Avaliação e controlo de qualidade em relação ao português

Devido à falta de recursos comuns e à falta de comunicação entre os diversos grupos, não há qualquer consenso ou modo de avaliar uma dada ferramenta ou dado no que respeita à língua portuguesa. Não é, portanto, possível, na maior parte dos casos avaliar minimamente o trabalho na área.

É essencial, por isso mesmo, que também sejam desenvolvidos métodos de avaliação, de teste e de comparação, à semelhança das conferências americanas TREC (veja-se http://trec.nist.gov/), ou SENSEVAL (veja-se http://www.itri.bton.ac.uk/events/senseval/cfp2.html), etc., que tenham em conta especificamente o português.

Da mesma forma, é preciso publicar e definir padrões mínimos de aceitação de produtos que tratam do português, tais como ambientes computacionais, sistemas de apoio a actividades linguísticas (tais como sistemas de apoio à tradução, editores de texto), produtos de apoio ao trabalho em colaboração, ou sistemas informáticos da administração central.

É também preciso lutar a nível internacional pela resolução de alguns problemas nos padrões internacionais, sendo um exemplo óbvio o da proibição de usar acentos em vários formatos electrónicos devido aos protocolos de comunicação subjacentes (mail, http, ftp, etc.).

Seria, pois, vantajoso ter um serviço público de "portuguesificação" (por oposição a aportuguesamento) da tecnologia, incumbido de organizar as conferências de avaliação e de informar a comunidade, de garantir a distribuição dos recursos, de levar a cabo ou encomendar testes de qualidade e representar o país em órgãos internacionais (sobre este assunto veja-se também Serviços de desenvolvimento de recursos e ferramentas partilháveis).


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