul-99 promove também atividades paralelas dentro do Encontro do Mercado Cosmético.
Profissionais do setor vão falar sobre Tendências do Mercado, Registro e Legislação, Gerenciamento e Marketing de Produtos, Controle Microbiológico, Formulações, Matérias-primas, Boas Práticas de Fabricação e Controle, além de mesas redondas sobre Formas de Vendas e Embalagens.
Entre os expositores, profissionais da área médica estética (dermatologistas e cirurgiões plásticos ) e buco-faciais.
Um encontro onde a indústria estará ladeando os avanços da medicina estética , é o que espera Julia Helena Basso .
Saiba como: Interessados em participar podem fazer contato pelo fax 041-3228955 ou pelo telefone 041-3231973.
São 87 stands disponíveis , de 6 a 18 metros quadrados.
Marilena Wolf de Mello Braga é jornalista e empresária em Curitiba, diretora da Prima Donna Marketing Pessoal, Textos e Informação .
Criou e edita o jornal Fortuna e Virtude, exclusivo para a Internet.
Os promotores da Ficosul-99 já realizaram, em São Paulo, em 97 e 98, a Etnic, Feira Internacional de Cosméticos e Produtos Afro-Étnicos.
Em novembro deste ano, na Expo Center Norte, em São Paulo, a Etnic terá sua terceira versão.
Beleza brasileira para todas as raças.
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<DOC DOCID="HAREM-812-05588">
5ª ata - ASTJ
 ATA DA 5ª REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DA ASTJ Aos cinco dias do mês de julho do ano de dois mil, às dezesseis horas, na Sala de Reuniões da Comissão do Museu, no 11º andar do TJ, reuniram-se os membros do Conselho Deliberativo da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com a presença dos seguintes Conselheiros: Almir Tadeu Peres, Orivalda Lima Silva, Elisabete Maria da Rosa, Otto Dornbusch Neto e Sérgio Galliza.
Aberta a reunião, o Sr. Presidente do Conselho, após justificada a ausência dos conselheiros Luís Carlos Lima Ramos da Silva e Sílvia Otília Zeferino Schürhaus, notificou a abonação de ambas as faltas.
Também foi abonada extemporaneamente a ausência justificada, já constada em ata, da conselheira Elisabete por ocasião da primeira reunião do Conselho.
A Secretária do Conselho procedeu, como de praxe, à leitura da Ata da reunião anterior e, a seguir, passou-se às assinaturas.
Em seguida foi apresentado o pedido de prorrogação para a análise e votação do balancete referente ao mês de maio, por ter sido entregue sem prazo suficiente para a conclusão do relatório, sendo aprovado pelos conselheiros presentes.
Ficou decidido que se fará uma reunião extraordinária, marcada para o próximo dia 19 de julho, quarta-feira, cuja pauta será a análise e votação
do referido balancete.
Passou-se então à análise e votação do texto da Resolução 01/00-CD, que regulamenta a categoria de sócio temporário da ASTJ.
Foi aprovado na íntegra o texto, por unanimidade de votos, que será enviado através de ofício à Diretoria Executiva, para que dê ciência aos interessados em associar-se à ASTJ.
Aprovada proposição para que se enviasse ofício à Diretoria Executiva sugerindo a reavaliação do contrato da UNIMED com a ASTJ, visando a alteração para menor dos valores das contribuições dos associados conveniados.
E que se solicitasse do Presidente da ASTJ autorização para a impressão gráfica dos Estatutos para a distribuição aos associados.
Foi sugerido pelos conselheiros que a Diretoria Executiva proceda consulta aos associados, através de questionário individualizado, sobre os prováveis projetos a serem implementados na sede balneária, tais como a construção de chalés, para verificar se tais melhorias ainda refletem a vontade geral.
Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente do Conselho Deliberativo da ASTJ deu por encerrada a presente reunião.
Eu, Orivalda Lima Silva, Secretária, datilografei a presente Ata, que, após lida, será assinada pelos membros presentes do Conselho Deliberativo.Almir Tadeu Peres, Presidente Orivalda Lima Silva, Secretária Elisabete Maria da Rosa Otto Dornbusch Neto Sérgio Galliza
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<DOC DOCID="HAREM-38B-05593">
Uns vinte anos atrás, Bill Gates deu uma de futurólogo do apocalipse e anunciou a morte do papel impresso para o início do novo milênio. Se isto estivesse em vias de acontecer, o bibliófilo José Mindlin, 90 anos, dono de uma das mais importantes bibliotecas do Brasil e símbolo nacional do culto ao livro, não teria se encontrado esta semana com seu colega americano, Matthew Battles, 35, editor do boletim da Biblioteca Houghton, que guarda as obras raras de Harvard. À menção do nome de Gates, Mindlin recorda uma história recente: 

- Outro dia uma revista de informática quis me fotografar segurando um e-book. Eu disse que só aceitaria se, na outra mão, houvesse um livro convencional. No dia marcado, o repórter disse: agora o senhor vai ver uma coisa maravilhosa. Mas na hora de ligar, o e-book não funcionou! Então eu disse: isso nunca aconteceria com um livro. Após 550 anos, o livro é basicamente o mesmo. O resto é adivinhação. Posso dizer que vão inventar uma pílula que você toma e pronto, já leu tudo... 

Matthew, que lançou no ano passado o livro "A conturbada história das bibliotecas" (no Brasil, editado pela Planeta), ironiza: 

- Já deve ter alguém trabalhando nesta pílula... provavelmente, Bill Gates!
A tecnologia não substitui o livro. Ela ajuda a encontrá-lo nas bibliotecas. Por outro lado, as bibliotecas servem para fazer frente a uma certa informação torrencial que nos atinge e é confusa, mesmo que democrática. A biblioteca garante que possamos, se necessário, reassumir o controle sobre o conhecimento de uma maneira transparente e ordenada. 

"Os livros vão sobreviver a nós" 

Mindlin, que não é usuário de computador (embora o catálogo de sua biblioteca seja informatizado), ensina o caminho da virtude: 

- Acho que o que perdemos com a internet, sobretudo, é o traço da escrita do autor, das anotações, das emendas que, no computador, hoje, simplesmente se apaga. Por outro lado, o uso do computador permite outras possibilidades no processo de criação e a internet garante acesso rápido a documentos e imagens. Por isso eu digo que é um falso dilema. Uma coisa eu digo: os livros vão sobreviver a nós e a várias e várias gerações... 

Matthew, por sua vez, vê certa negligência com os manuscritos de hoje, ao mesmo tempo que com aquilo que se perde no universo eletrônico: 

- Da mesma forma como os documentos pessais, notas fiscais, bilhetes de nosso tempo terão valor de raridade, a enorme quantidade de e-mails, textos de blogs e outros processos transitórios e efêmeros da internet podem estar escondendo preciosidades que a qualquer momento serão deletadas da História. 

Presente à conversa, que se deu na Biblioteca Nacional, o presidente da instituição, Pedro Corrêa do Lago, ilustra o paradoxo: 

- Imaginem se Shakespeare tivesse um blog e este fosse deletado... Imaginem se os esboços, as anotações, os cadernos, aquilo que os grandes mestres deixaram de lado, não pudessem ser estudados pelas geraçoes futuras? 

"Farenheit 451 não é fantasia" 

A discussão segue num tour pelos corredores da BN em que se passou pelas seções de obras raras, iconografia e restauração, e ruma para o principal foco de interesse de Matthew: a destruição de bibliotecas, de Alexandria até o conflagrado século XX, que assistiu a queimas de livros em plena alvorada da modernidade. 

- Na verdade, o que se precisa evitar é a destruição. A terrível realidade descrita no filme "Farenheit 451", de Truffaut, em que o Corpo de Bombeiros tem a função de queimar livros, não é assim tão fantasiosa. À compulsão de ler contrapõe-se, historicamente, a tentação de destruir. 

- A pior tragédia que pode acontecer à Humanidade é a morte de seus livros - complementa Mindlin. 
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<DOC DOCID="HAREM-448-05602">

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Dúvidas pelo email: ultbuss@responda-me.com.br

Para ser removido de futuros contatos, por favor, envie um e-mail para retdef@ibest.com.br, com o assunto REMOVER.
Obrigado.
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<DOC DOCID="HAREM-11C-05609">
No mesmo espírito, a Comissão pode aceitar as alterações nº 1, 2 e 5 à proposta Euratom, as quais introduzem precisões úteis no texto tal como está formulado actualmente, bem como a terceira parte da alteração nº 6, desde que se insira a ideia da protecção contra as radiações na segunda acção «Cooperação Internacional» do Quarto Programa-Quadro.

A alteração nº 9 propõe a criação de um prémio «Descartes», a atribuir anualmente, para recompensar e distinguir trabalhos europeus de investigação particularmente notáveis.

Já tive ocasião de dizer aos membros da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia até que ponto considerava essa ideia excelente. A Comissão já está, aliás, a estudar os meios para lhe dar um seguimento concreto. Não há, todavia, razão para acrescentar um novo artigo, dado que o anexo III da decisão do Quarto Programa-Quadro já prevê a possibilidade de prémios científicos; basta modificar a passagem visada em conformidade.



Em contrapartida, nesta fase, a Comissão considera preferível não aceitar as alterações que incidem sobre a substância da sua proposta, isto é, aquelas que propõem modificações do montante global, como a primeira parte da alteração nº 9; as que modificam o equilíbrio entre as prioridades; como as alterações nº 4 e 7, e ainda as nº 17 a 21, 23, 24, 29, 36; as que propõem novos temas além daqueles que já estão contemplados, como as alterações nº 8, 10, 40 e 41, 22, 25 a 28, 31 a 38; ou as que sugerem novos temas de investigação no interior de algumas prioridades escolhidas, como as alterações nº 13 e 14.

A alteração nº 5 e a parte da alteração nº 9 que propõe a integração da investigação CECA no Quarto Programa-Quadro, também não podem ser aceites, uma vez que as actividades conduzidas no domínio CECA já foram introduzidas no programa. O mesmo se aplica, pela mesma ordem de razões, às alterações nº 3, 4, 6 e 7 à proposta Euratom.

Gostaria de responder aqui ao senhor deputado Tannert, que usou da palavra sobre a questão do nuclear. Quanto ao fundo, e ainda que seja sensível ao convite à prudência em matéria nuclear, expresso por estas alterações, a Comissão deseja salientar a perfeita coerência do texto do anexo técnico com os dos anexos técnicos da proposta do programa-quadro Euratom e do programa específico no domínio da segurança nuclear.

Com efeito, o programa-quadro Euratom menciona claramente - e passo a citar -: »os trabalhos sobre as novas características de segurança para os reactores de concepção nova.» O programa específico no domínio da segurança nuclear refere - e passo a citar - »a melhoria da segurança da exploração das instalações existentes, fazendo progredir ao mesmo tempo os conhecimentos aplicáveis aos reactores do futuro».

A ideia subjacente é que, uma vez que os Estados-membros trabalham activamente no aperfeiçoamento de reactores de concepção melhorada, é missão da União apoiar as investigações necessárias para garantir a sua segurança.

A Comissão considera também preferível não se pronunciar sobre as alterações propostas em plenário, que modificam a sua proposta para além de simples clarificações e sobre as quais a Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia não teve oportunidade de se pronunciar. Regista, todavia, com interesse o carácter prioritário atribuído à intermodalidade por vários dos intervenientes, nomeadamente o senhor deputado Ferber, a senhora deputada Quisthoudt-Rowohl e também o senhor deputado Desama, nas suas alterações de compromisso.

Gostaria, aliás, de salientar um ponto importante nesta matéria. Muito firme quanto ao princípio de um complemento financeiro de 700 milhões de ecus, a Comissão está, quanto ao fundo, aberta às orientações subjacentes a várias das alterações propostas.

A Comissão não se oporia, por exemplo, a uma repartição equilibrada das dotações pelos temas prioritários propostos, ligados às actividades das task forces , e por alguns temas mais genéricos que são objecto das actividades dos programas específicos. Está igualmente aberta a temas politicamente importantes, como o da detecção das minas terrestres e a ideia de um desdobramento do complemento por três anos.

Nesta fase do processo, a Comissão prefere, contudo, não integrar as alterações correspondentes. É preciso não esquecer que o complemento financeiro deve ser aprovado em co-decisão, sendo necessária a unanimidade do Conselho. Qualquer modificação formal da proposta da Comissão, em pontos essenciais, arriscar-se-ia a tornar ainda mais difícil a obtenção de um compromisso global entre as instituições.

Tal deve ser o nosso objectivo. Quanto ao fundo, e em numerosos pontos específicos, as posições do Parlamento e da Comissão são muito próximas, como aliás acontece frequentemente. Devemos agora convencer o Conselho a apoiar-nos. Em 25 de Junho, na véspera do Conselho «Investigação», terá lugar um trílogo informal. Devemos esforçar-nos por que ele decorra de forma a permitir que o Conselho chegue rapidamente a um acordo político sobre o complemento financeiro.

Ao adoptar o Quarto Programa-Quadro em co-decisão, o Parlamento e o Conselho assumiram o compromisso de tomar posição sobre o complemento financeiro antes de finais do mês de Junho de 1996. Seria pena que este compromisso não fosse respeitado.

Os cidadãos europeus esperam da União acções concretas nos domínios em que a investigação pode ajudar a melhorar a qualidade de vida, reforçar o dinamismo da economia e conduzir à criação de postos de trabalho. Não podemos desiludi-los.
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<DOC DOCID="HAREM-23C-05628">
Através desta engrenagem complicada, é dado às Instituições comunitárias um meio que lhes permite influenciar as despesas da Convenção, por conseguinte, o seu funcionamento e, finalmente, as suas decisões. Sem sombra de dúvida que este poder, se for de facto utilizado, sê-lo-á contra os Estados.

Por último, não vão faltar motivos para conflitos, pois parece já que o orçamento total da Convenção (10,5 milhões de euros para os dez primeiros meses) é um orçamento subestimado. Com efeito, as condições de trabalho dos diferentes representantes parlamentares (Parlamento Europeu - parlamentos nacionais dos países membros - parlamentos nacionais dos países candidatos) são extremamente desiguais, e este sistema a três velocidades, no qual o Parlamento Europeu é fortemente privilegiado, deveria ser considerado, com toda a equidade, como intolerável. Por conseguinte, haverá que propiciar meios de trabalho suplementares às outras duas categorias, ou pelo menos à terceira.

Relatório Mayol i Raynal (A5-0461/2001)

Senhor Presidente, fiquei muito desapontado por ter de acabar por votar contra o relatório em apreço e, em nome do meu grupo, devo dizer que lamentamos profundamente vermo-nos obrigados a tomar esta posição desfavorável, uma vez que apoiámos muitos dos aspectos positivos do relatório.

Em particular, uma vez que procuramos progredir e criar um novo ambiente para a criação de novos postos de trabalho e novas oportunidades para os cidadãos na União Europeia, pensamos que voltar a velhas políticas que fracassaram no passado e rejuvenescê-las a coberto de um novo nome não vai funcionar. O nº 29 constitui a principal razão por que votámos contra o presente relatório. O nº 29 apela à coordenação ou harmonização dos impostos na União Europeia, em especial no que se refere ao mundo empresarial. Está provado, empiricamente falando, que a redução dos impostos para as empresas, a redução dos custos da mão-de-obra, aumenta as oportunidades de emprego, aumenta o emprego real com rendimento real e pode também conduzir a maiores benefícios sociais em virtude de uma maior eficácia tributária. Razão por que entendemos que este é o método errado para se progredir e que deve ser posto de parte.

Senhor Presidente, o relatório do senhor deputado Mayol i Raynal tem a ver com o índice de custos da mão-de-obra, que é extremamente importante que seja uniformizado em toda a Europa. Neste importante regulamento lê-se que o índice de custos da mão-de-obra se divide em quatro pontos. O artigo 4º do regulamento prevê que se indique numa única rubrica o total das contribuições sociais a cargo das entidades patronais e dos impostos pagos por essas mesmas entidades patronais. Não, Senhor Presidente! O Partido dos Reformados é contra esse índice de custos da mão-de-obra. Os impostos são uma coisa, as contribuições para a reforma são outra. Devemos saber até que ponto a reforma do trabalhador incide nos custos da mão-de-obra e até que ponto os impostos o fazem. Se não fizermos essa distinção, nunca iremos resolver o problema das reformas.

. (FR) A ideia de conhecer qual é o salário que se paga aos trabalhadores na Europa é uma boa ideia. Permitirá avaliar as disparidades de rendimentos entre os assalariados, razão pela qual votámos a favor deste regulamento. No entanto, o próprio título do regulamento indica a cor política: são os salários que são considerados como custos... Mas custos para quem? Para a sociedade? Para os próprios trabalhadores, em termos de saúde, por exemplo? Evidentemente que não, trata-se dos custos para os patrões. Ou mais precisamente, chamando os bois pelos nomes, trata-se dos entraves ao seu lucro. Daí a querer, a seguir, demonstrar que certos trabalhadores saem demasiado caros vai apenas um passo.

Para se ter efectivamente em conta o conjunto dos custos das empresas, haverá que contabilizar também os salários dos patrões, contabilizar igualmente as despesas que recaem sobre o conjunto da sociedade: ajudas governamentais directas ou indirectas às empresas, pagamento dos dividendos aos accionistas. Pela nossa parte, servir-nos-emos destes elementos para lutar por uma harmonização, por cima, dos salários à escala europeia.

Deve, naturalmente, ser apreciado o conteúdo do relatório do colega Mayol i Raynal, em relação ao qual damos o nosso voto favorável, como de resto, na sequência do pedido do Conselho ECOFIN de Setembro de 2000, se aprecia também a intenção da Comissão de criar finalmente um índice de custos da mão-de-obra cuja validade e fruibilidade, apoiadas numa base jurídica, sejam reconhecidas em toda a União.

Dito isto, é caso para nos interrogarmos sobre qual será a perspectiva de abordagem da Comissão relativamente aos dados futuros e qual será a sua visão objectiva. Em especial há uma passagem do texto da Comissão que suscita reticências: aquela em que se afirma que os custos da mão-de-obra são factores potenciais da inflação. Reticências essas que, aliás, o próprio relator coloca porque, quando muito, a questão a pôr nessa perspectiva é apenas se quatro âmbitos de abordagem serão suficientes para dar todas as respostas à complexidade do dado que se pretende conseguir.

Não nos escapará, por exemplo, a importância, dentro de uma categoria de produção, dos custos da mão-de-obra por unidade de produto, ligados como estão ao grau de utilização das instalações e, consequentemente, a importância de que se reveste a sua localização geográfica. E mais: haverá que apurar se zonas eventualmente penalizadas por elevados custos da mão-de-obra por unidade de produto beneficiarão do usufruto de ajudas estatais ou de Fundos Estruturais e, em consequência disso, prever a supervisão desse dado por forma a comprovar o seu dinamismo positivo no tempo ou então o seu carácter estático.

Isso significará que se determine qual será o efeito, num caso, das políticas de coesão e, no outro, de simples e livres opções empresariais perante eventuais oportunidades.

Por último, será necessário ter em conta, além do andamento das posições pautais e das quotas de inflação importada, as características fiscais e parafiscais de cada país. Isto porque, concordando com a perspectiva do relator, se pensa que não existe nenhum país da União cujas dinâmicas contratuais a priori determinem custos cujo índice incentive o do custo de vida.
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<DOC DOCID="HAREM-70B-05635">
Bacalhau à Brás


Ingredientes:
Para 4 pessoas

400 g de bacalhau ; 
3 colheres de sopa de azeite ; 
500 g de batatas ; 
6 ovos ; 
3 cebolas ; 
1 dente de alho ; 
salsa ; 
sal ; 
pimenta ; 
óleo ; 
azeitonas pretas 
Confecção:

Demolha-se o bacalhau como habitualmente, retira-se-lhe a pele e as espinhas e desfia-se com as mãos.
Cortam-se as batatas em palha e as cebolas em rodelas finíssimas. Pica-se o alho.
Fritam-se as batatas em óleo bem quente só até alourarem ligeiramente. Escorrem-se sobre papel absorvente.
Entretanto, leva-se ao lume um tacho, de fundo espesso, com o azeite, a cebola e o alho e deixa-se refogar lentamente até cozer a cebola. Junta-se, nesta altura, o bacalhau desfiado e mexe-se com uma colher de madeira para que o bacalhau fique bem impregnado de gordura.
Juntam-se as batatas ao bacalhau e com o tacho sobre o lume deitam-se os ovos ligeiramente batidos e temperados com sal e pimenta.
Mexe-se com um garfo, e logo que os ovos estejam em creme, mas cozidos, retira-se imediatamente o tacho do lume e deita-se o bacalhau num prato ou travessa.
Polvilha-se com salsa picada e serve-se bem quente, acompanhado com azeitonas pretas.
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<DOC DOCID="HAREM-514-05643">
 Verão de Jean Paul Gaultier deixa órfãos os modernos 
 O estilista abandona o look asiático e homenageia a moda francesa 
 ERIKA PALOMINO 
 Enviada especial a Paris 

 Um galpão com brinquedos antigos (carrosséis, cavalinhos) iluminado com luzinhas é o ambiente da coleção de verão do estilista francês Jean Paul Gaultier, o mais importante evento de ontem em Paris . 


 O clima é mágico . 
  No casting, muitos não-modelos e clubbers, como a nova-iorquina Jenny Talia . 


 No convite, uma dica: homenagem à moda francesa . 
  Gaultier deixa os asiáticos que vinham influenciando suas coleções e volta a Paris . 
  Ele cai também no retrô que vem permeando esta temporada . 
  Mas na máquina do tempo de Gaultier vale tudo: anos 20, 30 e 40, até respingos de 60 e 70, em jeans com bainhas desfiadas . 


 O corte é preciso, com tecidos nobres e abuso de brilho em acetinados dourados e lamês com clímax nas sandálias plataforma, cobertas de purpurina . 
  Com esta coleção, Gaultier deixa órfãos seus modernos . 
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<DOC DOCID="HAREM-12G-05644">
Faculdade de Arquitectura
Fenprof denuncia Concentração de poder na Faculdade de Arquitectura 

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu a imediata demissão dos titulares dos orgãos de gestão da Faculdade de Arquitectura de Lisboa, denunciando uma concentração de poder impeditiva de um funcionamento democrático do estabelecimento. 
Em conferência de imprensa, o secretário-geral da federação, Paulo Sucena, enumerou um conjunto de situações ocorridas na Faculdade de Arquitectura que tornam o clima interno da instituição 'insustentável, tanto do ponto de vista da gestão científica como da pedagógica'. 

Em documento distribuído à comunicação social sublinha-se que há já demasiado tempo foi posto em causa 'o funcionamento regular da gestão democrática', ocorrem 'graves atropelos à legalidade' e 'a qualidade da formação adquirida pelos alunos não corresponde ao elevado nível destes à entrada para a Faculdade'.

Paulo Sucena referiu que, na base destes problemas, está a excessiva concentração de poderes no presidente do Conselho Directivo, Antero Ferreira, que também é presidente do Conselho Cientifico, e do vice-presidente do Conselho Cientifico, Tomás Taveira, que é ainda o coordenador de quatro licenciaturas e Director do Centro de Informática. 

A Fenprof sublinha que a responsabilidade pela situação criada cabe fundamentalmente a um pequeno grupo de professores catedráticos que detém o controlo da totalidade da escola, onde se tem destacado a actuação do vice-presidente do Conselho Cientifico. 

'O medo encontra-se instalado entre docentes, estudantes e funcionários não-docentes', refere o documento da federação, considerando-o como 'um dos principais factores impeditivos da ultrapassagem da actual situação por recurso às forças internas da Escola'. 

Em causa estão situações como a inexistência de um procedimento disciplinar a um docente que, em Novembro de 1996, agrediu fisicamente um colega em plena sala de aula e a 'inexplicável falta de abertura de concursos para preenchimento das vagas do já reduzido quadro da faculdade'. 

De acordo com Paulo Sucena, em causa estão também casos como 'as ameaças e promessas de reprovação futura, em provas académicas, formuladas pelo vice-presidente do Conselho Cientifico', Tomas Taveira, a existência de licenciaturas sem docentes de carreira e de disciplinas sem programas fixados e o desrespeito do procedimento legal exigido para a designação dos relatores dos processos de nomeação definitiva de professores associados. 

Na Faculdade 'praticamente não se desenvolvem trabalhos de investigação, de prestação de serviços ao exterior, de produção teórica e científica, de publicação e de verdadeira colaboração com outras instituições universitárias', denuncia igualmente a Fenprof. 

A par da demissão dos titulares dos orgãos de gestão da faculdade, a Fenprof reclama a imediata nomeação pela Universidade Técnica de Lisboa de uma Comissão de Gestão constituida por uma maioria de professores de outras faculdades com o mandato de gerir a escola durante um prazo a fixar, até 'ser possível a reposição da gestão democrática'. 

A federação exige que seja feita uma avaliação das condiçöes de funcionamento pedagógico, cientifico e administrativo da faculdade, a realização urgente de uma inspecção de ensino e de finanças com vista ao apuramento de eventuais irregularidade e a instauração dos processos disciplinares que se venham a justificar. 

Por outro lado, a federação vai de imediato pedir audiências - para expor a sua posição - ao reitor da Universidade Técnica de Lisboa, ao Provedor de Justiça, à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, ao secretário de Estado do Ensino Superior, ao director do Departamento do Ensino Superior, ao Inspector-Geral de Educação e à Fundação das Universidade Portuguesas. 
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<DOC DOCID="HAREM-027-05655">
BIBLIOTECAS VIRTUAIS NO PROSSIGA
 Este boletim é uma publicação da Biblioteca Virtual sobre Bibliotecas Virtuais, um serviço que compila e organiza informações relacionadas ao tema Bibliotecas Virtuais. 
 Destaque para novos recursos 
 Desde a última edição, foram acrescentados vários novos sites na Biblioteca Virtual. 
 Seguem os destaques: 
 Incluímos alguns recursos que tratam do Digital Object Identifier - DOI, um sistema de identificação para propriedade intelectual em ambiente digital. 
 Veja em Legislação, Normas e Padrões Estrangeiros um site específico sobre o tema e um manual que detalha o funcionamento desse novo sistema. 
 Em Artigos e Outros Textos Estrangeiros, incluímos um registro para o The Digital Dilemma: Intellectual Property in the Information Age, um relatório em texto completo que trata da questão da propriedade intelectual na era digital. 
 Uma interessante bibliografia sobre preservação, tratamento, armazenamento, digitalização e conservação de material fotográfico, disponibilizada pelo projeto SEPIA (Safeguarding European Photographic Images for Access) está referenciada na categoria Bibl iografias Estrangeiras. 
 Quanta informação existe no mundo? 
 Essa é a questão estudada pelo Projeto desenvolvido pela School of Information Management and Systems da University of California at Berkeley. 
 Veja em Projetos e Programas Estrangeiros. 
 Sumários Correntes 
 Ariadne - n. 25, Sep. 
 2000 
 ARL: A Bimonthly Report on Research Library Issues and Actions from ARL, CNI, and SPARC - v+212, Oct. 
 2000 
 Bulletin of the American Society for Information Science - v+26, n. 6, Aug. 
 /Sept. 
 2000 
 CLIR Issues - n. 18, Nov. 
 /Dec. 
 2000 
 Computers in Libraries - v+20, n. 9, Oct. 
 2000 
 D-Lib Magazine - v+6, n. 10, Oct. 
 2000 
 Exploit Interactive - n. 7, Oct. 
 2000 
 Revista Informação e Sociedade: Estudos - v+10, n. 1, 2000 
 Outras Notas 
 Não perca! 
 Um chat sobre "Digital Libraries of the 21st Century" será realizado no próximo dia 03 de novembro, promovido pelo projeto "Academic Libraries of the 21st Century" 
 O PROGRAMA SOCIEDADE DA INFORMACAO, do Ministério da Ciência e Tecnologia, disponibilizou o LIVRO VERDE na rede. 
 No Livro Verde estão previstas atividades de planejamento, orçamento, execução e acompanhamento das sete linhas de ação estabelecidas para promover o crescimento da Sociedade da Informação no Brasil. 
 O texto completo está disponível no sit e da Socinfo: 
 A LITA, Library &amp; Information Tecnology Association, disponibilizou em seu site um documento 
 elaborado por especialistas em tecnologia que trata das tendências tecnológicas atuais nas bibliotecas. 
 Para cada uma das questões abordadas, há uma coleção de sites relacionados ao tema. 
 O livro Developing Information Leaders: Harnessing the Talents of Generation X é um lançamento que trata dos novos profissionais da informação. 
 Trechos do texto e links relacionados a cada capítulo estão disponíveis na Web em 
 Edições anteriores: 
 Boletim nº 5 - Ago. 
 /2000 
 Boletim nº 4 - Jun. 
 /2000 
 Boletim nº 3 - Maio/2000 
 Boletim nº 2 - Mar. 
 /2000 
 Boletim nº 1 - Fev. 
 /2000 
 Notícias anteriores 
 Divulgadas até ago./2000 
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<DOC DOCID="HAREM-531-05662">
Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros
Press Release
O ESTADO CONTINUA A AUTO-COMPENSAR A SUA INEFICIÊNCIA NO SECTOR DOS TRANSPORTES QUE DETÉM, RECORRENDO AO ERÁRIO PÚBLICO, USANDO ARGUMENTOS EM TUDO APLICÁVEIS ÀS EMPRESAS PRIVADAS, QUE NADA OBTÊM.
Com o argumento de que as empresas de capitais públicos de transporte rodoviário de passageiros são obrigadas a explorar a rede concessionada sob tarifas impostas pela Administração Central, o Estado compensa essas empresas anualmente com milhões de contos.
Mais uma vez o Conselho de Ministros, pela sua Resolução nº. 160-A/99 publicada na 2ª. Série do Diário da República nº. 302 de 30-12-99, aprovou a distribuição das indemnizações compensatórias que o quadro seguinte elucida. Empresa
Unidade: Milhares de Contos R.T.P. - Radiotelevisão Portuguesa 20.800 CARRIS 2.416 STCP 1.000 CP 1.750 Metropolitano de Lisboa 1.000 REFER - Rede Ferroviária 1.750 ATA - Aerocondor Transportes Aéreos 170 SATA 450 SOFLUSA 250 TRANSTEJO 350
TOTAL 29.936
O leitor menos atento pode depreender que a especificidade das empresas de capitais públicos justificaria tal medida, havendo um beneficio no custo do transporte para os utentes quando exercido por estes operadores.
Mas se o leitor assim concluir, conclui mal! As regras tarifárias que o Estado impõe são exactamente as mesmas que se aplicam às empresas privadas que estão sujeitas ao mesmo tarifário, porém... sem indemnizações compensatórias.
O Estado, como entidade de bem ou se liberta rapidamente deste sorvedouro de recursos obtidos pelos impostos que pagamos ou indemniza todas as empresas, privadas ou públicas que exercem o transporte rodoviário de natureza social. 
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<DOC DOCID="HAREM-378-05667">
Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação
Exponor [ mailing@milenar.pt ]
LA FERIA DE CIENCIA 2001 Exponor - Feira Internacional do Porto
Tecnologia e Inovação!
Visionarium CESAE
A EXPONOR - Feira Internacional do Porto organiza de 7 a 10 de Novembro de 2001, a 1ª edição da Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nos últimos anos, Portugal tem vindo a investir em infra-estruturas de natureza tecnológica e em recursos humanos qualificados, tendo em vista potenciar a função de interface com o mundo empresarial.
Estes investimentos permitiram um desenvolvimento significativo do lado da «oferta» que deverá ser acompanhada por um envolvimento mais directo das empresas .
Esta feira pretende abordar a Ciência, Tecnologia e Inovação como instrumentos catalisadores para o desenvolvimento da economia, promoção da inovação e modernização empresarial.
Permitirá, para além da apresentação de projectos e entidades, rentabilizar todo o potencial de investigação e desenvolvimento orientados estrategicamente para um apoio efectivo às empresas.
Em simultâneo com a Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação terão lugar as seguintes feiras:
· Subcontrata - Feira Internacional de Subcontratação.
· Intermáquina - Feira Internacional de Máquinas para a Indústria de Rochas Ornamentais, Cerâmicas e Vidro.
· Jornadas de Inovação - Organizado pela Agência de Inovação.
Todo este conjunto de iniciativas pretende, para além de preencher uma lacuna existente, evidenciar tudo o que de bem se faz em Portugal ao nível da Ciência, Tecnologia e Inovação, contando com a presença de numerosas entidades e empresas.
Por forma a garantir o sucesso da Feira realizar-se-ão paralelamente actividades tais como seminários temáticos e uma mostra de robótica.
Não perca este evento.

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<DOC DOCID="HAREM-185-05669">
Quando foi para Espanha foi a primeira vez que saiu de casa dos seus pais ?
Foi.
Eu sempre gostei de aventuras.
Este gostar de brincar e de aventuras é uma coisa que eu tenho de juventude, não sei porquê, talvez por sair muito cedo para Linhais da Serra, depois para a Covilhã.
E em toda a parte tinha o meu grupo de amigos, com quem me dava bem, e também vi a ida para Espanha como uma aventura e disse: - «Vamos lá ver !»
Como correu esse tempo que esteve em Espanha ?
Olhe, não perdi o meu tempo, porque estudava, era o principal e depois, nós não gostávamos dos espanhóis.
Eu vivi em Espanha em três partes.
Espanha não é uma nação, é um conjunto de nações.
Nós não gostamos é dos castelhanos.
Nós quando falamos dos espanhóis, referimo-nos aos castelhanos.
O meu pai também é da fronteira, ainda hoje não podem ver os castelhanos, porque o castelhano o que quer é mandar, quer sempre o pé em cima dos outros e ninguém aguenta isso.
E olhe uma das razões porque se fundou Portugal, repare que D.Afonso Henriques vai por aí fora e a gente não sabe, nem ainda ninguém explicou, porque é que o português nunca quis ser castelhano.
São psicologicamente diferentes.
E o castelhano esteve à frente de Espanha e fez a união de Espanha.
Em Barcelona, os catalães não podem com os castelhanos, e em Bilbau são os vascos que não podem com os castelhanos e os galegos também não, são mais nossos amigos do que dos castelhanos.
Se Filipe II tem posto a capital em Lisboa, como ele pensou, e não pôs a capital em Lisboa, quando Portugal se uniu a Espanha, com medo da Armada Inglesa, e foi pôr Madrid, no meio de Espanha, onde não chegava a Armada Inglesa.
Mas se ele tivesse posto em Lisboa, hoje éramos capazes de ser espanhóis porque os portugueses tem muito mais capacidade de unir os povos do que qualquer outra nação.
Veja que os nosso impérios, o Brasil é tão grande com a Europa e não tem separatismos.
O espanhol, o castelhano é Colombia, Venezuela, Argentina, tudo separado.
E se arte portuguesa, é curioso que não é pelas armas que fazemos isso, e quando em 1640, os fidalgos em Lisboa proclamam a indepêndencia, o povo vai todo com eles e revolta-se.
Nós sem Marinha, sem nada.
O Brasil, a África, Goa, volta tudo sem Marinha.
É esta arte dos portugueses em unir os povos, é uma coisa extraordinária e por isso, muitas vezes pergunto, como é que os romanos em três séculos acabaram com os lusitanos e uniram todos os povos e os àrabes estiveram cá sete séculos e não somos árabes ?
Já me deram a explicação, é que os árabes ao princípio não eram fundamentalistas, vinham cá receber o tributo e iam-se embora, e como o tributo era menor que o dos visigodos não fez questão.
Quando eles quiseram impor o islamismo já a reconquista ia por ai fora, já não conseguiram.
Fizeram mártires em Sevilha, mas não conseguiram e foram postos de cá para fora.
Isso são coisas interessantes e explicam muito da maneira de ser dos povos.
Como eu estive na parte de Castela não me ligava muito com eles, ao passo que a minha vida em Portugal, eu vim para cá, para Braga, com 18/19 anos.
E a minha vida foi em Braga.
Eu sou bracarense desde 1934.
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<DOC DOCID="HAREM-508-05683">
Prezado(a) Amigo(a),

Estes são alguns depoimentos absolutamente verdadeiros sobre os Filtros Venturi:
«...Dei os filtros à alguém de presente.
Sinceramente eles me surpreenderam e a pessoa realmente parou de fumar...
Gostaria de saber quanto pode ser atribuido ao fator psicológico e quanto aos filtros...Mais uma vez, agradeço em meu nome e em nome de todos que convivem com o ex-fumante...»

RM - Arapongas, SC
«...Usei os filtros conforme instruções e com 10 dias de uso do último filtro, no dia 22/11/2001, nunca mais coloquei um cigarro na boca...Graças a Deus eu consegui...»

VMS - Araçatuba, SP
«...Fora os benefícios já citados, eu agora estou deixando de gastar mais de R$ 100,00 por mês em cigarros...»

HMP - Rio de Janeiro, RJ
«...O método de vocês é uma maravilha, pois quando eu estava no penúltimo filtro, eu já não sentia mais aquela necessidade de fumar...Graças a Deus e a ajuda de vocês consegui parar de fumar e até hoje, depois de 7 meses, tenho a sensação de que nunca fumei em minha vida...ainda tenho algumas tosses noturnas, mas até a minha respiração parece que melhorou em 50%...Espero que continuem ajudando mais e mais pessoas a largarem esse maldito vício...»

FS - Lupércio, SP
Acredite, milhares e milhares de pessoas já largaram o vício do cigarro com a nossa ajuda.

Visite e recomende www.apagueessaideia.com.br

Obrigado pela sua atenção e desculpe-nos pelo email.

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<DOC DOCID="HAREM-14G-05689">
Cimeira dos Países da África Austral
 Em favor da paz e do desenvolvimento 

Representantes dos 14 países que compõem a Comunidade dos Países da África Austral (SADC) reuniram-se em Cimeira . 

A marcar a agenda dos dois dias de trabalhos, que terminaram segunda-feira, em Windhoek, capital da Namíbia, estiveram temas como os conflitos na República Democrática do Congo e em Angola, o sistema de defesa e segurança, o tráfico de diamantes e a criação de uma zona de comércio livre . 

O total apoio ao governo de Angola no conflito contra as forças da UNITA foi uma das decisões saídas desta Cimeira da SADC . 

No seu comunicado final afirma-se que «a ausência de paz em Angola resulta do desrespeito do acordo de Lusaca por parte do dirigente rebelde Jonas Savimbi e UNITA» . 

«A cimeira exprimiu preocupação face às acções criminosas de Savimbi contra a população e à destruição da infra-estrutura social e económica» do país, lê-se no documento . 

Os líderes da África Austral expressaram também o seu apoio ao presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, tendo apelado aos investidores para que regressem ao país, actualmente a braços com uma crise social e económica . 

Joaquim Chissano, chefe de Estado moçambicano, e presidente cessante da SADC, que agora passou a pasta ao seu homólogo namibiano, Sam Nujoma, durante a cerimónia de abertura da cimeira, afirmou que os que combateram o regime do primeiro-ministro Ian Smith (dirigente branco da ex-Rodésia) não deviam ser descritos como «ditadores» à cabeça de «regimes despóticos» . 

E acrescentou: «Não podemos aceitar isso na SADC . 

Somos democratas e queremos que a democracia funcione segundo a vontade dos nossos povos em cada um dos nossos países» . 

Decisão tida como importante desta cimeira foi, entretanto, a criação de um Mercado Comum na África Austral . 

Depois de anos de discussões, trata-se de um acordo comercial que estabelece as bases da futura zona comercial livre, que deverá entrar em vigor a 01 de Setembro . 

Já no plano do sistema de defesa, designadamente no que se refere à sua reestruturação, não se registaram os progressos desejados, em virtude da ausência de propostas concretas . 

O problema da propagação do vírus da sida no continente africano, atingindo 11 milhões de pessoas no seio da SADC, numa população total de 190 milhões, foi outra das matérias em foco . 

As despesas médias de saúde para uma série de países africanos, incluindo os da SADC, são de 22 dólares por pessoa por ano, contra 2.337 dólares nos países do G8 ou 4.093 dólares dos EUA . 

O vírus mata uma em cada cinco pessoas em países como África do Sul, Namíbia, Botsuana, Suazilândia e Zimbabué . 

Momento alto na cimeira foi, por outro lado, a entrega ao antigo presidente sul-africano, Nelson Mandela, do principal galardão comunitário, a medalha «Sir Seretse Kama», pelo seu papel na pacificação africana e liderança do seu país e da SADC entre 1994 e 1999, além da luta contra o colonialismo e a segregação racial . 

Cimeira dos países da África Austral 

Hiroshima e Nagazaki 55 anos depois 

Ferrovia liga as duas Coreias 

Mulheres iranianas alargam direitos 

Jugoslávia - Apelo à reconstrução 

Breves do Mundo 
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<DOC DOCID="HAREM-732-05693">
Filiais do Instituto
 Filiais do I.O.C. Em 1906, quando estavam em curso as pesquisas visando à obtenção da vacina contra a peste da manqueira, o governo de Minas Gerais propôs a Oswaldo Cruz a criação de uma filial do Instituto Soroterápico em Belo Horizonte, a recém-fundada capital do estado.
A primeira filial do Instituto foi inaugurada em agosto de 1906, sob a direção de Ezequiel Dias, e funcionou como tal até 1936, quando foi incorporada à administração estadual, com o nome de Instituto Biológico Ezequiel Dias.
Além de cuidarem do combate às epizootias e da preparação de soros e vacinas anti-ofídica, anti-rábica, antimeningocócica e soros antiescorpiônico, antidiftérico, antitetânico e antiofídico, os pesquisadores da filial mineira pesquisavam variados assuntos, como os da matriz carioca.
Ezequiel Dias, por exemplo, fez importantes estudos sobre a adenomicose, a leucemia e uma doença grave de bezerros chamada peste dos pulmões.Depois da descoberta da doença de Chagas, em 1909, os cientistas da filial participariam dos estudos sobre a distribuição geográfica do barbeiro e seus índices de infecção pelo Tripanossoma cruzi, especialmente nos focos encontrados em Bambuí, onde, em 1943, seria criado outro laboratório regional de Manguinhos.
No mesmo ano em que Ezequiel Dias foi transferido para Belo Horizonte (1906) para organizar aquela filial, Cardoso Fontes seguiu para o Maranhão para ajudar a debelar a peste bubônica na capital, São Luís, e organizar o serviço de saúde pública daquele estado.
Em 1919, ali seria instalada mais uma filial do instituto Oswaldo Cruz, extinta em 1931.
Ainda durante a gestão de Oswaldo Cruz, em 1914, Artur Neiva organizou uma filial em Pelotas.
Embora atendesse a uma solicitação de pecuaristas e autoridades locais, a filial gaúcha teve existência efêmera.
Voltar
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<DOC DOCID="HAREM-222-05695">
Ex-prefeitos de municípios do Ceará terão que devolver recursos à União
 Informativo TCU Ex-prefeitos de municípios do Ceará terão que devolver recursos à União Francisco Jeanir de Carvalho Fontenele, ex-prefeito de Pacatuba (CE), Izidorio Ferreira de Alencar, ex-prefeito de Umari (CE), e Antonio Dernival Queiroz Dantas, ex-prefeito de Penaforte (CE), foram condenados a devolver à União os recursos que receberam por meio de convênio e não utilizaram como previsto.
Francisco Jeanir cometeu diversas irregularidades na aplicação do dinheiro que recebeu do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e
da Fundação de Assistência ao Estudante (FAE).
Ele fez pagamentos a diversas empresas que não entregaram as mercadorias, pagou a outra firma por obras jamais realizadas e adquiriu 3.510 kg de
mingau de castanha de caju a preços 27% superiores ao do mercado.
Agora, ele tem que devolver R$ 232 mil 515, já em valores atuais.
Izidorio Alencar recebeu recursos do extinto Ministério do Interior (Minter) para realizar obras de pavimentação de vias.
Ele não comprovou a regular aplicação dos recursos e tem que restituir a importância de R$ 14 mil 113 O valor da dívida de Antonio Dernival Dantas é R$ 121 mil 750, referente a repasse feito pelo FNDE, para a construção de uma escola com 12 salas de aula.
Ele não prestou contas da utilização do dinheiro e, chamado a defender-se, permaneceu em silêncio.
O Tribunal de Contas da União (TCU) acatou o voto do ministro-relator Adylson Motta e julgou pela irregularidade das contas dos ex-prefeitos.
Autorizou, ainda, a cobrança judicial das dívidas, se não forem quitadas no prazo de 15 dias.
Fundação Dolores Lustosa Angélica Maria Ellery Lustosa da Costa, ex-presidente da fundação, tem que devolver ao Tesouro Nacional a quantia de R$
65 mil 547.
Ela recebeu recursos da extinta Fundação Legião Brasileira de Assistência (LBA) para implantar uma unidade gráfica que funcionasse como empresa-escola no preparo de mão de obra especializada.
No entanto, não utilizou as verbas neste projeto que beneficiaria 30 mil pessoas.
Em vez disso, segundo suas próprias declarações, adquiriu equipamentos de radiodifusão entregues à rádio FM Canoa Quebrada Ltda.
, de propriedade da sua família.
Ela alegou que esse contrato propiciaria serviços de treinamento à distância, mas ficou comprovado que sua assinatura ocorreu antes da celebração do convênio entre a fundação e a LBA.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-328-05696">
Envie email marketing com IP anônimo

SuperEmail Marketing v3.01

Envie mensagens com IP anônimo!
Com o programa SuperEmail Marketing v3.01 você poderá realizar suas campanhas de email marketing mantendo seu IP 100% anônimo.
O programa também possibilita que você utilize vários servidores de SMTP públicos, simultaneamente, para acelerar o processo de envio das mensagens sem perder o anônimato.
E para aumentar mais um pouquinho a velocidade de envio, você poderá selecionar a opção «Envio rápido (Turbo)» que otimiza as conexões com os servidores de emails.

-Extrai endereços de emails de NewsGroups segmentados por grupos de interesse -Extrai endereços de emails da Web


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-Tem opção de enviar emails usando SMTP Interno


-Tem opção de enviar emails usando Múltiplos SMTP Públicos (open relays) -Procura e testa servidores de SMTP públicos na Internet -Procura e testa servidores proxy SOCKS e HTTP na Internet -Salva logs de envios


-Salva os emails enviados


-Salva os emails não enviados


SUPER EMAIL MARKETING FURA BLOQUEIO DE PROVEDORES PORQUE: -Envia mensagens com Nomes de Origem aleatórios


-Envia mensagens com Emails de Origem aleatórios


-Envia mensagens alternando o assunto


-Adiciona string aleatória no fim do assunto


-Adiciona string aleatória no fim da mensagem


-Se conecta com os servidores fornecendo HELO aleatório -Oculta seu IP

Obtenha uma versão demonstrativa em:
http://superemailmarketing.kit.net/.  

(0xx16) 6 3 2 - 3 1 4 0
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<DOC DOCID="HAREM-49B-05700">
O Oeste da Índia - Goa 
Goa vai surpreênde-lo! Passando por experiências indianas, pensará de repente que está a veranear no Mediterrâneo. As pequenas cidades estão construídas em redor de igrejas caiadas de branco e as soalheiras praias são emolduradas por buganvílias. As ruas têm nomes como Rua do Conde de Torres Novas e Avenida do Sagrado Coração de Jesus. 

A mistura das culturas portuguesa e indiana é evidente em todos os lugares. Na bermas das estradas, os goeses cristãos ergueram pequenas cruzes, tal como os seus antepassados hindus tinham erguido pequenos altares onde quer que pudessem. As esculturas de santos adornam os altares das catedrais de  Goa. O tema é cristão, se bem que os rostos e expressões faciais sejam completamente indianos. As raparigas vão a igreja de véu preto e leque, e ouvem missa na sua língua nativa, concanim. Estas jovens colocam nas laterais das igrejas os mesmos jasmins de fragrâncias fortes que se oferecem a deusa hindu Shanta Durga. Os portugueses ficaram tão encantados com Goa que lhe chamaram a Pérola do Oriente. No ano de 1510, a antiga Goa, a que os historiadores chamavam Govapuri ou Govarashtra, foi conquistada por Afonso de Albuquerque. Os portugueses fizeram da cidade a sua capital da Índia. Sob o domínio portugues, Goa converteu-se no centrodocatolicismo do Oriente, Em 1961, Goa passou a fazer parte do território da União Indiana. Nos 100 km de costa de Goa encontram-se algumas das mais belas praias do Mundo. As largas extensões de areia fina, banhadas pelo sol dourado do amanhecer ao anoitecer tem atraído os amantes de sol de todo o Mundo. A praia de Calangute, no Mar Arábico, é um lugar de encontros por excelência. A uma hora de voo de Bombaim, Goa oferece uma atmosfera latina de praças, tabernas e gente amável. Visite a antiga Goa, capital dos portugueses, a 9 quilómetros de Pangim (Nova Goa ), a actual capital, para ver as catedrais ricamente adornadas. A mais famosa é a do Bom Jesus, onde se encontra o corpo mumificado de São Francisco Xavier, num ataúde de prata. Em tempos mais recuados, Goa foi também um florescente reino hindu, como o demonstra o complexo de templos de rodeiam a Pondá. Entre os mais importantes destacam-se o de Shanta Durga e o de Shri Munguesh, construidos há 400 anos. O exterior desses templos é como o dos modernos templos hindus. Não obstante, no interior, o tilintar dos lustres é uma característica única, inexistente nos templos hindus de outras paragens, mas presente nas igrejas católicas. Goa possui um aeroporto internacional onde aterram muitos voos charter. Há também voos directos provenientes das diferentes cidades da União. Yasco é o nome do terminal ferroviário. Há ainda muitos autocarros, vindos das cidades vizinhas mais importantes. O Goa Tourism Development Corporation Office organiza excursões a Goa. 
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-761-05722">
O Brazão da Minha Família            
Olá!              
Sou o Diogo, tenho  16 anos e decidi criar esta página por mim, mas mais pela minha causa.              
Antes de falar da minha causa, vou tentar falar um pouco de mim: Nasci a 18 de Fevereiro de 1984. Moro no Porto e estudo no 11º ano(Economia).Pratico equitação(tornou-se a 5º máxima da minha vida), adoro história e não perco um bom documentário. Adoro cinema e prefiro filmes de Drama ou "Históricos".              
Deus, a Pátria, O Rei, a Família e a equitação são as máximas da minha vida e a minha causa incere-se na 2º e na 3º máxima.              
Sou contra o federaliamo Europeu (mas a favor da comunidade europeia das nações) e sou monárquico. Ao contrário do que muitos pensam não herdei a vontade de ser Monárquico, pois na minha família não há um único monárquico a não ser eu. Contudo sou descendente de família Nobre pelo lado da minha mãe, mas nem por isso a minha família se torna Monárquica. Com isto entende-se que para ser Monárquico basta preferir a Instituição Real em deterioração da Republicana, não é preciso pertencer a famílias aristocráticas(como muitos pensam e mal, aproveitando-se disso para nos criticar).              
Podia dizer muito mais á cerca de mim e da minha causa, mas como não percebo muito de internet, vou perquisar mais um pouco para ver como é a estrutura da página, mais tarde falo mais de mim e da minha causa.              
Com os melhores cumprimentos e Saudações Monárquicas:              
Diogo Costa V. T. Pereira
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<DOC DOCID="HAREM-91C-05737">
E, em terceiro lugar, porque a proposta da Comissão avança, tendo em vista o quinto programa-quadro, uma filosofia vertical que acentuará as desigualdades em matéria de investigação já visíveis na Europa - na medida em que existem países que afectam 0, 5 % do seu PIB à investigação, contra 2, 7 %, percentagem afectada por outros.

Por tudo o que foi exposto, adoptamos uma posição contrária à proposta da Comissão e a favor da proposta do senhor deputado Linkohr, ao mesmo tempo que reconhecemos o esforço que desenvolveu.

Senhor Presidente! Em tempos de recessão, deveríamos em boa verdade ser a favor do reforço dos 700 milhões de ecus para o quarto programa-quadro em matéria de investigação. O sector da investigação e do desenvolvimento precisa de apoio financeiro, mas o rumo tem que estar certo. E em nosso entender ele deixou de o estar. Vou explicar porquê, socorrendo-me de vários exemplos. Por um lado, 105 milhões de ecus - nós apresentámos uma alteração, mas temo que não venha a ser adoptada - irão mais uma vez para a Euratom com destino à fusão, ou seja, a uma forma de energia já subsidiada no quarto programa-quadro com 895 milhões de ecus e que talvez venha a solucionar os nossos problemas no ano 2030 ou 2050, mas seguramente não aqui nem agora.

Em segundo lugar, prevê-se despender dinheiro no chamado reactor intrinsecamente seguro, ou seja, em algo que não existe nem pode existir e que não encontra qualquer aceitação por parte das populações. Além do mais, como o deputado Scapagnini já referiu com toda a pertinência, as verbas destinados à investigação são sempre concedidas à grande indústria e não às PME, para as quais seriam importantes. Mais um exemplo: a Comissão propôs disponibilizar 150 milhões de ecus para o programa SAVE II. O Conselho teve então o descaramento de reduzir as verbas em 45 milhões de ecus. Quer dizer, um programa de cinco anos, o único programa que ainda temos para em certa medida dar resposta às obrigações decorrentes do Rio e de Berlim, é simplesmente reduzido. Mas com a astronáutica e a fusão e ninharias dessas vai gastar-se muitíssimo dinheiro!

Segundo exemplo: THERMIE. Já ninguém fala do THERMIE II, um programa que entretanto se tornou igualmente vital para nós. Todos os dias ouvimos falar do aumento da poluição de CO2 . Depois vêm uns tantos espertos e afirmam que isso decorre da oposição às centrais nucleares. É um perfeito disparate! Analisei as estatísticas da OCDE e cheguei à conclusão que os países com um número particularmente elevado de centrais nucleares não têm emissões de CO2 mais reduzidas. Na verdade, elas provêm em grande parte dos transportes, um aspecto que nem sequer é tomado em consideração.

Resumindo, nós não podemos votar favoravelmente este reforço de verbas, porque entendemos que o rumo está errado e que não será assim que vamos conseguir resolver os nossos actuais problemas prementes mesmo que, admitimos, a proposta contenha muitos pequenos aspectos dignos de aprovação.

Senhor Presidente, obrigada por esta excepção. Em nome do meu grupo político gostaria de realçar três pontos essenciais, em primeiro lugar, o valor do reforço: 700 milhões de ecus. Mesmo que todos os Estados-membros e a União pressionem em geral no sentido da contenção, cremos que é urgente investir no futuro. Ora esse investimento só se faz com inovações, cuja base são, claro, a investigação e a tecnologia. Por esse motivo subscrevemos este contributo global.

Em segundo lado, entendemos, tal como no Livro Verde sobre Inovação, que a disseminação e o aproveitamento dos resultados têm de ser melhorados. Para tal, apresentámos a nossa alteração relativa à distribuição das verbas. Mesmo não sendo preciso só dinheiro, ele ajuda muito!

Em terceiro lugar, encontramo-nos na verdade num estádio intermédio a meio do quarto programa-quadro. Não obstante, algumas discussões em seu redor foram conduzidas com invulgar fulgor, o que se deve ao facto de terem sido consumadas precipitadamente novas orientações nos conteúdos da investigação. Partimos do princípio que a cooperação durante a preparação do quinto programa-quadro vai decorrer de forma mais suave e descontraída.

A terminar, gostaria de agradecer ao relator pela colaboração aberta e leal e também à comissária por, apesar de algumas dificuldades iniciais, ter procurado e encetado o diálogo com o Parlamento. Aliás, como já foi dito pelo orador que me precedeu, Gordon Adam, precisamos aqui de maioria absoluta. Esse o motivo que levou a haver no seio do Parlamento uma grande pressão de consenso, como o reflectem as nossas alterações de compromisso.

Senhor Presidente, minhas Senhoras e meus Senhores! Nas propostas da Comissão e no relatório do colega Linkohr sobre a adaptação do quarto programa-quadro da Comunidade Europeia em matéria de investigação e no Anexo 1, nota de pé de página 5 do relatório, bem como no relatório sobre a adaptação em matéria de investigação Euratom, no Anexo II, nºs 1 e 2, refere-se com pertinência a investigação para o aumento da segurança na utilização da energia atómica para fins pacíficos.
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<DOC DOCID="HAREM-40L-05751">
Tem um projecto pessoal: encenar e interpretar, com a actriz Margarida Tavares, «O Amante», de Harold Pinter, em regime de co-produção no Teatro da Trindade, com estreia prevista para Julho. 
 
Tive um professor, João Brites, que nos dizia sempre que tínhamos que ter os nossos próprios projectos. 
Achei que era importante assumir uma postura pessoal. 
A maior parte das vezes, estamos a representar para agradar a outra pessoa -- quem está a dirigir e quem está a ensaiar -- e tantas vezes há insatisfação, ficam coisas por dizer.» 
 
Ida e volta do domicílio ao trabalho. 
 
Parti de Cabo Verde há oito anos. 
Estava sem trabalho, fazia uns biscates de vez em quando, mas nada de sério. 
Se parti, foi porque para mim, como para todos os outros cabo-verdianos, só havia uma escolha: ficar e morrer à fome ou partir, não importa para onde, para onde pudesse encontrar trabalho e boas condições para sustentar a minha família. 
 
Futebol -- 
Transmissão directa da cerimónia de abertura do «Mundial» de Juniores, que se realiza no Estádio das Antas, no Porto. 
 
Canal 2, 20h45 
Futebol -- 
Transmissão em directo do jogo inaugural do Campeonato do Mundo de Juniores, Portugal-República da Irlanda, a contar para o Grupo A, a partir de as 21h00, no Estádio das Antas. 
 
Canal 2, 23h30 
Porque a imprensa está feita com a direita, como responderia o dr. Cunhal? 
Explicação demasiado fácil e desculpabilizadora. 
Se assim é, porque morreu a imprensa comunista, como o «Diário», porque se afastaram do Partido todos os jornalistas comunistas que trabalhavam em outros órgãos de informação? 
 
A resposta é outra. 
A resposta é que o PP, com razão ou sem ela, demagogicamente ou não, para o caso tanto faz, tem tido a capacidade de impor os debates que suscitam a separação de águas, as fracturas políticas de que nascem as opções do eleitorado. 
Enquanto que o PCP é um deserto de ideias, de discussão e até de coragem ideológica. 
Nada é mais previsível, nada é mais desesperadamente igual e repetitivo do que o discurso do PCP. 
Existe apenas como uma espécie de museu de ideias. 
O PP só tem sete por cento dos votos, mas não é difícil imaginar que possa crescer. 
O PCP tem os mesmos sete por cento, mas quem imagina que possa subir? 
 
Além disso, a nova lei orgânica do LNIV veio atribuir-lhe mais responsabilidades (ver «Controlo da saúde animal ganha terreno», PÚBLICO de 9-6-97) no âmbito das provas laboratoriais necessárias ao controlo sanitário dos animais e seus produtos -- a par das normais competências no âmbito da Investigação e Desenvolvimento (I&amp;D) e das que decorrem do seu estatuto de autoridade nacional de referência para todas as questões referentes à saúde animal. 
Por tudo isso, o ministro da Agricultura entendeu que não era possível adiar por mais tempo a decisão relativamente ao futuro do laboratório. 
 
O despacho de Gomes da Silva aprova uma metodologia de realização faseada no tempo. 
A primeira iniciativa consiste na abertura de um concurso limitado para a elaboração, por um gabinete de projectistas, do programa preliminar e do caderno de encargos que terá de ser apresentado no concurso público (segunda fase) para a concepção e execução das novas instalações. 
Este ciclo, a iniciar muito brevemente, deverá ser cumprido até ao final do próximo ano. 
A terceira fase do processo consistirá na construção das instalações propriamente ditas, cujo arranque ocorrerá em 1999 e não deverá estar concluída antes de passados três anos. 
 
Mais de mil casais tinham-se oferecido, até quinta-feira à noite, para recolher provisoriamente refugiados, sobretudo crianças. 
Mas hoje [ ontem ], quando perceberam que não era para adoptar, começaram também a aparecer pessoas interessadas em receber também as mães», explicou uma fonte do Fórum Estudante, que está a organizar a Missão Crescer em Esperança. 
Nas instalações do Instituto da Juventude, «o telefone não pára de tocar». 
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<DOC DOCID="HAREM-44L-05782">
Mas ontem, Catherine Deneuve e John Malkovich foram, de facto, as atracções da imprensa. 
Ao lado de Luís Miguel Cintra e de Leonor Silveira, apresentados como os guardiões da casa de Oliveira, Deneuve e Malkovich eram os estranhos seduzidos pela «obscuridade» -- palavra de Deneuve, lembrando-se de Buñuel. 
E como disse a actriz, «há certas coisas que não se devem desvendar». 
Malkovich, por seu lado falou em «primitive dream paintings». 
Silenciosos, os guardiões observavam. 
Foi com eles que o PÚBLICO falou. 
 
Não movemos um processo de intenções aos principais dirigentes públicos da Plataforma: 
basta-nos procurar compreender o conteúdo do acordo agora assinado. 
E tendo integrado o núcleo fundador da Plataforma -- sem estarmos sequer ligados à cisão que, circunstancialmente, no PCP lhe deu origem --, é naturalmente sem satisfação que vemos a Plataforma dar razão «a posteriori» a Álvaro Cunhal. 
Acreditando na possibilidade e na necessidade da construção de uma terceira força na esquerda portuguesa, com uma lógica nova de intervenção e funcionamento, dar razão a Cunhal é também dar razão a todos os que ainda não tiveram coragem de arriscar este projecto. 
 
O texto do «Protocolo de Cooperação» é suficientemente vago e impreciso para ser inócuo e, ao mesmo tempo, ter um significado político claro. 
Embora reafirmem a cada dois passos o carácter estritamente autárquico do acordo, os dirigentes da PE subscrevem um texto que vai desde a reforma do sistema político em geral até ao modelo de desenvolvimento para o país. 
No último parágrafo das seis longas páginas, conclui-se por «uma visão convergente sobre a necessidade de reformar positivamente o sistema político no sentido de assegurar melhor democracia e melhor desenvolvimento, na concretização de uma alternativa política ao PSD e ao Governo». 
 
A 45 anos de governação do Partido Nacional, quatro dos quais sob a batuta de Frederik Willem de Klerk, deverá seguir-se agora um período indeterminável de preponderância política do Congresso Nacional Africano (ANC), criado em 1912 para conseguir o fim do racismo. 
 
As sondagens à opinião pública indicam que o ANC, sob a liderança de Nelson Mandela, poderá conseguir de 58 a 60 por cento dos votos nas eleições de Abril para a Constituinte. 
E alguns observadores vêem em semelhante vantagem o perigo de uma tentação hegemónica, se bem que a Constituinte interina a aprovar durante as próximas semanas preveja a representação no governo de todos os partidos que consigam pelo menos cinco por cento dos votos. 
 
Desempregados com licenciatura aumentaram 51 por cento em 1996 
Governo dinamiza estágios para jovens 
O lançamento de estágios para jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego, o reforço de incentivos já existentes ao emprego por conta de outrém ou à criação do próprio posto de trabalho bem como a sistematização de informação sobre alternativas de formação e de profissões são as três principais medidas do Programa para a Integração dos Jovens na Vida Activa. 
 
Nacional de golfe 
Duelo fratricida 
O Clube de Golfe do Estoril continua em grande: 
menos de um mês após ter vencido o Campeonato Nacional de Clubes em golfe, disputado no Oporto Golf Club, coloca na final do «Individual» dois elementos que contribuiram para a conquista desse título, Stephane Castro Ferreira e José Sousa e Melo. 
 
O FC Porto conquista a sua oitava Taça de Portugal ao vencer o Sporting, por 2-1, no jogo da finalíssima disputado no Estádio Nacional. 
No final do jogo, adeptos do Sporting lançam garras e pedras para a tribuna de honra, onde estavam Manuela Ferreira Leite,  ministra da Educação, e Vítor Vasques, presidente da FPF. 
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<DOC DOCID="HAREM-01J-05788">
(«Dancing» Nacofino, no Algarve)
Um naco fino
Sempre que surge um problema, chamam-na.
Lá vai Dolores Faísca ver o que se passa à porta do Nacofino.
Às vezes acontece, mas «normalmente nunca há problemas graves».
Cá dentro ninguém se apercebe de que um teimoso ébrio quer impor a sua presença.
O homem insiste, meio zonzo, a patroa não cede e ele acaba por ir-se em grande dificuldade.
Também mal atina com as manobras precisas para sair do parque de estacionamento privativo do «dancing».
Acaba por se lançar à estrada dos Quatro Caminhos rumo a Quarteira, sem temer o «balão» que agora transforma sopros em cadeia.
Faz frio.
São 2h25, já só resta um casal à mesa.
Às 0h00 eram quatro.
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<DOC DOCID="HAREM-731-05789">
APIR - Historial - Objectivos
Página Inicial (Home Page)
A P I R
Associação Portuguesa de Insuficientes Renais
Objectivos
A APIR tem como objectivos principais a ajuda moral, física, social e informativa, bem como a defesa dos direitos, regalias e interesses dos doentes renais portugueses, com destaque particular para o direito à vida, ao trabalho e à reabilitação e reintegração profissional e social dos Insuficientes Renais Crónicos.
A APIR rege-se pelos princípios da SOLIDARIEDADE e FRATERNIDADE humanas, e no espírito de colaboração e ajuda mútua entre a grande família dos IRC, e entre estes e as Associações congéneres ou similares. Luta pela Justiça Social e pelos Direitos Humanos. Defende as boas relações de amizade e cordialidade a nível associativo, e esforça-se por reforçar essse trabalho a todos os níveis.
A nossa Associação constituiu-se, essencialmente, para unir os Insuficientes Renais e todos os indiv í duos afectados de doença renal, defender os seus interesses e lutar pelos seus direitos. A APIR é, por conseguinte, a União dos Insuficientes Renais Portugueses. Dá a conhecer os seus problemas às entidades responsáveis, junto das quais tem exigido, e continuará a reclamar , a resolução dos graves problemas e injustiças que hoje nos atingem.
Desenvolve uma actividade de carácter social e humanitário, que visa ampliar a Solidariedade para com os IRC.
A APIR é, pois, a porta-voz e defensora dos interesses e das aspirações dos Insuficientes Renais junto das entidades oficiais ou particulares, nomeadamente Ministérios, Secretariado Nacional de Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência - SNRIPD e CNRIPD - , Conselho Nacional de Diálise, Administrações Regionais de Saúde, ADSE e outros Sub-sistemas de Saúde, Centros de Diálise, e da opinião pública em geral.
Representa os Insuficientes Renais no SNRIPD e no CNRIPD e mantém contacto com outras Associações, de e para deficientes, a nível nacional e internacional, particularmente com as Associações Europeias de Doentes Renais. Detem uma Vice-Presidência na Confederação Europeia das Associações de Insuficientes Renais ( CEAPIR ) , de que é membro fundador.
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<DOC DOCID="HAREM-942-05797">
 A programação neste segmento da área de Saúde está voltada para a formação de técnicos de nível médio e pós-secundário, e para o aperfeiçoamento de cirurgiões-dentistas.
Os cursos contam com amplos e modernos laboratórios para a prática profisional.
Curso Técnico em Laboratório de Prótese Dentária Formação de Atendente de Consultório Dentário Curso de Técnico em Higiene Dental Cursos de aperfeiçoamento para técnicos e atendentes Cursos, seminários, congresso e simpósios de atualização para cirugiões-dentistas Técnico em Laboratório De Prótese Dentária Técnico em Higiene Dental Atendente de Consultório Dentário Cursos de Especialização Técnico em Laboratório De Prótese Dentária Curso que qualifica profissionais para atuar em laboratórios de prótese dentária, restabelecendo, em conjunto com o cirurgião dentista, a capacidade mastigatória ou a estética dentária.
Pré-requisitos: 18 anos e cursando o ensino médio (2o grau) Duração de 24 meses Técnico Em Higiene Dental Este programa qualifica profissionais para, sob a supervisão do cirurgião-dentista, colaborarem nos programas educativos de saúde bucal e nos levantamentos e estudos epidemiológicos;
educar e orientar os pacientes sobre a prevenção e tratamento das doenças bucais;
tomarem e revelarem radiografias intra-orais;
removerem indutos, placas e cálculos supragengivais;
aplicarem substâncias para a prevenção da cárie dental;
inserirem e condensarem substâncias restauradoras;
polirem restaurações;
realizar a limpeza e anti-sepsia do campo operatório;
remover suturas, entre outras atividades definidas pela CFO - Conselho Federal de Odontologia.
Este profissional poderá atuar em clínicas privadas ou nos serviços odontológicos municipais e estaduais.
Pré-requisitos: 18 anos e ter concluído o ensino médio (2o grau) Duração de 12 meses Atendente de Consultório Dentário Tem por finalidade qualificar pessoas interessadas em se habilitar para o exercício da ocupação de Atendente de Consultório Dentário.
Qualifica profissional para, sob a supervisão do cirurgião-dentista ou do técnico em higiene dental, marcar consultas, preencher e anotar fichas
clínicas, revelar e montar radiografias intra-orais, instrumentar o cirurgião-dentista e o técnico em higiene dental junto à cadeira operatória,
promover isolamento relativo, manipular materiais restauradores, selecionar moldeiras, confeccionar modelos em gesso.
Este profissional poderá atuar em clínicas privadas ou nos serviços odontológicos municipais ou estaduais.
Pré-requisitos: 16 anos e ter concluído ensino fundamental (1o grau completo) Duração de 5 meses CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO Prótese Ortodôntica para Técnico em Prótese Dentária Pré-requisitos: ser Técnico em Prótese Dentária Duração de aproximadamente 19 meses Aulas quinzenais às sextas-feiras (tarde) e sábados (manhã)
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<DOC DOCID="HAREM-201-05802">
A Fonte de Partes para Tractores Ford NewHolland Usados
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Alexander Logo
A Alexander's Tractor Parts ( Partes de Tractor do Alexandre ) éum negócio de Família, envolvido no desmantelamento, refabrico, limpeza, inspecção, e envio de partes para tractores Ford. Nós também somos a fonte de partes de tractor refabricadas para Fords NewHolland usados.
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A nossa companhia éverdadeiramente dedicada a servir os nossos clientes. Nós conhecemos o sentimento de se estar "avariado" e como éimportante voltar ao trabalho. Esta dedicação, em conjunto com a dos nossos clientes, tem contribuído bastante para o crescimento tremendo da nossa companhia. Os nossos altos critérios de qualidade, serviço rápido, e preços competitivos vêem-nos trazendo reconhecimento nacional. Seja a sua necessidade refabrico, usado, ou novo, seja bem-vindo a experimentar os nossos produtos.
Por favor compreenda que ao entrar no nosso site, todo o conteúdo éem Inglês. Igualmente, toda a correspondência deverá ser efectuada em Inglês.
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<DOC DOCID="HAREM-141-05803">
CO Nº12
Data : 12.10.2000 Comunicado Oficial Nº 1 2
Voltar Assunto: Campeonato distrital de infantis, alterações
Para conhecimento dos Clubes Filiados, Conselho de Arbitragem, Comunicação Social e demais interessados, comunica-se o seguinte:
CAMPEONATOS DISTRITAIS DE INFANTIS
GENERALIDADES
Por deliberação tomada em Assembleia Geral Extraordinária da Federação Portuguesa de Futebol, os jogos da categoria de Infantis (Futebol de 7) terão a duração de duas partes de 30 minutos cada, com um intervalo que não deve exceder os 15 minutos (no entanto, a Associação recomenda aos árbitros que o mesmo não exceda os 10 m).
Perante este quadro, e nomeadamente no que aos Clubes participantes no Campeonato da 1ª Divisão (já que simultaneamente ou imediatamente antes realizam-se os jogos das equipas B, integradas na Série A do Campeonato da 2ª Divisão), solicita-se aos Clubes que informem estes serviços, com carácter de urgência, se os dois jogos em causa poderão ser disputados em simultâneo quando actuem na qualidade de visitado (11 horas) ou se terão se ser realizados um após o outro (10 horas o jogo da equipa B e 11h 15m o da equipa A ou, ainda, e caso se realize no mesmo campo um jogo de categoria superior -às 9 horas-, 11 h e 12h 15m).
CAMPEONATO DISTRITAL DE INFANTIS
2ª DIVISÃO - SÉRIE B
ALTERAÇÃO DE CALENDÁRIO
Considerando que as equipas do Guia Futebol Clube e do Grupo Desportivo de Burgau desistiram, já após o sorteio ter sido efectuado, do Campeonato em epígrafe;
Considerando que o Imortal Desportivo Clube e o Clube de Futebol Esperança de Lagos tinham solicitado a estes serviços que fosse aceite a inscrição de mais uma equipa desses Clubes no respectivo Campeonato caso se registasse alguma desistência;
Entendeu a Associação de Futebol do Algarve deferir o solicitado, pelo que, no calendário de jogos, o Guia Futebol Clube é substituído pelo Imortal Desportivo Clube B (Campo da Palmeira nº 3, em Albufeira) e o Grupo Desportivo de Burgau é substituído pelo Clube de Futebol Esperança de Lagos C (Campo Rossio da Trindade, em Lagos).
A Direcção da A. F. Algarve
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<DOC DOCID="HAREM-228-05830">
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<DOC DOCID="HAREM-32L-05841">
O WordPerfect, por seu lado, ao passar de 5.2 para 6 tornou-se praticamente num novo produto. 
Foi, dos três, o que teve a alteração mais radical e, por isso, é o que apresenta a maior quota-parte de problemas. 
 
Quando as imagens do Cobe foram publicadas, elas emocionaram toda a gente. 
Afinal elas representavam o embrião do nosso Universo. 
Um embrião tão primitivo que quase parecia impossível recuar mais no tempo. 
No entanto, Smoot pensa que vai ser possível ir ainda mais longe. 
 
«Penso que é possível recuar ainda mais no tempo», diz o astrofísico. 
«Acho que vai ser possível aprender algo mais sobre a inflação do Universo e sobre o seu princípio. 
Acho que é mesmo possível chegar até ao Big Bang. 
A grande questão é saber se havia alguma coisa antes daquilo que chamamos o Big Bang ou se saltámos do nada para o algo.» 
 
Em Coimbra, os estudantes marcaram um golo à defesa menos batida da prova, marca suficiente para alcançar o triunfo e justificar a recuperação das últimas jornadas, que já levou a equipa a ascender ao quarto lugar na competição após um mau início de época. 
A liderança é agora repartida entre Tirsense e Rio Ave, ambos com onze pontos, contra dez do Campomaiorense, que foi empatar (2-2), no sábado, à Madeira, frente ao Nacional, e da Académica. 
Logo atrás, surge o surpreendente Desportivo das Aves, que foi golear fora o Sporting de Espinho, por 3-0, e a Ovarense -- empate a duas bolas no Algarve com o Louletano --, ambos com nove pontos. 
A diferença mínima entre os primeiros reflecte uma vez mais o equilíbrio da prova, tanto mais que o primeiro e o décimo quarto da classificação geral estão separados somente por quatro pontos. 
 
Referência maior para o Espinho, que, depois de, na temporada passada, ter disputado a I Divisão, está a ter um comportamento desastroso, pois é o «lanterna vermelha». 
Cinco pontos em oito jogos é muito pouco para um clube que procura o regresso à prova maior do futebol português. 
Entretanto, os espinhenses disfrutam da companhia do Penafiel, que foi perder a Viseu por 3-1 e está a repetir a má campanha da temporada anterior. 
Nos restantes encontros, o Torrense foi garantir o empate (0-0) em Matosinhos perante o Leixões, enquanto as vitórias tangenciais (1-0) do União de Leiria sobre o Leça e do Chaves contra o Felgueiras, vieram elevar para 22 os golos marcados nesta 8ª jornada, que forneceu quatro vitórias dos visitados, quatro empates e apenas uma vitória fora. 
 
O escudo esteve bastante pressionado, devido sobretudo a vendas especulativas por parte de bancos estrangeiros, e as frequentes intervenções do Banco de Portugal apresentaram-se eficazes, quebrando a tendência de queda, por vezes acentuada, da divisa nacional. 
 
A peseta manteve-se no topo do mecanismo de taxas de câmbio do SME 
 
R. -- Era o meu ano de agregação em Filosofia; 
conclui-a nesse mês na Sorbonne comentando uma frase de Einstein sobre a compreensibilidade do mundo. 
Mas nunca fui um dirigente do movimento, apenas um simples peão. 
Tenho 46 anos, ou seja, pertenço exactamente a essa geração, facto de que me orgulho muito. 
Penso que em relação às minhas filhas, que têm hoje 23 e 20 anos, tive muito mais sorte, apesar de ter crescido numa sociedade que era certamente mais autoritária que a delas. 
As relações entre pais e filhos são hoje de melhor qualidade. 
 
P. -- As suas filhas compreendem o que se passou em Maio 68? 
Compreendem o que é que vocês queriam? 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-142-05865">
press_índice24
 Brasil Empreendedor: Mato Grosso do Sul já tem 13.121 capacitados O número de pessoas capacitadas com o treinamento gratuito "Orientação para Pequenos Negócios" chegou a 13.121 nesta semana.
O resultado ainda não inclui os inscritos nas 25 turmas - cerca de 530 pessoas - do período de 21 a 27 de agosto, o que leva à projeção de um total de quase 14 mil treinados no Programa Brasil Empreendedor, até o final deste mês.
A demanda espontânea de novos empreendedores continua aumentando, segundo os registros da equipe gestora do programa.
Jayro de Sousa, instrutor do Sebrae/MS, ressalta que muitas entidades representativas do segmento empresarial estão aproveitando a oportunidade para encaminhar seus associados ao treinamento "Orientação para Pequenos Negócios".
"O curso é preparado para empresas de pequeno porte.
Por menor que seja o negócio, o empresário tem que entender que ele está à frente de uma empresa, e ela tem que ser rentável, lucrativa.
Muitos que fazem o curso percebem a necessidade de tomar medidas de correção dos rumos para evitar que o negócio fracasse por falta de conhecimento de questões básicas.
Nosso apelo é que outras entidades representativas e empresas se conscientizem desta oportunidade ímpar, que é participar de um curso gratuito que tem trazido muitos benefícios", argumenta o instrutor.
As palavras de Jayro de Sousa são confirmadas por Maurício Gutierrez Pereira, proprietário de uma firma de energia e informática:
"Constatei no curso o que eu estava fazendo de errado, que me trazia prejuízo, e corrigi o problema a tempo.
Um exemplo era a minha formação de preços, que estava completamente fora da realidade, porque eu não computava os custos reais, o que inviabilizava o negócio".
Segundo Maurício, que fez o curso em julho deste ano, ainda é cedo para o retorno das modificações que começaram a ser feitas na empresa, como, por exemplo, o foco no setor de engenharia, em vez de manutenção.
Ele acredita que dentro de três ou quatro meses os benefícios decorrentes da mudança serão sentidos.
Atenção imprensa: Mais informações com a Assessoria de Comunicação Social do Sebrae/MS, pelo telefone 789-5499/5442.
comunicacao@ms.sebrae.com.br.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-147-05867">
 Comunicamos aos colegas da Ancib que a REVISTA INFORMAçãO &amp; SOCIEDADE: do Curso de Mestrado em Ciência da Informação-CMCI da Universidade Federal da Paraíba-UFPB está com domínio proprio no seguinte endereço: www.informacaoesociedade.ufpb.br. 
 Este novo periódico eletronico da Ciencia da Informação conta uma poderosa ferramenta de busca, que auxilia, de forma eficiente, o acesso à informação. 
 Convidamos a todos que visitem nossa revista e nos enviem sugestões de melhorias. 
 Contamos com o auxilio de todos para fortalecer este novo espaço da Ciencia da Informação na Internet. 
 Dra.Eliany Alvarenga 
 Universidade Federal da Paraiba 
 Coordendora do Mestrado em Ciência da Informação 
 e-mail:eliany@openline.com.br 
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<DOC DOCID="HAREM-324-05871">
Israel abre fronteira a operários palestinos 
 Das agências internacionais 

 Israel decidiu suspender parcialmente o bloqueio à entrada de palestinos que trabalham em seu território e anunciou que essa medida não deverá ser adotada novamente . 


 A fronteira foi fechada após a explosão de uma bomba num ônibus de Tel Aviv, em 19 de outubro, num atentado suicida que deixou 23 mortos . 


 A Autoridade Palestina nos territórios autônomos assumiu ontem o policiamento da cabeceira da ponte Allenby, na fronteira entre a Cisjordânia ocupada e a Jordânia . 

</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-89B-05877">
UNIDADE 1              
              
CÉLULAS, HEREDITARIEDADE E FUNÇÕES VITAIS.              
              
CAPÍTULO 1 - CRESCIMENTO              
              
O homem é o mamífero mais evoluído da escala zoológica. Apresenta postura ereta e cérebro bastante evoluído, capaz de aprender, memorizar, desenvolver e transmitir aquilo que aprende.              
              
O corpo humano é constituído por vários órgãos que, em conjunto, formam o que denominamos organismo. O organismo humano apresenta uma integração entre a forma e a função de seus órgãos, ambas interligadas com a parte emocional. Essa integração e interligação diferem de indivíduo para indivíduo, mesmo que pertençam a uma mesma família. Por exemplo, uma criança cresce ou engorda mais que sua irmã, tem gostos diferentes, reações alérgicas a determinadas substâncias etc. No entanto, características como a cor dos cabelos e dos olhos, o formato do nariz e da boca são próprias de cada indivíduo, que as herda de seus pais e transmite-as a seus filhos.              
              
Desde o nascimento, o organismo humano, ao se desenvolver, vai sofrendo transformações sucessivas. É ao conjunto dessas transformações que chamamos de crescimento corporal.              
              
O crescimento se dá através de um aumento do organismo. Começa dentro do corpo da mãe, quando se inicia a gravidez: as células sexuais masculina e feminina se unem, formando a célula-ovo. Esta começa a se dividir, até formar um novo indivíduo. O crescimento ocorrido nesse período, até a criança nascer, é chamado crescimento intra-uterino. Em seguida, inicia-se o crescimento pós-natal, que vai do nascimento até o final da adolescência, por volta dos 20 anos de idade. Durante esse período, ocorre o grande crescimento corporal: aumento da altura e do peso, acompanhado pelo crescimento dos ossos e das vísceras (fígado, rins etc.). O indivíduo atinge a idade adulta com o amadurecimento de todas as suas funções orgânicas e o desenvolvimento da sua estrutura emocional.              
              
ETAPAS DO CRESCIMENTO PÓS-NATAL     
              
Antes de se transformar num adulto, o indivíduo passa por diferentes etapas de crescimento físico, de desenvolvimento de suas funções orgânicas e              
emocionais. São três as etapas de crescimento pelas ele passa: a infância, a puberdade e a adolescência.              
              
INFÂNCIA              
              
Ao nascer, a criança do sexo masculino pesa aproximadamente 3,4 kg e a do sexo feminino, 3,3 kg. Esse peso duplica dos quatro aos cinco meses e triplica até o final do primeiro ano de vida. [tabela]              
              
              
Após dois anos de idade, o crescimento se dá em fases alternadas, com períodos comumente chamados "recheios" e "estirões". Nos períodos de "rec              
heio", a criança engorda mais e cresce pouco; nas fases de "estirão", a criança "estica".              
              
A infância vai aproximadamente até os 12 de idade, quando então o indivíduo entra na puberdade.              
              
PUBERDADE    
              
A puberdade é a passagem progressiva da infância para a adolescência, durante a qual ocorrem transformações físicas e emocionais, ligadas à maturação sexual.              
              
As meninas atingem a puberdade mais cedo que os meninos, entre 11 e 14 anos. Nessa fase, elas crescem muito, ficam maiores que os meninos da mesma idade. Crescem não só na altura: há também amadurecimento das funções internas de seu organismo, suas mamas se desenvolvem e têm início seus períodos menstruais.              
              
Os meninos atingem a puberdade entre 13 e 15 anos. Nessa fase, observa-se crescimento de seus genitais, aparecimento de pêlos em algumas regiões do corpo, mudança da voz e engrossamento do nariz.              
              
Após essa fase, tanto meninos como meninas entram na adolescência.              
              
ADOLESCÊNCIA              
              
A adolescência vai dos 15 até aproximadamente os 20 anos de idade. Nela, o desenvolvimento se completa e o organismo alcança seu total amadurecimento.              
              
FASE ADULTA              
              
Por volta dos 20 anos, o corpo humano tem seu crescimento estabilizado. Os ossos deixam de crescer e todos os órgãos encontram seu equilíbrio, pois atingiram o desenvolvimento necessário para desempenhar plenamente suas funções. Assim, dos 20 aos 30 anos, o organismo funciona em toda a sua potência, sendo grande sua produtividade física e mental.              
              
Após os 30 anos, alguns órgãos começam a envelhecer. O organismo sofre modificações e, à medida que os anos passam, entra em declínio.              
              
VOCABULÁRIO              
              
Características herdadas e transmitidas: são as características que um indivíduo recebe de seus pais, através do material genético, e que é capaz de transmitir aos seus filhos.              
              
Funções orgânicas: são as funções executadas pelos órgãos que, em conjunto, formam o organismo como um todo.              
              
Funções emocionais: são as funções dependentes da atividade cerebral, envolvendo o pensamento e a memória.              
              
Períodos menstruais: são períodos cíclicos observados nas fêmeas dos mamíferos. Em geral, a menstruação repete-se, na mulher, a cada 28 dias e se manifesta pela descamação da parede do útero, com conseqüente perda de sangue.              
              
RESUMO              
              
0 homem é o mamífero mais evoluído: tem postura ereta e cérebro bastante desenvovido. Seu organismo é constituído por vários órgãos, que funcionam de modo integrado e interligado com a parte emocional. Cada indivíduo possui características próprias, herdadas de seus pais, e é capaz de transmiti-las a seus filhos.              
              
Ao conjunto de transformações que o organismo sofre ao se desenvolver chamamos crescimento corporal, que pode ser intra-uterino e pós-natal. 0 intra-uterino é o que se observa quando o individuo ainda se encontra dentro do organismo materno. 0 pós-natal começa com o nascimento e vai até o final da adolescência; suas fases são: infância, puberdade e adolescência. Por volta dos 20 anos, o crescimento se estabiliza; é o fim da adolescência e o início da idade adulta. Após os 30 anos, o organismo começa sua fase de declínio, falando-se então em envelhecimento.              
              
LEITURA              
              
A primeira coisa que se associa à velhice é a decadência mental. 0 que as pessoas não se dão conta, em geral, é que o cérebro decai muito mais por falta de estímulo e de uso do que por causas biológicas. 0 cérebro atinge seu pique de crescimento em torno dos 20 anos de idade e, então, começa a perder massa. Essa perda é quase insignificante e só vai fazer alguma diferença, em geral, quando a pessoa passa dos 70 anos. ''Até atingir essa idade, os neurônios, quando estimulados, cuidam de estabelecer novas conexões, o que compensa a perda de massa física", diz a neurologista americana Claudia Kawas, da Universidade Johns Hopkins. "As pessoas envelhecem aos 60 anos não por uma lei da natureza, mas por uma questão psicológica", ensina o carioca Carlinhos Niemeyer, produtor de cinema, de 69 anos, o criador do Canal 100. A doutora Kawas aconselha as pessoas a se manter sempre dispostas a enfrentar novos desafios intelectuais, exercitar a mente com leituras e conviver num ambiente culturalmente renovador como a grande terapia para preservar o cérebro jovem por muito tempo. "A maioria das pessoas experimenta algumas reações normais, como uma lentidão maior para responder a determinadas questões ou para reagir a impulsos nérvosos, mas isso não significa perda de memória ou de habilidade intelectual", diz ela. (Do artigo Fonte da juventude, publicado em Veja, 25 de julho de 1990, p. 56-63.).              
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<DOC DOCID="HAREM-841-05890">
Bilbao e o Guggenheim - 1
Guggenheim à noite Não há palavras para descrever este edifício monumental do arquitecto canadiano Frank Gehry. As imagens, que também só o apresentam parcialmente, já dão uma ideia. Um vídeo seria melhor; mas só no sítio éque se pode sentir verdadeiramente a surpresa que nos transmite.
Dizem que Gehry fez um primeiro projecto conservador e que, ao apresentá-lo a Thomas Krens, o todo-poderoso director do Guggenheim lhe terá dito: "Não foi para fazer isto que o escolhi a si!" Dizem, porque Gehry há muito que pratica uma arquitectura radical. Um dos seus projectos, um auditório para a Disney, em Los Angeles, foi inicialmente recusado por ser impossível de construír. (O mais provável éque tenha chocado o conhecido conservadorismo da empresa.)
"Modelo Nú no Estúdio" de Leger Modelo Nú no Estúdio Leger, 1913 Desta vez Gehry não se ateve a considerações de exequibilidade; começou por desenhar àvontade, criando massas abstractas, como se desse volume a uma pintura de Leger. (Há precisamente uma, "Modelo Nú no Estúdio", exposta na inauguração, que parece ter-lhe servido de inspiração.)
Depois de brincar com as formas éque o arquitecto se preocupou com a sua execução, uma liberdade só possível graças aos computadores e às mais modernas técnicas de construção. Para pôr de pé tais volumes, optou-se por estruturas metálicas complexas, cobertas por três materiais de acabamentos distintos: titânio (cinza-chumbo acetinado), pedra (rosa mate) e vidro (transparente e brilhante).
Primeiro esboço
de Frank Ghery Listas de restaurantes, bares, boites, museus, livrarias, clubes e muito mais Uma proposta diária para as próximas duas semanas Hospitais, centros de saúde e organizações de ajuda Envie um email para a redacção Saiba como pode ser assinante da Alface Voadora Índice desta edição da Alface Voadora
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<DOC DOCID="HAREM-391-05918">
confrontos.Carlos Fontes              
Director: Carlos Fontes              
Século XXI             
A Nova Desordem Mundial : Os Sinais da Guerra EUA-Iraque              
Em breve:              
Século XX: Entre o Progresso e a Barbárie              
O Estado Alemão, durante o período nazi (1933-1945), pilhou sistematicamente os bens do judeus. Milhões deles foram mortos em campos de concentração, muitos pelo método a que chamavam "morte pelo trabalho": os presos eram obrigados a trabalharem até á morte.              
"Ouvi como o rabino de Varsóvia foi assassinado no Yom Kippur. Mandaram-no varrer a rua. Depois mandaram-no recolher o lixo no gorro de pele que trazia; quando se baixou, cravaram-lhe por três vezes uma baioneta nas costas. Continuou a trabalhar e morreu a trabalhar".              
De Notas do Gueto de Varsóvia, de Emmanuel Ringelblum, 26 de Abril de 1941.              
No século XX, às carnificinas da 1ª. Guerra Mundial (1914-1918), sucedeu-se o delírio exterminador dos nazis na Alemanha. Entre as suas vítimas, contaram-se 6 milhões de judeus europeus, ou seja, 40% da comunidade judaica mundial. Esta chacina é apenas a ponta de Iceberg de extermínios que tem varrido o mundo.              
Os motivos que alegadamente desencadearam estas carnificinas são os mais diversos: conflitos raciais, religiosos, étnicos ou políticos, etc. Qualquer coisa tem servido para justificar a morte do próximo, a sua exploração desenfreada, a pilhagem dos seus bens incluindo a anexação dos seus territórios.              
Grupo de jovens neonazis, na Alemanha actual, insultando um imigrante.              
Para nos contactar:              
carlos.fontes@megamail.pt              
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<DOC DOCID="HAREM-03L-05928">
Ministros europeu aprovam lei de assistência à família 
Os ministros europeus do Trabalho e dos Assuntos Sociais aprovaram ontem no Luxemburgo leis comunitárias instituindo uma licença mínima de três meses para assistência à família e a aplicação de regras do país de acolhimento para os trabalhadores deslocados no estrangeiro, anunciou o ministro alemão Norbert Blum. 
 
Estes dois projectos tinham sido objecto de um acordo político durante a última reunião dos Quinze, a 29 de Março em Bruxelas, mas faltava-lhes a adopção formal. 
 
O fogo consumiu inúmeros fardos de bacalhau, dois dos três túneis de secagem artificial, alguns compressores, duas carrinhas utilizadas no transporte dos trabalhadores da fábrica e um carro de marca «Triumph», propriedade do comendador. 
Os armazéns e uma habitação contíguas à empresa foram também danificados pelo sinistro. 
Os prejuizos, disse Gonçalves Gomes, estão cobertos por o seguro, mas ascendem a centenas de milhar de contos. 
 
O bacalhau queimado estava já embalado em fardos ou disposto nos tabuleiros de secagem e pertencia a lotes de produção da empresa, sendo o peixe importado da Noruega e Dinamarca. 
Apesar da quantidade de bacalhau consumida pelas chamas ter sido elevada, Gonçalves Gomes afirmou que não irá acontecer qualquer «desestabilização do abastecimento do mercado». 
Quanto à Empresa de Pesca de Viana estará garantida a continuidade da laboração, embora a níveis de produção mais reduzidos, já que só poderá ser utilizado o único túnel de secagem artificial poupado no incêndio. 
 
A comparação é perversa e dá para os dois lados. 
O deputado social-democrata Carlos Coelho, por exemplo, até já se deu ao trabalho de comparar os dois documentos, apenas para provar que há «inúmeras citações literais» do diploma no articulado do pacto, que assim se transforma «num repositório de ideias globais, que não acrescenta nada ao que a lei de bases e a Constituição portuguesa preconizam». 
 
Situação que lhe suscita algumas considerações curiosas: 
Dizer que é necessário mais um documento para repetir o que já está nos outros dois é dizer que aqueles outros já não têm interesse ou já não valem nada.» 
A forma como todo o processo tem vindo a ser encaminhado é, aliás, susceptível de «gerar expectativas perversas», porque é «na forma como as coisas irão ser levadas à prática que as pessoas se dividem». 
 
Escola Secundária de Paços de Ferreira- Está aberto pelo prazo de três dias, a contar da publicação do presente aviso, concurso para preenchimento de um horário incompleto de 6 (seis) horas na disciplina de Socorrismo (11º ano). 
 
Na Grã-Bretanha são mortas, anualmente, cerca de 70 crianças. 
As causas são os maus tratos. 
Os culpados são quase sempre os pais. 
 
O número de crianças menores de cinco anos, mortas por estranhos, tem sido em média de uma por ano, pelo menos desde 1982. 
Se o assassínio de crianças por estranhos é um tipo de crime raro, estranho é que isso aconteça pela mão dos próprios pais. 
Mais inesperado ainda é encontrar uma criança assassina. 
 
«O Decálogo», de Krystof Kieslowski . 
 
Qual foi, para si, o principal acontecimento mundial da última década? 
 
Requiem pelos Vivos, agora apenas Requiem, regressam em Outubro 
Coisas da mãe natureza 
«Três jovens portugueses que fazem música portuguesa . 

Assim se definem os Requiem, ex-Requiem pelos Vivos, que após quase cinco anos de ausência dos estúdios regressam em Outubro com um novo álbum e uma mão-cheia de espectáculos. 
Pelas rádios, entretanto, roda já «Entre o Céu e o Medo», o single promocional. 
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<DOC DOCID="HAREM-729-05935">
- Entretanto, é a pura realidade. Como estavam molhados e enxovalhados, convidei-os a entrarem no meu carro. Aceitaram depois de muita relutância, e dirigimo-nos para a casa deles. É escusado contarvos o resto desde então, se bem que com algum acanhamento foi-me franqueado o umbral da gruta misteriosa. 

- E pelo que vejo, - interrogou o doutor, - amas muito essa mulher? 

- Se amo! adoro-a cada vez mais, e o que é mais, tenho razões para acreditar que ela... pelo menos não me olha com indiferença. 

- Deus queira que não andes embaído por alguma Circe de bordel, por alguma dessas aventureiras, de que há tantas pelo mundo, e que, sabendo que és rico, arma laços ao teu dinheiro! Esse afastamento da sociedade, esse mistério, em que procuram tão cuidadosamente envolver a sua vida, não abonam muito em favor deles. 

- Quem sabe se são criminosos que procuram subtrair-se às pesquisas da polícia? - observou um cavalheiro. 

- Talvez moedeiros falsos, - acrescentou outro. 

- Tenho má-fé, - continuou o doutor - todas as vezes que vejo uma mulher bonita viajando em países estranhos em companhia de um homem, que de ordinário se diz pai ou irmão dela. O pai de tua fada, Álvaro, se é que é pai, é talvez algum cigano, ou cavalheiro de indústria, que especula com a formosura de sua filha. 

- Santo Deus!... misericórdia! - exclamou Álvaro. - Se eu adivinhasse que veria a pessoa daquela criatura angélica apreciada com tanta atrocidade, ou antes tão impiamente profanada, quereria antes ser atacado de mudez, do que trazê-la à conversação. Creiam, que são demasiado injustos para com aquela pobre moça, meus amigos. Eu a julgaria antes uma princesa destronizada, se não soubesse que é um anjo do céu. Mas vocês em breve vão vê-la, e eu e ela estaremos vingados; pois estou certo que todos a uma voz a proclamarão uma divindade. Mas o pior é que desde já posso contar com um rival em cada um de vocês. 

- Por minha parte, disse um dos cavalheiros, - pode ficar tranqüilo, pois sempre tive horror às moças misteriosas. 

- E eu, que não sou mais do que um simples mortal, tenho muito medo de fadas, - acrescentou o outro. 

- E como é, perguntou o Dr. Geraldo, - que vivendo ela assim arredada da sociedade, pôde resolver-se a deixar a sua misteriosa solidão, para vir a este baile tão público e concorrido?... 

- E quanto não me custou isso, meu amigo! - respondeu Álvaro. - Veio quase violentada. Há muito tempo que procuro convencê-la por todos os modos, que uma senhora jovem e formosa, como é ela, escondendo seus encantos na solidão, comete um crime, contrário às vistas do Criador, que formou a beleza para ser vista, admirada e adorada; pois sou o contrário desses amantes ciumentos e atrabiliários, que desejariam ter suas amadas escondidas no âmago da terra. Argumentos, instâncias, súplicas, tudo foi perdido; pai e filha recusavam-se constantemente a aparecerem em público, alegando mil diversos pretextos. Vali-me por fim de um ardil; fiz-lhes acreditar que aquele modo de viver retraído e sem contato com a sociedade em um país, onde eram desconhecidos, já começava a dar que falar ao público e a atrair suspeitas sobre eles, e que até a polícia começava a olhá-los com desconfiança: mentiras, que não deixavam de ter sua plausibilidade... 

- E tanta, - interrompeu o doutor. - que talvez não andem muito longe da verdade. 

- Fiz-lhes ver, - continuou Álvaro, - que por infundadas e fúteis que fossem tais suspeitas, era necessário arredá-las de si, e para isso cumpria-lhes absolutamente freqüentar a sociedade. Este embuste produziu o desejado efeito. 
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<DOC DOCID="HAREM-34L-05941">
Parte-se depois para o debate. 
Paquete de Oliveira, sociólogo, fala do drama social. 
E Carlos Narciso junta a sua voz à daqueles que se surpreendem com o facto de Domingos Pereira, condenado a 15 anos pela morte da mulher, ter cumprido apenas seis. 
Fala na «opinião pública». 
Insiste: 
Este homem mete medo..." 
Era a tirada mais infeliz da noite. 
 
Com programas destes, que correm o risco de valorizar até à exaustão alguns dos aspectos mais sórdidos da história de criminosos, arriscamo-nos a ter, em breve, uma opinião pública a pedir agravamentos sem fim das penas, da repressão e mesmo o ressurgimento da pena de morte. 
 
Em abono da sua ideia, Pfaff citava dois comentadores políticos conservadores, William Kristol e Robert Kagan, que teorizaram sobre o que deveria ser a política externa de Bob Dole: 
Quanto mais os EUA forem capazes de deixar claro que é fútil competir com o poder americano», menos chances haverá de que «outros alimentem ideias de perturbar a actual ordem mundial». 
 
Soares concluía o seu raciocínio sobre a vulnerabilidade dos senhores do mundo dizendo: 
Um outro poder, aliado mas diferente, como pode vir a ser a União Europeia, só lhes pode ser útil». 
E apelava ao «idealismo e ao pioneirismo» da América como o antídoto capaz de dar sentido ao seu enorme poder. 
 
Mariano Gago falava na sessão de encerramento de uma conferência sobre «A criação da sociedade de informação euromediterrânea », um projecto que surge na sequência da conferência de Barcelona (Novembro de 1995), em que foram lançadas as bases de uma cooperação mais estreita -- a nível económico e político, mas também cultural -- entre os países das duas margens do Mediterrâneo. 
 
«As novas tecnologias da informação permitirão construir rapidamente este símbolo moderno da nossa vontade comum de criar, entre as elites estudiosas dos nossos povos, laços de solidariedade, compreensão mútua e trabalhos em comum», declarou o ministro. 
«Talvez a nova Biblioteca de Alexandria não venha a ser conhecida como uma das Sete Maravilhas do Mundo; 
mas poderá concretizar-se mais depressa do que a sua antepassada, e, sendo distribuída e partilhada, a sua sobrevivência estará mais garantida.» 
 
Atentados suicidas do grupo Hamas em Israel: 25 mortos e 80 feridos. 
É a vingança pela morte do seu líder Ayyash. 
 
Março 
José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi reúnem-se em Libreville, concordando que um Governo de Unidade e Reconciliação esteja formado até Junho ou Julho. 
 
Júri do Teatro concluído ontem e Guterres almoçou com personalidades do sector 
Pena não ter mais tempo para ir ao teatro 
António Guterres possui uma boa relação com o teatro. 
Tem pena de ter pouco tempo para assistir a espectáculos, mas está atento. 
Nos últimos meses ainda conseguiu escapar-se e ver «Eu, Feuerbach», pelo Cendrev, em Évora, e «A Ópera do Malandro», pelo Seiva Troupe, no Porto. 
E gostou. 
As declarações prestou-as ontem durante o almoço que ofereceu, em S. Bento, às personalidades do teatro. 
No dia em que ficou constituído o júri de apoio ao teatro não governamental. 
 
Descargas do Pão de Açúcar de Cascais incomodam moradores 
O ruído do consumo 
Um vizinho do Pão de Açúcar de Cascais já não aguenta ouvir as descargas do supermercado. 
Queixas atrás de queixas, foi conseguindo umas vitórias. 
Agora, porém, tudo esbarrou num muro que a empresa diz ser a solução mas que o vizinho não aceita. 
Afinal, parece que consumir fura os tímpanos. 
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<DOC DOCID="HAREM-68H-05952">
Zidane poderá ser eleito hoje o «jogador do ano»               
Três jogadores, o brasileiro Ronaldo, o croata Davor Suker e o francês Zinedine Zidane, marcaram o ano de 1998 e são os pretendentes ao troféu de melhor futebolista mundial da FIFA, a conhecer hoje em Barcelona.               
Uma distinção inacessível para a maioria dos futebolistas mundiais, atribuída pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e que visa enaltecer aquele que foi o melhor jogador mundial do ano transacto.               
Hoje, em cerimónia a realizar no Teatro Municipal de Barcelona, quem sucederá a Ronaldo - jogador que venceu o troféu nos dois últimos anos -, a avaliar pelas previsões, será Zinedine Zidane, considerado pela generalidade dos observadores o jogador mais valioso do Mundial de França'98.               
Pelo oitavo ano, o melhor jogador mundial da FIFA será escolhido por um painel de técnicos de selecções nacionais de todos os continentes.               
 Este ano serão 129 treinadores a votar, o que constitui um recorde.               
Nos últimos dois anos o troféu foi arrecadado por Ronaldo, que volta a ser candidato.               
 Como seus antecessores figuram o liberiano George Weah (1995), o brasileiro Romário (1994), o italiano Roberto Baggio (1993), o holandês Marco Van Basten (1992) e o alemão Lothar Matthaus (1991).               
Na cerimónia serão ainda distinguidas a melhor selecção nacional (são favoritas a de França e a do Brasil) e a que mais progrediu no "ranking" da FIFA, além de serem atribuídos o prémio "fair-play", as bolas de ouro, prata e bronze e troféus para distinguir os melhores jogadores no Mundial, entre outros.               
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<DOC DOCID="HAREM-50H-05963">
Câmara de Viana lamenta "atraso" do governo 

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo "lamentou" ontem o facto de «só este governo, e só o ano passado, ter decidido apoiar financeiramente, e de forma substancial, todas as autarquias no sector da rede pré-escolar, quando Viana do Castelo já tinha praticamente concluída a sua instalação no concelho, com verbas próprias» .
Defensor Moura afirmou que agora acabam por ser beneficiadas «as autarquias que desprezaram o pré-escolar no passado, despendendo os seus recursos em projectos seguramente menos importantes para o futuro das suas comunidades» .
Por isso, na opinião do autarca, o governo não pode «beneficiar os infractores» sem compensar autarquias como a de Viana, através de apoios financeiros para outros investimentos importantes na área educativa .
Para o secretário de Estado da Administração Educativa, Oliveira Martins, não há benefício do infractor no facto de o investimento no pré-escolar feito pela Câmara de Viana ter sido realizado num momento em que não havia financiamento do estado .
Para o presidente da Câmara de Viana do Castelo, no "seu" concelho existe a possibilidade de intervenção do governo, nomeadamente no apoio à reabilitação de outras escolas com valor patrimonial e à construção de pavilhões desportivos que ainda faltam no concelho .
Defensor Moura pretende ainda apoio governativo para reforçar a rede de estabelecimentos do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e também do Secundário, bem como para a construção de infra-estruturas necessárias à implantação do novo modelo de gestão .
Na opinião do autarca, «não faltam oportunidades para premiar Viana do Castelo por se ter antecipado a construir a rede do pré-escolar, quando tal não era paixão do governo em funções» .
Para o edil, é também oportuno aliviar as autarquias dos vultuosos custos de aquisição de terrenos para construção de escolas EB 2 e 3 e secundárias em áreas urbanas .
«É injusto que, sendo o Estado o responsável pela existência e manutenção da inconcebível lei das expropriações, transfira para as autarquias encargos financeiros que não lhes cabem, sob pena de serem privadas das escolas de que necessitam» .
Defensor Moura afirmou ainda que «nos últimos anos, a câmara gastou centenas de milhares de contos para adquirir terrenos e oferecê-los ao Estado, para neles serem construídas escolas que são da exclusiva competência do Estado» .
Nesse sentido, o autarca de Viana não compreende o facto de o Estado querer vender à câmara o terreno necessário para a construção de uma piscina num terreno livre da escola C+S de Lanheses .
Defensor Moura apelou ao secretário de Estado da Administração Educativa, Oliveira Martins, que transmita ao governo os apelos de «revisão imediata da lei das expropriações de interesse público e a igualdade de poder de intervenção entre governo e autarquias» em casos como o que referiu .
O presidente da câmara de Viana aproveitou no entanto para agradecer a Oliveira Martins a colaboração de toda a equipa que com ele trabalha, nomeadamente a colaboração que tem sido dispensada à autarquia .
Para o governo é importante haver uma colaboração entre o Estado e as autarquias, mas o que verdadeiramente está em causa são as crianças e a salvaguarda do direito fundamental à educação .
«A educação começa nos seus fundamentos e por isso na ordem do dia tem que estar a valorização do 1º ciclo e da educação pré-escolar, nomeadamente o combate à exclusão, a prevenção do abandono, a igualdade de oportunidades» .

C.P. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-422-05969">
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 Localizada na micro-região de Maceió, situada a margem da Lagoa do Sul, conhecida como Lagoa Manguaba.
Os primeiros relatos de povoação em Marechal Deodoro datam de 1522, com a expedição de Cristovão Jackes enviada por D. João III e, posteriormente, em 1535, com a expedição de Duarte Coelho.
Contudo, somente em 1591 é que foi registrada a primeira doação da sesmaria.
Marechal Deodoro surgiu em 1611 como Vila da Madalena.
Depois, teve o nome de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul e mais tarde, simplesmente, Alagoas, antiga capital da província.
Em 1663, o povoado foi atacado pelos holandeses que torturaram parte da população e incendiaram cerca de 100 casas.
Na luta contra os invasores, Alagoas abrigou Matias de Albuquerque com 10 mil fugitivos e Felipe Camarão, com outros 4 mil.
Em 12 de abril de 1636, foi elevada à categoria de vila, e no ano de 1706, foi elevada à comarca.
Posteriormente, em 16 de setembro de 1817, foi elevada à categoria de capitania e desmembrando-se da capitania de Pernambuco, foi elevada à categoria de sede da nova capitania da qual foi o seu primeiro governador Sebastião Francisco de Mello Póvoas, passando à categoria de cidade pela lei de 8 de março de 1823.
Em 1838, Agostinho da Silva Neves assumiu a presidência e decidiu mudar a Tesouraria da Fazenda de Marechal Deodoro para Maceió.
A decisão provocou polêmica, obrigando Silva Neves a renunciar.
O presidente deposto seguiu para Maceió e solicitou tropas de Pernambuco e da Bahia para garantir a ordem pública.
Em 9 de dezembro de 1839 foi sancionada a resolução legislativa 11, transferindo a metrópole de Alagoas para Maceió.
Marechal Deodoro conserva um conjunto arquitetônico de valor histórico e artístico que torna a cidade um dos pontos turísticos mais atraentes do
Nordeste.
O município tem como padoreira Nossa Senhora da Conceição.
Arquitetura histórica de Marechal Além de oferecer cenários de rara beleza, Marechal Deodoro transpira a história viva de glórias em seu casario
colonial e imponentes monumentos.
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<DOC DOCID="HAREM-211-05979">
Associação de Pais e Amigos de Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores
A Associação de Pais e Amigos de Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores (A.P.A.C.D.A.A.) tem vindo a constituir-se como uma resposta para as pessoas com deficiência mental moderada, grave e profunda, após a escolaridade obrigatória e cujas limitações não permitem uma integração socio-profissional nos quadros normais de trabalho ou de centros de emprego protegido.
A A.P.A.C.D.A.A. tem vindo, por isso, a dedicar-se cada vez mais especificamente ao desenvolvimento de actividades ocupacionais, pretendendo concretizar o disposto no Decreto-Lei n&amp;ordm;18/89 de 11 de Janeiro, segundo o qual "muitas dessas pessoas com deficiência grave são susceptíveis de uma certa integração social activa, mediante o desenvolvimento de actividades ocupacionais tendentes, fundamentalmente, a assegurar condições de equilíbrio físico e psicológico, sem vinculação às exigências de rendimento profissional ou de enquadramento normativo de natureza jurídico-laboral".
No contexto do atendimento das pessoas com deficiência grave e profunda as soluções das unidades residenciais assumem uma importância e emergência indiscutíveis. Neste sentido a A.P.A.C.D.A.A. alargou o âmbito da sua acção criando duas valências que pretendem apoiar as crianças e pessoas portadoras de deficiências e ainda as crianças vítimas de maus tratos ou negligência: a Vila Bem Me Quer e a Unidade Residencial.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-482-06015">
Artigo 02
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICÓLOGOS ESPÍRITAS Parceria da ABRAPE e Centro Espírita "Jesus é o Caminho" (Guarulhos SP) Em 22 de setembro, o "C.E.Jesus é o Caminho", teve o prazer de abrir suas portas para permitir a realização de um evento que pela sua própria proposta, denominou-se "Simpósio da Vida".
O Simpósio foi constituído pela exposição de quatro diferentes expositores, com quatro diferentes temas/propostas.
Embora diferentes quanto ao tema, a seqüência da apresentação dos assuntos forneceu uma certa coerência, correlação e aplicabilidade entre si, fato aliás, desejável em tudo que se faz/recebe, pois a vida é una.
Os expositores espíritas, profissionais nas áreas de Psicologia e Medicina Psiquiátrica, que entre outras atividades são membros ativos na Diretoria da ABRAPE - Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas.
Expositor Tema Ercília Zilli (psicóloga) Síndrome do Pânico Márcia Fuga (psicóloga) Mediunidade em Crianças Fátima R. Saldanha (psicóloga) Tanatologia-Acompanhamento de pacientes terminais e suas famílias Dr. João Lourenço (medico Psiquiatra) Dependência Química O evento iniciou às 14:00hs, com término prorrogado para às 18:30hs, considerando tempo regulamentar para exposição, tempo para perguntas, respostas e intervalo.
Durante o tempo estipulado para exposição, os oradores tiveram a oportunidade de mostrar o quanto é importante e necessário estar-se pensando com seriedade sobre os temas abordados.
Dada a escassez de tempo e a abrangência da matéria, já se firmou um compromisso de durante 1997, a casa estar novamente abrindo portas, para desta vez, receber cada orador, individualmente, para fazer uma exposição mais detalhada sobre o assunto a ser tratado.
A proposta acima, foi quase que uma exigência dos próprios assistentes que vieram para o evento.
Recebemos na casa, pessoas de Guarulhos, Grande São Paulo e Interior Paulista, além de muitas ligações recebidas de várias localidades onde o evento foi divulgado.
Esteve também presente, participando e entrevistando os expositores, a Rádio Boa Nova, uma emissora desta cidade.
Este assunto, não poderia ser fechado, sem se mencionar a boa vontade dos muitos colaboradores que tornaram o evento tão "perfeito".
Foi uma grande oportunidade para mostrar que não existe nem grandes nem pequenos entre as criaturas bem intencionadas.
Considerando a adesão e resultados, podemos acreditar que este foi só o primeiro Simpósio, bem chamado da Vida.
Se Deus quiser, muitos outros virão!
Fraternalmente, C.E. "Jesus é o Caminho" Gamaliel André, Presidente 
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<DOC DOCID="HAREM-69G-06024">
Almeida Henriques, presidente da Associação Industrial da Região de Viseu (AIRV), é o novo rosto do Conselho Empresarial do Centro (CEC). Para o seu mandato até 2002 à frente deste órgão, o "patrão do centro" tem como objectivos tornar o CEC num lobby de pressão junto dos poderes regionais e poder central e apostar cada vez mais na Câmara da Indústria e do Comércio. Consciente de que as realidades empresariais dos seis distritos que constituem o CEC são diferentes, Almeida Henriques acredita que há pontos de convergência que têm que ser desenvolvidos por forma a tornar o sector empresarial da região cada vez mais forte, apostando igualmente na internacionalização

Diário Regional de Viseu (DRV): Quais são os principais objectivos do Conselho Empresarial do Centro (CEC)?

Almeida Henriques (A.H.): O CEC foi criado numa lógica de unir as associações da Região Centro, quer sejam industriais, quer sejam comerciais, quer sejam agrícolas. O primeiro objectivo foi basicamente juntar as associações para criar um lobby empresarial forte e mais consistente. Este foi o módulo que esteve na criação do CEC.

DRV: O CEC está integrado nalguma estrutura nacional?

A.H.: Não, não está. No fundo é uma união das associações da Região Centro. É um exemplo único a nível nacional. Há um muito parecido do Norte e outro no Alentejo, mas nada que se compare ao CEC em termos de estrutura organizacional e na representatividade. Hoje o CEC representa quase 40 associações dos seis distritos da Região Centro. 

DRV: E então porque é que não está filiado numa estrutura nacional?

A.H.: Essa é uma discussão que neste momento está a correr internamente e que eu suscitei na minha candidatura: a necessidade de aumento do CEC e especialização dos sectores. Estamos a tentar encontrar aqui uma forma intermédia. Como não pertencemos ainda a nenhuma das confederações, pelo facto de sermos um órgão regional, numa reunião do executivo deliberámos que associações que temos dentro da Confederação do Comércio, dentro da Confederação do Turismo irão, para já, fazer a ponte entre os associados do CEC e as próprias confederações, nomeadamente através da busca de informação. Este é um tema mesmo actual em termos da remodelação interna que estamos a fazer.

DRV: Como funciona o CEC?

A.H.: Funciona como uma plataforma de entendimento. A sua principal vocação é criar um espaço de entendimento entre as próprias associações para aproveitamento de sinergias. Só que já funciona um bocado para além disso. Hoje o CEC tem uma estrutura devidamente organizada, tem alguns programas que desenvolve em rede com as associações e é também um facilitador de programas, isto é: as associações utilizam a capa do CEC para poderem mais facilmente reivindicar as suas pretensões. O CEC é o interlocutor natural junto da CCR para todas as associações da região centro, portanto junto do poder regional. Começa também a ser interlocutor natural junto do poder central. Funciona um bocado dentro desta plataforma de alguns serviços que presta, mas também de uma ligação que faz aos poderes regional e central.
DRV: Esta ligação com o poder central é feita de que forma?

A.H.: Em relação ao poder nacional é um espaço que estamos a conquistar aos poucos e no qual ainda temos que dar um salto bastante grande. O CEC tem que ser olhado como um parceiro social, não o é neste momento nem é reconhecido como tal. Neste âmbito das parcerias sociais, o próprio Governo deverá ter o cuidado de começar a solicitar ao CEC participação e nós podemos participar nas comissões especializadas e estar cada vez mais próximos das tomadas de decisão e afluir nessas mesmas decisões. Achamos que a Região Centro deverá ter um papel forte na tomada de decisões.

DRV: Quais as propostas do CEC, durante este seu mandato, até 2002?

A.H.: São três os pilares que apresentei para o meu mandato. O principal é desenvolver e implementar a característica do CEC enquanto lobby de pressão. Para tal, é preciso unir as forças do Centro e encontrar pontos de convergência

DRV: E é fácil?

A.H.: É obvio que não. A mensagem que eu tenho feito passar nas associações é que elas não são complementares no âmbito territorial, mas se desenvolvermos todos um trabalho concentrado, mais facilmente conseguiremos um desenvolvimento harmonioso do tecido empresarial, uma maior competitividade para as empresa e mais qualidade.

DRV: Mas há diferenças entre, por exemplo, o tecido empresarial de Viseu e o de Aveiro. De que forma é que se poderá conciliar este desenvolvimento harmonioso?

A.H.: Há indicadores que são comuns a todo o país. É evidente que os seis distritos da Região Centro são extremamente diversificados. Também estes distritos têm caracteristicas diferentes, mas há aspectos de convergência e temos desde logo que encontrar e procurar o que nos une, saber que os distritos têm muito em comum e que as associações aí têm uma função complementar umas das outras. É preciso não esquecer que haverá concerteza dossiers em que os distritos irão ser concorrentes entre si. O que nós pensamos é que o CEC pode ser uma plataforma de entendimento. Se o empresariado se conseguir pôr de acordo em relação a questões básicas mais facilmente poderemos influenciar, por exemplo, as decisões políticas. 
No fundo é o lobby de pressão. Inclusivamente vamos criar um conselho de presidentes para discutir determinadas matérias. Temos que criar o hábito de chamar os membros do Governo a virem ao Centro discutirem as questões. Por exemplo, e porque não, dizer ao ministro das Finanças para vir cá e discutir o Orçamento de Estado connosco e a Reforma Fiscal

DRV: E quanto aos restantes pilares do mandato?

A. H.: Um outro pilar prende-se com a Câmara do Comércio e Industria. O CEC foi reconhecido há dois anos como Câmara do Comércio e Industria. Já foi desenvolvendo algumas valências e ganhando alguma estrutura e do ponto de vista das relações transfronteiriças já se tem vindo a desenvolver alguns programas.
A perspectiva para o futuro é desenvolver esta Câmara em três vertentes: internacionalização, ambiente e qualidade e ao mesmo tempo criar serviços. Isto é, queremos desenvolver um tribunal arbitral para a actividade empresarial dentro da Câmara, queremos apresentar junto do Governo um projecto de criação de um cartório de competências especializado que possa funcionar nestes seis distritos. Queremos que efectivamente a Câmara seja cada vez mais uma realidade e que a nossa dinâmica esteja à frente da própria regulamentação porque as câmaras estão legisladas mas não estão regulamentadas. As Câmaras deverão assumir responsabilidades que resultem de uma contratualização com o Estado porque há serviços que o Estado presta mal e que as Câmaras poderão prestar, permitindo ao tecido empresarial ser cada vez mais competitivo. A Câmara deve ser de facto uma estrutura forte. 

DRV: De que modo o tecido empresarial da região poderá chegar à internacionalização?

A. H.: Muitas vezes procura-se dar a imagem de que a Região Centroé essencialmente agrícola e florestal. Mas o certo é que esta região hoje também já tem espaços de afirmação. É óbvio que a internacionalização tem que ser um objectivo prioritário. Temos aqui um manancial que se chamam relações transfronteiriças e da qual estamos ainda a tirar pouco partido. Temos que encontrar formas junto do ICEP de lançar para além fronteiras a internacionalização das nossa empresas, procurando as comunidades emigrantes para podermos investir, identificando os países da Europa onde seja mais fácil chegar, não esquecendo os PALOPS e o Brasil.

DRV: Mas neste momento como é que se pode pensar em internacionalização se, por exemplo, ainda há muito para fazer no que diz respeito à fixação de empresas nesta zona?

A. H.: Nós temos que queimar aqui as várias etapas. Se o CEC se quer afirmar e dar o salto qualitativo, no fundo é aumentar a percentagem do PIB, para o fazer crescer estas várias políticas têm que ser desenvolvidas em simultâneo. Se ficarmos à espera por determinados indicadores para dar o salto não o vamos conseguir. Agora é claro que vamos continuar a solicitar ao Governo medidas que visem fixar o investimento e que visem alguns distritos da região que sofrem com a desertificação. Temos que ter noção deste equilíbrio ao mesmo tempo que defendemos incentivos para cativar investimentos para Viseu, para a Guarda e Castelo Branco. Temos que ter uma visão global das coisas e procurar pontos de equilíbrio, desenvolvendo políticas simultâneas.

DRV: Quantas empresas representa o CEC?

A.H: Representa para cima de 30 mil empresas, dos mais variados sectores. Há um aspecto que está nos meu horizontes, digamos que todas as associações têm lugar no CEC, mesmo as que ainda não estão. Ainda recentemente aderiu a Associação Comercial de Aveiro. O CEC também tem algumas associações sectorias e nós vamos tentar incrementar a representatividade do sector agrícola, onde se inclui também os vinhos. Nem é tão relevante as empresas, o importante é que quanto mais associações tivermos mais representatividade terá o CEC. A maior parte das valências que criamos é para depois serem desenvolvidas em rede com as várias associações. E é precisamente este ponto que constitui o terceiro pilar daquilo que é o meu plano para o mandato e que é ao arrancar um conjunto de apoio às associações, dar lugar às associações mais pequenas criando programas que elas possam executar, designadamente de apoio às micro empresas, e promover a qualificação das próprias pequenas  empresas.
Ora, para tal, é necessário estar atento aos vários estadios da economia da região, procurando encontrar formas de ajudar essa mesma economia nos seus vários estratos a ser mais competitiva, aumentar a sua produtividade e procurar a sua internacionalização.

DRV: Concordou com a remodelação feita nas pastas da Economia e das Finanças?

A. H: Esta é uma opinião pessoal e não como presidente do CEC. Entendo que o Ministério da Economia deva ser o ministério das empresas e procurar fazer realmente um bom trabalho. Por outro lado, tem que estar atento às empresas públicas e exigir que não tenha que ser o Orçamento de Estado a suportar os défices que estas empresas têm.
A economia tem que ser cada vez mais privatizada. A tendência natural é que todos os sectores da economia portuguesa estejam privatizados, podendo haver uma ou outra que possa continuar nas mãos do Estado.
Hoje, o próprio Estado tem que encontrar mecanismos de poder executar as coisas de uma forma rápida, mas desde o acto de decisão até à concretização vai um grande tempo, perfeitamente desnecessário. O Estado tem é que avançar com a reforma administrativa. Nós sabemos que temos um excedente de pessoas e sabemos bem a forma de funcionamento. O Estado em vez de estar a tentar encontrar formas de ultrapassar as suas deficiencias, deverá começar pela privatização dos serviços. Esta mentalidade do Estado está a prejudicar a mentalidade empreendedora dos portugueses. As pessoas, hoje em dia, não pensam numa lógica de empreendurismo. Isto é um tipo de mentalidade que vai da própria forma como o Estado funciona. 
Não se pode exigir só aos empresários para serem competitivos num Estado que não funciona.

DRV: Qual é o peso que a região de Viseu tem, a nível empresarial, no CEC.

A. H.: Viseu tem duas realidades muito distintas: a Dão-Lafões e o Douro Sul. Se ligarmos aos dados da Dão-Lafões, Viseu deu um salto espantoso e hoje estará muito acima da média. Agora, os indicadores do Douro Sul são preocupantes porque não se tem apostado naquela zona. A falta de vias de comunicação e a falta de apostas noutras áreas faz com que a zona vá ficando para trás. Na AIRV (Associação Industrial da Região de Viseu) há algumas empresas do norte do distrito e é já uma das intenções estar mais perto das empresas daquela zona, estando prevista a abertura de uma delegação da AIRV naquela região, assim como na parte sul do distrito. 

DRV: E em termos de internacionalização das empresas da região de Viseu, como é que é ? E quais são os principais problemas com que se deparam?

A. H.: Há bons exemplos de empresas da nossa região que estão no mercado espanhol de uma forma bem competitiva, por exemplo na área da cerâmica. O acto de internacionalizar é tanto encontrar parceiros do lado de lá e importar, como chegar lá e vender o nosso produto.
Há um problema de qualificação de quadros e as pessoas hoje não podem procurar um emprego para a vida toda, tem que haver uma flexibilidade mental.
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<DOC DOCID="HAREM-184-06038">
Rússia já aceita ataque a sérvios
Moscou diz que ação seria'último recurso'; beligerantes voltam a negociar em Genebra
Das agências internacionais
O governo da Rússia vai apoiar uma ação da Otan contra as posições sérvias ao redor de Sarajevo «como último recurso, para defender as tropas da ONU», disse ontem o chanceler Andrei Kozirev.
Ele acrescentou, porém, que o Conselho de Segurança da ONU deve ser consultado antes de qualquer ataque.
Sérvios, croatas e muçulmanos retomaram ontem as negociações de paz em Genebra (Suíça), a sete dias do fim do prazo dado pela Otan para que os sérvios retirem sua artilharia de Sarajevo.
Os sérvios acusaram os muçulmanos de «má-fé» nas negociações para provocar os bombardeios da Otan.
A aliança militar ocidental decidiu quarta-feira passada dar um ultimato aos sérvios da Bósnia para que recuem sua artilharia a no mínimo 20 km do centro de Sarajevo até a zero hora do dia 20, sob pena de sofrerem ataques aéreos.
O cessar-fogo em Sarajevo, acertado entre muçulmanos e sérvios na quarta-feira, também parecia estar sendo cumprido.
Em Genebra, o mediador da União Européia, lorde Owen, disse que Karadzic aceitou o plano de união entre as três repúblicas que surgiriam da divisão da Bósnia.
Relações
O vice-presidente da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), Zeljiko Simic, foi ontem a Zagreb (capital da Croácia), na primeira visita de um dirigente iugoslavo à antiga república da federação desde a guerra de independência croata, em 1991.
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<DOC DOCID="HAREM-46H-06045">
Detidos em Cuba dezenas de opositores
A polícia cubana deteve sexta-feira e sábado «várias dezenas» de opositores do regime, para «impedir acções de apoio» a quatro importantes dissidentes que deverão ser julgados hoje. 
  O anúncio foi feito ontem pela Comissão Cubana dos Direitos do Homem e da Reconciliação Nacional (sem estatuto legal), que adiantou terem outros opositores «recebido a proibição de sair de casa». 
  Gerardo Sanchez, membro da comissão, declarou possuir uma lista confirmada de 28 pessoas detidas em Havana e na província vizinha de Matanzas. 
  Entre os detidos figuram responsáveis de grupos de defesa dos direitos humanos sem estatuto legal e jornalistas independentes. 
  Uma nova «Lei de protecção da independência nacional e da economia de Cuba», adoptada a 16 de Fevereiro, permite aplicar a este tipo de militantes severas penas que podem ir até 20 anos de prisão. 
  Sanchez adiantou que os detidos ficarão nessa condição a título provisório, de maneira a serem «impedidos de comparecer» ao processo de Vladimiro Roca, Martha Beatriz Roque, Gomez Manzano e Félix Bonne, presos há 19 meses por terem publicado um texto crítico intitulado «A pátria pertence a todos». 
  Os quatro foram acusados de rebelião. 
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<DOC DOCID="HAREM-004-06048">
 A Pirelli volta a rodar sobre os lucros 
 Líder do mercado de pneus e cabos, filial do grupo italiano dribla os custos com programa de qualidade 
 O executivo Emilio Casnedi, que dirige as operações do grupo italiano Pirelli para a América Latina 
 NELSON BLECHER 
 Da Reportagem Local 

 A Pirelli do Brasil vendeu, há dez dias, seus dois helicópteros . 


 Comandado pelo milanês Emilio Casnedi, o grupo já se desfez de toda uma divisão de produtos diversificados no ramo de autopeças e de um banco, o Fintec . 


 A ordem, nos últimos dois anos, tem sido concentrar o fogo em seus dois negócios principais: pneus e cabos . 
  Parece que a receita funcionou . 


 "A venda dos helicópteros é para dar o exemplo", diz Casnedi . 


 O número de funcionários declinou de 11 mil para 7.500 sem que tenha havido redução dos volumes comercializados . 


 Com projeção de faturamento que alcança US$ 850 milhões este ano, o grupo investiu pesado em programas de treinamento e de qualidade ao mesmo tempo em que redesenhava o organograma para agrupar suas atividades e reduzir níveis hierárquicos . 
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<DOC DOCID="HAREM-33J-06056">
Agência tucana reconhece ter cometido erro
A agência de comunicação «Free Press», do comitê do candidato Fernando Henrique Cardoso (PSDB-PFL-PTB), reconheceu ter errado na divulgação de uma entrevista do diretor para Assuntos Internacionais do Banco Central, Gustavo Franco, concedida a ela como peça de campanha.

Na sua defesa encaminhada ontem ao TSE, ela admitiu ter cometido um «erro de interpretação» na produção da reportagem na qual Franco afirma que o PT, caso ganhe as eleições presidenciais, pode dar «um calote na dívida interna».

Promotor público, procurador da Justiça e um dos criadores da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Bicudo lista como outras prioridades temas de sua especialidade: a reforma da Justiça e do sistema penitenciário.

Folha -- Quais são suas linhas prioritárias de atuação na Câmara dos Deputados?
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<DOC DOCID="HAREM-741-06057">
Tiago Leite foi preso
Notícia de Capa Comunidade chocada com a notícia de que Tiago Leite foi preso após ter dançado nu em boate homossexual
SÃO PAULO - Noticiário Nacional - A pacata vizinhança onde reside Tiago Leite se encontra extremamente chocada com o fato acontecido dias atrás quando Tiago foi preso pela Polícia Militar após embebedar-se e, juntamente com os indivíduos "Babinha", "Touro Sentado", "Angélica" e "Clotilde", promoverem cenas de sexo explícito entre homossexuais em plena via pública.
Segundo apurou a polícia, Tiago tomou mais do que devia em um botéco da zona do meretrício acompanhado de vários homossexuais conhecidos que fazem ponto nas imediações. Ao que parece, Tiago, que havia momentos antes dançado nu em uma das boates gays das proximidades, saiu para a rua gritando palavras de liberdade sexual, resolvendo, ali mesmo, em plena rua, tornar em atos o que estava pregando.
A polícia teve grande dificuldade de prender Tiago uma vez que a multidão que juntou para vê-lo e usá-lo em pleno "show ao vivo" era enorme, incluindo repórteres de outros jornais e revistas gays.
Além da acusação de prática de sexo passivo em via pública, Tiago também éacusado de lesão corporal, já que agrediu um dos policiais com as unhas e outro com um avantajado pênis de borracha que portava.
O Partido Gay local expressou sua solidariedade e promete uma passeata pública na frente da residência de Tiago Leite para apoiá-lo.
Até o presente momento já se tem notícias de 2 abaixo-assinados para que Tiago mude-se de onde reside. No decorrer das próximas horas estaremos entrevistando amigos e familiares de Tiago Leite para sabermos suas opiniões e colhermos mais detalhes sobre sua conduta antes do vergonhoso episódio. 4.387.910 pessoas já leram esta notícia &amp;raquo; Como tirar meu nome deste site &amp;laquo; Enviar esta brincadeira para um amigo Outras notícias escandalosas em jornais &amp;raquo; ANUNCIE AQUI SUA EMPRESA OU PRODUTO &amp;laquo;
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<DOC DOCID="HAREM-20J-06060">
Começa a dar resultados a política da União Europeia de bloquear todas as tentativas suíças de gozar as vantagens da UE, sem as responsabilidades de um país membro.
Os seus governantes já perceberam que o isolamento já não dá lucro e pode levar à rejeição.
Quando o povo suíço recusou, em 92, a adesão ao Espaço Económico Europeu, como já fizera com a ONU, cometeu um grave engano.
Foi essa voluntária e pretensiosa rejeição dos vizinhos, que deixou a Suíça sem a cobertura europeia, na crise que destruiu a sua imagem.

O fim da guerra fria, com a implosão da URSS acabou com a importância helvética no tabuleiro europeu, enquanto os recentes escândalos de cumplicidade com os nazis, mais o roubo das economias dos judeus pelos seus bancos lhe tiraram a simpatia americana.
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<DOC DOCID="HAREM-42J-06072">
Souza também negou aos réus o direito de apelarem da setença em liberdade.
Os três estão presos desde 30 de julho de 93.

A batalha da Fifa
Começou bem antes do que se previa a batalha pela futura sucessão na Fifa apenas seis meses depois do super-acordo que, nas vésperas da Copa, reconduziu o brasileiro João Havelange ao sexto mandato consecutivo.

Pelo acordo, os três continentes mais obstinados em cortar o reinado de Havelange, a África, a Ásia e a Europa, aceitaram cancelar os seus movimentos de oposição em troca, basicamente, de dois compromissos.
Havelange aceitaria engolir o italiano Antonio Matarrese como o seu vice-executivo e, além disso, esqueceria os seus modos autoritários, coordenando a entidade de maneira colegiada.
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<DOC DOCID="HAREM-901-06078">
Espectrómetros de Fibra Óptica e Sistemas Ópticos de Sensação
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<DOC DOCID="HAREM-53K-06083">

Programas aprovados em Conselho de Ministros
Governo angolano quer aumentar produção agro-pecuária
2004-07-13 08:03:51
Luanda - O Governo angolano pretende aumentar a produção agro-pecuária através da preparação de cerca de 37 mil hectares de terras aráveis e do fornecimento anual de dez mil animais de tracção ao sector agrícola tradicional. Programas neste sentido foram aprovados segunda-feira, em Luanda, em reunião do Conselho de Ministros.
Reunido no palácio Presidencial, em sessão extraordinária, o Executivo angolano deu luz verde ao mecanismo operativo da Campanha Agrícola para o ano 2004/2005 que terá início em Setembro próximo e também ao Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural.
Estes dois programas inscrevem-se no quadro da estratégia do Governo para a integração das comunidades rurais no desenvolvimento económico e social, «com vista a garantir a segurança alimentar e a erradicação da fome e da pobreza das populações», lê-se numa nota da Presidência da República emitida no final da reunião.
No domínio pecuário, pretende proceder à vacinação de aproximadamente três milhões de cabeças de gado e o fomento da criação de caprinos, bovinos, aves e de animais de tracção.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-318-06091">
CÂNCER. Importante Noticia Medica.

Novo medicamento contra o Câncer demostra bons resultados.
Centenas de médicos (oncologistas) na América Latina, Estados Unidos e Europa estão provando em seus pacientes um novo medicamento contra o câncer que tem demonstrado excelentes resultados em pacientes com tumores de vários tipos e etapas.
Os médicos tem anunciado que o descobrimento deste novo medicamento apresenta muitas vantagens: Aumenta as defesas do organismo, alivia as dores, reduz os efeitos secundários da quimioterapia e radioterapia.
Afirmam também que é capaz de reduzir os tumores e até elimina-los por completo.
Também é muito útil para casos em que seja necessário fazer uma cirurgia para retirar um tumor, pois tomando com antecedência permite que os tumores sejam extraído facilmente pois já se apresentaram reduzidos em tamanho e encapsulados (com proteção) e o que é mais importante, evita a formação posteriores recidivas (não retorna).
Trata-se de um produto natural extraído de ervas (fitoterapêutico), não produz efeitos secundários, não é tóxico inclusive em grandes doses e é compatível com qualquer outro tratamento que o paciente faça, incluído a quimioterapia e radioterapia, inclusive também, ajuda a suportar melhor os efeitos secundários produzidos por estes tratamentos.
Demonstrou ter importantes efeitos anti-tumorais, atua como regenerativo e imuno-estimulador.
Como anti-tumoral atua diretamente sobre os tumores e as metástases, eliminando seletivamente as células cancerígenas, cortando o ciclo de Krebs, provocando estresse e necrose a estas células por falta de oxigenação.
É importante destacar que desde as primeiras etapas do tratamento o paciente experimenta uma notável melhoria na sua qualidade de vida permitindo na maioria dos casos que a pessoa retorne a sua vida normal.
Estimula o sistema imunológico aumentando o numero de linfócitos T até níveis normais.
Também tem demonstrado importantes resultados em pessoas com varizes, psoríase, queloides e doenças da pele em geral; na versâo GS GEL, via transdermica (a traves da pele).
Para receber mais informação sobre este novo medicamento envie um e-mail a: info@gotasgs.biz ou ligue no Brasil para:
Fones: 47- 426.1159 ou 9974.0744 - SR.

Nossa equipe conta com profissionais médicos especializados em diferentes áreas da saúde.
É dirigida pelo Oncologista Dr. Bernardo Udaquiola, que hoje e chefe de Semiologia do Instituto Nacional de Oncologia do Uruguai (este profissional está trabalhando junto com nossa Equipe Medica nesta importante investigação cientifica), e é o doutor com maior quantidade de casos de câncer de mama na América Latina.
Fone.
+598 29087124 (em Montevidéu).
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<DOC DOCID="HAREM-71C-06115">
Na gestão das despesas públicas foram feitos progressos consideráveis no controlo das despesas e no disciplinar do processo de formulação orçamental, bem como alguns progressos no fortalecimento do sistema de aprovisionamento e lançadas as bases para monitorar e dinamizar a execução visando a melhor prestação de serviços à partir do próximo ano fiscal. No sector da energia, o contrato de gestão foi assinado em Novembro de 2003, tendo a equipa de gestão assumido o controlo dos activos e da gestão da empresa de Electricidade em finais de Março de 2004. Apesar da instalação de 10,000 contadores pré-pagos se ter deparado de início com resistência considerável, o ritmo de instalação acelerou nos últimos meses, tendo mais de 7,000 contadores sido instalados até finais de Abril de 2004. Estas medidas, juntamente com outras que visam reduzir os custos em relação a perdas de corrente, deverão contribuir para uma melhoria significativa da posição financeira do sector antes do final do AF de 2003-04. No entanto temos que registar a fraqueza deste sector que, para além de ainda necessitar de subsídio para a manutenção dos serviços, tem-se deparado com problemas graves a nível de alguns Distritos deixados já há meses sem energia. Com apoio do Banco Mundial, do Banco Asiático de Desenvolvimento, da Noruega e de outras iniciativas, estamos a identificar fontes alternativas de energia de modo a podermos prestar melhores serviços aos consumidores. 

Na segunda área de incidência, a prestação de serviços para a redução da pobreza, o Ministério da Saúde registou bons progressos no desenvolvimento de micro-políticas e no atingir de alvos de desempenho trimestrais relativamente à prestação de serviços. As despesas hospitalares estão amplamente em linha com o limite do PAT de 40 porcento de gastos recorrentes. Foi aprovado o quadro legislador para o Sistema Autónomo de Fornecimento Médico.

Como complemento das iniciativas do Governo, realizou-se o Congresso Nacional da Educação em Novembro de 2003. No seguimento do mesmo, o Ministério da Educação, Cultura, Juventude e Desporto concluiu um quadro de política para o sector da educação, estando também a preparação do quadro legal para o sector. De igual modo, registaram-se alguns progressos no desenvolvimento de um modelo para a gestão financeira descentralizada por parte das escolas e dos comités escolares ou associações de professores e pais, devendo o programa piloto ser lançado por altura do final do presente ano fiscal. No âmbito dos esforços visando maior disciplina na função pública e melhor prestação de serviços, visitei várias escolas secundárias e pré-secundárias de Díli. Verifiquei o estado degradante de algumas delas no que toca aos serviços de água e saneamento, a má gestão, a falta de condições didácticas e de equipamento dos mais elementares. Um esforço extraordinário deverá ser desenvolvido para o mais rapidamente possível melhorar estas condições. Mais esforços deverão ser desenvolvidos a favor de uma mais efectiva prestação de serviços ao povo em todos os sectores da Administração de modo a se responder com maior urgência a algumas das suas expectativas. Para tal, importa concluir os documentos dos Programas de Investimento Sectorial (SIP) que servirá de documento orientador e instrumento de mobilização e coordenação de apoios e assistência técnica e financeira para os programas de implementação do Plano de Desenvolvimento Nacional. Um mecanismo de coordenação deverá ser criado que poderá ter como base uns planos anuais de acção reflectidos num documento de gestão que poderá assumir a forma ou fórmula de um Orçamento Suplementar.

O registo dos veteranos estava concluído em grande parte em finais de Março de 2004. Partindo de contribuições resultantes de debates públicos em cada distrito no mês de Fevereiro de 2004, as comissões estão de momento a finalizar a proposta de critérios para o reconhecimento de veteranos. As listas de ex-combatentes e veteranos estão a ser compiladas, devendo um relatório final ser preparado no próximo mês para submissão ao Presidente da República.

Na terceira área de incidência do PAT, a criação de empregos, os progressos na maior parte das acções de desenvolvimento do sector privado foram bons, nomeadamente no que se refere à preparação de legislação habilitante, como sejam Lei das Sociedades Comerciais, de Investimentos, da Falência, de Seguros e de pagamentos bancários. Falando em Bancos, este é o sector que tem experimentado um desenvolvimento, gradual mas sólido. A crise asiática trouxe-nos várias lições mas, a mais importante delas, sem dúvida, a grande importância que as instituições bancárias têm no processo de desenvolvimento da economia. Mas, relacionada com esta, também outra lição nos foi ensinada, ou seja, a necessidade dos poderes públicos (mesmo nos regimes mais liberais) assegurarem uma adequada supervisão dos sectores bancários, para evitar novas implosões em cascata destas mesmas instituições. Portanto, para o bom funcionamento da economia precisamos dos Bancos mas igualmente precisar de capacitar os poderes públicos para a supervisão dos mesmos. Precisamos pois de reforçar a Autoridade Bancária e de Pagamentos, pensar na sua transformação em Banco Central para melhor poder exercer as suas competências de supervisão. Particularmente agora em que o Sector bancário em Timor-Leste experimenta um franco crescimento. O seus activos totais cresceram de 78.5 milhões de dólares para 97 milhões, entre agosto de 2003 e março do corrente ano. Mais importante ainda tem sido no crédito que aumentou no mesmo período 262% , i e, de 11.9 milhões de dólares para 43.1 milhões.
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<DOC DOCID="HAREM-72H-06116">
Optimus pede auditoria aos operadores de telemóveis 

A Optimus pediu ao Instituto das Comunicações de Portugal (ICP) uma auditoria ao número de clientes das três operadoras móveis no final de 1998 .
O pedido chegou à entidade reguladora do sector das telecomunicações depois das declarações do presidente da TMN, Iriarte Esteves, na conferência de imprensa de divulgação dos resultados, no dia 25 de Janeiro .
Iriarte Esteves duvidou, publicamente, da veracidade do número de clientes da Optimus, o terceiro operador móvel, que anunciou ter 278 mil clientes até final de Dezembro, atingindo os 300 mil a 08 de Janeiro .
Segundo apurou a Agência Lusa, o número de clientes é, actualmente, de 350 mil .
Com a dúvida pública do presidente da TMN, a Optimus pediu ao ICP uma auditoria aos três operadores (TMN, Optimus e Telecel), justificando que «o teor das referidas declarações lança um véu de suspeição sobre a credibilidade da Optimus, mas também sobre a própria transparência do mercado das telecomunicações móveis» .
Assim, a Optimus pretende contribuir «decisivamente para o esclarecimento de todas as dúvidas que aquelas declarações possam ter suscitado no público consumidor», refere a operadora na missiva endereçada ao ICP, que ainda não respondeu à operadora .
A Agência Lusa pediu uma reacção ao presidente da TMN, mas até ao momento ainda não obteve resposta .
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<DOC DOCID="HAREM-192-06123">
Rapaz é preso por furtos em série 
 Rapaz é preso por furtos em série Texto: Rita de C. Cornélio 
José Natalino Policarpo, conhecido por "Coquinho", é acusado de arrombar dois carros. 
Produtos furtados foram apreendidos Policiais militares prenderam em flagrante, na manhã de ontem, um dos acusados de ter praticado dois furtos durante a madrugada. 
Vários objetos furtados foram recuperados. 
O acusado, José Natalino Policarpo, 19 anos, conhecido por "Coquinho", foi pego após oferecer os produtos furtados para alguns mototáxistas da Bela Vista. 
Para os policiais da Base Comunitária Noroeste, ele acabou confessando o furto continuado. 
Policarpo contou aos policiais que havia praticado dois furtos em automóveis, na quadra 35 da rua Saint Martin, e na quadra 35 da rua Araújo Leite. 
Em contato com as vítimas, elas reconheceram os objetos como sendo de sua propriedade. 
A vítima H.B.J. informou que seu carro, um Vectra, estava na garagem e de seu interior foi subtraído uma bolsa com um mostruário para vendas, um aparelho de CD, dois controles remotos, uma calculadora um talão de cheques do Banco América do Sul, com 20 folhas, das quais quinze foram recuperadas. 
A vítima N.I.M. informou que seu veículo, um Palio, estava estacionado na garagem de sua residência, onde foi danificado. 
Do seu interior foram subtraídos duas pastas com CDs, um óculos de sol e um pacote de cigarros. 
"Coquinho" foi autuado em flagrante pelo delegado plantonista Antonio Augusto de Campos Lima, por furto continuado e encaminhado para a Cadeia Pública de Bauru. 
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<DOC DOCID="HAREM-228-06130">

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<DOC DOCID="HAREM-32L-06131">
Grã-Bretanha quer banir açúcar artificial 
A Grã-Bretanha pediu na segunda-feira à Comunidade Europeia que fosse banido um açúcar artificial usado na produção de refrigerantes, revelaram fontes diplomáticas comunitárias e industriais citadas pela Reuter. 
Os britânicos advogam que a substânca em questão, o ciclamato -- 30 vezes mais doce do que o açúcar -- não é seguro para o ser humano e ameaçam vetar uma lei sobre a segurança alimentar, que os ministros do comércio da CEE estão a discutir, se o produto não for proibido. 
A França e a Grécia apoiam a Grã-Bretanha. 
Este tipo de açúcar foi banido nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha depois de uma série de testes ter demonstrado que o produto provocava cancro nos ratos. 
A Grã-Bretanha -- o único país da CEE que proibiu o produto -- quer agora banir os ciclamatos da CEE baseados no argumento de que o produto leva, nos animais, à atrofia e degeneração testicular. 
Mas a comissão da CEE para a segurança alimentar, baseada em peritos dos Doze países, aprovou os ciclamatos depois de analisar o consumo médio em relação aos humanos durante um período de vida. 
 
Domingos, peito hirto e joelhos levantados, cerra os dentes e vence Buckner (medalha de bronze) e Délèze. 
Domingos não se tem em si de contentamento, não quer acreditar no que se está a passar. 
Abraça-se ao irmão, que ficou em 8º lugar. 
Ganhei a medalha de prata», diz-lhe ofegante, mas logo se recusa a acreditar na realidade. 
Só quando Moniz Pereira lhe surge na frente, se compenetra de que era mesmo verdade. 
O treinador, de sorriso rasgado, abraça-o. 
E então Domingos percebe o estranho procedimento do treinador antes da corrida começar: 
Ele sabia o que ia acontecer!» 
 
Lisboa, 18 de Fevereiro de 1992. 
São 9h 25m  e Moniz Pereira arruma o automóvel junto ao estádio do Sporting Clube de Portugal, incrustado entre o Campo Grande e o bairro residencial lisboeta do Lumiar. 
 
Metade do Orçamento destina-se a despesas correntes, suscitando criticas da oposição, que as consideram exageradas, nomeadamente as despesas com pessoal (mais de um milhão de contos). 
 
O orçamento prevê obras como a construção do pavilhão gimno-desportivo de Pinhal Novo e as piscinas do Pinhal Novo, entre outras. 
Para o presidente Carlos de Sousa, trata-se de um orçamento «típico de um concelho rural e pobre com poucas receitas». 
 
Segundo elementos recolhidos na única junta de freguesia do concelho, o Entroncamento tem, após o recenseamento eleitoral do ano passado, 12 480 eleitores, apenas mais 372 do que no ano anterior. 
Os responsáveis desta junta, bem como os da autarquia, garantem que «este número está muito aquém da realidade». 
Por isso as comissões vão percorrer o Entroncamento, em obediência a um lema bíblico: 
«se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé». 
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<DOC DOCID="HAREM-529-06146">
Perguntas à Língua Portuguesa 
Venho brincar aqui no Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta. 

A língua que eu quero é essa que perde função e se torna carícia. O que me apronta é o simples gosto da palavra, o mesmo que a asa sente aquando o vôo. Meu desejo é desalisar a linguagem, colocando nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são? Se a Vida tem, é idimensões? Assim, embarco nesse gozo de ver como a escrita e o mundo mutuamente se desobedecem. 

Meu anjo da guarda, felizmente, nunca me guardou. 

Uns nos acalentam: que nós estamos a sustentar maiores territórios da lusofonia. Nós estamos simplesmente ocupados a sermos. Outros nos acusam: nós estamos a desgastar a língua. Nos falta domínio, carecemos de técnica. 

Ora qual é a nossa elegância? Nenhuma, excepto a de irmos ajeitando o pé a um novo chão. Ou estaremos convidando o chão ao molde do pé? Questões que dariam para muita conferência, papelosas comunicações. Mas nós, aqui na mais meridional esquina do Sul, estamos exercendo é a ciência de sobreviver. Nós estamos deitando molho sobre pouca farinha a ver se o milagre dos pães se repete na periferia do mundo, neste sulburbio. 

No enquanto, defendemos o direito de não saber, o gosto de saborear ignorâncias. Entretanto, vamos criando uma língua apta para o futuro, veloz como a palmeira, que dança todas as brisas sem deslocar seu chão. Língua artesanal, plástica, fugidia a gramáticas. 

Esta obra de reinvenção não é operação exclusiva dos escritores e linguistas. Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro? 

Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua: 

Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo? 

No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco? 

A diferença entre um às no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética? 

O mato desconhecido é que é o anonimato? 

O pequeno viaduto é um abreviaduto? 

Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente? 

Quem vive numa encruzilhada é um encruzilheu? 

Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado? 

Tristeza do boi vem dele não se lembrar que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma reencornação? 

O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim? 

Onde se esgotou a água se deve dizer: "aquabou"? 

Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço? 

Quando a paisagem é de admirar constrói-se um admiradouro? 

Mulher desdentada pode usar fio dental? 

A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel? 

As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"? 

Um tufão pequeno: um tufinho? 

O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha? 

Em águas doces alguém se pode salpicar? 

Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério? 

Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose? 

Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo? 

Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca? 

Brincadeiras, brincriações. E é coisa que não se termina. Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocamos essoutro português - o nosso português - na travessia dos matos, fizemos que ele se descalçasse pelos atalhos da savana. 

Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas - o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos. Devolver a estrela ao planeta dormente. 
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<DOC DOCID="HAREM-529-06163">
- Como voltaste?

Um dia por acaso, em Regent-Street, encontrara um amigo de Mac-Gren, outro irlandês, que muitas vezes jantara com eles em Fontainebleau. Veio vê-las a Soho; diante daquela miséria, do bule de chá aguado, dos ossos de carneiro requentando sobre três brasas mortas, começou, como bom irlandês, por acusar o governo de Inglaterra e jurar uma desforra de sangue. Depois ofereceu, com os beiços já a tremer, toda a sua dedicação. O pobre rapaz batia também o lagedo numa luta tormentosa pela vida. Mas era irlandês; e partiu logo generosamente, armado de todos os seus ardis, a conquistar através de Londres o pouco que elas necessitavam para recolher a França. Com efeito apareceu nessa mesma noite, derreado e triunfante, brandindo três notas de banco e uma garrafa de champagne. A mamã ao ver, depois de tantos meses de chá preto, a garrafa de Clicquot encarapuçada de ouro - quasi desmaiou, de enternecimento. Enfardelaram os trapos. Ao partirem, na estação de Charing-Cross, o irlandês levou-a para um canto, e engasgado, torcendo os bigodes, disse-lhe que Mac-Gren tinha morrido na batalha de Saint-Privat...

- Para que te hei de eu contar o resto? Em Paris recomecei a procurar trabalho. Mas tudo estava ainda em confusão... Quasi imediatamente veio a Comuna... Podes acreditar que muitas vezes tivemos fome. Mas enfim já não era Londres, nem o inverno, nem o exílio. Estávamos em Paris, sofríamos de companhia com amigos de outros tempos. Já não parecia tão terrível... Com todas estas privações a pobre Rosa começava a definhar... Era um suplício vê-la perder as cores, tristinha, mal vestida, metida numa trapeira... A mamã já se queixava da doença de coração que a matou... O trabalho que eu encontrava, mal pago, dava-nos apenas para a renda da casa, e para não morrer absolutamente de necessidade... Principiei a adoecer de ansiedade, de desespero. Lutei ainda. A mamã fazia dó. E Rosa morria se não tivesse outro regime, bom ar, algum conforto... Conheci então Castro Gomes em casa duma antiga amiga da mamã, que não perdera nada com a guerra, nem com os prussianos, e que me dava trabalhos de costura... E o resto sabe-lo... Nem eu me lembro... Fui levada... Via ás vezes Rosa, coitadinha, embrulhada num chale, muito quietinha ao seu canto, depois de rapada a sua magra tigela de sopas, e ainda com fome...

Não pôde continuar; rompeu a chorar, caída sobre os joelhos de Carlos. E ele na sua emoção só lhe podia dizer, passando-lhe as mãos tremulas pelos cabelos, que a havia de desforrar bem de todas as misérias passadas...

- Escuta ainda, murmurou ela, limpando as lágrimas. Há só uma coisa mais que te quero dizer. E é a santa verdade, juro-te pela alma de Rosa! É que nestas duas relações que tive o meu coração conservou-se adormecido... Dormiu sempre, sempre, sem sentir nada, sem desejar nada, até que te vi... E ainda te quero dizer outra coisa...

Um momento hesitou, coberta de rubor. Passara os braços em torno de Carlos, pendurada toda dele, com os olhos mergulhados nos seus. E foi mais baixo que balbuciou na derradeira, na absoluta confissão de todo o seu ser:

- Além de ter o coração adormecido, o meu corpo permaneceu sempre frio, frio como um mármore...

Ele estreitou-a a si arrebatadamente: e os seus lábios ficaram colados muito tempo, em silêncio, completando, numa emoção nova e quasi virginal, a comunhão perfeita das suas almas.

daí a dias Carlos e Ega vinham numa vitória, pela estrada dos Olivais, em caminho da Toca.

Toda essa manhã, no Ramalhete, Carlos estivera enfim contando ao Ega o impulso de paixão que o lançara de novo e para sempre, como esposo, nos braços de Maria; e, na confiança absoluta que o prendia ao Ega, revelara-lhe mesmo miudamente a história dela, dolorosa e justificadora. Depois, ao acalmar o calor, propôs que fossem comer as sopas à Toca. Ega deu uma volta pelo quarto, hesitando. Por fim começou a passar devagar a escova pelo paletó, murmurando, como durante as longas confidências de Carlos: «É prodigioso!... Que estranha coisa, a vida!»

E agora pela estrada, na aragem doce do rio, Carlos falava ainda de Maria, da vida na Toca deixando escapar do coração muito cheio o interminável cântico da sua felicidade.

- É facto, Egasinho, conheço quasi a felicidade perfeita!

- E cá na Toca ainda ninguém sabe nada?

Ninguém - a não ser Melanie, a confidente - suspeitava a profunda alteração que se fizera nas suas relações: e tinham assentado que miss Sarah e o Domingos, primeiras testemunhas da sua amizade, seriam regiamente recompensados e despedidos quando em fins de outubro eles partissem para Itália.
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<DOC DOCID="HAREM-112-06168">
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
 MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
Criado em 1963 com a doação, à Universidade de São Paulo, das 419 obras de arte nacionais e estrangeiras que integravam a coleção particular
do industrial e mecenas paulista Francisco Ciccilo Matarazzo Sobrinho, organizada em boa parte sob a orientação do famoso pintor italiano Alberto Magnelli.
Ao núcleo inicial juntaram-se, no mesmo ano de 1963, as 1.236 peças oriundas do acervo do dissolvido Museu de Arte Moderna de São Paulo, as 19 que pertenciam em comum a Ciccilo e à sua ex-mulher Yolanda Penteado - entre elas o importantíssimo Auto-Retrato de Modigliani -, e os mais de 500 desenhos de Di Cavalcanti, por ele presenteados ao novo museu universitário, obras realizadas entre 1921 e 1952.
Esse núcleo inicial seria engrossado, com o passar dos anos, por doações como a de Pola Resende e a mais recente de Theon Spanudis, aquisições e permutas, e hoje se transformou no mais importante acervo de arte do Séc. XX existente no Brasil, e possivelmente na América Latina.
Desde sua criação o MAC-USP tem funcionado em instalações provisórias, ocupando área no último piso do Pavilhão das Bienais, no Parque Ibirapuera, bem como um espaço menor, inaugurado em 1984 na Cidade Universitária.
O acervo do Museu possui originais marcantes de célebres artistas estrangeiros, como Léger, Picasso, Chagall, De Chirico, Boccioni, Hans Arp, Matisse, Braque, Dufy, Marino Marini e muitíssimos outros, e exemplos notáveis de praticamente todos os principais artistas nacionais de 1922 a nossos dias, predominando a pintura, mas estando presentes os demais meios expressivos em suas mais diversas técnicas.
O MAC-USP organiza visitas guiadas, conferências e cursos;
possui um Centro de Documentação e uma Fototeca , e em administrações recentes tem enfatizado a cooperação com a iniciativa privada.
Também desde sua criação o Museu vem organizando importantes retrospectivas de artistas nacionais e outras exposições, bem como mostras destinadas a circular pelo interior do Estado e mesmo por outras unidades da Federação.
Bibl.
: Catálogo geral das obras.
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
São Paulo, 1973;
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
São Paulo, 1990.
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<DOC DOCID="HAREM-83K-06176">
Projeto Memórias do Comércio II - Araraquara, São Carlos e Adjacências

Depoimento de Amália Acetozi Massafera
Entrevistado por Rosali Henriques e Flávia Barbosa
Araraquara, 16 de setembro de 1999

Realização: Museu da Pessoa

Número da entrevista: 007
Transcrito por: Sonia Regina

P - Dona Amália, nós vamos começar finalmente nossa entrevista e a gente queria começar perguntando novamente o nome completo da senhora, o local e a data do seu nascimento. 

R - (Riso) Eu nasci dia 25 de junho de 1917, em Araraquara. 

P - E fala pra gente só novamente o nome completo da senhora. 

R - Amália Acetozi Massafera. 

P - E dona Amália, seus pais quais são os nomes deles? 

R - Meus pais são Secundino Acetozi e Maria Prozilo Avanci depois Acetozi, né, também. 

P - E eles são de que origem, a senhora sabe? 

R - Italianos, de origem quer dizer, eles são descendentes, né, porque os meus avós vieram da Itália, tanto materno como paterno e fixaram aqui, adoraram Araraquara, mais engraçado é ela contar, né, a minha avó sabe contava que no navio quando eles distribuíam banana, ela achou tão gostosa a banana, ela comia com casca e tudo (riso) depois que ela aprendeu que não era com casca que se comia, a banana ela comia com casca. 

P - A senhora sabe porque que eles vieram aqui pra Araraquara? 

R - Ah porque eles escolheram aqui, acho que foi distribuído, né, os lugares que, como é que fala, quando vem de lá pra cá. 

P - Imigrantes. 

R - Imigrantes, vieram como imigrantes, olha trabalharam viu, os italianos, os alemães, os japoneses, sírios, colônias italianas ela ficou aqui e veio já casada de lá com dois filhos, depois teve os outros aqui, minha tia Rosinha, meu tio Pedro, olha depois tiveram mais filhos, tiveram a tia Elvira, outra tia mais o meu pai, que o meu pai era o caçula e foram criados aqui, adoravam Araraquara. 

P - Mas eles trabalhavam com que? 

R - Ele trabalhou na Estrada de Ferro, sabe, quer dizer antes ele trabalhou na Prefeitura, quando teve a febre amarela aqui, ele foi colocado pra carregar os corpos das pessoas que morriam lá no cemitério, sabe, naquela época era convocado porque assim foi uma peste que matou minha vó materna, não paterna, minha vó materna não, ele era convocado tinha que pegar carroça e levar os corpos pra lá, depois ele trabalhou na estrada de ferro, depois aposentou morreu antes, né, mais cedo. 

P - Essa família do seu pai, a senhora sabe de que região da Itália que eles são? 

R - Eu tenho lá em casa agora não lembro viu, o meu avô paterno era de... naquele lugar bonito, era família religiosa, eram todos padres e a irmã era freira, aí ele fugiu veio pro Brasil, ficou na Argentina e o que aprendeu em casa, coisa construir, construções, meu avô era um italiano bonito, napolitano ele era de Napoli esse eu lembro o outro, um era da baixa Itália o outro era do norte, toda família tanto a parte do meu marido como a minha todos italianos, nós somos de origem total de italiano não tem nada de... 

P - E a senhora chegou a conhecer algum desses avós, conviveu com eles? 

R - Conheci o avô materno, conheci ele se chamava Luciano, era um homem muito bonito, muito bom tinha uma chácara lá em cima na vila, que ele plantava, tinha o tipo italiano, costume dele usava tamanco, meias vermelhas, aquelas coisas, plantava uva no quintal inteirinho plantada era lindo, mas quando minha avó morreu deixou os dois filhos pequenos então ele pôs uma empregada em casa. História de italiano é assim mesmo, arranjou uma empregada botou na casa, no fim acabou tomando conta das crianças mas tendo um filho com ela, minha _______ considerava minha tia Lúcia, mas não casava não, ficava deixava os filhos e cuidava, ajudava. Meu avô foi pra Santos e arrumou outra mulher em Santos, teve outra filha pois trouxe pra cá, depois houve aquela confusão de italiano, é mesmo viu.
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<DOC DOCID="HAREM-00L-06188">
Marques Mendes, ministro-adjunto da presidência de Conselho de Ministros com a tutela da comunicação social, ameaça proceder a alterações legislativas caso as televisões não cheguem a acordo sobre a passagem de imagens de alegada violência. 
 
O provedor recomenda, assim, a «imediata transferência» do agente da PSP para um estabelecimento prisional «tutelado pelo Ministério da Justiça» e «que permita compatibilizar as exigências de segurança com o exercício dos direitos conferidos a qualquer recluso em ambiente prisional normal». 
Sugere ainda que seja elaborada uma circular, aliás já determinada pelo director-geral dos Serviços Prisionais, que estabeleça as regras a que deverá estar sujeito o internamento em estabelecimento prisional de reclusos que «estatutariamente devam ser separados da restante população prisional.» 
 
Menéres Pimentel recomenda, além do mais, a «urgente criação de estabelecimento prisional especial, onde possam ser alojadas as pessoas a que a lei ou as circunstâncias imponham exigências acrescidas de protecção, em virtude da natureza das suas funções profissionais.» 
 
A falta de consciência do sentido de ridículo ainda recentemente foi dada, em declarações ao PÚBLICO, por um douto professor universitário que classificou liminarmente de «mau plano» um PDM elaborado dentro de uma câmara municipal com uma equipa técnica de qualidade e fortemente assessoriada por urbanistas experientes. 
 
Fazer uma gestão urbanística inteligente, dialogante, eficaz, informada e com bons resultados práticos, exige uma tenacidade e um talento que não estão ao alcance de técnicos cinzentos e submissos que o sistema inevitavelmente prefere, produz e atrai. 
 
Fogo extinto em três concelhos 
O incêndio que deflagrou no final da semana passada nos concelhos de Mação, Abrantes e Sardoal, foi dado como extinto pelas 12h00 de ontem. 
 
O jogo dos campeões escoceses, apesar das múltiplas tentativas dos futebolistas do Rangers de maior nome, como Hateley e Durrant, não só perdia ímpeto mas morria em qualidade, quando enfrentava o meio-campo do Celtic, onde McStay se exibia a grande altura. 
Por outro lado, os defesas-centrais do Celtic, Mowbray e Grant, sempre coadjuvados por McGinlay, chegaram para reduzir a pouco o ataque do Rangers, onde Hateley não dispunha do apoio habitual. 
 
O primeiro tempo terminou sem golos. 
Na segunda parte, apesar de o Rangers ter tentado o tudo por tudo para rapidamente resolver a partida, o Celtic depressa recuperou o comando das operações. 
Mas o jogador russo do Rangers Mikhailichenko começou a evidenciar-se devido à frescura e à rapidez do seu jogo. 
Era de facto por ali que começava a surgir perigo para o Celtic, e não surpreendeu que, com pouco mais de uma hora de jogo, fosse esse mesmo Mikhailichenko a colocar a bola à frente de McCoist, de modo a permitir-lhe a marcação do primeiro golo da partida. 
 
Sintra 
Trabalhadores municipais manifestam-se por subsídios 
Cerca de três centenas de trabalhadores municipais manifestaram-se ontem diante da Câmara Municipal de Sintra, exigindo da presidente socialista Edite Estrela o pagamento das horas extraordinárias e das ajudas de custo e a reposição do subsídio de insalubridade, penosidade e risco. 
No fim, saíram com algumas promessas e um «nim» para o subsídio. 
Face a o marco, a nota verde não apresentou uma tendência definida, oscilando entre os 1,79 e os 1,80 marcos por dólar, enquanto no âmbito do SME se mantinha a tradicional apatia. 
Em o fecho dos mercados europeus,o marco/escudo transaccionava-se a 102,35/ 102,36 escudos por marco,tal como tinha já acontecido terça e quarta-feira. 
 
Em o que respeita às taxas de juro,o Bundesbank confirmou a expectativa do mercado ao anunciar uma manutenção de todas as suas taxas directoras. 
Os bancos centrais francês,holandês,austríaco e suíço tomaram idênticas decisões. 
 
ALVO: Com este afluxo -- recorde de votação,a A.B.P.saiu vencedora? 
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<DOC DOCID="HAREM-367-06201">
 A REVISTA SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, da Fundacao Seade, Estado de Sao Paulo, acaba de lancar seu ultimo numero (v+12 ,n 4) dedicado à Comunicacai e informacao. 
 Nas palavras de seu editor Miguel Chaia "Neste número, São Paulo em Perspectiva traz artigos que discutem e refletem a natureza da comunicação e, particularmente da informação, numa situação na qual avançam rapidamente as conquistas tecnológicas da informática e acentuam-se os efeitos dos meios de comunicação de massa. 
 Simultaneamente, continuam a funcionar de forma significativa instituições acadêmicas, de pesquisa ou técnicas que buscam produzir e disseminar conhecimento voltado ao desenvolvimento das ciências sociais, à continuidade de pesquisas e ao subsídio a debates e programas públicos, propiciando maior racionalização às intervenções na realidade social. 
 Considerando estas duas tendências, os textos apresentados analisam as características de uma sociedade globalizada que se fundamenta na mídia eletrônica, na velocidade da comunicação e na heterogeneidade da produção, troca e consumo da informação. 
 Tal processo torna-se cada vez mais sofisticado, exigindo avançados serviços e aparelhagens tecnológicas, novas relações entre emissão e recepção de mensagens e, também, novas formas de produção de conhecimento. 
 Nesta situação, os sujeitos devem estar preparados para a inserção em inéditos processos cognitivos, tanto aqueles que são profissionais da área da comunicação, quanto os usuários dos serviços oferecidos. 

 O Conteudo da Revista pode ser oservado a partir do seu sumario: 

 SUMÁRIO 

 COMUNICAÇÃO &amp;amp;  INFORMAÇÃO: 

O Rumor do Conhecimento
Aldo de Albuquerque Barreto 
Gestão e Tratamento da Informação na Sociedade Tecnológica Othon Jambeiro 
 Comunicação,MídiaeCultura 
 Norval Baitello Junior 
 Muito Além da lnformação: mídia ,cidadania e o dilema democrático Mauro P+ Porto 
 Sociedade da Informação, Comunicações e Democracia Venício A+ de Linia 
 O Mal-Estar Brasileiro na Sociedade de Informação 
Ana Malin
 Desmidiatizar o Pensamento: economia das representações e subdesenvolvimento informacional 
Margaretihe Born Steinberger
 O Imaginário da Cibercultura 
André Lemos
 Fontes Eletrônicas de Informação: novas formas de comunicação e de produção do conhecimento 
Solange Puntel Mostafa / Marisa Terra
 Comunicação da Ciência
Isaac Epstein
 Informação e Sociedade: novos parâmetros teórico-práticos de gestão e transferência informacional 
Regina Maria Marteleto
 Sociedade Civil, Estado e Terceiro Setor 
Maria do Carmo Brant de Carvalho
 A Coordenação, a Argumentação e a Comunicação das Estatísticas: vértices de um mesmo triângulo 
 Nelson de Castro Senra 
 A Arquitetura de Sistemas de Informações Estatísticas na Internet Marilda Lopes Ginez de Lara 
 As Novas e Velhas Demandas por Informação Estatística 
Paulo de Martino Jannuzzi
 O Sistema Bancário e o Aparecimento da Moeda Eletrônica Maria Cristina Penido de Freitas
 A Revista pode ser obtida atraves da Internet no site da Fundação SEADE: ou pelo email : com Cleide 
 ou Tania, Tel.011-2241654 .

 O artigo que tenho na Revista eh fruto de pesquisa em dase de finalização, financiada pelo CNPq e que trata de: 

 Informacao e conhecimento, pois a informação modificou o seu status na academia quando o seu destino se vinculou ao conhecimento, como fato cognitivo do sujeito e ao desenvolvimento como decorrência social natural da acumulação deste conhecimento. 
 A essência do fenômeno da informação passou a ser esta condição de intencionalidade em gerar conhecimento no indivíduo e em sua realidade. 
 As modificações na esfera de influência da informação não foram acompanhadas de uma explanação teórica em que, possíveis evidências do processo de transformação: informacao-conhecimento, fossem esclarecidos. 
 Esta e outras condições específicas da manifestação da informação como participante deste processo são estudadas neste artigo. 
 Assim, dividimos o artigo em duas partes: a primeira procura mostrar as possíveis evidências conceituais da existência da relação informação e conhecimento; e a segunda pretende apresentar os resultados iniciais de pesquisa ainda em andamento, onde se procura qualificar os mecanismos de elaboração do pensamento nesta relação de transformação, com dados empíricos paratrês áreas do conhecimento ou comunidades lingüísticas ou grupos informacionais diferenciados: a comunicação, a fisica e a ciencia da informação.
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<DOC DOCID="HAREM-332-06217">
pizzarias
 Os preços podem variar sem aviso prévio de acordo com o estabelecimento.
CHARLES PIZZA GRILL Av. José Maria Whitacker,1785 - Vila Morse fone: 5585.9000 características Em um ambiente bonito e agradável a casa oferece um rodízio completo, com 26 variedades da redonda.
Já incluído no preço do rodízio estão batata e polenta fritas e frango desossado.
horários diariamente das 18:50hs às 1h preços R$ 11,00 por pessoa tickets não aceita cartões todos MON VILLE PIZZARIA R. Barra Funda, 510 - Barra Funda fones: 3664.7113 / 825.7530 características Rodízio com mais de 30 sabores de pizzas.
Todas com uma massa muito saborosa.
Experimente!!
horários terça à domingo a partir das 17:30h preços R$ 4,90 por pessoa tickets TR, VR, Cheque Cardápio e Transcheck cartões não aceita PAIZZANO PIZZARIA E CHOPERIA Rua Fernando Falcão, 344 - Mooca fone: 6694-8236 características A casa foi reformada e ampliada.
Oferece ambiente agradável e música ao vivo as sextas e sábados, além de uma grande variedade de pizzas, esfihas e petiscos.
Uma ótima opção na regiao da Mooca!
horários de segunda a segunda após as 18 horas PATRONI R. Pedroso Alvarenga, 890 - Chácara Itaim - fone: 3061.3995 características São 35 opções diferentes de pizzas, com todos os sabores tradicionais, que consagraram a casa.
Entre as opções doces temos a pizza Jamaica ( creme de banana) e a Romeu e Julieta.
Excelente relação custo benefício.
horários diariamente das 18h às 24h preços R$ 5,90 por pessoa tickets TR, VR, Cheque Cardápio, Refeicheque e Transcheck cartões Diners, Mastercard e Visa SANGIULIANO Av. Pres, Juscelino Kubitschec, - Itaim - fone: 866.0599 características Este rodízio oferece 13 tipos de pizzas salgadas e 4 tipos doces ( goiabada com catupiri, chocolate, doce-de-leite e banana).
horários segunda a quinta-feira das 11:30hs às 15hs e das 18:00hs às 23hs sexta-feira: das 11:30hs às 15hs e das 18:00hs às 1h sábado: das 18:00hs às 1h domingo das 18hs às 23 hs preços R$ 7,90 por pessoa tickets todos cartões todos SAN PIETRO R. Baronesa de Itu, 581 - Higienópolis - fone: 3667.6930/ 826.8390 características 20 sabores diferentes, preparados no forno a lenha são oferecidos no rodízio desta simpática casa.
horários quarta à sexta-feira, das 18:30hs às 23hs preços R$ 6,70 por pessoa tickets TR, VR, Cheque Cardápio e Transcheck cartões todos criação:
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<DOC DOCID="HAREM-937-06219">
 CONVENIO CAPES/FAPESP HABILITA INSTITUICOES FEDERAIS DE ENSINO E PESQUISA A ACESSAR A "WEB OF SCIENCE". 
 A partir deste ano, instituicoes federais de ensino e pesquisa estao habilitadas a acessar as informacoes da base de referencia bibliográfica Web of Science (WoS), mantida e comercializada pelo Institute for Scientific Information (ISI), em decorrencia do convenio firmado entre a Capes e a Fapesp. 
 A base de dados do WoS contem informacoes desde 74 sobre a producao cientifica publicada nos periódicos indexados pelo ISI, em todas as áreas do conhecimento. 
 Para consulta-la, entre no site: Erro! 
 Indicador nao 
 definido.webofscience.fapesp.br, a partir de um microcomputador dessas instituicoes, ligado a um provedor de acesso à Internet. 
 Nao é necessário cadastramento e pagamento de taxa de utilizacao. 
 O usuario poderá realizar pesquisas bibliográficas e de analise cientometrica , muito uteis para docentes, alunos e pesquisadores. 
 O Web of Science contém informacoes bibliográfica de tres bancos de dados distintos: Science Citation Index Expanded, Social Siences Citation Index e Arts &amp; Humanities Citation Index. 
 O banco de dados do Science Citation Index Expanded, atualizado semanalmente com cerca de 17.000 artigos, dispoem de mais de 24milhoes de artigos catalogados, cobre 5.300 periódicos cientificos considerados mais importantes, envolvendo 164 disciplinas. 
 O Social Sciences Citation Index cobre 1700 periodicos de 50 disciplinas, compilando uma media de 2.800 novos artigos por semana, totalizando mais de 
 2,8 milhoes de artigos. 
 Por fim, o Arts &amp; Humanites Citation Index tem 1.100 periodicos cientificos indexados, alem de incorporar itens relevantes de mais 600 periodicos dos outros bancos de dados. 
 Espera-se que este servico posto a disposicao dos docentes, alunos e pesquisadores possa ser plenamente utilizado e que as informacoes contidas nos bancos de dados contribuam para o desenvolvimento das atividades academicas e de pesquisa das instituicoes contempladas 
 Jornal da Ciencia (JC E-Mail) 
 25 de janeiro/99 - No+ 1199 - Noticias de C&amp;T - Servico da SBPC 
 Lista de discussao e divulgacao da ancib : ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB 
 ICQ , 25328270 
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<DOC DOCID="HAREM-23L-06223">
O grupo de fotógrafos participantes encontra-se para um confronto pela diversidade não só de estilos, como de opções relativamente à construção de uma ideia da cidade. 
Assim, Nuno Félix da Costa, que traça um percurso «cronológico» -- com uma sequência que começa ao amanhecer e acaba na noite «escura» lisboeta, das ruas e e dos bares -- integra constantemente o elemento insólito (ou tornado insólito pelo olhar), da existência humana e urbana, na paisagem quotidiana: a rotina dos gestos e dos comportamentos. 
Num beco com carros estacionados, uma grande quantidade de pequenos letreiros anuncia um vidente: 
«A sina do seu destino», abre a sequência de imagens do autor, que fecha com a trémula, brilhante e opaca, poética e tensa, vida da noite. 
António Pedro Ferreira, fotógrafo que re-afirma a sua originalidade na busca do acontecimento humano. 
Não há fotografias sem pessoas, ou sem os seus vestígios, o que não deixa de nunca de remeter o trabalho deste fotógrafo para um dos domínios mais fascinantes, ou encantatórios, mágicos da fotografia, o «retrato», ou a fotografia como «lente humanística» ... 
 
Daniel Blaufuks apresenta um trabalho construído a partir de imagens previamente existentes, o que situa este trabalho na linha das mais recentes preocupações do autor (a questão da perda de referência das imagens fotográficas, o trabalho sobre a simulação), não deixando contudo de estar sempre presente o registo poético, em parte autobiográfico, que sempre o caracterizou: 
as imagens são criadas a partir de retratos (photomaton familiar), de imagens de barcos, recriando-se em cada uma um clima aquático, primordial, mas sem que esse efeito se compatibilize com uma leitura imediatista da imagem -- 
permanece o registo dos negros, das sombras e da alusão. 
 
Para 1995, a administração da PT calcula que os lucros atinjam valores próximos dos 25 milhões de contos e pretende manter os níveis de investimento, verificados em 1994. 
Dentro da política de racionalização de estruturas, a PT pretende ainda baixar para quatro milhões de contos o valor das existências em armazém (encontra-se em sete milhões, contra os 11 milhões que se atingiam em Maio) e alienar 40 imóveis espalhados pelo país. 
 
Botelho da Costa garantiu também que o orçamento para 98/99 será entrega ao conselho fiscal a tempo de ser analisado por este, provavelmente «no final desta semana, início da próxima». 
 
O Sporting de Braga-Guimarães está a suscitar grande interesse na região minhota e a procura de bilhetes tem decorrido em bom ritmo. 
Embora o Guimarães não tenha organizado as habituais excursões, é praticamente garantido que o Estádio 1º de Maio registará uma das melhores assistências da época. 
 
Famalicão já conta com os argelinos 
Na hora de defrontar o Sporting, o Famalicão pode finalmente respirar aliviado com a notícia do regresso dos seus dois jogadores argelinos, Medane e Menad, que se ausentaram para disputar a Taça de Africa. 
Os argelinos, que desempenham um papel preponderante na equipa de Josip Skoblar, chegaram anteontem à noite a Famalicão, quase uma semana depois de a sua equipa ter sido afastada da luta pelo ceptro máximo do futebol africano, tendo já ontem treinado com o resto do plantel famalicense. 
Com o regresso de Medane e Menad, o treinador jugoslavo do Famalicão tem à sua disposição todos os jogadores, com excepção do jovem Manuel José, que se encontra lesionado. 
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<DOC DOCID="HAREM-542-06232">
Insituto de desenho industrial (IDI) 
 Instituto de Desenho Industrial (IDI) 1968 :: 1986(?
) Nacionalidade Brasil O IDI foi uma divisão do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, criada por Bergmiller, Goebel Weyne e Maurício Roberto. 
O objetivo do IDI era se tornar um centro de informação e divulgação do design, mostrando ao grande público o que era o desenho industrial. 
O Instituto organizou um evento que se chamou "Desenho Industrial - Bienal Internacional do Rio de Janeiro" em 1968, 1970 e 1972. 
A Bienal do Rio mostrava o que estava acontecendo na área no Brasil e no mundo. 
Ele tamb; 
em organizou exposições temáticas (como "O talher contemporâneo" e "A imagem corporativa"). 
Mais tarde, o IDI se tornaria uma espécie de seção de pesquisa da ESDI, sendo que vários de seus membros lecionavam na escola que não conseguiu incorporar essa atividade. 
Um dos trabalhos mais conhecidos do IDI foi o "Manual para planejamento de embalagens", que esgotou rapidamente após seu lançamento. 
O Insituto também desenvolveu um projeto para a normatização da produção de mobiliário escolar no Brasil, em todos os níveis (do primeiro grau ao curso superior). 
Esse projeto teve a participação de ortopedistas, educadores e dos principais produtores de mobiliário escolar do Brasil. 
Também foram desenvolvidos manuais para possibilitar a produção das peças em pequenas e médias indústrias, como acontece na área rural do país. 
Os participantes do IDI também tinham a preocupação de não deixar nunca que o instituto estabelecesse alguma concorrência com outros escritórios. 
O IDI foi desativado no fim dos anos 80, quando o MAM suspendeu seu funcionamento. 
Bibliografia - DE SOUZA, Pedro Luiz Pereira - D&amp;I No. 20 - OUT 1990 Links Autor Tiago Teixeira Data agosto de 1999 Se você possui alguma informação que possa complementar ou retificar esse texto, por favor contribua. 
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<DOC DOCID="HAREM-40J-06242">
Há muito tempo que tenho uma estranha relação afectuosa com esta ilha.
No quiosque vendem-se dessas revistas de viagens que agora proliferam e que perpetuam as fantasias sobre ilhas exóticas.
Sempre me pareceu estranho nunca ter lido um artigo sobre a «ilha de Santos».
Estava convencido que só eu a via, só eu a imaginava vista de cima naufragando no meio dos horríveis autocarros lisboetas. 
Protegida pelas correntes anti-estacionamento selvagem, todos os dias suspirava de alívio por ainda ver a ilha no seu sítio, com as fronteiras bem definidas -- o que em si é uma das razões que faz das ilhas um dos nossos arquétipos mais resistentes.
Outro dia reparei numa bandeira hasteada no passeio em frente.
Era a bandeira duma organização que eu desconhecia: «Amigos da Ilha de Santos».

Como alguém que descobre não estar só no mundo, aquela bandeira foi alimento espiritual.
Eis que a minha ilha tinha bandeira e tudo.
Eis que, afinal, existem mais habitantes virtuais daquele país que me dá gosto imaginar como um principado independente.
Sobretudo foi bom descobrir que há mais gente a fazer parte do equipamento «imaginário» da ilha.
Isolada dos passeios que bordejam os quarteirões, frequentada por uma «população» móvel, provisória e em constante renovação, a ilha serve de plataforma de comunicações: apanhar um transporte, comprar um jornal com notícias, enviar uma carta, fazer um telefonema.
Os seus habitantes são do mais cosmopolita que há.
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<DOC DOCID="HAREM-117-06259">
Noticiado no - O Estado de Sao Paulo e no Boletim Eletronico da SBPC; deve ser refletido por todos os que trabalham com a imformacao e com a Sociedade da Informacao no Brasil. 
BRASIL É EFICIENTE NO USO DA INFORMACAO
Pais está entre as 55 nacoes que tem boas possibilidades de usar a tecnologia e o conhecimento para acelerar o desenvolvimento economico 
O Brasil está entre os 55 paises do mundo que tem boas chances de usar as tecnologias da informacao para acelerar seu desenvolvimento. 
Essa é a boa noticia do relatorio Information Society Index (ISS) de 99, produzido há tres anos pela World Times e pela International Data Corporation (IDC), para reunir dados de todos os paises do mundo sobre suas habilidades para eficientemente acessar, absorver e usar a informacao e as tecnologias da informacao. 
Paises como o Vietna ou Myanmar, por exemplo, foram excluidos porque seus dados nao sao considerados confiaveis. 
O estudo deste ano, que, como o dos anos anteriores, tambem classifica os 55 paises com melhores resultados, foi anunciado na quinta-feira em Mountain View, na area da baia de Sao Francisco, na California, na sede da Netscape Communications, que patrocinou a pesquisa. 
A má noticia é que, no ranking do ISS, onde os EUA aparecem em primeiro lugar, o Brasil está na posicao numero 41, muito depois da Polonia, da Bulgaria e da Russia. 
Pior: mesmo no ranking latino-americano, o Brasil aparece em sexto lugar, depois de Argentina, Chile, Costa Rica, Venezuela e Panamá, nessa ordem. 
O Brasil está na frente apenas de Equador, Mexico, Colombia e Peru, tambem incluidos na lista dos 55. 
Embora tenha, de longe, a economia mais solida e prospera da America Latina, a pontuacao brasileira foi empurrada para baixo por seus pessimos indicadores sociais. 
Sinal de que a presenca da tecnologia por si só nao basta para promover o desenvolvimento. 
"A melhor infra-estrutura de informatica e telecomunicacoes é inutil se nao há pessoas educadas para usa-la", explicou ao Estado Wilford Welch, diretor da World Times. 
A vasta pesquisa é baseada em quatro conjuntos de criterios: 
infra-estrutura de computadores (numero de PCs instalados per capita, numero de PCs instalados nas residencias, numero de PCs vendidos à industria, comercio e governo, numero de PCs instalados em escolas e Universidades, porcentual de PCs em rede, gastos em software e hardware); 
infra-estrutura de informacao (numero de linhas telefonicas por residencia, numero de troncos telefonicos, numero de televisores per capita, numero de aparelhos de radio per capita, numero de aparelhos de fax per capita, numero de telefones celulares per capita, cobertura de TV por cabo e ou satelite); 
infra-estrutura de Internet, um conjunto de criterios isolado pela primeira vez este ano (volume de faturamento do comercio eletronico, numero de usuarios domesticos de Internet, numero de usuarios corporativos de Internet, numero de usuarios de Internet no setor de educacao); 
e, finalmente, a infra-estrutura social (porcentual da populacao entre 10 e 16 anos que está efetivamente matriculada na escola secundaria, mesmo tipo de porcentual para a escola superior, numero de leitores de jornais diarios, liberdade de imprensa e liberdades civis). 
A decisao de separar do resto dos dados aqueles referentes à infra-estrutura de Internet adveio dos resultados encontrados nos ultimos tres anos. 
"Os resultados do ano passado mostraram um crescimento de 166% da infra-estrutura de Internet, diante de apenas 4% dos outros conjuntos de criterios", explicou Welch. 
A maioria dos dados, que se referem a 97 foi obtida na IDC e tambem na Uniao Internacional das Telecomunicacoes (UIT), Unesco, Banco Mundial e a outras entidades supragovernamentais que reunem informacoes desse tipo. 
"Os dados sao todos absolutamente confiaveis", garantiu Welch, ponderando que, na classificacao, ficaram por ultimo os paises com grandes populacoes, como a China, a India, a Indonesia e o Paquistao. 
"Isso nao significa, por exemplo, que a China nao seja um grande mercado", explicou. 
"Apenas indica a dificuldade que governos como o chines tem para servir adequadamente populacoes enormes; significa, tambem, que a sociedade da informacao está florescendo em Xangai, mas dificilmente chegará ao Tibete na mesma velocidade." 
Welch acredita que paises como a China - ou o Brasil - acabaram criando grandes centros de excelencia, como Xangai é para a China, por exemplo. 
Os dez primeiros paises do ranking sao EUA, Suecia, Finlandia, Cingapura, Noruega, Dinamarca, Holanda, Australia, Japao e Canadá, nessa ordem. 
Welch observou que os EUA tem apenas 4% de vantagem sobre a Suecia. 
Mas a grande surpresa do relatorio de 99, quando comparado com o de 98, foi Cingapura, que saltou do 11º para o quarto lugar, passando à frente até do Japao -- que, por sua vez, cresceu 7%, mas caiu tres posicoes no ranking. 
"E olhe que só o relatorio do ano que vem será impactado pela crise asiatica", comentou Welch. 
Apenas tres paises, entre os dez mais, tem uma lista nos indicadores sociais que nao está entre os dez mais: Cingapura, cuja infra-estrutura social a coloca em 34º; EUA, em 14º; e Canadá, em 11.º. 
(O Estado de SP, 13/12) 
== A ANCIB DESEJA AOS SEUS ASSOCIADOS E AMIGOS UM
UM FELIZ NATAL E UM OTIMO 1999
Lista de discussao e divulgacao da ancib : ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB
ICQ , 25328270
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<DOC DOCID="HAREM-234-06260">
  Oferta é de 2.600 imóveis em SP 
 Da Reportagem Local 

 A cidade de São Paulo continua com uma oferta escassa de imóveis para alugar . 


 A estimativa é da Aabic-SP (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios) . 


 Segundo o advogado José Roberto Graiche, 48, presidente da Aabic, a procura por imóveis para alugar é bem superior à oferta . 


 "A cidade tem uma demanda mensal entre 6.000 e 7.000 imóveis para locação", diz Graiche . 


 Apesar da oferta escassa, Graiche se mostra otimista para o futuro . 
  "Basta o governo não fazer qualquer tipo de intervenção no setor, e iremos caminhar para a desejada estabilidade e recuperação." 


 Mas hoje é um tanto difícil os candidatos à inquilinos compartilharem desse otimismo: eles têm poucas opções de imóveis para alugar e, quando acham o que estavam procurando, os preços são altos justamente em função da oferta restrita . 

 (TF) 
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<DOC DOCID="HAREM-03C-06268">
. (FR) Votámos a favor do levantamento da imunidade parlamentar do senhor deputado Charles Pasqua. Além de ser acusado, conjuntamente com o deputado Jean-Charles Marchiani, de tráfico de armas e tráfico de influências, é também acusado de financiamento ilegal de campanha eleitoral. A justiça procede agora a uma investigação sobre o financiamento da lista que o deputado Pasqua encabeçava para as eleições do Parlamento Europeu e do Movimento «Demain la France», que terão beneficiado de somas de origem indeterminada, excedendo o valor máximo permitido por lei. Entre os outros candidatos que faziam parte da referida lista, temos uma "mãe de família", residente no Gabão, e um emirado africano da ELF no centro das redes de casino e de jogo em África, que terá "contribuído" com 7,5 milhões de francos. Não cabe aos deputados fazer as vezes da justiça, nem julgar o mérito da causa. Em contrapartida, cabe-lhes levantar a imunidade que impedirá a justiça de cumprir livremente o seu trabalho e repor a verdade, tanto mais que se trata da eleição para o Parlamento Europeu. Será que queremos juntar a um Berlusconi envolvido em vários escândalos e a um Chirac que beneficia do seu estatuto presidencial para escapar à justiça, um Pasqua «imune» a qualquer suspeita de financiamento ilegal proveniente de negócios com África? Os juízes italianos reclamam uma nova operação "mãos limpas", os juízes europeus exigem um poder de investigação europeu e uma coordenação dos seus meios a fim de lutar contra o branqueamento e a delinquência financeira. Recusar-lhes a liberdade de instruir um processo contra um membro do Parlamento representa a consagração de uma Europa da impunidade.

Relatório MacCormick (A5-0033/2002)

. (FR) Votámos a favor do levantamento da imunidade parlamentar do deputado Jean-Charles Marchiani, acusado juntamente com o deputado Charles Pasqua, de delitos graves: comércio ilícito de armas nos Camarões, Congo e Angola, financiamentos políticos provenientes dessas vendas de armas e tráfico de influências. Falcone, Attali, J.C. Mitterrand, Sulitzer, e outros igualmente acusados no mesmo processo, foram ou detidos ou sujeitos a controlo judicial ou sujeitos ao pagamento de fiança. Todas estas medidas são proibidas aos juízes em virtude da imunidade dos deputados Jean-Charles Marchiani e Charles Pasqua, que a usam para atrasar o processo de instrução. Não cabe aos deputados fazer as vezes da justiça, nem julgar o mérito da causa, nem julgar a instrução do processo. Em contrapartida, cabe-lhes levantar uma imunidade que impede os juízes de proceder à instrução. Recusar-lhes essa possibilidade seria pôr à vista, preto no branco, a pseudo vontade de transparência, mostrando que um deputado europeu está acima das leis que se aplicam a todos os cidadãos do seu país. Se uma maioria de deputados que se dizem "europeus convictos" protege da justiça estes pretensos "soberanistas", tão frequentemente implicados nos casos da Françafrica, significa que de facto, para além dos discursos de podium, eles partilham, em conjunto, de uma determinada ideia da Europa: uma Europa onde reinam os paraísos fiscais, os comerciantes de armas, as companhias petrolíferas, um mundo político gangrenado pelo lucro fácil e uma indiferença pela justiça e pela soberania em relação aos povos africanos, primeiras vítimas dos tráficos "armas contra petróleo".

Recomendação para segunda leitura Flesch (A5-0027/2002)

Senhor Presidente, este documento prevê a criação do domínio ".eu" como sigla terminal do endereço electrónico para as comunicações através da Internet. Esta noite vi, como numa transmissão televisiva, surgirem, vindas de um écran gigantesco, essas novas siglas ".eu" misturadas com as habituais siglas nacionais ".it" , ".de" , ".be" , ".es" e por aí adiante, e tive uma ideia, penso que válida, para sugerir à senhora relatora Colette Flesch da próxima vez que documentar esta proposta: substituir, nos actuais endereços electrónicos que terminam com as siglas dos países que constituem a União Europeia, a sigla do país pela sigla ".eu" , sem termos em simultâneo as siglas nacionais e a sigla europeia. Da mesma forma que temos uma moeda comum, também podemos ter um endereço electrónico comum.

Relatório Buitenweg/Costa Neves (A5-0057/2002)

. (FR) Relativamente ao financiamento das despesas da Convenção que prepara a Conferência Intergovernamental de 2004, os representantes dos Estados-Membros conseguiram inventar uma engrenagem complicada, quando poderiam ter feito as coisas de forma muito mais simples (1) ; esta complexidade vai virar-se contra eles (2); o facto de, claramente, não se ter previsto despesas indispensáveis torna a situação ainda mais complicada (3).

Em primeiro lugar, tanto a simplicidade como a lógica teriam levado a que os Estados criassem, para financiar a Convenção, um fundo sustentado directamente pelas suas próprias contribuições, e controlado por eles: a Convenção é efectivamente um órgão sui generis, criado à margem dos Tratados, e que se insere num processo intergovernamental de preparação de uma CIG. Em vez disso, inventaram um processo complicado, nos termos dos qual o fundo é parcialmente financiado pelas Instituições comunitárias Parlamento/Conselho/Comissão, vigorando assim um "acordo interinstitucional" que dá a estas um direito de supervisão sobre as despesas da Convenção. Por exemplo, no artigo 20º da decisão de base, vemos que a quitação sobre as despesas do fundo só pode ser concedida pelos Estados-Membros após parecer favorável das três Instituições; no artigo 6º do acordo, vemos que estas instituições são informadas regularmente da execução das despesas; no artigo 4º, está especificado que qualquer aumento tem de receber a autorização das três Instituições.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-841-06270">
Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal, segundo os Estatutos da AEISA, é um órgão de fiscalização a todos níveis, de modo a garantir um bom funcionamento e representação de todos os estudantes do ISA.
Consideramos que a única maneira de cumprir as obrigações a que este órgão está sujeito, é através de um grupo de estudantes que conheça à partida a realidade da AEISA. Deste modo reuniu-se uma equipa formada com base na experiência aliando a um conhecimento profundo da tesouraria da AEISA, por parte da sua Presidente os conhecimentos acumulados dos restantes membros desta lista.
O modo de funcionamento proposto por nós, envolve um acompanhamento permanente, que obriga a nossa presença em todas as reuniões da DAEISA e nas de maior importância a nível de comissões e outras estruturas.
Em relação à Tesouraria, comprometemo-nos a realizar reuniões ordinárias bimensais entre nós e a Tesoureira, garantido a ordem necessária nos balancetes e nos relatórios de contas apresentados em Assembleia.
A nível interno consideramos que um órgão composto por três elementos não necessita de reuniões muito regulares, sendo que inicialmente adoptaremos uma base de reuniões ordinárias bimensais, com a possibilidade de reunir sempre que as circunstâncias assim o exigirem.
Em resumo, temos consciência das nossas obrigações e de como as cumprir de modo a dignificar a AEISA e melhor representar os estudantes do Instituto.
Alexandra Neves
Presidente
Filipe Francisco
Secretário
Rita Duarte
Relatora
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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-82C-06276">
Contudo, existe um certo número de áreas que necessitam de atenção urgente. Como por exemplo, a adaptação do direito interno aos tratados e convenções de que Timor-Leste é parte e o reforço do sistema judiciário e prisional.

O Governo está ciente e entende que ao melhorar a opinião pública e da aceitação dos seus direitos e obrigações contribuirá ao fortalecimento e a defesa contra os abusos e violações dos direitos humanos. Esta é a razão da criação e do desenvolvimento de mecanismos de forma a assegurar a primazia dos direitos humanos em Timor-Leste e também de combater violações de direitos humanos onde quer que aconteçam.

O Governo e os representantes de grupos de direitos humanos estão a elaborar um Plano de Acção Nacional de Direitos Humanos com o objectivo de realizar através de acções concretas os instrumentos ratificados em 2002 e 2003. Este Plano criará estruturas apropriadas de forma a promover e tutelar efectivamente os direitos humanos em Timor-Leste identificando também as prioridades, criando programas e fiscalizando os mecanismos de forma consistente e de harmonia com os propósitos políticos, culturais, legais, sociais e económicos.

O Governo pretende incentivar, no próximo ano, diversidades sociais, económicas e culturais de acordo com as Convenções das Nações Unidas sobre os direitos económicos, sociais e culturais. No entanto, para que se possa realizar é necessário que haja contribuição de todos.

O respeito pelos direitos humanos depende de cada um de nós, como indivíduos, organizações e instituições. Para que se torne realidade em Timor-Leste é necessário que cada um de nós seja um verdadeiro actor no processo.

Vamos todos celebrar esta data exercendo e gozando os direitos a nós inerentes não esquecendo contudo das nossas obrigações. 

Obrigado !
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-86B-06279">
Revolução dos Cravos

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.

Conteúdo [mostraresconder]  
1 Precedentes

2 Preparação

3 Movimentações militares durante a Revolução

4 Consequências

5 O 25 de Abril visto 30 anos depois
 
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Precedentes
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.

Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrepeito pelo dever de imparcialidade.

O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção Geral de Segurança) e no início PVDE (Polícia de Vigilancia e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. A política colonial do país, que manteve as suas colónias após a década de 1960, ao contrário da maior parte dos países europeus, essencialmente porque a manutenção de um império colonial fazia parte da visão da história dos ideólogos do regime. Apesar da contestação nos fórums mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.

Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava na atribuíção do mercado português a apenas alguns grupos industriais. Até aos anos 60 o país permaneceu pobre, o que estimulou a emigração, mas deu-se um grande desenvolvimento económico a partir dos anos 60.

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Preparação
A primeira reúnião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reúnião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No dia 24 de Março a última reúnião clandestina decide o derrube do regime pela força.

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Movimentações militares durante a Revolução
Ver cronologia completa de eventos em Cronologia da Revolução dos Cravos.

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22. 55h é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que despoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

O segundo sinal foi dado às 0h 20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena" de José Afonso, pelo programa Limite da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início da operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.

O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
 
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, mas estas forças tinham aderido ao golpe.

À Escola Prática de Cavalaria coube o papel mais importante, a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado à primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu mais tarde parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu ao General António Spinola e parte para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.

Neste dia morreram 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre pessoas que se manifestavam à porta das suas instalações.

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Consequências
Logo no dia 25 foram libertados os presos políticos da Prisão de Caxias. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passado uma semana o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de 500.000 pessoas.

Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, marcados pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Passado um ano realizaram-se eleições constituintes e foi estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A guerra colonial acabou e as colónias africanas tornaram-se independentes antes do fim de 1975.

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O 25 de Abril visto 30 anos depois
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divisões estejam limitadas aos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, às facções políticas dos extremos do espectro político e às pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens não se dividem sobre o 25 de Abril.

Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.

Quase todos, com muito poucas excepções, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo. As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e lamentam as nacionalizações.
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<DOC DOCID="HAREM-731-06288">
Notícias
SESSÃO ESPECIAL DAS NAÇÕES UNIDAS DEDICADA ÀS CRIANÇAS
UM MUNDO ADEQUADO ÀS CRIANÇAS
04 de Maio 2002
Há 12 anos, os dirigentes que participaram na Cimeira Mundial para as Crianças prometeram proteger e promover os direitos das crianças e dos jovens do mundo. Para cumprir essa promessa estabeleceram 27 objectivos específicos relacionados com a sobrevivência, saúde, nutrição, educação e protecção infantil. Esses objectivos deviam ter sido atingidos até ao ano 2000.
De 8-10 de Maio de 2002, os dirigentes mundiais vão reunir-se, desta vez na Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada às Crianças para rever os progressos conseguidos em termos daqueles objectivos de 1990, bem como os enormes desafios que ainda se mantêm e chegar a acordo sobre novos objectivos para a próxima década do sec. XXI. Centenas de Organizações não Governamentais estarão presentes através das suas delegações. Mas, para além do estabelecimento de novos objectivos, a Sessão Especial vai também procurar que os principais responsáveis pela condução das políticas nacionais se debrucem sobre os difíceis problemas/desafios que se reflectem na vida das crianças, nomeadamente o VIH/SIDA, os conflitos armados e as deslocações forçadas, a pobreza, a exploração de crianças como soldados, vítimas de exploração sexual e crianças que trabalham.
Originalmente, agendada para os dias 19-21 de Setembro de 2001 em NY, a Sessão que foi adiada devido aos acontecimentos de Setembro, vai também abordar/analisar o papel central que o investimento nas crianças pode ter na criação de um mundo mais estável, um mundo verdadeiramente adequado às crianças.
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<DOC DOCID="HAREM-92J-06297">
Helena Pereira

Aliança Atlântica
PP quer plena integração da Espanha na NATO
O Partido Popular (PP), vencedor das eleições de 3 de Março, quer a plena integração da Espanha na Aliança Atlântica, organização a que Madrid aderiu em 1982, sem, no entanto, englobar as suas forças militares nas da NATO, de acordo com os resultados do referendo de 1986.
Um processo que ocupará os próximos ministros da Defesa e das Relações Exteriores e que não terá a oposição dos socialistas de Felipe González, a segunda maior força política do país.
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<DOC DOCID="HAREM-70J-06301">
Segundo o ministro, os juros desses empréstimos serão compatíveis com os praticados no mercado internacional (8 $% a 12 $% ao ano).
Ciro não quis confirmar se a TR (Taxa Referencial) deixará de corrigir esses financiamentos.

Ciro minimizou a estimativa de inflação de 3% em outubro, de acordo com a Fipe.
«A própria Fipe prevê que em novembro isso tudo passa e a inflação cai», disse.

Na segunda seguinte, o dia dia 4 ao dia dia 8, os bancos ficarão abertos até uma hora após o expediente normal, apenas dez delegacias regionais do Banco Central e em agências do Banco do Brasil encarregadas de entregar o real aos demais bancos.

A distribuição acontecerá até o final do mês, partindo das capitais para o interior do país.
Cada banco buscará no BC ou no BB o volume de dinheiro compatível com suas operações.
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<DOC DOCID="HAREM-449-06302">
O menino no sapatinho
Mia Couto
Era uma vez o menino pequenito, tão minimozito que todos seus dedos eram mindinhos. Dito assim, fino modo, ele, quando nasceu, nem foi dado à luz mas a uma simples fresta de claridade. 

De tão miserenta, a mãe se alegrou com o destamanho do rebento - assim pediria apenas os menores alimentos. A mulher, em si, deu graças: que é bom a criança nascer assim desprovida de peso que é para não chamar os maus espíritos. E suspirava, enquanto contemplava a diminuta criatura. 

Olhar de mãe, quem mais pode apagar as feiuras e defeitos nos viventes? 

Ao menino nem se lhe ouvia o choro. Sabia-se de sua tristeza pelas lágrimas. 

Mas estas, de tão leves, nem lhe desciam pelo rosto. As lagriminhas subiam pelo ar e vogavam suspensas. Depois, se fixavam no tecto e ali se grutavam, missangas tremeluzentes. 

Ela pegava no menino, com uma só mão. E falava, mansinho, para essa concha. 

Na realidade, não falava: assobiava, feita uma ave. Dizia que o filho não tinha entendimento para palavra. Só língua de pássaro lhe tocaria o reduzido coração. Quem podia entender? Ele há dessas coisas tão subtis, incapazes mesmo de existir. Como essas estrelas que chegam até nós mesmo depois de terem morrido. A senhora não se importava com os dizquedizeres. 

Ela mesmo tinha aprendido a ser de outra dimensão, florindo como o capim: sem cor nem cheiro. 

A mãe só tinha fala na igreja. No resto, pouco falava. O marido, descrente de tudo, nem tinha tempo para ser desempregado. O homem era um fiorrapo, despacha-gargalos, entorna-fundos. Do bar para o quarto, de casa para a cervejaria. 

Pois, aconteceu o seguinte: dadas as dimensões de sua vida e não havendo berço à medida, a mãe colocou o menininho num sapato. E cujo era o esquerdo do único par, o do marido. De então em diante, o homem passou a calçar de um só pé. Só na ida isso o incomodava. Na volta, ele nem se apercebia de ter pés, dois na mesma direcção. 

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<DOC DOCID="HAREM-904-06310">
 Escolas não vão à Justiça contra MP 
 Da Reportagem Local 

 A Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino) decidiu não entrar com ação na Justiça contra a Medida Provisória 550, publicada no Diário Oficial da última segunda-feira . 


 A entidade não concorda com a regra de conversão das mensalidades em reais determinada pelo governo, mas prefere esperar que ela seja alterada pelo Congresso Nacional . 


 De acordo com a MP, a mensalidade em reais deve ser a média das mensalidades de novembro de 93 a fevereiro de 94 . 


 Os valores em cruzeiros devem ser convertidos pela URV do dia do pagamento e só então deve ser feita a média . 


 A MP 524, editada pelo governo no mês passado, previa a média pelos valores em cruzeiros reais, o que reduzia os preços em 50% . 


 Esta regra de conversão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal, depois que a Confenen entrou com ação direta de inconstitucionalidade . 


 Para a UNE (União Nacional dos Estudantes) a decisão da Confenen "é curiosa" . 
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<DOC DOCID="HAREM-611-06315">
Programa Anti-Celulite Intensivo
Este programa é constituído por dois cremes Adelgaçante,   Esfoliante e um produto nutricional.
Creme Adelgaçante ajuda a dar às areas com aspecto de "casca de laranja" uma aparência suave. Contém Multi-ácidos que ajudam a melhorar a textura e tonicidade da pele, Centelha Asiática que melhora a firmeza da pele, Fosfolípidos que melhoram a circulação.
O Creme Esfoliante ajuda a suavizar e a limpar a pele. Acelera o processo natural de esfoliação da pele. Remove as células velhas permitindo a renovação da pele. Contém Glicerina que hidrata e Óleo de Jojoba.
As pastilhas ajudam a combater a celulite e gorduras localizadas. Contém vitaminas, minerais e ervas com funções desintoxicantes. Tomar 3 pastilhas por dia antes das refeições
Como usar : Aplique o Creme Esfoliante com uma massagem suave até sentir a pele limpa e macia. Aplique o Creme Adelgaçante com as pontas dos dedos em todas as zonas problemáticas em movimentos suaves de baixo para cima. Recomenda-se uma aplicação de manhã e outra à noite diariamente.
Resultados : O uso consistente destes produtos permite á sua pele adquirir uma sensação mais firme e mais sedosa e obterá uma melhor forma e silhueta. A rapidez de obtenção de resultados varia de pessoa para pessoa. Se combinar este programa com uma dieta equilibrada, com baixo índice de gorduras e alto teor de fibras, e fizer exercício regularmente, obterá óptimos resultados mais rapidamente.
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<DOC DOCID="HAREM-82B-06316">
Dinheiro no Brasil   
  
O Dinheiro no Brasil - do Descobrimento ao Reino Unido

As Primeiras Moedas

No início do período colonial, o meio circulante brasileiro foi sendo formado de modo aleatório, com as moedas trazidas pelos colonizadores, invasores e piratas que comercializavam na costa brasileira. Assim, ao lado das moedas portuguesas, circularam também moedas das mais diversas nacionalidades, cuja equivalência era estabelecida em função do seu valor intrínseco (conteúdo metálico).

A partir de 1580, com a formação da União Ibérica, verificou-se uma afluência muito grande de moedas de prata espanholas (reales), provenientes do Peru, graças ao florescente comércio que se desenvolveu através do Rio da Prata. Até o final do século XVII, os reales espanhóis constituíram a parcela mais expressiva do dinheiro em circulação no Brasil.

As moedas portuguesas que aqui circulavam eram as mesmas da Metrópole, oriundas de diversos reinados. Cunhadas em ouro, prata e cobre, essas moedas tinham os seus valores estabelecidos em réis e possuíam às vezes denominações próprias, como Português, Cruzado, São Vicente, Tostão, Vintém. A moeda de 1 real, unidade do sistema monetário, era cunhada em cobre.

Moedas Contramarcadas

A longa guerra mantida contra os espanhóis, após a restauração da independência de Portugal, custou elevadas somas à coroa portuguesa. Para conseguir os recursos necessários, D. João IV (1640-1656) e D. Afonso VI (1656-1667) recorreram a sucessivas alterações no padrão monetário, determinando reduções nos pesos das novas moedas fabricadas e procedendo a aumentos no valor das moedas em circulação. Posteriormente, durante o reinado de D. Pedro II - Rei de Portugal (1667-1706), também foram efetuados aumentos nos valores correntes das moedas.

Em algumas ocasiões esses aumentos foram praticados sem que fossem efetuadas alterações nas moedas; em outras, foram concretizados mediante a aposição de contramarcas (carimbos). Dessa forma, foram contramarcadas diversas moedas portuguesas de ouro e prata e reales espanhóis de prata, em circulação no reino e nas províncias.

Para a aplicação desses carimbos foram instaladas, nas principais capitanias do Brasil, oficinas monetárias temporárias, que funcionavam apenas durante os processos de carimbagem.

Marcas para Evitar o Cerceio

A adulteração das moedas de ouro e prata, pela prática ilegal de raspagem dos bordos para retirada do metal (cerceio), assumira proporções calamitosas em Portugal e nos seus domínios, levando D. Pedro II (1667-1706) a adotar várias medidas para impedir a sua continuidade. Dentre essas medidas encontram-se a colocação de cordão (espécie de serrilha em forma de cordão) e de marca (esfera armilar coroada, aplicada junto à orla) e a cunhagem de novas orlas nas moedas de cunhos antigos.

Moedas-Mercadorias

Nos dois primeiros séculos após o descobrimento, face à inexistência de uma política monetária especial para a Colônia, a quantidade de moedas em circulação era insuficiente para atender às necessidades locais. Por esse motivo, diversas mercadorias foram utilizadas como dinheiro, inclusive pelo próprio governo, sendo comuns os pagamentos realizados em açúcar, algodão, fumo, ferro, cacau e cravo, entre outros.

Em algumas ocasiões, o uso de mercadorias como moeda obedeceu a determinações legais. Em 1614, por exemplo, o Governador do Rio de Janeiro estabeleceu que o açúcar corresse como moeda legal, ordenando que os comerciantes o aceitassem obrigatoriamente como pagamento. No Maranhão, que constituía um estado politicamente separado do Brasil e onde a principal moeda corrente era o algodão, foi legalmente estabelecida, em 1712, a circulação do açúcar, cacau, cravo e tabaco como moeda.

Os escravos africanos chegados ao Brasil utilizaram em suas trocas o zimbo, concha de um molusco encontrada nas praias brasileiras e que circulava como dinheiro no Congo e em Angola.

As Moedas Holandesas

Cercados pelos portugueses no litoral de Pernambuco e não dispondo de dinheiro para pagar seus soldados e fornecedores, os holandeses realizaram a primeira cunhagem de moedas em território brasileiro. Conhecidas como "moedas obsidionais" ou "moedas de cerco", estas foram também as primeiras moedas a trazerem o nome do Brasil. Face à inexistência de ferramentas e materiais adequados, bem como à urgência do trabalho, as moedas foram feitas de forma bastante rudimentar.

Em 1645 e 1646 foram cunhadas moedas de ouro de III, VI e XII florins e em 1654, pouco antes da partida, moedas de prata, nos valores de XII, X, XX, XXX e XXXX soldos, havendo, entretanto, polêmica quanto à autenticidade dos quatro últimos valores. A inscrição G.W.C. corresponde às iniciais de "Companhia das Índias Ocidentais", em holandês.

As Primeiras Casas da Moeda

Nas duas últimas décadas do século XVII agravou-se a situação de falta de moeda no Brasil, comprometendo o funcionamento da economia e provocando drástica redução nas rendas da Coroa. Inúmeras representações, pedindo solução para o problema, foram encaminhadas ao rei pelos governadores gerais e das capitanias, representantes das câmaras e membros da igreja e da nobreza. Em 1694, finalmente, D. Pedro II (1667-1706) resolveu criar uma casa da moeda na Bahia, para a cunhagem de moeda provincial para o Brasil.

Todas as moedas de ouro e prata em circulação na colônia deveriam ser obrigatoriamente enviadas à Casa da Moeda, para serem transformadas em moedas provinciais. Essa medida acarretava problemas às demais capitanias, em função das dificuldades e riscos do transporte. Assim, para atender às necessidades da população, a Casa da Moeda foi transferida em 1699 para o Rio de Janeiro e no ano seguinte para Pernambuco, onde funcionou até 1702. Em 1703, por ordem de D. Pedro II, foi instalada novamente no Rio de Janeiro, não mais com a finalidade de cunhar moedas provinciais, mas para transformar o ouro em moedas para o reino.

Foram cunhadas moedas de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 réis, e de prata, nos valores de 640, 320, 160, 80, 40 e 20 réis. O conjunto de moedas de prata é conhecido como série das patacas, em função da denominação "pataca", atribuída ao valor de 320 réis.

Moedas de Cobre Angolanas

Como as casas da moeda não cunharam moedas de cobre, foi autorizada a circulação no Brasil de moedas destinadas a Angola, fabricadas na cidade do Porto, nos valores de 10 e 20 réis. Essas moedas eram necessárias para as transações de pequeno valor.

O Ouro se Transforma em Moeda

Na primeira metade do século XVIII, a elevada produção de ouro possibilitou o funcionamento simultâneo de três casas da moeda e a cunhagem de grande quantidade de peças, cujos valores e beleza testemunham a opulência que caracterizou o período do reinado de D. João V (1706-1750).

Inicialmente foram cunhadas, nas casas da moeda do Rio de Janeiro (1703) e da Bahia (1714), moedas idênticas às do Reino: moeda, meia moeda e quartinho, com valores faciais de 4.000, 2.000 e 1.000 réis . Embora com as mesmas denominações das moedas provinciais, essas peças possuíam maior peso e seu valor de circulação era 20% superior ao valor facial.

O estabelecimento de uma casa da moeda em Minas Gerais foi determinado em 1720, quando da proibição da circulação do ouro em pó dentro da capitania. Além de moedas iguais às cunhadas no Reino, no Rio e na Bahia, a nova casa da moeda deveria fabricar peças com valores nominais de 20.000 e 10.000 réis, as quais circulariam com os valores efetivos de 24.000 e 12.000 réis. Instalada em Vila Rica, a casa da moeda de Minas funcionou no período de 1724 a 1734.

Em 1722 D. João V alterou a forma e o valor das moedas de ouro portuguesas, criando a série dos escudos, com os valores de 12.800 réis (dobra de 8 escudos), 6.400 réis (dobra de 4 escudos), 3.200 réis (dobra de 2 escudos), 1.600 réis (escudo) e 800 réis (1/2 escudo). Cunhadas no Brasil a partir de 1727, essas moedas trazem no anverso a efígie do rei. Dentro dessa série foi introduzida, em 1730, a peça de 400 réis (cruzadinho).

Moedas de Ouro de D. José I e D. Maria I

Nos reinados de D. José I (1750-1777) e de D. Maria I (1777-1805), continuou sendo cunhada a série dos escudos, com exceção da peça de 12.800 réis, cuja cunhagem havia sido suspensa por D. João V, em 1732. Voltaram também a ser fabricadas as moedas provinciais de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 réis, que não eram cunhadas desde 1702.

Nos escudos de D. Maria, as efígies representam duas fases distintas de seu reinado. Na primeira ela aparece ao lado do marido, D. Pedro III. Após a morte deste, em 1786, é retratada sozinha, primeiro com um véu de viúva e depois com um toucado ornado com jóias e fitas.

Moedas da Série "J"

Em 1750 D. José proibiu a circulação de moedas de ouro nas regiões de mineração, considerando que as transações comerciais naquelas comarcas poderiam ser realizadas com barras de ouro marcadas e ouro em pó. Para atender às necessidades do comércio miúdo na região, mandou que as casas da moeda do Rio de Janeiro e da Bahia cunhassem moedas provinciais de prata e cobre.

Em 1752, entretanto, atendendo à sugestão do governador da capitania de Minas, determinou que fossem cunhadas também moedas de prata com os valores de 600, 300, 150 e 75 réis, tendo em vista que os preços nas regiões das minas eram estabelecidos em termos de oitavas e de seus submúltiplos, valendo a oitava de ouro não quintado 1.200 réis.

Para evitar confusão com as moedas provinciais de prata de 640, 320, 160 e 80 réis, em função da proximidade dos valores, nas novas moedas o escudo com as armas de Portugal foi substituído por um "J" com uma coroa em cima.

Moedas de Cobre no Século XVIII

Durante o reinado de D. João V, a Casa da Moeda de Lisboa fabricou moedas de cobre de 10 e 20 réis, especialmente destinadas ao Brasil. Moedas com esses mesmos valores foram cunhadas também pela Casa da Moeda da Bahia, que em 1729 realizou a primeira cunhagem de moedas de cobre no Brasil.

Em 1730 foram enviadas para Minas moedas de cobre cunhadas em Lisboa em 1722, nos valores de 20 e 40 réis, com pesos bastante reduzidos, as quais deveriam circular apenas naquela capitania.

No reinado de D. José I, entraram em circulação moedas provinciais de cobre nos valores de 5, 10, 20 e 40 réis, cunhadas em Lisboa e no Brasil.

Sob o reinado de D. Maria I, não houve cunhagem de cobre no Brasil. Todas as moedas foram fabricadas em Lisboa, mantendo inicialmente os mesmos pesos e valores do período anterior. Em 1799, entretanto, já sob a regência de D. João, as moedas de cobre tiveram seus pesos reduzidos em cerca de 50%.

Bilhetes da Extração - Primeira Moeda-Papel

A partir de 1772, a extração de diamantes na região do Tejuco do Serro Frio (atual Diamantina) passou a ser feita diretamente pela Coroa Portuguesa, que para isso criou a Real Extração dos Diamantes.

Quando havia insuficiência de recursos para o custeio das despesas, a Administração dos Diamantes emitia bilhetes que eram resgatados quando chegavam os suprimentos em moeda remetidos pela Fazenda Real. No início esses bilhetes tinham grande credibilidade, sendo aceitos em todas as transações comerciais da região.

Moedas para o Maranhão e Grão-Pará

Em 1748 D. João V determinou a cunhagem de moedas provinciais de ouro, prata e cobre para o Estado do Maranhão e Grão-Pará, no total de 80 contos de réis. Cunhadas em 1749, pela Casa da Moeda de Lisboa, essas moedas tinham as mesmas denominações e pesos das moedas provinciais brasileiras.

Segundo depoimentos da época, a introdução dessa moeda provocou grande confusão no Estado, uma vez que os preços dos salários e de todos os produtos estavam fixados em termos de algodão e especiarias

Barras de Ouro e Certificados

Com o objetivo de garantir a cobrança do imposto do quinto, foram estabelecidas casas de fundição nas principais regiões auríferas do país, para as quais deveria ser levado todo o ouro extraído.

Depois de deduzida a quinta parte, o ouro era fundido e transformado em barras, nas quais eram registrados o ano, a marca oficial da casa de fundição, o número de ordem, o título e o peso do ouro. Assim legalizado, o ouro era devolvido a seu proprietário, acompanhado de um certificado.

Essas barras tiveram ampla circulação no Brasil, desempenhando a função de moeda, particularmente nas capitanias do interior.

A Moeda de 960 Réis

O declínio da produção de ouro no Brasil levou D. João a proibir, em 1808, a circulação do ouro em pó, com o objetivo de impedir seu desvio, que acarretava grandes prejuízos à Coroa. Todo o ouro em pó deveria ser levado às casas de fundição; as parcelas de peso equivalente ou superior a 1 onça (28,6875 g) seriam fundidas em barras e as de peso inferior, resgatadas em moedas.

Para suprir o meio circulante das regiões de mineração, foi autorizada a circulação de moedas de ouro, que estava proibida desde 1750, e a nacionalização de moedas hispano-americanas de prata.

Os pesos espanhóis (8 reales), que valiam entre 750 e 800 réis, receberam carimbo de 960 réis, inicialmente na capitania de Minas Gerais (1808) e mais tarde na do Mato Grosso (1818).

Em 1809 foi criada a moeda provincial de 960 réis, cuja cunhagem teve início em 1810.

Carimbos de Escudete

Para uniformizar o meio circulante brasileiro, onde moedas do mesmo metal e do mesmo peso tinham valores diferentes, D. João determinou, em 1809, a aposição de carimbo em forma de escudete nas moedas da série "J", para equipará-las às da série das "patacas", e nas moedas de cobre cunhadas antes de 1799, para duplicar seus valores.

D. João, Príncipe Regente e Rei

Embora D. João tenha assumido a regência em 1799, durante alguns anos as moedas continuaram sendo cunhadas com o nome de D. Maria I. As primeiras moedas de ouro cunhadas com a legenda "João Príncipe Regente" foram produzidas em 1805, antes de sua chegada ao Brasil.

A elevação do Brasil à condição de Reino Unido foi registrada nas peças em ouro, prata em cobre cunhadas em 1816, com a legenda "João, por Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves".

Com a aclamação de D. João como D. João VI, em 1818, as moedas passaram a ter as armas do Reino Unido e a legenda "João VI, por Graça de Deus, Rei de Portugal, Brasil e Algarves".

Troco do Ouro em Pó

Face à inexistência de moedas de pequeno valor que se ajustassem ao troco de pequenas quantidades de ouro em pó, D. João estabeleceu que o mesmo fosse feito também com bilhetes impressos nos valores de 1, 2, 4, 8, 12 e 16 vinténs de ouro, correspondendo cada vintém a 37 e 1/2 réis. Emitidos em grande quantidade, esses bilhetes tiveram ampla circulação na capitania de Minas, integrando o seu meio circulante. Posteriormente, em função do aparecimento de grande número de bilhetes falsificados, sua emissão foi suspensa.

Em 1818 foram cunhadas moedas de cobre nos valores de 75 réis e 37 e 1/2 réis, para a realização do troco do ouro em pó.

Notas do Banco do Brasil

A criação do Banco do Brasil, por meio de Alvará de 12 de outubro de 1808, teve por principal objetivo dotar a Coroa de um instrumento para levantamento dos recursos necessários à manutenção da corte.

De acordo com seus estatutos, o banco deveria emitir bilhetes pagáveis ao portador, com valores a partir de 30 mil réis. As emissões do Banco tiveram início em 1810 e a partir de 1813 foram emitidos bilhetes com valores abaixo do limite mínimo inicialmente estabelecido.

Entre 1813 e 1820, as emissões atingiram 8.566 contos de réis, em grande parte determinadas pelo fornecimento de moeda-papel para fazer face às crescentes despesas da corte e da administração régia, que anualmente excediam a receita arrecadada. A partir de 1817, os bilhetes do Banco começaram a perder a credibilidade, sofrendo grande desvalorização.

Em abril de 1821, antes de regressar a Portugal, o rei e toda a sua corte resgataram todas as notas em seu poder, trocando-as por moedas, metais e jóias depositados no Banco, obrigando a instituição a suspender, a partir de julho, a conversibilidade dos bilhetes.
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O direito no Ciberespaço
DIREITO NO CIBERESPAÇO Capa
Esta obra constitui uma primeira aproximação a uma temática na dupla perspectiva de um jurista e de um engenheiro informático. Trata-se de um livro essencialmente prático que apresenta as questões de uma forma directa, por duas pessoas que trabalham nestas áreas há vários anos. O livro está dividido numa primeira parte em que as questões técnicas são apresentadas de uma forma clara e em que são abordadas matérias como as redes, a Internet, a multimédia, o EDI, a realidade virtual e as questões da segurança.
Numa segunda parte todas estas questões são abordadas de um prisma técnico-jurídico e tanto quanto possível apresentadas de uma forma actual. Assim, temos as questões da multimédia e dos direitos de autor, do Direito da Internet, incluindo contratos, direitos de autor, responsabilidade dos serviços "on-line", criminalidade, pornografia, privacidade, realidade virtual, factura electrónica EDI, entre outros. A juntar a tudo isto, um glossário exaustivo da matéria.
Os seus autores são Manuel Lopes Rocha, Advogado especialista em questões de Direito da Informática área em que trabalha há mais de dez anos, autor de diversos livros e artigos sobre o tema e Mário Macedo, engenheiro informático, consultor de empresas, perito informático nos tribunais.
O livro foi editado pela Editora Cosmos e uma parte do mesmo livro está disponível na Internet (www.centroatl.pt/ciberlei) graças àcolaboração do Centro Atlântico das Tecnologias da Informação, Lda.
* Introdução
* A - DEFINIÇÕES E TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS
Autoestradas de Informação
EDI (Electronic Data Interchange)
Multimédia e Realidade Virtual
Segurança Informática
* DIREITO DA INTERNET
Página mantida por :
Centro Atlântico
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Noções Básicas 
Síndrome de Fibromialgia  é o termo médico que define uma condição clínica complexa de causa desconhecida e que é caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada acompanhada de um cansaço extremo, perturbações do sono, perturbações cognitivas, entre outros sintomas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Fibromialgia não é uma doença nova embora só nos últimos 20 anos tivesse este enorme desenvolvimento.
A associação de pontos dolorosos com reumatismo foi referida por Balfour ( Inglaterra ) em 1824 que descreveu pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada.

Historicamente a Fibromialgia tem sido apresentada sob vários nomes ao longo dos anos: Fibrosite (1904), Miofibrosite (1929), Síndrome Fibrosítica (1952) , Síndrome Fibromiálgica, entre outros; tendo sido adoptado o nome de Fibromialgia apartir de 1981.

Esta foi classificada pela Organização Mundial de Saúde em 1990 com o código M79.0, tendo sido reconhecida em 1992 como uma doença reumática.


As queixas da Fibromialgia podem ser ligeiras ou graves, definindo assim um espectro funcional que vai do mero incómodo até à incapacidade para manter um emprego remunerado, as actividades domésticas ou mesmo para desfrutar o convívio com a família e com os amigos, o que torna a doença heterogénea nas suas manifestações.

Actualmente sabe-se que a Fibromialgia é uma forma de reumatismo associada a uma maior sensibilidade do indivíduo perante um estímulo doloroso. 

O termo reumatismo pode ser justificado pelo facto da fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos não envolvendo no entanto as articulações tal como acontece com a Artrite Reumatóide e a Osteoartrite. 
Apesar da Fibromialgia poder apresentar-se de uma forma extremamente dolorosa e incapacitante , ela não causa deformação.


A Fibromialgia é uma doença comum que atinge homens , mulheres e crianças de todas as etnias e grupos sócio-económicos. 
Estima-se que sofram de FM entre 2% A 5% da população adulta, dependendo dos países. 
Da população atingida , entre 80% a 90% serão mulheres entre os 20 e os 50 anos. 
Sintomas Os sintomas e a sua intensidade são variáveis de pessoa para pessoa podendo até, na mesma pessoa, variar ao longo do tempo o que dificulta o tratamento e a adaptação do doente a um novo estilo de vida que lhe permita lidar com a doença.


A Fibromialgia, também referida como FM é um síndrome por se tratar de um conjunto complexo de sintomas que à priori não parecem estar interligados.
Esta afecta inúmeras partes do corpo o que leva a uma maior dificuldade em diagnosticar esta enfermidade.


Os sintomas principais na Fibromialgia são:

Dor
Na Fibromialgia  a dor é crónica e difusa por todo o corpo e é muitas vezes descrita como  queimadura,  ardor  ou picada. 
A intensidade da dor varia de acordo com as horas do dia, a intensidade dos esforços produzidos, a condição climatérica, a qualidade do sono na noite anterior, aspectos emocionais ou stress. 

Uma das características essenciais da Fibromialgia é também a existência de áreas sensíveis à pressão chamadas pontos dolorosos. 
Estes pontos dolorosos localizam-se em áreas bem identificadas sobre músculos, tendões e tecido adiposo e distribuem-se generalizada e simetricamente.

Fadiga
A fadiga na Fibromialgia é um sintoma que afecta mais de 90% dos doentes. 
Referida com maior intensidade de manhã e frequentemente agravada ao meio da tarde, a fadiga na Fibromialgia não passa com o repouso como acontece noutras situações, ela é persistente e muitas vezes referida como uma espécie de cansaço mental com grande dificuldade de concentração. 
A falta de energia, leva a que no dia a dia a execução de tarefas consideradas simples levem a pessoa à exaustão.

Distúrbios do sono
Mesmo dormindo o número de horas necessárias, os doentes com Fibromialgia referem acordar mais cansados do que quando se deitaram. 
Tal facto pode ser explicado por estes doentes não atingirem o estádio mais profundo do sono, o mesmo é superficial, verificando-se constantes acordares durante a noite. 
Desconhece-se a razão pela qual estes doentes têm esta perturbação, sabendo-se no entanto que o seu padrão de sono não é exclusivo da FM e é diferente do encontrado em doentes com depressão. 
Os distúrbios podem ser classificados como alterações quantitativas (insónias, constantes acordares durante a noite ou sono de curta duração), ou alterações qualitativas (não se acorda descansado, o sono não é reparador mesmo dormindo muitas horas).

Rigidez 
Para além da dor, a rigidez pode representar um problema para os doentes com FM. 
Ela é principalmente referida ao acordar ou após longos períodos de permanência na mesma posição, quer sentado quer em pé.

Perturbações cognitivas 
Os défices cognitivos são normais na FM. 
Doentes relatam uma variedade de sintomas que podem variar de dia para dia. 
Estão incluidos nos sintomas, a dificuldade de concentração, falta de memória, confusão mental, etc.. 

Perturbações gastrointestinais
Entre 40 e 70% dos doentes com Fibromialgia referem problemas gastrointestinais dos quais se destacam a obstipação, diarreia, dores abdominais, gases e náuseas.


 Dores de cabeça 
São referidas por mais de 50% dos doentes, dores de cabeça recorrentes assim como enxaquecas, que podem limitar a actividade diária do doente.
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<DOC DOCID="HAREM-132-06332">
Jornal Plenário - Geral - Betinho, o militante da utopia 
 Betinho, o militante da utopia Depois da euforia da eleição direta do primeiro presidente civil, os brasileiros assistiam impotentes, em 1992, o País mergulhar num caos econômico e social pelas mãos do então presidente da República, Fernando Collor de Mello e sua equipe de corruptos, lideradas pelo famoso PC Farias. 
 Na desesperança que tomava conta da nação, surgiram as mãos e as idéias salvadoras do sociólogo mineiro Herbert de Souza. 
 Apesar de aparentar, fisicamente, ser um homem frágil, devido a Aids Betinho era hemofílico e pegou esta doença fatal numa das inúmeras transfusões de sangue realizadas em 1986 por onde passava com a sua caravana da Cidadania, atraía milhares de pessoas. 
 Sua capacidade era a de mostrar, com simplicidade, que apesar de toda riqueza aparente do Brasil a 8ª economia mundial, como rejubilava os governantes de plantão vivíamos no País mais desigual do planeta Terra. 
 Em 1992 Betinho de Souza comandou a Campanha Pela Ética na Política , que culminaria no impeachment de Collor. 
 Depois, iniciou a grande campanha contra a fome, batizada de Campanha da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida , quando o sociólogo mobilizou 70% da população brasileira para salvar os 30% de outros brasileiros que viviam abaixo da linha da pobreza. 
 Sua campanha criou, espontaneamente, milhares de comitês contra a fome pelo País, conseguindo tirar dinheiro até de bicheiros, que gerou alimentos e trouxe esperança para milhões de brasileiros espalhados por este país continental. 
 Betinho morreu no dia 9 de agosto de 1995, aos 60 anos, pesando apenas 39 quilos, mas como diz Frei Betto: utopia é sonhar acordado . 
 O sonho de Betinho de Souza continua vivo. 
 |Alto da Página | Page UP| Fotos: Reprodução Betinho de Souza: vida dedicada ao povo brasileiro Aqui, Betinho, ao lado de milhares de quilos de alimentos, numa cena que se tornou comum num Brasil que aprendeu a ser mais solidário Voltar Geral | Procon Assembléia: vitória da competência | Procon AL é modelo nacional | | Confira as ações do Procon AL copiadas no País | Terreno da fafich vira praça Herbert de Souza | | Como será a Praça Herbert de Souza | Qualidade e higiene: a receita de sucesso de self-service | | Cursos de inglês com tecnologia de ponta |
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<DOC DOCID="HAREM-53B-06333">
Forte de Aguada

Colocado num ponto estratégico, controlando o estuário do Rio Mandovi, no concelho de Bardez, este forte é dos mais grandes e mais bem conservados em Goa. É visitado por muitos turistas, e conta com a atracção de dois faróis. Um é o mais velho do género na Ásia, o outro bem mais moderno cumpre agora a tarefa de ajudar à navegação marítima. 
 O forte é muito grande, com vários baluartes. Estende-se por vários quilómetros quadrados e numa das suas partes junto ao rio Mandovi situa-se presentemente a prisão de Goa. 
 Á sua volta encontram-se vários Hóteis de 5 estrelas, como o Taj, o Fort Aguada Resort, entre outros. Há planos do Departamento de Turismo para um campo de golfe e um complexo turístico para esta zona histórica. 

História

Esta praça tinha originalmente o nome de Santa Catarina, mas devido às diversas fontes de água fresca no seu interior, foi baptizada de Forte Aguada, sendo que aqui os barcos portugueses aportavam para se reabastecerem de água e mantimentos. 
Começada a construção em 1604, foi finalizada a parte principal em 1812, data que está (estava?) marcada numa placa: 

"REINANDO MUI CATHOLICO REI D. FILLIPE 2.º DE PORTUGAL MANDOU A CIDADE FAZER ESTA FORTALEZA DO DINHEIRO DE UM POR CENTO, PARA GUARDA E DEFFENSÃO DAS NÁOS, QUE A ESTE PORTO VEM, A QUAL FOI ACABADA PELOS VEREADORES DO ANNO 1612, SENDO VICE-REI DÉSTE ESTADO RUI LOURENÇO DE TAVORA." 

Este forte foi essencial na defesa de Goa no bloqueio dos holandeses no século XVII e nas diversas incursões guerreiras dos maratas em Bardez. No seu interior encontra-se ainda a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem (em péssimo estado de conservação) e o farol da Aguada, mandado construir pelo governador interino Lopes de Lima em 1841, que incluía uma grande lanterna e um sino de 2250 quilos. Este sino era originário do Convento dos Agostinhos em Velha Goa. Este sino, está presentemente na Igreja de Panjim. Um moderno farol veio a substituir aquele que foi um dos mais antigos faróis na Ásia. 
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<DOC DOCID="HAREM-21B-06340">
Forte de Anjediva

Situado na ilha de mesmo nome que se encontra a cerca de 120 km a sul da capital de Goa, Panjim, este forte é dos mais antigos construídos pelos portugueses no Oriente. A ilha mede 1,3 km de comprimento e 300 metros de largura média. Esta ilha é hoje desabitada e só os pescadores passam por aqui de vez em quando. No século XIX ainda aqui habitavam cerca de 200 pessoas (todas cristãs). Inclui várias couraças, a igreja dedicada a Nossa Senhora das Brotas, a capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, um tanque com água potável e um antigo aquartelamento militar. Nos inícios dos anos 90 foi contudo vendida esta ilha à Marinha Indiana pelo então "chief-minister" R. Naik, para o projecto da maior base militar naval da Ásia, o projecto "Sea-Bird". Esta acção foi fortemente contestada em Goa já que a ilha de Anjediva é propriedade e património histórico de Goa.

História

Foi aqui que desembarcou D. Francisco de Almeida em 13 de Setembro de 1505. Mandou construir uma fortaleza que contudo foi destruída sete meses depois. A ilha de Anjediva esteve desocupada até 1661, quando os ingleses aqui se instalaram à espera que o tratado de 23 de Julho do mesmo ano (que cedia Bombaim aos ingleses) se fizesse cumprir, o que de facto aconteceu em 1665, ficando a ilha novamente desocupada. Com as invasões maratas sob comando de Sambhaji os portugueses reconstruíram o forte em 1682 sob ordens do então vice-rei D. Francisco de Távora, conde de Alvor como testemunha a seguinte placa:

"GRAÇAS A DEUS  FRANCISCO DE TAVORA CONDE DE ALVOR DO CONSELHO DE ESTADO, VICE-REI E CAPITÃO GENERAL DA INDIA, MANDOU EM 5 DE MAIO DE 1682 EDIFICAR N'ESTA ILHA ESTA FORTALEZA POR AMARO SIMÕES PEREIRA, PRIMEIRO CAPITÃO MÓR D'ELLA , O QUAL LHE LANÇOU A PRIMEIRA PEDRA EM 2 DE JUNHO DO DITO ANNO, E A PÔZ DEFENSAVEL ANTES DE SEIS MESES, COM DEZASSEIS CANHÕES, E LHE CONCERTOU POÇOS, FONTES, TANQUE GRANDE, E A COURAÇA REAL E O BALUARTE DE S. FRANCISCO COM TODAS AS SUAS SERVENTIAS, MURO, PORTAES, E ESTA CRUZ PARA SEMPRE. -ANGEDIVA 3 DE MAIO DE 1683-M.T.-ARMAS-M.S."

Não tenho conhecimento da existência actual desta inscrição, nem sei se ainda é possível visitar esta ilha e os os seus monumentos. A ilha é só acceível via marítima.
Anjediva foi ainda palco de um incidente quando pouco antes da invasão indiana de 1961 um barco de passageiros indiano foi vítima de tiros disparados pelos militares portugueses de Anjediva. Os portugueses argumentaram que o espaço naval tinha sido violado e esta tinha sido mais uma provocação indiana contra o Estado da Índia Portuguesa.
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<DOC DOCID="HAREM-43C-06342">
Discurso de Boas Vindas de SEXA PR na recepção a Sua Excelência o Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva 
Torre de Belém 
10 de Julho de 2003 

Senhor Presidente
É com grande emoção e alegria que recebo Vossa Excelência em Portugal. 
Uma visita de um novo Chefe de Estado do Brasil constitui sempre motivo de júbilo, pois se trata de ocasião singular para renovar vínculos de história e laços de afecto entre portugueses e brasileiros que calam fundo no nosso coração e a que queremos dar nova projecção. 

Mas não é apenas o Chefe de Estado de um país irmão que hoje pretendo homenagear. É também a figura humana cujo percurso pessoal constitui, para todos os deserdados, exemplo de perseverança e de triunfo sobre a adversidade; o homem político no qual milhões de brasileiros depositam as suas esperanças para alcançarem uma vida melhor; o Presidente da República cuja eleição, a todos os títulos exemplar, virou uma nova página na história do Brasil; o estadista no qual o mundo inteiro tem os olhos postos com enorme expectativa.

Ao longo de uma vida de tenaz luta política, Vossa Excelência teve a dura experiência da pobreza, conheceu a prisão, provou por mais de uma vez o sabor amargo da derrota. Mas de todas as provações sempre emergiu mais forte e determinado, no seu combate incessante por um Brasil mais justo, mais próspero e mais solidário. Ao ser eleito Presidente da República com o voto de 57 milhões de brasileiros, Vossa Excelência tornou-se o símbolo vivo da pujança da democracia brasileira, da sua maturidade, da sua esperança no futuro. Estou convicto que essa esperança não será defraudada.

Porque nos orgulhamos de ter ajudado a erguer essa grande nação que é o Brasil; porque conhecemos e acreditamos profundamente no seu povo; porque nos sentimos intimamente ligados ao Brasil por laços de história e de cultura; porque estamos convencidos que as nossas relações, assentes numa cumplicidade feita tanto de afectos como de interesses, têm ainda um enorme campo aberto para se desenvolverem; por todas estas razões recebemos a visita de Vossa Excelência a Portugal com profunda alegria e atribuimos-lhe o mais alto significado.

É pois com maior regozijo que lhe dirijo, Senhor Presidente, caro Amigo, em nome de todos os portugueses, as mais calorosas e sinceras boas vindas a esta terra que desejo sinta como sua. 
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<DOC DOCID="HAREM-80K-06349">
Época . Não se acaba com o cassino de uma hora para outra. 
Lula . Vamos acabar. Nós temos dinheiro do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal para gerar desenvolvimento e empregos. No Brasil, precisamos acreditar que existe outra coisa a ser feita sem ficar na mesmice do mercado. Vamos anunciar um grande projeto de cooperativas, para que o micro, o pequeno e o médio empresário possam tomar dinheiro emprestado sem precisar pagar uma fortuna de juros. Nos EUA, são 10 mil cooperativas que movimentam US$ 480 bilhões. O governo sabe que para cada real investido em saneamento economizam-se R$ 5 na área de saúde. Então, por que eles não fazem? Porque tem gente que sabe que o caminho está errado, mas não tem humildade para mudar.

Época . Esse foi o grande erro do presidente FHC? 
Lula . Foi, ele resolveu seguir em frente num caminho errado. O resultado será desastroso em sua biografia. Um grande intelectual, na hora de exercitar a prática, falhou. Os indicadores sociais não são bons. Os indicadores de crescimento econômico são negativos. O indicadores de exportações são negativos. A única coisa que cresceu foi uma dívida interna. Não existe na economia um único caminho, mas nossa cabeça raciocina de acordo com o chão que nossos pés pisam. Se os pés estão no Consenso de Washington, a cabeça estará no Consenso de Washington.

Época . E qual foi o grande acerto do governo? 
Lula . Foi a estabilidade da economia, que no entanto foi vítima de um grande erro. Em 1996, FHC poderia ter dado um salto de crescimento e preferiu a tese da reeleição. Jogou por água abaixo um projeto de desenvolvimento, e se preocupou apenas com o umbigo. Isso foi mortal para ele e para o Brasil.

Época . Qual é sua opinião sobre as denúncias contra o candidato a vice de Ciro, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical? 
Lula . Sei que há três anos há uma preocupação de investigar o dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador, usado pela Força Sindical para cursos de requalificação profissional). Não sei se Paulinho tem culpa no cartório nessa história ou em outras denúncias, mas, se tiver prova, tem de investigar. Vale para ele, vale para mim.

Época . O senhor se convenceu com o resultado do inquérito sobre a morte de Celso Daniel? 
Lula . Desde o começo, tive a suspeita de que não era crime comum. Mas o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que acompanhou todos os depoimentos e tem minha confiança, acha que foi isso mesmo. Por isso, não tenho razão para duvidar . mesmo tendo em meu subconsciente suspeitas de que alguma coisa maior aconteceu. Obviamente, a família de Celso tem o direito de não se conformar nunca.

Época . O senhor conheceu Sérgio Gomes da Silva, o Sérgio Sombra, que estava com Celso Daniel na noite do seqüestro? 
Lula . Devo ter conhecido Sérgio no início da primeira administração de Celso em Santo André, nos anos 80. O que sei é que era uma figura muito ligada a Celso.

Época . O senhor conhece Klinger de Oliveira, ex-secretário acusado de comandar um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André? 
Lula . Quando ele se candidatou a vereador em Santo André (no ano 2000), fui fazer campanha com Celso Daniel e tirei fotografia com Klinger. Mas não tinha intimidade. Klinger era uma figura polêmica no PT.

Época . Por quê? 
Lula . Por causa de disputas internas no partido.

Época . E Ronan Pinto, empresário de ônibus em Santo André? Lula . Não conheço. Aliás, faço questão de não ter relação com empresário de ônibus porque dizem que a fama não é das melhores.

Época . Qual é sua opinião sobre as denúncias de irregularidades na prefeitura de Santo André? Ficou desapontado? 
Lula . Elas têm de ser investigadas pela CPI, pelo Ministério Público. A Justiça acolheu denúncia contra Klinger e Sérgio Gomes. Não cabe a mim ficar dando palpite se são culpados ou inocentes. Se tiver gente no PT cometendo impropriedades, elas têm de ser denunciadas e punidas. Queremos para nós o que desejamos para os outros.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-412-06352">
mat8
 nº649 - 09 a 16/03/99 Agenda Cardápios Títulos Desta Edição Pós-Graduação Página Principal Expediente Matérias Exclusivas MINISTRO DA SAÚDE
VISITOU O HOSPITAL DAS CLÍNICAS Na foto o Ministro Serra na visita a UE DO HC O ministro da Saúde, José Serra, esteve na semana passada em Ribeirão Preto, dia 3/03, e visitou a Unidade de Emergência (UE) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMRP), localizada na rua Bernadino de Campos, nº 1000.
Na ocasião, Serra inaugurou as novas instalações da Enfermaria da Pediatria.
Participaram da solenidade, autoridades municipais, o Superintendente do HC, Marcos Felipe de Sá, a Coordenadora da Enfermaria, Profa. Sylvia Evelyn Hering, o Coordenador das Atividades Administrativas da UE, Prof. José Ivan de Andrade e o Diretor da FMRP, Michel Lison.
Em seu discurso Serra falou da importância do HC, das dificuldades orçamentárias do país e elogiou a forma como a verba do ReforSUS foi aplicada na Região.
Para as reformas na UE o programa destinou 3,8 milhões de reais.
A verba será utilizada na aquisição de equipamentos, reforma do Bloco Cirúrgico, Central de Materiais, laboratórios e Sala de Politraumatizados que passará de 32 para 221 m2.
A UE é responsável pelo atendimento de 70% das urgências e emergências da cidade.
Conta com 194 leitos e abriga, ainda, Unidade de Queimados e o Centro de Controle de Intoxicações.
A situação da Unidade é de sobrecarga, principalmente na sala de urgência, chegando a uma ocupação de 104,6%, índice bem superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
(Voltar aos títulos)
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<DOC DOCID="HAREM-531-06367">
Tuna Académica da Universidade Fernando Pessoa
Tuna Académica da Universidade Fernando Pessoa
 A tuna Académica da Universiade Fernando Pessoa, da cidade do Porto, foi criada em 12 de Outubro do ano da Graça de 1994, surgindo devido aos pedidos de muitas famílias (...) - a Tuna da UFP, constituida por cerca de 40 elementos e apadrinhada pela magnífica Tuna Universitária do Minho, segundo Zebedeu (filho de Jacob, irmão do João e primo do Serafim) no capítulo 4º, versículo 234º, alínea k), já com um vasto número de actuações por tudo o país, apesar da sua curta existência, veio culmatar uma lacuna, muito importante, existente no seio da vida tunante portuguesa. Não conseguimos, no entanto, discernir até ao momento, qual a lacuna preenchida. 
 Os tunos da UFP demostrando, desde cedo, a sua força espiritual e o seu caractér determinado, têm como principal preocupação o desenvolvimento económico das cooperativas vinículas portuguesas; o "aproveitamento" das belezas naturais femininas e também a divulgação da música portuguesa pelos 49 cantos do mundo(...). 
 Tendo em conta a sua curta existência, o número de actuações realizadas é já bastante significativo. Aliás, já participaram em algumas actividades de relevo, das quais podemos salientar o II FITISEP e o Festival de Solidariedade do "ABRAÇO", ambos realizados no Coliseu do Porto. Quanto aos prémios que normalmente recebem, só se devem aos "codfich" (não sabemos traduzir) e presuntos oferecidos ao júri. 
 Antes do fecho desta edição, a Tuna Académica encontrava-se em mais um estágio, desta feita para o lançamento da sua primeira cassete comercial (e consequente realização do video-clip para esse grande veículo e instrumento de cultura, que dá pelo nome de "Made In Portugal") estando ainda em recuperação do último em Alfandega da Fé que se realizou em meados do século (no mês de Junho). 
 In "TIME", nº109, Ano 34, pp 257 a 303 Tradução de Vay Bus-Cála
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<DOC DOCID="HAREM-62L-06374">
O que é a verdade, o que é a ficção? 
Isso não podemos saber. 
O que é um «escritor»? 
É um topógrafo, um investigador, um repórter, ou um fotógrafo, como perguntou um dia Hervé Guibert a Peter Handke, numa entrevista? 
Quando morre alguém, e depois nós ficamos sempre a pensar que dessa pessoa não sabíamos quase nada, escolhemos uma pequena parte, e, como dessa pessoa já não conseguimos ver nem os olhos nem as mãos, ficamos com essa pequena parte para ocuparmos o espaço todo que resta no sítio da pessoa morta, ficou-nos só essa parte, é muito pouco, por isso depois tem de ser aumentada. 
 
Uma parte de Hervé Guibert. 
Um livro. 
O título é «Des Aveugles», e foi publicado na Minuit em 1985. 
Depois de «L'Image Fantôme», de «Les Aventures Singulières», de «Les Chiens», de «Voyage Avec Deux Enfants», de «Les Lubies d'Arthur». 
Antes de «Mes Parents», e muito antes dos livros-Sida. 
«Des Aveugles» é tão nitidamente cruel e generoso como o cinismo quando é absoluto e coincide com a ingenuidade. 
O lugar do livro é uma instituição para cegos. 
As personagens são cegos, atrozes e desconcertantes como nas fotografias de Sander, porque os cegos são pessoas que se dirigem incessantemente para um lugar interminável de onde não podem sair e onde nós nos sentimos gratos por não podermos entrar. 
Hervé Guibert na época era jornalista do «Le Monde», e pediu autorização ao Instituto Nacional dos Cegos para fazer uma reportagem sobre «Os Cegos e a Cultura», há-de ter sido o que de melhor lhe ocorreu como desculpa para passar lá uma semana. 
Diz que imaginou que «o narrador seria uma espécie de perverso que entra no estabelecimento graças a uma cumplicidade que lhe permite manter relações amorosas ilícitas com as crianças». 
O livro depois mudou, e os cegos tornaram-se personagens passionais, e obscenas na sua violência, esse livro depois de escrito continha tudo, o infinito, a transparência, o medo, as imagens do escuro, continha uma criança cega que não admitia não ver e inventava, e Josette que torturava ratos, uma mulher casada, um marido e um amante, e depois havia uma vingança. 
Hervé Guibert gostava dos cegos. 
Depois dessa semana, ficou durante um ano como leitor, ia duas horas por semana. 
Apaixonou-se por um cego que não era aluno dele. 
Também se tornou amigo do empregado da loja onde os cegos iam buscar vídeos. 
O vídeo mais procurado pelos cegos era «Texas Chainsaw Massacre», de Tobe Hooper. 
Foi anos mais tarde que Hervé Guibert escreveu o livro. 
 
É neste contexto que entre a indústria e a Direcção-Geral da Qualidade do Ambiente [DGQA] nunca se interromperam os contactos técnicos necessários à atempada informação sobre a evolução verificada no cumprimento do contrato-programa e que permitirão a continuação de uma abordagem responsável da questão para futuro. 
 
Apraz-nos referir a disponibilidade da DGQA para manter com a indústria um diálogo sério e objectivo. 
Não conhecendo outra forma de abordar um tema tão importante como o da efectiva protecção do ambiente de que também somos parte. 
 
Mas além das afinidades culturais, dos quais os japoneses estão cientes, mas que muitos portugueses desconhecem, há outros pontos de aproximação. 
 
O tema da Expo-98, os Oceanos, será também abordado na Expo-2001, em Yamaguchi, cujo lema geral será ' OFuturo e o século XXI', ou, dito de uma forma mais poética e numa tradução mais livre do japonês, «Rumo a um futuro onde brilhe a vida». 
 
Se na primeira metada da década de 80 o balanço dos confrontos entre os dois «eternos rivais» era francamente equilibrado, na segunda metade da mesma década- excepção feita aos fabulosos 7-1 com que o Sporting venceu o Benfica na tarde de 14 de  Dezembro de 1986, em Alvalade- os «encarnados» foram ganhando vantagem neste muito especial «campeonato» entre as equipas da Luz e de Alvalade. 
 
A maior evidência para esta recente superioridade «encarnada» vai para o facto do Benfica, nas suas três últimas deslocações a Alvalade, ter vencido sempre os «leões». 
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<DOC DOCID="HAREM-629-06394">
Camilo Castelo Branco

Na última noite do Carnaval, que foi justamente aos 8 dias do mês de Fevereiro, do corrente ano, pelas 9 horas e meia da noite entrava no Teatro de S. João, desta heróica e muito nobre e sempre leal cidade, um dominó de cetim. 

Dera ele os dois primeiros passos no pavimento da plateia, quando um outro dominó de veludo preto veio colocar-se-lhe frente a frente, numa contemplação imóvel. 

O primeiro demorou-se um pouco a medir as alturas do seu admirador, e virou-lhe as costas com indiferença natural. 

O segundo, momentos depois, aparecia ao lado do primeiro, com a mesma atenção, com a mesma penetração de vista. 

Desta vez o dominó-cetim aventurou uma pergunta naquele desgracioso falsete, que todos nós conhecemos :

- « Não quer mais do que isso ? »
- « Do qu'isso !! » ? respondeu uma máscara que passava por casualidade, esganiçando-se numa risada que raspava o tímpano. ? « Olha do qu'isso !! Já vejo que és pulha !! » 

  E retirou-se repetindo ? « Do qu'isso! do qu'isso! ».

Ma o dominó-cetim não sofreu, ao que parecia, a menor contrariedade com esta charivari. E o dominó-veludo nem sequer acompanhou com os olhos o imprudente que viera embaraçar-lhe uma resposta digna da pergunta, fosse ela qual fosse. 

O cetim (fique assim conhecido para evitarmos palavras e tempo, que é um preciosíssimo cabedal), o cetim, desta vez, encarou com mais alguma reflexão o veludo. Conjecturou suposições fugitivas, que se destruíam mutuamente. O veludo era forçosamente uma mulher. A pequenez do corpo, cuja flexibilidade o dominó não encobria ; a delicadeza da mão, que protestava contra o ardil mentiroso de uma luva larga ; a ponta de verniz, que um descuido, no lançar do pé, denunciara debaixo da fímbria do veludo, este complexo de atributos, quase nunca reunidos em um homem, captaram as sérias atenções do outro, que, incontestavelmente, era um homem. 

- « Quem quer que sejas » ? disse o cetim ? « não te gabo o gosto ! Tomara eu saber o que vês em mim, que tanta impressão te faz ! »
- « Nada » ? respondeu o veludo.
- « Então, deixa-me, ou diz-me alguma coisa ainda que seja uma sensaboria, mais eloquente que o teu silêncio. »
- « Não te quero embrutecer. Sei que tens muito espírito, e seria um crime de lesa-Carnaval se te dissesse alguma dessas graças salobras, capazes de fazer calar para todo o sempre um Demóstenes de dominó.

O cetim mudou de opinião a respeito do seu perseguidor. E não admira que o recebesse com rudeza no princípio, porque, em Portugal, um dominó em corpo de mulher, que passeia « sozinha » num teatro, permite umas suspeitas que não abonam as virtudes do dominó, nem lisonjeiam a vaidade de quem lhe recebe o conhecimento. Mas a mulher em quem recai semelhante hipótese não conhece Demóstenes, nem diz lesa-Carnaval, nem aguça a frase com o adjectivo salobras. 

O cetim arrependeu-se da aspereza com que recebera os atenciosos olhares daquela incógnita, que principiava a fazer-se valer como tudo aquilo que apenas se conhece por uma face boa. O cetim juraria, pelo menos, que aquela mulher não era estúpida. E, seja dito sem tenção ofensiva, já não era insignificante a descoberta, porque é mais fácil descobrir um mundo novo que uma mulher ilustrada. É mais fácil ser Cristóvão Colombo que Emílio Girardin. 

O cetim, ouvida a resposta do veludo, ofereceu-lhe o braço, e gostou da boa vontade com que lhe foi recebido. 

- « Conheço » ? diz ele ? « que o teu contacto me espiritualiza, belo dominó! »
- « Belo, me chamas tu !! É realmente uma leviandade que te não faz honra !! Se eu levantasse esta sanefa de seda, que me faz bonita, ficavas como aquele poeta espanhol que soltou uma exclamação de terror na presença de um nariz! que nariz não seria, santo Deus !! Não sabes essa história ? »
- «Não, meu anjo ! »
- « Meu anjo !! Que graça ! Pois eu ta conto. Como o poeta se chama não sei, nem importa. Imagina tu que és um poeta, fantástico como Lamartine, vulcânico como Byron, sonhador como MacPherson e voluptuoso como Voltaire aos 60 anos. Imagina que o tédio desta vida chilra que se vive no Porto te obrigou a deixar no teu quarto a pitonissa descabelada das tuas inspirações, e vieste por aqui dentro a procurar um passatempo nestes passatempos alvares de um baile de Carnaval. Imagina que encontravas uma mulher extraordinária de espírito, um anjo de eloquência, um demónio de epigrama, enfim, uma destas criações miraculosas que fazem rebentar uma chama improvisa no coração mais de gelo, e de lama, e de toucinho sem nervo. Ris ? Achas nova a expressão, não é assim ? Um coração de toucinho parece-te uma ofensa ao bom senso anatómico, não é verdade ? Pois, meu caro dominó, há corações de toucinho estreme. São os corações, que resumam óleo em certas caras estúpidas! Por exemplo! Olha este homem redondo, que aqui está, com as pálpebras em quatro refegos, com os olhos vermelhos como os de um coelho morto, com o queixo inferior pendente, e o lábio escarlate e vidrado como o bordo de uma pingadeira, orvalhada de banha de porco! Esta cara não te parece um grande rijão ? Não crês que este baboso tenha um coração de toucinho ? » 
- « Creio, creio ; mas fala mais baixo que o desgraçado está gemer debaixo do teu escalpelo! »
- « És tolo, meu cavalheiro ! Ele entende me lá !! É verdade, aí vai a história do espanhol, que tenho que fazer! »
- « Então queres deixar-me ? »
- « E tu ?! Queres que eu te deixe ? »
- « Palavra de honra que não ! Se me deixas, retiro-me! »
- « És muito amável, meu querido Carlos! »
- « Conheces-me ? ! »
- « Essa pergunta é ociosa. Não és tu Carlos ! »
- « Já falaste comigo na tua voz natural ? »
- « Não ; mas começo a falar agora. »
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<DOC DOCID="HAREM-341-06397">
Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros
Comunicado de Imprensa Transporte de Passageiros
Aumento de preços desagrada aos transportadores
ANTROP quer evitar aumento ao público através da isenção do IVA
A ANTROP reagiu junto ao Governo por este ter recusado a sua proposta de manutenção de preços dos passes sociais e dos bilhetes de transportes públicos, em 2000, e se prepare para impor um aumento de 2%.
Em carta enviada ao Ministro do Equipamento, a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários Pesados de Passageiros (ANTROP) recorda que havia proposto a isenção do IVA que recai sobre os títulos de transporte, o que permitiria manter os mesmos preços ao público durante 2000, ao mesmo tempo que facilitaria às empresas outras medidas em benefício das populações utilizadoras de transportes colectivos.
Com a revisão tarifária pelo valor previsto de 2% - desde há uns anos abaixo dos índices de inflação - continuará a degradação real das tarifas, com as inevitáveis consequências negativas para as empresas. Acresce que esta situação se revela particularmente grave e certamente incomportável para as empresas quando estas são confrontadas, ao mesmo tempo com as propostas das organizações sindicais de aumentos de 8,5% nas tabelas salariais e de 6% no restante clausulado, além do eventual aumento do preço dos combustíveis.
Política económica incentiva utilização do automóvel em detrimento do transporte público
Esta Associação constata também que a política económica do Governo incentiva a utilização do automóvel privado, em detrimento do transporte público. Enquanto a medida proposta de isenção do IVA envolveria uma verba de 2,6 milhões de contos, o Governo paga mais de 6 milhões de contos à Lusoponte , a título de indemnização, pelo não aumento das portagens na Ponte 25 de Abril, privilegiando assim o tráfego automóvel particular.
Para mais informações: Rui Moreira de Sá Tel: 91 760 18 20
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<DOC DOCID="HAREM-11J-06399">
A mudança do local de jogo que deve acontecer também na partida contra o Corinthians, no próximo dia 17 foi determinada pela CBF, que não viu garantias de segurança no estádio santista.

«Na Vila, quando recebo a bola, tenho que ficar olhando sua trajetória, para não ser surpreendido.
Só depois é que levanto a cabeça para fazer um lançamento», reclama Neto.

JFK -- A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR Telecine, 20h30.
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<DOC DOCID="HAREM-43K-06402">
P - Não era fácil não, né.

R - Não foi fácil pra ele foi muito difícil, depois ele morreu cedo também, um homem já tava casada mas eu conheci, tive o prazer de conhecer e todos os outros irmãos que ele tinha tido também e da avó paterna eu adorava, a avó Ernesta, um encanto morava ali em frente à Faculdade da Farmácia, vocês não conhecem aqui, né, e ali tinha jardim. Quando tinha circo ela ia buscar o adubo dos elefantes, das coisas pra, então as flores davam deste tamanho ela falava sabe por que... Ah, ela trabalhava é com macarrão eu lembro dela daquelas mesas grandes largas, né, ela com aquele pau largo fazendo abrindo a massa de macarrão, a gente tem uma lembrança muito grande e muito bonita, do trabalho do amor que eles tinham, tinha adoração pelo _________ eles não quiseram voltar mais pra Itália de jeito nenhum, adoravam o Brasil, Araraquara pra eles, porque eles sofreram muito lá, passaram fome além do frio, a guerra a coisa, não tinham e é tão linda a Itália, passei lá lindo.

P - E a senhora tinha quantos anos quando a senhora convivia quando esses avós faleceram, quer dizer como foi a convivência que a senhora teve com eles?

R - Tive os dois filhos pequenos e ela morreu em casa, depois quando eu fui pra Marília ela estava em casa com meus pais, convivi bastante com ela, exemplo de pessoa que vem de fora, aquela força que eles tem pra trabalhar, não mede sacrifício fazem, lavam roupa tudo que precisa fazem, hoje não ninguém quer fazer mais nada, não é, hoje elas vinham com aquela garra de trabalhar, de fazer não escolhiam serviço, faziam tudo que precisava, ela ia buscar lenha que nas matas lá tinha, criava cabrita a gente tomava, por isso que tenho os dentes bons porque ela me dava leite de cabra.

P - E ela fazia queijo de cabra também?

R - Não fazia queijo, a gente tomava leite e outro parente do meu avô, eles faziam queijo, mas essa aqui não fazia, ela pegava a cabritinha e dava aqueles copos grandes sabe, quando tinha tosse ela punha o ferro dentro do forno, queimava aquilo e punha dentro do leite, aquilo tão bem eu falava gente, tratava da tosse comprida com isso, a vovó fazia isso, no forno ela punha lá o ferro.

P - Como que era?

R - Tinha uma _______, porque não tem o ferro aquela coisa que eles tratam hoje, era assim ela tratava.

P - E as comidas, ela fazia algumas comidinhas típicas italianas, conta pra gente um pouco.

R - Ah macarronada italiana, sopa, cappeleti, o caldo tudo era especial, né, aquela comida saborosa muito amor e carinho, muito gostoso, as bracholas, as pizzas, quer dizer grava não precisava, mas depois a gente vai desembaraçando, soltando e vai vendo, hoje eu adoro porque eu estou em casa, sair à rua não pode é perigoso, de noite nem se fala, de dia tomo cuidado, até planta, é casa, flores quer dizer eu tô reservando tudo que foi deles, já me passou, passa gente pensa que não, mas passa as coisas das mães, dos avós, fica na gente se fixa, por isso é que eu penso que as crianças de hoje, os pais estão deixando muito, é um reflexo da gente, né.

P - Voltando um pouco essa coisa da comida fiquei curiosa, qual que era o tempero assim que eles usavam, que a sua avó usava os temperos como eram?

R - É isso, a carne bem frita porque era bem vermelhinha, cebola e o alho, é isso que nós fazemos, usava muito óleo, né, muito óleo de oliva, óleo bom.

P - O óleo vinha de lá ou era daqui mesmo?

R - Não era daqui, a carne de porco eles derretiam e faziam pedaço de carne faziam deixava na gordura aquelas latas grandes, guardava os pedaços tudo naquela lata, quando queria um pedaço de carne tirava, era um hábito 
antigo, era mais gostosa.

P - E eles moravam em chácara?

R - Não.

P - Na cidade mesmo?

R - Na cidade, moravam ali em frente à Faculdade Escola de Farmácia, a vovó tinha uma casa da esquina, ela comprava era danada, não sei ela tinha o espírito sabe forte pra negociar pra fazer as coisas viva, não ficava pedindo esmola os outros aí pedem né, porque veio pra cá sem nada, não tinha nada, filho e tudo trabalharam numa chácara que agora é atrás da escola, tinha uma chácara lá eles trabalharam lá, dali foram saindo procurando outro lugar, quando podiam compraram uma casa enfeitavam a casa com flores com tudo, depois vendiam aquela compravam outra, é interessantíssimo viu, a força que eles trouxeram. 

P - E tinha bastante quintal nessa casa que eles moravam?

R - Tinha quintal mas não era também tanto assim, sabe.

P - Frutas.

R - É, ah do meu avô tinha lá em cima da chácara tinha tudo, tinha banana tinha fruta quantidade, uva então era aquilo que ele plantava, né, minha avó plantava, a gente chegava lá tinha aquelas vagens sabe, comprida, bonito era isso porque distribuía pra vizinhos, tinha muita solidariedade naquela época, eles distribuíam, faziam aqueles pães grandes e os pães era maravilhosos, e o forno era de lenha, tudo ________ que eles torravam café em casa, pão tudo isso, moía era tudo moidinho.
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<DOC DOCID="HAREM-342-06408">
Bolsas de Mercado
 Bolsas de Mercado Como os bancos, as indústrias de comércio seguro (bolsas) também dependem muito das datas, estando todos ele associados a
um calendário particular e um hora particular por dia.
" Em quase todo arquivo que existe nestas indústria tem datas relacionadas a ele" , disse Jhon Panchery, vice-presidente, diretor de sistemas e tecnologia, e gerente do projeto do Ano 2000 das Associação de Indústrias de Seguros em Nova Iorque.
A remediação está tirando da indústria estimados 5 bilhões de dolares.
Somente os testes das indústrias de seguro estão custando estimados 100 milhões de dólares , e não é raro para uma grande firma gastar 200 milhões em reparos, disse Panchery.
Os testes são longos porque, de acordo com Pachary, o principal assunto é segurança.
Todas as firmas não querem somente saber se todas as mudanças estão prontas, mas sim se outras firmas podem passar arquivos através de suas infra-estruturas.
A indústria de segurança tem um trunfo sobre várias outras quando se fala de testes do Y2K.
Felizmente, porque as trocas são fechadas nos fins de semana, os testes podem ser feitos ao vivo, ao invés de serem laboratórios.
No início de 1998, grupos de focus, com representantes de diferentes firmas, escreveram testes para cada tipo de produto negociado (ações ordinárias, opções, laços governamentais e assim por diante).
Em julho de 1998, 28 firmas junto com 13 trocas, compensações, e repositários fizeram testes nos sistemas laboratoriais, nos quais simularam
5 dias de negócios - nos dias 29,30 e 31 de dezembro e 3 e 4 de janeiro - junto com 6 dias para testar o processo de opções.
Baseados nos resultados, alguns testes escritos foram reescritos para concentrar os tipos mais comuns de negócios e um boletim na internet foi desenvolvido para difundir informações sobre os problemas acorridos durante o teste.
O teste das indústrias, envolvendo 400 firmas, trabalharam com os sistemas atuais 6 fins de semana.
O relógio foi simulado para o dia 10 de abril de 2000;
o teste foi completado no dia 24 de abril.
Nas 260000 transações simuladas, apenas 0,02% tiveram alguns problemas com o Y2K.
" Considerando sua magritude, o teste foi extremamente bem, disse Panchery.
"Nenhuma das firmas foram derrubadas, quando tiveram problemas, eles puderam reparalas e pôr - se em dia" Vários reportaram que algumas reportagens saíram como 1900;
estes problemas foram reparados rapidamente.
Nós provamos que aquelas indústrias de segurança estão prontas.
" Panchery disse que as notícias de outros países com bolsas de valores são boas.
O grupo Coordenador Goblal 2000 está coletando testes agendados país-por-país.
(Este site na Web está no www.globalY2K.com).
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<DOC DOCID="HAREM-13L-06409">
O Sporting iniciou o jogo com o habitual 4x4x2 de Octávio, mas com algumas novidades em relação à temporada passada. 
Saber ocupou a direita da defesa, enquanto lá mais na frente Yordanov jogou na esquerda do ataque, cabendo a Hadjy alinhar no meio no apoio ao avançado Leandro, ficando a direita a cargo de Pedro Barbosa. 
Lang subiu muito no terreno, ficando Oceano sozinho no apoio à defesa, facto que valorizou o futebol ofensivo dos «leões». 
 
Alberto João Jardim foi a Porto Santo para conferir posse ao delegado do Governo Regional na ilha, José Rosado. 
O dirigente do PSD da Madeira aproveitou a ocasião para dizer que, «até 1985, não houve qualquer desenvolvimento empenhado (no arquipálago) por iniciativa de Lisboa». 
Para Alberto João Jardim, «só a autonomia política da Madeira e de Porto Santo juntos permitiu grandes saltos nos últimos anos2 e seria «suicídio para Porto Santo se essa solidariedade e unidade fossem quebradas». 
O chefe do Governo regional fez apelo ao investimento privado para assinalar que «ao sector público não cabe resolver todos os problemas da ilha». 
 
«Despromovido» apresenta credenciais em Luanda 
João Alberto da Rocha Páris, um dos dezanove diplomatas «despromovidos» pelo recente Acordão do Supremo Tribunal Administrativo, que pôs em causa as promoções efectuadas em 1987, apresenta hoje as credenciais ao Presidente angolano José Eduardo dos Santos. 
O novo embaixador de Portugal em Luanda tem 46 anos, iniciou a carreira diplomática em 1969 e desempenhava as funções de director-geral para a Cooperação. 
 
Não é que o sábio das matrizes encontrou, no PSD, entusiastas seguidores? 
A morgue do Hospital de Beja foi privatizada! 
Já só falta a Paz eterna ...  
Ainda por cima em Beja, um dos berços do colectivismo em Portugal! 
 
Mas, a Lowater, ainda lhe concedo o benefício da dúvida: 
aposto que ele não partilharia os métodos seguidos pelos seus discípulos do Baixo Alentejo e era bem capaz de organizar concursos públicos abertos ... 
 
O aval de 600 mil contos do Governo à UGT foi posteriormente abordado por Cunha Rodrigues. 
O procurador adiantou que já lhe foi entregue um parecer sobre o caso, mas só deverá pronunciar-se dentro de 15 dias. 
Foi peremptório, no entanto, ao afirmar que, se o Supremo Tribunal Administrativo declarar a anulação do empréstimo, a central sindical tem de devolver o dinheiro, mesmo que este já tenha sido gasto. 
 
A selecção nacional de futebol e as eventuais agressões a prostitutas durante o estágio efectuado antes do jogo com a Irlanda, no final de 1995, também foi abordada. 
Cunha Rodrigues diz que tudo está nas mãos do procurador do Tribunal de Cascais, de quem aguarda um relatório para breve. 
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<DOC DOCID="HAREM-53L-06423">
Burlões aproveitam-se do Kuwait 
UM guineense e uma portuguesa que se dedicavam a angariar trabalhadores para o Kuwait, cobrando uma taxa de dez contos, foram detidos pela Polícia Judiciária. 
 
Assim, «a Liga nem sequer pode comprovar que de facto está a ser feito um inquérito», sublinhou Pedro Vieira. 
Quanto aos 75 mil contos que a Secretaria de Estado diz agora ter disponibilizado para a operação de salvamento do peixe, «ninguém sabe» onde, como e por quem foram utilizados, até porque das centenas de toneladas ali existentes apenas se salvaram cerca de duas dezenas. 
 
Cumprindo a promessa de se deslocar ao Porto na primeira terça-feira de cada mês, para reuniões de trabalho com os responsáveis autárquicos e os agentes culturais da cidade, o ministro recebeu ontem, entre outros, o director do Teatro Nacional S. João, Ricardo Pais, a responsável do Teatro Rivoli, Isabel Alves Costa, e ainda representantes do Teatro Art'Imagem e do Museu de Imprensa, cuja primeira fase será inaugurada pelo Presidente da República na próxima sexta-feira. 
 
Às já habituais críticas à política cavaquista no domínio da cultura, que considerou «economicista» e «frívola», Carrilho acrescentou alguns ataques ao actual líder do PSD. 
«Neste último ano, o que é que o PSD propôs em matéria cultural?», perguntou o ministro, aludindo ao primeiro aniversário da liderança de Marcelo Rebelo de Sousa, que se celebrava à mesma hora em Santa Maria da Feira. 
 
Tabaco nos EUA--Venda limitada, publicidade livre 
A Food and Drug Administration (FDA) -- a agência americana que fiscaliza os medicamentos e os alimentos -- pode passar a regulamentar o tabaco, em virtude dos efeitos biológicos desta substância. 
Quem o decidiu foi o juiz William Osteen, na sexta-feira passada, naquela que foi considerada «a mais devastadora derrota da indústria tabaqueira nos Estados Unidos». 
 
Citado pela Associated Press, o Presidente norte-americano, Bill Clinton, considerou a decisão «um marco histórico para a saúde e para as crianças deste país», acrescentando: «Com esta decisão judicial, poderemos regulamentar os produtos do tabaco e proteger as nossas crianças de uma vida de dependência e da perspectiva de terem as suas vidas reduzidas, devido às doenças resultantes dessa dependência.» 
A decisão significa que vai vingar a intenção da FDA de proibir a venda de tabaco a menores, obrigando as lojas a pedir os bilhetes de identidade para o efeito. 
Será também à FDA que caberá regulamentar, a partir de agora, as máquinas de venda de tabaco. 
 
Num país em que -- ainda segundo estatísticas das Nações Unidas -- mais de metade da população tem menos de 15 anos, foi estranho para muitos observadores que o número de eleitores potenciais se estimasse em 5,8 milhões, para uma população total calculada em dez. 
Vários ajustamentos têm sido feitos ao longo desta maratona, como no Bié, em que o número potencial de eleitores passou de 577 para 700 mil. 
Também em Benguela e no Cunene houve alterações. 
 
O que se sabe, concretamente, é que neste momento o número de portadores do cartão de eleitor em Angola já ultrapassou os 4,3 milhões e o alargamento do prazo de registo até 10 de Agosto permitirá recensear as pessoas que vivem nos lugares mais remotos do território. 
 
«Esta situação demonstra que o tema ambiente está na moda. 
Quando a obra foi feita pela primeira vez, há uns cinco anos, não aconteceu nada ao responsável. 
Agora que só se veio agravar um mal que já estava feito é que as pessoas se interessaram», afirmou João Mendonça, adiantando que o Posto 7 não tem nada que ver com a destruição da duna e esclarecendo que o bar não está a ocupar ilegalmente a praia -- como supôs um funcionário da Junta de Freguesia do Castelo, a que a praia do Moinho Baixo pertence. 
A licença de ocupação de domínio público marítimo foi emitida pela DRARN de Lisboa e Vale do Tejo em Maio passado. 
O Governo Civil também autorizou o funcionamento do bar. 
 
Neste momento, a DRARN não está a conceder novas licenças de ocupação de domínio público, mas tem renovado licenças antigas, segundo Vitória Bruno da Costa. 
Isto porque «vão ser aplicados Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), pelo que não vale a pena estar a autorizar investimentos que podem vir a estar em desconformidade com os POOC», explicou a directora. 
 
No cantinho da bancada central que estava «habitável» havia algumas caras conhecidas. 
Todas do Benfica, claro, que divide muitos jogadores com o seu clube-satélite. 
Mário Wilson foi o primeiro a chegar. 
Depois, sentaram-se o guarda-redes Veiga e o belga Lucien Huth, treinador dos guardiões «encarnados». 
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<DOC DOCID="HAREM-04C-06438">
Igualmente justificada é a pretensão da colega Pack no sentido de ser prevista a introdução do chamado processo de candidatura rápido, o que agiliza o programa e suprime procedimentos onerosos e formalidades burocráticas quando estão em jogo montantes inferiores a 20 000 euros. De igual modo haveria que investigar se, nesta ordem de valores, faz sentido a sobrecarga do co-financiamento. 

Há que implementar a colaboração com outros programas comunitários, pois os programas não podem funcionar uns ao lado dos outros, mas sim uns com os outros, de modo a poder-se tirar melhor partido dos recursos existentes. Os relatórios de acompanhamento da Comissão deveriam também considerar os relatórios de acompanhamento dos participantes, pois, para nós, é importante o resultado destes programas. Que tipo de repercussões têm, por exemplo, na formação dos professores? Que experiências positivas podem advir para alunos e estudantes? Tudo isto é importante para dar continuidade ao programa e/ou para o melhorar. Penso que temos direito a esperar resultados. 

No que se refere ao financiamento, não há dúvida de que foi uma dura batalha dar-lhe pernas para andar. Junto as minhas palavras ao que foi dito pela colega Pack: em 2004, quando houver alargamento é imprescindível um reforço de dotações, pois, caso contrário, este programa estará condenado ao fracasso. 


Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, antes de entrar mais aprofundadamente no debate do relatório sobre a execução do programa SÓCRATES, gostaria de cumprimentar a senhora deputada Pack pelo consciencioso trabalho que apresentou. Já tivemos ocasião de ouvir todos os números, e é realmente espantoso. 

Entre 1995 e 1999 tivemos o programa SÓCRATES I, que foi muito bem sucedido mas foi também alvo da necessária crítica. Os estudantes e docentes que nele participaram reconheceram abertamente que as experiências foram particularmente instrutivas e que o programa contribuiu de forma concreta para a cidadania europeia. Porém, a crítica incidiu sobretudo nos procedimentos. Estes eram excessivamente burocráticos, pouco transparentes, os pagamentos eram demasiado morosos e pouco foi feito com os resultados. 

Como é a situação neste momento? Entretanto, já há pouco mais de um ano e meio que nos ocupamos do programa SÓCRATES II, que vigorará até 2006, e apesar de não ter sido ainda publicado qualquer relatório de avaliação intercalar há sinais de que já muito foi melhorado. Aparentemente, a relação entre a Comissão e as agências nacionais foi consideravelmente flexibilizada e os procedimentos administrativos foram um pouco mais simplificados. No entanto, há algumas observações marginais que gostaria de fazer. A prolixidade dos procedimentos - seguramente para os projectos de menor dimensão - continua a afugentar potenciais participantes. Além disso, de acordo com as informações de que disponho, os contratos são muitas vezes enviados tardiamente e os pagamentos das bolsas fazem-se esperar. O meu grupo considera isto inaceitável. Os projectos ficam, assim, em apuros financeiros, o que não contribui propriamente para aumentar a credibilidade da União Europeia. Além disso, a cooperação com outros programas comunitários parece deixar ainda a desejar, o que considero uma lacuna grave. 

O programa SÓCRATES tem de ser gerido com eficiência, e isso inclui também a coordenação com outros programas comunitários. Por isso mesmo, gostaria de pedir explicitamente à Comissão que consagre uma atenção acrescida a estes aspectos. O programa SÓCRATES é um instrumento demasiado valioso, nomeadamente para promover a mobilidade dos educandos, dos estudantes e dos docentes, para que corra o rico de fracassar devido a barreiras administrativas e financeiras. Trata-se de um excelente instrumento para promover o conhecimento de outras línguas e outras culturas europeias e que nos conduzirá a uma convivência harmónica na Europa, que é aquilo que todos desejamos. 

Em minha opinião, terá de haver mais espaço para este programa, inclusive do ponto de vista financeiro. Mas, Senhora Comissária, tendo em conta a postura do meu Ministro das Finanças, estou realmente a falar aqui um pouco por mim própria. 

Senhor Presidente, registo com grande agrado a criação da segunda fase do programa SÓCRATES e agradeço à senhora deputada Pack o seu excelente trabalho. Sem dúvida alguma que assistimos a uma maior cooperação no campo da educação europeia, combinada com um empenho renovado na formação contínua, o que é inspirador. 

No País de Gales, o meu país, e de facto em todo o Reino Unido, registam-se dificuldades, de uma forma geral, na promoção da aquisição de competências linguísticas. O Programa ERASMUS contribuiu largamente para melhorar esta situação e gostaria que o número de estudantes que participam anualmente neste programa, 460 000, viesse a aumentar. 

Este intercâmbio não só obriga, claramente, a uma melhoria no domínio dos conhecimentos linguísticos como promove a cooperação cultural. A Comissão deve continuar a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que o processo de candidatura seja mais convivial, pelo que concordo com os comentários de alguns oradores, a saber, que actualmente a parte administrativa do programa cria dificuldades aos participantes. Verifica-se que tem sido imposta aos candidatos uma carga administrativa pesada neste programa, particularmente ao abrigo da acção COMENIUS, que precisa urgentemente de ser objecto de atenção. 

Independentemente do êxito alcançado por este programa, é preciso que ele seja sempre o mais aberto possível a todos aqueles que nele desejarem participar. 

Senhor Presidente, o programa SÓCRATES não é um mero sistema de intercâmbios educativos. Funciona como instrumento de intervenção nas consciências dos jovens e como mecanismo de imposição de um determinado modelo educativo. O problema fulcral da educação, que é a formação universal dos jovens, fica de fora das actividades deste programa. Em contrapartida, as suas acções visam transformar a consciência de alunos, estudantes e professores, de modo a reforçar a caminhada europeia num sentido único e a facilitar a submissão dos jovens à política da União Europeia, às regras da economia de mercado e às chamadas novas condições de trabalho. 

O espaço europeu do ensino encerra em si a convergência dos sistemas educativos a fim de os adaptar às necessidades do capital monopolista, o que pressupõe outra coisa que não a melhoria geral do ensino. Além disso, os intercâmbios educativos e o sistema de consolidação dos cursos funcionam como meios de pressão nesse sentido. A melhoria dos sistemas educativos exige a rejeição das intervenções da União Europeia. Trata-se, em última análise, de um assunto do movimento popular. 

Senhor Presidente, quero felicitar a senhora deputada Doris Pack pelo relatório sobre o programa SÓCRATES, que me deu ensejo para uma série de considerações. Não há dúvida de que podemos afirmar que o principal objectivo, designadamente desenvolver a cidadania europeia e, em especial, melhorar a qualidade dos sistemas educativos, foi plenamente realizado. A demonstrá-lo temos os importantes benefícios conseguidos com a abertura cultural, com a superação de preconceitos e estereótipos culturais e, consequentemente, com a aprendizagem das línguas, de que beneficiaram os bolseiros do programa SÓCRATES. Apesar disso, a sua análise deixa patentes alguns pontos fracos, tais como a integração do programa SÓCRATES com os programas COMENIUS, LÍNGUA e LEONARDO DA VINCI, que deverá exigir importantes ajustamentos e uma maior coordenação e reforço. 

Um aspecto que eu considero que deve absolutamente ser tido em grande linha de conta é o do apoio financeiro oferecido aos vencedores de bolsas SÓCRATES: o montante atribuído revela-se insuficiente para o sustento dos estudantes, em virtude de um critério de distribuição quantitativa das bolsas que originou uma excessiva redução das verbas atribuíveis Com efeito, regista-se uma grande diversidade de situações nacionais num contexto de redução global dos montantes das bolsas concedidas a cada estudante, ao mesmo tempo que o contributo dos familiares tem tendência para aumentar. Como já foi salientado no relatório, essa tendência cria, evidentemente, o risco de desigualdades crescentes entre os estudantes. Relativamente a este aspecto, importa assegurar os meios necessários suficientes a fim de que se possa proceder de maneira autónoma, ou seja, sem o indispensável apoio dos familiares, tendo em conta que as bolsas de estudo não devem ser diferenciadas, tanto no que se refere ao país da pessoa interveniente como ao país para onde esta última se desloca para desenvolver o seu projecto. Essa discriminação económica iria fazer com que o acesso ao programa só pudesse ser concedido a um grupo de indivíduos que pudessem contar com o apoio da família. 

Outro aspecto altamente negativo na atribuição das bolsas é constituído pelo processo burocrático de financiamento, o qual, neste momento, revela um enorme atraso e ao qual haverá necessariamente que pôr remédio. 

Senhor Presidente, educação, educação, educação - o Primeiro-Ministro britânico afirmou uma vez que esta era a sua prioridade. Tenho as minhas dúvidas sobre a verdade destas afirmações e pergunto-me se de facto esta será a nossa prioridade na Europa. Seguramente que não, se olharmos para o que investimos neste domínio. Na Europa, gastamos 2,5 mil milhões de euros anualmente em azeitonas e gastámos menos de 2 mil milhões de euros, para um período de seis anos, no Programa SÓCRATES. Inclusivamente, não foi fácil para a relatora conseguir inscrever na nossa ordem de trabalhos desta manhã um debate em separado sobre educação.
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<DOC DOCID="HAREM-235-06450">

Há quanto tempo chegou ao Porto e porque razão aqui ficou?

Estou no Porto há dois anos e meio. Cheguei em Setembro de 1998 e fui convidado para coordenar o ginásio, aqui no "Academia de Arte" e trabalho na musculação. Já é uma tradição do grupo contactar brasileiros, porque são experientes na área. Aí, eu estou aqui há dois anos e meio e muito feliz até.

Qual o comportamento dos portuenses em geral?

Assim que eu cheguei, vi uma coisa muito interessante, que é semelhante no Brasil, a rivalidade entre Rio de Janeiro e S. Paulo parecida com a rivalidade entre Porto e Lisboa. Onde se dizia que o pessoal do Norte é mais carinhoso e acolhedor. Na verdade, não tive qualquer problema de adaptação, as pessoas sempre me convidavam para sair, para mostrar a cidade.

Qual a comparação que se pode estabelecer entre os portuenses e o brasileiros?

A gente nota muita diferença, eu e todos os brasileiros, sem excepção. O povo portuense é mais triste, mais sério, ao contrário do brasileiro que é mais expansivo, muito alegre, daí o contraste grande.

Mas essa característica de ser um povo mais triste é relativamente aos portugueses ou unicamente aos portuenses?

São os portugueses em geral. Das reportagens que eu vejo e daquilo que dizem os sociólogos, os especialistas em comportamento, eu acho que se trata de uma tristeza enraizada na terra. As pessoas são ligeiramente mais tristonhas, muito ligadas ao clima. O clima fecha muito, chove muito, faz pouco calor.

Em relação ao clima, custou adaptar-se?

No meu caso não, eu tive uma adaptação perfeita, sinto pouco frio, talvez por estar ligado ao desporto, estou sempre na bicicleta, na piscina, não tive problemas. Mas tenho amigos meus que morrem de frio até hoje.

E quanto à relação que se pode estabelecer entre os portuenses e os estrangeiros, acha o nosso povo receptivo?

A cidade cosmopolita é mais receptiva para os estrangeiros. Acho que eles são muito calorosos e gostam dos estrangeiros. Perguntam muito, comparam muito e no meu caso, que se trata do Brasil, uma terra em que toda a gente tem um parente, um pezinho ou um desejo, então fica mais fácil.

O que é que acha da cidade do Porto?

Assim que eu cheguei ao Porto, era de noite, vim de Lisboa e de camioneta. Quando parou junto à Torre dos Clérigos, abri os olhos e disse: -"Taramba eu saí de uma cidade maravilhosa e vim para outra!" E é assim que eu vejo. Sempre que eu passo a ponte da Arrábida e olho para baixo, ou vou à Serra do Pilar sempre que estou chateado, para olhar o Porto, que eu acho lindo, muito lindo. Eu acho que o portuense, muitas vezes, não vê isso, não vê que o Porto é mesmo muito lindo.

O que é que gosta mais na cidade do Porto?

Eu gosto de tanta coisa. Mas o que eu gosto mais é da história. Eu sou um bocadinho diferente dos cariocas, estes gostam de sol, de praia, mas eu curto muito a história ali o tempo todo. O andar e ver uma igreja que tem séculos, os castelos, as ruínas e essa convivência do novo com o antigo.

Ás vezes dizem que o Porto é cinzento, concorda com isso?

Concordo, mas tem uma mistura grande de coisas. As pessoas usam muito o preto, eu sou tropical, não gosto muito do preto, mas o preto é elegante, chove muito. Esse cinzento da cidade dá um charme, é o granito, eu gosto, não vejo mal nenhum. Acho o cinzento bonito. A gente tem que procurar a beleza no lugar das coisas, eu não vou querer que o Porto seja o Rio de Janeiro.

O que acha de negativo no Porto?

Chove muito, muito... o aspecto negativo é que falta um pouco de amor pela cidade e, ao mesmo tempo, parece que elas têm muito amor. E isso é uma coisa que a gente herdou no Brasil, que é o facto das pessoas esperarem muito que o estado faça alguma coisa, que o Governo, que a Câmara, os vereadores e continuam jogando papel no chão e continuam não cuidando da cidade. Isso eu vejo na minha cidade e em quase todas as cidades do Rio de Janeiro. Não vejo isso de uma forma ruim, mas é um aspecto negativo. A cidade está em obras, mas apesar disso eu vejo a cidade assim. Acho que as pessoas precisam de ter mais carinho, como eu já vi na Alemanha: uma senhora atravessou a rua de baldinho, com a pá e cuida uma florzinha que estava num canteiro na rua, que não é dela, mas é da cidade dela. Eu não vejo a minha cidade mas eu acho que o Porto tem essa cara.

Sendo a sua cidade Natal o Rio, qual é a comparação que pode estabelecer entre esta e a cidade do Porto?

Uma cinza e a outra é amarela. Não dá para comparar. O Rio é uma cidade nova, é uma cidade que é prensada entre o mar e a montanha, o verde entra por dentro. É diferente de uma cidade que começou com o Castro, na qual as primeiras fundações têm vestígios romanos. Não dá para comparar, o que existe é herança, raízes. Os meus avós eram portugueses, o português tem sempre um parente no Brasil, gosta de lá ir. Agora, o Rio é totalmente diferente, as pessoas são mais aceleradas, o ritmo é diferente. A vidacomeça mais cedo no Rio. Às 6 horas da manhã eu já costumo estar a trabalhar. A praia sempre cheia de gente até às 22 horas. O Rio é sempre quente, o Porto é mais frio.

O que é que prefere? A calma do Porto ou ritmo do Rio?

Quanto ao clima, eu fico dividido em relação à boa qualidade de vida que eu tenho aqui com frio e a má qualidade de vida que eu tinha lá com calor. Por outro lado, faz a gente pensar sobre o que é a qualidade de vida. Se a gente não tem inflação e um bom trabalho, com os portugueses acarinhando, ou estando numa cidade cheia de luz, com economia instável, com a pobreza em direcção à riqueza. É díficil comparar, a comparação é essa mesma: um binómio.

O que faz distinguir o Porto das outras cidades que conheceu?

O Porto tem o seu charme, é o "Puerto". E como eu falei, as pessoas adoram isto aqui, dizem até: "É do Porto Carago!", mas por outro, parece que não ligam de uma forma prática. O que caracteriza o Porto é o facto das pessoas gostarem muito. Conheço muitos estrangeiros que vivem em Lisboa e gostam muito mais daqui, sempre que podem fogem para cá. Lisboa é uma cidade maior, tipo Rio. O Porto, mesmo sendo a segunda maior cidade do país, tem essa característica de cidade pequena. Tem essa identidade do granito, da história e esse calor das pessoas. Elas são barulhentas. Eu adoro ir à Ribeira só para ouvir o discurso.

O que é que acha deste evento do Porto 2001?

É um grande lance, um grande negócio. A meu ver, tem mais coisas boas que ruins, mas eu acho que as pessoas tinham de ter uma maior consciência do que é o Porto 2001. Roterdão é um grande porto e o Porto é uma grande cidade. O Porto é o Porto, é o Porto do futebol, o Porto das pessoas que falam. Mas, devia haver mais informação. As pessoas dizem que sabem, mas não sabem. Essa vocação cosmopolita o Porto já tem, sem se tomar numa cidade de arranha-céus. Fazendo a comparação com o Rio, que é uma cidade gigantesca, esse tipo de informação tem, de ser feita de forma maciça. Já se sabe que colocando um cartaz numa estação de comboios, ninguém vai ler. O Porto é uma cidade veloz e a informação tem de acompanhar. Por exemplo, eu não gosto de chegar à Avenida dos Aliados, num domingo, e ver um montão de turistas a comer no Macdonalds, porque os restaurantes estão fechados. O Porto tem de ver esses aspectos, as actividades culturais, os horários dos restaurantes, etc. Da cidade de onde eu venho, acontece muita coisa, se eu pudesse eu trazia muita coisa para cá.

Em relação à língua, o que é que acha de engraçado?

Por a língua ser a mesma e a pronúncia diferente, sei que nunca vamos conseguir falar igual. O carago é o carago. É muito engraçado e aquele táxi que eu peguei, no qual o condutor disse 38 'fs'. Fala-se que o Porto é cinza, mas é uma alegria cinzenta.

Tem algum episódio caricato para contar?

Eu estava na Ribeira com uns amigos: uma repórter, que veio cobrir o show do Netinho, um médico e um empresário. De repente, na Ribeira estava uma confusão. Já tínhamos pago o almoço, quando saímos vimos que era um menino que estava-seafogando, bem no meio do rio Douro. Era gritaria, mas o guarda estava calmo, tratando de tudo impecavelmente, chamando quem precisava. Daí, um rapaz tira as calças e salta para a água, mas um barco vem em auxílio, estava tudo tratado. É claro que as famosas peixeiras deram muito no guarda, com aqueles aventais, de guarda-chuva, gritaram: -"Tu não fazes nada, seu filho da grande...". Só sei que eu ri muito, mais com as atitudes, porque não percebia nada do dialecto. Foi a coisa mais engraçada que eu vi aqui. As peixeiras queriam ver o guarda na água.

Qual o sítio que mais gosta no Porto?

Em frente ao Castelo da Foz, quando entra o mar bravo, geralmente está maré viva. Aquele encontro do Douro com o mar eu acho fantástico, aí o vento é diferente, a luz é diferente. Eu gosto do movimento. Do Porto, outro sítio que eu gosto é o Mosteiro da Serra do Pilar. Sempre que estou chateado eu vou lá, fico vendo o mar, o rio, a ponte.

E o sítio que menos goste?

Eu acho que não há. Um sítio que eu menos gosto são as discotecas, são muito cheias e abafadas, e tem muita cena e pouca acção.

Consegue definir o Porto numa palavra ou numa frase?

O Porto é uma grande mãe, pode ser cinzenta, rabugenta, mas tem um coração imenso. Acho que é assim o Porto.

Gosta do vinho do porto?

Essa história é engraçada. Porque eu sempre gostei do vinho do Porto, sempre comprei no Brasil. Gostava muito daquela imagem do Sandman, eu tenho sempre vinho do Porto em casa. Parece história de contar para a câmara, mas não é, eu sempre chego a casa, sento, bebo vinho do Porto e descanso. Tenho uma paixão por esse vinho, deve ser de raiz.

Algum episódio que o marcou pela negativa?

Uma coisa que eu acho que é negativa, é essa coisa da droga numa cidade tão pequena. Essa permissividade dos polícias em relação à droga. Eu já vi isso na minha cidade e hoje eles estão armados. Quando o comércio do mal começa a aumentar como cresceu no Rio o problema vai ser sério.
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<DOC DOCID="HAREM-24B-06460">
O Mar de Mármara (turco: Marmara denizi) (também conhecido com Mar de Mármora) é um mar interior que separa o Mar Negro do Mar Egeu (assim, a parte asiática da Turquia da sua perte européia) pelo Bósforo e Dardanelos. Tem uma superfície de 11500 km² e uma profundidade máxima de 1261 metros. É envolvido ao norte e ao sul pela Turquia, sendo situado sobre uma falha geológica responsável de diversos e dramáticos terremotos.

Comunica a norte com o Mar Negro pelo Bósforo e ao sudoeste com o Mar Egeu (Mediterrâneo) pelo estreito de Dardanelos.

Há dois grandes grupos de ilhas, conhecidos como ilhas Príncipe e Marmaros. O último grupo é rico em jazidas de mármore e dá seu nome (marmaros é a palavra grega para mármore) ao mar.

Propontis era o antigo nome grego do mar. O nome deriva de pro (antes) e pont- (mar): os gregos navegavam freqüentemente pelo Propontis para alcançar o Mar Negro.
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<DOC DOCID="HAREM-12L-06469">
Kapiti fornece BCI 
A Kapiti forneceu ao Banco de Comércio e Indústria (BCI) os sistemas Equation, «back-office» para operações internacionais, e FS>-Dealer, «front-office» para operações cambiais. 
 
Mas o primeiro grande atleta de Moniz Pereira veio de Viseu, no interior nortenho, com muito frio no Inverno e muito calor no Verão. 
Numa freguesia rural às portas da cidade, Vildemoinhos, nasceu e fez as primeiras corridas aquele que viria a ganhar a maratona de Los Angeles em 1984: Carlos Lopes. 
 
Lopes corria na infância pelas hortas, competia com amigos quando iam a festas na aldeia vizinha, atravessava velozmente vinhas e castanhais. 
E era sempre ele quem ganhava. 
Na terra natal foi torneiro-mecânico, teve vida dura, até que um dia deu nas vistas nos crosses nortenhos. 
O Sporting contratou-o, trouxe-o para Lisboa. 
E Moniz Pereira começou a treiná-lo. 
 
O ministro canadiano das Pescas, Brian Tobin, tinha dito, no domingo passado, estar pronto a tomar todas as medidas necessárias para impedir 49 barcos europeus -- 38 espanhóis e 11 portugueses -- de continuarem a pescar nos grandes bancos, ao largo da Terra Nova. 
Tobin sublinhou que os pesqueiros europeus foram todos prevenidos, via rádio, de que o Canadá protegerá os seus «stocks» de solha e palmeta, mesmo para além do limite das 200 milhas náuticas. 
As informações disponíveis dão conta da presença de quatro fragatas, um porta-helicópteros e aviões canadianos a vigiar os barcos ibéricos. 
 
O bacalhau como pano de fundo 
Em causa neste diferendo estão dois problemas: a intenção canadiana de, pretensamente, preservar os recursos de pesca da zona e, em segundo plano, a intenção de alargar a sua jurisdição a águas internacionais para além das 200 milhas da zona económica exclusiva. 
Os canadianos dizem querer diminuir fortemente a pesca da palmeta para evitar o seu desaparecimento, «como aconteceu com o bacalhau e o ` red fish '», observa Ernest Loignon. 
 
Volta Galp a Portugal 
Bica a caminho do título 
A dupla Jorge Bica / Joaquim Capelo regressou ao comando da 42ª Volta Galp a Portugal, prova pontuável para o «Europeu» de ralis, após a disputa da segunda etapa. 
Uma vantagem de 1m34s sobre os segundos, José Carlos Macedo / Miguel Borges, em Renault Clio 16V, garante ao piloto do Lancia HF Integrale uma forte dose de tranquilidade para conseguir a vitória na prova, o que o colocaria em excelente posição para a conquista do título. 
 
O livro foi inicialmente publicado pela Cadernos Tempo, em Moçambique. 
Recentemente, uma editora uma italiana descobriu-o. 
Maria Teresa Pazzolo traduziu-o, prefaciou-o e ilustrou-o, com fotografias de sua autoria. 
A AIE-Guaraldi, da Reppublica di San Marino chancelou este livro que se deixa inquietar com o desaparecimento da Ilha de Moçambique. 
Em Portugal, esta novela não foi ainda editada. 
Com a sua publicação em Itália, talvez «O Barco Encalhado» desenterre as amarras e aporte no Tejo. 
O que seria importante pois, de alguma forma, este livro combate a visão preconceituosa e lacunar que, ao longo dos tempos, à Ilha de Moçambique tem sido consagrada. 
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<DOC DOCID="HAREM-158-06470">
O Maior Encontro de Empresários do Pais
Divulgação - K.L.A. Eventos Empresariais [ kla@emailserver.com.br ]

Hotel Blue Tree Park - Angra dos Reis - R.J.

João Dória Jr

entrevista

Luiza Helena Trajano

Superintendente do

Magazine Luiza

Alberto Saraiva Fundador e Presidente

da rede Habib´s

Maria Silvia Bastos Ex-Presidente da

Companhia Siderúrgica Nacional

Içami Tiba Autor do Livro

«Quem Ama Educa»

Famili Schurmann Família de Velejadores

Christina Carvalho Pinto Sócia-Presidente do Grupo Full Jazz Comunicação Prof. Mauro Halfeld Colunista e Autor do livro
«Investimentos»

Paulo Kretley Presidente da

Franklin Covey Brasil

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2 a 5 de outubro de 2003

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<DOC DOCID="HAREM-239-06480">
COISAS QUE SÓ EU SEICOISAS QUE SÓ EU SEI
Camilo Castelo Branco

Na última noite do Carnaval, que foi justamente aos 8 dias do mês de Fevereiro, do corrente ano, pelas 9 horas e meia da noite entrava no Teatro de S. João, desta heróica e muito nobre e sempre leal cidade, um dominó de cetim.
      
      Dera ele os dois primeiros passos no pavimento da plateia, quando um outro dominó de veludo preto veio colocar-se-lhe frente a frente, numa contemplação imóvel.
      
      O primeiro demorou-se um pouco a medir as alturas do seu admirador, e virou-lhe as costas com indiferença natural.
      
      O segundo, momentos depois, aparecia ao lado do primeiro, com a mesma atenção, com a mesma penetração de vista.
      
      Desta vez o dominó-cetim aventurou uma pergunta naquele desgracioso falsete, que todos nós conhecemos :
      
- « Não quer mais do que isso ? »
- « Do qu'isso !! » ? respondeu uma máscara que passava por casualidade, esganiçando-se numa risada que raspava o tímpano. ? « Olha do qu'isso !! Já vejo que és pulha !! »
      
      E retirou-se repetindo ? « Do qu'isso! do qu'isso! ».
      
      Ma o dominó-cetim não sofreu, ao que parecia, a menor contrariedade com esta charivari. E o dominó-veludo nem sequer acompanhou com os olhos o imprudente que viera embaraçar-lhe uma resposta digna da pergunta, fosse ela qual fosse.
      
      O cetim (fique assim conhecido para evitarmos palavras e tempo, que é um preciosíssimo cabedal), o cetim, desta vez, encarou com mais alguma reflexão o veludo. Conjecturou suposições fugitivas, que se destruíam mutuamente. O veludo era forçosamente uma mulher. A pequenez do corpo, cuja flexibilidade o dominó não encobria ; a delicadeza da mão, que protestava contra o ardil mentiroso de uma luva larga ; a ponta de verniz, que um descuido, no lançar do pé, denunciara debaixo da fímbria do veludo, este complexo de atributos, quase nunca reunidos em um homem, captaram as sérias atenções do outro, que, incontestavelmente, era um homem.
      
- « Quem quer que sejas » ? disse o cetim ? « não te gabo o gosto ! Tomara eu saber o que vês em mim, que tanta impressão te faz ! »
- « Nada » ? respondeu o veludo.
- « Então, deixa-me, ou diz-me alguma coisa ainda que seja uma sensaboria, mais eloquente que o teu silêncio. »
- « Não te quero embrutecer. Sei que tens muito espírito, e seria um crime de lesa-Carnaval se te dissesse alguma dessas graças salobras, capazes de fazer calar para todo o sempre um Demóstenes de dominó.
      
      O cetim mudou de opinião a respeito do seu perseguidor. E não admira que o recebesse com rudeza no princípio, porque, em Portugal, um dominó em corpo de mulher, que passeia « sozinha » num teatro, permite umas suspeitas que não abonam as virtudes do dominó, nem lisonjeiam a vaidade de quem lhe recebe o conhecimento. Mas a mulher em quem recai semelhante hipótese não conhece Demóstenes, nem diz lesa-Carnaval, nem aguça a frase com o adjectivo salobras.
      
      O cetim arrependeu-se da aspereza com que recebera os atenciosos olhares daquela incógnita, que principiava a fazer-se valer como tudo aquilo que apenas se conhece por uma face boa. O cetim juraria, pelo menos, que aquela mulher não era estúpida. E, seja dito sem tenção ofensiva, já não era insignificante a descoberta, porque é mais fácil descobrir um mundo novo que uma mulher ilustrada. É mais fácil ser Cristóvão Colombo que Emílio Girardin.
      
      O cetim, ouvida a resposta do veludo, ofereceu-lhe o braço, e gostou da boa vontade com que lhe foi recebido.
      
- « Conheço » ? diz ele ? « que o teu contacto me espiritualiza, belo dominó! »
- « Belo, me chamas tu !! É realmente uma leviandade que te não faz honra !! Se eu levantasse esta sanefa de seda, que me faz bonita, ficavas como aquele poeta espanhol que soltou uma exclamação de terror na presença de um nariz! que nariz não seria, santo Deus !! Não sabes essa história ? »
- «Não, meu anjo ! »
- « Meu anjo !! Que graça ! Pois eu ta conto. Como o poeta se chama não sei, nem importa. Imagina tu que és um poeta, fantástico como Lamartine, vulcânico como Byron, sonhador como MacPherson e voluptuoso como Voltaire aos 60 anos. Imagina que o tédio desta vida chilra que se vive no Porto te obrigou a deixar no teu quarto a pitonissa descabelada das tuas inspirações, e vieste por aqui dentro a procurar um passatempo nestes passatempos alvares de um baile de Carnaval. Imagina que encontravas uma mulher extraordinária de espírito, um anjo de eloquência, um demónio de epigrama, enfim, uma destas criações miraculosas que fazem rebentar uma chama improvisa no coração mais de gelo, e de lama, e de toucinho sem nervo. Ris ? Achas nova a expressão, não é assim ? Um coração de toucinho parece-te uma ofensa ao bom senso anatómico, não é verdade ? Pois, meu caro dominó, há corações de toucinho estreme. São os corações, que resumam óleo em certas caras estúpidas! Por exemplo! Olha este homem redondo, que aqui está, com as pálpebras em quatro refegos, com os olhos vermelhos como os de um coelho morto, com o queixo inferior pendente, e o lábio escarlate e vidrado como o bordo de uma pingadeira, orvalhada de banha de porco! Esta cara não te parece um grande rijão ? Não crês que este baboso tenha um coração de toucinho ? »
- « Creio, creio ; mas fala mais baixo que o desgraçado está gemer
- debaixo do teu escalpelo! »
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-072-06484">
Jornal Light News - Agosto 2000
 mm Agosto 2000 · Babados - Encontrei com a modelo Aline Nakashima em Nova Iorque e saímos para almoçar.
Ela me contou dos seus trabalhos, entre eles fotos para DKNY e campanha mundial de Ralfh Lauren.
- Enquanto isso a modelo Nathália Costa descansou uns dias no Brasil, após temporada em Tóquio.
Retorna aos Estados Unidos onde está morando, para fazer a campanha da Gap.
- Neide Mello e Mariza Romero foram descansar na Bahia.
Que coisa boa.
- Gente, a Ana Paula cortou o cabelo...
Que gracinha.
- Lindos os aparelhos novos da academia Energy Sport.
Parabéns!
- O ICBEU está novamente ampliando o seu espaço.
Que maravilha!
- Muito disputada a palestra de moda e comportamento realizada na ACI para o grupo de mulheres empresárias da cidade.
Celeste Costa está de parabéns pela idéia.
- A Cia está ministrando o segundo curso de Qualidade de Vida para mulheres.
Obtenham mais informações na Cia. - Dia desses fomos jogar "UNO" na residência de Sérgio Porto e Mônica Monteiro.
Foi muito divertido, temos uma amiga nossa que comeu, bebeu e até dormiu no sofá.
Sem falar no DADO...
- O famoso cabeleireiro de São Paulo continua vindo todas as segundas-feiras no salão da Cia para cuidar do visual de quem está na moda.
- A modelete Magda e minha amiga Luciana Abrão foram umas das que completaram mais uma primavera no mês de agosto.
- Já me falaram que a Moniquinha está indo dar pinta no ponto de encontro.
Não estou entendendo.
· .
Conheça: Colunistas Light News A.C. Parcerias Anuncie Sugestão de Pauta Contato XDreams Multimídia '2000
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-307-06490">
A SENSIBILIDADE OU O FANTASMA DA MAQUINA
 Os estudantes que estao se formando em ciencia da computacao na Universidade da Carolina do Sul ("University of South Carolina" - USC) apresentaram recentemente seus projetos finais para o curso de Sistemas Inteligentes Embutidos ("Intelligent Embedded Systems"). 
 Entre os projetos apresentados estava um controle remoto para sistemas domesticos de entretenimento que se baseia na Internet e um sistema de monitoramento de bebes baseado num computador de bolso ("handheld") que e' capaz de acompanhar a atividade respiratoria das criancas. 
 O responsavel pelo curso, professor assistente Gauray Sukhatme, ressaltou que os sistemas embutidos um dia irao substituir o modelo de computador de mesa hoje predominante. 
 "[No futuro] o computador sera' tudo aquilo que tiver um microprocessador inserido", enfatizou Sukhatme. 
 Ele acrescentou que seu curso proporciona aos estudantes de ciencia da computacao uma oportunidade para trabalhar num codigo que precisa interagir com um objeto fisico real. 
 O futuro sera' como se o computador estivesse onde estiver um microship. 
 Como um fantasma,sera' presente onde voce apontar um circuito eletronico. 
 Cada um dos projetos utiliza uma camera ou outro tipo de dispositivo de entrada sensorial, sendo que muitos deles sao conectados a Palms ou outros dispositivos do tipo computador de mao. 
 "Embedded systems are everywhere, we just don't know about them." 
 Intelligent Embedded System - http://www-robotics.usc.edu/~gaurav/CS599-IES/ Robotic Embedded Systems Lab - http://www-robotics.usc.edu/~embedded/ O artigo no Wired - http://www.wired.com/news/school/0,1383,43195,00. 
 html 
 (Wired News, 28 Abril 2001, Edupage da RNP e ANCIB-L) 
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<DOC DOCID="HAREM-042-06500">
Casamentos
 Casamentos Por que Alguns Dão Certo e Outros Não John Gottman Tradução: Terezinha Batista dos Santos 288 páginas R$ 25,90 ...
E foram felizes para sempre.
Nos dias de hoje, o happy end dos contos de fada parece cada vez mais difícil de acontecer.
Mas se você está preocupado com o futuro do seu casamento, saiba que há muitas pessoas na mesma situação.
Em "Casamentos - Por Que Alguns Dão Certo e Outros Não", lançamento da Objetiva, o psicólogo John Gottman, conhecido no Brasil por seu livro "Inteligência Emocional e a Arte de Educar Seus Filhos", mostra de que modo você pode salvar o seu.
O casamento e seus problemas parecem tão misteriosos por uma razão muito simples: até bem pouco tempo, praticamente nenhum estudo científico sobre esse relacionamento complexo havia sido realizado.
Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas, Gottman chegou a uma série de descobertas surpreendentes e cientificamente sólidas, preenchendo pouco a pouco a lacuna de conhecimento nessa área.
Mais de 2.000 casais foram monitorados com eletrodos, câmeras de vídeo e microfones enquanto tentavam resolver conflitos reais.
Usando informações dessas sessões, Gottman concluiu que um casamento duradouro é resultado da habilidade do casal em resolver conflitos.
Ele destaca os principais estilos de solução de problemas que são utilizados em relacionamentos saudáveis.
Nesse livro, ele compartilha com o leitor os mais recentes resultados e mostra como é possível identificar as forças aparentemente ardilosas para se fazer uma radiografia do perfil oculto de cada casamento.
Acompanhando os exercícios propostos por Gottman, examinando os casos que ele apresenta, é possível enxergar com clareza o que está faltando para que a vida a dois tenha chances de evoluir com o tempo.
Um dos nomes mais conceituados no estudo das relações familiares, John Gottman, Ph.
D., é professor de psicologia da University of Washington e já recebeu vários prêmios científicos por suas pesquisas, como o Prêmio de Cientista
do National Institute of Mental Health Research.
Comportamento &amp; Sexualidade
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-441-06503">
Xadrez
Xadrez Piket vence IIº Festival de Xadrez de Verão Nacional Absoluto: Fernandes vs Pinheiro
Na sequência do último artigo, o GM Holandês Jeroen Piket não deixou os seus créditos por mãos alheias, triunfando no IIº Festival de Xadrez de Verão, muito bem organizado pela Junta de Freguesia de Nossa Sra. de Fátima. Nos restantes lugares do pódio ficariam os GMs Israelitas Michael Oratovsky e Artur Kogan. O melhor português foi o MI Luis Galego que terminou na 19ª posição, entre mais de 140 jogadores com rating internacional.
De 1 a 9 de Setembro, disputou-se o 57º Campeonato Nacional Individual Absoluto nas instalações do Hotel Marquês de Sá, em Lisboa. O desfecho desta prova foi bastante emocionante, já que nunca se soube quem seria o vencedor. De notar as ausências de alguns jogadores que podiam discutir o título: MI Carlos P. Santos (anterior Campeão Nacional), MI Luis Galego, MI Rui Dâmaso e MI Sérgio Rocha. Da nossa freguesia, também estiveram ausentes Rui Rodrigues e Vera Oliveira (ambos da AC Luis de Camões), que apesar de apurados não puderam dar o seu concurso, por razões profissionais. Assim sendo, o MI António Fernandes e o MF José Pinheiro terminariam empatados em 1º lugar com 7,5 pontos em nove rondas, dando lugar por isso a um match de desempate para atribuição do título de Campeão Nacional. Nos lugares imediatos ficaram: 3º-4º MF Paulo Dias e MI Fernando Silva 6,5 pontos; 5º-11º MF João Leonardo, MI António Fróis, José Padeiro, Rui Guimarães, MF Fernando Ribeiro, MF Diogo Fernando e MIF Catarina Leite 6 pontos.
Rui Rodrigues
Problema de Xadrez
As pretas jogam e ganham!
Solução :
Top Chess Sites
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<DOC DOCID="HAREM-93C-06507">
Senhor Presidente, o que eu posso muito bem imaginar é que se estude o que será possível levar a cabo, em conjunto com o sector industrial e numa base de voluntariado, no âmbito da auto-regulação. Por que motivo não seria isso possível, em vez de estarmos, pura e simplesmente, à espera dos possíveis resultados de uma taxa CO2 , quando sabemos perfeitamente que neste momento ela não vai por diante? Logo, Senhor Presidente, o que peço à senhora comissária é que nos apresente um plano que se possa colocar a par dessa taxa CO2 , de molde a podermos ir para essa conferência internacional com números apresentáveis. O senhor deputado Blokland tem muita razão quando diz que se nós, como países industrializados da União Europeia, não estamos, obviamente, em situação de fazer o que quer que seja, dificilmente poderemos pedir aos países em vias de desenvolvimento que o façam.

Senhor Presidente, a minha pergunta vem na sequência do que disseram tanto a oradora que me precedeu como os outros oradores holandeses. Pelos vistos, esta noite temos algo a ver com os países em vias de desenvolvimento e o Reino dos Países Baixos também já sentiu os efeitos das alterações climáticas, nas Antilhas.

O que eu quero dizer é que também tenho uma pergunta muito concreta na sequência das que fizeram os colegas. Existe uma coisa chamada AOSIS, The Alliance of Small Islands States . Se há assunto com que eles estão preocupados é com essa climate change . Quando as coisas correm mal, são sobretudo as ilhas do Pacífico e das Caraíbas que se encontram na linha da frente. Um embaixador do Pacífico disse um dia: »Nós somos os canários das minas. Quando o canário cai morto, fica-se a saber que é preciso abandonar a mina. É isso que são os small islands states .»

A minha pergunta à Comissão é a seguinte: essas ilhas têm plena consciência de se encontrarem na linha da frente. Neste momento, já há atóis do Pacífico que estão a ser abandonados, coisa que a imprensa europeia nem sequer sabe. Trata-se apenas de 200 ou 300 pessoas que estão a ser deslocadas dos seus atóis, onde já têm habitado ao longo de gerações. Muitos desses Estados da AOSIS são países ACP. Um terço dos países ACP, com os quais a Europa tem um acordo no domínio do desenvolvimento, são Estados constituídos por pequenas ilhas. A minha pergunta é: estará a senhora comissária disposta a elaborar, juntamente com o colega responsável pelos países ACP, comissário João de Deus Pinheiro, um plano para, juntamente com eles, começar também a procurar ajuda para os países da AOSIS, e a estar também presente durante a hearing sobre a climate change que, em Setembro, a Convenção ACP vai realizar em Bruxelas?

Senhor Presidente, os relatórios que hoje aqui debatemos incidem em grande medida sobre a questão das alterações climáticas. Tratam precisamente do problema abordado pela senhora comissária Bjerregaard. Penso que se depreende claramente do debate o interesse que o Parlamento dedica a esta questão, tendo todos os oradores salientado a importância de tomar medidas neste domínio.

Parece-me interessante voltar ao relatório da Comissão Brundtland, onde se considera as alterações climáticas - a questão do clima - a questão ambiental mais prioritária do documento «Ambiente e Desenvolvimento». Considerando o debate intenso que tivemos sobre as centrais nucleares, é também interessante verificar que nesse relatório a posição é aproximadamente coincidente com a posição expressa recentemente pela senhora comissária Cresson, de que é necessário intensificar os esforços relativamente à segurança nesse domínio, aproveitando, assim, as centrais nucleares na luta para impor emissões de dióxido de carbono mais baixas.

Queria também perguntar à senhora comissária se, apesar dos insucessos anteriores, não será possível prosseguir com a política do imposto sobre o dióxido de carbono e tentar convencer os Estados-membros de que se trata de uma medida sensata. Aconselhava-a a estudar em pormenor o imposto sobre o dióxido de carbono introduzidos na Suécia. Reconheço que, em certos domínios, não fomos bem sucedidos, mas noutros tivemos resultados muito positivos. Justifica-se plenamente a sua introdução noutros Estados-membros.

Senhor Presidente, agradeço os muitos comentários positivos apresentados relativamente a esta matéria, que deve, na opinião de todos, ser considerada com muita seriedade. Gostaria de acrescentar alguns comentários, curtos, ao que ficou dito. Concordo em larga medida com o senhor deputado Collins quando refere que ao nos depararmos com dificuldades pouco mais há a fazer do que tentar redobrar os nossos esforços, e creio que, de facto, é o que estamos a tentar fazer. É por isso mesmo que estamos a tentar obter um mandato, no contexto das negociações que irão ter lugar no final de 1997, com vista a, conforme o senhor deputado Collins também referiu, procurarmos avançar com a aplicação generalizada de medidas de carácter económico.
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<DOC DOCID="HAREM-32G-06511">
EUA, FMI e crise brasileira

A Casa Branca e o FMI nos bastidores do desastre brasileiro 
Por Miguel Urbano Rodrigues 

Das dezenas de análises e depoimentos sobre a crise brasileira de que tomei conhecimento dois, pouco divulgados, chamaram especialmente a minha atenção . 

O primeiro foi um artigo do prof. Jeffrey Sachs, director do Instituto Internacional da Universidade de Harvard . 

Sachs, que nos anos 80 ganhou notoriedade internacional ao conceber e elaborar cirurgias financeiras de choque, primeiro na Bolívia, e depois na Polónia e na Rússia, é um neoliberal de direita . 

Na América Latina ainda lhe chamam ironicamente «o mago das finanças» . 

Para desgosto do presidente Fernando Henrique Cardoso, este ultra conservador norte-americano publicou no diário «Folha de S.Paulo () um artigo no qual responsabiliza o FMI por ter feito «descarrilar o comboio do Brasil» . 

Sachs ilumina parcialmente os bastidores daquilo que foi uma autêntica conspiração triangular entre o FMI, a Casa Branca e o próprio FHC . 

As motivações da iniciativa do professor de Harvard são mal conhecidas . 

Provavelmente por desavenças pessoais com Michel Camdessus, o patrão do FMI, tanto ele como Milton Friedman principiaram há meses a dizer algumas verdades duras sobre o papel desempenhado por aquela poderosa instituição . 

Friedman chegou ao ponto de sugerir que fechassem o Fundo, porque «faz mais mal do que bem à economia mundial» . 

Sachs não exige tanto . 

Mas ao afirmar que o desastre brasileiro «poderia ter sido evitado» adverte que «enquanto o FMI não for convocado a assumir a responsabilidade pelos seus erros todo o mundo corre o risco de sofrer choques financeiros inesperados que prejudicam os padrões de vida dos países em desenvolvimento e põem em xeque a estabilidade global» . 

As acusações que formula são extremamente graves . 

«O FMI - escreveu na «Folha» em tom coloquial - tem dado atenção excessiva aos interesses de Wall Street . 

Se você fosse, digamos, um banco norte-americano com investimentos no Brasil iria querer que o país mantivesse a sua taxa de câmbio até receber o retorno sobre o que investiu (depois disso, quem se importa? ) 

Assim, você pressionaria o FMI e o Tesouro norte-americano para que exortassem o Brasil, a Rússia ou qualquer outro indefeso receptor do empréstimo do FMI a defender a sua moeda . 

Isso dar-lhe-ía tempo para retirar do país o seu dinheiro, ainda ileso, antes que fossem promovidas quaisquer mudanças nos valores das moedas» 

A transcrição, extensa , é esclarecedora . 

Explica muita coisa suja . 

Quando a crise asiática explodiu em 1997, o governo dos EUA e o FMI pressionaram o Brasil para que defendesse a cotação do real, de quase paridade com o dólar, cotação que era totalmente artificial . 

As taxas de juro subiram para 50% ao ano para cativar os investidores . 

Estes, porém, lembra Sachs, «não são cegos . 

Sabiam que a moeda brasileira estava sobrevalorizada . 

Mas a uma taxa anual de 50% apostaram nela e chegaram até a esperar (com razão) que o FMI desse muito dinheiro ao Brasil para escorar a sua moeda, se fosse preciso» . 

O desenvolvimento da situação é conhecido . 

Em l998 a economia brasileira lançou-se «numa queda recessiva trágica e previsível» . 

O défice elevou-se de 4% do PNB em 97 para 7% em 98 . 

Que fizeram os investidores estrangeiros e os bancos norte-americanos? 

O que seria de esperar: começaram a tirar o seu dinheiro do país, forçando o Banco Central a vender milhares de milhões de dólares num esforço inútil para manter a estabilidade do real . 

Sachs afirma que no início de 98 o desastre ainda poderia ter sido evitado se as taxas de juro fossem reduzidas, permitindo que o real criasse para um nível realista . 

Mas não foi essa a política de Fernando Henrique . 

Fez o que lhe aconselhou o FMI . 

Quando a crise russa estourou em Agosto de 98, os investidores começaram a abandonar os mal chamados «mercados emergentes» . 

Cheirou-lhes a esturro . 

Foi então que o Brasil estugou o passo rumo ao abismo . 

Segundo Sachs, «os EUA e o FMI decidiram emprestar ao Brasil a proverbial corda com a qual o país se iria enforcar» . 

Em Dezembro passado, o FMI resolveu oferecer ao Brasil 41 mil milhões de dólares em empréstimos a curto prazo . 

Qual o objectivo? 

Utilizar esse dinheiro para defender o real . 

Traduzido em miúdos, isso significava que os empréstimos se destinavam ao pagamento dos investidores estrangeiros . 

O mecanismo, neste caso, foi indirecto . 

O Banco Central, reagindo à queda da Bolsa, começou a vender maciçamente dólares no mercado externo de divisas para defender a moeda . 

Resultado: o afundamento do real não foi evitado e agora os contribuintes brasileiros suportam a factura para que o Governo pague os juros relativos aos 41 mil
milhões do FMI . 

Comentando o pânico de Janeiro no Brasil, Sachs tirou a sua conclusão: 

«Não há nada como um fracasso altamente noticiado de uma política económica apoiada por Washington para incentivar uma fuga generalizada da região, provocando falências de bancos, recessão económica e sofrimento generalizado, tudo em cascata» . 

O artigo de Sachs finda com um conselho sensato: os países em desenvolvimento deveriam «fugir de empréstimos de socorro do FMI como o diabo da cruz» . 

A confissão de Castañeda 

O outro texto sobre a crise brasileira que me chamou a atenção foi um artigo de Jorge Castañeda, divulgado em Havana por «Síntese», da Prensa Latina . 

Castañeda é um professor da Universidade Autónoma do México especializado em Relações Internacionais . 

Académico prestigiado na América Latina, defende posições social-democratas e foi ou é amigo pessoal de Fernando Henrique Cardoso . 

Que nos vem dizer esse schollar, respeitado nos EUA? 

Em primeiro lugar lembra que o caso do Brasil «aparece agora como paradigmático (...) depois de ter sido proclamado como o exemplo máximo da complementaridade entre democracia e reforma económica» . 

Jorge Castañeda - autor de um best-seller venenoso contra o Che - aborda a seguir um tema delicado que fora do Brasil foi silenciado, com raríssimas excepções . 
«Para ninguém constitui segredo- escreve- que a razão de fundo pela qual o ajuste da dívida brasileira foi adiado por mais de seis meses, foi a reeleição de Fernando Henrique Cardoso . 

Era inconcebível uma desvalorização antes das eleições de Outubro passado, e mesmo antes da segunda volta da votação para deputados, senadores e governadores» . 
E acrescenta: 

«Cardoso absteve-se de abandonar uma paridade sobreavaliada quando dispunha de grandes reservas, mercados em paz e uma atmosfera política interna serena - digamos em Julho - para insistir na sua própria reeleição» . 

Esperou . 

Quando a desvalorização se tornou inevitável a hemorragia financeira já consumira mais do que os 4l mil milhões de dólares que teve de mendigar depois ao FMI . 
Castañeda alerta para uma evidência esquecida: 

«Apresentava-se como difícil, senão impossível, a reeleição de Cardoso se houvesse advertido o povo brasileiro daquilo que o esperava no futuro: inflação, recessão, taxas de juros estratosféricas» . 

O sociólogo mexicano não especula . 

Limita-se a recordar o que se passou . 

Com a cumplicidade activa da Casa Branca e do FMI, a manobra desenvolvida, que garantiu a reeleição de FHC e permitiu aos investidores acumularem lucros colossais, teve um preço social devastador . 

O papel desempenhado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso nestas manobras não foi imediatamente conhecido . 

Mas pouco a pouco o povo brasileiro tomou conhecimento das criminosas cumplicidades estabelecidas entre Brasília e Washington . 

privatização das hidroeléctricas do seu Estado . 

As revelações feitas pelo professor canadiano Michel Chossudovsky, da Universidade de Otawa sobre os compromissos secretos assumidos pelo ministro da Fazenda do Brasil, Pedro Malan, durante um pequeno almoço, em Washington, com George Soros e três outros potentados financeiros tiveram também ampla repercussão no Brasil . 

Sabe-se agora que nesse encontro fechado foi decidida a nomeação para presidente do Banco Central do Brasil de Fraga Neto, nada menos que o ex-conselheiro especial de Soros no famoso Fundo especulativo Quantum . 

Uma dependência dos EUA 

Numa nota em que caracterizava a situação criada, a Comissão Política do Partido Comunista do Brasil manifestava-se assim no inicio de Fevereiro: 

«A nação, estupefacta e envergonhada, tomou conhecimento da frequente troca de opiniões entre os presidentes do Brasil e dos EUA sobre a evolução da crise; foi surpreendida pela substituição do presidente do Banco Central por um ex-auxiliar directo do mega-especulador George Soros e assistiu, humilhada, ao anúncio de um novo rol de medidas económicas pelo dirigente do FMI, Stanley Fischer . 

Durante mais de uma semana, representantes da instituição financeira internacional e do tesouro norte-americano circularam livremente, sem agenda pré-determinada, no Palácio da Alvorada, no Ministério da Fazenda, no Banco Central, onde escarafuncharam papéis, verificaram contas, traçaram planos, deram ordens . 

Consumou-se a ameaça para a qual os verdadeiros patriotas, entre eles os comunistas, têm há tempos alertado- a de o Brasil se transformar numa dependência dos EUA» 

Os comunistas brasileiros não exageram . 

O quadro é esse . 

Os grandes responsáveis do desastre a nível internacional não reconhecem obviamente a sua culpabilidade no que se passou . 

O FMI continua a pôr e dispor em Brasília . 

Mas a crise brasileira, após a russa e a da Ásia Oriental, assustou os teólogos da globalização neoliberal . 

É sintomático que no Fórum de Davos, altar do capitalismo, o tradicional hino hayeckiano às virtudes do mercado isento de quaisquer restrições tenha sido substituído por um discurso diferente . 

Agora, Schröeder exigiu ali uma regulamentação dos fluxos financeiros . 

Calaram-se as vozes que em anos anteriores enalteceram as políticas milagreiras de Carlos Salinas, de Menem, de Fernando Henrique, dos Chicago Boys chilenos, de Fujimori . 

A Coreia do Sul e a Indonésia deixaram de ser modelos . 

mas sim adiado por dois anos o pagamento das dívidas... 

Enfim, são imagens do capitalismo selvagem e irracional do fim do milénio . 

Não poderá sobreviver, mas a agonia será demorada . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-62C-06534">

Reinício da sessão

Declaro reaberta a sessão do Parlamento Europeu, que tinha sido interrompida em 6 de Junho de 1996.

Declaração do Presidente

Relativamente ao atentado à bomba ocorrido em Manchester no sábado passado, alguns deputados, em particular os dessa região, pediram-me que fizesse uma breve declaração.

O atentado terrorista perpretado pelo IRA provocou mais de duzentos feridos, muitos deles graves, além de ter causado avultados prejuízos materiais no centro de Manchester.

Foi quase um milagre não terem morrido centenas de pessoas.

Não há qualquer justificação possível ou imaginável para o atentado do IRA.

Os alvos foram cidadãos comuns, homens, mulheres e crianças, que faziam compras num sábado de manhã a horas de grande movimento.

Quais as razões possíveis que justificam este acto bárbaro?

O objectivo dos bombistas era claro: destruir a paz e acabar com as conversações de paz iniciadas em Belfast, na sequência dos corajosos esforços encetados pelos dois governos, pelos partidos políticos democráticos e pela comunidade da Irlanda do Norte.

O Parlamento Europeu está solidário com os feridos do atentado bombista em Manchester no sábado passado, desejando-lhes rápidas melhoras.

Vou enviar uma carta ao Lord Mayor de Manchester pedindo-lhe que transmita a mensagem do Parlamento Europeu aos feridos e às respectivas famílias.

Estou certo que falo em nome de todo o hemiciclo quando afirmo que a bandeira da paz não pode ser abandonada devido às ameaças dos terroristas.

(Aplausos) A coragem e a tenacidade das comunidades e dos seus dirigentes podem derrotar o terrorismo e prosseguir assim com o processo de paz.

(Aplausos)
Senhor Presidente, na qualidade de deputado representante do círculo eleitoral onde ocorreu esta hedionda atrocidade, gostaria de, em nome dos meus eleitores e de todos os meus colegas aqui presentes, agradecer a sua declaração em nome do Parlamento Europeu. Sei que tanto os meus eleitores como todos os colegas aqui presentes partilham a mesma opinião.

Apenas gostaria de homenagear os membros dos serviços de urgência, cuja prontidão e profissionalismo salvaram muitas vidas. Se não fosse a sua acção, poderia ter havido um morticínio terrível. Esta foi a maior explosão do género, ocorrida em território britânico, desde a II Guerra Mundial. Devemos dar graças a Deus por ninguém ter morrido, não obstante os esforços dos bombistas. Todavia, os danos foram consideráveis e todos nós apoiamos a condenação feita pelo Senhor Presidente em relação a este acto atroz.


Senhor Presidente, gostaria de falar em nome dos deputados do Fianna Fáil do Parlamento Europeu, dos nossos eleitores e mesmo de 99, 9 % do povo irlandês que deseja associar-se à sua declaração sobre a atrocidade perpretada em Manchester pelo Exército Republicano Irlandês. Na situação actual do processo de paz, ou em quaisquer outras circunstâncias a ele inerentes, este acto não tem qualquer justificação.

Tal como o Senhor Presidente, também sou de opinião que o Parlamento tem de apoiar o processo de paz sob todas as formas possíveis. Gostaria de agradecer a sua declaração e de estender a solidariedade dos deputados do Fianna Fáil aos feridos no atentado e à população de Manchester, desejando-lhes felicidades para o futuro. Faço um apelo aos homens de violência para que deponham as suas armas e acabem com os seus actos sanguinários na Irlanda e em toda a parte.

Mais uma vez, Senhor Presidente, os meus agradecimentos pela sua declaração.


Boas-vindas
Caros colegas! Em nome do Parlamento saúdo 40 cônsules honorários na tribuna de honra. São membros da federação dos cônsules na Europa que realiza o seu encontro anual no Parlamento Europeu. Sejam bem-vindos!


Ordem de trabalhos
Segue-se na ordem do dia a fixação da ordem de trabalhos.

Foi distribuída a versão final do projecto de ordem do dia do presente período de sessões, elaborada pela Conferência dos Presidentes, reunida a 13 de Junho de 1996, nos termos do artigo 95º do Regimento.

Senhor Presidente, gostaria de relatar um acontecimento ocorrido recentemente e questionar a presidência sobre o mesmo. Na passada sexta-feira realizou-se em Bruxelas uma manifestação sindical convocada por trabalhadores metalúrgicos, a qual, no seu trajecto, passou junto às instalações do Parlamento Europeu, na Rua Belliard. Quando tal manifestação sindical, por volta das 13 horas do dia 14 de Junho, desfilava sob as passagens aéreas que unem os edifícios Belliard a Van Maerlant, várias pessoas, funcionários do Parlamento e/ou dos respectivos grupos políticos, constataram que alguns indivíduos trajando à civil, munidos de walkie-talkies , se encontravam numa dessas passagens a filmar os trabalhadores integrados na citada manifestação. Por informação dos contínuos, não se tratava de elementos da segurança interna do Parlamento, nem o podiam ser por não lhes competir tal tarefa. De igual forma, também não eram visitantes.

Senhor Presidente, quem eram os indivíduos que estavam a filmar? Eram ou não agentes da polícia? Em qualquer caso, quem autorizou essas filmagens? Estará o Senhor Presidente em condições de me informar sobre esta matéria?

Colega, por favor ponha os auscultadores. Em primeiro lugar, talvez tenha percebido que eu anunciei o ponto da ordem do dia referente à ordem de trabalhos. Não vejo que a sua intervenção tenha algo a ver com a ordem de trabalhos.

Em segundo lugar: pode comunicar-me as suas observações por escrito e eu investigarei o assunto. E então também receberá uma resposta.

Não foram apresentados pedidos de modificação.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93H-06537">
Dentistas queixam-se ao Tribunal Europeu 

O Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas revelou ontem que o Tribunal Europeu do Luxemburgo vai julgar uma queixa contra o Estado português na sequência da aprovação da Lei 4/99, que legaliza o exercício ilegal da profissão .
Fontes de Carvalho salientou que a Ordem, na sequência de «notícias sobre a preparação de legislação nesse sentido», apresentou no início de 1998 uma queixa na Comissão Europeia, que, «atendendo à gravidade da questão, aceitou a queixa antes de o ilícito ter sido assumido» .
A Comissão Europeia enviou a queixa ao Tribunal Europeu do Luxemburgo e, segundo o bastonário, «existem todas as condições para que a posição do tribunal seja favorável» .
Em causa está a Lei 4/99, de 27 de Janeiro, que prevê a legalização de indivíduos que pratiquem actos dentários há mais de 18 anos e que possuam, no mínimo, 900 horas de formação .
A Ordem dos Médicos Dentistas vai também apresentar queixa ao Procurador-Geral da República, ao Provedor de Justiça e ao Tribunal Constitucional .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-34C-06541">
A verdade é que, de há uns anos a esta parte, as dinâmicas contratuais deixaram de representar um instrumento de distribuição de riqueza e, por vezes, nem mesmo a posteriori conseguem recuperar plenamente o efeito da inflação.

Em conclusão, estes seriam os confrontos a efectuar se, como aliás é desejado pela Comissão, se pretendesse facultar instrumentos mais afinados aos parceiros sociais para a negociação dos contratos colectivos de trabalho. No entanto, é reconfortante pensar que os parceiros sociais já dispõem dos referidos confrontos para as suas decisões objectivas.

Resolução sobre o Conselho Europeu de Barcelona

Senhor Presidente, neste documento sobre as expectativas do Parlamento Europeu relativamente à importante Cimeira do Conselho de Ministros de Barcelona, em Espanha, há um número - o número 15, que eu aprovo - que sugere e insiste no sentido de serem reduzidos os encargos para o fisco e para a segurança social que recaem sobre o trabalho. Eu concordo, pois penso que só podemos resolver o problema de pensões de reforma seguras, pagas prontamente e sempre, se tivermos mais trabalho e reduzindo os respectivos custos. Gostaria de acrescentar neste momento que o Partido dos Reformados e eu pessoalmente insistimos para que, paralelamente à redução dos custos do trabalho, haja uma boa administração dos fundos de pensões e para que uma quota mais consistente das contribuições, que actualmente são canalizadas para os orçamentos dos Estados nacionais, seja antes desviada para os fundos de pensões livremente escolhidos pelo trabalhador de entre os muitos que eu espero que venham rapidamente a ser criados na Europa, incluindo um fundo de pensões europeu, único para todos.

, por escrito- (SV) Votámos contra o nº 29, porque não consideramos que seja necessária uma coordenação fiscal europeia para combater a concorrência fiscal nociva. Além disso, entendemos que seria benéfico haver uma convergência em matéria de impostos sobre o rendimento das sociedades. Porém, temos dúvidas em relação a uma maior convergência do imposto sobre o valor acrescentado.

- (SV) As decisões de Lisboa não constituem uma estratégia coerente, mas sim duas estratégias distintas, apressadamente cosidas para formarem uma base de decisão. Uma delas aposta no reforço dos sectores de futuro, promovendo as tecnologias de ponta e as potencialidades de inovação da economia europeia, baseadas na investigação. A outra consiste na promoção do pleno emprego, na integração social e na formação ao longo da vida para todos. Foi uma tentativa meritória de se chegar a um compromisso social, mas que não se traduziu numa verdadeira política, sendo agora cada vez mais evidente que alguns países e partidos políticos nos Estados-Membros querem mudar de orientação.

O relatório do senhor deputado Bullmann procura manter-se na perspectiva de uma política de síntese e de compromisso. No entanto, as alterações que aqui foram aprovadas significam que o Parlamento passa agora a alinhar com os governos que propõem uma clara mudança de orientação.

Ainda que reconheçamos o esforço do relator na defesa de objectivos sociais importantes e tenhamos apoiado muitas das suas propostas, consideramos que o relatório, no seu todo, inflectiu claramente para a direita e preconiza uma via de desenvolvimento que irá criar grandes problemas para as pessoas comuns em toda a Europa.

Ficamos também muito preocupados por constatar que, nos trabalhos preparatórios da Cimeira de Barcelona, a Comissão, o Conselho e o Parlamento deram tão pouca atenção às necessidades e interesses dos países candidatos.

Consequentemente, votámos contra o relatório nesta sua forma alterada.

. (EN) O voto que a delegação dos Conservadores do Reino Unido deu hoje à resolução em apreço traduziu as nossas imensas reservas quanto ao relatório, reservas que não se devem exclusivamente às referências que o texto faz à importância da coordenação fiscal e às maravilhas da moeda única.

Uma das tarefas chave que os Estados-Membros têm em mãos é a plena implementação das conclusões do Conselho de Lisboa em termos da promoção do emprego, essencialmente aumentando a competitividade das suas economias, das suas empresas e dos seus cidadãos.

Acreditamos convictamente na inclusão social. Apesar de algumas das nossas alterações terem sido aceites, na nossa opinião, este relatório pressupõe que a inclusão social gera pleno emprego. Consideramos que é exactamente o contrário.

. (FR) Por ocasião da Presidência portuguesa, em Março de 2000, os Ministros decidiram uma vasta operação de liberalização e de privatização dos serviços públicos em detrimento do emprego, da coesão social, do ordenamento do território e da qualidade dos serviços prestados aos utentes. Hoje, o relatório Bullmann propõe acelerar de novo este processo tendo em vista a preparação do Conselho de Barcelona. Numa altura em que se assiste ao fracasso do caminho-de-ferro britânico e à bancarrota da empresa Enron, prosseguir nesta via não corresponde a qualquer demonstração de racionalidade, mas sim a uma motivação puramente ideológica, a saber, a procura de lucro, a curto prazo, a favor de uma minoria de accionistas e de parasitas. O Conselho Europeu de Barcelona sob pressão de Blair e de Berlusconi limitar-se-á a ser uma etapa suplementar rumo a uma maior flexibilidade do trabalho e à liberalização dos sectores públicos, nomeadamente, o da energia e do gás. À ofensiva do mercado, queremos responder com a satisfação das necessidades das populações, pelo que não pode haver posições intermédias. Razão por que votámos contra o relatório Bullmann.

- (SV) Votámos contra determinados pontos do relatório sobre a Cimeira da Primavera de 2002, o processo de Lisboa e o caminho a seguir.

A nossa posição de fundo em relação à União Europeia é positiva. Com a integração europeia, poderemos encontrar soluções mais eficazes para os problemas transnacionais do que se estes tivessem de ser tratados unicamente a nível nacional. É o caso, por exemplo, das questões relacionadas com o ambiente, o comércio, a mobilidade além-fronteiras, os direitos humanos e a gestão de conflitos. No entanto, como liberais que somos, acreditamos também no princípio da subsidiariedade. Cada decisão política deve ser tomada ao nível mais próximo que for possível e adequado daqueles a quem diz respeito. As questões que não sejam claramente transnacionais, ou em relação às quais existam nítidas diferenças entre os vários países e regiões, devem ser tratadas, portanto, ao nível local, regional ou nacional. A UE deverá ocupar-se das questões que seja vantajoso resolver ao seu nível.

Consideramos que as políticas social e do emprego são daquelas que é preferível tratar no âmbito de cada país, região ou autarquia. Nestes domínios, as competências da União devem ser limitadas. Cada Estado-Membro deve ter plena responsabilidade e o direito exclusivo de decidir sobre o seu sistema de segurança social. Podemos citar como exemplo as estruturas de acolhimento de crianças ou a política de emprego, em que não há harmonização a nível comunitário. Estas questões não são directamente transnacionais. Acresce que existem grandes diferenças entre as opiniões públicas nacionais e locais sobre quais serão as melhores políticas. A melhor maneira de tratar estas questões nem sequer é por meio de decisões políticas. Por exemplo, um crescimento elevado e uma boa competitividade têm maiores reflexos no emprego do que quaisquer medidas políticas. Isto não impede, porém, que os Estados-Membros da UE cooperem e troquem ideias entre si em matéria social.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-14G-06542">
Porto - Vem aí novo folhetim...
- Jorge Sarabando 

Os percalços, as incertezas, as ditas e as contraditas, os erros graves e as más emendas nas obras do Metro do Porto, estão a atingir os limites da irresponsabilidade e da insânia . 

Primeiro, foram as sucessivas falsas partidas, por incúria administrativa; depois foram as vicissitudes do transporte e montagem da tuneladora; a seguir, as demoradas avarias da mesma; mais recentemente, as derrocadas em habitações (que causaram uma vítima mortal), a evacuação de muitas mais, com a angústia dos moradores, fora aqueles que vivem em suas casas atentos aos ruídos e a espreitar fissuras, com o credo na boca . 

A culminar tudo isto, as declarações levianas do Presidente da Junta e da empresa, a vetusta figura do prof. Vieira de Carvalho, ansioso por mostrar quem manda, a prever a ocorrência de outros acidentes parecidos . 

E, logo a seguir, a antecipar as conclusões do inquérito oficial, o que motivou desmentidos e esclarecimentos posteriores e mais declarações contraditórias, em função das quais é legítimo admitir que a culpa é afinal da tuneladora holandesa, a malvada... 

Entretanto, o menosprezo e a desatenção com que estão a ser tratadas as vítimas são já uma negra página do empreendimento, e a comprovação de que, ao contrário do slogan eleitoral, não são as pessoas, mas os milhões, que estão primeiro . 

As ligações ao Aeroporto e a Gondomar são reconhecidamente indispensáveis, mas nas obras já em curso não estão consideradas as futuras vias do Metro . 

Continuam os atrasos na Ponte do Infante e na Senhora da Hora, onde a população, compreensivelmente, reclama o atravessamento subterrâneo . 

A desejada duplicação da linha da Póvoa é ignorada e os projectos da futura estação da Boavista continuam afectados por indefinições . 

Todos os prazos do cronograma oficial estão largamente ultrapassados! 

A paixão pelos comboios 

É neste quadro, onde aos transtornos naturais das obras se juntam a incompetência e a irresponsabilidade, nimbado ainda pelos títulos dos jornais operosamente engendrados pelo enxame de assessores de imprensa dos senhores presidentes, dos Vieiras, dos Cardosos, dos Menezes, dos Narcisos, dos Valentins, que lhes antecipam os propósitos, reproduzem as confidências, transcrevem os ofícios, citam as frases, recitam os almoços entre uns e outros, é neste quadro que faltava uma notícia que iluminasse o presente sombrio com as hossanas de um futuro ridente . 

E a notícia é... o TGV, comboio de alta velocidade, que há-de atravessar o Porto, vindo de Lisboa, rumo à Galiza, qual mensageiro do progresso e garante da Invicta como capital do noroeste peninsular . 

Aponta-se já uma data - 2006; nomeia-se um Gabinete, que funcionará em Madrid, com chefia de um português; a travessia da cidade poderá ser feita, segundo um técnico, pela Avenida da República, em Gaia, e a Ponte D. Luís, aproveitando a futura linha do Metro . 

Tudo fácil, como se vê, talvez porque ao engenheiro Guterres, depois da paixão pela educação e pela saúde, lhe dará a paixão pelos comboios . 

Com a vantagem da originalidade neste domínio já não pertencer a Coimbra, onde uma velha automotora deixou de passar pelo centro da cidade, passando assim para o Porto, onde o moderno TGV atravessará uma avenida central e uma ponte centenária, o que poderá constituir, quem sabe, um atraente cartaz turístico... 

Depois do folhetim do Metro vamos ter, então, caros leitores, o folhetim do TGV . 

Tempestades voltam . 

A resposta tarda 

Lixo atrai lixo 

MDM lança campanha contra custo de vida 

Breves do País 

Porto - Vem aí novo folhetim 
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<DOC DOCID="HAREM-17B-06544">
Agora vou-lhes descrever cada um dos planetas que acompanham a nossa Terra, em torno do Sol, desde que o mundo é mundo, e que são os grandes significadores astrológicos.  
Júpiter: o maior de todo o sistema; seu tamanho: 12 vezes maior que a Terra. Sua revolução sideral (ou seja, em torno do Sol) é de 12 anos. Sua luz é azul e brilhante como Vênus. Tem 11 satélites, sendo que três mais externos andam em sentido contrário aos outros. Existiam suposições de que esses três satélites fossem artificiais. Porém, a nave espacial Surveyor se aproximou o suficiente para poder pesquisá-los. A informação é de que possuem uma estrutura rochosa, de composição basáltica.

Plutão apresenta muitos enigmas para a astronomia. Não se sabe se tem satélites e se ignora seu peso. Foi descoberto por cálculo matemático prévio, em 18 de fevereiro de 1930.

As casas ou residências dos planetas, de que estamos falando, têm como referência os signos do zodíaco. O Sol, que é o grande rei dessa família, marca o signo regente de cada um de nós, conforme a casa que estiver visitando no dia do nosso nascimento. Assim, em cada ano, no mês de nosso aniversário, o Sol estará transitando na casa do nosso signo, ou seja, no nosso domicílio solar.

Touro é o signo seguinte. O sol o visita entre 21 de abril e 21 de maio, domicílio de Vênus. Signo de terra, feminino e fixo. 
Já sabemos, portanto, que os planetas Marte, Vênus, e Mercúrio são os senhores dos três primeiros signos do zodíaco.

Cabe interpretar agora os fatos emocionais que o posicionamento desses planetas poderia produzir. Vênus, Senhor de Touro, em Aries.
Vênus é Senhor de 2º signo e também símbolo de aquisição no amor. Detesta estar na casa de Marte, tão enérgico, afiado, anguloso. Vênus, que não é impetuoso e tem linhas suaves, no elemento fogo fará com que o amor seja intenso, mas pouco feliz, pois vai adquirir a instabilidade e os excessos marcianos. Se tem urgência em começar, não se interessa em chegar ao fim, não permanece.

O signo de Câncer é feminino, do elemento água, e seu Senhor é a Lua. Signo cardeal, simboliza o lar, e no corpo humano representa o estômago.

O 6º signo é feminino da terra e sucedente. No corpo humano governa os intestinos e a saúde em geral. Signo do emprego e dos empregados, é governado por Mercúrio.

O 7º signo é visitado pelo sol entre 21 de setembro e 22 de outubro, é cardeal, do ar, masculino. Domicílio de vênus, exerce autoridade sobre as leis, os contratos de longa duração (inclusive casamento). Confere sensibilidade para a beleza, mas também para a luta, e não raro os grandes generais são de libra. Estando em frente ao primeiro signo, Libra se refere ao relacionamento com o "tu".

Não iremos colocar a posição de Plutão, pois nesse dia ele se encontrava em Gêmeos.

De 21 de janeiro a 21 de fevereiro o Sol se encontra em aquário.
Tem como regente Urano (tradicionalmente Saturno). Signo fixo, do ar e masculino. Gosta de novidades e ama a liberdade pessoal. É o 11º signo, científico por excelência, sobretudo na miniaturização e na eletrônica.

Vamos agora enriquecer o nosso jogo, introduzindo a noção de ascendente. Assim como seu signo solar (Aries, touro etc. ) é fixado pela data de nascimento, o seu ascendente é determinado pela hora em que você nasceu.

Ao determinar a primeira casa (ascendente) pela hora do nascimento, o astrólogo fixará automaticamente as demais casas astrológicas, sempre no sentido anti-horário.

Para calcular a ascendente, no entanto, sabemos que é necessário conhecer a hora do nascimento. Se você nasceu no dia 22 de marco às 6 horas da manhã, o seu ascendente é Aries, ou seja, o seu próprio signo solar. Digamos assim que o sol e o ascendente estão em conjunção:

Apesar de no hemisfério Sul nós visualizarmos o zênite ao norte, a interpretação astrológica é válida para os dois hemisférios.
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<DOC DOCID="HAREM-26B-06553">

História 
 
 As ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses em Maio de 1460, sem indícios de presença humana anterior. Santiago foi a ilha mais favorável para a ocupação e assim o povoamento começa ali em 1462.  
Dada a sua posição estratégica, nas rotas que ligavam entre si a Europa, a África e o Brasil, as ilhas serviram de entreposto comercial e de aprovisionamento, com particular destaque no tráfego de escravos. Cedo, o arquipélago tornou-se num centro de concentração e dispersão de homens, plantas e animais. 
Com a abolição do comércio de escravos e a constante deterioração das condições climáticas, Cabo Verde entrou em decadência e passou a viver com base numa economia pobre, de subsistência. 
Europeus livres e escravos da costa africana fundiram-se num só povo, o caboverdiano, com uma forma de estar e viver muito própria e o crioulo emergiu como idioma da comunidade maioritariamente mestiça. 
Em 1956, Amílcar Cabral criou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), lutando contra o colonialismo e iniciando uma marcha para a independência. A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o PAIGC e Portugal, instaurando-se um governo de transição em Cabo Verde. Este mesmo Governo preparou as eleições para uma Assembleia Nacional Popular que em 5 de Julho de 1975 proclamou a independência. 
A demarcação cultural em relação a Portugal e a divulgação de ideias nacionalistas conduziram à independência do arquipélago em Julho de 1975. Em 1991, na sequência das primeiras eleições pluripartidárias realizadas no país, foi instituída uma democracia parlamentar com todas as instituições de uma democracia moderna. 
Hoje Cabo verde é um país com estabilidade e paz sociais, pelo que goza de crédito junto de governos, empresas e instituições financeiras internacionais. 
 
Geografia 
 
 Situadas a 455Km da Costa Africana, as dez ilhas e os oito ilhéus do Arquipélago de Cabo Verde, estendem-se por cerca de 4033Km2 e foram formadas pela acumulação de rochas, resultantes de erupções sobre as plataformas submarinas.  
O arquipélago tem, de uma forma geral, um aspecto imponente e majestoso. Algumas ilhas são áridas, mas noutras a vegetação é exuberante, tropical.  
Os ventos Alísios vindos do Continente Africano, dividem o país em dois grupos, o de Barlavento constituído por S. Vicente, Sal, S. Nicolau, Santo Antão, Boavista e Santa Luzia e o de Sotavento pelas ilhas de Santiago Maio Brava e Fogo. O relevo da maior parte das ilhas é acidentado, com altitudes que ultrapassam os mil metros em algumas ilhas atingindo mesmo cerca de 2.830 metros na ilha do Fogo. As três ilhas mais orientais, Sal Maio e Boavista, têm um relevo mais plano e um clima mais árido por estarem expostas aos ventos secos e quentes do Sahara. 
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<DOC DOCID="HAREM-708-06565">

Seminário Internacional - Não Perca: Apenas 195 Apartamentos

Como essas empresas conseguem as melhores pessoas para trabalhar.
Quais as ferramentas práticas de qualidade e como funcionam no dia-a-dia.
Como fazer do " Foco " sua maior vantagem competitiva.
Como avaliar a satisfação dos seus clientes criando múltiplos pontos de escuta.
A força de trabalho produtiva aliada à criatividade e serviços excepcionais.

Renovação constante através do feedback do mercado
Saiba porque qualquer empresa pode ser sua concorrente...

Starbucks


"A história da Starbucks não é apenas um registro

de crescimento e sucesso.

Howard Schultz - Presidente do Conselho e CEO da Starbucks


"A Starbucks transformou a ida ao café da esquina

em uma experiência marcante para o cliente".
Gary Hamel.

Southwest Airlines

"A Southwest Airlines tem um valor de mercado superior ao das cinco grandes linhas aéreas reunidas".
Gary Hamel.

Considerada por Tom Peters como

"O maior show da Terra em viagens aéreas".

Walt Disney


" Você pode sonhar, criar, projetar e construir o mais maravilhoso lugar do mundo, mas precisa de gente para tornar o sonho uma realidade" Walt Disney

" A Walt Disney como empresa é sem dúvida mágica.
E são os companheiros de nosso time Disney que fazem essa mágica funcionar.
Michael Eisner - Presidente e CEO da Walt Disney Company.

8 a 11 de Maio de 2003


Quinta a Domingo


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<DOC DOCID="HAREM-812-06569">
pgd encontro apresentacao
 APRESENTAÇÃO A evolução da população da Região Centro-Oeste tem características bem distintas das outras regiões do Brasil.
Na década de 60, com a transferência da capital do Brasil para o centro do país, em um processo de interiorização, verificou-se para a Região Centro-Oeste uma taxa de crescimento populacional de 5,36% a.
a.
, enquanto o Brasil apresentou uma taxa de 2,99% a.
a..
Mais recentemente, para o período 91/96, observou-se com menor intensidade, para o Centro-Oeste, uma taxa equivalente a 2,2% a.
a..
A criação do novo Estado do Tocantins, em 1988, e seu conseqüente desmembramento e anexação à Região Norte, causou impacto sobre a ocupação do espaço urbano e rural e conseqüentes implicações no próprio Estado e Região Centro-Oeste.
Pela primeira vez a dinâmica demográfica recente da Região Centro-Oeste foi foco de discussões e debates no I Encontro da Região, promovido pela CODEPLAN, através do seu Núcleo de Estudos Populacionais, como atividade do Projeto BRA-94/P-03.
Realizado em junho de 1997, em Brasília, contou com o apoio da ABEP e financiamento do Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP/UNFPA).
O principal objetivo do Encontro foi o de promover intercâmbio entre os técnicos e estudiosos dos temas sobre população, aproximando profissionais de diversas áreas e com diferentes perspectivas de análises.
Concorrendo para o êxito desse objetivo houve a participação de técnicos e cientistas do IBGE, do IPEA, de universidades (UNICAMP, UnB, UFMG, entre outras), e diversas instituições (ABEP, CEDEPLAR, CELADE), bem como representantes dos Estados que compõem a Região.
Dessa forma a situação demográfica da região foi avaliada como um todo, estimulando o desenvolvimento da pesquisa e do ensino de Demografia na Região Centro-Oeste.
A organização do Encontro norteou-se em temas relevantes e atuais da dinâmica demográfica da Região, que resultaram nos trabalhos apresentados nesses Anais.
Acrescidos das comunicações, espaço aberto para trabalhos espontâneos, que contribuíram para ampliar a reflexão conjunta.
As discussões profícuas de todos os trabalhos contaram com comentários de convidados especiais.
A todos nosso agradecimento.
Próximo (A Nova Dinâmica Demográfica da Região Centro-Oeste) Anterior
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<DOC DOCID="HAREM-296-06571">
A relação de Einstein mostra que o tempo necessário para a difusão aumenta com o quadrado da distância a percorrer.  
Por exemplo , a glicose demora 3,5 segundos a atingir 90% do equilíbrio de difusão num local que dista 1 µm da fonte de glicose (como ocorre no sangue) mas levaria 11 anos a atingir a mesma concentração num ponto a 10 cm da fonte.  
A difusão é um meio de transporte rápido e eficaz para curtas distâncias mas muito ineficaz para distâncias com mais de alguns microns.  
Devido à lentidão da difusão para distâncias macroscópicas, os organismos multicelulares desenvolveram sistemas circulatórios (ex: sangue, transporte axonal) que asseguram um movimento rápido de partículas para longas distâncias.  
A difusão proporciona o movimento de partículas entre células e sangue.  
A Lei de Fick para a difusão defme quantitativamente as relações entre estes três factores.  
Postula que a quantidade de uma  substância difundida por unidade de tempo num dado momento, isto é, o fluxo de difusão (J) é proporcional ao  coeficiente de difusão (D, cm2/s), à área disponível de troca (A) e ao gradiente de concentração (AC) e inversamente proporcional à distância a que ocorre a difusão (1): Figura 3 - Difusão.  
As moléculas do soluto difundem-se (A) até atingirem um estado de equilíbrio (B).  
Os mesmos princípios aplicam-se ao movimento de  substâncias  através das membranas plasmáticas com uma diferença: a substituição, na Lei de Fick, do  coeficiente de difusão pelo Coeficiente de Permeabilidade  membranar (P, cm2/s) , uma vez que a espessura da membrana celular pode ser considerada uma constante: J = P*A*C Para a maioria dos solutos, os  coeficientes de permeabilidade  são cerca de um milhão de vezes inferiores aos  coeficientes de difusão.  
Uma vez que a permeabilidade é uma propriedade da membrana, diferentes tipos de células têm diferentes constantes de permeabilidade para a mesma substância.  
O principal factor limitante da difusão através de uma membrana celular é a lipossolubilidade  da  substância  a transportar.  
Moléculas apolares como o oxigénio, dióxido de carbono, ácidos gordos e hormonas esteróides difundem rapidamente pela porção lipídica da membrana.  
Moléculas polares de pequenas dimensões e sem carga, como a ureia e o glicerol, atravessam a bicamada lipídica rapidamente. 
A relação entre o  gradiente de concentração  e o potencial de equilíbrio para um ião X (Ex) é dado pela Equação de Nernst: OndeR é a constante dos gases perfeitos ( [ 8,314 ] K-1 mol-l ) T é temperatura absoluta (310K no corpo humano ) F é a constante de Faraday (carga por mole = 9,65x104 A.s.mol-l) Z é o número de cargas do ião ln -logaritmo natural [X] a concentração molal do ião no exterior (e) e no interior (i) da célula.  
À temperatura ambiente, substituindo os valores das constantes e convertendo o logaritmo natural para um logaritmo de base 10, obtemos : Ex = ( 60 z ) log ( [ X]e [ X]i )(mV 
Se, por exemplo, o ião for o potássio temos: Ek = (60/1) log (5/150) = -90 mV.
A equação de Nernst pode, também, ser utilizada para prever a direcção do fluxo de iões:  
a) Se, para um dado ião, a diferença de potencial medida na membrana for igual à calculada pela equação de Nernst, então esse ião está em equilíbrio electroquímico e não há fluxo  
b) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem o mesmo sinal do calculado pela equação de Nernst mas é numericamente superior , a  força eléctrica  é superior à  força da concentração; o fluxo do ião é determinado pela  força eléctrica   
c) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem o mesmo sinal do calculado pela equação de Nernst mas é numericamente inferior , a  força da concentração  é superior à  força eléctrica, o fluxo do ião é determinado pelo  gradiente de concentração   
d) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem um sinal oposto ao que seria previsível pela equação de Nernst, as  forças eléctrica  e de concentração actuam no mesmo sentido e a direcção do fluxo iónico é determinado por ambas as forças.  
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<DOC DOCID="HAREM-134-06572">
Radar

 Itamar tem ouvido de amigos a idéia de fiscalizar preços "por amostragem": identificar empresas que abusam nos aumentos e fazer devassas ali . 

 Apertem os cintos

 Depois que o presidente recobrou a vontade de ditar a política econômica, não têm faltado conselheiros tanto no Planalto como no Congresso para jogar lenha na fogueira . 

Valor aceitável

 Aliados de FHC no Congresso vão sugerir ao governo que estude a adoção de listas-guia para preços, conforme idéia dos empresários do PNBE . 

Sonho acalentado

 A cúpula quercista torce para que Itamar bata de frente com o empresariado em torno dos preços . 

A olhos vistos

 Amigos juiz-foranos de Itamar acham que a percepção do presidente sobre o enriquecimento dos donos de escolas particulares teve raiz na sua cidade natal . 

A volta do terror

 A retomada do comando econômico por Itamar foi a gota que faltava para o terrorismo econômico ganhar espaço . 

Nas ondas do rádio

 Quase acontece, há dias, o primeiro debate de FHC com alguém do PT . 
  Paulo Delgado (PT-MG) estava na rádio Caratinga (MG), quando FHC ligou . 

 Mordendo a língua 

 No início do ano, Itamar repetia a assessores apreensivos diante do crescimento de Lula nas pesquisas: "Enquanto ele não superar os 30% não precisamos nos preocupar" . 
  Lula se mantém nos 40% . 

Simplificação

 O programa do PT foi recebido com ironias no Ministério das Minas e Energia . 
  Diz que o eventual governo Lula não fará hidrelétricas -que só interessariam a empreiteiras . 

 História 

 Enquanto os quercistas diziam que o comício em Guanambi (BA) na semana passada foi um sucesso de público, os adversários lembravam que, em 89, Ulysses fez ali um de seus primeiros comícios .
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<DOC DOCID="HAREM-804-06577">
 Programa traz aos pequenos a experiência européia em gestão 
 Free-lance para a Folha 

 O Eurocentro Brasil encerra na próxima quinta-feira, dia 14, as inscrições para o Programa de Gestão Estratégica de Crescimento da Pequena e Média Empresa . 


 Criado pela Comunidade Européia, o Eurocentro é uma instituição que organiza programas de formação empresarial, sob supervisão da Escola Superior de Administração e Direção de Empresas de Barcelona, Espanha . 


 A criação dos quatro Eurocentros na América Latina Chile, México, Colômbia e Brasil visa transferir a experiência européia para as pequenas e médias organizações latino-americanas . 


 O programa será realizado em São Paulo, entre maio e agosto . 


 O curso será ministrado em espanhol por professores europeus, com apoio de docentes da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, sede do Eurocentro Brasil . 


 No total são 50 vagas, 25 para "formadores" (profissionais ligados a universidades, associações do comércio e da indústria e entidades de apoio às pequenas empresas) e 25 para empresários . 


 Os formadores selecionados receberão uma bolsa de estudos integral e deverão indicar um empresário, que terá que desembolsar US$ 2.000 pelo curso . 


 "Queremos que os empresários sejam indicados pelos formadores para facilitar os trabalhos de assessoria e treinamento", afirma Jean-Jacques Salim, diretor do Eurocentro Brasil . 

 ONDE ENCONTRAR 

 Eurocentro Brasil - av. Nove de Julho, 2.029, 8º andar, tel. (011) 283-2938 e 283-0986; fax (011) 288-2295 .
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<DOC DOCID="HAREM-231-06593">
Bem Vindo à FUP
A Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) é uma instituição de direito privado e utilidade pública, criada por escritura notarial, em Braga, em 10 de Julho de 1993, subscrita pelas Universidades Estatais, em número de quatorze, e pela Universidade Católica, todas integrantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas ( CRUP ).
A Fundação das Universidades Portuguesas é reconhecida como entidade representativa das Universidades Estatais e da Universidade Católica Portuguesa, sem prejuízo de a elas se associarem, não só outras instituições públicas ou privadas do Ensino Superior, como, também organismos científicos, tecnológicos e culturais. Entretanto e desde a sua criação aderiram à Fundação o ISCTE, a Academia Militar e a Escola Naval.
É a entidade representativa, reconhecida pelo Ministro da Educação como credível para desenvolver o processo de Avaliação.
De acordo com os respectivos Estatutos uma das atribuições da FUP é "promover a reflexão e a avaliação crítica acerca do Ensino Universitário em geral e de cada uma das suas instituições em particular".
Fundação das Universidades Portuguesas
Sede : Apartado 3063 - 3000 COIMBRA
Conselho Geral :
R. José Rabumba, 56 - 3810-125 AVEIRO
Tel: 234 379 775 - Fax: 234 370 985
Conselho Executivo :
Quinta de S. Miguel dos Arcos
Rua Visconde de Porto Salvo, 24
2780-683 PAÇO D'ARCOS
Tel: 21 440 22 00/05/11 - Fax: 21 440 22 51
fup @fup.pt
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<DOC DOCID="HAREM-33B-06601">
Forte de Pondá

O forte situa-se a uns 5 quilómetros de Pondá, sendo uma reconstituição da antiga fortaleza que aqui se situava. Serve hoje de parque e está muito bem conservado e no seu centro ergue-se uma bela estatua do líder guerreiro marata Shivaji que por aqui passou no século XVII.

História

Construído pelos guerreiros de Adil Shah (muçulmanos) foi destruído pelos portugueses em 1549. Esteve em ruínas por mais de 100 anos, até que Shivaji reconquistou a cidade e mandou reconstruir o forte em 1675. Em Outubro de 1683 o vice-rei tentou conquistá-lo mas sem sucesso, devido ao grande número de tropas do rei marata Sambhaji.

Esta região do interior e maioritariamente habitada por hindus provocou sempre muitos problemas aos portugueses que aqui por diversas vezes saíram derrotados em batalhas, tendo neste lugar igualmente perdido a vida um vice-rei em combate.
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<DOC DOCID="HAREM-544-06603">
 Foguetes no ar 
 Carlos Heitor Cony 

 RIO DE JANEIRO  Homem religioso, o ex-ministro Rubens Ricupero devia conhecer aquela fórmula de santidade atribuída a Francisco de Sales: "proceder em público como se estivesse sozinho, e, sozinho, agir como se estivesse em público" . 
  Se assim o fizesse, não estaria amargando o vinagre em que se meteu . 
  Os entendidos afirmam que nada há de pior do que a queda de um anjo, a começar por Lúcifer: "vidi angelum cadentem!" 
  Mas a reflexão que prefiro fazer é outra . 
  Se o melhor era isso, se Ricupero com seu visual de Fran Angelico era no fundo um funcionário grosseiro, atolado na vulgaridade do poder, o que serão os outros? 
  Uma parabólica nas conversas íntimas entre Itamar e o seu pessoal de Juiz de Fora, entre FHC e seus hierarcas da campanha, um telefonema entre Roberto Marinho e Antônio Carlos Magalhães, uma reciclagem entre Marco Maciel e Jorge Bornhausen não dá para imaginar . 


 Fica difícil avaliar o que acontecerá com o real e com a candidatura do governo . 
  A inconfidência da parabólica apenas revelou o óbvio, o que todos sabiam: o Plano Real pode ser excelente mas não é para valer . 


 Resta lamentar que a selva política tenha tragado um homem como Ricupero . 
  Não sendo do ramo, suas defesas eram frágeis, ignorava o macete que mantém permanentemente ligado o piloto automático de um profissional . 


 Escrevo esta crônica na manhã do domingo . 
  Ainda há pouco, do morro Santa Marta, aqui ao lado da Lagoa, estouraram os foguetes de praxe . 
  Não, não se trata de nenhuma festa, de nenhum dia santo ou cívico . 
  Os foguetes simplesmente anunciam que chegou nova remessa de droga, os fregueses estão avisados . 
  Não sei se estão soltando foguetes em Brasília . 
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<DOC DOCID="HAREM-822-06604">
Caderno Viagem - Jornal do Brasil
 Domingo, 24 de setembro de 2000 Motivos para comemorar Depois de amanhã será comemorado o Dia Mundial do Turismo.
Segundo o superintendente da Embratur no Rio, Nilo Sergio Felix, "no ano passado, o Brasil faturou US$ 38 bilhões, dos quais US$ 25 bilhões no turismo receptivo".
Para se ter uma idéia da importância do turismo na economia, cerca de 5 milhões de trabalhadores no país têm seus empregos ligados direta ou indiretamente a essa indústria, de acordo com Felix.
"Também no ano passado, o Brasil saltou do 43° para o 29° lugar no ranking da Organização Mundial do Turismo (OMT) dos países que receberam viajantes estrangeiros", informou ele.
Em 1999, o país recebeu 5,1 milhões de turistas estrangeiros.
Deste total, 32% vieram para o Rio.
Segundo Nilo, o objetivo é aumentar a vinda de estrangeiros para 6,5 milhões até 2003.
Para isso, nos últimos quatro anos, foram investidos US$ 8 bilhões pelos governos estaduais e federal, visando incrementar os dois segmentos que
mais crescem: o ecoturismo e o turismo de negócios.
O maior crescimento neste setor, em 99, aconteceu no Rio.
"A cidade superou Paris, Roma, Londres e Hong Kong", comemora Felix.
Cerca de 38 milhões de brasileiros fizeram viagens domésticas no ano passado, gerando uma receita de US$ 13 bilhões.
E Eduardo Galante, diretor-presidente da Autêntica, agência de publicidade oficial da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) no Rio,
diz:
"O destino preferencial desses turistas é o Nordeste e a Bahia está na liderança".
Quando viaja para fora, o brasileiro prefere Orlando e Nova Iorque, de acordo com Galante.
Lá, em média, o turista gasta U$ 300 por dia, incluindo hospedagem.
Miami, que já foi um santuário de compras para os brasileiros, hoje está sendo divulgada por oferecer também outros atrativos: lazer, esportes e
pesca em alto mar.
Na Europa, a preferência dos brasileiros é Paris.
Ou o roteiro tradicional de Roma-Florença-Veneza.
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<DOC DOCID="HAREM-712-06609">
como
 Como chegar a Manhuaçu?
Manhuaçu é uma cidade hospitaleira, situada na vertente ocidental do caparaó em Minas Gerais, próximo a divisa com o Espírito Santo.
Sua economia, tem como ponto chave o café, e o f orte comércio regional.
A estratégica localização a torna ponto obrigatório de pousada no caminho entre as capitais do sudeste.
Do Rio de Janeiro, seguindo pela BR-116 (Rio-Bahia), em Realeza tome a rodovia BR-262 (BH-Vitória) e em 15 minutos você chega a Manhuaçu.
São aproximadamente 416 Km do Rio de Janeiro até Manhuaçu, d e uma viagem agradável, passando por Teresópolis, Além Paraíba, Leopoldina e Muriaé.
De São Paulo, é só seguir pela BR-393 até Além Paraíba, e tomar o mesmo rumo acima, a viagem no trecho São Paulo - Além Paraíba também é uma
delícia.
Quem vem de Brasília, segue até Belo Horizonte pela BR-040, e ambos chegam a Manhuaçu pela BR-262, muitos fazem este roteiro para alcançar as praias do litoral capixaba.
Manhuaçu é um ponto eixo para quem vem ou vai entre o litoral e as cidades históricas de Minas.
Ponto de parada alternativo para quem visita o Parque Nacional do Caparaó, região paradisiaca onde se situa o Pico da Bandeira, indo ou vindo de Salvador para o Sul maravilha, sua rota alternativa é a Rio-Bahia, e a parada para o descanso é Manhuaçu.
Município de Manhuaçu Altitude: 600 metros População: 60.000 hab.
Superfície:622 Km2 Latitude : 42º 03' W Jornais Locais : 3 Longitude: 20º 16' S Estações de Rádio AM:3 Estações de Rádio FM:1 Estações de TV: 1
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<DOC DOCID="HAREM-941-06622">
Livros
Leitores e Analfabetismo
A leitura é indissociável da literacia. No passado recente, com uma população com elevados níveis de analfabetismo e baixa escolaridade, a simples construção de bibliotecas pouco efeito produzia. Este panorama está a mudar. Em termos de literacia o país apresenta hoje duas realidades muito distintas:
Uma que corresponde ao grupo social com níveis de escolaridade muito baixos, constituído essencialmente por pessoas situadas em faixas etárias elevadas, e por certas minorias éticas com a população de origem cigana (cerca de 50 mil) e a oriunda de África. Grande parte do analfabetismo que continua a verificar-se corresponde a estas camadas da população.
A outra corresponde à dos grupos sociais das faixas etárias mais jovens e que fez a sua formação após o 25 de Abril de 1974. Esta apresenta níveis de literacia muito mais elevados. A percentagem de licenciados em Portugal, ultrapassa já diversos países europeus, como a Austria.
A promoção da leitura não pode deixar de ter em conta estas duas realidades, sobretudo deverá ter uma atenção especial com os grupos sociais mais carenciados da população, nomeadamente as minorias (ciganos, africanos, etc). Ora, neste ponto, pouco ou nada tem sido feito pelo Ministério da Cultura.
Carlos Fontes
Arquivo: Leituras, Livros e Bibliotecas
Entrada |Editorial |Cibercultura
|Lusofonia |Livros |Artes |Património |Política |Indicadores |Contactos
Contacto:
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<DOC DOCID="HAREM-132-06629">
Ouro Preto
 Ouro Preto Ouro Preto, patrimônio histórico e cultural da humanidade, guarda o maior conjunto arquitetônico do barroco brasileiro.
É o retrato vivo do Brasil-colônia.
A 100 Km de Belo Horizonte e cercada de montanhas por todos os lados, Ouro Preto tem clima ameno e uma atmosfera mágica que conserva o passado.
Construída nos arredores do pico do Itacolomi, a então Vila Rica foi palco do Ciclo do Ouro, da Guerra dos Emboabas, sede do Governo da Capitania e berço da Independência do Brasil.
Terra de mestres do barroco mineiro, como o pintor Athayde e Aleijadinho, a cidade conta na arquitetura a história de um tempo onde a simplicidade das fachadas constratava com a riqueza nos detalhes interiores.
Estes traços estão presentes não só nos museus, igrejas e monumentos, mas em cada esquina, debiaxo de cada telhado da cidade.
O que ver: Igreja São Francisco de Assis: Famosa pela capela e portada de Aleijadinho e pelo teto pintado por Athayde Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar: É a igreja mais rica em ouro em Minas Gerais.
No subsolo funciona o Museu da Prata, com objetos valiosos da prataria portuguesa.
Casa dos Contos: Um dos mais belos exemplos da arquitetura colonial, onde funciona o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, Arquivo Histórico Municipal, Galeria de Arte e Museu da Moeda.
Ao lado está o Jardim Botânico da cidade.
Teatro Municipal (antiga Casa da Ópera de Vila Rica): O mais antigo teatro em funcionamento da América Latina.
Possui acústica perfeita.
Casa de Tomás Antônio Gonzaga: Residência do poeta inconfidente, hoje sede da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
Acesso: BR-040/BR-356 Distância de BH: 98 Km Próxima cidade Voltar à Minas Gerais sugestões e comentários: grice@fiemg.com.br volta ao índice
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<DOC DOCID="HAREM-232-06638">
UNA - Ciências Gerenciais
 Aula magna foi ministrada por professor da USP Uma aula magna sobre "Controladoria e Contabilidade", proferida pelo diretor da Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), professor Eliseu Martins, deu início ao Mestrado em Contabilidade oferecido pela UNA - Ciências Gerenciais em Convênio com a USP e o apoio do Conselho Regional de Contabilidade - MG.
O evento, no auditório do campus Aimorés, teve a participação de mais de trezentas pessoas, entre alunos do curso de mestrado, estudantes de
Ciências Contábeis, professores e profissionais da área, na segunda-feira dia 14.
A mesa principal, de abertura da aula, teve a presença do presidente da UNA, Aloísio Teixeira Garcia;
do professor Mauri Fortes, diretor de Pós-graduação e Pesquisa da UNA;
do professor Ricardo Cançado, diretor da FCG/UNA;
do professor Diôgo Toledo do Nascimento, coordenador do Curso de Mestrado em Contabilidade;
de Norival de Souza Resende Filho, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Belo Horizonte;
e do professor Paulo César Gonçalves de Almeida, conselheiro do CRC.
O encerramento da aula magna, que teve duração de quase duas horas, foi feito pelo diretor executivo da UNA, Honorio Tomelin.
O diretor da FEA/USP informou que há trinta anos foi criado o primeiro mestrado em Contabilidade no país, na USP, e que, neste período, a USP vem incentivando a criação de outros centros de especialização na área no Brasil.
Ainda na década de 70, a USP fez um convênio com a PUC, em São Paulo;
depois com a Fundação Getúlio Vargas, que passou o curso para a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
"Durante muitos anos, esses foram os únicos centros de estudo da área de Contabilidade.
Preocupados em fazer com que o desenvolvimento da Contabilidade estivesse ao alcance de todos, nós, tentamos, então, parcerias com as universidades públicas do país, quando os professores da área iam para São Paulo fazer o mestrado.
Essa foi também uma experiência de sucesso".
Segundo Eliseu Martins, este convênio com a UNA faz parte de uma terceira fase deste trabalho, "no qual a USP sai e vai a outros lugares, onde haja interesse".
A USP também mantém um convênio como o da UNA com uma faculdade em Fortaleza.
O curso na UNA está sendo realizado com 21 estudantes, entre contadores e professores da área.
Eles passaram por um processo de nivelamento de quatro meses antes de iniciar o Mestrado em Contabilidade.
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<DOC DOCID="HAREM-322-06640">
Prefeito de Petrópolis conhece experiência do Banco do Povo
 Prefeito de Petrópolis conhece experiência do Banco do Povo O Banco do Pequeno Empreendedor de Juiz de Fora virou referência nacional para os municípios que querem implantar programas de concessão de micro-créditos destinados a empresas de pequeno porte dos setores formal e informal da economia.
O Banco, que foi implantado oficialmente em 22 de agosto e funciona no subsolo da agência Manchester da Caixa Econômica Federal, já foi visitado por representantes das cidades de São José dos Campos, Rio Claro, Serra (ES) e Timóteo.
Nesta segunda-feira, a experiência de Juiz de Fora será mostrada ao Prefeito de Petrópolis, Leandro Sampaio, que virá à cidade acompanhado de seu Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Charles Rossi.
Eles vão ser recebidos, às 9 horas, pelo Prefeito Tarcísio Delgado, que fará uma apresentação do trabalho desenvolvido pelo Banco em Juiz de
Fora.
Em seguida, a comitiva de Petrópolis vai visitar a sede do Banco do Pequeno Empreendedor, onde estarão acompanhados do Secretário Muinicipal
de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Vítor Garcia, e do Diretor do Departamento de Indústria da SMDE, Wilson Garbero Júnior.
No local, eles terão acesso à sistemática de funcionamento e de administração do Banco e às estatísticas de concessão de empréstimos.
De acordo com o Secretário João Carlos Vítor Garcia, os munícipios de Campinas e de São Bernardo do Campo já manifestaram interesse de conhecer o programa em andamento em Juiz de Fora, faltando apenas agendar a data dos encontros.
"Estas visitas confirmam que andamos no caminho certo no que diz respeito ao apoio às micro e pequenas empresas da cidade e servem como reconhecimento da excelência do serviço que vem sendo prestado", ressalta o Secretário.
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<DOC DOCID="HAREM-911-06643">
Notícias
TradTerm
TradTerm tem por objetivo difundir artigos inéditos sobre terminologia, tradução e disciplinas afins. Este número apresenta algumas das conferências ministradas durante a Escola Internacional de Inverno de Terminologia realizada em junho de 2000.
O tema geral versou sobre a Diversificação e unificação em Terminologia - o cenário do Mercosul , visando oferecer um fórum para o aperfeiçoamento e a discussão de problemas a todos os lexicógrafos, documentalistas, tradutores técnicos, entre outros profissionais, que fazem da actividade terminológica um objecto de estudo e de trabalho.
Neste número, a revista aborda as relações da terminologia com suas disciplinas afins, como é o caso dos trabalhos: Terminologia e tradução, de Francis Aubert; Terminologia e documentação, de Maria de Fátima Tálamo; Terminologia e neologia, de Ieda Maria Alves e Terminologia e lexicografia, de Maria Tereza Biderman.
Outros textos abordam a terminologia do ponto de vista do termo: O termo: questionamentos e configurações, de Maria da Graça Krieger; do ponto de
vista do conceito: Sistema conceptual e sistema terminológico, de Maria Aparecida Barbosa; da extração automática de termos: Extracción de terminología: elementos para la construcción de un extractor, de Rosa Estopà; da terminografia: Da diversificação e unificação em terminologia: fundamentos para a terminografia do Mercosul, de Maria da Graça Krieger; e da variação terminológica: Essai d'élaboration d'un modèle terminologique/terminographique variationniste, de Pierre Auger e Aspectos de terminologia geral e terminologia variacional, de Enilde Faulstich.
A grande diversidade de temas tratados mostra a abertura de espírito da escola de inverno, que dá seguimento a uma série de cursos e palestras apoiados e incentivados pela Rede Ibero-Americana de Terminologiav - RITerm. A revista convida todos aqueles que desejam publicar seus artigos, ensaios, resenhas e debates que versem sobre a tradução e a terminologia a entrarem em contato com a equipa de redação.
Contactos:
CITRAT Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 sala 269
05508-900 São Paulo SP
Brasil
Tel.: (55.11) 30.91.37.64
citrat@edu.usp.br
www.fflch.usp.br/citrat
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<DOC DOCID="HAREM-442-06650">
Dr. Gregoriano Canêdo
 Dr. Gregoriano Canêdo Era Filho de José Augusto da Silva e de D. Garciana Augusta Canêdo.
Nasceu em Monte Carmelo no dia 22 de Outubro de 1902.
Em Abadia dos Dourados, cursou a escola primária, tendo sido aluno do professor Manoel Mota Bastos.
Terminando curso primário, com distinção, ingressou no Colégio dos Irmãos Maristas, de Uberaba, em 1918.
Lá em Uberaba, por Ter sido aluno adiantado no curso primário, lhe foi permitido fazer o primeiro e o segundo anos de uma só vez.
Ao terminar o curso ginasial em 1923, dirigiu-se para Belo Horizonte onde matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais.
Bacharelou-se em 25 de janeiro de 1929.
Ao terminar o seu curso, voltou para sua terra natal onde exerceu a profissão durante cinco anos.
Em 1930, foi nomeado de Conselho Consultivo da Prefeitura.
Neste ano, em 6 de julho, fundou o jornal "A Razão", tendo como redator o Sr. Segadas Viana.
Casou-se com Maria Guadalupe Mundim Costa Canêdo em 25 de dezembro de 1932.
Tiveram quatro filhos, três homens e uma mulher.
Foi prefeito de Monte Carmelo de 9 de março de 1932 a 19 de março de 1932, substituindo o Dr. Leonidas Padua de melo e Souza e, novamente prefeito em 15 de maio a 22 julho de 1932.
No período de 1º de maio de 1932, substituiu novamente ao Dr. Leonidas Padua de Melo e Souza por poucos dias.
Durante o tempo em que foi prefeito de Monte Carmelo, no dia 15 de julho de 1932, organizou uma Coluna, composta de cinqüenta homens, denominada "Coluna Patriótica", a fim de seguir para São Paulo para auxiliar a sufocar o movimento revolucionário ali iniciado.
Durante duas legislaturas foi eleito deputado estadual, deixando vários benefícios para Monte Carmelo.
Foi diretor dos Diários Associados em Belo Horizonte, rio de Janeiro e finalmente São Pulo, durante 17 anos.
Era diretor do Banco Industrial de Minas Gerais S.A., de Belo Horizonte.
Doou à paroquia de N.S. do Carmo, de Monte Carmelo, um atuar de puro mármore, em pagamento a uma promessa feita.
Para biblioteca pública de Monte Carmelo doou 500 livros.
Faleceu em 7 de outubro de 1968 às 23 horas e 15 minutos na cidade de São Paulo.
Transportado para sua terra natal, por via aérea, onde foi sepultado às 10 horas do dia 9 de outubro de 1968.
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<DOC DOCID="HAREM-928-06657">

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<DOC DOCID="HAREM-04J-06658">
Junqueiro foi ainda confrontado com o facto de não ter falado com o ministro antes de avançar com a proposta.
João Cravinho , que integra a comitiva de Jorge Sampaio na ##visita de Estado a Moçambique, ainda não reagiu à carta que o dirigente socialista lhe enviou.
«Não estou a ver que, para emitir uma opinião, nós tivéssemos de informar previamente o ministro, afirmou.
«O senhor ministro interpretará esta sugestão como entender».
Junqueiro recordou ainda que, nas últimas autárquicas, o IGAT suspendeu as suas actividades um mês antes das eleições.

João Pedro Henriques 
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<DOC DOCID="HAREM-027-06661">
PARA IR A ENANCIB
 A própria organizacao da ENANCIB na Universidade de Brasilia está oferecendo, com patrocínio de terceiros, ônibus para os particicipantes, gratuitamente, saindo do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Sao Paulo e estamos etudando um também do Nordeste. 
 O alojamento vai ser mesmo de 15 reais para quem optar pela Escola de Administração Pública, que fica em frente ao local do evento... 
 A negociacao para estas facilidades devem ser feita pelos coordenadores dos cursos de pos-graduacao da area, com sandra@ibict.br ou cicilia@ibict.br 
 Um abraço 
 Antonio Miranda (UNB) 
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<DOC DOCID="HAREM-065-06662">
Em que ano foi para Leuven? 
 
 Em 1949/50. 
 
  No tempo da 2º Guerra Mundial esteve em Bilbau? De que forma sentia lá a guerra? 
 
 Tinha bons professores licenciados em Economia e Direito. Grande parte dos ministro de Espanha vêm da Universidade de Deuston, naquele tempo, porque estudava-se Economia a sério o que noutras universidades não se estudava. Em Espanha é preciso cuidado com as universidades. Em Granada, onde eu estive, a grande dificuldade era Medicina as outras não valiam nada. E a Deuston, em Economia é das melhores universidades de Espanha, nessa altura, as outra universidades consultávam-na. Como também em Portugal a universidade não é boa em tudo. A universidade são os professores, mais que as paredes são os professores. O Aguiar e Silva não é uma universidade, é um homem que percebe até japonês, todas as línguas, inglês, francês. E um homem desses vale uma universidade. O que valem são os professores e é nisso que a Universidade do Minho ainda pensa. Muitas vezes, há sempre nas instituições épocas de desenvolvimento e épocas de decadência, nós estamos numa época de desenvolvimento, felizmente. Está-se a formar,os professores não se formam de uma anos para o outro, leva tempo, mas sabe-se o que se quer e quando se sabe o que se quer, lá se chega.  
 
 E que ambiente foi encontrar na Bélgica? 
 
 Muito bom em questão dos estudos, muito bem. Eles no estrangeiro eram muito amáveis. Nós não podíamos concorrer a nenhum prémio, isso agora já mudou. Eles não se importam de ganhar à custa dos estrangeiros. Os belgas gostam muito de mandar, mas apesar disso havia muito bons professores. Víamos coisas, que agora é que estão aqui a pôr, a gente podia escolher as cadeiras que queria. Havia as primeiras fundamentais e depois a gente escolhia as outras que nos convinham. Esse plano é determinado com professores, depois ia ao concelho, aprovavam o plano e depois seguia. O que é uma grande vantagem. Estamos a chegar agora a isso por causa de Bolonha. Eu ia para professor de Ética interessava-me cadeiras que não me interessava se fosse para a vida política. Há umas cadeiras fundamentais que têm que se aprender, masas outras a gente escolhe conforme o que e gente quer. E é nisto quer a universidade de Leuven é responsável. E tinha um conjunto de professores muito bom. Por exemplo, em Filosofia está muito boa. Os grandes professore morreram e os novos estão a formar-se. 
 
  Que recordações tem da Universidade de Leuven? 
 
 Ai gostei muito, da abertura de espírito e entrar em contacto com a cultura europeia vêm-me daí, porque eu em Espanha eram fechadotes. E os professores belgas estavam em contacto com a cultura alemã, é uma grande vantagem para nós, porque depois das aulas isso vinha ao de cima.  
 
  E não sentiu nenhum clima pós-guerra? 
 
  Não, na parte universitária não surgiu essa situação. Na parte humana havia. Nós não gostamos nada dos belgas, sabe que a mulher belga preferia casar-se com um estrangeiro do que com um belga. Os belgas eram violentos com as mulheres e tudo mais. Eram pessoas amarguradas, no fundo ali passaram franceses, passaram alemães, e tinham uma certa amargura. E ficam sempre por baixo porque são uma nação pequena. De maneira que na vida deles, nós não nos dávamos muito bem com os belgas, mas a parte da universidade estava muito boa, estava em contacto com as correntes do mundo, e ali é uma grande universidade nesse aspecto, e isso para abrir os horizontes é muito bom. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-702-06682">
 Documentos magnéticos - Resultado da pesquisa...
[ Opiniões enviadas ] [ Enviar opinião ] [ Fórum de discussão ] [ FAQ ] Enviada por Maria Aparecida Remédio on September 11, 1999 at 22:35:29: Providenciei a medição do campo magnético em armários de aço com pintura à pó e tenho uma ótima notícia.
Estes armários não oferecem o menor risco de desmagnetização dos documentos.
A medição foi feita pelo Prof. Dr. Marcelo Knobel do Depto.
do Estado Sólido e Ciências dos Materiais do IFGW da UNICAMP.
O aparelho utilizado para a medição do campo magnético é o Gaussímetro.
O resultado dentro do armário foi 0,2 Gauss.
Segundo o Professor Knobel, um índice baixíssimo.
Espero estar colaborando com colegas que tenham documentos magnéticos...
: Re: Documentos magnéticos - Resultado da pesquisa...
Eloiza Rocha Pereira 16:34:03 9/21/99 (0) Enviar opinião a mensagem Nome: E-Mail: Título: Comentários: : Providenciei a medição do campo magnético em armários de aço com pintura à pó e tenho uma ótima notícia.
Estes armários não oferecem o menor risco de desmagnetização dos documentos.
: A medição foi feita pelo Prof. Dr. Marcelo Knobel do Depto.
do Estado Sólido e Ciências dos Materiais do IFGW da UNICAMP.
: O aparelho utilizado para a medição do campo magnético é o Gaussímetro.
O resultado dentro do armário foi 0,2 Gauss.
Segundo o Professor Knobel, um índice baixíssimo.
: Espero estar colaborando com colegas que tenham documentos magnéticos...
: Link Opcional (URL): Título do Link: Imagem Opcional (URL): [ Opiniões enviadas ] [ Enviar opinião a mensagem ] [ Fórum de discussão ] [ FAQ ]
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<DOC DOCID="HAREM-452-06690">
Niteroi Rugby Football Clube
 Página do time de Handebol O Handebol chegou ao Brasil em meados da década de cinqüenta através dos funcionários da Volkswagen que vindos da Alemanha trouxeram consigo a principal diversão que tinham em seu país de origem para que fosse utilizada em seus momentos de folga.
O contato com funcionários brasileiros e a imigração de europeus para os estados do Sul do país fizeram com que este jogo, já popular em sua região, se disseminasse.
Já nos anos 70, um grupo de brasileiros, profissionais de educação física, interessados no aperfeiçoamento do esporte, partiram para Romênia buscando maiores informações, em cursos, no país que até então era um dos principais campeões mundiais do esporte.
Entre esses professores destacava-se o niteroiense Ronaldo Barros Goldoni que trouxe para a cidade o que havia de mais moderno no Handebol e as principais técnicas de iniciação.
A principal equipe do Estado na época era dirigida por Ronaldo Goldoni, equipe esta que tinha em seu corpo de jogadores, futuros professores de Educação Física.
A união e o intercâmbio de Ronaldo e estes, já então, professores de Educação Física que fizeram os cursos de handebol no exterior, foram os responsáveis pela difusão do esporte no país, fazendo com que, conseqüentemente, Niterói e o Estado do Rio de Janeiro se tornassem um dos principais celeiros de formação de jogadores do Brasil.
Cansados de terem que contar com a boa vontade dos dirigentes de grandes clubes com o novo esporte, em 1981 os principais jogadores de Niterói, até então jogando no C. R. Flamengo, juntaram-se ao clube no qual muitos deles praticavam também o rugby, formando então, a equipe de handebol do Niterói Rugby.
Neste mesmo ano, o Niterói Rugby Handball conquistava o primeiro lugar na Taça Rio de Janeiro.
O N.R.F.C. sempre foi formador de grandes atletas do handebol disputando e obtendo títulos em campeonatos com a presença de grandes e tradicionais clubes de nosso Estado.
Nossas equipes já há algum tempo estão sendo dirigidas pelo professor Brasil, uma das brilhantes crias de Ronaldo Goldone que mesmo não estando a frente de nossas equipes continua atuando nas atividades do Niterói Rugby.

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<DOC DOCID="HAREM-33J-06691">
Carrington fez sempre questão de salientar que as hipóteses de sucesso do cessar-fogo dependem sobretudo dos beligerantes.
«Se for firmado, ninguém ficará mais contente do que nós.
Eu tentei, o senhor Vance tentou, se for respeitado, urrah!», comentou.
Mas se falhar?
«Ninguém fez mais até agora do que o secretário Vance.
Devemos tentar».
E lançou um alerta:
«A situação pode ser potencialmente horrível.
Sabe-se lá o que pode acontecer na Bósnia se o acordo falhar ..»
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<DOC DOCID="HAREM-82K-06696">
P - E como era a rotina de trabalhar numa...? 

 R - Olha, era livros sobre arqueologia, a história do Oriente, as religiões, a filosofia, tudo o que concerne ao Oriente, o Oriente Médio. As religiões, a filosofia, tudo, tudo o que concerne ao Oriente Médio, O Egito e o Oriente Médio Antigo, Idade Média e Moderna. 

 P - O senhor sentiu alguma transformação de mudar do Egito para o Brasil? Qual é a diferença no modo de vida que o senhor sentiu? 

 R - Olha, a atmosfera que reinava de 56 até 60 não era uma atmosfera natural para o Egito, porque o povo egípcio é um povo muito hospitaleiro e, infelizmente, não era uma atmosfera comum e, para eles não era comum e para os europeus também. Agora, tem muitos europeus que ficaram obrigados a ir embora, tem o que foi para a Itália, os que foram para a França e cada qual para o país de origem. Eu preferi, tinha lido esse livro, preferi vir para o Brasil. 

 P - O senhor falou que tentou ir para Itália. O senhor chegou a ir para Itália procurar trabalho? 

 R - Em 57, depois da ocupação do Canal, eu fui para Itália. Tentei ir para Itália, fui para França também ver qual era a situação. Não era o que eu podia desejar, então disse: "Eu vou para o Brasil." E, cheguei sozinho em 60. 

 P - O senhor veio como, de navio? 

 R - Eu cheguei em abril, fiquei um mês em uma pensão e me aconselharam a comprar o Estado de São Paulo para ler as ofertas de empregos. E, em maio, eu vi, tinha uma oferta. Estavam pedindo um representante que falasse inglês. Eu fui lá, era a (ITT?), se chamava ___________. Eu cheguei lá tinha uma fila de quase 150 pessoas. Eu quase ia desistindo, disse comigo mesmo: "Você não vai pretender ser o único no Brasil que fala inglês." E, depois, disse "Não, vamos tentar." Agora, a minha chance é que eu falava inglês, francês, italiano e árabe. Tinha um pequeno som de espanhol, conhece italiano e francês. E fui escolhido. E, desde então trabalhei até fechar as portas da (ITT?). Quando veio a Embratel eu tive um susto porque o diretor me chamou e disse: "Olha Giuliana, vamos fechar pois vem a Embratel." Eu disse: "Eu comecei a minha vida do zero novamente aos 44 anos, agora vou ter que começar novamente?" E, depois, fui trabalhar com a Santa Hidrelétrica que pertence a (ITT?). Depois da Santa Hidrelétrica a (ITT?) abriu, com a razão social, um escritório aqui, a (ITT?) ________ Comunications. E continuei até 84. Em 84 eu disse: "Chega! Vamos descansar um pouco." 

P - Vamos voltar um pouco, contar como é que o senhor conheceu a sua esposa, como é que foi a história do namoro do casamento? 

R - Olha, eu conheci a minha esposa pelo meio de uma vizinha que morava perto de nós e conhecia também a família de minha esposa. Então, ela me conhecia e conhecia a minha esposa. "Vamos ver, vamos juntar esses dois aqui, estão muito longe." Morávamos no mesmo bairro, então, isso aconteceu. 

P - E como é que foi o namoro, o casamento, os filhos? 

R - Tem um negócio que é... A minha esposa tinha a mãe dela, que veio também para o Brasil, era aquelas senhoras antigas, muito rígidas e eu não era, eu e minha esposa, não era aquele tipo extravagante, não mais. Agora, às vezes, eu quando ia embora ela fazia de tudo para ir na cozinha ou ir ____ para nos acompanhar. E nós ficamos rindo, eu e minha esposa, minha noiva. Quer dizer, foi alguma coisa. Quer dizer, eu e minha esposa tínhamos mais que, quase, 30, 35 anos, né? Então, não era aquela juventude 19, 20 anos é uma coisa normal. 

P - E aí o senhor casou no Egito? 

R - Sim, casei no Egito sim. 

P - O senhor fala várias línguas, quais são as línguas que o senhor fala? Como é que o senhor aprendeu a falar tantas línguas? 

R - Lá no Egito, eu fiz as escolas francesas, oito horas por dia, inglês, francês e árabe. Agora, era uma escola dos irmãos, da Escola Cristã. Eram muito rígidos. Quando o aluno não dava resultados o fim de semana era perdido para ele e para os pais. Sábado da uma hora às cinco horas da tarde era para copiar de um livro. Agora, os religiosos passavam atrás, quem não tinha boa letra: "Eu quero boa letra." Arrancava assim "Próxima semana você volta novamente." Você fazia isso uma vez, duas vezes, depois a bronca dos pais e ficar quatro, cinco horas escrevendo assim, se endireitava. 

P - O senhor aprendeu as línguas no colégio? 

R - Na escola e na vida também. Tem uma coisa importante, era em 56, 57, na minha livraria. Um dia entra, tinha a minha esposa e as duas meninas, entra uma pessoa bem vestida, um senhor de cor, preto, e eu nunca ia ao encontro de qualquer cliente, eu deixava o cliente. Ele começou a olhar os livros, nos falávamos, tudo. Depois de um pouco ele falou num italiano perfeito. E ficamos falando _______ depois eu disse "Mas como é que o senhor fala tão bem o italiano?" Ele disse: "Eu passei dez anos na Academia de Belas Artes de Roma." Assim, todo mundo tinha a oportunidade lá de falar vários idiomas. Uma outra vez fomos num hospital, para minha esposa, e tinha um servente lá do hospital. Um hospital francês. Ele falava um francês, esse servente, também de cor, um francês, uma perfeição. Então, minha esposa perguntou, ele disse "Sim porque eu trabalhei muitas vezes em muitas famílias francesas desde pequeno." Agora, a Escola Italiana fiz também. Tem italiano, francês, inglês e árabe, são quatro idiomas, oito horas por dia e lá era caxias, né? 

P - O senhor poderia falar um pouco os países que o senhor já conheceu? 

R - Fui na Grécia. Em 57, indo para Itália, na volta fui para Grécia. Na ida o navio foi para Grécia, não pude descer na Grécia porque ainda não tinha relações diplomáticas, da guerra, tudo isso. Uma outra vez, então, fui para Grécia, desci lá, vi Atenas, Corinto. Na França, na Suíça, no _______, um país maravilhoso. Itália, várias cidades da Itália. 
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<DOC DOCID="HAREM-622-06711">
Entidades
 THE HUNGER SITE Este site foi criado para coletar donativos para ajudar a acabar com a fome no mundo.
Na página principal há um mapa baseado em estatísticas.
Conforme um determinado país vai sendo assinalado, provavelmente alguma criança possa estar morrendo de fome.
Para doar uma porção de alimento, o internauta só precisa clicar em um botão.
Com isso os patrocinadores do site repassam uma quantia para o site, que por fim é repassada para o programa World Food Program, da Organização das Nações Unidas.
AACD Este é o site da AACD - Associação de Assistência à Criança Defeituosa.
Aqui você encontra o histórico da associação, os endereços e telefones e os atuais projetos.
Há também uma seção de links para outras associações, instituições e projetos espalhados pelo país.
A seção Fale conosco permite que você mande um e-mail para a associação.
AACC A Associação de Apoio à Criança com Câncer (AACC) é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que visa proporcionar melhor condições de tratamento para as crianças com câncer.
A página traz melhores informações sobre a associação, as campanhas e como colaborar.
FREE THE CHILDREN FROM BRASIL Este é o site da Free The Children From Brasil, uma organização não-governamental que luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes do Brasil e do mundo.
Ela foi fundada por um jovem canadense de 12 anos, após ler uma notícia sobre trabalho infantil escravo.
Na página você encontra informações sobre a história da organização e como participar.
UNICEF BRASIL Este é o site da Unicef Brasil - Fundo das Nações Unidas para a Infância.
O internauta encontra informações sobre o trabalho da organização no país e suas áreas de atuação.
Destaque para uma seção que explica como encontrar os produtos Unicef e colaborar com a organização.
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<DOC DOCID="HAREM-641-06712">
História de Lagoa:
Se a data da fundação de Lagoa é desconhecida e só a partir de 1773, com a elevação a vila, a sua história está documentada, sabe-se que Estombar e Porches foram importantes centros no período islâmico e medieval e que Ferragudo teve muralhas de defesa.
A pesca e a industria de conservas de peixe, trouxeram, nos finas do séc. XIX e nas primeiras décadas do séc. XX, prosperidade e dinamismo a Lagoa. Esse papel é hoje desempenhado pelo turismo e por uma crescente diversidade de actividades económicas, que inserem Lagoa e o seu concelho no moderno Algarve.
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<DOC DOCID="HAREM-837-06723">
ONLINE FIRST
 http://link.springer.de/doi/online-first.htm 
 A adição mais nova de Springer-Verlag está oferecendo um Serviço de Pré-estréia de Periodicos, 
 Serviço de Alerta de Online First, uma série de artigos de -texto completo (. 
 pdf formato). 
 Atualmente, Online First oferece artigos dos seguintes Periodicos:.Applied Physics A.,.Applied Physics B.,.European Physical Journal C. (EPJ C),.Inventiones mathematicae.,.Mathematical Programming.,.neurogenetics.,.Supportive Care in Cancer., and.Theoretical Chemistry Accounts: Theory, Computation, and Modeling. Os artigos são colocados online como eles são aceitados. 
 Isto é um incrível serviço para acadêmicos que desejam seguir a novidade da ciência, pois estas publicações aparecem online bem antes de apareçam na forma impressa. 
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<DOC DOCID="HAREM-501-06728">
Da Estratégia Global às Estratégias Parcelares e Concretização de Objectivos
Este programa visa fornecer aos participantes as bases conceptuais e os modelos mais avançados que se relacionam com a Estratégia Global Empresarial e identificam esta com as estratégias parcelares das diferentes Áreas Estratégicas de Actividade (AEA) ou Unidades Estratégicas de Negócios (UEN).
Constroem-se os modelos de Gestão Integrada e Estratégica (GIE) de desenvolvimento contínuo, propiciadores da coesão sinérgica da Gestão e as respectivas formas e metodologias de planeamento global e parcelar consolidado.
Estratégia Empresarial -o que é ?
Necessidade de uma Estratégia Global da empresa
Condicionantes e constrangimentos à criação de Estratégia
Orientação, Visão e Vigilância Estratégica
Concepções integrantes para a excelência estratégica
Um modelo sistémico e sinérgico de gestão integrada e estratégica (GIE)
Da gestão do Óbvio à Estratégia Deslizante: uma nova concepção de Excelência de Gestão e de desenvolvimento estratégico contínuo pela visão XXI
Do modelo Swot para a Estratégia global aos modelos de estratégias de mercado / produtos / serviços para as estratégias parcelares
Integração estratégica vertical e horizontal, descendente e ascendente
Do planeamento estratégico global ao planeamento estratégico parcelar
Sistemas e metodologias de Planeamento Estratégico consolidado
16 horas
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<DOC DOCID="HAREM-41J-06732">
Não sei se fui claro: seria mais fácil um pinguim cruzar três Saaras do que FHC comer carne de bode espremido a um magote de sertanejos suados.
Compreendeste?
Não fosse a eleição, d. Luciano Mendes teria de negar Cristo três vezes para que nosso senador empuleirasse no lombo de um cavalo, envergando aquele chapéu de cangaceiro.

O caso de Lula é semelhante.
O candidato do PT bateu na trave em 89.
Agora imagina que é chegado o momento.
Sente o bafejar da sorte a acariciar-lhe a cara.

Metalúrgico rompe negociação
Os metalúrgicos do Estado de São Paulo da base da Força Sindical (data-base em novembro) romperam negociação com os setores de autopeças, forjaria e parafusos e preparam greve.
Os empresários ofereceram 10,4 $% em novembro para São Paulo, Osasco e Guarulhos e 6 $% mais 6,27 $% em março para o interior.
A categoria pede 69,69%.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio e do Grande Rio (data-base em outubro) se reúne hoje com representantes da Firjan (federação das indústrias do Rio) pela primeira vez desde o início da greve da categoria, na terça-feira.
O sindicato pede 99$% e os empresários oferecem 13,56$%.
A greve «por empresa» atingia ontem sete empresas e 12 mil empregados.
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<DOC DOCID="HAREM-731-06743">
texto
Como colaborar com a AAQ. A Associação Amigos dos Queimados convida todos os interessados a juntarem-se a esta cadeia de boas-vontades, informando que os seus estatutos contemplam, além da filiação individual, a possibilidade de empresas e entidades se constituírem sócios colectivos.
Os sócios individuais dividem-se em três categorias:
- Sócios ordinários, com quota anual de 2.000$00 a 5.000$00;
- Sócios benfeitores, com quota anual de 5.000$00 a 10.000$00
- Sócios beneméritos, com quota anual igual ou superior a 10.000$00.
Para além de receberem gratuitamente a "Folha dos Queimados", com informações actualizadas sobre as actividades da Associação Amigos dos Queimados, os sócios têm direito a descontos nas inscrições nos Congressos Nacionais de Queimados, nas Jornadas de Enfermagem de Queimados e em todos os outros eventos realizados pela AAQ.
Para facilitar o pagamento das quotas, estas devem ser, sempre que possível, liquidadas por transferência bancária. De todos os valores recebidos serão passados os respectivos recibos para fins de beneficio fiscal.
Os sócios colectivos são constituídos por empresas ou outras entidades colectivas interessadas em contribuir para a melhoria do tratamento dos doentes queimados em Portugal. A quota mínima anual atribuída para estes sócios é de 25.000$00, a liquidar igualmente por transferência bancária. A Associação Amigos dos Queimados está, por último, aberta também a apoios e contributos não monetários por parte de empresas e particulares, a serem utilizados por exemplo nas Campanhas de Natal.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-814-06756">

 EUA decidem reduzir importações da China 
 De Washington 

 O governo dos EUA resolveu ontem reduzir em cerca de um terço as importações de produtos têxteis da China, em retaliação ao que classificou de "contrabando massivo" de roupas chinesas para este país . 


 Segundo Mickey Kantor, responsável pelo comércio exterior dos EUA, a medida não terá efeitos para o consumidor norte-americano . 


 Quando candidato à Presidência, Bill Clinton criticava com dureza a política de seu predecessor, George Bush, de manter a China na relação dos países mais favorecidos nas relações comerciais com os EUA apesar dos contínuos desrespeitos aos direitos humanos cometidos pelo governo chinês . 
  No poder, Clinton não alterou essa política . 

 (CELS) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-822-06777">
pedra 
 A CASA DE PEDRA ..........................
voltar Para os apreciadores da pesca de Tilápia do Nilo, vai aqui uma dica muito especial.
Próximo à São Paulo, em São Bernardo do Campo, na localidade de Riacho Grande, existe um excelente local para pesca de tilápias. 
Trata-se da Casa de Pedra, como é popularmente conhecida a casa da Marquesa de Santos, na Reprêsa Bilings. 
Lá existe uma quantidade respeitável de tal peixe, com tamanho avantajado, em média 500 gramas, com alguns exemplares chegando a mais de um quilo. 
Neste local, com uma vara lisa de 4 metros (no mínimo, dado a necessidade de longo alcance), pode-se tentar a "técnica do croquete", descrita no artigo "pescando pela lei da natureza", publicado nesta Site na seção Dicas. 
Porém, a prática normal dos pescadores que lá frequentam, é usar equipamento micro, equipado com linha 0,20mm, e anzol coberto por uma capa de fio de eletrecidade vermelho. 
Para preparar tal "isca", corte um pedaço de fio de bitola igual a do anzol a ser utilizado, retire o material condutor de dentro. 
Em seguida aplique uma fina camada de cola (super bonder é recomendável) em todo o anzol. 
"Vista" o anzol com a capa do fio de forma que fique coberto desde a sua base até a metade de sua curva. 
Limpe imediatamente a parte exposta do anzol e deixe secar bem. 
Depois de sêco, cole, também com super bonder, um pequeno chumaço de penas coloridas. 
O verde claro funciona muito bem. 
Trabalha-se com esta "isca" da mesma forma que se trabalha com um spiner e o resultado é muito bom, apesar da dificuldade de arremesso, dado 
a falta de peso. 
(alguns pescadores chegam a usar uma pequena bóia com pêso para auxiliar no arremesso). 
Com tal técnica, os pescadores que frequentam o local chegam a pegar 3 vezes mais tilápias do que com iscas naturais, saindo de lá com 150 a 
200 exemplares em um bom dia de pescaria. 
Vale a pena tentar. 
Boa sorte. 
Tchello
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-881-06802">
Campanhas 
Donativos
Pode fazer o seu donativo para o Comité Português para a UNICEF utilizando umas das seguintes vias: 
- Transferência bancária junto do Banco Sotto Mayor - Agência Fontes Pereira de Melo, para o NIB 00.33.0000.50131901229.05 (pode efectuar esta transferência pela Internet através do site do seu banco) 
- Por cheque passado à ordem do Comité Português para a UNICEF e enviado para a Avenida António Augusto de Aguiar, 56-3.º Esq.º, 1069-115 LISBOA 
- Por vale postal 
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Acção do comité português 
Num mundo sem fronteiras 
Longe dos olhares da comunicação social, a UNICEF também trabalha em programas de médio e longo prazo 
Para estes resultados muitos contribuiram 
v Os Bancos, os Centros Comerciais, as Escolas e Universidades venderam os nossos cartões. 
v Uma iniciativa da Solvay Portuguesa, reuniu 
965.081$00 para Timor. 
v Uma colaboração regular da Soporcel, contribuiu com 1.043.000$00, enviados para os recursos gerais da UNICEF. 
v Uma acção da Cartier, doou 2.000.000$00 para os órfãos de Moçambique. 
v A campanha da Tioccha, ofereceu 1.000.000$00 para os recursos gerais da UNICEF. 
v A acção da Portugal Telecom resultou em 10.000.000$00 para o Kosovo. 
v A participação anual numa campanha da Seguradora Allianz Portugal, permitiu enviar 5.083.618$00 para Timor. 
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<DOC DOCID="HAREM-222-06803">
 Caminhadas em Petrópolis: Cobiçado Altitude: 1678 metros Classificação: Caminhada Leve Acesso: Caxambu Pequeno pela rua Francisco Peixoto da Costa ou pelo Alto da Serra, Rua Pedro Ivo Tempo de Caminhada: 45 minutos as 2 horas.
Desnível: 550 metros pela rua Pedro Ivo, 700 metros do Caxambu Pequeno Round trip: 3 horas a 4 horas Acesso: Caxambu Pequeno ou Rua Pedro Ivo no Morin.
A partir da rodoviária pega-se o ônibus Caxambu Santa Izabel e desce do ônibus um ponto antes do ponto final na Rua Jose Almeida Amado.
(Após o ônibus descer existe uma reta ou um baixio, onde avista-se uma pequena represa, do lado esquerdo ônibus).
Pega-se a rua da direita que sobe em direção ao Morro do Cobiçado.
( Na esquina da direita tem uma quadra enorme de futebol, pertencente a uma casa enorme com a placa Renato Centro recreativo Esportivo.
) Esta localidade é conhecida como Três Pedras.
Continua-se seguindo sempre pegando a estrada que sobe a direita, uma vez que a montanha está a direita.
Ao final da estrada chega-se um colo, onde encontra-se a subida proveniente da rua Pedro Ivo.
Partindo-se da Rua Pedro Ivo pega-se o ônibus na rodoviária, o Morin, Alto Morin Lagoinha ou Pedro Ivo.
Com o ônibus Pedro Ivo, desce-se no ponto final.
Com os demais ônibus desce-se na Igreja do Morin e sobe-se a Rua Pedro Ivo.
Vai-se até o final da rua e pega-se um antigo caminho de pedestre que sobe até o Caxambu, e chega-se a interseção de ambos os caminhos.
Pega-se então uma estrada a esquerda que rapidamente se transforma em estrada de jipe, e ao final dessa estrada de jipe inicia-se a trilha para o Cobiçado.
Durante esta estrada de jipe ou caminho de pedestre existe um local onde a estrada cruza um córrego, onde pode coletar-se água.
A trilha segue até chegar uma crista onde pega-se o caminho da direita subindo em vez de contornar-se a esquerda.
Sempre subindo tem-se uma idéia por onde é o caminho da montanha já que a trilha é bem marcada e a vegetação rasteira.
Do Cobiçado descortina-se uma bonita vista de Petrópolis e dos morros vizinhos, como Açu, Meu Castelo, Retiro, Maria Comprida.
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Todos os direitos reservados.
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<DOC DOCID="HAREM-121-06809">
Introdução
Introdução
Cabe a este pelouro defender os teus interesses e os teus direitos na sociedade, catalizar o teu espírito interventivo de forma a defenderes esses direitos, trabalhar para melhorar as tuas condições de estudo e de vida, estudar e promover formas de luta por um ensino de qualidade e em que todos os estudantes tenham condições iguais. É nesta area que se tratam todas as questões relativas a política educativa, nomeadamente a polémica Lei de Financiamento à qual nos opomos, a Lei de Bases do Sistema Educativo. É, portanto, também este pelouro que coordena as actividade da tua Associação com as outras Associações de Estudantes e várias outras entidades ligadas ao meio académico.
Acção Social -É um dos mais importantes pelouros da AEIST. A Acção Social Escolar no Ensino Superior Público está muito mal e não se vislumbram melhoras a curto ou médio prazo, as bolsas são muito baixas e não chegam para todos os estudantes economicamente carenciados, as residências também são insuficientes, etc...; mas mesmo assim vamos fazendo o que podemos, a exemplo fica o Guia de Bolsas que foi uma novidade implementada por nós e que já vai na terceira edição de 200 exemplares. Também são os elementos deste pelouro que tratam das relações com os SASUTL (Serviços de Acção Social na Universidade Técnica de Lisboa) e defendem os teus direitos perante o CNASES (Conselho Nacional de Acção Social no Ensino Superior).
Relações Externas -Asseguram a nossa representação nos assuntos para que são especificamente designados, Acção Social, Pedagogia, Intervenção Académica, etc.... Vão aos ENDAS (Encontro Nacional de Dirigentes Associativos), e a tudo o que são reuniões Inter-Associações, acompanhando o Movimento Associativo.
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Esta página é da responsabilidade da Intervenção Académica da AEIST.
Última actualização 30 Junho, 2000
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<DOC DOCID="HAREM-941-06810">
INP - Instituto Superior de Novas Profissões
Associação de Antigos Alunos do INP (AAAINP) na internet
Prosseguindo os esforços desenvolvidos pela anterior Direcção da AAAINP, o actual elenco presidido pelo nosso colega e professor, Dr. José Quintela (curso de Relações Públicas e Publicidade), concretizou aquele propósito pelo que a partir do mês de Fevereiro a aproximação entre os diversos pólos da nossa Escola - Funcionários, Alunos, Docentes, Antigos Alunos e Entidade Institucional - passarão a dispor de mais uma "Avenida" que continuará a ligar o eixo Duque de Loulé - Bernardo Lima a todos os pontos onde ao longo do País (e muitos no estrangeiro) se radicaram os diplomados da nossa Escola. O site da AAAINP poderá ser visitado em www.aaainp.com .
O Gabinete de Relações Públicas do INP e a Direcção da Associação de Antigos Alunos já estão em contacto no desenvolvimento de projectos de cooperação, dos quais podemos destacar desde já a decisão tomada pela Entidade Institucional segundo a qual os elementos do Gabinete de Relações Públicas da nossa Escola garantirão o encaminhamento de contactos que até nós cheguem sobre a temática dos Antigos Alunos. Reforçado que está esse elo, outros caminhos se abrirão, visando uma desejável e inevitável unidade na prossecução dos nossos valores institucionais.
DESTAQUES
Alunos do INP distinguidos
As estruturas internas do INP distinguiram Alunos finalistas pelo bom desempenho das suas actividades académicas.
Nuno Brandão apresenta e discute o seu livro com a comunidade INP
No dia 25 de Junho de 2002, Nuno Brandão (ex-Aluno e Professor desta casa) trouxe até nós o seu livro "O espetáculo das notícias - a Televisão generalista e a abertura dos telejornais".
O desenvolvimento sustentado do Turismo - jornada técnica
Bruno Sebastião, Aluno do 4º Ano de Turismo, Vertente "Gestão de Empresas Turísticas" organizou, em colaboração com o INP, uma jornada técnica em que o tema foi "Desenvolvimento Sustentado do Turismo em Portugal".
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<DOC DOCID="HAREM-221-06814">
AC Luis de Camões « Xadrez »
Xadrez
Por: Rui Rodrigues
Junta dos Olivais cria "Jogos dos Olivais - Xadrez"
A Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais idealizou a realização de um circuito de torneios de xadrez, nos Olivais. Esta medida visa manter a modalidade "viva" nos Olivais e em Lisboa. Já que, com o encerramento do PDX Lisboa e consequentemente dos Jogos de Lisboa levou a que os xadrezistas ficassem com escassez de provas para participar. O local para a realização de todos os eventos do circuito será o Olivais Shopping Center, 2º piso (Espaço Lisboa). Este circuito terá 5 torneios, que serão efectuados nas seguintes datas: 16 de Fevereiro, 15 de Março, 19 de Abril, 24 de Maio e 10 de Junho (dia de Camões). As inscrições serão gratuitas e poderão ser efectuadas no local de jogo 30 minutos antes de se dar início ao torneio. Este circuito está direccionado para os mais jovens, mas aberto a qualquer jogador que queira jogar xadrez. Mais informações disponíveis em: http://aclc.com.sapo.pt
A Associação Académica da Amadora organizou nas suas instalações o campeonato de Lisboa de partidas Semi-Rápidas por Equipas (4 jogadores), no dia 18 de Janeiro. Esta prova contou com a participação de 28 equipas, tendo saido vencedora a formação do Clube EDP com 18 pontos de 24 possíveis. Nas posições do pódio, ficaram ainda SMD Caneças e Ginásio Clube Odivelas com 16 e 15 pontos, respectivamente. Destaque ainda para a participação do Clube TAP, que terminou em 10º lugar com 13 pontos.
Problema de Xadrez
As brancas jogam e ganham!
Solução:
© 2000-2003, AC Luis de Camões
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<DOC DOCID="HAREM-14C-06849">
Senhora Presidente, no ano passado, tive oportunidade de visitar a cidade de Cracóvia, na Polónia, em conjunto com a Comissão do Parlamento Europeu para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos. Uma visita que nos ensinou muito, sobretudo que os países candidatos à adesão representarão um enorme contributo para a vida cultural e a vitalidade da Europa.

Fizemos a seguinte pergunta a um dos professores do Instituto Cultural em Cracóvia: considera que existe uma cultura claramente europeia? A resposta sintetizou a questão com grande acuidade: respondeu-nos que visitava frequentemente a América, e que nós partilhávamos sem dúvida alguma uma cultura ocidental com os EUA. No entanto, quando lá ia, sentia que faltava alguma coisa e essa coisa era a vertente histórica. Disse que numa cidade como Cracóvia podemos ver, tocar e sentir história e cultura em toda a cidade. Posso facilmente entender por que razão ele, como natural daquela cidade, frisou essa questão. Por conseguinte, concordo com o comentário do senhor deputado Graça Moura, a saber, que considerava lamentável a não inclusão da vertente histórica no Fórum sobre a Cooperação Cultural, realizado o ano passado. Não podemos nunca negligenciar a vertente histórica em país algum.

Apoio completamente o convite do relator a incluir os nossos vizinhos mediterrânicos, os nossos vizinhos islâmicos; temos de cooperar com os países islâmicos. Em especial, há que ter presente que a Europa é hoje uma sociedade multicultural. Há que regozijarmo-nos por isso e garantir a inclusão no nosso programa de elementos válidos que permitam abordar essa realidade.

Hoje, fizeram-se comentários, alguns deles críticas justas, às dificuldades em termos administrativos; gostaria no entanto de evocar uma história de sucesso. Tive o enorme prazer de saber que, no meu círculo eleitoral de Portsmouth, um consórcio de museus, incluindo o Museu Dia D de Portsmouth, dedicado à paz na Europa, recebeu uma subvenção de 150 000 euros. Aqui está um projecto que teve seguramente êxito e devo dizer que este consórcio ficou encantado por ter recebido o apoio da Europa. É preciso acompanhar os projectos com toda a atenção. Tenho a certeza de que este é um dos projectos que terá um êxito digno de nota. Se queremos mais dinheiro para a cultura na Europa, podemos pensar seriamente numa lotaria europeia que permita angariar verbas com essa finalidade.

Senhora Presidente, aquando do anterior ponto da ordem do dia sobre o programa SÓCRATES, congratulámo-nos sobremaneira com o facto de haver a possibilidade de uma ampla participação dos cidadãos e, em particular, dos cidadãos jovens, de modo que o pensamento europeu seja transportado até à opinião pública europeia. Sobre o programa CULTURA 2000, muito foi dito sobre as finanças, sobre os impedimentos burocráticos, mas eu gostaria de desviar a vossa atenção para a questão do conceito em si e em especial para a questão sobre como vamos avançar.

Agradeço, pois, ao colega Graça Moura pelo facto de este, com o relatório em apreço, ter travado um diálogo extremamente aberto sobre o futuro conceito do programa CULTURA 2000 e, nesta perspectiva, quero expressar-lhe todo o meu apoio. A questão que eu coloco é se, tendo o pouco dinheiro que temos, estará correcto apoiarmos prioritariamente os grandes projectos. Não seria muito mais necessário estarmos disponíveis para que pequenas redes, mas com capacidade para impulsionar, fazendo-o inclusive de um modo alargado, possam ser por nós integradas no programa subsequente? É esta a ideia que advogo, e proponho que obtenhamos as condições financeiras e, simultaneamente, prossigamos o desenvolvimento do programa no sentido de uma menor burocracia, mas de maiores oportunidades de participação para os grupos de menor dimensão.

Senhora Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o programa CULTURA 2000 - conforme é comprovado pelo excelente relatório apresentado - não deixa apenas clara a crescente necessidade de cultura, mas contribui também para a criação de um espaço cultural europeu. No entanto, o relatório demonstra de forma igualmente clara que o programa é afectado pela desproporção entre a riqueza dos seus objectivos e a surpreendente escassez do seu orçamento. O relator acentua justificadamente o reconhecimento explícito da cultura como factor económico e factor de integração social e de cidadania.

Lamentavelmente, neste, como em muitos outros programas, o que não serve de desculpa, verifica-se, por exemplo no âmbito da política regional, que os primeiros dois anos se caracterizaram pela tardia publicação de convites para apresentação de propostas. Sim, e aqui aplica-se a expressão utilizada pela relatora, a qual, referindo-se a estes dois primeiros anos, falou em "gestão caótica do programa" . A este facto, e também aos procedimentos internos morosos e pesados, se deve também em última análise o baixo nível de execução do programa CULTURA 2000 durante o seu primeiro ano de vigência. Neste ponto, impõe-se, quanto a mim, que a Comissão desenvolva verdadeiros esforços no sentido de encurtar o circuito percorrido pelos projectos e garantir a continuidade dos programas.

Para finalizar, gostaria de retomar uma interrogação, apresentada na exposição de motivos do presente relatório, a qual muito me interessa enquanto político regional e que gostaria de colocar à Comissão: como garantir a complementaridade necessária e uma coordenação entre o programa CULTURA 2000, por um lado, e os recursos dos Fundos Estruturais, atribuídos à cultura dos países membros, por outro? Talvez este constituísse um aspecto interessante para a nossa reflexão.

Senhora Presidente, permita-me em primeiro lugar que agradeça ao senhor deputado Graça Moura e aos colegas o seu empenhamento para que esta grande e bela ideia de Europa da cultura, de Europa das culturas, de Europa das raízes e de Europa da alma dos cidadãos se torne realidade. O programa passou agora a barreira dos dois primeiros anos, pois foi criado em 14 de Fevereiro de 2000. É pouco, mas já é bastante para um primeiro balanço. Observei, neste relatório, numerosos pontos em que o Parlamento e a Comissão concordam, apesar de nem sempre usarmos a mesma abordagem para explicar as observações feitas ao programa actual. Registei igualmente, e agradeço ao Parlamento, orientações muito interessantes para o futuro.

Primeira observação: "O Cultura 2000" é um programa difícil de gerir. Há que o reconhecer, é esta a realidade e, como todos afirmaram, há uma inadequação entre o número de objectivos considerados e o nível do orçamento. Todos se recordam, caros colegas, da batalha que o Parlamento travou, não contra os Ministros da Cultura, mas contra os Ministros do Orçamento, que não queriam dar dinheiro para a cultura. Como será possível, então, gerir mil belas ideias aplicáveis no terreno com dinheiro para três ideias? Não há adequação e, infelizmente, é o que está a acontecer com este projecto. Devo dizer o seguinte a todos quantos lamentaram que não se conseguisse aplicar os fundos: os fundos foram bem aplicados até ao último euro, não ficou nada nos cofres. É que se, para cúmulo, não tivéssemos gasto o pouco de que dispomos, então não teríamos qualquer motivo para solicitar mais meios financeiros. Gasta-se tudo e, de longe, não temos o suficiente para todas as exigências, já não digo necessidades, expressas pelo mundo da cultura.
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<DOC DOCID="HAREM-20J-06850">
Scartezzini elogiou o trabalho do TRE fluminense e a população do Estado:
«O Rio sempre foi um lugar que deu exemplo para o Brasil», disse o corregedor eleitoral, tentando desfazer o caráter de «intervenção branca» atribuído à sua viagem ao Rio de Janeiro.

«Nós não vamos acreditar que um povo tão culto como o da Guanabara possa ter problemas como andam dizendo por aí», afirmou, referindo-se à população do antigo Estado da Guanabara, que desapareceu na fusão com o Estado do Rio de Janeiro.

Um, o convencional, é o que o Plano Real contempla e tem como instrumentos essenciais a importação à taxa cambial fixa e baixa e quase sem tarifa aduaneira de mercadorias, tornando impossível pela competição os produtores e comerciantes brasileiros aumentarem seus preços; e a redução da demanda por bens de consumo e de investimento, mediante juros altos e corte do gasto público, impedindo as remarcações de preços pelo excesso de oferta suscitado.

O outro, heterodoxo e inconvencional, consiste em controlar as pressões inflacionárias em sua origem, nas cadeias produtivas, mediante a fixação negociada entre todos os setores participantes de tetos para os aumentos de valores, sejam estes preços ou salários.

A agitação ontem foi grande também na Bolsa de Mercadorias com frequentes boatos de dificuldades de instituições financeiras em cumprirem seus compromissos no mercado futuro do índice Bovespa.

A projeção de juros acumulados para este mês no mercado futuro caiu de 3,76% no dia anterior para 3,71% ontem.
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<DOC DOCID="HAREM-42B-06852">
Forte Chaporá

O forte de Chaporá situa-se no concelho de Bradez, no extremo norte, na costa. Situado no alto de um monte rodeado pelas localidades de Siolim e Vagator, foi de grande importância estratégica devido à sua localização costeira que controla igualmente a foz do Rio Chaporá. Está hoje em razoáveis condições e é muito frequentado pelos turistas que vêm aqui repousar e meditar após as festas trance nas praias. Um pequeno caminho leva à sua entrada que se faz pelo lado leste.
No interior encontram-se também alguns túmulos muçulmanos que se presumem ser pré - portugueses.

História
Este forte tinha sido originalmente construído pelo Adil Shah de Bijapur. Isto explica também a origem do nome (Shahpura - cidade do Shah). A actual construção é dos portugueses, datada de 1617. Com o propósito de albergar a população de Bardez dos ataques norteiros dos Maratas servia também para defender o vasto estuário do rio Chaporá. Com os seus baluartes octagonais e paredes bem sólidas este forte tem semelhanças com o de Aguada ou de Cabo de Rama.
A história do forte conta com duas capitulações portuguesas. A primeira em 1684, quando o capitão português se rendeu às tropas maratas lideradas por Sambhaji. Com o recuo dos maratas, os portugueses reconstruíram o forte em 1717, com túneis que ligavam o interior do forte à praia. Contudo em 1739 o forte foi mais uma vez capturado pelos maratas e Bardez ocupada por estes. Em 1741, os portugueses voltaram a instalar-se definitivamente no forte e só em 1895 este foi abandonado, devido à sua perda de importância com a adição das Novas Conquistas para o domínio português e a consequente deslocação da fronteira para norte.
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<DOC DOCID="HAREM-501-06854">
UNICS / CEAS
Centro de Estudos de Antropologia Social Organização
Quadro de Investigadores
Projectos de Investigação
Actividades de difusão científica
Antropologia Visual
Revista Etnográfica
Actualidades
O Centro de Estudos de Antropologia Social - CEAS (ISCTE) foi criado em 1986 e tem por objectivo a promoção da investigação e do debate em Antropologia. Agrupa actualmente cerca de 300 sócios, entre docentes do ISCTE, alunos e licenciados em Antropologia no ISCTE e outros investigadores que desenvolvem trabalho nessa área. As principais actividades do CEAS consistem no apoio a projectos de investigação e na organização de conferências, colóquios, debates e outras iniciativas de divulgação da antropologia . O Centro mantém nas suas instalações uma biblioteca especializada e uma videoteca de filme etnográfico. Em Maio de 1997 o CEAS iniciou a publicação regular de uma revista semestral de Antropologia intitulada Etnográfica , que e tornou já uma das revistas de referência na antropologia portuguesa.
Nos seus 14 anos de actividade, de forma autónoma ou em colaboração com outras instituições, o CEAS desenvolveu projectos de investigação incidindo sobre as seguintes áreas de estudo: comunidades rurais, indústria e trabalho, elites, morte e saúde/doença, história da antropologia portuguesa, identidades regionais, etnicidade e raça, filme etnográfico , comunidades costeiras. Em 1998, dois outros projectos (sobre comunidades ciganas e sobre os usos da cultura popular) aguardavam aprovação. Foi ainda criado um projecto de levantamento da bibliografia antropológica portuguesa ou sobre Portugal produzida entre 1974 e 1999, que será realizado em 1999. Alguns destes projectos são desenvolvidos em contextos não portugueses (São Tomé, Brasil, Espanha), outros em diferentes áreas do território nacional.
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<DOC DOCID="HAREM-22C-06860">
Senhoras e Senhores.
Excelências

A execução do programa de manutenção de estradas com base nas comunidades melhorou, tendo as acções de preparação para envio de mão de obra para o estrangeiro registado igualmente progressos. Aqui, o objectivo não se reduz a promoção da emigração da mão-de-obra timorense mas, acima de tudo, a sua qualificação profissional e a assimilação de novas posturas face ao trabalho.

Face à enorme incidência de chuvas nos últimos tempos que provocaram estragos incalculáveis, esforços extremos foram e continuam a ser exigidos do Governo no sentido da reparação e manutenção de estradas e pontes. Exercícios foram e deverão continuar a ser feitos para, com os parcos recursos orçamentais existentes, dar as primeiras respostas a estas novas exigências impostas pela natureza. Contudo, sabendo que à partir de 20 de maio deixaremos de ter o concurso dos trabalhos da engenharia militar da UNMISET, julgo ser oportuno tornar aqui claro que o sector das vias de comunicação e dos transportes deverão passar a merecer maior atenção de todos nós. Sem estradas e pontes, transportes e comunicações, a assimetria entre o mundo urbano e o rural vai-se afirmando cada vez mais, e a redução (erradicação) da pobreza não acontecerá

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas (MAFP) efectuou bons progressos no desenvolvimento da sua política e estratégia sectorial. O decreto lei sobre as pescas foi aprovado pelo Conselho de Ministros, abrindo caminho para o licenciamento das pescas em alto mar.

No cômputo geral, registaram-se progressos consideráveis na implementação de acções sob o PAT II. Alguns dos detalhes sobre estes progressos serão tratados nas apresentações da Ministra do Plano e das Finanças esta tarde, sendo outros abordados pela Vice-Ministra amanhã de manhã.

As acções relacionadas com a gestão de recursos públicos incluem as seguintes:

Com base nas estimativas disponíveis no último trimestre do ano civil de 2003 tomámos algumas medidas drásticas com o intuito de reduzir as despesas. Estamos satisfeitos com os resultados positivos do controlo de despesas e de outras medidas disciplinares introduzidas e implementadas ao longo dos últimos oito meses. Quero destacar que o meu governo está empenhado em continuar a gestão prudente dos recursos públicos. Reconhecemos que a execução orçamental necessita de ser melhorada, em especial nalguns sectores fundamentais tais como a Educação. O Ministério do Plano e das Finanças começou a prestar assistência técnica a estas entidades, no sentido de melhorarem o seu desempenho fiscal. No mês passado estabeleci uma unidade no meu Gabinete com a finalidade de monitorizar a execução orçamental, recorrendo aos quadros responsáveis pela gestão financeira dos Ministérios operacionais. Tencionamos monitorizar e promover o gasto acelerado dos escassos recursos do FCTL em actividades produtivas prioritárias que garantam serviços de qualidade ao nosso povo. Procuraremos acompanhar de perto a execução do TFET de modo a ajudar a recuperar o atraso na implementação de alguns projectos financiados através do Fundo Fiduciário de Timor-Leste e preparar assim a definição de um novo mecanismo de gestão dos apoios bilaterais coordenado pelo Governo a suceder ao TFET.

As apresentações na Reunião com os Parceiros de Desenvolvimento em Dezembro último e a minha carta endereçada a vós em no princípio deste ano sobre a situação dos recursos do FCTL a curto e médio prazo tiveram por base as projecções relativas às receitas do Mar de Timor disponíveis no último trimestre do ano civil de 2003. Contudo, as recentes projecções de receitas do Mar de Timor mostram fluxos de receitas algo superiores nos próximos três anos, em comparação com aqueles apresentados em Dezembro último. Todos nós reconhecemos as grandes oscilações nas projecções de receitas do Mar de Timor nos últimos 12 a 15 meses, sendo que devemos esperar mudanças semelhantes no próximo ano. De igual modo, as projecções estão sujeitas a vários riscos consideráveis, incluindo factores técnicos e flutuações nos preços dos mercados mundiais do petróleo. Assim, todos nós precisamos de compreender as incertezas significativas associadas com as projecções de receitas a médio prazo do Mar de Timor. Será sensato que protejamos o orçamento e a economia destas flutuações.

Levando em conta as recentes projecções de receitas mais favoráveis juntamente com o transporte de saldos consideráveis do FCTL, e mesmo com margens de segurança adequadas, sentimos que podemos gerir a situação de receitas do FCTL no AF de 2004-05 com o apoio já planeado por parte dos nossos parceiros de desenvolvimento, sob o PAT III. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-92K-06882">
P - Por que se decidiu pelo título "Largos Dias Têm 100 anos"? 

R - À medida que ia escrevendo e enviando os manuscritos para o editor ele achou interessante este título. Tem um pouco a ver com a história que refiro da noite em que me decidi a ser director de futebol. Nesse momento, disse aos meus amigos, entre os quais estava José Maria Pedroto: "Largos dias têm 100 anos." Essa história já era conhecida, aconteceu na Petúlia, e o editor achou interessantíssimo. Acha que foi essa noite e essa frase, que representava a minha decisão de assumir a chefia do futebol, que terá provocado um volte-face na evolução do clube. Pelo que escolheu esse título. É evidente que tanto na capa, como no título, não tive a mínima interferência, porque cada um sabe do seu "métier" e eu de livros só sei ler. 

P - Que episódios relatados destacaria? 

R - Fui escrevendo ao correr da pena e à medida que me lembrava das coisas, pelo que, sinceramente, se agora lhe quisesse referir alguns episódios, teria de ir consultar o original. 

P - Sei, por exemplo, que conta o período que antecedeu e que se seguiu à saída de José Mourinho do FC Porto... 

R - Conto, naturalmente. Há coisas que as pessoas querem saber. Disseram-me que era importante - porque as pessoas querem saber - explicar como é que eu, enquanto jovem, entrei para as secções diversas do FC Porto; eu explico. Como é que fui director do futebol; também explico. Como cheguei a presidente; também o refiro. Depois há capítulos especiais. [levanta-se e vai a uma estante tirar uma pasta com o manuscrito original, que passa a folhear] A saída de Mourinho é um capítulo; o Estádio do Dragão é outro capítulo; depois vou referindo a minha vida desportiva desde que entrei para sócio; até escrevi uma curiosidade: nos dois anos em que fomos campeões europeus o meu número de sócio era capicua. 

P - Dá alguma importância a essas coisas... 

R - Não, foi uma coincidência, mais nada. [continuando a folhear as notas] Os quatro presidentes com quem trabalhei merecem capítulos especiais, Cesário Bonito, Nascimento Cordeiro, Pinto de Magalhães e Américo de Sá; apresento ainda documentos, como os meus primeiros cartões de sócio. 

P - Explica também a dispensa de Del Neri? 

R - Não. Tive uma preocupação: dizer aquilo que as pessoas têm curiosidade em saber. Em relação ao que as pessoas já sabem, e que é tão óbvio, não havia necessidade de dizer nada. Mas refiro [no livro] a contratação de Víctor Fernández e um aspecto importante: quando Mourinho se foi embora, o treinador que eu quis foi o Fernández. Pedi a um empresário meu amigo, José Maria Minguella, para o contactar e ele informou-me que o treinador não estava disponível porque era a mais forte opção para a selecção de Espanha e, como tal, não estava receptivo a aceitar. 

P - Isso aconteceu logo após a saída de Mourinho? 

R - Sim, ou até antes. Unicamente, Fernández queria ir para a selecção de Espanha e tinha algumas garantias de que isso podia acontecer. [voltando a orientar-se nos manuscritos] Há ainda capítulos para a Taça dos Campeões Europeus. É assim... Vou contando ao correr do tempo. 

P - Organizou o livro de forma cronológica? 

R - Não. Digamos que começo por narrar a minha paixão pelo futebol e pelo FC Porto, depois a minha entrada para sócio - é publicada a minha proposta de sócio - e, à medida que o tempo vai passando, são histórias correspondentes a esse tempo. 

P - E os factos relacionados com a sua vida particular? 

R - Não, não. Abordo unicamente a minha vida desportiva. Penso que as pessoas estão interessadas em conhecer a minha vida desportiva e os seus aspectos curiosos, como, por exemplo, o primeiro título conquistado. 

P - Fala também dos adversários. 

R - Falo, falo. [continua a folhear o manuscrito e a divisão em capítulos] Olhe, Supertaça com a goleada à moda do Porto, que foi aqueles 5-0 do António Oliveira; andebol, o título que me faltava; em 2000, a minha recandidatura, falo ainda nos três grandes presidentes que conheci: dr. Borges Coutinho, Fernando Martins e o major Valentim Loureiro, presidente do Boavista; Os meus grandes adversários: João Rocha e João Vale e Azevedo; e como aliados dr. Adriano Pinto, engº Adolfo Roque, Joaquim Oliveira, Luís Filipe Vieira, presidente do Alverca... 
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<DOC DOCID="HAREM-702-06886">
Meio Ambiente
 MEIO AMBIENTE Ecossistemas Unidades de Conservação Agenda 21 Desenvolvimento Sustentável Programas Ambientais Apresentação País de maior biodiversidade do planeta, o Brasil abriga 20% das espécies que compõem a fauna e a flora mundial.
Das 250 mil espécies de plantas existentes no mundo, 55 mil estão no Brasil, ou seja, 22%.
O País possui a mais extensa coleção de palmeiras, com 359 espécies, e de orquídeas, com 2.300 espécies, assim como a maior variedade de vegetais com importância econômica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha-do-pará, a mandioca, o caju e a carnaúba.
O Brasil também é campeão mundial em número de mamíferos, com 524 espécies, e em número de primatas, com 75 espécies, ou 30% do total.
Em relação a espécies endêmicas (que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do planeta) o Brasil é campeão em número de aves, com 191 espécies.
Toda essa riqueza natural está espalhada pelos 8.547.403 km² do território brasileiro, dividido em oito ecossistemas.
Classificados de acordo com suas características de vegetação, clima e relevo, os ecossistemas compreendem a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, os Campos, os Pinherais e as Zonas Litorâneas.
Para a preservação e proteção da fauna, da flora, dos recursos hídricos, das paisagens e dos monumentos naturais, existem no Brasil 376 unidades
de conservação que, ao todo, ocupam 4% do território nacional, incluindo 183 reservas particulares do patrimônio natural áreas de terceiros que,
por apresentarem paisagens de grande beleza natural ou de importância ecológica, justificam ações de proteção e recuperação ambiental.
Desenvolvidos com base no conceito do desenvolvimento sustentável, objetivo da Agenda 21, os programas ambientais têm sido um forte instrumento na luta pela preservação do meio ambiente, contribuindo para que as belezas e riquezas naturais estejam disponíveis para as próximas gerações.
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<DOC DOCID="HAREM-91K-06897">
P - E qual que era a clientela nessa época? 

R - Bom, eram clientes do Brasil inteiro... O Brasil de 64 era um país extremamente mais pobre de rodovias, de, de meios de comunicação, então as pessoas vinham, vamos dizer, de uma forma até sacrificante, até São Paulo, para fazer as compras para distribuir no seu estado. Então, nós tínhamos clientes do Brasil inteiro onde a gente vendia muito para  regiões atacadistas, como Recife, Fortaleza, Belém do Pará, que sempre foram regiões fortes de distribuição, mas... as pessoas faziam verdadeiras maratonas para poder vir à São Paulo comprar, e conseguir distribuir essa mercadoria lá. Então, o cliente naquela época era extremamente exigente com relação a preço, porque uma vez que ele se sacrificava para vir até São Paulo, ele brigava por qualquer centavo para poder tentar tirar o custo da viagem e o sacrifício dele, para poder levar o máximo possível de mercadorias. E era um, um período difícil, era outro... um  perfil completamente diferente do de hoje, né. As mercadorias ficavam dentro de balcões, eram solicitadas, vamos dizer, eram muito menos produtos e esses produtos eram conhecidos nominativamente, ou até pela referência, e isso facilitava muito fazer uma concorrência de preços. Vamos dizer, eram poucas indústrias em cada ramo, então, isso permitia com que o cliente em 2 horas ou 3 horas ele fizesse um pesquisa na região inteira. Hoje, esse perfil é bem diferente, a gama de produtos é extremamente maior, ... nós passamos por um período de inflação que o preço muda todo o dia, então a memória, hoje, das pessoas com relação a preço ainda é muito curta. Agora, com a estabilização do real, pode ser que comece a renascer esse aspecto. 

P - Seu Gilberto, quais seriam os produtos compreendidos como armarinho e se isso mudou ao longo do tempo? 

R - É, armarinho é uma palavra muito vaga, né. Eu já tentei analisar o fundamento dessa palavra. Na realidade, armarinho ele é um conglomerado de coisas, das quais fazem parte os artigos de costura, que o termo correto é aviamento. Então, o armarinho é uma somatória de aviamento com demais outros produtos que definem, vamos dizer, uma linha mais ampla de coisas. É difícil você dar uma definição clara. Por exemplo, baralho, não tem nada a ver com costura, para uns faz parte do armarinho; bola de gude, pião, pião de soltar com a corda, ... pequenos brinquedos, algumas coisinhas de plástico, assim, coisa de... jarra plástica, ... e vai por aí afora, é um sem fim de itens, né! Na realidade, a nossa linha, a nossa empresa chama Rei do Armarinho, mas a gente não trabalha com esses ítens que eu estou mencionando. É só para dar um noção de amplitude. 

P - Quais são exatamente os ítens? 

R - A gente trabalha muito mais voltado para costura. A nossa linha mais específica são as fitas, rendas, bordados, galões, linhas, zíperes... 

P - ... elásticos... 

R - ...elásticos, cadarços, cordões, coisas para cortinas, tipo acessórios para cortina, botões, aliás, botões é um dos pontos fortes nosso. É e, à medida que a loja foi crescendo, vamos dizer, foi tendo mais espaço para que a gente agregasse novas coisas. Então, numa determinada época do ano a gente valoriza um pouco o material escolar, em função da volta às aulas; no carnaval você agrega alguma coisa que sirva para fantasias etc.; no Natal você se especializa colocando enfeites para árvores, guirlandas etc. Então a gente complementa o armarinho tradicional ou o aviamento tradicional com coisas de cada época do ano. Então, isso acaba dando uma certa movimentação na, na atividade, porque uma boa parte da nossa clientela é rotativa, o cliente vem hoje, volta cada período. Uns semanalmente, outros mensalmente, e eles vêm na expectativa de encontrar alguma coisa para aquela ocasião para pôr na sua loja, ou para sua necessidade em si. 

P - Quantos tipos de botão o senhor vende, mais ou menos? 

R - Deve ter mais de mil. Botão... botão tem algumas variantes que cabe frisar. Botão, além de existir de diversos tamanhos, existem diversas cores, existem diversos materiais: existe botão de plástico, de metal, de alumínio, botão para forrar... tem uma variedade enorme de tipos! E existe o dourado, o prateado, existe o mesclado, entre cor e dourado, cor e prateado. Então, para que a gente possa ter toda essa variedade, você precisa ter uma área bem grande e... e precisa ter um sortimento bem grande para que você possa atender todas as necessidades e para que as pessoas possam se direcionar para lá na expectativa de encontrar o que deseja. 

P - O senhor estava falando do armarinho na época que o senhor começou a trabalhar, quer dizer, eram os balcões, né... 

R - ... é, eram os balcões... 

P - ...e a mercadoria não ficava exposta da forma que, por exemplo, visitando a loja do senhor hoje, está... 

R - É, hoje é praticamente um auto-serviço. Na época as pessoas se dirigiam aos vendedores e o vendedor tomava nota do pedido, não separava na hora. Então, o cliente perguntava quanto custa tal produto, se servisse a quantidade ele dizia quanto queria comprar e... e o vendedor anotava num bloco para separar a mercadoria no estoque posteriormente.
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<DOC DOCID="HAREM-612-06909">
Cidade Virtual - São Vicente - Parque Ecológico do Voturuá
 Antigo Horto de São Vicente - Rua Catalão,620 O parque é um pedaço da Mata Atlântica encravada no coração de São Vicente.
Árvores seculares, plantas e flores raras compõem este cenário que é completo com animais, pássaros, e um grande reservatório de água.
Junto ao parque fica situado o Horto Municipal e o Museu do Escravo.
Ele faz parte do roteiro turístico da cidade.
Com uma área de 850 mil m² de muito verde, o Parque Ecológico se constitui numa excelente opção de lazer.
Abriga pequenos animais, aves, área para piquenique, estufa, viveiro, sementeira, bica de água potável, treze nascentes de água, acesso ao maior reservatório da SABESP, localizado no alto do Morro Voturuá (lado em São Vicente) e no alto do Morro Santa Terezinha (Santos) além de várias trilhas em direção à parte mais fechada da "Mata Atlântica".
Fauna e Flora em Harmonia As primeiras mudas e sementes chegadas ao horto, para enriquecimento de sua flora natural, foram enviadas pelo Serviço Florestal do Estado (Horto da Cantareira) e pela Escola Agrícola "Luiz de Queiroz", de Piracicaba.
posteriormente recebeu coqueiros-anões, vindos de Ilhéus (Bahia).
No Parque Ecológico, inúmeras são as espécies existentes, desde o ipê-amarelo ao pau-jacaré, árvore considerada rara na região.
Isso sem considerar a enorme quantidade de palmeirinhas, plantas ornamentais e vegetação rasteira.
A "sementeira", local onde se encontram cerca de dez mil espécies de plantas em fase de germinação, é conhecida como "maternidade" do parque.Dali saem milhares de mudas em sacos plásticos prontas para o plantio.
Museu do escravo O Museu do escravo é uma atração a parte no parque Ecológico, apresentando peças originais do tempo da escravidão.
Localizado numa casa feita de taipa, seu salão reúne cerca de 800 peças feitas em argila pelo escultor Geraldo Albertini.
Visitar o Museu é fazer um passeio pelo período da escravatura no Brasil, através das reproduções de Albertini, podemos apreciar a bancada do leilão do escravo, onde vários negros eram vendidos, depois a bancada do samba, quilombo, Lei do Sexagenário, capoeira, capitão-do-mato, uma banda de candomblé, só para citar alguns momentos da história da raça negra.
Além dessas peças, outras belíssimas, como a reprodução perfeita do marco do IV Centenário da Fundação de São Vicente.
O museu apresenta, ainda, uma sala de visitas com cadeiras antigas e a Santa Ceia entalhada em madeira.
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<DOC DOCID="HAREM-03L-06928">
Desce 
Dispersão dos jogos -- 
Por este andar, Portugal vai ter o campeonato com o ciclo mais alargado de jogos em cada semana, com jogos de sexta a segunda-feira. 
Em Itália os treinadores recusaram os jogos à segunda-feira, que as televisões queriam impôr, em Espanha também haverá jogos só de sexta a domingo, e em lado nenhum se foi tão longe como em Portugal dividindo as jornadas por quatro dias. 
Há razões técnicas e também de «marketing», porque o público nunca sabe a que dia joga a sua equipa e a percepção do que se vai passando, para o público em geral, também não é a mesma. 
A televisão pode ter assim tanto poder? 
 
No que diz respeito às 200 toneladas de farinha de carne e ossos, a respectiva incineração fica para mais tarde, em data a anunciar oportunamente pelo Ministério da Agricultura. 
Segundo este organismo, a operação só terá lugar quando for disponibilizado «o equipamento que está a ser propositadamente construído para proceder à introdução escalonada nos fornos» da farinha obtida a partir da transformação das carcaças dos animais abatidos. 
Tratando-se de matérias muito inflamáveis -- não é possível retirar integralmente a gordura no processo de transformação --, há que evitar o risco de combustão no momento de entrada no forno (a laborar a alta temperatura), que poderia atingir o próprio operador. 
Por isso, as embalagens serão incineradas de forma diferente do habitual, recorrendo-se a um dispositivo que permitirá «puxar» a farinha e lançá-la «por cima», em completa segurança, para dentro do forno. 
 
Os palestinianos, que querem reivindicar a independência da Cisjordânia e de Gaza numa fase posterior das conversações, insistem em ser reconhecidos como parceiros de plenos direitos, mas os israelitas, interessados apenas numa frágil autonomia palestiniana, querem manter-los na delegação conjunta com a Jordânia. 
 
Fontes em Washington disseram à France Presse que, para desbloquear o impasse, Israel vai propor a realização simultânea de conversações com uma delegação jordano-palestiniana e com uma delegação só de palestinianos. 
 
Pedro Almodovar já filma «Kika», onde, com a ajuda do costureiro francês Jean-Paul Gaultier, criou uma espécie de câmara humana. 
Nesse filme, uma criada lésbica tem o rosto de Rossy de Palma, o perfil cubista que irrompeu em «A Lei do Desejo». 
A actriz esteve no Festival Internacional de Teatro de Almada. 
«Chica Almodovar» o que é? 
Uma invenção. 
 
Pertence àquele grupo de rostos femininos a que chamam as «chicas Almodovar», todos eles inventados pelo cineasta de mulheres, Pedro Almodovar. 
No caso de Rossy de Palma, a primeira coisa que mostrou no cinema foi mesmo o perfil, ameaçador e desregrado como uma pintura cubista. 
Foi n ' «A Lei do Desejo», e depois aconteceu «Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos» -- dormiu durante o filme todo, após um jarro de sumo de tomate e soporíferos --, «Ata-me!» e agora, em rodagem em Madrid, «Kika». 
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<DOC DOCID="HAREM-147-06933">
IV ENANCIB / Pesquisa sobre bibliotecas públicas e escolares
 No decurso do IV ENANCIB está prevista a realização de um Fórum sobre bibliotecas públicas e escolares - agências de informação comunitária e formação continuada, como atividade paralela, com a participação da Secretaria do Livro e da Leitura/Ministério da Cultura. 
 A intenção do Fórum é discutir uma política de pesquisa específica para a área de biblioteca pública e escolar, direcionada e gerando conhecimentos e metodologias que permitam a participação das referidas bibliotecas como pontos de acesso a infra-estrutura do Programa Sociedade da Informação. 
 Pretende-se, em decorrência da definição da política aludida, formar duas ou mais equipes de pesquisa com especialistas ligados aos cursos de pós-graduação, de preferência em parceria com outras instituições. 
 Os interessados, tanto em participar do Fórum de discussão quanto das pesquisas deverão entrar em contato com dra. Walda Antunes no CID-Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, ou através do e-mail wa-corbi@wa-corbi.com.br. 
 Serão oferecidas passagens e estadia para 10 (dez) participantes pela Sercretaria do Livro e da Leitura/MinC. 
 Excepcionalmente será possível contratar, de imediato, projetos de pesquisa que já estejam em fase de desenvolvimento ou em formulação, desde que não contem com recursos de outras organizações. 
 Os interessados deverão enviar resumo das propostas, com urgência, até 07/04/2000, para 
 Universidade de Brasília 
 Faculdade de Estudos Sociais Aplicados 
 Departamento de Ciência da Informação e Documentação 
 Aos cuidados dos profs. drs.Antonio Miranda /Walda Antunes Campus Universitário Darcy Ribeiro - Asa Norte 
 70 910-900 BRASÍLIA/DF 
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<DOC DOCID="HAREM-30L-06951">
Depois de Cantanhede, a formação apresenta-se hoje em Vila Real, no sábado no Porto e na próxima quinta-feira em Tomar (ver págs. 10/11 deste Fim de Semana). 
Até 24 de Outubro, a Nova Filarmonia -- que actualmente é composta por 35 músicos -- estará em Covilhã, Leiria, Paio Pires, Lisboa, Coimbra, Valença, volta a Vila Real e, finalmente, toca em Matosinhos. 
Entre os variadíssimos patrocinadores destes concertos, encontram-se, entre outras empresas e instituições financeiras, a Rodoviária Nacional, Portucel, Shell Portuguesa, Sonae, Banco Totta &amp; Açores e Montepio Geral. 
 
Entre os concertos previstos para Novembro, destaca-se o de dia 3, no Palácio Nacional de Queluz, quando a orquestra acompanhar o pianista Sequeira Costa, que interpretará o concerto nº 1, opus 11, de Chopin, com o patrocínio da GALP. 
 
O  rio Grande nasce no concelho de Torres Vedras e atravessa todo o concelho da Lourinhã sendo as suas águas consideradas excessivamente poluídas e impróprias para qualquer uso, segundo dados de 1987 da Direcção Geral da Qualidade do Ambiente. 
Neste estudo são apontados como principais fontes poluidores as pecuárias, matadouros e esgotos domésticos sendo observados vários casos de contaminação de águas de fontanários e poços. 
À sua poluição deve-se ainda o desaparecimento dos famosos bivalves negros da «Mexelhoeira», uma zona de rochas entre as praias da Areia Branca e do Peralta. 
As histórias da poluição do rio Grande correm toda a região, desde o aparecimento de cadáveres de animais na sua foz até ao boato de um surto de hepatite B que no ano passado afastou centenas de veraneantes. 
 
Na perspectiva da autarquia este quadro está em vias de melhorar pois existem já projectos para cinco estações de tratamento domésticos das principais localidades do concelho e duas centrais de tratamento de dejectos das suiniculturas para posterior transformação em fertilizante, já candidatas a fundos comunitários, isto para além das várias pequenas estações de tratamento que estão previstas em todo o concelho. 
A Câmara Municipal aponta os complicados processos burocráticos como os grandes entraves para que tudo se concretize uma vez que a maioria dos apoios financeiros já estará garantida. 
 
Comboios da ONU regressam à Bósnia central 
A migalha humanitária 
A ajuda humanitária, que finalmente recomeçou a mover-se em direcção à Bósnia central, pode revelar-se uma arma de dois gumes. 
Adia o sofrimento de uma população esgotada e esfomeada, mas não o resolve de vez. 
Crescem os receios de que antes contribua para prolongar uma guerra devastadora e alimentar os florescentes circuitos do mercado negro. 
 
Quanto ao projecto paisagístico, as dúvidas persistem. 
Armindo Cordeiro, da Câmara Municipal de Lisboa, afirma ainda não ter sido aprovado nenhum, mas que tal virá a acontecer a breve trecho, cabendo a responsabilidade ao Departamento de Espaços Verves, já que o projecto apresentado pela Junta de Freguesia foi recusado poe não reunir os requisitos de qualidade necessários. 
 
Também Armindo Cordeiro é peremptório ao afirmar que o logradouro ajardinado não será destruído, mas pelo contrário ampliado, assim como melhorará a situação dos moradores e lojistas da zona. 
Acabará com o desleixo e a degradação do parque actualmente existente, que não tem cuidados de jardinagem há muito tempo e que poderá transformar-se em poiso de marginais e toxicodependentes. 
 
Abílio Lourenço, da Comissão de Luta dos Professores de Educação Tecnológica (Colpet), lembra que a anterior tutela se limitou a reconverter os professores de Trabalhos Oficinais em professores de Educação Tecnológica, sem lhes dar qualquer tipo de formação. 
Como resultado, quando têm alunos, estes docentes limitam-se a leccionar aquilo que leccionavam antes da reestruturação: 
as professoras de Têxteis só ensinam Têxteis, os professores de Electrotecnia só dão a «sua» matéria e por aí adiante. 
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<DOC DOCID="HAREM-83G-06956">
Cuba Um alvo a abater 

Os Estados Unidos encararam a possibilidade de provocar uma guerra contra Cuba, em 1963, «simulando» um ataque cubano contra outro Estado da América Latina. A revelação consta dos arquivos agora desclassificados pelo Pentágono. 

O documento revelador dos jogos de guerra americanos consta de um dossier pertencente a Joseph Califano, na altura conselheiro especial do secretário da Defesa, Cyrus Vance, e sugere três cenários possíveis para «justificar» uma intervenção militar norte-americana contra Cuba . 

A primeira opção prevê «provocar» um de Cuba contra uma país da região, o que levaria a um pedido de assistência militar dos EUA e a uma intervenção com mandato da Organização dos Estados Americanos (OEA) . 

A segunda opção passa igualmente por «provocar» um ataque cubano, desta vez contra a Jamaica ou Trinidad . 

Os planos norte-americanos encaravam ainda a possibilidade de desencadear uma revolução no Haiti com o apoio de opositores cubanos que se fariam passar por haitianos; em troca, o novo regime haitiano contribuiria para as operações militares anti-castristas . 

Finalmente, a terceira possibilidade encarada: comprar um mebro do Estado Maior das Forças Armadas cubanas para que atacasse a base de Guantanamo ocupada pelos EUA; as forças norte-americanas invadiriam então a ilha, instaurariam um bloqueio e apoiariam a rebelião anti-castrista . 

Podem parecer argumentos de filmes de série B, mas não são . 

O bloqueio, o embargo, as tentativas de assassinato de Fidel Castro, as mil e uma provocações efectivamente levadas a cabo contra Cuba nos últimos trinta anos, mostram bem até onde pode ir a paranóia americana quando se trata de liquidar os que não seguem os seus ditames . 

O caso agora tornado público reveste-se de toda a actualidade: basta lembrar os pretextos diariamente invocados para «legitimar» um novo ataque ao Iraque . 
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<DOC DOCID="HAREM-146-06959">
Energia Hidráulica
[Volta] 

A utilização da energia cinética e potencial das águas pela Humanidade remonta a tempos imemoriais, já que desde sempre se instalaram variados dispositivos nas margens e nos leitos dos rios. 

Foi, porém, no século XIX que o aproveitamento dessa forma de energia se tornou mais atraente do ponto de vista econômico pois, com a invenção dos grupos turbinas-geradores de energia elétrica e a possibilidade do transporte de eletricidade a grandes distâncias, se conseguiu obter um elevado rendimento econômico desse aproveitamento. 

1. Termos Gerais

1.1 - Energia Hidráulica - Energia potencial e cinética das águas. 

1.2 - Represa - Grande depósito formado artificialmente fechando um vale mediante diques ou barragens e no qual se armazenam as águas de um rio com o objetivo de as utilizar na regularização de caudais, na irrigação, no abastecimento de água, na produção de energia elétrica, etc. 

1.3 - Central Hidroelétrica - Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. 

1.4 - Central Hidroelétrica a Fio de Água - Central hidroelétrica num curso de água, sem represa, reguladora de volume significativo. 

1.5 - Central Hidroelétrica de Represa - Central hidroelétrica cuja alimentação pode ser regulada graças a uma represa. 

1.6 - Aproveitamento Hidroelétrico de Acumulação por Bombagem; Instalação para Bombagem e Turbinagem - Central hidroelétrica que possui duas represas, uma a montante e outra a juzante, bem como as respectivas instalações de bombagem e de turbinagem, que permitem devolver à represa de montante a água armazenada na represa de juzante, após a sua utilização na produção de energia. 

1.7 - Central Maremotriz - Central hidroelétrica que utiliza o desnível entre o mar e uma bacia do qual está separado, criado pelo efeito das marés. 



2. Termos Relativos a Localização e Desníveis

2.1 - Bacia Hidrográfica - Superfície do terreno, medida em projeção horizontal, da qual provém efetivamente a água de um curso de água até ao ponto considerado. 

2.2 - Nível Máximo de Exploração - É o nível mais alto permitido normalmente numa represa (sem ter em conta as sobreelevações devidas a cheias). Corresponde ao nível de pleno armazenamento da represa. 

Nota: O nível máximo da represa corresponde ao maior nível admissível em caso de cheias. 

2.3 - Nível Mínimo de Exploração - É o nível mínimo admitido para a exploração de uma represa, medido num local determinado. 

Nota: Abaixo do nível mínimo de exploração pode fazer-se o esvaziamento da represa até ao nível da descarga de fundo. 

2.4 - Folga - Distância vertical entre o coroamento da barragem e a cota máxima que atinge a água na represa. 

2.5 - Perda de Carga - Redução da energia útil provocada pelo escoamento da água num circuito hidráulico. 



3. Armazenamento

3.1 - Armazenamento Diário - Armazenamento para o qual a represa tem um ciclo diário de enchimento e esvaziamento. 

3.2 - Armazenamento Semanal - Armazenamento para o qual a represa tem um ciclo de enchimento e esvaziamento semanal. 

3.3 - Armazenamento Sazonal - Armazenamento em que a represa tem um ciclo de enchimento e esvaziamento sazonal. 

3.4 - Armazenamento Anual - Armazenamento em que a represa tem um ciclo de enchimento e esvaziamento anual. 

3.5 - ArmazenamentolnteranualArmazenamento em que a represa permite uma compensação das variações de hidraulicidade em ciclos de mais de um ano de duração. 

3.6 - Capacidade Útil - Volume de água disponível numa represa entre o nível de pleno armazenamento e o nível mínimo de exploração normal. 

3.7 - Zona lnundável - Zona de uma represa compreendida entre o mais alto nível admitido pela sua exploração normal e o nível de água máximo possível (nível de máxima cheia). 

3.8 - Armazenamento Inativo (Volume Morto) - Volume retido na represa abaixo do nível mínimo de exploração. 



4. Termos Relativos ao Tempo

4.1 - Ano Hidrológico - Período de um ano (doze meses) baseado em critérios de hidraulicidade. 

4.2 - Ano Médio - Ano (fictício) cujas características hidráulicas correspondem à média de uma série coerente do maior número de anos possível. A série em que se baseia o ano médio ou normal deve ser especificada em cada caso. 

4.3 - Ano Úmido - Ano baseado em critérios estatísticos, em que o curso de água tem afluências superiores à média. 

4.4 - Ano Seco - Ano baseado em critérios estatísticos, em que o curso de água tem afluências inferiores à média. 

4.5 - Tempo de Exploração - Número de dias, num ano médio, durante os quais o caudal é superior ao caudal de exploração. 



5. Caudais (Vazão) 

5.l - Caudal - Volume de água escoado através de uma seção, na unidade de tempo. 

5.2 - Caudal Utilizável - Parte do caudal total que, após as deduções de água obrigatórias previstas no caderno de encargos e das perdas inevitáveis, fica disponível para as finalidades do aproveitamento. 

5.3 - Caudal Nominal (Turbina) - Caudal para o qual a turbina é dimensionada. 

5.4 - Caudal Nominal (Bombas) - Caudal para o qual a bomba é dimensionada. 

5.5 - Afluências - Volumes de água que passam numa dada seção durante um período de tempo determinado. 

5.6 - Hidraulicidade - Relação entre as afluências no período observado e as afluências correspondentes a um mesmo período no ano médio. 



6. Termos Relativos ao Potencial Hidráulico Brasileiro

6.1 Potencial Teórico Hidráulico Bruto - Quantidade máxima de energia elétrica que pode obter-se numa região determinada ou numa bacia hidrográfica durante um ano médio, tendo em conta os desníveis correspondentes referidos a um dado ponto dessa região ou bacia. 

6.2 - Definição dos Estágios de Desenvolvimento do Potencial Hidráulico

6.2.1 - Remanescente - resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento complementar, considerando um trecho do curso d'água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar o local de implantação do aproveitamento; 

6.2.2 - Individualizado - resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado; 

6.2.3 - Inventário - resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico através da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos de forma a obter uma avaliação da energia disponível, dos impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos; 

6.2.4 - Viabilidade - resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica, compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infra-estrutura local, a definição da respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente; 

6.2.5 - Projeto Básico - aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade que permita a elaboração dos documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletro-mecânicos; 

6.2.6 - Construção - aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação; 

6.2.7 - Operação - aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em o operação. 

6.3 - Composição do Pontencial Hidrelétrico Brasileiro - O valor do potencial hidrelétrico brasileiro é composto pela soma da parcela estimada (remanescente+ individualizada) com a inventariada. A parcela inventariada inclui usinas em diferentes níveis de estudos - inventário, viabilidade e projeto básico - além de aproveitamentos em construção e operação. 
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<DOC DOCID="HAREM-941-06960">
Climepsi Editores
Autor Descritor A CLIMEPSI Editores éuma editora especializada que ocupa um lugar cimeiro num espaço lusófono vocacionado para as áreas das ciências e técnica. Assume uma posição junto dos leitores, na sua maioria técnicos, estudantes das áreas de Saúde, Psicologia e Medicina e Enfermagem integradas na grande área das Ciências da Saúde, de suporte em termos de informação especializada, de formação e de desenvolvimento nas respectivas áreas. 
A actividade editorial desenvolvida contribui, de forma significativa, para a veiculação da comunicação de teor técnico e científico em língua portuguesa. Até ao presente momento, estão editados cerca de sessenta títulos traduzidos e alguns títulos de autores portugueses. 
A linha editorial está marcadamente direccionada para o preenchimento de lacunas e a satisfação das necessidades mais prementes sentidas a nível científico e técnico e para o acompanhamento dos curricula universitários, sobretudo através da colecção «Manuais Universitários».
Sedeada em Lisboa e alicerçada numa aposta séria no aumento e difusão da produção técnica com qualidade e rigor em língua portuguesa, Climepsi Editores desenvolve a sua actividade editorial desde Outubro de 1996. 
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<DOC DOCID="HAREM-714-06975">
 Xerox lidera sistema que integra computadores 
 Da enviada especial a Nova York 

 A Xerox Corporation anunciou ontem em Nova York a parceria com 50 empresas para implantar um sistema que integra computadores e impressoras digitais . 


 Os parceiros são pesos-pesados como a AT&amp;T (telecomunicações), Microsoft (programas de computador), Novel (redes de computação), Adobe (sistemas-post script), Ernest &amp; Young (consultoria) e outros . 


 O projeto, chamado pelo código "Tufão", tem dois objetivos: mudar a imagem da empresa como fabricante de fotocopiadoras e arrebatar fatia da indústria de impressão "off-set" . 


 Desenvolvido durante dez anos, o projeto custou US$ 1,3 bilhão, que equivale pouco mais que o faturamento da Xerox do Brasil durante 93 (US$ 1 bilhão) . 
  A subsidiária brasileira é a terceira maior do mundo, seguida por EUA e Japão . 


 Por trás da parceria está a idéia de montar um sistema aberto, que permite a conexão com qualquer tipo de equipamento, sistema ou programa de computação . 


 "Nossa estatégica é imprimir os documentos em qualquer lugar onde sejam pedidos", disse Paul Allaire, presidente da Xerox . 


 A jornallista CHRISTINA BRENTANO viajou a convite da Xerox do Brasil . 
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<DOC DOCID="HAREM-41H-06982">
Politécnico de Viseu prepara cursos de saúde 

O Instituto Politécnico de Viseu está a «estudar» a criação de cursos ligados à saúde, com auscultações à sociedade civil, como resposta à Faculdade de Medicina da Covilhã.
O presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), João Pedro Barros, admitiu ontem essa possibilidade como forma de «dar uma resposta às aspirações dos viseenses» .
A notícia da criação de cursos ligados à saúde no IPV surge na sequência da decisão governamental de instalar a Faculdade de Medicina na Covilhã e não em Viseu .
No entanto, garante João Pedro Barros, decisão de avançar com a criação de cursos ligados à saúde «não aparece por acaso» porque se trata de «um sonho de décadas, tanto da região como do próprio IPV» .
A aspiração dos viseenses, sublinhou, «pode agora tornar-se uma realidade graças à resolução 140/98 do Conselho de Ministros que prevê, na alínea D do Artigo quatro, a possibilidade de criar nas capitais de distrito cursos ligados à saúde desde que estes ainda não existam» .
João Pedro Barros lembra, a propósito da criação na Covilhã da Faculdade de Medicina, que uma estrutura destas leva, pelo menos, «quatro anos a pôr de pé» e, como tal, «ainda há muita água para correr debaixo das pontes» .
«O Instituto Politécnico de Viseu tem condições para criar cursos ligados à saúde com toda a dignidade porque se trata de uma instituição frequentada por mais de sete mil alunos -- a Covilhã tem 3500 -- e 400 professores, onde decorrem 21 licenciaturas», adiantou .
Neste contexto o IPV está a preparar uma reunião com elementos que integraram a «task-force» da candidatura de Viseu à Faculdade de Medicina para avaliar e definir a estratégia a seguir até à criação em Viseu dos cursos ligados à saúde .
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<DOC DOCID="HAREM-512-06987">
Clipping - O Povo
 Notícias Náuticas O Povo - 25/02/00 Ceará tem bom desempenho no Brasileiro da Classe Laser A competição, que reúne velejadores do Brasil e de alguns países, fica encerrada amanhã em Cabo Frio.
Os onze cearenses que participam do Brasileiro da Classe Laser, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, estão disputando as primeiras colocações nas categorias Standard e Radial.
Até quarta-feira passada, Philipe Filho era o líder na categoria Radial Júnior.
Tiago Rodrigues, também do Ceará, está em terceiro lugar na mesma categoria.
Philipe Nottingham e Fernando Mendes são líderes das categorias Radial Master e Studard Master, respectivamente.
A disputa pelas primeiras colocações está acirrada, pois estão participando competidores inclusive de outros países, caso do português Gustavo Lima, o inglês Bem Eisley, entre outros.
Na primeira colocação geral está campeão olímpico e tricampeão mundial de Laser, Robert Scheid.
Segundo Philipe Nottingham, o campeonato começou com ventos fracos, o que dificultou para os cearenses.
Só nos últimos dois dias os ventos melhoraram.
A diferença entre as categorias Standard e Radial é o tamanho da vela.
A Stardard é para atletas que preferem uma vela maior, e geralmente são mais pesados.
A Radial, com vela menor, para atletas mais leves.
Ao todo estão competindo 123 atletas de todo o Brasil, neste campeonato que é anual.
Outra boa notícia é que o Campeonato Brasileiro da Classe Laser do ano que vem será realizado em Fortaleza, com a quase unanimidade dos competidores optando pela cidade.
A outra cidade que também estava pleiteando a realização do Campeonato era Porto Alegre.
O próximo Campeonato Brasileiro Laser deverá ser realizado entre janeiro e fevereiro de 2001.
Clipping: Arte Própria Produções
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<DOC DOCID="HAREM-144-06999">
 Hospitais negam as acusações 
 Da Reportagem Local e Free-Lance para a Folha 

 O diretor-clínico e proprietário do Instituto de Psiquiatria do Ceará, Paulo Eduardo Garcia Picanço, afirma que a clínica "realmente" atende oito mil consultas psiquiátricas por mês e que mantém uma equipe de 20 médicos . 


 Segundo Picanço essas consultas são autorizadas pelo Ministério da Saúde e os "laudos de encaminhamento são aprovados pela Secretaria da Saúde do Ceará" . 


 Quanto às irregularidades da Clínica La Ravardière, em São Luís (MA), vistoriado em julho de 1993, a coordenadora de saúde mental da Secretaria da Saúde do Maranhão, Amarilis Arruda Toledo, diz que não foi tomada nenhuma atitude para que o hospital fosse descredenciado . 


 Hoje, segundo ela, "o hospital passa por um processo de reformulação do seu espaço físico e de recursos humanos e deve pleitear junto ao Ministério o credenciamento na psiquiatria 4 (leia texto nesta página) . 


 Quanto ao fato de ter se beneficiado do orçamento da saúde sem estar enquadrado nas exigências das portarias ministeriais, a coordenadora afirma que ficou aguardando "ordens superiores" para punição efetiva do hospital, "mas elas nunca vieram" . 


 O diretor do hospital São Pedro, de Porto Alegre (RS), Pedro Arnt, foi indicado pela assessoria de imprensa do governo para responder às denúncias dos relatórios . 


 Arnt não atendeu as ligações da Folha nem retornou os recados deixados no hospital e em sua clínica particular . 


 Os proprietários da clínica La Ravardière, em São Luís, estão no "exterior", segundo seu diretor, José Ribamar Oliveira . 


 De acordo com Oliveira, apenas os proprietários poderiam responder às denúncias . 


 A clínica São Miguel, em Luziânia, está desativada . 
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<DOC DOCID="HAREM-524-07003">
 ADUnB quer o afastamento 
 Da Sucursal de Brasília 

 A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) quer o afastamento de Rubens Ricupero da universidade . 


 "Queremos que a administração reavalie sua continuidade", disse o presidente da associação, Paulo Bica . 


 Segundo Bica, o ex-ministro "confessou imoralidade" ao declarar não ter "escrúpulos" na conversa informal com o jornalista Carlos Monforte, da TV Globo . 
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<DOC DOCID="HAREM-314-07021">
 Lúcia critica discriminação 
 ADELSON BARBOSA 
 Da Agência Folha, em João Pessoa 

 Lúcia Braga afirma que é discriminada na política devido à sua condição de mulher . 


 "Mulher na política é muito difícil . 


 Sua campanha teve o mesmo ritmo das campanhas de candidatos homens, com passeatas, carreatas e comícios . 
  "É preciso quebrar os preconceitos." 


 Nas viagens, ela foi acompanhada pelo marido, Wilson Braga, candidato a deputado federal . 


 Segundo Lúcia Braga, há um "respeito mútuo" em seu relacionamento com políticos e eleitores homens . 


 Mesmo no corre-corre, Lúcia acabou encontrando tempo para ir ao cabeleireiro . 
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<DOC DOCID="HAREM-94B-07027">
Avaliação de analisadores morfológicos: sugestão para o português
Este documento foi preparado no contexto da preparação e motivação para uma avaliação conjunta do processamento computacional da língua portuguesa. 

Tentamos aqui esboçar o processo que levará à execução de umas morfolimpíadas para o português, definidas como uma avaliação conjunta de analisadores morfológicos da língua portuguesa. A principal inspiração foi Hausser (1994). 
A ideia principal é fazer dois tipos de avaliação: 

Sobre casos complicados (cotejando com uma solução pré-definida) 
Sobre texto corrente (comparando os resultados após a execução do teste) 
Primeiro passo: Prospecção
Os participantes tornam pública a sua intenção de participar (através de inscrição no formulário respectivo). Criação de um fórum ou lista electrónica que junte todos os participantes. 
Segundo passo: Definição de critérios
Todos os participantes fornecem tipos de casos complexos e quais as soluções que consideram correctas; os casos mais problemáticos terão, talvez, de ser discutidos no encontro preparatório. 
Além disso, cada grupo envia exemplos de saída do programa, incluindo pelo menos a análise de uma lista fornecida pelos organizadores. Esses dados serão para ser usados para desenhar os programas de reformatação e comparação dos resultados. Além disso, a apresentação de dados a todos os participantes poderá também levar à definição de subtestes diferentes, o que será preferencialmente decidido por conferência electrónica entre todos os participantes. 

Parece pacífico, desde já, indicar que a definição de critérios terá que levar em conta várias soluções, variantes diferentes da língua, e palavras virtuais (ou seja, palavras que consensualmente não fazem parte da língua). 

No final deste segundo passo, serão postos à disposição programas que comparam automaticamente os vários sistemas nos dois modos, segundo os critérios acordados. Estes programas poderão ser desenvolvidos pela organização, pelos participantes, ou ainda obtidos através de outra via (p.ex. concurso). 

Terceiro passo: construção de recursos para avaliação
Reúne-se um corpus de avaliação (estilo p-list) através do envio por todos os grupos de casos complicados e a solução proposta, a serem discutidos e a sua resolução acordada entre todos os participantes, como um preliminar para a execução do teste tipo 1. 
Simultaneamente, define-se o tamanho do corpus de texto livre que cada grupo deve fornecer. 
Após a conclusão deste processo, pede-se para cada grupo apresentar um corpus de cada tipo numa data precisa. Os corpora sobre os quais será feita a avaliação serão a conjugação de todos os subcorpora fornecidos pelos participantes. 
Quarto passo: Teste dos sistemas
Nota: de forma a rodar o sistema, pode-se tentar obter um pré-teste e ver se tudo funciona. Por exemplo, Adda et al. (1998) fizeram-no para a anotação morfossintáctica do francês. 
O teste final será feito com uma data certa de execução e entrega de resultados. Tal poderá ser feito presencialmente ou através da rede. 

Os resultados serão, evidentemente, diferentes quanto aos dois tipos de testes: 

Casos problemáticos em que cada grupo fornece um conjunto de problemas e soluções. -- Esses casos são discutidos anteriormente de forma a que os critérios sejam uniformes. Espera-se que a execução do teste não dê origem a muita alteração dos dados. 
Sobre texto livre, em que cada manda um corpus de tamanho previamente determinado, de preferência interno, de forma a que não tenha sido já analisado pelos outros grupos. 
Avaliação de analisadores sobre esse conjunto será feita posteriormente 
Medem-se as diferenças 
Discutem-se os casos problemáticos/forma de contagem após a observação em assembleia, eventualmente recorrendo a juízes contratados para o efeito, ou usando todos os participantes como juízes 
Quinto passo: Divulgação dos resultados
Relação dos resultados, durante o PROPOR 2003 e eventualmente antes. 
Os participantes terão a hipótese de manter a qualificação dos seus sistemas secreta; contudo, os recursos para avaliação (corpora e programas) serão públicos. 

Referências
Adda, G., J. Mariani, J. Lecomte, P. Paroubek &amp; M. Rajman."The GRACE French Part-Of-Speech Tagging Evaluation Task". Proceedings of The First International Conference on Language Resources and Evaluation LREC'98 (Granada, 28-30 May 1998), pp. 433-441. 
Roland Hauser. "The Coordinator's Final Report on the First Morpholympics". LDV-Forum 11(1), 1994, pp. 54-64. 


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Autores: Paulo Rocha e Diana Santos no âmbito da Linguateca. 
Última alteração: 6 de Março de 2002. 
Perguntas, comentários e sugestões
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<DOC DOCID="HAREM-62C-07034">
Estratégia de desenvolvimento sustentável

. (ES) Votamos favoravelmente esta proposta de resolução, entre outras razões, porque faz uma chamada de atenção ao Conselho de Barcelona para que tenha em consideração as decisões do Conselho de Gotemburgo sobre a promoção de uma estratégia de desenvolvimento sustentável na União e, em especial, sobre a avaliação anual dessa estratégia pela UE, e recorda que "a futura Conferência do Rio +10, em Joanesburgo, representa uma oportunidade única para alargar ainda mais os princípios do desenvolvimento sustentável a nível mundial".

Além de defender que o pilar ambiental do desenvolvimento sustentável deve ser considerado tão importante como os pilares económico e social, a proposta de resolução aborda diversos assuntos que evidenciam a necessidade de integrar a política ambiental nas restantes políticas da União.

No que diz respeito à alteração 10, em que era expressa a preocupação pelo carácter insustentável de determinados projectos de gestão da água, entre os quais o Plano Hidrológico Nacional espanhol, votámos favoravelmente esta alteração na íntegra, embora no final apenas uma parte dela tenha sido aprovada.

Votei a favor do relatório.

É particularmente positivo que tenha sido aprovada a quinta parte da alteração 27. Nela se salienta que deve ser dada prioridade, no âmbito da biotecnologia, à investigação em células estaminais adultas. De forma indirecta, isto significa, portanto, que à investigação em células embrionárias, muito controversa e eticamente questionável, deverá ser reservado um papel de segundo plano, posição com que me congratulo. A investigação em células embrionárias é proibida em vários Estados-Membros.

Os ensinamentos éticos de todas as grandes igrejas, nomeadamente a Igreja Católica Romana, rejeitam métodos que utilizem embriões fertilizados - um futuro ser humano, com todo o seu património genético - para fins de investigação.

Quanto ao projecto que se planeia executar em Espanha, implicaria que subsidiássemos com fundos comunitários a continuação de um consumo excessivo de água para servir uma agricultura intensiva e o turismo de massas. O projecto poderia pôr em risco a zona do delta do rio Ebro, que é muito importante para a biodiversidade, de uma maneira geral, e para a avifauna, em especial. Além disso, o projecto suscitou críticas muito bem fundamentadas de grande parte da comunidade científica espanhola. Nestas circunstâncias, entendo que os fundos estruturais da Comunidade deverão servir para apoiar projectos alternativos como, por exemplo, de um plano de gestão sustentável dos recursos hídricos nas grandes cidades, de modernização dos métodos de irrigação, de uma gestão integrada de aquíferos freáticos e de superfície, etc. É por estes motivos que não vou associar-me à posição tomada pelo Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus, a que pertenço.

O projecto que se planeia executar em Espanha implicaria que subsidiássemos com fundos comunitários a continuação de um consumo excessivo de água para servir uma agricultura intensiva e o turismo de massas. O projecto poderia pôr em risco a zona do delta do rio Ebro, que é muito importante para a biodiversidade, de uma maneira geral, e para a avifauna, em especial. Além disso, o projecto suscitou críticas muito bem fundamentadas de grande parte da comunidade científica espanhola.

Nestas circunstâncias, entendo que os fundos estruturais da Comunidade deverão servir para apoiar projectos alternativos como, por exemplo, de um plano de gestão sustentável dos recursos hídricos nas grandes cidades, de modernização dos métodos de irrigação, de uma gestão integrada de aquíferos freáticos e de superfície, etc. É por estes motivos que não vou associar-me à posição tomada pelo Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus, a que pertenço.

Tribunal Penal Internacional

. (FR) Hoje, somos chamados a pronunciar-nos sobre a proposta de criação de um Tribunal Internacional de Justiça. O princípio de um tribunal internacional independente dos Estados, habilitado a julgar simultaneamente os Estados e os carrascos das guerras coloniais, os golpistas da América Latina, os culpados dos genocídios do Ruanda e dos Balcãs, ou ainda os assassinos do povo palestiniano, é justo. A impunidade de que todos estes beneficiam tem de cessar, pelo que somos solidários com o combate que os movimentos democráticos e progressistas travam neste sentido. É preciso poder julgar os crimes do passado e dotar-se dos instrumentos que permitam julgar os de amanhã. É importante que os povos do mundo possam debruçar-se sobre esta questão. No entanto, no quadro actual prisioneiro da ofensiva liberticida do pós 11 de Setembro, este tribunal corre o risco de tornar-se, na melhor das hipóteses, num instrumento desprovido de poder e de meios, e na pior das hipóteses, numa instituição manipulada pelos poderosos, que pode virar-se contra todos aqueles que contestam o statu quo. Esta última hipótese é de recear, uma vez que os juízes não gozarão de qualquer independência em relação aos Estados que os nomearão. Razão por que não votaremos a favor desta proposta.
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<DOC DOCID="HAREM-812-07035">
Rock in Rio - Por um mundo melhor
 Dora Bria fazendo o gesto do Rock in Rio por um mundo melhor.
Frejat na entrevista para o site.
Fernanda Takai animada no evento.
Pepeu Gomes deu o ar da graça.
COBERTURA A festa de apresentação do projeto Rock In Rio - Por Um Mundo Melhor aconteceu na noite de 28/06, no Rock In Rio Café do Rio de Janeiro.
Confira aqui, com exclusividade, tudo que rolou por lá.
A apresentação do Rock In Rio - Por Um Mundo Melhor estava a mil.
O Rock in Rio Café ficou super lotado, com várias personalidades da música e dos meios de comunicação.
Os convidados foram recebidos com champagne francesa e com a performance de uma orquestra no palco.
Orgulhosos, Caio Valli (vice presidente da Artplan), Manoel Amorim (presidente da AOL) e Roberto Medina (criador do Rock in Rio) se dividiram entre a recepção aos convidados e as entrevistas.
Veja a declaração exclusiva de Roberto Medina para o site clicando aqui!
Prestigiando o evento estiveram diferentes gerações de diversas tribos, todas embaladas pelo espírito Rock in Rio.
Do black tie ao visual rockeiro, não faltaram estilos na festa.
Fernanda Takai, SNZ (Sarah Shiva, Nana Shara e Zabelê, eternas filhotas da Baby do Brasil), Rodrigo Santoro, Cristina Mortagua, Thierry Figueira e Giovana Antonelli foram algumas das estrelas que fizeram da noite um dos acontecimentos mais animados do Rock in Rio Café.
Frejat, do Barão Vermelho, também esteve por lá e deu uma entrevista exclusiva para o site do Rock in Rio.
Clique aqui e assista!
Os Acrobáticos Fratelli fizeram um show de malabarismo, deixando o pessoal de queixo caído.
Logo depois, o Jota Quest subiu ao palco e agitou a galera com seus hits.
O show durou uma hora e os convidados adoraram.
E, se os aplausos servem para uma prévia, o Festival promete ser um sucesso.
Como a festa ainda rolou por muito tempo, não faltou um coquetel ao som de música eletrônica depois do show.
O presidente da America Online, aproveitando um momento de "sossego", deu uma entrevista: veja aqui!
ver mais notícias Se você não tiver o Real Player, faça o download aqui Imprensa Informações, releases e imagens fresquinhas para jornalistas.
Notícias Fique por dentro do que rola.
Copyright© 2000 AOL Brasil Ltda e, America Online, Inc.
Todos os direitos reservados.
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<DOC DOCID="HAREM-519-07043">
Se repetia o mavioso nome da senhora, o sorriso de Iracema já não se voltava para ela, nem o ouvido parecia escutar a voz da companheira e amiga, que dantes tão suave era ao seu coração. 

Triste dela! A gente tupi a chamava jandaia , porque sempre alegre estrugia os campos com seu canto fremente. Mas agora, triste e muda, desdenhada de sua senhora, não parecia mais a linda jandaia, e sim o feio urutau que somente sabe gemer. 

O sol remontou a umbria das serras; seus raios douravam apenas o viso das eminências. 

A surdina merencória da tarde, precedendo o silêncio da noite, começava de velar os crebros rumores do campo. Uma ave noturna, talvez iludida com a sombra mais espessa do bosque, desatou o estrídulo. 

O velho ergueu a fronte calva: 

- Foi o canto da inhuma que acordou o ouvido de Araquém? disse ele admirado. 

A virgem estremecera, e já fora da cabana, voltou-se, para responder à pergunta do Pajé: 

- É o grito de guerra do guerreiro Caubi! 

Quando o segundo pio da inhuma ressoou, Iracema corria na mata como a corça perseguida pelo caçador. Só respirou chegando à campina, que recortava o bosque, como um grande lago. 

Quem seus olhos primeiro viram, Martim, estava tranqüilamente sentado em uma sapopema, olhando o que passava ali. Contra, cem guerreiros tabajaras com Irapuã à frente, formavam arco. O bravo Caubi os afrontava a todos, com o olhar cheio de ira e as armas valentes empunhadas na mão robusta. 

O chefe exigira a entrega do estrangeiro, e o guia respondera simplesmente: 

- Matai Caubi antes. 

A filha do Pajé passara como uma flecha: ei-la diante de Martim, opondo também seu corpo gentil aos golpes dos guerreiros. Irapuã soltou o bramido da onça atacada na furna. 

- Filha do Pajé, disse Caubi em voz baixa: conduz o estrangeiro à cabana: só Araquém pode salvá-lo. 

Iracema voltou-se para o guerreiro branco: 

- Vem! 

Ele ficou imóvel. 

- Se tu não vens, disse a virgem, Iracema morrerá contigo. 

Martim ergueu-se; mas longe de seguir a virgem, caminhou direito a Irapuã. Sua espada flamejou no ar. 

- Os guerreiros de meu sangue, chefe, jamais recusaram combate. Se aquele que tu vês não foi o primeiro a provocá-lo, é porque seus pais lhe ensinaram a não derramar sangue na terra hospedeira. 

O chefe tabajara rugiu de alegria; sua mão possante brandiu o tacape. Mas os dois campeões mal tiveram tempo de medir-se com os olhos; quando fendiam o primeiro golpe, já Caubi e Iracema estavam entre eles. 

A filha de Araquém debalde rogava ao cristão, debalde o cingia nos braços buscando arrancá-lo ao combate. De seu lado Caubi em vão provocava Irapuã para atrair a si a raiva do chefe. 

A um gesto de Irapuã, os guerreiros afastaram os dois irmãos; o combate prosseguiu. 

De repente o rouco som da inúbia reboou pela mata; os filhos da serra estremeceram reconhecendo o estrídulo do búzio guerreiro dos pitiguaras, senhores das praias ensombradas de coqueiros. O eco vinha da grande taba, que o inimigo talvez assaltava já. 

Os guerreiros precipitaram levando por diante o chefe. Com o estrangeiro só ficou a filha de Araquém.
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<DOC DOCID="HAREM-748-07045">

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<DOC DOCID="HAREM-312-07060">
 Igaci Apoio Histórico O município de Igaci deve ao português João de Lima Acioli o início de seu povoamento.
Ele chegou por volta do século XIX implantando um sítio que desenvolveu a região.
O grande número de fontes de água que existiam na região fez com que o local fosse chamado de "Olhos D'Água do Acioli".
A água abundante contribuiu para que muitas famílias do Sertão mudassem para lá.
O maior incremento, porém, foi a partir de 1877, quando Alagoas sofreu uma de suas maiores estiagens.
A fartura de água determinou a formação do primeiro aglomerado urbano no local.
Entre os pioneiros que contribuíram para o rápido desenvolvimento do núcleo, atuaram Serapião Sampaio, Santos Silva, Capitão Bartolomeu de Souza Vergueiros, Justino Luz e as famílias Torres e Tomás de Albuquerque.
Destaca-se, também, a família de Carlos Pontes, que mais tarde tornou-se um grande nome da literatura e da política do país.
A Lei Estadual 428, de 15 de junho de 1904, elevou Olhos D'Água do Acioli à categoria de vila, como distrito judiciário de Palmeira dos Índios.
A implantação da estrada de ferro pela Great Western, hoje RFFSA, também contribuiu para a afirmação econômica da vila.
Nessa mesma época, teve o nome mudado para Igaci, que, em língua indígena, significa exatamente Olhos D'Água.
A emancipação política de Igaci aconteceu por força da Lei 2.087, de 27 de dezembro de 1957, instalando-se oficialmente a 12 de janeiro de 1959, desmembrado de Palmeira dos Índios.
O município tem duas principais festividades: a Emancipação Política e a festa da padroeira, Nossa Senhora da Saúde.
Outro atrativo é o banho no rio Jacuípe.
Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Palmeira dos Índios.
Limites: Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, Major Isidoro, Arapiraca, Coité do Nóia e Taquarana.
Altitude: 240 metros acima do nível do mar.
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<DOC DOCID="HAREM-018-07068">

Leia com atenção !!!
Não ignore esta mensagem antes de ler e reler, nela contem a senha para abrir a porta das suas finanças, que realizarão os seus sonhos.

Não tenha medo e nem desconfiança, você vai dispor somente de R$ 7,00 para ganhar milhares, não custa tentar, faça certo e haja corretamente, começando agora mesmo, se cada um fizer a sua parte,


todos poderão ter a chance de mudar de vida,

Inclusive você...
Para um investimento tão pequeno, para um serviço tão fácil, porque não tentar?
Ariscar e preciso.

Estamos acostumados a esperar pelo muito de poucos,

mas o que funciona mesmo é o pouco de muitos, pense nisso.
A sua atenção agora e imprescindível.
É interessante perceber que um ínfimo centavo que, para nós, individualmente, não vale nada, se fosse enviado a você por milhões de pessoas do mundo inteiro, em instantes lhe tornaria um milionário.
É basicamente nisso que se fundamenta este sistema que você deve ler com bastante atenção.
Procure raciocinar em cima dos prós e dos contras em relação ao que vai ler.
Se der uma oportunidade a você próprio, verá que, se perder, será quase nada, e, se ganhar, será, no mínimo, razoável pra você.
Afortunadamente, algum tempo depois, eu reli e dei um tempo pra mim mesmo, para pensar e estudar este programa de ajuda mútua.
Eu sou consultor, trabalho em um pequeno escritório de consultoria.
No ano passado, tive problemas financeiros.
Eu endividei minha família e meus amigos.
Essa carta não é para mudar sua alma, e sim para mudar a sua vida financeira para sempre.
Recebi este programa pelo correio eletrônico.
Não pedi por isto.
Simplesmente alguém que eu não conheço pegou meu nome em alguma mala direta e enviou-me pela Internet.
Agradeço a Deus por isso!
Após ler este programa várias vezes para ter certeza de que estava lendo corretamente, não pude acreditar nos meus olhos.
Diante de mim estava uma FANTÁSTICA MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO.


investimento para começar era mínimo,

logo eu não me endividaria ainda mais.
Após pegar papel e caneta e fazer os cálculos, concluí que teria no mínimo o meu dinheiro de volta.
Por que não?
Pior do que estava não poderia ficar.
Segui as instruções corretamente, enviando inicialmente 250 e-mails e o dinheiro começou a chegar!
Vagarosamente no início, mas após 3 semanas eu estava recebendo mais cartas (com dinheiro) do que eu poderia abrir num dia.
Após mais ou menos 3 meses o dinheiro e as cartas pararam de chegar.
Tinha feito um registro preciso do dinheiro recebido e, no final totalizava R$ 598,494,00.
Isso mesmo, prezado amigo (a): Quinhentos e noventa e oito mil quatrocentos e noventa e quatro reais.
Tudo em notas de R$ 1,00 que recebi naquele período.
Sim, é este o valor que recebi.
Abaixo você poderá ver os cálculos.
Paguei minhas dívidas, comprei um carro novo e uma bela casa.
Logo a seguir mandei mais 1.000 e-mails, e em 3 meses recebi R$ 2.694,218,00.
Por favor, leia com atenção este programa.
Ele poderá mudar a sua vida para sempre!
Não dependemos de sorte como nas loterias, não é um jogo.
Lembre-se disso: ele não funciona se não colocarmos em prática.
Este é a grande oportunidade de sua vida.
Talvez a única e melhor.
Com pouquíssimo custo e nenhum risco, você e sua família poderão desfrutar de um futuro tranqüilo e você estará a caminho de sua estabilidade financeira.
Se você, companheiro (a), está com problemas financeiros como eu estava, ou deseja realizar sonhos que a atual condição não permite, aceite essa chance!

Veja agora as instruções para você desfrutar


desta campanha financeira

Siga exatamente as simples instruções abaixo, e em 3 meses você receberá no mínimo R$ 300.000 (trezentos mil reais).
É garantido e honesto.
Não tema, vá em frente:
Imediatamente, mande R$ 1,00 para cada uma das 7 (sete) pessoas da lista abaixo, da seguinte forma: envolva o dinheiro em papel opaco ou escuro de forma que ninguém suspeite de que dentro tenha uma nota para não violar o envelope para roubá-la e escreva neste papel: QUERO QUE O MEU NOME SEJA INCLUÍDO NA SUA LISTA DE CORRESPONDÊNCIAS.
Coloque em um envelope de forma que não fique transparente e envie pelo correio a cada uma das 7 (sete) pessoas da lista abaixo.
Quando você mandar R$ 1,00 para cada uma das 7 pessoas da lista abaixo, você precisa escrever no papel que envolve o dinheiro, a frase: QUERO QUE O MEU NOME SEJA INCLUÍDO NA SUA LISTA DE CORRESPONDÊNCIAS, porque desta forma as pessoas que receberem um real colocam o seu nome na lista dela que certamente ela enviara a mais pessoas, pois ela esta tendo resultado positivo e não vai querer quebrar a corrente de auto ajuda por que esta é a chave do programa!


de acordo com a legislação dos correios que diz

que todo dinheiro recebido deve ser trocado por um serviço ou produto.
Esse é o serviço, que meu nome seja incluído na lista de correspondências da pessoa a quem você está enviando R$ 1,00.
Entendeu?
Após ter mandado R$ 1,00 para cada uma das sete pessoas, copie esse e-mail para o seu editor de texto.
Modifique a lista de participantes da seguinte forma: tire fora o nome que está no número 1.

Mude os nomes restantes para a posição acima (o número
2 passa a ser o 1; o 3 passa a ser o 2, o 4 passa a ser 3, o 5 passa a ser o 4, o 6 passa a ser o 5, o 7 passa a ser 6).
E aí você coloca seu próprio nome e endereço no número 7.
Não mude a seqüência dos nomes.
Assim todos os participantes ganham.
Não tente colocar o seu nome em lugar diferente, pois não funcionará, se você não agir de forma correta deixará de ganhar muito dinheiro.
Quando você tiver completado as anotações acima, envie 250 e-mails.
Pode até enviar mais se desejar.
Quanto mais e-mails você enviar, melhor será o resultado.
Pegue os endereços de e-mail em listas públicas de todo o mundo, nos mecanismos de busca (ex: Yahoo, Cadê, Altavista, Radix...
etc).
na sua própria igreja, ou como você quiser.
Siga estas instruções corretamente e dentro de 90 (noventa) dias você receberá mais de R$ 100.000,00 em cédulas de R$ 1,00, só dependerá de seu trabalho.
Pode anunciar também em sites de classificados gratuitos da Internet ou jornais de grande circulação, exemplo «GANHE DINHEIRO COM SEU MICRO ENVIANDO E-MAILS».
Guarde uma cópia desse e-mail, pois assim você poderá usa-lo uma segunda vez, após mais ou menos 6 meses.
Vamos doar R$ 7,00 para receber muito mais.
Esse programa deixa de ser cristão se for distorcido em seu benefício apenas, por isso siga as instruções na sua íntegra garanto que Deus lhe abençoará, afinal R$ 7,00 não significa quase nada, mas cada real significa muito na vida dessas pessoas.
Juntos chegaremos lá!
Está é a relação de pessoas a quem você deve AGORA MESMO, enviar R$ 1,00 e conseqüentemente entrar no programa:

Rua Senador Feijó, 29 - Conj.

Bairro: Centro

Cidade: São Paulo-SP - Brasil -

Rua barão de Mesquita, 850, B/B - Aptº 1207

Bairro: Andaraí

Cidade: Rio de Janeiro-RJ - Brasil

Rua Alice Monte, 05 - 1º ANDAR

Bairro: Jacintinho

Cidade: Maceió-AL - Brasil -

Rua.

Teobaldo Costa, 56

Bairro: Centro

Cidade: Caravelas - BA - Brasil

Digamos que você tenha, por exemplo, 3% de retorno dos e-mails enviados, o que é uma estimativa bastante tímida, nas minhas duas tentativas eu tive mais que 3% de retorno.
Quando você envia 250 e-mails (3%) é igual a 7 pessoas que lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 7 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 49 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 49 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 343 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 343 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 2.401 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 2.401 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 16.807 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 16.807 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 117.649 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada;
Essas 117.649 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 823.543 pessoas lhe enviarão R$ 1,00 cada.
Neste ponto, o seu nome sai da lista, mas você terá recebido R$.
Isso funciona sempre, mas depende de quantos e-mails você enviar.
No exemplo acima, você enviou 250 e-mails, mas se você enviar 500 e-mails e apenas 3% das pessoas derem retorno, você receberá R$ 1.921.598,00.
Tenha certeza de que estão corretos.
Se você fizer a primeira vez (com certeza não ficará só na primeira), você gastará apenas R$ 7,00, mas a pequena despesa com envelopes e selos.

Somente tenha certeza de que você mandou R$ 1,00 para cada uma das 7 pessoas da lista, para que não seja interrompido o programa, em envelope, envolvendo o dinheiro conforme as instruções, com pedido para que seja incluído o seu nome na lista de
correspondências da pessoa que receberá a cédula de R$ 1,00.
Não é necessário enviar 250 e-mails de uma só vez, se preferir envie aos poucos, uns 20 ou 30 por semana, ou 10 de 2 em 2 dias, até completar os 250 e-mails.
A pressa de retorno é sua.
Quanto antes enviar 250 e-mails, tão logo começará a receber o dinheiro.
Você pode enviar esse e-mail para varias pessoas de uma só vez!
Somente coloque ponto e vírgula (;) entre vários endereços de e-mail.


Evite comentar sobre este programa com qualquer pessoa.
Só comente com quem estiver participando, ou com quem for de sua íntima confiança, isso evitará opiniões pessimistas.
Não deixe de participar.
Lembre-se de que você decide quantos e-mails quer enviar.
Quanto mais, melhores serão os resultados que você terá.
Boa sorte!
Vá em frente!

Quanto tempo você teria que trabalhar para ganhar R$ 300.000,00?
Pense nisso!
Para remeter esses e-mails você gasta apenas algumas horas e pouquíssimo dinheiro.
Envie para outros países, de forma que o recebedor entenda o que está escrito ou mande diretamente em inglês, um dos idiomas mais usados na Internet.
Faça a sua parte e todos irão fazer o mesmo.
NÃO TENHA MEDO, VOCÊ VAI DISPOR DE SOMENTE r$ 7,00 PARA GANHAR MILHARES.

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-424-07088">
 Plano só tem um caminho 
 Da Reportagem Local 

 A equipe econômica dá todos os sinais de que aposta na dolarização e plena abertura para consolidar a estabilidade do real . 


 As importações vêm sendo sucessivamente facilitadas com redução de impostos e desburocratização . 


 Desde o início, quando exportadores reclamavam que o dólar estava barato e empresários locais pediam proteção contra importações, a equipe dizia que o caminho da abertura era irreversível . 


 Agora, com o plano submetido a turbulências, a equipe não tem alternativa a não ser avançar na mesma direção . 


 A alta de preços vem de fatores incontroláveis (clima e alta no exterior) e controláveis (aumento da massa salarial e crediário) . 


 O crediário foi atacado pelo pacote anticonsumo, mas isso é apenas uma medida de administração, não uma mudança de rumo . 


 Para o aumento da massa salarial, surgiu uma proposta de aumentar o imposto de renda das pessoas físicas . 


 A indexação salarial parcial - pela qual todo mês corrigem-se salários de algumas categorias pelo IPC-r - está na lei e vai até junho de 1995 . 


 Também aqui surgiu uma proposta: corrigir os salários de uma só vez e extinguir o IPC-r, introduzindo-se a livre negociação . 


 A equipe se inquieta com a indexação salarial, mas não há conclusão sobre o que fazer . 


 É mais provável que a equipe concorde com esse argumento . 
  Ou seja, nada se faz nesse capítulo até junho . 


 E o que resta para segurar a estabilidade? 
  Só a dolarização e importação . 
  Por exemplo: é impossível proibir empresas de concederem antecipações salariais . 


 E quando a equipe vai tomar as providências? 
  Algumas medidas de preparação saem ainda no final do governo Itamar . 


 Resumo: o plano não muda . 

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-516-07103">
Substância gris e substância branca
Num corte dos órgãos que integram o sistema nervoso, tais como encéfalo ou medula espinal, se vêem zonas mais escuras e mais claras bem definidas. Elas são a substância gris e branca respectivamente. A substância gris é formada pelos corpos neuronais e forma centros de processamento de informações.
A substância branca é formada, na sua maior parte, por vias de condução. Aqui se agrupam vias aferentes, eferentes, vias de comunicação dos centros entre si. A cor branca se deve às bainhas mielínicas das fibras que possuem lípides.
O sistema nervoso pode dividir-se funcionalmente em:
Sistema nervoso central, da vida de relacionamento ou somático: rege as funções de relação com o meio externo.
Sistema nervoso autônomo ou vegetativo: ocupa-se do aspecto interior, a regulação, a coordenação dos órgãos. É autônomo, já que estes processos não dependem da vontade do homem.
De acordo com a sua localização, o sistema nervoso de relacionamento se divide em:
Sistema nervoso central: consta do encéfalo e da medula espinal (cérebro espinal), estes são os principais centros onde se relaciona e integra a informação nervosa. Encontram-se suspensos em líquido cefalorraquidiano e estão protegidos por estruturas ósseas, o crânio e a coluna vertebral.
Sistema nervoso periférico: composto pelos nervos que conduzem informação para o sistema nervoso central (aferentes) e deste (eferentes) e pelos gânglios associados. O ser humano tem 12 pares de nervos craniais, que partem do encéfalo; 31 pares de nervos raquidianos, que partem da medula.
Todo o eixo encefalo-espinal se acha envolto e definido por tecido conectivo fibroso dando lugar às meninges: dura-máter, pia-máter e aracnóides. A dura-máter é grossa e resistente e, nas aracnóides, circula o líquido cefalorraquiano e encontram-se os vasos sangüíneos.

Sistema nervoso autônomo
Corresponde à porção do sistema nervoso que se ocupa da inervação das estruturas involuntárias, tais como o músculo cardíaco, músculo liso, glândulas etc. Regula as funções respiratórias, circulatórias, secreções etc. Compõe-se de centros ao nível do talo encefálico, da medula e dos gânglios; dispondo-se em sua maioria aos costados da coluna vertebral.

Segundo a origem e a função das fibras nervosas, divide-se em:
Sistema nervoso simpático: origina-se na medula torácica e na lombar. Um pouco fora dos corpos vertebrais está situada uma cadeia de gânglios conectados por fibras. As cadeias (são duas, uma de cada lado da coluna) se chamam cadeias simpáticas e seus gânglios são conhecidos como paravertebrais. Prepara o organismo para uma emergência, para luta ou para fuga. Exemplo:Uma batida de porta repentina que ocorre no meio da noite produz uma grande quantidade de impulsos simpáticos eferentes. As pupilas se dilatam, a pele fica arrepiada, o coração bate mais rapidamente, os vasos sangüíneos periféricos contraem-se elevando a pressão arterial. Distribui-se o sangue de maneira que se dirija ao coração, o cérebro e o músculo esquelético. Aumentam as respirações, isto é, o corpo inteiro está em alerta. Ao mesmo tempo, as funções corporais que não são de ajuda são suprimidas. A digestão se retarda, a musculatura da parede vesical fica comparativamente relaxada e as funções dos órgãos sexuais são inibidas.
Sistema nervoso parassimpático: os corpos do primeiro neurônio se encontram em duas zonas bem separadas, uma é o talo encefálico e a porção sacra da medula espinal. Os gânglios parassimpáticos se encontram afastados da coluna vertebral e perto dos órgãos efetores. Intervém nos processos de recuperação, se encarrega de restituir a energia, reduz freqüências cardíacas e se relaciona principalmente com as atividades funcionais que ocorrem quando tudo está tranqüilo e silencioso. O nervo mais importante se chama pneumogástrico e sai da zona cefálica. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-239-07110">
CAPÍTULO VII / D. GLÓRIA 

Minha Mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido, Pedro de Albuquerque Santiago, contava trinta e um anos de idade, e podia voltar para Itaguaí. Não quis; preferiu ficar perto da igreja em que meu pai fora sepultado. Vendeu a fazendola e os escravos, comprou alguns que pôs ao ganho ou alugou, uma dúzia de prédios, certo número de apólices, e deixou-se estar na casa de Mata-cavalos, onde vivera os dous últimos anos de casada. Era filha de uma senhora mineira, descendente de outra paulista, a família Fernandes. 

Ora, pois, naquele ano da graça de 1857, D. Maria da Glória Fernandes Santiago contava quarenta e dous anos de idade. Era ainda bonita e moça, mas teimava em esconder os saldos da juventude, por mais que a natureza quisesse preservá-la da ação do tempo. Vivia metida em um eterno vestido escuro, sem adornos, com um xale preto, dobrado em triângulo e abrochado ao peito por um camafeu. Os cabelos, em bandós, eram apanhados sobre a nuca por um velho pente de tartaruga; alguma vez trazia a touca branca de folhas. Lidava assim, com os seus sapatos de cordovão rasos e surdos, a um lado e outro, vendo e guiando os serviços todos da casa inteira, desde manhã até à noite. 

Tenho ali na parede o retrato dela, ao lado do do marido, tais quais na outra casa. A pintura escureceu muito, mas ainda dá idéia de ambos. Não me lembra nada dele, a não ser vagamente que era alto e usava cabeleira grande; o retrato mostra uns olhos redondos, que me acompanham para todos os lados, efeito da pintura que me assombrava em pequeno. O pescoço sai de uma gravata preta de muitas voltas, a cara é toda rapada, salvo um trechozinho pegado às orelhas. O de minha mãe mostra que era linda. Contava então vinte anos, e tinha uma flor entre os dedos. No painel parece oferecer a flor ao marido. O que se lê na cara de ambos é que, se a felicidade conjugal pode ser comparada à sorte grande, eles a tiraram no bilhete comprado de sociedade. 

Concluo que não se devem abolir as loterias. Nenhum premiado as acusou ainda de imorais, como ninguém tachou de má a boceta de Pandora, por lhe ter ficado a esperança no fundo; em alguma parte há de ela ficar. Aqui os tenho aos dous bem casados de outrora, os bem-amados, os bem-aventurados, que se foram desta para a outra vida, continuar um sonho provavelmente. Quando a loteria e Pandora me aborrecem, ergo os olhos para eles, e esqueço os bilhetes brancos e a boceta fatídica. São retratos que valem por originais. O de minha mãe, estendendo a flor ao marido, parece dizer: "Sou toda sua, meu guapo cavalheiro!" O de meu pai, olhando para a gente, faz este comentário: "Vejam como esta moça me quer..." Se padeceram moléstias, não sei, como não sei se tiveram desgostos: era criança e comecei por não ser nascido. Depois da morte dele, lembra-me que ela chorou muito; mas aqui estão os retratos de ambos, sem que o encardido do tempo lhes tirasse a primeira expressão. São como fotografias instantâneas da felicidade. 

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-82J-07114">
Agora, a polícia inclina-se para que o assassinato tenha a ver com a promoção de John Gotti Junior ao cargo de chefe da família durante o encarceramento do pai.
Segundo fontes policiais citadas pelo «New York Times», o atentado poderia ter partido da velha guarda do clã Gambino.

Desde que Gotti foi preso, em Dezembro passado, o seu filho, de 26 anos, está a substituí-lo, sobretudo na colecta de fundos resultantes de diversas actividades ilegais.
De acordo com o testemunho de informadores, Junior estaria a manter uma arrogância excessiva em relação aos velhos membros do clã, indo ao ponto de reclamar somas superiores ao que era habitual.
O motorista acompanhava frequentes vezes John Junior e a sua morte pode ser considerada como um aviso da velha guarda.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-82H-07116">
Levotiroxina proibida nos medicamentos manipulados 

A levotiroxina está proibida na prescrição e preparação de medicamentos manipulados, por despacho do secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, anunciou ontem o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED).
Estão autorizadas, no entanto, especialidades farmacêuticas com levotiroxina .
Esta substância, que é a principal hormona segregada pela glândula tiróide, está «indicada como terapêutica de substituição ou suplementação em doentes com hipotiroidismo de qualquer etiologia e no tratamento ou prevenção de alguns tipos de bócio eutiroideu» .
O despacho em causa refere que «a utilização da levotiroxina está contra indicada em associação com diversos medicamentos, designadamente anorexígenos do grupo das aminas simpaticomiméticas, sendo que a sobredosagem pode provocar crise tireotóxica grave, por vezes acompanhada de coma eventualmente fatal» .
Entretanto, reuniram-se ontem, em Lisboa, os presidentes do INFARMED e da Comissão Técnica de Medicamentos e os bastonários das ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos, com o objectivo de analisar os problemas colocados com a prescrição e preparação de manipulados utilizados na obesidade e suas consequências no domínio da saúde pública .
Decidiram concordar com a proposta do INFARMED de proibir a utilização de diversas substâncias usadas na prescrição e fabrico de manipulados, supostamente destinados ao tratamento da obesidade e que serão objecto de despacho ministerial .
Segundo um comunicado do INFARMED, ficou igualmente acordado elaborar uma «nota informativa» dirigida aos profissionais de saúde sobre manipulados, salientando as normas legais referentes à prescrição e «boas práticas» de fabrico .
Outra decisão foi «providenciar as condições» para que o grupo de trabalho criado pelo governo para rever a legislação sobre prescrição e fabrico de manipulados possa «proceder ao cumprimento dos objectivos previstos» .
A Ordem dos Médicos já tinha decidido interditar aos clínicos a prescrição de medicamentos manipulados destinados ao emagrecimento, na sequência dos «casos clínicos graves» relacionados com aqueles produtos .
A Ordem dos Farmacêuticos também aconselhou a suspensão da venda de tais medicamentos até ao esclarecimento da situação .
Várias pessoas tiveram de recorrer a tratamento hospitalar depois de alegadamente terem ingerido medicamentos manipulados para o emagrecimento adquiridos na Farmácia Rainha Santa, na Cova da Piedade .
O INFARMED anunciara, por sua vez, que a proibição de preparação de manipulados na Farmácia Rainha Santa vai manter-se durante mais algumas semanas, até que esteja concluída a análise às matérias-primas e cápsulas ali preparadas .
Decorrem também inspecções em dez farmácias, a nível nacional, onde habitualmente se preparam manipulados em quantidades significativas .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-629-07143">
CAPÍTULO V / O AGREGADO 

Nem sempre ia naquele passo vagaroso e rígido. Também se descompunha em acionados, era muita vez rápido e lépido nos movimentos, tão natural nesta como naquela maneira. Outrossim, ria largo, se era preciso, de um grande riso sem vontade, mas comunicativo, a tal ponto ás bochechas, os dentes, os olhos, toda a cara, toda a pessoa, todo o mundo pareciam rir nele. Nos lances graves, gravíssimo. 

Era nosso agregado desde muitos anos; meu pai ainda estava na antiga fazenda de Itaguaí, e eu acabava de nascer. Um dia apareceu ali vendendo-se por médico homeopata; levava um Manual e uma botica. Havia então um andaço de febres; José Dias curou o feitor e uma escrava, e não quis receber nenhuma remuneração. Então meu pai propôs-lhe ficar ali vivendo, com pequeno ordenado. José Dias recusou, dizendo que era justo levar a saúde à casa de sapé do pobre. 

--Quem lhe impede que vá a outras partes? Vá aonde quiser, mas fique morando conosco. 

--Voltarei daqui a três meses. 

Voltou dali a duas semanas, aceitou casa e comida sem outro estipêndio, salvo o que quisessem dar por festas. Quando meu pai foi eleito deputado e veio para o Rio de Janeiro com a família, ele veio também, e teve o seu quarto ao fundo da chácara. Um dia, reinando outra vez febres em Itaguaí, disse-lhe meu pai que fosse ver a nossa escravatura. José Dias deixou-se estar calado, suspirou e acabou confessando que não era médico. Tomara este título para ajudar a propaganda da nova escola, e não o fez sem estudar muito e muito; mas a consciência não lhe permitia aceitar mais doentes. 

--Mas, você curou das outras vezes. 

--Creio que sim; o mais acertado, porém, é dizer que foram os remédios indicados nos livros. Eles, sim, eles, abaixo de Deus. Eu era um charlatão... Não negue; os motivos do meu procedimento podiam ser e eram dignos; a homeopatia é a verdade, e, para servir à verdade, menti; mas é tempo de restabelecer tudo. 

Não foi despedido, como pedia então; meu pai já não podia dispensá-lo. Tinha o dom de se fazer aceito e necessário; dava-se por falta dele, como de pessoa da família. Quando meu pai morreu, a dor que o pungiu foi enorme, disseram-me; não me lembra. Minha mãe ficou-lhe muito grata, e não consentiu que ele deixasse o quarto da chácara; ao sétimo dia. depois da missa, ele foi despedir-se dela. 

--Fique, José Dias. 

--Obedeço, minha senhora. 

Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e quatro palavras de louvor. Copiou as palavras, encaixilhou-as e pendurou-as no quarto, por cima da cama. "Esta é a melhor apólice", dizia ele muita vez. Com o tempo, adquiriu certa autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário das pessoas que enxovalham depressa o vestido novo, ele trazia o velho escovado e liso, cerzido, abotoado, de uma elegância pobre e modesta. Era lido, posto que de atropelo, o bastante para divertir ao serão e à sobremesa, ou explicar algum fenômeno, falar dos efeitos do calor e do frio, dos pólos e de Robespierre. Contava muita vez uma viagem que fizera à Europa, e confessava que a não sermos nós, já teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, mas a nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo. 

--Abaixo ou acima? perguntou-lhe tio Cosme um dia. 

--Abaixo, repetiu José Dias cheio de veneração. 

E minha mãe, que era religiosa, gostou de ver que ele punha Deus no devido lugar, e sorriu aprovando. José Dias agradeceu de cabeça. Minha mãe dava-lhe de quando em quando alguns cobres. Tio Cosme, que era advogado, confiava-lhe a cópia de papéis de autos. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-712-07144">
BRfree
 Da Sicília para o mundo Assim, na ilha da Sicília o homem civilizado, pela primeira vez na história, aprendeu a fazer os maccaruni (combinações de trigo moído com água e um pouco de vinho branco).
Porém, na versão mais conhecida, o macarrão teria chegado ao ocidente pelas mãos de Marco Polo, mercador veneziano que visitou a China no século XIII.
Tudo isso já ocorria por volta de 1100 e Marco Pólo só nasceria em 1254.
Portanto, a lenda está desmistificada.
De que maneira então surgiu a lenda da descoberta do macarrão por Marco Polo na China?
Para alguns historiadores, o episódio é fácil de ser explicado.
Marco Polo era filho e sobrinho de poderosos comerciantes de Veneza.
Aos 17 anos, portanto em 1271, Marco Polo acompanhou o pai e o tio numa expedição ao Oriente.
Em 1295, ele retorna a Veneza e começa a escrever suas memórias, intituladas "Il Millione".
Polo citou em um parágrafo sua empolgação por uma planta, o sagu, da qual os nativos de Fanfur faziam "mangiari di pasta assai e buoni" (comidas de massas suficientemente gostosas).
No original do livro de Marco Polo não há a menor referência ao trigo e ao macarrão.
Entretanto, tempos depois Giambattista Ramusio, ao editar o livro do mercador de Veneza, decidiu em uma de suas partes explicar melhor o que
seria a planta do sagu e no rodapé da página assim a definiu:
"Com tal produto se faz uma farinha limpa e trabalhada, que redunda em lasanhas e nas suas variedades, elogiadas e levadas pelo Polo à Veneza em suas malas".
O editor, ao interpretar o livro de Marco Polo, modificou sua raiz ancestral.
Transformou em chinês um produto que era legitimamente, autenticamente, verdadeiramente italiano.
[ Na hora!
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<DOC DOCID="HAREM-12J-07147">
Um revivalismo refrescante
O 7 e Meio é um ex-libris da noite algarvia.
É uma das mais antigas discotecas do Algarve, situada em Albufeira, que continua a manter os traços decorativos e as clientelas de sempre.
É um pouco a versão de uma espécie de «outro lado» da noite, a meio caminho entre os devaneios de uma fauna periférica, seja de Lisboa, Londres, Dublin ou Faro e Portimão, e a postura circunspecta dos fiéis da casa, que dela esperam a música «geracionista» dos 60 ou dos 70. 
Não deixa de ser, nos tempos que correm, um certo «very typical» algarvio, cabeça de cartaz para os que querem fugir a algumas movimentações nocturnas já a caminho da ritualização de massas, do género «vamos todos ao Calypso e encontramo-nos na Locomia». 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-004-07154">
 Candidatos apresentam currículo 
 Da Reportagem Local 

 No primeiro programa dos candidatos à Presidência, na manhã de ontem, os candidatos quase que se limitaram a apresentar os currículos . 


 Os programas de Lula (PT) e Fernando Henrique (PSDB), pela manhã foram editados como entrevistas . 
  Respondiam perguntas a um entrevistador imaginário não falava nem aparecia . 


 Lula lembrou sua vida e origem operária . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-142-07160">
Especial - Online UNISANTA
 online.
stcecilia.
br Jornal Online Unisanta completa cem edições Tânia Quaresma Com certeza, o dia 27 de março de 1999 ficará marcado na história do jornal eletrônico Online, da Universidade Santa Cecília.
Nesta data, ele alcança a marca de cinco anos de vida e 100 edições publicadas.
Para muitos, esta é mais uma vitória do projeto: além de ser o primeiro jornal universitário eletrônico do Brasil, o Online já atingiu cerca
de 200 usuários acessando diariamente as informações contidas em suas páginas.
Nascido com o nome de Reality, suas primeiras edições foram em inglês, a partir de um intercâmbio entre alunos da Universidade de Michigan e
alunos de Antropologia da Unisanta, sob a orientação do professor Darrell Steven Champlin.
Meses depois, o Reality transformou- se em Online Unisanta, editado em português e elaborado por alunos voluntários.
"Quando o jornal não era curricular, o interesse das pessoas era muito maior do que hoje.
O cara ficava ali, do começo ao fim, porque queria.
Os estudantes que deram impulso ao projeto do Online já estão no mercado de trabalho", afirma o professor Darrell.
Segundo ele, quatro dessas pessoas estão empregadas no jornal A Tribuna, outra é assessor de imprensa em Bragança Paulista e Gerson Almeida,
o Batatinha, é também assessor da empresa Ford.
Hoje, o Online faz parte da grade curricular e é editado todas as semanas por alunos do terceiro ano de Jornalismo.
Para essa semana, a expectativa é introduzir uma página com notícias da hora, implantada na rede e chamada Breaking News.
Breaking News terá atualização diária sob a responsabilidade do professor Darrell, Eduardo Natário e um editor.
27.03 a 10.04 de 1999 Leia também Próxima matéria de Especial.
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Ciência | Cultura | Economia | Educação | Esporte | Geralis Informática | Mídia | Mundo | Política | Porto | Regional Equipe Online | Unisanta | ANSC | Primeira página Jornal laboratório da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade Santa Cecília - UNISANTA www.online.stcecilia.br Topo da página
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-308-07171">
CR-ROOM O SHOW DO CRISTÃO é só para quem e salvo em cristo e tem computador 

primeiro programa igual ao show do milhão de silvio santos,. 
um jogo aprovado por neto ,filho,,pai ,avô e bisavô.
são 70 megas de informações super ilustradas com a mais alta tecnologia, milhares de perguntas variadas sobre toda biblia, desde o velho testamento a té o novo testamento.
você que é cristão agora pode aprender brincando com este novissimo software que já é o maior sucesso de no meio do povo de Deus.
junte sua familia, irmãos e seu amigos e divirta-se a vontade com este CD-rom que tem um precinho que você pode pagar.

apenas R$ 19,90
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<DOC DOCID="HAREM-818-07176">
Prezado (a) Empreendedor (a), 

Peço a sua permissão para lhe enviar GRATUITAMENTE uma Revista pelo correio sobre a nossa proposta de franquias de Salões de Beleza + Escola de Cabeleireiros + Loja de Cosméticos direto da Fábrica. 
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Muito obrigada, 

Cristiane - tel (11) 3645-3620

Peço perdão se esta mensagem não lhe interessou. 
Nós confiamos em Deus! 
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<DOC DOCID="HAREM-021-07181">
Ronda - página 1 
Ronda tem oficialmente 45 mil habitantes mas, como uma dama bem conservada, ainda melhor vivida e nascida em berço de ouro, parece que tem menos, muito menos. Situada 125 quilómetros a sul de Sevilha e 60 a norte de Marbelha, a cidade desfruta de uma das localizações mais estonteantes da Espanha. Empoleirada num rochedo fendido por uma vertiginosa garganta de 100 metros de altura, regada pelo rio Gaudalevin, Ronda converteu-se numa fortaleza natural e num monumento nacional. 
Por causa desta posição quase inexpugnável, foi um dos últimos bastiões mouriscos a serem subjugados pelos reis católicos Fernando e Isabel, em 1485. Como se tudo isso não bastasse, a parte histórica do município -o "casco antigo" - éuma das mais belas do país. Quando Deus e os homens fizeram Ronda, andavam com a mania das grandezas e do exibicionismo. 
O nome deriva de Arunda (rodeada por montanhas), como era chamada por Plínio e Ptolomeu, nos tempos do Império Romano. Os sectores "moderno" e "antigo" de Ronda (nem o moderno éplastificado nem o antigo apenas escombros) são ligados por três pontes de pedra: uma romana, uma mourisca e a prodigiosa Puente Nuevo, erguida em 1735, cujo panorama éde tirar o fôlego a um pescador de pérolas filipino. Por falar em mergulho, durante a Guerra Civil espanhola, quando as prisões estavam cheias até ao gargalo, era costume lançar os prisioneiros pela Puente Nuevo abaixo. Convém lembrar que ainda não haviam sido inventados os pára-quedas. Claro que, se eles voassem, seriam considerados inocentes. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-027-07186">
Aldo
 Pois é, a história se repete... 
 Voce se lembra do  nosso empenho para criar, aí no Rio, por iniciativa do  Ibict, com a parceria do LNCC e do CNEN? 
 CIN um  Laboratório de Tecnologia da Informação?  Em 1991... 
 Queríamos exatamente desenvolver P&amp;D no setor, fazer  testes e dar certificações de qualidade, promover treinamentos dirigidos, coisas pelo estilo. Até conseguimos uma salinha no LNCC, um micreiro, e também estabelecemos conversações com uma multinacional, rompendo as barreiras da reserva de mercado da 
 informática, para obter a infra-estrutura... 
 Fizemos a cerimônia de instalação e designamos uma pessoal responsável pela condução do processo inicial de montagem. 
 Queríamos fincar um pé no prédio do LNCC 
 sonhando com um espaço para o IBICT lá, no futuro, pois estávamos em condições precaríssimas e o LNCC construindo sua sede... 
 Agora sai o anúncio do Instituto de Tecnologia da Informação, uma espécie de ponte entre o LNCC e o 
 IBICT... A nossa iniciativa era a de trazer o IBICT para este território... 
 Assim como, ao trazermos o IBICT para o atual prédio em Brasilia (que abrigara antes a SEI) pensamos logo em trazer para o mesmo edificio a RENPAC achando que o IBICT poderia ser a região de "conteúdos" daquela rede, ao mesmo tempo em que tentamos criar o SPA (depois Antares). 
 Logo que eu sai do IBICT o nosso Laboratório de Tecnologia da Informaçao foi sepultado. 
 Agora desejamos uma aproximação criativa e empreeendedora entre a SOCINFO e o IBICT e, se sair o tal I+ T+ I+, espero que o IBICT seja convidado para contribuir. 
 Um abraço 
 Antonio Miranda 
 At 15:44 04/09/2000, you wrote: 
 A INFORMACAO E O MCT 
 O decreto que aprova a nova estrutura regimental do Ministerio da Ciencia e Tecnologia cria um novo Instituto de PESQUISA denominado Instituto Nacional de Tecnologia da Informacao com a a finalidade de : 
 Art. 
 22. 
 Ao INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA DA INFORMACAO compete: 
 I - promover e executar PROJETOS DE PESQUISA e desenvolvimento de tecnologia na área de tecnologia da informação; 
 II - acompanhar programas de nacionalização, em conjunto com os órgãos próprios, em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Informática e Automação; 
 III - exercer atividades de apoio às EMPRESAS nacionais do setor de tecnologia da informação; e 
 IV - implementar uma política de integração das UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, mediante acordos, convênios e contratos, ao esforço nacional de desenvolvimento da tecnologia da informação. 
 O decreto completo esta em 
 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/decreto/D3568.htm 
 Com a criacao do novo Instituto de Pesquisa o MCT tera' tres unidades cuidando da Informacao no Brasil: 
 o IBICT, 
 o novo Instituto Nacional de Tecnologia da Informacao e o Programa Prossiga do CNPq. 
 Veja em : 
 DECRETO No 3.568, DE 17 DE AGOSTO DE 2000. 
 http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/decreto/D3568.htm 
 Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do Ministério da Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. 
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<DOC DOCID="HAREM-232-07191">
Apresentação 
Apresentação Pela inexistência de informações primárias e secundárias disponíveis, bem como pela atual situação do Projeto - Componente de Educação Ambiental - CEDUC, são apresentados comentários gerais e sucintos sobre esse Projeto. 
 Este Projeto foi seriamente prejudicado pelos atrasos ocorridos na tramitação burocrática e nas longas discussões a respeito dos procedimentos a serem adotados para financiamento e contrato entre Banco Mundial e Comunidade Européia. 
 Existem interesses manifestados por doadores (Reino Unido e Alemanha) e também por instituições brasileiras para que o Projeto possa ser efetivamente implantado, principalmente para a região da Amazônia brasileira. 
 As discussões iniciais consideraram que a ampliação dos conhecimentos a respeito de meio ambiente e suas interações com as comunidades da região amazônica poderiam trazer uma significativa contribuição para a melhoria da qualidade de vida e do próprio ambiente nessa região. 
 Assim o com o título de Projeto de Educação Ambiental - PEDUC foram desenvolvidas todas as atividades iniciais para a formatação e elaboração do mesmo. 
 O Projeto, devido as interelações existentes com os Projetos Demonstrativos - PDAs, foi incorporado a este e teve seu nome alterado para Componente de Educação Ambiental - CEDUC, para receber apoio do Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais - PPG7. 
 As discussões realizadas estabeleceram como objetivo geral, o de fortalecer o processo de educação ambiental, de modo a contribuir para a conservação e preservação das florestas da Amazônia Legal apoiando o desenvolvimento sustentado. 
 Com base nesse objetivo geral foram definidos os objetivos específicos, quais sejam o de: - Estimular o desenvolvimento de experiências demonstrativas piloto de educação ambiental não formal na Amazônia Legal, com o objetivo de disseminar abordagens já conhecidas e de eficiência comprovada, bem como promover a geração e divulgação de novos conhecimentos relevantes às atividades de preservação, conservação e desenvolvimento sustentável na região; 
 - Estimular o envolvimento de associações rurais e outras organizações da sociedade civil, instituições públicas e privadas comprometidas com a educação ambiental não formal no desenvolvimento de experiência demonstrativa piloto na região; 
 - Fortalecer as parcerias entre as instituições governamentais e não governamentais envolvidas na capacitação, produção e divulgação de educação ambiental não formal. 
 O inicio dos trabalhos de formatação, discussão e elaboração datam do ano de 1995, tendo sido submetido ao Banco Mundial em 28 de dezembro de 1995, sob o título de Educação Ambiental - Concepção Básica. 
 Após diversas análises o projeto foi submetido à aprovação no mês de julho de 1996; 
 a qual veio a acontecer, inclusive com definição do doador, em dezembro de 1996. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-64C-07204">
Este relatório foi muito difícil para nós, quer no que diz respeito ao problema das verbas a atribuir e em que altura, quer sobre o papel a desempenhar pelas task forces . Quando aprovámos o quarto programa-quadro inicial, não estava nos nossos planos que esse programa servisse de precursor para o quinto programa-quadro. De certa forma, este foi um dos elementos que surgiu nos nossos debates. Temos de aprender algumas lições no Parlamento e na Comissão: quando procuramos decidir o montante das verbas destinadas à investigação, de que forma devem ser gastas e qual o papel das task forces . Temos ainda de trabalhar mais. Gostaria de dizer, em nome do Grupo Socialista, que este é o caminho que gostávamos de seguir.

O relatório está sujeito ao procedimento de co-decisão e, por isso, temos de ter uma maioria parlamentar. Apesar de muitos de nós terem reservas quanto ao relatório emitido pela comissão, espero que tenha o nosso apoio. Temos a responsabilidade de assegurar a apresentação de argumentos convincentes ao Conselho para um reforço das actividades de investigação a nível europeu. Talvez a frase mais reveladora do relatório do deputado Linkohr seja a que afirma que mesmo se aprovássemos os 700 milhões de ecus, isto não seria suficiente para recuperar o atraso da Europa em relação aos Estados Unidos e ao Japão. Ainda estamos atrasados, e se esta noite não aprendermos bem outras lições, espero que pelo menos aprendamos bem esta e defendamos energicamente estes argumentos no Conselho de Ministro.

Gostaria apenas de referir dois pontos. Em primeiro lugar, o aumento das verbas destinadas à investigação da BSE. Este é um problema bastante actual e revelador, pelo menos, da importância de termos programas um pouco mais flexíveis. Seria uma verdadeira tragédia se tivéssemos de aguardar três, quatro ou cinco anos até que alterássemos a orientação de algumas das nossas investigações, simplesmente pelo facto de estarmos presos a um programa rigoroso de cinco anos. É uma lição que precisamos de aprender.

Temos igualmente de abordar o problema da segurança dos reactores nucleares. Todos nós concordamos que é preciso trabalhar bastante no que diz respeito à descontaminação das zonas afectadas e ao programa de protecção contra radiações. Espero que estas matérias tenham um forte apoio do Parlamento amanhã.

Senhor Presidente, tal como o colega Adam, também eu gostaria de agradecer ao senhor deputado Linkohr o excelente trabalho que desenvolveu, bem como a todos os colegas que se empenharam na procura de um consenso sobre este assunto de extrema importância não só, obviamente, no que se toca ao refinanciamento do quarto programa-quadro, mas sobretudo no que toca às futuras linhas de acção. Trata-se, tal como o afirmou a senhora deputada Quisthoudt, o ponto fulcral, de carácter por assim dizer experimental, no que respeita ao desenvolvimento do quinto programa-quadro.

Cabe-me informar que grupo a que pertenço concorda com o compromisso a que se chegou e que, por conseguinte, o apoiará, mas, a título pessoal, gostaria de salientar dois aspectos: os temas sobre os quais nos debruçámos, seleccionados de entre os propostos pela Comissão, merecem por si só toda a nossa atenção, porém o argumento específico avançado pelo senhor deputado Linkohr é para nós de inegável importância não só do ponto de vista humanitário, mas também do ponto de vista da nossa responsabilidade em matéria de orientações científicas, as quais não podem ser isoladas dos temas mais prementes dos nossos dias. A este respeito, devemos reservar uma palavra a um outro tema importante, abordado pelo senhor deputado Adam, e que se prende com a responsabilidade de aumentar, ainda que parcialmente, ainda que de forma modesta, os fundos afectados à Biomedicina e à Biotecnologia, a fim de permitir desenvolver a investigação sobre aquele que será seguramente o mal do próximo século: as viroses e sobretudo as doenças biónicas.

Para concluir, ceio que, aprovando amanhã relatório Linkohr, transmitiremos ao Conselho um claro sinal da vontade deste Parlamento de orientar nesse sentido a futura investigação europeia.

Senhor Presidente, caros colegas, Senhora Comissária, já por diversas vezes disse que o Grupo do Partido Europeu dos Liberais, Democratas e Reformistas não é partidário do modelo de task-force criado pela Comissão.

Muito embora possa ser útil identificar as prioridades tecnológicas em certos sectores, o modelo de task-force parece acrescentar um nível adicional de gestão e coordenação a uma estrutura que, precisamente, tem necessidade de mais transparência e simplificação, além de interferir com a actual estrutura dos programas.

É verdade que o meu grupo está de acordo com um reduzido número de assuntos que são importantes para a Europa e, sobretudo, para os seus cidadãos. As tecnologias da informação e da comunicação revestem-se de grande importância para o futuro da Europa. Nestas tecnologias, as mudanças processam-se com extrema rapidez. Os futuros trabalhadores terão de incluir nos seus currículos as aplicações telemáticas, motivo por que a task force multimédia educativa constitui uma boa iniciativa, sendo necessário criar produtos de multimédia para o ambiente educacional e utilizá-los nesse ambiente. As escolas inglesas podem servir de exemplo, porquanto, em matéria de utilização de tecnologias da informação no ensino, estão muito mais adiantadas que outros países da UE.

O meu segundo ponto é que cumpre que as pequenas e médias empresas possam participar plenamente no quarto programa-quadro. Insisto continuamente neste ponto, tendo em vista, sobretudo, o emprego, mas a Comissão é muito ambígua a este respeito. Por um lado, cria as task forces orientadas para a indústria; por outro, escreve explicitamente em todos os programas: »abram caminho às pequenas e médias empresas».

Senhor Presidente, graças ao programa-quadro, as empresas industriais da Europa aprenderam a cooperar. Não podemos permitir que isso se perca. É que a cooperação é a via decisiva para divulgar novos conhecimentos através da Europa. Seria, por isso, melhor separar estes assuntos, para que as grandes e pequenas empresas possam tirar o máximo proveito possível do programa-quadro.

Senhor Presidente, no processo de relocalização da actividade produtiva europeia decorrente da mundialização da economia, a investigação e o desenvolvimento tecnológico desempenham uma função crucial. O relatório Linkohr, face à proposta da Comissão sobre o complemento financeiro no valor de 700 milhões de ecus e a criação de task forces , avança uma contraproposta muito mais importante e positiva.

O nosso grupo, o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, não subscreve a proposta da Comissão, mas sim a do senhor deputado Linkohr, embora reconheça que existem insuficiências. Não está de acordo com a Comissão, em primeiro lugar, porque se procede a uma revisão do quarto programa-quadro sem se proceder a uma avaliação prévia dos critérios horizontais que presidiram a este programa-quadro, introduzindo propostas verticais que concentram as actividades num número reduzido de países e de empresas.

Em segundo lugar, porque estas propostas giram à volta dos interesses das grandes multinacionais e da energia nuclear, da indústria automóvel, aeronáutica e similares, ou seja, de grupos de pressão, sem que se tenham em consideração os interesses sociais dos cidadãos europeus. Por conseguinte, é de agradecer ao senhor deputado Linkohr o facto de ter aceite as nossas alterações relativas aos idosos e à saúde pública, os temas mais prementes dos próximos anos. Também deveria sentir-se uma preocupação em relação ao modelo de desenvolvimento sustentável.
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<DOC DOCID="HAREM-632-07210">
Macau
 Vista Aérea das Ilhas de Macau Foto: Leão Neto No ano de 1825, aproximadamente, as águas do Oceano Atlântico, começaram a invadir a pequena
ilha de Manoel Gonçalves que neste tempo, era habitada por portugueses que se dedicavam à exploração e ao comércio de sal.
Em 1829, tornando-se impossível a permanência destes habitantes na ilha, em função do avanço das águas, decidiram então transferir-se para um outro lugar, escolhendo a ilha localizada na foz do rio Assú-Piranhas, denominada de Macau, nome este originado da corruptela da palavra chinesa A-MA-NGAO, que significa "abrigo ou porto de Ama", deusa dos navegantes.
Os fundadores do povoado de Macau, foram os portugueses: o capitão Martins Ferreira e quatro genros deste: José Joaquim Fernandes, Manoel José Fernandes, Manoel Antônio Fernandes, Antônio Joaquim de Souza e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta.
Seus habitantes dedicavam-se inteiramente à exploração do sal, que ainda hoje constitui a base econômica do município e em menor escala a pesca artesanal.
O povoado de Macau tornou-se município através da Lei nº 158, de 02 de outubro de 1847.
A comarca foi criada pela Resolução nº 644, de 14 de dezembro de 1871, sendo que a Lei nº 761, de 09 de setembro de 1875 elevou à categoria de cidade e sede do município.
Vista Aérea da cidade Foto: Leão Neto Detém uma economia baseada na exploração e comercialização do sal marinho, petróleo, gás natural, pescado (peixe, camarão, lagosta) e frutos do mar (marisco, sururu, ostra) e crustáceos(caranguejo, siri) e serviços.
Este é o sol que quero, incandescendo as águas e as rosas de espumas, suspensas no ar, levemente.
Esta é a terra que amo.
De rio em preamar sereno, onde entre ferrugens e sombras, descansam âncoras e navegam fantasmas de barcos cinzentos.
De moinhos, que eram girassóis aos ventos, girando, rangendo, as águas levando para o amanho do sal.
Gilberto Avelino
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<DOC DOCID="HAREM-444-07212">
 Hotéis paulistanos oferecem Natal cinco estrelas 
 RENATA FRANCO 
 Free-lance para a Folha 

 Os hotéis paulistanos cinco estrelas prepararam várias opções gastronômicas para aqueles que não abrem mão da ceia natalina, mas não querem ter trabalho . 


 Para quem gosta de jantar com trilha sonora, o Transamérica e o Hilton são os mais adequados . 
  O Roof (Hilton) vai ter pista de dança com som ao vivo . 
  Já no Aragosta, no mesmo hotel, a música é de piano . 


 Os apreciadores da culinária japonesa têm como alternativa o Mariko, no Caesar Park . 
  Para a ceia de Natal, o restaurante programou um cardápio com oito pratos . 


 Já o restaurante Trebbiano do L'Hotel aposta no menu italiano para o Natal, com um prato quente, dois principais e sobremesa . 


 Para os que gostam da cozinha escandinava, o Viking, no Maksoud Plaza, incluiu novos pratos no cardápio, especialmente para a ceia de Natal . 


 Os hotéis farão ainda pacotes promocionais de hospedagem . 
  No Maksoud Plaza, a tarifa é de R$ 240 (solteiro ou casal), com dois pernoites obrigatórios . 
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<DOC DOCID="HAREM-332-07220">
Untitled Document
 História do rio Negro * Navegação fluvial : - O 1º vapor (Cruzeiro) chega á cidade, em 04 de fevereiro de 1883 com o intuito de conhecer as
condições de navegação do rio negro .
A navegação fluvial foi de grande valia à Rio Negro, pois abrui-se uma via fácil de comunicação para as relações comerciais entre a nossa cidade e outras partes da Província.
* A Ponte Metálica : - Ponte Metálica erguida sobre o rio Negro, afluente do rio Iguaçu, que tanto valor histórico tem, foi inaugura pelo Dr. Francisco Xavier da Silva , do rio negro , que após a questão do Contestado, passaram a pertencer: á direita , ao Paraná e a esquerda , a Santa Catarina, formando dois municípios : Rio Negro (PR) e Mafra (SC).
Ela mede (estrutura metálica) 110 metros e teria custado 270 contos réis, na época .
Estranhamente , ela atinge exatamente a metragem na baixa do rio, da margem esquerda a direita .
Muitas histórias correm entre a população dos dois lados , em torno da inexplicável metragem .
É certo porém, que em princípio, fizeram seu suporte em cantaria e complementaram-na com estrados de madeira , bastante precários , estendendo a dimensão metálica até ás margens, em ambos os lados do rio negro.
Os estados tiveram curtíssima duração, oferecendo alto risco, mas hoje em dia , ela tem seus vãos complementados em concreto armado.
Dizem alguns, que foi erro de engenharia da época, que com ingenuidade, mediu o leito do rio, de margem á margem, esquesendo-se do talude que dava a ele, o que exigiria uma medida mais ampla a fim de permitir que, colocada ao alto, facilitasse a navegação, então intensa no transporte da erva-mate nativa, e também, haveria de prever o risco das enchentes habituais no rio em referência.
* Ponte Coronel Rodrigo Ajace: - A ponte interestadual Rio Negro - Mafra foi construída na gestão do Governador Paulo Pimentel , Prefeito Maximiano Pfeffer e inaugurada em 21 de fevereiro de 1969, na gestão do Prefeito Alvaro César Júnior.
Tem um vão de 204 metros e 13, 20 m.
de largura .
Recebeu o nome do Coronel Rodrigo Ajace em gratidão reconhecimento pelo, trabalho desenvolvido junto ao Ministério dos Transportes quando Secretário Geral deste Ministério, para a realização de tão importante obra.
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<DOC DOCID="HAREM-512-07221">
PRECISO REPENSAR O MUNICÍPIO
 PRECISO REPENSAR O MUNICÍPIO ( TIBÚRCIO BEZERRA ) A tecnologia vem buscando, por todos so meios, agilizar as coisas e facilitar a vida.
As Prefeituras Municipais, a partir de algum tempo, vêm travando uma pequena "guerra" para se adequarem aos métodos operacionais ditados pela modernidade.
Em verdade, não dá mais para comtinuar a operar manualmente ou por métodos de mecanização ultrapassados, dada a velocidade em que ocorrem os
fatos e o grau de automação já alcançado no contexto dos negócios públicos e privados.
Procuram as administrações municipais superar suas naturais limitações e deficiências crônicas, para ingressar, definitivamente, em uma nova
era, quando poderão desenvolver programas governamentais mais eficazes e melhor atender aos órgãos de controle interno e externo.
Dois fatos têm sido preponderantes na aceleração dessa busca: a iniciativa do Tribunal de Contas dos Municípios ao idealizar um sistema integrado de controle, denominado de SIM e a edição da Lei Federal nº 9.755/98, que impõe aos gestores públicos a disponibilização de informações
contábeis via INTERNET.
Aí está, portanto, um considerável arsenal de instrumentos técnicos a serem acionados para a viabilização de Prefeituras mais ágeis, na ordem operacional, mais eficazes, no desdobramento das ações de governo e bem mais transparentes, no que pertine ao controle interno.
O Projeto SIM, nascido por inspiração do TCM, pretende, ao mesmo tempo, simplificar e agilizar o processo de fiscalização e padronizar os métodos de controle das Prefeituras sobre suas próprias contas.
Já a "home-page" a ser veiculada pela INTERNET, abre à sociedade civil a oportunidade ímpar de conhecer os meandros das administrações municipais, através das informações a serem sistematicamente disponibilizadas.
É imperioso, portanto, que assumam os senhores gestores uma postura de cautela e determinação diante dessa nova ordem institucional.
O município, depois do fenômeno irreversível da globalização, não é mais aquela célula semi-morta que vivia esquecida no marasmo dos sertões.Vão crescer, com certeza, aqueles que mais rapidamente se adaptarem à filosofia da prosperidade, através de todas as mudanças a serem efetivadas sem mais perda de tempo.
É preciso pois repensar, urgentemente, o município.
netass@netass.com.br Copyright © 1999
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-617-07224">
CADASTRO NACIONAL DE COMPETENCIA EM CIENCIA E TECNOLOGIA
 O CNCT é resultado de um esforço 
 do MCT/PADCT para sistematizar o registro da capacidade científica e tecnológica nacionais e, fazendo isso, criar condições para um melhor planejamento e administração do investimento em C&amp;T no Brasil. 
 O CNCT é uma base de dados pública, à qual todo cidadão ou instituição tem acesso, e está se tornando um instrumento fundamental no desenvolvimento das ações dos programas de investimento em C&amp;T, além de servir como um sistema de referência sobre a comunidade acadêmica brasileira para a sociedade em geral. 
 Esperamos adicionar muitas novas funcionalidades ao sistema, de maneira a torná-lo muito mais que um registro. 
 Dezenas de milhares de profissionais e centenas de milhares de publicações estão catalogadas no sistema e podem ser pesquisados de forma bastante simples e intuitiva. 
 Mas achamos que o CNCT pode ser muito mais do que um registro: pode vir a ser um ambiente onde grupos de interesse sejam informados de publicações relevantes para sua atividade e servir de base para ambientes de administração de conhecimento no desenvolvimento de projetos, entre muitos outros. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-044-07228">
 Polícia palestina detém líder do grupo Jihad 

 Policiais prenderam na faixa de Gaza 35 membros do grupo extremista islâmico Jihad, entre eles seu líder, Abdallah Shami . 
  As prisões se devem a um atentado provocado por um ciclista, que causou três mortes . 

 Ato anti-governo atrai 1 milhão em Roma 

 As três maiores centrais sindicais italianas protestaram ontem contra a política econômica do governo . 
  Segundo as entidades, os protestos levaram 1 milhão de italianos às ruas . 

 Cinco morrem durante greve em Bangladesh 

 Confrontos entre a polícia e manifestantes que participam da greve geral deixaram cinco mortos e 200 feridos em Dacca (capital) . 

 Especialista acusa Hizbollah por ataque 

 O especialista em terrorismo do Departamento de Estado dos EUA, Philip Wilcox, disse ter "quase certeza" de que o grupo islâmico Hizbollah teve participação no atentado à entidade judaica Amia, em Buenos Aires, no último dia 18 de julho . 

 Governo da Gâmbia derrota golpistas 

 Três militares morreram na tentativa de golpe na Gâmbia (oeste da África), sufocada pelo governo na madrugada de sexta-feira . 
  Entre as vítimas está o líder do movimento golpista, tenente Basiru Barro . 

 Conflitos matam 12 no norte da Índia 

 Oito militantes separatistas e quatro soldados indianos morreram durante um conflito que durou seis horas, no Estado da Caxemira (norte do país) . 
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<DOC DOCID="HAREM-12J-07229">
A propósito, no Museu da Segunda Guerra Mundial, que aí foi aberto, a história da maior guerra no continente europeu começa com a fotografia de Estaline a cumprimentar o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha nazi, ou seja, a guerra começa com a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop.
Na cerimónia de inauguração do edifício, Ieltsin declarou perante mais de cem mil pessoas que «a Rússia está perto da estabilidade política» e que «todos os problemas podem ser resolvidos à mesa das conversações».
Talvez entusiasmado pela festa da vitória, o Presidente russo afirmou que «chegará o dia em que a Rússia ajudará o Ocidente».
As cerimónias oficiais terminaram com desfiles militares e recriações de combates aéreos entre os aviadores soviéticos e alemães.
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<DOC DOCID="HAREM-32C-07231">
Direitos democráticos na Turquia

Apesar das suas enormes insuficiências, votámos favoravelmente a resolução conjunta apenas para ficar claro que damos o nosso apoio ao que se possa fazer para lutar pela democracia na Turquia, pelo reconhecimento dos direitos do povo curdo, designadamente à sua língua, e para impedir a continuação de ataques a partidos políticos e populações indefesas.

Mas era necessário ir mais longe, como se fazia na declaração do nosso Grupo, que subscrevi. A não manutenção da minha subscrição na resolução conjunta deve-se às suas enormes limitações. De facto, a resolução não fala da necessidade de uma amnistia geral para todos os presos políticos, embora peça a libertação dos estudantes, e retira a possibilidade de ser enviada uma delegação à Turquia em 1 de Março de 2001 com o propósito de obter informação objectiva sobre o julgamento do HADEP. Igualmente não insiste na necessidade de libertar Leyla Zana e os ex-deputados de origem curda condenados a 15 anos de prisão, apesar do próprio Secretário-Geral do Conselho da Europa ter solicitado à Turquia um novo julgamento destes presos e de ter havido também decisões do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem nesse sentido.

A tentativa de proibir o funcionamento do partido HADEP na Turquia e o seu julgamento que se inicia amanhã em Ancara são apenas um exemplo da violação dos direitos democráticos fundamentais naquele país, onde toda a actividade política está sujeita à aprovação do regime militarista. É certo que a perseguição que lhe é movida e a possibilidade de ser considerado ilegal se devem também, entre outras coisas, à grande probabilidade de nas próximas eleições obter uma forte representação no Parlamento.

Em princípio, é positivo o facto de o Parlamento Europeu solicitar ao Governo turco que deixe de perseguir este partido. No entanto, não devemos esquecer que este não é o único partido político a ser alvo de perseguição. Há outros partidos que foram proibidos ou que estão prestes a sê-lo.

De acordo com o artigo 96º da lei relativa aos partidos políticos na Turquia, são proibidos os partidos cuja designação contenha o termo "comunista". Com esta justificação, o recém-criado Partido Comunista da Turquia foi advertido pela justiça turca de que seria proibido se não alterasse o seu nome. Depois disso vieram as detenções de elementos seus que desenvolviam actividades políticas e vieram os ataques contra os seus escritórios.

Continuam a ser aos milhares os presos políticos que se encontram detidos em condições miseráveis, sobretudo em situação de isolamento nas celas de tipo F, o que levou os presos políticos a fazerem greves de fome que já provocaram muitas vítimas não só entre os presos mas também entre os seus familiares e companheiros que os apoiam. Recordamos que continua até hoje a greve da fome até à morte iniciada no dia 20 de Outubro de 2000, a qual já causou dezenas de mortos.

Pedimos ao Parlamento Europeu que junte a sua voz à voz dos democratas da Turquia, que exigem o funcionamento livre e sem obstáculos dos partidos políticos, a consolidação da liberdade de expressão e o respeito dos direitos e das liberdades democráticas em geral; que solicite a libertação dos presos políticos e a abolição das chamadas celas brancas de tipo F ou a aceitação da protecção das associações de advogados da Turquia e de outras organizações sociais para a junção de três celas, que ficou conhecida como "três portas três fechaduras".

É evidente que há muitas pessoas, inclusivamente nesta sala, que falam intencionalmente de progressos na Turquia, embora saibam que no fundo eles são inexistentes ou que em determinados sectores houve até um agravamento da situação. Querem que a situação actual se perpetue, para mais facilmente explorarem o mercado, a mão-de-obra barata e a posição geopolítica deste país. Mas não nos explicam por que razão continuam a existir obstáculos insuperáveis ao desenvolvimento da cultura e da língua do povo curdo, por que razão se encontram nas prisões, em condições miseráveis bem conhecidas, mais de 10 000 presos políticos, por que razão é proibido ou ameaçado de proibição o funcionamento de partidos políticos que se opõem à política do regime turco, por que razão todos os dias são presos e assassinados activistas democratas, por que razão a Turquia democrática continua a ser governada pelo seu exército.

Nós somos solidários com os povos da Turquia, com as suas lutas em prol da democracia e do progresso. Condenamos as tentativas para os amordaçar e o apoio dado ao regime por aqueles que querem apenas servir os seus próprios interesses imperialistas.

Num Estado democrático, também as minorias políticas e étnicas possuem direitos. Na Turquia, porém, isso continua a não acontecer. Todos têm de se sujeitar aí à língua e à cultura dominantes e de aceitar a opinião minoritária no que respeita à ausência de direitos para as minorias étnicas. Aqueles que falam outra língua, que arvoram outra bandeira ou constituem um partido - que alcança sobretudo bons resultados numa determinada região do país - são acusados de separatismo, e os habitantes das regiões onde uma minoria é maioria são devastados e oprimidos com dureza. Um massacre étnico perpetrado no passado - o dos arménios, em 1915 - continua a ser negado, quiçá porque se deseje manter a possibilidade de, no futuro, se voltar a fazer algo de semelhante. O Estado turco reconhece com efeito outros novos Estados na Europa, como a Bósnia-Herzegovina, a Lituânia ou a Eslováquia, mas tem um pavor imenso das modestas exigências de autonomia e de direitos culturais de uma vastíssima minoria no próprio país. Já há muitos anos que, sistematicamente, se vem procurando, por meio de um patamar eleitoral de 10% e de uma proibição de partidos políticos, manter os representantes populares curdos fora do parlamento da Turquia. Por isso mesmo, importa que uma maioria do Parlamento Europeu torne bem claro à Turquia que jamais poderá conquistar um lugar na União Europeia enquanto a desigualdade étnica e a repressão prosseguirem.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-51K-07233">
Projeto Memória do Comércio da Baixada Santista

Depoimento de Álvaro Vieira da Cunha
Entrevistado por Inês Barreto e Roberta Costa Em Santos, em 18 de outubro de 2001.
Código 019
Realização Museu da Pessoa
Transcrição de Neuza Guerreiro de Carvalho


P -  Senhor Álvaro, eu vou pedir pro senhor começar falando seu nome completo, local e data de nascimento.

R - Álvaro Vieira da Cunha, nascido em São Paulo, capital, em 23 de dezembro de 1927.

P - O nome de seus pais?

R - Meu pai era Carlos Vieira da Cunha e minha mãe Zilda Vieira da Cunha.

P - O senhor conheceu seus avós?

R - Não.

P - Nenhum deles?

R - Nenhum deles. Os meus avós portugueses ficaram em Portugal e meus avós maternos, que eram de Sorocaba, morreram antes de eu ter nascido. A minha mãe era a 14ª irmã de uma família de 14 irmãos. Quando ela nasceu, minha avó morreu.

P -  Seus avós eram portugueses e seu pai?

R - Meu pai português, meus avós paternos portugueses e minha mãe...

P - E seu pai, quando ele veio pra cá? Com que idade?

R - Ele veio pra cá com oito anos em 1888.

P - Por que ele veio com essa idade, tão cedo?

R - Ele veio com um tio. Veio pra Santos recomendado pela família Souto Maior, e chegando em Santos já foi trabalhar na casa Pedro dos Santos, que era na esquina da Rua Quinze com a Rua do Comércio. Era uma das melhores casas de presentes, cristais finos e importados, que tinha em Santos. Ele ficou até os 18 anos. Quer dizer, com oito... Ele ficou 10 anos na empresa. Aos 18 anos ele teve tuberculose e a firma o mandou pra Suíça por conta da firma.  Aquele tempo o negócio era um pouco diferente que o de hoje. Passando por Portugal, os amigos e os médicos de lá disseram: "Não. Que Suíça. Fica na Serra da Estrela que é a mesma coisa".Então ele ficou um ano na Serra da Estrela, voltou completamente curado e nunca mais ficou doente. Quando ficou doente, foi pra morrer. 

P - Me conta uma coisa. Porque seu pai veio para o Brasil? Não ficou em Portugal?

R - O negócio é meio complicado. As famílias que eles chamavam de famílias, não  nobres, mas famílias de gente,  de fidalgas, viviam de rendas. E quando a renda caia, eles pegavam um dos irmãos e mandavam para o Brasil pra ganhar dinheiro e mandar dinheiro pra lá. Eles eram 14 irmãos também. Ele veio com um tio pra cá, pra ganhar dinheiro no Brasil e mandar dinheiro pra família.

P - E ele mandava dinheiro pra família?

R - Mandava. Mas ele nunca mais voltou pra Portugal. Ele morreu em 39, com 59 anos. Morreu novo. E nunca mais voltou pra Portugal.

P - E ele trabalhava, como o senhor falou, numa loja de presentes. Ele conta como era Santos nessa época?

R - Conta. Era uma beleza.  Ele morava... Naquele tempo as casa grandes de comércio, os funcionários moravam no próprio prédio da empresa. Então, ele morava na firma e era a melhor firma de materiais importados, cristais,  pratarias. Normalmente o sujeito ficava até morrer nessas empresas, se fosse bom funcionário. Mas como ele estava na esquina da Rua Quinze com a Rua do Comércio, os corretores naquele tempo ganhavam muito dinheiro e compravam muito na loja, em 1902 ele resolveu sair da empresa e abrir um escritório de corretagem. Então ele abriu o que é hoje o meu escritório, começou a trabalhar com corretagem de café, em 1902.

P - E como era a corretagem de café naquele tempo? Tinha alguma diferença?

R - Sem dúvida. O corretor era muito necessário para o conjunto de negócios porque o produtor, o fazendeiro não tinha nenhuma informação sobre o mercado. Não tinha telex, fax, televisão. Não tinha nada. Nem rádio não tinha naquele tempo. Então, o corretor é que informava o cliente, o fazendeiro, sobre as possibilidades do café dele. Então, o vendedor, o produtor, tinha que ter muita confiança no corretor. Um corretor confiável tinha muito sucesso. Hoje com a modernidade, além da prostituição dos costumes todos, com essa permissividade... A permissividade iniciou  num ramo,  mas se espalhou pra todos os ramos. Então hoje, ninguém mais se incomoda com cheque protestado, cheque sem fundo, roubar, fazer ponte. Hoje o negócio é absolutamente normal e todo  mundo acha que isso não tem problema nenhum.  O fazendeiro hoje tem telefone, fax, celular, roiters (?) - como é que chama esse programa do Estadão no computador?   Então ele tem informação imediata do que está acontecendo em Londres, na Europa, no Vietnã, no diabo. O corretor ficou meio sem função.

P - O seu pai, como corretor daquele tempo, ele ficava só em Santos ou ele ia até o produtor ou o produtor  vinha até aqui? Como era esse contato?

R - Normalmente o produtor vinha ao escritório. Ele  muito pouco viajava. Mas um cliente ia recomendando pro outro e então o sujeito geralmente tinha mais, digamos, uma clientela maior numa determinada região. Ele tinha uma clientela muito grande na Mogiana, com cafés muito finos e depois ele quase que abriu o Paraná. Quando o Paraná começou a produzir, ele foi um dos primeiros corretores a trabalhar com café  no Paraná. E, naquele tempo era muito mais simples. A modernidade eu não sei a quem aproveita. Ele, as cinco e meia, mais ou menos, sentava na máquina de escrever dele, escrevia os telegramas todos:  "Fechei o seu negócio. Consegui tanto. Não fechei. Não deu pra vender. Pa pa pa." Fazia os telegramas, mandava pra estação - os telegramas eram passados na estação ali do Valongo (?) e ia pra casa. Acabou. Não tem mais telefone, chamar de madrugada, não tem nada. Hoje não. Você está permanentemente ligado. O sujeito telefona as cinco horas da manhã pra dizer: " Olha, eu vou pra fazenda. Como é que está o mercado?"   No dia seguinte, de manhã cedo, ele chegava no escritório e já estavam os telegramas." Pode vender. Pode vender. Fecha. Não Fecha." Com as instruções. Com a instrução na mão, ele não precisava nem ter empregado. Ele fechava o escritório, que o telefone não funcionava. Ia tentar fazer  aqueles negócios, cruzar as ordens que recebeu e voltava pro escritório tranqüilo. Hoje é uma loucura. O sujeito sozinho não pode mais trabalhar, porque se você está na rua, tem que ficar alguém no escritório pra receber o telefonema. Porque o pessoal liga o dia inteiro. Liga,  inclusive sem utilidade nenhuma. Só pra saber. "Como é? Tal. Melhorou? Piorou? Como é que está a bolsa?" Sujeito que nunca ouviu falar em câmbio, hoje pergunta: "Como é que está Nova York?" Neviork? (risos)Como é que está?"Ele não sabe muita coisa, mas ele quer saber. Nova "York subiu? Nova York caiu?"Então, o negócio...houve uma deteriorização muito grande na coisa, inclusive na qualidade. Na qualidade de ambas as partes. Do corretor e do exportador. Caiu muito.

P - Me fala  uma coisa. O senhor nasceu em São Paulo. O seu pai casou com uma pessoa de Santos? Como é que foi?  Ele morou em São Paulo algum tempo? Como é que foi?

R - Não. Ele morava sempre em Santos. Morou sempre em Santos. A minha mãe nasceu em Sorocaba, mas quando ela nasceu a mãe dela faleceu. Então ela foi criada pela irmã mais velha dela que morava em São Paulo. Essa minha tia com o marido vinham sempre a Santos passar as férias no Parque Balneário. E meu pai morava no Parque Balneário. Ele era solteiro... 

P -  Seu pai morou no Parque Balneário?

R - Ele era solteiro e corretor naquele tempo podia morar no Parque Balneário (risos). Tanto que ele casou-se e minha mãe disse: "Olha, agora você não está mais no  Parque Balneário. Negócio de três camisas por dia, negativo. É uma só e te vira." Porque ele usava uma camisa de manhã cedo. Na hora do almoço ele vinha, trocava de camisa e ficava até de tarde com a outra camisa, e de noite, ele morava no Parque e então ele usava outra camisa com peito engomado, aquele troço todo. Três camisas por dia. Mamãe nos primeiros dois, três meses, tá bom. Naquele tempo  a gente não tinha essa mesma  intimidade que tem hoje. Mas depois que ganhou o controle da coisa, disse: "Não. Negativo. Nada de três camisas por dia." Ele morava no Parque e meu tio vinha passar as férias em Santos e conheceu minha mãe e casou-se com ela.
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<DOC DOCID="HAREM-241-07256">
Candeias Leal - Autora
a primeira página biografia publicações adquirir links A paz da Natureza, a inocência dos animais, o Amor; são coisas que fazem parte do mundo da autora Notícia Atual
Candeias Leal encontra-se na sua terra natal, Ilha do Pico, Açores, para o lançamento dos seus livros, e para terminar o terceiro intitulado Caminhadas ou Descaminhadas . Entretanto aproveita para passar este tempo com sua mãe e caminhar pelo mundo de seu pai, os terrenos onde ela ensaiou seus primeiros passos. Para quem tiver interessado em comprar seus livros, poderá contactá-la através do número de telefone: (35) 292 629117.
Bem-vindos ao mundo de Candeias Leal . Este "site" não pretende ser apenas mais um caminho da "net". Não foi concebido por vaidade. Existe, como poderoso meio de comunicação entre a autora e os seus leitores. Partindo da fantasia, ou da realidade, os contos ou novelas de Candeias Leal, revelam uma mulher simples com sentimentos puros, numa busca de valores tradicionais, hoje tão arredios do mundo em que se vive. Mundo esse que ela gostaria de transformar mas que, infelizmente, sabe que não vai conseguir. Contudo, mostram, ainda, a ansiedade de promover esses valores através dos seus escritos, contribuindo, assim, para um Mundo melhor.
Arquipélago de Solidões - publicado em Outubro de 1998 prefaciado por Vasco Oswaldo Santos, Jornalista. Valeu a Pena - publicado em Março de 2000 prefaciado pela Dr. Manuela Marujo, professora de português na Universidade de Toronto.
contate: candeias@candeiasleal.com
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<DOC DOCID="HAREM-70H-07265">
Interrupção da circulação na Avenida Central 

A Câmara Municipal de Braga, procede hoje de manhã a uma interrupção temporária da circulação automóvel na Avenida Central, concretamente no troço compreendido entre a Rua do Sardoal e a Rua de São Gonçalo .
Esta interrupção de trânsito, a partir das 8h00, é motivada por trabalhos de instalação de uma grua a ser utilizada na obra de recuperação de um edifício particular situado naquela artéria .
Esta alteração à circulação será devidamente acompanhada pelos Serviços de Trânsito da Polícia de Segurança Pública .
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<DOC DOCID="HAREM-81J-07266">
Na mesma ocasião iniciaram-se investigações que incidiram sobre o árbitro madeirense Marques da Silva, também ele suspeito de se ter deixado corromper.
A Judiciária aproveitou ainda o balanço para passar buscas às casas de Reinaldo Teles (dirigente), Jorge Gomes (funcionário) e António Garrido  (colaborador), todos ligados ao FC Porto, com a curiosidade de o último ser um ex-árbitro de futebol.

Quando Guímaro foi detido, na sequência de um processo desencadeado com base em denúncias anónimas feitas para a Federação Portuguesa de Futebol e Polícia Judiciária, desde logo se levantou uma questão:
se Guímaro era corrupto, quem eram os corruptores e porque motivo não foram igualmente presentes ao juiz do Tribunal de Instrução Criminal?
Essa é uma pergunta que ainda hoje permanece sem resposta.
É que, apesar de todas as tentativas feitas pelos agentes da Direcção Central de Investigação de Corrupção, Fraudes e Infracções Económico-Financeiras, o árbitro, sujeito a diversos interrogatórios, nunca fez qualquer revelação que pudesse incriminar outras pessoas.
Por outras palavras: nunca quis beneficiar do estatuto de «arrependido».
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<DOC DOCID="HAREM-92C-07267">
Em boa verdade, reconhecemos que a UNTAET fez o que estava ao seu alcance e dentro do seu mandato, assente nos princípios condutores de uma Missão das Nações Unidas. Em dois anos e meio conseguiu repor a paz e a estabilidade no país. Deixou serviços mais ou menos funcionais, instituições frágeis e insustentáveis, ainda fortemente dependentes dos expatriados. Por essa mesma razão, nasceu a UNMISET para nos assistir no trabalho ciclópico de desenvolver as nossas capacidades institucionais. V. Ex.cias, nossos parceiros de desenvolvimento, continuaram connosco nesta viagem empolgante de edificação do Estado. Com a vossa assistência e a nossa determinação fomos vencendo muitos dos obstáculos.

Mas os desafios da especificidade dos temas aumentam a medida que os obstáculos das generalidades vão sendo ultrapassados.

Como exemplos, herdámos da UNTAET algumas das empresas, tais como a Electricidade de Timor-Leste, ou EDTL, os sectores dos transportes, comunicações e obras públicas, administrações distritais e subdistritais, bem como os sistemas que nos foram transferidos, como o da justiça, insustentáveis. Tivemos de gerir em boa medida sozinhos uma nação com sérios desafios físicos, económicos, sociais, políticos e de segurança. Enfrentamos o maior desafio de gerir um Estado Democrático e de Direito com um quadro Constitucional claro mas sem um quadro legal estruturante definido. A UNMISET e outros parceiros de desenvolvimento ajudaram-nos no nosso percurso. Em última instância, tivemos de fazer as escolhas complicadas, tomar as decisões difíceis, resistir a influências descontextualizadas, executar os programas. E fizemo-lo sempre assente no respeito estrito da Constituição da República e dos princípios universais recebidos em tempo recorde na nossa ordem jurídica, guiados pelos objectivos mais sagrados de servir o nosso povo e de defender a nossa soberania no contexto da globalização. Os conselhos foram vários, as assessorias multiplicaram-se. Timor-Leste é um caso de sucesso para a Comunidade Internacional. É um reconhecimento que traz consigo um peso enorme, uma responsabilidade incomensurável para os nossos ombros. Temos que continuar a corresponder a esta expectativa internacional se queremos continuar a merecer o vosso apoio. Temos que continuar a corresponder às expectativas de V. Ex.cias e assim continuar a merecer a vossa confiança. Mas temos a outra expectativa - a do nosso povo. Aqueles homens, mulheres, velhos, velhas e crianças que continuam a viver em condições extremamente difíceis de pobreza. Não nos pedem muito senão maior acesso à educação, à saúde, à água e saneamento, quiçá também à energia eléctrica. Pedem-nos mercado para os seus produtos, o que significa melhores estradas e pontes, meios de transporte mais acessíveis, melhores preços para os seus produtos. Subsistem com muitas dificuldades. Querem mercado mas não podem entender a retórica neo-liberal da economia de mercado e da necessidade de competir no sistema. Competir para eles é a seu dia a dia de sobrevivência, resistindo contra a má nutrição, a malária, o tuberculose, as avitaminoses de todo o tipo, ignorando o que será o dia seguinte. Só sabem que nada têm, são pobres, muito pobres. Mas assimilam as nossas mensagens e rapidamente já apreenderam que o Plano de Desenvolvimento Nacional elege dois objectivos: i. Crescimento económico e, ii. Redução (erradicação) da pobreza. Tudo isso para dizer que estamos entre estas duas grandes expectativas - o do mundo rico que nos assiste e que nos quer meninos diligentes e obedientes e o nosso povo vivendo a extrema pobreza a espera dos resultados da governação, dos benefícios da Independência.

Avançámos muito desde a reunião de Maio de 2002, tendo lidado com desafios e registado progressos. Foram edificadas muitas instituições de administração pública, mas o custo da vida é o dos mais elevados. Os quatro órgãos de soberania de estado e outras instituições estão a funcionar, embora com capacidades variáveis e em diferentes níveis. É necessário fortalecer o Parlamento, o Gabinete do Presidente e os Tribunais. Foram adoptadas várias leis e regulamentos, enquanto que outros estão a ser formulados. Estão em curso esforços para estabelecer e operacionalizar algumas outras instituições de supervisão, como sejam o Gabinete do Provedor, bem como para melhorar o desempenho de alguns serviços existentes, tais como o Gabinete do Inspector Geral, a Assessoria para os Direitos Humanos e a Assessoria para a Promoção de Igualdade, todos do Gabinete do Primeiro Ministro. Isto irá estabelecer os quadros legais e regulamentares e os mecanismos de verificação necessários para a promoção de uma economia aberta e sustentável onde, o direito do povo e dos cidadãos e cidadãs é respeitado e o crescimento económico não seja um objectivo em si mesmo mas sim um meio para a redução (erradicação) da pobreza. Assim teremos um sistema de integridade, uma democracia participativa, abrangente e de justiça social.
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<DOC DOCID="HAREM-008-07268">

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<DOC DOCID="HAREM-112-07283">
 Campo Alegre Histórico Entre 1750 e 1800 o cacique de uma tribo da nação Açonas, que ocupava a região de Porto Real do Colégio, raptou Ana Margarida de Barros, filha de um rico português que veio para Alagoas fugindo da seca de Sergipe.
O índio e a branca viveram por muito tempo em Salomé, atual São Sebastião, e se casaram religiosamente na Diocese de Penedo.
Desse casamento nasceu Antônio de Barros que anos depois, chegou ao local onde hoje é o município de Campo Alegre, indo morar num lugar chamado Mosquito de Cima, próximo ao Engenho Mosquito.
Foi ele que deu os primeiros passos para a colonização do futuro de uma igreja no povoado, que só foi concluída por seu filho, Manoel Felipe
de Novaes.
Segundo documentos encontrados, em 1870 já se falava no distrito de Mosquito, pertencendo a São Miguel dos Campos.
O cartório de registro civil data de 21 de maio de 1908.
Uns missionários que passaram pelo lugarejo deixaram uma imagem de Bom Jesus dos Aflitos, padroeiro da cidade.
O nome Mosquito foi mudado pelo Padre Júlio de Albuquerque, que, escrevendo a um amigo, definiu a região como um "campo alegre".
Campo Alegre foi elevado à categoria de município em 1960 e teve instalação oficial no mesmo ano.
Adauto Fernandes Vieira, João Fernandes Vieira e Luis Soares de Oliveira se destacaram no movimento de emancipação.
A cidade tem como atrativos os clubes sociais e uma área de lazer na Fazenda Matão.
Entre as festividades destacam-se: A Festa de Corpus Christi, a da Semana Santa e a do padroeiro (25 de dezembro), além dos campeonatos esportivos (futebol de campo, vôley, corrida ciclística e outros).
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<DOC DOCID="HAREM-43C-07294">
Recentes Desenvolvimentos na Área da Governação

Após contactos preliminares com o Banco Mundial, acordou-se que o mesmo preparasse um esboço sobre questões de governação no país para ser submetido ao Governo para sua apreciação e comentários e posterior utilização das conclusões como base de discussão do PAT. Mas este esboço foi apresentado pelo Banco Mundial no PAT III e só aí pôde merecer comentários do Governo. Com o documento o Banco Mundial pretendeu contribuir para ajudar o governo e os parceiros de desenvolvimento a apurarem quanto progresso havia sido feito na área da governação num tão curto espaço de tempo, bem como o que falta ainda por fazer. Registaram-se progressos, de facto, notáveis! Mas também foram identificadas fraquezas e insuficiências no sistema. Diríamos que a constatação factual, não só não é nova como é deveras evidente. O mais importante é identificar a base das fraquezas e insuficiências e os recursos e os meios, bem como os métodos e as formas de as ultrapassar.

Estabelecer os quadros legais e regulamentares é apenas o início. Os sistemas constroem-se e funcionam com políticas, quadros legais e regulamentares, condições físicas, materiais e logísticas, recursos financeiros, planos e programas, e adequados recursos humanos. 

Estamos particularmente preocupados com a baixa prestação de serviços e com o estado pré-institucional de muitas das instituições do sector da justiça. Será necessário um apoio sustentado durante um período de tempo de cinco a dez anos, para institucionalizar a vida no sector, moralizar as profissões, credibilizar os serviços, e assim dignificar as suas instituições de modo a que a Justiça no sentido lato, não reduzida só aos Tribunais, possa com competência e credibilidade contribuir como garante do reforço do estado democrático e de direito. Mas para isso temos que saber acompanhar a dinâmica do seu crescimento. Não e nunca as piruetas no vazio, os voos ficcionados a pretender atingir de um só salto os pontos mais elevados.

Continuaremos com políticas e acções pragmáticas que se adeqúem à nossa democracia nascente, com o intuito de melhorar a boa governação. Buscamos a perfeição e a excelência mas inseridos no mundo real que é o nosso. Desenvolvemos as nossas capacidades paulatinamente, reforçando os mecanismos de transição, para garantir um crescimento saudável. Entendemos que, se é possível e também inevitável, que o crescimento da Administração Pública se faça, em dois sentidos, concorrentemente - topo-base e base-topo - a Justiça só poderá afirmar-se institucionalmente, crescendo de base ao topo. Reforçar a primeira Instância como base para construir todo o sistema é a opção única defensável. Agradecemos pois a continuação do vosso apoio construtivo nesta área vital do nosso sistema. Mas pedimos para que apoio seja adaptado às nossas circunstâncias e ao estágio de desenvolvimento do sector.

Embora tenhamos registado progressos consideráveis na área da governação, não podemos repousar à sombra dos louros, já que o nosso povo continua a sofrer por causa da pobreza e das privações. Em conjunto, precisamos de continuar os nossos esforços no sentido de melhorar o bem estar do nosso povo, que já sofreu tanto e que tanto sacrificou para poder ser independente.

Tal como foi indicado em Junho passado, o meu Governo está a avançar com os preparativos para a condução de eleições para Conselhos e Chefes de Suco, com início no segundo trimestre do AF de 2004-05. Isto irá legitimar as estruturas a nível dos Sucos e aumentar a democracia nas bases. Foi estabelecida uma Comissão Eleitoral Independente, com membros representando diferentes grupos intervenientes, com o objectivo de garantir que as eleições são livres e justas. Tencionamos continuar a examinar as opções de descentralização que melhor se adeqúem às nossas condições, partindo das experiências em outros países em vias de desenvolvimento. Isto irá permitir que construamos consensos em torno de um processo de descentralização. Antes de uma descentralização administrativa global, que levará o seu tempo a verificar-se, entendemos poder e dever embarcar já em ensaios de desconcentração e descentralização de alguns serviços nos sectores mais desenvolvidos da nossa administração. Mas, mesmo aqui, algumas precauções continuam a ser necessárias no tocante ao desenvolvimento do sistema de gestão dos recursos disponíveis de modo a prevenir o uso inapropriado dos mesmos o risco das apropriações privadas do bem público.

Poderão estar lembrados da Conferência Internacional sobre Transparência e Responsabilização, em Novembro último, onde peritos de vários países e organizações internacionais fizeram apresentações, bem como o nosso Inspector Geral e vários dos nossos Ministros. Em seguimento da Conferência teve lugar há duas semanas uma sessão de trabalho nacional sobre Transparência e Responsabilidade. Alguns Ministros apresentaram as actividades concretas que estão a ser implementadas pelos seus Ministérios por forma a promover a transparência e a responsabilização no serviço público. A sessão de trabalho foi extremamente útil para ajudar a operacionalizar os conceitos e as abordagens discutidos aquando da Conferência de Novembro. Foi-nos dito por alguns peritos que trabalham com mais de sete dezenas de países pelo mundo fora que Timor-Leste, em dois anos, avançou tanto ou mais do que muitos países, com mais recursos, em sete a dez anos.
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<DOC DOCID="HAREM-538-07313">

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Este email não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser removido.»
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<DOC DOCID="HAREM-489-07335">
Eu estava achando meio difícil aceitar o fato de colocar esta minha dor, uma dor misteriosa no joelho, no topo de todos os meus problemas. Devo admitir, claro, que existem coisas muito piores que podem acontecer com você, fisicamente. Por exemplo: câncer, esclerose múltipla, disfunção neuromotora, enfisema, mal de Alzheimer e AIDS. Sem falar nas coisas com que você pode nascer, como distrofia muscular, paralisia cerebral, hemofilia e epilepsia. Sem falar ainda em guerra, peste e fome. 0 engraçado é que saber disso não faz a dor no joelho da gente mais fácil de suportar. 
Talvez isso seja o que eles chamam de "fadiga de compaixão, a idéia de que, de tanto ver sofrimento humano na mídia, nos tornamos meio entorpecidos, como se tivéssemos usado todas as reservas de piedade, raiva, ultraje, e só conseguíssemos pensar na dor nosso próprio joelho. Ainda não cheguei a esse ponto, pelo menos não tanto, mas sei o que eles querem dizer com isso. Recebo um monte de pedidos de organizações de caridade pelo correio. Acho que trocam nomes e endereços entre elas: basta você fazer uma doação para uma entidade e, de repente, os envelopes começam chegar à porta mais rápido do que você pode apanhá-los. OXFAM, CAFOD, UNICEF, Salvem as Crianças, Instituto Real do Cego, Cruz Vermelha, associaçõe de combate ao câncer, à distrofia muscular, etc. etc., todos contendo cartas-respostas e folhetos impressos em papel reciclado com fotos em preto e branco, borradas, mostrando bebês pretos famintos com os braços e pernas como galhos e cabeças como as de gente velha, ou adolescentes em cadeira de rodas, ou refugiados com expressões de horror no rosto, ou gente com membros amputados ou de muletas. 
Como é que a gente pode pôr um fim a essa maré de miséria humana? Bem, vou contar o que faço. Mando 1.000 libras por ano para uma organização que me envia um talão de cheque especial para fazer doações às entidades que escolher. Eles também restituem o imposto de renda que se recolhe sobre aquela quantia, o que faz as 1.000 libras subirem para 1.400, no meu caso. Assim, todo ano, eu distribuo 1.400 libras em pequenas parcelas: 50 libras para os bebês esfomeados na Somália, 30 para as vítimas de estupro na Bósnia, 45 para a instalação de uma bomba-d'água em Bangladesh, 25 para uma unidade de reabilitação de drogados em Basildon, 30 para a pesquisa sobre a AIDS e assim por diante, até a conta zerar. É quase como tentar enxugar o oceano com uma caixa de lenços Kleenex, mas pelo menos tenho a minha fadiga de compaixão sob controle. 
É claro que eu poderia dar muito mais. Poderia doar 10 mil libras por ano com a minha renda atual, sem muito sacrifício. E mesmo se doasse tudo isso, ainda não seria mais do que uma caixa de lenços Kleenex. Por isso fico com o resto e gasto comigo, entre outras coisas, para ter o tratamento com médico particular para o meu joelho. 
Primeiro fui ao clínico geral. Ele me recomendou fisioterapia. Depois de um tempo, o fisioterapeuta recomendou um especialista. 0 especialista recomendou uma artroscopia. É um tipo novo de microcirurgia de alta tecnologia, tudo feito através de uma televisão e fibra óptica. 0 cirurgião bombeia água na sua perna para criar uma espécie de estúdio lá dentro e depois enfia três instrumentos como agulhas. Um deles tem uma câmera na ponta ; o outro, uma lâmina de cortar ; o terceiro, uma mangueira para sugar os fragmentos. São tão minúsculos que quase não dá para diferenciá-los a olho nu e o cirurgião nem precisa dar pontos nas perfurações quando termina a operação. 
Ele movimenta a junta do joelho para ver o que está errado e assiste a tudo num monitor de televisão, e então corta a cartilagem ou o tecido ou uma parte irregular do osso ou o que estaria causando o problema. 
Ouvi dizer que alguns pacientes tomam apenas uma anestesia local e assistem à operação toda no monitor, mas não gostei da idéia e disse que não queria. Nizar me deu um sorriso tranqüilizador.  (Esse é o nome do ortopedista, Dr. Nizar. Chamo-o de Knees 'R Us. Claro que na sua frente, não. Ele vem do Oriente Médio, Líbano ou Síria ou um desses países, e escapou bem de lá pelo que ouvi.) Ele disse que eu teria uma anestesia geral, mas ele me daria o videoteipe da operação para levar para casa. E não estava brincando. Eu já sabia de gente que filmava casamentos e batizados e férias, mas não sabia que a coisa tinha chegado às cirurgias. Acho que você pode fazer uma coleçãozinha e convidar os amigos para uma sessão, servindo vinhos e queijos. "E essa é a minha operação da apendicite, operei em 1984, ou foi 85... legal, né?... E essa é a minha cirurgia cardíaca, oops, olhe, a câmera sacudiu um pouco ali... A curetagem da Dorothy é a próxima..." [Nota: será que tem aí uma idéia de roteiro para Os vizinhos do lado? ] Eu disse para Nizar, "Você poderia abrir uma locadora de vídeos para gente que nunca teve uma operação própria" Ele riu. Ele tinha muita confiança na artroscopia. Jactava-se de que havia noventa e cinco por cento de chance de sucesso. Acho que alguém tem de ser um dos azarados dos cinco por cento. 
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<DOC DOCID="HAREM-311-07348">
Mensagem do Presidente
Mensagem d a Direcção
Os Órgãos Directivos da AEISA recentemente eleitos constituem-se como um projecto abrangente e representativo de todos os estudantes do ISA. Para concretizar esta intenção, não só reunimos uma equipa empenhada e conhecedora, aliando a experiência à motivação e integração de muitos novos elementos (também já habituados a intervir junto dos estudantes), como também lançamos o repto a todos os estudantes do ISA para que se envolvam neste projecto e contribuam para a sua força e concretização.
Afirmamo-nos como um projecto virado para o futuro, que potencie as conquistas do presente, mas que também lance linhas de trabalho inovadoras para dar mais passos em frente no crescimento da capacidade de envolvimento, discussão, acção e força da AEISA. A recente alteração estatutária abre excelentes perspectivas nesse sentido e permitirá criar uma orgânica, dividida por departamentos, que consiga dar resposta às necessidades desde há muito diagnosticadas.
Será assim possível apostar fortemente na gestão e administração rigorosas, através de um departamento específico. Apostaremos forte na obtenção de mais receitas próprias: encetaremos contactos no sentido de avançar para a concessão dos campos polidesportivos. A Secção marketing concentrar-se-á na obtenção de apoios e patrocínios. Serão aumentadas as regalias para os associados da AEISA com o propósito de superar a fasquia dos 800 associados.
A criação de um departamento desportivo com uma composição alargada permitirá um acompanhamento mais próximo das diferentes modalidades e possibilitará um novo desenvolvimento e dinamização da prática desportiva no ISA.
Será possível, finalmente, apostar na formação dos estudantes do ISA quer através da concretização do projecto AEISAformação , quer através da actividade do recém criado Departamento Científico.
A área pedagógica e de intervenção académica continuará a merecer especial atenção. Continuaremos a bater-nos de forma obstinada pela defesa dos interesses dos estudantes nos órgãos de gestão do ISA e noutros fóruns de discussão.
Acima de tudo pretendemos servir a AEISA e os estudantes do Instituto Superior de Agronomia!
Saudações Académicas
A Direcção da AEISA
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-712-07367">
news
 ZETA FILMES (cinema+novas mídias ) 13 a 20 de setembro ano 2 - 92a edição Festival revela quem é quem no cinema holandês atual Nederlands Film Festival Se em Amsterdã é tempo de World Wide Video, em Utrecht acontece o maior showcase para a atual produção cinematográfica holandesa.É o Nederlands Film Festival, entre os dias 20 e 29 de setembro, trazendo nesta 20a.
edição cerca de 300 filmes sendo 60 premières.
A competição é exclusivamente holandesa e para filmes feitos nos últimos 12 meses.
Serão 130 trabalhos divididos entre longas, curtas, documentários e produções para TV. A competitiva de longas terá 14 filmes e entre eles está o filme que faz a abertura do festival:
"Wilde Mossels" do estreante Erik Bruyn sobre três amigos vivendo numa minúscula cidade.
Outros destaques são a estreante Dana Nechustan com "Total Loss", um thriller psicológico sobre o segundo anterior a um desastre na vida de três amigos;
o cômico "Do Not Disturb" de Dick Maas, trazendo as aventuras de uma garota americana em Amsterdã;
e "De Fûke" de Steven de Jong, um drama de guerra sobre um pescador e sua família.
Entre os 47 curtas que estarão competindo destaque para "The Gas Station" do sempre caótico Jos Stelling e a estréia do ator Rutger Hauer na
direção, com parceria de Erik Lieshout, em "The Room", sobre um velho inglês falando sobre sua obsessão pelos mistérios que envolvem a morte
de um garoto.
Os curtas documentais terão uma competição à parte e entre os 30 trabalhos selecionados estará o de uma das homenageadas do evento.
É a documentarista Heddy Honigmann, que fez em 1996 um filme baseado na obra erótica de Carlos Drummond de Andrade chamado "O Amor Natural",
que estréia seu curta "Privé".
O festival preparou cinco mostras retrospectivas, chamadas In The Pictures, entre elas terá uma dedicada ao documentarista holandês Johan van der Keuken, ao diretor Hans Heijnen, e a atriz Maruschka Detmers, que aliás, exibe seu último trabalho no filme "Te Quiero" de Manuel Poinier.
À produção internacional é reservada uma pequena mostra, chamada de Foreign Affairs, que mesmo assim só exibe filmes feitos por holandeses no exterior.
Saiba mais em www.filmfestival.nl/english/english.html (Daniella Azzi) Wilde Mossels Privé The Gas Station Total Loss volta zeta filmes site
edição: francesca azzi primeira página: roberto moreira pesquisa, reportagem, redação: daniella azzi colaboradores: sílvia godinho (Londres);eduardo cerqueira (BH), luciana canton (NYC), fernanda russomano ( Londres).
montagem do site: Cristiano Simões envie sua opinião para: zetafilm@zetafilmes.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-73J-07375">
Helmet é brutal.
É metal punk.
Tem tamanho, peso intrínseco que dispensa volume alto.
A banda foi cortejada por vários selos multinacionais, que viam nela um possível novo Nirvana.
Acabou assinando com o Interscope, ligado à Warner, por US$ 1 milhão por três discos.
Como notou o jornalista Jim Greer, da revista americana «Spin», é uma boa grana, mas nada muito absurdo.
«Meantime», disco de estréia da banda no Interscope, vendeu 500 mil cópias.

As duas guitarras do Helmet atacam sempre juntas, em pequenas células separadas por um silêncio nunca menos que perturbador.
Algo como um samba de breque transposto para o domínio eletrificado do rock.
As letras irônicas, eruditas, denunciando que os músicos talvez tenham estudado um pouco demais são gritadas.
Não há nenhuma ênfase na melodia.
«O Helmet é uma grande seção rítmica», definiu o baixista da banda, Henry Bogdan, em uma entrevista à «Spin».

Kumon 'desmitifica' a matemática
Método japonês exige calhamaços de exercícios; opositores dizem que 'técnica peca pelo mecanicismo'.

A matemática ainda é o «bicho de sete cabeças» para grande parte dos estudantes do 1º. e 2º. graus.

Uruguai -- Sérgio Abreu(ministro das Relações Exteriores)
Venezuela  -- Miguel Angel Burelli Rivas (ministro das Relações Exteriores)
Na semana passada, a Secretaria Nacional de Direito Econômico baixou uma portaria, que aplica uma multa de 250 Ufirs (R$ 170) aos seis colégios por cada matrícula recusada.

«A Justiça foi aplicada porque o Estatuto da Criança e do Adolescente garante o direito de escolas a todas as crianças», disse Márcia Mendes, presidente da Associaçãos dos Pais de Alunos do Pitágoras, um dos seis colégios acusados de recusar as matrículas.
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<DOC DOCID="HAREM-832-07390">
SBS REVISTA
 ÍNDICE REDAÇÃO SBS »Notícias »Reportagens »Entrevistas »Turismo »In English Publicada 04/09/2000 .
SÃO BENTO DO SUL Impulso Com.
São Bento em segundo no Brasileiro de Punhobol Mirim As equipes de Curitiba foram as vencedoras do Campeonato Brasileiro de Punhobol Mirim, realizado nos dias 2 e 3 de setembro em São Bento do Sul.
As disputas, que reuniram jogadores de até 13 anos, aconteceram na sede esportiva da Arco.
Na modalidade masculina participaram seis equipes, enquanto quatro equipes disputaram a modalidade feminina.
A equipe Concórdia de Curitiba foi a campeã no masculino.
A Condor de São Bento do Sul foi a segunda colocada e a Sogipa de Porto Alegre a terceira.
No feminino, o Colégio Estadual Boa Vista de Curitiba levou o troféu, enquanto a Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo foi vice e a Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis a terceira colocada.
Também neste final de semana foi realizado o treino oficial da Seleção Brasileira de Punhobol Juvenil, que nos dias 9 e 10 estarão disputando no Chile o Campeonato Sul-Americano.
A equipe será comandada pelo técnico das equipes de base da Condor, Márcio Weiller.
A equipe juvenil da Condor também participará, em paralelo, do Campeonato Sul-Americano de Clubes.
Índice de Notícias.
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<DOC DOCID="HAREM-622-07414">
Untitled Document
 Caminhos da Lavanda Morro Reuter - Santa Maria do Herval Saída de São Leopoldo e Novo Hamburgo, com destino a Morro Reuter (o município é um verdadeiro presente da natureza ao alcance de todos).
Em primeiro lugar visitaremos o Morro da Embratel, que se situa a uma altitude de 675 metros acima do nível do mar, com vista panorâmica de toda a região do Vale dos Sinos e grande Porto Alegre, inclusive à noite podendo avistar o Pólo Petroquímico de Triunfo.
Após, visitaremos uma das únicas lavouras de Lavanda do Brasil.
A Lavanda, adotada como símbolo do Município, é um arbusto sempre verde e perfumado, com suas folhas abastecidas abundantemente de óleos e flores azuis - violetas, nos fornecendo um óleo essencial para a pele.
Cada visitante receberá uma muda de lavanda para plantar em seu jardim.
Durante a visista, teremos o acompanhamento do engenheiro agrônomo da propriedade, que nos explicará todo o processo de plantio e cultivo da
planta.
Nesta propriedade, o turista pode adquirir mel, óleos, mudas, produtos terapêuticos todos derivados da Lavanda.
Terminada a visita as lavouras de Lavanda iremos para São José do Herval, pequeno distrito de Morro Reuter, para saborearum almoço colonial autêntico.
Após o almoço, saída para Santa Maria do Herval, município que se localiza na Encosta da Serra, cidade integrante da Rota Romântica, destaca-se pela sua bela topografia, combinando morros e vales.
Entre as belezas, detaca-se a Cascata de Santa Maria do Herval situada em meio a uma bela área verde com seus 125 metros de queda livre.
Após visitaremos a Caverna dos Bugres, local onde foram encontrados vestígios dos primeiros habitantes daquela região.
Ao entardecer voltaremos para nossa cidade de origem.
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<DOC DOCID="HAREM-607-07422">
 ESTA BIBLIOTECA JA' "NASCE DIGITAL"
 A Fundacao Estadunidense de Ciencias ("National Science Foundation"), em colaboracao com cientistas da computacao e bibliotecarios da Universidade de Cornell, da Universidade de Columbia e da Universidade do Missouri, entre outras instituicoes, esta' trabalhando no sentido de desenvolver uma ampla biblioteca online de informacoes cientificas. 
 A Biblioteca Digital de Ciencias Estadunidense ("National Science Digital Library") ira' funcionar como um portal para uma grande diversidade de acervos nas areas de engenharia, tecnologia, matematica e outros ramos do conhecimento cientifico. 
 A biblioteca, que devera' entrar em funcionamento no ano que vem, podera' apresentar passeios pelos diferentes acervos, visitas 'as bibliotecas associadas e aplicacoes que possibilitem que os professores e estudantes projetem portais pessoais para a biblioteca. 
 (Wired News, 18 Junho 2001http://www.lycos.com.br/wired/) (Edupage da RNP e Ancib-L) 
 National Science Digital Library 
 www.nsdl.cornell.edu:81 
 http://www.nsf.gov/pubs/2001/nsf0155/nsf0155.htm 
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<DOC DOCID="HAREM-61J-07424">
«O Charade vai concorrer na faixa do Suzuki Swift e do Twingo, da Renault», afirma Caparelli.
Herbert Berger, diretor-superintendente da empresa, diz que o Charade «se aproxima do Honda Civic em tamanho e custa bem menos».

O Applause, um sedã quatro portas, com motor 1.6, é o carro mais caro da Daihatsu.
O top de linha custa US$ 30 mil.
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<DOC DOCID="HAREM-129-07429">
CAPÍTULO IX / A ÓPERA 

Já não tinha voz, mas teimava em dizer que a tinha. "O desuso é que me faz mal", acrescentava. Sempre que uma companhia nova chegava da Europa, ia ao empresário e expunha-lhe todas as injustiças da terra e do céu; o empresário cometia mais uma, e ele saía a bradar contra a iniqüidade. Trazia ainda os bigodes dos seus papéis. Quando andava, apesar de velho, parecia cortejar uma princesa de Babilônia. As vezes, cantarolava, sem abrir a boca, algum trecho ainda mais idoso que ele ou tanto - vozes assim abafadas são sempre possíveis. Vinha aqui jantar comigo algumas vezes. Uma noite, depois de muito Chianti, repetiu-me a definição do costume, e como eu lhe dissesse que a vida tanto podia ser uma ópera, como uma viagem de mar ou uma batalha, abanou a cabeça e replicou: 

--A vida é uma ópera e uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimirás, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimirás. Há coros a numerosos, muitos bailados, e a orquestração é excelente... 

--Mas, meu caro Marcolini... 

--Quê... 

E depois, de beber um gole de licor, pousou o cálix, e expôs-me a história da criação, com palavras que vou resumir. 

Deus é o poeta. A música é de Satanás, jovem maestro de muito futuro, que aprendeu no conservatório do céu. Rival de Miguel, Raiael e Gabriel, não tolerava a precedência que eles tinham na distribuição dos prêmios. Pode ser também que a música em demasia doce e mística daqueles outros condiscípulos fosse aborrecível ao seu gênio essencialmente trágico. Tramou uma rebelião que foi descoberta a tempo, e ele expulso do conservatório. Tudo se teria passa do sem mais nada, se Deus não houvesse escrito um libreto de ópera do qual abrira mão, por entender que tal gênero de recreio era impróprio da sua eternidade. Satanás levou o manuscrito consigo para o inferno. Com o fim de mostrar que valia mais que os outros, e acaso para reconciliar-se com o céu,--compôs a partitura, e logo que a acabou foi levá-la ao Padre Eterno. 

--Senhor, não desaprendi as lições recebidas, disse-lhe. Aqui tendes a partitura, escutai-a emendai-a, fazei-a executar, e se a achardes digna das alturas, admiti-me com ela a vossos pés... 

--Não, retorquiu o Senhor, não quero ouvir nada. 

--Mas, Senhor... 

--Nada! nada! 

Satanás suplicou ainda, sem melhor fortuna, até que Deus, cansado e cheio de misericórdia, consentiu em que a ópera fosse executada, mas fora do céu. Criou um teatro especial, este planeta, e inventou uma companhia inteira, com todas as partes, primárias e comprimárias, coros e bailarinos. 

--Ouvi agora alguns ensaios! 

--Não, não quero saber de ensaios. Basta-me haver composto o libreto; estou pronto a dividir contigo os direitos de autor. 

Foi talvez um mal esta recusa; dela resultaram alguns desconcertos que a audiência prévia e a colaboração amiga teriam evitado com efeito, há lugares em que o verso vai para a direita e a música, para a esquerda. Não falta quem diga que nisso mesmo está a além da composição, fugindo à monotonia, e assim explicam o terceto do Aden, a ária de Abel, os coros da guilhotina e da escravidão. Não é raro que os mesmos lances se reproduzam, sem razão suficiente. Certos motivos cansam à força de repetição. Também há obscuridades; o maestro abusa das massas corais, encobrindo muita vez o sentido por um modo confuso. As partes orquestrais são aliás tratadas com grande perícia. Tal é a opinião dos imparciais. 

Os amigos do maestro querem que dificilmente se possa acha obra tão bem acabada. Um ou outro admite certas rudezas e tais ou quais lacunas, mas com o andar da ópera é provável que estas sejam preenchidas ou explicadas, e aquelas desapareçam inteiramente, não se negando o maestro a emendar a obra onde achar que não responde de todo ao pensamento sublime do poeta. Já não dizem c mesmo os amigos deste. Juram que o libreto foi sacrificado, que a partitura corrompeu o sentido da letra, e, posto seja bonita em alguns lugares, e trabalhada com arte em outros, é absolutamente diversa e até contrária ao drama. O grotesco, por exemplo, não está no texto do poeta; é uma excrescência para imitar as Mulheres Patuscas de Windsor. Este ponto é contestado pelos satanistas com alguma aparência de razão. Dizem eles que, ao tempo em que o jovem Satanás compôs a grande ópera, nem essa farsa nem Shakespeare eram nascidos. Chegam a afirmar que o poeta inglês não teve outro gênio senão transcrever a letra da ópera, com tal arte e fidelidade, que parece ele próprio o autor da composição; mas, evidentemente, é um plagiário. 

--Esta peça, concluiu o velho tenor, durará enquanto durar o teatro, não se podendo calcular em que tempo será ele demolido por utilidade astronômica. O êxito é crescente. Poeta e músico recebem pontualmente os seus direitos autorais, que não são os mesmos, porque a regra da divisão é aquilo da Escritura: "Muitos são os chamados, poucos ao escolhidos". Deus recebe eu ouro, Satanás em papel. 

--Tem graça... 

--Graça? bradou ele com fúria; mas aquietou-se logo, e replicou: Caro Santiago, eu não tenho graça, eu tenho horror à graça. Isto que digo é a verdade pura e última. Um dia. quando todos os livros forem queimados por inúteis, há de haver algum, pode ser que tenor, e talvez italiano, que ensine esta verdade aos homens. Tudo é música, meu amigo. No princípio era o dó, e do dó fez-se ré, etc. Este cálix (e enchia-o novamente), este cálix é um breve estribilho. Não se ouve? Também não se ouve o pau nem a pedra, mas tudo cabe na mesma ópera... 
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<DOC DOCID="HAREM-642-07438">
Nossa Voz - Hora de lutar pelo BNB
 Órgão Informativo da AFBNB - Fevereiro de 2000 - Fortaleza/Ce - No. 44 Destaques Senado discute regras de Fundos Constitucionais A AFBNB participou , no dia 10 de fevereiro, de uma audiência pública no Senado Federal para discutir as novas regras dos Fundos Constitucionais, definidas pela Medida Provisória nº 1.988-16 de 14 de Janeiro de 2 000.
Participaram do evento parlamentares, economistas, representantes dos pequenos produtores rurais e governadores.
Foram convidados ainda para o debate, os presidente do Basa, BNB, diretores da Federação dos Trabalhadores da Agricultura, Indústria, Serviços e Cooperativas de Crédito.
A AFBNB enviou o diretor Tarcísio José da Silva.
Nas novas condições de financiamentos fixadas para os fundos, as operações de crédito estão novamente sujeitas a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).
Antes, eram atreladas ao Índice Geral de Preços.
Além de uma redução das taxas de juros para concessão de crédito, a MP instituiu o Bônus de adimplência, que promete reduzir ainda mais os encargos para quem está em dia com as parcelas.
Apesar do Governo garantir que as taxas de juros serão fixas, a oposição discorda afirmando que, mesmo pré-fixadas, poderão sofrer alterações, a cada ano, a depender do comportamento da TJLP.
Outra crítica às novas condições refere-se aos propósitos dos Fundos de facilitar o acesso dos pequenos produtores através dessa redução de juros.
Para a oposição, mesmo que os juros permaneçam fixos, o crédito adquirido através dos Fundos permanecerá mais alto do que, por exemplo, o crédito rural.
Voltar para índice geral
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<DOC DOCID="HAREM-43K-07455">
Época . Num segundo turno entre Ciro e Lula, FHC vota no PT? 
Lula . Essa pergunta teria de ser feita ao presidente. Mas não vamos botar ninguém para vigiar o voto. Agora, um candidato que pode ter os votos dos ex-presidentes José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso tem muita respeitabilidade. 

Época . O senhor tem o voto de Sarney? 
Lula . Acho que tenho. 

Época . E Itamar vai mesmo fazer campanha para o senhor? 
Lula . Vai fazer campanha e vai fazer comícios. 

Época . Como o senhor acha que o presidente FHC deve conduzir o fim do governo? 
Lula . O presidente FHC deveria enviar ainda hoje ao Congresso o projeto de uma minirreforma tributária que desonere a produção e a exportação e acabe com os impostos em cascata. Já existe um consenso no Congresso a favor disso. Eu disse a um grupo de amigos que FHC tem de colocar na cabeça que o governo dele não acabou, que ele tem o controle da economia e da política. Se o homem que tem o cargo mais importante do Brasil ficar alquebrado, vai passar a impressão de falta de solução. Então ele tem de levantar a cabeça e assumir a iniciativa de fazer política. 

Época . Vale a pena a aliança com seu vice, José Alencar? 
Lula . José Alencar é uma das coisas mais extraordinárias que aconteceram nesta campanha. Conheci o Zé Alencar na festa de 50 anos de vida empresarial dele, à qual só fui por muita insistência do PT de Minas e do deputado José Dirceu. Quando ouvi o Zé Alencar, fiquei encantado. 

Época . Foi uma identificação pessoal? 
Lula . Foi uma identificação de pele. É um homem pobre que ficou rico se juntando com um homem pobre que virou um político importante. É um homem de excepcional caráter, um companheiro que está intimamente afinado com as coisas que penso. Não tenho preocupação de deixá-lo fazer qualquer debate porque sua história ganha o coração das pessoas. 

Época . Não é contraditório fazer uma aliança com o ex-governador Orestes Quércia depois de o PT o chamar de corrupto durante anos? 
Lula . Estive junto com Quércia nas eleições ao Senado de 1974, porque era ele no MDB contra Carvalho Pinto, da Arena. Quércia também participou ativamente das campanhas das Diretas Já e contribuiu muito para que o PMDB aprovasse o impeachment de Collor. Ora, se o PT decidiu fazer aliança com todos os setores de oposição ao projeto neoliberal, a verdade é que o PMDB de São Paulo coordenado por Quércia esteve contra o governo FHC. Eleição é isso. 

Época . Formar governo é isso também? 
Lula . Quando você ganha, vira governo de 170 milhões de brasileiros. Temos fissuras ideológicas com o PFL, com o PPB, mas interesse de trabalhar com setores do PMDB que se opuseram ao governo FHC. A montagem de um governo é um acordo programático, feita preferencialmente com quem o apoiou, mas posso chamar também pessoas de partidos que competiram comigo. 

Época . Qual é seu melhor conselheiro econômico? 
Lula . O PT tem o privilégio de ter o pai dos economistas, Celso Furtado, e a mãe de todos eles, Maria da Conceição Tavares. Nos últimos quatro anos, todo mês me reuni com economistas, com Paul Singer, Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho, João Manoel Cardoso de Mello. Meus assessores de economia são Guido Mantega e José Graziano, que cuida da parte agrícola. E tem o dirigente político da economia do PT, Aloizio Mercadante. 

Época . Eles vão estar num governo Lula? 
Lula . Para bom entendedor, meia palavra basta. Todos esses nomes podem estar no governo, mas vamos conversar com outros que não pertencem ao PT. 
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<DOC DOCID="HAREM-177-07456">
MICROSOFT E LIVRARIAS ESTABELECEM INICIATIVA PARA 'E-BOOKs'. 

 Ontem a Microsoft, a Barnes &amp; Noble e a Barnesandnoble.com anunciaram a formacao de uma alianca denominada 'eBook Iniciative' (algo como 'Iniciativa pelo Livro Eletronico') que tem por objetivo estimular os leitores a mudarem para o formato digital . 
 A parceria, anunciada na 'Consumer Electronics Show' ('Feira das Utilidades Domesticas'), que esta' sendo realizada em Las Vegas, ira' disponibilizar milhares de publicacoes online que os consumidores serao capazes de transferir ('download') para os novos computadores de mao ('handhelds') Pocket PC, da Microsoft, ou para PCs que estejam utilizando o software para leitura de e-books Microsoft Reader . 
 A Microsoft comecara' a promover seus softwares para e-books, o qual traduz os livros para o formato digital, por volta da metade deste ano no site da Barnesandnoble.com . 
 Por sua vez, a livraria Barnes &amp; Noble ira' promover e comercializar em suas lojas os e-books e o respectivo software para leitura destes . 
 O envolvimento da Barnes &amp; Noble no acordo ira' ajudar a disponibilizar o Microsoft Reader para dezenas de milhoes de consumidores numa questao de meses, destacou Dick Brass, da Microsoft . 
 Ontem, a gigante dos softwares anunciou ainda que ira' trabalhar com a empresa de tecnologia de audio para computadores Audible.com para tambem incluir audio no software Reader, a fim de possibilitar que os usuarios do computador de mao oucam versoes gravadas dos livros . 

 (Los Angeles Times, 07 Jan 2000) e Edupage da RNP 
 Visite o DataGrama Zero a Revista Eletronica de Ciencia da Informacao ou 
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<DOC DOCID="HAREM-45D-07463">
O Sr. Agenor Maria -- Eu sei, é um percentual; o que nós tiramos, com o nosso craqueamento, é 25 por cento.  Mas, mesmo assim, se nós podemos adicionar 20 por cento de álcool a essa gasolina, nós passamos a ter um energia própria da ordem de 34 por cento, não é Senador José Lins?
O Sr. José Lins -- Também o Rio Grande do Norte está produzindo óleo, com boas perspectivas para o futuro.
O Sr. José Lins -- O que houve de distorção no comentário foi, exatamente, a notícia de que o Governo teria incumbido o Sni de interferir na gestão das estaduais.  Isto não é verdade.  Não é verdade, mesmo porque tal decisão desvirtuaria, totalmente, até o objetivo do sistema, que é simplesmente perceber e informar.  A tomada de decisão é do administrador, é a autoridade executiva.  Isso não significa que o Governo não tenha preocupação com o controle das estatais.  Nada disso.  E nem que o Sni não saiba o que ali se passa.  O orçamento da União, Senador Mendes Canale, é de mais de quatro trilhões de cruzeiros.  Para mim isso não é um mal em si.  Não significa muito.  V.Exa. sabe que só o orçamento da Previdência Social é quase igual ao da União.  Este ano de 1982 deve elevar-se à casa dos três trilhões de cruzeiros.
O Sr. Mendes Canale -- Então, há essa preocupação segunda do Governo em fiscalizar, só que estranhamos que essa fiscalização viesse por um órgão informativo; ele não é um órgão fiscalizador.  Mais outra: o Sni informa, e informa bem.  Nós, de Mato Grosso do Sul, sabemos bem disso.  Infelizmente, aquilo que ele informa fica depois ao sabor, ao apetite daquele que deverá ou não cumprir, como foi o caso, por exemplo -- é tão batido, mas a gente tem sempre que citar, para ficar registrado -- o caso de Pedro Pedrossian.  Foi um relatório perfeito do Sni, que infelizmente não foi cumprido.  E eu tenho conhecimento de vários outros assuntos nestes sentido.  Eu não posso deixar de louvar a atitude de V.Exa., prestando assim esses informes à Casa, de forma tão clara e insofismável.  Mais uma vez ressalto que absolutamente não tive a intenção de ferir a Petrobrás; falamos de forma geral.
  O Sr. José Fragelli -- Nobre Líder, é uma satisfação podermos sentir e pensar da mesma maneira, quando os debates, tantas vezes, levamos a pronunciamentos diferentes.  Ouvimos com o melhor agrado essa exposição de V.Exa. a respeito dos progressos da Petrobrás na produção do óleo em nosso País.  E quando aqui reclamamos e quando censuramos as atividades do Governo, através de determinados Ministérios, o fazemos com a melhor das intenções, de dar uma contribuição crítica à obra administrativa do Governo.  Agora, por exemplo, me é bastante grato assinalar que, no meu modo de ver, esse desempenho da Petrobrás deve muito ao desempenho do Ministro César Cals.  Homem de um extraordinário dinamismo, um homem, ao meu ver, que tem além de seus conhecimentos um profundo conhecimento pragmático dos problemas, incansável na busca de soluções.  Diria mesmo quer como administrador César Cals é até um idealista.
 O Sr. José Lins -- Senador José Fragelli, V.Exa. acaba de fazer justiça a um homem que, realmente, tem dado duro de si pelo País.
  Em função disso, o sistema entrou em sérias dificuldades no ano passado, quando um déficit de mais de 150 bilhões de cruzeiros prejudicou o seu desempenho.  Sabemos, também, do esforço que foi feito pelo Governo para encontrar uma maneira de aumentar a Receita da Previdência, para que nenhum dos seus beneficiários fosse prejudicado.  Essa medidas resultaram, inclusive, no aumento, indesejável mas necessário, das contribuições de patrões e empregados que, afinal, estão surtindo, no corrente ano, os seus efeitos positivos.  Houve aumento na arrecadação do Instituto.  Cerca de 1 trilhão e 400 bilhões de cruzeiros no ano passado, o Orçamento passará este ano cerca de 2 trilhões e 800 bilhões.
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<DOC DOCID="HAREM-634-07464">
Fábio e Ieda ganham a 9 de Julho 
 Da Reportagem Local 

 Fábio Veloso E. Santos, 23, de Blumenau (SC), venceu a 50ª Prova Ciclística 9 de Julho, tradicional competição brasileira da modalidade, disputada ontem no parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo . 


 Os cinco primeiros colocados cruzaram a linha de chegada com o mesmo tempo (1h38min04s) . 
  A prova circuito de 5 km de ruas do Ibirapuera- teve 80 km e foi decidida no "sprint" (arrancada) nos últimos 200 m. 


 Classificação: 2º) Tony Magalhães (Magalhães/Goiânia), 3º) Jamil Elias Suaidem (Caloi/São Paulo) e 4º) Roberto Menescal (Palestra/São Paulo) . 


 Na prova feminina, percurso de 15 km, a vencedora foi Ieda Botelho (Magalhães/Goiânia), com o tempo de 24min31s . 
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<DOC DOCID="HAREM-811-07466">
Estaleiros Navais do Mondego, SA - Apresentação
ENGLISH VERSION APRESENTAÇÃO
Os Estaleiros Navais do Mondego foram fundados em Setembro de 1944 e estão localizados na Figueira da Foz, na foz do rio Mondego, no centro de Portugal.
Em 1944, os Estaleiros tinham dois planos inclinados e oficinas para construção naval em madeira. Três anos mais tarde construiram os seus primeiros navios em aço, três arrastões bacalhoeiros de 71 metros. Na celebração do seu 50º aniversário, em 1994, os Estaleiros iniciavam a construção de um catamaran em alumínio de 45 m para 500 passageiros.
Entretanto, os Estaleiros Navais do Mondego têm vindo continuamente a expandir e a actualizar as suas instalações e equipamentos, possuindo hoje um plano inclinado para construção de navios até 100 m e oficinas para construção e aprestamento, bem como um plano inclinado para reparação de navios até 90 m.
Ao longo da sua existência, os Estaleiros construiram pontões, barcaças, batelões, embarcações portuárias, guindastes flutuantes, dragas, navios de pesca, cargueiros, navios-tanque , ferries e navios militares, num total de 236 navios. A Direcção de Reparações tem tido intervenções em dragas, navios de pesca, ferries e navios de investigação, entre outros. Esta diversidade de navios construídos e reparados exige uma grande flexibilidade e capacidade de resposta perante uma vasta gama de situações. As Direcções de Projecto e de Produção têm que lidar com diferentes normas, regulamentos e exigências de mercados, com a constante necessidade de compressão dos prazos de entrega.
A utilização de ferramentas CADD/CAE/CAM, de há longa data implementadas e com provas dadas nos Estaleiros Navais do Mondego, e o actual processo de certificação ISO-9001 são formas de melhorar a eficiência e flexibilidade - sem comprometer a qualidade - no projecto e construção de navios nos Estaleiros Navais do Mondego.
Página seguinte
. APRESENTAÇÃO . PROJECTO . CONSTRUÇÃO . REPARAÇÃO .
. QUALIDADE . LOCALIZAÇÃO . LIGAÇÕES . CONTACTOS .
©Estaleiros Navais do Mondego, SA Desenhado por Prodigio
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<DOC DOCID="HAREM-311-07469">
O Nosso Patrono
BREVES NOTAS SOBRE O NOSSO PATRONO
O poeta António Aleixo , cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia.
Nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949.
Não sendo totalmente analfabeto, sabe ler e leu meia dúzia de bons livros - não é porém capaz de escrever com correcção e a sua preparação intelectual não lhe dá certamente qualificação para poder ser considerado um poeta culto.
Todavia, há nos versos que fazem parte do seu livro " Este livro que vos deixo ", uma correcção de linguagem e sobretudo, uma expressão concisa e original de uma amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida, que não deixa de impressionar.
António Aleixo , compõe e improvisa nas mais diversas situações e oportunidades. Umas vezes cantando numa feira ou festa de aldeia, outras, a pedido de amigos que lhe beliscam a veia; ora aproveitando traços caricaturais de pessoas conhecidas, ora sugestionado por uma conversa de tom mais elevado e a cuja altura sobe facilmente.
Passeando, sozinho, a guardar umas cabras ou a fazer circular as cautelas de lotaria - sua mais habitual ocupação, por isso também chamado " poeta cauteleiro " - ou acompanhado por amigos, numa ceia ou num café, o poeta está presente e alerta e lá vem a quadra ou a sextilha, a fixar um pensamento, a finalizar uma discussão, a apreciar um dito ou a refinar uma troça. E, normalmente, a forma é lapidar, o conceito incisivo e o vocabulário justo e preciso.
O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dorido, irónico, um pouco puritano de moralista, com que aprecia os acontecimentos e as acções dos homens.
Obra
Em não tenho vistas largas
Nem grande sabedoria
Mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia
António Aleixo
Retrato de Tóssan--1943
Joaquim Magalhães
In Este Livro que vos deixo...
António Aleixo
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<DOC DOCID="HAREM-63C-07474">
Tal como a Senhora Comissária afirmou, em Fevereiro do ano corrente, a Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Defesa do Consumidor realizou uma sessão pública, no decorrer da qual houve uma série de reputados oradores que falaram dos efeitos dramáticos que poderão advir das mudanças climatéricas. Os efeitos mais prováveis seriam as secas, os danos provocados por tempestades, inundações, etc. Isso afectaria igualmente o sector industrial, devido aos encargos consideráveis das despesas com os seguros a médio e longo prazo, e prejudicando, consequentemente, a criação de postos de trabalho.

O Conselho parece ter esquecido que os empregos sustentáveis dependem de um ambiente sustentável. A reflexão a curto prazo por parte do sector industrial e dos governos significa que o Conselho ainda não está disposto a tomar quaisquer medidas. O mais recente exemplo ridículo desta situação foi o corte do programa SAVE II. Será que estas pessoas nunca ouviram falar do princípio cautelar? Será que não ouvem os conselhos dos seus próprios cientistas? Será que não se apercebem que estão a prejudicar o bem-estar e até mesmo os meios de subsistência dos cidadãos europeus?

Há que aprender as lições da última Conferência de Roma, em que participaram a Senhora Comissária, o Presidente em exercício do Conselho italiano e eu próprio. Apesar do aumento do desemprego, a realidade é que a tributação sobre o trabalho duplicou nos últimos 30 anos, o mesmo não acontecendo com a tributação sobre a utilização de recursos que se manteve estável em apenas 10 %. Chegou a altura de abraçarmos o modelo económico apresentado no Capítulo 10 do Livro Branco «Delors» e mudarmos esse equilíbrio.

No que nos diz respeito, a Comissão tem de duplicar os seus esforços no sentido de convencer os Estadosmembros de que a criação de emprego e a protecção do ambiente são indissociáveis, pois ambas requerem uma política activa e credível para reduzir as emissões de CO2 , combinando incentivos, regulamentações e tributação gradual. Precisamos dessa política agora e não depois.

Assim, espero que em Julho a conferência das partes da Convenção sobre a Mudança Climatérica não se limite apenas a acrescentar mais ar quente ao efeito de estufa. Já tivemos o suficiente disso. Cabe à Comunidade convencer os Estados-membros a tomarem medidas e espero que a Comissão leve esse trabalho a sério e convença os Estados-membros a cooperarem plenamente para esse efeito.

Senhor Presidente, gostaria de apoiar a declaração da Senhora Comissária e, em particular, o facto de ela condenar, em nome da Comissão, as mais recentes evoluções no Conselho quanto à questão do imposto CO2 /energia.

Concordo com o destaque que deu à natureza política deste problema e apoio o seu apelo para que desempenhemos um papel preponderante, mas antes disso temos de ser credíveis a nível político, e se quisermos ser credíveis temos de aprender as lições do passado, cujos resultados foram muito pouco significativos. E foram muito pouco significativos nos últimos anos, graças ao bloqueio enérgico do processo político por alguns grupos de pressão que atiraram areia para os olhos, impedindo a resolução dos problemas administrativos e negando toda a base científica.

Partilho a convicção da Senhora Comissária de que o calendário pertinente começa a partir de agora e acaba na Conferência de Kyoto. O mandato é importante. É importante que o Conselho atribua um mandato à Comissão para realizar amplas negociações, não só com os EUA, mas também com a China e a Índia. Tratase de um problema global que requer uma solução global. O debate tem de ser revigorado e é preciso falar não de aquecimento global mas de protecção climatérica, reconhecer que a base do debate é outra e que existem pessoas nos sectores dos seguros e da agricultura que já sentem o impacte avançado da mudança climatérica.

Foi por isso que trouxe esta noite uma proposta modesta que convido a Senhora Comissária a apoiá-la. Dramatizaríamos a atenção política se explicássemos exactamente a razão por que este problema é tão difícil no plano político. É politicamente difícil por causa da firmeza do sector dos combustíveis fósseis em bloquear o processo legislativo, tanto aqui como nos EUA. Assim, convido a Senhora Comissária a apoiar uma ideia minha, ou seja, dar nomes de companhias petrolíferas a furacões. Quando o furacão Exxon assolar a costa da Florida, talvez isso desperte bastante as atenções.

Gostaria de manifestar o meu apoio ao que disseram os dois oradores que me precederam e gostaria também de agradecer à Senhora Comissária o empenho com que se dedicou a este processo, em relação ao qual poderíamos dizer que temos os conhecimentos mas falta-nos a acção política, e, de facto, não há razão para censurar a Comissão quanto a este aspecto. Por isso, lamento que no Conselho da Ecofin nada se tenha decidido em relação ao imposto sobre as emissões de CO2 , tendo o mesmo acontecido no Conselho da Energia quanto ao SAVE II, factos que demonstram que, quando se chega à prática, o Conselho não quer nem impostos nem investigação, enfim, não quer coisa alguma. A comissária referiu que a União deverá liderar este processo, e aqui devo dizer que a Comissão detém realmente uma posição de liderança, mas a União seguramente que não, e por isso corremos neste momento o risco de a questão do clima se tornar numa questão verdadeiramente triste, diríamos mesmo, num dos capítulos sombrios da história da União, ao mesmo tempo que a realidade deixa evidente que se regista um aumento global da temperatura.

Senhor Presidente, gostaria de poder congratular-me com as palavras da senhora comissária ao afirmar que a Comissão pretende ser ambiciosa e realista. Infelizmente, o realismo consiste hoje em reconhecer que estamos num certo impasse, nomeadamente em matéria de tributação da energia.

Mas uma vez que falamos de ambições, creio que devemos interrogar-nos sobre o tipo de iniciativas que a Comissão e a União Europeia poderão tomar nas próximas semanas, por ocasião da reunião de Genebra. Gostaria de saber o que pensa a senhora comissária da proposta alemã colocada sobre a mesa e que consistiria em dotarmo-nos de um novo objectivo, visando a redução de 10 % das concentrações de gases de efeito de estufa, para o ano de 2005, e de 15 %, para 2010. É uma proposta que os meus companheiros políticos e eu próprio consideramos excessivamente fraca, mas que vai no bom caminho. Pensamos que é inteiramente realista ter como objectivo para 2005, 20 % de redução relativamente a 1990, 30 % para 2010, 50 % para 2030. Tecnicamente, é perfeitamente realista e, economicamente, é favorável. Todos os argumentos o provam. Portanto, creio que deveríamos enveredar por essa via.

Segunda pergunta: parece que um documento preparatório terá circulado pela Comissão, conduzindo à proposta de concentração máxima, inultrapassável, de gases de efeito de estufa, ou antes de CO2 , da ordem dos 550 PPM. Recordo que antes da era industrial, estava-se nos 280 PPM, e que com 550 PPM, ou seja, praticamente o dobro, haveria um aumento de temperatura de 2 graus. A senhora comissária pode desmentir ou confirmar a existência desse texto e dizer o que pensa dele? Creio que isso é muito importante para o prosseguimento dos nossos debates.

Senhora Comissária, gostaria de associar-me às felicitações que lhe foram dirigidas a propósito dos objectivos e das ambições da Comissão, mas diria, sob forma de gracejo - com a sua licença - que não era a Comissão que deveríamos estar aqui a ouvir, mas sim o Conselho de ministros, uma vez que todas as orientações fixadas pela Comissão são sistematicamente destruídas pelo Conselho de Ministros. Refiro-me nomeadamente à directiva de Jacques Delors sobre o CO2 -energia, que foi enterrada a toda a pressa pelo Conselho de Ministros de Essen, em 1994. Refiro-me igualmente a várias propostas que a Comissão fez e que nunca foram levadas à prática.

Diremos à Comissão que as suas ambições são nobres, mas que deveria ir mais longe, nomeadamente no que toca ao quinto programa de acção, onde se fixou o objectivo de integrar o ambiente em todas as políticas. Ora, sempre que debatemos os transportes, nomeadamente, constatamos que o ambiente não figura nelas. Pode criticar-se talvez o Tratado de Maastricht, mas este tem o mérito de fixar critérios de convergência, critérios de convergência numéricos. O mesmo não possuímos em matéria de ambiente, nem para lutar contra o efeito de estufa.

Porque não fixamos, Senhora Comissária, critérios de convergência ambiental, relativamente a este problema, que os Estados, a Comissão e os governos seriam obrigados a cumprir? Tenho a sensação de que, em matéria de ambiente e de efeito de estufa, vai ser necessário que choquemos contra um muro - à semelhança do que se passa com a crise das vacas loucas - para nos apercebermos de que, decididamente, é necessário mudar radicalmente as nossas orientações.
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<DOC DOCID="HAREM-70B-07475">
1 DE DEZEMBRO
Dia Nacional da República Centro-Africana. Dia da Restauração da Independência Nacional . feriado nacional. Dia Mundial 
da SIDA. Dia de Santo Elói.

Factos:
1640 - É restaurada a Independência Portuguesa.
1910 - Inauguração da Bandeira Nacional Republicana, segundo o modelo de Columbano Bordalo Pinheiro.
1925 - Em Londres, assinatura dos acordos de Locarno que garantem as fronteiras e paz na Europa.
1939 - E Tudo o Vento Levou estreia em Nova Iorque.
1953 - Primeiro número da revista de Hugh Heffner Playboy com Marilyn Monroe como capa da revista.
1964 - Um violento incêndio destrói por completo o interior do Teatro Nacional de D. Maria II.
1976 - Angola adere à ONU.
1985 - No Festival de Cinema, Televisão e Vídeo do Rio de Janeiro, João Botelho obtém o prémio para a melhor realização 
com o seu filme Um Adeus Português.
1989 - O papa João Paulo II e Mikhail Gorbachev encontram-se em Roma, terminando os 70 anos de hostilidade entre o 
Vaticano e a URSS.
1991 - A França ganha a primeira taça Davis em 59 anos, ao derrotar os EUA na final de Lyon, em França.
1995 - É revelado que em Portugal 2 780 pessoas já morreram vítimas de SIDA e que no mundo existem 14 milhões de 
seropositivos.
1995 - O envio de militares portugueses para a Bósnia é formalmente declarado pelo ministro António Vitorino.
1997 - Início da Conferência de Kyoto sobre alterações climáticas, com participação de representantes de 170 países.
1999 - Ramos-Horta pisa o solo timorense após 24 anos de exílio.

Nasceu:
1761 - Madame Tussaud, modelista de cera francesa.
1910 - Alicia Markova, bailarina britânica.
1926 - Maria Fernanda Botelho, escritora portuguesa.
1934 - Pedro Támen, poeta português.
1935 - Woody Allen, argumentista, cineasta e actor norte-americano.
1945 - Bette Midler, actriz e cantora norte-americana.

Morreu:
1135 - Henrique I, rei de Inglaterra.
1575 - Diogo de Paiva de Andrade, orador sacro e teólogo português.
1866 - George Everest, geodesista britânico que deu nome ao conhecido monte.
1909 - Alberto Sampaio, historiador português.
1931 - Vincent d'Indy, compositor francês.
1973 - David Ben-Gurion, estadista israelita.
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<DOC DOCID="HAREM-002-07490">
Comissao do Ccdigo Florestal e Maioria Ruralista
 Comissão do Código Florestal e Maioria Ruralista "Comissão do Código Florestal pode permanecer com maioria ruralista.
A reformulação no Código Florestal pode ser analisada pela mesma comissão que aprovou o relatório do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), propondo a redução da reserva legal nas propriedades rurais da Amazônia de 80% para 50%.
A liderança do governo na Câmara já admite que pode não aumentar o número de membros que compõem a comissão mista (deputados e senadores) que analisa a conversão em lei da medida provisória.
A ampliação fere o regimento interno do Congresso, segundo o presidente da comissão, senador Jonas Pinheiro (PFL-MT).
O aumento no número de membros era uma tentativa dos líderes na Câmara de diluir o poder dos ruralistas na comissão.
Segundo Jonas Pinheiro, a comissão terá de continuar com 14 integrantes.
Só poderia haver troca de membros, disse o senador, que deverá convocar uma reunião já para esta semana.
A assessoria do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, informou que o governo tentará mudar os membros de sua base de apoio para reverter
a maioria ruralista.
O líder do PT na Câmara, Aloizio Mercadante (SP), enxerga nessa avaliação uma intenção de tentar manter o parecer de Micheletto.
Ele defende que a unanimidade conseguida na reunião de líderes é superior ao regimento.
" Notícia da Folha de São Paulo, sábado, 03 de junho de 2000.
O que parece encerrado nem sempre está.
Quando falamos em "Cuidado com as Retiradas Estratégicas" podia parecer um exagêro, mas a fome por $madeira$ e solo estéril parece não ter fim e
comprova que não estávamos errados.
No entanto, não é crível que, depois de tantos esclarecimentos e posicionamentos visceralmente contrários à proposta micheletto, não hajam meios
legais, éticos e morais para homogeneizar a comissão mista que a votou anteriormente.
Não é sequer razoável que uma casa que deve ser a expressão da representatividade popular organize uma comissão dos adoradores do vermelho para votar os destinos do verde.
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<DOC DOCID="HAREM-421-07493">
APLC
Associação Portuguesa de Literatura Comparada Os primeiros esforços conducentes àconstituição de uma Associação de Literatura Comparada em Portugal tiveram lugar em Março de 1984, por iniciativa da Prof&amp;ordf; Doutora Maria Alzira Seixo (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). A Associação veio a ser constituída em fins de 1986, tendo os seus Estatutos sido registados em 14 de Maio de 1987, e tendo ocorrido a sua Primeira Assembleia Geral em 25 de Junho do mesmo ano.
Os objectivos da Associação, reconhecidos nos Estatutos, consistem fundamentalmente na promoção e desenvolvimento do domínio e da prática comparatistas em Portugal, da institucionalização académica da área bem como do reforço dos laços internacionais entretanto constituídos. Para isso a APLC mantém relações privilegiadas, a nível internacional, com a AILC/ICLA (Association Internationale de Littérature Comparée/International Comparative Literature Association), na qual os membros nacionais se encontram também automaticamente filiados.
O número actual (2002) de sócios éde 331. A quotização aprovada para o ano de 2002 e seguintes éde 25&amp;euro;.
Qualquer contacto, pedido de informação ou esclarecimento, devem ser feitos para:
Helena Carvalhão Buescu / João Ferreira Duarte
APLC
Faculdade de Letras
Alameda da Universidade
1600-214 LISBOA
Correio electrónico: cec@mail.fl.ul.pt
Journée Comparatiste Européenne
Hong Kong Congress
Deseja tornar-se sócio da APLC? Clique aqui!
| Sócios Honorários | Corpos Gerentes | Congressos Nacionais | Publicações | Biblioteca APLC |
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<DOC DOCID="HAREM-632-07506">
Deslocamentos de apoio
 Deslocamentos de apoio Aqui são mostradas estruturas solicitadas devido a movimentação de seus apoios, ou seja, nesse caso não são as forças aplicadas que produzem deslocamentos, são os deslocamentos impostos que produzem os esforços(Clique nas fotografias para ampliá-las).
Revista National Geographic A fotografia ao lado é de uma linha de trem em Lázaro Cárdenas na costa mexicana do Pacífico, após a ocorrência de um terremoto.
Esse terremoto ocorreu em 19 de setembro de 1985, e seu epicentro estava localizado a aproximadamente 350 km a o oeste da costa do Pacífico, no sul do México.
As ondas sísmicas geradas pelo tremor eram milhares de vezes mais poderosas que a bomba atômica de Hiroshima, e viajaram a 25.000 km/h, registrando 8,1 graus na escala Richter.
O terremoto foi tão violento que os prédios mais altos tremeram até no Texas.
Foi o mais devastador tremor que já atingiu a Cidade do México, uma das mais populosas áreas urbanas do mundo, onde matou mais de 9.000 pessoas.
Seis milhões de pessoas ficaram sem água e as linhas de telefone internacionais ficaram mudas.
O tremor foi causado pelo movimento de placas tectônicas no Pacífico leste, onde há 25 milhões de anos atrás surgiu uma elevação que prensa a placa tectônica de "Cocos".
A cunha formada por esse encontro caminha de 4 a 9 cm por ano contra a placa americana, que suporta o México.
Brown, D. J., Bridges, Mitchell Beazley, London, 1996.
Veja também o caso da Ponte Akashi-kaykio, onde um tremor, durante a construção, alterou a distância entre as torres, aumentando-a em um metro.
Isso fez com que o vão central da ponte fosse de 1990 m para 1991 m.
O caso mais clássico de recalque de apoio é sem sombra de dúvida o da Torre de Pisa.
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<DOC DOCID="HAREM-22J-07508">
Fio-terra
Para tentar se recuperar do jet lag e da correria da exposição do marido no Yerba Buena, Regina Casé fez ontem saída pela tangente.

Junto com seu guapo Luiz Zerbini, foi até Muir Woods um bosque nas imediações da cidade, onde só queria era abraçar árvores de preferência, enormes sequóias.

Pão-de-açúcar negocia compra da G.Aronson
O grupo Pão-de-açúcar, 2ª maior rede de supermercados do país, iniciou negociações para a aquisição das 27 lojas G.Aronson, todas localizadas em São Paulo.

A Folha confirmou os entendimentos junto a empresários do setor de eletrodomésticos e a funcionários do Pão-de-açúcar.
Oficialmente, a rede nega.

Folha -- Em torno dele não estavam pessoas que hoje estão na sua candidatura?

FHC -- Certamente, e daí?

O candidato do PT apresentou o vice de seu principal adversário como alguém «identificado com o autoritarismo».

Até aqui, os tiros de Lula parecem não ter abalado o alvo.
«Meu passado muito me orgulha», dá de ombros Maciel.

O governador se convenceu ainda de que, se abandonassse a candidatura, poderia se tornar refém de Quércia e perderia o poder de influência na escolha do candidato do PMDB.
A declaração de Fleury de que continua candidato não convenceu alguns prefeitos que o acompanhavam.
«Ele já está abraçando a candidatura Quércia», disse Itamar Borges (PMDB), de Santa Fé do Sul.

Fleury aproveitou a viagem para responder ao ex-secretário José Machado de Campos Filho, que o chamara de traidor por não apoiar Quércia.
«Para quem quer ser candidato ao Senado, faltou bom senso e juízo», disse.
Ao visitar a ponte rodoferroviária de Rubinéia, criticou o deputado quercista Alberto Goldman (PMDB-SP), ex-ministro dos Transportes.
«Ele veio aqui e liberou US$ 5 milhões, 1% do valor da obra.» 
declarou.							

Colaborou Aurélio Alonso, da Folha Norte.
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<DOC DOCID="HAREM-91L-07517">
Os procedimentos de registo, complicados e morosos, devem só por si afugentar muitos ciganos, já de si com baixos níveis de alfabetização. 
E os interessados têm de apresentar às autoridades checas documentos obtidos em três repartições eslovacas diferentes. 
 
Habitantes inconvenientes 
«O objectivo da lei é livrarmo-nos de habitantes inconvenientes», explica Michal Pulo, presidente da maior organização de ciganos da República Checa. 
E isso significa nós.»  
 
Jorge Sampaio formaliza a sua candidatura à Presidência da República, na Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa. 
 
Terceiro aniversário da assinatura do Tratado de Maastricht pelos  ministros dos Negócios Estrangeiros e das Finanças   da Comunidade Europeia. 
 
A solução encontrada parece ser a do encaminhamento da população escolar para os centros de saúde, entregue aos cuidados do respectivo médico de família, mas capacitando estes serviços do seu papel crescente na saúde escolar. 
 
Se não houver, de facto, uma substancial alteração na conduta dos centros de saúde nesta área, a saúde escolar tenderá a ser o que já é fora dos concelhos de Lisboa, Coimbra e Porto: a medicina curativa das urgências hospitalares, a que os pais recorrem quando o filho está doente. 
 
Despejos em Arcena 
Cada caso é um caso 
Representantes das 60 famílias que ocupam ilegalmente casas na urbanização do Vale de Arcena, delegados do Centro Regional de Segurança Social, responsáveis da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e da empresa proprietária dos fogos, a Eurocapital, reuniram-se, na sexta-feira, naquela cidade, para discutirem a forma como será feito o levantamento individual que determinará quais os moradores que ali poderão continuar a residir no caso de terem disponíveis as verbas pedidas por cada casa. 
 
Nesta avenida de luxo, cortada longitudinalmente por um canal, perfilam-se, de um lado, os bancos (além dos alemães, cerca de cem bancos estrangeiros operam na capital da Vestefália); do outro, os estabelecimentos comerciais -- Cartier, Armani, Gucci, Van Cleef, etc. 
Ourivesarias que expõem nas suas montras conjuntos de pulseiras e anéis com preços superiores a meia dúzia de milhares de contos, casas de moda com casacos de homem a custar mais de duas centenas de contos. 
 
Cheira a dinheiro em Düsseldorf, uma cidade em que, mesmo nas horas de ponta (e apesar do tráfico intenso), as únicas bichas são as dos imigrantes turcos junto ao seu consulado. 
Uma cidade onde até há carros de lixo com monitores de televisão em vez de espelhos retrovisores. 
 
José Gregório («Grego») é o novo campeão nacional de surf, título conquistado durante a II Semana Radical da Beira Litoral, que terminou no último sábado na Figueira da Foz. 
O surfista da APSSOC ganhou a finalíssima, onde estiveram os oito primeiros no conjunto das duas mangas. 
A APSSOC, com três atletas nos quatro primeiro lugares, é a campeã nacional de clubes. 
Entretanto, está a disputar-se a Taça de Portugal, competição por equipas, na praia Grande, até o dia 12 de Agosto. 
 
Bodyboard 
Paulo Silva («Fluorescente») foi o vencedor do Campeonato Nacional de bodyboard, que também se realizou na Figueira da Foz. 
Apesar do quinto lugar nas duas mangas, Paulo Silva, da Quinta dos Lombos, venceu a finalíssima. 
O Surfing Clube de Portugal, de São Pedro do Estoril, venceu por equipas. 
Na praia Grande, já terminou a Taça de Portugal de bodyboard, disputada por equipas e a vitória coube ao Surfing Clube da Caparica. 
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<DOC DOCID="HAREM-701-07553">
Editorial
Em consequência das últimas eleições legislativas, em Março de 2002, temos agora à frente do país um governo de centro-direita e um ministro da cultura deste quadrante político. As expectativas sobre a sua acção na Cultura são como é notório, demasiado baixas:
Em primeiro lugar continua muito enraizado o pressuposto que a Cultura é um património da Esquerda e só esta é capaz de a desenvolver. Da Direita só se podem esperar acções retrogradas e desfasadas das grandes tendências e preocupações culturais do mundo contemporâneo.
Afirma-se também que a única área cultural em que a Direita manifesta alguma preocupação é a do património edificado. Os políticos deste quadrante desconfiam das "artes vivas", como o teatro, as artes plásticas, a dança ou o cinema. Os seus criadores são vistos como um bando de parasitas que vivem à custa dos subsídios do Estado.
Por último, o percurso do novo ministro e do seu secretário de estado são o mais completo exemplo do que se espera deste governo: o vazio absoluto. Nem um nem o outro alguma vez fizeram, escreveram ou disseram algo relevante em termos culturais. O actual ministro da cultura é um típico profissional da política, tanto podia estar na cultura, como noutra área qualquer. O seu secretário de estado, pouco ultrapassa a um dimensão de um mero contabilista. O máximo dos máximos que poderão fazer é uma "política espectáculo", como a protagonizada por Santana Lopes. O problema é que lhes falta a capacidade mediática que este político possui.
Apesar das afirmações anteriores reunirem um largo consenso, é preciso dizer que elas pecam por um excessivo simplismo. Analisando a actuação do sucessivos governos de direita e esquerda na área da cultura, não é possível afirmar que estas actuações sejam necessariamente características de um governo de direita, e das quais estivessem isentos os governos de esquerda. A questão parece resumir-se pois, em saber até que ponto, se confirmam ou não estas baixas expectativas. Como cidadãos deste país esperemos que aconteçam algumas surpresas pela positiva.
Carlos Fontes Arquivo
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<DOC DOCID="HAREM-417-07569">
 Aldo,
 Quem estuda Semiótica sabe que o signo está em crescimento, em expansão, assim como as mentes humanas, e nessa direção não só os signos, mas as linguagens e os meios tendem a hibridizar-se. 
 O ciberespaço é a "materialização" dessa assertiva. 
 Há um autor que afirma que uma nova escritura nascerá no ciberespaço e que representará o conhecimento, de acordo com uma nova ecologia cognitiva, e seria marcada basicamente com o discurso narrativo e a linguagem imagética, a propósito dos modelos mentais de pensamento, que não são só verbais. 
 Um olhar na Filosofia da Linguagem que põe em jogo o fechamento semântico do sentido na linguagem verbal, isto é, transformando-o em significado assim como todas as disciplinas hermenêuticas, não nos deixa olhar essas mudanças de forma conservadora, até porque a força dos gestos comunicacionais da linguagem oral (a tão defendida boa oralidade de alguns autores) está de volta nos mundo virtual. 
 Abraços, 
 Silvana Drumond 
 CODIFICANDO A COMUNICAÇÃO HUMANA 
 http://www.newscientist.com/news/news.jsp?id=ns99991192 http://xml.coverpages.org/ni2001-02-28-a.html 
 http://www.oasis-open.org/cover/humanML.html 
 http://www.virtuum.com/humanml.htm 
 Estes são estudos sérios e integrados para uma série de especificações internacionais de uma escrita nao verbal para o futuro da comunicação humana, atraves de códigos de computador que tem sido desenvolvido por um um conjunto de organizações nos estados unidos. 
 Os Cientistas da computação, envolvidos no projeto, acreditam que esta linguagem pode melhorar a comunicação intercultural e servir como uma base 
 para a inteligencia artificial. 
 HumanMarkup Language (HumanML) e' o nome da linguagem, que permitira' aos engenheiros de software escrever mensagens nao verbais em codigo de computador. 
 Um computador podera' comunicar ao outro. 
 os gestos e emoções dos seus usuarios via internet. 
 Os obgetivos da HumanML é que a linguagem possa ser utilizada para para descrever todos os momentos da comunicação humana desde emoções ate' as atitudes, aparencia fisica e significados culturais complexos. 
 Vale lembrar, neste contexto, as palavras de Hannah Arendt em "A Estatura do Homem": 
 " todo orgulho naquilo que produzimos desaparecerá em uma forma de mutação da raça humana, a tecnologia vista deste ponto não é mais o resultado da consciência humana, mas um processo biológico de massas. 
 Nestas circunstâncias a fala e a linguagem do cotidiano não necessitará mais vocalizar os significados e será recolocada como um conjunto de signos matemáticos. 
 A estatura do homem então, não estará apenas rebaixada mais destruída." 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-21H-07570">
Inatel promove turismo social 

o Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres tem abertas as inscrições para algumas vagas nas viagenas de turismo social Outono Inverno.
Os programas disponíveis estão agendados para os períodos entre 30 de Março e 1 de Abril e 17 de Abril, com destino às Termas de S. Pedro do Sul e um cruzeiro pelo Douro, respectivamente .
A deslocação a S. Pedro do Sul inclui no primeiro dia a passagem por Viana do Castelo, Braga, Porto, Guarda e Manteigas, no segundo a ida até à Serra da Estrela e a chegada a S. Pedro do Sul e no terceiro o regresso .
O cruzeiro pelo Douro inclui uma vista às barragens de Crestuma/Lerver e de Carrapatelo, provas de vinhos e, se possível, uma breve paragem em Caldas de Aregos .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93H-07577">
Saúde posta em causa pelas listas de espera 

A União dos Sindicatos do Porto (USP) considerou ontem que a existência de listas de espera nos hospitais «põe em causa» o direito constitucional à protecção da saúde .
«Os portugueses tem direito a cuidados de saúde humanizados, com qualidade, igualdade de tratamento e a horas .
Só o Estado está em condições de garantir esses direitos através do Serviço Nacional de Saúde», refere a USP em comunicado .
Para a União de Sindicatos do Porto, «se o Estado não exercer a sua função social, a maioria dos portugueses não terá acesso a serviços de saúde, já que os salários e as pensões não chegam para pagar os necessários cuidados de saúde» .
«A USP considera que o Serviço Nacional de Saúde, financiado pelos impostos de todos os portugueses e pelas taxas moderadoras pagas pelos utentes, tem condições para assumir as suas responsabilidades», acrescenta .
No documento ontem emitido, considera ainda que «a crescente desumanização e falta de eficácia do Serviço Nacional de Saúde estão directamente ligadas às políticas de sucessivos governos, que, desresponsabilizando gestões públicas e desprezando direitos dos utentes, alimentam interesses privados que vivem à custa daquele serviço» .
A USP vai analisar com a Administração Regional de Saúde do Norte, numa reunião marcada para amanhã, a actual situação das listas de espera nas unidades de saúde do distrito .
Até ao final de Fevereiro, a União de Sindicatos do Porto vai também promover acções de esclarecimento junto da população e recolher assinaturas para um abaixo-assinado que pretende «exigir um Serviço Nacional de Saúde humanizado e eficaz, com igualdade de acesso para todos» .

Existência de lista de espera nos hospitais põe em causa direito de protecção da saúde 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-53B-07583">
Itiquira é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 17º12'32" Sul e a uma longitude 54º09'01" Oeste, estando a uma altitude de 522 metros. Sua população estimada em 2004 era de 9 813 habitantes.

Possui uma área de 8666,91 km2.
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<DOC DOCID="HAREM-03J-07608">
A festa da oposição
Co-produção franco-egípcia, «O Emigrante» inspira-se na história de José, filho de Jacob contando o percurso de Ram que, há 3000 anos, decide abandonar a sua terra árida para se instalar no Egipto dos faraós, centro da civilização.

Tomando a defesa do filme de Chahine, numa sala atulhada, o bastonário dos advogados, Ahmed al-Khawaga, replicou que o realizador egípcio se inspirou na história de José, «mas não se afastou das palavras do Corão que evoca, em termos claros, as propostas feitas ao profeta pela esposa do mestre que o comprou à chegada ao Egipto».
Quanto às acusações contra a França, o advogado de defesa passou também à ofensiva:
«Eu não sou francês para falar da cultura francesa, mas sei que ela deu uma contribuição importante à cultura egípcia.
E uma vez que um dos nossos artistas conclui um acordo com um artista francês, isso não nos desonra».
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-418-07612">

Estação de trabalho para telemarketing, centrais telefônicas, centrais de processamento de dados ou outras atividades onde se exige o maior número de operadores em menor espaço, otimizando o máximo da sua áerea de trabalho.
A CELVI STATION é composta de painés com estrutura em perfis de aço conectáveis, que permitem transporte rápido e seguro, e inúmeras montagens sem comprometer a integridade de seus componentes.
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<DOC DOCID="HAREM-041-07613">
Unicre - Cartão Internacional de Crédito, S.A.
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COMERCIANTES DE COMÉRCIO ELECTRÓNICO
Bem Vindo
O Símbolo de Segurança SET
Este é o símbolo que a REDUNICRE desenvolveu para certificar os seus Comerciantes que vendem na Internet, utilizando o Protocolo SET - Secure Electronic Transaction. Nestes comerciantes, os utilizadores podem fazer pagamentos com segurança máxima, caso sejam possuidores de um Certificado SET. No entanto, se tal não fôr o caso, os utilizadores podem também fazer as suas compras tendo a certeza que o comerciante que apresenta este símbolo lhe garante uma comunicação totalmente segura, e em tempo real, com as entidades do Sistema Financeiro às quais o seu cartão de crédito se encontra associado. A função da UNICRE é fazer com que os pagamentos na Internet sejam de facto seguros proporcionando ao Sistema Comerciantes Credíveis. Neste sentido, compre preferencialmente nas lojas onde encontre o Símbolo de Segurança SET REDUNICRE . Sempre que o encontrar já sabe que está na loja de um comerciante que, para além de ter contrato com a UNICRE para aceitação de cartões, utiliza ainda o Protocolo SET, pelo que aí poderá utilizar o seu cartão de forma segura. Apenas os comerciantes aderentes à REDUNICRE estão autorizados a utilizar este Símbolo de Segurança. Ao criar este símbolo que credibiliza os seus Comerciantes que vendem na Internet, a UNICRE está a oferecer aos utilizadores lojas nas quais podem confiar.
Bem Vindo
Garantia de Segurança das Transacções na Internet
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<DOC DOCID="HAREM-324-07619">
Estúdio volante

 A regulamentação do horário eleitoral leva a uma maior participação do presidenciável no programa . 

 Tiro no pé 

 Chico Vigilante (PT-DF) cobrou de Sérgio Cutolo eficácia na fiscalização do INSS . 

 Lembrança sutil 

 Diante dos petistas e cutistas da Comissão do Trabalho, Ricupero arriscou uma provocação sutil . 
  Disse, omitindo o nome do Dieese, que um instituto independente registrou ganho salarial de 10% com a URV . 

Dia empresarial

 Hoje Lula dedicará o dia aos empresários . 
  Em São Paulo, almoça com construturores e empreiteiros e janta com cerca de 150 donos de empresas que apóiam sua candidatura . 

Última esperança

 O PMDB volta ao passado para tentar explicar os 6% de Barros Munhoz em São Paulo . 

 Explicação do sonho 

 Quando Lula topar debater o programa do PT, terá que dizer de onde tirará recursos para ampliar a taxa de investimento na economia de 16% para 25% do PIB . 

 Fonte de verbas 

 Coordenador da campanha de Lula, Oded Grajew diz que o Fundo de Solidariedade do PT nada tem a ver com o Fundo Social de Emergência . 

 Em família 

 ACM pretende, mais uma vez, garantir os mandatos de deputado federal do filho Luís Eduardo e do irmão Ângelo . 

 Ponta de atrito 

 Élcio Alvares, ministro da Indústria e Comércio, entrou em rota de colisão com o presidente da Embratur, Flávio Coelho . 

 TIROTEIO 

 Do candidato ao governo da Bahia Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), ironizando o suposto receio de FHC de ter o relógio roubado durante a campanha: 


 Se ele tem medo de ficar sem o relógio, devia tomar mais cuidado com os políticos que o cercam .
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<DOC DOCID="HAREM-47H-07622">
Navios de guerra portugueses e espanhóis em Leixões 

Uma força naval de quatro navios de guerra portugueses e espanhóis, com uma guarnição total de mais de 640 tripulantes, faz escala no Porto de Leixões a 06 e 07 de Fevereiro, disse ontem fonte da Zona Marítima do Norte. 
Os navios «Corte Real», «João Belo», «Andalucia» e «Berrio» têm entre 103 e 140 metros de comprimento e são comandados pelo capitão de mar e guerra Fernando José Ribeiro de Melo Gomes. 
A força naval, que estará aberta a visitas no dia 07, desloca-se ao Porto de Leixões no âmbito do exercício Contex 99. 
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<DOC DOCID="HAREM-604-07624">
  Governo reduz os preços dos combustíveis 
 WILLIAM FRANÇA 
 Enviado especial a Juiz de Fora 

 O presidente Itamar Franco anunciou ontem em Juiz de Fora (MG) a redução dos preços dos combustíveis . 


 O preço da gasolina e do álcool hidratado na bomba serão reduzidos, em média, em 2% . 


 Seis tipos de óleo combustível também tiveram seus preços reduzidos, em média, em 2% . 


 O gás natural canalizado (de uso doméstico) terá a mesma redução do GLP: o preço cairá em 4% . 


 Segundo Itamar, num primeiro momento o óleo diesel ficará de fora da lista de redução . 


 Itamar deu caráter político ao anúncio . 
  Disse que era a primeira redução de preço dos combustíveis na História do país . 
  ``Era comum, após as eleições, que o governo chegasse e dissesse que estava aumentando seus preços . 
  Pela primeira vez não se anuncia um aumento . 


 O presidente afirmou ainda que essa redução terá um reflexo ``bastante considerável'' na inflação . 


 A queda está sendo possível, segundo Itamar, porque reduziu-se a remuneração da Petrobrás repassando para o consumidor ``os ganhos de eficiência e produtividade'' . 


 Itamar disse que, em alguns casos (citou o gás de cozinha em Belo Horizonte), a diminuição pode até ultrapassar os índices fixados na portaria, assinada pelo ministro Ciro Gomes (Fazenda) . 


 A Presidência da República divulgou uma tabela com os novos preços dos combustíveis em São Paulo . 
  A gasolina comum passa de R$ 0,550 para R$ 0,540 por litro . 
  A aditivada cai de R$ 0,561 para R$ 0,550 . 
  O álcool comum passa de R$ 0,438 para R$ 0,430 . 
  O álcool aditivado cai de R$ 0,446 para R$ 0,438 . 
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<DOC DOCID="HAREM-32H-07631">
Criação de linha verde de apoio à mulher 

A partir de hoje, a mulher passa a ter disponível uma linha telefónica gratuita -- "linha mulher" --, mediante a qual é esclarecida nas áreas da saúde e família .
Trata-se do "Centro de Informação da Mulher", da responsabilidade de uma empresa de comunicação na área da saúde, "JAS FARMA", sediada em Lisboa, que dispõe da linha verde a funcionar todos os dias úteis, entre as 14 e as 18 horas .
A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Saúde, através da Comissão para a Saúde da Mulher e da Criança .
As mulheres podem pedir informações sobre várias matérias desde, o cancro da mama, osteoporose, risco cardíaco, contracepção até à menopausa, e a resposta chega-lhes via correio .
De acordo com comunicado daquela empresa, a ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, considera que «cabe à mulher um papel importante no sentido de promover estilos de vida saudáveis, contribuindo assim para a promoção da saúde dos seus familiares» .
O grande propósito consiste então, em prestar um melhor esclarecimento às mulheres naquela área através da linha -- 0800 201 805 .
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<DOC DOCID="HAREM-446-07632">
SISTEMA DOS CINCO REINOS

A primeira grande classificação dos seres vivos reconhecia dois reinos (Vegetal e Animal), pelo menos desde que Aristóteles estabeleceu a primeira taxonomia no século IV a.C. As plantas com raízes são tão diferentes em sua forma de vida e em sua linha evolutiva dos animais, que se movimentam e ingerem alimentos, que o conceito de dois reinos permaneceu em vigor durante muito tempo. 

Foi só no século XIX, quando já estava mais do que evidente que os organismos unicelulares não se enquadravam em nenhuma das duas categorias, que se propôs a conceituação de um terceiro reino para abrigá-los, o reino Protista. Muito tempo depois de se descobrir que a fotossíntese é a forma básica de nutrição das plantas, os fungos, que se alimentam por absorção, ainda eram classificados no reino vegetal por causa de seu aparente modo de crescimento mediante raízes. 

Atualmente, devido ao grande desenvolvimento das técnicas de estudo da célula, está claro que a divisão principal dos seres vivos não é entre vegetais e animais, mas entre organismos cujas células carecem de membrana nuclear e organismos cujas células têm essa membrana. Os primeiros são chamados de procariotos e os segundos, eucariotos. 

As células procarióticas também carecem de organelas, mitocôndrias, cloroplastos, flagelos especializados e outras estruturas especiais que aparecem em células eucarióticas. As bactérias e as algas verde-azuladas são células procarióticas, e a taxonomia moderna as agrupou num quarto reino, o Monera, também conhecido como reino Procariota.

As células eucarióticas provavelmente derivaram de associações simbióticas de células procarióticas. O reino Protista é formado por diversos eucariotos unicelulares que vivem isolados ou formam colônias. Acredita-se que cada um dos reinos multicelulares se desenvolveu a partir de ancestrais protistas. 

O reino Animal compreende os organismos multicelulares, que têm suas células organizadas em diferentes tecidos, são móveis ou têm mobilidade parcial graças a tecidos contráteis, e digerem alimentos em seu interior. O reino Vegetal ou das Plantas é formado por organismos multicelulares que, em geral, têm paredes celulares e contêm cloroplastos, nos quais produzem seu próprio alimento mediante a fotossíntese. 

O reino Fungos, o quinto reino, inclui os organismos multicelulares ou multinucleados (isto é, com mais de um núcleo celular), que digerem os alimentos externamente e os absorvem através de superfícies protoplasmáticas tubulares denominadas hifas (as quais formam seus corpos).

A classificação dos seres vivos em cinco reinos baseia-se em três níveis de organização: o primitivo nível procariota; o eucariota unicelular e o eucariota multicelular. Nesse último nível, as três linhas evolutivas principais se baseiam no tipo de nutrição e se expressam nos diferentes tipos de organização tissular característicos de animais, vegetais e fungos.
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<DOC DOCID="HAREM-81B-07636">
Irbil ou Erbil é uma cidade do Iraque. Localiza-se no norte do país. Tem cerca de 891 mil habitantes. É a antiga cidade assíria e suméria de Urbillum ou Arbela.
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<DOC DOCID="HAREM-832-07643">
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 Da esquerda para direita: o editor Marcelo, Alexandre, o chefe do departamento Ricardo, Renata e Flávia O Departamento de Jornalismo e Publicações da OAB/RJ, dirigido pela advogada Carmen Fontenelle, é responsável pela produção e distribuição da TRIBUNA DO ADVOGADO, órgão oficial
da entidade.
A publicação, que nasceu em 1971 sob forma de boletim, é remetida mensalmente a todos os profissionais do Rio de Janeiro e considerada a mais importante do meio jurídico do Estado.
O jornal passou nos últimos anos por uma profunda reformulação.
Ganhou cores, uma diagramação mais moderna e uma nova linha editorial, conjugando notícias sobre as atividades da Seccional e suas Subseções
com matérias a respeito de assuntos polêmicos dentro do Judiciário.
Esse processo de atualização chegará ao auge no segundo semestre, quando o veículo será apresentado aos advogados com um projeto gráfico que
vem sendo desenvolvido desde o início do ano.
No comando da TRIBUNA desde novembro de 97 está o jornalista Marcelo Moutinho, ex-editor de Direito em Revista e pós-graduado em Comunicação
e Imagem pela PUC-RJ.
A equipe de reportagem se completa com Renata Albinante, que tem passagens por revistas especializadas na área econômica, e Oromar Terra, que já trabalhou em jornais como O Globo e Última Hora.
Flávia Marques, aluna da Universidade Federal do Rio de Janeiro, colabora nas reportagens como estagiária.
A diagramação e a secretaria gráfica ficam a cargo de João Rodrigues dos Reis Júnior, cujo currículo inclui veículos como a revista Manchete, e os jornais Correio da Manhã, O Globo, O Dia e Jornal do Brasil.
Para assessorar a produção da TRIBUNA, o Departamento se vale do serviço de autônomos.
Francisco Teixeira, ex-repórter fotográfico de O Dia e do Jornal do Brasil, cuida das fotografias.
Elisa Barcellos faz a cuidadosa revisão.
E os ilustradores Eliane Seccon e Mem de Sá ajudam a tornar mais leve o jornal com seus desenhos.
A parte administrativa, que engloba a publicidade, o marketing e os procedimentos burocráticos, é tocada por Ricardo Cariello, com a ajuda de um estagiário.
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<DOC DOCID="HAREM-142-07650">
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 Loucuras de amor: STJ nega recurso de compositor que teve música plagiada O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso,
impetrado pelo músico Sebastião Braga, que pretendia ser indenizado pela gravadora Sony Music.
O processo refere-se a música "Loucuras de Amor", de autoria de Braga, plagiada pelos cantores Roberto e Erasmo Carlos.
A música foi reproduzida no disco de Roberto Carlos lançado em 1987, com o título "O careta".
Em 1983, Braga lançou um LP pela gravadora Polygran.
Entre as músicas do trabalho estava "Loucuras de Amor".
O compositor registrou sua composição junto ao Ministério da Educação e Cultura.
Em 1987, Roberto Carlos lançou um disco, produzido e distribuído pela Sony Music.
Entre as faixas do LP estava a música "O careta", de autoria atribuída à dupla Roberto e Erasmo Carlos.
No entanto, "O careta", segundo Braga, seria praticamente igual a "Loucuras de Amor".
O compositor, então, acionou Roberto e Erasmo Carlos que foram condenados pelo uso indevido da música tendo que indenizar Braga por danos morais.
A decisão judicial também determinou que fosse registrado o nome do compositor nas capas dos discos ainda não distribuídos e publicada em jornal de grande circulação a verdadeira autoria da música "O careta".
Depois de comprovado o plágio foi a vez das gravadoras do LP de Roberto Carlos serem chamadas a Justiça.
No processo, o compositor pedia uma indenização por danos materiais às empresas, que também teriam lucrado com o disco.
As primeira e segunda instâncias condenaram a Editora Musical Amigos e a Ecra Realizações Artísticas a indenizar Braga, mas excluíram a Sony
Music do processo.
Segundo as decisões, o contrato firmado entre as gravadoras previa que a Amigos e a Ecra assumiriam a responsabilidade pela obra como titulares dos direitos patrimoniais, atribuição que não foi assumida pela Sony.
O autor da música recorreu ao STJ, alegando que as gravadoras teriam responsabilidade solidária na indenização e que consequentemente a Sony
deveria ser condenada junto com as outras.
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<DOC DOCID="HAREM-64K-07656">
 Não vai haver incineração de pesticidas 
 	 
(Maputo) Há nova decisão na questão dos pesticidas obsoletos. Já não vai haver incineração.	 

A decisão anterior de exportar uma parte das 900 T armazenadas na Boror (Matola) e das 160 T armazenadas nos portos de Nacala e Beira, armazenar uma outra parte num aterro sanitário e incinerar o resto, foi substituída pela decisão de exportar o grosso dos pesticidas e armazenar em aterro sanitário os não exportáveis.
	 
A nova decisão e a razão da mudança vêm explicadas num comunicado emitido ontem pelo "gabinete do ministro" John Kachamila (MICOA). O comunicado diz que "estudos especializados e detalhados" foram levados a cabo com a intenção de se saber se a incineração causaria problemas. "Das análises feitas concluiu-se que, para que a operação fosse feita da melhor forma, seriam necessários cerca de 4 anos", à razão de 8 horas/dia e não 24, porque o teor de cloro em cerca de 45 T de pesticidas é "bastante elevado". 
	 
"Igualmente, a tolerância do forno para metais como sódio, potássio bem como enxofre e fósforo é limitada".
	 
"Por outro lado", acrescenta o comunicado, "a fábrica de cimentos não garante que após a conclusão da incineração dos pesticidas obsoletos irá incinerar outros lixos tóxicos produzidos a nível nacional", o que "torna o projecto bastante oneroso pois ele tinha como argumento de fundo a criação de uma capacidade nacional de tratamento de todo o tipo de lixo perigoso produzido no país, incluindo capacidade para incineração". O governo considera, agora, que investir tanto dinheiro na fábrica de cimentos só para incinerar pesticidas - "uma única operação" - "inviabliza o projecto".
	 
Eis, então, as decisões do governo:
 
 "Exportar, em termos comerciais, para países elegíveis no âmbito das convenções de Basileia e Bamako, todos os pesticidas obsoletos, incluindo aqueles que seriam submetidos ao processo de incineração na fábrica de cimentos da Matola";  construir um aterro sanitário para lá depositar os pesticidas não exportáveis assim como "outros lixos tóxicos a serem produzidos futuramente pela indústria nacional bem como lixos domésticos";  identificar as "melhores opções" - como reciclagem e recuperação - no respeitante ao tratamento de lixo produzido dentro do país.  
 (da redacção) 

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<DOC DOCID="HAREM-231-07661">
DAEIST - Página principal
A Direcção é o órgão executivo da AEIST. Como tal, tem como principais competências:
a gestão dos recursos económicos;
a representação da Associação e dos seus membros (vocês) nos órgãos onde tem assento (como o Conselho Directivo e a Assembleia de Representantes, entre outros) bem como para a sociedade em geral;
a dinamização e coordenação de todas as actividades que as estruturas da AEIST levam a cabo.
O nosso trabalho abrange todas as áreas que se possam imaginar, desde a definição da posição da AEIST em relação aos problemas de política educativa, até à organização do Super-Arraial, passando pela gestão do que se pode considerar uma pequena empresa, com perto de 30 funcionários e um movimento anual de centenas de milhares de contos.
É a este órgão social da AEIST que te deves dirigir para resolveres os teus problemas pedagógicos ou os relacionados com a acção social, entre muitos outros, como poderás verificar nos vários pelouros.
Para quem não sabe, a sede da DAEIST (Direcção) é no primeiro piso do edifício da AEIST (aquele da cantina, ou para quem vem pela Alameda D. Afonso Henriques, o primeiro edifício do lado esquerdo quando se entra no Técnico).
É nosso dever estar sempre cá para resolver os teus problemas, assim como é dever de todos os membros da AEIST a colaboração e a defesa da nossa Associação.
A Direcção (2000/2001) está dividida nos seguintes pelouros:
Pedagogia
Informação
Gabinete de Estágios
Intervenção Académica
Recreativa e Cultural
Gestão / Desportiva
A Direcção da AEIST nunca poderia fazer metade das coisas a que se propõe sem os indispensáveis colaboradores . Já agora, aproveitamos este pequeno espaço de divulgação para vos dizer que:
COLABORADORES PRECISAM-SE. Apareçam e venham ver como é o trabalho na Direcção da vossa Associação dos Estudantes.
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<DOC DOCID="HAREM-434-07662">
 Nova York tem vários museus para crianças 
 Free-lance para a Folhinha 

 Nova York, no Estado de Nova York, é uma cidade conhecida com "Big Apple" ("Grande Maçã") . 


 Nos parques, do Central Park ao Upper West Side, você encontra um mundo de aventuras, com brinquedos, lagos e área verde . 


 Há museus para crianças, como o Brooklyn Children's Museum e o Children's Museum of Manhattan . 


 Você ainda vê museus com bonecos e brinquedos, como o Aunt Len's Doll and Toy Museum, e shows de marionetes na Heckscher Puppet House e na Puppet Playhouse . 

 (Federico Mengozzi) 
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<DOC DOCID="HAREM-112-07670">
Atrevido !
- Seu Portal na Internet.
 Procurar por: Dicas | Peixes | Locais de Pesca | Tralha | Galeria | Fish-mail | Classificados NOTICIAS CANAIS Fórum Namoro Humor Saude Culinária V-Cards Pesca Matéria da Semana - Locais de Pesca BARBOSA - Cidade distante de São Paulo (Capital) 505 Km e 74 Km de Araçatuba, conhecida por sua tradição das Indústrias Cerâmicas, possui ótimos pontos de pesca, entre eles, um conhecido por "Osterno", fica a cinco minutos de barco do Porto da Prefeitura de Barbosa, bom ponto dos Tucunarés.
Adiante, você poderá encontrar vários outros pontos, como: Bastião, Corredeira, Farelo, localizados Rio acima, e José Dumas, Bóia 24, Ferreira, localizados Rio abaixo, com grande variedades de peixes em todos os pontos como o Piau, Curimba, Piaparas, etc. BARIRI - Distancia de São
Paulo - 330 Km, possui bons pontos de pesca de Corvinas e Mandis, estes quando grandes, chegam a pesar quase meio quilo.
Nesta época do ano, parecem ficar mais vorazes, pois atacam tudo o que cai na água, fazendo disso, uma boa diversão para os pescadores.
IBITINGA - A famosa Capital do Bordado, dista de São Paulo 370 Km, onde a pescaria da Corvina, é o principal foco dos pescadores, que vem de
várias outras localidades do estado paulista.
Os principais pontos de Corvina, ficam nas imediações do Hotel Pousada Ibitinga, da Fundação CESP, a maioria, distante de cerca de no máximo
35 minutos de barco, com motor 15 hp.
Pode-se conseguir bons exemplares de Tucunaré, nos afluentes Jacaré-Pepina e Jacaré- Guaçu, onde se localizam excelentes pontos de pesca.
Estas são as cidades que estamos indicando para o nosso roteiro de pesca de inverno.
Na próxima edição, estaremos incluindo as cidades de Santa Fé do Sul, e outras Esperimentem os locais acima indicados, e, após sua pescaria,
nos conte a sua história, que estaremos editando em nosso portal.
Ha!
Não esqueça dos piloteiros, pois, nada melhor do que andar acompanhado de quem conhece a região e principalmente os melhores pontos de pesca.Boas Pescarias e até a próxima.
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<DOC DOCID="HAREM-095-07671">
 E depois da Bélgica regressou a Portugal? 
 
 Fiz o doutoramento e depois estive na Faculdade de Filosofia. Fui três vezes director da Faculdade de Filosofia e depois vim para a Universidade do Minho, fui vice-reitor e reitor. E eu que nunca quis governar tive essa pouca sorte. Quando eu saí foi uma libertação. Eu gosto é de investigar, tenho muito gosto nisso. O pobre do reitor anda a resolver problemas que aparecem não sabe Deus quando nem como. Agora a universidade está mais desenvolvida, mas naquele tempo ainda era pior. Ia quase todas as semanas para Lisboa para resolver os problemas. Isso ajudou-me muito porque conheci o Ministério da Educação por dentro, porque bater à porta falsa é perder tempo, procurar bater à porta que nos interessa. E conheci o Ministério da Educação e isso deu-me muito jeito porque sabia lá quem mandava e quem resolvia os problemas e quem os impedia. Mas eu tinha que ir a Lisboa, e essas viajens pela estrada antiga, a comer nesses restaurantes das estradas miseráveis, geralmente com uns azeites que já tinham servido no outro dia. Eu dáva-me mal com essas comidas e andar sempre para trás e para diante para resolver qualquer problema. Foi muito doloroso nesse aspecto. Na universidade não. Aqui tínhamos uma boa equipa, éramos amigos e trabalhávamos. A Universidade do Minho tem uma equipa boa desde o princípio. Pela primeira vez candidata-se um reitor que não é da equipa. Este reitor ainda foi da comissão instaladora, assim como o Machado dos Santos. Agora pela primeira vez vai a reitor uma pessoa que já não é da equipa inicial. O que também é bom. é bom que se vá desenvolvendo, mas quer dizer que a equipa era muito unida e trabalhou com gosto, com sacrifício, mas trabalhou com gosto, contra tudo e contra todos porque é muito difícil vencer Lisboa. Começamos as aulas um ano mais cedo do que o que tínhamos planeado. Olhe aqui no Largo do Paço coemçaram as aulas, nesta sala que agora está dividida, tinha outra na entrada, aí onde está o correiro e o salão medieval. Começamos as aulas um ano mais cedo, ainda não tínhamos feitos os pavilhões na D .Pedro V, depois é que passou para Gualtar. Começamos as aulas um ano mais cedo porque havia em Lisboa, nós começamos em Fevereiro de 1974 e dois meses depois veio o 24 de Abril, passou-se bastantes dificuldades. Êxitos por um lado e dificuldades por outro e uma delas é que o ministro queria acabar com as universidades novas, só a Universidade Nova de Lisboa é que havia de existir. E nós que não tínhamos alunos, os alunos são uma força, começamos um ano mais cedo para ter alunos para poder a nossa voz ser mais forte. E de facto, a coisa acabou, essa ideia de acabar com a Universidade do Minho acabou, até pelo contrário. Mas quanto mais cedo, até nestas instalações, mas foi assim que começou. Eu fui dos primeiros professores a dar aulas ali, onde estão agora as Relações Públicas. Ali dei a primeira aula, ainda me lembro disso.  
 
  Mas começou a leccionar na Faculdade de Filosofia? 
 
  Foi em 1952/52. Eu sei que fiz o meu doutoramento em Novembro e em Julho do ano seguinte foi nomeado director. 
 
 Como era a Faculdade de Filosofia nessa altura? 
 
 A Faculdade de Filosofia em biblioteca estava muito bem e em muito bom estado, era das melhores bibliotecas de Filosofia de Portugal. Está muito em dia porque aproveitamos quando durante a guerra o escudo valia muito, o escudo valia 4 pesetas, hoje uma peseta vale uns escudos. Eu sei que na altura nós em Granada pagávamos 7 pesetas por dia. Para nós uma peseta custava 4 tostões. E foi nessa altura que se formou a biblioteca, comprávamos os livros muito baratos. Tem um conjunto de professores muito bons. Morreu aqui há dias o professor de Filosofia da Ciência, que era o melhor professor de Filosofia e Ciência em Portugal, Passo Sousa Alves. Os outros professores já morreram todos, de facto, mas era um grupo de professores muito bons e impôs-se a Portugal. O primeiro congresso de Filosofia em Portugal, foi feito aqui em 1955 e vieram cá todas as universidades e como tínhamos medo que algumas não viessem, convidamos alguns estrangeiros. Mas felizmente vieram. Estávamos 400 congressistas e foi quando eles pensaram em fundar no estado a Faculdade de Filosofia, que não existia a de História e Filosofia separada. Precisamente hoje já estão. 
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<DOC DOCID="HAREM-22B-07680">
Forte de Mormugão

O forte de Mormugão localiza-se no ponto oposto ao Palácio do Cabo, na ponta sul da foz do Rio Zuari, nas imediações da cidade de Vasco-da-Gama, concelho de Mormugão. Este forte está praticamente completamente em ruínas, sendo que há algumas dezenas de anos ainda era possível visitá-lo.



História

A praça de Mormugão começou-se a construir em Abril de 1624 (governando a Índia D. Francisco da Gama, 3º conde da Vidiguieira), conforme rezava uma lápide na entrada.

O forte deve muita da sua importância à sua localização estratégica. No século XVII com as contínuas pestes e a insalubridade e ataques ininmigos flagelando a Velha Goa, os vice-reis tentaram transferir a capital da Índia Portuguesa para Mormugão, tendo sido construídos alguns edifícios para o efeito, mas a mudança foi abandonada devido aos altos custos, e já no século XIX foi aceite Nova Goa (hoje Panjim) como a nova capital de Goa.

O forte de Mormugão esteve também em foco durante o bloqueio naval holandês do século XVII, defendendo a barra do Rio Zuari e impedindo ataques dos navios holandeses.
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<DOC DOCID="HAREM-971-07690">
ETAP - Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal
Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal
[Em construção]
Cursos
Estrutura da Escola
Projectos
Esta é a página oficial da Etap - Venha conhecer-nos
A ETAP - Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal é uma escola profissional privada, criada em 19 de Setembro de 1989, ao abrigo do Decreto -Lei nº 26/89 de 21 de Janeiro, mediante a assinatura de um Contrato Programa entre as Entidades Promotoras: Câmara Municipal de Pombal, Associação de Industriais do Concelho de Pombal, Associação Comercial e de Serviços de Pombal e o Ministério da Educação. Actualmente esta escola tem uma entidade proprietária que é a PombalProf - Sociedade de Educação e Ensino Profissional. Situada na Cidade de Pombal, tem constituído um pólo dinamizador do desenvolvimento económico e social que caracteriza este Concelho da Região Centro de Portugal
Continental. A cidade de Pombal é actualmente um complexo urbano em grande crescimento, irradiador de actividades para a envolvente rural e urbana, com especial destaque para o crescimento ao nível industrial e comercial. Trata-se de uma Escola Profissional que adoptou um modelo de ensino alternativo ao sistema regular, orientada para a formação técnica e profissional de jovens com equivalência ao 12º ano de escolaridade, permitindo-lhes a entrada no mercado de trabalho ou o ingresso no ensino superior.
Informações de contacto Telefone 236 200 810 Fax 236 217 122 Morada Parque Industrial Manuel da Mota - Pombal Correio electrónico Email da
Escola: etap@mail.telepac.pt Ý TOPO Ý
Enviar uma mensagem para etap@mail.telepac.pt , com questões ou comentários acerca deste web site.
Última modificação: 13/01/03
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<DOC DOCID="HAREM-21L-07700">
Segundo Vítor Melícias, até aos anos 70, as Misericórdias dedicavam cerca de 90 por cento da sua actividade a acções na área da Saúde. 
A ocupação dos edifícios das Misericórdias por unidades hospitalares do Estado conduziu, nas últimas décadas, à reconversão das áreas de intervenção das Misericórdias portuguesas, que têm actualmente na assistência social o seu principal campo de acção. 
 
«Ainda se podem queixar se quiserem ...», gracejou Raposo, após entregar o documento. 
 
Foi por entre elogios unânimes dos deputados à sua actuação e a manifesta disponibilidade para dela «retirar os necessários ensinamentos» que Mário Raposo deixou ontem o Parlamento onde foi formalizar e explicar as razões da sua renúncia ao cargo de Provedor de Justiça. 
Poucos minutos depois do final da reunião que, durante cerca de três horas, juntou o Provedor demissionário e os deputados da Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, era divulgado um comunicado onde se realça «a actuação de elevado mérito do dr. Mário Raposo, marcada por critérios de independência na defesa dos direitos dos cidadãos perante a Administração, dela se devendo retirar os necessários ensinamentos para que sejam criadas as adequadas condições institucionais que permitam a normalidade e plenitude do exercício das suas funções». 
 
Jean Alesi obteve ontem a «pole position» provisória para o Grande Prémio de Espanha, que se disputa amanhã no circuito da Catalunha (Barcelona). 
O piloto francês foi o mais rápido na primeira sessão de treinos de qualificação, superando por 35 centésimos de segundo o seu companheiro de equipa Gerhard Berger. 
A Ferrari conseguiu assim colocar os seus dois carros na primeira linha da grelha provisória, um resultado que motiva toda a equipa. 
 
Depois do segundo e terceiro lugares no GP de San Marino, há duas semanas, e dos bons resultados conseguidos nos testes realizados nos dias seguintes, também no circuito de Ímola (Berger foi o mais rápido dos 16 pilotos que estiveram em pista, batendo Schumacher e Hill), a Ferrari mostra em Barcelona que a sua competitividade está a aumentar, reforçando a ideia de que se poderá bater em igualdade de circunstâncias com a Benetton e a Williams, as duas equipas motorizadas pela Renault. 
Gerhard Berger tem-se mostrado um dos menos entusiasmados com os últimos resultados, uma posição reforçada ontem pelo próprio Jean Todt, director desportivo da «Scuderia»: 
«O Gerhard tem razão, ele tem os pés bem assentes no chão. 
É preciso não esquecer que estes são os treinos de sexta-feira, não os de sábado. 
A equipa está a mostrar progressos, mas ainda há muito para fazer.» 
 
Entretanto, Bernardo Vasconcelos, médico do Benfica, confirmou ontem que, na sequência do ocorrido no último Benfica-Sporting, João Pinto será operado, embora ainda não se conheça exactamente a extensão da lesão. 
Como «há dúvidas se existem roturas totais ou parciais dos ligamentos», o futebolista fará agora uma artroscopia e só depois se saberá se há necessidade de fazer uma ligamentoplastia. 
 
Também não se sabe quando ou onde ocorrerá a intervenção cirúrgica. 
É «informação reservada, a pedido do jogador». 
O médico do Benfica diz ainda que é impossível saber quanto tempo levará a recuperação de João Pinto: 
«Pode ir até seis meses, mas se não for necessária ligamentoplastia será menos tempo.» 
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<DOC DOCID="HAREM-339-07701">
- "Como hei-de eu atraiçoar-te, se não sei quem és ? Podes chamar-te Júlia em vez de Henriqueta, que, nem por isso te fico conhecendo mais! Tudo mistérios ! Tens-me, há mais de uma hora, num estado de tortura ! Eu não sirvo para estas emboscadas! Diz-me quem é aquela mulher!"
- "Não viste que é D. Elisa Pimentel, filha do visconde do Prado ?"
- "Não a conhecia!"
- "Então que mais queres que eu te diga ?"
- "Muitas outras coisas, minha ingrata. Quero que me digas quantos nomes tem aquela Laura, que se chama Elisa. Fala-me do marido daquela mulher!"
- "Eu te digo! O marido daquela mulher chama-se Vasco de Seabra.. Estás satisfeito ?"
- "Não! Quero saber que relações tens tu com esse Vasco ou com aquela Laura ?"
- "Não saberás mais nada, se fores impaciente. Imponho-te mesmo um profundo silêncio a respeito do que ouviste. À menor pergunta que me faças, deixo-te ralado por essa curiosidade indiscreta, que te faz parecer uma mulher de soalheiro. Eu contraí contigo a obrigação de te contar a minha vida ?"
- "Não ; mas contraístes com a minha alma a obrigação de eu me interessar na tua vida e nos teus infortúnios desde este momento."
- "Obrigado, cavalheiro ! ? Juro-te uma sincera amizade. ? Hás-de ser o meu confidente.
      
      Estava, outra vez, na plateia. Henriqueta aproximou-se ao quarto camarote da primeira ordem, firmou o pé de fada na frisa, segurou-se ao peitoril do camarote, e travou conversação com a família que o ocupava. Carlos acompanhou-a em todos esses movimentos, et preparou-se para um novo enigma.
      
      Segundo o costume, as mãos de Henriqueta passaram por uma análise rigorosa. Não era possível, porém, fazê-la tirar a luva da mão esquerda.
      
- "Dominó, porque não deixas ver este anel ?" ? perguntava uma senhora de olhos negros, e vestida de negro, como uma viúva rigorosamente enlutada.
- "Que te importa o anel, minha querida Sofia !?! Falemos de ti, aqui em segredo. Ainda vives melancólica, como a Dido da fábula ? Fica-te bem essa cor de esquifes, mas não sustentas o carácter artístico com perfeição. A tua tristeza é fingida, não é verdade ?"
- "Não me ofendas, dominó, que eu não te mereço essa injúria! A desgraça nunca se finge!"
- "Disseste uma verdade, que é a tua condenação. Eu, se tivesse sido abandonada por um amante, não vinha aqui dar-me em espectáculo a um baile de máscaras. A desgraça não se finge, é verdade ; mas a saudade esconde-se para chorar, e a vergonha não se ostenta radiosa desse sorriso que te brinca nos lábios! Olha, minha amiga, há umas mulheres que nasceram para esta época, e para estes homens. Há outras que a Providência caprichosa atirou a esta geração corrompida como os imperadores romanos atiravam os cristãos ao anfiteatro dos leões. Felizmente que tu não és das segundas, e sabes harmonizar com o teu génio folgazão e desleixado uma hipocrisia que te vai bem num sofá de penas, onde tu recostas com um perfeito conhecimento das atitudes lânguidas das mulheres cansadas do Balzac. Eu, se fosse homem, amava-te por desfastio !! És a única mulher para quem este país é pequeno. Devias conhecer o Regente, e Richelieu, e os abades de Versalhes, e as filhas do Regente, e as Heloísas desenvoltas dos abades, e as aias da duquesa do Maine! et cetera. Isto por cá é pequeníssimo para as Frineias. Uma mulher da tua índole morre asfixiada neste ambiente pesado em que o coração, nas suas expansões românticas, encontra, quase sempre, a mão burguesa das conveniências a tapar-lhe os respiradouros! Parece que te enfadas de mim ?"
- "Não te enganas, dominó! Obsequeias-me se me não deres o incómodo de te mandar retirar."
- "És muito delicada, minha nobre Sofia !! Já agora, porém, deixa-me dar-te uma ideia mais precisa desta mulher que te enfada, e que, apesar das tuas injustiças, se interessa na tua sorte. Diz-me cá! Tens uma sincera paixão, uma saudade pungente por aquele belo capitão de cavalaria que te deixou, tão sozinha, com as tuas agonias de amante ?"
- "Que te importa ?!"
- "És cruel ! Pois não ouves o tom sentimental com que te faço esta pergunta ?! Quantos anos tens ?!"
- "Metade e outros tantos!"
- "A resposta não me parece tua! Aprendeste essa vulgaridade com a filha do teu sapateiro ?! Ora olha : tu tens 38 anos, a não ser mentiroso o assento de baptismo, que se lê no cartório da freguesia dos Mártires em Lisboa.

Aos vinte anos amavas com ternura um tal Pedro Sepúlveda. Aos vinte e cinco, amavas com paixão, um tal Jorge Albuquerque. Aos 30, amavas com delírio, um tal Sebastião de Meireles. Aos 35, amavas, em Londres, com frenesi um tal! Como se chamava! Não me recordo.. Diz-me, por piedade, o nome desse homem, que, senão, fica o meu discurso sem o efeito do drama! Não dizes, má ?! Ai !! Eu tenho aqui a mnemónica!"

      Henriqueta tirou a luva da mão esquerda, e deixou ver um anel! Sofia estremeceu, e corou até às orelhas.
      
-	"Já te recordas ?! Não cores, minha querida amiga! Que não fica bem ao teu carácter de mulher que conhece o mundo pela face positiva! Deixa-me agora arredondar o período, como dizem os literatos! Ora tu, que amaste desenfreadamente cinco antes do sexto homem, como queres fingir, debaixo desse vestido negro, um coração varado de saudades e órfão de consolações ?! Adeus, minha bela hipócrita!"
      
      Henriqueta desceu elegantemente do seu poleiro, e deu o braço a Carlos.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-247-07704">
Caros Aldo e Jambeiro,
 Estou de pleno acordo com a proposicao apresentada. 
 Eh urgente e vital que tenhamos uma visao Politica (Policy) da nova situacao institucional, visando o fortalecimento da area de Informacao no Brasil. 
 Vania Araujo 
 vaniaaraujo@ax.apc.org 
 Othon Jambeiro wrote: 
 Caro Aldo. 
 Creio que seria muito importante termos uma analise Politica (com P maiusculo mesmo) da nova situacao. 
 Isto eh, o que significa a criacao destas entidades, como operarao, como se integrarao, como se articularao com as universidades e outros centros de pesquisa e desenvolvimento, como serao explicitadas suas missoes, estrategias de atuacao, programas, planos, metas etc. 
 Suponho que haja pessoas com um nivel de informacao sobre isto suficiente para elaborar tal analise, pelo menos em termos propositivos para o debate. 
 Sugiro que o congresso da Ancib tenha um espaco para esta discussao. 
 Mas creio que o debate deve comecar antes do congresso, de tal forma que as pessoas cheguem lah com reflexao sobre o assunto. 
 Othon Jambeiro UFBa Othon@ufba.br Com referencia a: A INFORMACAO E O MCT O decreto que aprova a nova estrutura regimental do Ministerio da Ciencia e Tecnologia cria um novo Instituto de PESQUISA denominado Instituto Nacional de Tecnologia da Informacao  
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<DOC DOCID="HAREM-527-07717">
SERVICOS DE INFORMACAO MIMAS do REINO UNIDO
 O departamento de computacao da Universidade de Manchester na Inglaterrra tem um conjunto de servicos de informacao denominado MIMAS , oferecendo online as seguintes opcoes: 
 - COPAC: acesso livre para os catálogos unificados de algumas das maiores bibliotecas de pesquisa universitárias no REINO UNIDO e Irlanda. 
 Os registros são providos pelo Consórcio de Bibliotecas de Pesquisa Universitárias; http://copac.ac.uk 
 - NESLI: o Servico Eletrônico Nacional de Licenciamento, com um periodico eletronico para a comunidade de ensino superior; http://www.nesli.ac.uk /. 
 - JSTOR (espelho): um arquivo digital sem igual que dá acesso ao texto completo de periodocos de pesquisa selecionados http://www.jstor.ac.uk /. 
 - Web de Ciência para o REINO UNIDO : o Índice de Citação da Ciência, Índice de Citação de Ciências Sociais e Artes &amp; Índice de Citação de Ciências Humanas, e serviços relacionados; http://wos.mimas.ac.uk /. 
 cumprimentos 
 Shirley Cousins 
 COPAC Helpdesk 
 Dr Shirley Cousins - COPAC is a MIMAS COPAC Service (copac@mimas.ac.uk) service. 
 It is funded Manchester Computing, by JISC and uses data University of Manchester supplied by CURL - Oxford Road, Manchester M13 9PL, UK 
 Fax: 0161 275 6040 Tel: 0161 275 6037 http://copac.ac.uk 
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<DOC DOCID="HAREM-342-07722">
Notícias
 AVANÇO NO SEGMENTO DE USINAS DE AÇÚCAR Em maio, a Weg concretizou um importante fornecimento para a Irmãos Franceschi Agrícola Industrial e
Comercial, Usina Diamante Açúcar e Álcool, localizada em Jaú (SP), pertencente ao grupo Usina Costa Pinto, um dos maiores do Brasil no segmento.
A Weg forneceu um motor 300 CV/380 V e o acionamento mecânico para uma centrífuga com capacidade de produção de 750 quilos de açúcar por hora.
O acionamento é um conversor de freqüência regenerativo modelo RRW - 01 450/380-480 de 450 A, produto em ascendência no mercado e que proporciona maior economia de energia elétrica e eliminação de correntes harmônicas indesejáveis, com fator de potência unitário e operação nos quatro quadrantes.
Como a centrifuga de açúcar é um equipamento de inércia elevada, que trabalha continuamente (aproximadamente 22 ciclos/hora), a quantidade de energia regenerada e que pode ser aproveitada é muito grande, diminuindo drasticamente o consumo global de energia na entrada, o que significa economia para a usina.
Tecnologia IGBT Este fornecimento utiliza a tecnologia da ponte de transistores IGBT na entrada do inversor de freqüência, apresentando melhor desempenho e características quando comparado com o antecessor, com ponte tiristorizada na entrada.
No mesmo painel foi fornecido um CLP Weg/Bosch para o controle e intertravamento da centrífuga de açúcar, ressalta o engenheiro Vanderlei Rosa Apolinário, analista de Aplicação e Vendas da filial da Weg em São Paulo.
A Weg participou como convidada do maior evento da Svedala, a ConExpo/Con-Agg, em março, em Las Vegas.
O encontro contou com a participação de todos os gerentes de compras da Svedala nos Estados Unidos e Canadá, do vice-presidente de Compras, Christer Dahlberg, e do coordenador do contrato Weg/Svedala, Tor Silen.
A reunião incluiu a apresentação da Weg para os gerentes e o acompanhamento das atividades do contrato, proporcionando o estreitamento das relações comerciais entre as duas partes.
De acordo com Tony Hood, vice-presidente da Weg Electric Motors, a reunião foi produtiva e gerou resultados positivos.
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<DOC DOCID="HAREM-247-07725">
MCT PUBLICA DADOS SOBRE INTERNET COMERCIAL
 A Secretaria de Politica de Informatica do Ministerio da C&amp;T acaba de lancar um minucioso relatorio sobre um assunto que vem ganhando cada vez mais espaco dentro da Internet: a area comercial. 
 O "Internet Comercial" reune estatisticas, aspectos legais e conceitos relacionados com os diversos termos utilizados nesta rede mundial de comercio, facilitando o acesso 'as informacoes e a geracao de conhecimentos. 
 Ciente das mudancas nas relacoes comerciais e trabalhistas provocadas pela revolucao da informacao, o MCT esta' oferecendo mais informacoes sobre temas como comercio eletronico, tele-trabalho e sistemas de tele-assistencia via Internet. 
 Dividida em tres capitulos - Conceitos, Estatisticas e Aspectos legais da Internet Comercial -, a publicacao esta' disponibilizada no site do MCT: 
 http://www.mct.gov.br/Temas/info/Pni/E.Commerce.htm (download em pdf) 
 http://www.mct.gov.br/sobre/noticias/2001/20.06b.htm 
 O primeiro capitulo traz conceitos e definicoes sobre comercio eletronico, Business to Business (B2B), Business to Consumer (B2C), marketing na Internet, compras corporativas, sistemas inteligentes, tendencias em comercio eletronico, estrutura de uma empresa virtual e a importancia do cliente na Internet. 
 A segunda parte contem uma atualizacao das estatisticas relacionadas com a Internet e o comercio eletronico, tais como exportacao online, comercio eletronico via e-mail, leilao online, consumo na Internet, utilizacao da Rede pelas empresas convencionais, B2B e B2C, problemas enfrentados pelas empresas virtuais e o tamanho atual da Internet. 
 A terceira parte procura discutir os aspectos legais e os relativos aos direitos autorais da propriedade intelectual das informacoes contidas na rede eletronica de dados, entre eles os contratos eletronicos, transacoes, protecao e direito de privacidade, assinatura eletronica ou digital, nomes de dominio, direito autoral, jurisdicao e direito aplicavel e aspectos legais nas transacoes da Internet Comercial. 
 O estudo tambem traz diversas figuras, graficos e tabelas sobre a difusao da Internet Comercial, bem como varios anexos sobre softwares de comercio eletronico, indicadores economicos da Internet e investimentos das empresas Ponto-com brasileiras na midia tradicional e a consolidacao do comercio eletronico no mercado brasileiro. 
 O estudo e' fruto de pesquisa: 
 Coordenação da Pesquisa 
 Luzia Mazzeo 
 Pesquisa e Editoração 
 Sônia Pantoja 
 Para solicitação de exemplar impresso enviar e-mail para: websepin@mct.gov.br 
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<DOC DOCID="HAREM-82J-07726">
O assessor de comunicação da Reduc, Fernando Fortes, disse que os grevistas estão desrespeitando a determinação do TST.

«O que nos preocupa é o cumprimento da ordem judicial.
Os grevistas estão irredutíveis.
O TST fala em manter a produção de combustíveis e gás.
Se eles não substituírem o pessoal, vão estar praticando desobediência judicial», disse Fortes.

«Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião diferente de seu pastor ou líder espiritual», diz a cartilha.
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<DOC DOCID="HAREM-75H-07734">
Espanha: 17% bascos a favor da independência
Uma maioria de 74,2 por cento dos bascos é a favor de um referendo sobre a autodeterminação na região espanhola, mas somente 17,7 por cento é pela independência, de acordo com uma sondagem ontem publicada pelo jornal «El Mundo».
A sondagem, num universo de 600 pessoas e com margem de erro de quatro por cento, aponta para que 52,9 por cento dos bascos gostaria de uma maior autonomia em relação a Madrid.
O estatuto actual do país basco espanhol, que tem já autonomia nomeadamente em matéria fiscal, de educação e segurança, satisfaz 14,6 por cento das pessoas interrogadas.
Dos inquiridos, 14,1 por cento rejeita o referendo sobre a autodeterminação, 11,7 por cento não respondeu e 74,2 por cento disse ser a favor.
Ainda segundo a sondagem, 74,8 por cento dos bascos condena a campanha de guerrilha urbana, desenvolvida presentemente por grupos de jovens separatistas próximos da organização armada ETA, e 17 por cento considera-a «compreensível».
Do conjunto, 60,5 por cento crê que a trégua por período ilimitado anunciada pela ETA e a decorrer desde 18 de Setembro passado tende ao abandono definitivo das armas pela organização independentista, contra 24,7 por cento que pensa o contrário.
A trégua criou esperança de que acabe a violência, que em três décadas causou mais de 800 mortos.
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<DOC DOCID="HAREM-729-07735">
- Isaura, - disse Leôncio com voz áspera apontando para os instrumentos de suplício, - eis ali o que te espera, se persistes em teu louco emperramento. Nada mais tenho a dizer-te; deixo-te livre ainda, e fica-te o resto do dia para refletires. Tens de escolher entre o meu amor e o meu ódio. Qualquer dos dois, tu bem sabes, são violentos e poderosos. Adeus!... 
Quando Isaura sentiu que seu senhor se havia ausentado, ergueu o rosto, e levantando ao céu os olhos e as mãos juntas, dirigiu à Rainha dos anjos a seguinte fervorosa prece, exalada entre soluços do mais íntimo de sua alma: 
- Virgem senhora da Piedade, Santíssima Mãe de Deus!... vós sabeis se eu sou inocente, e se mereço tão cruel tratamento. Socorrei-me neste transe aflitivo, porque neste mundo ninguém pode valer-me. Livrai-me das garras de um algoz, que ameaça não só a minha vida, como a minha inocência e honestidade. Iluminai-lhe o espírito e infundi-lhe no coração brandura e misericórdia para que se compadeça de sua infeliz cativa. É uma humilde escrava que com as lágrimas nos olhos e a dor no coração vos roga pelas vossas dores sacrossantas, pelas chagas de vosso Divino Filho: valei-me por piedade. 
Quanto Isaura era formosa naquela suplicante e angustiosa atitude! oh! muito mais bela do que em seus momentos de serenidade e prazer!... se a visse então, Leôncio talvez sentisse abrandar-se o férreo e obcecado coração. Com os olhos arrasados em lágrimas, que em fio lhe escorregavam pelas faces desbotadas, entreaberta a boca melancólica, que lhe tremia ao passar da prece murmurada entre soluços, atiradas em desordem pelas espáduas as negras e opulentas madeixas, voltando para o céu o busto mavioso plantado sobre um colo escultural, ofereceria ao artista inspirado o mais belo e sublime modelo para a efígie da Mãe Dolorosa, a quem nesse momento dirigia suas ardentes súplicas. Os anjos do céu, que por certo naquele instante adejavam em torno dela agitando as asas de ouro e carmim, não podiam deixar de levar tão férvida e dolorosa prece aos pés do trono da Consoladora dos aflitos. 
Absorvida em suas mágoas Isaura não viu seu pai, que, entrando pelo salão a passos sutis e cautelosos, encaminhava-se para ela. 
- Oh! felizmente ela ali está, - murmurava o velho, - o algoz aqui também andava! oh! pobre Isaura!... que será de ti?!... 
- Meu pai por aqui!... - exclamou a infeliz ao avistar Miguel. - Venha, venha ver a que estado reduzem sua filha. 
- Que tens, filha?... que nova desgraça te sucede? 
- Não está vendo, meu pai?... eis ali a sorte, que me espera, - respondeu ela apontando para o tronco e as algemas, que ali estavam ao pé dela. 
- Que monstro, meu Deus!... mas eu já esperava por tudo isto... 
- É esta a liberdade que pretende dar àquela que a mãe dele criou com tanto amor e carinho. O mais cruel e aviltante cativeiro, um martírio continuado da alma e do corpo, eis o que resta à sua desventurada filha... Meu pai, não posso resistir a tanto sofrimento!... restava-me um recurso extremo; esse mesmo vai-me ser negado. Presa, algemada, amarrada de pés e mãos!... oh!... meu pai! meu pai!... isto é horrível!... Meu pai, a sua faca, - acrescentou depois de ligeira pausa com voz rouca e olhar sombrio, - preciso de sua faca. 
- Que pretendes fazer com ela, Isaura? que louco pensamento é o teu?... 
- Dê-me essa faca, meu pai; eu não usarei dela senão em caso extremo; quando o infame vier lançar-me as mãos para deitar-me esses ferros, farei saltar meu sangue ao rosto vil do algoz. 
- Não, minha filha; não serão necessários tais extremos. Meu coração já adivinhava tudo isto, e já tenho tudo prevenido. O dinheiro, que não serviu para alcançar a tua liberdade, vai agora prestar-nos para arrancar-te às garras desse monstro. Tudo está já disposto, Isaura. Fujamos. 
- Sim, meu pai, fujamos; mas como? para onde? 
- Para longe daqui, seja para onde for; e já, minha filha, enquanto não suspeitem coisa alguma, e não te carregam de ferros. 
- Ah! meu pai, tenho bem medo; se nos descobrem, qual será a minha sorte!... 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-641-07740">
Aspectos naturais
Generalidades
Criado em 1971, o Parque Nacional da Peneda-Gerês localiza-se no Alto Noroeste de Portugal, com uma área que se alonga em ferradura por cerca de 72000 hectares. Na sua área engloba territórios dos concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre. 
As bacias hidrográficas dos rios Lima, Homem e Cávado, que atravessam e retalham este território, condicionaram a ocupação humana desta região de chuvas abundantes e regulares e de elevados índices de humidade do ar. A elevada pluviosidade conduz, por vezes, àformção de lagoas em zonas elevadas, como éo caso da Lagoa do Marinho ( vista panorâmica em 270º ).
O Parque engloba as Serras do Gerês, Peneda e Amarela, com cotas que ultrapassam os 1500 metros. A região éessencialmente constituída por rochas graníticas, podendo ocorrer ainda xistos e depósitos sedimentares. 
Em alguns locais épossível observar magníficas paisagens que englobam aspectos naturais e humanos, como éo caso do miradouro da Pedra Bela ( vista panorâmica em 360º ).
Grande parte destas serras foram humanizadas em continuidade, pelo menos desde o Neolítico e da invenção da agricultura e da pastorícia. Um destes exemplos éo Mosteiro de Pitões da Júnias ( vista panorâmica em 360º ). Actualmente, o território do Parque comporta 114 aldeamentos, onde vivem em permanência cerca de 10000 residentes. Esta população tem como actividades principais a agricultura, a pastorícia e a pecuária. Envelhecida e maioritariamente feminina, tem sofrido um decréscimo populacional acentuado nas últimas décadas.
Aspectos Geológicos e Geomorfológicos Generalidades Aspectos Biológicos Patrocínio: 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-53B-07743">
A CONSTRUÇÃO DO IDEAL NACIONAL E A CONSTITUIÇÃO DE NOVAS LITERATURAS EM ÁFRICA

José Luís Pires Laranjeira

A formação e o desenvolvimento das literaturas africanas de língua portuguesa, desde o primeiro livro impresso, em 1849, até à actualidade, passaram pela construção do ideal nacional no discurso. No discurso literário, o nacionalismo foi a antecipação da nacionalidade, modo específico de a escrita se naturalizar como própria de uma Nação-Estado em germinação. A consciência nacional, no discurso literário, atravessou, assim, diversos estádios de evolução, desde meados do século XIX até à actualidade.

Encontrando-se o estudo das literaturas africanas ainda numa fase de reconhecimento e estabilização, a divisão em fases estético-literárias, mais do que em relação a outras literaturas decisivamente estabelecidas, apresenta-se como muito provisória, isto é, mais como tentativa de teorização baseada quer nos factos textuais e contextuais, quer noutras teorizações não menos precárias. Refazemos aqui o esquema periodológico (de fases) que empreendemos no manual escrito para a Universidade Aberta (de Portugal), intitulado Literaturas africanas de expressão portuguesa (1995).

Podemos estabelecer duas épocas fundamentais: a Época Colonial, desde o aparecimento de esparsos e escassos textos, antes de 1849, não necessariamente literários nem africanos, mas relacionados com África, até às independências dos países, em 1975; a Época Pós-colonial, em que a literatura se vai libertando da lei da vida colonial, para se assumir como decisivamente emancipada, desde as independências, até à actualidade. Tendo em conta essas duas grandes divisões periodológicas, de carácter histórico e literário, mas sobretudo desde 1849, quando foi publicado o primeiro livro impresso em África (mais precisamente em Angola), Espontaneidades da minha alma, poemas de Maia Ferreira, consideramos que se sucederam seis fases.

Consideremos a literatura angolana como paradigmática, isto é, como um modelo de irradiação a partir do qual podemos estabelecer fases aplicáveis às outras, evidentemente de um modo não mecânico, tendo em atenção que cada uma tem o seu percurso específico, se bem que no contexto colonial de domínio português, interessando delimitar os contornos comuns que, textual e contextualmente, as explicam e aproximam, tanto como das literaturas portuguesa e brasileira, mais do que de outras. Trata-se aqui de um esquema, de uma proposta muito esquemática de sintetização de processos, movimentos e tendências, ainda sem fazer aproximações eficazes e pormenorizadas aos períodos da literatura brasileira e mesmo portuguesa. Duas características nos permite tal operação tendo por modelo a literatura angolana: por um lado, a quantidade e variedade de obras; por outro, a continuidade de produção ao longo das décadas, sobretudo a partir dos anos 30 deste século. Além disso, tanto Moçambique como Cabo Verde, sobretudo estes espaços, mas também São Tomé e Príncipe (e não a Guiné-Bissau, em razão do sistemático deserto cultural, segundo uma concepção moderna), sempre que a sua produção se revelou inovadora, terão contribuído para uma modificação do sistema literário na sua permanente evolução. Não se perderá de vista o facto de Cabo Verde constituir um arquipélago muito diferenciado, impondo, portanto, uma dialéctica das fases parcialmente em conjunção, mas, sobretudo, em desfasamento (em notório afastamento?) com as dos outros espaços. É normal que o início das fases seja considerado com a publicação de um livro fundamental (e não somente por intermédio de um mero texto isolado), de uma antologia, de uma revista ou sempre que se declare qualquer nova alteração da ordem estética. Assim se compreende que o fim das fases (sua extinção ou exaustão) surja através da publicação de um derradeiro livro, mas podendo considerar-se que as características dessa fase sobrevivam, num livro inexpressivo ou em textos dispersos, para além do surgimento de outra ordenação estético-líterária. Convém ainda ter em conta que, por exemplo, certos processos realistas, como a prática da descrição objectivante ou a inclusão de frases de uma língua africana no texto em português, característicos do oitocentismo, são intensificados e passam a predominar em certos autores ou movimentos do século XX, podendo, por isso, concluir-se que traços do regionalismo, do casticismo ou da africanidade passaram a ser tomados como determinantes de novas estéticas com vista ao aprofundamento nacionalista dos textos.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-44B-07752">
Tomando a designação de Resistência de Barbara Harlow, já usada por nós no livro Literaturas africanas de expressão portuguesa (1995, p. 227), nela incluímos, sublinhe-se de novo, nesse primeiro momento, uma temática de guerrilha, cujas características, para além das já mencionadas, são o posicionamento anti-imperialista (anti-norte-americano sobretudo, mas também anti-apartheid), o nacionalismo (a declarada formação textual da nação, aliás já antecipada em textos do Casticismo, por exemplo, do angolano Agostinho Neto e do moçambicano José Craveirinha), a espacialização das "zonas libertadas" e do exílio, com recursos discursivos provenientes do panfletarismo. Como representantes desse discurso poético e romanesco encontramos Pepetela e Costa Andrade, entre outros, em Angola, Kaoberdiano Dambará, em Cabo Verde e Guiné-Bissau (quando as duas colónias tinham um mesmo movimento de libertação actuando nesta última), Sérgio Vieira e Jorge Rebelo, em Moçambique.

Na segunda metade dos anos 60, nas cidades coloniais, sob uma implacável censura, conseguem alguns escritores publicar, em periódicos e livros, certos textos que camuflam alusões revolucionárias com a capa do mais inocente lirismo amoroso, telúrico ou festivo. O angolano Arnaldo Santos, com Tempo de munhungo (1968), livro de crónicas-contos, é um dos primeiros a aludir ao tempo cinzento, colonialfascista, que, então, era dado viver. Tratava-se de uma estratégia textual de ghetto, em que, no hinterland, os escritores aludiam à revolta individual (em conotação com a revolução colectiva), às vezes sob a máscara de um existencialismo mitigado, estranho, quase incompreensível nesse contexto de leitura. Pela primeira vez, houve sinais da leitura do Concretismo ou do movimento Práxis brasileiros, em renovação formal compreendida numa estética da sugestão e da alusão, de que são exemplos significativos um João-Maria Vilanova, David Mestre, Jofre Rocha e José Luandino Vieira, em Angola, Corsino Fortes, em Cabo Verde, e Luís Bemardo Honwana e Sebastião Alba, em Moçambique. Sintomáticos, os livros de poemas de David Mestre, Crónica do ghetto (1973), e de Jofre Rocha, Tempo de cicio (1973).

Passa-se à sexta fase, decisivamente diferente, da Contemporaneidade (1975-1998), com as independências dos quatro países em 1975 (a Guiné-Bissau declarara a sua, já em 1973), acarretando uma transformação radical nas estruturas de poder, da sociedade, da economia e da cultura, em que se verificou uma mudança não menos radical no percurso das literaturas.

Caracteriza-se tal fase, num primeiro momento (1975-1985), em que o patriotismo inflama o estro literário e os ânimos cívicos, por nela vigorar certo estalinismo ideológico e estético (com as nuances próprias de cada país e sobremodo pelo contexto africano pós-colonial), em que, por vezes, se combinam loas hagiográficas aos heróis da revolução e cânticos de exortação contra os agressores internos e externos, estes mediando guerras civis através daqueles. Esta estética do orgulho pátrio tem expressão num Jorge Macedo, no romance Geografia da coragem (1980), ou na poesia de Garcia Bires (ambos de Angola), tanto como na poesia de Rui Nogar ou na narrativa de Lina Magaia (ambos de Moçambique).

A superação dos traumas políticos, ideológicos e literários tomou-se possível somente após a primeira década de independência política (recorde-se a questão, empolada ou não, com ou sem adequação teónca, da subserviência das literaturas africanas perante modelos alienígenas, europeus ou não).

Assim, a superação do estigma colonial, a pós-colonialidade estética (1986-1996), ocorre com o degelo da Guerra Fria levada a quente a alguns pontos do planeta. Fundamenta-se, por um lado, numa reacção anti-jdanovista, anti-comunista, e, por outro, na correlativa ânsia de democratismo burguês, gerando uma atomização, repercutindo em variadas fragmentações esteticistas (de tipo neo-simbolista, neo-concretista, neo-surrealísta, etc.), que o existencialismo ou o misticismo ajudaram a consolidar.

Seria interessante, noutro espaço, destrinçar a medida em que os revérberos de esteticismos vários são também estilhaços de uma propensão estética advinda do natural multiculturalismo de base étnica dessas novas nações e sociedades. Pensamos, a avaliar pela obra de Germano de Almeida e de Vasco Martins (os dois de Cabo Verde) ou de Mia Couto, Eduardo White, Luís Carlos Patraquim e Nelson Saúte (todos de Moçambique), tanto como de José Eduardo Agualusa e João Maimona (ambos de Angola), que se trata, finalmente, de exorcizar os derradeiros fantasmas e medos de cruentas guerras e ameaças de perda de independência, para, nalguns casos, como em Maimona, partir em busca de discursos originalíssimos no contexto dessas literaturas.

Por outro lado, escritores corno Aíto Bonfim e Sacramento Neto (de São Tomé e Príncipe) persistem na revisão crítica dos fantasmas e das ameaças concretas, decerto por o presente reavivar traumas do passado, enquanto um João Melo (de Angola), sobretudo este, alia a experimentação original a uma quase-notícia do quotidiano e a, ainda e sempre, exasperantes retomas de obsessões, que muito bem conhecemos, do tempo colonial.

Podemos dizer que, no momento em que escrevemos, se assiste a uma liquidação (ao repensar literário) dos antigos mitos, sonhos, realidades e utopias, estando a escrever-se, na narrativa, um novo capítulo da história dessas cinco literaturas, que é, possivelmente, o da perplexidade e da incerteza contemporâneas, verificável nas obras de José Eduardo Agualusa, Germano de Almeida, Pepetela e Mia Couto. Resta saber, face às contingências e solicitações da instituição literária, na contemporaneidade pós-colonial, se as literaturas africanas se deslumbrarão com a sociedade do espectáculo ou se hão-de inscrever na continuidade de um casticismo intemporal, tendo a capacidade de engendrar e de expressar novas utopias e esclarecimentos.

Bibliografia

LARANJEIRA, Pires, Literaturas africanas de expressão portuguesa, Lisboa, Universidade Aberta, 1995.

REIS, Carlos, O conhecimento da literatura. Introdução aos estudos literários, 2ª ed., Coimbra, 1997, pp. 407-486.

UNAMUNO, Miguel de, En torno al casticismo, Madrid, Alianza, 1986.

Santo Antônio da Platina/Jataizinho (PR), Agosto de 1997
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-62C-07754">
Segurança

A situação da segurança no país permaneceu em grande medida estável durante os últimos cinco meses. Registaram-se algumas manifestações pacíficas durante este período, relativamente a preocupações tanto internas como externas. Este é um bom sinal no que toca à saúde da nossa democracia nascente.

A transferência das funções de policiamento da Polícia das Nações Unidas para a PNTL foi concluída em grande parte. A PNTL continua a fazer progressos em termos do seu próprio fortalecimento e de melhorar a prestação de serviços em ligação com outras instituições. O apoio modesto proposto pelas Nações Unidas para a PNTL durante os próximos 12 meses terá de ser completado através da assistência continuada por parte dos nossos parceiros de desenvolvimento. Os planos estão numa fase avançada relativamente a programas de apoio bilateral consideravelmente alargados. É vital que se continue a coordenar de perto as várias contribuições de modo a melhorar as sinergias e a conseguir o máximo impacto possível. Pedimos a cooperação neste campo por parte dos nossos parceiros envolvidos, incluindo as Nações Unidas.

Relações com os Vizinhos

As comunicações abertas com a Indonésia continuaram durante o período, com o compromisso ao mais alto nível político de ambos os lados de manter e desenvolver boas relações entre os nossos dois países. Contudo, os progressos têm sido lentos no que se refere à resolução de algumas questões bilaterais. Já passámos em muito a data marcada de 30 de Novembro de 2003 para que os dois governos concluíssem uma linha provisória de demarcação de fronteira. Esperamos que este processo possa ser concluído antes de 31 de Dezembro de 2004.

A primeira ronda de negociações com a Austrália em relação à fronteira marítima foi concluída em 22 de Abril de 2004, com poucos progressos a registar. As conversações deverão recomeçar em Setembro de 2004. Uma delineação correcta e uma distribuição justa dos recursos minerais do Mar de Timor irão fortalecer as nossas relações com a Austrália e contribuir para o desenvolvimento desta sub-região. 

UNMISET

Tal como o Embaixador Sharma mencionou esta manhã, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a continuação da UNMISET por um período de mais 12 meses, até Maio de 2005, a um nível substancialmente reduzido. Estamos gratos ao Representante Especial do Secretário Geral, ao Secretário Geral, ao Conselho de Segurança e aos países membros das Nações Unidas pelo seu apoio continuado a Timor-Leste. 

Capacitação

Foram levadas a cabo algumas actividades significativas no seguimento da discussão sobre capacitação aquando da reunião com os parceiros de desenvolvimento em Dezembro de 2003. Em preparação para o pedido à ONU de assistência continuada por mais 12 meses, o Governo organizou em conjunto com a UNMISET e com o PNUD uma sessão de trabalho sobre Capacitação Institucional, em meados de Fevereiro. Ministros do Governo e chefes de Agências importantes apresentaram os seus planos de acção preliminares em termos de capacitação institucional, com o principal objectivo de elaborar estratégias para a saída dos assessores internacionais. Foram tratados tópicos tais como a transferência de qualificações técnicas e de gestão, mas também relativamente à cultura e burocracia institucionais, passando pela ética de trabalho e pela integridade, por forma a conseguir uma prestação eficiente dos serviços públicos. A sessão de trabalho foi um bom princípio rumo à formulação de uma estratégia de capacitação a médio prazo. Nos próximos meses deverão ser levadas a cabo mais acções.

Permitam-me agora falar do Programa de Apoio à Transição, ou PAT.

Tal como foi indicado na reunião com os parceiros de desenvolvimento em Junho de 2003, estamos determinados em levar a cabo acções nas três áreas amplas da boa governação, prestação de serviços para a redução da pobreza e criação de empregos, por forma a atender às necessidades imediatas do nosso povo. Este foi o objectivo do Programa de Estabilidade formulado no primeiro trimestre do ano civil de 2003. Estamos muito gratos por verificar que vós, os nossos parceiros de desenvolvimento, haveis concordado com esta abordagem e aceite estes temas na Matriz de Acção segundo o PAT II e o PAT III.

Com início no AF de 2003-04, ano este que é o segundo ano do PAT, as acções governamentais acordadas segundo o PAT II passam a ser tiradas dos Planos de Acção Anuais, ou PAAs, dos Ministérios e Agências. Estas formam um subconjunto pequeno mas importante das actividades dos PAAs. Os progressos relativamente às acções do PAT são monitorizados e relatados como parte dos relatórios trimestrais sobre a implementação de todas as actividades nos PAAs. As acções sob o PAT I e o PAT II têm sido deveras ambíguas, em face do estado ainda precário das instituições do Governo e das capacidades limitadas da função pública. Todavia, os progressos na implementação das acções do PAT têm vindo a melhorar ao longo do tempo.

As conquistas notáveis sob o PAT II até aqui incluem as seguintes:

Sob a primeira área de incidência, a boa governação, o Parlamento aprovou as Leis Orgânicas para o Gabinete do Presidente e para o Provedor dos Direitos Humanos, bem como o Estatuto da Função Pública, a Lei sobre Eleições nos Sucos e a Lei sobre Partidos Políticos; enquanto que o Conselho de Ministros aprovou os decretos lei sobre Identificação Civil e Notarial, Orgânica das F-FDTL, do PNTL, de vários Ministérios, entre outros.

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-12K-07759">
Época . Não é irônico que o senhor, que passou boa parte da carreira atacando os acordos com o FMI, possa eventualmente assumir a Presidência com um empréstimo internacional bilionário? 
Luiz Inácio Lula da Silva . Não, o acordo tornou-se inevitável porque o governo deixou a crise se agravar. É como se o sujeito que estivesse com a água na altura do nariz recebesse um calço no pé. Ele agora pode respirar, mas continua ameaçado de se afogar. Mas nesta altura do campeonato não quero saber quem foi o culpado de o Brasil ter de fazer o acordo. Quando o paciente está na UTI, a gente não fica discutindo quem foi o responsável, mas como tirá-lo da UTI.

Época . Como cumprir o que promete se o senhor diz que o país está na UTI? 
Lula . Se eu partisse do pressuposto de que o Brasil não tem futuro, então deixe quebrar. Porque durante oito anos a equipe econômica não acreditou na produção, pensou apenas em vender patrimônio público para fazer caixa e pagar dívida. 
Assim o país não vai dar certo com nenhum governo. Como o Brasil tem um potencial mal utilizado, estou otimista.

Época . O acordo exige respeito às metas de inflação e superávit primário. Por que agora o PT acha importante ter metas de inflação? 
Lula . Em economia não tem mágica, tem planejamento. Você não pode querer que um empresário ou o próprio Estado façam qualquer planejamento sem a garantia de que a inflação vai ter certo controle.

Época . Como seu governo vai manter superávit primário e aumentar os
gastos sociais? 
Lula . Combatendo a corrupção e a sonegação. Com uma reforma tributária que aumente a base de arrecadação, vamos ter um superávit maior que o atual. Não podemos fazer superávit primário à custa de corte nos gastos com saúde e educação.

Época . Mas não é incoerente o PT passar anos atacando a equipe econômica e agora se comprometer com a mesma política do ministro Malan? 
Lula . É uma questão de responsabilidade. A gente sabe que vai ter um período de transição. Por que queremos inflação baixa? Porque interessa a quem vive de salário mínimo. Por que queremos aumentar a arrecadação? Porque assim vai sobrar mais dinheiro para gastos sociais.

Época . Ciro disse que com esses compromissos seu discurso foi domado pelo mercado. 
Lula . A diferença é que tem gente que precisa fazer um esforço imenso para dizer que é oposição. O PT não precisa. Todo mundo sabe que somos oposição. Nós mudamos na forma, mas não no conteúdo. O PT foi conversar com Arminio Fraga (presidente do BC) porque é civilizado e tem responsabilidade. Se amanhã o presidente FHC convocar o PT para conversar, o PT irá.

Época . O senhor foi poupado no debate da TV Bandeirantes? 
Lula . Não fui ao debate para bater em ninguém. E eu sabia que ia haver certa tensão entre Ciro e Serra. Porque Serra tinha de tentar ganhar voto de Ciro, mas para Ciro não interessa brigar neste momento. O mais importante num debate desses é você ficar tranqüilo.

Época . O senhor acha que ganhou milhagem em relação ao debate de 1989 com Fernando Collor? 
Lula . Ganhei sabedoria. Desta vez, me preparei no sábado e passei o domingo descansando com a família. Em 1989, fui inconseqüente. Na noite anterior, fui a um jantar para arrecadar fundos que terminou às 3 horas, acordei às 6 horas para ir a Brasília, tive de gravar um programa de TV e só voltei a São Paulo às 17 horas, e daí fui para o debate. Foi um erro gravíssimo.

Época . As pesquisas mostram que o senhor tem uma rejeição maior no eleitorado feminino. Por que as mulheres gostam menos do senhor? 
Lula . Estou doidinho para saber (risos). É um problema que temos de resolver. Não acho que seja uma questão pessoal, pode ser o medo que se tem do PT.

Época . A presença de sua mulher, Marisa, na campanha é para atrair o eleitorado feminino? 
Lula . Marisa atuou muito na campanha em 1989 e em 1994. Neste ano,
cismou de participar mais. Ela está com vontade de viajar, o que é importante, porque a criançada já cresceu. Ela vai participar quanto quiser.

Época . O discurso atual de Ciro não parece mais radical que o seu? 
Lula . Não, o discurso dele é uma série de chavões. Você não consegue nada com bravata. Aprendi no movimento sindical que um dirigente covarde é aquele que, para decretar uma greve, faz o discurso mais sectário e depois não tem coragem de dizer que errou. Já o líder tem coragem de fazer a coisa certa na adversidade.

Época . Ciro ou Serra? 
Lula . Não me cabe escolher. A diferença é que um está no governo e outro é dissidência do governo.

Época . As pesquisas que mostram uma vitória de Ciro no segundo turno não o assustam? 
Lula . Quatro meses atrás, Roseana era a mulher que ganhava as eleições. Hoje não é nem candidata. Você queria que eu estivesse pessimista? Serra tem mais razão de estar pessimista. Garotinho, muito mais.

Época . Dois candidatos de oposição no segundo turno não é um videoteipe de 1989? 
Lula . 1989 não se repetirá. O povo está mais maduro. Quase 50% ainda não escolheu candidato.
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<DOC DOCID="HAREM-54H-07763">
Secretário de Estado do Comércio em Fafe para conhecer projecto de urbanismo 

O Secretário de Estado do Comércio, Osvaldo de Castro, deslocou-se ontem à noite a Fafe para conhecer o estudo global do projecto de urbanismo comercial da cidade .
Segundo dados fornecidos pela Associação Comercial e Industrial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto está previsto um investimento de 1.652.550.000$00 escudos repartido por intervenções no comércio, cafés restaurantes e similares, espaço público e gestão, animação e promoção .
Ainda segundo a mesma fonte, a área de intervenção engloba a Avenida 5 de Outubro, a rua Monte Negro, a rua 31 de Janeiro, a Travessa Serpa Pinto, a rua Serpa Pinto, a rua Major Miguel Ferreira, a Praça 25 de Abril, a Rua General Humberto Delgado, a rua João Crisóstomo até à rua Prof. Oliveira Frade, a rua António Saldanha, o Largo Ferreira de Melo, a rua Combatentes da Grande Guerra até à rua Maximino de Matos, a Praceta Egas Moniz, a rua Monsenhor Vieira de Castro, a rua Ferreira de Castro, a rua Afonso Costa, a rua João XXI entre o Largo Ferreira de Melo e Combatentes da Grande Guerra, e a Travessa Monsenhor Vieira de Castro .
Ao todo, neste momento existem 98 estabelecimentos comerciais, de um total de 194 em condições de aderir ao projecto de urbanismo comercial de Fafe, com disposição de investir na sua modernização, havendo boas perspectivas deste número aumentar brevemente .
O Programa de Apoio à Modernização do Comércio -- PROCOM -- visa, essencialmente, apoiar a dinamização das estruturas comerciais, associada à recuperação ou revitalização do tecido rural, em especial dos centros históricos das cidades .
Segundo a ACIF «o âmbito e a natureza destes projectos requerem a participação empenhada, não só dos empresários do sector comercial e das suas associações, mas também da Câmara Municipal de Fafe» .
«A concretização das soluções preconizadas no estudo global efectuado passa, sobretudo, pelos investimentos de natureza individual e colectiva, relacionados com a modernização das unidades comerciais», salienta a mesma fonte .
Trata-se de investimentos que dizem respeito directamente à modernização da actividade comercial da zona de intervenção, nomeadamente das estruturas fiscais e dos equipamentos, tendo em atenção a organização interna dos estabelecimentos, a assistência técnica e a utilização de novas tecnologias .
Os empresários que pretendam candidatar-se ao PROCOM devem possuir condições técnicas de gestão, fazer prova de que não são devedores ao Estado e à Segurança Social, dispor de contabilidade organizada e ter requerido o cadastro comercial .
Por outro lado, têm acesso os projectos que se situarem na zona de intervenção, que se tenham iniciado há menos de 6 meses da data de apresentação da candidatura e não estejam concluídos e cujo investimento total seja igual ou inferior a 30 mil contos .
As intervenções a realizar têm de ser executadas no prazo máximo de 9 meses, deverão contribuir objectivamente para o aumento da competitividade da empresa promotora, apresentar viabilidade económica e financeira e terão que ter financiamento por capitais próprios em montante igual ou superior a 10 por cento .
Por este Programa de Apoio à Modernização do Comércio podem ser financiadas a reestruturação do interior do estabelecimento, a decoração das montras, as obras de fachada, os meios informáticos de gestão, a alteração de todos os reclamos luminosos, a elaboração do projecto de investimento, a compra de equipamentos de exposição, a melhoria das condições de higiene e segurança, a elaboração de projectos de arquitectura e engenharia e a criação ou desenvolvimento de serviços de pós-venda .
Estão, portanto, excluídas as aplicações relevantes tais como a construção ou aquisição de instalações, terrenos, trespasses, equipamentos e outros bens em estado de uso, veículos automóveis, reboques e semi-reboques, mobiliário e equipamentos sociais .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-763-07771">
Agricultores de Famalicão querem mudar traçado do gasoduto
«Tudo nas costas das pessoas»
Cerca quarenta proprietários agrícolas do concelho de Vila Nova de Famalicão, cujos terrenos são atravessados pelo gasoduto que está a ser implantado na região de acordo com um novo traçado já publicado no «Diário da República», não estão dispostos a aceitar as alterações introduzidas e prometem tudo fazer para mudar o percurso da conduta de gás natural, de modo a evitarem «prejuízos desnecessários» nas suas colheitas com a cedência do uso de servidão à Transgás - Sociedade Portuguesa de Gás Natural.
Os contestatários queixam-se de não terem sido ouvidos:
«Fizeram tudo nas costas das pessoas».
Para mais uma «sessão de esclarecimento» sobre o impacte do gasoduto, realizada anteontem na Junta de Freguesia de Lagoa, a sala encheu-se de proprietários e rendeiros -- apoiados por dirigentes da Fanorte (Federação Associações de Agricultores da Região do Entre Douro e Minho) e, alguns deles, representados por advogados --, que ali se deslocaram mais para questionar os técnicos da Transgás sobre as razões que levaram à mudança do trajecto da conduta de gás do que para discutir a verba que a empresa oferece por metro quadrado pelo uso da servidão nos dez metros que ladeam o cano gigante.
Precavido com o que se passara numa reunião em Cabeçudos -- onde o problema foi colocado por outros proprietários --, Malta Dias, jurista da empresa, fez questão de apresentar documentação alegadamente comprovativa da total responsabilidade da Câmara de Famalicão na escolha do traçado.
Inclusive, revelou um pormenor que, de acordo com o advogado Joaquim Loureiro (defensor de um dos lesados), poderá servir de argumento num eventual pedido de impugnação do aviso do Ministério da Indústria e Energia publicado em 16 de Agosto no «Diário da República» que ratifica o traçado: é que, revelou o responsável da Transgás, a autarquia, obedecendo a um prazo estabelecido pela Direcção-Geral de Energia, deveria ter apresentado todas as sugestões de alteração ao trajecto da conduta de gás até finais de Fevereiro de 1994, mas parte delas só foi apresentada em 11 de Julho de 1995.
Como os proprietários abrangidos pelo traçado inicial (em menor número do que na segunda versão) receberam a primeira informação da Transgás -- referente à área de terreno necessária para a servidão -- com data de 7 de Julho de 1995, a Câmara terá elaborado as alterações nos quatro dias seguintes...
No documento enviado à empresa do gás natural, o presidente da autarquia, Agostinho Fernandes (cuja secretária, ontem, tinha indicações para remeter o PÚBLICO para o chefe do Departamento de Urbanismo, José Duarte, que, por sua vez, não esteve disponível em tempo útil), justificou o pedido de alteração do traçado com o facto de o primeiro projecto oferecer «condicionantes», uma das quais implicaria «a redução do espaço industrial, assim como do espaço de aglomerado adjacente, junto ao nó de Cabeçudos, devido ao seu afastamento necessário para a faixa de protecção do gasoduto».
Foi com base nesta sugestão da autarquia que uma extensa área de terreno que o Grupo Sonae ali adquiriu para a edificação de um centro de lazer e de um hipermercado deixou de ser atravessada pelo gasoduto -- mudança fulcral em que os contestatários se apoiam para acusar a Transgás «proteger a Sonae».
A empresa do gás natural limita-se a reafirmar que «todas as alterações foram feitas a pedido da Câmara», versão que não é aceite pela edilidade.
Aliás, confrontada com as dúvidas dos proprietários e com as declarações ao PÚBLICO um técnico camarário a responsabilizar a Transgás pelo traçado, a administração desta empresa solicitou ao presidente da autarquia a presença de um seu representante na reunião com os agricultores, o que não se verificou.
A ausência serviu para os técnicos da Transgás convencerem os agricultores quanto à responsabilidade da Câmara no processo e os dirigentes da Fanorte -- que, antes da reunião, tinham acusado «os responsáveis do gasoduto» de terem entrado em áreas agrícolas «de forma abusiva», «pisando culturas instaladas, fazendo marcações e só depois contactado os proprietários» --, saíram do encontro tendo a Câmara como «alvo».
«Nada nos move contra a Transgás», emendou o dirigente agrícola Orlando Gonçalves.
Feitas «as pazes», os emissários da Transgás até falaram na possibilidade de uma nova alteração do traçado, «desde que seja viável».
«Seja mais caro ou mais barato, mais para a direita ou mais para a esquerda.
Só uma coisa é insofismável: o gasoduto tem que ser construído !», declarou Malta Dias, adiantando, pela primeira vez, que existe a possibilidade de a canalização do gás ser colocada a 140 centímetros de profundidade, como aconteceu na zona de Coimbra (por causa das culturas da bacia do Mondego), e não a oitenta centímetros, como, por norma, é colocado, impedindo o uso da terra para fins agrícolas.
Mais esclarecidos, os agricultores queixaram-se, no entanto, da política do «facto consumado» seguida pela Transgás.
«Esta conversa, feita noutro tempo, poderia ter resolvido o problema.
Evitaria uma algazarra desnecessária...», sustentou Orlando Gonçalves, revelando que a Fanorte vai agora «exigir uma explicação da Câmara».
É que, explicou, «até hoje, ninguém nos ouviu».
«E só depois da publicação no `Diário da República' é que tomámos conhecimento do traçado.
Isto é inadmissível».
Pelo mesmo diapasão alinhou o delegado em Lagoa da Associação de Agricultores de Famalicão, António Ribeiro, em declarações ao PÚBLICO:
«A Câmara nunca falou connosco, fizeram tudo nas costas das pessoas».
O agricultores -- que não chegaram a discutir a polémica questão do preço oferecido pela Transgás pelo uso da servidão, cuja verba ronda os 150 ecudos por metro quadrado cedido -- elegeram uma comissão que irá contactar com a edilidade, numa tentativa para ser feita uma nova alteração ao traçado.
«Para que o gasoduto prejudique o menos possível quer a agricultura, quer a indústria».
Luís Paulo Rodrigues
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-604-07773">
 Saída Discreta 

 Sem alarde, Renan Calheiros deixou a presidência da Petroquisa no final do ano passado . 


 Até ontem a estatal não havia divulgado oficialmente a saída . 

 Solução política 

 O afastamento de Calheiros pode mudar o equilíbrio de forças na disputa pela Petroquímica Triunfo, da qual a Petroquisa é a maior acionista . 


 Ele deixou o governo federal para atender a projetos políticos pessoais . 

 Pelo controlador 

 Ontem, foi eleito o novo presidente do Conselho de Administração da Triunfo, no lugar de Calheiros: Percy Lousada de Abreu, diretor da Petroquisa . 


 Boris Gorentzvaig, da Petroplastic, pode ter perdido um aliado na briga com a Dow Química . 

 Entre amigos 

 Calheiros nega ter favorecido seu amigo Gorentzvaig, quando a Petroquisa não acompanhou voto da acionista Dow propondo ação de responsabilidade contra o empresário . 


 Auditoria constatou prejuízos à Triunfo por benefícios à Petroplastic na gestão Gorentzvaig . 

 Em resumo 

 O ex-presidente da CVM Luís Octávio da Motta Veiga diz que a permissão para as empresas abertas publicarem balanços resumidos não pode perder de vista o usuário da informação, interessado em projetar resultados . 


 "A ampla transparência tem que ser garantida", diz . 

 Outro mercado 

 "Se a redução dos balanços diminuir a visibilidade da empresa, eu sou contra . 


 Ele é o atual diretor-presidente do "Jornal do Brasil" . 

 Em análise 

 A Abamec, que reúne os analistas de mercado, discutiu ontem as mudanças na publicação dos balanços das empresas abertas . 

 Mais dólares 

 O ING Bank, um dos maiores bancos da Holanda, coordenou operação de captação de US$ 100 milhões no mercado de eurobônus para o Banco Votorantim . 


 Mesmo bancos de grande porte costumam fazer captação em lotes de no máximo US$ 50 milhões . 

 Pressão da demanda 

 A Gradiente suspendeu férias coletivas de sua fábrica de Manaus e estuda novas contratações . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-464-07791">
01.94 - 54 ocorrências policiais são registradas com menores. 
25. 
13. 
17. 
18. 
ago. 
20. 
ago. 
11. 
02. 
out. 
94 - Cerca de 140 santistas são detidos no Rio com revólveres, morteiros e bombas caseiras. 
12. 
out. 
94 - Dois torcedores foram internados em estado grave e outros 30 ficaram feridos durante briga entre as torcidas do Guarani e do Corinthians no em Campinas. 
15. 
out. 
16. 
out. 
22. 
out. 
94 - Os palmeirenses  M.F.B., 16, e Wagner Silva, 23 são baleados no Rio. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-627-07799">
 Aldo de Albuquerque Barreto
 Presidente, ANCIB 
 Prezado Aldo, 
 Em primeiro lugar, quero agradecer, em nome da comissao editorial responsavel pela edicao do numero especial da Ciencia da Informacao sobre publicacao eletronica, a sua colaboracao e a oportunidade de incluir nesse fasciculo seu artigo "Mudanca estrutural no fluxo do conhecimento: a comunicacao eletronica". 
 Alem do acesso atraves da lista de periodicos incluidos na SciELO - http://www.scielo.br -, foi estabelecida uma forma de acesso direto a cada revista da colecao, agilizando e melhorando a consulta e a visibilidade individual de cada publicacao. 
 Assim, para ter acesso direto a home page da Ciencia da Informacao, a URL e': 
 - http://www.scielo.br/ci.htm 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-871-07800">
 
Abraço Página Principal
ASSOCIAÇÃO DE APOIO A PESSOAS COM VIH/SIDA
A ABRAÇO é uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Organização não governamental sem fins lucrativos de prestação de serviços
na área da SIDA.
Foi constituída por escritura pública em Junho de 1992, formalizando e dando continuidade ao trabalho de um pequeno número de voluntários
que, desde Dezembro de 1991, prestava apoio psicológico, social e material a seropositivos internados na Unidade de Doenças Infecciosas e
Parasitárias do Hospital Egas Moniz, e tentava melhorar as condições hospitalares.
Os objectivos da Associação são :
Apoio a pessoas afectadas pelo VIH/SIDA;
Apoio, treino e formação de trabalhadores e técnicos de saúde envolvidos com o VIH;
Prevenção da infecção, dirigida à população em geral e, especialmente, aos jovens, utilizadores de droga, trabalhadores do sexo, mulheres, gays, trangenders e reclusos;
Luta contra a discriminação e defesa dos direitos das pessoas infectadas.
A Associação dispõe de uma estrutura de cerca de vinte assalariados sendo portanto a sua actividade desenvolvida essencialmente através de voluntários. A sua acção tem âmbito nacional, dispondo de três centros de trabalho na área da grande Lisboa, um no Porto, aberto em Dezembro de 1994, e um no Funchal, aberto em Dezembro de 1995.
A Associação está organizada por núcleos e delegações regionais, cada um deles reportando a um dos três membros da Comissão Executiva. Actualmente a Associação conta com cerca de 460 sócios e 650 voluntários; destes, 70 trabalham connosco numa base regular e permanente.
 

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-942-07809">
Instituto Takemussu
 INSTITUTO TAKEMUSSU DE PERUÍBE DOJO HEIJOSHIN A cidade de Peruíbe, situa-se a 137 km de São Paulo, no litoral sul.
Possui um nº estimado em 60.000 habitantes e tem como cidades vizinhas, Itanhaém e Mongaguá.
Sua principais atrações turísticas são as inúmeras praias e cachoeiras.
Possui também como vizinha a Estação Ecológica da Juréia.
O Aikido foi inicializado nesta cidade no ano de 1998 pelo instrutor Fabiano S. Yamada, aluno do professor Wagner Bull.
O dojo possui dois horários de aulas.
Um destinado a crianças e o outro para adultos.
O instrutor Fabiano S. Yamada nasceu em 1972 na cidade de São Paulo e começou sua prática nas artes marciais aos 18 anos de idade na cidade de Chiryu, estado de Aichi-ken, Japão.
Praticou Karatê e iniciou seus treinos de Aikido no Japão.
Desde 1995 vem praticando Aikido no Instituto Takemussu de São Paulo (Academia Central).
No ano de 1998 inicializou os treinos de Aikido na cidade de Peruíbe e hoje conta com um espaço amplo e voltado somente para esta arte.
No ano de 1998, esteve no Japão para treinos na Central Mundial do Aikido(Hombu Dojo) durante 20 dias (sob a tutela de Sensei Wagner Bull e Sensei Yoshimitsu Yamada).
Participa anualmente dos seminários promovidos pela Confederação Brasileira de Aikido e principalmente do Shihan responsável pelo Instituto Takemussu, Yoshimitsu Yamada (8º dan) aluno direto do fundador Morihei Ueshiba.
Horário de aulas Crianças De 2ª,4ªe 5ª feira Das 19:30hs as 20:30hs Adultos De 2ª,4ª e 5ªfeira Das 20:30hs as 22:00hs Aos sábados Das 16:00 as 18:00hs Endereço Avenida Padre Anchieta, 5.666 sala 03 Oásis - Peruíbe - S.P. Cep 11750-000 E-mail: takemussu@uol.com.br Acontecimentos no
Dojo Encontro em Peruíbe.
Copyright © 1996 Instituto Takemussu Brazil Aikikai.
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<DOC DOCID="HAREM-71C-07815">
Relatório Gahrton (A5-00028/2002)

Senhor Presidente, votei a favor e li com prazer este documento que fala das relações da União Europeia com o Cáucaso Meridional - constituído, como sabemos, pela Arménia, Azerbaijão e Geórgia - e onde se afirma que os habitantes desses três Estados se sentem europeus. A mim esse facto enche-me de satisfação e eu espero que, no futuro, também esses três Estados possam vir a fazer parte da grande família da União Europeia, mas lamento ter lido, no ponto 2 da exposição de motivos, que a população desses Estados do Cáucaso Meridional vive com um dólar por dia. Embora seja certo que esse dólar por dia deve ser bem utilizado pelos habitantes do Cáucaso, penso que é muito pouco e, naturalmente, o meu pensamento voa para os reformados, para os idosos do Cáucaso, que certamente deverão ter ainda menos do que esse dólar por dia, que é a média. Portanto, espero que a União Europeia faça mais pelos habitantes do Cáucaso Meridional que se sentem europeus.

Os membros da Esquerda no Parlamento Europeu abstêm-se de votar a favor do relatório sobre as relações da União Europeia com o Cáucaso Meridional no âmbito dos acordos de parceria e cooperação.

Os membros da Esquerda no Parlamento Europeu apoiam a proposta de alteração 2, apresentada pelo deputado Andrew Duff e outros, que insta à colaboração entre a Turquia e a Arménia, com vista à resolução dos seus conflitos históricos e a melhorar as suas relações culturais, económicas e diplomáticas.

Eu votei a favor do relatório.

É com grande agrado que registo a rejeição da alteração 12. O resultado foi de 391 votos contra, 96 a favor e 15 abstenções. Esta alteração pretendia excluir a exortação clara e coerente expressa no nº 15, em que o Parlamento Europeu "reitera a este respeito a posição expressa na sua resolução de 18 de Junho de 1987, que reconhece o genocídio cometido contra os arménios em 1915 e insta a Turquia a criar uma base para a reconciliação".

No nordeste da Turquia, que foi, até 1915, uma região predominantemente arménia, já pouco resta desta população. Não há outro caminho para o futuro da Turquia que não seja o de reconhecer o genocídio e procurar a reconciliação com o povo arménio e o mundo. Só assim a Turquia, como país e como povo, pode evitar ser perseguida pela sua própria história.

Os políticos e a opinião pública turca têm muito a aprender com a atitude da Alemanha e do povo alemão depois do extermínio de judeus no Holocausto, durante a segunda guerra mundial. Acredito que eles estão prontos para esta mudança de atitude. É do interesse da própria Turquia que o país se esforce por se tornar um Estado europeu, assente nos direitos humanos e no pleno respeito da liberdade de religião e dos direitos das minorias.

Relatório Lucas (A5-0014/2002)

No documento da senhora deputada Lucas, Senhor Presidente, tenho a certeza de que, tal como eu, também o senhor leu com prazer que se pretende incrementar o uso da bicicleta como meio de transporte, uma vez que se trata de um meio de transporte limpo, que não polui, que faz bem à saúde das pessoas que o usam, mesmo não sendo nenhuns Coppis, Bartalis, Merckx, Gimondis, etc. Devo dizer que nisso somos ajudados por muitos Presidentes da Câmara das nossas cidades, já que eles actuam por forma a que os autocarros andem sempre cheios de gente nas horas de ponta e, dessa forma, desencorajam os cidadãos e incentivam-nos a andar de bicicleta, pois o custo dos meios de transporte públicos é sempre muito, muito elevado e, desse modo, os cidadãos e os trabalhadores preferem a bicicleta, que não custa nada, aos meios de transporte públicos. Espero, portanto, que os Presidentes da Câmara dessas cidades continuem desse modo a incentivar o uso da bicicleta.

Ao longo de muitos anos foi óbvio olhar apenas para as vantagens do constante crescimento do tráfego. Esse aumento era benéfico para a liberdade individual e para a economia. Apenas a promoção da segurança rodoviária era objecto de alguma atenção, e isso numa perspectiva de limitar o número de acidentes mortais. Esses acidentes eram encarados como a única desvantagem. Sabemos, entretanto, que a poluição atmosférica e o ruído afectam igualmente muitas pessoas que pouco participam no tráfego, que os motoristas profissionais padecem de um défice de actividade física normal e ainda que muitos peões e ciclistas são vítimas do crescimento do transporte motorizado. É com razão, pois, que a relatora chama a atenção para o problema e procura uma solução sob a forma de "avaliações de impacto sobre a saúde" para todos os projectos e políticas de transporte. Apoiei-a desde a primeira hora nesse seu afã, e lamento que ela não tenha sido levada verdadeiramente a sério, nomeadamente por parte de alguns representantes do Grupo PPE-DE, e que esse mesmo grupo tenha afirmado que, na realidade, a União Europeia não tem obrigações nesse domínio. Vai sendo tempo de pôr fim à ideia errónea de que só a promoção do crescimento económico e de projectos de grande escala é importante. Com efeito, para sobreviverem numa sociedade em forte mutação - induzida, sobretudo, pelo progresso tecnológico - o ser humano e o meio ambiente carecem de mais protecção.

Relatório Pack (A5-0021/2002)

Senhor Presidente, esta noite sonhei com o grande filósofo grego Sócrates, cujo nome está ligado ao programa SÓCRATES, que nos foi tão bem apresentado pela senhora deputada Doris Pack e em relação ao qual votei a favor. No entanto, nesse sonho, Sócrates apareceu-me muito zangado, muito nervoso, muito lastimoso, e disse-me: "Mas que programa é que vocês me atribuíram? E por que deram vocês o meu nome a esse programa? Eu merecia um programa mais importante! E sobretudo," disse-me Sócrates, "não que eu queira que se distribua veneno, como me fizeram a mim, mas gostava que, com um programa que ostenta o meu nome, vocês se ocupassem não só dos jovens mas também dos idosos. Eu não pude chegar a reformado porque tive de beber a cicuta, o veneno que me deram na prisão. Bem que eu gostaria de ter chegado a velho, a reformado, para poder viajar por toda a Europa! Mas vocês não se interessam pelos velhos! Amanhã de manhã, na declaração de voto, conte o que eu lhe disse!" E foi isso que eu acabei de fazer.

Relatório Graça Moura (A5-0018/2002)

Senhor Presidente, é um documento extremamente importante o que descreveu a forma como se processou, nos dois primeiro anos - 2000 e 2001 -, o programa "Cultura 2000" , que teve o voto favorável do nosso Parlamento no sentido de facilitar todas as acções na União Europeia que permitam melhorar a cultura dos cidadãos europeus. Eu sei que a cultura é um capital muito importante, embora não se lhe possa tocar, embora não seja uma estrada ou uma casa. Por isso, estou realmente feliz por ter constatado que este programa viaja muito bem, ainda que algumas distorções encontradas venham a ter solução nos seus próximos três anos de vida. Portanto, vou continuar sempre a pedir que se gaste mais dinheiro para melhorar a cultura dos cidadãos europeus.

Relatório Gröner (A5-0019/2002)

Não, Senhor Presidente, em relação ao programa JUVENTUDE não estou de acordo. Votei a favor porque não queria que alguma vez se dissesse que um representante do Partido dos Reformados, isto é, dos idosos, está contra os jovens. Eu sou a favor dos jovens: ninguém pode chegar a velho se não tiver sido novo alguma vez na vida. No entanto, não concordo com um ponto deste relatório, ou melhor, com aquilo que pude ler na página 13, nomeadamente que os jovens dos países candidatos à adesão têm tido dificuldade em obter vistos por parte de alguns Estados-Membros da União Europeia! Pois então, isso não está certo! Temos absolutamente de intervir e estou certo de que a senhora Comissária Reding - que me está a ouvir embora não se encontre aqui presente, mas deve estar certamente no seu gabinete em frente do televisor a ouvir a razão pela qual votei a favor - irá apurar os factos e proceder por forma a que, no futuro, nenhum jovem dos países candidatos que peça para vir para a nossa União Europeia veja recusada ou demorada a emissão do visto para esse efeito.

Está encerrado o período de votação.

Interrupção da sessão
Dou por interrompida a sessão do Parlamento Europeu.

(A sessão é suspensa às 12H11)
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<DOC DOCID="HAREM-91K-07817">
AVALIAÇÃO PESSOAL

Significado do BNDES
Para mim o BNDES, em primeiro lugar, ele é uma grande  escola.  É  um  local que se você quiser conhecer o que é o Brasil, como funciona o  Brasil,  como se dá o processo de desenvolvimento, não existe melhor  local.  Porque  aqui nós lidamos com toda a economia. Toda a economia do  Brasil,  todo  tipo  de atividade, é estudada, é analisada, é conhecida aqui dentro. Segundo  lugar, o Banco é uma grande família, um ambiente de trabalho excelente,  até  hoje, eu só fiz amigos aqui no Banco. É uma experiência muito gratificante,  tanto que o emprego que eu mais permaneci até  hoje,  foi  o  BNDES.  Eu  já  tive experiências anteriores, trabalhei em outros locais,  antes  do  BNDES,  mas aqui foi o local que  eu  mais  me  identifiquei,  pelo  ambiente,  tipo  de trabalho e pela importância para o desenvolvimento do país.

Projeto Memória

Sobre o Projeto Memória dos 50 anos do Banco eu agradeço  essa  oportunidade de poder deixar um registro para gerações futuras,  e  quero  parabenizar  a diretoria do Banco e a equipe pelo  brilhante  trabalho  de  registrar  essa memória do Banco, porque uma das falhas que a gente percebe no Brasil,  é  a escassez do registro do passado. À  despeito  de  outros  países  que  sabem cuidar muito bem do seu passado, cultuam, reverenciam  o  passado  como  uma forma de levar para o presente os valores importantes do passado. No  Brasil até então, isso não vinha sido tratado com cuidado.  Nós  podemos  citar  um exemplo que é comum de todo mundo, a questão  da  ferrovia  no  Brasil.  Ela teve uma importância fundamental  no  desenvolvimento  do  país,  o  próprio BNDES apoiou as ferrovias, ou a expansão da Central do Brasil e outros.  Mas hoje, não existe uma memória ferroviária para se  contar  a  história  desse meio de transporte pioneiro, que vai comemorar 150 anos agora,  em  2004,  e foi um dos vetores mais importantes para o  desenvolvimento  do  Brasil.  Eu  diria, para finalizar, que a importância do  desenvolvimento  do  Brasil  se deve, em primeiro lugar, às  ferrovias,  ao  seu  pioneirismo  há  150  anos atrás. Em segundo lugar, o BNDES que está alavancando tudo isso aí. 
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<DOC DOCID="HAREM-119-07829">
E mais sério:

- Enquanto esperas tens esse metal vil que faz a existência nobre. Instalas tua mulher, porque desde hoje é tua mulher, aqui nos Olivais ou noutro sítio, com o gosto, o conforto e a dignidade que competem a tua mulher... E deixas-te ir! 
Nada impede que façais essa viagem nupcial à Itália... Voltas, continuas a fumar a tua cigarrete e a deixar-te ir. Este é o bom senso: é assim que pensaria o grande Sancho Pansa... Que diabo tens tu naquele embrulho que cheira tão bem?

- Um ananás... Pois é isso, querido: esperar, deixar-me ir. É uma ideia!

Uma ideia! e a mais grata ao temperamento de Carlos. Para que iria com efeito enredar-se numa meada de amarguras domesticas, por um excesso de cavalheirismo romântico? Maria confiava nele; era rico, era moço; o mundo abria-se ante eles fácil e cheio de indulgências. Não tinha senão a deixar-se ir.

- Tens razão, Ega! E Maria é a primeira a achar isto cheio de senso e de oportunismo. Eu tenho uma certa pena em adiar a instalação da minha vida e do meu home. Mas, acabou-se! Antes de tudo que o avô seja feliz... E para celebrar o advento desta ideia, Deus queira que Maria nos tenha um bom jantar!

Agora, ao aproximar-se da Toca, Ega ia receando o primeiro encontro com Maria Eduarda. Incomodava-o esse enleio, esse rubor que ela não poderia ocultar - certa que, como confidente de Carlos, ele conhecia a sua vida, as suas misérias, as suas relações com Castro Gomes. Por isso hesitara em vir à Toca. Mas também, não aparecer mais a Maria Eduarda seria marcar com um relevo quasi ofensivo o desejo caridoso de não molestar o seu pudor... Por isso decidira «dar o mergulho duma vez». Quem, senão ele, deveria ser o mais apressado em estender a mão à noiva de Carlos?... Além disso tinha uma infinita curiosidade de ver no seu interior, à sua mesa, essa criatura tão bela, com a sua graça nobre de Deusa moderna! Mas saltou da vitória muito embaraçado.
Por fim tudo se passou com uma facilidade risonha. Maria bordava, sentada nos degraus do jardim. Teve um sobressalto, corou toda, com efeito, ao avistar o Ega que procurava atarantadamente o monóculo: o aperto de mão que trocaram foi mudo e tímido: mas Carlos, alegremente, desembrulhara o ananás - e na admiração dele todo o constrangimento se dissipou.

- Oh! é magnífico!

- Que cor, que luxo de tons!

- E que aroma! Veio perfumando toda a estrada.

Ega não voltara à Toca desde a noite fatal da soirée dos Cohens em que ele ali tanto bebera e delirara tanto. E lembrou logo a Carlos a jornada na velha traquitana, debaixo dum temporal, o grog do Craft, a ceia de peru...

- Já aqui sofri muito, minha senhora, vestido de Mefistófeles!...

- Por causa de Margarida?

- Por quem se há de sofrer neste apaixonado mundo, minha senhora, senão por Margarida ou por Fausto?

Mas Carlos quis que ele admirasse os esplendores novos da Toca. E foi já com familiaridade que Maria o levou pelas salas, lamentando que só viesse assim à Toca no fim do verão e no fim das flores. Ega êxtaseou-se ruidosamente. Enfim, perdera a Toca o seu ar regelado e triste de museu! Já ali se podia palrar livremente!

- Isto é um bárbara, Maria! exclamava Carlos radiante. Tem horror à arte! É um Ibero, é um Semita...

Semita? Ega prezava-se de ser um luminoso Ariano! E por isso mesmo não podia viver numa casa, em que cada cadeira tinha a solenidade sorumbática de antepassados com cabeleira...

- Mas, dizia Maria rindo, rodas estas lindas coisas do século dezoito lembram antes a ligeireza, o espírito, a graça de maneiras...

- V. Exc.ª acha? acudiu Ega. A mim todos esses dourados, esses enramalhetados, esses rococós lembram-me uma vivacidade estouvada e sirigaita... Nada! nós vivemos numa Democracia! E não há para exprimir a alegria simples, sólida e bonacheirona da Democracia, como largas poltronas de marroquim, e o mogno envernizado!...

Assim numa risonha, ligeira discussão sobre bric-à-brac, desceram ao jardim.
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<DOC DOCID="HAREM-707-07849">
Prezado(a) Colega,
Gostaríamos de poder contar com a sua presença no evento que será realizado nos próximos dias 18, 19 e 20 de agosto, na sala 14 do Centro de Treinamento do BNDES: o seminário "Programa de Ensino e Pesquisa em Reforma do Estado CPDA/UFRRJ: Resultados e Reflexões".
Abaixo apresentamos o programa do evento.
Contamos com a sua participação,
A Coordenação
SEMINÁRIO
PROGRAMA DE ENSINO E PESQUISA EM REFORMA DO ESTADO CPDA/UFRRJ: RESULTADOS E REFLEXÕES
18, 19 e 20 DE AGOSTO DE 1999
BNDES.
Centro de Treinamento, sala 14 RIO DE JANEIRO
Coordenação: Ana Célia Castro (CPDA/UFRRJ) ancastro@gbl.com.br Apoio técnico: Eugenio Maia Giglio - eamg@ie.ufrj.br
A questão da Reforma do Estado - especialmente quando enfocada pelo ângulo das relações entre Estado, Economia e Sociedade - ganha renovada importância no contexto atual: buscam-se capacidades - administrativas, gerenciais, financeiras, governativas capazes de ampliar a "inteligência" dos governos nacionais nas relações com os agentes econômicos e atores políticos,tanto no que diz respeito às políticas econômicas, quanto no que concerne às políticas sociais.
Esta recapacitação do Estado, vis a vis as demandas políticas de diferentes procedências, parece essencial não apenas para enfrentar a alta concorrência gerada pela globalização dos mercados e pela planetarização das redes de informação e comunicação, mas principalmente para enfrentar os processos de reestruturação produtiva, tecnológica e financeira em curso.
O Seminário pretende focalizar a interface entre questões mais gerais - ordem política,processos decisórios, descentralização, novas agências de regulação, novo papel da burocracia, instâncias alternativas de formulação de políticas, poder judiciário e poder local - e suas implicações sobre as políticas econômicas e sociais, especialmente na sua interface com as políticas agrícolas, agrárias e agroindustriais, e sobre a sociedade que se move no âmbito urbano-rural.
O "Seminário Programa de Ensino e Pesquisa em Reforma do Estado do CPDA/UFRRJ: Resultados e Reflexões" tem, em suma, como objetivos apresentar resultados finais das pesquisas financiadas pela CAPES/MARE/CNPq/FINEP e aproveitar a reflexão resultante do esforço realizado para aprofundar a análise das relações entre processos econômicos e sociais e os recursos políticos disponíveis para fazer face às necessárias transformações pelas quais passa o Estado brasileiro
hoje.
PROGRAMA:
Dia 18 de agosto de 1999
Manhã: 9:30 - 12:30 hs
9:30 - ABERTURA
Reitor da UFRRJ - José Antonio da Veiga
Diretor Científico da FAPERJ - Luis Manoel Fernandes
Primeira Sessão:
Relações Estado, Economia e Sociedade: Questões a partir da Reforma do Estado Coordenador: Ana Célia Castro
Descentralização, Arenas Decisórias e Ordem Política
Lourdes Sola e Eduardo Kugelmas
Depart.
Ciência Política/USP
Poder Local
Moacir Palmeira
Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, UFRJ Intervalo
Debatedores:
Luis Manoel Fernandes
UFF e IRI/PUC
Renato Lessa
Iuperj
Debates
Tarde: 14 hs às 17:30 hs
Coordenador: Renato Sérgio Jamil Maluf
CPDA, UFRRJ
Reforma do Estado: Processos Decisórios, Instituições e Grupos de interesse Maria Lúcia T+ Werneck Vianna -
Instituto de Economia, UFRJ
Estado e Burocracia - Uma Perspectiva Weber-Schumpeteriana Leonardo Burlamaqui
UERJ e Universidade Cândido Mendes
Intervalo
A Sociologia Política das Novas Formas de Acesso ao Poder Judiciário no Brasil: a Judicialização da Política e a Jurisdicização das Relações Sociais
Luiz Werneck Vianna
IUPERJ e CPDA/UFRRJ
Debatedores:
Zairo Cheibub
Núcleo de pesquisa e informação, UFF
François D'Arcy
Science Politique, Grenoble
Debates
Dia 19 de agosto de 1999
Manhã: 9:00 - 12:30 hs
Segunda sessão: Estado e Políticas Econômicas e Sociais Coordenador: Nelson Siffert
BNDES  
Condicionantes Externos à Reforma do Estado no Brasil: O GATT e o Acordo Agrícola da Rodada Uruguai
Nelson Giordano Delgado
CPDA/UFRRJ
A Sustentabilidade do Sistema Agroalimentar: "Brasil em Ação" e Reforma do Estado
Peter Herman May
CPDA/UFRRJ
Estratégias Empresariais no Agribusiness e o Programa Brasil em Ação Ana Célia Castro
CPDA/UFRRJ
Competitividade e Reorganização do Sistema Agroalimentar do Brasil e do Mercosul: A Cadeia de Lácteos no Contexto da Reforma do Estado John Wilkinson
CPDA/UFRRJ
Debatedores:
Sérgio Salles
Instituto de Geociências, Unicamp, sallesfi@ige.unicamp.br Lena Lavinas
IPPUR - IPEA, lavinas@ipea.gov.br
Debates
Tarde: 14 hs às 17:30 hs
Coordenador: Wessel Eykman
CPDA/UFRRJ
Reforma do Estado, modernização institucional e descentralização da política agrária no Brasil
Sérgio Leite
CPDA/UFRRJ
Reestruturação Institucional e Reforma do Sistema de Transportes no Brasil: Um Estudo sobre Custos de Transação
Maria da Graça Derengowski Fonseca
IE/UFRJ
Elites Agroindustriais : Estado, Competitividade e Representação de Interesse
Regina Bruno
CPDA/UFRRJ
Reforma agrária, instituições, políticas e atores: o papel dos trabalhadores rurais
Leonilde Sérvolo de Medeiros
CPDA/UFRRJ
Debatedores: Regina Novaes
IFCH/UFRRJ
Vicente de Palermo
Instituto Torcuato Di Tella - Conicet (Buenos Aires)
Cristina Possas
ENSP/Fiocruz
Debates
Dia 20 de agosto de 1999
Manhã: 9:00 - 12:30 hs
Terceira Sessão: Estado, Sociedade e Agricultura - Impactos, Questões e Perspectivas
Coordenador: Ana Célia Castro
CPDA/UFRJ
Determinantes Econômicos da Aprovação das Reformas
Inês Patrício
IUPERJ e UFF
Segurança Alimentar como um Princípio Orientador de Políticas Públicas: Conexões e Implicações para a Reforma do Estado no Brasil Lavínia Davis Rangel Pessanha
DLCS/UFRRJ
Assentamentos Rurais: mediadores sociais, ação coletiva e Sustentabilidade José Ambrósio Ferreira Neto
UFV
Reforma do Estado, Democracia Participativa e Desenvolvimento Local Fernando Marcelo de la Cuadra
CPDA/UFRRJ
A Relação Estado-Empresas no Processo de Formulação de Políticas Públicas no Brasil.
O Caso do Setor de Papel e Celulose
Valéria G+ da Vinha
IE/UFRJ - CPDA/UFRRJ
Tons do verde no Brasil: subordinação da política florestal à lógica da plantation
Múcio Tosta Gonçalves
PUC/ MG
Alternativas para a Agricultura Familiar Rural e as Perspectivas do Associativismo/Cooperativismo - o que se pode apreender da experiência do município de Itapurange, estado de Goiás
Vera Lúcia Lunardi
SPTA
CPDA/UFRRJ
Av. Presidente Vargas, 417/ 6º andar
20071-003 - Centro - Rio de Janeiro
Tel: (021) 224 85 77 R: 200
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<DOC DOCID="HAREM-52B-07853">
Düsseldorf (também aportuguesada na forma de Dusseldórfia) é uma cidade da Alemanha, capital do Estado (Bundesland) da Renânia do Norte-Vestfália. 
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<DOC DOCID="HAREM-601-07875">
UNICS / CEHCP
CEHCP - logo Organização
Quadro de Investigadores
Projectos de Investigação
Actividades de difusão científica
Actualidades
O Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa tem por objectivo o desenvolvimento da pesquisa em História Contemporânea Portuguesa. Fá-lo através do apoio aos projectos de investigação nele inscritos e também através da realização de colóquios, seminários e conferências que favoreçam o debate historiográfico, a actualização metológica-conceptual das pesquisas e o progresso da História Comparada.
Tem também apoiado as deslocações dos membros a reuniões científicas internacionais.
O CEHCP contou até este ano com 16 investigadores dos quais dois não pertencem à UNICS por ter a sua actividade principal noutro centro.
Sete novos investigadores foram recentemente integrados no CEHCP. Estes novos investigadores preparam doutoramentos cujo suporte, em matéria de investigação, são projectos inscritos no centro. Para além destes estão neste momento em curso treze projectos individuais e dois colectivos liderados por um investigador do CEHCP.
O CEHCP organizou entre 1996 e 1998, em colaboração com outras instituições, três colóquios internacionais e seminários com a participação de 6 convidados. Favoreceu a presença dos seus membros em dois colóquios internacionais e numa reunião relacionada com a participação numa publicação colectiva internacional.
A investigação desenvolvida tem reconhecidamente contribuído para o progresso das áreas científicas em que se insere sendo bem sucedidas as provas académicas com ela relacionadas e tendo a publicação dos resultados de um dos projectos sido premiada com um prémio nacional.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-43L-07892">
P. -- Qual foi a opinião que já exprimiu aos parceiros (e ao Governo) sobre a concertação estratégica proposta pelo «Plano Cavaco»? 
 
R. -- Há muito que defendo que os acordos de concertação social devem ultrapassar as dimensões temporal e de conteúdo que têm tido. 
Os acordos de concertação social têm vigorado sempre por um ano. 
Agora temos uma proposta, inovadora, de médio prazo, ajustada a todo este ciclo que o país vai atravessar de 1995 a 1999. 
Parece-me lógico ligar um acordo de concertação social ao Quadro Comunitário de Apoio (QCA) e ao PDR, na vertente específica de um acordo de concertação social e, mais do que isso, porque o primeiro-ministro afirmou aqui, na reunião, que está disposto a que o próprio acordo contemple medidas de acompanhamento e de avaliação do QCA e do PDR, visto que pode acontecer que os cenários macro-económicos e macro-sociais se alterem face ao previsto no PDR e no QCA. 
E essas alterações deverão ser discutidas com os parceiros sociais e não apenas decididas pelo Governo. 
 
(mandar para os gráficos) 
Negócios no Oriente 
Uma questão de tamanhos diferentes 
Dois empresários, um chinês de Hong Kong e outro português, encontram-se para falar de negócios. 
O primeiro começa por explicar que está ligado à construção de um prédio para habitação e que tem tido dificuldades em encontrar uma fornecedora de material sanitário nas medidas exigidas. 
Porquê? 
Porque a exiguidade de espaço em Hong Kong é tal que até um metro quadrado de um apartamento para habitação social custa ouro, como quem diz, entre 600 e 800 contos. 
Para que se aproveite o espaço ao máximo, há zonas que têm de ser «encolhidas», o que acontece com a casa de banho. 
Por isso, em Hong Kong as medidas-padrão ficam muitos centímetros abaixo. 
 
«Ao princípio, quando vi ali o carro, sempre pensei que fosse o engenheiro que vinha vistoriar a obra. 
Depois, como ele nunca mais saía, comecei a espreitar. 
Foi então que o vi tirar a boina e umas barbas pretas», contou José Lopes. 
O pedreiro adiantou que ainda esteve tentado a dirigir-se ao carro «e dizer ao fulano que o Carnaval já acabou». 
Só não o fez porque o empreiteiro da obra o demoveu. 
 
Mais tarde, o Ford Fiesta voltou a parar no mesmo local -- à esquina da rua da Pensão Beira Baixa, onde Carlos Miguel almoçou, e também muito próximo de um eucaliptal onde o rapto se consumou. 
Só que, desta feita, o homem, em vez de a barba, tinha bigode, a boina desaparecera e trazia óculos escuros. 
José Lopes garante ser o mesmo que vira durante a manhã e que estava a fazer uma chamada através de um telemóvel. 
 
O filme do rapto 
O estudante nunca falsifica uma assinatura, deixa descansar o seu encarregado de educação, que vê em ele um grande futuro. 
 
O estudante não bebe, saboreia. 
 
Brennan e Laurent Filipe revelam uma maior segurança instrumental, a bateria de Acácio Salero (visiense apostado em desmentir a macrocefalia nacional que no jazz é pouco menos do que ditatorial) mantém um grau de atenção ao que se passa à sua volta absolutamente indispensável à afirmação de qualquer bom jazzman, e o contrabaixo de David Gausden, embora fraquejando quando lhe compete marcar o sentido da marcha, cumpre razoavelmente a sua função colectiva. 
 
Uma palavra final para sublinhar três elementos essenciais, clara e inteligente- mente valorizados por Patrick Brennan: o prazer e a alegria de tocar (sem os quais, aliás, a música de Monk é inacessível), relembrando que, mais do que um emprego, o palco é um local de paixão; o peso do humor no desenvolvimento das notas e, acima de tudo, a sua presença peripatética, mesmo quando instrumentalmente afastado do discurso, dançando os silêncios e coreografando os tempos. 
É esse um dos grandes segredos da música do pianista (cujos bailados foram, quase sempre, interpretados como uma mera excentricidade exibicionista). 
É que é a dançar que Monk se entende. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-547-07909">
LICOES APRENDIDAS NA INTERNET
 O Instituto Tecnologico de Massachusetts ("Massachusetts Institute of Technology" - MIT) esta' investindo com grande entusiasmo na educacao online ("e-learning"). 
 Esta universidade ja' oferece um grande numero de programas atraves de uma subsidiaria tecnologica e empresarial com fins lucrativos vinculada 'a PBS ("Public Broadcasting Service" - algo como 'Servico Publico de Comunicacoes'). 
 Os assuntos dos materiais disponibilizados incluem temas como o comercio eletronico, as empresas integradas nas cadeias de fornecedores e a tecnologia sem fio ("wireless"). 
 Um empreendimento nesta linha que ainda esta' em desenvolvimento e' conhecido como Knowledge Updates. 
 O MIT transmite ao vivo segmentos descontinuados com 10 minutos de duracao por meio de satelites e atraves da Internet, inclusive atraves do PIVoT (o "Physics Interactive Video Tutor" - algo como "Orientador Interativo de Fisica via Video"), o qual o MIT tambem ainda esta' desenvolvendo. 
 Os estudantes tem a possibilidade de acessar o PIVoT diariamente, durante as 24 horas do dia. 
 Fora dos Estados Unidos, o MIT tambem utiliza a Internet2 para disponibilizar servicos de educacao online em Cingapura. 
 (Technology Review Online, 31 Julho 2001, Ancib-l , RNP ) 
 'Servico Publico de Comunicacoes'. 
 http://sloancf.mit.edu/cfsrc/buildDome.cfm?page=http://mitsloan.mit.edu/roi/summer97/mit.tv.html. 
 http://web.mit.edu/. 
 Knowledge Updates 
 http://web.mit.edu/lifelong/. 
 http://www.globalknowledge.org/knowledgecourse/. 
 Physics Interactive Video Tutor 
 http://curricula2.mit.edu/pivot/How.to.PIVoT.html 
 http://www.hechtdesign.com/websites/mitpivot.html -MIT 
 http://www.hechtdesign.com/websites/mitspaces.html -MIT 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-041-07910">
A Escola da Noite
O simples facto de ter nascido sem espaço próprio bastaria para fazer d'A Escola da Noite uma companhia itinerante. Mas devemos dizer que a itinerância surgiu também como uma componente fundamental do nosso projecto enquanto companhia e assim se manteve, mesmo depois de termos entrado no espaço provisório do Pátio da Inquisição.
Ao longo de 10 anos a companhia saiu "fora de portas" mais de setenta vezes, percorrendo os mais variados espaços em Portugal e no estrangeiro. Ainda que todas as deslocações sejam importantes, gostaríamos de destacar aqui a cidade do Porto (que já viu por onze vezes espectáculos d'A Escola da Noite), as apresentações que tiveram lugar em países lusófonos (Brasil, Guiné-Bissau e Moçambique) e ainda a inauguração, enquanto espaços de teatro, das salas do Centro Cultural de Belém (pequeno e grande auditórios).
As localidades visitadas até ao momento:
Antuérpia, Aveiro (3 vezes), Beja (2 vezes), Bissau, Braga (8 vezes), Brasília, Condeixa-a-Nova (2 vezes), Covilhã, Évora (5 vezes), Faro, Figueira da Foz (2 vezes), Gondomar (4 vezes), Guarda (2 vezes), Guimarães (3 vezes), Leiria, Lisboa (4 vezes), Maputo, Montemor-o-Novo, Montemor-o-Velho (3 vezes), Nelas, Oliveira de Azeméis (4 vezes), Penela, Pombal (2 vezes), Porto (11 vezes), Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Seia, Seixal, Viana do Castelo e Vila do Conde.
Neste conjunto de mais de trinta localidades, Braga e Évora merecem um destaque especial, pelo protocolo entretanto estabelecido entre essas duas cidades e Coimbra, envolvendo as respectivas companhias de teatro. Com a designação de CULTURBE, as seis instituições intervenientes (três Câmaras Municipais e três companhias de teatro profissional) acordam na constituição do que pode muito bem ser o embrião de uma rede nacional de itinerância de iniciativa municipal.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-432-07914">
Condomínio Palmas do Lago Oeste
 Ata da 1ª Reunião, Ordinária, do Conselho Consultivo do Condomínio Palmas do Lago Oeste, em 15 de Junho de 1999, Brasília, Distrito Federal
Presentes os Conselheiros Fernando Tolentino de Sousa Vieira, Roque Alves Guimarães e Alceu Nogueira da Gama, e membros da diretoria da COOHAJ, José Antonio D'Arrochela Lobo, presidente - cumulativamente Síndico do Condomínio Palmas do Lago Oeste -, e Ubirajara da Silva, diretor financeiro da COOHAJ, foi realizada na sede da Cooperativa, às 19:00 horas do dia 15 de Junho de 1999, a primeira reunião do Conselho Consultivo, eleito na Assembléia Geral do dia 8 de Maio de 1999.
Os conselheiros elegeram presidente do Conselho, Fernando Tolentino de Sousa Vieira, vice-presidente, Roque Alves Guimarães, e secretário, Alceu Nogueira da Gama.
Foram as seguintes as deliberações: Reuniões do Conselho - A primeira deliberação foi a periodicidade das reuniões do Conselho.
Ficou decidido que o Conselho fará uma reunião ordinária mensal, e tantas outras reuniões extraordinárias quanto se fizer necessário.
Prestação de Serviços - O Conselho autorizou a Diretoria a contratar em regime de prestação de serviços, temporária, o sr Pedro Batista de Araújo para substituir o sr Agenor Soares da Silva, por ocasião das férias desse funcionário, pelo período de 30 dias, com início em 1º de julho de 99.
Rede de Água - O Conselho autorizou a Diretoria a contratar parecer técnico para o projeto de rede de água do Condomínio.
Energia Elétrica - O Conselho autorizou a Diretoria a contratar serviços especializados para transferir a localização do poste de energia elétrica com o fim de facilitar o acesso ao Condomínio.
Critérios para contratação de porteiros - O Conselho decidiu fixar critérios para selecionar a contratação de porteiros: Escolaridade mínima
- 1º grau incompleto, correspondente ao antigo curso primário;
Teste para comprovação dessa escolaridade;
Teste/entrevista para verificar aptidão para o cargo.
Treinamento de funcionários - Ficou decidido também que os porteiros serão treinados para conhecer os termos da Convenção e do Regimento Interno do Condomínio.
Censo de Animais - Ficou decidido que o funcionário Agenor fará um Censo dos Animais do Condomínio, detalhando a situação de prenhez e vacinação.
Quebra molas - O Conselho autorizou a Diretoria a proceder a retirada do quebra-molas da rua principal.
Voltar
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-042-07917">
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 Ao norte do Brasil, o maior país da América Latina e que engloba a maior reserva de bio-diversidade e extensão de florestas tropicais do mundo, se encontra Belém do Pará, portal de entrada natural da Amazônia, é uma cidade desenhada por rios, igarapés e canais.
Graças a tanta água, o calor equatorial se transforma em frescor e prazer.
Localizada às margens da Baía do Guajará e do rio Guamá, no estuário do rio Pará, Belém é considerada o portão de entrada da Amazônia .
Ocupando uma área de 51.569,30 ha, onde mais da metade representam ilhas, possui clima quente e úmido, característico da região, com um alto
índice de chuvas.
A cidade foi fundada em 12 de Janeiro de 1616, por Francisco Caldeira Castelo Branco, a partir da ocupação das terras indígenas pelos portugueses e da construção de um forte, o Forte do Castelo, local de fundação da cidade, cujo objetivo era defender a costa amazônica dos conquistadores estrangeiros, principalmente franceses, ingleses e holandeses.
Nas ilhas, no continente, histórica ou moderna, Belém é naturalmente bonita e hospitaleira Belém reúne aspectos sócio-culturais europeus, fruto da forte influência que sofreu durante os anos de colonização.
Aparentemente uma típica cidade amazônica, com florestas, matas, bosques e toda a exuberância da fauna e flora da região, Belém surpreende porque mantém a harmonia entre a vida cabocla e a agitação de uma capital com 1,5 milhão de habitantes.
A arquitetura, o paisagismo e a literatura também ganharam tais influências.
A arquitetura majestosa do Teatro da Paz, Palacete Bolonha , Palácios Lauro Sodré, Antônio Lemos e Ver-O-Pêso, conduzem nossos visitantes ao
século da riqueza de Belém, promovido pela exploração da borracha.
Belém ainda tem inúmeras praças belíssimas e áreas de lazer, como o Bosque Rodrigues Alves e o Museu Paraense Emílio Goeldi, que reúnem exemplares da flora e da faúna da Amazônia, conhecidas internacionalmente.
A cidade possui ainda a vantagem de estar próxima a florestas onde se pode observar a autêntica fauna e flora da Amazônia, e portanto praticar o Ecoturismo.
A cidade apresenta uma arborização única, com túneis de mangueiras seculares, algumas com mais de 50 metros de altura o que lhe valeu o título de Cidade das Mangueiras.
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<DOC DOCID="HAREM-44J-07924">
Posse
Apesar de todas as restrições, a esmagadora maioria dos consultados (86%) acredita que Lula tomará posse sem resistência de qualquer setor da sociedade.

Há uma pequena parcela, no entanto, que é catastrofista ao ponto de afirmar que Lula sequer conseguirá tomar posse.
São apenas 2%.
Para outros 9%, haverá resistências mas não a ponto de inviabilizar a posse.

Burle Filho disse que combinou a ida de seu auxiliar após telefonar para seu colega carioca, Antônio Carlos Biscaia.
Segundo Burle Filho, Biscaia não lhe adiantou nada por telefone sobre o assunto.

«Queremos saber se o bicho de São Paulo e o do Rio são ramificações de uma grande organização criminosa.
Ao mesmo tempo, estamos esperando denúncias sobre a atuação dos bicheiros paulistas», disse Burle Filho.

El País
Mas o deixaram partir.
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<DOC DOCID="HAREM-73H-07925">
Viana aprova regulamento de resíduos sólidos 

A Câmara de Viana do Castelo aprovou ontem o regulamento de resíduos sólidos e higiene pública, por maioria de seis votos a favor (cinco do PS e um do CDS/PP) e três contra dos vereadores do PSD .
O referido regulamento resulta, segundo o presidente da Câmara, Defensor Moura, da nova legislação existente e da entrada em funcionamento do aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, que recebe os resíduos sólidos urbanos produzidos em Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Barcelos e Esposende .
Em declaração de voto, os social-democratas alegaram que o documento em anexo ao regulamento, com o título «Estrutura de Regras de Cálculo de Tarifas de Resíduos Sólidos», estabelece «regras que conduzirão a significativos aumentos das tarifas (triplicação dos custos normais) a cobrar pelos serviços de recolha, transporte e tratamento dos resíduos sólidos urbanos» .
Em resposta, o presidente da Câmara defendeu que a entrada em funcionamento do aterro sanitário e, consequente recolha, deposição e tratamento dos resíduos sólidos implica um «aumento de custos», pelo que a autarquia «terá que cobrar por um serviço que vai ser prestado», seguindo o princípio «poluidor pagador» .
«Se continuassemos com a lixeira municipal, que foi durante muitos anos um foco infeccioso no concelho, não haveria necessidade de agravar a taxa de resíduos sólidos», explicou Defensor Moura, salientando ainda que as regras de cálculo de tarifas de resíduos sólidos vão «beneficiar os mais carenciados e penalizar os que tem lucros com a actividade comercial ou industrial» .
O regulamento de resíduos sólidos e higiene urbana será submetido à apreciação e votação na próxima reunião ordinária da Assembleia Municipal, a que se seguirá, de acordo com Defensor Moura, a fixação das respectivas taxas, pela Cãmara Municipal .
Na reunião camarária, foi igualmente aprovado, por maioria de seis votos a favor e três contra do PSD, a adjudicação do estudo de uma rede museológica e programa-base do Museu do Traje e do Museu do Mar e dos Descobrimentos (Gil Eanes) e da proposta de candidatura do Programa PITTER (Programa Integrado de Turismo de Base Estruturante), à empresa Quartenaire Portugal, respectivamente, pelo valor de nove mil contos (44,8 euros) e três mil contos (14,9 euros) .
Em declaração de voto, os vereadores do PSD justificaram, no primeiro caso, que a Câmara Municipal «dispõe de recursos humanos suficientes para elaborar um estudo técnico sem recurso a entidades exteriores» e consideraram, por outro lado, os valores de ambas as adjudicações «manifestamente excessivos» .
O presidente da Câmara argumentou que a Quartenaire Portugal é uma empresa «conhecedora da realidade vianense», na medida em que elaborou o Plano Estratégico de Viana do Castelo e o estudo para o PROCOM, aprovados pela administração c entral, pelo que, na sua opinião, «reúne as condições necessárias» para fazer o estudo de uma rede museológica local e a candidatura ao programa PITTER .
Foi ainda aprovado, por maioria, de seis votos a favor e tres contra do PSD, a proposta de alteração da tabela de taxas e licenças do extracto cartográfico do Plano Director Municipal (PDM), de 900 escudos (4,5 euros) para cinco mil escudos (24,5 euros), e rejeitada a contraproposta do PSD de alteração da taxa de 900 escudos (4,5 euros) para 2.500 escudos (12,5 euros) .
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<DOC DOCID="HAREM-437-07936">
 Caros colegas,
 Acho que todos já estão informados da gravidade da situação atual da C&amp;T no país e das atividades de protesto que estão sendo realizadas. 
 No entanto, o número de pessoas que assinou a carta da SBPC é extremamente pequeno até o momento. 
 Acho que todos devemos assinar. 
 Isto pode ser feito através do endereço: 
 http://sbpcnet.org.br/passeat1/passeat1.htm 
 Atenciosamente, 
 Sérgio Camargo. 
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<DOC DOCID="HAREM-301-07937">
Editorial
O Porto continua a surpreender todos os que o visitam, mas nem sempre pelas melhores razões. Uma das boas surpresas é o Museu Soares dos Reis. O trabalho remodelação, ainda que incompleto, é simplesmente notável. As obras adquiriram uma outra visibilidade. A surpresa pela negativa está na falta de informação que o visitante sente nesta "capital europeia da cultura 2001". Esperava-se que, neste domínio, houvesse um esforço por alterar a prática dominante no país. Pelo contrário, persistiu-se em reservar a informação culturalmente relevante para um punhado de eleitos. A maioria dos habitantes da cidade e dos visitantes é mantida na mais completa ignorância.
Dois exemplos:
Entrando no Posto de Turismo da CMP, tem-se a sensação que nada se passa em termos culturais nesta cidade. A tal "capital europeia da cultura" aqui pura e simplesmente não existe. Ninguém sabe de nada. Muito custo as funcionárias lá conseguem obter por fax a informação solicitada.
Uma semana após a abertura do Centro Português de Fotografia, na Cadeia da Relação, centenas visitantes que o tentam visitar deparam-se com o seguinte problema: Em nenhuma das suas portas existe qualquer informação sobre o seu horário de abertura e as exposições que nele estão patentes. Após repetidas tentativas a maioria acaba por desistir, sem sequer chegar a saber quando o poderá fazer. Falta de profissionalismo ou simples provincianismo?
Carlos Fontes
Outubro de 2001
Entrada |Editorial |Cibercultura
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Contacto:
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<DOC DOCID="HAREM-60J-07944">
Esse equilíbrio era tido como pré-condição para o sucesso do plano econômico.
Parte dos recursos para a formação do FSE foi deslocado do orçamento da saúde e educação.

Na época, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, fez um pronunciamento em cadeia nacional para anunciar a intenção do governo de destinar o FSE a investimentos sociais.

O assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, Sérgio Danese, disse ontem que o ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero não iria comentar o assunto porque não tinha informações suficientes.

O projeto original do governo destinava ao TSE R$ 334,9 milhões.
Como não houve acordo entre governo e tribunal quanto ao volume de recursos, a dotação foi incluída na reserva de contingência sem especificação de despesa.

Posteriormente, diante da ameaça do tribunal de entrar com uma ação judicial, o governo mandou ao Congresso uma alteração ao projeto, aumentando para R$ 452,7 milhões a dotação do TSE.

Essas medidas reduziram a disponibilidade de dinheiro no sistema bancário e os grandes bancos passaram a não fornecer recursos para as pequenas instituições.

Quebraram aquelas que estavam «descasadas», ou seja, que financiavam no mercado interbancário de um dia (##CDI) os empréstimos e carteiras de títulos estaduais e municipais com prazos longos.
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<DOC DOCID="HAREM-42B-07951">
Forte de Rachol

Rachol é uma pequena aldeia que se situa no concelho das Velhas Conquistas de Salcete. Fica na margem esquerda do Rio Zuari e tem como importante monumento o Seminário de Rachol. O forte hoje quase que já não existe, contudo ainda se passa pelo antigo portão de entrada que continua d e pé com o brasão português. Também partes do fosso são visíveis e alguns muros que faziam parte daquilo que foi um dos maiores fortes portugueses na Ásia.

História
O forte de Rachol foi conquistado em 1520 pelo Krishnarav, imperador do reino de Vijayanagara, ao sultanato de Bijapur então sob comando de Ismail Adil Shah. Cedeu-o no mesmo ano aos portugueses em troca de protecção contra os muçulmanos do norte. No auge da sua importância no século XVI e XVII foi defendido por mais de 100 canhões e nunca mais foi perdido para os hindus ou muçulmanos. Foi renovado e reconstruído em 1604, e após o cerco do guerreiro marata Sambaji em 1684, feito que é assinalado pela seguinte placa:

"SENDO O CONDE DE ALVOR VICE-REI DA INDIA MANDOU REFORMAR ESTA FORTALEZA DEPOIS DE SE DEFENDER DO CERCO DE SAMBAGY, EM 22 DE ABRIL DE 1684."

Foi renovado mais uma vez em 1745 pelo Marquês de Alorna.
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<DOC DOCID="HAREM-921-07968">
Biblioteca Central da Marinha
Rainha D. Maria II
Foto da Biblioteca
Biblioteca Central da Marinha
Situada, desde 1891, na Praça do Império, na imediata proximidade do Mosteiro dos Jerónimos, a Biblioteca Central da Marinha (BCM) é sucessora da antiga Biblioteca da Real Academia dos Guardas-Marinhas, que seguiu com a côrte para o Brasil e foi transferida para o Rio de Janeiro aquando da 1ª invasão francesa, tendo ficado em grande parte naquele país. A sua fundação, como "Biblioteca de Marinha", deve-se à Rainha D. Maria II, por decreto de 7 de Janeiro de 1835, ficando de ínicio integrada no Arsenal Real de Marinha e instalada no andar nobre do respectivo edíficio da Ribeira das Naus.
Em 1960, recebeu a designação de Biblioteca Central da Marinha, ficando a reger-se por um regulamento próprio como organismo na dependência do então Superintendente dos Serviços da Armada, estando, presentemente, na dependência do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e o seu Director, quando Oficial General, desempenha em acumulação as funções de Presidente da Comissão Cultural da Marinha.
Especializada, desde sempre, em matérias ligadas ao mar e a tudo que com ele se relaciona, a BCM possui actualmente cerca de 80.000 volumes correspondendo a perto de 45.000 títulos. A partir de 1994, em consequência da reestruturação orgânica operada na Marinha, passou a integrar o Arquivo Central da Marinha que, do antecedente, constituía um organismo autónomo.
Encontra-se aberta ao público todos os dias úteis das 09:30 às 16:45 horas tendo sido, em 1997, consultados 4498 livros a que correspondeu uma frequência de 1308 leitores dos quais 90% de nacionalidade portuguesa e 10% de estrangeiros.
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<DOC DOCID="HAREM-21J-07980">
Quanto às anunciadas saídas de alguns jogadores, Donner afirmou que «essas notícias não foram feitas por jornalistas, mas por pataratas.
Dizia-se que o Carlos Resende  e o Filipe Cruz  podiam ir para a Alemanha e o Carlos Galambas e o Álvaro Martins para o Benfica, mas é mentira.
Já todos renovaram os seus contratos».

Do lado do FC Porto, o treinador José Magalhães não tem problemas com atletas lesionados e aponta o primeiro jogo como o mais importante:
«Acho que o FC Porto só tem de se preocupar com o Sporting , não pensamos em mais nada.
A fartura de pensamento pode dar maus resultados e nós não queremos ter um enfarte.
Esta é uma prova de regularidade e só pode beneficiar quem for mais regular».

R. -- Não sou capaz.
Sou formada em Direito, mas não conseguiria ensinar alguém a ler e a escrever.
Nunca dei uma lição na vida, mas tenho pena, porque penso que se aprende muito a ensinar.

P. -- Como é a sua relação com o piano?

«Não sei.
Talvez morta».

Para estes haitianos, só há uma maneira de regressar a casa: revolução.
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<DOC DOCID="HAREM-802-07983">
Sportweb - Off road
 Aventura e Romance no dia dos namorados Esperando repetir o sucesso do ano passado, a Dunnas Off-Road, empresa de eventos e turismo de aventura, promoverá nos dias 10 e 11 de junho, o II Raid dos Namorados, passeio ecoturístico para carros 4 x 4 tendo como roteiro a belíssima costa leste
cearense, por entre dunas e trilhas, de Fortaleza a Praia das Fontes, no município de Beberibe.
Este ano o evento apresentará algumas novidades em relação ao do ano passado, que teve como destino final o Hotel Porto Canoa, em Canoa Quebrada.Desta vez o roteiro será mais curto, mas não menos emocionante, e passará pelas praias do Porto das Dunas (Beach Park), Prainha, Presídio, Batoque, Barro Preto, Caponga, Iguape, Águas Belas, Barra Mansa, Morro Branco e em caminhos inéditos até o aconchegante Hotel Praia das Fontes, tudo, em estrito respeito a natureza e companheirismo, que, certamente, são, e sempre serão a tônica do mais puro espírito de aventura fora-de-estrada.
Neste ano, como forma de premiar seus clientes e amigos, a concessionária Toyota Newland, principal patrocinadora e promotora do II Raid dos Namorados, fechou parceria com a Dunnas Off-Road no sentido de realizar um passeio monomarca, ou seja, exclusivo para veículos da marca Toyota (Hilux SW4, SR5, Rav4 e Bandeirante), numa grande confraternização no final de semana anterior ao Dia dos Namorados.
As inscrições estão sendo realizadas na sede da concessionária Toyota Newland e são limitadas ao número de 50, onde está incluído kit contendo duas camisas, dois bonés, uma sacola, e sacos para lixo, uma diária para duas pessoas no Hotel Resort Praia das Fontes, apoio mecânico durante o passeio, coquetel de entrega dos kits, show musical e sorteio de brindes na chegada.
O comboio atravessará as mais belas paisagens do litoral leste cearense passando pelas praias do Porto das Dunas, Prainha, Presídio, Batoque, Barro Preto, Caponga, Iguape, Águas Belas, Barra Mansa, Morro Branco e em caminhos inéditos até o aconchegante Hotel Praia das Fontes, em Beberibe,
tudo, em estrito respeito a natureza e companheirismo, que, certamente, são, e sempre serão a tônica do mais puro espírito de aventura fora-de-estrada.
O II Raid dos Namorados tem o patrocínio de Newland Toyota, SP Distribuidora, ACC Card, Cysne Imóveis, Gerardo Bastos, apoio de Extra Hipermercado e Shopping Iguatemi e organização e realização da Dunnas Off-Road.
Fonte: Felipe Aragão Jr. Dunnas Off-Road 2000 - Sportweb® - todos direitos reservados
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<DOC DOCID="HAREM-404-07992">
 Seleção de vôlei tem apoio de dançarinas 
 Doze brasileiras se integram à torcida 
 Do enviado a Atenas 

 A seleção masculina tem recebido um apoio extra em seus jogos no Mundial de Vôlei da Grécia . 


 Doze dançarinas brasileiras que trabalham em uma boate de Atenas se integraram à torcida uniformizada do Banco do Brasil para incentivar a equipe durante as partidas . 


 As bailarinas trabalham na Decatecera, em um show típico, no qual dançam lambada, samba e outros ritmos do país natal . 


 ``Somos bailarinas e não prostitutas, como muita gente está falando'', afirma a paulista Raquel Martins, 18, 1,75 m e 55 kg . 


 ``Torcemos pelo Brasil e já fizemos isso antes'', afirma a brasileira . 


 Raquel refere-se a sua participação na trupe durante os jogos que o Brasil fez em Atenas, no primeiro semestre, contra a Grécia, durante a Liga Mundial 94 . 


 Raquel, que afirma ser modelo fotográfico, recebe aproximadamente US$ 2.000 por mês . 


 Em Atenas há 18 meses, Raquel afirma que veio para a Grécia trazida pelo tio, Joe William, dono do espetáculo `Simone e Joe Brazil Show' . 


 ``Nenhuma de nós tira a roupa como alguns podem imaginar . 


 A bailarina chamou a atenção da televisão grega justamente porque veio aos jogos da seleção brasileira com uma minissaia curtíssima e uma camiseta que deixa aparecer o umbigo . 


 Fã do levantador Maurício, `mas sem ser tiete fanática', como ela faz questão de dizer, Raquel garante que em dezembro estará de volta ao Brasil para reencontrar seus pais, José e Luzia . 


 ``Morro de saudades deles e dos meus três irmãos . 


 A bailarina assegura ter sua situação totalmente regularizada no país adotivo . 

 (Sérgio Kraselis) 
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<DOC DOCID="HAREM-442-07993">
O DIA DO CORINGA
 O DIA DO CURINGA Jostein Gaarder Numero de páginas: 378 Cia das letras O DIA DO CURINGA Luna Camargo Penna É um livro muito interessante, faz com que o leitor fique completamente envolvido com uma história fantástica e surpreendente.
O livro conta a história de um menino chamado Hans Thomas e seu pai que saem a procura de Anita, sua mãe, que os deixara há 8 anos.
No meio da viagem, seu pai e ele param para dormir em uma pequena cidade nos Alpes.
Enquanto seu pai ficava conversando com conhecidos, Hans foi passear pela cidade.
Se encantou com um peixinho colorido que estava no balcão de uma padaria.
O padeiro o chamou para entrar, lá ficaram conversando.
Quando ele foi embora, o padeiro lhe deu três pãezinhos e pediu para ele comer o terceiro pãozinho sozinho.
Para surpresa dele, dentro do terceiro pão tinha um livrinho escrito com letras minúsculas.
A partir daí, ele viaja em sua imaginação, prendendo-se na leitura magnífica do pequeno livro, passando a viver aventuras fantásticas, com direito a naufrágios e uma ilha habitada por seres imaginários que saíram das cartas do baralho de um velho marinheiro.
Mas o que ele não sabe é que sua vida tem uma relação muito grande com a história do livro.
Este livro não tem gravuras, mas faz com que o leitor imagine a história com as maravilhosas descrições.
Jostein Gaarder, que também é autor do livro o Mundo de Sofia, nasceu em Oslo em 1952.
Foi professor de filosofia e em 1986 começou a se dedicar a literatura infanto-juvenil.
Dois anos depois, publicou o livro O DIA do CURINGA, que recebeu o prêmio da Crítica da Norueg alunos obras autores
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<DOC DOCID="HAREM-121-08017">
ACTO - Intituto de Arte Dramática
O ACTO Início Apresentação As Pessoas Agenda Criações em Curso Granuaile Um Sorriso Próximas Criações Formação / Sensibilização Workshops Infância e Juventude Eventos / Programação Festival ESTA aTelier Contactos Clube de Imprensa Links Contacte-nos Formação / Sensibilização / Experimentação / Investigação Modelos de Sensibilização Artística Os Caminhos da Memória Unidade de formação essencialmente prática e assente num processo criativo baseado na memória individual, o seu objectivo ésensibilizar, despertar e explorar as possibilidades criativas dos participantes no seio de uma estrutura grupal . Download do PDF Iniciação àAcção Vocal e Psicofonia O entendimento da voz como prolongamento do corpo no contexto da metodologia das acções físicas conduz ànoção de acção vocal: o processo fonador rege-se por regras que, na sua essência, se assemelham às da actuação. Download do PDF Iniciação àTécnica do Actor Unidade de formação essencialmente prática e assente num processo criativo, o seu objectivo ésensibilizar, despertar as possibilidades criativas individuais e dotar os participantes das noções necessárias ao desempenho da arte do actor. Download do PDF
Conferência / Demonstração das
Disciplinas Criativas do Training Corporal para Actores Uma linha de pesquisa continuada, que procura dar resposta àquestão do trabalho corporal do actor, pode ser traçada desde Stanislavski, atingindo o seu expoente com Jerzy Grotowski e os seus discípulos (E. Barba entre eles). Download do PDF
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<DOC DOCID="HAREM-03L-08028">
Numa reunião com comerciantes e moradores da vila velha, realizada terça-feira à tarde, os vereadores da CDU refutaram as acusações feitas pela presidente do município de estarem a atrasar obras importantes, garantindo não estar «contra ou a favor da construção do silo na Volta do Duche» -- que se encontra em «banho-maria» --, mas fizeram depender uma posição favorável da realização de um estudo mais vasto para toda a vila que prove a necessidade daquele investimento. 
 
Consenso entre concelhias de Leiria 
Partidos contra Plano Estratégico 
Todos os partidos políticos com assento na Assembleia Municipal de Leiria contestam o Plano Estratégico do Eixo de Leiria-Marinha Grande e do Sistema Urbano da Alta Estremadura. 
Contactados pelo PÚBLICO, os líderes das concelhias do PP, do PSD- com a maioria da Assembleia Municipal-, do PS e o deputado municipal da CDU são unânimes em considerar que o documento mandado elaborar pela Associação de Municípios da Alta Estremadura (AMAE) carece de um importanle debate público, havendo mesmo quem não Ihe reconheça o estatuto de «plano estratégico». 
Apesar disso, as diferentes forças partidárias estão dispostas, na próxima reunião da Assembleia Municipal, sexta-feira, a criarem as condições para que sejam aprovados os projectos a candidatar pela Câmara de Leiria e pela associação de municípios ao Prosiurb (Programa de Consolidação do Sistema Urbano Nacional e Apoio à execução dos PDM). 
 
Líder do PS promete duplicar investimento em ciência no final da década 
Guterres científico 
António Guterres foi o primeiro convidado de uma série de debates com líderes políticos que o Inesc está a promover. 
Ao falar no Porto, mas ligado a outros pontos do país graças às inovações tecnológicas, o dirigente socialista defendeu ontem as suas ideias na matéria: ideias orientadas para «uma ciência e uma investigação com qualidade e relevância para os problemas do país» e contra a «aliança entre a mediocridade e a inveja». 
 
Ainda não me tinha lembrado da conveniência de levar uma sandesitas e uma garrafa de água, quando fui confrontado com a notícia de que tal ousadia era proibida. 
Antevi-me, com ou sem sandes, a ser interpelado -- ou mesmo revistado -- por um qualquer segurança imbuído de uma autoridade disparatada. 
Imaginei a quantidade (e a qualidade!) de conflitos que essa rasqueirice iria provocar. 
E não gostei. 
 
Depois, contaram-me que, em horas normalíssimas, o acesso a certos locais -- como o passeio marítimo, que me dizem ser dos mais aprazíveis -- passava a ser proibido, e guardado pelos correspondentes seguranças, sem que os próprios soubessem explicar porquê. 
Conheço o género, e não aprecio. 
 
Esta medida foi conseguida com a colaboração activa da Associação dos Operadores Portuários do Sul (AOPS) e da Associação dos Agentes de Navegação e Empresas Operadoras Portuárias (Anesul), e insere-se na política de modernização do sistema de informações da comunidade portuária em Setúbal. 
 
Taça de Portugal 
Sorteio separa grandes 
Sporting-Vitória de Setúbal e Marítimo ou Ovarense-FC Porto. 
Ontem, em Lisboa, foi este o resultado do sorteio das meias-finais da Taça de Portugal, a jogar dia 9 de Maio. 
Uma tiragem de sortes que afastou os dois grandes ainda em prova, mas que leva o Sporting a receber uma equipa que lhe roubou, em Alvalade, um ponto para o «Nacional», enquanto o FC Porto poderá ir à Madeira defrontar a única equipa com quem sofreu uma derrota para o «Nacional» nesta temporada. 
Ainda assim, no final todos ficaram contentes. 
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<DOC DOCID="HAREM-527-08034">
ARTIGO
 "Mantendo viva a Memoria: as praticas de preservacao" 
 "Keeping Memory Alive: Practices for Preserving 
 Arms, Caroline R+, Digital Content at the National Digital Library Program of the Library of Congress", RLG DigiNews 4(3) (June 15, 2000) 
 (http://www.rlg.org/preserv/diginews/diginews4-3.html). 
 É provável que a Biblioteca de Congresso esteja planejando o maior esforço de digitializacao de biblioteca no planeta (produzindo mais de 14GB de arquivos digitais novos por dia). 
 E para nossa sorte eles freqüentemente compartilham o que aprendem :os processos que criam, as melhores práticas operacionais, e até mesmo os o resultado das propostas de tomada de precos para o servico de digitalizacao (veja http://memory.loc.gov/ammem/ftp files.html). 
 Neste artigo Caroline Arms continua a tradição de divulgar informação de seus projetos para quem possa ter interesse semelhante. 
 Neste caso ela descreve os esforços de Library od Congress para preservar o material digital que está criando no processo de construir uma Biblioteca Digital Nacional. 
 De especial importancia neste artigo é um quadro que descreve todos os metodos de digitalizacao empregados atualmente, quais os melhores metodos para uma determinada situacao, conjunto de documentos e , qual a escala confianca para preservar o documento digitalizado. 
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<DOC DOCID="HAREM-212-08046">
Grupo Fiat no Brasil
 Certificação QS 9000 foi recebida com festa e orgulho na Marwal Empresa usa até o teatro para divulgar normas de certificação da QS 9000 Qualidade.
Esta é hoje a obsessão em qualquer ramo de atividade.
No setor de autopeças, é vital para que as empresas mantenham contratos com as montadoras, para que conquistem novos negócios, incluindo as vendas no mercado de reposição.
Por isso, a Magneti Marelli fez da "qualidade" uma prioridade na empresa.
Os avanços nessa área já são quantificáveis, por meio das certificações do QS9000, a norma de qualidade de origem americana, e a AVSQ94 européia.
Elas indicam que o fornecedores tem alto padrão de excelência produtiva.
A unidade de Exaustão de Contagem (MG), são unidades da Magneti Marelli que já possuem o cobiçado certificado QS9000.
A unidade de eletrônica de Hortolândia já possui a AVSQ94.
E a Marwal, joint venture entre a Marelli e a Walbro, que produz sistemas de alimentação de combustível em São Paulo, possui ambos os certificados.
As demais unidades não estão paradas.
A unidade de controle Motor da Magnetti Marelli de Hortolândia está implantando as normas de certificação, utilizando uma técnica diferente:
os conceitos foram adaptados para a linguagem do teatro, com a peça "Nós e a Norma", apresentada pelo grupo Toque de Areia, que utiliza situações do dia-a-dia da fábrica para demonstrar os requisitos para a certificação.
Durante 50 minutos, grupos de funcionários de setores variados puderam conhecer os conceitos dos programas de controle de qualidade com descontração.
No palco, dois funcionários da produção, Picolé e Tião, conversam sobre qualidade total quando encontram Norma, uma fada que explica a importância e a aplicação dos requisitos para a certificação.
Assuntos como Grupos de Trabalho da Qualidade, clientes internos e modificações e melhorias no processos são abordados de forma bem-humorada, facilitando a fixação dos conceitos pelo público.
Carlos Colonna Romano, diretor de Qualidade da Magneti Marelli, diz que a peça de teatro é a maneira mais eficiente para se atingir toda a fábrica, em todos os níveis.
"Os conceitos ficam gravados na memória pois são transmitidos de forma descontraída.
As pessoas saem da apresentação conversando sobre o assunto".
O chefe da UTE de injetores, Sandro Baldaccopi, gostou da peça porque ela faz analogia com as situações vividas no cotidiano da fábrica.
"Além disso, a comunicação na peça de teatro é dinâmica", destaca.
Marta Ricardo Ribeiro, operadora de máquinas, concorda.
"As palestras são cansativas".
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<DOC DOCID="HAREM-03H-08048">
Sagrado Coração de Maria em Braga há 130 anos 
-- "Resposta às necessidades" é a preocupação fundamental da Congregação 

Foi em 1877 que as Irmãs do Sagrado Coração de Maria chegaram a Braga .
Com mais de 130 anos de existência, a implementação na cidade dos arcebispos foi-se solidificando .
Como preocupação e como missão, as Irmãs "elegem" o «ser resposta às necessidades das pessoas, adaptando os projectos a essas mesmas necessidades» .
Actualmente a Congregação possui o Noviciado, no Largo Paulo Orósio e o Lar Universitário, na Rua D. Pedro V. Quanto à relação com a comunidade estudantil do Lar Universitário, a divulgação faz-se por um "passa palavra" .
As jovens estão lá, algumas ficam e outras vão embora .
Mas «fica sempre uma ligação muito grande, que é visível nas visitas das antigas alunas e nos encontros entre elas» .
A Congregação tem ainda a Obra Social, na Quinta da Armada, que abrange também o Centro Social e Paroquial da Armada .
A Obra Social tem uma creche, infantário e ATL .
O Centro Social surge como um complemento, virado para uma área que a Obra Social não abrange: os jovens e os idosos .
Actualmente a Obra Social recebe, desde as 7h30 até ao final da tarde, mais de 400 crianças .
Algumas chegam a passar lá 12 horas .
Dos zero aos seis anos frequentam a creche e dos seis aos 12 / 14 participam nas Actividades de Tempos Livres .
Para os mais pequenos existem, ao lado das salas de actividades, salas de dormir .
A casa de banho é no mesmo piso, uma vez que as crianças ainda são pequenas .
O ritmo de cada bebé é respeitado .
Enquanto uns podem estar a almoçar, há também aqueles que estão a dormir .
A Obra Social do Sagrado Coração de Maria "recebe" esta actividade desde 1969 .
E hoje há crianças que lá estão que são filhas de outras que lá estiveram nos primeiros tempos .
Quanto a verbas e apoios, a Obra Social tem um acordo de cooperação com a Segurança Social .
Além disso, as crianças pagam uma quantia dependente dos rendimentos dos pais .
Cerca de metade das crianças não pagam qualquer mensalidade e o valor máximo é de 25 mil escudos por mês .

Um pouco de história 

Nasceram em França há 150 anos .
O cenário era de pós-revolução e havia muitos problemas sociais .
As Irmãs do Sagrado Coração de Maria começaram a sua actividade com a criação de um Refúgio e de um Orfanato .
A Congregação foi-se expandindo .
O seu fundador, um padre francês secular, achava que a Salvação era para todos .
Por isso, o leque foi-se abrindo e actualmente as Irmãs do Sagrado Coração de Maria situam-se numa multiplicidade de obras e iniciativas .
De acordo com a Irmã Júlia Lopes, que pertence a esta Congregação, actualmente o Sagrado Coração de Maria está «em muitos países e com "coisas" muito variadas» .
Portugal foi um dos primeiros países a acolher a Congregação .
Braga e Porto foram as cidades "pioneiras" .
Estávamos em 1877 quando as Irmãs chegaram à cidade dos arcebispos .

Cláudia Pereira 

Obra Social do Sagrado Coração de Maria, na Quinta da Armada 

Creche e infantário: algumas das valências da Obra Social 
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<DOC DOCID="HAREM-142-08056">
TV USC realiza debate com prefeitáveis na 3.ª
 TV USC realiza debate com prefeitáveis na 3.ª A TV USC promove na terça-feira, dia 26, debate com os candidatos à Prefeitura de Bauru.
A gravação do evento será realizada às 20 horas, no auditório da universidade, e transmitido pelo Canal Universitário às 24 horas, com reexibição na quarta-feira, às 15 horas, e na quinta-feira, às 9 horas.
Já confirmaram presença no debate os prefeitáveis Tuga Angerami (PSB), Tidei de Lima (PMDB), Thomaz Zamonaro (PRN), Nilson Costa (PPS), Estela Almagro (PT) e Carlos Sandrin (PT do B).
O programa terá duração de duas horas e será dividido em sete blocos.
A mediação será feita pelo jornalista Luiz Vitorelli, coordenador da TV e diretor executivo do Canal Universitário, com a participação de dois estudantes de jornalismo, sendo um da USC e outro da Unesp.
No primeiro bloco, os candidatos poderão apresentar um vídeo de apresentação com duração de 1 minuto.
O vídeo, a ser exibido no programa, deverá trazer nome, número, coligação e currículo do candidato, sem incluir ataque a outros prefeitáveis.A segunda parte do debate será destinada ao pronunciamento livre dos candidatos.
Cada um deles terá 2 minutos cada para falar.
Os blocos de número 3 ao 7 terão sistemáticas diferentes.
Em dois deles, os candidatos responderão a perguntas elaboradas por convidados (da TV USC ou estudantes de jornalismo);
um trará perguntas formuladas pelo público referentes aos temas educação, habitação, transporte, saúde, probidade administrativa, entre outros;
e nos dois restantes os prefeitáveis farão perguntas entre si.
Na última parte do programa, os candidatos terão 90 segundos cada para fazer suas considerações finais.
As ordens de pergunta e resposta serão definidas por sorteios, que poderão ser acompanhadas pelos postulantes à Prefeitura.
Aquele que for citado pejorativamente, conforme julgamento do mediador, terá 1 minuto de direito de resposta.
O debate é aberto ao público, que não poderá se manifestar contra ou a favor do candidato, nem mesmo afixar faixas.
O início do evento será marcado pela apresentação do Hino Nacional ao vivo.
"Queremos fazer desse debate uma festa da cidadania, ou seja, algo que discuta a política de maneira agradável.
A participação dos candidatos contribui didaticamente para o fortalecimento da democracia", afirma Luiz Vitorelli, organizador do evento.
Serviço Debate com os candidatos a prefeito de Bauru.
Promoção: TV USC.
Exibição: Canal Universitário (canal 14 da NET), terça-feira, às 24 horas;
quarta-feira, às 15 horas;
quinta-feira, às 9 horas.
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<DOC DOCID="HAREM-227-08094">
"E-MAIL AND POTENTIAL LOSS TO FUTURE ARCHIVES AND SCHOLARSHIP OR THE DOG THAT DIDN'T BARK"
 First Monday 4 (9) (September 6, 1999), artigo por Lukesh, Susan S+. 
 (http://www.firstmonday.dk/issues/issue4.9/lukesh/). 
 - O autor mostra uma crise potencial e que evolui rapidamente associada com sistemas de documentacao e o desaparecimento do hardware e software que são necessarios para ler os arquivos de dados. 
 " Uma deficiencia digital parece ter surgido para a integridade e manutencao de documentos e sistemas digitais Desastre "!, ela diz. 
 Por exemplo que, a Agência do Censo norte-americano descobriu que existem só dois computadores em toda a terra, que ainda podem ler o censo de 1960 ; o mesmo acontece com a grande parte da pesquisa da NASA anterior a 1958. 
 A autora, Lukesh explora a extensão da crise e alguns dos remédios que poderiam ser empreendidos para salvar estes dados essenciais. 
 veja tambem, 
 "THE DIGITAL ATHENEUM: RESTORING DAMAGED MANUSCRIPTS" RLG DigiNews (December 15, 1999) artigo por Seales, W+ Brent, James Griffioen, and Keven Kiernan. 
 (http://www.rlg.org/preserv/diginews/diginews3-6.html,technical1) - 
 Produzido pelo Departamentos de inglês e informática na Universidade de Kentucky, o Atheneum Digital e' financiado pela National Science Foundation (http://www.digitalatheneum.org /) e está explorando técnicas novas por restabelecer e disponibilizar antigos manuscritos que foram destruídos pela força da natureza (como o fogo e dano de água) ou que foram perdidos dvido a tecnicas de conservação defeituosa. 
 A intencao do do projeto é a criação de uma biblioteca digital de textos estragados e restaurados para serem disponibilizados, alem de testar novas formas de restauracao de documentos. 
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<DOC DOCID="HAREM-381-08104">

Figuras da Ciência em Portugal 
Figuras 
Egas Moniz 
Egas Moniz (1874-1955), natural de Avanca, formou-se em medicina (1899), manifestando de princípio grande interesse pela actividade política. Em 1903 foi eleito deputado pelo Partido Progressista. Lutou contra a Ditadura de João Franco, tendo participado na tentativa golpista de 28 de Janeiro de 1908. Após a implantação da 1ª. Republica  (1910-1926), aderiu ao novo regime, tendo comabtido ao lado de António José de Almeida no Partido Evolucionista. Em 1916 formou o Partido Centrista de vida efémera. 
Em 1917 entra para o Governo populista de Sidónio Pais, exercendo os cargos Ministro dos Negócios Estrangeiros, embaixador de Portugal em Espanha, e depois o de presidente da delegação portuguesa à Conferência de Paz, em Paris, no final da I Guerra Mundial (1914-1918). Foi ainda o obreiro no restabelecimento das relações diplomáticas de Portugal com o Vaticano. 
Foi professor das Universidade de Coimbra e de Lisboa, onde regeu a cadeira de Neurologia. Realizou pela primeira vez a angiografia cerebral do homem, contribuindo com estes exames radiológicos, para o diagnóstico de tumores cerebrais e para os progressos de neurocirurgia. A primeira descrição desta operação aparece na sua obra "Diagnostic des Tumeurs Cérébrales et l`Épreuve de l`Encephalographie artérielle  ", obra publica em Paris (1931). 
Foi ainda o notável criador de uma nova forma de cirurgia cerebral - a leucotomia pré-frontal. Em reconhecimento dos seus méritos científicos, em 1947, foi-lhe atribuido o Prémio Nobel Medicina e Fisiologia. 
Entre as suas numeras obras destacam-se: Vida Sexual (1900), onde dá conta das modernas teorias europeias, nomeadamente da psicanálise de S. Freud; As Bases da Psicanálise (1915), O Conflito Sexual (1922), Conferências Médicas (quatro volumes), Júlio Dinis e a Psicanálise (1920), A Necrofilia de Camilo Castelo Branco (1925), Confidências de um Investigador Científico (1949), A Nossa Casa (1950). 
Carlos Fontes 
Navegando na Filosofia 
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Alemanha derrota África na disputa para sediar Copa de 2006
 Alemanha derrota África na disputa para sediar Copa de 2006 Por Paul Radford ZURIQUE (Reuters) - A Alemanha derrotou a África do Sul por apenas um voto na quinta-feira para receber o direito de sediar a Copa do Mundo de 2006.
O comitê executivo da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa) escolheu a Alemanha por 12 votos a 11 para a África do Sul na terceira e última rodada da votação.
Houve ainda uma abstenção.
Com a vitória da Alemanha, a África do Sul perdeu a chance de ser sede da primeira Copa do Mundo no continente.
Os outros dois candidatos, Marrocos e Inglaterra, foram eliminados nas duas primeiras rodadas da votação.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que a entidade teve que fazer uma escolha entre a inovar e confiar em um novo continente, ou continuar com os países já estabelecidos no futebol.
No final, eles preferiram escolher pela segurança na Alemanha, que já sediou com sucesso a Copa do Mundo de 1974.
A Alemanha, com o consenso geral, ofereceu ao executivo da Fifa a melhor apresentação na quarta-feira, uma produção estrelando o líder da candidatura, Franz Beckenbauer, e a modelo Claudia Schiffer.
Na primeira rodada da votação a Alemanha recebeu 10 votos contra seis para a África do Sul, cinco para a Inglaterra e três para o Marrocos.
O Marrocos, tentando pela terceira vez ser sede da Copa, foi então eliminado.
A Alemanha e África do Sul ficaram empatadas com 11 votos cada na segunda rodada, e a Inglaterra foi eliminada depois de receber apenas dois.Ao entregar a Copa do Mundo à Alemanha, a Fifa seguiu sua tradição de dar à Europa o evento a cada oito anos, apesar da pressão mundial para
que o torneio seja alternado entre os continentes.
A França foi o país que organizou a última Copa do Mundo, há dois anos.
A próxima acontecerá na Ásia pela primeira vez, quando o Japão e a Coréia do Sul dividirem o torneio em 2002.
Blatter deixou claro na entrevista à imprensa que quer a África recebendo a Copa do Mundo na próxima oportunidade - em 2010
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<DOC DOCID="HAREM-641-08132">
ISBN
A questão da necessidade de um sistema internacional de numeração para os livros foi discutida pela primeira vez na 3ª Conferência Internacional de Investigação do Mercado do Livro e Racionalização do Comércio Livreiro, em Berlim, em Novembro de 1966.
Nessa altura, um certo número de editores e distribuidores da Europa pretendia a utilização de computadores nas vendas e no controlo do inventário e era evidente que um pré-requisito de um sistema eficiente era um único e simples número de identificação para a mesma publicação.
O sistema que cumpria este requisito, e que seria conhecido como ISBN, desenvolveu-se devido ao sistema de numeração do livro introduzido no Reino Unido em 1967.
O Comité de Documentação Técnica da Organização Internacional de Normalização (ISO/TC) iniciou reuniões de trabalho (com a Instituição Britânica de Normalização) para investigar a possibilidade de adaptação do sistema britânico para uso internacional.
Como resultado destas reuniões, surgiu a Recomendação 2108 da ISO que estabeleceu os princípios e procedimentos para a numeração normalizada internacional do livro. Esta Recomendação foi traduzida para português dando lugar à Norma Portuguesa NP-2022.
Esta Recomendação serve para coordenar e normalizar internacionalmente o uso dos números dos livros para que assim o ISBN identifique um título e uma edição de um editor específico.
A aparição e desenvolvimento de livros em suporte electrónico suscitou novas reflexões sobre a aplicabilidade do ISBN nesses produtos, as quais se encontram já expressas no Manual do ISBN, publicado pela Agência Portuguesa.
O ISBN deve ser atribuído a todas as publicações não periódicas.
Quando a obra estiver prestes a dar entrada na Tipografia deverá ser solicitado o ISBN para a Agência Portuguesa do ISBN - Telefone 218473591 - Fax: 218473590 da rede de Lisboa.
Para fazer o download do documento completo, em formato Microsoft Word clique aqui
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<DOC DOCID="HAREM-609-08154">
CAPÍTULO III/ A DENÚNCIA 

Ia entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da Rua de Mata-cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857. 

--D. Glória, a senhora persiste na idéia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade. 

--Que dificuldade? 

--Uma grande dificuldade.

Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua. 

--A gente do Pádua?

--Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los. 

--Não acho. Metidos nos cantos?

--É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase que não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as cousas corressem de maneira, que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma candida... 

--Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dous criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta cousa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer?. . . Mano Cosme, você que acha? Tio Cosme respondeu com um "Ora!" que, traduzido em vulgar, queria dizer: "São imaginações do José Dias os pequenos divertem-se, eu divirto-me; onde está o gamão?" 

--Sim, creio que o senhor está enganado. 

--Pode ser minha senhora. Oxalá tenham razão; mas creia que não falei senão depois de muito examinar... 

--Em todo caso, vai sendo tempo, interrompeu minha mãe; vou tratar de metê-lo no seminário quanto antes. 

--Bem, uma vez que não perdeu a idéia de o fazer padre, tem-se ganho o principal. Bentinho há de satisfazer os desejos de sua mãe e depois a igreja brasileira tem altos destinos. Não esqueçamos que um bispo presidiu a Constituinte, e que o Padre Feijó governou o Império...

-- Governo como a cara dele! atalhou tio Cosme, cedendo a antigos rancores políticos. 

--Perdão, doutor, não estou defendendo ninguém, estou citando O que eu quero é dizer que o clero ainda tem grande papel no Brasil. 

--Você o que quer é um capote; ande, vá buscar o gamão. Quanto ao pequeno, se tem de ser padre, realmente é melhor que não comece a dizer missa atrás das portas. Mas, olhe cá, mana Glória, há mesmo necessidade de fazê-lo padre?

-- É promessa, há de cumprir-se. 

--Sei que você fez promessa... mas uma promessa assim... não sei... Creio que, bem pensado... Você que acha, prima Justina? 

-- Eu? 

--Verdade é que cada um sabe melhor de si, continuou tio Cosme- Deus é que sabe de todos. Contudo, uma promessa de tantos anos... Mas, que é isso, mana Glória? Está chorando? Ora esta pois isto é cousa de lágrimas?

Minha mãe assoou-se sem responder. Prima Justina creio que se levantou e foi ter com ela. Seguiu-se um alto silêncio, durante o qual estive a pique de entrar na sala, mas outra força maior, outra emoção... Não pude ouvir as palavras que tio Cosme entrou a dizer. Prima Justina exortava: "Prima Glória! Prima Glória!" José Dias desculpava-se: "Se soubesse, não teria falado, mas falei pela veneração, pela estima, pelo afeto, para cumprir um dever amargo, um dever amaríssimo... "
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<DOC DOCID="HAREM-001-08161">
COMUNICADO
Com o propósito de esclarecer e informar todos os nossos clientes e consumidores, cumpre-me assegurar que os produtos INTERAVES estão sujeitos a um rigoroso controlo de qualidade com a aplicação das Regras de Segurança Alimentar (HACCP), Códigos de Boas Práticas e Rastreabilidade, em toda a fileira produtiva até à entrega ao cliente. Todo este sistema é sustentado pela certificação da Norma NP EN ISO 9002, pela Lloyds Quality Assurance.
A empresa encontra-se sob a égide da D.G.V., com um corpo de Inspecção Sanitária presente na Unidade de Abate, que atesta a segurança dos produtos produzidos e comercializados, através da marca sanitária (R520)
A Interaves não possui qualquer exploração de Frangos, Perus e Codornizes, sob sequestro.
A Interaves tem neste momento mais de 230 criadores, que produzem aves ao abrigo de contratos que os obrigam ao cumprimento da legislação em vigor, nomeadamente no que diz respeito à não administração de quaisquer substâncias proibidas, designadamente os nitrofuranos, bem como ao cumprimento das regras do Bem-Estar animal, ambiental e a aplicação do HACCP em todo o ciclo produtivo.
A Administração atesta que das amostras colhidas durante o ano de 2002 no centro de Abate Nº R520, na execução do plano nacional de resíduos, conforme decreto lei nº 148/99 de 4 de Maio, todos os resultados foram NEGATIVOS , conforme oficio Nº 509 de 19/03/2003 da Direcção Geral de Veterinária.
A "Interaves" reitera e garante a segurança dos produtos oriundos do seu Centro de Abate e assegura que estão em conformidade com todos os procedimentos legais e devidamente certificados pelas Autoridades Oficiais e Entidades Auditoras independentes.
Marés, 19 de Março de 2003
          A Administração
Avançar
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<DOC DOCID="HAREM-42L-08173">
Morte de jornalistas 
O ataque aéreo de ontem, em que participaram nove helicópteros, e a operação terrestre que se lhe seguiu fizeram com que somalis furiosos tivessem morto um fotógrafo da agência Reuter, o anglo-americano Dan Eldon, de 22 anos, e outro da Associated Press, o alemão Hansi Krauss, de 30, estando ainda por confirmar a morte de mais um fotógrafo, Hos Maina, e de um operador de som da Reuters Television, Anthony Macharia, ambos quenianos. 
 
Para medir a largura da região emissora da radiação, os astrónomos utilizaram, como se se tratasse de uma autêntica lente de aumentar, a bolha de gás em expansão que envolve o pulsar. 
O gás também constitui um dos restos da supernova e encontra-se em expansão sob o efeito da onda de choque gerada pela explosão. 
 
Visto que o pulsar era demasiado pequeno para a sua imagem ser medida desde a Terra, mesmo pelos telescópios mais potentes, a ideia consistia em captar «imagens» do gás para, a partir daí, extrair a «imagem» do pulsar. 
A bolha de gás «fornece uma resolução equivalente à de uma ` lente ' do tamanho da órbita da Terra», explica um comunicado ontem emitido pela Associação Astronómica Americana. 
 
Para o presidente da CML, «o objectivo da UCCLA não é ter dinheiro a prazo nos bancos», mas «servir as populações das cidades que são membros». 
E disse também que a transformação da UCCLA em fundação, proposta por Pinto Machado, «é uma novidade absoluta para todos os membros da Assembleia Geral». 
 
O autarca classificou as suas relações pessoais com Pinto Machado como sendo «as melhores» e considerou não haver qualquer ruptura no plano institucional, porque «o secretário-geral acaba de apresentar a sua demissão». 
Negou ainda que as suas divergências com Pinto Machado resultem de um conflito político-partidário no município lisboeta (onde o PP está na oposição) que tenha sido transposto para a UCCLA, o que foi confirmado pelo secretário-geral demissionário. 
 
Fórum sobre África em Lisboa 
Internacionalizar cooperando 
Os desafios da globalização e as respostas para o desenvolvimento de África na viragem do século são o tema de um fórum de dois dias, a começar amanhã, em Lisboa. 
Organizado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, em colaboração com o ISCSP- Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, o encontro conta com a participação de representantes das empresas portuguesas com investimentos em África e dos respectivos beneficiários. 
 
Palmela reduz contribuição autárquica 
A Câmara de Palmela vai submeter à apreciação da Assembleia Municipal uma proposta que reduz em 0,1 por cento a contribuição autárquica, fazendo com que, em 1995, esta taxa, em vez de representar 1,3 por cento sobre o valor dos prédios urbanos, passe a ser de 1,2 por cento. 
 
Outra declaração, desta vez vinda do Governo indiano, voltou a deixar preocupadas as cinco potências nucleares (EUA, França, Rússia, China e Grã-Bretanha). 
Um responsável indiano pelo projecto de fabrico de mísseis, Abdul Kalam, disse que o Agni (Fogo) -- um engenho com capacidade para transportar uma carga nuclear a uma distância de 1500 metros -- está pronto a ser produzido em série. 
E outro, com maior alcance, virá a caminho. 
 
Segundo o assessor científico do primeiro-ministro indiano, Atal Behari Valpayee, trata-se de um Agni melhorado, com um alcance de 2500 metros, num «estado avançado de desenvolvimento» e cuja produção já recebeu a aprovação do Governo. 
«As sanções não nos afectarão neste domínio», disse ainda Kalam, referindo-se às penalizações económicas impostas contra a Índia pelos EUA, Japão e Canadá. 
«O nosso programa nuclear é 100 por cento indiano. 
Ninguém pode atrasar a nossa tecnologia.» 
 
Incêndio violento na serra do Pilar 
Um incêndio de grandes proporções deflagrou ontem, cerca das 20h00, na escarpa da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, numa fábrica de estatuetas localizada na margem esquerda do rio Douro. 
 
Consciente da debilidade partidária no relacionamento com a sociedade, González apostou forte em independentes de prestígio. 
O «efeito Garzón», a inclusão na lista de Madrid do magistrado que mais reconciliou os espanhóis com a Justiça, não teve, no entanto, o efeito duradouro que o líder socialista pretendia. 
Tão-pouco o tiveram as promessas de um «novo impulso democrático», necessariamente regenerador, uma das chaves da sua campanha, porque não foram completadas com um lavar da roupa suja a nível partidário. 
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<DOC DOCID="HAREM-62H-08174">
Patriarca nomeia novos cónegos 

O Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo, procedeu à nomeação dos 10 novos membros do Cabido da Sé Patriarcal de Lisboa, que irão cooperar e ajudá-lo no seu trabalho pastoral.
«Os 10 cónegos agora nomeados vêm preencher lugares que se encontram vagos desde há muito tempo, e enriquecer o Cabido da Sé Patriarcal com a sua longa e comprovada experiência pastoral», refere uma nota do Patriarcado .
Tal nomeação -- acrescenta o documento -- constitui um acontecimento da Igreja no Patriarcado de Lisboa e reveste-se de «particular importância pelo contributo que darão ao pontificado do Patriarca D. José Policarpo, enquanto seus mais directos cooperadores» .
A lista dos sacerdotes escolhidos é a seguinte: Padre Eugénio dos Santos -- Pároco de Santa Engrácia e de S. Francisco de Assis, Lisboa; Padre Joaquim da Conceição Duarte -- Director Espiritual do Seminário de Almada; Padre João de Sousa Canilho -- Pároco de Azambuja; Padre João Carlos Pereira da Conceição Rocha -- Pároco da Portela de Sacavém; Padre Samuel Saul Rodrigues -- Vigário Judicial; Padre António Manuel de Almeida Janela -- Director do Secretariado de Acção Pastoral; Padre Armando Manuel da Guia Pereira Duarte -- Pároco de Algés; Padre Álvaro Ferreira Bizarro -- Ecónomo Diocesano e Vice-reitor do Seminário de S. José de Caparide; e Padre José Manuel dos Santos Ferreira -- Pároco de Santa Maria de Belém.
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<DOC DOCID="HAREM-81H-08176">
ONU admite novas sanções à Unita 

O Conselho de Segurança aprovou ontem em Nova Iorque, por unanimidade, uma resolução sobre Angola em que considera a possibilidade de impor novas sanções, agora no domínio das telecomunicações, contra a UNITA .
Com o voto favorável dos 15 membros do Conselho de Segurança, a resolução expressa a disponibilidade em considerar a adopção de medidas e a intenção de reforçar outro tipo de sanções, designadamente a proibição da compra de diamantes exportados pela UNITA .
A resolução condena ainda a queda dos dois aviões que se encontravam ao serviço da ONU, e que se despenharam nos passados dias 26 de Dezembro e 02 deste mês no planalto central de Angola e exige ao líder da UNITA que coopere de imediato na operação de busca e socorro a eventuais sobreviventes e de investigação das causas da queda dos dois Hercules C-130 .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-134-08179">
 Beliche 

 Circulam na Secretaria da Administração estudos para reabrir as construções de imóveis funcionais em Brasília . 


 Para atender principalmente aos militares . 

 Perdigueiro 

 O PT colocou todos seus arapongas na rua . 


 Para correrem atrás de informações sobre seu arquiinimigo Luiz Antônio de Medeiros que serão depois usadas na CPI da CUT . 

 Tubinho 

 Gilberto Mestrinho não quer fazer feio no Carnaval . 


 Despachou seu fiel escudeiro Paulo Girardi para descobrir os cachês de Linda Evangelista, Sharon Stone e Cindy Crawford . 


 Para ver se consegue pelo menos uma delas para enfeitar seu camarote na Marquês de Sapucaí . 

 Pink flamingo 

 Os bons tempos voltaram . 


 * . 


 Junto com os três pimpolhos, Rita Lee faz sessão-sossego com Roberto de Carvalho em Miami . 


 Voltam todos no final do mês quando a moça começa a ensaiar para a temporada de shows que estréia em março . 

 Trevo 

 O ano começou bem para a espoleta Jac Leirner . 


 * . 


 Além da resenha sobre sua última exposição na galeria Camargo Vilaça publicada na revista "Artforum" deste mês, a moça estréia terça-feira uma mostra na galeria Le Long, em Nova York . 


 Tudo isso sem contar o convite para participar de uma big exposição no MoMA . 


 Que reúne em maio trabalho de seis artistas sobre os temas feminilidade, credibilidade e repetição . 
</DOC> 
<DOC DOCID="HAREM-594-08181">
Desfile da Chanel tem influência surrealista  
De Paris  
Não foram só os manifestantes da escola pública que desfilaram ontem em Paris.  
No segundo dia das apresentações das coleções de alta-costura primavera-verão 1994, desfilaram também os modelos de Christian Lacroix, Torrente e Nina Ricci.  
Inspirado no surrealismo e no mau tempo, segundo ele, Lagerfeld apresentou uma coleção dominada pelo preto, o branco e as transparências.  
Christian Lacroix carregou nas tintas na coleção que apresentou ontem no salão imperial do Hotel Intercontinental.  
Seu teto dourado e cortinas vermelhas eram, segundo ele, cenário mais adequado para seus modelos que as novas e despojadas salas do Carrousel du Louvre .  
Vários modelos inspirados no século 18, redingotes com saias curtas, tudo com muita estampa, renda, bordado, laço, brilho.  
(Fernanda Scalzo)  
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<DOC DOCID="HAREM-431-08195">
Untitled-12
Apresentação
O I nstituto de Tecnologias de Produção na Construção (ITPC) foi constuído em Março de 1991 através de um Protocolo envolvendo o Laboratório Nacional de Engenharia Civil como Entidade Lider, o Instituto Superior Técnico , a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. O ITPC candidatou-se com sucesso àárea prioritária de Tecnologias de Produção no âmbito do Programa Ciência lançado pela Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (Contrato 116/B/92).
O Polo de Coimbra do Instituto para Tecnologias de Produção na Construção desenvolve uma actividade significativa em três domínios: Ensino , Investigação Científica e Prestação de Serviços ao Exterior e Consultadoria. Para cada um destes ilustram-se as potencialidades a nível regional oferecidas por este Instituto. As actividades de investigação desenvolvidas traduziram-se na publicação de cerca de 150 trabalhos científicos nos últimos cinco anos.
O Polo de Coimbra apresenta uma equipa técnica de 34 investigadores (8 dos quais doutorados) auxiliados por 2 técnicos laboratoriais e 2 funcionários administrativos do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, apoiados por um importante laboratório de ensaios e uma rede de equipamento informático. Nele realizam pós-graduação 10 docentes dos Institutos Politécnicos da Guarda e de Santarém. A existência destes recursos possibilita um desenvolvimento cada vez maior da ligação àindústria da construção, nomeadamente a firmas construtoras e gabinetes de projecto.
Homepage
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<DOC DOCID="HAREM-808-08196">
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<DOC DOCID="HAREM-617-08199">
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 Visitantes também podem folhear o Factbook por campo e tópico. 
 Por exemplo, selecionando Alfabetizacao tem se a taxa para todos os países, listados alfabeticamente. 
 Esta é uma apresentacao extremamente útil para usuários que buscam estatísticas comparativas. 
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<DOC DOCID="HAREM-44J-08202">
Vontade de ser feliz
RIO DE JANEIRO Aos trancos e barrancos, eis que mais uma vez o país tenta dar um passo em direção a um futuro mais feliz. 
O panorama é assustador: ameaça de greve, possibilidade de hiperinflação e descontrole de preços, perda salarial, nuvens negras para todos os lados.

Exercendo o direito de não estar a favor ou contra ninguém, gostaria aqui de remar contra a maré e pasmem manifestar meu otimismo.
Por que não?
Se há um artigo em falta no mercado hoje todo tipo de mercado, diga-se é o otimismo.
Por que não ousar ainda que ingenuamente esperar que as coisas desta vez se ajeitem?

Da Equipe de Articulistas
Olha o Carnaval de salão!
Sê bela!
Sê piranha!
Sê lulite!
Ou como diz uma amiga minha:
«Eu não sô lulite, sô gostosa».
Rarará!
E bomba!
Bomba!
Simão Emergência!
Um camelô cearense inventou o kit Aids: um par de joelheiras e 45 camisinhas!
Rarará!
Começou a esculhambação?!
É Carnaval!
E os nomes dos blocos?
Balança Rolha, Sacode a Rosquinha e Peru Esperto!
E as manchetes:
«Bloco da Galinha Azul Solta a Franga».
«Alpinista Sexual só Scala Monte Líbano».		
E entrevista em baile de Carnaval parece diálogo de surdo:
«Você vai pescar?» 
«Hein?» 
«Você vai pescar?» 
«Não, eu vou pescar».
«Ah bem, pensei que voce ia pescar».								
É mole?
É mole mas sobe!
Principalmente no Carnaval!
Tá no ar mais uma calúnia do Macaco Simão!
Pior é o Itamar que ficou intoxicado com o próprio pastelão!

Nervosas!
Atacadas!
Inadimplentes do sexo em geral!
Tem peladão no salão!
Os Piranhos do Kung Fu invadem o salão!
Essa é a grande novidade do Carnaval 94: os peladões.
Antes o Scala e o Monte Líbano só contratavam peladas.
Depois do Clube das Mulheres (em Portugal, Clube das Bigodudas) os peladões invadem os salões.
Gente, é cada piranhão!
Parece remador de porta avião!				
E bem Clube das Mulheres: sunga, punho e gravatinha. 
E eu sei que é tudo bofe mas parece tudo gay.
Capa da revista «Honcho».
Estética gay!
Um rinoceronte de sunga é mais sexy!
Pelo menos agora na televisão tem pra todo mundo.
No Brasil nós já estamos com oito tipos de opção sexual: perua, bofe, bofeca, boneca, traveca, hermafrodita, drag queen e drag king.
E tem gente que ainda fica na mão?
Rarará!
Carnaval devia ser o ano todo.
Cinco dias é pra amador!
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<DOC DOCID="HAREM-13C-08209">
. Trata-se de uma questão muito complexa que exige a maior seriedade na sua análise. Um órgão judicial internacional que julgue crimes contra a humanidade deve ser totalmente independente, o que no caso concreto do TPI não está assegurado, por estar extremamente dependente do Conselho de Segurança da ONU. Pelo que não está posto de parte o risco de ser usado como instrumento político por "vencedores" contra "vencidos", instrumento da lei do mais "forte". Recorde-se o inaceitável exemplo do Tribunal "ad hoc" para a ex-Jugoslávia.

Por outro lado, as sanções previstas não devem significar um recuo face a conquistas e avanços civilizacionais alcançados, como, por exemplo, quanto à abolição da prisão perpétua, como acontece com Portugal.

Será ainda de considerar se o TPI será a forma mais correcta de garantir a não impunidade quanto aos crimes previstos no seu estatuto, assim como se o TPI se conforma com as regras adequadas no que respeita aos princípios do direito penal e às prerrogativas das justiças nacionais face aos mesmos crimes. Pensamos que não.

Por último, não posso deixar de criticar a proposta, contida na presente resolução, para a revisão das Convenções de Genebra relativas ao estatuto dos prisioneiros de guerra num momento em que assistimos à sua completa violação pelos EUA.

Daí o voto contra.

. (EN) Como partido, afirmámos no parlamento nacional que somos a favor de um tribunal dessa natureza, em princípio, mas os problemas colocam-se ao nível dos pormenores. Esta é basicamente também a posição americana. O principal problema dos Americanos (que nos afecta também, uma vez que a nossa representação nas Nações Unidas, em termos de mediação diplomática, é superior à de qualquer outro país) é que as disposições relativas ao que é conhecido por "responsabilidade do comando" estão elaboradas de forma tão pouco precisa que os crimes cometidos por soldados, individualmente, ou por grupos de soldados podem levar a que dirigentes políticos ou militares, seus superiores hierárquicos, sejam acusados de acções que nunca planearam, em que não participaram ou de que não tiveram sequer qualquer conhecimento prévio. Os Americanos chamaram insistentemente a atenção para o risco da acusação caluniosa e devo dizer que subscrevemos as suas preocupações. Essa é uma das razões do voto contra dos Conservadores, em Abril do ano passado, e continua a ser essa a nossa posição.

Não é, por conseguinte, uma questão de sermos "Little Englanders", de nos fecharmos sobre nós próprios na nossa ilha, mas é uma questão de os países com verdadeiras responsabilidades internacionais terem de ser cautelosos relativamente ao que assinam. Clinton assinou à última hora mas fez uma declaração (pública) recomendando que o seu sucessor não apresentasse o tratado ao Senado para ratificação. Bush afirmou que não o faria e, de qualquer forma, o apoio do Senado à ratificação é praticamente nulo.

Há também a questão do ponto "A" da resolução conjunta, que sugere que este Tribunal tem competência para julgar os terroristas responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Esta questão é vigorosamente contestada por muitos peritos em questões jurídicas (incluindo nos documentos da Câmara dos Comuns) e por governos, alguns dos quais se asseguraram em Roma de que os actos terroristas não estavam especificamente incluídos no Estatuto. Remeter-vos-ia para a declaração de ratificação do Governo francês que afirma que o Governo da República Francesa considera que o termo "conflito armado" constante da alínea b) e c) do número 2 do artigo 8º, por si e em si, e no contexto, se refere a uma situação cuja natureza não inclui a perpetração de crimes de delito comum, incluindo actos de terrorismo, sejam eles colectivos ou isolados.

O Governo britânico fez uma declaração semelhante em Junho de 1999 esperando que se pudesse encontrar uma forma de chegar, no futuro, a um acordo sobre a inclusão de actos terroristas.

Após os acontecimentos de 11 de Setembro é, obviamente, mais difícil dizer que todos, excepto os terroristas, devem poder ser julgados por este tribunal.

Dizer que eles podem ser julgados por este tribunal é tentar fazer a quadratura do círculo, mas essa é, no mínimo, uma interpretação controversa.

Há também a questão levantada por Conservadores como Douglas Hurd, na Câmara dos Lords, sobre os problemas que poderá colocar para a resolução de conflitos internacionais, muito embora essa preocupação seja atenuada até certo ponto pelo poder residual do Conselho das Nações Unidas que prevê a possibilidade de impedir um procedimento penal no interesse da paz e segurança internacionais.
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<DOC DOCID="HAREM-24B-08210">
Miller, Henry 
(1891-1980)

Escritor norte-americano. Miller, nascido na cidade de Nova Iorque, viveu como um boémio em Paris, entre 1930 e 1940, onde escreveu uma trilogia de carácter autobiográfico, ficcionário e sexual, constituída por Tropic of Cancer (1934), Black Spring (1936) e Tropic of Capricorn (1938), livros proibidos nos EUA e em Inglaterra até aos anos 60. Posteriormente, em 1944, estabeleceu-se em Big Sur, na Califórnia, e escreveu outra trilogia autobiográfica, The Rosy Crucifixion, composta por Sexus (1949), Plexus (1949) e Nexus (1957), e publicada como um todo nos EUA em 1965.

O autor, inspirado pelo Surrealismo, distinguiu-se como um escritor de prosa exuberante e cómica, guarnecida pela paixão anarquista, sendo depois tomado como guru pelos discípulos da geração beat. A sua obra conta, entre outros, com os romances The Colossus of Maroussi (1941), The Air-Conditioned Nightmare (1945), uma visão vitriólica e apocalíptica da cultura americana, e The Time of the Assassins (1956), um retrato do poeta francês Rimbaud. 
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<DOC DOCID="HAREM-53J-08213">
A RÚSSIA anunciou ontem ter assinado um contrato para o fornecimento de mais dois reactores nucleares ao Irão, mas negou ter recebido uma encomenda para vender 4000 blindados ao Iraque.
Quanto ao contrato com Teerão, cujo montante não foi especificado, o ministro russo da Energia Atómica explicou que ele inclui a venda de dois reactores de tipo VVER-440, com uma potência de 440 megawatts, para serem instalados em Bouchehr, no sul do Irão.
A Rússia, insensível aos protestos dos EUA e de Israel, já se tinha comprometido, no início do ano, a instalar naquele mesmo local um reactor de 1000 megawattsz, num negócio avaliado em mil milhões de dólares.
Em relação ao Iraque, Valeri Progrebenkov, porta-voz da sociedade de Estado Rosvooroujenie, responsável pelas exportações militares, desmentiu a existência de uma encomenda de 4000 carros de combate russos, como afirmara o genro de Saddam Hussein que desertou para a Jordânia.
Segundo este, os blindados seriam entregues ao longo de vários anos e pagos em petróleo, depois do levantamento das sanções impostas ao Iraque.
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<DOC DOCID="HAREM-014-08228">
 ``Revisão constitucional é coisa séria demais para ser feita sem negociação (...) Ou se faz uma coisa que tenha apoio ou vai ser um desastre . 


 Fernando Henrique Cardoso, presidente da República eleito, ontem na Folha . 


 ``O PFL saiu muito enfraquecido da eleição . 


 Idem, ontem em ``O Estado de S. Paulo'' . 

 BORDÃO SINISTRO 

 ``Se puxar a arma, vai para a vala . 


 Maurílio Moreira, diretor da Divisão de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio, ontem em ``O Globo'' . 

 REFORMA DO PARLAMENTO 

 ``Não vou ser o candidato da esquerda, mas de quem quiser reformar o Parlamento, pode ser de centro, de direita, não importa . 


 José Genoino, deputado federal pelo reeleito PT-SP, sobre sua candidatura à Presidência da Câmara, ontem no ``Jornal do Brasil'' . 

 POLÍTICA E RELIGIÃO 

 ``A religião existe para religar, para unir, e não para separar . 


 D. Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo de São Paulo, ontem no ``Jornal do Brasil'' . 

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<DOC DOCID="HAREM-824-08233">
 Vôlei feminino vai hoje para a Suíça 
 Seleção vai disputar a BVC Cup 
 Jogadoras da seleção feminina de vôlei fazem treinamento na praia do Leme, no Rio 
 Da Reportagem Local 

 A seleção brasileira feminina de vôlei embarca hoje para Montreaux, Suíça, onde vai disputar a BVC Cup a partir de terça-feira . 


 A equipe do técnico Bernardo Rezende espera repetir a performance de janeiro último, quando conquistou a Beck's Cup na Alemanha . 


 Segundo Bernardinho, as dificuldades da equipe agora serão maiores . 
  "Nosso time começou a preparação apenas há três semanas e as principais seleções do vôlei mundial participam com sua força máxima." 


 O Brasil está no Grupo B do torneio, ao lado da China, Japão e Suíça . 


 Bernardinho aponta o jogo de estréia contra a China como o mais difícil . 
  "Ainda estamos sem ritmo e as chinesas têm um padrão de jogo bem definido, muito rápido e quase sem erros . 
  Suas jogadoras são velozes e podem surpreender." 


 Para Bernardinho, a partida contra a Suíça, no dia 13, é uma incógnita . 
  "Não tenho muitas informações sobre a equipe suíça . 


 Ele espera que na terceira partida, contra o Japão (dia 15), o Brasil apresente um ritmo de jogo mais definido . 
  "As japonesas têm um time com jogadoras mais baixas e sem muita força no ataque . 
  Mas compensam na velocidade." 


 O técnico aponta Cuba e Rússia como favoritas ao título . 
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<DOC DOCID="HAREM-802-08245">
Internet na Escola - Pesquisa de Disciplinas
 História Bandeiras Históricas Brasileiras Página sobre as bandeiras históricas utilizadas pelo Brasil desde o seu descobrimento até os dias
atuais. 
Traz uma seleção de textos detalhados sobre a história de cada bandeira, com ilustrações e descrições das bandeiras. 
http://www.terravista.pt/Copacabana/1452 Canudos - 100 Anos Site totalmente dedicado ao episódio da Guerra de Canudos. 
Conta a história ilustrada da saga de Antonio Conselheiro, comentada em artigos e resenhas enviados por internautas.
Traz também notícias e uma extensa bibliografia sobre o tema. 
http://www.ax.apc.org/~eraldojunior/hp13.htm História do Brasil Imperial Este site tem o objetivo de divulgar o conhecimento histórico sobre 
a Independência do Brasil e o Período Imperial (1822-1889) através de textos, fotos, imagens, tabelas e cronologias. 
O período escolhido abrange os anos entre a Independência do Brasil em 1822 e a Proclamação da República em 1889. 
O uso dos textos dessa página é livre, desde que a mesma seja citada como fonte, assim como a bibliografia por ela utilizada. 
http://www.geocities.com/Athens/6953 Ilustres Navegadores Portugueses Este site é próprio para quem procura informações sobre navegadores como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Gil Eanes: Inclui fotos, uma biografia e uma mensagem poética.
Vale a pena conferir! 
http://www.geocities.com/SoHo/3808/ Regime Militar de 1964 Durante 21 anos o país viveu um regime de governo militar, que marcou a nação, seu povo e suas instituições. 
Neste site você vai encontrar um resumo histórico dos governos militares, a presidência anterior ao regime e o período de redemocratização. 
Verá também alguns fatos que marcaram a ditadura: os movimentos de oposição e a repressão. 
http://www.geocities.com/CapitolHill/3038/ Atualizado em 17/02/98
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<DOC DOCID="HAREM-73J-08255">
A fazenda de renas Napapiiri, nas proximidades (tel. 38-4048) promove jantares com carne de rena e faz exibições folclóricas.
Preço: cerca de US$ 43.

Dos museus, o melhor é o Arktikum (leia reportagem ao lado).
Mas há dois muito instrutivos, a céu aberto por isso, as visitas vão só de junho a setembro.

«Achei a idéia muito interessante e educativa.
A gente precisa de reciclagem em geografia, pois tudo muda muito rápido.
Lá em Portugal, eu costumo comprar a Folha», afirma Barra.

Outras cidades
Em São José do Rio Preto, as duas bancas mais tradicionais da cidade tiveram filas na distribuição do terceiro fascículo do Atlas Folha/«The New York Times». 

Esses núcleos coloniais, entre eles o do Vale do Ribeira, foram ocupados a partir de terras vendidas pelo governo.

Para quem vai fazer a pesquisa no computador a separação de dados não faz nenhuma diferença: tudo funciona como se fizesse parte de um só arquivo.

Segundo Milton Julio Zanluqui, da Paraklin Pára-raios, entre os tipos mais comuns (veja exemplos ao lado) estão o sistema de gaiola (Gaiola de Faraday), composto de seis partes principais: captador do tipo terminal aéreo, cabo de cobre, suportes isoladores, tubo de proteção, malha de aterramento e conector de medição.

Esse equipamento «envolve» o prédio e é indicado para construções que ocupem áreas horizontais, como galpões e indústrias.

É preciso que tenhamos a consciência de que os nossos tratados, que envolvem questões transcendentais que buscam uma circulação de bens e serviços sem barreiras entre nossos países, exigem uma visão da história.

Não podemos deixar morrer o espírito de Iguaçu.
Ele fechou um tempo de divergências para abrir uma era de convergências.

José Sarney escreve às sextas-feiras nesta coluna.
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<DOC DOCID="HAREM-522-08264">
Imagens do Evento (23 a 25/março/2000) Psicólogos debatem Direitos Humanos O Conselho Federal de Psicologia realizou, em Brasília, nos dias 23, 24 e 25 de março o II Seminário Nacional de Psicologia e Direitos Humanos.
O evento contou com a participação de cerca de 200 profissionais e estudantes de Psicologia de todo o Brasil.
Nos três dias de duração do Seminário foram apresentados trabalhos relacionados a luta em defesa dos Direitos Humanos no Brasil.
Profissionais de Psicologia e de outras áreas debateram assuntos como violência contra a mulher, abuso sexual infantil, reforma agrária e manicômios judiciários.
Na noite de abertura do Seminário, os participantes puderam contar com uma brilhante palestra do intelectual Milton Santos, que falou sobre a globalização, espacialidade e Direitos Humanos.
Na cerimônia de abertura, com o auditório lotado, a Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP homenageou Dom Paulo Evaristo Arns por sua luta
incessante na defesa dos Direitos Humanos no país.
Outro ponto de destaque do evento foi a manifestação realizada em frente ao Ministério da Justiça na tarde de sexta-feira (24).
Organizada pela CNDH do CFP, 150 pessoas participaram do ato que pedia a introdução da questão dos manicômios judiciários no Programa Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal entre outros.
Enquanto os manifestantes protestavam contra a situação degradante que vivem os internos dos manicômios judiciários, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos do CFP eram recebidos por representantes do ministro da Justiça, José Carlos Dias.
A imprensa nacional e agências de notícias internacionais deram destaque ao ato e ao Seminário.
As ações do Seminário também ecoaram na Câmara dos Deputados.
O deputado Paulo Delgado (PT-MG), em discurso na tribuna da Casa na tarde de sexta-feira (25), criticou a permanência dos internos nos manicômios judiciários e afirmou que o Conselho Federal de Psicologia vem liderando a luta pelos Direitos Humanos dos internos nos manicômios judiciários.
Primeiro Release do Evento (23 a 25 de março de 2000) Coletiva para Imprensa no dia 22 de março de 2000 Lista de Sugestões de Hotéis para os Participantes .
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<DOC DOCID="HAREM-829-08266">
- "Sou, sou !!" ? acudiu ela com rapidez ? "sou aos meus próprios olhos um dominó, um continuado carnaval de lágrimas! Está bom ! Não quero tristezas! Se me tocas na tecla do sentimentalismo, deixo-te. Eu não vim aqui fazer papel de dama dolorida. Soube que estavas aqui, procurei-te, esperei-te mesmo com ansiedade, porque sei que és espirituoso, e podias, sem prejuízo da tua dignidade, ajudar-me a passar algumas horas de ilusão. Fora daqui, tu ficas sendo Carlos, e eu serei sempre uma incógnita muito grata ao seu companheiro. Agora acompanha-me : vamos ao camarote 10 da segunda ordem. Conheces aquela família ?"
- "Não."
- "É uma gente da província. Não digas tu nada ; deixa-me falar a mim, e verás que não passas mal! É muito orgulho, não achas ?"
- "Não acho, não, minha querida ; mas eu antes queria não desperdiçar estas horas porque fogem. Tu vais falar, mas não é comigo. Sabes que tenho ciúmes de ti ?"
- "Sei que tens ciúmes de mim! Sabes tu que eu tenho um profundo conhecimento do coração humano ? Já vês que não sou a mulher que imaginas, ou quererias que eu fosse. Não comeces a desvanecer-te com uma conquista esperançosa. Faz calar o teu amor-próprio, e emprega a tua vaidade em bloquear com ternuras calculadas uma inocente a quem possas fazer feliz, enquanto a enganas!"
- "Julgas, portanto, que te minto !!"
- "Não julgo, não. Se mentes a alguém é a ti próprio : bem vês que não te creio.. Tempo perdido ! Anda, vem comigo, senão!"
- "Senão.. O quê ?"
- "Senão! Olha."
      
      E a melindrosa desconhecida largou-lhe o braço com delicadeza, e retirara-se, apertando-lhe a mão.
      
      Carlos, sinceramente comovido, apertou aquela mão, com o frenesi apaixonado de um homem que quer suster a fuga da mulher por quem se mataria.
      
- "Não," ? exclamou ele com entusiasmo ? "não me fujas, porque me levas a esperança mais bela que o meu coração concebeu. Deixa-me adorar-te, sem te conhecer !! Não levantes nunca esse véu! Mais deixa-me ver a face da tua alma, que deve ser a realidade de um sonho de vinte e sete anos!"
- "Estás dramático, meu poeta ! Eu sinto realmente a minha pobreza de palavras garrafais! Queria ser uma vestal de estilo fervente para sustentar o fogo sagrado do diálogo! O monólogo dever cansar-te, e a tragédia desde Sófocles até nós não pode dispensar uma segunda pessoa!"
- "És um prodígio!"
- "De literatura grega, não é verdade ? Inda sei muitas outras coisas da Grécia. A Lais também era muito versada, e repetia as rapsódias gregas com um garbo sublime ; mas a Lais era! Sabes tu o que ela era ?! E serei eu o mesmo ? Já vês que a literatura não é sintoma de virtudes dignas da tua afeição!"
      
      Tinham chegado ao camarote na segunda ordem. O dominó-veludo bateu, e a porta foi, como devia ser, aberta.
      
      A família que ocupava o camarote compunha-se de muitas pessoas, sem tipo, vulgaríssimas, e prosaicas de mais para captarem a atenção de um leitor avesso a trivialidades. Todavia, estava aí uma mulher que valia um mundo, ou coisa maio que o mundo ? o coração de um poeta.
      
      As rosas purpurinas dos vinte anos tinham-lhe sido crestadas pelo hálito abrasado dos salões. A placidez extemporânea de uma vida agitada via-se-lhe no rosto protestando não contra os prazeres, mas contra a debilidade de um sexo que não pode acompanhar com a matéria as evoluções desenfreadas do espírito. Mas que olhos ! Mas que vida ! Que electricidade no frenesi daquelas feições ! Que projecção de uma sombra azulada lhe descia das pálpebras ! Era uma mulher em cujo rosto transluzia a soberba, talvez demasiada, da sua superioridade.
      
      O dominó-veludo estendeu-lhe a mão, e chamou-lhe Laura.
      
      Seria Laura ? É certo que ela estremeceu, e recuou a mão repentinamente como se uma víbora lha tivesse mordido.
      
      Aquela palavra simbolizava um mistério dilacerante : era a senha de uma grande luta em que a pobre senhora devia sair escorrendo sangue.
      
-	"Laura," ? repetiu o dominó ? "não me apertas a mão ? Deixa-me ao menos sentar-me perto! Muito perto de ti! Sim ?"
      
      O homem que mais próximo estava de Laura afastou-se urbanamente para deixa aproximar uma máscara, que denunciara o sexo pela voz, e a distinção pela mão.
      
      E Carlos nunca mas despregou os olhos daquela mulher, que revelava a cada instante um pensamento na variadas fisionomias com que queria disfarçar a sua angústia íntima.
      
      A desconhecida fez sinal a Carlos para que se aproximasse. Carlos, enleado nos embaraços naturais daquela situação toda para ele enigmática, recusava cumprir as imperiosas determinações de uma mulher que parecia calcar todos os melindres. Os quatro ou cinco homens, que pareciam familiares de Laura, não deram muita importância aos dominós. Conjecturaram, primeiro, e quando supuseram que tinham conhecido as visitas, deixaram em plena liberdade as duas mulheres, que se falavam de perto como duas amigas íntimas. O cavalheiro passou por um tal Eduardo, e a desconhecida tiveram-na por uma D. Antónia.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-487-08274">
CURRENT CITES ARTICLE SEARCH
http://sunsite.Berkeley.EDU/CurrentCites/articlesearch.html

 Novo serviço que indexa todos os artigos citados em Current Cites desde Janeiro de 1995. 
 Contém, segundo o aviso, cerca de 225 dos melhores artigos sobre tecnologia da informação na rede. 

 -- 
 Beatriz Valadares Cendon 
 Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação 
 Universidade Federal de Minas Gerais 
 Fone(UFMG): 55-31-499-5249/5231/5234 
 Fax (UFMG): 55-31-499-5200/5226/5207 
 Lista de discussão e divulgação da ancib: ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB 
 ICQ , 25328270
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-32H-08291">
«É urgente recuperar o sentido cristão do Natal» -- defendeu D. Jorge Ortiga 

O bispo auxiliar D. Jorge Ortiga defendeu ontem ser «urgente» recuperar o sentido cristão e genuíno do Natal .
«O Natal foi assumido pela Igreja primitiva cristianizando celebrações ancestrais, mas a modernidade parece estar a afectuar uma viragem de rota: o espírito cristão está quase banido e nem sempre se consegue intuir uma vertente que testemunhe o essencial do acontecimento a celebrar», afirmou .
Falando durante uma visita pastoral à freguesia de Esporões, Braga, D. Jorge Ortiga considerou que a data do nascimento de Jesus «vai perdendo o sentido de mistério duma aliança concreta que une Deus aos homens e os homens a Deus», daí que tenha defendido ser necessário recuperar o seu verdadeiro significado .
«A humanidade enriqueceu-se com uma presença que motiva para uma união existencial duma vida divinizada», lembrou, referindo que aqui está o segredo escondido do Natal .
O bispo realçou que se Deus "desceu até nós" em todo o esplendor do Natal «é para que aceitemos que a porta da família trinitária se entreabriu para que nela entremos», acrescentando que conseguir dar a certas festas o seu verdadeiro significado «torna-se uma manifestação, um sinal, de renovação» .
«Num mundo materialista e secularizado que pretende fechar-se ao transcendente, os cristão tornam-se responsáveis por esta revelação de significado .
Caso contrário, corre-se o risco de esvaziar de conteúdo o encanto mágico do acontecimento natalício», notou .
Dirigindo-se aos fiéis, o bispo referiu que o Natal exige a proximidade dos homens entre si, salientando que o testemunho da modernidade exige muito mais para os cristãos .
«Há quem comece a pensar que o futuro confirmará uma espécie de muro de incomunicabilidades entre os homens vendo-se todos os dias, não se encontram: navegando juntos na rede da informática desconhecem-se e perdem-se na multidão anónima», disse .
Segundo D. Jorge Ortiga, ninguém revela o nome a ninguém e para iludir um conhecimento recíproco recorre-se ao "crachá" ou à etiqueta dum produto que se veja nos congressos ou simpósios mas que depois se armaneza no ficheiro das recordações esquecidas .
«Passa-se ao lado e tornamo-nos transeuntes apressados e distraídos .
A tecnologia descobriu o espaço interplanetário mas não quis explorar a distância que separa e afasta os homens uns dos outros», considerou .
Para o prelado, é nas paróquias e nos movimentos que a Igreja terá de contribuir para lançar partes e estruturar um mundo de fraternidade .
Se o Natal significa o entrar de Deus na história dos homens, devemos empenhar-nos na responsabilidade de tornar as nossas vidas , a dinâmica pastoral das paróquias e o ritmo de vida diocesana história de Deus, acrescentou .
«Não é aquilo que nos convém ou interessa .
Havendo disponibilidade e capacidade de escolha das prioridades seremos capazes de imprimir uma dinâmica que envolve e compromete na realização do mundo novo prefigurando no primitivo Natal que devemos repropor à humanidade», concluiu .
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<DOC DOCID="HAREM-11C-08319">
Quarto: exorto ainda a Comissão a agir de acordo com o seguinte princípio: quanto menor for a ajuda, tanto menores devem ser também os requisitos burocráticos a satisfazer pelos participantes. Penso que, neste caso, podemos adoptar a solução encontrada pela Comissão no caso das parcerias das cidades, designadamente tratando de uma forma diferente todas as candidaturas a bolsas inferiores a 20 000 euros, o que significaria não as fazer acompanhar da mesma imensidade de papéis que são exigidos para os pedidos com maiores dotações. Além disso, quanto a mim, nas bolsas inferiores a 20 000 euros, deveria prescindir-se do requisito do co-financiamento.

A especial importância do programa SÓCRATES no espaço europeu do ensino é amplamente enaltecida e é indiscutível. Nunca podemos esquecer que o programa SÓCRATES representa o núcleo essencial da sociedade europeia do conhecimento e do ensino. O meu receio é de que a cooperação entre Estados ao nível do ensino, ou seja o método intergovernamental, possa sobrepor-se ao método comunitário. No entanto, as declarações de Bolonha e de Praga proclamaram este tipo de métodos supostamente mais rápidos. Nunca podemos esquecer que, sem as experiências positivas do programa SÓCRATES, seriam praticamente impensáveis os objectivos e medidas do chamado método aberto da cooperação aberta com os Estados-Membros no sector da educação. Nesta perspectiva, sacrificar os objectivos comunitários em matéria de educação em benefício da cooperação intergovernamental, constituiria um indescritível retrocesso.

Para finalizar, há que ter em conta os seguintes dois pontos. Primeiro: o programa SÓCRATES constitui um programa europeu fundamental e decisivo, dado que educa as pessoas da Europa e representa a resposta europeia em termos de perspectivas de educação do futuro.

Segundo: a cooperação intergovernamental não pode, portanto, pôr em causa o significado do método comunitário. Neste ponto, vamos ter de estar particularmente atentos.


Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas, o programa SÓCRATES, juntamente com alguns outros programas, constitui, de facto, o programa da União Europeia, aquele que constrói a Europa a partir da base, inclusive por ser através dele - já o ouvimos à nossa colega Doris Pack - que gerações de jovens conseguem viver e sentir a Europa, crescendo em contextos europeus que lhes imprimem a sua marca em toda a sua vida pessoal e profissional.

Daí a extrema importância de nós, Parlamento Europeu, envolvermos e comprometermos o Conselho e a Comissão nestes processos, mas de darmos também o nosso próprio contributo neste sentido. Assim sendo, gostaria de abordar dois pontos, para os quais também solicito o apoio das outras comissões parlamentares, em especial da Comissão dos Orçamentos e da Comissão do Controlo Orçamental.

O primeiro ponto é a questão da descentralização. Conseguimos que prevalecesse, mas as agências nacionais têm um interlocutor em Bruxelas, que vai ser constituído, futuramente, pelas agências de execução. Necessitamos de ter uma boa cooperação com estas agências de execução, tal como acontece, louvavelmente, com as agências nacionais. Daí o meu pedido premente à Comissão Europeia, mas também à Comissão dos Orçamentos, no sentido de que, nas conversações com as agências de execução, sejam criadas as necessárias condições.

O segundo ponto refere-se à questão do controlo financeiro. Necessitamos igualmente do apoio da Comissão do Controlo Orçamental, de modo a podermos também concretizar na prática o objectivo de as ajudas de montantes menores serem atribuídas sem um elevado dispêndio burocrático. A Comissão Europeia devia receber do Parlamento, e especialmente da Comissão do Controlo Orçamental, o necessário apoio neste sentido.


Senhor Presidente, Senhora Comissária, muito de positivo já foi escutado acerca do programa SÓCRATES e não pretendo repetir o que foi dito. Quero apenas chamar a atenção para o facto de, dos 376 milhões de habitantes da União Europeia, cerca de 40% ter menos de 30 anos. Este é, portanto, um dos maiores grupos-alvo do programa SÓCRATES, a par com os programas GUNDTVIG, MINERVA, MEDIA+ e outros.

Nos próximos anos, o programa vai, portanto, distinguir-se pela mobilidade, pela interculturalidade e pela diversidade de ensino. Encontra-se no bom caminho para melhorar, tal como podemos constatar pela sua segunda fase e pelo que acabámos de ouvir. Mas também há que apontar as deficiências que ainda subsistem, nelas se incluindo os atrasos na celebração de contratos entre a Comissão e as agências nacionais, as quais dão frequentemente conta deste problema e vêem a sua execução impedida por estes atrasos. Este ponto também diz respeito ao atraso no pagamento de bolsas, havendo a ter em conta que estas são constituídas por montantes relativamente baixos e daí a necessidade de os candidatos as receberem com a maior brevidade possível. Assim sendo, a fase de pré-financiamento também deveria ser encurtada, pois, na maior parte dos casos, os candidatos, a par com o seu trabalho, ainda têm de efectuar o pré-financiamento do projecto.
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<DOC DOCID="HAREM-722-08325">
Síndrome de Down poderá ter diagnóstico pré-concepcional 
 Síndrome de Down poderá ter diagnóstico pré-concepcional (*) A causa do acidente genético que origina a Síndrome de Down vem sendo estudada 
pelo Prof. Michael Petersen, médico geneticista de Atenas, na Grécia.
O Prof. Petersen falou na Conferência de Barcelona sobre a origem e o mecanismo da anuploidia cromissomica na Síndrome de Down, como é chamado cientificamente este acidente.
Segundo ele, através da análise de alguns marcadores presentes nos cromossomos maternos pode-se identificar quais as mães que têm maior risco de sofrer uma não-disjunção do cromossomo 21, que leva a ocorrência da trissomia. 
Os estudos ainda são preliminares, mas são um grande passo no sentido do diagnóstico pré-concepcional, ou seja, poderão permitir futuramente que uma mãe ou pai saibam ainda antes de gerar um filho qual a probabilidade de ocorrer uma trissomia do 21 ou de outros cromossomos.
O estudo deste risco genético para a não disjunção do 21 baseia-se na pesquisa da presença dos genes chamados APOE (alelo e4) no cromossomo 
19 e PS1 (alelo ivs8) no cromossomo 14.
O Prof. J. Egozcue, de Barcelona, explicou detalhadamente a técnica que está sendo desenvolvida para se diagnosticar antes da concepção, através do estudo de óvulos não fertilizados, a probabilidade de ocorrência de erros cromossomicos estruturais ou numéricos.
Em sua opinião este tipo de teste permitirá detectar estes erros e será de utilidade nos casos em que o casal, por razões morais, rejeite a opção do abortamento.
(*) Agradecemos ao Dr. Ruy do Amaral Pupo Filho, médico pediatra e sanitarista e presidente da Associação Up Down pelas anotações e transcrição das apresentações feitas na Conferência Médica Internacional sobre Síndrome de Down, realizada em Barcelona, em 14 e 15 de março de 1997.
Dr. Ruy do Amaral Pupo Filho viajou com passagens de cortesia da VASP, através da Federação das Associações de Síndrome de Down, e sua inscrição foi paga pela Associação Up Down. 
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<DOC DOCID="HAREM-61K-08334">
Trata-se agora de ir um pouco mais longe e de, com toda a franqueza, de mudar de escala. E acho que é indispensável mudar de escala e não simplesmente fazer do mesmo e continuar gradualmente o que temos vindo a conquistar ao longo dos anos. Podem-me dizer e porquê? Por que razão é que há essa necessidade de mudança de escala? Eu aqui julgo que o elemento fundamental que determina a necessidade de mudança de escala está no exterior da investigação científica e das instituições científicas. E está no desenvolvimento das aplicações sociais das tecnologias de informação. É essa mudança social que determina que hoje não é possível aos Estados e às instituições científicas ou universitárias continuarem com um progresso certamente muito positivo, mas insuficiente, nesta matéria, na integração de respostas da comunidade científica a estes problemas sociais. Acresce ainda aqui uma lógica de Estado e portanto uma lógica em defesa das oportunidades dos cidadãos desse Estado, que são na maioria, na esmagadora maioria dos casos, não só pessoas que falam exclusivamente o português, no caso em apreço, que têm uma competência cultural e uma fruição de bens culturais relativamente limitada, mas aos quais se dirigem crescentemente benefícios ou não da utilização de tecnologias de informação. O desenvolvimento das oportunidades dadas pelo uso social das tecnologias de informação hoje toca as mais variadas áreas, desde o lazer à economia, à mudança de hábitos de trabalho, mas também à própria constituição dos Estados democráticos: à relação com a informação, ao acesso à informação pública, ao saber o que estão a decidir por nós. Tudo isto obriga a uma atenção nova relativamente ao uso das tecnologias de informação pela generalidade das pessoas. E é precisamente o facto de ser uma prioridade política a maior acessibilidade das pessoas, designadamente daquelas de menores recursos, educacionais e económicos, às tecnologias de informação e à sua utilização social, insisto, é o facto de ser uma prioridade política a maior acessibilidade que coloca, do ponto de vista da prioridade, a língua e o processamento computacional da língua no primeiro plano. Esse é o objectivo que, do ponto de vista do Estado, está aqui presente como um objectivo maior e é aquele que faz com que, ao contrário do que acontece em muitos outros domínios e em muitas outras áreas problema, estejamos já não só perante uma oportunidade, mas perante uma ameaça. A ameaça de excluir grande parte dos nossos concidadãos, já para não falar das nossas empresas, das possibilidades de utilização social das tecnologias de informação em prol de uma sociedade que seja um pouco melhor, um pouco menos injusta e um pouco mais livre. 

Esta questão, que é provavelmente fácil de enunciar, é certamente de difícil resolução. É de difícil resolução porque todos nós fomos formados e temos pela frente um estado de coisas e uma divisão de fronteiras institucionais, uma história na formação de cada um dos grupos que aqui estão, quer sejam universitários, científicos, empresariais, da qual temos muita dificuldade em nos desligar. Mas contudo, é disso que estamos a falar. Para mudarmos de escala, temos de ter a certeza que dentro de 10 anos, o panorama nesta área em Portugal será totalmente diferente. Se não for totalmente diferente, significa, é possível que isso aconteça, eu não gostaria, certamente nenhum dos que estão presentes nesta sala gostaria, mas significa que perdemos. E muitas vezes na história portuguesa se perdeu. Houve consciência suficiente para diagnosticar os problemas, para diagnosticar as soluções, para perceber onde estavam as ameaças, mas não houve ou coragem ou capacidade para os enfrentar com sucesso. Não creio que esteja garantido que vamos ser capazes de enfrentar este problema e esta ameaça com sucesso. Agora há uma coisa de que não nos poderão acusar. É de não termos tentado. Eu peço desculpa de que muito do que vou dizer - em parte até porque conheço, sou amigo, fui professor, colega de muitas das pessoas que estão nesta sala . tenha um tom um pouco moralista. Mas há uma forma peculiar de divisão em Portugal, que é um sintoma de angústia perante o futuro e perante as nossas próprias capacidades de superação dos problemas e que é particularmente letal. Neste momento, seria de facto mortal se mantivéssemos essa atitude entre nós e se não conseguíssemos acreditar na montagem de esquemas eficientes de mudança de escala. Um dos nossos colegas dizia "não se trata de montar um esquema unificador, que responda a todos os problemas e a todas as necessidades, à investigação básica e à investigação aplicada, aos problemas das empresas e do mercado, aos problemas da relação entre ciências cognitivas e processamento computacional, etc", não. Isso é obviamente impossível. Trata-se precisamente de encontrar instrumentos adaptados a cada um dos problemas e manter essas soluções no quadro de uma estratégia e de uma pilotagem global que faça sentido. 
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<DOC DOCID="HAREM-61H-08358">
Espinho forma paisagistas 

A Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho e a Câmara Municipal estão a desenvolver acções de formação nas áreas do paisagismo e do mobiliário urbano, disse ontem fonte da autarquia .
Os dois objectivos principais destas acções, no âmbito da Iniciativa Comunitária de Emprego, são a inserção no mercado de trabalho e, preferencialmente, a criação de micro-empresas, dado as dificuldades de absorção de mão-de-obra .
Segundo a fonte foi realizado um exaustivo trabalho de identificação do público-alvo, que se situa nos jovens sem escolarização mínima e nos desempregados dos 16 aos 20 anos que abandonaram o sistema escolar, antes desta iniciativa começar .
A fonte acrescentou que a formação que os jovens adquirem dá-lhes competências profissionais e permite-lhes obter o 6º. ano de escolaridade, mediante acordo com o Ministério da Educação, que homóloga os currículos alternativos apresentados pela ADCE .
A acção realizada pelos formandos de jardinagem é desenvolvida no respectivo Centro de Formação, junto ao parque de campismo, abrangendo uma área de 2.700 metros quadrados, com estufas e terrenos para a produção e reprodução de plantas .
No que se refere ao mobiliário urbano, as tarefas são realizadas em espaços próprios nas novas instalações da ADCE, dotadas de carpintaria, salas de máquinas e de acabamentos .
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<DOC DOCID="HAREM-92H-08363">
Joel Sá preside à JSD/Barcelos 

A Secção de Barcelos da Juventude Social Democrata elegeu no sábado Joel Sá para a presidência da comissão política .
Os jovens sociais democratas escolheram também os seus representantes nos restantes orgãos dirigentes .
A acompanhar Joel Sá na Comissão Política de secção foram eleitos, Pedro Vilas Boas-Manhente, na vice-presidência e Daniel Simões como secretário .
A Mesa do Plenário vai ter Manuel Bento Pereira como Presidente e Hilário Gonçalves de Seara e Maria Manuela de Sá na vice-presidência .
Os elementos destes dois órgãos, encabeçados por Pedro Vilas Boas candidataram-se e foram escolhidos para representarem a secção de Barcelos da JSD como delegados ao Concelho Distrital de Braga .
O militante João Miguel Miranda ficou com a responsabilidade de coordenar o Ensino Secundário .
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<DOC DOCID="HAREM-73H-08368">
Novo hospital privado em Trofa aposta nos serviços de qualidade 

O concelho da Trofa tem desde ontem um novo hospital construído por capitais privados cuja principal aposta vai no sentido de oferecer serviços de qualidade .
Segundo o director desta unidade de saúde, José Vilanova, este é o grande trunfo para atrair os utentes da Trofa e de outros concelhos limítrofes .
«Este é um hospital de ponta em vários aspectos .
É um excelente edifício, tem excelentes equipamentos e tem um grupo de clínicos muito conceituado e alargado a diversas especialidades e, portanto, irá servir, não só o concelho da Trofa, mas toda a região envolvente que se alarga pelos concelhos de Famalicão, Santo Tirso, Guimarães, Vila do Conde e Maia», disse .
Por enquanto, o hospital abriu apenas para as consultas externas, prevendo-se que no dia 8 de Fevereiro passem a funcionar os outros serviços, nomeadamente, os blocos operatórios, internamento e urgências .
Actualmente o corpo clínico é composto por 124 médicos, entre os quais, cerca de uma dúzia são professores catedráticos .
O novo hospital garante, assim, segundo José Vilanova, a cobertura de todas as especialidades médicas e cirúrgicas .
«Só não temos cirurgia cardíaca e neurocirurgia de urgência, de resto, todas as especialidades médicas e cirúrgicas estão aqui representadas», salienta o director .
Por outro lado e no que diz respeito às urgências, que entram em funcionamento no dia 8 de Março, trata-se de um serviço com disponibilidade permanente .
Segundo José Vilanova a unidade hospitalar tem «um serviço de urgência a funcionar 24 horas por dia, nas quais temos clínica geral, medicina interna, cirurgia, ortopedia pediatria e ginecologia e obstetrícia» .

investimento de 2 milhões de contos 

O novo hospital da Trofa representa um investimento de capital privado na ordem dos 2 milhões de contos, segundo disse ao Diário do Minho o seu director .
Uma verdadeira aposta num sector que, para José Vilanova tem futuro porque «as pessoas e os políticos cada vez mais compreendem que a liberdade de escolha deve ser dada ao doente» .
Neste sentido e para que o peso monetário dos serviços não seja demasiado elevado para os utentes, o hospital da Trofa tem negociações muito avançadas com os diversos subsistemas de saúde e com o Serviço Nacional de Saúde para permitir que os utentes o utilizem como qualquer outro hospital público .
«Naturalmente que, não será em tudo nem para todos, pelo menos para já, mas haverá já muitos doentes do SNS que vão poder aceder aos nossos serviços», salienta o director .
Numa ocasião em que as dificuldades para se encontrarem médicos disponíveis para trabalhar são muitas, o hospital da Trofa parece ter tido bastantes facilidades em constituir o seu corpo clínico .
Para José Vilanova, as condições de trabalho que a nova unidade hospitalar proporciona são excepcionais .
Em cada consultório os clínicos têm computadores onde podem aceder directamente "on line" aos processos dos seus utentes .
«Penso que será o primeiro hospital do país totalmente informatizado, não só no processo administrativo mas também no processo clínico, com os dados do doente disponíveis a todo o momento» realça José Vilanova .
Por enquanto, entraram ontem a funcionar as consultas externas, prevendo-se que até final do próximo mês tudo esteja ao serviço para que em Abril se proceda à inauguração com a "pompa e circuntância" necessária e, naturalmente, a presença da ministra da Saúde .
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<DOC DOCID="HAREM-24L-08390">
O historiador sublinhou que António de Oliveira Salazar governou Portugal sob uma Lei Constitucional (a de 1933) que não era «ditatorial»: 
«Não há nada nela que obrigue o regime a ser ditatorial. 
Nem sequer havia proibição de partidos». 
Como é que, então, aconteceu a ditadura? 
«Pela via administrativa». 
Através da «policialização do Estado» e do esvaziamento do sistema representativo. 
«Com o tempo, o poder legislativo foi transferido para o Governo, esvaziando os poderes da Assembleia Nacional, que funcionou apenas três vezes por ano», disse Braga da Cruz, que, apesar disso, encontra algum «pluralismo» no salazarismo. 
«A  União Nacional era uma grande frente onde Salazar tolerava algum pluralismo orgânico, nomeadamente a Causa Monárquica, que, em 1961, se não fosse o início da guerra em África, teria mesmo aparecido como alternativa à União Nacional». 
 
«A arte suprema de saber durar» 
Saddam Hussein regozija-se com o derrube de Gorbatchov; 
Kadhafi, da Líbia, fará o mesmo. 
 
A Bolsa cai e o preço do petróleo sobe. 
 
Quarta-feira, 21 
«As pessoas que assistem a tais sessões saiem loucas, histéricas, falam alto, as crianças choram», observa a administração daquele condomínio. 
«Todas estas práticas deveriam ter locais específicos. 
Segundo se julga, o cinema foi licenciado para exibição de filmes e não para culto», defende. 
 
A finalizar, o protesto solicita uma intervenção do presidente da Junta de Freguesia, «a fim de esclarecer esta situação ou, se possível, acabar com as sessões». 
O autarca remeteu cópias do ofício à delegação de saúde responsável pela área de Alverca e à administração da Lusomundo, empresa proprietária da sala de cinema em causa. 
 
Afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias. 
Drosnin e muitos dos seus seguidores aceitam acriticamente o episódio Rabin como «prova extraordinária» do código da Bíblia. 
Mais grave, a afirmação dos «media» é de que foi «demonstrada cientificamente» a realidade dos códigos. 
Ora, a verdade é bem diferente: 
não só as técnicas utilizadas não demonstram nada, como as conclusões se baseiam em falácias, como todo o processo nada tem a ver com Ciência, ao contrário do que as máquinas de propaganda pretendem fazer crer. 
 
A técnica utilizada por Drosnin é muito simples. 
Na descrição que se segue realizo algumas simplificações, bem como uma adaptação do hebraico para o português. 
Passo 1: pegue num texto qualquer, de preferência grande. 
Passo 2: elimine todas as vogais, espaços e pontuação, ficando apenas com uma longa cadeia de consoantes. 
Passo 3: pense num número inteiro, digamos 7. 
Passo 4: faça uma bola em torno de uma consoante qualquer da sua cadeia, e a partir dessa em torno de todas as consoantes contadas de 7 em 7 (7ª, 14ª, etc.), construindo uma nova cadeia de consoantes. 
Passo 5: pegue na nova cadeia e tente construir uma ou várias palavras com sentido introduzindo vogais onde quiser. 
Se sim, BINGO! 
Acertou. 
Se não, repita os passos 3 a 5 variando o que quiser até conseguir alguma coisa interessante. 
Pode, por exemplo, começar a nova cadeia em qualquer das milhares de consoantes à sua escolha. 
Ou, em vez de contar de 7 em 7, pode contar de 33 em 33. 
Ou acrescentar vogais diferentes. 
Tem milhares de milhões de variações ao seu dispor. 
Para ter uma ideia, o texto da Torah tem 304.805 consoantes; 
o nome de Rabin, na «previsão» de Drosnin, aparece contando cada 4772 letras a partir da 4333ª. 
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<DOC DOCID="HAREM-812-08392">
 FHC vai para a história como o campeão de desnacionalização A desnacionalização da economia e a derrocada de seculares conquistas trabalhistas serão as duas mais fortes marcas que o Governo FHC legará a história.
Como ideólogo de si mesmo, FHC entende - como entendia Collor - que modernidade é jogo o País no capitalismo-cassino, em que a produção de bens é só um detalhe no mar da usura institucionalizada e da moeda grotescamente sobrevalorizada.
Essa não é uma visão neoliberal clássica.
Parodiando Nelson Rodrigues, o entreguismo, como o subdesenvolvimento, é uma obra de séculos, não se improvisa.
Segundo a revista Exame, em 1996, das receitas das maiores empresas do Brasil (privadas e estatais), 44,1% foram de empresas estrangeiras, contra 32% em 1994.
A participação das empresas privadas nacionais caiu de forma ainda mais acentuada, de 44% em 1994 para 35,7% em 1996.
Com a venda para multinacionais de empresas brasileiras como a Metal Leve, Arno, Iochpe-Maxion, Lacta, entre outras, o setor produtivo nacional viu setores inteiros serem internacionalizados como de autopeças, eletrodomésticos, higiene e limpeza, química, laticínios, bens de capital, farmacêutica e hotelaria.
A desnacionalização avança sobre os supermercados, a petroquímica, transportes de carga e cosméticos.
No setor financeiro, com a transferência (por conta do Proer) do Bamerindus (conhecido como banco da nossa terra ) para o Hong Kong and Shanghai Banking Corp - HSBC e de várias outras operações menores, como a doação (também por conta do Proer) do Bandeirantes para a portuguesa Caixa Geral de Depósitos, a desnacionalização já passa dos 20% e deve alcançar mais de 35% nos próximos dois anos.
A verdade é que o complexo de inferioridade decorre muito mais desse ceticismo estabelecido a respeito do potencial da empresa nacional.
Esta é sempre estereotipada como incompetente, rapina, sequiosa de proteção.
As empresas estrangeiras, por sua vez, seriam as portadoras da nossa redenção tecnológica , diz o professor de Economia da Unicamp, Luciano Coutinho.
Guiados por esse complexo de inferioridade de colonizados, governadores como o do Paraná, do Rio de Janeiro e outros retiram dinheiro dos seus orçamentos sociais para financiar multinacionais automobilísticas.
Foi por conta desse complexo que o Congresso Nacional liquidou com o conceito de empresa brasileira de capital nacional , previsto na Constituição de 1988.
Com o isso, o BNDES foi transformado numa agência de fomento da desnacionalização, preferindo financiar a Coca-Cola, a Renault ou a General Motors do que a pequena e média empresas nacionais.
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<DOC DOCID="HAREM-521-08399">
Rasgão
Chegou e pediu, sabia ao que vinha. A outra sorriu, melhor: respondeu ao sorriso com outro, sopesou o pedido, confirmou a escolha com outro sorriso, e fez um preço que foi pago, por entre sorrisos. Em simultâneo, noutro local, diferentes personagens trocam sorrisos a despropósito dos encontros ocasionais. Como um eco, mais além discute-se com rigor e agressividade ideias e miudezas atirando-se, uns aos outros, sorrisos. Se olharmos com atenção, a apresentadora do boletim metereológico sorri sempre, faça sol ou caia chuva, apresente decote ou cabelo escorrido. O presidente da república sorri com toda a solenidade, decorra uma crise com normalidade ou normalmente se viva acriticamente. O arrumador que não encontra lugar, o escritor em vias de ser entrevistado, o médico das urgências acabado de acordar por um ferido em acidente de autoestrada, o segurança de discoteca desatento e sonhador com paraísos feitos de esteróides, o gestor no regresso a casa depois de uma noite bem passada com a amante, o artista desencantado mas ainda assim contentinho com a recensão no jornal, a professora universitária satisfeita com a brecagem do novo carro topo de gama, a hospedeira benvindando todos os que sobem a bordo, todos sorriem e muito.
Como se a moeda de troca fosse sorriso-escudo, nem gargalhada franca, nem traço irónico, muito menos um sinal de bem estar com as coisas e a vida. Não, o sorriso-comum éem tons pastel, subserviente, acanhado, postiço, esgar rasgado, mas fixo nas faces humildes.
Não há povo mais triste do que aquele que faz do sorriso sinal de tristeza.
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<DOC DOCID="HAREM-127-08403">
AMBIENTES INTELIGENTES
 http://futures.jrc.es/ISTAG.html 
 O Grupo de trabalho de Tecnologia para a Sociedade da 
 Informacao da Comissao Europeia para Comunidades, acaba de lancar o documento: Cenarios para ambientes inteligentes em 2010 (Scenarios for ambient intelligence in 2010 Final Report Compiled by K+ Ducatel, M+ Bogdanowicz, F+ Scapolo, J+ Leijten &amp; J-C+ Burgelman; February 2001 IPTS-Seville) 
 O Conceito de Ambiente inteligente (AmI) e' o que permite ver na sociedade da informacao uma grande enfase colocada na interetividade amigavel dos sistemas de hardware e software e servicos mais eficientes para os usuarios com maior suporte para as interacoes dos individuos e seus grupos. 
 Sao apresentados quatro ou cinco diferentes cenarios,que nao sendo extrapolacoes do presente oferecem um olhar provocativo para as perspectivas futuras. 
 O relatorio esta diponivel para dowload, completo, em ingles e em pdf. 
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<DOC DOCID="HAREM-61L-08404">
Nesta classificação, destaque para nova subida do sueco Stefan Edberg, que surge na 20ª posição, graças à presença na final de Queen ' s (700 mil dólares). 
Recorde-se que Edberg, antes de Roland Garros, estava no 45º lugar, mas as excelentes exibições na terra batida parisiense e na relva londrina permitiram-lhe o salto. 
 
O alemão Boris Becker, vencedor do Queen ' s, ao derrotar Edberg por 6-4, 7-6 (7-3) 11 anos depois de ter conquistado no mesmo local o seu primeiro título em relva, manteve a quarta posição mas diminuiu a diferença pontual para Andre Agassi. 
Em Rosmalen (500 mil dólares), na Holanda e também em relva, o vencedor foi o norte-americano Richey Reneberg, que bateu na final o francês Stéphane Simian por 6-4, 6-0. 
 
Espectáculo de um jovem grupo italiano, integrado no espírito das mais novas tendências teatrais europeias. 
Cerimónia e combate em que a mística grotowski-barbiana, as artes marciais orientais, a música e a poesia italiana e um projecto intercultural se cruzam em boa harmonia. 
Depois de Montemor, Évora, Beja, Coimbra e Braga, é a vez de a Grande Lisboa o ver na Damaia. 
Ocasião única. 
 
SALA D. JOÃO V   Largo da Igreja. 
Dom., 15, às 21h45. 
 
EASTWOOD DEFENDE FILMES NÃO AMERICANOS -- 
O actor e realizador norte-americano Clint Eastwood, 63 anos, presidente do júri do Festival de Cannes (ver p. 28), defendeu ontem a entrada de uma maior variedade de filmes estrangeiros no mercado dos Estados Unidos. 
Em conferência de imprensa dada conjuntamente com a vice-presidente do júri, a actriz francesa Catherine Deneuve, 50 anos, Eastwood confessou que, em vez de «sanções de proteccionismo», preferiria que «uma maior variedade de filmes franceses, asiáticos, russos» entrasse nos Estados Unidos. 
«Para alargar o horizonte do púbico norte-americano», explicou. 
O actor disse estar a produzir «The Stars Fell on Henrietta», um filme realizado por James Keach, com Robert Duvall, e projecta rodar «Golf in the Kingdom», que tem por tema o golfe, um desporto de que se confessa adepto. 
Como actor deverá desempenhar o papel de um fotógrafo em «The Bridge of Madison County», uma película a realizar pelo australiano Bruce Beresford com base no «best seller» homónimo de Robert James Weller. 
 
Os antipáticos Jazz 
Os Utah Jazz voltaram a provar que são os visitantes mais antipáticos da Liga Norte-Americana de Basquetebol profissional (NBA), ao averbarem na jornada de sexta-feira o seu 11º triunfo fora de casa, melhorando o seu registo da Liga na presente temporada para 11v/4d. 
 
Desde Maio deste ano que Joaquim Correia, escultor natural do concelho da Marinha Grande- que doou os seus trabalhos para integrar o núcleo do museu no Convento de Santo Agostinho- chegou mesmo a ameaçar desvincular-se do compromisso com a autarquia, caso o processo não fosse desbloqueado até ao final do ano. 
 
Em declarações ao PÚBLICO, Joaquim Correia afirma manter a sua posição, apesar de considerar positiva a iniciativa agora tomada pelo IPPAR, que lhe terá sido comunicada pela própria Câmara de Leiria na passada sexta-feira. 
Joaquim Correia justificou a sua posição cautelosa sobre o assunto, adiantando que o processo de reconversão do Convento de Santo Agostinho em museu se arrasta há oito anos. 
 
«Quem estraga velho paga novo», disse Vítor Melícias, afirmando pretender que sejam repensadas as situações onde «já houve entregas apressadas» de antigos edifícios das Misericórdias, ocupados até há bem pouco tempo por unidades hospitalares do Estado. 
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<DOC DOCID="HAREM-312-08413">
 Brasil e Estados Unidos Debatem Parceria na Educação em São Paulo Ministro Paulo Renato e Emb.
Anthony Harrington discursam Brasília, 10 de maio de 2000 O embaixador norte-americano, Anthony S. Harrington, juntou-se ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, e ao representante do Departamento de Educação dos Estados Unidos, Terry Peterson, para a abertura do V encontro da
Comissão para Implementação da Parceria pela Educação Brasil-Estados Unidos (CIPE), às 14 horas do dia 11 de maio, no Hotel Ca'd'Oro, em São
Paulo.
O encontro, com duração de dois dias, dá continuidade ao diálogo entre o Brasil e os Estados Unidos na área de educação, que foi iniciado em
1997, pelo presidente Fernando Henrique e o presidente Bill Clinton, durante a visita do líder norte-americano ao Brasil.
O foco dos encontros em São Paulo é o envolvimento da família, da comunidade e do empresariado no sistema educacional.
Programas modelos no Brasil e nos Estados Unidos estão sendo apresentados e avaliados.
A Parceria Brasil-Estados Unidos para Educação focaliza cinco áreas-chave: uso de tecnologia na sala de aula;
elevação dos padrões;
melhoramento do ensino;
incentivo ao envolvimento do empresariado e dos pais na educação;
e acesso dos alunos do nível secundário a oportunidades de intercâmbio educacional.
A Parceria resultou em um fluxo contínuo de troca de conhecimentos entre os educadores dos dois países;
cerca de 500 professores, administradores e especialistas em educação viajaram entre o Brasil e os Estados Unidos nos últimos dois anos e meio.
O acordo da Parceria foi prorrogado por mais três anos durante o último encontro do EPIC em Charleston, Carolina do Sul, pelo ministro Paulo
Renato e pelo secretário de Educação Richard W. Riley.
Discurso Proferido pelo Embaixador dos Estados Unidos, Anthony Harrington, no V Encontro da Parceria Brasil-Estados Unidos para a Educação, São Paulo, 11 de maio de 2000.
Brasil e EUA - Educação em Parceria -  (Ministério da Educação)
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-502-08422">
Revista Partes
 Turismo Ano I - Nº 2 - Maio de 2000 Os verdes montes de Minas Curta o sossego e o romantismo de Monte Verde.
P@rtes convida você para passar um final de semana tipicamente europeu, degustando delícias da gastronomia alemã nessa maravilhosa e tranqüila cidade mineira.
José Afonso de Oliveira Monte Verde fica no extremo sul de Minas Gerais.
A 160 km da cidade de São Paulo e a 508 km da capital mineira, pela rodovia Fernão Dias.
Em 1936, um imigrante da Letônia, Werner Grinberg atraído pelo clima, chegou aos Campos de Jaguari , em Camanducaia onde comprou várias terras para formar a sua fazenda.
As terras passaram a ter o nome de seu fundador: grin , que significa verde em letão e berg , monte.
Encravada na Serra da Mantiqueira, está situada a uma altitude de 1.600 metros.
Em 1952, Grinberg loteou a fazenda e doou para alemães, húngaros, suíços e italianos.
Monte Verde ficou com a cara dos Alpes alemães e suíços.
O clima é romântico, propício para namorar e curtir a natureza.
No frio a cidade fica agitada, com a presença dos jovens da classe média que passam as férias na cidade.
Para enfrentar o frio: vinhos, chocolates, fondues e cafés à luz de velas.
Em dias mais frios, no inverno, as margens dos rios e as gotas de orvalho nos pinheiros chegam à congelar.
As caminhadas por trilhas até os picos da Pedra Redonda, Chapéu do Bispo, Mirante e Selado, com 2.080 metros de altitude.
O belo visual compensa o esforço empreendido para chegar aos picos.
Nos dias límpidos é possível avistar, da Pedra Redonda, com 2060 metros acima do nível do mar, o Vale do Paraíba.
Há belos passeios a cavalo pelas ruas de terra.
É muito bom acordar, abrir a janela das pousadas e dos hotéis da cidade e deixar que a tranqüilidade, o ar puro e a mais bela paisagem invadam seu corpo.
A maravilha da natureza compensa!
E não se esqueça, se alguém se despedir com um sveiki , responda tchau e até breve como um entendido na língua falada da Letônia.
José Afonso de Oliveira é proprietário da Afontur-Agência de Viagens e Turismo Ltda.
AFONTUR Fone/Fax: (0xx11) 429-2124 - 7284-8666 Embratur n 12723-00-42-5 Mande sua Opinião
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-604-08424">

 Previna-se contra vírus de computador 
 Soft antivírus protegem o micro; fazem detecção e eliminam `organismos' que atacam e destroem arquivos 
 MARIJÔ ZILVETI 
 Free-lance para a Folha 

 Não é só o azar que ataca na sexta-feira 13 . 


 Ao ligar o micro depois de amanhã, esse vírus pode atacar e também destruir os arquivos que permitem a execução de programas . 


 A data, no entanto, não deve causar temor ao usuário . 


 Existem hoje nas lojas de informática vários programas que ajudam a detectar e eliminar vírus de computador . 


 O "Sexta-feira 13" não é o único vírus que pode assustar os usuários . 


 Além do vírus "Sexta-feira 13", há pelo menos mais 4.383 vírus . 
  Esse número é catalogado pelo programa antivírus "F-Prot Professional" . 


 O "ViruScan", da McAffe, é distribuído pela Compusul . 
  A versão 114 para pessoa física custa 69 URVs . 


 A Symantec vende no país o "Norton Antivírus" a US$ 129 . 


 O "Central Point Anti-Virus", distribuído pela Brasoft e SoftSolution, detecta e elimina 2.231 vírus . 


 As novas versões de sistemas operacionais, como os da Microsoft, IBM e Novell, já estão vindo com antivírus . 

 ONDE ENCONTRAR 
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<DOC DOCID="HAREM-82L-08436">
Nas acções de formação que a Colpet tem vindo a organizar, ficou provado que os docentes não cumprem os novos programas porque não lhes foi dada a necessária reciclagem. 
Como só dominam uma das matérias do programa, quando são confrontados com o enunciado de uma Prova Global de Educação Tecnológica, os professores, na generalidade, não sabem resolvê-la. 
 
A rapariga franzina faz o que pode, mas a voz é tão titubeante que o apresentador tem logo que ir buscar outra cantora à multidão. 
Percebe-se que a grande massa de gente está ali mais ou menos como o Padrão dos Descobrimentos: para proporcionar à SIC o seu «show» de ilusão, a ideia de que uma multidão entusiástica rodeia o palco, o que serve às mil-maravilhas os primeiros planos das câmaras. 
 
As coisas animam-se decididamente com «Crocodile rock » de Elton John. 
Os cantores sucedem-se, Miguel Ângelo já pula, por momentos dança à Elvis e põe o concorrente a dançar. 
«Quantas Laura Pausini estão aqui esta noite?», pergunta. 
As duas primeiras jovens fraquejam e Miguel vai logo buscar outra. 
 
Parque de Ermesinde pronto no fim deste mês 
O novo parque urbano de Ermesinde, que começa a ganhar forma junto às ruínas da antiga Fábrica da Cerâmica (vulgo Fábrica da Telha), ficará pronto em finais deste mês. 
É esta a expectativa assumida pelo presidente da Câmara de Valongo, Fernando Melo, empenhado em abrir aos ermesindenses a primeira fase deste novo equipamento de passeio e lazer antes que se escoe o presente mandato autárquico. 
 
Como o PÚBLICO pôde constatar no local, a ideia é transformar, nesse curto espaço de tempo, um terreno que ainda se encontra revolvido e enlameado numa área relvada cruzada por passeios e estadias. 
Já podem ser vistas algumas das estruturas que vão integrar o parque, despontando no meio de um piso em rebuliço. 
São os casos de alguns dos caminhos e do pequeno anfiteatro ao ar livre destinado a espectáculos estivais. 
 
Hoje e amanhã, decorrem na Sala Polivalente do Acarte as últimas de «Josa com o Violino Mágico» dos London Puppet Players. 
 
Porto: no Carlos Alberto, continua «Luzes de Palco», a última produção da Seiva Trupe . 
 
Fórum internacional sobre o livro em Lisboa 
Que futuro para o livro na Europa» é o mote que preside a um fórum internacional que a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) organiza, em 16 e 17 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. 
Para além de representações de várias estruturas associativas europeias de editores e livreiros, está prevista a presença do comissário europeu com a pasta da Cultura, Martin Bangemann, bem como de vários membros do Parlamento Europeu. 
A discussão centrar-se-á em três grandes painéis: a edição na sociedade europeia de informação, a dimensão cultural no Tratado da União Europeia e o mercado do livro na Europa: problemas de comercialização (preço fixo). 
O ministro da Cultura português, Manuel Maria Carrilho, encerra o debate. 
 
P. -- Qual é a diferença entre trabalhar em teatro e em cinema? 
 
Em o teatro tenta-se encontrar a unidade do espectáculo, cria-se um tempo, e não um momento -- 
cria-se um tempo fora de o tempo. 
Em o cinema, essencialmente o que se apanha é o momento de qualquer coisa. 
Devido a o lado fraccionado do cinema, trabalha-se momento a momento e um momento pode ser reduzido a três segundos de expressão, de emoção de vontade-- 
é um trabalho sobre o detalhe. 
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<DOC DOCID="HAREM-93J-08437">
Liberdade sindical
Além disso, tem que se alterar o aparato jurídico para favorecer ações de negociação.
Todo esforço deve ser no sentido de transformar o local do trabalho em primeira instância do processo trabalhista, com o poder de compor conflitos.
Só assim se evitará a estratificação da legislação, permitindo que o sistema acompanhe de maneira dinâmica as transformações na economia.

A Justiça do Trabalho passaria a tratar apenas dos conflitos individuais, que não sejam resolvidos no próprio ambiente de trabalho.
Há a necessidade de uma representação permanente do trabalhador que converse com o empregador e signifique garantia de que não haverá perseguição aos negociadores, diz Siqueira.

Morre ex-fotógrafo da Folha
Foi enterrado ontem de manhã no cemitério Chora Menino, em Santana (zona norte de São Paulo), o ex-chefe do Departamento de Fotografia da Folha Waldemar Cordeiro, 63.

Cordeiro morreu devido a complicações decorrentes de um enfisema pulmonar (diminuição da área disponível para troca de ar nos pulmões).
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<DOC DOCID="HAREM-24J-08440">
As primeiras semanas foram dedicadas ao estudo dos textos propostos pelos EUA.
Nos últimos dias o ritmo tornou-se frenético, «manipularam-se mais de uma centena de documentos e mapas», garante de la Peña.

Segundo a «Newsweek», as duas salas dos mapas foram o palco principal das negociações.

Estavam repletas de lixo, copos de plástico sujos de café.
Os negociadores usaram canetas de ponta de feltro para traçar linhas de fronteira nos cartões plastificados com o território da ex-Jugoslávia impresso.
Bastava um pano húmido para fazer desaparecer as linhas, e recomeçar tudo de novo.
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<DOC DOCID="HAREM-248-08450">

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<DOC DOCID="HAREM-73J-08465">
Os moradores são convidados a fazer desde logo a separação dos lixos -- condição necessária para o êxito do projecto --, que depois serão recolhidos por viaturas equipadas a preceito.
Neste sistema, a recolha far-se-á «uma vez por semana para os materiais orgânicos e três por semana para os restantes resíduos domésticos».
Em Gondomar, a experiência começará com sacos de plástico em vez de cestos, por vontade da própria autarquia.
Ao mesmo tempo, irá manter-se a recolha indiferenciada tal como hoje a conhecemos.
«Tendencialmente, o caminho será para aprofundar a recolha selectiva», acentuou o mesmo responsável da Lipor.

Este sistema de recolha adequa-se a edifícios baixos, com poucos pisos.
Em os prédios com muitos andares, haverá um ecoponto para todos os moradores.
«O único trabalho das pessoas é separar o lixo e colocar nos dias certos os contentores e cestos para serem recolhidos.
O resto é connosco», garante a Lipor.
Na Maia, cada morador receberá esses recipientes pessoalmente, da mão de funcionários municipais, enquanto alunos dos cursos de Relações Públicas e Psicologia do Instituto Superior da Maia explicarão como funciona o sistema.
Esta acção poderá começar já em Julho, «com abordagens porta a porta».
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<DOC DOCID="HAREM-632-08471">
Fundação Joaquim Nabuco · DELMIRO GOUVEIA
 1900 · Incendiado o Mercado Coelho Cintra pelos inimigos políticos de Delmiro, animados pelo boato, que ganhava as ruas do Recife, de que este se achava jurado de morte pela oligarquia rosista.
1901 · Perseguido e com o casamento abalado, refugia-se por um ano na Europa.
1902 · Separado da esposa, conhece, aos 39 anos, a adolescente Carmela Eulina do Amaral Gusmão, a quem rapta, a 20 de setembro, fugindo, por
mar, para Alagoas, com desembarque em Penedo e subida quase imediata para Água Branca, no sertão do Estado.
O receio justificava-se: a jovem era filha natural do governador de Pernambuco do período 1899-1900, e que retornaria ao poder, como titular, no quadriênio 1904-1908, o desembargador Sigismundo Antônio Gonçalves, prócer rosista de destaque.
1903 · Escolhe a remota vila da Pedra, de apenas 6 casas, a cerca de 280 km de Maceió e sem estradas, mas confluência estratégica de quatro Estados, ali se fixando na compra de peles, com a exportação fazendo-se pela capital, Maceió, através do Porto do Jaraguá.
Ao centro, aparece a Sra. Maria Augusta Gouveia, irmã de Delmiro, ladeada por seus sobrinhos, filhos deste, para os quais, após viuvez precoce, foi sempre uma espécie de governanta.
Foto Musso, Rio de Janeiro (22,0x15,5 cm).
1904 · Nasce sua filha Noêmia, e depois Noé e Maria, todos da união com Eulina, junto a quem não permanece muito tempo após o período de maternidades sucessivas.
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<DOC DOCID="HAREM-016-08478">
O átomo foi sendo descoberto aos poucos com base em inúmeras teorias com provas científicas desde 1803, com Dalton. Mas mesmo no modelo proposto por Rutherford em 1911 ainda havia certas perguntas que este modelo não explicava, por exemplo: Como explicar que partículas com cargas de mesmo sinal se concentrassem no núcleo do átomo? Não deveriam os prótons repelir-se, obedecendo a lei de Du Fay? Segundo as leis do eletromagnetismo, partículas carregadas e em movimento acelerado perdiam energia continuamente. Não estariam os elétrons, então em seu giro em torno do núcleo perdendo energia constantemente? Seria lógico pensar que, depois de certo tempo, o elétron colidisse com o núcleo, causando um colapso do átomo. Por que isso efetivamente não ocorreria? 

Apesar destas indagações não respondidas pela estrutura de Rutherford, isto não significa que tenhamos que abandoná-lo por completo. A partir de agora iremos discutir as teorias que fizeram uma ampliação no modelo deste cientista. 

Um dos estudos paralelos que culminaram nestas teorias foram as descobertas sobre a luz. Sobre ela sabemos que: 

Tem uma velocidade de 300.000Km/s 
É uma onda eletromagnética e uma partícula ao mesmo tempo; 
Quando a luz do Sol incide em um prisma, ela é decomposta em outras ondas eletromagnéticas; 
Quando um raio luminoso não se decompõe, diz-se que é monocromático; 


A luz decomposta é chamada de espectro, obtido ou sobre uma tela branca ou sobre uma chapa fotográfica. O emprego desta última mostrou que a luz solar, além das radiações visíveis, possuía componentes invisíveis, como os raios ultravioleta e os infravermelhos. Com efeito, fazendo-se incidir radiações na chapa fotográfica, parte de sua película sensível decompõe-se, ultrapassando a faixa do visível. Verificou-se que elementos químicos submetidos a altas temperaturas, emitem espectros de luz e que quanto mais elétrons este elemento tem, mais complicado é o seu espectro. Podemos supor que o espectro mais simples é o do Hidrogênio, pois é o elemento mais simples que existe e que, a partir dai, o espectro vai se complicando cada vez mais. 

A teoria quântica surgiu em 1900 com Max Planck. como tentativa de explicar os resultados experimentais obtidos na emissão de energia por um corpo incandescente. Admitia-se, então, que em um corpo quente as partículas tinham uma certa energia de vibração. Segundo Planck, as partículas vibrariam com quantidades determinadas de energia, que chamou de quanta. 

Planck considerou que, quando uma partícula oscilante passava de uma situação energética para outra, de energia menor, haveria libertação de energia e, consequêntemente, emissão de um quantum de energia, expresso pela equação: 

E = h . g 

onde E é a energia do quantum, g é a freqüência da radiação emitida e h é a constante de Planck. Em suma, qualquer que fosse a quantidade de energia emitida, ela seria sempre um múltiplo de E.

Verificou-se, logo depois, que, incidindo luz ultravioleta ou luz visível sobre determinados metais, estes perdem elétrons. Coube a Einstein, em 1905, a explicação e a medida quantitativa do fenômeno, utilizando a teoria dos quanta, que veio também a ser aplicada aos fenômenos luminosos, concluindo que o quantum é uma determinada quantidade de energia associada ao fóton da luz. 

A cada radiação e a cada onda eletromagnética está associada uma freqüência e, segundo Planck, a cada freqüência está associado um pacote de energia: o quantum. 

Daí começaram a surgir perguntas como: Por que o espectro de elementos no estado gasoso é sempre descontínuo? Por que o espectro do hidrogênio, elemento de um só elétron, é o mais simples? Por que a complexidade do espectro aumenta à medida que aumenta o número de elétrons? 

A resposta veio da observação do comportamento dos espectros da luz. Os cientistas começaram a perceber que a luz era gerada pela excitação eletrônica. Se havia espectros descontínuos, é por que os elétrons deveriam transpor níveis de energia determinados. Para transpor estes níveis de energia os elétrons deveriam ganhar energia e ir a níveis mais energéticos. Ao fazerem isto o átomo se tornava instável e o elétrons deveriam retornar ao nível anterior, liberando a energia recebida na forma de onda eletromagnética. Quanto mais elétrons um átomo possuísse, maior o número de transposições disponíveis, portanto maior a complexidade no espectro. 
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<DOC DOCID="HAREM-208-08490">

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<DOC DOCID="HAREM-54H-08493">
Vila Verde apresenta "As viagens de Gulliver" 

No âmbito do programa de animação juvenil, a Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde, apresenta hoje o filme "As viagens de Gulliver", para maiores de seis anos .
Na próxima segunda-feira é a vez de ser exibido "O capuchinho vermelho", uma película para maiores de quatro anos .
Dia 15 de Março, a Biblioteca mostra o filme "Feliz Aniversário Donald", igualmente para maiores de quatro anos .
"O meu primeiro vídeo de ecologia", um guia prático e divertido que ensina a proteger o ambiente, para maiores de quatro anos, é exibido dia 22 e, tal como os outros filmes, é falado em português .
Ainda durante este mês, a Hora do Conto apresenta um ciclo dedicado a Hans Christian Andersen, que começa dia 4 com "A menina dos fósforos" .
O dia 11 é dedicado a "As roupas novas do imperador", estando o dia 18 reservado para "O patinho feio" .
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<DOC DOCID="HAREM-418-08507">

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<DOC DOCID="HAREM-241-08522">
www.abola.pt - Destaques (01) (edição de quinta-feira) 
 Já está legalizada 
 Luís Figo apresentará em breve a fundação que vai ter o seu nome. A sede do Banco Português de Negócios (BPN), em Lisboa, foi palco da validação dos estatutos e escritura da Fundação Luís Figo, que contou para tal com as presenças do próprio jogador e de um representante notarial. 
Figo vai apresentar em breve a Fundação com o seu nome O internacional português é o presidente da fundação, cujo conselho de administração será gerido por personalidades de diferentes quadrantes nacionais. A BOLA sabe que uma das pessoas contactas para assumir a presidência do conselho é Silva Peneda, ex-ministro da Solidariedade Social no Governo de Cavaco Silva e actual responsável por uma das empresas do grupo Sonae. Nome que não suscita interrogações, uma vez que Luís Figo e Silva Peneda mantêm uma relação de grande amizade. 
 A fundação será apoiada por várias empresas, uma das quais, obviamente, o BPN, instituição bancária em que Luís Figo é um dos rostos publicitários. 
 Proporcionar aos jovens desfavorecidos e com dificuldades económicas a prática desportiva e, consequente, reintegração na sociedade são dois dos objectivos prementes da fundação. 
 Luís Figo estará a preparar com as diversas entidades apoiantes a apresentação deste projecto de solidariedade, que terá divulgação abrangente.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-912-08524">
RioSerra-Informática
 Feirarte Praça Higino da Silveira - Alto A feira de artesanato fica na praça Praça Higino da Silveira, e é composta por simpáticas barracas
de toltos coloridos, que ocupam praticamente toda a praça.
Funcionando nos finais de semana e feriados, compõe-se de artesãos e artistas populares dividindo seu espaço com outras atrações como shows,
passeios de charrete, quadra esportiva etc. Entre os produtos comercializados destacam-se o tricô, bonecas, cerâmica, tecido, bijouterias, pratarias, palha, artigos de couro, camurça, plantas e produtos comestíveis.
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Morro da Mulher de Pedra Vargem Grande - Rod.
RJ 130 (Teresópolis /Nova Friburgo), km 12.
O Morro é assemelha-se à figura de uma mulher deitada, e possiu 2040m de altitude.
Com paisagem de grande beleza, o ambiente pssui vegetação de mata fechada e grandes florestas típica da Serra dos Órgãos, podendo-se vislumbrar a Serra do Subaio e outros distritos.
A caminhada até o local é de caráter relativamente pesado e é feita por meio de trilhas, com seu acesso inicial feito pela estrada da vargem
grande, perto do KM 12.
Casa de Cultura de Teresópolis Casa de Cultura - PMT: Praça Juscelino Kubitscheck, s/nº - Bairro de N. Sra. de Fátima.
Construção iniciada em 1975 no bairro de Araras, A Casa de Cultura foi construída para tornar-se um centro cultural e de lazer na cidade de Teresópolis.
Com 778,00m2 de construção, possui auditório para 140 pessôas, além de salas para aulas de artesanato, artes plásticas, salão de exposição, sala de aula de música e dança, sanitários públicos etc. Retorna - Avança
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<DOC DOCID="HAREM-332-08531">
A produção de imunobiológicos
 A produção de imunobiológicos Entre 1903 e 1904, a produção de soro antipestoso em Manguinhos passou de 11.250 para 14.700 frascos, e a da vacina saltou de sete mil para 54.900 doses.
Em 1904, o instituto começou a fornecer, também, a tuberculina para o diagnóstico da tuberculose em bovinos usados no abastecimento de leite
e carne à população.
Em 1906, passaram a ser fabricados os soros antidiftérico e antitetânico, a vacina anticarbunculosa, desenvolvida por Pasteur em 1879, e a maleína, usada para o diagnóstico do mormo.
No ano seguinte, Manguinhos começou a preparar a tuberculina para fins terapêuticos humanos, o soro antiestreptocócico e dois produtos veterinários de grande importância: as vacinas contra a espirilose das galinhas e contra o carbúnculo sintomático, ou peste da manqueira.
O desenvolvimento desta última vacina, originou-se de uma solicitação dos pecuaristas de Minas Gerais, onde a peste da manqueira dizimava de
40 a 80% dos bezerros.
A epizootia era comum também em outros estados do Brasil e em vários países da América do Sul.
Ela já havia sido estudada por João Batista de Lacerda, diretor do Museu Nacional, que chegou a preparar uma vacina mas com resultados insatisfatórios.
Oswaldo Cruz entregou a incumbência primeiro a Ezequiel Dias e Rocha Lima, depois a Alcides Godoy que levou a cabo a primeira descoberta notável de Manguinhos.
Quando Oswaldo Cruz deixou a direção do Instituto em 1917, a pauta de imunobiológicos ali fabricados já somava 21 itens, entre os quais a maleína e o soro antidisentérico, introduzidos em 1910 e 1911, respectivamente, e o soluto de tártaro emético, fabricado desde 1914.
A vacina contra a peste da manqueira, principal item da pauta de produtos de Manguinhos, ultrapassara, em 1915, a marca de 1.317.000 doses.
Em 1916, a produção de soro antipestoso já ultrapassava a marca dos três milhões de frascos, quantidade equivalente ao das doses de vacina antipestosa fornecidas pelo Instituto naquele mesmo ano.
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<DOC DOCID="HAREM-64L-08537">
Abaixo o sigilo bancário 
Nesta onda de apertada concorrência em que os bancos têm vivido nos últimos anos, parece que não são apenas os clientes que por vezes ficam baralhados com tantos produtos novos, taxas de juro irrecusáveis e remunerações estonteantes. 
O turbilhão é de tal forma irresistível que até as próprias instituições ficam abananadas e entram, olimpicamente, pela via do disparate a toda a prova. 
 
Vem isto a propósito da recente experiência do depositante de «um conceituado banco». 
Segundo o relato do próprio, houve um dia em que foi à caixa do correio e lá encontrou o familiar envelope que regularmente o informa acerca do movimento da sua conta bancária. 
Parecia um pouco volumoso para tão pouca coisa, mas logo se colocou a hipótese de o extracto ir acompanhado de algum folheto de publicidade a um novo produto verdadeiramente arrasador. 
Aberto o envelope, a surpresa não podia ser maior. 
Lá dentro, além do que era suposto lá estar, havia mais treze papelinhos. 
Nada menos que os extractos de conta de outros tantos clientes que a esta hora deverão estranhar o facto de o seu banco não lhes passar cartão acerca dos seus saldos. 
Perante a situação, o tal cliente foi à agência da instituição, onde tentou indagar uma de duas coisas: 
se tinha sido nomeado gestor de conta de toda aquela gente ou se era o banco que estava a desenvolver alguma acção de luta contra o sigilo bancário ... 
 
Adivinha oriental só para mestres 
A eurodeputada portuguesa Maria Santos é uma das personalidades convidadas pela Confederação dos Sindicatos Agrícolas Bascos para as jornadas «Agricultura Viva para o Meio Rural», que decorrem em Bilbau. 
Em debate estão a relação entre os problemas dos agricultores europeus e as questões relacionadas com a defesa do meio ambiente, o desenvolvimento regional e os direitos dos consumidores. 
 
A próxima jornada, agendada para sábado, terá dois encontros de grande emotividade: 
em Barcelos, o Óquei recebe o Benfica, partida que poderá servir aos minhotos para recuperarem de uma campanha fraca (três derrotas e um empate), enquanto os benfiquistas tentarão manter o percurso vitorioso. 
Na outra partida, a Oliveirense joga em casa com o sensacional Paço d'Arcos, actualmente em quarto lugar, a três pontos do líder. 
O FC Porto não terá especiais dificuldades, pois joga nas Antas com o HC Sintra. 
 
À primeira vista, Mousa, Mohammed, Abu Wahed e Khalid, o cabo, tinham a expressão deprimida e encurralada dos recrutas derrotados. 
Os uniformes estavam amarrotados e sujos, as botas imundas e rotas. 
Tinham a barba por fazer, estavam exaustos e famintos. 
Em o saco havia nacos de pão, uma lata pequena de sumo e uma garrafa de água. 
 
Como num gesto final de rendição, o cabo deu-me os binóculos que trazia e afirmou: «um presente-- para si.» 
 
Dois meses numa toca 
Em França, a jornada deste fim-de-semana provocou grandes alterações no posicionamento dos primeiros classificados, com vantagem para o Auxerre, que chegou ao primeiro lugar, e para o Nantes, que, apesar de derrotado, beneficiou dos maus resultados do Paris Saint-Germain e do Mónaco e não abandonou o comando. 
Auxerre e Nantes dividem agora o primeiro lugar, ambos com 26 pontos, 35 golos marcados e 18 sofridos, seguidos pelo Mónaco, ainda com 26 pontos, pelo Marselha, com 25 (menos um jogo), e pelo Paris Saint-Germain, com 24. 
 
A 19ª jornada começou na sexta-feira, com a vitória do Marselha no Parque dos Princípes (0-1), perante a equipa treinada por Artur Jorge. 
No sábado, o Nantes foi surpreendido no terreno do Toulouse (2-0), cedendo a terceira derrota da época, enquanto o Auxerre recebeu e venceu o Le Havre (4-1). 
No campo do Lyon, o Mónaco não foi além de um empate sem golos, o que impediu a equipa de Rui Barros de se isolar no primeiro lugar. 
 
Pinto de Sousa já não é candidato à presidência da Liga 
Benfica e Sporting dizem não às eleições 
A prova de que a exibição de «O Convento» deixou muita gente baralhada podemos encontrá-la, por exemplo, naquele jornalista do «New York Post» que fala sempre em «scoops» -- do estilo «quem está a filmar com quem» -- e que na conferência de imprensa de apresentação do filme declarou:  «Sr. Oliveira, o seu filme é o meu favorito de todo o festival». 
Diga-se, também, que há quem pense o contrário. 
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<DOC DOCID="HAREM-00B-08548">
O Luxemburgo é um pequeno país da Europa Ocidental, limitado a leste pela Alemanha, a sul pela França e a oeste e norte pela Bélgica.

História
A história registada do Grão-Ducado do Luxemburgo começa com a construção do Castelo do Luxemburgo na idade média. Em torno desta fortaleza desenvolveu-se gradualmente uma cidade, que se transformou no centro de uma pequena mas importante nação com grande valor estratégico para a França, Alemanha e Holanda. Depois de séculos de conquistas e governo por estados estrangeiros, o Luxemburgo acabou por se tornar numa nação independente e neutral no século XIX.

No entanto, o país foi repetidamente atacado pela Alemanha no século XX, o que o levou a abandonar a sua política de neutralidade depois da Segunda Guerra Mundial, quando se tornou num membro fundador da NATO, das Nações Unidas e da Comunidade Económica Europeia (mais tarde União Europeia).

Política

A constitução de 1868 define o Luxemburgo como uma monarquia constitucional. O chefe do Estado é o Grão-Duque.

Subdivisões

O Luxemburgo está subdividido em três distritos, que estão dividos em cantões:

Grevenmacher 
Echternach 
Grevenmacher (cantão) 
Remich 
Luxemburgo (Distrito) 
Diekirch 


37% da população luxemburguesa é de origem estrangeira: 13% portugueses - sendo o português a terceira língua mais falada no país -; 6,6% franceses; 4,3% italianos; 3,4% belgas e 2,2% alemães.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-334-08551">
 Patrulhas ideológicas rondam pelo país 
 Na luta política acirrada do dia-a-dia, todo mundo sempre acha que é mais de esquerda do que o outro 
 ARNALDO JABOR 
 Da Equipe de Articulistas 

 A lto lá!", gritou a patrulha ideológica . 


 "Você não é de esquerda!", disse o chefe da patrulha ideológica . 


 "Sou sim! 
  Há muitos anos, desde o incêndio da UNE, onde eu estava, tenho provas, fui preso, respondi a inquéritos, ajudei feridos na guerrilha, escrevi, pensei, sofri!" 


 "Nada disso interessa!", berrou o chefe da patrulha, "interessa o momento brasileiro" . 


 "Tudo bem, posso baixar os braços?" 


 "Quieto, vai falando!", disse um patrulheiro . 


 "Bom, eu acho o momento muito delicado..." 


 "És 'gay'?" 


 "Não... 
 Por acaso não..." 


 "Então por que 'delicado'?" 

 "Porque... bem..." (vendo a carranca da patrulha, cenhos franzidos, olhos luzindo de fé e rancor, ele pensou: "Não vão entender, mas... vamos lá...") 

 "Bem... 
 Eu acho que... 
 O imaginário da esquerda... 
 Ahh... digamos... tradicional... recusa-se a ver que um planejamento totalizante no mundo de hoje é impossível . 
  Esta é a grande descoberta do fim-de-século . 
  Acho que o perigo é o liberalismo selvagem, escroto, que tenta acabar com a idéia de 'mudança' com o mágico álibi do 'mercado' . 
  Mas, a luta contra o liberalismo selvagem não pode ser feito com a testa-curta paranóica da defesa de um estatismo arcaico!" 


 O chefe da patrulha ajeitou o boné, para aumentar a testa . 


 "Arcaico, tá me chamando de arcaico?" 


 "Nãaooo... 
 Imagina... 
 Apenas acho que a sabedoria política de esquerda hoje é... reconhecer a complexidade da vida social e não querer ignorá-la!" 


 "Que complexidade, cara, precisamos é de 'unidade'!" 


 "Sim, mas a idéia de que um partido sozinho, sem alianças, pode ser 'sujeito da história', sendo dono de uma verdade única no mundo de hoje é ainda uma herança religiosa, monoteísta, de que existe uma 'unidade central', uma (ele pensou antes de dizer), uma 'univocidade' que rege..." 


 "Como 'univocidade'?... 
 Seja claro..." 


 "O Deus único, o monoteísmo desta 'fé', continua sendo o Estado mágico, milagroso . 
  O Estado tem de ser reformado." 


 "O Estado não tem de ser reformado", disse outro patrulheiro com o escudinho da Petrobrás no boné, "tem de ser ocupado pelos homens certos! 
  O Estado tem de ser refundado por nós, que seremos os representantes do Todo e faremos uma linha direta com a cidadania." 


 "Mas, há 'nuances' nisso", disse o homem-de-esquerda, trêmulo . 


 "Que veadagem é essa? 
  Você quer que a gente mobilize massas com 'nuances'?" 


 "É... realmente...", sorriu o homem de esquerda, "é difícil mobilizar povo com bandeiras rosa-chá... ou verde-água... 


 "Não brinque!", gritou um patrulheiro mais jovem, com sua velha carabina . 
  ("Até o armamento é antigo", pensou o prisioneiro de esquerda.) 


 "Você quer bancar o culto, mas tem muito intelectual que apóia nossas teses radicais!" 


 "Mas eu sou radical!", protestou o homem-de-esquerda, "eu sou radicalmente a favor da complexidade! 
  É que há intelectuais que tem uma espécie de atração... 
 (pensou duas vezes) 'sexual'... pelo esquematismo: 'Puxa, machos são os xiitas, que não têm punhos de renda como eu! 
  Como são viris na beleza espontânea de sua grossura! 
 ' E o intelectual às vezes renega anos de estudo pelo fascinante mundo poético da colheita do arroz maoísta . 
  Conheci poetas que se atiravam ao corte de cana com o alívio de papa-hóstias . 
  O 'povo' é a eucaristia dos intelectuais da elite . 
  O esquematismo é uma espécie de vício secreto dos finos... 
 Eu tenho perversões mais loucas..." 


 (Ele ia dizer que uma gota de angostura na vodka dá um refinamento de "direita" que envenena e salva as "boas consciências", mas calou-se.) 


 Outro patrulheiro agarrou-o pelo colarinho . 


 "Você é contra a busca de ideais puros?" 


 "Claro que não... 
 Só que há, na busca da 'pureza', um desejo inconfesso de 'raspagem' de opiniões diferentes, que são vistas como 'excrescências', não como a complexidade da vida social . 
  Santificado pelos 'ideais puros', o militante cego corre o perigo de se sentir 'grandioso' e passa a ter um sublime descaso pelos detalhes da conjuntura . 
  E também pode se sentir absolvido... ahhh... por sua ignorância!" 


 Vendo as armas, ele logo corrigiu: "O que não é o caso de Vossas Senhorias... 
 Naturalmente..." 


 Silêncio . 


 O homem-de-esquerda se animou e continuou: "Isto gera uma crença onipotente de que se pode domar a intolerável indisciplina da vida" . 


 "Mas, a vida é injusta!", disse uma jovem patrulheira linda, parecida com Rimbaud . 


 "Il faut changer la vie", respondeu ele, fascinado com a moça em uniforme . 
  "Mas, 'la vie, ma chère', não existe fora do mundo, a gente não pode achar que existe algo além da sociedade real, que existe outra estrutura além do sistema produtivo . 
  Temos que lutar contra a realidade e não fazer um 'by-pass', uma safena transpolítica que nos salve, pela mobilização abstrata da cidadania . 
  Esta é a solução 'mágico de Oz', de que 'over the rainbow' existe o Bem." 


 Ela sorriu e o homem-de-esquerda continuou animado: "Nosso horror diante da miséria não pode nos levar a justificar a estupidez . 
  Como fazer uma dosagem entre um programa de reforma social e um cuidado com a marcha do digamos... mercado . 
  (Falou a terrível palavra . ) 
 O amor à justiça tem de ser casado com o fato de que há uma invencível circularidade desordenada no mundo! 
  Um cego amor pelo Bem pode levar apenas ao desastre . 
  A idéia de 'sujeito da história' é cristã . 
  Marx sabia que o 'sujeito' da história é a marcha das Coisas! 


 "Você está querendo justificar alianças com a direita!", berrou o patrulheiro-chefe . 


 O homem-de-esquerda respirou fundo: "A esquerda tradicional acha que a sutileza esconde um discurso conciliador com a direita e que no fundo a 'Razão' seria um disfarce para o medo" . 


 "Vá andando!", disse um jovem patrulheiro! 
  "Tá falando demais!" 


 Empurrou-o com o cano da arma . 
  "Assim não se faz revolução!" 


 O homem-de-esquerda tremeu, mas tinha coragem . 
  Continuou: 


 "A esquerda tem medo de se modificar e deixar de ser dogmática . 
  É igual homem com medo de virar veado!" 


 O empurrão foi forte desta vez, ele chegou a cair . 
  Mesmo do chão bradou: 


 "Qualquer comuna prefere ser chamado de 'sectário' do que de 'traidor'! 
  Como a idéia tradicional de 'revolução' ficou impossível, vocês estão batalhando por um conceito 'restaurador' de revolução, o que é uma contradição em termos." 


 Outro empurrão . 


 "Cale-se!", gritaram vários . 


 "Vocês não têm memória!", continuou o homem-de-esquerda, "dá-me frio na alma vê-los tender para os mesmos erros de 63 e 68, os mesmos rancores transformados em bandeira! 
  Muitas vezes, a idéia de 'radicalidade' serve para santificar como solidariedade o que é apenas uma forma disfarçada de corporativismo!" 


 Aí começaram os pontapés . 
  Enquanto apanhava no chão, o homem berrava: "Eu sou de esquerda! 
  Vocês são de direita!" 


 E chutavam . 
  Até que o líder se cansou e disse: "Deixa pra lá, ele não é perigoso... 
 É apenas um pequeno-burguês hesitante e cooptado pela direita neoliberal!" 
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<DOC DOCID="HAREM-121-08584">
Mensagem
Mensagem
Presidente da Direcção da ADMD
As duas faces em meia lua simbolizam a alegria e a tristeza, retratam a realidade nua e crua de pessoas que sofrem das patologias Unipolar e Bipolar, num emblema a duas cores, pintado pela Mãe Natureza.
É com enorme prazer que a ADMD reitera a intenção de apoiar e informar a comunidade sobre a natureza das perturbações do humor e sobre as suas implicações na esfera pessoal, familiar , profissional e social.
Quanto mais pessoas perceberem que as perturbações do humor são doenças passíveis de tratamento médico - e não um defeito de carácter ou uma malformação da personalidade - mais poderemos minimizar os graves prejuízos humanos e económicos inevitavelmente associados a estas doenças.
Os direitos dos doentes revestem-se de capital importância e, por isso, estamos profundamente empenhados no progresso da acessibilidade aos cuidados preventivos, paliativos e aos resultados da pesquisa na área das perturbações do humor.
A verdadeira Saúde Mental só pode ser alcançada e cimentada quando a discriminação, o estigma e a exclusão social estiverem completamente erradicados das nossas sociedades, e quando se encararem as doenças mentais pela mesma lógica científica que as doenças físicas.
Considerando a Internet um veículo privilegiado de informação, foi criado o endereço http://www.admd.pt - site oficial da ADMD. Esta página é dedicada à doença Unipolar e Bipolar e ao trabalho desenvolvido na área da Saúde Mental.
A cedência de novas instalações, pela Câmara Municipal de Lisboa, em resposta a um apelo à muito feito, vem contribuir para o alargamento da capacidade de resposta aos nossos utentes, colmatando uma necessidade básica que se vinha evidenciando desde há algum tempo, para desenvolvimento dos objectivos da ADMD.
Devido ao aumento exponencial da quantidade de sócios e de atendimentos em Reabilitação Psicossocial, a Direcção, o Secretariado das Delegações das Regiões Norte e Centro, os Núcleos promotores das Delegações da Região Alentejo e Algarve e o Voluntariado Social irão conduzir a ADMD para missões de projecção futura.
Apesar do trabalho árduo que nos espera, juntos alcançaremos os objectivos a que nos propusemos e nos quais acreditamos. Vamos continuar a desenvolver este trabalho com todos vós e a contar com a vossa prestimosa ajuda!
delfim@admd.pt
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<DOC DOCID="HAREM-531-08616">
Página Um
Criada em 2000, a Associação de Informação Terminológica é presidida pelo ILTEC que tem como parceiro, nesta Associação, a Fundação da Universidade de Lisboa . Os objectivos são , sobretudo, colocar ao dispor dos produtores e utilizadores de terminologias informações no âmbito de trabalhos de terminologia e de lexico logia , e facultar a consulta de terminologias de que a AiT disponha ou a que tenha acesso, nomeadamente através da consulta de bases de dados terminológicas existentes em Portugal e no estrangeiro.
Apresentação
Informações gerais sobre a Associação de Informação Terminológica: objectivos, actividades imediatas, estatutos, órgãos sociais, protocolos e associados.
Notícias
Novidades científicas e académicas nas áreas da terminologia, da lexicologia, e de outras afins. Página actualizada regularmente. Agenda
Eventos académicos (palestras, encontros, conferências e cursos) nas áreas da terminologia, lexicologia e afins. Página actualizada regularmente. Projectos
Descrição dos projectos de pesquisa desenvolvidos no âmbito da Associação de Informação Terminológica, com informações dos pesquisadores envolvidos. Página em construção. Recursos
Informações recentes sobre publicações (impressas e electrónicas) e ferramentas nos âmbitos da terminologia e da lexicologia. Bolsa de Termos
Discussão de termos em português, de uso frequente, que geram dúvidas quanto ao emprego.
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<DOC DOCID="HAREM-838-08626">

Prezado Amigo:
É com enorme satisfação que nós da CIAL lançamos os livros «AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL» do experiente Engenheiro Ferdinando Natale e o livro «AUTOMAÇÃO APLICADA» do Engenheiro Marcelo Georgini.
Abaixo os tópicos abordados em cada publicação.
AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL: É dedicado a todos os profissionais da área de automação ou que tenham interessem na matéria.
O assunto foi desenvolvido passo a passo, desde as primeiras noções dos computadores e suas aplicações, até a utilização mais elevada de CLP's com variáveis analógicas e demais aplicações.
O tema foi desenvolvido comparando os conceitos com metodologias já conhecidas, diagramas de contato, álgebra de Boole, etc...
As matérias seguem a linguagem utilizada pelos fabricantes de CLP's e a Norma IEC 1131-3.
Formato 17 x 24 cm com 256 páginas Valor R$ 65,00 com frete incluso e faturado 20ddl.
AUTOMAÇÃO APLICADA: Este livro apresenta a Norma IEC 60848 (Descrição de Sistemas Automatizados por meio de SFC) e os conceitos necessários para implementação de sistemas automatizados com PLC's (hardware e software).
São abordados as instruções básicas e avançadas da linguagem Ladder, destacando a programação por estágios.
Estes conceitos são acompanhados de exemplos de aplicação para sua utilização no dia a dia.Formato 17 x 24 cm com 240 páginas.
Valor de R$ 65,00 com frete incluso faturado 20ddl.
() Sim, desejo receber o(s) livro(s) () AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL pelo valor de R$ 65,00 e/ou () AUTOMAÇÃO APLICADA pelo valor de R$ 65,00 com frete incluso via boleto bancário com vencimento para 20 dias (Sem nenhum custo extra).

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<DOC DOCID="HAREM-332-08629">
 Jornal Minuano (24/03/99) Hereford e Braford participam da Expogranja Começa hoje, em Eldorado do Sul, o evento "Expogranja", 1º Feira Dinâmica
de negócios do Estado, que marcará a cidade e a todos que participarem da programação.
O evento, que está sendo promovido pela revista " A Granja", será realizado até o dia 28 de março.
A programação prevê palestras técnicas e demonstrações dinâmicas em lavoura de milho, arroz, soja e pastagens, além de exposição de produtos agrícolas.
Contará com a participação de diversas entidades, autoridades de inúmeras cidades.
Os organizadores ainda aguardam a presença de representantes dos outros países.
A Associação Brasileira de Hereford e Braford, em parceria com a Conexão Delta G, estará presente neste evento.
Na oportunidade, realizarão uma exposição dinâmica, que tem como título "Como selecionar touros".
Também, serão demonstrados os procedimentos técnicos para melhoramento de gado de corte, todos os dias, a partir das 16:30, no estand da Associação.
Neste local, também estão montadas mangueiras a mostra dos animais.
Alguns itens deverão ser observados nestes animais : características avaliadas, controles no rebanho, avaliações fenotípicas de desmame e sobreano, processamento dos dados de avaliação (formação das DEP´s), interpretação dos dados e exames de fertilidade.
Assim certifica-se mais uma vez, que esta entidade é participativa e preocupa-se em mostrar as tecnologias e cuidados que devem ser mantidos com
os animais.
O Brasil é o único país que tem test-drive das máquinas agrícolas em exposição, fato este que será demonstrado no decorrer desta feira.
A Expogranja está instalada em uma área de 120 hectares, localizada no quilômetro 132, da BR-290, em Eldorado do Sul, que fica 30 minutos de Porto Alegre.
Mais informações, poderão ser obtidas pelo telefone (051) 233-1822
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<DOC DOCID="HAREM-722-08633">
Expedição Monte Roraima
 Diário de Bordo 25 de janeiro de 1999 Hotel Brasil - Lago Gladys - Hotel Brasil A chuva que nos fez dormir acompanhou nosso sono e nos acordou.
Choveu a noite toda.
Nosso roteiro desse dia era conhecer o Lago Gladys, o local da queda do helicóptero e a Proa (extremidade nordeste do Monte), mantendo acampamento no Hotel Brasil, o que daria-nos a vantagem de fazermos o trekking sem as mochilas cargueiras.
Às 10h deixamos nosso confortável hotel, completamente agasalhados para enfrentar a insistente chuva e o vento forte.
Duas horas depois, abatidos com a chuva e o frio, chegamos ao Lago Gladys.
A neblina encobria o lago por completo e não pudemos ver muita coisa.
Aguardamos alguns instantes, mas nada da neblina se dissipar.
Então nosso guia levou-nos ao local da queda do helicóptero.
Vimos muitos destroços e até marcas nas rochas causadas pela queda, como também vestígios da presença de uma equipe de resgate.
Ficamos ali fotografando e filmando até que a chuva recomeçou mais forte.
Foi neste momento que desistimos de prosseguir até a Proa, pois seria uma caminhada inútil, uma vez que a visibilidade era quase nula.
Outro fator que nos levou ao nosso acampamento no Hotel Brasil foi a temperatura, que chegou a 4,7 graus e já ameaçava nosso bem-estar.
Fizemos o retorno ao acampamento em menos tempo que levamos para ir.
Completamente molhados!
Haja botas de Gore-Tex e casacos impermeáveis para tanta água.
Nosso dia terminou sem mais o que contar, a não ser pela chuva que ainda caía quando fomos dormir e pelo delicioso feijão que rolou no jantar.
Saudades de Minas...
10/01/99 | 11/01/99 | 12/01/99 | 13/01/99 | 16/01/99 | 18/01/99 | 19/01/99 | 20/01/99 | 21/01/99 | 22/01/99 | 23/01/99 | 24/01/99 | PRÓXIMO contato | press release | a expedição | diário de bordo | home | e-mail Site desenvolvido por Cinemania Multimídia
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<DOC DOCID="HAREM-94J-08647">
Segundo o médico, o caso não preocupa.
Romário não se exercitou nas cobranças de falta e pênalti.

Toda a comissão técnica sabe que Romário é de treinar pouco, geralmente se poupando entre dois jogos difíceis.

Nem o PSB nem a coligação têm competência legal para trocar o vice da chapa sem a concordância de Bisol, que teve o nome aprovado em convenção.

Outra maneira de um partido forçar a substituição seria expulsar o candidato, com base em seu estatuto.
Neste caso, o registro da candidatura seria cancelado pela Justiça.
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<DOC DOCID="HAREM-22J-08650">
«Confissões» chega a Portugal
Desde o último dia 13, «Confissões de Adolescente» pode ser vista pelos teens portugueses.
A série exibida aqui pela Cultura estreou na TVI de Portugal.
Além disso, a co-produção com o canal francês TCF1 para a realização de mais 30 episódios continua sendo negociada.

Manchete estréia novo jornalístico
«Câmera Manchete» é o nome do novo programa jornalístico que estréia quarta-feira, às 22h30, na Rede Manchete.
Sob o comando de Ronaldo Rosas, o programa mostrará reportagens especiais de Sônia Pompeu.
A direção do novo semanal será assinada por Ewaldo Ruy.
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<DOC DOCID="HAREM-74J-08665">
Rúbio era acusado por Claudirene de tê-la estuprado no ano passado, época em que era o líder da Assembléia de Deus na usina São Luiz, onde a estudante morava.
«A mãe da estudante prestou queixa do estupro e, depois, das ameaças de morte que Rúbio teria feito a Claudirene», disse Borlina.

Zanini diz que está preparando a fundação de um novo partido, que trará explícito em seu programa a ressalva de que é contra o racismo.

«Será um movimento nacionalista independente.
O novo manifesto do movimento não ficará pronto antes das eleições.
Sendo assim, não podemos dar nosso apoio aberto», explicou.
Ele afirma ter negros e judeus entre seus correligionários.

Segundo a empresa, será o primeiro alimento produzido totalmente através de técnicas de engenharia genética a ser vendido.

O tomate foi projetado para manter o sabor que tem depois de colhido durante tempo prolongado na prateleira dos supermercados.

Saem bases de novo pacto internacional
Países produtores e consumidores de café entraram em um tipo de pré-pacto internacional que não intervenha nos preços do produto, afirmou o porta-voz da Organização Internacional do Café (OIC).

«Temos as bases para um novo acordo.
Pode-se agora recomendar um texto definitivo para o conselho da organização», disse o porta-voz.
Os países integrantes do instituto enviam o texto com o novo acordo para seus governos antes da aprovação final, que deve ocorrer na semana que vem.

Passarinho já descarta claramente a candidatura ao Planalto.
«Meu compromisso com o Pará é inarredável», afirmou ontem depois de conversar com Amin.

O senador catarinense ainda hesita.
Mas faz questão de lembrar que, aos 46 anos, ainda terá várias outras oportunidades para disputar a presidência.
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<DOC DOCID="HAREM-33J-08671">
Dezenas de timorenses e portugueses «ocupam» pacificamente o pavilhão indonésio da Expo-92, em Sevilha.

Entre eles está Rui Marques, o organizador da viagem do Lusitânia-Expresso
Eduardo dos Santos, presidente do MPLA, e Jonas Savimbi, dirigente da Unita, encontram-se na cidade do Bié em actividades ligadas à campanha eleitoral de Setembro.
Bush só poderá ganhar as eleições presidenciais se fizer cair Saddam Hussein, vaticinam os analistas políticos.
O Presidente cancela todos os compromissos e fecha-se na Casa Branca.
Uma nova guerra no Golfo está a ser preparada
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-422-08689">
Untitled Document
 Spensy Pimentel, 24 anos, jornalista formado pela ECA-USP há três anos, é sul-matogrossense e vive há 6 anos em São Paulo.
esde o início do ano, desenvolve mestrado em Antropologia Social na FFLCH-USP, com projeto relacionado aos guarani kaiová e nhandeva a região de Dourados, em MS.
Trabalha como free-lancer desde 98, com passagens pela Folha de S. Paulo, pela Editora Abril Superinteressante, Showbizz), e as revistas Caros Amigos e Problemas Brasileiros.
Atualmente, é assessor de imprensa do Instituto idadania, Ong dedicada ao estudo de políticas públicas, fundada por Luiz Inácio Lula da Silva (www.lulanet.org.br).
É autor de diversos artigos e reportagens sobre o movimento Hip-Hop paulistano e também sobre a temática indígena, entre outros "O Hip Hop como Utopia", do livro "Rap e Educação, Rap é Educação" (Ed.
Selo Negro, 1999), organizado pela educadora Elaine Andrade.
Meu interesse pelo hip hop nasceu na adolescência, quando morava em Dourados (MS), vendo apresentações de Thaíde &amp; DJ Hum na TV. Em 93, morei em Brasília, onde tive a oportunidade de conhecer Câmbio Negro, Gog e outros grupos da cena local.
A partir de 94, passei a freqüentar ocasionalmente shows de rap em São Paulo, até me decidir a contribuir com o movimento fazendo o presente
trabalho em 97.
O trabalho, que teve nota 10, foi julgado pelo professor Bernardo Kucinski, da ECA, pelo jornalista Xico Sá, do Diário Popular (na época, Folha de S. Paulo) e por Milton Salles.
Já leram o Livro Vermelho do Hip Hop: KLJay, PMC, Thaíde, DJ Hum, Gog, Nino Brown, entre outros.
Para falar com Spensy, escreva para spensy@bocada-forte.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-541-08690">
Matosinhos - Gastronomia
Gastronomia Caldeirada de peixe Ingredientes: Raia, congro, tamboril, cação, peixe-galo, pargo, ruivo, lulas, tramelga, boca-negra, serrão e batatas.
Modo de preparar: Colocam-se as batatas às rodelas no fundo dum tacho, em seguida uma camada dos peixes (cortados aos bocados), uma camada de rodelas de cebola e rodelas de tomate e pimentos cortados. Este processo repete-se sucessivamente. Tempera-se com: sal, pimenta, cenoura, alho picado, salsa, louro e azeite Junta-se ao preparado um pouco de vinho branco e água q. b. Vai ao lume branco 25 a 30 minutos.
Arroz de Marisco Ingredientes: Lagosta, camarão da costa, lavagante, sapateira, gamba, amêijoa, santo la, arroz agulha.
Modo de preparar: Faz-se o refugado como os seguintes ingredientes: alho, cebola, louro, cenoura e junta-se ao referido as cascas do marisco grande (já previamente cozido). Adiciona-se um pouco de água da cozedura do marisco e água q. b., um pouco de tomate e colorau. Em seguida, coloca-se cebola picada num tacho com óleo e passados 5 minutos, junta-se-lhe a calda do retugado. Depois de levantar fervura mete-se o arroz. Dois minutos antes do arroz estar cozido, mete-se a amêijoa, o camarão e a gamba. No final coloca-se o marisco por cima.
Sardinhas Assadas no Forno com Sal Ingredientes: Sardinhas escamudas, muito grandes e muito frescas, sal grosso.
Modo de preparar: Numa assadeira de barro grande, coloca-se uma camada de sal bem espessa; de seguida, põem-se as sardinhas sem lavar de pé com a barriga voltada para cima e devem ficar separadas e bem enterradas no sal; tapam-se com outra cama espessa de sal; vão ao torno cerca de 30 minutos. O sal abre-se em carreirinhas, retiram-se as sardinhas depois de sacudidas para o prato. Acompanham-se com batatas assadas a murro e pimentos.
"Roteiro de Matosinhos" da C.M.Matosinhos Menu Por Rui Melo
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<DOC DOCID="HAREM-721-08700">
Viagens
Viagens de Balão
Convidamo-lo a disfrutar connosco num dos nossos balões de ar-quente um vôo de verdadeira aventura. Desde a primeira chama, que enche o balão até ao último sopro de ar que o faz aterrar. Um vôo de balão de ar-quente é uma aventura que nunca mais esquecerá. Imagine-se voando lentamente sobre um mar de campos verdejantes numa cesta de vime. As vistas mais panorâmicas a metros de altura, a sensação de sobrevoar lugares onde dantes se passeava... Terá a sensação de uma viagem interminável, onde depois da chegada contactar a realidade com a sensação de ter vivido uma experiência digna de contar a todos os seus amigos. Pois para lhes comprovar a sua aventura ficará com um diploma personalizado comprovativo de um dos momentos marcantes da sua vida. A Academia de Vôo Bartolomeu de Gusmão 'oferece' viagens de prazer a clientes privados ou empresas, individuais ou em grupo, sobrevoando lugares de grande beleza. Os nossos pilotos todos com brevê, estão qualificados para o trabalho proposto tendo periódicamente que se submeter a exames médicos e renovação de licenças, afim de estarem sempre aptos a prestar um serviço de confiança e seguro para os nossos clientes.
Para informações mais detalhadas e marcações poderá contactar-nos nas seguintes formas:
Academia de Vôo Bartolomeu de Gusmão
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Av. Roma, 49-F4
1700-347 Lisboa
Tel.: 218 462 555
Fax: 218 461 008
Site * E-Mail
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<DOC DOCID="HAREM-047-08709">
 A INTERNET DEVERA' RECEBER UMA ATUALIZACAO
 O projeto Pegasus, o qual tem por objetivo o desenvolvimento de novas tecnologias para assegurar que a Internet possa suportar o rapido crescimento de sua taxa de utilizacao, recebeu US$ 7,5 milhoes em recursos disponibilizados pelo governo federal estadunidense. 
 O projeto, financiado pela Agencia para Projetos de Pesquisa Avancada na Area de Defesa ('Defense Advanced Research Projects Agency') nos ultimos dois anos, abrange pesquisadores da Bell Atlantic, Lucent, Universidade Drexel, Universidade da Pennsylvania, Universidade de Princeton, Faculdade da Cidade de Nova Iorque e Universidade MCP Hahnemann. 
 O projeto pretende assegurar que a Internet de Nova Geracao (no original, 'Next Generation Internet') do governo federal estadunidense seja 1.000 vezes mais rapida, mais confiavel e mais capacitada para suportar aplicacoes sofisticadas do que a versao atual da Internet. 
 O governo federal dos EUA anunciou o projeto da Internet de Nova Geracao dois anos atras, nao muito tempo depois que um grupo de universidades anunciou o projeto Internet2. 
 A Internet de Nova Geracao 'enfatiza o desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitarao a construcao das redes do futuro', explicou o encarregado pela administracao do Pegasus, Stewart Patrick, da Universidade Drexel. 
 O projeto Pegasus ira' lidar com a arquitetura, com a rede optica e com as aplicacoes. 
 Os pesquisadores deverao examinar questoes como determinar se os atuais protocolos para a Internet suportarao as futuras aplicacoes multimidia que deverao ser empregadas na rede. 
 (Philadelphia Inquirer 1 Dez 99)(Edupage da RNP) 
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<DOC DOCID="HAREM-931-08711">
A poesia
Galeria
A poesia, segundo Aristóteles, era a produção humana que mais se aproximava da Filosofia. Ao longo dos séculos, pintores, escultores, arquitectos, músicos e tantos outros criadores demonstraram pelas suas obras que elas eram, em certas épocas, a sua a mais elevada expressão filosófica. Mas como na filosofia a arte, para além do prazer imediato que pode provocar, exige também um esforço continuo e sistemático para a sua ampla compreensão.
Madona e o Menino, de Miguel Ângelo (1475-1564).
"E o Senhor do Paraíso decidiu enviar à Terra um artista que possuísse aptidão para todas as artes, cuja obra servisse para nos ensinar como atingir a perfeição (pelo desenho correcto e pelo uso do contorno, das luzes e sombras, para obter relevo); como utilizar critério numa escultura; e , na arquitectura, criar edifícios que fossem confortáveis e seguros, saudáveis, bonitos de ver, bem proporcionados e ricamente ornamentados. Miguel Ângelo era perfeito não apenas em uma das artes, mas nas três: na pintura, na escultura e na arquitectura.", Giorgio Vasari (1511-1574).
O Carnaval do Arlequim , de Joan Miró (1893-1983).
Esta obra datada de 1924/25, segundo o próprio Miró, revela de forma inconfundível o seu estilo pessoal. Para a pintar, Miró afirma que fez inúmeros desenhos, nos quais exprimia as suas alucinações provocadas pela fome. "Chegava a casa sem ter jantado, e anotava todas as sensações no papel". A pintura representa um quarto, com uma mesa e uma janela, mas o que nele se destaca sãos elementos oníricas que uns identificam como uma referência ao mundo das crianças, e outros atribuem à influência do surrealismo na sua obra. Estamos convencidos que se trata de uma retrato irónico da nossa sociedade, onde um permanente espectáculo nos faz esquecer a degradação humana atinge a maior parte da humanidade ."É essencial ter os pés firmemente plantados no chão para nos podermos lançar no espaço". Miró
Carlos Fontes
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<DOC DOCID="HAREM-92L-08717">
O inter-Fiorentina era o jogo grande da terceira jornada do campeonato italiano. 
A partida até começou bem para os homens da casa. 
Ronaldo,à beira de o intervalo,inaugurou o marcador para o Inter,justificando o forte investimento que a equipa milanesa fez na sua aquisição. 
Mas os homens de Gigi Simone tiveram que sofrer muito para levar de vencida a Fiorentina que,com golos de Serena e Batistuta,deu a volta ao resultado. 
Batistuta viu ainda dois remates seus baterem nos postes da baliza contrária. 
Um golo de Moriero recolocou as duas formações em pé de igualdade e só a nove minutos do fim o Inter chegou ao golo da vitória,por intermédio do francês Djorkaeff. 
 
Em os outros jogos do «calcio»,destaque para mais uma goleada da Juventus de Dimas (4-0 frente a o Brescia),enquanto a Lazio de Eriksson parece ter perdido a veia goleadora demonstrada em Guimarães e foi derrotada por o recém-promovido Empoli,por 1-0. 
Realce também para mais uma derrota do Milan,desta feita por 2-1,frente a a Udinese. 
 
Agora, perante os olhos da velha Elvira, sentada no centro da sala com os xailes e o casaco que a protegem do frio, encontra-se o vestido verde com os botões com pequenos sabres dourados idealizado pela costureira Danilina. 
Revê-se no Mercedes de Goebbels, apreendido na Alemanha e entregue ao marechal Oslikovsky, sentado com a filha pequena, Lora, no assento posterior. 
Uma corrida para Moscovo a chupar as bolinhas de «Kliukva v sacarnoi pudre», feitas de açúcar em pó, com uma baga siberiana de sabor agridoce no meio. 
Nessa manhã, usava pela primeira vez os sapatos de pele macia criados por Goldin, o surdo sapateiro judeu. 
 
Tinha calçado um par de pantufas inchadas de pêlo velho. 
De súbito, ergue os olhos para voltar a mergulhar no passado que ressumava daqueles trajes velhos. 
Eis o casaco de linho claro e a saia que lhe havia dado a filha casada em Itália. 
Uma medida grande para o seu corpo pesado, agora que tinha setenta e dois anos. 
Usou-o no navio de cruzeiro Taras Scevcenko, que partia de Odessa. 
Estava calor e ela enxugava o suor com um lenço bordado apertado entre os dedos brancos e resplandecentes dos anéis, ainda que agora de pouco valor. 
Quando o navio estava a passar no estreito dos Dardanelos e as cúpulas das mesquitas de Constantinopla pareciam pombas brancas numa atmosfera de palhetas douradas, apresenta-se-lhe uma velha senhora magra, elegante e «pripudrennaia» (empoada) que a submerge numa admiração comovida, quase como se se tratasse de uma irmã ou de um familiar regressado do túmulo. 
Esta senhora senta-se junto dela e, enquanto lhe acaricia as mãos e procura levá-las até às faces magras, começa a recordar-lhe o tempo passado, a sua beleza extraordinária, que se tornara uma lenda em toda a Rússia e nas repúblicas mais quentes. 
Recordou-lhe os invernos em Bakuriani, quando percorria os caminhos da aldeia a comer tangerinas e a macular, com as cascas, os montes de neve branca ao longo das estradas, por entre as casas de madeira. 
E os admiradores seguiam-na de longe, recolhendo aquelas cascas para ficarem qualquer coisa dela. 
Recordou-lhe quando, no fim da guerra, passava devagar na Avenida Gorki com o carro que pertencera a Goebbels. 
Falou da praia de Soci e do Castelo d'Aria, no cimo da colina de Dorzacos, quando o chefe da orquestra bebia copos de água gaseificada, apontou o pequeno restaurante do Ermitage em Moscovo, onde se comiam trutas. 
Os beijos que todos procuravam dar-lhe na Praça Vermelha no dia da vitória. 
O seu vestido escuro durante o funeral de Estaline, quando, apesar da multidão que se apinhava ao longo dos muros, para ela havia espaço, para que ninguém sequer lhe tocasse. 
Depois, os longos anos de ausência dos teatros, dos restaurantes e das praias da moda. 
Um aviso fugaz no grande mercado das aves, quando a indiferença da multidão lhe permitia observar com tranquilidade um peixinho circunscrito à água de uma garrafa e já ninguém era atraído pelo seu perfume, que ainda então se evaporava da carne rosada e abundante. 
Finalmente, eis que podia revê-la e abraçá-la. 
Subitamente, a mulher empoada recolhe todo o seu afecto nos olhos claros e avermelhados pela comoção. 
«Mas a senhora lembra-se de quando era nova?» -- pergunta-lhe de súbito. 
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<DOC DOCID="HAREM-447-08720">
 A Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUC-Rio informa que a matricula para a segunda turma do curso DESMESTIFICANDO O FORMATO MARC21 - Formato Bibliográfico pode ser feita até o dia 11/agosto, como inicio das aulas previsto para 15/agosto. 
 Maiores informações no site: 
 http://www.cead.puc-rio.br 
 Telefones: 
 (21) 529-9444/529-9449 
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<DOC DOCID="HAREM-602-08734">
A linda praia do gunga 
 A linda praia do gunga Aluga-se casa na praia Barra de São Miguel, ALÁrea de lazerA praiaA linda praia do gunga Contato Barra de São Miguel
 do Rio Niquim que segundo os nativos, possui poderes medicinais, dos arrecifes de corais que permitem a suavidade das ondas, dando-nos a impressão de uma enorme piscina. 
Mar de tonalidade extremamente azul e areias claras. 
 Das cidades litorâneas na parte sul do Estado Barra de São Miguel e a cidade balneário mais badalada. 
 O território atualmente ocupado pela cidade foi aldeamento primitivo dos índios Caetés, sobre os quais recai a fama de terem devorado o primeiro Bispo do Brasil Dom Pero Fernandes Sardinha. 
 Por sua proximidade com a Capital, Maceió é considerada como integrante da Grande Maceió e oferece ao turista uma infra-estrutura de hotéis, 
 pousadas, bares, restaurantes, agências bancárias, correios, telefonia DDD, DDI e celular, além de um completo termina turístico, às margens do Rio Niquim. 
 A prática de esportes náuticos é um grande atrativo que a Barra de São Miguel oferece aos turistas, onde se pode desenvolver vôos de ultraleve, "jet skis", "surf", caiaques, passeios de jangada e saveiros e a pesca de arremesso e linha de vara. 
 Na Barra, como é popularmente conhecida, as praias de mar calmo protegidas por arrecifes, rivalizam a preferência pela praia de mar aberto, o paraíso dos surfistas. 
 FOLCLORE COCO ALAGOANO PASTORIL CHEGANÇA QUADRILHA BAIANA PATRIMÔNIO ECOLÓGICO RIOS: NIQUIM E SÃO MIGUEL RIACHO BRANCO LAGOA NIQUIM Os nativos a consideram de grande poder medicinal. 
VEGETAÇÃO DE MANGUE Área sob proteção ambiental de acordo com decreto governamental. 
 Fiscalização exercida pelo IMA. 
PATRIMÔNIO HISTÓRICO IGREJA DE SANTANA (Padroeira) Construída no começo do século pela população local, em mutirão. 
 ARTESANATO MADEIRA Construção de pequenas embarcações.
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<DOC DOCID="HAREM-82J-08735">
O governo agora apenas antecipou uma rodada de redução de tarifas prevista para janeiro de 95. 
E, com essa medida, pode matar dois coelhos. 
De um lado reforça a estabilização, pois qualquer eventual aumento irresponsável de preços depara-se agora mais rapidamente com a concorrência de similares importados; de outro, ajuda a aliviar a supervalorização do real, pois quanto mais importações houver, maior será a procura por dólares.

Fazer avançar uma reforma estrutural (como a abertura da economia) e, ao mesmo tempo, calibrar um processo de estabilização não é porém uma tarefa fácil.
Resta portanto saber se as medidas anunciadas, em tese adequadas, terão na prática o efeito que se espera.
Com o dólar comercial já a R$ 0,85 e o governo dizendo que não há limite para baixo, a necessária abertura pode involuntariamente desaguar num arriscado escancaramento.

O livro de Marilena Ansaldi também oferece detalhes sobre uma das mais bem-sucedidas experiências culturais de São Paulo: o Teatro da Dança, que funcionou a partir de 1975 na Sala Gil Vicente do Teatro Ruth Escobar.

Esse palco, além de revelar inúmeros talentos que depois se «refugiaram» na Europa, como Sonia Motta, serviu para Marilena inaugurar a fase mais fértil de sua carreira.

NO RIO, LULA ESTÁ EM 2º, COM 25 $%. das intenções de voto, segundo o Datafolha
BRIZOLA É O 3º NO RIO, com 13 $% .
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<DOC DOCID="HAREM-314-08740">
 CANAL ABERTO 

 Pergunta: "O que é preciso para montar um computador 486DLC 40 MHz? 
  O que significam as siglas SX, DX, DLC e SLC? 
  Gostaria de saber qual a melhor opção de compra . 
  Qual é a relação das peças que devo adquirir, uma vez que pretendo montar uma estação de editoração eletrônica." 

 (João Antonio da Cruz - São Paulo, SP) 

 Resposta: A montagem de um equipamento pode parecer algo complicado, mas traz alguns benefícios, como o conhecimento mais profundo sobre o funcionamento do hardware . 
  As siglas SX, DX, SLC e DLC indicam o tipo de processador que o computador possui . 
  Os processadores 486SX e 486DX são produzidos pela Intel . 
  A diferença entre eles é que, no 486SX, o co-processador matemático está desabilitado, enquanto no 486DX está ativado . 


 A Cyrix, a AMD e a IBM também fabricam processadores 486 . 
  Segundo a Cyrix, o 486SLC tem a performance em torno de duas vezes um 386SX . 
  Já o 486DLC possui a performance de mais de duas vezes um 386DX . 


 Para montar o micro, você deve adquirir um manual do tipo "compre e monte" . 


 Fique atento para a quantidade de slots (conectores) da placa . 
  É aconselhável ter pelo menos cinco conectores livres para futuras expansões do micro, como placa de fax/modem, controladora de scanner ou placa de som . 
  Quanto aos drivers de disquete, é recomendável ter os dois tipos: um de 3,5 e outro de 5,25 polegadas, ambos de alta densidade . 
  Já o disco rígido deve ter capacidade mínima de 170 MBytes . 
  Os outros dispositivos, como o teclado e o monitor, podem ser adquiridos depois . 


 Bibliografia: "Projetando, Montando e Personalizando o Seu PC", de Badgett, Sandler e Stallings, editora Berkeley; "Conhecendo a Família 80.486", de Segal, Nakajune e Celestino, editora Érica . 


 Douglas Hernandez Garcia é gerente da Coritel, empresa ligada à Andersen Consulting . 

Cartas para a seção Canal Aberto devem ser enviadas datilografadas para Folha de S.Paulo, caderno Informática, al. Barão de Limeira, 425, 4º andar, CEP 01201-001, Campos Elíseos, São Paulo, SP 
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<DOC DOCID="HAREM-937-08746">
FLUXO GLOBAL DE INFORMACAO
 Tenho o prazer de informar que a SciELO - Scientific Electronic Library Online - www.scielo.org, foi citada no editorial da British Medical Journal de 30 de setembro de 2000 como um dos bons exemplos de fluxo global de informacao - http://www.bmj.com/cgi/content/full/321/7264/776 
 SciELO e o resultado de um projeto conjunto entre BIREME/OPS e a Fundacao de Apoio a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (FAPESP). 
 SciELO se converteu em modelo para a publicacao eletronica de paises em desenvolvimento e sua operacao esta orientada a promocao da comunicacao cientifica da America Latina e Caribe. 
 Atualmente estao operando publicamente em Internet as colecoes de Brasil (www.scielo.br), Chile (www.scielo.cl) e a de Saude Publica (www.scielosp.org). 
 Proximamente, estarao operando as colecoes SciELO de Costa Rica e Cuba. 
 A divulgacao do modelo SciELO para publicacoes cientificas eletronicas e uma das prioridades da BIREME. 
 A referencia positiva a SciELO no editorial da BMJ e uma grande contribuicao para fortalecer sua sustentabilidade e, principalmente, para aumentar a visibilidade e acessibilidade internacional da producao cientifica da America Latina e Caribe. 
 Abel Packer, BIREME, Diretor 
 Scielo-l maillist - Scielo-l@listas.bireme.br 
 http://listas.bireme.br/mailman/listinfo/scielo-l 
 Particularmente considero o Scielo , uma das mais importantes , Bases de dados em informacao em Ciencia e Tecnologia existentes no Brasil. 
 Alem de seu acessivel e de valor para um consideravel numero de areas de conhecimento, e um instrumento de enorme potencial para a realizacao de pesquisas em ciencia da informacao. 
 Aldo de Albuquerque Barreto 
 LISTA DE DISCUSSAO E DIVULGACAO DA ANCIB 
 A Ancib e' Associada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciencia - SBPC 
 Va ate o site da ANCIB 
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<DOC DOCID="HAREM-021-08749">
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 EFACEC Automação e Robótica, S.A., ganha encomenda de Armazém Automático no valor de 1,45 milhões de Euros para a Continental Mabor. 
 A EFACEC Automação e Robótica, S.A. foi uma vez mais escolhida por uma multinacional com o prestígio da Continental, para o fornecimento de um sistema de armazenagem automática no valor de 1,45 milhões de Euros . 
 A Continental junta-se assim a uma extensa lista de multinacionais clientes da EFACEC Automação e Robótica, da qual constam, entre outros nomes, a Philips, a Repsol, a Telefónica, a Reckitt Benckiser e a Volkswagen, que se destacam pelos elevados índices de satisfação originando segundas e mesmo terceiras encomendas, em sistemas de logística automatizada. 
 Em 2001-2002 a Continental AG, fundada em Hannover em 1871, e detendo a posição de quarto maior fabricante mundial de Pneus, componentes, módulos e sistemas para a indústria automóvel, realizou um grande investimento na reestruturação do Grupo, com particular ênfase na fábrica da Continental-Mabor Indústria de Pneus, S.A., em Lousado, em que se prevê um aumento do nível de produção de cerca de 33.000 pneus/dia para aproximadamente 44.000 pneus/dia. Dentro deste grande projecto de expansão a Continental Mabor encomendou à EFACEC Automação e Robótica um sistema automático que servirá para armazenar borracha num estado intermédio do processo produtivo (Compound). 
 A preferência pela EFACEC deveu-se às suas capacidades tecnológicas comprovadas e ao elevado grau de "customização" dos seus equipamentos, factores cruciais e determinantes para o sucesso deste negócio, onde as particularidades do fabrico de pneus impõem um desenvolvimento à medida. O grau de "customização" toma particular relevância no que respeita ao sofisticado Sistema de Gestão EFACEC que incluirá várias funcionalidades específicas, com vista a uma interligação do sistema com as máquinas de produção de borracha da Continental. 
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<DOC DOCID="HAREM-234-08750">
 Atrito com Itamar Franco faz Osiris pedir demissão 
 Liberação das bagagens da seleção foi a 'gota d'água', diz secretário 
 GUSTAVO PATÚ 
 Da Sucursal de Brasília 

 O secretário da Receita Federal, Osiris Lopes Filho, anunciou ontem seu pedido de demissão do cargo . 


 O inspetor da Receita na alfândega do Aeroporto do Rio de Janeiro, Sá Freire, acompanhou a decisão de Osiris e deixou o cargo . 


 "Foi a gota d'água", disse Osíris, ao chegar às 10h30 ao Ministério da Fazenda, já com a decisão tomada . 


 Nos últimos meses Osiris enfrentou uma série de desgastes, tanto com o Palácio do Planalto como junto à equipe econômica . 


 Osiris despediu-se ontem de seus subordinados com um discurso emocionado . 


 Cerca de 17 toneladas de bagagens da seleção brasileira foram liberadas de inspeção na alfândega do Aeroporto do Rio, com prejuízo para os cofres públicos calculado em US$ 1 milhão pela Receita . 


 Nem o Planalto nem a Fazenda assumem a responsabilidade pela liberação . 


 O alvo principal de Osiris ontem, porém, foi o presidente Itamar Franco . 


 "São concepções diferentes, e eu sinto que, em uma linha de desenvolvimento, as oposições seriam muito fortes" . 


 Para Osiris, foi desrespeitado o "princípio da isonomia, de que todos são iguais perante a lei" . 


 Ele adotou um tom mais duro no discurso de despedida aos auditores fiscais, depois de ter apresentado sua demissão ao ministro Rubens Ricupero . 


 Diante de servidores e jornalistas, Osiris falou por 20 minutos de suas realizações no cargo, e acusou setores do governo de não apoiarem o combate à sonegação . 


 "Fui me sentindo ilhado e isolado em meus esforços", disse . 


 Osiris listou diversos casos de sonegação, a maioria denunciados por ele anteriormente . 


 Disse que as operações de comércio exterior são feitas com subfaturamento ou superfaturamento, para burlar o fisco . 
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<DOC DOCID="HAREM-312-08755">
 Organização Internacional do Trabalho - OIT Órgãos Intermediadores: ABC - Agência Brasileira de Cooperação / Ministério das Relações Exteriores
Os projetos de cooperação técnica com a OIT têm enfoque predominante direcionado à conscientização das condições de exploração do trabalho da criança e sua iniciação profissional.
Em 1992, foi implantado o Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil - IPEC.
Mais de 800 peritos da OIT trabalham nos países onde estão sendo desenvolvidos projetos de cooperação técnica.
Uma de suas tarefas mais importantes é a formação de pessoal nacional capaz de substituí-los após a partida dos peritos internacionais e dar continuidade aos projetos iniciados.
A maior parte dos fundos destinados à cooperação técnica é fornecida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Em Genebra funciona o instituto internacional de Estudos Sociais da OIT, especializado no ensino superior e na pesquisa relacionada às políticas
sociais e do trabalho.
Em Turim, na Itália, fica o Centro Internacional de Formação da OIT, que organiza cursos destinados aos diretores de centros técnicos de formação profissional, aos dirigentes "seniors" e de nível médio de empresas públicas e privadas, aos líderes sindicais, a instrutores profissionais e a
técnicos.
Anualmente é realizado a Conferência internacional do Trabalho, que é o fórum mundial no qual são discutidos os assuntos sociais e os problemas do trabalho, bem como o estabelecimento das normas internacionais do trabalho e as políticas gerais da OIT.
As atividades se concentram em cinco temas principais: normas internacionais do trabalho e da defesa dos direitos humanos;
a igualdade da mulher;
o fomento do emprego e o reajuste estrutural;
o meio ambiente e o trabalho da mulher;
o setor rural e setor estruturado.
Endereços: SEN - Avenida das Nações, lote 35 70.800-400 - Brasília - DF Tel: (061) 225-8015 Fax: (061) 226-1171
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<DOC DOCID="HAREM-81B-08756">
Essa "insurgência" intelectual sofre um rude golpe com a ditadura do Estado Novo, chefiada por Salazar, que marca o fim da chamada "imprensa livre" e abre um lapso de tempo, de 1926 a 1941, atreito a dois tipos de tipicismo. Por um lado, temos um tipicismo folclorista e costumbrista, evocativo, reconstituidor da vida cultural popular urbana ou do mato, de que a obra de Óscar Ribas (Angola) será o paradigina com inusitados seguidores em tempos mais revolucionários. Este tipicismo de cariz etnográfico tem o contraponto evasionista e mesmo exótico, além de ideologicamente colonialista, na poesia de Tomaz Vieira da Cruz (Angola). Noutros, como João Albasini e Caetano Campo (Moçambique) ou ainda naqueles do chamado "período hesperitano" de Cabo Verde (com José Lopes e outros), se encontrará o apelo, ainda evasivo e esquivo, de uma peculiaridade telúrica e humana que se deseja demarcadora da colonialidade, mas não o ensejando em pertinência. E uma estética da evasão, da hiper-idealização do real, típica, em Africa, de um regionalismo, conquanto "útil", sobretudo estilizador, turístico, para usar uma metáfora depreciativa, ou seja, inconsequente quanto ao nacionalismo.

Por outro lado, deparamos com um outro tipicismo mais localista e regionalista, portanto, telúrico, de integração continental (de africanidade, sim, mas não necessariamente manifesta e veemente), a que anda associado algum orgulho negróide, alguma, ténue, "personalidade africana", que se pode caracterizar politicamente como protonacionalista, de um geo-estrategismo de grande alcance cultural (veja-se o exemplo da Claridade (1936) cabo-verdiana) ou, pelo menos, propondo modestas vias ideologicamente reformistas e esteticamente conservadoras, como no caso da primeira poesia de Geraldo Bessa Victor (logo depois optando por contribuir para uma estética da luso-tropicalidade freyriana). Estamos, no caso cabo-verdiano da Claridade, perante uma verdadeira criação de crioulidade (de assunção de uma diferença não-portuguesa), ou, em direcção distinta, de entrada no funil de estrangulamento histórico (da estreita portugalidade).

A quarta fase, do Casticismo (1942-1960), surgiu na sequência de aprofundamento da opção anti-colonial, como corolário lógico de uma actividade literária que compreendia o esforço de consciencialização como serviço cívico ou, se é possível a contradição, enquanto ética social com fundamentos na história e na cultura imperecível de um povo. A sua introdução verifica-se com o livro do são-tomense Francisco José Tenreiro, Ilha de nome santo (1942), integrado na colecção coimbrã do Novo Cancioneiro, no movimento do Neo-realismo português. O Casticismo (termo que adoptamos pela primeira vez) pode, então, ser definível como a procura da permanente herança dos povos, da sua intra-história, profunda, imperecível, dialéctica, criadora e transformadora, para lá do efémero, segundo uma concepção próxima da que Miguel de Unamuno nos legou nos seus ensaios sobre o casticismo castelhano visto como tradição não académica e erudita, mas popular e antiga, carregada de futuro.

Num primeiro momento, esse Casticismo afinal tão ansiosamente buscado, apresentou-se sob as vestes do Sócio-realismo (1942-1950/60) baseado no marxismo ou na sua versão acrescida (a do marxismo-leninismo), em que, quer em Portugal, quer nas colónias, foi determinante o papel desempenhado por activistas brancos conotados com o Partido Comunista Português. O Sócio-realismo (designação relativa às literaturas africanas igualmente cunhada por nós no presente trabalho) foi a expressão africana de um modo de renovação da herança negro-realista, associada sobretudo ao que o Neo-Realismo português possibilitou e ainda à absorção do Modernismo e do romance social do Brasil. Não temos conhecimento de indícios de que o Naturalismo brasileiro (sobretudo este, pela sua pujança, e não o português) tenha sido recebido atempadamente pelos africanos. Ninguém parece ter dado pel' O cortiço, de Aluísio Azevedo, à data a que nos reportamos. Com o Sócio-realismo, atravessado, de imediato, pela Negritude, estão em foco as classes e o mundo do trabalho, da produção de riquezas coloniais (com seus contratados, serviçais, agricultores, operários, mas também pastores, além de grupos restritos e outros, marginais), através de processos discursivos virados para a sugestão de concretude social e quotidiana, em que o pormenor, a notação descritiva, tem grande relevo. Basta referir a segunda fase da obra de Castro Soromenho (Angola), a primeira fase da obra de Agostinho Neto e António Jacinto (Angola), de José Craveirinha (Moçambique) e de Francisco José Tenreiro (São Tomé e Príncipe), ou a obra de Luís Romano e Teixeira de Sousa (Cabo Verde), e de Noémia de Sousa (Moçambique), para verificarmos a assunção de uma postura de classe proletária que tende a colar-se à pele mais generalizante da categoria do colonizado.

O colonizado é uma categoria ainda mais generalizante do que a do negro, mas, por isso, os escritores africanos de língua portuguesa, nos anos 50, assumiram a Negritude (1949-1959) como realização cultural do pan-africanismo, sobretudo os que estavam morando fora de África, cultuando com orgulho a raça, as culturas tradicionais (tribais), relativas ao mato e ao campo, numa estética do retorno ideal às origens, de reencontro com um passado grandioso, utopia da felicidade, à semelhança de uma recuperação rousseauniana. Agostinho Neto, em Angola, Aguinaldo Fonseca, em Cabo Verde, Noémia e Craveirinha, em Moçambique, e Tenreiro e Tomás Medeiros, em São Tomé e Príncipe, exemplificam esse movimento de aproximação genuína ao povo africano e sua herança, de uma maneira racista anti-racista, para glosar a expressão de Sartre, no prefácio à antologia de Senghor.

Inaugura-se uma quinta fase, de Resistência (1961-1974), com a entrada na década de 60 e o início da luta armada de libertação nacional, despoletada, em primeiro lugar em Angola, passando a ser produzida uma literatura não de todo circunstancial, primeiro angolana e, depois, moçambicana e guineense, por escritores tanto com inferior nível de escolarização como com estudos superiores, cuja orientação ideológica e política é expressamente anti-colonialista, que engloba, para além de um específico corpus de guerrilha, também, a partir de 1969, uma temática e um discurso de Ghetto, relativos estes ao curto período final do colonialismo português. Essa literatura cria textualmente a nacionalidade, antes da sua existência política. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-549-08763">
        Sétimo capítulo - A confissão de Nhonhoso

    "- Que estas a fazer, caraça de tu!
    - Não está ver? Estou cortar essa árvore.
    - Para com isso, Nhonhoso da merda, essa árvore é minha.
    - Sua? Suca mulungo, não me chateia.
    Nunca tínhamos falado assim. Domingos Mourão, o nosso Xidimingo, se levantou e, aos tropeços, se atirou contra mim. Os dois brigamos, convergindo violências. O branco me solavanqueou, parecia transtornado em juízo de bicho. Mas a luta logo se desgraçou, desvitaminados o pé e o soco. Só os nossos respiros se farfalhavam nos peitos cansados. Os dois nos sacudimos, desafeitos. 
    - Você sempre quer mandar em mim. Sabe uma coisa: colonialismo já fechou!
    - Não quero mandar em ninguém...
    - Como não quer? Eu nos brancos não confio. Branco é como camaleão, nunca desenrola todo o rabo.
    - E vocês, pretos, vocês falam mal dos brancos mas a única coisa que querem é ser como eles...
    - Os brancos são como o piri-piri: a gente sabe que comeu porque fica a arder a garganta.
    - A diferença entre mim e você é que, a mim, ficam cabelos no pente enquanto a você ficam pentes no cabelo.
    - Cala, Xidimingo. Você é um arrota-peidos.

    O velho branco riu-se sozinho. Depois, se ocupou em ajeitar o corpo. Lhe doía a garganta como um torcicolo em pescoço de girafa.
Ficou um tempo imóvel, olhos semicerrados. Parecia desmaiado.

    - Você está respirar, Mourão?
    - Ouve Nhonhoso: quer apanhar mais outra vez?
    - Você é que apanhou maningue, seu velho branco...
    - Deixa-me descansar um pouco e já lhe despacho uma boa murraça.
    - Para me dar um murro você precisa descansar um século...

    Nos olhamos sérios. De repente, ambos desatamos a rir. Batemos as mãos, chapamos as palmas, em acordo. Aquilo havia sido briga de disputar gafanhoto, bicho sem fruto nem carne. Então, lhe disse:

    - Eh pá, Xidimingo, estou-lhe a agradecer bastante.
    - Porquê?
    - Charra! Eu quase ia morrer sem bater um branco."
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-63K-08764">
P - Que data foi isso. O senhor lembra que ano que ele casou? 

R - Ele casou em 1920. Ele casou-se com 40 anos e minha mãe tinha 18 anos menos que ele. Minha mãe tinha 22. Ele tinha 40. 

P - E aí ele deixou de morar no Parque Balneário e... 

R - Foi morar em São Vicente. Ele tinha uma casa, tinha um quarteirão inteiro. Onde está o Clube Tumiarú hoje, aquilo tudo era nosso. Nós é que vendemos pro Tumiarú, quando ele morreu. Então, morava lá. Mas São Vicente não tinha nem o Hospital São José naquela época. Então, na hora que estava chegando o momento do parto, minha mãe ia pra São Paulo, pra casa da minha tia e nós nascíamos em São Paulo. Meu irmão e eu nascemos em São Paulo. Fomos registrados na Bela Vista, mas 45 dias depois voltamos pra Santos. 

P - A sua infância então foi em... 

R - São Vicente. 

P - O senhor se lembra dessa casa onde o senhor morou? 

R - Me lembro. É na Praça Coronel Lopes, entre a Rua...Jacó Imeric? Não, Não. A rua que sobe. E a Rua Quinze de Novembro. Era um quarteirão inteiro. Era um quarteirão grande porque inclusive nós tínhamos emprestado um pedaço do terreno pro futebol. O Bentevi Futebol Clube tinha um campo de futebol no terreno nosso. Eles usavam o terreno lá. Cresci lá, com um jardim imenso, horta, frutas... Era uma vida muito tranqüila. Inclusive a casa do Barão, a casa do Barão que hoje é museu, eu era muito amigo do Lilo, que é o Alex - Carl Kurt von Pritsovits (?), que era o filho do dono da casa que era o Barão von Pritsovits. Ele era nosso colega do colégio, a gente ia na praia andar de barcos juntos, íamos ao Colégio São Paulo em São Vicente, todos juntos. Tinha muito estrangeiro, então o Pritsovits, o Tórbero(?), Sttigart(?) von Hulma(?) A alemãozada toda que trabalhava nas grandes firmas de café, moravam todas em São Vicente. 

P - Todo mundo morava em São Vicente? 

R - É. E inclusive os ingleses. O Brodi(?), esse pessoal todo do café, morava em São Vicente, que era um ou dois graus abaixo de Santos sempre na temperatura do verão... 

P - Tinha essa diferença? 

R - Tinha. Acho que questão de correntes de vento, sei lá. Era sempre mais baixa a temperatura em São Vicente do que em Santos. E os estrangeiros gostavam muito de São Vicente. 

P - E fazia passeios de barco também, então? 

R - Também.

P - Esporte, praticava alguma coisa? 

R - Não. Sim, praticar nunca pratiquei esporte. As vezes jogava uma peladazinha no colégio - porque depois eu estive no Colégio Anglo Americano, que era um colégio inglês que tinha aqui em Santos, na Presidente Wilson. Depois pegou fogo o colégio. Mas a professora, era a dona do colégio era Miss Somal (?) uma inglesa, que até no fim da vida dela, ela foi agraciada pela rainha da Inglaterra com um chá no palácio de Buckingan. Ela foi convidada pra tomar um chá em Buckingan com a rainha, por ter sido a professora inglesa que mais teria divulgado a língua inglesa no exterior. Foi a coroação da carreira dela. Mas era um colégio muito bom e então as vezes eu jogava uma pelada, as vezes jogava um pouco de tênis. Quando eu estive na escola de aviação como tradutor, a gente trabalhava das sete à uma da tarde. Então a uma da tarde a gente ia pra casa, almoçava, e eu morava a um quarteirão do Paulistano. Eu era sócio do Paulistano e então ia jogar. 

P - Isso era em São Paulo? 

R - Em São Paulo. Ia jogar tênis lá, mas nunca com continuidade e com idéia de concorrer a qualquer coisa. 

P - E, me conta uma coisa. Quando o senhor estudou nessa escola inglesa, nesse colégio inglês, aí que o senhor aprendeu inglês? Era bilíngüe ou como era essa escola? 

R - Foi. Nós éramos semi-internos. A gente entrava de manhã cedo e passava o dia inteiro na escola. Evidentemente as aulas de Português eram em português. Mas as outras aulas todas eram todas em inglês. Então, você era obrigado a falar inglês. O almoço - era uma escola que tinha o que? 50 alunos. Pequena. No almoço sentava todo mundo na mesa e a Miss Hogan(?) que ficava na cabeceira, ia conversando de um por um. Em inglês. E se não soubesse pedir em inglês ficava sem comer. Então, você tinha que aprender. Eu aprendi aquele inglês instintivo, de criança. Eu devia ter uns oito anos quando entrei nesse colégio. Estudei os primeiros anos no Colégio São Paulo, em São Vicente. Depois fui pro colégio Anglo Americano e aprendi aquele inglês básico. Depois, eu sempre gostei muito de ler e então eu mantive o vocabulário lendo a vida inteira. 

P - E como é que o senhor ia pra escola? De bonde? A pé? 

R - De bonde. De preferência no reboque que a gente gostava mais. Era mais bagunçado. 

P - E seus colegas eram brasileiros, estrangeiros? Como era? 

R - Brasileiros e estrangeiros. Tinha de tudo. Tanto no Colégio São Paulo como no Anglo Americano. 

P - Quando o senhor acabou essa escola americana foi... 

R - Aí eu entrei pro Colégio Santista que é um colégio tradicional aqui em Santos, de irmãos Maristas. Em 1937 eu fiquei interno em São Paulo. Minha mãe estava meio doente e eu então eu e meu irmão ficamos internos no Colégio Arquidiocesano, na Vila Mariana. Então, eu fiquei 37, 38 e 39. Em 39 meu pai morreu e nós voltamos pro Colégio Santista. O José Carlos meu irmão e eu. 

P - E foi duro ficar interno no colégio em São Paulo? 

R - Meu irmão achou horrível. Eu achei razoável. Eu me dava muito bem com os meninos, com os colegas e a gente saía uma vez por semana. Só domingo. Então domingo, mesmo que meu pai não fosse de Santos, o meu tio mandava o chofer lá nos buscar. A gente saia lá pras nove e meia do colégio e voltava de tardezinha. Ficava, passava o dia na casa do meu tio. 

P - Em São Paulo? 

R - Em São Paulo. Eu não achei tão ruim. Meu irmão achou horrível. Ele ficou muito bravo com o negócio de colégio interno. Era um bom colégio. Se estudava naquele tempo... Não era coisa meio no vai da valsa hoje. A gente estudava mesmo. Eu já tinha uma certa facilidade, mas hoje eu traduzo, faço traduções de inglês, francês e espanhol. Versão é que só me arrisco no inglês, porque pra fazer a versão, passar de português pra outra língua, você precisa ter um domínio muito grande da língua pra qual você está escrevendo. Então, é meio complicado. 

P - Daí o senhor voltou pra Santos...

R - Terminei o ginásio aqui e aí fui pra São Paulo de novo morar na casa da minha tia - meu tio já tinha falecido. E fiquei e fiz o primeiro e segundo ano de colegial no Colégio Osvaldo Cruz. Mas a essa altura eu já estava namorando minha atual mulher. Eu disse: "Eu não estou aprendendo nada de novo nesse negócio de colegial. Eu não vou estudar mais. Eu quero trabalhar pra casar." Então, nós estávamos na guerra e essa escola de aviação tinha sido trazida de Miami pra São Paulo pra formar sargentos especialistas de Aeronáutica. Pra concertar os aviões. E eles precisavam desesperadamente de quem pudesse já começar a trabalhar na hora. Eu fui pra lá, fiz um teste e eles disseram: "Quando é que o senhor pode começar?" Eu disse: "Posso começar agora, se quiser." " Puxa, não diga. Então vá lá no departamento tal e fica trabalhando." Comecei na hora.
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<DOC DOCID="HAREM-924-08767">
 Cliff canta na Praia Grande 
 Da Reportagem Local 

 As festas de réveillon no litoral paulista vão ter muitos fogos e pouca música . 


 A apresentação acontece às 21h30 na praia do Boqueirão . 

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<DOC DOCID="HAREM-00J-08768">
Esta atitude poderá ser explicada pelas declarações do ministro da Indústria e Energia, Mira Amaral, que também compareceu à conferência de imprensa, já na fase dos «cocktails»:
«A VW ainda não tomou qualquer decisão, porque estão a analisar as várias hipóteses.
Mas, para já ainda nem sequer é certo que vá ser construída uma nova fábrica, por isso não se pode falar no projecto VW para Portugal.»

Mira Amaral confirmou, no entanto, que Portugal é uma das possibilidades que estão a ser estudadas pelos alemães, tendo-lhe sido colocadas várias perguntas sobre as condições de investimento, quando da recente visita a uma das fábricas da VW, na Alemanha.
Para o ministro, a decisão deverá ser tomada em meados de 1993 e, se a escolha recair sobre Portugal, essa será «uma boa altura» em termos de incentivos.
«Em 1993 já estarão esgotadas as verbas do actual Quadro Comunitário de Apoio [ QCA ] e ainda não estarão disponíveis as do QCA de 1994.
Mas, é perfeitamente possível montarmos um esquema de engenharia financeira que permita apoiar um projecto desse tipo, que seria compensado com fundos comunitários do ano seguinte.»
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<DOC DOCID="HAREM-11J-08769">
Telê -- Claro.
Aqui só joga quem está bem.
Ninguém força sua escalação porque há quem escale o time no São Paulo.
Ele só não jogava porque não estava bem.

Folha -- E o que o senhor acha do escândalo da arbitragem carioca?

Telê -- Uma vergonha.
Apenas dois árbitros resolveram contar todos os podres, enquanto a federação tem mais de 70.
O futebol precisa seguir o exemplo da CPI do orçamento e apresentar todos os podres.
Se eu dirigisse uma federação, apresentaria balanços mensais e liberaria minhas contas bancárias.
A Fifa e a CBF deveriam entrar de sola nesse caso e em todas as outras federações.
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<DOC DOCID="HAREM-41H-08772">
Israel prepara peregrinação do Jubileu 

Uma delegação portuguesa, constituída por membros do clero, indústria e turismo e representantes da imprensa, estará presente, no próximo fim-de-semana, em Jerusalém, para participar numa conferência acerca das peregrinações cristãs no ano 2000 .
A conferência é organizada, conjuntamente, pelo Ministério do Turismo Israelita e pelo Gabinete de Turismo da Autoridade Palestina, e vai decorrer de 18 a 22 de Fevereiro .
Estão inscritos aproximadamente 500 participantes, entre os quais sacerdotes católicos, incluindo cardeais, bispos, arcebispos e padres, além directores de jornais, jornalistas e dirigentes do sector turístico de mais de 30 países, da Europa, da Ásia e das Américas .
A delegação portuguesa é constituída por dez membros, incluindo os reverendos Delmar Barreiros, Miguel Loureiro, Moisés dos Santos Lopes e António Melo .
Além de participarem na conferência, em Jerusalém, os congressistas visitarão também os lugares santos cristãos de Jerusalém, Nazaré, Galileia e Belém+ O evento foi organizado para apresentar a Terra Santa como foco de peregrinação religiosa cristã, no ano 2000, e para que os participantes divulguem o que vão ver, através do Mundo Cristão .
O Ministério do Turismo de Israel procura pôr em realce, perante os visitantes, a liberdade de religião e a liberdade de expressão no país .
O ano 2000 é considerado um acontecimento sem precedentes, constituindo uma oportunidade única para posicionar a imagem de Israel, com a sua orientação política, a sua economia e o seu turismo .
Segundo um comunicado oficial, o Governo espera, no período do milénio, a chegada de cerca de 4 milhões de turistas, incluindo os peregrinos .

Serra Leoa: raptado missionário italiano 

Um missionário italiano na Serra Leoa foi raptado pelos rebeldes, anunciou em Roma a agência de missionários Misna .
O padre Vittorio Mosele, 63 anos, missionário da Ordem dos Irmãos de São Francisco Saverio, foi raptado por rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU), perto de Kambia (100 quilómetros a norte de Freetown), especificou a Misna num comunicado .
A missão católica de Kambia foi saqueada na sexta-feira pelos rebeldes .
Segundo monsenhor Giorgio Biguzzi, bispo de Makeni, o religioso estará ileso e sequestrado numa localidade próxima de Makeni, a leste de Freetown .

Fidel recebeu bispos católicos 

O presidente cubano, Fidel Castro, recebeu terça-feira à noite os bispos católicos das Américas, no final de uma reunião de dois dias destinada a discutir o papel da Igreja no Hemisfério Ocidental .
Vestido com um fato civil escuro, Castro recebeu os 31 bispos, membros da Conferência Episcopal da América Latina, que pela primeira vez se reuniram em Cuba .
Antes do início da reunião, os bispos apelaram ao fim do embargo norte-americano contra Cuba e disseram esperar uma melhoria das relações entre os dois países o mais rapidamente possível .
«Tem sido sempre a posição dos bispos dos Estados Unidos (...) procurar o abrandamento ou mesmo o fim do embargo», afirmou o arcebispo Theodore McCarrick de Newark, Nova Jersey .
A administração Clinton anunciou em Janeiro algumas medidas destinadas a melhorar os contactos entre o povo norte-americano e o cubano, consideradas modestas e muito aquém do esperado .
As medidas permitem o envio de mais dinheiro para Cuba, o restabelecimento dos serviços postais e a expansão dos voos «charter» directos entre os dois países, mas o embargo comercial mantém-se .
Os bispos disseram esperar que a sua reunião, na participaram pela primeira vez 15 bispos dos Estados Unidos e Canadá, possa contribuir para a melhoria das relações entre os Estados Unidos e Cuba tendo em contra «a abertura a que o Santo Padre se referiu» durante a sua visita a Cuba em 1998 .
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<DOC DOCID="HAREM-432-08776">
Pinto, Guimarães &amp; Associados
 FUNDO DE ASSISTÊNCIA AO TRABALHADOR RURAL (FUNRURAL).
Acórdão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região isenta frigorífico mineiro de recolher contribuições para o Funrural.Ao julgar a Apelação em Mandado de Segurança n.
93.01.15950-3/MG, a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região decidiu, por unanimidade, que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não pode exigir pagamento de contribuições para o Funrural da empresa Frigo Silveira Ltda.
O acórdão negou provimento ao recurso do INSS e à remessa oficial mantendo a sentença de primeira instância que julgou a exigência inconstitucional a partir da promulgação da Constituição de 1988.
A Frigo Silveira Ltda.
impetrou mandado de segurança para desobrigar-se do pagamento da contribuição para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) instituído pela Lei Complementar n.
11/71.
Uma sentença do juiz federal Antônio Francisco Pereira, na Oitava Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais concedeu a segurança isentando o frigorífico de pagar contribuições para o Funrural.
Entretanto, o INSS apelou da sentença para o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que tem sede em Brasília.
A juíza federal Eliana Calmon, relatora do processo no tribunal, afirmou que a "incompatibilidade da exação nasceu não só da expressa determinação infraconstitucional, mas da nova sistemática inaugurada pela Carta de 88, ao unificar, de forma irretorquível, as contribuições dos empregadores para a Previdência como um todo.
Daí o acerto do entendimento sentencial.
" Em seguida, ela decidiu "Com estas considerações, nego provimento ao recurso e à remessa oficial, para manter o julgado.
" Ambas as decisões, isto é, a sentença de primeira instância e o acórdão do tribunal, acolheram o entendimento dos tributaristas no Escritório Pinto, Guimarães &amp; Associados que assessoraram a Frigo Silveira Ltda.
, no sentido de que a Constituição de 1988 não autoriza a cobrança de contribuições para o Funrural.
A decisão proporcionou uma economia tributária anual para a empresa no valor de R$ 250 mil, aproximadamente.
©2000 Pinto, Guimarães &amp; Associados.
Todos os direitos reservados.
Notas Legais
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<DOC DOCID="HAREM-321-08784">
Cavalos foram reis da festa
Mais de meio milhão de pessoas passaram pela Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, que, ontem, terminou. Nesta altura, a Golegã é a meca do cavalo, porque a capital já o é, por direito próprio, há muito tempo. Os entendidos vêm de todos os cantos do mundo e nem mesmo a actual conjectura mundial travou a presença de estrangeiros, mormente franceses, espanhóis, belgas, brasileiros, ingleses e até japoneses, entre outros. Poder-se-á dizer que um dos momentos altos da feira foi a atribuição dos títulos de campeões.
Assim, no tocante à raça lusitano, o campeão foi o cavalo «Quie», de quatro anos, do criador João P. Rodrigues, e propriedade de Nicola Dummer, enquanto o vice-campeão foi o «Rieto», de três anos, propriedade da codelaria de Vila Viçosa. Das raças português de desporto e cruzado de português o título foi para o «Recife», um cruzado português de quatro anos, do criador Sociedade Agrícola da Quinta da Labruja. Por outro lado, e segundo os responsáveis, durante a feira, devem ter passado pela Golegã mais de dois mil cavalos, distribuídos pelas diversas modalidades. O traje português de equitação, que chegou a estar em desuso foi recuperado graças ao empenho de vários entusiastas. «A feira tem vincado a sua importância graças ao empenho dos criadores de cavalos, que aplicam todo o seu esforço no sentido de apurarem as raças, razão por que os estrangeiros continuam a procurar o cavalo português», afirmou o presidente da Feira Nacional do Cavalo, José Veiga Maltês.
in Jn.pt (12-11-2001)
mais notícias
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<DOC DOCID="HAREM-811-08787">
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O IMPE - O Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar (actual Instituto Militar dos Pupilos do Exército) foi fundado em 25 de Maio de 1911 pelo 1º. Governo Republicano, sob a inspiração do seu Ministro da Guerra, General António Xavier Correia Barreto, integrando-se perfeitamente nos ideais e preocupações do jovem regime republicano.
Na época, o Instituto foi considerado "um internato de ensino e educação destinado a receber, para instruir e educar, os filhos varões das praças, sargentos e oficiais do Exército e da Armada, quando órfãos ou em difíceis condições materiais", começando por ministrar o Ensino Primário Complementar na 1ª. Secção e o Ensino Primário Superior (Comercial, Industrial e Agrícola) na 2ª. Secção.
A 1ª. Secção situa-se na Travessa de S. Domingos de Benfica, no antigo Convento de S. Domingos e cerca anexa. As origens do edifício remontam a D. Sancho II que ali mandou edificar uma casa modesta; D. Afonso III acrescentou-lhe um templo; D. João I doou esse espaço à Ordem de S. Domingos em 29 de Maio de 1399, a pedido de Frei Vicente de Lisboa, seu confessor e do Dr. João das Regras, seu jurisconsulto. Foi nessa data que se celebrou aqui missa e se instalaram os frades dominicanos.
Os antigos paços reais vão, ao longo dos séculos, sofrendo adaptações, ampliações e reedificações, algumas de grande importância, até que, após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, este espaço volta à posse da família real portuguesa, na pessoa da Infanta Isabel Maria, filha de D. João VI e Regente do Reino, entre 1826 e 1828. A Infanta comprou o Palácio e a Quinta Devisme, o Convento de S. Domingos e a Quinta de Alfdarrobeira, ficando-lhe a pertencer todo o espaço entre o Palácio Fronteira, passando pela actual Rua António Saúde, edifícios e terras onde está situada a 2ª. Secção do Instituto Militar dos Pupilos do Exército, na estrada de Benfica, até ao actual Estádio do Sport Lisboa e Benfica.
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<DOC DOCID="HAREM-20J-08790">
No imenso desacerto que foi a defesa do Penafiel, o capitão Vasco foi o homem que ainda segurou as pontas.
Seguro, eficiente, decidido -- tivesse o Penafiel outro Vasco e provavelmente o resultado teria sido outro.

VALTINHO -- Foi dos melhores jogadores do Penafiel, este brasileiro de pernas altas.
Dos seus pés ainda nasceu alguma coisa, embora o resto da equipa não ajudasse grande coisa.
Lutou como lhe vemos poucas vezes e ainda teve nos pés uma boa oportunidade de golo, mas teve que rematar em jeito e não em força, como gosta mais.
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<DOC DOCID="HAREM-325-08791">
 À noite?

  Não, vê-se poucos turistas de noite. De noite vê-se mesmo pouquexinhos, só se vê jovens e assim. O que atraí os turistas da Ribeira é a vida da cidade. Você vê isto está sempre cheio aqui, eles gostam de ver o trabalhar, não gostam de ver os barcos feitos, eles gostam de os ver a trabalhar, a fazer porque é uma coisa que eles depois chegam a casa e são capazes de pôr-se a fazer. Tenho alguns que têm comprado meios barcos, barcos por acabar, para chegarem lá e fazer. Eles estão entretidos é um entretenimento mesmo. E eles por exemplo, querem saber, isto tem a fama do vinho do Porto, e na ideia da maior parte dos turistas, o vinho do Porto é aqui na cidade do Porto, no entanto, eles vêm sempre com aquela ideia de ver qualquer coisa fora do normal. Eles gostavam era de chegar aqui - que eu converso com muitos turistas aqui e escrevem-me de vários países - e ver um tasco a vender o vinho do Porto de balde. Eles sabem que vendem, mas eles gostavam de ver eu a chegar ali: - "Ó deite aí vinho do Porto" - e a beber a copo como eles gostavam. Prontos, é um vinho que lá não bebem assim, claro só em festas, só em casos especiais, casos que eles tenham o vinho do Porto ou quando estão doentes, porque eles bebem o vinho do Porto como se fosse um remédio, como nós ao princípio bebíamos aqui whisky como se fosse um remédio para o coração. Eles bebem é precisamente para o sangue, o vinho do Porto faz bem ao sangue, por cima das refeições é o melhor que há. E eles então fazem isso e bebem em cerimónias e o caraças. E então eles, a ideia que eles trazem é precisamente ver como é que os portuenses trabalham, qual é a vida dos portuenses, que é a coisa que eles mais gostam: saber a vida dos outros, como é que os outros vivem e fazem a vida deles porque eu corri muito mundo, fui a muitos países e interessava-me por ver coisas bonitas. Prédios, mas isso há em todo o lado. Podemos é não ter tantos como tem a Alemanha ou outro país qualquer, mas também os temos cá. Há poucas coisas que eles têm e nós não temos, nós temos quase tudo como o mundo inteiro tem, e o mundo inteiro tem quase tudo o que nós temos. A nossa ilusão é que nos dá para ir gastar dinheiro para França. Se pensarmos bem,  Portugal tem tudo o que há nos outros países e o que é que vamos lá ver? Vamos precisamente ver o que temos cá porque depois aquilo passa tudo é como um filme em televisão, aquilo passou. Que nos adianta ver um bom filme, estamos a ver, gostamos, naquela altura ficamos satisfeitos é um estimulante para a nossa cabeça e para nós, mas passado o outro dia acabou e se isso fosse a pagar muito dinheiro ninguém queria. E o que é que acontece? É que nós vamos às vezes para fora e temos aqui muitos sítios, mas sítios bonitos e bons. Se nós não tivéssemos sítios tão bonitos como é que o Algarve se enchia de estrangeiros? Eles vêm porque não têm nada igual a nós e nós vamos para lá fazer o quê? Se temos melhor aqui do que lá. Aí está, o português é assim e os outros são assim, também ainda bem que é assim que rola o mundo e faz o mundo rolar.

 O que acha da Ribeira de hoje?

  A Ribeira de hoje é uma Ribeira para a desordem, para barulhos, para esquecer. A gente dizemos isso porque a gente se vamos a beber um copo - e eu vou beber um copo todas as sextas-feiras, ando até às 4/5h da manhã, é o único dia da semana que eu ando a beber copos por todos os lados, corro as casa quase todas, e se fosse a incomodar-me mesmo por coisas que vejo os jovens fazer e sem ser jovens, eu incomodava-me todos os fins-de-semana porque pode beber-se, mas saber que se bebe. Eu embebedo-me todas as sextas-feiras, mas não há ninguém que diga que eu pego com as pessoas ou que faço qualquer asneira. Quase todos que andam comigo bebemos, mas sabemos o que fazemos. Agora eles bebem um copo para se virar ao amigo que anda zangado com ele, eles bebem um copo e partem o copo. No meu tempo isso não era assim. Pode-se ser jovem e tudo , mas não é para se destruir é para ter educação com os mais velhos e com as outras pessoas lá dentro. Eles vêm para aí para sair daí bêbedos e fazer barulho para sítios que não tem nada a ver com o caso. Zangam-se com os namoros vêm para aí embebedar-se, isso não se faz, o beber não tem nada haver com essas coisas. Para mim há uma diferença muito grande no álcool, há pessoas que bebem álcool para fazer coisas, mas não é, o álcool é para alegrar as pessoas. O álcool nunca fez bem na vida, e eu desde miúdo que bebo e fumo, agora eu penso que o álcool é para a gente se alegrar, uma pessoa canta - cantamos o fado e tudo - de alegria e brinca e essas coisas todas, o que não se vê essas brincadeiras com os jovens que hoje bebem, vê-se é eles a fazerem desordem. Eles bebem até não terem tino para ir para casa e às vezes estão aí às 6 e 7 da manhã, deitados a descansar nas ruas e fazem um barulho para se irem embora.

  Porquê a existência de bares?

  O governador também tem muito a ver com isto aqui porque ele não passava alvarás a ninguém aqui, parava agora, já tem restaurantes a mais, já tem bares a mais e então quando passasse alvarás passava para oficinas. Há muitas pessoas a pedirem casa para artesanato, só que as pessoas não botam isso porque os alugueres são muito grandes. Se eu pagasse um aluguer grande aqui, o que é que eu ganhava aqui? Eu tinha que fechar, isto não dava lucro porque eu a fazer um barco dos grandes demoro um mês, um daqueles que tem 19 velas se começasse a fazer esses barcos, eu vendo o barco por 60 contos, veja lá pagar luz, água, aluguer com 60 contos. Então eles têm que ver essas coisas, e agora as casa são quase todas da Câmara. A Câmara havia de ter um bocado de consideração para melhorar esta zona toda, por exemplo, para mim, eu preciso de uma oficina porque isto está tudo a cair abaixo e por cima está tudo cheio de ratos. O Fernando Gomes, a primeira vez que veio para o Porto, para presidente da Câmara, entrou aqui e disse: - "Isto é uma oficina engraçada e tal, o que precisa é de obras." - e eu respondi: - "Estou à espera que me façam, porque eu pasta para obras não tenho." - e ele: - "Ah, vai-se fazer isso e tal." Até hoje nunca fez e este prédio é da Câmara.O que acontece tiram as pessoas daqui, estão a mandar as pessoas daqui para longe e estão a vir para aqui com outras culturas, sem ser a cultura da Ribeira, mas a cultura da Ribeira é a melhor e debato isso com qualquer um deles dos que sabem muito e quando eles quiserem. Eu tenho provas até e posso dizer mais, eles estão a fazer... eu conheço-os a todos que vieram para aqui, doutores, engenheiros, arquitectos, agora já não há trabalhadores, para trabalhador já ninguém quer ir. Não sei como vamos viver daqui a uns anos, já não é para o meu tempo, mas para o tempo dos meus netos.

   Naná na sua oficina a construir um barco, no dia 11 de Novembro de 1999. A Câmara Municipal do Porto, devia ceder casas a quem quisesse oficinas, que é a vida da cidade, a vida desta zona, a vida é essa e se vamos para o ano 2001, para a cultura, para a cidade da cultura, era apostar mais na cultura, mas enquanto estiver lá o ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho não é nada para ninguém. Ele não grama o norte todo, de Coimbra para cá ele não grama mesmo, ele nem quer vir cá, tem medo de passar de lá para cá, mesmo aqui a CRUAB e a Fundação e tudo, os prédios melhores aqui da zona são todos deles, os melhores e os bons em pedra são todos deles, escolheram tudo o que é bom e melhor para eles. Os moradores daqui estão a ser mandados embora e estão a fazer ali museus com ossos de galinha que têm 300 anos ou 400 anos, para mim é como sejam ossos de galinha, e eu disse e digo, eles deviam apostar no futuro dos meus netos e dos netos deles, dos filhos deles. Apostar no futuro, agora apostar no que se passou e se não souber os estrangeiros acabam por descobrir tudo e dizer à gente. A gente não precisa de gastar dinheiro. Andaram ali na Casa do Infante a escavar com pincéis toneladas de areia, a serem tiradas com pincéis. Anos e anos que andaram, quase vinte anos, com pincéis a tirar toneladas de areia e toneladas de areia, camionetas e camionetas de areia. Não podiam meter picas nem pás era só a pincel, para procurar um osso. A gente semos um país pobre que temos que olhar para nós, estamos a gastar dinheiro com o atrasado, havíamos era de gastar dinheiro para o futuro. Porque as pessoas que andaram no Jardim do Infante, estragaram o Jardim todo à procura de pedras antigas. O mundo é todo dos antigos, nós todos sabemos e eles sabem, só que essas pessoas andam a ganhar 600 e 700 contos por mês. Os que andaram lá com o pincel na mão são todos formados em Arqueologia e como não há emprego, são filhos se senhor presidente da Câmara, do senhor não sei quanto, e vão para ali cavar com o pincel na mão, um bocadinho de areia num coizinha e bota para ali. Vinte anos que andaram na Casa do Infante, uma casa que dava para morar, sei lá, ali 30-40 famílias, eles vão pôr ali ossos que apanharam em vários lados, que aquilo não tem significado nenhum. Ter casas com ossos, isto está mais que justificado a nível mundial que isso não dá nada. Um bom museu, tudo bem, com coisas é bom, agora um museu com meia dúzia de coisas que não prestam para nada, aquilo nem casa é para museu, aquilo é uma vivenda. Agora, eles deviam era olhar para o futuro e botar, fazer coisas melhores, mais modernas, mais desenvolvidas, não é gastar o dinheiro todo com o atrasado, eu sou contra isso.

  Em relação à Ribeira. Aquela história das lavadeiras, das Escadas da Padeira, ainda se lembra?

     As Escadas da Padeira era onde se faziam as cargas e as descargas. A minha mãe ia para lá lavar a roupa e eu ia tomar banho. Primeiro, ia dentro de uma bacia, quando era bebé, ficava na bacia enquanto lavava a roupa, quando chorava, ela vinha dar-me um pano com açúcar e depois ponha-se a lavar. Comecei a crescer, comecei a andar lá, a tomar banho e a brincar com outros miúdos. Era lá que descarregavam os barcos. Descarregavam e carregavam porque eles descarregavam fruta, hortaliças, muitas coisas e carregavam também cimento, bacalhau, sal, carvão, coisas que não havia lá para cima, carregavam tudo. Mas havia barcos que eram de carga, que eram os que estão ali e havia barcos de passageiros que se chamava "Barco das Padeiras", transportava as pessoas lá para cima, Rio Mau, Avintes, parava em Avintes saíam lá uns e entravam outros, depois ia para cima. Eram barcos de passageiros mesmo, havia muitos que traziam para baixo e levavam para cima, por exemplo, mais tarde fizeram umas lanchas, era a Foz de Sousa, mais conhecida pela nome de "Badalhoca". A "Badalhoca" foi ao fundo em 5 de Abril de 1950 mesmo em frente à Quinta da Paradela. Bateu nas pedras, morreram 28 pessoas, foi o desastre maior que houve no rio Douro até á data. Eu era miúdo tinha para aí 12 ou 13 anos. Ela ia para cima carregada de pessoal, bateu numa pedra no fundo encostada à margem. Bateu, arrombou e começou a meter água e o pessoal caiu todo para o lado, o barco virou e as pessoas morreram.
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<DOC DOCID="HAREM-42L-08812">
Raramente as instituições de planeamento falam claro. 
Mas, às vezes, acontece. 
É o caso da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN), ao avaliar os resultados dos instrumentos de desenvolvimento lançados no antigo Quadro Comunitário de Apoio: 
«Em primeiro lugar, e trata-se da conclusão mais forte, parece indiscutível que se verificou um sério agravamento dos desequilíbrios internos à região, acentuando-se a concentração no litoral e o esvaziamento do interior; 
em segundo lugar, e trata-se de uma conclusão menos taxativa, é de admitir que tenha diminuído a posição relativa da Região Norte no contexto do espaço sócio-económico português». 
 
Desde que o ministro do Planeamento e Administração do Território, Valente de Oliveira, se reuniu em Setembro e Outubro, em Vila Real e no Porto, com as câmaras do interior e do litoral da Região Norte, que a CCRN se tem desdobrado em contactos para discutir a forma de aplicação do próximo quadro de apoio. 
Deste esforço, um contra-relógio que se destina a ouvir tanto os órgãos de poder local como os agentes de desenvolvimento e essa entidade genérica a que se chama «sociedade civil», deverá nascer a proposta nortenha para o novo Plano Regional de Desenvolvimento, à espreita dos fundos acrescidos proporcionados pela aprovação em Edimburgo do Pacote Delors II. 
 
A equipa masculina concorre à Primeira Liga, no decatlo, em Helmond, na Holanda, contra as formações da Alemanha, Bielorússia, Estónia, Rússia, Holanda, Polónia e Suiça. 
Sobem à Superliga (para o ano) as duas primeiras equipas e descem as duas últimas e Portugal dificilmente escapará à despromoção. 
É que, de facto, só por puro acaso equipas como a alemã e a russa estão nesta divisão. 
Portugal alinha com Mário Anibal Ramos (Benfica), que recentemente deixou o recorde nacional em 7614 pontos, F. Nuno Fernandes (FC Porto - 7381 pontos), José Durão (CN Rio Maior- 6614 pontos) e Luís Herédio Costa (Sporting- 6585 pontos). 
Ao mesmo tempo decorre a Superliga feminina (heptatlo), envolvendo a Bielorússia, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda, Polónia, Rússia e Ucrânia, com as russas favoritas para manterem o troféu. 
 
A selecção feminina portuguesa, por seu lado, compete no heptatlo da segunda liga em Dilbeek, na Bélgica, com belgas e suiças. 
A equipa vencedora subirá à primeira liga, mas para essa posição é favorita a Suiça. 
Portugal alinha com Sandra Turpin (Benfica- 5218 pontos), Sónia Machado (individual- 5061 p), Mónica Sousa (GD Cavadas - 5122 pontos) e Catarina Rafael (Bairro Anjos- 4602 pontos). 
A maior perspectiva da parte portuguesa é a hipótese do recorde nacional (é de 5228 pontos) por Sandra Turpin. 

 
«Desejava que tivessem visto a expressão no rosto do dr. Steve», disse ao centro de controlo da missão Ken Bowersox, comandante do vaivém, escreve a agência Reuter. 
«Parecia que tinha acabado de dar um aperto de mão a um velho amigo.» 
Do solo, Marc Garneau respondia: «Parabéns a todos pelo excelente encontro e uma óptima captura.» 
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<DOC DOCID="HAREM-001-08813">
Armstrong
EVENTOS E PROTAGONISTAS
Neil Armstrong
armstrong O astronauta americano Neil Alden Armstrong, nascido em Wapakoneta, Ohio, a 5 de Agosto de 1930, foi o primeiro ser humano a caminhar sobre a superfície lunar.
Armstrong recebeu asua licença de piloto aos 16 anos. Depois de dois anos de universidade, alistou-se na aviação naval e voou em várias missões de combate na Coreia.
Regressado aos estudos, obteve o grau de engenheiro aeronáutico em 1955, tendo voltado aos aviões como piloto de testes. Na base de Edwards, da Força Aérea dos Estados Unidos, voou no X-15, avião foguete, num total de sete vezes. Em 1962 foi seleccionado como astronauta.
No seu primeiro voo, em 1966, foi o comandante da Gemini 8; uma falha de potência abortou o voo depois de 10 horas e 41 minutos. crew Mais tarde Armstrong foi designado como comandante da Apollo 11, a primeira tentativa dos Estados Unidos para aterrar na Lua.
Em 20 de Julho de 1969, Armstrong e o piloto do módulo lunar Edwin E. Aldrin pousaram o módulo lunar, Eagle, da Apollo 11 na Lua, no Mar Tranquilidade.
Às 10 horas, 56 minutos e 20 segundos da tarde, Armstrong pôs o seu pé esquerdo na superfície lunar proclamou: "Este é um pequeno pulo para um homem mas um gigantesco salto para a humanidade".
Retirado da NASA em Outubro de 1971, passou a professor de engenharia em Cincinnati.
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<DOC DOCID="HAREM-711-08830">
Centro Social das Comunidades Madeirenses - Bem-vindo
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Actividades para o mes de Dezembro
-Está a decorrer o 2º campeonato de Bisca de seis, durante as noites de Quarta - feira, Sexta e Domingos, a partir das 19h00.
-Há sexta-feira pelas 20h00, está a decorrer o curso -de arranjos florais organizado pelo Comité de Damas.
-Sábados a partir das 20h00 ensaia o Grupo Folclórico do centro.
-Ao domingos a partir das 18h00, ensaia o Grupo de Danças de Venezuela.
- Sábado 07 de Dezembro pelas 20h00, se realizara o jantar de Natal que será no Hotel jardins d`Ajuda donde se dará a 1ª actuação do Grupo de Danças de Venezuela.
- Sábado 14de Dezembro pelas 13h00 se realizara a matança do porco que por sua vez é um bonito animal que tem mais de 250Kg.
-Segunda-feira 16 de Dezembro pelas 19h00 se celebrara a Missa a qual será celebrada pelo Sr. Bispo do Funchal na sede da Associação.
-Esta a decorrer uma campanha de recolha de roupas, sapatos e brinquedos para serem doados no dia 16 de Dezembro pelas 20h00. A varias instituições.
19/08/2002 - Apresentação da 1ª Semana Cultural das Comunidades Madeirenses. 22/09/2002 - Já está disponível o calendário de actividades para o mês de Dezembro. 18/11/2001 - Tomaram posse os primeiros Orgãos sociais da associação. 09/11/2001 - Assembleia geral da associação. Alencastre.net
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<DOC DOCID="HAREM-339-08831">
Clara não a deixou continuar.

- Tu, tu, minha irmã!... Ensinares tu as filhas dos outros?! Viveres de educar filhos alheios!

- Oh! orgulhosa! Então isso é alguma vergonha? Anda, lá, que o Sr. Reitor te ouvia...

- Mas que se diria de mim, Guida? Sempre tem coisas! Repara bem, que se diria de mim?

- Que és uma boa alma, Clarinha, tu que reparte comigo a tua casa, o teu...

- Guida! - exclamou Clara, interrompendo-a com um tom de repreensão.

- E que se dirá de mim, se não me concederes o que eu te peço? o que se terá dito?

- Que é muito boa em não me abandonares, em me dares conselhos, em me perdoares as minhas doidices.

- Mas não é também por o que dirão, que eu te peço isto não; é porque o coração me leva a pedir-to.

- Guida, por amor de Deus! Perde essa idéia! É uma desfeita que me fazes.

- Não é, minha filha, não é. Pois bem, pergunte-se ao Sr. Reitor, e se ele disser que...

- Ora, o Sr. Reitor, sim! Basta ser pedido teu para ele aprovar.

- Estás sendo muito má - disse Margarida, afagando-a.

Depois de alguma luta, foi resolvido consultar o pároco, ficando cada uma com a liberdade de pleitear a causa própria.

Clara tinha alguma razão em suspeitar da imparcialidade do juiz. O pároco, tutor das duas raparigas, costumara-se a admirar o bom senso e a inteligência superior de Margarida a ponto de confiar mais nela do que em si mesmo.

Decidiu pois a demanda em favor da irmã mais velha, excitando contra si um amuo de Clara, que durou três dias. Era extensão excepcional dos despeitos da boa rapariga; mas é que desta vez sempre se tratava de Margarida, e em tais assuntos Clara era intolerante.

Em resultado de tudo isto, passados dias, começou Margarida sua tarefa de educação, à qual se entregava com amor. As crianças afluíam-lhe, atraídas por aquela suavidade de maneiras, que constituía um dos mais fortes atrativos do caráter dela.

Esta fase mais bonançosa da existência de Margarida já não conseguiu porém modificar-lhe o caráter pensativo e suavemente melancólico, que a infância oprimida lhe fizera contrair. Adquirira já o hábito da tristeza e das lágrimas, e este, como todos os hábitos, não se perde facilmente.

No meio das recentes felicidades da sua vida, ela própria, por muitas vezes, se surpreendia a chorar.

- Não é isto uma ofensa a Deus? - dizia então consigo - Por que choro eu? Não tenho a amizade de Clara, amizade extremosa, como ainda a não recebi de ninguém? Eu devo estar alegre e bendizer ao Senhor, que não desvia de mim os seus olhares de misericórdia.
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<DOC DOCID="HAREM-53G-08833">
TVisto

Um escritor na armadilha 

José Saramago foi a Cuba decerto menos fazer a passagem de ano que estar presente quando do 40º aniversário da Revolução Cubana . 

A RTP terá ajustado com ele que uma sua equipa de reportagem o acompanhasse, não decerto para produzir com a sua colaboração mais um libelo acusatório contra a Cuba de Fidel mas sim para registar como decorreria o encontro do escritor com a Ilha . 

Desse ajuste parece ter resultado o rigoroso exclusivo de que a RTP abundantemente se gabou ao anunciar a transmissão da reportagem . 

Tudo bom, pois, excepto que a RTP traiu a boa-fé e a confiança do escritor: o telefilme, que abusivamente intitulou de «Cuba segundo Saramago» devera ter-se intitulado, isso sim, «Cuba segundo Alberto Serra» . 

Este é o nome do sujeito que, como jornalista a avaliar pelo que se viu: andou por Cuba mais a ouvir os opositores de Fidel e a catar imperfeições do regime que a acompanhar Saramago e a ouvi-lo . 

É claro que a traição da RTP, infelizmente, não é coisa de espantar: sabe-se que há gente em quem não se pode confiar . 

Aliás, José Saramago também o sabe, mas é capaz de andar um bocado esquecido em consequência dos quilómetros que, em legítima defesa, um dia pôs entre Lisboa e a sua casa . 

É de elementar justiça dizer que o Serra fez um bom trabalhinho: não apenas vasculhou o bastante para poder encontrar defeitos (o que, bem se sabe, não é tão difícil como se desejaria e como decerto seria sem as décadas de cerco que Cuba vem suportanto) como também conseguiu não encontrar os numerosos e muito orgulhosos apoiantes da Revolução que qualquer turista de boa-fé, desses que nem sequer são especialmente «de esquerda», encontra quando percorre Cuba . 

Em compensação, encontrou mais de um anticastrista de língua nada embaraçada pelo medo da terrível repressão policial . 

Tais felizes encontros não são, porém, surpreendentes depois de vermos um momento da reportagem em que uni jornalista, real ou suposto, em conferência de imprensa realizada em Havana, questionou Saramago sobre declarações que o escritor fez à TSF . 

Pelos vistos, e salvo melhor explicação, a TSF tem um interessante nível de audição em Cuba . 

A menos que, neste caso, a transmissão não tenha sido feita pelas ondas artezianas e por satélite mas sim, mais santamente, pelo chamado Espírito-Santo-de-Orelha Infiltrado na bagagem 

Por sinal que a pergunta originou um momento particularmente desagradável na reportagem do Serra . 

É que, tendo sido perguntado acerca da já proverbial questão dos direitos humanos em Cuba (de alguns, não de todos, não dos que, igualmente inscritos na já cinquentenária Declaração, são diária e tranquilamente violados no chamado «mundo democrático»), Saramago entendeu responder que «nenhum país é uma excepção no que tem a ver com os direitos humanos», o que obviamente significava uma sua distanciação perante eventuais violações em Cuba, mas também a denúncia, infelizmente rara, das violações havidas em países que passam por campeões da democracia e da liberdade . 

Aconteceu, porém, que o castelhano em que Saramago se exprimiu, porventura não exemplar mas decerto longe do peculiar casticismo com que Mário Soares se exprime em francês, surgiu na tradução legendada sob uma forma totalmente patarata: «nenhum país é uma excepção não tem a ver com os direitos», etc. 

Quem leu não terá percebido nada e até pode Ter suspeitado de que Saramago baralhava premeditadamente a resposta . 

Há-de ter sido um lapso, uma espécie de gralha, um desaire involuntário . 

Mas não está fora de questão a hipótese de ter sido uma sabotagenzinha desastradamente executada e que, ainda assim, deu algum jeito . 

De qualquer modo, entenda-se: este minúsculo momento foi apenas grotesco, e se nele residisse todo o vício que a reportagem comportou estávamos bem todos nós e José Saramago mais que qualquer outro . 

Porém, o que de facto a RTP nos forneceu foi o resultado de uma verdadeira armadilha em que Saramago serviu de pretexto para mais uma investida anticubana, desta vez com a particularidade especialmente infame de tudo ter sido feito com a sua, decerto, involuntária aquiescência . 

José Saramago, amigo da Cuba resistente, apoiante da Revolução Cubana, foi de facto instrumentalizado por um sujeitinho que agiu como uma espécie de agente de Miami infiltrado na bagagem do escritor . 

Quanto à RTP, essa dá indícios de ter ficado regalada com o trabalhinho do Serra que, aliás, serviu de «deixa» para diversos textos complementares e cúmplices surgidos na chamada grande imprensa . 

Tão regaladinha ficou a RTP que, não contente com a transmissão da reportagem a horas razoáveis de um serão de fevereiro, caprichou em voltar a transmiti-la agora, às 15 horas de Sábado passado . 

O que dá azo a que aqui se registe também esse facto, pois repetições de trabalhos desta índole estão longe de serem frequentes . 

E acções como esta não devem ser esquecidas -- Correia da Fonseca 
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<DOC DOCID="HAREM-035-08834">
É natural da Ribeira?

Américo Montinho na sua ourivesaria na Ribeira, a 3 de Dezembro de 1999. Não, sou de Fânzeres.

 E como é que veio parar à Ribeira?

 Olhe, vim parar... sei lá como é que vim parar. Vim de Angola da tropa, precisei de me estabelecer e vim para aqui.

  Então começou logo a trabalhar aqui? 

 Comecei logo a trabalhar, comecei como fabricante e depois como comerciante e fabricante.

 De ourivesaria? 

 Sim.

 E como é que era nessa altura o comércio? 

 Era mais ou menos como é hoje, era um comércio assim um bocadinho, como é que hei-de dizer... um comércio. Aliás nós temos o comércio tradicional da altura, isto não evoluiu em nada nesse aspecto.

 Mas em termos de... 

 Os grandes, os grandes espaços não estão aqui radicados, estão radicados sabe onde? Ou em Gaia ou então em Matosinhos, aqui mantém-se o comércio tradicional. 

  Em termos de clientela também? 

 Mantenho a mesma clientela. O meu cliente tanto é o varredor como é o catedrático. 

 Isto não é nenhum negócio de família?

 Não, foi um negócio montado por mim. 

 Mas já tinha aqui família?

 Não, nunca tive aqui família.

  Não é daqui da Ribeira?

 Não sou aqui da Ribeira, sou de Fânzeres.

 E continua em Fânzeres? 

 Continuo a viver na casa em que nasci. 

 E então porque é que escolheu a Ribeira para abrir o negócio?

 Porque achei que para o meu género de negócio que era uma zona... na altura, era uma zona que me dava uma certa prosperidade para o negócio.

  Havia muita clientela aqui?

 Quer dizer, não havia muita clientela, havia a que há hoje, só que na altura... sabe que antigamente quem é que procurava o ouro? Procurava a pessoa humilde, a pessoa simples, e depois vemos agora, por hipótese, eu agora tenho um grau de condições que me permite dizer isto: compra hoje para hipotecar amanhã, está a ver como é, pronto.

 Sempre teve a loja desta forma ou houve modificações ao longo do tempo? Há quantos anos já está aqui?

 Sim, fiz algumas modificações sem querer, como é que hei-de dizer... sem querer entrar no luxo. Mantive sempre a loja com o mesmo, mais ou menos, com o mesmo aspecto que iniciei.

 Mas mudou porque ele tinha...

 Claro, fiz aquelas obras periódicas que se deve fazer durante 36 anos numa actividade, não é. 

 Então está aqui há 36 anos?

 Há 36 anos que estou aqui.

 E as pessoas continuam a ser... 

 As pessoas continuam a ser fiéis como eu sou fiel aos meus clientes. 

 Já vendeu fiado e ainda vende? 

 Sim ainda vendo, às pessoas que me merecem confiança eu vendo fiado, sem alterar os preços, claro!

 Mas nunca nenhum o deixou ficar mal? 

 Algumas deixaram, sabe como é estas coisas, quem anda à chuva molha-se. De vez em quando lá aparece uma que me "ferra o jeco", que me fica a dever.

 O estabelecimento é seu, é alugado?

 O meu estabelecimento é alugado, não é, o estabelecimento é alugado, eu tenho um senhorio, não é. 

 Mas como diz que o comércio tem-se mantido, não tem prejuízo...

 Não, não há prejuízo nenhum.

 Tem dado para...

 Sim, tem dado para a sopa, também para muito mais não. Não dá para lagosta, mas para a sopa vá lá. 

   Ao longo destes 36 anos lembra-se de alguma história ou situação mais caricata? Alguma coisa que o tivesse marcado?

 Sim, tenho uma, suponho que... esta situação que vou contar foi uma situação que foi divulgada pela imprensa escrita, na altura achava muita graça, mas ao mesmo tempo é um, como é que hei-de dizer, é uma cena que nos faz reflectir um pouco. Após o 25 de Abril, houve uma certa instabilidade no país, e eu então numa ocasião estava aqui a trabalhar a um domingo de manhã, estava aqui a trabalhar e apareceu-me um indivíduo que me rebentou a montra. Rebentou-me a montra para me roubar, mas levava os objectos no braçado. Passou uma brigada da polícia militar que assistiu e deitou-lhe a mão e levou-o para a esquadra. E então, o homem entregou-me os objectos que me roubou e foi preso e passado uns meses foi julgado. E então, o juiz perguntou se ele estava arrependido daquilo que fez, e ele disse que sim, que estava arrependido, mas ao mesmo tempo que estava muito bem na cadeia. Estava muito bem na prisão porque estava na "messe", comia muito bem, tinha uma cama para dormir e pediu ao juiz para que lhe desse uma pena bastante forte, porque estava a passar muito melhor do que estaria se estivesse cá fora. E foi esse, se calhar foi esse o... eu tive vários, mas esse acho que foi o que teve mais relevo na minha vida comercial. 

 Mas houve quem lhe tenha dado mais prejuízo? 

 Sim, foi uma ocasião que me assaltaram a casa e levaram-me tudo, isto em mil novecentos e... isso muito antes do 25 de Abril. Eu tinha se calhar três ou quatro anos de comerciante e tinha posto uma filial em Vila Nova de Gaia. Portanto, eu pus uma filial em Vila Nova de Gaia e passado duas semanas ou três fui assaltado por uns indivíduos que parece que eram imigrantes nos Estados Unidos.

  E em termos de dificuldades, tem alguma coisa que tenha sido complicada?

 Ora bem, dificuldades nunca tive, se eu ganho três procuro gastar dois, e se ganho um procuro gastar meio. 

Na altura das cheias teve algum problema? 

 Não, não aqui nunca nos afectou nada o negócio, pelo contrário vinha muita gente ver as cheias e passavam aqui pelas minhas montras e compravam qualquer coisita.

 Para além dos clientes fixos havia as pessoas que passavam e compravam?

  Exacto.

 E agora com o Porto Património Mundial e Capital Europeia da Cultura tem ganho mais clientes?

 Para já não, porque isto ainda não teve nenhuma, como é que hei-de dizer, ainda não teve nenhuma repercussão, vai ter, não é, mas ainda não, ainda não se nota nada. 

 O turismo aumenta na altura do Verão?

 Sim, para já não, para já o turismo mantém-se e é um turismo que gasta muito pouco nestas coisas, gasta mais...

 Mesmo os estrangeiros gastam pouco? 

 Sim, gastam muito pouco, de uma maneira geral gastam pouco. Este... o turismo que vem para estes sítios, claro.. 

 Tem conhecimento da zona do comércio ali no cais da Ribeira 

 Tenho, tenho os comerciantes que trabalham muito bem no tempo do turismo.

 Acha que tem havido mudanças significativas naquela zona, por exemplo lojas que fecharam para abrir outro tipo de comércio? 

 Para já não se nota muito, as lojas mantêm-se o que tem, o que há se calhar é mais limpeza, quer dizer a zona está mais bonita, está mais limpa, só isso.

 Há pessoas que dizem que as mercearias desapareceram.

 Continuam as mercearias, mas realmente parece que querem, num querem acabar, mas querem deslocar o comércio tradicional da Ribeira para outro sítio, para outro local. 

 Mas há pessoas que se queixam que querem fechar as lojas deles porque o que está a dar é abrir bares e restaurantes? 

 Não tenho esse conhecimento, mas se calhar até é capaz de ser verdade.
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<DOC DOCID="HAREM-84J-08846">
Schwarzenegger está no HBO
O destaque do HBO é o inédito «Exterminador do Futuro 2 -- O Julgamento Final», em que Schwarzenegger é um robô com aparência humana que vem do futuro para proteger um garoto.

Para o terceiro réu, Alexandre Cardoso, 21, o «Topeira», o juiz determinou uma pena de 20 anos.
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<DOC DOCID="HAREM-337-08850">
PROJETO, INSTALACAO E OPERACAO DE REDES DE COMPUTADORES
 O Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ) e a cisco systems efetuaram uma parceria com objetivo de capacitar profissionais para a área de projeto, instalação e operação de redes de computadores. 
 Essa parceria é baseada no Cisco networking academy program (CNAP), que é destinado a preparar o aluno para a prova de certificação Cisco certified network associate - CCNA. 
 A Cisco oferece três tipos de certificação de qualidade profissional, que são reconhecidos internacionalmente: Associate, Professional e Expert. 
 Essas certificações, todas com grande enfoque prático (hands-on), possuem níveis crescentes de aperfeiçoamento. 
 O CNAP é dividido em módulos: os quatro primeiros, que começam a ser oferecidos pelo NCE, preparam o aluno para projeto, instalação e operação de redes de computadores, capacitando-o para a realização do exame de certificação CCNA, que está enquadrado no nível Associate do CNAP, ou nível básico. 
 No mês de julho o CNAP-NCE/UFRJ estará iniciando oficialmente sua atividade de academia local e, devido ao seu interesse anterior nos cursos oferecidos pelo NCE, tomamos a decisão de lhe oferecer esse treinamento antes de divulgar na mídia. 
 Com isso possibilitamos sua solicitação de inscrição em caráter preferencial. 
 A partir de 09 de julho a página web do CNAP-NCE/UFRJ estará disponível para cadastros e outras informações. 
 O endereço é www.nce.ufrj.br/cnap-nce. 
 As primeiras turmas, que terão início no mês de julho, são: 
 * Turma: L010 
 * Data de início: 25/07 
 * Data de término: 12/09 
 * Carga horária: 80h (Real) 
 * Horário: 2a.,4a e 6a das 8:00 às 13:00h 
 * Custo: R$ 862,00 a vista ou 1x R$288,00 + 2x R$ 287,00 (inscrição, 30 e 60 dias após) 
 * Turma: L011 
 * Data de início: 24/07 
 * Data de término: 11/09 
 * Carga horária: 80h (Real) 
 * Horário: 3a.,5a e Sábado das 8:00 às 13:00h 
 * Custo: R$ 862,00 a vista ou 1x R$288,00 + 2x R$ 287,00 (inscrição, 30 e 60 dias após) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-538-08863">
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<DOC DOCID="HAREM-23G-08890">
Aniversário de Hiroshima
53 anos depois 'Os Verdes' lembram Hiroshima 

«Há aniversários negros na história da Humanidade. Hoje é um deles», afirmam 'Os Verdes' em nota à imprensa de 6 de Agosto, em que lembram o lançamento da primeira bomba atómica sobre Hiroshima, há 53 anos, matando milhares de pessoas. Um crime que os EUA iriam repetir três dias depois sobre Nagasaki. 

53 anos depois, não só «as consequências das radiações nucleares ainda se fazem sentir no local, sobre populações vitimadas pelos rebentamentos, sobre os seus descendentes e ainda sobre o meio-ambiente», como a corrida às armas nucleares não parou, como o testemunham os ensaios realizados há poucos meses . 

Na verdade, «a afirmação e controlo do poder no mundo continua a passar pela ameaça e chantagem nuclear, contrariando os tratados assinados e as inúmeras promessas dos governantes», considera o Partido Ecologista . 

Nesta data, 'Os Verdes' «reafirmam o seu protesto, não só face aos ensaios e à proliferação de armas nucleares, como ainda a todo e qualquer tipo de experiências nucleares, as quais têm em si claramente um fim essencialmente bélico ameaçando a paz no mundo» . 

Reafirmam ainda a necessidade de «cumprir o Tratado de Não Proliferação Nuclear, e o Tratado de Proibição de Armas e Ensaios Nucleares» . 

Neste Ano Internacional dos Oceanos, o Partido Ecologista defende que «os nossos mares não podem continuar a ser um espaço permanente de 'guerra à vida' com a imersão de resíduos nucleares que afectam os ecossistemas, com o transporte de plutónio e outros produtos radioactivos por navios e esconderijo de submarinos nucleares» e reafirma o seu protesto «face à acostagem de submarinos nucleares nos nossos estuários e nos nossos portos . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-339-08891">
CAPÍTULO VIII / E TEMPO 

Mas é tempo de tornar àquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa e o trecho da rua em que morávamos. Verdadeiramente foi o princípio da minha vida; tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia... Agora é que eu ia começar a minha ópera. "A vida é uma ópera", dizia-me um velho tenor italiano que aqui viveu e morreu... E explicou-me um dia a definição, em tal maneira que me fez crer nela. Talvez valha a pena dá-la; é só um Capítulo. 
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<DOC DOCID="HAREM-182-08895">
Jornal Bom Dia - O diário do Médio Piracicaba  Maguila participa do Casseta &amp; Planeta O ex-boxeador Adílson Maguila gravou na terça-feira uma participação especial no quadro Mundo Bombado, do programa Casseta &amp; Planeta Urgente!. 
Maguila interpretou Dr. Maguilovitch, um psicanalista que cura Maçaranduba (Claudio Manuel) de um um princípio de depressão detectado por Montanha (Bussunda). 
Depois de muito esforço, o doutor faz uma regressão em Maçaranduba, que resolve sua crise existencial e volta a ter a sua velha agressividade Mudanças no Megatom O diretor Aloysio Legey deixou o comando do Megatom para cuidar dos especiais de fim de ano da Globo. 
Mario Lúcio Vaz, diretor da Central Globo de Controle de Qualidade assumiu a supervisão do humorístico. 
Note &amp; Anote: pressão Continua baixa a audiência do Nota &amp; Anote. 
Como prevíamos, a entrada de Claudete Troiano não provocou uma melhoria nos índices, que continua estacionado nos 4 pontos. 
Acontece que a Record está pagando um salário de R$ 300 mil para a experiência apresentado, e espera o retorno. 
Para piorar, muitos espectadores querem a volta de Cátia Fonseca. 
Claudete afirma que está tranqüila, mas a pressão sobre ela é cada vez maior. 
Ministério da Justiça recua Os censores de Zé Gregori elaboram um ofício advertindo a Rede Record por causa da exibição do filme Fogo contra Fogo em horário impróprio no último domingo. 
Entretanto, o Ministério da Justiça decidiu não enviar o ofício para a emissora. 
Aparentemente, censores e chefes do ministério não estão falando a mesma língua. 
Vale destacar que o PSDB vinha negociando um acordo com a Igreja Universal. Melhor resolução 800x600 16 bit's © copyright 2000, Jornal Bom Dia Todos os Direitos Reservados
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<DOC DOCID="HAREM-92L-08911">
P. -- Quer dizer que nunca se acreditou num crescimento de três por cento e que a estimativa da receita foi feita, desde o início, a pensar em dois por cento ou menos? 
 
Os outros operadores são os membros negociadores (intervêm na negociação em bolsa, introduzindo directamente no sistema ofertas de compra ou de venda) e os membros compensadores, que além de as funções dos anteriores, participam, designadamente, nos procedimentos de liquidação de contratos nas datas de vencimento e no processo de constituição, substituição, redução e libertação de garantias. 
 
O futuro sobre OT-10 (uma taxa de juro de longo prazo) conta, à partida, com nove «market makers», significativamente mais do que os cinco que cumprirão indêntica função para o futuro sobre o PSI-20 (um índice bolsista calculado para uma carteira de 20 títulos). 
O contrato sobre a Lisbor a três meses (taxa de juro de curto prazo, correspondente à média das taxas praticadas no mercado monetário interbancário) só começará a ser negociado no início de Julho mas já tem garantidos seis «market makers». 
 
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal exportou 265,2 milhões de contos e importou 521 milhões de contos, durante os primeiros cinco meses de 1995, o que resultou num défice comercial de 255,8 milhões de contos. 
A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou, situando-se em 50,9 por cento, contra 45,1 por cento nos cinco primeiros meses de 1994. 
 
Em Maio verificou-se um aumento de 19,3 por cento nas exportações e uma queda de 4,3 por cento nas importações, o que permitiu uma diminuição de 19,2 por cento no défice comercial mensal, em relação ao mesmo mês de 1994. 
As compras aos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) aumentaram 45,5 por cento de Janeiro a Maio deste ano, face a idêntico período de 1994, enquanto as vendas ao Japão subiram 34,6 por cento no mesmo período. 
 
«O caso tem sido absolutamente devastador para a agência .. tanto em termos de público como internamente», disse um funcionário da Administração. 
«Temos de o ultrapassar ...a fim de restaurar a confiança do Congresso e do público». 
 
O presidente cessante da comissão senatorial de serviços secretos, Dennis DeConcini, democrata do Arizona, afirmou: 
«Creio que era tempo de Woolsey sair». 
E deu como motivos ele não haver despedido quadros que não conseguiram detectar a tempo o trabalho de sapa que Aldrich Ames andava a realizar. 
 
A banda sonora de «Thirtysomething» é a de uma série televisiva, domínio onde a música vem sendo tratada pior que no cinema. 
Claro que também faz os usuais recursos a fundo de catálogo, mas logo a esse nível há uma selectividade fora do comum, e os temas repescados de Ray Charles como de Rickie Lee Jones são não apenas canções clássicas, como concordam absolutamente com o espírito da série. 
Mais importante que isso, a música composta por Snuffy Walden não é um mero adereço, mas surge como outro personagem de «Thirtysomething», de algum modo participando do seu enredo e da sua lógica, mas com a diferença de ser de carácter musical. 
 
Predominantes no trabalho de Walden são guitarra e piano, mas os instrumentos que usa são relíquias do início do século passado, porque estes têm em seu entender mais carácter, ou, se se preferir, um som mais distintivo. 
Empregou, para além disso, tons ressonantes e profundos, de forma a aumentar a densidade emotiva. 
Daí resulta uma música com uma individualidade peculiar, um misto de pureza e de permeabilidade, mas ao mesmo tempo com um sentido de passado e de amadurecimento. 
 
O ditador terá sabido evitar, assim, as três características que marcaram os regimes totalitários de Hitler e Estaline: modernização, mobilização e expansão. 
«Salazar quis reinserir Portugal na sua tradição, não queria a modernização mas a secularização», disse Braga da Cruz. 
Também não tinha veleidades de mobilização, pois «o seu grande intuito foi despolitizar, baixar a febre política». 
Do mesmo modo, o seu regime não estava vocacionado para a expansão: 
Ele herdou um império colonial e o seu objectivo foi nacionalizá-lo, conservá-lo». 
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<DOC DOCID="HAREM-522-08928">
 ARTHUR SCHEIDT Nasceu em 20 de abril de 1913, em Imbituva (PR).
Filho de João Scheidt e Elizabeth Horst Scheidt.
Foi casado com Ana Virmond Scheidt.
Cursou a escola primária em sua cidade natal e o ginásio no Colégio Paranaense de Curitiba e posteriormente na Universidade do Paraná no Curso de Direito, tornou-se Bacharel em Direito no ano de 1940, quando ingressou na Ordem dos Advogados do Brasil, em 16de junho de 1941.
Em 1941 mudou-se para Guarapuava onde residiu grande parte da sua vida, considerando-se guarapuavano de coração.
Nesta cidade abriu um escritório de advocacia juntamente com um amigo.
Durante sua vida profissional, fez um apostolado de honestidade e boa conduta.
Foi considerado o advogado dos pobres, atendendo a todos sem distinção de raça ou classe social.
Como advogado, regularizou o assentamento em terras guarapuavanas, dos primeiros imigrantes alemães na região da Colônia Entre Rios, facilitando sobremaneira o início de suas atividades.
Participou de muitas campanhas filantrópicas em Guarapuava.
Foi um dos idealizadores e fundadores da Cooperativa Mista de Guarapuava - COAMIG.
Foi membro ativo da Loja Maçônica de Filantropia Guarapuavana, onde ocupou diferentes funções até Grão Mestre.
Foi idealizador e fundador do Hospital Popular de Guarapuava, onde juntamente com abnegados colegas desempenhou diversas funções.
Foi associado participativo dos Clubes: Guaíra, Operário, Cruzeiro, rio Branco e outros.
Teve uma vida política ativa e participativa;
foi presidente dos diretórios regionais da UDN e posteriormente ARENA.
Foi suplente na Câmara dos Deputados do Estado;
foi vereador em Guarapuava onde atuou com destaque e honra.
Em 1966, mudou-se para Curitiba quando foi eleito Presidente da Companhia do Fomento Agropecuário do Paraná - CAFÉ do Paraná.
Em 1971 foi designado para o cargo de Diretor do Departamento de Naturalização da Secretaria de Interior e Justiça do Paraná, atuando em todo o estado.
Onde desenvolveu uma grande campanha de regularização de estrangeiros aqui radicados.
Após uma vida profissional ativa, prestando serviço ao seu Estado e representando a sua cidade, retornou a Guarapuava para cuidar de sua atividade como agropecuarista.
Faleceu em 18 de março de 1993, em Curitiba.
Transcrito dos originais por Sandro Casagrande
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<DOC DOCID="HAREM-365-08929">
  Então foi para a Bélgica e depois?

 Aí gostei muito. Entrei em contacto com a cultura alemão, francesa e inglesa.

 Como surgiu a ideia de ir para lá? Foi a convite de alguém?

  Não é que eu vinha aqui para professor de Ética Económica e Política e a gente falar de Ética Económica sem saber Economia ou falar de Ética Política sem saber política, é fiar sem linha. Porque de facto só conhecendo bem..por isso é que a minha tese que já foi defendida em 1951/52 ainda está actualizada porque precisamente tem uma base económica e uma base política, que ainda hoje se discute. É claro que tem uns problemas que já estão desactualizados, mas a parte do problema social, do problema político-económico, ainda hoje no Porto, e em Castelo Branco ouvi dizer que os professores referem isso. Porque precisamente, isso foi a minha sorte, quando me disseram que o professor de Filosofia ia para Ética, também comecei a estudar Economia, porque a economia está na base de toda a nossa civilização e associado a alguns estudos de Economia "coitadinhos dos operários" e não passa disso. É o que se passa no partido Comunistas. O partido Comunista não sabe Economia. É que eles, isso aprendi na Bélgica, porque eles estão contra os patrões, mas sem os patrões não há operários. Na Bélgica os sindicatos tinham um economista com eles e viam o que cada patrão poderia pagar, o patrão quer sempre pagar menos, mas também se o operário pede a mais deitava a empresa abaixo. E portanto, os operários têm que ter pessoas capacitadas de estudar o problema, que esteja do lado deles, e que digam -"Vocês podem pedir até tanto!" Portanto ter uma base económica para o problema social é fundamental. Os operários devem saber o que podem exigir na empresa sem que a empresa vá abaixo, porque os patrões estão a explorar os operários quando paga a menos é porque não pode pagar. Há duas coisas em Portugal, no partido Comunista que não levam a nada. Uma é estarem ligados ao marxismo quando a Europa toda deixou Marx, aqui ainda dura por quase do Álvarro Cunhal. Sim senhor, foi um homem muito importante, hoje é um travão que está ultrapassado. É o único partico comunista da Europa que é marxita. É uma vergonha.Não se adapta à vida actual. Segundo, uma vez que há o mercado livre, as pessoas têm que se habituar ao sistema de uma nação de mercado livre e, portanto, precisam de ter gente competente que diga o que possam exigir, o resto é dar chicotadas no ar. O Partido Comunista vai abaixo, vai desaparecer po causa disso. Está a diminuir cada vez mais porque os jovens já não vão por aí porque a realidade é contrária. Claro, na altura quando eles começaram, pois muito bem, mas hoje já não, é uma questão de estarem atentos ao que se passa na Europa. Nós estamos cá numa ponta, nós temos que ter cuidado e as universidades, felizmente hoje, estamos em ligação com a Alemanha, com Inglaterra, Estados Unidos. Já não estamos isolados e isso é uma grande coisa e a nossa cultura tem evoluído muito devido a esse aspecto. Desde 1959 que temos faculdades de Filosofia em todas as universidades, o que não havia. Havia Histórias Filosóficas em 1911, antes nem isso havia, depois em 1959, depois de um congresso que houve aqui em Braga, em 1955, onde resolveram pedir a Faculdade de Filosofia. Hoje existe. Hoje estamos num campo...já escreveram a História da Filosofia portuguesa, saíu agora. Estamos a tomar consciência de nós mesmos e dos nossos valores, e é isso que importa de uma universidade.
 
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<DOC DOCID="HAREM-631-08931">
F. Hegel
Friederich Hegel
Hegel, filósofo alemão. Nasceu Estugarda. Aos 18 anos de idade ingressou no seminário protestante de Tubingen, para estudar teologia, onde conheceu e foi amigo de Schelling (1775-1854) e Holderlin.O pietismo, uma das correntes gnósticas do protestantismo, influenciou profundamente o seu pensamento.
Hegel foi um ilustre professor universitário de filosofia. Iniciou a sua actividade de professor em Berna, na Suiça, entre 1793 e 1796, e depois em Frankfourt, de 1797 a 1800. Foi depois mestre de conferências na Universidade de Iena (1801-1806), professor e reitor num colégio de Nuremberga (1808), depois professor em Heidelberg e finalmente em Berlim (1817-1831), onde permaneceu até à morte.
Hegel recusa a concepção filosófica de Kant. A sua filosofia assume-se como a visão enciclópédica da história da filosofia e da humanidade, procurando compreender e explicar todo o processo da sua manifestação. Neste sentido aborda assuntos tão diversos, como a filosofia, lógica,história, religião, arte,direito,moral,ciências e outras áreas.
Na filosofia hegeliana, parte do pressuposto que a negatividade é inerente ao real, o positivo só se realiza através negativo (ideia inspirada em Heraclito, mas sobretudo em Schelling). A dialéctica é o método que permite compreender e elucidar a racionalidade do real.
A filosofia de Hegel influenciou muitos mestres pensadores contemporâneos, como Schopenhauer, Nietzsche, Marx, Kierkegaard e Jean-Paul Sartre.
Obras:
A Positividade da Religião Cristã (obra póstuma), O Espírito do Cristianismo e o seu Destino (Obra póstuma), Diferença entre os Sistemas de Fitche e de Scheling (1801), Fenomenologia do Espírito (1807), Ciência da lógica (1812-1816), Enciclopédia das Ciências filosóficas (1817), Lições de História da Filosofia (1818) , Filosofia do Espírito (2 volumes), Filosofia do Direito (1821) , Estética , Lições de Estética , Filosofia da História , Princípios da Filosofia do Direito (1821), Lógica (2 volumes), Filosofia da Natureza (3 volumes). Em Construção !
Carlos Fontes
Referências Históricas
Navegando na Filosofia
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<DOC DOCID="HAREM-81J-08936">
Para muitos analistas o verdadeiro problema é o facto de não se poder falar do desenvolvimento da economia palestiniana como um facto isolado, porque ele só faz sentido integrado no desenvolvimento de todo o Médio Oriente.
E aí colocam-se novas dúvidas:
que tipo de relação económica se poderá estabelecer entre Israel e os seus vizinhos árabes?
Será prematuro falar numa comunidade económica entre a Jordânia, os territórios palestinianos autónomos e Israel?

Alguns especialistas defendem que o Estado judaico deverá privilegiar as relações económicas com o Ocidente, ao contrário dos palestinianos;
outros defendem precisamente o contrário.
Fundamental para os palestinianos é a abertura de novos mercados, tanto a Ocidente como a Oriente -- e em Israel -- para os produtos que, apesar dos óbvios problemas da sua agricultura e da indústria, venham a produzir.
Outra das apostas é o turismo, esperando-se dois milhões de visitantes por ano e a criação de 30 mil a 50 mil postos de emprego.
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<DOC DOCID="HAREM-255-08938">
 Foi a primeira vez que veio a Braga?

 Foi a primeira vez e comecei aqui os meus estudos superiores.

 Qual a primeira imagem que teve de Braga? Como era a cidade?

 Era pequeníssima. Este monumento, Biblioteca Pública, que é dos mais antigos, mais belos de Braga eram os Jardins do Paço Episcopal. Na parte de baixo tinha uma capela, que depois tiraram, e aqui em cima uma parede alta que já foi o Santos Silva que a deitou abaixo. E já lhe disse:"O senhor criou o melhor monumento de Braga que não se vê." Essa rua, Rua Eça de Queirós, não existia, foi tirada dos Jardins deste Palácio, que era Episcopal, depois passou para Biblioteca Pública e depois para a Universidade do Minho. 

 Como é que era a cidade?

 A prática cultural começou a desenvolver-se com a Faculdade de Filosofia e tivemos aí congressos nacionais. Até é curioso que o congresso foi promovido pela Faculdade de Filosofia, mas foi aqui realizado porque aqui era a Biblioteca Pública, era o sítio onde tínhamos possibilidades de reunir as pessoas.

 Como fez a viagem de Espanha para Braga?

 De comboio.

 Como foi essa viajem?

 Recordo-me da primeira vez que fui para Oia porque foi a primeira vez que vi o mar, que eu sou do interior. Da Covilhã para Espanha e depois para aqui. Quando eu vim para aqui ainda me lembra que a viajem foi de noite e chegou-se de madrugada, já vínhamos do Porto para Caminha. Eu lembro-me que nesse dia à noite eu fui e procurei apanhar a água do mar, tocar o mar pela primeira vez. É curioso tinha eu já 18 anos. Coisa que agora é inconcebivel porque a juventude de agora tem mais mobilidade que tinha naquele tempo.

 Veio para Braga para estudar?

 Para estudar Filosofia.
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<DOC DOCID="HAREM-342-08946">
O que vai acontecer
 O que vai acontecer FMI, insaciável Inadimplência e desemprego Para conseguir ajuda do Fundo Monetário Internacional e com isso cobrir o rombo de cerca de U$ 40 bilhões só das contas externas, o Brasil terá de se comprometer a desvalorizar sua moeda entre 20% e 40%, realizar mais
um ajuste fiscal, aumentando impostos e demitindo em massa os servidores públicos.
Quando o México quebrou, em melhores condições do que está hoje, o Brasil foi obrigado a entregar seu último bastião de soberania nacional: suas reservas de petróleo.
Depois da venda de 83 empresas estatais com financiamento do BNDES pouco sobra de patrimônio público brasileiro.
E o governo já admite planos para a aprivatização da Petrobrás.
FMI, insaciável Aumentar a taxa de juros em quase 100%, como fez na última semana, batendo nos 50% de juros anuais foi uma decisão unilateral da equipe econômica em sua desesperada aposta de que os chamados capitais voláteis, especulativos, pudessem manter sua fé no Plano Real.
O déficit público que já estava batendo os 8% do PIB deve explodir.
Como a causa do déficit são os juros da dívida pública, o rombo será brutal.
O próprio Banco Central admite um aumento de R$ 18 bilhões nos encargos só nos meses de outubro e novembro.
A dívida que o Governo FHC/ACM assumiu em R$ 62 bilhões, hoje já ultrapassa os R$ 320 bilhões.
A equipe econômica não quis ouvir a oposição e mesmo alguns economistas da situação que, desde os primeiros dias do real, alertaram para a crueldade de bancar um plano de estabilização na base dos juros altos.
Quanto mais juros, mais desequilíbrio das contas, quanto mais desequilíbrio nas contas mais juros.
E o déficit e a dívida interna, passam a corroer todo o organismo público.
Ensina ainda a prática que não há superávit primário que compense os efeitos dos juros sobre o déficit e a dívida pública.
Portanto, sem redução dos juros não haverá equilíbrio das contas.
Inadimplência e desemprego O dano para o sistema produtivo nacional é espantoso.
Além da recessão, do desemprego, da perda de mercados, os juros alimentaram no Brasil a cultura da inadimplência, corroendo a credibilidade,
a confiança entre comerciantes e consumidores.
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<DOC DOCID="HAREM-50J-08953">
O candidato à Presidência pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Luis Inácio Lula da Silva, é o convidado de Marília Gabriela no «Cara Cara».

CARA CARA Bandeirantes, 0h. 					

Marco Antonio Nahum, advogado dos canadenses, nega que o premiê venha ao Brasil tratar da expulsão.
«Isso ainda não ficou acertado pelo governo canadense», disse.

A família de Christiane já gastou aproximadamente US$ 1 milhão para tentar a sua libertação.
Contratou a empresa Winfreys, a maior especialista em atividades de lobby, em todo o Canadá.

Terminado o Mundial, todas as atenções das seleções já se voltam para a Olimpíada de Atlanta.
Um exemplo é o técnico norte-americano, Taras Liskevich, que não esconde seu objetivo: conquistar a medalha de ouro olímpica.
Para isso, a comissão técnica não se cansa de estudar os outros times.
Nesta temporada, um dos mais visados foi o Brasil.
Ele filmaram todos os jogos das brasileiras.
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<DOC DOCID="HAREM-63B-08954">
A Alemanha é uma democracia constitucional federal, cujo sistema político foi criado com a constituição de 1949, chamada Grundgesetz (Lei Básica). Tem um sistema parlamentar em que o chefe de governo, o Bundeskanzler (Chanceler), é eleito pelo parlamento. 

O parlamento, chamado Bundestag (Assembleia Federal), é eleito de quatro em quatro anos por voto popular, usando um complexo sistema que combina o voto directo com representação proporcional. Os 16 Bundesländer (Estados) estão representados federalmente no Bundesrat (Conselho Federal), que tem palavra no processo legislativo. Nos últimos tempos, tem havido alguma controvérsia sobre o facto de que o Bundestag e o Bundesrat bloquearam decisões um do outro, o que dificulta a ação efectiva do governo.

A função de chefe de Estado é do Bundespräsident (Presidente Federal), cujos poderes estão limitados apenas a funções cerimoniais e de representação do Estado.

O braço judicial inclui o Tribunal Constitucional, chamado Bundesverfassungsgericht, que pode bloquear qualquer acto de legislação ou administração se estes forem considerados inconstitucionais.
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<DOC DOCID="HAREM-729-08955">
Depois da morte da madrasta, a sorte de Margarida tomou uma feição mais favorável. 

Vivendo na companhia da irmã, nunca mais teve que suportar aquelas humilhações continuadas que a faziam corar. 

Antes, no modo porque era tratada em casa, parecia ser ela a senhora de tudo, e Clara a que recebia o benefício; contra estas aparências só a sua modéstia protestava. 

Clara possuía um coração excelente, mas faltava-lhe cabeça para superintender nos negócios da casa; por isso pedira a Margarida que os gerisse ela e lhe deixasse ir gozando a apetecida liberdade dos seus dezoitos anos. 

O pároco, por tutor das duas órfãs, sancionou e dirigiu com seus conselhos esta disposição de coisas. 

Mas um tal sistema de viver não podia bastar por muito tempo a Margarida. Havia no caráter desta rapariga um fundo de dignidade pessoal que lhe não deixava aceitar a vida plácida, que cordialmente a irmã lhe talhara. 

Habituara-se muito cedo ao trabalho e como ele contava. 

- Se o desprezo agora - dizia ela a si mesma, pensando nisto, - quem sabe se um dia, ao procurá-lo, ele fugirá? 

Sentia-se jovem, com forças e coragem; envergonhava-se da ociosidade. Entre os projetos, que formou então, um lhe sorriu sempre mais que todos. 

Margarida tinha uma educação pouco vulgar para a sua condição. Várias circunstâncias haviam gradualmente concorrido para lhe aperfeiçoar. Daniel fora, como sabemos, o seu primeiro mestre, e quando outra razão não houvesse, as saudades que a vista e a leitura dos livros ainda lhe causavam, lembrando-lhe aquele tempo, levá-la-iam a procurá-los com prazer. Seguira-se a Daniel o reitor, conforme ao que prometera ao discípulo. Vendo o padre a inclinação da sua pupila para a leitura, fazia-lhe, de quando em quando, alguns presentes de livros, depois de os passar pela crítica dos seus rígidos princípios morais, e julgá-los salutares. Margarida lia-os com ardor, e, pouco a pouco, costumou-se a lê-los com reflexão também. Não sendo muito abundantes as bibliotecas da terra, era obrigada a reler, mais que uma vez, os mesmos livros - o que é sempre uma vantagem para a instrução colhida neles. 

Além do interesse crescente que ia encontrando na leitura, um motivo mais oculto lhe alimentava esse ardor - motivo que ele própria quase ignorava, ou pelo menos não dizia a si. - Como que desta se forma se aproximava de Daniel. Das duas inteligências de criança, que se tinham visto a par, como duas aves que brincam na relva, uma levantara vôo e subira; que admirava que a outra, saudosa, ensaiasse as forças para a acompanhar? Para, ao menos, a não perder de vista de todo? Há destes motivos ocultos das nossas ações, que passam desconhecidos. 

O que é certo é que a sede de saber devorava Margarida. O hábito da meditação, que adquirira, permitia à sua inteligência tirar grandes riquezas da pequena mina em que trabalhava. 

Um acontecimento favoreceu ainda estas tendências. 

Um dia, acolheu-se à aldeia, a viver vida e privações de miséria, um destes desgraçados, a quem as ondas do mundo arrojam, náufragos e quebrantados, à praia. Era um homem, que, saindo em criança ainda, daquela mesma aldeia, entrara, sob os sorrisos da sorte, na vida das cidades. A instrução, a riqueza, as honras, tudo o rodeara do prestígio que parece assegurar a felicidade. Se ele a sentiu então, não o sei eu; - um dia, porém, como o Jó da Escritura, viu as mão da desgraça baixar sobre sua cabeça, privá-lo das riquezas, das dignidades e da família, e deixá-lo só; só ao declinar a vida, só quando já não há no coração fogo para alimentar esperanças, vigor no braço para arrotear caminhos novos! 
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<DOC DOCID="HAREM-412-08956">
Considerações Gerais
 Simpósio de Especialistas em Operação de Centrais Hidrelétricas No Brasil e no Paraguai, a energia elétrica é produzida por um parque gerador eminentemente hidrelétrico.
A capacidade instalada no Brasil, em 1999, era de 64,3 GW, com 58,4 GW (90,8%) de origem hidráulica e encontravam-se em operação 29 usinas com potência acima de 500 MW ( já incluída a metade da Usina de Itaipu) e 21 usinas com potência acima de 1.000 MW.
O programa de obras de expansão da geração, no Brasil até 2009, elevará a capacidade instalada para 109,4 GW, incluindo as parcelas de energia importadas através das interligações com países vizinhos, com um investimento médio anual de 4,51 GW/ano (4.7%/ano).
A geração de origem hidráulica será de 80,1 GW (73,22%), que representará um incremento de 21,7 GW (48,16%).
No Paraguai, 100% do mercado elétrico está sendo atendido através da energia elétrica proveniente de Centrais Hidroelétricas.
A potência total instalada, do parque energético paraguaio, provem essencialmente da Usina de Acaray e das Usinas Binacionais de Yacyretá (com Argentina) e Itaipu (com Brasil).
Em 1998, constatamos que não havia um foro específico para debates e intercâmbio de experiências entre os especialistas em operação de usinas hidrelétricas motivando realizamos o I SEPOCH Simpósio de Especialistas em Operação de Centrais Hidrelétricas, em novembro de 1998.
Participarão 250 especialistas de 24 empresas, provenientes de 5 países, o que representou um significativo sucesso.
Realizaremos o II SEPOCH na cidade de Foz do Iguaçu, de 7 a 11 de novembro de 2000 no RAFAIN PALACE HOTEL.
Venha, participe e dê a sua contribuição.
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<DOC DOCID="HAREM-299-08986">
IX AMOR

As cortinas da janela cerraram-se; Cecília tinha-se deitado.

Junto da inocente menina adormecida na isenção de sua alma pura de virgem, velavam três sentimentos profundos, palpitavam três corações bem diferentes.

Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era um desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe requeimava o sangue; o instinto brutal dessa natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que a sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.

Para destruir esta barreira e igualar as posições, seria necessário um acontecimento extraordinário, um fato que alterasse completamente as leis da sociedade naquele tempo mais rigorosas do que hoje; era preciso uma dessas situações em face das quais os indivíduos, qualquer que seja a sua hierarquia, nobres e párias, nivelam-se; e descem ou sobem à condição de homens.

O aventureiro compreendia isto; talvez que o seu espírito italiano já tivesse sondado o alcance dessa idéia; em todo o caso o que afirmamos é que ele esperava, e esperando vigiava o seu tesouro com um zelo e uma constância a toda a prova; os vinte dias que passara no Rio de Janeiro tinham sido verdadeiro suplício.

Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e lealdade.

Sentir-se perto de Cecília vê-la e trocar alguma palavra a custo balbuciada; corarem ambos sem saberem por quê, e fugirem desejando encontrar-se; era toda a história desse afeto inocente, que se entregava descuidosamente ao futuro, librando-se nas asas da esperança.

Nesta noite Álvaro ia dar um passo que na sua habitual timidez, ele comparava quase com um pedido formal de casamento; tinha resolvido fazer a moça aceitar, malgrado seu, o mimo que recusara, deitando-o na sua janela; esperava que encontrando-o no dia seguinte, Cecília lhe perdoaria o seu ardimento, e conservaria a sua prenda.

Em Peri o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor dos seus desejos, para evitar que a moça tivesse um pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.

Ao contrário dos outros ele não estava ali, nem por um ciúme inquieto, nem por uma esperança risonha; arrostava a morte unicamente para ver se Cecília estava contente, feliz e alegre; se não desejava alguma coisa que ele adivinharia no seu rosto, e iria buscar nessa mesma noite, nesse mesmo instante.

Assim o amor se transformava tão completamente nessas organizações, que apresentava três sentimentos bem distintos; um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.

Loredano desejava; Álvaro amava; Peri adorava. O aventureiro daria a vida para gozar; o cavalheiro arrostaria a morte para merecer um olhar; o selvagem se mataria, se preciso fosse, só para fazer Cecília sorrir.

Entretanto nenhum desses três homens podia tocar a janela da moça, sem correr um risco iminente; e isto pela posição em que se achava o quarto de Cecília.

Embora o alicerce e a parede corressem a uma braça de distancia da ribanceira, D. Antônio de Mariz para defender esta parte do edifício tinha feito construir um respaldo que se abaixava da precinta das janelas até à beira da esplanada; era impossível pois caminhar sobre este plano inclinado, cuja face lisa e polida não oferecia nenhuma adesão ao pé o mais firme e o mais seguro.

Abaixo da janela abria-se a rocha cortada a pique e formava um valado profundo, coberto por um dossel verde de trepadeiras e cipós que servia de habitação a todos esses répteis de mil formas que pululam na sombra e na umidade.

Assim o homem que se precipitasse do alto da esplanada nessa fenda larga e funda, se por um milagre não se espedaçasse nas pontas da rocha, seria devorado em um momento pelas cobras e insetos venenosos que enchiam essas grotas e alcantis.

Havia alguns instantes que a cortina da janela se tinha cerrado; apenas uma luz vaga e mortiça desenhava na folhagem verde-negro do óleo o quadro da janela.

O italiano que tinha os olhos fitos nesse reflexo como em um espelho, onde revia todas as imagens de sua louca paixão, estremeceu de repente. Na claridade debuxava-se uma sombra móbil; um homem se aproximava da janela.

Pálido, com os olhos ardentes e os dentes cerrados, pendido sobre o precipício, seguia as menores evoluções da sombra.

Viu um braço que se estendia para a janela, e a mão que deixava no parapeito um objeto qualquer, mas tão pequeno que não se percebia a forma. Pela manga larga do gibão, ou antes pelo instinto, o italiano adivinhou que este braço pertencia a Álvaro; e compreendeu o que esta mão havia deitado na janela.

E não se enganava.

Álvaro, segurando-se a uma estaca do jardim e pondo um pé sobre o respaldo, coseu o corpo à parede; inclinando conseguiu realizar o seu intento.

Depois voltou partilhado entre o temor da ação que praticara, e a esperança de que Cecília lhe perdoaria.

Loredano apenas viu desaparecer a sombra, e ouviu os ecos dos passos do moço, que se repercutiam surdamente no fundo do precipício, sorriu. Sua pupila fulva brilhou na treva, como os olhos da irara.

Tirou a sua adaga e cravou-a na parede tão longe quanto lhe permitiu a curva que o braço era obrigado a fazer para abarcar o ângulo.

Suspendendo-se então a este fraco apoio pôde galgar o respaldo e aproximar-se da janela; à menor indecisão, ao menor movimento, bastava que o pé lhe faltasse, ou que o punhal vacilasse no cimento, para precipitar-se com a cabeça sobre as pedras.

Enquanto isto se passava, Peri sentado tranqüilamente no galho do óleo, e escondido pela folhagem, assistia imóvel a toda esta cena.

Logo que Cecília cerrou as cortinas da janela, o índio vira os dois homens que colocados à direita e a esquerda pareciam esperar.

Esperou também, curioso de saber o que se ia passar, mas resolvido, se fosse preciso, a lançar-se de um pulo sobre aquele que ousasse fazer a menor violência, e a caírem ambos do alto da esplanada. Tinha reconhecido Álvaro e Loredano; desde muito tempo que conhecia o amor do cavalheiro por Cecília; mas sobre o italiano nunca tivera a menor suspeita.

O que podiam querer estes dois homens? Que vinham eles fazer ali àquela hora silenciosa da noite?

O movimento de Álvaro explicou-lhe parte do enigma; o de Loredano ia fazer-lhe compreender o resto.

Com efeito, o italiano que se aproximara da janela, conseguiu com um esforço fazer cair o objeto, que Álvaro ai tinha deixado, no fundo do precipício. isto voltou do mesmo modo, e retirou-se retirou-se o prazer dessa vingança simples, mas cujo alcance ele previa.

Peri não se moveu.

Tinha compreendido com a sua sagacidade natural o amor de um e o ciúme do outro; e formulou na sua inteligência selvagem e na sua adoração fanática um pensamento, que para ele era muito simples.

Se Cecília julgasse que isto devia ser assim, pouco lhe importava o mais; porém, se o que tinha visto lhe causasse uma sombra de tristeza, e empanasse um momento o brilho de seus olhos azuis, então era diferente. O índio sacrificaria tudo, antes do que consentir que um pesar anuviasse o rostinho faceiro de sua bela senhora.

Assim, tranqüilizado por esta idéia, ganhou a cabana, e dormiu sonhando que a lua lhe mandava um raio de sua luz branca e acetinada para dizer-lhe que protegesse sua filha na terra.

E com efeito, a lua se elevava sobre a cúpula das árvores, e iluminava a fachada do edifício.

Então quem se aproximasse de uma das janelas que ficavam na extrema do jardim, veria na penumbra do portal um vulto imóvel.

Era Isabel que velava pensativa, enxugando de vez em quando uma lágrima que desfiava-lhe pela face.

Pensava no seu amor infeliz, na solidão de sua alma, tão erma de recordações doces, de esperanças queridas. Toda essa tarde fora um martírio para ela; vira Álvaro falar a Cecília, adivinhara quase as suas palavras. Há poucos momentos tinha percebido a sombra do moço que atravessara a esplanada, e sabia que não era por sua causa que ele passava.

De vez em quando seus lábios tremiam e deixavam escaparem-se algumas palavras imperceptíveis:

Se eu quisesse!

Tirava do seio uma redoma de ouro, sob cuja tampa de cristal se via um anel de cabelos que se enroscava no estreito aro de metal.

O que havia dentro desta redoma, de tão poderoso, de tão forte, que justificasse aquela exclamação, e o olhar brilhante que iluminava a pupila negra de Isabel?

Seria um segredo, um desses segredos terríveis que mudam de repente a face das coisas, e fazem surgir o passado para esmagar o presente?

Seria algum tesouro inestimável e fabuloso, a cuja sedução a natureza humana não devia resistir?

Seria uma arma poderosa e invencível, contra a qual não houvesse defesa possível senão em um milagre da Providência? Era o pó sutil do curare, o veneno terrível dos selvagens. Isabel colou os lábios no cristal com uma espécie de delírio. Minha mãe!... minha mãe!.. Um soluço rompeu-lhe o seio.

Próximo Capítulo
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<DOC DOCID="HAREM-542-09015">
A qualidade na Polícia Militar
 A qualidade na Polícia Militar Publicado na Revista Banas Qualidade Nº 97 de JUNHO DE 2000 Seção Destaque página 96 Com a edição do Decreto
nº 40536/96, que instituiu a qualidade no Serviço Público, a Polícia Militar adotou medidas para a formalização de seu Programa de Qualidade.Ainda em 1996 foi publicada a Diretriz nº PM6-001/96, que criou os novos conceitos da Qualidade na Corporação, cristalizando a necessidade de aproximação da Polícia Militar com seus clientes, a população do Estado de São Paulo.
Foram estabelecidos 16 indicadores de Qualidade e Produtividade das Unidades Policiais-Militares, para medir a capacidade de cada uma delas em satisfazer a expectativa da população, em termos de segurança pública e sua produtividade.
Além do sistema de avaliação da qualidade, foi desenvolvido um robusto Programa de Educação para a Qualidade.
Inicialmente, 16 oficiais foram enviados ao Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para implantação de um Programa
de Qualidade na Organização.
Após o curso foram realizados trabalhos pilotos em suas unidades e dessa iniciativa surgiu, então, um Programa de Educação para a Corporação.Viabilizando um modelo gerencial, a Polícia Militar adotou um Plano Plurianual com validade a contar de janeiro de 2000, calcado no planejamento estratégico, no qual foram adotados objetivos claros a serem atingidos pela organização, firmados na satisfação das necessidades de seus
clientes.
É a busca de sua legitimidade enquanto organização prestadora do serviço público.
Entidades como a Fundação Vanzolini, Sebrae, Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ), FDG, QSP e Editora Banas estão contribuindo na preparação de um efetivo que atinge cerca de 90.000 pessoas por meio da promoção de cursos, cessão de espaço para realização dos eventos, ou colaborando com materiais didáticos e educativos.
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<DOC DOCID="HAREM-439-09036">
Em casa, na quentura da palmilha, o miúdo aprendia já o lugar do pobre: nos embaixos do mundo. Junto ao chão, tão rés e rasteiro que, em morrendo, dispensaria quase o ser enterrado. Uma peúga desirmanada lhe fazia de cobertor. O frio estreitasse e a mulher se levantava de noite para repuxar a trança dos atacadores. Assim lhe calçava um aconchego. Todas as manhãs, de prevenção, ela avisava os demais e demasiados: 
 - Cuidado, já dentrei o menino no sapato. 
Que ninguém, por descuido, o calçasse. Muito-muito, o marido quando voltava bêbado e queria sair uma vez mais, desnoitado, sem distinguir o mais esquerdo do menos esquerdo. A mulher não deixava que o berço fugisse da vislembrança dela. Porque o marido já se outorgava, cheio de queixa: 
 - Então, ando para aqui improvisar um coxinho? 
 - É seu filho, pois não? 
 - O diabo que te descarregue! 
E apontava o filhote: o individuozito interrompia o seu calçado? Pois que, sendo aqueles seus exclusivos e únicos sapatos, ele se despromoveria para um chinelado? 
 - Sim - respondeu a mulher. - Eu já lhe dei os meus chinelos. 
Mas não dava jeito naqueles areais do bairro. Ela devia saber. A pessoa pisa o chão e não sabe se há mais areia em baixo que em cima do pé. 
 - Além disso, eu é que paguei os tais sapatos. 
Palavras. Porque a mãe respondia com sentimentos: 
 - Veja o seu filho, parece o Jesuzinho empalhado, todo embrulhadinho nos bichos de cabedal. 

Ainda o filho estava melhor que Cristo - ao menos um sapato já não é bicho em bruto. Era o argumento dela mas ele, nem querendo saber, subia de tom: 
 - Cá se fazem, cá se apagam! 
O marido azedava e começou a ameaçar: se era para lhe desalojar o definitivo pé, então, o melhor seria desfazerem-se do vindouro. A mãe, estarrecida, fosse o fim de todos os mundos: 
 - Vai o quê fazer? 
 - Vou é desfazer. 

Ela prometia-lhe um tempo, na espera que o bebé graudasse. Mas o assunto azedava e até degenerou em soco, punhos ciscando o escuro. Os olhos dela, amendoídos ainda, continuaram espreitando o improvisado herço. Ela sabia que os anjos da guarda estão a preços que os pobres nem ousam. 

Até que o ano findou, esgotada a última folha do calendário. Vinda da igreja, a mãe descobriu-se do véu e anunciou que iria compor a árvore de Natal. Sem despesa nem sobrepeso. Tirou à lenha um tosco arbusto. Os enfeites eram tampinhas de cerveja, sobras da bebedeira do homem. Junto à árvore ela rezou com devoção de Eva antes de haver a macieira. Pediu a Deus que fosse dado ao seu menino o tamanho que lhe era devido. Só isso, mais nada. Talvez, depois, um adequado berço. Ou quem sabe, um calçado novo para o seu homem. Que aquele sapato já espreitava pelo umbigo, o buraco na frente autorizando o frio. 

Na sagrada antenoite, a mulher fez como aprendera dos brancos: deixou o sapatinho na árvore para uma qualquer improbabilíssima oferta que lhe miraculasse o lar . 

No escuro dessa noite, a mãe não dormiu, seus ouvidos não esmoreceram. 

Despontavam as primeiras horas quando lhe pareceu escutar passos na sala. E depois, o silêncio. Tão espesso que tudo se afundou e a mãe foi engolida pelo cansaço. 

Acordou cedo e foi directa ao arbusto de Natal. Dentro do sapato, porém, só o vago vazio, a redonda concavidade do nada. O filho desaparecera? Não para os olhos da mãe. Que ele tinha sido levado por Jesus, rumo aos céus, onde há um mundo apto para crianças. Descida em seus joelhos, agradeceu a bondade divina. De relance, ainda notou que lá no tecto já não brilhavam as lágrimas do seu menino. Mas ela desviou o olhar, que essa é a competência de mãe: o não enxergar nunca a curva onde o escuro faz extinguir o mundo. 
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<DOC DOCID="HAREM-011-09054">
Projecto
Ao longo dos últimos anos, a Associação de Defesa dos Angolanos (ADA) desenvolveu acções concertadas entre instituições, no sentido de promover o desenvolvimento integral das populações, nomeadamente as populações carenciadas da sua zona de influência. Nesse sentido, candidatou-se no final de 1998 a um apoio financeiro do Comissariado Regional Sul da Luta contra a Pobreza, através de um Projecto de Intervenção Sócio-Educativa e Recreativa do Bairro da Quinta Grande.
Este projecto, aprovado e financiado pelo Comissariado, desenvolveu-se durante três anos, com efeitos evidentes na população abrangida. Este Projecto foi prolongado por mais três anos, com a condição de a ADA adequar o seu trabalho a uma nova realidade, emergente de nova situação da zona de intervenção (agora, Alto do Lumiar).
A zona de intervenção, nos moldes em que se justificou a criação do Projecto e um importante espaço da sua actividade, deu lugar a um dos maiores, se não o maior, aglomerado habitacional social da cidade, alojando famílias oriundas de outras zonas e de outras realidades: o Alto do Lumiar.
Neste sentido, e porque o Alto do Lumiar aloja, agora, um elevado número de famílias oriundas de bairros anteriormente considerados de risco ou degradados, que não são os mesmos ou não têm as mesmas dificuldades que deram origem ao trabalho da ADA na Quinta Grande, torna-se imprescindível adequar o trabalho desenvolvido no âmbito deste Projecto a uma nova realidade, bem como a novas exigências de desenvolvimento sustentado.
Aproveitando as sinergias criadas ao longo dos anos de trabalho comum, vem a ADA convidar os parceiros e os potenciais parceiros deste projecto com o objectivo de permitir uma reflexão, análise e deliberação sobre as actividades propostas para potenciar as políticas de desenvolvimento integrado das populações carenciadas desta nova zona de implantação social da cidade de Lisboa.
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<DOC DOCID="HAREM-911-09060">
Câmara Municipal de Loulé - Começaram os Torneios de Beach Rugby 2002 e o Rugby Clube Loulé esteve lá!
Começaram os Torneios de Beach Rugby 2002 e o Rugby Clube Loulé esteve lá!
O RCL fez-se representar pela sua equipa feminina nesta vertente de Rugby nos Torneios de Troia no passado dia 13,que faz parte do circuito dos Beach Games 2002, e no VII Torneio Internacional de Carcavelos que decorreu no passado dia 20 de Julho.
No torneio que decorreu em Troia, no sector feminino para além do RCL estiveram presentes a Bairrada e o Costa da Caparica, "só" as duas melhores equipas nesta vertente do Rugby da actualidade. Apesar das duas derrotas nos dois jogos efectuados, souberam bater-se com grande dignidade dando por vezes ideia de tratarem-se de equipas com a mesma experiência de jogo.
O torneio foi vencido pela equipa da Bairrada que derrotou na final a equipa da Costa da Caparica no sistema 1x1, após um empate a 1 ensaio.
Em Carcavelos estiveram presentes no sector feminino a Universidade de Sevilha, Orense, Las meninas e Elevado a 7,todas equipas Espanholas, para além das Portuguesas Loulé, Bairrada e Costa da Caparica. O Torneio revelou-se extremamente equilibrado e competitivo com as jogadoras do RCL a demonstrarem um maior àvontade relativamente ao Torneio anterior.
Na fase de qualificação o RCL derrotou o Orense por 2 ensaios a 0, tendo sido derrotado pela Un. Sevilha e Costa da Caparica, ambos por 2-1. No jogo para o 5&amp;ordm; lugar defrontou a Bairrada num jogo muito emotivo onde foi derrotada por 1-0.
Na final a Equipa do Elevado a 7 derrotou a Las meninas no sistema 1x1, após um empate a 1 ensaio.
Nos masculinos a vitória sorriu ao Belenenses em ambos osTorneios, onde derrotou o Direito.
De realçar o magnífico ambiente vivido em ambos os torneios, onde para além de uma boa organização se sentiu um verdadeiro ambiente rugbístico.
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<DOC DOCID="HAREM-111-09068">
1º Congresso do Futebol Algarvio - Notícia
1º Congresso do Futebol Algarvio
Fortaleza, 12 e 13 de Junho de 2002
Comunicado
Numa iniciativa inédita e sem custos para a Associação de Futebol do Algarve ou para os clubes, vai realizar-se na próxima semana, em Fortaleza, no Estado do Ceará, no Brasil, com sessões de trabalho nos dias 12 e 13 de Junho, o 1º Congresso do Futebol Algarvio.
A ocasião servirá para cerca de duas centenas de agentes directa ou indirectamente ligados à modalidade - dirigentes, técnicos, autarcas, políticos, empresários, árbitros e jornalistas, entre outros - discutirem temas de particular importância para o futebol da nossa região, esperando-se resultados frutuosos dos debates previstos.
O futebol algarvio precisa de ideias, de projectos, e este Congresso pode ser o ponto de partida para uma renovação que se deseja e exige, a fim de dispormos de condições para perspectivarmos uma melhoria qualitativa.
O quadro dos temas em discussão vai desde a essência, o futebol juvenil, até a uma questão de extrema pertinência, o Euro 2004, num momento em que se levantam dúvidas sobre o financiamento do recinto em construção no Algarve, passando ainda por outras matérias de grande interesse, como a fiscalidade nos clubes, a arbitragem, o futsal e o binómio desporto/turismo, no qual o Algarve assume um papel relevante.
Esperemos que da discussão se faça luz e que este Congresso permita traçar novos caminhos para o futebol algarvio, sempre com uma ideia presente: renovar e crescer.
Comunicado | Mensagem | Programa | Prelectores | Conclusões do Congresso
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<DOC DOCID="HAREM-131-09072">
Actividade
Actividade
A nossa empresa especializou-se em facilitar o trabalho das pessoas, dos operários em particular.
Fornecemos soluções de controlo e automatização a empresas fabricantes de máquinas industriais que ajudam a produtividade de clientes finais.
Por isso, a maior parte dos projectos em curso consiste em estudar máquinas industriais com um funcionamento mecânico por vezes bastante complexo, (o que as torna de difícil controlo e manuseamento) e simplificar o seu manuseamento.
Estas máquinas muitas vezes requerem experiência por parte do operador, já que são complexas e para tirar partido das suas funcionalidades é preciso conhecê-las bem, além de que algumas têm longos ciclos de funcionamento (que chegam a ser de horas).
Através de um estudo aprofundado de cada caso, a A.I.E.P., sem alterar o funcionamento físico da máquina, (que fica a cargo dos nossos clientes) introduz sistemas de controlo e de automatização que melhoram a eficiência da máquina e a rendibilidade dos operários, que assim não precisam de conhecer a máquina em todos os seus detalhes para poderem tirar total partido dela.
Assim, em vez de um operário estar a comandar uma máquina manualmente (por vezes com grande precisão) e durante longas horas para obter um resultado satisfatório, com os sistemas por nós desenvolvidos basta programar a máquina para o resultado pretendido e seguidamente ela produz todos os comandos necessários para atingir esse resultado eficientemente.
Para fazer este interface entre a máquina e o operador são necessários autómatos ou um computador e placas dedicadas de entradas/saídas e de contagem (quando são usados posicionadores).
Todo este hardware (excepto os computadores), bem como todo o software , é fabricado pela nossa empresa, com a experiência e conhecimentos adquiridos ao longo do tempo por uma equipa que desenvolve soluções que vão de encontro às necessidades de cada cliente.
Os nossos clientes são empresas fabricantes de máquinas de corte de pedra, de corte de madeira, de calandragem de chapa, de sistemas automáticos de rega para a agricultura e mesmo alguns utilizadores finais que possuem máquinas antigas mas funcionais e que as queiram ver "rejuvenescidas" (convertemos máquinas de tricotar "fully-fashion" da indústria têxtil, sub-sector das malhas e outras).
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<DOC DOCID="HAREM-901-09078">
Site Junior, Rua - Portugal
James Cook
James Cook nasceu em Marton, na Inglaterra, em 1728.
Quando ainda era muito novo, foi trabalhar para uma ilha piscatória. Foi aí que começou a ter um grande fascínio pelo mar!
Com 17 anos, foi trabalhar como aprendiz para uma família de proprietários de navios. Como trabalhava muito e bem, com 18 anos deixaram-no embarcar pela primeira vez num navio.
A paixão que tinha pela navegação fez com que começasse a estudar matemática e navegação.
Em 1755, ofereceu-se como voluntário para a Marinha Britânica e passou a ser um marinheiro a sério!
Passado pouco tempo, Cook já era comandante do seu próprio navio!
Naquela época, muitas das regiões que já tinham sido descobertas ainda não estavam registadas em mapas (cartografadas).
Para se cartografar uma região, era preciso ir lá de navio e explorar a costa marítima ao pormenor (chama-se a isto "fazer o levantamento topográfico"), para depois se desenhar tudo nos mapas.
Por isso é que as primeiras missões de Cook a bordo do seu navio foram a exploração e o levantamento topográfico de algumas regiões.
James Cook saiu-se tão bem no seu trabalho que os mapas desenhados por ele foram usados até ao início do séc. XX!
Em 1768, James Cook partiu de Inglaterra ao comando do seu navio Endeavour rumo ao Taiti.
A sua missão era observar o eclipse provocado pela passagem do planeta Vénus e fazer alguns estudos astronómicos.
Naquela época, não havia instrumentos de astronomia como agora. Por isso, só se conseguiam estudar os outros planetas quando havia fenómenos assim!
Cook observou o eclipse e aproveitou para cartografar a costa do Taiti.
Sabias que foi no Taiti que James Cook e a sua tripulação viram pela primeira vez tatuagens nos braços dos nativos?
Pensa-se que foi por isso que nasceu a tradição de os marinheiros tatuarem os braços!
Foi a partir do Taiti que começaram as grandes aventuras de James Cook.
Queres saber como foram as Viagens de James Cook? Então, clica aqui !
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<DOC DOCID="HAREM-02J-09080">
O filme «Barfly» (traduzido no Brasil como «Condenados pelo Vício») foi inspirado na vida de Bukowski.

O escritor, identificado com a cultura beatnik, admitia somente ter sido inspirado por um outro autor da Califórnia, John Fante («Pergunte ao Pó», entre outros), que Bukowski descobriu nas suas leituras em bibliotecas públicas quando jovem.

Schumacher põe culpa em degrau
Michael Schumacher culpou um degrau existente nas zebras do circuito de Adelaide por seu acidente ontem no final da primeira sessão de treinos oficiais.

«Quando analisei a pista na quinta-feira, pedi à FIA que melhorasse as condições daquele ponto», disse o alemão.

Na sua opinião, o Estado não pode continuar em setores onde a iniciativa privada já comprovou sua eficiência.
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<DOC DOCID="HAREM-60C-09094">
Senhor Presidente, tendo em conta o esperado crescimento dos transportes de mercadorias e os pontos de congestionamento que neste momento já vão surgindo, cumpre que a navegação de cabotagem passe a preencher uma função mais importante, a fim de aliviar os transportes terrestres. Uma das condições necessárias para o efeito é integrar a navegação de cabotagem nas redes transeuropeias de transportes. Só como elo na totalidade da cadeia de transportes de porta a porta poderá a navegação de cabotagem adquirir uma forte competitividade em relação a outras modalidades de transportes. Cumpre, portanto, que a indústria aproveite as rápidas evoluções registadas no domínio da telemática para assegurar uma boa ligação com os transportes até ao navio e deste até ao destinatário.

Em segundo lugar, é necessário reduzir o tempo de imobilização dos navios nos portos. Esse objectivo é, em parte, alcançável mediante técnicas modernas de carga e descarga, domínio em que já se conseguiram grandes progressos. Todavia, é evidente que há conveniência em estudar outras possibilidades de se ganhar mais tempo.

Além disso, a navegação de cabotagem é muito prejudicada por procedimentos aduaneiros complicados, nomeadamente, controlos veterinários e, em certos portos, posições monopolistas em matéria de prestação de serviços. Este problema continua a não estar suficientemente claro no documento da Comissão, o que é curioso, porque uma das competências da Comissão é precisamente promover o bom funcionamento do mercado interno.

Finalmente, não se deve esquecer que não se pode considerar a promoção da navegação de cabotagem separadamente da totalidade da política dos transportes. Com efeito, não só existe concorrência entre os operadores de transportes de cabotagem entre si, como também entre os transportes de cabotagem e outras modalidades de transporte, nomeadamente os transportes ferroviários.

Nós estamos de acordo com o relatório Sindal. Conjugado com o documento da Comissão, ele constitui um valioso apoio e complemento das actividades do Maritime Industries Forum . A Comissão que se encarregue agora de fazer com que as boas intenções que foram postas no papel conduzam também, efectivamente, a medidas concretas.

Senhor Presidente, não há dúvida de que o rápido crescimento do volume do tráfego, que se regista com o aumento das trocas comerciais no âmbito do mercado único, exige novos métodos de concepção dos transportes. A recomendação formulada pela Comissão no seu Livro Branco sobre o Desenvolvimento Futuro da Política Comum de Transportes representa, portanto, uma consequência óbvia e natural da evolução do sector. Para tal, é indispensável passar do transporte terrestre a outras formas de transporte, como a navegação marítima e curta distância e mesmo à navegação fluvial. É forçoso recordar a relação custo/benefício, a extensão da costa europeia - 35 000 quilómetros - e os mais de 600 portos existentes situados na maioria dos casos, na proximidade dos centros industriais.

Por esta razão o transporte marítimo deve merecer prioritariamente a atenção de quem se ocupa deste trabalho, devendo, por conseguinte, criar-se determinadas infra-estruturas com vista a diminuir os custos e a eliminar as barreiras existentes. Os portos deverão, em especial, fornecer um contributo fundamental, através do controlo alfandegário de pessoas e mercadorias, inclusivamente no que se refere aos controlos veterinários. Acresce que o relançamento do transporte marítimo de curta distância poderá reanimar a actividade económica de algumas regiões criando novos postos de trabalho.

O relatório do senhor deputado Sindal, que dá continuidade e torna mais abrangentes as directivas da Comissão e do Conselho, representa uma pausa para reflexão, afirmando que a via marítima é uma possibilidade e que cabe a todos nós programar o futuro.

Senhor Presidente, o transporte marítimo facilita e alivia, de várias maneiras, o transporte terrestre, o que se aplica também em relação ao Mar Báltico, como aliás foi referido pelo deputado Sindal no seu excelente relatório.

Embora a cooperação marítima tenha na região do Mar Báltico uma longa tradição já desde o período da Hansa, e o transporte marítimo no Báltico seja geralmente reconhecido como não prejudicial para o ambiente e como modo de transporte eficaz, os transportes que aí se realizam são, contudo, ainda mais difíceis e lentos de efectuar que os transportes que atravessam o continente. O transporte no Mar Báltico obriga a uma utilização de vários meios de transporte diferentes, tendo que se efectuar, frequentemente, um transbordo da carga, devido ao sistema de lagos e ilhas. Seria, por isso, importante que o frete marítimo pudesse ser associado de uma forma mais flexível a outras cadeias de transporte. Um bom exemplo é a combinação do comboio-barco, cuja procura, aliás, tem aumentado consideravelmente.

Desenvolver a legislação, os portos e as estruturas de transporte, dos Estados Bálticos, prováveis futuros Estados-membros, requer um empenho muito grande. A UE teria, por isso, toda a vantagem em investir também no desenvolvimento das estruturas de transporte dos portos dessa região. A existência de ligações de transporte eficazes para o Norte da Europa beneficia, sem dúvida, o conjunto do comércio da UE. Aliás, a região do Mar Báltico deve obter, por parte da política de transportes da UE, um estatuto igual ao que foi já concedido à bacia do Mediterrâneo.

Finalmente, gostaria de realçar uma questão ligada ao ambiente, a qual, na minha opinião, deveria ser objecto de uma iniciativa e de acções preparativas por parte da União Europeia. Refiro-me ao facto de que nas águas navegáveis da União Europeia não deveria ser permitido o transporte, nem em embarcações pequenas nem grandes, de petróleo, se estas não tiverem um duplo casco. A catástrofe ocorrida no País de Gales demonstrou-nos que quer nos pequenos quer nos grandes petroleiros o casco duplo é absolutamente indispensável e que este deveria existir em todas as embarcações.

Senhor Presidente, caros colegas, o relatório que nos ocupa visa promover o transporte marítimo das mercadorias e remediar o desequilíbrio existente entre o transporte marítimo e o transporte terrestre. Muito bem. Diversos problemas se colocam, nesta matéria, relativamente ao ambiente, aos aspectos sociais e às normas de segurança.
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<DOC DOCID="HAREM-911-09110">
Movimento de Pais e Encarregados de Educação de Crianças com Necessidades Educativas Especiais do Concelho da Moita
Movimento de Pais e Encarregados de Educação de Crianças com Necessidades Educativas Especiais do Concelho da Moita
Por uma melhor integração das crianças com necessidades educativas especiais
Benvindo à página do Movimento de Pais e Encarregados de Educação de Crianças com Necessidades Educativas Especiais do Concelho da Moita.
Resultado da vontade de um conjunto de pais deste concelho, este movimento foi iniciado no passado dia 14 de Julho, como consequência da informação vinda a público de um conjunto de cortes muito significativos na quantidade e qualidade dos apoios educativos a crianças com NEE para o ano lectivo de 2001/2002.
Não obstante a motivação primeira de procurar salvaguardar a manutenção e melhoria dos apoios educativos, através do diálogo e colaboração com as entidades competentes, este movimento pretende igualmente constituir-se como um espaço de troca de experiências e de intervenção local, de uma forma independente, e sempre com o objectivo de contribuir para uma melhor integração destas crianças na sociedade.
Comunicado / Alerta de divulgação deste movimento
Notícias na imprensa
As razões da nossa preocupação
Por forma a melhor salvaguardar os direitos das crianças com NEE, este movimento foi integrado na APCNEES, Associação de Pais e Encarregados de Educação de Crianças com Necessidades Educativas Especiais da Península de Setúbal. Em função disso, esta página irá brevemente ser descontinuada em benefício de uma página da Associação em: http://apcnees.no.sapo.pt
A P C N E E S
A sua participação e contributos são muito importantes
contacte-nos
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<DOC DOCID="HAREM-13L-09119">
Foi em «1913 que a aventura teve início. 
Jesse Lasky, a conselho de Sam Goldfish (depois Goldowyn) dá a primeira oportunidade a DeMille para fazer um filme: «The Squaw Man». 
O palco das filmagens seria New Jersey. 
Os sicários do  faraó Edison, cujo «trust» controlava as patentes das máquinas de filmar forçaram o grande êxodo. 
Ei-lo de abalada para Flagstad, Arizona, com mais quatro cúmplices, entre eles o actor Dustin Farnum. 
Desiludido com o local, DeMille segue mais para Oeste (seguindo, como os pioneiros, as palavras de Horace Greeley: «Go west young man, and grew up with the country» ) e assenta arraiais num velho celeiro comprado numa zona quase deserta: Hollywood. 
Se outros já por lá andavam, fugidos à ira faraónica, é a partir de então que a zona começa o seu «boom», tornando-se, em poucos anos, a capital dos sonhos. 
 
Nascia a nova «Terra Prometida». 
O filme foi um êxito e DeMille até ao fim da primeira grande guerra dirigiu e supervisou mais de metade dos filmes da sua carreira. 
Desde logo se manifestou a habilidade do «regisseur» controlando mais de um filme em simultâneo. 
É paradigmático o caso de «A Marca de Fogo» (The Cheat), esse filme que marcou a crítica francesa e o cinema de vanguarda dos anos 20, que fez dele a sua bandeira e deu ao cinema a categoria de arte (a sétima). 
«A Marca de Fogo» foi filmado em 1914 em simultâneo com «The Golden Chance», o primeiro de dia e o segundo de noite. 
Estreado um ano antes de «Nascimento de Uma Nação», «A Marca de Fogo» é uma obra surpreendente por tudo o que trouxe de novo em termos de linguagem cinematográfica, nos enquadramentos e na iluminação de interiores. 
 
Mas o programa cultural abre logo às 22h00 do dia 3 de Julho, uma sexta-feira, com a actuação da Orquestra Ligeira do Conservatório de Coimbra, na Praça do Comércio, e encerra no mesmo local e à mesma hora no domingo, dia 12, com os Cool Hipnoise. 
Este mesmo espaço, no coração da cidade, acolhe ao longo da semana e sempre à mesma hora um espectáculo de música e dança sevilhana (dia 6), o grupo Negros de Luz (dia 7), Fausto (dia 8), Cesária Évora (dia 10) e Carlos do Carmo (dia 11). 
 
Muito perto, nas principais ruas da Baixa de Coimbra, a animação será constante, garante a organização. 
Aos saltimbancos, bombos e gigantones juntar-se-ão, ao longo dos vários dias de festa, a música, o malabarismo, animações de fogo, teatro e fantoches. 
 
P. -- Há algo de verdadeiramente diferente em «Where In The World», o seu último trabalho? 
 
R. -- Penso que o fundamental é que «Where In The World» é o primeiro álbum mesmo «da banda», é só isso. 
O álbum funciona mais como uma afirmação, é feito como um todo, não soa como três ou quatro discos diferentes. 
Não se construiu um mundo diferente para cada um dos seus temas, em estúdio. 
Embora haja um lado frustrante: 
quando, finalmente, conseguimos um disco realmente da banda, ficamos sem um dos músicos. 
 
Menores em bordel encerrado pela PJ 
A directoria de Faro da Polícia Judiciária encerrou na passada quarta-feira, após denúncia, e na sequência de investigações que estavam a ser feitas no Algarve sobre o aliciamento de mulheres para a prostituição, um bordel na zona de Ferreiras. 
Na operação foram detectadas, entre outras, quatro jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos, que eram forçadas, segundo a PJ, a exercer a prostituição. 
 
Lei da Greve fica hoje pronta 
O PSD decidiu deixar hoje pronta a Lei da Greve. 
Para isso, depois do debate na generalidade agendado para hoje, pedirá a avocação dos artigos do seu projecto-lei, de maneira a deixar feita a discussão na especialidade, «despachando» assim esta questão antes de férias. 
Em protesto contra esta «pressa» social-democrata, que deitará por terra o projecto do CDS, a oposição decidiu não dar acordo para que a Lei Orgânica do Ministério Público, que regressou ao Parlamento ferida de inconstitucionalidades, seja expurgada antes do prazo regimental. 
Assim, a aprovação desta lei, prevista para amanhã, obrigará à realização de uma sessão extraordinária, já marcada para a próxima quarta-feira. 
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<DOC DOCID="HAREM-51L-09123">
Finalmente,o terceiro dia será dedicado a uma reflexão mais profunda sobre essa entidade a que se chama Europa -- do ponto de vista da sua cultura e da sua história. 
Para responder à questão primordial -- o que é a Europa?-- intervêm na conferência personalidades como Alain Finkielkraut,Edgar Morin,Susan Sontag ou Marcelo Rebelo de Sousa. 
André Glucksman,Peter Schneider e Victor Cunha Rego falarão de cultura europeia,e o americano Simon Shama abordará a procura de uma história europeia. 
 
Em os mintos iniciais da segunda parte os vitorianos conseguiram de novo adormecer os seus adversários,nomeadamente graças a o trabalho laborioso de Paneira e Toniño e a excelente marcação que Marco exerceu sobre Zola. 
O português «secou» de tal forma o génio parmesão que Ancelotti acabou por substitui-lo por Melli. 
 
O Parma voltou a acordar aos 66',quando Melli rematou à barra uma bola passada por Dino Baggio. 
Porém,quando parecia que os italianos iam embalar para uma exibição arrasadora,aconteceu o golpe de teatro. 
Acabadinho de entrar a substituir Riva,o brasileiro Gilmar surgiu isolado na área italiana e deu o melhor seguimento a um centro de Quim Berto. 
Os adeptos italianos gelaram,enquanto a pequena comitiva vitoriana festejava ruidosamente na bancada central. 
 
de novo a polémica à ribalta. 
 
Um investimento de 27 milhões de contos (mais seis milhões para aquisição de uma colecção própria)suportado por as arcas bascas apesar de a existência de 47 «partenaires» comerciais,é sinónimo do interesse que o governo de Euskadi,do Partido Nacionalista Basco (PNV),atribui ao evento. 
Implantado em terrenos antes ocupados por indústrias desarticuladas por a reconversão industrial dos anos 80 e cujo «ferro velho» permanecia como legado da crise económica da outrora laboriosa cidade de Bilbau,o Museu pretende ser um símbolo da regeneração basca: de uma sociedade que quer vencer as dificuldades presentes e,em vésperas do  século XXI,dar novos argumentos -- os da esperança e da paz -- aos seus cidadãos. 
Por isso,atentos ao perder da sua influência,os etarras,através de o até agora desconhecido «comando Katu»,tentaram destruir o símbolo de um novo tempo,menos rural -- é nessas zonas e entre os deserdados das cidades que a Eta faz o seu recrutamento --,mais dinâmico e,sobretudo,aberto à influência exterior,algo que o nacionalismo admite com dificuldade. 
 
Desvalorizando,por outro lado,a posição assumida por o deputado independente José Magalhães,que considera «errada» a proposta de Manuel Carrilho -- «Se ele disse isso,o problema é de ele,foram as suas palavras --,Jorge Coelho reafirmou a sua confiança no ministro da Cultura. 
«Se ele apresentou esta solução para resolver aquelas dívidas,é porque deve ser uma boa solução»,rematou. 
 
Época de Ouro abre,com chave d' ouro,o ciclo. 
Fundado por o mestre Jacob do Bandolim em 1964,o grupo tem mantido viva,ao longo de os anos,a tradição no domínio do chorinho,valorizando-a com sabedoria. 
Compõem o grupo seis músicos de reconhecida craveira: Toni (violão),César Faria (violino),Jorge Filho (cavaquinho),Ronaldo do Bandolim (bandolim),Cristóvão Bastos (piano)e Jorginho do Pandeiro (flauta). 
Hoje e sábado,às 21h30,uma oportunidade única para confirmar,em palco,toda a alma e virtuosismo de um género musical também único. 
Com o apoio da Fundação luso-brasileira para o Desenvolvimento da Língua Portuguesa.
os que escolherem sábado podem começar mais cedo: 
às 17 horas,pode ser visto «Adamubies» (título de um poema de Guimarães Rosa),projecto de música cénica onde textos de Miguel Torga,Clarice Lispector,João Guimarães Rosa e Agustina Bessa-Luís surgirão «vestidos» com músicas reinventadas a partir de matrizes populares do Brasil,África e Portugal. 
A direcção musical é de Tilike Coelho e a encenação e cenografia de José Caldas Neto. 
A estes juntarão-se-,em palco,os cantores/músicos Marta Silva,Marcelo Lafontana e Pedro Ribeiro. 
O espectáculo repete domingo à mesma hora e no fim-de-semana seguinte,11 e 12,também às 17h. 
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<DOC DOCID="HAREM-30L-09131">
Enviado Especial, RTP 1, com os mineiros portugueses de Espanha 
Filões da morte 
No momento em que a União Europeia decidiu abandonar a exploração do carvão de pedra, existem cinco mil mineiros portugueses no Norte de Espanha, nas províncias de León e das Astúrias, condenados a assistir ao encerramento das minas onde trabalham. 
Partiram para um El Dorado, deparam-se agora com a perspectiva de uma reforma antecipada ou do desemprego forçado. 
 
A UE é o principal parceiro comercial da Rússia, representando 37 por cento do total das trocas comerciais contra 24 por cento no caso das restantes ex-repúblicas soviéticas, ou quatro por cento com os Estados Unidos. 
Com exportações para a UE de 15,5 mil milhões de ecus e importando o equivalente a 11,5 mil milhões, a Rússia mantinha em 1993 um excedente comercial, face aos europeus, de quatro mil milhões de ecus. 
 
Não é de estranhar, porque entre os comensais reunidos no dia 29 de Agosto em casa do romancista norte-americano William Styron, prémio Pulitzer, em Martha's Vineyard, uma ilha ao sul de Boston, Massachusetts, não se encontrava apenas o Presidente dos Estados Unidos, mas sobretudo esses dois grandes obcecados dos livros que são o Nobel colombiano Gabriel García Márquez e o mexicano Carlos Fuentes, último prémio Príncipe das Astúrias de Literatura. 
 
Toda a gente acreditou que essa reunião, realizada em plena crise dos «balseros» cubanos, tinha sido programada para falar da nova crise aberta entre Cuba e os Estados Unidos e, dada a personalidade dos convivas -- García Márquez tem uma relação estreita com Castro e Fuentes defende o fim do embargo norte-americano para que se inicie uma nova etapa no longo contencioso da ilha caraíba com o seu poderoso vizinho --, deu-se como ponto assente que Cuba tinha de ter sido «o» assunto. 
 
Ao conseguir o quinto tempo na «super pole», com 1m14,511s, Amorim ficou a 836 milésimos de segundo da «pole position» de Fabrizio Giovanardi, em Alfa Romeo 155, e vai partir hoje da terceira linha da grelha de partida, depositando grandes esperanças na corrida: 
O carro está bem equilibrado e estamos esperançados para a corrida». 
Amorim ainda tentou na «super pole» um melhor resultado, mas cometeu um excesso na chicane: 
Confesso que entrei depressa demais. 
O carro atravessou-se, primeiro para a direita e depois para a esquerda, o que me levou a tirar o pé do acelerador. 
O resto correu bem, mas a volta já estava comprometida.» 
 
Quanto a Pedro Matos Chaves, o piloto português esteve uns furos abaixo do habitual, não conseguindo com o seu BMW Série 3 melhor que o oitavo tempo, com 1m14,667s, o que o deixou fora da «super pole». 
O carro alemão teimou em não se adaptar ao traçado do circuito, o que deixou Chaves algo desalentado, até porque experimentava em Barcelona algumas novidades aerodinâmicas que deveriam melhorar as «performances» do seu carro. 
 
São jovens, de facto. 
Também por isso, na FPJ pensa-se já em Sydney. 
E espera-se o mesmo de sempre. 
Que para o próximo ciclo olímpico o projecto não seja para dois, mas para quatro anos. 
Como diz João Roquette: 
«Espero que o Projecto Sydney comece no dia em que eles chegarem ao aeroporto, no regresso de Atlanta.» 
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<DOC DOCID="HAREM-731-09138">
Polícia Judiciária
DETIDOS AUTORES DE FURTO EM CEMITÉRIO 2002/07/15
A Polícia Judiciária, através da Directoria de Lisboa , esclareceu, em menos de uma semana, uma série de furtos ocorridos num cemitério desta cidade e deteve dois indivíduos do sexo masculino, suspeitos de se terem apossado de várias dezenas de peças de arte tumular dos séculos XVIII e XIX.
Após a realização de diversas diligências, apurou-se que os detidos haviam furtado, no período compreendido entre Abril e Junho do corrente ano, cerca de três dezenas de peças em pedra, nomeadamente estátuas, brasões, vasos e outros objectos destinados à veneração da memória dos falecidos, tendo-as vendido de seguida a comerciantes de antiguidades no Alentejo e Lisboa.
Ao tomar conhecimento dos factos, esta polícia iniciou a investigação, no início deste mês, que culminou, agora, com a detenção dos arguidos e a recuperação da quase totalidade das peças furtadas (28), num valor total estimado, superior a 20.000 euros.
Os detidos, de 46 e 33 anos de idade, de nacionalidade portuguesa e sem antecedentes criminais, foram apresentados a interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, tendo ficado sujeitos a medida de coacção adequada.
15 de Julho de 2002
As peças recuperadas poderão ser filmadas ou fotografadas, hoje, dia 15, pelas 16H00, nas instalações sitas na Rua Gomes Freire, 174, onde eventuais esclarecimentos complementares serão prestados pelo porta-voz da Directoria de Lisboa.
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<DOC DOCID="HAREM-88H-09142">
Incêndio afecta restaurante 

Um incêndio destruiu parcialmente um restaurante ontem de madrugada na zona da Foz, na cidade do Porto, informaram os bombeiros locais. 
O fogo, que se iniciou cerca das 02h30 horas e só foi dado como extinto às 05h20, ocorreu no restaurante "Porto Fino", na rua Padrão. 
As chamas, cujas causas são ainda desconhecidas, foram combatidas por 44 bombeiros, com o apoio de quinze viaturas. 
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<DOC DOCID="HAREM-33L-09159">
Favoritos em frente na Taça do Grand Slam 
O croata Goran Ivanisevic, o norte-americano John McEnroe, o checoslovaco Petr Korda, o francês Henri Leconte e o holandês Richard Krajicek foram os primeiros a assegurar a passagem à segunda ronda da Taça do Grand Slam em ténis, competição que está a ser disputada em Munique (Alemanha) e que está dotada com seis milhões de dólares (cerca de 840 mil contos) em prémios. 
Ivanisevic, nº 4 do «ranking» mundial, encontrou algumas dificuldades para bater o francês Guy Forget (7-5 e 6-4), acabando por se impôr na batalha do serviço. 
O francês conseguiu dez ases no encontro, contra 17 do croata, que está perto de atingir a incrível marca de mil ases este ano. 
Ivanisevic vai defrontar na segunda ronda o norte-americano John McEnroe, que eliminou o sueco Niklas Kulti (6-1 e 6-4). 
McEnroe, que nas últimas semanas tem evitado os jornalistas, depois de ter admitido dificuldades no seu casamento com a actriz Tatum O'Neal, voltou a jogar o seu melhor ténis, empolgando a assistência com todo o seu repertório de pancadas espectaculares. 
Henri Leconte, que venceu o sul-africano Wayne Ferreira (3-6, 6-3 e 6-0), vai defrontar na próxima ronda o vencedor do encontro entre Pete Sampras (EUA) e Alexander Volkov (Rússia). 
Também Petr Korda não encontrou facilidades para derrotar o australiano Wally Mansur (2-6, 7-5 e 6-4), esperando agora pelo norte-americano Michael Chang, que bateu o seu compatriota André Agassi (6-4 e 6-2). 
Por fim, o jovem holandês Richard Krajicek teve o encontro mais fácil desta primeira ronda, batendo o espanhol Emílio Sanchez (especialista em pisos mais lentos) por 6-3 e 6-2. 
Na próxima jornada, Krajicek defrontará o vencedor do encontro entre Stefan Edberg (Suécia) e Michael Stich (Alemanha). 
 
«Mundiais» de atletismo confirmados para Estugarda 
Eles representam mais um aborrecimento do que uma ameaça para o Governo, comentou Sergio Ramirez, o sandinista que preside ao Parlamento. 
«O perigo é a internacionalização do conflito, por causa da instabilidade que os grupos armados causam nas zonas onde operam». 
 
Tony Bryant, líder dos «Comandos L», uma organização hostil ao regime de Fidel Castro e sediada em Miami, admitiu ao «Washington Post» que está a ajudar os «Recontras» na luta contra Violeta Chamorro e os sandinistas. 
 
Identificado corpo de Alain Fournier 
O corpo do escritor francês Alain Fournier, autor de «O Grande Meaulnes», morto no começo da I Guerra Mundial, foi formalmente identificado, anunciou ontem a Direcção Regional de Assuntos Culturais Franceses, na cidade de Metz. 
Os despojos do escritor francês era um dos 19 cadáveres descobertos em Novembro, na região de Verdun, local da batalha contra o exército alemão onde se sabia que Alain Fournier tinha sucumbido. 
O autor de «O Grande Meaulnes» (edição portuguesa na Relógio d'Água) pertencia ao 288º Regimento de Infantaria que aí combateu. 
O seu corpo foi identificado por antrometria, sem qualquer margem para dúvidas, pela equipa chefiada pelo antropólogo Fredéric Adam, que comprovou a estatura do esqueleto, a sua idade à data da morte e a compleição física, por comparação com documentos da época. 
Contra a lenda que falava da morte por tortura do escritor, às mãos de soldados alemães, os exames efectuados por Adam demonstram que «a morte de Henri Alban Fournier, dito Alain Fournier, se deveu a impactos de balas». 
Foi em 22 de Setembro de 1914. 

 
R. -- Não, de todo. 
O que acontece é que, na altura em que foram feitas as estimativas das receitas no orçamento, era já sabido que o cenário internacional adiantado pelo Fundo Monetário Internacional poderia ser optimista. 
Isso implicou uma maior incerteza e estimativas acrescidamente prudentes. 
A confirmação de que as perspectivas de crescimento não são, afinal, tão favoráveis só veio validar essa abordagem. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-80K-09188">

Época . De onde vem tanta certeza de vitória? 
Lula . Primeiro, porque pertenço ao partido mais estruturado do país. Segundo, porque juntamos o que existe de mais brilhante na área intelectual, sindical, empresarial. Aprendi muito de 1998 para cá, amadureci muito. Eu não sou resultado da minha inteligência. Sou resultado do crescimento político do povo brasileiro. É por isso que como presidente vou coordenar um novo contrato social.

Época . O que é isso? 
Lula . Já no primeiro semestre de 2003 vamos levar para a mesma mesa os empresários, os sindicatos, os partidos e vamos produzir acordos em que cada um terá responsabilidade sobre as metas do país. Vamos discutir uma reforma na legislação trabalhista, reforma agrária, política de crescimento...

Época . Os projetos de pacto social no governo Sarney foram frustrantes. Por que será diferente? 
Lula . Levamos muito tempo para eleger um presidente que tem compromissos de sangue com a classe trabalhadora e o movimento social sabe que vai ter de me ajudar a governar este país. Os empresários também. O discurso do presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, e dos candidatos de esquerda tem 99% de concordância.

Época . O senhor também foi à Fiesp e à Bovespa. Acha que ganhou votos? 
Lula . Não espero convencê-los a votar em mim, mas sei que muitos vão fazer isso. Digo aos empresários que o problema do Brasil não é econômico, é eminentemente político. Então é do acordo político, desse novo contrato social, que vamos extrair a solução. Vou ser o presidente da negociação, do acordo, porque a capacidade política é diferente da formação profissional. Veja só, o presidente que pensou o Brasil industrial não foi um empresário, mas um estancieiro de São Borja chamado Getúlio Vargas, e o que mais fez obras não era engenheiro, mas o médico JK.

Época . Por que o PT desistiu de participar do plebiscito sobre a Alca, organizado pela CNBB? 
Lula . O PT continua achando que, da forma como está sendo proposta, a Alca significa uma espécie de anexação das economias latino-americanas à economia dos Estados Unidos. Isso pode ser mudado com novas negociações. Quanto ao plebiscito, o movimento social decidiu que os partidos políticos não deveriam participar.

Época . O senhor declarou ao TSE ter R$ 85 mil em aplicações. Em qual investimento? 
Lula . Esse é o dinheiro que recebi da minha aposentadoria como preso
político (em 1980, como líder das greves no ABC). Do jeito que veio,
depositei.

Época . Mas está aplicado em renda fixa, poupança? 
Lula . Na verdade não sei. É numa dessas aplicações. Como não tinha esse dinheiro antes, não quis mexer.

Época . E no que o senhor gostaria de investir? 
Lula . (Em tom de brincadeira.) Se tivesse oportunidade de investir, compraria ações da Coteminas (empresa de José Alencar).

Época . Tudo indica que o próximo presidente vai pegar uma batata
quentíssima. Nunca passou pela cabeça do senhor o medo de virar um De la Rúa, que ganhou a eleição na Argentina, mas herdou uma crise tão grande que foi escorraçado do governo? 
Lula . O Brasil não tem nenhum risco de virar uma Argentina. O principal problema de De la Rúa não foi ter pegado o país numa situação ruim. Mas não ter tido a coragem de fazer o que precisava ser feito. De la Rúa cedeu tanto que levou como salvador da pátria seu pior inimigo (o ex-ministro Domingo Cavallo). O político tem de ter coragem de ousar. O grande papel de um presidente é saber tomar as decisões na hora certa com coragem. De preferência, da forma mais democrática possível, envolvendo a sociedade. Adoro batata quente. Toda vez que tenho oportunidade, asso batata e faço meu mingau com leite para lembrar os tempos de Garanhuns.

Época . O senhor quer transformar a batata quente em mingau. 
Lula . Para as pessoas que vivem sentadas na frente da televisão ou lendo apenas os jornais é natural o pessimismo. Mas, se elas saíssem para a vida real, iriam perceber coisas extraordinárias neste país. Por que os pequenos produtores não podem criar cooperativas de crédito para se auto-emprestarem dinheiro a 2,5% de juros em vez de pagar 50% por mês de capital de giro? Porque a equipe econômica é quase toda oriunda de banco de investimentos, de gente que aprendeu a vida inteira a viver de especulação. No Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) não há nenhum empresário. São apenas agentes financeiros. O país virou um cassino.
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<DOC DOCID="HAREM-112-09190">
 Lenda chinesa é cultivada pelos japoneses na Festa Tanabata Yakisoba: a atração da festa Pedidos são pendurados na árvore: sinal de fé O Festival Tanabata é uma manifestação folclórica japonesa presente em Ribeirão Preto há cinco anos.
Acontece sempre nos dias 18, 19 e 20 de setembro no complexo cultural Alto do São Bento, no bairro Jardim Mosteiro.
Dentre as mais diversas barracas de comida típica japonesa, destacam-se ainda exposições de ikebana, karaokê, apresentação de bailado folclórico
japonês, artes marciais, taikô (tambor japonês), artesanato com produtos japoneses e a cerimônia da primavera "Semente da Esperança", um dos pontos auges da festa.
A origem do Tanabata data de 1.300 anos e baseia-se numa lenda chinesa nascida há 4 mil anos.
Segundo Hiolanda Hayashida, filha de japoneses, residente na cidade, a lenda conta a estória de um casal, Orihime e seu amado Kengyu, como são conhecidos no Japão, que, de tão apaixonados, esqueciam-se de suas obrigações.
Por se entregarem apenas à essa paixão, foram castigados e transformados em duas estrelas: Vega e Altair.
As estrelas foram separadas pela Via Láctea, só conseguindo se encontrar no céu um dia por ano.
Somente neste dia, o casal pode viver novamente seus momentos de amor e fazer vários pedidos acreditando que eles vão se concretizar.
O Festival Tanabata celebra o encontro das duas estrelas.
Durante os dias de festividades as pessoas penduram papeletas (tankazu) em ramos de bambus (sassadake), com os pedidos mais íntimos.
Esses pedidos devem ser feitos com a mesma confiança que Orihime e Kengyu têm, de que viverão novamente todos os dias juntos, como se fosse uma eternidade.
Durante o festival Tanabata, neste ano de 98, aSecretaria Municipal da Cultura de Ribeirão touxe um Concerto de Canto e Piano com a cantora lírica Yuka Yamamoto e a pianista Léa Pitelli de Souza Lima, no Teatro Municipal.
O ponto alto desse recital será o encontro da música oriental e da música do ocidente nos diversos estilos e formas musicais.
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<DOC DOCID="HAREM-421-09194">
ADER-AL, Associação para o Desenvolvimento em Espaço Rural do Norte Alentejano
Estão representados na ADER-AL os diversos actores do desenvolvimento local.
Integram a Direcção a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre e a Associação Comercial de Portalegre, sendo também parceiros a Adega Cooperativa de Portalegre, APAFNA - Agrupamento de Produtores Agrícolas e Florestais do Norte Alentejano. AS, ARANA - Associação de Artesãos do Norte Alentejano, Associação das Zonas de Caça Turística do Norte Alentejano, Associação de Profissionais de Educação do Norte Alentejo, Associação de Regantes e Beneficiários do Caia, Associação dos Criadores de Bovinos da Raça Alentejana, Associação Sete Montes do São Julião, Câmara Municipal de Crato, Câmara Municipal de Elvas, Câmara Municipal de Marvão, CHP - Centro Hípico de Portalegre, Instituto Politécnico de Portalegre, Natur-Al-Carnes - Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejo AS, Parque Natural da Serra de São Mamede e Região de Turismo de São Mamede.
A ADER-AL faz também parte de diversas organizações, a saber:
Membro da Direcção da Federação "Minha Terra";
Vice-Presidente da mesa da Assembleia Geral da "Ideia Alentejo"
Membro do PTE-NA - Pacto Territorial para o Emprego do Norte Alentejo
Membro do Conselho Consultivo da Monte - ACE
Na coordenação do Programa Aldeia: A pedido da Comissão de Coordenação da Região Alentejo, a ADER-AL foi a entidade coordenadora de estudo efectuado tendo com vista o posterior lançamento do Programa Aldeia. Este Programa tinha como objectivos a revitalização de um grupo pré-determinado de pequenos aglomerados populacionais.
Foi também um dos elementos da Comissão Executiva da I Mostra do Mundo Rural, em representação das ADL's do Alentejo.
A ADER-AL colaborou ainda na elaboração de estudo sobre Produtos Biológicos, promovido pela ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-229-09200">
	- A empresa é arriscada, não posso negar-te; mas ânimo. Isaura; é nossa única tábua de salvação; agarremo-nos a ela com fé, e  encomendemo-nos à divina providência. Os escravos estão na roça; o  feitor levou para o cafezal tuas companheiras, teu senhor saiu a  cavalo com o André; não há talvez em toda a casa senão alguma negra lá pelos cantos da cozinha. Aproveitemos a ocasião, que parece mesmo nos vir das mãos de Deus, no momento em que aqui estou chegando. Eu já preveni tudo.  Lá no fundo do quintal à beira do rio está amarrada uma canoa; é quanto nos basta. Tu sairás primeiro e irás lá ter por dentro do quintal; eu sairei por fora  alguns instantes depois e lá nos encontraremos. Em menos de uma hora estaremos em Campos, onde nos espera um navio, de que é capitão um amigo meu, e que tem de seguir viagem para o Norte nesta madrugada. Quando romper o dia, estaremos longe do algoz que te persegue. Vamo-nos, Isaura; talvez por esse mundo encontremos alguma alma piedosa, que melhor do que eu te possa proteger.
	- Vamo-nos, meu pai; que posso eu recear?... posso acaso ser mais desgraçada do que já sou?...
	Isaura, cosendo-se com a sombra do muro, que rodeava o pátio, abriu o portão, que dava para o quintal, e desapareceu. Momentos depois  Miguel rodeando por fora os edifícios costeava o quintal, e achava-se com ela à margem do rio.
	A canoa vogando sutilmente bem junto à barranca, impelida pelo braço vigoroso de Miguel, em poucos minutos perdeu de vista a fazenda.

Já são passados mais de dois meses depois da fuga de Isaura, e agora, leitores, enquanto Leôncio emprega diligências extraordinárias e meios extremos, e desatando os cordões da bolsa, põe em atividade a polícia e uma multidão de agentes particulares para empolgar de novo a presa, que tão sorrateiramente lhe escapara, façamo-nos de vela para as províncias do Norte, onde talvez primeiro que ele deparemos com a nossa fugitiva heroína. 

Estamos no Recife. É noite e a formosa Veneza da América do Sul, coroada de um diadema de luzes, parece surgir dos braços do oceano, que a estreita em carinhoso amplexo e a beija com amor. É uma noite festiva: em uma das principais ruas nota-se um edifício esplendidamente iluminado, para onde concorre grande número de cavalheiros e damas das mais distintas e opulentas classes. É um lindo prédio onde uma sociedade escolhida costuma dar brilhantes e concorridos saraus. Alguns estudantes dos mais ricos e elegantes, também costumam descer da velha Olinda em noites determinadas, para ali virem se espanejar entre os esplendores e harmonias, entre as sedas e perfumes do salão do baile; e aos meigos olhares e angélicos sorrisos das belas e espirituosas pernambucanas, esquecerem por algumas horas os duros bancos da Academia e os carunchosos praxistas. 

Suponhamos que também somos adeptos daquele templo de Terpsícore, entremos por ele a dentro, e observemos o que por aí vai de curioso e interessante. Logo na primeira sala encontramos um grupo de elegantes mancebos, que conversam com alguma animação. Escutemo-los. 

- É mais uma estrela que vem brilhar nos salões do Recife, - dizia Álvaro, - e dar lustre a nossos saraus. Não há ainda três meses, que chegou a esta cidade, e haverá pouco mais de um, que a conheço. 

Mas creia-me, Dr. Geraldo, é ela a criatura mais nobre e encantadora que tenho conhecido. Não é uma mulher; é uma fada, é um anjo, é uma deusa!... 

- Cáspite! - exclamou o Dr. Geraldo; fada! anjo! deusa!... São portanto três entidades distintas, mas por fim de contas verás que não passa de uma mulher verdadeira. Mas dize-me cá, meu Álvaro; esse anjo, fada, deusa, mulher ou o que quer que seja, não te disse de onde veio, de que família é, se tem fortuna, etc., etc., etc.? 

- Pouco me importo com essas coisas, e poderia responder-te que veio do céu, que é da família dos anjos, e que tem uma fortuna superior a todas as riquezas do mundo: uma alma pura, nobre e inteligente, e uma beleza incomparável. Mas sempre te direi que o que sei de positivo a respeito dela é que veio do Rio Grande do Sul em companhia de seu pai, de quem é ela a única família; que seus meios são bastantemente escassos, mas que em compensação ela é linda como os anjos, e tem o nome de Elvira, 

- Elvira! - observou o terceiro cavalheiro - bonito nome na verdade!... mas não poderás dizer-nos, Álvaro, onde mora a tua fada?... 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-52C-09203">
Concluirei com esta observação e agradeço a todos aqueles de entre vós que contribuíram para fazer desta discussão sobre o complemento financeiro ao Quarto Programa-Quadro um debate de tão grande qualidade.


Está encerrado o debate.

A votação terá lugar amanhã, às 12H00.

Rendimento energético de electrodomésticos
Segue-se na ordem do dia a recomendação para segunda leitura (A4-0194/96) da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, referente à posição comum adoptada pelo Conselho (C4-0203/96-94/0272(COD)) sobre a proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa aos requisitos de rendimento energético dos frigoríficos e congeladores electrodomésticos e respectivas combinações (relator: deputado Macartney).

Senhor Presidente, os deputados sabem que os aspectos gerais deste relatório já foram debatidos em primeira leitura. Todavia, lembro aos senhores deputados que o relatório visava contribuir para solucionar o problema do aquecimento global, tentar tomar algumas medidas para satisfazer os compromissos assumidos pelos países europeus na Cimeira do Rio e, ao mesmo tempo, ajudar os consumidores a economizar nas contas de electricidade.

Na realidade, as propostas da Comissão conseguiram isso ao analisarem a questão da melhoria do rendimento energético dos frigoríficos. A Comissão Europeia e a Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia basearam-se em primeira linha nos estudos de fundo que indicaram ser perfeitamente viável alcançar melhorias significativas no rendimento energético na União Europeia, paralelamente ao conseguido pelos Estados Unidos e Japão. Assim, quando debatemos o relatório em primeira leitura, fizeram-se algumas declarações importantes e conseguiram-se alguns progressos significativos.

Depois de o Conselho ter resumido a nossa posição comum, chegamos agora à fase da segunda leitura.

Lembro aos senhores deputados que a primeira série de normas proposta pela Comissão visava uma melhoria de 10 % do rendimento energético, embora estejamos convencidos que são necessários 20 %. A comissão também foi de opinião que seria adequado haver um calendário mais rigoroso para a execução da directiva, dois anos após a sua adopção, e que uma segunda série de normas diferente da primeira deveria ser aplicada cinco anos após a adopção da directiva. Na primeira leitura sugeriu-se um sistema flexível de execução baseado na informação aos consumidores, o que constituiu uma abordagem inovadora.

Algumas destas propostas foram aprovadas pelo Conselho, outras não. Em primeiro lugar, o Conselho concordou com um objectivo de uma melhoria de 15 % do rendimento energético, aliás semelhante à proposta alterada da Comissão. O Conselho decidiu que o prazo para a aplicação da primeira série de normas seria de três anos após a adopção da directiva, ao passo que a Comissão e o Parlamento haviam proposto dois anos. O texto do Conselho faz referência a uma eventual segunda série de normas, mas é muito vago e quase evasivo. Se não houver referência a um valor específico, então não vale a pena falar de melhorias ou, nesse caso, tal como refere uma das alterações que não aprovo, de «melhorias significativas». Isso desvaloriza o documento. Estamos, assim, perante uma situação crítica quanto à fixação de objectivos firmes.

Mas, ao mesmo tempo, a comissão efectuou dois compromissos sensatos. No primeiro compromisso, a comissão diz aos fabricantes que pedem um acordo voluntário ou a possibilidade de um tal acordo: »Muito bem!». Os senhores dispõem de algum tempo para apresentar um acordo voluntário logo após a introdução da primeira série de normas. Vamos passar uma esponja e esquecer o facto de nada ter acontecido durante quatro ou cinco anos quando já antes pretendiam um acordo. Mas, por agora, confiamos nos senhores. Se tal acordo não for concluído, a Comissão avançará com uma proposta de legislação rigorosa, o qual terá o nosso apoio.

O outro compromisso diz respeito a esta categoria controversa e, deva-se dizer, bizarra, dos aparelhos das classes subtropical e tropical. O parecer técnico afirmava que esta categoria não fazia sentido nenhum. Não obstante, o perito consultado pela Comissão e pela comissão do Parlamento concluiu que havia justificação para abrir uma pequena excepção nesta categoria relativamente às frigideiras de quatro estrelas, e mais pormenorizadamente ainda, dotadas de um compressor monocilíndrico e dois compartimentos. Assim, há uma pequena excepção que nos permite aceitar o compromisso do Conselho.

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-612-09209">

Publications : FAST : Indicadores
 A PRIVATIZAÇÃO DAS FERROVIAS BRASILEIRAS Janeiro / 99 Com a finalização do processo de desestatização das ferrovias pertencentes à RFFSA.
, desenvolvido por um consórcio liderado pela Ernst &amp; Young, e que gerou cerca de R$ 1,8 bilhão para o poder público, espera-se que o setor de transporte ferroviário apresente um forte crescimento nos próximos anos.
As novas concessionárias projetam um investimento de aproximadamente US$ 19 bilhões para o período, com a finalidade de transformar o transporte de cargas no Brasil e promover a redução dos custos das mercadorias comercializadas.
SIDERURGIA - A 2ª ETAPA DA RESTRUTURAÇÃO Janeiro / 99 No segmento de Siderurgia, onde as privatizações já foram concluídas, podemos perceber
investimentos substanciais de forma a reduzir custos com melhoria de processos, comercialização de um mix mais nobre e expansão da capacidade de produção , como percebemos no gráfico.
As empresas brasileiras buscam uma diminuição de custos através dos modernização das máquinas, além da realização de parcerias e fusões, de forma a ganhar maior escala.
A Ernst &amp; Young tem, através de sua pesquisa de M&amp;A, confirmado o aumento da procura de parcerias estratégicas e operações de compra e venda
no setor, que totalizaram 12 operações até novembro de 1998, 15% acima do mesmo período de 1997.
Custos das Principais Siderúrgicas (US$ MM) PORTOS INFLUEM NA QUEDA DO CUSTO BRASIL Janeiro / 99 A privatização dos portos e o anúncio de grandes investimentos no setor, tanto por parte do governo como da iniciativa privada, ajudaram na redução do Custo Brasil.
Com a privatização dos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS) e o decorrente aumento da concorrência entre os portos das regiões Sudeste e Sul, pode-se verificar queda nos custos portuários, conforme gráfico ao lado.
Tal fato, aliado aos investimentos anunciados pelo governo para 1999 nos portos de Sepetiba, Suape e Pecem, que prometem aquecer as economias dos estados do Norte e Nordeste e aos projetos da iniciativa privada na Região Sul trazem perspectivas de aumento na movimentação portuária
do país, o que trará redução significativa aos custos de importação e exportação, diminuindo o Custo Brasil.
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<DOC DOCID="HAREM-081-09224">
RCM - Rádio do Concelho de Mafra 
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A Primavera da Guerra 
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Guerra no Iraque 
A guerra no Iraque está a mobilizar e a apaixonar a opinião pública mundial. A RCM gostaria de ouvir o Concelho de Mafra sobre um assunto 
de vital importância para toda a comunidade internacional; consulte a página de Opinião e diga-nos o que pensa sobre este conflito. 
Formação Profissional é a melhor opção 
Os alunos com o 12º ano que não querem seguir o Ensino Superior devem apostar na formação profissional antes de começarem a trabalhar. A mensagem foi deixada pela orientadora do workshop de Técnicas de Procura de Emprego, terça-feira, em Mafra. 
9-4-2003 18:36 0 Comentários 
? Paz sim, Guerra não!? 
Os alunos da Escola Secundária José Saramago juntaram-se contra a Guerra e a violência. No 21º dia de confrontos no Iraque, alunos e professores percorreram algumas ruas da vila de Mafra, distribuíram folhetos e soltaram pombas brancas a favor da Paz. 
9-4-2003 18:34 0 Comentários 
Crescimento do concelho faz disparar desemprego 
O director do Centro de Emprego de Torres Vedras justifica o aumento do desemprego no concelho de Mafra com a procura crescente de que este concelho é alvo por parte de pessoas da Grande Lisboa que vêm residir para Mafra e continuam a trabalhar na capital. 
9-4-2003 18:28 0 Comentários 
Jornadas da Juventude animam mês de Abril 
Teatro, cinema, desporto, pintura, música e workshops de orientação profissional dominam o programa comemorativo do Mês da Juventude, numa iniciativa da Câmara Municipal de Mafra. 
28-3-2003 11:31 0 Comentários 
Cavalos dão espectáculo na Semana Equestre 
De entre as iniciativas deste fim-de-semana, há uma que merece destaque: o espectáculo de bem cavalgar a toda a sela. A Semana Equestre Militar está de volta ao Centro Militar de Mafra com a presença de mais de duzentos cavaleiros. 
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<DOC DOCID="HAREM-995-09245">
E como surgiu a ideia de construir uma universidade cá em Braga? 

Isso foi ideia do Veiga Simão. O Veiga Simão ao fazer a reforma das universidades, Coimbra, Porto e Lisboa, entendeu que Braga já tinha uma Faculdade de Filosofia e que era uma cidade universitária, e era das partes mais povoadas de Portugal, como sabe ainda hoje é o sítio mais jovem da Europa, já está a perdé-lo, mas ainda é. Pôs a universidade aqui, em Évora e na Covilhã e em Vila Real os institutos universitários, que depois passaram a universidade, mas eram institutos universitários. As universidades eram Porto, Lisboa e Minho. Felizmente, o primeiro reitor foi um homem execpcional. Isto deve-se ao Lloyd Braga, quando ele na primeira reunião que tivemos disse: "Vamos fazer uma universidade completa. Não temos obrigação de seguir as outras." A ideia dele, "Campus" trouxe da Inglaterra, por a universidade toda num campus e não como está na Covilhã, em cada parte da cidade está uma coisa, a universidade não está reunida. E até queria um só e não queria em Braga. Nós a princípio, também se pensou em Barcelos, mas a que ganhou entre Braga e Guimarães foi as Taipas porque era um monte por nossa conta, podia-se fazer ali toda a universidade. A gente ia para lá trabalhar durante o dia e à noite ia cada um para sua casa. Acontece que os de Guimarães julgavam, e hoje estão arrependidos, não queriam, queriam uma coisa em Guimarães, e Viana prescindiu também podia ser em Viana segundo a lei a Engenharia Naval. Os de Guimarães disseram: "Ponham lá o que quiserem, mas que isso vá para Guimarães." E como o governo nos obrigou a ter em Braga e Guimarães, o oficiais venderam-nos a Quinta da Armada, onde está a universidade hoje por 3.500 contos. Eles disseram: "Desde de que nos façam uma casa para os oficiais no Porto é o preço, são 3.500 contos.". Depois arrependeram-se e queríamos comprar a parte "condutiz" e já nos queriam 50 mil contos. "Não, não! Isso mais tarde é barato, que isto foi baratíssimo.". Em Guimarães a parte onde está a universidade, já fui eu que comprei esses terrenos. Nós não queríamos ficar metidos ali na cidade, hoje já estamos asfixiados, já se previa, mas o governo obrigou-nos. O Freitas do Amaral e outros obrigaram-nos a ir para lá. Então ficamos em Guimarães e aqui. Em Guimarães a princípio tínhamos lá o Palácio da Vila Flôr, onde estivemos provisoriamente, e depois fomos comprando o terreno onde está hoje a universidade. Isso já foi no meu tempo. E depois o grande desenvolvimento foi com o professor Machado dos Santos, o João de Deus esteve pouco tempo, foi para ministro da Educação, e o Machado dos Santos foi nomeado reitor. Esteve 10 anos porque eu fiz os estatutos e contava depois esteve duas vezes e portanto foi o reitor que deu grande desenvolvimento porque as universidades eram subsidíadas em função do número de estudantes, por isso convinha ter mais, ao início tínhamos até de mais, mas foi bom porque nos foi dando dinheiro para construir a universidade. Guimarães agora com a auto-estrada fica a 15 minutos  de distância. 

Quem fazia parte da comissão instaladora? 

O professor Lloyd Braga, o prof. Romero, era eu, o Pinto Machado que quis fundar a faculdade de Medicina e que agora está à frente. Mudou para cá, mas depois teve que mudar para o Porto para a faculdade de Medicina, mas agora está a trabalhar cá. E havia depois o director das obras públicas, que não interessa, também pertenceu mas mudou com o tempo. O secretário que foi o doutor Cabral que ainda aí está, depois mudou para este administrador que aí está. O Freitas do Amaral foi alguns meses, depois meteu-se na política e deixou, mas foi dos primeiros. O Pinto Machado tinha a faculdade de Medicina, o professor Romero tinha a de Engenharia, eu tinha a parte de Humanidades, Ciências Sociais e Economia. Eu tinha as letras só, a princípio, porque quando o Freitas do Amaral se foi embora fiquei eu, porque eu era o único de humanidades. Éramos estes, depois veio o Santos Simões, que é o que está à frente da universidade em Guimarães e que foi substituir o Freitas do Amaral. Guimarães tinha muito poder junto do governo naquele tempo. Mas foi uma sorte, ainda hoje somos muito amigos com o Santos Simões, ainda estamos em relação com ele e agora vai-se fundar uma unidade cultural em Guimarães, em Monção e em Guimarães. 
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<DOC DOCID="HAREM-54K-09256">

P - Recordo-me de me ter dito que não estava interessado sequer que lhe escrevessem a sua biografia; de me ter contado que estava em conversa com José Maria Pedroto e que ele lhe disse que só você é que estaria em condições de escrever a verdade sobre a vida dele... 

R - Sim, aliás menciono isso no início do livro. Foi uma das razões que me levou a ser eu mesmo a escrevê-lo. A poucos meses de nos deixar, ele foi pressionado por alguns dos seus amigos para permitir que escrevessem um livro sobre a sua vida e ele disse-me que não queria muito. Achava que a única pessoa que podia escrever a vida dele era eu, mas que, se fosse escrever a verdade, as pessoas não iriam acreditar em muita coisa. Eu, então, pensando também nisso, achei que se fosse eu a escrever, pelo menos poderia garantir uma coisa: a exactidão e a veracidade de tudo o que está lá está escrito. 

P - Escreveu tudo de memória ou utilizou notas? 

R - Escrevi tudo praticamente de memória, utilizando um auxiliar de memória curioso: um ficheiro com as lembranças que me vão dando ao longo dos anos da minha vida desportiva. Se escolher determinado ano, está lá tudo catalogado, portanto sei rigorosamente o que aconteceu. Isso auxilia-me a lembrar onde é que eu estava e o que conseguimos nesses anos todos. De resto, não tenho mais nenhum arquivo pessoal - nem em vídeo, nem em papel. A única cassete que tenho de uma entrevista foi uma que dei ao [jornalista da RTP] Manuel Fernandes, que guardei por ser amigo dele e por ele ter falecido. 

P - Além do mais é conhecido por ter uma memória de elefante... 

R - Sim, acho que tenho. E as histórias são como as cerejas: começa-se e depois não se acaba. Também não era para contar tudo, tudo, mas acho que contei muitos episódios e as coisas essenciais. O dr. Paradela de Abreu dizia-me que as pessoas lhe perguntavam como é que eu entrei no futebol, como é que eu fui director, chefe de secção, presidente, ou sejam, tinham curiosidade sobre a evolução da minha carreira. É isso que eu conto. 

P - Conta histórias proibidas, daquelas mais picantes, ou é apenas uma descrição da carreira desportiva? 

R - É fundamentalmente uma descrição da minha carreira. Agora histórias picantes [pausa]... também não tenho muitas. Não gosto de picante... Mas, se calhar, se este tiver sucesso, até me está a dar um bom título para o futuro livro: as histórias picantes [risos]. 

P - E escreveu sempre à noite? 

R - Normalmente à noite. Durante o dia cheguei a fazer várias tentativas, mas era impossível, estava sempre a ser interrompido. 

P - Onde? Em casa? 

R - Sim, em casa, à noite. 
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<DOC DOCID="HAREM-802-09268">
Placo do Brasil
 Arquitetos, engenheiros e distribuidores destacam as vantagens do início das operações da fábrica da Placo - a primeira de placas de gesso acartonado do Sudeste.
A localização deve agilizar o atendimento e trazer vantagens para o setor, segundo alguns profissionais da construção.
Atualmente, a região Sudeste é a maior consumidora de placas de gesso acartonado do Brasil.
"São Paulo é o maior pólo de construção do país.
Assim, uma fábrica aqui servirá melhor o mercado", prevê Roberto Candusso, da Roberto Candusso Arquitetos Associados.
Vantagem para o setor e para a Placo também.
"A indústria estará perto de grandes distribuidores e fornecedores de mão-de-obra e equipamentos", afirma Renato Ramalho, da instaladora Adamus, de Curitiba/PR. Os clientes conhecem a eficiência da Placo na entrega de seus produtos, mas acreditam que com uma fábrica no Brasil a empresa ganhará agilidade.
"Seremos atendidos em um prazo mais curto, sem depender muito de portos, por exemplo", conta Walter Rossi Júnior, da distribuidora Drycon.
Para Rossi, a tendência é o preço da placa baratear devido à concorrência.
"Além de abastecer o mercado, a Placo será mais competitiva", pressupõe.
"Além de estar perto da capital paulista (à 75 km, em Mogi das Cruzes), vanguarda em termos de técnicas construtivas, a indústria vai gerar empregos", analisa Gianfranco Vannucchi, da Konigsberger Vannucchi Arquitetos Associados.
De acordo com Fábio Miceli Teixeira, da instaladora DryTech, "uma indústria no Estado de São Paulo é importante porque estará próxima dos maiores centros de consumo de placas de gesso, que são a capital paulista, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF e Curitiba/PR".
Outra vantagem é poder atender o Mercosul, "já que há infra-estrutura para o escoamento de mercadorias através dos portos de Vitória/ES, Santos/SP, rodovias e ferrovias", lembra o engenheiro.
"É ótimo ter uma fábrica perto da gente.
A Placo sempre nos deu uma ótima assessoria no Paraná através de seu representante no Sul do país", conta o engenheiro Eduardo Valenzi, da instaladora Wall System.
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<DOC DOCID="HAREM-512-09271">
Candidatos presidenciais mexicanos fazem campanha nos EUA SAN DIEGO (CNN-AP) -- Eles estão longe da pátria e das urnas onde serão decididas 
 as próximas eleições presidenciais, mas os emigrantes mexicanos que trabalham nos Estados Unidos são incluídos de todas as formas nas campanhas dos principais candidatos do seu país. 
 Neste fim de semana, Vicente Fox, candidato oposicionista que deseja tirar do poder o Partido Revolucionário Institucional nas eleições de 2 de julho, estará fazendo campanha ao norte da fronteira. 
 No domingo à noite, o candidato de esquerda Cuauhtémoc Cárdenas, ex-prefeito da cidade do México e terceiro nas pesquisas, deve se apresentar en Los Angeles. 
 Fox anunciou que estaria no sábado em Chicago e mais tarde viajaria para a Califórnia, com escalas em Bakersfield, Fresno e Sacramento. 
 Cárdenas planejava manter dois dias de reuniões com cidadãos mexicanos, grupos de apoio e jornalistas. 
 Mas o quê pode levar um aspirante à presidência do México a fazer campanha num país estrangeiro, onde seus compatriotas não têm direito a voto nas eleições nacionais? 
 O objetivo é buscar influência indireta, dizem alguns observadores. 
 "Fox é muito inteligente", disse Ezequiel Banda Cifuentes, dirigente de um grupo favorável a Fox baseado em Chicago. 
 "Ele vê o que outras pessoas não percebem: que nós somos mexicanos que vamos ao México, escrevemos cartas, ligamos por telefone quase diariamente para nossas mães, nossos pais e nossas irmãs". 
 Os candidatos acreditam que se beneficiarão da grande influência que têm os emigrantes. 
 Em conjunto, eles enviam à sua terra uns sete bilhões de dólares por ano, constituindo a terceira fonte de recursos externos do México, depois do petróleo e do turismo. 
 "Somos um suporte da economia mexicana", disse Luis Magaña, coordenador de um grupo de assistência em Stockton, Califórnia. 
 "Sem nós, o sistema viria abaixo". 
 Nos Estados Unidos moram 7,2 milhões de imigrantes mexicanos, que representariam mais de 10 por cento do eleitorado mexicano se lhes fosse permitido votar no exterior, segundo o Instituto Federal Eleitoral do México. 
 Mas uma tentativa de conceder-lhes o voto no ano passado foi barrada no Senado mexicano pelos membros do Partido Revolucionário Institucional, que governa o país há 71 anos seguidos.
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<DOC DOCID="HAREM-125-09289">
Qual é o seu nome?

 Aníbal Augusto Alves.

 Quando e onde nasceu?

 Nasci a 10 de Julho 1940 em Pinhal do Norte - Carrazeda d'Ansiães, Alto Douro. 

  Qual o nome do seu pai e da sua mãe? 

O meu pai é José Secundino Alves e a minha mãe é Célia Rosa do Vale.

 E dos seus avós?

 Avós paternos Benigno Alves e Maria da Luz Neto, e maternos José Luís do Vale e Branca Augusto Figueiredo.

 Sabe a origem do nome da sua família?

 Alguma parte, Alves sei. Neto é da minha avó materna. Alves de Benigno é da Galiza, de Ourense, uma aldeia de Ourense. Os maternos Vale, do meu avô materno é da aldeia do Pinhal, da família Vale tradicional. E a avó materna sei que não é de lá. O meubisavô materno é Daniel Figueiredo e provém de Trancoso, na Beira. 

De onde vieram os seus avós?

 Há uma parte que é autóctone, é da aldeia - Pinhal do Norte - de famílias tradicionais. O ramo que vem de fora é o do meu bisavô Daniel que vem da Beira. Imagina-se facilmente que seja de proveniência judaica sendo de nome Daniel e de profissão alfaiate, e dada a emigração interna que houve dos judeus, cristãos novos para as Beiras, é provável que seja de herança judaica. Do meu avô paterno esse é claramente de uma família de Ourense. 

Quantos irmãos e irmãs tem?

 Eu tenho mais dois irmãos: um mais velho do que eu e um mais novo. 

Descreva a casa onde morou durante a sua infância?

 Eu morei em várias casas, na minha infância, os meus pais não tinham uma casa própria, moraram em casas da família. A casa que eu recordo por me ter sido também dito que nela nasci, era uma casa no centro da aldeia,originária do meu bisavô Daniel. Era uma casa de um só piso, piso térreo, embora com uma parte de sobrado em madeira e a parte do lado como era tradicional, era em pedra. Uma casa pequena com dois compartimentos para dormir, uma saleta que continuava um dos quartos e a cozinha, ligando para um quintal como era tradicional nas aldeias do Pinhal do Norte. Recordo depois as outras casas: a casa dos meus avós maternos, onde vivemos e que mais tarde foi nossa por herança do meu avô materno.

 Quem morava na casa?

 Morávamos só nós: os meus pais, eu e os meus irmãos. Eu nessa casa não me recordo bem. Na casa do meu avô moramos sempre juntos até aos meus 7 anos, altura em que saímos da aldeia e nos dispersamos. 

Como eram divididas as tarefas da casa?

   Quando era pequeno, por volta dos 4 anos, nós não tínhamos praticamente tarefas. A partir dos meus 7 anos, as minhas tarefas eram entre tomar conta dos meus irmãos mais novos, posto que um morreu de tenra idade e fazer pequenos recados.

 Quais eram os momentos mais marcantes na sua família?

 Os que eu tenho presente eram os das refeições, sobretudo a da noite porque estávamos juntos, fazia-se alguma oração. Os outros que me estão na memória são o regresso a casa, sobretudo do meu pai, que era a pessoa que vivia mais fora. Como ele era caçador, eram as cenas de ver os coelhos ou as perdizes que ele trazia, os dias de feira em que ele trazia as coisas das feiras. 

Gostava da sua casa? 

Gostava, gostava da casa, sobretudo da casa que tenho mais presente que era a casa da minha avó onde morámos até aos meus 7 anos e dela saímos para imigrar para o Alto Douro.

 Qual era a actividade dos seus pais?

 O meu pai era agricultor, agricultor de duas maneiras, quer dizer, nas suas próprias parcelas, que foi aumentando, e nos trabalhos que fazia para outros, nomeadamente o trabalho de feitor. O meu pai fazia todo o tipo de trabalho de execução agrícola do Alto Douro, Carrazeda d´Ansiães desde a parte de podar vinha, podar árvores, ceifar e toda a parte de laboração com os campos, desde o trabalho com flores, fazia todo esse tipo de actividades. A minha mãe era doméstica não trabalhava. 

Como era o quotidiano em sua casa?

 O quotidiano infantil até ir para a escola e as memórias que tenho são da presença na vida familiar, no cuidado da guarda dos irmãos mais novos. São recordações muito pregnantes, e uma vida de pequeninas mensagens dos meus pais para os meus avós, e as brincadeiras da aldeia.A vida dentro de casa era muito curta porque as casas eram pequenas e com pouca comodidade, de modo que grande parte da vida do dia fazia-se na rua, dar pequenos recados a propriedades rústicas perto da aldeia. Lembro-me que algumas vezes fui levar merenda ao meu pai ou aos trabalhadores que andavam a fazer actividades que pertenciam à nossa casa ou àquelas de que o meu pai tomava conta. E pronto entre brincadeiras e pequenos recados era assim que se passava no que diz respeito à minha infância até aos 7 anos. 

Quem tinha mais autoridade na família? 

A autoridade era dupla, mas a autoridade máxima era do meu pai como referência, mas em casa tudo era disposto e ordenado pela minha mãe. 

Como descreveria o seu pai?

 O meu pai, faleceu há cinco anos, é claro que a memória, a imagem, está reportada por uma vida longa, mas desde sempre e ainda hoje é uma imagem muito forte, de pessoa de grande competência, sendo minimamente letrado, porque apenas fez alguma instrução fora da escola, escola normal. Foi uma pessoa de grande inteligência no sentido de entender bem o mundo, de ordenar a sua vida e preparar a vida dos seus familiares de modo a eles poderem dominar a sua vida e poderem conduzi-la com liberdade e responsabilidade. Era um homem fisicamente, de uma grande força. Tinha reputação na aldeia de fazer com grande perfeição, todos os trabalhos próprios de um trabalhador rural e também o de dirigir a sua própria casa, embora com meios muito escassos. 

E a sua mãe?

 A memória da minha mãe e a ideia era de que era uma pessoa de grande afabilidade e de uma enorme dedicação. A minha mãe aparecia menos nas coisas públicas, não tinha a preponderância do meu pai na vida comum, da vida da aldeia das coisas públicas, da igreja, das festas, mas era uma pessoa extremamente delicada, muito aceite, também na vida comum. Muito admirada, muito carinhosa com os meninos, com os filhos, de uma grande dedicação ao meu pai e sobretudo amorosa, um extremo de afectividade. Sempre muito vigilante nas coisas da casa de que fazia tudo desde, as alimentações, mas sobretudo a prover a nossa própria roupa, que ela fazia no que diz respeito às roupas interiores: camisas, pijamas, ceroulas, cuecas, tudo isso ela fazia. Evidentemente que não fazia calças e casacos, mas o resto ela fazia, tudo provinha dela. 

Relacionava-se melhor com algum deles?

 A minha relação era mais íntima e permanente com a minha mãe. O meu pai era uma pessoa que vivia bastante fora de casa, nos dias normais, estou a falar sobretudo da infância e juventude, era a pessoa a quem se devotava um grande respeito, ele tinha uma grande autoridade. Eu tinha e tenho uma grande estima pelos dois, uma relação de confiança muito grande, mas era mais íntima com a minha mãe que era quem, normalmente castigava, o meu pai era raríssimo castigar.

 Como descreveria os seus irmãos?

 Os meus irmãos, dentro de uma relação positiva e grandemente afectiva. Há a relação com o meu irmão mais velho, portanto, com a diferença de 4 anos, uma relação que passou também de algum modo, por uma modalidade de autoridade, de não admitir o mais novo nas brincadeiras de adolescente, nos pequenos namoros, nas saídas, nas festas. Houve esse modo que depois se veio, naturalmente, a apagar e dar lugar a uma relação de grande cordialidade. Com o meu irmão mais novo, com o qual tenho uma distância de 7 anos, houve uma relação de patrocínio relativamente a ele, dobrado de um grande carinho por ser uma criança bastante mais nova. A cordialidade entre nós manteve-se sempre feita também de muita saudade, porque a partir dos meus 7 anos nós nunca mais vivemos permanentemente juntos.

 Convivia com que membros da família?

 Eu convivi na meninice com os meus pais, quer na aldeia quer quando imigrámos para o Alto Douro: o meu pai, a minha mãe e os meninos todos. A partir dos 7 anos, o meu irmão mais velho ficou na aldeia para prosseguir a instrução primária. No Pinhal tínhamos uma grande relação com os meus avós maternos, mas na nossa casa vivíamos só nós. No Douro, no Alto Douro, o meu pai era caseiro, dirigia uma grande quinta e a minha mãe tinha ajuda permanente de uma empregada.

 Quais as actividades incentivadas pela sua família?

 O grande incentivo da minha família para os meninos, tirando a pequena excepção do mais velho que começou a trabalhar muito cedo, aos 11 anos, na agricultura fazendo de tudo no terreno, desde lavrar com bois, a tratar do cavalo, do jumento, dessas coisas todas, foi orientar-nos para fazer estudos. O que era como se pode facilmente imaginar na década de 40, uma completa anaumalia na aldeia. Fazer estudos para além da instrução primária era uma ideia que não tinha uso, e os meus pais relativamente a mim próprio e ao meu irmão mais novo fizeram tudo para incentivar o estudo.

 Quando é que entrou na escola?

 Entrei na escola aos 8 anos. Os 7 anos fi-los no Alto Douro, na quinta, uma quinta completamente isolada da civilização, de tudo. Depois voltei à minha aldeia para a casa dos meus avós, para fazer o primeiro ano de instrução primária. E a partir desse ano fui para o Porto, fui enviado pelos meus pais para um pequeno colégio que era tido pela D. Maria José Pestana - uma senhora célebre da burguesia portuense - e aí fiz a instrução primária.

 Qual é a sua lembrança mais forte da escola? 

A minha lembrança mais forte é talvez a entrada na 2ª classe no meu colégio interno, no Porto, porque senti uma enorme diferença na minha preparação, no meu modo de falar em relação aos meninos de origem mais urbana da cidade do Porto. Isso implicou uma adaptação forçada para tentar emendar as minhas linguagens, com provincianismos que hoje estão praticamente em desaparecimento. Essa é uma ideia muito forte, e depois tenho outras. 

Como é que descreveria a educação que recebeu? 

É uma educação positiva de um modo geral. A característica mais forte é talvez o imenso carinho que recebi dos meus pais e dos meus avós maternos. A ligação da minha mãe com eles era extremamente forte. Essa é a característica mais forte da minha educação, muito afectiva, também muito centrada no dever, no exemplo de valores tradicionais como a honra, o respeito pelos outros e o valor extremo da unidade familiar, do um por todos digamos assim. 

Em que é que a sua educação influenciou a sua personalidade?

 Penso que influenciou grandemente o meu modo de ser afectivo, ainda hoje um dos valores que me parece estruturar o meu modo de ser é uma disponibilidade grande e uma abertura grande às outras pessoas, na dimensão da estima, do respeito e da entreajuda, isso recebi certamente dos meus pais. 
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<DOC DOCID="HAREM-522-09292">
Kosovo
 NOTÍCIAS Presidentes europeus pedem a Belgrado que ceda às condições da Otan LVIV, Ucrânia, 15 mai (AFP) - Nove presidentes da Europa Central e
Oriental reunidos em Lviv (Oeste da Ucrânia) pediram hoje a Belgrado que ceda ante as condições da Otan e do G-8 para acabar com a guerra na Iugoslávia, enfatizando deste modo o isolamento de Belgrado na região.
"Pedimos ao governo de Belgrado que aceite as condições exigidas pela comunidade internacional e estipuladas pelo G-8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) como condição prévia para uma solução negociada em Kosovo", indicaram os chefes de Estado em um comunicado comum, ao concluir sua sexta reunião de cúpula.
A Otan está disposta a cessar os bombardeios se Belgrado cumprir com certas exigências, entre elas a retirada das tropas sérvias de Kosovo e o regresso dos refugiados sob a vigilância de uma presença internacional.
Esta cúpula, consagrada a Kosovo e à ampliação da União Européia, teve início ontem reunindo o chefe de Estado da Ucrânia, Leonid kuchma, e os presidentes alemão Roman Herzog, austríaco Thomas Klestil, polonês Alexander Kwasniewski, tcheco Vaclav Havel, húngaro Arpad Goencz, romeno Emil Constantinescu, esloveno Milan Kucan e búlgaro Petar Stoianov.
Os nove presidentes condenaram severamente a limpeza étnica em Kosovo e insistiram no papel decisivo que deve ter o Conselho de Segurança das Nações Unidas em qualquer acordo negociado.
Também recordaram que o custo da guerra na Iugoslavia é de 1,2 milhão de dólares diários.
Os presidentes de sete países do ex-bloco soviético defenderam ante a Alemanha - na presidência da União Européia (UE) até julho - e a Áustria -
membro da troika européia, junto a Alemanha e Grã-Bretanha - por uma aceleração de sua integraçao na UE.
Os trágicos acontecimentos nos Bálcãs demonstram que a consolidação da cooperação entre os países da Europa é vital, afirmou o chefe de Estado romeno.
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<DOC DOCID="HAREM-022-09302">
Prefeitura de Santana de Parnaíba
 Novembro Mais Notícias Prefeitura inaugura UBS do 120 nesta sexta feira Construída em parceria com a empresa Arhim, a nova Unidade Básica de Saúde contará com plantões diárias de clínico geral, ginecologista, pediatra e dentista O Posto de Saúde do bairro do 120 será inaugurado nesta sexta feira, dia 26 de novembro, a partir das 14 horas.
A nova unidade foi construída em parceria com a empresa Arhim e está localizada na rua Espacial, nº 95.
Trata-se da terceira Unidade Básica de Saúde entregue para os moradores de Santana de Parnaíba pela atual administração.
O primeiro foi em Colinas da Anhanguera e recentemente foram abertas as portas do Posto do Jardim Izaura.
"Nossa intenção é levar os serviços médicos cada vez mais próximos da população e temos outros projetos para o futuro", comentou o prefeito.
Segundo o secretário de saúde, Dr. Harison Guanaes Lima, a nova unidade contará com atendimento ambulatorial nas áreas de pediatria, clínica
geral, ginecologia e odontologia, além de serviços de enfermagem e vacinação, entre outros.
O prédio funcionará das 7 às 17 horas, diariamente.
O secretário também informou que a Unidade Móvel de Saúde (ônibus equipado com sala de espera, consultórios para atendimentos médicos e de dentistas, além de sala de enfermagem), adquirida pela prefeitura em parceria com a empresa Potter Empreendimentos, já está sendo preparada para atuar nos bairros mais afastados, que ainda não contam com postos da prefeitura.
"Ela vai ser usada no programa da Saúde de Família, levando uma equipe composta de um médico, uma enfermeira, dois auxiliares de enfermagem e 5 agentes comunitários, que estarão atuando a cada grupo de mil famílias cadastradas pela prefeitura, para atender as pessoas nos lugares mais distantes", conta o Dr. Harison, afirmando que este novo programa será realizado a cada dois meses, em média, juntamente com a Ação Comunitária da Saúde, com início previsto para janeiro do ano 2000.
"O programa de Saúde de Família (PSF) pretende promover a humanização do atendimento, aprofundando os laços entre os profissionais e a comunidade.
A equipe da Unidade Móvel atenderá os moradores desde um simples curativo até grandes consultas", finalizou o secretário.
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<DOC DOCID="HAREM-732-09312">
Noticias - 29/08/2000
 CANA-CLIPPING Exportadores brasileiros poderão ter produtos sobretaxados, diz técnico Caso não haja acordo entre Brasil e Canadá sobre a forma de aplicar a compensação de US$ 1,3 bilhão decidida pela Organização Mundial do Comércio (OMC) na semana passada, quem pode acabar pagando são as empresas brasileiras que exportam para o Canadá.
Segundo um técnico do Itamaraty, a opção mais fácil para o governo canadense é sobretaxar produtos brasileiros.
Apesar disso, ele acredita que pelo interesse no Brasil, os canadenses devem tentar negociar com o governo uma solução que não bloqueie o comércio.
Entre janeiro e julho deste ano, a balança comercial entre os dois países foi favorável ao Canadá em US$ 219,6 milhões.
O Brasil exportou nos sete primeiros meses do ano US$ 304,8 milhões, o que representa 0,8% do volume total enviado ao exterior.
O Canadá não está entre os 12 principais países consumidores de artigos brasileiros.
A China que está em último lugar desse ranking preferencial importou entre janeiro e julho US$ 611 milhões do país.
Caso não haja um consenso, a sobretaxação ainda é uma hipótese, que irá afetar as indústrias de fumo, têxtil, açúcar e siderurgia.
As companhias diretamente afetadas preferem não se pronunciar sobre o assunto, mas a principal causadora da multa, a Embraer, tem sua opinião.
"Não vou menosprezar o assunto, mas esse valor não é uma multa que o governo brasileiro vai precisar pagar.
A Embraer tem um peso significativo na balança comercial brasileira e por isso o Itamaraty tem dado uma atenção especial ao caso.
Se não for fechado um acordo, é bem provável que os exportadores brasileiros para o Canadá consigam outros mercados para os seus produtos", diz o presidente da fabricante nacional de aviões, Maurício Botelho.
(Valor Econômico)
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<DOC DOCID="HAREM-93C-09317">
Senhor Presidente, nós, os deputados deste Parlamento, não precisamos que nos digam quão útil nos é a publicação do documento que contém a programação dos trabalhos das comissões parlamentares (Recent and Forthcoming Work in Committee). É um documento que nos permite fazer um planeamento do nosso trabalho.

Há uma semana atrás, uma colega minha que trabalha como consultora para o parlamento escocês perguntou-me se eu poderia, de alguma maneira, ajudá-la no problema da previsão dos trabalhos do Parlamento Europeu, por forma a que as comissões desse outro parlamento pudessem estar a par do nosso trabalho e elaborar a sua agenda tendo em conta a nossa programação. Falei-lhe do excelente documento que foi publicado e disse que lhe arranjaria um exemplar. Os meus assistentes requisitaram-no esta semana ao Parlamento e perguntei ao gabinete do Parlamento em Edimburgo se podia providenciar a entrega do mesmo. Fui informado de que se trata de um documento com uma tiragem muito limitada, a saber, um único exemplar por deputado do Parlamento, que não era possível distribui-lo por mais ninguém, nem conseguir mais cópias do mesmo. Num período de transparência na condução dos nossos trabalhos, parece-me que se trata de um preceito que devia ser revisto. Esta publicação extremamente útil deveria ser amplamente disponibilizada.

Um segundo ponto: ontem, aprovámos uma acta que assinalava a declaração da senhora deputada Doyle de quinta-feira, 7 de Fevereiro, declaração essa que referia que o Grupo PPE-DE, aquando da votação do relatório Watson, não votou, por lapso, a favor da alteração chamada habeas corpus. Se não tivessem cometido esse erro em virtude de uma modificação de última hora na numeração, a alteração em questão teria sido aprovada neste Parlamento. Este é um facto de peso que espero que seja levado ao conhecimento do Senhor Comissário Vitorino, do Presidente em exercício do Conselho e da senhora deputada Palacio Vallelersundi, na qualidade de Presidente da comissão competente neste Parlamento.

Tomamos nota, Senhor Deputado MacCormick, do segundo ponto que é objecto da sua declaração.

No que respeita ao primeiro ponto, penso que o Presidente do Parlamento tem a intenção de confiar também a um dos Vice-presidentes a tarefa de superintender os assuntos respeitantes às relações com os cidadãos, bem como à transparência e à comunicação entre o Parlamento e os cidadãos. Esse Vice-presidente ainda não foi designado. Penso que poderá também ser o ponto de referência para a necessidade a que se referiu.

Programa SÓCRATES
Segue-se na ordem do dia o relatório (A5-0021/2002) da deputada Pack, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a execução do programa "Sócrates" (2000/2315(INI)).

Senhora Presidente, caros colegas, gostaria, em primeiro lugar, de constatar que o programa SÓCRATES constitui uma verdadeira história de sucesso. O mesmo já se passou com a formação ao abrigo do ERASMUS, mas penso que, com o programa SÓCRATES, este êxito aumentou. Trata-se de uma constatação positiva desta avaliação da segunda fase do programa de acção comunitário em matéria de educação. O programa SÓCRATES tem em conta a ideia da aprendizagem ao longo da vida, apoiando a mobilidade em cada fase de aprendizagem, quer de estudantes, quer de professores. Falando coloquialmente, podemos dizer que o SÓCRATES nos acompanha desde o berço até ao caixão.

A Comissão tomou, passo a passo, providências e medidas que melhoraram o programa na sua essência. Congratulo-me com a constante simplificação e agilização dos procedimentos burocráticos. Sabemos que, em qualquer programa estatal, seja de que nível for, se faz sempre sentir a burocracia. Mas, precisamente num programa de formação como este, a burocracia não pode constituir obstáculo, nem opor-se aos objectivos a atingir. A Comissão seguiu este princípio em diversos aspectos. Já falarei, mais adiante, daqueles em que não o fez.

Enquanto relatora, quer da introdução da primeira, quer também da segunda fase em curso do programa SÓCRATES, considero-me satisfeita com esta evolução positiva. Os números da primeira metade do programa falam por si. Em 31 Estados - os 15 Estados-Membros, os países candidatos e os membros do Espaço Económico Europeu - registou-se, só no âmbito do intercâmbio no ensino superior, com o ERASMUS, a participação de 2000 universidades, de 40 000 docentes e de mais de 460 000 estudantes. O COMENIUS, a parte do programa que promove o ensino escolar, apoia inclusive 15 000 escolas com mais de 2 milhões de alunos. Penso que, desta forma, chegamos verdadeiramente até aos nossos cidadãos. Penso que vale realmente a pena prosseguirmos com este programa e, se possível, reforçarmos ainda as suas dotações.

Nesta perspectiva, foi lógico o reforço do orçamento plurianual, conseguido pelo Parlamento Europeu em debates pela noite dentro, tendo passado dos iniciais 850 milhões para os de ora avante 933 milhões de euros. Temos, no entanto, de ser honestos e reconhecer que não é suficiente. Quando, a partir de 2004 - o programa vai até 2007 -, chegarem os países candidatos, terá então de haver um aumento das dotações deste programa. Se o Conselho de Ministros não o permitir, serei então forçada a concluir que nada valem as declarações que propagandeia nas cimeiras. Penso que a senhora Comissária também deveria, nas próximas reuniões do Conselho, chamar a atenção dos senhores Ministros para este facto.

Claro que também tenho críticas a fazer. Muitas iniciativas podem ainda ser melhoradas ao nível do detalhe. Primeiro: a Comissão devia continuar a melhorar e agilizar a colaboração com as agências nacionais. A descentralização traz grandes vantagens, mas necessita de um eficaz sistema de gestão de informações. Neste ponto, o sistema de gestão de informações SYMMETRY, desenvolvido pela Comissão, vai inequivocamente melhorar o fluxo de informação de e para as agências nacionais. No entanto e em simultâneo, será também possível e necessária a interligação com os programas JUVENTUDE e LEONARDO DA VINCI. Assim sendo, o sistema SYMMETRY terá de ser o mais brevemente possível posto em prática.

Segundo: gostaria de salientar que a grande maioria das agências nacionais me transmitiu a sua impressão de que a Comissão é uma entidade disponível para ajudar em todas as fases do projecto. No entanto, o atraso na elaboração de novos contratos, retardou de forma lamentável os pagamentos, em especial na acção COMENIUS. Há que pôr fim a este tipo de situações impeditivas, pois adiamentos e atrasos acarretam frustração para os participantes que se empenham. Este aspecto torna-se tanto mais difícil quanto, precisamente no sector escolar, no desenvolvimento dos projectos, muita da colaboração é prestada a título gracioso. Conheço escolas, onde os professores nestas circunstâncias são alvo do escárnio dos colegas, pois prestam colaboração no seu tempo livre, sem receber um centavo!

Terceiro: espero, além disso, que haja progressos na criação de acções comuns precisamente com os restantes programas indicados.
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<DOC DOCID="HAREM-642-09318">
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 CPI vai chamar Polícia para conduzir quem não for depor As testemunhas convocadas pela CPI do Fundef que não comparecerem espontaneamente para prestar depoimento serão conduzidas coercitivamente pela polícia.
A decisão é dos membros da CPI do Fundef que aprovaram ontem requerimento do deputado Julião Amin (PDT) durante audiência pública marcada para ouvir o depoimento dos membros do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundef de Santa Rita e da secretária municipal da Educação Maria da Graça Diniz.
Nem os membros do conselho nem a secretária de Educação compareceram ontem para prestar depoimento.
O requerimento aprovado foi encaminhado ontem mesmo ao gerente de Segurança Pública Raimundo Cutrim.
Segundo o deputado Soliney Silva (PSD), o gerente já havia se comprometido a dar apoio às atividades da CPI do Fundef.
Com a ausência das testemunhas os membros da CPI do Fundef suspenderam a audiência pública para aguardar a condução coercitiva das testemunhas pela Gerência de Segurança Pública.
O advogado Sérgio Muniz, filho do prefeito Antônio Muniz (PFL) disse que as testemunhas não foram notificadas pessoalmente para prestar depoimento a CPI do Fundef.
Sérgio Muniz garantiu aos deputados que iria localizar ontem mesmo os membros do Conselho de Acompanhamento convocados pela CPI.
"Assumi o compromisso com os deputados de trazer essas pessoas (membros do conselho) aqui", afirmou.
O advogado que é presidente da Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Santa Rita também foi convocado para prestar depoimento aos
membros da comissão de inquérito que apura denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos do Fundef.
O requerimento do deputado Julião Amin solicita que o advogado esclareça à CPI sobre supostas irregularidades em licitações realizadas pela Prefeitura de Santa Rita.
O depoimento de Muniz está marcado para o dia 18 deste mês.
Os deputados aprovaram o requerimento da deputada Malrinete Gralhada (PFL) convocando a funcionária da Prefeitura de Santa Rita Altair Nazaré Fonseca, que teria sido contratada para dar curso de capacitação para professores leigos no município.
Os membros da CPI do Fundef decidiram ainda requisitar extratos bancários das contas do município de Santa Rita referentes aos exercícios financeiros de 1998 e 1999, no prazo de cinco dias.
DEPOIMENTOS DOS PREFEITOS Até o início da tarde de ontem os três prefeitos convocados para depor na CPI do Fundef ainda não tinham ajustado o dia e horário de seus depoimentos com a comissão, segundo o presidente da CPI deputado Pavão Filho (PSC).
"O prefeito do município de Governador Nunes Freire (Brênio José de Almeida) já está acertando a data com a comissão", garantiu Pavão Filho.
Almeida e o prefeito do município de Pedreiras Edmilson Gonçalves de Alencar Filho foram convocados desde o dia 27 de março.
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<DOC DOCID="HAREM-622-09319">
Variedades
 A hora e vez de Baldi Filho Antonio Baldi Filho, 44, ou simplesmente Baldi Filho, é locutor há 18 anos e está há cinco na Rádio Canoa Grande, sempre fazendo programa no estilo sertanejo.
O programa "Sertão Querido" é transmitido das quatro da tarde as dez da noite, encerrando as atividades da emissora.
Como Quinzinho Rosa, Baldi Filho também deixa o púbico fazer a programação, e a preferência, segundo ele, é por sucessos sertanejos mais recentes, como Chitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo e Luciano, Daniel e Rio Negro e Solimões, entre outros.
"Deixo o telefone à vontade e os ouvintes vão fazendo a programação", explicou.
Baldi Filho, que além da atividade no rádio é ceramista, disse que foi através das "ondas médias" que fez muitas amizades.
Para ele, o rádio é um momento de prazer e pura relação com ouvintes.
Os primeiros contatos de Baldi Filho com os microfones aconteceram na Rádio da Barra, onde transmitia os resultados da Loteria Esportiva.
"Pegava os resultados na rádio Bandeirantes e retransmitia para nossos ouvintes.
Em seguida surgiu a oportunidade de substituir o locutor Mandioquinha e não parei mais", recorda o radialista que admira o trabalho do locutor barrabonitense Eli Corrêa.
"Cheguei a pensar em parar, mas não consegui ficar dois meses longe do microfone.
Eu ouvia os outros programas e a saudade batia forte", confessou.
O radialista disse que se sente em casa trabalhando na Canoa Grande.
"A rádio é uma coisa mágica e no microfone procuro passar alegria;
gosto muito de brincar com o ouvinte.
A vida já está cheia de problemas e tento transmitir algo positivo", enfatizou.
Tribo Terra disputa hoje eliminatória na tevê Globo Três já estão garantidas Dez jurados têm a missão de escolher as finalistas Emissora prepara cenários e figurino para cada um Brasil parava para ver festivais na década de 60 Grupo surgiu em meados de 89 A força do sertanejo e do
jornalismo O noticiário na voz de Val Lopes Quinzinho Rosa comanda "Chora Viola" e "Terra Querida" Suspense de James Wong no cinema da Barra
Taísa Ferreira é eleita Princesa Negra 2000 Resumo das novelas Copyright 2000 - Folha do Vale - Todos os direitos reservados
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<DOC DOCID="HAREM-231-09321">
Santis 50 / 500 Os routers Santis 50 e 500, para linhas analógicas ou RDIS, são equipamentos de fácil instalação e configuração que permitem partilhar o acesso ADSL por uma pequena rede. Apresentam ainda funcionalidades wireless para que possa dispor de total mobilidade em um ou mais computadores. Características Genéricas - Permite velocidades até 8 Mbps de downstream e 800 Kbps de upstream - Gestão e diagnósticos via Web com uma interface amigável - Suporta vários computadores em simultâneo (recomendado para redes até 10 utilizadores) - Filtragem de pacotes - Características de wireless LAN compatíveis com a norma 802.11b - WEP com chaves de 64/128 bits de comprimento - Funciona com qualquer sistema Operativo Serviços - Ethernet bridging - IP Routing - NAT e PAT, DHCP - ALGs (Netmeeting, FTP, mIRC, etc.) - DNS Relay - ARP Proxy - PAP e CHAP para sessões PPP - Gestão Web-based - Suporte SNMP Gestão - Interface web para configuração protegida por password - Acesso telnet para gestão local e remota - Upgrades de Firmware via Web Browser GUI Características do hardware - LEDs que indicam o status da alimentação, rede e Wireless LAN - 1 porta RJ11 para a ligação ADSL - 4 portas RJ-45 10/100 Base T Requisitos - Linha analógica ou acesso básico RDIS da PT Comunicações com cobertura - Tomada telefónica do tipo RITA RJ-11 Requisitos específicos dos adaptadores sem fios - Porta PCMCIA/USB standard e disponível no computador - Sistema operativo Windows 98 (SE), Millennium, 2000, e XP - Memória: 32 MB
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<DOC DOCID="HAREM-711-09343">
Feira de Ciência e Tecnologia 2000
Dr. Henrique Schanderl
Assessor da Presidência do Governo Regional dos Açores para a Ciência e Tecnologia.
O responsável por esta iniciativa. Ministro Mariano Gago
O Ministro da Ciência e Tecnologia. Mariano Gago disse que vai levar a ideia destas feiras para o continente.
E anunciou a ligação de todas as primárias dos Açores à Net.
Os Açores serão a primeira região de Portugal a ter todas as suas escolas ligadas à Internet. Ministro da Ciência e Tecnologia entrevistado pela Laura Lobão da RTP Açores.
A nossa televisão açoriana fez um óptimo trabalho na cobertura deste evento. Àlamo Meneses, o Secretário Regional da Educação.
O governante viu o entusiasmo e o fascínio destes jovens das primárias mais isoladas com as novas tecnologias.
Um dos pavilhões mais apaixonantes para as crianças, precisamente a Ciência e Tecnologia. Materialmente vamos descobrir os materiais.
Àlamo Meneses encantado com a reacção das crianças perante esta Ciência Viva... Àlamo Meneses num mar de crianças pelos oceanos da Ciência e Tecnologia feita para crianças... O Secretário Regional da Economia, Duarte Ponte.
"Mas estes jovens estão mesmo a adorar isto... "João Correia de Freitas, Assessor de Mariano Gago e responsável da Uarte, com o Asterix, técnico/formador do Bit 9. Dr. Rolão Bernardo, responsável da Cabo Tv Açoreana e o Eng. Júlio Rodrigues, responsável pela Portugal Telecom nos Açores srddp.jpg (3523 bytes) José Manuel Nunes, Presidente da RDP Antena 1.
Esta rádio vai brevemente demonstrar o DAB, o rádio com qualidade digital, nas instalações novas do Bit 9 em Ponta Delgada. Conceicao fdf 12.jpg (5391 bytes) o
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<DOC DOCID="HAREM-738-09345">

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<DOC DOCID="HAREM-508-09373">
Prezados Srs.
Será realizado o maior e mais importante evento das Américas o Campeonato Pan-Americano de judô, evento esse que servirá como seletiva classificatória para os JOGOS OLÍMPICOS de 2004, em Atenas, na Grécia.
A UPJ (União Pan-Americana de Judô) tem 44 países filiados, sendo que cada país terá sua equipe composta por 16 atletas e 3 dirigentes, num total de 760parrticipantes.
A SPORTV, ESPN e a BAND ESPORTE, irão transmitir os campeonatos.Além da exibição de matérias no GLOBO ESPORTE.
Haverá uma feira com Estandes reservados aos expositores de equipamentos, alimentos energéticos, materiais esportivos e outros.
A estrutura oferece ainda Espaços Publicitários por toda área do evento.
Este é um evento internacional!
Garanta já o seu espaço!

Período: 04 a 08 de Junho de 2003

Local: SESC Piatã - Colônias de Férias

«Deraldo Mota».

Av. Otávio Mangabeira S/N - Piatã

Salvador - BA

Marcos Perez

Departamento de Marketing

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<DOC DOCID="HAREM-693-09376">
Sobre Toiros 
De toda a justiça! 
Se existem coisas que não se azedam, uma dela é com certeza a gratidão. Por assim ser, foi de toda a justiça a homenagem que o grupo tauromáquico Sector 1 promoveu, a assinalar os 35 anos de alternativa de José Júlio. 
Foi grato verificar que o grupo taurino, que sabe congregar no seu seio os decanos da «afición» portuguesa, tem tido capacidade para se renovar, de forma a poder aproveitar o entusiasmo dos que chegam. Uma direcção etariamente jovem tem conseguido reunir na velha casa da Rua 1º de Dezembro, em Lisboa, uma assistência «até às bandeiras». Isso é prova provada do interesse dos eventos que promovem e, quiçá, lição para outras associações taurinas que têm o azar de possuir elencos directivos que julgam que os lugares são cativos, de tal forma que, esgotadas as ideias, rotinadas as vivências e surdos a conselhos para a mudança, não tarda será patente que já se encontram em acelerada crise. 
Lamentável, ainda por cima, que alguns oráculos da nossa praça apoiem tais comportamentos, cientes da canina fidelidade de tais maduros ao seu escasso valor. Os grupos taurinos só existem para fomentar a «afición» e servir a festa, pelo que o Sector 1 renovado está a dar provas de que cumpre as suas funções primordiais. 
Para esta homenagem ao primeiro matador de toiros que Vila Franca de Xira deu ao mundo, o grupo tauromáquico reuniu um trio de luxo, que se encarregou em plano de triunfo da despesa de conversa -- Álvaro Guerra, Saraiva Mendes e José Noel Perdigão. Com toda a certeza que José Júlio, o toureiro a quem devemos a «quadrilha maravilha» nas arenas, se sentiu agradado com esta quadrilha de ideias, que saiu ao quite para evidenciar o porquê da homenagem e o brilho da sua carreira. 
Álvaro Guerra espraiou-se com o fulgor do seu talento e espírito pelo caminhos da memória e deu-nos conta dos tempos em que, compartilhando quarto e sonhos com o matador, acompanhou o crescer da vocação que seu pai, José Guerra, ajudou a fermentar. Que maravilha ouvir o escritor explanar assim vivências e sentires! 
Saraiva Mendes abriu o seu capote para um quite de luxo, evocando com o rigor do vivido os momentos grandes que José Júlio protagonizou. Que se saliente continuar traquejado, deixando bem patente que não foi por acaso que soube, ao longo de toda uma vida, carregar para as suas crónicas o prestigio da dignidade literária. 
Coube a última actuação a José Noel Perdigão. Improvisando ao sabor do coração, soube evocar a ambiência da sua Vila Franca à época dos começos do toureiro e, num remate ao seu quite, destapou e ofereceu ao homenageado uma migalha do seu talento, feito obra de arte. E o momento taurino de José Júlio que a retina do pintor fixou na circunstância, pela beleza, soube a desplante. 
Depois, José Júlio agradeceu e disse de si, o que fez evocando os seus tempos de menino e as datas mais significativas do seu passado. Que distante já está o dia 11 de Outubro de 1959, dia em que Manuel Jiménes («Chicuelo II»), em Saragoça, lhe cedeu a morte de «Bailador» do ferro de Pio Tabernero de Vilvis. Distante também o dia de 5 de Outubro de 1989, em se encerrou na sua terra, para um adeus que ainda recordamos, lidando reses de Lupi e Rio Frio. Pelo meio, 30 anos  de vida nas arenas, com fracassos e triunfos, glória e tragédia -- enfim, o conjunto de ingredientes que fazem parte do viver de quem, como dizia seu primo  Alves Redol, escolheu ser «noivo da morte». 
É evidente que Redol foi por diversas vezes evocado no decorrer da noite e que tal se não se estranhe. «Sombra e Sangue» -- que o enfrentar dois miuras por José Júlio em Sevilha inspirou ao escritor e que este deu a público, em Junho de 1960 -- constitui a mais bela e inteligente descrição de uma corrida «ouvida» que a literatura possui, e não é de menos que se encareça quem, por laços de sangue e arte, soube inspirar tais páginas. Só por isto, o primeiro dos matadores de Vila Franca merece a gratidão do mundo. 
Já agora, talvez venha a talho de foice referir que uma «faena cumbre» só tem importância para a posteridade quando um escriba, mesmo que modesto, a imortaliza em letra de forma. Quantos toureiros, embalados na torpeza das cortes de seguidistas, agenciados e aduladores, se esquecem desta verdade. 
José Júlio para além das tardes de glória em que soube fazer vibrar os públicos, soube também fazer vibrar a centelha da emoção que, após sedimentar, leva os escritores a escrever coisas bonitas. E como nada acontece por acaso, mas, como diria Ortega y Gasset, assim teve que ser, soube o vila-franquense cumprir os seus desígnios nas arenas e na vida -- soube, enfim, cumprir o seu fado com graça e com paixão. 
A paixão que levou Redol a escrever: «Estranha coisa esta -- ouvir e seguir uma corrida de toiros pela música, pelos aplausos, pelos apupos e pelo relógio. Sei que lá dentro não podia ficar sentado; as emoções sacodem-me quando vejo, e movo-me, falo -- sei lá o que digo quando o vejo citar e quedar-me em terrenos que me alarmam!» 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-21L-09380">
A defesa desta estratégia de «guerra total» no plenário das Nações Unidas não assenta exclusivamente no impulso que a questão timorense ganhou com a atribuição do Nobel a Horta e a Belo -- Ramos Horta já tinha sugerido esse passo num memorando que fez chegar ao Palácio das Necessidades meses antes de se conhecer a escolha de Oslo --, mas o certo é que o Nobel da Paz timorense constitui um reforço importante. 
É para o aproveitar que Ramos Horta vem agora pessoalmente insistir na sua proposta. 
 
No ultra-sensível debate que opõe na Alemanha os que gostariam de relegar o Holocausto para o lugar dum mero acontecimento histórico e os que pensam que devem assumir, ainda hoje, uma responsabilidade, Friedmann adverte: 
«Os que querem passar uma esponja sobre o passado impedem a reconciliação». 
 
Ele saúda a esperada vinda do Presidente israelita, Ezer Weizman, às cerimónias do 8 de Maio, como um gesto de reconciliação por parte da Alemanha. 
Mas, acrescenta, «o ritmo e a forma desta reconciliação não devem ser ditados do ponto de vista dos culpados, mas pelo das vítimas». 
 
Em vez da esperada barracada musical, em Alvalade houve outro tipo de cenas bem menos divertidas. 
Por causa do «perigo de morte» representado pela pala que ameaça que cai mas não cai, alguns milhares de pessoas pagaram para assistir ao concerto num local e acabaram noutro, por falta de espaço. 
 
«Está tudo cheio», diziam elementos da organização, «tente na bancada do lado». 
 
«Carlos dos jornais» morreu em Lisboa 
O mais conhecido dos ardinas de Lisboa, Carlos Francisco dos Santos, foi ontem a enterrar no Cemitério do Alto de São João. 
«Carlos dos jornais», como todos lhe chamavam, tinha 77 anos e faleceu no domingo, num hospital da capital, em consequência de uma prolongada doença pulmonar. 
Com 57 anos de profissão, Carlos dos Santos, tornou-se popular pelos pregões que usava na venda de jornais e de lotaria, na zona da Baixa e Bairro Alto, e pela maneira afável com que se relacionava com toda a gente. 
 
Sporting vence em Vila do Conde (4-3) 
Peixe salvou a vitória 
Fernando foi a figura do jogo de ontem entre o Rio Ave e o Sporting ao marcar três golos ao clube lisboeta. 
Peixe acabou por ser o herói sportinguista, ao defender, no último minuto e sobre a linha de golo, um remate que daria o empate ao clube de Vila do Conde. 
 
No ano passado, os organizadores pensaram em acabar com a corrida, devido à insuficiência de apoios. 
Mas decidiram, e bem, continuá-la: 
Os Sinos é uma das provas de estrada com maiores pergaminhos no nosso país. 
Falta agora que os corredores contribuam, com a sua presença. 
 
«Não Roubarás». 
O «roubo» neste episódio não é de bens materiais. 
Tudo circula à volta de uma criança, abanadonada pela mãe natural e criada por outra mulher que reconhece como mãe. 
A primeira vem «roubá-la». 
A criança irá depois escolher entre elas. 
 
Dia 6, Segunda-Feira 
A Comunidade Económica, por outro lado, deverá preparar as condições para a «transição gradual para a livre circulação de mercadorias e serviços» em todos os Estados que a ela aderirem. 
Mais tarde, quando estiverem criadas condições económicas, proceder-se-á à criação de um «mercado comum de mão-de-obra». 
 
No capítulo das bases económicas, os membros deverão acordar acções nos domínios da política monetária, financeira, alfandegária e de regulamentação de impostos. 
Também se prevê a criação de uma moeda única, embora, quem o deseje, possa ter a sua própria divisa. 
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<DOC DOCID="HAREM-014-09388">
 REPERCUSSÃO 

 Fábio Konder Comparato, professor de direito comercial da Universidade de São Paulo: "A decisão dos deputados é ilegítima . 
  Fere um princípio fundamental do direito de que ninguém pode ser juiz em causa própria . 
  Não se pode admitir que alguém pratique atos ou tome decisões quando seus próprios interesses estão envolvidos . 
  Na minha interpretação, a Constituição não autoriza essa atitude . 
  Os poderes da República passam muito tempo cuidando dos seus integrantes e pouco da coisa pública . 
  Como disse frei Vicente do Salvador, 'nesta terra não há homens repúblicos'." 


 Luiz Inácio Lula da Silva, virtual candidato do PT à Presidência: "A decisão dos deputados em aumentar seus próprios salários depõe contra o Congressso Nacional . 
  Mais uma vez o Congresso dá razão àqueles que sempre o criticam . 
  Qualquer pessoa de bom senso acha deplorável o aumento dos deputados no momento em que o Congresso aprova uma política econômica que sacrifica." 


 Paulo Maluf, prefeito de São Paulo: "Foi uma medida inadequada e inoportuna . 
  Enquanto o relator da MP da URV (Medida Provisória 434) não dá seu parecer, o Congresso se reúne para estudar seu próprio salário . 
  A opinião pública não aceita isso." 


 Celso Antônio Bandeira de Mello, professor de direito administrativo da PUC-SP: "A princípio, as autoridades mais altas dos três poderes deveriam ganhar a mesma coisa . 
  Por outro lado, os ocupantes do Executivo têm privilégios que os ocupantes dos outros poderes não têm, sobretudo os do Judiciário . 
  Em virtude da delicadeza de sua posição, creio ser justo que os juízes sejam mais bem remunerados, especialmente os ministros do STF . 
  Aliás, o número de ministros é bem menor que o de deputados e senadores . 
  Quanto à MP 434, penso que as decisões hoje em dia são cada vez mais políticas e menos jurídicas." 


 Ives Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie: "Do ponto de vista jurídico, a decisão é constitucional . 
  A isonomia salarial entre os poderes é válida . 
  Deputados, senadores e ministros do STF constituem o topo de seus respectivos poderes . 
  Do ponto de vista ético, é deplorável . 
  A decisão dos deputados cria um parâmetro descompassador para o plano . 
  Trata-se de uma medida dramática num momento que requer austeridade . 
  Quanto à tentativa de burlar a MP 434, há que se lembrar que o STF pode declará-la inconstitucional, se entender que ela na prática reduz os salários, algo proibido pela garantia constitucional da irredutibilidade dos salários." 


 Antonio Callado, escritor e colunista da Folha, eleito ontem membro da Academia Brasileira de Letras: "A única coisa que me ocorre dizer é 'viva a Hebe! 
 ' . 
  Os deputados estão dando razão a ela . 
  Deixar um grupo decidir sobre seus próprios salários é uma temeridade . 
  Eles não estão pensando em ninguém além deles próprios." 

 Luiz Antônio de Medeiros, presidente da Força Sindical: "O ministro Fernando Henrique Cardoso tem que se manifestar contra essa imoralidade de onde estiver. Os deputados foram muito infelizes ao reajustarem seus salários no momento em que se discute a conversão dos salários dos trabalhadores pela média. Hoje conversei com uma série de pessoas e a reação à decisão da Câmara foi a pior possível. Vai estourar greve adoidado. Eu estou encaminhando uma carta ao presidente do Senado, 

 Humberto Lucena, pedindo que o aumento seja rejeitado." 


 Egberto Della Bella, presidente da Federação Nacional dos Metalúrgicos da CUT: "É vergonhoso . 
  Nós assistimos com muita tristeza o deputado Gonzaga Motta deixar a relatoria da comissão que analisava a Medida Provisória 434, atrasando a sua votação . 
  No dia seguinte, assistimos abismados os deputados que não querem discutir o salário dos trabalhadores aprovarem o aumento de seus próprios salários . 
  Eles pensam somente neles . 
  Depois do impeachment de Collor e da CPI do Orçamento, achei que nunca mais veria uma cena como esta." 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-104-09389">
 Desejo é a lei de Almodóvar 
 A morte é um ritual de sedução em "Matador" 
 O desejo iguala os homens, as mulheres e os travestis 
 BIA ABRAMO 
 Editora da Ilustrada 

 O tema de Almodóvar é o desejo . 
  Apesar de seus filmes se situarem a anos-luz de discussões psicanalíticas, o desejo em Almodóvar tem o significado de força da natureza pulsão original, tão próxima da morte quanto da vida . 


 Para Almodóvar, o desejo iguala os homens (e as mulheres e os homossexuais e os travestis) . 


 Ser humano equivale a fazer valer a lei do desejo, custe o que custar . 


 A moral do diretor espanhol troca os sinais . 
  Em vez do desejo se dobrar à lei, é esta que nasce do desejo . 


 A irrupção do desejo é sempre absoluta e violenta não escolhe forma, nem gênero . 

 Os amantes assassinos 

 "Matador" pode ser considerado uma espécie de experiência de Almodóvar pelo trágico . 
  Seu humor transbordante, a comicidade arrasadora são substituídos por um acento grave . 


 Em "Matador", sexo e morte, paixão e assassinato estão tão entrelaçados quanto os amantes que matam um ao outro no momento do orgasmo . 
  Como as capas de toureiro que permeiam o filme, são o verso e o reverso do desejo . 
  O erotismo está subordinado a um impulso mais forte o de matar . 


 "Matador" é um dos únicos filmes de Almodóvar onde o gozo não vem numa explosão de alegria e humor . 
  O gozo perfeito só pode ser companheiro da agonia da morte um estado também de perfeição . 


 As duas cenas iniciais apresentam Diego, o toureiro que abandonou a arena, mas não o desejo de matar, e Maria, a advogada que assassina seus amantes ocasionais como um toureiro dá o golpe fatal no touro . 
  Diego se masturba enquanto assiste a cenas de mulheres sendo assassinadas . 


 O sexo está tão imiscuído na morte que lhe empresta uma distinção de gênero: "Há sempre algo de feminino em um criminoso", diz Maria . 
  "E há sempre algo de masculino em uma assassina", completa Diego . 

 Eclipse 

 Sexo e morte dançam esse bolero, sob os olhares de Ángel e Maria um anjo e a responsável pelo pecado original . 
  Os dois estão envolvidos com Diego e Maria, mas excluídos do gozo supremo . 
  Ángel, um aprendiz de toureiro (de um matador, portanto) tímido e virgem, porque seu desejo não supera seu medo e sua incapacidade de ver sangue . 


 O ritual de gozo e morte tem seu clímax durante um eclipse . 
  Não se lamenta o duplo assassinato tal conjunção perfeita não pode ser chorada . 
  O desejo, para Almodóvar, é de tal forma poderoso que embeleza a tragédia .
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<DOC DOCID="HAREM-047-09398">
 O novo número da revista ENCONTROS BIBLI, do Departamento de Ciência da Informação da UFSC está disponível. 
 Seu endereço é: 
 www.encontros-bibli.ufsc.br 
 SUMÁRIO 
 IMPACTOS E POSSIBILIDADES DAS TECNOLOGIAS NO CONTEXTO SOCIOEDUCACIONAL Isabel Cristina Louzada Carvalho 
 Nilcéa Elias Rodrigues 
 MODELO DE OPERACIÓN DE LA BIBLIOTECA NACIONAL DE CIENCIA Y TECNOLOGÍA DEL INSTITUTO POLITÉCNICO NACIONAL 
 Noel Angulo Marcial 
 FORMAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS PARA UMA SOCIEDADE LIVRE 
 Francisco das Chagas de Souza 
 Contribuições de Estudantes 
 ORGANIZAÇÕES VOLUNTÁRIAS: INFORMAÇÃO PARA A CONQUISTA DA CIDADANIA Maria Lorena Selbach Figueiró, Francisco E+ P+ Sousa, Nivaldo Gomes Rebelo 
 Resenha 
 HÁBITOS DE LECTURA. 
 Rubén Urbizagástegui Alvarado 
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<DOC DOCID="HAREM-824-09424">
 (Anderson Leir C. Menezes, Guarulhos, SP) 

 Resposta: A restauração de arquivos para os quais foram geradas cópias de segurança é feita usando o comando restore . 


 No momento da restauração, o DOS lê o arquivo CONTROL para descobrir qual é o diretório original dos arquivos e os armazena nesse local . 


 É possível que você não esteja utilizando a sintaxe correta do comando restore . 
  Para que a restauração seja bem sucedida, há três possibilidades . 


 Segunda: caso esteja em outro diretório, o usuário deve especificar o caminho correto para onde os arquivos serão restaurados, ou seja, o mesmo diretório de onde foi feito o backup . 


 Terceira: iniciar a restauração pelo diretório principal (raiz), usando o comando abaixo: 


 restore a: c:\* . 


 A opção /s e os coringas (* . 


 Outra possibilidade para o seu problema é o comando restore estar danificado . 
  Nesse caso, será preciso recuperá-lo do disco de instalação usando o comando expand . 
  Verifique qual dos discos possui o comando restore, insira-o na unidade A e use os seguinte comando para copiar e expandir o arquivo: 

 expand a: \restore.exc:\dos\ restore.exe 

 É importante lembrar que o comando restore não pode ser usado para restaurar arquivos do sistema (IO.SYS e MS-DOS.SYS) e também não funciona em unidades que tenham sido redirecionadas com os comandos assign, join ou subst . 

 Marco Antonio Land de Almeida é gerente da Coritel Serviços de Informática, ligada à Andersen Consulting 
 Cartas para a seção Canal Aberto devem ser enviadas datilografadas para Folha de S.Paulo, caderno Informática, al. Barão de Limeira, 425, 4º andar, CEP 01201-001, Campos Elíseos, São Paulo, SP 
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<DOC DOCID="HAREM-257-09434">
LANÇAMENTO DO CD ROM «ACERVO MUSEOLOGICO DO MAST»
Nesta quarta-feira, 5/7, às 17h no Salao Nobre do Museu de Astronomia e Ciencias Afins (Mast).
Para abrir o evento, que faz parte da comemoracao dos 15 anos do Museu, foi convidado a vice-diretora do Istituto e Museo di Storia della Scienza, de Florenca, Itália, Mara Miniati, que fala sobre «Emprego tecnologias modernas para a valorização do património e difusão da cultura cientifica».
No mesmo dia tambem serao inaugurados três terminais de acesso ao publico, patrocinados pela Fundacao Vitae, contendo um catálogo eletronico que permite ao visitante conhecer a historia da instituticao, o acervo museologico e as suas colecoes.
Endereco do Mast: r. General Bruce, 586, Sao Cristovao, RJ
Fone:589-4965
Visite o NOVO DataGramaZero de JUNHO: Perspectivas da Informacao ou
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<DOC DOCID="HAREM-821-09450">
A Escola da Noite
O corpo central da programação da companhia para 2003 assenta em dois vectores fundamentais:
1) Continuação do Projecto Vicente n'A Escola . Iniciado em Outubro do ano passado com uma ensalada vicentina (Auto da Visitação e outras cousas que por cá se fizeram) esta iniciativa está neste momento em plena segunda fase, com a apresentação de "Farsa dos Almocreves e outras cousas que se em Coimbra se fizeram". Segue-se uma "conferência-espectáculo" sobre o sentido da temática vicentina nos nossos dias, feito por uma companhia dos nossos dias. Uma nova versão do "Pranto de Maria Parda", representada ao ar livre, encerra um projecto de grande fôlego, que se traduz em quase um ano de trabalho em Gil Vicente. No final de Vicente n'A Escola terá passado pelos nossos palcos cerca de um quarto da obra vicentina. Este projecto tem o apoio da Coimbra 2003 - Capital Nacional da Cultura.
2) Organização, em colaboração com a Cena Lusófona, do terceiro EIA (Estágio Internacional de Actores) que ocupará todo o último terço de 2003. O EIA éuma acção de formação de grande envergadura que reúne em Portugal actores de todos os países de expressão portuguesa. O corpo central de formadores inclui os encenadores Pierre Voltz e Antônio Mercado, que trabalharão textos de nomes consagrados da dramaturgia alemã.
Destaque, ainda, para a colaboração da companhia com o Projecto Percursos, organizado pelo Centro Cultural de Belém, que prevê a participação d'A Escola da Noite em diversas iniciativas que terão lugar em Coimbra entre 24 de Abril e 4 de Maio.
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<DOC DOCID="HAREM-654-09451">
Lula declarou admirar Hitler e Khomeini 
Candidato do PT disse ontem que não se lembra de ter feito essa afirmação em entrevista à revista Playboy, em 79
GUSTAVO KRIEGER 
ELVIS CESAR BONASSA 
Da Sucursal de Brasília
Elogios feitos por Luiz Inácio Lula da Silva a Adolf Hitler e ao aiatolá Khomeini são uma das preocupações do comando da campanha presidencial do PT. 
Lula declarou "admiração" pelos dois no início de sua carreira política. 
Hitler foi o ditador alemão que comandou a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 
Khomeini liderou, em 1979, a revolução xiita (radicais mulçumanos) que derrubou o xá Reza Pahlevi do governo do Irã. 
Em julho de 1979, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e articulava a criação do PT, Lula deu uma entrevista à revista Playboy, na qual citou os dois líderes como duas figuras políticas pelas quais ele nutria admiração. 
Dedicação 
O então sindicalista elogiou a "disposição, força e dedicação" de Hitler e afirmou: "O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer" . 
Sobre Khomeini, Lula disse: "Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do xá foi um negócio sério". 
A lista de figuras admiradas por Lula em 1979 incluia ainda Tiradentes, Gandhi, Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung . 
Este tipo de declaração, que mostra o Lula radical do movimento sindical, preocupa a direção do PT, empenhada em vender uma imagem mais moderada nas eleições. 
Ontem em Palmas (TO), o candidato petista disse que não se lembra de ter feito essas declarações à revista Playboy. 
Desconhecimento 
"Eu desconheço que haja entrevista da Playboy em que eu falo isso", disse Lula. 
O líder petista não quis comentar também uma entrevista prestada pelo cartunista Ziraldo à mesma revista, em 80, quando disse que ouviu Lula dizer que das feministas ele só queria o sexo. 
"É só perguntar ao Ziraldo se eu disse isso e sobre o que disse em um debate com mais de 500 mulheres no Rio de Janeiro", afirmou Lula. 
Colaborou ABNOR GONDIN, da Agência Folha 
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<DOC DOCID="HAREM-31L-09471">
O corpo humano (na sua realidade física) tornou-se suporte -- ou, se quisermos, a própria matéria-prima da obra de arte. 
Chamaram-se a si mesmos «actionistas», embora o movimento, que se espalhou largamente até aos anos 70, seja designado globalmente por «body art», ou surja nos textos de Bowie como «arte ritual». 
 
Por mim, achei que foi infeliz semelhante comparação (...) e, muito menos, em relação àquele grande estadista, que penso ser respeitado em todo o mundo, sempre a rigor fardado, de franciscanas e respeitáveis barbas e de linguagem tão simples que todo o explorado da terra entende e o povo cubano venera e ama. 
 
Em Cuba, que foi seio do jogo imundo de casinos festivos para uns tantos, de negra prostituição, ninho da mais atroz repressão capitalista e berço das maiores e notáveis desigualdades sociais e indignas de qualquer ser humano, Fidel de Castro, o tal dinossauro, fez ao longo destes sacrificados anos de revolução, com que seja o país do mundo onde o tratamento do flagelo da Sida (reportagem transmitida há tempos pela nossa livre TV) está mais avançado; onde o analfabetismo (outrora de taxa elevadíssima) seja já quase letra morta; onde o sistema de ensino fez e continua a fazer brilhantes progressos de cidadãos de reconhecido mérito mundial nas artes e nas letras; onde o bem-estar social, a solidariedade e a cultura ocupam o lugar da tristeza, da indigência (...) 
 
Debate-se agora se terá sido oportuno ou nefasto o reconhecimento internacional da Croácia e houve quem recordasse que a guerra servo-croata já estava em curso em 1991, antes desse reconhecimento. 
Mas este não é o cerne da questão, o cerne da questão é a Bósnia. 
A Croácia e a Eslovénia eram duas realidades geopolíticas suficientemente coesas; 
a sua dignidade enquanto nações, e logo enquanto Estados, estava firmada. 
O mesmo não se passa na Bósnia, onde as etnias convivem ao simples nível da coabitação. 
 
Por isso, constituiu um erro reconhecer a Croácia sem antes ter preparado uma solução viável para a Bósnia, e não há paixão ideológica capaz de o apagar, se bem que seja inútil dramatizar um erro de natureza diplomática. 
 
A urbanização de Arcena passou por um complicado processo, com origem numa venda entre sócios da empresa proprietária, a Eurocapital. 
Perante a falta de pagamento dos compradores, os sócios vendedores reclamaram em tribunal a restituição dos seus direitos sobre a urbanização, o que viriam a conseguir no início deste ano. 
Durante o período em que estava indefinida a propriedade dos edifícios, grande parte deles foram ocupados por imigrantes africanos. 
 
Em 9 de Abril último, o tribunal de Vila Franca iniciava acções de despejo, para a restituição da totalidade da urbanização à Eurocapital. 
A maior parte das cerca de 260 pessoas desalojadas instalou então abrigos improvisados numa das ruas da urbanização. 
 
Polícia localiza raptores 
A polícia alemã localizou, ontem de manhã, os dois criminosos que fizeram cinco reféns durante uma fuga de mais de 27 horas pela Alemanha, após terem assaltado um banco, na segunda-feira, em Stuttgart. 
Quando tentavam controlar a identidade de um homem perto de uma cabina telefónica em Driedorf, em Hessen, os polícias foram alvo de tiros, tendo respondido. 
O homem acabou por fugir a pé. 
Importantes reforços foram já enviados para a zona. 
Os dois criminosos tinham libertado, ontem, por volta das 4h50 locais, os três reféns que detinham, um dos quais ferido, segundo a polícia de Wiesbaden. 
Os reféns, um homem e um casal, encontravam-se a cerca de 60 quilómetros a norte de Frankfurt. 
Após uma perseguição de mil quilómetros através do país, a polícia a distribuíu-se pela autoestrada entre Hofheim e Wiesbade. 
Os agentes decidiram dar vantagem aos raptores por estes terem ameaçado suicidar-se com os reféns fazendo explodir uma granada, caso a polícia os seguisse a curta distância. 
Os delinquentes começaram por sequestrar dois polícias no seguimento do assalto ao banco que lhes rendeu 250 mil marcos, tendo feito depois três novos reféns. 
Os dois criminosos, um antigo soldado de elite do exército da Alemanha de Leste de 32 anos, e um suíço de 35, evadiram-se, há três semanas, de uma prisão de Hamburgo, acusados de homicídio e assalto à mão armada. 
Segundo as autoridades, «não está excluída a possibilidade de que os raptores se dirijam para França». 
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<DOC DOCID="HAREM-427-09477">
ECONOMIA DAS PUBLICACOES DIGITAIS
 Colocamos na pagina da ancib (ver abaixo) dois relatorios recentemente lancados sobre a economia das publicacoes digitais o primeiro em word trata das relacoes ente os editores e as bibliotecas em uma ambiencia digital; o segundo em html, trata da economia da informacao e publicacao digital. 
 Sao relatorios pequenos de cerca de 10 paginas cada, e estao (os dois) no link TEXTOS COMPLETOS da pagina da Ancib sob o nome : econdigt.zip e precisam ser dizipados. 
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<DOC DOCID="HAREM-841-09478">
Quem Somos
Quem somos
O movimento associativo de Jovens Agricultores do distrito de Leiria teve inicio em 1986 com a abertura de um delegação da A.J.A.P.(Associação de Jovens Agricultores de Portugal), a qual se fazia representar por um delegado. Com o evoluir dos tempos e com a dinâmica que é própria aos jovens da região de Leiria, o grupo foi crescendo, tornou-se homogéneo, dando origem aquela que talvez hoje é a associação regional de Jovens Agricultores de Portugal mais dinâmica, a AJAL - Associação de Jovens Agricultores do Distrito de Leiria que foi criada em 1995. É na bela e antiga vila de Óbidos, fundada em 1148, que a AJAL tem a sua sede, dentro das muralhas, só por isso motivo de orgulho para todos quantos trabalham e associam a esta associação. A A.J.A.L. tem em vista os seguintes objectivos:
Defender os interesses dos Jovens Agricultores da região em que está inserida(o Distrito de Leiria).
Contribuir para a valorização técnica, empresarial e cultural dos jovens, promovendo a formação profissional e a informação.
Promover o associativismo agrícola.
Representar os Jovens agricultores, da região de Leiria, em reuniões e organizações a nível Regional, Nacional e Internacional.
Estimular o desenvolvimento da actividade agrícola, tornando-a cada vez mais dignificante, rentável e moderna.
Promover acções de apoio e intercâmbio entre jovens.
Contribuir para a preservação do Mundo Rural.
Promover a cooperação agrícola com os P.A.L.O.P.'s e as outras nações europeias.
Página Principal - Onde estamos - Oeste Agrícola - Hiperligações
Envie-nos um E-Mail a expressar a sua opinião acerca do nosso website
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<DOC DOCID="HAREM-808-09486">
Aspectos Legais e Trabalhistas do E-Learning

Objetivo: Demonstrar os problemas legais que as empresas podem vir a ter / enfrentar na aplicação e contratação de de ferramentas e conteúdos de treinamentos não presenciais (e-learning); Explicar as implicações trabalhistas a que a empresa esta sujeita ao disponibilizar esta forma de treinamento aos seus funcionários; bem como mostrar os mecanismos de controle para medição de eficiência; eficácia e credibilidade dos treinamentos; Alertar sobre as infrações a que podem estar sujeitos os conteúdistas e desenvolvedores de ferramentas para e-learning pelo uso indiscriminado de textos; fontes; imagens; sons e demais peças do gênero.
Público-alvo: Diretores; Gerentes; Supervisores das áreas de Recursos Humanos; Tecnologia da Informação e Marketing; Instrutores; Professores e Conferencistas; Desenvolvedores de ferramentas para ensino a distância e demais empresas que comercializam este forma de treinamento não presencial.

08h30 - Recepção aos Participantes

9h00 - Treinamentos não Presenciais - As Diversas formas do E-Learning Palestrantes: CRISTINA GIGLIO; Formada em Relações Internacionais, especializações em gestão dos recursos humanos e em política e economia da União Européia, Master Degree em Comércio Exterior e Marketing Internacional.
Jornalista; Possui experiência internacional de consultoria e gestão empresarial nas áreas de recursos humanos, distribuição / vendas, marketing internacional e comércio exterior.
Nos últimos anos trabalhou no setor do treinamento, em particular desenvolvendo e aplicando soluções integradas para e-learning; Atua na área internacional para o Grupo Telecom Itália tendo adquirido uma significativa experiência no Brasil em projetos para clientes do mercado captive e externo.
Atualmente cuida do desenvolvimento comercial no Brasil da Telecom Itália Learning Services e MARCO DE BIASI; Formado em Administração de empresas, especializado em economia Internacional no Institut Universitaire International de Luxembourg, MBA na Università di Torino, especialização em Economia e Política da África do Sul - Rand Afrikaans University de Johannesburg; Há 8 anos atuando no Grupo Telecom Italia, desenvolvendo trabalhos com os seguintes clientes: Sebrae, TIM / Telecom Italia Mobile, Câmara ítalo-brasileira de Indústria e Comércio, Telecom Argentina, Telecom Italia, TIM Nordeste Celular, Telesp, Entel Chile, Visconti, Credicard e Finsiel do Brasil; Atualmente é Gerente Delegado da Telecom Italia Learning Services.
E ' membro do Conselho Diretivo da Câmara ítalo-brasileira de Indústria e Comércio - SP.

10h30 - Coffee-break

10h45 - E-TRABALHO: Aspectos Legais e Trabalhistas do E-Learning · E-learning e EaD: E-Trabalho / Teletrabalho


· Teletrabalho como instrumento social na geração de trabalho e renda: Vantagens e Desvantagens


· Como utilizar o E-Learning no contexto da legislação trabalhista atual · Aspectos Estratégicos da Contratação no E-Trabalho

· Procedimentos para Evitar a criação de Passivo Trabalhista Palestrante: DEISE NEVES BOTELHO REZENDE; Advogada, Auditora Trabalhista, Consultora Empresarial e de Relações Trabalhistas e Sindicais; Sócia da BOTELHO REZENDE Advocacia Empresarial; Advogada especialista em Direito do Trabalho, graduada pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Auditora Trabalhista, Consultora Empresarial e de Relações Trabalhistas e Sindicais, com 17 anos de atuação e vivência em entidades públicas e grandes empresas dos ramos Industrial, Comercial e de Prestação de Serviços, nas áreas do Direito Empresarial, do Trabalho e de Auditoria Trabalhista; é sócia da Botelho Rezende Advocacia Empresarial e tem forte atuação na Área de Consultoria Preventiva, desenvolvendo trabalhos e/ou Programas de Redução de Custos e Riscos na Área Trabalhista, e de minimização do Passivo Trabalhista das empresas, que permitem orientar, adequadamente, executivos e demais profissionais das empresas, tendo obtido reconhecimento nacional com as premiações nos 1º, 2º e 5º TOP OF MIND (1998-1999-2002), na categoria Consultoria Trabalhista, por meio de sua prestação de serviços junto a conceituado escritório de advocacia.
Ministra Cursos, Seminários e Palestras sobre Legislação Trabalhista, Auditoria Trabalhista, Representação Comercial e de Gerenciamento Estratégico para Redução do Passivo Trabalhista, possuindo vários títulos de sua autoria, sobre temas que envolvem as Relações Trabalhistas é Autora do Livro «Ensaios sobre as Relações de Capital e Trabalho da Atualidade» (Editora Mission, 2002 - São Paulo), e de diversos artigos publicados na mídia impressa e eletrônica.

13h00 - Almoço

14h30 - Direito Autoral e Direito de Imagem nos treinamentos não presenciais Palestrante: RODRIGO KOPKE SALINAS; Bacharel em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; Inscrição definitiva na Ordem dos Advogados do Brasil; Seção São Paulo - Professor Conferencista da ECA - USP; «Ética e Legislação na Indústria Editorial».
Membro da Comissão do Jovem Advogado do Instituto dos Advogados de São Paulo; Palestrante em cursos e seminários sobre Direitos Autorais e da personalidade, dentre eles o Centro de Comunicação e Artes do SENAC - SP e Fundação Cultural Cidade de Maceió; Colunista do portal Terra, canal Pensarte, escrevendo sobre direito autoral e mercado cultural; Participação em Seminário de Direito de Autor para editores da América Latina, organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

16h00 - Coffee-break

16h15 - Sistemas de controle para evitar / minimizar fraudes nos treinamentos não presenciais Palestrante: MSc.
JOSÉ VALDIVIA LEON - Diretor da Livronline.com, empresa fornecedora de soluções de e-Learning.
Graduado em Física pela Universidad Nacional de Ingenieria - Perú e Mestre em Ciências pela Universidade Estadual de Campinas.
Especialista em tecnologias internet e consultor de projetos de e-Business.

17h30 - Exemplos internacionais


Equipe Técnica da Telecom Itália

Apoio:

28 de agosto de 2003 das 8h30 às 18h00


Hotel Ca' D'oro - Rua Augusta, 129 - São Paulo - SP

Incluso:
material didático, coffee-break, almoço, certificado e estacionamento.
Inscrições e Investimento consulte-nos:

Toll free 0800.14 30 40 - Tel. (11) 3067.6700 - Fax. (11) 3067.6718


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«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»
Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
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<DOC DOCID="HAREM-03J-09488">
O caso ocorreu numa noite de 1978, na ilha de Carvalo, ao largo da Córsega.
O príncipe jantava com amigos num restaurante deste paraíso para milionários, quando um grupo barulhento de jovens da alta sociedade italiana acostou na enseada de Palma, ao lado do seu iate, o L'Aniram.
Os advogados da defesa sublinharam no processo que este facto perturbou altamente o «senhor de Sabóia».
Naquele ano, as Brigadas Vermelhas (BR) estavam no auge da actividade terrorista, o líder cristão-democrata Aldo Moro acabara de ser raptado, e o príncipe -- proibido de entrar em Itália desde o exílio do pai em 1946 -- teria mesmo recebido ameaças das BR.

Uma vida por um barco
O certo é que, pouco depois, Vítor-Emanuel apercebeu-se que um barco pneumático fora deslocado do seu iate e atracado ao Cocke, o navio dos jovens italianos.
«Irritado com este acto de apropriação», foi buscar uma espingarda US 30 semiautomática, utilizada em safaris, e 31 cartuchos, e dirigiu-se para o Cocke.
Um dos jovens, Nicola Pende, acorda com um grito:
«Roubaste o meu barco, vais pagar.» 
Pouco depois, o príncipe aponta-lhe a arma ao ventre.
Na confusão que se segue, parte um primeiro tiro, depois um segundo, e os dois homens caem ao mar.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-722-09502">
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NOTÍCIAS DA IMPRENSA Para cientistas, raça humana não descende de `Eva' Pesquisadores afirmam que o homem atual resulta de uma contínua mistura de populações LONDRES - Paleontólogos de Michigan decretaram a morte de Eva, o fóssil africano de uma mulher que teria dado origem ao Homo sapiens.
Esses especialistas afirmam que sua análise de um fóssil australiano derruba as teses atuais sobre as origens de nossa espécie.
De acordo com as teorias atualmente aceitas, o homem moderno descende de uma Eva africana hipotética.
Acredita-se que, há cerca de 100 mil anos, seus filhos deixaram a África e começaram a se espalhar pelo globo, substituindo completamente antigas populações de hominídeos que encontravam pelo caminho, como, por exemplo, grupos de Homo erectus.
Mas alguns pesquisadores, entre eles Milford Wolpoff, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, acreditam que os seres humanos modernos são o produto de uma contínua e planetária mixagem de populações e de um intenso fluxo de genes entre antigos hominídeos.
A principal evidência dessa teoria, segundo Wolpoff, é um crânio de um hominídeo de 15 mil anos, chamado WLH 50, descoberto na Austrália em 1982.John Hawks, aluno de graduação de Wolpoff, e seus colegas compararam dezenas de características do WLH50 com um crânio ainda mais antigo de Homo
erectus, de Ngandong, em Java, e outro crânio africano antigo.
Se a teoria de Eva estiver correta, os crânios australiano e javanês não deveriam ter nenhum parentesco.
Mas os cientistas afirmam que o WLH 50 se assemelha mais ao crânio de Ngandong do que ao africano, tanto em termos de formato - como a fronte saliente - como no tamanho de determinadas características, como a fenda do alto do crânio.
Fonte: O Estado de São Paulo em 09/08/2000 Fale Conosco !
SHIS - QI-17 - Conjunto12 - Casa 14 - Lago Sul Brasília/DF - Brasil - CEP:71645-120 Tel.
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</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-004-09522">
 FICHA DO JOGO 
 IRLANDA x NORUEGA 13h30 
 Giants Stadium - Nova York 
 IRLANDA 
 Titulares 
 Bonner 
 Moran 
 Kernaghan 
 McGrath 
 Babb 
 Keane 
 Townsend 
 Houghton 
 Sheridan 
 Aldridge 
 McAteer 1 
 4 13 
 5 14 
 6 7 
 8 10 
 9 21 
 Jogos 2 
 0 0 
 2 2 
 2 2 
 2 2 
 2 2 
 Gols 
 (2) 0 
 0 0 
 0 0 
 0 1 
 0 1 
 0 
 Técnico - Jack Charlton 
 Cartões amarelos 
 Irlanda 
 Irwin (2) e Phelan (2) 
 Noruega 
 Haaland (2), Leonhardsen e Bjoernbye 
 NORUEGA 
 Thorstvedt 
 Bratseth 
 Halle 
 Berg 
 Mykland 
 Leonhardsen 
 Bjoernbye 
 Flo 
 Bohinen 
 Rekdal 
 Fjoertoft 1 
 4 2 
 20 7 
 8 5 
 6 22 
 10 9 
 Jogos 2 
 2 0 
 2 2 
 2 2 
 2 2 
 2 2 
 Gols 
 (1) 0 
 0 0 
 0 0 
 0 0 
 0 1 
 0 
 Técnico - Egil Olsen 
 FIQUE DE OLHO 
 Irlanda 
 Ray Houghton, 32 
 Autor do gol contra a Itália, é bom marcador e tem muita experiência 
 Noruega 
 Jan Age Fjoertoft, 26 
 O único atacante da Noruega fica isolado na frente, à espera de uma oportunidade para cabecear 
 COMO ESTÁ O GRUPO E 
 México 
 Irlanda 
 Itália 
 Noruega 
 J 2 
 2 2 
 2 
 P 3 
 3 3 
 3 
 V 1 
 1 1 
 1 
 E 0 
 0 0 
 0 
 D 1 
 1 1 
 1 
 SG 0 
 0 0 
 0 
 ÚLTIMOS CONFRONTOS 
 Elim. Copa 38: Noruega 3 x 2 Irlanda 
 Elim. Copa 38: Irlanda 3 x 3 Noruega 
 Elim. Copa 86: Noruega 1 x 0 Irlanda 
 Elim. Copa 86: Irlanda 0 x 0 Noruega 
 Juiz: José Joaquín Torres (Colômbia) 
 Auxiliares: Paulo Alves (Brasil) e Hae Yong Park (Coréia do Sul) 
 TV 
 SBT (compacto às 2h) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-324-09527">
 
 Ricupero reúne equipepara unificar linguagem 
 Reunião de hoje começa a definir as medidas que serão anunciadas em 1º de junho 
 Da Sucursal de Brasília 

 A equipe econômica se reúne hoje em Brasília para começar a definir as medidas mais importantes do Plano Real . 


 O ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, convocou o encontro também para unificar a linguagem da equipe . 


 Estarão em discussão a conversão dos contratos não-urvizados, medidas anticonsumno e regras para emissão da nova moeda . 


 A menos de 40 dias da implantação do real, a equipe econômica ainda diverge sobre os principais pontos da fase 3 do plano . 


 O assessor de preços, Milton Dallari, voltou atrás um dia após ter anunciado, em São Paulo, a proposta para a conversão em URV (Unidade Real de Valor) dos contratos de aluguéis . 


 A proposta, que não contemplava o critério adotado para os salários média de novembro a fevereiro, desagradou o presidente Itamar Franco . 


 Itamar cobrou uma posição do ministro Ricupero, que desabafou à imprensa estar alheio a qualquer decisão sobre o assunto . 


 As divergências internas também ficaram visíveis sobre outros pontos do plano, como a fixação de regras para a emissão do real . 


 Parte da equipe defende a criação de uma superdiretoria do Banco Central para controlar a emissão . 


 A equipe econômica conseguiu, também na semana passada, congelar e descongelar a Ufir (Unidade Fiscal de Referência) . 


 A Receita federal, preocupada com a arrecadação, quer manter a Ufir sendo corrigida pela inflação após o real . 


 Outros integrantes da equipe acreditam que a manutenção do indexador sinalizaria desconfiança quanto ao comportamento futuro da inflação . 


 O ministro encerrou a discussão, declarando que o governo terá o mesmo tratamento dado ao setor privado . 


 A agenda carregada de Ricupero foi outro motivo para o encontro . 


 Nesta semana, por exemplo, ele dedicará quatro dias a esta tarefa . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-042-09549">
Suspensão a Haga cancelada
 Mundial de motocross acontece em três países neste fim de semana O campeão das 500cc promete arrasar o chão francês com sua KTM As 125cc se enfrentam na Itália, na pista de San Severino Marche.
A briga está entre as KTM's do sul africano Grant Langston e do inglês James Dobb contra a Honda do americano Mike Brown.
as 250cc estarão em ação na Alemanha e as 500 medem forças em solo francês, no circuito de Iffendic.
O belga Joel Smets parece estar cada vez mais próximo do seu 4o título mundial.
Seus principais adversários são o campeão de 1999 Andrea Bartolini da Itália e seu companheiro na Yamaha, o belga Marnick Bervoets.
Falando em mundial de cross, a FIM divulgou o cancelamento do GP da Polônia das 250cc, marcado para dia 06 de agosto.
A prova foi transferida para Namur, na Bélgica, na tradicionalíssima pista da "Citadela" , que rodeia os muros medievais da cidade.
Equivalente no motocross do que significa Montecarlo para a F1 e Assen para a motovelocidade, foi lá, em 1983, que o sueco Hakan Carlqvist parou
no bar no meio da corrida, tomou um gole de cerveja e voltou para vencer, humilhando a concorrência.
O gesto foi imitado por Stefan Everts em 1997, só que o multicampeão belga preferiu beber um ice-tea...
Politicamente correto, mas sem a graça da cerveja de Carquvist...
Portanto este ano , no dia 06 de agosto, teremos a chance de ver algum maluco das 250/500cc tentar ser rápido o suficiente para fazer o mesmo, só não vale perder a posição...
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<DOC DOCID="HAREM-83J-09556">
Entrega de IR tem pouco movimento no último dia
Apenas 5 milhões de contribuintes haviam entregue sua declaração de Imposto de Renda até ontem pela manhã.
A estimativa da Receita Federal era receber 7 milhões de declarações.

O número final do total de declarações entregues só deve ser divulgado na próxima semana.

Os 12 computadores da Future Kids oferecem jogos educativos que treinam o raciocínio lógico.
No estande da Tec Toy há três consoles Mega Drive, além de um Master System e quinze cartuchos de jogos.
Para os menores, estão disponíveis o Pense Bem, o PC 1.000, o Telepapo e o Tá Na Hora
As crianças podem ficar 15 minutos em cada um dos jogos.
Caso não haja fila, o período de uso pode ser maior.
A partir do dia 17, a Playtronic também terá um estande no Iguatemi.
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<DOC DOCID="HAREM-101-09564">
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A RCTS2 é uma rede de alto desempenho para as instituições com
maiores requisitos de comunicações, nomeadamente, Universidades,
Laboratórios de Estado, Institutos Politécnicos, constituindo-se
assim como uma plataforma de experimentação para aplicações e
serviços avançados de comunicações.
Trata-se de uma rede informática que utiliza o protocolo IP para
garantir uma plataforma de comunicação e colaboração entre as
instituições do sistema de ensino, ciência, tecnologia e cultura.
A Rede constitui-se como uma infraestrutura de experimentação para
aplicações e serviços avançados de comunicações.
Quanto à respectiva topologia, a RCTS2 é composta por dois nós
principais, um em Lisboa e outro no Porto, aos quais se ligam as
instituições acima referidas. A Rede possui ainda mais 15 nós
secundários de interligação denominados com a rede das escolas,
museus e bibliotecas, presentemente denominada RCTS.
As principais tecnologias utilizadas nas ligações entre as instituições
mencionadas e a RCTS são: a tecnologia ATM, para linhas de grande
débito, e VPN-IP, Frame Relay e Circuitos Dedicados para as
restantes. Neste momento a maioria das instituições com ligação à
Rede já utilizam a tecnologia ATM.
©2001 FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional
Todos os direitos reservados.
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<DOC DOCID="HAREM-92C-09567">
Houve dificuldades iniciais na inclusão dos países candidatos no programa. As bases jurídicas foram aprovadas um pouco tarde, existem frequentemente dificuldades na concessão de vistos. Insisto aqui para que os participantes dos países candidatos obtenham vistos automaticamente, sem formalidades burocráticas e também a título gratuito. As despesas administrativas foram, globalmente, muito elevadas no primeiro ano. Isto deve-se ao facto de a Comissão ter antecipado o pagamento das despesas relativas a dois anos. Penso que isto é correcto. Congratulámo-nos igualmente com o objectivo de associar ao programa organizações mais pequenas, sem experiência no plano internacional, de modo a facilitar o acesso ao mesmo também a jovens não organizados. Vamos continuar atentos a este aspecto.

Penso que teremos de vender os nossos êxitos com ênfase e, sobretudo, melhor. Por esta razão, sugiro que realizemos uma semana de acção para apresentar o programa ao público. Para terminar, gostaria de dizer que os Estados-Membros não devem reduzir os seus programas dedicados ao intercâmbio de jovens. Eles devem acentuar a dimensão europeia nas suas políticas nacionais. O processo de consulta para o Livro Branco proporciona-nos sinais encorajadores a este respeito e eu espero que, com este novo entusiasmo pela juventude europeia, o programa JUVENTUDE nos permita alcançar o cerne desta política.


Senhora Presidente, infelizmente, esta manhã não me foi possível estar presente e, por esta razão, vou-me pronunciar resumidamente sobre os programas SÓCRATES, JUVENTUDE e CULTURA 2000. A escolha destes programas deve-se à consciência exacta de que os mesmos constituem, seguramente, os programas de apoio comunitário mais importantes nos domínios da educação, da juventude e da cultura europeia.

Consciente da importância precisamente destes domínios, o Parlamento deixou-se conduzir pelo quadro financeiro considerável e pelo prolongamento do programa, aprovado há pouco, até ao ano de 2006. Os processos legislativos iniciados pela Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos também não devem ser esquecidos aqui. Felicitamos expressamente a criação de um grupo de avaliação cujo objectivo deverá ser supervisionar meticulosamente a execução dos programas comunitários por parte do Parlamento. Felicitamos a iniciativa para a criação do grupo de avaliação, bem como a estruturação deste mecanismo de controlo com base em novos instrumentos e estruturas adequadas.

Sublinha-se, igualmente, o facto de a forte procura nos Estados-Membros ter conduzido à atribuição de dotações suplementares aos programas SÓCRATES, JUVENTUDE e CULTURA 2000. Fomos obrigados a reconhecer que o baixo nível de execução durante o ano de 2000 fica a dever-se a procedimentos internos pesados e morosos. Por consequência, o Parlamento espera que a Comissão garanta uma execução mais eficaz, de modo a contribuir também para a credibilidade da Europa perante os seus cidadãos e contribuintes. Verifica-se com preocupação a existência de estrangulamentos precisamente no âmbito da gestão centralizada. É justamente neste âmbito que é necessário estarmos atentos à utilização dos meios financeiros.

A maior descentralização da gestão dos programas constitui um passo na direcção correcta. Apesar disso, não devemos esquecer que, tendo em vista uma Europa unificada, a competência para a definição da orientação política dos programas deve continuar a ser exclusivamente das Instituições.

Senhora Presidente, caros colegas, os europeus viajam através do seu continente sem controlos fronteiriços. Pagam com o mesmo dinheiro e o seu passaporte tem a mesma cor. Nunca foi posta em causa a existência de uma identidade europeia, para além de todas as diferenças nacionais. No entanto, o que é bonito é que existe um número crescente de europeus que fazem esta experiência no quotidiano. Os programas europeus dedicados à juventude e à educação, nos quais se inclui também este programa, contribuíram, naturalmente, em grande parte para este êxito. A relatora acabou de mencionar que se trata de um dos programas de apoio comunitário mais importantes, porque é também o único programa aberto a todos os jovens, independentemente da sua situação profissional e do seu nível de formação.

Já ouvimos referir que só no ano 2000 foram financiados mais de 10 000 projectos com mais de 100 000 participantes. Na nossa opinião, este êxito é notável, visto que falamos apenas da execução no primeiro ano. Naturalmente, estas informações positivas não devem ter efeitos negativos para os programas nacionais dedicados à juventude nos Estados-Membros. Estes poderiam, então, tomar o êxito do programa JUVENTUDE como pretexto para reduzir, eventualmente, os seus próprios meios. Por esta razão, volto a esclarecer que o programa JUVENTUDE foi criado para apoiar e complementar os Estados-Membros nas suas acções, mas não para os libertar das suas obrigações.

Muito pelo contrário, os países associados ao programa deveriam facilitar aos jovens interessados a participação no programa JUVENTUDE, reduzindo as despesas administrativas e, tal como foi apontado correctamente no relatório, concedendo vistos automaticamente e a título gratuito aos participantes, nos casos em que tal seja necessário. O maior envolvimento também de jovens desfavorecidos constitui um objectivo importante deste programa. Segundo a Comissão, 50% dos projectos centralizados foram dedicados a jovens desfavorecidos.

Em contrapartida, o serviço voluntário de curta duração, criado particularmente para jovens desfavorecidos, ainda não foi aproveitado de uma maneira satisfatória. Não foi atingido o objectivo fixado de 20% destas dotações. No entanto, eu penso que este objectivo é correcto. Tendo em conta os 80 milhões de euros atribuídos ao programa e as despesas administrativas relativamente elevadas de 12 milhões de euros, este objectivo é correcto e deveria ser possível à Comissão alcançá-lo. Sou de opinião que despesas administrativas tão elevadas só se justificam se for possível atingir, realmente, novos grupos de participantes, associando, assim, ao programa uma percentagem considerável de jovens desfavorecidos.


Senhora Presidente, gostaria de felicitar a relatora pelo seu relatório e a senhora Comissária e os serviços da Comissão, que com este programa criam de facto um novo espaço de contacto dos jovens da Europa com o resto do mundo.

São muitos os pontos positivos, mas vou deter-me num que na minha opinião constitui um problema. O programa JUVENTUDE é muito avaro em relação a uma franja particularmente sensível da juventude europeia, constituída pelos jovens imigrantes. Ignorando as suas necessidades específicas, esquecendo os problemas crescentes com que eles se defrontam e não consagrando acções específicas para a sua inserção social, é como se na realidade lhes fechasse a porta. No entanto, os jovens imigrantes que neste momento se encontram no coração da Europa construem juntamente com os outros jovens o futuro da Europa. Consequentemente, seria necessário apoiar de um modo especial esses grupos desfavorecidos para que fujam dos guetos, da exclusão, e para que se tornem produtivos e criativos. Em vez disso, relativamente a este aspecto, vejo neste programa o perigo de se favorecerem grupos de jovens que são mais privilegiados e são sistematicamente alimentados e favorecidos com determinadas ajudas.

Também quero dirigir à senhora Comissária uma reflexão, que extravasa o programa JUVENTUDE, porque considero que nos ocupamos dos jovens com mais de 18 anos, mas a sua formação começa na infância. Temos dezenas de milhões de crianças - calcula-se que existem na Europa 60 milhões de crianças com menos de 18 anos - e deveríamos ver que, nessa fase sensível da sua vida, há uma série de direitos que são violados. Existe uma grande exploração e existem inúmeras ameaças que colocam seriamente em risco a sua vida a nível formativo, cultural e educacional.
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<DOC DOCID="HAREM-228-09580">

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<DOC DOCID="HAREM-042-09592">
piscic
 PROJETO PISCICULTURA O Projeto Piscicultura que está sendo desenvolvido na ETE.
"Prof. Matheus Leite de Abreu" tem como base a reversão sexual de "Tilápias do Nilo", cujo objetivo é evitar que ocorra nos tanques de engorda, a superpovoação de tilápias fêmeas, pois o rendimento das mesmas é inferior ao dos machos.
Esta reversão é feita em alevinos ou larvas após a desova, que ocorre em tanques de reprodução.
Os alevinos são capturados e levados para o laboratório, e colocados em reservatórios.
No laboratório, os alevinos, devem passar por uma peneira de 3mm, tamanho ideal para reversão.
Imediatamente serão tratados com ração de pré-crescimento para peixes, misturadas com o hormônio masculino metil-testosterona, na seguinte maneira: Coloque 60mg de metil-testosterona, 500ml de álcool etílico de cereais, 1kg de ração finamente moída em peneira de fubá.
Depois misturar e colocar para secar na sombra.
Os alevinos serão tratados por um período de 30 dias, onde se completará a reversão sexual, nas dosagens de acordo com seu tamanho, distribuídas
três vezes ao dia no reservatório.
Após esse período os alevinos serão levados para os tanques, pré-adubado e corrigidos onde passarão a se alimentar com plâncton e ração normal sem hormônio.
A espécie de peixe utilizada na ETE.
"Prof. Matheus Leite de Abreu" é a "Tilápia do Nilo", podendo ser feita em outras espécies como por exemplo: San Peter (Vermelha), "Tilápia Rendali", etc. O período da Reversão Sexual deverá ser feito no mês de setembro à março, pois é neste período que ocorre a maior reprodução das tilápias na proporção de reprodutores de 3 fêmeas para 1 macho.
Informações fornecidas pelo Prof. Paulo Antônio Sacchi, responsável pelo Projeto Piscicultura.
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<DOC DOCID="HAREM-83H-09596">
China: activistas contra campanha anti-dissidentes 

Activistas de Hong Kong protestaram ontem junto à delegação local da agência oficial Xinhua (Nova China) contra a campanha anti-dissidentes que está a ser levada a cabo pelo governo chinês.
Cerca de 40 activistas de organizações de defesa dos direitos humanos e pró-democracia de Hong Kong -- Região Administrativa Especial da China desde 01 de Julho de 1997 -- concentraram-se junto aos escritórios da Xinhua para entregarem uma petição e para permanecerem no local em acção de protesto silencioso durante 24 horas .
Szeto Wah, presidente da Aliança de Apoio ao Movimento Patriótico Democrático na China, uma das organizações promotoras do protesto, considerou a actual campanha anti-dissidentes «o pior caso de terror branco na China desde 04 de Junho», a data da supressão militar do movimento estudantil pró-democracia da praça de Tiananmen em 1989 .
As autoridades da província de Hangzhou, sul da China, condenaram ontem a 10 anos de prisão por «pôr em perigo a segurança do estado» o activista laboral Zhang Shanguang, por ter dado uma entrevista à estação de rádio Ásia Livre, baseada nos Estados Unidos, sobre agitação popular em zonas rurais da República Popular .
A condenação de Zhang, surge menos de uma semana depois de três dissidentes ligados à criação do Partido Democrático da China (PDC), com o objectivo de funcionar como oposição legal ao Partido Comunista Chinês, terem sido condenados a pesadas penas de prisão por «subversão» .
O mentor da fundação do PDC, Wang Youcai, foi condenado em Xangai a 11 anos de prisão, Qin Yongmin foi condenado em Wuhan, centro da China, a 12 anos e Xu Wenli foi sentenciado em Pequim com uma pena de 13 anos de prisão .
Na acção de protesto de ontem em Hong Kong, os activistas divulgaram um comunicado em que apelavam para a libertação imediata dos três dissidentes e publicaram uma lista de 11 outros dissidentes presos ou sentenciados recentemente por envolvimento em actividades políticas .
Uma petição deixada na porta da delegação da Xinhua pelos activistas de Hong Kong exige ao governo chinês que respeite as convenções internacionais sobre direitos civis e políticos e sobre direitos económicos, sociais e culturais, de que o governo de Pequim é signatário, não tendo, no entanto, ratificado ainda nenhuma das duas convenções .
A acção de protesto dos activistas locais pretende também ser uma manifestação de apoio à greve de fome de 100 dias iniciada quinta-feira por 214 dissidentes em toda a China em regime de «estafetas» como protesto contra a condenação de Wang Youcai, Qin Yongmin e Xu Wenli .
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<DOC DOCID="HAREM-602-09599">
Centro Educacional Charles Darwin
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Clique nas opções abaixo: NOTÍCIAS DO DARWIN Página Principal Notícias do Darwin © 1999, Centro Educacional Charles Darwin.
Todos os direitos reservados.
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"Noite do Pijama" Agosto, 1999 .........................................
Nos dias 09 e 10 de julho, num clima de muita alegria e descontração, aconteceu a "Noite do Pijama".
O evento foi realizado na unidade de Campo Grande e teve a participação dos alunos da Educação Infantil a 4ª série do Ensino Fundamental.
Os pais chegaram à escola acompanhando seus filhos e foram recebidos com um cofee break.
Muitos acessoravam as crianças na escolha do local para dormir.
Chegaram carregados de colchonetes, mantas, travesseiros e jogos.
Um verdadeiro acampamento.
Às 20h, emocionados despediram-se das crianças, já que para muitos foi a primeira experiência de dormir fora de casa e longe dos pais.
Após a saída das famílias, começamos uma gincana, liderada pela professora de Educação Física - Nilséia.
Muitas brincadeiras, videokê e jogos, foram a nossa programação.
Para finalizar a noite de sexta-feira, foi servido um delicioso lanche.
Durante a noite, as crianças setiram-se verdadeiros hóspedes num hotel 5 estrelas.
O fechamento da Programação foi a premiação dos ganhadores da gincana com sorteios de brindes.
Além de saborearem o café da manhã.
O objetivo que era de proporcionar um momento de confraternização e experiência de vida em grupo, dando prosseguimento ao Projeto SOE, "Afetividade e Relações", foi alcançado.
A pedido dos alunos, estamos estudando a possibilidade de novos momentos como esse.
Maria Beatriz S. de Andrade Orientadora Educacional Clique aqui e veja outras notícias do Darwin.
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<DOC DOCID="HAREM-03J-09608">
A Netscape Communicationns decidiu adquirir a Collabra Software por 108,7 milhões de contos (16,3 milhões de contos).
A Collabra edita o «groupware» e o «software» que permitem compatibilizar diversas redes de computadores, nomeadamente as que existem no interior de uma mesma empresa.
Os termos concretos da transacção não foram tornados públicos mas os analistas coincidem na interpretação deste negócio como mais um passo da Netscape para transformar a Internet num meio privilegiado de comunicação e informação à escala mundial.
A Netscape é o mais importante fabricante de «software» de navegação para a Internet.

LG Electronics desce preços
A LG Electronics, o terceiro maior fabricante sul-coreano de informática, decidiu reduzir os preços dos seus computadores pessoais.
A decisão visa tornar mais competitivos os produtos da empresa, que está a sofrer uma forte concorrência dos seus principais concorrentes.
As descidas oscilam, consoante os produtos, entre 9,8 e 26,9 por cento.
Durante o primeiro semestre do corrente ano, o mercado de computadores pessoais da Coreia do Sul registou um aumento de 42 por cento relativamente a idêntico período do ano transacto, num montante de 1300 milhões de dólares (195 milhões de contos).
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<DOC DOCID="HAREM-424-09612">
 Presos fazem 11 reféns no interior de SP 
 Da Folha Sudeste 

 Cerca de 250 presos da ala três da Penitenciária 1 de Hortolândia (SP) fizeram uma rebelião ontem e mantiveram 11 pessoas como reféns por mais de seis horas . 


 Os presos, armados com facas e estiletes, renderam dez agentes penitenciários e o diretor de segurança do presídio, Alfredo Artur de Almeida . 


 Eles exigiram a presença do juiz-corregedor da Coesp (Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo), Ivo de Almeida, que negociou com quatro presos . 


 Segundo o juiz, os reféns foram liberados após o acordo da mudança do horário de visita e a liberação para entrada de mantimentos levados pelas famílias . 


 Ele não revelou os nomes dos presos nem a procedência e condenação . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-337-09622">
 Aos Colegas da Lista de Discussao da ANCIB, segue divulgacao de Concurso Publico para Docentes: 
 Inscricoes: De 3 a 7 de janeiro de 2000 
 Documentos Exigidos e Informacoes Detalhadas: Conforme Edital n. 023/99 CRH OBS. 
 : As inscricoes poderao ser feitas atraves de correio, via Sedex O Concurso Publico constara das seguintes provas, conforme Edital n. 023/99 CRH: 
 a) Prova escrita (eliminatoria); 
 b) Prova didatica; 
 c) Arguicao sobre o ponto sorteado para a prova didatica; d) Analise e Avaliacao do Curriculum Vitae. 
 Vagas: 
 Area: Biblioteconomia / Geral (1 vaga) 
 Regime de Trabalho: 40 horas semanais 
 Requisito minimo da 1. etapa: Mestrado ou Doutorado em Ciencias da Informacao ou areas afins e graduacao em biblioteconomia. 
 Area: Biblioteconomia / Conservacao e Restauro (1 vaga) 
 Regime de Trabalho: 20 horas semanais 
 Requisito minimo da 1. etapa: Mestrado ou Doutorado em Ciencias da Informacao ou areas afins e pratica comprovada de, no minimo, 2 (dois) anos em Conservacao e Restauro. 
 Area: Arquivologia / Geral (1 vaga) 
 Regime de Trabalho: 40 horas semanais 
 Requisito minimo da 1. etapa: Mestrado ou Doutorado em Ciencias da Informacao ou areas afins e graduacao em arquivologia. 
 Salário: 
 Prof. Adjunto Inicial (Doutor) - R$ 3.189,41- Regime 40 horas com T+I+D+E+ Prof. Assistente Inicial (Mestre) - R$ 2.270,81- Regime 40 horas com T+I+D+E+. 
 Prof. Auxiliar Inicial (Graduado) - R$ 1.368,23 - Regime 40 horas com T+I+D+E+. 
 T+I+D+E+ (Dedicacao Exclusiva) 
 Informacoes atraves: 
 Endereco eletronico: http://www.uel.br 
 Tel: 0-xx-43- 371-4302 / 4569 
 Fax.: 0-xx-43- 371-4101 
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<DOC DOCID="HAREM-622-09629">
CARROS
 CARROS IMPORTADOS MODELO DO ANO 2000: As Grandes Marcas da Europa, Principalmente as Alemãs - que, afinal, são as donas da casa - , capricharam no design e na tecnologia.
A AUDI anunciou a fabricação do A2, Um compacto todo de alumínio.
A Vokswagen apresentou o LUPO, com motor inédito, capaz de percorrer 100 Km com apenas 3 litros de combustível.
A julgar pelo o que se viu na amostra desse ano, os superesportivos, com desenpenhos arrojados, têm um lugar garantido no futuro.
O maior expoente deste segmento foi o 18/3 Chiron, da Bugatti, marca que pertence ao grupoVolkswagen.
O nome é uma homenegen ao piloto Louiz Chiron, o homen que venceu mais provas pela Bugatti nos anos 20 e 30.
Com motor de 550 cavalos e formas inovadoras, concebidas pelo designer Italiano Giorgetto Giugiaro, o Chiron robou a cena.
OS MELHORES JIPES DO ANO DEFENDER 90 O PAI DO LANDER ROVER O Defender 90 SW, de chassi curto, originou todos os modelos de jipes da família LAND ROVER, um dos nomes mais tradicionais do off-road em todo o mundo.
E, mantendo as tradições, ele tem o mesmo desenho de quando foi criado, em 1947, pelos irmãos Mauríce e Spencer Wilks, com o objetivo de executar tarefas em fazendas e sítios.
Baseado no Jeep americano utilizado na Segunda Guerra Mundial, ele foi lançado em escala industrial em 1959.
com fama de durável e de eficiente, enfrenta todo tipo de terreno de trabalho com ótimo desempenho.
O motor é um turbodisel com intercooler de 4 cilindros e 113 cavalos de potência.
As suspensões se baseam em sistemas ded eixos rígidos.
A HISTÓRIA DO LAND- ROVER DEFENDER Todos os off-road parencem iguais, mas só até o momento em que você sai da estrada.
Aqui, em campo aberto ou mata fechada, a história é diferente.
começando pela hístória LAND-ROVER, única empresa dedicada exclusivamente à produção de veículos 4x4, que agora completa 50 anos.
Um bom exemplo é o DETENDER .
Estável e robusto, ele encara qualquer desafio, desde que se aventurou pelas trilhas que seriam seguidas por toda a indústria Clique aqui para ver fotos de carros
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<DOC DOCID="HAREM-522-09648">
 Tiradentes A cidade de Tiradentes foi fundada em 1702, quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra São José, dando origem a um arraial batizado com o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes.
O arraial posteriormente, passou a ser conhecido como Arraial Velho, para diferenciá-lo do Arraial Novo do Rio das Mortes, a atual São João D'el Rei.
Em 1718 o arraial foi elevado a vila, com o nome de São José, em homenagem ao Príncipe D. José, futuro rei de Portugal, passando em 1860, à categoria de cidade.
Durante todo o século XVIII, a Vila São José viveu da exploração de ouro e foi um dos importantes centros produtores de Minas Gerais.
No fim do século XIX os republicanos redescobrem a esquecida terra de Joaquim José da Silva Xavier, "O Tiradentes", fazem um vista cívica à casa do vigário Toledo, onde se tramou a Inconfidência Mineira.
Mas foi o infamado Silva Jardim que, de passagem por São José, sugere em seu discurso que o nome da cidade fosse trocado para o do herói, em
lugar de um rei Português.
Com a proclamação da república, por decreto do governo provisório do estado, datado de 06 de dezembro de 1889, recebe a cidade o atual nome de Tiradentes.
Após longos anos de esquecimento, o conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 20 de abril de 1938, tendo sido, por isso, conservado quase intacto.
Distâncias Belo Horizonte - 190Km São Paulo - 480 Km Rio de Janeiro - 330 Km Vitória - 738 Km Brasília - 772 Km Curitiba - 1.218 Km Salvador
- 1.586 Km Recife - 2.275 Km Belém - 3.038 Km Informações e Reservas: MDETOURS mdetours@mdetours.com.br ©Copyright 1999 Internet Shopping Tours.
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<DOC DOCID="HAREM-11K-09659">
Depoimento de Gilberto Afif Sarruf
Entrevistado por Valéria Barbosa e Roney Cytrynowicz
Estúdio da Oficina Cultural Oswald de Andrade

São Paulo, 21 de novembro de 1994


Transcrita por Teresa Furtado



P - Eu queria que o senhor nos dissesse o seu nome, o local e a data de nascimento. 

R - Bom, meu nome é Gilberto Afif Sarruf, sou nascido em São Paulo, e nascí em 14 de abril de 1948. 

P - Qual que é o nome dos pais do senhor e onde que eles nasceram? 

R - Meu pai era chamado Afif Sarruf, nasceu em Homs, na Síria em 1915, hoje ele já é falecido. Minha mãe é nascida no Brasil, em São Paulo, e é filha de libaneses... é filha de libanês com árabe... com sírio. 

P - Qual que é o nome dela? 

R - Renée Lotaif Sarruf. 

P - E qual que era a atividade do pai do senhor? 

R - Meu pai veio para cá pequeno, veio com oito anos de idade, e estudou um período, até crescer um pouco mais, e começou a trabalhar com os irmãos, e quando adquiriu aproximadamente 14/15 anos, começou a trabalhar com comércio de armarinhos, e... que deu origem ao nome Ao Rei do Armarinho, e que existe até hoje, estou aqui eu continuando, e eventualmente meus filhos. 

P - E por que é que... qual que foi o motivo da vinda dos pais do senhor para o Brasil, por que escolheram o Brasil? 

R - Talvez, no começo do século, vamos dizer, a situação na Síria não estivesse das melhores, e algumas pessoas que imigraram antes escreveram, ou foram bem sucedidas, ou analisaram o Brasil como um mercado promissor e acabaram vindo. Primeiro os irmãos mais velhos do meu pai, sentiram, e realmente endossaram isso, e acabou vindo o resto da família. 

P - No caso dos irmãos ... mais velhos, eles estavam no ramo de armarinhos, como é que era? 

R - Não, não vieram especificamente para o ramo de armarinhos. Eles começaram como mascates! Vieram, ... vamos dizer, com a cara e a coragem, para cá. Vieram se aventurar, eram solteiros, e... tentar, vamos dizer, arriscar uma vida nova. E de repente viram que existia possibilidade, que o Brasil oferecia condições favoráveis para isso, um país de clima tropical, São Paulo uma cidade que já, desde o começo do século, inspirava que seria um grande pólo de desenvolvimento, eles acreditaram e vieram, com a raça e a coragem. 

P - Quando eles chegaram, no caso, o pai do senhor, quando ele chegou aqui no Brasil, onde que ele foi morar, onde era a casa? 

R - Eles moravam no Brás, no Belenzinho, mais especificamente. 

P - Junto com outros parentes? 

R - Morava a família inteira, numa casa grande. Meu pai tinha diversos irmãos, dez ou 11 irmãos, mais os pais dele; o pai dele, e... eu sei que era uma casa grande, vamos dizer, onde a família se cotizava, se ajustava ali e praticamente eu ouvi falar alguma coisa, não cheguei a conhecer. 

P - E o senhor nasceu em que bairro aqui em São Paulo? 

R - Onde eu morava? Onde eu nascí? 

P - Isso. 

R - Eu morava na Brigadeiro Luís Antônio, quase esquina com a Alameda Santos. 
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<DOC DOCID="HAREM-007-09666">
COMPUTADORES PARA A EDUCACAO EM ARTES E DESENHO
 CADE 2001, Glasgow, Escocia, 9-12 de Abril 2001 
 O programa da conferencia foi publicado e esta disponivel em 
 www.cade.ac.uk 
 O Tema do CADE neste ano e' Criatividade Digital - Atravessando as fronteiras 
 O tema central abrange : 
 - o uso de redes para promover colaboracao na criatividade particionada - os dominios digitais de criatividade 
 - a ambiencia digital nas artes 
 - a revolucao no desenvolvimento de projetos 
 - discutindo a exclusao e celebrando a diversidade 
 - as novas paisagens da informacao 
 - a nova geracao de artistas digitais 
 - teoria e identidade 
 - a criatividade digital na Ciencia 
 As apresentacoes devem priorizar: novos paradigmas e a interdisciplinaridade; a potencialidade da criação digital para disciplinas especificas como: arquitetura, dança, arte erudita, arte popular e folclorica, desenho grafico, musica, artes graficas desenho industrial e texteis. 
 John McKay 
 Glasgow School of Art 
 for CADE 2001 
 Para copias atualizadas do Programa: 
 fiona@meetingmakers.co.uk 
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<DOC DOCID="HAREM-25B-09669">
A gente não pensava em liquidar um inocente.
Nosso plano, que Alcino estragou, era pegar Lacerda surpresa, de emboscada, desprevenido e só.
Precipitado, vendo unicamente a recompensa que lhe cabia, o pistoleiro levou por água abaixo um plano, cuidadosamente calculado, que já tinha três meses...
A Nação entretanto não está bestializada nem perdeu a noção da diferença ética entre o bem e o mal, e da antítese jurídica entre a lei e o crime.
Ao contrário, cessada a justa e magoada emoção pela perda do eminente Getúlio Vargas, os pescadores de votos, à sombra de sua memória, não conseguiram convencer -- nem aos menos argutos -- que os valorosos e honrados oficiais da Força Aérea não passem de simples carrascos de uma nova inquisição e que Gregório Fortunato seja, pela sua inocência e probidade, modelo à imitação da juventude brasileira.
Se tal viesse a acontecer este país estaria irremediavelmente condenado ao apodrecimento prematuro.
Fique, pois, cada um com o paradigma que lhe convenha: Eduardo Gomes ou Gregório Fortunato !
O povo não hesitará, por mais doloroso que seja escrever este contraste, entre um herói autêntico, uma reserva moral da Pátria, um soldado de Deus e do Brasil, e o chefe de um bando de sicários, a quem o próprio Getúlio Vargas foi forçado a expulsar do Palácio e da sua companhia, como traidor de sua confiança.
Contava, porém, com uma decisão da Justiça Eleitoral a seu favor.
A decisão se cumpriu e a faixa presidência... ainda uma vez, em solenidade pública, no peito do ditador deposto em 1945.
Dois dias mais tarde revelava o sr. Gustavo Capanema que ouvira do Presidente Getúlio Vargas estas palavras: «Esses assassinos são os meus maiores inimigos» Coerente com sua tradição -- era ainda viva a lembrança de palavras semelhantes a propósito do massacre do jornalista Nestor Moreira -- limitou-se a enunciar a frase exigida pelo decreto do cargo.
Na realidade, nenhum impulso enérgico partiu do Catete, no sentido de desvendar a verdade inteira sobre o crime da rua Toneleros.
O corpo do eleitorado, pela maioria dos votantes que dividiram seus votos pelos outros dois candidatos, indicou claramente que não preferia o nome do antigo ditador.
Sufragado e reconhecido... por uma minoria, portanto, o sr. Getúlio Vargas voltava ao poder apertado entre as tenazes de duas claras verdades:
Ao tomar conhecimento do crime e depois de se inteirar dos seus pormenores, declarou o brigadeiro Eduardo Gomes: «Para honra da Nação, confio que esse crime não ficará impune».
Coerente com essa palavras, daí por diante, dia a dia, minuto por minuto, promoveu todas as medidas a seu alcance e jogou seu prestígio no desempenho de apurar a verdade.
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<DOC DOCID="HAREM-605-09674">
Até que idade estudou?

 Eu fiz a minha instrução primária no Porto, com alguma aceitação. Fui um aluno estimado ao ponto da dona do colégio, já referi a ilustre D. Maria José Pestana, me ter amadrinhado, para me pagar e motivar em seguir os estudos no Seminário dos Padres Jesuítas. E portanto, prossegui os estudos menores no Seminário dos Jesuítas com uma breve passagem de dois anos pelo Soutelo, retomando depois o centro do Seminário menor dos Jesuítas, que era em Macieira de Câmara. E a partir, daí dos cinco anos de formação geral, que na altura eram correspondentes aos cinco anos do liceu, passei para a formação da própria Companhia de Jesus, tendo entrado no noviciado em 1957. E prossegui depois a via da formação toda na Companhia de Jesus, que é uma formação longa, que poderei detalhar.

 Como é que ia para a escola nessa altura do colégio? 

Na aldeia ia para a escola primária que era numa antiga capela, no centro da aldeia, naquela aldeia muito fria, de Invernos muito frios, e ia com uma sacola de serapilheira feita pela minha própria avó, como as outras crianças. Depois aguardávamos que chegasse a senhora professora, que vinha de uma aldeia vizinha. No colégio era a vida disciplinar de colégio interno, entre a classe, o refeitório, os recreios e os dormitórios, foi uma vida pacífica.

 Como é que se descreveria como criança? 

Com olhos muito abertos, embora pequenos, como criança. Surgem-me representações diferentes desde a primeira infância, portanto, até aos 4 anos, que foi a primeira vez que eu saí da aldeia para ir ao Porto. A passagem no Alto Douro é também uma experiência muito forte, de um ano em grande isolamento, sob uma dedicação enorme do trabalho da minha mãe, um trabalho mais exterior, até à experiência do Porto, de menino do colégio interno. Mas fui sempre uma criança de olhos muito abertos,  surpreendida com as realidades, com as mudanças, com a variação do mundo, desde o Alto Douro até à cidade do Porto, aos eléctricos. E vejo-me também um pouco influenciado pelas poucas fotografias que existem da época. Era menino com alguma timidez, mas desde logo colocando no seu esforço a garantia de poder ser aceite pelos outros. Um menino de boa constituição, gordinho e brincalhão, com alguma dificuldade de disciplina, mas sem ser grandemente problemático. 

Como era a sua relação com os amigos? 

A relação com os outros meninos era boa, de camaradagem, de brincadeira, de entreajuda, sobretudo estou-me a lembrar dos tempos mais conscientes, como do Porto, do colégio interno, era uma boa relação cordial. 

O que é que queria ser quando crescesse?

 A minha ideia de me tornar sacerdote veio muito cedo, certamente por influência do colégio, também da minha avó materna que era uma pessoa muito dedicada à igreja, às cerimónias a que a ajudei, às cerimónias da igreja, à preparação das catequeses. E no colégio do Porto, a D. Maria José influenciou-me no desejo de ser sacerdote, como aqueles sacerdotes que conheci, nessa altura, que eram os Padres Jesuítas. Esse foi um ideal muito forte aí desde os 11 anos, que acabaria por se tornar uma ideia firme, que depois motivou a minha ida para o seminário, e por aí adiante, até prosseguir a formação da Companhia de Jesus. 

E quais eram as suas brincadeiras preferidas?

 As brincadeiras, no Pinhal, na minha aldeia, as brincadeiras eram geralmente brincadeiras de movimento, de realização de motas fabricadas em casa, de peões fabricados também pelo meu avô, muitos participadas entre a criançada que nós éramos, meninos e meninas, de escondidas, de assaltos fingidos. No Porto, as brincadeiras tornaram-se mais ordenadas e passavam-se sobretudo entre os movimentos dos jogos mais tradicionais e simples como as corridas, a barra, o jogo da barra antigo, naturalmente também o jogo de futebol, a bola foi talvez o jogo em que eu participei mais, com os colegas do Porto. Mas também as distracções de desafios, de histórias, de quem contava melhor as histórias. Visto que era um colégio interno, e uma das situações era entreter as crianças entre si, com longos serões de histórias, de que eu tenho grande memória, porque entre outras coisas fui campeão, penso que herdei isso do meu avô materno e do meu pai, que eram uns grandes contadores de histórias.

  Conte-nos como foi a mudança da saída da casa dos seus pais para o colégio? 

A saída foi uma saída violentíssima. Há uma característica que é esta, quando saí de casa com os meus pais, nunca tive qualquer espécie de problema. Isto tem a ver com a pobreza das casas, eram casas a que eu pessoalmente não estava extremamente ligado, posto que quando mudávamos, mudava tudo, desde as camas à utensilagem de cozinha. Como aquilo tudo se mantinha, as roupas também não eram roupas nem ricas, nem de grande duração, a mudança de casa nunca me causou problema. Mas a saída da convivência dos meus pais, essa foi de uma violência enorme, extremamente pesada. Eu tenho ainda hoje a consciência de que a saída para o Porto, para o colégio interno, durante um mês seguro, eu chorei todos os dias, até cheguei a fugir, e com a evidência da impossibilidade de ir mais longe regressei ao colégio, passadas 3 horas, depois de ter comido as castanhas que levava. Portanto, essa foi uma grande dificuldade do ponto de vista afectivo, que aliás se repetiria de um modo ou de outro sempre que saí de casa até à saída para o noviciado da Companhia. 

É casado?

 Sou casado.

 Conte-nos como foi o seu casamento.

 O meu casamento... eu tenho que situar isto na perspectiva de que eu tinha escolhido a vida do sacerdócio na Companhia de Jesus, e portanto, há uma fase da minha vida em que todas as veleidades dos namoros habituais, das atracções habituais entre todos os rapazes e raparigas, que eu também senti, eram evitadas, no sentido de eu próprio me controlar e orientar, dizendo:- "Eu escolhi outra vida, vou-me dedicar àqueles objectivos que foram os dos grandes missionários." O que significa que durante os vários anos em que eu vivi com grande dedicação e entusiasmo o ideal do Padre Jesuíta, não admiti a perspectiva do namoro. Acontece que a minha evolução psicológica, cultural, da vida da Companhia, que se prolongou até passar dos 25 anos, sobreveio um problema interno, pessoal, de consistência da minha própria vida dentro da vida religiosa. A partir daí, eu próprio negociei e tratei este problema longamente, com os meus amigos, grandes amigos Jesuítas, quer superiores, quer companheiros, até à decisão de deixar, de desvincular-me da Companhia de Jesus. Bom e a partir daí fiquei aberto. Ora, justamente uma das raparigas que eu conhecia, que eu tinha conhecido antes, voltou ao meu convívio, voltámos a encontrar-nos, voltámos a declarar-nos e nessa altura surgiu, depois de alguns outros encontros, uma vez que eu fiquei livre da Companhia, admiti perfeitamente a hipótese de namoro e de casamento. Uma vez admitida a hipótese de namoro, estava previsto o nosso casamento. De maneira que nessa altura desenvolveu-se entre mim e a minha actual mulher, uma relação de aproximação, de hesitação, e conversão, digamos assim. Digo isto porque o nosso namoro teve algumas dificuldades, eu próprio tinha alguma hesitação em ir para um compromisso definitivo, de maneira que, isto com idas e vindas, porque eu vivia no estrangeiro nessa altura, felizmente, a partir de um momento chave, decidimos os dois encetar um amor consistente. E pouco tempo depois partimos para a realização do nosso casamento, que demorou um pouquinho mais do que queríamos, mas passados dois anos do nosso namoro casámo-nos, portanto quando vivíamos ainda na Bélgica. 

Tem filhos?

 Tenho 2 filhos.

 Netos? 

Não, ainda não. Como já se pôde ver, também porque a fase dos namoros para mim, arrancou já nos 30, e depois demorou algum tempo, de maneira que o nosso casamento verifica-se só no fim dos meus 34 anos, embora tivéssemos uma vidência bastante larga. De maneira que os filhos também vieram um bocadinho mais tarde. 

E quando é que chegou a Braga?

 Eu chego a Braga em 1976, para vir para a universidade porque eu já tinha passado por Braga na Páscoa, a convite do professor Lima de Carvalho, que era o que então começava a organizar a unidade de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Cheguei a Braga em Novembro de 1976. 

E qual foi a sua primeira impressão da cidade?

 Eu já conhecia Braga, e era uma cidade que eu nunca pensei em trabalhar. A partir da minha formação em Filosofia, na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, eu pensei que nunca mais viria a trabalhar em Braga. Portanto, a minha impressão de Braga era por um lado familiar, por outro lado, com a sensação de que era uma cidade cortada, muito cortada do resto do mundo. Para parafrasear a minha mulher, "a cidade onde acabava o comboio". Pronto, essa era uma impressão. Por outro lado, o desafio da Universidade do Minho agradou-me, porque foi, de algum modo, o convite mais optimista e mais franco, na situação em que eu estava de não querer viver mais na Bélgica, e não ter ainda contrato em Portugal, embora tivesse tido outros apelos, mas não estavam tão confirmados como me pareceu o de Braga. 

Qual é a sua lembrança mais antiga da cidade?

 A minha lembrança de Braga, deste período, eu tenho algumas lembranças anteriores. A primeira vez lembra-me de ter chegado a Braga, à camionagem, onde hoje se localiza o Centro Comercial de Santa Cruz, que era a estação de camionagem da empresa António Magalhães. É uma lembrança esfumada, com o desgosto do cheiro ao gasóleo, a que eu sempre fui, fui durante muito tempo, agora já não sou, avesso de menino, das berças transmontanas alheio a esses cheiros. Da parte recente, a partir de 76, a minha lembrança é a da Reitoria, onde fui recebido de uma maneira extraordinariamente simpática pelo então Reitor, saudoso Reitor, Professor Carlos Brandão. 

E para que freguesia é que veio morar?

 Em 1976 era um ano de grande dificuldade de encontrar alojamento em Braga, de maneira que não pude ficar logo em Braga. Vivi durante algum tempo em casa de amigos em Santo Tirso, e, desde que a minha mulher pôde juntar-se a mim, em Braga, fomos viver para o Hotel Turismo, depois é que encontrámos, a custo, um apartamento na Praça Condestável, freguesia de Maximinos, onde residimos durante 15 anos, mais ou menos. 

E em que outras cidades morou? 

Eu morei em Lisboa, morei em Santo Tirso. Uma vez que fui professor e prefeito no Colégio das Caldinhas da Companhia de Jesus. Morei na cidade de Louvain na Bélgica, e em Waterloo ao sul de Bruxelas.

 Quando foi para a universidade como é que chegou à decisão de que aquele era o curso que queria fazer? E porquê?

 Há duas condições: - a primeira foi a formação na Companhia de Jesus, uma formação ognísitca, uma formação bastante aprofundada e combinava-se com uma formação geralmente requerida dos Jesuítas, que era a formação em Filosofia. A Licenciatura em Filosofia, que eu fiz, fazia parte do currículo. Abracei a Filosofia com muito gosto, com muito interesse. Foi uma Licenciatura que fiz com algum brilho, com à vontade, com entusiasmo, porque tive a sorte de ter professores exímios, notáveis pessoas de um ponto de vista intelectual, cultural e humano. A segunda foi a Licenciatura que também fiz em Comunicação Social, essa tem a ver com algumas das escolhas que eu próprio fiz em Filosofia, e que têm a ver com as correntes da fenomenologia, com o existencialismo, de onde emergiu a temática da Comunicação, da comunicação afectiva, da comunicação interpessoal, a comunicação grupal, a comunicação pela arte com um grande interesse pelo cinema, pela representação dos comportamentos em cinema. E isso levou-me, com a aprovação e com o conselho dos meus mestres na Companhia de Jesus, a optar por uma formação aprofundada no campo da comunicação. E foi isso que me levou a fazer a Licenciatura em Comunicação Social, em Louvain depois de ter hesitado em fazê-la em Paris e em Milão.

 E quando acabou essa última Licenciatura tinha que idade? 

A segunda Licenciatura, porque há um interregno grande entre a minha primeira que é aos 25 anos, e a segunda que é aos 32.

 O que é que fez depois da Licenciatura?

 Desenvolvi algum trabalho de assistente no campo da comunicação grupal, no campo da comunicação pela influência, para o desenvolvimento da personalidade - temáticas que me interessaram muito, pela Psicanálise e pela própria formação em Análise. Tendo feito a minha própria análise nos anos 70 e 75, 74/75, e encaminhei-me nessa altura para o Doutoramento.

 E qual foi o seu primeiro trabalho profissional?

 O primeiro trabalho foi após ter terminado a Licenciatura em Filosofia, fui professor durante três anos. Professor de Português, professor de Desenho com uma grande dificuldade, posto que a minha apetência em desenho era, e é, muito reduzida. Mas naquele quadro de missão que era o ainda de Jesuíta escolástico, portanto, que vai fazer uma experiência de ensino e de animação de jovens, que fiz no colégio das Caldinhas. Ser professor de português, foi uma experiência muito violenta, posto que nessa altura, quando se tem 25 anos na área de Letras, assim como a experiência de Animação de teatro, esse foi o primeiro trabalho profissional. Em Lisboa fiz alguns trabalhos, também de docente, no Colégio de S. João de Brito, mas parcial posto que nessa altura fiz os primeiros dois anos do curso de Teologia. 
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<DOC DOCID="HAREM-80C-09676">
 Reunião de Timor-Leste com os Parceiros de Desenvolvimento, Comentários do Primeiro-Ministro, Dr. Mari Alkatiri, na Sessão de Abertura, 18 de Maio de 2004 

Sua Excelência, Presidente da República, Kay Rala Xanana Gusmão
Sua Excelência, Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres (Lu'Olo)
Sua Excelência Representante Especial do Secretário Geral da ONU, Sr. Embaixador Kamalesh Sharma
Suas Excelências Senhores Embaixadores e Chefes de Missões Diplomáticas
Ex.mo Senhor Vice-Presidente do Banco Mundial, Sr. Jamil Kassum
Ex.mos Representantes dos parceiros de desenvolvimento
Senhoras e Senhores 

Bem-vindos de novo a Timor-Leste e a esta reunião organizada para coincidir com o segundo aniversário da Restauração da República Democrática de Timor-Leste e o fim de mais uma Missão bem sucedida das Nações Unidas no nosso país.

É sempre um prazer ter-vos connosco a participar na Reunião de Timor-Leste com os Parceiros de Desenvolvimento aqui neste primeiro Estado independente do século XXI. Saúdo com amizade todos vós, mas permitam-me saudar, em particular, a Delegação de Kuwait, que participa pela primeira vez neste fórum, trazendo consigo a vontade e a generosidade de um pequeno e próspero país do Médio Oriente em estender solidariedade, assistência e abertura para cooperação mutuamente vantajosa com Timor-Leste.

A nossa primeira reunião aqui em Díli com os parceiros de desenvolvimento teve lugar há cerca de dois anos, aquando da iminente transferência do exercício dos poderes de soberania e de governação da UNTAET para o Governo eleito democraticamente. Em Maio de 2002 herdámos uma estrutura embrionária de administração de Estado, com um número substancial de timorenses recrutados para a função pública sem o nível de competência necessária para assumir imediatamente as responsabilidades de administração. Mais ainda, herdámos uma Administração criada com a assistência de pessoas de diferentes experiências, origens e culturas institucionais. Muitas destas pessoas conheceram-se pela primeira vez em Timor-Leste e tomaram contacto com este país também pela primeira vez, desconhecendo a sua história, o seu povo, os seus desafios. Dentre aqueles que para aqui vieram, todos, senão a esmagadora maioria, nunca antes enfrentaram um desafio idêntico que é o de lançar as bases da administração de um Estado Independente e democrático.

Por isso, não obstante os esforços desenvolvidos, as estruturas criadas carregavam consigo lacunas enormes, assente na filosofia de administração de instituições multilaterais, traduzida no excesso de departamentalismo nos métodos e metodologias de execução, isenção de fluidez orgânico nas comunicações e relações interdepartamentais, e, agravado ainda, com um vazio de memória e de vida e cultura institucionais próprias de um Estado-Nação.
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<DOC DOCID="HAREM-858-09691">
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<DOC DOCID="HAREM-222-09700">
Turismo - Revista Partes
 Ano I - Nº I - Abril de 2000 .
O Santuário do Caraça José Afonso de Oliveira Um bom lugar para visitar e sair do lugar comum é ir até o Parque Nacional do Caraça.
Lá está o mosteiro do Caraça, em estilo gótico, construído entre 1774 e 1779, pelo monge Lourenço que veio de Portugal atraído pelo ouro.
Em 1820, o Santuário abriu sua portas para alunos criando, assim, o Colégio e Seminário do Caraça.
Hoje a construção aloja turistas do Brasil e do mundo, com uma área de 11.233 hectares.
O Santuário do Caraça está situado a 1300 metros de altitude com uma temperatura média de 15º C. Para os amantes da natureza e os que gostam
de fazer caminhadas em meio a muito verde e ao canto dos pássaros, este é um lugar ideal para se passar dias inesquecíveis.
Bom para um retiro espiritual e para reativar as energias.
Com um mapa na mão ou acompanhado de um guia local, o visitante poderá conhecer lugares inesquecíveis como a Cascatinha, Tanque Grande, banho do Belchior, Piscina Natural, Mirante, Taboões, que ficam em média 3Km do mais distante.
O visitante poderá conhecer a Cascatona com cerca de 90 metros de queda d água, Grande Funil, Grutas do Padre Caio, Pico do Caraça (1909m), Pico da Verruguinha (1722m), Pico do Inficionado (2068m), Pico do Sol (2072m), Bocaina e mais de dezenas de lugares maravilhosos.
Além de tudo isso as noites do Caraça reserva uma atração especial aos visitantes.
Todas as noites, por volta das 19 horas, uma família de lobos guará visita as escadarias da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens proporcionando ao visitante um momento muito especial e como não poderia deixar de mencionar a comida mineira servida deixa o visitante sempre com um gostinho de quero mais.
O Caraça é um destino que vale a pena visitar e está situado na cidade de Santa Bárbara, em Minas Gerais, distante 120 km de Belo Horizonte pela BR 262.
Para finalizar é bom lembrar que o mais importante é preservar a natureza, não deixar lixo nos passeios e não desbravar matas selvagens.
José Afonso de Oliveira é agenciador de Turismo, dono da Afontur Mande sua Opinião
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<DOC DOCID="HAREM-142-09706">
Historia do Dia
 História do dia 29 de agosto 1810 - Nasceu Juan Bautista Alberdi, escritor argentino (1810-1884).
1825 - Portugal reconhece a independência do Brasil.
1874 - Nasceu Manuel Machado, escritor espanhol (1874-1947).
1903 - Oscar Messter faz uma exibição de cinema combinada com gramofone no Teatro Apollon de Berlim.
1917 - Nasceu Ingrid Bergman, atriz sueca (1917-1982).
1920 - Nasceu Charlie Parker, músico de jazz americano (1920-1955).
1958 - Nasceu Michael Jackson, cantor americano.
1965 - Os astronautas americanos Gordon Copper e Charles Conrad descem no Atlântico depois de oito dias em órbita da Terra.
1987 - Explosão de duas bombas em um praça lotada de Trípoli, no Líbano, patrulhada pelos sírios, deixa três mortos e 25 feridos.
1990 - O Parlamento armênio ordena medidas de emergência depois de uma série de ataques e da morte de um legislador.
1991 - Legisladores soviéticos suspendem as atividades do Partido Comunista e congelam suas contas bancárias.
1992 - Extremistas direitistas destróem casas de refugiados em 10 povoados do leste alemão;
termina uma década de intervenção soviético-russa no Afeganistão com a saída dos últimos diplomatas da Rússia no país.
1995 - Rebeldes tamis afundam duas embarcações diante da costa noroeste de Sri Lanka.
1996 - Um avião russo que transportava mineiros cai em uma montanha na Noruega, matando as 141 pessoas a bordo.
1997 - Cerca de 300 pessoas são massacradas na localidade argelina de Rais, no pior ataque dos rebeldes islâmicos.
1998 - Um avião cubano explode e se incendeia ao decolar do aeroporto de Quito, Equador, matando 79 pessoas.
1999 - O eleitorado de Timor Leste vota em um histórico referendo para se tornar independente da Indonésia.
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<DOC DOCID="HAREM-01J-09708">
MPT em Faro
Ribeiro Telles fora do ambiente dos «beijinhos»
O Governo inaugurou pontes e estradas, mas «não foi capaz de inaugurar» uma Lei de Bases do Ordenamento do Território.
A denúncia foi feita ontem, em Faro, pelo líder do Partido da Terra (PT.
Ribeiro Teles defendeu, no Jardim Alameda, a necessidade de uma política que tenha «os pés bem assentes na terra», sem estar subordinada aos «números» da macroeconomia, construída à custa da «degradação dos nossos recursos».
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<DOC DOCID="HAREM-01L-09728">
Congresso de surdos pela «comunicação eficaz» 
O presidente da Associação Portuguesa de Surdos advertiu ontem que o desenvolvimento da maioria da população surda «deixa muito a desejar». 
Falando à Lusa do I Congresso Nacional de Surdos, que decorrerá durante o fim de semana em Coimbra, José Bettencourt considerou que «os métodos de ensino têm feito tudo ao contrário e os resultados estão à vista». 
Chamou a atenção para o facto de «sendo a língua gestual pura e rica do ponto de vista gramatical e linguístico, e constantemente ignorada pela sociedade, importa alertar para a sua importância na educação, formação e na plena integração na vida activa». 
Sem rejeitar o método oralista, José Bettencourt defende que o sistema educacional da criança surda deve contemplar língua gestual, escrita e falada. 
A isto, precisou, «damos o nome de comunicação total». 
 
PR visitará PJ em breve 
A questão dos televisores estereofónicos tem agora alguma actualidade, uns vez que muitos dos consumidores que compraram aparelhos com essas características antes do início das emissões em estéreo são agora confrontados com o facto de os seus televisores não emitirem em estéreo o sinal que recebem das emissoras. 
 
Vindo directamente do Algarve, de avião, chegou às instalações da Igreja ao volante de um Mercedes e vestindo uma «t-shirt». 
Vestiu depois um fato azul escuro, com gravata vermelha e camisa branca de riscas cinzentas. 
E óculos escuros -- porque estava «muito cansado» -- que tirou para o fotógrafo. 
 
Já se definiu uma vez como «moço de recados» de Deus. 
Qual foi o primeiro recado que recebeu? 
 
Dentro dos filmes (curtas e médias metragens de 17 países) sobre temáticas actuais destaca-se a presença de «Black Harvest» de Bob Connoly (Austrália), «Aspen» de Frederick Wiseman (EUA), «Face Value» de Johan Van Der Keuken (Holanda) e «Das Ungehobelte Pack» de Nana Swiczinsky (Áustria). 
A retrospectiva / concurso de cinema documental asiático inclui ainda a homenagem ao cineasta sueco Stefan Jarl, à qual a Cinemateca Portuguesa adere apresentando duas películas suas. 
Outras quatro obras de Jarl estarão presentes no festival, simbolizando «a metódica abordagem de um dos cineastas suecos mais experimentais, mais radicais, traçando sempre novas vias no documentalismo», como salienta Manuel Costa e Silva. 
 
Também Portugal se encontra representado com a estreia mundial de «Crenças e Lendas» de João Soares Tavares, obra inscrita na retrospectiva RTP, homenageada nestes III Encontros. 
«Nas décadas de 60 e 70, a produção documentarista em Portugal tinha um ritmo diferente e raizes de produção diversas, devido à estrutura das sessões de cinema que permitia o visionamento de um bloco de filmes curtos e de noticiários antes da apresentação das obras ficcionais do programa. 
Assim, as empresas apostavam em pequenos filmes de prestígio, longe dos esforços de canalização de publicidade que a televisão hoje mobiliza, para serem projectados nas salas de cinema e esses documentários passaram a ser, para essa geração, a grande escola iniciática para quem desejava seguir a aventura do cinema», relembra Manuel Costa e Silva. 
 
A fase II do terminal «multipurpose», o novo porto de pesca com a respectiva lota, o sistema de comando e controlo dos terminais petrolífero e petroquímico, diversos acessos rodo-ferroviários e a beneficiação e tratamento paisagísticos da zona marginal de Sines, investimentos rondando os 4,7 milhões de contos, foram as infra-estruturas que Azevedo Soares inaugurou. 
 
O ministro -- que referiu representarem as receitas do porto de Sines 12 por cento do produto interno bruto do Alentejo, assegurando cerca de 4200 postos de trabalho -- elogiou a «boa colaboração» entre a autarquia local, a Câmara de Sines, e a Administração do Porto de Sines, APS, afirmando que «em Sines disse-se pouco e fez-se muito», numa indirecta aos problemas entre a Administração do Porto de Lisboa e a câmara da capital. 
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<DOC DOCID="HAREM-631-09733">
Projecto REANIMAT
Faculdade de Ciências Universidade de Lisboa Departamento de Matemática
REANIMAT Projecto Gulbenkian de Reanimação Científica da Matemática no Ensino Secundário
O Projecto REANIMAT é uma iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian , através do seu Serviço de Educação e Bolsas de Estudos e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa , através do seu Departamento de Matemática .
Propõe-se promover uma abordagem renovada aos actuais programas de Matemática no ensino secundário num conjunto limitado de turmas de quatro escolas da região de Lisboa. Tenta assim contribuir para a inversão da tendência que se tem feito sentir para uma degradação das aptidões e conhecimentos matemáticos dos estudantes que iniciam os estudos superiores.
As turmas serão acompanhadas ao longo de três anos, correspondendo sucessivamente à escolaridade dos décimo, décimo primeiro e décimo segundo anos e deverá haver posteriormente uma avaliação da experiência realizada, que terá em conta tanto os resultados obtidos pelos estudantes participantes na prova de Exame Nacional de Matemática do décimo segundo ano, como a forma como se adaptaram ao estudo da Matemática no decorrer do primeiro ano dos cursos superiores.
As despesas necessárias para o desenrolar do projecto são financiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Para informações mais detalhadas sobre os objectivos e pressupostos do projecto pode ser consultado o correspondente
Texto em formato PDF
que pode ser lido com o auxílio do programa Acrobat Reader da Adobe. Esse programa pode ser obtido gratuitamente no seguinte endereço
O mesmo programa é também necessário para aceder aos materiais de apoio postos à disposição dos estudantes das turmas envolvidas no projecto. Tendo em conta a grande dimensão de alguns dos ficheiros em formato PDF, é porventura mais cómodo que estes sejam importados para o computador, antes de serem lidos ou impressos com o programa Acrobat Reader. Para o efeito, poder-se-á premir a referência ao ficheiro envolvido com o botão direito do rato e escolher do menu de opções que aparece a intitulada "save target as...".
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<DOC DOCID="HAREM-962-09734">
Emagrecendo -O site que ajuda a controlar seu peso.
O médico Alfredo Halpern é um dos maiores especialistas em obesidade.
Ele estuda o assunto há mais de 30 anos e hoje tem reconhecimento internacional.
Não é à toa que foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde para ser o representante sul-americano da Força Tarefa para o Combate da Obesidade.
Faz parte também do Conselho Deliberativo da Iaso (International Association For Study of Obesity).
É um dos fundadores da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), da qual foi presidente por duas vezes.
É professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP.
Chefe grupo de obesidade e doenças metabólicas do serviço de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, grupo do qual foi pioneiro.
Foi responsável pela introdução da disciplina «Obesidade» na pós-graduação da USP.
Na realidade, pioneiro na inserção da obesidade como doença nos currículos científicos das universidades do Brasil.
Com uma carreira marcada pelo constante aperfeiçoamento e por muita competência, o Prof. Dr. Alfredo Halpern é autor de três livros para o público em geral: Entenda a Obesidade e Emagreça.
Obesidade.
Pontos para o Gordo.
Possui capítulos escritos em mais de 12 livros científicos publicados no Brasil e no Exterior.
É um dos autores do tratado «Obesidade», uma das mais completas e importantes obras sobre o assunto em todo o mundo.
O Prof. Dr. Alfredo Halpern - criador do Sistema de Pontos para o controle do peso - há vários anos é referência obrigatória para os mais importantes veículos de comunicação.
O Sistema foi criado por ele há mais ou menos 30 anos, pelo fato do Prof. Dr. Alfredo não se conformar com as dietas «burras» que obrigavam pessoas que gostavam bastante de açúcares e outras guloseimas, a se privar desses alimentos.
Ele acreditava - e continua acreditando cada vez mais - que, para emagrecer e continuar com o peso indicado, a pessoa deverá comer de tudo.
Entende também, que os regimes são contraproducentes (repressores e temporários).
Na realidade, se a pessoa presta atenção ao que come e faz o seu próprio controle, terá todas as condições de emagrecer.
A evolução dos anos demonstrou claramente que ele tinha razão, quando criou o Sistema de Pontos.
Hoje em dia, a tendência mais avançada é considerar como hábito alimentar realmente saudável o uso de todos os alimentos, desde que isso seja feito com equilíbrio.
TOPO
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<DOC DOCID="HAREM-792-09743">
Locais de Escalada - Gruta do Baú - Lagoa Santa - MG
 Gruta do Baú - Lagoa Santa - MG Como chegar Chegando a Belo Horizonte, deve-se pegar a Av. Cristiano Machado que desemboca na rodovia para a cidade de Pedro Leopoldo.
Depois, deve-se perguntar como chegar ao bairro de Fidalgo.
Na estrada que leva ao bairro remoto de Fidalgo, aparecerão formações à esquerda.
Após avistar um formação de calcáreo parecida com um fechadura e depois um campinho, existe a entrada para a fazendo.
De ônibus de São Paulo até a Gruta do Baú envolve um trecho até Belo Horizonte.
A passagem custa cerca de R$ 23,00 até BH.
De lá, existem ônibus diários a cada hora da Viação Unir (R$2,25) para a cidade de Pedro Leopoldo.
Deve-se pegar então, um ônibus urbano para o bairro de Fidalgo.
Peça para o motorista te deixar na graut do Baú.
Na estrada que leva ao bairro remoto de Fidalgo, aparecerão formações à esquerda.
Após avistar um formação de calcáreo parecida com um fechadura e depois um campinho, existe a entrada para a fazendo.
Entrando na fazenda, as vias do Baú se encontram nas paredes à esquerda.
Onde Ficar Os escaladores locais geralmente ficam no rancho, que se encontra continuando a descer a estrada da fazenda.
O rancho só oferece chão e teto, sendo que a água é precária, tornado recomendável levar água.
Vias As vias do Baú são demais!
Existem várias vias-escola, com baixos níveis de dificuldade técnica/física (entre 4 a 6º grau), e médios p/ altos níveis (7 em diante).
A maioria das vias são grampeadas, mas, existe a possibilidade de se praticar escalada móvel e solo.
Você poderá pernoitar (recomendamos comunicar o proprietário) ou bivacar nas moitas.
Quando for ao Baú, não deixe de ver a "FECHADURA" e a "ONDA", uma formação rochosa muito radical, no formato de uma onda, onde há belas vias negativas...

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<DOC DOCID="HAREM-82J-09756">
A maioria das empresas que produzem leite das marcas interditadas não tinha sido comunicada ontem sobre a liberação do produto.

O presidente da Cooper, Benedito Vieira Pereira, 49, afirmou que pretendia distribuir leite C nos postos de venda hoje.

Prandi disse ainda que a empresa está elaborando «normas factíveis de serem executadas para a solução ou minimização dos problemas» existentes no local.
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<DOC DOCID="HAREM-81C-09776">
Sessões de Julho em Bruxelas:

Comunico que recebi um pedido do Grupo do Partido Socialista Europeu para quarta-feira, 3 de Julho de 1996, no sentido de adiar o relatório do deputado Pelttari sobre a convenção de bioética. O Grupo do Partido Socialista Europeu solicita o adiamento deste relatório para o período de sessões de Julho II. A data tem de ser definida pela Conferência de Presidentes, não nos compete decidi-la aqui, embora possamos claro, decidir o adiamento.

Como ninguém deseja intervir em favor ou contra o pedido, passo à sua votação.

(O Parlamento aprova o pedido) A ordem de trabalhos fica assim fixada.

Prazo para a entrega de alterações e de propostas de resolução
Senhor Presidente, como sabe iremos ter um debate e uma resolução sobre a reunião da cimeira de Florença. Uma parte do debate destinar-se-á, segundo a maioria dos grupos políticos, suponho eu, à elaboração de uma espécie de declaração em nome do Parlamento sobre a política de não cooperação na Europa levada a cabo pelo Governo do Reino Unido.

Como também sabe, hoje os ministros dos Negócios Estrangeiros irão reunir para debater este problema. Por isso, gostaria de perguntar se seria possível alterar o prazo para que a nossa resolução inclua as decisões tomadas na reunião desta noite dos ministros dos Negócios Estrangeiros. Talvez possamos prorrogar o prazo sobre apenas essa questão até às 11H00 ou ao meio-dia de amanhã, por forma a que a nossa resolução fique actualizada e faça sentido.

Parto do princípio que o entendimento geral do plenário é no sentido de que temos oportunidade de incluir essa resolução e tal significa que temos de fixar para as 12H00 o prazo relativo a esse ponto. Os serviços fazem-me sinal que tecnicamente isso é possível. Se a assembleia não tem objecções, procederemos assim.

Senhor Presidente, gostaria de transmitir algumas informações. Em Julho último, e depois em Dezembro, o Parlamento aprovou uma resolução relativa aos leitores de línguas estrangeiras nas universidades italianas. Ficámos particularmente preocupados com a situação dos 88 docentes em Nápoles que foram despedidos em virtude de uma violação da legislação comunitária. Este problema foi depois abordado pelo Senhor Presidente, pelo presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, do Emprego e do Ambiente de Trabalho e pelo deputado Newman da Comissão das Petições. Apraz-me bastante informá-los que na passada sexta-feira todos os 88 docentes em Nápoles recuperaram os seus postos de trabalho, tendo recebido os devidos salários. Penso que esta é uma vitória significativa para todos nós no Parlamento Europeu.


Muito obrigado, Senhor Deputado McMahon! Também nós ficamos satisfeitos quando recebemos boas notícias.

Programa-quadro de acções em matéria de I&amp;D
Segue-se na ordem do dia o relatório (A4-183/96) do deputado Linkohr, em nome da Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia,

I.sobre a proposta de decisão do Parlamento Europeu e do Conselho (COM(96) 0012 - C4-0092/96-96/0034(COD)) que adapta pela segunda vez a Decisão 1110/94/CE relativa ao quarto programa-quadro de acções da Comunidade Europeia em matéria de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de demonstração (1994-1998); II.sobre a proposta de decisão do Conselho (COM(96) 0012 - C4-0157/96-96/0035(CNS)) que adapta pela segunda vez a Decisão 94/268/Euratom relativa a um programa-quadro de acções comunitárias de investigação e de ensino para a Comunidade Europeia da Energia Atómica (1994-1998).
Senhor Presidente, se mo permite, falarei em nome do meu amigo, Rolf Linkohr, que não pôde, por razões de saúde, assistir a esta sessão, pelo que peço a todos que queiram desculpá-lo. Do mesmo modo, solicitarei uma certa benevolência da vossa parte, uma vez que devo, por assim dizer, substituí-lo sem ter tido tempo de me preparar.

Discutimos hoje uma proposta de refinanciamento do Quarto Programa-Quadro apresentada pela Comissão e resultante de uma decisão, ou mais precisamente de uma co-decisão, tomada em 26 de Abril de 1994, quando definimos as grandes orientações do Quarto Programa-Quadro e os envelopes financeiros. E é sobretudo isso que vai estar, infelizmente, em causa, esta tarde, nos nossos debates e amanhã, sem dúvida, nos contactos e conciliações inevitáveis com o Conselho.

Essa decisão de 26 de Abril de 1994 fixava efectivamente em 12 mil e trezentos milhões de ecus o montante atribuído ao Quarto Programa-Quadro. Tratava-se de um compromisso estabelecido pelo Conselho e a Comissão à custa de esforços enormes e, no âmbito desse compromisso, ficara combinado que a meio caminho a Comissão apresentaria uma proposta de refinanciamento que poderia atingir no máximo 700 milhões de ecus. Foi um compromisso laborioso, uma vez que o Parlamento teria preferido, pelo seu lado, ultrapassar a barra dos 13 mil mecus, desde a fase de discussão, e o Conselho, é preciso dizê-lo, não abordava o problema exactamente com o mesmo espírito.
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<DOC DOCID="HAREM-83K-09786">
Professor José Mariano Gago . Ministro da Ciência e Tecnologia

Muito boa tarde a todos. Eu devo dizer que é francamente mais difícil fazer o encerramento dum debate ao qual se assitiu todo, desde o princípio ao fim - eu estive durante toda a manhã lá em cima a ouvir e agora à tarde aqui e ouvi todo o debate e estive presente em todas as intervenções . do que se só tivesse chegado aqui agora com ideias feitas. Mas é também uma das riquezas deste debate, que eu gostava de agradecer. Gostava em primeiro lugar de agradecer o trabalho e a contribuição e o esforço da Doutora Diana Santos no trabalho que elaborou e que serviu de base para esta discussão, não só como trabalho escrito final que aqui está, mas como trabalho de interacção ao longo destes meses na Internet, que também tenho acompanhado activamente. Gostava de agradecer muito especialmente aos nossos colegas de outros países, quer ao Professor Fernando Pereira, que é da nossa nacionalidade, mas que está longe, que nos dá esta alegria de estar aqui connosco, quer aos colegas de outros países que quiseram contribuir para este nosso debate e este nosso problema. Eu só vos peço que não pensem que o vosso trabalho acabou. E portanto, peço-vos que fiquem um pouco connosco algum tempo e que já que exprimiram algumas. uma enorme apreciação sobre o diagnóstico e algumas dúvidas sobre a terapia, que corram o risco de acompanhar o exercício de terapia até ao fim, como forma de que a vossa contribuição e a vossa experiência e sobretudo, a capacidade de interacção com experiências que outros países estão a fazer neste momento . países grandes, países pequenos . possam beneficiar o processo que queremos desenvolver e que estamos a desenvolver em Portugal.

Esta questão do processamento computacional da língua portuguesa, que é um problema que se debate em Portugal há vários anos, tem, se me perdoam a irreverência da comparação, tem alguma comparação com outra área completamente distinta, na qual também, ao longo de muitos anos, a desproporção entre ambição e realização foi o traço mais marcante. Ambas têm de comum o facto de terem a ver com, de certa forma, recursos específicos de Portugal. Refiro-me evidentemente à área do mar e às ciências e tecnologias do mar. Grande ambição científica desde há muitas décadas, cuja realização prática tem sido sempre carente, que hoje se relança de novo também, provavelmente porque a comunidade científica é outra, porque os meios de trabalho e os instrumentos de trabalho se renovaram e porque a capacidade de participação de outras especialidades científicas, que não aquelas que participaram no domínio há vários anos, hoje permitem encarar com nova esperança o desenvolvimento dessas áreas. O caso do processamento computacional da língua levanta todos os problemas da política científica, como aqui numa amostra muito simples, tivemos ao longo deste dia: os problemas da relação entre o ensino básico, o ensino de graduação e o ensino de pós-graduação; o problema da organização das universidades; o problema da relação entre investigação fundamental e designadamente investigação fundamental em ciências e noutras ciências básicas e investigação aplicada; o problema da relação entre a investigação e a produção de produtos; o problema da relação entre a universidade e os institutos de investigação e as empresas; e ainda o problema do papel do Estado nesta matéria, não só como financiador, mas eventualmente, ponto de interrogação, como organizador da própria investigação, como mandante de investigação e lider de instituições de investigação, como acontece nalguns países e não noutros. Todos estes problemas são comuns a todas as áreas científicas. São contudo mais prementes nas áreas problema, que não são propriamente disciplinas, mas que são num determinado momento, sectores de actividade, designadamente quando a esses sectores corresponde uma história de grande separação institucional, nas origens institucionais, nas formas de ver o mundo e de ver a ciência, na formação básica das pessoas e nas oportunidades de emprego e de carreira das pessoas. Eu não gostava de deixar de saudar, porque acho que é muito fácil de criticar e muito difícil de aplaudir e de agradecer, acho que dito o que disse, isto é, que considero de facto que a situação na área em Portugal é uma situação que eu podia caracterizar de ano zero. Não estamos mais do que isso. Desculpem a análise de quem vem duma área ainda que insuficiente, duma ciência madura em termos internacionais, isto é o ano zero do desenvolvimento do sector. Mas o esforço que foi feito por pessoas da engenharia e da informática, para aprenderem, se interessarem, se colocarem do ponto de vista daquilo que são tradicionalmente as letras, as ciências humanas, foi enorme. E também o esforço das pessoas que tradicionalmente foram formadas num mundo completamente alheio, completamente distinto do da engenharia ou da informática, o mundo das letras, o mundo das ciências humanas foi também muito grande. Eu imagino as dificuldades internas das instituições, as dificuldades dos grupos, as dificuldades pessoais que tudo isto arrastou, para conseguirmos estar aqui hoje juntos, com todas as dificuldades que temos pela frente.
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<DOC DOCID="HAREM-534-09803">
 Ocidente ignora os "dividendos da paz" 
 Da "Reuter" 

 O fracasso dos países ocidentais em converter suas indústrias militares para finalidades civis, depois do fim da Guerra Fria, transformou o que era chamado de "dividendo da paz" numa "penalidade da paz", disse um relatório divulgado em Londres na última quarta-feira . 


 "Grandes perdas de vagas de trabalho e o fechamento de bases e fábricas ocorreram sem que houvesse aumentos compensatórios no emprego e na produção do setor civil", diz o documento da ProDem, um instituto privado de pesquisas ligado à Universidade de Leeds (Reino Unido) . 


 De acordo com o relatório, ao mesmo tempo que pressionava a Rússia e outros países ex-comunistas a converterem suas indústrias militares a finalidades civis, o Ocidente mostrava-se incapaz de seguir a mesma política, levando à suspeita de que ele estava interessado em ganhar vantagens econômicas e militares . 


 Os EUA, que tinham 2,9 milhões de trabalhadores empregados na indústria bélica em 1990, poderiam tê-los reduzido em um terço por volta de 1995, enquanto a Europa ocidental poderia cortar seus números de 1,2 milhão para 700 mil no mesmo período . 


 O documento diz que a administração Bill Clinton investiu recursos "modestos" em conversão, mas manteve grande parte da estrutura industrial-militar da Guerra Fria intacta, o que seria coerente com uma busca contínua de projeção global de poder . 
  "Com os gastos totais de defesa ainda altos, a conversão permanecerá subordinada à preferência das indústrias bélicas pela consolidação." 


 Os governos europeus fizeram ainda menos, diz o texto, deixando as indústrias tomarem suas próprias decisões quanto ao tema embora a União Européia tenha destinado US$ 97,5 milhões a um plano-piloto de conversão, conhecido como Konver . 


 Para Steve Schofield, um dos autores do relatório, no Reino Unido "o que se requeria é uma compensação para os cortes de gastos com defesa, mas isso não ocorreu . 


 Em todo o Ocidente, diz Schofield, a incapacidade de criar novos empregos para compensar aqueles que foram perdidos na indústria de defesa está provocando hostilidade em relação ao próprio desarmamento . 


 O documento diz que os países que são grandes produtores de armas devem substituir a "estrutura industrial perversa da Guerra Fria" por uma economia de tempos de paz e a ajuda governamental às companhias durante o período de transição é crucial . 


 Quanto ao dinheiro economizado pelo setor público no processo, o relatório recomenda investimentos em infra-estrutura, transporte público e tecnologias relacionadas à defesa do meio ambiente . 


 Acordos internacionais seriam necessários para limitar a disposição e os deslocamentos de tropas e equipamento militar ao estritamente necessário para a defesa doméstica, diz o documento, que também sugere a criação de uma agência internacional que se dedique a promover e coordenar programas de conversão industrial .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-73L-09805">
De um memorando de Jorge Ferreira sobre a eleição anual dos líderes dos grupos parlamentares. 
 
«Ganho a Jorge de Brito como ganho aos outros concorrentes, porque os sócios do Benfica vão votar mais em mim.» 
 
Poderá dar alguns exemplos concretos do programa que tinha apresentado? 
Não foi verdade, por exemplo, que os próprios livreiros se manifestaram contra a realização de concertos e debates, considerando que isso era desmobilizador dos potenciais compradores? 
 
Isso não pode ser dito fora de contexto. 
No ano passado, apresentámos com grande sucesso vários conjuntos musicais; 
fizemos um palco suspenso e as pessoas que convidámos também eram um chamariz para o imenso público que acorreu ao local. 
Protestaram, com alguma razão, porque os concertos foram previstos tardiamente, visto que as eleições para a APEL foram muito em cima da data da feira. 
Mas as pessoas acabaram por admitir que tínhamos feito o nosso melhor. 
Numa reunião no final da feira, pedimos desculpa pelo ocorrido e fomos perdoados e ovacionados, porque foi considerada uma iniciativa interessante. 
Na altura, assumi o compromisso de este ano ser dialogante com as pessoas; de preparar a feira com tempo, de tomar nota de um conjunto de críticas. 
Mas pensava que esse modelo seria de manter em 1996. 
Por exemplo, uma das minhas propostas incluía um concerto com Mário Laginha e Pedro Burmester, e também a vinda de Eunice Muñoz ... 
 
O Comissário europeu para o audiovisual apelou anteontem a uma «mudança de atitude» da indústria europeia do sector, de modo a adaptar-se à globalização mundial das redes de distribuição. 
A preparar um Livro Verde sobre a política europeia para o sector, João de Deus Pinheiro, falando num seminário sobre os media, considerou que a União Europeia devia «encorajar o desenvolvimento de novas e mais eficazes redes de comunicação transeuropeias». 
 
TVI em sociedade de teledifusão 
A TVI-Televisão Independente e a TDF-Telediffusion de France fundaram uma sociedade de teledifusão para operarem em Portugal, a RETI, que terá sede social em Lisboa. 
O acordo foi assinado no início do mês e, na nova empresa, a TVI detém 55% do capital e a TDF 45%, podendo o capital vir a ter mais participações portuguesas. 
Está prevista a cobertura de 80% do território português, através de 19 estações repetidoras. 
 
Sequestrado há cinco meses 
As associações servem para prestar serviços à sociedade empresarial e aos fins dos empresários. 
Mas, se me pergunta se o parque de feiras de Lisboa será mais rentável que o do Porto, eu pessoalmente digo-lhe que estou convencido que sim. 
 
Desde logo por causa do grande afluxo de público ... 
 
Soberbo 
Pet Shop Boys Discography -- The Complete Singles Collection 
O nome diz tudo. 
O nome do disco, e o nome do grupo que o assina. 
A colecção completa dos singles dos Pet Shop Boys é um daqueles registos que o consumidor ávido de música pop não pode deixar de receber de braços abertos. 
Imaginem só :18 canções de puro sumo pop, sem bafio nem conservantes. 
Se o formato é sintético -- tanto na fórmula da canção utilizada pelo grupo como pela sonoridade que a envolve --, neste caso o palavrão só tem conotações positivas. 
Porque Neil Tennant e Chris Lowe têm, de facto, uma capacidade extraordinária para surpreender e agradar. 
Porque sabem ser concisos, sem falsas simplicidades, porque são inteligentes, sem armar grandes espalhafatos, porque conseguem ironizar e autoparodiar-se sem fazer figuras tristes. 
 
Mais de mil professores da Fenprof em manifestação 
«Estrutura de carreira, não é brincadeira» 
«A luta é de todos, o que prejudica os colegas, prejudica-me a mim», disse Maria Teresa Feio, educadora de infância de Albergaria, enquanto se preparava para participar na manifestação organizada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), ontem, em Lisboa. 
 
«America 3» alcançou a quarta vitória 
A Taça fica em San Diego 
Jean-Claude Chauviere* em San Diego 
Acabou a «America' s Cup» de 1992, viva a de 1995. 
Os americanos conseguiram defender a posse do troféu, mas os desafiantes prometem regressar mais fortes, daqui por três anos, à baía de San Diego. 
 
Mas aqui surge outra possibilidade: 
os cubanos podem simplesmente não acreditar que os Estados Unidos os retenham perpetuamente em Guantanamo, ou que os enviem para outros países, e então a fuga continuará. 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-941-09827">
Sardão
Home
TRANSPORTES SARDÃO, SA
Transporte Nacional Transporte Internacional Parque de Contentores Sardão Logística
A Empresa
Os Transportes Sardão S.A. são uma empresa de transportes de mercadorias sediada em Matosinhos. Fundados em 1938, por Joaquim Fonseca, continuamos hoje empenhados em manter o carácter familiar da empresa, possuindo a terceira geração já integrada e a participar na sua gestão. A experiência adquirida em mais de 50 anos a servir os nossos clientes de forma personalizada estimulou o desenvolvimento de um leque alargado de serviços que hoje nos permite a flexibilidade de encontrar as melhores soluções de transporte para cada um dos nossos clientes (condutores, tractores e semi-reboques dedicados a clientes específicos; complementação ou substituição de frotas próprias, etc.....).
Actualmente a empresa dispõe de amplas instalações e armazéns em Matosinhos e em Lisboa inseridas em parques de 80.000 e 20.000 m2 respectivamente.
Possuímos um parque circulante que conta com um total de 180 unidades de carga e 140 veículos tractores assim como outros tipos de viaturas que nos permitem as soluções mais eficientes para satisfazer as necessidades dos nossos clientes. As nossas viaturas estão equipadas com meios tecnológicos que nos permitem comunicar e saber a localização exacta e a todo o momento das nossas viaturas e das mercadorias que transportamos em qualquer local da Europa.
Centramos a nossa atenção em aspectos como a pontualidade e a segurança no transporte de mercadorias e em 2001 de forma a garantirmos a consistência destes atributos certificamos pela APCER o nossos Sistema de Qualidade 01/CEP.1485, no âmbito do transporte público rodoviário de mercadorias, nacional e internacional, de carga geral, contentores, mercadorias perigosas, indivisíveis e produtos perecíveis. Parqueamento, movimentação, enchimento e desconsolidação de contentores.
Possui também um parque de contentores, o primeiro certificado em Portugal.
Contactos Telefone 351 229 990 600 Fax 351 229 990 697 Morada Estrada Monte Godim, 440 4450-745 Leça da Palmeira Portugal E-mail
Informações Gerais: geral@transportessardao.pt
Dep. Nacional: sn@transportessardao.pt
Dep. Internacional: si@transportessardao.pt
Parque de contentores: sardao_depot@transportessardao.pt
Transportes Sardão, Sa
Última actualização: 2003-02-20
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-02L-09828">
Que o meu querido amigo João Carlos Espada tenha acesso aos sabores duma das tradicionais bolsas da erudição ocidental constitui um contributo, não despiciendo, para a melhoria da minha qualidade de vida. 
Mais tarde ou mais cedo, quando nos encontrarmos, usufruirei, eu também, das experiências de que ele agora desfruta. 
Entretanto, eu -- e os milhares de pessoas que o leram no PÚBLICO (da passada segunda-feira) -- vou-me contentando com as suas Cartas de Inglaterra. 
 
Um quarteto formado por Bob Mover (sax alto e voz), Carlo Morena (piano), Pedro Gonçalves (contrabaixo) e João Silvestre (bateria) actua a partir das 23h, na catedral lisboeta do jazz: no Hot Clube de Portugal. 
 
Uma «autêntica» big band, constituída por 16 músicos, com alguns dos temas mais conhecidos do reportório «standard» liderada pelo trombonista Claus Nymark e com a voz de Ana Paula Oliveira: no Speakeasy (Cais da Rocha Conde d'Óbidos -- Armazém 115), às 23h e 01h. 
 
CONTRA O GOVERNO --  
Alguns milhares de trabalhadores afectos à CGTP desfilaram ontem pela baixa de Lisboa em protesto contra a política económica e social do Governo. 
Um boneco cabeçudo baptizado de «Santo Cavaco» foi a estrela da manifestação, que partiu dos Restauradores e foi até à Praça da Ribeira, depois de interromper o trânsito das Ruas do Ouro e da Prata. 
O mote dos protestos variou entre «Emprego seguro, garantia de futuro!», «Melhores salários, melhores horários!», «Mais emprego, mais salário, Portugal mais solidário!» ou «Despedir, desmantelar, é Cavaco a governar!» 
No fim, Manuel Carvalho da Silva, coordenador da CGTP, também ajudou: 
«Não podemos permitir que a contratação colectiva continue bloqueada, que o desemprego continue a aumentar, que a segurança social, a saúde e a educação continuem a degradar-se». 
 
«Somos obrigados a tornar os nossos programas o mais interessantes possível, num ambiente onde existem múltiplas escolhas», refere Victor Neufeld, o produtor executivo do programa 20/20, da ABC, citado pela Associated Press. 
«Cada vez fazemos mais pesquisa para encontrar histórias novas e cada vez vamos mais fundo para as investigar.» 
 
Conseguir um bom exclusivo pode significar a entrada de milhões de dólares em publicidade. 
Daí que Shapiro tenha ficado tão orgulhoso com o exclusivo dos pais dos sete irmãos gémeos. 
E, para que fique registado, o produtor afirma que a NBC não pagou ao casal McCaughey. 
Shapiro acredita que eles concordaram em aparecer no programa Dateline, da NBC, pura e simplesmente porque gostam de o ver. 
Quanto à presença dos seguranças à porta de casa deles, foi a NBC que os contratou para manterem os «paparazzi» à distância durante a entrevista. 
 
Seriam 9h30 quando os três homens, de quem não se conhecem dados identificativos, surgiram de armas na mão e rosto coberto à porta do BNU de Massamá, uma dependência recentemente inaugurada e localizada na denominada Sexta Fase da Urbanização Pimenta e Rendeiro (área que na sua maioria ainda está em construção). 
Os assaltantes atraíram a atenção de uma das funcionárias, que deu de imediato o alarme, pelo que o gerente conseguiu bloquear a porta de entrada ainda antes desta poder ser aberta pelos suspeitos. 
 
Após verificarem que a entrada havia sido bloqueada, os três homens fugiram de imediato para um automóvel Citröen AX, de cor branca, cujas letras da matrícula são AJ, e tomaram a estrada que conduz a Queluz. 
Segundo o comandante da GNR do Cacém, entidade a quem primeiro foi comunicada a ocorrência, não foi consumado qualquer acto violento. 
 
Quanto a saber donde é que vem a nossa preferência quase unânime pela mão direita, a questão permanece em aberto. 
Tanto mais quanto, hoje em dia, o hemisfério esquerdo (dos dextrímanos) já não é considerado como o hemisfério cerebral «dominante», nem como o único capaz de desempenhar altas funções mentais e de controlar movimentos precisos e subtis. 
Sabe-se que o hemisfério direito também é essencial para funções mentais de altíssimo nível, tais como o raciocínio, a memória, o reconhecimento dos rostos, das melodias musicais, etc. 
 
Uma explicação possível da hegemonia dextrímana poderá ser o facto de, nos dextrímanos, o hemisfério cerebral esquerdo possuir ligações nervosas sensoriais e motoras para os dois lados do corpo, enquanto o hemisfério direito está quase só ligado a um único lado do corpo. 
Isto poderá significar, simplesmente, que o controlo voluntário da mão direita é mais fácil do que o da mão esquerda. 
 
As delegações do Governo de Luanda e da Unita rubricam o protocolo das conversações de Lusaca para que haja paz em Angola. 
O acordo definitivo deverá ser assinado dentro de quinze dias. 
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<DOC DOCID="HAREM-987-09840">
CONCURSO PROFESSOR ADJUNTO (UMA VAGA)
 ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO/UFMG 
 ÁREA: INFORMAÇÃO E SOCIEDADE 

 INSCRIÇÕES: 

 Período: de 11 de setembro a 09 de dezembro de 2001 
 Local: Secretaria Geral da Escola de Ciência da Informação/UFMGSala 4004 

 Maiores informações pelos telefones: 

 (31)3499-5225/3499-5235 e fax:(31)3499-5200 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-222-09846">
Rio de Janeiro
 Quarta-feira, 27 de setembro de 2000 Onda livre da Barra à Região dos Lagos O motorista poderá, a partir de agora, sair da Barra da Tijuca e chegar à Búzios, na Região dos Lagos, sem parar nos pedágios da Linha Amarela, Ponte Rio-Niterói e Via Lagos.
Implantada experimentalmente em junho, o sistema de onda livre integrado - um passe eletrônico instalado no veículo que registra a passagem pelo pedágio - será divulgado em uma campanha da Lamsa.
A empresa, que administra a Linha Amarela, promoverá o serviço na praça do pedágio a partir da próxima semana.
Além da onda livre interligada, a Lamsa vai implantar 26 telefones de emergência - um por quilômetro - nos dois sentidos da via expressa.
Os aparelhos, que serão colocados até o fim do ano, estarão interligados ao Centro de Controle da Linha Amarela.
Em caso de acidentes ou panes mecânicas, a central poderá ser avisada imediatamente para mandar carros de socorro até o local do problema.
O sistema é parecido com o existente em outras rodovias, como a Presidente Dutra.
O diretor-superintendente da Lamsa, Damião Moreno, estima que dos 70 mil motoristas que passam diariamente pelo pedágio da Linha Amarela, pelo menos 5% (cerca de 3.500 pessoas), também sejam usuários habituais da Ponte e Via Lagos.
Por enquanto, o serviço conta com pouco mais de 900 usuários.
O cadastramento para a onda verde pode ser feita na administração da Lamsa.
O motorista, porém, pode optar por usar apenas o serviço na própria Linha Amarela.
Segundo Moreno, o débito pode ser automático na conta-corrente, por boleto bancário ou cartão de crédito.
A administração da Ponte e Via Lagos adotou outra estratégia.
Os 70 mil usuários de passes eletrônicos das duas vias, que já operavam interligadas, estão recebendo cartas em casa informando que o sistema também está programado para o pedágio da Linha Amarela.
"É preciso aguardar a chegada da correspondência pois a adaptação está sendo feita aos poucos.
Antes disso, o aparelho ainda não estará programado para a Linha Amarela", explicou Marco Barbosa, assessor da Ponte S.A. Ao contrário da Lamsa, o uso do passe adquirido na Ponte não pode ser pago em cartão.
Veja a lista de sites relacionados à editoria 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-42J-09852">
EXXON
O derramamento de óleo do petroleiro Exxon Váldez, em março de 1989, causou estragos no valor de US$ 286,8 milhões, segundo um júri em Anchorage (Alaska).
A ação está sendo movida por pescadores, lojistas, propietários de terra e nativos.
O valor é mais que o dobro do estimado pela Exxon, mas menor que o original pedido, de US$ 895 milhões.

CÉU NO CHILE
Bombeiros e pessoal de resgate foram colocados em alerta máximo em Argel no final da tarde de ontem, segundo a rádio estatal.

Veículos de resgate estavam a apenas 500 metros do Airbus 300.

Optar entre um aparelho conjugado e outro simples é outro ponto que merece atenção.
Para fazer uma boa compra, a técnica do Procon recomenda ao consumidor que verifique se já há dentro de casa os tradicionais equipamentos que desempenham as mesmas funções do conjugado, só que separadamente.
Caso a opção seja pelo aparelho multiuso, o comprador deve checar se o produto tem assistência técnica, diz ela.
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-721-09897">
A AAKDA
A AAKDA, Associação Açoreana Karate-do e Disciplinas Associadas, foi constituída a 30 de Março de 1995. Está sediada em Ponta Delgada, ilha de São Miguel , arquipelago dos Açores . Foi fundada pelos dois maiores clubes de Karate da região, o Dojo Micaelense e o Karate Clube de Ponta Delgada e cujo objectivo principal continua a ser o mesmo. A promoção e a divulgação da prática do karate, organizar competições, promover estágios e patrocinando a formação , visando o aperfeiçoamento dos atletas seus associados. Sendo a mais antiga associação de karate da região Açores, conta actualmente com seis clubes associados e com mais de duas centenas de sócios praticantes. Filiada na Federação Nacional Karate-Portugal, tem organizado anualmente campeonatos regionais e participado nos campeonatos Nacionais da modalidade. Tem promovido e apoiado todos os interessados na participação em cursos e acções de formação de técnicos de arbitragem e treinadores de karate. Tem actualmente uma equipa de técnicos de arbitragem e treinadores. Podem-se associar todos os clubes de karate da região desde que demonstrem interesse e sejam aceites pela Federação Nacional da modalidade.
Mesa Assembléia Geral
Presidente André Amaral Secretário Alcínio Pedrosa Vogal Adelino Antunes
Direcção
Presidente Dr. Luís Silva Melo Secretário Fernando Cunha Tesoureiro Victor Cunha Vogal Ana Figueira Cons. Técnico Paulo Telheiro
Conselho Técnico
Presidente Paulo Telheiro Vogal António Mota Vogal Cláudio Dias
Conselho Fiscal
Presidente Rui Gomes Vogal Aida Castanho Vogal Luís Cordeiro
Associação Açoreana Karate-do e Disciplinas Associadas
Apartado 216
9501-903 Ponta Delgada
São Miguel - Açores / Portugal
Apoios:
A Associação Açoreana Karate-do e Disciplinas Associadas (A.A.K.D.A.) nas suas actividades é patrocinada por várias entidades e empresas locais. Especial destaque para a Câmara Municipal de Ponta Delgada e Parque Desportivo. O seu quase total apoio financeiro depende da DREFD, Direcção Regional da Educação Física e Desporto.
Direcção Regional da Educação Física e Desporto
Rua Recreio dos Artistas nº 12
9700 Angra do Heroísmo
Terceira, Açores
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-227-09906">
TUDO BEM, AS ESCOLAS ESTAO CONECTADAS. 
QUAL O PROXIMO PASSO? 
Com o acesso 'a Internet disponibilizado na maioria esmagadora das escolas publicas de todos os EUA, o debate a respeito dos computadores nas salas de aula esta' deixando de lado a questao 'eles sao necessarios nas escolas? 
' em favor de outra pergunta: 'como tais computadores devem ser utilizados? 
' Alguns educadores, como Ted Nellen, que leciona na Murry Bergtraum High School, da cidade de Nova Iorque, assumiu uma postura radical em relacao 'a nova tecnologia, atraves da incorporacao das mensagens enviadas via e-mail nas discussoes realizadas em sala de aula. 
Por exemplo, Nellen envia por e-mail perguntas aos seus alunos e estes o respondem com suas proprias mensagens eletronicas, as quais sao redirecionadas para o restante da turma. 
Embora diversos educadores nao pretendam ir tao longe quanto Nellen, provavelmente muitos deles nem mesmo seriam capazes de tentar, porque nao tem a minima ideia de como utilizar as ultimas aplicacoes para computadores. 
Um levantamento de 1999 realizado pela Milken Exchange, referente 'a Tecnologia Educacional, descobriu que a maioria dos professores que lidam diariamente com estudantes nao recebeu qualquer treinamento para saber como empregar esta nova tecnologia. 
E uma outra pesquisa recente apresentada pelo Centro Nacional para Estatisticas Educacionais ('National Center for Education Statistics'), dos EUA, revelou que somente 20% dos professores confiam em sua habilidade para manusear as novas aplicacoes e integrar a tecnologia em suas salas de aula. 
(New York Times--Education Life, 09 Jan 2000) e (Edupage da RNP) 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-832-09914">
Sul Rural Noticia 09
 Edição Nº 196 - Dezembro 1999 MAIS NOTÍCIAS Definido reajuste de 7% no preço do fumo Produtores e indústria acertaram reajuste de 7% no preço do fumo A Associação dos Fumicultores Brasileiros - Afubra e o Sindicato das Indústrias de Fumo Sindifumo, assinaram protocolo estipulando
reajuste de 7% no preço do quilo do produto para a safra 1999/2000.
Com este reajuste, a cotação do quilo do fumo foi fixado em R$ 2,25.
Para o presidente da Comissão de Fumo da Farsul, Mauro Flores, embora este aumento não seja considerado o ideal para os produtores, a assinatura do protocolo trouxe garantia aos fumicultores, pois estabelece a compra de toda a produção contratada, o pagamento no quarto dia útil do
mês e a liberação junto a financeiras do dinheiro da venda do primeiro lote do produto.
Também ficou definido a partir da assinatura do protocolo, que os produtores, através de entidades que os representam, como Afubra, Farsul, e federações de Santa Catarina e Paraná, acompanharão a classificação do fumo, mediante acordo com as empresas.
Mesmo com a redução de 11% na área plantada, a estimativa para a safra é de 470 mil toneladas, em 238 hectares nos três estados da região sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Alguns produtores arriscam estimar que a produção poderá atingir as 500 toneladas, uma vez que as condições climáticas têm sido favoráveis desde novembro, quando iniciou a colheita.
A qualidade do produto, que deverá superar a safra passada, poderá contribuir para o aumento dos preços médios.
Conforme Flores, o acordo beneficia mais de 140 produtores rurais dos três estados, o que significa um ganho de R$ 14 milhões a mais para a região, somente na comercialização do fumo.
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<DOC DOCID="HAREM-621-09917">
Untitled
António Silva
In Público Magazine
António Maria da Silva nasce em Lisboa a 15 de Agosto de 1886. Filho da famílias humildes, começa a trabalhar cedo, como marçano. Édepois empregado de retrosaria, caixeiro de drogaria e bombeiro, chegando ao posto de comandante. Tira o curso comercial e frequenta diversos grupos cénicos amadores. A sua estreia como actor data de 1910, na peça "O Novo Cristo", de Tolstoi, que a companhia de Alves da Silva levava àcena no Teatro da Rua dos Condes. Agrada e écontratado, desempenhando outros pequenos papéis em peças como "O Conde de Monte Cristo" ou "O Rei Maldito". Entre 1913 e 1921, viaja com a companhia de António de Sousa pelo Brasil, onde participa pela primeira vez num filme, no mesmo ano em que casa com Josefina Silva (1920). De volta a Portugal, trabalha de anos consecutivos na companhia Satanella Amarante, em peças de teatro ligeiro e de revista. Depois de passar por outras companhias teatrais (Lopo Lauer, António de Macedo, Comediantes de Lisboa, Vasco Morgado), chega finalmente àribalta do cinema português, integrando o elenco principal do filme "A Canção de Lisboa", de Cottinelli Telmo (1933). E éno cinema que firma em definitivo a sua popularidade e engenho como actor, assegurando papéis cómicos ou dramáticos em mais de trinta películas: "As Pupilas do Senhor Reitor" (1935), "O Pátio das Cantigas" (1942), "0 Costa do Castelo" (1943), "Amor de Perdição" (1943), "Camões" (1946), "O Leão da Estrela" (1947), "Fado" (1948) e muitos outros. A sua última aparição no cinema data de 1966, em "O Sarilho de Fraldas", com António Calvário e Madalena Iglésias. Morre com 84 anos, em Lisboa, a 3 de Março de 1971.
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<DOC DOCID="HAREM-909-09927">
A alvorada abriu o dia e os olhos do guerreiro branco. A luz da manhã dissipou os sonhos da noite, e arrancou de sua alma a lembrança do que sonhara. Ficou apenas um vago sentir, como fica na mouta o perfume da flor que o vento da serra desfolha na madrugada. 

Não sabia onde estava. 

A saída do bosque sagrado encontrou Iracema: a virgem reclinava num tronco áspero do arvoredo; tinha os olhos no chão; o sangue fugira das faces; o coração lhe tremia nos lábios, como gota de orvalho nas folhas do bambu. 

Não tinha sorrisos, nem cores, a virgem indiana: não tem borbulhas, nem rosas, a acácia que o sol crestou; não tem azul, nem estrelas, a noite que enlutam os ventos. 

- As flores da mata já abriram aos raios do sol; as aves já cantaram: disse o guerreiro. Por que só Iracema curva a fronte e emudece ? 

A filha do Pajé estremeceu. Assim estremece a verde palma, quando a haste frágil foi abalada; rorejam do espato as lágrimas da chuva, e os leques ciciam brandamente. 

- O guerreiro Caubi vai chegar à taba de seus irmãos. O estrangeiro poderá partir com o sol que vem nascendo. 

- Iracema quer ver o estrangeiro fora dos campos dos tabajaras; então a alegria voltará a seu seio. 

- A juruti, quando a árvore seca, foge do ninho em que nasceu. Nunca mais a alegria voltará ao seio de Iracema: ela vai ficar, como o tronco nu, sem ramas, nem sombras. 

Martim amparou o corpo trêmulo da virgem; ela reclinou lânguida sobre o peito do guerreiro, como o tenro pâmpano da baunilha que enlaça o rijo galho do angico. 

O mancebo murmurou: 

- Teu hóspede fica, virgem dos olhos negros: ele fica para ver abrir em tuas faces a flor da alegria, e para sorver, como o colibri, o mel de teus lábios. 

Iracema soltou-se dos braços do mancebo, e olhou-o com tristeza: 

- Guerreiro branco, Iracema é filha do Pajé, e guarda o segredo da jurema. O guerreiro que possuisse a virgem de Tupã morreria. 

- E Iracema? 

- Pois que tu morrias!... 

Esta palavra foi como um sopro de tormenta. A cabeça do mancebo vergou e pendeu sobre o peito; mas logo se ergueu. 
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<DOC DOCID="HAREM-24L-09930">
Ski aquático 
Os bons samaritanos 
Subir ao monte Garizim, no primeiro dia de neve do ano, quando as pedras e os abetos se escondem sob um manto de neve, é ascender ao paraíso, tão grande é a beleza celestial da paisagem. 
Mas Shalom Cohen quer descer do cume da «montanha dos bem-aventurados» para um lugar mais terreno. 
O seu desejo é sentar-se no Conselho Palestiniano, onde Yasser Arafat reservou uma cadeira para um dos três candidatos do «mais pequeno e mais antigo povo do mundo» -- os samaritanos. 
 
São cerca de 600 almas, 284 a viver em Nablus, a maior cidade da Cisjordânia, e 297 a residir em Holon, próximo de Telavive. 
Arafat sempre defendeu um Estado multiétnico e, ao apoiar os descendentes de uma das tribos de Israel, a de Levi, filho de Jacob, ele mostra que também os judeus serão bem-vindos numa futura Palestina. 
Além disso, ao proteger os samaritanos de Nablus, mostra que vai mais longe do que o Estado hebraico, que não dá aos de Holon a oportunidade de estarem representados no Knesset (parlamento). 
 
Espanha acelera nas ferrovias 
A Espanha vai investir até ao fim do ano 67,6 mil milhões de pesetas em infra-estruturas ferroviárias. 
Mas, após o esforço destinado ao Sul, com a linha de alta velocidade Madrid-Sevilha, em (1992, as prioridades de (1995 apontam para o Leste e Norte. 
O chamado «corredor mediterrâneo» (Valencia-Barcelona) e a linha de alta velocidade Barcelona-Narbonne representam metade do investimento total em infra-estruturas de transporte ferroviário. 
 
Savimbi será líder da oposição leal 
A UNITA declarou ontem que o seu líder, Jonas Savimbi, não aceitará o cargo de vice-presidente que lhe é proposto nos acordos de paz de Angola, preferindo viabilizar um Governo de unidade nacional desempenhando o papel de líder de uma oposição leal, com direito a ser consultado pelo Presidente sobre todas as questões nacionais. 
 
«As pessoas no MPLA temem que a UNITA queira romper o processo, estando deliberadamente a provocar atrasos até Novembro, data em que expira o mandato do Governo», disse à Reuter o chefe dos negociadores da UNITA em Luanda, Isaías Samakuva, explicando que tinha entregue ao Governo e à ONU um documento com propostas concretas. 
Mas «os atrasos correspondem às dificuldades que temos enfrentado», acrescentou Samakuva. 
O «Governo tem capitalizado sobre o que nós não fizemos, o que só contribuiu para enfraquecer a liderança da UNITA, dificultando-lhe o cumprimento das tarefas restantes». 
 
«A segurança é a antecipação a todos os níveis para ver, ao longe, e ser-se capaz de tudo prever -- um mal-estar, uma sacanice dos outros. 
Não conheço um só piloto que não conduza à sua velocidade de segurança. 
Segundo o artigo 1º do Código da Estrada, é aquela que permite ter o domínio da viatura e de parar ao mínimo imponderável. 
A velocidade varia em função das circunstâncias exteriores e pessoais -- entre as quais, a sua forma.» 
 
Baseado na sua experiência e em testes realizados sob controlo médico, Jean-Pierre Beltoise afirma que a maior parte dos condutores não tem a menor necessidade de parar de duas em duas horas. 
Antes pelo contrário: uma paragem maçadora pode fazer baixar a vigilância. 
Em contrapartida, se se sentir com dores nas costas ou se um enorme desejo de ir apanhar malmequeres o estiverem a massacrar, uma pausa relançará a energia. 
Uma cochilada? 
Tudo bem, se for capaz de passar em poucos minutos da vigília ao sono e vice-versa. 
 
Especialistas em luta anti-terrorista e no complexo «puzzle» de grupos e grupúsculos afegãos identificam à partida duas organizações como as mais susceptíveis de fornecerem treino a jovens idos de outros pontos do mundo. 
E isto porque possuem um conceito «internacionalista» da «guerra santa» contra o Ocidente. 
 
O mais suspeito é o Hezb-i-Islami, ou Partido do Islão, do «senhor da guerra» Gulbuddin Hekmatyar, hoje em perda nítida de influência militar no Afeganistão; 
o outro é o Markaz Al-Dawat, organização extremista wahabita. 
 
Os «leões» de Faro e de Lisboa lutaram ontem muito no Estádio de São Luiz, mas não conseguiram marcar. 
Os da casa estão ainda muito longe de uma boa forma física e a partir dos 25 minutos do primeiro tempo refugiou-se quase sempre na defesa. 
O Sporting dominou, alguns jogadores voltaram a mostrar pormenores interessantes, mas faltou-lhes inteligência no futebol ofensivo. 
Um empate que acaba por ser justo, para duas equipas que precisam ainda de ser muito trabalhadas. 
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<DOC DOCID="HAREM-029-09948">
-- Fui de carro até Calistoga.
Fez um aceno e sussurrou: «É isso, Calistoga -- como se compreendesse alguma coisa que a mim me escapava. -- Que viste lá?» -- perguntou.
Falei-lhe no bosque, na Lua e na casa com o catavento.
Fez um aceno como se eu tivesse dado a resposta certa. «E o teu sonho?» -- perguntou.
Quando lhe falei na Polónia e no guarda da torre, replicou: «Estás a ver até que ponto as pessoas podem ser sensíveis?»
-- Para dizer a verdade, não. Porque não me dizes o que achas que significa? -- acrescentei, sentando-me ao lado dele.
 Peter inclinou-se para diante e puxou a orelha para aliviar a sinusite. Pegou no pedaço de madeira e passou o indicador por cima das inscrições como quem acaricia uma mãozinha de bebé. «É língua de gémeos -- explicou. -- Às vezes os gémeos idênticos falam uma língua deles quando são pequenos. Só eles a entendem. E normalmente perdem a capacidade de a falarem com a idade -- encolheu os ombros. -- Talvez a esqueçam quando começam a falar com as outras pessoas: -- Apontou as inscrições. -- Isto está nessa língua.»
-- O que é que diz? -- perguntei.
-- Qualquer coisa como: «Mando-te a minha força para que um dia te veja dançar e dance a teu lado.» E depois: «Viverei para esse dia.» E finalmente, como sabes, há uma Estrela de David. Estás a ver? Há uma espécie de correspondência. Quem mo deu foi um amigo, William. O homem com quem cresci. Foi ele que me ensinou esta língua.
-- E foi o William que o escreveu?
-- Não, foi o gémeo dele, Viktor. E uma amiga.
Lancei-lhe um olhar surpreendido e disse: «Continua.»
-- Não sei se sabes, viviam na Hungria -- começou ele. -- Quanto a isso acertaste -- sorriu debilmente, como que forçado. -- Viviam perto de Budapeste, William, Viktor e esta amiga, uma mulher chamada Sarah. Na realidade era a namorada de Viktor. -- Peter indicou com um aceno o globo. -- É estranho como a geografia às vezes é importante. Tivessem eles vivido noutra parte qualquer... -- Abanou a cabeça e respirou profundamente. 
-- Estava-se em 1943. Eram adolescentes. Não sei bem que idade teriam.
-- Dezassete -- disse eu. Não sei de onde me veio esta resposta. Imagino que a terei sonhado.
-- Muito possivelmente -- replicou Peter. -- De qualquer modo, estava-se em 1943, dizia eu. Viktor e William tinham mantido viva a linguagem deles. Nunca a tinham esquecido. Falavam-na entre eles quando não queriam que os outros entendessem; diziam piadas, faziam trocadilhos, rimas e poemas nessa língua. William diz que é a sua língua preferida. E sabe muitas... é muito bom em línguas. É nessa que mais se sente em casa, nas conjugações dela. -- Peter fitou-me interrogativamente e levantou o talismã diante dos meus olhos. -- Bem, compreende-se, tinha sido criada por ele e pelo irmão. Ainda hoje tem sonhos nessa língua.
«Seja como for, Viktor e Sarah conheceram-se no liceu e apaixonaram-se. Ele sentiu-se compelido a ensinar-lhe os rudimentos da linguagem para que ela pudesse conhecer os seus... os seus pensamentos mais íntimos. Depois de um ano de esforços, Sarah já sabia o suficiente para travar uma conversa. Falavam nessa língua depois de fazer amor, falando sobre a morte, sempre nos seus momentos de maior intimidade.

Dei por mim a pensar em Rain. Deviam ser umas quatro e meia da tarde. Esgueirei-me para a rua e caminhei até à esquina da Jones com a O'Farrell, onde a tinha visto pela primeira vez. Estavam lá duas prostitutas no engate. A que estava mais perto de mim era uma mulata com o cabelo brilhante enrolado no alto e caindo sobre uns ombros largos, sólidos; tinha as pestanas empastadas em maquilhagem e os lábios cintilavam com um bâton vermelhíssimo. Quando lhe falei em Rain, bateu os saltos no pavimento com uma expressão penalizada, esperando que eu dissesse ao que ia.
-- Olha, docinho, sem dinheiro não há nada para ninguém -- disse ela.
-- Só queria saber se a conhecia -- supliquei.
-- A única rain que conheço é a que cai do céu.
Do outro lado da rua estava uma rapariga baixa de cabelo louro com uns caracolinhos napoleónicos enrolados na testa. Tinha um olhar apático e um nariz minúsculo. Quando lhe fiz uma descrição de Rain, disse: «Acho que a vi uma ou duas vezes.»
Alex desatou a arrecadar figurinhas de lagartos e cobras de cima da chaminé. Pegou em duas colheres de madeira que um amigo tinha trazido do Uruguai, um demónio acocorado da Indonésia. Quando Steve e Renette voltaram a sair, prossegui a conversa: «Imagino que ainda não está mobilado.»
Alex fixou-me com olhos de tubarão. «Porque raio haveria eu de estar aqui?!» -- E abanou a cabeça face à minha estupidez.
-- Bom, podias querer estas coisas de qualquer modo -- sugeri.
-- Bill, achas realmente que eu queria aquele sofá lazarento se já tivesse algum? Não podes pensar uma coisa dessas. Mesmo tu... -- a voz diluiu-se num silêncio incrédulo.
Senti-me embaraçado por nós os dois e deixei-me cair no sofá branco. Pus-me a ver umas gravuras de frutos híbridos num número da Americas. Aparentemente, era possível pegar em dois frutos quaisquer e obter um cruzamento se se tentasse a sério. Steve, Renette e Alex fizeram mais umas quantas idas e vindas, levando também umas coisas do quarto de cima. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-44J-09952">
Além do Museu do Ar, o projecto gira em torno do parque temático propriamente dito.
A zona lúdica, com os divertimentos, áreas comerciais de «souvenirs» e de restauração, compreende espaços distintos para os vários temas, ainda em análise, tais como Portugal, Japão, Brasil, África e Far-West.
Os quatro primeiros temas destinam-se a mostrar o papel de Portugal no mundo e o quinto, o único sem relação com a história nacional, é justificado pela experiência de 
Barcelona (Port Aventura), que regista assinalável sucesso.
Uma «zona petting» anexa, em cooperação com o Jardim Zoológico de Lisboa, destina-se a permitir o contacto das crianças com animais.
Tudo, claro está, muito arborizado.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-824-09954">
 Santa Catarina 1 

 A Secretaria Municipal de Saúde de Herval D'Oeste ainda não descobriu quais as causas da intoxicação de 94 pessoas durante a festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade, no domingo . 

 Santa Catarina 2 

 Eliatan da Veiga, 4, morreu carbonizado na última semana durante um incêndio que destruiu a casa onde ele morava com a família, em Camboriú . 

 Rio Grande do Sul 1 

 O vereador de Porto Alegre Airto Ferronato (PMDB) defende o ensino da língua espanhola nas escolas . 
  Segundo ele, "só assim haverá plena integração da capital gaúcha com o Mercosul" . 

 Rio Grande do Sul 2 

 A Prefeitura de Porto Alegre pretende instalar telões em três pontos da cidade para que as pessoas assistam os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo . 

 Paraná 1 

 Os ciclistas de Curitiba vão ganhar um centro de apoio no parque São Louren, a partir do dia 26 . 
  Os ciclistas serão cadastrados e as bicicletas serão emplacadas . 

 Paraná 2 

 As repartições públicas municipais de Curitiba vão funcionar em horário especial nos dias de jogos da seleção do Brasil durante a Copa do Mundo . 

 Paraná 3 

 Policiais civis e militares destruíram 30 portos clandestinos localizados nas margens do lago de Itaipu, nos municípios de Guaíra e Foz do Iguaçu . 

 Paraná 4 

 Segundo o delegado Ézio Vicente da Silva, foram usados 2.300 kg de explosivos para destruir portos e trilhas usadas pelos contrabandistas . 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-627-09972">
 O ProspeCTar - ESTIMULAR A SOCIEDADE BRASILEIRA A PENSAR ESTRATEGICAMENTE SOBRE O FUTURO DO PAíS+. 
 O ProspeCTar é um programa do Governo Brasileiro, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia/MCT, em estreita interação com os demais ministérios e instituições públicas e privadas no país e no exterior. 
 Por meio do desenvolvimento de atividades de prospecção em Ciência e Tecnologia, a exemplo do que tem sido feito em diversos países, o ProspeCTar pretende estimular a sociedade brasileira a pensar estrategicamente sobre o futuro do país. 
 Os resultados da primeira fase (Primeira Rodada) foram surpreendentes: o numero de participantes foi de 10.939 pessoas, com 273.029 questionarios avaliados. 
 Uma media de 24 questionarios por respondente. 
 Informamos que (i) no dia 31 de julho corrente os resultados da Primeira Rodada do 
 Estudo estarao disponiveis para consulta e que (ii), nos primeiros dias de agosto estaremos iniciando uma Segunda Rodada. 
 Conteudo do Relatorio - Os resultados poderao ser vistos no "site" do PROSPECTAR (www.mct.gov.br/cct/Prospectar/default.htm). 
 Vale a pena visitar o site tem textos completos sobre C&amp;T, links, transparencias, para aulas, etc... 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-317-09973">
 INTERFERENCIAS NA ALDEIA GLOBAL CULTURAL ATTITUDES TOWARDS TECHNOLOGY AND COMMUNICATION 
 6-8 julho 2000 
 Universidade de Murdoch, Perth, Austrália 
 http://www.it.murdoch.edu.au/~sudweeks/catac00 / local de Espelho: http://www.drury.edu/faculty/ess/catac00 
 Redes de comunicação mediadas por computado como a Internet e a World Wide Web, prometem a visão utópica de uma aldeia global eletrônica. 
 Mas esforços para difundir tecnologias de Cumputer Mediated Communication (CMC) globalmente, especialmente, na Ásia e entre a populacao global da África, Austrália , Estados Unidos e America do Sul demonstram que as tecnologias de CMC nem são culturalmente neutras nem transparentes. 
 Esta série de conferências pretende prover um foro internacional para a apresentação e discussão de pesquisa de ponta em como diversas atitudes culturais amoldam a implementação e uso de tecnologias de informação e tecnologias de comunicação. 
 A série de conferências que reúne profissionais vindos de todo o mundo destaca os aspectos culturais especificos e as disciplinas que serviram de ponte para participacao na conferencia. 
 A primeira conferência da série aconteceu em Londres em 1998 (veja http://www.it.murdoch.edu.au/~sudweeks/catac98 /)para uma avaliação dos temas e apresentações e veja: 
 http://www.it.murdoch.edu.au/~sudweeks/catac98/01.ess.html. 
 para observar os documentos completos, originais (especialmente aqueles que constroem o vigamento teórico, como os específicos de valores culturais, práticas, etc.) e documentos curtos (por exemplo descrevendo projetos de pesquisa atuais e resultados preliminares). 
 Nós buscamos, para esta conferencia documentos documentos que articulem as conexões entre valores específicos e possíveis práticas comunicativas futuras envolvendo tecnologia de informaçao e tecnologia de comunicação. 
 - artigos que melhor indiquem o papel de atitudes culturais diversas impedindo a implementação e o avanço de sistemas de comunicacao global mediadas por computador. 
 Tópicos de particular interesse incluem mas não são limitados por: 
 - atitudes comunicativas e práticas em países industrializados diversos. 
 - atitudes comunicativas e práticas em paísesindustrializados e comunidades marginalizadas. 
 - impacto de informações e tecnologias de comunicação nos habitantes e idiomas e culturas indígenas 
 - políticas da aldeia global eletrônica na democratização da informação. 
 - atitudes culturais e práticas comunicativas no eixo east/west. 
 - papel do gênero em expectativas culturais e cmc. 
 - assuntos éticos relacionados a informações , tecnologias de comunicação e o impacto na cultura nos comportamentos de comunicação. 
 - implicações legais da comunicaçãoeletronica e da tecnologia de informação. 
 SUBMISSÕES Todas as submissões serão revisadas por um painel internacional de profissionais e pesquisadores. 
 Haverá a oportunidade para artigos selecionados aparecerem em um livro ou no Electronic Journal of Communication/La Revue Electronique de Communication (Vol. 
 8, Nos. 
 3-4, 1998) and will appear in the AI and Society Journal (Vol. 
 14, No+1, 2000). 
 Submissões iniciais devem ser enviadas por email para 
 catac@it.murdoch.edu.au como um anexo (Word, HTML, PDF). 
 A Submissão de um artigo é entendida como sendo original e de primeira publicação. 
 Datas importantes * Full papers 31 January 2000 * Short papers 28 February 
 2000 * Notification of acceptance 21 March 2000 * Final formatted papers 24 April 2000 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-728-09975">

(Lei Complementar nº 116/2003)

Programa:

I - Introdução


a) Natureza da norma


b) Características fundamentais


c) Eficácia


d) Leis municipais compatíveis


II - Pontos Relevantes


a) Fato Gerador: habitualidade irrelevante


b) Serviços provenientes do exterior - incidência


c) Serviços públicos autorizados - cobrança do imposto


d) Denominação do serviço - irrelevância para fins de incidência e) Situações não sujeitas ao imposto: hipóteses descritas em lei f) Tomador residente no exterior - exigência do imposto


g) Local da prestação para fins de cobrança - regra geral h) Atividades sujeitas ao pagamento no local da prestação - exceções i) Serviços contínuos (ferrovia, rodovia, dutos, etc.) - cobrança por território j) Exploração de rodovias - base de cálculo proporcional k) Conceito de estabelecimento para cobrança do imposto


l) Retenção na fonte - prestador situado fora do município do tomador m) CONSTRUÇÃO CIVIL - dedução da base de cálculo só de materiais fornecidos n) Alíquotas mínima e máxima


o) Nova Lista de Serviços - ampliação


p) ATOS REVOGADOS


«Nota: a abordagem levará em conta a análise comparativa entre o DL-406/69 e a LC 116/03»


Palestrante: Sidney D' Agázio - bacharel em direito, contabilista, consultor tributário, pós-graduando em direito tributário-IBET/USP e sócio da Oliveira Neves e Associados Informações Gerais


17/09/03 São Paulo- SP


Porto Alegre- RS


Curitiba - PR


Rio de Janeiro- RJ


Recife - PE


Belém - PA


S. J. do Rio Preto - SP


Ribeirão Preto - SP

Campinas - SP Auditório pontes de Miranda - Al.

Santos, 2400 R. Senhor do Passos, 154 - Plaza Porto Alegre

R. Rockefeller, 11 - Rockefeller Palace

Av. Pres.

Vargas, 392 - Guanabara Palace

R. dos Navegantes, 435 - Hotel Canariu' s

Av. Pres.

Vargas, 882 - Hotel Hilton
Rod.

Washigton Luiz, Km 432 - Michelangelo

R. Lafaiete, 1370 Hotel Taiwan


Av. Aquidabã, 280 - Ermitage Boulevard 13:30hs às 17:30hs


8:30hs às 12:30hs


8:30hs às 12:30hs


8:30hs às 12:30hs


8:30hs às 12:30hs


8:30hs às 12:30hs


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<DOC DOCID="HAREM-82C-09986">
Relatório (A5-0057/2002) da deputada Buitenweg e do deputado Costa Neves, em nome da Comissão dos Orçamentos, sobre o projecto de orçamento rectificativo e suplementar 1/2002 da União Europeia para o exercício de 2002 no que se refere às secções É, ÉÉ e ÉÉÉ (2002/2040(BUD)

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0461/2001) do deputado Mayo i Raynal, em nome da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao índice de custos da mão-de-obra (COM(2001) 418 - C5-0345/2001 -2001/0166(COD)) (A5-0461/2001)

(O Parlamento aprova a resolução legislativa)

Relatório (A5-0030/2002) do deputado Bullmann em nome da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais, sobre a Cimeira da Primavera de 2002: o processo de Lisboa e o caminho a seguir (2001/2196(INI))

(O Parlamento aprova a resolução)



Senhor Presidente, esta manhã, há três horas apenas, a organização terrorista ETA tentou acabar com a vida de Ester Cabezudo, vereadora socialista do Município de Portugalete, e com a do seu guarda-costas. Felizmente, não logrou os seus intentos e julgo que ambos se encontram neste momento fora de perigo.

Na semana passada, a organização terrorista ETA tentou pôr termo à vida de um jovem de vinte e cinco anos, que era dirigente da Organização Juvenil Socialista no País Basco. Neste caso, também não conseguiram retirar-lhe a vida, mas a sua perna esquerda teve de ser definitivamente amputada.

Solicito à Presidência que, em nome deste Parlamento, expresse as suas condolências por estes factos, a sua repulsa perante tais actos e a sua solidariedade para com as vítimas. A ETA não conseguiu os seus objectivos, mas os factos não são menos graves do que se o tivesse feito.


Agradeço ter-me sido permitido usar da palavra. Um comportamento muito democrático! No Parlamento Europeu, todos gozam da liberdade de expressão ao passo que no parlamento espanhol isso não é possível.

Em primeiro lugar, gostaria de expressar a minha profunda solidariedade e simpatia para com todas as vítimas do actual conflito no País Basco. Permitam-me que pergunte aos colegas espanhóis se me podem garantir que, neste preciso momento, não há pessoas a serem torturadas nas esquadras da polícia espanhola ......

(O Presidente retira a palavra ao orador)

 Peço desculpa. Procurei ser o mais equilibrado possível mas não estamos a discutir esse assunto. Penso que a resposta à intervenção da senhora deputada Díez González demonstra que esta assembleia condena em absoluto todos os atentados terroristas e exprime a sua solidariedade para com as três vítimas mencionadas.

Relatório (A5-0031/2002) do deputado Karas, em nome da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, sobre as consequências económicas dos atentados de 11 de Setembro de 2001

(O Parlamento aprova a resolução)

Proposta de resolução (B5-0118/2002) sobre a estratégia de desenvolvimento sustentável para a Cimeira de Barcelona

(O Parlamento aprova a resolução)

Proposta de resolução comum (RC B5-0120/2002) sobre a entrada em vigor do Tratado de Roma que institui o Tribunal Penal Internacional

(O Parlamento aprova a resolução)

Proposta de resolução comum (RC B5-0119/2002) sobre os direitos democráticos na Turquia e, em particular, a situação do HADEP

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0024/2002) do deputado Blak, em nome da Comissão do Controlo Orçamental, sobre a acção desenvolvida pela Comissão relativamente às observações que fazem parte integrante da decisão relativa à quitação pela execução do orçamento geral da União Europeia para o exercício de 1999 (COM(2001) 696 - C5-0577/2001 - 2001/2123(DEC))

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0028/2002) do deputado Gahrton, em nome da Comissão dos Assuntos Externos, dos Direitos do Homem, da Segurança Comum e da Política de Defesa, sobre a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu sobre as relações da União Europeia com o Cáucaso Meridional no âmbito dos acordos de parceria e cooperação (COM(1999) 272 - C5-0116/1999 - 1999/2119(COS))

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0014/2002) da deputada Lucas, em nome da Comissão da Política Regional, dos Transportes e do Turismo, sobre o impacto dos transportes na saúde (2001/2067(INI))

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0021/2002) da deputada Pack, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a execução do programa Sócrates (2000/2315(INI))

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0018/2002) do deputado Graça Moura, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a aplicação do programa "Cultura 2000" (2000/2317(INI))

(O Parlamento aprova a resolução)

Relatório (A5-0019/2002) da deputada Gröner, em nome da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, sobre a execução do Programa "Juventude" (2000/2316(INI))

(O Parlamento aprova a resolução)


Estão encerradas as votações.

DECLARAÇÕES DE VOTO - Relatório MacCormick (A5-0032/2002)

Senhor Presidente, a imunidade parlamentar, como se sabe, é instituída não no interesse pessoal dos eleitos, mas num interesse que se situa acima, o das instituições democráticas. Esta visa marcar a independência das mesmas em relação aos poderes executivo, judicial e mediático. Razão por que os factos e processos que decorrem em período eleitoral devem ser cuidadosamente analisados pelas assembleias. Assim sendo, congratulo-me por ter sido apresentado o pedido de levantamento da imunidade parlamentar de colegas, entre os quais figura um candidato às eleições presidenciais francesas.
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<DOC DOCID="HAREM-91C-09987">
Para acabar, gostaria de agradecer ao relator todo o seu trabalho, mas peço à Comissão que comunique esta noite as medidas que pretende tomar tanto a nível da Comissão, como do Conselho, para que estas belas palavras se convertam em acções.

Senhor Presidente! Em nome do Grupo do Partido Popular Europeu quero felicitar o deputado Sindal pelo seu excelente relatório sobre a comunicação da Comissão sobre o desenvolvimento do transporte marítimo de curta distância na Europa. Com um pequeno número de alterações, as directrizes e o programa de acção da Comissão poderão dar plenos resultados. Pelo contrário, a política geral de portos marítimos, desenvolvida quase de passagem no anexo - como o sublinha, também, de forma incansável, o meu colega Jarzembowski - não pode ser aceite na sua presente forma, pois ultrapassa em grande medida o apoio ao transporte marítimo de curta distância.

Uma mobilidade sustentável no longo prazo depende de infra-estruturas de transportes mais flexíveis, com melhor desempenho e condenação intermodal. Sobretudo deste ponto de vista, mas também por considerandos de política ambiental e regional, saúdo expressamente todos os aspectos que permitam transferir para águas costeiras o transporte rodoviário de mercadorias. O que só poderá ser conseguido se, primeiro, se proceder a uma modernização da frota, das estruturas portuárias e das ligações rodoviárias do interior com os portos, segundo, se alcançar uma maior transparência das ofertas de prestação de serviços, das taxas e das estruturas administrativas portuárias, terceiro, se obtiver uma concertação coordenada do financiamento de infra-estruturas públicas e privadas e, quarto, for reduzida a burocracia administrativa.

É interessante que finalmente se considere o transporte marítimo de curta distância como um transporte complexo de serviços, ou seja, em termos de economia dos transportes, como parte de uma cadeia de transportes de mercadorias porta a porta. Desta forma ele está em concorrência directa com o transporte por veículos pesados. Como tal, o transporte marítimo de curta distância tem de se tornar mais simples, barato e eficaz.

A Comissão da Política Regional apresentou muito cedo alterações que já existem com o mesmo teor no texto original da Comissão ou que o relator na sua maior parte utilizou e introduziu no seu trabalho com algumas nuances linguísticas. Apenas por esses e não por motivos de conteúdo, o nosso grupo político apresentou uma proposta de rejeição da maioria dessas alterações.

A alteração nº 3 introduz como novo aspecto os efeitos do desenvolvimento do transporte marítimo de curta distância sobre a criação e defesa de postos de trabalho nos estaleiros da União Europeia. Como tal, deveríamos votar favoravelmente essa alteração.

Senhor Presidente, existem três factores importantes que favorecem o transporte marítimo de curta distância. O transporte rodoviário aumenta, na Europa Central, a uma média anual de 5 %, o que provoca um crescente congestionamento. O transporte marítimo costeiro é uma forma alternativa de transporte, que não prejudica o ambiente. A formação geográfica do continente europeu, com os seus mares internos, penínsulas, baías, rios e canais navegáveis, adapta-se muito bem a este modo de transporte.

Os transportes marítimos de curta distância não só promovem como constituem um modo de transporte apropriado às regiões europeias mais periféricas, como o Mar Báltico, o Mediterrâneo e o Mar Negro. Assim, por exemplo, para a indústria de exportação da minha região de origem, no Golfo de Bótnia, em Kemi e em Tornio, a existência de um transporte marítimo efectuado ao longo de todo o ano, e nos invernos mais frios com a utilização dos quebra-gelos, é uma necessidade vital. O transporte marítimo interno deveria ser fortemente liberalizado na Europa.

Uma maior abertura das vias fluviais internas da Rússia à frota dos países da UE desenvolveria as relações económicas existentes entre a União Europeia e a Rússia. Tal concederia, em particular, grandes possibilidades ao desenvolvimento das redes navegáveis do lago Saimaa, situado no Leste da Finlândia.

Finalmente, felicito o colega Sindal pelo seu excelente relatório.

Senhor Presidente, gostaria de felicitar o deputado Sindal pelo seu trabalho esclarecedor sobre este sector negligenciado. Preocupamo-nos constantemente com a criação de postos de trabalho e este é um sector em que poderíamos fomentar um enorme potencial de emprego. Actualmente, existem 600 portos localizados perto de centros industriais. Há mais outras centenas de portos que, potencialmente, poderiam ser desenvolvidos para esse efeito.

Oradores anteriores fizeram referência à ajuda para acabar com o horrível e dispendioso congestionamento rodoviário, afirmando que o transporte marítimo de curta distância é um tipo de procedimento amigo do ambiente. Se pudermos encorajar mais acções deste tipo - e há que encorajá-las uma vez que parece não haver vontade política dos nossos governos - as verbas da UE seriam bem gastas. No meu círculo eleitoral existem 90 ilhas e muitas delas são ligadas por ferries . Hoje já não temos ligações directas, como acontecia no passado quando a Escócia tinha ligações com os Países Baixos, a Escandinávia e os portos hanseáticos. Estas ligações podiam ser retomadas facilmente e isso iria ajudar toda a gente. Se alguma vez procurarmos formas de ajudar a criar postos de trabalho, este será um sector a ter em atenção.
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<DOC DOCID="HAREM-002-09992">
Gazeta FM - Rapidinhas
 Fundação Cásper Líbero | A Gazeta Esportiva | TV Gazeta | Gazeta FM | FCL Net | Faculdade Rubéola ataca universitários em São Paulo Ricky Martin no Brasil Gisele Bündchen recebe convite da Globo Três municípios já têm eleições praticamente definidas Novidades nas eleições Doença típica de criança está afetando marmanjos de faculdade em São Paulo. 
 A Secretaria Municipal de Saúde pretende vacinar, até quinta-feira, cerca de 33 mil alunos das faculdades UNIP, FMU e Mackenzie contra rubéola. 
 De acordo com o número de casos suspeitos, 759, pode-se falar em surto. 
 Semelhante ao sarampo, a rubéola só é considerada grave quando atinge mulheres grávidas. 
 O cantor Ricky Martin chega ao Brasil em dezembro para fazer alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. 
 O porto-riquenho vem fazer o lançamento de seu novo CD e aproveita para comemorar os 16 milhões de discos vendidos ao longo sua carreira. 
 A Rede Globo está de olho na top model Gisele Bündchen. 
 Depois de conquistar o coração de Leonardo di Caprio e sair 20 vezes como capa da revista Vogue, Gisele pode participar de uma cena da próxima novela das sete, "Um Anjo que Caiu do Céu".
 O convite já foi feito, só falta a modelo dizer sim ou não. 
 Eleitores de três grandes municípios da Grande São Paulo podem decidir as eleições já no primeiro turno. 
 É caso de Santo André, que mostra preferência por Celso Daniel, do PT, e São Caetano do Sul, que deve ficar com Tortorello. 
 Ambos são os atuais prefeitos. 
 Em Osasco, as intenções de voto mostram a volta do ex-prefeito Celso Giglio, do PTB. 
 Faltam somente cinco dias para as eleições municipais de primeiro de outubro. 
 E estas eleições terão clima de século 21. 
 A palavra de ordem é facilitar a vida do eleitor com três novidades: todas as 354 mil urnas do país serão informatizadas e os formulários de 
justificativa, ao contrário dos outros anos, serão entregues nas zonas eleitorais e não nos correios. 
 A grande novidade deste ano é que a apuração poderá ser acompanhada pela Internet, através do site www.tse.gov.br.
 **Ultima atualização 26/09/2000 - 11h45 Esse site deve ser visto com o monitor ajustado na resolução 800 X 600 © Fundação Cásper Líbero 2000
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