AOS ONZE ANOS, eu tinha aulas de violino uma vez por semana com Miss Katie McIntyre, assim sempre
chamada para não ser confundida com Miss Pearl, sua irmã, que lecionava piano e nos acompanhava nos
exames .
Miss Katie morava em um amplo estúdio ensolarado em um edifício da cidade, cujos andares de baixo eram
ocupados por dentistas, papelarias e fotógrafos baratos .
Era no quarto andar, servido por um antiquado elevador tipo gaiola, que oscilava perigosamente
enquanto subia (para além do odor de vapores químicos e, de vez em quando, uma lufada de gás) à atmosfera
mais pura que Miss Katie compartilhava com a única outra ocupante das alturas), Miss E.
Sampson, espiritualista .