Ensaio

DIP - Desafio de identificação de personagens
Um ensaio de uma avaliação conjunta é uma atividade preliminar em que todos os interessados (futuros participantes ou observadores) tentam resolver manualmente uma pequena amostra do problema, de forma a em conjunto definirem o que deve ou não deve ser marcado pelos sistemas.

No ensaio do DIP, colocamos acessíveis dois textos, um em texto e outro em pdf, e pedimos que todos os participantes no ensaio preencham manualmente a informação que pretendemos que os sistemas produzam.

E que a enviem através do EasyChair (https://easychair.org/cfp/DIP2022). O formato dos dois arquivos/ficheiros está indicado aqui.

Damos um prazo -- até 15 de março -- para os participantes fazerem isso, coligindo ao mesmo tempo dúvidas e pontos omissos na documentação, e marcamos uma reunião virtual, depois disso -- para discutir os resultados.

Estes são os resultados propostos pela organização, já corrigidos depois das reuniões do ensaio:

A forma exata pela qual deveriam ser enviados encontra-se aqui: pers.csv e rel.csv.

O que combinamos durante a discussão do ensaio:

  1. devemos marcar ex-professor, porque é a ocupação que está mencionada. E, se estiverem na obra as designações professor e ex-professor, devem ser marcadas as duas!
  2. devemos marcar personagens que não chegaram a existir, se tiverem nome. Exemplo: "imaginou que mais tarde teriam um filho a que chamariam Álvaro"
  3. devemos incluir formas de tratamento que vêm da loucura. Por exemplo, no caso do Quincas Borba, Rubião delira e trata Sofia por Eugênia e chama-se a si próprio Luís, nos seus ataques de loucura.
  4. não devemos colocar personagens identificadas por um título de nobreza, quando não têm o nome. Como exemplos a não marcar, veja-se conde de Abranhos, lord Sandwich, ou rei de Hespanha
  5. não devemos identificar personagens que são apenas identificadas pelo seu título, tal como Sr. Reitor ou Sinhá ou Dona ou mesmo Iá-Iá
  6. não devemos incluir cigana ou judeu como "estatuto social" mesmo que haja estereótipos fortes que sugiram uma ocupação
  7. devemos incluir a alcunha toda/ o apelido todo quando parte não estiver em maiúsculas, quando for claro. Ou seja: João das pantorrinhas.
  8. exigimos que os sistemas "conjuguem" a profissão, ou seja, a partir de "despediram todos os cozinheiros, exceto a Maria", devem colocar cozinheira na profissão da Maria (ou seja, com o género e número apropriados).
  9. exigimos que os sistemas identifiquem todas as formas possíveis de identificar um casal (casado), tal como desposar, casaram-se, tinham contraído núpcias etc. mas que coloquem como relação simplesmente ou A mulher B ou A marido B.
  10. devemos incluir nas relações noivo/noiva, quando é formal.
  11. devemos incluir padrinho, madrinha, comadre e compadre nas relações familiares, quando se referirem a verdadeiros padrinhos, não quando se referirem metaforicamente a protetores
  12. devemos marcar herdeiro como ocupação, em casos em que se refere à posiçã socoial e não a direitos hereditários
  13. devemos marcar aposentado e reformado como ocupação, se estiver sozinho. Senão, deverá ser acoplado à profissão anterior: juiz aposentado ou juiz reformado.
A lista de relações familiares contemplada pelo DIP é pois a seguinte: mãe, pai, filho/a, neto/a, avó, avô, irmã/o, cunhado/a, primo/a, tio/a, sobrinho/a, bisavó, bisavô, bisneto/a, nora, genro, sogro/a, mulher, marido, padrinho, madrinha, compadre, comadre, afilhado, afilhada.
Última atualização: 10 de setembro de 2022.